br-locleg corpus explorer

← Natalândia (MG)

norma nº 315/2015

Tipo Lei
Número / Ano 315 / 2015
Date 2015-06-24
EmentaESTABELECE NORMAS PARA REGULAMENTAR O FUNCIONAMENTO, REMUNERAÇÃO, COMPOSIÇÃO E ORGANIZAÇÃO DO CONSELHO TUTELAR DO MUNICÍPIO DE NATALÂNDIA, DISCIPLINA O PROCESSO DE ESCOLHA DOS CONSELHEIROS, INCLUSIVE REGRAS DE TRANSIÇÃO E ADEQUAÇÃO AO PROCESSO UNIFICADO, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.
native_id380

Documents (1)

texto integral #

status: extracted · method: native · backend: pypdfium2 · confidence: 1.00 · pages: 17

rf • 
Át2:11k 
4 
Prefeitura Municipal de Natalândia - MG 
CNPJ: 01.593.752/0001-76 
)-1 f'
çk -Sj‘
LEI N.° 315/2015, DE 24 DE JUNHO DE 2015. 
Estabelece normas para regulamentar o funcionamento, 
remuneração, composição e organização do Conselho 
Tutelar do Município de Natalândia, disciplina o 
processo de escolha dos conselheiros, inclusive regras 
de transição e adequação ao processo unificado, e dá 
outras providências. 
O Prefeito Municipal de Natalândia, Estado de Minas Gerais, no uso da atribuição 
que lhe confere o artigo 75, III, da Lei Orgânica do Município, faz saber que a Câmara 
Municipal de Natalândia decreta e ele, em seu nome, sanciona e promulga a seguinte Lei: 
CAPÍTULO I 
DISPOSIÇÃO PRELIMINAR 
Art. 1° Esta Lei estabelece normas para regulamentar o funcionamento e organização 
do Conselho Tutelar do Município de Natalândia, em conformidade com o disposto na Lei 
Federal n.° 8.069, de 13 de julho de 1990, com a nova redação dada pela Lei Federal n.° 
12.696, de 25 de julho de 2012, e com as Resoluções n.'s 139, de 17 de março de 2010 e 152, 
de 9 de agosto de 2012, ambas do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do 
Adolescente — Conanda, reorganizando o colegiado disciplinado originalmente pela Lei n.° 
068/1999, de 13 de dezembro de 1999. 
CAPÍTULO II 
DA NATUREZA E VINCULAÇÃO ADMINISTRATIVA DO CONSELHO TUTELAR 
Art. 2° O Conselho Tutelar caracteriza-se como órgão colegiado municipal dos direitos 
da criança e adolescente e vincula-se, sob o prisma administrativo, à Secretaria Municipal de 
Ação Social. 
CAPÍTULO III 
DA ÁREA DE ATUAÇÃO DO CONSELHO TUTELAR E DA NATUREZA DA FUNÇÃO 
DE CONSELHEIRO TUTELAR 
Art. 3° O Município de Natalândia contará com pelo menos 1 (um) Conselho Tutelar. 
Art. 4
0 O exercício efetivo da função de Conselheiro constituirá serviço público 
relevante e estabelecerá presunção de idoneidade moral. 
CAPÍTULO IV 
Av. Unaí - 1747 - Centro - Natalândia/MG - prefeitura@natalandia.mg.gov.br 
CEP 38.658-000 - FONE: (38) 3675-8010 - TELEFAX: (38) 3675-8030 
Prefeitura Municipal de Natalândia - MG 
CNPJ: 01.593.752/0001-76 
DAS GARANTIAS ORÇAMENTÁRIAS 
Art. 5° O Município de Natalândia estabelecerá dotação orçamentária específica para 
implantação, manutenção e funcionamento do Conselho Tutelar, bem como custeio de 
atividades, preferencialmente a partir de 2 (dois) exercícios financeiros seguintes ao ano de 
publicação desta Lei. 
§ 1° Para a finalidade do caput deste artigo devem ser consideradas as seguintes 
despesas: 
I — custeio com mobiliário, água, luz, telefone fixo e móvel, Internet, computadores, 
fax e outros; 
II — formação continuada para os membros do Conselho Tutelar; 
III — custeio de despesas dos conselheiros inerentes ao exercício de suas atribuições; 
IV — espaço adequado para a sede do Conselho Tutelar, seja por meio de aquisição, 
seja por locação, bem como sua manutenção; e 
V — transporte adequado e permanente para o exercício da função, incluindo sua 
manutenção; e segurança da sede e de todo o seu patrimônio. 
§ 2° Cabe ao Poder Executivo dotar o Conselho Tutelar de equipe administrativa de 
apoio. 
§ 3° Fica vedado o uso dos recursos do Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do 
Adolescente para os fins previstos neste artigo, exceto para a formação e a qualificação 
funcional dos Conselheiros Tutelares. 
CAPÍTULO V 
DO PROCESSO DE ESCOLHA DOS CONSELHEIROS 
Seção I 
Disposições Preliminares 
Art. 6° O processo de escolha dos 5 (cinco) membros do Conselho Tutelar deverá, 
preferencialmente, observar as seguintes diretrizes: 
I — eleição mediante sufrágio universal e direto, pelo voto facultativo e secreto dos 
eleitores do Município, em processo a ser regulamentado e conduzido pelo Conselho 
Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente; 
II — candidatura individual, não sendo admitida a composição de chapas; e 
III — fiscalização pelo Ministério Público. 
Av. Unaí - 1747 - Centro - Natalândia/MG - prefeitura@natalandia.mg.gov.br 
CEP 38.658-000 - FONE: (38) 3675-8010 - TELEFAX: (38) 3675-8030 
Prefeitura Municipal de Natalândia el MG 
CNPJ: 01.593.752/0001-76 
Art. 7° Os candidatos mais votados serão nomeados e empossados Conselheiros 
Tutelares titulares e os demais serão considerados suplentes, pela ordem decrescente de 
votação. 
