INCORPORADORA DIAMANTE DA CANASTRA LTDA
CNPJ n° 43.157.461/0001-85
Of.IDC-003/2025
Ao excelentíssimo Senhor
JOSÉ GARCIA DE FARIA
Prefeito Municipal
Prefeitura Municipal de Vargem Bonita-MG
Assunto: Solicitação de Alteração do Projeto de Lei n.º 1.209/2023 –
Loteamento Residencial Mirante da Canastra
Referindo-se ao Projeto de Lei nº 1.209/2023, aprovado pela
Câmara Municipal em 29 de maio de 2023, que trata da implantação do
Loteamento Residencial Mirante da Canastra, empreendimento situado
no perímetro urbano do Município de Vargem Bonita/MG, sob
responsabilidade da empresa Incorporadora Diamante da Canastra Ltda.,
inscrita no CNPJ sob o nº 43.157.461/0001-85, e com registro na matrícula
nº 13.442, Livro 2, do Cartório de Registro de Imóveis da Comarca de São
Roque de Minas/MG.
Vale ressaltar o esforço e o empenho do executivo e o legislativo pelo
apoio incondicional à viabilização desse relevante projeto urbanístico, cuja
finalidade principal é fomentar o desenvolvimento ordenado do município e
atender à crescente demanda habitacional local. Reconhecemos o
comprometimento dos gestores em promover soluções sustentáveis e
eficazes para minimizar o déficit habitacional, historicamente latente na
região.
O projeto de lei, conforme disposto no Art. 6º, inclui em seu Anexo
VIII, modelo de pavimentação em blocos de concreto intertravado. Modelo
de pavimentação utilizado especialmente em áreas mais remotas onde há
baixa disponibilidade de pavimentação asfáltica. Esse modelo de
pavimentação com blocos intertravados, embora eficiente e com algumas
vantagens comparativas, em geral tem sua implantação em modelo muito
lento, tendo em vista a enorme quantidade de mão de obra especializada e
artesanal, tanto na execução quanto na fabricação.
INCORPORADORA DIAMANTE DA CANASTRA LTDA
CNPJ n° 43.157.461/0001-85
Acatando as premissas de Vossa Senhoria que é efetivamente entregar
o loteamento para a população num curto espaço de tempo, a avaliação de
nossa equipe técnica é de alteração do modelo de pavimentação, de blocos
de concreto intertravado para pavimentação asfáltica (Tratamento
Superficial Duplo -TSD), o qual tem modelagem de execução muito mais
ágil e segura, seguindo, desta forma, as diretrizes do município.
Em substituição ao modelo de pavimentação, propõe-se a adoção do
Sistema de Tratamento Superficial Duplo (TSD), já consagrado na
maioria dos municípios mineiros como uma solução eficiente, de execução
mais rápida. O TSD é compatível com vias urbanas e rurais, promove
aderência, impermeabilização da base e baixo custo de manutenção,
além de estar em conformidade com as diretrizes do plano urbanístico
local, permitindo desta forma, a antecipação da entrega das obras em, no
mínimo, 18 (dezoito) meses.
Destacamos que a alteração proposta não comprometerá a qualidade,
legalidade ou segurança do empreendimento. O modelo proposto, otimiza o
processo, mantendo todos os critérios técnicos, ambientais e urbanísticos
exigidos pelos órgãos competentes. A alteração vem acompanhada da devida
atualização do projeto técnico, que segue anexa a este ofício, para fins de
protocolo junto à Prefeitura Municipal e demais instâncias técnicas.
Optamos também pela mudança do modelo, face a solicitação de
cessão de lotes do referido loteamento pelo município em modelo de permuta
de máquinas e equipamentos, minimizando, desta fora, os custos e os
investimentos do município, uma vez que o pagamento será realizado por
meio de horas-máquina, reduzindo significativamente o dispêndio
financeiro.
Acreditamos que a referida proposta de alteração, atende tanto ao
empreendedor quanto ao município, mas mais do que isso, atende em
especial a população que será a maior beneficiária dessa mudança.
