PREFEITURA MUNICIPAL DE JOÃO NEIVA
AV.PRESIDENTE VARGAS, N° 157, CENTRO -TEL:(27) 3258-4713
CEP: 29680-000 - JOAO NEIVA/ES - CNPJ: 31.776.479/0001-86
PROJETO DE LEI No 2.1261 de 08 de
dezembro de 2025.
Aprova Plano Municipal para Primeira
Infância de João Neiva.
Lei no
Sancionada em / /
PREFEITURA MUNICIPAL DE JOÃO NEIVA
AV. PRESIDENTE VARGAS, No 157, CENTRO — TEL:(27) 3258-4713
CEP: 29680-000 — JOAO NEIVA/ES — CNPJ: 31.776.479/0001-86
MENSAGEM AO PROJETO DE LEI No 2.126/2025.
Exmo. Sr. Presidente,
Exmos. Senhores Vereadores.
Encaminhamos a esta Egrégia Casa Legislativa o presente
Projeto de Lei que aprova o Plano Municipal de Primeira Infância deste
Município que é considerado um marco para o Município, estabelece
diretrizes, metas e ações integradas voltadas ao desenvolvimento integral
e proteção das crianças na primeira e na primeiríssima infância, com idade
de 0 a 6 anos.
0 texto em anexo a ser aprovado contempla políticas públicas
nas áreas de Educação, Saúde, Assistência Social, Esporte, Cultura e Meio
Ambiente, além de apresentar quadros operativos detalhados, contendo
prazos, competências, responsabilidades e alinhamento a fim de atender ao
objetivo geral que é conhecer a realidade das crianças na primeira infância
em João Neiva para subsidiar ações e tomadas de decisões do Conselho
Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), e as instâncias
governamentais e não governamentais na formulação e execução de suas
políticas públicas e programas sociais
Isto assegura que a política para a infância tenha
continuidade independente das mudanças de governo, ou seja, este plano
deixa um legado para nossas crianças e reafirma o compromisso deste
Município com o desenvolvimento integral da infância.
Por fim, considerando o interesse público que reveste a
presente proposta, contamos com a compreensão e o apoio sempre
dispensados pelos Nobres Vereadores para apreciação e posterior
aprovação do presente Projeto de Lei em caráter de URGÊNCIA.
Gabinete do Prefeito Municipal de João Neiva/es, em 08 de
dezembro de 2025.
Assinado de forma digital por PAULO SERGIO DE PAULO SERGIO DE
NARDI:01696185793 p :°, o . ,10,3.1128.50:12 7 .3P50 -03110.
Paulo Sérgio DeNardi
Prefeito Municipal
PREFEITURA MUNICIPAL DE JOÃO NEIVA
AV.PRESIDENTE VARGAS, N° 157, CENTRO -TEL:(27) 3258-4713
CEP: 29680-000 - JOAO NEIVA/ES - CNPJ: 31.776.479/0001-86
PRJETO DE LEI N° 2.126, de 08 de dezembro de 2025.
Aprova Plano Municipal para
Primeira Infância de João
Neiva.
0 Prefeito Municipal de João Neiva, Estado do Espirito
Santo, no uso de suas atribuições legais, faz saber que a Câmara Municipal
aprovou e eu sanciono a seguinte Lei:
Art.1°. Fica aprovado o Plano Municipal para Primeira
Infância de João Neiva, conforme Anexo.
Art.20. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Gabinete do Prefeito Municipal de João Neiva/ES, em 08 de
dezembro de 2025.
PAULO SERGIO DE Assinado de forma digital por
PAULO SERGIO DE
NARDI:0169618579 NARD101696185793
Dad°, 2025.12.08 1230:30
-0300'
Paulo Sérgio DeNardi
Prefeito Municipal
PREFEITURA FOLHA No
PROJETO DE LEI No 2.126/2025
RUBRICA
MUNICIPAL
DE JOÃO NEIVA
Ao Exmo Sr. Presidente da Câmara Municipal de João Neiva para inclusão, em pauta da
sessão ordinária e consequente apreciação dos Exmos. Srs Vereadores.
Em, 08 de dezembro de 2025.
PAULO SERGIO DE P“Allg=lgt rD7digit"'
NARDI:016961857 NARDI01696185793
Dada. 2025.12.08 123003
93
Paulo Sergio DeNardi
Prefeito Municipal
Plano Municipal para Primeira Infância de João Neiva
João Neiva/ES
2025
Os dados apresentados e sua interpretação são de responsabilidade de seus
autores e não traduzem necessariamente, a opinião dos contratantes do Plano para
Primeira Infância. Os dados, figuras, gráficos, tabelas, quadros e as interpretações
apresentadas neste Plano para Primeira Infância podem ser reproduzidos para fins
educacionais e de pesquisas mais avançadas, desde que citada a fonte de origem.
Os dados são públicos.
É vedada a comercialização deste documento, nos termos da Lei de Direitos
Autorais do Brasil.
EXPEDIENTE
Essa é uma produção técnica em conjunto da Secretaria Municipal de Trabalho
Assistência e Desenvolvimento Social, Secretaria Municipal de Saúde e Secretaria
Municipal de Educação.
Paulo Sérgio de Nardi
Prefeito
Glauber Tonon
Vice-Prefeito
Necemauro Alves de Oliveira
Secretário Municipal de Assistência Social
Janaína de Oliveira
Presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente
Necemauro Alves de Oliveira
Gestor do Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente
IDEALIZADORES
1. Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente – CMDCA
O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) é
um órgão colegiado, de composição paritária entre representantes do poder público e
da sociedade civil, responsável por promover, deliberar, fiscalizar e zelar pela
efetivação dos direitos das crianças e adolescentes no município de João Neiva.
Constitui-se como o principal instrumento de controle social das políticas
públicas voltadas à garantia dos direitos e ao exercício pleno da cidadania por crianças
e adolescentes.
O CMDCA está vinculado, administrativa e financeiramente, à Secretaria
Municipal de Trabalho, Assistência e Desenvolvimento Social.
2. Secretaria Municipal de Educação
A Secretaria Municipal de Educação, subordinada diretamente ao Chefe do
Poder Executivo, desempenha um papel central na coordenação, planejamento e
execução das políticas educacionais do município. Suas atribuições evidenciam uma
gestão orientada para resultados, que busca ampliar o acesso, qualificar o ensino e
garantir que a rede municipal opere de forma integrada e eficiente. Para isso, cabe ao
órgão formular diretrizes, estabelecer objetivos, elaborar diagnósticos e desenvolver
projetos que respondam às necessidades das diferentes etapas e modalidades de
ensino, incluindo educação regular, não formal e educação especial. Além disso, a
Secretaria deve promover articulação intersetorial e intergovernamental, fortalecer o
diálogo com a comunidade escolar e assegurar a execução de políticas e programas
estratégicos voltados à inclusão, ao aprimoramento pedagógico e ao desenvolvimento
integral dos estudantes.
No âmbito administrativo e operacional, a Secretaria é responsável por gerir
recursos humanos, materiais, financeiros e estruturais, assegurando o funcionamento
regular das unidades escolares. Isso envolve desde a avaliação da qualidade das
atividades realizadas até a revisão de contratos, convênios e contas, passando pela
tomada de decisões sobre aquisições, manutenção de prédios e equipamentos, além
da coordenação de eventos pedagógicos, recreativos e esportivos. Ao organizar um
sistema de informações educacionais, promover formação continuada aos
profissionais da educação e garantir processos de gestão baseados em evidências, a
Secretaria consolida sua função estratégica dentro da administração pública
municipal. Dessa forma, seu conjunto de competências reflete a necessidade de uma
gestão educacional comprometida com a eficiência, a participação social e a
efetivação do direito à educação.
3. Secretaria Municipal de Saúde
A Secretaria Municipal de Saúde, subordinada diretamente ao Chefe do Poder
Executivo, constitui o núcleo estratégico da gestão do Sistema Municipal de Saúde,
assumindo funções que articulam planejamento, coordenação, execução e controle
das ações voltadas ao cuidado integral da população. Sua atuação abrange desde a
assistência médico-odontológica preventiva e curativa até a organização de exames
laboratoriais, o atendimento de emergências e a administração das unidades de
saúde, priorizando, de forma inequívoca, as pessoas em situação de vulnerabilidade
social, os escolares e os servidores municipais. Trata-se, portanto, de uma estrutura
administrativa que opera na perspectiva da universalidade e da equidade, princípios
basilares do Sistema Único de Saúde, ao mesmo tempo em que desenvolve ações de
vigilância epidemiológica, controle de doenças transmissíveis e execução de
campanhas de vacinação em articulação com as esferas estadual e federal. A
educação em saúde, por sua vez, aparece como dimensão indissociável do conjunto
de atribuições da Secretaria, na medida em que programas educativos, palestras e
ações preventivas buscam transformar práticas cotidianas e promover condições de
vida mais saudáveis.
Sob a ótica administrativa e intersetorial, a Secretaria desempenha papel
fundamental na gestão de recursos, fiscalização de convênios, controle de
medicamentos e imunizantes, além da realização de estudos sobre problemas que
impactam a saúde da população. A articulação com outros órgãos municipais, como
obras, agricultura e meio ambiente, reforça a compreensão de que a saúde depende
de fatores amplos, envolvendo saneamento, meio ambiente, controle de resíduos e
monitoramento de atividades potencialmente poluidoras. Dessa forma, as
competências atribuídas ao órgão revelam sua função multifacetada: ao mesmo
tempo em que assegura respostas assistenciais imediatas, também atua de forma
preventiva, educativa e regulatória, consolidando-se como instância indispensável
para a proteção e promoção da saúde pública no âmbito municipal.
4. Secretaria Municipal de Trabalho, Assistência e Desenvolvimento Social
A Secretaria Municipal de Trabalho, Assistência e Desenvolvimento Social é o
órgão responsável pela execução da Política Pública de Assistência Social no
município de João Neiva. Sua atuação visa garantir os direitos de cidadania
vinculados a essa política, por meio da oferta de serviços, programas, projetos e
benefícios voltados a indivíduos e famílias em todos os territórios do município.
Integram a rede de equipamentos socioassistenciais sob sua gestão: o Centro
de Referência de Assistência Social (CRAS), Centros de Convivência, o Centro de
Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) e o Posto de Cadastramento
do Cadastro Único.
A atuação da Secretaria está voltada à realidade sociofamiliar e aos territórios,
com atenção especial às áreas de maior vulnerabilidade social.
Dentre suas atribuições, destaca-se o atendimento especializado a crianças e
adolescentes em situação de risco, vulnerabilidade social e violação de direitos, com
foco no fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários e na garantia do acesso
a direitos e serviços essenciais.
Por meio da articulação com a rede de proteção social e com outras políticas
públicas, a Secretaria contribui para a efetivação dos direitos constitucionais e para a
promoção da cidadania de indivíduos e famílias em situação de vulnerabilidade.
5. Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente
O Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente tem por finalidade
captar, gerenciar e aplicar recursos destinados à implementação de ações voltadas à
promoção, proteção e defesa dos direitos de crianças e adolescentes no município.
Suas principais fontes de financiamento incluem: destinações voluntárias de
parte do Imposto de Renda devido por pessoas físicas e jurídicas; recursos oriundos
do orçamento público municipal; contribuições de governos estrangeiros e de
organismos internacionais multilaterais; valores decorrentes da aplicação de multas
previstas na legislação específica; entre outras fontes legalmente autorizadas.
Com profunda gratidão, expressamos nosso sincero agradecimento a todos que
colaboraram com dedicação e comprometimento na elaboração do Plano para a
Primeira Infância.
Este plano simboliza um compromisso coletivo com o futuro das nossas crianças,
garantindo que tenham acesso a oportunidades equitativas de desenvolvimento nos
seus primeiros anos de vida, tão cruciais para o seu crescimento e aprendizado. Ao
focarmos na primeira infância, estamos investindo na base da sociedade,
promovendo bem-estar, saúde e educação de qualidade desde os primeiros passos.
Agradecemos especialmente aos pais, cuidadores e às próprias crianças, cujas
experiências diárias iluminam a importância de cada decisão tomada e estratégia
implementada. O Plano para a Primeira Infância é um testemunho do nosso
compromisso conjunto para criar um ambiente que apoie, proteja e nutra cada
criança, permitindo-lhes atingir seu potencial máximo.
Por fim, reconhecemos o papel vital do apoio governamental e da liderança na
priorização da primeira infância em políticas públicas. Este plano é um marco no
nosso compromisso coletivo com o futuro, e juntos, faremos a diferença na vida de
inúmeras crianças e de gerações futuras.
AGRADECIMENTOS
À Prefeitura Municipal de João Neiva e as Secretarias Municipais de Educação,
Saúde e Trabalho, Assistência e Desenvolvimento Social, especialmente, ao
Conselho Municipal dos Direitos da Criança de João Neiva (Gestão 2021 - 2024) pela
oportunidade de parceria na realização deste trabalho tão importante para a melhoria
e ampliação das políticas públicas direcionadas às crianças e adolescentes do
município.
À equipe de profissionais dos equipamentos da Rede Socioassistencial que
uniu esforços para estarem presentes em todas as reuniões e ações realizadas para
elaboração deste Plano Para Primeira Infância.
Acreditamos que o investimento nas crianças na primeira infância é
imprescindível para o fortalecimento e desenvolvimento das famílias e dos territórios,
contribuindo para a prevenção e superação das vulnerabilidades vivenciadas e para
a diminuição da desigualdade social e uma melhor qualidade de vida da população.
Atender as particularidades dos ciclos de vida das crianças, prioritariamente na
primeira infância é essencial para a formação de adultos justos e solidários que
poderão contribuir para uma sociedade mais humana e ética. Identificar e intervir em
todas as infâncias do território é obrigação da família, da sociedade e do estado, que
de forma conjunta, precisam primar e cuidar de suas crianças.
AGRADECIMENTOS INSTITUCIONAIS
Agradecemos a todos os atores sociais que se envolveram de alguma forma
no processo do Plano para Primeira Infância do Município de João Neiva, contribuindo
para o seu resultado, cada participação auxiliou na construção de etapas necessárias
à sua efetivação e com certeza, irá contribuir para uma gestão municipal muito mais
efetiva e assertiva, que faz a diferença na vida das crianças, adolescentes, famílias e
de todos os munícipes.
Instituições que participaram:
CMDCA – Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente
CRAS – Centro de Referência de Assistência Social
Centros de Convivência
CREAS – Centro de Referência Especializado de Assistência Social
Equipe de Abordagem Social
CADASTRO ÚNICO
CONSELHO TUTELAR
Secretaria Municipal de Educação
Secretaria Municipal de Saúde
Programa Criança Feliz Capixaba
“A maior taxa de retorno do desenvolvimento na primeira
infância ocorre quando se investe o mais cedo possível, desde
o nascimento até os cinco anos de idade, em famílias carentes.
Começar na idade de três ou quatro anos é um pouco tarde
demais, pois significa não reconhecer que habilidades geram
habilidades de uma forma complementar e dinâmica. Os
esforços devem se concentrar nos primeiros anos em busca de
maior eficiência e eficácia. O melhor investimento é na qualidade
do desenvolvimento na primeira infância, desde o nascimento
até os cinco anos, para crianças carentes e suas famílias”.
James J. Heckman
LEIA-ME
Este Livro compõe o conjunto de resultados da pesquisa para o Plano para
Primeira Infância da Criança no município de João Neiva.
O Plano para Primeira Infância teve como objetivo geral conhecer a realidade
das crianças na primeira infância em João Neiva para subsidiar ações e tomadas de
decisões do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA),
e as instâncias governamentais e não governamentais na formulação e execução de
suas políticas públicas e programas sociais.
A elaboração do presente Plano para Primeira Infância partiu do CMDCA e da
Secretaria Municipal de Trabalho, Assistência e Desenvolvimento Social.
EQUIPE QUE PARTICIPOU DO PLANO PARA PRIMEIRA
INFÂNCIA DO MUNICÍPIO DE JOÃO NEIVA
Todo processo foi conduzido e realizado em parceria em conjunto da Secretaria
Municipal de Trabalho Assistência e Desenvolvimento Social, Secretaria Municipal de
Saúde e Secretaria Municipal de Educação, com anuência e participação do Conselho
Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente – CMDCA.
Para a efetivação deste Plano para Primeira Infância, a Secretaria Municipal de
Trabalho, Assistência e Desenvolvimento Social, trabalharam em parceria com
diversas políticas públicas, órgãos de defesa e garantia de direitos, Organizações do
Terceiro Setor e outros atores sociais envolvidos no atendimento à crianças nos
territórios, com vistas a identificação de dados e informações que contribuíssem para
a leitura da realidade atual no município, no que se refere aos atendimentos e ações
para esse público e ao planejamento de ações futuras que possibilitem de fato, o
desenvolvimento integral deste ciclo de vida, a partir de suas necessidades,
potencialidades e habilidades.
REFERÊNCIA DA SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO
Rejiane Ebert de Aranti
Secretária Municipal de Educação
Claudia Rampinelli Pizza
Técnicas Pedagógicas da Educação Infantil
Lorena dos Reis Costa
Técnicas Pedagógicas da Educação Infantil
Natálio Vieira Ribeiro
Presidente do Conselho Municipal de Educação de João Neiva
REFERÊNCIA DA SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE
Amanda Morellato Carlesso Campostrini
Secretária Municipal de Saúde
Rosilene Maria Fachetti Milani
Secretária Executiva da Semsa
REFERÊNCIA DA SECRETARIA MUNICIPAL DE TRABALHO,
ASSISTÊNCIA SOCIAL E DESENVOLVIMENTO SOCIAL
Necemauro Alves de Oliveira
Secretário Municipal de Assistência Social
Rosemary Grippa Pinto
Sub Secretária SEMTADES Gestão do SUAS
Maria Aparecida de Abreu Miranda Bertolini
Coordenação do CRAS
Amanda Santos Scopel
Coordenação do CREAS
COMPOSIÇÃO DO COMITÊ RESPONSÁVEL PELA CONSTRUÇÃO
DO PLANO PARA A PRIMEIRA INFÂNCIA
Secretaria Municipal de Trabalho, Assistência e Desenvolvimento Social
Titular: Maria Aparecida de Abreu Miranda Bortolini
Suplente: Janaina de Oliveira Pereira de Nardi
Secretaria Municipal de Educação
Titular: Claudia Rampinelli Pizza
Suplente: Lorena dos Reis Costa
Secretaria Municipal de Saúde
Titular: Cristina Valéria Guimarães
Suplente: Rosilene Maria Fachetti Milani
Secretaria Municipal de Fazenda
Titular: Luiz Alberto Sanches
Suplente: Marciano Vescovi Sacanni
Secretaria Municipal de Meio Ambiente
Titular: Caroline Nunes Machado
Suplente: Thais Silva Gripa
Secretaria Municipal de Cultura e Turismo
Titular: Cristiana Ribeiro Tavares
Suplente: Micaela Kuster
Secretaria Municipal de Esportes
Titular: Marcos Pandolfi
Suplente: José Evandro de Souza
Representante da Sociedade Civil no Conselho Municipal dos Direitos da
Criança e do Adolescente (CMDCA)
Titular: Maura Maia Matos
Suplente: Bianca Felix de Oliveira
Representante da Sociedade Civil no Conselho Municipal de Assistência Social
(CMAS) preferencialmente integrante da Comissão do Programa Bolsa Família
Titular: Jussara dos Santos Furieli
Suplente: Jéssica dos Santos Marinato
Entidade Pestalozzi da Rede que atue diretamente crianças de 0 (zero) a 6
(seis) anos
Titular: Maria Melânia Ruy Tolomei de Araújo
Suplente: Rosilene Gomes de Nardi Martins
LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS
ABRACOM Associação Brasileira dos Tribunais de Contas dos Municípios
AEE Atendimento Educacional Especializado
ATRICON Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil
BNCC Base Nacional Comum Curricular
CMDCA Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente
CNJ Conselho Nacional de Justiça
CNPTC Conselho Nacional de Presidentes dos Tribunais de Contas
CRAS Centro de Referência de Assistência Social
CREAS Centro de Referência Especializado de Assistência Social
ECRIAD Estatuto da Criança e do Adolescente
ESF Estratégia Saúde da Família
FMCSV Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal
FPPI Frente Parlamentar Mista da Primeira Infância
GSPI-M Gasto Social com a Primeira Infância no Município
IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
IDHM Índice de Desenvolvimento Humano Municipal
INC Índice de Necessidade por Creche
IRB Instituto Rui Barbosa
LDO Lei de Diretrizes Orçamentárias
LOA Lei Orçamentária Anual
ODS Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
ODM Objetivos de Desenvolvimento do Milênio
OMS Organização Mundial da Saúde
ONU Organização das Nações Unidas
PAEFI Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos
PAIF Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família
PEPI Plano Estadual pela Primeira Infância
PMPI Plano Municipal para a Primeira Infância
PPA Plano Plurianual
PSF Programa Saúde da Família
RNPI Rede Nacional Primeira Infância
SCFV Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos
TCE-ES Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo
TCU Tribunal de Contas da União
UNICEF Fundo das Nações Unidas para a Infância
UF Unidade Federativa
UVB União dos Vereadores do Brasil
LISTA DE QUADROS
Quadro 1 - Percentual da população entre 0 e 6 anos..............................................52
Quadro 2- Percentual de pais ausentes ....................................................................70
Quadro 3 - Pais ausentes..........................................................................................70
Quadro 4 - Unidades executoras do Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora
..................................................................................................................................71
Quadro 5 - Índice de necessidade por creche...........................................................82
Quadro 6 - Detalhamento do índice de necessidade por creche...............................82
Quadro 7 – Painel Diagnóstico..................................................................................94
Quadro 8 – Síntese de Indicadores do Tempo de Nascer.......................................113
Quadro 9 – Metas e Estratégias do Eixo Tempo de Nascer....................................114
Quadro 10 – Síntese de Indicadores do Tempo de Crescer....................................122
Quadro 11 – Metas e Estratégias do Eixo Tempo de Crescer.................................124
Quadro 12 – Síntese de Indicadores do Tempo de Brincar.....................................127
Quadro 13 – Metas e Estratégias do Eixo Tempo de Brincar..................................128
Quadro 14 – Síntese de Indicadores do Tempo de Aprender..................................131
Quadro 15 – Metas e Estratégias do Eixo Tempo de Aprender...............................132
Quadro 16 – Ações do Lugar do Homem no Cuidado às Famílias..........................137
Quadro 18 – Ações do Sistema de Justiça e as Crianças.......................................138
Quadro 17 – Ações de Atenção as crianças de comunidades e de povos tradicionais
................................................................................................................................140
LISTA DE TABELAS
Tabela 1 - Dados Sociodemográficos........................................................................51
Tabela 2 – Domicílios Particulares (IBGE 2022)........................................................53
Tabela 3 – Dados de Saúde de Crianças de 0 a 1 ano .............................................54
Tabela 4 – Dados de Saúde de Crianças de 0 a 6 anos - II ......................................55
Tabela 5 – Gestão do Serviço de Saúde I .................................................................55
Tabela 6 – Gestão do Serviço de Saúde - II..............................................................56
Tabela 7 – Indicadores de Saúde relativos ao pré-natal............................................63
Tabela 8 – Indicadores em relação à gestação, parto e puerpério............................64
Tabela 9 – Indicador de Mortalidade Materna ...........................................................67
Tabela 10 – Indicadores do Programa Bolsa Família entre outros ............................72
Tabela 11 – Proteção Social Básica ..........................................................................73
Tabela 12 – Indicador Proteção Social Especial (Média Complexidade)...................74
Tabela 13 – Indicadores da Proteção Social Especial de Alta Complexidade ...........75
Tabela 14 – Estabelecimentos de Educação Infantil – Públicas e Privadas..............76
Tabela 15 – Indicador do Número de matrículas entre outros...................................76
Tabela 16 – Indicadores de Professores da Educação infantil entre outros ..............77
Tabela 17 – Indicadores de Merenda Escolar entre outros .......................................78
Tabela 18 – Indicadores de Aluno de AEE ................................................................78
Tabela 19 - Indicadores de Recursos Educacionais..................................................79
Tabela 20 – Indicadores de brinquedos e jogos expressivos entre outros (Ano base de
2025).........................................................................................................................80
Tabela 21 – Indicadores de Cultura de Sustentabilidade entre outros ......................81
Tabela 22 - Indicadores relativos ao lazer.................................................................89
Tabela 23 – Indicadores relativos ao consumo..........................................................90
Tabela 24 – Em relação à criança, o espaço, a cidade e o meio ambiente...............90
Tabela 25 – Indicadores em relação à criança, o espaço, a cidade e o meio ambiente
- II ..............................................................................................................................91
Tabela 26 – Indicadores relativos as ações intersetoriais e de articulação - I ...........92
Tabela 27 - Indicadores relativos as ações intersetoriais e de articulação - III..........93
Tabela 28 – Relatório Consolidado do GSPI ...........................................................145
Tabela 29 – Relatório Sintético de GSPI .................................................................149
LISTA DE GRÁFICOS
Gráfico 1 - População por idade entre 0 e 6 anos - por raça/cor...............................52
Gráfico 2 – Cobertura da atenção primária à saúde..................................................53
Gráfico 3 - Cobertura vacinal infantil ............................Erro! Indicador não definido.
