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materia nº 3/2025

Tipo Anexos
Número / Ano 3 / 2025
Date 2025-06-18
EmentaMapas relacionado ao Projeto de Lei nº27/2025.
native_id307

Autoria

Tramitação (latest 3)

DateStatusTurnoTexto
2025-06-24 Aguardando Sanção da Lei Projeto aprovado em plenário encaminhado ao Executivo para sanção e Publicação.
2025-06-23 Matéria inclusa na ordem do dia U Projeto apresentado em plenário para apreciação e votação.
2025-06-18 Aguardando emissão de parecer da comissão Projeto encaminhado à comissão para a análise e emissão de parecer.

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ZINIT ENGENHARIA 
Engenheiro Civil Alexandre Araújo Correia
E-mail: zinit.eng@gmail.com / aa.correia14@gmail.com 
Contato: 37 98838-7766
1
Assunto: Projeto de pavimentação asfáltica
Interessado: DIAMANTE DA CANASTRA LTDA
CNPJ: 43.157.461/0001-85 
Local: Local denominado Vale da Canastra, Vargem Bonita/MG 
Responsável Técnico: Alexandre Araújo Correia
CREA: 208.643/D-MG 
 
ZINIT ENGENHARIA 
Engenheiro Civil Alexandre Araújo Correia
E-mail: zinit.eng@gmail.com / aa.correia14@gmail.com 
Contato: 37 98838-7766
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Objetivo 
Este memorial descritivo tem como objetivo detalhar o método de execução da 
pavimentação asfáltica do tipo Tratamento Superficial Duplo (TSD) no empreendimento 
Loteamento Residencial Mirante da Canastra, assegurando que os procedimentos 
estejam em conformidade com as normas estabelecidas pelo Departamento Nacional de 
Infraestrutura de Transportes (DNIT) e resoluções vigentes. Adicionalmente, aborda os 
métodos de dimensionamento para trânsito urbano leve, qualidade e granulometria dos 
materiais utilizados.
Descrição Técnica
1. Tratamento Superficial Duplo (TSD) 
O TSD consiste na aplicação sequencial de camadas de ligante asfáltico e agregados 
minerais sobre uma superfície previamente preparada, formando uma estrutura de alta 
resistência e durabilidade. Este tipo de pavimentação é indicado para vias de tráfego 
leve a médio e apresenta vantagens como custo reduzido e rapidez na execução.
2. Dimensionamento 
O dimensionamento da estrutura de pavimento será realizado conforme as diretrizes do 
DNIT, considerando as características do tráfego urbano leve. Os seguintes critérios 
serão aplicados:
Determinação do Índice de Suporte Califórnia (CBR) da base para cálculo da 
espessura das camadas. 
Estudo de distribuição de carga e capacidade de suporte para adequação às 
condições locais.
Utilização de modelos empíricos e mecanísticos, conforme especificado no DNIT 
006/2018 ES, para assegurar a durabilidade do pavimento. 
a) Número "N"
O Número "N" de repetições do eixo simples padrão de rodas duplas de 8,2t para 
período de projeto de 8 anos (abertura em 2023 e final da vida útil em 2031), conforme 
SUDECAP, adotando os fatores de veículos do USACE, para os dois segmentos 
homogêneos em termos de tráfego corresponde a N = 3,00 x 104
, considerando 
recomendações do SUDECAP.
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b) Subleito e Classificação Quanto à Resiliência
Para o dimensionamento do pavimento novo das variantes são utilizados os 
índices de CBR obtidos a partir de ensaios em amostras de solo a serem coletadas no 
local, cujo valor mínio utilizado é 10%.
 Os solos constituintes do subleito foram classificados de acordo com os 
parâmetros de resiliência, através da percentagem de silte na fração que passa na 
peneira 200, como solos tipo II. 
c) Número de Repetições de Eixo Simples
A metodologia a ser adotada, será a descrita do Procedimentos de Projetos Padrão do 
SUDECAP, que seria a referência mais próximo do presente estudo.
Figura 1 - Tabela 38 do Procedimento de Projetos de Pavimentação da SUDECAP
Pela tabela supracitada (Tabela 38 retirada do Capítulo 13 do Procedimento de 
Projetos da SUDECAP), todas as ruas do presente empreendimento, é considerado igual 
ao padrão ou inferior de via V-1 (Via Local Residencial), por se tratar de um condomínio 
fechado e ser submetido a um tráfego muito leve e exclusivo, sendo adotado o valor de 
Nusace = 3x104
