| Tipo | Lei |
|---|---|
| Número / Ano | 3.760 / 2025 |
| Date | 2025-05-19 |
| Ementa | Dispõe sobre inclusão do Anexo Único à Lei Municipal nº 3.208/2019, que aprovou o Plano Municipal de Saneamento Básico. |
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CEP: 29680-000 - JOAO NEIVA/ES - CNPJ: 31.776.479/0001-86 PREFEITURA MUNICIPAL DE JOÃO NEIVA + Wi AV. PRESIDENTE VARGAS, Nº 157, CENTRO - TEL: (27) 3258-4713 LEI Nº 3.760, de 19 de maio de 2025 qo est Dispõe sobre inclusão do Anexo Único puta der o à Lei Municipal nº 3.208/2019, que ê 1 aprovou o Plano Municipal de X Saneamento Básico. O Prefeito Municipal de João Neiva, Estado do Espírito Santo, no uso de suas atribuições legais, faço saber que a Câmara Municipal aprovou e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1º. A Lei Municipal nº 3.208, de 22 de novembro de 2019, que aprova o Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB), passa a vigorar acrescida do Anexo Unico desta Lei. Art. 2º, Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. Registre-se, publique-se e cumpra-se. Gabinete do Pre maio de 2025. / eito Municipal de João Neiva/ES, em 19 de Chefe de Gabinete PREFEITURA MUNICIPAL DE JOÃO NEIVA AV. PRESIDENTE VARGAS, Nº 157, CENTRO - TEL: (27) 3258-4713 CEP: 29680-000 - JOAO NEIVA/ES - CNPJ: 31.776.479/0001-86 ANEXO ÚNICO PLANO MUNICIPAL DE N SANEAMENTO BÁSICO E PLANO MUNICIPAL DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS 4. PLANO MUNICIPAL | (,,) de SANEAMENTO BÁSICO RELATÓRIO FINAL PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO e PLANO MUNICIPAL DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SOLIDOS JOÃO NEIVA PRODUTO K Julho/2018 Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva Catalogação na fonte Prefeitura Municipal de João Neiva Biblioteca Municipal 2018 | Prefeitura Municipal de João Neiva Plano Municipal de Saneamento Básico — PMSB xx f.: il. color.; tab; qua.; graf.; mapas Parceria: FUNASA/ UFF/ Prefeitura Relatório Final do Plano Municipal de Saneamento Básico, Prefeitura Municipal de João Neiva, Espírito Santo, 2018. 1. Plano Municipal. 2. Saneamento Básico. 3. Mobilização Social. 4. Saúde Pública. 5. PMSB e PMGIRS 2018 Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva PREFEITURA MUNICIPAL DE JOÃO NEIVA OTÁVIO ABREU XAVIER Prefeito Municipal Lúcia Helena Cunha da Silva Secretaria Municipal de Trabalho Otávio Abreu Xavier Júnior Secretaria Municipal de Administração Bárbara Girelli Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Juventude Alice Helena Barroso Sarcinelli Secretaria Municipal de Educação e Desporto Elcio Vescovi Secretaria Municipal de Obras e Serviços Urbanos Allan Dantas de Azevedo Secretaria Municipal de Planejamento, Habitação, Desenvolvimento Urbano e Projetos Especiais Cristina Valéria Guimarães Secretaria Municipal de Saúde Erlon Coutinho Pereira Secretaria Municipal de Fazenda Paulo Sergio de Azevedo Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente Carmem Lúcia dos Santos Barros Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil 2018 U Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva 2018 Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva COMITÊ DE COORDENAÇÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BASICO Giza Carla Santi Secretaria Municipal de Planejamento, Habitação, Desenv. Urbano e Projetos Especiais (SEMPLAHDE) Segundo Manuel Alvarez Torres Serviço Autônomo de Água e Esgoto — SAAE Magnória Reali Representante da Organização da Sociedade Civil Ademir Fagundes Deambrosio Câmara Municipal de João Neiva Marcos Ribeiro Representante da Organização da Sociedade Civil Marcos Rogério Bergamini Representante do Conselho Municipal de Saúde (CMSA) Representante do NICT FUNASA 2018 Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva 2018 Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva COMITÊ EXECUTIVO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO Celso Feu Correia Secretaria Municipal Agricultura - SEMAG Gilson Penha Gomes Serviço Autônomo de Água e Esgoto - SAAE Samira Piol Carrara Secretaria Municipal da Fazenda — SEMFA Carlos Roberto Rosa dos Santos Secretaria Municipal de Obras e Serviços Urbanos - SEMOSU Rosemary Grippa Pinto Secretaria Municipal de Trabalho, Assistência e Desenvolvimento Social — SEMTADES Paulo Sérgio Cusini Serviço Autônomo de Água e Esgoto —- SAAE 2018 Plano Municipal de Saneamento Básico Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva 2018-ES-PMSB-JNE-01 2018 Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva Unidade de Gestão Repassadora FUNDAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE SUS - Quadra 04 - Bloco N CEP 70070-040 - Brasília/DF www.funasa.gov.br NILTON JOSÉ DE ANDRADE Superintendência Estadual da Funasa no Espírito Santo NOEL CARLOS FERNANDES FREIRE Núcleo Intersetorial de Cooperação Técnica *Demais integrantes do Núcleo Intersetorial de Cooperação Técnica da Fundação Nacional de Saúde do Estado do Espírito Santo 2018 Plano Municipal de Saneamento Bá ico Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva 2018-ES-PMSB-JNE-01 2018 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva Unidade de Gestão Recebedora para apoio técnico UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE Rua Miguel de Frias, 9 CEP 24220-900 - Icaraí - Niterói/RJ www. uff.br EQUIPE TÉCNICA REITORIA Reitor DSc. Sidney Luiz de Matos Mello Geólogo COORDENAÇÃO GERAL DSc. Estefan Monteiro da Fonseca Oceanógrafo COORDENAÇÃO EXECUTIVA INSTITUCIONAL MSc. Jefferson Ribeiro Fernandes Ecólogo COORDENAÇÃO TÉCNICA DE SANEAMENTO BÁSICO MSc. Silvia Martarello Astolpho Engenheira Civil GESTÃO ESTRATÉGICA MSc. Marcelo Pompermayer Engenheiro COORDENAÇÃO DE GESTÃO FINANCEIRA MSc. Jefferson Ribeiro Fernandes Ecólogo COORDENAÇÃO ADMINISTRATIVA MSc. Leonardo Lima Geógrafo COORDENAÇÃO DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO DSc. Eduardo Camilo da Silva Engenheiro Eletrônico COORDENAÇÃO DE PROGRAMAÇÃO Ronaldo Padula Contador COORDENAÇÃO DE MOBILIZAÇÃO SOCIAL MSc. Jefferson Ribeiro Fernandes Ecólogo ASSESSORIA JURÍDICA Marcos Paulo Marques Araújo Advogado em Saneamento Ambiental COORDENAÇÃO ADJUNTA DE SANEAMENTO BÁSICO PhD. Victor Zveibil Arquiteto e Urbanista COORDENAÇÃO ADJUNTA DE MOBILIZAÇÃO SOCIAL MSc. Andreza Pacheco Bióloga COORDENAÇÃO ADJUNTA DE DESENVOLVIMENTO DSc. Joel de Lima Pereira Castro Administrador COORDENAÇÃO ADJUNTA DE CAMPO MSc. Andreza Pacheco Bióloga COORDENAÇÃO ADJUNTA DE GEOPROCESSAMENTO MSc. Fabiane Bertoni dos Reis Soares Geógrafa 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva COORDENAÇÃO ADJUNTA DE GESTÃO FINANCEIRA MSc. Andreza Pacheco Bióloga EQUIPE DE ELABORAÇÃO DSc. Sérgio Rodrigues Bahia Arquiteto e Urbanista Aline Pacheco de Santana Geógrafa Felipe Riedel Geomensor Gabriela Rebello Martins Geógrafa Jane Karina Silva Mendonça Geógrafa Lorena Costa Procópio Engenheira Ambiental Márcio de Azevedo Beranger Engenheiro Civil Marcos Paulo Marques Araújo Advogado Mirlailson da Silva Andrade Gestor Ambiental Monique de Faria Marins Engenheira Civil Rodrigo Silva Imbelloni Arquiteto e Urbanista Rosangela de Miranda Caldeira Engenheira Civil EQUIPE DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO MSc. Fillipi Brandão Geofísico Daniel de Almeida Garrido Programador Felipe Cunha Sadoyama Programador Helena dos Anjos Dias Cientista da Informação Ronaldo Padula Contador Ursula Rezende Analista de Sistemas EQUIPE DE MOBILIZAÇÃO SOCIAL DSc. Carlos Marcley Arruda Geógrafo DSc. Cinthia Ferreiro Barreto Historiadora MSc. Andreza Pacheco Bióloga MSc. Simone Milach Oceanógrafa e Cientista social 2018 MSc. Thuany Oliveira Cientista Ambiental Bruno Leal Ventura Designer Carlos Alberto Neves Contador Dimas Zanelli Cientista Ambiental Graziele Noronha Cientista Ambiental *Demais técnicos da Universidade Federal Fluminense que atuaram direta ou indiretamente na elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico de João Neiva, no âmbito do Termo de Execução Descentralizada nº 03/2014”. U Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO ............ is ssererereereererereraranarararaaaaaararanaeeeraraneea aaa 21 2. CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO DE João Neiva ...............s 22 2.1 Aspectos populacionais............... ie eeereeeereeraceraeeranaeraserenearenieeaneranaa 24 2.2 Prospectiva populacional.................. is eerereeeseeeeeneeeceneeenerecarecereeareranesa 24 3. DIAGNÓSTICO DOS SERVICOS DE SANEAMENTO BÁSICO...................... 25 4. PRINCÍPIOS E DIRETRIZES DO PMSB PARA O MUNICÍPIO DE João Neiva 27 5. ABRANGÊNCIA DO PMSB/JNE.... .30 5.1 Abrangência geográfica ............... e sieeceeeeeeceneeeneererenearereneeneceneneaneeas 30 5.2 Abrangência temporal................ e eeeeeereeeeareerarereaeaarieneantenatereas 30 6: OBJETIVOS sssazsamassaas oa Tao esTER SEEM sIR aaa uaaanta ue asacafaz sau saranua gpa 30 6.1 Objetivos gerais .............. e eceereeeeeeeeeereeeeeaeeerenerenerararacenterarieareneeas 31 6.2 Objetivos específicos ................. eira rereaeeearananeraaa ae araenarenanareranios 32 62:17 Abastecimento de água: potával. ssa. ssomsassrsavensasonsnas opsovruscogecsswsomessa sesssmarenços 32 6.2:2: Esgotamento: sanitário «s..ssa sesecssisessesegaes ssenemseass pes DO 6.2.3 Drenagem e manejo das águas pluviais urbanas ...........itemenees 33 6.2.4 Limpeza Urbana e manejo de resíduos sólidos ............ teens 33 7. CENARIZAÇÃO ............. iria aerea eteerereeeeeree rare cerenenreeeos 34 71 Cenário Atual ..s«ssemunsassaa semen cre estares narram o rem ueaças 35 7.1.1 Abastecimento de água potável... ereta 35 7.1.2 Esgotamento sanitário... rrereeeeeraneeeran eae aaa eaaaeeaeaeeanitaaas 36 7.1.3 Drenagem e manejo das águas pluviais urbanas .. «s 36 7.1.4 Limpeza urbana e manejo dos resíduos sólidos ..............tentos 36 72 Cenário UU sas TAC a lindas ae ce cor em mecenato rereeneassemed 39 7.2.1 Expansão da área urbana no cenário futuro... ieeeeniariares 40 7.2.2 Abastecimento de água potável..........ieeeeeereeeeeeeemeeenereaioo 42 7:23: Esgotamento SANANO sszumumancas vzs narra cen en aos 42 7.2.4 Drenagem e manejo das águas pluviais urbana ........... eremita 42 7.2.5 Limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos... «42 8. DEMANDAS DO SANEAMENTO BÁSICO ........... eee 43 81 Abastecimentode águia potável ....s.ssssessensasscesernronaes sesaprennensenamu san rcrnana 43 8.1.1 Estimativa do consumo efetivo............s sacra seerecrerareaeresreaeeanrenerenrenaracanas 43 8.1.2 Estimativa das perdas no sistema............ rir ereereeeereeaeseirasiararets 44 8.1.3 Perdas por distribuição .......... erra rena area raiar aneaereraranrarasa Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva 8.1.4 Estimativa do volume consumido...........eeiereisraeraaererraereriarariiais 8.1.5 Estimativa do:volume:produzido .ssasssmurscmrmmermenassmpecasmaresammea ceu 8.1.6 Estimativa das vazões demandadas... 8.1.7 Estimativa da reservação necessária............. eee eeeeeeenereereaeeneriees 8.1.8 Estimativa da expansão da rede de distribuição... 51 8.1.9 Contingências e emergências no sistema de abastecimento de água potável... rererrrereeen eee aaena aerea renan canas ana aa aan r arena aaa a aaa aaa e era rara naeasa 8.1.10 Manancial e vazões outorgadas. 8.1.11 Definição de alternativas técnicas de engenharia para o atendimento da demanda ......... .56 8.2 Esgotamento! SANTÁNO...ss voscemssessenessensaresrssoenarenrenasscnanvees mesmas revosecuraranrcanmesl 56 821 Índicede cobertura do:sistema suma nzmnapa aaa puma paira anna 56 8.2.2 Estimativa de extensão da rede de esgoto... 58 8.2.3 Estimativa da produção de esgoto... reneerearerrreranrearaererias 59 8.2.4 Estimativa do volume a ser destinado à estação de tratamento de esgoto... 61 8.2.5 Projeções das vazões média, máxima e mínima... 62 8.2.6 Contingências e emergências no sistema de esgotamento sanitário... ... 62 8.3 Drenagem e manejo de águas pluviais urbanas .................eeeieas 64 8.3.1 Cobertura do sistema de drenagem..............seieseesiesesreeasasesterisereresreseestas 64 8.3.2 Contingências e emergências no sistema de drenagem e manejo das águas pluviais urbanas ........ eritema raiar eee rare crara area araras areas areas ee serearerenareaass 66 8.4 Limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos .................. seas 67 8.41 Geração de resíduos sólidos 8.42 Regras aplicáveis ao gerenciamento dos resíduos sólidos... 70 8.43 Coleta Seletiva... errei rara rana rena arararrenarear araras erarinarearara 8.4.4 Coleta especial... 8.4.5 Logística reversa 8.4.6 Classificação da produção de resíduos sólidos gerados no município........... Tio) 8.4.7 Tratamento dos resíduos sólidos 8.4.8 Programa Estadual “Espírito Santo sem lixão” 8.49 Contingências e emergências no sistema de limpeza urbana e de manejo dos resíduos SÓIidOS .......... ii rerrereeeereeenerrerrerererenerearerararenaarenerenarieanrana 79 9. SANEAMENTO BÁSICO EM ÁREAS RURAIS URBANIZADAS (LOCALIDADES, DISTRITOS E COMUNIDADES) E ÁREAS RURAIS DISPERSAS.................. 81 9.1 Abastecimento de água potável... eiieeeeeeeneeanrarareariernos 92: Esgotamento Sanitário. asas scene sessasenss crssservenesresimanacoscsones aaseuarac enssupsa veses sie 2018 Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva 9.3 Manejo dos resíduos sólidos... 83 10. HIERARQUIZAÇÃO DAS ÁREAS DE INTERVENÇÃO 84 10.1 Dimensão temporal para a hierarquia estabelecida ...................i. 85 10.2 Metas do Plano Nacional de Saneamento Básico..... ...86 11. METAS PARA O ALCANCE DO CENÁRIO FUTURO... 87 12. PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES PARA ATINGIR OS OBJETIVOS E METAS DO PMSB.asessezsesepanseae rate nos ua Toa aa casas 92 13. SISTEMA DE MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO DAS AÇÕES PROBRAMADAS «rsuswresrenaomcuneam cmerasanuniaararen reserve anna racasrereesonsecarnçs 94 13.1 Parâmetros de sustentabilidade .... 94 13.1.1 Sustentabilidade econômico-financeira............ eretas 94 13.1.2 Sustentabilidade técnica... rear aaer iranianas 95 13.1.3 Parâmetros de qualidade............... , .. 95 132 Indicadores de desempenho do sistema................iieeseeees 100 18.3 Periodicidade da avaliação do desempenho ................e 101 14. SISTEMA DE INFORMAÇÕES PARA AUXÍLIO À TOMADA DE DECISÕES. 101 15. DIRETRIZES PARA A GOVERNANÇA DO SANEAMENTO BÁSICO............. 102 15.1 Institucional ;zznazaza nagar ema a anav a Ts camas 102 15.2 Prestação dos serviços ...........seeeeaeeseieaeerereneraceeaeearenananeenarenananats 102 15.2.1 Diretrizes remuneratórias........... treinar eae rare ranareeaiceniaros 103 15.2.2 Política de subsídios para a população de baixa renda... 103 15:2,3. Reajustos tarTáioS: ssa masai na con e nano nega 105 15,3 Regulação e:fiscalização...azszazenazeenaaeanaaraç as cara 105 15.4 Controle social... ereereeareereeereeeeeneereeaeaaaerarrareearninanaats 106 16. EDUCAÇÃO AMBIENTAL E MOBILIZAÇÃO SOCIAL ................ sms 106 16.1 Aspectos: conceitualS:.sssaseseszcasanacertarama raso naarcaa cnnqare cares conmasasenos 107 16.1.1 Educação Ambiental... irereerrerereeereeeeeerereeneerereereeererantano 107 16.1.2 Mobilização social... irei ana raa arara an near araras aaa sarna 107 16.2 ACOSS PROPOSTAS: aosesnremensmmanersvore runs aurrerar os vercremeanueerremarerenasos 108 16.2.1 Ações voltadas a subsidiar as atividades operacionais... 108 16.2.2 Ações voltadas a subsidiar o controle social... 109 17. VIABILIDADE ECONÔMICA .............. iria eemeeremeeeereerrererereereeero 110 17.1 Programação dé investimentos .....cssessensescoscessneserensas seseresuesoseneresersesnasansd 111 17.1.1 Recursos insfitucionaiS:,..cssesscassesesascsstasomsssiaarasmas en gascasamas araras emas 114 18. FONTES DE RECEITAS - ORÇAMENTO PÚBLICO MUNICIPAL .................. Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva 18.1 TRANSTOTBA CAS: CONSTITUCIONAIS ess essesve sacana srronremeanasveus racer mrseararesacass 114 18.2 Receitas TIbutanas scecssemasersmrienaaa coimas ana rn one mansa 18.3 Contribuições asassscesmsassasams 18.4 Compensação financeira (royalties) 18.5 Patrimonial... erereeeereeacaieaeereraearareraiirieererenaseeaneesanos 18.6 Prestação de:serviços «anmuusamme sms o manner none srnaaos 18.7 Qutras recellas sa sanear a Rasa aaa 19. FONTES DE FINANCIAMENTO/RECURSOS ................ ir 116 20. ANEXOS... errreeanareeanreer arena naanaaeara ra rae rear errieanraeenasasanersara 117 2018 Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva LISTA DE FIGURAS Figura 1 - Localização do Município de João Neiva, no Estado do Espírito Santo..23 Figura 2 — Princípios fundamentais do Plano Saneamento Básico Figura 3 — Abrangência temporal do PMSB/JNE.................... ss Figura 4 — Cenários do planejamento estratégico.................... eee Figura 5 —- Conjunto de variáveis consideradas para cada componente do saneamento DÁSICO sussssassaszanmemennnascemmessoaeaasssrasecsasacssses vonestaressarscrsasen renais devo Figura 6 — Expansão da área urbana — tendência por extrato de renda.................... Figura 7 - Demandas do saneamento básico para o município de João Neiva... Figura 8 — Projeções do consumo nos cenários atual e futuro « Figura 9 — Percentual de perdas previstas (20 anos)..................... iss Figura 10 — Estimativa da redução do consumo nos cenários tendencial e desejável durante a vigência do PMSB/JNE................ sl eeeeeeeeeerecereeerrerenenaeecaceraraneeena 48 Figura 11 — Capacidade da ETA para atendimento da demanda manutenção - 2020 em João Neiva... iisicereeeeeateererenareneaaaanarananaaaanareneeraneeenerenareranieaareenanes 48 Figura 12 — Expansão da rede nos cenários atual e futuro... 52 Figura 13 — Situação do município de João Neiva na Agência Nacional de Águas (ANA). serereeeererararmemsanemencas sompanto copamscssnsmepanse none canon ai SEE nene Figura 14 — Extensão estimada da rede coletora no cenário futuro. Figura 15 — Estimativas do volume a ser tratado ................ Figura 16 — Vazões estimadas — cenário atual e futuro Figura 17 — Período estimado para o retorno de inundação gradual e brusca — cenário futuro Figura 18 — Prestação de serviços de abastecimento de água potável em áreas rurais urbanizadas e dispersas.............ieeeeeeencereeeraeanerereraniaaeanaraeraaianasananaa 81 Figura 19 — Prestação de serviços de esgotamento sanitário em áreas rurais urbanizadas e dispersas Figura 20 — Manejo de resíduos sólidos em áreas rurais urbanizadas e dispersas .83 Figura 21 — Programas previstos para o município de João Neiva........................ 93 LISTA DE QUADROS Quadro 1 — Informações sistematizadas sobre os serviços de saneamento básico 25 Quadro 2 — Objetivos gerais no PMSB/JNE ............... ericeira 31 Quadro 3 — Principais características no cenário futuro... 39 Quadro 4 — Origens e magnitudes das perdas. ................... .45 Quadro 5 — Variações sobre o volume de água produzido ...............s 49 Quadro 6 — Eventos de emergência e contingência no sistema de abastecimento de água potável essusewescasecersuestensassmereessa sorareseseassensassoresacanesossossesressesscersssasercsssonesnss varas! Quadro 7 — Eventos de emergência e ações de contingência... Quadro 8 — Eventos de emergência e ações de contingência... Quadro 9 — Regras e procedimentos aplicáveis nas etapas do gerenciamento. de residuasiSÓdOS;. rapa O O a ap Quadro 10 — Participação de João Neiva na coleta seletiva .. Quadro 11 — Enquadramento da coleta x responsabilidades Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva Quadro 12 — Participação de João Neiva na logística reversa................. 78 Quadro 13 — Vantagens e desvantagens no tratamento dos Resíduos Sólidos ....... ars Quadro 14 — Consórcios para a destinação final de RSU — Programa Espírito Santo SEM IXÃO .ssesusoseroncassmsesserssessucanersrososas cosuuasersaressensaresorrcavasen cassesareos ace mosusseseseascuaso cosis 79 Quadro 15- Previsão de eventos de emergência e ações de contingência no sistema de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos Quadro 16 — Hierarquização das ações previstas .................. Quadro 17 — Dimensão temporal da hierarquia estabelecida Quadro 18 — Principais metas do Plano Nacional de Saneamento Básico — Plansab Quadro 20 — Metas para o Saneamento Básico no Município de João Neiva eee BO Quadro 21 — Padrão microbiológico de potabilidade da água para consumo humano Ra 96 Quadro 22 — Padrão de aceitação da água para consumo humano................... 97 Quadro 23 — Principais características dos esgotos sanitários ...................... 98 Quadro 24 — Metas para universalização dos serviços de saneamento básico.......110 Quadro 25 — Síntese dos custos estimados para universalização do saneamento básico em João Neiva... rereaeeaereeaearerr arena neara eae renaannerananos 112 LISTA DE TABELAS Tabela 1 — Prospectiva populacional — área urbana e rural no horizonte temporal do PMSBANE Tabela 2- Vazões médias no cenário futuro (l/s) Tabela 3 — Projeções da cobertura do sistema de esgotamento sanitário no horizonte de vigência do PMSB/JNE.................... si rerceeesereeereeeacenenereeeseeentana Tabela 4 — Estimativa da extensão de rede para o esgotamento sanitário Tabela 5 — Estimativa da produção de esgotos no município — cenário atual e futuro Tabela 6 — Cobertura da microdrenagem — cenário futuro Tabela 7 — Síntese da geração de resíduos sólidos no município de João Neiva - cenário futuro (fon:dia):sazasaa asa ese nan os 69 Tabela 8 — Estimativa dos quantitativos de recicláveis, compostáveis e rejeitos gerados ........... era cenereeenaeanaceranaaraaaaeaaa rena canta cana aa aaa aaean arena ara narae acena rar nanarantanea 76 2018 Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva APRESENTAÇÃO O Plano Municipal de Saneamento Básico de João Neiva em conjunto com o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva (PMSB- PMGIRS/JNE) consiste em significativo e relevante avanço na elaboração dos instrumentos para gestão pública do município representando o início da coordenação desses serviços com efetiva participação da sociedade civil no âmbito de controle social. Os municípios brasileiros detêm um histórico de desenvolvimento urbano desordenado cuja falta de planejamento e fiscalização resultou em ambientes insalubres, sem infraestrutura básica e consequentemente num forte cenário de exclusão social. Nessa perspectiva, o saneamento básico destaca-se como um dos pontos vulneráveis no âmbito urbano-social, implicando diretamente nas condições de saúde da nossa população. Entretanto, o setor em questão tem atraído olhares dos órgãos governamentais competentes no que diz respeito à disponibilização de recursos financeiros a serem investidos na melhoria dessas áreas gerando, portanto, melhorias nos índices de saúde pública bem como a atender aos padrões mínimos de qualidade e sustentabilidade. Em concordância com o disposto na Constituição Federal e demais legislações específicas, cabe ao município a responsabilidade pela gestão dos serviços de saneamento básico, tarefa que requer apresto para esse laborioso desenvolvimento. Isto posto, o apoio da FUNASA e da Universidade Federal Fluminense na elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico de João Neiva nos consente empenho para lutar por recursos financeiros junto à União e ao Estado possibilitando também a implementação, a permanência e a manutenção de políticas públicas especificas, tendo como base princípios e diretrizes que respeitem as políticas de saúde, de meio ambiente, de recursos hídricos e desenvolvimento territorial. Assim, o presente Plano Municipal de Saneamento Básico de João Neiva contempla ações e investimentos de caráter imediato bem como ações de médio e longo prazo para seu desenvolvimento, sendo esse um instrumento voltado não somente para este mandato, mas para o futuro de nosso município e de nossos munícipes, aplicando-se cuidadosamente e fazendo-se respeitado, revisto e atualizado a cada gestão pelas futuras administrações municipais com ampla participação da sociedade civil de João Neiva. OTÁVIO ABREU XAVIER Prefeito Municipal 2018 Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva 2018 Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e - Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva 1. INTRODUÇÃO A universalização do acesso ao saneamento básico, com quantidade, qualidade e regularidade se constitui em um desafio das administrações municipais, titulares destes serviços, na formulação de políticas públicas para alcançar a melhoria das condições sanitárias e ambientais do município e, consequentemente, da qualidade de vida da população. O Plano Municipal de Saneamento Básico do município de João Neiva (PMSB- PMGIRS/JNE) abrange todo o território municipal, considerando suas particularidades, e contempla os quatro componentes do saneamento: Abastecimento de Água Potável: conjunto de atividades, infraestruturas e instalações necessárias ao abastecimento público de água potável, desde a adução até as ligações prediais e respectivos instrumentos de medição; Esgotamento Sanitário: conjunto de atividades, infraestruturas e instalações operacionais de coleta, transporte, tratamento e disposição final adequados de esgotos sanitários, desde as ligações prediais até o lançamento final no meio ambiente; Drenagem e Manejo das Águas Pluviais Urbanas: conjunto de atividades, infraestruturas e instalações operacionais de drenagem urbana de águas pluviais, de transporte, detenção ou retenção para o amortecimento de vazões de cheias, tratamento e disposição final das águas pluviais drenadas nas áreas urbanas; Limpeza Urbana e Manejo dos Resíduos Sólidos: conjunto de atividades, infraestruturas e instalações operacionais de coleta, transporte, transbordo, tratamento e disposição final dos resíduos domésticos, comerciais, industrial e público, originário de varrição, limpeza de logradouros e vias públicas e da recuperação da área degradada, bem como resíduos da construção civil e de serviços de saúde. No processo de elaboração do PMSB/JNE, em conformidade com o estabelecido no Termo de Referência FUNASA para elaboração dos Planos Municipais de Saneamento Básico, foram estruturados e analisados os cenários tendencial e desejável considerando a atual forma de prestação dos serviços no município, a infraestrutura existente, a evolução populacional e fatores críticos, conforme indicado no Diagnóstico Técnico-Participativo — DTP (Produto C). Para os cenários estabelecidos, foram estudadas as demandas, bem como hierarquizadas as áreas de intervenção considerando os pontos fortes, pontos fracos, debilidades e vulnerabilidades do município em relação aos quatro componentes do saneamento básico, apresentado no relatório Prospectiva e Planejamento Estratégico-PPE (Produto D). U Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva Com base no estabelecimento dessa hierarquia foram instituídos os programas, projetos e ações, prevendo sua sustentabilidade ambiental, social e econômica, de forma a possibilitar a universalização na prestação dos serviços de saneamento básico, no intuito de melhorar as condições de salubridade ambiental, de reduzir os riscos à saúde da população e promover o uso racional dos recursos hídricos, conforme indicado nos relatórios Programas, Projetos e Ações — PPA e Plano de Execução - PE (Produtos E F). Com vistas ao monitoramento da eficiência, eficácia e efetividade dos programas, projetos e ações planejados para o município de João Neiva foram concebidos mecanismos e procedimentos para avaliação sistemática, incluindo os mecanismos de participação social, apresentados no relatório sobre os Indicadores de Desempenho do Plano Municipal de Saneamento Básico (Produto H). Nesse contexto, o presente relatório constitui-se no Produto K — Relatório Final do Plano Municipal de Saneamento Básico - PMSB e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos - PMGIRS de João Neiva e tem por objetivo definir os princípios norteadores do modelo de gestão a ser adotado, estabelecer diretrizes e fixar metas de cobertura e atendimento dos serviços, como também indicar os recursos necessários, bem como as fontes de financiamento para que seja possível alcançar a universalização dos serviços de saneamento básico. Por fim, no Anexo | é apresentada a minuta do Projeto de Lei que consolida a Política Municipal de Saneamento Básico de João Neiva (Produto G). 2. CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO DE JOÃO NEIVA Situado na mesorregião Litoral Norte Espírito-Santense e na microrregião Linhares, o município de João Neiva, dista 81km da capital Vitória, limitando-se a oeste com os município de São Roque do Canaã e Santa Tereza, ao sul com Ibiraçu, a noroeste com Colatina e a nordeste com Linhares (Figura 1). 2018 2217 Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva Figura 1 — Localização do Município de João Neiva, no Estado do Espírito Santo asgvo szs00 svagro h Linhares T eae João Neiva Asacruz uses Legenda N -—— Limite Territorial À Plano Municipal de Saneamento Básico TED nº 03/2014 Sistema de Coordenadas Geográficas SIRGAS 2000 Fonte: IBGE Fonte: IBGE, 2016 Elaboração: UFF, 2017 Atualmente, o município é composto por 2 distritos: Acioli e João Neiva (IBGE, 2010). O Município está situado na Unidade Geomorfológica Estadual de Maciços do Caparaó Il, com relevo predominante forte — ondulado, com solos de textura fina e médio teor de matéria orgânica. Apresenta zonas de baixa, média e alta vulnerabilidade à contaminação pelo uso do solo, com baixa vulnerabilidade à erosão. O clima da região de João Neiva é tropical de savana com chuvas no verão (Aw) por temperaturas médias constantemente altas (>18ºC), permitindo, no entanto, a distinção entre uma estação mais amena e uma mais quente. Inserido no Bioma Mata Atlântica não é abrangido por Unidades de Conservação. Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva O Município de João Neiva está inserido na Bacia do Rio Doce, localizada na região nordeste do Estado do Espírito Santo, dividindo sua área de drenagem com o Estado de Minas Gerais. 2.1 Aspectos populacionais João Neiva, de acordo com o Censo demográfico do IBGE, possuía em 2010, 15.808 habitantes sendo que destes, 12.741 habitantes (80%) estavam localizados em áreas urbanas e 3.067 habitantes (19,40%) em áreas rurais. 2.2 Prospectiva populacional Para o cálculo da prospectiva populacional neste PMSB/JNE, foram realizadas projeções, com base nos dados Censitários do IBGE, inferindo-se que nos próximos 20 anos poderá haver um incremento populacional de 14,68% na área urbana (2.279 habitantes) e na área rural um incremento de 14,68% (548 habitantes), até o ano de 2038 (Tabela 1), sem considerar a dinâmica migratória. Tabela 1 — Prospectiva populacional — área urbana e rural no horizonte temporal do PMSB/JNE POPULAÇÃO MENSURADA POPULAÇÃO Ml giga PARA O (IBGE) tom | om | fumi | tm | um | ro (tt (nd E ES E = RE TED DE E RR 2018 os 1 16.792 13.534 3.258 im — É 13.633 3.281 [cj nr | tas | 335 | = — D- mes | tz | sas | Le jd frms | tr (| ame | 17.898 14.426 3472 18.021 14.525 E 18.267 14.723 | 18.390 14.822 2.568 Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva POPULAÇÃO MENSURADA POPULAÇÃO MENSURADA PARA O (IBGE) PMSB rom | mma | ti | rom | mma | tm o voc E RE 18.636 15.020 18.759 [| toe | 1529 | 30068 | sê Ra 19.005 15.318 3.687 19.128 15.417 3.711 3.735 15.516 Fonte: PPE/JNE, 2018 Nota: Para conhecer as metodologias aplicadas para a prospectiva populacional e seus resultados, acesse o Produto D (PPE) do Município, item 5.1. disponível na página eletrônica: www.saneamentomunicipal.com 3. DIAGNÓSTICO DOS SERVICOS DE SANEAMENTO BÁSICO O processo de estruturação do PMSB/JNE, exigiu o levantamento de informações básicas relevantes acerca do município. As informações levantadas para a construção do diagnóstico abrangeram dados secundários e primários, considerando os indicadores sanitários, epidemiológicos, ambientais, socioeconômicos e educacionais, permitindo detectar o quadro atual e as deficiências nos serviços de saneamento básico municipal. Essa construção, contemplou a percepção de técnicos e da sociedade. As informações sistematizadas para os quatro componentes do Saneamento Básico encontram-se descritas nos quadros a seguir. Quadro 1 — Informações sistematizadas sobre os serviços de saneamento básico ABASTECIMENTO DE ÁGUA POTÁVEL Prestador do serviço público Prestador de Serviços de Saneamento Básico População urbana atendida 100% Consumo médio per capita 211,94I/hab./dia Índice de perdas 7,00% Satisfatória - Atente parcialmente as determinações da Portaria MS n. 2.914/2011 Baixa- densidade municipal: 0,52hab./km? - densidade urbana: 33,74hab/ha Intermitência no abastecimento Não declarado Ações para o aproveitamento da água pluvial Sensibilização e educação ambiental Somente para atendimento à Lei n. 9.795/99 — que dispõe para consumo consciente e redução do | sobre a educação ambiental no ensino formal. Não a / 2018 251117 Qualidade da água distribuída Densidade populacional Inexistentes no âmbito municipal Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva desperdício outras iniciativas institucionalizadas. São realizadas análises de cor, turbidez, Ph e coliformes i ais da água bruta em frequência semanal. Há outorga Manancial tot: g quência semanal. Há outorg; para captação do Rio Piraqueaçu, válida até o ano de 2024. Abastecimento em área rural 50,65% (poços, cisternas e outras formas) Abastecimento de água potável nos distritos, núcleos rurais ou comunidades tradicionais Pequenos sistemas de tratamento de água operados pelo Prestador de Serviços de Saneamento Básico ou poços individuais. Serviços públicos de abastecimento de água potável na área rural 49,35% (rede pública) Existência de Plano Municipal de Saneamento Básico - componentes Não água e esgoto Cobrança pelos serviços prestados Sim ESGOTAMENTO SANITÁRIO Prestador do serviço público Prestador de Serviços de Saneamento Básico Produção média per capita . 169,55/hab.dia (da relação água/esgoto) População urbana atendida 99,40% da população urbana Eficiência no tratamento Não há tratamento Densidade populacional Baixa- densidade municipal: 0,52hab./km? - densidade urbana: 33,74hab/ha Lançamentos irregulares/clandestinos 26,19% dos domicílios existentes no município Descarte do efluente Em vias públicas (rede de drenagem) ou em pequenos mananciais; Não há outorga de uso não consuntivo. Pontos de risco por contaminação por esgoto Vários Sensibilização e educação ambiental Somente para atendimento à Lei n. 9.795/99 — que dispõe sobre a educação ambiental no ensino formal Corpo receptor Rio Piraque-Açu e Rio Clotário Esgotamento sanitário na área rural Em pequenos mananciais ou fossas rudimentares Esgotamento sanitário em comunidades tradicionais Fossa rudimentar Serviços públicos para esgotamento em área rural 7% (rede pública) Existência de Plano Municipal de Saneamento Básico — componentes Não água e esgoto; Cobrança pelos serviços prestados Sim DRENAGEM URBANA E MANEJO DE ÁGUAS PLUVIAIS URBANAS Prestador do serviço público Prefeitura Municipal — Ee de Obras e Serviços Sistema de microdrenagem implantado o conforme regras da engenharia Cobertura da microdrenagem na área 51% urbana Expansão da área urbana Sem planejamento /desordenado Impermeabilização do solo Constante e ausente de regras ta Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva Fundos de vale = Ocupação de áreas de risco (fundos de Ocupados vale e cursos d'água) Inundações bruscas 5 inundações bruscas entre 1991 e 2010 Inundações graduais 1 inundações graduais entre 1991 e 2010 Preservação de áreas de preservação . permanente (APP) Macrodrenagem Naturalmente existente Existência de Plano Diretor de Não drenagem Somente para atendimento à Lei n. 9.795/99 — que dispõe sobre a educação ambiental no ensino formal LIMPEZA URBANA E MANEJO DE RESÍDUOS SÓLIDOS Sensibilização e educação ambiental ; bas Prefeitura Municipal - Secretaria Municipal de Obras e Prestador do serviço público Serviços Urbanos Cobertura dos serviços de varrição 100% somente na área urbana Cobertura dos ES pá de coleta de 400% somente na dreaurbara Regularidade da coleta de RDO Diária ou semanal, de acordo com a localidade. Geração per capita de RDO - Geração per capita de RLU - Pontos de acumulação de resíduos - Coleta seletiva Implantada no município Inclusão dos catadores de materiais ' a ci a B reutllizáveis'e recicláveis Poucas ações que possibilitam a inclusão destes grupos Logística reversa Não existente Compostagem Não implantada Disposição final ambientalmente adequada Aterro Existência de Plano Municipal de Não Gestão Integrada de Resíduos Sólidos; nona x . Somente para atendimento à Lei n. 9.795/99 — que dispõe Sensjbligação Simaucação ambisital sobre a educação ambiental no ensino formal Fonte: DTP/JNE, 2018 Nota: Para conhecer em detalhes o Diagnóstico Técnico Participativo, acesse o Produto C (DTP) do Município, disponível na página eletrônica: www.saneamentomunicipal.com 4. PRINCÍPIOS E DIRETRIZES DO PMSB PARA O MUNICÍPIO DE JOÃO NEIVA A elaboração do PMSB/JNE passa, necessariamente, pelo entendimento de fatores políticos, sociais, ambientais e econômicos, que determinam sua atuação no campo das políticas públicas. 11.445/2007), os serviços públicos de saneamento básico devem ser prestados c Em conformidade com a Lei de Diretrizes Nacionais para o Saneamento aos eh m base nos seguintes princípios fundamentais (Figura 2): Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e 2018 Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva universalização do acesso com segurança, qualidade e regularidade; integralidade, compreendida como o conjunto das atividades e componentes de cada um dos serviços de saneamento básico, propiciando à população o acesso a conformidade de suas necessidades e maximizando a eficácia das ações e resultados; abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana e manejo dos resíduos sólidos realizados de formas adequadas à saúde pública e à proteção do meio ambiente; disponibilidade, em todas as áreas urbanas, de serviços de drenagem e de manejo das águas pluviais adequados à saúde pública e à segurança da vida e do patrimônio público e privado; adoção de métodos, técnicas e processos que considerem as peculiaridades locais e regionais; articulação com as políticas de desenvolvimento urbano e regional, de habitação, de combate à pobreza e de sua erradicação, de proteção ambiental, de promoção da saúde e outras de relevante interesse social voltadas para a melhoria da qualidade de vida, para as quais o saneamento básico seja fator determinante; eficiência e sustentabilidade econômica; inovação e utilização de tecnologias apropriadas, considerando a capacidade de pagamento dos usuários e a adoção de soluções graduais e progressivas; transparência das ações, baseada em sistemas de informações e processos decisórios institucionalizados; integração das infraestruturas e serviços com a gestão eficiente dos recursos hídricos; controle social. 28/17 Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva Figura 2 — Princípios fundamentais do Plano Saneamento Básico Fonte: Termo de Referência para a elaboração dos Planos Municipais de Saneamento Básico - Funasa, 2012. Disponível em: http:/Awww.funasa.gov.br/site/wp- content/uploads/2012/04/2b TR PMSB V2012.pdf As seguintes diretrizes nortearam o processo: Integração de diferentes componentes da área de saneamento básico e outras que se fizerem pertinentes em relação à saúde, ao ambiente e ao desenvolvimento urbano; Promoção do protagonismo social a partir da criação de canais de acesso à informação e à participação que possibilite a conscientização e a autogestão da população; Promoção e defesa da saúde pública; Promoção da educação ambiental em saúde e saneamento que vise à construção da consciência individual e coletiva e de uma relação mais harmônica entre o homem e o ambiente; Orientação por bacia hidrográfica; Sustentabilidade; Proteção ambiental; Transparência das ações e informações para a sociedade. Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva 5. ABRANGÊNCIA DO PMSB/JNE O PMSB/JNE compreende o conjunto de serviços, infraestrutura e instalações operacionais de abastecimento de água, esgotamento sanitário, drenagem e manejo de águas pluviais e limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos, tendo como público beneficiário a população total do município de João Neiva. 5.1 Abrangência geográfica O PMSB/JNE abrange todo território municipal considerando as perspectivas de expansão das áreas urbanas e rurais. 5.2 Abrangência temporal O PMSB/JNE tem seu horizonte temporal previsto para 20 anos (2018-2038) e deverá ser revisto e atualizado a cada quatro anos, anteriormente à elaboração do Plano Plurianual — PPA do Município (2022, 2026, 2030 e 2034), conforme demonstra a Figura 3. Figura 3 — Abrangência temporal do PMSB/JNE 2040 + o: 2035 + 2034 2030 | AO E zoos o “2026 “2022 2020 + 2015 4 2010 T T T Revisão 1 Revisão II Revisão III Revisão IV Fim da Vigência do PMSB REVISÕES Fonte: PPE/JNE, 2018 6. OBJETIVOS Considerando a necessidade de melhoria e ampliação da oferta dos serviços d saneamento básico, atendendo aos princípios fundamentais estabelecidos pela Lei nº 11.445/2007, com destaque à universalidade, integralidade das ações e equidade, foram adotados os seguintes objetivos gerais e específicos: 2018 30/17 Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva 6.1 Objetivos gerais Para o PMSB/JNE foram adotados os objetivos recomendados no Guia para Elaboração de Planos Municipais de Saneamento Básico!, conforme demonstra o Quadro 2. Quadro 2 — Objetivos gerais no PMSB/JNE DESCRIÇÃO garantir a qualidade ambiental como condição essencial para a promoção e melhoria da saúde coletiva; garantir um nível razoável de atendimento com sistemas e serviços de saneamento; promover a recuperação e o controle da qualidade ambiental, garantindo acesso pleno dos cidadãos aos serviços e sistemas de saneamento. garantir a qualidade dos recursos hídricos superficiais e subterrâneos, principalmente os mananciais destinados ao consumo humano; garantir um nível razoável de atendimento com sistemas de drenagem e tratamento dos efluentes (em particular os domésticos); promover a recuperação e o controle da qualidade dos recursos hídricos superficiais e subterrâneos, por meio do tratamento e da redução das cargas poluentes e da poluição difusa. assegurar a proteção do meio ambiente, com ênfase na proteção do solo e nos meios aquáticos e ribeirinhos com maior interesse ecológico, a proteção e recuperação de habitat e condições de suporte das espécies nos meios hídricos; estabelecer condições adequadas de manejo do solo para evitar degradação; estabelecer vazões “ecológicas” e evitar a excessiva artificialização do regime hidrológico dos cursos de água. promover a minimização dos efeitos econômicos e sociais das secas por meio de medidas de gestão em função das disponibilidades de água, impondo restrições ao fornecimento em situação de seca e promovendo a racionalização dos consumos através de planos de contingência; promover a minimização dos efeitos econômicos e sociais das enchentes por meio do ordenamento da ocupação das áreas ribeirinhas sujeitas a inundações e o estabelecimento de mapas de risco de inundação, a regularização e a conservação da rede de drenagem; a implantação de obras de controle; promover a minimização dos efeitos econômicos e sociais de acidentes de poluição, via o estabelecimento de planos de emergência, visando à minimização dos seus efeitos. estabelecer prioridades de uso para os recursos ambientais e definir a destinação dos diversos resíduos provenientes da atividade humana; promover a identificação dos locais com aptidão para usos específicos relacionados ao saneamento ambiental; promover a valorização econômica dos recursos ambientais, ordenando os empreendimentos no território. preservar as áreas de várzea; impor condicionamentos aos usos do solo por meio da definição de diretrizes de ordenamento e de ocupação; promover a reabilitação e renaturalização dos leitos de rios e canais; promover o zoneamento em termos de uso e ocupação do solo OBJETIVOS Promoção da salubridade ambiental e da saúde coletiva Proteção dos Recursos Hídricos e Controle a Poluição Proteção da Natureza Proteção contra situações hidrológicas extremas Valorização Social e Econômica dos Recursos Ambientais Ordenamento do Território *Guia para Elaboração de Planos Municipais de Saneamento Básico, Ministério das Cidades, edição, Brasília, 2011. 2018 U Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva OBJETIVOS DESCRIÇÃO promover a sustentabilidade econômica e financeira dos sistemas de saneamento e a utilização racional dos recursos hídricos, incentivar a adoção dos princípios usuário-pagador e poluidor-pagador. Sustentabilidade Econômico-financeira Fonte: Guia para Elaboração de Planos Municipais de Saneamento Básico, Ministério das Cidades, 2º edição, Brasília, 2011. Disponível em: http:/Avww.capacidades.gov.br/biblioteca/detalhar/id/178/titulo/guia-para-elaboracao-de-planos- municipais-de-saneamento-basico 6.2 Objetivos específicos Como objetivos específicos, entendeu-se o detalhamento ou desmembramento dos objetivos gerais adotados. Para tanto foram considerados: e Fortalecer a gestão pública dos serviços de saneamento básico; e Qualificar a estrutura institucional do saneamento básico; e Elaborar ferramentas de planejamento contendo informações e dados atualizados do saneamento básico com vistas a auxiliar na tomada de decisão; e Assegurar a regulação e fiscalização do sistema e dos serviços de saneamento básico; e Promover a interação entre a sociedade e a administração pública, com vistas a solucionar os problemas e as deficiências sociais com eficiência e eficácia; e Viabilizar recursos financeiros para implementação das ações necessárias para garantia da universalização dos serviços; e Atingir o equilíbrio econômico financeiro considerando as necessidades de investimento para a melhoria da qualidade dos serviços, universalização do atendimento e manutenção da equidade social no acesso ao saneamento básico, considerando a capacidade de pagamento dos usuários; e Fomentar ações que contribuam com a geração de negócios, trabalho, emprego e renda associados ao setor. A seguir serão descritos os objetivos específicos previstos para cada componente do saneamento básico. 6.2.1 Abastecimento de água potável e Garantir o acesso universalizado da população à água potável com qualidade e quantidade; e Levantar e atualizar dados estruturantes do sistema de abastecimento de água; e Reduzir o desperdício e o consumo per capita; Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva Reduzir as perdas físicas no abastecimento de água; Promover a sensibilização e educação ambiental para o consumo consciente e racional de água e para a preservação dos mananciais de abastecimento; Promover ações de proteção e controle do manancial hídrico; Acompanhamento e fiscalização dos serviços prestados; Assegurar o acesso à educação ambiental e à melhoria nos hábitos de uso de água nas áreas rurais dispersas. 6.2.2 Esgotamento sanitário Fomentar a universalização do sistema de esgotamento sanitário; Garantir a coleta e tratamento adequado para o esgotamento sanitário; Garantir qualidade operacional no sistema; Garantir no sistema a promoção do controle e proteção ambiental; Promover a sensibilização e educação ambiental quanto à importância do sistema de coleta e tratamento de esgoto, bem como os impactos causados por lançamentos clandestinos. Assegurar o acesso à educação ambiental e a sistemas adequados de esgotamento sanitário nas áreas rurais dispersas. 6.2.3 Drenagem e manejo das águas pluviais urbanas Cadastrar, mapear e atualizar de forma gradual as infraestruturas e dispositivos do sistema municipal de drenagem e manejo das águas pluviais; Desenvolver instrumentos de planejamento especifico para esse sistema; Proporcionar ao município infraestruturas e dispositivos adequados para um sistema eficaz; Assegurar o adequado funcionamento do sistema; Estabelecer mecanismos para o reaproveitamento, retenção e infiltração das águas pluviais otimizando e reduzindo as cargas do sistema, podendo ser exigido na abertura de novos empreendimentos e parcelamentos do solo (loteamentos e condomínios); Garantir a prevenção e o controle de enchentes, alagamentos e inundações; Identificar áreas sujeitas a inundações que causam riscos a população local, remanejando-as para locais adequados; Restringir a ocupação de áreas que apresentam riscos de inundações; Garantir a proteção e controle ambiental dos cursos d'água; Implantar projeto de sensibilização e educação ambiental. 6.2.4 Limpeza Urbana e manejo de resíduos sólidos Universalizar os serviços de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólido com qualidade, regularidade e minimização de custos operacionais; Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva e Dispor de veículos e equipamentos adequados para o gerenciamento e manejo dos resíduos sólidos; e Fomentar a adoção de tecnologias limpas voltadas a destinação final dos resíduos sólidos; e Propor a gestão associada considerando a viabilidade econômico financeira; e Exigir o gerenciamento adequado dos resíduos sólidos por parte de grandes geradores; e Adotar área e infraestrutura adequada para a disposição final dos rejeitos; e Garantir a implementação da coleta seletiva adequada à realidade municipal; e Apoiar a implantação da logística reversa para os resíduos, conforme obrigatoriedade legal; e Fomentar a participação de grupos interessados no gerenciamento dos resíduos, por meio da inclusão social dos catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis e pessoas de baixa renda; e Formação e atualização profissional para a gestão, gerenciamento e manejo dos resíduos sólidos; e Propiciar a sensibilização e educação ambiental visando o alcance dos objetivos propostos; e Assegurar o acesso à educação ambiental e aos serviços de manejo de resíduos sólidos nas áreas rurais dispersas. 