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materia nº 23/2022

Tipo Projeto de Lei Ordinária
Número / Ano 23 / 2022
Date 2022-04-04
Ementa"Dispõe sobre denominação de uma rua pública."
native_id2217

Autoria

Tramitação (latest 3)

DateStatusTurnoTexto
2022-04-18 Proposição Aprovada em 2º e 3º Discussões C "Dispõe sobre denominação de uma rua pública."
2022-04-11 Proposição aprovada em 1º turno B "Dispõe sobre denominação de uma rua pública."
2022-04-04 Proposição apresentada em Plenário P "Dispõe sobre denominação de uma rua pública."

Documents (1)

texto original #

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CÂMARA MUNICIPAL DE
MONTE SANTO DE MINAS
830 AV. ANTÔNIO PAULINO DA COSTA N. 610 - CENTRO / 27968-000 / (35) 3591-4055
Lo, RR
cao wwe montesantodemínas mg.teg.br camaramsm?0192gmail.com
PROJETO DE LEINº 023/2022
“Dispõe sobre denominação de uma rua pública”.
A Câmara Municipal de Monte Santo de Minas aprovou, e eu, Prefeito
Municipal sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º Passa a denominar-se “Rua Maria Silvério de Macedo”, a Rua
pública nº 06 (seis), localizada no Jardim Alvorada, com início na Rua
Francisco dos Anjos Ferreira e término na propriedade do Sr. Carlos Eduardo
Donnabella.
Art. 2º A Prefeitura Municipal, através do setor responsável, deverá
providenciar o emplacamento da Rua.
Art. 3º As despesas correrão por conta de dotações orçamentárias já
existentes.
Art. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Monte Santo de Minas, 1º de abril de 2022.
Carlos Eduardo Donnabella
Prefeito Municipal
PROJETO DE LEI DE AUTORIA DO VEREADOR THIESKIi
Av. Antônio Paulino da Costa, 610- Centro - M
CNPJ:23.767.676/0001-00
CEP: 37968-000 - Fone-Fax: (35)3591-4055 Fone: (35)3591-3507
e-mailcamaramsm2019Qgmailcom - Caixa Postal: 10
anto de Minas - MG
CÂMARA MUNICIPAL DE
MONTE SANTO DE MINAS
0 890 AV. ANTÔNIO PAULINO DA COSTA N. 610 - CENTRO / 37968-000 / (35) 3591-4055
a 22,
+
Coros www montesantodeminas mg.leg.br camaramsm?019Agmail.com
JUSTIFICATIVA AO PROJETO DE LEI Nº 023/2022
Prezados Edis,
O presente Projeto de Lei tem a finalidade de contemplar com a
denominação de uma rua pública a Sra. Maria Silvério de Macedo, mais conhecida como
Maria do Canuto ou Dona Maria Mãe do Paulão da Sorveteria, falecida em 02 de agosto
de 2019, deixando para sua família e amigos uma enorme saudade.
Nasceu em Guaxupé, na Fazenda Jacuba, no dia 10 de dezembro de
1922. Casou-se com o Sr. Canuto Ernesto da Silva quando tinha apenas 15 anos de idade,
vindo a morar na Fazenda de propriedade do Dr. Pedro Paulino da Costa, Cachoeira por
vários anos e depois na Fazenda do Sr. Mário Luz, onde permaneceram por 10 anos até
se mudarem para a cidade.
Dona Maria e seu esposo decidiram adotar seu único filho, Sr. Paulo
quando ele tinha apenas 3 meses de vida, sendo que desde então não mediram esforços,
sempre fazendo tudo o que podiam para cuidar de seu filho com todo amor e carinho.
A homenageada sempre foi uma pessoa muito querida e amada por
todos, pois era dona de um coração de ouro, sempre pronta a ajudar a quem precisasse,
principalmente quando a Sabarba, benzedeira muito conhecida na cidade, que lhe
despertou o dom de benzer, o que passou a ser sua maior paixão até seus últimos dias de
vida.
Deixou para sua família um exemplo de esposa, mãe, avó, amiga e
nunca mediu esforços para honrar seus deveres como cidadã.
Tenho a absoluta certeza de que essa honraria não engrandece apenas o
nome da saudosa Maria Silvério de Macedo, engrandece a todos nós, por homenagear
esta grande mulher.
Monte Santo de Minas, 1º de abril 2022.
Av. Antônio Paulino da Costa, 610-Lentro - Monte Santo de Minas - MG
CNPJ:23.767.676/0001-00
CEP: 37968-000 - Fone-Fax: (35)3591-4055 Fone: (35)3591-3507
e-mail:camaramsm2019GOgmailcom - Caixa Postal: 10
Maria Silvério de Macedo, mais conhecida como Maria do Canuto
ou Dona Maria, mãe do Paulo (Paulão da Sorveteria), nasceu em
