| Tipo | Lei |
|---|---|
| Número / Ano | 1002 / 2013 |
| Date | 2013-12-20 |
| Ementa | Aprova o Plano Municipal de Saneamento e o Plano Municipal de Resíduos sólidos e dá outras providências_parte 2 |
| native_id | 705 |
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PREFEITURA MUNICIPAL DE PLANURA
PREFEITURA DE
ESTADO DE MINAS GERAIS lfJ(I4
MUDAR PARA DESENVOLVER
LEI N° 1.002 DE 20 DE DEZEMBRO DE 2013.
Publicado no átrio da
Prefeitura Munidpal de Planura «Aprova o Plano Municipal de Saneamento e o
em _______
Plano Municipal de Resíduos Sólidos e dá
outras providências"
O Povo do Município de Planura, por seus representantes, decreta e eu
sanciono a seguinte Lei:
Artl°. Fica por esta Lei aprovado o Plano Municipal de Saneamento
Básico (anexo 1) e o Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (Anexo
li).
Art. 2°. O Plano Municipal de Saneamento Básico (anexo 1) e o
Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (Anexo II) servirão de subsídio
para a elaboração da Política Municipal de Saneamento Básico que incluirá,
entre suas normatizações, dispositivos referentes ao saneamento básico e à
gestão dos resíduos sólidos do Município de Planura.
Art. 30 . Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação,
revogadas as disposições em contrários.
Planura/MG, 20 de Dezembro de 2013.
PAULO ROBERTO BARBOSA
-Prefeito Municipal1
PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO
CONTRATAÇÃO/FISCALIZAÇÃO
Associação dos Municípios da Microrregião do Vale do Rio Grande (AMVALE)
R. Gabriel Junqueira 422
Boa Vista
CEP: 38017-050
Uberaba - MG
E-mail: amvale@netsite.com.br
(34) 3332-6800
CNPJ: 18.495.218/0001-20
Endereço eletrônico: www.amvale.org.br
OBRA/SERVIÇO
Prefeitura Municipal de Planura - MG
Rua Monte Carmelo, n° 448
Centro
CEP: 38220-000
Planura - MG
Fone: (34) 3427 - 7000
CNPJ: 18.449.15710001 -64
Endereço eletrônico: www.planura.mg.gov.br
PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO Terra ØAM VALE BASICO
EXECUÇÃO
Terra Assessoria Ambiental
Rua Presidente Jonh Kennedy, 281
Sobre Loja 02, Centro Comercial Sofia&Elias
Parque das Américas
CEP: 38045-210
Uberaba - MG
E-mail: terra©terraambiental.com
Fone: (34) 3331-1666
CNPJ: 05.873.222/0001-32
Endereço eletrônico: www.terraambiental.com
EQUIPE TÉCNICA
Coordenação Geral - Eng° Carlos Messias Pimenta - CREA 87.219 D/MG
Gestão Geral - E nga Talita Dias da Trindade - CREA 141.957 D/MG
Gestão Jurídica - Adva. Sabrina Cespedes Brett - OAB/MG 143.639
Suporte Técnico - E nga Andrezza Marquez - CREA 147.564 D/MG
Eng° Marco Túlio Freitas Macedo - CREA 134.586 D/MG
Acadêmicos em Engenharia Ambiental
Augusto Peres Arruda - CPF: 085.474.996-95
Thaysa de Aquino Ananias - CPF: 101.230.356-00
Denis Kikuti Cape[ - CPF: 078.629.576-79
PIANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO Terra A~ O.A~VALE BASICO
LISTA DE ABREVIATURAS
ABNT - Associação Brasileira De Normas Técnicas
APP - Área de Preservação Permanente
ASSEMAE - Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento
COHAB - Companhia de Habitação do Estado de Minas Gerais
CONAMA - Conselho Nacional de Meio Ambiente
COPASA - Companhia de Saneamento de Minas Gerais
ETA - Estação de Tratamento de Água
ETE - Estação de Tratamento de Esgoto
FUNASA - Fundação Nacional da Saúde
IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
IGAM - Instituto Mineiro de Gestão das Águas
INCRA - Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária
IPTU - Imposto Predial Territorial Urbano
PGIRS - Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos
PIB - Produto Interno Bruto
PMSB - Plano Municipal de Saneamento Básico
PPA - Plano Plurianual
RCC - Resíduos da Construção Civil
RSS - Resíduos Sólidos de Saúde
SINISA - Sistema Nacional de Informações em Saneamento
SNIS - Sistema Nacional de Informações Sobre Saneamento
UTM - Universal Transversa de Mercator
PLANO MUNICIPAL DE
SNEAMENTO
v AM VALE
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO .10
2 OBJETIVO........................................................................................................ 12
3 CONSIDERAÇÕES GERAIS............................................................................ 13
4 PLANEJAMENTO DO SETOR DE SANEAMENTO ........................................ 14
5 ELABORAÇÃO DO PMSB ............................................................................... 16
5.1 Formação Dos Grupos De Trabalho .............................................................. 16
5.2 Plano de Mobilização Social .......................................................................... 16
5 .2.1 Conferências ................................................................................... ..... 16
5.2.2 Cartazes ............ . .................................................................................. 18
5.2.3 Carros deSom ..................................................................................... 19
5.2.4 Adesivos Automotivos ................................................ . ......................... 19
5.3 Sistemas de Informação ................................................................................. 20
5.4 Diagnóstico Técnico Participativo ................................................................ 21
5.4.1 Aspectos Socioeconômicos, Culturais, Ambientais e de lnfraestrutura22
5.4.1.1 História de Planura...... .......................................................... 22
5.4.1.2 Localização/Rotas de Acesso................................................22
5.4.1.3 Bacia Hidrográfica .................................................................23
5.4.1.4 Território, Uso e Ocupação ............................ . ....................... 24
5 .4.1.5 População ....................................... . ......... . ............................ 26
5.4.1.6 Condições de Vida ................................................................ 27
5 .4.1.6.1 Saúde................................................................... 27
5.4.1.6.2 Educação ............................................................. 27
5.4.1.6.3 Moradia e acesso a bens de consumo................. 28
5.4.1.6.4 Emprego e Renda ................................................ 28
5.4.1.6.5 Longevidade, Mortalidade e Fecundidade............ 29
5.4.1.6.6 Economia Local.................................................... 29
5.4.2 Política do Setor de Saneamento ............................. . ...............
. ........... 30
5.4.3 lnfraestrutura de Abastecimento De Água ........................................... 31
5.4.4 lnfraestrutura de Esgotamento Sanitário ............ ................. . ................ 47
5.4.5 lnfraestrutura de Manejo de Águas Pluviais ..................................... .... 53
5.4.6 lnfraestrutura de Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos ...... 59
5.5 Prospectiva e Planejamento Estratégico...................................................... 64
•
PLANO MUNICIPAL DE - (4;. SANEAMENTO ØAMVALF
BÁSICO
5.5.1 Análise Swot 65
5.5.2 Cenários, Objetivos e Metas ................................................................ 67
5.5.3 Projeção de Demandas e Prospectivas Técnicas .............. . ................. 69
5.5.3.1 ABASTECIMENTO DE ÁGUA ............................................... 69
5.5.3.2 Esgotamento Sanitário ....................... . .... . ..... ... . .................... 73
5.5.3.3 Manejo de Águas Pluviais ..................................................... 74
5.5.3.4 Manejo de Resíduos Sólidos................................................. 75
5.6 Programas, Projetos e Ações ........................................................................ 77
5.6.1 Rever Projeto da ETE .......................................................................... 78
5.6.2 Avaliação das Redes de Distribuição (água/esgoto/drenagem) ... . ....... 78
5.6.3 Levantamento Planialtimétrico Detalhado .............................. . ............. 78
5.6.4 Revisão e/ou Criação do Código de Postura .... . ................................... 79
5.6.5 Revisão e/ou Criação do Código de Edificação ................................... 79
5 .6.6 Coleta Seletiva..................................................................................... 79
5.6.7 Vigilância da Qualidade da Água ......................................................... 80
5.6.8 Revisão dos Projetos de Saneamento Básico em Execução. .............. 80
5.6.9 Criação de Novos Reservatórios de Água ........................................... 80
5.6.10 Educação Ambiental ............................................................................ 81
5.6.11 Regularização da Outorga dos Poços Tubulares................................. 81
5.6.12 Estudo, Monitoramento e Analise do Ponto de Captação de Água ..... .81
5.6.13 Plano Diretor ......................................... .. ............................................. 81
5.6.14 Execução dos Projetos de Saneamentos Já Previstos ........................ 82
5.6.15 Projeto do Aterro.................................................................................. 82
5.6.16 Revisão do Escoamento Superficial e Estudo Hidrológico................... 82
5.6.17 Implantação de Cooperativas de Coleta Seletiva. ................................ 83
5.7 Plano De Execução ......................................................................................... 83
5.8 Indicadores de Desempenho do PMBS ......................................................... 85
6 ATIVIDADES PÓS-ELABORAÇÃO DO PMSB ............................................... 85
6.1 Aprovação Do Pmsb ....................................................................................... 85
6.2 Execução do PMSB ........................................................................................ 86
6.3 Regulação do Serviço..................................................................................... 86
6.4 Comitê Avaliativo............................................................................................ 87
6.5 Avaliação e Revisão do PMSB
....................................................................... 88
7 SANEAMENTO BÁSICO PARA A ZONA RURAL .......................................... 88
8 POLÍTICA MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO ..................................... 88
9 ANEXOS ........................................................................................................... 89
.E
•
PLANO MUNICIPAL DE
.
SANEAMENTO
AMVALE
ÍNDICE DE FIGURAS
Figura 1 - Registros Fotográficos da ia Conferência................................................ 17
Figura 2 - Registros Fotográficos da 2 1 Conferência................................................ 18
Figura 3 - Cartazes de divulgação dos eventos do PMSB ............... . ........ . ............... 19
Figura 4 - Adesivo automotivo de divulgação do PMSB .................................. .. ....... 20
Figura 5 - Localização do Município de Planura - MG .............................................. 23
Figura 6 - Bacia Hidrográfica do Baixo Rio Grande - GD8....................................... 24
Figura 7 - Unidade de captação no Rio Grande (esquerda) e poço profundo (direita)
............................................................................................ 34
Figura 8 - Estação de tratamento de Água - ETA ....... . .............................. . .............. 34
Figura 9 - Reservatório elevado (esquerda) e reservatório apoiado (direita)............ 34
Figura10 - Fatura de Água ......... . ............................................................................. 43
Figura 11 - Sistemas de irrigação nas proximidades da cidade de Planura - MG .
Figura 12— Localização de Tratamento de Egosto - ETE......................................... 47
Figura 13— Descarte direto do esgoto em vereda .................................................... 48
Figura 14 - Estruturas Físicas da Estação de Tratamento de Esgoto - ETE ............ 49
Figura 15 - Estação de Recalque de Esgoto .................................... . ......... . ............. 50
Figura 16 - Ponto de Descarte do Esgoto - Submerso............................................. 50
Figura 17— Ponto de Descarte Submerso de Esgoto ...............................................51
Figura 18 - Entrada de Condomínios e Comunidades do Município ........................ 51
Figura 19— Microdrenagem da área urbana de Planura ............... . ........................... 54
Figura 20— Macrodrenagem de Planura................................................................... 55
Figura 21 - Prejuízos causados pelas águas pluviais............................................... 56
Figura 22 - Prejuízos causados pelas águas pluviais............................................... 57
Figura 23 - Local de desemboque de águas pluvias ................................................ 57
Figura 24— Falta de drenagem urbana em Planura - MG ............................ . ............ 58
Figura 25 - Local de desemboque de água pluviais ................................................. 60
Figura 26 - Possibilidade de contaminação da água pelo chorume ......................... 61
Figura 27 - Manancial abaixo do lixão com presença de aguapé (Eichhomia
crassipes) ............................................... . ..... . ....................................... .....................62
Figura 28 - Grande quantidade de lixo nas ruas de Planura .................................... 62
Figura 29 - Operações do setor de limpeza urbana de Planura ............................... 63
Figura 30 - Gravimetria em Planura ......................................................................... 64
PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO
BÁSICO
o
ÍNDICE DE TABELAS
Tabela 1 - Divisão de áreas destinadas ao cultivo em Planura - MG .......................25
Tabela 2 - Proporções atingidas pela pecuária em Planura ..................................... 25
Tabela 3 - Taxa de analfabetismo por faixa etária em Planura - MG ....................... 27
Tabela 4 - Acesso a bens de consumo as moradias de Planura - MG ..................... 28
Tabela 5 - Longevidade. Mortalidade e Fecundidade em Planura - MG .................. 29
Tabela 6 - Participação dos setores econômicos no PIB em Planura - MG ............. 30
Tabela 7— Perdas de faturamento no sistema.......................................................... 36
Tabela 8 - Índice de perdas por ligação.................................................................... 37
Tabela 9 - Plano amostral para sistemas abastecidos por mananciais subterrâneos
com população inferior a 50 mil habitantes ............................................................... 38
Tabela 10 - Plano amostral em vigência para sistemas abastecidos por mananciais
superficiais com população inferior a 50 mil habitantes ............................................ 39
Tabela 11 - Relatório de análise de Água distribuída a população de 01/2012 a
1212012 ..................................................................................................................... 40
Tabela 12—Consumo médio de água por economia ................................................ 44
Tabela 13— Ligações ativas e consumos.................................................................. 45
Tabela 14—Tarifa média praticada........................................................................... 45
Tabela 15— Principais custos e despesas ................................................................ 46
Tabela 16— Receitas operacionais ........................................................................... 46
Tabela 17 - Doenças de veiculação hídrica.............................................................. 53
Tabela 18 - Análise SWOT de Planura-MG.............................................................. 66
Tabela 19 - Cenário atual e futuro de Planura pela expectativa da população......... 67
Tabela 20 - Projeção da população para o horizonte de 20 anos ............................ 70
Tabela 21 - Demanda de água futura da população de Planura ................ . .............. 71
Tabela 22 - Média dos volumes de resíduos sólidos gerados em Planura - MG...... 76
Tabela 23 - Projeção futura de geração de RSU...................................................... 76
Tabela 24— Propostas Imediatas.............................................................................. 84
Tabela 25 - Propostas a curto prazo ........................................................................ 84
Tabela 26 - Propostas a médio prazo....................................................................... 84
Tabela 27 - Propostas a longo prazo........................................................................ 84
o
PLANO MUNICIPAL DE 3» SANEAMENTO TemAm AIVIVALF BASICO
o
ÍNDICE DE GRÁFICOS
Gráfico 1 - Crescimento Populacional de Planura - MG ........................................... 26
Gráfico 2 - Divisão populacional urbana/rural de Planura - MG................................26
Gráfico 3 - Matrículas por etapa de ensino em Planura - MG ..................... . ............. 27
Gráfico 4 - Distribuição salarial em Planura - MG.....................................................29
Gráfico 5 - Reclamações e serviços executados em abastecimento de água..........36
Gráfico 6 - Consumo per capita x população ........................................... . ................ 38
Gráfico 7 - Relatório de qualidade de água - Quantidade de análises ..... . ............... 41
Gráfico 8 - Prospecção populacional em um horizonte de 20 anos para Planura -
MG............................................................................................................................71
PLANO MUNICIPAL DE -- -
SANEAMENTO TO øAMVALE
BASICO
ÍNDICE DE ORGANOGRAMAS
Organograma 2 - Fluxograma da rede de abastecimento ..... 33
Organograma 1 - Fases do tratamento da água .................... 33
Organograma 3 - Análise SWOT........................................... 66
PIANO MUNICIPAL O
SANEAMENTO
BASICO
MVALE
lo
PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO - PMSB
PLANURA - MG
1 INTRODUÇÃO
O Saneamento Básico é conceituado pelo art. 30 da Lei Federal n°
11.44512007 como sendo um conjunto de serviços, infraestruturas e instalações
operacionais de abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, limpeza
urbana e manejo de resíduos sólidos e de drenagem e manejo das águas pluviais
urbanas, sendo que, tais serviços são de titularidade dos municípios que, por sua
vez, poderão delegá-los a terceiros através da celebração de contratos. No entanto,
até mesmo para a validação de contratos de prestação de serviços dessa área, fazse necessário a elaboração de um Plano Municipal de Saneamento Básico - PMSB,
o qual deve estar inserido em uma Política Municipal de Saneamento Básico.
O Plano Municipal de Saneamento Básico - PMSB trata-se de um documento
elaborado pelo titular do serviço no âmbito municipal, tendo por arrimo a Lei Federal
fl ° 11.44512007 que estabelece diretrizes nacionais para o saneamento básico. Esse
documento após ser submetido a audiências públicas e ser aprovado, será tomado
por instrumento da gestão dos serviços prestados na área do saneamento básico,
visando atingir os princípios fundamentais desse plano.
Conforme apostila de Política e Plano Municipal de Saneamento Básico
desenvolvida em conjunto pela Fundação Nacional da Saúde - FUNASA e
Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento - ASSEAE, são
esses os princípios de uma política de saneamento:
• Universalidade;
• Integralidade das ações;
• Igualdade;
• Participação e controle social;
• Titularidade municipal;
• Gestão pública e;
Articulação ou integração institucional.
Com a observância dos termos citados acima, possibilita-se que os serviços
públicos de saneamento básico sejam prestados transpondo as barreiras das
. .
PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO AMVALE BASICO
ii
desigualdades sociais e cumprindo seu papel de assegurar aos cidadãos condições
primordiais de habitação e saúde pública, em paralelo à proteção ambiental
igualmente necessária.
Nessas condições e para tais fins, foi elaborado o presente documento que
estabelece o Plano Municipal de Saneamento Básico do município de Planura - MG.
o
PLANO MUNICIPAL DE
LJ SANEAMENTO Terra #AIjVAL
o
12
2 OBJETIVO
O objetivo do presente trabalho é fornecer ao município de Planura e seus
administradores uma ferramenta de gestão pública na área de saneamento básico,
que engloba o abastecimento de água, o esgotamento sanitário, o manejo das
águas pluviais e dos resíduos sólidos.
O Plano Municipal de Saneamento Básico - PMSB estabelece as diretrizes e
mecanismos que deverão ser observados ao longo das gestões do município para
investimentos na área de saneamento básico, definindo as medidas a serem
tomadas e a prioridade de cada uma dentro de três fases temporais: curto, médio e
longo prazo.
Objetiva-se, assim, programar intervenções, definir programas, projetos e
ações, bem como estipular prazos para o seu cumprimento e estabelecer
competências com o propósito maior de desenvolver e aperfeiçoar o setor de
saneamento de forma organizada e sustentável, atendendo aos interesses e
necessidades da população, em que se faz primordial a participação efetiva da
mesma.
Em poder deste instrumento de gestão o município estará em conformidade
com o Art. 90da Lei n° 11.44512007, cumprindo um dos requisitos mínimos que o
habilitam a pleitear verbas junto ao governo federal para investimentos em
saneamento básico.
PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO
BASICO
ffiNAMVALE
13
3 CONSIDERAÇÕES GERAIS
A elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico - PMSB segue
orientações previstas na legislação que se aplica, devendo este resultar em um
produto compatível com a realidade local. Para tal resultado, são considerados os
seguintes parâmetros:
• Integração dos 4 eixos: o Plano deve abordar as 4 vertentes do
saneamento básico, sendo elas o abastecimento de água, o
esgotamento sanitário, o manejo de águas pluviais e o manejo de
resíduos sólidos, dando-se igual importância a cada uma.
• Participação social: posto que o setor de saneamento básico seja de
interesse comum da população, importa que essa seja atendida em
suas necessidades e, para tanto, faz-se imprescindível sua
participação em todas as fases do Plano, expondo seus anseios e
particularidades dos locais onde residem, de maneira que todas as
questões pertinentes ao tema central sejam abordadas e consideradas.
• Compatibilidade e integração: o PMSB não deve ser um item isolado
e alheio ao contexto político municipal. Ao contrário, deve estar
alinhado com as políticas já existentes e suas propostas devem ser
compatíveis com os planos do município. Sendo assim, é necessário
observar a preexistência de Plano Diretor, Plano Plurianual - PPA,
Plano de Recursos Hídricos e qualquer política pública que possa se
integrar ao PMSB.
• Abrangência Geográfica: todo o território do município deve ser
introduzido no PMSB, não sendo marginalizada nenhuma localidade,
seja ela urbana ou rural, longínqua ou próxima, adensada ou dispersa.
• Validade e monitoramento do PMSB: o planejamento no setor de
saneamento básico contemplado no Plano deve ser feito para 20 anos.
No entanto, é necessário que haja monitoramento de sua eficiência ao
longo desse tempo, devendo ser revisto a cada 04 anos, no mínimo, e
estando sujeito a adequações.
PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO AMVALE BASICO
14
4 PLANEJAMENTO DO SETOR DE SANEAMENTO
O Plano Municipal de Saneamento Básico é resultado de um processo
contínuo que se inicia em sua concepção até sua revisão que deve ser feita a cada 4
anos, voltando ao ponto de partida. Esse ciclo é resumido no seguinte esquema:
EL
r
ABORAÇAO
Fase em que são desenvolvidos os trabalhos de coleta
-. .1 - '::- de informações, análises técnicas e de proposição de
medidas e ações.
L APROVAÇÃOJ Fase em que o PMSB passa por processo de aprovação
por parte do município em momento de audiência
JJ pública.
1 _EXECUÇA EXECUÇÃO 1
Fase em que os programas, projetos e ações previstos
no PMSB serão postos em prática.
{4 AVALIA çÃo j Momento de avaliar o item anterior de execução dos
programas, projetos e ações previstos no PMSB.
L í REVSÃO 1 Momento de rever as possíveis deficiências do PMSB
ereadequa-lo.
Vale ressaltar que todas as fases mostradas no esquema supraexibido devem
ser realizadas com total participação social.
O processo de elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico -
PMSB é constituído por várias etapas. Tais etapas foram planejadas conforme
orientação do Termo de Referência fornecido pela Fundação Nacional de Saúde -
FUNASA e pela Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento -
ASSEMAE e determinações previstas na legislação pertinente. Assim, as atividades
realizadas na fase de elaboração do presente trabalho foram:
• Formação do Grupo de Trabalho;
• Plano de Mobilização Social;
• Diagnóstico Técnico Participativo;
• Prospectiva e Planejamento Estratégico;
PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO -4h Terra
BASICO AMVALE
15
• Programas, Projetos e Ações;
• Plano de Execução;
• Procedimentos para Avaliação da Execução do PMSB.
Todas essas etapas foram realizadas no município de Planura seguindo
cronograma preestabelecido e estarão detalhadamente descritas nos itens
seguintes.
PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO erram.onta
P. BASICO AMVALE
16
5 ELABORAÇÃO DO PMSB
5.1 Formação Dos Grupos De Trabalho
Foram criados dois grupos de trabalho, um Comitê de Coordenação (instância
consultiva e deliberativa) e um Comitê Executivo (instância responsável pela
operacionalização do processo de elaboração do PMSB), ambos constituídos por
cidadãos de Planura. Criou-se o Decreto Municipal n° 009/2013 para instituir
legalmente esses comitês, estando este permanentemente disponível para consulta
na Prefeitura Municipal de Planura.
O Comitê de Coordenação foi formado visando contemplar vários atores
sociais representativos da população, enquanto o Comitê Executivo buscou
constituir-se de uma equipe multidisciplinar.
5.2 Plano de Mobilização Social
Desde os primeiros trabalhos desenvolvidos para elaboração do Plano
Municipal de Saneamento Básico - PMSB de Planura foram arquitetadas ideias de
mobilização social, buscando atrair a população à participação no processo. As
ferramentas de divulgação utilizadas para esse fim foram as seguintes.
5.2.1 Conferências
Realizaram-se duas conferências com o intuito de promover a participação da
população.
A 1a Conferência teve objetivo de ouvir as queixas, opiniões e sugestões dos
munícipes a respeito dos serviços de saneamento em suas quatro áreas. Esse
evento ocorreu no dia 19106113, às 19h, na Quadra da Escola Luiz da Silva e
Oliveira (Escola Polo), localizado à Rua Uberaba, N° 75, Bairro Vila Paiva. Nessa
conferência a programação ocorreu da seguinte maneira:
V/ Abertura de mesa e café;
V Abertura com Prefeito ou representante (no máximo 5 minutos);
PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO AMVALE
17
V Apresentação do trabalho pelo responsável pelo Gestor do
plano;
V Trabalho de Grupo (dinâmica para coletar todas as queixas,
opiniões e sugestões dos munícipes);
V Debate Final.
Finte: Terra ssessoria 'mbien tal — 19 de junho de 2013.
A 2a Conferência realizou-se para levar à população respostas ao que foi
falado na P Conferência, mostrando os dados levantados em campo por ocasião de
visita técnica e propor soluções aos problemas identificados. No entanto, a
população esteve à vontade para expor problemas não citados anteriormente e para
questionar qualquer informação e proposta da 2a Conferência. Esse evento ocorreu
no dia 13108113, às 09h, no mesmo local de realização da ia Conferência. A
programação ocorreu na seguinte sequencia:
Abertura de mesa e café;
v' Abertura com Prefeito ou representante (no máximo 5 minutos);
18
/ Apresentação do trabalho pelo responsável pelo Gestor do
plano;
VI, Debate.
Mj r
Figura 2 - Registros Fotográficos da 2 a Conferência
Fonte: Terra Assessoria Ambiental - 13 de agosto de 2013.
Em ambas as conferências foram registradas todas as participações
populares em relatórios e em Ata. Existem registros fotográficos da realização
desses eventos, bem como listas nomes assinadas por todos os presentes.
Foram utilizados crachás de identificação para cada participante da
conferência, entregue no início do evento, assim que assinada a lista de presença.
5.2.2 Cartazes
Foram confeccionados cartazes temáticos para divulgação dos trabalhos a
serem realizados, local, data e horário, convidando toda a população a comparecer
e expor seus pontos de vista, expectativas e anseios. Cada programação recebeu
19
uma cor distinta como temática em seus cartazes como maneira didática de atrair a
atenção dos moradores.
Os responsáveis pela fixação dos cartazes foram orientados a fazê-lo em
locais de grande circulação de pessoas, boa visibilidade e em toda a cidade, de
forma a garantir a sua visualização por parte dos munícipes para que estivessem
inteirados dos eventos. A imagem abaixo mostra os cartazes, considerando-se que a
região esquerda em branco foi reservada para impressão do local, data e horário
dos eventos.
1 1 Conferência 2- Conferência
Municipal Audiência Pública E' Municipal
PLANO MUNICIPAJ. DE ' PLANO MUIIICIPAI. DE PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO
BASICO
SANEAMENTO SANEAMENTO
BASICO BASICO
Traga suase.33
para juntoeabora,mos
as sokiç&e
a nossa c3d
precisa.
Traga sias aus
ara juntos
eIaoratrnon
as s01uçs que
a nousaddade
Traga suas
as
paaauntos
etabo,an,sop
CIuÇÕi qs
a nossa cidade
IÉ eA
Figura 3—Cartazes de dos eventos do
Fonte: Terra Assessoria
5.2.3 Carros de Som
Foi utilizado som automotivo para divulgação dos eventos de elaboração do
Plano Municipal de Saneamento Básico - PMSB na cidade, convidando a
população.
5.2.4 Adesivos Automotivos
Confeccionaram-se adesivos automotivos que foram entregues aos munícipes
durante a 1a Conferência, com intuito de divulgar os trabalhos realizados no
município. A imagem a seguir exibe o modelo de adesivo distribuído.
[2
4.
SANEAMENTO
BASICO
Figura 4—Adesivo automotivo de divulgação do PMSE
Fonte: Terra Assessoria Ambiental,
5.3 Sistemas de Informação
No processo de elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico -
PMSB faz-se necessário que se estabeleçam meios de comunicação entre as várias
partes envolvidas, permitindo que haja um fluxo de informações oficiais.
Para essa finalidade, criou-se um site institucional, no qual é possível publicar
informações a respeito do andamento do processo e outras. Houve também a
criação de e-mail do projeto para contato direto entre a empresa e o município nas
pessoas de seus administradores e colaboradores. Assim, permitiu-se a criação de
um banco de dados fornecidos pela Prefeitura Municipal.
Criou-se uma ouvidoria com a finalidade de permitir aos munícipes que
tivessem contato direto com os elaboradores do Plano, válida apenas para a fase de
elaboração. Tal contato foi divulgado em todos os eventos públicos realizados, em
apresentações de slides, informando os seguintes dados:
(34) 3331 - 1666
terra@terraambiental.com
projetosterraambiental.com
www.terraambiental.com.br
20
O
21
No entanto, existe uma exigência legal definida no inciso VI, art. 9 0da Lei n°
11 .445/2007, que prevê a estruturação de um sistema de informações municipais
relativas ao saneamento básico. Para seu cumprimento, o município deverá criar
para si um banco de dados que poderá ser alimentado periodicamente e que terá
acesso público. Indica-se para essa finalidade a utilização do já instituído Sistema
Nacional de Informações em Saneamento - SINISA, criado pelo art. 53 da Lei n°
11.44512007.
