Ofício GAPRE nº 707/2025 Armação dos Búzios, 30 de outubro de 2025.
Senhor Presidente,
Passo às mãos de Vossa Excelência, para a indispensável apreciação dessa
Egrégia Casa Legislativa, a Mensagem nº 107/2025 e respectivo Projeto de Lei anexo, que
“Dispõe sobre aprovar a Revisão do Plano Municipal de Saneamento Básico do Município de
Armação dos Búzios, e revoga a Lei nº 1.168, de 1º de dezembro de 2015”.
Certo da atenção e deferimento, valho-me da oportunidade para renovar a V.
Exa. e seus dignos Pares, minhas demonstrações de apreço e consideração.
Atenciosamente,
ALEXANDRE DE OLIVEIRA MARTINS
Prefeito
À
Sua Excelência o Senhor
Vereador VICTOR DE ALMEIDA DOS SANTOS
Presidente da Câmara Municipal de Armação dos Búzios
ARMAÇÃO DOS BÚZIOS – RJ
\Val
PREFEITURA DA CIDADE DE ARMAÇÃO DOS BÚZIOS
GABINETE DO PREFEITO
ALEXANDRE DE
OLIVEIRA
MARTINS:00359903762
Assinado de forma digital por
ALEXANDRE DE OLIVEIRA
MARTINS:00359903762
Dados: 2025.10.31 10:57:07 -03'00'
1
MENSAGEM N° 106/2025
Armação dos Búzios, 30 de outubro de 2025.
EXCELENTÍSSIMO SENHOR PRESIDENTE,
EXCELENTÍSSIMOS SENHORES VEREADORES,
Cumprimentando-os nesta oportunidade, tenho a honra de me dirigir a Vossas
Excelências, para submeter à elevada apreciação dessa Egrégia Casa Legislativa, o incluso
Projeto de Lei que “Dispõe sobre aprovar a Revisão do Plano Municipal de Saneamento
Básico do Município de Armação dos Búzios, e revoga a Lei nº 1.168, de 1º de dezembro de
2015”.
A revisão foi elaborada conforme as diretrizes do Marco Legal do Saneamento
Básico - Lei Federal nº 11.445/2007, com alterações da Lei Federal nº 14.026/2020,
incorporando as novas metas, diagnósticos e estratégias para o aprimoramento da gestão e da
prestação dos serviços de abastecimento de água, esgotamento sanitário, drenagem urbana e
manejo de resíduos sólidos no Município.
Diante do exposto, solicito a aprovação do presente Projeto de Lei, por se tratar de
medida necessária à adequação normativa e ao aprimoramento da política municipal de
saneamento básico.
Certo da atenção de V.Exa., e demais Pares, renovo, na oportunidade, meus
protestos de apreço e consideração.
Atenciosamente,
ALEXANDRE DE OLIVEIRA MARTINS
Prefeito
À
Sua Excelência o Senhor
Vereador VICTOR DE ALMEIDA DOS SANTOS
Presidente da Câmara Municipal de Armação dos Búzios
Armação dos Búzios – RJ
\Val
PREFEITURA DA CIDADE DE ARMAÇÃO DOS BÚZIOS
GABINETE DO PREFEITO
ALEXANDRE DE OLIVEIRA
MARTINS:00359903762
Assinado de forma digital por
ALEXANDRE DE OLIVEIRA
MARTINS:00359903762
Dados: 2025.10.31 10:59:22 -03'00'
1
PROJETO DE LEI Nº /2025
Dispõe sobre aprovar a Revisão do Plano
Municipal de Saneamento Básico do
Município de Armação dos Búzios, e revoga
a Lei nº 1.168, de 1º de dezembro de 2015.
A CÂMARA MUNICIPAL DE ARMAÇÃO DOS BÚZIOS, resolve:
Art. 1º Esta Lei aprova a Revisão do PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO
BÁSICO – PMSB, do Município de Armação dos Búzios, constante do Anexo único desta Lei,
elaborado conforme as diretrizes da Lei Federal nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007 – Marco
Legal do Saneamento Básico, e suas alterações, e do Decreto Federal nº 11.467, de 5 de abril
de 2023.
Art. 2º A revisão do PMSB contempla os serviços de:
I – abastecimento de água potável;
II – esgotamento sanitário;
III – manejo de águas pluviais e drenagem urbana;
IV – manejo dos resíduos sólidos urbanos.
Art. 3º O documento revisado, volume da Revisão Plano Municipal de
Saneamento Básico do Município de Armação dos Búzios passa a integrar como Anexo Único
desta Lei, constituindo o instrumento de planejamento e gestão do saneamento básico
municipal de Armação dos Búzios.
Art. 4º A revisão do PMSB foi elaborada com participação social, mediante
consultas públicas, audiências públicas e contribuições da população buziana, observando os
princípios de controle social previstos na legislação Federal.
Art. 5º O Plano revisado orienta a formulação, execução e avaliação e atualização
das políticas, programas e ações de saneamento básico no âmbito Municipais, observando as
metas, prazos e estratégias estabelecidas em seu conteúdo.
PREFEITURA DA CIDADE DE ARMAÇÃO DOS BÚZIOS
GABINETE DO PREFEITO
ALEXANDRE
DE OLIVEIRA
MARTINS:00
359903762
Assinado de forma digital
por ALEXANDRE DE
OLIVEIRA
MARTINS:00359903762
Dados: 2025.10.31 11:00:29
-03'00'
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Art. 6º A Política Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios, parte
do princípio que o Município tem autonomia e competência, respeitadas as competências de
União e do Estado, para organizar, regular, controlar e promover a realização dos serviços de
saneamento básico de natureza local no âmbito de seu território, respeitadas as condições gerais
estabelecidas na legislação federal sobre o assunto.
Art. 7º O sistema de gestão municipal do Saneamento Básico será baseado no
exercício pleno da titularidade e da competência municipal, na implementação de instâncias e
instrumentos de ampla participação social e de controle social sobre a prestação dos serviços em
nível local, qualquer que seja a natureza dos prestadores.
Art 8º As instâncias e instrumentos básicos para a Gestão da Política Municipal de
Saneamento Básico de Armação dos Búzios, serão constituídos por um Conselho Municipal de
Saneamento Básico, por um Fundo Municipal de Saneamento Básico, pelo Plano Municipal de
Saneamento Básico, por uma Agência Reguladora dos Serviços de Saneamento Básico, por um
Ente Gestor para Prestação de Serviços Municipais de Saneamento Básico e por um Sistema
Municipal de Informações em Saneamento.
Art. 9º Para os efeitos desta Lei considera-se:
I – Salubridade Ambiental como o estado de qualidade ambiental capaz de prevenir
a ocorrência de doenças relacionadas ao meio ambiente e de promover o equilíbrio das
condições ambientais e ecológicas que possam proporcionar o bem-estar da população.
II - Saneamento Básico - conjunto de serviços, infraestruturas e instalações
operacionais de:
a) abastecimento público de água potável, desde a captação até as ligações prediais
e respectivos instrumentos de medição;
b) esgotamento sanitário para coleta, transporte, tratamento e disposição final
adequada dos esgotos sanitários, desde as ligações prediais até o seu lançamento final no meio
ambiente;
c) limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos para coleta, transporte, transbordo,
tratamento e destinação final do resíduo doméstico e do originário da varrição e limpeza de
logradouros e vias públicas;
d) drenagem e manejo de águas pluviais urbanas para transporte, detenção ou
retenção para o amortecimento de vazões de cheias, tratamento e disposição final das águas
pluviais drenadas nas áreas urbanas.
Art. 10. Estabelece a Lei Federal nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007, em seu
Capítulo IV, art. 19, que a prestação de serviços públicos de saneamento básico observará
PMSB, que poderá ser específico para cada serviço, o qual abrangerá no mínimo:
I – diagnóstico da situação e de seus impactos nas condições de vida, utilizando
sistema de indicadores sanitários, epidemiológicas, ambientais e socioeconômicos e apontando
as causas das deficiências detectadas;
II – objetivos e metas de curto, médio e longo prazos para a universalização,
admitidas soluções graduais e progressivas, observando a compatibilidade com os demais
planos setoriais;
III – programas, projetos e ações necessárias para atingir os objetivos e as metas, de
modo compatível com os respectivos planos plurianuais e com outros planos governamentais
correlatos, identificando possíveis fontes de financiamento;
ALEXANDRE
DE OLIVEIRA
MARTINS:00
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OLIVEIRA
MARTINS:00359903762
Dados: 2025.10.31 11:00:49
-03'00'
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IV – ações para emergências e contingências;
V – mecanismos e procedimentos para avaliação sistemática da eficiência e eficácia
das ações programadas.
§ 1º Os planos de saneamento básico serão editados pelos titulares, podendo ser
elaborados com base em dados fornecidos pelos prestadores de cada serviço.
§ 2º A consolidação e compatibilização dos planos específicos de cada serviço serão
efetuadas pelos respectivos titulares;
§ 3º Os planos de saneamento básico deverão ser compatíveis com os planos das
bacias hidrográficas em que estiverem inseridos.
§ 4º Será assegurada ampla divulgação das propostas do Plano de Saneamento
Básico e dos estudos que as fundamentem, inclusive com a realização de audiências ou
consultas públicas.
§5° A delegação de serviço de saneamento básico não dispensa o cumprimento do
Plano Municipal de Saneamento em vigor pelo prestador do respectivo serviço.
§ 6º Quando envolverem serviços regionalizados os planos de saneamento básico
devem ser editados em conformidade com o estabelecimento no art. 14, da Lei Federal nº
11.1445/2007.
§ 7º Exceto quando regional, o plano de saneamento básico deverá englobar
integralmente o território do ente da federação que o elaborou.
§ 8º Incumbe à entidade reguladora e fiscalizadora dos serviços a verificação do
cumprimento dos planos de saneamento por parte dos prestadores de serviços, na forma das
disposições legais, regulamentares e contratuais.
Art.11. O Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios,
destinado a articular, integrar e coordenar recursos tecnológicos, humanos, econômicos e
financeiros, com vistas ao alcance de níveis crescentes de salubridade ambiental no território
municipal.
Art. 12. A revisão do Plano Municipal de Saneamento Básico deverá ser elaborado
por empresa privada, contratada para tanto, contemplando um período de 20 (vinte) anos, com
revisões mínimas a cada 4 (quatro) anos, apresentando seus elementos a seguir especificados:
I – levantamento dos serviços de saneamento básico prestados à população,
diagnóstico da situação e apontamento das causas das deficiências detectadas;
II – objetivos e metas a curto, médio e longo prazos para a universalização,
mediante soluções graduais e progressivas;
III – programa, projetos e ações necessárias para atingir os objetivos e as metas, de
modo compatível com os respectivos planos plurianuais e com outros planos governamentais
correlatos, identificando possíveis fontes de financiamento;
IV – ações emergenciais e contingenciais;
V – identificação dos obstáculos de natureza política institucional, legal,
econômico- financeira, administrativa, cultural e tecnológica que se interpõem à consecução dos
objetivos e metas propostas e os meios para superá-los;
Art. 13. As revisões, avaliações e atualizações do Plano Municipal de Saneamento
Básico terão ampla discussão , sendo facultado ao Ente Gestor realizar Conferências Municipais
de Saneamento Básico, porém obrigatoriamente será assegurada a realização de consulta
pública, audiências públicas quantas forem necessárias a discussão da referida revisão, bem
como sua divulgação antecipada de, pelo menos, 30 (trinta) dias de cada instrumento de controle
com ampla divulgação de seus resultados, os quais ao final deverão ser remetidos a ciência do
ALEXANDRE
DE OLIVEIRA
MARTINS:003
59903762
Assinado de forma digital por
ALEXANDRE DE OLIVEIRA
MARTINS:00359903762
Dados: 2025.10.31 11:01:17
-03'00'
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Conselho Municipal de Saneamento Básico bem como ciência do órgão Jurídico Municipal que
por fim elaborará a proposta contendo o Texto final do Projeto de Lei antes da remessa da nova
alteração à Câmara Municipal.
Parágrafo único. A divulgação das propostas das Revisões do Plano Municipal de
Saneamento Básico e dos estudos que as fundamentarem dar-se-á por meio da disponibilização
integral de seu conteúdo a todos os interessados, inclusive por meio da rede mundial de
computadores - Internet.
Art. 14. Fica revogada a Lei Municipal nº 1.168, de 1º de dezembro de 2015.
Art. 15. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as
disposições em contrário.
Armação dos Búzios, de de 2025.
ALEXANDRE DE OLIVEIRA MARTINS
Prefeito
* Com Anexo único
ALEXANDRE DE
OLIVEIRA
MARTINS:00359903762
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ALEXANDRE DE OLIVEIRA
MARTINS:00359903762
Dados: 2025.10.31 11:01:36 -03'00'
_______________________________________________________________________________________________
Estrada da Usina Velha nº 600 – Centro, Armação dos Búzios/RJ – CEP 28950-000 –
saneamento@buzios.rj.gov.br
ANEXO ÚNICO
da Lei nº /2025
PLANO MUNICIPAL DE
SANEAMENTO BÁSICO
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
1
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
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FICHA TÉCNICA
Prefeitura Municipal de Armação dos Búzios
Prefeito – Alexandre de Oliveira Martins
Equipe Técnica
Mariangela Correa Laydner – Engenheira Civil e de Segurança do Trabalho
Anna Clara Muniz Correia – Estagiária de Engenharia Ambiental
Arnaldo Mailes Neto – Engenheiro Ambiental
Gabriela Vieira de Sousa – Engenheira Ambiental
João Victor Malheiros Vidal da Vinha – Engenheiro Ambiental
Louise Pinho Novaes – Engenheira Ambiental
Nathália Miranda das Chagas – Engenheira Ambiental
Thaís Texeira Rodrigues Lima – Engenheira Ambiental
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
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SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO ....................................................................................................................21
2 OBJETIVO ............................................................................................................................21
3 DIAGNÓSTICO SITUACIONAL .......................................................................................23
3.1 CARACTERIZAÇÃO MUNICIPAL ........................................................................23
3.1.1 LOCALIZAÇÃO ................................................................................................23
3.1.2 LEGISLAÇÃO ....................................................................................................25
3.1.3 DIAGNÓSTICO SOCIOECONÔMICO ........................................................33
3.1.4 DIAGNÓSTICO DO MEIO FÍSICO...............................................................61
3.2 REVISÃO DO DIAGNÓSTICO DO SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE
ÁGUA...................................................................................................................... 106
3.2.1 MANANCIAL................................................................................................. 107
3.2.2 CAPTAÇÃO E ADUÇÃO DE ÁGUA BRUTA............................................ 116
3.2.3 TRATAMENTO DE ÁGUA........................................................................... 120
3.2.4 ESTAÇÕES ELEVATÓRIAS DE ÁGUA TRATADA E BOOSTERS.......... 124
3.2.5 RESERVAÇÃO ............................................................................................... 128
3.2.6 REDE DE DISTRIBUIÇÃO, LIGAÇÕES E HIDRÔMETROS .................. 131
3.2.7 ESTRUTURA TARIFÁRIA............................................................................. 132
3.2.8 RESUMO DOS PRINCIPAIS DESAFIOS IDENTIFICADOS NO
DIAGNÓSTICO DO SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA ................................. 134
3.3 REVISÃO DO DIAGNÓSTICO DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO
SANITÁRIO............................................................................................................ 135
3.3.1 LIGAÇÕES PREDIAIS, REDE COLETORA E COLETORES PRINCIPAIS
136
3.3.2 INTERCEPTORES E EMISSÁRIOS............................................................. 139
3.3.3 ESTAÇÕES ELEVATÓRIAS DE ESGOTO.................................................. 140
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
4
3.3.4 TRATAMENTO DE ESGOTO E CORPO RECEPTOR............................. 143
3.3.5 ESTRUTURA TARIFÁRIA............................................................................. 149
3.3.6 RESUMO DOS PRINCIPAIS DESAFIOS IDENTIFICADOS NO
DIAGNÓSTICO DO SISTEMA ESGOTAMENTO SANITÁRIO........................................ 150
3.4 REVISÃO DO DIAGNÓSTICO DO SISTEMA DE LIMPEZA URBANA E
MANEJO DE RESÍDUOS SÓLIDOS ................................................................. 152
3.4.1 CARACTERIZAÇÃO OPERACIONAL MUNICIPAL................................ 153
3.4.2 RESÍDUOS SÓLIDOS POR CATEGORIA................................................. 155
3.4.3 COMPOSIÇÃO FÍSICA/GRAVIMÉTRICA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS
179
3.4.4 GERAÇÃO PER CAPITA .............................................................................. 181
3.4.5 ESTAÇÃO DE TRANSBORDO ................................................................... 183
3.4.6 DISPOSIÇÃO FINAL .................................................................................... 185
3.4.7 CONTRATO DE SERVIÇOS ........................................................................ 190
3.4.8 EDUCAÇÃO AMBIENTAL E PROGRAMAS AMBIENTAIS................... 193
3.4.9 RECEITA E DESPESA MUNICIPAL COM RESÍDUOS SÓLIDOS
URBANOS 194
3.4.10 ÁREAS CONTAMINADAS E PASSIVOS AMBIENTAIS ......................... 195
3.4.11 ANÁLISE CRÍTICA DO SISTEMA DE LIMPEZA URBANA E MANEJO DE
RESÍDUOS SÓLIDOS.............................................................................................................. 199
3.5 REVISÃO DO DIAGNÓSTICO DOS SERVIÇOS DE DRENAGEM URBANA E
MANEJO DE ÁGUAS PLUVIAIS........................................................................ 201
3.5.1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS....................................................................... 201
3.5.2 DETALHAMENTO DO SISTEMA DE DRENAGEM............................... 204
3.5.3 PRINCIPAIS RISCOS ASSOCIADOS ......................................................... 221
3.5.4 MANUTENÇÃO DO SISTEMA DE DRENAGEM................................... 233
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
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5
3.5.5 ARRANJO INSTITUCIONAL DO SISTEMA DE PLANEJAMENTO E
GESTÃO 233
3.5.6 IDENTIFICAÇÃO DE PLANOS, PROGRAMAS E PROJETOS EM
DESENVOLVIMENTO, JÁ DESENVOLVIDOS OU EM ELABORAÇÃO NA TEMÁTICA
DE DRENAGEM URBANA..................................................................................................... 234
3.5.7 DESPESAS DE CUSTEIO E INVESTIMENTO ......................................... 235
3.5.8 CONTRATOS DE SERVIÇOS...................................................................... 235
3.5.9 ANÁLISE CRÍTICA DO SISTEMA DE DRENAGEM E MANEJO DE
ÁGUAS PLUVIAIS .................................................................................................................... 236
3.6 PROGRAMAS E PROJETOS .............................................................................. 239
4 PROGNÓSTICO ............................................................................................................... 246
4.1 PROGNÓSTICO DO PMSB ............................................................................... 248
4.2 DESCRIÇÃO DOS CENÁRIOS .......................................................................... 250
4.3 PROGNÓSTICO DO SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA ............ 251
4.3.1 Definição dos Fatores Críticos ................................................................... 251
4.3.2 Matriz de Cenários ....................................................................................... 252
4.3.3 Procedimentos Operacionais e Especificação Mínima a serem Adotadas
no Serviço de Abastecimento de Água................................................................................ 252
4.3.4 Estudos para Demandas Futuras ............................................................... 261
4.3.5 INDICADORES E METAS............................................................................ 272
4.3.6 EQUILÍBRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO (CAPEX E OPEX) .......... 275
4.4 PROGNÓSTICO DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO ............ 303
4.4.1 Definição dos Fatores Críticos ................................................................... 303
4.4.2 Matriz de Cenários ....................................................................................... 303
4.4.3 Procedimentos Operacionais e Especificação Mínima a serem Adotadas
no Serviço de Esgotamento Sanitário.................................................................................. 304
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
6
4.4.4 Premissas........................................................................................................ 307
4.4.5 Estudo para Demandas Futuras................................................................. 310
4.4.6 Indicadores e Metas ..................................................................................... 321
4.4.7 Equilíbrio Econômico e Financeiro (CAPEX e OPEX) ............................ 324
4.5 PROGNÓSTICO DO SISTEMA DE MANEJO DE RESÍDUOS SÓLIDOS E
LIMPEZA URBANA.............................................................................................. 329
4.5.1 Definição dos Fatores Críticos ................................................................... 329
4.5.2 Matriz dos Cenários ..................................................................................... 330
4.5.3 Procedimentos Operacionais e Especificação Mínima a Serem Adotadas
no Serviço de Resíduos Sólidos e Limpeza Urbana........................................................... 332
4.5.4 Estudo para Demandas Futuras................................................................. 336
4.5.5 Emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE) ................................................ 345
4.5.6 Indicadores e Metas ..................................................................................... 347
4.5.7 Despesas com os Serviços de Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos
Sólidos 353
4.6 PROGNÓSTICO DO SISTEMA DE DRENAGEM URBANA........................ 356
4.6.1 Diretrizes e Estratégias para o Sistema de Drenagem e Manejo de Águas
Pluviais Urbanas....................................................................................................................... 356
4.6.2 Metas de Adequação de Drenagem e Manejo das Águas Pluviais Urbanas
360
4.6.3 Alternativas para Atendimento das Demandas nos Serviços de
Drenagem e de Manejo das Águas Pluviais........................................................................ 364
4.6.4 Horizontes Temporais para Execução do Planejamento....................... 366
4.6.5 Equilíbrio Econômico e Financeiro (CAPEX e OPEX) ............................ 367
4.6.6 Planejamento para o Serviço de Drenagem e Manejo de Águas Pluviais
Urbanas 371
4.7 CORRELAÇÃO DOS SISTEMAS ....................................................................... 384
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
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7
4.8 COMPATIBILIZAÇÃO COM O PMSB ANTERIOR ........................................ 385
5 PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES........................................................................... 395
5.1 SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA................................................... 396
5.2 SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO................................................... 401
5.3 SISTEMA DE MANEJO DE RESÍDUOS SÓLIDOS ........................................ 413
5.4 SISTEMA DE DRENAGEM URBANA............................................................... 423
6 REVISÃO DAS AÇÕES PARA EMERGÊNCIAS E CONTINGÊNCIAS.................... 434
6.1 Avaliação das vulnerabilidades dos sistemas.................................................. 435
6.1.1 Sistema de Abastecimento de Água.......................................................... 435
6.1.2 Sistema de Esgotamento Sanitário............................................................ 436
6.1.3 Sistema de Resíduos Sólidos ...................................................................... 436
6.1.4 Sistema de Drenagem Urbana.................................................................... 436
6.2 Categorização dos riscos/vulnerabilidades..................................................... 436
6.2.1 Definições dos critérios de vulnerabilidade............................................. 436
6.3 Plano de ações de Emergências e Contingências .......................................... 439
6.3.1 Sistema de Abastecimento de Água.......................................................... 440
6.3.2 Sistema de Esgotamento Sanitário............................................................ 445
6.3.3 Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos ..................................... 448
6.3.4 Drenagem Urbana e Manejo de Águas Pluviais...................................... 451
7 MECANISMOS E PROCEDIMENTOS PARA A AVALIAÇÃO.................................. 454
7.1 AVALIAÇÃO SISTEMÁTICA DOS OBJETIVOS E METAS PÓS REVISÃO. 455
7.2 INDICADORES DE DESEMPENHO................................................................. 459
7.2.1 Fonte para Coleta de Dados....................................................................... 461
7.2.2 Meta dos Indicadores de Desempenho.................................................... 462
7.2.3 Atribuição de Responsabilidades............................................................... 464
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
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8
7.2.4 Indicadores selecionados ............................................................................ 465
7.3 MECANISMOS PARA DIVULGAÇÃO DO PLANO ....................................... 470
7.4 MECANISMOS DE REPRESENTATIVIDADE DA SOCIEDADE.................. 471
7.4.1 Participação Social........................................................................................ 473
7.4.2 Educação Ambiental..................................................................................... 473
7.5 DIRETRIZES PARA O PROCESSO DE AVALIAÇÃO ANUAL E DE REVISÃO
DO PLANO............................................................................................................ 474
7.6 CONSIDERAÇÕES FINAIS................................................................................. 477
8 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................................................ 480
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
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LISTA DE FIGURAS
Figura 1 – Mapa de Localização...............................................................................................23
Figura 2 - Rodovia Estadual de Armação dos Búzios...........................................................24
Figura 3 - Macrozoneamento de Armação dos Búzios........................................................25
Figura 4 – Zoneamento – Armação dos Búzios....................................................................27
Figura 5 – Delimitação das Áreas Especiais de Interesse – Armação dos Búzios..........28
Figura 6 – Série histórica do repasse do ICMS Verde por categoria -Armação dos Búzios.
........................................................................................................................................................33
Figura 7 – Pirâmide etária de Armação dos Búzios..............................................................38
Figura 8 – Distribuição da população em Armação dos Búzios.........................................40
Figura 9 - Localização do Quilombo Rasa. .............................................................................54
Figura 10 - Mapa Quilombo Rasa............................................................................................55
Figura 11 - Mapa Quilombo Baía Formosa............................................................................57
Figura 12 - Localização do Quilombo Maria Joaquina.........................................................59
Figura 13 - Quilombo Maria Joaquina. ...................................................................................60
Figura 14 – Geomorfologia de Armação dos Búzios. ..........................................................63
Figura 15 - Pedologia de Armação dos Búzios......................................................................66
Figura 16 – Regiões Hidrográficas do Rio de Janeiro. .........................................................67
Figura 17 - Mapa das UHPs da Região Hidrográfica VI.......................................................68
Figura 18 – Mapa de hierarquia fluvial de acordo com o método de Strahler. ..............70
Figura 19- Divisão dos Subcomitês do CBHLSJ. ..................................................................71
Figura 20 – Sub-bacias de Armação dos Búzios...................................................................72
Figura 21 - Mapa das microbacias hidrográficas de Armação dos Búzios.......................73
Figura 22 – Hidrografia de Armação dos Búzios. .................................................................74
Figura 23 – Finalidades de Uso na RH-VI e a situação junto ao INEA, em junho de 2022.
........................................................................................................................................................75
Figura 24 – Uso de Água de Armação dos Búzios -2022. ..................................................76
Figura 25 – Disponibilidade Hídrica na RH VI. .....................................................................77
Figura 26 – Balanço Hídrico quantitativo..............................................................................78
Figura 27 - Hidrograma de vazões simuladas para a sub-bacia Armação dos Búzios. ..78
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
10
Figura 28 - Curva de permanência..........................................................................................79
Figura 29 – Boletim consolidade de qualidade das águas da RH -VI. ..............................81
Figura 30 - Mapa de localização dos pontos de monitoramento da RH-VI. ...................82
Figura 31 – Pontos de monitoramento propostos – UHP VI-g. ........................................83
Figura 32 - Mapa de Favorabilidade Hidrogeológica do Rio de Janeiro na RH-VI.........86
Figura 33 – Mapa de produtividade hídrica de Armação dos Búzios...............................87
Figura 34 – Localização do vazadouro Baía Formosa..........................................................94
Figura 35 – Vegetação de Armação dos Búzios....................................................................95
Figura 36 – Localização Parque Estadual da Costa do Sol. ................................................98
Figura 37 – APA Pau-Brasil.......................................................................................................99
Figura 38 – Localização do Monumento Natural Josefa Braga de Almeida................. 102
Figura 39 – APA Água de Tucuns.......................................................................................... 103
Figura 40 – Parque Natural Municipal dos Corais............................................................. 105
Figura 41 – Localização Captação – Represa de Juturnaíba. .......................................... 117
Figura 42 – Fluxograma Adutoras – Armação dos Búzios............................................... 119
Figura 43 – Fluxograma ETA Juturnaíba. ............................................................................ 123
Figura 44 – Boosters – Armação dos Búzios...................................................................... 128
Figura 45 – Reservatórios – Armação dos Búzios............................................................. 131
Figura 46 – Captações de Tempo Seco – Armação dos Búzios...................................... 138
Figura 47 – Interceptores – Armação dos Búzios. ............................................................ 139
Figura 48 – Estações Elevatórias de Esgoto e Linhas de Recalque – Armação dos Búzios.
..................................................................................................................................................... 143
Figura 49 – Localização ETE Búzios..................................................................................... 145
Figura 50 – Fluxograma ETE Búzios. ................................................................................... 146
Figura 51 - Fluxograma SES Armação dos Búzios............................................................. 149
Figura 52 - Fluxograma do Sistema de Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos.
..................................................................................................................................................... 155
Figura 53 – Contêineres dispostos no município. ............................................................. 158
Figura 54 - Coleta de resíduos realizada por contêiner.................................................... 159
Figura 55 – Empresa de Coleta de RCC – Entrada da Empresa. .................................... 171
Figura 56 –Empresa de coleta de RCC – Guarita da Empresa........................................ 172
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
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11
Figura 57 – Ponto de Coleta de Óleo de Cozinha Pós Consumo................................... 176
Figura 58 - Localização do Cemitério Municipal. .............................................................. 178
Figura 59 – Estação de Transbordo do Município - Placa................................................ 184
Figura 60 - Estação de Transbordo do Município - Guarita............................................. 184
Figura 61 - Estação de Transbordo do Município – Entrada. .......................................... 185
Figura 62 - Etapa inicial e área de expansão do aterro sanitário.................................... 187
Figura 63 - Fases de implantação da área de expansão................................................... 188
Figura 64 – Planta do Aterro Sanitário Dois Arcos. .......................................................... 189
Figura 65 - Antigo Lixão de Baía Formosa.......................................................................... 196
Figura 66 - Antigo Lixão de Baía Formosa.......................................................................... 197
Figura 67 - Isoietas de Precipitação Média Anual na Região de Armação dos Búzios.
..................................................................................................................................................... 207
Figura 68 - Probabilidade diária de precipitação em Armação dos Búzios. ................. 208
Figura 69 - Precipitação média mensal em Armação dos Búzios................................... 208
Figura 70 - Bacias Hidrográficas de Armação dos Búzios................................................ 209
Figura 71 - Hidrografia de Armação dos Búzios. ............................................................... 210
Figura 72 - Localização dos talvegues e canais de drenagem na AEIS José Gonçalves.
..................................................................................................................................................... 212
Figura 73 - Esquematização de um Modelo de Drenagem Urbana............................... 213
Figura 74 – Redes de drenagem da área urbana (parcial). ............................................... 214
Figura 75 – Desague na Lagoa de Geribá. .......................................................................... 217
Figura 76 - Mapa das áreas de alagamento em Armação dos Búzios. .......................... 223
Figura 77 – Lagoa do Hotel. .................................................................................................. 224
Figura 78 – Lagoa Rua Custódio Alves................................................................................ 225
Figura 79 – Localização das bacias naturais de drenagem – Armação dos Búzios..... 226
Figura 80 - Áreas com Suscetibilidade a Inundação em Armação dos Búzios............. 227
Figura 81 - Comparativo de uso do solo e áreas alagadas entre os anos de 1976 e 2003.
..................................................................................................................................................... 228
Figura 82 - Áreas com Suscetibilidade a Movimento de Massa em Armação dos Búzios.
..................................................................................................................................................... 229
Figura 83 - Distribuição de Altitude pela Área Urbana de Armação dos Búzios......... 230
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
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12
Figura 84 - Esquema de planejamento de ações............................................................... 249
Figura 85 - Cenários para o planejamento estratégico. ................................................... 250
Figura 86 - Fatores críticos adotados para definição dos cenários do Abastecimento de
Água............................................................................................................................................ 251
Figura 87 - Modelo de ligações domiciliares...................................................................... 261
Figura 88 - Variação do Consumo Durante 1 ano (SAA).................................................. 263
Figura 89 - Variação do Consumo Horário (SAA). ............................................................. 264
Figura 90 - Fatores Críticos adotados para definição dos cenários do esgotamento
sanitário ..................................................................................................................................... 303
Figura 91 - Etapas da transição............................................................................................. 320
Figura 92 - Fatores Críticos adotados para definição dos cenários do manejo de resíduos
sólidos e limpeza urbana. ....................................................................................................... 330
Figura 93 - Emissão de GEE do Cenário Desejável........................................................... 346
Figura 94 - Benefícios da análise dos objetivos e metas. ................................................ 455
Figura 95 - Mídias de divulgação.......................................................................................... 471
Figura 96 - Mecanismos de representatividade da sociedade........................................ 472
Figura 97 - Diretrizes para avaliação e revisão do plano. ................................................ 475
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
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13
LISTA DE QUADROS
Quadro 1 - Subíndices do IFCA................................................................................................30
Quadro 2– IDHM de Armação dos Búzios – 2010. .............................................................44
Quadro 3- Ocupação da população com 18 anos ou mais em Armação dos Búzios. ...44
Quadro 4- Doenças Relacionadas ao Saneamento Ambiental Inadequado....................50
Quadro 5 - Dados climatológicos para Armação dos Búzios. ............................................62
Quadro 6- Categorias de resultados possíveis para o monitoramento das águas. ........80
Quadro 7– Caracterização hidráulica das classes de aquíferos.........................................87
Quadro 8 – Reserva reguladora e disponibilidade explotável (m³/s). ...............................90
Quadro 9 - Reserva reguladora e disponibilidade explotável (m³/s) - Q7,10 e Q95%..90
Quadro 10 - Percentual da reserva reguladora e da disponibilidade explotável (via
estimativa por vazões mínimas) utilizados por poços..........................................................91
Quadro 11 - Vulnerabilidade natural dos aquíferos na RH-VI. ..........................................93
Quadro 12 – Potencial poluidor (cargas difusas) - % em área............................................94
Quadro 13 - Médias mensais do nível do reservatório de Juturnaíba, em metros. .... 110
Quadro 14 - Coordenadas geográficas dos pontos amostrais do Rio São João e
Reservatório de Juturnaíba. ................................................................................................... 111
Quadro 15 - Parâmetros físicos, químicos e biológicos analisados em cada ponto
amostral. .................................................................................................................................... 112
Quadro 16 - Resultados analíticos de amostragem da qualidade da água do Reservatório
de Juturnaíba e do Rio São João........................................................................................... 113
Quadro 17 - Materiais e diâmetros das adutoras de Armação dos Búzios. ................. 120
Quadro 18- Etapas do tratamento de água na ETA. ......................................................... 121
Quadro 19- Capacidade dos módulos de tratamento das ETAs I e II............................ 122
Quadro 20- Análise do controle da qualidade da água. ................................................... 124
Quadro 21 - Estações elevatórias existentes – Armação dos Búzios............................ 125
Quadro 22 - Reservatórios existentes - Armação dos Búzios......................................... 129
Quadro 23 – Estrutura tarifária Concessionária Prolagos. .............................................. 132
Quadro 24 – Arrecadação – Armação dos Búzios............................................................. 134
Quadro 25 – Infraestrutura de Coleta de Esgoto.............................................................. 137
Quadro 26 - Estações Elevatórias Existentes – Armação dos Búzios. .......................... 141
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Quadro 27 – Etapas do tratamento de esgoto na ETE Búzios........................................ 146
Quadro 28 – Análise ETE Búzios. ......................................................................................... 148
Quadro 29 - Informações das Embalagens Plásticas de Óleo Lubrificante.................. 164
Quadro 30 – Estimativa de Gravimetria dos Resíduos Gerados no Estado do Rio de
Janeiro........................................................................................................................................ 180
Quadro 31 - Valores de Coeficiente per Capita de Produção de Resíduos Sólidos
Domiciliares em Função da População Urbana.................................................................. 181
Quadro 32 - Relação dos Contratos de Serviços de Resíduos Sólidos.......................... 191
Quadro 33 – Pontos viciados (descarte clandestino de resíduos).................................. 197
Quadro 34 - Informações e Indicadores da Área Urbana de Armação dos Búzios..... 214
Quadro 35 - Estimativa da Rede de Drenagem de Armação dos Búzios...................... 215
Quadro 36 - Indicadores Associados aos Riscos e a Drenagem Urbana....................... 231
Quadro 37 - Contratos Vigentes em Serviços relacionados a Drenagem Urbana e
Manejo de Águas Pluviais em Armação dos Búzios.......................................................... 236
Quadro 38 - População de Armação dos Búzios ao longo dos anos. ............................ 247
Quadro 39 - R² mais próximo de 1. ...................................................................................... 247
Quadro 40 - Projeção do Crescimento Populacional de Armação dos Búzios. ........... 247
Quadro 41 - Cenários de Armação dos Búzios para o Abastecimento de Água. ........ 252
Quadro 42– Informação necessária por tipo de captação............................................... 256
Quadro 43 - Índice de atendimento de água de Armação dos Búzios.......................... 265
Quadro 44 - Projeção de demanda. ..................................................................................... 267
Quadro 45 - Projeção de reservação. .................................................................................. 268
Quadro 46 - Projeção do incremento de rede, em metros.............................................. 269
Quadro 47 - Projeção do incremento de ligações............................................................. 271
Quadro 48 - Projeção de implantação e substituição de hidrômetros.......................... 272
Quadro 49 - Indicadores do Sistema de Abastecimento de Água.................................. 273
Quadro 50 - Metas dos ODS relacionadas com o Sistema de Abastecimento de Água.
..................................................................................................................................................... 273
Quadro 51 - Metas para o Sistema de Abastecimento de Água..................................... 274
Quadro 52 - CAPEX do Sistema de Abastecimento de Água de Armação dos Búzios.
..................................................................................................................................................... 278
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Quadro 53 - CAPEX do Sistema de Abastecimento de Água Integrado....................... 281
Quadro 54 - Custo total adotado para mão de obra. ....................................................... 284
Quadro 55 - Custo total de energia elétrica....................................................................... 285
Quadro 56 - Custo total referente aos produtos químicos utilizados........................... 286
Quadro 57 - Custo total com lodo. ...................................................................................... 287
Quadro 58 - Custo total com veículos................................................................................. 287
Quadro 59 - Custo total com Uniformes e EPI’s. .............................................................. 288
Quadro 60 - Custo total com manutenção preventiva eletromecânica........................ 288
Quadro 61 - Custo total com manutenção civil................................................................. 289
Quadro 62 - Custo total com planos de celular. ................................................................ 289
Quadro 63 - Custo total com monitoramento. .................................................................. 289
Quadro 64 - Custo total com consultorias. ........................................................................ 290
Quadro 65 - Custo total dos materiais. ............................................................................... 290
Quadro 66 - Custo total para limpeza de reservatórios................................................... 290
Quadro 67 - Custo total com outorgas e licenças ambientais........................................ 291
Quadro 68 - Custo total com repavimentação. ................................................................. 291
Quadro 69 - Custo total com tarifa bancária. .................................................................... 292
Quadro 70 - Custo total com aluguéis................................................................................. 292
Quadro 71 - Custo total com programa de comunicação social e socioambiental..... 292
Quadro 72 - Custo total com programas de saúde, segurança e qualidade................. 293
Quadro 73 - Custo total com Materiais, marketing e taxas. ........................................... 293
Quadro 74 - Custo total com seguros. ................................................................................ 293
Quadro 75 - Custo total adotado para mão de obra. ....................................................... 294
Quadro 76 - Custo total de energia elétrica....................................................................... 295
Quadro 77 - Custo total referente aos produtos químicos utilizados........................... 295
Quadro 78 - Custo total com lodo. ...................................................................................... 295
Quadro 79 - Custo total com veículos................................................................................. 296
Quadro 80 - Custo total com Uniformes e EPI’s. .............................................................. 296
Quadro 81 - Custo total com manutenção preventiva eletromecânica........................ 297
Quadro 82 - Custo total com manutenção civil................................................................. 298
Quadro 83 - Custo total com planos de celular. ................................................................ 298
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Quadro 84 - Custo total com monitoramento. .................................................................. 298
Quadro 85 - Custo total com consultorias. ........................................................................ 299
Quadro 86 - Custo total dos materiais. ............................................................................... 299
Quadro 87 - Custo total para limpeza de reservatórios................................................... 299
Quadro 88 - Custo total com outorgas e licenças ambientais........................................ 300
Quadro 89 - Custo total com repavimentação. ................................................................. 300
Quadro 90 - Custo total com tarifa bancária. .................................................................... 300
Quadro 91 - Custo total com aluguéis................................................................................. 301
Quadro 92 - Custo total com programa de comunicação social e socioambiental..... 301
Quadro 93 - Custo total com programas de saúde, segurança e qualidade................. 302
Quadro 94 - Custo total com Materiais, marketing e taxas. ........................................... 302
Quadro 95 - Custo total com seguros. ................................................................................ 302
Quadro 96 - Cenários de Armação dos Búzios para o Esgotamento Sanitário. .......... 304
Quadro 97-Estações de Tratamento de Esgoto de Armação dos Búzios...................... 307
Quadro 98 - Expressões Utilizadas para Determinar a Contribuição de Esgoto......... 309
Quadro 99 - Índice de atendimento coletivo de esgotamento sanitário...................... 311
Quadro 100 - Vazões do sistema de esgotamento sanitário........................................... 313
Quadro 101 - Estimativa do volume a ser destinado à ETE............................................ 314
Quadro 102 - Estimativa da extensão de rede para o esgotamento sanitário nos cenários
prospectados (m)...................................................................................................................... 316
Quadro 103 - Estimativa da extensão de rede para o esgotamento sanitário nos cenários
prospectados (m)...................................................................................................................... 316
Quadro 104 - - Indicadores do Sistema de Esgotamento Sanitário............................... 321
Quadro 105 - Metas dos ODS relacionadas com o Sistema de Esgotamento Sanitário.
..................................................................................................................................................... 322
Quadro 106 - Metas para o Sistema de Esgotamento Sanitário. ................................... 323
Quadro 107 – Investimentos previstos pela Concessionária Prolagos no período da
quarta revisão........................................................................................................................... 326
Quadro 108 - CAPEX do Sistema de Esgotamento Sanitário de Armação dos Búzios.
..................................................................................................................................................... 327
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Quadro 109 - CAPEX do Sistema de Esgotamento Sanitário de Armação dos Búzios.
..................................................................................................................................................... 328
Quadro 110 - Cenários de Armação dos Búzios do Manejo de Resíduos Sólidos e
Limpeza Urbana. ...................................................................................................................... 331
Quadro 111 - Projeção da população atendida com coleta de resíduos. ..................... 337
Quadro 112 - Projeção de Materiais Secos Recuperados. .............................................. 340
Quadro 113 - Projeção dos Resíduos Orgânicos Recuperados. ..................................... 341
Quadro 114 - Projeção de Materiais Recicláveis Recuperados (t/ano). ........................ 342
Quadro 115 - Projeção de RSS coletados por agentes executores ao longo do horizonte
de estudo................................................................................................................................... 343
Quadro 116 - Projeção de RCC coletados por agentes executores ao longo do horizonte
de estudo................................................................................................................................... 344
Quadro 117 - Inputs realizados na calculadora. ................................................................ 346
Quadro 118 - Emissões do Cenário Desejável (toneladas de CO2-eq/ano). ............... 347
Quadro 119 - Indicadores do Manejo de Resíduos Sólidos e Limpeza Urbana........... 348
Quadro 120 – Relação dos ODS com o Sistema de Gestão Municipal de Resíduos
Sólidos........................................................................................................................................ 350
Quadro 121 - Metas para o Manejo de Resíduos Sólidos e Limpeza Urbana.............. 351
Quadro 122 – Parâmetros para Projeção das Despesas do Serviços de Limpeza Urbana
e Manejo de Resíduos Sólidos............................................................................................... 354
Quadro 123 – Projeção das despesas com resíduos sólidos........................................... 354
Quadro 124 - Metas dos ODS relacionadas com o sistema de Drenagem Urbana.... 361
Quadro 125 - Metas de Implantação e Adequação do Sistema de Drenagem Urbana de
Armação dos Búzios................................................................................................................ 363
Quadro 126 – Projeção operacional do sistema de microdrenagem. ........................... 367
Quadro 127 – CAPEX do sistema de microdrenagem de Armação dos Búzios.......... 370
Quadro 128 - Principais Demandas e Frentes de Ação para o Sistema de Drenagem
Urbana e Manejo de Águas Pluviais..................................................................................... 371
Quadro 129 - Esquematização dos Programas, Objetivos e Ações para o Serviço de
Drenagem Urbana e Manejo de Águas Pluviais................................................................. 372
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Quadro 130 - Programação de Execução das Ações de Drenagem Urbana e Manejo de
Águas Pluviais........................................................................................................................... 374
Quadro 131 - Escala de Atendimento. ................................................................................ 385
Quadro 132 - Atendimento das metas. ............................................................................... 386
Quadro 133 - Investimentos realizados não previstos no PMSB anterior. .................. 387
Quadro 134 - Atendimento das metas. ............................................................................... 388
Quadro 135 - Investimentos realizados não previstos no PMSB anterior. .................. 388
Quadro 136 - Atendimento das metas - Ações imediatas............................................... 389
Quadro 137 - Atendimento das metas - Ações de curto prazo...................................... 390
Quadro 138 - Atendimento das metas - Ações de médio prazo. ................................... 390
Quadro 139 - Atendimento das metas - Ações imediatas............................................... 391
Quadro 140 - Atendimento das metas - Ações de curto prazo...................................... 392
Quadro 141 - Atendimento das metas - Ações de médio prazo. ................................... 393
Quadro 142 – Participação Social. ....................................................................................... 396
Quadro 143 – Programas e Ações – Abastecimento de Água........................................ 398
Quadro 144 – Programas e Ações – Esgotamento Sanitário – Cenário 1.................... 402
Quadro 145 – Programas e Ações – Esgotamento Sanitário – Cenário 2.................... 407
Quadro 146 – Programas e Ações – Resíduos Sólidos..................................................... 414
Quadro 147 – Programas e Ações – Drenagem Urbana e Manejo de Águas Pluviais.
..................................................................................................................................................... 424
Quadro 148 – Matriz de determinação da probabilidade................................................ 437
Quadro 149 – Matriz de determinação do impacto/consequência............................... 437
Quadro 150 – Matriz de risco- Classificação do risco...................................................... 438
Quadro 151 – Classificação do risco. .................................................................................. 439
Quadro 152 - Ações de emergência e contingência - SAA........................................ 441
Quadro 153 - Ações de emergência e contingência - SES......................................... 446
Quadro 154 - Ações de emergência e contingência – Resíduos Sólidos. .............. 449
Quadro 155 - Ações de emergência e contingência – Drenagem Urbana. ........... 452
Quadro 156 - Cumprimento de metas no Sistema de Abastecimento de Água. ........ 456
Quadro 157 - Cumprimento de metas no Sistema de Esgotamento Sanitário. .......... 456
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Quadro 158 - Cumprimento de metas para a Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos
Sólidos........................................................................................................................................ 457
Quadro 159 - Cumprimento de metas para a Drenagem e Manejo de Águas Pluviais
Urbanas...................................................................................................................................... 458
Quadro 160 - Variáveis para compor os indicadores de desempenho.......................... 465
Quadro 161 - Indicadores dos serviços de abastecimento de água.............................. 468
Quadro 162 - Indicadores dos serviços de esgotamento sanitário................................ 468
Quadro 163 - Indicadores dos serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos.
..................................................................................................................................................... 469
Quadro 164 - Indicadores dos serviços de drenagem urbana e manejo de águas pluviais.
..................................................................................................................................................... 469
Quadro 165 - Indicadores da qualidade dos serviços e evolução do PMSB................ 470
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20
LISTA DE GRÁFICOS
Gráfico 1 – População de Armação dos Búzios. ...................................................................39
Gráfico 2 – População residente e lugar de nascimento.....................................................41
Gráfico 3 – Taxa bruta de natalidade. .....................................................................................42
Gráfico 4 – Taxa de mortalidade infantil. ...............................................................................43
Gráfico 5 – IDHM de Armação dos Búzios............................................................................44
Gráfico 6 – Evolução do PIB per capita, a preços correntes (R$ 1,00).............................46
Gráfico 7 – Valor adicionado bruto por setor e total, a preços correntes (R$ 1.000)....46
Gráfico 8– Evolução do IDEB de Armação dos Búzios........................................................48
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21
1 INTRODUÇÃO
O presente documento tem como objetivo a atualização do Plano Municipal de
Saneamento Básico (PMSB) e do Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos
Sólidos (PMIGRS) do município de Armação dos Búzios. A atualização desses planos visa
atender as diretrizes estabelecidas pelas Leis Federais nº 11.445/2007, que institui a
política nacional de saneamento básico, nº 12.305/2010, que regulamenta a política
nacional de resíduos sólidos, e nº 14.026/2020, que moderniza o marco legal do
saneamento. Além disso, busca-se garantir o cumprimento de decretos
regulamentadores e outros normativos pertinentes, promovendo uma gestão
sustentável e eficiente dos serviços de saneamento e resíduos sólidos, em consonância
com as legislações vigentes.
2 OBJETIVO
O Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) é um instrumento de política
pública projetado para orientar a gestão dos serviços de saneamento básico,
abrangendo abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, manejo de resíduos
sólidos e limpeza urbana, e drenagem urbana e manejo de águas pluviais. Este
documento tem como finalidade direcionar ações públicas e privadas que promovam a
otimização dos recursos e garantam um acesso digno e justo aos serviços de
saneamento para a população.
Adicionalmente, o PMSB agrega dados que identificam, quantificam e qualificam
o sistema de saneamento do município, facilitando a atração de investidores para a área
de serviços ambientais. Também orienta os geradores sobre suas responsabilidades na
gestão dos componentes do saneamento básico. O plano estimula a participação ativa
da população e a fiscalização das ações do poder público, com o objetivo de aprimorar
a gestão do saneamento no município.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
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22
Capa
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23
3 DIAGNÓSTICO SITUACIONAL
3.1 CARACTERIZAÇÃO MUNICIPAL
Neste capítulo, será conduzida a análise do diagnóstico situacional de Armação
dos Búzios, com foco na caracterização territorial do município. O objetivo é obter uma
visão detalhada das condições atuais do território, identificando necessidades e
oportunidades que viabilizem um planejamento mais eficaz e direcionado para o
desenvolvimento do município.
3.1.1 LOCALIZAÇÃO
Armação dos Búzios é um município litorâneo, localizado na porção sudeste do
estado do Rio de Janeiro, nas coordenadas geográficas 22º44’49’’ de latitude sul e
41º52’55’ de longitude oeste. O município está inserido na Região Hidrográfica (RH) IV
– Lagos São João, e se situa na Microrregião dos Lagos do estado, fazendo divisa a oeste
com o município de Cabo Frio. Seu mapa de localização é apresentado na Figura 1.
Figura 1 – Mapa de Localização.
Fonte: Autoria Própria (2024).
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
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24
Armação dos Búzios se estende por 70,977 km² (IBGE, 2022) e está posicionado
a aproximadamente 165 km da capital Rio de Janeiro. O principal acesso terrestre à
cidade é realizado por meio da rodovia estadual RJ-102, que se estende de Niterói até
o município, como pode ser observado na Figura 2. Além disso, Armação dos Búzios
pertence a Região da Baixada Litorânea juntamente com os municípios de Araruama,
Arraial do Cabo, Cabo Frio, Cachoeiras de Macacu, Casimiro de Abreu, Iguaba Grande,
Rio Bonito, Rio das Ostras, São Pedro da Aldeia, Saquarema e Silva Jardim.
Figura 2 - Rodovia Estadual de Armação dos Búzios.
Fonte: Adaptado de DER (2022).
De acordo com o relatório de Divisão Territorial Brasileira de 2022, a cidade possui
somente um distrito sede, denominado de Armação dos Búzios. Seu território é dividido
em três macrozonas: (i) Macrozona 1 – Continental, (ii) Macrozona 2 – Peninsular, e (iii)
Macrozona 3 – Insular. A Figura 3 ilustra essa divisão territorial.
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Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
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Figura 3 - Macrozoneamento de Armação dos Búzios.
Fonte: Adaptado de Plano Diretor de Armação dos Búzios (2006).
A Macrozona 1 – Continental é composta por áreas de ocupação mais recente e
extensas áreas de expansão urbana, preservação ambiental ou de exploração agrícola e
pastoril. A Macrozona 2 – Peninsular, por sua vez, inclui áreas de ocupação mais antiga
ou em processo de consolidação, que, por possuírem atributos naturais excepcionais,
exigem controle urbanístico e ambiental para garantir a preservação de suas
características. Já a Macrozona 3 – Insular abrange as áreas insulares, incluindo as ilhas
oceânicas pertencentes ao município: Feia, do Caboclo e Caboclo Alto, Branca,
Gravatás, Âncora, das Emerências, do Boi, do Breu, Ilhote e Rasa.
3.1.2 LEGISLAÇÃO
A Lei 11.445/2007 estabelece diretrizes nacionais para o saneamento básico,
incluindo abastecimento de água, esgotamento sanitário, manejo de resíduos sólidos e
drenagem urbana. Ela visa universalizar e garantir a prestação adequada desses serviços,
promovendo saúde pública e proteção ambiental. O Plano Municipal de Saneamento
Básico (PMSB) é um instrumento essencial para implementar essas diretrizes,
adaptando-as às necessidades locais com diagnósticos, metas e ações específicas.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
26
A Lei 14.026/2020 atualiza o marco legal do saneamento, reforçando os princípios
da Lei 11.445/2007 e introduzindo medidas para aumentar a eficiência,
competitividade e atração de investimentos privados. Esta lei exige a contratação de
serviços via licitação e estabelece metas para universalizar o acesso à água potável e ao
tratamento de esgoto até 2033.
O Plano Diretor, por sua vez, é um instrumento fundamental para o planejamento
urbano e o ordenamento territorial dos municípios, definindo diretrizes para o
desenvolvimento urbano sustentável. Ele estabelece normas para o uso e ocupação do
solo, visando garantir o crescimento ordenado das cidades, a proteção ambiental e a
melhoria da qualidade de vida da população.
O Plano Diretor de Armação dos Búzios, estabelecido pela Lei Complementar nº
13 de 22 de maio de 2006, é um instrumento essencial para o desenvolvimento do
município. Seu objetivo é garantir a qualidade de vida da população, proteger o
patrimônio natural e cultural, e promover um ambiente urbano que respeite as
características locais. O Plano é guiado por princípios como o cumprimento da função
social da cidade, a promoção da inclusão social, a gestão democrática e a proteção do
meio ambiente, assegurando direitos como moradia digna, acesso a serviços urbanos de
qualidade e preservação da identidade cultural.
O zoneamento municipal definido pelo referido Plano Diretor divide o município
em áreas com características semelhantes quanto ao uso, ocupação e condições físicas.
Essas áreas, delimitadas por lei, têm funções sociais específicas. De acordo com o Plano,
as seguintes zonas são estabelecidas no território de Armação dos Búzios:
• Zona de Conservação da Vida Silvestre – ZCVS;
• Zona de Ocupação Controlada – ZOC;
• Zona Residencial – ZR;
• Zona Comercial – ZC;
• Zona Urbana Tradicional – ZUT;
• Zona Especial – ZE; e
• Zona Econômica Ecológica – ZEE.
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A Figura 4 representa o zoneamento do município de Armação dos Búzios.
Figura 4 – Zoneamento – Armação dos Búzios.
Fonte: Prefeitura Municipal (2025).
O Plano Diretor também define as Áreas de Especial Interesse (Figura 5),
organizando o território conforme suas características e necessidades. São elas:
• Área de Especial Interesse Urbanístico – AEIU;
• Área de Especial Interesse Ambiental – AEIA;
• Área de Especial Interesse Cultural – AEIC;
• Área de Especial Interesse Turístico – AEIT;
• Área de Especial Interesse Social – AEIS;
• Área de Especial Interesse de Utilização Pública – AEIP.
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Figura 5 – Delimitação das Áreas Especiais de Interesse – Armação dos Búzios.
Fonte: Adaptado de Plano Diretor de Armação dos Búzios (2006).
O Plano Diretor de Armação dos Búzios ainda define diretrizes para uso do solo,
mobilidade urbana, infraestrutura e proteção ambiental, propondo a criação de áreas de
proteção visual e paisagística e um sistema de transportes que considere a sazonalidade
do turismo. Também aborda a melhoria dos serviços de saúde, educação, cultura e lazer,
ampliando a oferta de equipamentos e garantindo atendimento de qualidade. Promove
a participação da população nas decisões de interesse público, garantindo acesso à
informação e incentivando a gestão democrática da cidade.
O desenvolvimento sustentável é um conceito central no Plano, envolvendo
aspectos econômicos, sociais, culturais, territoriais e ambientais, visando garantir
qualidade de vida para as atuais e futuras gerações. A implementação de ações e
programas é prevista, com monitoramento para garantir que os objetivos e diretrizes
sejam cumpridos, promovendo um desenvolvimento urbano que respeite as
características e necessidades do município.
Em relação ao saneamento básico, o Plano Diretor destaca sua importância para a
qualidade de vida e a proteção ambiental. O Plano condiciona o licenciamento de novas
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
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construções à implantação de sistemas adequados de esgotamento sanitário e
drenagem pluvial, promove o abastecimento universal de água e a gestão adequada de
resíduos sólidos, e integra o saneamento às políticas públicas e à preservação ambiental.
Além disso, aborda a regularização fundiária e urbanística como parte das ações para
garantir um saneamento eficaz nas áreas urbanas.
A Lei Complementar nº 27, de 22 de julho de 2010, traz mudanças na Lei de Uso
e Ocupação do Solo de Armação dos Búzios, impactando diretamente o planejamento
urbano e a infraestrutura. Dentre os principais pontos, destaca-se a restrição de até 8
unidades autônomas em condomínios nas Zonas de Conservação da Vida Silvestre
(ZCVS) e até 35 unidades em outras zonas urbanas. A legislação também define regras
específicas para a Zona Urbana Tradicional 70 (ZUT 70), incluindo critérios para
empreendimentos comerciais acima de 100 m².
Essas alterações visam promover um desenvolvimento urbano sustentável,
respeitando as características e necessidades das diferentes zonas do município, ao
mesmo tempo em que buscam garantir a preservação ambiental e a qualidade de vida
dos habitantes.
A Lei Complementar nº 003, de 31 de dezembro de 1999, estabelece as diretrizes
para o Parcelamento do Solo no município de Armação dos Búzios, regulamentando a
subdivisão de terrenos para fins urbanos. A legislação define parâmetros para
loteamentos e desmembramentos, garantindo que novas ocupações atendam a
requisitos mínimos de infraestrutura, como redes de abastecimento de água,
esgotamento sanitário e escoamento de águas pluviais, iluminação pública, energia
elétrica pública e domiciliar e vias de circulação.
3.1.2.1 ICMS Verde
De acordo com o artigo 158 da Constituição da República Federativa do Brasil de
1988, 75% da arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de
Serviços (ICMS) permanecem nos estados, enquanto os 25% restantes são repassados
aos municípios. A distribuição dessa fatia entre os municípios segue critérios fixados
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
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pela Constituição, mas cada estado tem autonomia para definir uma parte desses
critérios.
No Estado do Rio de Janeiro, o ICMS Verde foi criado pela Lei Estadual nº
5.100/2007 e regulamentado pelos Decretos Estaduais nº 41.844/2009, nº
43.284/2011 e nº43.700/2012, objetivando o ressarcimento dos municípios pela
restrição ao uso de seu território, especialmente em relação às áreas protegidas,
qualidade ambiental dos recursos hídricos e destinação de resíduos sólidos. O ICMS
Verde é um mecanismo tributário criado para incentivar os municípios a adotarem
práticas de preservação dos recursos naturais.
O índice que define a parcela do ICMS Verde a ser recebida por cada município é
chamado de Índice Final de Conservação Ambiental (IFCA), cujo cálculo fica a cargo da
Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos
do Rio de Janeiro (CEPERJ), em cooperação técnica com os órgãos ambientais do Estado
– SEA e o INEA.
No Rio de Janeiro, o percentual correspondente a cada componente do ICMS
Verde é distribuído de acordo com três critérios principais:
• Unidades de Conservação: 45%
• Qualidade dos Recursos Hídricos: 30%
• Gestão de Resíduos Sólidos: 25%
O IFCA é composto por seis subíndices temáticos com pesos diferenciados,
conforme apresentado no Quadro 1.
Quadro 1 - Subíndices do IFCA.
Índice Critérios Peso
Tratamento de
Esgoto (IrTE)
É calculado com base no percentual da população urbana
atendida pelo sistema de esgotamento sanitário, na qualidade do
tratamento oferecido e na eficiência das Estações de Tratamento
de Esgoto.
20%
Destinação Final de
Resíduos Sólidos
Urbanos (IrDR)
Inclui fatores como o tipo de destinação dos resíduos, a gestão
dos aterros, a existência, a abrangência e o tipo do sistema da
coleta seletiva (se é porta a porta ou em pontos de coleta), a
inclusão social de catadores, a participação do município em
20%
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Índice Critérios Peso
consórcios intermunicipais de gestão de resíduos e o tratamento
adequado do óleo vegetal comestível.
Remediação de
Vazadouros (IrRV)
Avalia o estágio de remediação dos vazadouros de lixo (lixões)
nos municípios. 5%
Mananciais de
Abastecimento
(IrMA)
Avalia os mananciais utilizados para abastecimento de água,
analisando a bacia hidrográfica e a área de drenagem específica. 10%
Áreas Protegidas
(IrAP)
É composto pela somatória de cada Resultado de Avaliação de
Área Protegida (RAAP) dentro do município. O RAAP é calculado
com base em três fatores principais:
- Parcelas de Áreas Protegidas: a extensão da área protegida no
território municipal por Unidades de Conservação (UCs).
- Fator de Importância: varia conforme o grupo e a categoria das
UCs, refletindo sua relevância ambiental.
- Grau de Conservação e Implementação: avalia o estado de
conservação e a eficácia das UCs, diferenciando UCs públicas de
privadas.
36%
Áreas Protegidas
Municipais (IrAPM)
Semelhante ao IrAP, mas relacionado apenas as Unidades de
Conservação Municipais 9%
Fonte: Autoria Própria (2024); Nota técnica – ICMS Ecológico do Estado do Rio de Janeiro - INEA
(2023).
Cada subíndice é calculado com base em indicadores específicos e, em seguida,
comparado aos subíndices dos outros municípios. O resultado final, do IFCA,
determinado por:
IFCA (%) = (10*IrMA) +(20*IrTE) + (20*IrDR)+(5-IrRV)+(36*IrAP)+(9*IrAPM), que
indica o percentual do ICMS Verde que cabe ao município.
A correta apuração dos índices que compõem o IFCA é essencial, e devido a isso,
as prefeituras, em parceria com as Concessionárias, devem preencher cuidadosamente
os dados necessários, assegurando que as informações refletem com precisão a
realidade local.
Ademais, o Índice de Qualidade do Sistema Municipal de Meio Ambiente
(IQSMMA) é um fator de bonificação aplicado aos subíndices que compõem o IFCA,
incentivando municípios a aprimorar suas políticas ambientais. Para se habilitar ao
IQSMMA, o município deve demonstrar a implementação parcial ou total de
instrumentos de gestão ambiental, como o Plano Municipal de Gestão Integrada de
Resíduos Sólidos, Plano Municipal de Conservação da Mata Atlântica, Plano Municipal
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de Saneamento Básico e o Programa Municipal de Educação Ambiental. A existência de
licenciamento ambiental local e legislação específica para o Fundo Municipal de Meio
Ambiente também são considerados.
O IQSMMA adiciona até 10% de bonificação nos subíndices em que o município
pontua, aplicado antes do cálculo final do IFCA. Isso oferece uma vantagem significativa
na distribuição do ICMS Verde, recompensando os municípios que investem em
políticas ambientais robustas e sustentáveis.
De acordo com dados fornecidos pela Prefeitura Municipal, o município de Búzios
tem apresentado crescimento na arrecadação desse recurso, refletindo sua evolução na
gestão ambiental. Em 2022, a estimativa de repasse foi de R$ 6.783.341,81, enquanto
para 2024 esse valor subiu para R$ 7.329.108,63, evidenciando um aumento
significativo. Além disso, a posição do município no ranking do ICMS Verde oscilou nos
últimos anos, mas se manteve sempre entre as dez primeiras posições, demonstrando
um desempenho ambiental consistente.
A Figura 6 a seguir apresenta a série histórica do repasse do ICMS Verde por
categoria, conforme dados da Fundação CEPERJ.
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Figura 6 – Série histórica do repasse do ICMS Verde por categoria - Armação dos Búzios.
Fonte: Fundação CEPERJ, 2025.
3.1.3 DIAGNÓSTICO SOCIOECONÔMICO
Neste capítulo, serão discutidas informações sobre a caracterização
socioeconômica de Armação dos Búzios. O processo consiste em uma análise descritiva
que visa avaliar a situação atual do município em termos econômicos e sociais. Esse tipo
de estudo inclui a coleta e interpretação de dados estatísticos, informações
demográficas, indicadores de qualidade de vida e condições de infraestrutura, entre
outros fatores relevantes. O objetivo é proporcionar uma visão abrangente da realidade
local.
3.1.3.1 Contexto Histórico
Armação dos Búzios, comumente conhecida como Búzios, é uma cidade localizada
na Região dos Lagos, no estado do Rio de Janeiro, Brasil. Originalmente habitada por
povos indígenas, a região ganhou importância no século XVI com a chegada dos
colonizadores portugueses. Inicialmente chamada de “Ponta dos Búzios” devido à
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abundância de conchas nas praias, a área foi renomeada como “Armação dos Búzios”
após a construção da Armação das Baleias de Búzios.
Entre 1501 e 1502, a primeira expedição naval portuguesa explorou a costa
brasileira, onde viviam os Tupinambás. No entanto, até 1575, não há registros de
presença europeia em Búzios. Em 1533, a Capitania de São Vicente incluía essa área,
mas ela não foi colonizada imediatamente, o que permitiu que os franceses traficarem
pau-brasil com os Tupinambás, estabelecendo fortalezas no Rio de Janeiro e Cabo Frio
em 1555 e 1556. Esse movimento, conhecido como "França Antártica", quase
comprometeu a colonização portuguesa no sudeste do Brasil.
Entre 1580 e 1640, durante o domínio espanhol sobre Portugal, navios de países
inimigos da Espanha, como França, Holanda e Inglaterra, frequentaram a costa brasileira,
especialmente o porto de Cabo Frio, para contrabandear pau-brasil, apesar do bloqueio
português. Em 1615, o governador do Rio de Janeiro foi forçado a expulsar traficantes
ingleses após uma aliança malsucedida, e recebeu ordens para fundar uma cidade e
construir fortificações. Contudo, apenas o município de Cabo Frio e a fortaleza de Santo
Inácio foram estabelecidos. Entre 1616 e 1623, a região foi organizada com doações de
terras e a criação da Aldeia de São Pedro e do Forte São Mateus, permitindo aos
portugueses combaterem invasões estrangeiras e consolidar o controle da área.
Os jesuítas em São Pedro receberam uma sesmaria, com a opção futura de
escolher entre as terras do rio Una ou as da ponta de Armação dos Búzios. A
comunidade indígena começou a cultivar mandioca, feijão e milho, coletar sal, pescar na
laguna e em Búzios, e criar gado na área da lagoa de Geribá.
A partir de 1660, a Câmara Municipal de Cabo Frio incentivou o comércio de
escravos africanos para aumentar a produção de sal e arrendou temporariamente
diversas praias da região, incluindo Geribá e Marimbondo (atual praia dos Ossos), para
pescadores, apesar da oposição dos jesuítas. Trinta anos depois, percebendo a
inviabilidade da criação de gado em Búzios, os jesuítas optaram pelas terras do Una,
onde construíram a fazenda Campos Novos, incentivando os indígenas a continuarem
suas atividades tradicionais de pesca.
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35
Com o tempo, o uso de mão de obra africana cresceu, especialmente após as
autoridades coloniais assumirem o controle da ponta de Armação dos Búzios,
transferindo temporariamente essas terras para fabricantes de óleo de baleia. Na praia
do porto da Armação, foram construídas uma fábrica com fornalhas para a queima de
gordura, tanques para armazenamento de óleo, a casa-grande dos administradores,
senzalas para os escravos, e a capela de Santana, única construção remanescente dessa
época. Sant’Anna é reverenciada como padroeira de Búzios, em homenagem ao milagre
atribuído a ela de salvar um navio carregado de escravos de um naufrágio.
A memória da antiga caça às baleias em Búzios é preservada nos nomes como
Ponta da Matadeira, onde as baleias eram abatidas, e Praia dos Ossos, onde seus ossos
eram enterrados. A armação de baleias funcionou de 1728 a 1768, com uma tentativa
fracassada de reativação no início do século XIX.
Após a independência do Brasil, famílias de homens livres sem-terra ocuparam
áreas próximas ao antigo estabelecimento baleeiro, dedicando-se à pesca, agricultura e
produção de farinha, enquanto fazendas maiores produziam café, utilizando mão de
obra africana.
No início do século XIX, surgiram relatos frequentes de quilombos no interior de
Búzios. As praias da Rasa e José Gonçalves foram usadas para o desembarque
clandestino de escravos africanos após a proibição do tráfico negreiro. Após a abolição,
ex-escravizados ocuparam irregularmente essas áreas.
No século XX, Búzios passou por ciclos econômicos significativos, sobrevivendo
inicialmente da pesca e do cultivo de bananas. Na década de 1920, o engenheiro alemão
Eugenne Honold investiu no cultivo de bananas na Fazenda Campos Novos,
empregando quase toda a população local. Apesar do sucesso inicial, desentendimentos
e um incêndio criminoso levaram ao fracasso do empreendimento, forçando Honold a
deixar Búzios.
Na época, Búzios tinha uma infraestrutura urbana precária, com uma única estrada
de acesso em péssimas condições, falta de escolas, água proveniente de poços, e
iluminação pública com lamparinas de óleo de mamona. A dieta local era baseada em
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frutos do mar, farinha de mandioca e frutas, e as moradias eram simples, caiadas de
branco. A única festividade era dedicada a Sant’Anna.
Anos depois, os herdeiros de Honold perceberam o potencial da região e criaram
a Companhia Odeon, iniciando um projeto de colonização que modernizou Búzios. Nos
anos 1950, as famílias Sampaio e Ribeiro Dantas introduziram a primeira infraestrutura
básica, incluindo a abertura da atual Avenida José Bento Ribeiro Dantas, que
impulsionou o surgimento de loteamentos e casas de veraneio. Em 1951, foi criada a
primeira linha de ônibus Cabo Frio-Búzios, facilitando o acesso a serviços essenciais.
Nesse mesmo ano, Bento Ribeiro Dantas, presidente da empresa aérea Cruzeiro do Sul,
construiu sua casa de veraneio em Manguinhos, atraindo outros turistas e sendo
nomeado administrador honorário do 3º Distrito de Cabo Frio.
A transformação de Búzios começou em 1964, quando a atriz francesa Brigitte
Bardot e seu namorado brasileiro passaram férias na cidade. A presença de Bardot, uma
estrela do cinema francês, atraiu a atenção da mídia e impulsionou Búzios como destino
turístico internacional, especialmente para franceses e argentinos.
Os moradores locais perceberam que superar os desafios históricos poderia
favorecer o desenvolvimento socioeconômico sustentável da região, sem depender de
Cabo Frio. Inspirados pelo processo de emancipação de Arraial do Cabo, iniciaram uma
campanha pela independência político-administrativa. Entre 1989 e 1992, o movimento
ganhou força, e com o apoio de lideranças locais, coletaram assinaturas suficientes para
iniciar o processo de emancipação na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de
Janeiro. Em 1995, Armação dos Búzios foi finalmente emancipada, tornando-se um
município autônomo.
3.1.3.2 Dinâmica Demográfica
As características gerais da população abrangem informações sobre o tamanho e
a estrutura por idade e sexo, cor ou raça, distribuição da população, densidade
demográfica e urbanização (IBGE, 2020). Já os aspectos da dinâmica demográfica
incluem dados sobre os níveis e características da fecundidade, migração, natalidade e
mortalidade (IBGE, 2020). As transformações socioeconômicas influenciam a dinâmica
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37
populacional. No século XX, observaram-se a evolução, o crescimento da população e
o processo de urbanização no Brasil (Simões, 2016).
Nesse contexto, este item tem como objetivo avaliar a dinâmica populacional de
Armação dos Búzios ao longo dos anos. A análise incluirá informações sobre o local de
residência, gênero, faixa etária, migração e as taxas de natalidade e mortalidade do
município. Além disso, serão considerados aspectos como a densidade populacional, a
distribuição por cor ou raça, e o grau de urbanização.
A demografia é fundamental para o desenvolvimento do turismo (Rezende, 2010),
particularmente em municípios turísticos como Armação dos Búzios. A atividade
turística traz elementos de modernização que têm um impacto significativo na dinâmica
populacional (França, 2008). Essa transformação destaca a interação entre as
características tradicionais da população e as novas influências do turismo, moldando o
perfil demográfico e afetando o desenvolvimento econômico e cultural de Armação dos
Búzios.
De acordo com o IBGE (2022), a população de Armação dos Búzios foi de 40.006
habitantes em 2022, com 50,57% sendo mulheres e 49,43% homens. A Figura 7
apresenta a pirâmide etária, ilustrando a distribuição da população por faixa etária.
Observa-se uma predominância de indivíduos na faixa de 40 a 44 anos, enquanto o topo
da pirâmide é estreito, refletindo um menor número de aposentados. Esse padrão indica
uma necessidade de atenção futura, considerando a tendência de aumento da
longevidade e o eventual alargamento da faixa etária mais avançada.
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Figura 7 – Pirâmide etária de Armação dos Búzios.
Fonte: IBGE (2022).
Conforme o Censo Demográfico de 2022, da população total do município 45,3%
se declaram branca, 39,2% parda, 15,1% pretas e 0,3% indígena. É relevante observar
que, para os fins do Censo 2022, foram consideradas indígenas tanto as pessoas que
residem em áreas indígenas e se identificam como tal em resposta ao quesito "cor ou
raça" ou ao quesito "se considera indígena", quanto aquelas que, embora vivam fora
dessas áreas, se declararam indígenas no quesito "cor ou raça".
A série histórica de dados do IBGE para Armação dos Búzios é dividida entre o
período em que o local era um distrito de Cabo Frio, em 1991, e os anos de 2000 e
2010, após a emancipação do município. De acordo com os dados apresentados, a
população de Armação dos Búzios é totalmente urbana, um padrão que se manteve
desde quando ainda era distrito de Cabo Frio, conforme detalhado no Gráfico 1.
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Gráfico 1 – População de Armação dos Búzios.
Fonte: IBGE – Censo Demográfico série histórica.
Com base nos dados históricos, estima-se que a população da cidade de Armação
dos Búzios seja completamente urbana. De acordo com o censo de 2022, a cidade
apresentou uma densidade demográfica de 563,65 hab/km², ocupando a 45ª posição
em comparação aos demais municípios do estado do Rio de Janeiro. A Figura 8 ilustra a
distribuição da população do município em relação ao estado do Rio de Janeiro.
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Figura 8 – Distribuição da população em Armação dos Búzios.
Fonte: IBGE (2022).
A migração refere-se ao movimento de pessoas de um lugar para outro, podendo
ser interna, dentro de um país, ou internacional. Segundo o IBGE, a migração é um
fenômeno demográfico que influencia a composição populacional de uma região,
afetando a distribuição por idade, sexo e outras características demográficas.
De acordo com os dados do IBGE de 2010, a população residente em Armação
dos Búzios nascida fora do estado do Rio de Janeiro era de 5.003 habitantes,
representando aproximadamente 18% da população total da época. O Gráfico 2 ilustra
a distribuição da população residente em Armação dos Búzios de 2000 e 2010,
destacando as regiões de nascimento dos moradores.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
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Gráfico 2 – População residente e lugar de nascimento.
*Desconsiderando a população do Rio de Janeiro.
Fonte: IBGE (2010).
Há uma tendência geral de declínio na porcentagem de residentes nascidos fora
do estado do Rio de Janeiro entre os anos de 2000 e 2010, com algumas exceções. A
Região Nordeste, que é a mais expressiva, apresentou uma redução de residentes de
cerca de 9% em 2000 para aproximadamente 8% em 2010. A Região Sudeste, exceto o
Rio de Janeiro, que possui o segundo maior número de migrantes, teve uma diminuição
de cerca de 2% na porcentagem de residentes no mesmo período. As Regiões Norte,
Sul e Centro-Oeste tiveram as menores contribuições, não ultrapassando 1%. Em
contraste, a porcentagem de residentes estrangeiros aumentou levemente de 2000 para
2010, alcançando cerca de 2%. Esses dados indicam uma redução na diversidade
regional dos residentes de Armação dos Búzios, com exceção do ligeiro aumento na
presença de estrangeiros.
De acordo com os dados do Censo Demográfico de 2010, Armação dos Búzios
contava com 16.441 residentes que não eram naturais do município, representando
59,66% da população total. Destes, 11.438 habitantes eram originários de outras
localidades do estado do Rio de Janeiro. Esses números indicam uma significativa
presença de migrantes internos dentro do estado, refletindo a atratividade da cidade
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42
como destino residencial, possivelmente impulsionada por fatores como oportunidades
de emprego no setor de turismo e a qualidade de vida proporcionada pela cidade.
A taxa de natalidade, que reflete o número de nascimentos vivos por 1.000
habitantes em um período específico, apresentou uma mediana de aproximadamente
20 nascimentos por 1.000 habitantes em Armação dos Búzios entre 2012 e 2022. Essa
taxa mostrou uma tendência de redução ao longo dos anos. O Gráfico 3 ilustra a taxa
de natalidade de Armação dos Búzios no período mencionado e a compara com a taxa
de natalidade do Rio de Janeiro.
Gráfico 3 – Taxa bruta de natalidade.
Fonte: DATASUS (2012 – 2022).
A taxa de mortalidade infantil, que mede o número de óbitos de crianças menores
de um ano por mil nascidos vivos em um determinado período, registrou em Armação
dos Búzios seu maior valor em 2013, atingindo 14,61%, conforme dados do DATASUS
(2012-2022). Ao longo dos anos, essa taxa apresentou variações, sendo registrada em
6,18% em 2022. De maneira geral, a taxa de mortalidade infantil no município mantevese predominantemente abaixo dos resultados observados no estado do Rio de Janeiro,
como ilustrado no gráfico a seguir.
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43
Gráfico 4 – Taxa de mortalidade infantil.
Fonte: DATASUS (2012 – 2022).
3.1.3.3 Índice de Desenvolvimento Humano
O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é uma métrica que avalia o
desenvolvimento de um país ou região com base em três dimensões principais: saúde,
educação e renda. Calculado a partir da expectativa de vida ao nascer, do nível de
escolaridade e da renda per capita, o IDH fornece uma visão abrangente da qualidade
de vida e do bem-estar das populações. Sua importância reside na capacidade de
fornecer um panorama do progresso social e econômico, permitindo a comparação
entre diferentes localidades e a identificação de áreas que necessitam de políticas e
investimentos específicos para melhorar as condições de vida.
O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) é uma adaptação do
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), projetado para avaliar o desenvolvimento
em nível municipal. Conforme o Censo do IBGE de 2010, o IDHM de Armação dos
Búzios era de 0,728, o que classifica o município com um índice alto. Em 2010, a
dimensão da longevidade foi o principal fator contribuinte para o valor do IDHM, como
ilustrado no Quadro 2.
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44
Quadro 2– IDHM de Armação dos Búzios – 2010.
Territorialidades IDHM IDHM Renda IDHM Longevidade IDHM Educação
Armação dos Búzios (RJ) 0,728 0,750 0,824 0,624
Fonte: IBGE (2010).
O IDHM de 2010 revela uma melhoria no indicador em relação aos anos
anteriores, conforme mostrado no Gráfico 5.
Gráfico 5 – IDHM de Armação dos Búzios.
Fonte: IBGE (2010).
3.1.3.4 Atividades Econômicas
Em 2022, de acordo com o IBGE, o salário médio mensal dos trabalhadores formais
correspondia a 2,0 salários-mínimos (s.m). A taxa de ocupação em relação à população
total do município era de 45,43%. Além disso, os dados do IBGE apresentaram a taxa
de desocupação e o grau de escolaridade da população ocupada, conforme ilustrado no
Quadro 3, mostrando a evolução entre 2000 e 2010.
Quadro 3- Ocupação da população com 18 anos ou mais em Armação dos Búzios.
Anos 2000 2010
Taxa de desocupação - 18 anos ou mais de idade 12,21 5,72
% dos ocupados com ensino fundamental completo 38,84 61,27
% dos ocupados com ensino médio completo 22,94 41,16
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Anos 2000 2010
% dos ocupados com ensino superior completo 7,14 10,76
Fonte: IBGE (2000) e IBGE (2010).
Em 2010, a maioria da população ocupada estava concentrada no setor de
serviços (61,29%), seguido pelo comércio (15,56%) e construção (12,67%). Os demais
setores empregavam percentuais menores: indústria de transformação (3,04%),
agropecuário (2,51%), serviços industriais de utilidade pública (0,71%) e extrativo
mineral (0,42%).
Em 2022, esse comportamento não se alterou significativamente. O setor de
serviços continuou predominando, ocupando 5.990 trabalhadores, seguido pelo
comércio com 2.654 trabalhadores e a indústria com 195 trabalhadores. As ocupações
mais comuns foram camareiro de hotel, garçom, cozinheiro geral e vendedor de
comércio varejista.
Com base na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), em 2022, o indicador
de média salarial em Armação dos Búzios foi de R$ 2,00, apresentando uma variação de
0,55% em relação ao ano anterior. O setor de serviços teve uma média salarial de R$
1,63 (aumento de 0,65%), enquanto o comércio registrou R$ 1,56 (aumento de 10,9%).
O setor industrial destacou-se com a maior variação, apresentando uma média salarial
de R$ 3,78 e um aumento de 180%, sugerindo significativo crescimento e
desenvolvimento. O setor agrícola teve a menor média salarial, R$ 1,18, mas ainda assim
cresceu 10,3%. Em resumo, a economia local mostrou-se estável com notáveis
crescimentos em setores específicos, especialmente na indústria.
No que diz respeito ao Produto Interno Bruto (PIB), o PIB a preços correntes
representa o valor total de todos os bens e serviços finais produzidos dentro de uma
determinada jurisdição durante um período específico, avaliado a preços de mercado
vigentes nesse período. Esse indicador abrange a soma dos valores adicionados por
todas as atividades econômicas, sem ajustes pela inflação. Para a cidade de Armação
dos Búzios, o PIB a preços correntes foi de R$ 2.970.333 (1.000) em 2021, conforme
os dados fornecidos pelo IBGE.
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46
O PIB per capita, por sua vez, é uma métrica que quantifica a média do valor
econômico gerado por indivíduo em um período específico, geralmente anual. Esse
indicador é obtido pela divisão do PIB total de uma região pela sua população total. Em
2021, o PIB per capita de Armação dos Búzios foi de R$ 84.721,42. O Gráfico 6
apresenta a evolução do PIB per capta, a preços correntes, do município.
Gráfico 6 – Evolução do PIB per capita, a preços correntes (R$ 1,00).
Fonte: IBGE (2022).
Entre 2010 e 2021, o setor industrial foi o principal responsável pela contribuição
para o PIB do município, seguido pelo setor de “demais serviços”, que inclui
administração pública, defesa, educação e saúde públicas, além de seguridade social.
Esses dados podem ser visualizados no Gráfico 7.
Gráfico 7 – Valor adicionado bruto por setor e total, a preços correntes (R$ 1.000).
Fonte: IBGE (2022).
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O Índice de Gini é uma medida de desigualdade econômica que quantifica a
distribuição de renda ou riqueza em uma população. Variando de 0 a 1, onde 0
representa a perfeita igualdade (todos possuem a mesma renda) e 1 representa a
máxima desigualdade (uma única pessoa detém toda a renda), o Índice de Gini é utilizado
para avaliar a desigualdade na distribuição de recursos econômicos dentro de um país,
região ou município. Para o município de Armação dos Búzios, o Índice de Gini foi de
0,51 de acordo com o Censo de 2010. Dados atualizados não foram disponibilizados
pelo IBGE ou pela ONU.
3.1.3.5 Educação
O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) é um indicador utilizado
para avaliar a qualidade da educação básica nas escolas públicas do Brasil. Ele é
calculado a partir da combinação de duas métricas principais: o desempenho dos alunos
em avaliações de aprendizado e as taxas de aprovação. O IDEB é utilizado para medir o
progresso das escolas e das redes de ensino, e seus valores variam de 0 a 10, com metas
estabelecidas até 2021 para melhorar continuamente a qualidade da educação.
Em 2021, o IDEB para os anos iniciais do ensino fundamental na rede pública foi
de 5,5, sendo a meta do município de 6,1. Analisando a série histórica representada no
Gráfico 8, observa-se que os índices para os anos iniciais do ensino fundamental são
superiores aos índices para os anos finais. Ambos os ciclos de ensino demonstraram um
padrão semelhante ao longo dos anos, com uma tendência de melhoria a partir de 2005;
entretanto, em 2017, foi registrada uma diminuição no índice.
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Gráfico 8– Evolução do IDEB de Armação dos Búzios.
Fonte: Inep (2022).
O IBGE de 2022 registrou que 97,21% da população com 15 anos ou mais era
alfabetizada no município. O Censo Escolar de 2023, realizado pelo Instituto Nacional
de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), reportou um total de 8.467
matrículas no ensino regular das escolas municipais, distribuídas da seguinte forma:
1.875 para educação infantil (creche e pré-escola), 5.719 para o ensino fundamental,
722 para o ensino médio e 151 para a Educação de Jovens e Adultos. Além disso, o
Censo Escolar de 2023 identificou 400 matrículas na educação especial1.
Ainda nesse contexto, o Plano Municipal de Educação (PME) atua como um
documento estratégico que estabelece as diretrizes e metas para o desenvolvimento da
educação no município. Sua elaboração e revisão são obrigatórias por lei, conforme a
Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), com o objetivo de garantir a
melhoria da qualidade educacional e a equidade no acesso e permanência dos alunos
na escola. O PME deve ser elaborado com participação social e revisado a cada 4 anos.
A Lei nº 1114, de 30 de junho de 2015, aprovada pela Prefeitura da Cidade de
Armação dos Búzios, estabelece o Plano Municipal de Educação (PME) para o decênio
1 Ensino especializado em oferecer educação de qualidade para pessoas com deficiência,
transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação.
