| Tipo | Lei |
|---|---|
| Número / Ano | 1912 / 2001 |
| Date | 2001-07-10 |
| Ementa | Dispõe sobre as diretrizes para a elaboração da lei orçamentária de 2002 e dá outras providências. |
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LEI N.º 1.912, DE 10 DE JULHO DE 2001. Dispõe sobre as diretrizes para a elaboração da lei orçamentária de 2002 e dá outras providências. O PREFEITO MUNICIPAL DE UNAÍ, Estado de Minas Gerais, no uso da atribuição que lhe confere o art. 96, VII, da Lei Orgânica do Município, faz saber que a Câmara Municipal decreta e ele, em seu nome, promulga a seguinte Lei: DISPOSIÇÃO PRELIMINAR Art. 1º São estabelecidas, em cumprimento ao disposto no art. 165, § 2º, da Constituição, as diretrizes orçamentárias do Município para 2002, compreendendo: I as prioridades e metas da administração pública municipal; II a estrutura e organização dos orçamentos; III as diretrizes para a elaboração e execução dos orçamentos do Município e suas alterações; IV as disposições relativas à dívida pública municipal; V as disposições relativas às despesas do Município com pessoal e encargos sociais; VI as disposições sobre alterações na legislação tributária do Município; e VII as disposições gerais. CAPÍTULO I DAS PRIORIDADES E METAS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA MUNICIPAL Art. 2º Em consonância com o art. 165, § 2º, da Constituição, as metas e as prioridades para o exercício financeiro de 2002 são as especificadas no Anexo de Metas e Prioridades que integra esta Lei, as quais terão precedência na alocação de recursos na lei orçamentária de 2002, não se constituindo, todavia, em limite à programação das despesas. Parágrafo único. Na destinação dos recursos relativos a programas sociais, será conferida prioridade às áreas urbanas onde resida a população de menor poder aquisitivo. (Fls. 2 da Lei n.º 1.912, de 10.7.2001) CAPÍTULO II DA ESTRUTURA E ORGANIZAÇÃO DOS ORÇAMENTOS Art. 3º Para efeito desta Lei, entendese por: I Programa, o instrumento de organização da ação governamental visando à concretização dos objetivos pretendidos, sendo mensurado por indicadores estabelecidos no plano plurianual; II Atividade, um instrumento de programação para alcançar o objetivo de um programa, envolvendo um conjunto de operações que se realizam de modo contínuo e permanente, das quais resulta um produto necessário à manutenção da ação de governo; III Projeto, um instrumento de programação para alcançar o objetivo de um programa, envolvendo um conjunto de operações, limitadas no tempo, das quais resulta um produto que concorre para a expansão ou aperfeiçoamento da ação de governo; e IV Operação Especial, as despesas que não contribuem para a manutenção das ações de governo, das quais não resulta um produto, e não geram contraprestação direta sob a forma de bens ou serviços. § 1º Cada programa identificará as ações necessárias para atingir os seus objetivos, sob a forma de atividades, projetos e operações especiais, especificando os respectivos valores e metas, bem como as unidades orçamentárias responsáveis pela realização da ação. 2 § 2º As atividades, projetos e operações especiais serão desdobrados em subtítulos exclusivamente para especificar a localização física integral ou parcial das respectivas atividades, projetos e operações especiais, não podendo haver, por conseguinte, alteração da finalidade das respectivas atividades, projetos e operações especiais e da denominação das metas estabelecidas. § 3º Cada atividade, projeto e operação especial identificará a função e a subfunção às quais se vinculam. § 4º As categorias de programação de que trata esta Lei serão identificadas no projeto de lei orçamentária por programas, atividades, projetos ou operações especiais, e respectivos subtítulos com indicação de suas metas físicas. Art. 4º Os orçamentos, fiscal e da seguridade social, discriminarão a despesa por unidade orçamentária, detalhada por categoria de programação em seu menor nível com suas (Fls. 3 da Lei n.º 1.912, de 10.7.2001) respectivas dotações, especificando a esfera orçamentária, a modalidade de aplicação, a fonte de recursos, o identificador de uso e os grupos de despesa, conforme a seguir discriminados: 1 pessoal e encargos sociais; 2 juros e encargos da dívida; 3 outras despesas correntes; 4 investimentos; 5 inversões financeiras, incluídas quaisquer despesas referentes à constituição ou aumento de capital de empresas; e 6 amortização da dívida. 3 Art. 5º As metas físicas serão indicadas em nível de subtítulo e agregadas segundo os respectivos projetos e atividades e constarão do demonstrativo a que se refere o art. 8o , § 1o , inciso XIV, desta Lei. Art. 6º Os orçamentos, fiscal e da seguridade social, compreenderão a programação dos Poderes do Município, seus fundos, órgãos, autarquias, inclusive especiais, e fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público. Parágrafo único. Excluise do disposto neste artigo as empresas que recebam recursos do Município apenas sob a forma de: I participação acionária; II pagamento pelo fornecimento de bens e pela prestação de serviços; III pagamento de empréstimos e financiamentos concedidos. Art. 7º A lei orçamentária discriminará em categorias de programação específicas as dotações destinadas: I à concessão de subvenções econômicas e subsídios; II às despesas com auxílioalimentação/refeição, assistência préescolar e assistência médica e odontológica no âmbito dos Poderes Legislativo e Executivo, inclusive das entidades da administração indireta que recebam recursos à conta dos orçamentos fiscal e da seguridade social; e (Fls. 4 da Lei n.º 1.912, de 10.7.2001) III ao pagamento de precatórios judiciários, que constarão das unidades orçamentárias responsáveis pelos débitos. § 1º O disposto no inciso II deste artigo aplicase, igualmente, aos órgãos e entidades que prestem, total ou parcialmente, os referidos benefícios a seus servidores e dependentes, por intermédio de serviços próprios. 4 § 2º A inclusão de recursos na lei orçamentária e em seus créditos adicionais para atender às despesas de que trata o inciso II deste artigo fica condicionada à informação do número de beneficiados nas respectivas metas. Art. 8º O projeto de lei orçamentária que o Poder Executivo encaminhará à Câmara Municipal e a respectiva lei serão constituídos de: I texto da lei; II quadros orçamentários consolidados; III anexo dos orçamentos fiscal e da seguridade social, discriminando a receita e a despesa na forma definida nesta Lei; IV discriminação da legislação da receita e da despesa, referente aos orçamentos fiscal e da seguridade social. § 1º Os quadros orçamentários a que se refere o inciso II deste artigo, incluindo os complementos referenciados no art. 22, inciso III, da Lei n.