Além do cumprimento da exigência legal, esse sistema de informações atuará
como uma importante ferramenta de gestão, podendo ser utilizado como meio de
publicação dos relatórios periódicos que deverão ser entregues referentes à fase de
execução do Plano.
Considerando-se a necessidade de definir responsáveis pela alimentação
desse sistema e sua manutenção, indica-se essa função aos membros dos Comitês
já formados, uma vez que estarão diretamente ligados ao desenvolvimento dos
trabalhos e execução do Plano.
5.4 Diagnóstico Técnico Participativo
Após ter sido realizada a 1a Conferência e coletadas as informações da
população a respeito dos problemas que enfrentam na área de saneamento básico,
deu-se a etapa de diagnóstico técnico que foi realizada por meio de visita técnica ao
município.
Na ocasião da visita técnica, foram vistoriados locais de interesse para a
elaboração do Plano, como os pontos de captação de água para abastecimento da
população, locais de descarte de esgoto, vias com e sem galerias pluviais, áreas
baixas para onde escoam as águas das chuvas, locais de disposição final de
resíduos sólidos, pontos de disposição irregular, comunidades rurais e de
rancheiros, etc.
Essa análise técnica em paralelo à percepção da sociedade é fundamental na
consolidação de dados secundários sobre as reais condições dos serviços prestados
na área de saneamento básico.
A seguir, são abordados os principais levantamentos realizados na fase de
diagnóstico dos serviços de saneamento em suas quatro vertentes no município de
Planura, tanto informações oficiais quanto dados coletados em campo.
PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO ØAMVALE
22
5.4.1 Aspectos Socioeconômicos, Culturais, Ambientais e de lnfraestrutura
Foram realizadas buscas por informações e dados em meios oficiais para
obter-se conhecimento sobre aspectos socioeconômicos e culturais do município de
Planura, os quais tem grande relevância ao se elaborar o Plano Municipal de
Saneamento Básico - PMSB, uma vez que dizem respeito à formação social e
econômica de maneira geral, inclusive suas carências no setor de saúde, educação
e outros segmentos sociais. Os dados levantados estão dispostos a seguir:
5.4.1.1 História de Planura
A origem do município de Planura - MG se deu com um povoado que se
desenvolveu nas terras do fazendeiro João Januário da Silva e Oliveira, situada nas
margens do Rio Grande. O primeiro nome recebido foi Porto do Cemitério e, mais
tarde o povoado passou a ser denominado Esplanada.
O povoado foi elevado à categoria de Distrito, pertencendo à Frutal, no ano de
1938, já com o nome de Nova Esplanada. Porém, em 1943 passa a ser chamado de
Planura, em razão de sua topografia.
Planura foi emancipada em 1962 e teve seu crescimento motivado pela
implantação da Usina Hidroelétrica de Porto Colômbia no Rio Grande, na década de
70.
5.4.1.2 Localização/Rotas de Acesso
Localizado na Mesorregião do Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba e na
Microrregião de Uberaba, o município de Planura está a uma distância de 496,9 km
da capital mineira, Belo Horizonte, e a 492 m de altitude. A localidade do município é
mostrada na figura abaixo:
PLANO MUNICIPAL. DE
o~3' SANEAMENTO Terra MAMVALE BASICO
• - - ''"'-_.
-48.7
23
Figura 5— Localização do Município de Planura - MG
Fonte: IBGE
A principal rota que liga Planura à Uberaba é a rodovia BR-050, no entanto,
outra importante via que dá acesso ao município é a rodovia Anhanguera, pelo
estado de São Paulo.
5.4.1.3 Bacia Hidrográfica
O município de Planura está inserido na Bacia Hidrográfica do Rio Grande,
especificamente na Bacia Hidrográfica do Baixo Rio Grande - GD8. Na figura abaixo
é apresentada a delimitação dessa bacia e os municípios que ela abrange, dentre os
quais Planura está identificada com o número 14.
LI
1 4 E 711
10 13 6
7 L is
24
Municios Ordem
Água Comprida 1
Campina Verde 2
Campo Florido 3
Cameirinho 4
Comendador Gomes 5
Conceição das Alagoas 6
Conquista 7
Deita 8
Fronteira 9
Frutal 10
Municípios Ordem
Itapajipe 11
Iturama 12
Pirajuba 13
Planura 14
Prata 15
Sacramento 16
São Francisco de Sales 17
Uberaba 18
Verissimo 19
Figura 8 - Bacia Hidrográfica do Baixo Rio Grande - G138
Fonte: Instituto Mineiro de Gestão das Aguas - IGAM.
5.4.1.4 Território, Uso e Ocupação
O município de Planura possui um território com área total de 318,9 km 2e
densidade demográfica de 26,0 hab./km 2e sua sede se localiza a uma altitude de
492 metros.
O quadro abaixo detalha a área plantada que cada tipo de cultura faz uso no
município:
fl
25
Tabela 1 - Divisão de áreas destinadas ao cultivo em Planura - MG
Cana - de - açúcar 7500
Soja 4800 (em grão)
Milho 3700 (em grão)
Sorgo 300 (em grão)
Laranja 167
Borracha (látex coagulado) 9
Fonte: IBGE 2011
Além da agricultura, o território municipal é ocupado em pela pecuária, com
participação mostrada na tabela abaixo através do número de cabeças que são
criadas:
iaeia z - roporçoes atingiaas pela pecuaria em i-lanura
Bovinos 4703
Equinos 59
Asininos 4
Muares 9
Suínos 660
Ovinos 64
Galos, frangas, frangos
e pintos 5205
Galinhas 1285
Vacas ordenhadas 1542
Ovinos tosquiados 36
onte: IBGE 2011.
PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO Terra AMVALE BÁSICO
26
5.4.1.5 População
A população de Planura apresentou crescimento nos últimos anos, como é
mostrado no gráfico abaixo:
Crescimento Populacional - Planura- MG
12000 10289 10384
8000
8060
4000
o
1991 1996 2000 2007 2010
Gráfico 1 - Crescimento Populacional de Planura - MG
Fonte: IBGE.
Houve também diferenciação entre a população urbana e rural para o ano de
2000, observado no gráfico a seguir:
Divisão da população rural e urbana Planura- MG
População
Rural
2,82%
População
urbana
97,18% j
Gráfico 2 - Divisão populacional urbana/rural de Planura - MG
Fonte: IBGE
27
5.4.1.6 Condições de Vida
5.4.1.6.1 Saúde
De acordo com IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009 o município consta
com 6 estabelecimentos de saúde, sendo todos de domínio público municipal.
5.4.1.6.2 Educação
No setor de educação, Planura possui 5 unidades escolares, sendo 3 de
ensino fundamental, 1 de pré-escolar e 1 de ensino médio com 17 docentes.
O gráfico a seguir exibe o número de alunos matriculados nas unidades
escolares de Deita por etapas do ensino:
laII..J ,J - IVICZLII%,Ulaz> JVI cLapa U IJIIV uII r [ai uuu a - M
Fonte: IBGE.
O analfabetismo é um índice muito relevante ao se observar o setor de
educação em um município. Para tanto, a tabela abaixo exibe tais dados para o ano
de 2000 e por faixa etária em Planura:
Tabela 3 — Taxa de analfabetismo por faixa etária em Planura - MG
7 a 14 2,4%
10a14 0,5%
28
FAIXAiETÁRIA TAXAiDE ANALFABETISMO
15a17 3,0%
18a24 2,4%
onte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil.
5.4.1.6.3 Moradia e acesso a bens de consumo
As moradias no município de Planura possuem os seguintes dados de acesso
a bens de consumo:
Tabela 4 - Acesso a bens de consumo as moradias de Planura - MG
:i ii Moradias comacesso It esse I .1:11 ij
Geladeira 92,0%
Televisão 92,2%
Telefone 33,8%
Computador 5,3%
Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil.
5.4.1.6.4 Emprego e Renda
Segundo dados do IBGE, Censo Demográfico de 2010, Planura possuía em
agosto de 2010 um total de 5.425 pessoas economicamente ativas, onde 5.111
estavam ocupadas e 314 desocupadas.
Dentre as ocupadas, constam um percentual de 57,3% com carteira assinada,
21,7% sem carteira assinada, 14,4% são autônomos e 1,2 % são empregadores.
A distribuição salarial de Planura em 2010 é expressa a seguir:
4. PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO
BASICO AMVALE
29
Distribuição salarial em Planura - MG.
3%
USem rendimento
28/O
DAté 1 salário mínimo
DDe 1 à 2 salários
mínimos
salários
mínimos
Gráfico 4 - Distribuição salarial em Planura - MG
Fonte: Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.
5.4.1.6.5 Longevidade, Mortalidade e Fecundidade
Os índices de longevidade, mortalidade e fecundidade registrados no
município de Deita no ano de 2000 são expressos na tabela abaixo:
Tabela 5 - Longevidade, Mortalidade e Fecundidade em Planura - MG
Esperança de vida ao nascer
(em anos) 69,2 72,8 76,1
Mortalidade até 1 ano de idade
(por mil nascidos vivos) 26,4 20,7 13,7
Mortalidade até 5 anos de idade
(por mil nascidos vivos) 34,8 22,7 15,9
Taxa de fecundidade total
(filhos por mulher) 2,5 2,3 2,3
Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil.
5.4.1.6.6 Economia Local
a
'II]
A economia do município de Planura baseia-se em indústrias, setor
agropecuário e serviços. A tabela a seguir demonstra dados referentes ao Produto
Interno Bruto e a participação dos diferentes setores da economia.
iaoeia b - vamcipaçao aos setores economicos no rib em i-ianura - ML
Valor adicionado bruto da agropecuária R$ 41 624 000,00
Valor adicionado bruto da indústria R$ 187 356 000,00
Valor adicionado bruto dos serviços R$ 110 528'000,00
Imposto sobre produtos líquidos de subsídios R$ 15771 000,00
PIB R$ 355 279 000,00
PIB per capita R$ 34 184,49
Fonte:
5.4.2 Política do Setor de Saneamento
À Prefeitura Municipal de Planura foi encaminhado um Questionário
Socioeconômico, Cultural e Ecológico, cuja finalidade foi à obtenção de dados
primários do município.
O município de Planura não dispõe de legislação que regulamente os serviços
de saneamento básico, segundo questionário respondido pela Prefeitura Municipal,
excetuando-se a Lei 954 de 2410512013 que disciplina sobre a colocação de
caçambas estacionárias destinadas ao recolhimento de entulhos e similares e dá
outras providências. No entanto, existem outras leis nacionais e estaduais que se
aplicam ao município, listadas a seguir:
• Lei n° 9.97412000 (dispõe sobre a destinação de agrotóxicos);
• Resolução CONAMA n° 30712002 (versa sobre resíduos sólidos na
construção civil);
• Resolução CONAMA n° 358/2005 (versa sobre disposição final de
resíduos da área da saúde);
• Lei n° 11.445/2007 (Lei Federal de Saneamento Básico);
• Lei n° 12.30512010 (Lei Federal de Resíduos Sólidos);
• Lei n° 18.031/2009 (Lei Estadual de Resíduos Sólidos).
PLANO MUNICIPAL DE o• SANEAMENTO Terra ØJVVALE BASICO
31
O serviço prestado em abastecimento de água é realizado atualmente pela
Companhia de Saneamento de Minas Gerais - COPASA. não eximindo a Prefeitura
Municipal da titularidade do serviço. Demais setores do saneamento. esgotamento
sanitário, manejo de águas pluviais e manejo de resíduos sólidos, são geridos pelo
próprio município.
A fiscalização dos quatro eixos do saneamento não ocorre com efetividade no
município de Planura. O abastecimento de água é controlado pela própria
Companhia de Saneamento de Minas Gerais - COPASA que executa seus
procedimentos internos de controle da qualidade e outros. No entanto, não existem
contraprovas aos testes de qualidade da água, o município não atua no sentido de
fiscalizar os serviços prestados pela empresa.
Planura não possui Política Tarifária para o Setor de saneamento básico, não
sendo cobradas taxas pelos serviços prestados. excetuando-se o abastecimento de
água que está a cargo da Companhia de Saneamento de Minas Gerais - COPASA.
executando, essa. sua própria política na cobrança de encargos aos munícipes
usuários do serviço.
A participação social na gestão do saneamento básico em Planura se dá
através do contato direto com o ente responsável pelo serviço em casos de falhas
no sistema para comunicar o ocorrido. Assim, cientes do fato, atua-se com as
providencias cabíveis na tentativa de solução imediata. Pode-se afirmar que a
participação da comunidade acontece apenas no sentido de reclamação e
remediação. Porém, não existe um sistema de informações formalizado para
armazenamento de dados do saneamento básico.
O município não possui Programas estruturados de interesse ao setor de
saneamento e não possui relações estabelecidas com outros entes federados.
5.4.3 lnfraestrutura de Abastecimento De Água
O município de Planura não possui Plano Diretor de Abastecimento de Água.
Normalmente este plano é baseado no Plano Diretor do próprio município, uma vez
que este possui orientação para a elaboração deste plano como, por exemplo, as
regiões de expansão das cidades que são informações essenciais para o
dimensionamento das redes de abastecimento de água e esgoto além dos novos
sistemas de reservação.
PLANO MUNICIPAL DE
G S&NEAMENTO Tum •AMVALE BASICO
32
Segundo a Lei Federal 10.25712001, também conhecida como Estatuto das
Cidades, somente é obrigatória a elaboração do Plano Diretor as cidades que
possuírem mais de 20 mil habitantes, integrantes de regiões metropolitanas, áreas
de interesse turístico e aquelas situadas em áreas de influência de
empreendimentos ou atividades com significativo impacto ambiental na região ou no
país.
Considerando que o município de Planura possui, segundo estimativas do
IBGE (2013) 11.194 habitantes e não está localizado em área metropolitana ou
áreas de interesse turístico ou está situado em área de influência de
empreendimento ou atividade com significativo impacto ambiental na região ou no
país, não há até o presente momento uma obrigação legal para a elaboração do
Plano Diretor, mas, por outro lado, a inexistência deste pode prejudicar o município
uma vez que este é um norteador de políticas públicas, incluindo as relacionadas ao
saneamento.
Plano diretor é o Instrumento básico de um processo de
planejamento municipal para a implantação da política
de desenvolvimento urbano, norteando a ação dos
agentes públicos e privados (ABNT, 1991).
O sistema atual de abastecimento de água para consumo humano da cidade
de Planura é de responsabilidade da Companhia de Saneamento de Minas GeraisCOPASA, sendo esta uma sociedade de economia mista com administração pública.
Segundo dados do SNIS, a COPASA possui a concessão dos serviços relacionados
ao abastecimento de água para consumo humano na cidade até o ano de 2034.
O Sistema de Abastecimento de Água de Planura é operado pela Copasa
desde 1979. A captação é feita de forma mista: superficialmente no Rio Grande e
em poço tubular profundo. O sistema tem capacidade de produção média de 3,5
milhões de litros de água por dia.
Posteriormente a captação a água bruta proveniente da captação superficial
Rio Grande e do poço artesiano são bombeadas para a unidade de tratamento onde
recebem tratamento composto por processos de coagulação, filtração, desinfecção,
correção do potencial hidrogeniônico (pH), e fluoretação de forma a torná-la portável
para consumo humano segundo normas do Ministério da Saúde.
.
PLANO MUNiCIPAL DE
SANEAMENTO AMVALE BASICO
EIl' ' Observa-se que o tratamento
da água requer o emprego de
tecnologias de tratamento,
,
Fluoretação Correção do
,
-
como a adição de material
coagulante para o tratamento
13 da água. Neste caso
podemos considerar a
Água potável unidade como sendo de
Organograma 1 - Fases do tratamento da água Filtração Direta Descendente.
Fonte - Do autor Nesta unidade, além da casa
de química há um reservatório elevado com capacidade de 200m 3 .
Após as etapas de tratamento e reservação, a água tratada é distribuída à
população através da rede de distribuição.
Nestes processos a água tratada é dosada automaticamente com cloro e
flúor. Essas medidas são determinadas pela Portaria n° 2914 de 12 de dezembro de
2011 do Ministério da Saúde.
Diariamente são realizadas análises físicoquímicas no laboratório existente na
unidade para verificar a conformidade da concentração desses parâmetros com o
determinado na legislação.
-Captação do poço artesiano
*Captação superficial do Rio Grande
\/ •Dosagem de produtos químicos
*Controle de qualidade (análises
laboratóriais)
•Reservação (200m 3 )
•Distribuiçãoa população
-Controle de qualidade (análises
laboratoriais)
Organograma 2 - Fluxograma da rede de abastecimento
Fonte: Relatório anual da COPASA - Planura (2012).
34
Figura 7 - Unidade de captação no Rio Grande (esquerda) e poço P1
Fonte: Visita Técnica - 09 de julho de 2013.
Fonte: Visita Técnica —09 de julho de 2013.
Fonte: Visita Técnica - 09 de julho de 2013.
n
35
Em relação à rede de distribuição, os dados do SNIS (2011) que citam que a
cidade possui 16,8 m/ligação, sendo 4.083 ligações ativas que abrangem toda a
cidade.
A administração pública não possui uma planta baixa contendo dados
topográficos, diâmetros, encaminhamento das adutoras e também dados sobre a
pressurização do sistema. Uma vez que a COPASA é a responsável pela
manutenção de rede de água e esgoto e a prefeitura pela rede de escoamento de
água superficial é importante que a administração conheça todo o sistema e assim,
as ações relacionadas a manutenção, implantação e expansão das redes poderão
ocorrer sem que haja danos a estrutura de qualquer um dos elementos
anteriormente citados.
Nos locais das captações foi observado o isolamento da área com arame e a
identificação do poço. Não foi observado, no entanto, uma placa com informações
de telefone para contato em caso de acidentes, como por exemplo, incêndio no
entorno do ponto de captação. Esta medida é de extrema importância uma vez que
esse tipo de acidente pode danificar a estrutura elétrica da bomba e provocar o
desabastecimento.
Atualmente, o sistema de abastecimento de água possui capacidade para
atender a demanda de consumo, conforme dados de consumo per capta informado
pelo SNIS (2011) e dados da operadora do sistema, que cita uma produção média
de 3,5 milhões de litros de água por dia. Não foi relatada durante as conferências
informação referente ao desabastecimento.
Segundo informações dos moradores da cidade não foram relatadas queixas
referentes à intermitência do abastecimento, o mesmo pode ser confirmado nos
dados do SNIS de 2007 a 2011 com nenhum relato de desabastecimento registrado.
A prestação de serviços relacionados à água como, por exemplo, manutenção
no sistema solicitada pelos consumidores, observa-se a seguir que a operadora do
sistema vem atuando para atender as solicitações.
4jj PLANO MUNICIPAL DE
.
10ENTO QNAMVALE BASIC
36
Reclamações e serviços
o
cJ) -
5000 VT. :--
o 1000 i LJi LP LFL
2 -1000 2007 2008 2009 2010 2011
E
Z Reclamações ou solicitações de serviços Serviços executados
Gráfico 5 - Reclamações e serviços executados em abastecimento de água
Fonte: SNIS.
Em relação a perda no sistema, pode ser realizada a verificação através dos
indicadores do SNIS que medem o percentual de volume macromedido e
micromedido.
Tabela 7 - Perdas de faturamento no sistema
2007 79.6 63.22 16.75
2008 81.9 55.8 14.4
2009 75.05 53.49 20.85
2010 81.4 88.8 14.9
2011 83.9 100.0 11.1
otite: SNIS
Nesta tabela, pode ser observado que o índice de micromedição em relação
ao macromedido demonstra as perdas existentes no sistema. O percentual de
faturamerito encontra-se dentro dos padrões nacionais.
37
Tabela 8 - índice de
2007 100 20.4 9.1 118.49 79.6
2008 100.0 18.1 7.0 101.5 81.9
2009 99.99 24.94 8.51 144.63 75.05
2010 100.0 18.6 5.9 103.3 81.4
2011 100.0 16.1 4.9 82.7 83.9
Fonte: SNIS
Observa-se que o Índice de perdas por ligação (L/dia/lig) apresentou um
decréscimo no último ano em relação aos anteriores, demonstrando que a
manutenção vem sendo realizada no sistema de distribuição de água, mas como o
percentual é alto. devem ser realizadas campanhas visando à minimização desse
percentual por ligação.
O município conta com uma considerável rede de hidrológica, com destaque
para a capacidade hídrica do rio Grande. Observa-se que este rio vem sendo
utilizado para a captação e água superficial, assim colo para o lançamento de
efluente sanitário da cidade.
A proximidade deste recurso hídrico com a cidade exige do poder público um
Plano de Gestão e Monitoramento. Uma possível medida para a construção deste
plano seria a criação de um Plano de Segurança da Água. Ressalta-se que nesta
cidade não há tratamento de efluentes domésticos, mesmo com a existência de uma
unidade para esse fim.
Um importante dado observado dos relatórios enviados pela COPASA ao
SNIS é que a população nos últimos anos aumentou, em paralelo com o consumo
per capta que também apresentou um crescimento. Embora a capacidade de
produção de água seja elevada, é importante observar as tendências de consumo
do município para elaboração de projetos visando atender essas novas demandas.
PLANO MUNICIPAl. DE
SANEAMENTO
P. c\TerraA,. BASICO
2008,00 2009,00 2010,00
1320000
1220000
1120000
o 10200,00
920000
8200.00
7200,00 o
6200,00
5200,00
4200,00
3200,00
2007,00
180
170 -Q
40
oo 130
(1)
- 120 z
o
2011,00 o
CONSUMO PER CAPITA X POPULAÇÃO
38
—'—População —.—Consumo médio per capita
Gráfico 6 - Consumo per capita x população
Fonte: SNIS (2011).
Para a detecção da quantidade de amostras a ser realizada em todo o
sistema é necessário verificar o que está disposto na legislação sobre o tema. O
Ministério da Saúde é o responsável por determinar as diretrizes sobre a água para
consumo humano. A portaria que atualmente determina os padrões de potabilidade
de água para consumo humano é a Portaria n °2914 de 12 de dezembro de 2011.
Segundo esta, deve ser adotado o seguinte plano amostra] para cidades
abastecidas por mananciais subterrâneos e superficiais com população inferior a 50
mil habitantes.
Tabela 9 - Plano amostral para sistemas abastecidos por mananciais subterrâneos com população
inferior a 50 mil habitantes
Parâmetro 1 1,t19,1 'te ratamento Número de
manancial Frequência 1 amostras
N° Frequência <50.000 halo <50.000 hab Amostras
Cor 1 Semanal 5 Mensal
Turbidez, Cloro
Residual Livre(1), Subterrâneo i 2x por Conforme §
30 do Artigo Conforme § ° 1
Cloraminas(1), semana 41
do Artigo 41
Dióxido de Cloro(1 )
2x por Dispensada a Dispensada a
pH e fluoreto 1 semana análise análise
Lw-
39
ÇT1IIIÍ1(. Número de Frequência •1T( Parâmetro amostras
N° Frequência <50.000 hab <50.000 hab
Amostras
Dispensada a Dispensada a
Gosto e odor 1 Semestral análise análise
Produtos
secundários da Subterrâneo Dispensad Dispensada 1 Anual
a a análise a análise
desinfecção
Demais parâmetros 1 Semestral 1 Semestral
Tabela 10 - Plano amostral em vigência para sistemas abastecidos por mananciais superficiais com
000ulacão inferior a 50 mil habitantes
Parâmetro
'1 1 Numero ae Frequência Manancial
N°
Amostras Frequência <50.000 hab <50.000 hab
Cor 1 A cada 2horas 10 Mensal
Turbidez, Cloro
Residual Livre(1) Conforme §
1 A cada 2horas 30do Artigo Conforme § 3° do
Cloraminas(1), 41 Artigo 41
Dióxido de Cloro(1)
pH e fluoreto 1 A cada 2horas Dispensada Dispensada a
a análise análise
Gosto e odor Superficial 1 Trimestral Dispensada Dispensada a
a análise análise
Semanal
Cianotoxinas 1
quando n° de
cianobactérias Dispensada Dispensada a
20.000 a análise análise
células/miProdutos
secundários da 1 Trimestral 1 Trimestral
desinfecção
Demais parâmetros i Semestral 1 Semestral
Fonte: Adaptado da Portaria n°914 do Ministério da Saúde.
Observando os dados do SNIS de 2007 a 2011 que analisam os dados de
turbidez, coliformes totais e cloro residual na água tratada foi detectado que a
concessionária atendeu aos requisitos.
• SANEAMENTO
• PLANO MUNICIPAL DE
BASICO 0 Terra
40
Em relação às análises realizadas no ano de 2012, após a alteração da
portaria pelo Ministério da Saúde, observa-se que a concessionária atendeu
parcialmente aos requisitos em relação ao parâmetro turbidez.
Tabela 11 - Relatório de análise de Água distribuida a população de 0112012 a 1212012
Número de amostras Valor
Parâmetro Unidade Limites
Mínimo Analisadas Fora Que Médio padrão atende
Cloro mg/L Cl 252 252 O 252 0.81 0.2 a 2
Coliformes NMP/lOOmL 252 252 O 252 100.00% Obs Totais
Cor UH 120 120 O 120 2.50 15
Escherichia NMP/lOOmL 252 252 O 252 - Obs
co,!
0.6a
Fluoreto mg/L F O 120 O 120 0.77 0.85
Turbidez UT 252 175 O 175 0.30 5
pH - O 120 O 120 7.13 6a9.5
Fonte: COPASA (2012).
Em relação aos parâmetros anteriormente citados, destaca-se a turbidez, por
ser o parâmetro que não atingiu as metas em 2012.
PLANO MUNICIPAL DE -
SANEAMENTO ~m &NAMVALE
13.451c0
41
Relatório de qualidade de água- Quantidade de análises
5100
4100 ti.lIL.L
-900 2007 2008 2009 2010 2011 2012
Análises de Residual de Cloro obrigatórias
Li Análise de residual de cloro realizadas
Análise de Turbidez obrigatória
DAáljses de turbidez realizadas
Análises de Coliformes Totais obrigatórias
Análises de Coliformes Totais realizadas
Gráfico 7 - Relatório de qualidade de água - Quantidade de análises
Fonte: Adaptado do SNIS.
Obs: Para os parâmetros "Coliforme Total" e "Escherichia Coli", os valores médios não se aplicam.
Para o parâmetro "Co/iforme Total" o valor apresentado refere-se ao percentual de amostras que
atende aos padrões de potabilidade no período.
Co//formes totais
• Sistemas ou soluções alternativas coletivas que abastecem menos de 20.000 habitantes:
apenas uma amostra, ente as amostras examinadas no mês, poderá apresentar resultado
positivo.
• Sistemas ou soluções alterativas coletivas que abastecem a partir de 20.000 habitantes
devem apresentar ausência desses indicadores em. pelo menos. 95% das amostras
examinadas no mês.
Escherichia co//ausência em 100 ml.
Em relação aos padrões que definem a potabilidade de água, ressalta-se que
a definição de potável ou não somente é atribuída a uma água distribuída a
população após a avaliação completa de todos os parâmetros determinados pela
portaria do Ministério da Saúde em função da sua classificação (superficial ou
subterrâneo). Desta forma, para melhor acompanhamento da população é
necessário que este laudo esteja em um local de consulta da população. É
importante que o município fiscalize através do Conselho de Saúde as ações da
operadora do sistema. Para dar maior transparência a essas ações, se aconselha
que as análises, além de fixadas nos principais órgãos. também sejam publicadas
nos veículos oficiais do município.
42
Segundo o Decreto n° 5440 de 4 de maio de 2005 que estabelece definições
e procedimentos sobre o controle de qualidade da áaua de sistem2s d
abastecimento e institui mecanismos e instrumentos para divulgação de informação
ao consumidor sobre a qualidade da água para consumo humano em seu
Art. 52 dispõe que na prestação de serviços de fornecimento de água é assegurado
ao consumidor, dentre outros direitos:
- receber nas contas mensais, no mínimo, as seguintes
informações sobre a qualidade da água para consumo humano:
d) características e problemas do manancial que causem riscos
à saúde e alerta sobre os possíveis danos a que estão sujeitos
os consumidores, especialmente crianças, idosos e pacientes
de hemodiálise, orientando sobre as precauções e medidas
corretivas necessárias.
Observou-se o sítio eletrônico da empresa prestadora de serviço, no relatório
anual as informações sobre a qualidade do manancial e dos demais parâmetros
referentes a potabilidade de água. Neste relatório, constava no fim da última página
a informação de que as análises semestrais e trimestrais referentes aos demais
parâmetros estavam em conformidade com o disposto na portaria.