Art. 8° O mandato dos conselheiros é de 4 (quatro) anos, permitida uma recondução, 
mediante novo processo de escolha. 
Parágrafo único. O conselheiro tutelar titular que tiver exercido o cargo por período 
consecutivo superior a um mandato e meio não poderá participar do processo de escolha 
subsequente. 
Art. 9
0 O processo de escolha dos membros do Conselho Tutelar ocorrerá em data 
unificada em todo o território nacional a cada 4 (quatro) anos, no primeiro domingo do mês de 
outubro do ano subsequente ao da eleição presidencial. 
§ 1° A posse dos conselheiros tutelares ocorrerá no dia 10 de janeiro do ano 
subsequente ao processo de escolha. 
§ 2° No processo de escolha dos membros do Conselho Tutelar, é vedado ao candidato 
doar, oferecer, prometer ou entregar ao eleitor bem ou vantagem pessoal de qualquer natureza, 
inclusive brindes de pequeno valor. 
Seção II 
Da Resolução Regulamentadora do Pleito 
Art. 10. Caberá ao Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, com 
a antecedência devida, regulamentar o processo de escolha dos membros do Conselho Tutelar, 
mediante resolução específica, observadas as disposições contidas na Lei Federal n.° 8.069, de 
1990, nesta Lei e nas resoluções oriundas do Conanda. 
§ 1° A resolução regulamentadora do processo de escolha deverá prever, dentre outras 
disposições: 
I — o calendário com as datas e os prazos para registro de candidaturas, impugnações, 
recursos e outras fases do certame, de forma que o processo de escolha se inicie no mínimo 
seis meses antes do término do mandato dos membros do Conselho Tutelar em exercício; 
II — a documentação a ser exigida dos candidatos, como forma de comprovar o 
preenchimento dos requisitos previstos no artigo 133 da Lei Federal n.° 8.069, de 1990; 
III — as regras de campanha, contendo as condutas permitidas e vedadas aos 
candidatos, com as respectivas sanções, inclusive a vedação expressa ao candidato de doar, 
oferecer, prometer ou entregar ao eleitor bem ou vantagem pessoal de qualquer natureza, 
inclusive brindes independentemente do valor, aplicando-se, no que couber, as vedações 
oriundas da legislação eleitoral em vigência; e 
IV — a criação e composição de comissão especial encarregada de realizar o processo 
de escolha. 
Av. Unaí - 1747 - Centro - Natalândia/MG - prefeitura@natalandia.mg.gov.br 
CEP 38.658-000 - FONE: (38) 3675-8010 - TELEFAX: (38) 3675-8030 
Prefeitura Municipal de Natalándia 
CNPJ: 01.593.752/0001-76 
§ 2° A resolução regulamentadora do processo de escolha para o Conselho Tutelar não 
poderá estabelecer outros requisitos além daqueles exigidos dos candidatos pela Lei Federal 
n.° 8.069 de 1990, e por esta Lei. 
§ 3° A relação de condutas ilícitas e vedadas seguirá o disposto na legislação federal 
com a aplicação de sanções de modo a evitar o abuso do poder político, econômico, religioso, 
institucional e dos meios de comunicação, dentre outros. 
§ 4° Cabe ao Município o custeio de todas as despesas decorrentes do processo de 
escolha dos membros do Conselho Tutelar. 
Art. 11. Caberá ao Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente 
conferir ampla publicidade ao processo de escolha dos membros para o Conselho Tutelar, 
mediante publicação de edital de convocação do pleito no diário oficial do Município, se 
houver, ou meio equivalente, afixação em locais de amplo acesso ao público, chamadas na 
rádio, jornais e outros meios de divulgação. 
§ 1° O edital conterá, dentre outros, os requisitos legais à candidatura, a relação de 
documentos a serem apresentados pelos candidatos, regras da campanha e o calendário de 
todas as fases do certame. 
§ 2° A divulgação do processo de escolha deverá ser acompanhada de informações 
sobre o papel do Conselho Tutelar e sobre a importância da participação de todos os cidadãos, 
na condição de candidatos ou eleitores, servindo de instrumento de mobilização popular em 
torno da causa da infância e da juventude, conforme dispõe o artigo 88, inciso VII, da Lei 
Federal n.° 8.069, de 1990. 
Art. 12. Compete ao Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente 
tomar, com a antecedência devida, as seguintes providências para a realização do processo de 
escolha dos membros do Conselho Tutelar: 
I — obter junto à Justiça Eleitoral o empréstimo de urnas eletrônicas, bem como 
elaborar o software respectivo, observadas as disposições das resoluções aplicáveis expedidas 
pelo Tribunal Superior Eleitoral e Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais; 
II — em caso de impossibilidade de obtenção de urnas eletrônicas, obter junto à Justiça 
Eleitoral o empréstimo de urnas comuns e o fornecimento das listas de eleitores a fim de que 
votação seja feita manualmente; e 
III — garantir o fácil acesso aos locais de votação, de modo que sejam aqueles onde se 
processe a eleição conduzida pela Justiça Eleitoral ou espaços públicos ou comunitários, 
observada a divisão territorial e administrativa do Conselho Tutelar. 
Art. 13. O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente deverá 
delegar a uma comissão especial eleitoral, de composição paritária entre conselheiros 
representantes do governo e da sociedade civil, a condução do processo de escolha dos 
membros do Conselho Tutelar local, observados os mesmos impedimentos legais previstos no 
artigo 17 desta Lei. 
Av. Unaí - 1747 - Centro - Natalândia/MG - prefeitura@natalandia.mg.gov.br 
CEP 38.658-000 - FONE: (38) 3675-8010 - TELEFAX: (38) 3675-8030 ÍJ\ 
Prefeitura Municipal de Natalándia MG 
CNPJ: 01.593.752/0001-76 
§ 1° A composição, assim como as atribuições da comissão referida no caput deste 
artigo, devem constar da resolução regulamentadora do processo de escolha. 