7. CENARIZAÇÃO A construção de cenários objetivou transformar as incertezas do ambiente em condições racionais para a tomada de decisão, servindo como referencial para a elaboração do planejamento estratégico. Deste modo, foram estabelecidos dois cenários (CENÁRIO ATUAL e CENÁRIO FUTURO), ou seja, dois caminhos possíveis na direção do futuro do saneamento básico para o município de João Neiva. eote 347 Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva Figura 4 — Cenários do planejamento estratégico “Demandas dos serviços de saneamento básico CENÁRIO ATUAL seguindo a tendência atual com evolução baseada nas tendências históricas de crescimento. “Demandas dos serviços de saneamento básico professam a universalização antecipando as melhorias necessárias na direção do futuro do saneamento básico em sua integralidade. Fonte: PPE/JNE, 2018 Para a estruturação do cenário atual, foi adotada a tendência histórica do município para o saneamento básico (cenário tendencial), enquanto que, para o cenário futuro (desejável), foram prognosticadas as melhorias necessárias com vistas à universalização e otimização dos serviços de saneamento básico. 7.1 Cenário Atual 7.1.1 Abastecimento de água potável O Prestador de Serviços de Saneamento Básico, é o prestador dos serviços públicos de abastecimento de água potável e esgotamento sanitário. João Neiva conta com quatro mananciais de abastecimento, são eles: Piraqueaçu (principal), que abastece a sede e algumas localidades rurais, rio Pau Gigante, que abastece as localidades de Barra do Triunfo e Acioli, córrego Santo Antônio, que abastece a localidade de Demétrio Ribeiro e o Rio Cavalinho, que abastece a localidade de Cavalinho. A captação de todos os mananciais, exceto a do rio Pau gigante, é feita por gravidade. Em algumas localidades, o abastecimento é garantido pelos moradores por meio de poços individuais ou coletivos. De acordo com o DTP, o sistema de tratamento utilizado na estação do distrito sede é o convencional. Nas localidades de Acioli/Barra do Triunfo, Demétrio Ribeiro e Cavalinho o sistema de tratamento utilizado é o simplificado (filtração + desinfecção). A ETA da sede tem capacidade de tratamento de 70I/s. O sistema conta com 5 (cinco) elevatórias de água tratada e 6 (seis) reservatórios. O total de reservação do município é 490mº*. Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva 7.1.2 Esgotamento sanitário Como ocorre no abastecimento de água potável, na área urbana do Município e nas localidades pertencentes à área rural, os serviços de esgotamento sanitário são realizados pelo Prestador de Serviços de Saneamento Básico em regime de prestação direta. A rede de esgotamento sanitário na área urbana é realizada por meio de sistema público, separador, que atende a cerca de 89,80% dos domicílios. Contudo, o percentual de tratamento dos efluentes é de apenas 7,05% para todo o Município (SNIS, 2015). O sistema dispõe de uma Estação de Tratamento de Esgoto que não está em operação. Com relação às soluções individuais, são utilizadas fossas negras, fossas rudimentares e fossas sépticas, como destinação final do efluente gerado. Não há monitoramento e controle no lançamento do efluente tratado. De acordo com o DTP, 73,81% tem o esgotamento efetuado por meio de rede de esgoto e fossas sépticas, ou seja, destinam o esgoto de forma adequada segundo os conceitos estabelecidos pelo PLANSAB e apenas 26,19% dos domicílios particulares permanentes destinam os esgotos produzidos de forma inadequada. 7.1.3 Drenagem e manejo das águas pluviais urbanas Os serviços de drenagem e manejo das águas pluviais é de responsabilidade da Prefeitura Municipal, através da Secretaria de Obras e serviços urbanos. A macrodrenagem precária. A área drenada, quase em sua totalidade, segue o curso natural do escoamento em fundo de vale. Vale ressaltar que existe ocupação nas áreas de risco e fundos de vale. Registra-se apenas 51% de cobertura de microdrenagem no Município. 7.1.4Limpeza urbana e manejo dos resíduos sólidos A prestação dos serviços de limpeza urbana é realizada pela Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria Municipal de Obras e Serviços Urbanos. A Prefeitura Municipal terceiriza integralmente a mão de obra dos trabalhadores para execução dos serviços de varrição. Os resíduos resultantes da varrição são coletados por caminhão, que os dispõe em aterro ao final da jornada. Os serviços de roçada e capina também são executadas por equipe terceirizada. A coleta e o transporte dos resíduos de serviços de saúde (RSS) são efetuados pela empresa terceirizada. Os RSS são dispostos nas unidades de saúde existentes no Município e são coletados, transportados e destinados ao Centro de Tratamento de Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva Resíduos — CTR no Município de Aracruz, a cerca de 31km de distância. 2018 37117 Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva A coleta e o transporte dos resíduos de construção civil (RCC) são efetuados diretamente pela prefeitura, com a utilização de veículos caminhão caçamba. Os RCC são coletados, transportados e destinados em Bota Fora, localizado numa extinta pedreira. O Município de João Neiva não conta com unidades de disposição final de resíduos sólidos (aterros sanitários, industrial ou para RCC), sendo a prática até então adotada destiná-los a lixão. Atualmente os resíduos oriundos da coleta regular são dispostos no Aterro de Aracruz. O Município de João Neiva possui dois Termos de Compromisso Ambiental nas modalidades de Resíduos Sólidos e Recuperação de Lixões. João Neiva faz parte do Consórcio Público para Tratamento e Destinação Final Adequada de Resíduos Sólidos da Região Doce Oeste do Estado do Espírito Santo (CONDOESTE). Para possibilitar a construção da cenarização, foi estabelecido o conjunto de fatores críticos que afetam de forma positiva ou negativa o desempenho do sistema e definidos os fatores críticos no horizonte temporal de 20 anos. A seguir, elenca-se o conjunto de variáveis/fatores críticos considerados para cada componente do saneamento básico conforme demonstra a Figura 5. 2018 38/117 WON" jEdiounWOjuSLuBaues: MM iuguejs eulbed eu jenuodsip oidjouny op (Jdd) Q ompog o esses 'stençuea ep ojunfuoo o seyjejep we Jedeyuoo eJedq :BJON gLOZ 'INF/add :sjuoa “SRPÓSTIAS a fes ais ppuseos oporSpapacontodim= Cu LISÊ Bola E E B Ee 3 E) o 5) o 3 E) E) 2. S o o (7) É) A a 5 [7] E jongyod enbe ap ojuawlosjsegy “ seueqgun sieian|d sende sep ofeueu e usbeusig ouguues ojusuejobs3 odIseq ojusuesues op sjusuoduoo epeo eJed sepesepisuoo sisAgueA ep ojunfuoo — g esnbis BNB OBO ap SOpIos Sonp/seu ep epesbeju| oFIsSe ep jediajuniy ouBja 8 OJISPH OjuSweSues ap jediotuni ouejs LO-INM-gSWd-SI-8L0Z odISPg OjusLuPSUeS ep jedio!uni oueld Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva Diante desse conjunto de fatores críticos e dos cenários estruturados, o caminho escolhido na direção do futuro do saneamento básico para o município de João Neiva foi o estabelecido pelo CENÁRIO FUTURO (desejável) e seus resultados foram confrontados com aqueles do cenário atual (tendencial) estudado. 7.2 Cenário futuro No cenário futuro, pressupôs-se que a situação atual sofrerá influências positivas nos quatro componentes do saneamento básico, assim, são previstas melhorias nos serviços visando sua otimização e universalização. O Quadro 3 apresenta as principais características de cada aspecto abordado em sua concepção. Quadro 3 — Principais características no cenário futuro ABASTECIMENTO DE ÁGUA POTÁVEL Promover o controle da qualidade da água distribuída para a população de forma que atenda aos padrões vigentes Qualidade da água distribuída Implementação de mecanismos de aproveitamento das Intermitência no abastecimento a águas pluviais Ações para o aproveitamento da água Aperfeiçoamento no sistema de distribuição tornando o pluvial abastecimento contínuo Sensibilização e educação ambiental Implementação de programas de educação ambiental para consumo consciente e redução do conscientizando a população sobre a importância do uso desperdício consciente da água Recuperação e preservação dos mananciais que Manancial to abastecem o município Ampliação do sistema de abastecimento para toda a Abastecimento em área rural e extensão da área rural Abastecimento de água potável nos distritos, núcleos rurais ou comunidades tradicionais Existência de um sistema de abastecimento em comunidades tradicionais do município Serviços públicos de abastecimento de Ampliação do sistema de abastecimento garantindo às água potável na área rural comunidades rurais o acesso a água ESGOTAMENTO SANITÁRIO Ampliação do sistema de esgotamento sanitário, abrangendo toda a população da área urbana ad Ampliação do sistema e aumento da eficiência no Eleioncia ne iretamento tratamento do esgoto coletado Descarte do efluente Tratamento do efluente lançado Realização de campanhas de educação ambiental, promovendo a conscientização da população sobre a importância do descarte correto do esgoto e outros Ff resíduos líquidos / Corpo receptor - / A 2018 39117 População urbana atendida Sensibilização e educação ambiental / 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva Esgotamento sanitário na área rural Implementação de tratamento de esgoto ou de fossas sépticas abrangendo todas as áreas rurais Esgotamento sanitário em comunidades tradicionais Promover implantação de fossas sépticas ou tratamento de esgoto nas comunidades tradicionais do município Serviços públicos para esgotamento em área rural DRENAGEM URBANA E Ampliação do sistema público de tratamento de efluentes nas áreas rurais MANEJO DE ÁGUAS PLUVIAIS URBANAS Cobertura da microdrenagem na área urbana O, Ca Aumento da cobertura da microdrenagem no município Expansão da área urbana A expansão da área urbana deve ser realizada com planejamento prévio Impermeabilização do solo lemos Calçamento de ruas e calçadas deve possibilitar o escoamento da água das chuvas. Aumento da arborização no município Fundos de vale Monitoramento contínuo dos fundos de vale, realizando a limpeza e desobstrução quando necessário Ocupação de áreas de risco (fundos de vale e cursos d'água) Monitoramento das áreas de risco para evitar a ocupação irregular Inundações bruscas Criação de equipe com capacidade técnica para auxiliar a população em eventos inesperados de inundação Inundações graduais Garantir que os dispositivos de drenagem estejam limpos para possibilitar o escoamento da água Preservação de áreas de preservação Fiscalização da ocupação das áreas de APP municipais permanente (APP) Macrodrenagem Implementação de dispositivos auxiliares de drenagem das águas pluviais LIMPEZA URBANA E MANEJO DE RESÍDUOS SÓLIDOS Regularidade da coleta de RDO Definição de um calendário semanal para coleta de resíduos domésticos Pontos de acumulação de resíduos Eliminação de pontos de acúmulo de resíduos Coleta seletiva Ampliação da coleta seletiva no município Inclusão dos catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis Promover a inclusão e o fortalecimento dos catadores Logística reversa Município deve viabilizar a implementação da logística reversa Compostagem Implantação de sistema de compostagem no município Disposição final ambientalmente Os resíduos devem recebem disposição final adequada em adequada aterros Sensibilização e educação ambiental Programas de educação ambiental devem ser criados pelo município para conscientização da população acerca da destinação adequada dos resíduos e a importância da coleta seletiva Fonte: PPE/JNE, 2018 Nota: Para conhecer em detalhes, as principais características no cenário futuro, acesse o Produto D (PPE) do Município, disponível na página 7.2.1 Expansão da área urbana no Para que seja possível maximizar os investimentos e os resultados esperados par; os sistemas de saneamento básico, é necessário delimitar as áreas de expans 2018 eletrônica: www.saneamentomunicipal.com cenário futuro o Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva urbana e induzir o adensamento e ocupação dos vazios urbanos, considerando o padrão de renda da população. Nessa direção, considerando que o município não dispõe de Plano Diretor urbanístico, instrumentos de planejamento e controle como a Lei de Uso e Ocupação do Solo Urbano, lei de parcelamento e do Perímetro Urbano deverão ser utilizados. Ao considerar que o percentual da população de extremamente pobres no município de João Neiva cresceu à razão de 2,14% entre 2000 e 2010 e o percentual de pobres, à razão de 11,79% é possível, com base nas razões encontradas, projetar o crescimento desta população no período de vigência do PMSB/JNE (Figura 6), de modo a inferir sobre a tendência da expansão urbana no cenário futuro em função da renda populacional. Figura 6 — Expansão da área urbana — tendência por extrato de renda 18.000 16.000 14.000 12.000 10.000 8.000 6.000 4.000 2.000 0 o = noa o +an no a pes a asa SEN] Naa S =) Soo Soo So aq a aaa qa q o) [ae] SO o aa aa aq Extrato de renda mPopulação Total » População Urbana = Extremamente pobres - Extrema pobreza = Pobres - Baixa renda Habitantes 2018 2022 2026 2030 2031 2032 2033 2034 2035 2037 No) ba] oo aa Fonte: PPE/JNE, 2018 É importante destacar que a prospecção por extrato de renda, tem a função de oferecer subsídios para a estrutura a ser adotada no estabelecimento da tarifação a ser adotada para os serviços públicos de saneamento básico, conforme determina a legislação do setor. O crescimento da população também se reflete na distribuição dos índices por extrató de renda, assim observa-se que a universalização dos serviços públicos Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva deverá focar na inclusão das populações de baixa renda e, portanto, com menor potencial de contribuição para a sustentabilidade financeira dos sistemas. Para abastecimento nas áreas rurais, devido a dispersão e grande distancias entre os domicílios, deve-se buscar soluções individualizadas. 7.2.2 Abastecimento de água potável De acordo com o DTP/JNE, a cobertura de atendimento para área urbana e rural estão próximas a atingir a universalização dos serviços prestados, especialmente na primeira. O sistema de reservação deverá ser ampliado, como também a extensão das redes na malha urbana e rural. Além das intervenções físicas necessárias ao sistema, deverão ser promovidos programas de conscientização/ sensibilização da população sobre a importância da preservação do recurso, de forma a minimizar o desperdício. 7.2.3 Esgotamento sanitário De acordo ao DTP/JNE, a cobertura da rede coletora de esgoto está próxima a alcançar sua totalidade na área urbana, porém a ETE não está em operação. Deverão ser avaliadas as condições físicas e de capacidade da ETE para atender à demanda de tratamento de esgoto do Município. Na área rural a solução mais adequada é a implantação de fossas sépticas. Além das intervenções físicas necessárias, deverão ser promovidos programas de conscientização/ sensibilização da população, principalmente no que tange o descarte de resíduos nas redes de esgoto e destinação final. 7.2.4 Drenagem e manejo das águas pluviais urbana Os sistemas de drenagem urbana do Município de João Neiva (macrodrenagem e microdrenagem) deverão ser complementados e planejados concomitantemente ao planejamento urbano. 7.2.5 Limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos Da mesma forma como apontado nos demais pilares do saneamento, os serviços de limpeza urbana e manejo dos resíduos sólidos deverão ser ampliados. Deverão ser promovidas campanhas de conscientização à população para diminuição da geração de resíduos, principalmente domésticos. A coleta seletiva deve ser ampliada e incentivada com a efetiva segregação até sua destinação final. A coleta deverá ser reforçada e estendida a todo Município em especial na área rural. Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva 8. DEMANDAS DO SANEAMENTO BÁSICO O estudo de demandas futuras para os quatro componentes do saneamento básico considera o cenário futuro (desejável) apresentado, bem como o horizonte temporal do PMSB do município de João Neiva (Figura 7). Figura 7 — Demandas do saneamento básico para o município de João Neiva | LIMPEZA URBANA BASTECIMENTO E MANEJO DOS A DE ÁGUA RESÍDUOS POTÁVEL SÓLIDOS | Ç E sá | | | ' | DRENAGEM | ESGOTAMENTO N Ê Ee | URBANAE | SANITÁRIO 4 | MANEJO DAS l ÁGUAS PLUVIAIS t Fonte: UFF, 2018 8.1 Abastecimento de água potável Para o abastecimento de água potável no município de João Neiva previu-se o crescimento da rede de distribuição de forma a garantir a universalização da prestação desses serviços. 8.1.1 Estimativa do consumo efetivo O consumo médio de água por pessoa, por dia, conhecido por "consumo per capita", é obtido por meio das relações incidentes no sistema de abastecimento existente e projetado, na proximidade do domicílio, do clima, hábitos da população e do registro da existência de indústria e de comércio, da qualidade da água distribuída e do seu custo. No cenário futuro, estima-se que haverá redução do consumo, em função da eficiência das ações de sensibilização e educação ambiental para o consumo, consciente e, ainda, que a água ao ser distribuída diariamente eliminará necessidade de reservação nos domicílios, prática essa que além de reduzi U Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva Entretanto é possível inferir, ainda, que a sensibilização e educação para o consumo racional da água deverá ser impulsionada e potencializada, principalmente nos anos iniciais de vigência do PMSB/JNE. Desta forma, o consumo no cenário futuro em 2038 foi estimado em 150L/hab.dia. A título de ilustração a Figura 8 demonstra a comparação entre os dois cenários estudados, o que justifica a escolha pelo cenário futuro. Figura 8 — Projeções do consumo nos cenários atual e futuro 3.000 4 -100 . -90 E 2.500 2.80 E 70 S 2.000 E 3 -60 E S 1.500 50 E R] -40 E 5 1.000 -30; E 500 -20 E -10 5.0 º o o. 9 a Say a x o A ad K ' EEE SOS SS ES S mm Cenário atual ms Cenário futuro acumulado Fonte: PPE/JNE, 2018 8.1.2 Estimativa das perdas no sistema O abastecimento de água por meio de redes gerais de distribuição, caracteriza-se pela captação da água bruta e seu tratamento, transporte e fornecimento à população. Durante todo o processo é possível ocorrer perdas (desperdícios) de água a ser distribuída. As perdas podem ser reais e aparentes, ocorrem em função de distintas origens e podem apresentar diversas magnitudes, sendo, portanto, um fator complexo de se prever. O Quadro 4 apresenta as origens e magnitudes das perdas físicas e aparentes de um sistema de abastecimento de água. 2018 447 Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva Quadro 4 — Origens e magnitudes das perdas PERDAS - SISTEMA O ORIGENS | MAGNITUDE Adução da Vazamento nas tubulações Variável, função do estado A das tubulações e da água bruta Limpeza do poço de sucção eficiência operacional Vazamentos estruturais Tratamento Significativa, função do estado das tubulações e da eficiência operacional Lavagem dos filtros Descarga de lodo Vazamentos estruturais Vazamento nas tubulações Adução de Limpeza do poço de sucção am Hidrômetros parados Hidrômetros que subestimam o volume consumido Ligações inativas reabertas Erros de leitura Número errado de economias Fonte: PPE/JNE, 2018 Perdas físicas (reais) Variável, função do estado das tubulações e da eficiência operacional Variável, função do estado das tubulações e da eficiência operacional Significativa, função do estado das tubulações e da eficiência operacional Podem ser significativas, dependendo de procedimentos cadastrais e faturamento; manutenção preventiva, adequação de hidrômetros e monitoramento do sistema Perdas aparentes (não físicas) É difícil de se prever a evolução das perdas, uma vez que está relacionada diretamente à agilidade nos reparos requeridos pelo sistema, à qualidade desses reparos, ao controle ativo dos vazamentos ou extravasamentos, à efetividade das ações empregadas para o combate a fraudes, à eficiência na medição, entre outros fatores. Com base nos índices de perdas apresentados no Município em 2018 (7%) verifica se que estes encontram-se abaixo das metas estabelecidas no Plano Nacional d Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva Saneamento Básico (Plansab) para municípios da Região Sudeste, adotando-se o mesmo valor referencial para o cenário futuro (desejável) (Figura 9). Entretanto para que esse valor seja alcançado, chegando a 2038 com 5,72% será necessário potencializar as ações de fiscalização, manutenção preventiva, controle efetivo de vazamentos e gerenciamento da pressão e de todo sistema. Figura 9 — Percentual de perdas previstas (20 anos) 50% 45% 40% 35% 30% 25% É 20% 15% 10% 5% 0% DO nO A AD AD AD AS AD DD AM O AO MA) ad VPMPMDMLLMLDLOLL EM ANT O) NR) K DADO DE a a % K: S PY mem Cenário Atual msm Cenário Futuro — === Metas PLANSAB Fonte: PPE/JNE, 2018 8.1.3 Perdas por distribuição As perdas por distribuição estão relacionadas a diversos fatores. As perdas físicas aumentam os custos de produção e, ao mesmo tempo, pressionam os recursos hídricos, uma vez que corresponde a um volume de água que é captado, tratado, mas que não é consumido pela população. De acordo com o Ministério das Cidades (2003), “a redução das perdas físicas permite diminuir os custos de produção — mediante redução do consumo de energia, de produtos químicos e outros — e utilizar as instalações existentes para aumentar a oferta, sem expansão do sistema produtor”. Para alcançar o patamar de perdas físicas esperado para o cenário futuro (desejável) em 2038, seu combate deve iniciar-se na escolha do material para a construção das redes de abastecimento de água como também por meio de: º investimentos na qualificação da gestão operacional, particularmente pejá capacitação de pessoas ou aporte de pessoal qualificado para a operação para o gerenciamento dos sistemas distribuidores; Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva e gerenciamento adequado dos materiais das redes e das demais infraestruturas; e setorização e controle de pressão por válvulas redutoras; e substituição das redes e dos ramais, quando esgotadas alternativas menos dispendiosas para redução das perdas; e macromedição e telemetria; e pesquisa acústica de vazamentos não visíveis; e outras medidas. As perdas aparentes (não físicas) correspondem às perdas comerciais e refere-se ao volume de água consumido de forma não autorizada. Tais perdas, podem decorrer de todos os tipos de imprecisões associadas à medição do consumo, a erros de manuseio (leituras e faturamento), a ligações clandestinas, a falhas no cadastro comercial, a hidrômetros danificados, que estejam parados ou que subestimam o volume consumido, fraudados ou não, entre outros fatores. 8.1.4 Estimativa do volume consumido O consumo de água depende da disponibilidade e do custo desse recurso para a população, do clima e dos hábitos locais. Depende também, da qualidade do sistema de abastecimento. A estimativa do volume consumido no horizonte de vigência deste PMSB/JNE foi obtida pela relação do volume per capita, população urbana e índice de atendimento urbano. O volume consumido no cenário atual (tendencial) para período de vigência do PMSB/JNE na área urbana será de 2.868m'/dia e na área rural 221mí/dia. Desta forma, considerando que a água tratada deve estar à disposição do usuário para consumo diário, o volume consumido no cenário futuro (desejável) será de aproximadamente 2.327mº/dia na área urbana e 515,48m/dia na área rural (Figura 10). A título de ilustração é apresentada a comparação entre os dois cenários estudados. 2018 4m17 Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva Figura 10 — Estimativa da redução do consumo nos cenários tendencial e desejável durante a vigência do PMSB/JNE 6.000 5.000 4.000 3.000 2.000 o o ; a 1.000 «: Volume consumido cenário atual *: Volume consumido cenário futuro Fonte: PPE/JNE, 2018 A população urbana no cenário atual tem cobertura de 100% de atendimento no abastecimento de água. O atendimento à população da área rural no final da vigência do Plano chega bem próximo a universalização. 