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materia nº 11/2026

Tipo Ofícios Diversos
Número / Ano 11 / 2026
Date 2026-04-22
EmentaOFÍCIO 125/2026
native_id7837

Autoria

Tramitação (latest 1)

DateStatusTurnoTexto
2026-04-22 Proposição encaminhada ao Órgão requerido. Documento foi enviado ao órgão requerido

Documents (1)

texto original #

status: extracted · method: native · backend: pypdfium2 · confidence: 1.00 · pages: 110

Praça 28 de Setembro, 317, Centro - Tel.: (32) 3551-8858
 www.viscondedoriobranco.mg.gov.br
MUNICÍPIO DE VISCONDE DO RIO BRANCO
ESTADO DE MINAS GERAIS
Visconde do Rio Branco, 22 de abril de 2026.
OFÍCIO GAB/PREF N° 125/2026
Exmo. Sra. Maria Izabel Martins Crovato
Presidente da Comissão 
Com cópia aos Ilustríssimos Senhores Vereadores:
Claudio Roberto de Castro
Guilherme Guimarães de Azevedo 
Senhora Vereadora,
Cumprimentando-a cordialmente, sirvo-me do presente para, em referência 
aos RELATÓRIOS DE AUDITORIA elaborados até a presente data, encaminhar a 
Vossa Senhoria e aos demais membros dessa Comissão as considerações 
pertinentes, bem como solicitar a adoção das providências cabíveis no 
âmbito do Poder Legislativo Municipal
Solicita-se, ainda, que cópias integrais do presente expediente, bem como dos 
relatórios mencionados, sejam igualmente encaminhadas aos demais 
Vereadores da Egrégia Casa Legislativa, a fim de que todos tenham ciência 
formal do conteúdo apurado e possam exercer plenamente suas atribuições 
institucionais.
Conforme se extrai dos referidos relatórios, foram destacadas graves 
irregularidades que, pela relevância e impacto administrativo, demandam 
apuração rigorosa, acompanhamento institucional efetivo e atuação 
fiscalizatória firme por parte dessa Egrégia Câmara Municipal, no exercício de 
suas competências constitucionais e legais
Dessa forma, esta Administração Municipal espera que sejam adotadas, com 
a urgência que o caso requer, as medidas necessárias para que os fatos 
apontados sejam devidamente analisados, promovendo-se um trabalho 
fiscalizador contundente, responsável e compatível com a seriedade das 
constatações apresentadas
Ressalta-se que a atuação harmônica e independente entre os Poderes 
constitui princípio essencial à boa governança pública, sendo certo que a 
fiscalização eficiente representa instrumento indispensável à transparência, à 
legalidade e à proteção do interesse coletivo
Praça 28 de Setembro, 317, Centro - Tel.: (32) 3551-8858
 www.viscondedoriobranco.mg.gov.br
Sem mais para o momento, renovo votos de elevada estima e distinta 
consideração
Atenciosamente,
Luiz Fábio Antonucci Filho
Prefeito Municipal
1º RELATÓRIO DE 
AUDITORIA
Apresentação do relatório da fase 1 (Planejamento e Preparação) 
que tem como objetivo realizar o entendimento profundo do 
contexto operacional, regulatório e financeiro do Hospital São 
João Batista, coletar informações preliminares sobre sua 
estrutura e processos, avaliar os principais riscos a serem 
abordados, e elaborar um Plano de Auditoria Detalhado que 
guiará todas as atividades futuras.
Contrato: 02/2026
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SUMÁRIO 
1. CARACTERIZAÇÃO DA ENTIDADE..................................................................................2
2. SUMÁRIO EXECUTIVO ....................................................................................................2
3. CONTEXTO......................................................................................................................3
3.1. OBJETIVO DA FASE 1 .............................................................................................3
3.2. IMPORTÂNCIA DA FASE 1......................................................................................3
3.3. ATIVIDADES PLANEJADAS PARA FEVEREIRO .......................................................3
3.4. PROGRESSO DE EXECUÇÃO..................................................................................3
3.4.1. ATIVIDADE 1: REUNIÃO DE ABERTURA..............................................................3
3.4.2. ATIVIDADE 2: VISITA TÉCNICA............................................................................4
3.4.3. ATIVIDADE 3: DA DOCUMENTAÇÃO SOLICITADA E DISPONIBILIZADA.......... 11
3.4.4. ATIVIDADE 4: AVALIAÇÃO PRELIMINAR DE RISCOS – PENDENTE (POR FALTA 
DE INFORMAÇÕES)..................................................................................................... 16
3.4.5. ATIVIDADE 5: ELABORAÇÃO DO PLANO DE AUDITORIA DETALHADO -
PENDENTE................................................................................................................... 17
3.4.6. ATIVIDADE 6: APROVAÇÃO DO PLANO DETALHADO – NÃO FOI POSSÍVEL .. 18
4. PRÓXIMOS PASSOS.................................................................................................... 18
5. CONCLUSÃO FINAL ..................................................................................................... 19
 
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RELATÓRIO DE MONITORAMENTO MENSAL - FASE 1 
Planejamento e Preparação - Fevereiro 2026 
 
1. CARACTERIZAÇÃO DA ENTIDADE 
Hospital São João Batista - Visconde do Rio Branco, MG 
• Sede: Praça Jorge Carone Filho, 806 – Visconde do Rio Branco - MG
• CNES: 2760843
• CNPJ: 26.001.230/0001-69
• Porte: Hospital de Médio Porte
• Esfera administrativa: privada
• Tipo de Unidade: Hospital Geral
• Natureza Jurídica: associação civil sem fins lucrativos
Empresa Auditora: Orientação Assessoria e Planejamento Ltda.
Período de Relatório: fevereiro de 2026
Data de Emissão: 20/02/2026
Equipe Técnica Responsável: Luiz Carlos Alves, Cristina Márcia da Silva, Sandra Bara
 
2. SUMÁRIO EXECUTIVO 
O presente Relatório de Monitoramento Mensal apresenta o progresso da Fase 1 
(Planejamento e Preparação) da auditoria do Hospital São João Batista durante fevereiro 
de 2026. Esta fase é fundamental para o sucesso de toda a auditoria, pois estabelece 
as bases metodológicas, define o escopo detalhado, aloca recursos e alinha as 
expectativas com a Prefeitura e o Hospital.
Durante fevereiro, foram realizadas as seguintes atividades principais: reunião de 
abertura com a Prefeitura, visita técnica preliminar sobre a estrutura organizacional e 
processos, avaliação preliminar de riscos, e elaboração do Plano de Auditoria Detalhado.
O progresso geral desta fase está descrito em seguida, com problemas na realização 
das atividades, particularmente, com percalços na realização da visita técnica e 
disponibilização da documentação solicitada, impossibilitando a avaliação preliminar de 
riscos e impedindo a elaboração do Plano de Auditoria Detalhado. conforme os prazos 
estabelecidos.
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3. CONTEXTO 
3.1. OBJETIVO DA FASE 1 
A Fase 1 (Planejamento e Preparação) tem como objetivo estabelecer as bases sólidas 
para a execução bem-sucedida das fases subsequentes da auditoria. Nesta fase, a 
equipe de auditoria realiza o entendimento profundo do contexto operacional, 
regulatório e financeiro do Hospital São João Batista, coleta informações preliminares 
sobre sua estrutura e processos, avalia os principais riscos a serem abordados, e 
elabora um Plano de Auditoria Detalhado que guiará todas as atividades futuras.
3.2. IMPORTÂNCIA DA FASE 1 
A qualidade da Fase 1 determina diretamente a efetividade das fases subsequentes. 
Um planejamento inadequado pode resultar em desperdício de recursos, foco em áreas 
menos críticas, e achados incompletos ou imprecisos. Portanto, a Fase 1 é executada 
com rigor metodológico e atenção aos detalhes, garantindo que todas as informações 
necessárias sejam coletadas e que os riscos sejam adequadamente identificados e 
priorizados.
 
3.3. ATIVIDADES PLANEJADAS PARA FEVEREIRO 
A tabela a seguir apresenta as atividades específicas planejadas para fevereiro de 2026, 
conforme o Cronograma Detalhado estabelecido no Planejamento Estratégico de 
Auditoria:
Atividade Data Início Data Término Responsável Status Esperado 
Reunião de Abertura 11/02/2026 11/02/2026 Equipe Técnica Concluído
Coleta de Informações 
Preliminares
12/02/2026 12/02/2026 Equipe Técnica Em Execução
Avaliação Preliminar 
de Riscos
13/02/2026 13/02/2026 Equipe Técnica Pendente
Elaboração do Plano 
Detalhado
18/02/2026 24/02/2026 Equipe Técnica Pendente
Aprovação do Plano 
Detalhado
25/02/2026 28/02/2026 Prefeitura/Hospital Pendente
 
3.4. PROGRESSO DE EXECUÇÃO 
3.4.1. ATIVIDADE 1: REUNIÃO DE ABERTURA 
Data de Realização: 11 de fevereiro de 2026
Participantes: Secretário de Saúde Willian de Freitas Carlos, Prefeito Fabinho Antonucci,
e equipe de auditores, Luiz Carlos Alves, Cristina Márcia da Silva e Sandra Bara
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Objetivo: Apresentar o plano de trabalho, alinhar expectativas, e estabelecer canais de 
comunicação.
Resultados Alcançados:
• Apresentação do Planejamento Estratégico de Auditoria à Prefeitura
• Apresentação da equipe de auditoria e definição de papéis e responsabilidades
• Discussão do cronograma e prazos esperados
• Alinhamento de expectativas quanto aos achados e recomendações
• Estabelecimento de canais de comunicação e protocolos de reunião
• Confirmação de acesso às instalações, documentação e sistemas do Hospital
Status: ✓ Concluído
3.4.2. ATIVIDADE 2: VISITA TÉCNICA 
Período: 12 de fevereiro de 2026
Responsável: Equipe Técnica
Objetivo: Coletar informações preliminares sobre a estrutura organizacional, processos 
e controles internos do Hospital.
Contexto: 
• Foi realizado uma primeira visita técnica, agendada pela Prefeitura ao Hospital. 
Fomos recebidos pelo Provedor do Hospital e pelo Diretor Henrique Slaib Filho 
que não autorizou que os trabalhos fossem realizados e nem apresentou os 
documentos solicitados.
• Mediante este cenário, no mesmo dia, fomos ao Ministério Público para uma 
reunião com a Promotora de Justiça, Dra. Tatiana Lima Ribeiro, com a Analista 
do MP, Alessandra Rodrigues e com as presenças do Secretário Municipal de 
Saúde, Willian de Freitas Carlos, do Procurador Municipal de Saúde, Dr. Juan 
Júnior Zopelaro Costa e os representantes da equipe técnica de Auditoria, srs, 
Luiz Carlos Alves, Cristina Márcia da Silva e Sandra Bara relatando o ocorrido.
• Em seguida, todos os presentes nesta reunião se dirigiram ao Hospital São João 
Batista, ocasião em que foi franqueado o acesso às instalações físicas da 
entidade para a realização da vistoria pela equipe de Auditoria e pela Promotora 
de Justiça.
• A seguir, segue observações realizadas nesta visita cujo foco, foi um diagnóstico 
preliminar da Assistência:
Objetivo da visita: Apresentar para a Prefeitura o resultado da primeira visita técnica 
institucional realizada no Hospital São João Batista, com foco em:
• Segurança operacional
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• Condições estruturais e assistenciais
• Processos organizacionais
• Segurança do paciente
• Fragilidades identificadas
• Recomendações técnicas preliminares
Contextualização da visita 
A visita foi realizada com acompanhamento do Ministério Público. Registra-se que houve 
resistência institucional significativa por parte da unidade hospitalar, o que impactou a 
aplicação integral da metodologia técnica prevista.
O tempo de permanência foi reduzido, impossibilitando:
• abertura de armários de medicamentos;
• conferência formal de carrinhos de emergência;
• análise de prontuários;
• realização completa do percurso do paciente dentro da instituição.
Ainda assim, foram identificadas fragilidades relevantes que demandam intervenção 
imediata.
 
Observações relevantes quanto à: 
SEGURANÇA OPERACIONAL 
• Infraestrutura Crítica
• Inexistência de gerador de energia elétrica de backup para suporte às atividades 
assistenciais e críticas.
• Presença de pombos nos telhados próximos à enfermaria SUS, configurando 
risco sanitário.
• Ambientes externos sucateados.
• Ausência de equipe de manutenção visível durante a visita.
• Não evidenciada equipe de limpeza em atuação nas áreas observadas.
Ambiência e Conservação 
• Banheiros próximos à recepção principal em condições precárias de conservação 
e higiene.
• Banheiro da enfermaria SUS em condições inadequadas de limpeza.
• Sinalização interna frágil e insuficiente.
• Ausência de sinalização indicativa de acesso à farmácia.
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• Ausência de sinalização institucional sobre:
o Segurança do paciente
o Notificação de eventos adversos
o Aleitamento materno
Gestão Institucional 
• Inexistência de:
o Serviço estruturado de Atendimento ao Cliente (SAC);
o mecanismos formais de humanização;
o painéis de gestão à vista;
o indicadores visíveis de monitoramento assistencial ou administrativo;
o ações institucionais voltadas ao desenvolvimento e valorização dos 
profissionais.
• Registro de ponto realizado simultaneamente por folha manual e sistema 
eletrônico, sem clareza quanto à validação e integração dos mecanismos.
• Presença de animais (cachorros) na recepção principal e acesso principal, 
configurando grave risco sanitário e institucional.
UNIDADE DE INTERNAÇÃO 
Condições Estruturais 
• Enfermarias com:
o paredes mofadas;
o pintura craquelada;
o ambiente insalubre e incompatível com assistência segura.
• Banheiros com acessibilidade estrutural teórica, porém em condições de higiene 
inadequadas.
Fluxo de Leitos 
• Quartos com pacientes já encaminhados para cirurgia ou alta, mantendo:
o equipos e soros pendurados;
o ausência de descarte adequado;
o inexistência de padronização no fluxo de desocupação do leito.
Essa condição compromete:
• rastreabilidade;
• segurança do paciente;
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• controle assistencial.
Áreas de Convivência 
• Espaços externos e áreas com vista para lodo externo do hospital, que deveriam 
ser destinados à convivência dos pacientes, encontram-se com:
o equipamentos sucateados;
o materiais sem identificação;
o ausência de controle patrimonial;
o ausência de organização;
o ausência de humanização.
 
UTI ADULTO E UCINCA (SIMILAR) 
Manutenção de Equipamentos 
• Nenhum equipamento com identificação visível de manutenção preventiva ou 
corretiva.
• Ausência de rastreabilidade formal.
Nutrição Parenteral 
• Direção médica informou inexistência de nutrição parenteral.
• Contudo, foram observados pacientes em uso de bombas de infusão compatíveis 
com nutrição parenteral.
• Gestores não souberam descrever protocolo de administração, controle ou fluxo.
Evidencia-se:
• Ausência de Farmácia Clínica estruturada;
• Ausência de Serviço formal de Nutrição Enteral e Parenteral (ENTM);
• Fragilidade na governança clínica.
Checklists e Protocolos 
• Ausência de checklist fixado nos equipamentos da UCINCA.
• Verificação realizada apenas quando há utilização.
• Não evidenciada rotina estruturada de checagem preventiva.
 
 
FARMÁCIA E MEDICAMENTOS 
Não foi possível verificar:
• validade das medicações;
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• armazenamento;
• organização da farmácia;
• rastreabilidade da dispensação;
• quebra de carrinho de emergência.
Recomenda-se para próximas visitas: 
• presença de farmacêutico da Assistência Farmacêutica Municipal;
• acesso irrestrito a:
o geladeiras;
o armários;
o carrinhos;
o registros de dispensação.
 
SEGURANÇA DO PACIENTE 
Pontos Positivos 
Foi observada:
• identificação adequada do paciente no leito;
• sinalização de risco de queda;
• sinalização de mudança de decúbito;
• sinalização de risco de lesão por pressão.
Fragilidades 
• Não evidenciada utilização formal de protocolos assistenciais.
• Quebras de protocolo e fragilidades nos processos de segurança.
• Não foi possível analisar prontuários.
• Não foi realizado percurso completo do paciente.
 
ANÁLISE TÉCNICA CONCLUSIVA 
O hospital apresenta:
• Fragilidade estrutural significativa;
• Fragilidade de governança clínica;
• Ausência de gestão de manutenção;
• Fragilidade em farmacoterapia;
• Ausência de cultura formal de protocolos;
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• Insuficiência de mecanismos institucionais de segurança do paciente;
• Fragilidade organizacional e operacional.
Há risco assistencial relevante, especialmente em:
• segurança elétrica (ausência de gerador);
• manutenção de equipamentos críticos;
• gestão de medicamentos;
• nutrição parenteral;
• ambiência insalubre em enfermarias.
COM RELAÇÃO AO: 
• RELATÓRIO DE INSPEÇÃO DA VIGILÂNCIA SANITÁRIA DO ESTADO DE MINAS 
GERAIS (122204869) - SEI 1320.01.0141525/2025-29); 
• DA VISITA TÉCNICA PRESENCIAL REALIZADA PELA EQUIPE DESIGNADA; 
• DA ANÁLISE DOCUMENTAL E ESTRUTURAL DA UNIDADE HOSPITALAR, QUE NÃO 
FOI DISPONIBILIZADA;
Verificou-se um conjunto de irregularidades sanitárias, estruturais, assistenciais e 
documentais de natureza sistêmica, reiterada e estrutural, envolvendo:
• descumprimento de múltiplos dispositivos da RDC 63/2011, RDC 50/2002, RDC 
15/2012, RDC 34/2014, RDC 611/2022, RDC 06/2013;
• ausência de regularidade técnica perante órgãos de classe;
• ausência ou inconsistência de projetos arquitetônicos aprovados;
• fragilidade na governança clínica;
• irregularidades em setores críticos (CME, neonatologia, endoscopia, radiologia, 
farmácia);
• inconformidades relacionadas à segurança do paciente;
• falhas de rastreabilidade e controle sanitário;
• ausência prolongada de Alvará Sanitário válido, por período superior a 10 anos, 
conforme ressaltado pelo, também, Ministério Público.
 
 
FUNDAMENTAÇÃO CONSTITUCIONAL E LEGAL 
Constituição Federal 
O art. 196 da Constituição Federal estabelece:
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“A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e 
econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos.”
O art. 197 dispõe:
“São de relevância pública as ações e serviços de saúde, cabendo ao Poder Público 
dispor, nos termos da lei, sobre sua regulamentação, fiscalização e controle.”
Portanto, ainda que a entidade possua natureza filantrópica privada, o serviço por ela 
prestado é de interesse público, submetendo-se integralmente à fiscalização estatal.
 
Lei nº 8.080/1990 
A Lei Orgânica da Saúde impõe:
• art. 6º – vigilância sanitária como ação integrante do SUS;
• art. 7º – princípios da integralidade, segurança e qualidade;
• art. 15 – competência do poder público para normatizar, controlar e fiscalizar 
serviços de saúde.
 