§ 2° A comissão especial eleitoral ficará encarregada de analisar os pedidos de registro 
de candidatura e dar ampla publicidade à relação dos pretendentes inscritos, facultando a 
qualquer cidadão impugnar, no prazo de 5 (cinco) dias contados da publicação, candidatos 
que não atendam os requisitos exigidos, indicando os elementos probatórios. 
§ 3° Diante da impugnação de candidatos ao Conselho Tutelar em razão do não 
preenchimento dos requisitos legais ou da prática de condutas ilícitas ou vedadas, cabe à 
comissão especial eleitoral: 
I — notificar os candidatos, concedendo-lhes prazo para apresentação de defesa; e 
II — realizar reunião para decidir acerca da impugnação da candidatura, podendo, se 
necessário, ouvir testemunhas eventualmente arroladas, determinar a juntada de documentos e 
a realização de outras diligências. 
§ 4° Das decisões da comissão especial eleitoral caberá recurso à plenária do Conselho 
Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, que se reunirá, em caráter 
extraordinário, para decisão com o máximo de celeridade. 
§ 5° Esgotada a fase recursal, a comissão especial eleitoral fará publicar a relação dos 
candidatos habilitados, com cópia ao Ministério Público. 
§ 6° Cabe ainda à comissão especial eleitoral: 
I — realizar reunião destinada a dar conhecimento formal das regras da campanha aos 
candidatos considerados habilitados ao pleito, que firmarão compromisso de respeitá-las, sob 
pena de imposição das sanções previstas na legislação de regência; 
II — estimular e facilitar o encaminhamento de notícias de fatos que constituam 
violação das regras de campanha por parte dos candidatos ou à sua ordem; 
III — analisar e decidir, em primeira instância administrativa, os pedidos de 
impugnação e outros incidentes ocorridos no dia da votação; 
IV — providenciar a confecção das cédulas de votação, conforme modelo a ser 
aprovado; 
V — escolher e divulgar os locais de votação; 
VI — selecionar, preferencialmente junto aos órgãos públicos municipais, os mesários e 
escrutinadores, bem como seus respectivos suplentes, que serão previamente orientados sobre 
como proceder no dia da votação, na forma da resolução regulamentadora do pleito; 
VII — solicitar, junto ao comando da Polícia Militar a designação de efetivo para 
garantir a ordem e segurança dos locais de votação e apuração; 
VIII — divulgar, imediatamente após a apuração, o resultado oficial da votação; e 
Av. Unaí - 1747 - Centro - Natalándia/MG - prefeitura@natalandia.mg.gov.br 
CEP 38.658-000 - FONE: (38) 3675-8010 - TELEFAX: (38) 3675-8030 t& 
Prefeitura Municipal de Natalândia MG 
CNPJ: 01.593.752/0001-76 
IX — resolver os casos omissos. 
§ 7° O Ministério Público será pessoalmente notificado, com a antecedência devida, de 
todas as reuniões deliberativas realizadas pela comissão especial eleitoral e pelo Conselho 
Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, bem como de todas as decisões nelas 
proferidas e de todos os incidentes verificados no decorrer do certame. 
Art. 14. Para a candidatura a membro do Conselho Tutelar serão exigidos os critérios 
do artigo 133 da Lei n.° 8.069, de 1990, além de outros requisitos expressos nesta Lei e na 
resolução regulamentadora do pleito. 
§ 1° Os requisitos adicionais devem ser compatíveis com as atribuições do Conselho 
Tutelar, observada a Lei no 8.069, de1990, e a legislação municipal. 
§ 2° Dentre os requisitos adicionais para candidatura a membro do Conselho Tutelar a 
serem exigidos pela resolução regulamentadora do pleito, devem ser consideradas: 
I — a experiência na promoção, proteção e defesa dos direitos da criança e do adolescente; 
e 
III — comprovação de conclusão do ensino médio. 
§ 3° Havendo previsão na resolução regulamentadora do pleito é admissivel aplicação 
de prova de conhecimento sobre o direito da criança e do adolescente, de caráter eliminatório, 
a ser formulada por uma comissão examinadora designada pelo Conselho Municipal dos 
Direitos da Criança e do Adolescente, assegurado prazo para interposição de recurso junto à 
comissão especial eleitoral, a partir da data da publicação dos resultados no Diário Oficial do 
Município, se houver, ou meio equivalente. 
Art. 15. O processo de escolha para o Conselho Tutelar ocorrerá com o número 
mínimo de 10 (dez) pretendentes devidamente habilitados. 
§ 1° Caso o número de pretendentes habilitados seja inferior a dez, o Conselho 
Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente poderá suspender o trâmite do processo 
de escolha e reabrir prazo para inscrição de novas candidaturas, sem prejuízo da garantia de 
posse dos novos conselheiros ao término do mandato em curso. 
§ 2° Em qualquer caso, o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do 
Adolescente deverá envidar esforços para que o número de candidatos seja o maior possível, 
de modo a ampliar as opções de escolha pelos eleitores e obter um número maior de 
suplentes. 
Art. 16. A votação deverá ocorrer no dia previsto na resolução regulamentadora do 
processo de escolha publicado pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do 
Adolescente. 
Parágrafo único. O resultado do processo de escolha dos membros do Conselho 
Tutelar deverá ser publicado no Diário Oficial do Município, se houver, ou meio equivalente, 
com a indicação do dia, hora e local da nomeação e posse dos Conselheiros Tutelares titulares 
e suplentes. 
Av. Unai - 1747 - Centro - Natalândia/MG - prefeitura@natalandia.mg.gov.br 
CEP 38.658-000 - FONE: (38) 3675-8010 - TELEFAX: (38) 3675-8030 
Prefeitura Municipal de Natalándia - MG 
CNPJ: 01.593.752/0001-76 
Art. 17. São impedidos de servir no mesmo Conselho Tutelar os cônjuges, 
companheiros, ainda que em união homoafetiva, ou parentes em linha reta, colateral ou por 
afinidade, até o terceiro grau, inclusive. 
Parágrafo único. Estende-se o impedimento do caput deste artigo ao conselheiro 
tutelar em relação à autoridade judiciária e ao representante do Ministério Público com 
atuação na Justiça da Infância e da Juventude da mesma comarca estadual. 