. d) Coeficientes de Equivalência Estrutural 
Os valores dos coeficientes de equivalência estrutural dos materiais constituintes 
das camadas do pavimento, em relação à camada de base granular tomada com K = 
1,00 são os seguintes, conforme estipulado pelo DNER:
 Revestimento em CBUQ: Kr = 2,0; 
 Camada de base granular: Kb = 1,0; 
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Dimensionamento do Pavimento 
Método da Resiliência 
Procedeu￾através das seguintes etapas:
 Etapa 1 - Definição do número de operações do eixo padrão de 8,2tf para o 
período de projeto;
 Etapa 2 - Definição do valor do CBR do subleito de projeto;
 Etapa 3 - Classificação do solo do subleito quanto à resiliência: solo tipo I, solo 
tipo II e solo tipo III. 
 Etapa 4 - Determinação da espessura equivalente do pavimento (Ht ou R), a 
partir do CBR do subleito e do número N. 
 Etapa 5 - Cálculo da deflexão prevista na superfície do revestimento: D = Dp. 
 Etapa 6 - Cálculo da espessura da camada granular que engloba as camadas 
de base e sub-base: HCG ou H20. Método do DNER 
De acordo com o "Método de Dimensionamento DNER", a espessura de cada 
camada do pavimento, é calculada em função do tráfego e do CBR do subleito. O 
SUDECAP, nas vias de tráfego muito leve, não possui indicações referente à espessura 
da capa asfáltica, que é o revestimento betuminoso, então será adotada a espessura 
mínima indicada para vias de tráfego médio:
 Ht, R ou e = 3,0 cm para 104
 < N 3 x 104
 - Para todas as vias projetadas. 
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Figura 2 - Abaco do DNER para deter minação do H20
As espessuras de cada camada são calculadas em função das seguintes 
inequações, considerando HCG ou H20=25: 
 R x Kr + B x Kb > H20; (base estabilizada granulometricamente) 
 3 x 2 + B x 1 > 25 
 B > 25-6 = 19cm 
Dimensionamento Recomendado 
Apresenta-se a seguir o dimensionamento recomendado definido após os cálculos 
utilizando as duas metodologias citadas, efetuados através da planilha eletrônica 
DimPavs. A espessuras dos elementos estruturais adotados para todas as vias, serão 
os seguintes: 
Regularização do subleito: 20,00cm; (estimado para o tratamento da superfície 
que será aplicada a estrutura do pavimento) 
 Base: 20,00cm 
 Revestimento CBUQ: 3,00cm. 
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3. Etapas de Execução
Preparação da superfície: A superfície do sub-leito será devidamente limpa e 
regularizada, garantindo a aderência do tratamento. É necessário realizar 
correções nas irregularidades e verificar a capacidade de suporte da base 
utilizando ensaios de carga, como o módulo de resiliência.
Aplicação da primeira camada: Um ligante asfáltico do tipo emulsão asfáltica 
catiônica ou CAP (Cimento Asfáltico de Petróleo) será aplicado na quantidade 
especificada pelas normas do DNIT, seguido pela distribuição uniforme de 
agregados de granulometria controlada, preferencialmente brita graduada ou 
seixo rolado. 
Compactação: Após a aplicação dos agregados, será realizada a compactação 
com rolos compressores para assegurar a fixação ao ligante e a estabilidade da 
camada. É recomendado utilizar rolos vibratórios ou pneumáticos adequados ao 
tipo de material empregado. 
Aplicação da segunda camada: Repetição do procedimento com nova camada de 
ligante, podendo ser utilizado o mesmo tipo de emulsão ou CAP, e agregados 
com granulometria compatível, como brita número 1 ou número 2, garantindo a 
formação do tratamento superficial duplo. 
Acabamento: Verificação e ajustes finais para garantir uma superfície homogênea 
e aderente, com inspeção detalhada dos materiais utilizados para assegurar 
conformidade com as especificações técnicas.
Regularização e Compactação do Sub-leito. 
A regularização é um serviço que visa conformar o leito transversal e longitudinal da via 
pública, compreendendo cortes e ou aterros, cuja espessura da camada deverá ser de 
no máximo 20 cm. De maneira geral, consiste num conjunto de operações, tais como 
aeração, compactação, conformação etc., de forma que a camada atenda as condições 
de greide e seção transversal exigidas em projeto.