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de 2015 a 2025. O principal objetivo do PME é assegurar a melhoria da educação no
município, alinhando-se às diretrizes da Lei Federal nº 13.005, de 25 de junho de 2014.
A lei define várias diretrizes para orientar a educação local, incluindo a erradicação
do analfabetismo, a universalização do atendimento escolar, a superação das
desigualdades educacionais, a melhoria da qualidade da educação, a formação para o
trabalho e cidadania, a valorização dos profissionais da educação, e a promoção dos
direitos humanos e da diversidade.
Além disso, estabelece que o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes
Orçamentárias (LDO) e a Lei de Orçamentos Anual (LOA) devem ser formulados de
forma a garantir recursos financeiros compatíveis com as diretrizes e metas do PME,
assegurando sua execução efetiva. O município deve colaborar com a União e o Estado
para alcançar as metas do PME, e a execução do plano será monitorada por diversas
instâncias, incluindo comitês de acompanhamento e avaliação, para garantir a
transparência e eficácia das ações implementadas.
Entre outras iniciativas relacionadas à educação no município de Armação dos
Búzios, destaca-se o Programa Municipal de Educação Ambiental (PROMEA), criado
pela Lei nº 1.614, de 7 de janeiro de 2021. O programa tem o objetivo de promover a
conscientização ambiental e a sustentabilidade no ensino, sendo coordenado pelo
Núcleo de Educação Ambiental de Armação dos Búzios (NEA-Búzios). Em parceria com
as Secretarias Municipais de Educação e Meio Ambiente, o PROMEA desenvolve
projetos e atividades educativas voltadas à preservação dos recursos naturais,
integrando o tema ambiental ao currículo escolar.
Com financiamento do Fundo Municipal de Meio Ambiente (FMMA), o programa
fortalece a educação ambiental no município, alinhando-se às diretrizes do PME e
contribuindo para a formação de cidadãos mais conscientes e comprometidos com o
desenvolvimento sustentável.
3.1.3.6 Saúde
A saúde e o saneamento são áreas intrinsecamente conectadas, pois a qualidade
dos serviços de saneamento impacta diretamente a saúde pública. Em Armação dos
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
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50
Búzios, de acordo com o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES),
existem 88 estabelecimentos de saúde de gestão municipal, dos quais 40 prestam
atendimento ao Sistema Único de Saúde (SUS).
A Lista Morb CID-10, disponível no DATASUS, contém informações detalhadas
sobre “Doenças Relacionadas ao Saneamento Ambiental Inadequado (DRSAI)”,
conforme categorizado por SOUZA et al. (2015). Esta base de dados, que classifica a
morbidade hospitalar no SUS por local de internação, é essencial para a análise
epidemiológica e o planejamento de intervenções em saúde pública. Ao oferecer um
detalhamento abrangente, a Lista Morb CID-10 permite identificar padrões de doenças
e sua distribuição geográfica, facilitando a implementação de estratégias mais eficazes
para a promoção da saúde. O Quadro 4 apresenta as DRSAI.
Quadro 4- Doenças Relacionadas ao Saneamento Ambiental Inadequado.
Categoria Doenças
Doenças de transmissão feco-oral
Diarreias
Febres entéricas
Hepatite A
Doenças transmitidas por inseto vetor
Dengue
Febre Amarela
Leishmanioses
Filariose linfática
Malária
Doença de Chagas
Doenças transmitidas através do contato com
a água
Esquistossomose
Leptospirose
Doenças relacionadas com a higiene Doenças dos olhos
Doenças de pele
Geohelmintos e teníases
Helmintíases
Teníases
Fonte: Adaptado de COSTA et al. (2002).
Analisando os dados do primeiro semestre de 2024, foram constatadas 2.146
internações classificadas pelo Capítulo I do CID-10 como "Algumas doenças infecciosas
e parasitárias". Nesse período, ocorreram 160 óbitos, resultando em uma taxa de
mortalidade de 7,46%. Em comparação, no primeiro semestre de 2023, foram
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registradas 2.007 internações para o mesmo grupo de doenças, com 125 óbitos,
correspondendo a uma taxa de mortalidade de 6,23%. Observa-se um aumento tanto
no número de internações quanto na taxa de mortalidade entre os dois períodos, o que
sugere um agravamento das condições de saúde relacionadas a doenças infecciosas e
parasitárias.
Nesse sentido, o Plano Municipal de Saúde surge como um documento estratégico
que orienta as ações e investimentos na área da saúde em um município, geralmente
com um horizonte de quatro anos. Ele inclui um diagnóstico situacional, estabelece
metas e objetivos claros com indicadores de desempenho, detalha os recursos
financeiros necessários, e deve ser compatível com os Planos Estaduais e Nacional de
Saúde.
O "Plano Municipal de Saúde 2022-2025" de Armação dos Búzios é um
documento estratégico destinado a orientar as ações e serviços de saúde no município,
alinhado às diretrizes do SUS. O plano aborda a estrutura da Vigilância em Saúde,
dividida em quatro áreas: Vigilância Epidemiológica, Vigilância Sanitária, Vigilância
Ambiental e Vigilância em Saúde do Trabalhador. Cada área tem responsabilidades
específicas, como o monitoramento de doenças, o controle de riscos sanitários e
ambientais, e a proteção da saúde do trabalhador.
O documento define ainda metas específicas e indicadores de desempenho para
monitorar a eficácia das ações de saúde, incluindo a proporção de ações de vigilância
sanitária realizadas e o desempenho dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) em
relação às metas quadrimestrais.
Quanto ao saneamento o Plano destaca que as condições do abastecimento de
água, esgotamento sanitário, manejo de resíduos sólidos e drenagem urbana, são
cruciais para a saúde da população. Melhorar essas condições é uma prioridade para
reduzir doenças relacionadas ao saneamento inadequado. O plano enfatiza a integração
das políticas de saneamento com as ações de saúde, promovendo uma abordagem
intersetorial onde as condições de saneamento são consideradas fatores determinantes
para a saúde.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
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52
A vigilância sanitária inclui a monitoramento da qualidade da água, controle de
vetores e gestão de resíduos para prevenir surtos de doenças e garantir um ambiente
saudável. Além disso, o plano destaca a importância da educação e conscientização da
população sobre práticas de higiene e saneamento adequado, sugerindo campanhas
educativas para informar a comunidade.
3.1.3.7 Remanescentes de Comunidades Quilombolas
Os remanescentes das comunidades de quilombos representam um importante
símbolo de resistência e luta no Brasil. Formadas por descendentes de africanos
escravizados, essas comunidades surgiram inicialmente como refúgios de liberdade.
Reconhecidos na Constituição de 1988, os quilombos foram definidos como grupos
que, ao longo do tempo, mantiveram suas terras e tradições, reforçando sua identidade
cultural. Hoje, essas comunidades continuam a desempenhar um papel central na
preservação da cultura afro-brasileira, mantendo viva a memória e a resistência de seus
ancestrais através da ocupação e uso coletivo das terras que historicamente lhes
pertencem.
A seguir, serão descritas as comunidades quilombolas existentes no município de
Armação dos Búzios.
a) Comunidade Rasa
A comunidade quilombola da Rasa está situada no município de Armação dos
Búzios, na Região dos Lagos, no estado do Rio de Janeiro. Historicamente, a Rasa faz
parte de um território mais amplo, que se originou a partir da antiga Fazenda Campos
Novos. Essa área integra uma rede de comunidades negras rurais, conectando-se
especialmente com os quilombos de Baía Formosa, em Armação dos Búzios, Maria
Joaquina e Botafogo, em Cabo Frio, e Caveira, em São Pedro da Aldeia. As famílias que
compõem a comunidade da Rasa são descendentes de africanos trazidos para trabalhar
de forma forçada nas fazendas da região, como a mencionada Fazenda Campos Novos,
cujas terras abrangiam os atuais municípios de Cabo Frio, Armação dos Búzios e São
Pedro da Aldeia.
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Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
53
De acordo com os Quilombos no Projeto de Educação Ambiental – QUIPEA
(2021), a longa trajetória de ocupação desses territórios é uma característica marcante
de reconhecimento entre os quilombolas, que se identificam como "os da terra". Mesmo
após a proibição do tráfico de escravos, muitos africanos continuaram a ser trazidos
para a Fazenda Campos Novos. As praias da Rasa, como Ponta do Pai Vitória, Caravelas
e José Gonçalves, eram pontos estratégicos de desembarque clandestino e comércio
ilegal de escravizados, pois estavam distantes dos portos oficiais, onde havia maior
vigilância policial.
A ocupação do território da Rasa seguia uma lógica própria, em que a terra era
compreendida não apenas como um lugar de moradia, mas também como um espaço
de interação social, econômica, cultural e simbólica. No entanto, atualmente, a Rasa
deixou de ser um bairro rural exclusivamente negro e transformou-se em uma área
urbanizada, marcada pela presença de pessoas de fora, como relatam os antigos
moradores. Loteado em quase toda a sua extensão, o território que a comunidade
quilombola reivindica sofre continuamente com um processo de urbanização
desordenada, que desconsidera o direito legítimo dos quilombolas da Rasa de
permanecerem nos espaços que seus antepassados ocuparam social, econômica e
culturalmente por mais de um século.
Os direitos à posse dos territórios e ao reconhecimento como quilombo são hoje
assegurados pelo Estado brasileiro, no artigo 68 do ADCT (Ato de Disposições
Constitucionais Transitórios) da Constituição Federal de 1988.
Na Rasa, os negros da terra se reuniram e formaram, em 2003, a Associação da
Comunidade Remanescente de Quilombo da Rasa que, por meio de um requerimento,
encaminhou ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) o pedido
de abertura do processo administrativo para identificação, reconhecimento,
delimitação, demarcação, desintrusão, titulação das terras tradicionalmente ocupadas
por eles. Esse processo encontra-se ainda em andamento.
A comunidade da Rasa tem representação no Conselho Municipal de Promoção
da Igualdade Racial do município de Armação dos Búzios, o qual tem como uma de suas
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54
finalidades acompanhar e registrar as denúncias de discriminação racial sofridas por
moradores que, infelizmente, não cessam de ocorrer. Desta forma, os quilombolas
também se mantêm presentes em outros espaços, na busca por políticas públicas
visando assegurar seus direitos.
De acordo com os dados do Censo IBGE de 2022, atualmente residem 539
pessoas no território quilombola de Rasa, sendo que destes, 274 são residentes
quilombolas. Sua localização é apresentada na Figura 9 a seguir. Adicionalmente, a
Figura 10 apresenta o mapa temático do Quilombo Rasa.
Figura 9 - Localização do Quilombo Rasa.
Fonte: Censo (2022).
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Figura 10 - Mapa Quilombo Rasa.
Fonte: Quilombos no Projeto de Educação Ambiental – QUIPEA (2021).
b) Comunidade Baía Formosa
Conforme o Atlas Observatório Quilombola (2023), a fazenda da Baía Formosa,
outrora utilizada como um ponto de desembarque clandestino de africanos
escravizados, desempenhou um papel significativo na história do tráfico de escravos no
Brasil, especialmente após a proibição desse comércio em 1831. Os escravizados, ao
desembarcarem secretamente, eram dispersos por toda a região que correspondia à
antiga fazenda de Campos Novos. Mesmo após a abolição da escravatura em 1888, os
recém-libertos e seus descendentes continuaram a viver na área, chegando inclusive a
pagar arrendamento àqueles que se declaravam proprietários das terras. Contudo, na
década de 1970, parte dessa comunidade foi removida de suas terras e muitos de seus
membros foram obrigados a se estabelecer no município de Cabo Frio, mais
precisamente na região do Jardim Peró. Hoje, essa comunidade luta para retornar ao
território que ocuparam por gerações.
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56
O nome Baía Formosa já aparecia nos registros paroquiais de terras da província
de Nossa Senhora da Assunção de Cabo Frio, datados do século XIX, sendo mencionada
como propriedade do traficante José Gonçalves da Silva, conforme documentos do
Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro. Atualmente, a comunidade se localiza no
município de Armação dos Búzios, nas proximidades da rodovia RJ-102, Estrada Velha
de Búzios.
No que diz respeito ao número de famílias, até julho de 2023, esse número se
aproximava de 120 (Comissão Pró-Índio de São Paulo). A comunidade foi reconhecida
pela Fundação Cultural Palmares como remanescente de quilombo em 2011, e, até o
mesmo período, passava pelo processo de demarcação territorial e identificação das
famílias residentes. Neste mesmo ano, foi fundada a Associação dos Remanescentes do
Quilombo de Baía Formosa (Arqbaf), formalizada em 2013.
Em termos de condições sociais, a comunidade é atendida pela Escola Municipal
Lydia Sherman e conta com um Centro de Referência de Assistência Social (Cras), mas
não dispõe de um Programa Saúde da Família (PSF) em seu interior.
No âmbito econômico, os membros da comunidade trabalham em diversas
funções, como pedreiro, marceneiro, professor, vigilante, carpinteiro, além de atuarem
no setor de hotelaria da região dos lagos.
Em 2019, a comunidade e os representantes da Fazendo Porto Velho iniciaram um
acordo para a devolução de parte das terras do quilombo para o retorno das famílias
expulsas.
De acordo com os Quilombos no Projeto de Educação Ambiental – QUIPEA
(2021), a devolução das terras pode fazer parte das medidas de compensação dos
impactos socioambientais identificados em virtude da chegada de um empreendimento
próximo à sede da associação quilombola.
Conforme informações fornecidas pela Folha dos Lagos, em agosto de 2022, os
membros da Associação dos Remanescentes do Quilombo de Baía Formosa fizeram
parte da cerimônia de posse de mais de 800 mil m² de terras localizadas no bairro de
Baía Formosa para as famílias que as habitavam.
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57
A Figura 11 a seguir apresenta o mapa do Quilombo Baía Formosa.
Figura 11 - Mapa Quilombo Baía Formosa.
Fonte: Quilombos no Projeto de Educação Ambiental – QUIPEA (2021).
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c) Comunidade Maria Joaquina
A comunidade quilombola de Maria Joaquina está situada na divisa entre os
municípios de Armação dos Búzios e Cabo Frio, na Região dos Lagos fluminense.
Inserida em um território mais amplo, que originalmente compreendia a antiga Fazenda
Campos Novos, Maria Joaquina faz parte de uma rede de comunidades negras rurais
conectadas por memórias, saberes, parentesco, amizades e uma luta política comum.
Essa rede inclui outros quilombos como Rasa e Baía Formosa, em Armação dos Búzios,
e Botafogo, em Cabo Frio.
Historicamente, as terras ocupadas pelas famílias de Maria Joaquina estiveram sob
domínio da Fazenda Campos Novos, que utilizava mão de obra escravizada para a
produção de gêneros agrícolas, farinha de mandioca, extração de madeiras e criação de
gado. Os quilombolas acreditam que as terras da fazenda foram doadas aos seus
antecessores pelos padres jesuítas após a expulsão dos mesmos da região. Mais
recentemente, a comunidade tem se mobilizado politicamente para o reconhecimento
de seus direitos territoriais junto ao Estado. Essa mobilização começou com a demanda
por posse familiar por meio da reforma agrária e, atualmente, busca a titulação coletiva
como quilombo, conforme a Constituição Federal de 1988.
As áreas reivindicadas como terras do quilombo Maria Joaquina estão organizadas
em torno de três núcleos familiares bem definidos, que funcionam como pilares das
relações comunitárias.
Em 2011, a comunidade fundou a Associação dos Remanescentes do Quilombo
Maria Joaquina e recebeu a certificação da Fundação Cultural Palmares. Em 2013,
solicitaram a abertura do processo para a identificação e delimitação de seu território
tradicional junto ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA).
Embora o Relatório de Identificação e Delimitação Territorial tenha sido concluído, a
comunidade ainda enfrenta obstáculos e dificuldades para a conclusão do processo de
regularização fundiária e a emissão do título definitivo de suas terras.
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De acordo com os dados do Censo IBGE de 2022, atualmente residem 273
pessoas no território quilombola de Maria Joaquina, sendo que destes, 173 são
residentes quilombolas.
Sua localização é apresentada na Figura 12 a seguir. Adicionalmente, a Figura 13
apresenta o mapa do Quilombo Maria Joaquina.
Figura 12 - Localização do Quilombo Maria Joaquina.
Fonte: Censo (2022).
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Figura 13 - Quilombo Maria Joaquina.
Fonte: Quilombos no Projeto de Educação Ambiental – QUIPEA (2021).
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61
3.1.4 DIAGNÓSTICO DO MEIO FÍSICO
O diagnóstico do meio físico do município oferece uma análise abrangente das
características ambientais que influenciam diretamente ou indiretamente o sistema de
saneamento e a qualidade ambiental. Este item examina aspectos essenciais como as
condições climáticas, a cobertura vegetal atual e outras características específicas do
ambiente natural. A compreensão dessas condições é fundamental para avaliar como
elas interagem com o sistema de saneamento e impactam a saúde ambiental do
município. Ao considerar esses fatores, o diagnóstico busca identificar como o meio
físico contribui para os desafios e oportunidades na gestão ambiental e no
desenvolvimento de estratégias de saneamento eficazes.
3.1.4.1 Condições Climáticas e Meteorológicas
A compreensão da dinâmica climática e meteorológica do município é essencial
para o planejamento adequado de obras e serviços relacionados ao saneamento básico,
impactando diretamente a eficácia da implementação das ações previstas. Dessa
maneira, foi adotada a classificação climática de Köppen-Geiger, conforme definida pelo
INMET, a qual combina duas dimensões: a influência do clima e a umidade associada à
precipitação. Esta classificação baseia-se na premissa de que a vegetação natural de
uma região reflete o clima predominante. A determinação dos tipos climáticos é
realizada considerando a sazonalidade e os valores médios anuais e mensais da
temperatura do ar e da precipitação.
O microclima de Armação dos Búzios é classificado como semiárido quente
segundo o sistema de Köppen, apesar de estar localizado em uma baixada litorânea
tropical úmida. A temperatura média anual é de 25º C, com máximas que chegam a 28º
C no verão e 24º C no inverno, e máximas absolutas de até 36º C. As mínimas médias
são de aproximadamente 22º C no verão e 19º C no inverno, com mínimas absolutas de
12º C. A umidade do ar se mantém acima de 80% devido à proximidade do mar e à
influência dos ventos úmidos.
A precipitação pluviométrica anual é de 800 mm, com uma média mensal de
menos de 80 mm. A estação chuvosa ocorre de outubro a janeiro, diminuindo em
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62
fevereiro-março e reduzindo ainda mais na estação seca de julho-agosto. Como a
precipitação é inferior à evaporação, o balanço hídrico dos municípios é negativo,
aproximadamente 100 mm/ano. O Quadro 5 a seguir apresenta os dados climatológicos
para Armação dos Búzios.
Quadro 5 - Dados climatológicos para Armação dos Búzios.
Mês Temperatura
média (°C)
Temperatura
mínima (°C)
Temperatura
máxima (°C)
Chuva
(mm)
Umidade
(%)
Dias
chuvosos
(d)
Horas
de sol
(h)
Janeiro 25.6 23.9 27.6 129 84 8 10.3
Fevereiro 25.9 24.1 28.2 82 84 6 10.4
Março 25.7 24.0 27.7 128 84 10 9.2
Abril 24.7 22.9 26.8 70 82 9 8.5
Maio 22.8 20.9 24.3 63 80 8 7.8
Junho 22.2 20.0 23.8 37 81 5 7.6
Julho 21.4 19.4 23.9 40 79 6 7.5
Agosto 21.6 19.6 23.8 36 79 6 7.7
Setembro 22.0 20.2 24.2 61 79 7 7.6
Outubro 22.9 21.3 24.9 80 81 7 8.0
Novembro 23.6 22.0 25.4 140 83 10 8.4
Dezembro 24.8 23.3 26.7 146 84 10 9.4
Fonte: Climate Data (2021).
3.1.4.2 Geomorfologia
O relevo de Armação dos Búzios é marcado por pequenos conjuntos de
montanhas e maciços isolados, como Emerença. De acordo com o Banco de Dados e
Informações Ambientais (BDiA), o município está inserido nos domínios
geomorfológicos dos Cinturões Móveis Neoproterozóicos e dos Depósitos
Sedimentares Quaternários, conforme Figura 14. As principais unidades
geomorfológicas da região incluem as Colinas e Morros da Depressão da Guanabara, as
Planícies Litorâneas e os Maciços Costeiros Fluminenses.
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63
Figura 14 – Geomorfologia de Armação dos Búzios.
Fonte: Autoria Própria (2024); BDiA (2024).
Em Armação dos Búzios, locais como Ponta da Lagoinha, Praia de Geribá, Orla
Bardot e Pórtico Turístico ilustram a amalgamação e separação do Gondwana,
evidenciada pela Orogenia Búzios (Schmitt et al., 2004b). Na região de Lagoinha, Foca e
Forno, destacam-se feições rochosas foliadas e dobradas, formadas sob altas pressões
e temperaturas durante a colisão continental há 500 a 520 milhões de anos. A Ponta do
Marisco, ao sudoeste da Praia de Geribá, exibe deformações rochosas devido a pressões
e temperaturas elevadas, com destaque para ortognaisses e ortoanfibolitos.
A Praia de José Gonçalves, dentro do Parque Estadual da Costa do Sol, é destacada
por suas rochas antigas de 2 bilhões de anos, incluindo gnaisses foliados, anfibolitos
com estruturas boudins e diabásios em diques. O terraço atrás da praia, datado em cerca
de 2.600 anos, contém fragmentos rochosos arredondados formados por erosão e ação
das ondas.
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64
A Nascente do Quilombo da Baía Formosa, situada em uma planície de sedimentos
marinhos e lagunares, é crucial para a preservação da história quilombola e é formada
por gnaisse de aproximadamente 2 bilhões de anos. A água surge quando a chuva se
infiltra através das areias e fraturas das rochas do embasamento cristalino, com baixa
salinidade e pH neutro. A nascente, destacada em painéis interpretativos, faz parte do
Geoparque Costões e Lagunas do RJ, ligando a geologia local à ancestralidade africana
da comunidade quilombola.
A Ponta do Pai Vitório é um geossítio significativo e destino turístico conhecido
por suas falhas geológicas e lendas. A falha tectônica, que se estende até a ilha Feia, é
uma estrutura onde rochas metamórficas de cerca de 2 bilhões de anos estão em
contato com rochas sedimentares do Plioceno (5 a 2,5 milhões de anos). Marca o limite
sul do Graben de Barra de São João e apresenta brechas e cataclasitos resultantes de
quatro fases de reativação. Além do valor científico, o local é relevante historicamente
e culturalmente, associado a lendas de naufrágios e ao salvador africano, Pai Vitório.
As falésias da Praia Rasa, formadas há cerca de 5.100 anos, resultaram da atividade
da Falha do Pai Vitório. O Mangue de Pedra da Praia Gorda é um ecossistema raro, com
manguezal sobre rochas, alimentado pela descarga do aquífero das paleofalésias. O local
é significativo para estudos paleoambientais, sedimentares, hidrogeológicos, tectônicos
e botânicos, e tem importância cultural devido às comunidades quilombolas.
Nas planícies, predominam solos hidromórficos, com variados níveis de
encharcamento ao longo do ano. Esses solos são cobertos por vegetação que ajuda a
proteger contra a erosão. Já nas planícies marinhas, encontram-se areias quartzosas
marinhas, fortemente tingidas por matéria orgânica proveniente das encostas ou dos
brejais locais, formando solos podzóicos hidromórficos.
3.1.4.3 Pedologia
A pedologia é a ciência que estuda a formação, classificação, distribuição e as
propriedades dos solos. Ela é fundamental para o entendimento da relação entre o solo
e o ambiente, desempenhando um papel crucial em áreas como agricultura, engenharia
civil, gestão ambiental e planejamento urbano. A pedologia permite identificar
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diferentes tipos de solos, suas características e capacidades, fornecendo informações
essenciais para o uso sustentável e a preservação do solo.
No município de Armação dos Búzios, a pedologia revela uma diversidade de solos,
classificados segundo o Sistema Brasileiro de Classificação de Solos (SiBCS). As ordens
predominantes são o argissolo e o espodossolo. O argissolo, mais especificamente da
subordem argissolo vermelho, é caracterizado por um perfil de solo com horizonte B
textural, apresentando acúmulo de argila em profundidade.
Por outro lado, o espodossolo, encontrado na subordem espodossolo ferrihumilúvico, caracteriza-se pela presença de horizontes ricos em matéria orgânica e
ferro, geralmente associado a condições de drenagem deficiente. Este solo é típico de
ambientes arenosos e úmidos, como áreas de restinga, sendo menos fértil e mais ácido
em comparação ao argissolo.
É importante destacar que uma parte considerável do território de Armação dos
Búzios é classificada como "outros" no BDiA, uma categoria que coincide com áreas
urbanas, como observado na Figura 15. Nessas regiões, o solo original foi
significativamente alterado pelas atividades humanas, como construção e urbanização.
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Figura 15 - Pedologia de Armação dos Búzios.
Fonte: Autoria Própria (2024); BDiA (2024).
3.1.4.4 Recursos Hídricos Superficiais
O Estado do Rio de Janeiro está inserido na Região Hidrográfica do Atlântico
Sudeste, que também abrange os estados de Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo e
Paraná. Conforme dados da Agência Nacional de Águas (ANA), essa região ocupa 25%
do território brasileiro e é a mais densamente povoada entre as regiões hidrográficas do
país, apresentando uma densidade demográfica seis vezes maior que a média nacional.
O estado do Rio de Janeiro é ainda subdividido em nove regiões hidrográficas,
conforme ilustrado na Figura 16. Essa subdivisão é regulamentada pela Resolução nº
107/2013 do Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CERHI-RJ) e tem como objetivo
viabilizar um planejamento hidrográfico e uma gestão territorial mais eficazes e precisos.
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67
Figura 16 – Regiões Hidrográficas do Rio de Janeiro.
Fonte: Autoria Própria (2024); INEA (2023).
O município de Armação dos Búzios está totalmente inserido na Região
Hidrográfica Lagos São João (RH VI). Essa região é composta pelas bacias hidrográficas
(BH): BH das Lagoas de Saquarema, Jaconé e Jacarepiá; BH da Lagoa de Araruama e do
Cabo Frio; RH do Rio Una e do Cabo de Búzios; RH do Rio São João e Represa de
Juturnaíba.
Ainda nesse sentido, o município faz parte do Consórcio Intermunicipal Lagos São
João (CILSJ), juntamente com os municípios de Araruama, Arraial do Cabo, Cabo Frio,
Cachoeiras de Macacu, Casimiro de Abreu, Iguaba Grande, Maricá, Rio Bonito, Rio das
Ostras, São Pedro da Aldeia, Saquarema e Silva Jardim. O Comitê da Bacia Lagos São
João (CBHLSJ) gerencia a RH-VI e é composto por representantes do governo, usuários
das águas e organizações da sociedade civil, e possui funções normativas, deliberativas
e consultivas, estando integrado à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e
Desenvolvimento Urbano (SEMADUR).
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68
Além disso, a RH-VI é organizada em Unidades Hidrológicas de Planejamento
(UHPs). A UHP foi adotada como a maior escala de planejamento no PERHI-RJ para a
análise das disponibilidades e demandas de recursos hídricos. Para a RH-VI, o PERHI
dividiu a região em quatro UHPs distintas. Entretando, durante a Revisão e
Complementação do Plano de Recursos Hídricos da Região Hidrográfica Lagos São João,
foi proposta uma nova divisão das Unidades Hidrológicas de Planejamento para a RHVI. Essa nova divisão se organiza em VI-a1 - Rio São João (a montante do reservatório
de Juturnaíba), VI-a2 - Rio São João (a jusante do reservatório de Juturnaíba), VI-b - Rio
Una e VI-c - Búzios, Lagoas Saquarema, Jaconé e Araruama (CILSJ, 2024). A Figura 17
apresenta o mapa das UHPs.
Figura 17 - Mapa das UHPs da Região Hidrográfica VI.
Fonte: CILSJ (2024).
Os principais rios incluem o rio São João, que atravessa as UHPs VI-a e VI-b e
deságua no litoral, na Barra de São João; os rios Capivari e Bacaxá, localizados na UHP
VI-c, que desaguam na represa da Juturnaíba; e o rio Una, situado na UHP VI-d, que
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desemboca no oceano próximo à praia Rasa, em Armação dos Búzios. As outras UHPs
abrigam rios menores, que contribuem localmente para as lagoas ou deságuam no
oceano.
Entre os principais afluentes do rio São João, destacam-se os rios Dourado, Aldeia
Velha, Maratuã, Indaiaçu, Lontra, Valas do Consórcio e Jacaré, entre outros. No caso do
rio Una, os afluentes mais notáveis são os rios Iriri e Jundiá. Já nos rios Bacaxá e Capivari,
os principais afluentes incluem os rios Vermelho, Catimbau Grande, Ouro, Jaguaripe,
Piripiri, Boa Esperança e das Onças.
Um dos principais ecossistemas aquáticos da região são as lagoas, com mais de 30
delas estimadas, embora uma tenha sido extinta com a construção do reservatório de
Juturnaíba (CILSJ, 2024). A Lagoa de Araruama é a mais importante, situada ao sul da
RH-VI, entre Arraial do Cabo, Saquarema, Araruama, Iguaba Grande, São Pedro da
Aldeia e Cabo Frio. É considerada o maior corpo de água costeiro hipersalino
permanente do mundo, ocupando uma área de aproximadamente 220 km²,
inteiramente na UHP VI-f.
Armação dos Búzios está majoritariamente localizado na UHP VI-g. Essa unidade
tem como principais corpos hídricos a Lagoa do Canal de Itajuru, a Lagoa do Peró, Lagoa
de Geribá e Lagoa da Ferradura. Como pode ser observado na Figura 18, essa Região
não apresenta massas de água significativas em comparação as demais UHPs.
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70
Figura 18 – Mapa de hierarquia fluvial de acordo com o método de Strahler.
Fonte: CILSJ (2024).
Para a gestão dos recursos hídricos ainda existem subcomitês que foram
estabelecidos pela Plenária do CBHLSJ através da Resolução CBHLSJ nº 45/2011, e
posteriormente atualizados pela Resolução CBHLSJ nº 76/2018. Os Subcomitês são:
Subcomitê da Bacia Hidrográfica da Lagoa de Araruama; Subcomitê da Bacia
Hidrográfica do Rio Una e Cabo Búzios; Subcomitê da Bacia Hidrográfica da Lagoa de
Saquarema; e Subcomitê da Bacia Hidrográfica do Rio São João. A Figura 19 ilustra a
divisão dos subcomitês.
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71
Figura 19- Divisão dos Subcomitês do CBHLSJ.
Fonte: CBHLSJ (2012).
Armação dos Búzios pertence a Região Hidrográfica da Bacia Hidrográfica do Rio
Una e do Cabo de Búzios e, de acordo com o INEA, tem em seu território continental a
sub-bacia do Rio Una, a sub-bacia do litoral de Búzios e as sub-bacias Contribuintes a
Lagoa de Araruama, como pode ser observado na Figura 20.
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72
Figura 20 – Sub-bacias de Armação dos Búzios.
Fonte: Autoria Própria (2024); INEA (2023).
Uma microbacia hidrográfica é uma subdivisão de uma sub-bacia, correspondendo
a uma área de drenagem pequena, com superfície de até 40 km² (CBHLSJ, 2005). O
Plano Diretor de Armação dos Búzios reconhece essas áreas como unidades de
planejamento ambiental e gestão territorial. No Município, as microbacias hidrográficas
foram delimitadas para permitir uma análise ambiental detalhada, levando em conta o
uso do solo antes do crescimento imobiliário. Embora seus limites não sejam exatos,
foram definidos com base nas características do terreno e nas infraestruturas
existentes. A Figura 21 mostra o mapa das microbacias hidrográficas do município.
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73
Figura 21 - Mapa das microbacias hidrográficas de Armação dos Búzios.
Fonte: Plano Diretor Municipal (2006).
As águas interiores, como rios e lagoas, são características marcantes da área de
atuação do CBHLSJ. A Figura 22 mostra a hidrografia de Armação dos Búzios.
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Figura 22 – Hidrografia de Armação dos Búzios.
Fonte: Autoria Própria (2024); INEA (2016).
Uso da Água
Segundo o Comitê da Bacia, em 2022, a maior parte das interferências cadastradas
na RH VI era classificada como “outros”, seguida pelo consumo humano e indústrias,
como pode ser observado na Figura 23. Observou-se que a maioria dessas
interferências foram registradas como de uso insignificante, predominantemente
associadas a empreendimento dos setores de hotelaria e imobiliário.
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75
Figura 23 – Finalidades de Uso na RH-VI e a situação junto ao INEA, em junho de 2022.
Fonte: CBHLSJ (2022).
Segundo o Painel de Indicadores Municipais da ANA, em 2022, Armação dos
Búzios consumiu 93,1% da água para abastecimento urbano, 6% para uso animal, 0,57%
para irrigação e 0,35% para usos industriais, como ilustrado a Figura 24. A ANA ainda
projeta que em 2030 o consumo de água para abastecimento urbano aumente em
10,68% comparado a 2022.
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76
Figura 24 – Uso de Água de Armação dos Búzios -2022.
Fonte: ANA (2022).
Disponibilidade Hídrica
O INEA determina a disponibilidade hídrica usando dados do banco de usuários
outorgados na bacia, fornecidos pelo Serviço de Hidrologia e Hidráulica (SEHID). A
vazão de referência é calculada com base em estudos de regionalização de vazões
mínimas ou nas séries históricas da estação mais próxima ao local em questão. O cálculo
da disponibilidade hídrica é realizado para um ponto específico no curso d'água, usando
o Cadastro Nacional de Usuários de Recursos Hídricos (CNARH) para definir a bacia de
contribuição e determinar a vazão disponível.
De acordo com a Resolução CONAMA Nº 357/2005, a vazão de referência é
obtida por meio de estudos hidrológicos, analisando séries históricas de vazões e
complementando com estudos estatísticos e regionalização de dados. Os órgãos
gestores utilizam dois valores de referência para a outorga da água: a vazão Q95%, que
é superada em 95% do tempo, e a vazão Q7,10, que representa a menor vazão média
em 7 dias consecutivos com um período de retorno de 10 anos, indicando condições de
estiagem. No Estado do Rio de Janeiro, a vazão de referência adotada é a Q7,10, e a
vazão máxima outorgável é fixada como 50% dessa vazão. A disponibilidade hídrica é
então calculada subtraindo a vazão já outorgada da vazão máxima outorgável.
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77
O Plano de Recursos Hídricos do Estado do Rio de Janeiro (PERHI-RJ, 2014)
incluiu um estudo detalhado sobre a disponibilidade hídrica e as vazões extremas,
cobrindo a RH VI. O estudo determinou vazões mínimas (Q7,10, Q90%, e Q95%),
vazões médias de longo termo (QMLT) e vazões de cheia associadas a períodos de
retorno de 20 e 50 anos (Q20 e Q50). O trabalho envolveu a análise da base de dados
existente e a realização de estudos específicos para séries de postos fluviométricos. O
relatório destacou a limitação de informações, especialmente na região litorânea. A
Figura 25 mostra a disponibilidade hídrica nos principais mananciais da RH VI
Figura 25 – Disponibilidade Hídrica na RH VI.
Fonte: PERHI-RJ (2014).
Nesse contexto, é possível notar que as maiores vazões estão localizadas a
montante do reservatório de Juturnaíba, devido à sua função como reservatório de
montante. A disponibilidade hídrica em cada UHP foi usada para calcular o balanço
hídrico, estimando os percentuais de vazões disponíveis para diferentes setores de
consumo, tanto no presente quanto em cenários futuros.
O PERHI-RJ calculou dois indicadores para avaliar o comprometimento da
disponibilidade hídrica nas UHPs. O primeiro indicador compara as vazões efetivamente
consumidas com a disponibilidade hídrica, refletindo o balanço hídrico quantitativo. De
acordo com o CBHLSJ, atualmente, toda a área da RH VI apresenta comprometimento
da vazão disponível entre 0% e 5%, indicando uma situação relativamente pouco crítica
em comparação com outras regiões do Estado, como ilustrado na Figura 26.
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Figura 26 – Balanço Hídrico quantitativo.
Fonte: CBHLSJ (2022).
Em 2024, o Comitê de Bacia elaborou o Diagnóstico Ambiental, no qual a
disponibilidade hídrica superficial foi estimada com base na vazão natural dos rios,
desconsiderando retiradas, reservatórios ou transposições. Para as UHPs da RH-VI, foi
utilizado um modelo hidrológico chuva-vazão, que foi calibrado e validado com dados
de estações de monitoramento na bacia do rio São João. Esse modelo foi aplicado a
todas as UHPs da região, exceto na UHP VI-g (Armação dos Búzios), onde, devido à falta
de drenagem aparente, a estimativa de vazões de referência foi realizada por meio da
regionalização de vazões, que se baseia na similaridade espacial de algumas variáveis. A
Figura 27 apresenta o resultado das vazões regionalizadas para a sub-bacia de Armação
dos Búzios.
Figura 27 - Hidrograma de vazões simuladas para a sub-bacia Armação dos Búzios.
Fonte: CILSJ (2024).
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A curva de permanência é uma ferramenta hidrológica utilizada para representar a
distribuição da vazão de um rio ao longo do tempo. Ela mostra a relação entre a vazão
de um curso d'água e a porcentagem de tempo em que essa vazão é igualada ou
superada. Em outras palavras, a curva indica a frequência com que diferentes vazões
ocorrem em um determinado período de observação. A Figura 28 apresenta a curva de
permanência para a UHP VI-g.
Figura 28 - Curva de permanência.
Fonte: CILSJ (2024).
Qualidade da água
O Programa de Estímulo à Divulgação de Dados de Qualidade de Água
(QUALIÁGUA) é uma iniciativa da ANA que visa premiar os Estados brasileiros pelo
cumprimento de metas relacionadas ao monitoramento e à divulgação de dados sobre
a qualidade da água. Essas metas seguem as diretrizes estabelecidas na Resolução ANA
nº 643/2016 e incluem objetivos de padronização, capacitação e melhoria das práticas
de laboratório, com o intuito de melhorar a qualidade das informações geradas. A
certificação do cumprimento dessas metas é realizada semestralmente para as metas
de monitoramento e anualmente para as metas estruturantes.
No Estado do Rio de Janeiro, a adesão ao QUALIÁGUA foi formalizada com a
manifestação de interesse do Governador em 20 de agosto de 2015, designando o
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80
Instituto Estadual do Ambiente (INEA) como a instituição responsável pela execução do
programa. Posteriormente, em 30 de agosto de 2016, foi assinado o Acordo de
Cooperação Técnica nº 011/2016/ANA entre a ANA e o Estado do Rio de Janeiro, com
vigência a partir da assinatura, e publicado no Diário Oficial da União em 9 de novembro
de 2016. Mais recentemente, o Contrato nº 021/2023/ANA entrou em vigor em 1º de
setembro de 2023, com uma vigência de 60 meses.
Atualmente, o INEA possui 321 pontos de amostragem distribuídos por diversos
corpos d’água em todo o Estado do Rio de Janeiro, abrangendo rios, baías, lagoas e
reservatórios. O Instituto calcula o Índice de Qualidade da Água (IQA) com base na
análise de diferentes parâmetros, como oxigênio dissolvido, coliformes termotolerantes,
pH, demanda bioquímica de oxigênio (DBO), temperatura da água, nitrogênio total e
fósforo total, entre outros. Esses parâmetros são coletados e analisados em laboratório,
e os resultados são consolidados em um único valor que reflete a qualidade da água em
cada ponto de monitoramento.
O IQA é utilizado para categorizar a qualidade da água em faixas que variam de
resultados de “Muito Ruim” a “Excelente”, conforme a Quadro 6. É uma ferramenta
crucial para a gestão ambiental e a formulação de políticas públicas voltadas à
preservação e recuperação dos recursos hídricos no estado.
Quadro 6- Categorias de resultados possíveis para o monitoramento das águas.
Categoria de
Resultados Excelente Boa Média Ruim Muito Ruim
IQA 100 ≥ IQA ≥ 90 90 > IQA ≥ 70 70 > IQA ≥ 50 50 > IQA ≥ 25 25 > IQA ≥ 0
Significado Águas apropriadas para tratamento convencional
visando o abastecimento público
Águas impróprias para tratamento
convencional visando
abastecimento público, sendo
necessários tratamentos mais
avançados
Fonte: INEA (2022).
Na Região Hidrográfica VI - Lagos São João, há 15 pontos de monitoramento. De
acordo com o Boletim Consolidado de Qualidade das Águas da Região Hidrográfica VI,
em 2023, 60% desses pontos foram classificados com IQA médio, 20% com IQA ruim,
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81
13,33% com IQA péssimo, e apenas um ponto (6,67%) foi classificado com IQA bom,
como pode ser observado na Figura 29.
Figura 29 – Boletim consolidade de qualidade das águas da RH -VI.
Fonte: INEA (2023).
Ainda nesse contexto, o diagnóstico ambiental realizado pelo CBHLSJ identificou
106 pontos de monitoramento na RH-VI, sob responsabilidade das Concessionárias
Prolagos e Águas de Juturnaíba, do INEA, do SISAGUA e do próprio CBHLSJ. A figura a
seguir mostra a distribuição desses pontos, destacando que a maioria se concentra ao
redor da Lagoa de Araruama.
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Figura 30 - Mapa de localização dos pontos de monitoramento da RH-VI.
Fonte: CILSJ (2024).
Para a UHP VI-g, o Comitê propôs a instalação de 4 pontos de monitoramento,
situados na Lagoa de Geribá e na Lagoa da Ferradura. A Figura 31 a seguir mostra a
localização desses pontos propostos.
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Figura 31 – Pontos de monitoramento propostos – UHP VI-g.
Fonte: Autoria Própria (2024); CILSJ (2024).
O enquadramento dos corpos de água é regulamentado pela Resolução CONAMA
357/2005, em conformidade com a Lei Federal 9.433/1997. Esta legislação estabelece
a classificação dos corpos hídricos e define diretrizes ambientais para o seu
enquadramento, além de especificar as condições e padrões para o lançamento de
efluentes e outras medidas necessárias. O principal objetivo do enquadramento dos
corpos hídricos é definir metas de qualidade da água que sejam compatíveis com os
usos preponderantes desejados, como abastecimento público, recreação, preservação
da vida aquática, irrigação e outros. Isso assegura que a qualidade da água seja
adequada para esses usos, estabelecendo metas a serem alcançadas ou mantidas ao
longo do tempo.
Segundo o Art. 42 da Resolução CONAMA, enquanto os enquadramentos
específicos não forem aprovados, as águas doces devem ser classificadas como classe
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84
2, e as águas salinas e salobras como classe 1, a menos que a qualidade atual seja
superior, caso em que a classe mais rigorosa correspondente deve ser aplicada.
A Resolução Nº 12/2000 do Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH)
estabelece que as Agências de Água, dentro de sua área de atuação, devem propor ao
respectivo Comitê de Bacia Hidrográfica o enquadramento dos corpos de água em
classes, de acordo com os usos predominantes, conforme a legislação vigente. Na
ausência de Agências de Água, essa responsabilidade pode ser assumida por consórcios
intermunicipais de bacias hidrográficas, com a participação dos órgãos gestores de
recursos hídricos e de meio ambiente. A proposta de enquadramento deve ser
desenvolvida em alinhamento com os Planos de Recursos Hídricos (nacional, estadual e
de bacia), seguindo etapas como o diagnóstico do uso e ocupação do solo e dos recursos
hídricos na bacia hidrográfica, o prognóstico do uso e ocupação do solo e dos recursos
hídricos na bacia hidrográfica, a elaboração da proposta de enquadramento e a
aprovação dessa proposta e seus respectivos atos jurídicos.
Segundo o Comitê de Bacias Lagos São João, até o momento, não existe uma
proposta de enquadramento para os corpos de água da Região Hidrográfica IV. Dessa
maneira, conforme o artigo 42 da Resolução CONAMA 357/2005, as águas doces da
RH-IV serão consideradas classe 2, e as águas salinas e salobras serão classificadas como
classe 1.
A partir da proposta de enquadramento para a Região Hidrográfica do Guandu, um
grupo de trabalho multidisciplinar foi criado no INEA para planejar e executar ações
relacionadas ao Projeto de Enquadramento dos Corpos d'Água no Estado do Rio de
Janeiro. Segundo notícias divulgadas pelo CILSJ, o Comitê está concentrando seus
esforços na consolidação de uma base de dados geográficos, com o objetivo de reunir
informações sobre a bacia hidrográfica, que serão fundamentais para um diagnóstico
mais preciso do uso e ocupação do solo, etapa crucial para a elaboração da proposta de
enquadramento.
Ressalta-se que foi identificado pela Prefeitura Municipal o risco de contaminação
das águas superficiais costeiras, especialmente nas áreas de marinas e canais,
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Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
85
decorrente de atividades portuárias, manutenção de embarcações e possíveis acidentes
com derramamento de óleo. A inexistência de um plano de contingência municipal para
resposta a eventos de vazamento de petróleo ou combustíveis no mar representa um
ponto crítico, comprometendo a capacidade de resposta rápida e a proteção dos corpos
hídricos.
3.1.4.5 Recursos Hídricos Subterrâneos
Os recursos hídricos subterrâneos são valiosos e limitados, cuja disponibilidade
depende de uma série de fatores naturais e humanos. Entre esses fatores, destacam-se
a geologia, que envolve os tipos e características das rochas e solos, além das estruturas
geológicas e do relevo, interações hidráulicas e clima.
Um aquífero é uma formação geológica que possui a capacidade de armazenar e
transmitir águas subterrâneas, graças aos espaços vazios, como poros ou fraturas
presentes nas rochas e solos. Essa capacidade permite que a água circule e seja utilizada
como um recurso hídrico essencial.
Em âmbito nacional, grande parte das águas subterrâneas é extraída por poços
tubulares, também conhecidos como poços artesianos ou semiartesianos. Esses poços
são capazes de retirar grandes volumes de água e são comumente utilizados por
indústrias, comércios, condomínios, entre outros.
Segundo a Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), estima-se que existam mais de 2,5
milhões de poços tubulares no país, responsáveis pela extração de 17.580 milhões de
m³ de água por ano). A exploração de águas subterrâneas, é inversamente proporcional
ao tamanho dos municípios (FUNDAJ, 2020). Em cidades com mais de 500 mil
habitantes, por exemplo, apenas 2% utilizam exclusivamente águas subterrâneas para o
abastecimento.
Em 2001, a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) elaborou um
mapa hidrogeológico do estado do Rio de Janeiro com o objetivo de caracterizar seu
potencial hidrogeológico. O estudo revelou que 84,5% da área cristalina do estado é
classificada com favorabilidade acima da mediana (Barreto et al., 2001).
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86
A RH-VI, por sua vez, apresenta características mediana a baixa, desfavorável e
com favorabilidade restritiva nos sistemas litorâneos (CILSJ, 2024), como ilustrado na
Figura 32.
Figura 32 - Mapa de Favorabilidade Hidrogeológica do Rio de Janeiro na RH-VI.
Fonte: CILSJ (2024).
Além disso, um estudo realizado pela CPMR em 2021 registra classes de
produtividade a partir da avaliação de dados como: capacidade específica (Q/s),
transmissividade (T), condutividade hidráulica (K) e vazão (Q), com faixas de variação em
seis classes que variam de 1 a 6, como apresentado no Quadro 7.
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Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
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Quadro 7– Caracterização hidráulica das classes de aquíferos.
Classe Q/s (m³/h/m) T (m²/s) K (m/s) Q (m³/h) Produtividade
1 ≥ 4,0 ≥ 10-2 ≥ 10-4 ≥ 100 Muito Alta
2 2,0≤ Q/s 4,0 10-3≤T<10-2 10-5≤K<10-4 50 Q 100 Alta
3 1,0≤ Q/s<2,0 10-4≤T<10-3 10-6≤K<10-5 25 ≤ Q < 50 Moderada
4 0,4≤ Q/s<1,0 10-5≤T<10-4 10-7≤K<10-6 10 ≤ Q < 25 Geralmente baixa, porém
localmente moderada
5 0,04≤ Q/s 0,4 10-6≤T<10-5 10-8≤K<10-7 1 ≤ Q < 10 Geralmente muito baixa,
porém localmente baixa
6 < 0,04 < 10-6 < 10-8 < 1 Pouco Produtiva ou Não
Aquífera
Fonte: Adaptado de CPRM (2021).
De modo geral, a Região Hidrográfica Lagos de São João possui uma produtividade
classificada entre 5 e 6. No município de Armação dos Búzios, 58% do território está na
classe de produtividade 5, enquanto 42% estão na classe 6. O mapa apresentado na
Figura 33 indica as áreas correspondentes a cada uma dessas classes.
Figura 33 – Mapa de produtividade hídrica de Armação dos Búzios.
Fonte: Autoria Própria (2024); CPMR (2021).
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No que se refere ao domínio hidrogeológico, verifica-se que a RH-VI é composta
por 62,5% de domínios cristalinos e 36,8% de domínios sedimentares. Em Armação dos
Búzios, o domínio cristalino aflora em aproximadamente 49,64% do território, enquanto
o domínio sedimentar ocupa cerca de 50,47%.
Cadastro de poços
O cadastro de poços é crucial para a gestão eficiente dos recursos hídricos
subterrâneos, sendo essencial para a análise do diagnóstico da situação atual e o
planejamento do uso futuro das reservas hídricas. Esses cadastros devem conter dados
sobre aspectos geológicos, litológicos, hidrodinâmicos e hidroquímicos dos aquíferos,
servindo de base para decisões informadas e sustentáveis.
A outorga do direito de uso de recursos hídricos subterrâneos é um dos principais
instrumentos de gestão previstos na Política Estadual de Recursos Hídricos. No Rio de
Janeiro, ela é concedida por meio de um ato administrativo do INEA, que autoriza o uso
da água subterrânea por um período determinado, assegurando que a exploração dos
aquíferos ocorra de maneira regulada e sustentável.
Segundo o Diagnóstico Ambiental do CILSJ, o banco de dados de outorgas do
INEA, atualizado em abril de 2023, registrou 479 pontos de água subterrânea na RHVI, com 451 dentro de seus limites. Desses, cerca de 66,3% referem-se a situações de
uso insignificante de recursos hídricos.
Na distribuição por UHP, a maioria dos poços na RH-VI está localizada na UHP VIf (Lagoa de Araruama), com 58,5% dos poços. Em seguida, a UHP VI-e (Lagoa de
Saquarema) abriga 78 poços, representando 27% da vazão total. A vazão média por poço
na RH-VI é de 2,24 m³/h, com máximos de 100 m³/h e 108 m³/h em poços localizados
em Arraial do Cabo e Casimiro de Abreu, respectivamente.
Na UHP VI-g (Armação dos Búzios), há um total de 17 poços com uma vazão
combinada de 23 m³/h, representando 3% da vazão total. Desses, 8 poços estão
localizados no município de Armação dos Búzios, com uma vazão de 13 m³/h.
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Além disso, o Sistema de Informações de Águas Subterrâneas (SIAGAS) é uma base
de dados de poços que é constantemente atualizada e equipada com módulos que
permitem consultas e pesquisas. Esse sistema registrou somente 12 poços na RH-VI,
sendo 7 na UHP VI-e, 1 na UHP VI-e, 2 em VI-b e 2 em VI-c (CILSJ, 2024).
Disponibilidade Hídrica
A disponibilidade dos recursos hídricos refere-se à quantidade de água disponível
em uma determinada região para usos múltiplos e varia devido à precipitação, condições
hidrogeológicas, características dos poços, qualidade da água, entre outros fatores. Nas
Bacias Litorâneas Estaduais do Rio de Janeiro, onde está localizada Armação dos Búzios,
a disponibilidade hídrica subterrânea é avaliada por meio da recarga potencial direta e
da recarga potencial explotável.
A recarga potencial direta, estimada em 36,23 m³/s (ANA, 2024), corresponde ao
volume de água que infiltra no solo e alimenta os aquíferos, principalmente a partir das
chuvas, representando a quantidade total que poderia recarregar os aquíferos em
condições naturais. Já a recarga potencial explotável, estimada em 11,66 m³/s (ANA,
2024), indica o volume de água que pode ser extraído dos aquíferos de forma
sustentável, sem comprometer sua capacidade de regeneração a longo prazo. Esses
dados são cruciais para a gestão sustentável dos recursos hídricos, assegurando que o
uso da água não ultrapasse a capacidade de renovação natural dos aquíferos.
De acordo com o Diagnóstico Ambiental realizado pelo CILSJ, a RH-VI possui um
potencial aquífero limitado, mas que pode ser uma importante fonte local
complementar. A recarga dos aquíferos depende das chuvas, da infiltração no solo e nas
rochas, além do relevo. Nas áreas planas da RH-VI, a infiltração ocorre com maior
facilidade, enquanto em regiões com declives acentuados, como partes de Arraial do
Cabo, Cabo Frio e Armação dos Búzios, o escoamento superficial tende a prevalecer.
As reservas reguladoras consideram principalmente aquíferos livres e suas
interações com cursos d'água superficiais, sem incluir porções confinadas ou recargas
profundas. Essas reservas representam o volume de água renovável que anualmente
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entra nos aquíferos, conhecido como recarga efetiva, e dependem diretamente da
infiltração sazonal.
Nesse contexto, o comitê calculou a reserva reguladora por recarga potencial
direta e a disponibilidade explotável para cada UHP, levando em conta a precipitação
pluviométrica média anual, uma taxa de infiltração de 4% para litologias do Cristalino,
20% para aluviões e 10% para terrenos litorâneos, conforme os valores recomendados
pela ANA, e as unidades de afloramento dos aquíferos. Os resultados em m³/s por UHP
podem ser observados no Quadro 8.
Quadro 8 – Reserva reguladora e disponibilidade explotável (m³/s).
UHP VI-a VI-b VI-c VI-d VI-e VI-f VI-g Total
Reserva
Reguladora 3,05 5,71 3,12 1,65 0,89 1,25 0,33 15,99
Disponibilidade
Explotável 1,22 2,18 1,25 0,59 0,33 0,41 0,10 6,08
Fonte: CILSJ (2024).
É importante destacar que o município de Armação dos Búzios está
majoritariamente na UHP VI-g, que corresponde a 2,06% da reserva reguladora e 1,64%
da disponibilidade explotável da Região Hidrográfica Lagos de São João. Considerando
esses dados em conjunto com as outorgas concedidas pelo INEA, verifica-se que a vazão
total consumida nos poços da UHP VI-g corresponde a aproximadamente 6% da
disponibilidade explotável da unidade.
O diagnóstico também estima a disponibilidade hídrica com base nas vazões
Q7,10 e Q95%, considerando a reserva reguladora como o valor dessas vazões e a
disponibilidade explotável como 50% delas. Os resultados obtidos foram superiores em
comparação com os apresentados no quadro anterior, conforme demonstrado no
Quadro 9.
Quadro 9 - Reserva reguladora e disponibilidade explotável (m³/s) - Q7,10 e Q95%.
UHP/ Indicadores Reserva reguladora (m³/s) Disponibilidade explotável (m³/s)
Q7,10 Q95% 50% de Q7,10 50% de Q95%
VI-a 4,38 7,22 2,19 3,61
VI-b 5,73 9,44 2,87 4,72
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UHP/ Indicadores Reserva reguladora (m³/s) Disponibilidade explotável (m³/s)
Q7,10 Q95% 50% de Q7,10 50% de Q95%
VI-c 5,21 8,57 2,6 4,29
VI-d 3,29 5,41 1,64 2,71
VI-e 1,78 2,93 0,89 1,46
VI-f 4,81 7,91 2,4 3,96
VI-g 0,71 1,18 0,36 0,59
RH-VI 25,9 42,66 12,95 21,33
Fonte: CILSJ (2024).
Ao comparar os usos registrados com as estimativas de disponibilidade hídrica
baseadas em vazões mínimas, os resultados mostram uma utilização que varia de 0,02%
a 3,29% das reservas reguladoras e de 0,04% a 6,57% da disponibilidade explotável,
com os maiores valores observados nas UHPs VI-e e VI-f (CILSJ, 2024). Os percentuais
específicos para cada UHP estão apresentados no Quadro 10.
Quadro 10 - Percentual da reserva reguladora e da disponibilidade explotável (via estimativa
por vazões mínimas) utilizados por poços.
UHP /
Indicadores
Vazão total
- outorgas
(m³/s)
% Reserva reguladora % Disponibilidade explotável
Q 7,10 Q 95% 50% de Q 7,10 50% de Q 95%
VI-a 0,006 0,13 0,08 0,25 0,15
VI-b 0,037 0,65 0,4 1,31 0,79
VI-c 0,011 0,21 0,13 0,43 0,26
VI-d 0,001 0,03 0,02 0,07 0,04
VI-e 0,058 3,29 2 6,57 3,99
VI-f 0,096 2 1,21 4 2,43
VI-g 0,006 0,89 0,54 1,79 1,09
RH-VI 0,216 0,83 0,51 1,67 1,01
Fonte: CILSJ (2024).
Qualidade da Água
A qualidade das águas subterrâneas é fundamental para a saúde pública e o meio
ambiente, sendo influenciada por diversos fatores. Ela pode ser comprometida por
contaminantes naturais, como metais pesados e minerais, bem como por fontes
antropogênicas, como produtos químicos industriais, pesticidas e resíduos sólidos. Além
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disso, as características qualitativas das águas subterrâneas estão diretamente
relacionadas com as rochas e minerais com os quais elas entram em contato.
Atualmente, não há uma rede de monitoramento da qualidade dos recursos
hídricos subterrâneos. No entanto, o Comitê Intermunicipal conduziu uma avaliação da
RH-IV com base nos poços existentes e em publicações técnico-científicas.
Na base geral de outorgas, de 376 poços na RH-VI, apenas 8 a 25 tinham dados
de qualidade de água. A classificação das águas foi feita usando o programa QualiGraf
(FUNCEME, 2014) e os diagramas de Piper (1944), com base em íons maiores como
cátions (Na⁺, K⁺, Ca²⁺, Mg²⁺) e ânions (Cl⁻, SO₄²⁻, HCO₃⁻, CO₃²⁻). Os resultados mostraram
que as águas de Cabo Frio e Silva Jardim eram sódicas cloretadas, enquanto as de
Araruama variavam entre mista bicarbonatada e sódica mista (CILSJ, 2024).
O Comitê revisou as não conformidades de acordo com as diretrizes da Portaria
GM/MS nº 888/2021 e, na ausência desta, seguiu as Resoluções CONAMA 396/2008
e 420/2009. Na base geral de outorgas (INEA, 2023), foram identificadas poucas não
conformidades, principalmente relacionadas a turbidez, indicadores microbiológicos,
ferro, manganês, alumínio e nitrato. Em Armação dos Búzios foi constatado um poço,
de uso insignificante, com indicadores microbiológicos fora dos parâmetros.
Na base SIAGAS/CPRM, de 12 poços na RH-VI, 6 possuem dados de qualidade,
com 4 apresentando valores acima dos Valores Máximos Permitidos (VMP) para ferro e
3 para manganês, todos em Saquarema. Outros parâmetros analisados não mostraram
não conformidades.
Em Armação dos Búzios, destaca-se o caso dos "mangues de pedra", localizados
principalmente na praia Gorda e arredores. Este ecossistema se desenvolve sobre um
substrato de cascalhos e areia grossa, sem rios que descarreguem água doce. A água do
mangue provém da descarga de um aquífero local, cuja área de recarga está associada
à Formação Barreiras. Estudos como o de Benfeita (2017) descrevem a geologia e
hidrogeologia local, incluindo o chamado "Aquífero do Mangue de Pedra".
De acordo com Benfeita (2017), a mistura de água do mar com água doce do
aquífero, a condutividade elétrica e os sólidos totais dissolvidos são maiores próximas
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93
ao mar e menores em direção ao continente. As amostras apresentaram bastante Na⁺ e
Cl⁻ e uma diminuição de HCO₃⁻. Esse padrão está relacionado ao pH das amostras, que
é mais básico perto da praia e mais ácido à medida que se afasta da costa, saindo da
faixa estável do bicarbonato. A análise classificou as águas como predominantemente
cloretadas sódicas.
O CILSJ determinou a vulnerabilidade dos aquíferos, que reflete a suscetibilidade
natural a contaminação. O levantamento foi baseado no Mapa Hidrogeológico do
Estado do RJ (CPRM, 2021) e utilizou o método GOD (Groundwater occurrence, Overall
lithology of the unsaturated zone, Depth to the water table), desenvolvido pela OMS.
Esse método avalia o tipo de aquífero, as litologias e a profundidade do nível d'água. Os
resultados podem ser observados no Quadro 11.
Quadro 11 - Vulnerabilidade natural dos aquíferos na RH-VI.
UHP Nome - UHP
Classificação da vulnerabilidade
(% em área)
Alta Média Baixo Insignificante
VI-a Rio São João (montante do Reservatório de
Juturnaíba) 14,60% 26,60% 44,80% 14,10%
VI-b Rio São João (jusante do Reservatório de
Juturnaíba) 32,80% 42,50% 19,30% 5,40%
VI-c Rios Capivari e Bacaxá 17,50% 47,60% 34,60% 0,30%
VI-d Rio Una 11,90% 66,10% 11,10% 10,90%
VI-e Lagoa de Saquarema 20,10% 31,80% 36,00% 12,10%
VI-f Lagoa de Araruama 4,20% 80,30% 9,10% 6,40%
VI-g Armação dos Búzios 3,30% 39,80% 18,50% 38,40%
Total por classe de vulnerabilidade - RH-VI 17,00% 50,00% 24,90% 8,10%
Fonte: CILSJ (2024).
Além disso, é importante identificar atividades com alta carga contaminante que
ocorrem em áreas de elevada vulnerabilidade, pois essas atividades têm maior
probabilidade de impactar negativamente os recursos hídricos.
Atualmente, a RH-VI não possui um inventário detalhado de fontes potenciais de
contaminação. No entanto, o Comitê Intermunicipal realizou um levantamento
preliminar no Diagnóstico Ambiental de 2024. A análise das cargas poluidoras difusas,
associada ao uso do solo, revelou que áreas urbanas, especialmente nas zonas costeiras
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
94
e ao redor de lagoas, apresentam maior potencial poluidor. Além disso, foi identificado
pela Prefeitura Municipal a potencial contaminação do lençol freático por postos de
combustíveis instalados em áreas urbanas. O Quadro 12 apresenta os resultados para
a RH-VI e especificamente para a UHP VI -g.
Quadro 12 – Potencial poluidor (cargas difusas) - % em área.
Nome Elevado Moderado Reduzido Sem Classificação
RH-VI - % 7,31 44,14 28,39 20,16
VI-g 22,6% 25,4% 18,0% 34,0%
Fonte: Adaptado de CILSJ (2024).
É importante observar que a presença de vazadouros a céu aberto, também
conhecidos como lixões, como o de Baía Formosa em Armação dos Búzios, pode ainda
impactar a qualidade dos recursos hídricos. Mesmo após a desativação, esses lixões
podem liberar poluentes através da lixiviação, quando a água da chuva dissolve
substâncias tóxicas nos resíduos e as transporta para o solo e aquíferos. É crucial adotar
medidas de monitoramento e remediação para minimizar os impactos residuais e
proteger os recursos hídricos afetados. A Figura 34 apresenta a localização de Baía
Formosa.
Figura 34 – Localização do vazadouro Baía Formosa.
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95
Fonte: Autoria Própria (2024).
3.1.4.6 Vegetação
A vegetação original era predominantemente formada pela Mata Atlântica, com
áreas aluviais cobertas por vegetação herbácea, e zonas de praias, dunas e restingas
apresentando uma combinação de vegetação arbórea e herbácea. No início do século
XVI, as florestas abrangiam grande área, enquanto o restante era ocupado por campos
naturais temporariamente inundados, brejos em planícies aluviais alagadas, além de
restingas e savanas estépicas. As florestas costeiras eram especialmente ricas em paubrasil, que foi intensivamente explorado, restando hoje poucas áreas dessa vegetação,
como a Serra das Emerências. De acordo com a Fundação SOS Mata Atlântica (2014), o
percentual de vegetação nativa no município é de 22%.
De acordo com o Banco de Dados e Informações Ambientais (BDIA), a maior parte
do território de Armação dos Búzios é coberta por vegetação de Formação Pioneira e
Floresta Estacional Semidecidual, conforme mostrado na Figura 35.
Figura 35 – Vegetação de Armação dos Búzios.
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Fonte: Autoria Própria (2024); BDiA (2024).
3.1.4.7 Áreas de Relevância Ambiental
O município possui áreas de relevância ambiental em grande parte do seu
território, apresentando normas e programas governamentais que visam preservar os
recursos naturais. Áreas de relevância ambiental incluem zonas de importância
ecológica, como habitats críticos, ecossistemas raros ou sensíveis, e áreas de proteção
da biodiversidade. Essas áreas serão descritas a seguir.
Parque Estadual da Costa do Sol
O Parque Estadual da Costa do Sol foi instituído pelo Governo do Estado do Rio
de Janeiro em 18 de abril de 2011, através do Decreto nº 42.929. Com uma área total
aproximada de 9.841 hectares, o parque é dividido em quatro setores, que englobam
uma ou mais áreas distintas nos municípios de Araruama, Armação dos Búzios, Arraial
do Cabo, Cabo Frio, Saquarema e São Pedro da Aldeia.
Entre seus principais objetivos estão a preservação das áreas remanescentes de
Mata Atlântica e dos ecossistemas associados à região das baixadas litorâneas, além da
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97
recuperação de áreas degradadas. O parque também oferece oportunidades para
visitação, recreação e pesquisas científicas. Para garantir a gestão eficiente da unidade,
foi elaborado um Plano de Manejo, estabelecido pela Portaria nº 21, de 15 de fevereiro
de 2012, que define diretrizes para o uso sustentável e a proteção dos recursos naturais
dentro do parque.
A Figura 36 apresenta a localização do Parque Estadual da Costa do Sol.
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Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
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Figura 36 – Localização Parque Estadual da Costa do Sol.
Fonte: INEA (2018).
APA Pau Brasil
A APA do Pau-Brasil, localizada nos municípios de Armação dos Búzios e Cabo
Frio, cobre uma área de 99,4 km² e é caracterizada pela presença predominante da
Floresta Estacional Semidecidual, onde se encontram exemplares de Pau-Brasil de
grande longevidade. O Rio Itajurú, que corta a região, é o principal corpo d'água da APA.
Instituída pelo Decreto Estadual nº 31.346 em 6 de junho de 2002, a área protegida se
estende entre a praia de Tucuns e o Canal de Itajurú, em Cabo Frio.
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Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
99
O Plano de Manejo da APA, estabelecido pelo Decreto nº 32.517 em 23 de
dezembro de 2002, visa integrar as percepções e necessidades sociais da região. Ele
propõe o uso sustentável da vegetação e dos recursos naturais para promover o
desenvolvimento regional, com projetos como a criação de um parque temático, a
instalação de um laboratório farmacológico natural e a promoção da agricultura
orgânica. Essas iniciativas buscam não só preservar o meio ambiente, mas também
melhorar a renda e a qualidade de vida da população local, contribuindo para a
sustentabilidade da região.
A Figura 37 apresenta a localização da Área de Preservação Ambiental Pau-Brasil.
Figura 37 – APA Pau-Brasil.
Fonte: INEA (2018).
Área de Proteção da Praia da Azeda e Azedinha
A APA da Praia da Azeda e Azedinha foi estabelecida pela Lei Municipal nº 086 em
19 de agosto de 1998, e seu plano de manejo foi definido pela Lei Complementar nº
010 em 15 de dezembro de 2003. Com uma área de 14,8 hectares, a APA Azeda e
Azedinha tem a finalidade de proteger a biodiversidade e assegurar a proteção de
biocenoses locais, bem como a paisagem integrada do ecossistema.
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Parque Municipal da Lagoinha
Criado pelo Decreto nº 067, de 8 de agosto de 2004, o Parque Municipal da
Lagoinha tem como principal objetivo a preservação dos remanescentes de Mata
Atlântica na região fluminense, além da recuperação de áreas degradadas e da proteção
de espécies raras, endêmicas e ameaçadas de extinção. Integrando o corredor ecológico
central da Mata Atlântica no Estado do Rio de Janeiro, o parque desempenha um papel
fundamental na conservação das florestas litorâneas e dos costões rochosos.
A unidade de conservação também visa promover atividades de recreação,
turismo ecológico, educação ambiental e pesquisa científica, sempre alinhadas à
preservação ambiental. Além disso, busca garantir o uso sustentável dos recursos
naturais em seu entorno, disciplinando o uso das praias e trilhas, e servindo como
referência na proteção da biodiversidade e valorização da paisagem natural de Armação
dos Búzios.
O parque integra o mosaico de áreas protegidas do município, fortalecendo a
conectividade entre diferentes unidades de conservação e contribuindo para a
manutenção dos ecossistemas locais e regionais.
Área de Proteção Ambiental do Mangue das Pedras
Criado pelo Decreto nº 1.059, de 8 de novembro de 2018, a APA Mangue das
Pedras abrange uma área de 75 hectares e é classificado como uma unidade de
conservação de uso sustentável. Sua principal finalidade é proteger os remanescentes
de Mata Atlântica e ecossistemas associados das baixadas litorâneas, além de recuperar
áreas degradadas e garantir a preservação da biodiversidade local.
A unidade tem o intuito de oferecer como refúgio para espécies nativas, incluindo
animais migratórios, raros, vulneráveis, endêmicos e ameaçados de extinção, além de
preservar restingas, florestas atlânticas, vegetação xerofítica, cordões arenosos, costões
rochosos e sítios arqueogeológicos de relevância científica.
Além da conservação, o parque incentiva atividades de visitação, recreação,
educação ambiental e pesquisa científica, assegurando a continuidade dos serviços
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101
ecossistêmicos prestados pela natureza. Também possibilita o desenvolvimento
sustentável, com atividades econômicas compatíveis em seu entorno, conforme
disposto em seu plano de manejo.
Parque Municipal da Lagoa de Geribá
Criado pelo Decreto nº 103, de 18 de novembro de 2004, o Parque Municipal da
Lagoa de Geribá possui uma área de aproximadamente 14 hectares e tem como
principal objetivo a preservação dos corpos d’água remanescentes no município de
Armação dos Búzios, garantindo a drenagem pluvial adequada e a depuração natural
antes do extravasamento para o mar.
Além disso, o parque busca proteger a fauna e a flora de ambientes paludosos,
estimular atividades de recreação, educação ambiental, turismo e pesquisa científica, e
promover o uso sustentável dos recursos naturais. A unidade também tem o papel de
disciplinar o uso e ocupação da área e seu entorno.
Outro aspecto fundamental do parque é reverter o processo de degradação da
Lagoa de Geribá, assegurando a manutenção da faixa marginal de proteção, garantindo
a conservação desse importante ecossistema e seu equilíbrio ecológico.
Monumento Natural Josefa Braga de Almeida
O Monumento Natural Josefa Braga de Almeida foi criado pelo Decreto nº 2.364,
de 28 de dezembro de 2023, como uma Unidade de Conservação Integral,
compreendendo uma área de 27,59 hectares, tendo como objetivo preservar sítios
naturais raros e de grande beleza cênica, garantindo sua conservação ecológica e
possibilitando pesquisas científicas, turismo sustentável e educação ambiental. Além
disso, busca equilibrar a proteção ambiental com o uso da terra por proprietários
particulares, promovendo a gestão responsável dos ecossistemas e recursos naturais,
incentivando o uso sustentável do solo e a adoção de práticas agrícolas de baixo
impacto.
A Figura 38 apresenta a localização dessa Unidade de Conservação.
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Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
102
Figura 38 – Localização do Monumento Natural Josefa Braga de Almeida.
Fonte: Elaboração Própria; CNUC (2025).
Área de Proteção Ambiental das Águas de Tucuns
Criada pelo Decreto nº 1.791, de 15 de dezembro de 2021, a APA das Águas de
Tucuns (Figura 39) possui 191 hectares e tem como principal objetivo a conservação
dos ecossistemas remanescentes e das espécies nativas, com atenção especial às
espécies ameaçadas e endêmicas da região. Além disso, a APA busca promover o
ordenamento do uso do solo urbano, garantindo a gestão sustentável dos recursos
naturais e do subsolo.
A unidade de conservação também desempenha um papel fundamental na
pesquisa científica e no monitoramento da biodiversidade, contribuindo para a
recuperação da vegetação e a preservação dos corpos hídricos da região. Além disso,
incentiva o ecoturismo e atividades econômicas compatíveis com a conservação
ambiental, garantindo um desenvolvimento sustentável. A APA das Águas de Tucuns é
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
103
essencial para ações de salvamento da fauna, proteção de espécies ameaçadas e
controle de espécies exóticas invasoras, assegurando a manutenção do equilíbrio
ecológico local.
Figura 39 – APA Água de Tucuns.
Fonte: Elaboração Própria; CNUC (2025).
Parque Natural Municipal das Dunas e Restingas e Tucuns – Parque das Dunas
Criado pelo Decreto nº 1.790, de 28 de dezembro de 2021, o Parque Natural
Municipal das Dunas é uma Unidade de Conservação Integral voltada à preservação de
ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza cênica. A unidade
possibilita a realização de pesquisas científicas, atividades de educação e interpretação
ambiental, recreação em contato com a natureza e turismo ecológico, promovendo a
conservação e o uso sustentável da área.
O parque abriga uma riqueza de vegetação de restinga, inserida em uma paisagem
formada por dunas frontais, dunas com cobertura vegetal, vegetação de restinga diversa
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104
e planícies de inundação. O Parque das Dunas faz limite com o Parque Estadual da Costa
do Sol.
Parque Natural Municipal dos Corais de Armação dos Búzios
Criado pelo Decreto nº 135, de 6 de novembro de 2009, o Parque Natural
Municipal dos Corais de Armação dos Búzios tem como principal objetivo a preservação
do ecossistema marinho, garantindo a proteção das comunidades coralíneas, bancos de
gramas marinhas e suas espécies associadas. Além disso, incentiva pesquisas científicas,
turismo ecológico e educação ambiental, promovendo a conservação sustentável do
ambiente marinho.
O parque também busca o ordenamento do turismo, com ênfase no mergulho
contemplativo, além da regulamentação do trânsito e fundeamento de embarcações,
sendo vedadas atividades como ancoragem, pesca e outras práticas incompatíveis com
a preservação ambiental.
Conforme ilustrado na Figura 40, a unidade de conservação é composta por três
núcleos distintos: Núcleo Tartaruga, Núcleo Bardot e Núcleo João Fernandes, e
desempenha um papel essencial na manutenção da biodiversidade marinha e na
proteção dos recifes de corais.
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105
Figura 40 – Parque Natural Municipal dos Corais.
Fonte: Elaboração Própria; CNUC (2025).
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106
3.2 REVISÃO DO DIAGNÓSTICO DO SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA
A Lei Federal nº 11.445/2007 estabelece diretrizes gerais para o saneamento
básico no Brasil, abrangendo, entre outros, o sistema de abastecimento de água. O foco
central dessa legislação em relação ao abastecimento de água é promover a
universalização do acesso à água potável, visando assegurar a saúde pública, a
preservação ambiental e a melhoria da qualidade de vida da população.
Um sistema de abastecimento de água compreende um conjunto integrado de
atividades, serviços, instalações e infraestrutura, conforme definido pela Lei nº 11.445,
de 5 de janeiro de 2007. Esse sistema é responsável pela execução das seguintes etapas:
captação, tratamento, reservação e distribuição de água potável aos usuários. O
processo se inicia na captação e se estende até as ligações prediais.
A Lei N°14.026/2020 atualiza o Marco Legal do Saneamento, e, por sua vez,
modifica alguns artigos da Lei N°11.445/2007. Um dos pontos de atenção da nova lei
é que, pelo novo marco do saneamento, todos os contratos deverão ter como foco
metas de universalização, garantindo 99% da população seja abastecida com água
potável e 90% da população com coleta e tratamento de esgoto até 31 de dezembro de
2033, com exceção a locais que estudos licitatórios apontarem inviabilidade financeira
para esta data, onde para estes casos ficará permitido a extensão do prazo, desde que
não ultrapasse 1 de janeiro de 2040 e a Agência Reguladora confirme a veracidade.
Neste capítulo, será realizado um diagnóstico detalhado do sistema de
abastecimento de água de Armação dos Búzios, examinando todas as suas unidades
constitutivas. O objetivo é oferecer uma análise abrangente e minuciosa de cada
componente do sistema, desde a captação da água bruta até a distribuição da água
tratada aos usuários.
A Concessionária Prolagos S.A teve seu início do contrato de concessão em 1998.
Desde então ela é responsável pelos serviços e obras de implantação, ampliação,
manutenção e operação de sistemas de abastecimento de água e coleta e tratamento
de esgoto de áreas urbanas do município de Armação dos Búzios.
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107
A Concessionária Prolagos possui Licença de Operação (LO IN nº IN053092) válida
até 13 de dezembro de 2030 para a realização de atividades de sistema de
abastecimento de água.
Em áreas não atendidas pela Concessionária Prolagos, há predominância de
soluções individuais, como poços de pequena profundidade. Esses poços, muitas vezes
próximos a fossas e com pouca fiscalização da Prefeitura, estão em risco de
contaminação devido à profundidade, proximidade à cunha salina e ao alto nível do
lençol freático, o que pode comprometer a qualidade da água para consumo humano.
De acordo com o SINISA 2024, referente ao ano de 2023, o índice de atendimento
de água no município de Armação dos Búzios é de 98%.
Este capítulo visa identificar áreas críticas e oportunidades para aprimoramento,
com o intuito de melhorar a qualidade e a eficiência dos serviços prestados pelo sistema
de abastecimento de água de Armação dos Búzios.
3.2.1 MANANCIAL
Os mananciais são as fontes naturais de água que fornecem a matéria-prima
essencial para o abastecimento de água de um município. Os mananciais incluem rios,
lagos, represas, nascentes e aquíferos subterrâneos. A qualidade e a quantidade de água
disponível em um manancial são fundamentais para garantir a eficácia e a
sustentabilidade do sistema de abastecimento. Além disso, o gerenciamento adequado
dos mananciais é de suma importância para assegurar o fornecimento contínuo de água
potável, prevenindo a poluição e preservando os recursos hídricos.
O principal manancial no município é a Represa de Juturnaíba, formada sobre o
Rio São João, que é um manancial da vertente oceânica da Serra do Mar, localizado a
jusante da confluência dos rios Bacaxá, Capivari e São João. A Represa de Juturnaíba é
responsável pelo suprimento de água para abastecimento público de 100% da
população urbana da bacia, em especial dos municípios da zona costeira. Originalmente,
a superfície da lagoa era de 8 km², e após a construção da represa esse valor passou
para 43 km², com a capacidade de acumular um volume da ordem de 10 milhões de m³
(Bidegain e Volcker, 2003).
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108
Atualmente a Concessionária Prolagos é responsável pela operação e manutenção
de rotina da barragem e da Lagoa de Juturnaíba. As responsabilidades da Concessionária
Prolagos quanto a operação da barragem da represa de Juturnaíba, são:
•Manutenção das barragens de Terra: As estruturas analisadas são
referentes a barragem de terra, com 2.200 m de extensão, ao dique de
terra da sela topográfica entre as Ilhas da Madureira e das Crioulas e a
Barragem de Terra de fechamento junto a Ombreira Esquerda, com 1.300
m de extensão. Nestas estruturas são realizadas inspeções periódicas para
identificações de possíveis ocorrências, tais como: erosão interna ou
superficial, perda de resistência do solo no corpo da barragem,
instabilidade dos taludes, entre outros, conforme estabelecido pelo
Contrato de Concessão da empresa. A fim de garantir a integridade das
estruturas de terra, assim como possibilitar uma correta inspeção dos
taludes o corte das vegetações e remoção das vegetações é realizada de
forma quinzenal ou sempre que identificada a necessidade.
•Operação da barragem: A situação ideal de operação do
reservatório é aquela que mantenha a cota de 8,40 metros. Assim, deve
ser aberto 01 (um) descarregador de fundo (comporta), a fim de garantir a
vazão mínima para o rio, quando houver incidência em cota abaixo de 8,40
m e fechados tão logo o nível retorne ao normal, ou seja, a cota de 8,40
m, conforme indica a RESOLUÇÃO CBHLSJ Nº 167 (de 28 de janeiro de
2022), que descreve a forma de operação das comportas da Barragem de
Juturnaíba, nos termos do Manual de Operação aprovado pela
AGENERSA.
O Rio São João tem suas nascentes na Serra do Mar, próximo à localidade de
Cachoeiras de Macacu. Ele drena uma área de 2.190 km², dos quais cerca de 70% são
compostos por terrenos planos ou suavemente ondulados localizados na baixada
litorânea da Região dos Lagos.
O talvegue principal do rio apresenta uma forte declividade nos primeiros 5
quilômetros, com uma queda de aproximadamente 600 metros nesse trecho. No curso
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109
médio, o rio se estende por 20 quilômetros em terrenos ondulados, e o trecho final
abrange 85 quilômetros na planície litorânea, desembocando no Oceano Atlântico. A
maior parte da bacia é ocupada por propriedades rurais, predominantemente voltadas
para a pecuária, embora também haja atividades agrícolas de grãos e frutas, além de
projetos de reflorestamento.
Represa de Juturnaíba
Construída em 1980, a Represa de Juturnaíba está localizada sobre a Bacia do Rio
São João, tendo uma área de drenagem de 1360 km², o que representa cerca de 62%
da área total da bacia. O local do barramento dista cerca de 40 km do centro de
Araruama.
A represa é abastecida pelos rios São João, Capivari, Bacaxá e das Onças. A bacia
do alto e médio São João contribui com cerca de 650 km², a bacia do Rio Bacaxá com
510 km² e a bacia do Rio Capivari com 200 km².
Os principais objetivos estão voltados para aumentar o volume de água disponível,
controlar as cheias na baixada do Rio São João e garantir a irrigação de 31.800 hectares
de terras agrícolas na baixada. Estas áreas foram selecionadas pelo Proálcool e
destinam-se a diversos cultivos.
A represa possui um formato irregular com quatro braços distintos. O braço norte
corresponde ao brejo inundado do vale do rio São João, enquanto o braço central
abrange o vale submerso do rio das Onças. Quando cheia, a água atinge uma cota de
8,4 metros acima do nível do mar. Nessa condição, a represa cobre uma área de 43 km²,
tem um perímetro de 85 km, uma largura máxima de 4,0 km e um comprimento máximo
de 15 km. A profundidade máxima é de 8,0 metros e a média é de 2,3 metros.
Disponibilidade Hídrica
Conforme mencionado, a represa é formada pelos rios São João, Capivari e Bacaxá,
resultando no maior reservatório de água doce destinado ao abastecimento humano no
estado do Rio de Janeiro e recebe investimentos das duas Concessionárias que operam
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110
na região. A Concessionária Prolagos é responsável pela operação do local, e realiza o
monitoramento diário do nível do Reservatório de Juturnaíba.
A outorga de direito de uso de recursos hídricos OUT n° IN028665, concebida
pelo INEA à Concessionária Prolagos S/A para a captação de água bruta superficial na
Lagoa de Juturnaíba uma vazão média de 7200 m³/h, em um período de 24h por dia, 30
dias por mês, era válida até o dia 30 de outubro de 2016. No entanto, tendo em vista
que foi solicitada pela Concessionária a renovação da referida outorga dentro do prazo
de 90 dias prévios ao prazo de validade da outorga, encontra-se em conformidade.
No Quadro 13 a seguir, estão apresentados os dados das médias mensais do nível
do reservatório de Juturnaíba, conforme monitorado diariamente pela Concessionária
Prolagos, entre julho de 2021 e até setembro de 2024.
Quadro 13 - Médias mensais do nível do reservatório de Juturnaíba, em metros.
Mês 2021 2022 2023 2024
Janeiro - 8,99 8,69 8,56
Fevereiro - 8,83 8,67 8,59
Março - 8,63 8,50 8,57
Abril - 8,80 8,59 8,50
Maio - 8,25 8,51 8,44
Junho - 8,31 8,48 8,44
Julho 8,46 8,25 8,46 8,42
Agosto 8,51 8,39 8,47 8,42
Setembro 8,53 8,47 8,47 8,34
Outubro 8,60 8,50 8,44 -
Novembro 8,68 8,59 8,44 -
Dezembro 8,71 8,58 8,45 -
Média anual 8,58 8,55 8,51 8,48
Fonte: Concessionária Prolagos (2024).
Qualidade das águas
A avaliação da qualidade da água é essencial para garantir a saúde pública e a
sustentabilidade ambiental, especialmente em corpos d'água que fornecem
abastecimento para a população e suportam diversos usos.
Para avaliar a qualidade da água do Rio São João e do Reservatório de Juturnaíba,
o Consórcio Intermunicipal Lagos São João disponibiliza os dados das amostras de água
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111
superficial coletadas em 13 pontos distintos ao longo da Bacia Hidrográfica do Rio São
João. Esses pontos foram selecionados para representar adequadamente diferentes
áreas da bacia e fornecer uma visão abrangente das condições da água na região. Suas
respectivas localizações estão apresentadas no Quadro 14 a seguir.
Quadro 14 - Coordenadas geográficas dos pontos amostrais do Rio São João e Reservatório
de Juturnaíba.
