ATA DA 23ª SESSÃO ORDINÁRIA
DA CÂMARA MUNICIPAL DE ARMAÇÃO DOS
BÚZIOS, REALIZADA NO DIA
8 DE MAIO DE 2025,
ÀS 10h40min.
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Às dez horas e quarenta minutos do dia oito de maio de dois mil e vinte e cinco, nas dependências
da Câmara Municipal de Armação dos Búzios, no Plenário Vereador Emigdio Gonçalves Coutinho,
reuniu-se, extraordinariamente, o Legislativo Municipal, sob a Presidência do Vereador Victor de
Almeida dos Santos, com ocupação da 1ª Secretaria eventual pelo Vereador Raphael Amaral Lima
Braga e 2ª Secretaria pelo Vereador Adiel da Silva Vieira. Ao assumirem suas posições na Mesa,
iniciando os trabalhos, o Senhor Presidente solicitou ao 1º Secretário que fizesse a chamada
regimental. Registraram presença os seguintes Vereadores: Adiel da Silva Vieira, Anderson dos
Santos Chaves, Antonino Russo, Josue Pereira dos Santos, Raphael Amaral Lima Braga, Uriel da
Costa Pereira e Victor de Almeida dos Santos. Informou ausência o vereador Aurelio Barros Areas.
Havendo número regimental o sr. Presidente declarou aberta a sessão. O senhor Presidente
comunicou aos Senhores vereadores que se encontrava sobre a mesa os livros de presença e
inscrição para uso na tribuna do pequeno expediente, grande expediente e da ordem do dia. O Sr.
Presidente solicitou que o 1º Secretário fizesse a leitura da Pauta, que constava do seguinte:
Expedientes: Abertura da Sessão: Oitiva do Secretário Municipal do Ambiente e Urbanismo, Sr.
EVANILDO CARDOSO NASCIMENTO, por força do Requerimento 13/2025 , Com base no no Art. 39,
VIII e no Art. 118. §3º, XII do Regimento Interno da Câmara Municipal. Matérias do Expediente:
1 - Ata de Sessão Ordinária nº 16 de 2025, Ata da sessão ordinária do dia 08/04/2025. Autor: Mesa
Diretora - MD, Tipo: Simbólica, Sim: 7, Não: 0, Abstenções: 0, Resultado: Aprovada por
unanimidade ; 2 - Ata de Sessão Ordinária nº 17 de 2025, Ata da sessão ordinária do dia
10/04/2025. Autor: Mesa Diretora - MD, Tipo: Simbólica, Sim: 7, Não: 0, Abstenções: 0, Resultado:
Aprovada por unanimidade ; 3 - Ata de Sessão Ordinária nº 18 de 2025, Ata da sessão ordinária do
dia 15/04/2025. Autor: Mesa Diretora - MD, Tipo: Simbólica, Sim: 7, Não: 0, Abstenções: 0,
Resultado: Aprovada por unanimidade. Matérias da Ordem do Dia: 1 - Projeto de Lei Ordinária nº
38 de 2025, Dispõe sobre a criação do Projeto Bombeiro Mirim. Autor: Ver. Dida Gabarito, Número
de Protocolo: 88, Tipo: Simbólica, Sim: 7, Não: 0, Abstenções: 0, Resultado: Aprovada por
unanimidade ; 2 - Projeto de Lei Ordinária nº 65 de 2025, Dispõe sobre a obrigatoriedade de
atendimento gratuito de serviços móveis de saneamento com caminhão fossa (Vacol) pela
Prefeitura de Armação dos Búzios, e dá outras providências Autor: Ver. Felipe Lopes, Número de
Protocolo: 178, Tipo: Simbólica, Sim: Não Informado, Não: Não Informado, Abstenções: Não
Informado, Resultado: Retirada pelo Vereador autor - Obs.: Matéria retirada de pauta por
solicitação verbal do vereador autor. O sr. Presidente solicitou que o 1º Secretário fizesse a leitura
de ofícios e memorandos encaminhados. Através do Ofício GAPRE nº 320/2025, o sr. Prefeito
Municipal solicita a disponibilização do plenário, equipamentos e pessoal para a realização da
audiência pública com transmissão on line, pela página do Facebook/Youtube e no site oficial da
Câmara Municipal a se realizar no dia 29 de maio de 2025, às 14h. A solicitação foi colocada em
votação e aprovada por unanimidade. Em questão de ordem, o vereador Anderson dos Santos
Chaves gostaria de fazer uma solicitação, com base no bem senso e no que tem acontecido na Casa
desde 1º de janeiro, tendo em vista a flexibilidade da Casa com relação ao Regimento. Falou que
eles têm sido um colegiado que tem buscado um bem comum, sem guerras individualistas. Disse
que houve um equívoco de sua parte e gostaria de solicitar que fosse aberta uma exceção para
aqueles que não se inscreveram anteriormente para fazer perguntas ao secretário que está
presente hoje. Falou que ele e outros colegas foram surpreendidos e perguntou se haveria a
possibilidade de se quebrar o regimento e o protocolo. O sr. Presidente disse que como o autor do
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Requerimento é o vereador Felipe do Nascimento Lopes, ele exige que o regimento seja cumprido.
De fato, era necessária a inscrição para quaisquer tipos de perguntas 48 horas antes. Falou que o
regimento será seguido. O sr. Presidente deu início à oitiva do Secretário Municipal do Ambiente e
Urbanismo, Sr. EVANILDO CARDOSO NASCIMENTO, por força do Requerimento 13/2025 aprovado
neste plenário. O sr. Presidente solicitou que o vereador Felipe do Nascimento Lopes conduza o sr.
Secretário até o Plenário. O sr. Presidente agradeceu a presença do Secretário Evanildo. Informou
que o Requerimento de nº. 13/2025 foi aprovado pelo Plenário no dia 24/04/2025 e dispõe sobre a
convocação do Secretário Municipal do Ambiente e Urbanismo, Sr. Evanildo Cardoso Nascimento
com a finalidade de prestar esclarecimentos em relação à sua pasta perante o Plenário desta Casa
de Leis. Informou que a sabatina observará as regras previstas no art. 117 e parágrafos do
Regimetno Interno. Será concedida a palavra aos oradores na ordem de inscrição feita com 48h de
antecedência. Será concedido tempo de 3 minutos para cada vereador inscrito formular suas
indagações. Cada vereador inscrito terá direito de fazer uma indagação por rodada. Acontecerão
tantas rodadas quanto forem necessárias para sanar as dúvidas dos vereadores, respeitando o
tempo máximo da sessão. Iniciarão a sabatina os vereadores autores do Requerimento de nº.
13/2025 sendo chamados a participar o restante dos inscritos na ordem em que se inscreveram.
Lembrou ao sr. Secretário que o §1º do art. 217 faculta ao secretário convocado e incumbir
assessores de responder às indagações. Informou a todos os edis que o sr. Secretário ou assessores
não poderão ser aparteados durante suas exposições. Em questão de ordem, o vereador Uriel da
Costa Pereira perguntou quis edis se inscreveram. O sr. Presidente informou que os vereadores
inscritos são os vereadores Felpe do Nascimento Lopes, Raphael Amaral Lima Braga, Aurelio Barros
Areas, Adiel da Silva Vieira e Victor de Almeida dos Santos. São cinco vereadores inscritos. O sr.
Passou para o início da primeira rodada de perguntas. O sr. Presidente passou a palavra ao
vereador Felipe do Nascimento Lopes. O vereador cumprimentou a todos. Disse que este é um
momento importante, pois, a ideia de trazer o secretário vem em um contexto de uma discussão
no entorno do assunto do píer flutuante no Centro. Este foi um assunto muito debatido aqui, na
sociedade e nas mídias. Disse que não viu nenhum posicionamento do Executivo quanto a isso. A
posição que tem da população e dos seguimentos sociais é negativa, o que motivou a trazer o
secretário. Apesar do clima conspiratório, particularmente os seus focos são o píer do Centro e a
Lagoa de Geribá. Falou que o assunto do píer é polêmico e levantou questões pela cidade, mas, em
nenhum momento nós tivemos uma comunicação clara do posicionamento do governo nem
contra e nem a favor. Indagou se o secretário é a favor ou contra o píer do Centro. O sr. Secretário
pediu escusas para primeiramente se apresentar. Disse que seu nome é Evanildo, que é biólogo de
carreira no município do concurso de 2004. Passou em 1º lugar com mais de 600 concorrentes. Um
humilde buziano, formado em uma faculdadezinha de interior conseguiu passar em 1º lugar.
Glorificou o seu Deus por isso. Por ter tido energia e capacidade de poder estudar e ser o 1º
buziano nativo a estar à frente da Secretaria de Ambiente e Urbanismo da cidade de Armação dos
Búzios. Falou que trabalhou com todos os secretários de meio ambiente da cidade e, a maioria era
de fora da cidade. Nenhum era criado neste município. Conhece cada rua do município, cada
espaço e ambiente. Quando se formou em biologia se propôs a proteger a vida em todas as
formas. Deixou claro que a oportunidade de estar secretário não vai mudar em nada a sua atuação
que é a mesma desde 1997. Naquele ano teve uma oportunidade dada pelo pai do vereador
Raphael Braga, Mirinho Braga. Tinha sonho de ser advogado, mas a ação ambiental o levou a
estudar biologia e passar no concurso público. Falou que as narrativas no Brasil têm se tornado
modismo. O ativismo político tem se tornado maior. O sr. Presidente interviu dizendo que o
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secretário pediu para se apresentar e outras explanações estão vedadas. Pediu que o secretário se
atente à resposta da pergunta do vereador Felipe Lopes. O sr. Secretário disse que irá responder.
Falou que é uma pena, pois está na Casa do povo. O sr. Presidente pediu respeito ao regimento.
Disse que na secretaria dele ele tem direito de ditar regras, mas aqui a regra regimental precisa ser
respeitada. Pediu que o secretário responda à pergunta do vereador Felipe Lopes. O sr. Secretário
disse que iria responder com uma pergunta. Perguntou: “O sr. Conhece sobre legislação ambiental
e licenciamento ambiental? Como são os procedimentos?” O sr. Presidente chamou a atenção do
secretário e disse que ele não está aqui para fazer perguntas, somente responder aos
questionamentos dos vereadores. Pediu que o sr. Secretário se concentre em responder às
perguntas dos vereadores. O sr. Secretário disse que sua resposta está em forma de pergunta. O sr.
Presidente repetiu que o secretário precisa responder à pergunta do vereador Felipe Lopes. O sr.
Secretário disse que não conhecia o regimento da Casa e que os vereadores tivessem passado para
ele as regras... O sr. Presidente pediu que, por favor, o secretário se concentre em responder às
perguntas. O sr. Secretário perguntou quanto tempo tem para falar. O sr. Presidente disse que, para
responder à pergunta, o tempo suficiente. O sr. Secretário disse que acha que a pergunta é uma
ótima oportunidade. Em nenhum momento chegou nada oficial da Câmara Legislativa
perguntando ao secretário em relação a este assunto. Falou que a não ser que provem o contrário,
nenhum dos vereadores fez uma pergunta direta relacionada ao píer flutuante. No que tange ao
licenciamento ambiente ambiental, nós precisamos ser regimentados por questões técnicas. A
legislação ambiental do país é regida desde a Federação até os municípios. Falou que o
licenciamento se dá apenas em um órgão federativo, ou seja, ou é o órgão federal, ou o órgão
estadual ou o órgão municipal. Na questão do píer flutuante não houve nenhum licenciamento, ou
seja, ele não poderia dar uma opinião de sim ou não. É preciso deixar as paixões de lado e andar
com a legislação. A pessoa pode dar entrada pedindo a Ilha Feia para ele. Algum louco da cabeça
poderia dar entrada nisso. O vereador Felipe Lopes indagou se o secretário seria a favor. O sr.