Ressalta-se que há a opção de envio do relatório de qualidade da água
impresso, na residência. bastando ao consumidor informar a matrícula da conta,
mas essa opção contradiz o determinado pelo Decreto n° 5440 de 4 de maio de
2005, conforme Art 3° :
Os órgãos e as entidades dos Estados. Municípios. Distrito
Federal e Territórios e demais pessoas jurídicas, às quais este
Decreto se aplica, deverão enviar as informações aos
consumidores sobre a qualidade da água, nos seguintes
prazos:
- informações mensais na conta de água, em cumprimento
às alíneas "a" e "b" do inciso 1 do art. 5 °do Anexo, a partir do
dia 5 de junho de 2005;
II - informações mensais na conta de água, em cumprimento
às alíneas "c" e "d" do inciso 1 do art. 5 0do Anexo, a partir do
dia 15 de março de 2006; e
PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO VALE
BASICO
43
III - relatório anual até quinze de março de cada ano,
ressalvado o primeiro relatório, que terá como data limite o dia
1 2de outubro de 2005.
Conforme dados apresentados pelas contas de água, as análises vêm sendo
realizadas conforme determinação da portaria e vem sendo publicadas conforme o
Decreto n° 5440 de 4 de maio de 2005.
POUPE TEMPO. DEBITO AUTOMATCO.
'.U5AG8M C0SUVO tC'ZX SX1VO `y.- «H' cU» OG &R.'PRO.E Q.
p~ M"13
Número do Amostras
CI. CIUor,ne5Totaia Cor BsCIshiChla "I Fluoreto Turbkiz
Mil imo 2' lO 21
ifl 21
40 10
10 10
Analisadas 21
o o o o o o
rem Pndrõos 10 _21
_21__. - Slni11cado dos par8melros: vido verto
... ....... ... ............ ....................
0000000j.13.34612241.2jI 0712013 1 2510812013 **RS9.454,10
82 6$co»394- 54100019100-011 1-0 231 160V552-8
_iiWI1l_._
Figura 10— Fatura de Agua
Fonte: Prefeitura Municipal.
Dados de consumo por setores não são possíveis de serem determinados em
função das análises e questionamentos realizados. Cabe ressaltar que o progresso
de uma cidade está relacionado ao gerenciamento de seus recursos, entre eles o
recurso hídrico. Desta forma, a implantação de um Programa de Segurança da Água
poderia verificar os possíveis consumidores e criar diretrizes para o gerenciamento
do recurso hídrico.
Em relação a irrigação, foi observado na região a presença de pontos de
captação de superficial de água como pivôs, mas devido ao represamento da Usina
de Porto Colombo e devido ao fato da cidade ser abastecida pela água proveniente
do rio Grande, não há no momento preocupação com a capacidade hídrica de
Ii1
44
abastecimento, mas devendo haver sempre a preocupação com a qualidade de
água.
Fonte: Google Earth (2013).
Conforme dito anteriormente, a capacidade de abastecimento da cidade
atende à demanda da população localizada na área urbana do município.
Tabela 12— Consumo médio de água por economia
2007 13.43 11388
2008 13.2 11682
2009 12.5 12110
2010 13.0 10091
2011 12.5 10247
onte: SNIS (2011).
Em relação a estrutura de consumo que trata do número de economias e o
volume consumido por faixa, observa-se que não há no site da COPASA ou
informações no SNIS que possibilitem agregar o volume consumido aos diferentes
setores da economia, como por exemplo as indústrias, escolas e setor público.
Desta forma, as informações relacionadas a estrutura do consumo podem ser
observadas apenas em relação ao número de ligações ativas e o consumo medido.
n
45
Tabela 13 - Ligações ativas e consumos
2007 13.43 14.05 140.69 3465
2008 13.2 13.8 138.5 3540
2009 12.5 13.2 130.9 3668
2010 13.0 13.6 152.0 3844
2011 12.5 13.3 168.3 4083
onte: SNIS
Observa-se pelos dados tabelados anteriormente que houve um aumento
tanto na quantidade de ligações quanto no consumo percapta no último ano.
A tarifação é determinada pela COPASA, segundo dados do SNIS houve um
aumento no último ano.
Tabela 14 - Tarifa média Draticada
2007 2.35
2008 2.55
2009 2.67
2010 2.63
2011 2.76
NIS
Em relação a instalações existentes, observa-se que as mesmas encontramse isoladas do público por portões e alambrados e identificadas por placas.
Conforme dito anteriormente, deveria haver nas placas o telefone de contato para
reclamações e situações de emergência devido a inexistência na cidade de pessoal
da operadora do sistema.
PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO
p. Terra
BASICO OAMVALE
46
Observa-se também a totalidade dos serviços em relação a distribuição de
água, ou seja, na cidade todas as residências possuem água fornecida pela
concessionária local.
Os dados do SNIS descrevem que no município há um corpo técnico formado
por onze funcionários. Não há descrições sobre as atribuições de cada um no site
da COPASA.
Para obtenção das receitas operacionais e despesas de custeio e
investimento foram pesquisados os dados publicados pela operadora do sistema no
SNIS.
Tabela 15- PnnciDais custos e
2007 14956.95 118724.61 89448.65 706382.30
2008 18647.65 110050.84 84446.85 645565.75
2009 19289.57 135884.68 73151.10 472180.14
2010 21267.92 134150.46 94738.25 562177.41
2011 20779.36 109918.35 93963.99 602424.88
Fonte: SNIS
Observa-se que houve uma redução com gastos de produtos químicos e
aumento da despesa operacional relacionada aos custos com pessoal próprio.
Destaca-se também a redução de custos com os serviços terceirizados e energia
elétrica.
Tabela 16 - Receitas
2007 1826074.85 1826074.85 22643.81 1848718.66 1848718.66
2008 1699659.37 1699659.37 57723.90 1757383.27 1757383.27
2009 1400829.49 1400829.49 53553.53 1454383.02 1454383.02
2010 1554543.10 1554543.10 59409.98 1613953.08 1613953.08
2011 1606269.45 1606269.45 68291.98 1674561.43 1674561.43
Fonte: SNIS.
PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO Term
BASICO
AMVALE
47
As receitas operacionais, comparando com os anos anteriores, observa-se a
crescente arrecadação nos últimos anos.
Os indicadores operacionais, econômicos- financeiros, administrativos e de
qualidade de água utilizados neste estudo são referentes a metodologia adotada
pelo SNIS.
O SNIS é um instrumento do Sistema Nacional de Informações sobre
Saneamento do Ministério das Cidades.
Assim como o abastecimento público da cidade, as demais comunidades
devem ser atendidas pelo mesmo sistema, sendo, portanto, necessária a
implantação de sistemas pela concessionária responsável.
5.4.4 lnfraestrutura de Esgotamento Sanitário
O sistema atual de esgotamento sanitário da cidade de Planura é de
responsabilidade da prefeitura municipal.
O município não possui plano diretor e também não possui um Plano de
Segurança da Água ou até mesmo Diretrizes de Esgotamento Sanitário. No sítio
eletrônico da prefeitura municipal não foram encontradas informações sobre o
dimensionamento das redes de esgoto e nem mesmo diretrizes para a Construção
Civil.
Planura possui uma Estação de Tratamento de Esgoto - ETE indicada na
imagem abaixo que mostra sua localização e coordenadas geográficas.
Fonte: Visita Técnica— 9 de julho de 2013.
Coordenadas Geográficas: X: 738821 Y: 7771151 ; 22k
ia
48
No entanto, em visita ao local foi possível notar que não está ocorrendo
tratamento do esgoto, este apenas passa pela lagoa e é descartado na vereda
localizada à jusante da estação, como visto abaixo:
Figura 13— Descarte direto do esgoto em vereda
Fonte: Visita Técnica —9 de julho de 2013
Em função da retenção de água, observa-se que velocidade do fluxo no ponto
de lançamento é baixa e desta forma ocorre a retenção de nutrientes na área
próxima à lagoa de tratamento. Embora a vazão do rio Grande seja suficiente para
promover os processos de autodepuração é essencial que ocorra os ajustes na ETE
para que os impactos ambientais sejam minimizados.
Apesar de não estarem em funcionamento, existem outras estruturas físicas
no local como um Reator Anaeróbico de Fluxo Ascendente - RAFA, Caixas de
Decantação, Chaminés para queima do Biogás, entre outras vistas abaixo:
49
•
..•••
SO
Esgoto
Parte do esgoto da cidade de Planura não chega até a Estação de
Tratamento de Esgoto - ETE por gravidade, havendo necessidade de ser recalcado
até o local. Para essa finalidade foi construída uma estação de recalque, vista na
imagem a seguir:
E
50
Fonte: Visita Técnica - 9 de julho de 2013.
Coordenadas Geográficas: X: 740199; Y: 7770052; 22k
No entanto, essa estação também não está operando. Todavia, o esgoto de
uma parte da cidade é descartado diretamente no Rio Grande, no ponto fotografado
na imagem abaixo, mas, como a tubulação é submersa, não é possível visualizar o
efluente, somente em épocas de baixa do rio.
rso
Abaixo é mostrada a imagem aérea do ponto de descarte submerso e ao lado
uma fotografia mostrando o ponto de captação de longe, à montante.
51
Fonte: Visita Técnica -9 de julho de 2013.
Coordenadas Geográficas: X: 740266; Y: 7769807; 22k
No local do novo loteamento Residencial Palmeiras Imperiais foram coletadas
informações a respeito do futuro sistema de esgotamento sanitário do
empreendimento. O esgoto gerado pelo empreendimento será destinado à Estação
de Tratamento de Esgoto - ETE do município, a qual não está operando.
Os condomínios e comunidades de rancheiros às margens do Rio Grande,
como o Condomínio Gran Rio. Cana Brava e Água Viva, fazem uso de fossas
negras em sua maioria, apenas alguns possuem fossas sépticas.
V: 1-' jtci
Cju ci
....
.íJm -
f±\.rií
Figura 18- Entrada de Condomínios e Comunidad
Fonte: Visita Técnica -9 de julho de 2013.
O sistema de esgotamento sanitário é composto pela captação dos efluentes
por redes, encaminhamento destes aos interceptores com maiores diâmetros e
destes para as estações elevatórias (quando necessário), posteriormente para os
emissários e por fim para a estação de tratamento de esgoto.
Embora não pareça um avanço em termos de saneamento básico, a
canalização do efluente é uma etapa que possui custo elevado e a existência desta
etapa e também a existência de um interceptor favorecem e diminuem os custos
quanto à meta é a resolução deste problema.
Principal deficiência do sistema de coleta e tratamento de esgoto sanitário é a
ausência de uma estação de tratamento de esgoto operante.
Em função do represamento ocasionado pela usina, observa-se nos rios a
redução da velocidade e em função do lançamento de efluente sem tratamento no
rio Grande é necessário verificar os efeitos desse efluente no rio.
O estudo de autodepuração é de extrema importância, uma vez que permite
avaliar qual deverá ser a carga mínima de eficiência de tratamento para que o
efluente tratado não afeta vida aquática.
Para conhecimento do poder público, seria necessária a análise da água
conforme determinação da Resolução n°357 de 17 de março de 2005 do Conselho
Nacional de Meio Ambiente- CONAMA dispõe sobre a classificação dos corpos de
água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento, complementada pela
Resolução n° 430 de 13 de maio de 2011 do CONAMA que dispõe sobre as
condições e padrões de lançamento de efluentes, complementa e altera a
Resolução n° 357.
Segundo Von Sperling (2007. p. 44):
"Além dos padrões de qualidade dos corpos receptores, a
Resolução do CONAMA apresenta ainda padrões para o
lançamento de efluentes nos corpos d'água (padrões de
descarga ou de emissão). Ambos os padrões estão de certa
forma iriterrelacionados. O real objetivo de ambos é a
preservação da qualidade no corpo d'água."
Para melhor regularização do sistema de efluentes sanitários, é necessária a
sua total segregação do sistema de coleta de água pluvial. Sistemas segregados
permitem uma melhor eficiência da eliminação da matéria orgânica em sistemas de
tratamento de esgoto.
Os serviços de saneamento visam à busca por um ambiente equilibrado,
fornecendo a população um menor risco de doenças e aumentando a sua qualidade
de vida através dos serviços de água. esgoto, resíduos sólidos e drenagem
PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO on
BASICO
53
superficial. A ausência ou ineficiências desses serviços acabam por aumentar a
chance de aquisição de doenças como as a seguir descritas.
Tabela 17 - Doenças de veiculação hídrica
Febre tifóide e Sa!monellatyphi e
paratifóide paratyphi
Víbriocholerae 01 e Abastecimento
Cólera
Bactéria 0139 Fecal- oral em e água
(implantação
Shigelia sp. relação a água e/ou ampliação
Eschechia col de sistema) Diarréia aguda Campylobacter e
Yersiniaenterocolitica
Imunização
Qualidade de
Hepatite A e E Vírus de hepatite A águaldesinfecç
ão
Vírus Poliomielite Vírus de poliomielite
Vírus Norwalk
Diarréia aguda Roz'avírus
Astrovírus
Adenovírus
Calici vírus
Diarréia aguda Giardia lambia Instalações
Protozoári o Cryptospondium spp. sanitárias
Balantidium coli (implantação e
Toxoplasmose Toxoplasma gondi manutenção)
Ascans lumbricóides Fecal- oral em
Ascarid íase Trichuristrichiura
Ancylostomaduodenal relação ao solo Esgotamento
(geohelmintose) sanitário
Esquistossomo
e
Shistosoma mansoni Contato da pele com (implantação
e/ou ampliação se Helmintos agua contaminada de sistema)
Ten iase Taeniasollum Ingestão de carne
Taeniasaginata mal cozida
Fecal- oral. em
Cisticercose Taeniasolium relação a água e Higiene dos
alimentos alimentos
______ _______ contaminados
ie: Barros (1995). --
_____
_____
5.4.5 lnfraestrutura de Manejo de Águas Pluviais
Segundo questionário respondido pela Prefeitura Municipal de Planura, o
município não possui Plano Diretor. Lei de Uso e Ocupação do Solo ou qualquer
outra legislação específica que oriente as ações dentro da área urbana Da mesma
PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO Terra A AMVALE
54
maneira, não existem Levantamentos Planialtimétricos que auxiliem a gestão das
águas pluviais. Porém, os croquis a seguir esboçam as características topográficas
da área, sua macrodrenagem e microdrenagem natural.
Fonte: Do autor e Googie Earth.
O croqui exibido acima marca as altitudes em diversos pontos da área
urbana, com os quais se identifica as tendências naturais de escoamento superficial
de águas pluviais. A característica predominante na topografia de Planura é a pouca
variação de suas altitudes, ou seja, sua área urbana está instalada sobre uma região
aplainada.
Existe um único divisor de águas principal que atravessa a cidade (tracejado),
sendo bastante tênue, e duas calhas naturais (córregos) principais que interceptam
as águas provenientes do escoamento superficial da área urbana e deságua esse
volume imediatamente no Rio Grande.
55
Fonte: Do autor e Google Earth.
O croqui de macrodrenagem mostrado acima mostra a mesma tendência
natural de escoamento superficial de forma mais abrangente na área urbana e
redondezas, incluindo regiões ocupadas por rancheiros.
Poucas áreas da cidade estão sujeitas a receber um volume proveniente de
superfícies à montante, estando sua maior parte situada lindeiramente ao divisor de
águas central. Os locais que sofrem maior influência de áreas à montante são as
regiões ao leste e ao oeste, mais afastadas. Entretanto, nota-se que esse fenômeno
ocorre intensamente na região rancheira, onde existe uma grande área acima
direcionando sua água pluvial ao local. Esse problema é atenuado com a presença
das curvas de nível utilizadas nas plantações.
Em ocasião da visita técnica no município de Planura foram percorridas várias
ruas e avenidas da cidade observando-se a existência ou não de bocas de lobo e
Pontos de Visitação - PV, que indicassem a presença de redes de drenagem pluvial
nas vias.
Um dos grandes problemas urbanos de Planura talvez seja a drenagem das
águas pluviais. Existem muito poucas galerias que captam esse volume de água.
significando que a chuva escoa livremente pelas vias, formando seus próprios
caminhos e deixando um rastro de lixo e de prejuízos às estruturas urbanas e ao
meio ambiente.
As imagens abaixo exibem os danos causados pelas enxurradas nas vias
públicas urbanas de Planura:
ç
• -'-. .r--
..!!
.
-
......
... ..- .
-- ::..........
-1
- .-.-- -.-..-.- - ,-
Figura 21 - Prejuízos causados pelas águas pluviais.
Fonte: Visita Técnica - 9 de julho de 2013.
1 -1Ãk_
Em um dos pontos da cidade que recebe grande parcela do volume de água
que escoa na área urbana formou-se uma erosão, na qual são dispostos materiais
inertes da construção civil na tentativa de contenção do processo erosivo.
A imagem abaixo mostra esse ponto de erosão e uma vala feita por outra
vertente de águas pluviais. Ambas se encontram e percorrem outro trecho até
desaguarem no Rio Grande.
1 viiw 1 ecnica - ae julho de 2013.
Coordenadas Geográficas: X: 739394; Y: 7770119; 22k
57
Fonte: Visita Técnica —9 de julho de 2013.
O local em que elas deságuam é indicado na imagem a seguir, juntamente
com as fotografias registradas no local, mostrando as condições em que esse se
encontra.
Como visto na imagem, existem muitos materiais que são arrastados até o
local pela força das águas pluviais que vão ganhando velocidade até desaguarem no
Rio Grande, deixando erosões, resíduos, valas e outros danos em seu percurso.
Seguem mais imagens relacionadas à drenagem urbana ou à falta desta em
Planura:
-
-
7
1
58
Fonte: Visita Técnica -9 de julho de 2013.
O município, responsável pelo setor de drenagem urbana, atua em
manutenções ou qualquer ação necessária. Porém, não existem ações de
fiscalização ou controle, apenas remediação de eventuais problemas e não há
legislação que regulamente os serviços.
Com a falta do Plano Diretor e leis reg u lamenta doras do setor de
saneamento, não há instrumentos legais que promovam a obrigatoriedade da
microdrenagem para a implantação de novos loteamentos (muito presentes no
município) ou novas vias.
Embora não haja fiscalização, as imagens do local de deságue desse volume
que escoa superficialmente explicita a grande quantidade de resíduos sólidos que é
arrastada pela enxurrada.
O município não registrou ocorrência de alagamentos, enchentes ou outros
problemas relacionados e, sua área urbana não apresentou índices de crescimento
suficientes para que causassem esses transtornos. No entanto, a inexistência de
sistemas de drenagem em grande parte da cidade ocasiona fortes enxurradas,
59
considerando-se que o índice de infiltração é baixo e a água escoa superficialmente,
causando danos às vias.
Embora não haja um banco de dados no setor de saneamento básico ou de
saúde que informe com maior eficiência, não há registros de mortes causadas pela
malária ou de doente providas da falta de saneamento básico em Planura.
As áreas rurais e de ranchos localizadas no município de Planura apresentam
condições menos preocupantes relacionadas ao manejo de águas pluviais. Isso se
deve à taxa de percolação da água da chuva no perfil do solo ser elevada em
relação à área urbana, uma vez a superfície permeável é maior.
5.4.6 lnfraestrutura de Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos
A forma de disposição final dos resíduos sólidos em Planura é em lixão a céu
aberto. A área do lixão está localizada no ponto indicado abaixo com sua respectiva
coordenada geográfica e fatos registradas na visita técnica do local:
PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO
BASICO •AMVALE
60
Figura 25— LOCal u
Fonte: Visita Técnica —9 de julho de 2013.
Coordenadas Geográficas: X: 741113; Y: 7773798 22k
Existe uma questão relacionada ao lixão e ao abastecimento de água na
cidade que merece maior monitoramento. O mapa abaixo mostra a relativa
proximidade entre o lixão e o ponto de captação da COPASA no Rio Grande Faz-se
necessário monitOramento da água para constatação de possíveis contaminações
pelo chorume advindo da d ecomposição da matéria no Uxão.
M.
É possível que o próprio afluente do rio tenha capacidade de depuração
suficiente. mas cabe monitorar por precaução, principalmente em épocas chuvosas
onde o escoamento do chorume se intensifica.
fronte: visita iecnica —9 de juirlo de 2013.
Seguem fotografias do manancial logo abaixo da área do lixão, onde se
observa a presença de plantas aquáticas como o aguapé (Eichhornia crassipes),
bioindicador de poluição das águas por matéria orgânica.
L ãà ~ '- 4-k~M`- ,,,=-
Figura 27 - Manancial abaixo do Iixâo com presença de aguapé (Eichhomia crassipes)
Fonte: Visita Técnica —9 de julho de 2013.
M.
ZJ v3t!v
Observa-se na área urbana de Planura grande quantidade de resíduos nas
ruas e em terrenos baldios, exigindo grande esforço nas áreas de limpeza urbana do
município para que sejam removidos os materiais das vias. Essa situação é
mostrada nas imagens:
Figura 28— Grande quantidade de lixo nas ruas de Planura
Fonte: Visita Técnica - 9 de julho de 2013.
_-:--.
i$
63
Na ocasião da visita técnica foi observada a equipe de limpeza urbana da
Prefeitura em serviço de limpeza das vias e de terrenos baldios, sendo possível
perceber o quão dispendioso é esse serviço prestado e quão grande o volume de
resíduos gerados pela população.
Figura 29 - Operações do setor de limpeza urbana de Planura
Fonte: Visita Técnica -9 de julho de 2013.
A coleta de lixo realizada pela Prefeitura de Planura abrange as áreas de
ranchos e os condomínios às margens do Rio Grande como o Gran Rio, o Cana
Brava e outros.
Segundo questionário respondido pela Prefeitura Municipal, não existem
Políticas de Logística Reversa no município, exceto para pneus, e não é realizada
coleta de materiais como óleo lubrificante, lâmpadas. pneus, pilhas e baterias,
embalagens de agrotóxicos e produtos veterinários. Os Resíduos Sólidos de Saúde
- RSS são coletados por empresa terceirizada especializada nesse serviço.
*1 ;
..j• .•
•
-
64
Para diagnóstico qualitativo e quantitativo da geração de resíduos sólidos em
Planura a equipe de elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico - PMSB
realizou no município uma Gravimetria de 29 de julho a 02 de agosto de 2013. Esse
trabalho apontou uma produção diária per capta de 0,48 kg/dia/hab de resíduos
sólidos. Esses dados detalhados serão expostos no Plano Integrado de Resíduos
Sólidos, bem como toda metodologia adotada no processo.
As imagens abaixo mostram o trabalho de gravimetria realizado rio município
de Planura:
Figura 30 - Gravimetria em Planura
Fonte: Terra Assessoria Ambiental-29 dejul. 2013.
5.5 Prospectiva e Planejamento Estratégico
Passada a fase de diagnóstico, onde foi estudada ao máximo a condição
atual do município em suas quatro vertentes do saneamento básico perante as
necessidades da população e do meio ambiente. com vistas no desenvolvimento
65
sustentável, inicia-se a fase de prognóstico, onde serão elaboradas as metas (e as
estratégias para atingi-Ias) de melhoria do setor.
Ao criar o planejamento estratégico para o saneamento básico de Planura.
levaram-se em consideração as peculiaridades do município, tanto positivas quanto
negativas, buscando sempre não desconsiderar nenhuma questão abordada pela
população, nem tampouco ignorar situações problemáticas vistas em trabalhos de
campo.
Portanto, o trabalho de elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico
- PMSB possui alguns limites que não podem ser transpostos, impostos pela
condição orçamentária do município, predeterminada em seu Plano Plurianual -
PRA. Criar metas fora dos limites do município tornaria o Plano inviável e o definiria
como fora da realizada. Assim, deixa-se em destaque que a elaboração do presente
prognóstico e planejamento estratégico esteve dentro das especificidades de
viabilidade técnica e econômica de Planura.
5.5.1 Análise Swot
O Plano Municipal de Saneamento Básico - PMSB. quando em sua função de
ferramenta de gestão, necessita lidar com diversos fatores do gerenciamento e da
administração pública, estando inserido em um contexto político e governamental.
Isso implica na observância dos cenários internos e externos em que se está
desenvolvendo o trabalho, prevendo as facilidades e dificuldades que a execução do
plano irá enfrentar.
Para atender a essa necessidade, utilizou-se uma metodologia bastante
aplicável ao caso, a qual promove a contextualização da realidade e identificação
dos desafios regionais por meio de reflexões detalhadas e classificação dos fatores
influentes no setor de saneamento como sendo pontos positivos ou negativos. Falase da Análise SWOT, descrita na figura a seguir:
o
PLANO MUNICIPAL DE
\ø SANEAMENTO Terra . BÁSICO
o
ki
w
Strenghts We a k nesses
FORÇAS FRAQUEZAS
T
Opportunfties Threats
OPORTUNIDADES AMEAÇAS
Organograma 3 - Análise SWOT
Fonte: Do autor
Seguindo-se tal metodologia, foi elaborado o seguinte quadro que classifica
diversos fatores conforme sua atual situação no município de Planura.
Tabela 18— Análise SWOT de Planura-MG
- Bolsões de Pobreza;
- Recursos Hídricos,
- Instituições, gestão e operação dos
sistemas de água, esgoto, drenagem
e resíduos;
- Meio Ambiente;
- Legislação Municipal;
- Planejamento Territorial;
- Política Habitacional;
- Sistemas de Abastecimento de
Água;
- Sistemas de Esgotamento
Sanitário:
- Sistemas de gerenciamento de
resíduos;
- Orçamento Municipal.
67
- Programas Federais e Estaduais - Orçamento Federal, Estadual;
• para o Setor; - Saúde;
- Política de Priorização de - Saneamento;
Investimentos Federais e Estaduais; - Legislações.
- Políticas Públicas Federais e
Estaduais:
- Habitacional;
iM - Parcerias Políticas;
• - Parcerias Institucionais.
Fonte: Do autor.
5.5.2 Cenários. Objetivos e Metas
Tendo por referência as informações coletadas in locu e as participações da
população obtidas na fase de diagnóstico, é possível elaborar um breve esboço dos
cenários atuais e dos cenários futuros segundo as expectativas da população. Essa
definição de objetivos gerais e abrangentes norteou a elaboração de propostas,
programas, projetos e ações do Plano Municipal de Saneamento Básico - PMSB.
Tabela 19 - Cenário atual e futuro de Planura da
Construção de reservatórios maiores
Corte no sem aviso prévio; e aviso prévio em casos de cortes
para manutenção;
Água turva,
região mais
esbranquiçada;
principalmente na
alta e às vezes
Controle maior da qualidade da água
e da dosagem de químicos;
PLANO MUNICIPAL DE
BÁSICO
SANEAMENTO ___
21
M.
Ocorrem ligações clandestinas de Redimensionamento da rede e
águas pluviais na rede de esgoto, fiscalização contra o lançamento de
causando refluxo; águas pluviais na rede de esgoto;
A ETE não funciona e despeja todo Funcionamento de ETE;
seu esgoto in natura no ambiente;
Algumas residências utilizam fossa Ligação das residências à rede
negra; coletora de esgoto;
Instalação de redes de drenagem
Poucos bueiros e ocorrência de pluvial e conscientização da
entupimento; população por meio da Educação
Ambiental;
Algumas ruas não são asfaltadas; Pavimentação de todas as vias
urbanas;
Processos erosivos e danos às vias Instalação de redes de drenagem;
causados pelas enxurradas:
O RCC é depositado na rua;
Deposição de resíduos em terrenos
baldios;
Disposição final em Lixão;
Animais mortos são jogados nas
ruas, às margens de rodovias e no
lixão;
Não existe coleta seletiva;
Local apropriado para descarte de
RCC, implantação de caçambas e
fiscalização da população:
Fiscalização e cobrança de multa;
Melhoramento da forma de
disposição final do lixo;
Criação de um local específico para
animais e ossadas;
Implantação de coleta seletiva;
O lixo eletrônico não tem ponto de Implantação de pontos de coleta e
coleta; logística reversa.
onte: Do autor.
PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO NVWALE
5.5.3 Projeção de Demandas e Prospectivas Técnicas
5.5.3.1 ABASTECIMENTO DE ÁGUA
O município de Planura possui no setor de abastecimento de água empresa
concessionária que presta esse serviço, a COPASA - Companhia de Saneamento
de Minas. Essa é. dentro do estado de Minas Gerais e da região em que está
localizado o município, a alternativa mais viável de concessão dos serviços de
abastecimento de água. Caso não houvesse contrato de concessão, o próprio titular
dos serviços (o município) teria a responsabilidade de gerir o abastecimento por
seus próprios meios.
No que diz respeito às demandas futuras de águas para o município de
Planura. essas foram calculadas seguindo a metodologia apresentada em oficina
ministrada pela FUNASA em parceria com a ASSEMAE por nome 'Oficina de
Política e Plano Municipal de Saneamento Básico' no período de 14 a 18 de outubro
de 2013 com carga horária de 36 horas na cidade de Uberlândia - MG.