Na expectativa de contar com o acolhimento e apoio desta
administração municipal, colocamo-nos à inteira disposição para prestar
quaisquer esclarecimentos adicionais e promover, se necessário, reuniões
técnicas com os setores competentes para melhor detalhamento.
Reiteramos, por fim, o compromisso da Incorporadora Diamante da
Canastra Ltda. com os princípios da legalidade, responsabilidade
INCORPORADORA DIAMANTE DA CANASTRA LTDA
CNPJ n° 43.157.461/0001-85
socioambiental e com o desenvolvimento ordenado do Município de Vargem
Bonita/MG.
Vargem Bonita – MG, 16 de junho de 2025
Atenciosamente,
INCORPORADORA DIAMANTE DA CANASTRA LTDA
MARCO ANTONIO VIANA LEITE
Sócio-Administrador
PREFEITURA MUNICIPAL DE VARGEM BONITA – M.G.
Avenida São Paulo nº 83 – Centro – CEP 37.922-000
CNPJ nº 16.788.309/0001-28 – Tel/Fax (37) 3435-1131
e-mail: juridico@vargembonita.mg.gov.br
MENSAGEM AO PROJETO DE LEI Nº __________/2025
Senhor Presidente,
Senhores vereadores;
A Incorporadora Diamante da Canastra, responsável pelo empreendimento
“Residencial Mirante da Canastra” aprovado pela Lei Municipal nº 1.209/2023 apresentou
o requerimento em anexo solicitando a mudança no projeto do loteamento substituindo
pavimentação em blocos de concreto intertravado pela pavimentação asfáltica
(Tratamento Superficial Duplo -TSD).
As explicações técnicas e fáticas estão no expediente em anexo.
Assim, colocando-nos a disposição pra quaisquer outros esclarecimentos,
subscrevemo-nos.
Vargem Bonita,16 de junho de 2025.
José Garcia de Faria
Prefeito Municipal
PREFEITURA MUNICIPAL DE VARGEM BONITA – M.G.
Avenida São Paulo nº 83 – Centro – CEP 37.922-000
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PROJETO DE LEI Nº ________/2025.
ALTERA A LEI MUNICIPAL Nº 1.209/2023 QUE APROVOU O
LOTEAMENTO “RESIDENCIAL MIRANTE DA CANASTRA” NO QUE
SE REFERE A SUBSTITUIÇÃO DO CALÇAMENTO ´POR BLOCOS DE
CIMENTO INTERTRAVADO PELO DE PAVIMENTAÇÃO ASFÁLTICA
(TRATAMENTO SUPERFICIAL DUPLO -TSD) E CONTÉM OUTRAS
PROVIDÊNCIAS.
Art. 1º - Fica alterado o anexo referente a pavimentação do Loteamento
“Residencial Mirante da Canastra” mudando o tipo de pavimentação de blocos de cimento
intertravado para pavimentação asfáltica (Tratamento Superficial Duplo-TSD).
Art. 2º - São partes integrantes da presente Lei: Projeto executivo da
pavimentação; Planilha orçamentária da pavimentação asfáltica e Memorial descritivo do
projeto de pavimentação asfáltica.
Art. 3º - Os demais projetos permanecem como apresentado.
Art. 4º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as
disposições em contrário.