Secretário disse que, em um país democrático, não pode impedir que a pessoa peça qualquer
coisa. Baseado na legislação, o secretário disse que não seria a favor. O sr. Presidente lembrou que
o vereador Felipe Lopes não pode interromper a resposta do secretário. O sr. Secretário fez um
comentário acerca da veemência da advertência. Continuou dizendo que nunca foi a favor de nada
que foi contra a legislação e nunca seria a favor. Em relação ao píer flutuante, disse que não tem
porque ser a favor e não tem porque ser contra, como secretário. Como cidadão disse que tem sua
opinião, mas que não foi chamado aqui como cidadão, mas sim como secretário. Disse que já que
foi cortado como cidadão, vai falar como secretário a resposta. Como secretário tem que avaliar
todos os requerimentos de toda a população, seja ela rica ou pobre, seja empresário ou um
trabalhador comum. O requerimento entrou na secretaria e dentro dos setores técnicos ele foi
avaliado. Citou que houve um estudo de compleição do solo, que é técnico e qualquer poita que se
coloque no mar precisa de um estudo desses. Pediram um estudo. Mal comparando é uma
topografia. Um estudo topográfico não tem impacto e normalmente é feito para que o arquiteto
possa apresentar um projeto construtivo. Isso não significa que a licença de construção foi dada se
é dada apenas a autorização do estudo topográfico. Da mesma forma foi dada autorização para um
estudo e não para o píer. Pegaram esta autorização de estudo e criaram esta narrativa em cima
dizendo que o município havia licenciado. Disse que as pessoas não os procuraram e não deram
chance de falar. A única instituição que nos deu a chance de falar foi o Ministério Público Federal
que os notificou por causa de denúncias. Falou que as denúncias não tinham base legal, pois,
estavam dizendo que eles já haviam dado a licença que é uma coisa que nunca aconteceu. Nunca
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foi assinada nenhuma licença para píer flutuante. O projeto foi apresentado notoriamente na
cidade, todo mundo sabe disso. Ele também o conheceu desta forma. Disse que a primeira coisa
que falou doi que não tem condição licenciar a passagem de um finger na praia do Canto. Claro
que ocorrerão as avaliações técnicas e ressaltou que tem que responder dentro dos autos do
processo. Acredita que este processo já teve cópia integral e destacou o direito dos vereadores
solicitarem o processo. O processo não está escondido na secretaria. É claro que houve uma
fluição de informações completamente deturpadas. Foi feito um palco em cima disso. Disse que
não há licença de píer flutuante. Gastou-se uma energia para explicar ao Ministério Público. Falou
que estão prontos para definir, quando o processo chegar em sua fase final, para dizer: indefiro ou
defiro. Porém, dentro do que ele entende da legislação, neste momento é um indeferimento. O sr.
Presidente indagou se é consenso de todos se a resposta poderá durar 5 minutos. O vereador
Josue Pereira destacou que deve-se seguir o regimento. O vereador Felipe Lopes disse que o
regimento não diz isso, neste caso, quem decide é a Presidência. O sr. Presidente disse que gostaria
de ouvir os vereadores. O vereador Anderson Chaves falou para o Presidente seguir o seu bom
senso. O sr. Presidente determinou que as respostas devem ocorrem em, no máximo, 5 minutos. O
sr. Presidente passou a palavra ao vereador Raphael Amaral Lima Braga para fazer sua indagação. O
vereador cumprimentou a todos. Falou que acredita que entendeu a resposta do secretário, mas
queria ser mais objetivo. Pelo que entendeu, através de uma análise técnica, até o momento, não
seria concedida uma licença para um píer flutuante com finger até a Rua das Pedras. O que
entendeu foi isso. Perguntou se, além de uma análise técnica, é um entendimento do governo.
Disse que a análise técnica poderia até dizer que poderia passar um finger ali, mas gostaria de
saber se este é um posicionamento também do governo. Disse que hoje, tecnicamente, a avaliação
da secretaria é de que uma licença seria indeferida. O sr. Secretário se remeteu à resposta anterior.
Disse que é preciso concluir os procedimentos administrativos, legais e técnicos para se chegar a
um indeferimento. Na sua perspectiva técnica, como secretário, até o momento, a secretaria deve
indeferir a colocação de um finger. Mas, acredita que temos que buscar outras soluções. Falou que
não vai colocar a posição do governo, mas a sua como secretário. Sua posição é que não
deveríamos ter o finger. Porém, está falando enquanto está na pasta e que, a qualquer momento,
isso pode mudar. A pessoa que vai pegar o seu lugar pode entender diferente, inclusive
tecnicamente. Sobre o posicionamento do governo disse que deveria ser uma pergunta direta ao
chefe do governo. O sr. Presidente ressaltou que o vereador Aurelio Barros, apesar de inscrito, não
se encontra presente. O sr. Presidente disse não ter perguntas a fazer por enquanto. O sr.
Presidente passou a palavra ao vereador Adiel da Silva Vieira. O vereador cumprimentou a todos.
Falou que neste momento é complicado de se aprovar isso, mas em contrapartida é um projeto
que é muito bom para a cidade. Falou que viu o projeto e falando em turismo, é um bom projeto
para a cidade. Comentou que podem ser estudadas outras possibilidades para que o projeto possa
ser aprovado. Falou que o secretário tem um papel de defender a cidade no que tange à questão
ambiental, mas também ocupa uma pasta que abrange a questão turística e financeira. Citou as
dificuldades financeiras que a cidade está passando. Perguntou se há outras possibilidades
diferentes de podermos ter um melhor atendimento ao turista de navio na cidade. O sr. Secretário
falou que, como técnico, entende que há possibilidades. A cidade precisa discutir esta questão.
Citou audiência pública ocorrida na semana passada com a presença do MPF, da Juíza Federal Dra.
Monica Nascimento, disse que ele participou junto com o IBAMA e INEA e a população de Búzios.
A cidade é o 5º destino internacional do Brasil. É preciso debater com maturidade, ter esta visão
técnica e ambiental que é importantíssima para os atributos ambientais sem impedir o avanço
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econômico, manutenção de empregos e renda. Entende que não podemos nos perder na questão
de ser contra ou a favor. É preciso buscar estudos que, por exemplo, podem duplicar o píer de uma
forma ambientalmente correta. Disse que a aldeia de pescadores da época dos nossos avós ficou lá
atrás. Há um saudosismo, porém, hoje vivemos uma outra realidade. O Plano Diretor foi
maravilhoso para época em que foi feito, mas hoje, há projetos necessários que não podem ser
licenciados. Citou que, legalmente falando, está impedido de dar licença para uma madeireira na
Rasa que tem mais de 30 anos trabalhando. O motivo é que as leis não foram feitas, estudadas e
aplicadas. Falou que tem que ser feito um esforço conjunto para tratar desses projetos e tratar de
leis que são essenciais para o município. Falou que em 2021 abriu processo para fazer a revisão do
Plano Diretor e não conseguiu êxito, pois, o processo nasce na secretaria, mas vai a outros setores.
Comentou que fez o projeto da Bandeira Azul em que conseguiu acesso para cadeirantes até a
beira da praia. Pediu para apresentar imagens de projetos que foram feitos como a Bandeira Azul.
Citou o antes e depois da Praia do Forno. O sr. Presidente disse que hoje não poderá apresentar
slides, mas em outro momento, será um prazer recebê-lo para uma apresentação, mas hoje não.
Não havendo mais vereadores inscritos, o sr. Presidente retornou a palavra ao Vereador Felipe
Lopes. O vereador disse que não tem conhecimento de licenciamento ambiental, não trabalha com
isso. Disse que o cerne que o fez questionar este píer é a questão financeira. O município perde
uma fonte direta de renda e passa para uma empresa privada. Falou que esta questão ambiental
passa por estudos e questões, mas gostaria de saber. Houve a apresentação de píer, uma
mobilização. Perguntou se não tem um direcionamento. Falou que quando perguntou ao
secretário, foi uma pergunta simples: se ele era a favor do píer flutuante. Comentou que a resposta
foi de que ele era técnico. O vereador disse que o secretário não é só técnico, está sentado aqui
hoje porque é político também, uma vez que foi escolhido para ser secretário – que é um agente
político. Perguntou se o secretário é a favor. Disse querer saber a parte política do secretário que é
um buziano e conhece a cidade. Ressaltou que há questões na legislação que impedem alguns
empreendimentos que valem muito a pena para a cidade. Falou que quando pergunta ao
secretário quer saber qual é a posição do governo, politicamente. O sr. Secretário disse que na
resposta que deu ao vereador Raphael ele respondeu. Disse que seu posicionamento é,
claramente, pelo indeferimento. O sr. Presidente passou a palavra ao vereador Raphael Braga. O
vereador disse que no começo da legislatura passada, teve acesso a um plano de trabalho
apresentado pela secretaria de ambiente e urbanismo sobre os pontos em que a secretaria
pretendia desenvolver. Citou que alguns pontos foram discutidos como, por exemplo, o plano de
manejo da APA Mangue de Pedras, como o Estudo para implantação da taxa de proteção
ambiental e como o projeto de revitalização do parque Lagoa de Geribá. Estes projetos tiveram
termo de referência e orçamentos feitos com instituições renomadas como a COPE, UFF, BRRIO.
Disse que, infelizmente, estes processos administrativos não foram para frente, sendo que estamos
falando de instituições sérias e conhecidas que poderiam trabalhar com baixo custo para o
município. Ao contrário disso, outros processos administrativos andaram com celeridade. O plano
de manejo das unidades de conservação – que inclui o mangue – foi feita com adesão a uma ata de
registro de preços para contratação da empresa Contrucom, que não tem, em seu currículo
nenhum histórico de estudos na área ambiental e é apenas, até onde sabe, uma empresa que
presta serviços de engenharia civil. Falou que no processo 12.337/2023, referente à lagoa de
Geribá, já pagou à empresa Construcom o valor de mais de 2 milhões de reais para realizar um préprojeto e que não foi feito um projeto executivo. Citou que foi pago cerca de 15 milhões de reais
para outra empresa para realizar uma obra que não tem projeto executivo já licitado. Comentou
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que a obra foi suspensa pela Justiça. Perguntou como foi discutido abrir mão de termos de
referência de instituições renomadas, com baixo custo, para escolher outras empresas de alto
custo e sem expertise. O sr. Secretário disse que foi bem lembrado o belo trabalho feito pela
equipe da secretaria. Se houve orçamento por parte de universidades federais, isso foi feito pela
equipe. Se houve termo de referência, quem demandou este termo foi a secretaria de meio
ambiente. Porém, ressaltou que não tem gestão plena, a secretaria não é uma instituição em que o
processo nasce, é desenvolvido, analisado e finalizado. Se assim fosse, em 2022 isso já estaria feito.
Estes processos, na época, passaram pelos sistemas de controle com análise da procuradoria,
controladoria e passa por outros setores. Existem negativas e exigências e, neste vai-e-vem, muitas
vezes se perde algum prazo. Comentou que o Bernardo e o Eduardo trabalharam muito nisso.
Comentou que a secretaria era meramente fiscalizadora e licenciamento, mas, em 2021, se propôs
a tornar a secretaria de projetos também. Falou que a Lagoa de Geribá é um sonho de mais de 20
anos. Nunc se chegou tão longe na licitação, mas por uma questão de denúncia e de regular a
atividade que foi licenciada pelo ente federativo correto, o Judiciário paralisou a obra
temporariamente. Com relação à adesão de ata disse que a Secretaria de Obras havia feito esta
adesão e que o processo passou pelos sistemas de controle. Falou que não estava inventando uma
nova contratação. Foi feita a adesão pela secretaria do meio ambiente, pois, já estava cansado da
burocracia não andar. A empresa já estava contratada depois da análise de todo o sistema de
controle. Por isso aderiu à ata e dentro dela há todos os técnicos lá. Há uma gama de técnicos que
inclusive estiveram na secretaria para serem apresentados. Falou que viu a oportunidade de
entregar para a cidade os planos de manejo das unidades de conservação. Citou que existiam
apenas 6 unidades de conservação até o momento em que chegou à pasta. Disse que 4 novas
foram criadas. Citou as unidades criadas de acordo com as leis da cidade. Como alguém atuante na
área, disse que viu a necessidade de se acelerar os procedimentos. A questão não é quem vi fazer,
desde que os preços estejam de acordo com a EMOP. Disse que essa é a preocupação da
secretaria. Se preocupou por ser um preço correto e pela empresa ter uma equipe técnica
capacitada para que fosse possível fazer os planos de manejo até o final do ano. Falou que se sente
satisfeito em dizer que estamos em vias de poder fazer todas as oficinas públicas de acordo com a
legislação e poder entregar para a cidade todas as unidades de gestão com os devidos planos de
manejo. Isto nenhum outro secretário entregou. O sr. Presidente pediu escusas pela interrupção e
passou para o próximo vereador. O sr. Presidente ressaltou que o vereador Aurelio não se
encontra; que ele mesmo não tem nenhuma pergunta a fazer e que o vereador Adiel já se deu por
satisfeito. Com isso, o sr. Presidente começou a terceira rodada de perguntas com o vereador
Felipe Lopes. O vereador destacou que, pelo que entendeu, havia 6 unidades de conservação
quando o secretário chegou à pasta. Mais 4 foram criadas na sua gestão totalizando 10. Perguntou
quantas destas 10 unidades têm planos de manejo. Quando o município irá fazer o plano de
manejo destas unidades e como é feita a fiscalização. O sr. Secretário passou a palavra ao seu
assessor sr. Bernardo. Foi respondido que há plano de manejo somente na APA da Azeda e no
Parque Lagoinha. A APA da Azeda mudou um pouco a configuração, pois, posteriormente, veio o
PECSOL que abrangeu as duas áreas. Por isso estas duas áreas não estão abrangidas neste escopo
do trabalho. Com relação à fiscalização, disse que tem a fiscalização ambiental por via terrestre. A
secretaria foi bem equipada em 2021 e 2022. Há uma caminhonete que roda ininterruptamente o
município para averiguar eventuais desmatamentos, eventuais construções irregulares. Nas
unidades de conservação marinhas, destacou que foi comprada uma embarcação e
constantemente estão rodando, inclusive com a Marinha do Brasil. Destacou que são monitoradas
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embarcações irregulares, prática de jet-ski de forma errada e eventuais delitos ambientais.