Pontos Amostrais Referência Latitude Longitude
01 PONTE RJ 106 - RIO BACAXÁ 22°42'44.54"S 42°21'37.19"O
02 ESTRADA DE FERRO - RIO
CAPIVARI 22°38'48.15"S 42°22'35.88"O
03 PÓRTICO S. JARDIM PONTE
CAPIVARI 22°38'33.32"S 42°24'0.89"O
04 INDAIAÇU 22°28'13.94"S 42°12'18.39" O
05 JUSANTE DO CONDOMÍNIO
INDUSTRIAL 22°29'0.53"S 42°11'26.68"O
06 JUSANTE DE CASIMIRO DE
ABREU 22°30'6.99"S 42°11'48.96"O
07 BR 101 PONTE (Bacia do Alto
Médio São João) 22°33'52.83"S 42°21'49.69"O
08 JUTURNAÍBA INÍCIO REPRESA 22°38'26.79"S 42°18'1.35"O
09 INDAIAÇU FOZ (Bacia Baixo São
João) 22°33'19.11"S 42°11'14.07"O
10 ANTES AGRISA (Bacia Baixo São
João) 22°33'29.18"S 42° 9'16.51"O
11 AGRISA (Bacia Baixo São João) 22°33'24.08"S 42° 8'31.09"O
12 SÃO JOÃO MORRO DELTA (Bacia
Baixo São João) 22°33'41.47"S 42° 2'15.31"O
13 SÃO JOÃO FOZ (Bacia Baixo São
João) 22°35'45.17"S 41°59'46.18"O
Fonte: Autoria Própria (2024); CILSJ (2023).
Com o intuito de avaliar a qualidade da água dos diferentes ecossistemas
compreendidos no presente monitoramento, foram analisados diversos parâmetros
físicos, químicos e biológicos da água. A relação de parâmetros analisados por ponto
está apresentada no Quadro 15 e Quadro 16 a seguir.
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Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
112
Quadro 15 - Parâmetros físicos, químicos e biológicos analisados em cada ponto amostral.
Pontos Amostrais
Parâmetros 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13
Alumínio Dissolvido
(mg/L) x x x x x x x x x x x x x
Cádmio Total (mg/L) x
Chumbo Total (mg/L) x x x x x x x x x x x x x
Clorofila-a (µg/L) x x x x x x x x x x x x
Cobre Dissolvido
(mg/L) x
Condutividade (µS/cm) x x x x x x x x x x x x x
Cor Verdadeira (uH) x x x x x x x x x x x x x
DBO - 5 Dias (mg/L) x x x x x x x x x x x x x
DQO (mg/L) x x x x x x x x x x x x x
Enterococcus faecalis
(NMP/100mL) x x x x x x x x x x x x x
Feofitina-a (µg/L) x x x x x x x x x x x x x
Ferro Dissolvido (mg/L) x x x x x x x x x x x x x
Fitoplâncton (Cels/mL) x
Fosfato (como P) (mg/L) x x x x x x x x x x x x x
Fósforo Total (mg/L) x x x x x x x x x x x x x
Índice de Fenóis (mg/L) x x x x x x x x x x x x x
Manganês Total (mg/L) x x x x x x x x x x x x x
Níquel Total (mg/L) x
Nitrato (como N) (mg/L) x x x x x x x x x x x x x
Nitrito (como N) (mg/L) x x x x x x x x x x x x x
Nitrogênio Amoniacal
(mg/L) x x x x x x x x x x x x x
Nitrogênio Total (mg/L) x x x x x x x x x x x x x
Oxigênio Dissolvido
(mg/L) x x x x x x x x x x x x x
pH x x x x x x x x x x x x x
Salinidade (ppt) x x x x x x x x x x x x x
Sólidos em suspensão
totais (mg/L) x x x x x x x x x x x x x
Temperatura (°C) x x x x x x x x x x x x x
Turbidez (UNT) x x x x x x x x x x x x x
Vazão por Molinete
(m³/h) x x x x x
Zinco Total (mg/L) x
Fonte: Autoria Própria (2024); CILSJ (2023).
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Produto 07 – Versão Final do PMSB e do PMGIRS 113
Quadro 16 - Resultados analíticos de amostragem da qualidade da água do Reservatório de Juturnaíba e do Rio São João.
Pontos Amostrais
Parâmetros 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13
Alumínio
Dissolvido
(mg/L)
0,024 0,035 0,026 0,006 0,071 0,014 0,033 0,042 0,201 0,104 0,123 0,072 0,034
Cádmio Total
(mg/L)
<0,000
5
Chumbo Total
(mg/L)
<0,000
2
<0,000
2
<0,000
2
<0,000
2
<0,000
2
<0,000
2
<0,000
2
<0,000
2
<0,000
2
<0,000
2
<0,000
2
<0,000
2
<0,000
2
Clorofila-a
(µg/L) 0,27 1,14 0,53 <0,01 0,3 1,53 0,27 1,19 1,07 10,15 1,6 3,56 1,07
Cobre
Dissolvido
(mg/L)
N.D.
Condutividad
e (µS/cm) 79 47 43 32 42 53 20 59 37 36 35 108 20500
Cor
Verdadeira
(uH)
25 15 50 5 100 10 100 20 10 250 50 250 50
DBO - 5 Dias
(mg/L) 14 5 18 5 9 10 5 17 5 19 5 42 5
DQO (mg/L) 23 14 31 <10 17 19 <10 19 <10 42 12 341 23
Enterococcus
faecalis
(NMP/100mL
)
228 <1,0 195 422 987 985 <1,0 10 1 15,4 <1,0 4,1 74,8
Feofitina-a
(µg/L) 0,11 0,72 0,96 0,68 0,12 0,08 0,85 1,93 1,74 11,53 0,83 9,52 1,17
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 – Versão Final do PMSB e do PMGIRS 114
Pontos Amostrais
Parâmetros 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13
Ferro
Dissolvido
(mg/L)
0,259 0,481 0,227 0,037 1,094 0,024 0,195 0,117 1,071 0,162 0,297 0,487 0,021
Fitoplâncton
(Cels/mL) 5037
Fosfato
(como P)
(mg/L)
0,07 0,09 0,1 N.D. <0,06 0,27 <0,06 <0,06 <0,06 <0,06 <0,06 0,07 N.D.
Fósforo Total
(mg/L) 0,04 0,05 0,05 <0,01 0,02 0,14 <0,01 0,02 0,02 0,1 0,01 0,51 <0,01
Índice de
Fenóis (mg/L) N.D. N.D. N.D. N.D. N.D. N.D. N.D. N.D. N.D. N.D. N.D. N.D. N.D.
Manganês
Total (mg/L) 0,025 0,074 0,077 0,018 0,079 0,045 0,025 0,017 0,064 1,183 0,062 0,333 0,017
Níquel Total
(mg/L) <0,001
Nitrato (como
N) (mg/L) 0,39 0,39 0,33 0,19 0,31 0,45 0,15 0,14 0,17 0,24 0,13 0,17 0,11
Nitrito (como
N) (mg/L) 0,01 0,03 0,03 <0,01 0,03 0,13 <0,01 0,01 0,01 <0,01 0,01 <0,01 0,01
Nitrogênio
Amoniacal
(mg/L)
N.D. N.D. N.D. N.D. N.D. 0,08 N.D. 0,05 0,15 0,13 0,07 0,06 0,07
Nitrogênio
Total (mg/L) 1,1 2,6 0,7 0,8 1,1 23 0,5 0,8 2 2,2 0,7 1,7 1,7
Oxigênio
Dissolvido
(mg/L)
4,4 4,5 4,74 4,95 4,8 4 4,9 4,58 5,41 5,63 5,51 3,98 4,38
pH 6,71 6,23 6,26 6,59 6,8 6,66 6,55 7,6 6,84 6,16 6,44 7,15 8,1
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Pontos Amostrais
Parâmetros 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13
Salinidade
(ppt) 0,04 0,02 0,02 0,01 0,02 0,02 0,01 0,03 0,02 0,01 0,01 0,05 12,22
Sólidos em
suspensão
totais (mg/L)
23,5 11,5 10 3 2 12 12 11 26 140,5 5 579,5 12,5
Temperatura
(°C) 27,44 26,62 27,19 25,54 29,53 28,41 28,1 28,86 29,77 28,45 28,66 28,4 27,1
Turbidez
(UNT) 35,4 11,7 13,4 2,9 8,1 8 12,7 25,2 10,2 104 20,2 281 10,5
Vazão por
Molinete
(m³/h)
1,73 1,168 11,21 - 49,275
Zinco Total
(mg/L) 0,06
Fonte: Autoria Própria (2024); CILSJ (2023)
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116
3.2.2 CAPTAÇÃO E ADUÇÃO DE ÁGUA BRUTA
A captação e adução de água bruta são etapas fundamentais no processo de
abastecimento de água. A captação é o processo inicial que envolve a obtenção da água
a partir de mananciais naturais, como rios, lagos, represas ou aquíferos. Nesta fase, são
utilizadas estruturas como bombas, comportas e sistemas de filtragem preliminar para
coletar a água bruta, garantindo que a quantidade necessária para atender à demanda
seja capturada de maneira eficiente e sustentável.
A adução refere-se ao transporte da água bruta captada até as estações de
tratamento. Este transporte é realizado por meio de tubulações ou canais, que devem
ser projetados para minimizar perdas e garantir a integridade da água ao longo do
percurso. O sistema de adução deve ser cuidadosamente planejado para lidar com
variações no fluxo e garantir a entrega contínua de água à planta de tratamento.
A água bruta utilizada no sistema é captada do lago do reservatório de Juturnaíba
(Figura 41). A partir das instalações de captação, essa água é direcionada para a estação
de tratamento com uma vazão de cerca de 1.800 L/s, dividida entre duas unidades de
tratamento: a ETA I e a ETA II.
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117
Figura 41 – Localização Captação – Represa de Juturnaíba.
Fonte: Autoria Própria (2024).
Na ETA I, a captação ocorre por gravidade, conduzindo a água do flutuante até a
margem da lagoa, onde as bombas, localizadas na margem, realizam o bombeamento. A
ETA I opera com duas bombas, com capacidade total de 300 L/s, podendo chegar até a
500 L/s. Já a ETA II conta com quatro bombas, das quais três estão em operação e uma
permanece em reserva. Cada bomba da ETA II possui uma capacidade de bombeamento
de 500 L/s, transportando a água bruta por meio de três adutoras de diferentes
diâmetros.
A água produzida nas Estações de Tratamento de Água Juturnaíba (ETA I e ETA II)
é transportada para o reservatório de água tratada, que funciona como um ponto de
transição entre o recalque e a gravidade, por meio de três linhas paralelas. Cada linha
tem um comprimento de 2.550 metros.
Uma das linhas, com diâmetro de 600 mm, é a primeira seção da antiga adutora
Bacaxá, anteriormente pertencente à Cia. Álcalis. A outra linha, com diâmetro de 700
mm, foi adicionada durante a ampliação da ETA I em 1998. Posteriormente foi
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118
construída uma terceira linha de 1000 mm. As bombas da Estação Elevatória de Água
Tratada (EEAT), localizadas na ETA, enviam a água para um barrilete, do qual se distribui
para essas linhas. O sistema é equipado com válvulas situadas a montante e a jusante
de cada linha, permitindo o isolamento de cada uma para manutenção, quando
necessário.
Devido à grande extensão dessas adutoras e ao percurso com pouca variação
altimétrica, foram instalados boosters ao longo das linhas para assegurar uma pressão
adequada e a eficiência do sistema de transporte da água.
Para o abastecimento do município de Armação dos Búzios, há a Sub adutora
Búzios, feita de ferro fundido e PEAD, com diâmetros variados. A extensão total de
sistema adutor de Armação dos Búzios é de 42,98 km.
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119
Figura 42 – Fluxograma Adutoras – Armação dos Búzios.
Fonte: Concessionária Prolagos (2024).
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120
O Quadro 17 a seguir demonstra os diâmetros e materiais das tubulações das
principais adutoras de Armação dos Búzios.
Quadro 17 - Materiais e diâmetros das adutoras de Armação dos Búzios.
Adutora ou Subadutora Diâmetro Material
Subadutora Búzios
300 Ferro Fundido
500 PRFV
400 PRFV
Fonte: Autoria Própria (2024), Concessionária Prolagos (2024).
3.2.3 TRATAMENTO DE ÁGUA
O tratamento de água é uma etapa essencial no sistema de abastecimento,
responsável por transformar a água bruta captada de mananciais em água potável
adequada para o consumo humano. Neste processo são removidas as impurezas, os
contaminantes e patógenos, garantindo que a água seja segura e atenda os padrões de
qualidade para consumo.
O tratamento de água geralmente envolve várias etapas, começando com a
coagulação e floculação, onde produtos químicos são adicionados para aglutinar
partículas pequenas e formar flocos maiores. Esses flocos são então removidos através
da sedimentação, onde a água é deixada em repouso para que os sólidos se depositem
no fundo.
Após a sedimentação, a água passa pelo processo de filtração, onde é conduzida
através de camadas de material filtrante (como areia e carvão ativado) para remover as
partículas remanescentes e melhorar a clareza da água. Em muitos casos, um processo
de desinfecção é aplicado para eliminar patógenos, utilizando métodos como cloração,
ozonização ou radiação ultravioleta.
Finalmente, a água pode passar por uma correção de pH e ajustes finais para
garantir que esteja dentro dos padrões de qualidade e segurança estabelecidos.
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121
ETA Juturnaíba
A Estação de Tratamento de Água Juturnaíba é composta por 2 unidades
produtoras agregadas: a antiga ETA da Companhia Álcalis (ETA I) e a nova ETA (ETA II),
esta ampliação ocorreu em decorrência da necessidade de atendimento da alta
demanda. Ambas possuem tratamento do tipo convencional, englobando as etapas
descritas no Quadro 18 a seguir.
Quadro 18- Etapas do tratamento de água na ETA.
Etapa Descrição
Coagulação/Mistura rápida
Consiste na primeira etapa do processo de tratamento e talvez a
mais importante da cadeia de tratamento. Conceitualmente,
denomina-se de coagulação, o processo unitário (e, portanto,
químico) de desestabilização coloidal imposto à água bruta
aduzida, no início do tratamento.
Floculação
A floculação é a primeira operação unitária após a coagulação e a
segunda etapa do processo de tratamento. Sua função é fornecer
energia externa de forma controlada, a massa de água para que
as partículas desestabilizadas pela coagulação, possam ser
aglutinadas por colisão entre si, formando partículas de tamanhos
maiores que posteriormente possam ser removidas por
sedimentação. A água coagulada, após a floculação, passa a ser
denominada de água floculada.
Decantação
Trata-se de uma separação de fases: líquido-sólido, onde os
flocos previamente formados e condicionados na etapa anterior
(floculação) são removidos por decantação. É uma operação de
clarificação que finaliza o pré-tratamento da água aduzida.
Filtração
A filtração é praticamente a última etapa do processo de
tratamento antes da distribuição da água para consumo. A
filtração consiste basicamente na passagem da água previamente
condicionada, no pré-tratamento, em um meio poroso. A
passagem da água por esse meio poroso está associada a atuação
de uma série de mecanismo típicos que são responsáveis, em
conjunto, pela filtração.
Desinfecção
Esta etapa visa a adição de agente desinfectante, no caso da ETA
Juturnaíba por dosagem de solução de hipoclorito de sódio, a fim
de garantir que a água fique isenta de bactérias e vírus.
Fluoretação A aplicação de compostos à base de flúor na água visa contribuir
para a redução da incidência de cárie dentária.
Fonte: Autoria Própria (2024).
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122
Conforme mencionado anteriormente, a água bruta é proveniente do lago do
reservatório de Juturnaíba, sendo enviada para o tratamento com uma vazão de cerca
de 1800 L/s - após a ampliação da ETA e o aumento dos filtros - que é repartida entre
as duas unidades de tratamento mencionadas. A ETA fica resguardada das variações do
corpo. No Quadro 19 a seguir, está representada essa divisão.
Quadro 19- Capacidade dos módulos de tratamento das ETAs I e II.
Etapa Vazão ETA I (L/s) Vazão ETA II (L/s)
Coagulação/Mistura rápida - 1800
Floculação 300 1500
Decantação 300 1500
Filtração 600 1500
Fonte: Concessionária Prolagos (2024).
A água bruta, através do canal de água coagulada da ETA II, alimenta os 4
floculadores existentes. Essas unidades são do tipo mecanizado e contam com
agitadores verticais do tipo turbina, com velocidade variável por inversor de frequência.
Os 4 floculadores e os 4 decantadores estão dispostos em conjunto, havendo uma
cortina de distribuição para alimentação dos decantadores através dos floculadores,
com passagens distribuídas de maneira uniforme para equalizar a vazão. Depois dessas
etapas, a água é direcionada para a filtração através de um canal comum.
Os filtros existentes na ETA I e II são de fluxo descendente, tendo dupla camada
(areia e antracito), funcionando no regime de taxa constante e possuem autolavagem.
Completando o processo de tratamento há uma etapa de desinfecção final com
hipoclorito de sódio e posterior fluoretação. Para o processo de coagulação aplica-se
poli cloreto de alumínio 18%.
O lodo proveniente do processo de tratamento é encaminhado ao tanque de
homogeneização que serve como pulmão do sistema de adensamento e desidratação
do lodo. Após ser adensado e desidratado, o lodo é transportado para disposição final
em aterro sanitário de São Pedro da Aldeia, devidamente licenciado.
A Figura 43 apresenta o fluxograma da ETA Juturnaíba.
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123
Figura 43 – Fluxograma ETA Juturnaíba.
Fonte: Concessionária Prolagos (2024).
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124
A Concessionária Prolagos realiza programa de monitoramento de qualidade da
água distribuída, em cumprimento à Portaria 888/2021 do Ministério da Saúde. Os
dados obtidos da análise de junho de 2022 estão apresentados no Quadro 20 a seguir.
Quadro 20- Análise do controle da qualidade da água.
Parâmetros Unidade V.M.P. Resultado
Cor Aparente Hz 15 10
Gosto e Odor Intensidade 6,0 1,0
Amônia (como NH3) mg/L 1,5 0,102
Sódio mg/L 200 14,23
Ferro mg/L 0,3 0,056
Sólidos Dissolvidos Totais mg/L 1000 60
Manganês mg/L 0,1 0,003
Dureza Total mg/L 500 12,19
Alumínio mg/L 0,2 0,057
Cloreto mg/L 250 23,5
Fonte: SISAGUA (2022).
3.2.4 ESTAÇÕES ELEVATÓRIAS DE ÁGUA TRATADA E BOOSTERS
As estações elevatórias de água tratada e os boosters garantem que a água tratada
seja transportada de forma eficiente pelas redes de distribuição, especialmente em
áreas com variações de altitude ou onde a pressão natural não é suficiente. As estações
elevatórias utilizam bombas para impulsionar a água, superando desníveis e longas
distâncias, enquanto os boosters atuam como reforços localizados na rede, assegurando
a manutenção da pressão adequada até os pontos mais distantes ou elevados. Juntos,
esses equipamentos são essenciais para garantir que a água chegue a todos os
consumidores com a pressão necessária e em condições adequadas, contribuindo para
um fornecimento contínuo e confiável, independentemente das características
geográficas ou da demanda local.
O Quadro 21 a seguir apresenta as características dos boosters de água tratada
existentes no município de Armação dos Búzios, conforme dados disponibilizados pela
Concessionária Prolagos.
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125
Quadro 21 - Estações elevatórias existentes – Armação dos Búzios.
Estação Elevatória Localização Características
Bomba Breezes
Geribá
Av. dos Tucuns – Tucuns
(-22.786168°, -41.923822°)
• Situação: Operante
• Cota: 6m
• Tensão: 220v
• Órgão: PMAB
• Licença: 003/2013
Booster Caravelas Est. Das Caravelas – Baía Formosa
(-22.797605°, -41.969043°)
• Situação: Operante
• Cota: 33m
• Tensão: 220v
Booster Arpoador Rua Três – Rasa
(-22.742965°, -41.969424°)
• Situação: Operante
• Cota: 12m
• Tensão: 220v
Booster Alto da Boa
Vista
Rua Alvaro Eldídio Gonçalves – Rasa
(-22.745324°, -41.972189°)
• Situação: Operante
• Cota: 29m
• Tensão: 220v
• Órgão: PMAB
• Licença: 006/2015
Booster Alta da Rasa Rua Justiniano de Souza – Rasa
(-22.743653°, -41.974195°)
• Situação: Operante
• Cota: 14m
• Tensão: 220v
Booster Boa Vista II Av. José Bento Ribeiro Dantas – Rasa
(-22.749180°, -41.964579°)
• Situação: Operante
• Cota: 28m
• Tensão: 220v
Booster Alto de
Búzios I
Rua Alto de Búzios – Alto de Búzios
(-22.765823°, -41.899206°)
• Situação: Operante
• Cota: 25m
• Tensão: 220v
Booster Alto de
Búzios II –
Reservatório
Rua Alto de Búzios – Alto de Búzios
(-22.765823°, -41.899206°)
• Situação: Operante
• Cota: 25m
• Tensão: 220v
• Órgão: PMAB
• Licença: 009/2019
Booster Bauer Est. Da Fazendinha – Baía Formosa
(-22.727916°, -41.969045°)
• Situação: Operante
• Cota: 14m
• Tensão: 440v
• Órgão: PMAB
• Licença: 009/2016
Booster Canto
Esquerdo I
Av. José Bento Ribeiro Dantas –
Manguinhos
(-22.769159°, -41.903349°)
• Situação: Operante
• Cota: 18m
• Tensão: 220v
Booster Canto
Esquerdo II
Av. Enseada do Albotorz – Canto de
Geribá
(-22.773029°, -41.899975°)
• Situação: Operante
• Cota: 18m
• Tensão: 220v
• Órgão: PMAB
• Licença: 023/2016
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126
Estação Elevatória Localização Características
Booster Felina Pina
Av. José Bento Ribeiro Dantas –
Manguinhos
(-22.782899°, -41.899451°)
• Situação: Operante
• Cota: 14m
• Tensão: 220v
Booster Ferradura I Av. Parque – Ferradura
(-22.762452°, -41.889946°)
• Situação: Operante
• Cota: 7m
• Tensão: 220v
Booster Ferradura II Rua Q – Ferradura
(-22.766647°, -41.884837°)
• Situação: Operante
• Cota: 7m
• Tensão: 220v
Booster Ferradura III Rua J III – Ferradura
(-22.778115°, -41.892564°)
• Situação: Inoperante
• Cota: 7m
• Tensão: 220v
Booster Ferradurinha Rua J III – Ferradurinha
(-22.775600°, -41.902211°)
• Situação: Operante
• Cota: 28m
• Tensão: 220v
Booster Humaitá –
Reservatório
Rua Morro do Humaitá – Canto de
Geribá
(-22.755109°, -41.885449°)
• Situação: Operante
• Cota: 8m
• Tensão: 220v
Booster Forno -
Reservatório
Rua Alfredo Silva – Centro
(-22.752273°, -41.878068°)
• Situação: Operante
• Cota: 6m
• Tensão: 220v
Booster Brava -
Reservatório
Rua Alfredo Silva – Forno
(-22.752273°, -41.878068°)
• Situação: Operante
• Cota: 12m
• Tensão: 220v
Booster João
Fernandes I –
Reservatório
Rua Alfredo Silva – Forno
(-22.752273°, -41.878068°)
• Situação: Operante
• Cota: 12m
• Tensão: 220v
Booster José
Gonçalves I
Ruas das Emerências – José Gonçalves
(-22.788096°, -41.948248°)
• Situação: Operante
• Cota: 25m
• Tensão: 220v
• Órgão: PMAB
• Licença: 005/2015
Booster José
Gonçalves II
Est. José Gonçalves – José Gonçalves
(-22.786154°, -41.947086°)
• Situação: Operante
• Cota: 19m
• Tensão: 220v
Booster Kailua R 4 – Manguinhos
(-22.768886°, -41.900737°)
• Situação: Operante
• Cota: 6m
• Tensão: 440v
Booster Manguinhos Av. José Bento Ribeiro Dantas – Geribá
(-22.774605°, -41.914453°)
• Situação: Operante
• Cota: 6m
• Tensão: 220v
Booster Tartaruga Rua J III – São José
(-22.778115°, -41.892564°)
• Situação: Operante
• Cota: 11m
• Tensão: 220v
• Órgão: PMAB
• Licença: 007/2015
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127
Estação Elevatória Localização Características
Booster Tucuns Praça São Jose – São José
(-22.781757°, -41.945191°)
• Situação: Operante
• Cota: 19m
• Tensão: 220v
Booster Vieira
Câmara
Rua Vieira Câmara – Geribá
(-22.769643°, -41.903703°)
• Situação: Operante
• Cota: 5m
• Tensão: 220v
Booster Aretê Cond. Aretê Golf – São José
(-22.781115°, -41.921295°)
• Situação: Operante
• Cota: 5m
• Tensão: 220v
Booster Vila Caranga Rua Custório Alves – Vila Caranga
(-22.761232°, -41.891380°)
• Situação: Operante
• Cota: 9m
• Tensão: 220v
Booster Capão Est. Velha da Ferradurinha – Tucuns
(-22.790776°, -41.946234°)
• Situação: Operante
• Cota: 6m
• Tensão: 220v
• Órgão: PMAB
• Licença: 043/2021
Booster Cond.
Ferradurinha
Rua Praia da Ferradura – Ferradura
(-22.780013°, -41.895344°)
• Situação: Operante
• Cota: 8m
• Tensão: 220v
Booster Cem Braças Rua Maria Simas Netas – Cem Braças
(-22.708247°, -41.932719°)
• Situação: Operante
• Cota: 4m
• Tensão: 220v
Booster Casas
Brancas
Rua Morro do Humaitá – Humaitá
(-22.750993°, -41.883403°)
• Situação: Operante
• Cota: 7m
• Tensão: 220v
Booster Satiro
Coelho -22.766703, -41.900993 • Situação: Operante
Fonte: Autoria Própria (2024), Concessionária Prolagos (2024).
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128
Figura 44 – Boosters – Armação dos Búzios.
Fonte: Autoria Própria (2024).
3.2.5 RESERVAÇÃO
O sistema de reservação de água é uma etapa fundamental no Sistema de
Abastecimento de Água. Sua importância reside na capacidade de equilibrar as
variações de consumo ao longo do dia, garantir a pressurização adequada da rede de
distribuição e manter uma reserva estratégica para emergências. Além de assegurar a
continuidade do fornecimento, a reservação contribui diretamente para a estabilidade
operacional e a eficiência do sistema, proporcionando um fornecimento de água seguro
e de qualidade. O sistema integrado de abastecimento de água da Concessionária
Prolagos conta com reservatórios estratégicos que desempenham funções cruciais na
adução e distribuição da água tratada, como o Reservatório ETA Juturnaíba e o
Reservatório Morro da Crista.
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129
Esses reservatórios de adução são fundamentais para a operação integrada do
sistema de abastecimento de água da Concessionária Prolagos. Eles asseguram que a
água tratada seja distribuída de maneira eficiente e confiável, atendendo às
necessidades de toda a população dos municípios interligados.
Em relação especificamente ao município de Armação dos Búzios, segundo os
dados fornecidos pela Concessionária Prolagos (2024), o município possui 9
reservatórios responsáveis pela distribuição de água tratada para a população, além de
um reservatório de 5.000 m³ que está interligado ao sistema de Cabo Frio (Reservatório
Rasa). As informações a respeito deles estão descritas no Quadro 22 abaixo.
Quadro 22 - Reservatórios existentes - Armação dos Búzios.
Reservatório Localização Características
Reservatório de João Fernandes
Rua João Fernandes – João
Fernandes
(-22.745954°, -41.872927°)
• Situação: Operante
• Cota: 100m
• Volume: 250m³
• Material: Concreto
• Tipo: Semi-enterrado
Reservatório Alto de Búzios I Rua A – Alto de Búzios
(-22.767105°, -41.897106°)
• Situação: Operante
• Cota: 78m
• Volume: 50m³
• Material: Concreto
• Tipo: Enterrado
Reservatório Alto de Búzios II Rua A – Alto de Búzios
(-22.767105°, -41.897106°)
• Situação: Operante
• Cota: 78m
• Volume: 20m³
• Material: Concreto
• Tipo: Enterrado
Reservatório Núcleo de Búzios Rua 04 – Forno
(-22.752284°, -41.877911°)
• Situação: Operante
• Cota: 12m
• Volume: 250m³
• Material: Concreto
• Tipo: Enterrado
Reservatório da Praia Brava Rua 04 – Forno
(-22.755283°, -41.875481°)
• Situação: Operante
• Cota: 63m
• Volume: 125m³
• Material: Concreto
• Tipo: Semi-enterrado
Reservatório da Praia do Forno Rua 16 – Forno
(-22.759221°, -41.872555°)
• Situação: Operante
• Cota: 96m
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Reservatório Localização Características
• Volume: 250m³
• Material: Concreto
• Tipo: Apoiado
Reservatório de Humaitá
Rua Manoel J da Silveira –
Centro
(-22.754419°, -41.884100°)
• Situação: Operante
• Cota: 36m
• Volume: 650m³
• Material: Concreto
• Tipo: Apoiado
Reservatório da São José I Rua A – São José
(-22.778131°, -41.946944°)
• Situação: Operante
• Cota: 45m
• Volume: 2500m³
• Material: Metálico
• Tipo: Apoiado
Reservatório da São José II Rua A – São José
(-22.778131°, -41.946944°)
• Situação: Operante
• Cota: 45m
• Volume: 2500m³
• Material: Metálico
• Tipo: Apoiado
Fonte: Autoria Própria (2024), Concessionária Prolagos (2024).
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
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131
Figura 45 – Reservatórios – Armação dos Búzios.
Fonte: Autoria Própria (2024).
3.2.6 REDE DE DISTRIBUIÇÃO, LIGAÇÕES E HIDRÔMETROS
A rede de distribuição de água é responsável por transportar a água tratada dos
reservatórios até os consumidores, garantindo fornecimento contínuo e pressão
adequada. Composta por tubulações, válvulas e bombas, sua eficiência assegura que a
água chegue com qualidade e segurança.
De acordo com informações fornecidas pela Concessionária, a rede de distribuição
de água em Armação dos Búzios possui uma extensão total de 298,65 km.
As ligações prediais de água, equipadas com hidrômetros, são componentes
cruciais no Sistema de Abastecimento de Água, garantindo que a água tratada chegue
diretamente às propriedades. Cada ligação inclui uma conexão à rede de distribuição e
um hidrômetro, que mede o volume de água consumido por cada usuário. Os
hidrômetros desempenham um papel essencial na gestão do consumo de água,
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
132
permitindo a aplicação de tarifas baseadas no uso real, incentivando o consumo
consciente e sustentável. A manutenção e atualização desses equipamentos são
fundamentais para assegurar a precisão da medição, evitar perdas e garantir que os
consumidores paguem de forma justa pelos serviços de água recebidos.
De acordo com o SINISA 2024, Armação dos Búzios possuía 18.100 ligações ativas
e cortadas de água. Além de um índice de hidrometração de 99,4% em sua área de
concessão, conforme informações de dezembro de 2023 da Concessionária.
3.2.7 ESTRUTURA TARIFÁRIA
O município de Armação dos Búzios segue a estrutura tarifária apresentada no
Quadro 23 a seguir.
Quadro 23 – Estrutura tarifária Concessionária Prolagos.
Estrutura Tarifária Faixa de consumo Tarifa (R$/m³)
Tarifa Social - R$ 8,21
Residencial
0 a 10 m³ R$ 16,58
11 a 15 m³ R$ 21,72
16 a 25 m³ R$ 34,78
26 a 35 m³ R$ 41,73
36 a 45 m³ R$ 50,08
46 a 55 m³ R$ 61,49
56 a 65 m³ R$ 78,10
Acima de 65 m³ R$ 88,82
Comercial
0 a 10 m³ R$ 42,97
11 a 20 m³ R$ 53,63
21 a 30 m³ R$ 82,79
Acima de 30 m³ R$ 131,36
Industrial
0 a 20 m³ R$ 82,45
21 a 30 m³ R$ 104,57
Acima de 30 m³ R$ 131,36
Poder Público
0 a 20 m³ R$ 23,16
21 a 30 m³ R$ 34,84
Acima de 30 m³ R$ 54,31
Água de Reuso - R$ 21,13
Fonte: Concessionária Prolagos (2024).
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133
A tarifa é aplicada sobre o volume total consumido em um determinado mês. O
sistema tarifário difere de acordo com a diversidade regional, sendo levado em
consideração fatores técnicos e econômicos que podem influenciar nos custos dos
serviços prestados. O sistema considera, portanto, o perfil dos consumidores quanto
renda, o nível da qualidade dos serviços, além do tipo de setor atendido.
A Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de
Janeiro (AGENERSA) ratificou a deliberação da Tarifa Social de água para clientes de
baixa renda. Os moradores da Região dos Lagos atendidos pela Concessionária Prolagos
(Arraial do cabo, Cabo Frio, Armação dos Búzios, Iguaba Grande e São Pedro da Aldeia)
passaram a ter direito deste benefício.
A Tarifa Social é um desconto na conta de água que será concedido aos usuários
que preencherem todos os quatro requisitos, que são cumulativos:
• renda familiar de até 3 salários-mínimos;
• imóvel com construção de até 50 m²;
• fazer parte de algum programa de proteção social do governo (estadual ou
federal);
• ter média de consumo anual de 10 m³ de água.
A Deliberação da AGENERSA exclui da Tarifa Social os clientes que, mesmo
preenchendo todos os requisitos, estejam inadimplentes junto à Concessionária ou que
tenham utilizado qualquer tipo de fraude nas instalações para fornecimento de água. A
não renovação do cadastro e a ultrapassagem da média anual de 10 m3 de consumo
também são motivos para deixar de receber o benefício. A Tarifa Social deverá
contemplar 5 % dos consumidores da Concessionária, conforme previsto na Deliberação
AGENERSA nº 638 de 10/11/210. Ressalta-se que, conforme a Concessionária, em
dezembro de 2023 havia 863 ligações contempladas por tarifa social em Armação dos
Búzios.
De acordo com dados disponibilizados pela Concessionária Prolagos, o histórico
de arrecadação do município de Armação dos Búzios é apresentado no Quadro 24 a
seguir.
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134
Quadro 24 – Arrecadação – Armação dos Búzios.
Município 2022 2023
Armação dos Búzios R$72.365.497 R$85.148.103
Fonte: Autoria Própria (2024), Concessionária Prolagos (2024).
3.2.8 RESUMO DOS PRINCIPAIS DESAFIOS IDENTIFICADOS NO DIAGNÓSTICO
DO SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA
Foram identificados diversos desafios no Sistema de Abastecimento de Água de
Armação dos Búzios destacando-se os seguintes pontos:
• Sazonalidade, especialmente durante o verão, quando a população
aumenta significativamente devido ao turismo. Para enfrentar essa
demanda extra, a Concessionária adota o "Plano Verão", que inclui a
instalação de bombas móveis como medida emergencial para assegurar o
abastecimento de água durante os períodos de pico. A população,
entretanto, alega que não é o suficiente para garantir o acesso à água nos
períodos festivos;
• Pipas clandestinas (furto de água realizado pelos caminhões pipa
clandestinos no sistema, causando despressurização);
• Problemas de fornecimento de energia (mesmo em baixa temporada),
causando problemas no abastecimento de boosters. Ainda que os
principais boosters possuam gerador, muitos não tem viabilidade para tal
equipamento;
• Necessidade de ampliação do sistema de distribuição e reservação de
água para atender a demanda decorrente do crescimento populacional;
• Por estar distante da ETA (72km de distância), o município possui a
necessidade de instalação mais boosters, que auxiliem a distribuição de
água;
• Dificuldade de ações de fiscalização em áreas de vulnerabilidades sociais.
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135
3.3 REVISÃO DO DIAGNÓSTICO DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO
A Lei Federal nº 11.445/2007 estabelece diretrizes gerais para o saneamento
básico no Brasil, abrangendo, entre outros, o sistema de esgotamento sanitário. O foco
central dessa legislação em relação ao esgotamento sanitário é promover a
universalização do acesso aos serviços de coleta, tratamento e disposição final dos
esgotos, visando assegurar a saúde pública, a preservação ambiental e a melhoria da
qualidade de vida da população.
Um sistema de esgotamento sanitário compreende um conjunto integrado de
atividades, serviços, instalações e infraestrutura, conforme definido pela Lei nº 11.445,
de 5 de janeiro de 2007. Esse sistema é responsável pela execução das seguintes etapas:
coleta, transporte, tratamento e disposição final adequada dos esgotos sanitários. O
processo se inicia nas ligações prediais e se estende até a destinação final, que pode
incluir a produção de água de reuso ou o lançamento seguro dos efluentes no meio
ambiente.
A Lei N°14.026/2020 atualiza o Marco Legal do Saneamento, e, por sua vez,
modifica alguns artigos da Lei N°11.445/2007. Um dos pontos de atenção da nova lei
é que, pelo novo marco do saneamento, todos os contratos deverão ter como foco
metas de universalização, garantindo 99% da população seja abastecida com água
potável e 90% da população com coleta e tratamento de esgoto até 31 de dezembro de
2033, com exceção a locais que estudos licitatórios apontarem inviabilidade financeira
para esta data, onde para estes casos ficará permitido a extensão do prazo, desde que
não ultrapasse 1 de janeiro de 2040 e a Agência Reguladora confirme a veracidade.
Neste capítulo, será realizado um diagnóstico detalhado do sistema de
esgotamento sanitário de Armação dos Búzios, examinando todas as suas unidades
constitutivas. O objetivo é oferecer uma análise abrangente e minuciosa de cada
componente do sistema, desde a coleta inicial dos esgotos até a disposição final dos
efluentes.
A Concessionária Prolagos S.A teve seu início do contrato de concessão em 1998.
Desde então ela é responsável pelos serviços e obras de implantação, ampliação,
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136
manutenção e operação de sistemas de abastecimento de água e coleta e tratamento
de esgoto de áreas urbanas do município de Armação dos Búzios.
Em áreas não atendidas pela Concessionária Prolagos, onde o sistema de
esgotamento sanitário não conta com uma rede coletora, as soluções individuais
predominam, sendo a mais comum a utilização de fossas sépticas, filtros e sumidouros.
De acordo com o SINISA 2024, referente ao ano de 2023, o índice atendimento
de esgoto é de 90% no município de Armação dos Búzios (Prolagos, 2024). No entanto,
a população alega que o índice de atendimento de esgoto é menor, o que torna
necessário estudos mais aprofundados acerca do sistema de esgotamento sanitário do
município.
Este capítulo visa identificar áreas críticas e oportunidades para aprimoramento,
com o intuito de melhorar a qualidade e a eficiência dos serviços prestados pelo sistema
de esgotamento sanitário de Armação dos Búzios.
3.3.1 LIGAÇÕES PREDIAIS, REDE COLETORA E COLETORES PRINCIPAIS
A coleta de esgoto sanitário é uma etapa fundamental do sistema de saneamento
básico, conforme definido pelo Novo Marco Legal do Saneamento (Lei nº 14.026/2020).
Este processo abrange todas as atividades e infraestruturas necessárias para garantir
que os esgotos gerados sejam adequadamente coletados e transportados até as
instalações de tratamento. Dentre os componentes principais de um sistema de coleta
de esgoto, destacam-se:
• Ligações Prediais: Conexão direta dos imóveis à rede pública de esgoto,
permitindo o transporte dos efluentes para o sistema de esgotamento
sanitário.
• Rede Coletora: Conjunto de tubulações instaladas nas vias públicas para
captar os esgotos provenientes das ligações prediais. Essas redes, que podem
ser do tipo separadora (coleta exclusivamente esgoto) ou mista (coleta tanto
o esgoto quanto as águas pluviais), são responsáveis por transportar os
efluentes para as próximas etapas do sistema, como elevatórias,
interceptores e estações de tratamento.
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137
O Quadro 25 a seguir apresenta informações referentes à rede coletora do
município de Armação dos Búzios de acordo com dados fornecidos pela Concessionária
Prolagos.
Quadro 25 – Infraestrutura de Coleta de Esgoto.
Rede Coletora 40,16 km
Linha de Recalque 15,26 km
Fonte: Concessionária Prolagos (2024).
Conforme análise realizada a partir das informações fornecidas pela
Concessionária Prolagos (2024), a rede coletora separativa de esgoto totaliza cerca de
90% do total do município, enquanto a rede mista caracteriza-se por 10% do
quantitativo de rede de Armação dos Búzios. A população de Búzios, no entanto, tem
interesse que o município tenha apenas rede separativa a longo prazo, tanto na
substituição da rede mista, como na implantação apenas de rede separativa até a
universalização do serviço.
A cobertura de esgoto do município tem avançado significativamente nos últimos
anos, em decorrência da rigidez na legislação municipal e vistorias de fiscalização com
autuação dos proprietários. Armação dos Búzios possui a Lei nº 548/2006, também
conhecida como “Lei de Esgoto” que obriga empreendimentos habitacionais e hoteleiros
de maior porte no município a investirem diretamente na expansão da rede de esgoto,
como condição para terem suas obras aprovadas e licenciadas. É uma forma de
responsabilizar os empreendedores pelos impactos urbanos causados, especialmente
no sistema de saneamento, e uma medida para garantir o crescimento sustentável da
cidade.
O município conta também com o sistema de tomada de tempo seco, que consiste
na interceptação da rede de drenagem antes de ser realizado o lançamento no corpo
receptor através de Caixa de Tempo Seco (CTPS). No interior destas caixas existe uma
barreira que direciona a vazão para a tubulação da rede separativa (Cinturão)
direcionando este fluxo para estações de bombeamento, quando não chove e,
posteriormente, para Estação de Tratamento de Esgoto.
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138
Esse sistema de tomada em tempo seco foi implementado nos municípios da
região como uma resposta à grave poluição da Lagoa de Araruama, causada pelo
descarte de esgoto in natura no principal corpo hídrico da região. Essa poluição levou à
eutrofização da lagoa, especialmente em torno do ano 2000. Como resultado, as
concessões dos municípios aceleraram os investimentos no sistema de esgotamento
sanitário. Após a realização de estudos, concluiu-se que a melhor solução na época era
a adoção do sistema de captação em tempo seco, que ajudou a mitigar os impactos da
poluição na lagoa. Atualmente, o município conta com 5 CTPS. A Figura 46 a seguir
ilustra a localização destas caixas.
Figura 46 – Captações de Tempo Seco – Armação dos Búzios.
Fonte: Autoria Própria (2024).
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139
3.3.2 INTERCEPTORES E EMISSÁRIOS
Emissários são tubulações ou condutos projetados para transportar o esgoto
tratado das estações de tratamento até o ponto de lançamento final, que pode ser um
corpo d'água, o solo ou uma infraestrutura de disposição final específica.
De acordo com as informações da Concessionária Prolagos, o município possui
uma extensão de 2,47 km de emissários.
Os interceptores desempenham um papel essencial na prevenção da
contaminação dos corpos d'água, uma vez que interceptam os esgotos antes que estes
possam ser descarregados diretamente no ambiente. Em Armação dos Búzios, os
interceptores são de materiais como PVC e PEAD e diâmetros variados. A Figura 47 a
seguir ilustra a localização dos mesmos.
Figura 47 – Interceptores – Armação dos Búzios.
Fonte: Autoria Própria (2024).
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140
3.3.3 ESTAÇÕES ELEVATÓRIAS DE ESGOTO
As estações elevatórias de esgoto são instalações fundamentais no sistema de
esgotamento sanitário. Elas têm a função de bombear o esgoto de áreas mais baixas
para níveis mais altos, superando diferenças de elevação no terreno que dificultariam o
fluxo gravitacional dos efluente.
Essas unidades permitem o transporte dos efluente para locais onde o fluxo
gravitacional não seria eficiente, garantindo a continuidade do fluxo até a estação de
tratamento de esgoto. Dessa forma, contribuem para a eficiência geral do sistema,
assegurando que o esgoto seja direcionado adequadamente e, consequentemente,
reduzindo o risco de extravasamentos e contaminação ambiental.
Dentre os componentes principais de uma estação elevatória de esgoto,
destacam-se:
• Bombas: As bombas são os equipamentos centrais da estação elevatória de
esgoto, responsáveis por impulsionar o esgoto através do sistema. Elas são
projetadas para lidar com grandes volumes de efluentes e variam em
tamanho e capacidade conforme as necessidades da estação.
• Tubulações: São responsáveis por conduzir o esgoto desde o ponto de
captação até o próximo estágio do transporte ou tratamento. Elas devem ser
robustas e bem dimensionadas para suportar o fluxo constante de resíduos
e evitar obstruções ou vazamentos.
• Reservatórios/Poços de sucção: São estruturas onde o esgoto é
temporariamente armazenado antes de ser bombeado. Eles permitem que o
sistema armazene e regule o fluxo de efluentes, facilitando o gerenciamento
de picos de volume e garantindo uma operação contínua.
• Painéis de controle: São sistemas eletrônicos que desempenham um papel
fundamental na automação e monitoramento da estação. Eles gerenciam o
funcionamento das bombas e de outros equipamentos, garantindo que a
estação opere de maneira eficiente e segura.
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141
No município de Armação dos Búzios existem 29 estações elevatórias de esgoto,
detalhadas no Quadro 26 a seguir.
Quadro 26 - Estações Elevatórias Existentes – Armação dos Búzios.
Elevatória Localização Características
EEE 12 – Praça do
Skate
Rua Maria Rodrigues Latina – Canto de Geribá
(-22.774086, -41.90336)
• Situação: Operante
• Órgão: PMAB
• Licença: 002/2013
EEE 13 – Praça de
Geribá
Rua do Caboclo – Geribá
(-22.776139, -41.906651)
• Situação: Operante
• Órgão: PMAB
• Licença: 002/2013
EEE Acácias (Canto
Geribá)
Rua Doralice – Canto de Geribá
(-22.779788, -41.902067) • Situação: Operante
EEE Capão Rua Mercedes – Cem Braças
(-22.783352, -41.926198) • Situação: Operante
EEE Bambuzal Rua Bambuzal – Bosque de Geribá
(-22.775097, -41.919591)
• Situação: Operante
• Potência (cv): 88
• Vazão (L/s): 100,00
EEE Orla Bardot Rua Morro do Humaitá – Centro
(-22.750622, -41.882788)
• Situação: Operante
• Potência (cv): 3,80
• Vazão (L/s): 7,70
• Órgão: PMAB
• Licença: 005/2021
EEE Brava Rua da Praia – Forno (-22.754184, -41.87281) • Situação: Operante
EEE Breezes Geribá Av. dos Tucuns – Tucuns
(-22.789861, -41.925548)
• Situação: Operante
• Potência (cv): 5
• Vazão (L/s): 22,60
EEE Cem Braças Rua Esperança – Cem Braças
(-22.778681, -41.929458)
• Situação: Operante
• Potência (cv): 20
EEE Ferradura -
Delegacia
Av. Parque – Ferradura
(-22.762601, -41.889545)
• Situação: Operante
• Potência (cv): 5
• Vazão (L/s): 2,95
• Órgão: PMAB
• Licença: 013/2019
EEE Ferradura II -
Dinossauro
Av. do Atlântico – Ferradura
(-22.767115, -41.888554)
• Situação: Operante
• Potência (cv): 5
• Vazão (L/s): 2,95
• Órgão: PMAB
• Licença: 013/2019
EEE Forno Rua Vinte e Um – Forno
(-22.760965, -41.874854)
• Situação: Operante
• Potência (cv): 6
• Vazão (L/s): 2,95
• Órgão: PMAB
• Licença: 013/2019
EEE João Fernandes
I
Rua João Fernandes – João Fernandes
(-22.742890, -41.876775)
• Situação: Operante
• Potência (cv): 2
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142
Elevatória Localização Características
• Vazão (L/s): 4,60
• Órgão: PMAB
• Licença: 013/2019
EEE João Fernandes
II
Rua João Fernandes – João Fernandes
(-22.741629, -41.873688)
• Situação: Operante
• Potência (cv): 1
• Vazão (L/s): 1,30
EEE Ossos Rua João Fernandes – Praia dos Ossos
(-22.746762, -41.879487) • Situação: Operante
EEE Porto da Barra I Av. José Bento Ribeiro Dantas – Manguinhos
(-22.769174, -41.911499) • Situação: Operante
EEE Porto da Barra
II
Av. José Bento Ribeiro Dantas – Manguinhos
(-22.770425, -41.911475) • Situação: Inoperante
EEE Praia da
Ferradura
Rua Q – Ferradura
(-22.766384, -41.885056)
• Situação: Operante
• Potência (cv): 5
• Vazão (L/s): 2,95
EEE Hospital Est. De Búzios – São Jose
(-22.779556, -41.935415) • Situação: Operante
EEE Praia do Canto Rua Antônio Soares – Praia do Canto
(-22.755854, -41.892010)
• Situação: Operante
• Potência (cv): 1,8
• Vazão (L/s): 2,00
EEE Usina Est. Da Usina Velha – Centro
(-22.754889, -41.882840)
• Situação: Operante
• Potência (cv): 88
• Vazão (L/s): 67,00
EEE Aretê Golf I -22.771920, -41.949489 • Situação: Inoperante
EEE Aretê Golf II -22.771920, -41.949489 • Situação: Inoperante
EEE Aretê Marinas
(Principal)
Cond. Aretê – Marinas
(-22.753913, -41.959214) • Situação: Inoperante
EEE Aretê Marinas
(Toripa I)
Cond. Aretê – Marinas
(-22.751707, -41.958299) • Situação: Inoperante
EEE Aretê Marinas
(Toripa III)
Cond. Aretê – Marinas
(-22.753171, -41.958475) • Situação: Inoperante
EEE Aretê Marinas
(Península Norte)
Cond. Aretê – Marinas
(-22.753171, -41.958475) • Situação: Inoperante
EEE Aretê Marinas
(Península Sul)
Cond. Aretê – Marinas
(-22.755932, -41.957305) • Situação: Inoperante
EEE Vila Caranga Rua Simples – Vila Caranga
(-22.762249, -41.894646)
• Situação: Operante
• Órgão: PMAB
• Licença: 001/2018
Fonte: Autoria Própria (2024), Concessionária Prolagos (2024).
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143
Figura 48 – Estações Elevatórias de Esgoto e Linhas de Recalque – Armação dos Búzios.
Fonte: Autoria Própria (2024).
3.3.4 TRATAMENTO DE ESGOTO E CORPO RECEPTOR
O tratamento de esgoto é um processo essencial para remover contaminantes e
patógenos dos resíduos líquidos antes de seu lançamento no meio ambiente. Existem
várias etapas e abordagens para o tratamento, que podem ser aplicadas tanto em
sistemas coletivos quanto individuais. A escolha entre esses sistemas depende de
fatores como densidade populacional, infraestrutura existente, e características
geográficas e econômicas da região.
O tratamento coletivo de esgoto envolve a coleta e tratamento centralizado do
esgoto gerado por uma comunidade inteira ou região urbana. Esse sistema é comum em
áreas densamente povoadas, onde a infraestrutura permite o transporte eficiente do
esgoto até uma estação de tratamento. Dentre as etapas do tratamento coletivo, estão
incluídos:
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144
• Tratamento preliminar: Remove sólidos grandes e detritos por meio de
grades e peneiras.
• Tratamento primário: Sedimenta sólidos suspensos em tanques de
decantação, formando um lodo primário.
• Tratamento secundário: Utiliza processos biológicos, como lodos ativados ou
reatores anaeróbios, para degradar matéria orgânica.
• Tratamento terciário: Remoção adicional de nutrientes (nitrogênio e fósforo),
usando desinfecção.
O tratamento individual de esgoto é aplicável em áreas rurais ou regiões com baixa
densidade populacional, onde a implantação de uma rede de coleta centralizada não é
viável. Este sistema trata o esgoto no local onde é gerado, utilizando soluções como
fossas sépticas e rudimentares.
O sistema do tipo Fossa Séptica + Filtro Biológico/Sumidouro são comuns em
áreas menos adensadas. Consistem em uma fossa séptica, onde ocorre a sedimentação
de sólidos e digestão anaeróbia parcial, seguida por um filtro biológico ou sumidouro,
onde o efluente é filtrado através do solo. Este sistema é eficaz para pequenas cargas
de esgoto, mas sua eficiência depende da manutenção regular e das características do
solo local.
Já as fossas rudimentares são escavações simples no solo, utilizadas para a
disposição de esgoto em áreas sem infraestrutura adequada. Embora sejam de baixo
custo, apresentam sérios riscos à saúde pública e ao meio ambiente, devido à
contaminação do lençol freático e à proliferação de vetores de doenças. A substituição
por sistemas mais avançados é recomendada sempre que possível.
O sistema de tratamento de esgoto de Armação dos Búzios será apresentado a
seguir.
ETE Búzios
A ETE de Armação dos Búzios (Figura 49) realiza o tratamento dos efluentes
através de tratamento biológico com lodos ativados, sendo assim um tratamento do tipo
terciário. A estação possui capacidade de tratamento média de 200 L/s.
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145
Figura 49 – Localização ETE Búzios.
Fonte: Autoria Própria (2024).
A Concessionária Prolagos possui Licença de Operação (LMO nº 008/22),
concebida pela Secretaria Municipal do Ambiente e Urbanismo, válida até 29 de
dezembro de 2027.
O Quadro 27 a seguir apresenta as etapas de tratamento de esgoto na ETE Búzios,
enquanto a Figura 50 apresenta o fluxograma da ETE Búzios.
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146
Figura 50 – Fluxograma ETE Búzios.
Fonte: Concessionária Prolagos (2024).
Quadro 27 – Etapas do tratamento de esgoto na ETE Búzios.
Etapa Descrição
Tratamento preliminar
O tratamento preliminar consiste em reter os sólidos mais
grosseiros e a areia. Com esta retenção, evita-se que tubulações
ou equipamentos da sequência do tratamento sejam danificados,
protegendo, dessa forma, as próximas etapas do processo. Os
mecanismos nesta etapa de remoção são de ordem física, sendo
que o fluxo típico do esgoto nessa etapa de tratamento
corresponde à passagem do efluente em uma grade ou peneira,
para remoção de sólidos grosseiros, depois em um desarenador,
para remover areia através do processo de sedimentação, em
alguns casos também se faz presente o sistema de remoção de
gordura, e por fim, a etapa de medição de vazão.
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Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
147
Etapa Descrição
Tratamento Biológico
O tratamento biológico visa promover a decomposição da
matéria orgânica presente no esgoto, por meio de processos
físicos e biológicos, onde no caso da maioria das Estações de
Tratamento de Esgoto operadas pela Concessionária Prolagos, é
realizada por parte de um conjunto de bactérias aeróbias. O
tanque aeróbio também é responsável pela primeira etapa na
cadeia de remoção do nitrogênio (N), a nitrificação.
Remoção de Fósforos Totais
O fósforo é removido do esgoto por precipitação físico-química,
ou seja, por meio de dosagem de coagulantes (PAC – Policloreto
de Alumínio), onde o fósforo na forma íon fosfato (PO43-) reage
com o Alumínio (AL3+) do PAC e forma flocos finos que
sedimentam para o fundo dos decantadores com o lodo. É
importante que haja uma boa sedimentabilidade do lodo, para
que o fósforo seja retirado com eficiência apropriada.
Desinfecção A etapa de desinfecção consiste em sanitizar/desinfectar ao
efluente líquido.
Fonte: Autoria Própria (2024); Concessionária Prolagos (2024).
Segundo a Concessionária Prolagos, a vazão média de esgoto tratado no município
de Armação dos Búzios é de 341.183 m³/mês.
Quanto aos resíduos gerados, o lodo removido da ETE Búzios passa por um
processo de adensamento, seguido de desidratação. O lodo desidratado é encaminhado
periodicamente para o pátio de secagem da ETE Jardim Esperança em caçamba
semiabertas, e posteriormente descartado de forma adequada no Aterro Sanitário de
São Pedro da Aldeia, em local devidamente licenciado. De acordo com a Concessionária
Prolagos, nos últimos 5 anos, foram geradas cerca de 8917 toneladas de lodo da ETE
Búzios.
Já em relação aos resíduos e areia também gerados na ETE Búzios, a empresa Pro
Ambiental por meio do contrato 033/2024 realiza a limpeza a cada 3 dias, ou de acordo
com a demanda da unidade. O material é transportado em caminhão do tipo caçamba
aberta até a disposição final no Aterro Sanitário de São Pedro da Aldeia, em local
devidamente licenciado. De acordo com a Concessionária Prolagos, nos últimos 5 anos,
foram geradas cerca de 1576,41 toneladas de areia e lixo da ETE Búzios.
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148
O corpo receptor desempenha um papel crucial no processo de tratamento de
esgoto, pois é o ambiente natural que recebe o efluente após o tratamento. No contexto
da Armação dos Búzios, o corpo receptor é o Canal da Marina, que deságua no Oceano
Atlântico, e é classificado como água salina classe I.
A outorga de direito de uso de recursos hídricos para lançamento de efluentes
tratados para o canal artificial que desagua no mar, de acordo com o Indeferimento nº
IN043175, não há necessidade de outorga para essa finalidade. Sendo assim, a
Concessionária Prolagos possui dispensa de outorga emitida pelo INEA.
A Concessionária Prolagos realiza programa de monitoramento nos corpos
receptores da ETE Búzios em atendimento à Licença de Operação IN 018438. Os dados
referentes à média mensal da análise de setembro de 2024 estão apresentados no
Quadro 28 a seguir.
Quadro 28 – Análise ETE Búzios.
Parâmetros Unidade LQ Efluente Afluente
Vazão m³/dia - 10.388,3 10.721,6
Cond. μS/cm - 1.576,1 1.855,9
OG Tot. mg/L 50 5 -
MBAS mg/L 2,00 0,14 -
pH - 5 a 9 7,2 -
Temperatura °C 40,0 26,2
SST mg/L 40,0 16,2 198,4
DBO mg/L 40,0 10,2 247,6
S Sed. mL/L 1,0 0,1 -
DQO mL/L - 22,60 -
Cloreto mL/L - 801,62 1.517,90
N Am Tot. mg N-NH4/L 20,00 2,16 39,93
P Tot. mg/L 4,00 0,47 7,14
Coli Termo. NMP/100 mL - 48.400 160.000
Fonte: Concessionária Prolagos (2024).
A Figura 51 apresenta o fluxograma do Sistema de Esgotamento Sanitário da ETE
Búzios. As elevatórias destacadas em vermelho encontram-se inoperantes.
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149
Figura 51 - Fluxograma SES Armação dos Búzios.
Fonte: Concessionária Prolagos (2024).
3.3.5 ESTRUTURA TARIFÁRIA
Não há uma tarifa específica para água e outra para esgoto no quadro praticado
pela Concessionária Prolagos. Com efeito, apesar do desenho original da Concessão
(conforme ‘cláusula décima segunda – do sistema tarifário’, em seu parágrafo sexto) ter
estabelecido a cobrança fracionada em água e esgoto, de forma paritária integral, essa
formulação foi alterada pela Deliberação ASEP-RJ/CD 546/2004, recepcionada no II
Termo Aditivo ao Contrato de Concessão, considerando o sistema de captação de
esgotos ser através da rede de drenagem, conforme acordado através dos Termos de
Ajustamento de Conduta nº. 39/03 e 63/04 com o Ministério Público Estadual.
A cobrança das tarifas de água e esgoto de forma unificada é expressamente
autorizada pelo art. 29, I da Lei nº 11.445/2007, regulamento máximo relativo ao
saneamento básico no ordenamento jurídico brasileiro:
“Art. 29. Os serviços públicos de saneamento básico terão a
sustentabilidade econômico-financeira assegurada por meio de remuneração
pela cobrança dos serviços, e, quando necessário, por outras formas adicionais,
como subsídios ou subvenções, vedada a cobrança em duplicidade de custos
administrativos ou gerenciais a serem pagos pelo usuário, nos seguintes serviços:
EEE JOÃO FERNANDES
(JOÃO FERNANDES 2)
ETE BÚZIOS
CANAL DA
MARINA
EEE OSSOS
EEE JOÃO FERNANDINHO
(JOÃO FERNANDES 1)
EEE ORLA BARDOT
EEE PRAIA DO CANTO
EEE CEM BRAÇAS
(01 CTPS)
EEE BREEZES
EEE BRAVA
EEE VILA CARANGA
EEE FORNO
EEE USINA
EEE BAMBUZAL
EEE DELEGACIA
EEE FERRADURA 2
(DINOSSAURO)
EEE PRAIA DA FERRADURA
(FERRADURA 1)
EEE ACÁCIAS
CANTO ESQUERDO GERIBÁ
(00 CTPS)
EEE GERIBÁ 12
PRAÇA DO SKATE
(00 CTPS)
EEE GERIBÁ 13
EEE PORTO DA BARRA
(01 CTPS)
EEE PORTO DA BARRA 2
(00 CTPS)
Arete (Golf Club 1)
(00 CTPS)
Arete (Marina Club)
(00 CTPS)
EEE Capão
(01 CTPS)
Arete (Golf Club 2)
(00 CTPS)
EEE HOSPITAL
Interceptor/rede
Recalque
Drenagem
Emissário
Elevatória PENÍNSULA
SUL
(00 CTPS)
Arete TORIBA 1
(00 CTPS)
Elevatória PENÍNSULA
NORTE
(00 CTPS)
Arete TORIBA 3
(00 CTPS)
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150
I - de abastecimento de água e esgotamento sanitário, na forma de taxas,
tarifas e outros preços públicos, que poderão ser estabelecidos para cada um dos
serviços ou para ambos, conjuntamente;”.
Desse modo, a tarifa praticada pela Concessionária Prolagos, previamente
homologada pela Agência Reguladora, é unificada e destina-se a preservar o equilíbrio
econômico-financeiro do Contrato de Concessão.
3.3.6 RESUMO DOS PRINCIPAIS DESAFIOS IDENTIFICADOS NO DIAGNÓSTICO
DO SISTEMA ESGOTAMENTO SANITÁRIO
Foram identificados alguns desafios no Sistema de Esgotamento Sanitário de
Armação dos Búzios, destacando-se os seguintes pontos:
• Obstruções na rede coletora devido ao lançamento inadequado de gordura,
resultando em frequentes obstruções e na geração de maus odores;
• Na visita técnica, foi observado que na região da Lagoas dos Ossos, Geribá,
Usina e Rasa possuem ligações irregulares de esgoto à rede de drenagem, o
que ocasiona poluição das lagoas;
• As CTS foram implantadas para evitar o lançamento de esgotos nos corpos
hídricos, porém encontram-se sobrecarregadas. O crescimento populacional
e a expansão urbana não foram acompanhados pela ampliação proporcional
dessas estruturas, comprometendo sua eficácia operacional;
• A coexistência de redes separativas e de sistemas mistos contribui para a
sobrecarga das CTS e para o comprometimento do sistema como um todo,
dificultando a gestão eficiente e aumentando os riscos de extravasamentos
e contaminação ambiental;
• As galerias pluviais, muitas vezes utilizadas também para conduzir esgoto,
estão assoreadas e em más condições. A ausência de manutenção periódica
compromete o escoamento adequado e intensifica os problemas durante o
período de chuvas, gerando extravasamentos em praias;
• Apesar da expansão da rede coletora em alguns bairros, muitas ligações
domiciliares permanecem inativas, o que compromete a eficiência do
sistema;
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151
• Os bairros que não possuem o sistema de rede coletora, tampouco CTS,
ainda fazem uso do sistema fossa-filtro-sumidouro, o que pode apresentar
riscos à saúde pública caso esse sistema não seja gerido de maneira
adequada.
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152
3.4 REVISÃO DO DIAGNÓSTICO DO SISTEMA DE LIMPEZA URBANA E MANEJO
DE RESÍDUOS SÓLIDOS
A caracterização dos serviços de gestão de resíduos e limpeza urbana é um
aspecto crucial para a promoção de um ambiente saudável e sustentável nas cidades.
Esses serviços englobam uma série de atividades essenciais, como a coleta, o
transporte, o tratamento e a destinação final dos resíduos sólidos, além da limpeza de
vias e logradouros públicos. A eficiência na execução dessas tarefas é fundamental para
mitigar os impactos ambientais, sociais e econômicos decorrentes da produção e
descarte inadequado de resíduos.
A regulamentação desses serviços no Brasil está pautada por dois principais
marcos legais: a Lei Federal nº 11.445/2007 e a Lei Federal nº 12.305/2010. A Lei nº
11.445/2007 estabelece as diretrizes nacionais para o saneamento básico, incluindo a
limpeza urbana e o manejo de resíduos sólidos como componentes essenciais. Essa
legislação define os serviços públicos especializados e as responsabilidades do poder
público na gestão dos resíduos gerados nas atividades cotidianas, incluindo tanto os
resíduos domésticos quanto aqueles originados por atividades comerciais e industriais
em pequena escala.
Já a Lei Federal nº 12.305/2010, que institui a Política Nacional de Resíduos
Sólidos (PNRS), traz uma abordagem mais ampla e integrada para a gestão dos resíduos
sólidos. A PNRS estabelece diretrizes para o gerenciamento de diferentes tipos de
resíduos, como os industriais, da construção civil, de serviços de saúde e outros, que
serão especificados nos próximos capítulos.
Essas leis, em conjunto, fornecem o arcabouço jurídico necessário para que os
municípios desenvolvam e implementem estratégias de gestão que visem não apenas a
disposição final dos resíduos, mas também a redução na geração, o incentivo à
reutilização e reciclagem, e a promoção de práticas sustentáveis. Assim, a caracterização
dos serviços de gestão de resíduos e limpeza urbana se apresenta como uma peça-chave
na busca por soluções que almejam a sustentabilidade ambiental e a melhoria da
qualidade de vida nas cidades.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
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153
Neste capítulo, será realizado um diagnóstico detalhado dos serviços de limpeza
urbana e manejo dos resíduos sólidos de Armação dos Búzios, examinando todas as
suas unidades constitutivas, visando identificar áreas críticas e oportunidades para
aprimoramento, com o intuito de melhorar a qualidade e a eficiência dos serviços de
limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos de Armação dos Búzios.
No município, os serviços de limpeza pública e manejo dos resíduos sólidos são
geridos pela Secretaria Municipal de Serviços Públicos, e de acordo com o SNIS (2022),
a população total atendida em Armação dos Búzios com coleta regular, pelo menos uma
vez por semana, foi de 39.000 pessoas.
3.4.1 CARACTERIZAÇÃO OPERACIONAL MUNICIPAL
De acordo com o PMSB (2013), a gestão municipal do setor de limpeza urbana e
manejo de resíduos sólidos é de responsabilidade de diversas secretárias municipais,
como por exemplo:
• A Secretaria Municipal do Ambiente e Pesca é responsável por fiscalizar e
coordenar as atividades voltadas ao Meio Ambiente do Município, apoiar o
desenvolvimento do Programa Coleta Seletiva Solidária, em convênio com o
Governo do Estado do Rio de Janeiro SEA/INEA. Além de supervisionar e
apoiar a COCARE;
• A Secretaria Municipal de Saúde é responsável por supervisionar e fiscalizar
o manejo dos resíduos de serviços de saúde executados pelo poder público
e pela iniciativa privada;
• A Secretaria Municipal de Finanças é responsável por suprir com recursos
financeiros, os diferentes programas, projetos e serviços terceirizados ou
executados diretamente;
• A Secretaria Municipal de Serviços Públicos, através dos Serviços de Limpeza
Pública, é responsável por fiscalizar as ações desenvolvidas pelas empresas
terceirizadas contratadas e pelos- contratos terceirizados, bem como
supervisionar o Aterro Sanitário DOIS ARCOS, a inertização dos Resíduos de
Serviços de Saúde – RSS, por autoclavagem da DOIS ARCOS e o depósito de
resíduos da Baía Formosa. Além de fiscalizar também as empresas que
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154
executam os serviços de coleta de resíduos de Construção Civil e a
disposição no depósito de Baía Formosa.
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155
3.4.1.1 Estrutura Organizacional de Manejo de Resíduos de Limpeza Urbana
A gestão municipal do setor de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos é
distribuída conforme a Figura 52.
Figura 52 - Fluxograma do Sistema de Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos.
Fonte: ARMAÇÃO DOS BÚZIOS (2013).
3.4.2 RESÍDUOS SÓLIDOS POR CATEGORIA
A gestão adequada de resíduos sólidos é fundamental para a preservação do meio
ambiente e para a saúde pública. Segundo a Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010, que
institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), resíduos sólidos são definidos
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156
como qualquer material, substância, objeto ou bem descartado resultante de atividades
humanas em sociedade, a cuja destinação final se procede, se propõe proceder ou se
está obrigado a proceder, nos estados sólido ou semissólido, bem como gases contidos
em recipientes e líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na
rede pública de esgotos ou em corpos d’água, ou exijam para isso soluções técnica ou
economicamente inviáveis em face da melhor tecnologia disponível.
A classificação dos resíduos sólidos é essencial para garantir a sua correta
destinação final, protegendo o meio ambiente e a saúde pública. Os resíduos sólidos
podem ser classificados quanto à origem ou periculosidade.
De acordo com a Lei nº 12.305/2010 e a NBR nº 10.004/2004, os resíduos sólidos
podem ser classificados quanto à sua periculosidade, em função de suas propriedades
físicas, químicas ou infectocontagiosas:
• Resíduos Perigosos (Classe I): aqueles que, em razão de suas características
de inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade, patogenicidade,
carcinogenicidade, teratogenicidade e mutagenicidade, apresentam
significativo risco à saúde pública ou à qualidade ambiental.
• Resíduos Não Perigosos (Classe II): podem ser enquadrados em Classe IIA -
Não Inertes ou Classe IIB – Inertes. Os resíduos classificados como Classe
IIA - Não Inertes, são aqueles que, apesar de não serem perigosos, podem se
decompor, liberando substâncias que podem contaminar o meio ambiente.
Já os Classe IIB – Inertes, são os resíduos que não se decompõem ou que,
quando expostos ao meio ambiente, não liberam substâncias prejudiciais.
Já a classificação dos resíduos sólidos quanto à origem permite identificar a
natureza e a fonte dos resíduos, facilitando a implementação de práticas de destinação
final apropriadas. Os resíduos podem ser classificados de acordo com a atividade que
os gera, conforme apresentado a seguir.
3.4.2.1 Resíduos Sólidos Urbanos
A gestão dos resíduos sólidos urbanos é fundamental para a manutenção da saúde
pública, a preservação do meio ambiente e a qualidade de vida nas cidades. Esse
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
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157
processo envolve a coleta, transporte, tratamento e destinação final dos resíduos
gerados nas áreas urbanas.
Segundo o SINISA (2024), no ano de 2023 a massa estimada de resíduos sólidos
urbanos coletada devido à população flutuante no município foi de 3.000 toneladas.
3.4.2.1.1 Resíduos Domiciliares e Comerciais (RDO)
Os resíduos domiciliares são aqueles provenientes de atividades domésticas em
residências urbanas, resultando em uma geração constante de materiais descartados,
como restos de alimentos, embalagens, papéis, plásticos, vidros e metais.
Os resíduos comerciais são aqueles gerados por estabelecimentos comerciais e
prestadores de serviços, excluindo-se os resíduos de limpeza urbana, saneamento
básico, saúde, construção civil e transporte. Eles compartilham características similares
aos resíduos domiciliares, como natureza, composição ou volume. No entanto, em
alguns casos, a gestão desses resíduos pode ser de responsabilidade direta dos
geradores, conforme estabelecido por legislação ou normativas locais.
De acordo com o SNIS (2022), a Prefeitura Municipal possui cobrança pelos
serviços de coleta regular, transporte e destinação final de RSU, sendo esta incorporada
no IPTU.
Também se tem que o município teve uma despesa total com o serviço de coleta
de resíduos domiciliares/comerciais e resíduos públicos no valor de R$ 6.486.188,28
(SNIS, 2022).
De acordo com as informações obtidas em visita técnica, a coleta dos resíduos
domiciliares e comerciais é atualmente realizada por empresa privada terceirizada
(SELIC). Complementarmente, também foi relatado que a coleta no município é
conteinerizada, onde a Prefeitura Municipal possui diversos contêiners distribuídos pelo
município e que são utilizados pela população para o descarte dos seus resíduos
domiciliares, conforme pode ser observado na Figura 53 e Figura 54. Além disso, a
Prefeitura Municipal utiliza 11 caminhões compactadores em rota estabelecidas para
coleta periódica dos resíduos dispostos nestes contêineres citadas. No entanto, foi
informado que as caçambas não têm sido suficientes para alguns locais nos períodos de
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158
pico, e os caminhões constantemente apresentam problemas com vazamento de
chorume, o que compromete a eficiência do serviço de coleta.
Figura 53 – Contêineres dispostos no município.
Fonte: Autoria Própria (2024).
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Figura 54 - Coleta de resíduos realizada por contêiner.
Fonte: Autoria Própria (2024).
De acordo com o SNIS (2022), cerca de 97,48% da população é atendida pela
coleta de resíduos domiciliares, com frequência no mínimo semanal
O município abriga várias comunidades quilombolas remanescentes distribuídas
pelo território, de acordo com relatório da Fundação Cultural Palmares. Essas
comunidades estão integradas à malha urbana da cidade e recebem serviços de coleta
de resíduos sólidos (ARMAÇÃO DOS BÚZIOS, 2013).
Segundo o SINISA (2024), o município de Armação dos Búzios dispôs 29.200
toneladas de resíduos domiciliares no Aterro Sanitário Dois Arcos.
3.4.2.1.1.1Resíduos Orgânicos
Os resíduos orgânicos são materiais biodegradáveis resultantes principalmente de
restos de alimentos, resíduos de jardinagem e outros materiais de origem vegetal ou
animal. Esses resíduos incluem cascas de frutas e legumes, restos de alimentos
preparados, borra de café, folhas, grama, galhos, e até mesmo pequenos ossos e cascas
de ovos.
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160
Esses resíduos têm um grande potencial, pois podem ser utilizados como matéria
orgânica em atividades como jardinagem e cultivo de hortas, por exemplo. Por meio do
processo de compostagem, esses materiais são reaproveitados como fonte de
nutrientes, contribuindo para a diminuição do volume de lixo enviado aos aterros
sanitários.
O município não realiza a separação dos resíduos sólidos orgânicos dos resíduos
domésticos e comerciais. A segregação da fração orgânica, que representa mais de 50%
dos resíduos urbanos, permitiria combiná-los com resíduos de poda e capina, que, após
trituração, poderiam ser destinados a processos como compostagem,
vermicompostagem, produção de bioenergia e briquetagem.
3.4.2.1.1.2Resíduos Recicláveis
Os resíduos recicláveis são materiais que podem ser reprocessados e reutilizados
na fabricação de novos produtos, contribuindo para a economia circular e a redução do
consumo de recursos naturais. Esses resíduos incluem papel, papelão, plásticos, metais,
vidros e embalagens em geral.
A separação e o descarte corretos desses materiais são essenciais para facilitar o
processo de reciclagem, diminuindo o impacto ambiental e economizando energia e
recursos. Nesse contexto, a reciclagem desempenha um papel crucial na redução do
volume de resíduos destinados aos aterros sanitários, atribuindo a esses materiais um
novo valor, muitas vezes com potencial econômico.
De acordo com as informações obtidas em visita técnica, o município não possui
um sistema formal estabelecido de coleta seletiva de resíduos sólidos urbanos para a
reciclagem. O que ocorre atualmente é que alguns condomínios e residenciais fazem a
separação de resíduos recicláveis por conta própria e os direcionam para a cooperativa
de materiais recicláveis que existe no município, a Cooperativa dos Catadores de
Materiais Recicláveis da Região dos Lagos (COCARE).
Complementarmente, a Prefeitura Municipal (2024) relatou que houve um
processo de licitação recentemente para a contratação de empresa visando a execução
da coleta seletiva no município, e iniciará com a coleta nas escolas do município.
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De acordo com o contrato nº 032/2024, vigente até 18/04/2025, a empresa MAIS
CONSULTORIA E GESTÃO AMBIENTAL LTDA deve prestar os serviços de instalação e
administração da central de triagem e classificação dos resíduos recicláveis, bem como
de usina de beneficiamento de resíduo da construção civil, em zona adequada no
território “buziano”, incluindo ainda a instalação, manutenção e gestão de pontos de
entrega de óleo, com a coleta, transporte e o tratamento dos mesmos, bem como,
instalação, manutenção, e administração dos pontos de entrega voluntária, inclusive a
coleta e transporte até a central de triagem. Ressalta-se que de acordo com a Prefeitura
Municipal, a usina de triagem receberá os resíduos provenientes da coleta seletiva das
escolas.
3.4.2.1.1.3Rejeitos
Conforme estabelecido na Política Nacional de Resíduos Sólidos (2010), os rejeitos
são definidos como os resíduos sólidos que, depois de esgotadas todas as possibilidades
de tratamento e recuperação por processos tecnológicos disponíveis e
economicamente viáveis, não apresentem outra possibilidade além da disposição final
ambientalmente adequada.
No município de Armação dos Búzios, os rejeitos (como fraldas descartáveis, papel
higiênico, absorventes higiênicos, trapos, cacos de cerâmica, tijolos, cotonetes, entre
outros) são coletados e encaminhados ao aterro sanitário Dois Arcos, localizado em São
Pedro da Aldeia.
3.4.2.1.2 Resíduos de Limpeza Urbana
Conforme estabelecido na Política Nacional de Resíduos Sólidos (2010), os
resíduos de limpeza pública, também conhecidos como resíduos de limpeza urbana, são
aqueles originados dos serviços de varrição, limpeza de logradouros e vias públicas,
além de serviços como a remoção de detritos das calçadas, canteiros e áreas comuns.
A Lei n°. 14.026, de 15 de julho de 2020, que atualizou o Marco Legal do
Saneamento, define em seu artigo 3° as seguintes atividades:
“[...] c) limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos: constituídos pelas
atividades e pela disponibilização e manutenção de infraestruturas e instalações
operacionais de coleta, varrição manual e mecanizada, asseio e conservação
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162
urbana, transporte, transbordo, tratamento e destinação final ambientalmente
adequada dos resíduos sólidos domiciliares e dos resíduos de limpeza urbana;
[...]” (BRASIL, 2020).
Esses resíduos incluem folhas, galhos, terra, poeira, embalagens descartadas nas
ruas e outros materiais que se acumulam nas áreas públicas.
De acordo com as informações obtidas em visita técnica, o serviço de limpeza
urbana no município é realizado pela empresa privada terceirizada ONIX SERVIÇOS
LTDA. Os resíduos provenientes da limpeza urbana são ensacados em sacos plásticos e
levados à Estação de Transbordo (antigo lixão) de Baía Formosa, de onde são
posteriormente transportados para o Aterro Sanitário Dois Arcos. Conforme o SINISA
(2024), o município de Armação dos Búzios dispôs 11.800 toneladas de resíduos sólidos
de limpeza urbana no Aterro Sanitário Dois Arcos.
3.4.2.1.2.1Varrição
Os resíduos de varrição são aqueles coletados durante a limpeza de vias públicas,
calçadas e outros logradouros. Esses resíduos têm uma composição variada,
dependendo do local e das condições em que são recolhidos. Em sua composição, estão
incluídos materiais como folhas de árvores, galhos, grama, pequenos detritos como
bitucas de cigarro, papéis, plásticos, restos de alimentos e, em alguns casos, animais
mortos. A presença desses materiais pode variar conforme a intensidade de uso da via,
o clima e a vegetação presente na área.
De acordo com as informações obtidas em visita técnica, as principais vias e
espaços públicos do município são varridos diariamente por equipes de empresas
privadas terceirizadas (ONIX SERVIÇOS LTDA). De acordo com o SINISA (2024), o
executor do serviço de varrição de sarjetas e logradouros públicos varreu uma extensão
de 10 km de sarjetas no ano de 2023. Os resíduos resultantes da varrição são ensacados
em sacos plásticos e levados à Estação de Transbordo (antigo lixão) de Baía Formosa, de
onde são posteriormente transportados para o Aterro Sanitário Dois Arcos.
De acordo com o SNIS (2022), o município teve uma despesa com empresas
contratadas para o serviço de varrição no valor de R$ 11.705.952,73.
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3.4.2.1.2.2Poda
Os resíduos de poda são gerados a partir da manutenção de árvores, arbustos e
outras plantas em áreas urbanas. Esses resíduos consistem principalmente em galhos,
ramos e folhas que são removidos para manter a segurança e a estética dos espaços
públicos. Dependendo da espécie de planta e do tipo de poda realizada, esses resíduos
podem variar em volume e densidade. A gestão adequada desses resíduos é importante
para evitar acúmulo e para promover sua reutilização na prática de compostagem, por
exemplo.
De acordo com as informações obtidos em visita técnica junto a Prefeitura
Municipal (2024), o serviço de poda é executado pela Secretaria Municipal de Serviços
Públicos, que utiliza 11 caminhões caçamba para o depósito dos resíduos de poda para
coleta. Os resíduos resultantes da poda são transportados à Estação de Transbordo
(antigo lixão) de Baía Formosa. Ainda de acordo com a Prefeitura Municipal, as podas
serão trituradas por dois trituradores adquiridos recentemente, mas ainda não estão em
operação.
3.4.2.1.2.3Capina/Roçada
Os resíduos de capina e roçada resultam da remoção de vegetação rasteira, como
ervas daninhas e grama, em vias públicas, praças e outros espaços urbanos. Esse tipo
de resíduo é predominantemente composto por vegetação herbácea, incluindo grama
cortada, folhas de plantas e, ocasionalmente, pequenas raízes. Esses materiais, embora
sejam naturais, podem acumular-se em grande volume e necessitam de um manejo
adequado para evitar o entupimento de bueiros e a proliferação de vetores de doenças.
A roçada também pode gerar resíduos de maior volume quando realizada em áreas com
vegetação mais densa ou de crescimento rápido.
Os serviços de capina e roçada são realizados por empresa terceirizada, ONIX
SERVIÇOS LTDA, com os resíduos sendo enviados para a Estação de Transbordo (antigo
lixão) de Baía Formosa.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
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164
3.4.2.1.3 Resíduos de Eventos Públicos, Privados ou Público-Privados
Os resíduos gerados em eventos públicos, privados ou público-privados abrangem
uma ampla gama de festas e atividades. Independentemente do porte do evento, ele
resulta em impacto ambiental significativo, pois gera uma quantidade considerável de
resíduos sólidos, que precisam ser gerenciados de forma eficiente.
Segundo o SNIS 2022, no município não conta com uma frente de trabalho
temporária quando há necessidade de prestação de serviços extraordinários ou
intermitentes, por exemplo, limpeza urbana em períodos festivos, reforço das equipes
de manejo de resíduos sólidos em períodos de veraneio nos municípios litorâneos e
entre outras situações.
3.4.2.1.4 Resíduos de Serviços de Transporte
A PNRS (2010) define os resíduos dos serviços de transporte como:
[...] j) resíduos de serviços de transportes: os originários de portos,
aeroportos, terminais alfandegários, rodoviários e ferroviários e passagens de
fronteira; (BRASIL, 2010).
Os principais exemplos desse tipo de resíduo incluem restos de cargas, resíduos
de papel e plástico, resíduos domésticos gerados em áreas de serviços de transporte,
restos de mercadorias, pneus e veículos inutilizados. Também se incluem lubrificantes,
vernizes, solventes e baterias usadas, que são considerados resíduos perigosos.
Quanto aos resíduos de óleos lubrificantes, de acordo com os Relatórios Anuais
de Desempenho do Instituto Jogue Limpo, entre os anos de 2011 e 2023, o município
de Armação de Búzios registrou a coleta de um total de 14.213 kg de embalagens de
óleo lubrificante na Central de Recebimento em Duque de Caxias. Sendo 1.400 kg
apenas referentes ao ano de 2023, e correspondendo também há um total de 667
recebimentos distribuídos por 11 pontos geradores. Assim, o Quadro 29 esmiuça as
informações desse período em relação ao município.
Quadro 29 - Informações das Embalagens Plásticas de Óleo Lubrificante.
Resultados por ano Pontos geradores (qtd.) Coletas (qtd.) Coletado (kg)
2016 2 19 732
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165
Resultados por ano Pontos geradores (qtd.) Coletas (qtd.) Coletado (kg)
2017 5 31 1.052
2018 5 30 1.044
2019 6 43 914
2020 3 17 424
2021 9 72 1.377
2022 9 78 989
2023 9 92 1.400
Fonte: Instituto Jogue Limpo (2024).
De acordo com o PMSB (2013), o município não abriga em seu território
nenhuma infraestrutura de porto, apenas um trapiche de desembarque de passageiros
de navios transatlânticos, entretanto, existe um aeroporto privado na região de Baía
Formosa, denominado Umberto Modiano (SSBZ) e que possui capacidade para receber
pequenas aeronaves, como jatos executivos, taxis aéreos e helicópteros (ARETÊ
BÚZIOS, 2024, DECEA, 2024).
Por outro lado, o Terminal Rodoviário (da empresa 1001), localizado no acesso ao
centro da cidade, ao lado da Estrada da Usina, é pequeno e não possui PGRS. Os
resíduos gerados diariamente são colocados na calçada e recolhidos por empresa
terceirizada (ARMAÇÃO DOS BÚZIOS, 2013).
3.4.2.1.5 Outros Serviços Municipais
De acordo com informações fornecidas pela Prefeitura Municipal durante visita
técnica, a limpeza de rios, canais, lagoas foi realizada pelo Programa Limpa Rio, do INEA.
No entanto, não foram apresentadas demais informações sobre esse serviço.
Ademais, a limpeza de bocas-de-lobo é realizada pela Secretaria Municipal de
Drenagem ou pela Secretaria de Serviços Públicos. Ressalta-se que não foram
informados quantitativos referentes aos resíduos retirados durante esses serviços.
3.4.2.2 Resíduos de Serviços de Saúde (RSS)
Os Resíduos de Serviços de Saúde (RSS) são gerados em atividades de
atendimento à saúde humana ou animal, como hospitais e clínicas. Esses resíduos, que
incluem materiais biológicos e químicos, representam riscos à saúde pública e ao meio
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166
ambiente, e a gestão correta desses resíduos é essencial para prevenir contaminações e
garantir a segurança de todos.
A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) define os RSS com base em normas
do Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA) e da Vigilância Sanitária (SNVS).