Gráfico 3 - Cobertura vacinal infantil atualizado – outubro 2025...............................54
Gráfico 4 - Nascidos Vivos ........................................................................................57
Gráfico 5- Nascidos vivos - por raça/cor 2024...........................................................57
Gráfico 6– Mortalidade Infantil...................................................................................58
Gráfico 7- Mortalidade infantil - por raça/cor, 2023....................................................58
Gráfico 8- Percentual de mortalidade infantil por causas evitáveis ...........................59
Gráfico 9- Mortalidade infantil por causas evitáveis - por raça/cor............................60
Gráfico 10– Comparação da mortalidade infantil total e por causas evitáveis ..........60
Gráfico 11 - Percentual de partos de mães adolescentes (até 19 anos) ...................61
Gráfico 12 - Partos de mães adolescentes - por raça/cor, 2024................................62
Gráfico 13 - Percentual de gestantes com 7 ou mais consultas de pré-natal............62
Gráfico 14 - Percentual de gestantes com 7 ou mais consultas de pré-natal - por
raça/cor .....................................................................................................................63
Gráfico 15 - Percentual de nascimentos registrados como baixo peso ....................65
Gráfico 16 - Nascimentos registrados como baixo peso - por raça/cor.....................65
Gráfico 17 – Mortalidade Materna.............................................................................66
Gráfico 18 - Mortalidade materna - por raça/cor........................................................66
Gráfico 19 - Aleitamento materno em menores de 6 meses de idade.......................68
Gráfico 20 - Altura das crianças de 0 a 5 anos..........................................................68
Gráfico 21 - Peso baixo em crianças de 0 a 5 anos ..................................................69
Gráfico 22 - Peso elevado em crianças de 0 a 5 anos ..............................................69
Gráfico 23 – Crianças entre 0 e 6 anos no Cadastro Único e Bolsa Família (2024) .73
Gráfico 24 - Percentual de atendimento em creches da população de 0 a 3 anos ...83
Gráfico 25 - Percentual de atendimento em pré-escola da população de 4 a 5 anos
..................................................................................................................................84
Gráfico 26 - Matrículas na educação infantil .............................................................85
Gráfico 27 - Matrículas em creches por dependência administrativa ........................86
Gráfico 28 – Matriculas em creches por raça/cor......................................................86
Gráfico 29 - Matrículas em pré-escolas por dependência administrativa ..................87
Gráfico 30 - Matrículas em pré-escolas - por raça/cor ..............................................88
Gráfico 31 - Estabelecimentos de educação infantil por atendimento.......................88
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO.......................................................................................27
2. FUNDAMENTAÇÃO LEGAL E CONCEITUAL.......................................31
2.1 CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988 ................................................31
2.2 Marco Legal da Primeira Infância (Lei n° 13.257/2016) .....................32
2.3 Referencial para avaliação de governança em políticas públicas
(tribunal de contas da união, 2014) .......................................................................35
2.4 guia para elaboração do plano municipal pela primeira infância (rede
nacional primeira infância, 2017)...........................................................................37
2.5 cartilha plano municipal para a primeira infância: um passo a passo para
a elaboração (unicef, 2021) ...................................................................................39
2.6 nota recomendatória atricon-irb-abracom – cnptc –fppi-uvb nº 01/2023
41
2.7 política estadual integrada pela primeira infância do espírito santo
(DECRETO ESTADUAL N° 4.494/2019)................................................................44
3. PRINCÍPIOS E DIRETRÍZES DO PMPI ................................................48
3.1 Princípios Fundamentais.......................................................................48
3.2 diretrizes estratégicas ...........................................................................49
4. DIAGNÓSTICO DA PRIMEIRA INFÂNCIA DO MUNICÍPIO ..................51
4.1 DEMOGRAFIA ...................................................................................51
4.2 saúde..................................................................................................53
4.2.1 Nascidos Vivos.............................................................................56
4.2.2 Mortalidade infantil .......................................................................58
4.2.3 Morte por Causas Evitáveis..........................................................59
4.2.4 Gestação......................................................................................61
4.2.5 Baixo peso ao nascer...................................................................64
4.2.6 Mortalidade Materna.....................................................................66
4.3 nutrição adequada..............................................................................67
4.4 parentalidade......................................................................................70
4.5 segurança e proteção.........................................................................71
4.6 educação infantil ................................................................................76
4.6.1 Percentual de atendimento...........................................................83
4.6.2 Matriculas .....................................................................................85
4.6.3 Matriculas em Creches.................................................................86
4.6.4 Matriculas em Pré-Escolas...........................................................87
4.6.5 Estabelecimentos de Educação Infantil........................................88
4.7 outros dados relevantes .....................................................................89
4.8 painel diagnóstico...............................................................................94
5. PARTICIPAÇÃO DAS CRIANÇAS NO PLANO PARA PRIMEIRA
INFÂNCIA 96
6. EIXOS DE ATUAÇÃO E OBJETIVOS ESTRATÉGICOS.....................106
6.1 TEMPO DE NASCER.......................................................................112
6.1.1 Síntese de Indicadores do Tempo de Nascer ...............................113
6.1.2 Prioridades Estratégicas...............................................................113
6.1.3 Metas e Estratégias....................................................................114
6.2 TEMPO DE CRESCER ....................................................................122
6.2.1 Síntese de Indicadores do Tempo de Crescer............................122
6.2.2 Prioridades Estratégicas.............................................................123
6.2.3 Metas e Estratégias....................................................................124
6.3 TEMPO DE BRINCAR......................................................................127
6.3.1 Síntese de Indicadores do Tempo de Brincar.............................127
6.3.2 Prioridades Estratégicas.............................................................127
6.3.3 Metas e Estratégias ......................................................................128
6.4 TEMPO DE APRENDER..................................................................131
6.4.1 Síntese de Indicadores do Tempo de Aprender..........................131
6.4.2 Prioridades Estratégicas.............................................................132
6.4.3 Metas e Estratégias....................................................................132
6.5 ações intersetoriais complementares ...............................................136
6.5.1 O Lugar do Homem no Cuidado à Família.................................137
6.5.1 Crianças de Comunidades e de Povos Tradicionais ..................138
6.5.2 Sistema de Justiça e as Crianças ..............................................140
7. DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS E FINANCEIRAS...........................142
7.1 Fontes de Financiamento.................................................................142
7.2 Planejamento e Execução Orçamentária .........................................143
7.3 Transparência e Controle Social ......................................................143
7.4 Planilha Orçamentária......................................................................145
7.4.1 Relatório Consolidado do GSPI..................................................145
7.4.2 Relatório Sintético de Gasto Social com a Primeira Infância......148
8. MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO.....................................................151
8.1 metodologia......................................................................................151
8.2 Governança e Responsabilidades....................................................152
8.3 Periodicidade e Instrumentos ...........................................................153
9. CONCLUSÃO......................................................................................155
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICAS................................................................157
ANEXO A – RELATÓRIO DA PESQUISA PÚBLICA MUNICIPAL SOBRE A
PRIMEIRA INFÂNCIA 2025.....................................................................................161
27
1. INTRODUÇÃO
A primeira infância, compreendida como o período que se estende do
nascimento aos seis anos de idade, representa uma fase crucial para o
desenvolvimento humano integral. É nesse estágio que se estabelecem as bases
cognitivas, emocionais, sociais e motoras que influenciarão toda a trajetória de vida
do indivíduo. Investir na primeira infância não é apenas uma questão de justiça social,
mas uma estratégia fundamental para o desenvolvimento sustentável de uma
sociedade, impactando diretamente na saúde, educação, segurança e bem-estar das
futuras gerações. A ciência tem demonstrado consistentemente que as experiências
vividas nos primeiros anos de vida moldam a arquitetura cerebral, com reflexos
duradouros na capacidade de aprendizado, na saúde mental e na produtividade
econômica (Vidigal, 2025a).
No Brasil, a relevância da primeira infância foi formalmente reconhecida com a
promulgação do Marco Legal da Primeira Infância (Lei nº 13.257/2016). Esta
legislação representa um avanço significativo ao estabelecer diretrizes e princípios
para a formulação e implementação de políticas públicas intersetoriais voltadas para
crianças de zero a seis anos. O Marco Legal enfatiza a necessidade de um olhar
integrado para a criança, considerando-a em sua totalidade e garantindo seus direitos
fundamentais em diversas áreas, como saúde, educação, assistência social, cultura,
lazer e convivência familiar e comunitária. A lei reforça o papel do Estado, da família
e da sociedade na promoção de um ambiente propício ao pleno desenvolvimento
infantil.
Em consonância com o arcabouço legal federal, o estado do Espírito Santo tem
demonstrado compromisso com a pauta da primeira infância. A Política Estadual
Integrada pela Primeira Infância do Espírito Santo, instituída pela Lei nº 10.964/2018
e regulamentada pelo Decreto Estadual nº 4.494-R/2019, estabelece um conjunto de
ações e programas que visam promover o desenvolvimento integral das crianças
capixabas. O Plano Estadual pela Primeira Infância (PEPI) norteia as iniciativas em
nível estadual, buscando articular os diferentes setores e níveis de governo para
assegurar que os direitos das crianças sejam efetivados desde os primeiros anos de
vida.
28
Nesse contexto, o município de João Neiva, localizado no Espírito Santo, com
uma população de 14.079 habitantes, conforme o Censo Demográfico de 2022 do
IBGE, e com 7,92% de sua população entre 0 e 6 anos (equivalente a 1.115 crianças),
reconhece a importância de traduzir esses marcos legais e políticas em ações
concretas no âmbito local (IBGE, 2022; Vidigal, 2025b).
Embora o município já possua diretrizes pedagógicas para a educação infantil
e participe de iniciativas como o “Mês da Primeira Infância”, a elaboração e
implementação de um Plano Municipal para a Primeira Infância (PMPI) específico para
João Neiva é um passo fundamental para consolidar e expandir as ações voltadas a
essa faixa etária. Notícias recentes indicam que o Tribunal de Contas do Estado do
Espírito Santo (TCE-ES) tem recomendado aos municípios a elaboração de seus
PMPIs, o que reforça a urgência e a relevância dessa iniciativa para João Neiva (TCE,
2024).
Um Plano Municipal para a Primeira Infância em João Neiva se apresenta como
um instrumento estratégico para diagnosticar a situação atual das crianças de 0 a 6
anos no município, identificar as lacunas existentes nos serviços e políticas públicas
e, a partir disso, planejar ações intersetoriais coordenadas. Esse plano permitirá uma
alocação mais eficiente de recursos, a capacitação de profissionais e a criação de
programas e projetos que atendam às necessidades específicas da primeira infância
joãoneivense, considerando suas particularidades sociais, econômicas e culturais. A
ausência de um plano abrangente pode resultar em ações fragmentadas e na não
garantia plena dos direitos das crianças, comprometendo seu desenvolvimento e o
futuro do município. Assim sendo, a implementação de um PMPI em João Neiva não
se restringe apenas à garantia de direitos, mas representa um investimento social com
alto retorno. Estudos demonstram que cada real investido na primeira infância pode
gerar um retorno de até sete reais em benefícios sociais e econômicos a longo prazo,
como redução da criminalidade, aumento da escolaridade e da produtividade, e
diminuição dos gastos com saúde e assistência social (Vidigal, 2025c).
Ao priorizar a primeira infância, João Neiva estará construindo as bases para
uma sociedade mais equitativa, saudável e próspera, com cidadãos mais preparados
para os desafios do futuro e capazes de contribuir ativamente para o desenvolvimento
local e regional. A iniciativa de construir um PMPI é, portanto, um compromisso com o
29
presente e o futuro de João Neiva, refletindo a visão de um município que valoriza e
investe em seu capital humano desde os primeiros anos de vida.
30
31
2. FUNDAMENTAÇÃO LEGAL E
CONCEITUAL
2.1 CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988
A Constituição Federal de 1988, conhecida como "Constituição Cidadã",
representou um marco paradigmático no reconhecimento dos direitos fundamentais
da criança e do adolescente no Brasil.
A inovação constitucional mais significativa encontra-se expressa no artigo 227
da Constituição Federal, que estabelece que "é dever da família, da sociedade e do
Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o
direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à
cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária"
(Brasil, 1988). Este dispositivo revolucionou a perspectiva jurídica ao romper com o
modelo punitivista do Código de Menores vigente durante o Regime Militar,
inaugurando a doutrina da proteção integral. Conforme observa o Conselho Nacional
de Justiça, "a Constituição estabeleceu a grave responsabilidade de atuar na defesa
das crianças como cidadãs sujeitas de direito" (CNJ, 2018), reconhecendo-as como
pessoas em desenvolvimento com direitos próprios e específicos.
A Constituição Federal de 1988 é a base de toda a proteção dedicada às
crianças no Brasil. Ela reconhece que meninos e meninas são sujeitos de direitos e
determina que família, sociedade e Estado têm responsabilidade conjunta de garantir
vida, saúde, educação, lazer, convivência familiar e proteção contra qualquer forma
de violência. Para as crianças de 0 a 6 anos, essa garantia se traduz em prioridade
absoluta nos serviços públicos, incluindo creche, pré-escola, vacinação e
acompanhamento de saúde, sendo o ponto de partida para todas as políticas da
Primeira Infância.
A proteção constitucional da primeira infância ganhou contornos ainda mais
específicos com a promulgação da Lei nº 13.257/2016, conhecida como Marco Legal
da Primeira Infância, que regulamentou os dispositivos constitucionais voltados para
crianças de zero a seis anos de idade.
32
A importância da proteção constitucional da primeira infância reside no
reconhecimento científico de que este período é crucial para o desenvolvimento
humano. O texto constitucional, ao estabelecer a prioridade absoluta na proteção dos
direitos da criança, antecipou-se às descobertas neurocientíficas contemporâneas
que demonstram a importância dos primeiros anos de vida para a formação da
personalidade e das capacidades cognitivas. A Constituição Federal de 1988 não
apenas criou um novo paradigma jurídico, mas também estabeleceu as bases para
políticas públicas que reconhecem a primeira infância como período fundamental para
o desenvolvimento integral do ser humano.
Conclui-se que a Constituição Federal de 1988 estabeleceu um marco jurídico
fundamental para a proteção da primeira infância no Brasil, criando não apenas
direitos, mas também responsabilidades compartilhadas entre família, sociedade e
Estado. A posterior regulamentação através do Marco Legal da Primeira Infância
demonstra a continuidade e o aperfeiçoamento deste projeto constitucional,
evidenciando que a proteção integral da criança é um compromisso permanente da
sociedade brasileira com seu futuro.
2.2 MARCO LEGAL DA PRIMEIRA INFÂNCIA (LEI N°
13.257/2016)
A Lei n° 13.257, de 8 de março de 2016, conhecida como Marco Legal da
Primeira Infância, representa um divisor de águas na legislação brasileira ao
estabelecer diretrizes específicas para a proteção e promoção dos direitos das
crianças de zero a seis anos de idade. Esta norma jurídica emerge como um
instrumento fundamental para a materialização dos princípios constitucionais voltados
à primeira infância, regulamentando políticas públicas integradas e intersetoriais que
reconhecem a singularidade deste período do desenvolvimento humano.
A definição legal da primeira infância encontra-se expressa no artigo 2° da Lei
13.257/2016, que estabelece: "considera-se primeira infância o período que abrange
os primeiros 6 (seis) anos completos ou 72 (setenta e dois) meses de vida da criança"
(Brasil, 2016, art. 2°). Esta delimitação temporal não é meramente cronológica, mas
fundamenta-se em evidências científicas que demonstram a importância crítica deste
33
período para o desenvolvimento neurológico, cognitivo e emocional. A lei reconhece
que investimentos realizados nesta fase inicial da vida produzem retornos superiores
em termos de desenvolvimento humano e redução de desigualdades sociais.
O Marco Legal inova ao estabelecer que:
[...] o pleno atendimento dos direitos da criança na primeira infância constitui
objetivo comum de todos os entes da Federação, segundo as respectivas
competências constitucionais e legais, a ser alcançado em regime de
colaboração entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios
(Brasil, 2016, art. 5°).
Esta disposição cria uma responsabilidade compartilhada entre os entes
federativos, superando a fragmentação tradicionalmente observada nas políticas
públicas voltadas para a infância. O regime de colaboração federativa estabelecido
pela lei representa um avanço significativo na coordenação de ações governamentais,
promovendo a integração de políticas de saúde, educação, assistência social e outras
áreas essenciais para o desenvolvimento integral da criança.
A importância do Marco Legal da Primeira Infância transcende sua dimensão
normativa, configurando-se como um instrumento de transformação social que
reconhece a criança como sujeito de direitos específicos. A primeira infância é uma
fase crucial do desenvolvimento humano que vai até os seis anos de idade, período
em que ocorrem construções fundamentais, desde físicas até emocionais e cognitivas
que formam a base da personalidade e das competências humanas necessárias
(CNJ, 2023). A lei estabelece um novo paradigma ao priorizar a prevenção e a
promoção do desenvolvimento, em contraposição às abordagens tradicionalmente
focadas na reparação de danos já ocorridos.
Conclui-se que o Marco Legal da Primeira Infância constitui um marco evolutivo
na legislação brasileira, consolidando juridicamente a compreensão de que os
primeiros anos de vida são determinantes para o desenvolvimento humano. A Lei
13.257/2016 não apenas regulamenta direitos, mas estabelece um novo modelo de
gestão pública baseado na intersetorialidade e na colaboração federativa, criando
condições jurídicas e institucionais para que o Estado brasileiro possa efetivamente
cumprir seu compromisso constitucional com a proteção integral da criança na
primeira infância.
34
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), criado em 1990, aprofunda
essa proteção ao definir de forma detalhada os direitos e cuidados que devem ser
assegurados. O ECA estabeleceu a doutrina da proteção integral e proibiu castigos
físicos, tratamentos cruéis ou humilhantes, assegurando que crianças pequenas
sejam educadas com respeito e dignidade. Ele também protege a integridade física,
emocional e moral, incluindo imagem, identidade e autonomia, e obriga escolas e
serviços públicos a agir sempre que houver suspeita de violação de direitos, sendo
um instrumento central para o cuidado na primeira infância.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB – Lei nº 9.394/1996)
organiza a educação no Brasil e reconhece a Educação Infantil como a primeira etapa
da Educação Básica. A LDB determina que creches e pré-escolas devem oferecer
cuidado, proteção e aprendizagem adequados à idade, com profissionais preparados
e ambientes seguros. Para as crianças pequenas, essa lei garante o direito a uma
educação de qualidade que favoreça o desenvolvimento integral — físico, emocional,
social e cognitivo.
Entre as legislações mais recentes, a Lei nº 14.811/2024 fortalece a proteção
das crianças nos ambientes educacionais ao criminalizar o bullying e o cyberbullying.
Ela determina que escolas adotem protocolos de prevenção e acolhimento, garantindo
ambientes seguros e respeitosos desde a Educação Infantil. Também reforça a
responsabilidade das instituições de agir rapidamente em situações de violência.
A Lei nº 14.679/2023, por sua vez, altera a LDB para garantir formação contínua
aos profissionais da educação na identificação de violações de direitos, como maustratos, negligência e abuso sexual. Essa medida é fundamental para a primeira
infância, fase em que as crianças nem sempre conseguem relatar situações de
violência, tornando o olhar atento dos profissionais essencial para a proteção.
A Lei nº 14.819/2024 institui a Política Nacional de Atenção Psicossocial nas
Comunidades Escolares e assegura ações de acolhimento, escuta e
acompanhamento emocional dentro das instituições de ensino. Na primeira infância,
essa lei contribui para o desenvolvimento saudável, fortalecendo vínculos com
educadores e promovendo o bem-estar emocional das crianças.
Também voltada à garantia de direitos, a Lei nº 14.851/2024 obriga os
municípios a identificarem e divulgarem a demanda real por vagas na educação
35
infantil, especialmente para crianças de 0 a 3 anos. Ao tornar esse levantamento
obrigatório, a lei permite que os municípios planejem melhor a oferta de creches,
evitando filas ocultas e assegurando transparência e equidade no acesso.
A Lei Lucas (Lei nº 13.722/2018) estabelece a obrigatoriedade da capacitação
em primeiros socorros para todos os funcionários e professores das instituições de
educação básica. Essa medida protege diretamente as crianças pequenas, que são
mais vulneráveis a acidentes, garantindo atendimento imediato em situações de
emergência e reduzindo riscos graves.
Por fim, a Lei Henry Borel (Lei nº 14.344/2022) cria um conjunto de mecanismos
de prevenção e enfrentamento à violência doméstica e familiar contra crianças e
adolescentes. Ela torna o homicídio de menores de 14 anos um crime hediondo,
estabelece medidas protetivas urgentes e determina que qualquer pessoa tem o dever
de denunciar situações suspeitas ou confirmadas de violência. A lei garante prioridade
nas investigações, fortalecendo a rede de proteção e contribuindo para a segurança
das crianças dentro de seus próprios lares.
2.3 REFERENCIAL PARA AVALIAÇÃO DE
GOVERNANÇA EM POLÍTICAS PÚBLICAS (TRIBUNAL DE
CONTAS DA UNIÃO, 2014)
A governança pública emerge como um dos temas centrais da administração
pública contemporânea, especialmente em um contexto de crescente complexidade
das demandas sociais e da necessidade de maior efetividade das políticas públicas.
No Brasil, o Tribunal de Contas da União (TCU), como órgão de controle externo, tem
desempenhado um papel fundamental na promoção de melhores práticas de
governança, transcendendo sua função tradicional de fiscalização para assumir um
papel mais propositivo e orientador. Nesse contexto, o "Referencial para Avaliação de
Governança em Políticas Públicas", publicado pelo TCU em 2014, representa um
marco significativo na evolução do controle externo brasileiro e na consolidação de
uma abordagem mais sistêmica e estruturada para a avaliação da governança no
setor público.
36
O documento surge em um momento estratégico da administração pública
brasileira, quando se observa uma crescente conscientização sobre a importância da
governança como elemento fundamental para a efetividade das políticas públicas e
para a legitimidade das instituições democráticas. Como destacado pelo próprio TCU,
"por ser o Estado Brasileiro um importante ator do desenvolvimento, a melhoria da
governança pública representa uma premissa fundamental para a superação de
grande parte dos desafios postos" (Brasil, 2014, p. 5). Esta perspectiva reflete uma
compreensão madura sobre o papel do Estado na promoção do desenvolvimento
nacional e sobre a necessidade de aprimorar continuamente os mecanismos de
governança para garantir que as políticas públicas alcancem seus objetivos de forma
eficiente, eficaz e transparente.
A relevância do referencial do TCU manifesta-se em múltiplas dimensões.
Primeiramente, ele representa uma evolução significativa na atuação dos órgãos de
controle externo, que passam de uma abordagem predominantemente reativa e
focada na conformidade legal para uma perspectiva mais proativa e orientada para
resultados. Como enfatizado no documento, o TCU tem "buscado atuar de forma cada
vez mais seletiva e sistêmica, com ênfase em questões estruturantes da
Administração Pública, sempre com a finalidade de salvaguardar os interesses da
população" (Brasil, 2014, p. 5). Esta mudança de paradigma é fundamental para que
o controle externo possa contribuir efetivamente para o aprimoramento da gestão
pública e para a melhoria dos serviços prestados à sociedade.
Em segundo lugar, o referencial oferece uma abordagem conceitual e
metodológica robusta para a avaliação da governança em políticas públicas,
preenchendo uma lacuna importante no campo da administração pública brasileira.
Até então, não existia um instrumento sistematizado e abrangente que permitisse
avaliar de forma consistente e comparável os arranjos de governança das diferentes
políticas públicas implementadas no país. O documento do TCU vem suprir essa
necessidade, oferecendo um framework conceitual sólido e ferramentas práticas que
podem ser utilizadas tanto pelos órgãos de controle quanto pelos próprios gestores
públicos para avaliar e aprimorar seus arranjos de governança.
