| Tipo | Lei Ordinária |
|---|---|
| Número / Ano | 844 / 2019 |
| Date | 2019-11-28 |
| Ementa | Estabelece a Política Municipal de Saneamento Básico do Município de Tocos do Moji, institui o Plano Municipal de Saneamento Básico e dá outras providências. |
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MUNICÍPIO DE TOCOS DO MOJI
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LEI Nº 844/2019
Estabelece a Política Municipal de
Saneamento Básico do Município de Tocos
do Moji, institui o Plano Municipal de
Saneamento Básico e dá outras providências.
O PREFEITO MUNICIPAL DE TOCOS DO MOJI, Estado de Minas Gerais, no uso das
atribuições que me confere o art. 85, inciso VII, da Lei Orgânica do Município, faço saber que
a CÂMARA MUNICIPAL APROVOU e eu SANCIONO e promulgo a seguinte Lei:
CAPÍTULO I
DA POLÍTICA MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Seção I
Das Disposições Preliminares
Art. 1º A Política Municipal de Saneamento Básico reger-se-á pelas disposições desta
Lei, observando as disposições da Lei Orgânica do Município, promulgada em 1997, e suas
emendas e da Lei nº 420, de 23 de abril de 2009, que dispõe sobre a política de
desenvolvimento e de expansão urbana do Município de Tocos do Moji, institui o Plano
Diretor Participativo de Desenvolvimento Sustentável e dá outras providências, e demais
leis, regulamentos e normas administrativas deles decorrentes e tem por finalidade
assegurar a proteção da saúde da população e a salubridade do meio ambiente urbano e
rural, além de disciplinar o planejamento e a execução das ações, obras e serviços de
saneamento básico do Município.
Art. 2º Para os efeitos desta lei considera-se:
I - saneamento básico: conjunto de serviços, infraestruturas e instalações
operacionais de:
a) abastecimento de água potável: constituído pelas atividades, infraestruturas e
instalações necessárias ao abastecimento público de água potável, desde a captação até as
ligações prediais e respectivos instrumentos de medição;
b) esgotamento sanitário: constituído pelas atividades, infraestruturas e instalações
operacionais de coleta, transporte, tratamento e disposição final adequados dos esgotos
sanitários, desde as ligações prediais até o seu lançamento final no meio ambiente;
c) limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos: conjunto de atividades,
infraestruturas e instalações operacionais de coleta, transporte, transbordo, tratamento e
destino final do lixo doméstico e do lixo originário da varrição e limpeza de logradouros e
vias públicas;
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d) drenagem e manejo das águas pluviais urbanas: conjunto de atividades,
infraestruturas e instalações operacionais de drenagem urbana de águas pluviais, de
transporte, detenção ou retenção para o amortecimento de vazões de cheias, tratamento e
disposição final das águas pluviais drenadas nas áreas urbanas;
II - universalização: ampliação progressiva do acesso de todos os domicílios ocupados
ao saneamento básico;
III - controle social: conjunto de mecanismos e procedimentos que garantem à
sociedade informações, representações técnicas e participações nos processos de
formulação de políticas, de planejamento e de avaliação relacionados aos serviços públicos
de saneamento básico;
IV - subsídios: instrumento econômico de política social para garantir a
universalização do acesso ao saneamento básico, especialmente para populações e
localidades de baixa renda;
V - localidade de pequeno porte: vilas, aglomerados rurais, povoados, núcleos,
lugarejos e aldeias, assim definidos pela fundação Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística - IBGE.
Art. 3º Os recursos hídricos não integram os serviços públicos de saneamento básico.
Parágrafo único. A utilização de recursos hídricos na prestação de serviços públicos
de saneamento básico, inclusive para disposição ou diluição de esgotos e outros resíduos
líquidos, é sujeita a outorga de direito de uso, nos termos da Lei Federal nº 9.433, de 8 de
janeiro de 1997.
Art. 4º Não constitui serviço público a ação de saneamento executada por meio de
soluções individuais.
Art. 5º Compete ao Município organizar e prestar diretamente os serviços de
saneamento básico de interesse local.
§ 1º Os serviços de saneamento básico deverão integrar-se com as demais funções
essenciais de competência municipal, de modo a assegurar prioridade para a segurança
sanitária e o bem-estar de seus habitantes.
§ 2º A prestação de serviços públicos de saneamento básico no Município poderá ser
realizada por:
I - órgão ou pessoa jurídica pertencente à Administração Pública municipal, na forma
da legislação.
II - pessoa jurídica de direito público ou privado, desde que aprovado pela Câmara
Municipal e atendidos os requisitos da Constituição Federal e da Lei Federal nº 11.445, de 5
de janeiro de 2007.
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Seção II
Dos Princípios
Art. 6º A Política Municipal de Saneamento Básico orientar-se-á pelos seguintes
princípios:
I - universalização do acesso;
II - integralidade, compreendida como o conjunto de todas as atividades e
componentes de cada um dos diversos serviços de saneamento básico, propiciando à
população o acesso na conformidade de suas necessidades e maximizando a eficácia das
ações e resultados;
III - abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana e manejo dos
resíduos sólidos realizados de formas adequadas à saúde pública e à proteção do meio
ambiente;
IV - disponibilidade, em todas as áreas urbanas, de serviços de drenagem e de manejo
das águas pluviais adequados à saúde pública e à segurança da vida e do patrimônio público e
privado;
V - adoção de métodos, técnicas e processos que considerem as peculiaridadeslocais e
regionais;
VI - articulação com as políticas de desenvolvimento urbano e regional, de habitação,
de combate à pobreza e de sua erradicação, de proteção ambiental, de promoçãoda saúde e
outras de relevante interesse social voltadas para a melhoria da qualidade de vida, para as
quais o saneamento básico seja fator determinante;
VII - eficiência e sustentabilidade econômica;
VIII - utilização de tecnologias apropriadas, considerando a capacidade de pagamento
dos usuários e a adoção de soluções graduais e progressivas;
IX - transparência das ações, baseada em sistemas de informações e processos
decisórios institucionalizados;
X - controle social;
XI - segurança, qualidade e regularidade;
XII - integração das infraestruturas e serviços com a gestão eficiente dos recursos
hídricos.
Seção III
Dos Objetivos
Art. 7º São objetivos da Política Municipal de Saneamento Básico:
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I - contribuir para o desenvolvimento e a redução das desigualdades locais, a geração
de emprego e de renda e a inclusão social;
II - priorizar planos, programas e projetos que visem à implantação e ampliação dos
serviços e ações de saneamento básico nas áreas ocupadas por populações de baixa renda;
III - proporcionar condições adequadas de salubridade sanitária às populações rurais
e de pequenos núcleos urbanos isolados;
IV - assegurar que a aplicação dos recursos financeiros administrados pelo poder
público dê-se segundo critérios de promoção da salubridade sanitária, de maximização da
relação benefício-custo e de maior retorno social;
V - incentivar a adoção de mecanismos de planejamento, regulação e fiscalização da
prestação dos serviços de saneamento básico;
VI - promover alternativas de gestão que viabilizem a autossustentação econômica e
financeira dos serviços de saneamento básico, com ênfase na cooperação com os governos
estadual e federal, bem como com entidades municipalistas, com aprovação do Poder
Legislativo Municipal;
V - promover o desenvolvimento institucional do saneamento básico, estabelecendo
meios para a unidade e articulação das ações dos diferentes agentes, bem como do
desenvolvimento de sua organização, capacidade técnica, gerencial, financeira e de recursos
humanos contemplados as especificidades locais;
VI - fomentar o desenvolvimento científico e tecnológico, a adoção de tecnologias
apropriadas e a difusão dos conhecimentos gerados de interesse para o saneamento básico;
VII - minimizar os impactos ambientais relacionados à implantação e desenvolvimento
das ações, obras e serviços de saneamento básico e assegurar que sejamexecutadas de acordo
com as normas relativas à proteção do meio ambiente, ao uso e ocupação o solo e à saúde.
Seção IV
Das Diretrizes Gerais
Art. 8º A execução da política municipal de saneamento básico será de competência
do órgão de administração específica equivalente à Secretaria Municipal, atualmente o
Departamento de Obras, Serviços Públicos e Meio Ambiente, que distribuirá de forma
transdisciplinar a todos os demais departamentos, respeitadas as suas competências.
Art. 9º A formulação, implantação, funcionamento e aplicação dos instrumentos da
Política Municipal de Saneamento Básico orientar-se-ão pelas seguintesdiretrizes:
I - valorização do processo de planejamento e decisão sobre medidas preventivas
para evitar o crescimento caótico de qualquer tipo, objetivando resolver problemas de
dificuldade de drenagem e disposição de esgotos, poluição e a ocupação territorial sem a
devida observância das normas de saneamento básico previstas nesta lei, no Plano Municipal
de Saneamento Básico e demais normas municipais;
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II - adoção de critérios objetivos de elegibilidade e prioridade, levando em
consideração fatores como nível de renda e cobertura, grau de urbanização, concentração
populacional, disponibilidade hídrica, riscos sanitários, epidemiológicos e ambientais;
III - coordenação e integração das políticas, planos, programas e ações
governamentais de saneamento, saúde, meio ambiente, recursos hídricos, desenvolvimento
urbano e rural, habitação, uso e ocupação do solo;
IV - atuação integrada dos órgãos públicos municipais, estaduais e federais de
saneamento básico;
V - consideração às exigências e características locais, à organização social e às
demandas socioeconômicas da população;
VI - prestação dos serviços públicos de saneamento básico orientada pela busca
permanente da universalidade e qualidade;
VII - ações, obras e serviços de saneamento básico planejados e executados de
acordo com as normas relativas à proteção ao meio ambiente e à saúde pública, cabendo
aos órgãos e entidades por elas responsáveis o licenciamento, a fiscalização e o controle
dessas ações, obras e serviços, nos termos de sua competência legal;
VIII - a bacia hidrográfica deverá ser considerada como unidade de planejamento para
fins e elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico, compatibilizando-se com o
Plano Municipal de Saúde e de Meio Ambiente, com o Plano Diretor Municipal e com o
Plano Diretor de Recursos Hídricos da região, caso existam;
IX - incentivo ao desenvolvimento científico na área de saneamento básico, a
capacitação tecnológica da área, a formação de recursos humanos e a busca de alternativas
adaptadas às condições de cada local;
X - adoção de indicadores e parâmetros sanitários e epidemiológicos e do nível de
vida da população como norteadores das ações de saneamento básico;
XI - promoção de programas de educação sanitária;
XII - estímulo ao estabelecimento de adequada regulação dos serviços;
XIII - garantia de meios adequados para o atendimento da população rural dispersa,
inclusive mediante a utilização de soluções compatíveis com suas características econômicas
e sociais peculiares.
CAPÍTULO II
DO SISTEMA MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
Seção I
Da Composição
Art. 10. A Política Municipal de Saneamento Básico contará, para execução das ações
dela decorrentes, com o Sistema Municipal de Saneamento Básico.
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Art. 11. O Sistema Municipal de Saneamento Básico fica definido como o conjunto de
agentes institucionais que no âmbito das respectivas competências, atribuições,
prerrogativas e funções, integram-se, de modo articulado e cooperativo, para a formulação
das políticas, definição de estratégias e execução das ações de saneamento básico.
Art. 12. O Sistema Municipal de Saneamento Básico é composto dos seguintes
instrumentos:
I - Plano Municipal de Saneamento Básico;
II - Conselho Municipal de Saneamento Básico;
III - Fundo Municipal de Saneamento Básico;
IV - Sistema Municipal de Informações em Saneamento Básico;
V - Conferência Municipal de Saneamento Básico.
Seção II
Do Plano Municipal de Saneamento Básico
Art. 13. Fica instituído o Plano Municipal de Saneamento Básico, Anexo II desta Lei,
documento destinado a articular, integrar e coordenar recursos tecnológicos, humanos,
econômicos e financeiros, com vistas ao alcance de níveis crescentes de salubridade
ambiental para a execução dos serviços públicos de saneamento básico, em conformidade
com o estabelecido na Lei Federal nº 11.445/2007.
Art. 14. O Plano Municipal de Saneamento Básico contemplará um período de 20
(vinte) anos e contém, como principais elementos:
I - diagnóstico da situação atual e seus impactos nas condições de vida, com base em
sistema de indicadores sanitários, epidemiológicos, ambientais, socioeconômicos e
apontando as principais causas das deficiências detectadas;
II - objetivos e metas de curto, médio e longo prazo para a universalização, admitindo
soluções graduais e progressivas, observando a compatibilidade com os demais planos
setoriais;
III - programas, projetos e ações necessárias para atingir os objetivos e as metas, de
modo compatível com os respectivos planos plurianuais, identificando possíveis fontes de
financiamento;
IV - ações para emergências e contingências;
V - mecanismos e procedimentos para a avaliação sistemática da eficiência e eficácia
das ações programadas;
VI - adequação legislativa conforme legislação federal vigente.
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Art. 15. O Plano Municipal de Saneamento Básico, instituído por esta lei, será avaliado
anualmente e revisado a cada 4 (quatro) anos.
§ 1º O Poder Executivo Municipal deverá encaminhar as alterações decorrentes da
revisão prevista no caput à Câmara dos Vereadores, devendo constar as alterações, caso
necessário, a atualização e a consolidação do plano anteriormente vigente.
§ 2º A proposta de revisão do Plano Municipal de Saneamento Básico deverá seguir
as diretrizes dos planos das bacias hidrográficas em que estiver inserido, bem como
elaborada em articulação com a prestadora dos serviços, se esses houverem sido delegados.
§ 3º A delegação de serviço de saneamento básico não dispensa o cumprimento pelo
prestador do respectivo Plano Municipal de Saneamento Básico em vigor à época da
delegação e suas revisões posteriores.
§ 5º O Plano Municipal de Saneamento Básico, dos serviços públicos de
abastecimento de água e esgotamento sanitário engloba integralmente o território do ente
do Município.
Art. 16. Na avaliação e revisão do Plano Municipal de Saneamento Básico, tomar-seá por base o relatório sobre a salubridade ambiental do Município.
Art. 17. O processo de revisão do Plano Municipal de Saneamento Básico dar-se-á com
a participação da população.
Seção III
Do Controle Social de Saneamento Básico
Art. 18. Fica criado, o Conselho Municipal de Saneamento Básico, de caráter
consultivo, sendo assegurada a representação de forma paritária das organizações nos
termos da Lei Federal nº 11.445, de 05 de janeiro de 2007, de, pelo menos, um
representante:
I – dos titulares de serviço;
II – de órgãos do governo municipal relacionado ao setor de Saneamento Básico;
III – dos prestadores de serviços públicos;
IV – dos usuários de saneamento básico;
V – de entidades técnicas;
VI – de organizações da sociedade civil;
VII – de entidades de defesa do consumidor.
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§ 1º Cada segmento, entidade ou órgão indicará um membro titular e um suplente
para representá-lo no Conselho Municipal de Saneamento Básico.
§ 2º O mandato do membro do Conselho será de dois anos, podendo haver
recondução.
§ 3º O representante do Poder Público ou de organizações da sociedade civil ou de
entidades de defesa do consumidor poderá ser substituído a qualquer tempo, por nova
indicação do representado.
Art. 19. O Conselho Municipal de Saneamento Básico terá como atribuição auxiliar o
Poder Executivo na consolidação de políticas públicas e na melhoria do padrão de
organização, gestão, qualidade e transparência do Saneamento Básico Municipal.
Art. 20. O Conselho Municipal de Saneamento Básico tem a seguinte estrutura:
I - Plenário;
II - Mesa Diretora; e
III - Secretaria Executiva.
§ 1º Caberá ao Conselho Municipal de Saneamento Básico elaborar e aprovar, em
reunião, o Regimento Interno do Conselho que especificará sua competência e suas
atribuições.
§ 2º O Regimento Interno disporá sobre a competência do Plenário.
§ 3º A Mesa Diretora do Conselho será eleita dentre seus membros titulares por meio
de votação secreta.
§ 4º O Regimento Interno disporá sobre as atribuições e a composição da Mesa
Diretora do Conselho que deverá conter, no mínimo, 3 (três) membros assim discriminados:
I - Presidente;
II - Vice-Presidente; e
III - Secretário.
§ 5º O mandato do Presidente e dos demais membros da Mesa Diretora é de 2 (dois)
anos, vedada a recondução do Presidente e do Vice-Presidente, permitida uma recondução
do Secretário.
§ 6º O Conselho Municipal de Saneamento Básico reunir-se-á ordinariamente uma
vez por bimestre, no dia definido no Regimento Interno do Conselho e, extraordinariamente,
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por convocação da Mesa Diretora ou da maioria dos Conselheiros, sempre que houver
necessidade.
§ 7º No prazo de 120 (cento e vinte) dias corridos, contados da data de entrada em
vigência desta Lei, o Conselho aprovará o seu Regimento Interno.
§ 8º A Secretaria Executiva será exercida por servidor do Departamento de Obras,
Serviços Públicos e Meio Ambiente, especialmente designado para tal função.
Art. 21. O Conselho deliberará em reunião própria suas regras de funcionamento que
comporão seu Regimento Interno, a ser homologado pelo Chefe do Poder Executivo
Municipal.
Parágrafo único. As sessões do Conselho serão instaladas com a presença mínima de
50% (cinquenta por cento) dos Conselheiros.
Art. 22. As decisões do Conselho dar-se-ão, sempre, por maioria absoluta de seus
membros.
Seção III
Do Fundo Municipal de Saneamento Básico - FMSB
Art. 23. Fica criado o Fundo Municipal de Saneamento Básico - FMSB, como órgão da
Administração Municipal, vinculado ao Departamento de Obras, Serviços Públicos e Meio
Ambiente.
§ 1º Os recursos do FMSB serão aplicados exclusivamente em saneamento básico no
espaço geopolítico do Município, após consulta ao Conselho Municipal de Saneamento
Básico.
§ 2º A supervisão do FMSB será exercida na forma da legislação própria e, em
especial, pelo recebimento sistemático de relatórios, balanços e informações que permitam
o acompanhamento das atividades do FMSB, e da execução do orçamento anual e da
programação financeira aprovados pelo Executivo Municipal.
Art. 24. Os recursos do FMSB serão provenientes de:
I - repasses de valores do Orçamento Geral do município;
II - percentuais da arrecadação relativa às tarifas e às taxas decorrentes da prestação
dos serviços de captação, tratamento e distribuição de água, de coleta e tratamento de
esgotos, resíduos sólidos e serviços de drenagem urbana;
III - valores de financiamentos de instituições financeiras e organismos multilaterais
públicos ou privados, nacionais ou estrangeiros;
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IV - valores a Fundo Perdido, recebidos de pessoas jurídicas de direito privado ou
público, nacionais ou estrangeiras;
V - doações e legados de qualquer ordem.
Art. 25. O resultado dos recolhimentos financeiros será depositado em conta
bancária exclusiva e poderão ser aplicados no mercado financeiro ou de capitais de maior
rentabilidade, sendo que tanto o capital como os rendimentos somente poderão ser usados
para as finalidades específicas descritas nesta Lei.
Art. 26. O orçamento e a contabilidade do FMSB obedecerão às normas estabelecidas
pela Lei Federal nº 4.320/1964 e pela Lei Complementar Federal nº 101/2000, bem como as
instruções normativas do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais e as estabelecidas
no Plano Plurianual, nas Diretrizes para a elaboração do orçamento anual e no Orçamento
Geral do Município e de acordo com o princípio da unidade e universalidade.
Parágrafo único - Os procedimentos contábeis relativos ao FMSB serão executados
pela Contabilidade Geral do Município.
Art. 27. A administração executiva do FMSB será de exclusiva responsabilidade do
Município.
Art. 28. O Prefeito Municipal, por meio da Contadoria Geral do Município, enviará,
mensalmente, o Balancete ao Tribunal de Contas do Estado, para fins legais.
Seção IV
Sistema Municipal de Informações em Saneamento Básico
Art. 29. Fica instituído Sistema Municipal de Informações em Saneamento Básico, que
possui como objetivos:
I - coletar e sistematizar dados relativos às condições da prestação dos serviços
públicos de saneamento básico;
II - disponibilizar estatísticas, indicadores e outras informações relevantes para a
caracterização da demanda e da oferta de serviços públicos de saneamentobásico;
III - permitir e facilitar o monitoramento e avaliação da eficiência e da eficácia da
prestação dos serviços de saneamento básico.
§ 1º As informações do Sistema Municipal de Informações em Saneamento Básico
são públicas e acessíveis a todos, devendo ser publicadas por meio da Internet.
§ 2º O Sistema Municipal de Informações em Saneamento Básico deverá ser
regulamentado em 180 dias, contados da publicação desta lei.
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Seção IV
Da Conferência Municipal de Saneamento Básico
Art. 30. A Conferência Municipal de Saneamento Básico, parte do processo de
elaboração e revisão do Plano Municipal de Saneamento Básico, contará com a
representação dos vários segmentos sociais e será convocada pelo Chefe do Poder Executivo
ou pelo Conselho Municipal de Saneamento Básico.
§ 1º Preferencialmente, serão realizadas pré-conferências de saneamento básico
como parte do processo e contribuição para a Conferência Municipal de Saneamento Básico.
§ 2º A Conferência Municipal de Saneamento Básico terá sua organização e normas
de funcionamento definidas em regimento próprio, proposta pelo Conselho Municipal de
Saneamento Básico e aprovada pelo Chefe do Poder Executivo.
CAPÍTULO III
DIREITOS E DEVERES DOS USUÁRIOS
Art. 31. São direitos dos usuários dos serviços de saneamento básico prestados:
I - a gradativa universalização dos serviços de saneamento básico e sua prestação de
acordo com os padrões estabelecidos pelo órgão de regulação e fiscalização;
II - o amplo acesso às informações constantes no Sistema Municipal de Informações
em Saneamento Básico;
III - a cobrança de taxas, tarifas e preços públicos compatíveis com a qualidade e
quantidade do serviço prestado;
IV - o acesso direto e facilitado ao órgão regulador efiscalizador;
V - ao ambiente salubre;
VI - o prévio conhecimento dos seus direitos e deveres e das penalidades a que
podem estar sujeitos;
VII - a participação no processo de elaboração do Plano Municipal de Saneamento
Básico, nos termos do art. 18 desta Lei;
VIII - ao acesso gratuito ao manual de prestação do serviço e de atendimento ao
usuário.
Art. 32. São deveres dos usuários dos serviços de saneamento básicoprestados:
I - o pagamento das taxas, tarifas e preços públicos cobrados pela Administração
Pública ou pelo prestador de serviços;
II - o uso racional da água e a manutenção adequada dasinstalações hidrossanitárias
da edificação;
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III - a ligação de toda edificação permanente urbana às redes públicas de
abastecimento de água e esgotamento sanitário disponíveis;
IV - o correto manuseio, separação, armazenamento e disposição para coleta dos
resíduos sólidos, de acordo com as normas estabelecidas pelo poder público municipal;
V - primar pela retenção das águas pluviais no imóvel, visando a sua infiltração no
solo ou seu reuso;
VI - colaborar com a limpeza pública, zelando pela salubridade dos bens públicos e
dos imóveis sob sua responsabilidade;
VII - participar de campanhas públicas de promoção do saneamento básico.
CAPÍTULO IV
PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS
Art. 33. A prestação dos serviços de saneamento básico atenderá a requisitos mínimos
de qualidade, incluindo a regularidade, a continuidade e aqueles relativos aos produtos
oferecidos, ao atendimento dos usuários e às condições operacionais e de manutenção dos
sistemas, de acordo com as normas regulamentares econtratuais.
Art. 34. Toda edificação permanente urbana será conectada às redes públicas de
abastecimento de água e de esgotamento sanitário disponíveis e sujeita ao pagamento das
tarifas e de outros preços públicos decorrentes da conexão e do uso desses serviços.
§ 1º Na ausência de redes públicas de água e esgotos, serão admitidas soluções
individuais de abastecimento de água e de tratamento e disposição final dos esgotos
sanitários, observadas as normas editadas pela entidade reguladora e pelos órgãos
responsáveis pelas políticas ambiental, sanitária e de recursos hídricos.
§ 2º A instalação hidráulica predial ligada à rede pública de abastecimento de água
não poderá ser também alimentada por outras fontes.
Art. 35. Em situação crítica de escassez ou contaminação de recursos hídricos que
obrigue à adoção de racionamento, declarada pela autoridade gestora de recursos hídricos,
o ente regulador poderá adotar mecanismos tarifários de contingência, desde que
aprovados pela Câmara Municipal, com objetivo de cobrir custos adicionais decorrentes,
garantindo o equilíbrio financeiro da prestação do serviço e a gestão da demanda.
Art. 36. Os prestadores de serviços de saneamento básico deverão elaborar manual
de prestação de serviço e atendimento ao usuário e assegurar amplo e gratuito acesso ao
mesmo.
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CAPÍTULO V
ASPECTOS ECONÔMICOS E SOCIAIS
Art. 37. Os serviços públicos de saneamento básico terão a sustentabilidade
econômico-financeira assegurada, mediante remuneração pela cobrança dos serviços:
I - de abastecimento de água e esgotamento sanitário: preferencialmente na forma de
tarifas e outros preços públicos, que poderão ser estabelecidos para cada um dos serviços
ou para ambos conjuntamente;
II - de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos urbanos: taxas ou tarifas e outros
preços públicos, em conformidade com o regime de prestação do serviço ou de suas
atividades;
III - de manejo de águas pluviais urbanas: na forma de tributos, inclusive taxas, em
conformidade com o regime de prestação do serviço ou de suas atividades.
Parágrafo único. Observado o disposto nos incisos I a III do caput deste artigo, a
instituição das tarifas, preços públicos e taxas para os serviços de saneamento básico
observarão as seguintes diretrizes:
I - prioridade para atendimento das funções essenciais relacionadas à saúde pública;
II - ampliação do acesso dos cidadãos e localidades de baixa renda aosserviços;
III - geração dosrecursos necessários para realização dosinvestimentos, objetivando o
cumprimento das metas e objetivos do serviço;
IV - inibição do consumo supérfluo e do desperdício de recursos;
V - recuperação dos custos incorridos na prestação do serviço, em regime de
eficiência;
VI - remuneração adequada do capital investido pelos prestadores dos serviços;
VII - estímulo ao uso de tecnologias modernas e eficientes, compatíveis com os níveis
exigidos de qualidade, continuidade e segurança na prestação dos serviços;
VIII - incentivo à eficiência dos prestadores dos serviços.
Art. 38. Os serviços de saneamento básico poderão ser interrompidos pelo prestador
nas seguintes hipóteses:
I - situações de emergência que atinjam a segurança de pessoas e bens;
II - necessidade de efetuar reparos, modificações ou melhorias de qualquer natureza
nos sistemas;
III - negativa do usuário em permitir a instalação de dispositivo de leitura de água
consumida, após ter sido previamente notificado a respeito;
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14
IV - manipulação indevida de qualquer tubulação, medidor ou outra instalação do
prestador, por parte do usuário; e
V - inadimplemento do usuário dos serviços de saneamento básico, do pagamento
das tarifas, após ter sido formalmente notificado.
§ 1º As interrupções programadas serão previamente comunicadas ao regulador e
aos usuários.
§ 2º A suspensão dos serviços prevista nos incisos III e V do caput deste artigo será
precedida de prévio aviso ao usuário, não inferior a 30 (trinta) dias da data prevista para a
suspensão.
§ 3º A interrupção ou a restrição do fornecimento de água por inadimplência a
estabelecimentos de saúde, a instituições educacionais e de internação coletiva de pessoas e
a usuário residencial de baixa renda beneficiário de tarifa social deverá obedecer a prazos e
critérios que preservem condições mínimas de manutenção da saúde das pessoas atingidas,
de acordo com as normas do órgão de regulação.
Art. 39. Os valores investidos em bens reversíveis pelos prestadores constituirão
créditos perante o Município, a serem recuperados mediante a exploração dos serviços, nos
termos das normas regulamentares e contratuais e, quando for o caso, observada a
legislação pertinente às sociedades por ações.
§ 1º Não gerarão crédito perante o Município os investimentos feitos sem ônus para o
prestador, tais como os decorrentes de exigência legal aplicável à implantação de
empreendimentos imobiliários e os provenientes de subvenções ou transferências fiscais
voluntárias.
§ 2º Os investimentos realizados, os valores amortizados, a depreciação e os
respectivos saldos serão anualmente auditados e certificados pela entidade reguladora.
§ 3º Os créditos decorrentes de investimentos devidamente certificados poderão
constituir garantia de empréstimos aos delegatários, destinados exclusivamente a
investimentos nos sistemas de saneamento objeto do respectivo contrato.
CAPÍTULO VI
REGULAÇÃO E FISCALIZAÇÃO
Art. 40.O Município prestará diretamente a organização, a regulação, a fiscalização e a
prestação dos serviços de saneamento básico, nos termos da Constituição Federal e das Leis
Federais nº 8.987, de 13 de fevereiro de 1995; nº 11.079, de 30 de dezembro de 2004; nº
11.107, de 6 de abril de 2005; e nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007, podendo delegar tais
atribuições mediante autorização do Poder Legislativo municipal.
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15
§ 1º As atividades de regulação e fiscalização dos serviços de saneamento básico
poderão ser exercidas por autarquia com esta finalidade pertencente à própria
Administração Pública Municipal.
§ 2º Desde que haja autorização específica da Câmara Municipal, as atividades de
regulação e fiscalização dos serviços de saneamento básico poderão ser exercidas:
I - por autarquia estadual ou federal, criada com esta finalidade;
II - por órgão ou entidade de ente da Federação que o Município tenha delegado o
exercício dessas competências, obedecido ao disposto no art. 241 da Constituição Federal;
III - por consórcio público de direito público integrado pelos titulares dos serviços,
nos termos do art. 15, inciso II, da Lei Federal nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007.
Art. 41. São objetivos da regulação:
I - estabelecer padrões e normas para a adequada prestação dos serviços e para a
satisfação dos usuários;
II - garantir o cumprimento das condições e metas estabelecidas;
III - definir tarifas, com aprovação do Poder Legislativo Municipal, que assegurem
tanto o equilíbrio econômico e financeiro dos contratos como a modalidade tarifária,
mediante mecanismos que induzam a eficiência e eficácia dos serviços e que permitam a
apropriação social dos ganhos de produtividade.
Art. 42. A entidade reguladora editará normas relativas às dimensões técnica,
econômica e social de prestação dos serviços, que abrangerão, pelo menos, os seguintes
aspectos:
I - padrões e indicadores de qualidade da prestação dos serviços;
II - requisitos operacionais e de manutenção dos sistemas;
III - as metas progressivas de expansão e de qualidade dos serviços e os respectivos
prazos;
IV - regime, estrutura e níveis tarifários, bem como os procedimentos e prazos de sua
fixação, reajuste e revisão;
V - medição, faturamento e cobrança de serviços;
VI - monitoramento dos custos;
VII - avaliação da eficiência e eficácia dos serviços prestados;
VIII - plano de contas e mecanismos de informação, auditoria e certificação;
IX - subsídios tarifários e não tarifários;
X - padrões de atendimento ao público e mecanismos de participação e informação;
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16
XI - medidas de contingências e de emergências, inclusive racionamento.
§ 1º As normas a que se refere o caput deste artigo fixarão prazo para os prestadores
de serviços comunicarem aos usuários as providências adotadas em face de queixas ou de
reclamações relativas aos serviços.
§ 2º As entidades fiscalizadoras deverão receber e se manifestar conclusivamente
sobre as reclamações que, a juízo do interessado, não tenham sido suficientemente
atendidas pelos prestadores dos serviços.
Art. 43. Os prestadores dos serviços de saneamento básico deverão fornecer à
entidade reguladora todos os dados e informações necessárias para o desempenho de suas
atividades, na forma das normas legais, regulamentares e contratuais.
§ 1º Incluem-se entre os dados e informações a que se refere o caput deste artigo
aquelas produzidas por empresas ou profissionais contratados para executar serviços ou
fornecer materiais e equipamentos específicos.
§ 2º Compreendem-se nas atividades de regulação dos serviços de saneamento
básico a interpretação e a fixação de critérios para a fiel execução dos contratos, dos
serviços e para a correta administração de subsídios.
CAPÍTULO VII
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS
Art. 44. Será instituído, em lei própria, o Fundo Municipal de Saneamento Básico, a ser
administrado em conjunto pelo Departamento de Obras, Serviços Públicos e Meio Ambiente
e o Conselho Municipal de Saneamento Básico, este criado por esta Lei.
Art. 45. Os órgãos e entidades municipais da área de saneamento básico serão
reorganizados para atender ao disposto nesta Lei, no prazo de 60 (sessenta) dias, contados
da data de sua vigência.
Art. 46. O inciso III do art. 10 da Lei nº 329, de 7 de abril de 2006, que dispõe sobre a
Estrutura Administrativa da Prefeitura Municipal de Tocos do Moji e dá outras providências,
passa a vigorar acrescido da seguinte alínea “p)”:
“Art. 10. (...):
(...);
III – (...):
(...);
p) Conselho Municipal de Saneamento Básico.”
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17
Art. 47. O Anexo Único da Lei nº 329, de 7 de abril de 2006, passa a vigorar com a
redação dada pelo Anexo I da presente Lei.
Art. 48. Faz parte integrante desta Lei, como Anexo II, o Plano Municipal de
Saneamento Básico, ora instituído.
Art. 49. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Tocos do Moji, MG, 28 de novembro de 2019.
ANTÔNIO RODRIGUES DA SILVA
Prefeito Municipal
SILVANA DE MELO SILVA
Diretora do Departamento de Administração e Fazenda
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18
ANEXO I – O ANEXO ÚNICO DA LEI Nº 329/2006 – ORGANOGRAMA DA ESTRUTURA ADMINISTRATIVA DA PREFEITURA MUNICIPAL DE TOCOS DO MOJI – PASSA A VIGORAR
COM A SEGUINTE REDAÇÃO:
PREFEITO
Gabinete do Prefeito Órgãos Colegiados:
CAE CMAS CMDRS COMEN CMS
Assessor
Jurídico
Agente de
Controle
Interno
Chefe de
Gabinete
VicePrefeito
COMTUR
Conselho
do
FUNDEB
CODEMA CMPC CMRM
CMSB CMDCA CM
Esportes
CM
Educação
COMPDEC
Conselho
Tutelar
Departamentos de:
Administração e
Fazenda
Educação
Cultura,
Esporte e
Lazer
Obras, Serviço e
Meio Ambiente
Saúde
Assistência e
Promoção
Social
Divisões de:
Recursos
Humanos
Material,
Patrimônio
e Infor
Tributação
Contábil e
Tesouraria
Ensino e
Supervisão
Escolar
Desportos,
Lazer e
Turismo
Cultura Obras e
Serviços
Água e
Esgotos
Fiscalização,
Postura e M
Ambiente
Serviço
Médico e
Odonto
Coordenação
Vigilância em
Saúde
Assistência e
Promoção
Social
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19
ANEXO II À LEI Nº 844/2019
i
PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO
DE TOCOS DO MOJI – MG
PROGNÓSTICO, PROGRAMAS,
PROJETOS E AÇÕES
MINUTA DA LEI DE REGUMENTAÇÃO DO
SANEAMENTO
TOMO II
Agosto 2019
i
02 08/2019 Revisão geral Vera Vera Vera
01 04/2019 alterado Vera Vera Vera
Revisã Data Descrição Breve Ass. do Ass. do Ass. do
PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO DE TOCOS DO MOJI-MG
Elaborado por: Vera Abreu Vilela Supervisionado por: Jaqueline S. do
Nascimento
Aprovado por: Vera Abreu Vilela
Revisão Finalidade Data
03 03 15/08/2019
Legenda Finalidade: [1] Para Informação [2] Para Comentário [3] Para Aprovação
Seletiva Consultoria e Projetos Ltda-ME
Rua Vereador Luiz Michette, nº 384 – Maracanâ
35738-000, Prudente De Morais, MG
Tel: (31) 99498-1575
ii
ELABORAÇÃO E EXECUÇÃO
SELETIVA CONSULTORIA E PROJETOS LTDA-ME
Rua Vereador Luiz Michette, nº 384 – Maracanã
35738-000, Prudente De Morais, MG
Tel: (31) 99498-1575
EQUIPE TÉCNICA
NOME FORMAÇÃO
EQUIPE CHAVE
Vera Lúcia de Abreu Vilela Engenheira Civil
Amando José Vilela Engenheiro Mecânico
Juliano Figueiroa Engenheiro Civil
Larissa Costa Silveira Bióloga
Alyne Cavalcante Engenheira Ambiental
Rômulo Cajueiro de Melo Biólogo
Jaqueline S. Nascimento Geografa
iii
AP RESENTAÇÃO
O presente documento trata-se do Plano Municipal de Saneamento Básico de
Tocos do Moji-MG, que visa estabelecer planejamento das ações de saneamento do
município, atendendo aos princípios da Política Nacional de Saneamento Básico (Lei
Nº 11.445/2007), assim como da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei Nº
12.305/2010), com vistas à melhoria da salubridade ambiental, à proteção dos
recursos hídricos e à promoção da saúde pública.
A elaboração do PMSB abrange o conjunto de serviços, infraestrutura e instalações
dos setores de saneamento básico, que, por definição, engloba abastecimento de
água; esgotamento sanitário; limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos; e
drenagem e manejo de águas pluviais urbanas.
Esse Plano foi elaborado pela empresa Seletiva Consultoria e Projetos Ltda, através
do contrato de prestação de serviço proveniente do processo licitatório 049/2018.
iv
SIGLAS E NOMENCLATURAS
AAF Autorização Ambiental de Funcionamento
ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas
ANA Agência Nacional de Águas
ANVISA Agência Nacional de Vigilância Sanitária
ATOs Arranjos Territoriais Ótimos
BPC Benefício de Prestação Continuada
CEMPRE Compromisso Empresarial com a Reciclagem
CIB Comissão Intergestores Bipartite
CIT Comissão Intergestores Tripartite
CNES Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde
CODEMA Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente
CONAMA Conselho Nacional de Meio Ambiente
COPAM Conselho Estadual de Política Ambiental
CPRM Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais
CRAS Centro de Referência de Assistência Social
DATASUS Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde
DN Deliberação Normativa
EEAB Estação de Elevatória de Água Bruta
EMATER Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de
Minas Gerais
EPI Equipamentos de Proteção individual
ETA Estação de Tratamento de Água
FEAM Fundação Estadual de Meio Ambiente
GMTRS Grupo Municipal de Trabalho de Resíduos Sólidos
IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
IDHM Índice de Desenvolvimento Humano
IGAM Instituto Mineiro de Gestão das Águas
INPEV Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias
IPEA Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
LO Licença de Operação
Loas Lei Orgânica da Assistência Social
OMS Organização Mundial de Saúde
PAIF Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família
PBF Programa Bolsa Família
PGRS Plano de Gestão de Resíduos Sólidos
PGRSS Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde
PMSB Plano Municipal de Saneamento Básico
PMGIRS Plano Municipal de Gestão Integrada dos Resíduos Sólidos
v
PNAS Política Nacional de Assistência Social
RCC Resíduos Sólidos da Construção Civil
RDC Resolução da Diretoria Colegiada
REVLO Revalidação de Licença de Operação
RSD Resíduos Sólidos Domiciliares
RSLU Resíduos Sólidos de Limpeza Urbana
RSS Resíduos Sólidos de Serviços de Saúde
RSV Resíduos Sólidos Verdes
RSV Resíduos Sólidos Verdes
RV Resíduos Sólidos Volumosos
SAA Sistema de abastecimento de água para consumo humano
SAC Solução alternativa coletiva de abastecimento de água para consumo
humano
SAI Solução alternativa individual de abastecimento de água para
consumo humano
SIAM Sistema Integrado de Informação Ambiental
SIGs Sistemas de Informações Geográficas
SISAGUA Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água
SISNAMA Sistema Nacional do Meio Ambiente
SNVS Sistema Nacional de Vigilância Sanitária
Suas Sistema Único de Assistência Social
SUASA Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária
TC Tempo de concentração
UBS Unidade Básica de Saúde
UFRJ Universidade Federal do Rio de Janeiro
UPGRH Unidades de Planejamento e Gestão de Recursos Hídricos
UTC Usina de Triagem e Compostagem
VIGIAGUA Programa Nacional de Vigilância em Saúde Ambiental Relacionada à
Qualidade da Água para Consumo Humano
VMP Valor Máximo Permitido
ZCNG Zona de cisalhamento da base sul da Nappe Guaxupé
ZCNS Zona de cisalhamento da base norte da Nappe Socorr
vi
SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO................................................................................................................................................ III
SIGLAS E NOMENCLATURAS.............................................................................................................................. IV
SUMÁRIO.......................................................................................................................................................... VI
LISTA DE FIGURAS ...........................................................................................................................................VIII
LISTA DE TABELAS ............................................................................................................................................. IX
1 OBJETIVOS DO PROGNÓSTICO, PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES .........................................................13
2 DIRETRIZES METODOLÓGICAS .................................................................................................................15
2.1 PROJEÇÃO POPULACIONAL .........................................................................................................................17
2.2 PROPOSIÇÃO DE CENÁRIOS PARA OS SERVIÇOS DE SANEAMENTO.........................................................................22
3 IDENTIFICAÇÃO DAS CARÊNCIAS NOS SERVIÇOS DE SANEAMENTO........................................................86
3.1 ABASTECIMENTO DE ÁGUA .........................................................................................................................86
3.2 ESGOTAMENTO SANITÁRIO .........................................................................................................................87
3.3 RESÍDUOS SÓLIDOS ...................................................................................................................................87
3.4 DRENAGEM URBANA E MANEJO DE ÁGUAS PLUVIAIS ........................................................................................90
4 HIERARQUIZAÇÃO DAS ÁREAS DE INTERVENÇÃO PRIORITÁRIAS............................................................91
4.1 ABASTECIMENTO DE ÁGUA .........................................................................................................................91
4.2 ESGOTAMENTO SANITÁRIO.........................................................................................................................95
4.3 RESÍDUOS SÓLIDOS ...................................................................................................................................99
4.4 DRENAGEM URBANA E MANEJO DAS ÁGUAS PLUVIAIS ....................................................................................105
5 PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES .........................................................................................................109
5.1 PROGRAMAS E AÇÕES PARA O SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA ...............................................................109
5.2 PROGRAMAS E AÇÕES PARA O SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO................................................................116
5.3 PROGRAMAS E AÇÕES PARA A LIMPEZA URBANA E MANEJO DE RESÍDUOS SÓLIDOS ...............................................120
5.4 PROGRAMAS E AÇÕES PARA A DRENAGEM URBANA E MANEJO DAS AGUAS PLUVIAIS ..............................................130
6 INDICADORES DE MONITORAMENTO PARA OS SERVIÇOS DE SANEAMENTO.......................................133
6.1 ABASTECIMENTO DE ÁGUA.......................................................................................................................133
6.2 ESGOTAMENTO SANITÁRIO.......................................................................................................................133
6.3 ESGOTAMENTO SANITÁRIO .......................................................................................................................136
6.4 LIMPEZA URBANA E MANEJO DE RESÍDUOS SÓLIDOS ......................................................................................138
vii
6.5 DRENAGEM URBANA E MANEJO DE AGUAS PLUVIAIS......................................................................................142
7 ALTERNATIVAS DE FONTES DE FINANCIAMENTO PARA OS SERVIÇOS DE SANEAMENTO .....................145
8 PLANO DE EXECUÇÃO............................................................................................................................150
9 RELATÓRIO DA MOBILIZAÇÃO SOCIAL...................................................................................................156
9.1 CONTEXTUALIZAÇÃO ...............................................................................................................................156
9.2 OFICINA SETORIAL DE DIAGNÓSTICO TÉCNICO PARTICIPATIVO...........................................................................159
10 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..............................................................................................................175
viii
LISTA DE FIGURAS
Figura 1: Gráficos e Equações dos Modelos Matemáticos – Município de Tocos do
Mogi /MG .................................................................................................................21
Figura 2: Variações dos Cenários Propostos ...........................................................22
Figura 3: Horizontes Parciais do PMSB ...................................................................23
Figura 4: Realização da Oficina Setorial ................................................................160
Figura 5: Participantes da Oficina Setorial .............................................................161
Figura 6: Preenchimento dos formulários pelos participantes ................................161
Figura 7: Formulário de Percepção Ambiental – Pontos Positivos .........................164
Figura 8: Formulário de Percepção Ambiental – Pontos Negativos........................166
ix
LISTA DE TABELAS
Tabela 1: Projeções Populacionais para Tocos do Mogi/MG ...................................20
Tabela 2: Faixas Típicas do Consumo Per Capita de Água .....................................26
Tabela 3: Características dos Reservatórios em Tocos do Moji ...............................30
Tabela 4: Principais Valores Adotados para Realização do Prognóstico do Sistema de
Abastecimento de Água de Tocos do Moji ...............................................................31
Tabela 5: Características dos Reservatórios do Sistema Fernandes .......................31
Tabela 6: Principais Valores Adotados para Realização do Prognóstico do Sistema de
Abastecimento de Água de Fernandes ....................................................................31
Tabela 7: Características dos Reservatórios do Sistema Sertão da Bernardina.......32
Tabela 8: Principais Valores Adotados para Realização do Prognóstico do Sistema de
Abastecimento de Água Sertão da Bernardina.........................................................32
Tabela 9: Principais Características do Cenário 1....................................................33
Tabela 10: Metas para Porcentagem de População Atendida..................................33
Tabela 11: Metas para Índice de Perdas..................................................................33
Tabela 12: Demandas de Água em Função das Metas Pré-Estabelecidas para o
Cenário 1 .................................................................................................................34
Tabela 13: Principais características do Cenário 2...................................................35
Tabela 14: Metas para Porcentagem de População Atendida..................................36
Tabela 15: Metas para Índice de Perdas..................................................................36
Tabela 16: Produção de Água para Atendimento futuro do Sistema Tocos do Moji -
Considerando as Metas Estabelecidas no Cenário 2 ...............................................37
Tabela 17: Principais Características do Cenário 3..................................................38
Tabela 18: Metas para Porcentagem de População Atendida..................................39
Tabela 19: Metas para Índice de Perdas..................................................................39
Tabela 20: Produção de Água para Atendimento Futuro do Sistema Tocos do Moji -
Considerando as Metas Estabelecidas no Cenário 3 ...............................................40
Tabela 21: Estimativa Populacional do Distrito de Fernandes..................................44
Tabela 22: Estimativa Populacional do Distrito de Sertão da Bernardina .................44
Tabela 23: Per capita médio de esgoto e carga orgânica.........................................44
x
Tabela 24: Principais características do Cenário 1...................................................48
Tabela 25:Metas para Taxa de Infiltração ................................................................49
Tabela 26:Metas para Índice de Cobertura /Coleta por Rede de Esgotos................49
Tabela 27:Metas para Índice de Tratamento de Esgotos .........................................49
Tabela 28: Tratamento de Esgotos Sanitário para Atendimento Futuro do Sistema
Tocos do Moji - Sede Considerando as Metas Estabelecidas no Cenário 1.............50
Tabela 29: Principais características do Cenário 2...................................................51
Tabela 30: Metas para Taxa de Infiltração ...............................................................52
Tabela 31: Metas para Índice de Cobertura /Coleta por Rede de Esgotos...............52
Tabela 32: Metas para Índice de Tratamento de Esgotos ........................................52
Tabela 33 Tratamento de Esgotos Sanitário para Atendimento Futuro do Sistema
Tocos do Moji - Sede considerando as Metas Estabelecidas no Cenário 2..............53
Tabela 34: Principais Características do Cenário 3..................................................54
Tabela 35: Metas para Taxa de Infiltração ...............................................................55
Tabela 36: Metas para Índice de Cobertura /Coleta por Rede de Esgotos...............55
Tabela 37: Metas para Índice de Tratamento de Esgotos ........................................55
Tabela 38: Tratamento de Esgotos Sanitário para Atendimento Futuro do Sistema
Tocos do Moji - Sede Considerando as Metas Estabelecidas no Cenário 3.............56
Tabela 39 – Principais características do Cenário 1.................................................61
Tabela 40 – Geração de resíduos e recuperação através da reciclagem, considerando
as metas estabelecidas no Cenário 1 ......................................................................63
Tabela 41 – Principais características do Cenário 2.................................................64
Tabela 42 – Geração de resíduos e recuperação através da reciclagem, considerando
as metas estabelecidas no Cenário 2 ......................................................................66
Tabela 43 – Principais características do Cenário 3.................................................67
Tabela 44 – Geração de resíduos e recuperação através da reciclagem, considerando
as metas estabelecidas no Cenário 3 ......................................................................70
Tabela 45: Principais Características do Cenário 1..................................................75
Tabela 46: Metas para Cobertura Domiciliar dos Sistemas de Drenagem................77
Tabela 47: Metas para Incremento da Limpeza e Manutenção Preventiva dos
Sistemas de Drenagem............................................................................................77
xi
Tabela 48:Metas para Áreas e domicílios acometidos por inundações e alagamentos
.................................................................................................................................77
Tabela 49:Metas para Áreas Acometidas por Processos Erosivos...........................78
Tabela 50: Principais Características do Cenário 2..................................................78
Tabela 51: Metas para Cobertura Domiciliar dos Sistemas de Drenagem................80
Tabela 52: Metas para Incremento da Limpeza e Manutenção Preventiva dos
Sistemas de Drenagem............................................................................................80
Tabela 53: Metas para Áreas e domicílios acometidos por inundações e alagamentos
.................................................................................................................................80
Tabela 54: Metas para Áreas Acometidas por Processos Erosivos..........................81
Tabela 55: Principais Características do Cenário 3..................................................82
Tabela 56: Metas para Cobertura Domiciliar dos Sistemas de Drenagem................83
Tabela 57: Metas para Incremento da Limpeza e Manutenção Preventiva dos
Sistemas de Drenagem............................................................................................83
Tabela 58: Metas para Áreas Acometidas por Processos Erosivos..........................84
Tabela 59: Resumo das Carências Identificadas no SAA de Tocos do Moji.............86
Tabela 60: Resumo das carências identificadas no SEE de Tocos do Moji..............87
Tabela 61: Carências da Drenagem Urbana e Manejo das Águas Pluviais..............90
Tabela 62: Priorização de Abastecimento de Água Potável em Tocos do Moji ........93
Tabela 63: Hierarquização de Abastecimento de Água Potável em Tocos do Moji ..94
Tabela 64: Priorização do Esgotamento Sanitário em Tocos do Moji.......................97
Tabela 65: Hierarquização das áreas de intervenção prioritárias em Tocos do Moji 98
Tabela 66: Frequência de Atendimento e Prováveis Formas de Descarte .............100
Tabela 67: Cálculo do IASLU.................................................................................103
Tabela 68: Índices de Acesso aos Serviços de Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos
Sólidos no Município de Tocos do Moji ..................................................................103
Tabela 69: Classificação do Indicador “Localidades que possuem dispositivo de
drenagem” .............................................................................................................105
Tabela 70: Classificação do Indicador “Localidades que possuem ocorrência de
alagamento”...........................................................................................................106
Tabela 71: Classificação do Indicador “Localidades que possuem pavimentação” 107
xii
Tabela 72: Hierarquização de Drenagem Urbana e Manejo das Águas Pluvias em
Tocos do Moji.........................................................................................................107
Tabela 73: Identificação e eliminação dos vazamentos visíveis .............................109
Tabela 74: Ações e Despesas Previstas no PPA de Tocos do Moji – Limpeza Urbana
e Manejo de Resíduos Sólidos (Quadriênio 2018-2021) ........................................123
Tabela 75: Indicadores dos Serviços de Abastecimento de Água ..........................134
Tabela 76: Indicadores dos Serviços de Esgotamento Sanitário............................136
Tabela 77: Indicadores dos Serviços de Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos
Sólidos ...................................................................................................................139
Tabela 78: Indicadores dos Serviços de Drenagem e Manejo de Águas Pluviais...143
Tabela 79: Principais fontes de Recursos Reembolsáveis e Não Reembolsáveis para
investimentos no Setor de Saneamento.................................................................146
Tabela 80 – Plano de Execução do PMSB.............................................................151
Tabela 82: Resultados dos Formulários de Percepção Ambiental por região.........167
13
1 OBJ ETIVOS DO PROGNÓSTICO, PROGRAMAS, PROJ ETOS E AÇÕES
O presente volume tem como objetivo geral ser a base orientadora das alternativas
de intervenção e Ações do PMSB para assegurar a universalização dos serviços de
saneamento básico para a população urbana e rural do Município de Tocos do Moji,
compatibilizando com os programas, projetos e ações propostos com os princípios da
Lei nº 11.445/2011.