Além disso, os prestadores de serviços de saúde devem seguir o Plano de
Gerenciamento de Resíduos Sólidos, conforme descrito nos itens anteriores. Eles são
obrigados a identificar o tipo e a quantidade de resíduos gerados, além de adotar
práticas adequadas para manejo, acondicionamento, transporte, transbordo,
tratamento, reciclagem (se possível), e disposição final, quando gerarem 200 l/dia ou
mais. A obrigatoriedade do PGRS é destacada na Política Nacional de Resíduos Sólidos
(2010) no artigo 20:
“Art. 20. Estão sujeitos à elaboração de plano de gerenciamento de
resíduos sólidos:
I - os geradores de resíduos sólidos previstos nas alíneas “e”, “f”, “g” e “k”
do inciso I do art. 13 [...]” (BRASIL, 2010).
Ainda no artigo 13, o seguinte trecho:
“[...] g) resíduos de serviços de saúde: os gerados nos serviços de saúde,
conforme definido em regulamento ou em normas estabelecidas pelos órgãos do
SISNAMA e do SNVS” (BRASIL, 2010).
Ademais, a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) n° 222 da ANVISA, de 28 de
março de 2018, regulamenta as práticas de gerenciamento dos resíduos de serviços de
saúde. Os geradores de resíduos de saúde são todos aqueles que se encaixam na
descrição do parágrafo 1º do Art. 2º:
“§ 1º Para efeito desta resolução, definem-se como geradores de RSS
todos os serviços cujas atividades estejam relacionadas com a atenção à saúde
humana ou animal, inclusive os serviços de assistência domiciliar; laboratórios
analíticos de produtos para saúde; necrotérios, funerárias e serviços onde se
realizem atividades de embalsamamento (tanatopraxia e somatoconservação);
serviços de medicina legal; drogarias e farmácias, inclusive as de manipulação;
estabelecimentos de ensino e pesquisa na área de saúde; centros de controle de
zoonoses; distribuidores de produtos farmacêuticos, importadores,
distribuidores de materiais e controles para diagnóstico in vitro; unidades móveis
de atendimento à saúde; serviços de acupuntura; serviços de piercing e
tatuagem, salões de beleza e estética, dentre outros afins” (BRASIL, 2018).
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167
A mesma legislação é responsável pela definição dos resíduos sólidos de serviços
de saúde no Anexo I, conforme abaixo:
“GRUPO A: Resíduos com a possível presença de agentes biológicos que,
por suas características, podem apresentar risco de infecção.
Subgrupo A1:
I. Culturas e estoques de micro-organismos; resíduos de fabricação de
produtos biológicos, exceto os medicamentos hemoderivados; descarte
de vacinas de microrganismos vivos, atenuados ou inativados; meios de
cultura e instrumentais utilizados para transferência, inoculação ou
mistura de culturas; resíduos de laboratórios de manipulação genética;
II. Resíduos resultantes da atividade de ensino e pesquisa ou atenção à
saúde de indivíduos ou animais, com suspeita ou certeza de
contaminação biológica por agentes classe de risco 4, microrganismos
com relevância epidemiológica e risco de disseminação ou causador de
doença emergente que se torne epidemiologicamente importante ou
cujo mecanismo de transmissão seja desconhecido;
III. Bolsas transfusionais contendo sangue ou hemocomponentes rejeitadas
por contaminação ou por má conservação, ou com prazo de validade
vencido, e aquelas oriundas de coleta incompleta;
IV. Sobras de amostras de laboratório contendo sangue ou líquidos
corpóreos, recipientes e materiais resultantes do processo de assistência
à saúde, contendo sangue ou líquidos corpóreos na forma livre.
Subgrupo A2: Carcaças, peças anatômicas, vísceras e outros resíduos
provenientes de animais submetidos a processos de experimentação com
inoculação de microrganismos, bem como suas forrações, e os cadáveres de
animais suspeitos de serem portadores de microrganismos de relevância
epidemiológica e com risco de disseminação, que foram submetidos ou não a
estudo anatomopatológico ou confirmação diagnóstica.
Subgrupo A3: Peças anatômicas (membros) do ser humano; produto de
fecundação sem sinais vitais, com peso menor que 500 gramas ou estatura
menor que 25 centímetros ou idade gestacional menor que 20 semanas, que não
tenham valor científico ou legal e não tenha havido requisição pelo paciente ou
seus familiares.
Subgrupo A4:
I. Kits de linhas arteriais, endovenosas e dialisadores, quando descartados;
II. Filtros de ar e gases aspirados de área contaminada; membrana filtrante
de equipamento médico-hospitalar e de pesquisa, entre outros similares;
III. Sobras de amostras de laboratório e seus recipientes contendo fezes,
urina e secreções, provenientes de pacientes que não contenham e nem
sejam suspeitos de conter agentes classe de risco 4, e nem apresentem
relevância epidemiológica e risco de disseminação, ou microrganismo
causador de doença emergente que se torne epidemiologicamente
importante ou cujo mecanismo de transmissão seja desconhecido ou
com suspeita de contaminação com príons;
IV. Resíduos de tecido adiposo proveniente de lipoaspiração, lipoescultura
ou outro procedimento de cirurgia plástica que gere este tipo de resíduo;
V. Recipientes e materiais resultantes do processo de assistência à saúde,
que não contenha sangue ou líquidos corpóreos na forma livre;
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168
VI. Peças anatômicas (órgãos e tecidos), incluindo a placenta, e outros
resíduos provenientes de procedimentos cirúrgicos ou de estudos
anatomopatológicos ou de confirmação diagnóstica;
VII. Cadáveres, carcaças, peças anatômicas, vísceras e outros resíduos
provenientes de animais não submetidos a processos de
experimentação com inoculação de microrganismos;
VIII. Bolsas transfusionais vazias ou com volume residual pós-transfusão.
Subgrupo A5:
I. Órgãos, tecidos e fluidos orgânicos de alta infectividade para príons, de
casos suspeitos ou confirmados, bem como quaisquer materiais
resultantes da atenção à saúde de indivíduos ou animais, suspeitos ou
confirmados, e que tiveram contato com órgãos, tecidos e fluidos de alta
infectividade para príons;
II. Tecidos de alta infectividade para príons são aqueles assim definidos em
documentos oficiais pelos órgãos sanitários competentes.
GRUPO B: Resíduos contendo produtos químicos que apresentam
periculosidade à saúde pública ou ao meio ambiente, dependendo de suas
características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade,
carcinogenicidade, teratogenicidade, mutagenicidade e quantidade.
I. Produtos farmacêuticos - Resíduos de saneantes, desinfetantes,
desinfetantes; resíduos contendo metais pesados, reagentes para
laboratório, inclusive os recipientes contaminados por estes;
II. Efluentes de processadores de imagem (reveladores e fixadores).;
III. Efluentes dos equipamentos automatizados utilizados em análises
clínicas;
IV. Demais produtos considerados perigosos: tóxicos, corrosivos,
inflamáveis e reativos.
GRUPO C: Qualquer material que contenha radionuclídeo em
quantidade superior aos níveis de dispensa especificados em norma da CNEN e
para os quais a reutilização é imprópria ou não prevista.
I. Enquadra-se neste grupo o rejeito radioativo, proveniente de laboratório
de pesquisa e ensino na área da saúde, laboratório de análise clínica,
serviço de medicina nuclear e radioterapia, segundo Resolução da CNEN
e Plano de Proteção Radiológica aprovado para a instalação radiativa.
GRUPO D: Resíduos que não apresentam risco biológico, químico ou
radiológico à saúde ou ao meio ambiente, podendo ser equiparados aos resíduos
domiciliares.
I. Papel de uso sanitário e fralda, absorventes higiênicos, peças
descartáveis de vestuário, gorros e máscaras descartáveis, resto
alimentar de paciente, material utilizado em antissepsia e hemostasia de
venóclises, luvas de procedimentos que não entraram em contato com
sangue ou líquidos corpóreos, equipo de soro, abaixadores de língua e
outros similares não classificados como A1;
II. Sobras de alimentos e do preparo de alimentos;
III. Resto alimentar de refeitório;
IV. Resíduos provenientes das áreas administrativas;
V. Resíduos de varrição, flores, podas e jardins;
VI. Resíduos de gesso provenientes de assistência à saúde;
VII. Forrações de animais de biotérios sem risco biológico associado;
VIII. Resíduos recicláveis sem contaminação biológica, química e radiológica
associada;
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169
IX. Pelos de animais.
GRUPO E: Materiais perfurocortantes ou escarificantes, tais como:
lâminas de barbear, agulhas, escalpes, ampolas de vidro, brocas, limas
endodônticas, pontas diamantadas, lâminas de bisturi, lancetas; tubos capilares;
ponteiras de micropipetas; lâminas e lamínulas; espátulas; e todos os utensílios
de vidro quebrados no laboratório (pipetas, tubos de coleta sanguínea e placas
de Petri) e outros similares”.
Ainda de acordo com o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES),
o município conta com aproximadamente 89 estabelecimentos na área da saúde (CNES,
2024). Embora nem todos sejam obrigados a ter um Plano de Gerenciamento de
Resíduos Sólidos de Saúde, todos realizam serviços relacionados à saúde, seja na
educação (escolas de medicina, odontologia, veterinária), na clínica (hospitais, clínicas,
farmácias, postos de saúde, apoio psicológico), na estética (centros de estética e bemestar) ou em serviços públicos (bombeiros, centros administrativos de saúde, entre
outros).
De acordo com o SNIS (2022), o município dispôs no Aterro Sanitário Dois Arcos
97 toneladas de RSS, e teve uma despesa com empresas contratadas para coleta de RSS
no valor de R$ 1.101.619,02.
3.4.2.3 Resíduos de Construção Civil (RCC)
Os Resíduos de Construção Civil são gerados em atividades como construções,
reformas, reparos, demolições e escavações. Eles incluem materiais como concreto,
tijolos, madeira e terra. A Resolução CONAMA 307/2002 define esses resíduos,
conforme abaixo:
Art. 2º Para efeito desta Resolução são adotadas as seguintes definições:
“I - Resíduos da construção civil: são os provenientes de construções,
reformas, reparos e demolições de obras de construção civil, e os resultantes da
preparação e da escavação de terrenos, tais como: tijolos, blocos cerâmicos,
concreto em geral, solos, rochas, metais, resinas, colas, tintas, madeiras e
compensados, forros, argamassa, gesso, telhas, pavimento asfáltico, vidros,
plásticos, tubulações, fiação elétrica etc., comumente chamados de entulhos de
obras, caliça ou metralha; [...]” (CONAMA, 2002).
Marques Neto et al. (2005) destacam a crescente preocupação com o setor da
construção civil, devido à sua significativa geração de resíduos, que representa de 51%
a 70% dos resíduos sólidos urbanos. Evangelista, Costa e Zanta (2010) acrescentam que
a falta de áreas para transbordo, triagem e usinas de reciclagem em muitos municípios
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
170
agrava ainda mais o problema. Em relação aos resíduos de construção civil, a Política
Nacional de Resíduos Sólidos define no artigo 13:
“[...] Resíduos da construção civil: os gerados nas construções, reformas,
reparos e demolições de obras de construção civil, incluídos os
resultantes da preparação e escavação de terrenos para obras civis”
(BRASIL, 2010).
Além disso, os geradores de resíduos sólidos de construção civil estão sujeitos ao
Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, nos moldes supracitados no item acima,
ou seja, eles devem identificar o tipo e a quantidade de resíduos gerados, além de adotar
práticas adequadas para manejo, acondicionamento, transporte, transbordo,
tratamento, reciclagem (se possível), e disposição final. No entanto, para resíduos de
construção civil (RCC), a exigência não se baseia na quantidade de 200 l/dia, mas sim
no tipo de resíduo gerado, conforme estipulado pela Política Nacional de Resíduos
Sólidos (2010):
“Art. 20. Estão sujeitos à elaboração de plano de gerenciamento de
resíduos sólidos:
[...] b) gerem resíduos que, mesmo caracterizados como não perigosos,
por sua natureza, composição ou volume, não sejam equiparados aos resíduos
domiciliares pelo poder público Municipal; III - as empresas de construção civil,
nos termos do regulamento ou de normas estabelecidas pelos órgãos do
Sisnama; [...]” (BRASIL, 2010).
No município, a iniciativa privada atua no gerenciamento de RCC por meio do
serviço conhecido como "Disque Entulho". Em Armação dos Búzios, aproximadamente
cinco empresas prestam esse serviço. A responsabilidade pela destinação final dos RCC
cabe a essas empresas. De acordo com a Prefeitura Municipal, os RCC coletados
diretamente pela administração pública são reaproveitados em obras de construção
civil.
De acordo com as informações obtidas junto a Prefeitura Municipal (2024) na
visita técnica realizada, no município existe uma empresa terceirizada de transbordo,
triagem e armazenamento temporário de RCC, resíduos de demolição e podas. Ela
recebe os resíduos de empresas privadas e os transportam até o seu terreno, conforme
pode ser observado na Figura 55 e na Figura 56. Os RCCs coletados são processados
por meio de britagem, para posteriormente ser revendido ou reutilizado no setor de
construção civil. Ademais, os seus rejeitos são encaminhados para o Aterro Sanitário de
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
171
Dois Arcos. No entanto, a Prefeitura Municipal não possui contrato com essa empresa
supracitada.
Figura 55 – Empresa de Coleta de RCC – Entrada da Empresa.
Fonte: Autoria Própria (2024).
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Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
172
Figura 56 –Empresa de coleta de RCC – Guarita da Empresa.
Fonte: Autoria Própria (2024).
3.4.2.4 Resíduos Industriais
Os resíduos industriais são gerados durante os processos produtivos e nas
instalações industriais. A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) define esses
resíduos, que podem incluir materiais tóxicos, perigosos ou de difícil decomposição. A
gestão adequada desses resíduos é crucial para evitar contaminação ambiental, proteger
a saúde pública.
De acordo com a Resolução CONAMA n° 313, de 29 de outubro de 2002 podese definir os resíduos sólidos industriais de acordo com o entendimento do artigo 2º da
referida Lei:
“Art. 2º Para fins desta Resolução entende-se que:
I - resíduo sólido industrial: é todo o resíduo que resulte de atividades
industriais e que se encontre nos estados sólido, semissólido, gasoso - quando
contido, e líquido - cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na
rede pública de esgoto ou em corpos d`água, ou exijam para isso soluções
técnica ou economicamente inviáveis em face da melhor tecnologia disponível.
Ficam incluídos nesta definição os lodos provenientes de sistemas de tratamento
de água e aqueles gerados em equipamentos e instalações de controle de
poluição” (CONAMA, 2002).
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
173
Além disso, os geradores de resíduos industriais estão sujeitos ao PGRS, nos
moldes citados anteriores, ou seja, devem identificar o tipo e a quantidade de resíduos
gerados em seus serviços e indicar as práticas adequadas para manejo,
acondicionamento, transporte, transbordo, tratamento, reciclagem (quando possível), e
destinação final, caso gerem uma quantidade igual ou superior a 200 l/dia. E No que
cerne a obrigatoriedade do PGRS, a Política Nacional de Resíduos Sólidos pontua no
artigo 20:
“[...] f) resíduos industriais: os gerados nos processos produtivos e
instalações industriais” (BRASIL, 2010).”
Ressalta-se que não há registros de atividades industriais significativas no
município.
3.4.2.5 Resíduos Especiais
De acordo com a Lei n° 12.305, de 2 de agosto de 2010, que institui a PNRS, se
tem em seu artigo 33 a obrigação de fabricantes, importadores, distribuidores e
comerciantes a estruturar e implementar sistemas de logística reversa para o retorno
dos produtos após o uso pelo consumidor, independentemente do serviço público de
limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos de:
“I - agrotóxicos, seus resíduos e embalagens, assim como outros
produtos cuja embalagem, após o uso, constitua resíduo perigoso, observadas as
regras de gerenciamento de resíduos perigosos previstas em lei ou regulamento,
em normas estabelecidas pelos órgãos do Sisnama, do SNVS e do Suasa, ou em
normas técnicas;
II - pilhas e baterias;
III - pneus;
IV - óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens;
V - lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista;
VI - produtos eletroeletrônicos e seus componentes.
§ 1° Na forma do disposto em regulamento ou em acordos setoriais e
termos de compromisso firmados entre o poder público e o setor empresarial, os
sistemas previstos no caput serão estendidos a produtos comercializados em
embalagens plásticas, metálicas ou de vidro, e aos demais produtos e
embalagens, considerando, prioritariamente, o grau e a extensão do impacto à
saúde pública e ao meio ambiente dos resíduos gerados” (BRASIL, 2010).
Complementarmente, o Decreto n° 10.936, de 12 de janeiro de 2022, que
regulamenta a Lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos, estabelece no Capítulo III,
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174
Seção II, os instrumentos e as diretrizes para a implementação da logística reversa,
sendo:
“Art. 18. Os sistemas de logística reversa serão implementados e
operacionalizados por meio dos seguintes instrumentos:
I - acordos setoriais;
II - regulamentos editados pelo Poder Público; ou
III - termos de compromisso” (BRASIL, 2022).
3.4.2.5.1 Logística Reversa de Pilhas e Baterias
Conforme já relatado acima, a pilhas e baterias pós consumo compreendem uma
das categorias em que a PNRS (2010) estabelece a obrigação de fabricantes,
importadores, distribuidores e comerciantes a estruturar e implementar sistemas de
logística reversa para o retorno dos produtos após o uso pelo consumidor,
independentemente do serviço público de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos.
De acordo com o Sistema Integrado de Gestão de Resíduos Sólidos (SINIR), no
município de Armação dos Búzios, o recolhimento destes resíduos é realizado por meio
de entrega voluntária em locais como o Mercado Extra, localizado na Avenida Jose
Bento Ribeiro Dantas.
3.4.2.5.2 Logística Reversa de Lâmpadas
Conforme já relatado acima, a lâmpadas pós consumo compreendem uma das
categorias em que a PNRS (2010) estabelece a obrigação de fabricantes, importadores,
distribuidores e comerciantes a estruturar e implementar sistemas de logística reversa
para o retorno dos produtos após o uso pelo consumidor, independentemente do
serviço público de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos.
De acordo com o Sistema Integrado de Gestão de Resíduos Sólidos (SINIR), no
município de Armação dos Búzios, o recolhimento destes resíduos é realizado por meio
de entrega voluntária em locais como o Mercado Extra, localizado na Avenida Jose
Bento Ribeiro Dantas.
3.4.2.5.3 Logística Reversa de Pneus
Conforme já relatado acima, os pneus inservíveis compreendem uma das
categorias em que a PNRS (2010) estabelece a obrigação de fabricantes, importadores,
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
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175
distribuidores e comerciantes a estruturar e implementar sistemas de logística reversa
para o retorno dos produtos após o uso pelo consumidor, independentemente do
serviço público de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos.
De acordo com o Sistema Integrado de Gestão de Resíduos Sólidos (SINIR), no
município de Armação dos Búzios, o recolhimento destes resíduos é realizado por meio
de entrega voluntária na Av. José Bento Ribeiro Dantas s/nº - Baía Formosa.
3.4.2.5.4 Logística Reversa de Óleos Lubrificantes (e seus resíduos e embalagens)
Conforme já relatado acima, os óleos lubrificantes (e seus resíduos e embalagens)
compreendem uma das categorias em que a PNRS (2010) estabelece a obrigação de
fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes a estruturar e implementar
sistemas de logística reversa para o retorno dos produtos após o uso pelo consumidor,
independentemente do serviço público de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos.
De acordo com o Sistema Integrado de Gestão de Resíduos Sólidos (SINIR), os
pontos de coleta de óleo são os postos de combustíveis (serviços de troca de óleo, posto
revendedor, posto de abastecimento) oficinas, concessionárias de veículos, entre outros.
3.4.2.5.5 Logística Reversa de Resíduos de Equipamentos Eletroeletrônicos (REEE)
Conforme já relatado acima, os Resíduos de Equipamentos Eletroeletrônicos
(REEEs) compreendem uma das categorias em que a PNRS (2010) estabelece a
obrigação de fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes a estruturar e
implementar sistemas de logística reversa para o retorno dos produtos após o uso pelo
consumidor, independentemente do serviço público de limpeza urbana e manejo de
resíduos sólidos.
De acordo com a Associação Brasileira de Reciclagem de Eletrônicos e
Eletrodomésticos (ABRAEE), o município de Armação dos Búzios não possui unidades
de recebimento desse tipo de resíduo.
3.4.2.5.6 Logística Reversa de Produtos Agrotóxicos (e seus resíduos e embalagens)
Conforme já relatado acima, os produtos agrotóxicos (e seus resíduos e
embalagens) compreendem uma das categorias em que a PNRS (2010) estabelece a
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obrigação de fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes a estruturar e
implementar sistemas de logística reversa para o retorno dos produtos após o uso pelo
consumidor, independentemente do serviço público de limpeza urbana e manejo de
resíduos sólidos.
De acordo com o Instituto Nacional De Processamento De Embalagens Vazias
(InpEV), entidade Gestora do Sistema Campo Limpo e Sistema Brasileiro de Logística
Reversa de Embalagens Vazias de Defensivos Agrícolas, o município de Armação dos
Búzios não possui unidades de recebimento desse tipo de resíduo.
3.4.2.5.7 Logística Reversa de Óleos de Cozinha Pós Consumo
Diferentemente dos demais itens citados acima, a logística reversa de óleos de
cozinha pós consumo não é obrigatória pela PNRS (2010).
Durante visita técnica realizada junto a Prefeitura Municipal (2024), foi possível
observar um ponto de coleta de óleo de cozinha pós consumo disposto nas instalações
da Prefeitura Municipal e de responsabilidade da empresa Concessionária Prolagos pela
campanha “De Olho no Óleo”, conforme Figura 57.
Figura 57 – Ponto de Coleta de Óleo de Cozinha Pós Consumo.
Fonte: Autoria Própria (2024).
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177
3.4.2.6 Resíduos Volumosos
Os resíduos volumosos são materiais de grandes dimensões, como móveis,
utensílios domésticos inservíveis e grandes embalagens. Devido ao seu tamanho, peso
e formato, não são coletados pelo sistema de recolhimento domiciliar convencional,
exigindo manejo especializado. O principal impacto desses resíduos é o grande volume
que ocupam, tornando sua gestão essencial para evitar o acúmulo em áreas urbanas e
facilitar o descarte adequado.
De acordo com as informações obtidos em visita técnica junto a Prefeitura
Municipal (2024), o serviço de coleta de resíduos volumosos é executado pela Secretaria
Municipal de Serviços Públicos, com os resíduos sendo transportados para a Estação de
Transbordo (antigo lixão) de Baía Formosa.
3.4.2.7 Resíduos Cemiteriais
Os resíduos cemiteriais são, em grande parte, semelhantes aos resíduos
domiciliares, pois incluem materiais gerados em instalações administrativas, banheiros
e cantinas. Além disso, há resíduos de manutenção das áreas públicas, como varrição e
poda, e resíduos de construção dos jazigos. Além disso, os cemitérios se assemelham a
aterros sanitários devido ao tipo de resíduo enterrado, predominantemente matéria
orgânica. Ademais, durante a decomposição dos corpos, substâncias tóxicas, como
putrescina e cadaverina, são liberadas, formando o necrochorume, que pode contaminar
águas subterrâneas pela lixiviação (ALMEIDA, MACEDO, 2005; SILVA et al., 2008).
Desta forma, a Resolução CONAMA n° 335, de 28 de maio de 2003 estabeleceu
as diretrizes básicas para construção de um cemitério em caráter de preocupação
ambiental.
Art. 8º: Os corpos sepultados poderão estar envoltos por mantas ou
urnas constituídas de materiais biodegradáveis, não sendo recomendado o
emprego de plásticos, tintas, vernizes, metais pesados ou qualquer material
nocivo ao meio ambiente.
Parágrafo único: Fica vedado o emprego de material impermeável que
impeça a troca gasosa do corpo sepultado com o meio que o envolve, exceto nos
casos específicos previstos na legislação.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
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178
Art. 9º: Os resíduos sólidos, não humanos, resultantes da exumação dos
corpos deverão ter destinação ambiental e sanitariamente adequada (BRASIL,
2003).
Posteriormente, foi alterada pela Resolução CONAMA n° 368, de 28 de março de
2006. No artigo 5º lê-se:
I - o nível inferior das sepulturas deverá estar a uma distância de pelo
menos um metro e meio acima do mais alto nível do lençol freático, medido no
fim da estação das cheias (BRASIL, 2006).
A garantia de que os locais onde os cemitérios estão dispostos está de acordo com
a legislação ambiental vigente é da Prefeitura Municipal, bem como o possível
questionamento acerca de maiores informações. Contudo, não foi encontrada nenhuma
legislação municipal que reforce este ponto.
O município conta com apenas 1 (um) cemitério municipal, o Cemitério Municipal
de Sant’Anna que fica localizado na Travessa Santana (Armação dos Búzios), entre a
Praia dos Ossos e a Praia da Armação, e pode ser visto na Figura 58 abaixo.
Figura 58 - Localização do Cemitério Municipal.
Fonte: Autoria Própria (2024).
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Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
179
Destaca-se que, no município, os resíduos provenientes do processo de exumação,
referentes aos materiais resultantes da retirada de corpos de sepulturas, não são
atualmente incluídos na coleta (ARMAÇÃO DOS BÚZIOS, 2013). O tratamento desses
resíduos é regulamentado pela Resolução Conama n° 358/2005, que estabelece
diretrizes e critérios para o gerenciamento de resíduos de serviços de saúde,
abrangendo também aqueles originados de exumações.
Conforme especificado pelo Conama n° 358/2005, os resíduos de exumação
devem passar por tratamento específico, com o objetivo de minimizar impactos
ambientais e proteger a saúde pública. O tratamento deve ser conduzido de maneira a
eliminar ou reduzir ao máximo os riscos associados aos materiais resultantes desse
processo.
Nesse contexto, torna-se crucial incluir esses resíduos nas rotas de coleta,
assegurando que as instituições responsáveis pela exumação e tratamento estejam em
conformidade com as normativas do Conama n° 358/2005. Isso promoverá práticas
seguras, ambientalmente responsáveis e em conformidade aos princípios de gestão
sustentável de resíduos.
3.4.3 COMPOSIÇÃO FÍSICA/GRAVIMÉTRICA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS
A composição física ou gravimétrica dos resíduos sólidos refere-se ao percentual
de cada tipo de material presente em uma amostra, em relação ao peso total dos
resíduos analisados. Essa caracterização é essencial para entender a natureza dos
resíduos gerados e planejar sua gestão adequada.
Entretanto, como o município não possui uma análise da composição gravimétrica
de seus resíduos, foram consultadas as informações obtidas na literatura para a
arbitração da composição gravimétrica que será usada no presente estudo.
Para os resíduos sólidos domiciliares e comerciais, utilizou-se as estimativas
presentes no Plano Estadual de Resíduos Sólidos do Estado do Rio de Janeiro (RIO DE
JANEIRO, 2013), conforme Quadro 30 abaixo:
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
180
Quadro 30 – Estimativa de Gravimetria dos Resíduos Gerados no Estado do Rio de Janeiro.
Municípios Matéria
Orgânica Papel/Papelão Plásticos Vidro Metais Outros
Pequeno Porte (população
até 100.000 habitantes) 56,72% 13,45% 18,63% 2,83% 1,58% 6,79%
Médio Porte (população
de 100.001 a 1.000.000
habitantes)
53,03% 16,57% 19,69% 2,95% 1,49% 6,27%
Grande Porte (população
acima de 1.000.001
habitantes)
53,28% 15,99% 19,14% 3,28% 1,57% 6,74%
Fonte: RIO DE JANEIRO (2013).
Com base nestas informações e na população atual do município, que corresponde
a faixa de pequeno porte, foram utilizadas as seguintes composições gravimétricas para
o presente estudo:
• Matéria Orgânica: 56,72%;
• Papel/Papelão: 13,45%;
• Plásticos: 18,63%;
• Vidro: 2,83%;
• Metais: 1,58%;
• Outros materiais: 6,79%, onde se considera os resíduos secos que possuem
potencial de reciclagem, composto por materiais menos nobres.
Em relação aos Resíduos de Serviços de Saúde (RSS) foi considerado, pelo estudo
previamente citado, a seguinte composição gravimétrica:
• Resíduos comuns não-recicláveis: 47%;
• Resíduos infectantes: 40%;
• Resíduos comuns recicláveis: 13%.
Em relação aos Resíduos da Construção Civil (RCC) também se utilizou da
composição gravimétrica informada no estudo previamente citado (RIO DE JANEIRO,
2013), conforme abaixo:
• Concreto: 50%;
• Areia e solos: 20%;
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181
• Cerâmicas: 15%;
• Pedras: 5%;
• Plásticos: 4%;
• Outros materiais: 6%.
3.4.4 GERAÇÃO PER CAPITA
A geração per capita refere-se à quantidade de resíduos urbanos produzidos
diariamente por cada habitante de uma região. Analisar a geração per capita é
fundamental para entender os hábitos de consumo e descarte da população. Esse dado
fornece insights sobre o volume de resíduos que cada indivíduo contribui, ajudando a
identificar padrões de comportamento e a eficácia das políticas ambientais em vigor.
Além disso, a análise da produção per capita pode revelar a necessidade de ajustes nas
estratégias de gestão de resíduos e fomentar a implementação de medidas para reduzir
a produção de lixo, promover a reciclagem e melhorar a sustentabilidade ambiental.
3.4.4.1 Geração de RSU
Segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), os
resíduos sólidos públicos (RPU) são recolhidos junto com os resíduos sólidos
domiciliares (RDO). Ainda de acordo com o SNIS, foram coletadas 28.278 toneladas de
resíduos sólidos no ano de 2022, englobando tanto os resíduos domiciliares (RDO)
quanto os resíduos públicos (RPU). Tendo-se em vista uma população atendida de
35.000 habitantes (SNIS, 2022), a produção per capita é de cerca de 2,21 kg/habitante
por dia.
De acordo com a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), os
índices estimativos de produção per capita de resíduos sólidos urbanos podem ser
adotados de acordo com a população urbana, como disposto no Quadro 31.
Quadro 31 - Valores de Coeficiente per Capita de Produção de Resíduos Sólidos Domiciliares
em Função da População Urbana.
População (habitantes) Produção de resíduos sólidos (kg/hab.dia)
Até 25.000 0,7
De 25.001 a 100.000 0,8
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182
População (habitantes) Produção de resíduos sólidos (kg/hab.dia)
De 100.001 a 500.000 0,9
Acima de 500.000 1,1
Fonte: CETESB (2022).
Desta forma, a comparação com a literatura abordada evidencia que sua produção
per capita está acima da esperada para uma cidade de seu porte.
3.4.4.2 Geração de RSS
A Política Nacional define os Resíduos Sólidos de Serviços de Saúde (RSS) como
aqueles gerados nesses serviços, conforme definido em regulamento ou em normas
estabelecidas pelos órgãos do SISNAMA e do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária
(SNVS).
Segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), em 2022,
foram coletadas 77,2 toneladas de RSS no município (RS044), ocorrendo por meio de
empresas contratadas pelo município (RS046). Tendo em vista a população urbana de
35.060 habitantes, conforme o SNIS 2022, com ano de referência 2021, a fim de manter
assim a coerência com os dados de geração de resíduos utilizados, tem-se uma
produção per capita de cerca de 0,006032 kg/habitante por dia ou cerca de 6,032
kg/dia a cada 1.000 habitantes.
3.4.4.3 Geração de RCC
A Política Nacional de Resíduos Sólidos define os resíduos da construção civil,
como aqueles gerados nas construções, reformas, reparos e demolições de obras de
construção civil, incluídos os resultantes da preparação e escavação de terrenos e obras
civis.
No caso do município de Armação dos Búzios, não há informações específicas
disponíveis sobre a geração de RCC. Diante dessa lacuna, utilizou-se como referência o
Plano Estadual de Resíduos Sólidos do Estado do Rio de Janeiro (PERS, 2013), que
fornece uma estimativa geral para a geração desse tipo de resíduo no estado. De acordo
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183
com o PERS (2013), a geração de RCC no Estado do Rio de Janeiro é estimada em
aproximadamente 575 mil toneladas mensais.
Embora essa estimativa estadual não reflita diretamente a realidade local de
Armação dos Búzios, ela serve como um indicativo do volume significativo de resíduos
gerados por atividades de construção civil. Isso destaca a necessidade de uma gestão
eficaz e de políticas específicas para o manejo adequado dos RCC no município, a fim
de minimizar os impactos ambientais e promover a sustentabilidade no setor da
construção civil.
3.4.5 ESTAÇÃO DE TRANSBORDO
A função principal de uma Estação de Transbordo é otimizar a logística do
transporte de resíduos sólidos, reduzindo tanto o tempo quanto a distância percorrida
pelos veículos coletores. Ela é localizada estrategicamente próximo ao centro de massa
da geração de resíduos, e a estação permite que os resíduos sejam descarregados de
caminhões menores e transferidos para veículos de maior capacidade, que realizam o
transporte até o local de disposição final.
Isso não apenas diminui o número de viagens e o consumo de combustível, mas
também contribui para a redução do desgaste das vias urbanas, emissão de gases
poluentes e custos operacionais. Além disso, as Estações de Transbordo facilitam a
gestão eficiente dos resíduos, melhorando a produtividade das operações e
minimizando os impactos ambientais associados ao transporte de resíduos urbanos.
De acordo com as informações obtidos em visita técnica junto a Prefeitura
Municipal (2024), no município, a área próxima ao antigo lixão de Baía Formosa é
atualmente a estação de transbordo, e é denominada como Depósito de Resíduos
Inertes de Baía Formosa, sendo utilizada para depósito de RCC e resíduos de poda,
conforme Figura 59, Figura 60 e Figura 61.
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184
Figura 59 – Estação de Transbordo do Município - Placa.
Fonte: Autoria Própria (2024).
Figura 60 - Estação de Transbordo do Município - Guarita.
Fonte: Autoria Própria (2024).
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185
Figura 61 - Estação de Transbordo do Município – Entrada.
Fonte: Autoria Própria (2024).
3.4.6 DISPOSIÇÃO FINAL
A disposição final de resíduos sólidos é uma etapa crítica no gerenciamento de
resíduos, representando o destino último dos materiais que não podem ser reutilizados,
reciclados ou tratados de forma econômica e ambientalmente viável. Após passar por
processos de triagem, reciclagem e tratamento, os resíduos que não possuem potencial
para reaproveitamento são encaminhados para a disposição final, que deve ser realizada
de maneira controlada e segura para evitar contaminações e danos ao meio ambiente e
à saúde pública.
Os principais métodos de disposição final incluem os aterros sanitários, aterros
controlados, e, em alguns casos, a incineração. Aterros sanitários são instalações
projetadas com sistemas de impermeabilização, drenagem de lixiviados e captação de
gases, garantindo que os resíduos sejam confinados de maneira a minimizar impactos
ambientais, como a contaminação do solo e das águas subterrâneas. Já os aterros
controlados, embora sejam uma melhoria em relação aos lixões, ainda apresentam
limitações na gestão dos impactos ambientais.
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186
A incineração, por sua vez, é uma alternativa que consiste na queima controlada
dos resíduos para a redução do volume e potencial geração de energia. Contudo, é uma
técnica que exige cuidado rigoroso devido às emissões atmosféricas e à necessidade de
controle de poluentes gerados no processo.
A escolha da técnica de disposição final deve ser baseada em critérios técnicos,
econômicos e ambientais, sempre priorizando a minimização dos impactos negativos.
Além disso, o gerenciamento adequado da disposição final é essencial para garantir que
os resíduos sejam tratados de forma responsável, reduzindo riscos ao meio ambiente e
à saúde da população.
De acordo com informações apresentadas no PMSB (2013), em Armação dos
Búzios não há nenhuma área licenciada para a disposição final de resíduos sólidos
urbanos, assim, o município transporta os seus resíduos coletados para o Aterro
Sanitário do Município de São Pedro da Aldeia (RJ) e pertencente a empresa DOIS
ARCOS - Transporte e Tratamento de Resíduos Sólidos Ltda.
De acordo com informações apresentadas pelo Aterro Sanitário Dois Arcos, a
primeira fase de operação do aterro foi sucedida por um novo processo de
licenciamento para a área de expansão, precedido de Estudo de Impacto Ambiental e
Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA). Este processo resultou na emissão da
Licença Prévia LP Nº IN041762 (Processo E-07/002.8569/2014) e da Licença de
Instalação LI Nº IN004905 (Processo SEI-070008/000540/2022). Atualmente, o aterro
sanitário opera na segunda fase da área de expansão, com previsão de avanço para as
fases subsequentes.
As figuras a seguir apresentam as etapas e fases de expansão do Aterro Sanitário
Dois Arcos.
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Figura 62 - Etapa inicial e área de expansão do aterro sanitário.
Fonte: Dois Arcos (2025).
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Figura 63 - Fases de implantação da área de expansão.
Fonte: Dois Arcos (2025).
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189
Figura 64 – Planta do Aterro Sanitário Dois Arcos.
Fonte: Dois Arcos (2025).
O Aterro Sanitário Dois Arcos funciona 7 dias da semana e 24 horas do dia, e
possui uma área licenciada é de 555.404,80 m² (sem contar a área de Reserva Legal).
Atualmente o aterro opera na segunda fase da expansão através da Licença de
Operação LO Nº IN053026 (Processo E-07/505.181/2012).
O chorume (líquido percolado) produzido no aterro sanitário Dois Arcos é
encaminhado para a Estação de Tratamento de Chorume (ETC) e o efluente tratado é
reusado no próprio maciço de resíduos. A ETC implantada e em operação na empresa
Dois Arcos, é de tecnologia totalmente nacional sendo a primeira a propor o chorume,
como um recurso de reuso direto para equilíbrio do ciclo de vida das gramíneas
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
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190
responsáveis pela estabilização geotécnica na área antropizada caracterizada pelo
maciço do aterro sanitário, através da utilização de nanotecnologia no intuito de variar
as condicionantes físico-químicas de anaerobiose para aerobiose no processo de rega
do efluente tratado no solo.
3.4.7 CONTRATO DE SERVIÇOS
O direito humano à água tratada, coleta e tratamento de esgoto e a um ambiente
limpo e saudável é garantido na Constituição Federal de 1988 e, desta forma, são
considerados direitos fundamentais. A garantia destes deu início aos primeiros esforços
para a universalização dos serviços de saneamento básico.
De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF, 2019), a ONU
reconhece em seus relatórios a evolução no atendimento da população brasileiras dos
anos 2000 a 2017, mesmo que de forma desigual e deficiente. Uma das justificativas
para a ineficiência dos sistemas é a área continental do país e a defasagem entre os
investimentos efetivamente realizados e o montante necessário para a universalização.
Desta maneira, a promulgação da Lei n° 11.445/2007 marcou os primeiros
aspectos do processo de licitação e concessão dos serviços de saneamento, além de
estabelecer as diretrizes nacionais para o saneamento básico, estipulando metas de
atendimento.
Art. 10. A prestação dos serviços públicos de saneamento básico por
entidade que não integre a administração do titular depende da celebração de
contrato de concessão, mediante prévia licitação, nos termos do art. 175 da
Constituição Federal, vedada a sua disciplina mediante contrato de programa,
convênio, termo de parceria ou outros instrumentos de natureza precária
(BRASIL, 2007).
A gestão de resíduos sólidos é um dos quatro serviços de saneamento básico,
estando intrinsecamente relacionado com o abastecimento de água tratada, a coleta de
esgoto e o manejo das águas pluviais. Sendo assim, é de suma importância na garantia
do bem-estar social.
A Política Nacional de Resíduos Sólidos define que os resíduos devem ter uma
destinação final ambientalmente correta quando esgotadas as suas possibilidades de
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191
reutilização e reciclagem. Esta destinação deve ser realizada por algum tratador
autorizado e com licenciamento ambiental para tal atividade.
O município, desta maneira, possui contratos de serviços para atendimento das
necessidades da população, conforme exemplificado no Quadro 32.
Quadro 32 - Relação dos Contratos de Serviços de Resíduos Sólidos.
Contrato Ano Vigência Tipo Valor Objeto
032/
2024 2024 18/04/2025 Contrato R$4.080.000,00
contratação de empresa de
administração para instalação e
administração da central de
triagem e classificação dos
resíduos recicláveis, bem como de
usina de beneficiamento de
resíduo da construção civil, em
zona adequada no território
buziano, incluindo ainda a
instalação, manutenção e gestão
de pontos de entrega de óleo,
com a coleta, transporte e o
tratamento dos mesmos, bem
como, instalação, manutenção, e
administração dos pontos de
entrega voluntária- pevs, inclusive
a coleta e transporte até a central
de triagem
005/
2024 2024 05/01/2025 Aditivo R$11.483.350,88
Contratação de empresa
especializada na execução de
serviços referente à limpeza
urbana, que compreende as
atividades de limpeza em praias,
ruas, vielas, avenidas, tais como:
capina manual, mecânica e
biológica, roçada manual,
mecânica e varrição, transferência
e transporte até o destino de
bota fora nos resíduos sólidos
005/
2024 2024 08/02/2025 Aditivo R$3.124.673,04
Contratação de empresa
especializada no recebimento e
na disposição final de resíduos
sólidos urbanos e resíduos sólidos
de saúde, proveniente da coleta
realizada no município de
armação de búzios
003/
2022 2022 07/08/2023 Aditivo R$3.050.292,01 Contratação de empresa
especializada na disposição final
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192
Contrato Ano Vigência Tipo Valor Objeto
de resíduos sólidos urbanos e
resíduos sólidos de saúde,
provenientes da coleta realizada
no município de armação dos
búzios, em local devidamente
licenciado. período estimado: 12
meses
02/
2021 2021 07/08/2022 Aditivo R$2.771.478,00
Contratação de empresa
especializada na disposição final
de resíduos sólidos urbanos e
resíduos sólidos de saúde,
provenientes da coleta realizada
no município de armação dos
búzios, em local devidamente
licenciado. período estimado: 12
meses.
068/
2019 2019 08/08/2020 Contrato R$2.771.478,00
Contratação de empresa
especializada no recebimento e
na disposição final de resíduos
sólidos urbanos e resíduos sólidos
de saúde, proveniente da coleta
realizada no município de
Armação de Búzios.
057/
2014/
2017
2017 26/06/2017 Aditivo R$1.808.040,00
ERRATA - Fica ajustado entre as
partes a retificação do Contrato
sob o n° 057/2014, de forma a
incluir o valor total da estimativa
da contratação, correspondente a
R$, 1.808.040,00 (um milhão,
oitocentos e oito mil reais e
quarenta centavos), considerando
as quantidades informadas na
estimativa de resíduos sólidos -
2014 (fl .04 do processo n°.
241.715-9/14), face ao disposto
no art . 55, inciso III da Lei n°.
8.666/1993
057/
2014/
2015
2015 08/08/2016 Aditivo -
Termo de Aditamento n° 01 - Fica
obrigada a CONTRATADA a dar
continuidade aos serviços em
conformidade e condições
propostas homologadas, sem
qualquer interrupção, que passam
a fazer parte do corpo do
processo sob o no. 17.621/2013,
que fica prorrogado por mais 12
(doze) meses, iniciando-se em 08
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
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Contrato Ano Vigência Tipo Valor Objeto
DE AGOSTO DE 2015 e,
permanecendo vigente até 07 de
AGOSTO de 2016, conforme o
disposto no art. 57 da Lei n°.
8.666/1993 para atender as
necessidades decorrentes dos
serviços, conforme justificativas e
cronogramas constantes dos
autos emitidos pelo servidor fiscal
do contrato.
057/
2014 2014 08/08/2015 Contratada R$4.068,15
Prestação do serviço de
recebimento e disposição final de
resíduos sólidos, urbanos e de
saúde, provenientes da coleta
realizada no município de
armação dos búzios
Fonte: Prefeitura Municipal de Armação dos Búzios (2024), adaptado por Autoria Própria (2024).
3.4.8 EDUCAÇÃO AMBIENTAL E PROGRAMAS AMBIENTAIS
Uma das primeiras menções legais à Educação Ambiental foi por meio da Lei n°
9.795, de 2 de abril de 1999, conhecida como Política Nacional de Educação Ambiental,
onde há em seu artigo 1º:
Art. 1º Entendem-se por educação ambiental os processos por meio dos
quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos,
habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio
ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua
sustentabilidade (BRASIL, 1999).
A Educação Ambiental busca formar indivíduos conscientes e capazes de agir em
seus territórios, levando em conta os problemas locais e globais, com foco em
sociedades sustentáveis e consumo consciente. Segundo Sirvinskas (2003), essa
educação deve estar alicerçada na ética ambiental, que trata dos valores e
comportamentos humanos em relação ao meio ambiente, e isso envolve a compreensão
da importância de preservar e conservar os recursos naturais essenciais para a
continuidade da vida no planeta.
O município possui o Programa Municipal de Educação Ambiental (PROMEA),
instituído pela Lei n° 1614, de 7 de janeiro de 2021, e também promove diversas ações
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
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194
de educação ambiental voltadas à sensibilização e conscientização sobre a importância
da biodiversidade, geodiversidade e preservação ambiental.
De acordo com informações fornecidas pela Prefeitura Municipal, no ano de 2023
foram realizadas uma série de atividades educativas, incluindo palestras, trilhas
ambientais, plantio de mudas, aulas de campo, visitas a áreas de interesse ambiental e
geológico, além de projetos de reciclagem e hortas orgânicas sensoriais. Também foram
promovidas visitas pedagógicas a estações de tratamento de água e esgoto, bem como
ações culturais e educativas, como o projeto CaptaAção, premiando estudantes e
professores.
O município ainda participou ativamente do IV Workshop do Projeto Geoparque
Costões e Lagunas do Estado do Rio de Janeiro, sendo indicado para integrar a Câmara
Técnica de Educação e Cultura do Conselho Gestor do Geoparque.
Essas iniciativas estimulam a conscientização e a valorização do patrimônio natural
e cultural de Armação dos Búzios.
3.4.9 RECEITA E DESPESA MUNICIPAL COM RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS
O município não cobra diretamente dos usuários os serviços de limpeza urbana e
manejo de resíduos sólidos, como por exemplo, a taxa de coleta de lixo convencional.
Entretanto, o ICMS Verde arrecadado anualmente e transferido pelo INEA para a
Prefeitura Municipal é utilizado como fonte de receita para os serviços.
Em relação as despesas, o SNIS (2022) mostra que a despesa média por
empregado alocado nos serviços do manejo de RSU (IN002) foi de R$ 56.414,50/ano.
A incidência das despesas com o manejo de RSU nas despesas correntes da prefeitura
(IN003) ficou em torno de 5%. Por outro lado, a incidência das despesas com empresas
contratadas para execução de serviços de manejo RSU nas despesas com manejo de
RSU (IN004) ficou em 100%.
Também se tem que o custo unitário médio do serviço de coleta (RDO + RPU)
ficou em R$ 212,59/tonelada (IN023) e que a incidência do custo do serviço de coleta
(RDO + RPU) no custo total do manejo de RSU (IN024) foi de 33,62%, enquanto o custo
do serviço de varrição correspondeu a 60,67% do total.
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Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
195
3.4.10 ÁREAS CONTAMINADAS E PASSIVOS AMBIENTAIS
O termo passivo ambiental refere-se às obrigações de uma empresa ou indivíduo
em relação ao meio ambiente, particularmente no que diz respeito à recuperação de
áreas degradadas ou à reparação de danos ambientais. De acordo com Sánchez (2005),
o reconhecimento mais comum de um passivo ambiental ocorre quando essas
obrigações resultam de exigências legais, como, por exemplo, a necessidade de
restaurar uma área contaminada ou de compensar os danos causados ao meio ambiente.
O valor necessário para a recuperação ou reparação dessas áreas constitui o montante
do passivo ambiental, refletindo diretamente nas responsabilidades econômicas da
entidade envolvida.
Nesse contexto, a Resolução CONAMA 420, de 28 de dezembro de 2009,
estabelece critérios e valores orientadores para a qualidade do solo em relação à
presença de substâncias químicas. Além disso, a resolução define diretrizes para o
gerenciamento ambiental de áreas contaminadas por essas substâncias, resultantes de
atividades humanas. A norma é fundamental para orientar as ações de remediação e
minimizar os impactos ambientais, determinando as responsabilidades e os
procedimentos que devem ser adotados para a descontaminação do solo e a mitigação
dos riscos à saúde pública e ao meio ambiente.
O passivo ambiental, portanto, não apenas implica uma responsabilidade legal e
financeira para as empresas e indivíduos, mas também representa um compromisso
ético com a sustentabilidade e a proteção do meio ambiente.
No município se tem como passivo ambiental a área que já foi um lixão. Na área
foi implantada uma Usina de Reciclagem, contendo unidade de triagem, enfardamento
e de transferência de materiais recicláveis, mas que se encontra desativada, sendo
atualmente uma estação de transbordo.
Assim, a Figura 65 mostra como está atualmente a área do antigo lixão, enquanto
a Figura 66 mostra seu georreferenciamento.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
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196
Figura 65 - Antigo Lixão de Baía Formosa.
Fonte: Autoria Própria (2014).
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197
Figura 66 - Antigo Lixão de Baía Formosa.
Fonte: Autoria Própria (2014).
Além disso, de acordo com as informações obtidas em visita técnica junto a
Prefeitura Municipal (2024), o município atualmente possui algumas áreas de descarte
irregular de resíduos, principalmente de RCC e de resíduos volumosos, tendo a região
de Cem Braças como a área mais crítica, conforme pode ser observado no Quadro 33.
Quadro 33 – Pontos viciados (descarte clandestino de resíduos).
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198
Fonte: Autoria Própria (2014).
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Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
199
3.4.11 ANÁLISE CRÍTICA DO SISTEMA DE LIMPEZA URBANA E MANEJO DE
RESÍDUOS SÓLIDOS
O Sistema de Limpeza Urbana e Gestão de Resíduos Sólidos do município enfrenta
diversos desafios que afetam sua eficiência e sustentabilidade, com um dos problemas
mais graves sendo o aumento populacional durante períodos de alta temporada, como
Ano Novo e Carnaval, o que sobrecarrega o sistema de coleta e gestão de resíduos,
resultando em acúmulo e ineficiências no processo. Além disso, o município não possui
frentes de trabalho extraordinárias para eventos públicos e situações semelhantes,
conforme citado acima, o que gera um problema ainda maior na questão da gestão dos
resíduos sólidos municipais e o bem-estar da população municipal.
Além disso, a falta de um Plano de Gerenciamento de Resíduos da Construção
Civil e Demolições contribui para o manejo e controle inadequado desses resíduos, que
são descartados irregularmente em diversas áreas do município, não tendo sido
computados no SNIS dos últimos cinco anos dados referentes a este resíduo, indicando
uma lacuna em planejamento e gestão eficiente.
A carência de um programa estruturado de coleta seletiva de resíduos secos e
orgânicos é outra deficiência crítica, que impede a maximização do aproveitamento
sustentável desses resíduos.
A ausência de um estudo ou plano para a coleta seletiva de materiais orgânicos,
que permita a ampliação de programas de compostagem, vermicompostagem ou
produção de bioenergia, destaca a necessidade urgente de estratégias para o
aproveitamento sustentável desses resíduos. Além disso, a falta de definição de acordos
setoriais para a logística reversa impede a gestão eficiente de resíduos de difícil
destinação, como lâmpadas e óleos lubrificantes.
Ademais, a ausência de um cadastro efetivo dos atores envolvidos na reciclagem,
como catadores, depósitos e indústrias recicladoras, dificulta a organização e o
fortalecimento da cadeia de reciclagem no município.
O município também carece de projetos de monitoramento dos antigos lixões, que
são fontes potenciais de contaminação ambiental.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
200
A carência de diversas informações do município nos últimos anos do SNIS
demonstra falhas de gestão e de monitoramento de seus indicadores.
Em síntese, o diagnóstico do Sistema de Limpeza Urbana e Gestão de Resíduos
Sólidos do município revela uma série de deficiências, tanto na gestão quanto na
infraestrutura, que demandam ações urgentes. Apesar da existência de algumas
iniciativas promissoras, fica claro que é preciso adotar uma abordagem mais integrada,
planejada e regulamentada, sendo possível garantir um manejo eficiente e sustentável
dos resíduos sólidos, que também seja inclusivo e contribua para a qualidade de vida da
população municipal.
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Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
201
3.5 REVISÃO DO DIAGNÓSTICO DOS SERVIÇOS DE DRENAGEM URBANA E
MANEJO DE ÁGUAS PLUVIAIS
Neste capítulo, será realizado um diagnóstico detalhado dos serviços de drenagem
urbana e manejo das águas pluviais do município de Armação dos Búzios, examinando
todas as suas unidades constitutivas. O objetivo é oferecer uma análise abrangente e
minuciosa de cada componente do sistema.
Complementarmente, o presente capítulo visa identificar áreas críticas e
oportunidades para aprimoramento, com o intuito de melhorar a qualidade e a eficiência
dos serviços prestados pelo sistema de drenagem urbana e manejo das águas pluviais
de Armação dos Búzios. Segue com a seguinte itemização:
• Considerações Iniciais;
• Detalhamento do Sistema de Drenagem;
• Principais Riscos Associados;
• Manutenção do Sistema de Drenagem;
• Arranjo Institucional do Sistema de Planejamento e Gestão;
• Identificação de Planos, Programas e Projetos em Desenvolvimento, já
Desenvolvidos ou em Elaboração na Temática de Drenagem Urbana;
• Despesas de Custeio e Investimento;
• Contratos de Serviços;
• Análise Crítica do Sistema de Drenagem e Manejo de Águas Pluviais.
3.5.1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS
Por muito tempo, a drenagem urbana no Brasil foi negligenciada no planejamento
das cidades, e com o rápido crescimento das áreas urbanas, a drenagem passou a ser
um aspecto secundário no planejamento das expansões municipais.
Nesse momento, o sistema viário passou a incorporar as várzeas dos rios, com
muitos córregos sendo retificados e canalizados, seja a céu aberto ou em galerias.
Embora essas soluções tenham diminuído os prejuízos nas áreas afetadas, acabaram por
transferir as inundações para regiões mais a jusante.
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202
A partir da década de 90, novos conceitos surgiram, propondo o retardamento do
escoamento para aumentar os tempos de concentração e reduzir os picos de vazão,
substituindo as soluções de escoamento rápido por estratégias que desaceleram o fluxo
e amortecem a água. Atualmente, as soluções buscam reter os escoamentos nas áreas
próximas a suas origens (RIBEIRO, 2021).
Conforme relata Pinheiro (2019), a implementação dos sistemas de drenagem
urbana no Brasil ocorreu em três fases. Com a primeira, no século XIX, sendo a fase
"higienista", marcada pelas primeiras canalizações de águas pluviais em cidades
importantes do Brasil. Em seguida, na fase da "racionalização", desenvolveu-se o
Método Racional, originado nos EUA e Inglaterra, que padronizou os cálculos
hidrológicos para obras hidráulicas. Essa fase foi influenciada pelo estudo "Chuvas
Intensas no Brasil" (1957), do engenheiro Otto Pfafstetter do antigo Departamento
Nacional de Obras e Saneamento (DNOS), que estabeleceu relações entre intensidade,
duração e probabilidade de chuvas, essenciais para a aplicação do Método Racional no
país.
Ademais, surgiu nesse momento o conceito de avenidas sanitárias, que integrava
a macrodrenagem ao sistema viário, utilizando fundos de vale para o escoamento de
efluentes, tendo com ambas as fases resultando em extensas obras de canalização.
A terceira fase, "hidrologia urbana", surgiu nos anos 1970, inspirada em
experiências de países desenvolvidos e focada em mitigar os impactos da urbanização
no ciclo hidrológico, e que se beneficiaram, neste período, de tecnologias mais
avançadas para a coleta de dados e para o desenvolvimento de modelagens hidráulicas
e hidrológicas.
Atualmente, o Brasil está em transição para uma nova fase, ainda sem uma
denominação específica, mas que tem sido referida como "drenagem sustentável" ou
"manejo sustentável de águas pluviais".
No Brasil, uma das primeiras legislações sobre recursos hídricos foi o Decreto
Federal n° 24.643, de 1934, conhecido como “Código das Águas”, que abordava
questões relacionadas à água, incluindo seu uso em áreas urbanas. Posteriormente, em
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203
1997, foi promulgada a Lei Federal n° 9.433, chamada de "Lei das Águas", que
estabeleceu a Política Nacional de Recursos Hídricos e teve um papel crucial na gestão
dos recursos hídricos no país, abrangendo também o manejo das águas pluviais.
Em seguida, foi promulgada a Lei Federal n° 11.445/2007, que estabeleceu a
Política Nacional de Saneamento Básico, instituindo as diretrizes nacionais para o
saneamento, com a drenagem urbana como um componente imprescindível. Esta lei
definiu os princípios e as orientações para a prestação de serviços de saneamento, além
das responsabilidades das diferentes instâncias de governo (União, estados e
municípios) na promoção da drenagem urbana.
Atualmente, se tem a Lei 14.026/2020, conhecida como Lei de Diretrizes
Nacionais para o Saneamento Básico, e que trouxe atualizações importantes para a
gestão do saneamento básico no Brasil, abordando a regulação e a prestação de
serviços, incluindo a gestão da drenagem urbana. De acordo com essa lei, a drenagem e
o manejo das águas pluviais urbanas são:
(...) constituídos pelas atividades, pela infraestrutura e pelas instalações
operacionais de drenagem de águas pluviais, transporte, detenção ou retenção
para o amortecimento de vazões de cheias, tratamento e disposição final das
águas pluviais drenadas, contempladas a limpeza e a fiscalização preventiva das
redes (BRASIL. 2020).
No âmbito estadual, destaca-se o Plano Estadual de Recursos Hídricos, definido
pela Lei n° 3.239/1999, que orienta a gestão dos recursos hídricos e a proteção dos
corpos d'água, incluindo as diretrizes de controle das cheias, a prevenção das
inundações, a drenagem e a correta utilização das várzeas.
A prestação dos serviços de drenagem urbana e manejo de águas pluviais do
município de Armação dos Búzios é de responsabilidade da Prefeitura Municipal por
meio da Secretaria Municipal de Saneamento e Drenagem (SESAD), conforme a Lei
Ordinária nº 1.803, de 17 de fevereiro de 2023. Suas atribuições são:
• Estudar, em articulação com outros órgãos competentes, a conveniência e a
viabilidade de execução de saneamento e drenagem, tendo como parâmetro
o Plano Diretor, no que couber;
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
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204
• Efetuar pesquisas e analisar os dados coligidos, objetivando a elaboração e
execução de saneamento e drenagem, buscando alternativas que
possibilitem a melhoria de sua qualidade e a redução de seus custos;
• Executar e fiscalizar os serviços de utilidade pública de interesse da
municipalidade, no que concerne ao saneamento e drenagem;
• Promover a manutenção dos serviços de águas pluviais, bem como a limpeza
dos cursos de água de competência do Município;
• Fazer cumprir, prioritariamente no sentido de orientação, as leis municipais
atinentes à sua área de competência e atribuição;
• Participar de grupos de trabalho e/ou comissões, sempre que necessário, na
elaboração, aplicação e avaliação de legislação atinente à sua competência e
atribuição;
• Promover a manutenção atinente ao saneamento e drenagem no Município;
• Opinar tecnicamente, no que concerne à sua Pasta, quando for o caso, em
projetos arquitetônicos, urbanísticos, de calçamento e de loteamento e
parcelamento urbano e rural, de acordo com a legislação vigente, realizadas
por particulares ou concessionárias do serviço público;
• Desempenhar outras atividades afins.
Vale ressaltar que o município não possui Plano Diretor de Drenagem e Manejo
das Águas Pluviais Urbanas. o que impossibilita a análise e estudo mais detalhado do
sistema de drenagem municipal.
3.5.2 DETALHAMENTO DO SISTEMA DE DRENAGEM
O sistema de drenagem é um componente vital da infraestrutura urbana,
projetado para gerenciar a água pluvial, evitando inundações, minimizando a erosão e
protegendo o ambiente. Ele é responsável por coletar, transportar e dispor
adequadamente a água da chuva, garantindo que ela não cause danos às áreas urbanas
ou agrícolas. Para entender melhor o sistema de drenagem, é útil separá-lo em dois
níveis principais: microdrenagem e macrodrenagem.
A microdrenagem refere-se ao sistema de drenagem em nível local, que lida com
a gestão de águas pluviais em áreas menores, como ruas, calçadas, pátios e
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Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
205
estacionamentos. Esse nível de drenagem visa prevenir enchentes em áreas urbanas e
garantir que a água da chuva seja coletada e direcionada para sistemas de escoamento
adequados, como bueiros, sarjetas e canais menores. A microdrenagem também
envolve a gestão de águas pluviais em propriedades individuais e em pequenas bacias
hidrográficas.
A macrodrenagem, por outro lado, lida com sistemas de drenagem em grande
escala, como rios, córregos e bacias hidrográficas inteiras. Seu principal objetivo é o
controle de enchentes e a gestão sustentável dos recursos hídricos em uma área ampla.
A macrodrenagem envolve a construção de reservatórios, canais maiores, diques e
barragens para regular o fluxo de água durante eventos de chuva intensa.
Ambos os níveis de drenagem desempenham papéis complementares na proteção
contra inundações e no gerenciamento sustentável dos recursos hídricos. O equilíbrio
entre microdrenagem e macrodrenagem é essencial para a eficácia do sistema de
drenagem em qualquer área geográfica. O planejamento adequado, a manutenção
regular e a consideração das condições locais são fundamentais para um sistema de
drenagem eficiente e sustentável.
Em relação ao município de Armação dos Búzios, o sistema de drenagem urbana
apresenta características peculiares, diretamente influenciadas pela morfologia da
península e pela ausência de cursos d’água permanentes em seu território. Diferente de
outras regiões, onde rios e córregos desempenham papel central na condução das águas
pluviais, em Armação dos Búzios o escoamento superficial encontra nos brejos, lagoas
e áreas alagáveis os principais elementos de retenção e infiltração, compondo um
sistema natural de macrodrenagem de extrema relevância.
A topografia local e o arranjo das bacias hidrográficas fazem com que as
precipitações se distribuam de maneira a alimentar essas áreas úmidas, que atuam como
bacias de acumulação temporária e zonas de recarga do lençol freático. Esse
funcionamento natural contribui decisivamente para a manutenção da qualidade das
águas das praias da região, ao evitar o carreamento direto de sedimentos e matéria
orgânica para o mar.
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Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
206
Contudo, o crescimento urbano desordenado e a ocupação inadequada de áreas
baixas (muitas vezes por meio do aterro de brejos e lagoas) têm comprometido a
funcionalidade desses ecossistemas. Loteamentos e condomínios construídos sobre
essas áreas reduziram significativamente a capacidade de retenção e infiltração,
aumentando a velocidade e o volume do escoamento superficial. Esse processo acaba
priorizando o encaminhamento das águas pluviais diretamente ao mar, provocando
impactos negativos nas praias de Manguinhos, Canto, Armação, Ossos, João Fernandes
e Geribá, tanto pela erosão costeira quanto pela poluição difusa oriunda do carreamento
de resíduos urbanos e efluentes sanitários em períodos de chuva.
Portanto, o sistema de drenagem de Armação dos Búzios exige uma abordagem
integrada e sensível às dinâmicas naturais do território. A infraestrutura de
microdrenagem (canais, tubulações, bocas de lobo) deve ser projetada em consonância
com os elementos naturais de macrodrenagem, respeitando as áreas de preservação
permanente e valorizando o papel estratégico das zonas úmidas como parte essencial
da infraestrutura verde da cidade.
3.5.2.1 Mapeamento do Sistema Hidrológico
Este tópico aborda o sistema hidrográfico do município de Armação dos Búzios,
desde as características pluviométricas do município, até o mapeamento da hidrografia
de Armação dos Búzios e das sub bacias hidrográficas mais importantes para o
perímetro urbano municipal, como também demais pontos pertinentes ao estudo.
3.5.2.1.1 Caracterização da Pluviometria de Armação dos Búzios
Em relação à precipitação, o Serviço Geológico do Brasil mostra que o município
se situa em volta de apenas uma isoieta2 , tendo todo o município possuindo uma
precipitação média anual abaixo dos 800 mm de chuva média anual (SGB, 2024), como
pode ser observado na Figura 67 a seguir.
2 As "isoietas" são linhas imaginárias que representam a distribuição espacial das precipitações
pluviométricas em um determinado local ou região durante um período específico.
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Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
207
Figura 67 - Isoietas de Precipitação Média Anual na Região de Armação dos Búzios.
Fonte: Autoria Própria (2024).
Com base nos dados fornecidos pelo Weather Spark, a estação de maior
precipitação em Armação dos Búzios se estende por cerca de 5 meses, entre outubro e
abril, período no qual a probabilidade de um dia apresentar precipitação supera 35%,
como pode ser visto na Figura 68 a seguir.
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Figura 68 - Probabilidade diária de precipitação em Armação dos Búzios.
Fonte: Weather Spark (2024).
Destaca-se, ainda, que Armação dos Búzios exibe uma variação sazonal extrema
na precipitação mensal de chuva: chove durante todo o ano, com dezembro sendo o
mês mais chuvoso, registrando uma média de 172 milímetros de precipitação, indicando
que esse período do ano se destaca como o mais crítico em termos de riscos associados
a inundações e enchentes no município. Em contraste, julho é o mês menos chuvoso,
com uma média de apenas 35 milímetros de precipitação, conforme Figura 69.
Figura 69 - Precipitação média mensal em Armação dos Búzios.
Fonte: Weather Spark (2024).
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3.5.2.1.2 Hidrografia do Município
O município de Armação dos Búzios possui uma hidrografia costeira própria, na
qual nenhum de seus rios ou córregos é afluente de outro rio principal, fluindo
diretamente para o oceano. Em relação a divisão do município de Armação dos Búzios
por sub-bacias, a Figura 70 mostra as bacias hidrográficas municipais, enquanto a
disposição dos cursos d'água na cidade de Armação dos Búzios pode ser visualizada na
Figura 71.
Figura 70 - Bacias Hidrográficas de Armação dos Búzios.
Fonte: Autoria Própria (2024).
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Figura 71 - Hidrografia de Armação dos Búzios.
Fonte: Autoria Própria (2024).
De acordo com as informações disponibilizadas pelo Sistema Nacional de
Informações sobre Saneamento - SNIS 2023 (ano de referência – 2022), o município
possuía apenas cerca de 31% de cobertura de drenagem urbana subterrânea, o que é
um grau preocupante de não atendimento à cobertura de infraestrutura de drenagem
urbana subterrânea em todo o território do município.
Por outro lado, o SNIS também mostra que, dos 19.516 domicílios urbanos
existentes no município em 2022, apenas 1.000 (5% do total) domicílios do município
se encontravam em situação de risco de inundação.
Os principais pontos de deságue no mar no município de Armação dos Búzios
estão identificados como: Manguinhos – Barra Grande e Barrinho, Praia do Canto,
Centro (píer), Praia dos Ossos, João Fernandes (2 pontos), Ferradura, Geribá e Tucuns.
Todos esses pontos são canais cobertos e revestidos com concreto, cujas obras foram
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211
realizadas na década de 1990, mas nunca houve uma manutenção adequada
(ARMAÇÃO DOS BÚZIOS, 2013). Atualmente, os canais acumulam uma grande
quantidade de sedimentos, o que dificulta o escoamento das águas pluviais.
O município possui grande interesse na preservação das condições de
balneabilidade das praias da região, cuja demanda turística é alta. Em 2013, a Prefeitura
informou áreas prioritárias para investimentos em esgotamento sanitário e drenagem,
sendo elas:
• Ferradurinha,
• Rua das Casuarinas,
• Lagoa de Geribá, Hospital,
• Alto da Boa Vista,
• Vila Caranga e
• Portal da Ferradura.
Armação dos Búzios possui córregos naturais não impermeabilizados, sendo o
único impermeabilizado o Canal da Cem Braças. Esse canal é impermeabilizado, coberto
e sem saída, mas possui uma elevatória que encaminha os efluentes para a rede coletora
separadora da Concessionária Prolagos em período de seca. Quando chove, há uma
elevatória que bombeia para Manguinhos, jogando no mar. Segundo a Prefeitura
Municipal, o Canal de Cem Braças teve a obra de canalização em meados de 2023.
Além dos cursos d’água e bacias hidrográficas, os talvegues desempenham um
papel fundamental na hidrografia de Armação dos Búzios. Eles representam os
caminhos naturais por onde escoam as águas pluviais, localizados nos pontos mais
baixos dos vales, resultantes da convergência de declives. São, portanto, o oposto das
cristas e indicam o traçado original da drenagem superficial do território.
A legislação urbanística do município reconhece os talvegues como
condicionantes ambientais, especialmente em áreas sensíveis como a AEIS José
Gonçalves. Esses elementos estão representados em anexos específicos, servindo como
referência para orientar o uso do solo e a implantação de novas infraestruturas. A Figura
72 apresenta o anexo com a localização dos principais talvegues e canais de drenagem
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
212
na região da AEIS, reforçando a importância de compatibilizar o desenvolvimento
urbano com as dinâmicas naturais da água.
Figura 72 - Localização dos talvegues e canais de drenagem na AEIS José Gonçalves.
Fonte: Prefeitura Municipal de Armação dos Búzios (2020).
3.5.2.2 Caracterização do Sistema de Microdrenagem
O sistema de microdrenagem é formado por elementos como: via, sarjeta, meiofio, boca de lobo, galerias, tubos e conexões, como também por poços de visita. A Figura
73 mostra um esquema utilizando alguns desses elementos.
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213
Figura 73 - Esquematização de um Modelo de Drenagem Urbana.
Fonte: Autoria Própria (2024).
Em relação aos elementos do sistema de microdrenagem, as informações do SNIS
de 2022 mostram que Armação dos Búzios possuía 7.000 bocas de lobo distribuídas no
município (incluindo bocas de lobo múltiplas), resultando em uma densidade de
captações de águas pluviais em áreas urbanas de 100 unidades/km². Também registrou
1.500 unidades de poços de visita distribuídos em Armação dos Búzios. Além disso, no
único ano em que a Prefeitura Municipal forneceu informações ao SNIS (2022), foi
declarado que, em relação as intervenções ou manutenções realizadas no sistema de
Drenagem e Manejo das Águas Pluviais Urbanas ou nos cursos do município, houve
dragagem ou desassoreamento de canais abertos, limpeza de bocas de lobo e poços de
visita, limpeza e desobstrução de redes e canais fechados, manutenção ou recuperação
de sarjetas e manutenção ou recuperação estrutural de redes e canais.
De acordo com informações prestadas pela Prefeitura Municipal, há problemas de
entupimento em bocas de lobo e rede de drenagem devido a presença de RCC nos ralos.
Consta também no SNIS 2022 que 44,6% da área urbana de Armação dos Búzios
possui cobertura de pavimentação e meio-fio, enquanto apenas 30,8% das vias públicas
da área urbana possuem redes ou canais pluviais subterrâneos, correspondendo a 90
km. As demais informações e indicadores sobre as vias públicas do município são
apresentados no Quadro 34.
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214
Quadro 34 - Informações e Indicadores da Área Urbana de Armação dos Búzios.
Informações e indicadores da Área Urbana de Armação dos Búzios
Extensão total de vias públicas urbanas do município 292,34 km
Extensão total de vias públicas urbanas com pavimento e meio-fio (ou semelhante) 130,38 km
Extensão total de vias públicas urbanas com redes ou canais de águas pluviais
subterrâneos 90 km
Taxa de Cobertura de Pavimentação e Meio-Fio na Área Urbana do Município 44,6%
Taxa de cobertura de vias públicas com redes ou canais pluviais subterrâneos na área
urbana 30,8%
Fonte: SNIS (2022). Adaptado por Autoria Própria (2024).
Em contrapartida, o SNIS (2022) apresenta que não há cursos d’água naturais
perenes dentro da zona urbana.
De forma complementar, se tem pela Figura 74 a rede de drenagem da área urbana
(parte) do município que foi disponibilizada pela Concessionária Prolagos (2024). Além
disso, as informações da Figura 74 apresentam cerca de 68,026 km de rede pluvial.
Figura 74 – Redes de drenagem da área urbana (parcial).
Fonte: Concessionária Prolagos (2024).
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215
Adicionalmente, com base nas informações fornecidas pela Concessionária
Prolagos acerca do cadastro técnico das redes de abastecimento de água e esgotamento
sanitário do município, foi realizado um levantamento com o objetivo de calcular a
extensão da rede de drenagem de Armação dos Búzios. Para isso, adotaram-se as
seguintes premissas.
i. As redes de água traçadas em vias pavimentadas com asfalto, bloquete ou
paralelepípedo foram computadas como rede de drenagem;
ii. As redes coletoras de esgoto e os interceptores que não coincidem ou não
seguem o mesmo traçado dessas redes de drenagem são consideradas
redes mistas (ou redes unitárias de drenagem), e, portanto, também são
incluídos no cálculo da extensão da rede de drenagem.
Os resultados desse levantamento indicaram que o município possui 139,25 km
de rede de drenagem, sendo cerca de 85% exclusivo e 15% unitário, conforme
apresentado no Quadro 35 a seguir.
Quadro 35 - Estimativa da Rede de Drenagem de Armação dos Búzios.
Município Extensão da Rede (km)
Água Esgoto Total
Armação dos Búzios 133,19 6,06 139,25
Fonte: Autoria Própria (2024).
Ressalta-se que os resultados apresentados não são exatos, uma vez que o
município não possui cadastro da rede de drenagem. A implicação deste levantamento
teve como objetivo maior obter embasamento para o diagnóstico e posterior
prognóstico do sistema de drenagem de Armação dos Búzios.
3.5.2.2.1 Cadastro Técnico e Georreferenciado do Sistema
Conforme as informações fornecidas pela Prefeitura Municipal ao SNIS 2022, o
município possui um cadastro técnico de obras lineares. No entanto, não foi possível
acessar as informações cadastrais em formato eletrônico.
Além disso, conforme o SNIS (2022), existe projeto básico, executivo ou “as built"
de unidades operacionais de Drenagem e Manejo das Águas Pluviais Urbanas.
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216
3.5.2.2.2 Tipo do Sistema de Drenagem
De acordo com o SNIS (2022), o sistema de drenagem implantado na cidade de
Armação dos Búzios é caracterizado como um sistema do tipo combinado, o que
significa que parte do sistema de drenagem é exclusivo (91%) e parte é unitário (9%),
com a parte unitária projetada para receber tanto o fluxo de águas pluviais quanto o
fluxo de esgotamento sanitário do município.
O sistema unitário pode ser classificado também como o sistema de coleta de
tempo seco, que visa interceptar o esgoto sanitário durante períodos sem chuvas,
encaminhando-o para tratamento adequado. No entanto, durante eventos de
precipitação, o sistema desvia o fluxo pluvial diretamente para os corpos d'água,
otimizando a gestão hídrica e reduzindo os impactos sobre o sistema de drenagem.
Conforme informações prestadas durante visita in loco, o município de Armação
dos Búzios realizou obras recentes de drenagem nos bairros Rasa, Vila verde, alto da
Rasa e Centro. Além disso, foi realizado também o desassoreamento e limpeza de canais
de macrodrenagem do município nas áreas de Tucuns e Rasa no ano de 2024 através
do Programa Limpa Rio do INEA. No entanto, a Prefeitura Municipal não disponibilizou
dados referentes a essa intervenção.
3.5.2.2.3 Identificação de Ligações Ilegais de Esgoto Sanitário ao Sistema de
Drenagem
Conforme citado anteriormente, o sistema de drenagem de Armação dos Búzios é
do tipo combinado, onde 9% são caracterizados como sistema unitário, recebendo tanto
o fluxo de águas pluviais quanto o fluxo de esgotamento sanitário do município. Além
disso, sabe-se que o sistema de esgotamento sanitário municipal utiliza a rede de
drenagem pluvial para coleta dos esgotos sanitários, através dos coletores em tempo
seco.
Ademais, no momento presente, a Prefeitura Municipal não possui um cadastro
ou programa de identificação de ligações ilegais de esgoto sanitário no sistema de
drenagem urbana do tipo unitário. O que gera a necessidade de implantação de um
programa de fiscalização e readequação dessas possíveis ligações ilegais ao sistema de
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drenagem do tipo unitário, e que caso contrário, pode gerar um grande impacto aos
corpos hídricos e meio ambiente do município, como também ao turismo e bem-estar
social, pela disposição de esgoto em locais não ambientalmente adequados.
Durante a visita técnica, a Secretaria do Ambiente e Urbanismo informou que há
ligações irregulares de esgoto nas áreas ao redor das Lagoas dos Ossos, Geribá, Usina e
Rasa, contribuindo significativamente para a poluição desses corpos hídricos. A Figura
75 mostra um ponto de drenagem que deságua na Lagoa de Geribá, mas está
contaminado com esgoto. Embora a Concessionária Prolagos tenha instalado
interceptores no entorno dessas lagoas para garantir a qualidade da água, pode ser
necessária a ampliação desses dispositivos para controlar de forma mais eficaz a
poluição e preservar o ecossistema local.
Figura 75 – Desague na Lagoa de Geribá.
Fonte: Autoria Própria (2024).
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3.5.2.2.4 Novos Loteamentos e Condomínios a serem implantados
A implantação de novos loteamentos e condomínios no município de Armação dos
Búzios deve observar uma série de legislações municipais que visam garantir o
ordenamento urbano, a proteção ambiental e a salubridade das áreas urbanizadas.
A Lei Complementar n° 6, de 10 de setembro de 2002, institui o Código de
Posturas do Município de Armação dos Búzios.
Em seu Capítulo IV, intitulado "Dos Terrenos Particulares", o Art. 24 determina:
Todo terreno deverá ser convenientemente preparado para dar fácil
escoamento às águas.
§ 1° - As exigências do presente artigo poderão ser atendidas por um dos
seguintes meios:
a) por absorção do terreno;
b) pelo encaminhamento adequado das águas para vala de drenagem de
águas pluviais ou para curso d’água, que passem nas imediações;
§ 2° - O encaminhamento das águas para a vala ou curso de água, sarjeta ou
valeta, será feita através de canalização subterrânea.
Além disso, o Art. 25 obriga o proprietário de um terreno pantanoso ou alagadiço
a drená-lo ou aterrá-lo, após autorização dos procedimentos a serem adotados, pelo
órgão municipal competente.
Ademais, o Art. 27 diz:
Quando as águas dos logradouros públicos se concentrarem em terrenos
particulares, deverá ser exigida do proprietário, uma faixa de servidão da
passagem de canalização ou “non aedificandi”, em troca de colaboração da
municipalidade na execução de obras que assegurem o escoamento das águas
sem prejudicar o imóvel.
Além disso, a Lei nº 548, de 12 de junho de 2006, conhecida como Lei de Esgoto,
estabelece que empreendimentos habitacionais e hoteleiros de maior porte no
município devem investir diretamente na expansão da rede de esgotamento sanitário
como condição para aprovação e licenciamento de suas obras. Essa exigência tem como
objetivo responsabilizar os empreendedores pelos impactos urbanos gerados,
especialmente no sistema de saneamento, e representa uma medida concreta para
promover o crescimento sustentável da cidade. A legislação reforça a necessidade de
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219
que novos empreendimentos estejam integrados à infraestrutura sanitária existente ou
contribuam para sua ampliação, evitando a sobrecarga da rede pública e a degradação
ambiental.
A Lei Complementar nº 003, de 31 de dezembro de 1999, que trata do
parcelamento do solo urbano, estabelece as diretrizes para a divisão de glebas em lotes,
incluindo exigências quanto à infraestrutura básica (abastecimento de água,
esgotamento sanitário, energia elétrica, pavimentação e drenagem), à dimensão mínima
dos lotes e à integração com o sistema viário do município. Essa lei assegura que o
parcelamento ocorra de forma regular, segura e com infraestrutura adequada.
Complementando essas normas, a Lei Complementar nº 27, de 29 de dezembro
de 2010, que dispõe sobre o uso e ocupação do solo do Município, define os parâmetros
de zoneamento urbano, os índices urbanísticos (como coeficiente de aproveitamento,
taxa de ocupação e recuos) e os usos permitidos para cada zona. Essa legislação é
fundamental para garantir que os novos loteamentos e condomínios estejam
compatíveis com a vocação do território, respeitem as áreas de proteção ambiental, e
promovam uma ocupação equilibrada e funcional do espaço urbano.
Por fim, conforme os critérios do INEA para o licenciamento ambiental de
loteamentos residenciais, é necessário apresentar projetos de drenagem de águas
pluviais, esgotamento sanitário e abastecimento de água.
3.5.2.3 Capacidade Limite das Bacias Contribuintes para a Microdrenagem
Há diversos métodos que podem ser utilizados para se entender a capacidade
limite das bacias contribuintes para sistemas urbanos de drenagem, desde por fórmulas
empíricas ou processos estatísticos e até por métodos conceituais. Geralmente, são
métodos que utilizam as características do terreno, como declividade (rua), sua
topografia, a intensidade de precipitação, a área da bacia e dentre outras informações.
O método racional é um deles, e que além de oferecer estimativas satisfatórias,
tem-se pela sua simplicidade que também é um método bastante utilizado em projetos
de sistemas urbanos de drenagem. Ele utiliza como variáveis de cálculo: o coeficiente
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220
de escoamento (Coeficiente Runoff – C), a intensidade média de chuva na bacia (l), a
área da bacia (A) e o coeficiente de distribuição (Cd).
Sendo a seguinte fórmula utilizada: Cd = A-0,15 (onde tem-se que em valores de
área inferiores a 1 hectare, considera-se a chuva uniformemente distribuída, com Cd =
1).
Com estas variáveis, é possível se estimar a vazão utilizando a fórmula geral do
Método Racional, sendo:
Q (m³/h) = C * I (mm/h) * A (km²) * Cd.
Para avaliar a capacidade limite do sistema de microdrenagem, é essencial contar
com um cadastro técnico do sistema, contendo informações precisas sobre as
dimensões das galerias e a localização das bocas de lobo, além de um levantamento
topográfico detalhado do local realizado em campo (RIO DE JANEIRO, 2019).
No entanto, devido à ausência de um cadastro técnico do sistema de
microdrenagem, não foi possível analisar a sua capacidade atual. Com isso, é essencial
que seja realizado um levantamento atualizado do sistema de drenagem urbana do
município, tanto para avaliar a capacidade atual do sistema existente quanto para
elaborar um planejamento preciso, em questões de ampliações e adequações do
sistema de drenagem urbana.
Adicionalmente, destaca-se a necessidade da elaboração de um estudo
hidrológico da área urbana e de suas respectivas bacias contribuintes. Esse estudo
permitirá compreender o comportamento do escoamento superficial diante de
diferentes eventos de chuva, com base em séries históricas e características climáticas
locais, o que é fundamental para definir com maior precisão as vazões de projeto, níveis
de serviço desejados e a eficiência hidráulica dos sistemas existentes e projetados.
Por fim, a elaboração de um Plano Diretor de Drenagem Urbana Municipal (PDDU)
se mostra essencial como instrumento de gestão do sistema de drenagem, viabilizando
o planejamento estratégico, com diretrizes para manutenção, expansão e modernização
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
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221
da infraestrutura de drenagem urbana de Armação dos Búzios, permitindo um melhor
planejamento e organização de todo o sistema de drenagem urbana municipal.
3.5.3 PRINCIPAIS RISCOS ASSOCIADOS
Os fenômenos naturais extremos que causam os maiores impactos nas atividades
humanas no país são predominantemente de natureza climática. Embora sejam
ocorrências naturais, a interferência humana nas áreas urbanas e rurais ao longo do
tempo tem contribuído para o aumento de sua frequência, intensidade e abrangência
geográfica.
A expansão urbana não planejada traz consigo diversas consequências adversas
para o meio ambiente, tais como:
a. Sobrecarga no sistema de drenagem urbana, devido ao
crescimento da impermeabilização do solo e à redução da
capacidade de infiltração;
b. Desaparecimento da vegetação devido à expansão de superfícies
impermeáveis, resultando na diminuição da capacidade de
absorção da água no solo e no aumento da velocidade de
escoamento;
c. Escassez e degradação da qualidade dos recursos hídricos;
d. Acúmulo de detritos sólidos nos componentes do sistema de
drenagem, como canais, bueiros e caixas de esgoto, obstruindo
essas estruturas e causando transbordamentos durante períodos
de chuvas intensas;
e. Crescimento da densidade populacional em áreas, especialmente
aquelas com baixo potencial de valorização imobiliária, o que
intensifica a velocidade do escoamento superficial, aumentando o
potencial de erosão do solo e contribuindo para o transporte de
sedimentos e o assoreamento de rios e lagos. Isso reduz a
capacidade de armazenamento desses corpos d'água, elevando o
risco de inundações.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
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222
Pelas características de topografia do município de Armação dos Búzios, verificase que uma grande parcela de sua área possui uma topografia suave. As áreas com
baixas declividades dificultam o escoamento das águas pluviais gerando condições para
inundações, como pode ser evidenciado nos tópicos a seguir, em que serão
apresentados os principais riscos identificados no município de Armação dos Búzios,
com base em eventos históricos.
3.5.3.1 Áreas com Riscos de Alagamentos
Os alagamentos se definem pela extrapolação da capacidade de escoamento dos
sistemas de drenagem urbana, assim, ocorrendo o acúmulo de água em ruas, calçadas
ou outras infraestruturas urbanas, em decorrência de eventos de chuvas intensas e em
regiões de topografia suave. Sua ocorrência tem relação direta com os sistemas de
drenagem urbana, que visam reduzir os riscos relacionados às enchentes e seus
impactos.
Os alagamentos em Armação dos Búzios ocorrem como consequência da
extrapolação da capacidade de escoamento dos sistemas de drenagem urbana e
acúmulo de água (esgotos + águas pluviais) em ruas, calçadas, lotes e edificações em
decorrência de precipitações intensas (ARMAÇÃO DOS BÚZIOS, 2013).
Além disso, os transbordamentos do sistema natural de ocupação do solo urbano
e suas consequências em termos de alagamentos ocorrem sempre que as precipitações
pluviais estão associadas a chuvas intensas. Nesta questão, de acordo com informações
fornecidas pelo Atlas Digital de Desastres no Brasil, tem-se que o município de Armação
dos Búzios enfrentou 1 evento dessa categoria no período analisado (1991 – 2023),
tendo ocorrido em dezembro de 2013.