8.1.5 Estimativa do volume produzido O volume produzido pelo Prestador de Serviços de Saneamento Básico, prestador dos serviços local, para o abastecimento diário de João Neiva é de 2.992,77mº. Para o cenário futuro (desejável), o volume consumido em 2020 será de 2.248,32m? que, acrescido das perdas estimadas somará 2.402,57mº. Ao considerar o volume atualmente produzido na ETA, ao final do período de vigência do PMSB/JNE será necessário manter sua capacidade para atender o volume demandado até 2038 (Figura 11). emma 4817 U Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva Figura 11 — Capacidade da ETA para atendimento da demanda manutenção - 2020 em João Neiva VOLUME PRODUZIDO - ETA (2020) CENÁRIO ATUAL VOLUME PRODUZIDO ETA (2020) CENÁRIO FUTURO 3.104,80mí/dia 2.402,57m/dia MANUTENÇÃO DA CAPACIDADE INSTALADA PARA ATENDIMENTO DA DEMANDA CAPACIDADE DE PRODUÇÃO Fonte: PPE/JNE, 2018 Nota: Para conhecer em detalhes, a capacidade da ETA e as demandas de atendimento, acesse os Produtos C (DTP) e D (PPE) do Município, disponíveis na página eletrônica: Www.saneamentomunicipal.com Observados os dados do sistema produtor, não se configura necessidade de ampliação da capacidade instalada, visto que a atual estrutura implantada atende e atenderá com margem à demanda prevista, incluída a universalização do atendimento, nos horizontes deste Plano. 8.1.6 Estimativa das vazões demandadas O volume de água consumida apresenta variações constantes. O Quadro 5 apresenta essas variações. Quadro 5 — Variações sobre o volume de água produzido Ea E RSA E DROCORRENCIA SS SE! [a E nas extremidades da rede quando atende a prédios e habitações desprovidas de reservatórios O consumo apresenta variações nas horas do dia, geralmente a maior hora de consumo ocorre entre as 10:00 e 12:00 O consumo diário geralmente é maior ou menor que o consumo médio diário. No verão o consumo diário é aumentado. Nos meses de verão, o consumo supera o consumo médio diário, / enquanto que no período de frio este consumo é menor O consumo anual tende a crescer devido a melhorias nos hábitos e costumes da população e em função do desenvolvimento industrial. Fonte: UFF, 2018 Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva Para o cenário futuro as vazões médias calculadas podem ser visualizadas na Tabela 2: Tabela 2- Vazões médias no cenário futuro (I/s) POPUPAÇÃO e URBANA QDHMC (habitantes) [Dis | 1354 no | 0 | 32 [20 | tas no | 0 | 34 | 12 | [am [| rama | ano | 0 | ms | 12 |] E E RI E [am | tso | ane | 0 | um | 12 | [aa | to | ano | 0 | um | aa |] [aa | raio | ano | o | us | aa | [mas | me | ans | o | sum | 2 | [ars [tas | êne | O | ata | aa E = O RI E [ame | tasas | ano | o | sm | aa [ars | rasa | ano | 0 | ass | aa [ao | tema | ane | o | ae | aa [am [tm | ane | o | aê | az E RT E [ass | rs | ane | o | som | aa [ass | tsio | 2ne | o | anão | aa EE O TT [ae | tsme | 2nu | o | ans | 2 [mer [1a | ane | 0 | ara | aa Dema [0 [3 Fonte: PPE/JNE, 2018 Nota: Para conhecer em detalhes, as estimativas para os cenários atual e futuro, acesse o Produto D (PPE) do Município, disponível na página eletrônica: www.saneamentomunicipal.com As vazões no cenário futuro serão inferiores às do cenário atual, fato que não restringe a necessidade de ampliação do sistema e sua universalização. Como antes destacado, o índice de perda indicado no DTP/JNE em 2015 é de 7%, percentual muito abaixo dos padrões regionais ou nacionais. Isso pode indicar altíssima eficiência na manutenção dos serviços prestados, ou também um valor irreal, não correspondente a prática, aspecto que deverá ser observado e fiscalizado pelo município, como operador dos serviços. Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva É importante destacar que os valores apresentados são referenciais (estimativos para efeitos de planejamento) e, para a possibilitar a construção do sistema, as estruturas deverão seguir os valores dimensionados em projeto executivo. 8.1.7 Estimativa da reservação necessária A Associação Brasileira de Normas Técnicas prevê que na ausência de dados suficientes para permitir o traçado da curva de variação diária de consumo, o volume mínimo armazenado necessário para compensar a variação será igual ou superior a 1/3 do volume distribuído no dia de consumo máximo, desde que a adução seja contínua durante as 24 horas do dia. O sistema do município de João Neiva é composto por 06 reservatórios cuja capacidade nominal total é de 490m'. Considerando o volume de reservação necessário estimado para 2038 para o cenário futuro (desejável), infere-se que a atual capacidade de reservação deverá atender de forma satisfatória a população, com previsão de investimentos somente nos últimos anos de vigência do PMSB/JNE. Observado os dados atuais, a capacidade total de reservação é suficiente. Assim não será necessária ampliação da reservação do Município. As demandas de emergência e as vazões de combate a incêndios não foram consideradas e deverão ser contabilizadas quando da elaboração dos projetos executivos, que deverão atender a norma ABNT NBR 12.217/94. 8.1.8 Estimativa da expansão da rede de distribuição Segundo apresentado no DTP/JNE, a rede de distribuição apresenta-se com 63km e atende 100% da população urbana municipal, ou seja, 13.534 habitantes. Para o ano de 2038, a rede de distribuição no cenário futuro deverá ser aumentada em aproximadamente 14,64% (Figura 12), o que equivale a 9.270m a mais que o previsto pelo cenário atual. 28 s1m17 Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva Figura 12 — Expansão da rede nos cenários atual e futuro 76.000,00 74.000,00 72.000,00 70.000,00 68.000,00 66.000,00 64.000,00 62.000,00 60.000,00 58.000,00 56.000,00 no noaoS dao ddaddoanNaaa Soo o ooo aq =] [=] Metros 19 E) [= q O ts te a a co oo a aq o q 2024 2025 2028 2029 2030 2031 2032 2033 2034 2036 an90 o o qa a [=] x a a = Rede de distribuição - Cenário Atual = Rede de distribuição - Cenário Futuro Fonte: PPE/JNE, 2018 A expansão da rede na área urbana foi estimada com base na população, porém é importante observar a distribuição espacial da urbanização no município. Uma maneira de minimizar a extensão de rede consiste em associar a expansão desta ao planejamento territorial e ao ordenamento urbano, considerando o cadastro técnico existente e o modelo de setorização da rede de distribuição. 8.1.9 Contingências e emergências no sistema de abastecimento de água potável Os eventos de contingências e emergências relacionados com o abastecimento de água podem ser agrupados em duas distintas categorias, ou seja, aqueles que acarretam falta d'água parcial ou localizada e aqueles que acarretam falta d'água generalizada. O Quadro 6 demonstra esses eventos e apresenta as respectivas ações para seu atendimento ou combate. 2018 52117 Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva Quadro 6 — Eventos de emergência e contingência no sistema de abastecimento de água potável EVENTO EVENTOS DE EMERGÊNCIA AÇÃO DE CONTINGÊNCIA Interrupção temporária do fornecimento de energia elétrica nas instalações produtoras de água Verificação e adequação de plano de ação para as ocorrências Falta d'água Interrupção do fornecimento de Comunicação a população e parcial ou energia elétrica na distribuição autoridades locais localizada Danos em estruturas equipamentos Comunicação a policia Rompimento de redes e adutoras Comunicação a operadora de energia de água tratada elétrica - Reparo e transferência de água entre vVandalsrho setores de abastecimento Inundação das captações com a danos de equipamentos e Verificação e adequação de plano de i ação para as i infraestrutura ção Pp: ocorrências Interrupção prolongada no fornecimento de energia elétrica nas instalações de produção Comunicação a população e autoridades locais Falta d'água generalizada Vazamento de cloro nas instalações de tratamento de água Deslocamento de frota de caminhões tanque e racionamento de água disponível em reservatórios Manobras operacionais para racionamento do consumo Comunicação a população e autoridades locais Escassez hídrica Fonte: PPE/JNE, 2018 Na necessidade de dar respostas aos diversos tipos de eventos previstos ou previsíveis no saneamento básico, será necessário que seja adotado um único documento que se constituirá no Plano de Emergências e Contingências do Saneamento Básico (PECSB) do Município de João Neiva que conterá um plano específico para cada componente do saneamento básico, devendo este ser elaborado preferencialmente com municípios territorialmente mais próximos. 8.1.10 Manancial e vazões outorgadas O município de João Neiva está situado nos domínios da região hidrográfica do Atlântico Sudoeste, na bacia do Rio Doce sub-bacia Litorânea RJ-ES, a sede do município está situada às margens dos rios Doce e Riacho. O principal manancial responsável pelo o abastecimento da área urbana é o Piraqueaçu e, de acordo com o DTP/JNE, apresenta disponibilidade hídrica para o abastecimento do município. A ANA consolidou no documento denominado ATLAS, um amplo trabalho d diagnóstico e planejamento nas áreas de recursos hídricos e saneamento no Brag Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva com foco na garantia da oferta de água para o abastecimento das sedes urbanas em todo o País. A partir dos resultados de diagnóstico detalhado, em que foram avaliados todos os mananciais e sistemas de produção de água de cada sede urbana, são indicadas as principais obras e ações de gestão para o atendimento das demandas até 2025. Ao abordar também os custos das soluções propostas e os arranjos institucionais mais indicados para viabilizá-las, o ATLAS se insere em um contexto mais amplo de planejamento e formulação de políticas públicas, oferecendo um portfólio de projetos e obras abrangentes e disponibilizando ferramenta adequada para a tomada de decisões e a racionalização de investimentos. Para o município de João Neiva, o ATLAS apresenta que o sistema de abastecimento existente é satisfatório para atender as necessidades do Município até 2025, o sistema deveria ser ampliado, o que corrobora com as questões apresentadas neste PMSB/JNE. A Figura 13 apresenta de forma consolidada as projeções do ATLAS para o município. 2018 5417 4LWSS BLZ HOeip=edeurgg=]so; xdse jeJo9/es!Jeue/suLo)/senv/1q Aob"eue-sele/:dyy :ws [PNjUOdSIA “SLOT 'VNY — enby ap ouegin ojueuis)segy op SVTLV :Suoa o eucqessnes É %% DOI 2neN oor apsjs) É nóg-anbests or oidorunus sopipuaje soidiiunyj Sogno feno | op quawpajsege ewajsis sipueuer ssoupu o | (Se0z) enby wa jejos oquawmsanuy — (53) OHOVTS | :Poyesbospay eneq-qns ouogejses ojuawnsisegy | (STOZ) OJuatuDayseqy op openyis OjUeS OQUICSI-IVYS | ISOÓIASDS GP JOpeysad STS | (SToZ ouBu2D) euequn epuewag sajueygeu //9'6 | (Z007) Buequn dog (vNY) senBy sp jpuoloeN eousby eu eAteN ogor ep oidjojuntu op opóenyis — €| eanbia BNEN OBOF Sp SOpIoS Sonpisek ep Epesbeju| OFISSS) Sp [edialuni ouBjas LOaINM-SSNd-SI-BLOZ - * OOISPg OjuSLUBSUES Sp [edioun|y ouejay ONISPg Ojusuesues op jedio!uniy oueja Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva 8.1.11 Definição de alternativas técnicas de engenharia para o atendimento da demanda Em função da insuficiência de dados existentes para avaliação das alternativas técnicas para o atendimento da demanda calculada programadas pela Prestador de Serviços de Saneamento Básico, o Município deve tomar ciência e anuir sobre o plano de investimentos da instituição para o setor, que definirá alternativas aplicáveis para o atendimento pleno da população, considerando que o sistema de abastecimento de água no município de João Neiva demandará investimentos futuros e outras ações para o alcance dos objetivos deste PMSB/JNE. Para atendimento das demandas deste PMSB, as alternativas técnicas de engenharia estabelecidas encontram-se apresentadas no Produto D (PPE)- Prospectiva e Planejamento Estratégico do Município de João Neiva — podendo ser acessado em: Www.saneamentomunicipal.com 8.2 Esgotamento Sanitário As estimativas atuais e futuras do volume, vazão, carga e concentração do esgoto sanitário durante o período de vigência do PMSB/JNE, foram consideradas para atendimento ao cenário futuro. 8.2.1 Índice de cobertura do sistema No cenário futuro, pretende-se universalizar o serviço de esgotamento sanitário para área urbana do município de João Neiva. Espera-se assim, que o serviço de coleta do esgoto sanitário produzido no Município, alcançará índice superior à 80% na área urbana apenas em 2018 e chegará a 30% na área rural e 2038, caso todas as medidas e investimentos previstos neste PMSB sejam tomadas. As projeções do índice de cobertura do sistema de esgotamento sanitário encontram- se representadas na Tabela 3. Tabela 3 — Projeções da cobertura do sistema de esgotamento sanitário no horizonte de vigência do PMSB/JNE CENÁRIO FUTURO %, Eua nad Índice de atendimento da população Índice de atendimento da - área urbana população - área rural 2018 Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva Fonte: PPE/JNE, 2018 Nota: Para conhecer em detalhes a cobertura do sistema, acesse o Produto D (PPE) do Município, disponível na página eletrônica: www.saneamentomunicipal.com No cenário futuro é possível inferir que ao final do horizonte de vigência do PMSB/João Neiva, o índice de atendimento da população em área urbana será de 100%. Entretanto, cumpre destacar a importância da conscientização da população na necessidade de efetuar ligações à rede coletora, conscientização esta que deverá se impulsionada pelas ações de sensibilização e educação ambiental. A cobertura atual do sistema de esgoto na área urbana é de 89,8%, conforme DTP/JNE. A partir de 2028, o serviço atinge a universalização. No cenário atual, 44,6% dos domicílios da área rural tem seu esgoto lançado em fossas rudimentares, o que pode ocasionar contaminação do lençol freático. As soluções previstas para melhoria da coleta de esgoto nas áreas rurais serão implantações de unidades de tratamento primário de esgoto doméstico (conjunto fossar+filtro). Cabe ressaltar que a população deverá ser sensibilizada por meio dos programas de educação ambiental, sobre as práticas das soluções individuais como técnicas de atendimento temporal, uma vez que as novas redes serão implementadas no município. Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva 8.2.2 Estimativa de extensão da rede de esgoto A coleta e o transporte de efluentes sanitários desde a origem até o lançamento final constituem o fundamento deste componente para o saneamento básico de uma população. Para o cenário futuro, adotou-se os valores de referência para o quinto ano deste PMSB/JNE inferindo-se sobre a extensão necessária para possibilitar a universalização dos serviços no final de vigência do PMSB (100% da população urbana atendida em 2038). As estimativas de rede coletora no cenário futuro estão demonstradas na Tabela 4. Tabela 4 — Estimativa da extensão de rede para o esgotamento sanitário o Extensão da População Extensão da População rede atendida rede atendida metros % metros %, mne | somo | es | como | as [ms | ser | mu | cos | ma] zoo | cosa | ma | co | mu | [mm | cosmo | o | como | e] zm | sos | so | ora | ss o TO O RI zm | com | sr | co | er | mo | eme | e | cs | ss [mr | cem | ss | como | o] | mm | em | se | ca | co [| zo | eos | o | co | a 63.401 90 70.617 | cms | mn | mm | o | es | o | mass | a] | me | o |] Los Do 6 65.108 93 65.961 94 77.650 DE A ms | eae 74.093 IX 2037 66.388 9 | me | co8s 9 Fonte: PPE/JNE, 2018 5 5 91 92 92 93 97 98 2018 Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Piano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva Nota: Para conhecer em detalhes as estimativas para os cenários atual e futuro, acesse o Produto D (PPE) do Município, disponível na página eletrônica: www.saneamentomunicipal.com No cenário futuro, no ano de 2038 a extensão da rede necessária para a universalização do atendimento será 38,13% maior, o que implica no aumento de aproximadamente 22km de rede (Figura 14). Figura 14 — Extensão estimada da rede coletora no cenário futuro T+ Futuro 90.000,00 100,00% 80.000,00 90,00% 70.000,00 80,00% q g E E 60.000,00 70,00% ES 60,00% “8 50.000,00 s 50,00% “40.000,00 g 40,00% e E 30.000,00 30,00% 20.000,00 20,00% 10.000,00 10,00% 0,00 0,00% un so E o a mn 19 on o AN +inO c QOSSASNNANNANIAASAASANDARE Soo 5 Soooooooo o09000 009000 90 0 € SARSSASASSASASSANSANASNASAE mes Extensão da rede (m) mes População atendida (hab) “> População atendida (%) Fonte: PPE/JNE, 2018 Se faz importante destacar que a estimativa apresentada é referencial, e que, para expansão da rede, será necessário contar com a elaboração de projeto executivo que apresente de forma detalhada os componentes da rede, priorize as áreas de maior demanda e a ocupação dos vazios urbanos, o que refletirá positivamente nos fatores relacionados à expansão e, consequentemente, permitirão a redução de custos para a universalização dos serviços. 8.2.3 Estimativa da produção de esgoto É natural que parcela da água do sistema de abastecimento não seja transformada em vazão de esgotos como, por exemplo, a água utilizada na rega de jardin lavagens de pisos externos e de automóveis, etc. Em compensação, na rede coletora águas pluviais e de poços particulares. 2018 Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva Essas considerações implicam que, embora haja uma nítida correlação entre o consumo de água e a contribuição de esgotos, alguns fatores poderão tornar esta correlação maior ou menor conforme a circunstância. De acordo com a frequência e intensidade da ocorrência desses fatores de desequilíbrio, a relação entre o volume de esgotos recolhido e o de água consumida pode oscilar entre 0,60 a 1,30, segundo a literatura. Esta fração é conhecida como relação esgoto/água ou coeficiente de retorno. De um modo geral estima-se que 70 a 90% da água consumida nas edificações residenciais retorna à rede coletora pública na forma de despejos domésticos. No Brasil é usual a adoção de valores na faixa de 0,75 a 0,85, caso não haja informações claras que indiquem um outro valor. Desta forma, adotou-se para o PMSB/JNE o valor de 0,80, o que significa inferir que 80% da água consumida transforma-se em vazão de esgoto. Observa-se que, nas estimativas realizadas foi possível perceber uma redução no cenário futuro em relação ao cenário atual devido a um menor consumo de água (Tabela 5). Tabela 5 — Estimativa da produção de esgotos no município — cenário atual e futuro CENÁRIO ATUAL Volume Produzido Volume Produzido (mê/dia) (mídia) 2.319,61 1.641,70 2.350,47 1.653,72 2.367,55 1.665,74 2.384,64 1.677,76 2.401,72 1.689,78 2.418,81 1.701,80 2.435,89 1.713,82 2.452,98 1.725,84 | 226 | 2.470,06 1.737,86 2027 2.487,15 1.749,88 2022 2023 208 | 2.504,23 1.772,36 2% | 2.521,32 1.767,56 2030 | 2.538,40 1.792,29 2.555,49 1.817,20 4) 1.842,28 Ú DN 2.572,57 2018 60/117 Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva 0 28 | 2.589,66 1.867,53 mM 2.606,74 1.892,95 2085 (| 2.623,83 1.918,55 2036 2.640,91 1.944,31 2037 2.658,00 1.970,25 28 | 2.675,08 1.996,36 Fonte: PPE/JNE, 2018 8.2.4 Estimativa do volume a ser destinado à estação de tratamento de esgoto Os volumes de esgoto a serem destinados à ETE, quando ativadas, referem-se à população atendida pelos serviços de abastecimento de água e coleta de esgoto, acrescido de contribuições típicas do sistema (infiltrações, problemas nas paredes dos condutos, etc.). Para se determinar o volume de infiltração de água no sistema de esgotamento sanitário, adotou-se a taxa de contribuição determinada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), por meio da NBR 9.649 que apresenta a faixa de 0,05 a 1,0I/s.km (4 a 86 mº/dia.km) e estabelece que o valor adotado deve ser justificado. Em função das características da região, o valor de 1,0l/s.km ou 86mº/dia.km foi adotado para as estimativas do volume a ser tratado (Figura 15). Figura 15 — Estimativas do volume a ser tratado 2.500,00 2.000,00 1.500,00 1.000,00 Metros cúbicos 500,00 0,00 + 0 1 CENÁRIO ATUAL CENÁRIO FUTURO Fonte: PPE/JNE, 2018 Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva 8.2.5 Projeções das vazões média, máxima e mínima Da mesma forma que o consumo de água, a produção de esgotos apresenta importantes variações. O consumo de água e a geração de esgotos em uma localidade variam ao longo do dia (variações horárias), ao longo da semana (variações diárias) e ao longo do ano (variações sazonais). Ao longo do dia em uma ETE, pode-se observar também os dois picos principais de vazão: o pico do início da manhã (mais pronunciado) e o pico do início da noite (mais distribuído). Para o cenário futuro estimado, a vazão mínima deverá ser de 11,55I/s e a máxima de 41,59I/s (Figura 16). Figura 16 — Vazões estimadas — cenário atual e futuro 60,00 B0,00 «eee 40,00 e a E pe q 30,00 20,00 10,00 so 0,00 nononoS daN +inrnOaO Nati dd me S5050600060060000000000000€ INNIANANASNIANANANARNARSNSARS E = Cenário Atual Vazão mínima — ms Cenário Atual Vazão máxima == Cenário Futuro Vazão mínima Cenário Futuro Vazão máxima Fonte: PPE/JNE, 2018 É importante destacar que os valores apresentados são referenciais (estimativos para efeitos de planejamento) e, para a possibilitar a construção do sistema, as estruturas deverão seguir os valores dimensionados em projeto executivo. 8.2.6 Contingências e emergências no sistema de esgotamento sanitário Os eventos de contingência e emergência para o sistema de tratamento de esgotos podem ser agrupados em quatro categorias específicas: e Extravasamento das estações elevatórias; e Rompimento de tubulações; 2018 62/117 U) Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva e Retorno de esgotos; e Paralisação da ETE. O Quadro 7 demonstra esses eventos e apresenta as respectivas ações para seu atendimento ou combate. Quadro 7 — Eventos de emergência e ações de contingência SITUAÇÃO CRÍTICA | EVENTOS DE EMERGÊNCIA AÇÕES DE CONTINGÊNCIA e Inundações e Erosões Deslocamento da população de e Condições meteorológicas área de risco; extremas (raios, Comunicação à Polícia Militar e temperatura elevada, etc.) Defesa Civil Tremores de terra Sabotagem Reparo das e Vandalismo equipamentos; Desastres naturais Internas Externas instalações e e Roubo de equipamentos Comunicação à Policia Militar; e Acidentes com produtos Acionamento da Unidade de químicos perigosos Saúde mais próxima. e Danos de equipamentos e Sabotagem Reparo e transferência do e Bioterrorismo esgoto entre setores de e Vandalismo esgotamento; e Acessos indevidos Comunicação à população e e Acidentes com produtos autoridades locais; químicos perigosos Comunicação à Policia Militar. Incêndio Ações humanas e Ruptura ou queda de energia e Falhas em equipamentos mecânicos Reparo das instalações e e Rompimento de tubulação e de estruturas e Acidentes construtivos e Problemas com pessoal (perda de operador, emergência médica) e Contaminação acidental (surto epidêmico, ligações cruzadas acidentais) e Mudança brusca de temperatura e pressão Descartes indevidos equipamentos; Comunicação à população e autoridades locais; Comunicação à Policia Militar; Comunicação a operadora de energia elétrica; Acionamento da Unidade de Saúde mais próxima. Incidentes inesperados Fonte: PPE/JNE, 2018 2018 63/117 Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva 8.3 Drenagem e manejo de águas pluviais urbanas A Lei nº 13.308/2016 que altera a Lei nº 11.445/2007, define como drenagem e manejo das águas pluviais, limpeza e fiscalização preventiva das respectivas redes urbanas o conjunto de atividades, infraestruturas e instalações operacionais de drenagem urbana de águas pluviais, de transporte, detenção ou retenção para o amortecimento de vazões de cheias, tratamento e disposição final das águas pluviais drenadas nas áreas urbanas. Uma de suas peculiaridades é que a drenagem das águas pluviais ocorre de forma voluntaria independe da existência de infraestrutura, uma vez que percorre ou ocupa espaços disponíveis de forma adequada ou não. Um sistema de drenagem e manejo de águas pluviais é composto por estruturas e instalações de engenharia destinadas ao transporte, retenção, tratamento e disposição final das águas pluviais. Os sistemas de drenagem são classificados de acordo com seu tamanho em sistemas de microdrenagem e sistemas de macrodrenagem. A microdrenagem inclui a coleta das águas superficiais ou subterrâneas através de pequenas e médias galerias. Já a macrodrenagem engloba, além da rede de microdrenagem, galerias de grande porte e os corpos receptores destas águas. 