Apontou que a fiscalização se dá também através das intervenções nas unidades de conservação.
Quando se vai à uma unidade e faz urbanização, construção de banheiros acessíveis segue os
regramentos da bandeira azul etc, se contribui para a fiscalização. Esta presença do agente público
no local, ajuda. Este é um trabalho de relevância que vem sendo reconhecido como por exemplo
no caso da Bandeira Azul. Citou a rede Propraias que classificou o Forno como a 9ª melhor praia da
América Latina e a Azeda como a 10ª, sendo estas a 4ª e 5ª melhores praias do Brasil. Citou que
recentemente houve o encontro do G20 no Rio de Janeiro e a cidade ficou em 2º lugar em um
concurso, entre os 92 municípios do Rio de Janeiro acerca de gestão costeira. Falou que este fator
está sendo muito trabalhado. O sr. Presidente pediu para que se registre o nome completo e o
cargo que ocupam os assessores. O vereador Raphael Braga falou sobre a dificuldade que o
governo tem de se ater a ser responsável com o gasto público. A cidade apresenta uma dificuldade
enorme em quase todas as áreas pela falta de pagamentos aos prestadores de serviços. Destacou
que gostaria de saber qual foi o motivo para que o município não avançasse com a contratação de
entidades renomadas e conhecidas em um processo administrativo aberto em 2021 para o plano
de manejo da APA Mangue de Pedras; em outro processo administrativo aberto em 2022 para
implantação da TPA e no processo administrativo da Lagoa de Geribá. Depois, em 2025 aderir a
uma ata para resolver tudo isso. Perguntou qual a análise foi feita, qual a negativa apresentada,
qual foi o problema. Ressaltou que a sua percepção é de que o município não quer fazer com
quem tem mais expertise e depois contrata quem não tem expertise e por um valor monstruoso.
Falou que a empresa Contrucom tem um contrato com a Secretaria de obras no valor de 21
milhões de reais. Destacou que há excelentes engenheiros e arquitetos na administração em
Búzios e querem oferecer um serviço de projetos e não conseguem. Falou que há uma empresa de
serviços de projetos que custa dezenas de milhões de reais e a cidade passa por maus bocados
financeiramente. Disse que gostaria de entender, sob a perspectiva do secretário, como os
processos teriam avançado por ele. Ou qual foi a justificativa do órgão de controle. O sr. Secretário
passou a palavra ao sr. Arthur que faz parte da Coordenação Administrativa de contratos da
Secretaria. Destacou que os processos mencionados estão à disposição na secretaria. Comentou
que, por mais que se tratem de universidades renomadas, muitas vezes são necessárias certidões
que não são apresentadas. Destacou que não está dizendo que este é especificadamente o
problema, mas como ele estava ali gerenciando os processos, esbarrava muito na questão de
certidões que as universidades não tinham. O processo acaba indo para o órgão de controle e não
andando. Em referência ao contrato da Construcom, ressaltou que engenharia e arquitetura
comportam vários seguimentos. Quando é necessário fazer uma topografia ou uma sondagem, a
Prefeitura não tem estes especialistas. Para fazer isso é preciso que engenheiros e arquitetos
assinem os documentos. Foi visto que com esta empresa, seria possível avançar com muitos
projetos que existiam na secretaria. O sr. Bernardo disse que quando a obra civil entra em um nível
de complexidade muito elevado, como a lagoa de Geribá, se faz necessária uma gama de
profissionais muito diversificada – cada um atuando no respectivo setor - para que se possa
garantir um controle de qualidade e integridade estrutural da obra. Citou como exemplo que o solo
da Lagoa de Geribá é extremamente compressível, então demanda um projeto geotécnico que não
está no corpo técnico da Prefeitura. O sr. Arthur comentou que quando se faz alguma ordem de
serviço, o secretário exige que o corpo técnico da construtora esteja presente na secretaria. O
secretário olha cada currículo de cada um para entender que realmente existe a expertise
necessária para realizar o serviço. No processo mencionado pelo vereador, a universidade fez um
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orçamento de aproximadamente 600 mil reais para o plano de manejo do Mangue de Pedra. Foi
emitida uma ordem de serviço no começo do ano e este plano ficou em 300 mil reais. Houve uma
economia considerável. O sr. Secretário destacou que sempre primou pela responsabilidade
financeira, em especial, com o Fundo de Meio Ambiente. Destacou que o Conselho do Meio
Ambiente aprovou todas as frentes de trabalho. Ressaltou que procura fazer com que os preços
estejam dentro do mercado ou abaixo e que a verba do Fundo do Meio Ambiente somente pode
ser aplicada na área. Estes recursos não podem ser usados em outras questões da cidade que estão
com problemas. Com relação à TPA está tendo uma abordagem nova e será feita em conjunto com
a secretaria de turismo, para este ano ainda. O sr. Presidente passou a palavra ao vereador Adiel. O
vereador perguntou como o secretário encontrou a pasta e como está hoje. Pediu para o secretário
comentar sobre o Programa Bandeira Azul e se há a possibilidade de extensão. O sr. Secretário
disse que a gestão anterior teve uma insegurança jurídica, houve troca de secretário de meio
ambiente e urbanismo 12 vezes. Como funcionário da secretaria às vezes tinha um chefe de manhã
e outro à tarde. Falou que pegou a secretaria com mais de 600 processos desaparecidos, uma
estrutura que não existia, os carros caindo aos pedaços. Falou que está entregando uma secretaria
estruturada, funcionando. Destacou que no ICMS ecológico a cidade está entre os primeiros
lugares do RJ por 4 anos e primeiro lugar na região dos lagos. Disse que está deixando uma
secretaria com carros novos para fiscalização, todos os setores hígidos e funcionando de acordo
com a legislação. Destacou que está fazendo um processo seletivo, pois, foram perdidos seis
técnicos e isso acaba atrasando algumas análises processuais. Pediu para que as pessoas se
inscrevam no processo seletivo. Falou que vai deixar uma secretaria muito bem estruturada. Falou
que pegou um Fundo de Meio Ambiente com menos de 2 milhões de reais e que chegou a ter mais
de 30 milhões e no dia de hoje conta com 25 milhões. Falou que está estruturando a Ponta do Pai
Vitório através de um TAC com o Ministério Público, com obras na trilha do Pai Vitório. Falou que
se orgulha da estrutura da secretaria, pois, ele como servidor de carreira vai gozar desta estrutura.
Se disse feliz de deixar uma estrutura jamais antes vista. Falou que conseguiu dar aos pescadores,
pela primeira vez na vida, o benefício à proteção referente à sardinha. A lei feita nesta Casa foi
aplicada e os benefícios foram entregues através da Colônia de Pescadores. Destacou que
estruturou o Fundo de Pesca e entregou ao secretário atual da pasta. Falou que hoje estão
estruturados para funcionar não somente como uma secretaria licenciadora e fiscalizadora, mas
também como uma secretaria de projetos que darão grandes oportunidades para a cidade.
Agradeceu ao Prefeito pela oportunidade e à sua equipe técnica, pois, sem eles seria impossível.
Esta é uma pasta muito técnica e difícil e se não for levada por alguém que não conheça Búzios a
fundo, pode ser perigoso. O sr. Presidente iniciou a quarta rodada de perguntas. Passou a palavra
ao vereador Felipe do Nascimento Lopes. O vereador destacou a fala do assessor Bernardo sobre o
monitoramento das unidades de conservação. Disse que chamou sua atenção o fato da cidade ter
10 unidades de conservação e apenas 2 com plano de manejo. Falou que o plano de manejo é
extremamente importante para reger o que acontece na unidade de conservação. Disse que
conversando com uma pessoa que entende do assunto, perguntou o porquê de se ter apenas duas
unidades com plano de manejo. Foi dito que poderia ser que as criações de unidades de
preservação tenham sido feitas para pontuação no ICMS ecológico. Disse que não está afirmando
isso, mas é preciso avançar na questão do plano de manejo. Dentro do que foi dito, a fiscalização
das unidades é feita por uma embarcação que foi adquirida com dinheiro do Fundo. Perguntou sob
a responsabilidade de quem está esta lancha, quem a conduz. Comentou que a Guarda Marítima
Ambiental não está na secretaria – está em um destacamento da Guarda. Perguntou como
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funciona o uso da lancha, quem é o responsável e como acontece. O sr. Secretário disse que a
lancha está sob responsabilidade das unidades de conservação. O chefe de unidade de
conservação é o Bernardo e ele é o responsável direto em relação à questão. Apesar da Guarda
Ambiental não estar na secretaria, disse que sempre são desenvolvidos trabalhos em parceria. A
lancha não é só da secretaria, é do município, por isso, presta serviço a quem quer que seja. Se for
solicitado oficialmente por qualquer secretaria a lancha estará à disposição. Comentou que deu
um curso de capacitação para mais de 20 funcionários com a Marinha do Brasil para poder pilotar
a embarcação. Falou que a lancha precisa fazer manutenções de acordo com o agendamento da
autorizada. Ressaltou algumas ações que foram notórias junto com a UPAM para coibir o impacto
de pesca predatória na nossa costa. Apontou que quem falou que estão fazendo a unidade de
conservação só no papel para pontuar no ICMS ecológico é um ignorante. Isso é desconhecimento.
Não existe ferramenta de gestão ambiental maior, no Brasil, do que a criação de novas unidades de
conservação. Qualquer governo que cria uma unidade de conservação manda um recado para a
população: eu me preocupo em proteger para as futuras gerações o que nós temos de atributo
aqui. Falou que está dando continuidade a um trabalho feito em várias gestões. Disse que quando
maximizou isso e chegou a criar a 4ª unidade, não está só criando. Em Tucuns estão sendo
cercadas as dunas. Placas estão sendo colocadas. Nunca se criou tanta direção em relação à
educação ambiental como estão sendo feitas nas praias. Comentou que o Bandeira Azul exige
vários atributos que são realizados. Foi criado um programa de trilhas para fazer manutenção em,
pelo menos, duas ou três trilhas com por exemplo a do Canto para a Tartaruga. Falou que esta
trilha foi feita pela secretaria dentro de uma unidade de conservação estadual. Falou que está
implementando as unidades de conservação, não apenas criando. Um sinal disso é a contratação
par afazer o plano de manejo das unidades criadas e das que não tinham antes. Disse que o prazo
para isso acontecer é até o final do ano ou o início do ano que vem. O sr. Presidente passou a
palavra ao vereador Raphael Amaral Lima Braga. O vereador pediu para os assessores que estão
participando da sabatina indicassem os cargos que ocupam, para entender as funções de cada um.
O sr. Bernardo Corti falou que é Chefe de Unidade de Conservação e o sr. Arthur Souza é Gerente
Administrativo. O vereador comentou que o assessor Arthur informou que o orçamento das
universidades ficou em 600 mil reais. Pediu para o sr. Arthur confirmar. O sr. Arthur disse que
depende da unidade. O vereador Raphael Braga perguntou especificamente do Mangue de Pedras.
O sr. Arthur disse que o orçamento ficou em aproximadamente uns 600 mil reais e que só olhando
o processo para ter certeza. O vereador disse que quando pergunta e é respondido, entende que
as respostas são fidedignas. Comentou que está com uma documentação passada por sua
assessoria e pegou dois orçamentos: Da BRRIO de 347 mil reais para a APA Mangue de Pedras e da
UFF de 300 mil reais. Disse que queria entender, pois, de 300 para 600 mil reais é muita diferença.