Complementarmente, o mapa das áreas de alagamento em Armação dos Búzios
fornecido pela Prefeitura Municipal (2025), disposto na figura abaixo, apresenta as
localidades de risco de alagamento.
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223
Fonte: Autoria Própria (2025).
Conforme supracitado, o município de Armação dos Búzios é formado por morros,
restingas, brejos e lagoas que compõem um sítio natural singular. Esses elementos
cumprem importante função ecológica e hidrológica, especialmente no contexto do
controle de cheias. Brejos e lagoas recebem diretamente as águas das bacias
hidrográficas locais, minimizando o carreamento de sedimentos para as praias e
contribuindo para a qualidade das águas costeiras.
Entretanto, ao longo do processo de urbanização, intensificado a partir dos anos
1970, muitos desses corpos hídricos foram parcial ou totalmente aterrados para
viabilizar loteamentos e empreendimentos, alterando drasticamente a dinâmica natural
das áreas alagáveis e reduzindo a capacidade de retenção das águas pluviais.
Atualmente, o município ainda dispõe de algumas lagoas e brejos remanescentes
que funcionam como bacias naturais de acumulação, retendo parte da água proveniente
de chuvas intensas. Na área de Tucuns/Capão abriga duas dessas bacias naturais de
Figura 76 - Mapa das áreas de alagamento em Armação dos Búzios.
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drenagem: a Lagoa do Hotel (Figura 77) e a Lagoa da Rua Custódio Alves (Figura 78).
Essas áreas são naturalmente propensas a alagamentos e funcionam como lagoas de
acumulação para reduzir os impactos das chuvas e minimizar os recorrentes problemas
de enchentes nessa região. A Figura 79 ilustra a localização delas. Contudo, é
importante destacar que parte dessas lagoas naturais foi escavada ou alterada ao longo
do tempo, configurando-se atualmente como bacias semiartificiais, cujo potencial de
retenção ainda é relevante.
Figura 77 – Lagoa do Hotel.
Fonte: Autoria Própria (2024).
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Figura 78 – Lagoa Rua Custódio Alves.
Fonte: Autoria Própria (2024).
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226
Figura 79 – Localização das bacias naturais de drenagem – Armação dos Búzios.
Fonte: Autoria Própria (2024).
Por outro lado, o município não conta com reservatórios artificiais de detenção,
que são estruturas técnicas projetadas para o sistema de drenagem urbana com o
objetivo de armazenar temporariamente grandes volumes de águas pluviais em
períodos de forte precipitação e liberá-los de forma gradual e controlada.
3.5.3.2 Áreas Críticas de Inundações
As inundações são definidas como a submersão além dos limites habituais de um
curso d'água de regiões que normalmente não ficam debaixo d'água. Esse
transbordamento ocorre de forma gradual, frequentemente desencadeado por chuvas
prolongadas em áreas de planície.
Assim, de acordo com os dados disponibilizados pelo Atlas Digital de Desastres no
Brasil, se tem que o município de Armação dos Búzios não sofreu nenhum evento dessa
categoria no período analisado (BRASIL, 2023).
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Segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Recursos Hídricos (SINIRH) em
seus dados de Vulnerabilidade a Inundações do Brasil, mostra que no município de
Armação dos Búzios não há nenhum trecho cadastrado em nenhuma das categorias de
frequência de ocorrência de inundações (SINIRH, 2014).
Complementarmente, o Mapa das Áreas com Suscetibilidade a Inundações em
Armação dos Búzios fornecido pelo Serviço Geológico do Brasil – CPRM (2021),
disposto na Figura 80, apresenta as localidades de risco de inundação a partir de 3 (três)
níveis de áreas de risco isolado, podendo ser de baixo risco (cor amarela), médio risco
(cor laranja) e alto risco (cor vermelha). Pode-se observar que muitas das áreas de risco
alto se concentram nas áreas urbanizadas da cidade.
Figura 80 - Áreas com Suscetibilidade a Inundação em Armação dos Búzios.
Fonte: Autoria Própria (2024).
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228
Além disso, conforme mencionado anteriormente, e de acordo com o Plano
Municipal de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica de Armação dos Búzios
(PMMA), a região era composta por florestas, brejos e campos temporariamente
inundados, especialmente sobre planícies aluviais, que funcionavam como áreas
naturais de retenção hídrica. A Figura 81 ilustra comparativamente o uso do solo entre
1976 e 2003 e evidencia as transformações do território, dentre elas a redução de áreas
alagadas.
Figura 81 - Comparativo de uso do solo e áreas alagadas entre os anos de 1976 e 2003.
Fonte: PMMA (2017).
Adicionalmente, a Figura 82 apresenta as áreas com suscetibilidade a movimentos
de massa no município de Armação dos Búzios, onde pode ser visto que há área de
média e alta suscetibilidade na área urbana na sede.
Essas informações são essenciais para o planejamento do sistema municipal de
drenagem urbana e manejo de água pluviais, pois, estas regiões indicam às áreas que
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229
devem ter prioridade na questão das soluções de drenagem urbana e manejo de águas
pluviais.
Figura 82 - Áreas com Suscetibilidade a Movimento de Massa em Armação dos Búzios.
Fonte: Autoria Própria (2024).
3.5.3.3 Zonas de Enxurradas
As enxurradas são associadas as chuvas intensas em bacias hidrográficas com
grande declive, porém, podem ocorrer em diferentes tipos de localidades.
Segundo a análise do Atlas Digital de Desastres no Brasil, se tem que o município
de Armação dos Búzios não sofreu nenhum evento desta categoria no período analisado
(BRASIL, 2023).
3.5.3.4 Identificação dos Fundos de Vale em Armação dos Búzios
Os Fundos de Vale são definidos como as áreas com mais baixas altitudes do relevo
urbano. Essas áreas têm implicações significativas na drenagem urbana, pois geralmente
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230
funcionam como áreas de acumulação de água durante chuvas intensas. A água tende
a se concentrar e fluir para essas depressões, tornando-as propensas a inundações em
caso de sistema de drenagem inadequado ou ineficiente para lidar com o excesso de
água pluvial (PEREIRA, PAREDES, OKAWA, 2018).
Então, no planejamento do sistema de drenagem urbana e manejo de águas
pluviais, é fundamental considerar o relevo do município, identificando e gerenciando
adequadamente os fundos de vale para prevenir inundações, assim, garantindo a
segurança das áreas urbanas. Isso envolve a construção de sistemas de drenagem
adequados e medidas de controle de inundação para lidar com as características
topográficas específicas de cada região (PEREIRA, PAREDES, OKAWA, 2018).
Na Figura 83 é mostrada a distribuição de altitude ao longo da área urbana do
município de Armação dos Búzios, pode-se observar as regiões de fundo de vale do
município e como a maioria delas se situa ao longo de quase toda a sede do município
e circunscrito a sua área urbana. Principalmente nessas regiões, o monitoramento da
estrutura de drenagem urbana municipal deve estar adequado e atento, visto que são
áreas onde a probabilidade de ocorrência de inundação é maior.
Figura 83 - Distribuição de Altitude pela Área Urbana de Armação dos Búzios.
Fonte: TOPOGRAPHIC-MAP (2023).
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231
3.5.3.5 Indicadores Relacionados aos Riscos e a Drenagem Urbana
Neste tópico serão apresentados os indicadores do SNIS (2022) relacionados aos
riscos associados ao sistema de drenagem urbana e aos eventos hidrológicos
impactantes e críticos, como por exemplo, enxurradas, enchentes e inundações.
Os dados mostram que apenas 5,1% dos domicílios de Armação dos Búzios se
encontravam em situação de risco de inundação, correspondendo a 1.000 (mil)
domicílios.
Os indicadores podem ser observados no Quadro 36 a seguir.
Quadro 36 - Indicadores Associados aos Riscos e a Drenagem Urbana.
Indicador Código Informação
Parcela de Domicílios em Situação de Risco de Inundação IN040 5,1%
Parcela da População Impactada por Eventos Hidrológicos IN041 S/I3
Índice de Óbitos (decorrentes de eventos hidrológicos impactantes
- a cada 100 mil habitantes) IN046 S/I
Município Crítico (Fonte: CPRM) GE016 Não
Tempo de recorrência (ou período de retorno) adotado para o
mapeamento RI012 S/I
Número de enxurradas na área urbana do município, nos últimos
cinco anos, registrado no sistema eletrônico da Secretaria Nacional
de Proteção e Defesa Civil (Fonte: S2ID):
RI022 Zero
Número de enxurradas na área urbana do município, no ano de
referência, registrado no sistema eletrônico da Secretaria Nacional
de Proteção e Defesa Civil (Fonte: S2ID):
RI023 Zero
Número de alagamentos na área urbana do município, nos últimos
cinco anos, registrado no sistema eletrônico da Secretaria Nacional
de Proteção e Defesa Civil (Fonte: S2ID):
RI024 Zero
Número de alagamentos na área urbana do município, no ano de
referência, registrado no sistema eletrônico da Secretaria Nacional
de Proteção e Defesa Civil (Fonte: S2ID):
RI025 Zero
Número de inundações na área urbana do município, nos últimos
cinco anos, registrado no sistema eletrônico da Secretaria Nacional
de Proteção e Defesa Civil (Fonte: S2ID):
RI026 Zero
Número de inundações na área urbana do município, no ano de
referência, registrado no sistema eletrônico da Secretaria Nacional
de Proteção e Defesa Civil (Fonte: S2ID):
RI027 Zero
Número de pessoas desabrigadas ou desalojadas, na área urbana
do município, devido a eventos hidrológicos impactantes nos RI028 Zero
3 S/I: Informação não prestada pela Prefeitura Municipal ao SNIS no ano de referência (2022).
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232
Indicador Código Informação
últimos cinco anos, registrado no sistema eletrônico da Secretaria
Nacional de Proteção e Defesa Civil (Fonte: S2ID):
Número de pessoas desabrigadas ou desalojadas, na área urbana
do município, devido a eventos hidrológicos impactantes no ano de
referência, registrado no sistema eletrônico da Secretaria Nacional
de Proteção e Defesa Civil (Fonte: S2ID):
RI029 Zero
Número de óbitos, na área urbana do município, decorrentes de
eventos hidrológicos impactantes, nos últimos cinco anos,
registrado no sistema eletrônico da Secretaria Nacional de
Proteção e Defesa Civil (Fonte: S2ID):
RI030 Zero
Número de óbitos, na área urbana do município, decorrentes de
eventos hidrológicos impactantes, no ano de referência, registrado
no sistema eletrônico da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa
Civil (Fonte: S2ID):
RI031 Zero
Número de imóveis urbanos atingidos por eventos hidrológicos
impactantes, no ano de referência RI032 S/I
Número de enxurradas na área urbana do município, no ano de
referência, que não foi registrado no sistema eletrônico (S2ID) da
Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil:
RI064 2
Número de alagamentos na área urbana do município, no ano de
referência, que não foi registrado no sistema eletrônico (S2ID) da
Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil:
RI065 2
Número de inundações na área urbana do município, no ano de
referência, que não foi registrado no sistema eletrônico (S2ID) da
Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil:
RI066 2
Número de pessoas desabrigadas ou desalojadas na área urbana do
município devido a eventos hidrológicos impactantes, no ano de
referência, que não foi registrado no sistema eletrônico (S2ID) da
Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil:
RI067 Zero
Número de óbitos na área urbana do município decorrentes de
eventos hidrológicos impactantes, no ano de referência, que não foi
registrado no sistema eletrônico (S2ID) da Secretaria Nacional de
Proteção e Defesa Civil:
RI068 Zero
Quantidade de enxurradas, alagamentos e inundações nos últimos
5 anos RI069 6
Quantidade de óbitos por eventos pluviométricos nos últimos 5
anos
RI070 Zero
Quantidade de desabrigados ou desalojados por eventos
pluviométricos nos últimos 5 anos RI071 Zero
Fonte: SNIS (2022).
Os dados apresentados no quadro acima evidenciam que, nos últimos 5 (cinco)
anos, o município vivenciou 6 (seis) eventos hidrológicos significativos e críticos, tais
como enxurradas, enchentes e inundações.
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233
O SNIS evidencia que no município não existem sistemas de alerta de riscos
hidrológicos (alagamentos, enxurradas, inundações), como também o mapeamento
(integral) de áreas de risco de inundação dos cursos d'água urbanos. Sendo assim, uma
situação preocupante pelo alto histórico de eventos hidrológicos significativos e críticos
que foram citados pela Prefeitura Municipal ao SNIS (2022).
3.5.4 MANUTENÇÃO DO SISTEMA DE DRENAGEM
Conforme o SNIS (2022), aconteceram as seguintes intervenções ou manutenções
no sistema de Drenagem e Manejo das Águas Pluviais Urbanas ou nos cursos d'água da
área urbana do município:
• Dragagem ou desassoreamento de canais abertos;
• Limpeza de bocas de lobo e poços de visita;
• Limpeza e desobstrução de redes e canais fechados;
• Manutenção ou recuperação de sarjetas;
• Manutenção ou recuperação estrutural de redes e canais.
3.5.5 ARRANJO INSTITUCIONAL DO SISTEMA DE PLANEJAMENTO E GESTÃO
A gestão do sistema de drenagem pluvial é realizada pela Secretaria Municipal de
Saneamento e Drenagem (SESAD). Para desempenho de suas atividades, a secretaria
conta com a seguinte estrutura básica:
a. Secretaria Municipal de Saneamento e Drenagem;
b. Subsecretaria Municipal de Saneamento e Drenagem - Compete a
responsabilidade pela Secretaria na ausência do Secretário e
também pela criação e elaboração de novos projetos para serem
desenvolvidos pela Pasta, bem como em todas as suas
distribuições em cada projeto desenvolvido, auxiliando o
Secretário no direcionamento dos expedientes.
c. Coordenadoria da Unidade de Saneamento - Coordena a realização
de diagnósticos, estudos, projetos e orçamentos de obras de
infraestrutura; elaborando políticas públicas voltadas ao
saneamento do Município.
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234
d. Coordenadoria da Unidade de Drenagem – Gerência, elaboração e
supervisionamento de estudos técnicos visando atualizar e instruir
sobre os critérios de projetos de macro e microdrenagem do
Município.
e. Gerência de Drenagem - Suporte e assessoramento ao
Coordenador da Unidade de Drenagem em suas atribuições.
f. Gerência de Saneamento - Suporte e assessoramento ao
Coordenador da Unidade de Drenagem em suas atribuições e aos
seus superiores hierárquicos.
g. Supervisor I de Saneamento - Suporte e assessoramento ao
Coordenador da Unidade de Saneamento em suas atribuições.
h. Supervisor II - Suporte e assessoramento à Gerência
Administrativa, em suas atribuições.
i. Encarregado - Chefiar o atendimento ao público em geral.
Nos serviços relativos à Drenagem e Manejo de Águas Pluviais Urbanas no
município de Armação dos Búzios, em 2022, foram registradas pelo SNIS o quantitativo
de 2 pessoas alocadas nessas atividades próprias da administração pública municipal,
além de 40 pessoas terceirizadas alocadas nessas atividades.
Na gestão de riscos e respostas aos eventos de enchentes e demais catástrofes
associadas à drenagem urbana, o SNIS (2022) informa que no município de Armação
dos Búzios estas questões ficam a cargo de algumas instituições, como a Coordenação
Municipal da Defesa Civil (COMDEC) e Unidade do Corpo de Bombeiros.
3.5.6 IDENTIFICAÇÃO DE PLANOS, PROGRAMAS E PROJETOS EM
DESENVOLVIMENTO, JÁ DESENVOLVIDOS OU EM ELABORAÇÃO NA
TEMÁTICA DE DRENAGEM URBANA
Entre as ações em desenvolvimento no município de Armação dos Búzios,
encontra-se em elaboração o projeto de criação do Parque Lagoa de Geribá, unidade de
conservação voltada à proteção ambiental e ordenamento do entorno da lagoa. A
proposta integra ações de drenagem urbana com diretrizes de recuperação ecológica e
qualificação urbana.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
235
O projeto contempla intervenções voltadas à recuperação ecológica e
requalificação urbana do entorno, com foco na proteção do espelho d’água e na
melhoria da paisagem urbana.
A iniciativa busca garantir a preservação da Lagoa de Geribá como patrimônio
ambiental e funcional do território, com efeitos positivos sobre a gestão do solo, da
drenagem e da qualidade ambiental da região.
Além disso, em meados de 2023, foi realizado o projeto de canalização do Valão
de Cem Braças, uma importante intervenção para o sistema de drenagem do município.
O canal, que anteriormente sofria obstruções recorrentes com chuvas fortes, passou a
ser estruturado para ampliar a capacidade de escoamento e reduzir os alagamentos. A
obra teve como objetivo beneficiar diretamente os bairros de Cem Braças, Capão,
Tucuns e São José, que historicamente sofriam com inundações.
3.5.7 DESPESAS DE CUSTEIO E INVESTIMENTO
No ano de 2022, o município de Armação dos Búzios registrou uma despesa global
de R$ 45.000.000,00 em relação aos serviços de Drenagem e Manejo das Águas Pluviais
Urbanas, o que representa uma parcela de 19% da despesa total do município. É
importante ressaltar que esse mesmo valor também corresponde ao montante investido
pelo município na área de drenagem.
Adicionalmente, de acordo com o SNIS (2022), não existe nenhuma forma de
cobrança pelos serviços de Drenagem e Gestão das Águas Pluviais Urbanas no
município de Armação dos Búzios.
Além disso, é relevante destacar que os recursos para custear esses serviços
provêm exclusivamente do orçamento geral do município, conforme indicado pelo SNIS
em 2022.
3.5.8 CONTRATOS DE SERVIÇOS
Este item tem como objetivo principal a compreensão dos contratos mais
relevantes relacionados a Drenagem Urbana e Manejo de Águas Pluviais no município
de Armação dos Búzios.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
236
Dessa forma, realizou-se um levantamento de contratos vigentes de serviços
destinados a atender as demandas da população do município. Até o presente momento
da realização deste documento (outubro de 2024), foram encontrados 2 contratos
atualmente vigentes no município, conforme Quadro 37.
Quadro 37 - Contratos Vigentes em Serviços relacionados a Drenagem Urbana e Manejo de
Águas Pluviais em Armação dos Búzios.
Secretaria Contrato Vigência Tipo Valor Objeto
Secretaria
municipal
de
Saneamento
e Drenagem
003/2024 03/10/2025 Aditivo
de Prazo R$ 4.786.560,00
Adesão a ata de registro
de preços nº 08/2021,
oriunda do pregão
presencial nº 002/2021,
cujo objeto consiste na
futura contratação de
empresa especializada
para prestação de serviço
de melhoria nas redes de
drenagem pluvial e/ou
saneamento, implantação
e restauração de
pavimentos dentre
outros, com locação de
equipamentos, com mão
de obra para execução
dos serviços.
Secretaria
de Obras e
Projetos
014/2024 31/12/2024 Aditivo
de Prazo
Prorrogação do prazo de
vigência do Contrato nº
039/2014, relativo à
Contratação de empresa
especializada em serviços
de Engenharia para
serviço de terraplanagem,
drenagem e
pavimentação do Bairro
Boa Vista, Lote 01.
Fonte: Prefeitura Municipal de Armação dos Búzios (2024), adaptado por Autoria Própria (2024).
3.5.9 ANÁLISE CRÍTICA DO SISTEMA DE DRENAGEM E MANEJO DE ÁGUAS
PLUVIAIS
Em Armação dos Búzios, a gestão e execução dos serviços relacionados à
Drenagem Urbana e ao Manejo de Águas Pluviais estão sob a responsabilidade da
Secretaria Municipal de Saneamento e Drenagem (SESAD). Como destacado no Item
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
237
Contratos de Serviços, a Prefeitura tem realizado, nos últimos anos, contratações com
o objetivo de ampliar e conservar o sistema de drenagem urbana.
Esses contratos abrangem não apenas a construção de novas redes de drenagem,
mas também a restauração e modernização de sistemas existentes, a fim de garantir sua
eficiência.
Além disso, as intervenções englobam a instalação de componentes correlatos,
como bueiros e galerias pluviais, e que são elementos essenciais para assegurar a
mitigação de impactos gerados por chuvas intensas e enchentes. Com a crescente
demanda por infraestrutura adequada, principalmente em áreas de expansão urbana, a
SESAD tem priorizado a execução de obras de grande porte, buscando melhorar a
resiliência da cidade frente aos desafios climáticos e urbanos.
Além disso, conforme constatado nos dados do Sistema Nacional de Informações
sobre Saneamento (SNIS), em 2022, o município apresentou despesa de R$
45.000.000,00 em relação aos serviços de Drenagem e Manejo das Águas Pluviais
Urbanas, e que representou 19% da despesa total do município. No entanto, não há
cobrança específica para esses serviços no município, sendo os recursos provenientes
apenas do orçamento geral.
Assim, é notável o comprometimento da administração municipal com a
contratação de serviços para expandir a infraestrutura de drenagem, garantir sua
manutenção e conservação.
As principais áreas de risco no município, relacionadas a eventos hidrológicos, são
resultado de problemas de microdrenagem. Esses problemas decorrem, principalmente,
da extrapolação da capacidade de escoamento dos sistemas de drenagem urbana e
acúmulo de água (esgotos + águas pluviais) em ruas, calçadas, lotes e edificações em
decorrência de precipitações intensas.
Além disso, a falta de manutenção regular das redes de microdrenagem também
contribui significativamente para o aumento dos riscos e a vulnerabilidade do município
a inundações e outros impactos adversos.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
238
É crucial destacar que a falta de um cadastro técnico detalhado e a ausência de
um Plano Diretor de Drenagem voltado à gestão da drenagem urbana podem resultar
em respostas inadequadas por parte das autoridades em futuros eventos hidrológicos.
Essa deficiência estrutural e de manutenção tem o potencial de agravar
significativamente os impactos desses eventos sobre as áreas urbanas do município,
expondo-o a uma gestão inadequada e a uma maior vulnerabilidade diante de
enchentes, e outros desastres relacionados.
Além disso, é fundamental a criação de um Programa de Manutenção Sistemática
do Sistema de Microdrenagem, com ações periódicas de manutenção preventiva. Entre
as medidas necessárias, estão a varrição e remoção de entulhos nas vias públicas,
limpeza regular das bocas de lobo, substituição de bocas de lobo danificadas e a limpeza
dos ramais e galerias de águas pluviais, garantindo o bom funcionamento da
infraestrutura de drenagem e a prevenção de inundações. Ademais, a ausência de
manutenção sistemática nas galerias pluviais compromete diretamente o desempenho
das captações em tempo seco (CTS). O acúmulo de sedimentos e resíduos na rede de
drenagem, especialmente a montante das CTS, reduz a capacidade de escoamento e
favorece extravasamentos em períodos chuvosos, resultando em impactos ambientais
negativos nos corpos hídricos do município.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
239
3.6 PROGRAMAS E PROJETOS
Neste tópico serão abordados os Programas e Projetos existentes no município de
Armação dos Búzios. Esses projetos têm como pontos em comum a preocupação com
o meio ambiente e o bem-estar social.
Programa Portas Abertas
O programa proporciona visitas qualificadas e inovadoras de diversos públicos às
instalações da Concessionária Prolagos, incluindo estações de tratamento de esgoto,
estações de tratamento de água e o Centro de Controle Operacional. A iniciativa busca
promover o entendimento do trabalho realizado pela Concessionária, oferecendo uma
experiência direta e informativa sobre os benefícios do saneamento. O objetivo é
fortalecer a licença social para operar, aproximando a comunidade e outros atores do
setor ao mostrar a importância e o impacto positivo dos serviços de saneamento.
Estação Fonte do Saber
A construção de um espaço científico e lúdico sobre o ciclo da água e o tratamento
do esgoto tem como objetivo promover a educação ambiental. Localizado na sede do
Campus Cabo Frio da Universidade Veiga de Almeida, esse espaço cultural oferece uma
abordagem interativa e educativa, permitindo que os visitantes aprendam sobre a
importância da água e os processos envolvidos no tratamento de esgoto. A iniciativa
busca conscientizar a comunidade sobre questões ambientais e incentivar práticas
sustentáveis.
Projeto Pioneiros
O projeto visa valorizar a educação como um meio de desenvolvimento pessoal e
profissional, capacitando jovens participantes e aprofundando seu conhecimento sobre
o mercado de trabalho, especialmente no setor de saneamento básico. Por meio de uma
imersão no universo corporativo, os jovens têm a oportunidade de entender melhor as
dinâmicas do setor. Ao final da capacitação, eles enfrentam o desafio de elaborar um
trabalho de conclusão de curso que proponha uma solução para um problema ou uma
melhoria nos serviços de saneamento de sua região.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
240
Prolagos no seu Bairro
A ação social da Concessionária Prolagos consiste em um projeto itinerante que
oferece diversos serviços comerciais em locais estratégicos. Entre os serviços
disponíveis estão a inclusão na Tarifa Social e negociações com condições especiais.
Além disso, a ação estabelece parcerias com outras empresas e órgãos atuantes na área
social. O objetivo do projeto é contribuir para a mudança de comportamento da
população em relação aos serviços de água e esgoto, fortalecendo a licença social da
empresa para operar e promovendo uma maior conscientização sobre a importância
desses serviços.
Projeto Viveiro
O projeto de produção de mudas nativas do bioma da Mata Atlântica tem como
objetivo o reflorestamento voluntário. Ele se dedica à produção de mudas de árvores
nativas, que são utilizadas em iniciativas de reflorestamento e doadas em parcerias com
ações socioambientais nos municípios da área de atuação, bem como com organizações
da sociedade civil. A iniciativa visa promover a recuperação ambiental e a
conscientização sobre a importância da preservação desse bioma.
Projeto Imersão
O Projeto Imersão é uma parceria entre a Concessionária Prolagos e a Universidade
Veiga de Almeida, focada no monitoramento da Lagoa de Araruama, do Rio Una e da
água bruta do Reservatório de Juturnaíba, na Bacia Hidrográfica Lagos São João. O
projeto realiza análises dos parâmetros físico-químicos da água conforme a Resolução
Conama 357/2005, avaliando lançamentos das ETEs, Rio Una e água bruta de
Juturnaíba. Além disso, o projeto incentiva pesquisas científicas e trabalhos acadêmicos
sobre o aproveitamento do lodo das ETEs e ETA para diversas aplicações.
Imersão Estatística Pesqueira
O projeto de Estatística Pesqueira na Lagoa de Araruama, patrocinado pela
Concessionária Prolagos, registrou um total de 263.462 kg de pescado em 2022,
322.044 kg em 2023, e 288.178 kg até maio de 2024. Esses dados mostram um
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
241
crescimento contínuo na atividade pesqueira, evidenciando os resultados positivos do
tratamento de esgoto na região. Isso reforça os benefícios do saneamento básico para
a população e o meio ambiente.
Projeto CaptaAção
O projeto, realizado em parceria com a Casa Museu Carlos Scliar, busca estimular o
pensamento crítico, reflexivo, a criatividade e a inovação entre os estudantes. Ele
atende alunos do 9º ano da rede pública municipal na área de concessão, promovendo
o pensamento reflexivo e fortalecendo a imagem positiva na comunidade. O objetivo é
criar uma rede de jovens multiplicadores na região.
Blue Keepers
O combate à poluição causada pelo descarte irregular de lixo nos mares e na Lagoa
de Araruama envolve coletas trimestrais de microlixo em praias como a do Forte (Cabo
Frio), Sudoeste (São Pedro), Popeye (Iguaba), dos Anjos (Arraial do Cabo), e Mangue e
Pedras (Búzios). Os dados coletados são inseridos na plataforma virtual de ação pela
água e oceano, vinculada ao pacto global da ONU. Em março de 2024, a Concessionária
Prolagos realizou o 1º Seminário de Prevenção e Combate ao Lixo nas Águas, reunindo
representantes do poder público, iniciativa privada, ONGs, academia e comunidade para
discutir políticas públicas e ações de prevenção.
Projeto Pacto pelas Águas
O programa de proteção e recuperação do meio ambiente e dos recursos hídricos
é coordenado pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e apoia iniciativas voltadas à
preservação de mananciais em áreas de interesse público. A Concessionária Prolagos
aderiu voluntariamente ao projeto e já realizou o reflorestamento de 15.000 m²,
contribuindo para a recuperação ambiental.
Bolsa Socioambiental
O Programa de Bolsas de Incentivo Socioambiental é voltado para Colônias e
Associações de Pescadores Artesanais que atuam na Lagoa de Araruama e que
cumpram os requisitos estabelecidos no regulamento. As bolsas têm como objetivo
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
242
fomentar a pesca sustentável e o beneficiamento do pescado, destinando recursos para
cursos profissionalizantes, melhorias e reformas das unidades, além da compra de
materiais de pesca.
Programa Afluentes
O Programa Afluentes, iniciado em 2012, é um programa de comunicação e
atendimento dirigido a presidentes de associações de moradores e lideranças
comunitárias. Seu objetivo é promover a integração entre essas associações e a
Concessionária Prolagos, estabelecendo um canal aberto de comunicação com a
comunidade. O programa permite que a empresa conheça as principais necessidades
dos moradores, ouça suas sugestões e opiniões sobre os serviços prestados, e avalie e
melhore seus processos e procedimentos. O público-alvo são as lideranças comunitárias
das cidades na área de Concessão da Prolagos.
Programa Saúde Nota 10
O Programa Saúde Nota 10, iniciado em 2012, é uma iniciativa de Educação
Ambiental direcionada a estudantes do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental da rede
pública de ensino. O programa inclui palestras, concursos de desenho e redação, e a
distribuição de cartilhas e brindes. Seu objetivo é despertar a consciência ambiental
entre os alunos, enfatizando a importância da conservação do meio ambiente e do uso
racional de água e esgoto tratados para melhorar a qualidade de vida. A abordagem é
interativa e lúdica, visando que os alunos compartilhem o conhecimento adquirido com
suas famílias. Ao educar as crianças, o programa busca influenciar também os adultos,
promovendo a sustentabilidade e a preservação ambiental de forma abrangente.
Programa De Olho no Óleo
O programa "De Olho no Óleo", lançado pela Concessionária Prolagos em parceria
com a ONG Reciclóleo, visa promover o descarte sustentável de óleo de cozinha usado
para proteger o meio ambiente. O óleo despejado em ralos e pias pode poluir a água,
entupir redes de esgoto e prejudicar o tratamento nas estações, além de atrair pragas e
causar doenças. Para combater esses problemas, há ecopontos para a coleta do óleo,
que será destinado à produção de biodiesel e sabão. Parte dos recursos gerados é
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
243
revertida para projetos sociais. O programa também integra ações educativas em
escolas, conscientizando sobre os impactos ambientais do descarte incorreto.
Programa Albatroz na Escola (PAE)
O Programa Albatroz na Escola (PAE) tem como objetivo sensibilizar educadores e
estudantes para a conservação dos albatrozes, petréis e dos ecossistemas costeiros e
marinhos como um todo.
O programa é voltado para alunos do Ensino Fundamental I e II, Ensino Médio e
Educação de Jovens e Adultos (EJA), e promove ações pedagógicas nas escolas,
formação continuada para professores e atividades interativas com a comunidade
escolar e pesqueira. Durante as ações, a equipe do projeto dialoga com os participantes
sobre a biologia dos albatrozes e petréis (aves ameaçadas de extinção presentes na
costa fluminense), destacando sua importância para o equilíbrio dos oceanos e suas
principais ameaças globais: a captura incidental pela pesca, as mudanças climáticas e a
poluição marinha por plásticos.
O PAE conta com patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras
Socioambiental, e o apoio institucional da R3 Animal, NEMA, Universidade Veiga de
Almeida (UVA - Cabo Frio), Instituto Federal do Espírito Santo (IFES - Piúma),
Universidade Federal de Rio Grande (FURG) e CEMAVE/ICMBio. Além das ações
educativas, o programa desenvolve pesquisas para subsidiar políticas públicas voltadas
à conservação da biodiversidade marinha.
Programa “Praia sem lixo é luxo”
A campanha “Praia sem lixo é um luxo” é uma iniciativa desenvolvida pela
Prefeitura de Armação dos Búzios, por meio da Secretaria do Ambiente, Pesca e
Urbanismo, com o objetivo de conscientizar a população e os visitantes sobre a
importância do descarte correto de resíduos nas praias.
A campanha destaca que o lixo descartado de forma inadequada representa não
apenas um problema de poluição visual e degradação da paisagem costeira, mas
também uma ameaça significativa à saúde pública e ao meio ambiente. Por meio de
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
244
ações educativas, a campanha busca reforçar a responsabilidade individual na
preservação das praias e do ecossistema marinho, incentivando cada pessoa a coletar e
descartar adequadamente seus resíduos, contribuindo para a sustentabilidade
ambiental e para a manutenção da atratividade turística do município.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
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245
CAPA DO PRODUTO 3
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246
4 PROGNÓSTICO
O planejamento dos serviços de saneamento básico perpassa por esboçar um
sistema que ofereça serviços adequados e compatíveis com o crescimento da população
e sua demanda.
Ao longo desse período, a população municipal futura será definida por previsão,
estruturada de modo criterioso com base na evolução demográfica do passado próximo,
a fim de que a margem de erro seja pouco significativa. Mesmo que a análise da
prospectiva populacional busque resultados confiáveis, é importante ressaltar que
poderão ocorrer eventos inesperados que modifiquem a trajetória prevista para o
crescimento populacional do Município.
Na projeção populacional há, inicialmente, 3 fatores fundamentais: os dados
censitários do IBGE, a tendência histórica de crescimento e a distribuição espacial da
população ao longo dos anos até o horizonte do projeto.
O município de Armação dos Búzios possui uma extensão territorial de 70.977
km² (IBGE, 2022). O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), através dos
censos demográficos, fornece uma base histórica confiável para subsidiar a projeção
populacional de Armação dos Búzios.
Como o objetivo de fomentar o entendimento das demandas futuras para os
serviços de saneamento básico do município de Armação dos Búzios, se vê a
necessidade de analisar a projeção populacional para um horizonte de planejamento de
20 (vinte) anos. Os resultados podem aprimorar a tomada de decisão e alinhar as
estratégias de forma a conseguir os resultados esperados.
A análise para elaborar a projeção populacional do município foi feita com base
em quatro modelos matemáticos, sendo eles as funções: linear, logarítmica, potencial e
exponencial. Para tanto, tendo em vista a experiência e o conhecimento técnico da
Concessionária de Água e Esgoto em relação à dinâmica populacional local, abrangendo
tanto a população fixa quanto a população flutuante do município, considerou-se os
dados fornecidos pelas mesmas referentes aos anos de 2022, 2023 e 2024. O Quadro
38 apresenta tais dados do município.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
247
Quadro 38 - População de Armação dos Búzios ao longo dos anos.
Ano População (hab)
2022 40.006
2023 40.419
2024 41.940
Fonte: Adaptado por Autoria Própria (2024); Concessionária Prolagos (2024).
Com base nos dados fornecidos referentes à população identificada e os cálculos
utilizando os modelos matemáticos, encontra-se o coeficiente do crescimento
populacional para cada modelo.
Mediante os resultados do crescimento populacional de cada modelo, foi
realizada uma análise utilizando o método de mínimos quadrados, com o intuito de
verificar qual a projeção é mais indicada para ser utilizada no estudo. O critério definido
desse método matemático é que o valor de erro encontrado seja mais próximo de 1. O
Quadro 39 apresenta os resultados desta análise.
Quadro 39 - R² mais próximo de 1.
Modelo R²
Linear 0,90138
Logarítmica 0,90130
Potencial 0,90377
Exponencial 0,90385
R² mais próximo de 1 Exponencial
Fonte: Autoria Própria (2024)
Dentre os quatros métodos matemáticos para o cálculo das projeções
populacionais, foi utilizado a função exponencial, por apresentar melhor resultado pelo
método de mínimos quadrados. O Quadro 40 apresenta o crescimento populacional de
Armação dos Búzios pelo horizonte de tempo de 20 anos que será utilizado para o
planejamento do PMSB.
Quadro 40 - Projeção do Crescimento Populacional de Armação dos Búzios.
Ano Projeção População
Fixa
Projeção População
Flutuante
Projeção População
Total
0 2024 41.940 29.358 71.298
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Ano Projeção População
Fixa
Projeção População
Flutuante
Projeção População
Total
1 2025 42.942 30.059 73.001
2 2026 43.967 30.777 74.744
3 2027 45.017 31.512 76.529
4 2028 46.093 32.265 78.358
5 2029 47.194 33.035 80.229
6 2030 48.321 33.825 82.146
7 2031 49.475 34.633 84.108
8 2032 50.657 35.460 86.117
9 2033 51.867 36.307 88.174
10 2034 53.105 37.174 90.279
11 2035 54.374 38.063 92.437
12 2036 55.673 38.972 94.645
13 2037 57.003 39.903 96.906
14 2038 58.364 40.856 99.220
15 2039 59.759 41.832 101.591
16 2040 61.186 42.832 104.018
17 2041 62.647 43.855 106.502
18 2042 64.143 44.903 109.046
19 2043 65.675 45.976 111.651
20 2044 67.243 47.074 114.317
Fonte: Autoria Própria (2024).
A projeção populacional para a região dos Lagos considera a população fixa como
a base predominante ao longo do ano. No entanto, nos meses de alta temporada —
janeiro, fevereiro e março —, essa dinâmica se altera devido à intensa presença de
turistas e visitantes. Durante esse período, a população total é calculada somando-se a
população fixa à população flutuante, formada principalmente por veranistas e turistas
que se instalam temporariamente na região.
4.1 PROGNÓSTICO DO PMSB
O prognóstico refere-se ao estudo de cenários e previsões de demanda que irão
definir o planejamento dos serviços de saneamento básico, visando a construção de um
futuro desejado pela sociedade, governos e empresas.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
249
O Decreto Federal n° 7.217/2010, que regulamenta a Lei n° 11.445/2007,
define em seu art. 25 que o PMSB deve abranger metas de curto, médio e longo prazo
para alcançar a universalização do acesso aos serviços, sendo admitidas soluções
graduais e progressivas.
Para ser obtida uma eficácia na implementação do prognóstico do PMSB, de
modo que os cenários e demandas sejam atendidos, cabe definir alguns conceitos
chaves:
• Diretriz: um norte para chegar à meta final, o objetivo geral;
• Estratégia: metodologia estabelecida para se atingir o objetivo, a diretriz;
• Meta: quanto se pretende fazer. Dentro da meta estão os indicadores (métricas)
e os prazos (delimitação de datas);
• Programa: conjunto de projetos e ações, administrados de forma integrada;
• Projeto: conjunto de ações empreendidas para atingir um objetivo específico;
• Ação: conjunto de atividades organizadas para atender um projeto
O nível hierárquico desses conceitos consta na Figura 84.
Figura 84 - Esquema de planejamento de ações.
Fonte: Autoria Própria (2024).
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
250
Através da diretriz estabelecida, as estratégias do processo de planejamento
determinarão as ações futuras. Deste modo, é importante que sejam construídos
cenários, pois assim serão refletidas e ensaiadas situações futuras possíveis, indicando
métodos de como alcançar os objetivos almejados, apresentados nos tópicos seguintes.
4.2 DESCRIÇÃO DOS CENÁRIOS
A construção de cenários permite a avaliação das condições atuais do município
e oferece uma visão prospectiva das transformações que poderiam ocorrer diante do
planejamento estratégico para aquela realidade. Para iniciar esse processo, são definidas
as variáveis ou fatores críticos que serão fundamentais para a tomada de decisão de
cada vertente do saneamento.
Serão definidos 3 tipos de cenário para análise: o Cenário Tendencial, o Cenário
Desejável e o Cenário Ideal, conforme esquematizado na Figura 85.
Figura 85 - Cenários para o planejamento estratégico.
Fonte: Autoria Própria (2024).
O Cenário Tendencial parte do pressuposto que a situação atual do município
terá continuidade, ou seja, não serão realizadas melhorias significativas que alterem as
condições vigentes. Neste cenário, a cobertura da prestação de serviços de saneamento
bem como sua gestão seguirão a tendência atual de comportamento.
No Cenário Desejável são previstas melhorias nas 4 vertentes do saneamento,
em busca da universalização. Porém, considera-se nesse cenário a limitação que o
município pode enfrentar para o desenvolvimento efetivo, considerando as questões
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
251
econômicas, sociais e ambientais, além da demanda dos recursos e investimentos no
setor.
Por fim, o Cenário Ideal considera uma melhoria significativa nas 4 componentes
do saneamento básico no município, alcançando a universalização. Nesse cenário, será
previsto o progresso dos serviços de saneamento em qualidade, quantidade e
regularidade.
4.3 PROGNÓSTICO DO SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA
Neste capítulo serão definidos os diferentes cenários diante das variáveis e
fatores críticos do sistema de abastecimento de água do município. Serão abordadas as
metas e soluções para esta vertente, tendo como referência as informações coletas no
diagnóstico de situação de Armação dos Búzios.
4.3.1 Definição dos Fatores Críticos
São considerados fatores críticos o conjunto de variáveis que afetam de forma
positiva e negativa o desempenho do sistema, afetando a qualidade, quantidade e
regularidade dos serviços prestados. Dessa forma, foram definidos os fatores que
interferem direta ou indiretamente o sistema de abastecimento de água de Armação
dos Búzios, conforme esquematizado na Figura 86.
Figura 86 - Fatores críticos adotados para definição dos cenários do Abastecimento de Água.
Fonte: Autoria Própria (2024).
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252
4.3.2 Matriz de Cenários
A elaboração de cenários, visando a melhor compreensão da dinâmica
demográfica atual e futura é de suma importância para o planejamento das ações que
atenderão as demandas dos serviços de abastecimento de água. Nesse sentido, os
Cenários Tendencial, Desejável e Ideal estão apresentados no Quadro 41.
Quadro 41 - Cenários de Armação dos Búzios para o Abastecimento de Água.
Cenário Tendencial Cenário Desejável Cenário Ideal
Existência do Comitê de bacia
hidrográfica
Execução das atividades e
ações do Comitê de bacia
hidrográfica
Execução e monitoramento das
atividades e ações do Comitê
de bacia hidrográfica
Grande dependência de um
único manancial de captação
Elaboração de estudo para
diversificação de mananciais de
captação
Diversificação de mananciais de
captação
Alto índice de hidrometração Manutenção do alto índice de
hidrometração
Manutenção e expansão do
índice de cobertura de
hidrometração para alcançar
100%.
Existência de furtos de água
realizado pelos caminhões pipa
clandestinos no sistema,
causando despressurização
Implementação gradual de
medidas de controle, incluindo
monitoramento, fiscalização,
visando reduzir furtos de água
Desenvolvimento de um
sistema integrado de gestão e
controle, com monitoramento
avançado, georreferenciamento
e ações preventivas e punitivas,
visando eliminar
Reservatórios operantes não
atendem crescimento
populacional e a sazonalidade
Ampliação dos reservatórios
existentes e implantação de
novas unidades para atender ao
crescimento populacional e
variações sazonais.
Desenvolvimento de sistema
integrado de reservação,
automatizado e com
capacidade para atender
demandas futuras e garantir
segurança hídrica.
Manutenção do sistema atual
com uso frequente de bombas
móveis como solução
emergencial para atender ao
crescimento populacional na
alta temporada
Implementação de melhorias
estratégicas na infraestrutura
existente, reduzindo a
dependência de medidas
emergenciais durante a alta
temporada
Implementação de melhorias
estratégicas na infraestrutura
existente, eliminando medidas
emergenciais durante a alta
temporada
Fonte: Autoria Própria (2024).
4.3.3 Procedimentos Operacionais e Especificação Mínima a serem Adotadas no
Serviço de Abastecimento de Água
Os fenômenos naturais extremos que mais afetam as atividades humanas no país
são predominantemente de natureza climática. Apesar de serem ocorrências naturais, a
intervenção humana em áreas urbanas e rurais ao longo do tempo tem intensificado sua
frequência, severidade e alcance geográfico.
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253
Além disso, a expansão urbana desordenada acarreta várias consequências
negativas para o meio ambiente, incluindo:
• Sobrecarga no sistema de drenagem urbana, devido ao crescimento da
impermeabilização do solo e à redução da capacidade de infiltração;
• Desaparecimento da vegetação devido à expansão de superfícies
impermeáveis, resultando na diminuição da capacidade de absorção da
água no solo e no aumento da velocidade de escoamento;
• Escassez e degradação da qualidade dos recursos hídricos;
• Acúmulo de detritos sólidos nos componentes do sistema de drenagem,
como canais, bueiros e caixas de esgoto, obstruindo essas estruturas e
causando transbordamentos durante períodos de chuvas intensas;
• Crescimento da densidade populacional em áreas, especialmente aquelas
com baixo potencial de valorização imobiliária, o que intensifica a
velocidade do escoamento superficial, aumentando o potencial de erosão
do solo e contribuindo para o transporte de sedimentos e o assoreamento
de rios e lagos. Isso reduz a capacidade de armazenamento desses corpos
d'água, elevando o risco de inundações.
Pelas características topográficas do município de Armação dos Búzios se percebe
que uma grande parcela de sua área possui uma topografia suave, principalmente na
região urbana da Sede e nos outros demais distritos. Essas áreas com baixas
declividades podem apresentar uma situação de dificuldade para a distribuição de água,
devido à necessidade de sistemas de bombeamento para garantir pressão adequada na
rede. Tal situação pode comprometer a eficiência do sistema de abastecimento e será
evidenciada nos tópicos a seguir, onde serão apresentados os principais desafios
identificados no município de Armação dos Búzios, tendo como base o histórico
operacional e as características do sistema existente.
4.3.3.1 Manancial
Mananciais são todas as fontes de água, superficiais ou subterrâneas, que podem
ser usadas para fins de abastecimento público, devendo assim conter quantidade e
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254
qualidade de água adequados ao uso. Podemos citar como exemplos os rios, lagos,
represas e lençóis freáticos.
A formação de um manancial está intrinsecamente ligada aos processos
hidrológicos naturais, como o escoamento superficial das águas pluviais, o afloramento
de águas subterrâneas e, em algumas regiões, o derretimento da neve em áreas
montanhosas.
Uma característica distintiva dos mananciais superficiais é sua vulnerabilidade a
diferentes formas de contaminação, devido à sua exposição direta ao ambiente. Estes
corpos d'água podem ser afetados por diversos fatores, incluindo o aporte de materiais
grosseiros, o lançamento inadequado de efluentes domésticos e industriais, e acidentes
envolvendo substâncias químicas. Além disso, suas características físico-químicas e
biológicas podem apresentar variações significativas ao longo do ano, especialmente em
áreas onde a proteção das margens é deficiente.
É importante ressaltar que eventos climáticos intensos, como chuvas torrenciais,
podem alterar significativamente a qualidade da água em ambos os tipos de mananciais,
principalmente através da ressuspensão de sedimentos previamente depositados. Esta
característica torna necessária a implementação de sistemas de tratamento mais
robustos para garantir a potabilidade da água destinada ao consumo humano. No
mínimo, as águas provenientes de mananciais superficiais devem passar por processos
de filtração e desinfecção antes de serem distribuídas à população.
O principal manancial que abastece o sistema de água em Armação dos Búzios é
a Represa de Juturnaíba, localizada sobre a Bacia do Rio São João. Construída em 1980,
a represa possui uma área de drenagem de 1.360 km², equivalente a 62% da área total
da bacia. Este sistema é alimentado pelos rios São João, Capivari, Bacaxá e das Onças,
com as seguintes contribuições principais:
• Bacia do Alto e Médio São João: 650 km²
• Bacia do Rio Bacaxá: 510 km²
• Bacia do Rio Capivari: 200 km²
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255
A Represa de Juturnaíba tem como principais objetivos aumentar a
disponibilidade hídrica para garantir o abastecimento regular, controlar as cheias na
baixada do Rio São João e atender à irrigação agrícola de 31.800 hectares nessa região,
que foi selecionada pelo Proálcool para diversos cultivos. Com um formato irregular, a
represa apresenta quatro braços distintos: o Braço Norte, que corresponde ao brejo
inundado do vale do Rio São João, e o Braço Central, que abrange o vale submerso do
Rio das Onças.
A operação e manutenção da represa são de responsabilidade da Concessionária
Prolagos. A barragem e suas estruturas associadas seguem os seguintes procedimentos:
• Manutenção das barragens de terra:
- Inclui inspeções periódicas para monitorar erosões, estabilidade dos taludes e
resistência do solo.
-A vegetação é cortada e removida quinzenalmente ou conforme necessário para
garantir a integridade das estruturas e permitir inspeções adequadas.
- O monitoramento é realizado com piezômetros e medidores de nível de água
para avaliar a pressão e o nível da água nas fundações e no interior do maciço.
• Manutenção das estruturas de concreto:
- Abrange o vertedouro tipo labirinto (4 módulos), descarregadores de fundo (2
unidades com comportas manuais) e dissipadores de energia.
- As comportas seguem operação conforme o Manual de Operação aprovado
pela AGENERSA.
• Níveis de Operação:
- A operação ideal da represa mantém a cota em 8,4 metros. Quando o nível
está abaixo desta cota, uma comporta do descarregador de fundo é aberta para
garantir a vazão mínima ao Rio São João, sendo fechada tão logo o nível retorne ao
normal.
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256
• Inspeções de Segurança:
- São realizadas as seguintes inspeções, em conformidade com a Resolução INEA
nº 165/2018:
• Inspeção de Segurança Regular (ISR):
- Realizada anualmente para avaliar o estado de conservação e possíveis
anomalias que afetem a segurança da barragem.
• Inspeção de Segurança Especial (ISE):
- Realizada em situações específicas, como construção, desativação ou
incidentes.
• Revisão Periódica de Segurança da Barragem (RPSB):
- Realizada a cada dois anos, devido à classificação da barragem como "Classe A".
Esta revisão avalia o estado geral de segurança da barragem e propõe medidas para
manutenção e melhorias.
4.3.3.2 Captação
A unidade de captação de água escolhida para o abastecimento público pode ser
classificada de acordo com o tipo de manancial, com duas categorias principais:
captação superficial e captação subterrânea. Cada tipo exige a coleta de informações
específicas, dependendo do manancial selecionado, como mostra o Quadro 42.
Quadro 42– Informação necessária por tipo de captação.
Captação Superficial Captação Subterrâneo
Nome do manancial Aspectos geológicos regionais e locais
Bacia hidrográfica pertencente Aspectos hidrogeológicos dos poços existentes na área
de projeto ou entorno
Localização Previsão da quantidade de poços necessários para
atender à demanda do projeto
Vazões Descrição das principais fontes de poluição
Pluviometria -
Dados da qualidade da água -
Fonte: Autoria Própria (2024).
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257
O projeto de captação deve passar por uma análise técnica, seguindo normas da
ABNT e legislações ambientais, a fim de assegurar eficiência operacional e reduzir
impactos ao ecossistema.
O Sistema de Abastecimento de Água de Armação dos Búzios tem como principal
fonte a Lagoa de Juturnaíba, com captação de água bruta superficial a uma vazão média
de 7.200 m³/h, operando continuamente 24 horas por dia. A água é direcionada para
duas Estações de Tratamento de Água (ETAs): ETA I e ETA II.
4.3.3.3 Adução
A adução refere-se ao transporte da água bruta captada até as estações de
tratamento. Este transporte é realizado por meio de tubulações ou canais, que devem
ser projetados para minimizar perdas e garantir a integridade da água ao longo do
percurso. O sistema de adução deve ser cuidadosamente planejado para lidar com
variações no fluxo e garantir a entrega contínua de água à planta de tratamento.
Para a etapa de adução são necessárias as principais informações das adutoras
de água bruta e tratada, como: diâmetro, comprimento, tipo de material das tubulações,
dispositivos especiais, pressões e vazões. Além disso, na etapa do planejamento devem
ser considerados os cursos d’água, as rodovias, ferrovias, bem como a topografia local.
A água tratada nas Estações de Tratamento de Água Juturnaíba (ETA I e ETA II) é
transportada para o reservatório de água tratada por meio de três linhas paralelas, que
funcionam como um ponto de transição entre os sistemas de recalque e gravidade. Cada
linha possui 2.550 metros de extensão.
A primeira linha, com diâmetro de 600 mm, corresponde à antiga adutora Bacaxá,
anteriormente operada pela Cia. Álcalis. A segunda linha, com diâmetro de 700 mm, foi
implantada durante a ampliação da ETA I em 1998. A terceira linha, construída
posteriormente, tem diâmetro de 1.000 mm.
Para atender o abastecimento do município de Armação dos Búzios, utiliza-se a
Subadutora Búzios, construída em ferro fundido e PEAD. Essa adutora possui um
diâmetro variável, com uma extensão total de 42,98 km.
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258
4.3.3.4 Unidades de bombeamento
Para o planejamento das unidades de bombeamento, são necessárias informações
como coordenadas de localização, identificando a disponibilidade de energia elétrica
nas proximidades para implantação. Além disso, são necessárias as características dos
equipamentos de bombeamento, como potência, vazão e altura manométrica.
Em Armação dos Búzios as unidades de bombeamento são uma parte essencial da
infraestrutura hídrica, distribuídas de forma estratégica pelo município para assegurar o
abastecimento de água em diversas áreas. Atualmente, 34 boosters estão em operação,
sendo fundamentais para a distribuição e pressurização da rede de água. A manutenção
e operação dessas unidades exigem monitoramento contínuo, com foco na eficiência
energética, na preservação do sistema e na garantia da qualidade do abastecimento de
água para a população local.
4.3.3.5 Tratamento
Na etapa de tratamento, devem ser definidas as etapas que o compõem, bem
como as especificações dos equipamentos e a capacidade. Além disso, para a escolha
do tipo de tratamento de água adequado devem ser assegurados os aspectos técnicos
e ambientais, atendendo os critérios de operação e a sustentabilidade econômica.
No caso da utilização de captação por poço tubular, deve ser previsto o tratamento
para atendimento à portaria do Ministério da Saúde para seguir os padrões de
potabilidade da água.
A Estação de Tratamento de Água (ETA) de Juturnaíba é um sistema complexo e
essencial para o abastecimento hídrico de Armação dos Búzios, composto por duas
unidades de produção: a ETA I (anteriormente Estação da Companhia Álcalis) e a ETA II
(unidade ampliada). Ambas operam com tratamento convencional, processando uma
vazão total de aproximadamente 1.800 L/s.
4.3.3.6 Reservação
Devido à natureza turística desta área de concessão, o Edital de Concorrência nº.
04/96, anexo IV – Descritivos Técnicos, adotou as seguintes premissas para a
elaboração do projeto básico:
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259
“c.1) Adotou-se como média anual de crescimento da população da região:
2% (dois por cento) para os próximos 25 (vinte e cinco) anos;
c.2) Adotou-se como relação entre a população residente e população
flutuantes (veraneio) o coeficiente de 1,5 (uma vírgula cinco), ou seja, no pico
de consumo projetou-se que a população total será 1,7 maior do que a
residente. Esta situação acontece 25% (vinte e cinco por cento) do período
anual.”
No entanto, a quantidade de pessoas nos municípios tem superado as previsões
contratuais, impactando na prestação do serviço. Na Região dos Lagos o período que
compreende a Alta Temporada corresponde aos meses de dezembro à Março de cada
ano. Neste período, historicamente a Região dos lagos recebe um número de turistas
05 (cinco) vezes superior à população residente, acima das melhores previsões, o que
impacta em todos os tipos de serviços, como mobilidade urbana, energia elétrica,
abastecimento e coleta de lixo.
No que se refere a defasagem de abastecimento por meio de tubulação ela pode
ser compensada imediatamente com a entrega de água por caminhão pipa, contratação
emergencial feita pela Concessionária para complementar o seu plano contingencial
inicialmente previsto. Desse modo, é importante os imóveis terem reservatórios para o
abastecimento independente de pelo menos 05 dias, pois tal fato reduziria o impacto
referido aos problemas com excesso de população, falta de energia ou rompimentos de
adutoras.
Relativamente à reservação de água, o Decreto Estadual nº 22.873/96 que
regulamenta a prestação de serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário
no Estado do Rio de Janeiro prevê em seu artigo 29:
Art. 29 - Toda edificação deverá ter reservatório de água que será
dimensionado de acordo com as prescrições das CONCESSIONÁRIAS ou
PERMISSIONÁRIAS, tendo em vista as condições e o regime de
abastecimento local, salvo se as condições permanentes de pressão na rede
previstas nos contratos de permissão ou concessão tornarem desnecessário
o reservatório.
Equivale dizer que mesmo com o sistema desligado o consumidor se mantém
abastecido pela água já recebida da Concessionária e adequadamente reservada.
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260
O município de Armação dos Búzios conta com 9 reservatórios responsáveis pela
distribuição de água tratada para a população, além de um reservatório de 5.000 m³,
que está interligado ao sistema de Cabo Frio (Reservatório Rasa).
4.3.3.7 Rede de Distribuição
Para a rede de distribuição projetada, são necessárias informações quanto a
setorização da rede de cobertura, bem como o diâmetro, comprimento e material das
tubulações utilizadas na instalação. Além disso, todos os dispositivos utilizados devem
ser caracterizados, informando todos os critérios, parâmetros, softwares e cálculos
utilizados para o dimensionamento da rede.
Para o município de Armação dos Búzios, de acordo com informações fornecidas
pela Concessionária, a rede de distribuição de água possui uma extensão total de
298,65 km.
4.3.3.8 Ligações Domiciliares
No dimensionamento das ligações domiciliares, torna-se necessária a
apresentação do método de cálculo ou da base de dados utilizada para a estimativa do
número de ligações e economias. Além disso, deve ser contemplado o número de
domicílios de início do plano, estimando a instalação obrigatória de micromedição e de
saída de água após o hidrômetro. A Figura 87 demonstra um esquema ilustrativo de
como são as ligações domiciliares.
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261
Figura 87 - Modelo de ligações domiciliares.
Fonte: Freepick (2024).
Em Armação dos Búzios, conforme informações da SINISA 2024, foram
registrados um total de 18.100 ligações ativas e cortadas de água. Esses números
refletem tanto as ligações atualmente em operação quanto as que foram desativadas
por diversos motivos, como inadimplência ou obras de readequação da rede.
4.3.4 Estudos para Demandas Futuras
O presente tópico tem como objetivo analisar as demandas futuras dos serviços
de abastecimento de água para o município de Armação dos Búzios, informação que é
de extrema importância para elaborar um instrumento de gestão eficiente e auxiliar na
definição dos programas, projetos e ações, considerando o comportamento futuro das
demandas de consumo de água.
4.3.4.1 Coeficiente de Consumo Per Capita
O "per capita" de uma comunidade é obtido, relacionando o consumo total de
água por dia pelo número total da população. O volume de água consumida por uma
população varia conforme a existência ou não de abastecimento público, a proximidade
de água do domicílio, o clima, os hábitos da população. Havendo abastecimento público,
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262
varia, ainda, segundo a existência de indústria e de comércio, a qualidade da água e o
seu custo.
A literatura destaca como principais fatores que influenciam no consumo de
água: condições climáticas (temperatura, precipitação e umidade), características
socioeconômicas, época do ano, tipo do bairro (comercial, residencial, industrial ou
agrícola), valor da tarifa, propriedades das instalações e equipamentos hidráulicosanitários dos imóveis (YASSUDA et. al., 1976; VON SPERLING, 1995).
Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), 110 litros de água por dia é
suficiente para atender as necessidades básicas de uma pessoa.
De acordo com dados fornecidos pela Concessionária, o per capita do município
de Armação dos Búzios é de 155 L/hab.dia, sendo esse valor utilizado na projeção do
Sistema de Abastecimento de Água.
4.3.4.2 Coeficiente de Maior Consumo
No Sistema de Abastecimento de Água ocorrem variações de consumo
significativas, que podem ser anuais, mensais, diárias, horárias e instantâneas. No
projeto Sistema de Abastecimento de Água, algumas dessas variações de consumo são
levadas em consideração no cálculo do volume a ser consumido. São elas:
• Diária: ao longo do ano, haverá um dia em que se verifica o maior
consumo. É utilizado o coeficiente do dia de maior consumo (K1), que é
obtido da relação entre o máximo consumo diário verificado no período
de um ano e o consumo médio diário. Como não foi disponibilizado o
histórico de consumo ao longo dos anos, adotou-se o valor de: K1 = 1,20.
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263
Figura 88 - Variação do Consumo Durante 1 ano (SAA).
Fonte: Tsutiya (2004).
• Horária: ao longo do dia têm-se valores distintos de pique de vazões
horários. Entretanto haverá “uma determinada hora” do dia em que a
vazão de consumo será máxima. É utilizado o coeficiente da hora de maior
consumo (K2), que é a relação entre o máximo consumo horário verificado
no dia de maior consumo e o consumo médio horário do dia de maior
consumo. O consumo é maior nos horários de refeições e menores no
início da madrugada. Da mesma forma, adotou-se o valor proposto de: K2
= 1,50.
O coeficiente K1 é utilizado no cálculo de todas as unidades do sistema,
enquanto K2 é usado apenas no cálculo da rede de distribuição.
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264
Figura 89 - Variação do Consumo Horário (SAA).
Fonte: Tsutiya (2004).
4.3.4.3 Reservação
Com relação ao volume de reservação requerido, Adotou-se:
• Volume de reservação = 1/3 do volume máximo diário (m³).
4.3.4.4 Índice de Atendimento
A Lei nº 11.445/2007 regulamenta os serviços de saneamento que são prestados
pelos estados ou municípios, compreendendo o abastecimento de água, tratamento de
esgoto, destinação das águas das chuvas nas cidades e lixo urbano, que são regulados
pelas agências infracionais, as quais podem ser municipais, intermunicipais ou estaduais.
A Lei n°14.026/2020 atualiza o Marco Legal do Saneamento, e, por sua vez, modifica
alguns artigos da Lei n°11.445/2007.
Um dos pontos de atenção da nova Lei é que, pelo Novo Marco do Saneamento,
todos os contratos deverão ter como foco metas de universalização, garantindo que
99% da população seja abastecida com água potável e 90% da população com coleta e
tratamento de esgoto até 31 de dezembro de 2033, com exceção a locais que estudos
licitatórios apontarem inviabilidade financeira para esta data, onde para estes casos
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265
ficará permitido a extensão do prazo, desde que não ultrapasse 1 de janeiro de 2040 e
a Agência Reguladora confirme a veracidade.
Os estudos deverão ser elaborados apresentando metas progressivas e graduais
da expansão, sem intermitência do abastecimento e da melhoria dos processos.
Como é possível observar na Quadro 43, segundo os dados do SNIS, o município
de Armação dos Búzios ainda não alcançou a universalização do Serviço de
Abastecimento de Água, sendo assim, respeitando o Novo Marco Legal do Saneamento,
a universalização do serviço será atingida no ano 02 (dois) de projeto, quando 99% da
população será atendida com redes de distribuição de água própria para consumo.
Quadro 43 - Índice de atendimento de água de Armação dos Búzios.
Período do Plano Ano Índice de Atendimento
0 2024 97,6%
1 2025 98%
2 2026 99%
3 2027 99%
4 2028 100%
5 2029 100%
6 2030 100%
7 2031 100%
8 2032 100%
9 2033 100%
10 2034 100%
11 2035 100%
12 2036 100%
13 2037 100%
14 2038 100%
15 2039 100%
16 2040 100%
17 2041 100%
18 2042 100%
19 2043 100%
20 2044 100%
Fonte: Autoria Própria (2024).
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266
4.3.4.5 Projeção de Demandas
Considerando as premissas anteriormente citadas e a projeção de demandas para
o município de Armação dos Búzios, são apresentadas informações sobre o prognóstico
dos componentes do sistema de abastecimento de água.
4.3.4.6 Captação e Produção de Água
Como supracitado, o município de Armação dos Búzios tem como principal fonte
de captação de água bruta a Lagoa de Juturnaíba, com capacidade de captação de 2.000
L/s. Para o presente estudo, propõe-se a utilização desta unidade para atendimento de
todo o território, apresentando assim a necessidade de ampliação de sua capacidade de
produção para compatibilização com a demanda de futura de tratamento de água.
A projeção de demanda futura para o sistema de abastecimento de água
considera a necessidade de atender à população prevista para o horizonte final do
projeto. Contudo, a captação planejada no Rio São João foi invalidada devido à presença
de salinidade no ponto inicialmente previsto, consequência direta da influência da maré.
Diante desse cenário, estima-se que seja necessária uma ampliação da vazão do
sistema em até 400 L/s. Para atingir esse volume, propõe-se uma abordagem
combinada:
• Ampliação da Captação: A execução de obras e intervenções que
aumentem a capacidade de captação em 300 L/s, garantindo que a nova
estrutura seja resistente a condições adversas, como a intrusão salina.
• Redução de Perdas: Implementação de medidas de controle e
modernização da rede de distribuição para reduzir as perdas físicas e
comerciais de água para 30% ao ano. Essa estratégia é projetada para
proporcionar um ganho adicional de 100 L/s, otimizando o uso do recurso
captado.
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267
4.3.4.7 Tratamento
O tratamento de água bruta realizado nos dois sistemas responsáveis pelo
abastecimento de água no município, atende aos parâmetros exigidos pela legislação
vigente para consumo humano, conforme apresentado no Diagnóstico (Produto 02).
Conforme disposto no Quadro 44, levando em consideração a premissa de que
todo o tratamento de água do município de Armação dos Búzios será realizado por meio
da ETA I e II, cuja capacidade total é de 2.000 L/s, não há a necessidade de ampliação
de sua estrutura. Deste modo, observa-se que o quantitativo atual é suficiente para
atender a demanda requerida pela população dos municípios que fazem parte do
sistema integrado no horizonte de 20 anos.
Quadro 44 - Projeção de demanda.
Ano Vazão Média
(L/s)
Vazão de
Perdas (L/s)
Vazão Total
Diária (L/s)
Produção Existente
(L/s)
2024 755,0 323,6 1229,5 1800,0
2025 779,1 333,9 1268,7 1800,0
2026 790,0 322,7 1270,7 1800,0
2027 817,5 325,9 1306,8 1800,0
2028 829,0 306,6 1301,4 1800,0
2029 840,7 318,9 1327,7 1800,0
2030 852,5 307,4 1330,4 1800,0
2031 864,5 303,7 1341,1 1800,0
2032 876,7 300,1 1352,1 1800,0
2033 889,0 294,8 1361,5 1800,0
2034 901,5 295,7 1377,5 1800,0
2035 914,2 299,9 1396,9 1800,0
2036 927,1 304,1 1416,6 1800,0
2037 940,1 308,4 1436,5 1800,0
2038 953,3 312,7 1456,7 1800,0
2039 966,8 317,1 1477,2 1800,0
2040 980,4 321,6 1498,0 1800,0
2041 994,2 326,1 1519,1 1800,0
2042 1008,2 330,7 1540,5 1800,0
2043 1022,3 335,3 1562,2 1800,0
2044 1036,7 340,1 1584,1 1800,0
Fonte: Autoria Própria (2024).
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Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
268
4.3.4.8 Reservação
A reservação do sistema de abastecimento de água do município de Armação dos
Búzios conta com 9 reservatórios. Conforme apresentado no Quadro 45, há
necessidade de ampliação de sua capacidade, uma vez que a reservação existente não
é suficiente para atender à demanda requerida pela população ao longo dos 20 anos.
Quadro 45 - Projeção de reservação.
Ano Reservação
Existente (m³)
Reservação Requerida
(m³) Superávit/Déficit (m³)
2024 4095 3284,8 810,2
2025 4095 3516 579,0
2026 4095 3611,3 483,7
2027 5095 3672 423,0
2028 5095 3771,7 323,3
2029 5095 3835,5 259,5
2030 5095 3900,7 194,3
2031 5095 3967,1 127,9
2032 5095 4035 60,0
2033 5095 4104,3 -9,3
2034 5095 4202,2 -107,2
2035 5345 4302,6 -207,6
2036 5345 4405,4 -310,4
2037 5345 4510,7 -415,7
2038 5345 4618,4 -523,4
2039 5345 4728,8 -633,8
2040 5345 4841,7 -746,7
2041 5345 4957,3 -862,3
2042 5345 5075,7 -980,7
2043 5345 5196,9 -1101,9
2044 5345 5321 -1226,0
Fonte: Autoria Própria (2024).
Sendo assim, é prevista a ampliação da reservação de Armação dos Búzios em
1.250 m³ de água tratada, com implantação de 1.000 m³ em 2026 e 250 m³ em 2034.
Ressalta-se que no período de janeiro a março a defasagem de abastecimento
por meio de tubulação pode ser compensada imediatamente com a entrega de água por
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
269
caminhão pipa, contratação emergencial feita pela Concessionária para complementar
o seu plano contingencial inicialmente previsto. Desse modo, é importante os imóveis
terem reservatórios para o abastecimento independente de pelo menos 05 dias, pois tal
fato reduziria o impacto referido aos problemas com excesso de população, falta de
energia ou rompimentos de adutoras.
4.3.4.9 Rede de Distribuição
De acordo com as informações da Concessionária Prolagos (2024), a rede de
distribuição Armação dos Búzios é composta por aproximadamente 298,7 km.
A fim de garantir o abastecimento de toda a população, é prevista a ampliação
de 33 km e a substituição de 18 km ao longo dos 20 anos de concessão. A substituição
da rede consiste na troca da tubulação por uma mais recente, geralmente para corrigir
problemas operacionais causados por diversos fatores, tais como aumento de demanda
além do previsto em projeto, rompimento de tubulações.
O quadro a seguir apresenta o incremento de rede de distribuição ano a ano,
tendo como principais variáveis a evolução do índice de atendimento e o crescimento
vegetativo.
Quadro 46 - Projeção do incremento de rede, em metros.
Ano Incremento de rede (m)
2024 0,0
2025 0,0
2026 7623,0
2027 5478,0
2028 8052,0
2029 580,8
2030 594,0
2031 608,9
2032 623,7
2033 638,6
2034 653,4
2035 668,3
2036 686,4
2037 701,3
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
270
Ano Incremento de rede (m)
2038 717,8
2039 735,9
2040 752,4
2041 770,6
2042 790,4
2043 806,9
2044 828,3
Fonte: Autoria Própria (2024).
4.3.4.10 Ligações Prediais
As ligações prediais interligam a rede de distribuição de água à instalação predial
do cliente. Segundo a Concessionária Prolagos (2024), Armação dos Búzios possui
18.100 ligações atendidas.
Em função do crescimento populacional previsto ao longo dos 20 anos de
planejamento, faz-se necessária a estimativa da quantidade de novas ligações que
deverão ser implantadas para suprir esta demanda. Sendo assim, este estudo prevê o
incremento de 1.958 ligações prediais durante o horizonte de 20 anos, a começar a
partir do ano 2.
O Quadro 47 o incremento de ligações ano a ano, tendo uma maior concentração
no primeiro ano em virtude da consideração da população residente e a evolução do
índice de atendimento, tornando-se menor e constante a partir do segundo ano,
acompanhando apenas o crescimento vegetativo.
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Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
271
Quadro 47 - Projeção do incremento de ligações.
Ano Incremento de ligações
2024 0
2025 0
2026 462
2027 332
2028 488
2029 35,2
2030 36
2031 36,9
2032 37,8
2033 38,7
2034 39,6
2035 40,5
2036 41,6
2037 42,5
2038 43,5
2039 44,6
2040 45,6
2041 46,7
2042 47,9
2043 48,9
2044 50,2
Fonte: Autoria Própria (2024).
4.3.4.11 Hidrometração
Os hidrômetros são equipamentos fundamentais para a realização da medição da
quantidade de água utilizada e garantir a justa cobrança pelos serviços prestados. Para
que o desempenho dos hidrômetros seja adequado, é preciso respeitar o tempo de vida
útil de 7 anos (Portaria INMETRO n° 155/2022) realizando a troca preventiva para
garantir o seu funcionamento. Vale ressaltar que seu uso adequado é essencial para o
combate às perdas de água e de faturamento.
De acordo com os dados da Concessionária Prolagos (2024), o índice de
hidrometração Armação dos Búzios é de 99,4%.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
272
O Quadro 48 apresenta a projeção dos novos hidrômetros a serem instalados e a
projeção da substituição dos hidrômetros no horizonte dos 20 anos.
Quadro 48 - Projeção de implantação e substituição de hidrômetros.
Ano Substituição de hidrômetros (un.) Incremento de novos
hidrômetros (un.)
2024 0 0
2025 5267 106
2026 5267 81
2027 7022 83
2028 0 85
2029 0 88
2030 0 91
2031 0 93
2032 0 95
2033 0 97
2034 0 99
2035 5373 102
2036 5810 104
2037 7437 107
2038 573 109
2039 124 112
2040 127 115
2041 130 117
2042 133 120
2043 136 123
2044 139 126
Fonte: Autoria Própria (2024).
4.3.5 INDICADORES E METAS
O presente tópico tem como objetivo apresentar os principais indicadores de
desempenho operacional. Eles são instrumentos utilizados para medir, monitorar e
avaliar a qualidade do serviço de abastecimento de água prestado pela Concessionária,
para auxiliar os gestores no momento de mensurar a eficiência na prestação dos
serviços, e caso necessário na definição de novas estratégias, a fim de melhorar a
prestação dos serviços, alcance de metas e identificação de possíveis gargalos.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
273
Os indicadores podem ser utilizados como ferramentas de controle e regulação
dos serviços prestados, eles foram montados tomando como base o Plano Nacional de
Saneamento Básico (PLANSAB), os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS),
o Contrato de Concessão e o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento
(SNIS). Utilizando as informações levantadas no campo e fornecidas pela Prefeitura e
prestadores de serviço. A Quadro 49 apresenta os principais indicadores para o
município de Armação dos Búzios.
Quadro 49 - Indicadores do Sistema de Abastecimento de Água.
Indicador Situação do Município Meta Ano
A1 Índice de Atendimento 97,6% 99% 2026
A2 Índice de Hidrometração 99,4% 100% 2026
A3 Índice Perdas 30% 24,9% 2033
Fonte: Autoria Própria (2024).
Diante do cenário atual do Sistema de Abastecimento de Água de Armação dos
Búzios, foram traçadas algumas metas para que o município apresente melhorias nesse
componente do saneamento básico. Para isso, foram analisados os Objetivos de
Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU de forma que fossem conectados direta
ou indiretamente com o Abastecimento de Água.
O Quadro 50 apresenta alguns dos ODS e como se relacionam com o Sistema
Abastecimento de Água do município.
Quadro 50 - Metas dos ODS relacionadas com o Sistema de Abastecimento de Água.
ODS Metas relacionadas com o Sistema de Abastecimento de Água
Meta 3.3: Até 2030, acabar com as epidemias de AIDS, tuberculose, malária e
doenças tropicais negligenciadas, e combater a hepatite, doenças transmitidas
pela água, e outras doenças transmissíveis.
Meta 6.1: Até 2030, alcançar o acesso universal e equitativo a água potável e
segura para todos
Meta 6.4: Até 2030, aumentar substancialmente a eficiência do uso da água em
todos os setores e assegurar retiradas sustentáveis e o abastecimento de água
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
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274
ODS Metas relacionadas com o Sistema de Abastecimento de Água
doce para enfrentar a escassez de água, e reduzir substancialmente o número de
pessoas que sofrem com a escassez de água
Meta 6.5: Até 2030, implementar a gestão integrada dos recursos hídricos em
todos os níveis, inclusive via cooperação transfronteiriça, conforme apropriado
Meta 11.1: Até 2030, garantir o acesso de todos à habitação segura, adequada e
a preço acessível, e aos serviços básicos e urbanizar as favelas
Meta 11.4: Fortalecer esforços para proteger e salvaguardar o patrimônio cultural
e natural do mundo
Meta 13.1: Reforçar a resiliência e a capacidade de adaptação a riscos
relacionados ao clima e às catástrofes naturais em todos os países
Meta 13.2: Integrar medidas da mudança do clima nas políticas, estratégias e
planejamentos nacionais.
Fonte: Adaptado por Autoria Própria (2024) a partir dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
(ONU, 2015).
Na estão previstos os objetivos e metas para a garantia do cenário ideal e da
universalização dos serviços, admitindo soluções graduais e progressivas de forma
atingir a universalização, a qualidade dos serviços prestados e a sustentabilidade dos
recursos naturais.
As metas descritas expressam os objetivos em termos de resultados e para isso
devem ser mensuráveis. Devendo ser propostas de forma gradual, pois os resultados
dos objetivos serão alcançados no decorrer do tempo. Sendo assim, as metas serão
distribuídas ao longo do horizonte do PMSB, que é de 20 anos classificadas como:
• Curto prazo: até 4 anos (2025 a 2028);
• Médio prazo: de 5 a 14 anos (2029 a 2038);
• Longo prazo: de 15 anos até o horizonte final do plano (2039 a 2044).
Quadro 51 - Metas para o Sistema de Abastecimento de Água.
Indicador
Metas Progressivas
2024 2029 2033 2038 2044
1 Aumento da
População atendida 97,6% 100% 100% 100% 100%
2 Redução do índice
de Perdas 30% 27,2% 24,9% 24,9% 24,9%
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Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
275
Indicador
Metas Progressivas
2024 2029 2033 2038 2044
3 Aumento do Índice
de Hidrometração 99,4% 100% 100% 100% 100%
Fonte: Autoria Própria (2024).
4.3.6 EQUILÍBRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO (CAPEX E OPEX)
A prestação dos serviços de abastecimento de água, a redação alterada da Lei
Federal nº 11.445/2007, em razão da promulgação da Lei Federal nº 14.026/2020, traz
inovações no sentido de promover a obrigatoriedade de conexão às redes implantadas.
Com destaque para os seguintes parágrafos do Capítulo VII - DOS ASPECTOS
TÉCNICOS do referido marco legal (BRASIL, 2007):
§ 4º Quando disponibilizada rede pública de esgotamento sanitário, o
usuário estará sujeito aos pagamentos previstos no caput deste artigo,
sendo-lhe assegurada a cobrança de um valor mínimo de utilização dos
serviços, ainda que a sua edificação não esteja conectada à rede pública.
(Redação pela Lei nº 14.026, de 2020)
§ 4º-A O pagamento de taxa ou de tarifa, na forma prevista no § 3º-A, não
isenta o usuário da obrigação de conectar-se à rede pública de esgotamento
sanitário e o descumprimento da obrigação sujeita o usuário ao pagamento
de multa e às demais sanções previstas na legislação. (Incluído pela Medida
Provisória nº 868, de 2018) (Vigência encerrada)
§ 5º O pagamento de taxa ou de tarifa, na forma prevista no caput deste
artigo, não isenta o usuário da obrigação de conectar-se à rede pública de
esgotamento sanitário, e o descumprimento dessa obrigação sujeita o
usuário ao pagamento de multa e demais sanções previstas na legislação,
ressalvados os casos de reuso e de captação de água de chuva, nos termos
do regulamento. (Redação pela Lei nº 14.026, de 2020)
§ 6º A entidade reguladora ou o titular dos serviços públicos de saneamento
básico deverão estabelecer prazo não superior a 1 (um) ano para que os
usuários conectem suas edificações à rede de esgotos, onde disponível, sob
pena de o prestador do serviço realizar a conexão mediante cobrança do
usuário. (Redação pela Lei nº 14.026, de 2020)
§ 7º A entidade reguladora ou o titular dos serviços públicos de saneamento
básico deverá, sob pena de responsabilidade administrativa, contratual e
ambiental, até 31 de dezembro de 2025, verificar e aplicar o procedimento
previsto no § 6º deste artigo a todas as edificações implantadas na área
coberta com serviço de esgotamento sanitário. (Redação pela Lei nº 14.026,
de 2020)
§ 8º O serviço de conexão de edificação ocupada por família de baixa renda
à rede de esgotamento sanitário poderá gozar de gratuidade, ainda que os
serviços públicos de saneamento básico sejam prestados mediante
concessão, observado, quando couber, o reequilíbrio econômico-financeiro
dos contratos. (Incluído pela Lei nº 14.026, de 2020)
§ 9º Para fins de concessão da gratuidade prevista no § 8º deste artigo,
caberá ao titular regulamentar os critérios para enquadramento das famílias
de baixa renda, consideradas as peculiaridades locais e regionais. (Incluído
pela Lei nº 14.026, de 2020)
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
276
§ 10. A conexão de edificações situadas em núcleo urbano, núcleo urbano
informal e núcleo urbano informal consolidado observará o disposto na Lei
nº 13.465, de 11 de julho de 2017. (Incluído pela Lei nº 14.026, de 2020).
4.3.6.1 CAPEX
O CAPEX refere-se ao Capital Expenditur, em inglês, que traduzido para o
português significa "Despesas de Capital". Trata-se de um termo financeiro utilizado
para descrever os investimentos de uma empresa em ativos de longo prazo, como
aquisição de equipamentos, construção de instalações, compra de propriedades e
outros bens de capital que são essenciais para as operações e o crescimento do negócio.
O CAPEX está associado a investimentos que proporcionam benefícios
duradouros ao longo do tempo. Esses investimentos são geralmente voltados para a
expansão, melhoria ou modernização das capacidades da empresa/serviço, visando
aumentar sua eficiência operacional, competitividade ou capacidade produtiva.
No cálculo de CAPEX do município, estão englobados os ativos municipais como:
adutoras do município, estações elevatórias (boosters), reservatórios, rede de água,
hidrômetros e ligações. Já no CAPEX do sistema integrado estão englobados os ativos
relacionados à produção, como captação, adutoras, estações elevatórias, reservatórios
na área da ETA e a estação de tratamento de água.
A Concessionária Prolagos prevê, ao longo de 4 anos, a realização de um plano
abrangente que inclui ampliação, substituição e melhorias estruturais na infraestrutura
existente, totalizando R$49,1 milhões. As intervenções têm como objetivo atender à
demanda futura, melhorar a eficiência operacional e garantir a qualidade dos serviços
prestados à população. Dentre esses investimentos, está incluída a implantação de
adutora de Búzios e a recuperação da Barragem de Juturnaíba.
O montante total estimado para o Sistema Integrado e para o município de
Armação dos Búzios totaliza R$190.150.161,83, de acordo com os cálculos realizados
pela consultoria especializada. A base de referência utilizada foi a tabela de custos do
EMOP (Empresa de Obras Públicas do Estado), assegurando que os valores estejam
atualizados e alinhados aos parâmetros de mercado.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
277
4.3.6.1.1 Sistema de Abastecimento de Água de Armação dos Búzios
Os cálculos de CAPEX para o abastecimento de água do município de Armação
dos Búzios, estão apresentados no Quadro 52.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
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278
Quadro 52 - CAPEX do Sistema de Abastecimento de Água de Armação dos Búzios.
CAPEX do Sistema de Abastecimento de Água
Ano Captação Adução Estação
Elevatória/Booster ETA Reservação Rede de
distribuição Ligação Hidrometração
2025 - - - - - R$ 272.771,05 R$ 31.659,78 R$ 606.393,62
2026 - R$ 31.429.320,00 - - R$ 761.704,08 R$ 2.593.585,50 R$ 359.851,69 R$ 603.544,13
2027 - - - - R$ 761.704,08 R$ 1.940.542,47 R$ 267.503,31 R$ 801.926,28
2028 - - - - - R$ 2.724.194,11 R$ 378.321,36 R$ 9.648,18
2029 - - - - - R$ 449.595,01 R$ 56.664,87 R$ 9.978,63
2030 - - - - - R$ 453.613,73 R$ 57.233,17 R$ 10.216,99
2031 - - - - - R$ 458.134,80 R$ 57.872,51 R$ 10.460,77
2032 - - - - R$ 314.579,61 R$ 462.655,87 R$ 58.511,84 R$ 10.710,64
2033 - - - - R$ 314.579,61 R$ 467.176,94 R$ 59.151,18 R$ 10.966,61
2034 - R$ 906.561,85 R$ 10.778,47 - R$ 264.273,29 R$ 471.698,00 R$ 59.790,51 R$ 11.228,67
2035 - R$ 906.561,85 R$ 10.778,47 - R$ 264.273,29 R$ 476.219,07 R$ 60.429,85 R$ 617.890,44
2036 - R$ 906.561,85 R$ 10.778,47 - - R$ 481.744,82 R$ 61.211,26 R$ 667.456,52
2037 - R$ 906.561,85 R$ 10.778,47 - - R$ 486.265,89 R$ 61.850,59 R$ 851.448,57
2038 - - - - - R$ 491.289,29 R$ 62.560,96 R$ 77.064,42
2039 - - - - - R$ 496.815,04 R$ 63.342,37 R$ 26.586,43
2040 - - - - - R$ 501.838,45 R$ 64.052,74 R$ 27.217,09
2041 - - - - - R$ 507.364,20 R$ 64.834,15 R$ 27.871,23
2042 - - - - - R$ 513.392,29 R$ 65.686,60 R$ 28.538,91
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279
CAPEX do Sistema de Abastecimento de Água
Ano Captação Adução Estação
Elevatória/Booster ETA Reservação Rede de
distribuição Ligação Hidrometração
2043 - - - - - R$ 518.415,70 R$ 66.396,97 R$ 29.220,81
2044 - - - - - R$ 524.946,13 R$ 67.320,46 R$ 29.915,57
Total - R$ 35.055.567,42 R$ 43.113,89 - R$ 2.681.113,96 R$ 15.292.258,34 R$ 2.024.246,17 R$ 4.468.284,50
Fonte: Autoria Própria (2024).
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Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
280
4.3.6.1.2 Sistema de Abastecimento de Água do Sistema Integrado
Os cálculos de CAPEX para o abastecimento de água do sistema integrado, no
qual Armação dos Búzios está incluso, estão apresentados no Quadro 53.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
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Quadro 53 - CAPEX do Sistema de Abastecimento de Água Integrado.