NS E W Curvas de Nível Off set de aterro Off set de corte Passeio LEGENDA: Via Pavimentada em TSD (Tratamento Superficial Duplo) Calçadas
Convenções
Prop.:
Resp. Téc.: Quadro de assinaturas: IMÓVEL: MUNICÍPIO(S): EMPREENDIMENTO: MAT./TRANSC.: DATA: PROPRIETÁRIO: Escala:1:1.000 Estado UF: Perímetro (m): 2.294,34 MG ÁREA TOTAL (m²): IMÓVEL URBANO LOCALIZADO NA PERIFERIA DE VARGEM BONITA DIAMANTE DA CANASTRA LTDA - CNPJ: 43.157.461/0001-85 VARGEM BONITA LOTEAMENTO RESIDENCIAL MIRANTE DA CANASTRA 13442 39,4611 ha 06/2025 PROJETO DE PAVIMENTAÇÃO DO IMÓVEL P/ FINS LOTEAMENTO Folha: 01/01 Informações de Coordenadas K: 0.99985209 PROJEÇÃO UNIVERSAL TRANSVERSA Lat.: 20°19'33,68734"S VÉRTICE: P-01 DE MERCATOR - UTM SGR - SIRGAS2000 Long.: 46°22'19,56287"W CM: 0°28'36,10814" Planta de Situação
Resp. Téc.: ALEXANDRE ARAÚJO CORREIA
Engenheiro Civil - CREA: 208.643/D - MG MC: DIAMANTE DA CANASTRA LTDA NG NQc CNPJ Nº 43.157.461/0001-85
DMT (km)
108,00 BRITA 0 R$ 55,00
DISCRIMINAÇÃO UN. ESPECIFICAÇÃO QUANTIDADE PREÇO UNIT. (R$) TOTAL (R$) BRITA 1 R$ 55,00
APLICAÇÃO IMPRIMA R$ 3.036,00
TRATAMENTO SUPERFICIAL DUPLO COM POLÍMERO m² DNER 391/99 - ES 38.915,08 R$ 16,98 R$ 660.778,06 RR 2C POLÍMERO R$ 4.557,00
IMPRIMAÇÃO DA CAMADA DE BASE m² DNIT 144/2014 - ES 38.915,08 R$ 3,22 R$ 125.306,56
INSUMOS ASFÁLTICOS VALOR APLICAÇÃO TSD (m²) R$ 16,98
EMULÇÃO ASFÁLTICA EAI (IMPRIMA) t 46,70 R$ 3.036,00 R$ 141.775,42 VALOR APLICAÇÃO IMPRIMAÇÃO R$ 3,22
RR-2C COM POLÍMERO t 97,29 R$ 4.557,00 R$ 443.340,05
AGREGADOS t/km R$ 80,00
BRITA 0 t 389,15 R$ 55,00 R$ 21.403,29
BRITA 1 t 856,13 R$ 55,00 R$ 47.087,25
TRANSPORTE AGREGADO
TRATAMENTO SUPERFICIAL DUPLO COM POLÍMERO t 1.245,28 R$ 80,00 R$ 99.622,60
TOTAL TSD POL. R$ 1.539.313,23
R$ 39.557,00
R$ 21.700,00
R$ 1.600.570,23
QUANTIDADES 1º ETAPA 20.233,96
58,37 2º ETAPA 10.504,17
38,92 3º ETAPA 8.176,95
856,13 ÁREA TOTAL PAVIMENTAÇÃO 38.915,08
389,15
IMPRIMA 46,70
ÁREAS DE PAVIMENTO
TRATAMENTO SUPERFICIAL DUPLO COM POLÍMERO PREÇOS AGREGADOS POR TONELADA 2025
TRATAMENTO SUPERFICIAL DUPLO COM POLÍMERO
EMULSÃO - RR-2C COM POLÍMERO 1ª CAMADA - 1,5l/m² (ton.)
EMULSÃO - RR-2C COM POLÍMERO 2ª CAMADA - 1,0l/m² (ton.)
BRITA 1 - 1ª CAMADA - 22,0kg/m² (ton.)
BRITA 0 - 2ª CAMADA - 10,0kg/m² (ton.)
