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materia nº 19/2014

Tipo Moção
Número / Ano 19 / 2014
Date 2014-12-18
EmentaMOÇÃO DE APLAUSOS A INÁ MARTINS MENEZES.
native_id529

Autoria

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EXMA. SRA. PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE RIO POMBA – MG.
MOÇÃO Nº 19 / 2014
MOÇÃO DE APLAUSOS A INÁ 
MARTINS MENEZES.
O Vereador signatário, no uso de suas prerrogativas legais, vem apresentar 
ao Plenário da Câmara a MOÇÃO abaixo para que, após tramitação regimental, 
se aprovada, seja encaminhada à sra. Iná Martins Menezes, Coordenadora 
da Biblioteca Municipal Poeta Péricles de Queiróz - Casa da Leitura.
A Câmara Municipal de Rio Pomba aplaude à sra. Iná Martins 
Menezes, Coordenadora da Biblioteca Municipal Poeta Péricles de 
Queiróz - Casa da Leitura, pela relevância educacional, literária e 
cultural dos projetos implantados através da biblioteca.
J U S T I F I C A T I V A:
Iná Martins Menezes começou a trabalhar na Prefeitura em outubro de 
1985, na Biblioteca. Em 1990, foi para a Junta do Serviço Militar, onde 
permaneceu até o ano 2000. Em 2001 retornou à Biblioteca.
Iná é casada com Jorge Luís Alves Menezes, com quem tem os filhos 
Isaac Martins Menezes e Sara Martins Menezes. O casal gerou ainda o filho 
Gabriel, mas Deus o chamou de volta no dia após o seu nascimento. O filho 
Isaac, casado com Bruna, lhe presenteou com o neto Gabriel.
Seu sonho sempre foi que a biblioteca tivesse uma sede própria e 
adequada, que tornasse possível concretizar seus planos. Iná procurou o sr. 
Prefeito, Dr. Fernando Antônio Dutra Macedo, que lhe deu autorização para 
encontrar uma sede para a biblioteca, como aconteceu.
Fazendo um retrospecto, o ano de 1970 foi marcado pela inauguração da 
Biblioteca Poeta Péricles de Queiroz, na cidade de Rio Pomba. Esse nome lhe foi 
dado em homenagem ao poeta que nasceu e viveu na cidade. A princípio, era
localizada no prédio da Prefeitura Municipal, em um espaço sem condições para 
receber o acervo e o público. Esse era limitado e insuficiente para o 
desenvolvimento de novos projetos. Assim, a biblioteca precisava de espaço 
próprio, onde seria possível incentivar a leitura. Seria um ambiente mágico para 
os leitores, um local confortável e propício à leitura.
Depois de intensas solicitações e procuras pela funcionária Iná, foi 
encontrada uma casa em condições favoráveis. Então em maio de 2012, criou-se 
a Casa da Leitura de Rio Pomba, composta da Biblioteca Poeta Péricles de 
Queiroz e a sala de Leitura Maria Anna Mariosa Caiafa. 
Pode-se afirmar que a Casa da Leitura foi um ganho para a cidade de Rio 
Pomba em relação à cultura e ao conhecimento. Ela possui localização notável e 
de fácil acesso. É notável o aumento do número de visitantes e de empréstimos 
de livros, comprovando assim o interesse da população em levar livros para casa 
e/ou ficar na própria sede lendo.
Já na inauguração da Casa da Leitura o projeto de contadores de histórias 
foi montado, sendo então dois sonhos concretizados. 
Outro projeto criado por Iná foi a “Hora do Leitor”, onde são espalhados 
livros pelo quintão, varanda, cozinha e as crianças têm a liberdade de escolher o 
que mais lhe agrada.
De grande repercussão e um sucesso já consolidado é o “Café Cultura”, 
um misto de várias expressões artísticas numa única noite. É música, poesia, 
dança, conto de causos, teatro e contadores de histórias. Cada edição tem um 
tema e acontece também um momento de confraternização, com um lanche, e, ao 
final, a troca de livros. Uma verdadeira noite cultural.
Outro projeto implantado é o “Cine Biblioteca”, onde são apresentados às 
crianças filmes que incentivam a leitura e a defesa do meio ambiente.
Em parceria com o Banco do Brasil, o “Projeto Memória” faz exposições 
de obras de pessoas que deixaram um trabalho reconhecido, como Paulo Freire, 
Carlos Drumond de Andrade, Olavo Bilac e outros.
Em 2014 foi realizada uma exposição dos Cavaleiros da Cultura, com a 
presença dos Cavaleiros que receberam várias homenagens dos alunos e 
convidados. Todas as escolas de Rio Pomba visitaram a biblioteca nesse período 
de 30 dias de exposição.