º 4.320, de 17 de março de 1964, são os seguintes : I evolução da receita do Tesouro Municipal, segundo as categorias econômicas e seu desdobramento em fontes, discriminando cada imposto e contribuição de que trata o art. 195 da Constituição; II evolução da despesa do Tesouro Municipal, segundo as categorias econômicas e grupos de despesa; III resumo das receitas dos orçamentos, fiscal e da seguridade social, isolada e conjuntamente, por categoria econômica e origem dos recursos; IV resumo das despesas dos orçamentos fiscal e da seguridade social, isolada e conjuntamente, por categoria econômica e origem dos recursos; (Fls. 5 da Lei n.º 1.912, de 10.7.2001) 5 V receita e despesa, dos orçamentos, fiscal e da seguridade social, isolada e conjuntamente, segundo categorias econômicas, conforme o Anexo I da Lei n.º 4.320, de 1964, e suas alterações; VI receitas dos orçamentos, fiscal e da seguridade social, isolada e conjuntamente, de acordo com a classificação constante do Anexo III, da Lei no 4.320, de 1964, e suas alterações; VII despesas dos orçamentos, fiscal e da seguridade social, isolada e conjuntamente, segundo Poder e órgão, por grupo de despesa e fonte de recursos; VIII despesas dos orçamentos, fiscal e da seguridade social, isolada e conjuntamente, segundo a função, subfunção, programa, e grupo de despesa; IX recursos do Tesouro Municipal, diretamente arrecadados, nos orçamentos fiscal e da seguridade social, por órgão; X programação referente à manutenção e ao desenvolvimento do ensino, nos termos do art. 212 da Constituição, em nível de órgão, detalhando fontes e valores por categoria de programação; XI resumo das fontes de financiamento e da despesa do orçamento de investimento, segundo órgão, função, subfunção e programa; XII fontes de recursos por grupos de despesas; e XIII despesas dos orçamentos fiscal e da seguridade social segundo os programas de governo, com os seus objetivos e indicadores para aferir os resultados esperados, detalhado por atividades, projetos e operações especiais, com a identificação das metas, se for o caso, e unidades orçamentárias executoras. § 2º A mensagem que encaminhar o projeto de lei orçamentária conterá: I análise da conjuntura econômica do Município, com indicação do cenário macroeconômico para 2002, e suas implicações sobre a proposta orçamentária; II resumo da política econômica e social do Governo; III avaliação das necessidades de financiamento do setor público municipal, explicitando receitas e despesas, bem como indicando os resultados primário e operacional, 6 implícitos no projeto de lei orçamentária para 2002, os estimados para 2001 e os observados em 2000, evidenciando, ainda, a metodologia do cálculo de todos os itens computados nas necessidades de financiamento, com referência específica ao cálculo dos juros reais por competência; e (Fls. 6 da Lei n.º 1.912, de 10.7.2001) IV justificativa da estimativa e da fixação, respectivamente, dos principais agregados da receita e da despesa. § 3º O Poder Executivo disponibilizará até quinze dias após o encaminhamento do projeto de lei orçamentária, podendo ser por meios eletrônicos, demonstrativos contendo as seguintes informações complementares: I os resultados correntes dos orçamentos, fiscal e da seguridade social; II o detalhamento dos principais custos unitários médios, utilizados na elaboração dos orçamentos, para os principais serviços e investimentos; III a programação orçamentária, detalhada por operações especiais, relativa à concessão de quaisquer empréstimos, destacando os respectivos subsídios, quando houver, no âmbito dos orçamentos fiscal e da seguridade social; IV os gastos nas áreas de assistência social, educação, desporto, habitação, saúde, saneamento e transportes; V a memória de cálculo da estimativa de gasto com pessoal e encargos sociais e com o pagamento de benefícios previdenciários para o exercício de 2002; VI a memória de cálculo da estimativa das despesas com amortização e com juros e encargos da dívida pública mobiliária municipal interna em 2002, indicando os prazos médios de vencimento, considerados para cada tipo e série de títulos e, separadamente, as despesas com juros, e respectivas taxas, com deságios e com outros encargos; VII o efeito decorrente de isenções e de quaisquer outros benefícios tributários, indicando, por tributo e por modalidade de benefício contido na legislação do tributo, a perda de receita que lhes possa ser atribuída, bem como os subsídios financeiros e creditícios concedidos por 7 órgão ou entidade da administração direta e indireta com os respectivos valores por espécie de benefício, em cumprimento ao disposto no art. 165, § 6o , da Constituição, observado o disposto no § 9 o deste artigo; VIII a evolução da receita nos três últimos anos, a execução provável para 2001 e a estimada para 2002, bem como a memória de cálculo dos principais itens de receitas, inclusive as financeiras, destacando as premissas básicas de seu comportamento no exercício de 2002; IX a correspondência entre os valores das estimativas de cada item de receita, de acordo com o detalhamento a que se refere o inciso VI do § 1o deste artigo, e os valores das estimativas de cada fonte de recurso a que se refere o art. 37 desta Lei; (Fls. 7 da Lei n.º 1.912, de 10.7.2001) X dos montantes das receitas diretamente arrecadadas, por órgão e unidade orçamentária, separandose as de origem financeira das de origem nãofinanceira, utilizadas no cálculo das necessidades de financiamento do setor público municipal a que se refere o inciso III do § 2o deste artigo; XI memória de cálculo das estimativas: a) das receitas brutas administradas pela Secretaria Municipal de Fazenda, destacando os efeitos da variação do índice de preços, das alterações da legislação e dos demais fatores que contribuam para as estimativas; e b) das receitas administradas pela Secretaria Municipal de Fazenda, segundo as rubricas da lei orçamentária, calculadas a partir dos montantes estimados na alínea anterior. XII a despesa com pessoal e encargos sociais, por Poder e total, executada nos últimos três anos, a execução provável em 2001 e o programado para 2002, com a indicação da representatividade percentual do total e por Poder em relação à receita corrente e à receita corrente líquida, esta última tal como definida nas Leis Complementares no 82, de 27 de março de 1995, e no 96, de 31 de maio de 1999, e alterações posteriores, para os exercícios a que se referem; XIII o custo médio por beneficiário, por unidade orçamentária, por órgão e por Poder, dos gastos com: 8 a) assistência médica e odontológica; b) auxílioalimentação/refeição; e c) assistência préescolar. XIV os pagamentos, por fonte de recursos, relativos aos Grupos de Despesa "juros e encargos da dívida" e "amortização da dívida", da dívida interna e externa, realizados nos últimos três anos, sua execução provável em 2000 e o programado para 2002; XV o estoque da dívida pública municipal interna em 31 de dezembro de 2000 e em 30 de junho de 2001, e as previsões do estoque para 31 de dezembro de 2001 e 2002, especificandose para cada uma delas: a) mobiliária ou contratual; b) tipo e série de título, no caso da mobiliária; e c) prazos de emissão e vencimento. XVI memória de cálculo do montante de recursos para aplicação na manutenção e desenvolvimento do ensino, a que se refere o art. 212 da Constituição, e do montante de recursos para aplicação na erradicação do analfabetismo e na manutenção e desenvolvimento do ensino fundamental, previsto no art. 60 do ADCT; (Fls. 8 da Lei n.