Toda a vegetação e material orgânico porventura existente no leito da rodovia deverão 
ser removidos. Após a execução de cortes e adição de material necessário para atingir 
o greide de projeto, deverá ser feita uma escarificação na profundidade de 0,20m, 
seguida de pulverização, umedecimento ou secagem, compactação e acabamento.
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O Material retido na peneira nº 10 terá que ser constituído pôr partículas duras e duráveis, 
sem fragmentos friáveis, lamelares, devendo ainda, ser isento de material vegetal ou 
qualquer outra substância prejudicial.
Os materiais destinados à sub-base e base serão submetidos aos ensaios de 
caracterização a saber:
 Limite de liquidez (DNER-ME 44-64); 
 Limite de plasticidade (DNER-ME 82-63); 
 Granulometria (DNER 80-64); Índice Suporte Califórnia.
Pouco antes do início da compactação da camada será procedida determinação do teor 
de umidade. Os intervalos para estas determinações não serão nunca superiores a 
100m; visando estabelecer parâmetros para o desenvolvimento do controle tecnológico 
serão executados os seguintes ensaios: 
Ensaios de caracterização, limite de plasticidade (DNER-ME 80-64). Deverão ter 
espaçamento e frequência definida pela Fiscalização;
Um ensaio de compactação, de acordo com o método DNER-ME 47-64, visando a 
determinação da massa especifica aparente, seca, máxima. As amostras deverão ser 
coletadas, no máximo, a cada 100m uma da outra. Estas amostras deverão ser coletadas 
em pontos obedecendo a ordem BD, EIXO, BE a cerca 0,60m de bordo; 
Será feita uma determinação do índice de Suporte Califórnia com a energia de 
compactação do método DNER-ME 47-64 com espaçamento e frequência definidos pela 
fiscalização;
Com espaçamento máximo de 100m será feita uma determinação da massa específica 
coletadas as amostras para ensaio de compactação.
Atingindo o greide de projeto, deverá ser feito uma escarificação geral, seguida de 
umedecimento, compactação e acabamento.
São indicados os seguintes tipos de equipamento para execução de regularização:
 Motoniveladora pesada com escarificador; 
Carro tanque distribuidor de água;
Rolos compactadores estáticos, vibratórios e pneumáticos; 
 Grade de discos; 
 Pulvi-misturador; 
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Equipamentos para escavação, carga e transporte de material. 
Os equipamentos de compactação e mistura serão escolhidos de acordo com o tipo de 
material empregado. 
A parte do subleito que não estiver de acordo com o projeto e as condições aqui fixadas, 
deverá ser retrabalhada ou removida de modo a satisfazê-las, sem qualquer indenização 
adicional ao Empreiteiro. 
Base de solo estabilizada granulometricamente em cascalho, E=20 cm. 
Imediatamente após a regularização do subleito, será confeccionada base. O material 
será descarregado por caminhões basculantes na pista, e espalhado com 
motoniveladora. 
É uma camada de material resultante da mistura de materiais obtidos por britagem de 
rochas vivas, areia e outros materiais e executada com o umidecimento controlado, 
compactada a no mínimo 100% do PI (Proctor intermediário).
A espessura final compactada da base será de 20 cm.
Imprimação
Tal serviço consiste na aplicação de material betuminoso sobre a superfície da base, 
para promover uma maior coesão da superfície da sub-base, uma maior aderência entre 
a base e o revestimento, e também para impermeabilizar a base. O material utilizado 
será o asfalto diluído tipo CM-30, aplicado na taxa de 0,80 a 1,60 litros/ m². O 
equipamento utilizado é o caminhão espargidor, salvo em locais de difícil acesso ou em 
pontos falhos que deverá ser utilizado o espargidor manual. A área imprimada deverá 
ser varrida para a eliminação do pó e de todo material solto e estar seca ou ligeiramente 
umedecida. É vedado proceder a imprimação da superfície molhada ou quando a 
temperatura do ar seja inferior a 10ºC. O tráfego nas regiões imprimadas só deve ser 
permitido após decorridas, no mínimo, 24 horas de aplicação do material asfáltico.
Tratamento Superficial Duplo com banho diluído de emulsão asfáltica RR-2C (TSD) 