Tal metodologia consiste em se utilizar dados do IBGE para cálculo da taxa
de crescimento populacional dos últimos anos que, nesse caso, foi calculada em
com dados de 11 anos. A fórmula para se determinar tal taxa é a seguinte:
Dados:
= ; (PF/PA) - 1 , em que =t:de crescimento _
PF = População Futura (usou-se a
n = Log10 (PF/PA)/1og10 (l ± i) população de2Ol3)
PA = População Atual (usou-se a
população de 2002)
Assim, em posse da taxa de crescimento populacional, que toi de 6.37%,
torna-se possível projetar populações futuras para o município de Planura. Para a
projeção de qualquer ano desejado usa-se a seguinte fórmula:
PF = PA( 1 + i) 7
Em que. para PA (População Atual), utilizou-se a população de 2013 (IBGE),
obtendo-se a seguinte tabela e gráfico de projeções que inclui o cenário pessimista
(com taxa de crescimento calculada um pouco abaixo da real, prevendo eventos que
possam reduzir a população e considerando-se uma margem de erro) e cenário
otimista (com taxa de crescimento calculada um pouco acima da real, em função da
realidade do município em relação a possibilidades de eventos que atraiam
70
populações além da esperada e considerando-se uma margem de erro), ambos
sendo valores arbitrários.
Jabela 20 - cia o nonzorne ae zu anos
-
Cenário Pessimista
(1,45%)
10.700
11.194
11.356
11.521
11.688
11.858
12.029
12.204
12.381
12.560
12,742
12.927
13.115
13.305
13.498
13.693
13.892
14.093
14.298
14.505
14.715
14.929
Cenário Básico
(2,53%)
10.700
11.194
11.477
11.768
12.065
12.371
12.684
13.004
13.333
13.671
14.017
14.371
14.735
15.108
15.490
15.882
16.284
16.696
17.118
17.551
17.995
18.450
Cenário Otimista
(3,20%)
10.700
11.194
11.552
11.922
12.303
12.697
13.103
13.523
13.955
14.402
14.863
15.338
15.829
16.336
16.859
17.398
17.955
18.529
19.122
19.734
20.366
21.017
Ano
2012
2013
2014
2015
2016
2017
2018
2019
2020
2021
2022
2023
2024
2025
2026
2027
2028
2029
2030
2031
2032
2033
nte: Terra
PLANO MUNICIPAL DE G SANEAMENTO Terra
BASICO
#UNAMVAL
71
Prospecção populacional 2013 a 2033:
Planura-MG
25.000
20.000
15.000
10.000
5.000
C'4 (') Q - ('.1 c') LO (O N- CO O) O - c' c)
- - - - - - - - C'J C'J ('.1 C'4 N CJ N C\J C\J C'J C') C') C) C')
O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O O
• cenário Péssimista • Cenário Básico iu Cenário Otimista
Gráfico 8 - Prospecção populacional em um horizonte de 20 anos para Planura - MG
Fonte - Terra Assessoria Ambiental.
Em questionário respondido pela Prefeitura Municipal, não se obteve um valor
médio de consumo per capta para o município de Planura. Portanto, essa projeção
de demanda futura de água será calculada para o valor usual de consumo de 150
1/hab/dia que significa 54.750 1/hab/ano ou 54,75 m 3/hab/ano. Comesse dado
calculou-se as demandas futuras por água do município de Planura, utilizando-se a
população do cenário otimista, por considerar uma margem de erro, garantindo
maior segurança a projetos que possam utilizar esses valores.
1 aoeia zi - uemanaa ae agua tutura cia popuiaçao cie I-'ianura.
ANO POPULAÇÃO DEMANDA MUNICIPAL(m31ano)
2012 10.700 585.825,0
2013 11.194 612.871,5
2014 11.552 632.472,0
2015 11.922 652.729,5
2016 12.303 673.589,3
2017 12.697 695.160,8
2018 13.103 717.389,3
2019 13.523 740.384,3
72
PROJEÇAO DE DEMANDAS i i iFUTURAS iiDE Xciu!
ANO POPULAÇÃO DEMANDA MUNICIPAL (m31ano)
2020 13.955 764.036,3
2021 14.402 788.509,5
2022 14.863 813.749,3
2023 15.338 839.755,5
2024 15.829 866.637,8
2025 16.336 894.396,0
2026 16.859 923.030,3
2027 17.398 952.540,5
2028 17.955 983.036,3
2029 18.529 1.014.463,0
2030 19,122 1.046.930,0
2031 19.734 1.080.437,0
2032 20.366 1.115.039,0
2033 21.017 1.150.681,0
Fonte: Do autor.
Conforme se observa na tabela acima, a previsão de crescimento
populacional acarreta o aumento significativo da demanda, ainda que a médio e
longo prazo. Portanto, abre-se espaço para preocupação com o abastecimento de
água no município de Planura nos próximos anos.
O manancial mais próximo da cidade é o Rio Grande, do qual já se capta
água para abastecimento, o qual faz necessária a Estação de Tratamento de Água -
ETA, tratando-se de manancial superficial. Assim, cabe avaliar a capacidade de
tratamento dessa estação para que se constate sua capacidade de tratar o recurso
suficiente para suprir as demandas futuras. Caso a resposta seja positiva, torna-se
viável que se continue utilizando água do Rio Grande, aumentando a vazão
outorgada. Caso contrário, pensa-se em abertura de poços profundos, uma vez que
são economicamente mais viáveis que a criação de uma nova estação.
Ressalta-se a previsão de eventos de emergência e contingência e, como
medida de precaução, recomenda-se manter um poço profundo outorgado e
disponível para uso do recurso hídrico, ainda que a demanda não aumente. Isso cria
PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO 1 ØAMVÀLE BÁSICO
73
uma alternativa emergencial que poderá evitar transtornos à população em caso de
acidentes com o manancial atualmente utilizado ou mesmo de escassez.
5.5.3.2 Esgotamento Sanitário
Atualmente, Planura possui basicamente duas alternativas de prestação de
serviços na área de esgotamento sanitário. Uma delas seria o próprio município
gerenciar os sistemas de coleta e tratamento do esgoto produzido, o que exigiria um
corpo técnico profissional e diversos outros gastos na manutenção do sistema, o que
significa um comprometimento alto no orçamento municipal. A segunda alternativa
consiste na concessão da prestação desse serviço à Companhia de Saneamento de
Minas - COPASA.
A produção de esgoto per capta de um município é calculada, usualmente,
com base em um percentual de consumo de água da população, conforme
formulado abaixo:
Qmédia =
Pop.QPC.R
1000
Em que,
Qmédia é a vazão média produzida de esgoto;
Pop é a população total da cidade;
QPC é a Vazão Per Capta de água consumida no município;
R é o coeficiente de retorno de esgoto;
O coeficiente de retorno R trata-se do percentual de água consumida per
capta que retorna em forma de efluente líquido (esgoto), para o qual se adota o valor
de 80% ou 0,8. A divisão por 1000 expressará o resultado em m 3/dia; caso se deseje
o valor em L/dia, basta substituir a divisão por 86.400.
Considerando-se o consumo de água per capta atual da população de
Planura, calcula-se a seguinte vazão média de esgoto produzido hoje (2013) pela
população urbana:
Qmédia = (11.194. 150. 0,8)/1000
Qrnédia 1.343,28 m3/dia
PLANO MUNICIPAL DE
• SANEAMENTO A4 Terra
BASICO AMVALE
74
Calculando-se essa média de produção para a maior população que se tem
projetada (2033), tem-se o seguinte resultado:
Qmédia = (21.017. 150.0,8)/1000
Qmédia = 2.522,04 m31dia
Porém, posto que a vida útil de uma Estação de Tratamento de Esgoto - ETE
deve ser calculada para maior espaço de tempo, recomendam-se maiores estudos
em relação a produções futuras de esgoto doméstico no município de Planura. Além
de estudos quantitativos do esgoto do município, devem ser estudadas as
propriedades qualitativas do efluente, as quais serão consideradas para a escolha
do tipo de tratamento mais apropriado.
Vale ressaltar que já existem as instalações de uma Estação de Tratamento
de Esgoto - ETE em Planura, mas não estão em operação. A Prefeitura Municipal
de Planura informou que o motivo do não funcionamento é a necessidade de
correções, pois o projeto teria sido mal executado e hoje a estação encontra-se
deteriorada e não atenderia à demanda atual do município.
5.5.3.3 Manejo de Águas Pluviais
O manejo de águas pluviais é dependente de fatores naturais como o índice
pluviométrico e o tipo de solo (índice de permeabilidade), bem como de fatores
antrópicos como o índice de impermeabilização (pavimentação). Esses fatores
podem variar em função da localidade, da estação do ano, do planejamento urbano
no desenvolvimento da cidade, entre outras influencias que podem sofrer. Porém, as
medidas mitigadoras a serem tomadas se resumem basicamente em:
Instalação de um sistema de galerias pluviais que se estenda a todas
as vias urbanas para captação do volume total da água da chuva, evitando a
formação de enxurradas;
Controle do escoamento superficial à montante da área urbana com a
criação e manutenção de curvas de nível e bolsões que favoreçam a
percolação da água no perfil do solo;
Controle da carga hidráulica que é lançada no meio desembocada das
galerias pluviais criando ou mantendo os dissipadores de energia hidráulica
para prevenir erosões e outros danos ao meio;
PLANO MUNICIPAt. DE
€E. SANEAMENTO MVALE BASICO
75
Medidas preventivas educacionais no sentido de orientar a população
ao descarte correto de seus resíduos para que não haja entupimento das
galerias, etc.
Observando-se a topografia da microrregião, é possível notar a existência de
fundos de vales dentro da área urbana, o que exige maior atenção por parte dos
gestores da drenagem urbana.
Ressalta-se que os projetos de instalação de galerias pluviais deverão prever
a expansão da área urbana, a qual deve ser contemplada no Plano Diretor do
município, bem como deverão ser dimensionadas para as máximas climatológicas já
registradas na região em dados pluviométricos.
5.5.3.4 Manejo de Resíduos Sólidos
Conforme o Art. 20 da Lei n° 12.305/201 0, o município de Planura, enquanto
gerador de Resíduos Sólidos Urbanos (no qual se enquadram resíduos domiciliares
e de limpeza urbana), resíduos sólidos comerciais e de prestadores de serviços,
Resíduos da Construção Civil - RCC, Resíduos Sólidos de Saúde - RSS e outros
dispostos no Art. 13, inciso 1 da mesma lei, estão sujeitos à elaboração do Plano de
Gerenciamento de Resíduos Sólidos.
Em cumprimento à lei supramencionada, o município de Planura esteve
desenvolvendo, em paralelo ao Plano Municipal de Saneamento Básico - PMSB o
Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos - PGIRS.
Assim, os estudos mais aprofundados serão abordados no Plano de
Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos - PGIRS. A tabela abaixo é uma
prévia apresentação dos dados obtidos qualitativos e quantitativos dos resíduos
sólidos do município:
.
PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO #AMVALE MASICO
2012 10.700
2013 11.194
2014 11.552
2015 11.922
2016 12.303
2017 12.697
2018 13.103
2019 13.523
2020 13.955
2021 14.402
2022 14.863
2023 15.338
2024 15.829
4761,5
4981,33
5140,64
5305,29
5474.835
5650,165
5830,835
601 7.735
6209.975
6408,89
6614,035
6825.41
7043,905
Tabela 22 - Média dos volumes de residuos sólidos gerados em Planura - MG
76
-o
oE
1,3 2,1 0,13
Fonte: Gravimetria.
MATERIAIS
CD
-U)
CD
O
o
o
-c 22 0
o- o.
CD °
'4- o0.9 1,2 101 4,4 59.43 20,42
As porcentagens exibidas na tabela acima são baseadas em uma média do
total produzido de 4.977 kg/dia. Enaltecendo-se que esses são dados obtidos a
partir do trabalho de gravimetria realizado pela equipe de elaboração do Plano
Municipal de Saneamento Básico - PMSB, ou seja, são valores específicos pra o
município de Planura.
A tabela abaixo demonstra a projeção futura de geração de RSU para o
município de Planura - MG, até o ano de 2033.
ela 23—Projeção futura de de RSU
, PLA10 MUNICIPAL DE
e SANEAMENTO
BASICO ia
77
População Futura Quantidade de resíduos Ano (habitantes) kg/dia
2025 16.336 7269,52
2026 16.859 7502,255
2027 17.398 7742,11
2028 17.955 7989,975
2029 18.529 8245,405
2030 19.122 8509,29
2031 19.734 8781,63
2032 20.366 9062,87
2033 21.017 9352,565
Fonte: Terra Assessoria Ambiental
Segundo questionário respondido pela Prefeitura de Planura, não existem
políticas tarifárias para o setor de saneamento básico. Considera-se como melhor
maneira de se cobrar tarifas para investir no setor de resíduos sólidos a inclusão de
taxa no IPTU pago pelo munícipe. Contudo, essa é uma questão que deve ser
discutida pela administração do município a qual caberá julgar a viabilidade e
necessidade dessa mudança.
5.6 Programas, Projetos e Ações
Cumpridas todas as etapas já descritas da fase de diagnóstico e prognóstico
de demandas futuras, o Plano Municipal de Saneamento Básico vem propor
programas, projetos e ações a serem implantados e/ou operados no município de
Planura com o propósito de colocar no mesmo patamar o crescimento econômico, e
a sustentabilidade ambiental e social.
Todas as propostas descritas no presente trabalho foram expostas à
população na ocasião da 2a Conferência, na qual se teve oportunidade de contestas
e inserir novas informações ao Plano.
Ressalva-se que, no presente trabalho, são descritas propostas (já aprovadas
pela administração do município) para ações no setor de saneamento básico.
Entretanto, nomes, slogans, logotipos e outros componentes do marketing social dos
PLANO MUNICIPAL DE
41lE. SANEAMENTO (Is') ØAM VALE BASICO
78
programas criados para os quatro eixos serão elaborados pelo Comitê Avaliativo que
será definido dentro de um prazo de 06 meses após a aprovação do Plano.
Abaixo, as ações propostas pela equipe de elaboração:
5.6.1 Rever Projeto da ETE
Como outrora mencionado, a Prefeitura Municipal de Planura possui uma
Estação de Tratamento de Esgoto - ETE, a qual fora analisada in locu por
profissional da área de tratamento de esgoto que compõe a equipe de elaboração do
Plano. Foram, então, detectadas necessidades de alterações que aumentem a
eficiência do tratamento e reformas de estruturas para que a estação volte a operar.
Todas essas observações justificam uma revisão detalhada do projeto da
Estação de Tratamento de Esgoto - ETE, na mesma ocasião em que podem ser
revistas as demandas futuras para conferir o dimensionamento adequado do projeto.
5.6.2 Avaliação das Redes de Distribuição (água/esgoto/drenagem)
Conforme apontado pela população em fases de diagnóstico participativo e
considerado tecnicamente cabível, recomenda-se avaliação das redes de
distribuição de água, das redes de coleta de esgoto e das redes de drenagem
pluvial. Essa avaliação é justificada pela necessidade de se conferir o
dimensionamento das tubulações citadas, com base em um possível
subdimensionamento, uma vez que muitas redes são antigas, podendo estar
obsoletas e ineficientes em sua função.
5.6.3 Levantamento Planialti métrico Detalhado
Esse estudo tem bastante relevância para o município, principalmente na fase
em que se encontra de busca por avanços no setor de saneamento. Justifica-se a
obtenção de um Levantamento Planialtimétrico do município na sua necessidade em
de utilização em qualquer projeto de engenharia a ser implantado.
Projetos como o de uma Estação de Tratamento de Esgoto - ETE, de criação
de redes de drenagem pluvial e outros de interesse do município irão depender de
estudos que revelem detalhadamente a topografia do terreno. Portanto, quanto
. .,..
PLANO MUNICIPAL DE
• SANEAMENTO ~VALE BASICO
79
antes o município dispor desse levantamento, maior facilidade se terá em
desenvolver projetos.
5.6.4 Revisão e/ou Criação do Código de Postura
O Código de Postura de um município é um importante instrumento por meio
do qual é possível regular as ações dos munícipes e cobrar e/ou punir atitudes
indevidas. Portanto, ainda que haja alguma legislação nesse sentido, é necessária
sua revisão periódica, não permitindo que o código se torne ultrapassado e
impertinente aos temas que regem a atualidade do município.
Assim, justifica-se a criação de novas regras que estreitem as metas de
desenvolvimento do setor de saneamento com a realidade do município e que se
tenham instrumentos legais de instrução e correção da população.
5.6.5 Revisão e/ou Criação do Código de Edificação
A existência e aplicação de um Código de Edificação são necessárias ao
crescimento ordenado da cidade, evitando que a área urbana se expanda sem um
planejamento e sem regras, incluindo as regras de saneamento básico aplicáveis a
novas edificações. Isso justifica a revisão, criação e constante atualização desse
instrumento.
5.6.6 Coleta Seletiva
A implantação de um Programa de Coleta Seletiva, além da aparência
ambientalista que se confere a essa ideia, é uma atitude de grande importância
econômica para o município. Não se pode pensar em resíduos sólidos sem pensar
em economia, pois o gerenciamento desses gera um ônus para o orçamento
municipal que se reduz à medida que o volume de resíduos produzido diminui e a
vida útil de seu aterro é aumentada. Caso o município opte pela destinação de seus
resíduos para aterros privados, a coleta seletiva e reciclagem também serão
positivas, uma vez que é cobrado da prefeitura por peso de resíduos.
PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO Terra onta, #AIYVALE
5.6.7 Vigilância da Qualidade da Água
Embora o abastecimento de água seja feito em Planura por concessão da
COPASA e essa realize suas análises de água para controle da qualidade,
recomenda-se que haja contraprovas desses testes, realizando a própria prefeitura
suas análises de qualidade. Isso se justifica pela necessidade de atestar à
população quanto à potabilidade da água que consome e a veracidade dos serviços
prestados pela COPASA que os munícipes pagam.
Para tal ação, propõe-se a criação de um Programa de Monitoramento da
Qualidade da Água, o qual o município poderá denominar conforme lhe confira maior
aceitação popular. O município deverá designar os responsáveis pela execução do
programa, que será incumbido de coletar amostras e encaminhar ao laboratório de
análises. Para incentivar a participação social, os munícipes poderão solicitar a
amostragem em sua residência caso suspeitem de inconformidades no tratamento
ou na distribuição. Caso alguma análise aponte qualquer irregularidade, a COPASA
deverá prestar contas e responder a população.
5.6.8 Revisão dos Projetos de Saneamento Básico em Execução
Aos projetos de saneamento básico que se encontrem em andamento ou
execução, propõe-se uma ação de revisão para reavaliar a adequabilidade desses
às novas exigências que deverão ser estabelecidas por meio de Códigos de
Edificação e outras legislações municipais.
5.6.9 Criação de Novos Reservatórios de Água
A reservação de água em um município é uma forma de se precaver contra
eventualidades no abastecimento, como cortes de energia e outros. Reservatórios
maiores irão suprir a demanda da população até que se solucionem problemas no
abastecimento, não havendo cortes no fornecimento de água. Além disso, há
possibilidade de se aumentar a pressão da água nas torneiras das residências,
melhorando o serviço.
PLANO MUNICIPAL DE
•E• SANEAMENTO Terra
BASICO AMVALE
81
Essa ação é proposta baseada nas reclamações da população quanto a
cortes no abastecimento de água, tendo sido bastante frisada a frequência com que
esses eventos acontecem.
5.6.10 Educação Ambiental
Faz-se necessária a implantação de um Programa de Educação Ambiental
em paralelo a todas as ações, projetos e programas do Plano Municipal de
Saneamento Básico - PMSB. Esse programa deverá mobilizar a sociedade em
todas as suas esferas e em suas diferentes faixas etárias. A finalidade principal da
educação ambiental nesse contexto é atrair a população a contribuir para que o
município a atinja suas metas na área de saneamento básico.
Importa que o programa tenha ampla divulgação e seja conhecido por toda a
população e, para isso que seja denominado de maneira que seja facilmente
gravado na mente dos munícipes. Haverá também que ser nomeada uma equipe de
execução do programa, a qual atuará em diversos campos de interesse para o Plano
Municipal de Saneamento Básico - PMSB.
5.6.11 Regularização da Outorga dos Poços Tubulares
A regularização da outorga dos poços tubulares que abastecem a cidade,
bem com qualquer outro dentro do município faz-se de extrema importância para o
cumprimento da legislação vigente.
5.6.12 Estudo, Monitoramento e Analise do Ponto de Captação de Água
Para que se possa confirmar a não contaminação da água no ponto de
captação faz-se necessário monitoramento e divulgação dos resultados de estudos
e análises de amostras do local.
5.6.13 Plano Diretor
Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas, o Plano Diretor é
Instrumento básico de um processo de planejamento municipal para a implantação
PLANO MUNICIPAL DE E. SANEAMENTO Terra ØAMVAt r. BASICO
82
da política de desenvolvimento urbano, norteando a ação dos agentes públicos e
privados. Vista essa definição, justifica-se a criação de um Plano Diretor do
município de Planura na necessidade de se ordenar ações como o manejo de
Resíduos da Construção Civil - RCC, que não sendo de caráter obrigatório da
prefeitura. na maioria das vezes é recolhido por essa. O Plano Diretor deverá
estabelecer competências dos agentes públicos e privados, de forma a regularizar
serviços e obrigações de cada um.
5.6.14 Execução dos Projetos de Saneamentos Já Previstos
Projetos que o município já possui deverão ser executados após as
avaliações necessárias de conformidade com os interesses do Plano Municipal de
Saneamento Básico - PMSB. Executar essas obras cujo município já havia previsto
é necessário para o andamento e continuidade do setor de saneamento, evitando
sua estagnação nas fases de revisão.
5.6.15 Projeto do Aterro
A construção de um aterro sanitário ainda é questionável para o município de
Planura tendo em vista sua viabilidade técnica e económica. Esses parâmetros
utilizados para prever a viabilidade do aterro são descritos detalhadamente no Plano
de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos - PGIRS. No entanto, talvez seja
mais vantajosa ao município a criação de consórcio com outros municípios próximos
para a criação e compartilhamento de um Aterro Sanitário Comum. Essa ação
deverá ser discutida e avaliada pela administração municipal.
5.6.16 Revisão do Escoamento Superficial e Estudo Hidrológico
O escoamento superficial é uma área do saneamento básico que deve ser
revista periodicamente, justificando-se essa ação na tendência de expansão urbana
do município. A ampliação da área pavimentada causa variações nos parâmetros
que interferem no manejo de águas pluviais. Portanto, há de se reavaliar
constantemente a capacidade das redes de drenagem das águas das chuvas.
PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO Terra;
83
5.6.17 Implantação de Cooperativas de Coleta Seletiva
As Cooperativas de Coleta Seletiva são outro aspecto econômico e social da
atividade de reciclagem, podendo gerar emprego e renda para pessoas que talvez já
estejam no ramo informalmente, dando-lhes melhores condições de trabalho e
formalizando sua atividade.
5.7 Plano De Execução
Todas as ações, projetos e programas propostos acima necessitam de um
Plano de Execução que oriente a sua aplicação e estabeleça prazos como metas de
conclusão das atividades. Para a criação de um cronograma, teve-se que considerar
a dificuldade enfrentada pelo município em executar o Plano Municipal de
Saneamento Básico - PMSB, uma vez que o orçamento municipal é estrito e lidar
com o poder público é, muitas vezes, burocrático, o que leva tempo para se obter
resultados.
Sendo assim, foram divididas as ações, projetos e programas em três
horizontes temporais distintos:
• Imediatos: do 1 0ao 30ano;
• Curto Prazo: do 40 ao 80ano;
• Médio Prazo: do 9° ao 12 0ano e;
• Longo Prazo: do 131ao 200 ano..
Com essa divisão temporal, pode-se elaborar o seguinte quadro de
prioridades na fase de execução do Plano Municipal de Saneamento Básico -
PMSB:
PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO AMVALE BASICO
Tabela 24 - Propostas Imediatas
84
Educação Ambiental
Levantamento
Pia n ia ti métrico
Detalhado
Estudo, monitoramento e
análise do ponto de
captação de água.
Fonte: Terra Assessoria Ambienta
Rever Projeto da ETE Avaliação das Redes de
Distribuição
Revisão dos Projetos de
Saneamento Básico em Criação da Controladoria
e do Comitê Avaliativo. Execução
Tabela 25 - Pr000stas a curto
Revisão e/ou Criação do
Coleta Seletiva
Código de Postura
Revisão e/ou Criação do Ampliação dos
Código de Edificação Reservatórios de Água
onte: Terra Assessoria Ambiental
Vigilância da Qualidade
da Água
Regularização da Outorga
dos poços tubulares
Tabela 26 - Propostas a médio
Execução dos Projetos de
Plano Diretor Saneamentos Já Projeto do Aterro
Previstos
Revisão do Escoamento Implantação de
Superficial e Estudo Cooperativas de Coleta
Hidrológico Seletiva
Fonte: Terra Assessoria Ambiental
Tabela 27 - Pr000sl
r n r r m rifr,
Fonte: Terra Ass Ambiental
s. é
PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO
BASICO 4;b AJVALE
85
O Plano de Execução do Plano Municipal de Saneamento Básico - PMSB
deve contemplar as fontes de recursos financeiros que poderão ser utilizadas na
fase de execução dos programas, projetos e ações. No entanto. até o momento de
entrega do presente trabalho não foi concluído tal orçamento municipal. Sendo
assim, o município deverá destinar recursos financeiros para a realização dos
programas em seu Plano Plurianual - PPA para os anos de 2014 a 2017.
5.8 Indicadores de Desempenho do PMBS
Como já fora proposto anteriormente, o município deverá criar um Sistema de
Informações que poderá armazenar dados relativos ao saneamento básico, estando
disponível para acesso da população. Esse banco de dados poderá, inclusive, estar
inserido no site governamental da Prefeitura Municipal.
Nesse banco de dados, poderão ser publicados os relatórios periódicos
(indica-se que sejam semestrais) que irão descrever os acontecimentos e as ações
realizadas na fase de execução do Plano. Assim, avaliando-se as metas
estabelecidas no Plano de Execução e as ações postas em prática será possível
indicar o desempenho do Plano Municipal de Saneamento Básico - PMSB.
Relatando-se as ações periodicamente. ao final dos 04 primeiros anos de
Execução do Plano. quando este deverá ser revisado, será possível identificar as
falhas e o que as tenha ocasionado, com o objetivo de aprimorar as metas
estabelecidas e readequar o Plano à realidade temporal.
Propõe-se uma maneira de se avaliar serviços prestados com a participação
social, que seria a realização de pesquisas populares de satisfação. Essa ação
possibilita localizar problemas pontuais que apenas é possível identificar com a
participação dos munícipes envolvidos e buscar soluções para esses. melhorando
cada vez mais a qualidade de vida dos cidadãos.
6 ATIVIDADES PÓS-ELABORAÇÃO DO PMSB
6.1 Aprovação Do Pmsb
Será, primeiramente, realizada uma Audiência Pública na qual o presente
Plano Municipal de Saneamento Básico - PMSB será apresentado à população,
PLANO MUNICIPAL DE
• SANEAMENTO . 19AMVALLE BASICO
EM
juntamente com sua respectiva Minuta de Lei e o Plano de Gerenciamento Integrado
de Resíduos Sólidos - PGIRS. estando todos esses sujeitos à aprovação popular.
Após a Audiência Pública, o Plano Municipal de Saneamento Básico - PMSB
será submetido à aprovação pelo município, através de seu Poder Legislativo. Para
tanto, a equipe de elaboração o encaminhará, juntamente com sua minuta de lei, à
Prefeitura Municipal que o apresentará à Câmara Municipal para apreciação e
avaliação. Caberá ao Legislativo Municipal discutir para tomada de decisão comum
sobre a aprovação ou revogação da Lei que institui a Política Municipal de
Saneamento Básico.
6.2 Execução do PMSB
Aprovado o Plano Municipal de Saneamento Básico - PMSB e a Política
Municipal de Saneamento Básico que o acompanha, inicia-se a fase de implantação,
onde serão definidos elementos que subsidiarão a execução do Plano.
Deverão ser instituídos os responsáveis pela execução de cada ação,
projetos e programa, preferencialmente deliberadas pelos grupos de trabalho já
formados desde o início das atividades.
Nesse momento também serão definidos os meios pelos quais os serviços de
saneamento básico serão fiscalizados, estabelecendo os critérios a serem seguidos
por projetistas e gestores de programas.
Haverá que se programarem desde esse momento as revisões que serão
realizadas sobre o andamento do Plano Municipal de Saneamento Básico - PMSB.
6.3 Regulação do Serviço
As ações de regulação do serviço de saneamento básico devem ser
realizadas por órgão municipal, ou seja, pelo próprio titular dos serviços, ou ser
delegada a entidade reguladora estando esta constituída dentro da respectiva
unidade federativa. Essa delegação é celebrada constando a forma de atuação e
abrangência das atividades a serem desempenhadas. A mesma entidade deverá
possuir independência decisória, administrativa, orçamentária e financeira, além de
PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO
NvWALE BASICO
87
agir com transparência, tecnicidade, celeridade e objetividade, conforme incisos 1 e II
do Art. 21 da Lei n° 11.445/2007.