Art. 18. Ocorrendo vacância ou afastamento de quaisquer dos membros titulares do 
Conselho Tutelar, o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente convocará 
o suplente para o preenchimento da vaga. 
§ 10 Os Conselheiros Tutelares suplentes serão convocados de acordo com a ordem de 
votação e receberão remuneração proporcional aos dias que atuarem no órgão, sem prejuízo 
da remuneração dos titulares quando em gozo de licenças e férias regulamentares. 
§ 2° No caso da inexistência de suplentes, caberá ao Conselho Municipal dos Direitos 
da Criança e do Adolescente realizar processo de escolha suplementar para o preenchimento 
das vagas. 
§ 3° A homologação da candidatura de membros do Conselho Tutelar a cargos eletivos 
deverá implicar a perda de mandato por incompatibilidade com o exercício da função, a ser 
prevista na resolução regulamentadora do pleito. 
Seção III 
Do Processo de Cassação e Vacância do Mandato 
Art. 19. A vacância da função de membro do Conselho Tutelar decorrerá de: 
I — renúncia; 
II — posse e exercício em outro cargo, emprego ou função pública ou privada 
remunerada; 
III — aplicação de sanção administrativa de destituição da função; 
IV — falecimento; ou 
V — condenação por sentença transitada em julgado pela prática de crime que 
comprometa a sua idoneidade moral. 
Art. 20. Constituem penalidades administrativas passíveis de serem aplicadas aos 
membros do Conselho Tutelar: 
I — advertência; 
II — suspensão do exercício da função; e 
Av. Unaí - 1747 - Centro - Natalândia/MG - prefeitura@natalandia.mg.gov.br 
CEP 38.658-000 - FONE: (38) 3675-8010 - TELEFAX: (38) 3675-8030 t/ 
Prefeitura Municipal de Natalândia - MG 
CNPJ: 01.593.752/0001-76 
III — destituição da função. 
Art. 21. Na aplicação das penalidades administrativas, deverão ser consideradas a 
natureza e a gravidade da infração cometida, os danos que dela provierem para a sociedade ou 
serviço público, os antecedentes no exercício da função, assim como as circunstâncias 
agravantes e atenuantes previstas no Código Penal. 
Art. 22. As penalidades de suspensão do exercício da função e de destituição do 
mandato poderão ser aplicadas ao Conselheiro Tutelar nos casos de descumprimento de suas 
atribuições, prática de crimes que comprometam sua idoneidade moral ou conduta 
incompatível com a confiança outorgada pela comunidade. 
Parágrafo único. De acordo com a gravidade da conduta ou para garantia da instrução 
do procedimento disciplinar, poderá ser determinado o afastamento liminar do Conselheiro 
Tutelar até a conclusão da investigação. 
Art. 23. Aplica-se, no que couber, ao regime disciplinar dos membros do Conselho 
Tutelar as normas aplicáveis à espécie previstas no Estatuto dos Servidores Públicos 
Municipais de Natalândia. 
§ 1° As situações de afastamento ou cassação de mandato de Conselheiro Tutelar 
deverão ser precedidas de sindicância e processo administrativo, assegurando-se a 
imparcialidade dos responsáveis pela apuração, e o direito ao contraditório e à ampla defesa. 
§ 2° Na omissão da legislação específica relativa ao Conselho Tutelar, a apuração das 
infrações éticas e disciplinares de seus integrantes utilizará como parâmetro o disposto na 
legislação local aplicável aos demais servidores públicos. 
§ 3
0 Na apuração das infrações pode ser prevista a participação de representantes do 
Conselho Tutelar e de outros órgãos que atuam na defesa dos direitos da criança e do 
adolescente. 
Art. 24. Havendo indícios da prática de crime por parte do Conselheiro Tutelar, o 
Conselho Municipal da Criança e do Adolescente ou o órgão responsável pela apuração da 
infração administrativa, comunicará o fato ao Ministério Público para adoção das medidas 
legais. 
CAPÍTULO VI 
DO FUNCIONAMENTO DO CONSELHO TUTELAR 
Art. 25. O Conselho Tutelar funcionará em local de fácil acesso, preferencialmente já 
constituído como referência de atendimento à população. 
§ 1° A sede do Conselho Tutelar deverá oferecer espaço físico e instalações que 
permitam o adequado desempenho das atribuições e competências dos conselheiros e o 
acolhimento digno ao público, contendo, no mínimo: 
I — placa indicativa da sede do Conselho; 
Av. Unaí - 1747- Centro - Natalândia/MG - prefeitura@natalandia.mg.gov.br 
CEP 38.658-000 - FONE: (38) 3675-8010 - TELEFAX: (38) 3675-8030 7` 
Prefeitura Municipal de Natalândia - MG 
CNPJ: 01.593.752/0001-76 
II — sala reservada para o atendimento e recepção ao público; 
III — sala reservada para o atendimento dos casos; 
IV — sala reservada para os serviços administrativos; e 
V — sala reservada para os Conselheiros Tutelares. 
§ 2° O número de salas deverá atender a demanda, de modo a possibilitar atendimentos 
simultâneos, evitando prejuízos à imagem e à intimidade das crianças e adolescentes 
atendidos. 
Art. 26. Observados os parâmetros e normas definidas pela Lei n.° 8.069, de 1990 e 
por esta Lei e pela resolução regulamentadora do pleito, compete ao Conselho Tutelar a 
elaboração e aprovação do seu Regimento. 
§ 1° A proposta do Regimento Interno deverá ser encaminhada ao Conselho Municipal 
dos Direitos da Criança e do Adolescente para apreciação, sendo lhes facultado, o envio de 
propostas de alteração. 
§ 2° Uma vez aprovado, o Regimento Interno do Conselho Tutelar será publicado, 
afixado em local visível na sede do órgão e encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério 
Público. 