º 1.912, de 10.7.2001) XVII o orçamento de investimento, indicando, por subtítulo, as fontes de financiamento, distinguindo os recursos originários de financiamentos, de convênios e do Tesouro Municipal. § 4º Os valores constantes dos demonstrativos previstos no parágrafo anterior serão elaborados a preços da proposta orçamentária, explicitada a metodologia utilizada para sua atualização. § 5º O Poder Executivo enviará à Câmara Municipal os projetos de lei orçamentária e dos créditos adicionais também por meio eletrônico, com sua despesa regionalizada e discriminada, no caso do projeto de lei orçamentária, por elemento de despesa. 9 § 6º A Comissão Temática encarregada da análise do orçamento no âmbito do Poder Legislativo, a seu requerimento, terá acesso a todos os dados utilizados na elaboração da proposta orçamentária. § 7º Os demonstrativos e informações complementares exigidos por esta Lei identificarão, logo abaixo do respectivo título, o dispositivo a que se referem. § 8º No demonstrativo de que trata o inciso V do § 1º deste artigo serão discriminadas, separadamente, as estimativas relativas às contribuições dos empregadores para a seguridade social, incidentes sobre a folha de salários, o faturamento, os lucros e a contribuição dos trabalhadores, estabelecidas, respectivamente, nos incisos I e II do art. 195 da Constituição. Art. 9º Para efeito do disposto no artigo anterior, os Poderes Legislativo e Executivo do Município, inclusive os órgãos da Administração Indireta e os gestores de fundos de natureza autárquica, encaminharão à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação, até 30 de julho de 2001, suas respectivas propostas orçamentárias, observados os parâmetros e diretrizes estabelecidos nesta Lei para fins de consolidação do projeto de lei orçamentária. Art. 10. No projeto de lei orçamentária será atribuído a cada subtítulo, para fins de processamento, um código seqüencial que não constará da lei orçamentária. Parágrafo único. As modificações propostas nos termos do art. 166, § 5o , da Constituição, deverão preservar os códigos seqüenciais da proposta original. Art. 11. Cada projeto constará somente de uma esfera orçamentária e de um programa. Art. 12. A modalidade de aplicação, referida no art. 4o desta Lei, destinase a indicar se os recursos serão aplicados diretamente pela unidade detentora do crédito orçamentário, ou transferidos, ainda que na forma de descentralização, a outras esferas de governo, órgãos ou entidades, de acordo com a especificação que for estabelecida pela Secretaria de Municipal do Planejamento. (Fls. 9 da Lei n.º 1.912, de 10.7.2001) Art. 13. O identificador de uso, a que se refere o art. 4 o desta Lei, destinase a indicar se os recursos compõem contrapartida municipal de convênios ou de doações, ou destinamse a 10 outras aplicações, constando da lei orçamentária e de seus créditos adicionais os dígitos que vierem a ser estabelecidos pela SEPLAN, que antecederão o código das fontes de recursos. § 1º Os identificadores de uso incluídos na lei orçamentária ou nas leis de abertura de créditos adicionais, observado o art. 25 desta Lei, poderão ser modificados exclusivamente pela Secretaria Municipal do Planejamento, mediante publicação de portaria, com a devida justificativa, para atender às necessidades de execução. § 2º Observado o disposto no art. 25 desta Lei, a modificação a que se refere o parágrafo anterior poderá ocorrer, também, quando da abertura de créditos suplementares autorizados na lei orçamentária. Art. 14. As fontes de recursos que corresponderem às receitas provenientes da concessão e permissão constarão na lei orçamentária com código próprio que as identifiquem conforme a origem da receita. CAPÍTULO III DAS DIRETRIZES PARA ELABORAÇÃO DOS ORÇAMENTOS DO MUNICÍPIO E SUAS ALTERAÇÕES SEÇÃO I DAS DIRETRIZES GERAIS Art. 15. A elaboração do projeto, a aprovação e a execução da lei orçamentária de 2002 deverão ser realizadas de modo a evidenciar a transparência da gestão fiscal, observandose o princípio da publicidade e permitindose o amplo acesso da sociedade a todas as informações relativas a cada uma dessas etapas, bem como levar em conta a obtenção dos resultados previstos no Anexo de Metas Fiscais que integra a presente Lei. Art. 16. O projeto de lei orçamentária poderá incluir a programação constante de propostas de alterações do Plano Plurianual 20002003, que tenham sido objeto de projetos de lei específicos. Art. 17. O Poder Legislativo terá como limite de outras despesas correntes e de capital em 2002 o conjunto das dotações fixadas na lei orçamentária de 2001. Art. 18. A alocação dos créditos orçamentários será feita diretamente à unidade orçamentária responsável pela execução das ações correspondentes, ficando proibida a consignação 11 de recursos a título de transferência para unidades integrantes dos orçamentos fiscal e da seguridade social. (Fls. 10 da Lei n.º 1.912, de 10.7.2001) Parágrafo único. Desde que observadas as vedações contidas no art. 167, inciso VI, da Constituição, fica facultada a descentralização de créditos orçamentários para execução de ações de responsabilidade da unidade descentralizadora. Art. 19. Além de observar as demais diretrizes estabelecidas nesta Lei, à alocação dos recursos na lei orçamentária e em seus créditos adicionais será feita de forma a propiciar o controle dos custos das ações e a avaliação dos resultados dos programas de governo. Art. 20. A Procuradoria Geral do Município, encaminhará à Secretaria Municipal de Planejamento, até o dia 10 de Julho de 2001, a relação dos débitos constantes de precatórios judiciários a serem incluídos na proposta orçamentária de 2002, conforme determina o art. 100, § 1º, da Constituição, discriminada por órgão da administração direta, autarquias e fundações, e por grupo de despesas, conforme detalhamento constante do art. 4o desta Lei, especificando: a) número da ação originária; b) número do precatório; c) tipo de causa julgada; d) data da autuação do precatório; e) nome do beneficiário; e f) valor do precatório a ser pago. Parágrafo único. A relação dos débitos, de que trata o caput deste artigo, somente incluirá precatórios cujos processos contenham certidão de trânsito em julgado da decisão exeqüenda e atendam a pelo menos uma das seguintes condições: I certidão de trânsito em julgado dos embargos à execução; e II certidão de que não tenham sido opostos embargos ou qualquer impugnação aos respectivos cálculos. 12 Art. 21. Na programação da despesa não poderão ser: I fixadas despesas sem que estejam definidas as respectivas fontes de recursos e legalmente instituídas as unidades executoras; II incluídos projetos com a mesma finalidade em mais de uma unidade orçamentária; III incluídas despesas a título de Investimentos Regime de Execução Especial, ressalvados os casos de calamidade pública formalmente reconhecidos, na forma do art. 167, § 3º, da Constituição; e (Fls. 11 da Lei n.