Perguntou o que é. O sr. Bernardo disse que depende do processo. Cada proposta de plano de
manejo tem um escopo. O vereador Raphael Braga disse estar se referindo especificamente à APA
Mangue de Pedras. O sr. Bernardo disse que tem que olhar o documento, pois, o termo de
referência baliza quais ações serão tomadas no plano de manejo e pode variar de acordo com a
profundidade. Citou como exemplo a existência de oficina pública como o deles está prevendo não
tinha na proposta de algumas universidades. Falou que a oficina pública é quando se chama as
pessoas que residem na área e as traz para participar efetivamente da elaboração do plano. Disse
que isso varia dentro do termo de referência e isso influencia no valor. Normalmente os técnicos
vêm do Rio, então, tem deslocamento, estadia etc. O vereador Raphael Braga perguntou quantos
escopos temos para o Mangue de Pedras. O sr. Bernardo disse que cada orçamento terá um
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escopo. O vereador Raphael Braga perguntou quantos orçamentos tivemos para realizar o estudo
do Mangue de Pedra. O sr. Bernardo disse que trabalhou com isso entre 2020 e 2021 e tiveram
pelo menos três. O vereador citou que seriam da COPE, BRRIO e UFF. O sr. Bernardo disse que na
época era isso. O vereador citou que os orçamentos foram 300 mil reais da BRRIO, 300 mil reais da
UFF, porém, foi informado que foi feito um contrato de 600 mil reais para poder validar a
contratação da empresa Construcom. Perguntou qual informação é verídica. O sr. Secretário disse
que acha que o sr. Arthur colocou a questão em linhas gerais. Ressaltou que todos os processos
estão abertos e colocados. Lembrou que este orçamento é de 4 anos atrás e que se aparecessem
estes orçamentos hoje ficaria muito feliz. Se tiver orçamento abaixo, será aberto processo
administrativo para análise. Lembrou que tudo passa pelos sistemas de controle da Prefeitura.
Disse que seu interesse é entregar para a cidade não escolher A, B ou C. Falou que quer o mais
efetivo, barato e rápido. Comentou que achou um caminho para entregar para a cidade uma
necessidade urgente e isso independe se será feito por uma empresa ou universidade pública. O
que importa é ser bem feito. Se comprometeu em cobrar que este trabalho seja feito com
excelência. O vereador Raphael Braga disse que fez a pontuação, pois, entendeu que a secretaria
não tem gestão plena e depende dos órgãos de controle (Controladoria e Procuradoria). Deixou
claro que quando foi informado que o valor era de 600 mil reais, não condiz com a realidade,
conforme os documentos. A universidade apresentou, em 2022, uma proposta de 300 mil reais.
Hoje foi contratado, através de adesão à ata, uma empresa para fazer um outro serviço. Disse que
não foi feito há três anos e hoje acharam uma solução rápida para resolver o problema. O sr.
Presidente passou a palavra ao vereador Adiel da Silva Vieira. O vereador pediu para o secretário
falar sobre a Bandeira Azul. O sr. Secretário disse que a Bandeira Azul foi um ganho muito grande e
que não era um desejo só seu, mas da cidade. Falou que a equipe conseguiu avançar muito e
chegar a três praias. Foi o município da Região dos Lagos que mais conseguiu. Disse que elevou o
nível de qualidade ambiental das praias, deu acessibilidade à cadeirantes que nunca tinham ido à
praia Azeda. Foi um ganho tremendo para as famílias e foi maravilhoso ver os rostos das pessoas
nas praias. Disse que estão fazendo a coleta de água em José Gonçalves, em João Fernandinho e
na Tartaruga – que conta com uma recuperação ambiental acelerada. Falou que se sair da pasta
semana que vem se sentiria feliz. É possível que este ano, caso dê tudo certo, João Fernandinho e
José Gonçalves entrarão para o Bandeira Azul. Com isso Búzios se tornará o primeiro município do
Brasil a ter mais Bandeiras Azuis. Falou que com a Bandeira Azul, a Europa olha com outros olhos.
Destacou que o nome da cidade foi colocado em outro nível internacional. Destacou que não é um
êxito apenas da secretaria, este êxito é do governo e todas as secretarias que trabalham
conjuntamente. Fez um elogio público à Guarda Vida que tem trabalhado nas praias. Este é um
legado que vai ficar para os presentes e futuras gerações. Disse que tem projetado a coleta
seletiva, com pontos de entrega, educação ambiental nas escolas. Isso pode levar o município a
outro nível. O sr. Presidente iniciou a quinta rodada de perguntas e passou a palavra ao vereador
Felipe Lopes. O vereador leu trecho da Ata 01 da reunião da comissão permanente de licitações
que tratou sobre o processo 12.327 que trata da obra da Lagoa de Geribá. A ata registra que
apenas apareceu uma única empresa no certame. Citou que da análise da documentação, foi
indicado que a empresa não apresentou documentação capaz de comprovar capacidade técnicaoperacional e nem técnica-profissional, tendo em vista que os atestados apresentados não
atendem aos quantitativos mínimos estabelecidos. Ainda na ata leu que diante do exposto o sr.
Presidente declarou o resultado oficial da análise e a empresa Serveti foi considerada inabilitada
por ter deixado de apresentar documentação capaz de comprovar sua capacidade técnica. O
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vereador perguntou se o secretário acha que a empresa que está fazendo a obra da Lagoa tem
capacidade técnica para executar o projeto. Falou que chama a sua atenção que uma obra em
valor tão alto, só teve uma empresa participando do certame. O sr. Secretário falou que o processo
pode nascer na secretaria, mas passa pelos sistemas de controle. Existe o compliance,
controladoria, pregoeiro, procuradoria. Disse que não participa do processo licitatório, não está
como figura dentro deste processo. Disse que está tendo conhecimento agora das informações que
foram lidas. Falou que quem tem que fazer isso são os órgãos de controle. De sua parte, se disse
livre a ponto de que se fizerem uma nova licitação, por ele, não tem problema. O vereador Felipe
Lopes ressaltou que no edital de concorrência, no item 8.1.6 é dito que deve ser fiscalizada através
da secretaria competente a execução do contrato com direito de impugnar tudo que estiver em
desacordo com as instruções de boa técnica de execução. Falou que no final, o secretário tem uma
grande responsabilidade durante a execução. O sr. Secretário falou que depois que todos os filtros
de controle são passados, ele determina um fiscal para cobrar toda a técnica necessária para que
haja segurança, aplicabilidade financeira correta. Se o seu fiscal não der o ok dentro das planilhas
de custo da obra, ele não irá ordenar a despesa. Disse que o técnico hoje é o Bernardo, que é
engenheiro formado na área ambiental e de saneamento. Disse que não acredita em qualquer um,
mas sim em quem tem conhecimento técnico. Ressaltou que, até o momento foi feito o
pagamento da implantação do canteiro de obras. Falou que está tão em paz que se tiver a
necessidade de se trocar a empresa, por ele está tranquilo. Quer entregar uma ciclovia e passarela
maravilhosa para andar com sua família. Espera ter a região recuperada ambientalmente, na forma
como foi projetada dentro da secretaria. Agradeceu aos vereadores por estarem acompanhando e
juntos. Disse que mais de 90% da população quer a obra da Lagoa de Geribá e o corpo hídrico
protegido. Falou que a gestão tirou milhares de esgoto na região, inclusive de pessoas abastadas e
pousadas. Falou que ainda há muito trabalho a fazer na área de saneamento e que está fazendo
parcerias com a pasta competente. A ausência do Poder Público durante os anos ocasionou
invasões e ocupações irregulares. Quando se faz uma obra dessas, ocorre um freio no processo de
impacto ambiental ao longo da Lagoa. Disse que será assim também na Ponta do Pai Vitório, nas
Dunas de Tucuns, no Monumento Natural José de Almeida Braga, na Lagoa da Ferradura e outros.
Com isso se força a cidade a olhar para o maio ambiente com um olhar mais completo. Este
trabalho também é socioambiental. Citou o REURB dentro da unidade de José Gonçalves, que é
uma grande reserva de Mata Atlântica. Foi feito pela secretaria, através do REURB, um
levantamento de mais de 600 famílias para receberem títulos de propriedade. O sr. Presidente
passou a palavra ao vereador Raphael Braga. O vereador disse que é a favor d revitalização da
Lagoa de Geribá, mas lamenta muito que o governo não tenha aproveitado o belíssimo trabalho do
saudoso Bloch, que veio a falecer. O governo ignorou totalmente um projeto belíssimo e de baixo
custo, preferindo contratar uma empresa, sendo que já existia um projeto que agradaria a maioria.
Disse que hoje existe, através de uma decisão judicial, o embargo das obras da Lagoa de Geribá.
Sobre o tema, perguntou sobre a desapropriação feita de dois lotes dentro da Lagoa de Geribá.
Através de um Decreto, o Prefeito colocou dois lotes de aproximadamente 500m², praticamente
dentro da lagoa, a serem desapropriados. Isso com a obra embargada. Ressaltou que foram pagos
mais de 1 milhão de reais no dia 28 de janeiro ao sr. Ronald Alves de Souza, proprietário destes
lotes. Destacou que isso ocorreu em um momento em que a obra está embargada e o município
passa por situação financeira delicada. Perguntou como o secretário vê isso e como a decisão foi
tomada, pois, este recurso sai do Fundo de Meio Ambiente. O sr. Secretário respondeu que houve
um processo aberto sobre a questão da desapropriação. Falou que este era um dos únicos
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proprietários portando RGI. Eram lotes vindos do desmembramento da Rua da Linguiça, da época
de Cabo Frio. Estes lotes eram contíguos do lado direito da Rua da Linguiça. À princípio disse que
ficou contrário a pagar qualquer tipo de indenização ali, porém, há uma questão de dois direitos:
ambiental e de propriedade. Disse que o processo passou por toda uma análise com os sistemas de
controle que são técnicos. Falou que cabe à secretaria levar isso ao Conselho do Meio Ambiente no
sentido de poder ter verba para o pagamento. O Conselho autorizou o pagamento dentro do valor
de mercado. Falou que os valores não são determinados pela secretaria. Há uma comissão que faz
o estudo de avaliação de mercado para chegar aos valores. Falou que tudo isso está nos autos do
processo, com toda clareza para quem quiser ver. Com relação ao projeto do Bloch e do
Campolina, salientou que eles participaram. Em 2021 e 2022 todos os técnicos da secretaria
opinaram em uma tempestade de ideias. Ressaltou que procura trabalhar desta forma, ouvindo os
técnicos e depois tomando a decisão. Falou que teve coragem de levar adiante o projeto sempre
com cuidado para não fazer de qualquer forma. Acredita que a Justiça atuou no caso pela demanda
de alguns da sociedade civil e não todos. As pessoas sabem quem está demandando e o juiz está
avaliando. Disse ter fé e acreditar muito. Falou que seu pai pediu para que ele lutasse pelo projeto
antes de falecer. O Sr. Presidente passou a palavra ao vereador Adiel Vieira, que passou. O sr.
Presidente passou a palavra ao vereador Felipe do Nascimento Lopes. O vereador disse que foi
procurado por alguns arquitetos e servidores públicos que reclamaram dizendo que o projeto
original foi descartado e que o atual projeto deixou de fora fases importantes para revitalização e
urbanização da lagoa. Perguntou qual o resultado que a população pode esperar após o término
desta obra. Disse que ouve a todos e recebeu este grupo. Falou que não conhece este projeto
original, porém, mais de uma pessoa veio falar com ele. Há uma reclamação sobre o projeto atual
que não consta com estudo de impacto de vizinhança. Pediu que o secretário esclareça estas
questões para responder à população. O sr. Secretário disse que o projeto da Lagoa de Geribá
nasceu em 2004 e que não foi um sonho dele, foi um sonho que ele deu continuidade. Naquela
época foi contratada uma empresa chamada Ambiotec, uma empresa que parece que nem existe
mais. Falou que não se lembra dos valores, mas acredita que 2 milhões de reais foram gastos do
erário para fazer estudos de fauna, flora, mineralogia, vegetação. O estudo foi completo e a CERLA
aprovou o plano de manejo entregue naquele momento como resultado daquela contratação.
Falou que os estudos foram atualizados com a equipe da secretaria. A então coordenadora Roseli
foi responsável por fazer este levantamento de estudos. Ressaltou que qualquer pessoa pode ter
opiniões, mas os profissionais especialistas devem ser escutados. Falou que é especialista em
licenciamento ambiental e trabalha com isso desde 1997. Agora dizem que a opinião dele não vale
nada, pois, é secretário e político. Destacou que a Lei Federal 140 é clara em dizer o que é de
demanda do Estado e o que é do Município. Falou que, consultando vários técnicos de diversos
órgãos, é claro que o licenciamento é municipal e foi feito de forma hígida. Falou que o projeto é
muito grande, é o maior projeto da cidade. No entorno na lagoa há áreas aproveitáveis, como
praças. O pessoal que procurou o vereador participou lá e sabe que tiveram condição de opinião
que não tiveram em outras gestões. Se eles participaram, é porque alguém deu esta oportunidade
e foi ele quem deu. Foi decidido fazer o projeto por fases. O Prefeito disse que ficaria muito caro se
fizesse o projeto completo. Existem praças para crianças, idosos, juventude no entorno da lagoa.