Art. 27. O Conselho Tutelar estará aberto ao público, durante o horário comercial, de 
segunda a sexta-feira, sem prejuízo do atendimento em regime de plantão, conforme 
estabelecido em decreto municipal. 
Parágrafo único. Os conselheiros tutelares cumprirão carga horária de 40 (quarenta) 
horas semanais 
Art. 28. Todos os membros do Conselho Tutelar serão submetidos à mesma carga 
horária semanal de trabalho, bem como aos mesmos períodos de plantão ou sobreaviso, sendo 
vedado qualquer tratamento desigual. 
Parágrafo único. O disposto no caput deste artigo não impede a divisão de tarefas entre 
os conselheiros, para fins de realização de diligências, atendimento descentralizado em 
comunidades distantes da sede, fiscalização de entidades, programas e outras atividades 
externas, sem prejuízo do caráter colegiado das decisões tomadas pelo Conselho. 
Art. 29. As decisões do Conselho Tutelar serão tomadas pelo seu colegiado, conforme 
dispuser o Regimento Interno. 
§ 1° As medidas de caráter emergencial, tomadas durante os plantões, serão 
comunicadas ao colegiado no primeiro dia útil subsequente, para ratificação ou retificação. 
§ 2° As decisões serão motivadas e comunicadas formalmente aos interessados, 
mediante documento escrito, no prazo máximo de 48h (quarenta e oito horas), sem prejuízo 
de seu registro em arquivo próprio, na sede do Conselho. 
Av. Unaí - 1747 - Centro - Natalândia/MG - prefeitura@natalandia.mg.gov.br 
CEP 38.658-000 - FONE: (38) 3675-8010 - TELEFAX: (38) 3675-8030 p\ 
Prefeitura Municipal de Natalân dia - MG 
CNPJ: 01.593.752/0001-76 
§ 3
0 Se não localizado, o interessado será intimado por meio de publicação do extrato 
da decisão na sede do Conselho Tutelar, admitindo-se outras formas de publicação, 
observadas os mesmos meios de publicação adotados pelo Município. 
§ 4° É garantido ao Ministério Público e à autoridade judiciária o acesso irrestrito aos 
registros do Conselho Tutelar, resguardado o sigilo perante terceiros. 
§ 5° Os demais interessados ou procuradores legalmente constituídos terão acesso às 
atas das sessões deliberativas e registros do Conselho Tutelar que lhes digam respeito, 
ressalvadas as informações que coloquem em risco a imagem ou a integridade fisica ou 
psíquica da criança ou adolescente, bem como a segurança de terceiros. 
§ 6° Para os efeitos deste artigo, são considerados interessados os pais ou responsável 
legal da criança ou adolescente atendido, bem como os destinatários das medidas aplicadas e 
das requisições de serviço efetuadas. 
Art. 30. É vedado ao Conselho Tutelar executar serviços e programas de atendimento, 
os quais devem ser requisitados aos órgãos encarregados da execução de políticas públicas. 
Art. 31. Cabe ao Poder Executivo Municipal fornecer ao Conselho Tutelar os meios 
necessários para sistematização de informações relativas às demandas e deficiências na 
estrutura de atendimento à população de crianças e adolescentes, tendo como base o Sistema 
de Informação para a Infância e Adolescência — Sipia ou sistema equivalente. 
§ 1° O Conselho Tutelar encaminhará relatório mensal ao Conselho Municipal dos 
Direitos da Criança e Adolescente, ao Ministério Público e ao juiz da Vara da Infância e da 
Juventude, contendo a síntese dos dados referentes ao exercício de suas atribuições, bem 
como as demandas e deficiências na implementação das políticas públicas, de modo que 
sejam definidas estratégias e deliberadas providências necessárias para solucionar os 
problemas existentes. 
§ 2° Cabe aos órgãos públicos responsáveis pelo atendimento de crianças e 
adolescentes com atuação no município, auxiliar o Conselho Tutelar na coleta de dados e no 
encaminhamento das informações relativas às demandas e deficiências das políticas públicas 
ao Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. 
§ 3° Cabe ao Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente a 
definição do plano de implantação do Sipia para o Conselho Tutelar. 
CAPÍTULO VII 
DA AUTONOMIA DO CONSELHO TUTELAR E SUA ARTICULAÇÃO COM OS 
DEMAIS ÓRGÃOS NA GARANTIA DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO 
ADOLESCENTE 
Art. 32. A autoridade do Conselho Tutelar para tomar providências e aplicar medidas 
de proteção decorre da lei, sendo efetivada em nome da sociedade para que cesse a ameaça ou 
violação dos direitos da criança e do adolescente. 
Av. Unaí - 1747 - Centro - Natalândia/MG - prefeitura@natalandia.mg.gov.br 
CEP 38.658-000 - FONE: (38) 3675-8010 - TELEFAX: (38) 3675-8030 
Prefeitura Municipal de Natalándia - MG 
CNPJ: 01.593.752/0001-76 
Art. 33. O Conselho Tutelar exercerá exclusivamente as atribuições previstas no artigo 
136 na Lei no 8.069, de 1990, não podendo ser criadas novas atribuições por ato de quaisquer 
outras autoridades do Poder Judiciário, Ministério Público, do Poder Legislativo ou do Poder 
Executivo municipal ou estadual. 
Art. 34. A atuação do Conselho Tutelar deve ser voltada à solução efetiva e definitiva 
dos casos atendidos, com o objetivo de desjudicializar, desburocratizar e agilizar o 
atendimento das crianças e dos adolescentes, ressalvado o disposto no artigo 136, incisos III, 
alínea 'b', IV, V, X e XI, da Lei N.° 8.069, de 1990. 
Parágrafo único. O caráter resolutivo da intervenção do Conselho Tutelar não impede 
que o Poder Judiciário seja informado das providências tomadas ou acionado, sempre que 
necessário. 
Art. 35. As decisões do Conselho Tutelar proferidas no âmbito de suas atribuições e 
obedecidas as formalidades legais, têm eficácia plena e são passíveis de execução imediata. 