O documento do TCU surge em um contexto de transformações significativas
na administração pública mundial, marcado pela emergência de novos modelos de
37
gestão que enfatizam a colaboração, a participação social, a transparência e a
accountability. Nesse cenário, a governança pública deixa de ser vista apenas como
um conjunto de estruturas e processos internos das organizações para ser
compreendida como um sistema complexo de relações entre múltiplos atores,
incluindo governo, sociedade civil, setor privado e organismos internacionais. O
referencial do TCU reflete essa compreensão ampliada da governança, oferecendo
instrumentos para avaliar não apenas os aspectos internos da gestão pública, mas
também as relações interinstitucionais e os mecanismos de participação e controle
social.
2.4 GUIA PARA ELABORAÇÃO DO PLANO
MUNICIPAL PELA PRIMEIRA INFÂNCIA (REDE
NACIONAL PRIMEIRA INFÂNCIA, 2017)
O Guia para Elaboração do Plano Municipal pela Primeira Infância, publicado
pela Rede Nacional Primeira Infância em 2017, constitui um documento técnico
fundamental para orientar gestores públicos municipais na construção de políticas
integradas voltadas às crianças de zero a seis anos. Este instrumento metodológico
emerge como resposta à necessidade de materializar, no âmbito local, os preceitos
estabelecidos pelo Marco Legal da Primeira Infância, oferecendo diretrizes práticas
para a elaboração de planos municipais que contemplem a intersetorialidade e a
participação social como elementos centrais.
A Rede Nacional Primeira Infância, responsável pela elaboração do guia,
define-se como "uma articulação nacional de organizações da sociedade civil, do
governo, do setor privado, de outras redes e de organizações multilaterais que atuam,
direta ou indiretamente, pela promoção e garantia dos direitos da Primeira Infância"
(Rede Nacional Primeira Infância, 2017, p. 3). Esta definição evidencia o caráter
multissetorial da iniciativa, que busca promover a articulação entre diferentes atores
sociais para a construção de políticas públicas efetivas. O guia representa, assim, um
esforço coletivo para democratizar o conhecimento técnico necessário à elaboração
de planos municipais qualificados.
38
O documento estabelece que o Plano Municipal pela Primeira Infância é
um plano de Estado, intersetorial, que visa o atendimento aos direitos das
crianças na primeira infância (até os seis anos de idade) no âmbito do
município, cuja elaboração é recomendada pelo Marco Legal da Primeira
Infância (Rede Nacional Primeira Infância, 2017, p. 15).
Esta conceituação revela três características fundamentais do PMPI: sua
natureza de política de Estado, que transcende gestões governamentais específicas;
sua abordagem intersetorial, que integra diferentes áreas da administração pública; e
sua vinculação ao marco legal vigente, que lhe confere legitimidade jurídica e política.
O guia inova ao apresentar uma metodologia participativa para a elaboração
dos planos municipais, enfatizando que
[...] o Guia para Elaboração do PMPI traz sugestões objetivas e um passo-apasso do trabalho de elaboração de um Plano Municipal pela Primeira
Infância, um instrumento político e técnico, intersetorial, cuja elaboração deve
contar com a participação de diferentes esferas dos governos (Rede Nacional
Primeira Infância, 2017, p. 7).
Esta abordagem metodológica reconhece que a efetividade das políticas
públicas para a primeira infância depende não apenas da qualidade técnica do
planejamento, mas também da legitimidade social e política conquistada através da
participação democrática. O guia, portanto, oferece ferramentas práticas para que os
municípios possam construir planos que reflitam as especificidades locais e as
necessidades reais das crianças e famílias.
Conclui-se que o Guia para Elaboração do Plano Municipal pela Primeira
Infância representa um marco na democratização do conhecimento técnico sobre
políticas públicas para a primeira infância no Brasil. Ao oferecer metodologias e
ferramentas práticas, o documento da RNPI contribui para a qualificação da gestão
pública municipal e para a efetivação dos direitos das crianças de zero a seis anos. A
importância deste guia transcende sua dimensão técnica, configurando-se como um
instrumento de fortalecimento da democracia participativa e da descentralização das
políticas sociais, essenciais para a construção de um país mais justo e equitativo para
suas crianças.
39
2.5 CARTILHA PLANO MUNICIPAL PARA A
PRIMEIRA INFÂNCIA: UM PASSO A PASSO PARA A
ELABORAÇÃO (UNICEF, 2021)
A elaboração de planos municipais para a primeira infância representa uma
estratégia fundamental para a territorialização e concretização das políticas públicas
voltadas a esta população. Nesse contexto, a cartilha desenvolvida pelo UNICEF
Brasil em 2021, em parceria com a Rede Nacional Primeira Infância (RNPI), constituise como um instrumento técnico de grande relevância para orientar gestores
municipais na construção de Planos Municipais pela Primeira Infância (PMPI). Este
documento surge em um momento estratégico, quando se observa uma crescente
conscientização sobre a importância dos primeiros anos de vida e a necessidade de
políticas públicas mais efetivas e integradas para atender às demandas específicas
desta faixa etária.
O UNICEF, como organização internacional com ampla experiência em
políticas para a infância, reconhece que a publicação "se dirige a prefeitas e prefeitos,
cuja liderança é fundamental para inspirar e orientar suas equipes na tarefa de
elaborar e iniciar a implementação do Plano Municipal pela Primeira Infância"
(UNICEF, 2021, p. 5). Esta abordagem reflete uma compreensão madura sobre a
importância da liderança política e do protagonismo dos gestores municipais na
implementação de ações voltadas para a primeira infância. A cartilha não se limita a
apresentar conceitos teóricos, mas oferece uma metodologia prática e aplicável,
considerando as especificidades e diversidades dos contextos municipais brasileiros.
A metodologia proposta pela cartilha fundamenta-se em uma abordagem
participativa e intersetorial, reconhecendo que as políticas para a primeira infância não
podem ser construídas de forma isolada ou setorizada. O documento enfatiza que
A proposta é que cada município conte com seu próprio Plano Municipal pela
Primeira Infância (PMPI), contemplando alguns itens indispensáveis, como
cobertura vacinal; educação infantil de qualidade; prevenção e enfrentamento
à violência; e a promoção de temáticas como a parentalidade positiva"
(UNICEF, 2021, p. 8).
40
Esta perspectiva alinha-se com os princípios estabelecidos no Marco Legal da
Primeira Infância, que preconiza a corresponsabilidade entre família, sociedade e
Estado na proteção e promoção dos direitos das crianças pequenas.
Um dos aspectos mais relevantes da cartilha é sua capacidade de traduzir
diretrizes nacionais em orientações práticas e exequíveis no âmbito municipal. O
documento oferece um "passo a passo" detalhado que inclui desde a sensibilização e
mobilização inicial até a implementação, monitoramento e avaliação do plano
municipal. Esta abordagem metodológica é particularmente importante considerandose as limitações técnicas e financeiras que muitos municípios brasileiros enfrentam,
especialmente aqueles de menor porte. A cartilha funciona, assim, como uma
ferramenta de capacitação e empoderamento dos gestores locais, fornecendo-lhes
instrumentos concretos para a elaboração de políticas públicas qualificadas.
A relevância da cartilha do UNICEF também se manifesta em sua capacidade
de promover a articulação entre diferentes níveis de governo e setores de políticas
públicas. O documento reconhece que a primeira infância é uma responsabilidade
compartilhada que demanda ações coordenadas nas áreas de saúde, educação,
assistência social, cultura, esporte, meio ambiente, entre outras. Nesse sentido, a
cartilha não apenas orienta a elaboração de planos municipais, mas também contribui
para a construção de uma cultura de planejamento integrado e intersetorial, essencial
para a efetividade das políticas para a primeira infância.
Além disso, a cartilha representa um importante instrumento de advocacy e
sensibilização sobre a importância da primeira infância. Ao ser amplamente divulgada
e utilizada por gestores municipais, o documento contribui para a disseminação de
conhecimentos científicos sobre o desenvolvimento infantil e para a conscientização
sobre os benefícios dos investimentos nesta área. Como destacado pelo próprio
UNICEF, o material foi preparado "para apoiar cada município participante do Selo
UNICEF, de forma prática, na elaboração ou qualificação de seu plano, de modo que
ele facilite a gestão e se transforme em ações concretas, ou seja, saia do papel"
(UNICEF, 2021, p. 8), evidenciando o compromisso da organização com a
implementação efetiva de políticas públicas transformadoras.
A experiência de utilização da cartilha em diferentes municípios brasileiros tem
demonstrado sua efetividade como instrumento orientador. Muitos gestores
41
municipais têm relatado que o documento facilitou significativamente o processo de
elaboração de seus planos municipais, oferecendo clareza metodológica e segurança
técnica para o desenvolvimento das ações. Esta receptividade positiva indica que a
cartilha conseguiu preencher uma lacuna importante no campo das políticas para a
primeira infância, oferecendo suporte técnico qualificado para a implementação de
políticas públicas no nível local, onde efetivamente se materializam os direitos das
crianças e suas famílias.
2.6 NOTA RECOMENDATÓRIA ATRICON-IRBABRACOM – CNPTC –FPPI-UVB Nº 01/2023
A Nota Recomendatória nº 01/2023, elaborada conjuntamente pela Associação
dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (ATRICON), Instituto Rui Barbosa
(IRB), Associação Brasileira dos Tribunais de Contas dos Municípios (ABRACOM),
Conselho Nacional de Presidentes dos Tribunais de Contas (CNPTC), Frente
Parlamentar Mista da Primeira Infância (FPPI) e União dos Vereadores do Brasil
(UVB), representa um marco significativo na articulação entre órgãos de controle
externo e instâncias legislativas para a promoção de políticas públicas voltadas à
primeira infância. Este documento, lançado oficialmente na Câmara dos Deputados
em agosto de 2023, evidencia o reconhecimento crescente da importância estratégica
da primeira infância no âmbito do controle público e da gestão orçamentária.
O documento fundamenta-se no reconhecimento de que:
[...] a primeira infância representa o período conhecido como 'janela de
oportunidade' e que o investimento de recursos públicos nesta fase pode
contribuir no pleno desenvolvimento da criança e trazer impactos positivos
por toda a sua vida, refletindo em toda a sociedade (ATRICON et al., 2023, p.
1).
Esta compreensão alinha-se com evidências científicas robustas que
demonstram os altos retornos sociais e econômicos dos investimentos realizados nos
primeiros anos de vida. A nota recomendatória, ao ser subscrita por instituições de
controle de reconhecida credibilidade técnica, confere legitimidade e força institucional
a esta perspectiva, contribuindo para sua disseminação no âmbito da gestão pública.
42
A relevância da nota recomendatória manifesta-se, primordialmente, em sua
capacidade de articular o controle externo com a promoção de políticas públicas.
Tradicionalmente, os órgãos de controle têm focado suas ações na verificação da
legalidade e regularidade dos gastos públicos. Contudo, este documento representa
uma evolução nesta abordagem, demonstrando que o controle externo pode e deve
exercer um papel propositivo na orientação de políticas públicas estratégicas. A nota
recomendatória constitui-se, assim, como um instrumento de advocacy institucional
que busca influenciar positivamente o processo de planejamento e execução
orçamentária em favor da primeira infância.
O documento dirige-se especificamente aos:
Legislativos Estaduais, Distrital e Municipais acerca da inclusão da
priorização da primeira infância nos Projetos de Plano Plurianual (PPA), de
Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e de Lei Orçamentária Anual (LOA) e
da observância necessária da transparência" (ATRICON et al., 2023, p. 1).
Esta abordagem é particularmente estratégica, pois reconhece que a efetivação
de políticas para a primeira infância depende fundamentalmente de sua inclusão nos
instrumentos de planejamento orçamentário. Ao orientar os legislativos para a
priorização desta temática no ciclo orçamentário, a nota recomendatória busca
garantir que os investimentos na primeira infância não sejam tratados como gastos
residuais ou opcionais, mas como prioridades estratégicas do Estado.
A fundamentação constitucional e legal da nota recomendatória é outro aspecto
de grande relevância. O documento baseia-se na "prioridade absoluta assegurada à
criança, conforme disposto no artigo 227 da Constituição da República e no artigo 4º
da Lei Federal nº 8.069, de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente – ECRIAD),
bem como o disposto no Marco Legal da Primeira Infância (Lei Federal nº 13.257, de
2016)" (ATRICON et al., 2023, p. 1).
Esta sólida fundamentação jurídica confere legitimidade às recomendações
apresentadas e reforça o caráter obrigatório da priorização da primeira infância nas
políticas públicas. A nota recomendatória funciona, assim, como um instrumento de
interpretação e aplicação destes marcos normativos no contexto específico do
planejamento orçamentário.
43
A dimensão da transparência, enfatizada na nota recomendatória, representa
um elemento fundamental para a efetividade das políticas para a primeira infância. O
documento reconhece que a transparência orçamentária não é apenas um princípio
da administração pública, mas uma condição essencial para o controle social e a
accountability das políticas públicas. Ao recomendar a observância da transparência
nos investimentos destinados à primeira infância, a nota contribui para a criação de
mecanismos que permitam à sociedade acompanhar e avaliar a aplicação dos
recursos públicos nesta área prioritária.
O contexto federal também é considerado pela nota recomendatória, que
destaca que "no âmbito do Governo Federal, houve a inclusão da primeira infância
como prioridade no Plano Plurianual 2020-2023 (PPA, Lei Federal nº 13.971, de 2019)
e a decorrente elaboração da Agenda Transversal e Multissetorial (Decreto nº
10.770/2021)" (ATRICON et al., 2023, p. 2). Esta referência demonstra que a
recomendação não surge de forma isolada, mas se insere em um movimento mais
amplo de reconhecimento da primeira infância como prioridade nacional, buscando
garantir que esta priorização se reflita também nos níveis estadual e municipal de
governo.
O impacto da nota recomendatória pode ser observado na sua ampla
repercussão e adesão por parte de diversos tribunais de contas e legislativos em todo
o país. Muitos órgãos de controle têm utilizado o documento como referência para
suas ações de orientação e fiscalização, enquanto diversos legislativos têm
incorporado suas recomendações nos processos de elaboração dos instrumentos
orçamentários. Esta receptividade positiva demonstra que a nota recomendatória
conseguiu preencher uma lacuna importante na articulação entre controle externo e
políticas públicas para a primeira infância, oferecendo diretrizes claras e
fundamentadas para a atuação dos diferentes atores envolvidos no processo
orçamentário.
44
2.7 POLÍTICA ESTADUAL INTEGRADA PELA
PRIMEIRA INFÂNCIA DO ESPÍRITO SANTO (DECRETO
ESTADUAL N° 4.494/2019)
A Política Estadual Integrada pela Primeira Infância do Espírito Santo, instituída
pela Lei nº 10.964/2018 e regulamentada pelo Decreto nº 4.494/2019, representa uma
das experiências mais avançadas e abrangentes de implementação de políticas
estaduais para a primeira infância no Brasil. Esta iniciativa do governo capixaba
demonstra como os estados podem exercer um papel protagonista na articulação e
coordenação de políticas intersetoriais, complementando as ações federais e
municipais e criando um ambiente institucional favorável ao desenvolvimento integral
das crianças pequenas. A experiência do Espírito Santo oferece importantes lições e
referências para outros estados brasileiros que buscam desenvolver políticas
similares.
A lei estadual estabelece que a política
Será formulada e implementada pela abordagem e coordenação intersetorial,
em articulação com as diversas Políticas Setoriais numa visão abrangente de
todos os direitos da criança na Primeira Infância, constituindo-se num
instrumento por meio do qual o Estado e os Municípios asseguram o
atendimento dos direitos da criança, nesse período do ciclo de vida, de
acordo com suas características biopsicossociais e culturais e seu contexto
familiar, comunitário e ambiental" (Espírito Santo, 2018, art. 1º, § 1º).
Esta definição evidencia uma compreensão madura sobre a complexidade das
demandas da primeira infância e a necessidade de respostas integradas que
transcendam as fronteiras setoriais tradicionais. A abordagem intersetorial não é
apenas uma opção metodológica, mas uma exigência intrínseca da natureza
multidimensional do desenvolvimento infantil, que envolve aspectos biológicos,
psicológicos, sociais, culturais e ambientais que não podem ser adequadamente
atendidos por políticas fragmentadas ou isoladas.
Um dos aspectos mais relevantes da política capixaba é sua fundamentação
em princípios claramente definidos e alinhados com os marcos normativos nacionais
e internacionais. A lei estabelece como princípios fundamentais a "atenção ao
45
interesse superior da criança e à sua condição de sujeito de direito e cidadã", a
"promoção do desenvolvimento integral e integrado de suas potencialidades" e o
"fortalecimento do vínculo e pertencimento familiar e comunitário" (Espírito Santo,
2018, art. 3º). Estes princípios refletem uma visão contemporânea da infância que
reconhece a criança como sujeito de direitos, superando perspectivas
assistencialistas ou tutelares que historicamente marcaram as políticas para a infância
no Brasil.
A definição conceitual adotada pela lei capixaba também merece destaque. O
texto legal define "Primeira Infância" como
[...] o período que abrange os primeiros 6 (seis) anos completos ou 72
(setenta e dois) meses de vida da criança, considerados na perspectiva do
ciclo vital e do contexto familiar e sociocultural em que se insere,
contemplando assim ações a serem realizadas no período da gestação, no
contexto da família, das instituições e da comunidade" (Espírito Santo, 2018,
art. 1º, § 2º, II).
Esta definição vai além da simples delimitação etária, incorporando uma
perspectiva sistêmica que reconhece a importância do contexto familiar e comunitário
no desenvolvimento infantil, bem como a necessidade de ações que se iniciem ainda
no período gestacional.
A experiência do Espírito Santo também se destaca pela criação de
mecanismos institucionais específicos para a coordenação e implementação da
política. O Decreto nº 4.494/2019 criou o Comitê Estadual Intersetorial de Políticas
Públicas pela Primeira Infância, órgão colegiado responsável pela articulação entre os
diferentes setores governamentais e pela coordenação das ações previstas na política
estadual. Esta institucionalização é fundamental para garantir a continuidade e a
efetividade da política, criando espaços permanentes de diálogo e coordenação que
transcendem as mudanças de governo e as dinâmicas político-partidárias.
A política capixaba também inova ao estabelecer mecanismos específicos de
monitoramento e avaliação. A lei determina que
o monitoramento e a avaliação da Política Estadual Integrada pela Primeira
Infância do Espírito Santo e seus desdobramentos em planos, programas,
projetos, serviços e benefícios visarão assegurar a plena vivência da infância
enquanto valor em si mesma e como etapa de um processo contínuo de
46
crescimento, desenvolvimento, aprendizagem e participação social (Espírito
Santo, 2018, art. 2º).
Esta perspectiva de monitoramento e avaliação vai além da simples verificação
de cumprimento de metas quantitativas, incorporando uma dimensão qualitativa que
busca avaliar a efetividade das ações na promoção do desenvolvimento integral das
crianças.
A implementação da política estadual do Espírito Santo tem gerado importantes
resultados e aprendizados que podem ser replicados em outros contextos. A
experiência capixaba demonstra que é possível construir políticas estaduais robustas
e efetivas para a primeira infância, desde que haja vontade política, capacidade
técnica e mecanismos adequados de coordenação intersetorial. O estado tem
conseguido articular diferentes secretarias e órgãos governamentais em torno de
objetivos comuns, criando sinergias e evitando duplicações de esforços. Além disso,
a política tem contribuído para o fortalecimento das capacidades municipais,
oferecendo suporte técnico e financeiro para a implementação de ações locais
voltadas à primeira infância.
A experiência do Espírito Santo também evidencia a importância da
participação social na construção e implementação de políticas para a primeira
infância. A lei estadual estabelece como diretriz a "participação solidária das famílias
e da sociedade, por meio de organizações representativas na proteção e promoção
da criança na Primeira Infância e controle social das políticas públicas em todos os
níveis" (Espírito Santo, 2018, art. 4º, II). Esta perspectiva participativa não apenas
fortalece a legitimidade democrática da política, mas também contribui para sua
efetividade, na medida em que incorpora os saberes e as demandas das famílias e
comunidades diretamente envolvidas no cuidado e educação das crianças pequenas.
47
48
3. PRINCÍPIOS E DIRETRÍZES DO PMPI
A construção do Plano Municipal pela Primeira Infância de João Neiva (PMPI)
foi um processo norteado por um conjunto claro de princípios e diretrizes, alinhados
com as melhores práticas e com o Plano Estadual da Primeira Infância (PEPI). Esses
pilares garantiram que todas as ações e metas estabelecidas tivessem como foco
central o desenvolvimento pleno e a garantia dos direitos das crianças do nosso
município.
3.1 PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS
Os princípios representaram os valores essenciais que fundamentaram cada
etapa deste Plano, assegurando uma abordagem coesa e humanizada. A elaboração
do PMPI de João Neiva foi guiada pelos seguintes princípios:
• Integralidade e Intersetorialidade: O Plano foi concebido para garantir o
atendimento em todas as áreas do desenvolvimento infantil, promovendo a
articulação entre as diversas políticas setoriais.
• Equidade: Buscou-se assegurar o acesso igualitário de todas as crianças aos
serviços e oportunidades, combatendo as desigualdades e garantindo que
cada criança tivesse o suporte necessário para seu pleno desenvolvimento.
• Participação e Controle Social: A construção do Plano contou com o
envolvimento ativo da sociedade civil nas discussões e na formulação das
políticas, fortalecendo a gestão democrática e o controle social.
• Respeito à Diversidade: Todas as propostas levaram em consideração as
diferentes culturas e contextos sociais, étnicos e familiares presentes em João
Neiva, valorizando a riqueza da diversidade em nossa infância.
• Atenção Prioritária: A primeira infância foi tratada com prioridade máxima nas
políticas públicas, em conformidade com o que preconiza a legislação,
direcionando esforços e recursos para esta fase crucial da vida.
• Transparência: O processo de elaboração e os mecanismos de gestão do
Plano foram pautados pela transparência, garantindo o acesso à informação e
a clareza nas decisões e nos resultados.
49
3.2 DIRETRIZES ESTRATÉGICAS
As diretrizes funcionaram como o caminho que transformou os princípios em
ações concretas, orientando a formulação das estratégias e metas do PMPI de João
Neiva.
• Promoção do Desenvolvimento Integral: Foram desenhadas ações que
visaram o desenvolvimento físico, cognitivo, social e emocional da criança,
compreendendo-a em sua totalidade.
• Prioridade Absoluta: A garantia dos direitos da criança foi o eixo central em
todas as políticas e ações governamentais propostas, assegurando que seus
interesses fossem sempre colocados em primeiro lugar.
• Intersetorialidade: Promoveu-se a integração das diferentes áreas do
governo (Saúde, Educação, Assistência Social, etc.) para atender de forma
completa e articulada às necessidades da criança.
• Participação Social: O envolvimento da sociedade civil foi garantido não
apenas no planejamento, mas também na execução e no monitoramento das
políticas, consolidando um modelo de gestão participativa.
• Respeito à Diversidade: Houve uma consideração cuidadosa das diferenças
étnicas, culturais e sociais das crianças de João Neiva, para que as políticas
fossem inclusivas e adequadas às suas realidades.
• Fortalecimento da Família: As estratégias incluíram o apoio às famílias para
que pudessem desempenhar seu papel fundamental no cuidado, na proteção
e no desenvolvimento da criança.
50
•
51
4. DIAGNÓSTICO DA PRIMEIRA INFÂNCIA
DO MUNICÍPIO
4.1 DEMOGRAFIA
A seguir tabela com dados sociodemográficos do município de João Neiva:
Tabela 1 - Dados Sociodemográficos
População no último censo [2022] 1 14.079 Pessoas
Porte Municipal [2025]
2 Porte Pequeno I
IDHM [2010] 3 0,753
Região do Brasil Sudeste
UF 4 Espírito Santo
População Indígena [2022] 5 34
Comunidade Quilombola 6 São Pedro
Fonte: Elaborado pelo autor com base em dados oficiais. Julho de 2025.
A seguir quadro com percentual de população de 0 a 6 anos:
1 Disponível em: https://www.ibge.gov.br/cidades-e-estados/es/joao-neiva.html. Acesso
em 15 de julho de 2025.