No entanto, o município de Planura não possui nenhum órgão ou entidade já
instituída para a qual possa ser delegado o serviço de regulação. E. embora a
delegação para outras entidades dentro dos limites do estado seja permitida. outra
alternativa se mostrou mais viável ao município.
A proposta consiste em se constituir uma entidade que atue na regulação dos
serviços de saneamento, por meio de consórcio. Tal consórcio deverá atender os
seguintes municípios que. em paralelo, seguem o processo de elaboração de seus
Planos Municipais de Saneamento Básico - FMSB e o Plano de Gestão Integrada
de Resíduos Sólidos PGIRS: Água Comprida, Campo Florido, Comendador Gomes,
Conceição das Alagoas, Conquista, Deita, Pirajuba. Veríssimo e outros que se
interessem dentro dos municípios que constituem a Associação dos Municípios da
Microrregião do Vale do Rio Grande - Amvale.
Em nível de sugestão, essa entidade poderá ser denominada Controladoria
do PMSB e PGIRS e sua criação constitui uma medida de prioridade imediata
dentro da divisão temporal estabelecida neste.
6.4 Comitê Avaliativo
A criação do Comitê Avaliativo do PMSB e PGIRS". juntamente com a
Controladoria do Plano, constitui medida imediata, a qual deve ser realizada no
prazo máximo de 06 meses. posto que desse núcleo de trabalho deva partir diversas
iniciativas da fase de execução do PMSB e PGIRS.
O Comitê Avaliativo, que tem como principal função executar as atividades e
propostas descritas abaixo, estabelecendo prioridades, e organizando de forma
sistemática a execução dos programas.
De acordo com a Lei n° 11.44512007, Art. 47, incisos 1 ao V, essa terá como
principal função o controle social dos serviços públicos de saneamento básico. e
deverá garantir a participação de órgãos colegiados de caráter consultivo nas
esferas estaduais e municipais. além dos titulares dos serviços, entidades técnicas e
usuários dos serviços de saneamento.
PLANO MUNICIPAL DE
SAE/MENTO
eAMVAI.E
6.5 Avaliação e Revisão do PMSB
Recomenda-se no Termo de Referência utilizado na elaboração deste
trabalho que se realize uma revisão no mínimo a cada 04 anos. Essa revisão deverá
avaliar diversos aspectos do Plano, dentre os quais:
• O cumprimento dos objetivos;
• A obediência dos dispositivos legais:
• Identificação de pontos forte e fracos do Plano;
• O uso adequado de recursos humanos e equipamentos;
• Consistência entre os objetivos do plano, as necessidades identificadas
no início e as ações desenvolvidas:
• Identificar causas antieconômicas e ineficientes e fatores inibidores do
desempenho do Plano Municipal de Saneamento Básico - PMSB;
• Relacionar efeitos observados com as diretrizes propostas e;
• Avaliar a qualidade dos efeitos alcançados com a implantação do
Plano.
7 SANEAMENTO BÁSICO PARA A ZONA RURAL
Para que seja garantida a efetiva universalização dos serviços de
saneamento básico no município, segue em anexo proposta de Programa de
Inclusão da Zona Rural ao Saneamento Básico, para o qual indicou-se o nome
Saneamento em Todo Lugar, podendo ser este alterado pelo município caso
prefira.
8 POLíTICA MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
O projeto de lei que dará origem à Política Municipal de Saneamento Básico a
ser ajustada e aprovada pelo município segue em anexo no formato digital. em CD.
As considerações particulares e peculiares a cada município deverão ser
alteradas e/ou acrescentadas conforme avaliação do responsável jurídico do
município.
PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO Terra BÁSICO
ANEXO 1
Cartilha - Programa de Inclusão da Zona Rural "Saneamento em Todo Lugar.
PLANO MUNICtPAL DE
(€!).
SANEAMENTO AMVALE BASICO
ANEXO II
Decretos Municipais que instituem os Comitês de Coordenação e Executivo.
o
PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO t Term A~i 99AMVALE
o
ANEXO III
Ofício do Instituto Mineiro de Gestão das Águas - IGAM.
91
PLANO MUNICIPAL DE .E. SANEAMENTO Term ~ta
ANEXO IV
Anotações de Responsabilidade Técnica - ART.
PLANO MUNICIPAl. DE - -
oG. SANEAMENTO i eAMVAIE
ANEXO V
93
Cópia Digital em CD.
PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO AMVALE
1
q~
Terra Ambiental
Assessora Ambiental Jurídica e Técnica
r
CONTRATAÇÃO/FISCALIZAÇÃO
Associação dos Municípios da Microrregião do Vale do Rio Grande (AMVALE)
R. Gabriel Junqueira 422
Boa Vista
CEP: 38017-050
Lberaba - MG
E-mail: amvale©netsite.com.br
(34) 3332-6800
CNPJ: 18.495.218/0001-20
Endereço eletrônico: www.amvale.org.br
OBRA/SERVIÇO
Prefeitura Municipal de Planura - MG
Rija Monte Carmelo, n° 448
Centro
CEP: 38220-000
Planura - MG
Fone: (34) 3427 - 7000
CNPJ: 18.449.157/0001 -64
Endereço eletrônico: www.planura.mg.gov.br
PLANO MUNICIPAL DE
.
SANEAMENTO ierra&i MVALE
EXECUÇÃO
Terra Assessoria Ambiental
Rua Presidente Jonh Kennedy. 281
Sobre Loja 02, Centro Comercial Sofia&Elias
Parque das Américas
CEP: 38045-210
Uberaba - MC
E-mail: terra@terraambiental.com
Fone: (34) 3331-1666
CNPJ: 05.873.222/0001-32
Endereço eletrônico: www.terraambiental.com
EQUIPE TÉCNICA
Coordenação Geral - Eng° Carlos Messias Pimenta - CREA 87.219 DIMG
Gestão Geral - E ng a Talita Dias da Trindade - CREA 141.957 D/MG
Gestão Jurídica - Adva . Sabrina Cespedes Brett - OAB/MG 143.639
Suporte Técnico - E nga Andrezza Marquez - CREA 147.564 D/MG
Eng° Marco Túlio Freitas Macedo - CREA 134.586 D/MG -
Acadêmicos em Engenharia Ambiental
Augusto Feres Arruda - CPF: 085.474.996-95
Thaysa de Aquino Ananias - CPF: 101.230.356-00
Denis Kikuti Capel - CPF: 078.629.576-79
PIANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO Terra A,ei ØAMVALE BASICO
LISTA DE ABREVIATURAS
ABRELPE - Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos
Especiais
AMVALE - Associação dos Municípios da Microrregião do Vale do Rio Grande
ASSEMAE - Associação Nacional de Serviços Municipais de Saneamento
ATT— Área de Triagem e Transbordo
CONAMA— Conselho Nacional do Meio Ambiente
COPASA - Companhia de Saneamento de Minas Gerais
EPI - Equipamento de Proteção Individual
ETE— Estação de Tratamento de Esgoto
GPS - Sistema de Posicionamento Global
IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
IGAM - Instituto Mineiro de Gestão das Águas
NBR— Norma Brasileira Registrada
PGIRS - Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos
PGRS - Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos
PIB - Produto Interno Bruto
PMSB - Plano Municipal de Saneamento Básico
PPA— Plano Plurianual
RCC— Resíduos da Construção e de Demolição
ROA - Resíduos de Origem Animal
RSD - Resíduos Sólidos Domésticos
RSS— Resíduos de Serviços de Saúde
RSU— Resíduos Sólidos Urbanos
SIGIRS - Sistema Integrado de Gerenciamento Informações de Resíduos Sólidos
SINIMA - Sistema Nacional sobre informações do Meio Ambiente
SINIR— Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos
SIN ISA— Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento Básico
o
PLANO MUNICIPAL DE
.
SANEAMENTO Terra #AMVAL BASICO
o
ÍNDICE
1 INTRODUÇÃO....................................................................................................13
2 RESPONSABILIDADE COMPARTILHADA ......................................................14
2.1 Mobilização e Participação social .................................................................14
2.1.1 Poder Público e Participação Social ....................................................14
3 CARACTERIZAÇÃO DOS MUNICÍPIOS ...........................................................15
3.1 Histórico do município ................................................................................... 15
3.2 Localização/Rotas de Acesso........................................................................15
3.3 Bacia Hidrográfica ..........................................................................................16
3.4 Zoneamento e Macrozoneamento .................................................................17
3.5 População........................................................................................................17
3.6 Condições de Vida..........................................................................................22
3.6.1 Saúde...................................................................................................22
3.6.2 Educação .............................................................................................22
3.7 Moradia e acesso a bens de consumo .............................. . ........................... 24
3.8 Emprego e Renda ...........................................................................................25
3.9 Longevidade, Mortalidade e Fecundidade....................................................27
3.10 Economia Local ..............................................................................................28
4 DIAGNÓSTICOS ................................................................................................33
4.1 Aspectos Socioambientais ............................................................................33
4.1.1 Território, Uso, Ocupação e Utilização dos Recursos Naturais.. .......... 33
4.2 Aspectos Socioeconômicos .......................................................................... 34
4.3 Distribuição e localização geográfica...........................................................35
4.4 Saneamento Básico........................................................................................36
4.4.1 Abastecimento de Água .......................................................................36
4.4.2 Esgotamento Sanitário . ........................................................................ 36
4.4.3 Drenagem e manejo de águas pluviais ................................................37
4.5 Resíduos Sólidos............................................................................................37
4.6 Legislação pertinente.....................................................................................39
4.7 Estratégias Operacionais e Gerenciais.........................................................39
5 METODOLOGIA DE ELABORAÇÃO DO PGIRS..............................................40
5.1 Questionário Socioecômico e cultural respondido pelas prefeituras
municipais. ...................................................................................................... 40
PLANO MUNICIPAl. DE
• SANEAMENTO Terra,a *AMVALL
5.2 Conferências .41
5.2.1 ia Conferência......................................................................................41
5.2.2 2a Conferência .................................................. . ............................. .. .... 42
5.3 Audiências Públicas ....................................................................................... 44
5.4 Visita Técnica .................................................................................................. 44
5.5 Gravimetria ...................................................................................................... 44
6 RESÍDUOS SÓLIDOS: CONCEITOS.................................................................46
6.1 Resíduos Sólidos Domiciliares e de Varrição .............................................. 46
6.2 Resíduos da Construção Civil .......................................................................46
6.3 Resíduos Volumosos ..................................................................................... 46
6.4 Resíduos de Serviços de Saúde....................................................................47
6.5 Resíduos Sólidos Cemiteriais........................................................................47
6.6 Resíduos de Origem Animal ..........................................................................47
6.7 Resíduos Provenientes da Limpeza do Sistema de Drenagem da Cidade 47
6.7.1 Óleos lubrificantes e uso culinário........................................................48
6.8 Resíduos Especiais ........................................................................................ 48
6.8.1 Pilhas e Baterias ..................................................................................48
6.8.2 Lâmpadas Fluorescentes.....................................................................48
6.8.3 Pneus...................................................................................................48
6.8.4 Embalagens de Agrotóxicos.................................................................48
6.8.5 Eletroeletrônicos e seus componentes.................................................49
6.9 Diagnostico da Origem da Geração ..............................................................49
7 DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO ATUAL............................................................49
7.1 Elaboração da Gravimetria.............................................................................49
7.1.1 Parâmetros Nacionais..........................................................................50
7.1.2 Processo de Elaboração da Gravimetria..............................................52
7.1.3 Resultados obtidos na gravimetria .......................................................54
7.1.4 Balanço: Massa e Volumétrico.............................................................57
7.1.5 Média de geração de RSD por Habitante/dia.......................................58
7.1.6 Projeção Futura de Geração de RSU...................................................59
7.2 Programas Implementados nos Municípios.................................................61
7.2.1 Coleta de Resíduos Sólidos Domiciliares e dos Serviços de Saúde .... 61
7.2.1.1 Resíduos Sólidos Domiciliares - RSD. .................................. 61
7.2.1.2 Resíduos de Serviços de Saúde - RSS................................62
PLANO MUNICIPAl. DE
SANEAMENTO Tem AM VALE
7.2.2 Coleta e Disposição de Resíduos da Construção Civil - RCC.............62
7.2.3 Coleta e Disposição de Resíduos dos Grandes Geradores .................62
7.2.4 Coleta e Disposição de Resíduos dos Serviços Indivisíveis de Limpeza
urbana..................................................................................................62
7.2.5 Coleta Seletiva de Resíduos Sólidos Recicláveis e Reutilizáveis ........63
7.2.6 Coleta e Destinação dos Resíduos de Origem Animal.........................63
7.2.7 Prática de Logística Reversa . .............................................................. 63
7.2.8 Equipamentos Públicos e Privados......................................................63
7.2.8.1 Aterros Sanitários (disposição final) ......................................63
7.2.8.2 Aterros de Resíduos da Construção Civil..............................63
7.2.8.3 Estações de Transbordos ...................................................... 64
7.2.8.4 Áreas Particulares de Transbordo e Triagem ........................64
7.2.8.5 Ecopontos .............................................................................64
7.2.9 Serviço de Atendimento ao Público......................................................64
7.2.10 Serviço de Avaliação da Qualidade......................................................64
7.2.11 Serviço de Educação Ambiental ..........................................................64
7.3 Tratamento e destinação dos Resíduos Sólidos nos Municípios ..............65
7.3.1 Tratamento dos Resíduos Domiciliares - RSD ....................................65
7.3.2 Resíduos dos Serviços de Saúde - RSS ..................... . ....................... 65
7.3.3 Recuperação de Resíduos Recicláveis e Reutilizáveis........................65
7.3.4 Eletroeletrônicos e seus Componentes. ............................................... 65
7.3.5 Tratamento dos Resíduos Provenientes da Limpeza do Sistema de
Drenagem das Cidades........................................................................66
7.3.6 Tratamento de Resíduos Radioativos ..................................................66
7.3.7 Tratamento de Resíduos Sólidos Cemiteriais. ..................................... 66
7.4 Gerenciamento Informatizado de Resíduos Sólidos ...................................67
8 PROGNÓSTICO DA SITUAÇÃO FUTURA - ANÁLISE DE CENÁRIOS ..........67
8.1 Regulação dos Serviços ................................................................................67
8.2 Comitê Avaliativo ....................................... . .................................................... 68
8.3 Programa e Ações de Melhorias do Sistema de Limpeza Urbana..............68
8.3.1 Coleta Mecanizada de RSD .................................................................68
8.3.2 Coleta de RSD em Comunidades Carentes e de Difícil .......................69
8.3.3 Coleta de Resíduos Sólidos de Serviços de Saúde .............................70
8.3.4 Coleta e Disposição dos RCC..............................................................71
PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO Terra Amo,~
BASICO
8.3.5 Coleta e Disposição dos Resíduos de Origem Animal .......... ... ............ 71
8.3.6 Novas Áreas de Transbordo e Triagem ...............................................72
8.3.7 Rede de Ecopontos..............................................................................72
8.3.8 Implantação de Unidades de Tratamento de Resíduos Sólidos de
Saúde...................................................................................................73
8.3.9 Combate aos Pontos de Descarte Irregular .........................................74
8.3.10 Sistema Integrado de Gerenciamento de Informações de Resíduos
Sólidos - SIGIRS .................................................................................74
8.4 Programas e Ações para Redução de Massa ............................................... 74
8.4.1 Ações de Educação Ambiental ............................................................74
8.4.2 Usina de Triagem e Compostagem de RSU ........................................75
8.4.3 Coleta Domiciliar Diferenciada ou Seletiva ..........................................75
8.4.4 Acréscimo de Contêineres para Adesão da População ao Programa de
ColetaSeletiva . ............................................. . ...................................... 75
8.4.5 Acréscimo de Caminhões à Frota Existente para Ampliação dos
Setores de Coleta Diferenciada ...........................................................76
8.4.6 Aterros Sanitários.................................................................................76
8.4.7 Tratamento e Destinação dos Resíduos Sólidos Úmidos para
Compostagem............................................. . ........................................ 77
8.4.8 Implantação do Programa de Aproveitamento de Madeira de Podas de
Árvores................................................................................................. 77
8.4.9 Programas de Logística Reversa ......................................................... 77
8.4.10 Programas de Trabalhos Junto a Segmentos da Economia Local....... 77
8.4.11 Ampliações da Participação Pública .................................................... 78
9 PROGRAMAÇÃO TEMPORAL DE ADESÃO DAS PROPOSTAS ................... 78
10 CONSIDERAÇÕES FINAIS................................................................................ 80
11 REFERÊNCIAS .................................................................................................. 81
PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO Terra ~entai ØAJV'VALE BASICO
ÍNDICE DE FIGURAS
Figura 1 - Localização Regional de Planura - MG.................................................... 15
Figura 2 - Principal rota de acesso à Planura - MG.................................................. 16
Figura 3 - Bacia Hidrográfica do Baixo Rio Grande - GD8. ...................................... 17
Figura 4 - Localização do Lixão de Planura - MG ..................................................... 34
Figura 5 - Mapa da malha urbana do município de Planura - MG............................ 36
Figura 6 - Lixão ou Vazadouro do município de Planura - MG................................. 38
Figura 7 - Destinação final dos RSD do município de Planura.................................. 38
Figura 8 - Participação Social ia Conferência . .......................................................... 42
Figura 9 - Participação Social 2a Conferência . ....................... . .................................. 43
Figura 10 - Metodologia para caracterização gravimétrica de RSU .......................... 45
Figura 11 - Etapas do processo gravimétrico ....................................................... . .... 52
Figura 12 - Etapa quarteamento da gravimetria ...................... . ................................. 53
Figura 13 - Processo aferimento de massa e volume da gravimetria........................53
Figura 14 - Localização do Cemitério Municipal ........................................ . ............... 66
Figura 15 - Maquinário e funcionários coletando mecanizada de resíduos...............69
Figura 16- Modelo de lixeira para coleta de resíduos na zona rural......................... 70
Figura 17 - Modelo para implementação de ecopontos. ........................................... 73
PLANO MUNICIPAL DE - -
SANEAMENTO
cffi
ÍNDICE DE GRÁFICOS
Gráfico 1 - Crescimento Populacional de Planura - MG. .......................................... 18
Gráfico 2 - Prospecção populacional em um horizonte de 20 anos para Planura -
MG............................................................................................................................21
Gráfico 3 - Divisão populacional urbana/rural de Planura - MG................................22
Gráfico 4 - Números de matrículas por série para o município de Planura - MG. ....23
Gráfico 5 - Distribuição de Ocupações em Planura - MG.........................................26
Gráfico 6 - Distribuição salarial em Planura - MG. .................................................... 27
Gráfico 7 - Balanço Receita/Despesas em Planura - MG.........................................29
Gráfico 8 - Valores do PIB (em reais) de 1999 a 2010 para Planura - MG...............32
Gráfico 9 - Composição Gravimétrica em massa dos RSU no Brasil........................51
Gráfico 10 - Composição Gravimétrica média em massa .........................................56
Gráfico 11 - Composição Gravimétrica média em volume . ....................................... 56
Gráfico 12 - Média Nacional de Geração de RSU ........................................... . ......... 59
Gráfico 13 - Crescimento de RSU estimada para os próximos 20 anos . .................. 61
PLANO MUNICIPALDE - -
SANEAMENTO - AMVALE
BASICO
ÍNDICE DE TABELAS
Tabela 1 - Tabela crescimento populacional Planura - MC ....................................... 18
Tabela 2 - Projeção população horizonte de 20 anos ..............................................20
Tabela 3 - Divisão população Rural e Urbana para o município de Planura - MC. ..21
Tabela 4 - Números de professores por unidade de ensino para o município de
Planura...................... . .... . ................... . ...................................................................... 23
Tabela 5-Nível educacional da população jovem de Planura - MIS ................. ... . .... 24
Tabela 6 - Nível educacional da população adulta de Planura - MG.........................24
Tabela 7 - Indicadores de habitação .........................................................................25
Tabela 8 - Bens presentes nas moradias de Planura - MC ...................................... 25
Tabela 9 - Longevidade, Mortalidade e Fecundidade em Planura - MIS . .................. 28
Tabela 10 - Tabela com dados de culturas temporárias para o município de Planura
— MIS . ........................................................................................................................ 29
Tabela 11 - Dados da produção agropecuária para o município de Planura - MG.. ..30
Tabela 12 - Dados referentes as atividades pecuárias do município de Planura - MG
.....................................................................................................30
Tabela 13 - Dados da produção agropecuária para o município de Planura - MC ...30
Tabela 14 - Valor do PIB (reais) entre os anos de 1999 e 2010................................31
Tabela 15 - Participação dos setores econômicos no PIB em Planura - MIS . .......... 32
Tabela 16: Divisão de áreas destinadas ao cultivo em Planura - MC. ..................... 33
Tabela 18- Participação dos Materiais do Total de RSU coletado por classe social. 34
Tabela 19 - Participação dos Materiais do Total de RSU coletado no Brasil . ........... 50
Tabela 20 - Participação dos Materiais do Total de RSU coletado em alguns
municípios brasileiros................................................................................................50
Tabela 21 - Porcentagem (em massa) dos materiais coletados na semana de
realização da gravimetria ..........................................................................................54
Tabela 22- Porcentagem (em volume) dos materiais coletados na semana de
realização da gravimetria ..........................................................................................54
Tabela 23 - Média percentual (em massa) ao término da realização da gravimetria 55
Tabela 24 - Média percentual (em volume) ao término da realização da gravimetria
..................................................................................................55
Tabela 25 - Densidade, massa e volume dos materiais coletados............................57
Tabela 26 - Projeção futura de geração de RSU. .... .. ................................................ 60
PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO
Tabela 27 - Planejamento para adesão das propostas imediatas.............................79
Tabela 28 - Planejamento a curto prazo . .................................................................. 79
Tabela 29 - Planejamento a médio Prazo .................................................................79
Tabela 30 - Planejamento a longo prazo...................................................................79
PIANO MUNICIPAL DE
s . SANEAMENTO . JV%VALE BASICO
ÍNDICE DE ORGANOGRAMA
Organograma 1 - Balanço de massas e adequação da quantidade de recicláveis e
rejeitos.......................................................................................................................58
PLANO MUNICIPAl. DE
SANEAMENTO Terra AVALE BASICO
13
1 INTRODUÇÃO
O Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos está conceituado
pelo art. 18 da Lei Federal n° 12305/2010 como sendo a condição para o Distrito
Federal e os Municípios terem acesso a recursos da União. ou por ela controlado,
destinado a empreendimentos e serviços relacionados à limpeza urbana e ao
manejo de resíduos sólidos, ou para serem beneficiados por incentivos ou
financiamentos de entidades federais de crédito ou fomento para tal finalidade.
O Plano de Gerenciamento de Integrado de Resíduos Sólidos pode ser
descrito como um conjunto de ações que visam instituir mecanismos mais
adequados à segregação, coleta, transporte, transbordo, triagem, tratamento e
disposição final dos resíduos sólidos. Isso sem se esquecer das dimensões social,
cultural, econômica, ambiental e política, bem como correspondente controle social,
sob a premissa maior do desenvolvimento sustentável, e da prioridade da não
geração de resíduos, redução, reutilização, reciclagem e tratamento dos resíduos
sólidos, bem como disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos, dispostos
no Art. 70, II da Política Nacional de Resíduos Sólidos.
Em cumprimento ao Termo de Referência e baseados nos princípios da
universalidade, regularidade e continuidade no acesso aos serviços de limpeza
urbana, em defesa do meio ambiente, prática da coleta seletiva, dos sistemas de
logística reversa, responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos,
reciclagem. reaproveitamento de materiais reutilizáveis, dos processos de
monitoramento e fiscalização, da educação ambiental e social, métodos e
tecnologias de gestão para os resíduos sólidos urbanos presentes no art. 6 0da Lei
120305/2010.
Em linhas gerais o Plano de Gerenciamento de Integrado de Resíduos
Sólidos tem como objetivo levantar e sistematizar os dados existentes referentes ao
manejo atual dos resíduos sólidos urbanos gerados no município de Planura - MG; e
Propor melhorias no sistema de Limpeza Urbana Municipal, abordando os aspectos
socioeconômjcos e ambientais que envolvem o tema,
e
PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO Terra mbnaI MVA.
o
14
2 RESPONSABILIDADE COMPARTILHADA
As etapas de elaboração do Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos
Sólidos devem ser participativas e levar em consideração as mudanças de hábitos e
de comportamento da sociedade. Neste sentido a participação de vários setores da
comunidade organizada terá papel estratégico na elaboração do plano.
2.1 Mobilização e Participação social
2.1.1 Poder Público e Participação Social
Esta elaboração do processo participativo deve ser organizada e eficiente, por
isto foi criado o Comitê diretor e o grupo de Sustentação.
a) Comitê Diretor - foi formado por representantes (gestores ou técnicos)
dos principais órgãos envolvidos no tema. Este comitê tem caráter técnico,
e o mesmo é responsável pela coordenação da elaboração dos planos.
Dentre as atribuições do Comitê Diretor cabe destacar:
Coordenar o processo de mobilização e participação social
• Sugerir alternativas, do ponto de vista de viabilidade técnica,
operacional, financeira e ambiental;
• Analisar e aprovar os produtos da consultoria contratada
Definir e acompanhar agendas das equipes de trabalho e de pesquisa,
dentre outras atividades.
b) Grupo de Sustentação - este será o organismo político de participação
social. Os membros deste grupo deverão ser representantes do setor
público e da sociedade organizada; instituições de âmbito estadual ou
regional, e instituições locais. O principal objetivo do grupo de sustentação
é garantir o debate e o engajamento de todos os segmentos ao longo do
processo participativo, e ajudar na consolidação das políticas públicas e de
resíduos sólidos.
Os Comitês foram criados através do Decreto Municipal 008 de 27 de maio de
2013 para instituí-los legalmente, estando este permanentemente disponível para
consulta na Prefeitura Municipal de Planura - MG.
PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO
BASICO
15
3 CARACTERIZAÇÃO DOS MUNICÍPIOS
3.1 Histórico do município
A origem do município de Planura - MG se deu com um povoado que se
desenvolveu nas terras do fazendeiro João Januário da Silva e Oliveira, situada nas
margens do Rio Grande. O primeiro nome recebido foi Porto do Cemitério e, mais
tarde o povoado passou a ser denominado Esplanada.
O povoado foi elevado à categoria de Distrito, pertencendo à Frutal, no ano de
1938, já com o nome de Nova Esplanada. Porém, em 1943 passa a ser chamado de
Planura, em razão de sua topografia.
Planura foi emancipada em 1962 e teve seu crescimento motivado pela
implantação da Usina Hidroelétrica de Porto Colômbia no Rio Grande, na década de
70.
3.2 Localização/Rotas de Acesso
Localizado na Mesorregião do Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba e na
Microrregião de Uberaba. o município de Planura está a uma distância de 496,9 km
da capital mineira, Belo Horizonte, e a 492 m de altitude. A localidade do município é
mostrada na figura abaixo:
./'
L-20ii Prur3
Figura 1 - Localização Regional de Planura - MG
Fonte: IBGE
o
PLANO MUNICIPAl. DE
(• SANEAMENTO ÃM VALE BASICO o
16
A principal rota que liga Planura à Uberaba é a MG - 427, onde a mesma faz
entroncamento com a MG - 810, chegando ao município. Pela MC - 810 pode-se
chegar a outras cidades da região, como Frutal e Prata. No entanto, outra importante
via que dá acesso ao município é a rodovia Brigadeiro Faria Lima que liga o
município ao estado de São Paulo.
,.
,. (••
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1)J'L1D J':
JJJLWL
Figura 2 - Principal rota de acesso à Planura - MG.
Fonte: Google Earth
3.3 Bacia Hidrográfica
O município de Planura está inserido na Bacia Hidrográfica do Rio Grande,
especificamente na Bacia Hidrográfica do Baixo Rio Grande - GD8. Na figura abaixo
é apresentada a delimitação dessa bacia e os municípios que ela abrange, dentre os
quais Planura está identificada com o número 14.
PLANO MUNICIPAL DE
•• SANEAMENTO Terra VÀ BASICO
1+~
17
12
15 ' 3
10
13 e a
16
Municos Ordem
Água Comprida 1
Campina Verde 2
Campo Florido 3
Cameirinho 4
Comendador Gomes 5
Conceição das Alagoas 6
Conquista 7
Deita 8
Fronteira 9
Frutal 10
Municípios Ordem
Rapajipe 11
Iturama 12
Pirajuba 13
Planura 14
Prata 15
Sacramento 16
São Francisco de Sales 17
Uberaba 18
Veríssimo 19
Figura 3 - Bacia Hidrográfica do Baixo Rio Grande - GD8.