Guaxupé/MG, na fazenda Jacuba. Casou-se com Canuto Ernesto
da Silva aos 15 anos. Um tempo depois, eles se mudaram para a
fazenda Cachoeira (do Dr. Pedro Paulino da Costa), em Monte
Santo de Minas/MG. Após, foram morar na fazenda Mário Luz, e lá
moraram por mais ou menos 10 anos, até se mudarem para a
cidade.
Dona Maria e seu esposo adotaram Paulo quando ele tinha apenas
3 meses de vida. Ela dedicou sua vida e não mediu esforços,
fazendo tudo que podia, para cuidar de seu filho da melhor forma
possível, com todo amor do mundo.
Desde muito nova, Dona Maria sempre foi muito trabalhadora.
Antes de se mudar para a cidade ela trabalhava como bóia fria na
roça. Depois, continuou trabalhando como empregada doméstica na
cidade.
Seu esposo Canuto adoeceu. Ficou doente por muitos anos (8 anos
no total). Ela cuidou dele até ele falecer. Já com mais idade, ela
parou de trabalhar fora e continuou cuidando da casa. Sempre
cuidando do filho e ele cuidando dela. Foi quando Dona Sabarba
(benzedeira conhecida já falecida), falou pra Dona Maria que ela
tinha o dom para benzer.
Maria benzeu muitas crianças ao longo da vida. As mães levavam
as crianças até ela para “cortar o medo”, para a criança andar,
contra “quebrante”, contra “mau olhado”, e muitos outros motivos.
Depois ela também começou a benzer adultos. Ela benzia quem
batia a sua porta, sempre com muita fé.
Maria sempre foi muito devota. Benzeu as pessoas até seus 94
anos. Parou, com muito custo, somente quando começou a
adoecer. Ela tinha câncer de mama, sempre ia pra consultas em
Passos/MG, mesmo já com seus problemas físicos, de locomoção.
Mas o câncer não chegou a desenvolver por conta da idade
avançada. Ela também tinha problemas cardíacos, diabetes, e,
infelizmente, com 96 anos, ela teve uma trombose na perna direita.
Ela ainda passou por uma operação. Ficou uma semana internada
na UTI de São Sebastião do Paraíso/MG, e lutou muito mesmo.
Mas, no dia 02/08/2019, teve uma parada cardíaca, e depois teve a
segunda parada cardíaca, até que não aguentou e descansou.
Ela tinha 6 irmãos, e hoje apenas um ainda está vivo. Uma de suas
irmãs, Invença, falava que naquela época os registros eram
confusos, e que, na verdade, Dona Maria já tinha mais de 100 anos,
por elas terem uma diferença de 10 anos de idade.
Minha avó Maria era muito carinhosa. Ela tinha muitos “netinhos”
postiços. As pessoas tinham carinho por ela como se fosse sua
própria avó. Sempre foi muito caridosa, bondosa, conhecia muita
gente. Era muito querida, e, com certeza, continua sendo. Gostava
muito de ajudar quem precisava, fosse com um prato de comida ou
uma benzeção.
Ela permaneceu lúcida até o final. Lembrava de tudo e sabia de
tudo que acontecia na cidade, mesmo quase não saindo mais de
casa. Não tinha “papas na língua”.
Ela tinha muito cuidado com a gente aqui de casa, o filho, as netas,
a nora. Toda a vida cuidou muito bem do meu pai, desde mandar o
café da manhã pra ele todos os dias cedinho na fábrica, até ligar
pra ele todos os dias antes da sorveteria fechar (mesmo os dois se
vendo, pelo menos, duas vezes no dia, todo dia). Uma vez por
semana ligava pra minha mãe buscar o café moído na casa dela.
Se a Paula passasse um dia sem ir na casa dela, ela já ligava atrás
perguntando se tinha acontecido alguma coisa. Eu morava em
Franca, e toda sexta feira ela já ficava me esperando chegar. Todo
dia falava pro meu pai que estava com “pensão” por eu morar fora.
Todo domingo ela me fazia pegar miojo antes de ir embora. As
amigas dela iam pra casa dela nem que fosse pra só ficar lá,
sentada junto com ela.
Ela foi, continua e continuará pra sempre sendo a melhor mãe e avó
do mundo. Continua olhando por nós de onde quer que esteja. Será
sempre lembrada pela pessoa boa que foi em vida, por seus feitos,
por quanta gente ajudou. Faz muita falta e sempre será lembrada
com carinho e eternas saudades.

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