Projeto de Lei nº CM 41/2026
O povo do Município de Divinópolis, por seus representantes legais, aprova e eu, na
qualidade de Prefeito Municipal, em seu nome sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º Fica denominada “Dona Ivone Morato”, a Praça localizada na rua Itutinga, entre as
ruas Profa. Diva e Ítalo Cônsoli, no bairro Nossa Senhora da Conceição, neste Município.
Art. 2º A Prefeitura Municipal providenciará a colocação de placas indicativas no local, bem
como a devida comunicação à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos - ECT, à Companhia de
Saneamento de Minas Gerais – COPASA, à Companhia Energética de Minas Gerais – CEMIG, à
Empresa de Telefonia e aos Cartórios de Registros de Imóveis.
Art. 3º A justificativa de presente lei é parte integrante da mesma e com ela se publica.
Art. 4º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
Divinópolis, 12 de Fevereiro de 2026
Ver. Rodyson do Zé Milton
Vereador do PV
Rua São Paulo, 277 – Praça Jovelino Rabelo – Centro – CEP 35.500-006 – Fone (37) 2102-8200 – Fax: 2102-8290
Portal: www.camaradiv.mg.gov.br e-mail: geral@camaradiv.mg.gov.br
Denomina “Dona Ivone Morato”, a Praça
localizada na rua Itutinga, entre as ruas
Profa. Diva e Ítalo Cônsoli, no bairro Nossa
Senhora da Conceição, neste Município.
JUSTIFICATIVA
Em 29 de julho de 1951, na cidade de Pitangui, centro-oeste mineiro, nasceu Ivone Morato. Quarta filha do
casal Raimundo Morato e Anésia Venâncio Morato. Ivone foi esposa de Alberto Campos Viegas – com quem
partilhou mais de 55 anos de sua vida –, mãe de 4 filhos, avó de 13 netos e bisavó de 4 bisnetos. Constituiu
em torno de si uma família onde foi o pilar. Marcada por uma vida simples, com poucos recursos, Ivone não
completou a educação básica – o que não a impediu de se tornar grande amiga das letras e do conhecimento.
Escrever talvez fosse um de seus maiores hobbies – ou, mais do que isso, sua paixão. Os amigos, filhos,
netos e conhecidos bem sabem: havia sempre uma carta, um conto ou um papel de rascunho onde seus
pensamentos ganhavam forma. Ao longo da vida, a paixão pela escrita e pelo conhecimento encontrou
espaço na ação: Ivone se tornou catequista, participando ativamente das atividades religiosas. No entanto, foi
como líder comunitária que ela construiu seu maior legado enquanto pessoa pública, auxiliando na
construção coletiva em prol de uma cidade melhor e de mais qualidade de vida para a população. Esteve à
frente da Federação da Associação de Moradores de Bairros e Conselhos Comunitários Rurais de
Divinópolis – FAMBACORD com grande relevância , onde pôde ajudar a tantos e buscar as melhorias e
crescimento dos bairros , fazendo assim ser presença marcante pelas lutas comunitárias . Ivone morou em
algumas cidades: Pitangui – onde nasceu –, Bom Despacho e Belo Horizonte. Mas, definitivamente, foi em
Divinópolis que Ivone fez seu lar e viveu até o fim da vida. E mais do que isso, se comprometeu com as
causas sociais: andou pelos quatro cantos de Divinópolis, sem medir esforços. Presidiu assembleias,
denunciou mazelas, articulou recursos e melhorias para lugares que careciam da atenção do setor público.
Ivone foi uma republicana nata – no sentido literal: lutou, defendeu e articulou a construção da “coisa
pública”, tal como a etimologia da palavra “república” sugere, em latim, ainda que ela nunca tenha
aprendido, teoricamente, sobre isso. Sua atuação foi reconhecida ao longo da vida – por meio de inúmeras
personalidades políticas que, independentemente da sigla partidária, buscavam conselhos e ouviam a voz da
mulher que compreendia a importância da boa política – aquela que tem seu compromisso, sobretudo, com
os interesses do povo. Apesar dos vários convites que recebeu ao longo da vida, nunca se lançou como
candidata a cargos públicos: era nos bastidores, na compreensão do jogo político, no papel de observadora
atenta – que por inúmeras vezes ganhou projeção na mídia, nos inúmeros programas de rádio aos quais foi
convidada a falar. Ivone se doou como poucas pessoas para a comunidade. Uma, em especial: a do bairro
Nossa Senhora da Conceição, onde residia. Ali, não só viu o bairro nascer, como lutou junto da comunidade
em prol de melhorias. Em suas andanças e em sua luta, nunca deixou o afeto e a mineiridade de lado: sua
casa sempre esteve de portas abertas, com café preto, servido no copo de vidro, e com quitanda fresca, feita
por suas mãos ou pelas do esposo Alberto. Bastavam poucos minutos de prosa para reconhecer a sabedoria
de Ivone. Mais do que isso, ao falar, deixava transparecer sua esperança, sua fé inabalável, seu senso crítico e
seu espírito conciliador. Características que só alguém que realmente sabe sobre o que está dizendo consegue
equacionar e sustentar em um mesmo discurso. No dia 17 de abril do corrente ano , Ivone nos deixou. Mas
sua memória e sua importância estão ainda muito presentes na lembrança daqueles que conviveram com ela.
Quanto ao seu legado, não é preciso muito esforço: ao longo de toda a cidade, de inúmeros bairros, é
possível testemunhar os feitos, a atuação e as conquistas que somente uma mulher com a força de Ivone
poderia liderar. Se, como diz a poeta divinopolitana Adélia Prado, “O que a memória ama fica eterno”, que
conste que Ivone é digna de ser memorável, inesquecível... eternizada.
Divinópolis, 12 de Fevereiro de 2026
Ver. Rodyson do Zé Milton
Vereador do PV
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