2 Disponivel em:
https://aplicacoes.mds.gov.br/sagi/ri/relatorios/cidadania/?aM=0&codigo=320313&aM=0. Acesso em
15 de julho de 2025.
3 Disponível em: https://www.ibge.gov.br/cidades-e-estados/es/joao-neiva.html. Acesso
em 15 de julho de 2025.
4
Idem, 2025.
5 Disponível em: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/es/joao-neiva/pesquisa/10102/122229. Acesso em
15 de julho de 2025.
6 Disponível em: https://ijsn.es.gov.br/Media/IJSN/PublicacoesAnexos/cadernos/IJSN_Caderno_DRS10_(3).pdf. Acesso em 15 de julho de 2025.
52
Quadro 1 - Percentual da população entre 0 e 6 anos7
Fonte: Vidigal, 2025.
A seguir quadro com população por idade entre 0 e 6 anos:
Gráfico 1 - População por idade entre 0 e 6 anos - por raça/cor8
Fonte: Vidigal, 2025.
7 Disponível em: https://primeirainfanciaprimeiro.fmcsv.org.br/municipios/joao-neiva-es/. Acesso em 14
de julho de 2025.
8 Disponível em: https://primeirainfanciaprimeiro.fmcsv.org.br/municipios/joao-neiva-es/.
Acesso em 14 de julho de 2025.
53
A seguir tabela com domicílios particulares permanentes:
Tabela 2 – Domicílios Particulares (IBGE 2022)
9
Divisão
Administrativa
Moradores em domicílios particulares permanentes
Tipo de Domicilio
Apartamento Casa Casa de Vila ou
Condomínio
Cortiço
Quantidade 121 5029 3 5
Fonte: Elaborado pelo autor. Julho de 2025.
4.2 SAÚDE
A seguir gráfico de cobertura da atenção primária à saúde:
Gráfico 2 – Cobertura da atenção primária à saúde10
Fonte: Vidigal, 2025.
9 Disponível em https://cidades.ibge.gov.br/brasil/es/joao-neiva/pesquisa/10102/122229.
Acesso em 15 de julho de 2025.
10 Disponível em: https://primeirainfanciaprimeiro.fmcsv.org.br/municipios/joao-neiva-es/.
Acesso em 14 de julho de 2025.
54
A seguir gráfico da cobertura vacinal infantil:
Gráfico 3 - Cobertura vacinal infantil atualizado – outubro 202511
Fonte: Vacina e Confia, 2025.
A seguir tabelas com indicadores relativos à saúde da criança de 0 a 1 ano
Tabela 3 – Dados de Saúde de Crianças de 0 a 1 ano
Indicador Em relação à criança
até 06 anos
Quantidade/Porcentagem
de crianças menores de
01 ano de idade com
vacina pentavalente12
(dados de outubro/2025)
Quantidade/Porcentagem
de crianças menores de
01 ano de idade com
vacina Hepatite B (dados
de outubro/2025)
Total
Quantidade/Porcentagem
117 (93,60%) 108 (86,50%)
11 Disponível em: https://vacinaeconfia.saude.es.gov.br/transparencias/. Acesso em 03 de
dezembro de 2025.
12 Disponivel em:
https://vacinaeconfia.saude.es.gov.br/transparencias/sala_situacao/?nome=Pentavalente&ano=2025&
url=/transparencias/campanha_pentavalente/2025. Acesso em 03 de dezembro de 2025.
91,2%
86,4%
93,6%
102,4%
96,8%
75
80
85
90
95
100
105
BCG HEPATITE B PENTA TRÍPLICE VIRAL
1º DOSE
TRÍPLICE VIRAL
2º DOSE
Cobertura Vacinal Infantil
55
Fonte: Vacina e Confia, 2025.
A seguir tabelas com indicadores relativos à saúde da criança de 0 a 6 anos,
com dados de: crianças menores de 5 anos com pelo menos 1 registro de estado
nutricional do SISVAN, quantidade de crianças de até 6 anos com obesidade infantil
e crianças de até 06 anos com diabetes.
Tabela 4 – Dados de Saúde de Crianças de 0 a 6 anos - II
Em relação à criança até 6 anos
Indicador
Crianças
menores de 5
anos com
pelo menos 1
registro sobre
consumo
alimentar no
SISVAN/ [2024]
Crianças
menores de 5
anos com pelo
menos 1
registro de
estado
nutricional do
SISVAN/ [2024]
Quantidade de
crianças até 6
anos com
obesidade
infantil/ [2024]
Quantidade
de crianças
até 6 anos
com diabetes
Total
(Quantidade)
209 209 7 (3,35%) 0
Fonte: SISVAN, 2025; Sistema Próprio, 2025.
A seguir tabelas com indicadores relativos à gestão do serviço de saúde, com
dados relativos a: número de equipes de saúde da família, taxa de cobertura do PSF,
porcentagem de crianças com caderneta de saúde em acompanhamento pelo ESF,
porcentagem de unidades de saúde que disponibilizam a caderneta de saúde das
crianças, campanhas de incentivo ao pré-natal e ao parto natural.
Tabela 5 – Gestão do Serviço de Saúde I
Indicador
Gestão do serviço de saúde
Número
de
equipes
de
Saúde
da
Família
Taxa de
cobertura
do PSF
(número de
famílias
cadastradas
no
PSF)/
Quantidade /
Porcentagem
de crianças
com caderneta
de saúde em
acompanhame
nto pelas
equipes de
saúde. [2024]
Quantidade/
Porcentagem
de unidades
da saúde que
disponibilizam
a caderneta
de saúde da
criança.
Campanhas,
programas
ou ações
realizadas no
ano em curso
de incentivo
ao pré-natal
[2024]
Campanhas,
programas ou
ações
realizadas no
ano em curso
de incentivo
ao parto
natural [2024]
56
[2024]
13
Total
(Quantidad
e/
Porcentage
m)
6 100,00% 1.240 * Fornecido na
maternidade. 0 0
Fonte: E-gestor AB, 2025; Sistema Próprio, 2025.
A seguir tabelas com indicadores relativos à gestão do serviço de saúde, com
dados relativos a: promoção de ações de saúde auditiva na primeira infância,
promoção de ações de saúde ocular na primeira infância, promoção de ações de
saúde bucal na primeira infância, ações realizadas no ano em curso de atenção a
saúde mental na primeira infância e ações realizadas de incentivo ao pré-natal.
Tabela 6 – Gestão do Serviço de Saúde - II
Indicador
Gestão do serviço de saúde
Campanhas,
programas
ou ações
realizadas
no ano em
curso de
promoção de
ações de
saúde
auditiva na
primeira
infância
Campanhas,
programas
ou ações
realizadas
no ano em
curso de
promoção de
ações de
saúde ocular
na primeira
infância
Campanhas,
programas
ou ações
realizadas
no ano em
curso de
promoção de
ações de
saúde bucal
na primeira
infância
Campanhas,
programas
ou ações
realizadas
no ano em
curso de
atenção a
saúde
mental na
primeira
infância
Outras
Campanhas,
programas
ou ações
realizadas
no ano em
curso de
incentivo ao
pré-natal
Total
(Quantidade/
Porcentagem)
0
0
Obs: Segue o
pactuado no
PSE.
2
0
Obs: Segue o
pactuado no PSE.
0
Fonte: Sistema Próprio, 2025.
4.2.1 Nascidos Vivos
A seguir gráfico de nascidos vivos:
13 Disponível em: https://primeirainfanciaprimeiro.fmcsv.org.br/municipios/joao-neiva-es/.
Acesso em 15 de julho de 2025.
57
Gráfico 4 - Nascidos Vivos14
Fonte: DATASUS, 2025.
A seguir gráfico de nascidos vivos por raça/cor:
Gráfico 5- Nascidos vivos - por raça/cor 202415
Fonte: DATASUS, 2025.
14 Disponível em: http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/deftohtm.exe?sinasc/cnv/nvbr.def.
Acesso em 03 de dezembro de 2025.
15 Disponível em: http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/deftohtm.exe?sinasc/cnv/nvbr.def.
Acesso em 03 de dezembro de 2025.
172
198 204 213 207 204
173
194 209
171
188
170 169
192
158
2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021 2022 2023 2024
NASCIDOS VIVOS
45
14
99
0
20
40
60
80
100
120
Branca Preta Parda
NASCIDOS VIVOS - POR RAÇA/COR - 2024
58
4.2.2 Mortalidade infantil
A seguir gráfico referente a mortalidade infantil:
Gráfico 6– Mortalidade Infantil16
Fonte: DATASUS, 2025.
A seguir gráfico referente a mortalidade infantil por raça/cor:
Gráfico 7- Mortalidade infantil - por raça/cor, 202317
16 Disponível em: http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/deftohtm.exe?sim/cnv/inf10br.def.
Acesso em 03 de dezembro de 2025.
17 Disponível em: https://primeirainfanciaprimeiro.fmcsv.org.br/municipios/joao-neiva-es/.
Acesso em 14 de julho de 2025.
23,26
0
4,9
0
14,49
4,9
17,34
15,4614,35
11,7
15,96
11,76
17,75
15,63
0
0
5
10
15
20
25
2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021 2022 2023 2024
Taxa de mortalidade infantil
59
Fonte: Vidigal, 2025.
4.2.3 Morte por Causas Evitáveis
A seguir percentual de mortalidade infantil por causas evitáveis:
Gráfico 8- Percentual de mortalidade infantil por causas evitáveis18
18 Disponível em: https://primeirainfanciaprimeiro.fmcsv.org.br/municipios/joao-neiva-es/.
Acesso em 14 de julho de 2025.
60
Fonte: Vidigal, 2025.
A seguir percentual de mortalidade infantil por causas evitáveis por raça/cor:
Gráfico 9- Mortalidade infantil por causas evitáveis - por raça/cor19 2023
Fonte: Vidigal, 2025.
A seguir gráfico de comparação da mortalidade infantil total e por causas
evitáveis:
Gráfico 10– Comparação da mortalidade infantil total e por causas evitáveis20
Fonte: Vidigal, 2025.
19 Disponível em: https://primeirainfanciaprimeiro.fmcsv.org.br/municipios/joao-neiva-es/.
Acesso em 14 de julho de 2025.
20 Disponível em: https://primeirainfanciaprimeiro.fmcsv.org.br/municipios/joao-neiva-es/.
Acesso em 14 de julho de 2025.
61
4.2.4 Gestação
A seguir gráfico de Percentual de partos de mães adolescentes (até 19 anos):
Gráfico 11 - Percentual de partos de mães adolescentes (até 19 anos)21
Fonte: DATASUS, 2025.
A seguir gráfico de Partos de mães adolescentes - por raça/cor:
21 Disponível em: http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/deftohtm.exe?sinasc/cnv/nvbr.def.
Acesso em 03 de dezembro de 2025.
13,37
11,62 11,76
13,15
16,43
14,71 15,03 14,95 14,83
9,94
7,98
12,35
4,73
10,94
9,49
0
2
4
6
8
10
12
14
16
18
2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021 2022 2023 2024
Percentual de partos de mães adolescentes (até 19
anos)
62
Gráfico 12 - Partos de mães adolescentes - por raça/cor, 202422
Fonte: DATASUS, 2025.
A seguir gráfico de Percentual de gestantes com 7 ou mais consultas de prénatal:
Gráfico 13 - Percentual de gestantes com 7 ou mais consultas de pré-natal23
Fonte: DATASUS, 2025.
22 Disponível em: http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/deftohtm.exe?sinasc/cnv/nvbr.def.
Acesso em 03 de dezembro de 2025.
23 Disponível em: http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/deftohtm.exe?sinasc/cnv/nvbr.def.
Acesso em 03 de dezembro de 2025.
13,33% 13,33%
73,33%
0,00%
10,00%
20,00%
30,00%
40,00%
50,00%
60,00%
70,00%
80,00%
Branca Preta Parda
Partos de mães adolescentes - por raça/cor
80,81%81,31%
77,94%77,93%
81,16%
75,98%
78,61%79,38%
88,04%
81,87%81,91%
80,59%
79,29%78,65%
81,65%
68,00%
70,00%
72,00%
74,00%
76,00%
78,00%
80,00%
82,00%
84,00%
86,00%
88,00%
90,00%
2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021 2022 2023 2024
Percentual de gestantes com 7 ou mais consultas de
pré-natal
63
A seguir gráfico de Percentual de gestantes com 7 ou mais consultas de prénatal - por raça/cor:
Gráfico 14 - Percentual de gestantes com 7 ou mais consultas de pré-natal - por
raça/cor24 2024
Fonte: DATASUS, 2025.
A seguir tabela com indicadores de saúde em relação ao pré-natal:
Tabela 7 – Indicadores de Saúde relativos ao pré-natal
CRIANÇAS COM SAÚDE
Indicador
Em relação ao pré-natal
Número de casos
Confirmados de
sífilis congênita
em menores de 5
anos [2024]
Quantidade/
Porcentagem de
gestantes
Vacinadas com
tétano Neonatal
[2024]
Quantidade de
gestantes com
idades entre 10 e 19
Anos - Segundo
município de
residência
/ Dados
Atualizados até
dezembro [2024]
Total (Quantidade/
Porcentagem)
0 205 15
Fonte: Vacina e Confia, 2025; E-Sus VS, 2025.
24 Disponível em: http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/deftohtm.exe?sinasc/cnv/nvbr.def.
Acesso em 03 de dezembro de 2025.
28,48%
8,86%
62,66%
0,00%
10,00%
20,00%
30,00%
40,00%
50,00%
60,00%
70,00%
Branca Preta Parda
Percentual de gestantes com 7 ou mais consultas de pré-natal -
por raça/cor
64
A seguir tabela com dados relativos à gestação, parto e puerpério
Tabela 8 – Indicadores em relação à gestação, parto e puerpério
Indicador
Em relação à gestação, parto e puerpério
Número de
unidades de
saúde com
oferta de
serviços
obstétrico no
município -
Total
Total de partos
naturais do
total de partos
- Segundo
município de
residência /
[2024]
Total de
partos
cesáreos -
Segundo
município
de
residência
[2024]
Número de
partos
domiciliares
registrados
/ [2024]
Número de
atendimento
de
puericultura
registrados /
[2024]
Total
(Quantidade/
Porcentagem)
12 55 103 0 3.843
Fonte: DATASUS, 2025.
4.2.5 Baixo peso ao nascer
A seguir gráfico de Percentual de nascimentos registrados como baixo peso:
65
Gráfico 15 - Percentual de nascimentos registrados como baixo peso25
Fonte: DATASUS, 2025.
A seguir gráfico de Nascimentos registrados como baixo peso - por raça/cor:
Gráfico 16 - Nascimentos registrados como baixo peso - por raça/cor26 2024
Fonte: DATASUS, 2025.
25 Disponível em: Disponível em: http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/deftohtm.exe?sinasc/cnv/nvbr.def.
Acesso em 03 de dezembro de 2025
26 Disponível em: Disponível em: http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/deftohtm.exe?sinasc/cnv/nvbr.def.
Acesso em 03 de dezembro de 2025
8,14% 7,58%
5,88%
8,45%
4,83%
10,29%
8,67% 8,25%
10,53%
6,43%
12,77%
9,41%
10,65%
9,90%
7,59%
0,00%
2,00%
4,00%
6,00%
8,00%
10,00%
12,00%
14,00%
2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021 2022 2023 2024
Percentual de nascimentos registrados como baixo peso
0,00%
8,33%
0,00%
0,00%
1,00%
2,00%
3,00%
4,00%
5,00%
6,00%
7,00%
8,00%
9,00%
Branca Preta Parda
Nascimentos registrados como baixo peso - por raça/cor
66
4.2.6 Mortalidade Materna
A seguir gráfico de Mortalidade Materna:
Gráfico 17 – Mortalidade Materna27
Fonte: DATASUS, 2025.
A seguir gráfico de Mortalidade materna - por raça/cor:
Gráfico 18 - Mortalidade materna - por raça/cor 2023
Fonte: DATASUS, 2025.
A seguir tabela com indicador relativo à mortalidade materna
27 Disponível em: Disponível em: http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/deftohtm.exe?sinasc/cnv/nvbr.def.
Acesso em 03 de dezembro de 2025
0 0 0 0
1
0 0
1
0 0 0 0
1 1
0
0
0,2
0,4
0,6
0,8
1
1,2
2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021 2022 2023 2024
Mortalidade materna
0
100%
0 0 0 0
0
0,2
0,4
0,6
0,8
1
1,2
Branca Preta Parda Amarela Indigena Ignorado
Mortalidade materna - por raça/cor
67
Tabela 9 – Indicador de Mortalidade Materna
Indicador
Mortalidade Materna
Mortalidade
Materna
Por Faixa
etária - 10 a
14 anos /
[2023]
28
Mortalidade
Materna Por
Faixa etária
- 15 a 19
anos / [2023]
29
Mortalidade
Materna Por Faixa
etária - 20 a 29 anos
/ [2023]
30
Mortalidade
Materna Por
Faixa etária -
30 a 39 anos
/ [2023]31
Total
(Quantidade/
Porcentagem)
0 0 1 0
Fonte: DATASUS, 2025.
4.3 NUTRIÇÃO ADEQUADA
A seguir gráfico de Aleitamento materno em menores de 6 meses de idade:
28 Disponível em: Disponível em: http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/deftohtm.exe?sinasc/cnv/nvbr.def.
Acesso em 03 de dezembro de 2025
29 Disponível em: Disponível em: http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/deftohtm.exe?sinasc/cnv/nvbr.def.
Acesso em 03 de dezembro de 2025
30 Disponível em: Disponível em: http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/deftohtm.exe?sinasc/cnv/nvbr.def.
Acesso em 03 de dezembro de 2025
31 Disponível em: Disponível em: http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/deftohtm.exe?sinasc/cnv/nvbr.def.
Acesso em 03 de dezembro de 2025
68
Gráfico 19 - Aleitamento materno em menores de 6 meses de idade
32
Fonte: Vidigal, 2025.
A seguir gráfico de Altura das crianças de 0 a 5 anos:
Gráfico 20 - Altura das crianças de 0 a 5 anos33
32 Disponível em: https://primeirainfanciaprimeiro.fmcsv.org.br/municipios/joao-neiva-es/.
Acesso em 03 de dezembro de 2025.
33 Disponível em: https://primeirainfanciaprimeiro.fmcsv.org.br/municipios/joao-neiva-es/.
Acesso em 03 de dezembro de 2025.
69
Fonte: Vidigal, 2025.
A seguir gráfico de Peso baixo em crianças de 0 a 5 anos:
Gráfico 21 - Peso baixo em crianças de 0 a 5 anos34
Fonte: Vidigal, 2025.
A seguir gráfico de Peso elevado em crianças de 0 a 5 anos:
Gráfico 22 - Peso elevado em crianças de 0 a 5 anos35
Fonte: Vidigal, 2025.
34 Disponível em: https://primeirainfanciaprimeiro.fmcsv.org.br/municipios/joao-neiva-es/.
Acesso em 03 de dezembro de 2025.
35 Disponível em: https://primeirainfanciaprimeiro.fmcsv.org.br/municipios/joao-neiva-es/.
Acesso em 03 de dezembro de 2025.
70
4.4 PARENTALIDADE
A seguir quadro de Percentual de pais ausentes:
Quadro 2- Percentual de pais ausentes36
Fonte: Vidigal, 2025.
A seguir quadro de Pais ausentes:
Quadro 3 - Pais ausentes37
36 Disponível em: https://primeirainfanciaprimeiro.fmcsv.org.br/municipios/joao-neiva-es/.
Acesso em 14 de julho de 2025.
37 Disponível em: https://primeirainfanciaprimeiro.fmcsv.org.br/municipios/joao-neiva-es/.
Acesso em 14 de julho de 2025.
71
Fonte: Vidigal, 2025.
A seguir quadro de Unidades executoras do Serviço de Acolhimento em Família
Acolhedora:
Quadro 4 - Unidades executoras do Serviço de Acolhimento em Família
Acolhedora38
Fonte: Vidigal, 2025.
4.5 SEGURANÇA E PROTEÇÃO
A seguir gráfico de Notificações de casos de violência contra crianças de 0 a 4
anos:
Gráfico 23 - Notificações de casos de violência contra crianças de 0 a 4 anos39
38 Disponível em: https://primeirainfanciaprimeiro.fmcsv.org.br/municipios/joao-neiva-es/.
Acesso em 14 de julho de 2025.
39 Disponível em: https://primeirainfanciaprimeiro.fmcsv.org.br/municipios/joao-neiva-es/.
Acesso em 14 de julho de 2025.
72
Fonte: Vidigal, 2025.
A seguir indicadores relativos ao quantitativo de crianças até 06 anos inseridos
no Programa Bolsa Família, quantitativo de crianças de até 06 anos inseridas no
CADÚnico, quantitativo de benefícios eventuais (auxílio natalidade concedidos),
programas de visitas domiciliares, crianças menores de 05 anos deixadas aos
cuidados de outra criança com menos de 10 anos de idade, quantitativo de cuidadores
de crianças menores de 05 anos que receberam informações sobre o
desenvolvimento da criança via serviço de saúde, serviço de educação, serviço social
ou outros no município.
Tabela 10 – Indicadores do Programa Bolsa Família entre outros
Proteção Social Básica
Indicador Número
de
crianças
até 6
anos
inseridas
no
program
a bolsa
família40
/Março
Número de
crianças
até 6 anos
inseridas
no
CadÚnico
41 / Março
de 2025
Número de
benefícios
eventuais
(auxílio
natalidade)
concedidos
42
O município
possui
programas
de visitas
domiciliares
? Ex:
Criança
Feliz, e
outros43
Número de
cuidadores de
crianças
menores de 5
anos que
receberam
informações
sobre o
desenvolviment
o da criança
via serviço de
40 Disponível em: https://cecad.cidadania.gov.br/tab_cad.php. . Acesso em 15 de julho de 2025.
41 Idem, 2025.
42 Fonte: Software CAPTAR SUAS. Acesso em 15 de julho de 2025.
43 Dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Trabalho, Assistência e Desenvolvimento
Social, em dezembro de 2025.
73
de 2025 saúde, serviço
de educação,
serviço social
ou outros no
município44
Total
(Quantidade/
Porcentagem
)
432 696 7 03 visitadoras 104
Fonte: Elaborado pelo autor. Dezembro de 2025.
A seguir gráfico de Crianças entre 0 e 6 no Cadastro Único e Bolsa Família:
Gráfico 23 – Crianças entre 0 e 6 anos no Cadastro Único e Bolsa Família (2024)45
Fonte: Vidigal, 2025.
A seguir tabela com dados da Proteção Social Básica do SUAS
Tabela 11 – Proteção Social Básica
44 Dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Trabalho, Assistência e Desenvolvimento
Social, em dezembro de 2025.
45 Disponível em: https://primeirainfanciaprimeiro.fmcsv.org.br/municipios/joao-neiva-es/.
Acesso em 14 de julho de 2025.
74
Proteção Social Básica
Indicador Número de
núcleos do
Serviço de
Convivência
e
Fortalecimen
to de
Vínculos
(SCFV) para
crianças de
0 a 6 anos –
202446
Númer
o de
criança
s de 0 a
6 anos
inserida
s nos
SCFV –
202447
Número de
grupos de
gestantes
acompanhad
as pelo
serviço
de proteção e
atendimento
integral à
família (PAIF)
- 202448
Número de
crianças até
6 anos
acompanhad
as pelo
PAIF49
- 2024
Quantidad
e de
crianças
de até 6
anos
recebendo
benefício
de
prestação
continuada
em relação
ao total de
crianças
residentes
no
município
–
maio/2025
50
Número de
famílias
inseridas
no
programa
bolsa
família -
junho/2025
51
Total
(Quantidade
/
Porcentage
m)
03 44 02 2 9 841
Fonte: Elaborado pelo autor. Julho de 2025.
A seguir indicadores referentes a Proteção Social Especial de Média
Complexidade no que tange a crianças até 6 anos
Tabela 12 – Indicador Proteção Social Especial (Média Complexidade)
46 Dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Trabalho, Assistência e Desenvolvimento
Social, em dezembro de 2025.
47 Dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Trabalho, Assistência e Desenvolvimento
Social, em dezembro de 2025.
48 Dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Trabalho, Assistência e Desenvolvimento
Social, em dezembro de 2025.
49 Fonte: Software Captar Suas: Acesso em 15 de julho de 2025.
50 Fonte: Software Captar Suas: Acesso em 15 de julho de 2025.
51 Disponível em:
https://aplicacoes.mds.gov.br/sagi/ri/relatorios/cidadania/?aM=0&codigo=320313&aM=0#bolsafamilia.
