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materia nº 106/2014

Tipo Projeto de Lei Ordinária
Número / Ano 106 / 2014
Date 2014-11-25
EmentaDENOMINA LOGRADOURO PÚBLICO RUA JOSÉ MÁXIMO
native_id2826

Autoria

Tramitação (latest 5)

DateStatusTurnoTexto
2014-12-17 SANCIONADA a proposição pelo Executivo. U Lei nº 4.904, de 17 de dezembro de 2014.
2014-12-03 Aguardando sanção do Executivo em 15 dias. U Ofício nº 286/2014-CMI encaminhado ao Executivo para sanção.
2014-12-02 APROVADO em plenário, SEM emendas. U Aprovado em 1ª e única votação.
2014-12-02 Incluído na Ordem do Dia U Votação em 02 de dezembro de 2014
2014-11-24 Leitura em Plenário para conhecimento dos edis. U Leitura em 25 de novembro de 2014

Documents (1)

texto original #

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Projeto Lei nº 106/2014
Denomina logradouro público
Rua José Máximo
O povo do Município de Itaúna, Estado de Minas Gerais, por seus representantes le￾gais na Câmara Municipal, aprovou e eu, Prefeito Municipal, em seu nome, sanciono a seguinte
Lei:
Art. 1º Fica denominado Rua José Máximo o logradouro público (Rua 1A) que tem
seu início na Rua Antônio Joaquim Bastos, passa pelas quadras 07 e 25 e termina na Rua do
Dêgo, bairro Santa Mônica II, nesta cidade de Itaúna – MG.
Art. 2º Caberá ao Poder Executivo confeccionar placas indicativas com a denomina￾ção da rua para serem afixadas m pontos estratégicos da citada via pública, bem como dar ampla
publicidade, comunicando e enviando cópias da presente Lei aos Correios, Cemig, Saae, Opera￾doras de Telefonia Fixa e Móvel, meios de comunicação locais e a quem mais possa interessar.
Art. 3º As despesas decorrentes desta Lei correrão por conta das dotações próprias
previstas no Orçamento Anual do Executivo Municipal.
Art. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições
em contrário.
Sala das Sessões, em 24 de novembro de 2014.
Francis José Saldanha Franco
Vereador
JUSTIFICATIVA
José Máximo nasceu no dia 15 de fevereiro de 1903, no município de Nova Serrana, filho de Antônio
Máximo Pereira e Maria do Amaral.
Até os 4 anos de idade, viveu exclusivamente na companhia da mãe, que costurava nas fazendas ternos e
vestidos para os senhores. Devido a uma série de dificuldades financeiras, sua mãe o entregou, em custó￾dia, ao pai, que àquela época já era casado com Januária e tinha com esta duas filhas. José era somente 6
ou 7 meses mais idoso que sua irmã mais velha por parte de pai.
Sua vida nunca foi fácil. Quando tinha apenas cinco anos de idade, sua madrasta o obrigava, debaixo de
surra, a colocar cigarro de palha na boca e, em seguida, chamava o marido (seu pai) – e este, por achar que
seu filho estava realmente “fumando”, acabava aplicando-lhe nova surra.
Cresceu sofrendo nesse ambiente hostil e cruel, e de vez em quando chegava a fugir de casa para ir ao en￾contro de sua mãe verdadeira, que continuava vivendo uma vida extremamente difícil. José Máximo viveu
nesse vai-e-vem até os dez anos de idade, quando seu pai o “emprestou” a uma conhecida (“Dona Laura”)
para trabalhar numa loja na cidade de Lavras. Essa foi a época mais feliz de sua infância, pois com Dona
Laura conheceu o carinho e o amor que nunca recebeu de sua madrasta e de seu pai.
Quando rapaz, José Máximo mudou-se para Divinópolis, onde ficou conhecendo Carlo Pirfo (italiano),
que lhe enxinou a profissão de caixeiro viajante, profissão que exerceu até sua morte, em 1974, aos 71
anos.
José Máximo casou-se com Stella Matutina de Castro em 1934, e depois de morarem em Belo Horizonte,