Fonte: Instituto Mineiro de Gestão das Águas - IGAM.
3.4 Zoneamento e Macrozoneamento
O Município de Planura possui, Conforme informado em questionário
respondido pela Prefeitura Municipal, somente mapas da malha urbana onde não foi
disponibilizado o mesmo.
3.5 População
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística a população do
município de Planura em 2010 foi de 10384 habitantes.
o PIANO MUNICIPAL DE -
SANEAMENTO e ØAMVALL BASICO
18
A tabela e o gráfico, exibidos abaixo são relativos ao crescimento
populacional da cidade de Planura - MG, do ano de 1991 a 2010, de acordo com a
pesquisa Censo do IBGE.
Tabela 1 - Tabela crescimento 000ulacional Planura - MG
1991 7.339
1996 8.060
2000 8.297
2007 10.289
2010 10.384
Fonte: Adaptado IBGE
Crescimento Populacional - Planura- MG
12000 10289 10384
82
8000
4000
0
1991 1996 2000 2007 2010
Gráfico 1 - Crescimento Populacional de Planura - MG.
Fonte: IBGE.
No gráfico 01 nota-se que houve um lento acréscimo populacional no
município, do ano de 1991 até 2000, mas de 2000 a 2010 houve um crescimento
maior, sendo o dobro do crescimento anterior.
Vale ressaltar que o IBGE elaborou a perspectiva populacional para o ano de
2013, que ficou em torno de 11.194 Hab.
SANEAMENTO
PLANO MUNICIPAL DE
BASICO
Terra Ambental ØAMVALE
19
A Elaboração do PGIRS necessita que se tenha a projeção populacional do
município para os próximos vinte anos, que é o horizonte de adesão total do plano.
Para isto utilizou-se da metodologia fornecida na "Oficina da Política e Plano
Municipal de Saneamento Básico", oferecido pela Funasa em parceria com a
ASSEMAE (Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento).
Esta metodologia pode ser resumida da seguinte maneira:
PF = PA( 1 + t)
Onde,
PF= Projeção Futura
PA= População Atual
Obs.: Para PA (População Atual), utilizou-se a população de 2013 (IBGE),
que inclui o cenário pessimista (com taxa de crescimento calculada um pouco abaixo
da real, prevendo eventos que possam reduzir a população e considerando-se uma
margem de erro) e cenário otimista (com taxa de crescimento calculada um pouco
acima da real, em função da realidade do município em relação a possibilidades de
eventos que atraiam populações além da esperada e considerando-se uma margem
de erro), ambos sendo valores arbitrários.
= Taxa de crescimento calculada para os últimos 11 anos.
n = ano de interesse para obter a população
Para se obter a taxa de crescimento utiliza-se a seguinte equação,
i= J(PF/PA)— 1
E para o ano de interesse utiliza-se a seguinte,
n = Log10 (PF/PA)/ 1og10 (1 + i)
Tendo em vista os parâmetros acima, é possível determinar a projeção
populacional para Planura - MG
-\ PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO
j) BASICO
Terra Ambientai ØAMVALE
20
A tabela e o gráfico abaixo demonstram a estimativa futura da população do
município.
Tabela 2- horizonte de 20 anos
Cenário Pessimista Cenário Básico Cenário Otimista Ano (1,45%) (2,53%) (3,20%)
2012 10.700 10.700 10.700
2013 11.194 11.194 11.194
2014 11.356 11.477 11.552
2015 11.521 11.768 11.922
2016 11.688 12.065 12.303
2017 11.858 12.371 12.697
2018 12.029 12.684 13.103
2019 12.204 13.004 13.523
2020 12.381 13.333 13.955
2021 12.560 13.671 14.402
2022 12.742 14.017 14.863
2023 12.927 14.371 15.338
2024 13.115 14.735 15.829
2025 13.305 15.108 16.336
2026 13.498 15.490 16.859
2027 13.693 15.882 17.398
2028 13.892 16.284 17.955
2029 14.093 16.696 18.529
2030 14.298 17.118 19.122
2031 14.505 17.551 19.734
2032 14.715 17.995 20.366
2033 14.929 18.450 21.017
Fonte: Terra Assessoria Ambiental
PLANO MUNICIPAL DE
SAJ4EAMENTO
BASICO « ØAMVAL E
21.017 1
21
Prospecção populacional 2013 a 2033:
Planura-MG
25.000
20.000 -
15.000 -
10.000
5.000 --
—Cenário Péssimista —Cenário Básico —Cenário Otimista
C) 1!) CO N.. CO O) O - C'1 C)
0000000000000
4CNCN
Gráfico 2 - Prospecção populacional em um horizonte de 20 anos para Planura - MG
Fonte - Terra Assessoria Ambiental
Para elaboração do Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos se faz
importante o reconhecimento da população rural e urbana. A tabela a seguir retrata
melhor esse cenário.
Tabela 3 - Divisão população Rural e Urbana para o município de Planura - MG.
População Urbana População1fT7
10.100 habitantes 293 habitantes
Fonte: Adaptado IBGE 2010
Houve também diferenciação em porcentagem, entre a população urbana e
rural para o ano de 2000, observado no gráfico a seguir:
PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO IA #AMVALE BASICO
22
Divisão da população rural e urbana PlanuraMG
População
Rural
2,82%
População
urbana
97,18% .
Gráfico 3 - Divisão populacional urbana/rural de Planura - MG
Fonte: IBGE 2000.
Nota-se que a divisão populacional do município segue a tendência do país,
possuindo a concentração da população na zona urbana maior que nas zonas
rurais, uma vez que atrás de novas oportunidades de emprego e melhores
condições de vida, a população rural migra para as zonas urbanas.
3.6 Condições de Vida
3.6.1 Saúde
De acordo com IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009 o município consta
com 6 estabelecimentos de saúde, sendo todos de domínio público municipal.
3.6.2 Educação
O município de Planura - MG, possui 5 unidades escolares, sendo 3 de
ensino fundamental, 1 de pré-escolar e 1 de ensino médio com 17 docentes. IBGE
2010.
Segue abaixo a tabela com o número de docentes em suas respectivas
unidades de ensino.
PLANO MUNICIPAL DE •G. SANEAMENTO
23
Tabela 4 - Números de professores por unidade de ensino para o município de Planura.
Pré-escola 10
Ensino Fundamental 71
Ensino médio 17
Fonte: Adaptado IBGE 2010
Outro dado relevante é o número de matrículas por série, representada de
forma sucinta no gráfico abaixo:
N° de matrículas nas séries de ensino
1.388
250 1
310
pré - escola
Fundamental
Médio
Gráfico 4 - Números de matrículas por série para o município de Planura - MG
Fonte: Adaptado IBGE 2010
O analfabetismo é um índice muito relevante ao se observar o setor de
educação em um município. A população denominada analfabeta são aquelas
maiores de 15 anos que declararam não possuírem capacidade de ler e escrever um
s mples bilhete ou que saibam assinar apenas o próprio nome. As tabelas abaixo
demonstram as faixas etárias e o nível educacional da população nos anos de 1991
e 2000, segundo o Atlas de Desenvolvimento Humano no Brasil.
PLANO MUNICIPAL DE
• SANEAMENTO Terra ^m~ AIV%VALE BÁSICO
24
Tabela 5 - Nível educacional da população jovem de Planura - MG
Nível Educacional da População Jovem, 1991 e 2000
Faixa etária
(anos) Taxa de
analfabetismo
% com menos de 4
anos de estudo
% com menos de 8
anos de estudo
% frequentando
a escola
1991 2000 1991 2000 1991 2000 1991 2000
7 a 14 13,8 2,4 - - - - 86,2 96,7
10 14 3,5 0,5 51,8 23,8 - - 84,8 96,1
15 a 17 2,9 3,0 19,2 11,7 68,2 52,0 52,6 69,5
18 a 24 5,8 2,4 18,4 14,1 66,7 46,6 - -
- = Não se aplica
Fonte: Atlas de desenvolvimento humano no Brasil.
1 aoeia o - iivei eaucacionai aa popuiaçao aauita cie vianura - iviLD
Nível Educacional da População Adulta (25 anos ou mais), 1991 e 2000
1991 2000
Taxa de analfabetismo 20,1 15.3
• com menos de 4 anos de estudo 41,6 36,2
• com menos de 8 anos de estudo 75,8 73,5
Média de anos de estudo 4,6 5,0
Fonte: Atlas de desenvolvimento humano no Brasil
3.7 Moradia e acesso a bens de consumo
Um dado importante para saber a qualidade de vida da população do
município, seria quanto à situação de suas moradias. O município conta com cerca
de 3275 domicílios particulares permanentes, onde ficam 3174 na área urbana e 101
na área rural, sendo que, a grande maioria dos domicílios situados na área urbana e
parte da área rural são atendidos com serviços de água encanada, energia elétrica e
coleta de resíduos, sendo a coleta realizada somente na área urbana. A tabela
abaixo do Atlas de Desenvolvimento Humano no Brasil faz o comparativo da
porcentagem da população que são atendidos por esses serviços nos anos de 1991.
2000 e 2010.
PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO Terra Amb*n.tw AMVALE BASICO
25
Tabela 7 - Indicadores de h
% da população em domicílios com água encanada 92,67 98,12 99,27
% da população em domicílios com energia elétrica 96,85 98,27 98,61
% da população em domicílios com coleta de lixo. 92,02 99,27 98,97 Somente para população urbana.
Fonte: Atlas de Desenvolvimento Humano no Brasil
Outro dado importante em relação à qualidade de vida da população é o
acesso aos bens de consumo, sendo estes os bens utilizados pelos indivíduos ou
famílias. A quantidade de moradores que possuem acesso a esses bens de
consumo, reflete o nível de vida da população do município e também permitem
avaliar os gostos e as características da sociedade em questão.
O acesso a bens de consumo nas moradias de Planura - MC, conforme
dados coletados em 2000 pelo Atlas de Desenvolvimento Humano no Brasil,
apresentou os seguintes números:
Tabela 8 - Bens presentes nas moradias de Planura - MG.
Bem —Mora dias comacesso iN
Geladeira 92,0%
Televisão 92,2%
Telefone 33,8%
Computador 5,3%
Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil.
3.8 Emprego e Renda
O município conta com grande parte de seus trabalhadores, empregados nas
atividades da zona rural, em indústrias sucroalcooleiras localizadas em municípios
vizinhos e no comércio local do município. A pecuária e a agricultura estão entre as
maiores gerações de renda do município.
Conforme dados do último Censo Demográfico realizado, o município possuía
em agosto de 2010 um total de 5.425 pessoas economicamente ativas, onde 5.111
estavam ocupadas e 314 desocupadas. Sendo que a distribuição das pessoas
o
PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO g Terra Nnmntai OAMVALE BÁSICO
26
ocupadas por posição na ocupação era da seguinte forma: 57,3% tinha carteira
assinada, 21,7% não tinha carteira assinada, 14,4% atuam por conta própria e 1,2%
empregadores. Servidores públicos representavam 3,2% do total ocupado e
trabalhadores sem rendimentos e na produção para o próprio consumo
representavam 2,1% dos ocupados
O perfil municipal de empregabilidade é expresso pelo gráfico a seguir que
mostra a distribuição das pessoas ocupadas por posição na ocupação:
Distribuição de Ocupações - Planura - MG
Produção para próprio Consumo
Não remunerados
Militares/Estatuários
Empregadores
Conta Própria
Sem Carteira Assinada
Carteira Assinada 9301
0 500 1.000 1.500 2.000 2.500 3.000
Gráfico 5 - Distribuição de Ocupações em Planura - MC.
Fonte: Adaptado Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.
De acordo com Censo demográfico de 2010, o valor do rendimento médio
mensal das pessoas ocupadas no município era de R$ 1.068,93. Onde a distribuição
salarial varia de serviços sem rendimentos até mais de 2 salários, sendo
representado no gráfico abaixo, a distribuição salarial no Município.
PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO Terra A.~tw VALE
BASICO
27
Distribuição salarial em Planura - MG.
.) o,
S) /0
r28%
—Ir 1 / 31%'\
[]Sem rendimento
[]Até 1 salário mínimo
E] De 1 à 2 salários
mínimos
[]Mais de 2 salários
mínimos
Gráfico 6 - Distribuição salarial em Planura - MG.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.
Há no município uma grande diferença nos rendimentos entre homens e
mulheres, visto que segue uma tendência nacional essa diferença. Entre os homens
c rendimento era de R$ 1 .307.88 e entre as mulheres de R$ 702.72. apontando uma
diferença de 86.12% maior para os homens.
O município apresentou um decréscimo na renda per capta média do ano de
1991 para o ano de 2000 de 4.58 % passando de RS 259.37 para RS 247,48,
conforme dados do Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil.
3.9 Longevidade, Mortalidade e Fecundidade.
A longevidade ou esperança de vida ao nascer, é o número médio de anos
que um indivíduo viverá a partir do nascimento, sendo levado em consideração o
nível e estrutura de mortalidade por idade, observados em uma determinada
pDpulação.
A taxa de mortalidade infantil é a relação entre os óbitos de menores de um
aio de idade, residentes no município, num determinado período de tempo
(geralmente um ano) e os nascidos vivos nesse período.
Taxa de fecundidade é uma estimativa do número médio de filhos que uma
rrulher teria até o fim de seu período reprodutivo, mantidas constantes as taxas
observadas na referida data.
1J PLANO MUNICIPAL DE » SANEAMENTO .
28
Os índices de longevidade, mortalidade e fecundidade registrados no
município de Planura nos anos de 1991, 2000 e 2010 são expressos na tabela
abaixo:
Tabela 9 - Lon evidade, Mortalidade e Fecundidade em Planura - MG.
Longevidade, Mortalidade e 1991 2000 201 Fecundidade
Esperança de vida ao nascer 69.2 72,8 76.1 (em anos)
Mortalidade até 1 ano de idade 26,4 20,7 13.7 (por mil nascidos vivos)
Mortalidade até 5 anos de idade 34.8 22.7 15,9 (por mil nascidos vivos)
Taxa de fecundidade total 2,5 2,3 2.3 (filhos por mulher)
Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil.
De acordo com a tabela acima do Atlas de Desenvolvimento Humano do
Brasil, a mortalidade infantil no município reduziu 33%, passando de 20,7 por mil
nascidos vivos em 2000 para 13.7 por mil nascidos vivos em 2010. Já a esperança
de vida ao nascer aumentou 6,9 anos nas últimas duas décadas, passando de 69,2
anos em 1991 para 72.8 anos em 2000. e para 76,1 anos em 2010.
3.10 Economia Local
A última atualização do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística realizada
no ano de 2010 mostra que o balanço municipal, entre despesas e receita,
apresentou os seguintes valores: as despesas ficaram na casa de RS 15.336.873,00
e receitas RS 18.606.016,00 representadas de acordo com o gráfico 07 abaixo.
PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO Terra An,b,cta ØAMVALE BASICO —"
29
Balanço Receita/Despesas
Planura - MG
Despesas 15.336.873
Receita L - 18.606.016
O 5.000.000 10.000.000 15.000.000 20.000.000
Gráfico 7 - Balanço Receita/Despesas em Planura - MG.
Fonte: IBGE.
As lavouras temporárias são as mais representativas economicamente dentro
do município, sendo o cultivo da cana de açúcar, milho e a soja os maiores
contribuidores para a economia local, gerando além de renda para o município,
muitos empregos. A próxima tabela demonstra os dados das culturas temporárias
para o ano de 2011 do município.
Tabela 10 - Tabela com dados de culturas s para o município de Planura - MG.
Cana - de - 600000 açúcar
Soja 11520 (em grão)
Milho 22250 (em grão)
Sorgo 72 (em grão)
Fonte; Adaptado IBGE 2011
46200 7500 7500 80000
8870 4800 4800 2400
10306 3700 3700 12500
21 300 300 240
Lavouras permanentes possuem pequena participação na economia local
sendo mesma demonstrada na tabela abaixo.
PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO Terra
BASICO
30
Tabela 11 - Dadosda ra o município de Planura - MG.
Borracha
(látex 27
coagulado)
Laranja 5010
Fonte: Adaptado IBGE 2011
95 9 9 3000
2805 167 167 30000
A pecuária também possui expressiva participação na economia local, sendo
ela também fonte de lucros e grande geradora de emprego para os moradores do
município. Os próximos dados são referentes à pecuária para o município no ano de
2011.
Tabela 12 - Dados referentes as atividades pecuárias do município de Planura - MG
Bovinos 4.703
Equinos 59
Asininos 4
Muares 9
Suínos 660
Ovinos 64
Galos, frangas, frangos
e pintos 5.208
Galinhas 1.285
Vacas ordenhadas 1.542
Fonte: Adaptado IBGE 2011 -
Outros dados relevantes referentes à pecuária seguem na tabela abaixo.
Tabela 13 - Dados da produção aqroDecuária cara o municiDio de Planura - MG
Leite de vaca 1708 mil litros R$ 1367000,00
Ovos de galinha 15 mil dúzias R$ 29000,00
PLANO MUNICIPAL DE
• SANEAMENTO (â Terr,
BASICO T.. OAMVALL
31
Mel de abelha 50 kg R$ 1000,00
Lã 15 kg
Fonte: Adaptado IBGE 2011
O Produto Interno Bruto (PIB) representa a soma, em valores monetários, de
todos os bens e serviços finais produzidos numa determinada região, durante um
período determinado.
O crescimento do Produto interno bruto pode ter relação direta com a geração
ce resíduos urbanos, visto que quanto maior o poder aquisitivo da população, maior
a força de consumo, e consequentemente de produção de resíduos. Diante desse
processo a tabela e o gráfico a seguir demonstram a variação do PIB entre os anos
de 1999 e 2010 para o município de Planura - MG.
Tabela 14 - Valor do PIB (reais) entre os anos de 1999 e 2010.
1999 R$ 125 396 000,00
2000 R$ 159 398 000,00
2001 R$ 146 683 000,00
2002 R$ 187 080 000,00
2003 R$ 277 089 000,00
2004 R$ 333 582 000,00
2005 R$ 342 908 000.00
2006 R$ 381 764 000,00
2007 R$ 361 894 000,00
2008 R$ 413 124 000,00
2009 R$ 365 988 000,00
2010 R$ 355 279 000,00
Fonte: Adaptado IBGE
SANEAMENTO
PLANO MUNICIPAL DE
BASICO
Term 01-N Q.AMIVALE
32
Valores do PIB para a cidade de Planura - MG
RS 450.000.000,00 .----
RS 400.000.000,00 - - - -
RS 350.000.000.00 - ----- - ..- -- - - - -
RS 300.000.000,00 -
RS 250.000.000.00
RS 200.000.000.00 -. -- -- -
RS 150.000.000,00 -
RS 100.000.000.00 - - --- -- -
RS 50.000.000,00
1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 201u
Gráfico 8 - Valores do PIB (em reais) de 1999 a 2010 para Planura - MG.
Fonte: Adaptado IBGE
Nota-se que o a economia do município baseia-se em indústrias, setor
agropecuário e serviços. A tabela a seguir demonstra dados referentes ao Produto
Interno Bruto e a participação dos diferentes setores da economia.
Tabela 15 - Participação dos setores econômicos no PIB em Planura - MG.
Valor adicionado bruto da agropecuária a
preços correntes
Valor adicionado bruto da indústria a preços
correntes
Valor adicionado bruto dos serviços a preço
corrente
Imposto sobre produtos líquidos de subsídios
a preços correntes
PIB a preços correntes
PIB per capita a preços correntes
fronte: ibbL 2uiu.
RS 41 624 000,00
R$ 187 356 000,00
R$ 110 528 000,00
RS 15771 000,00
R$ 355 279 000,00
R$ 34 184,49
o
PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO
BASICO
ZIN Tem _";; ØJAMVALE
33
4 DIAGNÓSTICOS
4.1 Aspectos Socioambientais
4.1.1 Território, Uso. Ocupação e Utilização dos Recursos Naturais.
O município de Planura possui um território com área total de 318.9 km 2e
densidade demográfica de 26,0 hab./km2 . sua sede se localiza a uma altitude de 492
metros com um relevo plano em quase todo o território, sendo propício suas áreas
rurais para o cultivo de várias atividades.
São desenvolvidas em sua extensão, atividades ligadas aos setores agrícola
e pecuário, ocupando grande parte das áreas para plantio. A tabela abaixo
demonstra as principais atividades e a quantidade de área que as mesmas ocupam.
Tabela 16: Divisão de áreas destinadas ao cultivo em Planura - MG.
Cana - de - açúcar 7500
Soja 4800 (em grão)
Milho 3700 (em grão)
Sorgo 300 (em grão)
Laranja 167
Borracha (látex coagulado) 9
Fonte: Adaptado IBIGE 2011.
Além da agricultura, o território municipal é ocupado em boa parte pela
pecuária, com a criação de gado onde engloba a criação de bovinos, equinos,
suínos, frangos entre outros.
Em geral, o cultivo de cana de açúcar, milho e soja, ocupam a maior parte do
território do município.
Outro aspecto importante quanto ao uso e ocupação do solo seria a
localização do vazadouro perante o município e demais atividades comerciais, a
fiçura 04 a seguir ilustra melhor sua acomodação.
PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO Terra.,
BASICO
34
'
1 -
Figura 4 - Localização do Lixão de Planura - MG
Fonte: Google Earth
Coordenadas Geográficas: X: 741113; Y: 7773798; 22k
Quanto à utilização dos recursos naturais, observou-se como um dos principais
usos dos cursos d'água do município, a pesca, o turismo e a irrigação das lavouras.
4.2 Aspectos Socioeconômicos
Uma das características atribuídas aos resíduos sólidos principalmente aos
domésticos se dá através da classe de consumo da população, como pode ser
visualizado na tabela abaixo.
Tabela 17. Participação dos Materiais do Total de RSU coletado oor classe social. t_' 1 9imposiçao iisica aos
RSD A
Fração d materiais )(1
B
i.i. classe
C
socia
D E
Matéria Orgânica 38,69 36,70 45,78 59,05 55,89
Papel e Papelão 17,76 23,11 14,99 13,33 11.81
Plástico 13,95 18,54 16,98 14,31 17,66
Madeira 0,86 0,67 0.35 0,42 0.38
Couro e Borracha 0,19 0,39 0,86 0,28 0,94
Pano e Estopa 2,16 1,92 4,27 5,09 5,75
e.
PLANO MUNICIPAL DE
jo SANEAMENTO --TerraAmbI ØAMVALL BASICO
35
A B C D E
Folha, mato e Galhada 18,84 13,37 10,27 2,25 1,79
Metal Ferroso 0,59 069 1,29 0,93 1,03
Metal não ferroso 0,52 0,34 0,76 0,33 0,29
Vidro 1,61 117 1,06 1,19 1.29
Louça, Cerâmica e 1 0,87 0,95 072 0,32 0,32 Pedra
Agregado fino 1,05 042 0.26 0,21 0.26 (pó, Terra)
Perdas 2,88 1.75 2,42 2,30 2,60
Material Orgânico 38.69 36.70 45,78 59,05 55,89 (item 1)
Material Reciclável 34.44 43,84 35,08 30,09 32,07 (itens 2, 3. 8, 9,10)
Viaterial não reciclável 25,98 18.53 18,42 10.54 11.72 (Itens 4, 5, 6, 7, 12,13)
Fnnt cip limr)7 urhn - Prfitnr MiiniHrI r-1 (mnin
O município de Planura - MC, como poderá ser visualizado no tópico de
diagnostico da situação atual do município", se encaixa na classe social de nível D,
devido às proporções principalmente de matéria orgânica, fato este que é um
importante indicador socioeconômico.
4.3 Distribuição e localização geográfica
A figura abaixo demonstra a distribuição da malha viária do município. Notase que as dimensões do município são pequenas. sendo o mesmo classificado
como pequeno porte, portanto dificilmente se tem problemas na logística de coleta e
transporte de RSD no município, uma vez que a coleta de resíduos é feita somente
na área urbana.
PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO Terra »~ •AMVALE BÁSICO
36
-'o-
-8iOl
Á1/
CÁ
R. Uberjaitd,a
E
Ire
-,
Ó
cemitério -,
R Dois
Figura 5 - Mapa da malha urbana do município de Planura - MG
Fonte: Google mapas
4.4 Saneamento Básico
4.4.1 Abastecimento de Água
O abastecimento de água na cidade de Planura fica sobre a responsabilidade
da Companhia de Saneamento de Minas Gerais - COPASA, onde a mesma faz a
captação, o tratamento e a distribuição das águas que são captadas do Rio Grande
e de outros 2 poços profundos.
A COPASA não realiza o abastecimento de água em propriedades rurais e
nem em ranchos ás margens do Rio Grande, sendo feita, portanto, através do uso
de cisternas ou de captações em cursos superficiais sem qualquer tratamento.
4.4.2 Esgotamento Sanitário
O município consegue atender 86% da população com a coleta de esgoto,
sendo destinados para Estação de Tratamento de Esgoto - ETE, mas a mesma não
está em funcionamento adequado, os resíduos apenas passam pela ETE e são
descartados em uma vereda localizada àusante da estação que chega até o Rio
.
PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO Terrjrteiiai 1JAMVAL[
BASICO
37
Grande, sem tratamento algum. O município possui também, uma estação de
bombeamento de esgoto em parte da cidade que não consegue possível destinar o
esgoto por declividade até a estação, mas a estação encontra-se desativada, sendo
os resíduos descartados in natura no Rio Grande.
As propriedades rurais, os condomínios e comunidades de rancheiros às
margens do Rio Grande, fazem uso de fossas negras em sua maioria, apenas
algumas possuem fossas sépticas.
4.4.3 Drenagem e manejo de águas pluviais
O município de Planura possui vários problemas relacionados à drenagem
urbana. uma vez que a cidade possui sua topografia muito plana. Existem poucas
çalerias para a captação das águas pluviais, sendo assim, em época chuvosa, as
águas escoam livremente pelas vias, formando seus próprios caminhos e deixando
um rastro de lixo e de prejuízos às estruturas urbanas e ao meio ambiente.
As águas recolhidas pelas poucas bocas de lobo que possui a cidade são
destinadas em seu todo para o Rio Grande, poluindo-o e causando assoreamento.
4.5 Resíduos Sólidos
A coleta de resíduos sólidos domésticos, realizada pela prefeitura do
rmunicípio envolve toda a área urbana durante a semana, com exceção do domingo.
A coleta abrange a cidade ao todo, sem divisão por bairros. Na zona rural a coleta é
realizada nos ranchos e condomínios. Quanto ao horário de coleta, esse
compreende o período da manhã por uma equipe e no período da tarde outra
equipe.
O município não emprega a coleta seletiva. existem apenas alguns catadores
voluntários que realizam esta segregação.
Existem alguns pontos de disposição irregular de resíduos (bota foras),
principalmente as margens da rodovia.
O principal problema relacionado a resíduos é a persistência da disposição
em vazadouro, às imagens a seguir evidenciam este problema.
•
PLANO MUNICIPAL DE
jj!»
SANEAMENTO Terra Am~ QAMIVALE
BASICO
o
- J..
- .-. '..
Figura 6 - Lixão ou Vazadouro do município de Planura - MG.
Fonte: Terra Assessoria Ambiental - Visita técnica em 09 de julho de 2013
ruur 1 - LJSLIí1ÇaO tinai aos i"(U ao município de Planura.
Fonte: Terra Assessoria Ambiental - Visita técnica em 09 de julho de 2013
Cabe salientar que o lixão é uma forma inadequada de disposição final de
resíduos sólidos, que se caracteriza pela simples descarga do lixo sobre o solo, sem
medidas de proteção ao meio ambiente ou à saúde pública. O mesmo que descarga
de resíduos a céu aberto (IPT, 1995).
No Lixão (ou Vazadouro, como também pode ser denominado o lixão) não
existe nenhum monitoramento quanto aos tipos de resíduos depositados e quanto
ao local de disposição dos mesmos. Nesses casos, resíduos domiciliares e
PIANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO Terra Ambera BASICO
39
comerciais de baixa periculosidade são depositados juntamente com os industriais e
hospitalares, de alto poder poluidor.
Além disto, nos lixões pode haver outros problemas associados, como por
exemplo, a presença de animais (inclusive a criação de porcos), a presença de
catadores (que na maioria dos casos residem no local), além de riscos de incêndios
causados pelos gases gerados pela decomposição dos resíduos e de
escorregamentos, quando da formação de pilhas muito íngremes, sem critérios
técnicos.
Portanto se faz necessário um estudo técnico que extinga com esta
modalidade de disposição final, depositando os resíduos de maneira correta como
exige as leis vigentes.