Para a concretização do objetivo geral, foram elencados os seguintes objetivos
específicos do Prognóstico:
a) Identificar as alternativas de intervenção, considerando as disponibilidades e
demandas futuras de serviços públicos de saneamento básico visando à
melhoria das condições sanitárias em que vivem as populações urbanas e
rurais;
b) Compatibilizar as alternativas apresentadas com as políticas de recursos
hídricos, bem como com outros programas de setores correlacionados (saúde,
habitação, meio ambiente, recursos hídricos, educação), visando à efetividade
das ações preconizadas;
c) Definir de forma coerente com o diagnóstico e com discussões com os diversos
segmentos da sociedade, a definição de objetivos e metas do PMSB;
d) Planejar cenários alternativos de demandas por serviços que permitam orientar
o processo de planejamento do saneamento básico para o horizonte de Projeto
de 20(vinte) anos;
e) Estabelecer metas e proposição de programas, projetos e ações do Plano nos
quatro componentes do saneamento básico, bem como em temas transversais
tais como: capacitação, educação ambiental e inclusão social;
f) Formular estratégicas para alcançar os objetivos e metas definidas para o
PMSB de Tocos do Moji, com o detalhamento adequado e suficiente para que
seja possível formular os projetos técnicos e operacionais para a
implementação dos serviços;
g) Propor indicadores de monitoramento dos objetivos e metas do PMSB,
compatíveis com a realidade local;
14
h) Analisar as disponibilidades e demandas futuras de serviços públicos de
saneamento básico no Município de Tocos do Moji, identificando as alternativas
de intervenção e de mitigação dos déficits e deficiências na prestação dos
serviços;
i) Definir políticas de acesso ao saneamento básico, sem discriminação por
incapacidade de pagamento de taxas ou tarifas, considerando a instituição da
tarifa social para atender as populações de baixa renda.
j) Compatibilizar e correlacionar os programas e ações propostos com o conteúdo
do Plano Plurianual do município, bem como outros planos municipais e
governamentais correlatos e de setores afins;
k) Estabelecer a priorização de execução dos programas e ações do Município
de Tocos do Moji, dentro de uma escala temporal de prazo, curto, médio e
longo;
l) Apresentar custos estimados, de acordo com o mercado, para a contratação e
implantação dos programas e ações propostos, bem como identificar as
possíveis fontes de financiamento.
15
2 DIRETRIZES METODOLÓGICAS
Neste capítulo será informado os métodos utilizados para o desenvolvimento do
presente volume, intitulado: Prognóstico, Programas, Projetos e Ações, que é parte
integrante do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) do Município de Tocos
do Moji, e que será compatibilizado com os programas, projetos e ações propostos
com os princípios da Lei nº 11.445/2011 e com as políticas públicas de recursos
hídricos, bem como com outros programas de setores correlacionados. Embasados
nas carências atuais levantadas no Diagnóstico da Situação do Saneamento Básico,
projetadas a partir da análise de cenários alternativos de evolução das medidas
mitigadoras, previsto nos horizontes de planejamento para 20 (vinte) anos, deverá
garantir a universalização do acesso aos serviços de saneamento básico, para a
população urbana e rural do Município de Tocos do Moji, com qualidade, equidade e
continuidade, por meio de metas definidas em um processo participativo.
A metodologia para o desenvolvimento do Prognóstico, utilizada pela equipe técnica
da Seletiva, buscou identificar os cenários futuros possíveis e desejáveis, de forma a
transformar as incertezas em condições racionais de tomada de decisão, servindo
como base para a elaboração do Planejamento Estratégico de execução dos
Programas, Projetos e Ações que serão necessárias para atingir os objetivos e as
metas do PMSB.
Preliminarmente, foi realizado o Estudo Populacional para a área urbana e rural no
horizonte de 20 anos, realizadas para os principais bairros, distritos e localidades. O
estudo é um elemento balizador para fins de estimativas das demandas e da
necessidade de investimentos para ampliação dos serviços públicos de saneamento
básico, gerando dados para subsidiar a definição de cenários futuros de atuação e na
formulação de políticas sociais governamentais em uma escala temporal de prazo
imediato, curto, médio e longo prazo.
Após o diagnóstico, é na fase de prospecção e de planejamento estratégico que serão
efetivamente elaboradas as alternativas de crescimento populacional, bem como a
projeção de demandas dos serviços de abastecimento de água, esgotamento
sanitário, limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos assim como drenagem urbana
16
e manejo de águas pluviais. Através do diagnóstico da situação atual do saneamento
básico no município, pode-se identificar das aspirações e demandas sociais,
analisando-as e prevendo a implementação de alternativas de intervenções factíveis
de serem atendidas, nos prazos estabelecidos e considerando ainda as incertezas do
futuro.
Em seguida foram previstos programas de governo municipal específicos que
contemplem soluções práticas (ações) para alcançar os objetivos e metas, que
compatibilizem o crescimento econômico, a sustentabilidade ambiental e a equidade
social, definindo as obrigações do poder público na atuação em cada eixo do setor de
saneamento e no desempenho da gestão da prestação dos serviços de saneamento
no município.
As propostas apresentadas de programas, projetos e ações foram definidas para
serem compatíveis com os respectivos planos plurianuais e com outros planos
governamentais correlatos, as quais pode-se identificar as possíveis fontes de
financiamento e as formas de acompanhamento e avaliação e de integração entre si
e com outros programa e projetos de setores afins.
Com base em indicadores sociais, ambientais, de saúde e de acesso aos serviços de
saneamento básico, foi construído a hierarquização das medidas a serem adotadas
para o planejamento de programas prioritários de governo, procedidos com seus
respectivos investimentos, compatibilizados com o orçamento e as metas
estabelecidas.
O planejamento das ações para definição das Diretrizes, Estratégias, Metas,
Programas, Projetos e Ações foram organizados com o preenchimento de um quadro
referência para o lançamento e sistematização das propostas para todas as
componentes do saneamento básico, onde constam as seguintes questões:
É importante destacar que os recursos estimados neste PMSB não estarão
contemplados previamente no orçamento municipal, no entanto, deverão ser refletidos
no PPA municipal a partir de então. Ainda assim, foram consideradas outras fontes de
recursos possíveis, programas do governo federal, estadual, emendas parlamentares,
recursos privados etc.Foram também indicadas formas de melhoria do gerenciamento
da prestação
17
2.1 Projeção Populacional
A projeção populacional é o ponto de partida para a construção dos cenários de metas
e demandas do PMSB de Tocos do Moji. As projeções populacionais têm como
objetivo subsidiar o planejamento na delimitação de cenários futuros de atuação e na
formulação de políticas de curto, médio e longo prazo.
Várias hipóteses simplificadas têm sido introduzidas para se estimar numericamente
a população futura. No método matemático, o cálculo da população é feito mediante
uma equação matemática, cujos parâmetros são obtidos a partir da observação dos
dados históricos. São muitos conhecidos os processos de crescimento aritmético e
geométrico, os quais pressupõem que o aumento da população em função do tempo
obedeça, respectivamente, a uma progressão aritmética e a uma progressão
geométrica. Além desses, destaca-se a utilização das equações linear, logarítmica e
exponencial e os processos empíricos ou de extrapolação gráfica.
No método histórico, admite-se que o aumento populacional de uma comunidade seja
um aspecto da evolução dos organismos sociais. Embora não haja regra matemática
rígida ou lei natural governando os acontecimentos históricos, admite-se que a marcha
da civilização, nos vários municípios, promova a ocorrência de ciclos ou fases de
desenvolvimento. Nestas condições, a curva de evolução de uma comunidade mais
desenvolvida lança luz sobre o que se pode esperar em outras áreas que estão a
caminho das mesmas fases de expansão.
Na prática, são aplicados diversos processos de previsão, alguns deles combinados
entre si. Essas diferentes hipóteses de cálculo conduzem a uma variação de
resultados numéricos, a qual indica a magnitude das incertezas envolvidas e, assim,
oferece melhor orientação para a escolha judiciosa dos valores a serem adotados no
projeto.
2.1.1 Modelos de Previsão de População
a) Modelo do ajustamento linear
Neste processo, o crescimento populacional é representado por uma equação
matemática de primeira ordem, ou seja:
18
P = a + bx
Onde:
• a e b são parâmetros a serem determinados
• x o número de anos (x = Tn - T0) e,
• P a população.
A determinação dos valores de a e b é feita a partir das equações normais:
∑P = Na + b∑x
∑xP = a∑x + b∑x2
Onde:
• N indica o número de pontos levantados através dos censos.
b) Modelo geométrico ou parabólico
Neste processo, admite-se que o crescimento da cidade nos últimos anos se
processou conforme uma progressão geométrica e que haverá de processar-se nos
próximos anos segundo a mesma progressão.
Desde que se conheçam dois dados de população P1 e P2, correspondentes aos anos
T1 e T2, pode-se definir a razão q da progressão geométrica pela fórmula:
q
P
P = T −T − 2
1
2 1 1
Resulta a previsão da população P:
P P q
t t = −
0
0 ( )
No processo geométrico, considera-se o logaritmo natural da população variando
linearmente com o tempo. Por meio de gráfico, em papel mono logarítmico, pode-se
verificar essa linearidade, representando as datas dos vários censos em abscissas e
os logaritmos dos valores da população como ordenadas. Também neste caso o
crescimento é pressuposto ilimitado. Da mesma forma, a taxa média ponderada é
recomendável para os estudos de previsão.
c) Modelo baseado na equação exponencial
Este processo admite que os dados disponíveis possam ser ajustados utilizando-se a
equação exponencial para a determinação da população em N anos, a qual é definida
pela seguinte expressão:
19
P = a ebx (a > 0; P >0)
Para um conjunto de pontos {(xi, Pi), i = 1, 2, ...N}, tem-se:
b
N x P x P
N x x
i i i i
i i
= −
−
∑ ∑ ∑
∑ ∑
ln ( )( ln )
( ) 2 2
a
P
N
b
x
N
i i = − ∑ ∑ exp[
ln
], sendo N positivo, inteiro e diferente de 1.
d) Modelo baseado na equação logarítmica
Neste modelo admite-se que os dados coletados possam ser ajustados utilizando-se
a equação logarítmica para a determinação da população de uma cidade em N anos.
P = a + b ln x
Para um conjunto de pontos {(xi, Pi), i = 1, 2, ..., N}, onde xi> 0, tem-se:
b
N P x x P
N x x
i i i i
i i
= −
−
∑ ∑ ∑
∑ ∑
ln ln
(ln ) ( ln ) 2 2
a
N
P b x = ∑ i − ∑ i
1 ( ln ) , sendo N positivo, inteiro e diferente de 1.
e) Modelo baseado na equação da curva de potência
Este método preconiza a utilização da equação da curva de potência para a
determinação da população de uma cidade em N anos, e é representada pela equação
a seguir:
P = a x b (a > 0)
Para um conjunto de pontos {(xi, Pi), i = 1, 2, ..., n}
Onde:
• xi> 0 e Pi> 0;
• x é o intervalo de tempo entre T0 e Tn;
• P é a população.
b
N x P x P
N x x
i i i i
i i
= −
−
∑ ∑ ∑
∑ ∑
(ln )(ln ) ( ln )( ln )
(ln ) ( ln ) 2 2
20
a
P
N
b x
N
i i = −
∑ln ∑ln
As projeções estudadas foram as seguintes: Linear, Parabólica, Exponencial,
Logarítmica e de Potência.
A evolução da população calculada através do método de regressão para um
horizonte de 20 anos – 2020 a 2039 - para a sede do município é apresentada na
Tabela 1 . Apresenta-se na Figura 1 os gráficos e equações dos modelos matemáticos
do Município de Tocos do Mogi /MG.
Tabela 1: Projeções Populacionais para Tocos do Mogi/MG
ANO
POPULAÇÃO
URBANA
(CENSO)*
POPULAÇÃO ESTIMADA
LINEAR PARABÓLICA EXPONENCIAL LOGARÍTIMA POTÊNCIA
1991 3667 - - -
2000 3821 - - - -
2010 3950 - - -
2017 4093
2018 - 4098 4461 4113 3853 3649
2019 - 4113 4076 4129 3973 3849
2020 - 4129 4090 4145 4059 3971
2021 - 4145 4105 4161 4125 4060
2022 - 4161 4119 4177 4179 4131
2023 - 4177 4134 4193 4225 4189
2024 - 4193 4148 4209 4265 4239
2025 - 4209 4162 4225 4300 4283
2026 - 4225 4177 4241 4331 4322
2027 - 4241 4191 4257 4360 4357
2028 - 4257 4206 4273 4386 4389
2029 - 4273 4220 4288 4409 4419
2030 - 4288 4234 4304 4432 4446
2031 - 4304 4249 4320 4452 4472
2032 - 4320 4263 4336 4471 4495
2033 - 4336 4278 4352 4489 4518
2034 - 4352 4292 4368 4506 4539
2035 - 4368 4307 4384 4522 4559
2036 - 4384 4321 4400 4538 4578
2037 - 4400 4335 4416 4552 4596
2038 - 4416 4350 4450 4566 4613
Fonte: Fonte: Seletiva Consultoria e Projetos (2018).
21
Figura 1: Gráficos e Equações dos Modelos Matemáticos – Município de Tocos do Mogi /MG
Fonte: Seletiva Consultoria e Projetos (2018).
22
Após a escolha da projeção populacional mais adequada à realidade do município de
Tocos do Moji, partiu-se para a construção de cenários com suas respectivas
demandas e metas para os serviços de saneamento. Esses cenários tiveram como
objetivo principal identificar e comparar as alternativas de intervenção, observado o
sistema territorial, os aspectos demográficos e os aspectos operacionais específicos
de cada serviço de saneamento.
2.2 Proposição de Cenários para os Serviços de Saneamento
A proposição dos cenários busca delimitar as alternativas prováveis, visando orientar
o processo decisório, descrevendo hipóteses futuras para apoiar a decisão e a
escolha de alternativas. Assim, a atividade de construção de cenários constitui um
processo de reflexão estratégica sobre as possibilidades de desdobramentos futuros
da realidade atual e de suas implicações para a sociedade e atores envolvidos com o
saneamento básico.
Foram escolhidas variáveis indicativas de aspectos operacionais e específicos para
cada eixo do saneamento básico e para cada uma delas foram elaboradas hipóteses
futuras otimistas, moderadas e pessimistas. Os cenários produzidos resultam da
combinação das variáveis e hipóteses, sendo formulados três cenários para cada
serviço/operador do sistema: o primeiro o mais otimista e o terceiro tendendo para um
futuro mais pessimista, conforme ilustrado na Figura 2.
Figura 2: Variações dos Cenários Propos tos
Fonte: Seletiva Consultoria e Projetos (2019).
É importante destacar que os cenários produzidos em um processo de planejamento
visam uma descrição de um futuro possível, imaginável ou desejável, a partir de
hipóteses ou possíveis perspectivas de eventos, embasadas no conhecimento da
situação atual do Município.
23
As demandas e metas de atendimento de cada cenário foram distribuídas pelo
horizonte de planejamento do Plano (20 anos), sendo estratificadas em horizontes
parciais, conforme apresentado a seguir e ilustrado na Figura 3.
• Prazo Imediato: até dois anos;
• Curto prazo: entre 2 e 4 anos;
• Médio prazo: entre 4 e 8 anos;
• Longo prazo: acima de 8 e até 20 anos.
Figura 3: Horizontes Parciais do PMSB
Fonte: Seletiva Consultoria e Projetos (2019).
A partir dos três cenários plausíveis de ocorrerem, foi eleito apenas um como
referência para a definição das alternativas e dos programas e ações necessários para
o atendimento dos objetivos propostos. O cenário escolhido indica um futuro possível
e desejável, constituindo o ambiente para o qual se desenvolve o planejamento e suas
diretrizes e estratégias, metas e investimentos necessários para alcançar o planejado.
Os demais cenários apresentados são mantidos como referências para o
planejamento, de tal forma que, caso o monitoramento do cenário indique desvios do
cenário inicialmente escolhido no presente PMSB, correções sejam implementadas
nas futuras revisões do Plano.
Com base nas demandas do cenário selecionado e também conforme as informações
colhidas durante a fase de diagnóstico, são apresentadas as carências para cada eixo
do saneamento, definidos os objetivos e metas e hierarquizada as áreas de
intervenção prioritária, a partir de metodologias estabelecidas para cada eixo do
saneamento. Além das questões sobre os eixos do saneamento, no prognóstico são
também apresentadas alternativas institucionais de concepção dos sistemas de
saneamento que atendam as metas e demandas traçadas no item anterior.
24
Com base nisso, são então apresentadas as proposições de ações para os serviços
de saneamento bem como as proposições de ações para as instituições envolvidas
com os serviços, sendo divididos nos seguintes programas:
• Programa de ampliação, melhorias e controle dos serviços de abastecimento
de água;
• Programa de ampliação, melhorias e controle dos serviços de esgotamento
sanitário;
• Programa de ampliação, melhorias e controle dos serviços de limpeza urbana
e manejo de resíduos sólidos;
• Programa de ampliação, melhorias e controle dos serviços de drenagem
urbana e manejo de águas pluviais;
• Programa de desenvolvimento da gestão dos serviços de saneamento.
Visando à universalização dos serviços de saneamento, as ações se embasaram em
metas a serem alcançadas ao longo dos 20 anos de planejamento do PMSB,
progressivas até o ano de 2039. Buscou-se os planos e políticas correlatos, a exemplo
do Plano Nacional de Saneamento Básico (PLANSAB) e Plano Plurianual (PPA) do
Município de Tocos do Moji, de modo a compatibilizar as ações e realizar uma análise
dos recursos financeiros necessários para a sua implementação.
Para cada ação foram apresentadas uma breve descrição, definidos os recursos
físicos e materiais necessários, as responsabilidades, os prazos e os custos, de forma
que a implementação dos Programas contemplados neste Plano seja efetivamente
viável, em consonância com a realidade local.
A definição dos valores estimados para cada ação foi realizada através de tabelas de
serviços e insumos apresentados no Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e
Índices da Construção Civil (SINAPI), além de diversas consultas junto a preços de
fornecedores e operadores, agência reguladora dos serviços, Prefeituras e empresas,
bem como indicadores de custos do Ministério das Cidades. Os valores aqui
apresentados são estimados, tendo em vista a realidade econômica do mercado atual
e ao fato de que muitas ações precedem de projetos básicos. Além disso, os custos
foram todos estimados com valores de referência para até o ano de 2018, devendo,
25
portanto, ser atualizados e adaptados aos projetos básicos e executivos que serão
elaborados e à realidade econômica do ano previsto para as respectivas ações.
Ressalta-se que essa atualização/adaptação é de responsabilidade dos responsáveis
por cada ação. Por apresentarem data bases distintas, os custos definidos foram
reajustados pelo Índice Nacional dos Custos da Construção (INCC) para dezembro
de 2018.
2.2.1 Abastecimento de Água
A prestação dos serviços de abastecimento de água é realizada prefeitura municipal
na sede do município nos distritos de Fernandes e Sertão da Bernardina e na
localidade de Barro Branco. Não há atendimento da prefeitura municipal em nenhuma
outra localidade do município. As estimativas e avaliações das demandas de água e
dos volumes de reservação foram calculadas tendo como base os dados operacionais
obtidos com a prefeitura municipal, feitas as adaptações necessárias para a adequada
distribuição de água em qualidade e em quantidades suficientes. A seguir são
descritos alguns parâmetros e critérios de projeto importantes, para estimar a
demanda por produção de água e o volume de reservação necessários bem como a
metodologia empregada para realização dos cálculos.
Para cada item descrito serão informados os parâmetros de cálculo para cada um dos
sistemas, objetos desse prognóstico.
2.2.1.1 Consumo Médio Per Capita de Água (q)
O consumo médio per capita de água representa a quantidade média de água, em
litros, consumida por cada habitante em um dia. Conforme apresentado no
Diagnóstico do PMSB/Tocos do Moji (Produto 1), o consumo médio per capita da
prefeitura municipal gira em torno de 108 litros de água por habitante por dia.
A Tabela 2 apresenta o consumo mínimo de água necessário para o uso doméstico,
por faixa de população, conforme Von Sperling (2017).
26
Tabela 2: Faixas Típicas do Consumo Per Capita de Água
Porte da Comunidade Faixa da população
(hab.)
Consumo per capita
(L/hab.dia)
Povoado rural < 5.000 90 – 140
Vila 5.000 – 10.000 100 – 160
Pequena localidade 10.000 – 50.000 110 – 180
Cidade média 50.000 – 250.000 120 – 220
Cidade grande > 250.000 150 - 300
Fonte: VON SPERLING (2017).
O Município foi subdivido em 3 sistemas. O sistema Tocos do Moji Sede representa o
atendimento na sede do Município e as localidades de Pitangueira, Barreiro, Santa
Luzia, Barreirinho e Vargem Grande. O sistema Fernandes representa o atendimento
do distrito de Fernandes e as localidades de Nogueiras, Moreira, Andrades e Capinzal.
O Sistema de Sertão da Bernardina, representa o atendimento no distrito de Sertão
da Bernardina e nas localidades de Barro Branco, Cachoeira, Sobradinho, Brejo
Grande, Borges, Copa do Moji e Limoeiro.
Vale ressaltar que serão propostas instalação de sistemas em localidades que estão
distantes de onde já há abastecimento de água pela prefeitura e uma das proposições
do presente prognóstico é a universalização dos serviços de abastecimento de água,
efetivando o atendimento de água tratada para todas as localidades do município de
Tocos do Moji.
Abaixo segue descrito qual o volume per capita foi adotado para cada um dos
sistemas.
• Sistema Tocos do Moji Sede: 115 L/s
• Sistema Fernandes: 115 L/s
• Sistema Sertão da Bernardina: 115 L/s
2.2.1.2 Coeficientes do Dia e Hora de Maior e Menor Consumo (k1, k2 e k3)
O consumo de água em um determinado local pode sofrer variações horárias, diárias
e sazonais, sendo que, geralmente, o maior consumo ocorre no início da manhã ou
início da noite (Von Sperling, 2005). Para fins de cálculo de demandas dos sistemas,
diversos autores sugerem a adoção dos seguintes coeficientes de variação da vazão
média de água (CETESB, 1978; AZEVEDO NETO E ALVAREZ, 1977; ALÉM
SOBRINHO E TSUTIYA, 1999):
27
• Coeficiente do dia de maior consumo: k1 = 1,2
• Coeficiente da hora de maior consumo: k2 = 1,5
• Coeficiente da hora de menor consumo: k3 = 0,5
2.2.1.3 Demanda máxima de água (Q)
A demanda máxima de água para o período compreendido entre 2020 e 2039
(horizonte de planejamento adotado no PMSB) foi calculada a partir da seguinte
equação:
Q = P x q x k1
86.400 s
Sendo:
• Q = demanda máxima diária de água (L/s);
• P = população prevista para cada ano (hab.);
• q = consumo médio per capita de água (L/hab.dia);
• k1 = coeficiente do dia de maior consumo (1,20).
Destaca-se que, para a realização deste Prognóstico, o cálculo da demanda máxima
considerou a porcentagem de atendimento dos sistemas de abastecimento ao longo
dos anos, considerando o abastecimento futuro de outras localidades, além das
abastecidas atualmente pela prefeitura municipal. Dessa forma, foi possível comparar
a produção necessária com a capacidade instalada, visando levantar as ações
necessárias para a ampliação do acesso à água nas áreas atendidas ou a serem
atendidas pela prefeitura.
2.2.1.4 Perdas de Água (p)
As perdas de água em um sistema de abastecimento correspondem aos volumes não
contabilizados, incluindo os volumes não utilizados e os volumes não faturados, que
se distribuem em perdas reais e perdas aparentes (Heller e Pádua, 2010).
As perdas reais equivalem ao volume de água perdido durante as diferentes etapas
de produção - captação, tratamento, armazenamento e distribuição - antes de chegar
ao consumidor final, assim como durante procedimentos operacionais, como lavagem
de filtros e descargas na rede.
As perdas aparentes correspondem aos volumes de água consumidos, mas não
autorizados nem faturados, denominados igualmente perdas comerciais. Em termos
28
gerais, são perdas decorrentes de erros na medição dos hidrômetros (por equívoco
de leituras ou falha nos equipamentos), por fraudes, ligações clandestinas ou mesmo
por falhas no cadastro comercial (TRATA BRASIL, 2015).
Dessa forma, um elevado nível de perdas aparentes reduz a capacidade financeira
dos prestadores e, consequentemente, os recursos disponíveis para ampliar a oferta,
melhorar a qualidade dos serviços ou realizar as despesas requeridas na manutenção
e reposição da infraestrutura.
É importante ressaltar que caso seja implementado um programa de controle de
perdas eficiente ao longo dos anos, a produção de água em final de plano poderá ser
inferior à produção necessária em início de plano, mesmo sendo efetivada a
universalização do abastecimento. Sendo assim, um trabalho eficiente de redução de
perdas físicas permite otimizar as instalações existentes, aumentando a oferta dos
serviços, podendo assim evitar a necessidade de expansão do sistema produtor.
O índice de perdas na distribuição (IPD) médio no Brasil em 2016 foi de 38,53%, acima
da média dos países desenvolvidos, que é de 15%. O estado de Minas Gerais
apresentou o índice correspondente a 35% (TRATA BRASIL, 2018).
Conforme apresentado no Diagnóstico do PMSB/Tocos do Moji (Produto 1), nos
dados operacionais da prefeitura municipal, o valor do índice de perdas físicas
registrado em 2016 foi de 10% segundo dados lançados no Sistema Nacional de
Informação Sobre o Saneamento (SNIS), os técnicos da prefeitura informaram que o
processo atual não possui perdas, entretanto essa informação não poderá ser
utilizada visto que em todos processo de captação, tratamento e distribuição de água
possui perdas. Julgando pelo valor informado no SNIS as perdas no sistema estão
abaixo da média dos países desenvolvidos, que seria excelente se fosse uma
realidade, portanto para esse prognóstico será utilizado a média de perdas do estado
de Minas Gerais, visto a ausência de dados sobre esse índice no município de Tocos
do Moji. Destaca-se que o valor das perdas deve ser calculado no decorrer do plano
para que possa ter um parâmetro de cálculo no transcorrer de sua execução.
Foram definidos três cenários para a redução de perdas para o horizonte do PMSB,
que serão apresentados nos itens referentes aos cenários 1, 2 e 3 para o eixo de
abastecimento de água.
29
2.2.1.5 Produção Necessária
Em razão da existência das perdas, nem toda a água captada nos mananciais,
superficiais ou subterrâneos, é consumida. Assim, a vazão de produção necessária
deverá ser o resultado da soma da demanda máxima de água e da vazão perdida no
sistema de distribuição.
2.2.1.6 Disponibilidade Hídrica e Capacidade Instalada
Para avaliação do potencial de atendimento de um sistema de abastecimento de água
devem ser levadas em consideração a disponibilidade hídrica do manancial e a
capacidade instalada do sistema de tratamento de água.
Entende-se por disponibilidade hídrica a vazão que o órgão ambiental permite que
seja captada (vazão outorgável) de um determinado manancial, de tal forma que não
prejudique o curso d’água, mantendo a sua vazão ecológica, e a sua utilização por
outros usuários à jusante. Já a capacidade instalada de um sistema de tratamento de
água refere-se à vazão que esse sistema foi projetado para receber, de tal forma que
o tratamento ocorra com a eficiência necessária.
Apenas a captação do córrego Fernandes possui autorização ambiental, foi
apresentada uma autorização de usos insignificante que está válida no presente
momento, todas as outras captações não têm autorização do órgão ambiental para a
retirada da água, portanto uma das ações propostas no presente prognóstico é a
solicitação das outorgas junto ao Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM).
2.2.1.7 Avaliação do Saldo ou Déficit de Água
Para avaliar se o sistema de abastecimento de água atualmente instalado no
município de Tocos do Moji é capaz de atender a demanda necessária, subtraiu-se a
produção necessária da capacidade instalada de captação e avaliou-se o déficit ou
saldo final. Foi realizado este mesmo procedimento para a capacidade do sistema de
tratamento de água. Dessa forma, é possível avaliar se o sistema conseguirá atender
a demanda e, caso contrário, identificar em qual etapa deverão ser realizados ajustes
e expansões.
30
2.2.1.8 Avaliação do Volume de Reservação Disponível e Necessário
Para o cálculo do volume de reservação necessário, será adotada a recomendação
da Norma Técnica NBR 12217/94, onde os reservatórios de distribuição devem ter
capacidade suficiente para armazenar um terço (1/3) do consumo diário
correspondente aos setores por ele abastecidos. Dessa forma, para avaliação do
déficit ou saldo, subtraiu-se o volume de reservação necessário do volume de
reservação disponível.
2.2.1.9 Sistemas Tocos do Moji
a) Sistema Tocos do Moji Sede
Segundo informações levantadas na etapa de Diagnóstico do PMSB (Produto 1), em
Tocos do Moji existem cinco reservatórios em operação, totalizando um volume de
reservação disponível de 655,2 m³. Na Tabela 3 são apresentadas as informações
dos reservatórios por localidade.
Tabela 3: Características dos Reservatórios em Tocos do Moji
Código Localização Situação Volume
(m³) Material Tipo Localidades
atendidas
ARS01 Sede Operante 400 Alvenaria Semienterrado Sede
ARS02 Sede Operante 250 Alvenaria Semienterrado Sede
ARS03 Sede Operante 4 Alvenaria Semienterrado Sede
ARS04 Sede Operante 0,8 PVC Apoiado Sede
ARS05 Sede Operante 0,4 PVC Apoiado Sede
Fonte: Seletiva Cons ultoria e Projetos (2019).
Na Tabela 4 foram sistematizados os valores adotados no sistema de abastecimento
de água de Tocos do Moji, operado pela prefeitura municipal responsável pelo
atendimento da sede do Município e também as localidades de Pitangueira, Barreiro,
Barreirinho, Santa Luzia e Vargem Grande.
31
Tabela 4: Principais Valores Adotados para Realização do Prognóstico do
Sistema de Abastecimento de Água de Tocos do Moji
População
atendida em
2019 (hab.)
Consumo
per capita
(L/hab.dia)
Perdas
físicas (%)
Capacidade
instalada
(L/s)
Capacidade
de
tratamento
(L/s)
Volume de
reservação
disponível
(m³)
1.102 108 35% 10 10 655,2
Fonte: Seletiva Cons ultoria e Projetos (2019).
b) Sistema Fernandes
O Sistema Fernandes conta com três reservatórios fora de operação, totalizando um
volume de reservação disponível de 410 m³. Na Tabela 5 são apresentadas as
informações dos reservatórios do distrito.
Tabela 5: Características dos Reservatórios do Sistema Fernandes
Código Localização Situação Volume
(m³) Material Tipo Localidades
atendidas
ARF1 Fernandes Operante 10 Alvenaria Apoiado Fernandes
ARF2 Fernandes Operante 200 Alvenaria Apoiado Fernandes
ARF3 Fernandes Operante 200 Alvenaria Semienterrado Fernandes
Fonte: Prefeitura Municipal (2018).
Na Tabela 6 foram sistematizados os valores adotados no sistema de abastecimento
de água Fernandes que será responsável pelo abastecimento do distrito e das
localidades de Nogueiras, Moreira, Andrades e Capinzal para os principais parâmetros
de projeto utilizados neste Prognóstico.
Tabela 6: Principais Valores Adotados para Realização do Prognóstico do
Sistema de Abastecimento de Água de Fernandes
População
em
2019(hab.)
Consumo
per capita
(L/hab.dia)
(Projeto)
Perdas
físicas (%)
Capacidade
instalada
(L/s)
Capacidade
de
tratamento
(L/s)
Volume de
reservação
disponível
(m³)
590 115 35% 5 5 410
Fonte: Prefeitura Municipal (2018); Seletiva Cons ultoria e Projetos (2019).
c) Sistema Sertão da Bernardina
32
O Sistema Sertão da Bernardina conta com dois reservatórios em operação,
totalizando um volume de reservação disponível de 56 m³. Na Tabela 7 são
apresentadas as informações dos reservatórios por localidade.
Tabela 7: Características dos Reservatórios do Sistema Sertão da Bernardina
Código Localização Situação Volume
(m³) Material Tipo Localidades
atendidas
ARSB1 Sertão da Bernardina Operante 46 Alvenaria Apoiado Sertão da
Bernardina
ARBB1 Barro Branco Operante 10 PVC Apoiado Barro Branco
Fonte: Prefeitura Municipal (2018).
Na Tabela 7 foram sistematizados os valores adotados no sistema de abastecimento
de água Sertão da Bernardina que será responsável pelo abastecimento do distrito de
Sertão da Bernardina, das localidades de Barro Branco, Copa do Moji, Sobradinho,
Brejo Grande, Borges e Limoeiro para os principais parâmetros de projeto utilizados
neste Prognóstico.
Tabela 8: Principais Valores Adotados para Realização do Prognóstico do
Sistema de Abastecimento de Água Sertão da Bernardina
População
em
2019(hab.)
Consumo
per capita
(L/hab.dia)
(Projeto)
Perdas
físicas (%)
Capacidade
instalada
(L/s)
Capacidade
de
tratamento
(L/s)
Volume de
reservação
disponível
(m³)
290 115 35% - - 56
Fonte: Prefeitura municipal (2018); Seletiva Cons ultoria e Projetos (2019).
2.2.2 Cenários de abastecimento para os Sistemas de Tocos do Moji
A seguir são apresentadas as disponibilidades e necessidades em relação ao serviço
de abastecimento de água para três cenários, traçados para o horizonte do plano (20
anos). Dessa forma, avaliou-se se o que existe atualmente será capaz de atender a
demanda futura.
a) Cenário 1
O Cenário 1 é a situação mais favorável para o Município, onde seriam alavancados
vultuosos investimentos, nos prazos imediato e curto, para a universalização do
abastecimento de água. A Tabela 9 a seguir apresenta as principais características
deste cenário.
33
Tabela 9: Principais Características do Cenário 1
Variáveis Hipótese
População
A População a ser utilizada nesse estudo é proveniente da
Projeção Populacional elaborada a partir da projeção da
população atendida pela prefeitura municipal (projeção
exponencial), no qual se considera fatores particulares do
Município que possam interferir na linha de crescimento
tendencial elaborada pelo IBGE.
Porcentagem da
população atendida
A Porcentagem da população atendida é caracterizada pela
população estimada que poderá ser atendida com os serviços de
abastecimento de água da prefeitura municipal.
Neste cenário, pressupõe-se a intensificação dos investimentos
nos prazos imediato e curto, a fim de universalizar o atendimento
pelo sistema público de água o mais breve possível. Sendo assim,
no final do curto prazo a prefeitura municipal estará atendendo
toda a população de todas a localidades do entorno da sede.
Controle de perdas –
redução no Índice de
perdas
O controle de perdas faz inferência à redução das perdas na
distribuição de água, sendo neste cenário intensificados os
investimentos nos prazos curto, de forma a reduzir os valores
atuais. Destaca-se que como não há dados concretos de perdas,
não foi possível mensurá-las, portanto será adotado uma perda de
35,4% no prazo imediato e no final do curto prazo essa perda
chegará a 16,8%.
Fonte: Seletiva Cons ultoria e Projetos (2019).
A seguir serão apresentadas as metas para as variáveis citadas acima, resultantes
dos investimentos mais significativos nos prazos imediato e curto:
• População atendida (%)
Tabela 10: Metas para Porcentagem de População Atendida
Prazo Imediato Curto Médio Longo
Meta 90 100 100 100
Fonte: Seletiva Cons ultoria e Projetos (2019).
• Índice de perdas (%)
Tabela 11: Metas para Índice de Perdas
Prazo Imediato Curto Médio Longo
Meta 35,40 31,04 22,80 16,80
Fonte : Seletiva Cons ultoria e Projetos (2019).
A Tabela 12 apresenta as demandas de água em função das metas pré-estabelecidas
para o Cenário 1.
34
Tabela 12: Demandas de Água em Função das Metas Pré-Estabelecidas para o Cenário 1
Ano População (hab) Porcentagem da
população atendida (%)
População
atendida (hab)
Demanda
máxima (L/s) Perdas (%) Produção necessária (L/s)
Capacidade
instalada de
captação (L/s)
Saldo ou
Déficit de
captação (L/s)
Volume de
reservação
disponível (m³)
Volume de
reservação
necessário (m³)
Saldo ou déficit
de reservação (m³)
2019 4113 68,00 2.797 5,50 37,40 7,56 25 17,44 1.121 218 903
2020 4129 80,00 3.304 6,50 35,28 8,80 25 16,20 1.121 254 867
2021 4145 90,00 3.731 7,34 33,16 9,78 25 15,22 1.121 282 839
2022 4161 100,00 4.161 8,18 31,04 10,73 25 14,27 1.121 310 811
2023 4177 100,00 4.177 8,21 28,92 10,60 25 14,40 1.121 306 815
2024 4193 100,00 4.193 8,25 26,80 10,46 25 14,54 1.121 302 819
2025 4209 100,00 4.209 8,28 24,80 10,34 25 14,66 1.121 298 823
2026 4225 100,00 4.225 8,31 22,80 10,21 25 14,79 1.121 295 826
2027 4241 100,00 4.241 8,34 20,80 10,08 25 14,92 1.121 291 830
2028 4257 100,00 4.257 8,37 19,80 10,03 25 14,97 1.121 289 832
2029 4273 100,00 4.273 8,40 19,50 10,05 25 14,95 1.121 290 831
2030 4288 100,00 4.288 8,43 19,20 10,06 25 14,94 1.121 290 831
2031 4304 100,00 4.304 8,46 18,90 10,07 25 14,93 1.121 291 830
2032 4320 100,00 4.320 8,50 18,60 10,08 25 14,92 1.121 291 830
2033 4336 100,00 4.336 8,53 18,30 10,09 25 14,91 1.121 291 830
2034 4352 100,00 4.352 8,56 18,00 10,10 25 14,90 1.121 291 830
2035 4368 100,00 4.368 8,59 17,70 10,12 25 14,88 1.121 292 829
2036 4384 100,00 4.384 8,62 17,40 10,13 25 14,87 1.121 292 829
2037 4400 100,00 4.400 8,65 17,10 10,14 25 14,86 1.121 293 828
2038 4416 100,00 4.416 8,68 16,80 10,15 25 14,85 1.121 293 828
Fo nte : Se letiva Co ns ultoria e Projetos (2019).