TRANSPORTE 2025
APLICAÇÃO 2025
CUSTO TOPOGRAFIA (MARCAÇÃO DE RUAS (NIVELAMENTO TERRAPLENAGEM), QUADRAS, LOTES, ACOMPANHAMENTO DRENAGEM) ETAPAS 1 E 2
CUSTO MENSAL CONTROLE TECNOLÓGICO
CUSTO TOTAL (PAVIMENTO + TOPOGRAFIA + CONTROLE TECNOLÓGICO
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Engenheiro Civil Alexandre Araújo Correia
E-mail: zinit.eng@gmail.com / aa.correia14@gmail.com
Contato: 37 98838-7766
1
Assunto: Projeto de pavimentação asfáltica
Interessado: DIAMANTE DA CANASTRA LTDA
CNPJ: 43.157.461/0001-85
Local: Local denominado Vale da Canastra, Vargem Bonita/MG
Responsável Técnico: Alexandre Araújo Correia
CREA: 208.643/D-MG
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Objetivo
Este memorial descritivo tem como objetivo detalhar o método de execução da
pavimentação asfáltica do tipo Tratamento Superficial Duplo (TSD) no empreendimento
Loteamento Residencial Mirante da Canastra, assegurando que os procedimentos
estejam em conformidade com as normas estabelecidas pelo Departamento Nacional de
Infraestrutura de Transportes (DNIT) e resoluções vigentes. Adicionalmente, aborda os
métodos de dimensionamento para trânsito urbano leve, qualidade e granulometria dos
materiais utilizados.
Descrição Técnica
1. Tratamento Superficial Duplo (TSD)
O TSD consiste na aplicação sequencial de camadas de ligante asfáltico e agregados
minerais sobre uma superfície previamente preparada, formando uma estrutura de alta
resistência e durabilidade. Este tipo de pavimentação é indicado para vias de tráfego
leve a médio e apresenta vantagens como custo reduzido e rapidez na execução.
2. Dimensionamento
O dimensionamento da estrutura de pavimento será realizado conforme as diretrizes do
DNIT, considerando as características do tráfego urbano leve. Os seguintes critérios
serão aplicados:
Determinação do Índice de Suporte Califórnia (CBR) da base para cálculo da
espessura das camadas.
Estudo de distribuição de carga e capacidade de suporte para adequação às
condições locais.
Utilização de modelos empíricos e mecanísticos, conforme especificado no DNIT
006/2018 ES, para assegurar a durabilidade do pavimento.
a) Número "N"
O Número "N" de repetições do eixo simples padrão de rodas duplas de 8,2t para
período de projeto de 8 anos (abertura em 2023 e final da vida útil em 2031), conforme
SUDECAP, adotando os fatores de veículos do USACE, para os dois segmentos
homogêneos em termos de tráfego corresponde a N = 3,00 x 104
, considerando
recomendações do SUDECAP.
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b) Subleito e Classificação Quanto à Resiliência
Para o dimensionamento do pavimento novo das variantes são utilizados os
índices de CBR obtidos a partir de ensaios em amostras de solo a serem coletadas no
local, cujo valor mínio utilizado é 10%.
Os solos constituintes do subleito foram classificados de acordo com os
parâmetros de resiliência, através da percentagem de silte na fração que passa na
peneira 200, como solos tipo II.
c) Número de Repetições de Eixo Simples
A metodologia a ser adotada, será a descrita do Procedimentos de Projetos Padrão do
SUDECAP, que seria a referência mais próximo do presente estudo.
Figura 1 - Tabela 38 do Procedimento de Projetos de Pavimentação da SUDECAP
Pela tabela supracitada (Tabela 38 retirada do Capítulo 13 do Procedimento de
Projetos da SUDECAP), todas as ruas do presente empreendimento, é considerado igual
ao padrão ou inferior de via V-1 (Via Local Residencial), por se tratar de um condomínio
fechado e ser submetido a um tráfego muito leve e exclusivo, sendo adotado o valor de
Nusace = 3x104
. d) Coeficientes de Equivalência Estrutural
Os valores dos coeficientes de equivalência estrutural dos materiais constituintes
das camadas do pavimento, em relação à camada de base granular tomada com K =
1,00 são os seguintes, conforme estipulado pelo DNER:
Revestimento em CBUQ: Kr = 2,0;
Camada de base granular: Kb = 1,0;
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Dimensionamento do Pavimento
Método da Resiliência
Procedeuatravés das seguintes etapas:
Etapa 1 - Definição do número de operações do eixo padrão de 8,2tf para o
período de projeto;
Etapa 2 - Definição do valor do CBR do subleito de projeto;
Etapa 3 - Classificação do solo do subleito quanto à resiliência: solo tipo I, solo
tipo II e solo tipo III.