Acesso em 15 de julho de 2025.
75
Indicador
Proteção Social Especial (Média
Complexidade)
Número de gestantes
acompanhadas pelo
serviço de proteção e
atendimento
especializado a
famílias e indivíduos52
Número de ações de
prevenções contra
todos os tipos de
violência
relacionadas à
primeira infância
realizadas53
Número de crianças de 0
a 6 anos acompanhadas
no PAEFI54 - 2024
Total
(Quantidade/
Porcentagem)
nenhuma 0 11
Fonte: Elaborado pelo autor. Julho de 2025.
A seguir indicadores da Proteção Social Especial de Alta Complexidade:
Tabela 13 – Indicadores da Proteção Social Especial de Alta Complexidade
Em relação à Proteção Social Especial (Alta Complexidade)
Indicador
Número de
crianças de até 6
anos inseridas em
acolhimento
institucional – Ano
Base [2021 -
2024]
55
Número
crianças até
6 anos
inseridas em
famílias
acolhedoras
(Número de
Famílias
Acolhedoras) - Ano
Base 202456
Número de
crianças até 6
anos inseridas
no cadastro
nacional de
adoção - Ano
Base [2021 -
2024]
Total
(Quantidade/
Porcentagem)
Nenhuma O município não
possui o Serviço de
Família Acolhedora
12
Fonte: Elaborado pelo autor. Julho de 2025.
52 Dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Trabalho, Assistência e Desenvolvimento
Social, em dezembro de 2025.
53 Dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Trabalho, Assistência e Desenvolvimento
Social, em dezembro de 2025.
54 Fonte: Software Captar Suas: Acesso em 15 de julho de 2025.
55 Dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Trabalho, Assistência e Desenvolvimento
Social, em dezembro de 2025.
56 Disponível em:
https://aplicacoes.mds.gov.br/sagirmps/censosuas/status_censo/relatorioEquipamento.php?user=&p_i
bge=320313&p_equipamento=Acolhimento_Municipal. Acesso em 1 de março de 2024.
76
4.6 EDUCAÇÃO INFANTIL
A seguir tabela com quantitativo de estabelecimentos de Educação Infantil,
públicas e privadas:
Tabela 14 – Estabelecimentos de Educação Infantil – Públicas e Privadas
Indicador Número de creches e
estabelecimentos com
creches - Total / [2024]
57
Pública / [202458] Privada / [202459]
Total
(Quantidade/
Porcentagem)
3 2 1
Fonte: Elaborado pelo autor. Julhoo de 2025.
A seguir tabela com o número de matrículas de crianças de 4 e 5 anos e 11
meses na educação infantil, número de centros de educação infantil, número de
escolas de educação infantil, competências gerais da BNCC e proposta curricular da
educação infantil.
Tabela 15 – Indicador do Número de matrículas entre outros
Indicador
Número de
matrículas de
crianças de 4 e 5
anos e 11 meses
na educação
infantil60
. PRÉ-ESCOLA /
[2024]
Números de
centros de
educação
infantil61
Números
de
escolas
de
educação
infantil /
[2024]
62
A Secretaria
Municipal de
Educação está
de acordo com
as
competências
gerais da
BNCC (Base
Nacional
O município
possui proposta
curricular da
educação
infantil64
57 Disponível em: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/es/joao-neiva/pesquisa/13/78117. Acesso
em 15 de julho de 2025.
58 Idem, 2025.
59 Idem, 2025.
60 Disponível em: https://primeirainfanciaprimeiro.fmcsv.org.br/municipios/joao-neiva-es/.
Acesso em 8 de março de 2024.
61 Dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Educação. Dezembro de 2025.
62 Dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Educação. Dezembro de 2025.
64 Dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Educação. Dezembro de 2025.
77
Comum
63Curricular)
Total
(Quantidade/
Porcentagem)
392 01 07 Sim Sim
Fonte: Elaborado pelo autor. Julho de 2025.
A seguir tabela com número de professores da educação infantil, quantitativo
de alunos por docentes em creche, número de alunos por docentes em pré-escola,
docentes com curso superior em creches e docentes com curso superior em préescola.
Tabela 16 – Indicadores de Professores da Educação infantil entre outros
Indicador
Números
de
professores
da
educação
infantil /
[2024]
65
Número
de
alunos
por
docentes
em
creche66
Número
de
alunos
por
docentes
em préescola67
Docentes
com
curso
superior
em
creches
68
Docentes
com curso
superior
em préescola69
Total
(Quantidade/
Porcentagem)
66 Bebês de 04
meses a 1
ano e 06
meses:08
Crianças de
1 ano a 2
anos: 12
Crianças de
02 anos a 3
anos:15
Crianças de
03 a 04
anos:17
Crianças de
4 anos a 5
anos: 20
crianças por
docente.
Criança de
05 anos a 6
anos: 20
crianças por
docente
26 40
Fonte: Elaborado pelo autor. Julho de 2025.
63 Dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Educação. Dezembro de 2025
65 Disponível em: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/es/joao-neiva/pesquisa/13/78117. Acesso
em 15 de julho de 2025.
66 Idem, 2025.
67 Idem, 2025.
68 Dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Educação. Dezembro de 2025.
69 Dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Educação. Dezembro de 2025.
78
A seguir indicadores relativos à merenda escolar, instituições de educação
infantil de atendimento integral para crianças de 0 a 3 anos e 11 meses, número de
instituições de educação infantil de atendimento integral para criança de 4 a 5 anos e
11 meses, e número alunos até 5 anos e 11 meses com necessidades educacionais
especiais inseridos na educação infantil
Tabela 17 – Indicadores de Merenda Escolar entre outros
Indicador
Quantidade
de
instituições
de
educação
infantil com
ofertas
diária de
merenda /
[2025]
70
Número de
instituições
de
educação
infantil de
atendimento
integral para
crianças de
0 a 3 anos e
11 meses -
Creche
/ [2025] 71
Número de
instituições
de
educação
infantil de
atendimento
integral para
crianças de
4 a 5
anos e 11
meses / [2025]
72
Número de
alunos até 5
anos e 11
meses com
necessidades
educacionais
especiais inseridos
na educação infantil
[2025]73
Total
(Quantidade/
Porcentagem)
7 municipais 0 0 3
Fonte: Elaborado pelo autor. Julho de 2025.
A seguir quadro com número de alunos até 5 anos e 11 meses inseridos em
programas de AEE, número de salas do AEE, número de docentes que possuem
especialização em AEE, número de crianças até 6 anos que utilizam transporte
escolar, e quantidade de instituições de educação infantil que tem representação de
pais de alunos no conselho escolar.
Tabela 18 – Indicadores de Aluno de AEE
70 Disponível em: https://www.fnde.gov.br/caeweb/publico/relatorioDelegacaoEstadual.do.
Acesso em 15 de Julho de 2025.
71 Dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Educação. Dezembro de 2025.
72 Dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Educação. Dezembro de 2025.
73 Dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Educação. Dezembro de 2025.
79
Indicador
Número de
alunos até 5
anos e 11
meses
inseridos em
programa
de
atendimen
to
especializ
ado para
crianças
com
necessidades
educacionais
especiais [2025]74
Númer
o de
salas
do
AEE /
[2025]
75
Núme
ro de
docen
tes
que
possu
em
especializaç
ão em AEE
[2025]76
Número
de
crianças
até 6
anos
que
utilizam
transpor
te
escolar
[2025]77
Quantida
de de
instituiçõ
es
de
educação
infantil que
tem
representaç
ão de pais
de alunos
no conselho
escolar
[2025]78
Total
(Quantidad
e/
Porcentage
m)
32 02 02 58 0
Fonte: Elaborado pelo autor. Julho de 2025.
A seguir tabela com número total de recursos educacionais em creches do
município, pré-escola no município, quantidade de instituições de educação infantil
que contemplam em seus projetos pedagógicos temáticas relativas a educação
ambiental, e a quantidade de instituições que contemplem em suas propostas
pedagógicas diversidades étnicas-racial com vistas a promoção da igualdade.
Tabela 19 - Indicadores de Recursos Educacionais
Indicador
Número total
de recursos
educacionais
(biblioteca/
sala de
estudo,
parque
infantil e
Número de
recursos
educacionais
(biblioteca/
sala de
estudo,
parque
infantil e
Quantidade de
instituições
de educação
infantil que
contemplam
em seus
projetos
pedagógicos
Quantidade de
instituições de
educação
infantil que
contemplam
em suas
propostas
pedagógicas,
74 Dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Educação. Dezembro de 2025.
75 Dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Educação. Dezembro de 2025.
76 Dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Educação. Dezembro de 2025.
77 Dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Educação. Dezembro de 2025.
78 Dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Educação. Dezembro de 2025.
80
sanitário
infantil) em
creches no
município79
sanitário
infantil) em
pré-escola no
município 80
temáticas
desenvolvem
atividades de
educação
ambiental81
currículos e
materiais
didáticos
referentes a
diversidades
étnicas-racial
com vista a
promoção da
igualdade82
Total
(Quantidade/
Porcentagem)
16 52 10 10
Fonte: Elaborado pelo autor. Julho de 2025.
A seguir tabela com quantitativo de instituições de educação infantil que
dispõem de brinquedos e jogos expressivos da diversidade étnico-racial, presença de
publicidade infantil em escolas, evasão escolar em creche e pré-escola, e quantidade
de instituições de educação que disponibilizam recreio na educação infantil.
Tabela 20 – Indicadores de brinquedos e jogos expressivos entre outros (Ano base
de 2025)
Indicador
Quantidade
de
instituições
de
educação
infantil que
dispõem e
brinquedos
e jogos
expressivos
da
Presença
de
publicidade
infantil em
escolas 84
Evasão
escolar
- Creche
(0 a 3
anos e
11
meses)85
Evasão
escolar
PréEscola
(4 a 5
anos e
11
meses) 86
Quantidade de
instituições de
educação que
disponibilizam
recreio na
Educação
Infantil 87
79 Dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Educação. Dezembro de 2025.
80 Dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Educação. Dezembro de 2025.
81 Dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Educação. Dezembro de 2025.
82 Dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Educação. Dezembro de 2025.
84 Dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Educação. Dezembro de 2025.
85 Dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Educação. Dezembro de 2025.
86 Dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Educação. Dezembro de 2025.
87 Dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Educação. Dezembro de 2025.
81
diversidade
étnicoracial 83
Total
(Quantidade/
Porcentagem)
10 0 0 0 08
Fonte: Elaborado pelo autor. Julho de 2025.
A seguir dados referentes às creches que disponibilizam tempo ao ar livre,
programas de educação, centros de educação ambiental, museus de história natural,
horta, e quantidade de cantinas na educação infantil com alguma restrição de venda
de alimentos potencialmente prejudiciais à saúde da criança.
Tabela 21 – Indicadores de Cultura de Sustentabilidade entre outros
Indicador
As creches
do município
disponibiliza
m tempo ao
ar livre para
as
crianças?88
Número de
crianças
impactadas por
programas de
educação
referente à cultura
de
sustentabilidade
(crianças que
participam de
projetos voltados
para a cultura e
sustentabilidade)
Número
de centros
de
educação
ambiental,
museus de
história
natural ou
jardins
botânicos
90
Quantidad
e de
escolas
que
possuem
hortas
ativas 91
Quantidade de
instituições de
educação
infantil com
cantinas com
alguma
restrição de
venda de
alimentos
potencialment
e prejudiciais à
saúde da
criança 92
83 Dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Educação. Dezembro de 2025.
88 Dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Educação. Dezembro de 2025.
90 Dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Educação. Dezembro de 2025.
91 Dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Educação. Dezembro de 2025.
92 Dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Educação. Dezembro de 2025.
82
89
Total
(Quantidade/
Porcentagem
)
02 110 0 01 01
Fonte: Elaborado pelo autor. Julho de 2025.
A seguir quadro de necessidade por creche:
Quadro 5 - Índice de necessidade por creche93
Fonte: Vidigal, 2025.
A seguir Detalhamento do índice de necessidade por creche:
Quadro 6 - Detalhamento do índice de necessidade por creche94
89 Dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Educação. Dezembro de 2025.
93 Disponível em: https://primeirainfanciaprimeiro.fmcsv.org.br/municipios/joao-neiva-es/.
Acesso em 14 de julho de 2025.
94 Disponível em: https://primeirainfanciaprimeiro.fmcsv.org.br/municipios/joao-neiva-es/.
Acesso em 14 de julho de 2025.
83
Fonte: Vidigal, 2025.
4.6.1 Percentual de atendimento
A seguir Percentual de atendimento em creches da população de 0 a 3 anos:
Gráfico 24 - Percentual de atendimento em creches da população de 0 a 3 anos95
95 Disponível em: https://primeirainfanciaprimeiro.fmcsv.org.br/municipios/joao-neiva-es/.
Acesso em 14 de julho de 2025.
84
Fonte: Vidigal, 2025.
A seguir Percentual de atendimento em creches da população de 0 a 3 anos:
Gráfico 25 - Percentual de atendimento em pré-escola da população de 4 a 5 anos96
96 Disponível em: https://primeirainfanciaprimeiro.fmcsv.org.br/municipios/joao-neiva-es/.
Acesso em 14 de julho de 2025.
85
Fonte: Vidigal, 2025.
4.6.2 Matriculas
A seguir matriculas na educação infantil:
Gráfico 26 - Matrículas na educação infantil97
Fonte: Vidigal, 2025.
97 Disponível em: https://primeirainfanciaprimeiro.fmcsv.org.br/municipios/joao-neiva-es/.
Acesso em 14 de julho de 2025.
86
4.6.3 Matriculas em Creches
A seguir matriculas em creches por dependência administrativa:
Gráfico 27 - Matrículas em creches por dependência administrativa98
Fonte: Vidigal, 2025.
A seguir matriculas em creches por raça/cor:
Gráfico 28 – Matriculas em creches por raça/cor99
98 Disponível em: https://primeirainfanciaprimeiro.fmcsv.org.br/municipios/joao-neiva-es/.
Acesso em 14 de julho de 2025.
99 Disponível em: https://primeirainfanciaprimeiro.fmcsv.org.br/municipios/joao-neiva-es/.
Acesso em 14 de julho de 2025.
87
Fonte: Vidigal, 2025.
4.6.4 Matriculas em Pré-Escolas
A seguir matriculas em pré-escolas por dependência administrativa:
Gráfico 29 - Matrículas em pré-escolas por dependência administrativa100
Fonte: Vidigal, 2025.
A seguir Matrículas em pré-escolas - por raça/cor:
100 Disponível em: https://primeirainfanciaprimeiro.fmcsv.org.br/municipios/joao-neiva-es/.
Acesso em 14 de julho de 2025.
88
Gráfico 30 - Matrículas em pré-escolas - por raça/cor101
Fonte: Vidigal, 2025.
4.6.5 Estabelecimentos de Educação Infantil
A seguir Estabelecimentos de educação infantil por atendimento:
Gráfico 31 - Estabelecimentos de educação infantil por atendimento
102
101 Disponível em: https://primeirainfanciaprimeiro.fmcsv.org.br/municipios/joao-neiva-es/.
Acesso em 14 de julho de 2025.
102 Disponível em: https://primeirainfanciaprimeiro.fmcsv.org.br/municipios/joao-neiva-es/.
Acesso em 14 de julho de 2025.
89
Fonte: Vidigal, 2025.
4.7 OUTROS DADOS RELEVANTES
A seguir indicadores referentes ao lazer:
Tabela 22 - Indicadores relativos ao lazer
Em relação ao lazer
Indicador
Número de
espaços de
lazer
disponíveis
para a primeira
infância por
localização -
Parques
infantis103
Número de
espaços de lazer
disponíveis para a
primeira infância
por localização -
Brinquedotecas104
Número de
espaços de lazer
temporariamente
disponibilizados no ano
anterior para crianças de
0 a 6 anos (circos,
parques de diversão,
museu, teatro e outros)
[ano base de 2024]105
Total
(Quantidade/
Porcentagem)
01 01 06
Fonte: Elaborado pelo autor. Dezembro de 2025.
103 Dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Trabalho, Assistência e Desenvolvimento
Social, em dezembro de 2025.
104 Dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Trabalho, Assistência e Desenvolvimento
Social, em dezembro de 2025.
105 Dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Trabalho, Assistência e Desenvolvimento
Social, em dezembro de 2025.
90
A seguir indicadores relativos ao consumo:
Tabela 23 – Indicadores relativos ao consumo
Em relação ao consumo
Indicador
Comércio de
produtos
alimentícios
para crianças
até 6 anos
(sorveterias,
yogurterias,
lojas de doces
e balas,
pontos de
comercio de
alimentos
destinados a
nutrição
infantil)106
Comércio de
artigos
mobiliários
(lojas de
móveis para
crianças)107
Comércio
de artigos
de cama,
mesa e
banho e/ ou
vestuário108
Comércio
de
brinquedos,
filmes e
jogos
infantis
(Locadoras,
lojas de
brinquedos)
[2024]
109
Total
(Quantidade/
Porcentagem)
06 03 05 04
Fonte: Elaborado pelo autor. Dezembro de 2025.
A seguir dados relativos a atendimento urbano de água, energia elétrica, entre
outros
Tabela 24 – Em relação à criança, o espaço, a cidade e o meio ambiente
Indicador Em relação à criança, o espaço, a cidade e o meio ambiente
Índice de
atendime
nto
urbano
de água
com rede
de
abasteci
mento
Índice de
atendime
nto
urbano
de
energia
elétrica
com rede
de
abasteci
Quantidad
e de
domicílios
com
disposição
final
ambiental
mente
adequada
dos
O
municí
pio
decret
ou
situaçã
o de
emerg
ência
ou
Em caso
afirmativo, o
motivo 114
Númer
o de
pessoa
s
atingid
as por
desast
res
ambie
ntais
106 Dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Trabalho, Assistência e Desenvolvimento
Social, em dezembro de 2025
107 Dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Trabalho, Assistência e Desenvolvimento
Social, em dezembro de 2025
108 Dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Trabalho, Assistência e Desenvolvimento
Social, em dezembro de 2025
109 Dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Trabalho, Assistência e Desenvolvimento
Social, em dezembro de 2025
114 Dados fornecidos pela Defesa Civil. Dezembro de 2025.
91
[2022]
110 mento
- (Indice de
consumo
de energia
elétrica)
[2018]
111
resíduos
sólidos
urbanos112
calami
dade
nos
últimos
5
anos?
113
nos
últimos
12
meses
115
Total
(Quantida
de/
Porcenta
gem)
4.708
domicílios/91
,30%
99,82% Aproximada
mente 95%
2 vezes Enchente e
Desmorona
mento
60
pessoas
Fonte: Elaborado pelo autor. Dezembro de 2025.
A seguir outros dados que tangem a este tópico:
Tabela 25 – Indicadores em relação à criança, o espaço, a cidade e o meio ambiente
- II
Indicador Em relação à criança, o espaço, a cidade e o meio ambiente
O
munic
ípio
possu
i
plano
de
ocupa
ção e
uso
do
espaç
o
públic
o
116
Os planos
existentes
contemplam
espaços
públicos
planejados
para serem
utilizados
especificam
ente por
crianças na
primeira
infância?117
O
município
prioriza a
inclusão
de
famílias
com
crianç
as até
6 anos
nas
ações
voltad
as á
melhor
ia das
condiç
ões de
O
municí
pio
possui
cobert
ura de
interne
t
móvel
? 119
Nº de
aglomer
ados
subnorm
ais
[2010]120
Populaç
ão
resident
e em
domicíli
os
particula
res
ocupado
s em
aglomer
ados
subnorm
ais
[2010]121
110 Disponível em: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/es/joao-neiva/pesquisa/10102/122229.
Acesso em 15 de julho de 2025.
111 Disponível em: https://www.joaoneiva.es.gov.br/uploads/files/Produto-C---DTP.pdf. Acesso
em 15 de julho de 2025.
112 Dados disponibilizados pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente.Dezembro de 2025.
113 Dados fornecidos pela Defesa Civil. Dezembro de 2025.
115 Dados fornecidos pela Defesa Civil e Secretaria Municipal de Obras. Dezembro de 2025.
116 Dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Obras. Dezembro de 2025.
117 Dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Obras. Dezembro de 2025.
119 Dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Obras. Dezembro de 2025.
120 Disponível em: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/es/joaoneiva/pesquisa/23/25359?detalhes=true. Acesso em 15 de julho de 2025.
121 Disponível em: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/es/joaoneiva/pesquisa/23/25359?detalhes=true. Acesso em 15 de julho de 2025.
92
moradi
a? 118
Total
(Quantida
de/
Porcentag
em)
10% 10% 30% 70% Conforme
censo IBGE,
nenhum valor
a exibir.
Conforme
censo IBGE,
nenhum valor
a exibir.
Fonte: Elaborado pelo autor. Julho de 2025.
A seguir indicadores relativos as ações intersetoriais e de articulação
Tabela 26 – Indicadores relativos as ações intersetoriais e de articulação - I
Indicador Em relação às ações de intersetoriais e de articulação
O
municí
pio
particip
a da
Rede
Estadu
al pela
Primeir
a
Infânci
a
(REPI)
ou da
Rede
Nacion
al pela
Primeir
a
Infância
(RNPI)
?
O
municípi
o
desenvo
lve
ações
de
educaçã
o
ambient
al
voltados
à
primeira
infância
? 122
O
município
desenvolv
e ações
de
prevençã
o
à
violênci
a na
primeira
infância
?
123
O
municípi
o
desenv
olve
estudos
e
pesquis
as na
área da
primeira
infância
?
124
A
formaçã
o de
profissio
nais de
saúde,
educaçã
o e
assistên
cia
social
incorpora
a
temática
da
primeira
infância?125
Existem
leis
municip
ais
direcion
adas à
na
primeira
infância?
Ex: Lei que
institui
a
semana
do bebê.
118 Dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Obras. Dezembro de 2025.
122 Dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Trabalho, Assistência e Desenvolvimento
Social, em dezembro de 2025.
123 Dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Trabalho, Assistência e Desenvolvimento
Social, em dezembro de 2025.
124 Dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Trabalho, Assistência e Desenvolvimento
Social, em dezembro de 2025.
125 Dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Trabalho, Assistência e Desenvolvimento
Social, em dezembro de 2025.
93
Total
(Quantida
de/
Porcentag
em)
1 1 1 1 Sim Não
Fonte: Dados fornecidos pela SEMTADES. Dezembro de 2025.
Outros indicadores pertinentes a este tópico
Tabela 27 - Indicadores relativos as ações intersetoriais e de articulação - III
Indicador Em relação às ações de intersetoriais e de articulação
Há alguma
feira de
produtos
orgânicos ou
outros
produtos
produzidos
localmente
que ocorra
regularment
e no
município?
126
Há algum
incentivo
para a
produção de
alimentos?
127
Existe
algum
transporte
público que
leve as
crianças e
famílias até
as áreas
verdes da
cidade ou
unidades de
conservaçã
o mais
próximas?
128
Qual a
qualidad
e das
águas
que são
visíveis
na
cidade e
qual o
acesso
que
temos a
elas e
aos rios
da
cidade?
129
Há
penalidade
e
fiscalizaçã
o para
garantir a
prioridade
e
segurança
do
pedestre?
130
Total
(Quantidade/
Porcentagem
)
Sim, 50% Sim, 60% 30% 70% 100%
Fonte: Elaborado pelo autor. Dezembro de 2025.
126 Dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Agricultura. Dezembro de 2025.
127 Dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Agricultura. Dezembro de 2025.
128 Dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Obras. Dezembro de 2025.
129 Dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Obras. Dezembro de 2025.
130 Dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Obras. Dezembro de 2025.
94
4.8 PAINEL DIAGNÓSTICO
Quadro 7 – Painel Diagnóstico131
Fonte: Vidigal, 2025.
131Disponível em: https://primeirainfanciaprimeiro.fmcsv.org.br/app/painel-diagnostico/. Acesso
em 15 de julho de 2025.
95
96
5. PARTICIPAÇÃO DAS CRIANÇAS NO
PLANO PARA PRIMEIRA INFÂNCIA
O município de João Neiva por meio dos Comitê Gestor Municipal pela Primeira
Infância (Decreto nº 10.145/2005) e o Comitê Gestor Municipal Intersetorial pela
Primeira Infância (Portaria nº 14.403/2025), para a construção do Plano da Primeira
Infância que tem como objetivo realizar políticas públicas para crianças de 0 a 6 anos
de idade e suas famílias.