CAPEX do Sistema de Abastecimento de Água do Sistema Integrado
Ano Captação Adução
Estação
Elevatória/
Booster
ETA Reservação Rede de
distribuição Ligação Hidrometração
2025 R$ 8.100.000,00 - - R$34.945.263,4
8 - - - R$7.848.803,56
2026 R$ 8.100.000,00 - - R$142.800,00 - - - R$ 7.856.028,85
2027 R$1.234.869,33 - - R$1.995.104,00 - - - R$10.310.968,6
0
2028 R$ 1.234.869,33 - - R$ 1.995.104,00 - - - R$528.349,58
2029 R$ 1.234.869,33 - - - - - - R$ 533.773,63
2030 - - - - - - - R$539.197,68
2031 R$1.852.304,00 - - - - - - R$ 544.621,73
2032 R$ 1.852.304,00 - - R$3.704.607,99 R$155.072,12 - - R$548.483,80
2033 - - - - R$155.072,12 - - R$ 552.345,87
2034 - R$107.572,49 - - - - - R$556.207,94
2035 - R$107.572,49 - - - - - R$ 8.770.142,94
2036 - R$107.572,49 - - - - - R$8.685.637,88
2037 - R$107.572,49 R$43.113,89 - - - - R$11.671.574,9
0
2038 - - - - - - - R$1.124.128,49
2039 - - - - - - - R$1.131.918,08
2040 - - - - - - - R$ 1.139.705,42
2041 - - - - - - - R$ 1.137.319,56
2042 - - - - - - - R$ 1.141.181,63
2043 - - - - - - - R$1.145.043,70
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
282
CAPEX do Sistema de Abastecimento de Água do Sistema Integrado
Ano Captação Adução
Estação
Elevatória/
Booster
ETA Reservação Rede de
distribuição Ligação Hidrometração
2044 - - - - - - - R$1.148.928,34
Total R$23.609.215,9
8 R$430.289,94 R$43.113,89 R$42.782.879,4
6 R$310.144,23 - - R$66.914.362,1
9
Fonte: Autoria Própria (2024).
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
283
4.3.6.2 OPEX
O OPEX, Operational Expenditure em inglês, é traduzido como "Despesas
Operacionais". Esse termo refere-se aos custos contínuos e recorrentes associados às
operações diárias de uma empresa. Ele engloba os gastos necessários para manter as
atividades normais e sustentáveis da organização.
As despesas operacionais abrangem uma variedade de custos, incluindo salários
e benefícios dos funcionários, aluguel, utilities (serviços públicos), materiais de escritório,
manutenção, despesas de viagem, marketing e outros custos correntes associados à
produção e entrega de bens ou serviços. Essas despesas são essenciais para a
manutenção das operações comerciais no curto prazo e são consideradas parte
integrante dos custos normais de condução do negócio.
Ressalta-se que, os custos unitários adotados para a estruturas previstas foram
obtidos através do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos (SINAPI) para as obras
lineares e as obras pontuais serão baseadas em cotações de mercado e obras similares
realizadas no Estado, quando houver a necessidade de atualização monetária, será
realizada pelo Índice da Construção Civil (INCC).
A seguir, são apresentadas as principais premissas para a estimativa de cálculo
de cada uma das despesas de operação. Vale ressaltar que as estimativas apresentadas
a seguir englobam os Sistemas de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário.
4.3.6.2.1 Sistema de Abastecimento de Água de Armação dos Búzios
Os cálculos de OPEX para o abastecimento de água do município de Armação
dos Búzios estão apresentados a seguir.
A) Mão de Obra
A definição dos custos com mão-de-obra passa primeiro pelo dimensionamento
de pessoal. O dimensionamento adotado levou em consideração dois tipos de jornada
de trabalho: uma sendo 4 turnos de trabalho de 12 horas cada e outra com turnos de 8
horas diárias, para as áreas operacionais e regime administrativo, com um turno de 8
horas para as demais áreas, a fim de otimizar a estrutura organizacional.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
284
O dimensionamento da equipe levou ainda em consideração, a eficiência das
equipes, tipo de sistema, número de ligações e tamanho do sistema, estimativa de
intervenções no sistema, tempo de deslocamento das equipes, dentre outras
características intrínsecas.
No que concerne o município de Armação de Búzios, considerou-se a
regionalização dos serviços a partir da atuação da Concessionária Prolagos, o que gerou
uma maior otimização da equipe necessária para o funcionamento dos sistemas.
Após essa etapa, foram estimados os custos com pessoal, sendo levados em
consideração os encargos incidentes no salário mensal, com base em dados obtidos em
fontes oficiais. Nesses custos, estão incluídos os salários, encargos, benefícios e
adicionais (periculosidade e insalubridade).
Quadro 54 - Custo total adotado para mão de obra.
Salários R$ 46.746.705,07
Fonte: Autoria Própria (2024).
B) Energia Elétrica
É crescente a preocupação com a preservação de recursos hídricos e energéticos,
especialmente sua disponibilidade para as gerações futuras. Questões como acesso à
energia e serviços de abastecimento de água fazem parte das necessidades básicas da
população. Ao mesmo tempo aumentam as evidências dos impactos decorrentes do
contínuo uso desses recursos sem uma gestão adequada que busque garantir aspectos
de sustentabilidade e qualidade da água e da energia fornecida.
Os esforços para conservar água e energia podem ser vistos como
complementares e sinérgicos, especialmente quando se analisam os sistemas públicos
de abastecimento de água. Cerca de 3% do consumo nacional de eletricidade é
destinado ao setor de abastecimento de água e tratamento de esgotos e, desse total,
mais de 90% da energia destina-se ao uso de motores e bombas. Esses equipamentos,
muitas vezes sobredimensionados e obsoletos, operam frequentemente durante os
horários de pico. Isso, aliado também às altas perdas de água verificadas em quase a
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
285
totalidade das companhias de abastecimento, contribui para onerar tarifas de água e
energia elétrica.
Recentemente os maiores investimentos têm sido realizados em procedimentos
para redução de perdas físicas e metodologias para monitoramento do sistema de
distribuição de água por meio do acionamento de motores com rotação variável e/ou
válvulas de controle.
Ainda são reduzidos os estudos que procuram caracterizar e identificar
potenciais para modificar o padrão de uso final da água, reduzindo desperdícios ou
introduzindo equipamentos mais eficientes de uso final.
Segundo o Atlas de Energia Elétrica do Brasil (ANEEL, 2013), uma das maneiras
mais modernas e utilizadas no mundo para conter a expansão do consumo sem
comprometer qualidade de vida e desenvolvimento econômico, tem sido o estímulo ao
uso eficiente. A necessidade de se buscar a máxima eficiência energética,
principalmente na forma de uso onde estão os maiores desperdícios, faz com que a
tendência para elevação do preço e explorações extremas de fontes de energia, e a
degradação do meio ambiente de maneira irreversível, sejam amenizados. Este
pressuposto é extremamente aplicável às estações dos sistemas, em geral, onde grande
parte dos processos de tratamento demanda energia elétrica.
O quadro a seguir apresenta o custo total dos sistemas com energia elétrica ao
longo dos 20 anos.
Quadro 55 - Custo total de energia elétrica.
Energia elétrica R$ 23.201.945,57
Fonte: Autoria Própria (2024).
C) Produtos Químicos
Os produtos químicos usados podem incluir cloreto férrico, cal, sulfato de
alumínio, hipoclorito de sódio e polímeros orgânicos, entre outros. A desinfecção final
tem por objetivo a proteção da saúde pública, atendendo os padrões de qualidade da
legislação vigente quanto aos níveis de coliformes fecais e totais.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
286
Nesse cenário, um importante objeto do gerenciamento é o tratamento químico
pelo qual a água bruta passa para se tornar tratada e, então, adequada para o consumo.
O quadro a seguir apresenta os custos estimados referente aos produtos químicos
utilizados nesses processos.
Quadro 56 - Custo total referente aos produtos químicos utilizados.
Produtos químicos R$ 6.610.332,28
Fonte: Autoria Própria (2024).
C) Lodo
O lodo produzido durante o processo de potabilização da água nas ETAs é
constituído de resíduos sólidos orgânicos e inorgânicos provenientes da água bruta e,
principalmente, grandes concentrações de sais, decorrentes da adição de produtos
químicos e polímeros condicionantes do processo (RODRIGUES, 2015).
Esse lodo possui características variadas, dependendo das condições
apresentadas pela água bruta, da dosagem e tipo de insumos químicos utilizados e até
mesmo da forma de limpeza dos decantadores e filtros. O destino adequado do lodo é
a garantia da conclusão bem-sucedida da adoção do sistema de saneamento.
A disposição final dos lodos gerados nos processos de tratamento de esgotos
urbanos e do lodo gerado em Estações de Tratamento de Água é um problema
emergente no Brasil, e que tende a se agravar rapidamente à medida que se implantam
e efetivamente se operam os sistemas de coleta e tratamento de esgoto e sistemas de
distribuição de água no país.
Os aterros são comumente usados como disposição final para as cinzas do
incinerador, para o lodo digerido desidratado e para o lodo bruto desidratado. Muitas
cidades dispõem o lodo juntamente com os resíduos sólidos nos aterros sanitários.
Considerando os custos envolvidos com a disposição do lodo, o valor estimado está
apresentado no quadro a seguir.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
287
Quadro 57 - Custo total com lodo.
Lodo R$ 1.215.276,03
Fonte: Autoria Própria (2024).
D) Veículos e Combustíveis
Para realização dos serviços, foram considerados veículos apropriados para o tipo
de serviço contratado, e em quantidade suficiente para suprir a demanda da quantidade
de serviços. Os veículos principais considerados nos estudos foram:
• Veículo Leve;
• Veículo Utilitário;
• Caminhão Caçamba;
• Caminhão Hidrojateador/sucção a vácuo;
• Retroescavadeira.
Para o correto dimensionamento dos veículos foram considerados o tipo e
quantidade de equipes, turnos de trabalhos, especificidade dos trabalhos, quantidade
de serviços prestados com os mesmos para adequar sua vida útil e seus respectivos
consumos e gastos com manutenção.
Quadro 58 - Custo total com veículos.
Aluguel de veículos R$ 6.196.800,00
Combustível R$ 1.401.380,57
Fonte: Autoria Própria (2024).
E) Uniformes e EPIs
Para garantir a saúde e segurança dos colaboradores, deve ser feito investimento
em uniformes e EPI. Para definir o custo total, foi considerado o dimensionamento de
pessoal apresentado anteriormente levando em conta os cargos que necessitam dos
equipamentos.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
288
Quadro 59 - Custo total com Uniformes e EPI’s.
Uniformes e EPI’s R$ 478.500,00
Fonte: Autoria Própria (2024).
F) Manutenção Eletromecânica
A manutenção preventiva mecânica e elétrica permitirá conservar todas as
condições necessárias ao funcionamento correto dos equipamentos eletromecânicos e
manter com o passar do tempo a performance desses num nível próximo daquele da
performance inicial.
Essa compreenderá as operações elementares seguintes, e que serão
complementadas no detalhamento do processo.
• Análise de Risco de Falha de Equipamentos Eletromecânicos;
• Serviços Executados por Equipe Própria ou por Equipe Terceirizada;
• Organização da Documentação Técnica dos Equipamentos
• Eletromecânicos;
• Inspeção Rotineira dos Equipamentos Eletromecânicos;
• Composição de Estoque de Equipamentos Eletromecânicos.
Dessa forma, o custo total com a manutenção eletromecânica está apresentado
no quadro a seguir.
Quadro 60 - Custo total com manutenção preventiva eletromecânica.
Manutenção preventiva eletromecânica R$ 7.808.200,00
Fonte: Autoria Própria (2024).
G) Manutenção Civil
Os serviços a serem executados correspondem àqueles comuns para a
manutenção civil convencional, ou seja, limpeza, conservação, pintura, sistema
hidráulico e sistema elétrico que terão inspeções mensais.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
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289
Os procedimentos gerais de manutenção predial envolvem: Estruturas; Concreto
Desagregado; Trincas e Fissuras; Armaduras Expostas; Alvenarias; Pisos;
Revestimentos; Pintura; Concreto Aparente; Cobertura; Estruturas Metálicas; Área
Externa e; Outros Serviços.
Quadro 61 - Custo total com manutenção civil.
Manutenção civil R$ 2.426.850,00
Fonte: Autoria Própria (2024).
H) Comunicação (celulares)
A fim de melhorar a comunicação entre os colaboradores, e consequentemente
a eficiência do processo, está previsto o custo para celulares. Para definir o custo total,
foi considerado, portanto, o dimensionamento de pessoal apresentado anteriormente
levando em conta os cargos que necessitam dos aparelhos. O quadro a seguir mostra o
custo total para todo o tempo da concessão.
Quadro 62 - Custo total com planos de celular.
Planos de celular R$ 204.600,00
Internet e Telefone R$ 240.000,00
Fonte: Autoria Própria (2024).
I) Vigilâncias e Alarmes
Para garantir a segurança dos colaboradores e das instalações, deve ser feito
investimento em vigilância e alarmes. Para definir o custo total, foi considerado,
portanto, o quantitativo de instalações, sendo também destinada uma verba para a
manutenção dos sistemas de monitoramento. O quadro a seguir mostra o custo total
para o horizonte de 20 anos.
Quadro 63 - Custo total com monitoramento.
Monitoramento R$ 804.000,00
Fonte: Autoria Própria (2024).
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290
J) Consultorias
O funcionamento adequado da Concessionária depende não apenas da operação
e manutenção dos sistemas, mas da gestão que ocorre, o que faz com que as
consultorias possuam papel fundamental ao longo do plano.
O quadro a seguir apresenta o custo total estimado para as consultorias jurídica,
técnica, fiscal e outras.
Quadro 64 - Custo total com consultorias.
Consultorias R$ 6.892.000,00
Fonte: Autoria Própria (2024).
K) Materiais Diversos (Expediente, Escritório e Limpeza)
O bom funcionamento do empreendimento depende de diversos fatores, dos
mais complexos aos mais simples. Neste sentido, deve ser estabelecido um custo para
os materiais a serem utilizados pelos colaboradores, como produtos de limpeza,
materiais de escritório e afins. O quadro a seguir mostra, portanto, o custo total
estimado para os materiais.
Quadro 65 - Custo total dos materiais.
Materiais em geral R$ 230.160,00
Fonte: Autoria Própria (2024).
L) Limpeza de Reservatórios
A higienização de reservatório deve ser feita de forma periódica, de 6 em 6
meses, no mínimo. Alguns aspectos que ameaçam a qualidade da água são: pragas
urbanas, poeiras, sujeiras em geral, lodo, reservatórios mal vedados ou quebrados. A
estimativa de custo para esse serviço está apresentada no quadro a seguir.
Quadro 66 - Custo total para limpeza de reservatórios.
Limpeza de reservatórios R$ 380.000,00
Fonte: Autoria Própria (2024).
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291
M) Outorgas e Licenças Ambientais
Outorga pode ser definida como o ato de conceder a alguém o direito de praticar
determinada atividade. Os procedimentos para análise e emissão de outorga são de
estabelecidos pela Resolução 2079/2017 da Agência Nacional das Águas (ANA).
Assim como as outorgas, as licenças ambientais buscam a preservação ambiental
e a redução dos impactos causados pelos empreendimentos. O licenciamento ambiental
foi estabelecido pela Política Nacional de Meio Ambiente, Lei nº 6938/1981, e pode ser
entendido como um processo administrativo, executado por órgãos ambientais
competentes, e que tem como objetivo conceder licenças para instalação, ampliação e
operação de atividades com potencial risco de poluição ou degradação ambiental.
Neste sentido, a Concessionária deve estabelecer custos para a emissão de
outorgas e licenças ambientais, de acordo com as necessidades do sistema implantado.
O quadro a seguir apresenta, portanto, os custos totais com outorgas e licenças.
Quadro 67 - Custo total com outorgas e licenças ambientais.
Outorgas e Licenças R$ 5.417.398,00
Fonte: Autoria Própria (2024).
N) Repavimentação
O bom funcionamento da cidade depende não apenas da implantação das
estruturas previstas, como também da repavimentação das ruas após a implantação e
manutenção de redes e ligações.
Quadro 68 - Custo total com repavimentação.
Repavimentação R$ 2.316.452,30
Fonte: Autoria Própria (2024).
O) Tarifa Bancária (incluídas nas faturas de cobrança dos usuários)
O custo investido para tarifas bancárias está exposto no quadro a seguir.
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292
Quadro 69 - Custo total com tarifa bancária.
Tarifa bancária R$ 6.305.617,56
Fonte: Autoria Própria (2024).
P) Aluguel de Unidades e Energia da Sede
A fim de acompanhar o andamento do sistema foram estimados os custos com
aluguel da sede, sendo apresentados no quadro a seguir.
Quadro 70 - Custo total com aluguéis
Aluguel da Sede e Energia R$ 1.326.720,00
Fonte: Autoria Própria (2024).
Q) Programa de Comunicação Social e Socioambiental
Os programas de comunicação social e socioambiental costumam ser
trabalhados em conjunto, sendo, em determinadas situações, uma exigência do
licenciamento ambiental. Os dois programas visam a relação entre a comunidade e a
empresa e tem como partida o mapeamento da comunidade e as áreas de influência
afim de realizar um diagnóstico socioambiental.
Enquanto o programa de comunicação social busca criar canais de comunicação
e diálogo entre a comunidade e a empresa, o programa socioambiental visa levar novos
conhecimentos e habilidades para a população, beneficiando assim a todas as partes.
Quadro 71 - Custo total com programa de comunicação social e socioambiental.
Treinamentos R$ 1.100.000,00
Fonte: Autoria Própria (2024).
R) Programas de Saúde e Segurança/Programas de Qualidade
Os programas e projetos de qualidade e saúde e segurança do trabalho são
estabelecidos pela legislação vigente e buscam a implementação de medidas
educativas, preventivas e de conscientização, visando a eliminação ou neutralização dos
riscos existentes no ambiente de trabalho. Desta forma, são previstos custos para os
programas, conforme explicitado no quadro a seguir.
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293
Quadro 72 - Custo total com programas de saúde, segurança e qualidade.
Saúde e segurança no trabalho R$ 491.749,33
Qualidade R$ 60.000,00
Fonte: Autoria Própria (2024).
S) Materiais para Cobrança e Faturamento, Marketing e Taxa
O quadro a seguir apresenta as despesas com anúncios e publicações, pagamento
de taxas de CREA (físico e jurídico), além de materiais para corte de ligações.
Quadro 73 - Custo total com Materiais, marketing e taxas.
Materiais para cobrança e faturamento R$ 727.483,64
Marketing R$ 1.200.000,00
Taxas R$ 98.875,80
Fonte: Autoria Própria (2024).
T) Seguros
Já a definição dos seguros e garantias que necessitam ser contratados, deve
passar pela análise das coberturas mínimas relevantes para o atendimento da
concessão. Os seguros e garantias devem, portanto, englobar as diferentes atividades
prestadas pela Concessionária.
Sendo assim, o quadro a seguir apresenta o custo total estimado para os seguros
e garantias.
Quadro 74 - Custo total com seguros.
Seguros R$ 1.340.827,57
Fonte: Autoria Própria (2024).
4.3.6.2.2 Sistema de Abastecimento de Água Integrado
Os cálculos de OPEX do sistema integrado, no qual Armação dos Búzios está
incluso, estão apresentados a seguir.
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294
A) Mão de Obra
A definição dos custos com mão-de-obra passa primeiro pelo dimensionamento
de pessoal. O dimensionamento adotado levou em consideração dois tipos de jornada
de trabalho: uma sendo 4 turnos de trabalho de 12 horas cada e outra com turnos de 8
horas diárias, para as áreas operacionais e regime administrativo, com um turno de 8
horas para as demais áreas, a fim de otimizar a estrutura organizacional.
O dimensionamento da equipe levou ainda em consideração, a eficiência das
equipes, tipo de sistema, número de ligações e tamanho do sistema, estimativa de
intervenções no sistema, tempo de deslocamento das equipes, dentre outras
características intrínsecas.
No que concerne o município de Armação de Búzios, considerou-se a
regionalização dos serviços a partir da atuação da Concessionária Prolagos, o que gerou
uma maior otimização da equipe necessária para o funcionamento dos sistemas.
Após essa etapa, foram estimados os custos com pessoal, sendo levados em
consideração os encargos incidentes no salário mensal, com base em dados obtidos em
fontes oficiais. Nesses custos, estão incluídos os salários, encargos, benefícios e
adicionais (periculosidade e insalubridade).
Quadro 75 - Custo total adotado para mão de obra.
Salários R$ 205.994.967,07
Fonte: Autoria Própria (2024).
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Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
295
B) Energia Elétrica
O quadro a seguir apresenta o custo total dos sistemas com energia elétrica ao
longo dos 20 anos.
Quadro 76 - Custo total de energia elétrica.
Energia elétrica R$ 786.045.146,69
Fonte: Autoria Própria (2024).
C) Produtos Químicos
O quadro a seguir apresenta os custos estimados referente aos produtos
químicos utilizados nesses processos.
Quadro 77 - Custo total referente aos produtos químicos utilizados.
Produtos químicos R$ 152.943.376,11
Fonte: Autoria Própria (2024).
C) Lodo
A disposição final dos lodos gerados nos processos de tratamento de esgotos
urbanos e do lodo gerado em Estações de Tratamento de Água é um problema
emergente no Brasil, e que tende a se agravar rapidamente à medida que se implantam
e efetivamente se operam os sistemas de coleta e tratamento de esgoto e sistemas de
distribuição de água no país.
Os aterros são comumente usados como disposição final para as cinzas do
incinerador, para o lodo digerido desidratado e para o lodo bruto desidratado. Muitas
cidades dispõem o lodo juntamente com os resíduos sólidos nos aterros sanitários.
Considerando os custos envolvidos com a disposição do lodo, o valor estimado está
apresentado no quadro a seguir.
Quadro 78 - Custo total com lodo.
Lodo R$ 19.591.687,16
Fonte: Autoria Própria (2024).
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296
D) Veículos e Combustíveis
Para realização dos serviços, foram considerados veículos apropriados para o tipo
de serviço contratado, e em quantidade suficiente para suprir a demanda da quantidade
de serviços. Os veículos principais considerados nos estudos foram:
• Veículo Leve;
• Veículo Utilitário;
• Caminhão Caçamba;
• Caminhão Hidrojateador/sucção a vácuo;
• Retroescavadeira.
Para o correto dimensionamento dos veículos foram considerados o tipo e
quantidade de equipes, turnos de trabalhos, especificidade dos trabalhos, quantidade
de serviços prestados com os mesmos para adequar sua vida útil e seus respectivos
consumos e gastos com manutenção.
Quadro 79 - Custo total com veículos.
Aluguel de veículos R$ 16.896.000,00
Combustível R$ 4.262.074,92
Fonte: Autoria Própria (2024).
E) Uniformes e EPIs
Para garantir a saúde e segurança dos colaboradores, deve ser feito investimento
em uniformes e EPI. Para definir o custo total, foi considerado o dimensionamento de
pessoal apresentado anteriormente levando em conta os cargos que necessitam dos
equipamentos.
Quadro 80 - Custo total com Uniformes e EPI’s.
Uniformes e EPI’s R$ 2.225.025,00
Fonte: Autoria Própria (2024).
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Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
297
F) Manutenção Eletromecânica
A manutenção preventiva mecânica e elétrica permitirá conservar todas as
condições necessárias ao funcionamento correto dos equipamentos eletromecânicos e
manter com o passar do tempo a performance desses num nível próximo daquele da
performance inicial.
Essa compreenderá as operações elementares seguintes, e que serão
complementadas no detalhamento do processo.
• Análise de Risco de Falha de Equipamentos Eletromecânicos;
• Serviços Executados por Equipe Própria ou por Equipe Terceirizada;
• Organização da Documentação Técnica dos Equipamentos
• Eletromecânicos;
• Inspeção Rotineira dos Equipamentos Eletromecânicos;
• Composição de Estoque de Equipamentos Eletromecânicos.
Dessa forma, o custo total com a manutenção eletromecânica está apresentado
no quadro a seguir.
Quadro 81 - Custo total com manutenção preventiva eletromecânica
Manutenção preventiva eletromecânica R$ 389.340,00
Fonte: Autoria Própria (2024).
G) Manutenção Civil
Os serviços a serem executados correspondem àqueles comuns para a
manutenção civil convencional, ou seja, limpeza, conservação, pintura, sistema
hidráulico e sistema elétrico que terão inspeções mensais.
Os procedimentos gerais de manutenção predial envolvem: Estruturas; Concreto
Desagregado; Trincas e Fissuras; Armaduras Expostas; Alvenarias; Pisos;
Revestimentos; Pintura; Concreto Aparente; Cobertura; Estruturas Metálicas; Área
Externa e; Outros Serviços.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
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298
Quadro 82 - Custo total com manutenção civil.
Manutenção civil R$ 2.788.945,00
Fonte: Autoria Própria (2024).
H) Comunicação (celulares)
A fim de melhorar a comunicação entre os colaboradores, e consequentemente
a eficiência do processo, está previsto o custo para celulares. Para definir o custo total,
foi considerado, portanto, o dimensionamento de pessoal apresentado anteriormente
levando em conta os cargos que necessitam dos aparelhos. O quadro a seguir mostra o
custo total para todo o tempo da concessão.
Quadro 83 - Custo total com planos de celular.
Planos de celular R$ 790.800,00
Internet e Telefone R$ 240.000,00
Fonte: Autoria Própria (2024).
I) Vigilâncias e Alarmes
Para garantir a segurança dos colaboradores e das instalações, deve ser feito
investimento em vigilância e alarmes. Para definir o custo total, foi considerado,
portanto, o quantitativo de instalações, sendo também destinada uma verba para a
manutenção dos sistemas de monitoramento. O quadro a seguir mostra o custo total
para o horizonte de 20 anos.
Quadro 84 - Custo total com monitoramento.
Monitoramento R$ 314.400,00
Fonte: Autoria Própria (2024).
J) Consultorias
O funcionamento adequado da Concessionária depende não apenas da operação
e manutenção dos sistemas, mas da gestão que ocorre, o que faz com que as
consultorias possuam papel fundamental ao longo do plano.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
299
O quadro a seguir apresenta o custo total estimado para as consultorias jurídica,
técnica, fiscal e outras.
Quadro 85 - Custo total com consultorias.
Consultorias R$ 6.892.000,00
Fonte: Autoria Própria (2024).
K) Materiais Diversos (Expediente, Escritório e Limpeza)
O bom funcionamento do empreendimento depende de diversos fatores, dos
mais complexos aos mais simples. Neste sentido, deve ser estabelecido um custo para
os materiais a serem utilizados pelos colaboradores, como produtos de limpeza,
materiais de escritório e afins. O quadro a seguir mostra, portanto, o custo total
estimado para os materiais.
Quadro 86 - Custo total dos materiais.
Materiais em geral R$ 430.320,00
Fonte: Autoria Própria (2024).
L) Limpeza de Reservatórios
A higienização de reservatório deve ser feita de forma periódica, de 6 em 6
meses, no mínimo. Alguns aspectos que ameaçam a qualidade da água são: pragas
urbanas, poeiras, sujeiras em geral, lodo, reservatórios mal vedados ou quebrados. A
estimativa de custo para esse serviço está apresentada no quadro a seguir.
Quadro 87 - Custo total para limpeza de reservatórios.
Limpeza de reservatórios R$ 140.000,00
Fonte: Autoria Própria (2024).
M) Outorgas e Licenças Ambientais
Outorga pode ser definida como o ato de conceder a alguém o direito de praticar
determinada atividade. Os procedimentos para análise e emissão de outorga são de
estabelecidos pela Resolução 2079/2017 da Agência Nacional das Águas (ANA).
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Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
300
Assim como as outorgas, as licenças ambientais buscam a preservação ambiental
e a redução dos impactos causados pelos empreendimentos. O licenciamento ambiental
foi estabelecido pela Política Nacional de Meio Ambiente, Lei nº 6938/1981, e pode ser
entendido como um processo administrativo, executado por órgãos ambientais
competentes, e que tem como objetivo conceder licenças para instalação, ampliação e
operação de atividades com potencial risco de poluição ou degradação ambiental.
Neste sentido, a Concessionária deve estabelecer custos para a emissão de
outorgas e licenças ambientais, de acordo com as necessidades do sistema implantado.
O quadro a seguir apresenta, portanto, os custos totais com outorgas e licenças.
Quadro 88 - Custo total com outorgas e licenças ambientais.
Outorgas e Licenças R$ 32.792.986,00
Fonte: Autoria Própria (2024).
N) Repavimentação
O bom funcionamento da cidade depende não apenas da implantação das
estruturas previstas, como também da repavimentação das ruas após a implantação e
manutenção de redes e ligações.
Quadro 89 - Custo total com repavimentação.
Repavimentação -
Fonte: Autoria Própria (2024).
O) Tarifa Bancária (incluídas nas faturas de cobrança dos usuários)
O custo investido para tarifas bancárias está exposto no quadro a seguir.
Quadro 90 - Custo total com tarifa bancária.
Tarifa bancária R$ 53.558.647,23
Fonte: Autoria Própria (2024).
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301
P) Aluguel de Unidades e Energia da Sede
A fim de acompanhar o andamento do sistema foram estimados os custos com
aluguel da sede, sendo apresentados no quadro a seguir.
Quadro 91 - Custo total com aluguéis.
Aluguel da Sede e Energia R$ 1.326.720,00
Fonte: Autoria Própria (2024).
Q) Programa de Comunicação Social e Socioambiental
Os programas de comunicação social e socioambiental costumam ser
trabalhados em conjunto, sendo, em determinadas situações, uma exigência do
licenciamento ambiental. Os dois programas visam a relação entre a comunidade e a
empresa e tem como partida o mapeamento da comunidade e as áreas de influência
afim de realizar um diagnóstico socioambiental.
Enquanto o programa de comunicação social busca criar canais de comunicação
e diálogo entre a comunidade e a empresa, o programa socioambiental visa levar novos
conhecimentos e habilidades para a população, beneficiando assim a todas as partes.
Quadro 92 - Custo total com programa de comunicação social e socioambiental.
Treinamentos R$ 1.100.000,00
Fonte: Autoria Própria (2024).
R) Programas de Saúde e Segurança/Programas de Qualidade
Os programas e projetos de qualidade e saúde e segurança do trabalho são
estabelecidos pela legislação vigente e buscam a implementação de medidas
educativas, preventivas e de conscientização, visando a eliminação ou neutralização dos
riscos existentes no ambiente de trabalho. Desta forma, são previstos custos para os
programas, conforme explicitado no quadro a seguir.
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Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
302
Quadro 93 - Custo total com programas de saúde, segurança e qualidade.
Saúde e segurança no trabalho R$ 491.749,33
Qualidade R$ 60.000,00
Fonte: Autoria Própria (2024).
S) Materiais para Cobrança e Faturamento, Marketing e Taxa
O quadro a seguir apresenta as despesas com anúncios e publicações, pagamento
de taxas de CREA (físico e jurídico), além de materiais para corte de ligações.
Quadro 94 - Custo total com Materiais, marketing e taxas.
Materiais para cobrança e faturamento R$ 6.074.267,62
Marketing R$ 1.200.000,00
Taxas R$ 98.875,80
Fonte: Autoria Própria (2024).
T) Seguros
Já a definição dos seguros e garantias que necessitam ser contratados, deve
passar pela análise das coberturas mínimas relevantes para o atendimento da
concessão. Os seguros e garantias devem, portanto, englobar as diferentes atividades
prestadas pela Concessionária.
Sendo assim, no quadro a seguir apresenta o custo total estimado para os seguros
e garantias.
Quadro 95 - Custo total com seguros.
Seguros R$ 6.954.209,81
Fonte: Autoria Própria (2024).
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303
4.4 PROGNÓSTICO DO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO
Neste capítulo serão definidos os diferentes cenários diante das variáveis e
fatores críticos do sistema de esgotamento sanitário do município. Serão abordadas as
metas e soluções para esta vertente, tendo como referência as informações coletadas
no diagnóstico de situação de Armação dos Búzios, referente ao Produto 2.
4.4.1 Definição dos Fatores Críticos
São considerados os fatores críticos o conjunto de variáveis que afetam de forma
positiva e negativa o desempenho do sistema, ou em termos quantitativos e de
composição, a produção dos resíduos sólidos. Dessa maneira, foram definidos os fatores
que interferem de alguma forma no serviço de esgotamento sanitário, como demonstra
a Figura 90.
Figura 90 - Fatores Críticos adotados para definição dos cenários do esgotamento sanitário
Fonte: Elaboração Própria (2024)
4.4.2 Matriz de Cenários
A elaboração de cenários, visando a melhor compreensão da dinâmica
demográfica atual e futura é de suma importância para o planejamento das ações que
atenderão as demandas dos serviços de esgotamento sanitário. Nesse sentido, os
cenários de Armação dos Búzios estão descritos na Quadro 96.
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Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
304
Quadro 96 - Cenários de Armação dos Búzios para o Esgotamento Sanitário.
Cenário Tendencial Cenário Desejável Cenário Ideal
Alto índice de cobertura de
esgoto de 90%
Ampliação da cobertura para
95%
Ampliação da cobertura para
100%
Alto índice de rede de esgoto
de 90% Ampliação da rede para 95% Ampliação da rede para 100%
Obstruções frequentes na rede
coletora devido ao lançamento
inadequado de gordura
Campanhas de conscientização
para reduzir o lançamento
inadequado de gordura e evitar
obstrução da rede coletora
Campanhas de conscientização
e orientação técnica para
eliminar a obstrução da rede
coletora
Identificação de maus odores
na rede
Limpeza e manutenção
preventiva da rede
Limpeza e manutenção
preventiva e monitoramento da
rede
Ligações irregulares no sistema
Fiscalização, correção,
campanhas educacionais e
monitoramento para eliminar
ligações irregulares
Fiscalização, correção,
campanhas educacionais e
monitoramento para eliminar
ligações irregulares
Fonte: Autoria Própria (2024).
4.4.3 Procedimentos Operacionais e Especificação Mínima a serem Adotadas no
Serviço de Esgotamento Sanitário
Neste item foram consideradas as informações técnicas e participativas sobre o
serviço de esgotamento sanitário na etapa do Diagnóstico (Produto 2), tendo como
referência o cenário tendencial e como direcionadores os avanços necessários para
prospectiva do cenário ideal. Sendo assim, cabe compreender os procedimentos e
especificações mínimas que devem ser adotados no município na prestação do serviço
de esgotamento sanitário.
4.4.3.1 Coleta
No sistema de esgotamento sanitário, a rede coletora deve especificar
detalhadamente os diâmetros, extensões, declividades e os materiais utilizados em cada
trecho. É fundamental identificar os Pontos de Visita (PV), incluindo informações sobre
cotas, profundidades, presença de tubos de queda, além de apresentar uma lista
completa dos materiais e equipamentos necessários para a instalação e operação do
sistema.
Além das diretrizes técnicas, é fundamental considerar a legislação municipal
vigente (Lei nº 548/2006 - Lei de Esgoto), que estabelece obrigações específicas para
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305
empreendedores na aprovação de projetos de condomínios e hospedagens, como por
exemplo a execução mínima de 60 metros lineares de rede de esgoto para cada
residência, bem como medidas específicas para empreendimentos voltados à
hospedagem.
Atualmente, a escolha da localização desses trechos é feita de forma
discricionária pela Secretaria de Obras. No entanto, para maior eficiência e equidade na
ampliação da cobertura da coleta de esgoto, recomenda-se a elaboração de um projeto
integrado para todo o município. Esse projeto deve estabelecer um cronograma de
execução que priorize os locais com maior criticidade. A aplicação da legislação
relacionada à coleta deve estar alinhada a esse planejamento, de modo a garantir que
os investimentos e exigências técnicas contribuam efetivamente para a expansão
ordenada e funcional da rede de esgotamento sanitário.
4.4.3.2 Transporte
A concepção e o dimensionamento de sistemas de esgotamento sanitário devem
atender às normas técnicas aplicáveis, como as seguintes:
• NBR 7367:1988 – Projeto e assentamento de tubulações de PVC rígido para
sistemas de esgoto sanitário;
• NBR 8160: 1999 – Sistemas prediais de esgoto sanitário - Projeto e execução;
• NBR 9648:1986 – Estudo de concepção de sistemas de esgoto sanitário –
Procedimento;
• NBR 9649:1986 – Projeto de redes coletoras de esgoto sanitário –
Procedimento;
• NBR 12207:2011 - Projeto de interceptores de esgoto sanitário
• NBR 12208:2020 - Projeto de estação de bombeamento ou de estação
elevatória de esgoto — requisitos;
• NBR 12209:2011 - Elaboração de projetos hidráulico-sanitários de estações de
tratamento de esgotos sanitários;
• NBR 12266:2022 – Projeto e execução de valas para assentamento de tubulação
de água, esgoto ou drenagem urbana – Procedimento;
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306
• NBR 12587:1992 – Cadastro de sistema de esgotamento sanitário –
Procedimento;
• NBR 14486:2000 - Sistemas enterrados para condução de esgoto sanitário -
projeto de redes coletoras com tubos de PVC;
• NBR 15593:2023 - Sistemas de tubulação plástica para abastecimento de água,
drenagem e esgotos sob pressão — conexões soldáveis de polietileno (PE);
• NBR 15710:2009 – Sistemas de redes de coleta de esgoto sanitário doméstico
a vácuo;
• NBR 16085:2020- Poços de visita e inspeção pré-moldados em concreto armado
para sistemas enterrados — requisitos e métodos de ensaio;
• NBR 17015:2023 - Execução de obras lineares para transporte de água bruta e
tratada, esgoto sanitário e drenagem urbana, utilizando tubos rígidos,
semirrígidos e flexíveis;
• NBR 17076:2024 - Projeto de sistema de tratamento de esgoto de menor porte
— requisitos.
A adoção dessas normas assegura que os serviços de esgotamento sanitário
sejam conduzidos de maneira eficiente, segura e sustentável, alinhados às melhores
práticas técnicas e às exigências legais.
4.4.3.3 Tratamento
Para garantir o controle da qualidade dos efluentes e do corpo hídrico receptor,
a gestora do sistema de saneamento deve atender aos requisitos estabelecidos pela
Resolução CONAMA 430/2011, que regulamenta as condições e padrões de
lançamento de efluentes. Além disso, é necessário o cumprimento da Resolução
CONAMA 357/2005, que define a classificação dos corpos d'água, orienta seu
enquadramento ambiental e estabelece padrões para o lançamento de efluentes.
A Estação de Tratamento de Esgoto deve estar devidamente licenciada e possuir
outorga para o uso do corpo receptor. O órgão ambiental competente é responsável por
determinar as condicionantes para o licenciamento ambiental e por estabelecer o plano
de monitoramento necessário.
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307
Nesse sentido, com base nas projeções de produção de água e esgoto, torna-se
essencial avaliar a capacidade instalada das ETEs do município, identificando possíveis
déficits ou superávits no tratamento.
O sistema de tratamento de esgoto de Armação dos Búzios está apresentado, de
forma resumida, no quadro a seguir.
Quadro 97-Estações de Tratamento de Esgoto de Armação dos Búzios.
Estação de Tratamento de
Esgoto Vazão de Tratamento Nível de Tratamento
ETE Búzios 200 L/s Terciário
Fonte: Autoria Própria (2024).
4.4.3.4 Corpos Receptores
O corpo receptor desempenha um papel essencial no processo de tratamento de
esgoto, sendo o ambiente natural que recebe o efluente tratado, como rios, lagos ou
oceanos. Para garantir a preservação ambiental, a qualidade do efluente deve atender
aos padrões regulamentares, minimizando impactos negativos, como a eutrofização e a
contaminação por patógenos.
A condição do corpo receptor é influenciada por diversos fatores, incluindo a
carga de poluentes recebida, sua capacidade de autodepuração e as variações sazonais
nas condições hidrológicas. Por isso, é crucial avaliar a interação entre o efluente tratado
e o corpo receptor para assegurar a sustentabilidade ambiental e a proteção dos
recursos hídricos.
No contexto da Armação dos Búzios, o corpo receptor é o Canal da Marina, que
deságua no Oceano Atlântico, e é classificado como água salina classe I.
4.4.4 Premissas
O presente tópico tem como objetivo analisar as demandas futuras do serviço de
esgotamento sanitário para o município de Armação dos Búzios, informação que é de
extrema importância para elaborar um instrumento de gestão eficiente e auxiliar na
definição dos programas, projetos e ações.
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Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
308
4.4.4.1 Coeficiente de Retorno
A relação entre o volume de esgoto recolhido e o de água consumido é definido
como relação esgoto/água ou coeficiente de retorno e é representada pela letra “c”.
É natural que parcela da água fornecida pelo sistema público de abastecimento
de água não seja transformada em vazão de esgotos como, por exemplo, a água utilizada
na rega de jardins, lavagens de pisos externos e de automóveis etc. Em compensação
na rede coletora poderão chegar vazões procedentes de outras fontes de
abastecimento, como do consumo de água de chuva acumulada em cisternas e de poços
particulares.
Essas considerações implicam que, embora haja uma nítida correlação entre o
consumo do sistema público de água e a contribuição de esgotos, alguns fatores
poderão tornar esta correlação maior ou menor conforme a circunstância.
De acordo com a frequência e intensidade da ocorrência desses fatores de
desequilíbrio, a relação entre o volume de esgotos recolhido e o de água consumido
pode oscilar entre 0,60 e 1,30, segundo a literatura conhecida. De um modo geral
estima-se que 70 a 90% da água consumida nas edificações residenciais retorna a rede
coletora pública na forma de despejos domésticos. No Brasil é usual a adoção de valores
na faixa de 0,75 a 0,85, caso não haja informações claras que indiquem um outro valor
para “c”.
Conforme definição da NBR/ABNT 9649 – “Projeto de redes coletoras de esgoto
sanitário”, o Coeficiente de Retorno é a relação média entre os volumes de esgoto
produzido e de água efetivamente consumida. Adotou-se: c = 0,80.
4.4.4.2 Contribuição de Esgoto
A determinação da contribuição de esgoto doméstico do sistema foi efetuada a
partir da população nos anos de planejamento e com base nas seguintes expressões
apresentadas no Quadro 98.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
309
Quadro 98 - Expressões Utilizadas para Determinar a Contribuição de Esgoto.
Vazão Domiciliar 𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄 = (𝑞𝑞 𝑥𝑥 𝑁𝑁 𝑥𝑥 𝐶𝐶)
86.400 �
Vazão de Infiltração 𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄çã = 𝑒𝑒 𝑒𝑒 𝑒𝑒ã 𝑥𝑥 çã
Vazão Média 𝑄𝑄𝑄𝑄é = 𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄 + 𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄çã
Vazão Mínima 𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄 = 𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄 𝑥𝑥 𝐾𝐾3 + 𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄çã
Vazão Máxima Inicial 𝑄𝑄𝑄𝑄á𝑥𝑥 = 𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄 𝑥𝑥 𝐾𝐾2 𝑥𝑥 𝐾𝐾1 + 𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄çã
Vazão Máxima Final 𝑄𝑄𝑄𝑄á𝑥𝑥 = 𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄 𝑥𝑥 𝐾𝐾2 𝑥𝑥 𝐾𝐾1 + 𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄𝑄çã
Fonte: Autoria Própria (2024).
Onde:
• q = vazão per capita, em L/hab.dia;
• N = população, em habitantes;
• C = coeficiente de retorno água/esgoto;
• K1 = coeficiente de máxima vazão diária;
• K2 = coeficiente de máxima vazão horária;
• K3 = coeficiente de mínima vazão horária;
• Q infiltração = taxa de infiltração.
4.4.4.3 Vazão Total
O cálculo da vazão total foi realizado com base na vazão parcial, calculada a partir
da vazão de cada bacia de contribuição. A vazão total de cada bacia, é, portanto, a soma
das vazões parciais das bacias que contribuem para tal. Ao final, as vazões parciais
calculadas, serão utilizadas para dimensionar as estações elevatórias e de tratamento
de esgoto.
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Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
310
4.4.4.4 Soluções Individuais
Segundo a NBR 17076/2024 o volume total da fossa séptica é a somatória dos
volumes de digestão, sedimentação e de armazenamento de lodo, que pode ser
calculada pela expressão:
𝑉𝑉 = 1.000 + 𝑁𝑁 𝑥𝑥 (𝐶𝐶 𝑥𝑥 𝑇𝑇 + 𝐾𝐾 𝑥𝑥 𝐿𝐿 )
Onde:
V = volume útil, em litros (l);
N = número de contribuintes
C = contribuição de despejos, em litro/pessoa x dia ou em litro/unidade x dia;
T = Tempo de detenção, em dias;
K = Taxa de acumulação de lodo, em dias;
Lf = contribuição de lodo fresco, em litro/pessoa x dia ou em litro/unidade x dia.
Sendo que o valor de todas as variáveis é encontrado em tabelas na NBR
17076/2024.
4.4.5 Estudo para Demandas Futuras
4.4.5.1 Estimativa de Atendimento
De acordo com os dados disponibilizados pela Concessionária Prolagos (2024)
em Armação dos Búzios, o índice de atendimento dos serviços de esgotamento sanitário
em relação a população total era de 90%. Ressalta-se que, o índice de atendimento
retrata diretamente a abrangência do serviço prestado no âmbito do município, sendo
primariamente para mensurar a ampliação ou a redução do acesso da população a esse
serviço. Ademais, no cálculo para estimativa desse índice não é realizado a distinção
entre redes unitárias e redes mistas, que recolhem esgotos e águas pluviais.
Para atingir o cenário ideal, utilizou-se como horizonte as metas estabelecidas no
contrato de concessão que considera a ampliação do atendimento, às metas previstas
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
311
no Plano Nacional de Saneamento Básico (PLANSAB) e às exigências do Novo Marco
Legal do Saneamento (Lei Federal nº 14.026/2020).
O Quadro 99 detalha as projeções do atendimento do sistema de esgotamento
sanitário no horizonte de vigência do PMSB.
Quadro 99 - Índice de atendimento coletivo de esgotamento sanitário.
Ano Índice de Atendimento
0 2024 90%
1 2025 90%
2 2026 90%
3 2027 90%
4 2028 90%
5 2029 90%
6 2030 90%
7 2031 90%
8 2032 90%
9 2033 90%
10 2034 90%
11 2035 90%
12 2036 90%
13 2037 90%
14 2038 90%
15 2039 90%
16 2040 90%
17 2041 90%
18 2042 90%
19 2043 90%
20 2044 90%
Fonte: Autoria Própria (2024).
De acordo com o Novo Marco Legal do Saneamento (Lei nº 14.026/2020), que
estabelece a meta de 90% de atendimento em esgotamento sanitário até 2033, o
município já se encontra em condição de universalização. Assim, as metas projetadas
para o cenário ideal consideram a manutenção desse índice, com a realização de
investimentos contínuos que acompanhem o crescimento populacional estimado ao
longo dos próximos 20 anos, garantindo a sustentabilidade, eficiência e qualidade dos
serviços prestados.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
312
Cumpre destacar a importância da conscientização da população da necessidade
de se efetuar ligações à rede coletora disponível. Esta deverá ser impulsionada pelas
ações de sensibilização e educação ambiental e por programas específicos e processos
de fiscalização concernentes à Prefeitura Municipal.
4.4.5.2 Estimativa de Produção de Esgoto
De modo geral, estima-se que 70 a 90% da água consumida nas edificações
residenciais retorna à rede coletora pública na forma de esgotos domésticos.
Pressupõe-se que parcela da água fornecida pelo sistema público de abastecimento de
água potável não seja transformada em vazão, como, por exemplo, a água utilizada na
rega de jardins e lavagens de pisos externos e de automóveis, mas, em compensação,
na rede coletora poderão chegar vazões procedentes de outras fontes de
abastecimento, como poços e carros-pipa. Também influenciam no esgoto destinado à
rede coletora, as ligações irregulares de água pluvial à rede coletora e as ligações
irregulares de esgoto na rede pluvial.
Desta forma, embora haja uma nítida correlação entre o consumo de água
potável e a produção de esgotos, outros fatores tornam tal correlação maior ou menor,
conforme a circunstância. De acordo com a frequência e intensidade de ocorrência de
tais fatores, a razão entre o volume de esgoto produzido e o de água consumida pode
oscilar de 0,6 a 1,3, segundo a literatura. Esta fração é conhecida como coeficiente de
retorno.
A partir dessas considerações, adotou-se para as estimativas do Cenário Ideal um
valor de coeficiente de retorno de 0,8, recomendado pela ABNT (NBR 9649:1986).
Logo, a produção per capita de Armação dos Búzios é de 124 l/hab.dia.
O Quadro 100 demonstra as estimativas de produção de demanda de esgoto.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
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313
Quadro 100 - Vazões do sistema de esgotamento sanitário.
Ano Vazão de Infiltração
(l/s) Vazão Média (l/s) Vazão Máxima Diária (l/s)
2024 8,0 59,7 70,0
2025 8,0 102,3 121,2
2026 8,2 104,7 124,0
2027 8,4 107,3 127,0
2028 8,5 109,7 130,0
2029 8,8 112,5 133,2
2030 8,9 115,0 136,2
2031 9,0 117,6 139,3
2032 9,0 120,3 142,5
2033 9,0 122,9 145,7
2034 9,0 125,7 149,0
2035 9,0 128,4 152,3
2036 9,0 131,3 155,7
2037 9,0 134,2 159,2
2038 9,0 137,2 162,8
2039 9,0 140,3 166,5
2040 9,0 143,4 170,3
2041 9,0 146,6 174,1
2042 9,0 149,9 178,1
2043 9,0 153,3 182,1
2044 9,0 156,7 186,2
Fonte: Autoria Própria (2024).
4.4.5.3 Estimativa do Volume a ser Destinado ao Tratamento
Os volumes de esgoto a serem destinados à ETE referem-se à população
atendida pelos serviços de abastecimento de água potável e coleta de esgoto, acrescido
de contribuições típicas do sistema, tais como infiltrações advindas do freático,
contribuições pluviais em épocas de chuva, problemas nas paredes dos condutos,
dentre outras.
Para determinar o volume de infiltração de água no sistema de esgotamento
sanitário adotou-se a taxa de contribuição indicada pela norma da ABNT NBR
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
314
9.649/1986, a qual apresenta a faixa de 0,05 a 1,0 L/s.km, equivalente a 4 a 86
m³/dia.km.
Vale destacar que para a melhor escolha dessa variável devem ser consideradas
características locais, tais como: nível de água do lençol freático, natureza do solo,
qualidade da execução da rede, material da tubulação e tipo de junta utilizada.
Para o município de Armação dos Búzios utilizou-se a taxa de infiltração de
0,0001l/s.m. Sendo assim, o Quadro 101 demonstra os volumes do sistema de esgoto.
Quadro 101 - Estimativa do volume a ser destinado à ETE.
Ano Volume coletado (m³/ano) Volume Tratado
(m³/ano)
Volume Faturado
(m³/ano)
2024 1882883,5 1882883,5 2045743,5
2025 3226924,4 3226924,4 3732960,3
2026 3302084,8 3302084,8 3822111,6
2027 3382276,1 3382276,1 3913381,1
2028 3459949,9 3459949,9 4006893,4
2029 3546750,5 3546750,5 4102568,3
2030 3626970,8 3626970,8 4200595,5
2031 3708360,6 3708360,6 4300923,8
2032 3793081,0 3793081,0 4403655,5
2033 3876902,5 3876902,5 4508841,7
2034 3962624,9 3962624,9 4616482,4
2035 4050519,8 4050519,8 4726833,3
2036 4140496,7 4140496,7 4839741,0
2037 4232555,6 4232555,6 4955358,8
2038 4326832,1 4326832,1 5073686,9
2039 4423417,0 4423417,0 5194929,7
2040 4522264,8 4522264,8 5319036,1
2041 4623466,2 4623466,2 5446057,3
2042 4727066,3 4727066,3 5576146,6
2043 4833201,0 4833201,0 5709355,1
2044 4941779,8 4941779,8 5845683,0
Fonte: Autoria Própria (2024).
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
315
4.4.5.4 Estimativa de Coleta de Esgoto
De acordo com os dados disponibilizados no Produto 2, o esgoto produzido em
Armação dos Búzios possui tratamento coletivo. As estimativas e projeções calculadas
objetivam garantir a continuidade e universalização do serviço.
Dentre os componentes do sistema de esgotamento sanitário, destacam-se as
redes coletoras, que são formadas por um conjunto de tubulações capazes de
transportar os efluentes das habitações até a Estação de Tratamento. Outro
componente é a ligação, que conecta a residência ou comércio à rede coletora do
município.
As estações elevatórias também são elementos fundamentais em um sistema de
esgotamento sanitário. Possuem a função de bombear o esgoto de um ponto de cota
mais baixa para outro de cota mais elevada até chegar em uma ETE ou outra rede
coletora, evitando o represamento dos efluentes nas cotas mais baixas do terreno. As
linhas de recalque que possibilitam o transporte do fluido de uma fonte inferior para um
ponto superior. Além disso, um sistema de esgoto conta com os interceptores, que tem
a função de interceptar os esgotos que estão sendo lançados por redes coletoras
diretamente no corpo d’água
4.4.5.5 Estimativa de Expansão de Rede de Esgoto
Segundo apresentado no Diagnóstico, a extensão da rede coletora de esgotos
era de 40.160 metros, sendo 4.016 metros de rede mista e 36.144 metros de rede
separativa de esgoto.
A expansão da rede de coleta corresponde à instalação de canalização em ruas
onde ela inexiste. Estão incluídas nessa estimativa redes de coleta, coletores tronco e
interceptores e excluídos os ramais prediais.
4.4.5.5.1 Cenário 1 – Implantação de Rede Separativa
No Quadro 102 são apresentadas as estimativas de expansão da rede para o
cenário de implantação apenas de rede separativa ao longo do período de 20 anos.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
316
Quadro 102 - Estimativa da extensão de rede para o esgotamento sanitário nos cenários
prospectados (m).
Ano Extensão de Rede Requerida
(m) Incremento de Rede (m)
2024 36144,0 0,0
2025 40737,7 4593,7
2026 45915,2 5177,5
2027 51750,7 5835,5
2028 58327,9 6577,2
2029 65741,0 7413,1
2030 74096,3 8355,3
2031 83513,5 9417,2
2032 94127,6 10614,1
2033 106090,6 11963,0
2034 119574,1 13483,5
2035 134771,2 15197,1
2036 151899,8 17128,6
2037 171205,3 19305,5
2038 192964,5 21759,1
2039 217489,1 24524,6
2040 245130,6 27641,5
2041 276285,2 31154,6
2042 311399,3 35114,1
2043 350976,3 39576,9
2044 395583,2 44606,9
Fonte: Autoria Própria (2024).
Para este cenário, o investimento ao longo de 20 anos é de R$ 252.113.463,00.
4.4.5.5.2 Cenário 2 – Implantação de Rede Mista
No Quadro 103 são apresentadas as estimativas de expansão da rede para o
cenário de implantação de até 25% de rede separativa ao longo do período de 20 anos.
Neste cenário, portanto, 75% da implantação é de rede mista.
Quadro 103 - Estimativa da extensão de rede para o esgotamento sanitário nos cenários
prospectados (m).
Ano Extensão de Rede Requerida (m) Incremento de Rede (m)
2025 40.160,00 10.040,00
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
317
Ano Extensão de Rede Requerida (m) Incremento de Rede (m)
2026 40.817,57 164,39
2027 42.007,29 297,43
2028 42.510,81 125,88
2029 44.188,70 419,47
2030 44.529,06 85,09
2031 44.760,66 57,90
2032 45.218,90 114,56
2033 45.218,90 -
2034 45.218,90 -
2035 45.218,90 -
2036 45.218,90 -
2037 45.218,90 -
2038 45.218,90 -
2039 45.218,90 -
2040 45.218,90 -
2041 45.218,90 -
2042 45.218,90 -
2043 45.218,90 -
2044 45.218,90 -
Fonte: Autoria Própria (2024).
Após a rede coletora implantada os incrementos de redes tendem a diminuir,
ocorrendo em obras pontuais de ampliação e/ou manutenção. Para este cenário, o
investimento ao longo de 20 anos é de R$ 8.542.913,01.
4.4.5.5.3 Proposta para Transição Gradual do SES de Armação dos Búzios
O município de Armação dos Búzios apresenta atualmente um sistema de
esgotamento sanitário caracterizado pela coexistência de rede separadora absoluta,
rede mista e dispositivos de captação em tempo seco, conforme levantado no
diagnóstico.
Entretanto, a população buziana, assim como o poder público, manifestam o
desejo legítimo de que o município adote integralmente o sistema de coleta por rede
separadora absoluta. Ressalta-se que, uma transição dessa natureza precisa ser
cuidadosamente planejada, de modo a considerar aspectos técnicos, operacionais e
financeiros. Assim, é fundamental que o processo seja conduzido com cautela,
garantindo que a evolução para o novo modelo ocorra de forma progressiva e segura,
sem comprometer o funcionamento do sistema atual, os avanços já alcançados na
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
318
universalização dos serviços de esgotamento sanitário, e a proteção das praias e demais
corpos hídricos do município.
Assim, faz-se necessária a definição de uma estratégia progressiva e planejada
para a transição, que assegure simultaneamente a universalização da coleta e
tratamento de esgoto, a proteção ambiental das praias e corpos hídricos e a
sustentabilidade econômica do sistema.
A seguir, estão dispostos os principais objetivos dessa proposta:
• Estabelecer diretrizes para a substituição gradual das redes mistas,
juntamente das captações em tempo seco, por redes coletoras do tipo
separador absoluto, sem prejuízo à universalização do esgotamento
sanitário no município de Búzios;
• Preservar a balneabilidade das praias, fundamentais para a saúde pública,
o meio ambiente e a atividade turística, de grande importância para o
município;
• Promover investimentos de forma eficiente, evitando custos redundantes
ou obras de baixo aproveitamento;
• Definir uma estratégia de transição que priorize áreas críticas e
ambientalmente sensíveis;
• Alinhar o planejamento de saneamento com as expectativas da sociedade
e com os princípios de sustentabilidade.
Com os objetivos traçados, pode-se observar a seguir as diretrizes que servirão
de base para a proposta.
1. Universalização como prioridade: As ações deverão, em primeiro
momento, assegurar que todas as áreas urbanas estejam atendidas por
algum tipo de sistema de coleta e tratamento de esgoto (rede separativa
ou mista associada às captações em tempo seco);
2. Proteção ambiental contínua: Nenhuma medida de desativação das
estruturas de tempo seco poderá comprometer a qualidade das águas
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
319
costeiras e balneares do município, tampouco poderá afetar o sistema de
esgotamento, tanto à montante quanto à jusante, já existente;
3. Transição planejada: A substituição das captações em tempo seco pelas
redes separativas deverá ocorrer de forma progressiva e gradual, após a
universalização, obedecendo a um cronograma técnico e financeiro
realista;
4. Priorização territorial: Deverão ser priorizadas para substituição as áreas
críticas, de maior densidade populacional ou de maior sensibilidade
ambiental;
5. Eficiência financeira: Os investimentos deverão ser realizados de forma a
evitar sobreposições e desperdícios, buscando a máxima eficiência no uso
dos recursos.
A primeira etapa da estratégia consiste em atingir a universalização do
esgotamento sanitário no município por meio da combinação da rede mista e da rede
separadora absoluta, garantindo que 90% da população esteja atendida com rede
coletora, conforme a meta estabelecida no Marco Legal do Saneamento.
Cumprida essa fase, inicia-se o processo de substituição gradual da rede mista
pela rede separadora absoluta. Nesse momento, o indicador de atendimento, que
anteriormente era de 90% considerando a soma dos dois sistemas, sofrerá uma redução
aparente, passando a aproximadamente 60% de cobertura, uma vez que serão
contabilizadas apenas as ligações efetivamente conectadas à rede separadora.
A partir desse novo marco, será estabelecida uma meta progressiva de expansão
da rede separadora, de forma a retomar o índice de 90% de atendimento, agora
exclusivamente por meio da rede separadora absoluta, consolidando assim a transição
definitiva para o modelo mais eficiente e sustentável.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
320
A proposta para a implementação dessa transição deverá ser estruturada em três
etapas, conforme a figura a seguir.
Fonte: Autoria Própria (2025).
A presente proposta estabelece um caminho técnico, financeiramente viável e
ambientalmente seguro para que Armação dos Búzios alcance o modelo ideal de
esgotamento sanitário por rede separadora absoluta, sem comprometer a
universalização dos serviços e a proteção das praias.
4.4.5.6 Estações Elevatórias e Linhas de Recalque
Para o funcionamento efetivo do sistema, a Concessionária Prolagos projetou
instalações de estações elevatórias de esgoto e suas respectivas linhas de recalque no
município a fim de bombear o efluente devido às características topográficas de
Armação dos Búzios. A Concessionária, contudo, não apresentou maiores informações
acerca destes planejamentos de investimento.
Figura 91 - Etapas da transição.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
321
4.4.5.7 Interceptores
Para o funcionamento efetivo do sistema, a Concessionária Prolagos projetou
instalações de interceptores no município de Armação dos Búzios. A Concessionária,
contudo, não apresentou maiores informações acerca destes planejamentos de
investimento.
4.4.6 Indicadores e Metas
O presente tópico tem como objetivo apresentar os principais indicadores de
desempenho operacional. Eles são instrumentos utilizados para medir, monitorar e
avaliar a qualidade do serviço de esgotamento sanitário prestado pela Concessionária,
para auxiliar os gestores no momento de mensurar a eficiência na prestação dos
serviços, e caso necessário na definição de novas estratégias, a fim de melhorar a
prestação dos serviços, alcance de metas e identificação de possíveis gargalos.
Os indicadores podem ser utilizados como ferramentas de controle e regulação
dos serviços prestados, eles foram montados tomando como base o Plano Nacional de
Saneamento Básico (PLANSAB), os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS),
o Contrato de Concessão e o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento
(SNIS). Utilizando as informações levantadas no campo e fornecidas pela Prefeitura e
prestadores de serviço. O Quadro 104 apresenta os principais indicadores para o
município de Armação dos Búzios.
Quadro 104 - - Indicadores do Sistema de Esgotamento Sanitário.
Indicador Situação do Município Meta Ano
E1 Índice de Atendimento 90% 90% 2024
E2 Índice de Tratamento 100% 100% 2024
Fonte: Autoria Própria (2024).
Diante do cenário atual do Sistema de Esgotamento Sanitário de Armação dos
Búzios, foram traçadas algumas metas para que o município apresente melhorias nesse
componente do saneamento básico. Para isso, foram analisados os Objetivos de
Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU de forma que fossem conectados direta
ou indiretamente com o Abastecimento de Água.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
322
O Quadro 105 apresenta alguns dos ODS e como se relacionam com o Sistema
Esgotamento Sanitário do município.
Quadro 105 - Metas dos ODS relacionadas com o Sistema de Esgotamento Sanitário.
ODS Metas relacionadas com o Sistema de Esgotamento Sanitário
Meta 3.3: Até 2030, acabar com as epidemias de AIDS, tuberculose, malária e
doenças tropicais negligenciadas, e combater a hepatite, doenças transmitidas
pela água, e outras doenças transmissíveis
Meta 6.5: Até 2030, implementar a gestão integrada dos recursos hídricos em
todos os níveis, inclusive via cooperação transfronteiriça, conforme apropriado
Meta 6.6 Até 2020, proteger e restaurar ecossistemas relacionados com a água,
incluindo montanhas, florestas, zonas úmidas, rios, aquíferos e lagos
Meta 11.1: Até 2030, garantir o acesso de todos à habitação segura, adequada e
a preço acessível, e aos serviços básicos e urbanizar as favelas
Meta 11.4: Fortalecer esforços para proteger e salvaguardar o patrimônio cultural
e natural do mundo
Meta 13.1: Reforçar a resiliência e a capacidade de adaptação a riscos
relacionados ao clima e às catástrofes naturais em todos os países
Meta 13.2: Integrar medidas da mudança do clima nas políticas, estratégias e
planejamentos nacionais
Fonte: Adaptado por Autoria Própria (2024) a partir dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
(ONU, 2015).
São previstos objetivos e metas para a garantia do cenário ideal e da universalização
dos serviços, admitindo soluções graduais e progressivas de forma atingir a
universalização, a qualidade dos serviços prestados e a sustentabilidade dos recursos
naturais.
As metas descritas expressam os objetivos em termos de resultados e para isso
devem ser mensuráveis. Devendo ser propostas de forma gradual, pois os resultados
dos objetivos serão alcançados no decorrer do tempo. Sendo assim, as metas serão
distribuídas ao longo do horizonte do PMSB, que é de 20 anos classificadas como:
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
323
• Curto prazo: até 4 anos (2025 a 2028);
• Médio prazo: de 5 a 14 anos (2029 a 2038);
• Longo prazo: de 15 anos até o horizonte final do plano (2039 a 2044).
Quadro 106 - Metas para o Sistema de Esgotamento Sanitário.
Indicador Metas Progressivas
2024 2029 2038 2044
1 Aumento da População
atendida 90% 90% 90% 90%
2 Aumento do esgoto
coletado e tratado 100% 100% 100% 100%
Fonte: Autoria Própria (2024).
Assim como o abastecimento de água, as soluções para o sistema de
esgotamento sanitário diferenciam-se ente individuais e coletivas. Os sistemas coletivos
são dinâmicos e se caracterizam pelo afastamento dos esgotos da área servida. Já as
soluções individuais são estáticas, soluções locais que atendem uma ou poucas
residências, com ou sem veiculação hídrica (Von Sperling, 2005).
Assim, ao longo do horizonte do PMSB, o sistema de esgotamento sanitário no
município deverá dar atendimento, através da rede pública, a todos os imóveis de uso
residencial, comercial e públicos em todas aquelas áreas urbanizadas dentro ou fora do
perímetro urbano, desde que elas sejam atualmente existentes ou estabelecidas no
futuro com o cumprimento de todos os requisitos legais referentes à ocupação e uso de
solo e autorizações administrativas respectivas.
Como princípios básicos do sistema de esgotamento sanitário podem ser citados
os seguintes:
• Universalização do acesso aos serviços de esgotamento sanitário;
• Regularidade na prestação dos serviços;
• Eficiência e qualidade do sistema;
• Segurança operacional dos sistemas, inclusive dos trabalhadores encarregados
de sua manutenção;
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
324
• Adoção de critérios sociais, epidemiológicos e ambientais para o
estabelecimento de prioridades de intervenção e não somente o retorno
monetário do investimento;
• Participação Social;
• Fundamento na questão da saúde pública, visando evitar/minimizar riscos
epidêmicos oriundos da falta destes serviços;
• Conservação dos recursos naturais.
4.4.7 Equilíbrio Econômico e Financeiro (CAPEX e OPEX)
A prestação dos serviços de esgotamento sanitário, a redação alterada da Lei
Federal nº 11.445/2007, em razão da promulgação da Lei Federal nº 14.026/2020, traz
inovações no sentido de promover a obrigatoriedade de conexão às redes implantadas.
Com destaque para os seguintes parágrafos do Capítulo VII - DOS ASPECTOS
TÉCNICOS do referido marco legal (BRASIL, 2007):
§ 4º Quando disponibilizada rede pública de esgotamento sanitário, o
usuário estará sujeito aos pagamentos previstos no caput deste artigo,
sendo-lhe assegurada a cobrança de um valor mínimo de utilização dos
serviços, ainda que a sua edificação não esteja conectada à rede pública.
(Redação pela Lei nº 14.026, de 2020)
§ 4º-A O pagamento de taxa ou de tarifa, na forma prevista no § 3º-A, não
isenta o usuário da obrigação de conectar-se à rede pública de esgotamento
sanitário e o descumprimento da obrigação sujeita o usuário ao pagamento
de multa e às demais sanções previstas na legislação. (Incluído pela Medida
Provisória nº 868, de 2018) (Vigência encerrada)
§ 5º O pagamento de taxa ou de tarifa, na forma prevista no caput deste
artigo, não isenta o usuário da obrigação de conectar-se à rede pública de
esgotamento sanitário, e o descumprimento dessa obrigação sujeita o
usuário ao pagamento de multa e demais sanções previstas na legislação,
ressalvados os casos de reuso e de captação de água de chuva, nos termos
do regulamento. (Redação pela Lei nº 14.026, de 2020)
§ 6º A entidade reguladora ou o titular dos serviços públicos de saneamento
básico deverão estabelecer prazo não superior a 1 (um) ano para que os
usuários conectem suas edificações à rede de esgotos, onde disponível, sob
pena de o prestador do serviço realizar a conexão mediante cobrança do
usuário. (Redação pela Lei nº 14.026, de 2020)
§ 7º A entidade reguladora ou o titular dos serviços públicos de saneamento
básico deverá, sob pena de responsabilidade administrativa, contratual e
ambiental, até 31 de dezembro de 2025, verificar e aplicar o procedimento
previsto no § 6º deste artigo a todas as edificações implantadas na área
coberta com serviço de esgotamento sanitário. (Redação pela Lei nº 14.026,
de 2020)
§ 8º O serviço de conexão de edificação ocupada por família de baixa renda
à rede de esgotamento sanitário poderá gozar de gratuidade, ainda que os
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
325
serviços públicos de saneamento básico sejam prestados mediante
concessão, observado, quando couber, o reequilíbrio econômico-financeiro
dos contratos. (Incluído pela Lei nº 14.026, de 2020)
§ 9º Para fins de concessão da gratuidade prevista no § 8º deste artigo,
caberá ao titular regulamentar os critérios para enquadramento das famílias
de baixa renda, consideradas as peculiaridades locais e regionais. (Incluído
pela Lei nº 14.026, de 2020)
§ 10. A conexão de edificações situadas em núcleo urbano, núcleo urbano
informal e núcleo urbano informal consolidado observará o disposto na Lei
nº 13.465, de 11 de julho de 2017. (Incluído pela Lei nº 14.026, de 2020).
Para fomentar os cálculos do cenário ideal utilizou-se os estudos de CAPEX e
OPEX. O primeiro, refere-se ao Capital Expenditur, em inglês, que traduzido para o
português significa "Despesas de Capital". Trata-se de um termo financeiro utilizado
para descrever os investimentos de uma empresa em ativos de longo prazo, como
aquisição de equipamentos, construção de instalações, compra de propriedades e
outros bens de capital que são essenciais para as operações e o crescimento do negócio.
O CAPEX está associado a investimentos que proporcionam benefícios
duradouros ao longo do tempo. Esses investimentos são geralmente voltados para a
expansão, melhoria ou modernização das capacidades da empresa/serviço, visando
aumentar sua eficiência operacional, competitividade ou capacidade produtiva.
Diferentemente do OPEX, Operational Expenditure, em inglês, traduzida como
"Despesas Operacionais". Esse termo refere-se aos custos contínuos e recorrentes
associados às operações diárias de uma empresa. Ele engloba os gastos necessários para
manter as atividades normais e sustentáveis da organização.
As despesas operacionais abrangem uma variedade de custos, incluindo salários
e benefícios dos funcionários, aluguel, utilities (serviços públicos), materiais de escritório,
manutenção, despesas de viagem, marketing e outros custos correntes associados à
produção e entrega de bens ou serviços. Essas despesas são essenciais para a
manutenção das operações comerciais no curto prazo e são consideradas parte
integrante dos custos normais de condução do negócio.
Ressalta-se que, os custos unitários adotados para a estruturas previstas foram
obtidos através do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos (SINAPI) para as obras
lineares e as obras pontuais serão baseadas em cotações de mercado e obras similares
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
326
realizadas no Estado, quando houver a necessidade de atualização monetária, será
realizada pelo Índice da Construção Civil (INCC).
No cálculo de CAPEX incluem-se os investimentos previstos pela atual
Concessionária, a Prolagos, como disposto no Quadro 107.
Quadro 107 – Investimentos previstos pela Concessionária Prolagos no período da quarta
revisão
Município Projeto Ano
2025 2026 2027 2028
Armação
de Búzios
Melhoria
Operacional na
ETE Búzios
29.750,00 559.652,72 29.750,00 559.652,72
Melhoria
Operacional EEE
Armação de
Búzios
169.575,00 1.139.226,98 169.575,00 1.139.226,98
Fonte: Autoria Própria a partir de informações da Concessionária Prolagos (2024).
Neste sentido, os cálculos de CAPEX para o sistema de esgotamento sanitário,
estão apresentados nos quadros a seguir.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
327
4.4.7.1 Cenário 1 – Implantação de Rede Separativa
Quadro 108 - CAPEX do Sistema de Esgotamento Sanitário de Armação dos Búzios.
Ano Tratamento Interceptores/Emissários Estação Elevatória Rede Coletora Ligações
2025 294.701,36 - 654.400,99 3.240.877,00 2.867.950,97
2026 294.701,36 - 654.400,99 3.649.556,97 601.987,39
2027 294.701,36 - 654.400,99 4.110.177,66 437.582,56
2028 294.701,36 - 654.400,99 4.629.340,40 634.370,16
2029 - - - 5.214.485,54 462.492,38
2030 - - - 5.873.999,03 472.456,31
2031 - - - 6.617.332,64 483.250,57
2032 - - - 7.455.139,37 494.875,15
2033 - - - 8.399.426,20 506.499,74
2034 - - - 9.463.726,07 518.124,32
2035 - - - 10.663.291,92 169.635,90
2036 - - - 12.015.315,22 173.123,27
2037 - - - 13.539.172,37 177.108,84
2038 - - - 15.256.702,40 180.596,22
2039 - - - 17.192.519,94 185.079,99
2040 - - - 19.374.367,99 188.816,46
2041 - - - 21.833.515,52 193.051,13
2042 - - - 24.605.205,59 197.285,80
2043 - - - 27.729.160,44 201.520,47
2044 - - - 31.250.150,75 206.004,24
Total 1.178.805,43 - 3.306.019,46 R$ 252.113.463,00 9.351.811,86
Fonte: Autoria Própria (2024).
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Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
328
4.4.7.2 Cenário 2– Implantação de Rede Mista
Quadro 109 - CAPEX do Sistema de Esgotamento Sanitário de Armação dos Búzios.
Ano Tratamento Interceptores/Emissários Estação Elevatória Rede Coletora Ligações
2025 294.701,36 - 654.400,99 7.059.480,25 2.867.950,97
2026 294.701,36 - 654.400,99 146.555,26 601.987,39
2027 294.701,36 - 654.400,99 239.680,86 437.582,56
2028 294.701,36 - 654.400,99 119.596,65 634.370,16
2029 - - - 325.110,50 462.492,38
2030 - - - 91.044,21 472.456,31
2031 - - - 72.009,24 483.250,57
2032 - - - 111.673,01 494.875,15
2033 - - - 31.480,25 506.499,74
2034 - - - 31.480,25 518.124,32
2035 - - - 31.480,25 169.635,90
2036 - - 688415,4946 31.480,25 173.123,27
2037 - - - 31.480,25 177.108,84
2038 - - - 31.480,25 180.596,22
2039 - - - 31.480,25 185.079,99
2040 - - - 31.480,25 188.816,46
2041 - - - 31.480,25 193.051,13
2042 - - - 31.480,25 197.285,80
2043 - - - 31.480,25 201.520,47
2044 - - - 31.480,25 206.004,24
Total 1.178.805,43 - 3.306.019,46 8.542.913,01 9.351.811,86
Fonte: Autoria Própria (2024).
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329
4.5 PROGNÓSTICO DO SISTEMA DE MANEJO DE RESÍDUOS SÓLIDOS E
LIMPEZA URBANA
Neste capítulo serão definidos os diferentes cenários diante das variáveis e
fatores críticos do sistema de manejo de resíduos sólidos e limpeza urbana. Serão
abordadas as metas e soluções para esta vertente, tendo como referência as
informações coletadas na revisão do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB),
mais precisamente no diagnóstico de situação de Armação dos Búzios, referente ao
Produto 2 e na revisão do Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos
(PMGIRS).
4.5.1 Definição dos Fatores Críticos
São considerados como fatores críticos o conjunto de variáveis que afetam de
forma positiva e negativa o desempenho do sistema, ou em termos quantitativos e de
composição, a produção dos resíduos sólidos. A efetividade do sistema de manejo de
resíduos sólidos e limpeza urbana depende de um diagnóstico preciso desses fatores,
garantindo que os desafios e oportunidades sejam adequadamente identificados e
tratados.
No município de Armação dos Búzios, a análise crítica realizada no Diagnóstico
(Produto 2) apontou diversos desafios, sendo um dos principais a baixa adesão da
população à separação dos resíduos na fonte, além da necessidade de ampliação da
infraestrutura de coleta seletiva. A ausência de um sistema eficiente de triagem e
destinação adequada compromete a gestão de resíduos e sobrecarrega os serviços
municipais, resultando em maior volume de resíduos enviados para disposição final em
aterros sanitário.
Dessa maneira, foram definidos os fatores que interferem de alguma forma no
serviço de manejo de resíduos sólidos e limpeza urbana, como demonstra a Figura 92.
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Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
330
Figura 92 - Fatores Críticos adotados para definição dos cenários do manejo de resíduos
sólidos e limpeza urbana.
Fonte: Autoria Própria (2024).
4.5.2 Matriz dos Cenários
A elaboração de cenários, visando a melhor compreensão da dinâmica
demográfica atual e futura é de suma importância para o planejamento das ações que
atenderão as demandas dos serviços de manejo de resíduos sólidos e limpeza urbana.
Foram considerados três cenários distintos: Cenário Tendencial, Cenário Desejável e
Cenário Ideal. Esses cenários são baseados na variação de índices fundamentais ao
longo do horizonte de planejamento e no grau de cumprimento das metas estabelecidas
pelo Plano Nacional de Resíduos Sólidos, também conhecido como Planares (BRASIL,
2022).
No Cenário Tendencial, assume-se que a prestação dos serviços de resíduos
urbanos manterá o status atual, sem avanços significativos nas políticas e ações voltadas
à gestão de resíduos. Esse cenário é considerado próximo à inação, uma vez que não há
esforços para o cumprimento das metas do Planares. Como efeito, a geração per capita
de resíduos sólidos tende a aumentar, refletindo a ausência de campanhas de
conscientização e educação ambiental que incentivem o consumo responsável. Nesse
contexto, o cenário reflete uma perspectiva de deterioração das condições atuais, com
maior pressão sobre os serviços de coleta e destinação de resíduos.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
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331
O Cenário Desejável, por outro lado, é visto como o mais realista e provável. Nele,
há progressos parciais no atendimento das metas do Planares tendo como base a região
sudeste, evidenciando investimentos e políticas mais efetivas na área de resíduos
sólidos. A geração per capita, nesse cenário, permanece estável, sugerindo que a
conscientização da população é moderada, evitando aumentos no volume de resíduos
gerados. Embora não sejam atingidos todos os objetivos, há avanços notáveis na
recuperação de frações secas e orgânicas dos resíduos, impulsionados por políticas de
coleta seletiva e melhorias na infraestrutura dos serviços de Limpeza Urbana e Manejo
dos Resíduos Sólidos.
No Cenário Ideal, projeta-se um avanço significativo no cumprimento das metas
do Planares. Esse cenário prevê uma forte conscientização da população quanto ao
consumo sustentável, o que se reflete em uma redução da geração per capita de
resíduos sólidos. Além disso, há uma ampla implementação de programas de coleta
seletiva e recuperação de frações secas e orgânicas dos resíduos, promovendo a
maximização do reaproveitamento de materiais e a minimização da quantidade de
resíduos destinados aos aterros.
Nesse sentido, os cenários de Armação dos Búzios estão descritos no Quadro
110.
Quadro 110 - Cenários de Armação dos Búzios do Manejo de Resíduos Sólidos e Limpeza
Urbana.
Indicador Cenário Tendencial Cenário Desejável Cenário Ideal
Atendimento de coleta
seletiva Ausente ou mínimo 50% 100%
Geração per capita Aumento (2% ao ano) Estabilidade (taxa
constante) Redução (2% ao ano)
Recuperação de
orgânicos 1,7%4 13,5% 18,1%
4 Estimativa realizada pela ABREMA (2023) para a taxa de recuperação de resíduos secos, em seu
estudo “Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil”.
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Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
332
Indicador Cenário Tendencial Cenário Desejável Cenário Ideal
Recuperação de fração
seca
1,7%5 20% 25,8%
Fonte: Autoria Própria (2024).
Ressalta-se que a variação de 2% na taxa de geração per capita teve com
fundamento o comportamento para a região sudeste no último ano, de acordo com o
Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil (ABREMA, 2023). Além disso, as projeções do
cenário escolhido para a coleta seletiva, RCC e RSS se encontram no Item - Estudo de
Demandas Futuras.
4.5.3Procedimentos Operacionais e Especificação Mínima a Serem Adotadas no
Serviço de Resíduos Sólidos e Limpeza Urbana
Neste item foram consideradas as informações técnicas e participativas sobre o
manejo de resíduos sólidos e limpeza urbana consolidadas na etapa do Diagnóstico
(Produto 2), tendo como referência do Cenário Tendencial e como direcionadores os
avanços necessários para prospectiva do Cenário Desejável. Sendo assim, cabe
compreender os procedimentos e especificações mínimas que devem ser adotados no
município na prestação do serviço do manejo de resíduos sólidos e limpeza urbana.
Além disso, ressalta-se a importância da inclusão de um plano de fiscalização e
monitoramento contínuo do serviço do manejo de resíduos sólidos e limpeza urbana,
além de melhorias nas diretrizes para a coleta seletiva, tendo em vista que a falta de um
mecanismo de controle pode comprometer a eficiência da gestão dos resíduos sólidos,
especialmente na adesão da população à coleta seletiva.
4.5.3.1 Coleta
O Manual Brasileiro Integrado de Resíduos Sólidos do Instituto Brasileiro de
Administração Municipal (IBAM, 2001) discorre sobre o procedimento necessário para
5 Estimativa realizada pela ABREMA (2023) taxa de recuperação de resíduos orgânicos, em seu
estudo “Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil”.
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Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
333
a coleta de resíduos sólidos ser realizada de forma satisfatória. Ele elenca 4 atributos:
regularidade, frequência, horário e roteiro de coleta.
• Regularidade: A coleta deve ocorrer sempre nos mesmos dias e horários,
garantindo que a população se habitue a dispor os resíduos corretamente,
evitando que fiquem expostos por longos períodos.
• Frequência: O tempo decorrido entre a geração do resíduo e sua destinação final
não deve ultrapassar uma semana, a fim de evitar a proliferação de vetores, como
insetos e roedores, e minimizar odores desagradáveis.
• Horário: A coleta deve seguir um cronograma fixo, garantindo previsibilidade
para a população.
• Roteiros de Coleta: Devem ser constantemente avaliados e ajustados conforme
mudanças populacionais, novas ocupações urbanas e variações na quantidade de
resíduos gerados.
Deste modo, para que o sistema de coleta de resíduos domiciliares seja realizado
de forma eficaz é necessário que esses 4 componentes sejam atendidos.
No município de Armação dos Búzios, entende-se que há necessidade de ajustes
na coleta para torná-la mais eficiente, especialmente no que se refere à ampliação da
coleta seletiva e à otimização dos processos de separação e destinação de resíduos.
Para isso, o sistema de coleta deverá ser estruturado em diferentes modelos,
contemplando as especificidades dos resíduos gerados e garantindo maior eficiência
operacional:
Coleta convencional: realizada regularmente para resíduos não recicláveis que
serão destinados ao aterro sanitário.
Coleta seletiva porta a porta: expansão gradual da coleta seletiva para abranger
novos bairros, incentivando a separação de materiais recicláveis na fonte e
promovendo maior adesão da população.
Pontos de Entrega Voluntária (PEVs): implantação de novos pontos estratégicos
para recebimento de resíduos recicláveis, eletrônicos e perigosos, incentivando
a logística reversa e o descarte correto de materiais.
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334
Coleta de grandes geradores: regulamentação específica para estabelecimentos
comerciais e industriais que produzem volumes significativos de resíduos,
garantindo que esses empreendimentos realizem a destinação correta de seus
resíduos.
Coleta de resíduos perigosos: articulação com empresas especializadas para o
correto tratamento e destinação de resíduos de serviços de saúde, lâmpadas,
pilhas e baterias, minimizando riscos ambientais e à saúde pública.
Reciclagem de resíduos orgânicos: implementação de programas de
compostagem para tratamento de resíduos orgânicos, reduzindo sua destinação
ao aterro sanitário e possibilitando sua utilização na agricultura, áreas verdes e
reflorestamento, conforme as diretrizes do Plano Nacional de Resíduos Sólidos
(Planares).
Além disso, o município deverá adotar um sistema de rastreamento da coleta
seletiva, permitindo monitorar os volumes coletados, avaliar a adesão da população e
otimizar as rotas logísticas, minimizando custos operacionais e emissões de gases
poluentes.
A ampliação da coleta seletiva, a implementação de incentivos à logística reversa
e a estruturação de novos PEVs são fundamentais para a melhoria da gestão de resíduos.
4.5.3.2 Transporte
Em relação ao transporte, o Manual Gerenciamento Integrado de Resíduos
Sólidos do IBAM (2001) informa que os veículos de coleta de resíduos sólidos devem
possuir as seguintes características:
• Não permitir derramamento de resíduos sólidos ou do chorume na via
pública;
• Apresentar taxa de compactação de pelo menos 3:1, ou seja, cada 3 m³ de
resíduos ficarão reduzidos, por compactação, a 1 m³;
• Apresentar altura de carregamento na linha de cintura dos coletadores, ou
seja, no máximo a 1,20 metro de altura em relação ao solo;
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335
• Possibilitar esvaziamento simultâneo de pelo menos dois recipientes por
vez;
• Possuir carregamento traseiro, de preferência;
• Dispor de local adequado para transporte dos trabalhadores;
• Apresentar descarga rápida dos resíduos sólidos no destino (no máximo
em três minutos);
• Possuir compartimento de carregamento (vestíbulo) com capacidade para
no mínimo 1,5 m³;
• Apresentar capacidade adequada para o menor número de viagens ao
destino, nas condições de cada área.
• Possuir capacidade adequada de manobra e de vencer aclives;
• Possibilitar basculamento de contêineres de diversos tipos;
• Distribuir adequadamente a carga no chassi do caminhão.
4.5.3.3 Triagem
O processo de triagem de resíduos consiste na separação dos materiais de acordo
com suas características físicas e químicas, possibilitando um melhor aproveitamento e
destinação adequada. Os métodos de triagem variam conforme a composição dos
resíduos e são fundamentais para otimizar a reciclagem e reduzir o volume destinado a
aterros sanitários.