Etapa 4 - Determinação da espessura equivalente do pavimento (Ht ou R), a
partir do CBR do subleito e do número N.
Etapa 5 - Cálculo da deflexão prevista na superfície do revestimento: D = Dp.
Etapa 6 - Cálculo da espessura da camada granular que engloba as camadas
de base e sub-base: HCG ou H20. Método do DNER
De acordo com o "Método de Dimensionamento DNER", a espessura de cada
camada do pavimento, é calculada em função do tráfego e do CBR do subleito. O
SUDECAP, nas vias de tráfego muito leve, não possui indicações referente à espessura
da capa asfáltica, que é o revestimento betuminoso, então será adotada a espessura
mínima indicada para vias de tráfego médio:
Ht, R ou e = 3,0 cm para 104
< N 3 x 104
- Para todas as vias projetadas.
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Figura 2 - Abaco do DNER para deter minação do H20
As espessuras de cada camada são calculadas em função das seguintes
inequações, considerando HCG ou H20=25:
R x Kr + B x Kb > H20; (base estabilizada granulometricamente)
3 x 2 + B x 1 > 25
B > 25-6 = 19cm
Dimensionamento Recomendado
Apresenta-se a seguir o dimensionamento recomendado definido após os cálculos
utilizando as duas metodologias citadas, efetuados através da planilha eletrônica
DimPavs. A espessuras dos elementos estruturais adotados para todas as vias, serão
os seguintes:
Regularização do subleito: 20,00cm; (estimado para o tratamento da superfície
que será aplicada a estrutura do pavimento)
Base: 20,00cm
Revestimento CBUQ: 3,00cm.
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3. Etapas de Execução
Preparação da superfície: A superfície do sub-leito será devidamente limpa e
regularizada, garantindo a aderência do tratamento. É necessário realizar
correções nas irregularidades e verificar a capacidade de suporte da base
utilizando ensaios de carga, como o módulo de resiliência.
Aplicação da primeira camada: Um ligante asfáltico do tipo emulsão asfáltica
catiônica ou CAP (Cimento Asfáltico de Petróleo) será aplicado na quantidade
especificada pelas normas do DNIT, seguido pela distribuição uniforme de
agregados de granulometria controlada, preferencialmente brita graduada ou
seixo rolado.
Compactação: Após a aplicação dos agregados, será realizada a compactação
com rolos compressores para assegurar a fixação ao ligante e a estabilidade da
camada. É recomendado utilizar rolos vibratórios ou pneumáticos adequados ao
tipo de material empregado.
Aplicação da segunda camada: Repetição do procedimento com nova camada de
ligante, podendo ser utilizado o mesmo tipo de emulsão ou CAP, e agregados
com granulometria compatível, como brita número 1 ou número 2, garantindo a
formação do tratamento superficial duplo.
Acabamento: Verificação e ajustes finais para garantir uma superfície homogênea
e aderente, com inspeção detalhada dos materiais utilizados para assegurar
conformidade com as especificações técnicas.
Regularização e Compactação do Sub-leito.
A regularização é um serviço que visa conformar o leito transversal e longitudinal da via
pública, compreendendo cortes e ou aterros, cuja espessura da camada deverá ser de
no máximo 20 cm. De maneira geral, consiste num conjunto de operações, tais como
aeração, compactação, conformação etc., de forma que a camada atenda as condições
de greide e seção transversal exigidas em projeto.
Toda a vegetação e material orgânico porventura existente no leito da rodovia deverão
ser removidos. Após a execução de cortes e adição de material necessário para atingir
o greide de projeto, deverá ser feita uma escarificação na profundidade de 0,20m,
seguida de pulverização, umedecimento ou secagem, compactação e acabamento.