º 1.912, de 10.7.2001) IV transferidos a outras unidades orçamentárias os recursos recebidos por transferência. Parágrafo único. Excetuados os casos de obras cuja natureza ou continuidade física não permitam o desdobramento, a lei orçamentária não consignará recursos a subtítulo de projeto. Art. 22. Além da observância das prioridades e metas fixadas nos termos do art. 2º desta Lei, a lei orçamentária e seus créditos adicionais somente incluirão projetos ou subtítulos de projetos novos se: I tiverem sido adequadamente contemplados todos os projetos e respectivos subtítulos em andamento; e II os recursos alocados viabilizarem a conclusão de uma etapa ou a obtenção de uma unidade completa, considerandose as contrapartidas de que trata o inciso II do caput do art. 32 desta Lei. Art. 23. Não poderão ser destinados recursos para atender a despesas com: I início de construção, ampliação, reforma voluntária ou útil, aquisição, novas locações ou arrendamentos de imóveis para fins residenciais; II aquisições de automóveis de representação, ressalvadas aquelas referentes a automóveis de uso do Prefeito, VicePrefeito e Presidente da Câmara Municipal; III celebração, renovação e prorrogação de contratos de locação e arrendamento de quaisquer veículos para representação pessoal; 13 IV ações de caráter sigiloso, salvo quando realizadas por órgãos ou entidades cuja legislação que as criou estabeleça, entre suas competências, o desenvolvimento de atividades relativas à segurança da sociedade e do Estado e que tenham como precondição o sigilo, constando os valores correspondentes de categorias de programação específicas; V ações que não sejam de competência exclusiva do Município, comum à União, aos Estados, ao Distrito Federal e a outros Municípios, ou com ações em que a Constituição não estabeleça a obrigação do Município em cooperar técnica e financeiramente; VI clubes e associações de servidores ou quaisquer outras entidades congêneres, excetuadas creches e escolas para o atendimento préescolar; e VII pagamento, a qualquer título, a servidor da administração pública ou empregado de empresa pública ou de sociedade de economia mista, por serviços de consultoria ou assistência técnica, inclusive custeados com recursos provenientes de convênios, acordos, ajustes ou instrumentos congêneres, firmados com órgãos ou entidades de direito público ou privado, nacionais ou internacionais. (Fls. 12 da Lei n.º 1.912, de 10.7.2001) Parágrafo único. Os serviços de consultoria somente serão contratados para execução de atividades que comprovadamente não possam ser desempenhadas por servidores da Administração Municipal, publicandose na forma usual, além do extrato do contrato, a justificativa e a autorização da contratação. Art. 24. Os recursos para compor a contrapartida de empréstimos internos e externos e para o pagamento de sinal, amortização, juros e outros encargos, observados os cronogramas financeiros das respectivas operações, não poderão ter destinação diversa das referidas finalidades, exceto se comprovado documentadamente erro na alocação desses recursos. Parágrafo único. Excetuase do disposto neste artigo a destinação, mediante a abertura de crédito adicional, com prévia autorização legislativa, de recursos de contrapartida para a cobertura de despesas com pessoal e encargos sociais, sempre que for evidenciada a impossibilidade da sua aplicação original. 14 Art. 25. Somente poderão ser incluídas no projeto de lei orçamentária dotações relativas às operações de crédito contratadas ou aprovadas pelo Poder Legislativo, até 15 de junho de 2001. Art. 26. É vedada a inclusão, na lei orçamentária e em seus créditos adicionais, de dotações a título de subvenções sociais, ressalvadas aquelas destinadas a entidades privadas sem fins lucrativos, de atividades de natureza continuada, que preencham uma das seguintes condições: I sejam de atendimento direto ao público, de forma gratuita, nas áreas de assistência social, saúde ou educação, e estejam registradas na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social; II sejam vinculadas a organismos municipais de natureza filantrópica, institucional ou assistencial; III atendam ao disposto no art. 204 da Constituição, no art. 61 do ADCT, bem como na Lei no 8.742, de 7 de dezembro de 1993; § 1º Para habilitarse ao recebimento de subvenções sociais, a entidade privada sem fins lucrativos deverá apresentar declaração de funcionamento regular nos últimos cinco anos, emitida no exercício de 2001 por três autoridades locais bem como do comprovante de regularidade do mandato de sua diretoria. § 2º É vedada, ainda, a inclusão de dotação global a título de subvenções sociais. Art. 27. É vedada a inclusão de dotações, na lei orçamentária e em seus créditos adicionais, a título de “auxílios” para entidades privadas, ressalvadas as sem fins lucrativos e desde que sejam: (Fls. 13 da Lei n.º 1.912, de 10.7.2001) I de atendimento direto e gratuito ao público e voltadas para o ensino especial, ou representativas da comunidade escolar das escolas públicas estaduais e municipais do ensino fundamental ou, ainda, unidades mantidas pela Campanha Nacional de Escolas da Comunidade – CNEC e pela Associação de Ensino e Pesquisa de Unaí AEPU; 15 II voltadas para as ações de saúde e de atendimento direto e gratuito aos portadores de doenças crônicas residentes no município; III consórcios intermunicipais de saúde, constituídos exclusivamente por entes públicos, legalmente instituídos e signatários de contrato de gestão com a administração pública municipal, e que participem da execução de programas regionais de saúde. Parágrafo único. Sem prejuízo da observância das condições estabelecidas neste artigo, a inclusão de dotações na lei orçamentária e sua execução, dependerão, ainda, de: I publicação, pelo Poder Executivo, de normas a serem observadas na concessão de auxílios, prevendose cláusula de reversão no caso de desvio de finalidade; II destinação dos recursos exclusivamente para a ampliação, aquisição de equipamentos e sua instalação e de material permanente, exceto no caso do inciso IV do caput deste artigo; e III identificação do beneficiário e do valor transferido no respectivo convênio. Art. 28. A lei orçamentária conterá reserva de contingência em montante equivalente a, no mínimo, um por cento da receita corrente líquida. Art. 29. Os empréstimos, com recursos dos orçamentos fiscal e da seguridade social, observará a seguinte condição: I – Nas operações realizadas no âmbito do PAFIN – Programa de Financiamento de Estudos Superiores, os encargos financeiros não poderão ser inferiores a 6% ao ano, devendo o saldo devedor ser atualizado anualmente pelo índice da inflação oficial. Parágrafo único. Serão de responsabilidade do mutuário do PAFIN, além dos encargos financeiros previstos no inciso I do caput deste artigo, as taxas de expedientes previstas no Código Tributário Municipal e outras despesas congêneres. Art. 30. As prorrogações e composições de dívidas decorrentes de empréstimos e financiamentos concedidos com recursos dos orçamentos fiscal e da seguridade social somente poderão ocorrer se vierem a ser expressamente autorizadas por lei específica. (Fls. 14 da Lei n.