No município de Armação dos Búzios, a triagem de materiais recicláveis será
realizada em centrais de triagem, com prioridade para a inclusão de cooperativas de
catadores, promovendo a geração de emprego e renda e fortalecendo a economia
circular. Além disso, deverá ser estabelecido um plano de incentivo à comercialização
de materiais recicláveis, reduzindo a dependência do envio de resíduos para aterros e
promovendo a valorização desses materiais no mercado.
A modernização da infraestrutura de triagem e o aproveitamento dos resíduos
contribuirá significativamente para a eficiência do sistema, otimizando os processos de
separação e garantindo a destinação mais adequada para cada tipo de resíduo. Essas
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Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
336
ações reduzirão os impactos ambientais e promoverão uma gestão mais sustentável dos
resíduos sólidos no município.
4.5.3.4 Disposição Final
A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) define a disposição final
adequada como a distribuição ordenada dos resíduos atendendo às normativas e de
maneira que não ofereça riscos à saúde e segurança e que minimize os impactos
ambientais.
A PNRS também define no art. 9º que a gestão e gerenciamento dos RSU devem
priorizar a não geração, redução, reutilização, reciclagem e o tratamento dos resíduos,
assim a disposição final em aterro sanitário receberá apenas os rejeitos.
Ademais, conforme estabelecido pela NBR 17100, o gerenciamento adequado
de resíduos deve ser compreendido em múltiplas etapas, iniciando-se na prevenção e
não geração, englobando ainda ações pós-geração, operações intermediárias e, por fim,
operações de destinação (ABNT, 2023). A queima de resíduos através da combustão, a
gaseificação e o arco de plasma surgem como alternativas promissoras para a
valorização energética de RSU, possibilitando não apenas a minimização de impactos
ambientais, mas também a otimização de recursos e a inserção de um novo vetor
econômico no ciclo de vida dos resíduos.
4.5.4 Estudo para Demandas Futuras
O presente tópico tem como objetivo analisar as demandas futuras dos serviços
de manejo de resíduos sólidos e limpeza urbana para o município de Armação dos
Búzios, informação que é de extrema importância para elaborar um instrumento de
gestão eficiente e auxiliar na definição dos programas, projetos e ações, considerando
o comportamento futuro dos resíduos.
4.5.4.1 Resíduos Sólidos Domiciliares e Comerciais
Para realizar a projeção da estimativa da geração futura dos resíduos domiciliares
e comerciais, foram utilizados os dados levantados no Diagnóstico (Produto 2),
considerando os itens de geração total, per capita e composição gravimétrica.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
337
De acordo com os dados do Censo Demográfico de 2022, Armação dos Búzios
possuía uma população de 40.006 habitantes. Segundo o SNIS de 2022, a quantidade
anual de resíduos gerados era de 28.278 t/ano. Com base nestas informações, foi
calculada a geração per capita do município: 1,9366 kg por habitante por dia.
Em termos de geração per capita, as variações regionais mostram-se bastante
latentes, a região sudeste apresenta a média mais alta comparado com todas as outras
regiões do Brasil sendo de 1,230 kg/hab.dia, entretanto, sendo inferior a geração do
município (ABRELPE, 2022).
Sendo assim, foi estimado que ao longo dos 20 anos, a geração per capita para o
cenário desejado será constante, considerando a média produzida por Armação dos
Búzios e os dados da ABRELPE. Assim, a produção per capita de Armação dos Búzios
será mantida em prol de atender os objetivos traçados no cenário desejado, melhoria
na gestão de resíduos e aumento de vida útil do aterro. Bem como o que preconiza a
PNRS (2010), que cita sobre a necessidade de realizar programas e ações de educação
ambiental com o intuito de promover a redução, a não geração, a reutilização e a
reciclagem dos resíduos sólidos.
Diante do crescimento populacional e da sazonalidade do turismo, estima-se um
aumento de 56% na geração de resíduos sólidos até 2044. Esse crescimento reflete a
expansão urbana e o fluxo intenso de visitantes, que impactam significativamente a
demanda pelos serviços de manejo de resíduos sólidos e limpeza urbana. Portanto, é
essencial que a gestão municipal adote medidas de planejamento e ampliação da
infraestrutura, garantindo a eficiência da coleta, triagem e destinação adequada dos
resíduos ao longo dos anos.
A projeção da população atendida com coleta de resíduos sólidos em Armação
dos Búzios consta no Quadro 111.
Quadro 111 - Projeção da população atendida com coleta de resíduos.
Período Ano População Atendida
0 2024 42.051
1 2025 42.942
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338
Período Ano População Atendida
2 2026 43.967
3 2027 45.017
4 2028 46.093
5 2029 47.194
6 2030 48.321
7 2031 49.475
8 2032 50.657
9 2033 51.867
10 2034 53.105
11 2035 54.374
12 2036 55.673
13 2037 57.003
14 2038 58.364
15 2039 59.759
16 2040 61.186
17 2041 62.647
18 2042 64.143
19 2043 65.675
20 2044 67.243
Fonte: Autoria Própria (2024).
4.5.4.2 Resíduos da Coleta Seletiva
Atualmente, o município não possui um informações sobre a composição
gravimétrica de seus resíduos, assim, será utilizada a composição gravimétrica que foi
explicitada no Produto 2, e onde se utilizou das estimativas presentes no Plano Estadual
de Resíduos Sólidos do Estado do Rio de Janeiro (RIO DE JANEIRO, 2013). Embora se
refira à realidade estadual da época, tais ainda servem como referência para o município
de Armação dos Búzios devido a ausência de estudos locais mais atualizados.
Conforme as estimativas junto a população do município, que representa uma
população de pequeno porte, tem-se as seguintes composições gravimétricas para o
presente estudo:
• Matéria Orgânica: 56,72%;
• Papel/Papelão: 13,45%;
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
339
• Plásticos: 18,63%;
• Vidro: 2,83%;
• Metais: 1,58%;
E outros materiais: 6,79%, onde se considera os resíduos secos que possuem
potencial de reciclagem, composto por materiais menos nobres.
Complementarmente, não foi possível obter informações sobre o percentual de
resíduos recuperados ao ano pelo município, seja de resíduos secos ou orgânicos. Assim,
se assumiu que tanto o percentual de resíduos secos recuperados por ano no município
quanto o percentual de resíduos orgânicos recuperados por ano no município será de
1,7%, conforme as informações da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro
(FIRJAN) em seu “Mapeamento dos recicláveis pós-consumo no estado do Rio de
Janeiro”, e que apenas 3,4% do volume de resíduos do estado vão para estações de
reciclagem, sendo metade seguindo para a “reciclagem de secos e metade para o que
chamamos de reciclagem de orgânicos, ou seja, operações de compostagem e
recuperação de biogás” (FIRJAN, 2023).
Destaca-se que, para alcançar o cenário desejado é fundamental que os
programas e ações de educação ambiental sejam promovidos para mobilização e
aumento da adesão populacional. De acordo com a Prefeitura Municipal, em 2016 foi
promovido pelo INEA um curso de capacitação voltado aos servidores municipais, com
o intuito de estruturar o programa de coleta seletiva solidária. Na ocasião, houve início
da formalização documental, contudo, em razão das sucessivas mudanças de gestão, o
processo foi descontinuado. Como consequência, o município não obteve pontuação
no ICMS Ecológico. Adicionalmente, é necessária a formalização de uma cooperativa de
catadores, uma vez que a entidade atualmente existente não atende aos critérios
técnicos exigidos para seu reconhecimento formal, conforme apontamento do INEA.
Diante do aumento da geração de resíduos ao longo dos anos, será necessária a
expansão do sistema de coleta seletiva e triagem, prevendo:
• Ampliação da cobertura da coleta seletiva para 15% até 2030, 42% até 2040 e
50% até 2044;
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
340
• Criação de novas unidades de triagem e pontos de entrega voluntária (PEVs),
facilitando a destinação correta dos resíduos recicláveis;
• Investimento na capacitação de agentes ambientais e catadores, fortalecendo a
inclusão social e profissionalização do setor;
• Desenvolvimento de um plano de educação ambiental, com campanhas para
engajar a população na separação correta dos resíduos, aumentando a eficiência
da coleta seletiva e reduzindo o envio de materiais recicláveis para aterros
sanitários.
Além disso, em relação aos resíduos secos recuperados, conforme estabelecido
pelo PLANARES (2022), a meta para a Região Sudeste é recuperar 25,8% da massa de
resíduos secos até 2040, enquanto a meta nacional corresponde a 20% do total de
resíduos gerados. Considerando a situação atual do município e buscando estabelecer
metas que sejam ambiciosas, mas também viáveis, optou-se por adotar para o município
a meta de recuperação de 20% até 2040. O Quadro 112 apresenta a projeção anual de
materiais secos recuperados.
Quadro 112 - Projeção de Materiais Secos Recuperados.
Ano Resíduos Secos Recuperados
por ano (%)
Resíduos Secos Recuperados
(t/ano)
1 2025 1,7% 488,898
2 2026 2,9% 505,065
3 2027 4,1% 529,880
4 2028 5,4% 564,428
5 2029 6,6% 610,297
6 2030 7,8% 669,700
7 2031 9,0% 745,644
8 2032 10,2% 842,180
9 2033 11,5% 964,745
10 2034 12,7% 1.120,648
11 2035 13,9% 1.319,749
12 2036 15,1% 1.575,429
13 2037 16,3% 1.905,954
14 2038 17,6% 2.336,445
15 2039 18,8% 2.901,709
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341
Ano Resíduos Secos Recuperados
por ano (%)
Resíduos Secos Recuperados
(t/ano)
16 2040 20,0% 3.650,350
17 2041 20,0% 4.592,141
18 2042 20,0% 5.776,913
19 2043 20,0% 7.267,357
20 2044 20,0% 9.142,335
Fonte: Autoria Própria (2024).
No que tange os resíduos orgânicos há a necessidade de compreender como
poderão ser recuperados esses resíduos em prol do aumento do seu percentual. O
PLANARES (2022) estabelece como meta nacional a recuperação de 13,5% da fração
orgânica dos resíduos sólidos urbanos até 2040, enquanto a meta para a Região Sudeste
é de 18,1%. Considerando o cenário atual do município e a necessidade de definir metas
que sejam ao mesmo tempo ambiciosas e exequíveis, optou-se por adotar para o
município a meta de 13,5% de recuperação até 2040. Deste modo, o Quadro 113
demonstra a projeção dos resíduos orgânicos recuperados por ano.
Quadro 113 - Projeção dos Resíduos Orgânicos Recuperados.
Ano Resíduos Orgânicos
Recuperados por ano
Resíduos Orgânicos
Recuperados (t/ano)
1 2025 1,7% 481
2 2026 2,5% 790
3 2027 3,3% 1.099
4 2028 4,1% 1.408
5 2029 4,8% 1.717
6 2030 5,6% 2.027
7 2031 6,4% 2.336
8 2032 7,2% 2.645
9 2033 8,0% 2.954
10 2034 8,8% 3.263
11 2035 9,6% 3.572
12 2036 10,4% 3.882
13 2037 11,1% 4.191
14 2038 11,9% 4.500
15 2039 12,7% 4.809
16 2040 13,5% 5.118
17 2041 13,5% 5.118
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
342
Ano Resíduos Orgânicos
Recuperados por ano
Resíduos Orgânicos
Recuperados (t/ano)
18 2042 13,5% 5.118
19 2043 13,5% 5.118
20 2044 13,5% 5.118
Fonte: Autoria Própria (2024).
Assim, o Quadro 114 demonstra a projeção da massa total de materiais recicláveis
recuperados (t/ano).
Quadro 114 - Projeção de Materiais Recicláveis Recuperados (t/ano).
Ano Materiais Recicláveis Recuperados (t/ano)
1 2025 970
2 2026 1.295
3 2027 1.629
4 2028 1.973
5 2029 2.328
6 2030 2.696
7 2031 3.081
8 2032 3.487
9 2033 3.919
10 2034 4.384
11 2035 4.892
12 2036 5.457
13 2037 6.097
14 2038 6.836
15 2039 7.711
16 2040 8.769
17 2041 9.710
18 2042 10.895
19 2043 12.386
20 2044 14.261
Fonte: Autoria Própria (2024).
4.5.4.3 Resíduos do Serviço de Saúde (RSS)
De acordo com as informações relatadas no Produto 2, a coleta de RSS no
município é realizada por meio de empresas privadas terceirizadas que realizam a coleta
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
343
dos resíduos de serviços de saúde em aproximadamente 89 estabelecimentos (CNES,
2024), e cuja quantidade anual é de cerca de 77,2 t/ano (SNIS, 2022).
De acordo com o PLANARES (2022), é essencial que ações sejam efetuadas para
se aumentar a destinação final ambientalmente adequada dos resíduos de serviço de
saúde (RSS). Sendo assim, a partir de 2026 deverá ser assegurado que o percentual total
de RSS coletado seja destinado da maneira correta, conforme mostra o Quadro 115.
Quadro 115 - Projeção de RSS coletados por agentes executores ao longo do horizonte de
estudo.
Ano RSS coletada pelos agentes executores
(percentual/ano)
0 2024 0%
1 2025 50%
2 2026 100%
3 2027 100%
4 2028 100%
5 2029 100%
6 2030 100%
7 2031 100%
8 2032 100%
9 2033 100%
10 2034 100%
11 2035 100%
12 2036 100%
13 2037 100%
14 2038 100%
15 2039 100%
16 2040 100%
17 2041 100%
18 2042 100%
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
344
Ano RSS coletada pelos agentes executores
(percentual/ano)
19 2043 100%
20 2044 100%
Fonte: Autoria Própria (2024).
4.5.4.4 Resíduos da Construção Civil (RCC)
A fim de alcançar o Cenário Desejável, é necessário que haja um diálogo entre as
empresas que geram este resíduo com a Prefeitura Municipal. Caso a coleta seja
realizada pelo órgão público, o gerador deverá pagar o município pelo serviço utilizado,
conforme previsto na Lei N° 11.445 que estabelece que o serviço prestado pelo poder
público tenha sustentabilidade financeira.
Devido a esta carência de informações, se utilizou a premissa de que a coleta
atual de RCC no município é de 0%, e com uma evolução gradual e progressiva até os
100% de RCC coletado pelos agentes executores ao fim de plano, em 2044, de forma
que seja possível acompanhar a execução desse serviço, tanto pelo agente público
quanto pelo agente privado, e que também seja possível efetuar esforços para a sua
plena melhoria, conforme mostra o Quadro 116.
Quadro 116 - Projeção de RCC coletados por agentes executores ao longo do horizonte de
estudo.
Ano RCC coletada pelos agentes executores
(percentual/ano)
0 2024 0%
1 2025 0%
2 2026 5%
3 2027 5%
4 2028 5%
5 2029 10%
6 2030 10%
7 2031 15%
8 2032 15%
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
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345
Ano RCC coletada pelos agentes executores
(percentual/ano)
9 2033 15%
10 2034 15%
11 2035 40%
12 2036 40%
13 2037 70%
14 2038 70%
15 2039 70%
16 2040 100%
17 2041 100%
18 2042 100%
19 2043 100%
20 2044 100%
Fonte: Autoria Própria (2024).
Além disso, destaca-se a necessidade de realização de estudo específico sobre a
tipologia dos resíduos de construção civil gerados no município, como etapa
fundamental para o planejamento eficaz da coleta, destinação e reaproveitamento
desses materiais.
4.5.5 Emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE)
A partir das informações relatadas no Diagnóstico (Produto 2), entende-se que o
cenário atual de emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE) de Armação dos Búzios
embora não elevado em termos absolutos, é significativo frente ao porte do município
e sua sensibilidade ambiental. Contudo, seguindo as metas propostas neste documento,
como também a NBR 17100, será analisado um novo cenário que considere as variações
propostas no Cenário Desejável.
O Quadro 117 resume os principais inputs realizados na calculadora sobre a
reciclagem e destinação final.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
346
Quadro 117 - Inputs realizados na calculadora.
Variáveis Cenário Base Cenário Desejável
Reciclagem Reciclagem 0% 15%
Compostagem 0% 100%
Destinação Final
Aterro sanitário
Com possibilidade de
coleta de gás
100% 100%
Fonte: Autoria Própria (2024).
O fluxo dos resíduos no Cenário Desejável utiliza a projeção da reciclagem de
25,8% de todas as frações dos materiais recicláveis secos. A reciclagem dos orgânicos
(18,1%) é realizada pela compostagem na substituição de fertilizantes utilizados na
agricultura, áreas verdes ou em florestamento.
Os rejeitos são destinados ao aterro sanitário (100%), onde o gás coletado no
aterro é utilizado na produção de biometano e geração de eletricidade, com a eficiência
na coleta do gás de aterro sendo de 10%. Assim, os resultados gerados na projeção do
Cenário Desejável constam na Figura 93.
Figura 93 - Emissão de GEE do Cenário Desejável.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
347
Fonte: Autoria Própria (2024).
O Quadro 118 mostra as emissões evitadas por tipo de destinação.
Quadro 118 - Emissões do Cenário Desejável (toneladas de CO2-eq/ano).
Destinação Emissões (Débito) Emissões Evitadas
(Crédito)
Resultado
Líquido
Resíduo Reciclado 1.014 -2.676 -1.663
Destinação de Resíduos 25.103 -339 24.764
RSU Total 26.117 -3.016 23.101
Fonte: Autoria Própria (2024).
As emissões evitadas são de -3.016 toneladas de CO2 eq/ano e deve-se ao
somatório da utilização do gás de aterro para geração de energia elétrica. Em
comparação com o cenário atual ocorreu um aumento significativo das emissões
evitadas. Dessa maneira, as emissões evitadas terão um aumento proporcional de cerca
de 8,1 vezes o total das emissões evitadas calculadas em relação ao cenário atual.
4.5.6 Indicadores e Metas
O presente tópico tem como objetivo apresentar os principais indicadores de
desempenho operacional. Eles são instrumentos utilizados para medir, monitorar e
avaliar a qualidade dos serviços de manejo de resíduos sólidos e limpeza urbana
prestados pela administração municipal ou empresas terceirizadas, para auxiliar os
gestores no momento de mensurar a eficiência na prestação dos serviços, e caso
necessário na definição de novas estratégias, a fim de melhorar a prestação dos serviços,
alcance de metas e identificação de possíveis gargalos.
Os indicadores podem ser utilizados como ferramentas de controle e regulação
dos serviços prestados, eles foram montados tomando como base o Plano Nacional de
Resíduos Sólidos (PLANARES), o Plano Nacional de Saneamento Básico (PLANSAB), os
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), o Sistema Nacional de Informações
sobre Saneamento (SNIS) e o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas
(IPCC), além de se utilizar das informações levantadas no campo e fornecidas pela
Prefeitura Municipal e prestadores de serviço. Assim, o Quadro 119 apresenta os
principais indicadores para o município de Armação dos Búzios.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
348
Quadro 119 - Indicadores do Manejo de Resíduos Sólidos e Limpeza Urbana.
Indicador Situação (Município) Meta Ano (Meta)
R1 Índice de Atendimento de
Coleta de RSU 99,8% 100% 2025
R2
Índice de atendimento de
Coleta Seletiva (SNIS,
2021)
5%6 50% 2043
R3
Percentual de Massa de
resíduos secos
recuperados (t/ano)
1,7%6 25,8% 2040
R4
Percentual de Massa de
resíduos orgânicos
recuperados (t/ano)
1,7%6 18,1% 2040
R5
Quantidade de resíduos
perigosos gerados per
capita e proporção de
resíduos perigosos
tratados
0%7 100% 2027
R6
Percentual de redução
Emissão de GEE (CO2
eq/ano)
5% 5% 2025
R7 Percentual de Biogás
produzido 0%7 60% 2041
Fonte: Autoria Própria (2024).
O gerenciamento adequado de resíduos sólidos, visando a não geração, redução,
reutilização, reciclagem e tratamento dos resíduos sólidos, bem como a disposição final
ambientalmente adequada dos rejeitos, é um dos princípios da PNRS, conforme a Lei
Federal n° 12.305 (BRASIL, 2010).
Ao longo do horizonte do PMSB, os sistemas que envolvem o manejo de resíduos
sólidos e limpeza urbana no município deverão dar atendimento, através da rede
pública, a todos os imóveis de uso residencial, comercial e públicos em todas aquelas
áreas urbanizadas dentro ou fora do perímetro urbano, desde que elas sejam atualmente
6 Estimativa realizada pela ABREMA (2023) em seu estudo “Panorama dos Resíduos Sólidos no
Brasil”.
7 Estimado devido a carência de informações pela Prefeitura Municipal acerca desta questão no
município.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
349
existentes ou estabelecidas no futuro com o cumprimento de todos os requisitos legais
referentes à ocupação e uso de solo e autorizações administrativas respectivas.
Como princípios básicos do manejo de resíduos sólidos e limpeza urbana podem
ser citados os seguintes:
• Universalização do acesso aos serviços públicos de manejo de resíduos sólidos e
limpeza urbana;
• Regularidade na prestação dos serviços;
• Eficiência e qualidade do sistema;
• Segurança operacional dos sistemas, inclusive dos trabalhadores encarregados
de sua manutenção;
• Adoção de critérios sociais, epidemiológicos e ambientais para o
estabelecimento de prioridades de intervenção e não somente o retorno
monetário do investimento;
• Participação Social;
• Fundamento na questão da saúde pública, visando evitar/minimizar riscos
epidêmicos oriundos da falta destes serviços;
• Conservação dos recursos naturais;
Mesmo sendo considerado que Armação dos Búzios é um município com alta
proporção de população residente em área urbana, os objetivos e metas devem ir de
encontro com as características demográficas do município, vinculando as necessidades
da área urbana e das áreas menos adensadas.
Para que o Cenário Desejável seja atingido, faz-se necessária a modernização do
setor, incluindo a adequação do quadro funcional e da infraestrutura disponível à
demanda real, capacitação dos servidores, estabelecimento de parcerias estratégicas
para o desenvolvimento setorial e o levantamento e monitoramento de indicadores de
performance que possam medir estas melhorias.
São propostos os seguintes objetivos:
• Incremento da Coleta de RSU para manutenção de 100% da população coberta
com o serviço de coleta de RSU;
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
350
• Monitoramento, registros de dados e ampliação da cobertura do serviço de
varrição;
• Estabelecer cronogramas e ampliação da área atendida com serviços de poda,
capina, roçagem e limpeza de bocas de lobo;
• Fiscalização dos resíduos de saúde e de construção civil.
Diante do cenário atual dos Resíduos Sólidos de Armação dos Búzios, foram
traçadas algumas metas para que o município apresente melhorias nesse componente
do saneamento básico. Para isso, foram analisados os Objetivos de Desenvolvimento
Sustentável (ODS) da ONU de forma que fossem conectados direta ou indiretamente
com os Resíduos Sólidos.
O Quadro 120 apresenta alguns dos ODS e como se relacionam com o Sistema
de Coleta e Transporte de Resíduos Sólidos do município.
Quadro 120 – Relação dos ODS com o Sistema de Gestão Municipal de Resíduos Sólidos.
ODS Metas relacionadas com o Sistema de Coleta e Transporte de
Resíduos Sólidos
Meta 3.3: Até 2030, acabar com as epidemias de AIDS, tuberculose, malária e
doenças tropicais negligenciadas, e combater a hepatite, doenças transmitidas
pela água, e outras doenças transmissíveis
Meta 6.3: Até 2030, melhorar a qualidade da água, reduzindo a poluição,
eliminando despejo e minimizando a liberação de produtos químicos e materiais
perigosos, reduzindo à metade a proporção de águas residuais não tratadas e
aumentando substancialmente a reciclagem e reutilização segura globalmente
Meta 6.5: Até 2030, implementar a gestão integrada dos recursos hídricos em
todos os níveis, inclusive via cooperação transfronteiriça, conforme apropriado.
Meta 6.6 Até 2020, proteger e restaurar ecossistemas relacionados com a água,
incluindo montanhas, florestas, zonas úmidas, rios, aquíferos e lagos.
Meta 11.1: Até 2030, garantir o acesso de todos à habitação segura, adequada
e a preço acessível, e aos serviços básicos e urbanizar as favelas
Meta 11.5: Até 2030, reduzir significativamente o número de mortes e o número
de pessoas afetadas por catástrofes e substancialmente diminuir as perdas
econômicas diretas causadas por elas em relação ao produto interno bruto
global, incluindo os desastres relacionados à água, com o foco em proteger os
pobres e as pessoas em situação de vulnerabilidade
Meta 11.6: Até 2030, reduzir o impacto ambiental negativo per capita das
cidades, inclusive prestando especial atenção à qualidade do ar, gestão de
resíduos municipais e outros
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
351
ODS Metas relacionadas com o Sistema de Coleta e Transporte de
Resíduos Sólidos
Meta 12.4: Até 2020, alcançar o manejo ambientalmente saudável dos produtos
químicos e todos os resíduos, ao longo de todo o ciclo de vida destes, de acordo
com os marcos internacionais acordados, e reduzir significativamente a liberação
destes para o ar, água e solo, para minimizar seus impactos negativos sobre a
saúde humana e o meio ambiente
Meta 12.5: Até 2030, reduzir substancialmente a geração de resíduos por meio
da prevenção, redução, reciclagem e reuso
Meta 13.1: Reforçar a resiliência e a capacidade de adaptação a riscos
relacionados ao clima e às catástrofes naturais em todos os países
Meta 13.2: Integrar medidas da mudança do clima nas políticas, estratégias e
planejamentos nacionais
Fonte: ONU (2024). Adaptado por Autoria Própria (2024).
No Quadro 121 estão previstos os objetivos e metas para a garantia do Cenário
Desejável e da universalização dos serviços, admitindo soluções graduais e progressivas
de forma a atingir a universalização, a qualidade dos serviços prestados e a
sustentabilidade dos recursos naturais.
As metas descritas expressam os objetivos em termos de resultados e para isso
devem ser mensuráveis. Devendo ser propostas de forma gradual, pois, os resultados
dos objetivos serão alcançados no decorrer do tempo. Sendo assim, as metas serão
distribuídas ao longo do horizonte do PMSB, que é de 20 anos classificadas como:
• Curto prazo: até 4 anos (2025 a 2028);
• Médio prazo: de 5 a 14 anos (2029 a 2038);
• Longo prazo: de 15 anos até o horizonte final do plano (2039 a 2044).
Quadro 121 - Metas para o Manejo de Resíduos Sólidos e Limpeza Urbana.
Indicador
Metas Progressivas
2024 2029 2038 2044 (fim do plano)
1
Aumento da
População atendida
com Coleta de RSU
99,8% 100% 100% 100%
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
352
Indicador
Metas Progressivas
2024 2029 2038 2044 (fim do plano)
2
Aumento da
População atendida
com Coleta Seletiva
- 15% 35% 50%
3
Aumento da massa de
resíduos secos
recuperados (t/ano)
1,7%8 8,1% 22,6% 25,8%
4
Aumento da massa de
resíduos orgânicos
recuperados (t/ano)
1,7%8 6,1% 15,9% 18,1%
5
Aumento da massa
total de materiais
recicláveis
recuperados (t/ano)
3,4%8 14,2% 38,5% 43,9%
6 Redução da Emissão
de GEE (CO2 eq/ano) 5% 5% 5% 5%
7
Ampliação da
cobertura dos serviços
de gestão de resíduos
0%9 100% 100% 100%
8
Estabelecer
cronogramas e
ampliação da área
atendida com serviços
de poda, capina,
roçagem e limpeza de
bocas de lobo
0%9 100% 100% 100%
9
Gerenciamento de
Resíduos de Serviços
de Saúde
0%9 100% 100% 100%
10
Gerenciamento de
Resíduos da
Construção Civil
0%9 100% 100% 100%
Fonte: Autoria Própria (2024).
8 Estimativa realizada pela ABREMA (2023) em seu estudo “Panorama dos Resíduos Sólidos no
Brasil”.
9 Estimado devido a carência de informações pela Prefeitura Municipal acerca desta questão no
município.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
353
Além disso, as ações planejadas para os períodos de curto, médio e longo prazos
estão intimamente ligadas às áreas prioritárias do saneamento. Elas foram organizadas
de acordo com os eixos de saneamento e subdivididas com base na disponibilidade de
recursos, na sequência lógica e temporal das ações, e no impacto esperado para a
comunidade e para o sistema em estudo.
Em outras palavras, tanto as iniciativas voltadas para a manutenção e
preservação do sistema, que visam garantir sua segurança e sustentabilidade, quanto
aquelas que beneficiam diretamente a população, como a construção de novas
infraestruturas, foram igualmente consideradas na distribuição ao longo dos diferentes
prazos.
Essa abordagem estratégica garante que todas as áreas essenciais do
saneamento básico sejam tratadas de forma equitativa, contemplando tanto as ações
preventivas e de manutenção quanto as de melhoria direta dos serviços. Assim,
assegura-se um planejamento abrangente e eficaz para atender às necessidades da
população e garantir o funcionamento eficiente do sistema.
4.5.7 Despesas com os Serviços de Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos
Neste segmento, são realizadas estimativas acerca da evolução das despesas
relacionadas aos serviços, abrangendo a coleta e destinação final dos resíduos
domésticos, públicos e de serviços de saúde, além dos serviços de varrição.
Para efetuar essas estimativas, foram estabelecidos parâmetros fundamentados
em informações disponíveis no Indicadores do SNIS (2022) e contratos da Prefeitura
Municipal (2024), conforme detalhado no Quadro 122. Esses parâmetros serão
utilizados nas projeções, conforme descrito no Quadro 123.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
354
Quadro 122 – Parâmetros para Projeção das Despesas do Serviços de Limpeza
Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos.
Parâmetros Unidade Valor
Serviços de RDO e RPU10 R$/hab.ano 181,47
Serviços de coleta e tratamento de RSS11 R$/hab.ano 5,76
Serviços de varrição de logradouros públicos12 R$/hab.ano 159,47
Outras despesas13 R$/hab.ano 164,99
População total (2024) hab. 42.051
População urbana (2022) hab. 42.051
Fonte: Autoria Própria (2024).
Quadro 123 – Projeção das despesas com resíduos sólidos.
Ano
Despesas com coleta e destinação de resíduos sólidos
RDO e RPU (R$) RSS (R$)
Varrição de
logradouros
públicos (R$)
Outras despesas (R$) Total (R$)
1 2025 7.631.001,48 242.380,32 6.705.952,72 6.937.990,44 21.517.324,96
2 2026 7.816.645,45 248.276,85 6.869.092,47 7.106.775,11 22.040.789,88
3 2027 8.002.107,95 254.167,62 7.032.072,75 7.275.394,79 22.563.743,11
4 2028 8.187.751,91 260.064,15 7.195.212,50 7.444.179,46 23.087.208,03
5 2029 8.373.214,41 265.954,92 7.358.192,78 7.612.799,15 23.610.161,26
6 2030 8.558.858,38 271.851,45 7.521.332,53 7.781.583,82 24.133.626,18
7 2031 8.744.320,88 277.742,22 7.684.312,81 7.950.203,50 24.656.579,40
8 2032 8.929.964,85 283.638,75 7.847.452,56 8.118.988,17 25.180.044,33
9 2033 9.115.427,35 289.529,52 8.010.432,83 8.287.607,85 25.702.997,55
10 2034 9.301.071,31 295.426,05 8.173.572,58 8.456.392,52 26.226.462,47
11 2035 9.486.533,81 301.316,82 8.336.552,86 8.625.012,21 26.749.415,70
12 2036 9.672.177,78 307.213,35 8.499.692,61 8.793.796,88 27.272.880,62
13 2037 9.857.640,28 313.104,12 8.662.672,89 8.962.416,56 27.795.833,85
14 2038 10.043.284,25 319.000,65 8.825.812,64 9.131.201,23 28.319.298,77
15 2039 10.228.746,75 324.891,42 8.988.792,92 9.299.820,91 28.842.252,00
10 FN208 - Despesa total com o serviço de coleta de RDO e RPU (SNIS, 2022).
11 FN211 - Despesa total com a coleta de RSS (SNIS, 2022).
12 FN214 - Despesa total com o serviço de varrição (SNIS, 2022).
13 Outros contratos e serviços relacionados a resíduos sólidos: Contrato 250/2023 - Serviços de
limpeza com higienização de Lixeiras do tipo papeleiras (Prefeitura Municipal, 2024) e FN217 - Despesa
total com todos os agentes executores dos demais serviços quando não especificados em campos
próprios (SNIS, 2022).
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
355
Ano
Despesas com coleta e destinação de resíduos sólidos
RDO e RPU (R$) RSS (R$)
Varrição de
logradouros
públicos (R$)
Outras despesas (R$) Total (R$)
16 2040 10.414.390,71 330.787,95 9.151.932,67 9.468.605,58 29.365.716,92
17 2041 10.599.853,21 336.678,72 9.314.912,95 9.637.225,26 29.888.670,14
18 2042 10.785.497,18 342.575,25 9.478.052,70 9.806.009,94 30.412.135,07
19 2043 10.971.141,15 348.471,78 9.641.192,45 9.974.794,61 30.935.599,99
20 2044 11.156.603,65 354.362,55 9.804.172,73 10.143.414,29 31.458.553,21
TOTAL 187.876.232,75 5.967.434,49 165.101.413,93 170.814.212,28 529.759.293,44
Fonte: Autoria Própria (2024).
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
356
4.6 PROGNÓSTICO DO SISTEMA DE DRENAGEM URBANA
Este capítulo apresenta o prognóstico dos serviços de drenagem urbana e
manejo de águas pluviais em Armação dos Búzios, abordando diretrizes e estratégias
para a gestão eficiente do sistema. Também são definidos os programas, objetivos e
metas para atender as demandas futuras, além de prazos de execução, tendo como
referência as informações coletadas no diagnóstico de situação de Armação dos Búzios,
referentes ao Produto 2.
4.6.1 Diretrizes e Estratégias para o Sistema de Drenagem e Manejo de Águas Pluviais
Urbanas
Os sistemas de drenagem e manejo de águas pluviais urbanas possuem uma
abordagem multidisciplinar, estando interligados aos setores do saneamento básico,
fatores urbanísticos, naturais e políticos. Para garantir o bom funcionamento desses
sistemas, é necessária uma visão holística, considerando fatores socioeconômicos,
urbanísticos e ambientais, bem como eventos hidrológico-temporais imprevisíveis.
O desenvolvimento socioeconômico da região desempenha um papel
significativo na gestão dos sistemas de drenagem pluvial, que, atualmente, ultrapassam
o princípio tradicional de escoamento. Esses sistemas agora incorporam abordagens
estruturais e não estruturais, incluindo medidas de retenção, retardamento e infiltração
das águas pluviais. Além disso, abrangem o planejamento e a gestão do uso do espaço
urbano, com a implementação eficaz de legislações e fiscalizações.
Além das metas relacionadas à universalização e eficiência do sistema, diversas
diretrizes sustentáveis podem ser adotadas para garantir o adequado funcionamento
dos sistemas de drenagem e manejo de águas pluviais urbanas, tais como:
i. Medidas de controle de escoamento na fonte (implantação de calçadas,
ciclovias e sarjetas drenantes/permeáveis; além de pátios, praças e
estacionamentos drenantes com pavimentos porosos, permeáveis ou
intertravados); multiplicação de áreas reflorestadas, sendo elas áreas
verdes, canteiros verdes, parques lineares etc. ocupando com eles todos
os espaços públicos e privados livres da cidade; além do uso de “telhados
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
357
verdes” ou “telhados jardins e utilização de reservatórios para acumulação
e aproveitamento de águas pluviais em residências, empreendimentos
comerciais, industriais, esportivos e de lazer);
ii. Medidas de controle centralizado (bacias de detenção e bacias de
retenção);
iii. Medidas de controle de resíduos sólidos em cursos de água (fundos de
vale) e sistemas de drenagem urbana;
iv. Medidas de controle de assoreamento de cursos de água;
v. Medidas de revitalização de corpos hídricos.
Além disso, diversas medidas não estruturais podem ser implementadas para
fortalecer a gestão das águas pluviais. A conscientização da população sobre a
preservação dos recursos naturais e a redução do impacto da urbanização no ciclo
hidrológico desempenha um papel fundamental. A educação ambiental, realizada em
escolas e comunidades, é uma ferramenta essencial para promover mudanças nos
hábitos e comportamentos, como o correto descarte de resíduos sólidos e a redução do
uso de materiais impermeabilizantes.
Outra medida crucial envolve a implementação de sistemas de gestão integrada
de águas pluviais, que coordenam e integram ações de diversos órgãos e setores
responsáveis pela gestão das águas pluviais urbanas, como prefeituras, companhias de
saneamento e empresas de construção civil.
Por fim, políticas públicas que incentivem a adoção de técnicas compensatórias
e sustentáveis de drenagem pluvial, por meio de incentivos fiscais e linhas de
financiamento para projetos que incorporam essas práticas, podem ser estratégias
eficazes. Essas medidas visam promover um desenvolvimento urbano mais sustentável
e resiliente aos eventos climáticos extremos. Atualmente, o município não possui
legislação específica nem políticas públicas voltadas à captação e reaproveitamento de
águas pluviais. Essa ausência de regulamentação representa um entrave à adoção de
soluções sustentáveis no sistema de drenagem urbana, que poderiam contribuir
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
358
significativamente para a redução do escoamento superficial, alagamentos e pressão
sobre a rede pública.
O desenvolvimento urbano, de maneira geral, tem gerado impactos significativos
na infraestrutura de recursos hídricos, especialmente na drenagem urbana, resultando
no aumento da frequência e magnitude das inundações e na degradação ambiental. Esse
cenário é agravado pela ocupação desordenada, muitas vezes irregular, em áreas de
alagáveis e ribeirinhas das bacias e sub-bacias de drenagem. Nesse contexto, destacase a criação da unidade de conservação da APA das Águas, cujo principal objetivo foi
justamente conter essas ocupações irregulares, permitindo a realização de estudos
específicos da microbacia com vistas à mitigação dos problemas de alagamento tanto
na área protegida quanto nos bairros adjacentes. Entretanto, a unidade ainda não conta
com um plano de manejo, o que compromete a efetividade de sua função como
instrumento estratégico para o ordenamento territorial e a implementação de soluções
sustentáveis de drenagem.
Para mitigar e controlar esses impactos, é essencial desenvolver ações
coordenadas que busquem equilibrar o desenvolvimento urbano com as condições
ambientais dos conglomerados urbanos.
A elaboração de um Plano de Arborização Urbana integrado ao sistema de
drenagem do município, com foco em soluções sustentáveis que contribuam para a
redução do escoamento superficial, aumento da permeabilidade do solo e mitigação de
alagamentos é fundamental para promover soluções sustentáveis, que contribuam para
a mitigação de alagamentos, aumento da permeabilidade do solo e controle do
escoamento superficial.
O Plano Diretor de Drenagem Urbana, integrado aos planos de esgotamento
sanitário, resíduos sólidos e, sobretudo, ao plano de desenvolvimento urbano,
desempenha um papel fundamental ao promover o crescimento urbano de maneira
sustentável e alinhada com outras atividades urbanas. Neste contexto, a elaboração de
um Plano Diretor de Drenagem Urbana é uma medida estratégica, pois deve considerar
e valorizar o funcionamento do sistema natural local, prevendo assim redesenho da
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
359
infraestrutura de drenagem urbana e do escoamento superficial natural, com o objetivo
de reconduzir os fluxos hídricos para áreas de retenção naturais, como brejos e lagoas,
promovendo o controle das enchentes, a recarga dos aquíferos e a manutenção do
equilíbrio hidrológico e ambiental do município.
Um Plano Diretor de Drenagem Urbana deve ser elaborado considerando
diversas diretrizes para garantir uma abordagem abrangente e eficaz. São elas:
i. Planejamento da distribuição temporal e espacial da água, levando em
consideração as tendências de ocupação urbana. Essa abordagem visa
compatibilizar o desenvolvimento previsto com a infraestrutura existente,
evitando prejuízos econômicos e ambientais;
ii. Controle da ocupação em áreas de risco de inundação por meio de
restrições nas zonas de alto risco;
iii. Promoção da convivência com enchentes em áreas de baixo risco.
A elaboração do Plano Diretor de Drenagem Urbana requer a aplicação de duas
estratégias essenciais:
i. Controle do impacto existente, planejando as bacias urbanas de maneira
integrada, oferecendo soluções abrangentes em toda a bacia, não apenas
em trechos isolados;
ii. Implementação de legislação e gestão eficientes para evitar a
transferência da vazão gerada em empreendimentos privados para a rede
pública.
Os serviços públicos de manejo das águas pluviais urbanas abrangem atividades
conforme estabelecido pela Lei n° 11.445/2007:
• Drenagem urbana;
• Transporte de águas pluviais urbanas;
• Detenção ou retenção de águas pluviais urbanas para amortecimento de
vazões de cheias; e
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
360
• Tratamento e disposição final de águas pluviais urbanas.
Para a eficaz prestação desses serviços, o município precisa:
• Conhecer o sistema existente de drenagem pluvial;
• Delimitar as bacias contribuintes para cada trecho;
• Estimar as vazões de escoamento superficial de águas pluviais;
• Com base nesses dados, estabelecer as melhorias necessárias.
As sugestões de medidas, tanto estruturais quanto não estruturais, destinadas a
aprimorar o sistema de drenagem e manejo de águas pluviais, serão detalhadamente
exploradas nos programas, objetivos e ações específicos desenvolvidos para fortalecer
e otimizar a gestão de drenagem urbana no município. Essas propostas serão integradas
aos esforços do plano geral, almejando enfrentar de maneira eficiente os desafios
identificados durante a fase de diagnóstico.
4.6.2 Metas de Adequação de Drenagem e Manejo das Águas Pluviais Urbanas
Diante do cenário atual da Drenagem Urbana de Armação dos Búzios, foram
traçadas algumas metas para que o município apresente melhorias nesse componente
do saneamento básico. Para isso, foram analisados os Objetivos de Desenvolvimento
Sustentável (ODS) da ONU de forma que fossem conectados direta ou indiretamente
com a Drenagem Urbana.
O Quadro 124 apresenta alguns dos ODS e como se relacionam com o sistema
de Drenagem Urbana e Manejo de Águas Pluviais do município.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
361
Quadro 124 - Metas dos ODS relacionadas com o sistema de Drenagem Urbana.
ODS Metas relacionadas com a Drenagem urbana e Manejo de Águas Pluviais
• Meta 3.3: Até 2030, acabar com as epidemias de AIDS, tuberculose, malária e
doenças tropicais negligenciadas, e combater a hepatite, doenças transmitidas
pela água, e outras doenças transmissíveis.
• Meta 6.6: Até 2020, proteger e restaurar ecossistemas relacionados com a
água, incluindo montanhas, florestas, zonas úmidas, rios, aquíferos e lagos.
• Meta 6.5: Até 2030, implementar a gestão integrada dos recursos hídricos em
todos os níveis, inclusive via cooperação transfronteiriça, conforme
apropriado.
• Meta 11.1: Até 2030, garantir o acesso de todos à habitação segura, adequada
e a preço acessível, e aos serviços básicos e urbanizar as favelas.
• Meta 11.3: Até 2030, aumentar a urbanização inclusiva e sustentável, e as
capacidades para o planejamento e gestão de assentamentos humanos
participativos, integrados e sustentáveis, em todos os países.
• Meta 11.5: Até 2030, reduzir significativamente o número de mortes e o
número de pessoas afetadas por catástrofes e substancialmente diminuir as
perdas econômicas diretas causadas por elas em relação ao produto interno
bruto global, incluindo os desastres relacionados à água, com o foco em
proteger os pobres e as pessoas em situação de vulnerabilidade.
• Meta 13.1: Reforçar a resiliência e a capacidade de adaptação a riscos
relacionados ao clima e às catástrofes naturais em todos os países.
• Meta 13.2: Integrar medidas da mudança do clima nas políticas, estratégias e
planejamentos nacionais.
Fonte: Autoria Própria (2024).
Diante dessa análise, foram pensados alguns objetivos e metas para o Sistema
de Drenagem Urbana do município, de forma a alinhar e estabelecer compromissos com
os ODS.
O Plano Nacional de Saneamento Básico (PLANSAB) de 2019 introduz diversos
indicadores para a gestão do saneamento básico, dentre os quais dois se relacionam
diretamente com a drenagem e manejo de águas pluviais urbanas, com metas para a
região sudeste, conforme abaixo:
• D1 – Porcentagem de municípios com enxurradas, inundações ou
alagamentos ocorridos na área urbana, nos últimos cinco anos:
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
362
o Meta (2023) – 21,3%;
o Meta (2033) – 15,0%.
• D2 – Porcentagem de domicílios não sujeitos a risco de inundações na
área urbana:
o Meta (2023) – 96,5%;
o Meta (2033) – 97,3%.
Ambos os indicadores possuem prioridade de nível alto no planejamento da
implementação do PLANSAB, e são averiguados com base nas informações municipais
anuais dispostas no SNIS.
É importante enfatizar que o indicador D1 diz respeito a uma perspectiva
regional ou estadual da gestão da drenagem e manejo de águas pluviais urbanas,
enquanto o indicador D2 compreende uma visão em âmbito municipal. Assim, somente
o indicador D2 será utilizado no desenvolvimento deste Plano.
Com base nas informações públicas mais recentes, é possível identificar
utilizando os dados do SNIS (2023), que a porcentagem atual de domicílios não sujeitos
a risco de inundações na área urbana referente ao município de Armação dos Búzios é
aproximadamente de 95%.
Nesse contexto, o Quadro 125 apresenta as metas progressivas para
aprimoramento do sistema de drenagem pluvial do município, visando à redução dos
domicílios sujeitos a risco de inundação na área urbana.
O objetivo é atingir a meta estabelecida pelo PLANSAB para o ano de 2033,
assim como alcançar a universalização da cobertura do serviço de drenagem pluvial na
área urbana. Isso resultaria em 100% dos domicílios não sujeitos a risco de inundações
no município até o ano de 2044.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
363
Quadro 125 - Metas de Implantação e Adequação do Sistema de Drenagem Urbana de
Armação dos Búzios.
Período do Plano Ano Meta 1: D2 – Porcentagem de domicílios não sujeitos a
risco de inundações na área urbana
1 2025 95%
2 2026 96%
3 2027 96%
4 2028 96%
5 2029 96%
6 2030 96%
7 2031 96%
8 2032 97%
9 2033 97,3%
10 2034 97,5%
11 2035 97,5%
12 2036 98%
13 2037 98%
14 2038 99%
15 2039 99%
16 2040 100%
17 2041 100%
18 2042 100%
19 2043 100%
20 2044 100%
Fonte: Autoria Própria (2024).
Além da meta previamente delineada com base no PLANSAB, é essencial a
adoção de novas metas que objetivem o devido monitoramento e controle dos sistemas
de drenagem urbana e manejo de águas pluviais do município de Armação dos Búzios.
Estas metas têm como foco a redução das probabilidades de alagamentos e inundações
por problemas nos elementos da microdrenagem e da macrodrenagem. As metas
estabelecidas seguem uma abordagem contínua, fundamentada no histórico municipal
e se encontram descritas abaixo:
• Meta 2: Inspecionar anualmente a totalidade das redes de drenagem.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
364
o Indicador: Percentual (%) das redes de drenagem inspecionadas no ano
avaliado.
• Meta 3: Inspecionar anualmente a totalidade das bocas-de-lobo.
o Indicador: Percentual (%) das bocas-de-lobo inspecionadas no ano
avaliado.
• Meta 4: Inspecionar anualmente a totalidade dos poços de visita.
o Indicador: Percentual (%) dos poços de visita inspecionados no ano
avaliado.
• Meta 5: Inspecionar anualmente a totalidade dos cursos hídricos urbanos.
o Indicador: Percentual (%) dos cursos hídricos urbanos inspecionados no
ano avaliado;
• Meta 6: Ter anualmente o cadastro atualizado da totalidade das redes de
drenagem existentes.
o Indicador: Percentual (%) da rede de drenagem cadastrada. Será baseado
nas diretrizes estabelecidas, e de modo progressivo conforme o
cronograma físico-financeiro deste Plano.
4.6.3 Alternativas para Atendimento das Demandas nos Serviços de Drenagem e de
Manejo das Águas Pluviais
Em muitos municípios brasileiros, a gestão dos serviços de drenagem urbana
carece de uma estrutura organizacional específica, resultando em uma falta de
autonomia administrativa e financeira. Em Armação dos Búzios, essa responsabilidade
é atribuída à Secretaria Municipal de Saneamento e Drenagem (SESAD).
Para a elaboração deste prognóstico, considerou-se um cenário ideal, delineando
melhorias contínuas ao longo de 20 anos para mitigar os problemas existentes e
potenciais em Armação dos Búzios. Este cenário contempla:
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
365
• Sistema de Microdrenagem Eficiente
Implementação de programas de manutenção preventiva para assegurar o
funcionamento máximo do sistema, evitando pontos de alagamento ao longo do
planejamento.
• Sistema de Macrodrenagem
Estratégias para otimização e aprimoramento do sistema de macrodrenagem e
minimização de pontos de estrangulamento de vazões, priorizando soluções baseadas
na natureza, com destaque para a implantação e recuperação de canais de drenagem
abertos e humanizados.
• Manutenção e Limpeza das Redes
Realização de manutenções programadas e limpezas permanentes na rede de
drenagem durante todo o período de planejamento.
• Equipe de Gerenciamento e Manutenção
Estrutura organizacional com características de gestão e planejamento para
atender às diversas demandas, com a composição de uma equipe técnica com uma
abordagem especializada, garantindo, assim, uma gestão qualificada. Além do
envolvimento ativo e articulação contínua com os comitês de bacias hidrográficas e
outros setores do desenvolvimento urbano.
• Mitigação das Áreas de Risco
Elaboração de planos para o controle das áreas de risco, com a implementação
de um sistema de identificação de pontos de inundação, planejamento e execução de
medidas estruturais para a redução da probabilidade de riscos geológicos e/ou
hidrológicos nas áreas detectadas.
• Integração com Planos Diversos
Desenvolvimento dos sistemas de drenagem urbana e manejo de águas pluviais
em conformidade com outros planos que tenham influência e congruência com a
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
366
drenagem urbana do município, incluindo o uso e ocupação do solo, saneamento no
geral, transporte e áreas de preservação.
4.6.4 Horizontes Temporais para Execução do Planejamento
A revisão do PMSB estabelecerá o ano inicial como sendo o de 2025, resultando
em um período de implementação que abrangerá 20 anos, culminando em 2044.
Nas seções subsequentes, serão delineadas as metas relacionadas aos serviços
específicos, e para isso, foram contemplados os seguintes intervalos temporais:
• Curto prazo: até 4 anos (2025 a 2028);
• Médio prazo: de 5 a 14 anos (2029 a 2038);
• Longo prazo: de 15 anos até o horizonte final do plano (2039 a 2044).
As ações delineadas para os períodos de curto, médio e longo prazos estão
estreitamente relacionadas com as maiores deficiências identificadas na etapa
precedente do planejamento. Elas foram agrupadas de acordo com os eixos de
saneamento e subdivididas com base na disponibilidade de recursos de investimento,
na sequência lógica e temporal das ações, bem como no impacto que proporcionarão à
comunidade e ao próprio sistema.
Em outras palavras, tanto as ações voltadas para a manutenção e preservação do
sistema, que têm como objetivo indireto garantir sua segurança e sustentabilidade,
quanto aquelas destinadas a beneficiar diretamente a população, como a construção de
novas infraestruturas, receberam igual consideração na distribuição ao longo dos
diferentes prazos estabelecidos.
Essa abordagem estratégica assegura que todas as áreas essenciais do
saneamento básico sejam tratadas de maneira equitativa e que tanto as ações
preventivas e de manutenção quanto as de melhoria direta dos serviços sejam
devidamente contempladas, garantindo um planejamento abrangente e eficaz para
atender às necessidades da população e ao funcionamento eficiente do sistema.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
367
4.6.4.1 Microdrenagem
O planejamento de microdrenagem para os próximos 20 anos prevê a instalação
de redes em áreas prioritárias, construção de poços de visita (PVs), instalação de bocas
de lobo, substituição de tubulações antigas por redes modernas de 500 mm, além da
extensão e ampliação de redes de 400 mm em áreas urbanizadas e estratégicas. As
projeções dessas intervenções estão detalhadas no quadro a seguir.
Quadro 126 – Projeção operacional do sistema de microdrenagem.
Ano Km de rede PVs Bocas de Lobo Ampliação (400
mm)
2024 - - - -
2025 133,19 2.664 10.656
2026 135,09 2.702 10.808 1,90
2027 137,03 2.741 10.964 1,94
2028 138,99 2.780 11.120 1,96
2029 140,98 2.820 11.280 1,99
2030 143,00 2.860 11.440 2,02
2031 145,05 2.901 11.604 2,05
2032 147,12 2.942 11.768 2,08
2033 149,23 2.985 11.940 2,11
2034 151,37 3.027 12.108 2,13
2035 153,53 3.071 12.284 2,17
2036 155,73 3.115 12.460 2,19
2037 157,96 3.159 12.636 2,23
2038 160,22 3.204 12.816 2,26
2039 162,52 3.250 13.000 2,29
2040 164,84 3.297 13.188 2,33
2041 167,20 3.344 13.376 2,36
2042 169,60 3.392 13.568 2,40
2043 172,02 3.440 13.760 2,42
2044 174,48 3.490 13.960 2,46
Fonte: Autoria Própria (2024)
4.6.5 Equilíbrio Econômico e Financeiro (CAPEX e OPEX)
O equilíbrio econômico e financeiro na drenagem urbana é essencial para
assegurar a eficiência e sustentabilidade dos serviços prestados à população,
especialmente diante da crescente urbanização e das mudanças climáticas que
impactam os sistemas de drenagem. Esse equilíbrio envolve a adequada gestão das
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
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368
receitas obtidas por meio da cobrança de serviços e os custos relacionados à execução,
operação, manutenção e expansão das redes de drenagem.
No caso da drenagem urbana, o equilíbrio econômico e financeiro é analisado
com base em dois principais componentes de custos: CAPEX (Despesas de Capital) e
OPEX (Despesas Operacionais). Ambos desempenham papéis cruciais no planejamento
e implementação dos projetos de drenagem urbana, além de sua manutenção a longo
prazo.
Para fomentar os cálculos do cenário ideal, utilizaram-se os estudos de CAPEX e
OPEX. O primeiro, CAPEX (Capital Expenditure, ou "Despesas de Capital"), refere-se
aos investimentos feitos em ativos de longo prazo, como aquisição de equipamentos,
construção de instalações, compra de propriedades e outros bens de capital essenciais
para as operações e o crescimento do serviço de drenagem urbana. Esses investimentos
visam a expansão, melhoria ou modernização das capacidades do serviço, com o
objetivo de aumentar sua eficiência operacional e capacidade de atender à demanda.
Para calcular o CAPEX de drenagem de Armação dos Búzios, foram consideradas
as seguintes premissas para as projeções dos custos relacionados à expansão e
manutenção das redes de drenagem:
• Manutenção de redes: 30% da rede será destinada à manutenção,
garantindo que a infraestrutura seja mantida em boas condições de operação,
prevenindo falhas e obstruções;
• Extensão em área pavimentada: 10% de extensão em área pavimentada.
• Onde existe rede de água, há rede de drenagem: A implementação de
sistemas de drenagem é coordenada com a infraestrutura de abastecimento de água, de
modo que as duas redes coexistam nas áreas urbanas.
• Crescimento da rede de drenagem acompanha o crescimento vegetativo
da população: A expansão da rede de drenagem segue o ritmo de crescimento da
população, de forma a atender as novas demandas habitacionais e urbanísticas.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
369
• Não há ampliação de rede onde já existe asfalto: Em áreas com
pavimentação existente, não há previsão de ampliação da rede de drenagem.
Essas premissas visam garantir que os investimentos em CAPEX sejam utilizados
de forma eficiente, considerando a necessidade de manutenção, substituição e
expansão da rede, de modo a atender a demanda crescente e a intensidade das chuvas.
Por outro lado, OPEX (Operational Expenditure, ou "Despesas Operacionais")
corresponde aos custos contínuos e recorrentes com as operações diárias do sistema
de drenagem urbana. Isso inclui gastos com manutenção de infraestrutura, salários de
funcionários, serviços públicos, materiais necessários para a operação do sistema e
outros custos correntes que garantem a continuidade e a sustentabilidade das
atividades de drenagem urbana no curto prazo. Essas despesas são fundamentais para
manter o serviço em funcionamento eficiente e contínuo.
O planejamento de investimentos em drenagem, tanto em infraestrutura de
microdrenagem quanto de macrodrenagem, enfrenta desafios significativos,
especialmente na definição precisa dos custos operacionais (OPEX). A principal
dificuldade reside na falta de informações detalhadas sobre as condições atuais das
redes existentes, o que torna complexa a estimativa de recursos necessários para
manutenção e operação dessas estruturas.
No caso da macrodrenagem, os investimentos (CAPEX) foram estimados com
base nos dados fornecidos pelo município, considerando as áreas de maior risco de
alagamento e a necessidade de obras estruturais, como canais, bacias de retenção e
sistemas de escoamento de grande porte. Já para a microdrenagem, que inclui galerias,
bocas de lobo e pequenas tubulações, o levantamento preliminar aponta uma
necessidade de intervenções pontuais em diversos pontos críticos.
Entretanto, é essencial destacar que é imprescindível a realização de estudos
aprofundados. Esses estudos devem abranger diagnósticos técnicos sobre a
funcionalidade e a capacidade das redes existentes, a identificação de áreas prioritárias
e a avaliação de soluções integradas e economicamente viáveis. Investir diretamente em
obras, sem essa etapa de análise detalhada, poderia comprometer a eficiência dos
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
370
recursos da Concessionária, além de resultar em soluções inadequadas ou de curta
duração.
4.6.5.1 Microdrenagem
O CAPEX para o projeto de microdrenagem inclui a ampliação das redes de 400
mm, considerando também as mesmas instalações complementares (bocas de lobo,
ramais e poços de visita), garantindo maior eficiência e capacidade na drenagem pluvial
urbana.
O quadro a seguir apresenta os investimentos previstos para o sistema de
microdrenagem de Armação dos Búzios.
Quadro 127 – CAPEX do sistema de microdrenagem de Armação dos Búzios.
Ano Ampliação (400 mm)
2024 -
2025 -
2026 R$ 4.064.611,09
2027 R$ 4.142.776,68
2028 R$ 4.191.630,18
2029 R$ 4.260.025,08
2030 R$ 4.308.878,58
2031 R$ 4.377.273,48
2032 R$ 4.435.897,68
2033 R$ 4.504.292,57
2034 R$ 4.562.916,77
2035 R$ 4.631.311,67
2036 R$ 4.689.935,87
2037 R$ 4.768.101,47
2038 R$ 4.836.496,37
2039 R$ 4.904.891,26
2040 R$ 4.973.286,16
2041 R$ 5.041.681,06
2042 R$ 5.119.846,66
2043 R$ 5.178.470,86
2044 R$ 5.266.407,15
Total R$ 88.258.730,65
Fonte: Autoria Própria (2024).
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
371
4.6.6 Planejamento para o Serviço de Drenagem e Manejo de Águas Pluviais Urbanas
Nesta seção, pretende-se apresentar uma análise minuciosa dos programas,
projetos, ações, cronogramas, estimativas de custos, responsabilidades atribuídas aos
agentes envolvidos e os mecanismos de financiamento. Essas informações serão
cruciais para orientar de maneira abrangente e efetiva a execução e o alcance de cada
um dos objetivos e metas propostos.
A partir das informações diagnosticadas pelo Produto 2, formulou-se o Quadro
128 no qual apresenta as principais características identificadas e suas respectivas
frentes de ação.
Quadro 128 - Principais Demandas e Frentes de Ação para o Sistema de Drenagem Urbana e
Manejo de Águas Pluviais.
Principais Demandas Frentes de Ação
Identificação e priorização de áreas críticas
sujeitas a alagamentos, especialmente em
períodos de chuvas intensas.
Realizar estudos detalhados e georreferenciados
para mapear áreas de risco de alagamento,
considerando históricos de ocorrências e impacto
socioeconômico.
Deficiência na cobertura da infraestrutura de
drenagem urbana, especialmente em regiões de
crescimento populacional acelerado.
Implementar novos sistemas de micro e
macrodrenagem com base em projeções
urbanísticas, priorizando áreas de expansão
urbana e crescimento desordenado.
Incapacidade das redes de drenagem existentes
de suportarem os volumes atuais de precipitação
devido ao subdimensionamento.
Modernizar e expandir as redes existentes,
utilizando tecnologias atualizadas e critérios de
dimensionamento que considerem mudanças
climáticas e aumento do volume de águas pluviais.
Ausência de monitoramento contínuo e gestão
integrada para acompanhar a eficiência do
sistema de drenagem.
Criar uma rotina de monitoramento e avaliação
contínua do sistema, utilizando sensores e
ferramentas de automação para medir o
desempenho e prever falhas.
Falta de manutenção preventiva, resultando em
entupimentos frequentes e ineficiência
operacional dos sistemas de drenagem.
Implementar uma agenda de manutenção
periódica, com limpeza de bocas de lobo, galerias
e demais dispositivos, além de campanhas de
conscientização para evitar descarte inadequado
de resíduos sólidos.
Ocupação desordenada do solo urbano em áreas
de macrodrenagem, prejudicando o escoamento
natural das águas pluviais.
Regularizar e fiscalizar as áreas ocupadas em
zonas de macrodrenagem, criando alternativas
habitacionais e medidas de mitigação para reduzir
os impactos no escoamento.
Ausência de instrumento de planejamento que
contenha diretrizes que embasam e auxiliem a
Elaboração de Planos Diretores, como o Plano
Diretor de Drenagem Urbana e Manejo de Águas
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
372
Principais Demandas Frentes de Ação
gestão dos sistemas de microdrenagem e de
macrodrenagem.
Pluviais (PDDUMAP) e o Plano Diretor de
Macrodrenagem, visando abranger uma ótica de
manejo sustentável das águas urbanas e organizar
a gestão de forma integrada.
Fonte: Autoria Própria (2024).
Por meio da análise das características do município, das particularidades do seu
sistema de drenagem urbana e manejo de águas pluviais, e do exposto acima, foram
propostos programas, objetivos e ações específicas a serem implementadas na revisão
do PMSB, conforme explicita o Quadro 129 a seguir.
Quadro 129 - Esquematização dos Programas, Objetivos e Ações para o Serviço de
Drenagem Urbana e Manejo de Águas Pluviais.
Programa Objetivo Ação
1
Ampliação e
Modernização da
Infraestrutura de
Drenagem Urbana
Ampliar e modernizar a rede
de drenagem para suportar as
demandas de escoamento,
minimizar alagamentos e
aumentar a resiliência da
cidade frente às mudanças
climáticas.
1.1 Identificação e Priorização de Áreas
Críticas
1.2 Construção e Expansão de Redes
de Drenagem
1.3 Modernização dos Sistemas
Existentes
1.4 Monitoramento e Avaliação
1.5 Utilização de Soluções Baseadas na
Natureza (SBN)
1.6
Plano de atuação conjunta dos
serviços de drenagem urbana e
esgotamento sanitário
2
Manutenção
Preventiva e
Conservação da
Microdrenagem
Reduzir a incidência de
alagamentos através da
manutenção preventiva e
sistemática da rede de
microdrenagem, garantindo o
bom funcionamento da
infraestrutura.
2.1 Criação de uma Rotina de Limpeza
2.2 Substituição e Reparos de
Estruturas Danificadas
2.3 Manutenção Preventiva Regular
3
Mapeamento
Técnico e Criação
do Plano Diretor
de Drenagem
Urbana
Implementar um mapeamento
técnico completo e
desenvolver um Plano Diretor
de Drenagem Urbana para
guiar o desenvolvimento
sustentável e a gestão do
3.1
Elaboração e Atualização de
Cadastro Técnico Georreferenciado
da Infraestrutura Existente
3.2 Desenvolvimento de um Plano
Diretor de Drenagem
3.3 Gestão de Áreas de Expansão
Urbana
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
373
Programa Objetivo Ação
sistema de drenagem no
município. 3.4
Elaboração de manual de boas
práticas para obras de drenagem e
de pavimentação
3.5 Criação do Sistema Municipal de
Informações de Saneamento Básico
4
Prevenção e
Redução de Riscos
em Áreas de
Suscetibilidade a
Inundações
Reduzir a vulnerabilidade de
áreas urbanas e residenciais
suscetíveis a inundações,
garantindo a segurança dos
moradores e minimizando os
impactos dos eventos
hidrológicos.
4.1 Mapeamento e Restrição de
Construções em Áreas de Risco
4.2 Fiscalização das áreas de alta
suscetibilidade à riscos
4.3 Campanhas de Conscientização
Comunitária
4.4 Sistema de Monitoramento e Alerta
para eventos climáticos extremos
5
Inclusão das Áreas
Quilombolas e de
Expansão Urbana/
Imobiliária no
Sistema de
Drenagem
Garantir o atendimento
adequado das áreas rurais e
quilombolas em relação às
necessidades de drenagem,
proporcionando uma
infraestrutura segura e que
melhore a qualidade de vida
dos moradores.
5.1
Estudo Hidrológico das Áreas
Quilombolas e Áreas de expansão
urbana/ imobiliária
5.2 Implantação de Infraestrutura
Básica de Drenagem
5.3 Promoção da Educação Ambiental
e Sustentabilidade
5.4 Inclusão em Programas de
Manutenção Sistemática
6
Estratégia de
Financiamento e
Sustentabilidade
para o Sistema de
Drenagem
Assegurar recursos adequados
para os investimentos
necessários na ampliação e
manutenção do sistema de
drenagem, por meio de fontes
de financiamento
diversificadas.
6.1 Fundo Municipal para Drenagem e
Manejo de Águas Pluviais
6.2 Contribuição para Infraestrutura
Urbana (CIU)
6.3 Transparência na Gestão dos
Investimentos
6.4
Modelagem econômico-financeira
para possível concessão do serviço
de drenagem urbana
7
Programa de
Incentivo à
Reutilização de
Água da Chuva
Promover a captação e o
reaproveitamento de águas
pluviais no município, com a
instalação de sistemas de
captação em residências,
comércios e indústrias,
proporcionando economia para
os consumidores e benefícios
ambientais para a cidade e
minimizando os impactos
sobre o sistema de drenagem
urbana.
7.1 Definição das áreas prioritárias
7.2 Lei Municipal
7.3 Regulamentação de novos projetos
de drenagem
7.4
Instrumentos normativos para
adoção de soluções de manejo das
águas pluviais
7.5 Campanhas de Conscientização
Comunitária
7.6 Fiscalização e Certificação
7.7 Cadastro Técnico
7.8 Capacitação Técnica
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
374
Fonte: Autoria Própria (2024).
O Quadro 130 apresenta a programação de execução do PMSB, que visa à
implementação de soluções graduais e progressivas para atingir os objetivos e metas
propostos.
Quadro 130 - Programação de Execução das Ações de Drenagem Urbana e Manejo de Águas
Pluviais.
Programa Objetivo Ação Prazo
1
Ampliação e
Modernização
da
Infraestrutura
de Drenagem
Urbana
Ampliar e modernizar
a rede de drenagem,
especialmente as
regiões urbanas
críticas, para suportar
as demandas de
escoamento,
minimizar a
vulnerabilidade do
município a
alagamentos,
enchentes e
inundações e
aumentar a resiliência
da cidade frente às
mudanças climáticas.
1.1
Identificação e
Priorização de Áreas
Críticas
1 ano
1.2 Construção e Expansão
de Redes de Drenagem
Até 4 anos e, depois,
acompanhando o
crescimento vegetativo
e urbano
1.3 Modernização dos
Sistemas Existentes 2 anos
1.4 Monitoramento e
Fiscalização Contínuo
1.5
Utilização de Soluções
Baseadas na Natureza
(SBN)
Buscar em até 3 anos e
depois implementar de
forma contínua
1.6
Criação de plano de
atuação conjunta dos
serviços de drenagem
urbana e esgotamento
sanitário
1 ano
2
Manutenção
Preventiva e
Conservação da
Microdrenagem
Reduzir a incidência
de alagamentos
através da
manutenção
preventiva e
sistemática da rede
de microdrenagem,
garantindo o bom
funcionamento da
infraestrutura.
2.1 Criação de uma Rotina
de Limpeza 1 ano
2.2
Substituição e Reparos
de Estruturas
Danificadas
2 anos
2.3 Manutenção
Preventiva Regular Contínuo
3
Mapeamento
Técnico e
Criação do
Plano Diretor de
Drenagem
Urbana
Implementar um
mapeamento técnico
completo e
desenvolver um
Plano Diretor de
Drenagem Urbana
para guiar o
desenvolvimento
sustentável e a
gestão do sistema de
3.1
Elaboração e
Atualização de
Cadastro Técnico
Georreferenciado da
Infraestrutura
Existente
1 ano
3.2
Desenvolvimento do
Plano Diretor de
Drenagem (PDD)
2 anos
3.3 Gestão de Áreas de
Expansão Urbana 2 anos
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
375
Programa Objetivo Ação Prazo
drenagem no
município. 3.4
Elaboração de manual
de boas práticas para
obras de drenagem e
de pavimentação
2 anos
3.5
Criação do Sistema
Municipal de
Informações de
Saneamento Básico
2 anos
4
Prevenção e
Redução de
Riscos em Áreas
de
Suscetibilidade
a Inundações
Reduzir a
vulnerabilidade de
áreas urbanas e
residenciais
suscetíveis a
inundações,
garantindo a
segurança dos
moradores e
minimizando os
impactos dos eventos
hidrológicos.
4.1
Mapeamento e
Restrição de
Construções em Áreas
de Risco
1 ano
4.2
Fiscalização das áreas
de alta suscetibilidade
à riscos
Contínuo
4.3
Campanhas de
Conscientização
Comunitária
1 vez ao ano
4.4
Implementar um
Sistema de
Monitoramento e
Alerta para eventos
climáticos extremos
4 anos
5
Inclusão das
Áreas
Quilombolas e
Rurais no
Sistema de
Drenagem
Garantir o
atendimento
adequado das áreas
rurais e quilombolas
em relação às
necessidades de
drenagem,
proporcionando uma
infraestrutura segura
e que melhore a
qualidade de vida dos
moradores.
5.1
Estudo Hidrológico das
Áreas Quilombolas e
Áreas de expansão
urbana/ imobiliária
1 ano
5.2
Implantação de
Infraestrutura Básica
de Drenagem
2 anos
5.3
Promoção da Educação
Ambiental e
Sustentabilidade
1 vez ao ano
5.4
Inclusão em Programas
de Manutenção
Sistemática
Imediato
6
Estratégia de
Financiamento e
Sustentabilidade
para o Sistema
de Drenagem
Assegurar recursos
adequados para os
investimentos
necessários na
ampliação e
manutenção do
sistema de drenagem,
por meio de fontes de
financiamento
diversificadas.
6.1
Fundo Municipal para
Drenagem e Manejo de
Águas Pluviais
4 anos
6.2
Contribuição para
Infraestrutura Urbana
(CIU)
4 anos
6.3
Transparência na
Gestão dos
Investimentos
Contínuo
6.4
Modelagem
econômico-financeira
para possível
concessão do serviço
de drenagem urbana
3 anos
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
376
Programa Objetivo Ação Prazo
7
Programa de
Incentivo à
Reutilização de
Água da Chuva
Promover a captação
e o reaproveitamento
de águas pluviais no
município, com a
instalação de
sistemas de captação
em residências,
comércios e
indústrias,
proporcionando
economia para os
consumidores e
benefícios ambientais
para a cidade e
minimizando os
impactos sobre o
sistema de drenagem
urbana.
7.1 Definição das áreas
prioritárias 2 anos
7.2 Lei Municipal 4 anos
7.3
Regulamentação de
novos projetos de
drenagem
3 anos
7.4
Instrumentos
normativos para
adoção de soluções de
manejo das águas
pluviais
4 anos
7.5
Campanhas de
Conscientização
Comunitária
1 vez ao ano
7.6 Fiscalização e
Certificação Contínuo
7.7 Cadastro Técnico Contínuo
7.8 Capacitação Técnica A cada 2 anos
Fonte: Autoria Própria (2024).
4.6.6.1.1 Programas para a Adequação do Sistema de Drenagem e Manejo de Águas
Pluviais Urbanas
Nos seguintes tópicos serão descritos os programas para a drenagem urbana e o
manejo de águas pluviais de Armação dos Búzios, em busca do alcance das metas
estabelecidas e, consequentemente, da melhoria dos serviços para a população.
4.6.6.1.2 Programa de Ampliação e Modernização da Infraestrutura de Drenagem
Urbana
O programa visa adaptar a rede de drenagem urbana de Armação dos Búzios às
demandas atuais e futuras, considerando o crescimento urbano acelerado e as
alterações nos regimes de precipitação decorrentes das mudanças climáticas. A rede
existente, projetada para cenários passados, muitas vezes não suporta o volume atual
de águas pluviais, resultando em alagamentos frequentes. Para mitigar esses impactos,
o programa propõe:
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
377
a. Identificação e Priorização de Áreas Críticas
• Realizar estudos hidrológicos detalhados para mapear os locais mais afetados por
alagamentos, levando em conta critérios como densidade populacional, prejuízos
econômicos e vulnerabilidade ambiental.
• Classificar as áreas em níveis de prioridade para nortear futuras intervenções.
b. Planejamento e Execução de Obras de Expansão
• Ampliar as redes de micro e macrodrenagem em áreas de ocupação recente ou
mal atendidas.
• Garantir que os projetos sejam dimensionados considerando os cenários
climáticos futuros.
c. Modernização de Infraestruturas Obsoletas
• Restaurar os sistemas antigos por estruturas mais eficientes e modernas.
d. Monitoramento e Avaliação
• Estabelecer uma rotina de monitoramento de desempenho das redes de
drenagem, garantindo a eficiência contínua das intervenções realizadas.
• Identificar com antecedência pontos que necessitem de reparos ou intervenções
mais complexas.
e. Utilização de Soluções Baseadas na Natureza (SBN)
• Executar projetos com jardins de chuva, valas de infiltração ou outra solução
baseada na natureza em áreas públicas, visando reter e infiltrar parte da água
pluvial.
f. Criação de plano de atuação conjunta dos serviços de drenagem urbana
e esgotamento
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
378
• Realizar estudo para possível projeto de desativação gradual das captações em
tempo seco existentes no município;
• Realizar campanhas de conscientização e fiscalização sobre a eliminação das
ligações irregulares.
Ressalta-se que essas ações devem ser integradas em um plano estratégico de
drenagem, promovendo a sustentabilidade e a resiliência do sistema.
4.6.6.1.3 Programa de Manutenção Preventiva e Conservação da Microdrenagem
A manutenção preventiva e sistemática é essencial para evitar que pequenos
problemas evoluam para falhas estruturais graves. Este programa tem como foco a
conservação das redes de microdrenagem, reduzindo alagamentos e prolongando a vida
útil das estruturas existentes. As ações incluem:
a. Criação de uma Rotina de Limpeza
• Estabelecer cronogramas regulares para a limpeza de bocas de lobo, galerias e
outros dispositivos de drenagem.
• Priorizar áreas com histórico de entupimentos ou maior densidade populacional.
b. Substituição e Reparos de Estruturas Danificadas
• Identificar e substituir bocas de lobo danificadas, além de realizar reparos em
ramais e galerias obstruídos.
c. Manutenção Preventiva Regular
• Estabelecer um cronograma de manutenção preventiva trimestral, em conjunto
com as áreas responsáveis pela limpeza urbana.
A implementação dessas ações tem impacto imediato na redução de
alagamentos, proporcionando mais segurança e qualidade de vida à população.
4.6.6.1.4 Programa de Mapeamento Técnico e Criação do Plano Diretor de Drenagem
Urbana Manutenção Sistemática do Sistema de Microdrenagem
Este programa é um passo estratégico para organizar as ações de drenagem de
forma integrada e eficiente. Ele visa levantar informações técnicas detalhadas sobre a
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
379
infraestrutura existente e utilizá-las para elaborar um Plano Diretor de Drenagem
Urbana. As ações incluem:
a. Elaboração do Cadastro Técnico
• Mapear todas as redes de drenagem, indicando localização, condições estruturais
e capacidade de vazão.
• Usar ferramentas de georreferenciamento para facilitar o monitoramento e a
atualização dos dados.
• Identificar e padronizar os poços de visita.
b. Gestão de Áreas de Expansão Urbana
• Definir zonas com capacidade para suportar novas construções.
• Restringir novos empreendimentos e obras nos locais considerados vulneráveis
a inundações.
c. Desenvolvimento do Plano Diretor de Drenagem
• Propor diretrizes e metas para curto, médio e longo prazo, considerando o
crescimento urbano e os cenários climáticos futuros.
• Integrar o plano às políticas municipais de urbanização e proteção ambiental.
d. Elaboração de manual de boas práticas para obras de drenagem e de
pavimentação
• Elaborar um manual para padronizar as obras de drenagem, contemplando desde
a fase de projetos até a execução das mesmas.
• Analisar os projetos e fiscalizar a execução dessas obras, seguindo normas
técnicas específicas.
e. Criação do Sistema Municipal de Informações de Saneamento Básico
• Criar o Sistema Municipal de Informações de Saneamento Básico, específico para
a drenagem e o manejo das águas pluviais urbanas, contendo indicadores
operacionais, econômico-financeiros, administrativos e de qualidade.
Com este programa, o município terá uma base técnica sólida para tomar
decisões fundamentadas, otimizando recursos e promovendo melhorias estruturais de
forma sustentável.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
380
4.6.6.1.5 Programa de Prevenção e Redução de Riscos em Áreas de Suscetibilidade a
Inundações
Este programa visa reduzir a vulnerabilidade de áreas urbanas e residenciais
suscetíveis a inundações, garantindo a segurança dos moradores e minimizando os
impactos dos eventos hidrológicos. Suas ações estão detalhadas a seguir.
a. Mapeamento e Restrição de Construções em Áreas de Risco
• Atualizar o mapeamento das áreas de alta suscetibilidade a inundações e
implementar restrições para novas construções nessas áreas.
b. Fiscalização das áreas de alta suscetibilidade à riscos
• Implementação de contratação de fiscais para a Prefeitura Municipal.
c. Campanhas de Conscientização Comunitária
• Realizar programas educativos para informar a população sobre os riscos de
construção em áreas propensas a enchentes e a importância de preservar a
infraestrutura de drenagem.
A aplicação desse programa promoverá a diminuição de casos de inundações e
alagamentos no município, garantindo mais segurança à população.
4.6.6.1.6 Programa de Inclusão das Áreas Quilombolas e de Expansão Urbana/
Imobiliária no Sistema de Drenagem Manutenção Sistemática do Sistema de
Macrodrenagem
Áreas quilombolas e de Expansão Urbana/Imobiliária frequentemente enfrentam
dificuldades de acesso a infraestrutura básica, incluindo drenagem. Este programa busca
garantir a equidade no atendimento, promovendo soluções adaptadas às
especificidades dessas regiões. As ações incluem:
a. Realização de Estudos Hidrológicos
• Levantar dados sobre os regimes de precipitação, tipos de solo e capacidade de
infiltração nessas áreas.
• Identificar pontos de alagamento frequente ou erosões associadas à drenagem
inadequada.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
381
b. Desenvolvimento de Soluções Personalizadas
• Propor alternativas de baixo custo.
• Implantar sistemas que respeitem as características ambientais e culturais locais.
c. Capacitação e Envolvimento da Comunidade
• Promover workshops e treinamentos para que as comunidades possam participar
da gestão e manutenção dos sistemas.
• Incentivar a adoção de práticas sustentáveis, como preservação de áreas
permeáveis.
Este programa fortalece a inclusão social e ambiental, alinhando-se a princípios
de justiça climática e equidade territorial.
4.6.6.1.7 Programa de Estratégia de Financiamento e Sustentabilidade para o Sistema
de Drenagem
A falta de recursos financeiros é um dos maiores obstáculos para o avanço de
projetos de drenagem. Este programa tem como objetivo criar condições financeiras
estáveis para viabilizar a implementação e manutenção das obras necessárias. Entre as
ações previstas estão:
a. Criação de um Fundo Municipal para Drenagem
• Instituir um fundo específico para drenagem, alimentado por fontes como
contribuições de usuários, parcerias público-privadas e repasses
estaduais/federais, destinados exclusivamente a projetos de expansão e
manutenção da infraestrutura de drenagem e manejo de águas pluviais.
• Garantir transparência na gestão dos recursos por meio de relatórios públicos.
b. Captação de Recursos Externos
• Buscar financiamento em organismos nacionais e internacionais voltados para
infraestrutura urbana e mudanças climáticas.
• Apresentar projetos bem estruturados para atrair investidores e parcerias.
c. Planejamento de Sustentabilidade Econômica
• Incorporar previsões de longo prazo no orçamento municipal para manutenção
e expansão das redes.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
382
• Garantir que a arrecadação seja proporcional às necessidades, evitando déficits
no sistema.
d. Modelagem econômico-financeira para possível concessão do serviço de
drenagem urbana
• Avaliar a viabilidade de concessão dos serviços de drenagem urbana com base
em análises de custo-benefício.
Esse programa é crucial para assegurar que os projetos de drenagem possam ser
desenvolvidos de forma contínua, sem interrupções por falta de verba.
4.6.6.1.8 Programa de Incentivo à Reutilização de Água da Chuva
Promover a captação e o reaproveitamento de águas pluviais no município, com
a instalação de sistemas de captação em residências, comércios e indústrias,
proporcionando economia para os consumidores e benefícios ambientais para a cidade
e minimizando os impactos sobre o sistema de drenagem urbana.
a. Definição das áreas prioritárias
• Definir as áreas prioritárias para a adoção de práticas de aproveitamento de
águas pluviais.
b. Lei Municipal
• Estudar a criação de legislação municipal para regulamentar a concessão de
descontos no IPTU para quem utiliza sistemas de aproveitamento de água da
chuva.
c. Regulamentação de novos projetos de drenagem
• Elaboração de normas técnicas e legais que orientem e regulamentem os
projetos de drenagem em novos empreendimentos imobiliários, estabelecendo
critérios mínimos de controle de águas pluviais, juntamente do Código de Obras.
d. Instrumentos normativos para adoção de soluções de manejo das águas
pluviais
• Criação de instrumentos normativos que obriguem empreendedores e
proprietários de imóveis a adotar soluções de retenção e infiltração das águas
pluviais diretamente na fonte, como caixas de retenção, pavimentos permeáveis
e jardins de chuva
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
383
e. Campanhas de Conscientização Comunitária
• Campanhas de conscientização sobre os benefícios da reutilização de água da
chuva.
f. Fiscalização e Certificação
• Fiscalização e certificação dos sistemas instalados, com emissão de laudo
técnico.
g. Cadastro Técnico
• Cadastro e monitoramento dos imóveis beneficiados.
h. Capacitação Técnica
• Campanhas de capacitação em captação e reaproveitamento de águas pluviais,
como workshops e cursos técnicos.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
384
4.7 CORRELAÇÃO DOS SISTEMAS
A integração entre os quatro eixos do saneamento (água, esgoto, resíduos sólidos
e drenagem) é fundamental para garantir a eficiência do sistema e mitigar os impactos
ambientais. No município de Armação dos Búzios, a configuração dos sistemas reflete
as particularidades urbanísticas e a necessidade de atender às demandas de
saneamento enquanto promove a recuperação dos corpos hídricos.
A adoção do sistema misto de coleta, que combina águas pluviais e esgoto
sanitário, foi uma solução estratégica diante da degradação ambiental severa da Lagoa
de Araruama. Essa degradação, causada pelo descarte inadequado de esgoto, culminou
na eutrofização da lagoa, evidenciando a urgência de investimentos em saneamento. O
sistema misto possibilita um atendimento mais rápido e acessível às comunidades,
reduzindo os impactos nos corpos hídricos, principalmente em áreas onde o sistema
separador absoluto seria inviável ou excessivamente oneroso. Nas áreas onde a
separação é tecnicamente viável, o sistema separador absoluto foi implementado,
oferecendo maior eficiência na gestão dos efluentes.
Já a relação entre drenagem e resíduos sólidos é evidenciada pelo descarte
inadequado de resíduos que são direcionados para as bocas de lobo, sarjetas e margens
de lagoas, causando obstruções, assoreamento e sobrecarga nos sistemas de drenagem.
Esses problemas afetam o funcionamento das redes e contribuem para o acúmulo de
resíduos nos sistemas de micro e macrodrenagem.
Esse conjunto de ações evidencia a necessidade de uma gestão integrada e
adaptativa para enfrentar os desafios impostos pelas características urbanísticas e
ambientais locais. Soluções estratégicas que considerem as particularidades de cada
sistema são fundamentais para atender às demandas imediatas das comunidades,
promovendo a preservação e a recuperação ambiental dos corpos hídricos. Essa
abordagem contribui para a mitigação de impactos ambientais, a garantia de um meio
ambiente equilibrado e a promoção da saúde pública, reforçando o papel do
saneamento como pilar essencial para o desenvolvimento sustentável e a qualidade de
vida da população.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
385
4.8 COMPATIBILIZAÇÃO COM O PMSB ANTERIOR
Neste tópico, será realizada uma análise crítica das ações e investimentos
propostos no Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ,
elaborado em 2013. A consolidação do plano atual com o anterior permitirá avaliar o
grau de cumprimento das ações estabelecidas, identificar os desafios enfrentados na
execução das mesmas e ajustar as estratégias conforme necessário.
Conforme o Plano Municipal de Saneamento Básico (2013), foram propostas
diversas ações para o Sistema de Abastecimento de Água, Esgotamento Sanitário,
Drenagem e Manejo das Águas Pluviais Urbanas e Serviços de Limpeza Urbana e
Manejo de Resíduos Sólidos de Armação dos Búzios. Essas ações foram agrupadas em
categorias de acordo com os prazos para sua execução, sendo classificadas em
Emergencial, Curto Prazo, Médio Prazo e Longo Prazo.
