PROJETO DE LEI Nº 100/2025
Denomina a sala direita do Museu
Francisco Manoel Franco como “Sala
Maria Ângela Amaral Moreira”.
A Câmara Municipal de Itaúna, Estado de Minas Gerais, aprovou, e eu, Prefeito,
sanciono a seguinte Lei.
Art. 1º. Denominar-se-á a sala direita do Museu Francisco Manoel Franco como “Sala
Maria Ângela Amaral Moreira” .
Parágrafo único. A referida sala será utilizada para exposições a serem promovidas no
Museu.
Art. 2º. A administração pública municipal providenciará a instalação de placas
indicativas.
Art. 3º. As despesas decorrentes desta Lei correrão por conta de dotações próprias do
orçamento vigente do Executivo Municipal.
Art. 4º. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Itaúna, 05 de setembro de 2025.
Dalmo Assis de Oliveira Alexandre Magno M. D. Campos
Vereador Vereador
JUSTIFICATIVA
Maria Ângela Amaral Moreira
Uma mulher forte, carinhosa, amorosa, delicada, resistente – um exemplo. Mineira e
portuguesa ao mesmo tempo, filha cuidadosa (sua mãe faleceu muito cedo, e seu pai se casou 3
vezes), irmã querida (teve 5 irmãos), esposa por 67 anos, amada e respeitada; uma esposa, mãe,
avó e bisavó de valor incomensurável. Admirada pelos colegas, vizinhos e grande parte da
comunidade itaunense; contadora de formação, estudou em colégio de freiras, mas ficou famosa
pela habilidade na cozinha, e pelos milhares de doces e bolos de aniversário, casamento, bodas e
todos os tipos de festividades da comunidade. Trabalhando como “doceira”, atuou direta e
diariamente junto do Sr Nilo (marido) na construção, desenvolvimento e crescimento da família.
Nasceu em 19 de maio de 1938, aqui mesmo em Itaúna, participando ativamente dos festejos
religiosos da comunidade, marcando presença constante em quase todos os eventos desta cidade
educativa (sempre acompanhada pelo Sr Nilo). Na adolescência estudou na cidade de
Divinópolis, e depois conheceu o esposo Nilo Moreira da Silva na mesma empresa em que
trabalhavam, a conceituada Companhia Industrial Itaunense; ele trabalhava na Produção e ela na
Contabilidade, e ambos foram namorados únicos; casaram-se em 19 de novembro de 1959, e
desta relação nasceram 5 filhos (Simone, Edna, Eduardo, Adriano e Marcelo); o tempo passou,
seus filhos também se casaram e de cada casamento nasceram 2 filhos, totalizando assim 10
netos (e depois 4 bisnetos).
Adorava cantar música portuguesa em todas as festas das quais participava, e isto tornouse uma marca que transbordava amor e alegria por onde passava. Assim, um dos seus sonhos em
vida era o de tornar-se cidadã reconhecidamente portuguesa, o que ocorreu em agosto de 2023,
com a emissão do seu “Assento de Nascimento” pelo Governo Português. Sempre morou na
Praça da Estação, em Itaúna, e com a criação do museu apoiou e participou de todos os eventos e
celebrações aqui realizados, tornando-se uma figura muito querida e popular na comunidade.
Maria Ângela se tornou, desta forma, um exemplo do mais puro ser humano (alguns diziam que
ela representava algo de mais próximo dos ensinamentos de Jesus), respeitando e ajudando todos
a sua volta; jamais recusava ajudar a quem quer que seja, e sempre estendeu as suas mãos aos
mais fragilizados, que a enxergavam como um “anjo da guarda”. Maria Ângela faleceu em 11 de
Novembro de 2024, sendo erguida aos braços do Pai Maior, indo descansar depois de 86 anos de
vida intensa, de extrema dedicação e amor. Graças a Deus!
Itaúna, 05 de setembro de 2025.
Itaúna, 05 de setembro de 2025.
Dalmo Assis de Oliveira Alexandre Magno M. D. Campos
Vereador Vereador