O município fez a consulta pública por meio de um questionário disponibilizado
aos munícipes para conhecer as necessidades para essa faixa etária e para que haja
uma atuação intersetorial e cooperação do município, a família e a sociedade.
A consulta pública é um instrumento democrático e essencial para que as
políticas e planos de ação sejam construídos em prol de suprir as necessidades
apontadas e impactar de maneira positiva na vida das crianças da primeira infância.
O resultado da consulta pública encontra-se no Anexo A deste documento.
Na Educação Infantil, a aprendizagem se dá nas trocas de experiências das
crianças, considerando os Princípios: Éticos, políticos e estéticos, os seis Direitos de
Aprendizagens e os Campos de Experiências de acordo com a Base Nacional Comum
Curricular e o Currículo do Espírito Santo. Por sua vez, essas experiências sociais se
dão no exercício do protagonismo infantil, envolvendo situações que possibilitem a
criança expor o seu ponto de vista, discordar, concordar, manifestar preferências,
sentimentos e direitos.
A participação das crianças é um princípio fundamental para a construção de
políticas públicas que realmente atendam às suas necessidades e respeitem suas
singularidades. Reconhecendo que, na Primeira Infância, a linguagem verbal ainda
está em desenvolvimento, este plano adotou estratégias lúdicas e acessíveis para
garantir que as vozes das crianças fossem consideradas. Entre essas estratégias,
destacou-se a produção de desenhos, que se tornou uma valiosa ferramenta de
escuta e participação.
Os desenhos realizados pelas crianças revelaram suas percepções sobre os
direitos essenciais como o direito ao brincar, à convivência familiar e comunitária, à
97
proteção, à saúde, à educação e ao cuidado. Por meio do Campo de Experiência:
Traços, Sons, Cores e Formas, as crianças expressaram aquilo que vivenciam
diariamente e aquilo que desejam para um município seguro, acolhedor que valorize
as crianças e suas singularidades. Essa forma de participação permitiu compreender,
de modo sensível e autêntico, como elas se relacionam com seus direitos e quais
aspectos consideram mais significativos em suas vidas.
A análise das produções artísticas contribuiu diretamente para a elaboração
deste plano, orientando decisões e prioridades a partir do olhar infantil. Dessa forma,
reafirma-se o compromisso com a construção de políticas centradas na criança,
valorizando sua capacidade de expressão e garantindo que sua participação seja
efetiva, respeitosa e contínua. Os desenhos, portanto, não foram apenas atividades
ilustrativas, mas instrumentos essenciais para assegurar que este Plano da Primeira
Infância seja verdadeiramente transparente e representativo das crianças e de seus
direitos.
Figura 1 – Direito de brincar em áreas verdes
Fonte: Secretaria Municipal de Educação, 2025.
98
A seguir imagem:
Figura 2 – Direito a transporte público
Fonte: Secretaria Municipal de Educação, 2025.
A seguir imagem:
Figura 3 – Direito à Saúde
Fonte: Secretaria Municipal de Educação, 2025.
A seguir imagem:
99
Figura 4 – Direito ao parque infantil
Fonte: Secretaria Municipal de Educação, 2025.
A seguir imagem:
Figura 5 - Direito de aprender, brincar, esporte , alimentação e áreas verdes
Fonte: Secretaria Municipal de Educação, 2025.
A seguir imagem:
100
Figura 6 – Direito à coleta de lixo
Fonte: Secretaria Municipal de Educação, 2025.
A participação das crianças no âmbito do Plano Municipal para a Primeira
Infância é concretizada, pelas ações da SEMTADES por meio da equipe do Programa
Criança Feliz Capixaba. Nessas intervenções, a criança é posicionada como sujeito
ativo e protagonista de seu próprio desenvolvimento. As visitas domiciliares,
estruturadas em atividades lúdicas e interativas — como a proposta "Telinha de Flores
com Elementos da Natureza" 1 —, visam estimular a autonomia, a criatividade e o
desenvolvimento integral. Ao serem incentivadas a explorar o ambiente, a fazer
escolhas e a manipular materiais naturais, as crianças exercitam a coordenação
motora fina e a percepção sensorial, em um processo mediado pelo visitador que
observa e estimula, sem interferir na capacidade de decisão da criança. Essa
metodologia assegura que a política pública não seja apenas de assistência, mas de
promoção do desenvolvimento, valorizando a experiência e o vínculo familiar como
pilares para o cumprimento das diretrizes do Plano Municipal.
A seguir imagem:
101
Figura 7 - Telinha de Flores
Fonte: SEMTADES. Novembro de 2025.
102
A participação ativa das crianças no Plano Municipal para a Primeira Infância,
por meio das ações da SEMTADES e do Programa Criança Feliz Capixaba, é
notavelmente ilustrada pela atividade do "Aquário Sensorial" 1. Esta intervenção
pedagógica domiciliar coloca a criança no centro do processo de desenvolvimento,
estimulando a percepção visual, a coordenação motora fina e a criatividade. O Aquário
Sensorial é apresentado como um objeto de exploração que convida a criança a
manipular, observar a movimentação de cores e formas, e a interagir com o cuidador.
O papel do visitador é crucial, pois ele orienta o cuidador a brincar junto, nomeando
cores e sensações, o que fortalece o vínculo afetivo e a comunicação 1. Assim, a
participação da criança é garantida não apenas como receptora de cuidados, mas
como exploradora e agente de seu aprendizado, em consonância com as diretrizes
do Plano Municipal que promovem o desenvolvimento integral na primeira infância.
A seguir imagens:
Figura 8 – Aquário Sensorial
103
Fonte: SEMTADES. Novembro de 2025.
A dimensão da participação infantil no Plano Municipal para a Primeira Infância,
catalisada pela SEMTADES através do Programa Criança Feliz Capixaba, manifestase de forma expressiva em atividades como o "Samba da Aranha" 1. Esta proposta
lúdica e musical visa o desenvolvimento integral, estimulando as habilidades
artísticas, a coordenação motora e, sobretudo, a expressão corporal e verbal da
criança. Ao ser incentivada a cantar e dançar, imitando os movimentos da aranha, a
criança assume um papel ativo na construção de seu aprendizado, exercitando o ritmo
e a comunicação. O visitador, ao mediar a atividade e orientar o cuidador a interagir,
reforça o vínculo afetivo e a importância do ambiente familiar como primeiro espaço
de desenvolvimento. Dessa forma, a ação se alinha perfeitamente com a diretriz do
Plano Municipal de reconhecer a criança como protagonista de sua história,
promovendo sua participação ativa e alegre no contexto familiar e social.
A seguir imagens:
104
Figura 9 – Samba da Aranha
Fonte: SEMTADES. Novembro de 2025
105
106
6. EIXOS DE ATUAÇÃO E OBJETIVOS
ESTRATÉGICOS
O Plano Municipal para a Primeira Infância de João Neiva (PMPI) foi
estruturado em quatro eixos temáticos fundamentais: Tempo de Nascer, Tempo de
Crescer, Tempo de Brincar e Tempo de Aprender, que representaram os pilares
estratégicos para o desenvolvimento integral das crianças de 0 a 6 anos no município.
Estes eixos foram concebidos para proporcionar uma visão holística e contextualizada
de cada ciclo de vida das crianças, contemplando os direitos fundamentais e
alinhando-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização
das Nações Unidas.
Os eixos temáticos foram desenvolvidos com base em parâmetros que
garantiram condições adequadas para o pleno desenvolvimento infantil, considerando
as especificidades locais de João Neiva e as necessidades identificadas no
diagnóstico municipal. Cada eixo representou uma dimensão essencial da vida da
criança, desde a concepção até os seis anos de idade, promovendo ações integradas
e intersetoriais.
Porém antes de avançarmos nos eixos de atuação se faz necessário
entendermos o que são as ODS e de que forma elas se correlacionam com o PMPI.
Em 2015, os 193 países membros da Organização das Nações Unidas (ONU),
Brasil incluso, assumiram o compromisso de adotar uma estratégia global abrangente
visando ações como a erradicação da miséria absoluta e da fome, a promoção da paz,
o fornecimento de educação de qualidade para todos os gêneros e a conservação
ambiental132 (UNICEF, 2024).
Essa estratégia ambiciosa é estruturada em torno de 17 Objetivos de
Desenvolvimento Sustentável (ODS), cada qual acompanhado de suas metas
específicas, destinadas a serem implementadas até o ano de 2030133 (UNICEF, 2024).
132 Disponível em: https://www.primeirainfanciaempauta.org.br/a-crianca-e-os-objetivos-daonu-o-que-sao-os-ods-e-o-que-eles-tem-a-ver-com-as-criancas.html. Acesso em 09 de fevereiro de
2024.
133 Idem, 2024.
107
O objetivo focado nos primeiros anos de vida encontra-se no ODS 4 (Educação
de Qualidade), que estipula a necessidade de "assegurar que todas as crianças,
independentemente de gênero, recebam oportunidades de desenvolvimento,
cuidados e educação na primeira infância de alta qualidade, preparando-as
adequadamente para o ensino fundamental"134 (UNICEF, 2024).
Embora certos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) não façam
referência explícita a infantes com menos de seis anos, o Unicef sublinha a
importância de todos os ODS para o crescimento e o destino das crianças, com um
foco particular na salvaguarda dos seus direitos. A organização pertencente à ONU
enfatiza que os ODS representam uma chance sem precedentes de promover os
direitos e a qualidade de vida de todas as crianças, sobretudo aquelas em situação
de maior vulnerabilidade, e argumenta que o desenvolvimento sustentável só pode
ser alcançado mediante a garantia de condições equitativas para todos os jovens, sem
distinção135 (UNICEF, 2024).
É importante destacar que os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)
têm suas raízes nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), que estiveram
em vigor até 2015 e alcançaram avanços significativos, particularmente em questões
relacionadas à infância. Isso inclui o aumento da frequência escolar infantil e a
significativa diminuição da mortalidade infantil, juntamente com a redução das mortes
causadas por malária e tuberculose136 (UNICEF, 2024).
A seguir às 17 ODS:
134 Disponível em: https://www.primeirainfanciaempauta.org.br/a-crianca-e-os-objetivos-daonu-o-que-sao-os-ods-e-o-que-eles-tem-a-ver-com-as-criancas.html. Acesso em 17 de julho de 2025.
135 Idem, 2025.
136 Disponível em: https://www.primeirainfanciaempauta.org.br/a-crianca-e-os-objetivos-daonu-o-que-sao-os-ods-e-o-que-eles-tem-a-ver-com-as-criancas.html. Acesso em 17 de julho de 2025.
108
Imagem 1 – 17 ODS
Fonte: Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde. Universidade Federal do Rio
Grande do Norte137
. Julho de 2025.
Os Estados-membros da ONU não estão legalmente compelidos a implementar
os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), no entanto, é esperado que eles
desenvolvam estratégias nacionais que lhes permitam atingir esses objetivos por meio
de diversas políticas, planos e programas voltados para o desenvolvimento
sustentável. O progresso de cada país em direção aos ODS é monitorado através de
indicadores globais, que são documentados em relatórios anuais.
No âmbito dessa iniciativa, o relatório "Countdown to 2030", que está disponível
em inglês e foi produzido através de uma colaboração entre o Banco Mundial, a
Organização Mundial da Saúde (OMS) e o UNICEF, examina o progresso de 138
países em direção a essas metas, incluindo um foco especial na primeira infância. De
acordo com o documento, no Brasil, apesar da redução na porcentagem de crianças
em risco de desenvolvimento insuficiente, persistem desafios como a baixa
prevalência do aleitamento materno exclusivo. Além disso, o relatório destaca a
137 Disponível em: https://ppgcs.furg.br/agenda-2030. Acesso em 17 de julho de 2025.
109
ausência de dados fornecidos pelo país acerca de certos indicadores, tais como a
prática de disciplina violenta e a pobreza na infância138 (FMCSV, 2024).
A interação entre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e os
primeiros anos de vida funciona de maneira bidirecional.
Por um lado, direcionar esforços para objetivos que não mencionam
explicitamente a primeira infância pode impulsionar o desenvolvimento infantil - como
é o caso do ODS 3 (Saúde e Bem-Estar), que também se dedica a combater doenças
que contribuem significativamente para a mortalidade infantil.
Por outro lado, focar na primeira infância representa uma estratégia eficaz para
avançar mais rapidamente rumo ao cumprimento de várias metas dos ODS, inclusive
aquelas que não mencionam diretamente esse período da vida. Crianças com até 6
anos de idade são forças catalisadoras que promovem as transformações que a ONU
almeja para os próximos 15 anos.
Para ilustrar melhor essa dinâmica, vejamos alguns exemplos fornecidos por
Pia Britto, responsável pelo desenvolvimento da primeira infância no Unicef139:
● ODS 1: Erradicação da pobreza - Alocar recursos no desenvolvimento
durante os primeiros anos de vida representa uma das abordagens mais
eficientes em termos de custo-benefício para combater a pobreza. Isso
se deve ao fato de que é durante a infância, período em que o cérebro
possui a maior capacidade de desenvolvimento, que as crianças
adquirem habilidades essenciais para o sucesso e a felicidade na
economia contemporânea do século 21. Ademais, aqueles que recebem
educação infantil de alta qualidade apresentam uma probabilidade 24%
maior de alcançar salários elevados e posições de trabalho mais
qualificadas em comparação aos que não tiveram acesso a instituições
educacionais de excelência, contribuindo para a diminuição da
desigualdade social.
● ODS 2: Fome zero, melhorar a nutrição e agricultura sustentável -
Crianças expostas a estímulos e que também recebem suplementos
138 Disponível em: https://www.fmcsv.org.br/pt-BR/biblioteca/brasil-ods-2030-primeirainfancia/. Acesso em 17 de julho de 2025.
139 Disponível em: https://www.primeirainfanciaempauta.org.br/a-crianca-e-os-objetivos-daonu-a-primeira-infancia-acelerando-os-ods.html. Acesso em 17 de julho de 2025.
110
alimentares demonstram um desenvolvimento superior ao daqueles que
são apenas suplementados, evidenciando como a estimulação
complementa os benefícios de uma nutrição apropriada. Adicionalmente,
intervenções focadas nos primeiros anos de vida atuam na redução dos
impactos negativos do estresse, otimizando a assimilação dos nutrientes
consumidos.
● ODS 3: Saúde e bem-estar - Neste contexto, que tem como objetivo
promover a saúde plena em toda a comunidade, é crucial enfatizar que
os investimentos realizados nos primeiros anos de vida de um bebê ou
criança diminuem significativamente o risco de desenvolvimento de
doenças cardiovasculares e outras enfermidades não transmissíveis ao
longo de sua existência. Desta forma, ressalta-se a importância vital das
iniciativas e programas de saúde implementados desde o início da vida,
visando garantir o bem-estar infantil e prevenir complicações futuras. É
essencial destacar, por meio de exemplos concretos ou estudos, a
relevância da detecção precoce de doenças e distúrbios, além da
necessidade de um acompanhamento realizado por equipes
multidisciplinares, incluindo médicos, psicólogos, assistentes sociais,
professores, entre outros profissionais.
● ODS 4: Educação de qualidade - O processo de aprendizagem iniciase inclusive antes do nascimento, conforme evidenciado por pesquisas
que indicam a importância das intervenções voltadas ao
desenvolvimento infantil precoce como fundamentais para o
aprendizado, êxito acadêmico e produtividade na vida adulta. Uma
análise realizada pela ONU, abrangendo dados de 73 países, revelou
que um aumento nas taxas de inscrição em educação pré-escolar
resultou em um incremento nos rendimentos mensais das pessoas,
quando ingressaram no mercado de trabalho, variando de 6 a 17 dólares
adicionais.
● ODS 5: Igualdade de gênero - A conexão entre o desenvolvimento na
primeira infância e o fortalecimento econômico feminino é evidente. À
medida que se amplia o investimento em creches de alta qualidade e
111
acessíveis, expandem-se as chances de as mães progredirem em
termos econômicos e alcançarem independência financeira.
● ODS 8: Trabalho decente e crescimento econômico - Dentro do
objetivo de assegurar emprego digno e pleno para todos, a
disponibilidade de creches e outras modalidades de assistência à
infância desempenha um papel crucial. Investimentos nos profissionais
dessa área e a expansão do número de vagas são estratégias eficazes
para mitigar o desemprego, em particular entre as mulheres. A falta ou
insuficiência de serviços de creche frequentemente afeta as mães,
impedindo-as de retornar ao ambiente de trabalho devido à ausência de
um local adequado para deixar seus filhos. Adicionalmente, esse
objetivo inclui o combate ao trabalho infantil e aborda a questão do
recrutamento e emprego de crianças como soldados, representando um
componente essencial para a agenda de desenvolvimento global.
● ODS 10: Redução da desigualdade - A fase da primeira infância
constitui uma janela de oportunidade crucial para diminuir as
disparidades sociais, proporcionando a todas as crianças a possibilidade
de um desenvolvimento integral. Indivíduos que, durante sua infância
mais pobre, foram beneficiados por programas voltados ao atendimento
infantil precoce, tendem a ganhar, na fase adulta, até 25% mais do que
aqueles que não participaram dessas iniciativas, aproximando-se assim
dos rendimentos de pessoas que desfrutaram de condições privilegiadas
na infância.
● ODS 11: Cidades e comunidades sustentáveis - O futuro ambiente
em que as crianças residirão é determinado pelas decisões e ações
realizadas atualmente. Portanto, esforços voltados à conservação dos
oceanos e ecossistemas, à construção de cidades sustentáveis, ao
investimento em energia renovável e infraestrutura aprimorada, bem
como ao fortalecimento das instituições, terão um impacto direto na
qualidade de vida das futuras gerações. Para assegurar que herdem um
planeta mais sustentável, é essencial que as políticas de combate às
mudanças climáticas sejam incorporadas nas estratégias e planos
112
nacionais, garantindo ainda o acesso a serviços energéticos acessíveis,
confiáveis e modernos para a população. Adicionalmente, o
desenvolvimento infantil está intrinsecamente ligado à possibilidade de
as crianças interagirem com ambientes seguros e naturais, aspectos que
são igualmente abordados pelos Objetivos de Desenvolvimento
Sustentável (ODS).
● ODS 12: Consumo e produção responsáveis - Programas voltados ao
desenvolvimento na primeira infância estão introduzindo novos
conceitos sobre o consumismo prevalente na sociedade atual,
fomentando nas crianças uma perspectiva de consumo mais consciente
e sustentável. Tais iniciativas, que incentivam práticas de consumo
moderado e eco-friendly, contribuem para a conservação dos recursos
do planeta e a minimização de desperdícios. É importante ressaltar a
importância do artigo 5º do Marco Legal da Primeira Infância, que visa
restringir o acesso de crianças de até seis anos à publicidade comercial,
tendo em vista sua maior vulnerabilidade aos apelos publicitários e os
riscos associados ao consumo excessivo, que incluem problemas como
obesidade infantil, sexualização precoce, iniciação antecipada ao uso de
tabaco e álcool, além da normalização da agressividade e violência.
● ODS 16: Paz, justiça e instituições confiáveis - As intervenções
durante os primeiros anos de vida têm a capacidade de promover uma
neurobiologia mais robusta, cultivar a resiliência nas crianças e instilar
valores e comportamentos que possam contribuir para a mitigação da
violência no futuro, favorecendo, assim, a construção da paz.
6.1 TEMPO DE NASCER
O Tempo de Nascer constituiu-se como o primeiro eixo estruturante do PMPI
de João Neiva, focando na reestruturação e no alinhamento dos cuidados maternoinfantis. Este eixo abrangeu desde a atenção à gestação, parto e nascimento, até os
cuidados pós-parto, visando a redução da morbimortalidade materna e perinatal, bem
como o fortalecimento do planejamento familiar e reprodutivo.
113
6.1.1 Síntese de Indicadores do Tempo de Nascer
A seguir o quadro com a síntese de indicadores que compôs este eixo:
Quadro 8 – Síntese de Indicadores do Tempo de Nascer
Porcentagem/Quantitativo
Municipal
Indicador
9,49 % Percentual de partos de mães adolescentes (até 19 anos) /2024
158 Número de Nascidos Vivos (2024)
0% Taxa de Mortalidade Infantil (2024)
0%
Taxa de óbitos por causas claramente evitáveis crianças de 1 ano
de idade (2024)
0
Número de casos novos de sífilis congênita em menores de um
ano de idade. (2024)
33,33 % Taxa de Aleitamento Materno Exclusivo (2024)
99,36% Proporção cobertura da vacina Penta (2024)
102,56% Proporção cobertura da vacina Pneumocócica 10 valente (2024)
97,44% Proporção cobertura da vacina Poliomielite (2024)
118,59% Proporção cobertura da vacina Tríplice Viral (2024)
91,03% Proporção cobertura da vacina Febre amarela (2024)
3,83% (altura baixa + altura
muito baixa)
Déficit de estatura em crianças até 5 (cinco) anos (2024)
2,39%
Baixo peso e muito baixo peso em crianças de até 5 (cinco) anos
(2024)
3,35% Taxa de obesidade na Primeira Infância (2024)
Fonte: Elaborado pelo autor. Dezembro de 2025.
6.1.2 Prioridades Estratégicas
As prioridades estratégicas estabelecidas para o Tempo de Nascer foram:
• Qualificação da Atenção Pré-Natal: Fortalecimento do acompanhamento
às gestantes com foco na captação precoce e qualidade das consultas.
• Humanização do Parto e Nascimento: Promoção de práticas
humanizadas no atendimento obstétrico.
• Promoção do Aleitamento Materno: Incentivo e apoio à amamentação
exclusiva e continuada.
114
• Prevenção da Mortalidade Materna e Infantil: Implementação de
protocolos para redução dos óbitos evitáveis.
• Planejamento Reprodutivo: Ampliação do acesso a informações e
métodos contraceptivos.
• Atenção às Gestantes em Situação de Vulnerabilidade:
Desenvolvimento de estratégias específicas para gestantes
adolescentes e em situação de risco.
6.1.3 Metas e Estratégias
A seguir quadro de metas e estratégias:
Quadro 9 – Metas e Estratégias do Eixo Tempo de Nascer
Metas Linha Base
2024
Estratégias Responsáveis Prazos
Manter acima de
95% de cobertura
da vacina Penta
(DTP + Hep B +
Hib) em crianças
menores de 1 ano
de idade
99,36
Ampliar os serviços
de imunização nas
unidades básicas de
saúde;
Realizar busca ativa
de crianças para
imunização
adequada;
Intensificar a
cobertura vacinal
nos territórios de
baixa cobertura
Secretaria Municipal
de Saúde;
Coordenação de
Imunização;
Agentes
Comunitários de
Saúde;
Equipes de Saúde
da Família
2026
Manter acima de
95% de cobertura
da vacina
Poliomielite, em
crianças menores
de 1 ano de idade.
97,44
Ampliar os serviços
de imunização nas
unidades básicas de
saúde;
Realizar busca ativa
de crianças para
Secretaria Municipal
de Saúde;
Coordenação de
Imunização;
2026
115
imunização
adequada;
Intensificar a
cobertura vacinal
nos territórios de
baixa cobertura
Agentes
Comunitários de
Saúde;
Equipes de Saúde
da Família
Manter acima de
95% de cobertura
da vacina
Pneumocócica 10
valente em
crianças menores
de 1 ano de idade.
102,56
Ampliar os serviços
de imunização nas
unidades básicas de
saúde;
Realizar busca ativa
de crianças para
imunização
adequada;
Intensificar a
cobertura vacinal
nos territórios de
baixa cobertura
Secretaria Municipal
de Saúde;
Coordenação de
Imunização;
Agentes
Comunitários de
Saúde;
Equipes de Saúde
da Família
2026
Manter acima de
95% de cobertura
da vacina Tríplice
Viral em crianças
menores de 1 ano
de idade.