Lei Estadual nº 13.317/1999 (Código de Saúde de Minas Gerais) 
A legislação estadual autoriza:
• adoção de medidas cautelares quando houver risco sanitário;
• interdição parcial ou total de estabelecimentos;
• adoção de medidas administrativas extraordinárias para proteção da 
coletividade.
DA GRAVIDADE DAS IRREGULARIDADES 
O conjunto de inconformidades constatadas não se caracteriza como falhas pontuais ou 
meramente formais.
Trata-se de:
• ausência de regularidade técnica institucional;
• falhas estruturais reiteradas;
• descumprimento de normas de controle de infecção;
• irregularidades na esterilização e processamento de materiais;
• fragilidade no controle de qualidade da água e climatização;
• inconformidades na rastreabilidade de medicamentos e hemocomponentes;
• ausência de regularização arquitetônica em múltiplos setores;
• ausência de médico plantonista exclusivo para internações;
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• resistência institucional à fiscalização.
A situação demonstra quebra sistêmica da governança sanitária.
DA AUSÊNCIA DE REGULARIDADE SANITÁRIA PROLONGADA 
Conforme relatado e verificado, a instituição permanece há mais de 10 anos sem Alvará 
Sanitário válido, configurando:
• funcionamento irregular continuado;
• descumprimento grave da legislação sanitária;
• situação consolidada de risco institucional.
A permanência prolongada da irregularidade evidencia:
• incapacidade administrativa de autossaneamento;
• risco assistencial potencial e concreto;
• vulnerabilidade estrutural da gestão.
DO RISCO SANITÁRIO E ASSISTENCIAL 
A análise técnica evidencia risco potencial e concreto:
• risco de infecção hospitalar;
• risco transfusional;
• risco relacionado à esterilização inadequada;
• risco relacionado a armazenamento de medicamentos;
• risco estrutural (projetos arquitetônicos não aprovados);
• risco ocupacional;
• risco assistencial por ausência de protocolos aplicados de forma sistemática.
O risco sanitário não precisa ser comprovadamente consumado para justificar 
intervenção — basta sua potencialidade concreta, conforme entendimento consolidado 
na jurisprudência sanitária.
3.4.3. ATIVIDADE 3: DA DOCUMENTAÇÃO SOLICITADA E DISPONIBILIZADA 
PERÍODO: 4 de Fevereiro de 2026
Responsável: Equipe Técnica
Objetivo: Coletar informações preliminares sobre a estrutura organizacional, processos 
e controles internos do Hospital, referentes as dimensões econômico-financeira, 
assistencial, organizacional e gestão de pessoas.
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DOCUMENTAÇÃO SOLICITADA: Não foi possível, a partir das informações 
disponibilizadas definir:
• Estrutura Organizacional: - Organograma completo do Hospital - Descrição de 
funções e responsabilidades de cada departamento - Identificação de gestores￾chave e pontos de contato - Estrutura de governança (Conselho de 
Administração, Diretoria, Comitês)
• Processos Principais: - Mapeamento de processos críticos (financeiro, 
operacional, RH, etc.) - Identificação de fluxos de informação e tomada de 
decisão - Documentação de procedimentos operacionais padrão - Identificação 
de sistemas de informação utilizados
• Controles Internos: - Avaliação preliminar da estrutura de controles internos -
Identificação de políticas e procedimentos de controle - Avaliação da segregação 
de funções - Identificação de pontos fracos nos controles
DOCUMENTAÇÃO DISPONIBILIZADAS: Estatuto Social - Relatórios financeiros de 2024, 
com parecer da auditoria contábil independente.
ANÁLISE DA DOCUMENTAÇÃO COLETADA: 
Até a presente data recebemos uma parte ínfima da documentação solicitada.
Segundo nosso planejamento a análise documental abrangerá dezessete áreas críticas, 
incluindo, mas não se limitando a: Financeira e Contábil, Recursos Humanos, 
Operacional e Assistencial, Regulatória e Jurídica, Compras e Suprimentos, Faturamento 
e Auditoria de Contas Médicas, Segurança do Paciente e Gestão de Riscos, 
Infraestrutura e Manutenção, Tecnologia da Informação (TI) e Proteção de Dados, 
Ambiental e Gestão de Resíduos, Educação Continuada e Qualificação Profissional, 
Governança e Compliance, Saúde Ocupacional e Segurança do Trabalho, Pacientes e 
Experiência do Usuário, Parcerias e Convênios com o SUS, Farmácia Hospitalar e 
Controle de Medicamentos, e Gestão de Terceirizados. 
Com ela teremos condições de ter um entendimento do ambiente operacional,
regulatório e financeiro e, a partir dos dados disponibilizados, utilizando técnicas de 
análise de dados:
• identificar anomalias, tendências de padrões;
• a avaliação de conformidade do hospital com as normas e regulamentos 
aplicáveis;
• detecção e documentação de quaisquer irregularidades ou não conformidades;
• elaboração do Diagnóstico Técnico, com a consolidação de achados de auditoria.
Até a data (19/02/2026) recebemos, além dos Estatutos Sociais, somente as 
demonstrações contábeis de 2024 e o relatório de Auditoria Independente do período. 
A análise das Demonstrações Contábeis visa estabelecer as condições econômico￾financeiras da entidade, se ela está criando ou destruído valor, sua solvência e 
capacidade de continuar operando, entre outros fatores.
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Para uma análise de desempenho contábil/financeiro robusta, de 3 a 5 períodos são 
considerados suficientes. Para um diagnóstico de desempenho (rentabilidade, 
endividamento, giro, etc.), 3 a 5 anos equilibram a necessidade de dados históricos sem 
perder a relevância do cenário atual.
Embora analisar apenas dois anos, como é o caso, permita calcular variações 
percentuais (análise horizontal), esse prazo é muito curto para identificar tendências 
estruturais.
Por que de 3 a 5 anos?
• Identificação de Tendências (Análise Horizontal): Um único ano pode ser atípico 
(ex: o período da covid). Três ou mais anos permitem ver se uma queda na 
rentabilidade foi um evento único ou uma tendência de declínio.
• Ciclos Econômicos: Muitas empresas dependem de ciclos de mercado. Um 
período de 5 anos geralmente abrange um ciclo completo de alta e baixa 
econômica, permitindo avaliar a resiliência da empresa em diferentes cenários.
• Normalização de Resultados: Eventos extraordinários (covid, processos judiciais) 
distorcem análises curtas. Mais períodos ajudam a "suavizar" a curva de 
desempenho.
As demonstrações contábeis de 2024 foram auditadas por Castro, Serra, Nirdo 
Auditores Independentes, que apresentou opinião com ressalvas (estoques não 
validados, subvenções não segregadas anteriormente a 2024, falta de inventário físico
e controle individualizado dos bens componentes do Ativo Imobilizado e testes de 
recuperabilidade desses bens. Os valores são significativos – 73% do Ativo Total.
Adicionalmente o Parecer ressalta a “incerteza relevante relacionada com a 
continuidade operacional”, com passivo a descoberto (passivo excedeu o total do ativo 
em R$ 7.212.607,60.
É importante destacar que nos dois exercícios reportados cresceram significativamente, 
o resultado negativo, o endividamento, tendo os indicadores de liquidez e solvência 
piorado significativamente. 
Vide os seguintes relatórios (abaixo):
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Demonstração do Resultado do Exercício 2023 2024 
Em R$ 
Receita Operacional Líquida (ROL) 22.918.327 30.694.779 
(-) Custo de Bens e Serviços - - 
Resultado Bruto 22.918.327 30.694.779 
Margem Bruta 100,00% 100,00%
Despesas Administrativas e Operacionais (23.145.770) (31.733.711)
Outras Receitas e Despesas Operacionais (96.040) (154.358)
Ebitda (323.482) (1.193.290) 
Margem Ebitda -1,41% -3,89%
 (-) Depreciações e Amortizações - (709.725)
Ebit (323.482) (1.903.015) 
Resultado Financeiro (1.464.912) (1.357.996) 
Receitas financeiras 209.523 199.341 
Despesas Financeiras (1.674.435) (1.557.337)
Resultado Operacional (1.788.394) (3.261.011) 
Benefícios Obtidos - - 
Resultado Líquido (1.788.394) (3.261.011) 
Margem Líquida -7,80% -10,62%
Endividamento - Situação Financeira e Dívida 2023 2024 
Empréstimos bancários e outros empréstimos 9.495.717 11.247.302 
Outras obrigações do passivo circulante cíclico 6.165.198 6.169.584 
(-) Caixa e equivalentes (4.435.070) (2.798.790) 
Dívida onerosa Líquida (curto, médio e longo prazo) 5.060.647 8.448.511 
Dívida onerosa de curto prazo 1.018.229 3.229.599 
Dívida onerosa de médio/longo prazo 8.477.489 8.017.703 
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CÁLCULO DO EVA 
Demonstrações Financeiras 2024
2023 2024 
EVA = (ROI - CMPC) X INVESTIMENTO (184.722,50) (1.467.616,88) 
INVESTIMENTO = AT - PNO 5.544.120,80 4.034.694,06 
ROI = LOL/INVESTIMENTO (0,32) (0,81)
CMPC = (wi x ki) + (we x ke) (0,29) (0,44)
wi = PO / Investimento 1,71 2,79 
ki = (DF/PO) x (1 - IR) (0,11) (0,09)
we = PL / Investimento (0,71) (1,79)
ke = taxa selic líquida 13,04% 10,83%
Ativo total 18.587.190,60 12.493.785,53 
Patrimônio Líquido (3.951.596,57) (7.212.607,60)
Passivo Oneroso 9.495.717,37 11.247.301,66 
Passivo não Oneroso 13.043.069,80 8.459.091,47 
Vendas Líquidas 22.918.327,46 30.694.779,11 
Resultado Bruto 22.918.327,46 30.694.779,11 
Despesas Financeiras (1.674.435,25) (1.557.336,53)
Resultado operacional antes do Imposto de Renda -1.788.393,61 -3.261.011,03 
Resultado operacional após o Imposto de Renda (1.788.393,61) (3.261.011,03) 
Resultado Líquido (1.788.393,61) (3.261.011,03) 
Alíquota do IR 0,00% 0,00% 
O EVA ou Economic Value Added ou Valor Econômico Adicionado, demonstra se uma 
empresa está criando ou destruindo valor real, indo além do lucro contábil. Ele mostra 
o lucro operacional após impostos menos o custo de todo o capital investido (próprio e 
terceiros), indicando a eficiência na geração de riqueza. No caso se evidencia a 
destruição de valor crescente; 
A questão da “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional” é objeto 
de explicações nas Notas Explicativas (Nota 5) da entidade, que aponta um conjunto de 
medidas para tentar superar essa situação. Quanto a isto, temos a observar: 
1. Foi apontado que o hospital não vem desempenhando adequadamente uma de 
suas funções estratégicas relacionadas à gestão da farmacoterapia, 
especialmente no que se refere à racionalização de custos e à padronização de 
medicamentos. Observa-se fragilidade na atuação da farmácia hospitalar, uma 
vez que não há evidências de controle efetivo sobre a padronização
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farmacológica, permitindo, aparentemente, o atendimento indiscriminado de 
solicitações individuais de profissionais para aquisição de determinados 
medicamentos, o que compromete a sustentabilidade financeira da instituição;
2. Destaca-se ainda fragilidade técnica na condução das atividades farmacêuticas, 
indicando possível deficiência estrutural ou gerencial no setor. Ressalta-se que 
tais apontamentos já haviam sido identificados no exercício de 2024 e 
permanecem sem resolução no ano subsequente.
3. Quanto à discussão envolvendo o teto MAC (Média e Alta Complexidade), trata￾se de tema mais complexo, uma vez que sua ampliação não depende 
exclusivamente da demanda municipal, mas da comprovação técnica de déficit 
assistencial e produção excedente. Observou-se que o hospital apresenta taxa 
média de ocupação aproximada de 97%, indicando alto nível de utilização da 
capacidade instalada. Nesse contexto, questiona-se a fundamentação técnica 
para solicitação de reequilíbrio financeiro ou ampliação do teto MAC, 
considerando que não há demonstração clara de produção significativamente 
superior à já contratualizada.
4. Embora seja reconhecido que os valores financeiros do SUS permanecem por 
longos períodos sem atualização substancial, observa-se que existem aportes 
financeiros adicionais provenientes de diferentes fontes, tais como incentivos 
estaduais, resoluções da Secretaria de Estado de Saúde, convênios específicos, 
recursos ministeriais e incentivos vinculados às redes temáticas, especialmente 
urgência e emergência, que regularmente aportam recursos ao hospital.
5. Também foi levantada dúvida quanto à alegação de redução de repasses 
financeiros. Considerando que grande parte dos recursos possui destinação 
vinculada, entende-se que tais valores devem obrigatoriamente ser transferidos 
conforme pactuação. Não ficou claro quais repasses efetivamente deixaram de 
ocorrer durante a gestão municipal anterior, nem houve demonstração objetiva 
da situação financeira real da instituição.
6. Por fim, observa-se possível fragilidade na compreensão dos aspectos técnicos 
de gestão hospitalar por parte dos responsáveis pela elaboração da nota 
apresentada, o que pode ter contribuído para inconsistências nas justificativas 
expostas.
Status: ✓ Parcialmente Concluído
 
3.4.4. ATIVIDADE 4: AVALIAÇÃO PRELIMINAR DE RISCOS – PENDENTE (POR FALTA DE 
INFORMAÇÕES) 
Período Previsto: 11 a 17 de fevereiro de 2026
Responsável: Equipe Técnica
Objetivo: Identificar e priorizar os principais riscos a serem abordados na auditoria.
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Metodologia: A avaliação preliminar de riscos foi realizada utilizando uma matriz de risco 
que considera a probabilidade de ocorrência e o impacto potencial de cada risco. Os 
riscos seriam classificados em três categorias: críticos, altos e médios.
Riscos Identificados:
Risco Área Probabilidade Impacto Classificação Ação 
Deficiências 
em Controles 
Financeiros
Financeira Alta Crítico Crítico Investigação 
Aprofundada
Não 
Conformidade 
com ANVISA
Operacional Alta Crítico Crítico Investigação 
Aprofundada
Deficiências 
em 
Segurança do 
Paciente
Operacional Alta Crítico Crítico Investigação 
Aprofundada
Problemas 
em Gestão de 
Pessoas
RH Média Alto Alto Investigação 
Detalhada
Deficiências 
em 
Governança
Governança Média Crítico Crítico Investigação 
Aprofundada
 
Priorização: Os riscos seriam priorizados com base na matriz de risco, resultando em 
foco especial nas áreas de Controles Financeiros, Conformidade Regulatória, Segurança 
do Paciente e Governança Institucional.
Status: ✓ PENDENTE
 
3.4.5. ATIVIDADE 5: ELABORAÇÃO DO PLANO DE AUDITORIA DETALHADO - PENDENTE 
Período: 18 a 24 de fevereiro de 2026
Responsável: Equipe Técnica
Objetivo: Elaborar um Plano de Auditoria Detalhado que guiará as fases subsequentes.
Conteúdo do Plano Detalhado:
O Plano de Auditoria Detalhado inclui:
• Objetivos Específicos Refinados: Refinamento dos objetivos gerais da auditoria com 
base na avaliação preliminar de riscos
• Escopo Detalhado: Definição precisa de quais áreas, processos e documentos 
serão auditados
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• Metodologia Específica: Descrição detalhada dos procedimentos de auditoria a 
serem utilizados em cada área
• Cronograma Detalhado: Cronograma específico para as fases subsequentes, com 
atividades, prazos e responsáveis
• Alocação de Recursos: Definição da equipe de auditoria, habilidades necessárias e 
alocação de horas
• Critérios de Avaliação: Definição dos critérios que serão utilizados para avaliar a 
conformidade e identificar irregularidades
• Matriz de Risco: Matriz detalhada de riscos e controles a serem avaliados
Documentação Gerada: Plano de Auditoria Detalhado (documento formal)
Status: ✓ PENDENTE
 
3.4.6. ATIVIDADE 6: APROVAÇÃO DO PLANO DETALHADO – NÃO FOI POSSÍVEL 
Período: 25 a 28 de fevereiro de 2026
Responsável: Prefeitura
Objetivo: Obter aprovação formal do Plano de Auditoria Detalhado pelas partes 
interessadas.
Processo de Aprovação:
• Apresentação do Plano Detalhado à Prefeitura
• Discussão de dúvidas e esclarecimentos
• Incorporação de sugestões (se aplicável)
• Aprovação formal do Plano
Status: PENDENTE
 
4. PRÓXIMOS PASSOS 
Mediante análise preliminar, a visita técnica realizada e dada as gravidades
constatadas, RECOMENDAMOS:
1. Implantação urgente de plano de contingência para energia elétrica.
2. Retirada imediata de animais da área hospitalar.
3. Plano emergencial de higienização profunda.
4. Inventário e identificação de todos os equipamentos.
5. Instituição formal do Núcleo de Segurança do Paciente.
6. Auditoria farmacêutica imediata.
7. Implantação de protocolo formal para nutrição parenteral.
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8. Regularização da ambiência das enfermarias SUS.
9. Definição formal de governança clínica com RT Médico ativo.
10.Garantia de acesso irrestrito às próximas visitas técnicas.
11.Elaboração e implantação da gestão de riscos (matriz de risco).
12.Organização do processo de gestão e governança clínica e geral do Hospital.
13.Criação de um grupo gestor responsável pela administração do Hospital (perfil 
em documento anexo)
5. CONCLUSÃO FINAL 
O Hospital São João Batista demanda intervenção organizacional estruturada e 
imediata, com reordenamento técnico-assistencial e administrativo, a fim de mitigar 
riscos à segurança do paciente e restaurar condições mínimas de funcionamento 
seguro.
O conjunto probatório revela que a manutenção do atual modelo de gestão coloca em 
risco: a segurança do paciente; a qualidade assistencial; a regularidade sanitária; o 
interesse público.
À luz da Constituição Federal, da Lei Orgânica da Saúde, da Lei Estadual nº 
13.317/1999 e das RDCs da ANVISA aplicáveis, mostra-se juridicamente cabível e 
tecnicamente recomendável a adoção de medidas excepcionais de intervenção 
administrativa sanitária, como instrumento de proteção à saúde coletiva.
Para nortear o processo de intervenção, podemos considerar os seguintes aspectos 
referentes a dimensão ASSISTÊNCIA E OPERACIONAL:
• Considerando que o Hospital São João Batista encontra-se classificado como 
hospital geral com capacidade operacional de 100 leitos, conforme descrito em 
relatório oficial da Vigilância Sanitária, exercendo função assistencial regional 
estratégica;
• Considerando que a prestação de serviços hospitalares constitui atividade de 
relevante interesse público e integra o Sistema Único de Saúde, submetendo-se 
às normas da Lei nº 8.080/1990 (arts. 6º, 7º e 15);
• Considerando que o art. 196 da Constituição Federal estabelece a saúde como 
direito de todos e dever do Estado, impondo a adoção de políticas que reduzam 
o risco de doença e outros agravos;
• Considerando que o art. 197 da Constituição Federal dispõe que são de 
relevância pública as ações e serviços de saúde, cabendo ao Poder Público sua 
regulamentação, fiscalização e controle;
• Considerando que foi constatada ausência de Certificado de Regularidade 
Técnica emitido pelo CRM/MG, em descumprimento ao art. 14 da RDC 63/2011;
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• Considerando a divergência entre o número de leitos informados e o cadastro no 
CNES, configurando infração ao art. 13 da RDC 63/2011, com potencial impacto 
na regulação assistencial;
• Considerando a ausência de PCMSO, descumprindo o art. 23, II da RDC 
63/2011, comprometendo a proteção à saúde ocupacional;
• Considerando a inexistência de registros formais de manutenção preventiva e 
corretiva das instalações prediais, em afronta ao art. 42 da RDC 63/2011;
• Considerando a ausência de registros de manutenção de sistemas de 
climatização, descumprindo o art. 23, IX da RDC 63/2011;
• Considerando que a Farmácia Hospitalar apresenta infiltrações estruturais, em 
violação ao art. 36 da RDC 63/2011;
• Considerando que a área física da Farmácia encontra-se subdimensionada, 
descumprindo o art. 17 da RDC 63/2011;
• Considerando que os procedimentos operacionais não estavam devidamente 
padronizados e revisados, em afronta ao art. 51 da RDC 63/2011;
• Considerando a ausência de programa estruturado de treinamento continuado, 
em descumprimento ao art. 32 da RDC 63/2011;
• Considerando que a Lavanderia apresentou resultado insatisfatório quanto ao 
cloro residual livre na água, sem comprovação de medidas corretivas, violando o 
art. 39 da RDC 63/2011; 
• Considerando a ausência de projeto arquitetônico aprovado em diversos setores, 
em descumprimento ao art. 34 da RDC 63/2011;
• Considerando a ausência de área adequada de recepção de produtos na CME, 
em violação ao art. 49 da RDC 15/2012;
• Considerando divergência entre ciclo qualificado e ciclo efetivamente utilizado 
na lavadora ultrassônica da CME, violando o art. 37 da RDC 15/2012;
• Considerando a ausência de monitoramento da qualidade da água utilizada na 
geração de vapor das autoclaves, descumprindo o art. 95 da RDC 15/2012;
• Considerando a ausência de capacitação específica e periódica dos profissionais 
da CME, descumprindo o art. 29 da RDC 15/2012;
• Considerando que o setor de Endoscopia não possui projeto arquitetônico 
aprovado, em descumprimento ao art. 23, I da RDC 63/2011;
• Considerando a ausência de registro diário completo dos procedimentos 
endoscópicos, descumprindo o art. 6º da RDC 06/2013;
• Considerando que a sala de processamento da endoscopia não atende aos 
requisitos de climatização exigidos pelo art. 26 da RDC 06/2013;
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• Considerando a inexistência de procedimentos formais de notificação ao Sistema 
Nacional de Vigilância Sanitária na Agência Transfusional, violando o art. 9º da 
RDC 34/2014;
• Considerando ausência de procedimentos escritos para manejo de 
hemocomponentes rejeitados, em descumprimento ao art. 117 da RDC 
34/2014; 
• Considerando que o setor de radiodiagnóstico apresentou irregularidade quanto 
à validade de alvará sanitário de empresa terceirizada, descumprindo o art. 10 
da RDC 63/2011;
• Considerando que o Programa de Garantia da Qualidade do setor de imagem não 
contempla auditorias internas comprovadas, violando o art. 24 da RDC 
611/2022; 
• Considerando que não foram evidenciados protocolos assistenciais formais em 
aplicação prática, contrariando o art. 8º e art. 53 da RDC 63/2011 (segurança 
assistencial);
• Considerando que a visita presencial constatou ambientes insalubres com mofo, 
infiltração e deterioração estrutural, violando o art. 36 da RDC 63/2011;
• Considerando a inexistência de controle adequado de temperatura em ambiente 
de armazenamento de vacinas, descumprindo o art. 54 da RDC 63/2011;
• Considerando o armazenamento indevido de medicamento (ocitocina) junto a 
vacinas, violando o art. 55 da RDC 63/2011; 
• Considerando a inexistência de pontos de ar comprimido e vácuo suficientes nos 
leitos pediátricos, descumprindo o item 7.4 da RDC 50/2002;
• Considerando que o quarto de isolamento pediátrico não possui banheiro, em 
descumprimento ao item B.1.5 da RDC 50/2002;
• Considerando a ausência de médico plantonista exclusivo para setor de 
internação, fragilizando a segurança assistencial e contrariando os princípios da 
integralidade e continuidade do cuidado (Lei 8.080/90);
• Considerando que a instituição apresentou resistência ao acompanhamento 
técnico, dificultando a fiscalização sanitária;
• Considerando que as irregularidades apontadas não se restringem a falhas 
formais documentais, mas alcançam estrutura física, governança clínica e 
segurança assistencial;
• Considerando que as inconformidades são reiteradas e estruturais, indicando 
falha sistêmica de gestão sanitária;
• Considerando que a Lei Estadual nº 13.317/1999 autoriza a autoridade 
sanitária a adotar medidas cautelares quando houver risco à saúde pública;
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• Considerando que a ausência prolongada de Alvará Sanitário válido, por período 
superior a 10 anos, configura situação de irregularidade continuada e afronta ao 
regime jurídico sanitário;
• Considerando que o conjunto das irregularidades demonstra potencial risco 
sanitário e assistencial, especialmente em setores críticos como CME, 
neonatologia, farmácia e internação;
• Considerando, por fim, que a permanência das irregularidades compromete o 
princípio da dignidade da pessoa humana (art. 1º, III, CF) e o direito fundamental 
à saúde (art. 196, CF), legitimando a adoção de medidas excepcionais de 
intervenção administrativa para reestruturação da unidade hospitalar.
 