§ 1° Cabe ao destinatário da decisão, em caso de discordância, ou a qualquer 
interessado requerer ao Poder Judiciário sua revisão, na forma prevista pelo artigo 137, da Lei 
n.° 8.069, de 1990. 
§ 2° Enquanto não suspensa ou revista pelo Poder Judiciário, a decisão proferida pelo 
Conselho Tutelar deve ser imediata e integralmente cumprida pelo seu destinatário, sob pena 
da prática da infração administrativa prevista no artigo 249 da Lei n.° 8.069, de 1990. 
Art. 36. É vedado o exercício das atribuições inerentes ao Conselho Tutelar por 
pessoas estranhas ao órgão ou que não tenham sido escolhidas pela comunidade no processo 
democrático de que trata esta Lei, sendo nulos os atos por elas praticados. 
Art. 37. O Conselho Tutelar articulará ações para o estrito cumprimento de suas 
atribuições de modo a agilizar o atendimento junto aos órgãos governamentais e não 
governamentais encarregados da execução das políticas de atendimento de crianças, 
adolescentes e suas respectivas famílias. 
Parágrafo único. Articulação similar será também efetuada junto às Polícias Civil e 
Militar, Ministério Público, Judiciário e Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente, 
de modo que seu acionamento seja efetuado com o máximo de urgência, sempre que 
necessário. 
Art. 38. Com referência às suas decisões, o Conselho Tutelar não se subordina ao 
Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, com o qual deve manter uma 
relação de parceria, essencial ao trabalho conjunto dessas duas instâncias de promoção, 
proteção, defesa e garantia dos direitos das crianças e dos adolescentes. 
§ 1° Na hipótese de atentado à autonomia do Conselho Tutelar, deverá o órgão noticiar 
às autoridades responsáveis para apuração da conduta do agente violador para conhecimento e 
adoção das medidas cabíveis. 
Av. Unaí - 1747 - Centro - Natalândia/MG - prefeitura@natalandia.mg.gov.br 
CEP 38.658-000 - FONE: (38) 3675-8010 - TELEFAX: (38) 3675-8030 tu' 
Prefeitura Municipal de Natalândia - MG 
CNPJ: 01.593.752/0001-76 
§ 2° O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente também será 
comunicado na hipótese de atentado à autonomia do Conselho Tutelar, para acompanhar a 
apuração dos fatos. 
Art. 39. O exercício da autonomia do Conselho Tutelar não isenta seu membro de 
responder pelas obrigações funcionais e administrativas junto ao órgão ao qual está vinculado, 
conforme previsão legal. 
CAPÍTULO VIII 
DOS PRINCÍPIOS E CAUTELAS A SEREM OBSERVADOS NO ATENDIMENTO PELO 
CONSELHO TUTELAR 
Art. 40. No exercício de suas atribuições, o Conselho Tutelar deverá observar as 
normas e princípios contidos na Constituição, na Lei n.° 8.069, de 1990, na Convenção das 
Nações Unidas sobre os Direitos da Criança, promulgada pelo Decreto no 99.710, de 21 de 
novembro de 1990, bem como nas Resoluções do Conanda, nesta Lei, especialmente: 
I — condição da criança e do adolescente como sujeitos de direitos; 
II — proteção integral e prioritária dos direitos da criança e do adolescente; 
III — responsabilidade da família, da comunidade da sociedade em geral, e do Poder 
Público pela plena efetivação dos direitos assegurados a crianças e adolescentes; 
IV — municipalização da política de atendimento à crianças e adolescentes; 
V — respeito à intimidade, e à imagem da criança e do adolescente; 
VI — intervenção precoce, logo que a situação de perigo seja conhecida; 
VII — intervenção mínima das autoridades e instituições na promoção e proteção dos 
direitos da criança e do adolescente; 
VIII — proporcionalidade e atualidade da intervenção tutelar; 
IX — intervenção tutelar que incentive a responsabilidade parental com a criança e o 
adolescente; 
X — prevalência das medidas que mantenham ou reintegrem a criança e o adolescente 
na sua família natural ou extensa ou, se isto não for possível, em família substituta; 
XI — obrigatoriedade da informação à criança e ao adolescente, respeitada sua idade e 
capacidade de compreensão, assim como aos seus pais ou responsável, acerca dos seus 
direitos, dos motivos que determinaram a intervenção e da forma como se processa; e 
XII — oitiva obrigatória e participação da criança e o adolescente, em separado ou na 
companhia dos pais, responsável ou de pessoa por si indicada, nos atos e na definição da 
medida de promoção dos direitos e de proteção, de modo que sua opinião seja devidamente 
Av. Unaí - 1747 - Centro - Natalândia/MG - prefeitura©natalandia.mg.gov.br 
CEP 38.658-000 - FONE: (38) 3675-8010 - TELEFAX: (38) 3675-8030 
Prefeitura Municipal de Natalândia - MG 
CNPJ: 01.593.75210001-76 
considerada pelo Conselho Tutelar. 
Art. 41. No caso de atendimento de crianças e adolescentes de comunidades 
remanescentes de quilombo e outras comunidades tradicionais, o Conselho Tutelar deverá: 
I — submeter o caso à análise de organizações sociais reconhecidas por essas 
comunidades, bem como a representantes de órgãos públicos especializados, quando couber; e 
II — considerar e respeitar, na aplicação das medidas de proteção, a identidade 
sociocultural, costumes, tradições e lideranças, bem como suas instituições, desde que não 
sejam incompatíveis com os direitos fundamentais reconhecidos pela Constituição e pela Lei 
n.° 8.069, de 1990. 
Art. 42. No exercício da atribuição prevista no artigo 95 da Lei n.° 8.069, de 1990, 
constatando a existência de irregularidade na entidade fiscalizada ou no programa de 
atendimento executado, o Conselho Tutelar comunicará o fato ao Conselho Municipal dos 
Direitos da Criança e do Adolescente e ao Ministério Público, na forma do artigo 191 do 
referido Diploma Legal. 