Neste momento estão entregando uma passarela com ciclovia iluminada, o entorno da lagoa com
paisagismo e o uso do anel viário que vai facilitar a mobilidade pública dos bairros de Ferradurinha,
Geribá, Aldeia de Geribá e Manguinhos. Isto é só o início, estão pautados no projeto píeres e
mirantes também. As praças e o resto serão feitos após esta primeira fase. O Sr. Presidente passou
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a palavra ao vereador Raphael Braga. O vereador comentou que o secretário falou que não teria
problema nenhum caso o processo da obra voltasse à estaca zero. Falou que não entendeu a
motivação de pagar 1 milhão de reais em desapropriação em um momento que não se sabe se a
obra vai para frente, se vai parar ou se vai ser licitada de novo. Disse que é a favor da revitalização
da Lagoa. Mas não consegue entender como pagam 1 milhão de reais em uma área dentro da
lagoa sem saber se, por acaso, o projeto vai para frente. Perguntou se isso foi avaliado. O sr.
Secretário disse que os questionamentos judiciais são passíveis de serem resolvidos. Não existe
crime no questionamento. Inclusive já foram cumpridas as entregas de alguns estudos. Estamos à
beira de uma decisão judicial de permitir a obra, mesmo que seja com licenciamento feito pelo
INEA. Disse que já entrou com toda a documentação e que esteve pessoalmente com o Presidente
do INEA e o secretário para tratar do assunto. Disse que o município vai fazer o projeto da Lagoa de
Geribá. Vamos ter a entrega deste projeto e será positivo. Com relação à desapropriação, falou que
ela não nasceu no embargo, foi antes do embargo. Este procedimento nasce lá atrás com
questionamento do proprietário. Não foi a Prefeitura que disse que queria pagar, porém, o
proprietário entrou com um processo, inclusive ameaçando entrar com processo judicial para
embargar a obra. Quando ele entrou com processo administrativo, as análises foram feitas e tudo
passou pelo sistema de controle para saber se seria possível ou não fazer a desapropriação. Com
todos os pareceres técnicos, a desapropriação teve continuidade. Agradeceu ao vereador pelo
apoio ao projeto da Lagoa de Geribá. O sr. Presidente passou a palavra ao vereador Felipe Lopes. O
vereador destacou o comentário feito sobre o cercamento de Tucuns. Perguntou se isso é feto com
medida compensatória. Foi respondido que não. O vereador falou que a secretaria recebe um valor
considerável de medidas compensatórias, perguntou qual a destinação das medidas. Perguntou se
não seria um caminho depositar no fundo e o Conselho de Meio Ambiente definir as destinações.
Perguntou o motivo de ter um horto que recebe a maior parte das medidas. Citou o exemplo de
um amigo que queria comprar uma planta e indicaram a ele na secretaria um local específico. O sr.
Bernardo disse que, com relação ao cercamento de Tucuns, que está sendo feito 1.000 metros, do
canto esquerdo até o hotel. No canto direito as servidões estão neste escopo. Falou que esta ação
é derivada de um TAC referente a um empreendimento em Manguinhos que foi acompanhado
pelo Ministério Público Estadual e, a partir dali, foram traçadas algumas medidas que estão sendo
cumpridas. Com relação a outra pergunta, acerca do projeto antigo da Lagoa de Geribá, disse que
o projeto previa uma metodologia no estilo da Lagoa Rodrigo de Freitas. Seriam feitos muros de
arrimo, uma bomba drenando o material e a concretagem do muro. Isso rodearia toda a margem
da lagoa. O impacto para todo o ecossistema da margem da lagoa seria muito grande. A
abordagem adotada pelos técnicos foi a opção pela fundação estaqueada, pois, ela minimiza os
impactos ambientais. Toda a ciclovia demanda uma infraestrutura e isto minimiza os danos
ambientais. Com isso será possível trabalhar com estruturas pré-moldadas de vigamento e
tabuleiro da ciclovia. Com isso a produtividade é maior e há mais velocidade e segurança além de
minimizar o impacto ambiental, preservando o setor do bosque do Parque das Acácias. O sr.
Secretário comentou sobre as medidas compensatórias. Falou que uma preocupação sua era fazer
as medidas compensatórias ficarem claras. Propôs, no final da gestão de 2020, que a medida
compensatória fosse parcialmente para o Fundo Municipal de Meio Ambiente e parcialmente
aplicando com a liberdade da gestão do secretário. Mas não foi possível levar adiante a proposta.
Falou que hoje há compensatórias que são passadas para o fundo completamente. Em relação ao
comentário, disse querer saber quem foi que indicou, pois, um modus operandis dele é que a sua
equipe não tenha nenhuma autonomia de indicar A, B ou C. É claro que o empreendedor tem a
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liberdade de fazer a compensatória com quem ele quiser. O importante para a secretaria é chegar
à configuração que está no processo. Em Tucuns não há medida compensatória, ali é um TAC
assinado junto o Ministério Público. Falou que o Pai Vitório vai ser com o mesmo TAC, dentro dos
planos de trabalho apresentados pela secretaria. Falou que hoje, por exemplo, os carros têm
manutenção e seguro por conta de medida compensatória. O vereador Felipe Lopes quis deixar o
secretário a par disso e averiguar se isso está ocorrendo. Falou que isso chego a ele a nível de
denúncia. É importante averiguar se alguém está fazendo isso na secretaria. O sr. Presidente
passou a palavra ao vereador Raphael Braga. O vereador disse que boa parte das perguntas e
respostas colocaram um peso sobre a comissão gestora do fundo do meio ambiente. Até onde a
sua assessoria conseguiu constatar, a comissão gestora do fundo está inativa. Falou que deveria ter
disso feita uma eleição em agosto e não foi feita. Perguntou se usar os recursos do fundo sem a
comissão ativa é regular. Como a secretaria tem feito isso e por que não foi feita a regularização
deste processo. Perguntou por que não foi feita eleição em tempo hábil. O sr. Secretário disse que
a comissão não é feita por eleição. A eleição do conselho do meio ambiente deveria ter sido em
agosto, mas lembrou o que aconteceu no ano passado: eleição e campanha. A demanda foi levada
em plenária no conselho. Falou que as eleições municipais iriam se imiscuir nas eleições do
conselho. Chegou-se a uma decisão em plenária do conselho para que a eleição fosse adiada para
após a eleições municipais. Esta era a coisa mais sábia a se fazer. Esta decisão foi tomada em
plenária. Após isso, a secretaria perdeu funcionários e ficou desfalcada. Isso também foi falado no
conselho. Houve uma vacância na Presidência por conta de saúde do Eduardo. Naquele momento
isto foi levado à plenária e se colocou para ficar como Presidente interino. O Ricardo Braga que
está responsável pela parte burocrática da eleição do conselho, ficou como Vice-Presidente. Foi
aprovado na plenária do conselho que esta composição temporária da Mesa seria até as eleições.
A comissão da eleição trabalhou em cima dos procedimentos. Foi feita uma eleição. O sr. Ricardo
Braga, coordenador administrativo da secretaria, falou que, com a ausência do Eduardo, ficou ao
seu cargo fazer esta parte burocrática da eleição. Abertura de processo administrativo e passagem
por todos os setores responsáveis. Correu contra o tempo com muitas demandas da Secretarias.
Com a saída do Eduardo, o Vice-Presidente era na época o Marcos Santos – que pediu para se
retirar do Conselho gerando uma nova vacância. Foi uma sucessão de coisas. O processo foi aberto,
o edital publicado. A comissão avaliou as documentações e houve divergência entre a aceitação da
habilitação quanto à documentação. Por um lado, havia o entendimento de que para que o
conselheiro seja inscrito tivesse que fazer parte da associação, por outro lado não. Por decisão, o
conselho acabou inabilitando alguns que entraram com mandados de segurança. Com o mandado
de segurança o município voltou atrás e cancelou o edital e aí, será publicado um novo edital. Para
evitar morosidade na Justiça, será refeita a eleição. Estão regularizando a participação de efetivos
na comissão eleitoral para atender ao solicitado. Falou que está aguardando esta fase das
publicações. O sr. Presidente passou a palavra ao vereador Felipe Lopes. O vereador trouxe uma
denúncia que chegou a ele para ser averiguada. Existe uma denúncia de que dentro da secretaria
indicam uma empresa que faz o censo florístico e quando esta indicação não é aceita, o processo
demora meses e até anos para ser concluído. Perguntou o que o secretário tem a falar sobre o
tema. Perguntou o porquê de não ser criado um cadastro de empresas que ofertem estes serviços
para tornar público aos contribuintes. O sr. Secretário agradeceu a apresentação da denúncia.
Gostou da ideia do cadastro. Falou que esta é uma medida democrática. Disse que foi maldoso da
parte de quem colocou esta questão. Disse que isso não existe e que nunca partiu ordem alguma
sobre esta questão. Acha que estão querendo imputar práticas à sua gestão foram práticas de
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outras pessoas. Como se fizessem “acuso do que nós somos”. Falou que não trabalha desta forma e
não vende dificuldade para colher facilidade. Destacou que detesta este tipo de coisa e que não faz
parte do seu modo de ser. Falou que fez licenciamento de áreas enormes da cidade. Teve
licenciamento recolhendo um milhão de reais de taxa para os cofres públicos. Falou que podem
perguntar aos empresários quando foi que a gestão colocou alguma dificuldade para que estas
pessoas pudessem ter quaisquer tipos de licenciamento. Refutou este tipo de falácia e ressaltou
que, normalmente, quando pessoas fazem isso não colocam o rosto e se escondem atrás às vezes
de um perfil na Internet. O sr. Presidente passou a palavra ao vereador Raphael Braga. O vereador
comentou que tem trabalhado na Câmara com o tema da reciclagem. Analisando as informações
que chegaram para ele através de denúncia, disse que existe uma empresa “mais consultoria” que
ganhou uma licitação concorrendo sozinha para fazer o gerenciamento e a reciclagem dos resíduos
da cidade. A empresa se instalou na Baía Formosa para fazer este processo. Disse que o processo
foi protocolado no dia 23 de agosto de 2024 e foi aprovado em 12 de dezembro de 2024 através de
alvará de licença para obra de nº. 250/2024. Em 13 de dezembro de 2024 a licença municipal de
instalação número 189/2024 foi fornecida. O tempo de aprovação e licenciamento para esta
empresa foi de 3 meses. Falou que nunca viu isso na cidade. Falou que recebe informações de
pessoas que demoram 1 ano a 1,5 ano. Falo que ele mesmo pessoalmente já teve esta experiência.
Falou que consta no processo um memorial descritivo que teria sido elaborado pela secretaria de
planejamento urbano. Disse que isso causou estranheza a ele, uma vez que na atual estrutura
organizacional da Prefeitura, esta secretaria não existe, sendo sus atribuições absorvidas pela
secretaria de ambiente e urbanismo. Também causou estranheza o fato de ter sido informado que
a elaboração do memorial descritivo foi assinado por uma arquiteta e mais adiante, a mesma
arquiteta assina documento com a logo da Mais Consultoria. Falou que não conseguiu entender
como ela assina pela empresa e pela Prefeitura. Depois, através das informações recolhidas por
requerimento, percebeu que a atividade proposta é para implantação de edificação de uso
industrial localizada ZEE 10 conforme LC 17/2006. Verifica-se que a atividade não é compatível com
o zoneamento da ZEE 10, cabendo então a regulamentação em lei específica. Falou que a Casa
deveria ter recebido projeto de lei complementar para poder permitir a instalação da empresa
neste zoneamento específico. Falou que pode ver isso através de documentos constantes no
processo. Outras irregularidades foram apresentadas como, por exemplo o desmembramento –
que não foi feita da maneira correta; o uso da atividade – que não deveria permitir atividade
naquele local; e ausência de exigência de relatório de impacto de vizinhança conforme
estabelecido no plano diretor e lei de uso do solo. Perguntou ao secretário se será que em três
meses conseguiram analisar bem este processo. Ressaltou que a coleta seletiva é crucial para a
cidade, mas os fatos mostram que o governo caminhou a passos largos para poder, de qualquer
forma, licenciar uma atividade que não poderia ser licenciada nesta área. Isto abre um precedente
perigoso. Falou que está vendo a dificuldade que as pessoas têm para licenciamento de obras e
não consegue entender como, em três meses, algo de tamanha magnitude é feita assim com
diversas irregularidades. O sr. Secretário falou que, com relação às obras de utilidade pública
sempre dá uma atenção e uma prioridade. Isso ocorre em qualquer gestão. É notório que esta é
uma demanda da cidade. Comentou que conversou com o vereador sobre o assunto. Falou que a
Câmara autorizou, no governo André Granado, a Lago Const que tem a mesma função a funcionar
no mesmo zoneamento. Então, não entende o motivo do questionamento. Disse que sua equipe
partiu do plano diretor, mas sobretudo, como havia um precedente nesta Casa, entendeu que a
Câmara já havia autorizado. Lembrou que em 2020 foi feita a licença para a Lago Const e seguiu a
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mesma toada neste sentido. Falou que o processo passou pela procuradoria, a questão de utilidade
pública foi levantada dentro do processo. Falou que isto será útil para toda a cidade. Irá diminuir o
gasto público enviando lixo para a Dois Arcos em São Pedro da Aldeia. Falou que isto minimiza
impacto ambiental e a emissão de carbono na atmosfera. Falou que está sendo responsável
quando faz um licenciamento como este. Destacou que realmente acontecem licenciamentos que
demorar mais de um ano para saírem. Mas isso ocorre quando o arquiteto não entrega o projeto
completamente dentro da lei. Destacou que os filtros aplicados pela equipe técnica são previstos
em lei. Neste sentido houve um foco para licenciar rápido por causa da utilidade pública. Já que
havia uma licitação hígida e de acordo com o sistema de controle, acelerou o procedimento.