4.6 Legislação pertinente
Lei 8080190 - Lei Orgânica da Saúde;
Lei 9433197 - Política Nacional de Recursos Hídricos;
Lei 9605/98 - Crimes Ambientais;
Lei 10257101 - Estatuto das Cidades;
Resolução CONAMA 358105 - Dispõe sobre tratamento e destinação final dos
resíduos dos serviços de saúde;
Resolução CONAMA 307/02 - Estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para
a gestão dos resíduos da construção civil;
NBR 10004104 - Classificação dos Resíduos Sólidos;
Lei 11107/05 - Normas Gerais de Contratação de Consórcios Públicos;
Lei 11445/07 - Lei Nacional de Saneamento Básico;
Lei 12305/10 - Política Nacional de Resíduos Sólidos;
Decreto 7217110 - Regulamenta a Lei 11.445107;
Lei 1803112009 - Lei Estadual de Resíduos Sólidos (Minas Gerais)
4.7 Estratégias Operacionais e Gerenciais
No setor da limpeza urbana, o município dispõe de:
• 01 Caminhão compactador
• 04 Caminhões caçamba
PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO Terra Ambenu 10NAMVALE BASICO
• 02 Pás Carregadeiras para a coleta de RCC
• 08 Funcionários na coleta de RSD
• 07 Funcionários na coleta de RCC e demais resíduos.
O caminhão compactador envolvido na coleta está em boas condições.
Os funcionários em sua grande maioria são de baixa renda, e não possuem o
treinamento adequado para executar suas tarefas. O uso de EPI's (equipamento de
proteção individual) não é exigido para execução dos afazeres, fato que pode
resultar em graves acidentes de trabalho.
5 METODOLOGIA DE ELABORAÇÃO DO PGIRS
O Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos (PGIRS) teve sua
elaboração e divulgação em conjunto com o Plano Municipal de Saneamento Básico
(PMSB). Isto ocorreu em função da praticidade técnica da execução simultânea dos
planos, e também com o intuito de facilitar o entendimento da população. Se por
ventura os materiais de divulgação fossem distintos isto prejudicaria a compreensão
e participação social nos eventos (1 e 21Conferência).
A metodologia de elaboração seguiu algumas diretrizes básicas presentes no
Manual de orientação para elaboração dos planos de gestão de resíduos sólidos
(disponibilizado pelo Ministério do Meio Ambiente), e métodos elaborados pela
equipe técnica responsável pela preparação do PGIRS.
5.1 Questionário Socioecômico e cultural respondido pelas prefeituras
municipais.
O questionário foi desenvolvido pelo corpo técnico responsável pela
elaboração do PGIRS, e encaminhado a Prefeitura Municipal, com o intuito de
conhecer o município e adquirir as informações necessárias para elaboração do
plano. Este questionário abordou todos os segmentos do saneamento ambiental
(Drenagem urbana, abastecimento de água, esgotamento sanitário e resíduos
sólidos).
As informações requisitadas foram fornecidas pela Prefeitura Municipal de
Planura - MG, e deste modo consideradas oficiais e utilizadas na elaboração deste
plano.
PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO
BASICO 3';
Tem Ant)kntai
41
5.2 Conferências
As Conferências de forma geral vêm suprir as necessidades de participação
social, exigidas e necessárias para elaboração do PGIRS.
5.2.1 ia Conferência
Tem como caráter básico ouvir a população em relação aos problemas
relacionados ao manejo e gerenciamento de Resíduos Sólidos no município.
Esse evento ocorreu no dia 19106113, às 19h, na quadra da Escola Luiz da
Silva e Oliveira (Escola Polo), localizada à Rua Uberaba, N° 75, Bairro Vila Paiva.
Nessa conferência a programação ocorreu da seguinte maneira:
v' Abertura de mesa e café;
/ Abertura com Prefeito ou representante (no máximo 5 minutos);
( Apresentação do trabalho pelo responsável pelo Plano Carlos
Messias Pimenta;
Trabalho de Grupo (dinâmica para coletar todas as queixas,
opiniões e sugestões dos munícipes);
Debate Final.
As imagens a seguir demonstram a apresentação do plano e a mobilização
social no evento.
PLANO MUNICIPAL DE
SA.NEAMENTO
OAMVALE
Figura 8 - Participação Social ia Conferência.
Fonte: Terra Assessoria Ambiental— 19 de junho de 2013
5.2.2 21Conferência
Realizou-se com o objetivo de informar a população as respostas da
problemática encontrada na 1 1Conferência.
No entanto, a população esteve à vontade para expor problemas não citados
anteriormente e para questionar qualquer informação e proposta da 2a Conferência.
Esse evento ocorreu no dia 13 de agosto de 2013, às 09h, na quadra da Escola Luiz
da Silva e Oliveira (Escola Polo), localizada à Rua Uberaba, N° 75, Bairro Vila Paiva.
A programação ocorreu na seguinte sequência:
PIANO MUNICIPAL DE -
SANEAMENTO AMVALE BÁSICO
42
43
Abertura de mesa e café;
" Abertura com Prefeito ou representante (no máximo 5 minutos);
V Apresentação do trabalho pelo responsável pelo Plano Carlos
Messias Pimenta;
Debate.
As imagens abaixo demonstram a participação social no processo.
Figura 9 - Participação Social 2 1Conferência.
Fonte: Terra Assessoria Ambiental - 13 de agosto de 2013
Em ambas as conferências ocorreram o registro em ata, todos os participantes
receberam crachás, e assinaram a lista de presença.
o
PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO AMVALE BASICO
44
5.3 Audiências Públicas
A audiência publica tem como objetivo demonstrar à população o trabalho
realizado a fim de esclarecer suas dúvidas, e consequentemente ter sua aprovação.
Na Audiência Pública foi apresentado à população o PGIRS, juntamente com o
PMSB e sua minuta de lei. Após aprovação popular, o projeto vai a câmara dos
vereadores para se obter aprovação do legislativo.
5.4 Visita Técnica
A visita técnica teve o intuito de identificar as problemáticas relatadas pela
população na 1a conferência, além de averiguar a existência de outros problemas
relacionados a todos os setores do saneamento ambiental. Foi realizada à visita
técnica em 09 de julho de 2013, onde foi criado um memorial fotográfico
identificando todas essas adversidades além de relatar sua localização através do
uso de GPS.
5.5 Gravimetria
Para efeito de diagnóstico qualitativo e quantitativo dos Resíduos Sólidos
gerados no município, foi realizada a atividade em parceria com a Prefeitura
Municipal de Planura - MG e seus funcionários envolvidos no serviço de limpeza
urbana, uma Gravimetria.
De acordo ANDRADE (1992) o termo composição gravimétrica refere-se à
porcentagem de cada componente (papel, plásticos, matéria orgânica, etc.), em
relação ao peso total do lixo.
Existem alguns métodos para a aplicação da determinação desta
característica física, sendo a mais comum à denominada "método de quarteamento",
disposta na NBR 10007/2004. Esta técnica é o primeiro e fundamental passo para
os estudos de minimização (ou redução) e recuperação (reutilização e reciclagem)
dos resíduos. A partir dela é possível elaborar projeto de redução, de segregação na
origem e, pela estimativa feita, de aproveitamento dos materiais potencialmente
recuperáveis, além de dar parâmetros para elaboração e projeção de futuros aterros
sanitários.
PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO Terra Ameai AMVALE BASICO
45
De acordo com SALINAS & SILVA (1995), a composição física também é útil
para auxiliar no controle sobre a presença e o impacto dos diferentes elementos no
ambiente. A composição gravimétrica serve ainda para subsidiar na escolha do tipo
de tratamento e/ou destinação final mais adequado aos componentes do lixo.
A figura a seguir, ilustra a metodologia utilizada no método de quarteamento.
Resíduos despejados
Aproximadamente 1000 kg
Quarteamento do monte O conteúdo é espalhado
sobre lona plástica ou solo
impermeabilizado, e
misturado até sua
homogeneização.
Escolha do quadrante com
características mais
significativas e com maior
variedade.
1
Realiza-se a segragaçâo,
pesagem e aferição dos
volumes para:
-Vidros -Papel
-Alumínio -Metais,
Latas e ferrosos
-Pet -Plástico
-Papelão -Matéria
Orgânica
-Rejeitas e outros
Figura 10 - Metodologia para caracterização gravimétrica de RSU
Fonte: Terra Assessoria Ambiental.
PIANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO Tem Am~tai
BASICO AMVALE
rii
6 RESÍDUOS SÓLIDOS: CONCEITOS.
6.1 Resíduos Sólidos Domiciliares e de Varrição
Os resíduos Sólidos Domiciliares são provenientes das residências e sua
constituição é, no geral, bastante variado, incluindo restos de alimentos, jornais,
papel higiênico, garrafas PET, entre vários outros itens. Também podem ser
considerados nessa classificação os de comércios. E os resíduos de varrição são
provenientes da limpeza das vias públicas.
6.2 Resíduos da Construção Civil
A Resolução CONAMA n° 30712002 em seu artigo 2 0inclui, dentre outros, os
seguintes resíduos a essa classe, dizendo serem esses os:
"Provenientes de construções, reformas, reparos e demolições de
obras de construção civil, e os resultantes da preparação e da
escavação de terrenos, tais como: tijolos, blocos cerâmicos, concreto
em geral, solos, rochas, metais, resinas, colas, tintas, madeiras e
compensados, forros, argamassa, gesso, telhas, pavimento asfáltico,
vidros, plásticos, tubulações, fiação elétrica etc., comumente
chamados de entulhos de obras, caliça ou metralha".
Outra classificação que se da aos RCC - Resíduos da Construção Civil são
de acordo com a NBR 10.00412004, classificados como Resíduos Classe III -
inertes. Essa classificação é dada pela característica de não solubilizar-se em
contato com água em temperatura ambiente, dentro de todos os padrões estipulados
pela NBR 10006/2004.
6.3 Resíduos Volumosos
São compostos por materiais de grandes dimensões, como por exemplo:
móveis e utensílios domésticos inservíveis, grandes embalagens, podas, e outros
resíduos.
SANEAMENTO
PLANO MUNICIPAL DE
BASICO AMVALE
47
6.4 Resíduos de Serviços de Saúde
Essa parcela dos resíduos sólidos e seu manejo correto são definidos pela
Resolução CONAMA n° 35812005, que em seu parágrafo 10 se define aplicável à:
"Todos os serviços relacionados com o atendimento à saúde humana
ou animal, inclusive os serviços de assistência domiciliar e de
trabalhos de campo; laboratórios analíticos de produtos para saúde;
necrotérios, funerárias e serviços onde se realizem atividades de
embalsamamento (tanatopraxia e somatoconservação); serviços de
medicina legal; drogarias e farmácias inclusive as de manipulação;
estabelecimentos de ensino e pesquisa na área de saúde; centros de
controle de zoonoses; distribuidores de produtos farmacêuticos;
importadores, distribuidores e produtores de materiais e controles
para diagnóstico in vitro; unidades móveis de atendimento à saúde;
serviços de acupuntura; serviços de tatuagem, entre outros
similares".
6.5 Resíduos Sólidos Cemiteriais
São os resíduos gerados nos cemitérios onde parcela destes sobrepõe outros
tipos de resíduos, como por exemplo: resíduos de manutenção dos jazigos, os
resíduos secos e dos resíduos verdes florais e similares. Os resíduos de
decomposição de corpos, (ossos e outros) advindos do processo de exumação são
específicos deste tipo de instalação.
6.6 Resíduos de Origem Animal
São os resíduos relacionados ao descarte de carcaças e outros materiais de
origem animal proveniente de açougues e abatedouros, além de englobar os
animais mortos encontrados em vias públicas e em zonas rurais.
6.7 Resíduos Provenientes da Limpeza do Sistema de Drenagem da Cidade
São os resíduos relacionados à limpeza dos dutos e bueiros, da rede de
captação de águas pluviais do município.
•
PUNO MUNICIPAL DE
SA.NEAMENTO Terra Ambentai
48
6.7.1 Óleos lubrificantes e uso culinário.
Os resíduos em questão apesar de não serem resíduos sólidos, e gerados em
pequenos volumes quando comparados a outros resíduos, são preocupantes devido
ao impacto que provocam nas redes de drenagem e nos cursos d'água.
6.8 Resíduos Especiais
São resíduos com elevado risco a saúde publica e ao meio ambiente, sendo
assim necessário uma maior atenção com seu manejo e destinação final. Os itens
abaixo citados possuem logística reversa obrigatória.
6.8.1 Pilhas e Baterias
São materiais que possuem alto poder de contaminação devido à presença
de metais pesados (principalmente cádmio, chumbo e mercúrio).
6.8.2 Lâmpadas Fluorescentes
São materiais que possuem alto poder de contaminação devido à presença
de vapor de sódio, mercúrio.
6.8.3 Pneus
Possuem em sua composição química, principalmente; Borracha sintética a
partir do petróleo contendo: carbono; hidrogênio; oxigênio; enxofre; cinzas e aço.
Como tempo de decomposição na natureza de aproximadamente 600 anos é
considerado um resíduo, que se manejado de forma incorreta, pode contribuir para
disseminação de doenças, como por exemplo, a dengue. Sendo assim um passível
ambiental.
6.8.4 Embalagens de Agrotóxicos
SANEAMENTO
MUNICIPAL DE
ENTO
BÁSICO Term >ir~ AMVALE
49
São as embalagens e os resíduos provenientes do uso de agrotóxicos
Ltilizados na prática agrícola para controle de pragas e doenças. Estes materiais
tendo sua destinação incorreta podem contaminar cursos hídricos e o solo.
6.8.5 Eletroeletrônicos e seus componentes.
São os resíduos advindos de equipamentos eletrônicos ou o equipamento
eletrônico propriamente dito. Sua composição é variada contendo deste plástico, até
metais pesados. Sendo assim sua destinação deve ser feita de maneira correta,
evitando maiores problemas.
6.9 Diagnostico da Origem da Geração
A característica dos resíduos descritos acima é em sua totalidade encontrado
em todo o município. Sua geração é basicamente provinda de residências.
comércios e construção civil. Atividades agrosilvipastoris também são grandes
geradores de resíduos, muitas vezes contaminantes, sendo responsabilidade dos
produtores a destinação adequada dos resíduos.
7 DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO ATUAL
7.1 Elaboração da Gravimetria
Antes de conhecer os dados obtidos na elaboração da gravimetria, faz-se
necessário observar os parâmetros nacionais que facilitam o entendimento da
composição gravimétrica dos RSD de Planura - MG.
o
PLANO MUNICIPAL DE
BASICO
SANEAMENTO Terra .e.a, ØAMV
o
50
7.1.1 Parâmetros Nacionais
Existem parâmetros nacionais para a quantificação de RSD, as tabelas a
seguir traduzem em números a composição física gravimétrica destes resíduos no
país, dando diretrizes para elaboração da gravimetria em Planura - MG.
A tabela a seguir estabelece parâmetros percentuais, da participação dos
materiais no total de RSU coletado no Brasil.
Tabela 18 - Participação dos Materiais do Total de RSU coletado no Brasil.
Metais 2,9 1 610499
Papel, Papelão 131 7275012 Tetra pak
Plástico 13,5 7497 149
Vidro 2,4 1 332 827
Matéria Orgânica 51,4 28 544 702
Outros 16,7 9274251
Fonte: Pesquisa Abrelpe e Plano Nacional de Resíduos Sólidos - Versão pós Audiências e
Consulta Pública para Conselhos Nacionais (Fevereiro-2012)
A tabela a seguir estabelece parâmetros percentuais, da participação dos
materiais no total de RSU para algumas cidades brasileiras.
Tabela 19 - Participação dos Materiais do Total de RSU coletado em alQuns municípios brasileiros.
Araucária 2,3 - - 21,1 19,1 3,3 39,1 15,1
Bento
Golçalves 3,3 0,4 2,9 9,0 11,1 3,2 51,5 21,9
Betim 3,7 - - 15,6 10,2 1.1 55,3 14,1
Blumenau 2,7 - - 11,7 14,1 4,2 42,5 24,8
Bombinhas 3,8 - - 11,5 17.7 5,1 47,2 14,7
Botucatu 3.9 0.3 3.5 8,4 8,4 2,0 74,1 3,2
Cabedelo 1.3 - - 6,6 6,8 1.4 66.4 17.5
Caxias do
Sul 2,5 0,1 2,4 13,1 15,3 2,4 46,0 20,7
Comercinho 3,6 - - 15,6 13,4 2.5 30,2 34,7
Contenda 3.3 0,3 3,0 18,7 16,5 2,9 44,1 14,5
PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO Temni AMVALE
BASICO
Dores do 1,0 - - 11,0 17,0 2,0 58,0
Campo
Estrela 1,8 - - 6,7 11,6 2,3 57,1
Gaspar 4,8 - - 12,0 17,2 4,8 33,3
Indaiatuba 2,0 0,5 1,5 10,3 10,7 1,9 53,7
Itabuna 1,9 1,7 0,2 9,0 13,0 1,2 48,2
ltaocatiara 2,1 - - 11,7 8,8 0,6 52,5
Juína 3,4 - - 10,8 17,4 3,6 56,0
Manacaparu 1,9 - - 8,4 10,1 0,9 53,7
Navegantes 4,4 - - 11,7 16,7 5,0 40,1
Palmas 5,9 - - 10,7 11,4 2,4 62,5
Parantins 3,4 - - 6,0 8,7 1,3 20,1
Presidente 1,5 - - 11,0 8,0 1,5 45,0 Lucena
Quatro 2,6 0,3 2,3 19,8 15,0 2,8 44,8 Barras
São 1,5 0,4 1,1 14,6 12,3 1,7 58,7 Leopoldo
Uberlândia 3,0 - - 7,0 11,0 3,0 72,0
Fonte: Adaptado de Planos de Gestão de Resíduos Sólidos: Manual de Orientação -2012
De maneira mais genérica de acordo com o Plano Nacional de Resíduos
Sólidos, a composição gravimétrica dos RSU no Brasil na média geral está descrita
no gráfico abaixo.
Composição Gravimétrica dos RSU no Brasil
Cutrs
16,7.
31.9% Recclveis
51,4%
Matra 0fg4nca
rãfico 9 - Composição Gravimétrica em massa dos RSU no Brasil.
Fonte: Plano Nacional de Resíduos Sólidos - Versão pós-audiências e consulta
pública para conselhos nacionaisFevereiro/2012).
PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO T«m AJY%VALE BASICO
51
11,0
20,7
27,9
21,4
26,7
24,4
8,9
25,0
22,1
7,1
60,4
33,0
15,0
11,2
4,0
52
Tendo em vista os parâmetros pré-estabelecidos acima, é mais fácil entender o
processo de gravimetria demonstrado abaixo.
7.1.2 Processo de Elaboração da Gravimetria
Primeiramente foi coletada uma amostra significativa de RSU
(aproximadamente 1000 kg), em todo o município de Planura, este resíduo foi
despejado em piso impermeabilizado, distribuído de forma homogênea, e foi
realizado o quarteamento, como pode ser visualizado nas imagens que se seguem.
Figura 11 - Etapas do processo gravimétrico
Fonte: Terra Assessoria Ambiental. Visita técnica - De 29 de julho a 02 de agosto de 2013.
Depois de realizado o quarteamento, escolhe-se a amostra mais significativa,
ou seja, aquela que contém a maior variedade de resíduo e engloba praticamente
todas as classificações, como pode ser visualizado abaixo.
- PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO ierra A~ OAMVALE
BASICO
53
çJJii T 't' L4
'1 -. 3•
-
Figura 12 - Etapa quarteamento da gravimetria
Fonte: Terra Assessoria Ambiental. Visita técnica - De 29 de julho a 02 de agosto de 2013
A amostra escolhida de aproximadamente 250 kg, é separada em 9 tambores
com volume aproximado de 0,100 m 3ou 100 L. comas seguintes nomenclaturas:
vidro:papel: papelão: metais, latas e ferrosos; pet; plástico; alumínio; matéria
Drgânica e rejeito. Logo após é aferido sua massa e seu respectivo volume. As
Figuras a seguir ilustram melhor o processo
1
- .
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1
Fonte: Terra Assessoria Ambiental. Visita técnica - De 29 de julho a 02 de agosto
de 2013
PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO Terra ,: AVA.E BASICO
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4,900% 0,150%
0,290
%__r 0,700% ir 5,800%
• Vidros
• Papel
• Alumínio
• Metal, latas e ferrosos
18,000%
• Pet
ia Plástico
56
Os gráficos a seguir ilustram melhor a composição gravimétrica do resíduo
domiciliar do município.
í Composição Gravimétrica média (em massa)
1 para o município de Planura- Mg
0 2,100% ,130%
\ 1
1,300'/
'.
0,900%
.,\ 1 [
Vr 1,200%
• Vidros
• Papel
•Alumínio
• Metal, latas e ferrosos
• Pet
,400%
• Plástico
• Papelão e Tetrapak
• Matéria Orgânica
Rejeito e outros
Gráfico 10 - Composição Gravimétrica média em massa
Fonte: Terra Assessoria Ambiental
Composição Gravimétrica média (em volume)
para o município de Planura - Mg
Papelão e Tetrapak
Matéria Orgânica
Rejeito e outros
Gráfico 11 - Composição Gravimétrica média em volume.
Fonte: Terra Assessoria Ambiental.
SANEAMENTO
PLANO MUNICIPAL DE
BASICO
Terra Amb~ O.MIAMVALE
57
7.1.4 Balanço: Massa e Volumétrico
Tendo o percentual de massa e volume é possível calcular a densidade média
total dos resíduos, e de seus componentes individualmente, como pode ser
visualizado abaixo.
Densidade total de resíduos coletados na semana: 136.590 kgIm.
Tabela 24 - Densidade. massa e volume dos materiais coletados.
Materiais Densidade
(kglm3) Massa (kg) Volume (m 3
Vidros ® 583,272 442,120 0,758
Papel 59,282 744,879 12,565
Alumínio® 123774 47.034 0,380
Metal, latas. ferrosos ® 162.961 323,315 1,984
Pet® 27,708 410,415 14,812
Plástico 54.703 3.517.446 64,301
Papelão e Tetra pak ® 38,957 1.535,399 39,413
Matéria Orgânica 276,121 20.704,367 74,983
Rejeitos e outros 154.834 7.113,980 45,946
Fonte: Terra Assessoria Ambiental
- Reciclável
De acordo com bibliografia utilizada, todos os materiais considerados
ecicláveis 15% se tornam rejeito, e 12% dos compostáveis também se tornam
ejeitos. Observe-se no organograma a seguir
o
3
PLANO MUNICIPAL DE
.
SANEAMENTO
MASSA
34.840 Kg
Reciclaveis
7.021.653kg 150%
Rejeitos
7.1 '3.980 kg
Matéria Orgânica
Compostaveis
20.704,367 Kg .12%
Rejeitos
1.053,248 Kg
TOTAL DE
REJEITOS
10.651.752 Kg
Rejeitos
2464.524 Kg
Compostâveis
8.219.843 Kg - 40%
Reciclav eis
5.968,405 Kg
Compostaveis
10.931,906 Kg
Reciclâveis
5.968,405 Kg
Compostaveis
10.931,906 Kg
Chorume. Gases e
outros
7287,937 Kg
Organograma 1 Balanço de massas e adequação da quantidade de recicláveis e rejeitos.
Fonte: Terra Assessoria Ambiental.
Total percentual de Rejeitos
34.840 kg ---------100%
10.651.752 kg X
X= 30,573 %
Sendo assim, do total de RSU coletado nesta semana, 30.573 % deveriam ser
destinados de forma ambientalmente adequada, os demais deveriam ser reciclados
ou levados ao processo de compostagem no caso da matéria orgânica.
7.1.5 Média de geração de RSD por Habitante/dia
Outro dado relevante é a produção diária de RSU, por habitante/dia. A média
nacional gira entorno de 0,6 kg/hab./dia e 1.2 kg/hab./dia. Como pode ser
visualizado no gráfico abaixo que consta os dados de geração de RSU nos anos de
2010 e 2011.
0.
PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO Tcrra.
BASICO
58
59
Geração de RSU Gcraçao de RSU por ccipitzI
(tlanO) Kg b
60.868 080 61.936.368
1.8'.. 0.8°c
2010 2011 2010 2011
Gráfico 12 - Média Nacional de Geração de RSU.
Fonte: Pesquisas ABRELPE 2010 e 2011 e IBGE 2010 e 2011
Abaixo a média para o município de Planura— MG.
Total semanal de RSD - 34.840 kg
Total de habitantes (Perspectiva 2013- IBGE)— 11.194 Hab.
o Quilogramas dia gerados
34840 ka
4.977,143 kg/dia
7 dias
• Quilogramas dia hab.
4.977,143 kg/dia =
0,445 kg/hab./dia
11.194 hab.
O valor encontrado se encaixa nos parâmetros pré-estabelecidos, cabe
salientar que a população adotada é a perspectiva do censo de 2013 do IBGE.
7.1.6 Projeção Futura de Geração de RSU
A tabela abaixo demonstra a projeção futura de geração de RSU para o
município de Planura - MG. até o ano de 2033. A População Futura utilizada foi a
otimista, visto que adota-se a perspectiva com o maior número de habitantes,
diminuindo assim a margem de erro, e atendendo com tranquilidade a demanda do
município.
PLANO MUNICIPAL DE
4.SANEAMENTO Terra. BÁSICO
zil
25- Projecão futura de de RSU
2012 10.700
2013 11.194
2014 11.552
2015 11.922
2016 12.303
2017 12.697
2018 13.103
2019 13.523
2020 13.955
2021 14.402
2022 14.863
2023 15.338
2024 15.829
2025 16.336
2026 16.859
2027 17.398
2028 17.955
2029 18.529
2030 19.122
2031 19.734
2032 20.366
2033 21.017
4761,5
4981,33
5140,64
5305,29
5474,835
5650,165
5830,835
6017,735
6209,975
640889
6614,035
6825,41
7043,905
7269,52
7502,255
7742,11
7989,975
8245,405
8509,29
8781,63
9062,87
9352,565
O gráfico abaixo mostra a projeção do crescimento da geração de RSU do
município, onde o mesmo acompanha o crescimento populacional.
SANEAMENTO
PLANO MUNICIPAL DE
BÁSICO ntr *AMVALE
Projeção do Crescimento dos RSU
(kg/dia)
61
(') U) (O N- CO O) CD - ("4 CO U) (O N- CO O) O - ('4 CO
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Gráfico 13 - Crescimento de RSU estimada para os próximos 20 anos.
Fonte: Terra Assessoria Ambiental
7.2 Programas Implementados nos Municípios
7.2.1 Coleta de Resíduos Sólidos Domiciliares e dos Serviços de Saúde
7.2.1.1 Resíduos Sólidos Domiciliares - RSD.
A Prefeitura Municipal de Planura realiza a coleta dos resíduos sólidos
domésticos durante toda a semana exceto aos domingos em toda a área urbana,
sendo a coleta feita integralmente, ou seja, abrange toda a cidade no mesmo dia,
não havendo divisão por bairros. Os resíduos provindos da construção civil são
coletados também pela prefeitura. A coleta em zona rural é realizada apenas nos
ranchos e nos condomínios fechados próximos à cidade.
O horário de coleta dos RSD compreende o período da manhã e da tarde,
sendo feito por 2 equipes onde cada uma trabalha em um período.
O município dispõe de um caminhão compactador para realização dos
serviços de limpeza urbana, deslocando em média 3 km da área urbana até o local
de disposição final.
Quanto ao quadro de funcionários, o município dispõe de 08 servidores
atuando na coleta de lixo doméstico, sendo divido em 04 servidores para cada
equipe, que atuam em diferentes horários.
e
PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO AMVALE BÁSICO
72.1.2 Resíduos de Serviços de Saúde - RSS
No município de Planura, os Resíduos relacionados a atividades que se
enquadram na definição dada no item 6.4 são entregues à empresa terceirizada
especializada no manejo de RSS - Resíduos Sólidos de Saúde, por nome MEJAN
AMBIENTAL, sendo de responsabilidade da mesma a coleta, o transporte,
tratamento e destinação ambientalmente adequada dos RSS.
7.2.2 Coleta e Disposição de Resíduos da Construção Civil RCC
O município realiza coleta desse material com a utilização de pés
carregadeiras e caminhões caçambas da própria prefeitura. São empregados para
estes serviços 07 servidores, onde realizam a coleta diariamente durante a semana,
menos aos domingos. Vale ressaltar que não existem no município pontos de coleta
de RCC - Resíduos da Construção Civil, os chamados Ecopontos. Dessa forma,
esses resíduos são dispostos, geralmente, em frente ao local de geração, de onde
são recolhidos pelo serviço de coleta pública. Sua disposição final é feita em local
preestabelecido, onde o mesmo já está saturado, ou seja, está com sua capacidade
excedida, necessário outro local devidamente licenciado para a destinação
dos mesmos.
7.2.3 Coleta e Disposição de Resíduos dos Grandes Geradores
Por não possuir indústrias no município, segundo informado no questionário
respondido pela prefeitura, não existem geradores em potencial.
7.2.4 Coleta e Disposição de Resíduos dos Serviços Indivisíveis de Limpeza
urbana
A coleta deste resíduo é feita da mesma maneira como descrito no item
7.2.1.1.
PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO Terra Ambentei ONAMVALE BASICO
62
63
7.2.5 Coleta Seletiva de Resíduos Sólidos Recicláveis e Reutilizáveis
O município não realiza coleta seletiva.
7.2.6 Coleta e Destinação dos Resíduos de Origem Animal
O município de Planura não possui coleta especializada para este tipo de
material, com isso, sua coleta é feita normalmente pela prefeitura e destinado ao
lixão municipal. Ocorre também o descarte irregular destes resíduos às margens de
rodovias e estradas próximas ao município.
7.2.7 Prática de Logística Reversa.
O município realiza a logística reversa, de apenas alguns resíduos, como as
embalagens de agrotóxicos, na qual fica por responsabilidade dos agricultores a
devolução das embalagens, e pneus usados provenientes das borracharias, no qual
a prefeitura faz a coleta e destina a empresas de reciclagem.
7.2.8 Equipamentos Públicos e Privados
Podem ser considerados todos os bens públicos ou privados, de utilidade
pública, necessários à prestação de serviços essenciais ao funcionamento da
cidade. Sua implantação deve ser feita mediante autorização do poder público, em
locais públicos ou privados.
7.2.8.1 Aterros Sanitários (disposição final)
O município não possui aterro sanitário, sendo seus RSD e RSU destinados
para o lixão municipal como descrito no item 4.5.
7.2.8.2 Aterros de Resíduos da Construção Civil.
O município de Planura assume a responsabilidade pela coleta destes
materiais. A coleta é feita por meio de pás carregadeiras, transportadas por
PLANO MUNICIPAL DE
.
SANEAMENTO Terra A~Itm PJVALE BASICO
64
caminhões Caçambas e destinados em locais específicos, não possuindo um aterro
ou local específico para a disposição final deste resíduo.
7.2.8.3 Estações de Transbordos
Não existem estações de transbordo regular no município, apenas existência
de bota-foras.
7.2.8.4 Áreas Particulares de Transbordo e Triagem
O município não possui áreas particulares para transbordo e triagem
7.2.8.5 Ecopontos
Não ocorre Ecopontos no município.
7.2.9 Serviço de Atendimento ao Público
O serviço de atendimento ao público é bem informal, apesar de não existir
fontes de contato específico (Telefone, email, etc.), a prefeitura recebe as
reclamações em sua sede, ou através de telefonemas para o número da prefeitura
municipal.
7.2.10 Serviço de Avaliação da Qualidade
No momento a prefeitura não possui um sistema de avaliação de qualidade
do serviço prestado.
7.2.11 Serviço de Educação Ambiental
O município através da Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente,
desenvolve vários trabalhos junto às escolas do município. Esses trabalhos
possuem o objetivo de educar crianças e jovens, quanto à consciência ambiental e
o
PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO Terra AMbenW BÁSICO OÁ AMVALE
65
as formas de se manter um ambiente equilibrado e saudável para a sociedade de
fDrma geral.
7.3 Tratamento e destinação dos Resíduos Sólidos nos Municípios
Os Resíduos Sólidos em âmbito geral podem ser considerados o grande
passivo ambiental do momento, e sua disposição final ambientalmente adequada
incluindo seu tratamento deveriam ser indispensáveis. Todavia não apenas o
município de Planura - MG. como também em boa parcela dos municípios
Drasileiros. esta situação não é realidade, não sendo feito nenhum tipo de
Lratamento e a destinação ocorrendo de forma errada.
7.3.1 Tratamento dos Resíduos Domiciliares - RSD
Os RSD do município são descartados no lixão municipal sem nenhum tipo de
segregação e/ou tratamento.
7.3.2 Resíduos dos Serviços de Saúde - RSS
Como descrito no item 7.2.1.2, os RSS são coletados por empresa
terceirizada, que tem por responsabilidade dar a destinação final ambientalmente
adequada para estes resíduos.
7.3.3 Recuperação de Resíduos Recicláveis e Reutilizáveis
O município não realiza recuperação e segregação dos resíduos recicláveis e
reutilizáveis.
7.3.4 Eletroeletrônicos e seus Componentes
Existe no município a prática de logística reversa de alguns materiais, como
abortado no item 7.2.7. não sendo enquadrados os resíduos eletrônicos na logística,
sendo estes descartados como RSD ou RSU.
o
PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO (TOrr.
BASICO o
7.3.5 Tratamento dos Resíduos Provenientes da Limpeza do Sistema de
Drenagem das Cidades
Após a limpeza os resíduos em questão são descartados como resíduo
doméstico, sem nenhum tratamento antes de sua destinação.
7.3.6 Tratamento de Resíduos Radioativos
Não existem informações enquanto a descarte e tratamento dos resíduos
radioativos no município.
7.3.7 Tratamento de Resíduos Sólidos Cemiteriais.
O cemitério do município é localizado dentro da área urbana (Figura 14),
todavia não existe histórico de tratamento destes resíduos para o município de
Planura - MC.
Figura 14 - Localização do cemitério Municipal.
Fonte: Google Earth
PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO ÍGWN, Terrai OAM VALE
ío
67
7.4 Gerenciamento Informatizado de Resíduos Sólidos
Em Planura, não é realizado nenhum controle informatizado de resíduos.
Todos os resíduos (com exceção do RSS) são descartados sem controle de
pesagem, volume, e sem nenhum armazenamento de dados.
8 PROGNÓSTICO DA SITUAÇÃO FUTURA - ANÁLISE DE CENÁRIOS
8.1 Regulação dos Serviços
As ações de regulação do serviço de saneamento básico devem ser
realizadas por órgão municipal, ou seja, pelo próprio titular dos serviços, ou ser
delegada a entidade reguladora estando esta constituída dentro da respectiva
unidade federativa. Essa delegação é celebrada constando a forma de atuação e
abrangência das atividades a serem desempenhadas. A mesma entidade deverá
possuir independência decisória, administrativa, orçamentária e financeira, além de
agir com transparência, tecnicidade, celeridade e objetividade, conforme incisos 1 e II
do Art. 21 da Lei n° 11.445/2007.
No entanto, o município de Planura - MG não possui nenhum órgão ou
entidade já instituída para a qual possa ser delegado o serviço de regulação. E,
embora a delegação para outras entidades dentro dos limites do estado seja
permitida, outra alternativa se mostrou mais viável ao município.
A proposta consiste em se constituir uma entidade que atue na regulação dos
serviços de saneamento, por meio de consórcio. Tal consórcio deverá atender os
seguintes municípios que, em paralelo, seguem o processo de elaboração de seus
Planos Municipais de Saneamento Básico - PMSB e o Plano de Gestão Integrada
de Resíduos Sólidos PGIRS: Água Comprida, Campo Florido, Comendador Gomes.
Conquista, Conceição das Alagoas. Deita, Pirajuba. Veríssimo e outros que se
interessem dentro dos municípios que constituem a Associação dos Municípios da
Microrregião do Vale do Rio Grande - AMVALE.
Em nível de sugestão, essa entidade poderá ser denominada 'Controladoria
do PMSB e PGIRS" e sua criação constitui uma medida de prioridade imediata
dentro da divisão temporal estabelecida neste,
PLANO MUNICIPAL DE
• SANEAMENTO
BASICO a Terra A~ Q4AMVALE
8.2 Comitê Avaliativo
A criação do "Comitê Avaliativo do PMSB e PGIRS", juntamente com a
Controladoria do Plano, constitui medida imediata, a qual deve ser realizada no
prazo máximo de 06 meses, posto que desse núcleo de trabalho deva partir diversas
iniciativas da fase de execução do PMSB e PGIRS.
O Comitê Avaliativo, que tem como principal função executar as atividades e
propostas descritas abaixo, estabelecendo prioridades, e organizando de forma
sistemática a execução dos programas.
De acordo com a Lei n° 11 .445/2007, Art. 47, incisos 1 ao V. essa terá como
principal função o controle social dos serviços públicos de saneamento básico, e
deverá garantir a participação de órgãos colegiados de caráter consultivo nas
esferas estaduais e municipais, além dos titulares dos serviços, entidades técnicas e
usuários dos serviços de saneamento.
8.3 Programa e Ações de Melhorias do Sistema de Limpeza Urbana
Com o diagnóstico finalizado é possível sugerir melhorias no processo de
limpeza urbana, pois já se conhece os principais pontos negativos e os setores que
necessitam de maior atenção e avanços.
8.3.1 Coleta Mecanizada de RSD
Este tipo de coleta deverá ser iniciada após a implantação da coleta seletiva.
A coleta mecanizada pode trazer uma solução mais eficiente para o gerenciamento
dos RSD e RSU. Consiste no mapeamento e levantamento realizado no município
com o intuito de identificar as regiões onde à demanda por coleta é maior, assim
distribuindo contêineres de acordo com a necessidade de cada região. A imagem a
seguir ilustra o processo
01.
5
PLANO MUNICIPAL DE
,9 SIk.NEAMENTO Terra ;ne'i. IÁMVALE
69
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• * 2
44
Figura 15 - Maquinário e funcionários coletando mecanizada de resíduos
Fonte: http://pioneiro.clicrbs.com . br/rs/noticia/201 O/05/area-de-conteineres-de-lixo-emfarroupilha-e-ampliada-289971 8.html
8.3.2 Coleta de RSD em Comunidades Carentes e de Difícil
A coleta de RSD apesar de não ser obrigação da Prefeitura Municipal, já é
executada em loteamentos a margem do Rio Grande. As mudanças necessárias são
as exigências de que os resíduos desta localidade venham segregados para que
possa ser efetuada a coleta seletiva. A coleta deverá ser feita uma vez na semana, e
os proprietários deverão depositar os resíduos e lixeiras adequadas, distribuídas em
pontos estratégicos (FIG 16).
Ao contrário dos ranchos, as famílias da zona rural não são atendidas pela
coleta de RSD. A prefeitura deverá distribuir lixeiras em localidades estratégicas
para que os moradores da zona rural também possam segregar seus resíduos,
sendo assim mais fácil a implementação da coleta seletiva. A coleta deverá ser
realizada pelo menos uma vez por semana, com equipes coletando o material
reciclável, e outra coletando os rejeitos.
A figura abaixo demonstra o uso de lixeira para coleta de recicláveis na zona
rural.
.
PIANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO
BÁSICO
o
Terra;. AMVA
- •• :
70
Figura 16 - Modelo de lixeira para coleta de resíduos na zona rural
Fonte:http://correiorac.com.br/_conteudo/2012/11/capalcampinas_e_rmc/Ieia_m
aisll 2587-zona-rural-fica-sem-coleta-e-problemas-se-acumuIam. html
8.3.3 Coleta de Resíduos Sólidos de Serviços de Saúde
A coleta dos RSS é executada por uma empresa terceirizada que já da
destinação adequada ao resíduo em questão, sendo assim o município já se
adequada às exigências da Resolução Conama 358/2005, artigo 30 que obriga aos
geradores de RSS gerenciar seus resíduos desde a geração até a disposição final.
Faz-se necessário a manutenção do contrato com empresa terceirizada para
continuar dando destinação correta a esta modalidade de resíduo.
Outro ponto de grande relevância seria a fiscalização e exigência dos demais
estabelecimentos de saúde (estabelecimentos privados que se encaixam na
definição do item 6.4) para que também destinem seus resíduos de forma
ambientalmente adequada, visto que a prefeitura municipal não possui controle da
destinação dos resíduos produzidos nestes empreendimentos.
Uma solução proeminente seria exigir no ato de contrato com a empresa
responsável pela destinação correta destes resíduos, relatórios sobre as condições
de descarte do resíduo coletado, para que se possível se certificar do cumprimento
das exigências legais pertinentes à empresa terceirizada.
PLANO MUNICIPAL DE
.
SANEAMENTO Term A~ •AMVALE BASICO
71
8.3.4 Coleta e Disposição dos RCC
Apesar de não ter obrigação legal, o município já executa a coleta deste
resíduo, o principal transtorno seria sua disposição final, sendo ela feita de forma
inadequada.
Deverá ser criado um Aterro específico para os resíduos da construção civil,
que tem por objetivo a reservação dos materiais segregados de forma a possibilitar
seu uso futuro e/ou utilização da área. Esta área deverá ser isolada, e de acordo
com os princípios da engenharia confinados ao menor volume possível, sem causar
danos à saúde pública e ao meio ambiente. De acordo com a resolução Conama
307/2002, em seu artigo 6 0 , incisos III e IV, o aterro para RCC deverá ser
devidamente licenciado, tem sua disposição proibida em áreas sem licenciamento.
Ao se instalar o aterro para Resíduos da Construção Civil, automaticamente
se diminui os problemas ambientais causados pelo descarte irregular de entulhos,
pois assim será dado destino correto a resíduos que anteriormente eram
descartados as margens da rodovia, córregos, nascentes, áreas verdes e zonas
periféricas.
Outro fator relevante a ser adotado é a criação/revisão do Código de Postura
que tem como objetivo regular o uso do solo urbano, consequentemente
monitorando o descarte irregular deste resíduo.
8.3.5 Coleta e Disposição dos Resíduos de Origem Animal
Visto que não possuem regulamentações específicas para o descarte deste
tipo de resíduo, adotam-se estudos técnicos e científicos no qual abordam as
melhores alternativas para a destinação ambientalmente adequada.
Os resíduos que enquadram-se nesta classificação são destinados ao lixão
municipal e às margens de rodovias e estradas municipais.
Como medida emergencial apesar de não ser a mais adequada do ponto de
vista ambiental, o município poderá isolar uma área, criando uma vala para destinar
os seus resíduos de origem animal e posteriormente empregar a adição de cal ou
outro composto químico, sendo a cal um detergente alcalino que atua nos resíduos
protéicos e gordurosos promovendo emulsificação, saponificação e peptização. além
de ter poder germicida.
PLANO MUNICIPAL DE
2 • SANEAMENTO "TerraA -
BASICO
72
Existem novas tecnologias disponíveis no mercado que causam menor
impacto a saúde pública e ao meio ambiente, pode-se utilizar como exemplo a
incineração que é um método para estabilização e eliminação de material perigoso,
transformando a matéria orgânica em inorgânica, consequentemente eliminando
qualquer modalidade de organismos patogênicos.
Outra forma seria a reciclagem realizada em graxarias, que é basicamente na
transformação dos restos de animais em sebos, óleos e adubos. Esta é a forma de
destinação final mais adequada dos pontos de vistas sanitário, econômico e
ambiental.
A longo prazo o município e/ou os geradores destes resíduos, deverão adotar
parcerias ou contratar empresas especializadas que realizam a coleta e destinação
ambientalmente adequada dos mesmos.
8.3.6 Novas Áreas de Transbordo e Triagem
As áreas de Transbordo e Triagem (ATT) têm como objetivo receber resíduos
da construção civil e resíduos volumosos, para triagem, segregação, possível
transformação, armazenamento temporário, para posterior destinação adequada.
A criação das Áreas de Transbordo e Triagem deve seguir os critérios
técnicos presentes na NBR 15112/2004, e sua adesão além de seguir os objetivos
de não geração, reutilização, reciclagem, tratamento e disposição final
ambientalmente adequada (disposto na lei 12305/2012, em seu artigo 7 1 , inciso II), a
usina pode e deve ser fonte de renda e emprego para o município, desde que seja
estudada sua viabilidade técnica e econômica.
Por ser um município de pequeno porte, com baixa concentração
populacional e sem recursos suficientes. não se torna viável a implantação de ATT
no município. Uma vez que seu custo de adesão e manutenção são elevados. A
princípio apenas o aterro para RCC. seria suficiente para suprir as necessidades de
descarte desta modalidade de resíduo no município. A ATT seria uma alternativa à
longo prazo.
8.3.7 Rede de Ecopontos
PLANO MUNICIPAL DE
• SANEAMENTO Terra pj AJVkVALE BASICO
73
São contentores onde se faz a coleta de material destinado à reciclagem.
Como por exemplo, papel, vidro, plástico, metal e outros.
O município deverá criar ecopontos para recolhimento de material reciclável,
facilitando assim a coleta seletiva, e incentivando a população a aderir esta prática.
Depois de adquirido os recipientes os mesmo deverão ser distribuídos em locais
estratégicos do município de Planura. A imagem abaixo ilustra um modelo de
ecoponto que poderá ser utilizado.
Figura 17 - Modelo para implementação de ecopontos.
Fonte: http://wwwl .cmfunchal.pt/ambiente/index. php?option=com_content&view=article&id=359:autocolantes-parao-papelao-o-vid rao-e-o-embalao&catid=1 21 :destaques-residuos-solidos&Itemid=338
8.3.8 Implantação de Unidades de Tratamento de Resíduos Sólidos de
Saúde.
Para a implantação das unidades de tratamento de resíduos sólidos de
saúde, o município desprenderá de seu orçamento uma quantia elevada, visto que a
implantação e operação de uma unidade de tratamento de RSS demandam gastos
com funcionários, manutenção da unidade, e materiais de forma geral. Outro fator de
grande relevância é a quantidade insignificante de RSS gerados no município.
Portanto a instalação de uma unidade de tratamento se torna inviável visto que o
valor da terceirização do serviço é relativamente baixo quando comparado com o
custo de instalação e funcionamento da unidade de tratamento.
PLANO MUNICIPAL DE
•j•SANEAMENTO erraneni AM VALE
BASICO
8.3.9 Combate aos Pontos de Descarte Irregular
O município fará campanhas de conscientização para que os resíduos de
forma geral deixem de ser descartados em posto de disposição irregulares, e
passem a ser descartados de maneira correta em locais adequados e licenciados
que a Prefeitura Municipal disponibilizará. Podendo o município criar leis específicas
e punir através de multas ou ações sociais, os indivíduos que realizarem descartes
irregulares.
8.3.10 Sistema Integrado de Gerenciamento de Informações de Resíduos
Sólidos - SIGIRS
De acordo com a Lei n° 1230512010 em seu artigo 12, caput e seu parágrafo
único, alegam que o Município em parceria com o Estado e a União organizarão de
forma conjunta o Sistema Nacional de Informações sobre a gestão dos resíduos
sólidos, articulada com o SINISA e SINIMA.
Compete ao Município fornecer ao órgão federal responsável pela
coordenação do SINIR todas as informações necessárias sobre os resíduos sob sua
esfera de competência, na forma e na periodicidade estabelecida em regulamento.
8.4 Programas e Ações para Redução de Massa
8.4.1 Ações de Educação Ambiental
Sugere-se que se dê continuidade ao projeto já instalado no município como
descrito no item 7.2.11, sendo o mesmo abrangendo além das escolas todo o
município, chegando até as comunidades mais carentes onde o nível de instrução
em maior parte é deficiente.
Criar novos programas de educação ambiental, voltados para a coleta
seletiva, com o intuito de conscientizar sobre sua implementação, dando orientações
sobre a forma correta do descarte e segregação dos resíduos, e informando sobre
as medidas que vem sendo adotadas para acabar com o descarte irregular de
74
resíduos.
grTo Terra AM
BASIC
PUNO
AM'/A. E
75
O processo pode e deve ser participativo, o município pode organizar
campanhas, distribuir panfletos, organizar seminários e palestras, abrangendo toda
população do município.
8.4.2 Usina de Triagem e Compostagem de RSU
É uma unidade onde se realiza a separação manual ou mecânica dos
materiais recicláveis contidos nos resíduos sólidos urbanos. Conta, em geral, com
mesas ou esteiras para catação dos recicláveis e baias para seu armazenamento. O
material segregado na usina é encaminhado para usina de reciclagem. A usina de
triagem pode estar associada a uma usina de compostagem, onde ocorre o
processamento da fração orgânica dos resíduos.
Necessita-se que o PPA - Plano Plurianual com vigência de 2014/2017
reserve recursos para o funcionamento e manutenção da estação de triagem.
8.4.3 Coleta Domiciliar Diferenciada ou Seletiva
O município deverá requerer em seu PPA verba para essa finalidade e exigir
através do código de postura que os munícipes segreguem seus resíduos
domésticos para adesão do processo de coleta seletiva. O trabalho de educação
ambiental deve acontecer de forma paralela, mostrando à população a importância
deste processo.
Sugere-se que o município destine um dia da coleta de RSD apenas para os
materiais recicláveis, por exemplo, segunda e sexta-feira a coleta abrange os
matérias que não podem ser recicláveis, e quarta-feira o município irá realizar a
coleta apenas para material reciclável.
Entende-se que o processo de implementação de coleta seletiva é moroso e
complicado, todavia indispensável. Faz-se necessário um complexo processo de
inclusão da coleta. A mobilização ocorrerá aos poucos e todos os setores da
sociedade devem ser englobados.
8.4.4 Acréscimo de Contêineres para Adesão da População ao Programa de
Coleta Seletiva.
*
PLANO MUNICIPAl. DE
I @
SANEAMENTO Terra k~ fAMVALE
76
O acréscimo de contêineres para adesão da coleta seletiva já foi abordado
dentro do item 8.1.7.
8.4.5 Acréscimo de Caminhões à Frota Existente para Ampliação dos
Setores de Coleta Diferenciada
Para que seja possível a adesão da coleta seletiva, é necessário que novos
equipamentos sejam adquiridos. Dentre eles pode-se citar: lixeiras características
para cada tipo de resíduos; contêineres para o funcionamento de ecopontos;
caminhões específicos para esta modalidade de coleta, dentre outros.
O município deverá pleitear junto ao estado e união a aquisição destes
equipamentos, através do Plano Plurianual do Município de Planura - MG, com
vigência entre os anos de 2014-2017.
8.4.6 Aterros Sanitários
A implantação de Aterro Sanitário para municípios de pequeno porte é
inviável economicamente visto que sua locação e manutenção requer grande
destinação de verbas do município. A solução mais adequada seria destinar os
rejeitos provenientes dos RSU para aterro sanitário licenciado de algum município
vizinho, ou até mesmo propor soluções consorciadas para o gerenciamento
intermunicipal dos resíduos sólidos, atendo as exigências da Lei n° 12305/2010,
artigo 18, § 1 0 , Inciso 1, sendo assim priorizados ao acesso de recursos da União
para esta finalidade.
O município deverá expor a necessidade de verbas em seu PPA, para
atender as seguintes necessidades.
• Verba para implantação de aterro de Resíduos de construção civil, ao
invés de Aterro sanitário.
. Alocar verbas para dar destinação ambientalmente adequada do
resíduo, encaminhando-o para outro município.
• Destinar verba para recuperação da atual área que está contida o lixão.
• Implantar o aterro sanitário em consórcio com outros municípios.
PIANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO - •AMVALE BASICO
77
8.4.7 Tratamento e Destinação dos Resíduos Sólidos Úmidos para
Compostagem.
O item em questão está descrito com riqueza de detalhes no item 8.2.2.
8.4.8 Implantação do Programa de Aproveitamento de Madeira de Podas de
Árvores
A geração deste resíduo para o município de Planura é irrisório, todavia este
resíduo deve ser descartado junto ao RSU, visto que não possui viabilidade
econômica e técnica para seu reaproveitamento.
8.4.9 Programas de Logística Reversa
De acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (lei 121305/2012), em
seu artigo 33, incisos 1 ao VI, alega que são obrigados a implementar sistemas de
logística reversa, mediante retorno dos produtos após uso do consumidor, de forma
independente do serviço público de limpeza urbana os fabricantes, importadores,
distribuidores e comerciantes de: agrotóxicos, seus resíduos e embalagens; pilhas e
baterias; pneus; óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens; lâmpadas
fluorescentes; produtos eletroeletrônicos e seus componentes.
O município realiza a logística reversa de alguns materiais descritos no item
7.2.7, porém a grande maioria dos resíduos que devem possuir a logística reversa
são destinados junto aos RSD.
Cabe ao município criar outros convênios com as empresas responsáveis por
estes produtos com o objetivo de mobilizar a população quanto a descarte correto
destes resíduos.
Após convênios firmados, distribuir em locais estratégicos pontos de coletas
destes resíduos. Enquanto as embalagens e resíduos de agrotóxicos, possuir uma
fiscalização mais rígida quanto a devolução destes resíduos, uma vez que possuem
alto índice de contaminação.
8.4.10 Programas de Trabalhos Junto a Segmentos da Economia Local
PLANO MUNICIPAL DE
..
SANEAMENTO Terra •AMVALE BASICO
78
O município pode sugerir parcerias de gerenciamento de resíduos junto a
setores da economia.
Sugerir convênio para destinação dos RSS, aonde todos os
estabelecimentos do setor irão se organizar e realizar a destinação correta aos
seus resíduos em parceria com a prefeitura. Outro exemplo seria a distribuição de
ponto de coleta dos itens da logística reversa nos locais que os mesmo são
comercializados, assim incentivando os consumidores a descartar corretamente
estes resíduos.
8.4.11 Ampliações da Participação Pública
A Participação Pública, conta com interação dos munícipes que serão
afetados de alguma forma, por propostas ou resoluções presentes neste plano. É de
grande importância para a administração pública, discutir melhorias e informar aos
cidadãos envolvidos para que juntos possam tomar decisões corretas onde todos
sejam beneficiados.
Para ampliar esta participação pública, faz necessárias reuniões com
associações de bairros, em escolas, e outros setores da sociedade, para que sejam
discutidas melhores alternativas quanto ao gerenciamento integrado de resíduos
sólidos do município.
9 PROGRAMAÇÃO TEMPORAL DE ADESÃO DAS PROPOSTAS
As propostas descritas no item 8.0 necessitam de um Plano de Execução que
oriente a sua aplicação e estabeleça prazos como metas de conclusão das
atividades. Sendo assim, foram divididas as ações, projetos e programas em três
horizontes temporais distintos: Imediatos até 3 ano; Curto Prazo de 40 ao 81anos;
médio prazo de 9° ao 12 1anos e; longo prazo de 13 1ao 201anos.
As tabelas abaixo demonstram o horizonte de adesão das propostas.
PLANO MUNICIPAL DE 3€ SANEAMENTO Terra A~
BASICO
Tabela 26 - Planeiamento para adesão das propostas imediatas
Criação do Comitê Avaliativo
Criação da Controladoria
Combate a pontos de disposição irregular de resíduos
Criação/revisão do código de postura
Criação/revisao do código de edificação
Destinação Ambientalmente adequada dos RSD
Fonte: Terra Assessoria Ambiental
Tabela 27 - Planejamento a curto orazo.
Implementação de projetos de educação ambiental
Compra de equipamentos para adesão da coleta seletiva
Implantação da coleta seletiva
Criação da Lei de parcelamento do solo
Criação da lei de zoneamento urbano
Instituir coleta em toda zona rural
Inicio da Implantação de cooperativas de coleta seletiva
Exigir de todos os estabelecimentos de saúde destinação correta do RSS
Coleta e disposição ambientalmente adequada dos ROA
Fonte: Terra Assessoria Ambiental.
Tabela 28 - Planejamento a médio Prazo
Implantação de rede de Ecopontos
Adesão de Programas para a Logística Reversa
Iniciar o projeto do aterro no sistema de consórcio
Fonte: Terra Assessoria Ambiental.
Tabela 29 - Planejamento a longo prazo.
Monitoramento e revisão das propostas
Implantação de coleta mecanizada de RSD
Criação do aterro para RCC
Criação de Área de Transbordo e Triagem
Implantação de Usina de Triagem e compostagem dos RSU
Fonte: Terra Assessoria Ambiental
ri,]
o
PLANO MUNICIPAL DE
.
SANEAMENTO
BASICO OAMVALE
10 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O diagnóstico realizado em Planura - MG mostrou que o município há muito
que fazer na questão de gerenciamento de resíduos, uma vez que possui muitas
problemáticas no descarte de seus resíduos e poucas práticas adequadas para
mudar este cenário.
Um passo para melhorar o gerenciamento dos resíduos, já está sendo dado
com a implementação de programas de educação ambiental em escolas, ficando
assim mais fácil colocar em prática as propostas de planejamento a curto, médio e
logo prazo.
Mas para melhorar o desempenho no âmbito de gerenciamento de resíduos
sólidos se faz necessário que este cumpra os programas, alcançando os objetivos e
cumprindo as metas e ações propostas neste plano.
Sendo o plano criado para um horizonte de 20 anos, é necessário que o
município revise e atualize (de 04 (quatro) em 04 (quatro) anos) os dados, e crie
novas proposições, de acordo com as necessidades atuais do município.
Vale ressaltar que deve partir da administração municipal, a discussão junto à
sociedade com intuito de decidir a melhor forma para o gerenciamento dos resíduos
sólidos.
.S&NEAMENTO
PLANO MUNICIPAL DE
* BASICO
Terra Ambertal AMV A L E
81
11 REFERÊNCIAS
ANDRADE, J.B.L. (1992). Determinação da composição gravimétrica, peso
específico e teor de umidade dos resíduos sólidos produzidos na Cidade de Manaus.
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MLIM
TerraAmbiental
Assessoria Ambiental Jurídica e Técnica