| Tipo | Projeto de Lei Ordinária |
|---|---|
| Número / Ano | 67 / 2024 |
| Date | 2024-04-15 |
| Ementa | Institui no Município de Itabirito a "Semana Municipal das Mães Atípicas." |
| native_id | 14043 |
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CÂMARA MUNICIPAL DE ITABIRITO PROJETO DE LEI Nº Q+ 2024 Institui no Município de Itabirito a “Semana Municipal das Mães Atípicas”. Art.1º. Fica instituída no Município de Itabirito a “Semana Municipal das Mães Atípicas”, a ser comemorada anualmente na segunda semana de maio. Parágrafo Único. "Mãe atípica" é uma expressão que geralmente é usada para descrever uma mãe que não se enquadra nos padrões ou estereótipos tradicionais de maternidade. O termo "atípica" significa incomum, não convencional ou fora do comum. Art.2º. O evento mencionado no art. 1º pode ser comemorado com reuniões, palestras, seminários, feiras e demais atividades cujos objetivos são a promoção, visibilidade e valorização da mãe atípica na sociedade. Art.3º. Os recursos necessários para atender às despesas com a execução desta Lei poderão ser obtidos mediante parcerias com empresas da iniciativa privada, pública, governamental, associações ou institutos, sem acarretar ônus para o Município. Art.4º. Esta Lei, entra em vigor na ldata de sua publicação. ANDERSON M DA CONCEIÇÃO CÂMARA MUNICIPAL DE ITABIRITO Justificativa: A relação entre a mãe e o/a filho/a com deficiência é tão forte que, em muitas circunstâncias, no exercício das atividades que demandam cuidados, que por sua vez, resultam no isolamento de ambos do convívio familiar e social. As mães atípicas, assim chamadas, tem maior sobrecarga psíquica, ou seja, a própria sociedade impõe às mães a maior demanda dos cuidados que esse filho necessita e tal fato, com isso, provoca um sentimento de desamparo e desespero destas mães, pela falta de um suporte e amparo maior. Vale ressaltar que se faz de extrema necessidade pois ainda existem pessoas que ficam incomodadas com a presença da criança atípica nos ambientes, sejam eles públicos ou particulares, e essa reação social é recebida pelas mães como um gesto de preconceito e exclusão; justamente por perceber a fragilidade do filho frente a percepção social que as mães também se colocam em uma posição fragilizada. Estabelecer uma semana para a Maternidade Atípica, é dar voz a estas mães, que por vezes infinitas são porta-vozes de seus filhos. É ampliar os espaços de discussão sobre esse tema, que é fundamental para o desenvolvimento das políticas públicas voltadas para essas mães, considerando a tristeza profunda que vivenciam pela perda do filho idealizado, cijamado de "luto materno”. Anderson Martins V