Destacou que já entregou licenças de construção com três ou quatro meses. Tudo depende da
complexidade da licença. Falou que fez a licença do antigo hotel Nas Rocas, passando por todas as
discussões. Levou tempo até que as exigências da legislação estivessem saturadas. Disse que tem
tranquilidade de dizer que o licenciamento foi feito sem pressão, mas com consciência e buscando
saber dos precedentes. Disse que o único lugar que a lei hoje permite uma atividade como essa
seria na José Bento Ribeiro Dantas. A área que o plano diretor apontou para estas atividades foi o
continente e o correto está sendo feito, mesmo que se tenha que buscar precedentes da própria
Câmara de Vereadores e de outros governos. O sr. Presidente destacou que foi outra legislatura
que votou a aprovação. Esta legislatura não aprovou qualquer tipo de construção. O sr. Presidente
passou a palavra ao vereador Felipe Lopes. O vereador comentou sobre o processo para uma
empresa administrar a triagem de produtos recicláveis e, se a melhoria dele estiver correta, o
contrato é de mais de 4 milhões de reais. Falou que não vê uma coisa muito clara no que a
empresa vai fazer. Pediu que o secretário explicasse o que será feito com o valor, o que se pode
esperar do serviço. O sr. Secretário disse que quando se fala de 4 milhões, parece que já saíram
dos cofres públicos, mas não saiu nada. Falou que não ordenou nenhuma despesa para esta
empresa. Falou que o ex-vereador Lorram o questionou sobre isso e foi respondido que há um
fiscal do contrato e dentro da fiscalização vai haver a mesma hombridade que há em outros
contratos. Somente será pago aquilo que na medição for realmente declarado. Falou que pode
trazer o contrato para analisar juntos, mas, a gestão ambiental dos resíduos sólidos está
enquadrada aí. Isso demanda estudo e já houve reuniões com a secretaria de educação para
implantação dentro das escolas. Já foi verificada a possibilidade de estudos para aplicar as
unidades de coleta seletiva no município, nos próximos meses. Dentro de um universo de 12
meses, este custo de 4 milhões será subdividido à medida que a empresa demonstrar resultado. A
ideia é chegar em uma questão plena com RCC e com maquinário adequado dentro da perspectiva
do que a empresa se propõe a fazer. Falou que quando tiver pagando o total a cidade estará em
outro nível na questão dos resíduos sólidos. Destacou que esta é uma das partes do saneamento.
Disse que o vereador Anderson trabalhou muito nisso quando foi secretário de serviços públicos
para trazer estes benefícios. Esta é uma ordenação de despesa da sua secretaria, mas é um mérito
de uma gestão que procurou encarar os problemas. Disse que muitos problemas foram recebidos e
um deles foi o resíduo sólido. Falou que seria mais fácil para ele ficar somente como biólogo, mas,
assumiu o desafio e isso o torna mais forte e encorajado. Falou que se motiva ao olhar para os seus
três netos e uma quarta que está vindo e entregar uma cidade melhor para eles. O sr. Presidente
passo a palavra ao vereador Raphael Braga. O vereador comentou que 2020 foi aprovada a questão
da Lago Const para área da Baía Formosa. O sr. Secretário disse que a informação do Bruno –
proprietário - passou para ele foi essa. O secretário disse que o proprietário afirmou que esta
questão passou pela Câmara e foi aprovada com a anuência da Câmara, à época. Falou que o plano
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diretor não observou que esta área é de ampliação para que se possa ter indústrias de baixo
impacto ambiental. Destaco que o local que tem mais áreas para instalações desta natureza é a
Baía Formosa. Falou que o empreendimento poderá gerar emprego, renda e qualidade para o povo
de Baía Formosa. Disse que se ele estiver equivocado, pede escusas desde já, porém, foi esta a
informação que teve do proprietário dentro do processo que à época foi feito. O vereador Raphael
Braga disse que é importante deixar claro que isso não foi feito pela legislatura atual e nem na
passada. Outro ponto que destacou é que a Câmara não aprova a instalação ou permissão para
uma empresa operar no município. O que deve ter passado aqui pela Casa foi uma alteração em lei
complementar que pudesse viabilizar que esta e outras empresas pudessem atuar no município.
Disse que entendeu que a alteração legislativa feita em 2020 permite que a outra empresa realize
os serviços. Falou que entendeu que foi feito todo o processo ambiental para que esta empresa
pudesse ter sua licença. Falou ao secretário que a Prefeitura já tem nota fiscal emitida pela
empresa para o pagamento de 400 mil reais. Falou que a construção civil é um dos motores mais
importantes da cidade e a informação que tem é que o gargalo é muito difícil para licenciamento
de obras. Quando vê que uma empresa que vai prestar serviço para a Prefeitura teve três meses –
um recorde – para conseguir sua licença gostaria de entender se o secretário acha isso normal.
Quer saber o porquê de algumas pessoas conseguirem fazer algo e outras não. A lei é feita para
todos. O sr. Secretário enfatizou que os processos são tratados de igual maneira, mas há processos
de utilidade pública que recebem atenção. Falou que os outros processos não param por isso.
Disse que isso sempre foi assim mesmo quando trabalhava na secretaria como técnico. Todo gestor
deu atenção aos procedimentos administrativos de utilidade pública que vão redundar em
qualidade para a população. Disse que não pode tratar o Hotel nas Rocas dizendo que o deles vai
durar 3 meses – a não ser que tenham todos os estudos. Falou que o relatório de impacto de
vizinhança não é para qualquer atividade. Nesta Casa foi feita uma lei em 2015 que identifica quais
as unidades e zoneamentos que precisam de impacto de vizinhança. Nem toda ferramenta de
gestão ambiental vai ser utilizada em todos os procedimentos. Explicou que muitas vezes não há
alguns instrumentos em todos os licenciamentos por conta disso. Disse não achar normal dar
privilégio para aprovação de nada e que não costuma fazer isso. Falou que tentou atender várias
vezes pessoas para desfazer os nós técnicos e de interpretação de alguns projetos e processos.
Todas as semanas atende público para dirimir quaisquer dúvidas. As vezes a pessoa contrata um
profissional de fora da cidade que não conhece a lei. Falou que a legislação da cidade é uma das
mais restritivas do estado se não for a mais restritiva. Poucos lugares do Brasil têm legislação tão
restritiva quanto a nossa e é por isso que Búzios é Búzios. Por isso que Búzios alavanca o turismo
de toda região. O sr. Presidente recomendou que as perguntas fossem resumidas para que não se
extrapole o tempo máximo da sessão. O sr. Presidente passou a palavra ao vereador Felipe do
Nascimento Lopes. O vereador perguntou se o município tem autonomia para licenciar instalações
como, por exemplo o píer e se existe algum termo de cooperação entre o município e o SPU. O sr.
Secretário disse que o próprio INEA já se manifestou acerca da competência dizendo que aquele
licenciamento é municipal. Falou que é interessante, pois, o licenciamento da Lagoa de Geribá é
muito mais simples, mas o estado diz que é com eles, na última hora com o Judiciário. Falou que a
Lei Federal 140 é que rege tudo isso e fala sobre os entes federados. Ressaltou que antes havia
convênios e comentou que pôde trabalhar nas doze cidades da Baixada Litorânea. O INEA era uma
inovação: um órgão ambiental que estava juntando três órgãos ambientais muito antigos. Nesta
questão específica, o município é o ente que licencia. O vereador Felipe Lopes perguntou se
depende exclusivamente do município para que a instalação aconteça. O sr. Secretário disse que
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não exclusivamente. Disse estar comentando apenas acerca do licenciamento ambiental. Mas
todos os órgãos são consultados como a Marinha, o IBAMA e SPU. Destacou que a Rua das Pedras
inteira está em área de SPU por uma questão histórica de ocupação da cidade. O vereador Felipe
Lopes perguntou qual a relação questões de mobilidade e acessibilidade para região da Praia Rasa
tem com a obra de Geribá, qual foi a intenção em colocar esta justificativa no termo de referência
da obra da Lagos de Geribá. Leu parte do termo de referência, na justificativa 2.2, na página 31. O
sr. Secretário disse desconhecer esta informação. Disse que nem todo termo de referência nasce
da equipe técnica da secretaria, muitas vezes é feita em conjunto com outros órgãos da Prefeitura.
Falou que chutaria que foi um erro material, pois, é uma área distante. Destacou que a mobilidade
vai ser melhor para a Aldeia de Geribá, Manguinhos, Canto Esquerdo da Ferradurinha. Destacou
que acredita que houve um erro material dentro do termo de referência. O sr. Presidente passou a
palavra ao vereador Raphael Braga. O vereador agradeceu a presença de todos. Disse que entre os
anos de 2021 e 2023, foram realizadas duas audiências públicas aqui na Casa sobre saneamento
básico, com a participação de autoridades estaduais, municipais e até federais. Ficou claro nas
audiências que o município pode utilizar recursos do FECAM e outros fundos para a implantação
da rede separativa de esgoto. Ou seja, sem esperar pelos investimentos da Prolagos. Ressaltou que
o secretário disse que a secretaria também é uma secretaria de projetos. Perguntou se foram feitos
projetos neste sentido. O sr. Bernardo destacou que a colocação é importante para o debate
ambiental da cidade. Falou que uma sugestão que gostaria de deixar é a avaliação do novo marco
de saneamento básico, a lei federal que regulamentou todo o saneamento básico no Brasil. Falou
que agora estamos em um momento de revisão do plano municipal de saneamento básico e
tentando buscar o escopo do plano nacional. Em dezembro de 2033 temos que estar com 90% da
população atendida por rede de esgoto e 99% atendida por rede de água. Destacou que não vê
muito esta perspectiva. Em outro artigo é dito que até dezembro de 2022, a concessionária deveria
apresentar um cronograma de adequação a este prazo. Ressaltou que não viu este cronograma
apresentado. É interessante o órgão de controle externo estar junto ao Poder Executivo para
equacionar esta questão. Com relação às redes de esgotamento sanitário, não sabe precisar
quanto tem, mas há a secretaria de saneamento e drenagem que vem trabalhando no escopo
destes projetos. Falou que teve algumas compensatórias relacionadas à lei do esgoto, que são
encaminhadas para a secretaria de obras indicar a aplicação de onde serão construídos os trechos
para melhor atender. Falou que o debate precisa ascender. Há uma divergência entre o contrato
vigente com a Prolagos e o novo marco de Saneamento Básico. Além disso destacou a revisão do
plano municipal de saneamento básico em que a secretaria está tentando adequar aos marcos da
lei federal. O sr. Secretário disse que dentro das verbas citadas pelo vereador, disse que será
iniciado, com verbas vindas do FUNDRI, através do consórcio Lagos São João, grande parte de Cem
Braças vai começar a receber agora a rede separativa. Destacou o problema que existe há muitos
anos em que, quando chove, um determinado local começa a receber a água toda, pois, se não
Cem Braças toda fica debaixo d’água. Não há condições de deixar Cem Braças afundar, então há
que se buscar soluções. Uma solução é fazer rede separativa e buscar uma ação social para ligar as
casas de Cem Braças a esta rede separativa. Falou que ninguém venha dizer publicamente que tem
a solução para o esgoto da cidade em dois anos vai estar falando a verdade. Disse que lida com
todos os secretários de meio ambiente da região e todos lidam com os mesmos problemas. Disse
que a questão do saneamento é muito importante e devemos buscar os fundos para aplicar em
toda a cidade. Destacou que foi assinado um contrato com a Prolagos na década de 90, em que
não se tinha tanto conhecimento. Hoje a cidade sofre as consequências deste contrato em que foi
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aceita a utilização de redes de drenagem para coletar esgoto de forma equivocada. Disse ser
contra isso, pois, já passou do tempo de ter rede separativa em toda a cidade. Destacou que devese rever o contrato o mais rápido possível. É preciso trabalhar junto ao estado para resolver estas
questões o mais rápido possível. O vereador Raphael Braga disse que a pergunta não foi
respondida. Repetiu a pergunta sobre a existência de projetos referentes a saneamento básico
usando recursos dos fundos. O sr. Secretário disse que não é responsabilidade da secretaria fazer
projetos nesta área de saneamento. O vereador Felipe Lopes disse que gostaria de saber se o
processo seletivo citado pelo secretário já está pronto e publicado. Um dos assessores do
secretário disse que, com a saída dos técnicos, se iniciou a necessidade de contratação de novos
técnicos. O edital será feito para reserva de cadastro e, dentre eles, estão caminhando na fase de
publicação da portaria de comissão e o edital. Falou que ainda falta passar por alguns órgãos da
Prefeitura para análises. Nesta última fase, o processo foi enviado para a controladoria. O sr.