 
Orientação Assessoria e Planejamento Ltda. 
CRA/MG nº 03-001751/O
CNPJ: 20.459.954/0001-74
 
 
Adm. Luiz Carlos Alves 
CRA/MG 37.960
CPF: 332.440.576-91
3º RELATÓRIO DE 
AUDITORIA
Apresentação do relatório da fase 3. Esta fase é dedicada à 
análise detalhada dos dados e evidências coletadas na Fase 2, 
identificação e documentação de irregularidades, avaliação de 
conformidade com normas e regulamentos, e elaboração do 
diagnóstico técnico preliminar.
Contrato: 02/2026
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SUMÁRIO 
1. INTRODUÇÃO E CONTEXTO ....................................................................................................... 3 
1.1. OBJETIVO DA FASE 3..............................................................................................................3
1.2. IMPORTÂNCIA DA ANÁLISE RIGOROSA .................................................................................3
2. ATIVIDADES PLANEJADAS PARA ABRIL E MAIO ........................................................................ 4 
3. ANÁLISE DE DADOS .................................................................................................................. 4 
4. ACHADOS PRELIMINARES DA ANÁLISE EM ASSISTÊNCIA: ....................................................... 5 
4. 1. IDENTIFICAÇÃO......................................................................................................................5
4. 2. OBJETIVO DA VISITA ..............................................................................................................5
4.3. METODOLOGIA........................................................................................................................5
4.4. CARACTERIZAÇÃO DA ESTRUTURA ASSISTENCIAL...............................................................5
4. 5. SÍNTESE DIAGNÓSTICA INICIAL ............................................................................................6
4.5.1 ORGANIZAÇÃO DE PROCESSOS E PADRONIZAÇÃO.......................................................6
4.5.2 SEGURANÇA DO PACIENTE .............................................................................................6
4.5.3 INDICADORES E MONITORAMENTO ...............................................................................7
4.5.4 ESTRUTURA E PROCESSOS ASSISTENCIAIS POR SETOR..............................................7
4.5.5 GESTÃO DE APOIO E CONFORMIDADES REGULATÓRIAS............................................12
4.5.6 GOVERNANÇA DE NÚCLEOS E COMISSÕES.................................................................12
4.6. ANÁLISE GERAL DA MATURIDADE INSTITUCIONAL ............................................................12
4.7. CONCLUSÃO TÉCNICA ..........................................................................................................20
5. ACHADOS PRELIMINARES DA ANÁLISE EM FINANÇAS E CONTABILIDADE: ............................ 22 
5.1. PRINCIPAIS ACHADOS DE AUDITORIA.................................................................................22
5.1.1. PILAR 1: GOVERNANÇA, ESTRATÉGIA E COMPLIANCE...............................................22
5.1.2. PILAR 2: CONTROLADORIA E CONTABILIDADE ...........................................................25
5.1.3 PILAR 3: GESTÃO FINANCEIRA E CICLO DE RECEITA...................................................28
5.1.4. PILAR 4: SUPRIMENTOS, CUSTOS E CONTRATOS ......................................................32
5.2. RESUMO DAS AÇÕES ESTRATÉGICAS NECESSÁRIAS ........................................................34
6. ACHADOS PRELIMINARES DA ANÁLISE EM GESTÃO DE PESSOAS ........................................ 35 
6.1. AUDITORIA DE RH.................................................................................................................35
6.2. METODOLOGIA......................................................................................................................35
6.3. ESCOPO/ ÁREAS E PROCESSOS AUDITADOS.....................................................................36
6.3.1. GESTÃO DE FOLHA DE PAGAMENTOS.........................................................................36
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6.3.2. DIMENSIONAMENTTO DE PESSOAL (ENFERMAGEM E ADMINISTRATIVO)...............39
6.3.3. ÍNDICES DE INSALUBRIDADE PRATICADOS NO HOSPITAL ........................................45
6.3.3. FGTS ..............................................................................................................................50
6.3.4. POLÍTICA DE RECRUTAMENTO E SELEÇÃO DE PESSOAL...........................................51
6.3.6. POLÍTICA DE CARGOS E SALÁRIOS..............................................................................54
6.3.8. POLÍTICA DE TREINAMENTO E DESENVOLVIMENTO..................................................57
6.3.9. POLÍTICA DE AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO ...............................................................63
6.3.10. PESQUISA DE CLIMA ORGANIZACIONAL ...................................................................65
6.3.11. INDICADORES DE GESTÃO DE PESSOAS ..................................................................68
6.3.12. SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO.......................................................................72
6.3.13. CIPA.............................................................................................................................75
6.3.14. CÓDIGO DE CONDUTA ÉTICA .....................................................................................79
 
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RELATÓRIO DE MONITORAMENTO MENSAL - FASE 3 
Análise e Diagnóstico - Abril de 2026 
Hospital São João Batista - Visconde do Rio Branco, MG
Empresa Auditora: Orientação Assessoria e Planejamento Ltda.
Período de Relatório: março a abril de 2026
Data de Emissão: 13 de abril de 2026
 
SUMÁRIO EXECUTIVO 
O presente Relatório de Monitoramento Mensal apresenta o progresso da Fase 3 
(Análise e Diagnóstico) da auditoria do Hospital São João Batista durante o mês de abril 
de 2026. Esta fase é dedicada à análise detalhada dos dados e evidências coletadas 
na Fase 2, identificação e documentação de irregularidades, avaliação de conformidade 
com normas e regulamentos, e elaboração do diagnóstico técnico preliminar.
Durante este período, foram realizadas análises quantitativas e qualitativas das 
evidências, avaliação de conformidade com Lei Complementar 187/2021, ANVISA, 
critérios ONA e princípios IBGC. Os achados foram consolidados em matriz de achados.
 
1. INTRODUÇÃO E CONTEXTO 
1.1. OBJETIVO DA FASE 3 
A Fase 3 (Análise e Diagnóstico) tem como objetivo transformar as evidências coletadas 
em achados estruturados, conclusões fundamentadas e diagnóstico técnico 
abrangente. 
Nesta fase, a equipe de auditoria utiliza técnicas de análise de dados, avalia 
conformidade com normas e regulamentos, identifica e documenta irregularidades, e 
elabora diagnóstico preliminar que será refinado para o relatório final.
1.2. IMPORTÂNCIA DA ANÁLISE RIGOROSA 
A qualidade da análise determina a credibilidade dos achados e conclusões da auditoria. 
Uma análise inadequada pode resultar em achados imprecisos ou incompletos. 
Portanto, a Fase 3 é executada com rigor metodológico, utilizando técnicas de análise 
quantitativa e qualitativa, e garantindo que todos os achados sejam suportados por 
evidências verificáveis.
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2. ATIVIDADES PLANEJADAS PARA ABRIL E MAIO 
A tabela a seguir apresenta as atividades específicas planejadas para abril de 2026, 
conforme o Cronograma Detalhado:
Atividade Data Início 
Data 
Término Duração Responsável Status 
Análise de Dados 25/04/2026 30/04/2026 4 dias Auditores 
Seniores
Avaliação de 
Conformidade
25/04/2026 01/05/2026 5 dias Especialistas 
Técnicos
Identificação de 
Irregularidades
02/05/2026 05/05/2026 3 dias Auditores 
Seniores
Elaboração do 
Diagnóstico 
Preliminar
06/05/2026 09/05/2026 3 dias Auditor Líder
Validação dos 
Achados
12/05/2026 16/05/2026 3 dias Equipe 
Completa
 
3. ANÁLISE DE DADOS 
Período: março a abril de 2026
Responsável: Equipe de Auditores
Objetivo: Utilizar técnicas de análise de dados para identificar anomalias, tendências e 
padrões.
Técnicas Utilizadas:
• Análise de Variância: Comparação de valores orçados vs. realizados
• Análise de Tendências: Identificação de padrões ao longo do tempo
• Análise de Correlação: Identificação de relações entre variáveis
• Análise de Outliers (valores discrepantes): Identificação de valores anormais
• Análise Comparativa: Comparação com benchmarks e melhores práticas
 
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4. ACHADOS PRELIMINARES DA ANÁLISE EM ASSISTÊNCIA: 
4. 1. IDENTIFICAÇÃO 
Instituição: Hospital São João Batista - VRB
Tipo de visita: Auditoria técnica assistencial com abordagem diagnóstica
Data: 31/03/2026 
Responsáveis presentes: Micheli – RT de Enfermagem e Cristina Silva – Auditora Técnica 
e representantes e responsável de cada setor/serviço auditado.
 
4. 2. OBJETIVO DA VISITA 
Realizar diagnóstico situacional dos processos assistenciais, administrativos e de apoio, 
com foco na organização institucional, segurança do paciente, padronização de 
processos e aderência às normativas vigentes (RDC 36, boas práticas assistenciais e 
requisitos de qualidade), subsidiando a construção de plano estruturado de melhoria 
contínua.
 
4.3. METODOLOGIA 
A visita foi conduzida por meio de:
• Observação in loco dos setores assistenciais e de apoio; 
• Entrevistas com lideranças e equipe técnica; 
• Verificação de documentos, protocolos, POPs e registros; 
• Avaliação dos fluxos assistenciais e operacionais; 
• Análise preliminar da cultura de segurança e gestão de indicadores. 
4.4. CARACTERIZAÇÃO DA ESTRUTURA ASSISTENCIAL 
A instituição apresenta a seguinte organização de leitos:
• 3º andar: 27 leitos 
• Clínicos: 18 leitos 
• Cirúrgicos: 8 leitos 
• Obstetrícia cirúrgica: 3 leitos 
• Obstetrícia clínica: 1 leito 
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• UTI: 10 leitos 
• Pediatria: 4 leitos 
• Apartamentos: 30 unidades 
• Ambulatório: ativo 
4. 5. SÍNTESE DIAGNÓSTICA INICIAL 
A análise técnica evidenciou que a instituição possui iniciativas importantes já 
implantadas, porém com fragilidades estruturais na padronização, monitoramento e 
governança dos processos, destacando-se:
 
4.5.1 ORGANIZAÇÃO DE PROCESSOS E PADRONIZAÇÃO 
Achados:
• Existência parcial de POPs, porém sem padronização institucional consolidada; 
• Sugerido o uso do sistema SIGQUALI para gestão de POPs, ainda não contratado; 
• Ausência ou fragilidade em documentos críticos: 
o POP de diluição de medicamentos; 
o POP de fluxos assistenciais (radiologia, laboratório, farmácia, CME); 
o POP de OPME e fluxos internos/externos no CME; 
• Protocolos clínicos existentes, porém, há necessidade de atualização, validação 
e institucionalização; 
Interpretação técnica: 
A instituição apresenta um nível inicial de organização documental, porém sem 
governança sistêmica, rastreabilidade e padronização plena.
 
4.5.2 SEGURANÇA DO PACIENTE 
Achados:
• Implantação parcial das 6 metas internacionais de segurança do paciente; 
• Fragilidades no Núcleo de Segurança do Paciente (NSP): 
o Eventos adversos não divulgados de forma estruturada; 
o Plano de ação não sistematizado com metodologia (5W2H); 
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o Ausência de divulgação institucional ampla da política formal do NSP; 
• Identificação do paciente com fragilidade (inclusive componente afetivo); 
• Necessidade de implantação de: 
o Código Azul; 
o Planos de contingência (incêndios, catástrofes, falta de insumos). 
Interpretação técnica: 
Cultura de segurança ainda em fase inicial, com baixa maturidade em gestão de risco, 
análise crítica e retroalimentação dos eventos.
4.5.3 INDICADORES E MONITORAMENTO 
Achados:
• Indicadores não estruturados por setor; 
• Ausência de monitoramento contínuo e análise crítica; 
• Necessidade de construção de indicadores específicos para todos os 
setores/serviços institucional
Interpretação técnica: 
A instituição não possui sistema robusto de gestão por indicadores, comprometendo a 
tomada de decisão baseada em dados.
4.5.4 ESTRUTURA E PROCESSOS ASSISTENCIAIS POR SETOR 
Pontos relevantes identificados:
UTI
• Necessidade de parametrização de estoque; 
• Ausência de escalas estruturadas (ex.: Fugulin); 
 
POPs ESSENCIAIS – UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA (UTI) 
1. ADMISSÃO, TRANSFERÊNCIA E ALTA 
• POP de admissão do paciente na UTI 
• POP de transferência intra-hospitalar (UTI → enfermaria / centro cirúrgico) 
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• POP de transporte intra-hospitalar de paciente crítico 
• POP de alta da UTI 
• POP de comunicação entre equipes (passagem de plantão estruturada) 
2. SEGURANÇA DO PACIENTE (OBRIGATÓRIOS) 
• POP de identificação segura do paciente 
• POP de prevenção de quedas 
• POP de prevenção de lesão por pressão 
• POP de higienização das mãos 
• POP de uso de EPI 
• POP de notificação de eventos adversos 
• POP de cirurgia segura (interface com CC, quando aplicável) 
• POP de administração segura de medicamentos 
3. ASSISTÊNCIA RESPIRATÓRIA 
• POP de oxigenoterapia (com definição de pontos de uso) 
• POP de ventilação mecânica invasiva 
• POP de ventilação mecânica não invasiva (VNI) 
• POP de aspiração de vias aéreas 
• POP de manejo de via aérea avançada (intubação) 
• POP de cuidados com traqueostomia 
• POP de prevenção de pneumonia associada à ventilação mecânica (PAV) 
4. TERAPIA MEDICAMENTOSA
• POP de preparo e diluição de medicamentos 
• POP de administração de medicamentos (bombas de infusão) 
• POP de medicamentos de alta vigilância (MAV) 
• POP de dupla checagem de medicamentos 
• POP de medicamentos multidoses 
• POP de controle e rastreabilidade de psicotrópicos 
• POP de devolução de medicamentos à farmácia 
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5. MONITORIZAÇÃO E SUPORTE HEMODINÂMICO 
• POP de monitorização multiparamétrica 
• POP de uso de bombas de infusão 
• POP de controle de balanço hídrico 
• POP de acesso venoso periférico 
• POP de acesso venoso central 
• POP de manejo de drogas vasoativas 
• POP de controle glicêmico 
6. PREVENÇÃO E CONTROLE DE INFECÇÃO (CCIH)
• POP de prevenção de infecção de corrente sanguínea 
• POP de prevenção de infecção urinária associada a sonda 
• POP de cuidados com cateteres 
• POP de isolamento (contato, gotícula, aerossol) 
• POP de coleta de culturas 
• POP de limpeza e desinfecção de equipamentos 
7. CUIDADOS DE ENFERMAGEM ESPECÍFICOS 
• POP de banho no leito 
• POP de mudança de decúbito 
• POP de contenção mecânica (com critérios éticos) 
• POP de cuidados com dispositivos invasivos 
• POP de administração de dieta enteral 
• POP de prevenção de broncoaspiração 
8. NUTRIÇÃO CLÍNICA 
• POP de terapia nutricional enteral 
• POP de terapia nutricional parenteral 
• POP de controle de dieta e infusão 
• POP de prevenção de intercorrências nutricionais 
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9. EMERGÊNCIAS E EVENTOS CRÍTICOS 
• POP de parada cardiorrespiratória (PCR) – Código Azul 
• POP de uso do carrinho de emergência 
• POP de reposição e checagem do carrinho de emergência 
• POP de atendimento a eventos críticos 
• POP de acionamento de equipe de resposta rápida 
10. GESTÃO DE EQUIPAMENTOS E AMBIENTE 
• POP de checagem diária de equipamentos 
• POP de manutenção preventiva 
• POP de limpeza concorrente e terminal 
• POP de gerenciamento de resíduos (PGRSS) 
• POP de controle de temperatura de ambiente e equipamentos 
11. PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E ORGANIZACIONAIS 
• POP de dimensionamento de equipe (ex: uso da escala Fugulin) 
• POP de registro em prontuário 
• POP de auditoria interna da UTI 
• POP de gestão de indicadores da UTI 
• POP de passagem de plantão multiprofissional 
12. HUMANIZAÇÃO E CUIDADO CENTRADO 
• POP de visitação em UTI 
• POP de comunicação com familiares 
• POP de cuidados paliativos 
• POP de abordagem humanizada
CENTRO CIRÚRGICO
• Ausência de checklist cirúrgico completo (incluir lateralidade); 
• Necessidade de implantação efetiva do “time out”. 
CME
• Ausência de indicadores; 
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• Fluxos internos/externos não definidos; 
• Falta de POP para OPME. 
TOMOGRAFIA
• Não conformidades estruturais: 
o Caixa de emergência inadequada – medicamentos vencidos a mais de 2 
anos (necessário de revisão do carrinho); 
o Organização de arsenal; 
o Controle de dosímetro; 
• Necessidade de POP, fluxo e indicadores. 
FARMÁCIA
• Fragilidades importantes: 
o Controle de temperatura; 
o Fluxos de devolução e doação de medicamentos; 
o Parametrização e multidoses; 
o Ausência de manual estruturado (farmácia clínica, gases medicinais); 
• Necessidade de plano de contingência;
• Necessidade de estruturação do protocolo de diluição.
NUTRIÇÃO
• Indicadores inexistentes ou frágeis: 
o Perdas alimentares; 
o Absenteísmo; 
• Necessidade de plano de segurança alimentar; 
• Regularização documental (RT, conselhos, PCMSO). 
AMBULATÓRIO E ENFERMAGEM
• Necessidade de: 
o Controle de medicação; 
o Registros de limpeza (terminal e concorrente); 
o Padronização de EPI; 
o Organização de fluxos e evidências. 
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4.5.5 GESTÃO DE APOIO E CONFORMIDADES REGULATÓRIAS 
Achados:
• PGRSS fragilizado; 
• Controle de pragas e água não sistematizado por setor; 
• Ausência de rastreabilidade documental (certificados, manutenção, contratos); 
• Necessidade de padronização: 
o Lixeiras (identificação); 
o Segregação de resíduos (símbolos universais); 
• Fragilidade no SESMT e integração com riscos assistenciais. 
 
4.5.6 GOVERNANÇA DE NÚCLEOS E COMISSÕES 
Achados:
• Núcleos (NSP, NEP, CCIH, NIR, etc.) com funcionamento fragilizado; 
• Ausência de: 
o Plano de ação estruturado; 
o Registro sistemático de reuniões; 
o Acompanhamento de deliberações; 
• NEP com necessidade de: 
o Estruturar educação permanente; 
o Registrar discussões de casos com plano de ação. 
 
Interpretação técnica: 
Governança institucional ainda não consolidada, com baixa integração multiprofissional.
 
4.6. ANÁLISE GERAL DA MATURIDADE INSTITUCIONAL 
A instituição encontra-se em um nível inicial a intermediário de maturidade em gestão 
da qualidade, apresentando:
• Iniciativas isoladas e não integradas; 
• Fragilidade na padronização e documentação; 
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• Baixa cultura de monitoramento por indicadores; 
• Núcleos institucionais pouco estruturados; 
• Potencial significativo de evolução com organização sistêmica. 
PLANO DE AÇÃO INSTITUCIONAL – HOSPITAL SÃO JOÃO BASTISTA - VRB 
Baseado em diagnóstico situacional da auditoria técnica assistencial
EIXO 1 – SEGURANÇA DO PACIENTE (PRIORIDADE MÁXIMA) 
1.1 Estruturação do Núcleo de Segurança do Paciente (NSP) 
O que (What) Implantar e estruturar formalmente o NSP 
Por quê (Why) Fragilidade na gestão de eventos adversos e ausência de 
governança
Onde (Where) Institucional
Quando (When) Imediato – até 30 dias
Quem (Who) Direção + RT Enfermagem + Equipe multiprofissional
Como (How) Criar política do NSP, formalizar membros, instituir reuniões 
mensais com atas
Quanto (How 
much)
Sem custo direto
1.2 Implantação das 6 Metas Internacionais de Segurança 
O que Estruturar e monitorar as 6 metas 
Por quê Baixa aderência e ausência de monitoramento
Onde Todos os setores
Quando 60 dias
Quem NSP + líderes setoriais
Como Criar protocolos, treinar equipe, definir indicadores por meta
Quanto Baixo
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1.3 Implantação de Notificação e Gestão de Eventos Adversos 
O que Implantar fluxo institucional de eventos adversos 
Por quê Eventos não divulgados e sem análise crítica
Onde Todos os setores
Quando 30 dias
Quem NSP
Como Criar formulário, fluxo de notificação, análise e plano de ação 
(5W2H)
Quanto Baixo
1.4 Implantação de Planos de Contingência 
O que Desenvolver planos (incêndio, catástrofes, falta de insumos, código azul) 
Por quê Ausência de preparação para eventos críticos
Onde Institucional
Quando 60 dias
Quem Direção + SESMT + NSP
Como Construção de planos + simulação prática
Quanto Médio
EIXO 2 – PADRONIZAÇÃO E DOCUMENTAÇÃO (ALTA PRIORIDADE) 
2.1 Estruturação de POPs Institucionais 
O que Padronizar e implantar POPs críticos 
Por quê Processos não padronizados
Onde Todos os setores
Quando 90 dias
Quem Coordenações + NEP
Como Uso do SIGQUALI + validação institucional
Quanto Baixo
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Prioridade de POPs:
• Diluição de medicamentos 
• Fluxos assistenciais (laboratório, radiologia, CME, farmácia) 
• OPME 
• Devolução e multidoses 
• Oxigenioterapia 
 
2.2 Construção de Manuais Institucionais 
O que Desenvolver manuais (farmácia, gases medicinais, segurança, nutrição) 
Por quê Ausência de padronização técnica
Onde Institucional
Quando 120 dias
Quem Responsáveis técnicos
Como Estruturar com índice, fluxos e responsabilidades
Quanto Baixo
EIXO 3 – INDICADORES E GESTÃO DE DESEMPENHO 
3.1 Implantação de Indicadores por Setor 
O que Definir e monitorar indicadores assistenciais e operacionais 
Por quê Ausência de gestão baseada em dados
Onde Todos os setores
Quando 60 dias
Quem Coordenações
Como Definir 3 a 5 indicadores por setor
Quanto Baixo
 
Exemplos:
• UTI: taxa de infecção, ocupação, mortalidade 
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• Farmácia: erros de dispensação 
• Nutrição: perda alimentar 
• CME: rastreabilidade 
3.2 Implantação de Rotina de Análise Crítica 
O que Reuniões mensais de análise de indicadores 
Por quê Falta de tomada de decisão estruturada
Onde Institucional
Quando 30 dias
Quem Direção + coordenações
Como Apresentação de indicadores + plano de ação
Quanto Sem custo
EIXO 4 – ORGANIZAÇÃO DOS SETORES CRÍTICOS 
4.1 UTI 
O que Estruturar processos assistenciais 
Por quê Fragilidade técnica
Quando 60 dias
Como Implantar escala Fugulin, POPs e controle de estoque
4.2 Centro Cirúrgico 
O que Implantar checklist cirúrgico completo 
Por quê Risco assistencial
Quando Imediato
Como Incluir lateralidade + time out obrigatório
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4.3 CME 
O que Estruturar fluxos e indicadores 
Por quê Risco sanitário
Quando 60 dias
Como Definir fluxo interno/externo + POP OPME
 