Art. 43. Para o exercício de suas atribuições, o membro do Conselho Tutelar poderá 
ingressar e transitar livremente: 
I — nas salas de sessões do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do 
Adolescente; 
II — nas salas e dependências das delegacias e demais órgãos de segurança pública; 
III — nas entidades de atendimento nas quais se encontrem crianças e adolescentes; e 
IV — em qualquer recinto público ou privado no qual se encontrem crianças e 
adolescentes, ressalvada a garantia constitucional de inviolabilidade de domicílio. 
Parágrafo único. Sempre que necessário o integrante do Conselho Tutelar poderá 
requisitar o auxílio dos órgãos locais de segurança pública, observados os princípios 
constitucionais da proteção integral e da prioridade absoluta à criança e ao adolescente. 
Art. 44. Em qualquer caso, deverá ser preservada a identidade da criança ou 
adolescente atendido pelo Conselho Tutelar. 
§ 1° O membro do Conselho Tutelar poderá se abster de pronunciar publicamente 
acerca dos casos atendidos pelo órgão. 
§ 20 O membro do Conselho Tutelar será responsável pelo uso indevido das 
informações e documentos que requisitar. 
§ 3° A responsabilidade pelo uso e divulgação indevidos de informações referentes ao 
atendimento de crianças e adolescentes se estende aos funcionários e auxiliares a disposição 
do Conselho Tutelar. 
Art. 45. As requisições efetuadas pelo Conselho Tutelar às autoridades, órgãos e 
Av. Unaí - 1747 - Centro - Natalândia/MG - prefeitura@natalandia.mg.gov.br 
CEP 38.658-000 - FONE: (38) 3675-8010 - TELEFAX: (38) 3675-8030 y\ 
Prefeitura Municipal de Natalândia • MG 
CNPJ: 01.593.752/0001-76 
entidades da Administração Pública direta, indireta ou fundacional, dos Poderes Legislativo e 
Executivo Municipal serão cumpridas de forma gratuita e prioritária, respeitando-se os 
princípios da razoabilidade e legalidade. 
CAPíTULO IX 
DA FUNÇÃO, QUALIFICAÇÃO E DIREITOS DOS MEMBROS DO CONSELHO 
TUTELAR 
Art. 46. A função de membro do Conselho Tutelar exige dedicação exclusiva, vedado 
o exercício concomitante de qualquer outra atividade pública ou privada. 
Art. 47. A remuneração de cada membro do Conselho Tutelar será de R$ 788,00 
(setecentos e oitenta e oito reais) mensais, reajustada na mesma época e índices concedido aos 
servidores municipais, assegurando-lhes o estabelecido no art. 7°, inciso IV, da constituição da 
República Federativa do Brasil, e será devida pelo comparecimento às reuniões e ainda pelo 
exercício das funções administrativas e executivas previstas nesta Lei. 
§ 1° Além da remuneração, os Conselheiros Tutelares farão jus ao gozo de férias 
anuais remuneradas, acrescidas do adicional de férias de 1/3 (um terço), e à percepção de 
gratificação natalina, correspondente à remuneração a que fizerem jus no mês de dezembro. 
§ 2° A remuneração do Conselheiro Tutelar não gera relação de emprego com o 
Município, nem o vincula ao regime jurídico contido no Estatuto dos Servidores Públicos 
Municipais. 
§ 3° O agente político e o servidor público eleitos para o exercício do mandato de 
Conselheiro Tutelar deverão, no ato de sua posse, optar péla remuneração de apenas um dos 
cargos. 
Art. 48. Além da remuneração, do gozo anual de férias acrescidas de 1/3 e da 
gratificação natalina, os conselheiros tutelares terão direito a cobertura previdenciária pelo 
Regime Geral de Previdência Social, licença-maternidade e licença-paternidade. 
CAPÍTULO X 
DOS DEVERES E VEDAÇÕES DOS MEMBROS DO CONSELHO TUTELAR 
Art. 49. São deveres dos membros do Conselho Tutelar: 
I — manter conduta pública e particular ilibada; 
II — zelar pelo prestígio da instituição; 
III — indicar os fundamentos de seus pronunciamentos administrativos, submetendo 
sua manifestação à deliberação do colegiado; 
IV — obedecer aos prazos regimentais para suas manifestações e exercício das demais 
atribuições; 
Av. Unaí - 1747 - Centro - Natalândia/MG - prefeitura@natalandia.mg.gov.br 
CEP 38.658-000 - FONE: (38) 3675-8010 - TELEFAX: (38) 3675-8030 r-
, 
Prefeitura Municipal de Natalândia - MG 
CNPJ: 01.593.752/0001-76 
V — comparecer às sessões deliberativas do Conselho Tutelar e do Conselho Municipal 
dos Direitos da Criança e do Adolescente, conforme dispuser o Regimento Interno; 
VI — desempenhar suas funções com zelo, presteza e dedicação; 
VII — declarar-se suspeitos ou impedidos, nos termos desta Lei; 
VIII — adotar, nos limites de suas atribuições, as medidas cabíveis em face de 
irregularidade no atendimento a crianças, adolescentes e famílias; 
IX — tratar com urbanidade os interessados, testemunhas, funcionários e auxiliares do 
Conselho Tutelar e dos demais integrantes de órgãos de defesa dos direitos da criança e do 
adolescente; 
X — residir no Município; 
XI — prestar as informações solicitadas pelas autoridades públicas e pelas pessoas que 
tenham legítimo interesse ou seus procuradores legalmente constituídos; 
XII — identificar-se em suas manifestações funcionais; e 
XIII — atender aos interessados, a qualquer momento, nos casos urgentes. 
Parágrafo único. Em qualquer caso, a atuação do membro do Conselho Tutelar será 
voltada à defesa dos direitos fundamentais das crianças e adolescentes, cabendo-lhe, com o 
apoio do colegiado, tomar as medidas necessárias à proteção integral que lhes é devida. 