Leg e nd a :
Imediato Curto Médio Longo
35
A partir das informações apresentadas, percebe-se claramente que as ações do
Cenário 1 são focadas nos prazos imediato e curto. Dessa forma, nos primeiros quatro
anos de vigência do PMSB, seriam implementadas ações de forma a elevar
significativamente o índice de atendimento e nos primeiros seis anos reduzir em pelo
menos 20% as perdas no sistema de abastecimento de água, além da redução do
consumo médio per capita de água das áreas abastecidas pela prefeitura municipal.
Nesse cenário, ao final do horizonte de planejamento já devem ser pensados novos
projetos para atendimento da população nos anos posteriores a 2038.
É importante ressaltar que para a implementação dessas ações será necessário, além
de investimentos imediatos maciços no setor, uma base de estudos e projetos já
disponível para direcionamento das ações e captação de recursos. Entretanto, o que
se verifica é uma inexistência de estudos e projetos focados no sistema de
abastecimento de água, conforme apresentado e discutido no Diagnóstico do
PMSB/Tocos do Moji (Produto 2).
b) Cenário 2
No Cenário 2 é considerada a situação factível, mas não a ideal, onde a maior parte
dos investimentos se dá em curto e médio prazos, sendo assim, levando em
consideração um maior tempo para o planejamento e implementação das ações para
a universalização dos serviços de abastecimento de água. A Tabela 13 a seguir
apresenta as principais características deste cenário.
Tabela 13: Principais características do Cenário 2
Variáveis Hipótese
População
A População a ser utilizada nesse estudo é proveniente da
Projeção Populacional elaborada a partir da projeção da
população atendida pela prefeitura municipal (projeção
exponencial), no qual se considera fatores particulares do
Município que possam interferir na linha de crescimento
tendencial elaborada pelo IBGE.
Porcentagem da
população atendida
A Porcentagem da população atendida é caracterizada pela
população estimada que poderá ser atendida com os serviços de
abastecimento de água da prefeitura municipal
Para o cenário 2, pressupõe-se a intensificação dos investimentos
a curto e médio prazo, a fim de universalizar o atendimento pelo
sistema público de água. Em meados do médio prazo a prefeitura
36
Variáveis Hipótese
municipal estará atendendo toda a população das localidades do
entorno da sede.
Controle de perdas –
redução no Índice de
perdas
O controle de perdas faz inferência à redução das perdas na
distribuição de água, sendo neste cenário intensificados os
investimentos em curto e médio prazo. Destaca-se que como não
há dados concretos de perdas, não foi possível mensurá-las,
portanto será adotado uma perda de 35,63% no curto prazo e no
final do médio prazo essa perda chegará a 26,94%.
Fonte: Seletiva Cons ultoria e Projetos (2019).
A seguir serão apresentadas as metas para as variáveis citadas acima, resultantes
dos investimentos mais significativos nos prazos curto e médio:
• População atendida (%)
Tabela 14: Metas para Porcentagem de População Atendida
Prazo Imediato Curto Médio Longo
Meta 91 93,50 100 100
Fonte:Seletiva Cons ultoria e Projetos (2019).
• Índice de perdas (%)
Tabela 15: Metas para Índice de Perdas
Prazo Imediato Curto Médio Longo
Meta 36,81 35,63 32,33 26,94
Fonte:Seletiva Cons ultoria e Projetos (2019).
A Tabela 16 apresenta as demandas de água em função das metas pré-estabelecidas
para o Cenário 2.
37
Tabela 16: Produção de Água para Atendimento futuro do Sistema Tocos do Moji - Considerando as Metas Estabelecidas no Cenário 2
Ano População (hab) Porcentagem da população
atendida (%)
População
atendida (hab)
Demanda
máxima (L/s) Perdas (%) Produção necessária (L/s)
Capacidade
instalada de
captação (L/s)
Saldo ou Déficit
de captação
(L/s)
Volume de
reservação
disponível (m³)
Volume de
reservação
necessário (m³)
Saldo ou déficit
de reservação (m³)
2019 4113 68,00 2.797 5,50 37,40 7,56 25 17,44 1.121 218 903
2020 4129 91,00 3.758 7,39 36,81 10,12 25 14,88 1.121 292 829
2021 4145 92,00 3.814 7,50 36,22 10,22 25 14,78 1.121 295 826
2022 4161 93,50 3.891 7,65 35,63 10,38 25 14,62 1.121 299 822
2023 4177 95,00 3.969 7,81 34,81 10,53 25 14,47 1.121 304 817
2024 4193 96,00 4.026 7,92 33,98 10,61 25 14,39 1.121 306 815
2025 4209 98,00 4.125 8,11 33,16 10,81 25 14,19 1.121 312 809
2026 4225 100,00 4.225 8,31 32,33 11 25 14 1.121 317 804
2027 4241 100,00 4.241 8,34 31,51 10,97 25 14,03 1.121 316 805
2028 4257 100 4.257 8,37 30,68 10,95 25 14,05 1.121 316 805
2029 4273 100 4.273 8,40 29,86 10,92 25 14,08 1.121 315 806
2030 4288 100 4.288 8,43 29,53 10,93 25 14,07 1.121 315 806
2031 4304 100 4.304 8,46 29,21 10,94 25 14,06 1.121 316 805
2032 4320 100 4.320 8,50 28,88 10,95 25 14,05 1.121 316 805
2033 4336 100 4.336 8,53 28,56 10,97 25 14,03 1.121 316 805
2034 4352 100 4.352 8,56 28,24 10,98 25 14,02 1.121 317 804
2035 4368 100 4.368 8,59 27,91 10,99 25 14,01 1.121 317 804
2036 4384 100 4.384 8,62 27,59 11,01 25 13,99 1.121 318 803
2037 4400 100 4.400 8,65 27,26 11,02 25 13,98 1.121 318 803
2038 4416 100 4.416 8,68 26,94 11,03 25 13,97 1.121 318 803
Fo nte : Se letiva Co ns ultoria e Projetos (2019).
Leg e nd a :
Imediato Curto Médio Longo
38
Diferentemente do cenário anterior, o Cenário 2 tem as ações focadas em curto e
médio prazos.
Dessa forma, no Cenário 2 prevê-se que as ações a serem implementadas deverão
seguir diretrizes de estudos e projetos a serem elaborados em um médio período de
tempo. Ou seja, prevê-se que os investimentos iniciais priorizem o planejamento das
ações a serem tomadas neste médio prazo para resultado nos demais.
c) Cenário 3
O Cenário 3 considera a situação menos favorável para o Município, onde a maior
parte dos investimentos se dá em longo prazo, tendo em vista a sustentabilidade do
sistema e o planejamento prévio das ações. A Tabela 17 a seguir apresenta as
principais características deste cenário.
Tabela 17: Principais Características do Cenário 3
Variáveis Hipótese
População
A População a ser utilizada nesse estudo é proveniente da
Projeção Populacional elaborada a partir da projeção da
população atendida pela prefeitura municipal (projeção
exponencial, no qual se considera fatores particulares do
Município que possam interferir na linha de crescimento
tendencial elaborada pelo IBGE.
Porcentagem da
população atendida
A Porcentagem da população atendida é caracterizada pela
população estimada que poderá ser atendida com os serviços de
abastecimento de água da prefeitura municipal.
Para o cenário 3, pressupõe-se a intensificação dos investimentos
a longo prazo, a fim de universalizar o atendimento pelo sistema
público de água. Sendo assim, em meados do longo prazo a
prefeitura municipal estará atendendo toda a população das
localidades do entorno da sede.
Controle de perdas –
redução no Índice de
perdas
O controle de perdas faz inferência à redução das perdas na
distribuição de água, sendo neste cenário intensificados os
investimentos em longo prazo. Destaca-se que como não há
dados concretos de perdas, não foi possível mensurá-las, portanto
será adotado uma perda de 37,4% no médio prazo e em meados
do longo prazo essa perda chegará a 33,14%.
Fonte: Seletiva Cons ultoria e Projetos (2019).
A seguir serão apresentadas as metas para as variáveis citadas acima, resultantes
dos investimentos mais significativos em longo prazo:
39
• População atendida (%) (Sede)
Tabela 18: Metas para Porcentagem de População Atendida
Prazo Imediato Curto Médio Longo
Meta 90,23 91,50 94 100
Fonte:Seletiva Cons ultoria e Projetos (2019).
• Índice de perdas (%)
Tabela 19: Metas para Índice de Perdas
Prazo Imediato Curto Médio Longo
Meta 40 40 37,34 33,14
Fonte: Seletiva Cons ultoria e Projetos (2019).
A Tabela 20 apresenta as demandas de água em função das metas pré-estabelecidas
para o Cenário 3.
40
Tabela 20: Produção de Água para Atendimento Futuro do Sistema Tocos do Moji - Considerando as Metas Estabelecidas no Cenário 3
Ano População (hab)
Porcentagem da população
atendida (%)
População
atendida (hab)
Demanda
máxima (L/s) Perdas (%) Produção necessária (L/s)
Capacidade
instalada de
captação (L/s)
Saldo ou Déficit
de captação (L/s)
Volume de
reservação
disponível (m³)
Volume de
reservação
necessário (m³)
Saldo ou déficit
de reservação (m³)
2019 4113 90,23 3.712 7,30 37,40 10,04 25 14,96 1.121 290 831
2020 4129 90,23 3.726 7,33 37,40 10,07 25 14,93 1.121 291 830
2021 4145 91,00 3.772 7,42 37,40 10,20 25 14,80 1.121 294 827
2022 4161 91,50 3.808 7,49 37,40 10,29 25 14,71 1.121 297 824
2023 4177 92,00 3.843 7,56 37,40 10,39 25 14,61 1.121 300 821
2024 4193 92,50 3.879 7,63 37,40 10,49 25 14,51 1.121 303 818
2025 4209 93,00 3.915 7,70 37,40 10,58 25 14,42 1.121 305 816
2026 4225 94,00 3.972 7,81 37,34 10,73 25 14,27 1.121 310 811
2027 4241 95,00 4.029 7,92 37,24 10,88 25 14,12 1.121 314 807
2028 4257 96,00 4.087 8,04 37,14 11,03 25 13,97 1.121 318 803
2029 4273 97,00 4.145 8,15 37,04 11,18 25 13,82 1.121 322 799
2030 4288 98,00 4.203 8,27 36,74 11,31 25 13,69 1.121 326 795
2031 4304 99,00 4.261 8,38 36,44 11,44 25 13,56 1.121 330 791
2032 4320 100,00 4.320 8,50 36,14 11,57 25 13,43 1.121 334 787
2033 4336 100,00 4.336 8,53 35,64 11,57 25 13,43 1.121 334 787
2034 4352 100,00 4.352 8,56 35,14 11,57 25 13,43 1.121 334 787
2035 4368 100,00 4.368 8,59 34,64 11,57 25 13,43 1.121 334 787
2036 4384 100,00 4.384 8,62 34,14 11,57 25 13,43 1.121 334 787
2037 4400 100,00 4.400 8,65 33,64 11,57 25 13,43 1.121 334 787
2038 4416 100,00 4.416 8,68 33,14 11,57 25 13,43 1.121 334 787
Fonte: Se letiva Co ns ultoria e Projetos (2019).
Leg e nd a :
Imediato Curto Médio Longo
41
No Cenário 3 não há investimentos significativos nos prazos imediato, curto e médio
prazo, permanecendo as perdas no sistema e com um pequeno aumento da
população atendida do início do plano.
2.2.2.1 Avaliação Conclusiva dos Cenários para os Serviços de Abastecimento
de Água dos Sistemas de Tocos do Moji.
Observa-se que dos três cenários há um déficit de reservação apenas no cenário 3,
que é o cenário menos favorável. Cabe ressaltar que com a ampliação do
abastecimento para outras comunidades será necessário a instalação de
reservatórios nesses locais.
Não há previsão de déficit de tratamento de água em nenhum cenário apresentado,
ou seja, os sistemas de tratamento instalados atendem à demanda prevista para o
horizonte do plano. Cabe ressaltar que dois dos reservatórios disponíveis não estão
em operação, sendo imprescindível que os mesmos voltem a operar, além da
construção de novas estruturas.
A adoção do Cenário 1 seria uma condição a ser perseguida para a universalização
do abastecimento de água em quantidade e qualidade adequadas à população,
entretanto, no que pese o desejo e necessidade de ações que busquem este objetivo,
o intervalo de tempo para implementação das ações necessárias nos prazos imediato
e curto é pouco sustentável, tendo em vista que as etapas de estudos e planejamentos
seriam atropeladas por um anseio maior de realizar as ações. Ainda que exequível do
ponto de vista de engenharia, a implementação das metas nos prazos imediato e curto
(conforme o Cenário 1) esbarram nos aspectos financeiros, que vão além da vontade
dos gestores e prestações e anseios da sociedade.
O Cenário 3, por sua vez, seria aquele com maiores investimentos a longo prazo,
apesar do aumento nos investimentos em atendimento e redução de perdas, ainda
não seria o cenário considerado para a universalização do abastecimento de água.
Portanto, na adoção de um cenário, é importante considerar a capacidade do
responsável pela operação do sistema de abastecimento de água em cumprir as
metas estabelecidas, em nível técnico, operacional, financeiro e administrativo.
42
Sendo assim, o Cenário 2 passa a ser o mais plausível de se adotar, tendo em vista
a sustentabilidade do sistema e o planejamento prévio das ações, principalmente nas
metas de redução de perdas com necessidade de investimentos, controles e
melhorias no sistema atual. Considera-se ainda que o abastecimento de água potável
pela prefeitura municipal passaria a atender a uma quantidade maior de áreas em
Tocos do Moji.
2.2.3 Esgotamento Sanitário
Conforme já descrito no Diagnóstico do Sistema de Esgotamento Sanitário a prefeitura
municipal faz a coleta de esgotos da sede do município, em Fernandes há coleta em
parte da localidade e em Sertão não há coleta dos esgotos gerados pela população.
Há fossa rudimentares (sistemas individualizados) para o tratamento dos esgotos e
ocorre o lançamento dos esgotos “in natura” nos cursos d’água que drenam o
município.
A construção de cenários alternativos de demandas e das metas a serem executadas,
serão aqui apresentadas, considerando as carências identificadas na fase do
diagnóstico. O horizonte de planejamento do Plano será para 20 anos.
Nesse volume será apresentado a análise técnica, baseado no Projeto existente para
o sistema de esgotamento sanitário da sede do município e para os dois distritos,
elaborado em 2018.
Os demais bairros serão também avaliados, considerando soluções individualizadas,
porém esses não têm estudos e nem projetos específicos.
Em seguida, serão discutidas e fixadas as condições que nortearão o processo de
planejamento, objeto do estudo, com a projeção dos cenários de demandas pelos
serviços de saneamento.
Na definição de demandas por coleta e tratamento de esgoto para a sede de Tocos
do Moji, foram utilizados como base as informações da geração e demanda de
tratamento. Para tanto, foram adotados os parâmetros apresentados a seguir.
43
Ressalta-se que, o sistema de esgotamento sanitário projetado deverá ser do tipo
“Separador Absoluto”, não se admitindo o lançamento de efluentes pluviais ou águas
subterrâneas captadas de alguma forma ao sistema.
As contribuições à rede coletora de esgoto sanitário são essencialmente de origem
doméstica com possibilidade de lançamento de pequenas quantidades de
contribuições do comércio. Eventuais pequenas flutuações em casos isolados serão
desconsideradas.
As redes preferencialmente devem ser projetadas para funcionarem como conduto
livre em regime permanente e uniforme, de modo que a declividade da linha de energia
equivale à declividade da tubulação e é igual à perda de carga unitária.
2.2.3.1 A necessidade de Projeção Populacional
Analisando-se os estudos de projeção, considerou-se que o melhor ajuste da curva
de crescimento para as populações, foi o modelo de Projeção Linear. A escolha das
projeções é baseada no valor de R2, em que quanto mais próximo a 1 (um) mais
confiável será a projeção.
Segundo o estudo de estimativa de projeção da população aponta-se para o ano de
2019, ano de início da implantação do SES a população total de 4113 habitantes e
4416 habitantes para final de plano ano 2038, sendo 1.119 habitantes para a sede em
2019 e 1440 habitantes para o ano de 2038.
Para os distritos de Fernandes e de Sertão da Bernardina o crescimento populacional
foi realizado considerando a população de saturação, calculada a partir da densidade
de saturação para cada área específica.
No caso para o distrito de Sertão da Bernardina foi adotado a densidade de 70 hab x
hectares para início de plano e 75 habxhectares para final de plano. Tem-se a área
do distrito em início de plano igual a 3,45 hectares e final de plano de 4,78 hectares
(área de saturação), o que representará uma população de 245 habitantes e 290
habitantes respectivamente.
Para Fernandes tem-se 7,90 hectares e 7,78 hectares em início e final de plano
respectivamente, o que representará, 70 hab.x hectares e uma população de 435
44
habitantes (início de plano) e 505 habitantes (final de plano) e densidade populacional
de 6,75 hectares e 75 hab x hectares. ( valores estimados no Projeto do Sistema de
Esgotamento Sanitário). Porém, observa-se que esses valores estão abaixo dos
valores informados pela Prefeitura em 2019 para a elaboração do PMSB.
De acordo com o Projeto do SES, a população de localidades e bairros estão
apresentadas nas .
Tabela 21 e Tabela 22 .
Tabela 21: Estimativa Populacional do Distrito de Fernandes
População do Distrito de Fernandes
Alcance Ano População ( hab)
0 2018 435
1 2019 446
20 2038 505
Fonte: Seletiva Cons ultoria e Projetos (2018).
Tabela 22: Estimativa Populacional do Distrito de Sertão da Bernardina
População do Distrito de Sertão da Bernardina
Alcance Ano População ( hab)
0 2018 245
1 2019 265
20 2038 290
Fonte: Seletiva Cons ultoria e Projetos (2018).
2.2.3.2 Per Capita Médio de Esgoto
Conforme a NBR 13.969 tem-se a relação entre o tipo de edificação, a vazão “per
capita” de esgoto por habitante e a contribuição de DBO:
Tabela 23: Per capita médio de esgoto e carga orgânica
Tipo de edificação Contribuição de esgoto
(l/hab.d)
Contribuição de carga
orgânica (gDBO/hab.d)
Padrão alto 160 50
Médio 130 45
Baixo 100 40
Provisório 80 30
Fonte: ABNT - NBR 13.969/1997
45
Porém, a Prefeitura informou que o consumo “per capta de água é de 115 l/ habx dia,
na sede municipal e para os distritos, o que considerando o coeficiente de retorno de
0,80, tem-se a produção de esgoto de 92,0 l/hab xdia. Ressalta-se, que essa
contribuição de esgoto está abaixo do valor apontado na NBR supracitada.
2.2.3.3 Coeficiente de retorno (relação esgoto/água)
Para a contribuição “per capita” de esgoto a PNB 567 recomenda que utilize o
coeficiente de retorno de 0,80 com relação ao consumo de água.
2.2.3.4 Contribuição unitária de carga orgânica
A quantidade de matéria orgânica (DBO) produzida por pessoa, por dia, varia muito
de acordo com a região. Essa variação da contribuição “per capita” de DBO5 no Brasil
encontra-se entre 39 e 54 g/hab. x dia. A contribuição unitária de carga orgânica para
este projeto foi estabelecida de conformidade com a NBR 12.209 da ABNT, ou seja,
de 54 g DBO5/hab.x dia.
2.2.3.5 Contribuição de infiltração
A quantidade que infiltra depende ainda das características do solo (permeabilidade),
da posição do nível do lençol de água relativamente à de canalização de esgotos e do
material dos condutos e das estruturas dos poços de visita.
Neste projeto será adotado a contribuição de infiltração de 15% da Vazão média,
conforme orientação da FUNASA.
2.2.3.6 Coeficientes de reforço
Os valores adotados foram aqueles usualmente utilizados em sistemas de
abastecimento de água e de esgotos sanitários, associados às prescrições normativas
da ABNT:
• Coeficiente do dia de maior consumoK1 = 1,20
• Coeficiente da hora de maior consumoK2 = 1,50
• Coeficiente da hora de menor consumoK3 = 0,50
2.2.3.7 Vazões de dimensionamento
46
Para a determinação das vazões de dimensionamento foram consideradas as
contribuições domésticas e de infiltração utilizando as expressões a seguir:
• Vazões domésticas
As vazões coletadas e afluentes ao tratamento foram calculadas com os parâmetros
anteriores e de acordo com as expressões:
• Vazão média afluente
Qi P q C Qm +
× × = 86.400
Onde:
Qm = vazão média afluente em l/s;
P = população atendida;
q = cota “per-capita” de agua = 130 l/hab. x dia (sede) e 125 l/hab. x dia (
distritos);
C = coeficiente de retorno = 0,80;
Qi = 25% X Qmedia domestica
• Vazões industriais
No presente projeto não serão consideradas vazões industriais no dimensionamento
das unidades, uma vez que as indústrias existentes na área de contribuição não
representam potencial poluidor significativo. No caso do planejamento do sistema de
esgotamento sanitário de Tocos do Moji, não será levado em consideração para os
cálculos, à contribuição de vazões industriais. Uma vez que na sede do município não
existem empreendimentos que lançam efluentes com características muito diferentes
das dos efluentes domésticos.
• Vazões totais
As vazões totais contribuintes correspondem ao somatório das vazões domésticas e
de infiltração.
Q QD QI = +
Onde:
Q = vazão total contribuinte (L/s);
QD = contribuição de esgoto doméstico (L/s);
47
QI= contribuição de infiltração (L/s).
• Vazão mínima
A menor vazão a considerar em qualquer trecho não deverá ser inferior a 1,5 l/s.
A velocidade mínima na tubulação foi limitada pela tensão trativa, que não será inferior
a 1,00 Pa, garantindo as condições de arraste necessárias. A velocidade máxima
adotada será de 5,00 m/s para a vazão máxima de final de plano.
A tensão trativa será calculada pela seguinte fórmula:
T = 1000 Rh I ( kgf / m2 )
o Carga orgânica média afluente
Qm
CO P So
× =
Onde:
CO = concentração mgDBO/L
So = carga orgânica per capita = 54 gDBO/hab. x dia
P = população
Qm = vazão média afluente
2.2.3.8 Demanda por coleta e tratamento de esgotos
A demanda por tratamento de esgotos foi resultante da soma da vazão média de
contribuição e da vazão de infiltração, o que representa a vazão que efetivamente
chega em uma ETE ou em outro sistema de tratamento de esgotos.
Para esse Prognóstico serão consideradas metas de atendimento para cálculo das
demandas no horizonte de planejamento, chegando a 100% nos três cenários.
2.2.3.9 Capacidade instalada
A capacidade instalada refere-se à vazão média de tratamento. Neste prognóstico,
considerou-se a capacidade instalada como 0 já que inexiste no Município uma
Estação de Tratamento de Esgoto – ETE e fossa rudimentares.
2.2.3.10 Avaliação do saldo ou déficit
48
Para obter-se o saldo/déficit da extensão das redes coletoras foi utilizado o mesmo
valor calculado para demanda de extensão de rede referente ao número de população
da sede, já que no Município não existe nenhuma extensão de rede implementada.
2.2.4 Cenários para os serviços de esgotamento sanitário da sede
A seguir são apresentadas as disponibilidades e necessidades em relação ao serviço
de abastecimento de água para três cenários, traçados para o horizonte do plano (20
anos). Dessa forma, avaliou-se se o que existe atualmente será capaz de atender a
demanda futura.
a) Cenário 1
O Cenário 1 é a situação mais favorável para o Município, onde seriam alavancados
vultuosos investimentos, nos prazos imediato e curto, para a universalização do
sistema de esgotamento sanitário. A Tabela 24 a seguir apresenta as principais
características deste cenário.
Tabela 24: Principais características do Cenário 1
Variáveis Hipótese
População
A População a ser utilizada nesse estudo é proveniente da Projeção
Populacional elaborada a partir da projeção da população da sede de
Remanso (projeção geométrica), no qual se considera fatores
particulares do Município que possam interferir na linha de crescimento
tendencial elaborada pelo IBGE.
Taxa de Infiltração
A vazão de infiltração constitui uma parcela bastante significativa nas
vazões de esgoto que percorrem as tubulações e chegam à ETE. Neste
cenário, pressupõe-se uma intensificação dos investimentos para
implantação de rede com baixa taxa de infiltração.
Índice de cobertura por
rede de esgotos
Avalia o crescimento do índice de atendimento ao serviço de cobertura
por rede de esgotamento sanitário, sendo este considerado alto,
contemplando as ações de implantação da rede coletora, programas de
adesão tarifária da população e ações de fiscalização, focados em um
curto prazo no horizonte de planejamento.
Índice de tratamento de
esgotos
O crescimento do tratamento de esgotos é elevado, sendo que, em um
primeiro momento, prevê-se a construção de uma Estação de
Tratamento de Esgotos para atendimento de toda população da sede.
Também são considerados ações e programas focados na identificação
de lançamentos a céu aberto e implantação das demais instalações de
tratamento de esgoto. A universalização seria para o ano 2022.
Fonte: Seletiva Cons ultoria e Projetos (2019).
49
A seguir serão apresentadas as metas para as variáveis citadas acima, resultantes
dos investimentos mais significativos nos prazos imediato e curto:
• Taxa de Infiltração (L/s.km)
Tabela 25:Metas para Taxa de Infiltração
Prazo Imediato Curto Médio Longo
Meta 0,2 0,2 0,1 0,1
Fonte: Seletiva Cons ultoria e Projetos (2019).
• Índice de cobertura /coleta por rede de esgotos (%)
Tabela 26:Metas para Índice de Cobertura /Coleta por Rede de Esgotos
Prazo Imediato Curto Médio Longo
Meta 90 95 100 100
Fonte: Seletiva Cons ultoria e Projetos (2019).
• Índice de tratamento de esgotos (%)
Tabela 27:Metas para Índice de Tratamento de Esgotos
Prazo Imediato Curto Médio Longo
Meta 90 98 100 100
Fonte: Seletiva Cons ultoria e Projetos (2019).
A Tabela 28 apresenta as demandas de esgotamento sanitário em função das metas
pré-estabelecidas para o Cenário 1.
50 50
Tabela 28: Tratamento de Esgotos Sanitário para Atendimento Futuro do Sistema Tocos do Moji - Sede Considerando as Metas Estabelecidas no Cenário 1
Fo nte : Se letiva Co ns ultoria e Projetos (2019).
Leg e nd a :
Imediato Curto Médio Longo
51
De acordo com a planilha para o cenário 1, observa-se que a opção prevista será a
implantação de ações imediatas, a curto prazo de 4 anos. Nesse caso, o índice de
atendimento à população com sistema de esgotamento sanitário, chegaria em 100%
em 2022. De acordo com a projeção da população urbana o déficit de rede seria de
12,96 km em 2019 e 14,56 Km em 2038. Destaca-se que o município de Tocos possui
rede de coleta de esgotos, entretanto estão fora de padrões técnicos, portanto foi
adotado o valor de 0 km para sua extensão. Em relação ao déficit de tratamento seria
de 6,29 L/s em 2019 e 5,87 L/s em 2038. O atendimento à população da sede pelo
sistema de esgotamento sanitário chegaria a 100% em 2021.
Ressalta-se que esse cenário não é factível, uma vez que haveria necessidade de
vultuosos recursos financeiros.
b) Cenário 2
O cenário 2 do serviço de esgotamento sanitário, corresponde a situação onde a maior
parte dos investimentos se dá em curto e médio prazo do horizonte de planejamento.
Assim, as metas e ações serão atendidas nos períodos citados, e no final do horizonte
de planejamento os serviços seriam universalizados ou estariam próximos dos 100%
de atendimento. As principais características deste cenário são representadas na
Tabela 29.
Tabela 29: Principais características do Cenário 2
Variáveis Hipótese
População
A População a ser utilizada nesse estudo é proveniente da Projeção
Populacional elaborada a partir da projeção da população da sede de
Remanso (projeção geométrica), no qual se considera fatores
particulares do Município que possam interferir na linha de crescimento
tendencial elaborada pelo IBGE.
Taxa de infiltração
A vazão de infiltração constitui uma parcela bastante significativa nas
vazões de esgoto que percorrem as tubulações e chegam à ETE.
Neste Cenário, pressupõe-se uma intensificação moderada dos
investimentos para implantação de rede com baixa taxa de infiltração.
Índice de cobertura por
rede de esgotos
Avalia o crescimento do índice de atendimento ao serviço de cobertura
por rede de esgotamento sanitário, contemplando as ações de
implantação da rede coletora, programas de adesão tarifária da
população e ações de fiscalização, focados em um médio prazo no
horizonte de planejamento.
Sendo atendida a universalização em 2028.
Índice de tratamento de
esgotos
O crescimento do tratamento de esgotos é elevado, sendo prevista a
construção de uma Estação de Tratamento de Esgotos para atendimento
de toda população da sede conjuntamente à implantação da rede
52
Variáveis Hipótese
coletora. Também são consideradas ações e programas focados na
identificação de lançamentos a céu aberto e implantação das demais
instalações de tratamento de esgoto nos médios e longo prazos.
Fonte: Seletiva Cons ultoria e Projetos (2019).
A seguir serão apresentadas as metas para as variáveis citadas acima, resultantes
dos investimentos mais significativos nos prazos curto e médio:
• Taxa de Infiltração (L/s.km)
Tabela 30: Metas para Taxa de Infiltração
Prazo Imediato Curto Médio Longo
Meta 0,2 0,2 0,1 0,1
Fonte: Seletiva Cons ultoria e Projetos (2019).
• Índice de cobertura /coleta por rede de esgotos (%)
Tabela 31: Metas para Índice de Cobertura /Coleta por Rede de Esgotos
Prazo Imediato Curto Médio Longo
Meta 60 90 100 100
Fonte: Seletiva Cons ultoria e Projetos (2019).
• Índice de tratamento de esgotos (%)
Tabela 32: Metas para Índice de Tratamento de Esgotos
Prazo Imediato Curto Médio Longo
Meta 90 98 100 100
Fonte: Seletiva Cons ultoria e Projetos (2019).
A Tabela 33 apresenta as demandas de água em função das metas pré-estabelecidas
para o Cenário 2.
53
Tabela 33 Tratamento de Esgotos Sanitário para Atendimento Futuro do Sistema Tocos do Moji - Sede considerando as Metas Estabelecidas no Cenário 2
Fonte: Se letiva Co ns ultoria e Projetos (2019).
Leg e nd a :
Imediato Curto Médio Longo
54
O Cenário 2 tem as ações focadas em curto e médio prazos. O que se prevê que as
ações a serem implementadas deverão seguir diretrizes de estudos e projetos a serem
elaborados em um médio período de tempo. Ou seja, prevê-se que os investimentos
iniciais priorizem o planejamento das ações a serem tomadas neste médio prazo para
resultado nos demais. De acordo com a projeção da população da sede o déficit de
rede seria de 12,96 km em 2019 e 14,56 Km em 2038. Vale ressaltar que parte da
sede possui rede coletora de esgoto, entretanto sua extensão atual é desconhecida,
portanto os valores adotados para os cenários foram de 0 km. Já o déficit de
tratamento seria de 3.48 L/s em 2020 e 10,20 L/s em 2038. O atendimento à
população pelo sistema de esgotamento sanitário chegaria a 100% em 2028 situação
que favorece a estruturação do esgotamento sanitário no Município sendo a mais
tangível com tempo para a elaboração de projetos e estruturação do sistema para o
Município.
c) Cenário 3
O Cenário 3 considera a situação menos favorável para o Município, onde a maior
parte dos investimentos se dá em longo prazo, tendo em vista a sustentabilidade do
sistema e o planejamento prévio das ações. A Tabela 34 a seguir apresenta as
principais características deste cenário.
Tabela 34: Principais Características do Cenário 3
Variáveis Hipótese
População
A População a ser utilizada nesse estudo é proveniente da
Projeção Populacional elaborada a partir da projeção da
população da sede de Remanso (projeção geométrica), no qual
se considera fatores particulares do Município que possam
interferir na linha de crescimento tendencial elaborada pelo IBGE.
Taxa de infiltração
A vazão de infiltração constitui uma parcela bastante significativa
nas vazões de esgoto que percorrem as tubulações e chegam à
ETE. Neste
Cenário, pressupõe-se um custo a longo prazo dos investimentos
para implantação de rede com baixa taxa de infiltração.
Índice de cobertura por
rede de esgotos
Avalia o crescimento do índice de atendimento ao serviço de
cobertura por rede de esgotamento sanitário, contemplando as
ações de implantação da rede coletora, programas de adesão
tarifária da população e ações de fiscalização, focados a longo
prazo no horizonte de planejamento.
55
Variáveis Hipótese
Índice de tratamento de
esgotos
O crescimento do tratamento de esgotos é mais lento, sendo que,
em um primeiro momento, prevê-se a construção de uma Estação
de Tratamento de Esgotos para atendimento de toda população
da sede. Também são considerados ações e programas focados
na identificação de lançamentos a céu aberto e implantação das
demais instalações de tratamento de esgoto.
Fonte: Seletiva Cons ultoria e Projetos (2018).
A seguir serão apresentadas as metas para as variáveis citadas acima, resultantes
dos investimentos mais significativos em longo prazo:
• Taxa de Infiltração (L/s.km)
Tabela 35: Metas para Taxa de Infiltração
Prazo Imediato Curto Médio Longo
Meta 0,5 0,5 0.5 0,3
Fonte: Seletiva Cons ultoria e Projetos (2019).
• Índice de cobertura /coleta por rede de esgotos (%)
Tabela 36: Metas para Índice de Cobertura /Coleta por Rede de Esgotos
Prazo Imediato Curto Médio Longo
Meta 82 90 100 100
Fonte: Seletiva Cons ultoria e Projetos (2019).
• Índice de tratamento de esgotos (%)
Tabela 37: Metas para Índice de Tratamento de Esgotos
Prazo Imediato Curto Médio Longo
Meta 15 25 45 70
Fonte: Seletiva Cons ultoria e Projetos (2019).
Na Tabela 38 apresenta as demandas de água em função das metas préestabelecidas para o Cenário 3.
56
Tabela 38: Tratamento de Esgotos Sanitário para Atendimento Futuro do Sistema Tocos do Moji - Sede Considerando as Metas Estabelecidas no Cenário 3
Fo nte : Se letiva Co ns ultoria e Projetos (2019).
Leg e nd a : Imediato Curto Médio Longo
57
Em relação ao Cenário 3, as ações foram planejadas no horizonte de planejamento a
curto e médio prazos. De acordo com esse cenário os serviços de saneamento não
seriam universalizados com atendimento de tratamento de apenas 60 %. De acordo
com a projeção da população da sede o déficit de rede seria de 2,16 km em 2019 e
8,6 Km em 2038. Vale ressaltar que parte da sede possui rede coletora de esgoto,
porém fora de padrões técnicos, portanto os valores adotados para os cenários foram
de 0 km. Já o déficit de tratamento seria de 1,05 L/s em 2019 e5,23 L/s em 2038.
2.2.4.1 Avaliação conclusiva dos cenários
Avaliando os três Cenários aplicados neste Prognóstico, considera-se a adoção do
Cenário 2 o mais aplicável na gestão e planejamento das ações para os serviços de
esgotamento sanitário pois é o mais condizente com a realidade do econômica do
município, e este possibilita a sustentabilidade do sistema e planejamento adequado
das ações e metas estabelecidas no horizonte de planejamento do PMSB.
2.2.5 Resíduos Sólidos
Para a determinação das demandas por serviços de limpeza urbana e manejo de
resíduos sólidos foram adotados, a relação entre os valores correspondentes à
produção per capita dos mesmos e a “população projetada” para todos os anos do
horizonte de planejamento. Tais valores servirão de base para a determinação das
metas e elaboração dos projetos do sistema de coleta e tratamento desses tipos de
resíduos.
A partir das carências relacionadas ao sistema atual, foram identificadas variáveis que
devem ser consideradas no estabelecimento de cenários de planejamento que visam
suas melhorias.
Estas são descritas a seguir.
2.2.5.1 Massa de RSU gerados e coletados
Para a projeção dos quantitativos totais de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) gerados
utilizou-se como componente do cálculo a taxa de geração, elaborado pela
58
Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais
(ABRELPE, 2017) conforme apresentado no Produto Diagnóstico da Situação do
Saneamento Básico do PMSB de Tocos do Moji. De acordo com o apresentado no
documento, a geração per capita média no município de Tocos do Moji é de 1,217
kg/hab./dia. Além da taxa de geração, foram considerados os quantitativos
populacionais com base na projeção elaborada para o presente PMSB. Sendo assim,
a equação utilizada no cálculo tanto da massa de RSU gerado quanto da massa
coletada, é apresentada a seguir.
Massa de RSU gerados = (𝑔𝑔𝑔𝑔𝑔𝑔𝑔𝑔çã𝑜𝑜 𝒑𝒑𝒑𝒑𝒑𝒑 𝒄𝒄𝒄𝒄 𝒄𝒄𝒄𝒄𝒄𝒄 𝑑𝑑 𝑟𝑟í𝑑𝑑𝑑𝑑 )𝑥𝑥 𝑝𝑝 𝑝𝑝 𝑝𝑝 çã𝑜𝑜
Massa de RSU coletados = (𝑔𝑔𝑔𝑔𝑔𝑔𝑔𝑔çã𝑜𝑜 𝒑𝒑𝒑𝒑𝒑𝒑 𝒄𝒄𝒄𝒄 𝒄𝒄𝒄𝒄𝒄𝒄 𝑑𝑑 𝑟𝑟í𝑑𝑑𝑑𝑑 ) 𝑥𝑥 𝑝𝑝 𝑝𝑝 𝑝𝑝 çã𝑜𝑜 𝑎𝑎 𝑎𝑎 𝑎𝑎 𝑝𝑝 𝑐𝑐
2.2.5.2 Índice de cobertura do serviço de coleta convencional dos Resíduos
Sólidos Domiciliares (RSD)
Para apresentação dos índices de cobertura pelos serviços de coleta convencional de
RSD, o ponto de partida foi o índice atual de abrangência desse serviço apresentado
no diagnóstico do PMSB de Tocos do Moji. De acordo com informações da Prefeitura
Municipal de Tocos do Moji, atualmente 48,57% de todo o território do Município é
atendido pelos serviços de coleta convencional dos RSD. Desta forma, será
considerado este índice inicial para a cobertura do serviço de coleta convencional dos
RSD.
É apresentada a seguir a equação utilizada para cálculo do quantitativo da população
atendida pelo serviço de coleta convencional.
𝑃𝑃 çã𝑜𝑜 𝑎𝑎 𝑎𝑎 𝑎𝑎 = População (total) x Índice de atendimento
100
2.2.5.3 Taxa de recuperação de recicláveis
De acordo com o estudo “Panorama de Reciclagem no Brasil”, elaborado pelo
Compromisso Empresarial para Reciclagem (CEMPRE, 2015), o potencial de
reaproveitamento de materiais recicláveis (fração seca reciclável) na maioria dos
municípios brasileiros é de cerca de 32% do quantitativo total gerado. Apesar de
59
apresentar grande potencial de reciclagem, dificilmente ele é todo aproveitado. Em
bons sistemas de coleta seletiva, o percentual de recuperação dos RSU não
ultrapassa os 10%.
Sendo assim, foi calculado a massa de resíduos recuperados, baseada na taxa de
recuperação de recicláveis apresentada. Para tanto, foram estabelecidas metas
progressivas de 0% a 30% para a taxa de recuperação e estas foram multiplicadas
pela massa de resíduos coletados, conforme equação apresentada a seguir.
𝑀𝑀 𝑑𝑑 𝑟𝑟í𝑑𝑑𝑑𝑑 á𝑣𝑣 𝑟𝑟 =
Massa total de RSU coletado x Taxa de recuperação de recicláveis
2.2.5.4 Índice de Atendimento pelos Serviços de Limpeza Pública
Os serviços de limpeza pública como varrição e capina, são realizados na sede do
município de Tocos do Moji e nos distritos de Fernandes e Sertão da Bernardina. Em
relação aos serviços de recolhimento de resíduos de eventos e de limpeza das
estruturas de drenagem, estes são realizados no Município de uma forma geral. Por
fim, o serviço de poda é realizado na sede e esporadicamente nos distritos de
Fernandes e Sertão da Bernardina. Atualmente não se dispõe do percentual de
atendimento destes serviços no Município. Sendo assim, no presente PMSB não
serão inseridas metas para este serviço no prazo imediato, para os demais prazos
foram considerados os valores esperados para cada cenário proposto, com referência
as metas de atendimento de todos os serviços de limpeza pública.
A equação a ser utilizada para o cálculo desse índice é apresentada a seguir.
Í − 𝐿𝐿 𝐿𝐿 𝐿𝐿 𝑃𝑃ú𝑏𝑏 = População atendida pelos serviços
População que necessita dos serviços
𝑥𝑥 100
2.2.5.5 Resíduos da Construção Civil (RCC) e Resíduos Volumosos (RV)
Para se obter as projeções de geração de RCC e RV será adotada a taxa de geração
apresentada no diagnóstico do PMSB de Tocos do Moji. De acordo com o diagnóstico,
a taxa média de geração de RCC e RV por habitante é de 0,737 kg/hab/dia.
Atualmente, no município de Tocos do Moji, não há Unidades de Recebimento de
60
Pequenos Volumes (URPVs1), e não existem empresas privadas que realizam a
coleta e destinação do RCC e RV. Para se calcular a capacidade adequada a ser
instalada para o recolhimento/recebimento desses materiais deve-se considerar o
peso específico dos resíduos da construção civil, que é de aproximadamente 1.200
kg/m³, conforme a Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES,
2006), o volume do caminhão utilizado na coleta e a taxa de geração dos resíduos,
como mostram as equações a seguir.
𝑇𝑇 𝑑𝑑 𝑔𝑔𝑔𝑔𝑔𝑔𝑔𝑔çã𝑜𝑜 𝑑𝑑 𝑅𝑅𝑅𝑅𝑅𝑅 𝑅𝑅𝑅𝑅 = 0,737 x População Área Urbana
𝑑𝑑 𝑐𝑐 : 𝑅𝑅𝑅𝑅𝑅𝑅 𝑅𝑅𝑅𝑅 = Peso específico resíduo x Volume do equipamento
2.2.5.6 Destinação final adequada dos resíduos sólidos urbanos
Como mencionado no Produto Diagnóstico da Situação do Saneamento Básico, o
Município tem atualmente como forma de disposição final dos resíduos sólidos
urbanos o aterro sanitário em Pouso Alegre e não realiza a coleta seletiva. Dessa
forma, para cálculo da massa de resíduos encaminhada para disposição final, utilizouse equação que considera a massa de resíduos coletados e a taxa de recuperação
dos resíduos recicláveis, conforme apresentado a seguir.
𝑀𝑀 𝑑𝑑 𝑟𝑟í𝑑𝑑𝑑𝑑 𝑝𝑝 𝑑𝑑 çã𝑜𝑜 = 𝑀𝑀 𝑑𝑑 𝑅𝑅𝑅𝑅𝑅𝑅 𝑐𝑐 − 𝑀𝑀 𝑑𝑑 á𝑣𝑣 𝑟𝑟
2.2.6 Apresentação de Cenários
2.2.1 Cenário 1 dos Serviços de Limpeza Urbana e Manejo dos Resíduos
Sólidos
O Cenário 1 é a situação idealizada na qual seriam aplicados investimentos em curto
prazo para a adequação dos serviços inerentes à limpeza urbana e manejo de
resíduos sólidos. Para tal, a cobertura do serviço de limpeza pública seria ampliada,
além da efetivação de programas para a implantação da coleta seletiva e
consequentemente para aumento da taxa de recuperação de recicláveis e redução da
1 As Unidades de Recebimento de Pequenos Volumes (URPVs) são equipamentos públicos destinados
a receber entulho (tijolo, telha, concreto, azulejo, etc), resíduos de poda e terra limpa, assim como
pneus, colchões, madeiras e móveis velhos.
61
massa de resíduos gerados. Haveria a implantação de programas para um correto
gerenciamento de resíduos da construção civil, sendo estas ações realizadas em um
breve espaço temporal. A Tabela 39 apresenta as principais características deste
cenário.
Tabela 39 – Principais caracterís ticas do Cenário 1
Variáveis Hipótese
Índice de cobertura
do serviço de coleta
dos RSD
O índice de cobertura é caracterizado pela população efetivamente
atendida com a coleta de resíduos e com regularidade adequada, ou
seja, está associada à população efetivamente contemplada pela
coleta do lixo. O índice de cobertura relatado pela Prefeitura
Municipal de Tocos do Moji atualmente foi de 48,57% do território
municipal, sendo que neste cenário, pressupõe-se o alcance de
100% em curto prazo.