8.3.1 Cobertura do sistema de drenagem Considerando a importância do sistema de drenagem no Município de João Neiva, espera-se no cenário futuro para atendimento de 100% da população urbana instalada no município que em 2030, todas as vias municipais deverão contar com dispositivos adequados, o que representará 100% de cobertura no município (Tabela 6). Tabela 6 — Cobertura da microdrenagem — cenário futuro População ANO urbana estimada Soperinra (habitantes) (0) RR TR 51% 2019 54% 2020 58% 202 61% 2022 64% 2023 14.029 68% [2025 | t4zs TO TA 7 RR A 7 2027 14.426 81% 1) 2028 14.525 | 84% q 2018 E Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva População urbana estimada Sobertura Fonte: PPE/JNE, 2018 Com base nos registros de eventos apresentados no DTP/JNE é possível estimar o período em que inundações que poderão ocorrer no município no horizonte de vigência deste PMSB/JNE, no cenário futuro, possibilitando preparação para minimização de dados dessas ocorrências. O período estimado para a ocorrência dos eventos estudados encontra-se demonstrado na Figura 17. Figura 17 — Período estimado para o retorno de inundação gradual e brusca — cenário futuro 1 g | 2 E) so Ss | » [| vv. Bo | Fo | [a 5 | E 3 Zo q non-ooodaNo<|Lnao-ooo amina -ãe dido +ANQONNAaA Naa amMMommmaaoamc So ooooooooooo 0000000900 0(C Ia SS NAN QNNASNANNNNNANNNANANNNANNÇ == Inundações bruscas === Inundações graduais Fonte: PPE/JNE, 2018 As áreas mais vulneráveis nestes eventos serão o Bairro Centro nas proximidades do Rio Piraquê Açu e Clotário. No cenário atual, apenas alguns bairros são servidos com esses dispositivos, sede municipal. U Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva Diversos problemas podem estar associados à ocorrência de inundações: ocupação inadequada das margens dos rios; falta de planejamento de ocupação do espaço urbano; e inexistência de sistemas de alerta em catástrofes e de planos de desocupação de áreas atingidas. As medidas para minimizar estas ocorrências podem ser estruturais (quando modificam o sistema fluvial evitando os prejuízos decorrentes das enchentes) e não- estruturais (melhor convivência da população com as enchentes). 8.3.2 Contingências e emergências no sistema de drenagem e manejo das águas pluviais urbanas A garantia do funcionamento do sistema de drenagem e manejo das águas superficiais urbanas está cada vez mais associada à incorporação de metodologias de avaliação e gestão de riscos, bem como às boas práticas de operação dos sistemas públicos, principalmente àqueles relacionados à limpeza e manutenção dos dispositivos da macro e microdrenagem. Apesar de eventos serem previsíveis, considerando seu período de retorno, poderão ocorrer eventos que, por sua natureza, advêm de situações excepcionais, tais como desastres naturais (inundações, secas, etc.), ações humanas e outros incidentes inesperados que possam pôr em perigo a saúde pública e o meio ambiente. Na possibilidade de se registrar eventos de consequências problemáticas (Quadro 8), ações de emergência são demandadas para seu combate. Quadro 8 — Eventos de emergência e ações de contingência SITUAÇÃO CRÍTICA EVENTOS DE EMERGÊNCIA AÇÕES DE CONTINGÊNCIA Comunicação à Polícia Militar e e Inundações e alagamentos es Defesa Civil; e Ventos ciclônicos spp ” Comunicação à população e E e Erosões à : Desastres naturais autoridades locais. e Condições meteorológicas extremas (raios, temperatura anormal, seca) Formação de brigadas por bairros ou áreas para alerta e acionamento da população e Sabotagem e Vandalismo e Acidentes diversos Ações humanas e Bioterrorismo e Descarte inadequado de lixo nas encostas, linhas de drenagem e cursos d'água Comunicação à Polícia Militar e Defesa Civil, Comunicação à população e autoridades locais Fiscalização e orientação à | população, mutirões de limpezá U) Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva SITUAÇÃO CRÍTICA EVENTOS DE EMERGÊNCIA AÇÕES DE CONTINGÊNCIA Deslocamento da população de e | Incêndio área de risco; e Falhas mecânicas do sistema Reparo das instalações e - F e Acidentes construtivos equipamentos; Incidentea)nosperados e Contaminação acidental (surto Comunicação à Polícia Militar e epidêmico, etc.) Defesa Civil; e Rompimento de barragem Comunicação à população e autoridades locais Fonte: PPE/JNE, 2018 8.4 Limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos A limpeza urbana e o manejo de resíduos sólidos são definidos pela Lei nº 11.445/2007 como o conjunto de atividades, infraestruturas e instalações operacionais de coleta, transporte, transbordo, tratamento e destino final dos resíduos domiciliares e daqueles originários da varrição e limpeza de logradouros e vias públicas. A lei define ainda que o serviço público de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos urbanos é composto pelas seguintes atividades: I. coleta, transbordo e transporte dos resíduos relacionados na alínea c do inciso | do caput do art. 3º dessa Lei; Il. triagem para fins de reuso ou reciclagem, de tratamento, inclusive por compostagem, e de disposição final; Il. — varrição, capina e poda de árvores em vias e logradouros públicos e outros eventuais serviços pertinentes à limpeza pública urbana. Para verificar o atendimento do artigo 19 estabelecido pela Política Nacional de Resíduos Sólidos - PNRS (Lei. Federal n 12.305/2010) bem como pela Lei de Diretrizes Nacionais para o Saneamento Básico —- LDNSB (Lei Federal n. 11.445/2007), os documentos que embasaram a elaboração deste PMSB/JNE encontram-se disponíveis no seguinte endereço eletrônico: Wwww.saneamentomunicipal.com 8.4.1 Geração de resíduos sólidos O DTP/JNE indicou que a geração estimada na área urbana é de 14,96ton.dia, e na área rural 3,60ton.dia, o que representa 75,93% a menos do que o gerado em área urbana. Entretanto, no cenário futuro (Tabela 7), as ações de educação ambiental deverá ser intensificadas para que seja possível reduzir a geração municipal em 20%, Plano Municipal de Saneamento Básico Plano Municipal de Saneamento Básico e 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva seja, 1%a.a. em conformidade com os princípios estabelecidos pela PNRS (redução da geração de resíduos). Para o alcance deste cenário será fundamental que, além das ações de sensibilização e educação ambiental, outros instrumentos sejam previstos como indutores da redução da geração de resíduos no município. 2018 68/117 211/69 eLoz opBISUI Sp sonpisey — IN 'suodsuel| Sp SOdINaS ep sonpisey — [SH isuOjsedon|IsoJby sonpisoy — dSVA JJSUOS SP SOnpIsey — 99H (spnes ep sosNes ep sonpisey — SS isIeu)snpu| sonpisey — [4 “od!seg ojusuesues ep sonpisey — gSH “SOSINSS ap OPBJSoJd SP 8 SIBIMJSLUOZ SONPISON — SADH iSOUBGA SOPIJ9S SONpISS4 — NS iBUeqIN ezedwum ep sonpisey — NTH 'SeJeI|uog Sonpisey — OCH :EJON 8LOZ INF/add :sJuo E - 615 [o Teco T-Tias ce 8L'SL Sez'€ 9LSSL se0z [= [0 [vs | so | - [eo | -T|ru [ie | ces lureiI|iczio | so i| [fc fos | oo | - [el on lo calm ja] [-|[- |cslco]-lIeol]- Ice] ea | vos Ico 6LZGL seoz [= [0 [ os | s0 | - | eo | - | cos | uz | os lego jfÃl pe Lo [o | gws | so | - Teo | - [ze | l| oa IagciHldacos HÃ]| eco | Lol lago | s0 | - | wo | - [oe [vz | zo liege Hliczor Hã] ze. ts | so | jm (im ur, wo e o (e [-[- | es [co l-lIlzol- Joe | iizz] co Ie EZLYL iss (go (go is o mo ot to [-1T-TlmsIcool-Ilzxol- | oe ler eo, | 96pE | sesvl | eu | [= [= [os | s0 | - [ wo l i- |ize | oz co lzreiHlccwr H| so Lo To |os [sol -Tazol - Tue | cu lee iHIem il [= [o [es | so | - Tizo!] - |êecs | coz | cu lisrei HlIecy il PD [- [ss [| so | - Tiazol- |os | cl julio Hl|cam ÃlI ————— + EEE 6c0'vL ovo | so | - [120 [| - | ze | cet | con leer 0g6EL Dodo Too |csol-Tazo Il | eo [ce lis lee ÃíHlice il [=| - | zo | s0 | - [izo | - |ice | oro liserÃHlczere H|l ——— go o 0z'0 50 10'0Z ot (gm to (e [-1- [cs |col 00 og! | osel lesce | peser | (qeu) (qeu) epeungso epeunso 1sH | dsva ma ti a) OU oedendog | ogiejndog (eip-uo) oungny ouguso - eAISN opor ap oidiotuntu ou sopIjos sonp!se! ep ogõeJsb ep esejuis — 7 ejoqe | ENS OBOF Sp SOPIOS SOnpIso% ep epesbeju| opjses) sp jedioluny ouBja é OoIsPg Ojueweeues ep jediuniy ouBly LO-aNr-gSWA-SI-gLOZ OdISEg OjJUSLBSUES Sp jediojuni oueld Pi U Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva 8.4.2 Regras aplicáveis ao gerenciamento dos resíduos sólidos As regras aplicáveis para as outras etapas do gerenciamento de resíduos sólidos encontram-se estabelecidas no Quadro 9 e deverão ser seguidas pelo município quando este for o prestador, ou determinadas para que sejam atendidas pela contratada, caso os serviços sejam executados mediante contrato. Quadro 9 — Regras e procedimentos aplicáveis nas etapas do gerenciamento de resíduos sólidos REGRAS E PROCEDIMENTOS RESPONSABILIDADES e É obrigatória a utilização de equipamentos de proteção individual e coletiva durante as operações; e Emcasos emergenciais os serviços de Implementação: Titular dos serviços (Município) Varrição de vias e resposta à emergência deverão ser logradouros realizados imediatamente com vistas à Operacionalização: públicos contenção do dano; Prestador dos serviços e Todos os resíduos nesta etapa deverão ser públicos coletados imediatamente após sua acumulação. obrigatória a utilização de equipamentos de proteção individual e coletiva durante as operações; e Emcasos emergenciais os serviços de resposta à emergência deverão ser realizados imediatamente com vistas à contenção do dano; e Todos os resíduos nesta etapa deverão ser coletados imediatamente após sua acumulação. Norma técnica de referência: NBR 12.980 e Os resíduos apresentados para a coleta Implementação: Titular devem estar segregados em secos e dos serviços (Município) úmidos e devidamente acondicionados Operacionalização: para evitar seu espalhamento. Gerador de resíduos e Os resíduos segregados deverão ser embalados em sacos ou recipientes específicos que evitem vazamentos e resistam à punctura e ruptura; e A capacidade dos recipientes de acondicionamento deve ser compatível com a geração diária de cada tipologia; e Ecobrigatória a utilização de equipamentos de proteção individual e coletiva durante as operações com os RSS. Norma técnica de referência: NBR 13.853, NBR 12.235 e NBR 9.190 7) Disponibilização e Os resíduos do grupo D deverão ser Implementação e para a coleta — disponibilizados em áreas protegidas e operacionalização: D) Implementação: Titular dos serviços (Município) Poda, roçagem e capina Operacionalização: Prestador dos serviços públicos Apresentação dos resíduos para coleta -RDO Implementação: Titular dos serviços (Município) Apresentação dos resíduos para coleta -RSS Operacionalização: Gerador de resíduos RSS controladas, atendendo as condições Gerador de resíduos Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva ETAPA Disponibilização para a coleta — RDO e equiparados mínimas de segurança; e Os resíduos dos demais grupos deverão ser armazenados em área interna protegida; e É obrigatória a utilização de equipamentos de proteção individual e coletiva durante as operações com os RSS; e Os resíduos devidamente acondicionados, deverão ser disponibilizados para a coleta convencional e seletiva nos dias e horários programados pelo prestador dos serviços. e Os RCPS equiparados acondicionados com geração diária de até 100 litros poderão, a critério do gerador, serem disponibilizados à coleta pública, seguindo as mesmas regras impostas aos demais RSU. e Os RCC equiparados acondicionados com geração diária de até 100 litros poderão, a critério do gerador, serem disponibilizados à coleta pública, seguindo as mesmas regras impostas aos demais RSU. e RSI equiparados acondicionados com geração diária de até 100 litros poderão, a critério do gerador, serem disponibilizados à coleta pública, seguindo as mesmas regras impostas aos demais RSU. e Os dias e horários de coleta deverão ser divulgados pelo prestador de serviços e pela Prefeitura Municipal em veículos de comunicação de massa, constando inclusive no sitio eletrônico oficial da Prefeitura Municipal de forma permanente para consulta da população. A cada mudança ocorrida a divulgação deverá ser efetuada com no mínimo 15 dias de antecedência. Dias e horários de coleta - RDO e Nos locais em que a coleta seja efetuada na modalidade alternada, não poderá haver intervalos maiores que 72 horas entre as coletas; e É obrigatória a utilização de equipamentos de proteção individual e coletiva durante as operações de coleta. Coleta - RDO e equiparados e Veículo coletor deverá atender integralmente às normas técnicas e a legislação de referência; A coleta deverá ser realizada no mínimo Coleta —- RSS REGRAS E PROCEDIMENTOS Norma técnica de referência: NBR 13.853, NBR 12.235 e NBR 9.190 Norma técnica de referência: NBR 12.980 e NBR 9.190 Norma técnica de referência: NBR 12.980 e NBR 9.190 Norma técnica de referência: NBR 12.980 e NBR 9.190 Implementação: Titular dos serviços (Município) Operacionalização: Prestador dos serviços públicos Implementação: Titular dos serviços (Município) Operacionalização: Prestador dos serviços públicos Implementação: Titular dos serviços (Município) Operacionalização: Prestador dos serviços públicos Implementação: Titular dos serviços (Município) Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva ETAPA REGRAS E PROCEDIMENTOS RESPONSABILIDADES duas vezes por semana. Operacionalização: Gerador de resíduos Norma técnica de referência: NBR 13.221, NBR 12.807, NBR 12.890, NBR 12.810 e NBR 12.980 e Todos os resíduos gerados no âmbito municipal deverão receber destinação final ambientalmente adequada por meio de processos tecnológicos determinados para este fim; e A disposição final dos rejeitos não poderá ser efetuada em outros locais que não sejam em Aterros Sanitários devidamente licenciados pelo órgão ambiental competente. Norma técnica de referência: NBR 10.157, NBR 12.808, NBR13.896 e NBR 13.591 Fonte: PPE/JNE, 2018 Implementação: Titular dos serviços (Município) Destinação final — RDO e equiparados Operacionalização: Prestador dos serviços públicos 8.4.3 Coleta Seletiva Como em João Neiva já existe um sistema de coleta seletiva oficialmente implantado, deverá ser garantido que os catadores existentes estejam formalizados por meio de organizações formadas exclusivamente por pessoas físicas de baixa renda reconhecida pelo Poder Público como catadores de materiais recicláveis, sem prejuízo de usarem equipamentos compatíveis com as normas técnicas, ambientais e de saúde pública. Desta forma, assinalam-se, como recomendações, as formas e os limites de participação do município de João Neiva na coleta seletiva (Quadro 10). ame 727 Plano Municipal de Saneamento Básico Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva 2018-ES-PMSB-JNE-01 Quadro 10 — Participação de João Neiva na coleta seletiva ATIVIDADE Instituição da coleta seletiva | | FORMAS DE PARTICIPAÇÃO LIMITES DE PARTICIPAÇÃO Diploma legal Regramento da coleta seletiva no município Planejamento da coleta seletiva Individual ou por meio de soluções consorciadas com outros municípios Operacionalização da coleta seletiva Elaboração do Plano de Coleta Seletiva Fiscalização Fortalecimento da coleta seletiva no município Contratação de organizações de catadores de materiais recicláveis ou reutilizáveis (exigência: pessoas físicas de baixa renda reconhecidas pelo Poder Público como catadores de materiais recicláveis + uso de equipamento de segurança — EPI) Disponibilização da infraestrutura necessária Coleta seletiva, Triagem para fins de reuso ou reciclagem, de tratamento, inclusive por compostagem Implementação da Agenda ambiental na administração pública (A3P) Atuação na coleta seletiva Inserção do tema na educação formal e informal Fonte: PPE/JNE, 2018 8.4.4 Coleta especial Sensibilização e educação ambiental A coleta especial é aquela que está sob a responsabilidade direta do gerador de determinadas tipologias de resíduos (Quadro 11), que deverá ser realizada diretamente ou mediante contratação de empresas especializadas, o que inclui o município, na prestaç ão desses serviços. Quadro 11 — Enquadramento da coleta x responsabilidades RESÍDUOS Resíduos de estabelecil Resíduos de estabelecil Resíduos dos servi prestadores de serviços acima de 100l.dia prestadores de serviços abaixo de 100l.dia saneamento básico Resíduos industriais perigosos SÓLIDOS PELA COLETA mentos comerciais e mentos comerciais e RESPONSABILIDADE Prefeitura Municipal ENQUADRAMENTO DO TIPO DE COLETA Coleta regular ou convencional iços públicos de Gerador Gerador Coleta especial Coleta especial 2018 2018: Plano Municipal de Saneamento Básico -ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva Resíduos não perigosos da construção civil Resíduos não perigosos da construção civil abaixo de 100l.dia (equiparados aos RDO) RESPONSABILIDADE | ENQUADRAMENTO RESÍDUOS SÓLIDOS | PELA COLETA | | DOTIPODECOLETA Resíduos a acima Gotador Coleta especial Resíduos industriais não perigosos abaixo Prefeitura Municipal Coleta regular ou convencional de 100I.dia (equiparados aos RDO) Resíduos dos serviços de saúde — todas as . Resíduos dos serviços de saúde classe D . a Coleta regular ou até 100litros.dia (equiparados aos RDO) Prefeitura Municipal convencional Resíduos perigosos da construção civil Coleta especial acima de 100l.dia Gerador Coleta especial Coleta regular ou convencional Resíduos agrosilvopastoris Coleta especial Resíduos perigosos dos serviços de E transporte Gerador Coleta especial Resíduos da mineração Gerador Coleta especial Prefeitura Municipal Fonte: PPE/JNE, 2018 8.4 Co de .5 Logística reversa nforme se percebe do conceito legal, a responsabilidade compartilhada pelo ciclo vida dos produtos representa um regime solidário de complexas atribuições, que são desempenhadas de forma individualizada e encadeada, por todos aqueles que participam, em maior ou menor grau, do processo produtivo desde a fabricação do produto até a sua destinação final. Assinalam-se as formas e os limites de participação do município de João Neiva na log 2018 ística reversa (Quadro 12). 747 Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva Quadro 12 — Participação de João Neiva na logística reversa [ ATIVIDADE FORMAS DE PARTICIPAÇÃO | LIMITES DE PARTICIPAÇÃO Estabelecido em Acordo Acordo Setorial; Regulamento; Setorial: Regulamento; Termo Instituição da logística Termo de Compromisso reversa de Compromisso Coletar e disponibilizar para os Execução das atividades do | responsáveis pela instituição do sistema de logística reversa sistema de logística reversa os mediante a devida Logística reversa resíduos de logística obrigatória | contraprestação, na forma de obrigatória acumulados pelo serviço manejo | acordo setorial; regulamento; e, de resíduos sólidos termo de compromisso Inserção do tema na educação Sensibilização e educação formal e informal ambiental Fonte: PPE/JNE, 2018 Em relação à logística reversa, o Município mais próximo que conta com um posto de recebimento para embalagens de agrotóxicos, como antes citado, é Colatina, localizado a 45km de João Neiva. Em vista à página da Reciclanip, que é a entidade gestora dos pneumáticos inservíveis no Brasil, foi possível verificar que o município de João Neiva ainda não consta como um parceiro desta entidade para propiciar a coleta dos pneumáticos inservíveis gerados no município. Cabe ao Município visando o reaproveitamento ou descarte apropriado de materiais ou outra destinação final ambientalmente adequada articular-se com as entidades gestoras dos sistemas de logística reversa para o devido encaminhamento e orientação aos munícipes. 8.4.6 Classificação da produção de resíduos sólidos gerados no município Diante das estimativas realizadas para os quantitativos de recicláveis e compostáveis oriundos dos RSU, que deverão ser recuperados por meio de tecnologias apropriadas a serem implementadas para o atingimento das metas estabelecidas durante o período de vigência do PMGIRS/JNE, é possível estimar a quantidade de rejeitos que, na ausência de tecnologias que possibilitem sua recuperação, deverão receber disposição final ambientalmente adequada (Tabela 8). "WwlwlwW——]]—]]——>——>——>——w——w——w——w——w>w>w>—>————— 2018 75117 Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva Tabela 8 — Estimativa dos quantitativos de recicláveis, compostáveis e rejeitos gerados ÁREA URBANA ÁREARURAL Ano Recicláveis ne Rejeitos | Recicláveis SRA Rejeitos (ton/dia) (tonídia) (tonídia) (tonídia) (tonídia) (ton/dia) [OT [10 | 20 | 13 185 0,50 : 0,51 7,26 10,72 2,88 1,29 1,91 [20200 | 7% 10,80 2,90 1,30 1,92 0,52 [2H | 73 | 1087 2022 741 10,95 | 2,94 1103 | 29 | 133 [| 19 | 05 | [288] 2024 0,53 026 76 11,26 3,02 2,00 3a | 304 [2025 [778 [1150 | 300 | 138 | 204 | 05 | 11,57 0,55 11,65 [2082 | 7H [| NB | 34 141 2,09 7,99 11,81 317 1,42 210 8,05 11,89 3,19 1,43 211 Ô 2033 | 2034 | | 2035 | Bio | 11,96 213 0,57 | 2037 | [2086 | 815 | 1204 2037 212 | 825 | 146 | 216 | 058 | 1,47 0,58 12,20 217 3,27 2038 8,26 Fonte: PPE/JNE, 2018 Nota: Para conhecer em detalhes as estimativas para os cenários atual e futuro, acesse o Produto D (PPE) do Município, disponível na página eletrônica: www.saneamentomunicipal.com 8.4.7 Tratamento dos resíduos sólidos As principais formas de tratamento para serem adotadas no município, concentram- se na reciclagem da parcela de secos, compostagem da parcela de úmidos e a disposição final dos rejeitos. Na adoção de tecnologias que possibilitem atuar nas formas de tratamento apresentadas, será fundamental que se conheça as características intrínsecas dos resíduos para que se possa determinar com maior precisão a tecnologia mais adequada para cada tratamento apresentado (Quadro 13). eia zen Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva Quadro 13 — Vantagens e desvantagens no tratamento dos Resíduos Sólidos TRATAMENTO RESÍDUOS VANTAGENS DESVANTAGENS Reciclagem (Conjunto de técnicas que modificam as características físicas químicas ou biológicas dos Algumas tecnologias para a reciclagem apresentam custos elevados; Redução da extração de recursos naturais, energia e água Plásticos; Vidros; Pode ser rentável; Depende de mercado resíduos cuja finalidade é Metais; Papel; Cas di consumidor; 5 = Diminui o volume de o reaproveitamento ou a Papelão; RCC; ; . di resíduos; ne om reutilização em novos outros. Materiais de primeira y a Pode gerar 7 ciclos produtivos para a qualidade podem ser empregos e renda, manufatura de novos produtos, idênticos ou não ao produto original) interceptados pelas ações estabelecidas no acordo setorial de embalagens. did | Pode não haver mercado entre outros. Orgânicos em Alívio de aterros; Compostagem Utilização do consumidor para o geral, como resto (Processo de k composto na composto; ITS de comida, ' Eai » decomposição biológica de . | agricultura ejardins, | Pode haver emanação de pd E verduras e frutas; E materiais orgânicos É como material de maus odores quando lodo de estações : (aqueles que possuem cobertura das gerenciado de tratamento de ; carbono em sua estrutura), camadas do aterro inadequadamente; esgoto; podas de de origem animal e etc.; Quando não monitorado, o árvores e , vegetal, pela ação de residuasida Pode ser realizada o composto pode microrganismos) a diretamente nas promover riscos à saúde manutenção de ' ane Pa unidades do homem, animais e jardins 4 EI residenciais. plantas. Aterro Sanitário Classe Il (Forma de destinação final, na qual o conjunto de processos físicos, Pode ser empregado à maioria dos resíduos sólidos; Demanda grandes áreas Rejeitos, com para sua instalação; RaEh Pina exceção dos Os subprodutos gerados, químicos e biológicos que . Comporta, por um . oro x perigosos e a biogás e lixiviados, são ocorrem tem como E ido período determinado, ; radioativos. altamente poluidores, e resultado uma massa de resíduos mais estáveis, química e biologicamente) | grandes volumes de devem ser tratados resíduos. Fonte: PPE/JNE, 2018 No município de João Neiva, todas as alternativas de tratamento apresentadas poderão ser adotadas, entretanto, as tecnologias escolhidas para a implementação das alternativas deverão ser avaliadas em termos de viabilidade econômica. No município de João Neiva, todas as alternativas de tratamento apresentada poderão ser adotadas, entretanto, as tecnologias escolhidas para a implementaç das alternativas deverão ser avaliadas em termos de viabilidade econômica. Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva O Plano prevê a implantação de sistema de compostagem e articulação para a logística reversa. O município tem coleta seletiva implantada e dispõe de galpão de triagem em Juá. Também conta com catadores de materiais recicláveis e faz parte do Consórcio CONDOESTE. Atualmente os serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos são terceirizados. Para manter esta modalidade de prestação de serviços, a Prefeitura deve sobretudo estabelecer metas e prioridades a serem alcançadas dentro de um prazo estipulado e fiscalizar sua implementação, com base neste PMRS. Além disso, os serviços públicos deverão ser estendidos aos núcleos rurais. Já a disposição final dos resíduos, poderá ser realizada por via do Consórcio Intermunicipal. 