Presidente ressaltou que o meio ambiente e o urbanismo em Búzios é uma pauta complexa e que
tem muita coisa a ser tratada. Falou que em apenas 4 horas não seria possível sanar todas as
dúvidas. O sr. Presidente passou a palavra ao sr. Secretário para fazer suas considerações finais e
agradeceu sua presença. O sr. Secretário agradeceu a oportunidade que a Casa deu. Pediu perdão
pela infusão do início e declarou desconhecer algumas normas da Câmara. Pediu perdão pela
ignorância. Agradeceu a todos. O sr. Presidente encarrou a oitiva do Secretário Evanildo Cardoso
Nascimento, agradeceu a presença. Disse que o secretário se comportou muito bem e suportou a
sabatina de dois vereadores casca grossa que estão dentro das suas legitimidades. Parabenizou os
vereadores que, em nenhum momento, usurparam este momento e foram muito cavalheiros.
Destacou que os vereadores fizeram perguntas que toda a população gostaria de saber. O sr.
Presidente parabenizou o secretário pela categoria, argumentos e toda assessoria que foi muito
competente. Parabenizou todos os vereadores. Pediu compreensão por às vezes precisar agir de
uma forma mais dura para preservar as regras da Casa. Agradeceu a participação do secretário e
elogiou sua postura. O sr. Presidente solicitou que o vereador Anderson Chaves acompanhasse o
secretário até fora do Plenário. O sr. Presidente colocou em votação as atas das sessões ordinárias
de números 16/2025, 17/2025 e 18/2025 que foram aprovadas por unanimidade. O sr. Presidente
convidou o vereador Anderson dos Santos Chaves para fazer uso da tribuna no pequeno
expediente. O vereador cumprimentou a todos. Comentou que uma matéria está hoje na ordem
do dia o trouxe preocupação dentro da legislação. Falou que desconhece um projeto de lei em que
se cria uma despesa para o Poder Executivo e não tenha impacto financeiro. Destacou que a
matéria é excelente, pois, o caminhão limpa-fossa na cidade é uma necessidade para aqueles que
vivem em vulnerabilidade. Parabenizou o vereador autor, pois, no sentido da demanda popular, a
matéria é legítima. Falou que não viu na matéria o impacto financeiro, nem um simples argumento
em que ela será enquadrada em uma estrutura orçamentária. Destacou que viu algo muito
preocupante. Este tipo de prática é muito demandada e não consegue em entender como a
população será atendida com o limpa-fossa em 24h. Entende que será necessária uma frota e, pelo
que já viu na secretaria, não seria uma pequena frota, mas sim uma muito grande. Se disse
preocupado com a carência que a matéria traz. Destacou que estava ausente em algumas sessões,
pois, foi ao socorro de sua mãe que quase foi a óbito. Destacou que neste momento é esta
preocupação que o traz à tribuna. O sr. Presidente convidou o vereador Uriel da Costa Pereira para
fazer uso da tribuna no pequeno expediente. O vereador passou. Em questão de ordem, o
vereador Felipe do Nascimento Lopes destacou que a matéria é sobre um assunto que a população
carece do serviço. Destacou que depois do marco do saneamento básico esta obrigação recaiu
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sobre os municípios. Entendeu a colocação do vereador e solicitou a retirada de pauta da matéria.
O sr. Presidente retirou de pauta o PLO 65/2025. O sr. Presidente convidou o vereador Anderson
dos Santos Chaves para utilizar a tribuna no grande expediente. O vereador agradeceu ao vereador
Felipe Lopes pela retirada da matéria. Lamentou profundamente. Disse que quando se colocou
como candidato à vereador, veio por uma opção e para trabalhar em prol da população. O que o
move na Câmara é tentar representar as pessoas. Falou que hoje, por cumprimento do regimento,
este direito não foi dado. Ressaltou que ele não se inscreveu em um livre que não existe na Casa.
Destacou que o regimento fala que os vereadores deveriam se inscrever em um livro com 48h de
antecedência. Destacou que caberia também uma comunicação, como houve a comunicação de
não se colocar matérias hoje para não cansar a assistência. Ressaltou que apenas pediu bom senso,
mas, como se diz, é o jogo e foi feita a política. Lamentou profundamente, pois, tinha muitos
questionamentos a fazer assim como todos fizeram em favor da população. Disse que é dado às
regras e hoje sentiu seu direito tolhido. Disse que sua voz foi calada hoje e se disse feliz que sua
voz incomode. Falo que continuará falando por 4 anos, doa a quem doer. Falou que não veio
agradar alguns, mas a muitos. Falou que a Casa tem 10 comissões permanentes. Citou os partidos
dos vereadores que fazem parte da Casa. Destacou que não existe, dentro da moralidade e ética,
paridade entre os partidos. Disse que é vereador do Republicano e não há paridade na composição
das comissões. Disse que isso é caso certo e os vereadores têm consciência disso. Falou que
compreendeu, mas que não concorda. Comentou que entendeu que aqui dentro é um jogo e lá
fora é outro. Disse que aprende rápido. Deixou público o pedido ao Presidente para que não seja
preciso recorrer a outras formas – inclusive judiciais – para que a Casa reveja a votação que
aconteceu neste Plenário. Falou que o corpo da Casa atual e antigo sabe exatamente onde
prevaricou e têm consciência de onde prevaricaram dentro do regimento. Se é para valer a regra,
ela tem que valer. Se o Presidente está aqui para cumprir o regimento e fazer valer, tem que valer.
Disse que hoje foi feita uma covardia com os vereadores. Falou que tem muita coisa nesta Casa
que nunca cumprem o Regimento, há coisas no regimento que nunca foram cumpridas. Este
Regimento foi copiado de Cabo Frio e tinha até este nome escrito nele. Ficou feliz de saber que o
Presidente vai fazer valer o regimento da Casa. Disse que não pode cobrar do Presidente sobre o
que foi feito no passado e o quem está na direção tem que ter mão de ferro. Pediu que o
Presidente não tenha dois pesos e duas medidas. Falou que até aqui o Presidente está se
familiarizando e está tentando gerir a coisa e vai chegar a contento. Pediu que seja preservada a
ética e a moralidade para fazer valer o regimento. O regimento é a constituição desta Casa. Se tem
artigo mal redigido, deve-se consertar. Esta regra das 48 horas, por exemplo, é dúbia, pois diz que o
vereador deve estar inscrito. Perguntou onde se inscreve e que isso acontece em um livro. Falou
que Búzios vive o meio ambiente e que para ele seria importante tentar extrair algumas
informações. Aproveitou para parabenizar toda a equipe da secretaria de meio ambiente e
urbanismo. Destacou que muitos feitos foram realizados. Falou que vê uma equipe muito técnica e
que eles trouxeram informações relevantes. Apontou que ficou feliz com a informação que o
secretário trouxe sobre a TPA. Disse que demandou isto na Câmara e pediu providências e hoje,
através da fala do secretário, se sentiu atendido. Destacou que fez parte da secretaria de
administração e lidou com muitas coisas. Ontem viu, nas redes sociais, que o Prefeito teve suas
contas com parecer favorável. Isso traz uma alegria aos técnicos, apesar de ser uma obrigação.
Destacou que são tantos os desafios e coisas a serem cumpridas que é normal não conseguir êxito
nisso. Parabenizou a toda a administração. Falou que o vereador Raphael Braga trouxe uma boa
lembrança quando falou do Block. Comentou que teve o prazer de participar de uma reunião
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dentro do gabinete do Prefeito em que o Block fez uma apresentação belíssima sobre a avenida de
Manguinhos. Ele apresentou um projeto maravilhoso. Lamentavelmente este projeto também não
aconteceu. Realmente há arquitetos e engenheiros de ponta na cidade que tiveram poucas
oportunidades. Lamentavelmente as pessoas foram mal aproveitadas. É preciso pegar os exemplos
passados para entender o que foi bom e o que foi ruim. Como humanos, podemos errar. Falou que
conhece o Presidente fora da Casa e o que o fez olhar para o Presidente de uma maneira diferente
foi quando entrou na sala do então Prefeito Henrique Gomes e ele estava lá dentro louvando e
tocando um violão. Disse que naquele momento o Presidente o fez saltar da alma e que viu a
persona cristo nele. Aquilo o fez entender que o Presidente pratica o bem. Falou que a
responsabilidade é pesada. Pediu para que nestes momentos não se deixe agir e peça para Deus.
Hoje todos queriam ter a oportunidade, independentemente do jogo político ou estratégia. Disse
que os personagens políticos sabem que o secretário estava se despedindo. Gostaria que o
Presidente trouxesse o bom senso para a Casa. O sr. Presidente convidou o vereador Uriel da Costa
Pereira para usar a tribuna no grande expediente. O vereador cumprimentou a todos.
Acompanhou o discurso do vereador Anderson Chaves, pois, não é sempre que se tem o privilégio
de ter um secretário aqui. O secretário poderia fazer uma apresentação de todo o seu trabalho
desta pasta tão importante que é o ambiente. Disse que quem perdeu aqui foi a população e
muitos vereadores. O Meio Ambiente é muito difícil e nós perdemos uma grande chance de
debater com o secretário e saber o que está acontecendo. Falou que daqui a pouco vai entrar um
outro secretário que talvez tenha que ser chamado à Casa. Perguntou de que forma a Câmara irá
agir: com o regimento ou com flexibilidade? Falou que já participou da Câmara vária vezes. Disse
que Carlinhos, Val e Claudio deveriam ter uma estátua aqui. Se os vereadores se acham muito
importantes, na verdade os importantes eram eles que ajudaram muito. Comentou sobre casos em
que funcionários direcionam compras e investimentos e isso é caso de delegacia para prender o
cidadão que está usando a secretaria para favorecer alguém. Falou que o Fecebook e o Instagram é
para muitos covardes. É muito fácil mandar uma mensagem quando a pessoa não está presente.
Falou que ficou triste, pois, nunca aconteceu isso na Câmara de Búzios. Toda vez em que vieram
secretários tinha explanação. Destacou que o regimento interno deveria ser mexido, pois nele é
falado em 48 horas, mas a pauta entra em 24 horas. Deve ser feita uma revisão grande do
Regimento. Comentou muitos mandaram ele fazer várias perguntas e que ele teve responder que
comeu mosca e não olhou o regimento interno. Disse que aqui é como um jogo de futebol: hoje
chutou e a bola bateu na trave e não entrou; futuramente irá chutar, bater na trave, nas costas do
goleiro e entrar. Parabenizou a servidora Dona Marlene que é uma riqueza da Câmara de
vereadores e merecia uma estátua. Trabalha em uma área difícil, pois, muitas vezes tem que negar
entrada de pessoas. Ela faz seu papel lindo e protege os vereadores. Disse ao Presidente que o seu
coração deve falar primeiro. O sr. Presidente convidou o vereador Raphael Amaral Lima Braga para
uso da tribuna no grande expediente. O vereador cumprimentou a todos. Comentou sobre sua
percepção sobre as questões respondidas. Lamentou a posição do governo municipal. Nos fatos
que foram apresentados foi percebida a falta de prioridade para diversas questões que envolvem
contratos celebrados pela secretaria de ambiente e urbanismo e outras. Ficou claro que, durante
todo o mandato, a secretaria de ambiente abriu processo administrativos para realizar demandas
necessárias à população e o que ficou claro é que a gestão municipal optou pela contratação que
não era mais vantajosa ao Município. Citou cotações foram feitas, orçamentos com entidades com
expertise, mas na hora de celebrar o contrato, o governo Alexandre Martins preferiu aderir a uma
ata e contratar uma empresa sem concorrência pública. Falou que este é o modus operandi.
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Quando se recebe relatos de falta de remédio no hospital, ressonância, especialistas tudo isso é
dinheiro público sendo mal utilizado. Destacou que no passado não contrataram empresas com
baixo custo para fazer um trabalho de excelência, mas agora, com a cidade indo à falência,
contratam, por milhões de reais, empresas sem expertise e sem licitação. Isso significa que o
governo não se importa com a vida da população, com economizar. Disse que o governo não se
importa se a mãe vai chegar ao hospital e ter o remédio. O governo não se importa se os filhos
terão professores nas escolas. Falou que não há professores porque os salários pagos aos
profissionais é uma vergonha. Falou que este modus operandi acontece em todas as secretarias.