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O Material retido na peneira nº 10 terá que ser constituído pôr partículas duras e duráveis,
sem fragmentos friáveis, lamelares, devendo ainda, ser isento de material vegetal ou
qualquer outra substância prejudicial.
Os materiais destinados à sub-base e base serão submetidos aos ensaios de
caracterização a saber:
Limite de liquidez (DNER-ME 44-64);
Limite de plasticidade (DNER-ME 82-63);
Granulometria (DNER 80-64); Índice Suporte Califórnia.
Pouco antes do início da compactação da camada será procedida determinação do teor
de umidade. Os intervalos para estas determinações não serão nunca superiores a
100m; visando estabelecer parâmetros para o desenvolvimento do controle tecnológico
serão executados os seguintes ensaios:
Ensaios de caracterização, limite de plasticidade (DNER-ME 80-64). Deverão ter
espaçamento e frequência definida pela Fiscalização;
Um ensaio de compactação, de acordo com o método DNER-ME 47-64, visando a
determinação da massa especifica aparente, seca, máxima. As amostras deverão ser
coletadas, no máximo, a cada 100m uma da outra. Estas amostras deverão ser coletadas
em pontos obedecendo a ordem BD, EIXO, BE a cerca 0,60m de bordo;
Será feita uma determinação do índice de Suporte Califórnia com a energia de
compactação do método DNER-ME 47-64 com espaçamento e frequência definidos pela
fiscalização;
Com espaçamento máximo de 100m será feita uma determinação da massa específica
coletadas as amostras para ensaio de compactação.
Atingindo o greide de projeto, deverá ser feito uma escarificação geral, seguida de
umedecimento, compactação e acabamento.
São indicados os seguintes tipos de equipamento para execução de regularização:
Motoniveladora pesada com escarificador;
Carro tanque distribuidor de água;
Rolos compactadores estáticos, vibratórios e pneumáticos;
Grade de discos;
Pulvi-misturador;
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Equipamentos para escavação, carga e transporte de material.
Os equipamentos de compactação e mistura serão escolhidos de acordo com o tipo de
material empregado.
A parte do subleito que não estiver de acordo com o projeto e as condições aqui fixadas,
deverá ser retrabalhada ou removida de modo a satisfazê-las, sem qualquer indenização
adicional ao Empreiteiro.
Base de solo estabilizada granulometricamente em cascalho, E=20 cm.
Imediatamente após a regularização do subleito, será confeccionada base. O material
será descarregado por caminhões basculantes na pista, e espalhado com
motoniveladora.
É uma camada de material resultante da mistura de materiais obtidos por britagem de
rochas vivas, areia e outros materiais e executada com o umidecimento controlado,
compactada a no mínimo 100% do PI (Proctor intermediário).
A espessura final compactada da base será de 20 cm.
Imprimação
Tal serviço consiste na aplicação de material betuminoso sobre a superfície da base,
para promover uma maior coesão da superfície da sub-base, uma maior aderência entre
a base e o revestimento, e também para impermeabilizar a base. O material utilizado
será o asfalto diluído tipo CM-30, aplicado na taxa de 0,80 a 1,60 litros/ m². O
equipamento utilizado é o caminhão espargidor, salvo em locais de difícil acesso ou em
pontos falhos que deverá ser utilizado o espargidor manual. A área imprimada deverá
ser varrida para a eliminação do pó e de todo material solto e estar seca ou ligeiramente
umedecida. É vedado proceder a imprimação da superfície molhada ou quando a
temperatura do ar seja inferior a 10ºC. O tráfego nas regiões imprimadas só deve ser
permitido após decorridas, no mínimo, 24 horas de aplicação do material asfáltico.
Tratamento Superficial Duplo com banho diluído de emulsão asfáltica RR-2C (TSD)
A espessura convencional da capa de revestimento para este projeto de 3,0 cm.