8.4.8 Programa Estadual “Espírito Santo sem lixão” O objetivo do Programa Espírito Santo sem Lixão é erradicar os lixões no Estado a partir da adoção de sistemas regionais de destinação final adequada de resíduos sólidos urbanos (RSU). A meta do programa, que deverá ser alcançada pelos municípios capixabas, é efetuar a destinação final dos RSU gerados nos territórios para aterros sanitários regionais. A criação dos Consórcios Públicos Regionais, que é pautado no objetivo consensual da instalação e operação dos sistemas regionais de destinação final adequada dos resíduos sólidos urbanos, representou o marco inicial de todo o processo. O Programa “ES sem Lixão” é constituído por 3 consórcios intermunicipais (Quadro 14) para a destinação final de resíduos sólidos urbanos (RSU), estando previsto que o Município de João Neiva integre o Consórcio CONDOESTE. ame 7817 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva Quadro 14 — Consórcios para a destinação final de RSU — Programa Espírito Santo sem lixão Região Doce Oeste Consórcio Público para Tratamento e Destinação Final Adequada de Resíduos Sólidos da Região Doce Oeste do Estado do Espírito Santo (CONDOESTE) l Afonso Cláudio, Águia Branca, Alto Rio Novo, Baixo Guandu, Colatina, Governador Lindenberg, Ibiraçu, Itaguaçu, Itarana, João Neiva, Laranja da Terra, Linhares, Mantenópolis, Marilândia, Pancas, Rio Bananal, Santa Maria de Jetibá, Santa Teresa, São Domingos do Norte, São Gabriel da Palha, São Roque do Canaã e Vila Valério Região Norte Consórcio Público para Tratamento e Destinação Final Adequada de Resíduos Sólidos da Região Norte do Estado do Espírito Santo (CONORTE) Água Doce do Norte, Barra de São Francisco, Boa Esperança, Conceição da Barra, Ecoporanga, Jaguaré, Montanha, Mucurici, Nova Venécia, Pedro Canário, Pinheiros, Ponto Belo, São Mateus, Sooretama e Vila Pavão Região Sul Serrana Consórcio Público para Tratamento e Destinação Final Adequada de Resíduos Sólidos da Região Sul Serrana do Estado do Espírito Santo (CONSUL) Alegre, Alfredo Chaves, Anchieta, Apiacá, Atílio Vivácqua, Bom Jesus do Norte, Brejetuba, Cachoeiro de Itapemirim, Castelo, Conceição do Castelo, Divino de São Lourenço, Dores do Rio Preto, Guaçuí, Guarapari, Ibatiba, Ibitrama, Iconha, Irupi, Itapemirim, lúna, Jerônimo Monteiro, Marataízes, Mimoso do Sul, Muniz Freire, Muqui, Piúma, Presidente Kennedy, Rio Novo do Sul, São José do Calçado, Vargem Alta e Venda Nova do Imigrante. Fonte: Programa Espírito Santo sem lixão. Disponível em: https://sedurb.es.gov.br/programa-es- sem- lixao 8.4.9 Contingências e emergências no sistema de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos Apesar do sistema de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos ser objeto de monitoramento, podem ocorrer eventos que, por sua natureza, advêm de situações excepcionais, tais como desastres naturais (erosões, inundações, etc.), ações humanas e outros incidentes, que apresentem relevante impacto negativo na infraestrutura podendo colocar em perigo a saúde pública. Na possibilidade de se registrar eventos de consequências problemáticas (Quad 15), as ações de emergência para seu combate são demandadas. 2018 7917 Plano Municipal de Saneamento Básico Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva 2018-ES-PMSB-JNE-01 Quadro 15- Previsão de eventos de emergência e ações de contingência no sistema de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos SITUAÇÃO CRÍTICA Desastres naturais Ações humanas Incidentes inesperados Inundações e Erosões e Condições meteorológicas extremas (raios, temperatura elevada, etc.) Tremores de terra Sabotagem e Vandalismo e Roubo de equipamentos e Acidentes com resíduos perigosos Danos de equipamentos Internas e Sabotagem e Bioterrorismo e Vandalismo e Acessos indevidos e Acidentes com resíduos perigosos e Grevestrabalhistas Incêndio e Ruptura ou queda de energia e Falhas em equipamentos mecânicos e Rompimento de estruturas e Problemas com pessoal (perda de operador, emergência médica) e Contaminação acidental (surto epidêmico, ligações cruzadas acidentais) e Mudança brusca de temperatura e pressão Descartes indevidos Fonte: PPE/JNE, 2018 2018 T AÇÕES DE EVENTOS DE EMERGÊNCIA — CONTINGÊNCIA Deslocamento da população de área de risco; Comunicação à Polícia Militar e Defesa Civil. Reparo das instalações e equipamentos; Comunicação à Policia Militar; Acionamento da Unidade de Saúde mais próxima. Reparo das instalações e equipamentos; Comunicação à população e autoridades locais; Comunicação à Policia Militar; Acionamento da Unidade de Saúde mais próxima. Reparo das instalações e equipamentos; Comunicação à população e autoridades locais; Comunicação à Policia Militar; Comunicação a operadora de energia elétrica; Acionamento da Unidade de Saúde mais próxima; Comunicação aos órgãos estaduais. 80/117 Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva 9. SANEAMENTO BÁSICO EM ÁREAS RURAIS URBANIZADAS (LOCALIDADES, DISTRITOS E COMUNIDADES) E ÁREAS RURAIS DISPERSAS 9.1 Abastecimento de água potável Quanto ao abastecimento de água potável nas áreas rurais urbanizadas (localidades, distritos e comunidades) e áreas rurais dispersas, quando da impossibilidade de expansão do sistema-sede, recomenda-se a adoção de poços coletivos (solução coletiva), com prestação mediante autorização para associações de moradores legalmente constituídas, que sejam legítimas representantes da comunidade (art. 35, inc. III, do Decreto Federal n.º7.217/2010) (Figura 18). Na inexistência dessas associações ou na impossibilidade técnica da implementação das alternativas apresentadas, alternativas individuais poderão ser implantadas desde que monitoradas pelo prestador dos serviços no município, ou seja, sob gestão do titular dos serviços. Figura 18 — Prestação de serviços de abastecimento de água potável em áreas rurais urbanizadas e dispersas Comunidades, áreas rurais e áreas rurais dispersas Solução coletiva Solução individual Implantação e/ou monitoramento Prestador dos serviços Associação de moradores legítima, representante da comunidade ou área, legalmente constituída AUTORIZAÇÃO Fonte: PPE/JNE, 2018 2018 also Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva O atendimento à área rural é feito através de rede geral (49%) e poços (44%). Diante destes percentuais, o Prestador de Serviços de Saneamento Básico deve garantir a manutenção, melhorias e ampliação destes sistemas visando a universalização dos serviços no período de vigência do Plano. 9.2 Esgotamento sanitário Com relação ao esgotamento sanitário em áreas rurais urbanizadas (localidades, distritos e comunidades) e em áreas rurais dispersas, é recomendável que seja instituída e promovida a assistência técnica necessária para a adoção de soluções individuais (estáticas) e coletivas (dinâmicas) que preservem o meio ambiente e a saúde das populações residentes nestas áreas. Entretanto, quando da adoção das soluções individuais e coletivas deverão ser cadastradas e monitoradas pelo prestador desses serviços no município (Figura 19). Figura 19 — Prestação de serviços de esgotamento sanitário em áreas rurais urbanizadas e dispersas Áreas rurais urbanizadas lt Áreas rurais dispersas Soluções individuais EE Prestador dos serviços públicos/autorizado bo + Soluções coletivas É Cadastro das soluções individuais e | ; istênicia tcni pi coletivas | Assistência técnica e monitoramento Fonte: PPE/JNE, 2018 Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva 9.3 Manejo dos resíduos sólidos O manejo de resíduos sólidos domiciliares gerados nas áreas rurais urbanizadas e dispersas, deverá considerar a segregação na fonte (secos e úmidos) conforme determina o Decreto Federal nº 7.404/2010. Nesses locais os resíduos úmidos deverão ser compostados utilizando tecnologias simplificadas. O composto gerado poderá ser utilizado em culturas e plantações locais. Os materiais secos (secos recicláveis) deverão ser estocados e, na oportunidade, enviados por seus geradores ao sistema público por meio dos pontos de apoio da coleta seletiva para posterior providencias do serviço público. Já em localidades, distritos e comunidades, a coleta deverá ocorrer na modalidade porta a porta ou conteinerizada, com regularidade previamente planejada pelo prestador (Figura 20). Figura 20 — Manejo de resíduos sólidos em áreas rurais urbanizadas e dispersas Áreas rurais dispersas Distritos, localidades Comunidades vo Vo + Coleta de recicláveis secos por meio de Coleta porta a porta ou Coleta porta a porta ou pontos de apoio à conteinerizada conteinerizada Prestador dos serviços públicos Destinação ambientalmente adequada Fonte: PPE/JNE, 2018 2018 83/117 Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva Em João Neiva, é realizada a coleta porta a porta nas comunidades e distritos. Já nas áreas rurais dispersas não existe serviço de coleta, os resíduos são queimados e enterrados. O Plano prevê implantação de pontos de coleta de resíduos para posterior destinação final adequada. 10. HIERARQUIZAÇÃO DAS ÁREAS DE INTERVENÇÃO Considerando os dados levantados pelo DTP/JNE, bem como os cenários atual e futuro projetados e estudados, foi possível apontar as intervenções necessárias no município de João Neiva para os quatro componentes do saneamento básico. Para possibilitar o traçado de uma escala hierárquica utilizou-se a ferramenta analítica que identificou os pontos fortes e fracos e as oportunidades e ameaças às quais o município de João Neiva está exposto. A partir dos critérios de hierarquização das áreas de intervenção prioritária foram estabelecidas metas de curto, médio e longo prazo, assim como os programas e demais ações foram consolidadas. Neste sentido as principais ações que refletem em melhorias do saneamento básico no município de João Neiva foram apontadas em grau de importância com vistas a garantir a universalização do acesso aos serviços de forma adequada, compatibilizando a relação custo-benefício. É importante ressaltar que a hierarquização pode sofrer alterações na medida em que o município, em parceria com outras esferas governamentais ou técnicas, elabore e execute programas e projetos que contemplem tanto a área urbana, como a rural e indígenas. No decorrer em que essas ações são realizadas, novos dados serão gerados o que poderá indicar necessidade de revisão do foco ou das áreas com prioridade de atendimento. A hierarquização das áreas de intervenção estabelecidas para os quatro componentes do saneamento básico, a partir do horizonte de validade do PMSB/JNE (20 anos) e a priorização do atendimento em imediato ou emergencial, a curto, médio e longo prazos, encontram-se demonstras no Quadro 16. 2018 san7 U Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva Quadro 16 — Hierarquização das ações previstas 10.1 Dimensão temporal para a hierarquia estabelecida O planejamento de projetos e ações que compõem os programas de um governo representa uma das fases mais importantes do processo de elaboração e implementação de políticas públicas, que têm como principal objetivo garantir o acesso ao atendimento de serviços básicos e essenciais a sua população. Elaborado pelo conjunto dos órgãos que compreendem a administração pública do Município de João Neiva, o Plano Plurianual Municipal (PPA), consiste em um instrumento de planejamento das ações governamentais, regido pela Constituição Estadual e pela Lei de Responsabilidade Fiscal — Lei Complementar nº 101/2000 (LRF). O PPA sistematiza as diretrizes, objetivos, metas e resultados que a gestão pública pretende alcançar em determinado período de tempo e sua elaboração deve ocorrer a cada quatro anos. A partir do PPA, outras duas leis orçamentárias previstas na Constituição Federal são elaboradas: a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA). O conjunto desses instrumentos legais de planejamento é fundamental para a efetividade das ações e para o monitoramento dos resultados, tanto por parte do próprio governo como por parte da sociedade. Por essa razão, a dimensão temporal associada à hierarquia prevista para o PMSB/JNE foi estabelecida de forma a ser compatível com a dimensão temporal do PPA de João Neiva, para o horizonte de 20 anos. Considerou-se como meta imediata, aquelas de estabelecimento emergencial, ou seja, que deverão ser alcançadas até o final do ano de 2021. No curto prazo, considerou-se aquelas que deverão ser alcançadas entre os anos de 2021 e 2025. No médio prazo, as metas que deverão ser atingidas entre os anos de 2025 a 2029 no longo prazo entre os anos de 2030 a 2038, ano em que expira a validade /do PMSB/JNE (Quadro 17). Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva Quadro 17 — Dimensão temporal da hierarquia estabelecida Imediatas ou Emergenciais (IE) Até 3 anos (2021) Curto Prazo (CP) De 4 a 8 anos (2022 a 2025) Médio Prazo (MP) De 9 a 12 anos (2026 a 2030) Longo Prazo (LP) De 12 a 20 anos (2031 a 2038) Fonte: PPE/JNE, 2018 Cumpre observar que o PMSB/JNE é um instrumento de longa abrangência temporal e sua elaboração deve permitir certa flexibilidade e possibilitar ajustes anuais conforme o andamento das atividades e o resultado das ações no decorrer dos anos. 10.2 Metas do Plano Nacional de Saneamento Básico Considerou-se no traçado das metas para o município de João Neiva as principais metas do Plansab para a Região Sudeste (Quadro 18), cujos valores foram ajustados e complementados nas ações previstas e priorizadas, em função das características, da situação atual encontrada e das condições para atingir mais ou menos rapidamente essas metas referenciais. Quadro 18 — Principais metas do Plano Nacional de Saneamento Básico — Plansab Municípios com estrutura única para tratar a política de saneamento básico Municípios com serviços de saneamento básico fiscalizados e regulados Municípios com instância de controle social das ações e serviços de saneamento básico Domicílios (urbanos e rurais) abastecidos por rede de distribuição ou por poço ou nascente com canalização interna Economias ativas atingidas por paralizações e interrupções sistemáticas no abastecimento de água Índice de perdas na distribuição de água Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva Domicílios urbanos atendidos por coleta direta de resíduos sólidos Domicílios rurais atendidos por coleta indireta de resíduos sólidos Municípios com inundações e/ou alagamentos ocorridos na área urbana nos últimos cinco anos Fonte: Plansab, 2012. Disponível em: www.cidades.gov.br/plansab 11. METAS PARA O ALCANCE DO CENÁRIO FUTURO Com base nas ações previstas para minimizar a atual carência da prestação dos serviços na hierarquia estabelecida, nas dimensões temporais e no estabelecido pelo Plansab — 2012 e Programa Espírito Santo sem lixão, foram estabelecidas as metas para os quatro componentes do saneamento básico de João Neiva, com vistas ao alcance do cenário futuro. Essas metas deverão ser revistas a cada período do programado para a revisão do PMSB/JNE. Para orientar a atenção nas ações e metas foram utilizadas cores que guardam significados distintos. Cada cor representa um nível de relevância distinto da ação, visando o atendimento de cada meta: Q—-wr-v-vV——w>——w——w——w—wDw>w>w>——>—>——— 2018 87117 Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva RELEVÂNCIA DAS AÇÕES PRIORIZADAS Sá » AZUL (ATENDIMENTO INSTITUCIONAL — LEGAL): Intervenção que estabelece, ao mesmo tempo, as diretrizes de cunho institucional para aperfeiçoamento da gestão do saneamento básico e, ainda, as obrigações legais para cumprimento da legislação, sob pena de acionamento do sistema fiscalizatório de comando e controle com sancionamento para o município e o agente público competente. = VERMELHO (EMERGENCIAL): Intervenção imediata sem a qual a salubridade e a qualidade de vida da população local estarão comprometidas. =» LARANJA (ELEVADA): Intervenção sem a qual não será possível iniciar a mudança do cenário atual, tampouco atender as demandas e prioridades da população. Coto (SIGNIFICATIVA): Intervenção que tende a ser executada somente após o atendimento daquelas de maior relevância pois dependem de outros aspectos (aspectos estruturais e estruturantes) para que possam ser implementadas. = VERDE (MODERADA): Intervenção, que no contexto do cenário crítico, poderão ser executadas posteriormente às demais, considerando que sua não execução poderá comprometer o processo fazendo o contexto retornar ao cenário crítico. Para possibilitar a implementação do PMSB/JNE, considerou-se como meta imediata aquelas de relevância emergencial, ou seja, que deverão ser alcançadas até o final do ano de 2021. No curto prazo, considerou-se aquelas que deverão ser alcançadas entre os anos de 2022 e 2025. No médio prazo, as metas que deverão ser atingidas entre os anos de 2026 a 2030 e no longo prazo aquelas alcançáveis entre os anos d 2031 a 2038, ano em que expira a validade do PMS/JNE (Quadro 19). 2018 88/117 Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva Quadro 19 — Plano de Metas do PMSB/JNE HIERARQUIA RELEVÂNCIA imedisiassou Ememencidis Atendimento institucional-Legal E 9 Até 2021 (3 anos) Emergencial Curto Prazo (CP) 2026 a 2031 (6 anos) Significativa 2032 a 2038 (7 anos) Moderada Médio Prazo (MP) Longo Prazo (LP) L Fonte: PE/JNE, 2018 Nota: Para conhecer em detalhes hierarquia das ações, relevância e metas, acesse o Produto F (PE) — Plano de Execução do Município, disponível na página eletrônica: www.saneamentomunicipal.com O Quadro 20 apresenta as ações e metas estabelecidas neste PMSB que deverão ser alcançadas pelo Município de João Neiva. Quadro 20 — Metas para o Saneamento Básico no Município de João Neiva AÇÕES METAS RL GOVERNANÇA DO SANEAMENTO BÁSICO Manutenção, melhoria, ampliação da estrutura do Prestador de Serviços de Saneamento Básico, para garantir a qualidade dos serviços prestados. Ações continuadas de sensibilização e educação ambiental para maior conscientização e entendimento da população dos sistemas de saneamento, as suas operacionalizações e as corresponsabilidades da Até 2021 população na fiscalização e utilização correta e adequada das redes (domiciliares) e unidades do sistema. Capacitação continuada, para manutenção e melhorias da qualidade dos Até 2021 serviços prestados. Implantação através da Agência reguladora dos serviços de saneamento, sistema de avaliação continuada (SAC), do nível de satisfação da Até 2021 população e promover ações corretivas quando necessário, com objetivo de manter a qualidade dos serviços prestados. Formalização da Regulação do saneamento básico. Cobrança de taxas e tarifas que garantam a sustentabilidade dos serviços. Aumentar a captação de recursos, junto a entes federais, como FUNASA, Ministério de desenvolvimento Social e outros que disponibilizam recursos para implantação e/ou melhorias em sistemas de saneamento básico em áreas urbanas e rurais. Estabelecer parcerias público-privadas e promover atuação de entidades do Terceiro Setor. Capacitação de técnicos e funcionários da Prefeitura que atuam no setor. Até 2021 Até 2021 Até 2021 Até 2021 Até 2021 Até 2021 [) EAV 2018 Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva Capacitação/habilitação dos setores sociais. Até 2021 Realização de palestras e oficinas. ontratação de equipe técnica qualificada. Treinamento contínuo da equipe. Campanhas continuas com divulgação através de meios de comunicação. Realização bimestral de palestras e oficinas. 2022 a 2025 ABASTECIMENTO DE ÁGUA POTÁVEL Cadastramento técnico da rede. Monitoramento da qualidade da água em área rural de acordo com os padrões estabelecidos. Melhorias no sistema de distribuição para que o abastecimento se torne contínuo. Conservação das unidades do sistema. Ampliação do sistema de abastecimento garantindo a universalização do recurso e implantação de sistemas alternativos de acesso à água. implantação de sistemas independentes na área rural. Ampliação do sistema de abastecimento de água em área rural para que atenda a totalidade da população. Implantação de sistemas para o reaproveitamento das águas pluviais. Preservação e recuperação dos mananciais. Até 2021 Até 2021 Até 2021 2022 a 2025 2022 a 2025 2022 a 2025 202632031 | 2026 a 2031 2026 a 2031 2032 a 2038 Manutenção do índice de perdas. Setorização e Controle de pressão na rede. Estruturação para combate ativo dos vazamentos. | Incentivos à adoção de equipamentos de baixo consumo, distribuição gratuita de kits de conservação e assistência técnica. [Automação dosistema. po Racionalização e otimização do consumo de energia elétrica. ESGOTAMENTO SANITÁRIO Ações de educação ambiental. Cadastramento técnico. Limpeza sistemática ou periódica das redes coletoras com vistas a evitar entupimentos e danos ao sistema de coleta. Implantação de conjuntos fossa séptica + filtro anaeróbico. Estruturação para combate ativo dos vazamentos. 2026 a 2031 | | EE E DG - E , E =, Incentivos à adoção de equipamentos de baixo consumo, distribuição gratuita de kits de conservação e assistência técnica. 2026 a 2081 Ações corretivas e preventivas para que o descarte irregular seja eliminado. 2026 :a 2081 Tratamento adequado do efluente lançado. 2026 a 2031 Estruturação e manutenção de equipe de fiscalização dos lançamentos na rede coletora. Ações de educação ambiental. Cadastramento técnico da rede. Limpeza sistemática ou periódica das redes coletoras com vistas a evitar entupimentos e danos ao sistema de coleta. Ações corretivas e preventivas para que o descarte irregular seja eliminado. Incentivo técnico e financeiro à ligação das famílias de baixa renda à rede. Verificar o atendimento à legislação e permitir eventuais ajustes de | procedimentos no processo de tratamento. 2032 a 2038 Até 2021 Até 2021 2022 a 2025 | 2026 a 2031 SÁ 2026 a 2031 2026 a 2031 2018 Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva 2032 a 2038 2032 a 2038 2032 a 2038 2032 a 2038 2032 a 2038 Reforma, recuperação e ativação da ETE de João Neiva. Tratamento adequado do efluente lançado. Ampliação do sistema para que toda população urbana seja atendida por rede coletora. Ampliação do sistema e aumento da eficiência no tratamento do esgoto. Tratamento de esgoto em toda a extensão municipal, atingindo a universalização. Tratamento adequado do esgoto antes de lançar nos rios. 2032 a 2038 DRENAGEM E MANEJO DAS ÁGUAS PLUVIAIS URBANAS Ações corretivas e preventivas para que o descarte irregular seja Até 2021 eliminado. Incentivo técnico e financeiro à ligação das famílias de baixa renda à rede. Verificar o atendimento à legislação e permitir eventuais ajustes de procedimentos no processo de tratamento. Ações de limpeza e desobstrução dos fundos de vale. lapeamento e Fiscalização da ocupação de áreas de risco. Intensificação de ações de fiscalização da ocupação de APPs. Limpeza, manutenção e melhorias periódicas na infraestrutura dos dispositivos de drenagem, promovendo melhor escoamento. Estudos hidrológicos e hidráulicos. Limpeza frequente das redes coletoras e dos poços de visita. Proteção de Fundos de Vale. Cadastramento da rede de drenagem; Melhoria das condições hidráulicas dos rios e canais. Remoção das ocupações das áreas de risco. Remoção das ocupações em Áreas de Preservação Permanente (APPs). Aumento da cobertura da microdrenagem no município e manutenção dos dispositivos existentes. Construção de reservatórios e canais de drenagem das águas pluviais. Implantação de áreas de infiltração, calçamentos que possibilite o 2032 a 2038 escoamento das águas pluviais e aumento da arborização. Implantação de drenagem adequada em áreas rurais. 2032 a 2038 LIMPEZA URBANA E MANEJO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS pec de sensibilização ambiental para a diminuição da geração de Até 2021 resíduos. Programa de educação ambiental voltado para coleta seletiva e inclusão de ações que promovam a sensibilização em relação a disposição final e pontos de acumulação de resíduos. Capacitação de técnicos da Prefeitura e habilitação dos setores sociais. Estabelecimento de calendário definido para coleta. Até 2021 Até 2021 2022 a 2025 2022 a 2025 2022 a 2025 2022 a 2025 Até 2021 Até 2021 Até 2021 2022 a 2025 2022 a 2025 202622031 | + 202622031 | | 2026 a 2031 2026 a 2031 2032 a 2038 Até 2021 2022 a 2025 Até 2021 Implantação de pontos de apoio de varrição. Até 2021 Eliminação de pontos de acúmulo de resíduos. Até 2021 Melhoria/manutenção do sistema de coleta seletiva implantado no município. 2022 a 2025 Implementação de logística reversa no município. 2026 a 2031 A Implantação do sistema de compostagem. 2026 a 2031 bd 18) Atingimento de toda a extensão territorial para a coleta de RSU. ) 2026 a 2031 | | + 2018 Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva Encerramento e remediação do lixão e disposição final do resíduo em 2032 a 2038 aterro sanitário. E Fonte: PPE/JNE, 2018 RL= Relevância da Ação Nota: Para conhecer em detalhes as metas e ações estabelecidas, acesse o Produto E (PPA) do Município, disponível na página eletrônica: www.saneamentomunicipal.com 12. PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES PARA ATINGIR OS OBJETIVOS E METAS DO PMSB Os programas previstos e demais ações propostas a serem concretizadas no âmbito do PMSB/JNE e suas metas respectivas foram consolidadas na Figura 21. Neste sentido, as principais ações que refletem em melhorias do saneamento básico no município foram apontadas em grau de relevância com vistas a garantir a universalização do acesso aos serviços de forma adequada, compatibilizando a relação custo-benefício. É importante ressaltar que as ações dos programas poderão sofrer alterações na medida em que o município, ao realizar parcerias com outras esferas governamentais ou técnicas, elabore e execute programas e projetos que contemplem tanto a área urbana quanto a área rural. No decorrer em que essas ações são realizadas, novos dados serão gerados o que indica a necessidade de revisão do foco ou das áreas com prioridade de atendimento. 