Índice de cobertura
pelos serviços de
coleta seletiva e Taxa
de recuperação de
recicláveis
No município de Tocos do Moji não há o serviço de coleta seletiva.
Desta forma, serão abordadas metodologias que visam a
implantação de tal serviço em curto prazo.
Abrangência dos
serviços de Limpeza
Pública
Tem por objetivo a ampliação dos serviços limpeza pública já
existente no Município como varrição, capina, poda e resíduos de
eventos/limpeza de estruturas de drenagem. Tal cenário objetiva um
maior atendimento em curto prazo, uma vez que as maiores
reclamações na oficina setorial estão relacionadas a ausência ou
insuficiência de limpeza urbana.
Resíduos da
Construção Civil e
Resíduos Volumosos
Caracteriza-se pela implantação de ações para gerenciamento dos
resíduos da construção civil em curto prazo, através da implantação
de URPVs e disponibilização de equipamentos para recolhimento
destes resíduos.
Destinação Final
Adequada dos
Resíduos Sólidos
Urbanos
Prevê medidas que visam a redução em curto prazo dos resíduos
destinados ao aterro sanitário de Pouso Alegre.
Fonte: Seletiva Consultoria e Projetos (2018)
As metas estabelecidas para este cenário, que levam em consideração os diferentes
horizontes de planejamento, são apresentadas a seguir.
Índice de cobertura do serviço de coleta dos RSD (%)
Prazo Imediato Curto Médio Longo
Meta 90,0 100,0 100,0 100,0
Índice de cobertura pelos serviços de coleta seletiva (%)
62
Prazo Imediato Curto Médio Longo
Meta 10,0 30,0 60,0 100,0
Taxa de recuperação de recicláveis (%)
Prazo Imediato Curto Médio Longo
Meta 5,0 10,0 20,0 30,0
Índice de massa de resíduos sólidos coletados (%)
Prazo Imediato Curto Médio Longo
Meta 90,0 96,0 100,0 100,0
Abrangência dos serviços de Limpeza Pública (%)
Prazo Imediato Curto Médio Longo
Meta *¹ 80% 100% 100%
*¹ Devido à falta de dados referentes aos índices de atendimento dos serviços de limpeza pública atual, a
projeção deste serviço não pode ser calculada para o prazo imediato. Para os demais prazos foram
considerados os valores esperados para cada cenário proposto, com referência as metas de atendimento
de todos os serviços de limpeza pública.
Eliminação de locais de disposição inadequada dos Resíduos da
Construção Civil (RCC) e Resíduos Volumosos (%)
Prazo Imediato Curto Médio Longo
Meta 5,0 10,0 40,0 100,0
Metas para redução da geração de resíduos (%)
Prazo Imediato Curto Médio Longo
Meta 2,0 5,0 23,0 50,0
Na Tabela 40 é possível observar uma prospecção das variáveis mencionadas para
os 20 anos do horizonte de planejamento do PMSB. Nela também é apresentada a
projeção referente à massa gerada de resíduos da construção civil, além da massa
de resíduos gerada para disposição final, sendo que neste cenário, todas as metas
apresentadas são cumpridas em um breve espaço temporal.
63
Tabela 40–Geração de resíduos e recuperação através da reciclagem, considerando as metas estabelecidas no Cenário 1
*¹ Devido à falta de dados referentes aos índices de atendimento dos serviços de limpeza pública atual, a projeção deste serviço não pode ser calculada para o prazo imediato. Para os demais prazos foram considerados os valores esperados para cada cenário
proposto, com referência as metas de atendimento de todos os serviços de limpeza pública.
Leg e nd a :
Fo nte : Se letiva Co ns ultoria e Projetos (2019).
Imediato Curto Médio Longo
2.2.1 Cenário 2 dos Serviços de Limpeza Urbana e Manejo dos Resíduos
Sólidos
No Cenário 2 foram estabelecidas metas para um planejamento de execução a curto
e médio prazo, tendo em vista maiores dificuldades que deverão ser enfrentadas pelo
Município, como disponibilidade orçamentária e maior necessidade de tempo para
planejamento e implantação das ações Tabela 41.
Tabela 41 – Principais caracterís ticas do Cenário 2
Variáveis Hipótese
Índice de cobertura
do serviço de coleta
dos RSD
O índice de cobertura é caracterizado pela população efetivamente
atendida com a coleta de resíduos e com regularidade adequada, ou
seja, está associada à população efetivamente contemplada pela
coleta do lixo. O índice de cobertura relatado pela Prefeitura
Municipal de Tocos do Moji atualmente foi de 48,57% do território
municipal, sendo que neste cenário, pressupõe-se o alcance de
100% em curto prazo.
Índice de cobertura
pelos serviços de
coleta seletiva e Taxa
de recuperação de
recicláveis
No município de Tocos do Moji não há o serviço de coleta seletiva.
Desta forma, serão abordadas metodologias que visam a
implantação de tal serviço em médio prazo.
Abrangência dos
serviços de Limpeza
Pública
Tem por objetivo a ampliação dos serviços limpeza pública já
existente no Município como varrição, capina, poda e resíduos de
eventos/limpeza de estruturas de drenagem. Tal cenário objetiva um
maior atendimento em curto e médio prazo, uma vez que as maiores
reclamações nas oficinas setoriais estão relacionadas a ausência ou
insuficiência de limpeza urbana.
Resíduos da
Construção Civil
Caracteriza-se pela implantação de ações para gerenciamento dos
resíduos da construção civil em curto e médio prazo, através da
implantação de URPVs e disponibilização de equipamentos para
recolhimento destes resíduos.
Destinação Final
Adequada dos
Resíduos Sólidos
Urbanos
Prevê medidas que visam a redução em curto e médio prazo dos
resíduos destinados ao aterro sanitário de Pouso Alegre.
Fonte: Seletiva Consultoria e Projetos (2018)
As metas estabelecidas para este cenário, que levam em consideração os diferentes
horizontes de planejamento, são apresentadas a seguir.
Índice de cobertura do serviço de coleta dos RSD (%)
Prazo Imediato Curto Médio Longo
Meta 80,0 100,0 100,0 100,0
Índice de cobertura pelos serviços de coleta seletiva (%)
Prazo Imediato Curto Médio Longo
Meta 5,0 10,0 40,0 100,0
Taxa de recuperação de recicláveis (%)
Prazo Imediato Curto Médio Longo
Meta 90,0 100,0 100,0 100,0
Índice de massa de resíduos sólidos coletados (%)
Prazo Imediato Curto Médio Longo
Meta 90,0 91,5 93,0 100,0
Abrangência dos serviços de Limpeza Pública (%)
Prazo Imediato Curto Médio Longo
Meta *¹ 70% 90% 100%
*¹ Devido à falta de dados referentes aos índices de atendimento dos serviços de limpeza pública atual, a
projeção deste serviço não pode ser calculada para o prazo imediato. Para os demais prazos foram
considerados os valores esperados para cada cenário proposto, com referência as metas de atendimento
de todos os serviços de limpeza pública.
Eliminação de locais de disposição inadequada dos Resíduos da
Construção Civil (RCC) e Resíduos Volumosos (%)
Prazo Imediato Curto Médio Longo
Meta 3,0 6,0 30,0 100,0
Metas para redução da geração de resíduos (%)
Prazo Imediato Curto Médio Longo
Meta 0,5 1,5 10,0 30,0
Na Tabela 40 é possível observar uma prospecção das variáveis mencionadas na
para os 20 anos do horizonte de planejamento do PMSB. Nela também é apresentada
a projeção referente à massa gerada de resíduos da construção civil, além da massa
de resíduos gerada para disposição final, sendo que neste cenário, todas as metas
apresentadas são cumpridas de forma escalonada do período imediato ao médio
prazo
Tabela 42–Geração de resíduos e recuperação através da reciclagem, considerando as metas estabelecidas no Cenário 2
*¹ Devido à falta de dados referentes aos índices de atendimento dos serviços de limpeza pública atual, a projeção deste serviço não pode ser calculada para o prazo imediato. Para os demais prazos foram considerados os valores esperados para cada cenário
proposto, com referência as metas de atendimento de todos os serviços de limpeza pública.
Leg e nd a :
Fonte: Seletiva Consultoria e Projetos (2018)
Imediato Curto Médio Longo
67
2.2.2 Cenário 3 dos Serviços de Limpeza Urbana e Manejo dos
Resíduos Sólidos
No Cenário 3 prevalece uma situação de morosidade das ações resultando em
investimentos com maior intensidade em longo prazo. Nesse cenário também são
consideradas as mesmas variáveis dos demais cenários, porém com atendimento dos
serviços em menor abrangência e com índices não tão satisfatórios como idealizado
nos demais cenários.
A Tabela 43 apresenta as principais características deste cenário.
Tabela 43 – Principais caracterís ticas do Cenário 3
Variáveis Hipótese
Índice de cobertura
do serviço de coleta
dos RSD
O índice de cobertura é caracterizado pela população efetivamente
atendida com a coleta de resíduos e com regularidade adequada, ou
seja, está associada à população efetivamente contemplada pela
coleta do lixo. O índice de cobertura relatado pela Prefeitura
Municipal de Tocos do Moji atualmente foi de 48,57% do território
municipal, sendo que neste cenário, pressupõe-se o alcance de
100% em médio prazo.
Índice de cobertura
pelos serviços de
coleta seletiva e Taxa
de recuperação de
recicláveis
No município de Tocos do Moji não há o serviço de coleta seletiva.
Desta forma, serão abordadas metodologias que visam a
implantação de tal serviço em longo prazo.
Abrangência dos
serviços de Limpeza
Pública
Tem por objetivo a ampliação dos serviços limpeza pública já
existente no Município como varrição, capina, poda e resíduos de
eventos/limpeza de estruturas de drenagem. Tal cenário objetiva um
maior atendimento somente em longo prazo.
Resíduos da
Construção Civil
Caracteriza-se pela implantação de ações para gerenciamento dos
resíduos da construção civil em médio e longo prazo, através da
implantação de URPVs e disponibilização de equipamentos para
recolhimento destes resíduos.
Destinação Final
Adequada dos
Resíduos Sólidos
Urbanos
Prevê medidas que visam a redução a longo prazo dos resíduos
destinados ao aterro sanitário de Pouso Alegre.
Fonte: Seletiva Consultoria e Projetos (2018)
As metas estabelecidas para este cenário, que levam em consideração os diferentes
horizontes de planejamento, são apresentadas a seguir.
68
Índice de cobertura do serviço de coleta dos RSD (%)
Prazo Imediato Curto Médio Longo
Meta 75,0 90,0 100,0 100,0
Índice de cobertura pelos serviços de coleta seletiva (%)
Prazo Imediato Curto Médio Longo
Meta 2,0 9,0 20,0 40,0
Taxa de recuperação de recicláveis (%)
Prazo Imediato Curto Médio Longo
Meta 0,5 1,0 3,0 10,0
Índice de massa de resíduos sólidos coletados (%)
Prazo Imediato Curto Médio Longo
Meta 90,0 91,0 91,5 93,5
Abrangência dos serviços de Limpeza Pública (%)
Prazo Imediato Curto Médio Longo
Meta *¹ 60% 75% 90%
*¹ Devido à falta de dados referentes aos índices de atendimento dos serviços de limpeza pública atual, a
projeção deste serviço não pode ser calculada para o prazo imediato. Para os demais prazos foram
considerados os valores esperados para cada cenário proposto, com referência as metas de atendimento
de todos os serviços de limpeza pública.
Eliminação de locais de disposição inadequada dos Resíduos da
Construção Civil (RCC) e Resíduos Volumosos (%)
Prazo Imediato Curto Médio Longo
Meta 1,0 3,0 15,0 60,0
Metas para redução da geração de resíduos (%)
Prazo Imediato Curto Médio Longo
Meta 0,0 1,0 5,0 18,0
69
Na Tabela 44 é possível observar uma prospecção das variáveis mencionadas para
os 20 anos do horizonte de planejamento do PMSB. Nela também é apresentada a
projeção referente à massa gerada de resíduos da construção civil, além da massa
de resíduos gerada para disposição final, sendo que neste cenário, todas as metas
apresentadas são cumpridas em longo prazo e não há universalização de alguns dos
serviços essenciais, como limpeza pública.
Tabela 44–Geração de resíduos e recuperação através da reciclagem, considerando as metas estabelecidas no Cenário 3
*¹ Devido à falta de dados referentes aos índices de atendimento dos serviços de limpeza pública atual, a projeção deste serviço não pode ser calculada para o prazo imediato. Para os demais prazos foram considerados os valores esperados para cada cenário
proposto, com referência as metas de atendimento de todos os serviços de limpeza pública.
Legenda
Fonte: Seletiva Consultoria e Projetos (2018)
Imediato Curto Médio Longo
71
2.2.2.1 Avaliação Conclusiva dos Cenários para os Serviços de Limpeza
Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos
A partir dos diferentes cenários elaborados referentes a prestação dos serviços de
limpeza urbana e manejo dos resíduos sólidos, foi possível avaliar qual deles atende
de melhor forma as necessidades do Município, considerando as potencialidades e
carências identificadas relacionadas aos prazos para cumprimento de cada um,
orçamentos disponíveis para cada serviço e demais peculiaridades.
Observando os objetivos e atendimento de serviços do Cenário 1, este seria a
condição ideal para a prestação adequada dos serviços de limpeza urbana e manejo
de resíduos sólidos à população de Tocos do Moji, entretanto, o intervalo de tempo
para implementação das ações necessárias em curto prazo é pouco sustentável,
tendo em vista que as etapas de estudos e planejamentos seriam atropeladas por um
desejo maior de realizar as ações. Além disso, as metas em curto prazo estabelecidas
no Cenário 1 esbarram nos aspectos financeiros, que vão além da vontade dos
gestores e anseios da sociedade.
Por outro lado, o Cenário 3 seria aquele com menores investimentos a médio e longo
prazo, postergando a melhoria do manejo de resíduos, indo, portanto, na contramão
das políticas e legislação que regem os serviços de saneamento, a exemplo da
Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) - Lei Federal nº 12.305/2010.
Para escolha de um cenário, é importante considerar a capacidade do órgão operador
em cumprir as metas estabelecidas em nível técnico, operacional, financeiro e
administrativo, e ainda, em uma unidade territorial condizente com a realidade local.
De posse do exposto, o Cenário 2 passa a ser o mais plausível de se alcançar, tendo
em vista a sustentabilidade do sistema.
Ressalta-se que no eixo de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos não existem
projetos futuros relacionados ao tema, conforme informado pela Prefeitura Municipal
de Tocos do Moji.
72
2.2.3 Drenagem Urbana e Manejo das Águas Pluviais
2.2.3.1 Manejo e Drenagem Pluvial
Conforme já comentado o município de Tocos do Moji, possui algumas estruturas de
microdrenagem, porém sem cadastro técnico. Algumas galerias existentes, porém, de
menor porte também não dispõem de cadastro. A ausência deste cadastro também é
prejudicial na avaliação do atual sistema, impedindo determinar se o mesmo atende
ou não a capacidade exigida, o que dificulta visualizar a necessidade de ampliação.
A topografia do município, bem como as condições do relevo regional contribuem para
um melhor escoamento das águas pluviais sobre o território de Tocos do Moji, atuando
como um importante sistema de macrodrenagem e em situações locais, onde a escala
é menor, como microdrenagem.
O Município de Tocos do Moji apresenta baixa densidade populacional, mesmo em
sua sede, o que acaba por contribuir para minimiza os problemas provocados por
essas ocupações, bem como na impermeabilização de grandes áreas, que poderiam
proporcionar alteração no comportamento do escoamento superficial.
Em Tocos do Moji não possui Plano Diretor de Drenagem Urbana, o que se torna uma
deficiência, uma vez que tal instrumento traz todas as diretrizes de gestão para os
serviços de drenagem no município. Esse Plano deve estar inter-relacionado com os
serviços de limpeza pública, como varrição de vias e capina e que se não forem
realizados de forma correta, comprometem toda a funcionalidades das bocas de lobo
e das sarjetas.
Dentre os principais problemas levantados pela equipe técnica, o Município apresenta
é que em épocas de chuvas intensas há pontos de algumas vias que ficam alagadas,
devido à falta de manutenção das estruturas de drenagem. E ainda, as casas
construídas muito próximas aos cursos estão sujeitas a serem inundadas.
Devido à falta de dados disponíveis, a metodologia que será utilizada para a
construção dos cenários dos serviços de drenagem urbana no Município será
exclusivamente teórica. Optou-se então em adotar cinco indicadores que permitirão o
monitoramento das ações propostas ao longo do tempo.
73
2.2.3.2 Unidade de planejamento e gestão
É de fundamental importância para aqueles municípios pertencentes a mesma bacia
hidrográfica, o estabelecimentos de diretrizes, objetivos e metas de forma que todos
os serviços previstos, inclusive o de drenagem pluvial seja tratado de forma integrada,
considerando as contribuições à jusante e à montante da bacia.
O município de Tocos do Mogi está localizado na bacia do Rio Moji Guacú. Em nível
estadual, ela pertencente ao Estado de São Paulo e constitui a Unidade de
Gerenciamento de Recursos Hídricos 09 - UGRHI 09 localizada a noroeste do Estado.
2.2.3.3 Cobertura domiciliar de sistemas de drenagem
Este indicador quantifica a porcentagem de domicílios do Município que estão
situados em vias que possuem sistema de drenagem implantado, considerando os
seguintes mecanismos: sarjetas, bocas coletoras/grelhas, poços de visita, galerias de
pequeno, médio e grande porte, bueiros, pontes, dentre outros. Tal indicador também
apresenta o quanto a rede de drenagem se desenvolveu ao longo do tempo,
importante informação para determinar a eficiência do sistema de drenagem municipal
e os mecanismos de gestão do governo municipal utilizados. Para quantificar esse
indicador é utilizada a seguinte equação:
• Cálculo
Para fins de cálculo foram utilizados como dados de referência os valores obtidos a
partir do Censo Demográfico de 2010 do Instituto Brasileiro de Engenharia e
Estatística, já para o número de domicílios total e para domicílios localizados em ruas
74
com sistema de drenagem foi estimado 305 unidades2, tendo em vista que o município
tem um bom atendimento de estruturas de drenagem.
Total de domicílios= 305 x100 / (356) = 85,80%
2.2.3.4 Limpeza e manutenção preventiva dos sistemas de drenagem
Este indicador é adotado para quantificar a eficiência do sistema de limpeza e
manutenção da micro e macrodrenagem urbana municipal além de auxiliar na
distribuição de investimento nesta área. Ressalta-se a importância desses serviços de
manutenção pois a manutenção eficiente ou não será o início da ocorrência de
alagamentos e inundações. A equação a seguir permite-se avaliar a eficiência de
limpeza das estruturas de drenagem no município. O percentual mais próximo de
100% será aquele considerado a melhor eficiência da limpeza/manutenção.
Esse indicador torna-se difícil de mensuração, tendo em vista que no município a
maior reclamação da população é em relação ao sistema de drenagem e a falta de
manutenção.
2.2.3.5 Incidência de domicílios acometidos por inundações e alagamentos
Esse indicador fornece a quantidade de extravasamentos das águas pluviais dos
canais de drenagem para suas áreas marginais. Tal extravasamento pode acarretar
desde riscos a vida da população local até trazer até graves patologias em edificações
ao longo do tempo. A equação a seguir demostra como este indicador deve ser
calculado.
2 Dados estimados, considerando o levantamento plani-altimetrico existe no município e elaborado pele
empresa Seletiva Consultoria e Projetos em 2018.
75
• Cálculo
No caso de Tocos, segundo informações repassadas por funcionários recentemente
não há eventos de inundações. Assim, o número de domicílios acometidos por
inundações e alagamentos é 0 (zero). Período considerado: últimos 10 anos.
2.2.4 Apresentação dos Cenários
Mesmo utilizando cálculos matemáticos para auxiliar na projeção de horizontes de
planejamento para o Sistema de Drenagem Urbana e Manejo de Águas Pluviais, os
mesmos não fornecem fundamento necessário para apresentar cenários realísticos,
já que as informações sobre o tema são inexistentes e vagas.
Diante do exposto a melhor metodologia é estabelecer metas percentuais que visam
uma melhoria no sistema em relação a situação atual, situação que deve ser
mensurada em estudo específico desenvolvido futuramente. Neste Prognóstico optouse pela apresentação de 3 (três) cenários, conforme descrito a seguir:
a) Cenário 1
Na elaboração do primeiro cenário, Cenário 1, foi levado em consideração que a
economia brasileira iria apresentar um bom desenvolvimento em curto prazo, sendo
realizado diversas reformas estruturais necessárias, principalmente na área de
infraestrutura econômica, o que permitiria o desenvolvimento de tecnologias e
inovações apropriadas e ambientalmente sustentáveis, capazes de impulsionar os
investimentos públicos em saneamento básico no país, fornecendo condição para a
adequação e ampliação dos serviços de drenagem urbana e manejo de águas pluviais
no município, cabe enfatizar que este cenário foi previsto para um curto prazo de
execução das ações, porém este investimento em curto prazo, gera um esforço
elevado para garantir a usualidade do mesmo.
Tabela 45: Principais Características do Cenário 1
Variáveis Hipótese
Unidade de
Planejamento e Gestão
Nesse Cenário considera-se que a unidade de planejamento e
gestão das ações referente ã drenagem urbana serão executadas
considerando a visão integrada da Bacia Hidrográfica.
76
Variáveis Hipótese
Cobertura Domiciliar do
sistema de drenagem
Nesse Cenário pressupõe-se que os investimentos sejam
intensificados em prazo imediato e curto de forma a universalizar
o atendimento da população com sistema de drenagem adequado
e eficiente.
Limpeza Manutenção
preventiva dos sistemas
de drenagem
No Cenário 1, foi considerado como meta um plano de
manutenção preventiva, onde possam ser desenvolvidas ações
contínuas de limpeza e manutenção das estruturas de drenagem
existentes, e essas terão caráter contínuo e inter relacionada com
os serviços de limpeza urbana do município.
Incidência de domicílio
acometidos por
inundações e
alagamentos no
município
Trata-se de um planejamento de ações de monitoramento e
controle do volume das cheias nos corpos hídricos, ao longo do
tempo. Levando em consideração outras medidas que interferem
nas causas das inundações e enchentes, como a falta de
cobertura dos sistemas de drenagem, limpeza e manutenção
dessas estruturas. No Cenário 1, será considerada como ações
imediata o mapeamento de áreas susceptíveis a eventos de
inundações e alagamentos, bem como metas para controle do
extravasamento das águas pluviais nas áreas marginais dos
cursos d'água, medidas de monitoramento e alerta para evitar
danos materiais, patrimoniais e integridade física nas áreas
sujeitas ao potencial risco, onde as ações terão prazos
escalonados dentro do horizonte de planejamento do Plano,
atentando no final do cenário de planejamento 100% da
população municipal
Áreas acometidas por
processos erosivos
Trata-se de um planejamento que busca avaliar a quantidade de
áreas susceptíveis a erosão do Município, devido ao uso e
ocupação do solo, e retirada da cobertura vegetal do mesmo, o
que contribui para o aparecimento de feições erosivas de
diferentes formas, tamanhos e processos. No Cenário 1 serão
consideradas como metas, o mapeamento dessas áreas
susceptíveis aos processos erosivos, medidas de controle,
preservação e recuperação das áreas, afim de evitar processos
erosivos, sendo as ações realizadas e potencializadas até o médio
prazo, porém dando continuidade de forma permanente as ações
e metas previstas dentro do horizonte de planejamento do PMSB
(do emergencial ao longo prazo).
Fonte: Seletiva Cons ultoria e Projetos (2019).
• Cobertura domiciliar dos sistemas de drenagem (%)
Como já citado o município não possui um cadastro da rede de drenagem. Os dados
de rede existente foram obtidos através do mapa plani altimétrico realizado pela
empresa Seletiva e que poderá ser utilizado como ferramenta para controle de ações.
77
Tabela 46: Metas para Cobertura Domiciliar dos Sistemas de Drenagem
Prazo Imediato Curto Médio Longo
Meta 55 90 100 100
Fonte: Seletiva Cons ultoria e Projetos (2019).
• Incremento da limpeza e manutenção preventiva dos sistemas de
drenagem (%)
O município de Tocos do Moji, não possui plano de manutenção preventiva para os
sistemas de drenagem urbana. Neste cenário será considerado como meta, em prazo
Imediato, um planejamento do qual preverá ações constantes, e a curto, médio e longo
prazo, de limpeza e manutenção preventiva, contemplando as áreas cobertas por
sistemas de drenagem, e ocorrendo a universalização do serviço a longo prazo.
Tabela 47: Metas para Incremento da Limpeza e Manutenção Preventiva dos
Sistemas de Drenagem
Prazo Imediato Curto Médio Longo
Meta 40 70 90 100
Fonte: Seletiva Cons ultoria e Projetos (2019).
• Áreas e domicílios acometidos por inundações e alagamentos (%)
Pelo fato de que não foi relatado recentemente áreas de inundações no município, e
tendo em vista que 100% da área urbana é pavimentada e ainda os acessos aos
bairros e distritos e grande parte das ruas dessas localidade também são
pavimentadas, cabe ao município monitorar os pontos de cotas topográficas baixas e
onde estão as estruturas de drenagem (macro e microdrenagem).
Desta forma, propõe-se que nos prazos emergencial e curto, deverá ser feito um plano
de controle de cheias, um mapeamento das áreas sujeitas a inundações no Município
e uma manutenção efetiva nas estruturas de drenagem atual. A longo prazo deverá
ser feito a implantação e ampliação do sistema de drenagem do Município.
Tabela 48:Metas para Áreas e domicílios acometidos por inundações e
alagamentos
Prazo Imediato Curto Médio Longo
Meta 40 65 85 100
Fonte: Seletiva Cons ultoria e Projetos (2019).
78
• Áreas acometidas por processos erosivos
No Cenário 1, propõe-se para conter as movimentações de massa, como erosão e
escorregamento de taludes, ações como a elaboração do levantamento das áreas que
são susceptíveis a esses processos e a realização de medidas de controle,
preservação e recuperação da cobertura do solo nesses mesmos locais, tais ações
possuem prazo emergência. Já para curto, médio e longo prazo fica previsto a
continuidade dessas ações.
Tabela 49:Metas para Áreas Acometidas por Processos Erosivos
Prazo Imediato Curto Médio Longo
Meta 65 75 85 100
Fonte: Seletiva Cons ultoria e Projetos (2019).
b) Cenário 2
Para o Cenário 2, dos serviços de drenagem urbana e manejo de águas pluviais, leva
em consideração uma situação mais realista do que o Cenário 1, ou seja, é
apresentado um conjunto de metas menos ambicioso, tanto para o curto, médio e
longo prazo.
Neste cenário, pressupõe-se que a economia brasileira apresente os reflexos de uma
economia instável e que os fomentos para os serviços de saneamento, proveniente
de órgão Federais continuem escassos, sendo nesse cenário que as metas e ações
sejam atendidas em prazos escalonadas, dentro da capacidade de endividamento do
município, porém não considerando a universalização dos serviços devido as
dificuldades apresentadas para planejamento e execuções das ações deste cenário.
Tabela 50: Principais Características do Cenário 2
Variáveis Hipótese
Unidade de
Planejamento e Gestão
Trata-se da unidade a ser utilizada para planejamento e gestão
das ações referente à drenagem urbana e manejo de águas
pluviais. Neste cenário, considera-se que as ações serão
planejadas e executadas considerando uma visão integrada da
bacia hidrográfica, tendo essa unidade como planejamento e
gestão.
79
Variáveis Hipótese
Cobertura Domiciliar do
sistema de drenagem
Trata-se do percentual de domicílios situados em ruas com
sistemas de drenagem urbana (sarjetas, bocas coletoras/grelhas,
poços de visita, galerias de pequeno, médio e grande porte,
pontes). Neste cenário, serão consideradas metas para aumentar
o índice de moradias atendidas pelo sistema de drenagem urbana,
onde as ações terão prazos maiores dentro do horizonte de
planejamento do PMSB, e a cobertura se dará 90% a longo prazo,
no entanto, as ações serão iniciadas e intensificadas no prazo
imediato.
Limpeza Manutenção
preventiva dos sistemas
de drenagem
No Cenário 2, foi considerado como meta um plano de
manutenção preventiva, onde possam ser desenvolvidas ações
contínuas de limpeza e manutenção das estruturas de drenagem
existentes, e essas terão caráter contínuo e inter relacionada com
os serviços de limpeza urbana do município. Devido a carência de
corpo técnico e recurso financeiro, as ações serão desenvolvidas
a médio e longo prazo, atingindo 95% dos sistemas de drenagem
no final do horizonte de planejamento do PMSB.
Incidência de domicílio
acometidos por
inundações e
alagamentos no
município
Trata-se de um planejamento de ações de monitoramento e
controle do volume das cheias nos corpos hídricos, ao longo do
tempo. Levando em consideração outras medidas que interferem
nas causas das inundações e enchentes, como a falta de
cobertura dos sistemas de drenagem, limpeza e manutenção
dessas estruturas. No Cenário 2
será considerada como metas, o mapeamento de áreas sujeitas a
inundações e alagamentos, que será executado em prazo
imediato e curto, devido à falta de mão de obra técnica, as obras
de controle do extravasamento das águas pluviais nas áreas
marginais dos cursos d’água, medidas de monitoramento e alerta
serão executadas a curto e longo prazo, em função da falta de
recursos humanos e financeiro.
Áreas acometidas por
processos erosivos
Trata-se de um planejamento que busca avaliar a quantidade de
áreas susceptíveis a erosão do Município, devido ao uso e
ocupação do solo, e retirada da cobertura vegetal do mesmo, o
que contribui para o aparecimento de feições erosivas de
diferentes formas, tamanhos e processos. No Cenário 2 serão
consideradas como metas de curto prazo, o levantamento das
áreas susceptíveis a processos erosivos no Município, as medidas
de preservação e vegetação na cobertura do solo, afim de evitar
processos erosivos, ocorrerão a curto, médio e longo prazo,
escalonados durante o período de planejamento do PMSB.
Fonte:Seletiva Cons ultoria e Projetos (2019).
• Cobertura domiciliar dos sistemas de drenagem (%)
Assim como no Cenário 1, a primeira ação proposta é a criação do cadastro da rede
de drenagem do Município, tal rede possibilita levantar propostas futuras para o
sistema de drenagem urbana municipal.
80
Tabela 51: Metas para Cobertura Domiciliar dos Sistemas de Drenagem
Prazo Emergencial Curto Médio Longo
Meta Valor
desconhecido 30 60 90
Fonte: Seletiva Cons ultoria e Projetos (2019).
• Incremento da limpeza e manutenção preventiva dos sistemas de
drenagem (%)
No Cenário 2 serão considerados em prazo emergencial e curto o planejamento da
execução das ações, já em médio prazo deve ser executado as mesmas. Foi levado
em consideração que nesse cenário haverá falta de mão de obra e equipamentos
próprios para limpeza e manutenção.
Tabela 52: Metas para Incremento da Limpeza e Manutenção Preventiva dos
Sistemas de Drenagem
Prazo Emergencial Curto Médio Longo
Meta Valor
desconhecido 20 60 95
Fonte: Seletiva Cons ultoria e Projetos (2019).
• Domicílios acometidos por inundações e alagamentos (%)
Esta variável deverá, em imediato e curto prazos, possuir um plano de controle de
cheias e um mapeamento das áreas que estão sujeitas a inundações no Município, já
em médio e longo prazo deverão ser construídos mecanismos dos sistemas de micro
e macrodrenagem para evitar tais ocorrências.
Tabela 53: Metas para Áreas e domicílios acometidos por inundações e
alagamentos
Prazo Emergencial Curto Médio Longo
Meta 50 60 76 95
Fonte: Seletiva Cons ultoria e Projetos (2019).
• Áreas acometidas por processos erosivos
Em relação a áreas acometidas por processos erosivos, o Cenário 2 apresenta, para
prazo emergencial e curto, a realização de um planejamento das áreas que estão
sujeitas aos processos erosivos e um planejamento d0as medidas de controle. Já a
execução das ações de preservação e recuperação da cobertura do solo em áreas
81
onde existem incidências de processos erosivos, devido à falta corpo técnico, serão
executadas a médio e longo prazo, porém no final do horizonte de planejamento ainda
haverá áreas sujeitas a processos erosivos.
Tabela 54: Metas para Áreas Acometidas por Processos Erosivos
Prazo Emergencial Curto Médio Longo
Meta Valor
desconhecido 30 50 75
Fonte: Seletiva Cons ultoria e Projetos (2019).
c) Cenário 3
O Cenário 3 considera a situação mais desfavorável para o Município, onde a maior
parte dos investimentos não estão nos prazos emergenciais, curtos e médios, mas
sim nos longos prazos, o que dificulta a implementação das ações que foram previstas
para a universalização dos serviços de drenagem urbana e manejo de águas pluviais
em Tocos do Moji. Para o Cenário 3 a economia mundial e o desempenho da
economia brasileira se equivalem com o que foi apresentado para o Cenário 2, desta
forma a economia continua apresentando imprecisões e inconsistências que
impossibilitam investimentos privados. Neste Cenário, se propõe uma menor
influência do Estado, com uma ampliação da participação do setor privado na
prestação de serviços de funções essenciais e a pouca ampliação de marcos
regulatórios. Prevê-se poucos investimentos em inovações tecnológicas atrapalhando
na renovação de processos produtivos e ainda pode ocorrer que as metas e ações,
caso ocorram, que estas estariam desarticuladas. Nesse sentido, para o Cenário 3,
não se espera níveis satisfatórios dos serviços de saneamento básico e não atinge a
universalização dos serviços para os municípios.
82
Tabela 55: Principais Características do Cenário 3
Variáveis Hipótese
Unidade de
Planejamento e Gestão
Trata-se da unidade a ser utilizada para planejamento e gestão
das ações referente à drenagem urbana e manejo de águas
pluviais. Neste cenário, considera-se que as ações serão
planejadas e executadas considerando uma visão apenas
municipal, tendo essa unidade como planejamento e gestão.
Cobertura Domiciliar do
sistema de drenagem
Trata-se do percentual de domicílios situados em ruas com
sistemas de drenagem urbana (sarjetas, bocas coletoras/grelhas,
poços de visita, galerias de pequeno, médio e grande porte,
pontes). No cenário 3, serão consideradas metas para aumentar
o índice de moradias atendidas pelo sistema de drenagem urbana,
onde as ações serão realizadas a médio e longo prazos dentro do
horizonte de planejamento do PMSB, em função da falta de
recursos humanos e financeiros para execução das obras. Esse
cenário não atingirá a universalização.
Limpeza Manutenção
preventiva dos sistemas
de drenagem
Trata-se de um planejamento, para adequação e funcionamento
dos serviços de limpeza e manutenção das estruturas de
drenagem, com objetivo de evitar futuros problemas relacionados
a seu estado de conservação. No Cenário 3, serão consideradas
como meta, um plano de limpeza e manutenção de maneira
preventiva, onde o planejamento ocorrerá em médio prazo, devido
a carência de corpo técnico, e as ações serão desenvolvidas a
longo prazo, atingindo 65% dos sistemas de drenagem.
Incidência de domicílio
acometidos por
inundações e
alagamentos no
município
Trata-se de um planejamento de ações de monitoramento e
controle do volume das cheias nos corpos hídricos, ao longo do
tempo. Levando em consideração outras medidas que interferem
nas causas das inundações e enchentes, como a falta de
cobertura dos sistemas de drenagem, limpeza e manutenção
dessas estruturas. No Cenário 3, serão considerados como
metas, o mapeamento das áreas sujeitas a inundações e
alagamentos, que será executado em médio prazo, devido à falta
de mão de obra técnica, as obras de controle do extravasamento
das águas pluviais nas áreas marginais dos cursos d’água,
medidas de monitoramento e alerta serão executadas
Áreas acometidas por
processos erosivos
Trata-se de um planejamento que busca avaliar a quantidade de
áreas susceptíveis a erosão do Município, devido ao uso e
ocupação do solo, e retirada da cobertura vegetal do mesmo, o
que contribui para o aparecimento de feições erosivas de
diferentes formas, tamanhos e processos.
No Cenário 3 serão consideradas como metas de curto e médio
prazo, o levantamento das áreas sustentáveis a processos
erosivos no Município, as medidas de preservação e vegetação
na cobertura do solo, afim de evitar processos erosivos, ocorrerão
a médio e longo prazo, considerando o período de planejamento
do PMSB.
Fonte: Seletiva Cons ultoria e Projetos (2019).
83
• Cobertura domiciliar dos sistemas de drenagem (%)
Assim como os demais cenários, a primeira ação proposta é a criação do cadastro da
rede de drenagem do Município, tal rede possibilita levantar propostas futuras para o
sistema de drenagem urbana municipal. Será considerado para o Cenário 3 um índice
de atendimento de 60% como meta a longo prazo para cobertura domiciliar dos
sistemas de drenagem, não considerando assim a universalização devido às
dificuldades apresentadas para planejamento e execuções das ações deste cenário.
Tabela 56: Metas para Cobertura Domiciliar dos Sistemas de Drenagem
Prazo Emergencial Curto Médio Longo
Meta Valor
desconhecido 40 60 90
Fonte: Seletiva Cons ultoria e Projetos (2019).
• Incremento da limpeza e manutenção preventiva dos sistemas de
drenagem (%)
No Cenário 3 serão considerados em prazo curto e médio o planejamento da
execução das ações, já em longo prazo deve ser executado as mesmas ações de
limpeza e manutenção preventiva. Foi levado em consideração que nesse cenário
haverá falta de mão de obra e equipamentos próprios para limpeza e manutenção.
Tabela 57: Metas para Incremento da Limpeza e Manutenção Preventiva dos
Sistemas de Drenagem
Prazo Emergencial Curto Médio Longo
Meta Valor
desconhecido 20 60 90
Fonte: Seletiva Cons ultoria e Projetos (2019).
• Áreas acometidas por processos erosivos
O Cenário 3 apresenta, para prazo curto e médio, a realização de um planejamento
das áreas que estão sujeitas aos processos erosivos e um planejamento das medidas
de controle. Já a execução das ações de preservação e recuperação da cobertura do
solo em áreas onde existem incidências de processos erosivos, devido à falta corpo
técnico, serão executadas a longo prazo, porém no final do horizonte de planejamento
ainda haverá áreas sujeitas a processos erosivos.
84
Tabela 58: Metas para Áreas Acometidas por Processos Erosivos
Prazo Emergencial Curto Médio Longo
Meta Valor
desconhecido
Valor
desconhecido 50 70
Fonte: Fonte: Seletiva Cons ultoria e Projetos (2019).
2.2.4.1 Avaliação conclusiva dos cenários para os serviços de drenagem
urbana e manejo de águas pluviais
Considerando que no município há estruturas de drenagem, foram propostos 3
cenários de melhorias para os serviços de drenagem urbana e manejo de águas
pluviais, considerando que atualmente o município não oferece nenhum estudo ou
projeto ou ações de execução para o supracitado eixo.
No primeiro cenário serão implementadas ações que proporcionarão uma melhoria
contínua dos serviços em prazos escalonados dentro do horizonte de planejamento
do PMSB (imediato ao longo do prazo). No período emergencial serão priorizadas
ações de planejamento e estruturação dos serviços e no período de curto, médio e
longo prazo ocorrerá maiores investimentos para execução das ações planejadas,
atingindo-se assim a universalização do serviço de drenagem a longo prazo.
No cenário 2 o planejamento e a estruturação das ações se darão de forma mais
efetiva a partir do curto e médio prazo, devido à falta de corpo técnico, a execução
das ações se dará a médio e longo prazo, devido às dificuldades que o Município
enfrentará com a falta de recursos (materiais, humano e orçamentários). Neste
cenário, não haverá uma universalização dos serviços de drenagem no Município,
porem índices satisfatórios de atendimento serão alcançados.
Para o cenário 3, a realidade é pessimista no que diz respeito aos investimentos
previstos para o horizonte do planejamento do PMSB, as ações serão realizadas de
forma morosa, a longo prazo, com pouco recurso financeiro e falta de mão de obra,
não havendo a universalização dos serviços.
Para adotar um cenário, deve-se considerar se o órgão operador possui capacidade
técnica, operacional, financeira e administrativa de cumprir as metas que foram
estabelecidas.
85
Analisando os três cenários acima apresentados, considera-se como adequado a
adoção do cenário 2, tendo em vista que este cenário prevê melhorias significativas
para os serviços prestados referente a drenagem urbana e manejo de águas pluviais
do município de Tocos do Moji, levando em consideração as limitações técnicas,
operacionais e financeiras do Município, chegando próximo a universalização dos
serviços (objetivo da Política Nacional de Saneamento).
86
3 IDENTIFICAÇÃO DAS CARÊNCIAS NOS SERVIÇOS DE S ANEAMENTO
Neste item são relembradas as carências nos serviços de saneamento básico do
Município de Tocos do Moji, identificadas no Diagnóstico. Essas informações foram
complementadas com as novas deficiências previstas após considerar o crescimento
populacional e a distribuição espacial desse crescimento até o ano de 2039, que
representa o último do ano do horizonte, para o qual o presente PMSB está sendo
elaborado.
3.1 Abastecimento de Água
Neste item são relembradas as carências nos serviços de saneamento básico do
Município de Tocos do Moji, identificadas no Diagnóstico do PMSB (Produto 1). Essas
informações foram complementadas com as novas deficiências previstas após
considerar o crescimento populacional e a distribuição espacial desse crescimento até
o ano de 2039, que representa o último do ano do horizonte, para o qual o presente
PMSB está sendo elaborado.
Diante das informações levantadas, foram identificadas as principais carências
relativas ao serviço de abastecimento de água, subdivididas pelos sistemas onde elas
ocorrem (Tabela 59).
Tabela 59: Resumo das Carências Identificadas no SAA de Tocos do Moji
Prestador Carências
Prefeitura
municipal
• Não possui política Tarifa Social consolidada;
• Inexiste programa de educação ambiental continuado sobre
o tema abastecimento de água;
• Todas a captações de água sem outorga;
• Intermitências na distribuição de água;
• Cadastro/ registro/ mapeamento incompletos de
infraestruturas, como reservatórios e sistemas simplificados;
• Dificuldade na gestão e na manutenção dos sistemas
alternativos coletivos de abastecimento de água sob
responsabilidade da Prefeitura Municipal;
• Ausência de controles gerenciais e operacionais dos
sistemas;
87
Prestador Carências
• Ausência de instrumentos normativos para regulação dos
serviços de abastecimento de água.
Fonte: Seletiva Cons ultoria e Projetos (2018).
3.2 Esgotamento sanitário
Neste item são relembradas as carências nos serviços de saneamento básico do
Município de Tocos do Moji, identificadas no Diagnóstico do PMSB (Produto 1). Essas
informações foram complementadas com as novas deficiências previstas após
considerar o crescimento populacional e a distribuição espacial desse crescimento até
o ano de 2039, que representa o último do ano do horizonte, para o qual o presente
PMSB está sendo elaborado.
Diante das informações levantadas, foram identificadas as principais carências
relativas ao serviço de esgotamento sanitário no município:
Tabela 60: Resumo das carências identificadas no SEE de Tocos do Moji
Prestador Carências
Prefeitura
municipal
• Não possui política Tarifa consolidada;
• Inexiste programa de educação ambiental continuado sobre
o tema esgotamento sanitário;
• Todo esgoto coletado é lançado nos cursos d’água sem
tratamento;
• Redes antigas sem padronização;
• Reclamações frequentes de redes obstruídas;
• Cadastro/ registro/ mapeamento incompletos ou
inexistentes;
• Ausência de controles gerenciais e operacionais dos
sistemas;
• Ausência de instrumentos normativos para regulação dos
serviços de esgotamento sanitário;
Fonte: Seletiva Cons ultoria e Projetos (2018).
3.3 Resíduos Sólidos
Neste item são apresentadas as carências do sistema de Limpeza Urbana e Manejo
dos Resíduos Sólidos do município de Tocos do Moji, identificadas no Produto
88
Diagnóstico da Situação do Saneamento Básico. Essas informações foram
complementadas com as novas deficiências previstas após considerar o crescimento
populacional e a distribuição espacial desse crescimento até o ano de 2039, que
representa o último do ano do horizonte para o qual este PMSB está sendo elaborado.