º 1.912, de 10.7.2001) 16 Art. 31. Os projetos de lei relativos a créditos adicionais serão apresentados com o detalhamento estabelecido na lei orçamentária. § 1º Acompanharão os projetos de lei relativos a créditos adicionais exposições de motivos circunstanciadas que os justifiquem e que indiquem as conseqüências dos cancelamentos de dotações propostas sobre a execução das atividades, dos projetos, das operações especiais e dos respectivos subtítulos. § 2º Os decretos de abertura de créditos suplementares autorizados na lei orçamentária serão submetidos pelo Gabinete ao Secretário da Unidade Administrativa antes da sanção do Prefeito Municipal, acompanhados de exposição de motivos que inclua a justificativa e a indicação dos efeitos dos cancelamentos de dotações sobre a execução das atividades, dos projetos ou das operações especiais e respectivos subtítulos atingidos e das correspondentes metas. § 3º Até cinco dias após a publicação dos decretos de que trata o § 2o deste artigo, o Poder Executivo encaminhará à Câmara Municipal, cópia dos referidos decretos e respectivas exposições de motivos. § 4 º Cada projeto de lei deverá restringirse a um único tipo de crédito adicional. § 5º Os créditos adicionais destinados a despesas com pessoal e encargos sociais serão encaminhados à Câmara Municipal por intermédio de projetos de lei específicos e exclusivamente para essa finalidade. § 6º Os créditos adicionais diretamente aprovados pela Câmara Municipal serão considerados automaticamente abertos com a sanção e publicação da respectiva lei. § 7º Nos casos de créditos à conta de recursos de excesso de arrecadação, as exposições de motivos de que tratam os §§ 1o e 2o deste artigo conterão a atualização das estimativas de receitas para o exercício, apresentadas de acordo com a classificação de que trata o art. 8o , § 1o , inciso VI, desta Lei. § 8º Quando a abertura de créditos adicionais implicar a alteração das metas constantes do demonstrativo referido no art. 8o , § 1o , inciso XIV, desta Lei, este deverá ser objeto de atualização. SEÇÃO II 17 DAS DIRETRIZES ESPECÍFICAS DO ORÇAMENTO DE INVESTIMENTO Art. 32. No orçamento de investimento, previsto no art. 165, § 5o , inciso II, da Constituição, a despesa será discriminada nos termos do art. 4 o desta Lei, segundo a classificação funcional, expressa por categoria de programação em seu menor nível, inclusive com as fontes previstas no parágrafo seguinte. (Fls. 15 da Lei n.º 1.912, de 10.7.2001) § 1º O detalhamento das fontes de financiamento do investimento de cada órgão da Administração Direta e Indireta, será feito de forma a evidenciar os recursos: I arrecadados como receita própria do órgão; II – oriundos de fundos especialmente constituídos para investimentos; III oriundos de transferências do Município, sob outras formas que não as compreendidas no inciso anterior; IV oriundos de convênios, ajustes ou acordos; V oriundos de operações de crédito externas; VI oriundos de operações de crédito internas, exclusive as referidas no inciso IV deste parágrafo; e VII de outras origens. § 4 º A programação dos investimentos à conta de recursos oriundos dos orçamentos fiscal e da seguridade social, inclusive mediante participação acionária, observará o valor e a destinação constantes do orçamento original. Art. 33. A mensagem que encaminhar o projeto de lei orçamentária à Câmara Municipal será acompanhada de demonstrativo sintético, por órgão, do Programa de Dispêndios Globais, informando a origem dos recursos, com o detalhamento mínimo igual ao estabelecido no § 3 o do artigo anterior, bem como a previsão da sua respectiva aplicação, por grupo de despesa. 18 CAPÍTULO IV DAS DISPOSIÇÕES RELATIVAS À DÍVIDA PÚBLICA MUNICIPAL Art. 34. A atualização monetária do principal da dívida fundada do Município não poderá superar, no exercício de 2002, a variação do Índice Geral de Preços Mercado (IGPM), da Fundação Getúlio Vargas. Art. 35. A lei orçamentária não poderá incluir estimativa de receita decorrente da emissão de títulos da dívida pública municipal. CAPÍTULO V (Fls. 16 da Lei n.º 1.912, de 10.7.2001) DAS DISPOSIÇÕES RELATIVAS ÀS DESPESAS DO MUNICÍPIO COM PESSOAL E ENCARGOS SOCIAIS Art. 36. O Poder Executivo, por intermédio do Departamento de Recursos Humanos da Secretaria Municipal de Administração, publicará, até 31 de agosto de 2001, a tabela de cargos efetivos e comissionados integrantes do quadro geral de pessoal civil, demonstrando os quantitativos de cargos ocupados por servidores estáveis e nãoestáveis e de cargos vagos. § 1º O Poder Legislativo e os órgãos da Administração Indireta do Poder Executivo, observarão o cumprimento do disposto neste artigo, bem como no art. 8o , § 3o , inciso V, desta Lei, mediante atos próprios dos dirigentes máximos de cada órgão. § 2º Os cargos transformados após 31 de agosto de 2001, em decorrência de processo de racionalização de planos de carreiras dos servidores públicos, serão incorporados à tabela referida neste artigo. Art. 37. No exercício financeiro de 2002, as despesas com pessoal, ativo e inativo, dos Poderes Legislativo e Executivo observarão os limites estabelecidos na forma da Lei Complementar a que se refere o art. 169 da Constituição. 19 Art. 38. No exercício de 2002, observado o disposto no art. 169 da Constituição, somente poderão ser admitidos servidores se: I existirem cargos vagos a preencher, demonstrados na tabela a que se refere o art. 36 desta Lei, considerados os cargos transformados, previstos no § 2o do mesmo artigo; II houver vacância, após 31 de agosto de 2001, dos cargos ocupados constantes da referida tabela; III houver prévia dotação orçamentária suficiente para o atendimento da despesa; e IV for observado o limite previsto no artigo anterior. Art. 39. Os projetos de lei sobre transformação de cargos, a que se refere o § 2o do art. 36 desta Lei, bem como os relacionados a aumento de gastos com pessoal e encargos sociais, no âmbito do Poder Executivo, deverão ser acompanhados de manifestações da Secretaria Municipal de Administração e da Secretaria Municipal de Planejamento, em suas respectivas áreas de competência. Parágrafo único. Os órgãos próprios do Poder Legislativo e da Administração Indireta do Poder Executivo assumirão em seus âmbitos as atribuições necessárias ao cumprimento do disposto neste artigo. (Fls. 17 da Lei n.