2018 92117 LLHE6 eLoz 8€07-810Z SVNVIDOUA VAIAN OVOÍ -SHIDINd 9 ASWd SvNvan SvaNad soartos SIVIANIA ORIYLINVS aa ovóndaaa oDIsya sondas SvnDy OLNINVLODSA A JTONLNOO OLNINVANVS Soa vLITOD da da OÍANVN aa oDNand “TAYLOd [o SOÍIANAS SOA a WADVNHAA VWALSIS 0d vnoyad VAVd TVDAT O OVÍVZINILO — HAVWAISIS OVÍVZINILO OLNANDALSVAV vóvndaav(ma) - TZ VNVIDONA 0a ATOHLNOD -ZVWVIDONd da VWALISIS 0d VGVANILNOO - Z VNVIDOUA -ZVWVIDONA OVÍVLINONAIH TVINTIANV E - T VWVIDONd ovóvondaa Den em d VOINDAL posse, SyYNvaIn na OVÍVLIDVAVO ooIsva VGVANILNOD SIVIAMA ORIVLINVS THAVLOd -TYNVIDONA õ Rs 2 TVINAIANV synDv OLNINVLODSA vnDy ad o OVA VA ovóvondaa aa OÍANVI d da SIVACIAIANI INANDALSVAV cEPSISINNO a VOINDAL WADVNINA dA SVWALSIS da VWALSIS 0d OVÍV OVÍVLIDVAVO VWEISISOC OL da ATOHINOD OVÍVITAWV a O uniniisa(a) “TVNVIDONd NANVALSVAVO -TYNVEDOUA VÍVZITV LATA -TYHVIDONA * -TVNVIDONd -“TVNVEDONd TJAVLOd TV9dT - E den RR PO Ega TVNODALLLSNI ININDAISVAY SILNINOdWO) | OLNINIGNILV OouLVnO BAISN OBOF Sp oIdjoiunu o eJed sojsineJd sewelbola — LZ eunbis BNB OBOF Sp SOPIIOS SOnpISou ep Bpesbeju| ogjseg ep jediolun oueja & O9ISPg OjuSLBGUES Sp jedioluniy oueja VO-aNM-aSNd-Sa-BL0Z OdISPg OjuSueaues ap jedioiuniy oueid U ) Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva 143. SISTEMA DE MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO DAS AÇÕES PROGRAMADAS A lei 11.445/2007 instituiu conceitos e princípios para o controle da prestação de serviços públicos, centrado na designação de uma entidade reguladora. Os serviços de saneamento básico deverão ser prestados com uso de técnicas da engenharia e sob a égide das normas técnicas brasileiras que definem inequivocamente os parâmetros a serem adotados. Consequentemente deverá estar sob a competência da entidade reguladora, não apenas as funções técnico- profissionais, mas aquelas que permitirão o monitoramento e avaliação da prestação dos serviços. Entretanto, as ações programadas deverão ser monitoradas pelo município no âmbito do Sistema de Informações sobre Saneamento Básico, o que pressupõe a coleta e o processamento dos dados coletados, produção e análise das informações para subsidiar tomada de decisão. Para maiores informações sobre o Sistema de Informações sobre Saneamento Básico do Município de João Neiva, o Produto | — Sistema de Informações para auxílio à tomada de decisões que descreve seu funcionamento deverá acessado na página eletrônica www.saneamentomunicipal.com 13.1 Parâmetros de sustentabilidade Em conformidade com as diretrizes da Lei nº 11.445/2007, a prestação dos serviços de saneamento básico deve estar vinculada aos princípios de eficiência e sustentabilidade econômico-financeira. O pressuposto da sustentabilidade econômico-financeira da prestação dos serviços de saneamento básico encontra-se associado à política tarifária adotada. 13.1.1 Sustentabilidade econômico-financeira Na busca da sustentabilidade econômico-financeira, a instituição dos preços públicos e taxas para os serviços públicos observará as seguintes diretrizes: e Prioridade para atendimento das funções essenciais relacionadas à saúde pública; e Ampliação do acesso dos cidadãos e localidades de baixa renda aos serviços; e Geração dos recursos necessários para realização dos investimentos, objetivando o cumprimento das metas e objetivos do serviço; e Inibição de obras supérfluas e do desperdício de recursos, e Recuperação dos custos incorridos na prestação do serviço, em regime d eficiência; 2018 94117 Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva e Remuneração, sempre que possível, do capital investido pelos prestadores dos serviços, podendo esta ser complementada pelo orçamento municipal ou por outras fontes; e Estímulo ao uso de tecnologias modernas e eficientes, compatíveis com os níveis exigidos de qualidade, continuidade e segurança na prestação dos serviços. 13.1.2 Sustentabilidade técnica Quanto aos aspectos técnicos, a prestação dos serviços deverá atender aos requisitos mínimos de qualidade, incluindo a regularidade, a continuidade e aqueles relativos aos produtos oferecidos, ao atendimento dos usuários e às condições operacionais e de manutenção dos sistemas. Deverá ser estabelecido um sistema de informações que contemple o controle de dados com base nos indicadores estabelecidos para os quatro eixos do saneamento básico. 13.1.3 Parâmetros de qualidade A melhoria do sistema de saneamento básico tem implicações diretas sobre a saúde da população, uma vez que possibilita a erradicação de doenças e provoca a diminuição dos índices de mortalidade, em especial da mortalidade infantil. Tem sido constatado que a implantação de sistemas adequados de abastecimento de água e de destino dos dejetos, a par da diminuição das doenças transmissíveis pela água, indiretamente ocorre a diminuição da incidência de uma série de outras doenças não relacionadas diretamente aos excrementos ou ao abastecimento de água (Efeito Mills Reincke?). Em João Neiva o abastecimento de água na área urbana tem seu manancial garantido, porém, a quantidade disponibilizada deverá ser ampliada com melhorias no sistema. Como medidas gerais de proteção para evitar doenças de veiculação hídrica, é possível destacar a proteção dos mananciais e controle da poluição das águas, sistema de distribuição bem projetado, construído, operado e mantido o controle permanente da qualidade bacteriológica e química da água na rede de distribuição, dentre outras medidas. e Água de consumo A água de consumo deve ser potável. Água potável é aquela que obedece aos 2 Efeito Mills-Reincke: Aumento da saúde de uma comunidade acima da expectativa decorrente d redução devido à eliminação de doenças transmissíveis pela água, devido a troca de fonte, abastecimento contaminada ou consumo de água purificada. 2018 95 Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva seguintes requisitos: a) Higidez, ou seja, não estar contaminada de forma a permitir a infecção do consumidor com qualquer moléstia de veiculação hídrica, não conter substâncias tóxicas e não conter quantidades excessivas de substâncias minerais ou orgânicas. b) Palatabilidade, ou seja, a água deve impressionar os sentidos com a ausência de cor e turbidez e não deve possuir sabor e odor e deve apresentar- se em temperatura agradável. Além dos requisitos apresentados, será necessária a adoção dos parâmetros de qualidade indicados na Portaria de Consolidação MS nº 5/2017 que dispõe sobre os procedimentos de controle e de vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade, do Ministério da Saúde, cujo padrão microbiológico deve atender ao disposto no Quadro 21. Quadro 21 — Padrão microbiológico de potabilidade da água para consumo humano Água para consumo humano (inclui fontes individuais como poços, minas, nascentes, dentre outras) Escherichia coli ou coliformes termotolerantes Ausênoiajem 100ml Água na saída do tratamento Coliformes totais Ausência em 100ml Água tratada no sistema de distribuição (reservatórios e rede) Escherichia coli ou coliformes termotolerantes Ausengiarem 100ml Ausência em 100ml em 95% das amostras examinadas no mês; Coliformes totais Sistemas que analisam menos de 40 amostras por mês: apenas uma amostra poderá apresentar mensalmente resultado positivo em 100ml Fonte: Portaria de consolidação MS nº 5/2017 A Portaria recomenda que, no sistema de distribuição, o pH da água seja mantido entre 6,0 e 9,5 e que o teor de cloro residual livre seja, em qualquer ponto do sistema, de 2,0mg/. Estabelece ainda os padrões de aceitação para consumo humano apresentado Quadro 22. rr [[[wWw[W[W[WWw>—>— manto BÁSICO. Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva Quadro 22 — Padrão de aceitação da água para consumo humano VALOR MÁXIMO PERMITIDO Amônia (como NH3) mgÃl 1,5 Cloreto mg/l 250 Cor Aparente UH 15 mt Etilbenzeno m Manganês mg 0,2 0,3 0,1 0.12 Não objetável Monoclorobenzeno mgi Não objetável sm rot ao Sólidos dissolvidos totais mg 1.000 Sulfeto de Hidrogênio mg/l Turbidez UT Zinco Fonte: Portaria de consolidação MS nº 5/2017 Nota: UT=Unidade de Turbidez UH = Unidade Hazen e Esgotos domésticos No caso do esgotamento sanitário, os esgotos domésticos assim como a água, apresentam características físicas, químicas e biológicas que devem ser rotineiramente avaliadas. As principais características podem ser visualizadas no Quadro 23. 2018 9717 Plano Municipal de Saneamento Básico Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva 2018-ES-PMSB-JNE-01 Quadro 23 — Principais características dos esgotos sanitários Ligeiramente superior à da água de abastecimento; Variação conforme as estações do ano (mais estável que a temperatura do Temperatura ar, Influência na atividade microbiana- influencia na solubilidade dos gases; Influencia na viscosidade do líquido. Esgoto fresco: ligeiramente cinza; Esgoto séptico: cinza escuro ou preto. Esgoto fresco: odor oleoso, relativamente desagradável; Esgoto séptico: odor fétido, devido ao gás sulfídrico e a outros produtos da decomposição; Despejos industriais: odores característicos. Causada por uma grande variedade de sólidos em suspensão; Esgotos mais frescos ou mais concentrados: geralmente apresentam maior turbidez. QUÍMICAS o g Mistura homogênea de diversos compostos orgânicos; Matniajorgênica Principais componentes: proteínas, carboidratos e lipídeos. Inclui o nitrogênio orgânico, amônia, nitrito e nitrato. Nutriente indispensável para o desenvolvimento de microrganismos no tratamento biológico. Nutriente na forma orgânica e inorgânica. Indicador de características acidas ou básicas do esgoto. Alcalinidade Capacidade tampão do meio (resistência as variações de pH). Fração da matéria orgânica solúvel em hexanos. Fontes: óleos e gorduras Óleos e graxas utilizadas na alimentação. BIOLÓGICAS ERR Bactérias Organismos unicelulares de várias formas e tamanhos. Principais responsáveis pela estabilização da matéria orgânica. Fungos Organismos aeróbicos, multicelulares, não fotossintéticos e heterotróficos. De grande importância na decomposição da matéria orgânica. 7 Alimentam-se de bactérias, algas e outros microrganismos. Essenciais na manutenção de equilíbrio de diversos grupos. Organismos parasitas, formados pela associação de material genético e carapaça proteica. Causam doenças que podem ser de difícil remoção no tratamento da água e esgoto. Helmintos Animais superiores. Ovos de helmintos em esgotos causam doenças. Fonte: UFF, 2018 Turbidez Para determinação do material orgânica presente nos esgotos, devem ser adotados métodos diretos ou indiretos: Métodos indiretos: medição do consumo de oxigênio e Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) e Demanda Última de Oxigênio (DBOu) 2018 98/17 Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva e Demanda Química de Oxigênio (DQO)st Métodos diretos: medição do carbono orgânico e Águas pluviais As águas pluviais apresentam poluentes que podem ser potencializados de acordo com as características das construções que a recebem, condições atmosféricas e com os eventos que ocorrem ao redor da precipitação. Mas é a contaminação microbiológica que apresenta maiores riscos à saúde, pois podem atuar como patógenos oportunistas, sendo nocivos principalmente para indivíduos imunologicamente debilitados. Nos casos de reuso das águas pluviais, a presença de bactérias, metais pesados e produtos químicos em telhados e calhas podem conferir contaminantes à água que implicam nos padrões de potabilidade. e Resíduos Sólidos A dificuldade na definição da população exposta aos efeitos diretos ou indiretos dos resíduos sólidos incide no fato de que existem poucos estudos epidemiológicos sobre a saúde da população que possam ser identificadas como suscetíveis de serem afetadas pelas questões ambientais. Para o PMSB/JNE, serão tomadas como referência algumas categorias, descritas a seguir. Na primeira população a ser considerada é aquela que não dispõe de coleta domiciliar convencional e que, ao se desfazer dos resíduos produzidos, lança-os no entorno da área em que vive o que deteriora o ambiente com odores desagradáveis, vetores transmissores de doenças, animais que se alimentam dos restos, numa convivência promíscua e deletéria para a saúde. Entretanto, conforme sua condição e localização, os riscos se estendem às populações próximas, seja pelo alcance das emissões de odores, seja pela mobilidade dos vetores e do arraste de resíduos provocado pelas intempéries (chuvas e ventos), o que propicia condições favoráveis a epidemias de leptospirose e dengue, por exemplo. Outra população sujeita à exposição é a que se encontra na vizinhança das unidades de tratamento e disposição final de resíduos. Por melhor que seja o padrão técnico da unidade — projeto, construção e operação — a questão dos odores está sempre presente quando se manuseia grandes quantidades de resíduos domiciliares, em função do processo de decomposição da matéria orgânica. A situação se agrava quando os resíduos sólidos dos municípios são disposto diretamente no solo, em lixões. A necessidade da abertura de acessos para estes Plano Municipal de Saneamento B: 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva além dos incômodos do mau cheiro, convivem com a presença de vetores e sofrem os efeitos negativos destes locais. Uma parcela desta população constitui na população de catadores informais, que são encontrados em praticamente todos os locais de disposição inadequada de resíduos. Estes, ao revirarem os resíduos expostos, colocam em risco a sua integridade física, além de tornarem-se vetores para a propagação de doenças a outras populações. Os trabalhadores, diretamente envolvidos com os processos de manuseio, transporte e destinação final dos resíduos, formam outra população exposta. A exposição se dá notadamente pelos riscos de acidentes de trabalho provocados pela ausência de treinamento, pela falta de condições adequadas de trabalho, pela inadequação da tecnologia utilizada à realidade dos países em desenvolvimento e pelos riscos de contaminação no contato direto e mais próximo do instante da geração do resíduo, com maiores probabilidades da presença ativa de microrganismos infecciosos. 13.2 Indicadores de desempenho do sistema De forma a potencializar os objetivos descritos para o PMSB/JNE, recomenda-se que o acompanhamento dos programas, projetos e ações planejados, utilize indicadores que permitam uma avaliação objetiva do desempenho dos serviços de saneamento básico. Para tanto, foram definidos parâmetros que serviram de base para a construção dos indicadores específicos para cada componente do saneamento básico e que melhor expressem a eficiência, eficácia e efetividade das ações planejadas para o município de João Neiva. A seleção dos indicadores considerou aqueles já existentes em sistemas de informação, a exemplo do SNIS para os serviços de abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos, amplamente utilizado nos diagnósticos municipais, além de outros adotados para os serviços de manejo de águas pluviais urbanas. A comparação entre os resultados dos indicadores e das metas estabelecidas fornecerá dados que possibilitarão avaliar o alcance dos objetivos e, por consequência, o desempenho do município de modo a permitir as bases para a tomada de decisão seja para correção ou ampliação das estruturas e serviços oferecidos. É importante ressaltar, que o número de indicadores precisará ser revisado continuamente com a inclusão de novos, retirada de outros ou mesmo reformulaçõ para atender às expectativas do gerenciamento dos sistemas. 2018 100/117 Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva Portanto trabalhos contínuos devem ser realizados para consolidar os indicadores à medida que novos dados serão gerados, seja pela utilização e análise dos próprios indicadores que darão um panorama dos problemas e características dos sistemas. A escolha dos indicadores irá se aperfeiçoar com o tempo e a experiência adquirida, a princípio, recomenda-se adotar uma quantidade limitada de indicadores, os quais poderiam ser denominados como indicadores “chaves” e ir aumentando a sua quantidade gradativamente, o que demandará mais informações, mas que trarão resultados mais abrangentes e confiáveis do desempenho institucional. Para conhecer em detalhes os indicadores selecionados para os serviços de abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, drenagem e manejo das águas pluviais urbanas e limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos , acesse o Produto H (IDE) — Indicadores de Desempenho - do Município, disponível na página eletrônica: www.saneamentomunicipal.com 13.3 Periodicidade da avaliação do desempenho A periodicidade estimada para avaliação do desempenho dos serviços prestados deverá ser no máximo anual. 14. SISTEMA DE INFORMAÇÕES PARA AUXÍLIO À TOMADA DE DECISÕES O Sistema de informações para auxílio à tomada de decisões (Sistema de Informações Municipal sobre Saneamento Básico), encontra-se estruturado em conformidade com as variáveis que fundamentam os serviços de saneamento básico no Município de João Neiva em seus componentes, bem como, nos indicadores de desempenho que embasarão a análise crítica dos resultados obtidos na prestação dos serviços públicos voltados ao processo de tomada decisão para a melhoria de sua prestação de forma a alcançar o cenário futuro planejado. Com sua efetiva implantação, será possível, em seus resultados, avaliar a situação do Município em termos do cumprimento das metas impostas para o Estado por meio de seus respectivos Planos (Plano Estadual de Saneamento Básico, Plano Estadual de Gestão dos Resíduos Sólidos, Plano Estadual de Recursos Hídricos, dentre outros), bem como, as metas dos Planos Nacional de Saneamento Básico (Plansab) e Plano Nacional de Resíduos Sólidos (Planares), desde que disponíveis. O Sistema Municipal de Informações sobre Saneamento Básico, proporcionará ainda que haja o acompanhamento da população dos resultados alcançados pg Município, sempre que houver interesse, tornando transparente a gestão sobre eg serviços. Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva 15. DIRETRIZES PARA A GOVERNANÇA DO SANEAMENTO BÁSICO Os serviços públicos de saneamento básico, compreendidos pelos componentes abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, drenagem e manejo de águas pluviais urbanas e limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos, são considerados serviços de interesse local, cuja titularidade cabe aos municípios, que tem a prerrogativa da escolha do modelo de governança a ser adotado. A formulação do modelo de governança do saneamento básico, no contexto de uma política pública, envolve aspectos intrinsecamente relacionados ao planejamento (que é uma atividade de prerrogativa do poder público local e indelegável), à regulação e fiscalização, à prestação dos serviços e ao controle social. 15.1 Institucional As diretrizes de cunho institucional representam as ações de ordem administrativa e, se houver necessidade, legislativa que poderão ser adotadas para a possibilitar a (reJmodelagem do perfil organizacional do município com vista à formação de uma governança setorizada para o saneamento básico. Pretende-se, com isso, conferir uma estrutura administrativa adequada no município, a fim de que possa promover a gestão do saneamento básico e, mais do que isso, executar, com eficiência e eficácia, os serviços de saneamento básico para a população calcado no princípio da universalização desses serviços. Neste contexto, o município de João Neiva deverá instituir uma Secretaria ou Departamento específico para o Saneamento Básico, cuja organização administrativa poderá contar, por meio de um processo de desconcentração, com instâncias setorizadas para cada componente do saneamento básico. 15.2 Prestação dos serviços Tanto na área urbana quanto na área rural do Município os serviços de abastecimento de água potável são realizados pelo Prestador de Serviços de Saneamento Básico e poderá ser mantido, desde que a estrutura para a prestação dos serviços se mostre adequada e disponha de equipe devidamente capacitada. O atendimento à área rural é feito através de rede geral (49%) e poços (44%). Diante destes percentuais, o Prestador de Serviços de Saneamento Básico deve garantir a manutenção, melhorias e ampliação destes sistemas visando a universalização dos serviços no período de vigência do Plano. O Prestador de Serviços de Saneamento Básico é responsável pelo serviço de esgotamento sanitário da área urbana. Na área rural são utilizadas foss rudimentares. O Plano prevê ampliação de rede e implantação de sistema ogia séptica + filtro anaeróbico. Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva 15.2.1 Diretrizes remuneratórias Os serviços de abastecimento de água potável, de esgotamento sanitário e, ainda, de manejo de águas pluviais devem ser custeados mediante a devida contraprestação a ser cobrada, pelo titular dos serviços ou, se for caso, pelo prestador desses serviços, dos usuários. Quanto aos serviços de abastecimento de água potável e de esgotamento sanitário, estes podem ser precificados de forma individual ou, então, conjuntamente, e serão custeados na forma de tarifa ou de preço público, segundo já decidiram nossos Tribunais Superiores?. A remuneração pela prestação dos serviços públicos de abastecimento de água potável não só poderá ocorrer com base no consumo da água, mas também ter cunho progressivo com base nesse consumo (art. 8º, do Decreto Federal n. 7.217/2010). Os serviços de drenagem de águas pluviais urbanas, seja a macrodrenagem ou a microdrenagem, devem ser remunerados por recursos públicos advindo do Tesouro Público, vez que possui caráter indivisível e inespecífico dotado de caráter universal para abranger um número incontável de usuários. Ao revés, os serviços de manejo de águas pluviais serão remunerados na forma de taxa ou, vale complementar, de tarifa, segundo o regime de prestação. As atividades de manejo de resíduos sólidos domiciliares, cujo fato gerador é a própria prestação desses serviços, serão custeadas mediante a cobrança de uma taxa de coleta domiciliar de resíduos sólidos (TCDRS) dos munícipes pelo município, segundo composição tarifária indicada. Por um lado, as atividades de manejo de resíduos sólidos das demais tipologias serão prestadas pelo município para os geradores mediante a cobrança de preço público. Por outro lado, o município, ao ser contratado pelos geradores de resíduos sólidos previstos no art. 20, inc. | até V, da PNRS para a prestação das atividades de manejo de resíduos sólidos correspondentes, estará apto a cobrar destes últimos preços público para fazer frente aos custos dos serviços. 15.2.2 Política de subsídios para a população de baixa renda Serão adotados subsídios tarifários e não tarifários para os usuários e localidades que não tenham capacidade de pagamento ou escala econômica suficiente para cobrir o custo integral dos serviços. Por esta razão, a estrutura de remuneração e 3 disponível em: BRASIL — Superior Tribunal de Justiça — 2º Turma - Agravo Regimental em Agrá em Recurso Especial n.º 359.337/RJ — Rel. Min. Humberto Martins — julgado em 19 de novembró 2013 — publicado no DJE de 27 de novembro de 2013. 2018 1031117 Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva cobrança dos serviços públicos de saneamento básico levará em consideração os seguintes fatores: e Categorias de usuários, distribuídas por faixas ou quantidades crescentes de utilização ou de consumo; e Capacidade de pagamento dos consumidores; e Padrões de uso ou de qualidade requeridos; e Quantidade mínima de consumo ou de utilização do serviço, visando à garantia de objetivos sociais, como a preservação da saúde pública, o adequado atendimento dos usuários de menor renda e a proteção do meio ambiente; e Custo mínimo necessário para disponibilidade do serviço em quantidade e qualidade adequadas; e Ciclos significativos de aumento da demanda dos serviços, em períodos distintos. Os subsídios necessários ao atendimento de usuários e localidades de baixa renda, dependendo das características dos beneficiários e da origem dos recursos, serão: a) Diretos, quando destinados a usuários determinados, ou indiretos, quando destinados ao prestador dos serviços; b) Tarifários, quando integrarem a estrutura tarifária, ou fiscais, quando decorrerem da alocação de recursos orçamentários, inclusive por meio de subvenções ou internos a cada titular ou entre localidades, nas hipóteses de gestão associada e de prestação regional. As taxas ou tarifas decorrentes da prestação de serviço público de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos urbanos devem levar em conta a adequada destinação dos resíduos sólidos coletados e deverão considerar o nível de renda da população da área atendida, as características dos lotes urbanos e as áreas que podem ser neles edificadas, e o peso ou o volume médio coletado por habitante ou por domicílio. A cobrança pela prestação do serviço público de drenagem e manejo de águas pluviais urbanas deverá considerar, em cada lote urbano, os percentuais de impermeabilização e a existência de dispositivos de amortecimento ou de retenção de água de chuva, como também irá considerar o nível de renda da população da área atendida, as características dos lotes urbanos e as áreas que podem ser ne edificadas. 