Câmara Municipal de Santa Maria de Jetibá
Estado do Espírito Santo
PROJETO DE LEI N° 54/2022
DISPÕE SOBRE A DENOMINAÇÃO DA
RUA DORATHÉA GOEHRINGER
HARTWICH, SITUADA EM CARAMURU,
NESTE MUNICÍPIO E DÁ OUTRAS
PROVIDÊNCIAS.
Faço saber que a Câmara Municipal aprovou e eu, Prefeito
Municipal de Santa Maria de Jetibá, sanciono a seguinte Lei:
Art. 1° Fica denominada a Rua DORATHÉA GOEHRINGER HARTWICH, com
início na Rua Augusto Pagung e término na Rua Arthur Lemke, numa extensão
de 605 metros, situada em Caramuru, Santa Maria de Jetibá-ES.
Art. 2º Cumpre ao Poder Executivo dar publicidade e conhecimento à
população da referida denominação, bem como a providenciar a placa de
identificação.
Art. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Registre-se, Publique-se e Cumpra-se.
Plenário “Doutor Floriano Guilherme”, 1º de dezembro de 2022.
JOEL PONATH
Vereador – PSB
Câmara Municipal de Santa Maria de Jetibá
Estado do Espírito Santo
JUSTIFICATIVA
PROJETO DE LEI Nº 54/2022, DISPÕE
SOBRE A DENOMINAÇÃO DA RUA
DORATHÉA GOEHRINGER HARTWICH,
SITUADA EM CARAMURU, NESTE
MUNICÍPIO E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.
Senhor Presidente,
Senhores Vereadores e Senhoras Vereadoras:
O presente Projeto de Lei tem por objetivo denominar oficialmente
a Rua DORATHÉA GOEHRINGER HARTWICH, com início na Rua Augusto
Pagung e término na Rua Arthur Lemke, numa extensão de 605 metros,
situada em Caramuru, Santa Maria de Jetibá-ES.
Inicialmente ressalta-se que a homenageada nasceu em 06 de
maio de 1931, na localidade de Suiça, município de Santa Leopoldina, filha de
Karl Stefan Goehringer e Meta Julie Monninger Goehring,
Casou-se com Paulo Joao Augusto Hartwich no civil em 12 de
Janeiro de 1950 e receberam a benção religiosa no dia 27 de Janeiro do
mesmo ano na Comunidade Evangélica de Rio Bonito. Paulo faleceu em 04 de
Julho de 2013.
Logo após o casamento, a homenageada foi morar em Rio Nove,
próximo à comunidade de Recreio, município de Santa Maria de Jetibá.
Trabalhava na agricultura com seu marido, onde logo após alguns anos tiveram
parte do terreno inundado pelas águas da represa de Rio Bonito.
Por volta do ano 1958/59 foi convidada pelo então deputado Sr.
Francisco Schwarz para lecionar na escola rural denominada Escola Singular
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Joao Borchardt, nessa época dificilmente se encontrava professores chamados
hoje de habilitados. Atuava como docentes de emergência, assim eram
denominados os professores daquela época, os quais não tinham formação.
Como tinha apenas a 4° série do ensino fundamental, fez supletivo para
concluir o ginasial (hoje seria ensino fundamental series final).
Em 15 de Outubro de 1981 se formou professora, recebeu o título
através do HAPRONT, formação chamada de habilitação profissional em
magistério, que a partir de então obteve o título de professora de 1° grau da 1°
a 4° serie, essa formação foi oferecida a todos os professores que atuavam
como docentes de emergência na época.
Nos anos 60 adquiriram um terreno em Caramuru, onde hoje
estão situadas as Granjas Caramuru e se mudaram para essa propriedade e
com o passar dos anos passou a lecionar na escola singular Jetibá, na
propriedade do então vereador Guilherme Gaede, como na época havia muitos
problemas com período de chuvas e alagamentos e ao mesmo tempo falta de
água encanada, então juntamente com o marido doaram o terreno para a
construção de uma escola nova, onde hoje funciona o CMEI Jetibá.