º 1.912, de 10.7.2001) Art. 40. No exercício de 2002, a realização de serviço extraordinário, se e quando a despesa houver extrapolado noventa e cinco por cento dos limites referidos no art. 37 desta Lei, exceto no caso previsto no art. 57, § 6o , inciso II, da Constituição, somente poderá ocorrer quando destinada ao atendimento de relevantes interesses públicos, especialmente os voltados para as áreas de segurança e saúde, que ensejam situações emergenciais de risco ou de prejuízo para a sociedade. Parágrafo único. A autorização para a realização de serviço extraordinário, no âmbito do Poder Executivo, nas condições estabelecidas no caput deste artigo, é de exclusiva competência do Prefeito Municipal. CAPÍTULO VI 20 DAS DISPOSIÇÕES SOBRE ALTERAÇÕES NA LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA Art. 41. A lei que conceda ou amplie incentivo, isenção ou benefício, de natureza tributária ou financeira, somente entrará em vigor após anulação de despesas em valor equivalente, caso produzam impacto financeiro no mesmo exercício. Art. 42. Será feita através de Lei Complementar a conversão das bases de cálculos de taxas estabelecidas em quantidades de UFIR – Unidade Fiscal de Referência ou UFMU – Unidade Fiscal do Município de Unai, para moeda corrente, pelo valor referencial destas unidades fiscais vigentes em 31.12.2000. Parágrafo único. A lei a que se refere o caput estabelecerá um indexador para atualização das bases de cálculo destas taxas, e a periodicidade de sua correção. Art. 43. Na estimativa das receitas do projeto de lei orçamentária poderão ser considerados os efeitos de propostas de alterações na legislação tributária e das contribuições que sejam objeto de projeto de lei que esteja em tramitação na Câmara Municipal. § 1º Se estimada a receita, na forma deste artigo, no projeto de lei orçamentária : I serão identificadas as proposições de alterações na legislação e especificada a receita adicional esperada, em decorrência de cada uma das propostas e seus dispositivos; II será apresentada programação especial de despesas condicionadas à aprovação das respectivas alterações na legislação. § 2º Caso as alterações propostas não sejam aprovadas, ou o sejam parcialmente, até o envio do projeto de lei orçamentária para sanção do Prefeito Municipal, de forma a não permitir a integralização dos recursos esperados, as dotações à conta dos referidos recursos serão canceladas, mediante decreto, até trinta dias após a sanção à lei orçamentária, observados os critérios a seguir (Fls. 18 da Lei n.º 1.912, de 10.7.2001) relacionados, para aplicação seqüencial obrigatória e cancelamento linear, até ser completado o valor necessário para cada fonte de receita: I de até cem por cento das dotações relativas aos novos subtítulos de projetos; 21 II de até sessenta por cento das dotações relativas aos subtítulos de projetos em andamento; III de até vinte e cinco por cento das dotações relativas às ações de manutenção; IV dos restantes quarenta por cento das dotações relativas aos subtítulos de projetos em andamento; e V dos restantes setenta e cinco por cento das dotações relativas às ações de manutenção. § 3º O Poder Executivo procederá, mediante decreto, a ser publicado no prazo estabelecido no parágrafo anterior, à troca das fontes de recursos condicionadas constantes da lei orçamentária sancionada, cujas alterações na legislação foram aprovadas antes do encaminhamento do respectivo projeto de lei para sanção, pelas respectivas fontes definitivas. § 4º Aplicase o disposto neste artigo às propostas de alteração na destinação das receitas. CAPÍTULO VII DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 44. O Poder Executivo deverá programar e iniciar o desenvolvimento de um sistema gerencial de apropriação de despesas, com o objetivo de demonstrar o custo de cada ação orçamentária. Art. 45. Caso seja necessária a limitação do empenho das dotações orçamentárias e da movimentação financeira para atingir as metas fiscais previstas no Anexo referido no art. 16 desta Lei, essa será feita de forma proporcional ao montante dos recursos alocados para o atendimento de “outras despesas correntes”, “investimentos” e “inversões financeiras” de cada Poder. § 1º Na hipótese da ocorrência do disposto no caput deste artigo, o Poder Executivo comunicará ao Poder Legislativo o montante que caberá a cada um tornar indisponível para empenho e movimentação financeira. § 2 º O chefe de cada Poder, com base na comunicação de que trata o parágrafo anterior, publicará ato estabelecendo os montantes que cada órgão do respectivo Poder terá como limite de movimentação e empenho. (Fls. 19 da Lei n.º 1.912, de 10.7.2001) 22 § 3 º O Poder Executivo encaminhará à Câmara Municipal, no prazo de trinta dias após o encerramento de cada bimestre, o relatório de avaliação do cumprimento das metas do exercício, bem assim das justificações de eventuais desvios, com indicação das medidas corretivas. § 4 º A Comissão Temática do Poder Legislativo, apreciará os relatórios mencionados no parágrafo anterior e acompanhará a evolução dos resultados primários dos orçamentos fiscal e da seguridade social do Município, durante a execução orçamentária. Art. 46. Todas as receitas realizadas pelos órgãos, fundos e entidades integrantes dos orçamentos fiscal e da seguridade social, inclusive as diretamente arrecadadas, serão devidamente classificadas e contabilizadas no mês em que ocorrer o respectivo ingresso. Art. 47. Todos os atos e fatos relativos a pagamento ou transferência de recursos financeiros para outra esfera de governo ou entidade privada, conterão obrigatoriamente referência ao programa de trabalho correspondente ao respectivo crédito orçamentário no detalhamento existente na lei orçamentária. Art. 48. O Poder Executivo deverá elaborar e publicar até trinta dias após a publicação da Lei Orçamentária de 2002, cronograma anual de desembolso mensal, por órgão do Poder Executivo, observando, em relação às despesas constantes desse cronograma, a abrangência necessária à obtenção das metas fiscais. Parágrafo único. O desembolso dos recursos financeiros, correspondentes aos créditos orçamentários e adicionais consignados ao Poder Legislativo, será feito até o dia 20 de cada mês, sob a forma de duodécimos. Art. 49. À exceção do pagamento de eventuais reajustes gerais concedidos aos servidores públicos municipais, despesas decorrentes de convocação extraordinária da Câmara Municipal ou de vantagens autorizadas por lei a partir de 1o de julho de 2001, a execução de despesas não previstas nos limites estabelecidos na forma do art. 37 desta Lei somente poderá ocorrer após a abertura de créditos adicionais para fazer em face de tais despesas. Art. 50. Os projetos de lei de créditos adicionais terão como prazo para encaminhamento à Câmara Municipal a data, improrrogável, de 31 de outubro de 2002. 23 Art. 51. São vedados quaisquer procedimentos pelos ordenadores de despesa que viabilizem a execução de despesas sem comprovada e suficiente disponibilidade de dotação orçamentária. Parágrafo único. A contabilidade registrará os atos e fatos relativos à gestão orçamentáriofinanceira efetivamente ocorridos, sem prejuízo das responsabilidades e providências derivadas da inobservância do caput deste artigo. (Fls. 20 da Lei n.