4.4 Tomografia 
O que Adequar estrutura e processos 
Por quê Não conformidades
Quando 30 dias
Como Substituir caixa emergência, organizar fluxo, POP e dosímetro
4.5 Farmácia 
O que Reestruturar processos 
Por quê Alto risco assistencial
Quando 60 dias
Como Controle temperatura, POPs, manuais, fluxo de devolução
4.6 Nutrição 
O que Implantar indicadores e controle sanitário 
Por quê Fragilidade operacional
Quando 60 dias
Como Indicadores de perda, plano de contingência alimentar
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EIXO 5 – GESTÃO DE APOIO E CONFORMIDADE 
5.1 PGRSS 
O que Reestruturar plano de resíduos 
Por quê Fragilidade sanitária
Quando 30 dias
Como Revisão completa + treinamento
5.2 Controle de Pragas e Água 
O que Implantar controle por setor 
Por quê Exigência sanitária
Quando 30 dias
Como Documentação + monitoramento
5.3 Rastreabilidade Documental 
O que Organizar certificados e contratos 
Por quê Falta de evidência
Quando 45 dias
Como Pasta física/digital por setor
EIXO 6 – GOVERNANÇA E EDUCAÇÃO PERMANENTE 
6.1 Reestruturação dos Núcleos 
O que Revisar composição (NSP, NEP, CCIH, etc.) 
Por quê Baixa efetividade
Quando 30 dias
Como Formalização + cronograma de reuniões
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6.2 Fortalecimento do NEP 
O que Implantar educação permanente estruturada 
Por quê Falta de integração assistencial
Quando 60 dias
Como Discussão de casos + registro com plano de ação
6.3 Integração com SESMT 
O que Mapear riscos assistenciais 
Por quê Segurança ocupacional
Quando 45 dias
Como Trabalho conjunto com equipe multiprofissional
EIXO 7 – INFRAESTRUTURA E ORGANIZAÇÃO 
7.1 Padronização de Ambientes 
O que Melhorar organização e limpeza 
Por quê Risco sanitário
Quando Imediato
Como Rotinas de limpeza + registros
7.2 Gestão de Equipamentos e Insumos 
O que Organizar manutenção e registros 
Por quê Segurança assistencial
Quando 60 dias
Como Controle de certificados e manutenção preventiva
EIXO 8. PRIORIZAÇÃO EXECUTIVA (VISÃO RÁPIDA) 
IMEDIATO (0–30 dias):
• NSP estruturado 
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• Eventos adversos 
• PGRSS 
• Centro cirúrgico (checklist) 
• Tomografia (adequações) 
CURTO PRAZO (30–60 dias):
• Indicadores 
• UTI / Farmácia / Nutrição 
• Núcleos estruturados 
MÉDIO PRAZO (60–120 dias):
• POPs completos 
• Manuais 
• Cultura de segurança consolidada 
9. CONSIDERAÇÃO FINAL 
O plano proposto visa tirar a instituição do nível operacional fragmentado para um 
modelo estruturado de gestão da qualidade, com foco em:
• Segurança do paciente 
• Padronização 
• Governança 
• Tomada de decisão baseada em dados 
 
4.7. CONCLUSÃO TÉCNICA 
A análise situacional evidenciou que a instituição apresenta estrutura assistencial 
instalada e iniciativas pontuais de organização de processos, porém ainda opera com 
baixo nível de padronização, fragilidade na governança dos núcleos institucionais e 
ausência de um sistema consistente de gestão por indicadores e segurança do paciente.
Observa-se que os principais riscos se concentram na variabilidade dos processos 
assistenciais, na não sistematização de protocolos críticos e na incipiência da cultura 
de notificação e análise de eventos adversos, impactando diretamente a qualidade e a 
segurança da assistência prestada.
O Plano de Ação proposto está direcionado para a estruturação dos pilares 
fundamentais da qualidade assistencial — segurança do paciente, padronização, 
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monitoramento e governança, com priorização de medidas de curto prazo voltadas à 
mitigação de riscos críticos, especialmente em setores de maior complexidade como 
UTI, Centro Cirúrgico, CME e Farmácia.
A efetividade da implantação dependerá do engajamento da alta gestão, da 
responsabilização das lideranças setoriais e da institucionalização de rotinas de 
monitoramento contínuo, permitindo a evolução progressiva do modelo assistencial 
para um patamar mais seguro, padronizado e orientado por resultados.
Junto a este relatório, seguirão as dimensões avaliadas, baseadas no modelo PROADI￾SUS, com o objetivo de subsidiar a instituição na organização de seus processos de 
forma sistematizada, integrada e eficiente.
A utilização desse referencial permitirá à instituição estruturar seus fluxos assistenciais 
e administrativos a partir de eixos claros de análise, favorecendo a identificação de 
lacunas, o estabelecimento de prioridades e a implementação de ações alinhadas às 
melhores práticas de gestão e qualidade em saúde.
Destaca-se que a adoção das dimensões do PROADI-SUS contribuirá para o 
fortalecimento da governança institucional, da cultura de segurança do paciente e da 
gestão orientada por resultados, promovendo maior consistência na tomada de decisão 
e sustentabilidade das melhorias propostas ao longo do tempo.
 
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5. ACHADOS PRELIMINARES DA ANÁLISE EM FINANÇAS E CONTABILIDADE: 
5.1. PRINCIPAIS ACHADOS DE AUDITORIA 
A visita foi organizada/estruturada em 4 pilares principais, com foco no “estado atual” 
(As-Is) e nas lacunas identificadas na fase documental.
5.1.1. PILAR 1: GOVERNANÇA, ESTRATÉGIA E COMPLIANCE 
Objetivo: Avaliar como a alta direção conduz o hospital e gerencia seus riscos, 
especialmente diante da ausência de planejamento e indicadores formalizados.
• Questões Diagnósticas e Verificações:
1. Planejamento Estratégico: O hospital possui um plano estratégico 
formalizado? Como os objetivos são desdobrados para as áreas (ex: metas 
financeiras e de qualidade)? Ação: Solicitar evidências de 
acompanhamento das metas.
Resposta: O hospital não possui um plano estratégico formalizado, ferramenta 
essencial para direcionamento institucional, gestão de riscos e sustentabilidade 
econômico-financeira a longo prazo. 
2. Painel de Indicadores (KPIs): Quais são os principais indicadores de gestão 
que a diretoria acompanha mensalmente (ex: margem EBITDA, liquidez, giro 
de leitos)? Existe um fórum estruturado para discussão desses números? 
Ação: Verificar a existência de dashboards* ou relatórios gerenciais.
Resposta: O hospital não tem definido indicadores de gestão para 
acompanhamento sistemático e periódico pela alta direção e gestores.
3. Gestão de Riscos e Seguros: Como a instituição mapeia e mitiga seus 
principais riscos (financeiros, jurídicos, operacionais)? Existe uma Matriz de 
Riscos formal? O hospital possui apólices de seguros ativas (incêndio, 
responsabilidade civil)? Ação: Solicitar cópia das apólices vigentes.
Resposta: A entidade não procedimentos de mapeamento de riscos de quaisquer 
naturezas e não possui apólices de seguro ativas.
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4. Cultura de Compliance e Controles Internos: Existe um Código de Conduta e 
Canal de Denúncias ativo? Quais são as normas de controle interno para 
mitigar riscos de fraudes? Ação: Avaliar a segregação de funções e as 
alçadas de aprovação.
Resposta: Existe um Código de Conduta formalizado, mas não existe um Canal 
de Denúncias ativo. Não foi possível verificar se o Código de Conduta e 
amplamente difundido entre os empregados da entidade. Não existe política e 
procedimentos internos para mitigar os riscos de fraudes, com definição clara da 
segregação de funções e alçadas.
CONSIDERAÇÕES GERAIS: 
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO EM ORGANIZAÇÕES HOSPITALARES FILANTRÓPICAS 
1. FUNDAMENTAÇÃO E IMPORTÂNCIA 
O planejamento estratégico em uma organização hospitalar filantrópica transcende a 
mera administração financeira; ele é o alicerce da sustentabilidade institucional. Em 
um cenário onde os recursos são finitos e a demanda social é crescente, planejar é o 
que garante que a missão de cuidar permaneça viável a longo prazo.
2. O "NORTE VERDADEIRO" E A GOVERNANÇA 
A governança corporativa no setor filantrópico utiliza o conceito de Norte Verdadeiro 
(True North) como uma lente para alinhar todos os níveis da organização.
• Unidade de Objetivos: Garante que desde a recepção até a alta complexidade 
cirúrgica, todos compreendam as metas prioritárias.
• Lente Estratégica: Serve para filtrar decisões. Se uma nova iniciativa não 
converge para o "Norte Verdadeiro" (ex: segurança do paciente e 
sustentabilidade), ela é descartada ou readequada.
3. Requisitos Regulatórios e Jurídicos (ANVISA) 
O planejamento deve integrar obrigatoriamente as resoluções da ANVISA, com 
destaque para a RDC nº 63/2011.
• Conformidade: A gestão deve prever investimentos contínuos em 
infraestrutura e processos para atender aos requisitos de Boas Práticas de 
Funcionamento.
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• Segurança Jurídica: O cumprimento estrito das normas sanitárias protege a 
instituição contra sanções e fortalece a defesa em questões de responsabilidade 
civil.
4. Acreditação ONA (Organização Nacional de Acreditação) 
A adoção dos padrões ONA no planejamento estratégico eleva a maturidade da gestão 
hospitalar através de três níveis fundamentais:
1. Nível 1 (Acreditado): Foco na segurança do paciente.
2. Nível 2 (Acreditado Pleno): Foco na gestão integrada e interação entre 
processos.
3. Nível 3 (Acreditado com Excelência): Foco na cultura de melhoria contínua e 
sustentabilidade institucional.
5. Práticas e Boas Práticas de Gestão 
Abaixo, as principais práticas que devem compor o mapa estratégico da organização:
Eixo 
Estratégico Prática de Gestão Objetivo Principal
Financeiro Gestão de Custos e Receita
Garantir o equilíbrio entre o 
atendimento SUS e o 
suplementar.
Processos Gestão de Riscos 
Assistenciais
Reduzir eventos adversos e 
aumentar a segurança clínica.
Pessoas Treinamento e 
Desenvolvimento
Alinhar o corpo clínico e 
administrativo à cultura 
filantrópica.
Social Compliance e 
Transparência
Fortalecer a imagem 
institucional para captação de 
recursos e doações.
 
 
 
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6. Conclusão 
O planejamento estratégico não é um documento estático, mas um processo 
vivo. Para instituições filantrópicas, ele representa a profissionalização da 
caridade, permitindo que a organização cumpra seu papel social com excelência 
técnica, rigor jurídico e saúde financeira.
5.1.2. PILAR 2: CONTROLADORIA E CONTABILIDADE 
Objetivo: Avaliar a fidedignidade das informações, conformidade legal (especialmente 
CEBAS e LC 187/2021) e o uso da contabilidade como ferramenta de gestão, dado o 
atraso nas demonstrações de 2025.
• Questões Diagnósticas e Verificações:
1. Tempestividade e Fechamento: Qual é a justificativa para o atraso nas 
Demonstrações Contábeis e no SPED Contábil (ECD) de 2025? Qual é o 
prazo médio de fechamento mensal? Ação: Estabelecer prazo limite para 
entrega das DFs de 2025.
Resposta: A contabilidade é terceirizada executada externamente. Segundo os 
responsáveis eles seguem os prazos legais para a liberação das Demonstrações 
Contábeis, desconsiderando, com isto, as necessidades gerenciais. Ponderamos, 
na oportunidade, que a contabilidade é a principal base de dados estruturada
que a empresa possui, essencial, para o acompanhamento do desempenho 
econômico-financeiro da entidade. Sem ela é impossível der uma visão do 
desempenho, da liquidez, das mutações patrimoniais. Solicitamos, na 
oportunidade, que as demonstrações sejam liberadas até o dia 15 de abril.
2. Gestão do CEBAS e Imunidades: Como é feito o controle rigoroso da 
segregação de receitas e despesas (SUS x Privado) exigido pela LC 
187/2021? Como são calculadas as imunidades tributárias e contribuições 
sociais não recolhidas? Ação: Solicitar a memória de cálculo das 
imunidades (Art. 4º da LC 187).
Resposta: Não nos foi apresentado a memória de cálculo das imunidades, 
considerando a Constituição Federal e a Lei Complementar 187. Documento de 
Suporte para a Comprovação do cálculo correto das contribuições sociais (Cota 
Patronal, RAT, GILRAT, PIS) que deixaram de ser recolhidas devido à certificação 
CEBAS.
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CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE CONTROLADORIA E CONTABILIDADE:
A entidade adota o Sistema Integrado de Gestão (ERP).
O software SPData é uma solução de Hospital Information System (HIS) consolidada no 
mercado brasileiro, reconhecida pela sua capacidade de se adaptar a instituições de 
diferentes portes. 
Para um hospital de porte médio (entre 51 e 150 leitos), ele é frequentemente avaliado 
como uma opção equilibrada entre robustez técnica e custo de implementação.
MÓDULOS INTEGRADOS AO SISTEMA 
O SPData organiza-se em módulos que cobrem as principais áreas da operação 
hospitalar:
1. Assistencial:
1. Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP): Centralização de 
históricos, exames e evoluções.
2. Gestão de Internação e Leitos: Controle de ocupação e giro de 
leitos.
3. Centro Cirúrgico: Agendamento e registro de procedimentos.
2. Administrativo e Logístico:
1. Estoque e Farmácia: Gestão de suprimentos, materiais e 
medicamentos com controle de validade.
2. Compras e Suprimentos: Automação do fluxo de aquisição junto a 
fornecedores.
3. Financeiro e Faturamento:
1. Faturamento (SUS e Convênios): Gestão de contas hospitalares e 
recursos de glosas.
2. Financeiro: Contas a pagar, receber, fluxo de caixa e tesouraria.
4. Gestão e Auditoria:
1. BI (Business Intelligence): Painéis de indicadores para tomada de 
decisão estratégica.
2. Auditoria de Contas: Verificação de processos para garantir a 
rentabilidade da instituição.
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Essa estrutura integrada permite que um hospital de porte médio mantenha uma visão 
holística da operação, desde a entrada do paciente no pronto-socorro até o faturamento 
final da conta hospitalar.
MÓDULOS INTEGRADOS (CHECKLIST DE FUNCIONALIDADES) 
O sistema SPData é modular e altamente integrado. Verificar se estes módulos centrais 
estão conversando entre si para garantir o retorno do investimento:
Área Principais Módulos Integrados 
Assistencial Prontuário Eletrônico (PEP), Gestão de Leitos, Centro Cirúrgico, Ambulatório e 
Classificação de Risco.
Suprimentos Estoque Central, Farmácia (com controle de lotes/validade), Compras e 
Recebimento de Materiais.
Financeiro Faturamento (SUS, Convênios e Particular), Contas a Pagar/Receber, Tesouraria 
e Fluxo de Caixa. Contabilidade.
Estratégico Painéis de BI (Indicadores), Auditoria de Contas e Gestão de Glosas.
Apoio Nutrição, Higienização, Manutenção de Equipamentos e Gestão de RH/Escalas. 
Gestão da folha de pagamento
 
3. DIAGNÓSTICO E MELHORIA 
O sistema não está totalmente implantado, com muitas das suas funcionalidades não 
utilizadas, algumas críticas como a contabilidade, pessoal (folha de pagamento), 
controle de custos (inicializado mas não disponibilizado gerencialmente), financeiro 
(gestão de tesouraria). O que limita seus benefícios. 
Dica: Antes de considerar a troca (que tem um custo de migração altíssimo), vale realizar 
um levantamento de processos para entender se a inclusão de um novo módulo ou a 
reestruturação dos atuais (como o da contabilidade) não traria um retorno sobre o TCO 
mais rápido.
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5.1.3 PILAR 3: GESTÃO FINANCEIRA E CICLO DE RECEITA 
Objetivo: Avaliar a eficiência na geração de caixa, gestão de glosas, controle de passivos 
e tesouraria.
• Questões Diagnósticas e Verificações:
1. Ciclo de Receita e Glosas: Qual é o tempo médio entre a alta do paciente e 
o faturamento? Qual é o índice histórico de glosas (iniciais e definitivas) e 
como elas são tratadas na causa raiz? Ação: Analisar o fluxo de contas a 
receber e as ações de recuperação de glosas.
Resposta: Não foi possível analisar o fluxo de contas a receber e, ainda, ações 
de recuperação de glosas.
2. Gestão de Empréstimos e Parcelamentos: Como são acompanhados os 
empréstimos a pagar e a apropriação de juros (regime de competência)? 
Como está o cumprimento dos parcelamentos tributários (Refis)? Ação: 
Solicitar cópia dos contratos de empréstimo e extratos do Refis (curto e 
longo prazo).
Resposta: Não nos foi apresentado cópias dos contratos de empréstimos e 
extratos de parcelamentos tributários. Não tivemos acesso, também, das 
memórias de cálculo dos empréstimos e parcelamentos tributários. Com isto 
ficou impossível a confrontação com a contabilidade para verificar a aplicação 
do regime de competência na apropriação de juros e despesas financeiras.
3. Subvenções e Depósitos Judiciais: Como são controlados os recursos de 
subvenções (emendas, convênios) e a respectiva prestação de contas? 
Existe conciliação dos depósitos judiciais? Ação: Verificar contratos de 
subvenção e extratos de depósitos vinculados a processos.
Resposta: Não tivemos acesso aos Contratos e Plano de Trabalho das 
subvenções o que impossibilita seu confronto com a contabilidade.
4. Controles Internos (Tesouraria): Como funciona a segregação de funções no 
contas a pagar? Existe movimentação de “fundo fixo” (caixinha)? Como é 
controlado? Ação: Verificar o fluxo de aprovação de pagamentos.
Resposta: Não existe controles internos formais (política e procedimentos) que 
garanta a integridade e gestão de riscos associados às atividades de tesouraria. 
Segundo nos foi informado 
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CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE GESTÃO FINANCEIRA: 
O planejamento financeiro consiste em determinar como uma entidade vai pagar suas 
obrigações para atingir seus objetivos estratégicos e operacionais. Normalmente, uma 
entidade cria um Plano Financeiro imediatamente após o momento em que a visão geral 
e os objetivos financeiros da entidade foram definidos. O Plano Financeiro descreve 
cada uma das atividades, recursos, equipamentos e materiais que são necessários para 
atingir estes objetivos, bem como os prazos envolvidos.
O Planejamento Financeiro envolve as seguintes tarefas: 
1. Avaliar o Ambiente de Negócios 
a. Avaliar o ambiente de negócios.
b. Confirmar a visão e objetivos de negócio.
2. Recursos 
a. Identificar o tipo de recursos necessários para atingir os objetivos.
b. Quantificar a quantidade de recursos (equipamentos de trabalho, 
materiais).
3. Custos e Riscos 
a. Calcular o custo total de cada tipo de recursos.
b. Resumir os custos para criar um orçamento.
c. Identificar os riscos e problemas com o orçamento definido.
Realizar o Planejamento Financeiro é fundamental para o sucesso de qualquer 
organização. Prevê o Plano de Negócios, com rigor, para confirmar que os objetivos 
definidos são realizáveis do ponto de vista financeiro. Também ajuda a alta direção a 
definir os objetivos financeiros para a organização e remuneração (e benefícios) para 
seus colaboradores, quais as metas e indicadores de performance financeira.
O papel do Planejamento Financeiro inclui três categorias: 
1. Papel estratégico da gestão financeira.
2. Objetivos da gestão financeira.
3. O ciclo do planejamento.
O processo do planejamento é um esforço de gestão coesa, que organiza a gestão do 
conhecimento, mobiliza a entidade e suas fontes, e concentra os recursos na realização 
dos objetivos da entidade.
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Enquanto, o orçamento deve ser desenvolvido por aqueles que têm a responsabilidade 
para a sua realização, sem prejuízo das exigências e expectativas da organização.
Ele não precisa ser completamente detalhado em todos os aspectos para ser útil e 
eficaz. O nível de detalhe deve ser regido pelo valor das informações que estão sendo 
desenvolvidas.
Já a administração financeira é o ramo das finanças que se preocupa com a aplicação 
das técnicas de gestão financeira. É uma abordagem interdisciplinar que se apoia na 
contabilidade gerencial e finanças corporativas.
A administração financeira é a coordenação de esforços que visa a planejamento e 
controle dos lucros de uma empresa. Para isso, é necessário que haja uma integração 
perfeita entre as técnicas administrativas de controle da produção, dos estoques, das 
vendas e da utilização dos recursos disponíveis.
Dentro do ambiente empresarial, a administração financeira volta-se basicamente para 
as seguintes funções:
a) planejamento financeiro, o qual procura evidenciar as necessidades 
de crescimento da empresa, assim como identificar eventuais 
dificuldades e desajustes futuros. Por meio desse planejamento, ainda, 
é possível ao administrador financeiro selecionar, com maior margem 
de segurança, os ativos mais rentáveis e condizentes com os negócios 
da empresa, de forma a estabelecer uma rentabilidade mais 
satisfatória sobre os investimentos;
b) controle financeiro, o qual se dedica a acompanhar e avaliar todo o 
desempenho financeiro da empresa, como custos e despesas, margens 
de ganhos, volume de vendas, liquidez de caixa, endividamento etc. 
Análises de desvios que venham a ocorrer entre os resultados previstos 
e realizados, assim como propostas de medidas corretivas necessárias, 
são algumas das funções básicas da controladoria financeira;
c) administração de ativos, que deve perseguir a melhor estrutura, em 
termos de risco e retorno, dos investimentos (ativos) empresariais e 
proceder a um gerenciamento eficiente de seus valores. A 
administração dos ativos acompanha também as defasagens que 
podem ocorrer entre entradas e saídas de dinheiro de caixa, o que é 
geralmente associado à gestão do capital de giro;
d) administração de passivos, que se volta para a aquisição de fundos 
(financiamentos) e o gerenciamento de sua composição (proporção 
entre capital próprio e capital de terceiros), procurando definir a 
estrutura de capital mais adequada em termos de liquidez, redução de 
seus custos e risco financeiro.
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A gestão financeira, a partir daí, sempre tem o objetivo de saber o que os números 
significam. Os gestores podem comparar os retornos com outras entidades e 
perguntar:
• Estamos saindo melhor ou pior que nossos competidores?
• Em caso negativo, qual é a origem do problema?
• Não temos margem de lucro?
• Se não, por quê?
• Não temos as mesmas despesas?
• Será que estamos pagando mais por algo que os nossos competidores?
A gestão de caixa tem por base o ciclo operacional. O ciclo operacional de uma empresa, 
genericamente, é definido como o montante de tempo que vai do ponto em que a 
empresa coloca material e trabalho no processo de produção até o momento em que o 
dinheiro da venda do produto acabado é arrecadado. Desta forma o ciclo é formado por 
dois componentes: a idade média do estoque (IME) e o período médio de cobrança de 
vendas (PMC).
CO = IME + PMC
O ciclo de caixa inicia-se, desta forma, quando as compras de matérias-primas são 
pagas e termina quando se recebe o pagamento das contas a receber.
O número de dias do ciclo operacional menos o período médio de pagamento para 
insumos de produção representa o ciclo de caixa (CC).
CC = CO – PMP = IME + PMC – PMP 
A necessidade de tomada de decisões financeiras a curto prazo é indicada, desta forma, 
pela defasagem entre as entradas e as saídas de caixa. Ela está relacionada às 
durações do ciclo operacional e do ciclo de caixa. Essa defasagem pode ser coberta pela 
obtenção de empréstimos ou pela manutenção de uma reserva de liquidez sob a forma 
de títulos negociáveis.
Ter um ciclo de caixa negativo significa que o período médio de pagamento (PMP) excede 
o ciclo operacional (CO). No caso mais frequente, contudo, os ciclos de caixa são 
positivos, o que conduz a empresa a ir a busca de estratégias que minimizem o CC sem 
perder em vendas ou prejudicar crédito no mercado.
Com isto, uma boa gestão financeira tem que ter em vista todos os fatores. -
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5.1.4. PILAR 4: SUPRIMENTOS, CUSTOS E CONTRATOS 
Objetivo: Avaliar a eficiência na alocação de recursos, gestão de estoques e mitigação 
de riscos na contratação de terceiros.
• Questões Diagnósticas e Verificações:
1. Gestão de Custos: O hospital possui apuração de custos por centro de custo, 
procedimento ou paciente? A diretoria conhece a margem de contribuição 
por especialidade/operadora? Ação: Solicitar relatórios gerenciais de 
custos.
Resposta: Nos foi apresentado um Relatório de Custos com apropriação por 
centros de custos e natureza dos custos, não foi possível validar os dados 
contidos no relatório, nem mesmo verificar a apuração de custos por 
procedimentos e/ou pacientes-dia. É necessário considerar que a contabilidade 
não reconhece esses custos, nem os apresenta em suas Demonstrações 
Contábeis.
2. Gestão de Estoques: Qual é a acurácia do inventário da farmácia e 
almoxarifado? Existe rastreabilidade completa de OPME (Órteses, Próteses 
e Materiais Especiais)? Ação: Inspeção in loco para contagem por 
amostragem e verificação de validade de itens.
Resposta: Essa trilha foi executada pela auditora Cristina Márcia, em seu roteiro 
assistencial.
3. Homologação de Fornecedores: Quais são os critérios para homologar novos 
fornecedores? Existe checagem de idoneidade e capacidade financeira (Due 
Diligence)? Ação: Analisar o cadastro de fornecedores críticos.
Resposta: Não há, formalmente, uma política de homologação de fornecedores. 
São utilizados sistema terceirizado de compras que contém um cadastro de 
fornecedores.
4. Gestão de Contratos: Como o hospital avalia o desempenho dos serviços 
terceirizados (SLA)? Existe controle de risco de vínculo empregatício nas 
contratações de PJs? Ação: Amostragem de contratos de serviços médicos 
terceirizados.
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Resposta: A entidade não adota nenhum controle, nem avalia o desempenho dos 
serviços terceirizados (SLA), nem controle de riscos associados. Não verificamos 
os contratos de serviços médicos terceirizados.
JUSTIFICATIVA PARA IMPLEMENTAÇÃO DE CONTROLES INTERNOS 
A inexistência de processos formais de controle e a desconexão entre a contabilidade e 
a operação (como visto na gestão de custos e contratos) expõem a instituição a riscos 
sanitários e jurídicos severos. 
A conformidade não é apenas administrativa, mas um requisito para a garantia da 
segurança do paciente e sustentabilidade do negócio.
1. SUSTENTABILIDADE E GOVERNANÇA (GESTÃO DE CUSTOS) 
• Fundamentação: A RDC 63/2011 exige que a administração garanta os 
recursos necessários para a continuidade da assistência segura.
• Justificativa: Sem a integração entre os custos operacionais e as 
Demonstrações Contábeis, a instituição opera em "ponto cego" financeiro. O 
controle interno é necessário para validar a veracidade dos dados e garantir 
que a margem de contribuição suporte os investimentos em segurança do 
paciente exigidos pela ONA (Manual de Gestão Organizacional).
2. RASTREABILIDADE E SEGURANÇA ASSISTENCIAL (ESTOQUES E OPME) 
• Fundamentação: A RDC 36/2013 (Segurança do Paciente) e as normas da 
ONA sobre Ciclo do Medicamento.
• Justificativa: A falta de acurácia no inventário e falhas na rastreabilidade de 
OPME violam diretamente as normas da ANVISA. Controles de estoque 
rigorosos são barreiras contra o uso de itens vencidos ou não registrados, 
evitando eventos adversos e glosas de faturamento.
3. GESTÃO DE RISCOS DE TERCEIROS (FORNECEDORES E SLAS) 
• Fundamentação: Requisitos de Qualificação de Fornecedores (RDC 
63/2011) e Padrões ONA sobre Gestão de Serviços Terceirizados.
• Justificativa: A ANVISA estabelece que a responsabilidade pela qualidade dos 
insumos é solidária. A ausência de uma política de Due Diligence e de SLAs 
(Acordos de Nível de Serviço) impede a verificação da idoneidade técnica dos 
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fornecedores. Conforme os padrões da ONA, a instituição deve monitorar se 
o terceiro entrega a mesma segurança que o serviço próprio, sob risco de 
perder a acreditação.
4. MITIGAÇÃO DE PASSIVOS JURÍDICOS E TRABALHISTAS 
• Fundamentação: Normas de Governança da ONA e legislações vigentes.
• Justificativa: A falta de controle sobre o vínculo de PJs e o desempenho de 
terceiros cria um passivo trabalhista e cível latente. O controle interno deve 
instituir fluxos de verificação de documentos e conformidade contratual 
para proteger o patrimônio da entidade.
 