118,59
Ampliar os serviços
de imunização nas
unidades básicas de
saúde;
Realizar busca ativa
de crianças para
imunização
adequada;
Intensificar a
cobertura vacinal
nos territórios de
baixa cobertura
Secretaria Municipal
de Saúde;
Coordenação de
Imunização;
Agentes
Comunitários de
Saúde;
Equipes de Saúde
da Família
2026
Manter acima de
95% de cobertura
da vacina Febre
91,03
Ampliar os serviços
de imunização nas
Secretaria Municipal
de Saúde; 2026
116
amarela em
crianças menores
de 1 ano de idade.
unidades básicas de
saúde;
Realizar busca ativa
de crianças para
imunização
adequada;
Intensificar a
cobertura vacinal
nos territórios de
baixa cobertura
Coordenação de
Imunização;
Agentes
Comunitários de
Saúde;
Equipes de Saúde
da Família
Interromper o
crescimento do
sobrepeso e
obesidade em
crianças de 0 a 5
anos
8,13%
Estimular
alimentação
saudável em
creches e préescolas;
Ampliar o acesso à
alimentação
saudável para
crianças em
vulnerabilidade;
Implementar ações
de vigilância
nutricional;
Secretaria Municipal
de Educação;
Secretaria Municipal
de Trabalho,
Assistência e
Desenvolvimento
Social;
Coordenação de
Atenção
Básica/Secretaria
Municipal de Saúde
2029
Reduzir em 2% a
taxa de baixo
peso em crianças
menores de 5
anos
2,39%
Fortalecer o
acompanhamento
nutricional nas
consultas de
puericultura;
Implementar
programa de
suplementação
nutricional para
crianças em risco;
Equipes de Saúde
da Família;
Secretaria Municipal
de Saúde
2029
117
Capacitar
profissionais em
avaliação e manejo
nutricional infantil
Manter em zero o
número de óbitos
em crianças
menores de 6
anos até 2029.
0
Ampliar o
atendimento na
atenção primária ao
recém-nascido e à
mãe nas "Ações do
5º dia de Saúde
Integral";
Qualificar
profissionais para
urgências e
emergências
obstétricas;
Implementar comitê
de investigação de
óbitos infantis
Equipes de Saúde
da Família;
Secretaria Municipal
de Saúde;
Vigilância em Saúde
2029
Manter em zero o
número de casos
de sífilis
congênita em
menores de um
ano no município.
0
Realizar testagem
universal para sífilis
no 1º, 2º e 3º
trimestre;
Garantir que 100%
das gestantes
iniciem pré-natal
precocemente,
preferencialmente
até 12 semanas;
Disponibilizar testes
rápidos em todas as
unidades da APS,
inclusive para
demanda
espontânea;
Equipes de Saúde
da Família;
Secretaria Municipal
de Saúde;
Vigilância em Saúde
2026
118
Pactuar fluxo para
investigação e
tratamento do(s)
parceiro(s).
Reduzir para
menos de 8% os
nascidos vivos de
mães
adolescentes
Ampliar campanhas
de esclarecimento
sobre gravidez na
adolescência;
Expandir para 100%
a disponibilidade de
métodos
contraceptivos de
longa duração;
Fomentar ações de
planejamento
familiar e
reprodutivo
Secretaria Municipal
de Comunicação;
Coordenação de
Atenção Básica;
Equipes de Saúde
da Família
2028
Elevar em 5% ao
ano a proporção
de partos normais,
até 2027
34,81% Incentivar a
utilização do plano
de parto no prénatal;
Assegurar o direito
de acompanhante
em todos os partos
Equipes de
Estratégia Saúde da
Família;
Secretaria Municipal
de Saúde
2028
Manter em zero a
incidência de
sífilis congênita
0
Fomentar a
ampliação do
acesso ao
diagnóstico e
tratamento de sífilis
nas gestantes e
parceiros;
Implementar
protocolo de
Coordenação de
Atenção Básica;
Vigilância em
Saúde;
Secretaria Municipal
de Saúde
2026
119
seguimento de
gestantes com sífilis;
Capacitar
profissionais no
manejo da sífilis
gestacional.
Ampliar para
100% o percentual
das gestantes
com avaliação
odontológica até
2029.
32,91
Garantir agenda
mensal reservada
para gestantes nas
equipes de Saúde
Bucal.
Implantar ou revisar
o protocolo de fluxo
entre pré-natal
médico/enfermagem
e odontologia, com
referência
automática da
gestante no 1º
trimestre.
Realizar busca ativa
das gestantes que
não comparecerem
à avaliação
odontológica;
Desenvolver
palestras e rodas de
conversa nas UBS.
Coordenação de
Saúde Bucal;
Coordenação de
Atenção Básica;
Secretaria Municipal
de Educação;
2028
Aumentar em 2%
ao ano a
proporção de
nascidos vivos de
mães com 7 ou
mais consultas de
pré-natal
81,64%
Ampliar busca ativa
para captação
precoce das
gestantes (até a 12ª
semana);
Apoiar a realização
do pré-natal com
qualidade, incluindo
Agentes
Comunitários de
Saúde;
Coordenação de
Atenção Básica;
Vigilância em Saúde
2029
120
exames
laboratoriais;
Implementar sistema
de monitoramento
das gestantes
Manter
capacitações
anuais para as
equipes
notificadoras com
objetivo de
ampliar em 50%
as notificações de
violência
1
Elaborar e
implementar linha de
cuidado para
atenção integral à
mulher, criança e
adolescente em
situação de
violência;
Capacitar
profissionais da
educação,
assistência social e
saúde sobre
notificação de
violência;
Apoiar a ampliação
do sistema de
notificação de
violações de direitos
na primeira infância
CREAS e CRAS;
Comitê Intersetorial
da Primeira
Infância;
Conselho Tutelar
Secretaria Municipal
de Saúde e
Educação
2027
Capacitar 20% ao
ano os
profissionais em
manejo e
promoção do
aleitamento
materno
0
Ofertar curso para
formação de tutores
da Estratégia
Amamenta e
Alimenta Brasil;
Expandir a
implantação da
Estratégia
Coordenação de
Atenção Básica;
Equipes de Saúde
da Família;
Secretaria Municipal
de Administração
2027
121
Amamenta e
Alimenta Brasil na
atenção básica;
Estimular a
implantação de
salas de apoio à
amamentação nos
equipamentos
públicos
Aumentar em 5%
ao ano a taxa de
aleitamento
materno exclusivo
até o sexto mês
33,33
Implementar oficinas
de fortalecimento de
vínculo e
parentalidade às
gestantes;
Elaborar plano de
comunicação sobre
a importância do
desenvolvimento
integral na primeira
infância
Programa Criança
Feliz
Comitê Intersetorial
da Primeira Infância
2026
Ampliar para 80%
o percentual de
recém-nascidos
vivos com coleta
do teste do
pezinho até o 5º
dia, triados no
Programa
Nacional de
Triagem Neonatal.
34%
Fomentar a
ampliação da
Triagem Neonatal
em todos os
nascidos vivos;
Capacitar
profissionais no
Programa Municipal
de Triagem
Neonatal;
Coordenação de
Atenção Básica;
Equipes de Saúde
da Família;
Secretaria Municipal
de Saúde
2026
122
Implantar a
Semana da
Gestante
0
Realizar oficinas de
fortalecimento de
vínculo e
parentalidade
Secretaria Municipal
de Saúde;
CRAS
2026
Fonte: Elaborado pelo autor. Dezembro de 2025.
6.2 TEMPO DE CRESCER
O Tempo de Crescer representou o segundo eixo temático do PMPI de João
Neiva, fundamentado na compreensão de que o desenvolvimento infantil requer,
desde a concepção, uma abordagem integral e integrada. Este eixo reconheceu que
o bem-estar físico e intelectual da criança, assim como seu desenvolvimento
socioemocional e cognitivo, estão intrinsecamente interrelacionados. Propôs a
construção de uma rede robusta de fortalecimento de vínculos familiares e
comunitários, por meio de serviços especializados e formações continuadas,
priorizando contextos que apresentaram riscos ao desenvolvimento das crianças e
enfrentando as desigualdades socioeconômicas que comprometem as oportunidades
de desenvolvimento infantil.
6.2.1 Síntese de Indicadores do Tempo de Crescer
Os indicadores que orientaram o Tempo de Crescer em João Neiva incluíram:
Quadro 10 – Síntese de Indicadores do Tempo de Crescer
Porcentagem/Quantitativo
Municipal
Indicador
DAS FAMÍLIAS INSCRITAS NO
CADÚNICO COM CRIANÇAS
DE 0 A 6 ANOS, 50,86% tem
renda per capita na faixa de
Pobreza 1 (até R$ 109)/
Pobreza 2 (de R$ 109 a R$ 218)
Proporção de crianças de 0 a 6 anos em situação domiciliar de
pobreza/CADÚNICO/junho de 2025
DAS FAMÍLIAS INSCRITAS NO
CADÚNICO COM CRIANÇAS
DE 0 A 6 ANOS, 52,78% tem
Proporção de crianças de 0 a 6 anos em situação domiciliar de
pobreza cor/raça negra/CADÚNICO/ junho de 2025
123
renda percapita na faixa de
Pobreza 1 (até R$
109)/Pobreza2 (de R$ 109 a R$
218)/ E são de cor ou raça
preta/parda.
38,7% do total de crianças
nessa faixa etária
Proporção de crianças de 0 a 6 anos beneficiárias do PBF/Março
de 2025
13,7% do total de crianças
nessa faixa etária
Proporção de Famílias extremamente pobres com crianças até 6
anos inscritas no CADÚNICO/junho de 2025
0 Percentual de notificações estupro contra criança entre 1 a 4
anos/2025
0 Percentual de notificações de negligência e abandono contra
crianças de 1 a 4 anos/2025
SEM CASOS MAPEADOS Percentual de trabalho Infantil140
Em 2024 foi de 100% Proporção indivíduos visitados pelo Programa Crianças Feliz em
relação à meta pactuada141
No momento: 8 sendo 4 de 0 a
6 anos
Em 2025: 17, sendo 6 de 0 a 6
Em 2024: 5 ,sendo 2 de 0 a 6
Número total de crianças em Unidade de Acolhimento142
Em 2024 uma criança recebia
BPC e estava inserida no PCF
Cobertura de crianças beneficiadas do BPC no Programa
Criança Feliz
100% Cobertura do CRAS
Fonte: Elaborado pelo autor. Julho de 2025.
6.2.2 Prioridades Estratégicas
As prioridades estratégicas definidas para o Tempo de Crescer foram:
140Disponível em:
https://smartlabbr.org/trabalhoinfantil/localidade/3203130?dimensao=assistenciaTI. Acessado em 17
de julho de 2025.
141 Dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Trabalho, Assistência e Desenvolvimento
Social, em dezembro de 2025.
142 Dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Trabalho, Assistência e Desenvolvimento
Social, em dezembro de 2025.
124
• Fortalecimento dos Vínculos Familiares: Desenvolvimento de
metodologias para fortalecer a relação cuidador-criança;
• Prevenção e Enfrentamento da Violência: Implementação de sistemas
de proteção e atendimento às crianças vítimas de violência;
• Segurança Alimentar e Nutricional: Promoção da alimentação adequada
e combate à desnutrição infantil;
• Rede de Proteção Social: Articulação entre serviços de assistência
social, saúde e educação;
• Capacitação de Profissionais: Formação continuada para profissionais
que atuam com famílias e crianças;
• Apoio às Famílias em Vulnerabilidade: Atenção especializada às famílias
em situação de risco social.
6.2.3 Metas e Estratégias
A seguir quadro de metas e estratégias:
Quadro 11 – Metas e Estratégias do Eixo Tempo de Crescer
Metas Estratégias Responsáveis Prazos
Reduzir em 25% as
situações de pobreza
e extrema pobreza no
município,
priorizando famílias
com crianças na
primeira infância
Implementar protocolo
de gestão integrada
entre serviços e
benefícios priorizando
a primeira infância;
Articular as políticas
para a primeira infância
às políticas de
desenvolvimento
sustentável;
Assegurar a
aplicabilidade dos
recursos do Fundo
Municipal nas ações
CRAS;
Comitê Intersetorial da
Primeira Infância;
Secretaria Municipal
de Planejamento
2029
125
direcionadas à
primeira infância
Fortalecer a
execução do SCFV
por meio de apoio
técnico aos
profissionais do
SUAS
Ofertar educação
permanente aos
profissionais do SUAS
com metodologias
para trabalho social
com famílias;
Implementar plano de
formação continuada e
educação permanente
intersetorial;
Fomentar a utilização
do Prontuário SUAS
para crianças e
adolescentes em
acolhimento
Coordenação do
SUAS e Secretaria
Municipal de Trabalho,
Assistência e
Desenvolvimento
Social
2026
Ampliar para 70% a
cobertura do
Programa Criança
Feliz no município
Ofertar capacitações
de forma intersetorial
aos visitadores
domiciliares do PCF;
Ampliar equipe de
visitadores para
atender toda a
demanda elegível;
Implementar sistema
de monitoramento e
avaliação do programa
Coordenação do
Programa Criança
Feliz;
Secretaria Municipal
de Trabalho,
Assistência e
Desenvolvimento
Social
2026
Ampliar em 50% a
oferta do serviço de
acolhimento em
serviço de família
acolhedora como
Capacitar gestores
municipais para
implantar e
implementar os
serviços
Secretaria Municipal
de Trabalho,
Assistência e
Desenvolvimento
Social
2028
126
estratégia de garantia
de convivência
familiar
de acolhimento
familiar;
Ofertar capacitações
aos profissionais dos
serviços de família
acolhedora
Reduzir em 35% os
casos de violência
contra crianças na
primeira infância
Aprimorar o sistema de
notificação de violência
contra a criança;
Fomentar campanhas
de promoção da
cultura da não
violência contra
crianças;
Fomentar fluxos e
protocolos para
atendimento às
crianças vítimas de
violência
Conselho Tutelar;
CREAS
2029
Capacitar 100% dos
profissionais que
atuam com a primeira
infância em
metodologias de
trabalho com famílias
Ofertar capacitações
intersetoriais aos
conselhos tutelares,
agentes de saúde e
visitadores
domiciliares;
Comitê Intersetorial da
Primeira Infância
2027
Promover
campanhas sobre
direito de
reconhecimento à
paterniqdade
Desenvolver
campanha educativa
sobre importância do
reconhecimento
paterno;
Articular com
defensoria pública
Secretaria Municipal
de Comunicação;
Procuradoria Municipal
2026
127
para casos de
reconhecimento de
paternidade
Fonte: Elaborado pelo autor.Julho de 2025.
6.3 TEMPO DE BRINCAR
O Tempo de Brincar constituiu o terceiro eixo temático do PMPI de João Neiva,
focando nos benefícios das atividades lúdicas e das brincadeiras para o
desenvolvimento físico, cognitivo e emocional das crianças de 0 a 6 anos. Este eixo
reconheceu o brincar como direito fundamental e linguagem que possibilita o
desenvolvimento integral da criança, sendo uma ação primordial e constitutiva do ser
humano. O objetivo central foi aproveitar os espaços públicos para implantar e
revitalizar áreas que garantissem o direito da criança ao brinquedo e às brincadeiras,
integrando-as ao convívio familiar e à cultura da comunidade, considerando também
os desafios e oportunidades da era digital.
6.3.1 Síntese de Indicadores do Tempo de Brincar
Os indicadores que nortearam o Tempo de Brincar em João Neiva foram:
Quadro 12 – Síntese de Indicadores do Tempo de Brincar
Porcentagem Municipal Indicador
15 Quantitativo de equipamentos públicos e esportivos
01 Quantitativo de centros culturais
392 Proporção de matrículas em creches com área externa, parque
infantil ou brinquedos para educação infantil
392 Proporção de matrículas em creches com área verdes
02
100%
Proporção de creches com instrumentos, materiais
socioeducativos e/ou pedagógicos para educação infantil
Fonte: Elaborado pelo autor. Julho de 2025.
6.3.2 Prioridades Estratégicas
As prioridades estratégicas estabelecidas para o Tempo de Brincar foram:
128
• Criação e Revitalização de Espaços Lúdicos: Implantação de áreas de
brincar em espaços públicos;
• Promoção da Cultura da Infância: Valorização das manifestações
culturais próprias da infância;
• Equilíbrio Digital: Orientação sobre uso adequado de tecnologias na
primeira infância;
• Interação Social no Espaço Público: Promoção de encontros e
brincadeiras coletivas;
• Convivência com a Natureza: Incentivo ao contato das crianças com
áreas verdes;
• Participação Infantil no Planejamento Urbano: Inclusão da perspectiva
das crianças no planejamento da cidade;
6.3.3 Metas e Estratégias
A seguir quadro de metas e estratégias:
Quadro 13 – Metas e Estratégias do Eixo Tempo de Brincar
Metas Estratégias Responsáveis Prazos
Implantação de 01
Brinquedo Praça
Articular parcerias com
a Secretaria de Obras
para definição do
espaço;
Mobilizar recursos via
emendas
parlamentares e
fundos municipais;
Envolver a
comunidade na
escolha do local
Secretaria Municipal
de Trabalho,
Assistência e
Desenvolvimento
Social;
Secretaria de Obras e
CMDCA
2030
Implantar e
implementar o
Projeto Brincar na
Adequar espaço físico
do CRAS para
atividades lúdicas;
Coordenação do
CRAS, Programa
Criança Feliz
2026
129
Primeira InfânciaBRINPI no espaço do
CRAS
Formar equipe técnica
para condução do
projeto;
Promover oficinas e
ações integradas com
famílias
Implantar oficinas do
Afeto, do Brincar, por
meio das salas do
BRINPI, com as
crianças de 0 (zero) a
6 (seis) anos por
meio das equipes do
Programa Criança
Feliz – PCF e Serviço
de Proteção e
Atendimento Integral
as Famílias- PAIF e
no Serviço de
Convivência e
Fortalecimento de
Vínculo – SCFV
Capacitar visitadores e
orientadores sociais
para mediação das
oficinas;
Criar cronograma de
atividades interativas;
Envolver famílias nas
práticas educativas
Secretaria Municipal
de Trabalho,
Assistência e
Desenvolvimento
Social
2030
Implantar um Jardim
Sensorial - JASPIN
Definir local apropriado
e projeto paisagístico
inclusivo;
Garantir acessibilidade
para crianças com
deficiência;
Buscar apoio de
voluntários e escolas
técnicas
Secretaria de Meio
Ambiente, Secretaria
de Educação
2030
Implantação do
Projeto Primeira
Selecionar artistas
locais e oficineiros para
atividades culturais;
Secretaria Municipal
de Trabalho,
Assistência e
2026
130
Infância com Arte –
PIARTE Integrar o projeto ao
calendário de ações do
CRAS e escolas;
Produzir materiais
pedagógicos lúdicos
Desenvolvimento
Social, Secretaria de
Cultura, Secretaria de
Educação
Adequar 20%, as
calçadas e o
transporte público
em parcerias com o
governo estadual,
para garantir
mobilidade segura e
acessibilidade para
as crianças na
primeira infância e
seus cuidadores.
Realizar diagnóstico
de acessibilidade
urbana;
Elaborar plano de
adequações junto à
Secretaria de Obras;
Monitorar execução
das obras
Secretaria de Obras 2030
Implantar atividades
físicas e lúdicas
orientadas para
gestantes atendidas
pelo PCFC
Desenvolver oficinas
de alongamento, yoga
e brincadeiras
parentais;
Integrar profissionais
de saúde para
orientações
preventivas;
Produzir cartilhas
educativas
Secretaria de Saúde,
Coordenação do PCF
e Secretaria Municipal
de Trabalho,
Assistência e
Desenvolvimento
Social
2026
Implantar no
calendário oficial o
Dia e a Semana
Municipal pela
Primeira Infância
Elaborar projeto de lei
para instituição da data
oficial;
Articular ações
intersetoriais para
mobilização
comunitária;
Câmara Municipal,
Secretaria de Cultura e
Secretaria Municipal
de Trabalho,
Assistência e
Desenvolvimento
Social
2026
131
Criar campanhas
educativas e culturais
Fonte: Elaborado pelo autor. Julho de 2025.
6.4 TEMPO DE APRENDER
O Tempo de Aprender representou o quarto eixo temático do PMPI de João
Neiva, concebendo a educação como direito fundamental de todas as crianças. Este
eixo teve como foco central o atendimento à universalização da oferta da pré-escola
e a ampliação da oferta da educação infantil em creches, promovendo o
desenvolvimento integral das crianças nos aspectos físicos, psicológicos, cognitivos,
afetivos e sociais. Fundamentado na Lei de Diretrizes e Bases da Educação e alinhado
ao Plano Nacional de Educação, este eixo buscou garantir educação de qualidade
desde o nascimento, reconhecendo a educação infantil como direito irrevogável e
dever do Estado, com especial atenção à inclusão e acessibilidade.
6.4.1 Síntese de Indicadores do Tempo de Aprender
Os indicadores que orientaram o Tempo de Aprender em João Neiva incluíram:
Quadro 14 – Síntese de Indicadores do Tempo de Aprender
Porcentagem Municipal Indicador
100% Taxa de escolarização de crianças na faixa etária de 0 a 5 anos143
40% Taxa de escolarização de crianças na faixa etária de 0 a 5 anos
cor/raça negra
100% Média de crianças residentes em área urbana na pré-escola
42,88% Média de crianças residentes em área urbana matriculadas na
creche
0% Média de crianças residentes em área rural matriculadas na
creche
100% Média de crianças residentes em área rural matriculadas na préescola
51% Percentual de crianças inseridas na educação infantil sexo
feminino
143 Dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Educação em dezembro de 2025.
132
49% Percentual de crianças inseridas na educação infantil sexo
masculino
42,88% Proporção de crianças na faixa etária de 0-3 anos inseridos em
centros de educação infantil/2024
100% Proporção de crianças na faixa etária de 4-5 anos inseridos em
centros de educação infantil/2024
0% Proporção matrículas em tempo integral nas creches
100% Adequação da formação do docente em pré-escola
100% Adequação da formação do docente em creches
Fonte: Elaborado pelo autor. Novembro de 2025.
6.4.2 Prioridades Estratégicas
As prioridades estratégicas definidas para o Tempo de Aprender foram:
• Garantir a Pré-Escola: Garantia de acesso a todas as crianças de 4 e 5
anos;
• Ampliação da Oferta em Creches: Expansão do atendimento para
crianças de 0 a 3 anos;
• Qualificação da Infraestrutura Educacional: Ampliar, reformar e equipar
as Instituições de Ensino;
• Formação Continuada de Profissionais: Capacitação de gestores,
técnicos e profissionais da educação;
• Educação Inclusiva: Garantia de atendimento especializado para
crianças com deficiência;
• Integração Família-Escola: Fortalecimento da parceria entre família e
instituições de ensino.
6.4.3 Metas e Estratégias
A seguir quadro de metas e estratégias:
Quadro 15 – Metas e Estratégias do Eixo Tempo de Aprender
Metas Estratégias Responsáveis Prazos
133
Melhoria da
Infraestrutura de das
insituições de ensino
de Educação Infantil:
reforma/ampliação
de Centros de
Educação Infantil;
aquisição de
equipamentos e
mobiliários por meio
de parcerias
Elaborar diagnóstico
estrutural das
unidades existentes;
Captar recursos
federais/estaduais;
para obras;
Garantir acessibilidade
universal
Secretaria Municipal
de Educação,
Secretaria Municipal
de Obras, Secretaria
Municipal de Trabalho,
Assistência e
Desenvolvimento
Social
2032
Manter a oferta de
vagas de forma a
atender 100% das
crianças na préescola
Mapear a demanda por
vagas
Reordenar turmas e
ampliar capacidade
Garantir cadastro
atualizado das famílias
Secretaria Municipal
de Educação
2026
Ampliação da oferta
de vagas em creches
e pré-escola em
período integral de
forma a atender 20%
(vinte por cento) das
crianças de 0 (zero) a
6 (seis) anos
Ampliar capacidade de
atendimento
Secretaria Municipal
de Educação
2032
Realização de ações
de conscientização,
em 100% das
Instituição de Ensino
o consumo de
alimentos saudáveis
na merenda escolar
com foco no bemestar e na saúde das
crianças.
Desenvolver
campanhas educativas
com material lúdico;
Orientar gestores
escolares e
fornecedores;
Promover palestras e
oficinas com famílias
Secretaria Municipal
de Educação,
Secretaria Municipal
de Saúde
2026
134
Implantação de
formação continuada
intersetorial para
100% dos
professores e
pedagogos que
atuam na primeira
infância
Planejar módulos de
formação continuada;
Integrar conteúdos
sobre desenvolvimento
infantil;
Promover encontros
pedagógicos
semestrais
Secretaria Municipal
de Educação,
Secretaria Municipal
de Saúde e Secretaria
Municipal de Trabalho,
Assistência e
Desenvolvimento
Social
2026
Implantação de
formação continuada
intersetorial para
100% dos Gestores
da Assistência
Social, Educação,
Saúde e outros, com
a temática da
Primeira Infância de 0
(zero) a 6 (seis) anos.