Durante a elaboração do diagnóstico deste PMSB, foram identificadas carências
relacionadas aos serviços de Limpeza Urbana e Manejo dos Resíduos, tanto pelos
técnicos da equipe da Seletiva Consultoria e Projetos quanto pela população, durante
a realização da oficina setorial no município de Tocos do Moji. Além disso, com base
no prognóstico foi possível identificar as demandas futuras para os serviços. Estas
carências são descritas a seguir.
a) Resíduos Sólidos Domiciliares (RSD)
• Inexistência de atendimento pelo serviço de coleta de RSD apenas no
bairro Pitangueiras;
• Frequência insuficiente de coleta de RSD nos distritos e bairros;
• Inexistência de mapeamento do serviço de coleta de RSD;
• Acondicionamento inadequado dos RSD;
• Existência de pontos de descarte irregular de RSD no Município;
• Necessidade de instalação de cestos públicos ao longo de todo
Município.
b) Resíduos Sólidos da Limpeza Urbana (RSLU)
• Inexistência de planejamento e mapeamento das atividades de varrição,
capina e poda;
• Inexistência de reaproveitamento dos resíduos provenientes da poda.
c) Resíduos da Construção Civil (RCC) e Resíduos Volumosos (RV)
• Necessidade de ações para redução do acúmulo de entulho e dos
pontos de descarte inadequado desses resíduos;
89
• Inexistência de iniciativa para a reciclagem dos RCC.
d) Resíduos de Serviços de Saúde (RSS)
• Necessidade de adequação dos abrigos para armazenamento
temporário dos RSS nos postos de saúde dos distritos do Município;
• Necessidade de treinamento e capacitação dos funcionários das
unidades de saúde sobre a gestão dos RSS;
• Necessidade de controle dos empreendimentos particulares de saúde
(laboratórios, clínicas odontológicas e veterinárias, etc) do Município.
e) Resíduos Cemiteriais
• Necessidade de elaboração do plano municipal de gerenciamento de
resíduos e efluentes líquidos/gasosos nos cemitérios públicos de Tocos
do Moji.
f) Resíduos com Logística Reversa, de óleos comestíveis,
agrossilvopastoris e de serviços públicos de saneamento
• Inexistência de programas para gerenciamento dos resíduos com
logística reversa, de óleos comestíveis, agrossilvopastoris e de serviços
públicos de saneamento.
g) Área para destinação final de resíduos
• Inexistência de plano de controle ambiental e plano de encerramento
da área do antigo lixão.
h) Coleta Seletiva e reaproveitamento de materiais recicláveis
• Inexistência de coleta seletiva implantada no Município;
• Inexistência de cooperativa ou associação de trabalhadores de materiais
recicláveis.
Para que essas carências sejam supridas serão estabelecidos objetivos para o eixo
de Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos, a serem cumpridos mediante o
estabelecimento de programas e ações.
90
3.4 Drenagem Urbana e Manejo de águas pluviais
Na Tabela 61, lista-se as carências que foram observadas pela equipe técnica em
campo.
Tabela 61: Carências da Drenagem Urbana e Manejo das Águas Pluviais
Prestador Carências
Prefeitura
municipal
• Não possui estruturas de drenagem em todas as ruas do
município;
• Ausência de Cadastro de rede;
• Falta manutenção preventiva;
• Áreas urbanas e rurais praticamente 60% impermeáveis3,
necessita de controle dos pontos de cota altimetrica mais
baixa;
• Necessidade de criação do Plano Diretor de Drenagem
Urbana Municipal;
• Necessidade de criação do Plano de Manutenção
Preventiva das Infraestruturas de Drenagem;
• Adequar a capacidade das secretarias às demandas da
gestão/operacionalização da infraestrutura de drenagem;
• Não há orçamento específico para a drenagem, tornando-a
financeiramente não-autossustentável.
Fonte: Seletiva Cons ultoria e Projetos (2018).
3 Foi considerado o percentual de 60% de ruas impermeáveis tendo em vista que as tipo n
pavimentações utilizadas nas vias públicas são do tipo de bloquetes Esse pavimento possui faixa de
média à baixa de permeabilidade, embora, ainda assim conseguem infiltrar a água da chuva com
relativa eficiência.
91
4 HIERARQUIZAÇÃO DAS ÁREAS DE INTERVENÇÃO PRIORITÁRIAS
4.1 Abastecimento de Água
A hierarquização proposta neste PMSB para os serviços de abastecimento de água
tem por objetivo identificar as áreas de intervenção prioritária, onde se verificam as
maiores carências em relação ao sistema de abastecimento de água. Foram criados
indicadores que permitem uma análise quantitativa. Os indicadores sugeridos para a
determinação das áreas que necessitam de maiores intervenções foram definidos em
função dos serviços considerados essenciais:
a) Água Tratada (A)
O ideal seria a composição de um indicador de atendimento aos padrões de
potabilidade, no entanto, a análise da potabilidade da água consumida fica
impossibilitada uma vez que não são realizadas análises periódicas de água em
diversos sistemas de abastecimento de água (coletivos e individuais) nas localidades
do Município. Desta forma propõem um indicador de água tratada (A) com a realização
de uma análise quantitativa da existência ou não de tratamento.
Propõem-se a adoção dos seguintes valores para o indicador (A):
• Peso 0: Sim – Com atendimento através da ETA
• Peso 1: Não – Sem atendimento
• Peso geral: 0,5 – Sendo o cálculo: (A * 0,75)
b) Rede de distribuição de água (R)
Esse indicador analisa a abrangência do serviço de rede de distribuição de água nas
localidades. Para definição deste indicador considera-se a rede de distribuição de
água pela prefeitura municipal, ou rede de distribuição via captação de água por poço
artesiano da prefeitura municipal. Sendo as variáveis:
• Peso 0: Rede de distribuição da prefeitura
• Peso 1: Não possui
• Peso geral: 0,25 - Sendo o cálculo: (R * 0,25)
92
Os resultados dos indicadores foram agrupados em um índice, o Índice de Priorização
de Abastecimento (IPA). Foi estabelecido, a priori, que o acesso à água tratada,
avaliado pelo indicador de atendimento (A), tem maior peso, sendo a ele atribuído
peso 0,75, enquanto o indicador de rede de distribuição (R) possui peso 0,25.
Portanto, o cálculo do Índice de Priorização de Abastecimento será:
IPA =(A*0,75) + (R*0,25)
A pontuação final do Índice varia de 0 a 1 e se refere, respectivamente, à melhor e à
pior condição de acesso aos serviços em questão. Quanto mais próximos do valor 1,
os resultados serão considerados os mais críticos em relação ao sistema de
abastecimento de água.
Na Tabela 62 são apresentados os Índices de Priorização de Abastecimento de Água
das localidades do município de Tocos do Moji.
93
Tabela 62: Priorização de Abastecimento de Água Potável em Tocos do Moji
Local População
(2019)
Nota Aplicada Peso Multiplicado Índice
Final
A R A R
Sede 1440 0 0 0 0 0
Fernandes de Cima 85 0 0 0 0 0
Fernandes Centro 540 0 0 0 0 0
Sertão da
Bernardina 290 1 0 0,75 0 0,75
Nogueiras 74 1 1 0,75 0,25 1
Moreira 52 1 1 0,75 0,25 1
Andrades 228 1 1 0,75 0,25 1
Cachoeira 65 1 1 0,75 0,25 1
Ponte de Pedra 14 1 1 0,75 0,25 1
Copa do Moji 137 1 1 0,75 0,25 1
Pitangueira 15 1 1 0,75 0,25 1
Sobradinho 25 1 1 0,75 0,25 1
Barro Branco 56 1 0 0,75 0 0,75
Brejo Grande 9 1 1 0,75 0,25 1
Borges 37 1 1 0,75 0,25 1
Copa 15 1 1 0,75 0,25 1
Santa Luzia 28 1 1 0,75 0,25 1
Barreirinho 9 1 1 0,75 0,25 1
Limoeiro 22 1 1 0,75 0,25 1
Barreiro 55 1 1 0,75 0,25 1
Muquem 23 1 1 0,75 0,25 1
Tijuco Preto 32 1 1 0,75 0,25 1
Pedra Negra 113 1 1 0,75 0,25 1
Pinhal Redondo 114 1 1 0,75 0,25 1
Espraiado 112 1 1 0,75 0,25 1
Paredes 180 1 1 0,75 0,25 1
Damásio 69 1 1 0,75 0,25 1
Moji 49 1 1 0,75 0,25 1
Cana do Reino 48 1 1 0,75 0,25 1
Moji III 30 1 1 0,75 0,25 1
Segredo 7 1 1 0,75 0,25 1
Vargem Grande 28 1 1 0,75 0,25 1
Capinzal 133 1 1 0,75 0,25 1
Fonte: Seletiva Cons ultoria e Projetos (2018)
As áreas serão hierarquizadas quão maiores forem as notas obtidas no índice. Em
caso de empate será considerado como critério de desempate o número maior de
94
população. Assim, uma parcela mais significativa da população deverá ser fornecida
com o serviço de abastecimento de água com qualidade.
Para aplicação do IPES no município de Tocos do Moji, foram consideradas as
informações das localidades repassadas Prefeitura Municipal.
Sendo assim, na Tabela 63 é apresentado o resultado final da hierarquização das
áreas de intervenção prioritária considerando o critério de desempate ora
mencionado.
Tabela 63: Hierarquização de Abastecimento de Água Potável em Tocos do Moji
Hierarquização Local População
(2019)
Nota
Aplicada
Peso
Multiplicado Índice
Final
A R A R
1º Andrades 228 1 1 0,75 0,25 1
2º Paredes 180 1 1 0,75 0,25 1
3º Copa do Moji 137 1 1 0,75 0,25 1
4º Capinzal 133 1 1 0,75 0,25 1
5º Espraiado 112 1 1 0,75 0,25 1
6º Pinhal Redondo 114 1 1 0,75 0,25 1
7º Pedra Negra 113 1 1 0,75 0,25 1
8º Nogueiras 74 1 1 0,75 0,25 1
9º Damásio 69 1 1 0,75 0,25 1
10º Cachoeira 65 1 1 0,75 0,25 1
11º Barreiro 55 1 1 0,75 0,25 1
12º Moreira 52 1 1 0,75 0,25 1
13º Moji 49 1 1 0,75 0,25 1
14º Cana do Reino 48 1 1 0,75 0,25 1
15º Borges 37 1 1 0,75 0,25 1
16º. Santa Luzia 28 1 1 0,75 0,25 1
17º Vargem Grande 28 1 1 0,75 0,25 1
18º Moji III 30 1 1 0,75 0,25 1
19º Tijuco Preto 32 1 1 0,75 0,25 1
20º Limoeiro 22 1 1 0,75 0,25 1
21º Muquem 23 1 1 0,75 0,25 1
22º Sobradinho 25 1 1 0,75 0,25 1
23º Copa 15 1 1 0,75 0,25 1
24º Ponte de Pedra 14 1 1 0,75 0,25 1
25º Pitangueira 15 1 1 0,75 0,25 1
26º Brejo Grande 9 1 1 0,75 0,25 1
27º Barreirinho 9 1 1 0,75 0,25 1
28º Segredo 7 1 1 0,75 0,25 1
29º Sertão da Bernardina 290 1 0 0,75 0 0,75
95
Hierarquização Local População
(2019)
Nota
Aplicada
Peso
Multiplicado Índice
Final
A R A R
31º Barro Branco 56 1 0 0,75 0 0,75
32º Sede 1440 0 0 0 0 0
33º Fernandes Centro 540 0 0 0 0 0
34º Fernandes de Cima 85 0 0 0 0 0
Fonte: Seletiva Cons ultoria e Projetos (2018)
Cabe ressaltar que a metodologia previamente apresentada se caracteriza como uma
ferramenta de auxílio à decisão. Isto significa que a priorização das áreas de
intervenção dependerá, além dos índices encontrados, de outros critérios não
contemplados, como a abrangência da utilização de cisternas para captação de chuva
e da localização de cada área em estudo no território municipal.
Dessa forma, apenas através de uma análise integrada desses e de outros fatores, o
“decisor” poderá indicar as áreas prioritárias de atendimento, visando à
universalização da prestação dos serviços.
4.2 Esgotamento Sanitário
A hierarquização proposta neste PMSB para os serviços de esgotamento sanitário
tem por objetivo identificar as áreas de intervenção prioritária, onde se verificam as
maiores carências em relação ao serviço de coleta e tratamento de esgoto. Foram
criados indicadores que permitem uma análise quantitativa. Os indicadores sugeridos
para a determinação das áreas que necessitam de maiores intervenções foram
definidos em função três serviços considerados essenciais:
a) Sistema de Tratamento de Esgoto (T)
Tendo em vista a padronização das redes coletoras existentes e a inexistência do
tratamento dos esgotos, propõem-se um indicador com análise qualitativa da
existência ou não de tratamento por localidade. O sistema de tratamento identificado
corresponde aos tipos de tratamento (reatores anaeróbios, fossa séptica, lagoas de
estabilização, biodigestores etc.), propõem-se a adoção dos seguintes valores para o
indicador (T):
• Peso 0,5: Atende parcialmente a população
• Peso 1: Não possui
96
• Peso geral: 0,3 - Sendo o cálculo: (T * 0,3)
b) Coleta de esgoto (C)
Este indicador se limita à existência de rede coletora nas localidades, que pode ser
atendida parcialmente a população, com a existência de rede em algumas ruas, com
atendimento a toda a população ou não possui nenhum tipo de coleta.
Propõem-se a adoção dos seguintes valores para o indicador (C):
• Peso 0,5: Atende parcialmente a população
• Peso 0: Atende toda a população
• Peso 1: Não possui
• Peso geral: 0,3 - Sendo o cálculo: (C * 0,3)
c) Eficiência de Tratamento (ET)
O ideal seria a composição de um indicador de atendimento aos padrões de eficiência
de tratamento, no entanto, devido à precariedade nos sistemas existentes e a
inexistência de análises laboratoriais, propõem-se um indicador com análise
qualitativa da eficiência de remoção suficiente do tratamento, eficiência de remoção
insuficiente ou não se aplica, quando não houver remoção do sistema de tratamento.
Propõem-se a adoção dos seguintes valores para o indicador (ET):
• Peso 0,5: Eficiência de tratamento suficiente
• Peso 0: Não se aplica
• Peso 1: Eficiência de tratamento insuficiente
• Peso geral: 0,4 - Sendo o cálculo: (ET * 0,4)
O resultado dos indicadores foi agrupado em um índice, o Índice de Priorização de
Esgotamento Sanitário (IPES). Foi estabelecido que, a priori, o acesso ao sistema de
tratamento (T), e coleta adequada (C) tem menor peso, sendo a eles atribuído peso
0,3, enquanto o indicador de Eficiência de Tratamento (ET) possui peso maior, no
valor de 0,4.
A pontuação final do Índice varia de 0 a 1 e se refere, respectivamente, à melhor e à
pior condição de acesso aos serviços em questão. Quanto mais próximos do valor 1,
97
os resultados serão considerados os mais críticos em relação ao sistema de
esgotamento sanitário.
Portanto, o cálculo do Índice de Priorização de Esgotamento Sanitário será:
IPES =(T*0,3) + (C*0,3) + (ET*0,4)
A Tabela 64 são apresentados os Índices de Priorização de Esgotamento Sanitário
das localidades do município de Tocos do Moji.
Tabela 64: Priorização do Esgotamento Sanitário em Tocos do Moji
Local População
(2019) T C ET T C ET Índice
Final
Sede 1440 1 0,5 0 0,3 0,15 0 0,45
Fernandes de Cima 85 1 0 0 0,3 0 0 0,3
Fernandes Centro 540 1 0,5 0 0,3 0,15 0 0,45
Sertão da Bernardina 290 1 0 0 0,3 0 0 0,3
Nogueiras 74 1 0 0 0,3 0 0 0,3
Moreira 52 1 0 0 0,3 0 0 0,3
Andrades 228 1 0 0 0,3 0 0 0,3
Cachoeira 65 1 0 0 0,3 0 0 0,3
Ponte de Pedra 14 1 0 0 0,3 0 0 0,3
Copa do Moji 137 1 0 0 0,3 0 0 0,3
Pitangueira 15 1 0 0 0,3 0 0 0,3
Sobradinho 25 1 0 0 0,3 0 0 0,3
Barro Branco 56 1 0 0 0,3 0 0 0,3
Brejo Grande 9 1 0 0 0,3 0 0 0,3
Borges 37 1 0 0 0,3 0 0 0,3
Copa 15 1 0 0 0,3 0 0 0,3
Santa Luzia 28 1 0 0 0,3 0 0 0,3
Barreirinho 9 1 0 0 0,3 0 0 0,3
Limoeiro 22 1 0 0 0,3 0 0 0,3
Barreiro 55 1 0 0 0,3 0 0 0,3
Muquem 23 1 0 0 0,3 0 0 0,3
Tijuco Preto 32 1 0 0 0,3 0 0 0,3
Pedra Negra 113 1 0 0 0,3 0 0 0,3
Pinhal Redondo 114 1 0 0 0,3 0 0 0,3
Espraiado 112 1 0 0 0,3 0 0 0,3
Paredes 180 1 0 0 0,3 0 0 0,3
Damásio 69 1 0 0 0,3 0 0 0,3
Moji 49 1 0 0 0,3 0 0 0,3
Cana do Reino 48 1 0 0 0,3 0 0 0,3
Moji III 30 1 0 0 0,3 0 0 0,3
Segredo 7 1 0 0 0,3 0 0 0,3
Vargem Grande 28 1 0 0 0,3 0 0 0,3
98
Local População
(2019) T C ET T C ET Índice
Final
Capinzal 133 1 0 0 0,3 0 0 0,3
Fonte: Seletiva Cons ultoria e Projetos (2018)
As áreas serão hierarquizadas quão maiores forem as notas obtidas no índice. Em
caso de empate será considerado como critério de desempate o número maior de
população. Assim, uma parcela mais significativa da população deverá ser fornecida
com o serviço de sistema de esgotamento sanitário adequado.
Para aplicação do IPES no município de Tocos do Moji, foram consideradas as
informações das localidades repassadas Prefeitura Municipal.
Sendo assim, na Tabela 65 é apresentado o resultado da hierarquização das áreas
de intervenção prioritária considerando o critério de desempate ora mencionado.
Tabela 65: Hierarquização das áreas de intervenção prioritárias em Tocos do
Moji
Hierarquização
Proposta Local População
(2019) T C ET T C ET Índice
Final
1º Sede 1440 1 0,5 0 0,3 0,15 0 0,45
2º
Fernandes
Centro 540 1 0 0 0,3 0,15 0 0,45
3º
Sertão da
Bernardina 290 1 0,5 0 0,3 0 0 0,3
4º Andrades 22
8 1 0 0 0,3 0 0 0,3
5º Paredes 180 1 0 0 0,3 0 0 0,3
6º Copa de Moji 137 1 0 0 0,3 0 0 0,3
7º Capinzal 133 1 0 0 0,3 0 0 0,3
8º Pinhal Redondo 114 1 0 0 0,3 0 0 0,3
9º Pedra Negra 113 1 0 0 0,3 0 0 0,3
10º Espraiado 112 1 0 0 0,3 0 0 0,3
11º
Fernandes de
Cima 85 1 0 0 0,3 0 0 0,3
12º Nogueiras 74 1 0 0 0,3 0 0 0,3
13º Damásio 69 1 0 0 0,3 0 0 0,3
14º Cachoeira 65 1 0 0 0,3 0 0 0,3
15º Barro Branco 56 1 0 0 0,3 0 0 0,3
16º Moreira 52 1 0 0 0,3 0 0 0,3
17º Barreiro 51 1 0 0 0,3 0 0 0,3
18º Moji 49 1 0 0 0,3 0 0 0,3
19º Cana do Reino 48 1 0 0 0,3 0 0 0,3
20º Borges 37 1 0 0 0,3 0 0 0,3
99
Hierarquização
Proposta Local População
(2019) T C ET T C ET Índice
Final
22º Tijuco Preto 32 1 0 0 0,3 0 0 0,3
23º Moji III 30 1 0 0 0,3 0 0 0,3
24º Santa Luzia 28 1 0 0 0,3 0 0 0,3
25º Vargem Grande 28 1 0 0 0,3 0 0 0,3
26º Sobradinho 25 1 0 0 0,3 0 0 0,3
27º Limoeiro 22 1 0 0 0,3 0 0 0,3
28º Muquem 23 1 0 0 0,3 0 0 0,3
29º Pitangueira 15 1 0 0 0,3 0 0 0,3
30º Copa 15 1 0 0 0,3 0 0 0,3
31º Ponte de Pedra 14 1 0 0 0,3 0 0 0,3
32º. Brejo Grande 9 1 0 0 0,3 0 0 0,3
33º Barreirinho 9 1 0 0 0,3 0 0 0,3
34º. Segredo 7 1 0 0 0,3 0 0 0,3
Fonte: Seletiva Cons ultoria e Projetos (2018)
A Priorização de Esgotamento Sanitário de Tocos do Moji, resultou em praticamente
o mesmo índice (IPEA) para todas as localidades, exceto a sede e o Distrito de Sertão
da Bernardina que possui coleta de esgoto, mas sem o tratamento adequado.
Nesta situação, consideram-se como áreas/localidade prioritárias as com maior
número de população. Pelo número maior de moradores, um volume maior de esgoto
é lançado de forma irregular, atribuindo ao local maior risco de contaminação por
doenças de veiculação hídricas.
4.3 Resíduos Sólidos
De forma a reconhecer as áreas de intervenção prioritária onde se observam os locais
mais carentes no que se refere ao acesso dos serviços de limpeza urbana e manejo
de resíduos sólidos, é proposto nesse PMSB a hierarquização das áreas no município
de Tocos do Moji.
Assim sendo, foram indicados a seguir, cinco serviços considerados fundamentais
para assegurar a destinação final ambientalmente adequada dos resíduos sólidos, de
modo a evitar riscos à saúde pública e minimizar os impactos ambientais.
a) Coleta Domiciliar (CD):
A coleta de RSD, ou coleta domiciliar, consiste na atividade regular de coleta e
transporte de resíduos sólidos gerados em edificações residenciais, comerciais,
100
públicas e de prestações de serviços, até o local de destinação final dos resíduos.
Dessa forma, cada região pode ser atendida com frequência variada na coleta
domiciliar, e os resíduos podem ou não ser descartados pela população em locais
inadequados, como mostra a Tabela 66.
Tabela 66: Frequência de Atendimento e Prováveis Formas de Descarte
Coleta Domiciliar
Atendimento Frequência Prováveis formas de
descarte pela população
Sem atendimento 0 vezes Descarte realizado de
qualquer maneira
Coleta semanal ou
bissemanal
1x por semana ou 2x por
semana
Prováveis descarte em
áreas ou logradouros
públicos
Coleta alternada ou diária 3x por semana ou 6x por
semana
Resíduos encaminhados à
coleta domiciliar
convencional
Fonte: Seletiva Cons ultoria e Projetos (2018)
Dessa maneira, para cálculo do Índice de Acesso aos Serviços de Limpeza Urbana
(IASLU) proposto neste PMSB, com vistas à hierarquização das áreas de intervenção
prioritária, adotam-se os seguintes pesos:
• Peso 0: Região sem acesso aos serviços de coleta domiciliar;
• Peso 0,33: Região com frequência igual a uma vez por semana;
• Peso 0,66: Região com frequência de coleta bissemanal;
• Peso 1: Região com frequência igual ou superior à alternada.
b) Coleta Seletiva (CS)
É a coleta diferenciada de resíduos que foram previamente separados segundo a sua
constituição ou composição. Ou seja, resíduos com características similares são
selecionados pelo gerador (que pode ser o cidadão, uma empresa ou outra instituição)
e disponibilizados para a coleta separadamente. Esse indicador será considerado na
composição do índice para hierarquização das áreas de intervenção prioritária,
mesmo que atualmente no município de Tocos do Moji não tenha coleta seletiva
implantada, tendo em vista que o horizonte de planejamento do PMSB é de 20 anos
e o estabelecimento desse serviço será previsto como uma das ações do Plano.
101
Portanto, para o cálculo do IASLU, será considerada a frequência de
atendimento pelo serviço de coleta seletiva, adotando-se os seguintes pesos:
• Peso 0: Região não atendida pelo serviço de coleta seletiva;
• Peso 0,5: Região parcialmente atendida pelo serviço de coleta seletiva;
• Peso 1: Região satisfatoriamente atendida pelo serviço de coleta seletiva.
c) Varrição de vias e logradouros públicos (VV)
É o conjunto das atividades necessárias para reunir, acondicionar e remover os
resíduos sólidos lançados nas vias públicas, por causas naturais ou pela ação
humana. O trabalho é realizado em ruas, avenidas e outros logradouros públicos,
podendo ser executado manual ou mecanicamente. O objetivo é minimizar riscos à
saúde pública, manter a cidade limpa e prevenir enchentes. O serviço de varrição de
vias e logradouros públicos é oposto ao serviço de coleta domiciliar, pois não é
demandado em todo o território municipal, uma vez que algumas áreas não
apresentam vias calçadas ou revestidas. No entanto, nos locais onde o serviço é
necessário, o mesmo deve ser realizado de modo satisfatório. Conforme identificado
no diagnóstico deste PMSB, tal serviço é atualmente limitado e não atende 100% da
demanda municipal.
Portanto, para cálculo do IASLU será considerada a necessidade de atendimento pelo
serviço, adotando-se os seguintes pesos:
• Peso 1: Região necessitada de atendimento;
• Peso 0,5: Região parcialmente necessitada de atendimento;
• Peso 0: Região não necessitada de atendimento*
*As regiões não necessitadas de atendimento podem ser aquelas onde o serviço de varrição é
satisfatoriamente prestado ou aquelas que não demandam os serviços (a exemplo de áreas mais afastadas
e não pavimentadas).
As regiões não necessitadas de atendimento podem ser aquelas onde o serviço de
varrição é satisfatoriamente prestado ou aquelas que não demandam os serviços (a
exemplo de áreas mais afastadas e não pavimentadas).
d) Serviços Complementares (SC)
102
Compreende todos os serviços de manutenção e zeladoria no território municipal, tais
como: capina, poda, conservação de praças e parques, coleta de resíduos volumosos
e entulhos, limpeza de vias públicas, pintura de meios-fios, limpeza de galerias e
bocas de lobo, entre outros. Esses serviços assumem importância para a conservação
da região, especialmente em relação ao recolhimento dos resíduos descartados
irregularmente em locais públicos, evitando riscos à saúde pública e minimizando os
impactos ambientais.
Para cálculo do IASLU proposto, será considerado se a região carece ou não acesso
desse tipo de serviço, adotando-se os seguintes pesos:
• Peso 1: Região necessitada de atendimento;
• Peso 0,5: Região parcialmente necessitada de atendimento;
• Peso 0: Região não necessitada de atendimento.
As regiões não necessitadas de atendimento por serviços complementares podem ser
aquelas onde o serviço é satisfatoriamente prestado ou aquelas que não demandam
os serviços (a exemplo de áreas mais afastadas e não pavimentadas).
e) Ecopontos (E)
São unidades ou locais estrategicamente distribuídos no Município para que a
população em geral possa dispor uma pequena quantidade de resíduos de construção
civil, resíduos volumosos, resíduos com logística reversa (pneus, eletroeletrônicos,
pilhas, baterias, lâmpadas e óleos lubrificantes) e resíduos agrossilvopastoris
(especialmente as embalagens de agrotóxicos), evitando assim o descarte
inadequado. Ainda que atualmente o município de Tocos do Moji não tenha
ecopontos, esse serviço será considerado na composição do índice, haja vista o
horizonte de 20 anos deste PMSB e que a implantação dos mesmos será prevista
como uma das ações do plano.
Para cálculo do IASLU proposto será considerado se a região carece ou não desse
equipamento público, adotando-se os seguintes pesos:
• Peso 1: Região necessitada de ecoponto (s);
• Peso 0,5: Região parcialmente necessitada de ecoponto (s);
• Peso 0: Região não necessitada de ecoponto (s).
103
As áreas não carentes de ecoponto (s) podem ser aquelas onde os mesmos se
apresentam em número satisfatório ou aquelas que não os demandam.
Para o cálculo final do IASLU foram atribuídos pesos para todos os indicadores
previamente apresentados, de acordo com o grau de importância de cada um
deles em relação aos demais, como mostra a Tabela 67.
Tabela 67: Cálculo do IASLU
IASLU
Indicador Peso Observações
Coleta Domiciliar (CD) 0,40
Classificado como atividade essencial,
foi conferido um maior grau de
importância
Coleta Seletiva (CS) 0,25 -
Varrição de vias e
logradouros públicos (VV) 0,15 -
Serviços
Complementares (SC) 0,10 -
Ecopontos (E) 0,10 -
Fonte: COBRAPE (2014).
A pontuação final do IASLU varia de 0 a 1 e se refere, respectivamente, à pior e à
melhor condição de acesso aos serviços em questão.
Dessa forma, tem-se a seguinte equação:
IASLU = (CD x 0,4) + (CS x 0,25) + (VV x 0,15) + (SC x 0,1) + (E x 0,1)
Na Tabela 68 estão apresentados os índices de acesso aos serviços de limpeza
urbana e manejo de resíduos sólidos das localidades do município de Tocos do Moji.
Tabela 68: Índices de Acesso aos Serviços de Limpeza Urbana e Manejo de
Resíduos Sólidos no Município de Tocos do Moji
Áreas do município de Tocos do Moji
Localidade População
Acesso
Coleta IASLU
domiciliar
Coleta
seletiva
Varrição
de vias
Serv.
compl. Ecopontos
Sede 1440 1 0 1 1 1 0,75
Fernandes de Cima 85 1 0 1 1 1 0,75
104
Áreas do município de Tocos do Moji
Localidade População
Acesso
Coleta IASLU
domiciliar
Coleta
seletiva
Varrição
de vias
Serv.
compl. Ecopontos
Fernandes Centro 540 1 0 1 1 1 0,75
Sertão da
Bernardina 290 0,33 0 1 1 1 0,48
Nogueiras 74 0,33 0 0 0 0 0,13
Moreira 52 0,33 0 0 0 0 0,13
Andrades 228 0,33 0 0 0 0 0,13
Cachoeira 65 0,33 0 0 0 0 0,13
Ponte de Pedra 14 0,33 0 0 0 0 0,13
Copa do Moji 137 0,33 0 0 0 0 0,13
Pitangueira 15 0 0 0 0 0 0,0
Sobradinho 25 0,33 0 0 0 0 0,13
Barro Branco 56 0,33 0 0 0 0 0,13
Brejo Grande 9 0,33 0 0 0 0 0,13
Borges 37 0,33 0 0 0 0 0,13
Copa 15 0,33 0 0 0 0 0,13
Santa Luzia 28 0,66 0 0 0 0 0,26
Barreirinho 9 0,33 0 0 0 0 0,13
Limoeiro 22 0,33 0 0 0 0 0,13
Barreiro 55 0,33 0 0 0 0 0,13
Muquem 23 0,33 0 0 0 0 0,13
Tijuco Preto 32 0,33 0 0 0 0 0,13
Pedra Negra 113 0,33 0 0 0 0 0,13
Pinhal Redondo 114 0,33 0 0 0 0 0,13
Espraiado 112 0,33 0 0 0 0 0,13
Paredes 180 0,33 0 0 0 0 0,13
Damásio 69 0,33 0 0 0 0 0,13
Moji III 30 0,33 0 0 0 0 0,13
Segredo 7 0,33 0 0 0 0 0,13
Vargem Grande 28 0,33 0 0 0 0 0,13
Capinzal 133 0,33 0 0 0 0 0,13
Moji III 30 0,33 0 0 0 0 0,13
Fonte: Adaptado de COBRAPE (2014)
105
Como critério de desempate entre as áreas que apresentam mesmo índice, pode ser
utilizada a população de cada região, já que áreas com maior número de habitantes
geram maior quantidade de resíduos e, consequentemente, acarretam maior impacto
no meio ambiente, oferecendo maior risco à saúde
pública caso seu manejo seja realizado de forma inadequada.
Cabe ressaltar que a metodologia previamente apresentada se caracteriza
como uma ferramenta de auxílio à decisão. Isto significa que a priorização das
áreas de intervenção dependerá, além dos índices encontrados, de outros
critérios não contemplados como a questão das rotas do caminhão de coleta e
a localização de cada área em estudo no território municipal. Dessa forma, apenas
através de uma análise integrada desses e de outros fatores, o
gestor poderá indicar as áreas prioritárias de atendimento, visando à
universalização da prestação dos serviços.
4.4 Drenagem Urbana e Manejo das águas Pluviais
Para hierarquizar as ações referentes ao eixo de drenagem urbana do município de
Tocos do Moji foram considerados três indicadores, A = Localidades que possuem
dispositivos de drenagem; B = Localidades que possuem ocorrências de alagamentos
e C = Localidades que possuem pavimentação. Estes três indicadores receberam uma
ponderação que foi determinada através do nível de prioridade de cada indicador,
como apresentado abaixo.
a) Localidades que possuem dispositivos de drenagem (A)
Este indicador possui peso 0,2, o menor peso entre os três indicadores. Ou seja,
dentre os três indicadores supracitados, este é o que possui menor influência na
hierarquização, já que a prioridade é hierarquizar localidades que não possuem tais
dispositivos. A Tabela 69 apresenta os valores utilizados para fins de cálculo.
Tabela 69: Classificação do Indicador “Localidades que possuem dispositivo de
drenagem”
Indicador Multiplicador Peso
Possui
dispositivo de
drenagem
Não Possui Atende toda a
população
Atende
parcialmente a
população 0 ,2
1 0 0,5
106
Fonte: Seletiva Cons ultoria e Projetos (2018)
Para a localidade que não possui dispositivo de drenagem deve-se multiplicar o peso
do indicador por 1 (1 x 0,2 = 0,2). Por outro lado, as localidades que possuem
dispositivos de drenagem, e estes atendem a toda a população, o peso deve ser
multiplicado por 0 (0 x 0,2 = 0). Por fim, aquelas localidades onde os dispositivos de
drenagem atendem parcialmente a população, o peso deve ser multiplicado por 0,5
(0,5 x 0,2 = 0,1).
b) Localidades que possuem ocorrência de alagamentos (B)
Este indicador recebe o maior peso entre os três (0,5), ou seja, ele é o mais influente
na hierarquização das localidades, visto que o sistema de drenagem deve ser
planejado e executado para evitar tais alagamentos.
Na Tabela 70 apresenta os valores utilizados para fins de cálculo.
Tabela 70: Classificação do Indicador “Localidades que possuem ocorrência de
alagamento”
Indicador Multiplicador Peso
Possui
ocorrência de
alagamentos
Não Possui Não
identificadas
Poucas
ocorrências
Muitas
ocorrências 0,5
0 0,1 0,5 1
Fonte: Seletiva Cons ultoria e Projetos (2018)
A metodologia para atribuição de pontos deverá proceder da seguinte forma:
localidades que possuem abaixo de 2 ocorrências devem ser enquadradas em
“Poucas ocorrências” multiplicando o peso do indicador por 0,5 (0,5 x 0,5 = 0,25). Por
outro lado, as localidades que possuem 2 ou acima de 2 ocorrências devem ser
enquadradas como “Muita Ocorrência”, onde o peso deve ser multiplicado por 1 (1 x
0,5 = 0,5). Nas localidades que não possuem ocorrência de alagamentos o peso deve
ser multiplicado por 0 (0 x 0,5 = 0). Já nas localidades em que não foram visitadas o
peso deve ser calculado da seguinte forma 0,1 (0,1 x 0,5 = 0,05) já que não pode ser
afirmado ou descartado a possibilidade da localidade avaliada apresentar ocorrências
de alagamento.
c) Localidades que possuem pavimentação (C)
Tal indicador possui peso 0,3, um peso intermediário entre os três indicadores, já que
a pavimentação é importante para um sistema de drenagem eficiente, porém não tão
107
importante quanto a presença de alagamentos. A Tabela 71 apresenta os valores
utilizados para fins de cálculo.
Tabela 71: Classificação do Indicador “Localidades que possuem
pavimentação”
Indicador Multiplicador Peso
Possui
Pavimentação
Não Possui Possui Possui
parcialmente 0,3
0 1 0,5
Fonte: Seletiva Cons ultoria e Projetos (2018)
Desta forma, em localidades que possuem pavimentação, o peso deve ser
multiplicado por 1 (1 x 0,3 = 0,3). Já em localidades onde não existe pavimentação o
peso é multiplicado por 0 (0 x 0,3 = 0). Em localidades onde a pavimentação atende
parcialmente as vias, o peso deve ser multiplicado por 0,5 (0,5 x 0,3 = 0,15).
Após análise individual de cada indicador, deve-se efetuar a soma dos três para
efetuar a hierarquização. Sendo a ordem das localidades juntamente com o valor
recebido por cada indicador apresentados na Tabela 72. Foi adotado como critério de
desempate a população de cada localidade, sendo a que possui uma população maior
ficando acima das demais que apresentaram o mesmo índice final.
Tabela 72: Hierarquização de Drenagem Urbana e Manejo das Águas Pluvias em
Tocos do Moji
Hierarquiza
ção
Proposta
Nota Aplicada Peso Multiplicador
Local
Popul
ação
(2019)
A B C A B C Índice
Final
1 Sede 1440 0 0,5 1 0 0,15 0,4 0,55
2 Fernandes
Centro 540 1 0,1 1 0,2 0,03 0,4 0,63
3 Sertão da
Bernadina 290 1 0,1 1 0,2 0,03 0,4 0,63
4 Andrades 228 1 0 1 0,2 0 0,4 0,6
5 Paredes 180 1 0 1 0,2 0 0,4 0,6
6 Copa de Moji 137 1 0 1 0,2 0 0,4 0,6
7 Capinzal 133 1 0 1 0,2 0 0,4 0,6
8 Pinhal
Redondo 114 1 0 1 0,2 0 0,4 0,6
9 Pedra Negra 113 1 0 1 0,2 0 0,4 0,6
10 Espraiado 112 1 0 1 0,2 0 0,4 0,6
108
Hierarquiza
ção
Proposta
Nota Aplicada Peso Multiplicador
Local
Popul
ação
(2019)
A B C A B C Índice
Final
11 Fernandes de
Cima 85 1 0 1 0,2 0 0,4 0,6
12 Nogueiras 74 1 0 1 0,2 0 0,4 0,6
13 Damásio 69 1 0 1 0,2 0 0,4 0,6
14 Cachoeira 65 1 0 1 0,2 0 0,4 0,6
15 Barro Branco 56 1 0 1 0,2 0 0,4 0,6
16 Moreira 52 1 0 1 0,2 0 0,4 0,6
17 Barreiro 55 1 0 1 0,2 0 0,4 0,6
18 Moji 49 1 0 0 0,2 0 0 0,2
19 Cana do Reino 48 1 0 0 0,2 0 0 0,2
20 Borges 37 1 0 0 0,2 0 0 0,2
22 Tijuco Preto 32 1 0 0 0,2 0 0 0,2
23 Moji III 30 1 0 0 0,2 0 0 0,2
24 Santa Luzia 28 1 0 0 0,2 0 0 0,2
25 Varem
Grande 28 1 0 0 0,2 0 0 0,2
26 Sobradinho 25 1 0 0 0,2 0 0 0,2
27 Limoeiro 22 1 0 0 0,2 0 0 0,2
28 Muquem 23 1 0 0 0,2 0 0 0,2
29 Pitangueira 15 1 0 0 0,2 0 0 0,2
30 Copa 15 1 0 0 0,2 0 0 0,2
31 Ponte de
Pedra 14 1 0 0 0,2 0 0 0,2
32 Brejo Grande 9 1 0 0 0,2 0 0 0,2
33 Barreirinho 8 1 0 0 0,2 0 0 0,2
Segredo 7 1 0 0 0,2 0 0 0,2
Fonte: Seletiva Cons ultoria e Projetos (2019)
109
5 PROGRAMAS, PROJ ETOS E AÇÕES
5.1 Programas e Ações para o Sistema de Abastecimento de Água
As ações propostas no âmbito deste programa visam, sobretudo, promover a
universalização plena e garantir o acesso ao serviço de abastecimento de água,
prestado com a devida qualidade, tanto nas áreas urbanas quanto nas áreas rurais do
município de Tocos do Moji. As metas para os objetivos propostos relacionadas com
este eixo do saneamento, serão, na maioria das vezes, alcançadas pela execução
articulada de duas ou mais ações aqui propostas. Para melhor compreensão da
dimensão dessas ações, para cada uma delas foram definidos os responsáveis, o
prazo e os custos para a sua execução.
Nos seguintes tópicos serão apresentados esses programas e ações.
5.1.1 Programa de Redução de Perdas
Tabela 73: Identificação e eliminação dos vazamentos visíveis
Código e nome da
ação AP 1.1 – Identificação e eliminação dos vazamentos visíveis
Descrição da ação
Não foram identificados vários vazamentos no sistema durante a
visita técnica. Entretanto na oficina setorial realizada no munícipio
alguns moradores, relataram que há vazamentos em alguns locais
onde há distribuição de água pela prefeitura.
Em Tocos do Moji, as ações que já vêm sendo adotadas pela
prefeitura para a eliminação de vazamentos visíveis são:
• Disponibilização de funcionários para atendimento às solicitações
relacionadas a rompimentos nas redes;
• Atendimento ao cliente: disponibilização de números de telefone
para a população entrar em contato e relatar a ocorrência.
Além dessas medidas, que devem ser mantidas, é importante
identificar os locais com maior número de ocorrências desse tipo,
bem como quantificar os percentuais de perdas físicas em cada
uma das partes do sistema de abastecimento de água: ramais,
redes e reservatórios. Também deve ser verificada periodicamente
as bombas, registros e válvulas, de forma a levantar os possíveis
vazamentos. Essa quantificação permite a adoção de medidas
preventivas, tais como a utilização de materiais mais resistentes
nas redes e reservatórios a serem implantados. Para tanto, deverá
ser alocado no mínimo um funcionário responsável por essas
identificações, de modo que as informações levantadas subsidiem
a elaboração do Plano de Controle de Perdas.
Público alvo Município de Tocos do Moji
Prazo de Início Curto (2021) – ação contínua
110
Código e nome da
ação AP 1.1 – Identificação e eliminação dos vazamentos visíveis
Responsáveis Prefeitura Municipal
Áreas a serem
priorizadas
(Localidades)
Todos os locais onde há abastecimento pela prefeitura
municipal
5.1.2 Programa de Ampliação e Operação dos Sistemas de Abastecimento de
Água
Código e nome da
ação
AA 1.1 – Medição de vazão dos poços artesianos de Sertão
da Bernardina e Barro Branco
Descrição da ação
Atualmente o distrito de Sertão da Bernardina e a localidade de
Barro Branco possuem um poço artesiano cada um. Não se sabe
a vazão do poço em questão, no entanto é necessário avaliar essa
vazão e a caracterização geológica dos poços em questão para
solicitar anuência do IBAMA e também para saber se essas
captações são tem a capacidade de atender uma população maior
de pessoas, além das já contempladas.
Público alvo Município de Tocos do Moji/MG
Prazo de Início Curto (2021)
Responsáveis Secretaria de Obras, Serviços Públicos, Saneamento e
Habitação
Áreas a serem
priorizadas
(Localidades)
Sertão de Bernardina, Barro Branco, dentre outros bairros já
identificados como prioritários.
5.1.3 Programa de Otimização e Melhorias dos Sistemas de Abastecimento de
Água
Código e nome da
ação
AO 1.1 – Implantação de processo de desinfecção nos
sistemas coletivos de abastecimento de água por captação
através de poços
Descrição da ação
Conforme relatado no Diagnóstico (Produto 2) do presente PMSB,
os sistemas coletivos de abastecimento de água do distrito de
Sertão da Bernardina e nas localidades de Barro Branco não
possuem tratamento de água, apenas captação, reservação e
distribuição.
Segundo o artigo 24 da Portaria nº 2.914 do Ministério da Saúde,
toda água para consumo humano fornecida coletivamente deverá
passar por processo de desinfecção ou cloração. Sendo assim, a
Ação AO 1.1 prevê a implantação de processos de desinfecção nos
sistemas coletivos de abastecimento de água, que pode ser feita
diretamente no poço artesiano ou ao lado do reservatório, na
tubulação que conduz a água até o seu armazenamento
111
Código e nome da
ação
AO 1.1 – Implantação de processo de desinfecção nos
sistemas coletivos de abastecimento de água por captação
através de poços
Para a realização desta ação, recomenda-se analisar métodos
simples de desinfecção de água para sistemas coletivos de
abastecimento de água. A seguir serão destacados três métodos:
• Clorador de Pastilhas Desenvolvido pela EMATER: O
clorador de pastilhas é uma solução simplificada para a
desinfecção de água em nível de propriedade rural. Ele é
feito de canos de PVC, de fácil construção. O seu
funcionamento não requer uso de energia elétrica e, por ser
simples, o seu manuseio poderá ser realizado pela própria
comunidade rural. O cloro é usado como o agente
desinfetante e, desde que utilizado de forma correta, atende
à legislação. Manual em:
http://www.EMATER.mg.gov.br/doc/intranet/upload/
LivrariaVirtual/cartilha%20tratamento%20de%20%
C3%A1gua%20montagem%20clorador.pdf
• A FUNASA desenvolveu o Clorador Simplificado, que foi
adaptado do clorador de pastilha para utilizar solução de
hipoclorito de cálcio ou hipoclorito de sódio como
desinfetante. É mais um instrumento que serve para
adicionar o cloro na água de modo seguro, sem que haja
necessidade de instalação elétrica, preocupação constante
com o controle da dosagem, nem operação complexa. É
construído de material hidráulico (tubos e conexões),
disponíveis no mercado. Manual em:
http://www.funasa.gov.br/site/wpcontent/files_mf/manualdecloracaodeaguaempeque
nascomunidades.pdf
• Estação de tratamento mecânica Gutwasser: O Gutwasser
é um sistema simples de tratamento de água que contém
um aparelho dosador automático para aplicação de
produtos sólidos (cloro ou cloro + flúor). O seu
funcionamento não requer uso de energia elétrica, a
princípio não tem a necessidade de manutenção e, por ser
simples, o seu manuseio poderá ser realizado pela própria
comunidade rural. Os únicos custos envolvidos são a sua
aquisição e instalação e a reposição dos insumos "Lics
Tablet" que variam de R$90,00 a R$80,00. Segundo
informações obtidas com a empresa
(http://www.licssuperagua.com.br/), o valor do equipamento
instalado, funcionando, com acompanhamento técnico no
dia da instalação, primeiros insumos (cloro) e uma análise
microbiológica após a instalação fica em torno de R$
2.800,00. Mais informações do Gutwasser em:
http://www.licssuperagua.com.br/?menu=produtos&
sub=etas&id=gutwasser
À medida que forem sendo instalados processos de desinfecção
nos sistemas de abastecimento de água, deverá ser realizada uma
campanha educativa com a comunidade beneficiada com o
processo, uma vez que a cloração altera o gosto da água e pode
112
Código e nome da
ação
AO 1.1 – Implantação de processo de desinfecção nos
sistemas coletivos de abastecimento de água por captação
através de poços
ser desagradável à população. Através da campanha, capacitar
representantes comunitários para manusear o equipamento de
desinfecção, esclarecer às famílias sobre a importância e
benefícios do tratamento da água, sobre os malefícios do consumo
de uma água de menor qualidade e sobre atos simples que podem
eliminar o sabor de cloro, tais como: deixar a água repousar algum
tempo antes de ingeri-la; colocar por algum tempo a água em um
recipiente aberto na geladeira; ou adicionar gotas de limão.
