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materia nº 26/2022

Tipo Moção
Número / Ano 26 / 2022
Date 2022-04-12
EmentaMOÇÃO DE APLAUSOS A CLEUSA COUTINHO DE SOUSA, EM RECONHECIMENTO PELA SUA CONTRIBUIÇÃO POR SEUS RELEVANTES SERVIÇOS PRESTADOS AO MUNICÍPIO, ATRAVÉS DA EDUCAÇÃO.
native_id1519

Autoria

Tramitação (latest 6)

DateStatusTurnoTexto
2022-05-18 APROVADO em plenário, SEM emendas. U Aprovado em Reunião Ordinária do dia 17/05/2022.
2022-05-17 Incluído na Ordem do Dia U Incluído na Ordem do Dia 17/05/2022.
2022-04-26 Aguardando inclusão na Ordem do Dia. Matéria apta. U Aguardando inclusão na Ordem do Dia.
2022-04-26 Devolução. U Proposição devolvida com parecer.
2022-04-20 Remessa para confecção de parecer de Comissão ou Jurídico. U Aguardando confecção de parecer da comissão.
2022-04-13 Leitura em Plenário para conhecimento dos edis. U Leitura dia 19/04/2022.

Documents (1)

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PROCESSO DE MOÇÃO N° 26/2022
MOÇÃO DE APLAUSO
Autoria: Vereadora Ana Carolina Silva Faria
A Câmara Municipal de Itaúna, Estado de Minas Gerais, apresenta Moção de Aplausos a
Cleusa Coutinho de Sousa, em reconhecimento pela sua contribuição por seus relevantes serviços
prestados ao município, através da educação.
JUSTIFICATIVA
 No dia 27 de Março de 1969, Dona Cleusa foi nomeada coordenadora da escola Maria 
Augusta de Faria, a antiga "Escolas Combinadas do Bairro Piedade".
 Cleusa, encontrou a escola em situações precárias: uma casa muito velha, alugada, em 
péssimo estado, situada na Rua Boa Vista, no bairro Piedade, próxima a antiga sede do Tiro de Guerra.
A única instalação sanitária existente era uma fossa que oferecia riscos aos professores e alunos. A 
casa contava com apenas dois quartos que foram transformados em salas de aula e uma sala pequena 
que funcionava a diretoria. Os copos eram de extrato de tomate com alças, os talheres todos tortos e 
enferrujados e havia apenas uma panela. As divisões das salas eram feitas com lençóis e a merenda era
feito em fogão a lenha. 
As crianças merendavam em um pátio ao lado da escola, com seus copinhos enferrujados e as 
comemorações cívicas e sociais eram feitas ali também. A escola havia apenas 20 carteiras duplas, 
sendo 10 em cada sala de aula. A escada na frente da escola estava caindo, e o passeio todo rachado, 
tendo que entrar pelos fundos. As paredes eram todas trincadas e as janelas já haviam apodrecido. 
Cleusa, pensou em abandonar seu cargo na escola pois não acreditava ser capaz de resolver 
tamanho problema. Após pensar bastante, decidiu continuar e sua primeira atitude foi reunir o 
professorado e expor suas ideias. Jogaram fora todos os copinhos enferrujados de merenda e Cleusa 
saiu pela cidade a procura de verbas para comprar novos vasilhames para a cantina com os 
empresários da cidade.
Ela não conseguiu somente os vasilhames, como também alugar um salão, o São Vicente de 
Paula, e criou uma nova classe e os alunos assistiam as aulas debaixo de um pé de jatobá e as carteiras 
eram feitas de tijolos, sem nenhum conforto, e logo o Tiro de Guerra também cedeu uma sala, e assim 
foi criada a 4° classe. 
Como no salão não havia carteiras, Cleusa correu atrás e conseguiu 12 carteiras duplas 
emprestadas por Nídia Braz de Faria Matos, e colocaram uma talha no salão, fazendo com que 
coubessem 2 classes que funcionavam em dois turnos, e assim acomodou bem as turmas que ficavam 
debaixo do pé de jatobá.
Até o final de 1971, Dona Cleusa conseguiu alojar 4 classes, trabalhando nesta situação e 
lutou incansavelmente para conseguir a construção de um prédio escolar, e isso lhe custou várias idas à
Belo Horizonte, na Secretaria de Estado da Educação e a única coisa que conseguiu um telefone fixo 
para a escola. Frustrada com a falta de recursos, Cleusa ainda recebeu a notícia de que a casa velha 
onde funcionava a escola estava condenada. O prédio foi interditado e a escola não tinha um lugar para
que pudesse funcionar. As paredes já haviam começado a cair. 
Em Fevereiro de 1972, Cleusa já estava perdendo a esperança, e acreditava que a escola 
fecharia as portas por falta de acomodações. Não havia na redondeza outro imóvel para 
funcionamento. Mas ela não desanimou. Saiu pelo bairro, com chuva, a procura de novos locais, pois 
sabia que a sua luta não acabava ali, até que encontrou uma casa na praça principal do Bairro Piedade, 
onde está instalada hoje a Comunidade Bom Pastor. Era uma residência que contava com dois quartos,
uma sala, cozinha e banheiro. Os quartos foram transformados em salas de aula muito pequenas, e um 
tecido separava as salas da cozinha, e assim a sala invadida por fumaças do fogão durante as aulas. 
Ainda em 1972, o proprietário do Salão São Vicente de Paula desfez o aluguel do espaço e os 
alunos tiveram de ser acomodados em um novo imóvel na rua Treze de Maio.
Cleusa já cansada de procurar recursos com a Secretaria Estadual de Educação, apelou para a 
Prefeitura Municipal, sendo o prefeito naquela época o Sr. Jadir Marinho de Faria, que vendo o imenso
problema que Cleusa enfrentava, se prontificou em ajudar na construção de um prédio escolar, 
juntamente com a Câmara de Vereadores. 
No ínicio de 1972 foram iniciadas as obras e no dia 21 de Janeiro de 1973 o prédio foi 
inaugurado, contando com a presença do Sr. Prefeito, diversas autoridades e membros da comunidade.
Com imensa gratidão, Dona Cleusa fez questão de homenagear o Sr. Prefeito, e junto aos 
vereadores conseguiu trocar o nome da escola de "Escolas Combinadas do Bairro Piedade" para 
"Escola Estadual Maria Augusta de Faria", levando o nome da genitora do Prefeito Jadir Marinho. 
Esse foi o meio mais sincero de expressar seu agradecimento.
Cleusa se despediu da direção da Escola em Outubro de 1987, após 18 anos de trabalho e 
muita dedicação a este estabelecimento de ensino. Foram noites sem dormir, preocupações mas seu 
trabalho foi cumprido com muita honra. 
 
Diante de toda essa trajetória que aqui apresentamos, esta vereadora oferece essa moção de 
aplausos como forma de reconhecimento aos frutos que nossa cidade colhe até os dias de hoje desta 
mulher que lutou com muita garra para manter viva a escola Maria Augusta de Faria, e com todo 
esforço cumpriu o seu grande sonho, que se iniciou quando entrou para a coordenação de uma escola 
em estado caótico e entregou uma escola digna de seu pessoal e digna para a comunidade do Bairro 
Piedade. 
Sala das Sessões, em 12 de abril de 2022.
Ana Carolina Silva Faria
Vereadora

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