Estruturar ciclos de
capacitação
intersetorial;
Adotar metodologias
ativas e práticas
baseadas em
evidências;
Avaliar impacto das
formações
Secretaria Municipal
de Educação,
Secretaria Municipal
de Saúde, Secretaria
Municipal de Trabalho,
Assistência e
Desenvolvimento
Social
Assegurar o
atendimento na
educação infantil,
para 55% das
crianças de 0 (zero) a
3 (três) anos
Ampliar número de
vagas nas creches;
Reordenar o uso dos
espaços existentes;
Implementar sistema
de gestão da fila única
Secretaria Municipal
de Educação
2032
Apoiar a realização,
em 100% das
Instituições de
Ensino, de
Campanhas
Intersetoriais de
orientação e
prevenção contra
envenenamentos por
Desenvolver material
informativo para
prevenção;
Realizar palestras com
profissionais da saúde
e bombeiros;
Secretaria Municipal
de Educação,
Secretaria Municipal
de Saúde, Defesa Civil
2029
135
ingestão acidental de
medicamento,
queimaduras, quedas
e sufocação e
afogamento
Criar protocolos de
segurança escolar
Colaborar com a
promoção de
condições de
mobilidade segura e
acessível em 100%
das escolas de
educação infantil que
atendem crianças de
0 (zero) a 5 (cinco)
anos de forma a
consolidar um
sistema educacional
inclusivo
Realizar avaliação de
acessibilidade no
entorno escolar;
Implementar faixas
elevadas e sinalização;
Integrar transporte
escolar acessível
Secretaria Municipal
de Obras, Secretaria
de Mobilidade,
Secretaria Municipal
de Educação
2026
Ampliação da
matrícula escolar à
100% das crianças de
0 (zero) a 5 (cinco)
anos que apresentam
indícios de serem
público-alvo da
educação especial
Implantar busca ativa
para identificação
precoce;
Fortalecer apoio
multiprofissional;
Monitorar matrícula e
frequência
Secretaria Municipal
de Educação,
Secretaria Municipal
de Trabalho,
Assistência e
Desenvolvimento
Social
2032
Promover, de forma
intersetorial, eventos
de formação e de
compartilhamento de
boas práticas
envolvendo 100%
dos profissionais que
atuam nas
comunidades
indígenas,
quilombolas, do
Realizar encontros
intersetoriais com
trocas de experiências;
Incentivar
metodologias
culturalmente
adequadas;
Garantir participação
Secretaria Municipal
de Educação,
Secretaria Municipal
de Trabalho,
Assistência e
Desenvolvimento
Social, Secretaria
Municipal de Cultura
2026
136
campo e outros, para
atendimento integral
e integrado das
crianças de 0 (zero) a
5 (cinco) anos
de lideranças
comunitárias
Adesão da
Plataforma Busca
Ativa Escolar do
Fundo das Nações
Unidas pela Infância
– UNICEF
Firmar termo de
adesão com o
UNICEF;
Capacitar equipes para
uso da plataforma;
Integrar dados para
acompanhamento das
crianças
Secretaria Municipal
de Educação
2027
Fonte: Elaborado pelo autor. Julho de 2025.
6.5 AÇÕES INTERSETORIAIS COMPLEMENTARES
Para garantir o desenvolvimento integral das crianças na primeira infância, é
necessário articular os diversos setores que compõem o cotidiano infantil e familiar,
como assistência social, educação, saúde, cultura e direitos humanos. Essa
articulação, denominada intersetorialidade, configura-se como um recurso estratégico
para assegurar a atenção plena e integrada, uma vez que rompe com a fragmentação
das políticas públicas e fortalece o Sistema de Garantia de Direitos, previsto na
legislação que assegura os direitos das crianças. Dessa forma, a atuação intersetorial
torna-se fundamental para dar concretude às políticas e serviços voltados à infância,
possibilitando respostas mais amplas e efetivas às demandas sociais (PEPI, 2022).
Ademais, a intersetorialidade deve ser compreendida como uma estratégia de
gestão que promove a integração de saberes, ações e esforços entre diferentes áreas
da política pública. Essa prática possibilita a construção de objetivos comuns e amplia
a capacidade de enfrentamento articulado dos problemas sociais, favorecendo
intervenções mais consistentes e transformadoras. Ao final dos eixos temáticos, novas
reflexões são apresentadas para ampliar os debates sobre questões sensíveis como
a participação masculina no cuidado familiar, a atenção às crianças de comunidades
137
tradicionais e o papel do sistema de justiça na garantia de seus direitos, sem a
pretensão de esgotar tais temáticas, mas sim de fomentar o diálogo intersetorial
(PEPI, 2022).
6.5.1 O Lugar do Homem no Cuidado à Família
A seguir quadro de metas e estratégias:
Quadro 16 – Ações do Lugar do Homem no Cuidado às Famílias
Metas Estratégias Responsáveis Prazos
Oficinas do Afeto e
Cuidado com
profissionais da
Rede
Socioassistencial do
SUAS para
desenvolvimento de
vínculo com pais e
crianças de 0 (zero) a
6 (seis) anos
Realizar oficinas com
os pais das crianças
que são atendidas pelo
PCFC, por meio das
salas do BRINPI,
visando
desenvolvimento do
vínculo paterno com os
filhos;
Implantar espaços
lúdicos nos territórios
oportunizando a
brincadeiras dos pais e
filhos para o
desenvolvimento
integral e integrado da
criança, e
fortalecimento do
vínculo paterno;
Implantar “Rodas de
Conversas” com pais
de forma intersetorial,
para discussão do
papel do pai no
Secretaria Municipal
de Trabalho,
Assistência e
Desenvolvimento
Social
2026
138
desenvolvimento
infantil
Fonte: Elaborado pelo autor. Julho de 2025.
6.5.1 Crianças de Comunidades e de Povos Tradicionais
A seguir quadro de metas e estratégias:
Quadro 17 – Ações do Sistema de Justiça e as Crianças
Metas Estratégias Responsáveis Prazos
Estimular articulação
intersetorial dos
programas, projetos
e ações para o
atendimento integral
na primeira infância
Criar mecanismos que
promovam a atuação
articulada do executivo
com o Sistema de
Garantia de Direitos da
Criança de 0 (zero) a 6
(seis) anos;
Comitê Municipal da
Primeira Infância
2026
Manutenção do
Comitês Municipais
Intersetorial pela
Primeira Infância
Dar transparência à
destinação de recursos
para a primeira infância
no orçamento;
Integrar os prontuários
de dados de todas as
secretarias municipais
que atendem na
primeira infância, para
subsidiar o
monitoramento do
PEPI, por meio do
Observatório da
Primeira Infância
Capixaba – OPIC;
Avaliar anualmente os
serviços ofertados
Prefeitura Municipal 2026
139
para a população na
primeira infância, por
meio do OPIC
Consolidar um sistema
de avaliação
intersetorial do
desenvolvimento
na primeira infância
Implantar Plano de
Formação
Continuada e
Educação
Permanente
Intersetorial, para
gestores municipais
da saúde, educação,
assistência social,
multiplicadores,
supervisores e,
visitadores e
coordenadores dos
comitês municipais
intersetoriais, PCF e
CRAS que atuam na
primeira infância
Realizar diagnóstico
das necessidades
formativas dos
profissionais
envolvidos;
Estruturar módulos de
capacitação com
enfoque na
intersetorialidade e no
desenvolvimento
integral da primeira
infância;
Estabelecer parcerias
com universidades,
escolas de governo e
instituições de
referência para ofertar
formações presenciais
e à distância;
Criar um cronograma
anual de encontros
intersetoriais para
atualização técnica e
troca de experiências;
Comitê Municipal da
Primeira Infância
2026
140
Avaliar o impacto das
formações na
qualidade dos serviços
prestados
Fonte: Elaborado pelo autor. Julho de 2025.
6.5.2 Sistema de Justiça e as Crianças
A seguir quadro de metas e estratégias:
Quadro 18 – Ações de Atenção as crianças de comunidades e de povos tradicionais
Metas Estratégias Responsáveis Prazos
Formação
Continuada e
Educação
Permanente em 40%
dos profissionais que
atuam no Sistema de
Garantia de Direitos
sobre os diversos
temas dos direitos da
criança na primeira
infância de 0 (zero) a
6 (seis) anos
Treinamentos do
Sistema de Garantia
de Direitos
SETADES, Ministério
Público e Defensoria
Pública
2026
Fonte: Elaborado pelo autor. Julho de 2025.
141
142
7. DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS E
FINANCEIRAS
7.1 FONTES DE FINANCIAMENTO
Durante a construção do Plano Municipal da Primeira Infância de João Neiva,
foi realizado um mapeamento minucioso das fontes de financiamento que poderiam
sustentar as ações propostas. Com base nas diretrizes do UNICEF (2025), foram
identificadas receitas próprias do município, transferências constitucionais e legais,
repasses estaduais e federais, além de possibilidades de parcerias com organizações
da sociedade civil e com o setor privado local. Essa diversidade de fontes visou
garantir maior estabilidade orçamentária e sustentabilidade das iniciativas ao longo do
tempo.
A equipe técnica aplicou a metodologia GSPI-M (Gasto Social com a Primeira
Infância no Município), que permitiu classificar os gastos em específicos e ampliados,
possibilitando maior precisão na mensuração dos recursos efetivamente direcionados
à primeira infância. Esse processo evidenciou tanto os esforços já empreendidos pela
gestão municipal quanto as lacunas que exigiam novos investimentos. A interlocução
entre os setores de planejamento, orçamento, contabilidade e políticas sociais foi
essencial para consolidar uma base de financiamento realista e coerente com os
objetivos do plano.
Ademais, foram mapeadas fontes complementares, como editais de fomento,
emendas parlamentares e convênios com entes federados. Também foram
identificadas oportunidades de articulação com o setor produtivo e instituições não
governamentais atuantes no território municipal. Essa estratégia buscou ampliar o
compromisso coletivo com os direitos da criança e diversificar as formas de captação
de recursos em benefício da população de 0 a 6 anos.
143
7.2 PLANEJAMENTO E EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA
No processo de construção do plano, o município de João Neiva integrou de
forma articulada as ações voltadas à primeira infância aos instrumentos legais de
planejamento e orçamento. As diretrizes foram incorporadas ao Plano Plurianual
(PPA) vigente, bem como à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e à Lei
Orçamentária Anual (LOA), assegurando coerência entre o planejamento estratégico
e a execução orçamentária. Conforme orientado pelo UNICEF (2025), foi dada
atenção especial à identificação de ações intersetoriais, especialmente nas áreas de
educação infantil, saúde materno-infantil e assistência social.
Foram utilizados dados do orçamento-programa do município para estabelecer
a vinculação direta das ações ao público de 0 a 6 anos, com base nos códigos da
classificação funcional-programática. A metodologia GSPI-M foi aplicada com foco na
etapa do pagamento da despesa, de modo a refletir fielmente o que foi de fato
executado pelo município em prol da primeira infância. Essa escolha metodológica
permitiu uma análise mais precisa sobre o esforço financeiro real da gestão municipal.
Adicionalmente, foram definidos indicadores de monitoramento físico-financeiro
para cada linha de ação, o que possibilitou uma maior capacidade de avaliação dos
resultados. A integração entre os setores técnicos da Prefeitura e a adoção de
ferramentas padronizadas de gestão orçamentária resultaram em um plano mais
robusto e alinhado à realidade fiscal e institucional de João Neiva.
7.3 TRANSPARÊNCIA E CONTROLE SOCIAL
A transparência foi um dos pilares considerados na elaboração do Plano
Municipal da Primeira Infância de João Neiva. A partir das recomendações do UNICEF
(2025), foram adotadas estratégias para ampliar a visibilidade pública dos dados
orçamentários e das ações voltadas à infância, incluindo a construção de relatórios
periódicos de apuração do gasto social com a primeira infância. Esses relatórios foram
estruturados com base na metodologia GSPI-M e disseminados em linguagem
acessível, com o intuito de ampliar o engajamento social e institucional no
monitoramento das políticas.
144
O município também garantiu a participação do Conselho Municipal dos
Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) em todas as etapas do processo,
incluindo a validação da metodologia adotada, a discussão das prioridades
orçamentárias e o acompanhamento das metas do plano. O controle social foi
fortalecido com a instituição de um grupo técnico intersetorial de acompanhamento,
responsável por sistematizar dados, subsidiar deliberações e promover audiências
públicas com foco no orçamento da infância.
Essas ações resultaram em um ambiente mais propício ao diálogo entre a
gestão pública e a sociedade civil, permitindo que o plano se tornasse não apenas um
instrumento de gestão, mas também de corresponsabilidade cidadã. O compromisso
com a transparência e a participação assegurou maior legitimidade ao processo e
contribuiu para a consolidação de João Neiva como um município comprometido com
os princípios da prioridade absoluta e da proteção integral da criança na primeira
infância.
145
7.4 PLANILHA ORÇAMENTÁRIA
7.4.1 Relatório Consolidado do GSPI
A seguir tabela com Relatório Consolidado do GSPI:
Tabela 28 – Relatório Consolidado do GSPI
Relatório Consolidado do Gasto Social com a Primeira Infância
Área e Subáreas GSPI Específico GSPI Ampliado GSPI Específico + Ampliado
Valores (R$) % Valores (R$) % Valores (R$) %
1.
1.1. profissionais de
educação em educação
Infantil (creche e préescola)
R$5.524.500,00 - - - - -
1.2. formação de
profissionais de
educação
R$68.724,16 - R$30.000,00 - - -
1.3. construção de
creches e pré-escolas
- - - - - -
146
1.4. Ampliação,
manutenção e reforma de
creches e pré
-escolas
R$750.000,00
- R$500.000,00
-
-
-
1.5. material e Atividades
de Apoio para escola e
educação Infantil
R$444.007,25
- R$3.200.225,16
-
-
-
1.6. Alimentação na
escola
R$278.646,44
-
-
-
-
-
1.7. Gestão
Administrativa, educa
cional e pedagógica da
educação Infantil
R$8.025.699,40
- R$18.193.242,33
-
-
-
1.8. Gestão
Administrativa, educacio
nal e pedagógica da
educação Básica
R$26.218.941,73
- R$5.042.147,99
-
-
-
2. Saúde Materno
-Infantil
2.1. Atenção Básica de
Saúde -- -- R$ 458.500,00 R$ 458.500,00
2.2. Atenção
especializada de Saúde -- -- R$ 460.000,00 R$ 460.000,00
2.3. Assistência
farmacêutica -- -- R$ 55.400,00 R$ 55.400,00
2.4 Vigilância em Saúde -- -- R$ 62.000,00 R$ 62.000,00
147
2.5 Construção,
ampliação, reforma,
manutenção de unidades
de saúde e Aquisição e
manutenção de
equipamentos
-- -- R$ 70.000,00 R$ 70.000,00
2.6 Gestão das Políticas
de Saúde -- -- R$ 176.000,00 R$ 176.000,00
3. Assistência Social
3.1. Proteção à primeira
Infância
R$ 40.000,00 R$ 25.000,00
3.2. Proteção Social
Básica a famílias e
Indivíduos
R$ 100.000,00 R$ 20.000,00
3.3. Proteção Social
especial a famílias e
Indivíduos
R$ 80.000,00 R$ 20.000,00
3.4. Gestão das políticas
de Assistência Social
R$ 35.000,00 R$ 5.000,00
4. Políticas dos Direitos da Criança e da Família
4.1. Políticas para a
criança e o Adolescente
R$ 20.000,00 R$ 5.000,00
4.2. Instâncias de
promoção dos direitos da
criança e do Adolescente
R$ 15.000,00 R$ 5.000,00
148
4.3. Promoção da
Igualdade racial
R$ 15.000,00 R$ 5.000,00
4.4. Promoção dos
direitos da mulher
R$ 15.000,00 R$ 5.000,00
4.5. Gestão das políticas
de direitos Humanos que
beneficiam o
desenvolvimento da
primeira Infância
R$ 15.000,00 R$ 5.000,00
5. Segurança Alimentar
8.1. Segurança Alimentar R$ 10.000,00 R$ 5.000,00
8.2. Gestão das políticas
de Segurança Alimentar
R$ 5.000,00 R$ 5.000,00
6. Enfrentamento da Pobreza
9.1. Promoção da renda
das famílias
R$ 20.000,00 R$ 5.000,00
9.2. Gestão das políticas
de enfrentamento da
pobreza
R$ 20.000,00 R$ 5.000,00
Fonte: Elaborado pelo autor. Dezembro de 2025.
7.4.2 Relatório Sintético de Gasto Social com a Primeira Infância
A seguir Relatório Sintético de GSPI:
149
Tabela 29 – Relatório Sintético de GSPI
Gasto Social com a primeira Infância
Áreas Específico (%) Ampliado (%) GSPI total (%)
1. Educação R$ 8.025.699,40 R$ 23.235.390,22 R$ 31.261.089,62
2. Saúde
MaternoInfantil
R$1.281.90,00 R$1.281.900,00
3. Proteção dos
Direitos da
Criança e da
Família
R$ 80.000,00 R$ 25.000,00 R$ 105.000,00
4. Segurança
Alimentar
R$ 15.000,00 R$ 10.000,00 R$ 25.000,00
5. Enfrentamento
da Pobreza
R$ 40.000,00 R$ 10.000,00 R$ 50.000,00
GSPI TOTAL R$ 32.722.989,62
Fonte: Elaborado pelo autor. Dezembro de 2025.
150
151
8. MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO
A eficácia de qualquer política pública depende, substancialmente, de
mecanismos sistemáticos de monitoramento e avaliação. No contexto do Plano
Municipal para a Primeira Infância de João Neiva (PMPI), esse processo constitui não
apenas uma etapa operacional, mas um eixo estruturante que garante a coerência
entre os objetivos traçados e os resultados alcançados. O monitoramento e a
avaliação são, portanto, instrumentos imprescindíveis para assegurar a efetividade, a
transparência e a continuidade das ações voltadas ao desenvolvimento integral das
crianças de 0 a 6 anos no município.
A obrigatoriedade do monitoramento e da avaliação está ancorada no Marco
Legal da Primeira Infância (Lei nº 13.257/2016), que determina a avaliação periódica
e sistemática das políticas públicas voltadas à infância. Ademais, as diretrizes do
Plano Nacional da Primeira Infância (PNPI) e do Plano Estadual da Primeira Infância
do Espírito Santo (PEPI) também reforçam a necessidade de acompanhamento
constante das metas estabelecidas, como forma de garantir a prioridade absoluta dos
direitos da criança, conforme preconizado pelo artigo 227 da Constituição Federal.
O processo de monitoramento visa acompanhar, a execução das ações
previstas no plano, possibilitando a identificação de desvios, dificuldades operacionais
e eventuais ajustes necessários à sua implementação. Já a avaliação objetiva analisar
os resultados alcançados, em termos de eficácia, eficiência, equidade e impacto,
permitindo a retroalimentação das políticas e o aperfeiçoamento contínuo das
estratégias adotadas.
Ambos os processos devem estar alinhados com os princípios da
intersetorialidade, participação social, equidade, transparência e descentralização,
garantindo uma abordagem integrada e responsiva às reais necessidades da
população infantil do município.
8.1 METODOLOGIA
Para garantir a efetividade do monitoramento e da avaliação do PMPI,
recomenda-se a adoção da metodologia SMART (específica, mensurável, atingível,
relevante e temporal), a fim de estruturar metas objetivas e indicadores claros de
152
desempenho. Ademais, é imprescindível o estabelecimento de uma linha de base
(marco zero), a partir do diagnóstico inicial da realidade das crianças e dos serviços
existentes, que servirá de parâmetro para mensurar a evolução e o impacto das ações
ao longo do tempo.
Os indicadores devem ser organizados em três níveis principais:
• Indicadores de processo – voltados ao acompanhamento da
implementação das ações e ao cumprimento dos cronogramas e metas
intermediárias.
• Indicadores de resultado – que mensuram os efeitos diretos das ações
realizadas, como aumento na cobertura vacinal, acesso à educação
infantil de qualidade, entre outros.
• Indicadores de impacto – que avaliam mudanças estruturais no bemestar e no desenvolvimento integral das crianças no médio e longo
prazo.
8.2 GOVERNANÇA E RESPONSABILIDADES
A governança do processo de monitoramento e avaliação será assegurada por
um comitê intersetorial de acompanhamento do PMPI, composto por representantes
das secretarias municipais envolvidas (Saúde, Educação, Assistência Social, Cultura,
Esporte, entre outras), do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do
Adolescente (CMDCA), de organizações da sociedade civil e da comunidade
acadêmica local.
Esse comitê terá como funções:
• Consolidar os dados coletados e elaborar relatórios periódicos;
• Propor adequações às estratégias, com base nas evidências obtidas;
• Assegurar a participação ativa da sociedade civil no acompanhamento
das ações;
• Promover a transparência das informações, mediante a publicação
regular de boletins e painéis de indicadores.
153
8.3 PERIODICIDADE E INSTRUMENTOS
O monitoramento será contínuo, com relatórios semestrais consolidados. Já a
avaliação será realizada em ciclos bienais, utilizando instrumentos quantitativos e
qualitativos, como:
• Coleta e análise de dados administrativos;
• Entrevistas com famílias, gestores e profissionais;
• Grupos focais com beneficiários e representantes da comunidade;
• Auditorias sociais e consultas públicas.
O monitoramento e a avaliação do Plano Municipal para a Primeira Infância de
João Neiva não devem ser compreendidos como um mero requisito burocrático, mas
como uma prática essencial de gestão pública orientada por evidências. Trata-se de
um compromisso ético e técnico com a infância, que visa assegurar que cada ação
planejada se traduza em transformação concreta na vida das crianças. A construção
de uma cidade verdadeiramente comprometida com o futuro passa, necessariamente,
pela capacidade de medir, refletir e aprimorar continuamente as suas políticas para a
primeira infância.
154
155
9. CONCLUSÃO
A consolidação do Plano Municipal para a Primeira Infância de João Neiva
representou um avanço significativo na institucionalização de políticas públicas
voltadas ao desenvolvimento integral das crianças de 0 a 6 anos no município.
Estruturado com base em diagnósticos precisos, participação social qualificada e
alinhamento com marcos legais e normativos nacionais e estaduais, o plano reafirmou
o compromisso da gestão municipal com a garantia dos direitos da infância como
prioridade absoluta, conforme determinado pelo artigo 227 da Constituição Federal.
A elaboração do plano fundamentou-se na intersetorialidade, na equidade e na
descentralização das ações, reconhecendo que o cuidado e a promoção da primeira
infância exigiam a articulação de diversos setores — saúde, educação, assistência
social, cultura, esporte, segurança pública e meio ambiente — atuando de forma
coordenada e complementar. Dessa forma, o PMPI de João Neiva integrou múltiplas
dimensões do desenvolvimento infantil, assegurando não apenas o acesso aos
serviços essenciais, mas também a qualidade, a continuidade e a humanização do
atendimento.
Outro ponto fundamental foi a ênfase na participação ativa da sociedade civil,
incluindo famílias, conselhos de direitos, organizações comunitárias e demais atores
do território. A construção coletiva do plano e sua execução participativa fortaleceram
a governança democrática, promoveram maior legitimidade às políticas públicas e
ampliaram a corresponsabilidade entre Estado e sociedade na proteção e promoção
dos direitos das crianças na primeira infância.
O plano estabeleceu mecanismos robustos de monitoramento e avaliação,
essenciais para assegurar a efetividade das ações e a melhoria contínua das
estratégias adotadas. A definição de indicadores, metas, prazos e responsáveis,
associada à adoção de ferramentas de gestão baseadas em evidências, permitiu ao
município acompanhar de forma sistemática os resultados alcançados e adaptar as
ações às mudanças contextuais e às novas demandas da população infantil.
Por fim, o Plano Municipal para a Primeira Infância de João Neiva não se
configurou apenas como um instrumento técnico de planejamento, mas como um
compromisso político e ético com a infância como fundamento do desenvolvimento
156
sustentável e da justiça social. Ao garantir que cada criança tivesse assegurado o
direito de crescer com dignidade, proteção, afeto e oportunidades, o município investiu
no presente com os olhos voltados para um futuro mais equitativo, inclusivo e humano
para todos.
157
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICAS
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observância necessária da transparência. Brasília: ATRICON, 2023. 6 p. Disponível
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160
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https://primeirainfanciaprimeiro.fmcsv.org.br/municipios/joao-neiva-es/. Acesso em:
10 jul. 2025.
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ANEXO A – RELATÓRIO DA PESQUISA
PÚBLICA MUNICIPAL SOBRE A PRIMEIRA
INFÂNCIA 2025
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