5.2. RESUMO DAS AÇÕES ESTRATÉGICAS NECESSÁRIAS 
Para alinhar a instituição às normas vigentes, a adoção das seguintes políticas é 
inadiável:
1. Instituição do Ciclo PDCA na Gestão: Alinhando a contabilidade aos custos reais 
para tomada de decisão baseada em evidências.
2. Política de Suprimentos: Formalização da homologação de fornecedores com 
foco em critérios técnicos e sanitários.
3. Gestão de Desempenho (SLA): Criação de indicadores de qualidade para todos 
os contratos terceirizados, conforme exigido para Acreditação Nível 2 e 3 da ONA.
Conclusão: A implementação dessas políticas não visa apenas o controle 
burocrático, mas sim a criação de uma Cultura de Segurança, onde cada 
processo auditável reduz a probabilidade de erro assistencial e fragilidade 
financeira.
 
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6. ACHADOS PRELIMINARES DA ANÁLISE EM GESTÃO DE PESSOAS 
6.1. AUDITORIA DE RH 
Pode ser definida como a análise das políticas e práticas de pessoal de uma 
organização, e avaliação do seu funcionamento atual, seguida de sugestões para 
melhoria, que será tratada no próximo relatório.
O propósito principal da auditoria de RH é mostrar como o programa está funcionando, 
localizando práticas e condições que são prejudiciais à organização ou que não estão 
compensando o seu custo ou, ainda, práticas e condições que devam ser 
acrescentadas.
Uma auditoria de RH é uma avaliação metódica e detalhada de suas:
• políticas de RH,
• procedimentos,
• documentos de RH
• e sistemas de RH.
Principais áreas de avaliação 
• Conformidade legal: Verificar se os processos atendem às legislações 
trabalhistas, como contratos, folha de pagamento e benefícios.
• Performance organizacional: Avaliar a eficiência do recrutamento, 
desligamentos, gestão de desempenho e treinamentos.
• Alinhamento estratégico: Analisar se as políticas de RH estão alinhadas às metas 
e objetivos da empresa.
6.2. METODOLOGIA 
• Entrevistas com responsáveis de RH
• Revisão documental (contratos, registros, políticas)
• Observação de processos internos
• Amostragem de dados (folha, benefícios, treinamentos)
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6.3. ESCOPO/ ÁREAS E PROCESSOS AUDITADOS 
6.3.1. GESTÃO DE FOLHA DE PAGAMENTOS 
QUANTIDADE CARGO SALÁRIO CONTRATUAL INSALUBRIDADE 
1 Advogado 5.802,33
1 Assistente de TI 1.621,00
1 Assistente de RH 2.915,37 324,20
1 Assistente Social 4.048,13
3 Auxiliar Administrativo 3.000,00 324,20
2 Auxiliares de Cozinha 1.621,00 648,40
2 Auxiliares de escritório 3.312,55 324,20
10 Aux. de Faturamento 2.994,97
1 Chefe escritório/Fatur. 5.178,57
7 Auxiliares de Farmácia 1.644,57 324,20
1 Auxiliar de Limpeza 1.621,00 648,40
2 Auxiliar Financeiro 5.280,43
1 Auxiliar de Serv. Gerais 2.269,40 648,40
1 Comprador 6.140,00
1 Consultor de Informática 11.746,90
1 Coordenador Convênios 5.526,03
1 Coordenador de projetos 2.994,97
1 Coordenador Faturamento 3.783,87
1 Coordenador Supervisão 4.971,09 324,20
6 Copeiras 1.621,00 648,40
1 Costureira 1.918,50
1 Cozinheira 2.107,39 324,20
26 Enfermeira (o) 3.242,00 648,40
1 Enfermeira RT 7.902,46 648,40
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QUANTIDADE CARGO SALÁRIO CONTRATUAL INSALUBRIDADE 
6 Farmacêuticos
3.687,02
2 ganham 6.453,50 
(tempo)
11 Faxineiras 1.621,00 648,40
1 Gerente Programa Saúde 6.407,40 648,40
7 Lavadeiras 1.621,00 648,40
1 Nutricionista 6.593,60 648,40
1 Office boy 1.621,00
4 Passadeiras 1.918,50
1 Pedreiro 5.308,53
1 Psicólogo Hospitalar 4.048,13
15 Recepcionista 1.621,00 324,20
1 Superv. Técnico Radiologia 5.673,50 2.269,40
94 Técnicos de Enfermagem 1.702,05 648,40
6 Técnicos em Radiologia 3.242,00 1.296,80
A) ASPECTOS CONCEITUAIS A SEREM CONSIDERADOS 
Na gestão da folha de pagamentos hospitalar, os aspectos conceituais mais importantes 
envolvem legalidade, transparência, precisão nos cálculos e alinhamento estratégico 
com a política de recursos humanos. Esses conceitos garantem segurança jurídica, 
valorização profissional e sustentabilidade financeira.
 
Aspecto Conceito Impacto 
Legalidade Cumprimento da CLT e normas 
fiscais
Evita passivos trabalhistas e 
autuações
Transparência Clareza nos cálculos e 
comunicação
Reforça confiança dos 
colaboradores
Precisão Correta apuração de horas e 
adicionais
Reduz erros e inconsistências
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Equidade Remuneração justa e uniforme Valoriza profissionais e evita 
conflitos
Estratégia Planejamento e controle de 
custos
Sustentabilidade financeira
Segurança Proteção de dados (LGPD) Confidencialidade e 
conformidade legal
B) ACHADOS NO HOSPITAL 
O Hospital, registra, um total de 223 funcionários. O salário registrado na tabela acima foi o 
salário contratual. Há pequenas diferenças devido ao tempo de serviço ou o perfil da vaga. 
C) MARCOS LEGAIS E REGULATÓRIOS AVALIADOS NA GESTÃO DA FOLHA DE 
PAGAMENTO 
Item O que verificar Status (Sim/Não / 
sem evidência) 
1. CLT e 
Convenções 
Coletivas
Conformidade com acordos sindicais da 
saúde e legislação trabalhista
Sem evidência
2. Adicionais Legais Pagamento correto de insalubridade, 
periculosidade, adicional noturno e 
horas extras
Sem evidência
3. Benefícios 
Obrigatórios
Aplicação correta de INSS, FGTS, IRRF, 
vale-transporte e plano de saúde
Sem evidência
4. Equidade Salarial Remuneração justa entre funções 
semelhantes, sem discriminação
Não
5. Registros de 
Ponto
Conferência de banco de horas, escalas 
de plantão e horas extras
Sem evidência
6. Documentação Comprovantes de pagamento, recibos e 
registros arquivados corretamente
Sem evidência
7. Descontos Verificação de descontos autorizados e 
ausência de descontos indevidos
Sem evidência
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8. Conformidade 
Fiscal
Declarações e recolhimentos feitos 
dentro dos prazos legais
Sem evidência
9. Transparência 
Interna
Comunicação clara aos colaboradores 
sobre composição da folha
Não
10. Auditoria 
Periódica
Revisão regular da folha para prevenir 
passivos trabalhistas e fiscais
Não
D) CONFORMIDADE VS. IRREGULARIDADES NA FOLHA DE PAGAMENTOS HOSPITALAR 
Aspecto Conformidade In Loco Irregularidades Identificadas Status 
(Sim/Não / 
sem 
evidência) 
Legalidade 
Trabalhista
Cumprimento da CLT, convenções 
coletivas e normas sindicais
Descumprimento de acordos 
coletivos, passivos trabalhistas
Sem evid
Adicionais 
Legais
Pagamento correto de 
insalubridade, periculosidade, 
adicional noturno e horas extras
Omissão ou cálculo incorreto de 
adicionais obrigatórios
Sem evid
Transparência 
Financeira
Descontos e benefícios aplicados 
corretamente (INSS, FGTS, IRRF, 
plano de saúde)
Descontos indevidos ou não 
autorizados, falhas em benefícios
Sem evid
Equidade 
Interna
Remuneração justa e alinhada 
entre funções semelhantes
Diferenças salariais sem 
justificativa, práticas 
discriminatórias
Sem evid
Documentação 
e Registros
Folha organizada, comprovantes 
e recibos arquivados
Ausência de registros formais, 
inconsistência em recibos
Sem evid
Gestão 
Estratégica
Dados confiáveis para controle de 
custos e planejamento
Dificuldade em identificar 
distorções e prever gastos
Sem evid
Credibilidade 
Institucional
Reforço da imagem do hospital 
como empregador responsável
Risco de autuações fiscais, 
processos trabalhistas e perda de 
confiança
Sem evid
 
 
6.3.2. DIMENSIONAMENTTO DE PESSOAL (ENFERMAGEM E ADMINISTRATIVO) 
A) ASPECTOS CONCEITUAIS A SEREM CONSIDERADOS 
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O DIMENSIONAMENTO DE PESSOAL em instituições hospitalares é um processo complexo e 
crucial para a garantia da qualidade e segurança do paciente, bem como para a eficiência 
operacional.
A alocação adequada de recursos humanos impacta diretamente a capacidade do hospital de 
prestar assistência, gerenciar custos e manter um ambiente de trabalho saudável para seus 
colaboradores. 
DIMENSIONAMENTO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM 
O Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) é o órgão responsável por estabelecer as 
normas e parâmetros para o dimensionamento do quadro de profissionais de 
enfermagem no Brasil. O Parecer Normativo nº 1/2024/COFEN [1], que revogou a 
Resolução COFEN nº 543/2017, é a principal referência atual para o planejamento da 
força de trabalho de enfermagem.
Horas de Assistência de Enfermagem por Paciente (24 horas) 
O cálculo das horas de assistência de enfermagem necessárias por paciente em um 
período de 24 horas é fundamental e varia conforme a complexidade do cuidado. Os
parâmetros estabelecidos pelo COFEN são:
Categoria de Cuidado Horas de Enfermagem por Paciente (24h) 
Cuidado Mínimo 4 horas
Cuidado Intermediário 6 horas
Alta Dependência 10 horas
Semi-intensivo 10 horas
Intensivo 18 horas
 
DEFINIÇÕES DAS CATEGORIAS DE PACIENTES: 
• Paciente de Cuidados Mínimos (PCM): Paciente estável sob o ponto de vista 
clínico e de Enfermagem, com autonomia para atender às suas necessidades 
humanas básicas.
• Paciente de Cuidados Intermediários (PCI): Paciente estável sob o ponto de vista 
clínico e de Enfermagem, com parcial dependência dos profissionais de 
Enfermagem para o atendimento das necessidades humanas básicas.
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• Paciente de Cuidados de Alta Dependência (PCAD): Paciente crônico, incluindo o 
de cuidado paliativo, estável sob o ponto de vista clínico, porém com total 
dependência das ações de Enfermagem para o atendimento das necessidades 
humanas básicas.
• Paciente de Cuidados Semi-intensivos (PCSI): Paciente passível de instabilidade 
das funções vitais, recuperável, sem risco iminente de morte, requerendo 
assistência de Enfermagem e médica permanente e especializada.
• Paciente de Cuidados Intensivos (PCIt): Paciente grave e recuperável, com risco 
iminente de morte, sujeito à instabilidade das funções vitais, requerendo 
assistência de Enfermagem e médica permanente e especializada.
DISTRIBUIÇÃO PERCENTUAL DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM 
Além das horas de assistência, o COFEN também estabelece a proporção mínima de 
enfermeiros em relação aos técnicos e auxiliares de enfermagem, conforme a 
complexidade do cuidado: 
 
 
 
 
 
 
 
ÍNDICES E ACRÉSCIMOS 
Para um dimensionamento completo, devem ser considerados os seguintes acréscimos 
e índices:
Índice de Segurança Técnica (IST): Mínimo de 15% sobre o total de profissionais, sendo 
8,3% para cobertura de férias e 6,7% para ausências não previstas (como licenças e 
faltas).
Educação Permanente: Acréscimo mínimo de 5% para a participação em atividades de 
educação permanente, sob responsabilidade do Enfermeiro Responsável Técnico (RT).
Categoria de Cuidado Proporção Mínima de Enfermeiros 
Cuidado Mínimo 33%
Cuidado Intermediário 33%
Alta Dependência 36%
Semi-intensivo 42%
Intensivo 52%
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Unidades com Profissionais com Restrição: Em unidades onde mais de 30% dos 
profissionais possuem alguma limitação ou restrição para o exercício das atividades, 
deve-se acrescer 10% ao quadro do setor.
DIMENSIONAMENTO DE PESSOAL ADMINISTRATIVO E DE APOIO 
• O dimensionamento de pessoal para as áreas administrativas e de apoio é 
igualmente vital para o funcionamento do hospital, embora as diretrizes sejam 
menos padronizadas que as da enfermagem.
• As referências para essas áreas geralmente provêm de manuais internos de 
grandes redes hospitalares ou estudos de benchmarking.
RELAÇÃO FUNCIONÁRIOS POR LEITO 
• Um indicador comum para o dimensionamento geral de pessoal é a relação entre 
o número total de funcionários e o número de leitos hospitalares. Essa relação 
pode variar significativamente entre hospitais públicos e privados, e, pela 
complexidade dos serviços oferecidos:
• Hospitais Públicos: Geralmente, a relação varia entre 4 a 6 funcionários por leito.
• Hospitais Privados (Anahp): Pode variar de 6 a 10 funcionários por leito, 
refletindo uma maior oferta de serviços e tecnologias [2].
• Unidades de Terapia Intensiva (UTI): A relação é consideravelmente maior, 
podendo atingir 12 a 15 funcionários por leito, somando todas as categorias 
profissionais (médicos, enfermeiros, técnicos, fisioterapeutas, etc.).
ÁREAS DE APOIO 
• As áreas de apoio são essenciais para o funcionamento do hospital e incluem 
serviços como higiene e limpeza, nutrição e dietética, manutenção, segurança, 
entre outros.
• O dimensionamento para essas áreas pode ser estimado com base em 
indicadores de produtividade e na estrutura física do hospital:
• Higiene e Limpeza: Uma estimativa comum é de 1 funcionário para cada 6 a 10 
leitos, dependendo da rotatividade de pacientes e da área física a ser coberta.
• Nutrição e Dietética: Pode-se considerar 1 funcionário para cada 15 a 20 
refeições/dia, abrangendo as etapas de produção e distribuição.
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• Pessoal Administrativo: Geralmente, o quadro administrativo representa entre 
15% a 20% do total de funcionários do hospital.
OUTRAS CATEGORIAS PROFISSIONAIS (EXEMPLO: UTI) 
• Para unidades específicas como a UTI, a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 
nº 07/2010 da ANVISA estabelece parâmetros mínimos para outras categorias 
profissionais, além da enfermagem:
• Médicos: 1 médico para cada 10 leitos por turno.
• Fisioterapeutas: 1 fisioterapeuta para cada 10 leitos, disponível por 18 horas ao 
dia.
 