º 1.912, de 10.7.2001) Art. 52. Para fins de apreciação da proposta orçamentária, do acompanhamento e da fiscalização orçamentária a que se refere o art. 166, § 1o , inciso II, da Constituição, será assegurado, ao órgão responsável, o acesso irrestrito, para fins de consulta, a todos os sistemas adotados pela Contabilidade do Município para produzila. Art. 53. O Poder Executivo, deverá atender, no prazo máximo de dez dias úteis, contados da data de recebimento, as solicitações de informações encaminhadas pelo Presidente da Comissão de Orçamento, Finanças e Tomada de Contas da Câmara Municipal, relativas a aspectos quantitativos e qualitativos de qualquer categoria de programação ou item de receita, incluindo eventuais desvios em relação aos valores da proposta que venham a ser identificados posteriormente ao encaminhamento do projeto de lei. Art. 54. Se o projeto de lei orçamentária não for sancionado pelo Prefeito Municipal até 31 de dezembro de 2001, a programação dele constante poderá ser executada para o atendimento das seguintes despesas: I pessoal e encargos sociais; II pagamento de benefícios previdenciários a cargo do Unaprev; III pagamento do serviço da dívida. Art. 55. Até vinte e quatro horas após o encaminhamento à sanção do Prefeito dos autógrafos do projeto de lei orçamentária e dos projetos de lei de créditos adicionais, o Poder Legislativo enviará ao Poder Executivo, em meio magnético de processamento eletrônico, os dados e informações relativos aos autógrafos, indicando: 24 I em relação a cada categoria de programação e grupo de despesa dos projetos originais, o total dos acréscimos e o total dos decréscimos, por fonte, realizados pela Câmara Municipal; e II as novas categorias de programação e, em relação a estas, os detalhamentos fixados no art. 4o desta Lei, as fontes e as denominações atribuídas. Art. 56. As unidades responsáveis pela execução dos créditos orçamentários e adicionais aprovados processarão o empenho da despesa, observados os limites fixados para cada categoria de programação e respectivos grupos de despesa, fontes de recursos, modalidades de aplicação e identificadores de uso, especificando o elemento de despesa. Art. 57. A reabertura dos créditos especiais e extraordinários, conforme disposto no art. 167, § 2o , da Constituição, será efetivada mediante decreto do Prefeito Municipal. (Fls. 21 da Lei n.º 1.912, de 10.7.2001) Parágrafo único. Na reabertura a que se refere o caput deste artigo, a fonte de recurso deverá ser identificada como saldos de exercícios anteriores, independentemente da receita à conta da qual os créditos foram abertos. Art. 58. Para fins de acompanhamento, controle e centralização, os órgãos da Administração Direta e Indireta submeterão os processos referentes ao pagamento de precatórios à apreciação da Procuradoria Geral do Município, antes do atendimento da requisição judicial, observadas as normas e orientações a serem baixadas por aquela unidade. Art. 59. As entidades privadas beneficiadas com recursos públicos a qualquer título submeterseão à fiscalização do Poder concedente com a finalidade de verificar o cumprimento de metas e objetivos para os quais receberam os recursos. Art. 60. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. UnaíMG, 10 de julho de 2001, 57º da Instalação do Município. 25 JOSÉ BRAZ DA SILVA Prefeito Municipal ADELSON JOSÉ DA SILVA Chefe de Gabinete (Fls. 22 da Lei n.º 1.912, de 10.7.2001) LDO ANEXOS DE METAS FISCAIS 1 Quadro de Metas e Resultados Fiscais (Art. 4º, § 2º, I da Lei Complementar nº 101/2000) Discriminação Lei 99 Realizado 99 Lei 2000 Realizado 00 PLO 2001 Valor Valor Valor Valor Valor I RECEITA TOTAL 39.207.000, 20.046.738, 36.018.250, 28.205.837, 32.750.500, 26 II – DESPESA TOTAL 39.207.000, 20.682.261, 36.018.250, 28.799.941, 31.422.000, III RESULTADO PRIMÁRIO (III) IV RESULTADO NOMINAL V DIVIDA LÍQUIDA 2 Quadro de Metas e Projeções Fiscais (Art. 4º, § 1º da Lei Complementar nº 101/2000) Discriminação 2002 2003 2004 R$ R$ R$ I. RECEITA TOTAL 34.000.000 39.780.000, 45.000.000, II. DESPESA TOTAL 34.000.000 39.780.000, 45.000.000, III. RESULTADO PRIMÁRIO (III) IV. RESULTADO NOMINAL V. DIVIDA LÍQUIDA Obs: Em razão de dificuldades técnicas e operacionais, a contabilidade geral desta Prefeitura não tem, presentemente, condições de informar os valores demonstrativos dos resultados Primário e Normal, assim como da Dívida Líquida, cuja demonstração será oportunamente encaminhada ao Legislativo na forma de projeto de lei alterando estes anexos, em conjunto com o Anexo de Metas e Prioridades para 2002. (Fls. 23 da Lei n.º 1.912, de 10.7.2001) LDO ANEXOS DE METAS FISCAIS 27 AVALIAÇÃO DO CUMPRIMENTO DAS METAS RELATIVAS AOS ANOS DE 1999 E 2000 MEMÓRIA E METODOLOGIA DE CÁLCULO DAS METAS ANUAIS PARA O PERÍODO DE 2002/2004 (Artigo 4º, Parágrafo 2º, inciso I e II, da Lei Complementar nº 101, de 2000) Durante a execução orçamentária do exercício de 1999 o Município apresentou um superávit primário R$534,141,74, superior cerca de 75% ao resultado previsto, e um superávit nominal de R$137.816,03, inferior cerca de 22% do resultado esperado. Embora a Contabilidade ainda não tenha concluído a apuração dos resultados primário e nominal da execução orçamentária do exercício de 2000, podemos inferir que as metas não foram alcançadas, tendose verificado déficits fiscais que estão sendo absorvidos pelo orçamento deste exercício. Entretanto, naqueles dois exercícios o município obteve resultados compensadores nos investimentos realizados, por conta da aplicação dos recursos obtidos com a operação de crédito oriunda do Fundo Somma, investidos em obras e modernização administrativa. Outro investimento realizado através da autarquia Saae, para execução das obras iniciais da Estação de Tratamento de Esgotos desta cidade, teve como fonte de recursos uma transferência voluntária do Ministério da Agricultura, cujo aporte superou R$2.000.000,00. Para o período de 2002/2004, as metas definidas não prevêem a obtenção de superávits primários e nominais, mas estará voltada para a redução do montante da dívida consolidada do Município, de modo que o se possa manter em dia os compromissos assumidos para o pagamento de amortizações e encargos da Dívida Fundada, e para adequar, aos limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal, o montante da Divida Flutuante, incluindo os restos a pagar e os débitos da tesouraria. As receitas constantes dos Anexos de Metas Fiscais para o período de 2002/2004, foram previstas levando em consideração a evolução da receita do Município nos últimos seis exercícios, que se comportou conforme a seguinte Tabela de Evolução da Receita Consolidada da Administração Direta: (Fls. 24 da Lei n.