Citou que uma grande quantidade de atas foi aderidas quando poderia ter havido processo
licitatório pensando no melhor custo benefício. Falou que a responsabilidade do Chefe do Poder
Executivo é fazer com o que o dinheiro público renda para que a vida da população, de fato, seja
boa. Para que haja qualidade de vida. Comentou que ouviu aqui desculpas. Desculpas estas que o
secretário não tem condição de dar, pois, são poderes acima dele que decidem. Falou que dentro
do Poder Executivo existe quem manda e quem obedece. Há o órgão de controle, a interpretação...
Teve uma interpretação para não contratar a universidade, mas a mesma interpretação não é feita
ao contratar uma empresa sem expertise, que vai para uma licitação sozinha e ganha. Não
repudiou o secretário, mas sim o Governo Municipal, o Chefe do Poder Executivo, que é quem
responde por isso. Disse que percebeu o secretário de mãos atadas. Disse que ele não pode falar a
verdade, mas que sabe a verdade. Deixou claro seu repúdio à forma como o governo conduz as
vidas das pessoas através do orçamento público. Está cansado de ouvir gente dizendo que está
morrendo por falta de atendimento. Está cansado de pessoas esperando na fila precisando
judicializar casos para poder ir para o estado ou outro lugar. Falou que o município está falindo,
mas está gastando. Comentou que toda a semana é paga a Edna Rosa um contrato de tenda, mas,
não tem remédios. Falou que toda semana pagam um pedacinho de show no gabinete do Prefeito,
mas, não tem remédio. Perguntou o que é melhor as vidas das pessoas ou o lazer. Comentou que
tudo o que foi falado na sessão sobre o ambiente pode se aplicar a todas as áreas da Prefeitura. O
modus operandi do governo é este e é por isso que está faltado dinheiro para a saúde, educação,
limpeza urbana. Antes quando se falava que morava em Búzios era um sinal de riqueza e
ostentação, agora as notícias que vão para a mídia não são boas. Falou que não quer a cidade de
hoje para o futuro. Disse que quer uma cidade melhor e, por isso, precisa se posicionar e falar a
verdade. Comentou que a cidade teve 2,4 bilhões de reais em 4 anos. Registrou sua indignação
pela forma como o Prefeito diz que faz gestão. Com autorização do Plenário, o sr. Presidente
passou os trabalhos para a Ordem do Dia. O sr. Presidente solicitou que o 1º Secretário fizesse a
chamada regimental à qual responderam os seguintes vereadores: Adiel da Silva Vieira, Anderson
dos Santos Chaves, Antonino Russo, Felipe do Nascimento Lopes, Josue Pereira dos Santos,
Raphael Amaral Lima Braga, Uriel da Costa Pereira e Victor de Almeida dos Santos. Havendo
número regimental, o sr. Presidente continuou a sessão. O sr. Presidente solicitou que o 1º
Secretário fizesse a leitura dos pareceres referentes ao PLO 38/2025. Após a leitura, a matéria foi
colocada em discussão. Para discutir, o vereador Adiel da Silva Vieira comentou que o projeto não
traz prejuízo em outras áreas. O único custo do município será liberar as salas das escolas e a
utilização dos ônibus escolares que já atuam no município. Este projeto vai conseguir ocupar as
mentes dos jovens e crianças para que se livrem das drogas. Irá capacitar cada criança e jovem no
crescimento. Eles poderão aprender sobre trânsito, sobre vida, sobre a profissão do bombeiro. Este
projeto só tem a somar com a cidade e conta com os votos dos colegas vereadores. A matéria foi
colocada em votação e aprovada por unanimidade. O sr. Presidente convidou o vereador Anderson
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dos Santos Chaves para fazer uso da tribuna na ordem do dia. O vereador falou que não pretendia
falar, mas, ouvindo a fala do vereador Raphael Braga no tom de “eu estou cansado”, disse que
também está cansado. Está cansado de verem usarem esta tribuna para venderem informações
para a população e jogando a população como se fosse massa de manobra. Falou que é preciso ter
respeito pelo povo de Búzios. É preciso ter vergonha na cara de chegar aqui e falar a verdade para
a população doa a quem doer. Falou que o que está acontecendo aqui é um palanque antecipado.
As eleições de 2028 ainda vão acontecer. Quem quiser virar prefeito lá que trabalhe para isso, ao
invés de ficar manipulando a população, ao invés de ficar inventando conversinha para a
população. Se falou tanto aqui que só teve uma empresa na licitação. Pediu para lerem a lei de
licitações para ver como funciona uma concorrência pública, uma tomada de preços, para depois
entender se é ou não passível de entrar uma empresa ali dentro. Não há um regimento, nenhuma
legislação que proíba uma empresa de participar de uma licitação, desde ela esteja 100% legal.
Falou que existe Ministério Público, existe Polícia Federal, se a pessoa está aqui como fiscalizador
pode ir lá e denunciar. Falou que tem gente que passou nesta cidade que está lá fora fazendo isso.
Comentou que se você realmente está cheio deste tesão e disposição, vai no Ministério Público e
denuncia. Ou é só um jogo de cena para jogar para a plateia? Comentou que como cidadão está de
saco cheio de ver este tipo de comportamento aqui dentro. Existem vertentes políticas, mas é
preciso entender que tudo tem limite. Parece que existe uma teoria narcisista que diz que uma
mentira falada mil vezes se torna verdade. É preciso ter respeito com a população. Falou que foi
secretário de administração e o governo José Bonifácio, o chefe de gabinete do Prefeito de lá
consultou a Prefeitura de Búzios para pedir adesão de ata. Adesão de ata acontece no governo
federal e em todos os outros. Um procedimento licitatório tem que seguir todas as suas regras, a
partir do momento em que isso acontecer, a adesão de ata é uma coisa legítima. Os ministérios
estão fazendo. Comentou que se insiste em falar aqui sobre a adesão. Ressaltou que a Casa tem
comissão de licitação e parece que os vereadores nunca viram as atas das licitações da Câmara.
Falou que tem vereador que veio de outros mandatos para cá e tem responsabilidade. Pediu para
olharem as licitações que ocorreram na Câmara e as adesões que acontecem aqui. Antes de olhar a
grama do vizinho tem que olhar a grama da minha casa. Falou que esta é a sua Casa. Falou que
outrora foram feitas várias atrocidade aqui que o Presidente atual não está fazendo e se bateu
palma. Se juntou inclusive politicamente, ou seja, o objetivo é sentar na cadeira de Prefeito ou é
ajudar a cidade? Indagou qual é a verdadeira razão: um projeto de oligarquia, autoritarismo ou de
ajudar a cidade? Disse que quem quer ajudar a cidade faz como fez o vereador Felipe Lopes, que já
tinha passado por aqui e resolveu virar candidato de novo. Falou que está cansado e que, a partir
de hoje, também irá gritar. O sr. Presidente convidou o vereador Felipe do Nascimento Lopes para
uso da tribuna na ordem do dia. O vereador cumprimentou a todos. Comentou que aqui é uma
Casa política. Aqui se fala mais alto ou mais baixo, se usa das estratégias que se tem no Regimento
Interno e Lei Orgânica. Quando foi colocado aqui a questão dos vereadores que não se inscreveram
não poderem falar, necessariamente não precisa de um livro para que isso aconteça. Se inscrever,
no âmbito no plenário, significa registrar formalmente a intenção de participar, respeitando os
trâmites regimentais. Não é preciso de um livro, é preciso de registro formal. Por outro lado, a Casa
é política e disse que é o autor do requerimento que pede a presença do secretário aqui e este
requerimento foi aprovado com o voto do Presidetne desempatando. Falou que não poderia
chegar agora e dizer que o vereador não poderia falar se estivesse inscrito. Esta questão de ficar
chateado, não pode. Há um regimento que é seguido e ele não ficará chateado se os vereadores
derrubarem uma matéria minha. Isso faz parte do âmbito político. Falou que tinha muitos
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questionamentos e, se dependesse do voto de quase metade da Casa, o secretário não teria vindo
responder. Destacou que só os inscritos puderam falar e mesmo aqueles que votaram contra
queriam falar. Se tivessem feito a inscrição não teria problema. Com relação à sua matéria, pediu a
retirada, pois, pode discutir. Mas, há uma lei – que é o novo marco do saneamento de 2020 – que
dá até 2033 para que 90% do território nacional tenha o seu esgoto tratado. Foi jogado aos
municípios esta responsabilidade. Destacou que esgoto é uma questão de saúde pública. O
município tem que entrar nesta carência como se fosse uma vaga de uma criança que precisa ir
para a escola. Isto é um direito do cidadão e é o que se busca na cidade, independentemente da
localização. Aponto que este é um direito fundamental. Em Búzios há uma coisa louca as pessoas
que moram em alguns bairros têm acesso ao esgoto e a outros não têm acesso. Destacou a
injustiça de como isso foi projetado. Nos bairros carentes o esgoto está na rua. O esgoto precisa
chegar a quem precisa. É preciso atacar esta necessidade até para preencher esta carência.
Convidou os colegas para discutir esta matéria com ele. Falou que, particularmente, não pede
caminhão de fossa para ninguém, mas sabe que tem muitos vereadores que têm esta demanda.
Isso acontece porque na ponta está precisando. Quem não tem contato com o vereador fica com
esgoto em casa. Esta lei é para resolver, ou amenizar, o problema de saneamento básico da cidade.
O sr. Presidente convidou o vereador Uriel da Costa Pereira para o uso da tribuna na ordem do dia.
O vereador passou. O sr. Presidente convidou o vereador Raphael Amaral Lima Braga para uso da
tribuna na ordem do dia. O vereador comentou que ficou sabendo que o vereador Anderson o
havia mencionado, mas, como teve de ir ao banheiro, não sabe do que se trata. Falou que tem um
enorme respeito ao vereador Anderson. Disse que suas críticas não têm nada a ver com ele e nem
tão pouco com relação à passagem dele pela administração pública. São críticas direcionadas ao
Prefeito Municipal. O sr. Presidente convidou o vereador Josue Pereira dos Santos para uso da
tribuna na ordem do dia. O vereador cumprimentou a todos. Parabenizou o secretário pelas
respostas, pela postura e atuação. Destacou que trabalhar com meio ambiente não é fácil. É
preciso ter uma equipe e são várias ações que precisam ser realizadas para entregar um bom
trabalho para a população. Ressaltou que, embora tenha registrado seu voto contrário à vinda do
secretário na Casa, gostaria de fazer perguntas pertinentes. Entende que o art. 217 do regimento
interno fala sobre inscrição, então, há uma interpretação se será um livro, se vai ser através de
ofício. Parabenizou os colegas que se inscreveram pela articulação política neste contexto.
Destacou que para que os vereadores fazerem estas inscrições, como fizeram, houve uma reunião
e um contexto, salvo engano. Falou que está na Casa há algum tempo e nunca foi feito desta
forma. Parabenizou o Presidente que está cumprindo o regimento desta Casa, diferente da gestão
anterior. Deixou claro que será agora um defensor do regimento interno da Casa e todas as vezes
que ele for usurpado, fará apresentação de ordem para que o mesmo seja respeitado. Deseja que a
Casa siga de forma coesa e harmônica e entende que não havia a necessidade de fazer o que foi
feito, mas, foi respeitado o regimento. Parabenizou o vereador Felipe Lopes pelo projeto
apresentado. Comentou sobre a importância do esgotamento sanitário. Disse que questionou
apenas a questão de 48 horas, pois, hoje será necessário montar um projeto grande para que isso
possa acontecer. Isto por conta de um contrato assinado com a Prolagos lá atrás e que hoje limita
os municípios. A Prolagos está com o contrato debaixo do braço, que foi prorrogado até 2041 e
ninguém aguenta mais. Indagou o porquê de começar a rede separativa de esgoto nos bairros
nobres do município, enquanto quem está na Rasa e Cem Braças não tem condições de pagar um
limpa fossa. Indagou se o novo marco do saneamento será cumprido e acredita que não. Falou que
gostaria de ter na porta de sua casa a rede separativa de esgoto, mas está aqui levantando a
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discussão. Destacou que o secretário saiu emocionado e parabenizou-o pelo trabalho, pelas
respostas. Falou que a eleição de 2028 está longe, mas todos estão habilitados a serem candidatos
e cada um que use sua estratégia. Não havendo mais nada a tratar do expediente ou da ordem do
dia, o sr. Presidente encerrou a sessão.
VICTOR DE ALMEIDA DOS SANTOS
Presidente
RAPHAEL AMARAL LIMA BRAGA
1º Secretário eventual
ADIEL DA SILVA VIEIRA
2º Secretário