Público alvo Município de Tocos do Moji/MG
Prazo de Início Curto (2021)
Responsáveis Prefeitura Municipal
Áreas a serem
priorizadas
(Localidades)
Todas as localidades onde há abastecimento a partir de poços
artesianos.
Código e nome da
ação
AO 1.2 – Cadastro, sistematização e atualização das
infraestruturas e principais dados que compõem os sistemas
coletivos de abastecimento de água da Prefeitura
Descrição da ação
As informações e infraestruturas dos sistemas de abastecimento
coletivos das localidades devem ser cadastradas, sistematizadas e
mantidas atualizadas. A importância desse processo consiste na
maior agilidade e eficiência nos processos de produção, nos
serviços corretivos ou preventivos de manutenção do sistema, na
realização de novas ligações, na identificação e priorização de
intervenções, redução do tempo gasto para o atendimento às
populações beneficiadas pelo sistema, bem como uma maior
segurança no armazenamento das informações cadastrais.
Devem ser levantadas as seguintes informações: localização com
coordenadas geográficas de poços e captações superficiais,
profundidade dos poços, capacidade dos poços, vazões de
bombeamento nos poços e captações superficiais, informações
das bombas, existência de cercamento dos poços, existência e tipo
de tratamento de água, volume de reservação, domicílios não
ligados à rede de distribuição, extensão, diâmetro e tipo de material
das tubulações de distribuição de água, existência de
macromedição e micromedição, existência de tarifa de água,
número de economias e pessoas atendidas, população atendida
por caminhão-pipa, existência de outra fonte de abastecimento de
água (carro-pipa, poço superficial, captação de água de chuva,
etc.), consumo médio per capita, presença de outorga ou outorga
vencida, dentre outros dados considerados relevantes pelos
gestores.
O levantamento de informações cadastrais em campo poderá ser
efetuado concomitantemente com a execução dos serviços/obras
113
Código e nome da
ação
AO 1.2 – Cadastro, sistematização e atualização das
infraestruturas e principais dados que compõem os sistemas
coletivos de abastecimento de água da Prefeitura
de implantação ou de manutenção das redes e ligações. Deve ser
elaborado um formulário padrão para levantamento dessas
informações e também deve-se efetuar um registro fotográfico para
ser incorporado ao cadastro.
Com as bases cartográficas e tabelas elaboradas e digitalizadas,
os dados podem ser cruzados, compondo uma única e integrada
base de dados. O trabalho de cadastramento técnico e comercial
de serviços de saneamento implica em rotinas permanentes de
inclusão e manutenção dos dados, de forma a manter o cadastro
sempre atualizado.
Público alvo Município de Tocos do Moji/MG
Prazo de Início Curto prazo (2022)
Responsáveis Prefeitura Municipal
Áreas a serem
priorizadas
(Localidades)
Todas as localidades de Tocos do Moji.
Código e nome da
ação
AO 1.3 – Instalação de macromedidores e hidrômetros nos
sistemas coletivos de abastecimento de água da sede
Descrição da ação
Conforme relatado no Diagnóstico (Produto 2) do presente PMSB,
as captações de água dos sistemas de abastecimento de água
administrados pela prefeitura municipal não possuem
macromedição, o que impossibilita uma análise precisa da
capacidade instalada de abastecimento de água e do índice de
perdas nas redes de distribuição, visto que o cálculo das perdas é
baseado na diferença entre os volumes macro e micromedidor
(hidrometrado).
A macromedição também é importante para a solicitação da
outorga, inexistente para todos os sistemas, e para a determinação
da dosagem de produtos químicos utilizados para o tratamento da
água, como o cloro e o flúor.
Parâmetros Técnicos Mínimos para os Serviços:
• As especificações técnicas para a instalação de
macromedidores e hidrômetros deverão estar
contempladas dentro dos projetos executivos de
abastecimento de água contratados.
Público alvo Município de Tocos do Moji/MG
Prazo de Início Curto (2023)
Responsáveis Prefeitura Municipal
Áreas a serem
priorizadas
(Localidades)
Todas as localidades de Tocos do Moji.
114
Código e nome da
ação
AO 1.4 – Capacitação de funcionários/representantes
comunitários para manutenção dos sistemas da Prefeitura
Descrição da ação
Diante da situação observada em que os sistemas de
abastecimento de água de Tocos do Moji demandam de reparos e
manutenções, sugere-se o oferecimento de oficinas para a
capacitação dos operadores/representantes comunitários, nas
quais sejam abordados temas como a instalação correta dos
ramais, leitura dos hidrômetros, reparo dos vazamentos e
manutenção das infraestruturas e que sejam analisados e
discutidos alguns estudos de caso. O prestador também deve
providenciar a elaboração de manuais simplificados e específicos
para os operadores, bem como incentivar a utilização dos mapas
de redes, após a realização do cadastro proposto na Ação AO 1.2.
Na medida do possível, o prestador deve buscar se articular com
programas de capacitação profissional para o saneamento já
existentes no País, como através da Rede Nacional de
Capacitação e Extensão Tecnológica em Saneamento Ambiental
(RECESA), proposta desenvolvida pelo Ministério das Cidades, ou
deve procurar parcerias com instituições de ensino para a
elaboração e execução das atividades de capacitação.
Além disso, vale retomar a importância da realização do cadastro
das reclamações e solicitações efetuadas e atendidas, bem como
dos materiais utilizados para os reparos, tempo gasto e custos
envolvidos, dentre outras informações que devem ser alimentadas
no sistema de informações para controles gerenciais e
operacionais.
Público alvo Município de Tocos do Moji/MG
Prazo de Início Curto (2021)
Responsáveis Prefeitura Municipal
Áreas a serem
priorizadas
(Localidades)
Todas as localidades de Tocos do Moji.
5.1.4 Programa de Regularização e Controle Ambiental dos Sistemas de
Abastecimento de Água
Código e nome da
ação
AC 1.1 – Implantação e divulgação do programa de Tarifa
Social
Descrição da ação
Segundo o Diagnóstico (Produto 2) do presente PMSB, Em Tocos
do Moji não há política de tarifa social consolidada. O programa
beneficia famílias de baixa renda, que passam a pagar metade do
valor da tarifa residencial por 10 mil litros de água por mês.
O objetivo da ação é implantação e divulgação do programa de
Tarifa Social para a população de baixa renda que tem direito ao
benefício e o incentivo à adesão ao programa das famílias mais
vulneráveis socialmente e financeiramente.
115
Código e nome da
ação
AC 1.1 – Implantação e divulgação do programa de Tarifa
Social
A divulgação pode ser feita por mensagem impressa na fatura de
água, na página da empresa na internet e na Unidade de
Atendimento ao Cliente, na sede de Tocos do Moji. Além disso, a
prefeitura municipal deve contar com equipe treinada para prestar
esclarecimentos aos consumidores. A prefeitura municipal pode
fazer a utilização de carros de som para a divulgação. A linguagem
utilizada deve ser simples e de fácil entendimento pela população.
Para obtenção do benefício, a unidade usuária deve ser
classificada como imóvel residencial com área construída menor
ou igual a 60 m²; padrão Coelba mono ou bifásico; até o máximo
de 8 (oito) pontos de utilização de água; inexistência de piscina, e
que o proprietário, inquilino ou morador do imóvel seja titular do
programa Bolsa Família do Governo Federal.
Público alvo Município de Tocos do Moji/MG
Prazo de Início Curto (2021)
Responsáveis Prefeitura municipal
Áreas a serem
priorizadas
(Localidades)
Localidades onde há abastecimento da água da prefeitura
municipal.
Código e nome da
ação
AC1.2 – Regularização ambiental dos sistemas de
abastecimento de água do Município requerendo outorga
junto ao IGAM
Descrição da ação
A Outorga constitui-se em instrumento da Política Nacional de
Recursos Hídricos, implementada pela Lei Federal nº 9.433, de 08
de janeiro de 1997, que atribui ao Poder Público a autorização de
uso dos recursos hídricos à pessoa física ou jurídica. É
imprescindível para legalidade e regularidade quanto ao uso de
recursos hídricos, quando se tratar de implantação, ampliação ou
alteração de qualquer empreendimento que demande uso de água
superficial ou subterrânea, bem como a execução de obras e
serviços que alterem o seu regime, quantidade e qualidade.
Como exposto no Diagnóstico (Produto 2) deste PMSB, dos
sistemas de abastecimento de água geridos pela prefeitura
municipal, apenas Fernandes tem autorização de uso insignificante
para captação de água para abastecimento todos os outros locais
atualmente captam água sem anuência do IGAM. Nesse sentido,
recomenda-se, a obtenção da regularização de todos os sistemas
de abastecimento de água, seja por captação de água superficial
ou subterrânea, requerendo outorga junto ao IGAM, ente
responsável pela autorização de uso dos recursos hídricos em
Minas Gerais. Vale ressaltar-se que essa ação engloba também os
sistemas que serão construídos para atender as populações que
hoje não são atendidas pela prefeitura.
Destaca-se que, para essa ação, o primeiro passo é o
preenchimento dos formulários de outorga que podem ser obtidos
116
Código e nome da
ação
AC1.2 – Regularização ambiental dos sistemas de
abastecimento de água do Município requerendo outorga
junto ao IGAM
no site do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (IGAM)
– www.igam.mg.gov.br. Após a análise dos formulários, o órgão
ambiental gera o Formulário de Orientação Básica (FOB), no qual
são listados todos os documentos necessários para a formalização
do processo. Informações adicionais podem ser no site do IGAM.
Público alvo Município de Tocos do Moji/MG
Prazo de Início Curto Prazo (2021)
Responsáveis Prefeitura Municipal
Áreas a serem
priorizadas
(Localidades)
Todas as localidades de Tocos do Moji.
5.2 Programas e Ações para o Sistema de Esgotamento sanitário
As ações propostas no âmbito deste programa visam, sobretudo, promover a
universalização plena e garantir o acesso aos serviços de coleta e tratamento de
esgotos, prestados com a devida qualidade, tanto nas áreas urbanas quanto nas
áreas rurais do município. Para a melhor compreensão da dimensão dessas ações,
para cada uma delas foram definidos os responsáveis, o prazo e os custos para a sua
execução.
Nos seguintes tópicos serão apresentados esses programas e ações.
5.2.1 Programa de Gestão do SES
Código e nome da
ação
ES 1.1 Definição da Estrutura de Gestão dos Serviços de
esgotamento sanitário
Descrição da ação
É necessário que a administração municipal se posicione em
relação a gestão dos serviços.
Será necessário a contratação de empresas especializadas para a
elaboração de estudos de Viabilidade Técnica econômica, com o
objetivo de estudar a melhor alternativa de gestão. Privatização ou
administração direta da Gestão dos serviços de saneamento.
Somente após estudo técnico é que caberá a administração pública
encaminhar para aprovação no Legislativo a melhor alternativa de
gestão.
Público alvo Município de Tocos do Moji/MG
Prazo de Início Curto Prazo (2021)
Responsáveis Prefeitura Municipal
117
Código e nome da
ação
ES 1.1 Definição da Estrutura de Gestão dos Serviços de
esgotamento sanitário
Áreas a serem
priorizadas
(Localidades)
Todas as localidades de Tocos do Moji.
Código e nome da
ação
ES 1.2. Manutenção do sistema de esgotamento sanitário da
Sede
Descrição da ação
Até que haja uma definição da gestão dos serviços para a
implantação do novo sistema de esgotamento sanitário, a
administração municipal deverá designar profissionais de seu
quadro efetivo como responsáveis pela manutenção contínua da
rede existente. O quadro hoje é insuficiente para atender a
demanda.
Para a gestão eficiente e eficaz do sistema é necessário planejar
as ações e, nesse sentido, A administração deve se organizar e
elaborar um programa detalhado de manutenção que deve
contemplar, minimamente:
• A manutenção corretiva das ligações, redes coletoras,
visando atender, com rapidez e eficiência, às solicitações
identificadas, visando minimizar os impactos causados
junto à sociedade e ao meio ambiente;
• A recuperação e valorização do ativo das estruturas de
todos os componentes do sistema de esgotamento
sanitário, como, por exemplo: cercas bem posicionadas e
sem violação, unidades pintadas, grama aparada,
identificações específicas atualizadas e visíveis, placas de
sinalização bem escritas e conservadas, equipamentos de
manutenção adequados e armazenados em lugar
específico, entre outros. Essa ação deverá ter grande
enfoque nos primeiros anos na rede coletora, nas estações
elevatórias e na ETE.
• O monitoramento preventivo das ligações, das redes
coletoras, das estações elevatórias, dos interceptores e
emissários, para evitar obstruções e extravasamentos, e da
ETE a fim de antever falhas operacionais e estruturais.
Público alvo Município de Tocos do Moji/MG
Prazo de Início Curto 2021- ação contínua
Responsáveis Prefeitura Municipal
Áreas a serem
priorizadas
(Localidades)
Todas as localidades de Tocos do Moji.
118
Áreas a serem
priorizadas
(Localidades)
Todas as localidades de Tocos do Moji.
Código e nome da
ação
ES 1.3. Regularização ambiental do sistema de esgotamento
sanitário da sede requerendo outorga e licenciamento junto a
SUPRAM
Descrição da ação
Outorga constitui-se em instrumento da Política Nacional de
Recursos Hídricos, implementada pela Lei Federal nº 9.433, de 08
de janeiro de 1997, que atribui ao Poder Público a autorização de
uso dos recursos hídricos à pessoa física ou jurídica. É
imprescindível para legalidade e regularidade quanto ao uso de
recursos hídricos, quando se tratar de implantação, ampliação ou
alteração de qualquer empreendimento que demande uso de água
superficial ou subterrânea, bem como a execução de obras e
serviços que alterem o seu regime, quantidade e qualidade.
Como exposto a Administração pública deve obter a Licença
Ambiental e a outorga de lançamento de efluentes do SES
Público alvo Município de Tocos do Moji/MG
Prazo de Início 2021
Responsáveis Prefeitura Municipal
Áreas a serem
priorizadas
(Localidades)
Todas as localidades de Tocos do Moji.
5.2.2 Programa de Tratamento de Esgotos
Código e nome da
ação
ES 2.1- Implantação do projeto para a coleta e tratamento
dos esgotos da sede do município
Descrição da ação
Conforme dados apresentados no Diagnóstico deste PMSB (o
município de Tocos não conta com uma Estação de Tratamento de
Efluentes (ETE), somente com redes coletoras precárias. Os
esgotos são lançados nos cursos dágua. Com o objetivo de garantir
à preservação do meio ambiente orienta-se encerrar essa atividade
e implantar novas redes coletoras e uma estação de tratamento de
esgotos.
A prefeitura já possui projeto para o SES da sede..
É importante destacar que o SES necessita de acompanhamento
e monitoramento técnico, portanto os funcionários do prestador de
serviço devem receber capacitação própria para operar o sistema,
ou deve ser analisada a possibilidade de se contratar empresa
terceirizada.
A captação de recursos para implantar o projeto depende de
disponibilidade do Governo Federal que através da FUNASA, vem
disponibilizando aportes financeiros para essa ação.
Público alvo Município de Tocos do Moji/MG
Prazo de Início (2023 ) médio prazo
119
Código e nome da
ação
ES 2.1- Implantação do projeto para a coleta e tratamento
dos esgotos da sede do município
Responsáveis Prefeitura Municipal
Áreas a serem
priorizadas
(Localidades)
Sede e distritos de Tocos do Moji.
Código e nome da
ação
ES 2.2 – Implantação do projeto para a coleta e tratamento
dos esgotos nos distritos
Descrição da ação
Conforme dados apresentados no Diagnóstico deste PMSB (o
município de Tocos não conta com uma Estação de Tratamento de
Efluentes (ETE), somente com redes coletoras precárias. Os
esgotos são lançados nos cursos dágua. Com o objetivo de garantir
à preservação do meio ambiente, orienta-se encerrar essa
atividade e implantar novas redes coletoras e uma estação de
tratamento de esgotos nos dois distritos.
A prefeitura já possui projeto para o SES para Fernades e Sertão
da Bernardina..
É importante destacar que o SES necessita de acompanhamento
e monitoramento técnico, portanto os funcionários do prestador de
serviço devem receber capacitação própria para operar o sistema,
ou deve ser analisada a possibilidade de se contratar empresa
terceirizada.
A captação de recursos para implantar o projeto depende de
disponibilidade do Governo Federal que através da FUNASA, vem
disponibilizando aportes financeiros para essa ação.
Público alvo Município de Tocos do Moji/MG
Prazo de Início (2024) -Médio prazo
Responsáveis Prefeitura Municipal
Áreas a serem
priorizadas
(Localidades)
Todas as localidades de Tocos do Moji.
Código e nome da
ação
ES 2.3. – Implantação de rotina de monitoramento da
qualidade do efluente tratado
Descrição da ação
É de extrema importância a estruturação do acompanhamento
técnico do sistema e de um programa de e monitoramento do
efluente tratado, onde sejam estabelecidas diretrizes de operação
e manutenção e uma rotina de monitoramento da qualidade dos
efluentes, bruto e tratado, para que a eficiência do processo de
tratamento empregado seja avaliada.
Para o efluente final do SES da sede de Tocos deverão ser
observados os padrões de emissão exigidos pelas legislações
ambientais que são regrados pela Resolução Conama nº 430, de
13 de maio de 2011, que altera e complementa a Resolução
Conama nº 357, de 18 de março de 2005.
120
Código e nome da
ação
ES 2.3. – Implantação de rotina de monitoramento da
qualidade do efluente tratado
A Resolução Conama nº 430 dispõe sobre condições e padrões de
lançamento de efluentes e em sua seção III trata das condições e
padrões para efluentes de Sistemas de Tratamento de Esgotos
Sanitários:
Conforme proposto no artigo 21 da Resolução CONAMA nº.
430/2011 os parâmetros mínimos que devem ser monitorados são:
pH, temperatura, sólidos sedimentáveis, DBO, óleos e graxas e
SST. Sugere-se que as análises sejam feitas, no mínimo,
mensalmente.
Público alvo Município de Tocos do Moji/MG
Prazo de Início Longo Prazo – após implantação das ETEs
Responsáveis Prefeitura Municipal
Áreas a serem
priorizadas
(Localidades)
Todas as localidades de Tocos do Moji.
5.3 Programas e Ações para a Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos
Conforme o Artigo 7º da Lei Federal nº 11.445/2007, que estabelece as diretrizes
nacionais para o saneamento básico, o serviço público de limpeza urbana e de manejo
de resíduos sólidos urbanos é composto pelas seguintes atividades: Coleta,
transbordo e transporte dos resíduos; triagem para fins de reuso ou reciclagem,
tratamento (inclusive por compostagem) e disposição final dos resíduos; varrição,
capina e poda de árvores em vias e logradouros públicos; e outros eventuais serviços
pertinentes à limpeza pública urbana.
Após a definição das diretrizes nacionais para o saneamento básico (Lei Federal no.
11.445/07), o gerenciamento dos resíduos sólidos foi regulado também pela PNRS,
aprovada pela Lei Federal no 12.305/2010 e regulamentada pelo Decreto Federal no
7.404/2010. A PNRS estabelece em seu Artigo 6º, entre outros princípios, que a
gestão dos resíduos sólidos deve ser cooperada entre as esferas do poder público, o
setor empresarial e os demais segmentos da sociedade, além da responsabilidade
compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos.
a) Objetivos
O Artigo 7º da PNRS define os seus objetivos, entre eles, merecem destaque:
121
• A não geração, redução, reutilização, reciclagem e tratamento dos resíduos
sólidos, bem como disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos,
devendo ser privilegiada essa ordenação;
• O incentivo à indústria da reciclagem e a integração dos catadores de materiais
reutilizáveis e recicláveis nas ações que envolvam a responsabilidade
compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos;
• A articulação entre as diferentes esferas do poder público, e destas com o setor
empresarial, com vistas à cooperação técnica e financeira para a gestão
integrada de resíduos sólidos;
• A regularidade, continuidade, funcionalidade e universalização da prestação
dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos, com
adoção de mecanismos gerenciais e econômicos que assegurem a
recuperação dos custos dos serviços prestados, como forma de garantir sua
sustentabilidade operacional e financeira, observada a Lei Federal nº 11.445,
de 2007;
• Capacitação técnica continuada na área de resíduos sólidos.
Enquanto a PNSB atua na regulação da coleta e destinação final dos resíduos sólidos,
sem a definição de instrumentos para redução do impacto ambiental, a PNRS
introduziu um novo entendimento para o manejo dos resíduos sólidos no Brasil.
No Artigo 8º da PNRS estão relacionados os seus instrumentos, entre eles estão: Os
planos de resíduos sólidos; a coleta seletiva; o incentivo à criação e ao
desenvolvimento de cooperativas e outras formas de associação de catadores de
materiais recicláveis; o monitoramento e a fiscalização ambiental, sanitária e
agropecuária; a educação ambiental; os sistemas de logística reversa e outras
ferramentas relacionadas à implementação da responsabilidade compartilhada pelo
ciclo de vida dos produtos; os acordos setoriais; os incentivos fiscais, financeiros e
creditícios; e a adoção de consórcios ou de outras formas de cooperação entre os
entes federados, visando ao melhor aproveitamento e à redução dos custos
envolvidos no manejo de resíduos.
122
Na etapa de elaboração dos Programas, Projetos e Ações do eixo de Limpeza Urbana
e Manejo de Resíduos Sólidos, será contemplado também as especificações para
atendimento ao conteúdo do Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos
Sólidos (PMGIRS) de Tocos do Moji, entre elas: (I) Identificação das possibilidades de
implantação de soluções consorciadas ou compartilhadas com outros municípios; (II)
mecanismos para a criação de fontes de negócios, emprego e renda; (III) Sistema de
cálculo dos custos da prestação dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo
de resíduos sólidos e a cobrança por esses serviços (taxa de resíduos); (IV) Controle
e fiscalização, no âmbito local, da implementação e operacionalização dos planos de
gerenciamento de resíduos sólidos e dos sistemas de logística reversa.
Este item tem como finalidade propor as ações a serem implementadas pelos
responsáveis dos serviços de Limpeza urbana e manejo dos resíduos sólidos no
Município, visando o alcance dos objetivos traçados neste produto, para que toda a
população de Tocos do Moji tenha acesso a estes de forma satisfatória. Para a
estimativa de custos, tomou-se como referência aqueles previstos no PPA do
Município – Lei Municipal nº 753 de 21 de novembro de 2017, conforme apresentado,
às atividades relacionadas com os serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos
sólidos para o quadriênio 2018-2021).
Mesmo contendo dois programas relacionados aos resíduos sólidos no PPA, todos
não suprem os investimentos previstos neste PMSB; dessa forma, torna-se
necessária a procura de parcerias com instituições privadas (ensino, pesquisa,
organizações sem fins lucrativos, prestadores de serviços, entre outros) e também
com recursos de fontes externas de financiamento, como fundos federais e estaduais,
de instituições privadas, no exterior e outras em que os programas e as ações
propostos sejam selecionáveis.
123
Tabela 74 : Ações e Despesas Previstas no PP A de T ocos do Moji – Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos
(Quadriênio 2018 - 2021)
Área temática Programa Ações do Programa
Ano
Total Geral
2018 2019 2020 2021
Ações
institucionais
relacionadas ao
eixo de
saneamento
limpeza urbana
e manejo dos
resíduos sólidos
0009 - Serviços
urbanos e
saneamento
básico
0.017 - Contribuição ao Consórcio
Intermunicipal de Desenvolvimento
Ambiental (CIDA)
R$ 5.000,00 R$ 5.000,00 R$ 5.000,00 R$ 5.000,00 R$ 20.000,00
2.039 - Manutenção de praças e
jardins R$ 200.000,00 R$ 117.600,00 R$ 117.600,00 R$ 148.600,00 R$ 583.800,00
2.040 - Manutenção de vias
públicas urbanas R$ 149.500,00 R$ 155.000,00 R$ 160.000,00 R$ 165.000,00 R$ 629.500,00
2.047 - Manutenção da coleta de
lixo urbano R$ 150.000,00 R$ 155.000,00 R$ 160.000,00 R$ 165.000,00 R$ 630.000,00
0010 -
Preservação do
meio ambiente
2.046 - Manutenção da
conservação do meio ambiente R$ 4.000,00 R$ 6.000,00 R$ 8.000,00 R$ 10.000,00 R$ 28.000,00
Total por ano R$ 508.500,00 R$ 438.600,00 R$ 450.600,00 R$ 493.600,00 R$ 1.891.300,00
F o n t e : P r e fe it u r a Mu n ic ip a l d e To c o s d o Mo ji (20 1 8).
124
Importante salientar que a Prefeitura Municipal de Tocos do Moji é a responsável pela
regulação de algumas ações propostas nesse item, sendo necessário estabelecer os
deveres e as obrigações da população e das instituições instaladas no âmbito
municipal, por exemplo na atuação da coleta seletiva, na conservação da limpeza da
cidade e do correto destino dos RCC e RSD.
Certas ações tornam-se necessárias prever penalização nos casos de não
atendimento nos dispositivos da legislação. Dessa forma, recomenda-se ao Município
aplicar as sanções definidas na Seção VI (Do Meio Ambiente, art. 143 § 4°) da Lei
Orgânica do município de Tocos do Moji, abrangendo os quatro eixos do saneamento
básico, ou ainda implementar legislação ambiental municipal (Código de Meio
Ambiente ou Política Municipal de Meio Ambiente) contendo as sanções e multas em
caso de desconformidades nas diversas áreas ambientais, incluindo o saneamento
básico.
5.3.1 Coleta Seletiva
Código e nome da
ação
RS1.1 – Criação e Implantação do Programa de Coleta Seletiva
e Mobilização social
Descrição da ação A coleta seletiva tem por objetivo melhorar o aproveitamento dos
resíduos sólidos urbanos, reduzindo o descarte dos materiais mais
propensos à reciclagem e diminuindo a porção enviada à destinação
final. Além disso, reduz os custos operacionais com a destinação de
resíduos ao aterro sanitário de Pouso Alegre e propicia a inclusão de
catadores através das cooperativas ou associações. Para melhor
aproveitar o potencial econômico dos resíduos recicláveis é
importante que a separação desta fração ocorra na fonte geradora,
evitando a contaminação da parte seca pelo líquido dos resíduos
úmidos, melhorando, assim, os índices de aproveitamento.
Em Tocos do Moji a coleta seletiva ainda não foi criada e implantada,
sendo assim, essa ação tem o objetivo de implantar gradativamente
esse serviço para toda a área do Município. Sugere-se a implantação
da coleta seletiva inicialmente nas áreas de maior aglomeração
urbana (sede municipal e, distritos de Fernandes e Serão da
Bernardina) e posteriormente aos demais núcleos urbanos.
O equipamento a ser utilizado nesse serviço é um Veículo Urbano
de Carga (VUC), composta por uma equipe de trabalho (motorista +
dois coletores).
Os dias da coleta convencional e da coleta seletiva devem ser
amplamente divulgados (inclusive nas mídias sociais oficiais da
Prefeitura), para que a população saiba diferenciá-los corretamente.
Ainda, devem ser realizadas ações de mobilização social, a fim de
incentivar a participação da população na coleta seletiva e indicar
Descrição da ação
125
Código e nome da
ação
RS1.1 – Criação e Implantação do Programa de Coleta Seletiva
e Mobilização social
como a população deve agir para tal. As ações devem tratar
informações relativas aos resíduos sólidos e serem divulgadas em
reuniões com os líderes comunitários, reuniões de distritos, escolas
e principalmente, por meio de divulgação em carros de som e com
entrega de informativos, podendo essa última ser realizada com o
apoio dos agentes comunitários de saúde que já estão em constante
contato com a população.
Essa ação deverá abordar também os Pontos de Entrega Voluntária
(PEV) a serem implantados gradativamente no Município. Para essa
ação, sugere-se a contratação de um técnico em mobilização para
criar e operacionalizar um projeto de divulgação e comunicação da
coleta convencional e seletiva. A ação inclui criação e manutenção
de site/redes sociais; confecção de material impresso; aluguel de
carros de som, divulgação porta a porta, entre outras atividades
necessárias.
Público alvo Município de Tocos do Moji/MG
Prazo de Início Curto (2022) – Ação contínua
Responsáveis Prefeitura Municipal (Diretoria de Obras, Serviços Públicos e Meio
Ambiente) e futura associação ou cooperativa
Áreas prioritárias Sede e distritos de Fernandes e Sertão da Bernardina
5.3.2 Cidade Limpa
Código e nome da
ação
RS2.1 – Implantação de placas proibitivas e educativas em
local de descarte inadequado de resíduos
Descrição da ação
Conforme o diagnóstico desse PMSB verificou-se no município
de Tocos do Moji locais de descarte inadequado de resíduos
sólidos. Para esses locais, torna-se necessário a instalação de
placas sinalizando a proibição do descarte de resíduos. Além de
placas proibitivas, é importante a implantação de placas
educativas e informativas, mostrando as consequências de
determinadas ações inadequadas (ex.: Disposição de resíduos
em local inadequado pode fomentar a proliferação de vetores,..)
As placas podem ter as seguintes dimensões: 3,2 x 2,5 metros.
Ressalta-se a importância do material de confecção dessas
placas não seja atrativo para roubo, podendo as mesmas ser em
material plástico de maior durabilidade.
ico alvo Município de Tocos do Moji/MG
Prazo de Início Curto (2021)
Responsáveis Prefeitura Municipal (Diretoria de Obras, Serviços Públicos e
Meio Ambiente)
Áreas a serem
priorizadas
(Distritos/localidades)
Todo o Município
126
Código e nome da
ação RS2.2 – Estruturação dos serviços de limpeza urbana
Descrição da ação
Em Tocos do Moji são realizados os serviços de varrição, poda e
capina. No entanto, esses serviços devem possuir um cronograma e
metodologia para execução dos mesmos e coleta dos resíduos
gerados nas atividades.
Ressalta-se que atualmente o Município possui 4 trabalhadores
lotados na varrição. De acordo com o Instituto Brasileiro de
Administração Municipal (IBAM, 1991), a produtividade média de
cada trabalhador é de aproximadamente 1.440 metros/dia. Sendo
assim, como Tocos do Moji possui 14.430 metros de
pavimentação/calçamento no Município, seriam necessários 10
trabalhadores para o serviço de varrição, dessa forma, o quantitativo
atual não atende à demanda, sendo necessária a contratação de
mais 6 funcionários. Cabe a prefeitura verificar se a contratação é
viável ou não.
Assim, sugere-se a elaboração de um planejamento e mapeamento
de todas essas atividades no Município para que a população seja
atendida satisfatoriamente
Público alvo Município de Tocos do Moji/MG
Prazo de Início Curto (2021) – Ação contínua
Responsáveis Prefeitura Municipal (Diretoria de Obras, Serviços Públicos e Meio
Ambiente)
Código e nome da
ação RS2.3 – Instalação estratégica de cestos públicos
Descrição da ação
O acondicionamento adequado do lixo e a manutenção das vias e
logradouros limpos evita a proliferação de vetores de doenças e a
obstrução de bocas-de-lobo e de galerias no período de chuva,
facilitando o escoamento das águas pluviais.
Visando a redução das necessidades de varrição de forma que o
município de Tocos do Moji mantenha a limpeza de vias e
logradouros, deverá ser realizada, além das ações de educação
ambiental dos munícipes, a implantação de lixeiras em quantidade
necessária à demanda municipal.
Inicialmente, propõe-se um planejamento para a distribuição
estratégica dos cestos, estimados em cerca de 285, a serem
implantados primeiramente nos corredores da sede do Município
(150), do distrito de Fernandes (15), distrito de Sertão da Bernardina
(20 ) e 100 para serem instaladas nas demais localidades.
Em seguida a esse planejamento, deve-se proceder a instalação e
manutenção dos cestos. Esta ação deve ser implementada até o ano
de 2021 pela Diretoria de Obras, Serviços Públicos e Meio Ambiente,
envolvendo os comerciantes e demais empreendedores no
Município. Os cestos podem ser adquiridos mediante compensações
ambientais com estes empreendedores ou através de parcerias.
Paralelamente à implantação dos cestos, devem ser realizadas
atividades de educação ambiental com os munícipes.
Público alvo Município de Tocos do Moji/MG
127
Código e nome da
ação RS2.3 – Instalação estratégica de cestos públicos
Prazo de Início Curto (2021)
Responsáveis Prefeitura Municipal (Diretoria de Obras, Serviços Públicos e Meio
Ambiente)
Áreas a serem
priorizadas
Sede municipal, distritos (Fernandes e Sertão da Bernardina) e
bairros
Código e nome da
ação
RS2.4 – Capacitação dos funcionários que compõem os
serviços de limpeza urbana
Descrição da ação
Os funcionários que realizam os serviços de limpeza urbana
necessitam de treinamento periódico, tanto em relação à segurança
quanto ao correto procedimento no desempenho da função. Esta
ação tem como intuito disponibilizar treinamentos curtos no próprio
ambiente de trabalho, fazendo com que seja disseminada uma
cultura de melhoria contínua na qualidade dos serviços aliada a uma
maior segurança ao trabalhador.
Público alvo Município de Tocos do Moji/MG
Prazo de Início Curto (2021) – Ação contínua
Responsáveis Prefeitura Municipal (Diretoria de Obras, Serviços Públicos e Meio
Ambiente)
5.3.3 Logística Reversa
Código da Ação RS3.1.- Acompanhamento e cumprimento dos acordos
setoriais de logística reversa
Descrição da ação
Os resíduos com logística reversa são: agrotóxicos (seus resíduos
e embalagens), pilhas e baterias, pneus, óleos lubrificantes (seus
resíduos e embalagens), lâmpadas fluorescentes (de vapor de
sódio e mercúrio e de luz mista) e os produtos eletroeletrônicos e
seus componentes.
A Lei Federal nº 12.305/2010 dedicou especial atenção à logística
reversa desses resíduos, definindo três diferentes instrumentos que
poderão ser usados para a sua implantação: regulamento, acordo
setorial e termo de compromisso. Segundo o Ministério do Meio
Ambiente (MMA) acordo setorial é um "ato de natureza contratual
firmado entre o poder público e fabricantes, importadores,
distribuidores ou comerciantes, tendo em vista a implantação da
responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos".
Nesse sentido, foi criado o Comitê Orientador para a Implantação
de Sistemas de Logística Reversa por meio do Decreto Federal nº
7.404, de 23 de dezembro de 2010, que regulamentou a PNRS. Os
acordos setoriais têm sido escolhidos pelo Comitê Orientador como
o instrumento preferencial para a implantação da logística reversa,
uma vez que os mesmos permitem a participação social nas
tomadas de decisões.
128
Código da Ação RS3.1.- Acompanhamento e cumprimento dos acordos
setoriais de logística reversa
O Comitê definiu as seguintes cadeias de produtos como
prioritárias para realização de acordos setoriais: embalagens
plásticas de óleos lubrificantes; lâmpadas fluorescentes de vapor
de sódio e mercúrio e de luz mista; produtos eletroeletrônicos e
seus componentes; embalagens em geral; e resíduos de
medicamentos e suas embalagens. Para as embalagens plásticas
de óleos lubrificantes, Lâmpadas Fluorescentes de Vapor de Sódio
e Mercúrio e de Luz Mista e Embalagens em Geral já foram
assinados os acordos setoriais, nos quais são definidas as ações e
responsabilidades de fabricantes, comerciantes, consumidores e
poder público no retorno desses materiais aos materiais e as
formas como deve se dar esse retorno.
Os sistemas de logística reversa implantados foram abordados no
Produto Diagnóstico da Situação do Saneamento Básico desse
PMSB, e deverão ser observadas as legislações em vigor para tais,
sendo:
Pneus Inservíveis: Resolução CONAMA nº 416/2009;
Embalagens de Agrotóxicos: Lei Federal nº 7.802/89, Lei Federal
nº 9.974/00, Decreto Federal nº 4074/02 e Resolução CONAMA nº
465/2014;
Óleo Lubrificante Usado ou Contaminado (OLUC): Resolução
CONAMA nº 362/2005;
Pilhas, baterias e eletroeletrônicos: Resolução CONAMA nº
401/2008 e Instrução Normativa IBAMA n° 008/2012;
Medicamentos e suas embalagens (Sem legislação específica);
Decreto Federal nº 9.177/2017.
O acompanhamento e cumprimento dos acordos setoriais podem
ser consultados nos endereços eletrônicos do Sistema Nacional de
Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos (SINIR):
http://sinir.gov.br/logistica-reversa, http://sinir.gov.br/logisticareversa/sistemas-implantados e http://sinir.gov.br/logisticareversa/acordos-setoriais.
Público alvo Empreendimentos sujeitos a sistemas de logística reversa, Poder
Público e Consumidores.
Prazo de Início Curto (2021) – Ação contínua
Responsáveis Prefeitura Municipal (Diretoria de Obras, Serviços Públicos e Meio
Ambiente)
129
5.3.4 Saúde em Foco
Código e nome da
ação RS4.1 - Capacitação dos funcionários da saúde
Descrição da ação
É de suma importância à realização de capacitações com todos os
funcionários envolvidos direta ou indiretamente no gerenciamento
de resíduos de serviços de saúde, para atender todas as
especificações do PGRSS.
Os funcionários da Diretoria de Saúde e Promoção Social, com
apoio da Diretoria de Obras, Serviços Públicos e Meio Ambiente,
podem realizar as capacitações, que devem ser realizadas em
todas as unidades de saúde do Município e devem abordar os
seguintes temas: classificação dos resíduos; riscos envolvidos no
manejo inadequado de cada grupo de resíduo; manejo adequado
de cada tipo de resíduo, envolvendo as etapas de identificação,
segregação, acondicionamento, transporte interno (dentro das
unidades), armazenamento, tratamento, coleta, transporte externo
e destinação final; responsabilidades; execução do previsto nos
planos de gerenciamento de resíduos das unidades, outros temas
pertinentes.
As capacitações devem ser realizadas de forma contínua, ao
menos duas vezes ao ano. Propõe-se que seja elaborado um
cronograma de execução das atividades ao longo do ano.
Público alvo Funcionários e gestores técnicos das unidades de saúde do
município de Tocos do Moji/MG
Prazo de Início Curto (2021) – Ação contínua
Responsáveis Prefeitura Municipal (Diretoria de Saúde e Promoção Social e,
Diretoria de Obras, Serviços Públicos e Meio Ambiente)
Código e nome da
ação RS4.2 - Adequação de abrigos temporários de RSS
Descrição da ação
Conforme verificado no diagnóstico desse PMSB, nas unidades de
saúde de Tocos do Moji que não possuem local de
armazenamento temporário dos RSS até a coleta da empresa
contratada, conforme NBR 12809/1993, deverão ser implantados
os mesmos ou adequados os locais atuais para atendimento à
legislação. Ao longo do período de PMSB, caso o município
construa novas unidades de saúde, os abrigos temporários de
RSS deverão estar de acordo com as normas técnicas atuais para
abrigos.
Público alvo Funcionários e gestores técnicos das unidades de saúde do
município de Tocos do Moji/MG
Prazo de Início Curto (2021)
Responsáveis Prefeitura Municipal (Diretoria de Saúde e Promoção Social e,
Diretoria de Obras, Serviços Públicos e Meio Ambiente)
130
Código e nome da
ação
RS4.3 – Acompanhamento das atividades da empresa
terceirizada responsável pela coleta e transporte de RSS
Descrição da ação
Esta ação visa um maior controle sobre as atividades
desenvolvidas pela empresa contratada. O Município deverá,
eventualmente, dispor de um agente (Diretoria de Saúde e
Promoção Social) para a averiguação dos procedimentos feitos
pela empresa no período de coleta e pós-coleta.
Além disso, a Prefeitura deverá determinar para a empresa a
frequência e os dias de coleta em todas as unidades de saúde do
município de Tocos do Moji.
Público alvo Município de Tocos do Moji/MG
Prazo de Início Curto(2021) – Ação contínua
Responsáveis Prefeitura Municipal (Diretoria de Saúde e Promoção Social e,
Diretoria de Obras, Serviços Públicos e Meio Ambiente)
5.4 Programas e Ações para a Drenagem Urbana e manejo das aguas pluviais
5.4.1 Programa de Ampliação do Sistema de Drenagem e Controle de
Alagamentos e inundações
Código e nome da
ação
D1.1 – Elaboração do Plano Diretor de Drenagem Urbana
(PPDU
Descrição da ação
O PDDU é um documento normativo que estabelece mecanismos
de gestão da infraestrutura urbana relacionada com o escoamento
das águas pluviais. Tem o objetivo de compatibilizar a ocupação e
a infraestrutura, buscando o seu convívio harmonioso com os
eventos críticos de chuva.
Público alvo Município de Tocos do Moji/MG
Prazo de Início Curto (2022)
Responsáveis Prefeitura municipal
Código e nome da
ação
D1.4 - Execução das ações de implantação e ampliação da
rede de drenagem
Descrição da ação
Será necessário a execução das ações previstas no estudo e
projetos de construção do sistema de drenagem, objetivando
atender de forma satisfatória a demanda municipal, referente aos
serviços de drenagem urbana e manejo de águas pluviais.
Priorizando a sede e as áreas periféricas da sede municipal.
Público alvo Município de Tocos do Moji/MG
Prazo de Início Médio ( 2025)
Responsáveis Prefeitura municipal
131
Código e nome da
ação
D1.5 – Elaborar e atualizar o Cadastro Técnico do Sistema de
Drenagem Urbana
Descrição da ação
O cadastro técnico do sistema de drenagem possibilitará, entre
outras ações, o conhecimento do sistema existente e subsidiará a
elaboração de futuros estudos e projetos.
Público alvo Município de Tocos do Moji/MG
Prazo de Início Médio ( 2022)
Responsáveis Prefeitura municipal
Código e nome da
ação
D1.6 – Elaboração do Plano de Manutenção Preventiva das
Infraestruturas de Drenagem
Descrição da ação
O plano de manutenção preventiva do sistema de drenagem tem
como objetivo evitar ações sem nenhum tipo de planejamento,
visando à realização de ações preventivas e corretivas. Além de
maximizar a eficiência das atividades de operação e manutenção
do sistema de drenagem, prevendo ações e prazos acerca das
atividades a serem realizadas, tais como o desassoreamento de
cursos d’água, a limpeza de bocas-de-lobo e a manutenção de
galerias, canais e demais estruturas de drenagem, entre outras
atividades especificas.
Público alvo Município de Tocos do Moji/MG
Prazo de Início Curto ( 2024)
Responsáveis Prefeitura municipal
Código e nome da
ação
D1.7–- Implantação de Sistema de Operação e Manutenção
Preventiva do Sistema de Drenagem
Descrição da ação
A implantação do Sistema de Operação e Manutenção tem o intuito
de tornar possível a realização das atividades propostas no Plano,
enquanto a rede não é construída em consequência os novos
dispositivos, o sistema de operação e manutenção deve ser feito
para os dispositivos existentes aumentando gradativamente
conforme forem concluindo as obras. Essa ação inclui também a
aquisição de equipamentos para manutenção e limpeza periódica
dos dispositivos de drenagem.
Público alvo Município de Tocos do Moji/MG
Prazo de Início Curto ( 2021)
Responsáveis Prefeitura municipal
Código e nome da
ação
D1.8–- Manutenção de contratos de Mão de Obra
especializada
para compor a equipe de manutenção de micro e
macrodrenagem do município
Descrição da ação
Para a realização das atividades de manutenção do sistema de
drenagem deverá ser contratada uma equipe de profissionais para
atender a demanda dos serviços no Município.
Público alvo Município de Tocos do Moji/MG
132
Código e nome da
ação
D1.8–- Manutenção de contratos de Mão de Obra
especializada
para compor a equipe de manutenção de micro e
macrodrenagem do município
Prazo de Início Curto ( 2021) ação continua
Responsáveis Prefeitura municipal
Código e nome da
ação D1.9– Elaboração do manual de emergências e contingências
Descrição da ação
O manual de emergências e contingências tem como objetivo
orientar, definir e organizar as ações a serem executadas pelos
órgãos que compõem o Sistema de Defesa Civil do Município,
assim como apresentar informações sobre como o morador, em
especial aquele que reside em áreas de risco, deverá proceder
diante da ocorrência de eventos adversos.