Paralelo à função de professora, foi proprietária de uma farmácia
que era posto socorro farmacêutico, denominação que se dava onde não tinha
farmacêutico formado. Os atendimentos não ficavam restritos dentro da
farmácia, atendeu muitos pacientes acamados em seus lares com curativos e
aplicações de injeções, quase tudo a pé, dificilmente de carro, pois era uma
época que não se contava com transporte como nos dias atuais.
Ressalta-se que a homenageada e o marido além de doarem
terras para construção da escola (onde é o CMEI Jetibá), também doaram para
o primeiro posto de saúde (onde hoje funciona a agencia cedente dos correios),
o CAPRES onde funcionava o sindicato rural, dentista e consultas médicas
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(essa construção foi vendida pelo atual presidente do sindicato), Igreja
Católica.
Sempre atuou muito em benefício do povo, pensando no bemestar de todos teve várias outras participações como a chegada da energia
elétrica, sempre muito envolvida nas reivindicações (Governo Élcio Alves); a
reabertura do Rio Jetibá e Caramuru, evitando então inundações das pontes
em época de grandes chuvas, consequentemente houve e ainda há um grande
aproveitamento de terras que até então eram brejos; atuava em campanhas de
vacinas antes da existência do Posto de Saúde, e continuou por muitos anos
no Posto quando não tinham funcionários contratados.
Mesmo com seus afazeres, Dorathéa fazia parte da diretoria da
Caixa Beneficente de Cobras, como também fazia a aplicação do soro na
pessoa ofendida; participou desde 1970 do Sindicato Rural de Santa
Leopoldina, onde também foi secretária e depois por vários anos presidente.
Sempre lutando para trazer o melhor para o homem do campo, sempre trazia
formações e melhores condições para os associados.
Participou da diretoria do Hospital Nossa Senhora da Penha, onde
num período de muita dificuldade lutou com muita garra para que o hospital
não fechasse as portas. Agendava e acompanhava muitas pessoas em
consultas especialistas em Vitória, como também fez o papel de "Assistente
Social" com muitas pessoas internadas.
Auxiliou muitas pessoas no INSS para o processo de
aposentadoria e auxílios diversos. Teve um papel importante na vida de muitos
produtores para regularização de suas terras. Foi catequista, participou da
diretoria da Igreja. Participou e esteve sempre à frente na Associação de
Moradores de Caramuru, onde a luta principal era segurança e fornecimento de
água potável para a Comunidade.
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Dorathéa era uma mulher batalhadora, sempre a frente do tempo,
não desistia nunca. No ano de 1999 comprou um computador e fez curso de
informática, que naquela época era coisa rara, tudo com intuito de ajudar
produtores para fazer o INCRA que tinha que ser emitido por disquete.
Durante sua vida, a homenageada passou por muitas
dificuldades, não tinham muitos meios de transportes, as estradas por onde
eram escoadas as produções para Vitória eram de chão, não se tinha meios de
comunicação e ainda a grande maioria só falava a língua Pomerana. Então
tudo foi com muita luta.
Cumpre destacar que Dorathéa também lutou para implantação
de telefonia chegar à Caramuru, o posto telefônico (hoje com a modernização
encontra-se fechado) e pelo calçamento de Caramuru, onde muito se
preocupou em nomear as ruas.
Além de ter atuado muito para o bem público de Caramuru, além
da Farmácia, foi proprietária do Posto de Gasolina e Supermercado, era uma
mulher de múltiplas funções.
Faleceu em 06 de outubro de 2020, deixando duas filhas e cinco
netos. Não concluiu alguns de seus sonhos, que era ter uma Pracinha, uma
linha de ônibus e um e cartório em sua região.
Diante do exposto, como forma de homenagear esta mulher, que
foi uma grande cidadã santa-mariense, convido os nobres colegas Vereadores
e Vereadoras a aprovarem o presente Projeto de Lei.
Plenário “Doutor Floriano Guilherme”, 1º de dezembro de 2022.
JOEL PONATH
Vereador – PSB