Art. 50. É vedado aos membros do Conselho Tutelar: 
I — receber, a qualquer título e sob qualquer pretexto, vantagem pessoal de qualquer 
natureza; 
II — exercer atividade no expediente fixado nesta Lei para o funcionamento do 
Conselho Tutelar; 
III — utilizar-se do Conselho Tutelar para o exercício de propaganda e atividade 
político-partidária; 
IV — ausentar-se da sede do Conselho Tutelar durante o expediente, salvo quando em 
diligências ou por necessidade do serviço; 
V — opor resistência injustificada ao andamento do serviço; 
VI — delegar a pessoa que não seja membro do Conselho Tutelar o desempenho da 
atribuição que seja de sua responsabilidade; 
VII — valer-se da função para lograr proveito pessoal ou de outrem; 
VIII — receber comissões, presentes ou vantagens de qualquer espécie, em razão de 
suas atribuições; 
Av. Unaí - 1747 - Centro - Natalândia/MG - prefeitura@natalandia.mg.gov.br 
CEP 38.658-000 - FONE: (38) 3675-8010 - TELEFAX: (38) 3675-8030 ik 
Prefeitura Municipal de Natalândia - MG 
CNPJ: 01.593.752/0001-76 
IX — proceder de forma desidiosa; 
X — exercer quaisquer atividades que sejam incompatíveis com o exercício da função e 
com o horário de trabalho; 
XI — exceder no exercício da função, abusando de suas atribuições específicas, nos 
termos previstos na Lei n.° 4.898, de 9 de dezembro de 1965; 
XII — deixar de submeter ao Colegiado as decisões individuais referentes a aplicação 
de medidas protetivas a crianças, adolescentes, pais ou responsáveis previstas nos arts. 101 e 
129 da Lei n.° 8.069, de 1990; e 
XIII — descumprir os deveres funcionais mencionados nesta Lei relativa ao Conselho 
Tutelar. 
Art. 51. O membro do Conselho Tutelar será declarado impedido de analisar o caso 
quando: 
I — a situação atendida envolver cônjuge, companheiro, ou parentes em linha reta 
colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive; 
II — for amigo íntimo ou inimigo capital de qualquer dos interessados; 
III — algum dos interessados for credor ou devedor do membro do Conselho Tutelar, de 
seu cônjuge, companheiro, ainda que em união homoafetiva, ou parentes em linha reta, 
colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive; ou 
IV — tiver interesse na solução do caso em favor de um dos interessados. 
§ 10 O membro do Conselho Tutelar também poderá declarar suspeição por motivo de 
foro íntimo. 
§ 20 O interessado poderá requerer ao Colegiado o afastamento do membro do 
Conselho Tutelar que considere impedido, nas hipóteses desse artigo. 
CAPÍTULO XI 
DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS 
Art. 52. O primeiro processo de escolha unificado de conselheiros tutelares em todo 
território nacional dar-se-á no dia 4 de outubro de 2015, com posse e exercício no dia 10 de 
janeiro de 2016, em conformidade com o disposto na Resolução n.° 152, de 2012, do 
Conanda. 
CAPÍTULO XII 
DISPOSIÇÕES FINAIS 
Art. 53. O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, com apoio 
Av. Unaí - 1747 - Centro - Natalândia/MG - prefeitura@natalandia.mg.gov.br 
CEP 38.658-000 - FONE: (38) 3675-8010 - TELEFAX: (38) 3675-8030 
Prefeitura Municipal de Natalândia MG 
CNPJ: 01.593.752/0001-76 
dos Conselhos Estaduais dos Direitos da Criança e do Adolescente e do Conanda, deverá 
estabelecer, em conjunto com o Conselho Tutelar, uma política de qualificação profissional 
permanente dos seus membros, voltada à correta identificação e atendimento das demandas 
inerentes ao órgão. 
Parágrafo único. A política referida no caput deste artigo compreende o estímulo e o 
fornecimento dos meios necessários para adequada formação e atualização funcional dos 
membros do Conselho e seus suplentes, o que inclui, dentre outros, a disponibilização de 
material informativo, realização de encontros com profissionais que atuam na área da infância 
e juventude e patrocínio de cursos e palestras sobre o tema. 
Art. 54. Qualquer cidadão, o Conselho Tutelar e o Conselho Municipal dos Direitos da 
Criança e do Adolescente é parte legítima para requerer aos Poderes Executivo e Legislativo, 
assim como ao Tribunal de Contas competente e ao Ministério Público, a apuração do 
descumprimento das normas de garantia dos direitos das crianças e adolescentes, 
especialmente as contidas na Lei no 8.069, de1990 e nesta Lei, bem como requerer a 
implementação desses atos normativos por meio de medidas administrativas e judiciais. 
Art. 55. As deliberações do Conanda, no seu âmbito de competência para elaborar as 
normas gerais da política nacional de atendimento dos direitos da criança e do adolescente, 
são vinculantes e obrigatórias para a Administração Pública, respeitando-se os princípios 
constitucionais da prevenção, prioridade absoluta, razoabilidade e legalidade. 
Art. 56. O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, em conjunto 
com o Conselho Tutelar, deverá promover ampla e permanente mobilização da sociedade 
acerca da importância e do papel do Conselho Tutelar. 
Art. 57. Para a criação, composição e funcionamento do Conselho Tutelar deverão ser 
observadas as diversidades étnicas, culturais do país, considerando as demandas das 
comunidades remanescentes de quilombo e outras comunidades tradicionais. 
Art. 58. Esta Lei entra em vigor em vigor na data de sua publicação. 
Art. 59. Ficam revogados os artigos 18 a 43, com seus respectivos desdobramentos, da 
Lei n.° 068, de 13 de dezembro de 1999, com as redações modificadas pela Lei Municipal n° 
306/2015, de 31 de março de 2015. 
Natalândia-MG, 24 de junho de 2015. 
UADIR NS DE MELO 
e eito Municipal 
Av. Unaí - 1747 - Centro - Natalândia/MG - prefeitura@natalandia.mg.gov.br 
CEP 38.658-000 - FONE: (38) 3675-8010 - TELEFAX: (38) 3675-8030 

open original →