Público alvo Município de Tocos do Moji/MG
Prazo de Início Curto ( 2021)
Responsáveis Prefeitura municipal
5.4.2 Programa de Controle de Erosão e Desocupação das Áreas de Risco
Código e nome da
ação
D2.1 – Realizar o levantamento e mapeamento específico das
áreas suscetíveis a processos erosivos no Município
Descrição da ação
É sabido que a alteração antrópica dos solos contribui para
intensificação dos processos erosivos. Quando se desmata,
destruindo grandes áreas sem conhecimento prévio dos
mecanismos de equilíbrio dinâmico que envolve os diversos
ecossistemas, a resposta da natureza é na maioria das vezes
irreversível ou de difícil recuperação. Portanto, o levantamento e
mapeamento propostos darão subsídios para a realização de
analises do escoamento superficial e subsuperficial registrado nas
áreas suscetíveis a processos erosivos, contribuindo para uma
tomada de decisão eficiente na proposição de recuperação e
controle das áreas degradadas.
Público alvo Município de Tocos do Moji/MG
Prazo de Início Curto ( 2021)
Responsáveis Prefeitura municipal
133
6 INDICADORES DE MONITORAMENTO PARA OS SERVIÇOS DE
S ANEAMENTO
6.1 Abastecimento De Água
Indicadores são instrumentos de gestão essenciais para as atividades de
monitoramento e avaliação do Plano Municipal de Saneamento Básico, tornando
possível acompanhar o alcance de metas, identificar avanços e necessidades de
melhoria, de correção de problemas e/ou readequação do sistema, avaliar a qualidade
dos serviços prestados, dentre outras avaliações necessárias.
Os indicadores selecionados para avaliação dos serviços de abastecimento de água
procuram traduzir os aspectos mais relevantes em relação ao seu desempenho: o
atendimento do sistema, as demandas do mesmo, a conformidade da água distribuída
com os padrões estabelecidos em legislação. Esse conjunto de indicadores foi dividido
em cinco grupos: Acesso aos Serviços, Ambientais, Saúde, Financeiros e
Operacionais, conforme apresentado na Tabela 75.
6.2 Esgotamento Sanitário
Os indicadores selecionados para avaliação dos serviços de esgotamento sanitário foram
constituídos a partir de informações no Diagnostico deste PMSB. Esses terão o objetivo
de avaliar o atendimento por coleta e tratamento de esgotos, as conformidades com
padrões de qualidade estabelecidos em legislação, os índices de doenças de veiculação
hídrica, a sustentabilidade financeira e os problemas ocorridos nos sistemas, dentre
outros quesitos, conforme apresentado na Tabela 75.
134
Tabela 75: Indicadores dos Serviços de Abastecimento de Água
Indicador Objetivo SNIS Correlacionado Cálculo Unidade (%) Periodicidade
Acesso aos serviços de abastecimento de água
Índice de atendimento
por rede geral
Mensurar o percentual da população
atendida por rede
geral de abastecimento
IN055 = índice de atendimento total de água AG001 = População total atendida com abastecimento
PO_TOT = População total do Município
IN023 = (AG001
÷ POP_TOT) *100
(População total atendida por rede de
distribuição de água pelo PREFEITURA
MUNICIPAL e Prefeitura ÷ População total do
município) x 100
% Anual
Índice de atendimento
por captação de água
da chuva através de
cisternas
Mensurar o percentual da população
atendida por captação de água da
chuva através de cisternas - -
(População total atendida por captação de água de chuva através
de cisterna ÷ População total do
município) x 100
% Anual
Índice de atendimento
urbano
Mensurar o percentual da população
urbana atendida por
rede geral
IN023 = Índice de atendimento urbano de água AG026 = População urbana atendida com abastecimento
POP_URB = População urbana total do Município
IN023 = (AG026
÷ POP_URB) *100
(População urbana atendida por rede de
distribuição de água pelo PREFEITURA
MUNICIPAL ÷ População total urbana do
município) x 100
% Anual
Consumo médio per
capita
Calcular a quantidade média diária
de água consumida por habitante no
Município
INO22 = Consumo médio per capita de água
AG001 = População total atendida com abastecimento
AG010 = Volume de água consumido
AG019 = Volume de água tratada exportada
IN022 =
((AG010- AG019) ÷
AG001) *
(1000000/365)
Quantidade total de água consumida por
dia ÷ Nº de habitantes L/hab.dia Anual
Ambientais
Índice de conformidade
da quantidade de
captações outorgadas
Verificar o atendimento do número
de captações outorgadas ao número
de captações outorgáveis - - (Nº de captações de água outorgadas
÷ Nº total de captações de água) x
100
% Anual
Índice de atendimento à
vazão outorgada
Verificar o atendimento à vazão
outorgada do manancial de
captação - - (Vazão captada/ Vazão outorgada) x
100 % Anual
Saúde
Índice de incidência
das análises de cloro
residual fora do padrão
Verificar o atendimento às
exigências estabelecidas na Portaria
nº 2.914/2011, referentes ao padrão
de cloro residual para a água
IN075 = Incidência das análises fora do padrão -cloro residual
QD006 = Quantidade de amostras analisadas -cloro residual
QD007: Quantidade de amostras fora do padrão -cloro residual
IN075 = (QD007 ÷
QD006) *100
(Quantidade de amostras para
cloro residual fora do padrão ÷
Quantidade de amostras analisadas para
cloro residual) x 100
% Anual
Índice de incidência
das análises de turbidez
fora do padrão
Verificar o atendimento às
exigências estabelecidas na Portaria
nº 2.914/201, referentes ao padrão
de turbidez para a água
IN076 = Incidência das análises fora do padrão - turbidez
QD008 = Quantidade de amostras analisadas - turbidez
QD009: Quantidade de amostras fora do padrão -turbidez
IN076 = (QD009 ÷
QD008) *100
(Quantidade de amostras para
turbidez fora do padrão ÷ Quantidade de
amostras analisadas para turbidez) x 100
% Anual
Índice de incidência das
análises de coliformes
totais fora do padrão
Verificar o atendimento às
exigências estabelecidas na Portaria
nº 2.914/2011, referentes ao padrão
de coliformes totais para a água
IN084 = Incidência das análises fora do padrão - coliformes
totais
QD026 = Quantidade de amostras analisadas -coliformes totais
% Anual
QD027: Quantidade de amostras fora do padrão - coliformes
totais
IN084 = (QD027 ÷
QD026) *100
Quantidade de amostras para
coliformes totais fora do padrão ÷
Quantidade de amostras analisadas para
coliformes totais) x 100
% Anual
Índice de incidência das
análises de Escherichia
coli totais fora do padrão
Verificar o atendimento às
exigências estabelecidas na Portaria
nº 2.914/2011, referentes ao padrão
de Escherichia coli para a água
- -
(Quantidade de amostras para
Escherichia coli fora do padrão ÷
Quantidade de amostras
analisadas para Escherichia coli) x
100
% Anual
Índice de conformidade
da quantidade de
amostras de cloro
residual
Verificar o atendimento às
exigências estabelecidas na Portaria
nº 2.914/2011, referentes à
quantidade mínima de amostras
para análise de cloro residual
IN079 = Incidência de conformidade da quantidade de mostras - cloro residual
QD006 = Quantidade de amostras analisadas - cloro residual
QD020: Quantidade mínima obrigatórias de amostras – cloro
residual
IN079 = (QD006 ÷
QD020) *100
(Nº de amostras de cloro residual
realizadas / Nº de amostras de cloro
residual estabelecidas na Portaria nº
2.914/2011) x 98
% Anual
135
Indicador Objetivo SNIS Correlacionado Cálculo Unidade (%) Periodicidade
Índice de conformidade
da quantidade de
amostras de turbidez
Verificar o atendimento às
exigências estabelecidas na Portaria
nº 2.914/2011, referentes à
quantidade mínima de amostras
para análise de turbidez
IN080 = Incidência de conformidade da quantidade de amostras
- turbidez
QD008 = Quantidade de amostras analisadas - turbidez
QD019: Quantidade mínima obrigatórias de amostras -turbidez
IN076 = (QD008 ÷
QD019) *100
(Nº de amostras de turbidez realizadas / Nº
de amostras de turbidez estabelecidas na
Portaria nº 2.914/2011) x 100
% Anual
Índice de conformidade
da quantidade de
amostras de coliformes
totais
Verificar o atendimento às
exigências estabelecidas na Portaria
nº 2.914/2011, referentes à
quantidade mínima de amostras
para análise de coliformes totais
IN085 = Incidência de conformidade da quantidade de amostras
-coliformes totais
QD026 = Quantidade de amostras analisadas –coliformes totais
QD028: Quantidade mínima obrigatórias de amostras - coliformes totais
IN084 = (QD026 ÷ QD028) *100
(Nº de amostras de coliformes totais
realizadas / Nº de amostras de coliformes
totais estabelecidas na Portaria nº
2.914/2011) x 100
% Anual
Financeiro
Índice de
sustentabilidade
financeira
Verificar a autossuficiência
financeira do Município
(PREFEITURA MUNICIPAL e
Prefeitura) com o abastecimento de
água
IN012 = Indicador de desempenho financeiro
FN002 = Receita operacional direta de água
FN007 = Receita operacional direta de água exportada
FN017 = Despesas totais com os serviços (DTS)
IN012 =
((FN002+FN007)÷FN01)*
100
(Arrecadação própria com o
abastecimento de água ÷ Despesa
total com o abastecimento de água) x
100
% Anual
Índice de perdas de
faturamento
Mensurar os volumes não faturados
pelo prestador responsável pelo
abastecimento de água
AG006 = Volume de água produzido
AG011 = Volume de água faturado
AG018 = Volume de água tratada importado
AG024 = Volume de serviço
IN013 = ((AG006 + AG018
- AG024 - AG011) ÷(AG006 + AG018 - AG024)) * 100
[(Volume de água produzido – Volume de água faturado) ÷ Volume
de água produzido] x 100
% Anual
Índice de consumo de
energia elétrica no
sistema
de abastecimento de
água
Quantificar o consumo total de
energia elétrica no sistema de
abastecimento por volume de água
tratado
IN058 = Índice de consumo de energia elétrica em
sistemas de abastecimento
AG006 = Volume de água produzido AG018 = Volume de água tratada importado
AG028 = Consumo total de energia elétrica
IN058 = AG028 ÷(AG006
+ AG018)
Consumo total de energia elétrica no
sistema de abastecimento de água ÷
(Volume de água produzido + Volume de
água tratado importado)
KW
h/m³ Anual
Índice de substituição de
rede
Avaliar a taxa mensal de
substituição de rede - - Extensão de Rede Substituída ÷ Extensão
Total de Rede) x 100 % Anual
Operacionais
Índice de hidrometração
Quantificar os hidrômetros
existentes nas ligações, a fim de
minimizar o desperdício e realizar a
cobrança justa pelo volume
consumido
IN009 = Índice de hidrometração
AG002 = Quantidade de ligações ativas de água AG004 = Quantidade de ligações ativas micromedidas
IN009 = (AG004
÷ AG002) * 100
Quantidade de ligações ativas de água
com micromedição ÷ Quantidade de
ligações ativas de água) x 100
% Anual
Índice de capacidade de
tratamento Verificar a capacidade de tratamento
do sistema - - Volume de água tratado ÷ Volume
de água produzido) x 100 % Anual
Índice de capacidade de
tratamento Verificar a capacidade de captação
de água do sistema - - (Volume de água captado / Volume
de água demandada) x 101 % Anual
Índice de perdas na
distribuição Medir as perdas totais na rede de
distribuição de água
AG006 = Volume de água produzido
AG010 =Volume de água consumido
AG018 =Volume de água tratada importado
AG024 = Volume de serviço
IN049=((AG006 +
AG018 - AG024 - AG010) ÷ (AG006
+ AG018 - AG024)) * 100
[(Volume de água produzido – Volume de água consumido) ÷
Volume de água produzido] x 100
% Anual
Fo nte : Se letiva Co ns ultoria e Projetos (2019)
136
6.3 Esgotamento sanitário
Tabela 76: Indicadores dos Serviços de Esgotamento Sanitário
Indicador Objetivo SNIS Correlacionado Cálculo Unidade Periodicidade
Acesso aos serviços de esgotamento sanitário
Índice de atendimento por coleta de
esgoto total Mensurar o percentual da população
atendida por rede coletora de esgoto - -
(População total atendida por rede de
distribuição de água pelo SAAE e
Prefeitura ÷ População total do
Município) x 100
% Anual
Índice de atendimento por coleta de
esgotos urbanos
Mensurar o percentual da população
urbana atendida por rede coletora de
esgotos
IN047=Índice de atendimento urbano de esgoto
ES026=População urbana atendida com
esgotamento sanitário
SES POP_URB=População urbana total do
município
IN047 = (ES026 ÷
POP_URB) * 100
(População urbana atendida por rede
coletora de esgotos ou fossa séptica/
População urbana total do Município)
x 100
% Anual
Índice da população atendida por
tratamento
Mensurar o percentual da população
residente servida por tratamento
(sistema coletivo ou individual
adequado)
- -
(População total atendida por
tratamento de esgotos (SES do tipo
separador absoluto + fossa séptica) /
População total do Município) x 100
% Anual
Ambientais
Índice de monitoramento de
oxigênio dissolvido (OD)
Avaliar o monitoramento de oxigênio
dissolvido (OD) nos cursos d'água
receptores dos efluentes tratados - -
(Nº de cursos d'água receptores de
esgoto bruto ou tratado monitorados /
Nº de cursos d'água receptores de
esgoto bruto ou tratado no total) x 100
% Anual
Índice de conformidade das
amostras de oxigênio dissolvido
(OD)
Verificar o atendimento das amostras
de oxigênio dissolvido (OD) aos
padrões da Resolução CONAMA nº
357/2005
- - (Nº de amostras de OD fora do
padrão / Nº de amostras realizadas) x 100
% Anual
Índice de atendimento aos padrões
de lançamento e do curso d’água
receptor
Verificar o atendimento das amostras
de demanda bioquímica de oxigênio
(DBO) aos padrões das Resoluções
CONAMA nº 357/2005 e nº 430/2011
- -
(Nº de amostras de DBO em
conformidade com as resoluções / Nº
de amostras de DBO realizadas) x
100
% Anual
Eficiência da remoção de demanda
bioquímica de oxigênio (DBO)
Quantificar a eficiência de remoção de
DBO no sistema de tratamento de
esgoto - - [(DBO inicial – DBO final) / DBO inicial] x 100 % Anual
Índice de conformidade da
quantidade de captações
outorgadas
Verificar o atendimento do número de
lançamentos de efluentes (da ETE e da
ETA) ao número de lançamentos
outorgáveis
- - (Nº de lançamento de efluentes outorgadas ÷ Nº total de lançamento
de efluentes) x 100
% Anual
Saúde
Índice de internações por doenças
de veiculação hídrica
Analisar o número de internações por
doenças de veiculação hídrica no
Município - - Nº registrado pelo Município de casos de doenças de veiculação hídrica no
ano de referência
Nº de casos Anual
sustentabilidade financeira
Verificar a autossuficiência financeira
do Município com o esgotamento
sanitário
IN012 = Indicador de desempenho financeiro FN017 = Despesas totais com os serviços FN003
= Receita operacional direta de esgoto FN038 =
Receita operacional direta de esgoto bruto
importado
IN012 =
((FN003+FN038) ÷
FN017) *100
(Arrecadação própria com o sistema
de esgotamento sanitário ÷ Despesa total com o sistema de esgotamento
sanitário) x 100
% Anual
Tarifa média de esgoto Avaliar a tarifa média de esgoto
praticada
IN006 = Tarifa média de esgoto ES007 = Volume
de esgotos faturado ES013 = Volume de esgotos
bruto importado FN003 = Receita operacional de esgoto
IN006 = FN003 /
((ES007 - ES013) * 1000)
(Arrecadação própria com o sistema
de esgotamento sanitário ÷ Volume
de esgotos faturados) x 1000 R$/m³
Anual
Operacionais
137
Índice de extravasamento de esgoto
Analisar a ocorrência de fluxo indevido
de esgotos, como resultado do
rompimento ou da obstrução de redes,
interceptores ou emissários de esgotos
IN082 = Extravasamentos de esgotos por
extensão de rede
ES004 = Extensão da rede de esgotos QD011 =
Quantidades de extravasamentos de esgotos registrados
IN082 = QD011 /
ES004
Nº de extravasamentos de esgotos
registrados no ano / Extensão total do
sistema de coleta
Nº/km.ano Anual
Índice de Substituição de Redes
Coletoras Avaliar a taxa mensal de substituição
de rede - - (Extensão de Rede Substituída /
Extensão Total de Rede) x 100 % Anual
Índice de capacidade de tratamento Verificar a capacidade de tratamento
do sistema - -
(Volume de esgoto produzido÷
Volume total de esgoto que pode ser
tratado na estação de tratamento de
esgoto) x 100
% Anual
Índice de consumo de energia
elétrica em sistemas de
esgotamento sanitário
Quantificar o consumo total de energia
elétrica no sistema de esgotamento
sanitário por volume de esgoto
coletado
IN059 = Índice de consumo de energia elétrica em SES ES005 = Volume de esgotos coletado
ES028 = Consumo total de energia elétrica nos
sistemas de esgotos
IN059 = ES028 /
ES005
Consumo total de energia elétrica em
sistemas de esgotamento sanitário /
Volume de esgoto coletado
KWh/m³ Anual
Financeiro
Índice de Sustentabilidade
financeira
Verificar a suficiência do município com
a operação do sistema de esgotamento
sanitário
IN012 = Indicador do desempenho financeiro
FN017= Despesas totais com os serviços
FN003=Receita Operacional direta do Esgoto
FN038 =Receita operacional direta de esgotos
bruti importado
-
IN012 = (FN003 + FN038) +
FN017*100
(Arrecadação própria com o sistema
de esgotamento sanitário / Despesa
Total com o sistema de esgotamento sanitário x 100
% Anual
Tarifa média de Esgoto Avaliar a tarifa média de esgotos
praticada
IN006 = Tarifa média de Esgoto
ES007-Despesas totais com os serviços ES013 = Volume de esgotos bruto importado
FN003 = Receita operacional de esgotos
IN006 –FN003/ (( ES007-ES013)*1000)
Arrecadação própria com o sistema
de esgotamento sanitário / Volume de
esgotos faturado) x 11000 R$ /m3 Anual
Fo nte : Se letiva Co ns ultoria e Projetos (2019)
138
6.4 Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos
De forma a analisar e acompanhar o comportamento do Município quanto ao manejo
de resíduos sólidos e limpeza urbana, foram estipulados indicadores que tendem
traduzir o índice de atendimento desses serviços e quantificar a geração de resíduos
(RCC, RSD, RV, RSS e outros).
Os indicadores selecionados foram divididos em geração, acesso aos serviços,
financeiros e gerenciais, e estão apresentados na Tabela 77.
139
Tabela 77 : Indicadores dos Serviço s de Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos
Indicador Objetivo Como calcular Unidade Periodicidade de
cálculo
Geração
Índice de geração de resíduos
sólidos domésticos per capita
Acompanhar os índices de geração
de resíduos da população do
Município
Quantidade total de RSD
gerados por dia / Nº total de
habitantes
Kg/hab/dia Semestral
Índice de geração de Resíduos de
Serviços de Saúde (RSS) per
capita
Acompanhar os índices de geração
de RSS no Município
Quantidade total de RSS
gerados/ Total de leitos do
Município
Kg/leito/dia Semestral
Índice de geração de Resíduos
Sólidos Inertes (RSI) e da
Construção Civil (RCC)
Acompanhar os índices de geração
de RSI e RCC no Município
Quantidade total de RSI e RCC
gerados / Nº total de obras Kg/estabelecimento.dia Semestral
Acesso aos serviços
Índice do serviço de varrição das
vias
Quantificar as vias urbanas
atendidas pelo serviço de varrição,
tanto manual quanto eventualmente
mecanizada
Extensão (Km) de vias
pavimentadas varridas x 100 /
Extensão total de vias
pavimentadas
% Anual
Índice total do serviço de coleta
regular
Quantificar os domicílios atendidos
por coleta de resíduos sólidos
domésticos. Meio de controle para
dar diretrizes e apoiar as ações
referentes à implantação de
melhorias nos sistemas de coleta
domiciliar
(Nº total de domicílios atendidos
por coleta direta de resíduos
sólidos x 100) / Nº total de
domicílios
% Anual
Índice urbano do serviço de coleta
regular
(Nº de domicílios urbanos
atendidos por coleta direta de
resíduos sólidos x 100) / Nº total
de domicílios urbanos
% Anual
Índice total do serviço de coleta
seletiva
Quantificar os domicílios atendidos
por coleta seletiva domiciliar dos
resíduos recicláveis. Meio de
controle para dar diretrizes e apoiar
as ações referentes à implantação
dos sistemas de coleta seletiva
(Nº total de domicílios atendidos
por coleta seletiva direta e
indireta de resíduos sólidos x
100) / Nº total de domicílios
% Anual
Índice urbano do serviço de coleta
seletiva
(Nº de domicílios urbanos
atendidos por coleta seletiva
direta e indireta de resíduos
% Anual
140
Indicador Objetivo Como calcular Unidade Periodicidade de
cálculo
sólidos x 100) / Nº total de
domicílios urbanos
Índice de satisfação de frequência
de coleta
Quantificar a população atendida
pelo serviço de coleta domiciliar
menos de 2 vezes, considerando-se
como frequência adequada a coleta
que atende a uma determinada área
duas vezes ou mais por semana.
(População atendida com
frequência adequada pelo
serviço de coleta de RSD x 100)
/ População total do Município
% Trimestral
Financeiros
Sustentabilidade financeira dos
serviços relacionados ao manejo
de resíduos
Verificar a autossuficiência
financeira do Município com o
manejo de resíduos sólidos urbanos
(Receita arrecadada com o
manejo de resíduos sólidos /
Despesa total da Prefeitura com
o manejo de resíduos) x 100
% Semestral
Índice de despesas com
empresas contratadas para
execução de serviços de manejo
de RSU
Comparar as despesas realizadas
com contratação de terceiros para
execução de serviços de manejo de
RSU, em relação às despesas totais
para este fim
(Despesa da Prefeitura com
empresas contratadas / Despesa
total da Prefeitura com manejo
de RSU) x 100
% Mensal
Custo unitário médio do serviço de
varrição
Quantificar o custo médio do serviço
de varrição
Despesa total da prefeitura com
serviço de varrição/ Extensão
total de sarjeta varrida
R$ / Km Mensal
Índice do custo do serviço de
varrição
Comparar os custos do serviço de
varrição em relação ao custo total
com o manejo de resíduos sólidos
(Despesa total da prefeitura com
serviço de varrição/ Despesa
total da Prefeitura com manejo
de RSU) x 100
% Mensal
Índice do custo de serviço de
coleta
Comparar os custos dos serviços da
coleta, em relação ao custo total com
o manejo de resíduos sólidos
(Despesa total da prefeitura com
serviço de coleta / Despesa total
da Prefeitura com manejo de
RSU) x 100
% Mensal
Gerenciais
Índice de frequência de acidente
de trabalho
Apontar os índices de acidentes de
trabalhos com afastamento de mais
(Número de acidentes com
afastamento de mais de 15 dias /
Nº acidentes / milhão
de horas Mensal
141
Indicador Objetivo Como calcular Unidade Periodicidade de
cálculo
de 15 dias, em um determinado
período do serviço de limpeza
urbana do Município e indicar
quantos acidentes para cada milhão
de horas trabalhadas
Homens horas trabalhadas) x
1.000.000
Índice de desempenho da coleta
de RSU
Acompanhar o desempenho dos
serviços de coleta de RSU. Portanto,
semestralmente deve ser feita
entrevistas com 5% da população
total do Município. Cada munícipe
deve avaliar o
serviço de coleta de RSU em (Muito
Bom), (Bom), (Satisfatório),
(Regular) e (Insatisfatório)
Aplicar a seguinte pontuação:
Muito Bom - 10, Bom - 8,
Satisfatório - 6, Regular - 3, e
insatisfatório - 1. Os pontos
devem ser somados e
posteriormente divididos pela
quantidade total de
entrevistados.
Resultado: 9 a 10 -
Muito bom; 7 a 8 - Bom;
5 a 6 - Satisfatório; 2 a
4 - Regular; 0 a 1 -
Insatisfatório
Semestral
Gasto por habitante ano
Quantificar o gasto anual por
habitante com o sistema de limpeza
urbana do Município.
Gasto anual com o sistema de
limpeza urbana / População total
do Município
R$ / habitante Anual
Fo nte: C O B R AP E (2014)
142
6.5 Drenagem Urbana e Manejo de Aguas Pluviais
De forma a analisar e acompanhar o comportamento do sistema de drenagem pluvial
será proposto uma série de indicadores, selecionados e divididos em geração, acesso
aos serviços, financeiros e gerenciais, e estão apresentados na Tabela 78.
143
Tabela 78 : Indicadores dos Serviços de Drenage m e Manejo de Águas Pluviais.
Indicador DescriIção Como calcular Unidade Periodicidade
de cálculo
Indicadores Gerais de Acompanhamento
IDR1
Reclamações relativas aos serviços de drenagem
urbana
DR001 / DR002
DR001- Quantidade de reclamações recebidas
DR002 : Tempo de análise
Número de
reclamações /
Mês
Mensal
IDR2
Percentual
Financeiro utilizado no eixo de
Drenagem urbana e Manejo de Águas Pluviais
DR003 x100 / DR004
DR003- Valor utilizado no eixo de drenagem
urbana e Manejo de águas pluviais
DR 004 : Valor previsto para ser utilizado no
eixo de drenagem urbana e manejo de águas
pluviais.
% Anual
IDR3 Cobertura domiciliar de sistemas de drenagem
DR005 x100 / DR006
DR005- Número de domicílios localizados em
ruas com sistema de drenagem urbana e
Manejo de águas pluviais
DR 006 : Número total de domicílios
% Anual
IDR4 Incidência de domicílios acometidos por inundação e
alagamentos
DR007 x100 / DR008
DR007- Número de domicílios acometidos por
inundação e alagamentos
DR 006 : Período considerado
Número de
domicílios/ano Anual
Limpeza e manutenção dos sistemas de drenagem DR011 x100 / DR012
144
Indicador DescriIção Como calcular Unidade Periodicidade
de cálculo
IDR5
• DR011- Número de dispositivos que
são realizadas limpeza e manutenção
DR 010 : Número total de dispositivos de
drenagem existente,
%
ual
145
7 ALTERNATIVAS DE FONTES DE FINANCIAMENTO P ARA OS SERVIÇOS DE
S ANEAMENTO
O município de Tocos do Moji, conforme exposto no Produto Diagnóstico da Situação
do Saneamento Básico do PMSB, apresenta carências institucionais, técnicas e
financeiras para garantir à população, com seus próprios recursos, serviços de
saneamento com qualidade e de forma coerente com o estabelecido na Lei Federal
nº 11.445/2007.
O município não tem um superávit capaz de arcar com investimentos no setor de
saneamento, sendo assim, deve buscar recursos de fontes alternativas.
É muito importante a adoção de estruturas de financiamento adequadas à realidade
de cada operador de saneamento, e que ofereçam garantias e segurança ao agente
de financiamento, assegurando que os investimentos sejam econômica e
financeiramente sustentáveis (ALBUQUERQUE, 2011).
Vale ressaltar que os custos de Operação e Manutenção devem, em teoria, ser pagos
pelos usuários através de cobrança efetiva e mensurável quanto à demanda de cada
um e quanto à condição de pagamento da população. A gestão financeira dos serviços
de saneamento deve ser transparente, pública e participativa, resultando num
reconhecimento do valor do serviço de saneamento pela população.
Desta forma, na Tabela 79 são abordadas as principais possibilidades de obtenção
de recursos existentes para a realização de investimentos no setor de saneamento,
as quais o município de Tocos do Moji pode recorrer para financiar diversas das ações
apresentadas neste documento.
146
Tabela 79: Principais fontes de Recursos Reembolsáveis e Não Reembolsáveis para investimentos no Setor de Saneamento
Fonte de recurso Programa Descrição Como acessar Maiores informações
Orçamento Geral da União
(OGU)
Saneamento básico
Apoio à implantação, ampliação e melhorias de Sistemas de Abastecimento de Água
e de Sistemas de Esgotamento Sanitário, intervenções de Saneamento Integrado,
bem como apoio a intervenções destinadas ao combate às perdas de água em
Sistemas de Abastecimento de Água.
Emendas parlamentares ou seleção pública do PAC, por meio de cartaconsulta cadastrada no sítio eletrônico do Ministério das Cidades.
Gerência de Água e Esgoto
Hélio José de Freitas
8º Andar
Telefone: (61) 2108-1930
Fax: (61) 2108-1144
Gerência de Saneamento Integrado
Cezar Eduardo Scherer
8º Andar
Telefone: (61) 2108-1924
Fax: (61) 2108-1144
http://www.cidades.gov.br/saneamento-cidades/progrmas-e-acoes-snsa/89-secretarianacional-de-saneamento/3133-abastecimento-de-agua-e-esgotamento-sanitario-esaneamento-integrado
Apoio à implantação e ampliação dos sistemas de limpeza pública,
acondicionamento, coleta, disposição final e tratamento de resíduos sólidos urbanos,
com ênfase à promoção da inclusão e emancipação econômica de catadores e
encerramento de lixões.
Emendas parlamentares ou seleção pública do PAC, por meio de cartaconsulta cadastrada no sítio eletrônico do Ministério das Cidades.
Gerência de Resíduos Sólidos
Sérgio Luís da Silva Cotrim
8º Andar
Telefone: (61) 2108-1408
Fax: (61) 2108-1144
http://www.cidades.gov.br/saneamento-cidades/progrmas-e-acoes-snsa/97-secretarianacional-de-saneamento/programas-e-acoes/1525-residuos-solidos
Gestão de Riscos e Prevenção
de Desastres
Promoção da gestão sustentável da drenagem urbana dirigida à recuperação de
áreas úmidas, à prevenção, ao controle e à minimização dos impactos provocados
por enchentes urbanas e ribeirinhas, em consonância com as políticas de
desenvolvimento urbano e de uso e ocupação do solo.
Emendas parlamentares ou seleção pública do PAC, por meio de cartaconsulta cadastrada no sítio eletrônico do Ministério das Cidades e selecionada
no período do respectivo processo seletivo.
Gerência de Drenagem
Sérgio Luís da Silva Cotrim
8º Andar
Telefone: (61) 2108-1408
Fax: (61) 2108-1144
http://www.cidades.gov.br/saneamento-cidades/progrmas-e-acoes-snsa/89-secretarianacional-de-saneamento/3134-drenagem-urbana
Planejamento Urbano
Implantação ou melhoria de infraestrutura urbana em pavimentação; abastecimento
de água; esgotamento sanitário; redução e controle de perdas de água; resíduos
sólidos urbanos; drenagem urbana; saneamento integrado; elaboração de estudos e
desenvolvimento institucional em saneamento; e elaboração de projetos de
saneamento.
Emendas parlamentares
Gerência de Pró-Municípios e Drenagem
Valdeci Medeiros
8º Andar
Telefone: (61) 2108-1762
Fax: (61) 2108-1144
147
Fonte de recurso Programa Descrição Como acessar Maiores informações
Banco Mundial Interáguas
Melhor articulação e coordenação de ações no setor água, melhorando sua
capacidade institucional e de planejamento integrado e criando um ambiente
integrador no qual seja possível dar continuidade à programas setoriais exitosos, tais
como: o Programa de Modernização do Setor Saneamento (PMSS) e o Programa
Nacional de Desenvolvimento dos Recursos Hídricos (PROÁGUA)
Licitação http://interaguas.ana.gov.br/Paginas/Programa.aspx
BNDES (Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico
e Social)
BNDES Finem - Saneamento
ambiental e recursos hídricos
Financiamento a partir de R$ 20 milhões para projetos de investimentos públicos ou
privados que visem à universalização do acesso aos serviços de saneamento básico
e à recuperação de áreas ambientalmente degradadas.
Enviando a solicitação de financiamento diretamente ao BNDES através
do sistema de Consulta Prévia Eletrônica.
https://www.bndes.gov.br/wps/portal/site/home/financiamento/produto/bndes-finemsaneamento-ambiental-recursos-hidricos
Agência de Cooperação
Internacional do Japão (JICA)
Problemas Urbanos e Meio
Ambiente, Prevenção de
Desastres (problemas de
saneamento e cooperação na
área de gestão de riscos de
desastres - inundações e
deslizamentos)
A JICA oferece apoio efetivo e eficiente sob a política de assistência do governo
japonês, com base em uma perspectiva ampla e equitativa que vai além dos planos
de assistência, como cooperação técnica, empréstimos de APD e cooperação
financeira não reembolsável. *Itens financiáveis: Problemas Urbanos e Meio
Ambiente, Prevenção de Desastres (problemas de saneamento e cooperação na
área de gestão de riscos de desastres - inundações e deslizamentos).
As solicitações (carta-consulta) deverão ser feitas à Secretaria de Assuntos
Internacionais (SEAIN) do Ministério do Planejamento do Governo Federal do
Brasil.
https://www.jica.go.jp/brazil/english/office/index.html
FUNASA
Saneamento para Promoção
da Saúde
Por meio do Departamento de Engenharia de Saúde Pública (DENSP), financiar
pesquisas no sentido de colaborar com técnicas inovadoras para redução de agravos
ocasionados pela falta ou inadequação do saneamento básico.
Em parceria com órgãos e entidades públicas e privadas, presta consultoria e
assistência técnica e/ou financeira para o desenvolvimento de ações de
saneamento.
http://www.funasa.gov.br/web/guest/saneamento-para-promocao-da-saude
Sistema de Abastecimento de
Água (SAA)
Por meio do Departamento de Engenharia de Saúde Pública (Densp), financia a
implantação, ampliação e/ou melhorias em sistemas de abastecimento de água nos
municípios com população de até 50.000 habitantes.
Os projetos de abastecimento de água deverão seguir as orientações contidas
no manual "Apresentação de Projetos de Sistemas de Abastecimento de Água
", disponível na página da Funasa na Internet
(http://www.funasa.gov.br/documents/20182/23919/Projeto+de+Sistemas++de+
Abastecimento+de+%C3%81gua/9318dc79-4e24-4af0-9b0c-d2bba68f1c8b)
http://www.funasa.gov.br/web/guest/sistema-de-abastecimento-de-agua
Sistema de Esgotamento
Sanitário (SES)
Por meio do Departamento de Engenharia de Saúde Pública, financia a implantação,
ampliação e/ou melhorias em sistemas de esgotamento sanitário nos municípios com
população de até 50.000 habitantes.
Os projetos de esgotamento sanitário deverão seguir as orientações técnicas
contidas no manual Apresentação de Projetos de Sistemas de Esgotamento
Sanitário, disponível na página da Funasa na Internet
(http://www.funasa.gov.br/documents/20182/33212/eng_esgot2.pdf/52f837b9-
7259-44c6-a742-0408271786cd)
http://www.funasa.gov.br/web/guest/sistema-de-esgotamento-sanitario
Melhorias Sanitárias
Domiciliares
Intervenções promovidas nos domicílios, com o objetivo de atender às necessidades
básicas de saneamento das famílias, por meio de instalações hidrossanitárias
mínimas, relacionadas ao uso da água, à higiene e ao destino adequado dos esgotos
domiciliares.
Manual de Orientações Técnicas para Elaboração de Propostas para o
Programa de Melhorias Sanitárias Domiciliares: http://www.funasa.gov.br/wpcontent/files_mf/manual_msd3_2.pdf
http://www.funasa.gov.br/web/guest/melhorias-sanitarias-domiciliares
148
Fonte de recurso Programa Descrição Como acessar Maiores informações
Resíduos Sólidos
Contribuir para a melhoria das condições de saúde da população, com a implantação
de projetos de coleta, transporte, destinação e disposição final adequada de resíduos
sólidos.
A seleção das propostas a serem beneficiados nesta ação é realizada através
de chamamento público, publicados em portarias divulgadas neste site. Nestas
portarias são divulgados os critérios utilizados para a seleção destes municípios.
São priorizados os municípios com maior índice de Infestação pelo Aedes
aegypti, constantes no Levantamento Rápido do Índice de Infestação pelo Aedes
aegypti (LIRAa) disponibilizado pelo Ministério da Saúde, e municípios que
apresentem soluções consorciadas para implantação de sistemas de resíduos
sólidos. As orientações técnicas para a apresentação de propostas de
implantação de sistemas de resíduos sólidos urbanos são apresentadas pelo
Manual de Orientações Técnicas para Elaboração de Propostas para o
Programa de Resíduos Sólidos
(http://www.funasa.gov.br/documents/20182/34981/manualdeorientacoestecnic
asparaelaboracaodepropostasresiduossolidos.pdf/d84790e5-647b-47c6-b393-
bfd89a322563)
http://www.funasa.gov.br/web/guest/residuos-solidos
Ações de Saneamento Rural
Além de apoiar técnica e financeiramente municípios com até 50 mil habitantes,
a Funasa, é o órgão no âmbito do Governo Federal responsável pela implementação
de ações de saneamento em áreas rurais de todos os municípios brasileiros, inclusive
no atendimento às populações remanescentes de quilombos, assentamentos de
reforma agrária, comunidades extrativistas e populações ribeirinhas.
Para o atendimento das Comunidades Quilombolas, utiliza-se como critério de
seleção comunidades que sejam certificadas pela Fundação Cultural Palmares.
Principal fonte de recursos: a Ação Orçamentária 7656 Implantação, Ampliação
ou Melhoria de Ações e Serviços Sustentáveis de Saneamento Básico em
Comunidades Rurais e Tradicionais. Dotações orçamentárias destinadas aos
convênios celebrados para execução das ações de saneamento básico da
FUNASA em áreas rurais e comunidades tradicionais são alocadas no OGU por
meio de Recursos de Programação e Recursos de Emendas Parlamentares.
Para participarem, o município ou o estado deverão cadastrar o pleito no Portal de
Convênios do Governo Federal SICONV por meio do site http://www.convenios.gov.br.
Fonte: http://www.funasa.gov.br/web/guest/acoes-de-saneamento-rural-funasa
Ministério do Meio Ambiente Água Doce
O Programa Água Doce (PAD) é uma ação do Governo Federal, coordenada pelo
Ministério do Meio Ambiente em parceria com instituições federais, estaduais,
municipais e sociedade civil, que visa estabelecer uma política pública permanente
de acesso à água de qualidade para o consumo humano, incorporando cuidados
técnicos, ambientais e sociais na implantação, recuperação e gestão de sistemas de
dessalinização de águas salobras e salinas.
Orientações Técnicas dos Componentes do Programa Água Doce para
Implantação dos Sistemas de Dessalinização:
http://www.mma.gov.br/images/arquivos/agua/agua_doce/aguadoce_orientacoe
s_tecnicas_22jun15rev.pdf
Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano Departamento de Revitalização de
Bacias Hidrográficas Programa Água Doce SGAN 601 - Lote 1 - Edifício Codevasf - 4º
andar - CEP: 70.830-901 - Brasília - DF Fones: (61) 3410-2040/2043/2020 (Fax) E-mail:
aguadoce@mma.gov.br. Fonte: http://www.mma.gov.br/agua/agua-doce
Caixa Econômica Federal Saneamento para Todos
Promover a melhoria das condições de saúde e da qualidade de vida da população
por meio de ações de saneamento básico, nas modalidades de abastecimento de
água, esgotamento sanitário, saneamento integrado, desenvolvimento institucional,
manejo de águas pluviais, manejo de resíduos sólidos, manejo de resíduos da
Preenchimento da Carta-consulta eletrônica, disponível no portal do Ministério
das Cidades e entrega da documentação necessária à análise de risco de crédito
e a do projeto básico do empreendimento. E, ainda, as demais peças de
engenharia e trabalho técnico social necessárias às análises técnicas
pertinentes; Obtenção da Autorização de Crédito junto à Secretaria do Tesouro
Telefone: 0800 726 0101. Atendimento nas agências da Caixa. Fonte:
http://www.caixa.gov.br/poder-publico/programas-uniao/meio-ambientesaneamento/saneamento-para-todos/Paginas/default.aspx
149
Fonte de recurso Programa Descrição Como acessar Maiores informações
construção e demolição, preservação e recuperação de mananciais e estudos e
projetos.
Nacional; Providencia de documentação adicional; e Assinatura do Contrato de
Financiamento.
Secretaria de Estado de Meio
Ambiente e Desenvolvimento
Sustentável (SEMAD/MG)
Imposto sobre Circulação de
Mercadorias e Serviços (ICMS)
Ecológico
O ICMS Ecológico foi criado a partir da necessidade da administração pública de
encontrar alternativas para o fomento de atividades econômicas pautadas nas regras
de proteção ambiental e do desenvolvimento sustentável nos seus municípios.
A Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável
(SEMAD) é responsável pela compilação, publicação e consolidação de todos
os dados fornecidos pela Fundação Estadual do Meio Ambiente (FEAM) e pelo
Instituto Estadual de Florestas (IEF) do critério Índice de Meio Ambiente (IMA=
0,4545*ISA + 0,4545*IC + 0,091*IMS). Posteriormente, as informações são
encaminhadas à Fundação João Pinheiro para o devido repasse aos municípios,
que é realizado sempre no segundo dia útil da semana, sendo que o primeiro
repasse do mês é feito com base no índice calculado no mês anterior.
Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável – SEMAD/MG.
Rodovia João Paulo II, 4143, Bairro Serra Verde - CEP 31630-900
Fonte: http://www.meioambiente.mg.gov.br/icms-ecologico
http://www.meioambiente.mg.gov.br/icms-ecologico/criterios
Fundo de Recuperação,
Proteção e Desenvolvimento
Sustentável das Bacias
Hidrográficas do Estado de
Minas Gerais (FHIDRO)
O FHIDRO tem por objetivo dar suporte financeiro a programas, projetos e ações que
promovam a racionalização do uso e a melhoria dos recursos hídricos, quanto aos
aspectos qualitativos e quantitativos, inclusive os ligados à prevenção de inundações
e o controle da erosão do solo, em consonância com as Leis Federais 6.938/1981 e
9.433/1997, e com a Lei Estadual 13.199/1999.
Resolução conjunta SEMAD/IGAM n° 1.162, de 29 de junho de 2010.
Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável – SEMAD/MG.
Rodovia João Paulo II, 4143, Bairro Serra Verde - CEP 31630-900
Fonte: http://www.igam.mg.gov.br/fhidro
http://www.siam.mg.gov.br/sla/download.pdf?idNorma=14021
Grupo Banco Mundial
Banco Internacional para a
Reconstrução e
Desenvolvimento (BIRD)
Atua como uma cooperativa de países, que disponibiliza seus recursos financeiros, o
seu pessoal altamente treinado e a sua ampla base de conhecimentos para apoiar
os esforços das nações em desenvolvimento para atingir um crescimento duradouro,
sustentável e equitativo. O objetivo principal é a redução da pobreza e das
desigualdades.
O Banco Mundial é parceiro do Brasil em programas inovadores e de resultados
como o Bolsa Família, o DST/Aids, que é referência internacional na luta contra
a epidemia, os projetos comunitários de desenvolvimento rural e o ARPA, que
ajuda o Brasil a proteger a biodiversidade em grande parte da Amazônia.
BRASIL +5561 3329-1000. SCN, Qd. 2, Lt. A, Ed. Corporate Financial Center, Cj. 702/703,
Brasília, DF 70712-900. informacao@worldbank.org. Fonte:
http://www.worldbank.org/pt/country/brazil
Ministério da Fazenda -
Secretaria de Assuntos
Internacionais
Comissão de Financiamentos
Externo (COFIEX)
A COFIEX é o órgão colegiado do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão
– MP que identifica, examina e avalia as solicitações de financiamento externo, seja
ele reembolsável ou não. A comissão se reúne periodicamente para avaliar uma lista
de projetos pré-classificados que recebem ou não parecer favorável. A COFIEX
avalia projetos que buscam recursos externos vindos de Organismos Multilaterais ou
Bilaterais de Financiamento, como o BIRD e o Banco Interamericano de
Desenvolvimento (BID).
Preencher a Carta-Consulta, instrumento que deve conter a proposta detalhada
– desde a previsão de custos até o planejamento da obra, por exemplo. A CartaConsulta é preenchida diretamente no website do Ministério do Planejamento,
Orçamento e Gestão. A comissão analisa ainda os pedidos de alterações de
questões técnicas e financeiras de projetos em execução.
Coordenação-Geral de Políticas para Instituições Internacionais – CGPIN. Secretaria de
Assuntos Internacionais – SAIN. Ministério da Fazenda. Telefone: (61) 3412-2237. Email: cgpin.df.sain@fazenda.gov.br. Fonte:
http://www.sain.fazenda.gov.br/assuntos/politicas-institucionais-economico-financeiras-ecooperacao-internacional/comissao-de-financiamento-externo-cofiex
Fonte: Seletiva Cons ultoria e Projetos (2019)
150
8 PLANO DE EXECUÇÃO
O Plano de Execução tem como objetivo o levantamento dos investimentos
necessários para implementar os programas e ações propostos para os serviços
de saneamento básico no Município, visando a universalização dos serviços, a
prestação dos mesmos com qualidade e respeitando os objetivos e diretrizes
estabelecidos na Lei Federal n° 11.445/2007.