Gostaria de abrir um espaço para comentar sobre o Projeto de Rodas de 
Contadores de Histórias, pois é o mais representativo em relação ao volume de 
público.
1 – A sua criação
A sua criação sofreria um obstáculo: onde conseguir contadores de 
história? A Casa da Leitura não possuía condições financeiras para contratá-los, 
então deveriam ser voluntários. Assim, iniciou-se a busca por esses voluntários. 
Felizmente não foi difícil. Inicialmente foram convidadas algumas integrantes da 
Associação Calor Humano, que adorou e apoiou a ideia. Essa equipe é formada 
por senhoras da sociedade. Além disso, foram convidados professores atuantes 
nas escolas e aposentados, que gostam de contar histórias. 
Notou-se a empolgação dos voluntários em participar do projeto, que teve 
resultados além do esperado. O surpreendente é que todos os contadores de 
histórias voluntários apareceram vestidos a caráter, de acordo com a história a ser 
contada. Alguns com chapéus engraçados, vestidos rodados, fantasias e vários 
adereços; alguns se apresentaram em forma de teatro. Além disso, trouxeram 
fantoches, televisão de madeira, fotos, desenhos, lápis de cores, entre outras 
coisas. Com isso o público ficava paralisado e caia na gargalhada. 
O público é composto pelos alunos das escolas públicas e particulares da 
cidade. As crianças amam fantasias e consideravam aquele momento único, não 
querendo perder nenhum segundo. Com esse momento gostoso de viagem ao 
mundo do livro, fatos inéditos são previsíveis. Chamando a atenção ao ocorrido 
com uma criança tímida e retraída, com dificuldades de se expressar. Era um 
garoto quieto, que nem falava com a professora em sala de aula. E de repente 
esse garoto, em uma explosão, começou a falar e não parou mais, surpreendendo 
a professora que disse: “Temos que fotografar isso, se eu contar ninguém irá 
acreditar. A leitura faz milagres!”
O projeto se iniciou em maio de 2012, ocorrendo seis vezes por ano, com 
duração de duas semanas e meia. Para organizar melhor as rodas, foi criado um 
cronograma para as escolas, dando oportunidade a todos os alunos de participar. 
Cada roda tem duração de 30 minutos, onde os contadores falavam e 
gesticulavam com liberdade. Acontece em uma varanda aberta em frente a um 
jardim com muito verde e colorido pelas belas flores, um espaço com várias 
acomodações. Mas, o que as crianças gostavam é de sentar no chão enquanto o 
contador de histórias andava de um lado ao outro, como se fosse um gigante. 
Em média participavam 70 alunos por roda de história, sendo alunos de 
escolas públicas e particulares da cidade. E quando os alunos voltavam para a 
sala de aula, os professores propunham atividades de acordo com a história 
contada. Além disso, alguns contadores pediam as crianças para desenhar algo. 
Mas elas iam além, muitas escreviam os trechos que mais gostaram e outras 
complementavam história. Naquele momento eles têm liberdade de expressar 
seus sentimentos, e mostrar o impacto da história em suas vidas. Portanto, esse 
projeto vem despertar nas crianças o interesse pela leitura, mostrando a elas que 
ler um livro não é uma obrigação e sim um prazer. Depois disso, as crianças 
passaram a visitar a Casa da Leitura regularmente, sejam sozinhas ou com a 
família, crescendo assim o número de leitores a cada dia. 
2 – Objetivo Geral
Incentivar a leitura entre crianças e adultos, através das rodas com 
contadores de histórias, possibilitando-os compreender a importância da leitura 
em suas vidas. 
3 – Objetivos Especificos
- Tornar a Casa da Leitura um lugar mágico para os leitores;
- Transmitir valores culturais e literários, além de levar as pessoas ao 
desejo da leitura, através das rodas de contadores de histórias;
- Traçar nova trajetória literária e cultural na cidade.
4 - Metodologia
Para o início do projeto, foi necessário encontrar contadores de histórias 
voluntários. Assim, foram procurados professores atuantes na escola da cidade e 
professores aposentados, além de pessoas da sociedade. Assim, totalizou-se 14 
contadores de histórias, que informaram suas disponibilidades e possibilitaram a 
elaboração de um cronograma. A construção do mesmo foi realizada junto às 
escolas, para que todos os alunos tivessem oportunidade de participar.
De acordo com as datas e horários determinados, os professores e alunos 
encaminham-se à Casa da Leitura, onde são recebidos e registram sua presença 
em um livro. Logo são encaminhados para a varanda e se acomodam em formato 
de roda, todos sentados ao chão como as crianças desejam. 