FATORES QUE INFLUENCIAM O DIMENSIONAMENTO 
• Diversos fatores podem influenciar a necessidade de pessoal em um hospital, e 
devem ser considerados no processo de dimensionamento:
• Taxa de Ocupação: A taxa de ocupação dos leitos impacta diretamente a 
demanda real de assistência e serviços.
• Perfil Epidemiológico: A complexidade dos casos atendidos e o perfil das 
patologias influenciam a carga de trabalho dos profissionais.
• Planta Física: Hospitais com grandes áreas físicas, múltiplos andares ou alas 
dispersas podem exigir mais pessoal para transporte, segurança e logística.
• Tecnologia: A adoção de tecnologias e automação de processos pode reduzir a 
necessidade de pessoal em algumas áreas, especialmente as administrativas e 
de diagnóstico.
• Legislação e Normas: Além do COFEN, outras agências reguladoras (como 
ANVISA) e legislações trabalhistas devem ser rigorosamente seguidas.
• O dimensionamento de pessoal em hospitais é um desafio contínuo que exige 
uma análise multifacetada, considerando as especificidades de cada área, a 
legislação vigente e as melhores práticas. 
• A equipe de enfermagem, em particular, possui diretrizes claras e detalhadas 
estabelecidas pelo COFEN, que visam garantir a segurança do paciente e a 
qualidade da assistência. 
• Para as demais áreas, a utilização de indicadores de mercado e manuais 
técnicos de referência, como os da EBSERH, pode auxiliar na tomada de 
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decisões. Um dimensionamento adequado não só otimiza os recursos, mas 
também contribui para um ambiente de trabalho mais seguro e produtivo, e, 
acima de tudo, para a excelência no cuidado ao paciente.
B) ACHADOS NO HOSPITAL 
• Não há evidências claras de como as pessoas estão dimensionadas no 
hospital, de acordo com as demandas e marcos legais.
• Vide informações acerca da distribuição obrigatória, principalmente quanto à 
equipe de enfermagem
C) DIMENSIONAMENTO DE PESSOAL HOSPITALAR/ MARCO LEGAL REGULATÓRIO 
Item Marco Legal / Regulatório Status (Sim/ 
Não / sem evid) 
1. CLT (Consolidação das 
Leis do Trabalho)
Jornada, intervalos, descanso 
semanal e direitos trabalhistas
Sem evidência
2. NR-32 (Segurança e 
Saúde em Serviços de 
Saúde)
Quantidade adequada de 
profissionais para garantir segurança 
e evitar sobrecarga
Sem evidência
3. NR-17 (Ergonomia) Condições de trabalho compatíveis 
com carga física e mental dos 
profissionais
Sem evidência
4. NR-5 (CIPA) Dimensionamento correto da 
Comissão Interna de Prevenção de 
Acidentes
Sem evidência
5. RDC nº 50/2002 
(ANVISA)
Parâmetros mínimos de recursos 
humanos conforme tipo e porte do 
hospital
Sem evidência
6. RDC nº 63/2011 
(ANVISA)
Boas práticas de funcionamento e 
proporção adequada de profissionais 
por setor
Sem evidência
7. Conselhos de Classe 
(CRM, COREN, CRF, 
CREFITO, etc.)
Cumprimento das proporções 
mínimas de profissionais por 
paciente ou unidade
Não
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8. Código de Ética 
Profissional
Respeito aos limites de carga e 
qualidade técnica do trabalho
Não
9. Portarias do Ministério 
da Saúde
Parâmetros de cobertura e recursos 
humanos em serviços públicos e 
privados
Sem evidência
10. Política Nacional de 
Humanização (PNH)
Dimensionamento voltado ao 
acolhimento e cuidado integral
Sem evidência
11. Normas de Qualidade 
(ONA, JCI, ISO 9001)
Verificação de conformidade com 
padrões de acreditação hospitalar
Não
12. LGPD (Lei nº 
13.709/18)
Proteção de dados dos profissionais 
e pacientes nos registros de pessoal
Não
 
6.3.3. ÍNDICES DE INSALUBRIDADE PRATICADOS NO HOSPITAL 
A) ASPECTOS CONCEITUAIS A SEREM CONSIDERADOS 
O adicional de insalubridade em hospitais é um direito de trabalhadores expostos a 
agentes biológicos nocivos (bactérias, vírus) de forma permanente ou intermitente. 
Geralmente fixado em 40% (grau máximo) sobre o salário-mínimo para contato com 
pacientes em isolamento ou material infectocontagioso, também pode ser de 20% 
(médio) ou 10% (mínimo), conforme Anexo XIV da NR-15. 
Em hospitais, o grau de insalubridade geralmente é considerado máximo (40% sobre o 
salário-mínimo), devido à exposição contínua a agentes biológicos, como vírus, bactérias 
e contato com pacientes em isolamento. No entanto, o enquadramento pode variar 
conforme a função e a área específica dentro da instituição.
O objetivo da auditoria é avaliar o grau de insalubridade das funções exercidas no 
hospital, conforme critérios estabelecidos pela NR-15, Anexo 14, identificando riscos, 
conformidades e oportunidades de melhoria.
Tabela 1: Quadro comparativo de Insalubridade 
Função / Área Exposição a Agentes 
Biológicos 
Grau de 
Insalubridade 
Percentual sobre 
Salário-Mínimo 
Médicos, 
enfermeiros, 
técnicos de 
enfermagem
Contato direto com pacientes, 
materiais biológicos e 
ambientes de isolamento
Máximo 40%
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Técnicos de 
laboratório
Manipulação de amostras 
biológicas e resíduos 
contaminados
Máximo 40%
Equipe de limpeza 
hospitalar
Coleta e manuseio de lixo 
hospitalar, contato com 
secreções
Máximo 40%
Fisioterapeutas, 
nutricionistas, 
psicólogos
Atendimento direto a 
pacientes, mas sem 
isolamento
Médio 20%
Recepcionistas e 
atendentes
Exposição eventual em áreas 
comuns, sem contato direto 
com agentes contaminantes
Mínimo 10%
Setor administrativo 
(RH, financeiro, 
jurídico)
Sem contato com pacientes 
ou agentes biológicos
Não 
aplicável, 
salvo se 
houver 
exposição 
comprovada.
0%
 
POSTOS-CHAVE SOBRE INSALUBRIDADE EM HOSPITAIS:
• Quem tem direito: Enfermeiros, técnicos, médicos, equipes de limpeza 
(higienização) em áreas de grande circulação, e recepcionistas com contato 
permanente com pacientes infectocontagiosos.
• Grau de Insalubridade (NR-15):
o Máximo (40%): Contato permanente com pacientes em isolamento por 
doenças infectocontagiosas ou material infecto contagiante.
o Médio (20%) ou Máximo (40%): A jurisprudência tem estendido o grau 
máximo (40%) a diversas funções hospitalares devido ao risco de contágio, 
inclusive durante a pandemia de COVID-19.
• Forma de Cálculo: Calculado sobre o salário-mínimo nacional, não sobre o salário 
base.
• Perícia: A necessidade do adicional deve ser comprovada por um Laudo de 
Insalubridade técnico.
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• Equipamentos de Proteção (EPIs): O fornecimento de EPIs não elimina 
automaticamente o direito ao adicional, se não neutralizar totalmente o risco.
• Funções Administrativas: Em geral, cargos administrativos sem contato com 
pacientes não têm direito, mas recepcionistas expostos a riscos podem receber o 
adicional.
JURISPRUDÊNCIA E ENTENDIMENTOS DOS TRIBUNAIS 
A aplicação prática do adicional de insalubridade em hospitais é frequentemente objeto 
de disputas judiciais. Abaixo, destacam-se os principais entendimentos do Tribunal 
Superior do Trabalho (TST).
a) Súmula 448 do TST: Higienização e Coleta de Lixo 
Um dos pontos mais controversos refere-se à equipe de limpeza. O TST consolidou o 
entendimento de que a higienização de instalações sanitárias de uso público ou coletivo 
de grande circulação (como banheiros de hospitais) e a respectiva coleta de lixo ensejam 
o pagamento de adicional em grau máximo (40%).
"A higienização de instalações sanitárias de uso público ou coletivo de grande 
circulação, e a respectiva coleta de lixo, por não se equiparar à limpeza em residências 
e escritórios, enseja o pagamento de adicional de insalubridade em grau máximo." 
(Súmula 448, II, TST).
"A higienização de instalações sanitárias de uso público ou coletivo de grande 
circulação, e a respectiva coleta de lixo, por não se equiparar à limpeza em residências 
e escritórios, enseja o pagamento de adicional de insalubridade em grau máximo." 
(Súmula 448, II, TST).
b) Pessoal Administrativo e Recepcionistas 
Trabalhadores que atuam em recepções de prontos-socorros ou áreas de triagem, 
mesmo não sendo profissionais de saúde, têm obtido o direito ao grau médio (20%) na 
justiça. O argumento é que a exposição ao risco biológico ocorre pela proximidade com 
pacientes que ainda não foram diagnosticados ou isolados, caracterizando o contato 
intermitente, mas prejudicial.
 
B) ACHADOS NO HOSPITAL 
Para a correta gestão do adicional de insalubridade, as instituições de saúde devem 
observar:
• Laudo de Insalubridade: É obrigatória a elaboração de laudo técnico por 
Engenheiro do Trabalho ou Médico do Trabalho para caracterizar a insalubridade.
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• Equipamentos de Proteção Individual (EPIs): O fornecimento de EPIs adequados 
(máscaras N95, luvas, aventais) pode neutralizar alguns agentes, mas no caso 
de agentes biológicos, a justiça frequentemente entende que o EPI não elimina 
totalmente o risco de contágio acidental.
• Cessação do Pagamento: O adicional pode ser suprimido caso a condição 
insalubre seja eliminada (ex: mudança de setor para área administrativa isolada).
• O adicional de insalubridade em hospitais é um tema complexo que exige análise 
técnica rigorosa. 
• Enquanto o grau médio é a regra para o atendimento geral, o grau máximo aplica￾se a situações de isolamento e higienização crítica. 
• As empresas devem manter seus laudos atualizados e observar as convenções 
coletivas, que podem estabelecer bases de cálculo mais benéficas que o salário 
mínimo nacional.
• A auditoria confirma que funções assistenciais e laboratoriais apresentam grau 
máximo de insalubridade, enquanto funções de apoio e atendimento 
apresentam grau médio ou mínimo. Áreas administrativas não possuem 
adicional aplicável. Recomenda-se revisão periódica dos laudos e reforço das 
medidas de proteção individual e coletiva.
• O grau de insalubridade não é fixo para todo hospital, mas depende da função 
exercida e da perícia técnica realizada no ambiente.
• Decisões judiciais recentes têm confirmado o direito de profissionais de saúde 
ao adicional em grau máximo, especialmente quando comprovada a exposição 
contínua a agentes biológicos.
C) MARCO LEGAL REGULATÓRIO QUANTO A INSALUBRIDADE HOSPITALAR 
Item Base Legal / 
Regulamentar 
O que verificar Status (Sim, Não, 
sem evidência) 
1. CLT (Art. 189–192) Consolidação das 
Leis do Trabalho
Pagamento do adicional 
de insalubridade conforme 
grau (10%, 20%, 40%) e 
existência de laudo 
técnico
Sim
2. NR-15 (Anexo 14) Ministério do 
Trabalho e 
Emprego
Laudo técnico atualizado 
sobre exposição a agentes 
Sem evidência
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biológicos, químicos e 
físicos
3. NR-32 Segurança e 
Saúde em 
Serviços de 
Saúde
Cumprimento das 
medidas de 
biossegurança, 
fornecimento e uso de 
EPIs, treinamentos 
periódicos
Sem evidência
4. RDC nº 50/2002 
(ANVISA)
Agência Nacional 
de Vigilância 
Sanitária
Infraestrutura adequada e 
controle de infecção 
hospitalar
Sem evidência
5. RDC nº 63/2011 
(ANVISA)
Boas práticas de 
funcionamento
Gestão de resíduos e 
condições ambientais 
seguras
Sem evidência
6. Jurisprudência 
Trabalhista
Tribunais 
Regionais e TST
Aplicação correta de 
decisões sobre 
insalubridade e exposição 
a agentes nocivos
Sem evidência
7. Portarias do MTE Ministério do 
Trabalho e 
Emprego
Cumprimento das normas 
complementares e 
fiscalizações técnicas
Sem evidência
8. LGPD (Lei nº 
13.709/2018)
Lei Geral de 
Proteção de 
Dados
Sigilo e proteção dos 
dados dos profissionais e 
pacientes nos registros de 
insalubridade
Sem evidência
9. Documentação e 
Registros
Interno / RH / 
SESMT
Arquivo de laudos, fichas 
de EPIs, treinamentos e 
relatórios de inspeção
Sem evidência
10. Auditoria 
Periódica
Interna / Externa Revisão regular das 
condições de trabalho e 
atualização dos laudos 
técnicos
Sem evidência
 
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6.3.3. FGTS 
A) ASPECTOS CONCEITUAIS A SEREM CONSIDERADOS 
Aspecto Conceito Impacto 
Finalidade Proteção financeira ao 
trabalhador
Segurança social
Obrigatoriedade Depósito mensal de 8% Conformidade legal
Base de cálculo Salário + adicionais Correção dos valores
Gestão Controle via eSocial Transparência e 
rastreabilidade
Direitos Saques em situações específicas Garantia trabalhista
Penalidades Multas e encargos Risco jurídico
Estratégia Indicador de conformidade Credibilidade institucional
B) ACHADOS NO HOSPITAL 
• Informações coletadas apontam atrasos muito grandes no pagamento do FGTS, 
em torno de R$ 3.589.137,15.
• O Hospital está om o certificado de regulação. Pergunta-se: como conseguiu?
 
C) MARCOS REGULATÓRIOS E LEGAIS DO FGTS 
Item O que verificar Status (Sim, 
Não, sem evid) 
1. Depósitos 
Mensais
Conferir se os 8% do salário bruto foram 
recolhidos corretamente para cada 
colaborador
Não
2. Base de Cálculo Verificar se adicionais (insalubridade, 
periculosidade, noturno, horas extras) estão 
incluídos
Não
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3. Abrangência Confirmar recolhimento para todos os 
empregados CLT, temporários, aprendizes e 
domésticos
Não
4. Integração com 
eSocial
Conferir se os dados da folha estão 
corretamente integrados e transmitidos
Sem evidência
5. Regularidade 
dos Registros
Checar extratos de contas vinculadas e 
conciliação com folha de pagamento
Sem evidência
6. Direitos de 
Saque
Garantir que os colaboradores sejam 
informados sobre situações de saque 
(demissão, aposentadoria, compra de imóvel, 
doenças graves)
Não
7. Penalidades Avaliar se há atrasos ou ausência de 
depósitos que possam gerar multas e 
encargos
Sim
8. Documentação Arquivar comprovantes de recolhimento e 
relatórios de conciliação
Sem evidência
9. Auditoria 
Periódica
Realizar revisões regulares para prevenir 
passivos trabalhistas
Não
10. Conformidade 
Estratégica
Usar o FGTS como indicador de credibilidade 
institucional e segurança jurídica
Não
 
6.3.4. POLÍTICA DE RECRUTAMENTO E SELEÇÃO DE PESSOAL 
A) ASPECTOS CONCEITUAIS A SEREM CONSIDERADOS 
A política de recrutamento e seleção em um hospital é um conjunto de diretrizes e 
práticas que orienta como a instituição atrai, avalia e contrata profissionais de saúde e 
apoio. Ela precisa ser especialmente cuidadosa porque envolve funções críticas para a 
vida humana e exige conformidade com normas legais e éticas.
Objetivos da Política 
• Garantir que os profissionais contratados tenham qualificação técnica e registro 
profissional (ex.: CRM, COREN).
• Assegurar transparência e equidade nos processos seletivos.
• Atender às necessidades específicas do hospital (assistenciais, administrativas 
e de apoio).
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• Promover diversidade e inclusão no quadro de colaboradores.
Particularidades em Hospitais 
• Criticidade das funções: erros de contratação podem impactar diretamente a 
saúde dos pacientes.
• Exigência legal: profissionais de saúde precisam estar devidamente registrados 
em seus conselhos de classe.
• Treinamento contínuo: além da seleção, há necessidade de capacitação 
constante em protocolos clínicos e de segurança.
• Ética e humanização: busca por profissionais alinhados com valores de cuidado, 
empatia e responsabilidade.
Diretrizes/Planejamento de Vagas 
• O hospital deverá identificar necessidades de pessoal por setor e definir perfis 
profissionais (UTI, pronto-socorro, laboratório, administrativo).
• O perfil deverá contemplar requisitos técnicos, comportamentais e legais (ex.: 
registro em conselho profissional).
Monitoramento 
• O hospital deverá revisar esta política anualmente.
• Indicadores de rotatividade, tempo de contratação e satisfação dos gestores 
deverão ser monitorados.
• Auditorias internas poderão ser realizadas para verificar conformidade.
B) ACHADOS NO HOSPITAL 
• A Instituição possui um Manual de Processo Seletivo, com objetivos, princípios 
norteadores, etapas do processo seletivo, avaliação comportamental e técnica, 
sistema de avaliação e responsabilidades.
• Há também um formulário de avaliação e decisão, com identificação, triagem 
curricular, avaliação comportamental (psicóloga), avaliação técnica e decisão 
final.
• Todos os documentos do setor de R&S estão desatualizados.
• Não há evidências que o R&S do Hospital esteja alinhado às estratégias e a 
cultura da organização.
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C) MARCOS LEGAIS E REGULATÓRIOS AVALIADOS NA POLÍTICA DE R&S: 
Uma política de recrutamento e seleção em hospitais precisa estar fundamentada em 
marcos legais e regulatórios que assegurem tanto a conformidade trabalhista quanto a 
segurança dos pacientes.
Uma política de recrutamento e seleção hospitalar não se limita a critérios técnicos e 
comportamentais: ela deve estar alicerçada em normas trabalhistas, regulatórias, 
sanitárias e éticas, garantindo que cada contratação seja legal, segura e responsável.
PRINCIPAIS MARCOS LEGAIS E REGULATÓRIOS AVALIADOS EM R&S 
Item Marco Legal / Regulatório O que verificar Status 
(Sim/Não/ 
sem evid) 
1 CLT – Consolidação das Leis do 
Trabalho
Contratos de trabalho 
conforme legislação 
vigente
Sim
2 NR-7 (PCMSO) Exames admissionais 
realizados e 
registrados
Sim
3 NR-9 (PGR/PPRA) Avaliação de riscos 
ocupacionais para 
novos colaboradores
Sem 
evidência
4 NR-15 Adicional de 
insalubridade 
conforme função 
hospitalar
Sim
5 NR-32 Cumprimento das 
normas de segurança 
e saúde em serviços 
de saúde
Sem 
evidência
6 Conselhos de Classe (CRM, COREN, 
CRP, etc.)
Registro ativo e válido 
dos profissionais de 
saúde
Sem 
evidência
7 Código de Ética Profissional Declaração de ciência 
e adesão às normas 
éticas
Sem 
evidência
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8 ANVISA / RDCs aplicáveis Protocolos de 
biossegurança e 
controle de infecção
Sem 
evidência
9 Lei de Cotas (Lei nº 8.213/91) Reserva de vagas 
para pessoas com 
deficiência
Sem 
evidência
10 Legislação Antidiscriminatória Processos seletivos 
livres de 
discriminação
Sem 
evidência
11 LGPD (Lei nº 13.709/18) Proteção de dados 
pessoais de 
candidatos
Sem 
evidência
12 Políticas Internas de Compliance Aderência às normas 
de integridade e 
governança
Não
13 A Gestão de Pessoas (GP) estabelece 
um processo de recrutamento, 
seleção e desligamento dos 
profissionais alinhado às estratégias e 
à cultura organizacional 
Visão sistêmica Não
6.3.6. POLÍTICA DE CARGOS E SALÁRIOS 
A) ASPECTOS CONCEITUAIS A SEREM CONSIDERADOS 
Um plano de cargos e salários em um hospital é um instrumento de gestão que organiza 
funções, responsabilidades e remunerações, garantindo justiça interna, competitividade 
externa e valorização dos profissionais de saúde. Ele é fundamental para atrair, reter e 
motivar talentos em um ambiente crítico como o hospitalar. 
O plano de cargos e salários é a política que define:
• Estrutura de cargos existentes no hospital.
• Requisitos de cada função (formação, experiência, competências).
• Faixas salariais e critérios de progressão.
• Regras de promoção, enquadramento e evolução profissional.
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No contexto hospitalar, ele assegura que médicos, enfermeiros, técnicos, 
administrativos e equipe de apoio tenham remuneração justa e compatível com suas 
responsabilidades e riscos.
Importância de um PCS em um Hospital 
• Justiça e transparência: evita desigualdades salariais entre funções 
semelhantes.
• Retenção de talentos: profissionais de saúde valorizam planos estruturados e 
progressão clara.
• Competitividade: garante que o hospital esteja alinhado ao mercado e atraia 
bons profissionais.
• Motivação e engajamento: colaboradores percebem reconhecimento e 
perspectivas de crescimento.
• Conformidade legal: reduz riscos trabalhistas e garante adequação às normas da 
CLT e adicionais previstos (como insalubridade).
• Eficiência organizacional: melhora a gestão de pessoas e a alocação de recursos 
humanos.
• Segurança jurídica: reduz riscos de ações trabalhistas e autuações.
• Credibilidade institucional: reforça a imagem do hospital como empregador 
responsável.
• Valorização profissional: garante remuneração justa e progressão transparente.
• Qualidade assistencial: profissionais motivados e bem remunerados refletem em 
melhor atendimento ao paciente.
• Gestão estratégica: fornece dados para ajustes na política de cargos e salários e 
alinhamento com o mercado.
 
B) ACHADOS NO HOSPITAL: 
• A Instituição NÃO possui uma política estruturada, sistematizada e organizada de 
Plano de Cargos e Salários.
• Não há evidências de que a gestão do Hospital defina e atualiza as competências 
profissionais conforme as responsabilidades e atribuições de um cargo.
• Não há evidências de que o Hospital disponha de profissionais com competência 
e capacitação compatíveis com o perfil de atendimento assistencial.
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C) MARCOS LEGAIS E REGULATÓRIOS EM PLANO DE CARGOS E SALÁRIOS HOSPITALAR 
Item Marco Legal / Regulatório O que verificar Status (Sim / 
Não/sem 
evidência) 
1 CLT – Consolidação das Leis do 
Trabalho
Estrutura de cargos e 
salários em 
conformidade com 
direitos trabalhistas
Não
2 Normas Regulamentadoras (NRs) Aplicação de adicionais 
(NR-15 insalubridade, 
NR-32 segurança 
hospitalar)
Sem evid
3 NR-7 (PCMSO) Inclusão de exames 
médicos ocupacionais 
nos processos de 
admissão
Sim
4 NR-9 (PGR/PPRA) Avaliação de riscos 
ocupacionais 
vinculados aos cargos
Sem 
evidência
5 Conselhos de Classe (CRM, 
COREN, CRP, etc.)
Exigência de registro 
ativo para cargos 
assistenciais
Sem 
evidência
6 Código de Ética Profissional Alinhamento das 
funções às normas 
éticas de cada 
categoria
Sem evid
7 ANVISA / RDCs aplicáveis Conformidade dos 
cargos com protocolos 
de biossegurança e 
saúde
Sem 
evidência
8 Lei de Cotas (Lei nº 8.213/91) Reserva de vagas para 
pessoas com 
deficiência
Sem 
evidência
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9 Legislação Antidiscriminatória Garantia de igualdade 
salarial e não 
discriminação
Sem 
evidência
10 LGPD (Lei nº 13.709/18) Proteção de dados 
pessoais de 
colaboradores
Sem evid
11 Políticas Internas de Compliance Aderência às normas 
de integridade e 
governança hospitalar
Não
12 Convenções Coletivas de Trabalho Observância de acordos 
sindicais específicos da 
área da saúde
Sem 
evidência
13 A GP define e atualiza as 
competências profissionais 
conforme as responsabilidades e 
atribuições descritas para os 
cargos? 
Sem 
evidências
 
6.3.8. POLÍTICA DE TREINAMENTO E DESENVOLVIMENTO 
A) ASPECTOS CONCEITUAIS A SEREM CONSIDERADOS 
Consiste em um programa estruturado de capacitação contínua, que garante que 
médicos, enfermeiros, técnicos, administrativos e equipes de apoio estejam preparados 
para desempenhar suas funções com excelência, segurança e ética.
Fases Principais 
1. Diagnóstico de Necessidades
o O hospital deverá identificar lacunas de competências por meio de 
avaliações periódicas.
o As necessidades deverão ser alinhadas às metas estratégicas da 
instituição.
2. Planejamento
o Definição de objetivos de treinamento (ex.: atualização em protocolos 
clínicos, biossegurança, atendimento humanizado).
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o Elaboração de cronograma e orçamento. O cronograma deverá 
contemplar treinamentos obrigatórios (NR-32, biossegurança, protocolos 
clínicos) e complementares (atendimento humanizado, liderança).
3. Execução
o Integração de novos colaboradores com foco em normas hospitalares.
o Os treinamentos deverão ser realizados por profissionais qualificados 
internos ou externos.
o Métodos poderão incluir cursos presenciais, online, workshops, 
simulações e palestras.
4. Avaliação
o Medição da eficácia dos treinamentos (testes, indicadores de 
desempenho, feedback dos gestores).
o Ajustes conforme resultados e necessidades emergentes.
o Resultados deverão ser documentados e utilizados para ajustes futuros
5. Desenvolvimento Contínuo
o Programas de educação permanente.
o Incentivo à especialização e participação em congressos e cursos 
externos.
 