Para tanto, as ações foram organizadas com base nos prazos definidos para as
mesmas. Conforme já apresentado, os custos estimados para cada ação foram
calculados com base em tabelas de serviços apresentados em sindicatos (Como
o Sindicato dos Técnicos de Segurança do Trabalho do Estado de Minas Gerais
– SINTEST/MG, Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais –
SJPMG, Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais
– SINDUSCON-MG, Sindicato de Engenheiros no Estado de Minas Gerais –
SENGE-MG, conselhos profissionais (Conselho Regional de Biologia 4ª Região
– CRBio 04), e em tabelas de insumos, além de diversas consultas junto a preços
de fornecedores e empresas especializadas, bem como indicadores de custos
(Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – ANP e
Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas – FIPE).
- Custos do Projeto do Sistema de esgotamento Sanitário elaborado em 2018.
151
Tabela 80–Plano de Execução do PMSB
Eixo Descrição da Ação Prazo Responsáveis Memória de Cálculo Custo Total
Ações de Prazo Curto
Abastecimento de Água
AP 1.1 –Identificação e eliminação dos vazamentos visíveis Curto ( 2021)–Ação contínua
Prefeitura Municipal (Diretoria de
Obras, Serviços Públicos e Meio Ambiente)
• Custo Operacional Mão de obra –Equação: o Função: Funcionário / Quantidade: Um / Meses
necessários: 12 meses / Custo Mensal: R$954,00 /
Custo Total: 1 x 12 x R$954,00 = R$11.448,00 Fonte: Decreto Nº9.255, de 29 de dezembro de 2017 – Salário Mínimo R$954,00. Valor do profissional sem encargos sociais
. Custo Material e equipamentos = R$450,000/mês
R$ 16.848,00
AA 1.1 – Medição de vazão dos
poços artesianos de Sertão da
Bernardina e Barro Branco
Curto ( 2021) Prefeitura Municipal (Diretoria de
Obras, Serviços Públicos e Meio Ambiente)
• Custo Operacional : R$7.000,00
R$ 7.000,00
AO 1.1 – Implantação de
processo de desinfecção nos
sistemas coletivos de
abastecimento de água por
captação através de poços
Curto(2021) –Cadastro dos
geradores Prefeitura Municipal (Diretoria de Obras, Serviços Públicos • Custo Material e equipamentos = 4.500,00
Custo mensal _ cloro
Mào de obra o Função: Funcionário / Quantidade: Um /
Meses necessários: 12 meses / Custo Mensal: R$954,00
/ Custo Total: 1 x 12 x R$954,00 = R$11.448,0
R$ 15.948,00
AO 1.1 – Cadastro, sistematização
e atualização das infraestruturas e
principais dados que compõem os
sistemas coletivos de
abastecimento de água da
Prefeitura
Curto (2022) –Ação contínua Prefeitura Municipal (Diretoria de
Saúde e Promoção Social e, Diretoria de Obras, Mào de obra o Função: Funcionário / Quantidade: Um / Meses necessários: 12 meses / Custo Mensal:
R$954,00 / Custo Total: 1 x 12 x R$954,00 = R$11.448,0
R$ 11.448,00
AO 1.2 – Instalação de
macromedidores e hidrômetros
nos sistemas coletivos de
abastecimento de água da sede
Médio(2023)
Prefeitura Municipal (Diretoria de
Saúde e Promoção Social e, Diretoria de Obras
Material e Equipamento : 22.680,00 p/mínimo de 350 hidrômetros.
Mào de obra: R$ 19.250,00
R$ 41.930,00
152
Eixo Descrição da Ação Prazo Responsáveis Memória de Cálculo Custo Total
Ações de Prazo Curto
AO 1.3 – Capacitação de
funcionários/representantes
comunitários para manutenção
dos sistemas da Prefeitura
Curto ( 2021)-Ação contínua Prefeitura Municipal (Diretoria de
Saúde e Promoção Social e, Diretoria de Obras, S) R$ 6.400.00
AC1.1 – Regularização ambiental
dos sistemas de abastecimento de
água do Município requerendo
outorga junto ao IGAM
Curto ( 2021)
Prefeitura Municipal (Diretoria de
Saúde e Promoção Social e,
Diretoria de Obras, Serviços
Públicos e Meio Ambiente)
Custo de empresa especializada R$ 19.000.00
Valor Total das Ações de Abastecimento de Ägua R$93.174,00
Material e mão de obra de consultoria=2 func.
X400,00 x4 dias x 2x ano
153
Eixo Descrição da Ação Prazo Responsáveis Memória de Cálculo Custo Total
Ações de Prazo curto
Esgotamento Sanitário
ES 1.1- Definição da Estrutura de
Gestão dos Serviços de esgotamento
sanitário Curto ( 2021) Prefeitura Municipal (Diretoria de Obras,
Serviços Públicos e Meio Ambiente, Câmara Municipal
• Custo de investimento em empresa para
estudo de viabilidade Técnica econômica R$ 57.500.00
ES 1.2-. Manutenção do sistema de
esgotamento sanitário de todo
município
Ação Contínua Prefeitura Municipal (Diretoria de Obras, Serviços Públicos e Meio Ambiente) • Custo Prestação de serviço R$ 20.000.00
ES 1.3. Regularização ambiental do
sistema de esgotamento sanitário da
sede requerendo outorga e
licenciamento junto a SUPRAM
Curto ( 2021) Prefeitura Municipal (Diretoria de Saúde e Promoção Social e, Diretoria de Obras,
Serviços Públicos e Meio Ambiente)
•Custo de empresa especializada R$ 19.000.00
ES -2.1.. Implantação do Projeto do SES da sede do Município Médio (2023) Prefeitura Municipal (Diretoria de Obras,
Serviços Públicos e Meio Ambiente)
•Custo de implantação da Obra –Projeto existente R$ 6.390.816,50
ES 2.2. Implantação do Projeto do SES do Distrito de Fernandes e Sertão da
Bernardina longo (2025) Prefeitura Municipal (Diretoria de Obras,
Serviços Públicos e Meio Ambiente) • Custo de implantação da Obra . Projeto
Existente
R$ 3.707.142,64
ES 2..3. Implantação de rotina de monitoramento da qualidade do efluente
tratado
A partir da implantação das
ETEs –Ação contínua Prefeitura Municipal (Diretoria de Obras,
Serviços Públicos e Meio Ambiente)
• Custo da ação corresponde a análises
com frequência semana e mensal ( 10 anos x 4500/mês)
R$ 540.000,00
Valor Total das Ações de Esgotamento Sanitário R$ 10.734.462,14
Eixo Descrição da Ação Prazo Responsáveis Memória de Cálculo Custo Total
Ações de Prazo Curto
RS1.1.-Criação e implantação do Programas de Coleta e Mobilização Social
Curto(2022) –Ação contínua
Prefeitura Municipal (Diretoria de
Obras, Serviços Públicos e Meio Ambiente) e futura associação ou cooperativa
• Custo Operacional –Equação: o Custo: Publicação em Rádio / Quantidade: Duas vezes ao dia por um mês /
Custo Unitário: R$761,00 / Custo Total: 2 x 30 x R$761,00 = R$45.660,00
o Custo:Material impresso / Quantidade: 2.500 / Custo Total: R$125,00 Fonte: Barros Gráfica, 2018
o Custo: Jornal impresso / Quantidade: uma vez por semana, durante 2
meses / Custo Unitário: R$150,00 / Custo Total: 8x150,00 = R$1.200,00
= R$1.200,00
• Custo Operacional Mão de obra –Equação: o Função: Funcionário / Quantidade: Um / Meses necessários: 12 meses /
Custo Mensal: R$954,00 / Custo Total: 1 x 12 x R$954,00 = R$11.448,00
R$ 58.433,00
154
Fonte: Decreto Nº9.255, de 29 de dezembro de 2017 –Salário Mínimo
R$954,00. Valor do profissional sem encargos sociais
RS2.1 –Implantação de placas proibitivas e educativas em local de descarte
inadequado de resíduos Curto ( 2021) Prefeitura Municipal (Diretoria de
Obras, Serviços Públicos e Meio Ambiente)
• Custo de Investimento –Equação: o Custo: Placa de sinalização / Quantidade: 50 (Considerando pelo menos
dez na sede e cinco por distrito, e uma em cada bairro) / Custo Unitário:
R$928,00 / Custo Total: 50 x R$928,00 = R$46.400,00
Fonte: PINTART Comunicação Visual. Ref. Orç. Dez/2018
R$ 46.400,00
RS2.2 –Estruturação dos serviços de limpeza urbana Curto ( 2021)–Ação Contínua
Prefeitura Municipal (Diretoria de
Obras, Serviços Públicos e Meio Ambiente)
• Custo Operacional Mão de obra –Equação: o Função: Varredor / Quantidade: Seis / Meses necessários: 24 meses /
Custo Mensal: R$ 954,00 + 20% salubridade / Custo Total: 6 x 24 x (R$
954,00 + 20%) = R$164.851,20.
R$ 164.851,20
RS2.3 –Instalação estratégica de cestos públicos Curto ( 2021) Prefeitura Municipal (Diretoria de
Obras, Serviços Públicos e Meio Ambiente)
• Custo de Investimento –Equação: o Custo: Cestos Públicos / Quantidade: 500 cestos do tipo quadrado, com
tampa vai e vem, com poste –25 L / Custo Unitário: R$99,90 / Custo Total: 500 x R$99,90 = R$49.950,00
Fonte: Reis Lixeiras (Thiago de Lima Reis –ME). Ref. Orç. Dez/2018
R$ 49.950,00
RS2.4 –Capacitação dos funcionários que compõem os serviços de limpeza
urbana
Curto ( 2021)–Ação Contínua
Prefeitura Municipal (Diretoria de
Obras, Serviços Públicos e Meio Ambiente)
• Custo de Investimento –Equação: 1 Técnico de Segurança do Trabalho e Meio Ambiente → R$ 12,17 hora x
528 horas/ano = R$ 6.425,76 x 2 anos = R$12.851,52 Fonte: SINTEST –Ref. Orç. Dez/2018; Valor do profissional sem encargos sociais
R$ 12.851,52
RS2.5 –Capacitação dos funcionários que compõem os serviços de limpeza
urbana
Curto ( 2021)) –Ação Contínua
Prefeitura Municipal (Diretoria de Obras, Serviços Públicos e Meio Ambiente)
• Custo de Investimento –Equação: 1 Técnico de Segurança do Trabalho e Meio Ambiente → R$ 12,17 hora x
528 horas/ano = R$ 6.425,76 x 2 anos = R$12.851,52
Fonte: SINTEST –Ref. Orç. Dez/2018; Valor doprofissional sem encargos sociais
R$ 12.851,52
RS3.2 -Adequação de abrigos temporários de RSS Curto ( 2021)
Prefeitura Municipal (Diretoria de
Saúde e Promoção Social e, Diretoria
de Obras, Serviços Públicos e Meio Ambiente)
• Custo de Investimento –Equação: o Custo: Construção –Padrão Residencial Baixo / Quantidade: Dois / Custo
por metro quadrado (m²) –Material, mão-de-obra, despesas administrativas e equipamentos: R$1.427,35/m² / Tamanho unitário da residência: 4m² / Custo
Total: 2x R$1.427,35/m² x 4m² = R$11.418,80. Fonte: Tabela SINDUSCON-MG -Composição Custo Unitário Básico (CUB) Ref. Dez/2018
R$ 11.418,80
RS3.3 –Acompanhamento das atividades da empresa terceirizada responsável pela
coleta e transporte de RSS
Curto ( 2021)-Ação contínua
Prefeitura Municipal (Diretoria de
Saúde e Promoção Social e, Diretoria
de Obras, Serviços Públicos e Meio Ambiente)
Custo de funcionário: atualmente locado na Diretoria de Saúde e Promoção
Social (Sem custos). R$ 0,00
RS3.3.Acompanhamento e cumprimento dos acordos setoriais de logística reversa Curto ( 2021)–Ação contínua
Prefeitura Municipal (Diretoria de
Obras, Serviços Públicos e Meio Ambiente)
Sem custos R$ 0,00
RS3.4.Capacitação dos funcionários da saúde Curto ( 2021)–Ação contínua
Prefeitura Municipal (Diretoria de
Saúde e Promoção Social e, Diretoria
de Obras, Serviços Públicos e Meio Ambiente)
• Custo Operacional MO –Equação: o Função: Palestrante sênior / Quantidade: Um / Horas necessárias: 64 horas / Custo da Hora técnica: R$150,00 / Custo Total: 1 x 64 x R$150,00 =
R$9.600,00 x 2 anos = R$19.200,00
Fonte: Tabela de honorários CRBio-4 Ref. Dez/2018
R$ 19.200,00
Valor Total das Ações de Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos
R$ 375.956,04
155
Eixo Descrição da Ação Prazo Responsáveis Memória de Cálculo Custo Total
Ações de Prazo Curto
Drenagem e Manejo de Aguas Pluviais
D1.1 –Elaboração do Plano Diretor de Drenagem Urbana (PPDU Curto (2023) Prefeitura Municipal (Diretoria de Obras,
Serviços Públicos e Meio Ambiente) Custo de Serviço de empresa especializada R$ 198.433,00
D1.2. Elaborar e atualizar o Cadastro
Técnico do Sistema de Drenagem
Urbana
Curto (2022) Prefeitura Municipal (Diretoria de Obras,
Serviços Públicos e Meio Ambiente)
• Custo de Investimento –Equação: 1 Técnico em Meio Ambiente → R$ 12,17 hora x
528 horas/ano = R$ 6.425,76 x 1 ano R$ 6.425,76
D1.6 –Elaboração do Plano de Manutenção Preventiva das
Infraestruturas de Drenagem Curto ( 2021) Prefeitura Municipal (Diretoria de Obras,
Serviços Públicos e Meio Ambiente) Custo de Serviço de empresa especializada R$ 29.800,00
D1.3 – Realização projeto básico e executivo para ampliação da rede de
drenagem urbana, de forma completa
(galeria, sarjetas, bocas de lobo e
dissipadores de energia)
Médio (2024) Prefeitura Municipal (Diretoria de Obras,
Serviços Públicos e Meio Ambiente) Custo de Serviço de empresa especializada R$ 120.000,00
D1.4 -Execução das ações de implantação e ampliação da rede de
drenagem
Médio (2025)
Prefeitura Municipal (Diretoria de Obras,
Serviços Públicos e Meio Ambiente) Custo estimado de obras de drenagem R$ 2.700,000,00
Valor Total das Ações de Drenagem e Manejo de Aguas Pluviais R$ 3.131.058,00
156
9 RELATÓRIO DA MOBILIZAÇÃO SOCIAL
9.1 Contextualização
As atividades de mobilização social são consideradas de suma importância para
elaboração do PMSB, representando uma ferramenta eficaz e dinâmica para
construção das políticas públicas, fundamentada na participação e no controle social,
e dando a visibilidade necessária para todas as fases de construção do Plano,
garantindo assim, o caráter participativo e informativo do processo, conforme
estabelecido na lei nº 11.445/2007, que define o controle social e sistema de
informação, como princípios fundamentais para elaboração do PMSB.
O artigo 3° Inciso IV das Diretrizes Nacionais para o Saneamento Básico, cita o
controle social como o conjunto de mecanismos e procedimentos que garantem à
sociedade informações, representações técnicas e participações nos processos de
formulação de políticas públicas, de planejamentos e de avaliações, relacionados aos
serviços públicos de saneamento básico.
A mobilização e comunicação social ao longo da elaboração do PMSB favorece a
oportunidade de a população conhecer a realidade do saneamento básico de seu
município, e proporciona junto com o poder público, discursões sobre as carências e
demandas municipais existentes, buscando soluções eficientes para o contexto
regional, fazendo com que os munícipes sejam parte atuante na construção das
políticas públicas.
Sendo assim, pensando na importância de integrar a participação social na
elaboração do PMSB de Tocos do Moji, foi realizada uma Oficina Setorial de
Diagnóstico Técnico Participativo. Essa oficina teve o intuito de promover a difusão de
informações de forma clara, objetiva e dinâmica, atendendo toda a população
municipal, acolhendo dúvidas, críticas e sugestões, e as respondendo de forma
satisfatória, evitando possíveis conflitos decorrentes da divulgação de informações
incorretas e incoerentes com as ações a serem executadas. Além do mais, foi
proposto que a população apontasse as carências e potencialidades de seu município,
no que se refere às condições dos serviços de saneamento básico municipal. Tais
157
informações foram analisadas e incorporadas ao Relatório de Mobilização Social e ao
Diagnóstico Técnico Participativo da Situação do Saneamento Municipal.
Para a realização das atividades de mobilização social do PMSB tomou-se como base
os conceitos e considerações apresentadas nos itens a seguir.
9.1.1 Educação Ambiental
A Política Nacional de Educação Ambiental, instituída pela Lei nº. 9795/1999
apresenta o conceito de Educação Ambiental:
“Art. 1º Entendem-se por educação ambiental os processos por meio dos quais o
indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades,
atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso
comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade. (BRASIL,
1999)
O artigo 4° da referida lei, trata dos princípios básicos onde cita em seus incisos VII e
VIII que a educação ambiental deve ser realizada com a abordagem articulada das
questões ambientais locais, regionais, nacionais e globais, e com o reconhecimento e
o respeito à pluralidade e à diversidade individual e cultural, e tem como objetivo
trabalhar a educação ambiental de forma a analisar as particularidades das
sociedades e trabalhar de maneira a atender as necessidades especiais de cada uma
delas.
A Política Nacional de Educação Ambiental apresenta ainda seus objetivos
fundamentais:
Art. 5º São objetivos fundamentais da educação ambiental:
I - o desenvolvimento de uma compreensão integrada do meio ambiente em suas
múltiplas e complexas relações, envolvendo aspectos ecológicos, psicológicos, legais,
políticos, sociais, econômicos, científicos, culturais e éticos;
II - a garantia de democratização das informações ambientais;
III - o estímulo e o fortalecimento de uma consciência crítica sobre a problemática
ambiental e social;
158
IV - o incentivo à participação individual e coletiva, permanente e responsável, na
preservação do equilíbrio do meio ambiente, entendendo-se a defesa da qualidade
ambiental como um valor inseparável do exercício da cidadania;
V - o estímulo à cooperação entre as diversas regiões do País, em níveis micro e
macrorregionais, com vistas à construção de uma sociedade ambientalmente
equilibrada, fundada nos princípios da liberdade, igualdade, solidariedade,
democracia, justiça social, responsabilidade e sustentabilidade;
VI - o fomento e o fortalecimento da integração com a ciência e a tecnologia;
VII - o fortalecimento da cidadania, autodeterminação dos povos e solidariedade como
fundamentos para o futuro da humanidade.”
(BRASIL, 1999).
Nesse sentindo, a educação ambiental torna-se uma ação pontual e permanente na
elaboração do PMSB, pois possibilita por meio de ações articuladas com a
comunidade local, a formação de possíveis multiplicadores e\ou agentes ambientais,
bem como proporciona a emancipação dos atores sociais evolvidos na elaboração do
Plano, que irão contribuir de forma mais crítica e eficaz nos seus meios de convívio,
despertando o protagonismo popular para construção das politicas públicas.
9.1.2 Mobilização Social
A mobilização social ocorre sempre em prol de algo, para alcançar um objetivo prédefinido, um propósito comum, por isso é um ato de razão. De acordo com Toro &
Werneck (1996), “mobilizar é convocar vontades para atuar na busca de um propósito
comum, sob uma interpretação e um sentido também compartilhados”. Portanto,
pressupõe uma convicção coletiva da relevância, um sentido de público, daquilo que
convém a todos. E para que ela seja útil a uma sociedade ela tem que estar orientada
para a construção de um projeto de futuro. Se o seu propósito é passageiro, convertese em um evento, uma campanha e não em um processo de mobilização. A
mobilização requer uma dedicação contínua e produz resultados contínuos.
De acordo com Piccoli et al (2015) a:
159
Mobilização social mediada pela população organizada, informada e atuante na
exigência do cumprimento de seus direitos, com potencial crítico para observar,
controlar, monitorar e cumprir seus deveres de não degradar e não desperdiçar o
recurso natural.
Moradores e lideranças sociais voltadas para o desenvolvimento de ações de
mobilização, comunicação, formação de tecnologias sociais que visem o controle
social e a reinvindicação qualificada sobre as ações de saneamento em suas
comunidades, contribuem para um melhor planejamento, execução e manutenção dos
serviços de saneamento, aumentando as probabilidades de melhoria nas condições
de saúde da população assistida, sempre tendo como ponto de partida as
necessidades locais (PICCOLI et al., 2015).
A mobilização social também pode ser considerada como um ato de comunicação. E
que não pode ser confundido com propaganda ou divulgação, pois exige ações de
comunicação no seu sentido amplo, enquanto processo de compartilhamento de
discurso, visões e informações. O que dá estabilidade a um processo de mobilização
social é saber que o que está sendo realizado e decidido no campo de atuação
cotidiana, está sendo feito e decidido por outros, em seus próprios campos de
atuação, com os mesmos propósitos e sentidos.
Nesse sentido, para alcançar um objetivo é fundamental o empenho dos gestores
municipais durante a elaboração e implementação do PMSB, devendo ainda contar
com a participação democrática da comunidade. Deve-se buscar a conscientização e
capacitação da população através de suas lideranças, para que essas participem de
todas as etapas do processo de elaboração do plano, que acompanhem o
atendimento as proposições sugeridas, e a execução das ações e metas elencadas
para o horizonte de planejamento do PMSB e em suas revisões previstas pela Lei
11.445/07.
Dessa maneira, o processo de mobilização social é mais complexo e abrangente,
sendo constituído por ações de educação ambiental e de comunicação social
intimamente interligadas.
9.2 Oficina Setorial de Diagnóstico Técnico Participativo
160
Para a realização da Oficina Setorial de Diagnóstico Técnico Participativo, foi
considerado todo o território do Município de Tocos do Moji, sendo assim, pela
logística de deslocamento e acesso, optou-se por realizar uma oficina na Sede
Municipal, onde foram convidados todos os setores da sociedade civil do município.
O público alvo para essa atividade foi toda a população municipal, em especial os
atores sociais dos segmentos envolvidos com a temática de saneamento ambiental,
como prestadores de serviços, funcionários públicos, público escolar e demais
instituições ligadas ao meio ambiente, entidades representativas de bairros e/ou
regiões do Município, entre outros, de forma a permitir a atuação efetiva dos atores
chaves no processo e elaboração do PMSB.
A referida atividade ocorreu no dia 03 de dezembro de 2018, na Câmara Municipal de
Vereadores de Tocos do Moji. Nas Figura 4, Figura 6 e Figura 5 apresentam imagem
dos participantes.
Figura 4: Realização da Oficina Setorial
Fonte: Seletiva Consultoria e Projetos (2018)
161
Figura 5: Participantes da Oficina Setorial
Fonte: Seletiva Consultoria e Projetos (2018)
Figura 6: Preenchimento dos formulários pelos participantes
Fonte: Seletiva Consultoria e Projetos (2018)
162
Para a realização desta atividade, os conhecimentos e experiências de cada
participante foram valorizados, ampliando o leque de discussões sobre o tema. A
atividade teve duração média de duas horas, e teve como objetivo colher informações
sobre a situação atual dos serviços prestados de saneamento básico no município,
objetivando proporcionar subsídios para identificação dos problemas relacionados ao
saneamento básico municipal e às suas interferências na qualidade de vida da
população.
Na oficina setorial foram tratados os seguintes itens:
• Definição e conceitos de saneamento básico, explicação do que é o PMSB,
dados gerais do contrato, abordagem da legislação federal de saneamento
básico e da politica de resíduos sólidos, qual sua importância para o município
e para a qualidade de vida da população, quais são os quatro eixos do
saneamento básico (abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza
urbana e manejo dos resíduos sólidos, e drenagem e manejo das águas
pluviais), e a importância da participação popular em todo o processo de
elaboração e acompanhamento das ações do PMSB;
• Realização da dinâmica de percepção ambiental, tendo como objetivo central
o apontamento realizado pelos participantes referente às potencialidades e
fragilidades dos serviços de saneamento básico existentes no município,
fazendo com que a população se sinta parte atuante do processo de construção
do PMSB.
9.2.1 Metodologia aplicada
A dinâmica de percepção ambiental consistiu na aplicação de um formulário individual
onde os participantes tiveram a oportunidade de descrever as potencialidades e
carências do município, no âmbito da temática do saneamento básico. Na Figura 7 e
Figura 8 é possível verificar o modelo do formulário aplicado.
163
164
Figura 7: Formulário de Percepção Ambiental – Pontos Pos itivos
Fonte: Seletiva Consultoria e Projetos (2018)
165
166
Figura 8: Formulário de Percepção Ambiental – Pontos Negativos
Fonte: Seletiva Consultoria e Projetos (2018)
Para realizar o preenchimento do formulário, os participantes foram estruídos da
seguinte maneira. Cada número apresentado no formulário representou um eixo do
saneamento básico, a saber: 1 – Abastecimento de Água; 2 – Esgotamento Sanitário;
3 – Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos; 4 – Drenagem Urbana e Manejo
de Águas Pluviais. O formulário foi composto por duas páginas, na página inicial os
participantes deveriam indicar os eixos do saneamento através da numeração
apresentada acima, e pontuar as potencialidades dos serviços de saneamento básico
existentes no município, exemplo: 1 – População recebe água tratada e sem
intermitência no abastecimento; 2 – Existe sistema de coleta de esgoto no município;
3 – Há coleta de resíduos sólidos semanalmente; 4 – Não ocorrem graves episódios
de alagamentos no município. Já na página seguinte, os participantes foram
convidados a preencher os pontos negativos dos serviços prestados de saneamento
básico no município, exemplo: 1 – Mem todos os munícipes recebem água tratada; 2
– O esgoto é lançando do curso d’água sem tratamento; 3 – Não há coleta seletiva de
resíduos sólidos; 4 – Falta de manutenção dos dispositivos de drenagem.
Após a aplicação dos formulários, a equipe da Seletiva Consultoria e Projetos LTDA.,
tabulou e analisou todos os dados levantados. Os resultados obtidos foram
incorporados ao produto de Diagnóstico Técnico Participativo da Situação do
Saneamento do Município de Tocos do Moji e serão apresentados no tópico 2.3 deste
relatório.
9.2.2 Ferramentas de Comunicação do PMSB
Com o intuito de prestar esclarecimentos sobre o andamento da elaboração do PMSB
e convidar a população para a Oficina Setorial de Diagnóstico Técnico Participativo,
foram utilizados os seguintes meios: publicação do convite em mídia impressa através
do Diário Oficial do município, além de convites verbais direcionados aos membros do
Grupo de Trabalho de acompanhamento do PMSB, convites direcionados ao público
escolar e aos demais atores sociais com interesse no tema abordado.
167
Os convites foram repassados por meio de uma linguagem adequada a cada público,
considerando sempre a realidade municipal.
9.2.3 Análise dos Resultados
Conforme pode ser observado na tabela a seguir (Tabela 81), as principais demandas
dos munícipes são acerca do esgotamento sanitário, principalmente sobre a falta de
tratamento do esgoto e o seu lançamento in natura nos cursos d’água do município,
assim como a falta da coleta seletiva de resíduos sólidos. Já sobre as potencialidades,
foi possível observar que os munícipes consideram de modo geral, a qualidade e a
disponibilidade de água para abastecimento satisfatória, e ao que se refere ao eixo de
manejo de águas pluviais, apesar se ter sido relatado alguns problemas com
alagamentos em algumas regiões do município e falta de manutenção dos dispositivos
de drenagem, a população considera a estrutura e os serviços prestados satisfatórios.
A seguir são apresentados os resultados da oficina setorial por localidade dos
participantes presentes na referida atividade.
Tabela 81: Resultados dos Formulários de Percepção Ambiental por região
Centro (Sede)
Pontos Positivos Pontos Negativos
Abastecimento de Água
A qualidade da água é considerada boa Algumas vezes há interrupção no
fornecimento de água
População é abastecida com água tratada Algumas vezes a água fornecida vem com
aspecto turvo (amarelada)
As lavouras consomem muita água, e em
períodos de seca isso é visto como um ponto
negativo
Não há proteção das nascentes
Ocorrência de desmatamento da vegetação
original nas marginais dos rios
Os agrotóxicos utilizados nas plantações
muitas vezes entram em contato com a água
fornecida para o abastecimento da população
Esgotamento Sanitário
As residências possuem rede coletora de
esgoto
Há esgoto sendo lançado a céu aberto e nos
rios, causando mau cheiro e poluição
Falta tratamento do esgoto coletado
168
Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos
A coleta de resíduos é considerada
satisfatória. Possui coleta de lixo semanal
(3 vezes na semana)
O município não possui coleta seletiva de
resíduos
As ruas estão sempre limpas Falta de lixeiras públicas nos pontos turísticos
(cachoeiras) e nas localidades rurais
Drenagem Urbana e Manejo de Águas Pluviais
As estruturas de drenagem são consideradas
suficientes
Falta de manutenção das estruturas de
drenagem (bocas de lobo)
Existência de alguns pontos de alagamentos
em períodos de chuva
As casas foram construídas muito próximas
aos rios
Distrito de Sertão da Bernardina
Pontos Positivos Pontos Negativos
Abastecimento de Água
A qualidade da água fornecida é considerada
boa
Em períodos de estiagem há interrupção
(falhas) no fornecimento de água
A água fornecida vem de um poço artesiano,
sem tratamento
Esgotamento Sanitário
Uma parcela das residências possui rede de
coleta de esgoto
Há esgoto sendo lançado a céu aberto ou nos
rios, sem coleta e tratamento
Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos
É realizada a coleta de lixo semanal O município não possui coleta seletiva de
resíduos
Falta de lixeiras públicas
Drenagem Urbana e Manejo de Águas Pluviais
Considerado satisfatório a quantidade dos
dispositivos de drenagem (bocas de lobo)
Falta de manutenção nas estruturas de
drenagem
Distrito de Fernandes
Pontos Positivos Pontos Negativos
Abastecimento de Água
A qualidade da água é considerada boa A distribuição da água é ineficiente
Fornecimento de água tratada A água fornecida vem de uma única nascente
Não há proteção das nascentes
Esgotamento Sanitário
As residências possuem rede de coleta de
esgoto
Há esgoto sendo lançado a céu aberto ou nos
rios, sem tratamento
169
Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos
A coleta de resíduos é considerada
satisfatória. Possui coleta de lixo semanal
O município não possui coleta seletiva de
resíduos
Drenagem Urbana e Manejo de Águas Pluviais
Considerado satisfatório a quantidade dos
dispositivos de drenagem (bocas de lobo)
Falta de manutenção nas estruturas de
drenagem
Existência de alguns pontos de alagamentos
em períodos de chuva
Santa Luzia
Pontos Positivos Pontos Negativos
Abastecimento de Água
Não há escassez de água Algumas vezes a água fornecida vem com
aspecto turvo (amarelada)
Esgotamento Sanitário
Todas as casas possuem rede de esgoto Não há tratamento do esgoto, o mesmo é
lançado diretamente no rio
Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos
A coleta de lixo atende todo o município O município não possui coleta seletiva de
resíduos
O município conta com pessoas que fazem a
limpeza das ruas
Drenagem Urbana e Manejo de Águas Pluviais
Não ocorrem muitos alagamentos, pois o
município conta com uma quantidade de
dispositivos de drenagem considerada
satisfatória
As casas foram construídas muito próximas
ao rio, devido a esse fato, em períodos de
chuva intensa as casas alagam
A qualidade da água é considerada boa Interrupção do fornecimento de água (as
vezes)
As casas recebem água encanada
Algumas vezes a água fornecida vem com
aspecto turvo (amarelada)
Capinzal
Pontos Positivos Pontos Negativos
Abastecimento de Água
A qualidade da água é considerada boa Algumas vezes há interrupção no
fornecimento de água
Esgotamento Sanitário
--
Há esgoto sendo lançado a céu aberto
170
Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos
A coleta de resíduos é considerada
satisfatória. Possui coleta de lixo semanal --
Drenagem Urbana e Manejo de Águas Pluviais
Não há dispositivos de drenagem --
AUDIÊNCIA PÚBLICA EM 13/12/2018
No dia 13 de Dezembro de 2019, às 9 : 00hs na Câmara Municipal da cidade de
Tocos do Moji, situada R. José Tomás Cantuária, 130, bairro Centro foi realizada o 1ª.
Audiência Pública para elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico
(PMSB) do município, para apresentação do Diagnóstico Técnico participativo.
Estiveram presentes na reunião, funcionários da Prefeitura Municipal, representantes
da sociedade civil e estudantes. Os técnicos da empresa Seletiva Consultoria e
Projetos fizeram as apresentações e mostram ao púbico a importância da participação
da sociedade para identicar as carências dos serviços do saneamento no município.
Foi explicado que após a apresentação técnica o público teria tempo para se
manifestarem.
Foi iniciada a apresentação dos 04 eixos, e em seguida aberta a palavras para os
participantes. Porém, não houveram questionamentos. Sem mais a tratar foi
encerrada a seção pública.
171
FOTOS DA 1ª AUDIENCIA PÚBLICA
AUDÊNCIA PÚBLICA EM 23/05/2019
No dia 23 de Maio de 2019, às 19 : 00hs na Câmara Municipal da cidade de Tocos
do Moji, situada R. José Tomás Cantuária, 130, bairro Centro foi realizada o 2ª.
Audiência Pública para elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico
(PMSB) do município, para apresentação dos Prognóstico, Projetos , Planos e Ações.
Estiveram presentes na reunião O Prefeito Municipal, Sr. Antônio Rodrigues Da Silva,
representantes da Câmara Municipal, técnicos da empresa Seletiva consultoria e
Projetos Ltda, representantes da sociedade civil, estudantes.
O Prefeito Municipal abriu a cerimônia dando boas vinda a todos, em seguida informou
que a Seletiva foi a empresa vencedora da licitação junto à administração para a
elaboração do Plano de Saneamento Básico do município de Tocos do Moji, em se
fez apresentou o histórico da empresa e os trabalhos mais relevantes realizados nas
áreas de abastecimento de água, esgotamento sanitário, resíduos sólidos urbanos e
drenagem pluvial. E ainda ressaltou à todos os presentes da importância do Plano
para o município de Tocos de Moji. Em seguida passou a palavra para a Sr.ª Vera
Lucia de Abreu Vilela, engenheira da Seletiva , que iniciou a apresentação da
Audiência Pública e informando a todos os participantes o andamento dos trabalhos.
E agradeceu a todos os presentes enfatizando a importância da participação da
população na construção do Plano de Saneamento.
172
A população queria apenas saber de para quando sairiam as obras. E quando será
implantado programas de coleta seletiva.
O prefeito pediu a palavras e ressaltou que o município não tem recurso para implantar
obras de saneamento. Disse que fez o projeto do SES de esgotamento sanitário e que
agora depende de recursos Federais. E continuou a ressaltar que obras a curto prazo
só sairiam do papel se o sistema fosse privatizado. A população reclamou que se
privatizar as taxas ficariam altas. Mas, prefeito disse que não tem como fazer milagres.
Quanto as proposições previstas pela empresa e que foram embasadas no
diagnóstico participativo não houveram mais questionamentos. Não havendo mais
nenhuma questão a tratar foi lavrado a presente ata.
Imagem do Material de Divulgação
Cartaz
173
Faixa
FOTOS DA 2ª AUDIENCIA PÚBLICA
174
175
10 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
AGÊNCIA GOIANA DE TRANSPORTES E OBRAS PÚBLICAS. Instrução Técnica
02 – Manual de Pavimentação Urbana. Goiânia, 2016.
AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS. Abastecimento Urbano de Água Tocos do
Moji. 2010. Disponível em:
http://atlas.ana.gov.br/Atlas/forms/analise/Geral.aspx?est=13. Acesso em: 27 de
novembro de 2018.
AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Resolução da Diretoria
Colegiada – RDC n° 222, de 28 de março de 2018. Regulamenta as Boas
Práticas de Gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde e dá outras
providências. Brasília, 2018.
AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Resolução da Diretoria
Colegiada – RDC n° 306, de 07 de dezembro de 2004. Dispõe sobre o
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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MINAS GERAIS. Deliberação
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disposição final de resíduos sólidos urbanos no Estado, e dá outras providências.
Belo Horizonte, 2008.
ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MINAS GERAIS. Lei Estadual n°
11.720, de 28 de dezembro de 1994. Dispõe sobre a Política Estadual de
Saneamento Básico e dá outras providências. Belo Horizonte, 1994.
ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MINAS GERAIS. Lei Estadual n°
13.766, de 30 de novembro de 2000. Dispõe sobre a Política Estadual de Apoio e
Incentivo à Coleta Seletiva de Resíduos Sólidos e altera dispositivo da Lei nº
12.040, de 28 de dezembro de 1995, que dispõe sobre a distribuição da parcela de
receita do produto da arrecadação do ICMS pertencente aos municípios, de que
176
trata o inciso ii do parágrafo único do art. 158 da constituição federal. Belo
Horizonte, 2000.
ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MINAS GERAIS. Lei Estadual n°
13.796, de 20 de dezembro de 2000. Dispõe sobre o controle e o licenciamento
dos empreendimentos e das atividades geradoras de resíduos perigosos no
Estado. Belo Horizonte, 2000.
ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MINAS GERAIS. Lei Estadual n°
14.128, de 19 de dezembro de 2001. Dispõe sobre a Política Estadual de
Reciclagem de Materiais e sobre os instrumentos econômicos e financeiros
aplicáveis à gestão de resíduos sólidos. Belo Horizonte, 2001.
ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MINAS GERAIS. Lei Estadual n°
14.129, de 19 de dezembro de 2001. Estabelece condição para a implantação de
unidades de disposição final e de tratamento de resíduos sólidos urbanos. Belo
Horizonte, 2001.
ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MINAS GERAIS. Lei Estadual n°
18.031, de 12 de janeiro de 2009. Dispõe sobre a Política Estadual de Resíduos
Sólidos. Belo Horizonte, 2009.
ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MINAS GERAIS. Lei Estadual n°
20.011, de 05 de janeiro de 2012. Dispõe sobre a Política Estadual de Coleta,
Tratamento e Reciclagem de óleo e gordura de origem vegetal ou animal de uso
culinário e dá outras providências. Belo Horizonte, 2012.
ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MINAS GERAIS. Lei Estadual n°
9.367, de 11 de dezembro de 1986. Dispõe sobre a destinação e tratamento de
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métodos de ensaio 'Parte 1: Recipientes descartáveis. Rio de Janeiro: ABNT, 2018.
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resíduos não perigosos - Critérios para projeto, implantação e operação. Rio de
Janeiro: ABNT, 1997.
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preparo de concreto sem função estrutural – Requisitos. Rio de Janeiro: ABNT,
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projeto, implantação, operação e encerramento. Rio de Janeiro: ABNT, 2010.
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rodoviários - Veículos coletores compactadores de resíduos sólidos e seus
dispositivos de elevação de contentores – Parte 1 (Carregamento traseiro) e Parte
2 (Carregamento Lateral). Rio de Janeiro: ABNT, 2018.
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rodoviários - Contentores fixos para resíduos - Parte 1: Contentores com
capacidade de até 3 200 L com tampas para dispositivos de elevação do tipo
suporte giratório e suporte giratório duplo - Dimensões e projeto; Parte 2 - Parte 2:
Requisitos de funcionamento e métodos de ensaio e Parte 3 - Parte 3: Requisitos
de segurança e higiene. Rio de Janeiro: ABNT, 2018.
179
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 8.911: Solventes -
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BRASIL. Decreto Federal nº 4.074, de 4 de janeiro de 2002. Regulamenta a Lei
no 7.802, de 11 de julho de 1989, que dispõe sobre a pesquisa, a experimentação,
a produção, a embalagem e rotulagem, o transporte, o armazenamento, a
comercialização, a propaganda comercial, a utilização, a importação, a exportação,
o destino final dos resíduos e embalagens, o registro, a classificação, o controle, a
inspeção e a fiscalização de agrotóxicos, seus componentes e afins, e dá outras
providências. Brasília, 2002.
BRASIL. Decreto Federal nº 5.940, de 25 de outubro de 2006. Institui a
separação dos resíduos recicláveis descartados pelos órgãos e entidades da
administração pública federal direta e indireta, na fonte geradora, e a sua
destinação às associações e cooperativas dos catadores de materiais recicláveis, e
dá outras providências. Brasília, 2006.
BRASIL. Decreto Federal nº 7.217, de 21 de junho de 2010. Regulamenta a Lei
no 11.445, de 5 de janeiro de 2007, que estabelece diretrizes nacionais para o
saneamento básico, e dá outras providências. Brasília, 2010.
BRASIL. Decreto Federal nº 7.404, de 23 de dezembro de 2010. Regulamenta a
Lei no 12.305, de 2 de agosto de 2010, que institui a Política Nacional de Resíduos
Sólidos, cria o Comitê Interministerial da Política Nacional de Resíduos Sólidos e o
Comitê Orientador para a Implantação dos Sistemas de Logística Reversa, e dá
outras providências. Brasília, 2010.
BRASIL. Decreto Federal nº 7.405, de 23 de dezembro de 2010. Institui o
Programa Pró-Catador, denomina Comitê Interministerial para Inclusão Social e
Econômica dos Catadores de Materiais Reutilizáveis e Recicláveis o Comitê
Interministerial da Inclusão Social de Catadores de Lixo criado pelo Decreto de 11
de setembro de 2003, dispõe sobre sua organização e funcionamento, e dá outras
providências. Brasília, 2010.
BRASIL. Decreto Federal nº 9.177, de 23 de outubro de 2017. Regulamenta o
art. 33 da Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010, que institui a Política Nacional de
Resíduos Sólidos, e complementa os art. 16 e art. 17 do Decreto nº 7.404, de 23 de
dezembro de 2010 e dá outras providências. Brasília, 2017.
180
BRASIL. Lei Federal nº 12.305, de 2 de agosto de 2010. Institui a Política
Nacional de Resíduos Sólidos; altera a Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e
dá outras providências. 2010. Brasília, 2010.
BRASIL. Lei Federal nº 9.974, de 6 de junho de 2000. Altera a Lei n° 7.802, de 11
de julho de 1989, que dispõe sobre a pesquisa, a experimentação, a produção, a
embalagem e rotulagem, o transporte, o armazenamento, a comercialização, a
propaganda comercial, a utilização, a importação, a exportação, o destino final dos
resíduos e embalagens, o registro, a classificação, o controle, a inspeção e a
fiscalização de agrotóxicos, seus componentes e afins, e dá outras providências.
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de 1979, 8.036, de 11 de maio de 1990, 8.666, de 21 de junho de 1993, 8.987, de
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setembro de 2009. Dispõe sobre a prevenção à degradação ambiental causada
por pneus inservíveis e sua destinação ambientalmente adequada, e dá outras
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dezembro de 2009. Dispõe sobre critérios e valores orientadores de qualidade do
solo quanto à presença de substâncias químicas e estabelece diretrizes para o
gerenciamento ambiental de áreas contaminadas por essas substâncias em
decorrência de atividades antrópicas. Brasília, 2009.
MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE. Resolução CONAMA nº 428, de 17 de
dezembro de 2010. Dispõe, no âmbito do licenciamento ambiental sobre a
autorização do órgão responsável pela administração da Unidade de Conservação
(UC), de que trata o § 3º do artigo 36 da Lei nº 9.985 de 18 de julho de 2000, bem
como sobre a ciência do órgão responsável pela administração da UC no caso de
licenciamento ambiental de empreendimentos não sujeitos a EIA-RIMA e dá outras
providências. Brasília, 2010.
MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE. Resolução CONAMA nº 430, de 13 de maio
de 2011. Dispõe sobre as condições e padrões de lançamento de efluentes,
complementa e altera a Resolução no 357, de 17 de março de 2005, do Conselho
Nacional do Meio Ambiente-CONAMA. Brasília, 2011.
MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE. Resolução CONAMA nº 431, de 24 de maio
de 2011. Altera o art. 3° da Resolução CONAMA n° 307, de 5 de julho de 2002,
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MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE. Resolução CONAMA nº 465, de 5 de
dezembro de 2014. Dispõe sobre os requisitos e critérios técnicos mínimos
necessários para o licenciamento ambiental de estabelecimentos destinados ao
recebimento de embalagens de agrotóxicos e afins, vazias ou contendo resíduos.
Brasília, 2014.
MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE. Resolução CONAMA nº 5, de 5 de agosto
de 1993. Dispõe sobre o gerenciamento de resíduos sólidos gerados nos portos,
aeroportos, terminais ferroviários e rodoviários. Brasília, 1993.
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setembro de 1991. Dispõe sobre o tratamento de resíduos sólidos provenientes de
estabelecimentos de saúde, portos e aeroportos. Brasília, 1991.
MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE. Resolução CONAMA nº 8, de 19 de
setembro de 1991. Dispõe sobre a vedação da entrada no país de materiais
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