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materia nº 155/2014

Tipo Projeto de Decreto Legislativo
Número / Ano 155 / 2014
Date 2014-10-07
EmentaOUTORGA TÍTULO DE CIDADÃO HONORÁRIO E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.
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PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 155 / 2014
OUTORGA TÍTULO DE CIDADÃO
HONORÁRIO E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.
A Presidente da Câmara Municipal de Rio Pomba, Estado de Minas Gerais, no 
uso de suas atribuições regimentais; tendo em vista o art. 22, inciso XIV, da Lei 
Orgânica Municipal; bem como o disposto no art. 48, inciso V, alínea "e", do 
Regimento Interno da Câmara; observadas as disposições da Resolução nº 256/2006;
faz saber que a Câmara Municipal, em Sessão Plenária, aprovou, e ela promulga o 
seguinte Decreto Legislativo:
Art. 1º A Câmara Municipal de Rio Pomba outorga o título de Cidadão
Honorário ao senhor Francisco Fábio Rodrigues de Medeiros.
Art. 2º A entrega do título acontecerá em sessão solene, ficando a Presidência 
da Câmara autorizada a tomar as providências necessárias.
Art. 3º As despesas decorrentes da execução deste Decreto correrão à conta 
própria do orçamento vigente.
Art. 4º Este Decreto Legislativo entra em vigor na data da sua publicação.
Rio Pomba, Estado de Minas Gerais, Plenário Presidente Tancredo de
Almeida Neves, 24 de setembro de 2014;
247º da Fundação e 182º da Emancipação.
VEREADORA MARIA DO CARMO VIEIRA DA SILVA GOMES
- Projeto de Decreto Legislativo nº 155/2014
JUSTIFICATIVA:
Francisco Fábio Rodrigues de Medeiros é o primogênito dentre os 07 filhos do 
casal Estelita e Ademar Agápito de Medeiros.
Nascido em Santa Luzia, no Seridó Paraibano, cidade onde residiu durante a sua 
primeira infância. Aos 11 anos, por vontade própria, foi estudar na Escola Apostólica 
São Vicente de Paula, em Caucaia, nas cercanias de Fortaleza, capitão do Ceará.
Foi aí que se iniciou o seu período de aventuras. Já na viagem da partida, Chico 
e os seus cinco companheiros conterrâneos foram vítimas de um acidente ferroviário.
Alguns dos vagões do trem que os conduzia da cidade de Souza, na Paraíba, até 
Fortaleza, saíram do trilho e tombaram, deixando-os na condição de caminhar a pé por 
alguns quilômetros, carregando malas, até a fronteira de Santa Helena, ainda em 
território paraibano.
No Ceará, Chico permaneceu por um semestre letivo, quando desistiu de ser 
padre e voltou à Paraíba. Estudou na cidade de Patos até concluir o antigo primeiro 
grau. Morava na casa de seus avós maternos, juntamente com suas duas irmãs, sua 
bisavó, três primas e uma tia flutuante. Era uma casa sempre cheia e alegre.
Mudou-se para João Pessoa para estudar o segundo grau, período em que foi 
companheiro de residência das celebridades, o compositor Vital Farias e o atual 
Senador da República, Cícero Lucena.
Também foi aí que apareceu uma luz na sua vida, que o ilumina até hoje e que 
se chama Rosa. Ingressou no curso de Meteorologia da Universidade Federal da 
Paraíba – UFPB, na cidade serrana de Campina Grande, onde, segundo ele, passou 
muita fome.
Então surgiu uma vaga no Banco do Brasil que, através de concurso público, 
Chico ocupou, tomando a decisão de abandonar a universidade e indo assumir o 
emprego na cidade de Catolé do Rocha, Alto Sertão da Paraíba. Ao chegar à agência 
para se apresentar, o vigilante não permitiu que ele entrasse, fechou a porta e foi até o 
gerente comunicar que havia uma criança procurando-o. Somente após a identificação 
documental Chico teve acesso ao interior para iniciar o seu trabalho.
Em seguida, transferiu-se para Parelhas, no Seridó Norterriograndense. 
Enquanto isso, Rosa se encontrava em João Pessoa, cursando odontologia pela UFPB, 
até que se formou e foi trabalhar em Ubá/MG.
Chico, como não suportou o escuro, imediatamente procurou uma vaga nas 
agências mais próximas de Ubá, e em busca da sua lanterna, veio parar aqui em Rio 
Pomba no ano de 1981.
Foi então que se tornou CHICO CAICÓ, por ter chegado em um Chevette com 
placas daquela cidade. Os dois se casaram lá na Paraíba e, em 1984, fixaram residência 
aqui, quando já traziam sua filha, a ubaense Taís.
Em seguida vieram Daniel e Elisa, que formam hoje uma bela família. Chico 
consegue atrair pessoas de bem ao seu convívio e perpetuar a amizade dos que passam 
pela agência do Banco do Brasil de Rio Pomba, cuja dedicação extrema, assim como à 
AABB - Associação Atlética do Banco do Brasil, o faz parecer até o “dono” dessas 
instituições.
Aliás, certamente que o fato da agência do Banco do Brasil de Rio Pomba ser 
tão bem sucedida se deve, dentre outros fatores, ao empenho de profissionais 
dedicados como Francisco Fábio.
Facilmente agrega-se às famílias, que por sua vez o adotam como se fosse por 
laços de DNA. Dispensa um olhar especial a trabalhos sociais através da Maçonaria e 
do Rotary. Recentemente, o seu espírito aventureiro, que o acompanha desde criança, 
inspirou a criação do Grupo Andarilhos de Rio Pomba, que congraça amizade, esporte 
e lazer.
Apesar de ter se tornado um cidadão riopombense, apreciador da comida 
mineira, Chico Caicó nunca cortou o cordão que o liga à Paraíba, pois viaja 
frequentemente para aquelas paragens para visitar seus pais, irmãos, cunhados, 
sobrinhos e amigos.
Ao certo não podemos afirmar se o Chico é, na verdade, um santa-luziense 
mineiro ou um riopombense paraibano. Mas podemos afirmar que, agora com esse 
título de cidadão honorário riopombense, o placar pesará a favor de Rio Pomba em 2 a 
1 contra Santa Luzia.
Rio Pomba, Estado de Minas Gerais, Plenário Presidente Tancredo de
Almeida Neves, 24 de setembro de 2014;
247º da Fundação e 182º da Emancipação.
VEREADORA MARIA DO CARMO VIEIRA DA SILVA GOMES

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