São Gonçalo do Pará e Divinópolis, mudaram-se para Itaúna, onde recomeçaram a vida.
Apesar de não ter estudo, José Máximo tinha grande visão de futuro. E, por obra de Deus, todo aquele so￾frimento por que passara na infância o transformaram em um cidadão humano, caridoso e generoso, que
ajudava a todos os que dele precisavam sem medir esforços.
José Máximo vivia viajando a trabalho, e sua esposa Stella costurava enxovais de bebê e de noivas. Com o
fruto de seu trabalho, os dois acabaram comprando a casa onde moravam de aluguel, e depois compraram
a sede do antigo correios e a esquina da rua Melo Viana. Posteriormente, compraram as duas lojas ao lado
da primeira casa, e em uma das lojas, José Máximo montou o Laboratório Maxim, onde produzia a Euge -
nina (analgésico e antitérmico) e o Solipan (medicamento para tratar teniase). Stella produzia, funcioná￾rios embalavam e José Máximo comercializava os produtos Maxim por toda Minas Gerais, além de ven￾der também produtos de 15 representantes de São Paulo.
Em Itaúna geraram e educaram seus três filhos (Jacob, Sonisia e Sheyla). Como José era caixeiro viajante,
possuía carro grande, e como na cidade não havia ambulância, disponibilizava seu carro para servir como
ambulância sempre que ocorria algum acidente sério (como explosões na fábrica de foguetes ou em alto￾fornos).
José Máximo deixou Itaúna em 1964, mas a maior parte de seu patrimônio estava em Itaúna, terra que
sempre considerou como sua terra natal. Hoje, seus filhos Jacob e Sheyla administram a Santa Mônica
Imóveis, no bairro Santa Mônica.
Foi através do esforço de José Máximo que os terrenos do loteamento Santa Mônica foram adquiridos e
posteriormente herdados por seus filhos, que possibilitaram, com recursos próprios, a estruturação (pavi￾mentação, saneamento básico, água e luz) do loteamento, feito que contribui para o crescimento de nossa
cidade. E diante de tão bela história de vida, peço o apoio dos nobres colegas vereadores para eternizar o
nome do sr. José Máximo, emprestando-lhe o nome a uma das ruas do referido loteamento.
Francis José Saldanha Franco
Vereador
DADOS BIOGRÁFICOS
Nome:
José Máximo
Naturalidade:
Nova Serrana - MG
Data de nascimento:
15 de fevereiro de 1903
Filiação:
Antônio Máximo Pereira e Maria do Amaral
Esposa:
Stella Matutina de Castro
Data de Falecimento:
08 de junho 1974
Filhos:
Jacob Lopes de Castro Máximo,
Sonizia Maria de Castro Máximo e
Sheyla Maria de Castro Máximo
COMISSÃO DE JUSTIÇA E REDAÇÃO
RELATÓRIO
Tendo esta Comissão, recebido na data de 26 de novembro de 2014, por parte da
Secretaria Legislativa da Câmara Municipal, a remessa do Projeto de Lei nº 106/2014, que “De￾nomina logradouro público “Rua José Máximo””, e tendo sido nomeado para relatar sobre a
matéria em apreço, passo a expor o seguinte esclarecimento:
 O objetivo do referido projeto é homenagear um estimado cidadão itaunense nome￾ando um logradouro público.
 Diante do exposto, passo a emissão do meu voto. 
 
VOTO DO RELATOR
Após análise do referido Projeto este relator entende que o mesmo encontra-se
dentro da correta Técnica Legislativa, portanto, sou pela apreciação da presente proposi￾ção pelo Plenário.
Sala das Comissões, 27 de novembro de 2014.
Gleison Fernandes de Faria
Presidente
Ante a análise do parecer exarado pelo Presidente da Comissão, acatamos o voto
do relator.
 
 Hudson Rodrigues Bernardes Nilzon Borges Ferreira
 Membro Membro

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