SUGESTÃO DE TREINAMENTOS OBRIGATÓRIOS X TREINAMENTOS COMPLEMENTARES 
Área / Setor Treinamentos Obrigatórios Treinamentos 
Complementares 
Assistencial (Médicos, 
Enfermeiros, Técnicos 
de Enfermagem)
- NR-32 (Segurança em 
Serviços de Saúde) 
- Biossegurança e uso de 
EPIs 
- Protocolos de emergência 
(PCR, parada 
cardiorrespiratória) 
- Controle de infecção 
hospitalar
- Atendimento humanizado 
ao paciente 
- Comunicação eficaz com 
familiares 
- Atualização em 
especialidades médicas 
(ex.: oncologia, cardiologia)
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Laboratorial (Técnicos e 
Analistas)
- Manipulação segura de 
materiais biológicos 
- Normas da ANVISA e RDCs 
aplicáveis 
- NR-15 (insalubridade e 
agentes biológicos)
- Boas práticas laboratoriais 
(BPL) 
- Treinamento em novas 
tecnologias de diagnóstico
Administrativo (RH, 
Financeiro, Recepção)
- LGPD (proteção de dados 
pessoais) 
- Ética e compliance 
institucional
- Atendimento humanizado 
na recepção 
- Gestão de conflitos e 
liderança 
- Comunicação interna 
eficaz
Serviços de Apoio 
(Limpeza, Manutenção, 
Nutrição, Segurança)
- NR-32 (biossegurança em 
áreas hospitalares) 
- Protocolos de descarte de 
resíduos hospitalares 
- Uso correto de EPIs
- Treinamento em 
atendimento humanizado 
(nutrição e segurança) 
- Gestão ambiental e 
sustentabilidade hospitalar
B) ACHADOS NO HOSPITAL 
Aplica-se a todos os colaboradores do hospital, incluindo áreas assistenciais, 
laboratoriais, administrativas e de apoio.
• O Hospital possui um Núcleo de Educação Permanente (NEP), porém não possui 
um cronograma de trabalho, nem para a execução dos cursos obrigatórios 
quanto os complementares. 
• Não ficou claro, também, quais cursos são disponibilizados para aqueles 
funcionários recém-contratados.
• Não há indicadores de eficiência e eficácia dos cursos
• O NEP possui estrutura física adequada, insumos e equipamentos próprios para 
a sua atuação.
• O NEP possui uma comissão interna, porém não existem evidências de equipe 
multiprofissional.
• O NEP possui documentos normativos.
• Não há evidências que o Hospital tenha um programa destinado ao 
desenvolvimento de lideranças, conforme a cultura da organização.
• O NEP não possui indicadores definidos e específicos para os setores.
Página 60 de 84
• Não há evidências de que o NEP identifica e mapeia as necessidades de 
capacitação e desenvolvimento dos profissionais para o exercício de suas 
funções.
• O NEP possui um planejamento/cronograma anual de treinamentos, conforme 
necessidade de educação identificadas.
• O NEP não possui um cronograma de capacitação anual voltado para as equipes 
multiprofissionais.
• O NEP não apresenta os resultados das ações de educação aos gestores e 
direção.
• Não há indicadores elaborados no NEP para estabelecer ações de melhoria.
• Cada área deve ter um cronograma de reciclagem periódica (ex.: treinamentos 
obrigatórios a cada 12 meses).
• Treinamentos complementares podem ser adaptados conforme necessidades 
estratégicas e avanços tecnológicos.
• Treinamentos obrigatórios: pelo menos 1 vez ao ano, com reciclagem semestral 
em áreas críticas (UTI, pronto-socorro, laboratório).
• Treinamentos complementares: distribuídos ao longo do ano, conforme 
necessidades estratégicas.
• Integração de novos colaboradores: sempre realizada no início da contratação.
Importância do T&D em um Hospital 
• Segurança do paciente: profissionais bem treinados reduzem erros e riscos.
• Atualização técnica: garante alinhamento com avanços médicos e novas 
regulamentações.
• Motivação e engajamento: colaboradores percebem valorização e oportunidades 
de crescimento.
• Conformidade legal: atende exigências da NR-32 (segurança em serviços de 
saúde) e protocolos da ANVISA.
• Qualidade assistencial: melhora o atendimento e fortalece a reputação 
institucional.
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C) MARCOS LEGAIS E REGULATÓRIOS APLICADOS À UMA POLÍTICA DE TREINAMENTO E 
DESENVOLVIMENTO 
Item Marco Legal / 
Regulatório 
O que verificar Status 
(Sim/Não / 
sem evid) 
1 CLT – Consolidação das 
Leis do Trabalho
Treinamentos obrigatórios sobre 
segurança e saúde ocupacional 
conforme legislação
Sem 
evidência
2 NR-7 (PCMSO) Capacitação sobre saúde 
ocupacional e exames médicos 
periódicos
Sem 
evidência
3 NR-9 (PGR/PPRA) Treinamentos sobre prevenção 
de riscos ambientais e uso de 
EPIs
Sem 
evidência
4 NR-15 Orientações sobre insalubridade 
e medidas de proteção
Sem 
evidência
5 NR-32 Treinamentos sobre segurança e 
saúde em serviços de saúde
Sem 
evidência
6 ANVISA / RDCs aplicáveis Capacitação em biossegurança, 
controle de infecção e descarte 
de resíduos
Sem 
evidência
7 Conselhos de Classe 
(CRM, COREN, CRP, etc.)
Atualização técnica e ética 
conforme exigências 
profissionais
Sem 
evidência
8 Código de Ética 
Profissional
Inclusão de treinamentos sobre 
conduta ética e sigilo profissional
Não
9 Lei de Cotas (Lei nº 
8.213/91)
Treinamentos sobre inclusão e 
acessibilidade
Sem 
evidência
10 Legislação 
Antidiscriminatória
Programas de sensibilização 
sobre diversidade e respeito
Sem 
evidência
11 LGPD (Lei nº 13.709/18) Treinamentos sobre proteção de 
dados pessoais de pacientes e 
colaboradores
Sem 
evidência
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12 Políticas Internas de 
Compliance
Capacitação sobre ética, 
integridade e governança 
hospitalar
Sem 
evidência
13 Normas de Qualidade 
(ONA, JCI, ISO 9001)
Registro e comprovação de 
treinamentos exigidos para 
acreditação hospitalar
Não
 
CONFORMIDADE VS. IRREGULARIDADES EM TREINAMENTO HOSPITALAR 
Aspecto Conformidade In Loco Irregularidades 
possíveis /Identificadas 
Legalidade Cumprimento da CLT, NRs, 
ANVISA, LGPD e conselhos 
de classe
Ausência de treinamentos 
obrigatórios, descumprimento 
de normas regulatórias
Segurança do 
Paciente
Profissionais capacitados 
reduzem erros e riscos 
clínicos
Maior probabilidade de falhas, 
acidentes e eventos adversos
Documentação Registros completos (listas 
de presença, certificados, 
relatórios)
Falhas documentais, ausência 
de comprovação de 
treinamentos
Engajamento dos 
Colaboradores
Equipes motivadas e 
valorizadas pela educação 
permanente
Baixa adesão, desmotivação e 
rotatividade elevada
Qualidade 
Assistencial
Atendimento humanizado e 
alinhado a protocolos 
atualizados
Atendimento deficiente, 
impacto negativo na reputação 
institucional
Gestão Estratégica Dados confiáveis para 
ajustes e melhorias 
contínuas
Dificuldade em identificar 
lacunas e planejar ações 
corretivas
Credibilidade 
Institucional
Reforço da imagem do 
hospital como responsável 
e ético
Risco de autuações, processos 
trabalhistas e perda de 
acreditações
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6.3.9. POLÍTICA DE AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO 
A) ASPECTOS CONCEITUAIS A SEREM CONSIDERADOS 
É um instrumento de gestão que avalia como cada colaborador contribui para a 
eficiência, segurança e humanização do cuidado hospitalar, considerando tanto 
resultados objetivos (indicadores clínicos e operacionais) quanto aspectos subjetivos 
(relacionamento, ética e postura profissional).
A avaliação de desempenho em hospitais não é apenas uma ferramenta administrativa, 
mas um mecanismo estratégico para garantir excelência clínica, segurança do paciente 
e sustentabilidade organizacional
Importância 
• Para os profissionais de saúde: gera feedback sobre sua atuação, reconhece 
esforços e aponta caminhos de crescimento.
• Para os pacientes: contribui para um atendimento mais seguro, eficiente e 
humanizado.
• Para a instituição: fortalece a reputação, melhora indicadores de qualidade e 
otimiza recursos.
• Para o sistema de saúde: ajuda a manter padrões elevados de cuidado e reduz 
riscos de erros médicos.
B) ACHADOS NO HOSPITAL 
O Hospital São João Batista, de Visconde do Rio Branco, NÃO possui nenhuma 
ferramenta de avaliação de desempenho. Consequentemente, esta ausência impacta 
em outros subsistemas de gestão de pessoas, como Recrutamento e Seleção, 
Treinamento, Clima Organizacional, Melhorias nos Indicadores, Cuidado com o paciente, 
trazendo consequências sérias, tanto para os profissionais quanto para a instituição e, 
principalmente, para os pacientes.
Principais Consequências 
1. Impacto na Qualidade Assistencial 
• Falta de monitoramento das práticas clínicas e administrativas.
• Maior risco de erros médicos e falhas nos protocolos de segurança.
• Atendimento menos padronizado e menos humanizado.
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2. Risco à Segurança do Paciente 
• Irregularidades não identificadas podem resultar em eventos adversos.
• Ausência de feedback impede correções rápidas de condutas inadequadas.
• Aumento da vulnerabilidade em situações críticas (UTI, cirurgias, emergências).
3. Desmotivação e Estagnação Profissional 
• Sem avaliação, não há reconhecimento dos esforços individuais.
• Dificuldade em identificar talentos e promover desenvolvimento.
• Profissionais podem sentir falta de direcionamento e de oportunidades de 
crescimento.
4. Gestão Ineficiente 
• Decisões sobre promoções, treinamentos e realocação ficam sem base objetiva.
• Recursos humanos e materiais podem ser mal distribuídos.
• Dificuldade em alinhar equipes às metas estratégicas do hospital.
5. Problemas de Credibilidade e Conformidade 
• Risco de não atender às exigências de órgãos reguladores (ANVISA, Ministério da 
Saúde).
• Perda de confiança de pacientes e familiares.
• Possíveis sanções legais e administrativas.
Sem avaliação de desempenho, o hospital perde a capacidade de garantir qualidade, 
segurança e eficiência, além de comprometer o desenvolvimento dos profissionais e a 
reputação institucional.
A ausência de uma avaliação de desempenho em um hospital pode comprometer 
diretamente a qualidade assistencial, a segurança do paciente e a eficiência da gestão. 
Sem esse processo estruturado, não há mecanismos claros para identificar falhas, 
reconhecer talentos ou alinhar equipes às metas institucionais. 
 
C) MARCOS LEGAIS E REGULATÓRIOS APLICADOS À UMA POLÍTICA DE AVALIAÇÃO DE 
DESEMPENHO 
Os marcos legais e regulatórios da avaliação de desempenho hospitalar no Brasil são 
fundamentados em normas do Ministério da Saúde, ANVISA, ANS e programas de 
acreditação como a ONA e CQH, que juntos garantem qualidade, segurança e 
transparência na gestão hospitalar.
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Órgão/Programa Objetivo Principal Exigências na Avaliação de 
Desempenho 
ANVISA (Agência Nacional 
de Vigilância Sanitária)
Garantir segurança 
sanitária e controle 
de riscos
Protocolos de biossegurança, 
controle de infecção hospitalar, 
descarte de resíduos, 
manutenção de infraestrutura
ANS (Agência Nacional de 
Saúde Suplementar)
Regular hospitais que 
atendem planos de 
saúde
Indicadores de qualidade 
assistencial, satisfação dos 
usuários, conformidade com 
padrões de atendimento
ONA (Organização 
Nacional de Acreditação)
Certificação 
hospitalar em níveis 
de qualidade e 
segurança
Avaliação de gestão, 
assistência e processos 
organizacionais; cumprimento 
de padrões de acreditação
PROADI-SUS (Programa de 
Apoio ao Desenvolvimento 
Institucional do SUS)
Apoiar hospitais de 
excelência no 
fortalecimento do 
SUS
Implementação de protocolos 
clínicos, auditorias de 
desempenho e projetos de 
melhoria contínua
CQH (Compromisso com a 
Qualidade Hospitalar)
Promover cultura de 
qualidade e 
segurança
Avaliação periódica de 
processos, indicadores de 
desempenho e adesão a boas 
práticas assistenciais
6.3.10. PESQUISA DE CLIMA ORGANIZACIONAL 
A) ASPECTOS CONCEITUAIS A SEREM CONSIDERADOS 
Uma pesquisa de clima organizacional em um hospital é uma ferramenta estratégica 
para avaliar a percepção dos colaboradores sobre o ambiente de trabalho, a cultura 
institucional e os fatores que influenciam motivação, engajamento e desempenho.
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É um processo estruturado de coleta e análise de informações sobre como os 
profissionais percebem aspectos como liderança, comunicação, condições de trabalho, 
reconhecimento e relacionamento interpessoal dentro da instituição hospitalar.
A pesquisa de clima organizacional em hospitais é essencial para diagnosticar o 
ambiente interno, fortalecer equipes e garantir que a qualidade assistencial esteja 
sustentada por profissionais motivados e valorizados.
B) ACHADOS NO HOSPITAL 
O Hospital NÃO possui nenhuma ferramenta para pesquisar o clima organizacional junto 
a seus colaboradores.
Consequências da Ausência de Pesquisa de Clima no Hospital: 
1. Desconhecimento da realidade interna 
• A gestão perde visibilidade sobre problemas de comunicação, liderança ou 
infraestrutura.
• Dificuldade em identificar insatisfações e pontos de melhoria.
2. Desmotivação e baixa produtividade 
• Falta de reconhecimento e ausência de canais de escuta reduzem o 
engajamento.
• Profissionais podem sentir-se desvalorizados e sem voz.
3. Aumento da rotatividade e absenteísmo 
• Sem diagnóstico do clima, não há ações para retenção de talentos.
• Cresce a saída de profissionais qualificados e o número de faltas.
4. Impacto na qualidade assistencial 
• Equipes desmotivadas tendem a cometer mais erros e oferecer atendimento 
menos humanizado.
• A segurança do paciente pode ser comprometida.
5. Gestão pouco estratégica 
• Decisões sobre treinamentos, promoções e políticas internas ficam sem base 
objetiva.
• Recursos humanos e materiais podem ser mal direcionados.
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6. Prejuízo à reputação institucional 
• Hospitais com clima organizacional deteriorado perdem credibilidade junto a 
pacientes, familiares e órgãos reguladores.
• A imagem da instituição pode ser afetada negativamente.
Sem pesquisa de clima organizacional, o hospital perde a capacidade de diagnosticar 
problemas internos, engajar equipes e garantir qualidade assistencial sustentável.
C) MARCOS LEGAIS E REGULATÓRIOS APLICADOS À UMA PESQUISA DE CLIMA NUM 
HOSPITAL 
Não há uma lei específica que obrigue sua realização de uma pesquisa de clima 
organizacional em hospitais, mas existem marcos legais e regulatórios que influenciam 
diretamente esse processo, pois tratam da gestão de pessoas, da qualidade assistencial 
e da segurança do paciente. Esses referenciais funcionam como bases normativas e 
orientadoras para que a pesquisa de clima seja conduzida de forma ética, transparente 
e alinhada às exigências institucionais.
 
Órgão/Programa Objetivo Principal Relação com Pesquisa de Clima 
Ministério da Saúde – 
Política Nacional de 
Humanização (PNH)
Humanizar a 
assistência e valorizar 
os profissionais
Incentiva práticas de escuta 
ativa, gestão participativa e 
valorização do trabalhador
ANVISA (Agência 
Nacional de Vigilância 
Sanitária)
Garantir condições 
seguras de trabalho e 
biossegurança
Normas de infraestrutura, 
controle de riscos e ambiente 
laboral impactam diretamente o 
clima organizacional
ANS (Agência Nacional 
de Saúde Suplementar)
Regular hospitais que 
atendem planos de 
saúde
Avaliação de qualidade 
assistencial e satisfação dos 
usuários, que depende de 
equipes motivadas e clima 
saudável
ONA (Organização 
Nacional de Acreditação)
Certificação hospitalar 
em níveis de 
qualidade e 
segurança
Critérios de gestão de pessoas, 
comunicação interna e cultura 
organizacional incluem 
pesquisas de clima como 
evidência
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CQH (Compromisso com 
a Qualidade Hospitalar)
Promover cultura de 
qualidade e 
segurança
Estimula avaliações periódicas 
do ambiente de trabalho e 
indicadores de satisfação dos 
colaboradores
PROADI-SUS Apoiar hospitais de 
excelência no 
fortalecimento do SUS
Projetos de melhoria contínua 
incluem diagnóstico do ambiente 
interno e engajamento das 
equipes
6.3.11. INDICADORES DE GESTÃO DE PESSOAS 
A) ASPECTOS CONCEITUAIS A SEREM CONSIDERADOS 
Em hospitais, a gestão de pessoas é um dos pilares para garantir qualidade assistencial, 
segurança do paciente e sustentabilidade institucional. Os principais indicadores e os 
aspectos conceituais que devem ser considerados ajudam a medir o desempenho da 
equipe e orientar decisões estratégicas.
QUADRO PRÁTICO DE GESTÃO DE PESSOAS EM HOSPITAIS 
Indicador O que mede Aspectos Conceituais a 
Considerar 
Taxa de 
Rotatividade 
(Turnover)
Percentual de saída de 
profissionais
Clima organizacional, 
retenção de talentos, 
políticas de valorização
Absenteísmo Frequência de faltas e atrasos Condições de trabalho, 
carga horária, equilíbrio 
vida pessoal/profissional
Índice de 
Satisfação dos 
Colaboradores
Percepção sobre ambiente e 
gestão
Comunicação interna, 
liderança, reconhecimento, 
cultura institucional
Horas de 
Treinamento por 
Colaborador
Investimento em capacitação 
contínua
Desenvolvimento 
profissional, atualização 
técnica, incentivo à 
aprendizagem
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Produtividade Relação entre 
atendimentos/procedimentos e 
equipe disponível
Qualidade assistencial, 
sobrecarga, eficiência 
operacional
Indicadores de 
Segurança do 
Paciente
Eventos adversos ligados a falhas 
humanas
Cultura de segurança, 
protocolos clínicos, 
engajamento das equipes
Engajamento e 
Retenção de 
Talentos
Permanência e alinhamento dos 
profissionais
Missão hospitalar, 
motivação, pertencimento e 
ética profissional
Esse quadro mostra que os indicadores fornecem dados objetivos, enquanto os 
aspectos conceituais garantem interpretação estratégica. Juntos, permitem que a 
gestão hospitalar alinhe desempenho das equipes com qualidade e segurança do 
paciente.
B) ACHADOS NO HOSPITAL 
O Hospital NÃO possui nenhum indicador de gestão de pessoas.
Quando um hospital não possui indicadores de gestão de pessoas, a instituição perde 
ferramentas essenciais para monitorar, avaliar e melhorar o desempenho das equipes. 
Isso gera consequências que afetam diretamente a qualidade assistencial, a segurança 
do paciente e a sustentabilidade organizacional.
Consequências da Ausência de Indicadores de Gestão de Pessoas 
1. Falta de Visibilidade e Controle 
• A gestão não consegue identificar problemas como alta rotatividade, 
absenteísmo ou baixa satisfação dos colaboradores.
• Decisões passam a ser tomadas sem base objetiva, apenas por percepções.
2. Desmotivação e Baixo Engajamento 
• Sem indicadores de satisfação ou reconhecimento, os profissionais podem 
sentir-se desvalorizados.
• Isso reduz o comprometimento com a missão hospitalar.
3. Aumento da Rotatividade e Absenteísmo 
• Sem monitoramento, não há estratégias eficazes de retenção de talentos.
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• Cresce a saída de profissionais qualificados e o número de faltas.
4. Impacto na Qualidade Assistencial 
• Equipes desmotivadas e sobrecarregadas tendem a cometer mais erros.
• A segurança do paciente fica comprometida.
5. Gestão Pouco Estratégica 
• Sem dados, não é possível planejar treinamentos, promoções ou políticas de 
valorização.
• Recursos humanos e materiais podem ser mal direcionados.
6. Perda de Credibilidade Institucional 
• Hospitais sem indicadores de gestão de pessoas têm dificuldade em atender 
exigências de acreditação (ONA, CQH, ANS).
• Isso afeta a reputação junto a pacientes, familiares e órgãos reguladores.
QUADRO COMPARATIVO: HOSPITAIS COM E SEM INDICADORES DE GESTÃO DE PESSOAS 
Aspecto Com Indicadores de Gestão de 
Pessoas 
Sem Indicadores de Gestão 
de Pessoas 
Visibilidade da 
Gestão
Dados objetivos para decisões 
estratégicas
Decisões baseadas em 
percepções subjetivas
Motivação e 
Engajamento
Monitoramento da satisfação e 
reconhecimento
Desmotivação e baixo 
engajamento não 
identificados
Retenção de 
Talentos
Ações direcionadas para reduzir 
rotatividade
Alta saída de profissionais 
qualificados
Absenteísmo Controle e planos de ação para 
reduzir faltas
Crescimento de ausências 
sem diagnóstico
Qualidade 
Assistencial
Equipes motivadas e 
capacitadas reduzem erros
Maior risco de falhas e 
eventos adversos
Eficiência 
Operacional
Recursos humanos otimizados Sobrecarga e desperdício de 
recursos
Credibilidade 
Institucional
Cumprimento de exigências 
regulatórias e acreditações
Dificuldade em atender 
normas e perda de reputação
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A ausência de indicadores transforma a gestão hospitalar em um processo reativo e 
pouco estratégico, aumentando riscos clínicos, administrativos e reputacionais. Já a 
presença de indicadores permite planejamento, monitoramento e melhoria contínua, 
fortalecendo tanto os colaboradores quanto a instituição.
C) MARCOS LEGAIS E REGULATÓRIOS APLICADOS A INDICADORES DE GESTÃO DE 
PESSOAS 
Os principais marcos legais e regulatórios que se aplicam aos indicadores de gestão de 
pessoas em hospitais no Brasil estão ligados às normas do Ministério da Saúde, ANVISA, 
ANS e programas de acreditação como a ONA e Anahp.
Órgão/Programa Objetivo Principal Relação com Indicadores de Gestão 
de Pessoas 
Ministério da Saúde 
(SUS/CONITEC)
Normatizar políticas 
de saúde e gestão 
hospitalar
Portarias e diretrizes exigem 
relatórios de gestão, incluindo 
dados de recursos humanos e 
desempenho institucional 
ANVISA Garantir segurança 
sanitária e condições 
adequadas de 
trabalho
Normas de biossegurança e 
infraestrutura impactam 
diretamente indicadores como 
absenteísmo e satisfação dos 
colaboradores
ANS (Agência Nacional 
de Saúde 
Suplementar)
Regular hospitais que 
atendem planos de 
saúde
Avalia qualidade assistencial e 
satisfação dos usuários, exigindo 
gestão eficiente de equipes e 
indicadores de desempenho 
ONA (Organização 
Nacional de 
Acreditação)
Certificação 
hospitalar em níveis 
de qualidade e 
segurança
Critérios de acreditação incluem 
gestão de pessoas, clima 
organizacional e indicadores de 
treinamento, rotatividade e 
engajamento
Anahp (Associação 
Nacional de Hospitais 
Privados)
Sistema de 
Indicadores 
Hospitalares
Coleta e monitora indicadores de 
gestão de pessoas, como turnover, 
absenteísmo e horas de 
treinamento, para melhoria 
contínua 
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CQH (Compromisso 
com a Qualidade 
Hospitalar)
Promover cultura de 
qualidade e 
segurança
Estimula uso de indicadores de 
gestão de pessoas para avaliar 
clima e desempenho das equipes
 