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Quanto à execução da pavimentação mediante o Tratamento Superficial Duplo com
emulsão asfáltica tipo RR-2C, este se trata da aplicação de ligante com posterior
lançamento, espalhamento e compactação do agregado. Processo repetido duas vezes.
O serviço deverá ser iniciado com a varredura da pista imprimada, onde será executado
o revestimento, utilizando vassoura mecânica rebocável em trator de pneus. Na
sequência é aplicado o ligante asfáltico, através de bicos espargidores acoplados a uma
barra transversal instalada no caminhão espargidor.
Em seguida, após a aplicação do ligante é feita a distribuição dos agregados através do
distribuidor de agregados, na quantidade indicada de acordo com a tabela a seguir.
Tabela 2. Taxas de aplicação de Ligante e agregado para TSD
Fonte: NORMA DNIT 147/2012-ES
Por fim, na sequência da distribuição dos agregados, deverá ser realizada a compressão
dos agregados, através de rolos de pneus, com a finalidade de fazer o ligante asfáltico
envolver e agregar os agregados dando forma ao revestimento asfáltico.
No caso de tratamento superficial duplo, a sequência executiva descrita é repetida mais
uma vez.
O tratamento superficial duplo será medido em metro quadrado, considerando a área
efetivamente executada.
Não e permitido o tráfego quanto da aplicação do ligante asfáltico ou do agregado miúdo.
O tráfego somente e liberado depois de decorridos no mínimo 30 minutos da
conformação final da superfície, de maneira controlada por um período mínimo de 24
horas.
3. Qualidade e Granulometria dos Materiais
a) Qualidade dos Materiais
Os agregados devem apresentar alta resistência ao desgaste e à abrasão, sendo
aprovados em ensaios de durabilidade (Los Angeles) conforme DNIT.
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O ligante asfáltico deve possuir características de viscosidade e ponto de
amolecimento dentro das especificações normativas para garantir aderência e
estabilidade.
b) Granulometria dos Materiais
Os agregados utilizados devem ter granulometria controlada, conforme
especificado pelo DNIT 054/2013 ES, garantindo distribuição uniforme e
adequação ao método TSD.
A análise granulométrica será realizada para assegurar que os materiais atendam
os padrões técnicos e proporcionem uma superfície estável e durável.
5. Ensaios e Testes para Garantia de Qualidade
A execução do TSD será acompanhada por testes para assegurar a qualidade e
conformidade do pavimento. Os seguintes ensaios serão realizados conforme as normas
do DNIT:
a) Ensaios de Agregados
Análise granulométrica: Para verificar a distribuição do tamanho dos grãos.
Durabilidade: Ensaios de abrasão Los Angeles e desgaste para avaliar a
resistência dos agregados.
b) Ensaios do Ligante Asfáltico
Viscosidade: Determinação da viscosidade para garantir o desempenho no
processo de aplicação.
Ponto de amolecimento: Teste para verificar a temperatura de deformação.
c) Ensaios da Base
Índice de suporte Califórnia (CBR): Determinação da capacidade de suporte da
base.
Módulo de Resiliência: Avaliação da elasticidade da base em condições de carga.
d) Ensaios de Compactação
Grau de compactação: Verificação da densidade e homogeneidade do pavimento.
6. Normas e Resoluções Aplicáveis
A execução dos trabalhos e os ensaios serão realizados em conformidade com as
normas do DNIT, destacando as seguintes:
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11
DNIT 001/2009 ES: Especificação de Serviços para Tratamento Superficial.
DNIT 031/2006 ME: Determinação do Ponto de Amolecimento de Ligantes
Asfálticos.
DNIT 038/2004 ES: Controle de Compactação de Camadas Granulares.
DNIT 006/2018 ES: Diretrizes para dimensionamento de pavimentos.
DNIT 054/2013 ES: Granulometria de agregados.
Anexos
Planta com o sistema viário e as camadas do pavimento.
Vargem Bonita, 18 de junho de 2025
Alexandre Araújo Correia
Engenheiro Civil CREA-MG 208.643/D