Assim, dá-se início às histórias. As entradas dos contadores são sempre 
empolgantes para os alunos. Eles entram trajados com fantasias e adereços, 
fazendo graça para a criançada. Quando estão todos quietos iniciava-se a história, 
que é contada com gestos, gritos, falando baixinho, falando alto, imitando 
personagens, dançando, e outras criatividades que viam à mente do contador. 
Todos contadores têm liberdade de contar histórias que conhecem e gostam. 
Além disso, têm liberdade de falar, gesticular, interagir com as crianças, usar 
fantoches, mostrar desenhos e chuva de papel. Surpreendendo a todos pela 
criatividade e ineditismo. 
E quando termina a história, as crianças começam a conversar entre sim, 
outras propõem outro final e até mesmo completam a história, despertando a 
habilidade criativa. Essa era expressa quando os mesmos voltavam para a sala de 
aula. Os professores propõem que eles elaborem desenhos, redações, colagem, 
etc. Os resultados são impressionantes. Os trabalhos são colados dentro de sala e 
ao final do bimestre entregues aos pais. 
5 - Avaliação
O projeto foi realizado com sucesso, ultrapassando os resultados 
esperados e tendo recorde de público. Mas, não seria possível sem o apoio das 
escolas e dos contadores de histórias. Além disso, com o início do projeto o 
número de visitantes na Casa da Leitura dobrou em relação ao ano anterior do 
início do projeto.
As crianças visitavam a Casa da Leitura com as professoras, mas voltavam 
em horário diferente de seu turno escolar. Desde então a Casa da leitura está com 
uma cara nova, não fica mais vazia como antigamente. Como a frequência, os 
números de cadastros também aumentaram e continuam a crescer a cada dia.
Os alunos apresentaram grandes resultados em seu rendimento escolar,
pois as rodas de histórias despertaram o desejo neles de ser um contador de 
histórias. Depois da aula os alunos se reúnem na Casa da Leitura para ler livros 
de histórias para seus amigos. 
Hoje está ainda melhor, pois além dos contadores de história na Casa da 
Leitura começou-se a fazer uma biblioteca itinerante com os contadores nas 
escolas também. E foi o maior sucesso desde que se começou a ir mais vezes nas 
escolas e revezando-se com a biblioteca.
Com o tempo, muitos contadores, por motivos particulares, deixaram o 
projeto, mas sempre aparecem outros e assim o projeto não parou.
Hoje são 13 contadores de histórias engajados, cada com a sua motivação 
própria e um grande desejo de contar histórias. São contadores de histórias
voluntários que doam um tempo do seu dia para transformar o conto de histórias 
em arte, magia e alegria.
Seus nomes são:
Maria Luiza Velloso Furtado Isaura Fialho Barbosa
Kleber de Oliveira Lysvovo Reis
Tânia Maria Alves Menezes Nádia Menezes
Rita Luísa Fellipe Soares
Leticia Soares Jaciléa Baesso
Gabriel Salomão Ozório Dalila Arantes Mageste
Jucélio Ricardo de Faria
Sabemos que tudo o que se faz com amor só pode dar certo. Quando se 
começou a pensar este projeto, a sua idealizadora já sabia que seria uma forma de 
mudar a cara da biblioteca e a visão das crianças de ter um livro na mão. Isso e 
muito mais tem acontecido. São historias lindas dentro do projeto.
Voltando a falar da nossa homenageada, Iná, não cabe em si mesma pela 
concretização de tantos projetos, mas ainda tem o sonho de dispor de um lugar 
coberto para realizar os eventos da Casa da Leitura, podendo abrigar com mais 
conforto os convidados.
Além, disso, é evidente o seu amor pelo trabalho que realiza e a gratidão 
que demonstra ao sr. Prefeito, Dr. Fernando Macedo, e à Secretária de Educação, 
Viviane Gomes Vieira, pelo apoio irrestrito.
Os senhores e as senhoras podem ter certeza: Iná Martins Menezes ainda 
tem muitos sonhos guardados e, se Deus quiser, os veremos um a um sendo 
implantados, contribuindo e muito para o crescimento de Rio Pomba e sua gente.
Nos termos do art. 139, parágrafo único, do Regimento Interno, solicito a 
autorização plenária para que a homenageada seja convidada a receber esta 
moção em sessão da Câmara, e que esse convite seja extensivo aos Contadores 
de História.
Rio Pomba/MG, 15 de dezembro de 2014;
247º da Fundação e 182º da Emancipação.
VEREADOR JORGE LUÍS MARTINS SOARES

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