6.3.12. SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO 
A) ASPECTOS CONCEITUAIS A SEREM CONSIDERADOS 
Os aspectos conceituais de Saúde e Segurança do Trabalho em hospitais são 
especialmente relevantes porque o ambiente hospitalar reúne riscos ocupacionais 
diversos e exige uma cultura organizacional voltada para a proteção dos colaboradores 
e, consequentemente, para a segurança dos pacientes.
1. Prevenção como princípio 
• A SST deve priorizar medidas preventivas, não apenas corretivas.
• Protocolos de biossegurança, ergonomia e uso de EPIs são pilares fundamentais.
2. Normas Regulamentadoras específicas 
• NR-32: trata da segurança e saúde em serviços de saúde, incluindo agentes 
biológicos, químicos e radiações.
• NR-4 (SESMT) e NR-5 (CIPA): estruturam a gestão de segurança ocupacional.
• NR-6 (EPI) e NR-9 (PGR): garantem proteção individual e gerenciamento de 
riscos.
3. Gestão de riscos ocupacionais 
• Hospitais apresentam riscos físicos (radiações, ruídos), químicos 
(medicamentos, desinfetantes), biológicos (vírus, bactérias) e psicossociais 
(estresse, carga emocional).
• A gestão deve identificar, avaliar e controlar esses riscos continuamente.
4. Integração com gestão de pessoas 
• SST deve dialogar com RH para alinhar treinamentos, clima organizacional e 
políticas de valorização.
• Indicadores como absenteísmo, acidentes de trabalho e afastamentos precisam 
ser monitorados.
5. Cultura de segurança 
• Segurança deve ser um valor institucional, não apenas uma exigência legal.
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• Campanhas educativas e treinamentos regulares fortalecem a conscientização.
6. Humanização e bem-estar 
• SST deve considerar aspectos físicos e emocionais dos trabalhadores.
• Programas de ergonomia, apoio psicológico e qualidade de vida são essenciais 
para reduzir estresse e aumentar engajamento.
7. Impacto na qualidade assistencial 
• Profissionais protegidos e saudáveis reduzem erros e eventos adversos.
• A saúde ocupacional está diretamente ligada à segurança do paciente e à 
credibilidade institucional.
QUADRO DE DIMENSIONAMENTO DO SESMT EM HOSPITAIS (NR-4) 
Número de 
Empregados 
Profissionais Exigidos (Grau de Risco 3 – Hospitais) 
50 a 100 1 Técnico de Segurança do Trabalho
101 a 250 1 Técnico de Segurança do Trabalho + 1 Auxiliar/Técnico de 
Enfermagem do Trabalho
251 a 500 1 Técnico de Segurança do Trabalho + 1 Enfermeiro do Trabalho 
+ 1 Médico do Trabalho
501 a 1000 2 Técnicos de Segurança do Trabalho + 1 Engenheiro de 
Segurança + 1 Enfermeiro do Trabalho + 1 Médico do Trabalho
1001 a 2000 3 Técnicos de Segurança do Trabalho + 1 Engenheiro de 
Segurança + 2 Enfermeiros do Trabalho + 1 Médico do Trabalho
Acima de 2000 Dimensionamento proporcional, aumentando número de 
técnicos, engenheiros e médicos conforme tabela da NR-4
 
B) ACHADOS NO HOSPITAL 
O Hospital São João Batista possui um contrato em assistência médica e segurança do 
trabalho, cujo contrato é com a PrevLife Consultoria em Saúde e Segurança do Trabalho. 
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A assistência prestada é exclusivamente relacionada à área de Medicina do Trabalho, 
ou seja:
• Elaboração do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional e emissão 
dos relatórios que deverão ser apresentados à CIPA.
• Realização de exame médico admissional com a emissão do Atestado de Saúde 
Ocupacional
• Realização de exame médico periódico e o de mudança de função
• Realização de exame médico demissional com a emissão do Atestado de Saúde 
Ocupacional
• Elaboração do relatório anual, conforme especificação da NR7
• Quanto ao custo, a contratante pagará a contratada, o custo de R$ 1.687,00 
mensal
C) MARCOS LEGAIS E REGULATÓRIOS APLICADOS À ÁREA DE ASSISTÊNCIA MÉDICA E 
SEGURANÇA 
Os principais marcos legais e regulatórios aplicados à área de assistência médica e 
segurança em hospitais no Brasil são definidos por normas do Ministério da Saúde, 
ANVISA, ANS e programas de acreditação como ONA e CQH. Eles estabelecem padrões 
obrigatórios de qualidade, biossegurança e gestão que impactam diretamente a 
assistência ao paciente e a saúde ocupacional dos profissionais
1. Ministério da Saúde 
• Portaria GM/MS nº 1.604/2023: institui a Política Nacional de Atenção 
Especializada em Saúde (PNAES).
• Portaria nº 774/2017: define normas para cadastramento dos Núcleos de 
Segurança do Paciente no CNES.
• Política Nacional de Segurança do Paciente (PNSP): estabelece diretrizes para 
prevenção de eventos adversos e melhoria da qualidade assistencial.
2. ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) 
• Resoluções da Diretoria Colegiada (RDCs): regulam práticas de biossegurança, 
controle de infecção hospitalar, uso de medicamentos e equipamentos.
• RDC nº 36/2013: institui ações obrigatórias para segurança do paciente em 
serviços de saúde.
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3. ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) 
• Normas de qualidade assistencial para hospitais que atendem planos de saúde.
• Exige indicadores de desempenho e satisfação dos usuários, impactando 
diretamente a gestão hospitalar.
4. Normas Regulamentadoras (NRs – Ministério do Trabalho) 
• NR-32: específica para serviços de saúde, trata da segurança e saúde 
ocupacional em hospitais (agentes biológicos, químicos, radiações).
• NR-4 (SESMT) e NR-5 (CIPA): estruturam a gestão de segurança do trabalho.
• NR-6 (EPI) e NR-9 (PGR): garantem proteção individual e gerenciamento de 
riscos.
5. Programas de Acreditação e Qualidade 
• ONA (Organização Nacional de Acreditação): certifica hospitais em níveis de 
qualidade e segurança.
• CQH (Compromisso com a Qualidade Hospitalar): promove cultura de qualidade 
e segurança.
• Anahp: sistema de indicadores hospitalares, incluindo segurança do paciente e 
gestão de pessoas.
6.3.13. CIPA
A) ASPECTOS CONCEITUAIS A SEREM CONSIDERADOS 
A CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio) é um dos pilares da 
saúde e segurança do trabalho em hospitais. Ela é regida pela NR-5 e tem como objetivo 
principal promover a prevenção de acidentes e doenças ocupacionais, além de atuar na 
promoção de um ambiente de trabalho saudável e seguro.
A CIPA é essencial para mapear riscos, propor soluções, promover treinamentos e 
fortalecer a cultura de segurança, garantindo proteção tanto para os profissionais 
quanto para os pacientes.
 
CONDIÇÕES PARA DIMENSIONAMENTO DA CIPA EM HOSPITAIS 
1. Grau de risco da atividade
o Hospitais e serviços de saúde são classificados como grau de risco 3.
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o Isso significa que a exigência de CIPA é mais rigorosa do que em 
atividades de risco menor.
2. Número de empregados
o A obrigatoriedade de constituir CIPA depende do número de 
trabalhadores.
o Quanto maior o quadro de pessoal, maior o número de representantes 
eleitos e designados.
3. Composição da CIPA
o Representantes dos empregados: eleitos pelos trabalhadores.
o Representantes do empregador: designados pela direção do hospital.
o O número de titulares e suplentes é definido pela tabela da NR-5, 
conforme faixa de empregados.
EXEMPLO PRÁTICO DE DIMENSIONAMENTO (HOSPITAIS – GRAU DE RISCO 3) 
Número de 
Empregados 
Representantes dos Empregados Representantes do 
Empregador 
51 a 100 2 titulares + 2 suplentes 2 titulares + 2 suplentes
101 a 200 3 titulares + 3 suplentes 3 titulares + 3 suplentes
201 a 500 5 titulares + 5 suplentes 5 titulares + 5 suplentes
501 a 1000 7 titulares + 7 suplentes 7 titulares + 7 suplentes
Acima de 1000 Dimensionamento cresce conforme 
tabela da NR-5
Igual número de 
representantes
(Obs.: os números exatos variam conforme a tabela oficial da NR-5, mas a lógica é 
sempre proporcional ao porte da instituição e ao grau de risco.)
B) ACHADOS NO HOSPITAL 
O Hospital possui CIPA, porém não há evidências de sua atuação.
O dimensionamento da CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio)
segue a Norma Regulamentadora NR-5, que define a obrigatoriedade e a quantidade de 
representantes conforme o grau de risco da atividade e o número de empregados.
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• A CIPA é obrigatória em hospitais que atingem o número mínimo de empregados 
previsto na NR-5.
• Deve atuar em conjunto com o SESMT (NR-4) e programas de prevenção como o 
PGR (NR-9).
• O mandato dos membros é de 1 ano, com possibilidade de reeleição.
• Todos os membros precisam passar por treinamento obrigatório em segurança 
e saúde do trabalho.
CHECKLIST DE CONFORMIDADE DA CIPA NO HOSPITAL SÃO JOÃO BATISTA 
→ NÃO HÁ EVIDÊNCIAS COMPROVADAS QUANTO AOS ASPECTOS LEVANTADOS 
1. Constituição e Estrutura 
• CIPA constituída conforme NR-5, com representantes eleitos (empregados) e 
designados (empregador).
• Dimensionamento adequado ao número de empregados e grau de risco da 
atividade hospitalar (grau 3).
• Mandato dos membros de 1 ano, com possibilidade de reeleição.
• Existência de titulares e suplentes, com registros atualizados.
2. Treinamento e Capacitação 
• Todos os membros receberam treinamento obrigatório em segurança e saúde do 
trabalho.
• Conteúdo do treinamento conforme exigências da NR-5 (prevenção de acidentes, 
riscos ocupacionais, assédio).
• Registro documental da carga horária e participação dos membros.
3. Funcionamento e Atividades 
• Reuniões mensais realizadas e registradas em atas.
• Elaboração e atualização do Mapa de Riscos hospitalar.
• Realização de inspeções periódicas nos setores hospitalares.
• Promoção de campanhas educativas e palestras sobre segurança e saúde.
4. Integração com SESMT e RH 
• Atuação conjunta com o SESMT (NR-4) na identificação e controle de riscos.
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• Comunicação com RH para alinhamento de treinamentos e políticas de saúde 
ocupacional.
• Participação na elaboração de planos de ação de prevenção.
5. Documentação e Evidências 
• Atas de reuniões arquivadas e acessíveis.
• Relatórios de inspeções e recomendações documentados.
• Registro de campanhas e treinamentos realizados.
• Evidências de ações contra assédio e promoção de ambiente saudável.
C) MARCOS LEGAIS E REGULATÓRIOS APLICADOS À CIPA 
Os marcos legais e regulatórios da CIPA em hospitais incluem principalmente a NR-5, a 
CLT, normas complementares como NR-32, legislações previdenciárias e programas de 
acreditação. Eles asseguram que a comissão seja não apenas obrigatória, mas também 
estratégica para a segurança dos trabalhadores e a qualidade assistencial.
1. Norma Regulamentadora NR-5 (Ministério do Trabalho e Emprego) 
• Define a obrigatoriedade da CIPA conforme grau de risco e número de 
empregados.
• Estabelece regras de composição (representantes eleitos e designados).
• Determina mandato, suplência e treinamento obrigatório dos membros.
• Inclui a prevenção de assédio como atribuição da CIPA (atualização recente).
2. Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) 
• Base legal que sustenta a criação da CIPA.
• Prevê direitos e deveres relacionados à saúde e segurança do trabalho.
3. Normas Complementares 
• NR-4 (SESMT): integração da CIPA com o Serviço Especializado em Engenharia 
de Segurança e Medicina do Trabalho.
• NR-6 (EPI): atuação da CIPA na fiscalização do uso de equipamentos de proteção 
individual.
• NR-9 (PGR): participação da CIPA na identificação e controle de riscos 
ocupacionais.
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• NR-32: segurança e saúde em serviços de saúde, diretamente aplicável ao 
ambiente hospitalar.
4. Legislação de Saúde e Segurança 
• Lei nº 8.213/1991: trata dos benefícios previdenciários relacionados a acidentes 
de trabalho e doenças ocupacionais.
• Política Nacional de Segurança e Saúde no Trabalho (PNSST): diretrizes gerais 
para prevenção e promoção da saúde ocupacional.
5. Programas de Qualidade e Acreditação 
• ONA (Organização Nacional de Acreditação): exige evidências de atuação da CIPA 
em auditorias hospitalares.
• CQH e Anahp: reforçam indicadores de segurança e saúde ocupacional, nos 
quais a CIPA tem papel ativo.
Importância Estratégica 
• A CIPA é instrumento legal e cultural de prevenção em hospitais.
• Sua atuação está amparada por normas trabalhistas e de saúde ocupacional, 
mas também é exigida em processos de acreditação hospitalar.
• Garante que a instituição esteja em conformidade regulatória e fortalece a 
cultura de segurança e humanização.
6.3.14. CÓDIGO DE CONDUTA ÉTICA
A) ASPECTOS CONCEITUAIS A SEREM CONSIDERADOS 
O Código de Conduta Ética em hospitais é um instrumento essencial para orientar 
comportamentos, decisões e relações profissionais, garantindo que a assistência 
médica e a gestão organizacional estejam alinhadas a princípios éticos e legais.
1. Finalidade 
• Estabelecer padrões de comportamento ético para todos os colaboradores.
• Promover integridade, transparência e responsabilidade nas práticas 
hospitalares.
• Servir como guia para tomada de decisão em situações de dilema ético.
2. Princípios Fundamentais 
• Respeito à dignidade humana: valorização de pacientes, familiares e 
profissionais.
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• Confidencialidade: proteção de informações médicas e dados pessoais.
• Imparcialidade e justiça: tratamento igualitário e não discriminatório.
• Responsabilidade social: compromisso com a comunidade e com a saúde 
pública.
3. Relacionamentos Profissionais 
• Conduta ética nas relações entre médicos, equipe multiprofissional e pacientes.
• Prevenção de assédio moral e sexual no ambiente hospitalar.
• Incentivo à colaboração e ao trabalho em equipe.
4. Conformidade Legal e Regulatória 
• Alinhamento com legislações trabalhistas, sanitárias e de saúde ocupacional.
• Observância das normas da ANVISA, Ministério da Saúde e conselhos 
profissionais (CFM, COFEN, etc.).
• Integração com políticas de segurança do paciente e saúde ocupacional.
5. Cultura Organizacional 
• O código deve ser parte da identidade institucional, não apenas um documento 
formal.
• Promover campanhas educativas e treinamentos regulares sobre ética e 
conduta.
• Estimular denúncia e canal seguro para comunicação de irregularidades.
6. Impacto Estratégico 
• Fortalece a credibilidade institucional perante órgãos reguladores e sociedade.
• Garante segurança jurídica e previne litígios.
• Contribui para a qualidade assistencial e para a confiança dos pacientes.
Observações Estratégicas 
• O Código de Conduta Ética deve ser vivo e aplicado na prática, não apenas um 
documento formal.
• Auditorias internas devem verificar tanto a existência e divulgação do código 
quanto a eficácia das ações educativas e corretivas.
• Treinamentos e campanhas são fundamentais para consolidar a cultura ética 
hospitalar.
 
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B) ACHADOS NO HOSPITAL 
O Hospital São João Batista possui um Código de Conduta Ética desde 1 de julho de 
2022. Aqui, seguem algumas considerações conceituais que precisam ser observadas 
para que ele seja efetivo e não apenas um documento formal.
Considerações em um Hospital com Código de Conduta Ética 
1. Integração Institucional 
• O código deve estar alinhado à missão, visão e valores do hospital.
• Precisa ser incorporado às políticas internas e práticas assistenciais.
2. Clareza e Acessibilidade 
• O documento deve ser claro, objetivo e compreensível para todos os 
colaboradores.
• Deve estar disponível em formato físico e digital, acessível a qualquer 
funcionário.
3. Abrangência 
• Deve contemplar relações entre profissionais, pacientes, familiares e 
fornecedores.
• Incluir diretrizes sobre confidencialidade, respeito, integridade e uso responsável 
de recursos.
4. Treinamento e Educação 
• O código deve ser parte dos programas de integração de novos colaboradores.
• Treinamentos regulares devem reforçar os princípios éticos e orientar condutas 
práticas.
5. Mecanismos de Monitoramento 
• Implantação de canais seguros e confidenciais para denúncias de 
irregularidades.
• Procedimentos claros para investigação e resposta a violações éticas.
6. Cultura Organizacional 
• O código deve ser vivido no dia a dia, não apenas citado em auditorias.
• Incentivar a participação ativa dos colaboradores na construção de um ambiente 
ético.
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7. Impacto Estratégico 
• Fortalece a credibilidade institucional perante pacientes, comunidade e órgãos 
reguladores.
• Reduz riscos jurídicos e melhora a qualidade assistencial.
• Consolida a imagem do hospital como referência em integridade e humanização.
Em resumo, um hospital com Código de Conduta Ética deve garantir integração 
institucional, clareza, abrangência, treinamento contínuo, mecanismos de 
monitoramento e cultura organizacional sólida, transformando o documento em prática 
cotidiana 
 
C) MARCOS LEGAIS E REGULATÓRIOS APLICADOS AO CÓDIGO DE CONDUTA ÉTICA 
O Código de Conduta Ética não existe isoladamente: ele se apoia em um conjunto de 
marcos legais e regulatórios que dão legitimidade e orientam sua aplicação prática.
1. Legislação Trabalhista e de Saúde Ocupacional 
• CLT (Consolidação das Leis do Trabalho): base legal para direitos e deveres 
trabalhistas, incluindo conduta ética nas relações de trabalho.
• Normas Regulamentadoras (NRs): especialmente a NR-32 (Segurança e Saúde 
em Serviços de Saúde), que exige práticas éticas e seguras no ambiente 
hospitalar.
• Lei nº 8.213/1991: trata de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais, 
reforçando a responsabilidade ética da instituição.
2. Conselhos Profissionais 
• CFM (Conselho Federal de Medicina): Código de Ética Médica, que orienta 
condutas profissionais e relações com pacientes.
• COFEN/COREN (Conselho Federal e Regionais de Enfermagem): Código de Ética 
da Enfermagem, aplicável à equipe multiprofissional.
• Outros conselhos (psicologia, fisioterapia, odontologia) também estabelecem 
normas éticas específicas.
3. ANVISA e Ministério da Saúde 
• RDC nº 36/2013 (ANVISA): institui ações obrigatórias para segurança do 
paciente, diretamente relacionadas à conduta ética.
• Política Nacional de Segurança do Paciente (PNSP): reforça princípios de 
transparência, respeito e responsabilidade na assistência médica.
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• Portarias ministeriais que exigem Núcleos de Segurança do Paciente e protocolos 
assistenciais.
4. Legislação de Proteção de Dados 
• LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados – Lei nº 13.709/2018): obriga hospitais 
a proteger dados sensíveis de pacientes e colaboradores, integrando 
confidencialidade ao Código de Conduta.
5. Programas de Qualidade e Acreditação 
• ONA (Organização Nacional de Acreditação): exige evidências de práticas éticas 
e seguras em auditorias.
• CQH (Compromisso com a Qualidade Hospitalar): reforça indicadores de ética e 
segurança.
• Anahp: sistema de indicadores hospitalares que inclui conformidade ética e 
segurança assistencial.
Importância Estratégica 
• Segurança jurídica: reduz riscos de litígios e sanções.
• Credibilidade institucional: fortalece a imagem do hospital perante pacientes, 
comunidade e órgãos reguladores.
• Qualidade assistencial: práticas éticas garantem humanização e confiança no 
atendimento.
• Cultura organizacional: transforma o código em prática cotidiana, não apenas em 
documento formal.
Os marcos legais e regulatórios aplicados ao Código de Conduta Ética em hospitais 
incluem CLT, NRs, conselhos profissionais, ANVISA, Ministério da Saúde, LGPD e 
programas de acreditação, garantindo que o código seja juridicamente válido, 
regulatoriamente exigido e culturalmente efetivo.
 
 
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