2018 104117 Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva 15.2.3 Reajustes tarifários Os reajustes tarifários dos serviços públicos de saneamento básico deverão observar o intervalo mínimo de 12 (doze) meses, de acordo com as normas legais, regulamentares e contratuais. As revisões tarifárias compreenderão a reavaliação das condições da prestação dos serviços e das tarifas praticadas e poderão ser: e Periódicas, objetivando a distribuição dos ganhos de produtividade com os usuários e a reavaliação das condições de mercado; e Extraordinárias, quando se verificar a ocorrência de fatos não previstos no contrato, fora do controle do prestador dos serviços, que alterem o seu equilíbrio econômico-financeiro. Os reajustes terão suas pautas definidas e aprovadas pela entidade reguladora para os serviços de saneamento básico, ouvido o Município, os usuários e os prestadores dos serviços, por meio de audiências e consultas públicas. 15.3 Regulação e fiscalização As atividades de regulação e fiscalização devem ser atribuídas, seja de forma direta ou seja por meio de delegação, a uma entidade de regulação, submetida ao regime estabelecido no art. 21, incs. Ie Il, da LDNSB, com competência para editar normas relativas às dimensões técnica, econômica e social dos serviços de saneamento básico. Com isso, espera-se alcançar uma prestação adequada e, mais do que isso, atender a obrigatoriedade de ser designada previamente uma entidade de regulação para regular os serviços de saneamento básico prestados de forma contratada. Apesar dos serviços de saneamento básico do município de João Neiva serem executados pelo Prestador de Serviços de Saneamento Básico, não se promoveu, ainda, a delegação formal da regulação desses serviços para a Agência de Regulação dos Serviços Públicos do Espírito Santo (ARSP), na qualidade de entidade de regulação prevista na Lei Complementar Estadual n. 827/2016; o que se espera ser realizado à partir da assinatura do convênio de cooperação, e, por conseguinte, da formalização do contrato com o programa correspondente. Em suas atribuições a ARSP deverá estabelecer padrões e normas para a adequada prestação dos serviços e para a satisfação dos usuários, verificar o efetivo cumprimento das metas estabelecidas pelo PMSB, exigindo dos prestadores dog serviços o respeito ao cumprimento das disposições fixadas em contrato, prevenir reprimir o abuso do poder econômico e definir tarifas que assegurem tanto o equilíb econômico e financeiros dos contratos como a modicidade tarifária. Ri 2018 1051117 Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva 15.4 Controle social Para possibilitar o exercício do controle social, o município deve contar com uma instância colegiada de composição tripartite com função deliberativa e consultiva para desempenhar, de forma efetiva e eficaz, o controle social sobre os serviços de saneamento básico, sem prejuizo de criar e, mais do que isso, fomentar a participação da população por intermédio de outros instrumentos e mecanismos de controle social. Logo, o município de João Neiva deverá atribuir essa função a um conselho municipal voltado para o saneamento básico ou designar a função a um conselho já existente ou, então, atribuir essa competência para uma instância colegiada intersetorial, sem embargo de criar ou, se já houver de implementar outros instrumentos e mecanismos de controle social. 16. EDUCAÇÃO AMBIENTAL E MOBILIZAÇÃO SOCIAL O estabelecimento de um programa educativo parte do pressuposto de que é fundamental a participação da sociedade, enquanto responsável por transformar a realidade em que vive, colocando em suas próprias mãos a possibilidade de agir, assumindo o compromisso com uma nova atitude em favor de uma cidade saudável. Pressupõe, também, entender o conceito de público como aquilo que convém a todos, construído a partir da sociedade civil e não apenas do Estado. Neste sentido, o processo participativo na implementação do PMSB/JNE associado a ações educativas tem importância estratégica na garantida do bom funcionamento do sistema de saneamento básico ao promover a tomada de consciência relativa ao papel de cada segmento da sociedade para o alcance de mudanças comportamentais individuais e coletivas. Nomeia-se, aqui, os segmentos sociais como os moradores, comerciantes, empresários, trabalhadores e produtores rurais, técnicos e representantes do setor saneamento, organismos de defesa do direito da sociedade e do cidadão, entre outros. Para que essas mudanças ocorram de forma efetiva é fundamental um planejamento que articule a educação ambiental às estratégias de comunicação e mobilização social, e que essas ações tenham um caráter permanente e não se restrinjam a campanhas esporádicas, devendo abranger todo município considerando diversidade social, cultural e territorial. 2018 106/117 Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Piano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva 16.1 Aspectos conceituais 16.1.1 Educação Ambiental O programa de educação ambiental e mobilização social considera os princípios estabelecidos na Política Nacional de Educação Ambiental (Lei nº 9.795/1999) e na Política Nacional de Saneamento Básico (Lei nº 11.445/2007), e adota entre suas diretrizes a transversalidade; a sustentabilidade, a participação e o controle social. A transversalidade deve ser preconizada na perspectiva de criação de canais de interlocução entre as diversas esferas do governo — municipal, estadual e federal —, integrando as secretarias municipais, como também, entre os diversos setores e segmentos sociais. Esta transversalidade permite a elaboração de uma agenda que envolva as dimensões ambiental, econômica, social e cultural. Este esforço conjunto e integrado é fundamental para a construção de ações sustentáveis. A participação e o controle social também são diretrizes fundamentais e que dependem da comunicação e da mobilização social. O desenvolvimento de sistemas de informação e de estratégias de comunicação que permitam a democratização da informação e a transparência das ações articuladas a uma ampla mobilização social são indispensáveis para o exercício do controle social no planejamento, implementação e monitoramento de políticas e ações ambientais. 16.1.2 Mobilização social A comunicação como ferramenta de democratização da informação para a mobilização social é estratégica, fazendo-se necessário estruturar um bom programa de comunicação que esteja articulado às ações de educação ambiental e que inclua, entre seus objetivos, a mobilização social. A comunicação deve ser entendida em seu sentido mais amplo — socializar a informação, esclarecer, sensibilizar e organizar para a participação — e estar presente nas diversas etapas do PMSB/JNE, desde sua concepção e implementação até seu monitoramento, o que garantirá um processo participativo e transparente, legitimando, assim, cada uma das ações desenvolvidas. Ainda no âmbito na comunicação, ressaltam-se alguns cuidados que devem ser tomados na difusão da informação: e A linguagem e os instrumentos de comunicação devem ser compatíveis com o público principal que se deseja alcançar; e Os canais e instrumentos de comunicação devem ser permanentes e disponíveis; e Evitar conflitos de informação, garantindo que sejam coerentes e compatíveis. Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva Portanto, para efetivar o processo participativo que busque a emancipação da população no exercício do controle social, deve-se investir na mobilização social e articulação dos atores envolvidos e na constituição de espaços qualificados de discussão e participação. 16.2 Ações propostas A constituição dos Comitês de Coordenação e Executivo (Decreto nº5944/2016), requisito indispensável à elaboração do PMSB/JNE devido a seu caráter participativo e permanente, são os responsáveis por fomentar a mobilização social como forma de conduzir ao controle social por meio de ações de educação ambiental e comunicação. O espectro de ações previstas é bastante amplo para responder às necessidades de cada público, em alguns casos as ações serão de caráter mais geral e informativo, tendo como público a população como um todo, em outros irão subsidiar as atividades operacionais e de controle social. Tratamento diferenciado será dado à população localizada em áreas rurais e em áreas de sensibilidade ambiental por meio de ações conjuntas com Planos de Desenvolvimento Comunitário. No caso das ações de caráter mais geral e informativo destacam-se, por exemplo: e Cuidados e medidas necessárias para o combate às doenças de veiculação hídrica e por vetores vinculados ao inadequado manejo dos resíduos sólidos: e Estímulo e fomento à implementação e utilização de tecnologias apropriadas para o esgotamento sanitário; e Estimulo e fomento às ações que busquem contribuir para a permeabilização do solo e a consequente melhoria na drenagem urbana, e para a captação, armazenamento e utilização da água da chuva; e Divulgar e orientar para o consumo consciente, o correto acondicionamento dos resíduos e a implantação da coleta seletiva, com inclusão produtiva dos catadores. 16.2.1 Ações voltadas a subsidiar as atividades operacionais As ações voltadas para subsidiar as atividades operacionais têm como foco os quatro componentes do saneamento básico, podendo ser desenvolvidas setorialmente, a fim de atingir uma parcela maior da população. Para os usuários em geral propõe-se: e Campanhas informativas nos meios de comunicação, com destaque par: rádios comunitárias; U Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva Distribuição de folhetos informativos com os serviços colocados à disposição dos munícipes; Desenvolvimento de atividades teatrais, por estudantes do nível médio e superior, em locais públicos, destacando o bom comportamento do munícipe na manutenção das estruturas e dos serviços de saneamento básico; A utilização de parques municipais e/ou regionais e estaduais para desenvolver atividades de educação ambiental permanente por meio de visitas dirigidas ou guiadas. No caso mais específico da rede escolar, propõe-se: Reuniões junto à diretoria das escolas para sensibilzação quanto a importância de inserção do tema do saneamento básico na grade curricular, como tema transversal; A capacitação do corpo de professores para a utilização de metodologia para a transversalidade do tema; Oficina, do tipo “tempestade de ideias”, reunindo representantes de diversas secretarias com o intuito de apresentar proposições de como a rede de ensino pode contribuir efetivamente com o tema em questão e identificar ações articuladas entre as diversas secretarias; Desenvolvimento de trabalho pedagógico com os alunos tendo como tema gerador a “água”, o “esgoto”, os “resíduos” e a “drenagem urbana”; Promoção de visita dirigida dos alunos, professores e funcionários das escolas para conhecer as infraestruturas de abastecimento de água, tratamento de esgoto, aterro sanitário, galpões de triagem para segregação dos materiais recicláveis e do trabalho dos catadores, seja no município quando existentes ou em municípios vizinhos; Desenvolver atividades práticas de educação ambiental, como extensão do ensino ministrado em sala de aula. 16.2.2 Ações voltadas a subsidiar o controle social Pode-se dizer que o controle social é, ao mesmo tempo, um direito e um dever, mas para ser exercido pressupõe o acesso à informação e aos canais de comunicação, portanto, o cidadão deve ser informado sobre seus direitos e deveres, no que tange aos serviços de saneamento básico. O público principal é a sociedade, que deve ser incentivada e instrumentalizada para participar de todo o processo da gestão do sistema de saneamento básico, desde a concepção, com a definição de objetivos e metas, a implantação das atividades operacionais, até o monitoramento e avaliação de seus resultados, buscando sempri garantir a universalização e a qualidade da prestação dos Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva serviços. Este controle social pode ser exercido tanto individualmente como também por meio de instâncias representativas, como fóruns e conselhos. O Plano de Mobilização Social listou os principais participantes e interessados diretos ou indiretamente na questão do saneamento básico no município de João Neiva. Para maior aprofundamento acessar o Produto B (PMS) — Plano de Mobilização Social do Município de João Neiva, disponível no endereço eletrônico: Www.saneamentomunicipal.com As seguintes atividades serão incorporadas para a promoção da participação popular: e Divulgação ampla do processo de elaboração; informação dos objetivos e desafios do PMSB/João Neiva e formas e canais de participação; e Apresentação das informações necessárias à participação qualificada da sociedade nos processos decisórios; e Estímulo aos segmentos sociais em participar do processo de planejamento, fiscalização e regulação dos serviços de saneamento básico. 17. VIABILIDADE ECONÔMICA A prospecção da evolução gradativa e as alternativas técnicas de engenharia Planejada, apontaram o período em que será possível atingir a universalização dos serviços públicos de saneamento básico. A partir da evolução prospectada é possível definir as metas de universalização (Quadro 24). Quadro 24 — Metas para universalização dos serviços de saneamento básico ANO DA EVOLUÇÃO ESPERADA PARA O UNIVERSALIZAÇÃO ALCANCE DA UNIVERSALIZAÇÃO COMPONENTE ABASTECIMENTO DE ÁGUA POTÁVEL ESGOTAMENTO SANITÁRIO DRENAGEM E MANEJO DAS ÁGUAS PLUVIAIS URBANAS LIMPEZA URBANA E MANEJO DOS 2021 2038 2023 [ RESÍDUOS SÓLIDOS Fonte: PPE/JNE, 2018 Plano Municipal de Saneamento Básico 2018-ES-PMSB-JNE-01 Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de João Neiva 17.1 Programação de investimentos A programação de investimentos necessária para colocar em marcha os programas, projetos e ações previstos foi efetuada com base no período de vigência do PMSB/JNE. Diante das metas apresentadas para os quatro componentes do saneamento básico, o Quadro 25 apresenta a síntese dos custos de capital e investimentos necessários para possibilitar a universalização desses serviços públicos em João Neiva. Nessa programação estão estimados tempos necessários para o desenvolvimento das ações com vistas a possibilitar seu planejamento pelos setores responsáveis. Os períodos previstos referem-se ao tempo médio relativo a cada ação implementada, desde que a mesma não se depare com intercorrências em seu desenvolvimento. 2018 1117 olISNo OLNIINILSIANI OlaLsNI OLNIINILSIANI euuui ouy “visaS—VIOL = ($8) OdVINILSI OLSNO ($u) OaVINILSI OLSNOD NYRIas — TV LOL SVNvadN SIVIANTA SVNDY SVA OFINVIN a NIDVNIHA 00'000'Zz 00'000's€z'L 00'00€'s5z 00'000'556' | um OlIISNO OJNIINILSIANI uv/SaS — TVLOL mus olaisno OJLNIINILSIANI NvIsas — TVLOL ouy ouy ($4) oaviWLLSI OLSND ($4) oavWILSI OLSNO ORIVLINVS OLNINVLODSI 0coz 00'007'0€Z 00'005'200"L ozoz 00'00r0€z 00'000'02S'L fa | == eum olILSNO OJLNIINILSIANI dvIvYS — TVLOL eum olIISNO OJLNIINILSIANI NVIvYS — VLOL ouy ouy ($a) OaVLLSI OLSNID ($4) oavWILSI OLSNO T3AVLOd VNOY IA OLNINIDILSVAV ENON OgOF LIS ODISEQ OjusuBSueS Op OgdEZ|esISNun esed sopewise sojsno sop ssejuis — 97 open EAIeN OBOF Sp SOPI/OS SOnpIseu ep epesbeju] opIseo ep jedioluny ouejd é OoIsPg Ojuaweeues ep jediojun|y ouejy LOaNM-ESNd-SI-8L0Z O9ISEg Ojusuwesues ap jediojuniy ouela (— UOOjedijunuojusuBsues: mm :eoluouaje ui Bed eu joniuodsip 'oidiiuniy Op (Id º aJdd 'Vdd) 4 º a 'q sojnpolg so esseoe 'sojsno ep segsineid se seyjejep us Jedsyuoo eJed :Z eJON "SeJgo Sepuojo! se pJed sojusuedio e soolu98] sojefoid ep ogáeJogejs ep opuenb sopeuso Jos ogISASp sia! sojsno SO “(8LOZ SP Oleu) sieiusJejes oes sopeuise sojsno so :, BJON jesnu coly -Ny euegun ese -ny SOpIOS SOnpIse! sop ofoueu ap a euequn ezeduu!| Sp ussIS -SHNNTS seuequn sieian(d senbe sep webeualp ap eueIsis -JAS ouBjIueS Oju9UIe]ODSO Op BuIsIS -SIS jengjod enbe ep ojueulos]seqy ep euwssis-vys 8LOC 'INF/ad :sjuos dviodIsva OLNINVINVS TVLOL seo | 0000/00 00'005:Z1SZ gcoz 00'00€'9LL 00'000'sZe's nueva OLNIINVINVS TVLOL 00'000"8b 00'000'0ZZ 00'000'48L 00'000'000'L olaIsno OLNIWILSIANI HVISHINNTS — TV LOL olaIsno OLNIWILSIANI | NVISSINNTS — VLOL eu] yu] ouy ouy id ($a) OAVIWILSI OLSNI ($a) OaVWILSI OLSND Soamos sonalsas Soa OraNvIA 3 VNVaUN vVZIdan ERA dt do ozoz 00'000'0 00'000'05 | ozoz 00'009'sy 00'000'008 BAeN OBOF Sp SOPIOS SOnpiseu ep epesbejuj ogjseo) ap jedistuniy oueja & OoISPg QjueuBsues ap jediouniy oueja LO-INM-SSWd-SI-8LOZ odIseg ojuswesues ap jedio!uniy ouejd mm LA Os recursos necessários para desenvolver os programas apresentam-se não somente na condição de recursos financeiros, mas também na aplicação de recursos institucionais que darão suporte à correta implementação dos projetos bem como às novas demandas que poderão ser estabelecidas durante sua execução. 17.1.1 Recursos institucionais As informações e as ações atualmente executadas no município relacionadas ao saneamento básico encontram-se dispersas em vários setores, o que dificulta seu controle e continuidade. Será necessário integrar estes agentes e articular ações em conjunto com vistas a otimizar os recursos para atingir os objetivos propostos. Será importante, portanto, avaliar a criação de um setor de saneamento ligado ao executivo municipal que possa iniciar essa estruturação e definir estratégias de aplicação dos recursos humanos e financeiros disponíveis na melhoria dos serviços de saneamento básico no município. As atribuições principais deste setor seriam: e Promover a integração intersetorial do poder público municipal no que tange as informações operacionais e financeiras relacionadas ao saneamento básico; e Promover a integração interinstitucional das diversas entidades municipais e regionais que possuem alguma interface com o saneamento básico, visando melhorar as ações de coleta de dados, informação, capacitação, educação ambiental, fiscalização e intervenções estruturais. e Auxiliar na gestão dos recursos e na elaboração de projetos de captação de recursos financeiros para promover a universalização dos serviços no município. 18. FONTES DE RECEITAS - ORÇAMENTO PÚBLICO MUNICIPAL Os municípios dispõem de várias fontes de receitas, mas, na maioria dos casos, as transferências constitucionais respondem pela maior fatia de seu orçamento. 18.1 Transferências constitucionais O município participa da arrecadação dos seguintes tributos: a) Estado — 25% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS), 50% do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e 25% do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos 10% que o Estado vier a receber deste tributo; b) União — 50% do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) (podendo chegar a 100%, se o município optar por promover a arrecadação desse tributo) e 100% do Imposto de Renda (IR) incidente na fonte, sobre os rendimentos pagos, 3 qualquer título, pelos Municípios, suas autarquias e fundações; c) FPM (Fundo de Participação dos Municípios) — produto da arrecadação do e do IPI com um percentual de 22,5% para o FPM + 1% para o FPM a ser entregue até o dia 10 do mês de dezembro de cada ano + 1% para o FPM a ser entregue até o dia 10 do mês de julho de cada ano , repassados em cotas calculadas pelo Tribunal de Contas da União com base em indicadores como população. 18.2 Receitas Tributárias a) Impostos (Imposto sobre a Propriedade Territorial Urbana - IPTU, Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis - ITBI e Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN); b) Taxas (decorrente do exercício do poder de polícia ou, ao revés, da prestação de serviços públicos, ainda que colocado, apenas, à disposição); c) Contribuição de melhoria decorrente de obras públicas. 18.3 Contribuições Contribuição para custeio do serviço de iluminação pública. 18.4 Compensação financeira (royalties) Pela exploração de recursos naturais (petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos líquidos), de recursos hídricos e de recursos minerais, inclusive do subsolo da plataforma continental e da zona econômica exclusiva. 18.5 Patrimonial Pela exploração econômica do patrimônio público do município (bens móveis e imóveis), mediante aplicações financeiras, venda de bens móveis e imóveis, aluguéis. 18.6 Prestação de serviços Os serviços públicos de manejo de resíduos sólidos domiciliares, cujo fato gerador é a própria prestação desses serviços, devem ser custeadas mediante a cobrança de uma taxa de coleta domiciliar de resíduos sólidos dos munícipes pelo município. Entretanto, os municípios, ao serem contratados pelos geradores de resíduos sólidos previstos no art. 20, inc. | até V, da PNRS para a prestação das atividades de manejo de resíduos sólidos correspondentes, estão aptos a cobrar dos geradores, o devido preço público para fazer frente aos custos dos serviços prestados. Os serviços públicos de abastecimento de água potável, de esgotamento sanitário e de manejo de águas pluviais urbanas devem ser custeados mediante a devida tarifa a ser cobrada dos usuários, segundo entendimento dos Tribunais Superiores. Os serviços públicos de manejo de águas pluviais urbanas, cujo fato gerador é a prestação do serviço de microdrenagem prestado ou posto à disposição para os usuários, serão remunerados por taxa de manejo de águas pluviais urbanas a À cobrada dos munícipes pelo Município. A v 18.7 Outras receitas Decorrentes de multas e outras penalidades administrativas (códigos de posturas, obras e outros regulamentos municipais, a atualização monetária e a cobrança da dívida ativa) e principalmente daquelas advindas das posturas fiscalizatórias adotadas no âmbito do PMSB/JNE. 19. FONTES DE FINANCIAMENTO/RECURSOS Atualmente existem diversas ações institucionais em escala nacional no sentido de estimular melhorias no saneamento básico, com diversas formas de financiamento (Ministério das Cidades, 2006). Dentre elas se destacam as seguintes: e Cobrança direta dos usuários — taxa que é um tributo, e tem como fato gerador a prestação dos serviços de saneamento básico ou postos à disposição dos usuários, a fim de financiar e gerar investimentos para o setor de saneamento e Cobrança direta dos consumidores — preço público, que decorre da cobrança de uma atividade que o Município vai prestar, em ambiente de regime de mercado, para os consumidores, que o contratam, a exemplo dos geradores dos resíduos sólidos de construção civil que contratam os municípios para fazerem o manejo ambientalmente adequada desses resíduos. e Subvenções públicas — orçamentos gerais que era a forma predominante de financiamento dos investimentos e de custeio parcial dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário. As subvenções públicas ainda são usadas para manter as atividades de limpeza urbana e de drenagem urbana, posto serem serviços de cunho não específico e indivisível. e Subsídios tarifários — são destinados, em regra, para a população de baixa renda, a fim de assegurar a universalização dos serviços de saneamento básico. e Inversões diretas de capitais públicos e/ou privados (empresas estatais públicas ou mistas) — é uma alternativa adotada pelos estados que ainda utilizam eficientemente esta forma para financiar os investimentos de suas Companhias. Na maioria dos casos, no entanto, o uso desta alternativa pelos estados tem se mostrado ineficaz ou realizado de forma ineficiente. e Empréstimos — capitais de terceiros (Fundos e Bancos) foram retomados fortemente desde 2006, contando desde então com recursos do FAT (BNDES) que passa a financiar também concessionárias privadas. e Concessões e Parcerias Público Privadas — constituem forma de prestação contratual dos serviços públicos, que ainda não são exploradas em larga escala pelo setor de saneamento básico. A forma de remuneração desses serviços é pautada cobrança de tarifa a ser arcada pelo usuário dos serviços de saneamento básig