º 1.912, de 10.7.2001) 28 Exercício Receita Orçamentária Percentuais de Acréscimo Ano anterior Acumulado 1.996 R$ 11.522.616,15 * * 1.997 R$ 13.585.484,36 +17.9 + 17,9 1.998 R$ 16.245.599,60 +19,5 + 40,9 1.999 R$ 19.585.197,18 +20,5 + 70,0 2.000 R$ 23.572.960,22 +20,3 +104,6 2.001* R$ 30.889.000,00 +31,0 +168,0 * prevista Dos valores acima estão excluídas as receitas resultantes de Operações de Crédito e de Transferências de Recursos de Convênios, e não estão computadas as receitas do SAAE Serviço Autônomo de Água e Esgoto e da UNAPREV. A receita prevista para o exercício de 2.001 foi projetada levando em consideração a receita arrecadada até o 2º semestre deste exercício. Para o exercício de 2002 prevêse uma receita de R$34.000.000,00, assim distribuída: Órgãos Previsão SAAE R$ 3.000.000,00 DEMAIS (*) R$31.000.000,00 * Prefeitura + Fundos especiais, além da Semam, Unaprev e da Fumac, cujas receitas são basicamente decorrentes de transferências intragovernamentais. A atual crise de energia, que o Governo Federal espera ver resolvida na próxima estação das monções, pode em verdade paralisar a seqüência de crescimento econômico do pais, e, por via de indução, estagnar arrecadação de receitas públicas no próximo exercício. Dessa forma, a previsão da arrecadação de receitas para 2002 não pode considerar em nenhuma hipótese qualquer crescimento, mesmo que apenas o inflacionário, sendo de bom alvitre considerar que tal impacto refletirá na arrecadação de receitas, que deverá apenas repetir aquela prevista para 2001. 29 Resolvida à crise de fornecimento de energia no decorrer do próximo ano, nada indica que a economia não possa continuar crescendo às mesmas taxas anteriores. Assim, para o exercício de 2003 prevêse uma receita de R$39.780.000,00, conforme o quadro: Órgãos Previsão SAAE R$ 3.780.000,00 DEMAIS R$36.000.000,00 (Fls. 25 da Lei n.º 1.912, de 10.7.2001) Apresentamos abaixo a metodologia de cálculo utilizada para a receita dos demais órgãos, prevista em R$36.000.000,00, que corresponde a um acréscimo de 16,55% em relação à receita projetada para se arrecadar no exercício de 2002. MEMÓRIA DE CÁLCULO Receita Prevista para arrecadar neste exercício. 30.889.000, Projeção de acréscimo na arrecadação p/ 2002 0,36 111.000, SUBTOTAL 31.000.000, Aumento no repasse de recursos pelo SUS referente à implantação das equipes do PSF 1,94 600.000, Incremento na receita tributária, com a revisão de Planta Básica de Valores e de pautas de ITBI, geração de ISS s/construção de usinas hidrelétricas, e recuperação do VAF. 14,24 4.400.000, TOTAL 16,55% 36.000,000, Para o exercício de 2004 prevêse uma receita de R$45.000.000,00, conforme o quadro: Órgãos Previsão SAAE R$ 3.780.000,00 DEMAIS R$41.220.000,00 30 Apresentamos abaixo a metodologia de cálculo utilizada para a receita prevista de R$ 41.220.000,00, que corresponde a um acréscimo de 14,5% em relação à receita projetada para se arrecadar no exercício de 2003. MEMÓRIA DE CÁLCULO Receita Prevista para arrecadar em 2003. 36.000.000, Incremento na arrecadação da receita tributária 3,39 1.220.000, Impacto pela correção inflacionaria 11,11 4.000.000, TOTAL 14,5% 41.220.000, (Fls. 26 da Lei n.º 1.912, de 10.7.2001) CONCLUSÃO: A partir de 1.999 o Governo Municipal tem conseguido êxitos no cumprimento de suas metas fiscais, e não medirá esforços para obter superávits primários cada vez maiores. O pleno atendimento da Lei de Responsabilidade Fiscal, cujo cumprimento e aplicação é determinação dos atuais agentes políticos do município, propiciará finalmente um planejamento seguro na execução orçamentária e na gestão eficaz dos recursos públicos municipais, visando alcançar de forma mais acelerada os benefícios reclamados pela sociedade Unaiense. Superávites não serão alcançados em decorrência do aumento da despesa com Amortização e Encargos da Dívida, mas sim através de ampliação na arrecadação de receitas e da redução das despesas de custeio, e, conseqüentemente, possibilitará a obtenção de resultados superavitários, que permitirão ao Município inclusive reduzir o montante de sua Dívida Fundada por antecipação de pagamento. O governo municipal trabalhará ainda na busca da redução de suas despesas de custeio, afim de atingir também outro objetivo primordial, que é o de gerar recursos excedentes para realizar, com recursos próprios, os investimentos sociais tão reclamados pela população; esperase alcançar uma razão de meio por cento a cada ano sobre os atuais percentuais obtidos. 31 Os valores previstos nos anexos de metas fiscais devem ser olhados como indicativos, podendo serem revistos em razão das variáveis que os determinam. (Fls. 27 da Lei n.º 1.912, de 10.7.2001) LDO ANEXOS DE METAS FISCAIS Demonstrativos de Riscos Fiscais (Artigo 4º, Parágrafo 3º, da Lei Complementar nº 101, de 2000) Existem riscos para a concretização das Metas Fiscais estabelecidas para o período de 2002/2004, com duas origens. No primeiro caso, tratamse dos passivos contingências derivados de ações ajuizadas contra o Município, que podem vir a determinar um aumento da dívida pública, destacandose 32 dentre elas as ações relativas ao pagamento de indenizações por desapropriações efetuadas há mais de 10 anos, de valor elevado, como serão aquelas derivadas de processos contra o espólio de Jozinda Martins para aquisição dos terrenos destinados às instalações da CASEMG – Companhia de Armazéns de Silos do Estado de Minas Gerais e do Hospital Regional de Unai, cujos precatórios já foram expedidos mas contestados pela Procuradoria Geral; Da mesma forma, aguardase o julgamento da contestação realizada pelo município sobre a cobrança realizada pelo INSS com relação às contribuições previdenciárias sobre folhas de pagamento dos anos 1991/1993. Embora saibamos que as indenizações serão de valor elevado, há uma dificuldade em se estimar os reais valores destes passivos, visto que o valor de cada causa poderá ser alterado quando da sentença definitiva, bem como sofrer acréscimos decorrentes de multas compensatórias, juros e correção monetária. Assim sendo, aguardase que a Procuradoria Geral faça uma previsão mais realista de todos os processos em andamento, de sorte que possamos estabelecer com precisão os riscos existentes e encaminhar ao Legislativo no próximo exercício. No segundo caso, tratamse dos passivos com a seguridade social dos servidores que desempenham funções de direção e assessoramento no Poder Executivo; desde Dezembro de 1999, por força da emenda constitucional 20, os detentores de cargos em comissão e função de confiança de recrutamento amplo são segurados obrigatórios do RGPS; em virtude de discussões e contestações judiciárias pertinentes à filiação dos agentes políticos ao mesmo regime, enquanto aguardava uma definição o Município deixou de efetuar as retenções sobre os subsídios e salários pagos a estes servidores, deixando também de provisionar a parcela da contribuição patronal. Assim, o montante deste débito só será conhecido numa eventual autuação da Previdência Social, ocasião em que será forçoso o reconhecimento do débito para fins de parcelamento. (Fls. 28 da Lei n.º 1.912, de 10.7.2001) LDO ANEXOS DE METAS FISCAIS 33 Demonstrativo da Estimativa e Compensação da Renúncia da Receita (Artigo 4º, Parágrafo 2º, Inciso V, da Lei Complementar nº 101, de 2.000) Segundo informações da Divisão de Receitas Municipais, não há nenhuma disposição legal que conceda ou amplie incentivos ou benefícios de natureza tributária, da qual decorra renúncia expressiva de receita para o período de 2001/2003. ADELSON AMÂNCIO DE ARAÚJO Contador JOSÉ BRAZ DA SILVA Prefeito Municipal ADELSON JOSÉ DA SILVA Chefe de Gabinete 34