A espessura convencional da capa de revestimento para este projeto de 3,0 cm. 
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Quanto à execução da pavimentação mediante o Tratamento Superficial Duplo com 
emulsão asfáltica tipo RR-2C, este se trata da aplicação de ligante com posterior 
lançamento, espalhamento e compactação do agregado. Processo repetido duas vezes.
O serviço deverá ser iniciado com a varredura da pista imprimada, onde será executado 
o revestimento, utilizando vassoura mecânica rebocável em trator de pneus. Na 
sequência é aplicado o ligante asfáltico, através de bicos espargidores acoplados a uma 
barra transversal instalada no caminhão espargidor.
Em seguida, após a aplicação do ligante é feita a distribuição dos agregados através do 
distribuidor de agregados, na quantidade indicada de acordo com a tabela a seguir. 
Tabela 2. Taxas de aplicação de Ligante e agregado para TSD
Fonte: NORMA DNIT 147/2012-ES 
Por fim, na sequência da distribuição dos agregados, deverá ser realizada a compressão 
dos agregados, através de rolos de pneus, com a finalidade de fazer o ligante asfáltico 
envolver e agregar os agregados dando forma ao revestimento asfáltico.
No caso de tratamento superficial duplo, a sequência executiva descrita é repetida mais 
uma vez. 
O tratamento superficial duplo será medido em metro quadrado, considerando a área 
efetivamente executada. 
Não e permitido o tráfego quanto da aplicação do ligante asfáltico ou do agregado miúdo.
O tráfego somente e liberado depois de decorridos no mínimo 30 minutos da 
conformação final da superfície, de maneira controlada por um período mínimo de 24 
horas. 
3. Qualidade e Granulometria dos Materiais 
a) Qualidade dos Materiais 
Os agregados devem apresentar alta resistência ao desgaste e à abrasão, sendo 
aprovados em ensaios de durabilidade (Los Angeles) conforme DNIT. 
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O ligante asfáltico deve possuir características de viscosidade e ponto de 
amolecimento dentro das especificações normativas para garantir aderência e 
estabilidade. 
b) Granulometria dos Materiais 
 Os agregados utilizados devem ter granulometria controlada, conforme 
especificado pelo DNIT 054/2013 ES, garantindo distribuição uniforme e 
adequação ao método TSD.
A análise granulométrica será realizada para assegurar que os materiais atendam 
os padrões técnicos e proporcionem uma superfície estável e durável.
5. Ensaios e Testes para Garantia de Qualidade 
A execução do TSD será acompanhada por testes para assegurar a qualidade e 
conformidade do pavimento. Os seguintes ensaios serão realizados conforme as normas 
do DNIT: 
a) Ensaios de Agregados 
Análise granulométrica: Para verificar a distribuição do tamanho dos grãos.
Durabilidade: Ensaios de abrasão Los Angeles e desgaste para avaliar a 
resistência dos agregados.
b) Ensaios do Ligante Asfáltico
Viscosidade: Determinação da viscosidade para garantir o desempenho no 
processo de aplicação.
Ponto de amolecimento: Teste para verificar a temperatura de deformação.
c) Ensaios da Base 
Índice de suporte Califórnia (CBR): Determinação da capacidade de suporte da 
base. 
Módulo de Resiliência: Avaliação da elasticidade da base em condições de carga.
d) Ensaios de Compactação
Grau de compactação: Verificação da densidade e homogeneidade do pavimento.
6. Normas e Resoluções Aplicáveis
A execução dos trabalhos e os ensaios serão realizados em conformidade com as 
normas do DNIT, destacando as seguintes: 
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DNIT 001/2009 ES: Especificação de Serviços para Tratamento Superficial.
DNIT 031/2006 ME: Determinação do Ponto de Amolecimento de Ligantes 
Asfálticos.
DNIT 038/2004 ES: Controle de Compactação de Camadas Granulares.
DNIT 006/2018 ES: Diretrizes para dimensionamento de pavimentos.
DNIT 054/2013 ES: Granulometria de agregados.
Anexos
Planta com o sistema viário e as camadas do pavimento.
Vargem Bonita, 18 de junho de 2025
 Alexandre Araújo Correia
Engenheiro Civil CREA-MG 208.643/D

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