A fim de monitorar o progresso e implementação das ações propostas, foram
criados quadros que destacam quais ações foram efetivamente realizadas (indicadas em
cor verde), quais foram realizadas parcialmente (indicadas em cor amarela) e quais não
foram realizadas (indicadas em cor vermelha), conforme apresentado no Quadro 131 a
seguir.
Quadro 131 - Escala de Atendimento.
Escala
Plenamente
Parcialmente
Não atendeu
Fonte: Autoria Própria (2024).
A classificação das ações em cada categoria é baseada em critérios de execução,
como conclusão de obras, implementação de melhorias ou projetos, entre outros fatores
relevantes para o avanço das ações propostas.
Essa abordagem de acompanhamento das ações por meio dos quadros permite
uma avaliação precisa do progresso e efetividade das medidas adotadas para o
desenvolvimento e aprimoramento dos sistemas de saneamento do município.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
386
Dessa forma, o acompanhamento sistemático das ações realizadas e pendentes
permite que as autoridades competentes possam tomar decisões informadas e
estratégicas para o aprimoramento contínuo dos serviços de saneamento básico,
garantindo o atendimento adequado das demandas da população e a promoção da
qualidade de vida em Armação dos Búzios.
Destaca-se ainda que a questão da parcialidade, em muitas das metas, a análise
das metas do PMSB anterior, que previu prazos de execução em quatro períodos
(imediato, curto, médio e longo), apenas as metas até o médio prazo podem ser avaliadas
neste momento, em 2024. Sendo assim, a avaliação considera o progresso até outubro
de 2024, o que justifica a análise parcial de algumas metas.
• Sistema de Abastecimento de Água
Quadro 132 - Atendimento das metas.
Sistema de Abastecimento de Água
Cód. Descrição Custos Classificação Investimentos
(R$) Período Comentários
1.1.1
Implantação da ETA
São João com
capacidade de
tratamento de
1.000 l/s
40.000.000,00 Parcialmente 17.397.486,94 2009-
2023
Foi realizada
ampliação da
ETA Juturnaíba e
não implantação
da ETA são João
2.1.1
Trecho 1 (DN 900
mm, extensão de 19
km)
25.650.000,00 Parcialmente 14.231.906,02 2018
No total foram
implementados
41,7 Km de
adutora
divididos em 5
trechos
2.1.2
Trecho 2 (DN 800
mm, extensão de 12
km)
14.400.000,00 Parcialmente 16.927.115,04 2016-
2019
No total foram
implementados
41,7 Km de
adutora
divididos em 5
trechos
2.1.3
Trecho 3 (DN 400
mm, extensão de 3
km)
1.350.000,00 Parcialmente 7.005.224,55 2018-
2019
No total foram
implementados
41,7 Km de
adutora
divididos em 5
trechos
2.1.4
Trecho 4 (DN 700
mm, extensão de 20
km)
21.000.000,00 Parcialmente 4.662.381,84 2018
No total foram
implementados
41,7 Km de
adutora
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
387
Sistema de Abastecimento de Água
Cód. Descrição Custos Classificação Investimentos
(R$) Período Comentários
divididos em 5
trechos
3.2.1
Implantação de
1.000 m³ de
reservação
600.000,00 - - -
4.3.1
Execução de 70 km
de redes de
distribuição
5.600.000,00 Parcialmente 3.912.082,73 2012-
2020
Executado
Extensão de
rede nos bairros,
Baia Formosa,
Albatroz, Setor
caravelas,
Portico, Maria
Joaquina, Boa
Vista, Canto
esquerdo de
Geribá
4.4.1
Execução de 14 km
de anéis de
distribuição
2.520.000,00 - -
5.1.1 Implantação de
soluções individuais 145.115,05 - -
Fonte: Autoria Própria (2024); Concessionária Prolagos (2024).
Quadro 133 - Investimentos realizados não previstos no PMSB anterior.
Cód. Descrição Investimentos (R$) Período
1.3.b Implantação de Adutoras em Búzios 2.820.520,21 2014-2019
3.14.1 Investimento de combate a Perdas 69.582.741,60 2014-2022
3.14.2 MELHORIAS OPERACIONAIS 52.634.097,46 2014-2022
3.14.3 PEQUENAS EXTENSÕES ÁGUA E ESGOTO 30.518.638,33 2014-2022
1.3.5 Implantação adutora Trecho 5 5.299.025,08 2017-2018
3.7 GERADORES (ALTA TEMPORADA) 9.074.442,71 2013-2015
3.14.4 1 - OBRAS EMERGENCIAIS (ALTA TEMPORADA
2013/2014) 6.023.974,72 2009-2014
Fonte: Autoria Própria (2024); Concessionária Prolagos (2024).
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
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388
• Sistema de Esgotamento Sanitário
Quadro 134 - Atendimento das metas.
Sistema de Esgotamento Sanitário
Cód. Descrição Custos Classificação Investimentos
(R$) Período Comentários
1.1.1
Execução de
parte da Bacia 4-
P
42.339.816,75 Parcialmente 3.532.099,98 2016-
2023
Realizado
Investimento
Tucuns e Cem
Braças - Capão,
Valão de
Manguinhos,
Avenida José Bento
Ribeiro Dantas,
Tartaruga e Portal
da Ferradura, e
Língua Negra de
Manguinhos
(Audiência Pública).
2.1.1
Adequação da
ETE Búzios para
remoção de
nutrientes
(tratamento
terciário)
6.182.680,00 Plenamente 13.438.755,29 2012-
2018
Investimento
realizado
2.1.2
Implantação de
novas ETEs para
atendimento de
31.000 hab
7.555.320,00 Plenamente -
Investimento
realizado na ETE já
tem capacidade de
atendimento à
população.
3.1.1
Elaboração de
projetos para
unidades dos
itens 1.1.1, 2.1.1
e 2.1.2
1.270.194,50 Não atendeu -
4.1.1
Implantação de
soluções
individuais
615.462,03 Parcialmente 413.192,97 2009-
2014
Investimento
realizado Bairro
Rasa - Linha de
Recalque e Reforço
Estrada da Usina
(esgoto) e Bairro
Rasa - Linha de
Recalque e Reforço
Estrada da Usina
(água)
Fonte: Autoria Própria (2024); Concessionária Prolagos (2024).
Quadro 135 - Investimentos realizados não previstos no PMSB anterior.
Descrição Custos (R$) Período
Projeto Básico do Sistema de Esgotamento Sanitário da Lagoa de Geribá 5.799.406,04 2012-2016
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
389
Descrição Custos (R$) Período
Amplicação do Sistema de Tempo Seco 463.829,5 2022-2023
Fonte: Fonte: Autoria Própria (2024); Concessionária Prolagos (2024).
• Drenagem Urbana e Manejo de Águas Pluviais
Quadro 136 - Atendimento das metas - Ações imediatas.
IMPLANTAÇÃO IMEDIATA (ATÉ 3 ANOS – 2014 a 2016)
Cód. Descrição Custos (R$) Classificação
1.1.1 Elaboração do Estudo de Chuvas Intensas 120.000,00 Não atendeu
1.2.1 Elaboração de Manual para Obras de Drenagem 80.000,00 Plenamente
2.11 Levantamento em campo 90.000,00 -
2.1.2 Atualização do cadastro 50.000,00 Não atendeu
2.2.1 Elaborar projeto de lei incentivando a captação e
aproveitamento de águas de chuva em novas construções 25.000,00 -
2.3.1
Elaborar projeto de lei regulamentando a pavimentação do
município, com incentivo às tecnologias de pavimento
permeável
40.000,00 -
2.4.1 Elaborar projetos para obras de reposição 200.000,00 -
2.5.1 Elaborar projetos para obras de drenagem em áreas de
expansão urbana * -
2.5.2 Executar as obras projetadas (rede de microdrenagem) * Plenamente
3.1.1 Elaborar o Plano Diretor de Drenagem Urbana 300.000,00 Não atendeu
3.2.1 Executar obras de recuperação dos canais e galerias de
macrodrenagem 3.000.000,00 Plenamente
4.1.1 Atualizar o cadastro de áreas de risco 60.000,00 Plenamente
4.2.1 Cadastrar e capacitar 165 voluntários, moradores das áreas de
risco 30.000,00 -
4.3.1 Elaborar o PLANCON 120.000,00 -
4.4.1 Instalar o sistema de controle e alerta de cheias - -
5.1.1 Encaminhar à Câmara Municipal minuta de Lei para criação da
SMSB 15.000,00 -
5.1.2 Implantar a SMSB e criar a UGPLAN ** -
5.2.1 Elaborar projeto de lei (exigindo obras de microdrenagem para
novas ocupações urbanas e implantar medidas mitigadoras) 10.000,00 -
5.2.2 Incentivar a implantação de medidas de mitigação/retenção de
águas de chuva 20.000,00 -
5.3.1 Criar o Sistema Municipal de Informações de Saneamento
Básico 48.000,00 -
Fonte: Autoria Própria (2024).
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
390
Quadro 137 - Atendimento das metas - Ações de curto prazo.
IMPLANTAÇÃO CURTO PRAZO (4 A 9 ANOS – 2017 a 2022)
Cód. Descrição Custos (R$) Classificação
2.1.2 Atualização do cadastro 50.000,00 Não atendeu
2.2.1 Implantar sistemas de captação de águas de chuva nos prédios
públicos da administração municipal 100.000,00 Não atendeu
2.4.2 Executar as obras projetadas (reposição) 13.800.000,00 -
2.5.2 Executar as obras projetadas (rede de microdrenagem) * Plenamente
3.2.2 Manutenção dos canais e galerias de macrodrenagem 6.000.000,00 Plenamente
4.1.1 Atualizar o cadastro de áreas de risco 100.000,00 -
4.2.1 Cadastrar e capacitar 165 voluntários, moradores das áreas de
risco 60.000,00 -
4.3.2 Atualização do Plano 15.000,00 -
4.4.2 Apoio local à manutenção do sistema 50.000,00 -
5.1.2 Implantar a SMSB e criar a UGPLAN ** -
5.2.2 Incentivar a implantação de medidas de mitigação/retenção de
águas de chuva 40.000,00 -
5.3.2 Atualizar o SMISB 25.000,00 -
Fonte: Autoria Própria (2024).
Quadro 138 - Atendimento das metas - Ações de médio prazo.
IMPLANTAÇÃO MÉDIO PRAZO (10 A 15 ANOS – 2023 a 2028)
Cód. Descrição Custos (R$) Classificação
1.1.2 Revisão do Estudo de Chuvas Intensas 40.000,00 Não atendeu
2.1.2 Atualização do cadastro 50.000,00 Não atendeu
2.2.1 Implantar sistemas de captação de águas de chuva nos
prédios públicos da administração municipal 100.000,00 Não atendeu
2.4.2 Executar as obras projetadas (reposição) 27.600.000,00 Plenamente
2.5.2 Executar as obras projetadas (rede de microdrenagem) - Plenamente
3.1.2 Revisar o Plano 70.000,00 -
3.2.2 Manutenção dos canais e galerias de macrodrenagem 6.000.000,00 Plenamente
4.1.1 Atualizar o cadastro de áreas de risco 100.000,00 -
4.2.1 Cadastrar e capacitar 165 voluntários, moradores das áreas
de risco 60.000,00 -
4.3.2 Atualização do Plano 15.000,00 -
4.4.2 Apoio local à manutenção do sistema 50.000,00 -
5.1.2 Implantar a SMSB e criar a UGPLAN - -
5.2.2 Incentivar a implantação de medidas de mitigação/retenção
de águas de chuva 60.000,00 -
5.3.2 Atualizar o SMISB 25.000,00 -
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
391
Fonte: Autoria Própria (2024).
• Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos
Quadro 139 - Atendimento das metas - Ações imediatas.
IMPLANTAÇÃO IMEDIATA (ATÉ 3 ANOS – 2014 a 2016)
Cód. Descrição Custos (R$) Classificação
1.1.1 Elaborar Plano de Coleta Seletiva para materiais recicláveis 60.000,00 Parcialmente
1.1.2 Adquirir veículo com carroceria apropriada 162.000,00 Plenamente
1.1.3 Recuperação da Usina de Reciclagem de Baía Formosa 350.000,00 Não atendeu
1.2.1 Elaboração do Plano de coleta seletiva de materiais
orgânicos para a compostagem/vermicompostagem 60.000,00 Não atendeu
1.2.2 Implantação do sistema 116.402,00 -
1.2.3 Implantação de usina de compostagem 450.000,00 Não atendeu
1.3.1 Contratação de estudo de caracterização (elaboração do
estudo) 22.500,00 Não atendeu
1.4.1 Apoiar e dar manutenção ao Programa Consciência Ampla
com o PROVE (SEA) - -
2.1.1 Elaborar projeto de remediação (área dos antigos lixões) 105.000,00 Não atendeu
2.1.3 Monitorar a área (dos antigos lixões) 10.500,00 Plenamente
2.2.1 Elaborar o projeto e implantar o MDL (Mecanismo de
Desenvolvimento Limpo) - -
3.1.1 Elaborar estudo para definição da forma e valores pela
cobrança dos serviços de manejo de resíduos sólidos 30.000,00 -
3.1.2 Institucionalizar a cobrança - Não atendeu
3.2.1 Criar legislação específica para o manejo de resíduos sólidos
urbanos no município, com a definição de grandes geradores 8.000,00 -
3.3.1 Estabelecer contrato de regulação com a AGENERSA - -
3.4.1 Definir formas de acondicionamento de resíduos
convencionais e recicláveis - -
3.5.1 Realizar campanha de cadastramento de todos os catadores
de materiais recicláveis da cidade 20.000,00 -
3.5.2
Atualizar periodicamente o cadastro de catadores de
materiais recicláveis, depósitos, aparistas, sucateiros e
indústrias recicladoras
12.000,00 -
3.5.3 Analisar os registros de CADÚNICO para identificar os
catadores de materiais recicláveis cadastrados 6.000,00 -
3.5.4
Implantar programa de apoio às organizações de catadores,
sistemático e permanente, incluindo
assessoria técnica para orientação do manuseio de risco de
produtos coletados pelos catadores e para
auxílio no trabalho administrativo e gerencial das
Associações e Cooperativas
20.000,00 -
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
392
IMPLANTAÇÃO IMEDIATA (ATÉ 3 ANOS – 2014 a 2016)
Cód. Descrição Custos (R$) Classificação
3.5.5 Criar amplo programa de capacitação e de alfabetização com
metodologia apropriada para este segmento 144.000,00 -
3.6.1 Promover e intermediar os Acordos Setoriais, estimulando
as empresas para a implantação da logística reversa 10.000,00 -
3.6.2 Acompanhar e fiscalizar a implantação dos acordos setoriais 82.800,00 -
3.7.1 Encaminhar à Câmara Municipal minuta de Lei para criação
da SMSB 8.000,00 -
3.7.2 Implantar a SMSB ** -
3.7.3 Treinamento e Capacitação da equipe técnica da SMSB 20.000,00 -
3.8.1 Elaborar Plano de Gerenciamento de Resíduos da
Construção Civil 90.000,00 Não atendeu
3.8.2
Cadastrar e licenciar áreas públicas e/ou privadas para
recebimento e disposição dos resíduos (aterro classe A) e
eliminação dos "bota-fora"
- -
3.8.4 Criar incentivos para iniciativa privada implantar central de
processamento de RCC - -
3.8.5 Criar legislação específica para gerenciamento de RCC 8.000,00 -
3.9.1 Criar uma Central de Atendimento e Informações (Criar
Disque-Denúncia e Melhorar Fiscalização) 50.000,00 Plenamente
3.9.2 Criar Disque-denúncia, para diminuir os despejos
indiscriminados de resíduos - Plenamente
3.9.3 Melhoria da Fiscalização 165.600,00 -
3.9.4 Preenchimento e envio dos dados de Limpeza Urbana e
Manejo de Resíduos Sólidos ao SNIS - -
3.10.1 Elaborar o PGRS do Mercado de Peixes 30.000,00 Não atendeu
3.10.2 Equipar o Mercado com Contêineres adequados 8.000,00 -
3.10.3 Monitorar o sistema implantado 16.000,00 -
3.11.1 Fiscalizar 165.600,00 -
4.1.1 Elaborar o Programa (de Educação Ambiental) 150.000,00 -
4.1.2 Implantar o Programa (Comunicação para Ed. Ambiental,
oficinas, fóruns, workshops etc.) 1.031.776,20 -
4.1.3 Formação de Educadores Ambientais 75.000,00 -
Fonte: Autoria Própria (2024).
Quadro 140 - Atendimento das metas - Ações de curto prazo.
IMPLANTAÇÃO CURTO PRAZO (4 A 9 ANOS – 2017 a 2022)
Cód. Descrição Custos (R$) Classificação
1.3.1 Contratação de estudo de caracterização (revisão do estudo) 29.250,00 Não atendeu
1.4.1 Apoiar e dar manutenção ao Programa Consciência Ampla com o
PROVE (SEA) - -
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
393
Fonte: Autoria Própria (2024).
Quadro 141 - Atendimento das metas - Ações de médio prazo.
IMPLANTAÇÃO MÉDIO PRAZO (10 A 15 ANOS – 2023 a 2028)
Cód. Descrição Custos (R$) Classificação
1.3.1 Contratação de estudo de caracterização (revisão do estudo) 36.000,00 Não atendeu
1.4.1 Apoiar e dar manutenção ao Programa Consciência Ampla
com o PROVE (SEA) - -
IMPLANTAÇÃO CURTO PRAZO (4 A 9 ANOS – 2017 a 2022)
Cód. Descrição Custos (R$) Classificação
2.1.2 Executar as obras (de remediação da área dos antigos lixões) 500.000,00 Não atendeu
2.1.3 Monitorar a área (dos antigos lixões) 17.500,00 Plenamente
2.2.2 Acompanha a implantação (MDL) - -
3.5.2
Atualizar periodicamente o cadastro de catadores de materiais
recicláveis, depósitos, aparistas, sucateiros e indústrias
recicladoras
20.000,00 -
3.5.4
Implantar programa de apoio às organizações de catadores,
sistemático e permanente, incluindo
assessoria técnica para orientação do manuseio de risco de
produtos coletados pelos catadores e para
auxílio no trabalho administrativo e gerencial das Associações e
Cooperativas
50.000,00 -
3.5.5 Criar amplo programa de capacitação e de alfabetização com
metodologia apropriada para este segmento 240.000,00 -
3.6.2 Acompanhar e fiscalizar a implantação dos acordos setoriais 138.000,00 -
3.7.2 Implantar a SMSB * -
3.7.3 Treinamento e Capacitação da equipe técnica da SMSB 35.000,00 -
3.8.2
Cadastrar e licenciar áreas públicas e/ou privadas para
recebimento e disposição dos resíduos (aterro classe A) e
eliminação dos "bota-fora"
- -
3.8.3 Implantar ECOPONTOS e Áreas de Triagem e Transbordo (ATT) 398.000,00 Plenamente
3.8.4 Criar incentivos para iniciativa privada implantar central de
processamento de RCC - -
3.9.2 Criar Disque-denúncia, para diminuir os despejos
indiscriminados de resíduos - Plenamente
3.9.3 Melhoria da Fiscalização 331.200,00 -
3.9.4 Preenchimento e envio dos dados de Limpeza Urbana e Manejo
de Resíduos Sólidos ao SNIS - -
3.10.3 Monitorar o sistema implantado 20.000,00 -
3.11.1 Fiscalizar 331.200,00 -
4.1.2 Implantar o Programa (Comunicação para Ed. Ambiental,
oficinas, fóruns, workshops etc.) 2.063.552,40 -
4.1.3 Formação de Educadores Ambientais 150.000,00 -
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
394
IMPLANTAÇÃO MÉDIO PRAZO (10 A 15 ANOS – 2023 a 2028)
Cód. Descrição Custos (R$) Classificação
2.1.3 Monitorar a área (dos antigos lixões) 17.500,00 Plenamente
2.2.2 Acompanha a implantação (MDL) - -
3.5.2
Atualizar periodicamente o cadastro de catadores de materiais
recicláveis, depósitos, aparistas, sucateiros e indústrias
recicladoras
20.000,00 -
3.5.4
Implantar programa de apoio às organizações de catadores,
sistemático e permanente, incluindo
assessoria técnica para orientação do manuseio de risco de
produtos coletados pelos catadores e para
auxílio no trabalho administrativo e gerencial das Associações
e Cooperativas
50.000,00 -
3.5.5 Criar amplo programa de capacitação e de alfabetização com
metodologia apropriada para este segmento 240.000,00 -
3.6.2 Acompanhar e fiscalizar a implantação dos acordos setoriais 138.000,00 -
3.7.2 Implantar a SMSB - -
3.7.3 Treinamento e Capacitação da equipe técnica da SMSB 35.000,00 -
3.8.2
Cadastrar e licenciar áreas públicas e/ou privadas para
recebimento e disposição dos resíduos (aterro classe A) e
eliminação dos "bota-fora"
- -
3.8.4 Criar incentivos para iniciativa privada implantar central de
processamento de RCC - -
3.8 Destinação adequada de RCC (Reutilização e Reciclagem dos
RCC 100%) - Parcialmente
3.9.2 Criar Disque-denúncia, para diminuir os despejos
indiscriminados de resíduos - Plenamente
3.9.3 Melhoria da Fiscalização 331.200,00 -
3.9.4 Preenchimento e envio dos dados de Limpeza Urbana e
Manejo de Resíduos Sólidos ao SNIS - -
3.10.3 Monitorar o sistema implantado 20.000,00 -
3.11.1 Fiscalizar 331.200,00 -
4.1.2 Implantar o Programa (Comunicação para Ed. Ambiental,
oficinas, fóruns, workshops etc.) 2.063.552,40 -
4.1.3 Formação de Educadores Ambientais 150.000,00 -
Fonte: Autoria Própria (2024).
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
395
5 PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES
Os Programas, Projetos e Ações representam elementos fundamentais para
alcançar os objetivos e metas traçados no Prognóstico, que têm como base os
resultados detalhados no Diagnóstico (Produto 2). Estes componentes consideram as
prioridades e diretrizes estabelecidas, assim como as metas propostas no Plano anterior,
direcionando esforços para avanços graduais na prestação dos serviços públicos de
saneamento básico, abrangendo os quatro pilares principais: abastecimento de água
potável, esgotamento sanitário, drenagem e manejo das águas pluviais urbanas, e
limpeza urbana com manejo de resíduos sólidos.
As metas propostas contemplam prazos contínuos, de curto, médio e longo
prazo, com ações organizadas de forma estratégica e adaptável. A priorização dessas
ações é orientada pela promoção da saúde pública, pela garantia de um meio ambiente
equilibrado, e pela melhoria da qualidade de vida da população por meio da prestação
eficiente e equitativa dos serviços de saneamento. À medida que o município avança na
execução dos programas, em colaboração com outras esferas governamentais e
técnicas, ajustes podem ser feitos para alinhar as intervenções às necessidades e
prioridades emergentes. A previsão de ações no Plano de Execução reflete uma
estimativa inicial que poderá ser revisada conforme os desafios e oportunidades se
desenrolem no tempo.
É importante lembrar que a competência pela gestão dos serviços de
saneamento básico é de responsabilidade exclusiva do poder concedente, representado
pela Prefeitura Municipal. A Concessionária e demais empresas contratadas atuam
unicamente como operadoras, responsáveis pela prestação dos serviços durante o
período de vigência estabelecido nos respectivos contratos de concessão e de serviços.
Durante a audiência pública, a participação social elencou necessidades da
população no que se refere ao saneamento de Armação de Búzios. Neste sentido,
algumas demandas foram elencadas como Programas, Projetos e Ações Independentes.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
396
Quadro 142 – Participação Social.
Programa Objetivo Responsável
Mecanismos de
Representatividade da
Sociedade
Realizar audiências de revisão,
previstas para cada 4 anos, bem
como a periodicidade em que
deverão ocorrer encontros e
contribuições da sociedade civil
com o poder público voltados
para a avaliação e fiscalização
dos serviços de saneamento
básico no município. Nesse
sentido, sugere-se a
organização de oficinas
territoriais (região noroeste,
região sudeste e região
peninsular) e um fórum por ano
com este objetivo.
Prefeitura Municipal
Destinar de recursos para a
formação de grupos de
fiscalização com a participação
da sociedade civil, distribuídos
por bairro, voltados para os
quatro eixos do saneamento
básico. A sistematização das
informações pode ser realizada
através de aplicativos onde a
população pode registrar
pontos em mapas interativos.
Utilizar recursos dos royalties
para pagamento de salários em
um programa de incentivo ao
primeiro emprego.
Previsão de um fórum regional
para discutir medidas
relacionadas ao saneamento
que dependam da cogestão.
Fonte: Autoria Própria (2025).
Cabe ressaltar que a Comunicação e Mobilização Social é de responsabilidade da
Prefeitura Municipal e a mesma deve elencar com qual frequência deverá ser realizada,
tendo-se em vista o cumprimento do direito de participação social.
5.1 SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA
Esta seção apresenta uma análise dos programas, projetos, ações, cronogramas,
estimativas de custos, e que são informações essenciais para orientar a execução dos
objetivos e metas propostas.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
397
Considerando as características do município e os serviços de abastecimento de
água, foram elaborados diversos programas e suas respectivas diretrizes, metas e ações
específicas, conforme mostrado no Quadro 143.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
398
Quadro 143 – Programas e Ações – Abastecimento de Água.
SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA
Programa Objetivo Ação Desenvolvimento Prazo Orçamento Responsável
1
Programa de
Expansão de
Rede
Expansão da rede
de abastecimento
de água
1.1 Ampliação da rede de
distribuição
Executar o planejamento e a
construção de novos trechos da rede
de distribuição, aumentando a
cobertura de áreas não atendidas.
Curto R$
15.292.258,34 Concessionária
2 Programa de
Qualidade
Aperfeiçoar o
controle da
qualidade da água
2.1
Realização de análise
periódica dos
procedimentos e da
qualidade da água
Programar inspeções e coletas de
amostras para análise laboratorial,
garantindo a conformidade com os
padrões de qualidade da água.
Contínuo
R$ 65.152,60
Concessionária e
Prefeitura
Municipal
2.2
Fiscalização de
Caminhões pipas
clandestinas
Realização de inspeções e coletas de
amostras, com a participação dos
órgãos de Vigilância Sanitária do
município, para garantir que a água
consumida pela população esteja em
conformidade com as normas de
qualidade e segurança, considerando o
risco de distribuição de água de
qualidade desconhecida e
possivelmente contaminada.
Contínuo
3
Programa de
Redução de
Perdas
Redução do índice
de perdas do
sistema
3.1
Implantação,
substituição e
manutenção do parque
de hidrômetros
Realizar a troca periódica dos
hidrômetros antigos e fazer a
manutenção regular para melhorar a
precisão da medição.
Contínuo
R$
4.468.284,50 3.2 Manutenção na rede de Concessionária
distribuição
Implementar um cronograma de
manutenção preventiva na rede de
distribuição para reduzir vazamentos e
falhas.
Contínuo
3.3 Combate a fraudes e
uso não autorizado
Desenvolver uma equipe de fiscalização
especializada para identificar e corrigir
fraudes e uso não autorizado de água.
Contínuo
4
Programa de
Expansão de
Ligações
Ampliação de
ligações
domiciliares
4.1 Implantação de ligações
de água
Estabelecer novas ligações domiciliares
em áreas que ainda não são atendidas,
garantindo a expansão do serviço para
novos usuários.
Curto R$
2.024.246,17 Concessionária
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
399
SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA
Programa Objetivo Ação Desenvolvimento Prazo Orçamento Responsável
5 Programa de
Alternativas
Soluções
alternativas de
abastecimento
5.1
Implantação de
soluções individuais em
áreas remotas
Propor a instalação de sistemas de
captação de água da chuva, pipa e
poços em áreas que não são atendidas
pela rede principal.
Curto
Recurso
Próprio
Concessionária e
Prefeitura
Municipal
5.2
Fiscalização de
atendimento das áreas
remotas
Fiscalização para garantir o
atendimento de áreas remotas, tendo
em vista que o município é 100%
urbano.
Contínuo
5.3
Monitoramento da
qualidade de fontes
alternativas
Estabelecer procedimentos regulares
para monitorar a qualidade da água em
fontes alternativas para garantir a
saúde dos consumidores.
Contínuo
6 Programa de
Infraestrutura
Ampliação e
modernização da
produção,
reservação e
transporte de água
tratada
6.1 Instalação de adutoras
de água tratada
Reduzir gargalos no sistema de
bombeamento e adução, com foco em
áreas críticas durante a alta temporada,
utilizando modelagem hidráulica para
prever cenários de pico e implementar
reforços operacionais e estruturais que
assegurem estabilidade no
fornecimento de todas as áreas
abastecidas.
Curto R$ 36.262,47
Concessionária
6.2
Reformar e expandir a
reservação do
município para atender
à demanda da
população residente e
flutuante
Reformar os reservatórios existentes e
instalar novos reservatórios em pontos
estratégicos do sistema de distribuição,
garantindo estabilidade no
fornecimento nos períodos de pico,
especialmente no verão.
Curto R$
2,681,113.96
7
Programa de
Conservação e
Conscientização
Redução no
consumo de água 7.1
Campanhas de
conscientização de
consumo consciente
Lançar programas educativos para
promover o uso racional da água, com
participação ativa da população,
incluindo distribuição de materiais
informativos, oficinas e palestras em
escolas e comunidades, que incentivem
o uso racional da água e o
protagonismo comunitário no controle
social.
1 vez ao ano R$
110.530,67
Prefeitura
Municipal
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
400
SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA
Programa Objetivo Ação Desenvolvimento Prazo Orçamento Responsável
7.2
Implantação de
Núcleos de Vigilância
Comunitária da Água
Criar grupos locais compostos por
moradores voluntários capacitados,
com apoio técnico da concessionária e
do poder público, para atuar como
ponte entre a comunidade e os
operadores do sistema, reportando
irregularidades, monitorando
interrupções e contribuindo com a
educação ambiental.
Curto
8 Programa de
Atendimento
Qualidade do
atendimento ao
usuário
8.1 Capacitação dos
atendentes
Oferecer treinamentos contínuos aos
atendentes para melhorar o
atendimento ao público e resolver
questões técnicas e administrativas de
forma eficaz.
Contínuo R$
9.648.000,00 Concessionária
9 Programa de
Regularidade
Continuidade e
regularidade dos
serviços
9.1
Monitoramento da
continuidade de
fornecimento
Realização de relatórios trimestrais com
as informações que atenderam de
forma alternativa com caminhões pipas,
com indicadores, localização,
quantidade. Mapear os bairros onde
não há abastecimento ou onde ocorrem
faltas de água potável.
Contínuo R$
199.061,33 Concessionária
Fonte: Autoria Própria (2024).
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
401
5.2 SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO
Esta seção apresenta uma análise dos programas, projetos, ações, cronogramas,
estimativas de custos, e que são informações essenciais para orientar a execução dos
objetivos e metas propostas.
Considerando as características do município e os serviços de esgotamento
sanitário, foram elaborados diversos programas e suas respectivas diretrizes, metas e
ações específicas, conforme mostrado no Quadro 144 e no Quadro 145.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
402
Quadro 144 – Programas e Ações – Esgotamento Sanitário – Cenário 1.
SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO - BÚZIOS
Programa Objetivo Ação Desenvolvimento Prazo Orçamento Responsável
1
Programa de
Universalização
do Esgotamento
Sanitário
Promover a expansão da
rede de esgoto em
consonância com a
universalização dos
serviços
1.1
Executar 100% das
ligações e manutenção
na rede coletora de
esgoto.
Realização de inspeções regulares,
reparos rápidos e ampliação da
cobertura para áreas que ainda não
possuem acesso ao sistema.
Curto
R$
267.950.099,76 Concessionária
1.2
Adequação do SES
para a população
adicional para
Tratamento
Aumentar a capacidade de tratamento
e atender ao crescimento
populacional, garantindo que a
qualidade dos efluentes tratados
esteja dentro dos padrões ambientais.
Curto
1.3
Projeto de
implantação do
sistema de
esgotamento sanitário
para atender o
crescimento
vegetativo e atingir a
universalização do
sistema.
Expandir o sistema de esgotamento
sanitário em consonância com o
crescimento demográfico,
assegurando que novas áreas
urbanizadas recebam infraestrutura
adequada desde o início do seu
desenvolvimento; identificar e
priorizar áreas mais críticas e com
maiores déficits na cobertura do
serviço, como os bairros da Rasa, Vila
Verde, José Gonçalves, Cruzeiro,
Arpoador e São José.
Médio
1.4 Incentivo à ativação
de ligações inativas
Realizar campanha de adesão à rede
coletora; aplicar estudo sobre a
possibilidade de parcelamento do
custo da ligação na fatura mensal de
esgoto, nos moldes já praticados para
hidrômetros; realizar visitas técnicas
para verificar viabilidade e orientar
moradores.
Curto
1.5 Incentivo à população
sensível
Divulgação nas mídias digitais e
materiais informativos em pontos
estratégicos sobre a possibilidade do
uso dos recursos do Fundo Municipal
do Meio Ambiente (FMMA) para a
Contínuo Recurso Próprio Prefeitura
Municipal
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
403
SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO - BÚZIOS
Programa Objetivo Ação Desenvolvimento Prazo Orçamento Responsável
ligação na rede de esgoto voltado para
pessoas de baixa renda cadastradas no
Centro de Referência de Assistência
Social (CRAS),
2 Programa de
Fiscalização
Eliminar as ligações de
águas pluviais em redes
coletoras de esgoto
sanitário, quando houver
rede separadora
2.1
Realizar campanhas de
conscientização e
fiscalização sobre a
eliminação de ligações
irregulares.
Realização de ações educativas para
informar os cidadãos sobre os
problemas causados pelas ligações
irregulares de águas pluviais em redes
de esgoto e os procedimentos legais
para adequação. A fiscalização
contínua deve assegurar a
conformidade e punir irregularidades
para proteger a eficiência da rede de
esgotamento.
Contínuo R$ 99.530,67 Prefeitura
Municipal
3
Programa de
Inspeção de
Redes
Eliminar as ligações de
esgoto sanitário nas
redes de drenagem de
águas pluviais, quando
houver rede separadora
3.1 Inspecionar e corrigir
ligações irregulares.
Inspeções sistemáticas devem ser
realizadas nas redes para identificar e
corrigir conexões irregulares.
Contínuo
R$
9.647.453,72
Prefeitura
Municipal
3.2
Implementar sanções
para desincentivar
ligações irregulares
Estabelecer sanções e multas para os
infratores serve como um incentivo à
regularização das conexões,
promovendo a adesão às normas e a
preservação da integridade do sistema
de esgotamento sanitário.
Contínuo
3.3
Identificar e fiscalizar a
adesão da população
nas ligações em redes
coletoras
Intensificar o mapeamento de imóveis
que ainda não estão conectados ao
sistema ou que possuem ligações
inadequadas, com ênfase em áreas
críticas como a Lagoa dos Ossos,
Geribá, Usina e Rasa. Bem como
integrar a fiscalização, para assegurar
a adesão à rede, com ações de
educação ambiental, para orientar a
população sobre a importância da
ligação correta e os benefícios para a
saúde pública e o meio ambiente.
Contínuo
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
404
SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO - BÚZIOS
Programa Objetivo Ação Desenvolvimento Prazo Orçamento Responsável
4
Projeto de Apoio
ao Tratamento
Individual
Implantação de apoio à
instalação e manutenção
de sistemas individuais
de tratamento de esgoto
4.1
Criar programa de
assistência técnica
para sistemas
individuais.
Fornecer suporte técnico e consultoria
para proprietários de sistemas
individuais de tratamento de esgoto,
assegurando a instalação correta e a
manutenção adequada desses
sistemas.
Curto
R$ 65.470,19 Concessionária
4.2
Elaboração e
implementação de
projetos para fossas
sépticas biodigestoras
Implementação de fossas sépticas
biodigestoras segue modelos
sustentáveis, oferecendo uma solução
eficaz para o tratamento de esgoto em
áreas sem acesso à rede pública,
reduzindo impactos ambientais e
promovendo a saúde pública.
Curto
5
Programa de
Atendimento ao
Usuário
Qualidade de
atendimento ao usuário 5.1
Estabelecer e
monitorar prazos para
resposta a solicitações
e reclamações.
Manutenção do sistema de
atendimento eficiente com prazos
bem definidos para a resposta e
solução de demandas dos usuários,
aumentando a confiança no serviço
prestado e assegurando a satisfação
dos cidadãos.
Contínuo Recurso Interno Concessionária
6
Programa de
Manutenção da
Infraestrutura
Continuidade e
regularidade
6.1
Manter inspeção e
manutenção periódica
nas redes.
Realizar inspeções regulares e
manutenções preventivas nas redes
de esgoto para identificar problemas
antes que se agravem, garantindo o
bom funcionamento e a longevidade
das instalações.
Contínuo
R$
55.905.820,58 Concessionária
6.2
Garantir continuidade
do serviço sem
interrupções
prolongadas.
Implementar práticas de gestão que
previnam interrupções no serviço,
assegurando que a população tenha
acesso Contínuo e confiável aos
serviços de esgotamento sanitário.
Contínuo
7
Projetos de
Educação
Ambiental
Educação ambiental para
uso consciente e correto
do sistema de
esgotamento sanitário
7.1
Promover campanhas
educativas em escolas
e comunidades.
Organizar campanhas voltadas para a
educação ambiental nas escolas e
comunidades, destacando a
importância do uso consciente do
Curto R$ 130.460,27 Prefeitura
Municipal
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
405
SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO - BÚZIOS
Programa Objetivo Ação Desenvolvimento Prazo Orçamento Responsável
sistema de esgotamento e práticas
sustentáveis de saneamento.
7.2
Incentivar a
participação das
associações de bairro.
Promover parcerias com associações
de bairro para engajar a população em
ações de conscientização e cuidados
com a rede de esgoto, fortalecendo a
relação entre a comunidade e o poder
público.
Curto
7.3
Conscientização de
desague de águas de
piscina
Conscientização de desague de águas
de piscina, evitando assim
desequilíbrio ambiental.
Curto
7.4
Criação de Comitês
Comunitários de
Fiscalização do
Saneamento
Formar comitês comunitários com
moradores capacitados para atuar
como agentes locais de
monitoramento do sistema de esgoto,
recebendo apoio técnico e realizando
visitas colaborativas com a
concessionária em áreas com histórico
de problemas.
Curto
8 Programa Esgoto
Zero
Garantir as bandeiras
azuis nas praias do
município
8.1 Despoluição das
Lagoas do município
Implementar medidas efetivas para
despoluir as lagoas do município,
promovendo a recuperação ambiental
desses corpos hídricos e fortalecendo
sua função como recursos
estratégicos para o lazer, turismo e
preservação da biodiversidade.
Criação de um programa de trabalho
para uso de microrganismos para
tratamento de esgoto como também
de áreas contaminadas, como as
lagoas da cidade, com o objetivo de
promover a recuperação ambiental.
Tanto as etapas de planejamento
como de execução deverão ser
realizadas em parceria com a
Universidade Federal Fluminense
Curto Recurso Próprio Prefeitura
Municipal
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
406
SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO - BÚZIOS
Programa Objetivo Ação Desenvolvimento Prazo Orçamento Responsável
(UFF), por já possuir experiência na
área, e outras instituições de pesquisa
e ensino. Além dessa técnica ter o
potencial de revitalizar as lagoas,
utiliza microrganismos para melhorar a
qualidade da água e restaurar a fauna
e flora local.
8.2
Fiscalização de
lançamentos
irregulares de esgoto
Evitar o lançamento irregular de
esgoto nas praias e lagoas. Contínuo Concessionária
8.3
Programa de
fiscalização de óleos e
efluentes de
embarcações
Realizar fiscalização, em parceria com
a Marinha, de óleos e efluentes
gerados nas embarcações.
Contínuo Prefeitura
Municipal
8.4
Programa de
Recuperação
Ambiental
Promover diagnóstico técnicocientífico, em parceria com
instituições de notório saber, a fim de
mapear as unidades de conservação
ameaçadas pelo despejo irregular de
efluentes, como a APA Mangue de
pedras, e tomar as providências
necessárias para recuperar as áreas
impactadas.
Contínuo Prefeitura
Municipal
9 Reuso de Águas
Tratadas
Promover a
sustentabilidade hídrica e
reduzir a demanda por
água potável em usos
não potáveis no
município
9.1
Implementação de
reuso de águas da
saída da ETE
Criar infraestrutura e políticas para o
uso das águas tratadas na ETE em
atividades como irrigação, limpeza de
vias e calçadas. A ação deve incluir a
disponibilização de um caminhão-pipa
dedicado para transporte.
Curto R$ 334.307,88 Concessionária
10
Programa de
requalificação das
Captações em
Tempo Seco
Promover a substituição
gradual das captações
em tempo seco por rede
separadora absoluta, sem
comprometer as bacias já
contempladas por coleta
10.1 Substituição gradual
da rede mista
Após a garantia do atendimento de
100% da população com coleta e
tratamento de esgoto, dar início à
desativação das captações em tempo
seco; implantação de novas redes
separativas em áreas críticas e
ambientalmente sensíveis;
Médio Recurso Interno
Prefeitura
Municipal e
Concessionária
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
407
SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO - BÚZIOS
Programa Objetivo Ação Desenvolvimento Prazo Orçamento Responsável
de esgoto e a proteção
das praias.
monitoramento da qualidade da
balneabilidade como critério de
avanço.
10.2
Consolidação do
Sistema Separador
Absoluto
Substituição integral das captações em
tempo seco em todo o município com
integração completa das redes em
sistema separador absoluto,
garantindo estabilidade operacional e
sustentabilidade do serviço.
Longo
10.3
Monitoramento e
sustentabilidade do
programa
Realizar o monitoramento ambiental
(balneabilidade das praias, qualidade
de corpos hídricos) e de desempenho
da ETE ao longo de todas as etapas do
programa, com ajustes operacionais e
revisão periódica das metas.
Contínuo
Fonte: Autoria Própria (2025).
Quadro 145 – Programas e Ações – Esgotamento Sanitário – Cenário 2.
SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO - BÚZIOS
Programa Objetivo Ação Desenvolvimento Prazo Orçamento Responsável
1
Programa de
Universalização
do
Esgotamento
Sanitário
Promover a
expansão da rede
de esgoto em
consonância com a
universalização dos
serviços
1.1
Executar 100% das
ligações e manutenção
na rede coletora de
esgoto.
Realização de inspeções regulares, reparos
rápidos e ampliação da cobertura para áreas que
ainda não possuem acesso ao sistema.
Curto
R$
24.379.549,77 1.2 Concessionária
Adequação do SES
para a população
adicional para
Tratamento
Aumentar a capacidade de tratamento e atender
ao crescimento populacional, garantindo que a
qualidade dos efluentes tratados esteja dentro
dos padrões ambientais.
Curto
1.3
Projeto de implantação
do sistema de
esgotamento sanitário
para atender o
Expandir o sistema de esgotamento sanitário em
consonância com o crescimento demográfico,
assegurando que novas áreas urbanizadas
recebam infraestrutura adequada desde o início
Médio
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
408
SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO - BÚZIOS
Programa Objetivo Ação Desenvolvimento Prazo Orçamento Responsável
crescimento vegetativo
e atingir a
universalização do
sistema.
do seu desenvolvimento; identificar e priorizar
áreas mais críticas e com maiores déficits na
cobertura do serviço, como os bairros da Rasa,
Vila Verde, José Gonçalves, Cruzeiro, Arpoador
e São José.
1.4 Incentivo à ativação de
ligações inativas
Realizar campanha de adesão à rede coletora;
aplicar estudo sobre a possibilidade de
parcelamento do custo da ligação na fatura
mensal de esgoto, nos moldes já praticados para
hidrômetros; realizar visitas técnicas para
verificar viabilidade e orientar moradores.
Curto
1.5 Incentivo à população
sensível
Divulgação nas mídias digitais e materiais
informativos em pontos estratégicos sobre a
possibilidade do uso dos recursos do Fundo
Municipal do Meio Ambiente (FMMA) para a
ligação na rede de esgoto voltado para pessoas
de baixa renda cadastradas no Centro de
Referência de Assistência Social (CRAS),
Contínuo Recurso
Próprio
Prefeitura
Municipal
2 Programa de
Fiscalização
Eliminar as ligações
de águas pluviais
em redes coletoras
de esgoto sanitário,
quando houver
rede separadora
2.1
Realizar campanhas de
conscientização e
fiscalização sobre a
eliminação de ligações
irregulares.
Realização de ações educativas para informar os
cidadãos sobre os problemas causados pelas
ligações irregulares de águas pluviais em redes
de esgoto e os procedimentos legais para
adequação. A fiscalização contínua deve
assegurar a conformidade e punir
irregularidades para proteger a eficiência da
rede de esgotamento.
Contínuo R$ 99.530,67 Prefeitura
Municipal
3
Programa de
Inspeção de
Redes
Eliminar as ligações
de esgoto sanitário
nas redes de
drenagem de águas
pluviais, quando
houver rede
separadora
3.1 Inspecionar e corrigir
ligações irregulares.
Inspeções sistemáticas devem ser realizadas nas
redes para identificar e corrigir conexões
irregulares.
Contínuo
R$
9.647.453,72
Prefeitura
3.2 Municipal
Implementar sanções
para desincentivar
ligações irregulares
Estabelecer sanções e multas para os infratores
serve como um incentivo à regularização das
conexões, promovendo a adesão às normas e a
preservação da integridade do sistema de
esgotamento sanitário.
Contínuo
3.3 Identificar e fiscalizar a
adesão da população
Intensificar o mapeamento de imóveis que ainda
não estão conectados ao sistema ou que Contínuo
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
409
SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO - BÚZIOS
Programa Objetivo Ação Desenvolvimento Prazo Orçamento Responsável
nas ligações em redes
coletoras
possuem ligações inadequadas, com ênfase em
áreas críticas como a Lagoa dos Ossos, Geribá,
Usina e Rasa. Bem como integrar a fiscalização,
para assegurar a adesão à rede, com ações de
educação ambiental, para orientar a população
sobre a importância da ligação correta e os
benefícios para a saúde pública e o meio
ambiente.
4
Projeto de
Apoio ao
Tratamento
Individual
Implantação de
apoio à instalação e
manutenção de
sistemas individuais
de tratamento de
esgoto
4.1
Criar programa de
assistência técnica para
sistemas individuais.
Fornecer suporte técnico e consultoria para
proprietários de sistemas individuais de
tratamento de esgoto, assegurando a instalação
correta e a manutenção adequada desses
sistemas.
Curto
R$ 65.470,19 Concessionária
4.2
Elaboração e
implementação de
projetos para fossas
sépticas biodigestoras
Implementação de fossas sépticas biodigestoras
segue modelos sustentáveis, oferecendo uma
solução eficaz para o tratamento de esgoto em
áreas sem acesso à rede pública, reduzindo
impactos ambientais e promovendo a saúde
pública.
Curto
5
Programa de
Atendimento
ao Usuário
Qualidade de
atendimento ao
usuário
5.1
Estabelecer e
monitorar prazos para
resposta a solicitações
e reclamações.
Manutenção do sistema de atendimento
eficiente com prazos bem definidos para a
resposta e solução de demandas dos usuários,
aumentando a confiança no serviço prestado e
assegurando a satisfação dos cidadãos.
Contínuo Recurso
Interno Concessionária
6
Programa de
Manutenção
da
Infraestrutura
Continuidade e
regularidade
6.1
Manter inspeção e
manutenção periódica
nas redes.
Realizar inspeções regulares e manutenções
preventivas nas redes de esgoto para identificar
problemas antes que se agravem, garantindo o
bom funcionamento e a longevidade das
instalações.
Contínuo
R$
55.905.820,58 Concessionária
6.2
Garantir continuidade
do serviço sem
interrupções
prolongadas.
Implementar práticas de gestão que previnam
interrupções no serviço, assegurando que a
população tenha acesso Contínuo e confiável
aos serviços de esgotamento sanitário.
Contínuo
7
Projetos de
Educação
Ambiental
Educação ambiental
para uso consciente
e correto do
7.1
Promover campanhas
educativas em escolas
e comunidades.
Organizar campanhas voltadas para a educação
ambiental nas escolas e comunidades,
destacando a importância do uso consciente do
Curto R$
130.460,27
Prefeitura
Municipal
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
410
SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO - BÚZIOS
Programa Objetivo Ação Desenvolvimento Prazo Orçamento Responsável
sistema de
esgotamento
sanitário
sistema de esgotamento e práticas sustentáveis
de saneamento.
7.2
Incentivar a
participação das
associações de bairro.
Promover parcerias com associações de bairro
para engajar a população em ações de
conscientização e cuidados com a rede de
esgoto, fortalecendo a relação entre a
comunidade e o poder público.
Curto
7.3
Conscientização de
desague de águas de
piscina
Conscientização de desague de águas de piscina,
evitando assim desequilíbrio ambiental. Curto
7.4
Criação de Comitês
Comunitários de
Fiscalização do
Saneamento
Formar comitês comunitários com moradores
capacitados para atuar como agentes locais de
monitoramento do sistema de esgoto,
recebendo apoio técnico e realizando visitas
colaborativas com a concessionária em áreas
com histórico de problemas.
Curto
8 Programa
Esgoto Zero
Garantir as
bandeiras azuis nas
praias do município
8.1 Despoluição das
Lagoas do município
Implementar medidas efetivas para despoluir as
lagoas do município, promovendo a recuperação
ambiental desses corpos hídricos e fortalecendo
sua função como recursos estratégicos para o
lazer, turismo e preservação da biodiversidade.
Criação de um programa de trabalho para uso de
microrganismos para tratamento de esgoto
como também de áreas contaminadas, como as
lagoas da cidade, com o objetivo de promover a
recuperação ambiental. Tanto as etapas de
planejamento como de execução deverão ser
realizadas em parceria com a Universidade
Federal Fluminense (UFF), por já possuir
experiência na área, e outras instituições de
pesquisa e ensino. Além dessa técnica ter o
potencial de revitalizar as lagoas, utiliza
microrganismos para melhorar a qualidade da
água e restaurar a fauna e flora local.
Curto Recurso
Próprio
Prefeitura
Municipal
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
411
SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO - BÚZIOS
Programa Objetivo Ação Desenvolvimento Prazo Orçamento Responsável
8.2
Fiscalização de
lançamentos
irregulares de esgoto
Evitar o lançamento irregular de esgoto nas
praias e lagoas. Contínuo Concessionária
8.3
Programa de
fiscalização de óleos e
efluentes de
embarcações
Realizar fiscalização, em parceria com a Marinha,
de óleos e efluentes gerados nas embarcações. Contínuo Prefeitura
Municipal
8.4
Programa de
Recuperação
Ambiental
Promover diagnóstico técnico-científico, em
parceria com instituições de notório saber, a fim
de mapear as unidades de conservação
ameaçadas pelo despejo irregular de efluentes,
como a APA Mangue de pedras, e tomar as
providências necessárias para recuperar as áreas
impactadas.
Contínuo Prefeitura
Municipal
9 Reuso de
Águas Tratadas
Promover a
sustentabilidade
hídrica e reduzir a
demanda por água
potável em usos
não potáveis no
município
9.1
Implementação de
reuso de águas da
saída da ETE
Criar infraestrutura e políticas para o uso das
águas tratadas na ETE em atividades como
irrigação, limpeza de vias e calçadas. A ação
deve incluir a disponibilização de um caminhãopipa dedicado para transporte.
Curto R$
334.307,88 Concessionária
10
Programa de
requalificação
das Captações
em Tempo
Seco
Promover a
substituição
gradual das
captações em
tempo seco por
rede separadora
absoluta, sem
comprometer as
bacias já
contempladas por
coleta de esgoto e
a proteção das
praias.
10.1 Substituição gradual da
rede mista
Após a garantia do atendimento de 100% da
população com coleta e tratamento de esgoto
(rede separativa + mista com tempo seco), dar
início à desativação das captações em tempo
seco; implantação de novas redes separativas
em áreas críticas e ambientalmente sensíveis;
monitoramento da qualidade da balneabilidade
como critério de avanço.
Médio
Recurso
Interno
Prefeitura
Municipal e
Concessionária
10.2
Consolidação do
Sistema Separador
Absoluto
Substituição integral das captações em tempo
seco em todo o município com integração
completa das redes em sistema separador
absoluto, garantindo estabilidade operacional e
sustentabilidade do serviço.
Longo
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
412
SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO - BÚZIOS
Programa Objetivo Ação Desenvolvimento Prazo Orçamento Responsável
10.3
Monitoramento e
sustentabilidade do
programa
Realizar o monitoramento ambiental
(balneabilidade das praias, qualidade de corpos
hídricos) e de desempenho da ETE ao longo de
todas as etapas do programa, com ajustes
operacionais e revisão periódica das metas.
Contínuo
Fonte: Autoria Própria (2025).
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
413
5.3 SISTEMA DE MANEJO DE RESÍDUOS SÓLIDOS
Esta seção apresenta uma análise dos programas, projetos, ações, cronogramas,
estimativas de custos, e que são informações essenciais para orientar a execução dos
objetivos e metas propostas.
Considerando as características do município e os serviços de limpeza urbana e
manejo de resíduos sólidos, foram elaborados diversos programas e suas respectivas
diretrizes, metas e ações específicas, conforme mostrado no Quadro 146.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
414
Quadro 146 – Programas e Ações – Resíduos Sólidos.
RESÍDUOS SÓLIDOS - ARMAÇÃO DOS BÚZIOS
Programa Objetivo Ação Desenvolvimento Prazo Orçamento Responsável
1
Fortalecimento
da Coleta e
Infraestrutura
de Resíduos
Sólidos Urbanos
(RSU)
Assegurar a coleta
eficiente de 100% dos
resíduos sólidos urbanos,
especialmente durante
os períodos de alta
sazonalidade, e expandir
a infraestrutura para
manejo adequado dos
resíduos em todo o
município.
1.1
Realizar a caracterização
dos resíduos sólidos
urbanos gerados no
município
Realizar a caracterização dos resíduos
gerados, incluindo a composição física e
gravimétrica dos resíduos sólidos do
município, para realizar as projeções de
geração de resíduos e avaliar os
programas implantados; Mapeamento e
levantamento de dados atualizados
sobre a produção de resíduos sólidos na
cidade e nas praias com recursos do
Fundo Municipal de Saneamento
Básico.
Curto
R$ 1.809.776,00 Prefeitura
Municipal
1.2
Ajuste da Coleta para
Alta temporada e
eventos públicos
Criar frentes de trabalho sazonais com
reforço de equipe, veículos e
equipamentos durante períodos críticos
como réveillon, carnaval e feriados
prolongados. A ação visa evitar
acúmulo de resíduos e garantir limpeza
urbana adequada mesmo com o
aumento populacional.
Curto
1.3 Instalação de
ECOPONTOS
Verificar e analisar possíveis áreas para
a instalação de ecopontos no município,
priorizando localidades onde há maior
acúmulo de resíduos, especialmente,
em pontos viciados de descarte
irregular. Caso seja inviável a instalação
de ecopontos nesses locais,
disponibilizar caçambas estacionárias
como alternativa.
Curto
1.4
Levantamento com
mapeamento do número
de "pontos viciados" para
descarte irregular no
município, com o objetivo
de poder implementar
Realizar 1 (um) mapeamento anual pela
Secretaria responsável, do número de
"pontos viciados" para descarte
irregular existentes no município.
1 vez ao
ano
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
415
RESÍDUOS SÓLIDOS - ARMAÇÃO DOS BÚZIOS
Programa Objetivo Ação Desenvolvimento Prazo Orçamento Responsável
ações para reduzi-los em
sua totalidade.
1.5
Monitoramento e
Melhoria das Rotas de
Coleta
Avaliar periodicamente as rotas de
coleta e otimizar trajetos para aumentar
a eficiência e reduzir os custos de
transporte.
Contínuo
2
Gestão de
Resíduos da
Construção Civil
e Demolições
Estruturar o
gerenciamento de
resíduos da construção
civil e demolição,
evitando descartes
irregulares e
promovendo práticas de
reutilização e reciclagem.
2.1
Desenvolvimento do
Plano Municipal de
Gerenciamento de
Resíduos da Construção
Civil (PMGRCC)
Implementar um plano que determine
diretrizes, procedimentos,
responsabilidades para coleta, áreas de
transbordo, triagem e destinação
adequada, com metas de
reaproveitamento e formas de
fiscalização. Isso permitirá controle
efetivo dos resíduos, abastecimento
dos dados no SNIS e redução do
descarte irregular.
Curto
Recurso Próprio
2.2
Parcerias com a Iniciativa
Privada para Reciclagem
de Entulhos
Estabelecer parcerias com empresas de
construção para a reciclagem de
resíduos e reutilização em novas obras.
Médio
2.3
Fiscalização do Descarte
de Resíduos em Obras
Privadas
Aumentar a fiscalização em canteiros
de obras para evitar o descarte
inadequado e impor sanções para
infrações.
Contínuo
3
Implantação e
Expansão da
Coleta Seletiva
e Logística
Reversa
Incentivar a coleta
seletiva para materiais
recicláveis e estabelecer
um sistema de logística
reversa para resíduos de
destinação complexa.
3.1
Programa de Coleta
Seletiva em Grandes
Geradores
Implementar a coleta seletiva em
supermercados, escolas, órgãos
públicos e outros grandes geradores de
resíduos.
Médio
R$ 123.530,00
3.2 Incentivo à Reciclagem
Comunitária
Implantação ou ampliação de Pontos de
Entrega Voluntária (PEVs) para
materiais recicláveis, providos de
recipientes apropriados, em locais
estratégicos em bairros, escolas e
centros comunitários para incentivar a
participação da população.
Contínuo
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
416
RESÍDUOS SÓLIDOS - ARMAÇÃO DOS BÚZIOS
Programa Objetivo Ação Desenvolvimento Prazo Orçamento Responsável
3.3 Parcerias para Logística
Reversa
Firmar acordos setoriais com
fabricantes e empresas de
eletroeletrônicos e embalagens para
coleta e destinação adequada de
materiais complexos.
Curto
3.4
Elaborar Plano de Coleta
Seletiva para materiais
recicláveis
Implantar a coleta seletiva regular,
institucionalizada. Regulamentação
Operacional da Isenção da Taxa de Lixo
para Moradores que entregarem
resíduos recicláveis nos ecopontos em
troca de moeda social.
Contínuo
4
Gestão e
Valorização de
Resíduos
Orgânicos
Aproveitar os resíduos
orgânicos para produção
de composto orgânico,
bioenergia e outras
formas de valorização,
reduzindo o envio de
resíduos ao aterro
sanitário.
4.1
Plano de Compostagem e
Valorização de Resíduos
Orgânicos
Implementar um sistema de
compostagem que inclua resíduos de
poda, capina e resíduos orgânicos
domiciliares.
Curto
4.2 R$ 463.261,00
Infraestrutura para
Compostagem
Comunitária e
Institucional
Criar unidades de compostagem em
locais como escolas, mercados e
parques, com o intuito de aproveitar
resíduos locais. Criação de Horta
Familiar nas Creches e Escolas com o
Uso do Adubo Gerado a partir da
Compostagem.
Curto
4.3
Parcerias para
Aproveitamento de
Resíduos Orgânicos
Estabelecer acordos para transformar
resíduos orgânicos e de poda em
bioenergia e briquetes, com apoio de
empresas privadas e universidades.
Contínuo
5
Monitoramento
e Redução da
geração per
capita de
resíduos sólidos
domiciliares no
município.
Monitorar a quantidade
de resíduos sólidos
domiciliares gerados
pelos habitantes,
diagnosticar as causas de
elevação e redução da
geração per capita dos
resíduos sólidos
domiciliares e, a partir
dessas informações,
definir ações que
5.1
Monitoramento dos
resíduos sólidos urbanos
domiciliares coletados
nos municípios
Monitorar anualmente a quantidade de
resíduos sólidos urbanos domiciliares
coletados nos municípios do Estado do
Rio de Janeiro, bem como a média
brasileira coletada, em relação à
quantidade coletada no município.
Contínuo
Recurso Próprio
5.2
Padronização do
Acondicionamento de
Resíduos Domiciliares/
Comerciais para a Coleta
Padronizar o Acondicionamento de
Resíduos Domiciliares/ Comerciais para
a Coleta.
Médio
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
417
RESÍDUOS SÓLIDOS - ARMAÇÃO DOS BÚZIOS
Programa Objetivo Ação Desenvolvimento Prazo Orçamento Responsável
possam contribuir para
sua redução.
6
Gestão
Integrada e
Planejamento
dos Resíduos
Sólidos (Plano
Municipal de
Gestão de
Resíduos
Sólidos -
PMGRS)
Integrar os agentes
municipais e as ações de
resíduos sólidos por
meio de um Plano
Municipal de Gestão de
Resíduos Sólidos que
oriente as políticas e
operações de limpeza
urbana e manejo dos
resíduos.
6.1 Desenvolvimento do
PMGRS
Formular o Plano Municipal de Gestão
de Resíduos Sólidos para definir
diretrizes, metas e indicadores de
desempenho para cada segmento do
manejo de resíduos.
Curto
Recurso Próprio 6.2
Sistema de
Monitoramento e
Controle
Implantar um sistema de
monitoramento Contínuo das
operações de coleta, reciclagem e
destinação final de resíduos, com
relatórios periódicos para otimizar os
serviços. Alimentar anualmente o banco
de dados da prefeitura sobre os
relatórios do PMGIRS. Divulgar
anualmente, os resultados parciais
sobre o cumprimento do Plano
Municipal de Resíduos e evolução dos
seus indicadores. Promover eventos
públicos, como audiências, com o
propósito de informar a comunidade
sobre a situação do gerenciamento de
resíduos sólidos no município,
proporcionando um espaço para a
apresentação de sugestões e
reclamações por parte da população.
Contínuo
6.3
Plano de Contingência
com ações preventivas,
corretivas e emergenciais
para situações atípicas de
gerenciamento de
resíduos sólidos urbanos.
Prever Planos de Contingências nos
novos contratos da Prefeitura
Municipal e no PMGRS; Estabelecer um
modelo para a elaboração dos Planos
de Contingência, em colaboração com a
Defesa Civil do Município.
Médio
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
418
RESÍDUOS SÓLIDOS - ARMAÇÃO DOS BÚZIOS
Programa Objetivo Ação Desenvolvimento Prazo Orçamento Responsável
6.4
Sistema de Informações
Geográficas (SIG) voltado
para a limpeza urbana e o
manejo de resíduos
sólidos do município
Manter um banco de dados da
quantidade de material coletado, por
tipo de resíduo no município, que
deverá ser informado pelas associações
e outros órgãos responsáveis pela
logística reversa.
Contínuo
7
Inclusão Social e
Produtiva dos
Catadores e
Apoio às
Associações/
Cooperativas
Apoiar e fortalecer as
cooperativas existentes
e incentivar o
desenvolvimento de
outras cooperativas e/ou
associações de catadores
de materiais reutilizáveis
e/ou recicláveis e
promover a inclusão dos
catadores autônomos
nos programas de
gerenciamento de
resíduos reutilizáveis
e/ou recicláveis do
município.
7.1
Apoiar e fortalecer as
cooperativas de
catadores de materiais
recicláveis no município
ou catadores autônomos
existentes no município.
Implantar e fortalecer o serviço de
coleta seletiva de materiais recicláveis
no município.
Contínuo
Recurso Próprio
7.2 Estabelecer ou ampliar os
tipos de materiais
recicláveis/reutilizáveis
triados pelas
cooperativas/associações
existentes de acordo com
a capacitação, adequação
da infraestrutura e
estabelecimento de
parcerias nos programas
de logística reversa.
Realizar levantamento sobre os
materiais passíveis de logística reversa
e sobre as responsabilidades previstas
nos acordos setoriais que poderão ser
incluídos nos programas de coleta
seletiva, na triagem e na
comercialização.
Curto
7.3
Realizar estudo para definir estratégias
de inclusão das
cooperativas/associações no
recebimento e triagem de materiais
recicláveis dos acordos setoriais.
Curto
7.4
Promover ações conjuntas entre
cooperativas e associações e
representantes de acordos setoriais
para a viabilização da implementação
dos programas e ações de logística
reversa no município.
Contínuo
7.5
Promover a participação
de cooperativas de
reciclagem no
gerenciamento dos
Realizar diagnóstico sobre as
cooperativas de reciclagem que atuam
com materiais recicláveis no município
ou nos municípios vizinhos.
Contínuo
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
419
RESÍDUOS SÓLIDOS - ARMAÇÃO DOS BÚZIOS
Programa Objetivo Ação Desenvolvimento Prazo Orçamento Responsável
7.6
resíduos recicláveis do
município.
Definir em conjunto com as secretarias
responsáveis um programa de
capacitação e estratégias de
participação dessas cooperativas de
reciclagem no gerenciamento de
resíduos do município.
Contínuo
7.7
Ampliar a participação
dos catadores autônomos
no gerenciamento dos
resíduos recicláveis do
município.
Realizar diagnóstico sobre os catadores
autônomos que atuam com materiais
recicláveis no município.
Curto
7.8
Definir em conjunto com as secretárias
responsáveis um programa de
capacitação e estratégias de
participação desses catadores no
gerenciamento de resíduos do
município.
Curto
8
Recuperação e
Monitoramento
de Áreas
Degradadas e
Controle de
Passivos
Ambientais
Recuperar áreas
degradadas e impedir o
surgimento de novos
passivos ambientais no
município.
8.1 Recuperação das Áreas
Degradadas
Continuar o processo de recuperação
ambiental dessas áreas, conforme os
TACs firmados.
Contínuo
Recurso Próprio
8.2 Monitoramento de Áreas
com Passivos Ambientais
Estabelecer um monitoramento
ambiental Contínuo nas áreas já
remediadas para garantir a estabilidade
e evitar novos impactos.
Contínuo
9
Criação de
Mecanismos de
Financiamento e
Sustentabilidade
Econômica para
o Sistema de
Resíduos
Sólidos
Garantir o financiamento
adequado para as
operações de limpeza
urbana e manejo de
resíduos sólidos,
promovendo a
sustentabilidade
econômica do sistema.
9.1 Implementação de Taxa
de Resíduos Sólidos
Estabelecer uma taxa de resíduos
sólidos para financiar coleta e
destinação de resíduos, com valores
proporcionais ao volume gerado.
Curto
9.2 R$ 30.884,00 Captação de Recursos
Estaduais e Federais
Buscar financiamento junto a
programas de gestão de resíduos
sólidos e desenvolvimento ambiental
para ampliar o investimento em
infraestrutura.
Curto
9.3
Apoio ao Setor Privado e
ONGs para Projetos de
Reciclagem e Educação
Ambiental
Incentivar a criação de parcerias com
empresas e ONGs para desenvolver
projetos de reciclagem e promover
programas de educação ambiental.
Curto
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
420
RESÍDUOS SÓLIDOS - ARMAÇÃO DOS BÚZIOS
Programa Objetivo Ação Desenvolvimento Prazo Orçamento Responsável
9.4
Apoiar, promover e
incentivar o
desenvolvimento de
empreendimentos no
setor de gerenciamento
de resíduos no município.
Realizar diagnóstico dos potenciais
empreendimentos, formais e informais,
voltados ao serviço de gerenciamento
de resíduos. A partir dos dados
coletados, elaborar um plano de ações
para promover, incentivar e investir
nessas atividades por meio da captação
de recursos públicos e privados.
Contínuo
10 Educação
Ambiental
Fomentar projetos de
educação ambiental em
resíduos sólidos urbanos;
desenvolver e articular
processos de
comunicação ambiental
para o gerenciamento de
resíduos sólidos urbanos
no município.
10.1
Implementar projetos de
educação ambiental no
município, tendo como
público-alvo a população
municipal, abordando a
relevância da correta
destinação de resíduos
sólidos, visando a
diminuição do descarte
inadequado; Executar
iniciativas de promoção e
estímulo à
implementação da
logística reversa,
abrangendo resíduos
eletrônicos, pneus,
medicamentos, lâmpadas,
lubrificantes e demais
materiais; Realizar
campanhas educativas
para informar a
população sobre a
importância da separação
de resíduos e como
aderir à coleta seletiva.
Fomentar a realização contínua de
programas de educação ambiental no
âmbito da educação não formal,
abrangendo entidades como
associações de bairro, instituições
religiosas, sindicatos, grupos de terceira
idade e outras organizações afins.
A cada 2
anos Recurso Próprio
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
421
RESÍDUOS SÓLIDOS - ARMAÇÃO DOS BÚZIOS
Programa Objetivo Ação Desenvolvimento Prazo Orçamento Responsável
10.2
Realizar processos de
formação em educação
ambiental para
comunidades escolares
da rede pública municipal
e estadual.
Fomentar a formação de educadores
para a implementação de ações de
gerenciamento de resíduos sólidos nas
escolas, considerando a ordem de
prioridade observada na PNRS (não
geração, redução, reutilização,
reciclagem, tratamento dos resíduos
sólidos e disposição final
ambientalmente adequada dos rejeitos),
com impacto na comunidade do
entorno.
Contínuo
10.3
Estimular a participação
ativa da comunidade,
pelo menos 1 (uma) vez
ao ano, na gestão de
resíduos sólidos e no
processo de tomada de
decisões do município.
Elaborar e divulgar um calendário de
eventos ambientais direcionados
especificamente para a temática de
consumo consciente e resíduos sólidos.
Criação de ação orçamentária para
destinação correta de recursos públicos
para propaganda específica em mídias
sociais sobre educação ambiental e
especificamente saneamento básico em
horário nobre.
Curto
11
Gerenciamento
dos serviços de
Limpeza Urbana
Melhorar a eficiência do
serviço de varrição, o
desempenho da limpeza
pública de Ecopontos e
de “pontos viciados” de
descartes irregulares e
minimizar as demandas
de limpeza desses locais
através da secretária
municipal responsável.
11.1
Aprimorar a dinâmica e
eficiência na limpeza de
Ecopontos, pontos
viciados e demais
serviços relacionados à
demanda municipal de
limpeza pública.
Manter o serviço de limpeza urbana,
assim como o de coleta, transporte,
triagem, tratamento/processamento e
disposição final de materiais inservíveis
dos ecopontos localizados no
município.
Contínuo
Recurso Próprio
11.2
Diagnosticar as áreas no
município que
necessitam dos serviços
de gestão de resíduos.
Realizar estudo de viabilidade para
ampliar a área de atuação e a
frequência dos serviços de gestão de
resíduos.
Médio
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
422
RESÍDUOS SÓLIDOS - ARMAÇÃO DOS BÚZIOS
Programa Objetivo Ação Desenvolvimento Prazo Orçamento Responsável
12
Programa de
Inclusão Áreas
Quilombolas e
Rurais
Avaliar a efetividade
atual e readequar a
gestão do serviço em
comunidades isoladas
existentes (ribeirinhos,
quilombolas, indígenas
etc.), e caso necessário,
apoiar e fortalecer as
soluções individuais.
Monitorar
continuamente a gestão
e ajustar o serviço de
modo que se tenha
100% de atendimento e
de disposição
ambientalmente
adequada.
12.1
Realizar Diagnóstico da
situação atual das áreas
isoladas
Realização de um estudo nas
comunidades isoladas sobre as formas
de disposição utilizadas atualmente, e
sobre a localização dos pontos de
acúmulo de lixo.
Curto
Recurso Próprio
12.2 Monitoramento e Apoio
Monitorar continuamente a efetividade
da gestão do serviço nas comunidades
isoladas e apoiar as soluções individuais
existentes.
Contínuo
Fonte: Autoria Própria (2024).
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
423
5.4 SISTEMA DE DRENAGEM URBANA
Esta seção apresenta uma análise dos programas, projetos, ações, cronogramas,
estimativas de custos, e que são informações essenciais para orientar a execução dos
objetivos e metas propostas.
Considerando as características do município e os serviços de drenagem urbana,
foram elaborados diversos programas e suas respectivas diretrizes, metas e ações
específicas, conforme mostrado no Quadro 147.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
424
Quadro 147 – Programas e Ações – Drenagem Urbana e Manejo de Águas Pluviais.
DRENAGEM URBANA - ARMAÇÃO DOS BÚZIOS
Programa Objetivo Ação Desenvolvimento Prazo Orçamento Responsável
1
Ampliação e
Modernização
da
Infraestrutura
de Drenagem
Urbana
Ampliar e modernizar
a rede de drenagem,
especialmente as
regiões urbanas
críticas, para suportar
as demandas de
escoamento,
minimizar a
vulnerabilidade do
município a
alagamentos,
enchentes e
inundações e
aumentar a resiliência
da cidade frente às
mudanças climáticas.
1.1
Identificação e
Priorização de Áreas
Críticas
Identificação e
mapeamento de pontos
críticos de alagamentos e
obstruções, para
posterior priorização
dessas áreas em ações
voltadas para a
drenagem urbana.
Elaboração de Mapa de
Risco em conjunto com
Plano Diretor de
Drenagem Urbana,
através de oficinas com a
população, com o
objetivo de preparar
para períodos de chuva
extrema.
1 ano
R$
285.830.544,16
Prefeitura
Municipal
1.2 Construção e Expansão
de Redes de Drenagem
Projetar e executar obras
de expansão da rede de
drenagem com foco em
regiões de crescimento
urbano acelerado.
Até 4 anos e, depois,
acompanhando o
crescimento vegetativo
e urbano
1.3 Modernização dos
Sistemas Existentes
Reformar e substituir a
rede e os dispositivos
existentes que estão em
situação precária.
2 anos
1.4 Monitoramento e
Fiscalização
Realizar avaliação
periódica do
desempenho do sistema
de drenagem, com
vistorias regulares nos
dispositivos e
levantamento de
obstruções, danos ou
Contínuo
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
425
DRENAGEM URBANA - ARMAÇÃO DOS BÚZIOS
Programa Objetivo Ação Desenvolvimento Prazo Orçamento Responsável
colapsos em trechos da
rede para manutenção.
1.5
Utilização de Soluções
Baseadas na Natureza
(SBN)
Executar projetos com
jardins de chuva, valas
de infiltração ou outra
solução baseada na
natureza em áreas
públicas, visando reter e
infiltrar parte da água
pluvial. Promover
descontos no IPTU para
construções sustentáveis
e soluções baseadas na
natureza, tanto para
pessoas físicas quanto
para pessoas jurídicas,
Buscar em até 3 anos e
depois implementar de
forma contínua
1.6
Criação de plano de
atuação conjunta dos
serviços de drenagem
urbana e esgotamento
sanitário
Realizar estudo para
possível projeto de
desativação gradual das
captações em tempo
seco existentes no
município; Campanhas
de conscientização e
fiscalização sobre a
eliminação das ligações
irregulares.
1 ano
Prefeitura
Municipal e
Concessionária
2
Manutenção
Preventiva e
Conservação da
Microdrenagem
Reduzir a incidência
de alagamentos
através da
manutenção
preventiva e
sistemática da rede de
microdrenagem,
garantindo o bom
funcionamento da
infraestrutura.
2.1 Criação de uma Rotina
de Limpeza
Planejamento de uma
rotina de serviços de
limpeza e desobstrução
dos dispositivos e rede
de microdrenagem de
forma periódica, com
calendário fixo por
bairro, com metas
mensais e relatório
público de execução.
1 ano R$
32.442.451,80
Prefeitura
Municipal
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
426
DRENAGEM URBANA - ARMAÇÃO DOS BÚZIOS
Programa Objetivo Ação Desenvolvimento Prazo Orçamento Responsável
2.2
Substituição e Reparos
de Estruturas
Danificadas
Realizar a reforma e
substituição dos
dispositivos e estruturas
antigas e/ou danificadas.
2 anos
2.3 Manutenção Preventiva
Regular
Realizar limpeza regular
dos dispositivos e canais,
desobstrução das
galerias pluviais e canais
e inspeção e conserto de
estruturas do sistema.
Contínuo
3
Mapeamento
Técnico e
Criação do
Plano Diretor de
Drenagem
Urbana
Implementar um
mapeamento técnico
completo e
desenvolver um Plano
Diretor de Drenagem
Urbana para guiar o
desenvolvimento
sustentável e a gestão
do sistema de
drenagem no
município.
3.1
Elaboração e Atualização
de Cadastro Técnico
Georreferenciado da
Infraestrutura Existente
Realizar o levantamento
e a consolidação de
dados hidrológicos e da
situação do sistema de
drenagem urbana
existente para subsidiar
o PDD.
1 ano
R$ 833.705,31 Prefeitura
Municipal
3.2
Desenvolvimento do
Plano Diretor de
Drenagem (PDD)
Estabelecer diretrizes
para obras de drenagem
que minimizem
inundações, melhorem a
infraestrutura hídrica,
priorizem áreas de risco
e adaptem a cidade às
mudanças climáticas de
forma sustentável.
2 anos
3.3 Gestão de Áreas de
Expansão Urbana
Estruturação de
diretrizes para a gestão
de áreas de expansão
urbana, assegurando a
adequação de drenagem
em novos
empreendimentos.
2 anos
3.4 Elaboração de manual de
boas práticas para obras
Elaborar o Manual
Técnico de Boas Práticas
para orientar as obras de
2 anos
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
427
DRENAGEM URBANA - ARMAÇÃO DOS BÚZIOS
Programa Objetivo Ação Desenvolvimento Prazo Orçamento Responsável
de drenagem e de
pavimentação
infraestrutura de
drenagem e
pavimentação, para
garantir a eficiência do
sistema e a adaptação às
necessidades locais.
3.5
Criação do Sistema
Municipal de
Informações de
Saneamento Básico
Desenvolvimento do
Sistema Municipal de
Informações de
Saneamento Básico para
centralizar dados de
drenagem, resíduos,
água e esgoto. Isto
permitirá a gestão
integrada e o
monitoramento eficiente
de todos os serviços de
saneamento básico do
município.
2 anos
4
Prevenção e
Redução de
Riscos em Áreas
de
Suscetibilidade
a Inundações
Reduzir a
vulnerabilidade de
áreas urbanas e
residenciais
suscetíveis a
inundações,
garantindo a
segurança dos
moradores e
minimizando os
impactos dos eventos
hidrológicos.
4.1
Mapeamento e Restrição
de Construções em
Áreas de Risco
Elaborar diretrizes e
normas técnicas para a
drenagem urbana,
incluindo padrões de
dimensionamento e
regulação para novas
obras, restringindo a
construção em áreas de
risco.
1 ano
R$ 102.621,00 Prefeitura
Municipal
4.2
Fiscalização das áreas de
alta suscetibilidade à
riscos
Realizar inspeções
periódicas nas áreas
mapeadas como
suscetíveis a
alagamentos e
inundações, para
identificação de
construções irregulares e
Contínuo
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
428
DRENAGEM URBANA - ARMAÇÃO DOS BÚZIOS
Programa Objetivo Ação Desenvolvimento Prazo Orçamento Responsável
obstruções em sistemas
de drenagem.
4.3
Campanhas de
Conscientização
Comunitária
Promover ações
educativas em escolas,
associações de
moradores e redes
sociais sobre os riscos
das inundações, descarte
irregular de lixo, e
importância da
manutenção do sistema
de drenagem.
1 vez ao ano
4.4
Implementar um Sistema
de Monitoramento e
Alerta para eventos
climáticos extremos
Instalar sensores
pluviométricos e de nível
d’água em pontos
estratégicos da cidade,
integrados a um sistema
de alerta em tempo real
via SMS e aplicativo
móvel. O sistema
também deve fornecer
informações à Defesa
Civil para resposta rápida
a eventos extremos.
4 anos
5
Inclusão das
Áreas
Quilombolas e
Rurais no
Sistema de
Drenagem
Garantir o
atendimento
adequado das áreas
rurais e quilombolas
em relação às
necessidades de
drenagem,
proporcionando uma
infraestrutura segura
e que melhore a
qualidade de vida dos
moradores.
5.1
Estudo Hidrológico das
Áreas Quilombolas e
Áreas de expansão
urbana/ imobiliária
Elaboração de estudos
hidrológicos e
topográficos que
identifiquem riscos de
alagamento, para
subsidiar os projetos de
infraestrutura adequados
ao contexto local.
1 ano
R$
2.420.000,00
Prefeitura
Municipal
5.2
Implantação de
Infraestrutura Básica de
Drenagem
Executar obras de
microdrenagem com
tecnologia apropriada
para áreas rurais e de
2 anos
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
429
DRENAGEM URBANA - ARMAÇÃO DOS BÚZIOS
Programa Objetivo Ação Desenvolvimento Prazo Orçamento Responsável
difícil acesso, priorizando
soluções de baixo custo
e manutenção facilitada.
5.3
Promoção da Educação
Ambiental e
Sustentabilidade
Desenvolver atividades
educativas voltadas à
gestão comunitária da
drenagem e integrar
essas ações a iniciativas
de agroecologia e
preservação ambiental.
1 vez ao ano
5.4
Inclusão em Programas
de Manutenção
Sistemática
Incorporar as
comunidades
quilombolas e rurais no
calendário de limpeza e
manutenção das redes
de drenagem da cidade,
garantindo atendimento
periódico e
infraestrutura mínima
para o escoamento das
águas pluviais.
Imediato
6
Estratégia de
Financiamento e
Sustentabilidade
para o Sistema
de Drenagem
Assegurar recursos
adequados para os
investimentos
necessários na
ampliação e
manutenção do
sistema de drenagem,
por meio de fontes de
financiamento
diversificadas.
6.1
Fundo Municipal para
Drenagem e Manejo de
Águas Pluviais
Criar um fundo
específico com receitas
próprias, visando
garantir autonomia
financeira para
investimentos no
sistema de drenagem.
4 anos
R$ 227.016,00 Prefeitura
Municipal
6.2
Contribuição para
Infraestrutura Urbana
(CIU)
Propor alteração na
legislação municipal para
criar mecanismos de
contribuição de
empreendedores
imobiliários para custeio
de obras de drenagem
em novos loteamentos,
4 anos
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
430
DRENAGEM URBANA - ARMAÇÃO DOS BÚZIOS
Programa Objetivo Ação Desenvolvimento Prazo Orçamento Responsável
vinculando a emissão de
alvarás à comprovação
de infraestrutura
adequada.
6.3 Transparência na Gestão
dos Investimentos
Manter o sistema
público de
acompanhamento
orçamentário, com dados
sobre origem, aplicação e
impacto dos
investimentos em
drenagem urbana.
Contínuo
6.4
Modelagem econômicofinanceira para possível
concessão do serviço de
drenagem urbana
Elaborar estudo de
viabilidade econômica
para concessão parcial
ou total do sistema de
drenagem.
3 anos
7
Programa de
Incentivo à
Reutilização de
Água da Chuva
Promover a captação
e o reaproveitamento
de águas pluviais no
município, com a
instalação de sistemas
de captação em
residências, comércios
e indústrias,
proporcionando
economia para os
consumidores e
benefícios ambientais
para a cidade e
minimizando os
impactos sobre o
sistema de drenagem
urbana.
7.1 Definição das áreas
prioritárias
Definir as áreas
prioritárias para a adoção
de práticas de
aproveitamento de águas
pluviais.
2 anos
Recurso Interno Prefeitura
7.2 Lei Municipal Municipal
Estudar a criação de
legislação municipal para
regulamentar a
concessão de descontos
no IPTU para quem
utiliza sistemas de
aproveitamento de água
da chuva, tanto para
pessoas físicas quanto
jurídicas.
5 anos
7.3
Regulamentação de
novos projetos de
drenagem
Elaboração de normas
técnicas e legais que
orientem e
regulamentem os
3 anos
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
431
DRENAGEM URBANA - ARMAÇÃO DOS BÚZIOS
Programa Objetivo Ação Desenvolvimento Prazo Orçamento Responsável
projetos de drenagem
em novos
empreendimentos
imobiliários,
estabelecendo critérios
mínimos de controle de
águas pluviais,
juntamente do Código
de Obras.
7.4
Instrumentos normativos
para adoção de soluções
de manejo das águas
pluviais
Criação de instrumentos
normativos que
obriguem
empreendedores e
proprietários de imóveis
a adotar soluções de
retenção e infiltração das
águas pluviais
diretamente na fonte,
como caixas de retenção,
pavimentos permeáveis
e jardins de chuva.
4 anos
7.5
Campanhas de
Conscientização
Comunitária
Campanhas de
conscientização sobre os
benefícios da reutilização
de água da chuva.
1 vez ao ano
7.6 Fiscalização e
Certificação
Fiscalização e
certificação dos sistemas
instalados, com emissão
de laudo técnico.
Contínuo
7.7 Cadastro Técnico
Cadastro e
monitoramento dos
imóveis beneficiados.
Contínuo
7.8 Capacitação Técnica
Campanhas de
capacitação em captação
e reaproveitamento de
águas pluviais, como
A cada 2 anos
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
432
DRENAGEM URBANA - ARMAÇÃO DOS BÚZIOS
Programa Objetivo Ação Desenvolvimento Prazo Orçamento Responsável
workshops e cursos
técnicos.
Fonte: Autoria Própria (2024)
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
433
PRODUTO 4
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
434
6 REVISÃO DAS AÇÕES PARA EMERGÊNCIAS E CONTINGÊNCIAS
Os eventos de emergência são aqueles decorrentes de atos da natureza ou
acidentais que fogem do controle do prestador de serviços, podendo causar grandes
transtornos à qualidade e/ou continuidade da prestação dos serviços em condições
satisfatória. Neste sentido, as ações de emergência e contingência buscam destacar as
estruturas disponíveis e estabelecer as formas de atuação dos órgãos operadores, tanto
de caráter preventivo como corretivo, procurando elevar o grau de segurança e a
continuidade operacional das instalações afetadas.
As ações de emergência são aquelas que buscam corrigir ou mitigar as
consequências de determinada ocorrência, sendo acionadas durante ou imediatamente
após o evento de emergência, proporcionando respostas rápidas e eficazes. Já as ações
de contingência são estratégias planejadas e implementadas antes de ocorrer um
evento crítico.
Deverão ser utilizados mecanismos locais e corporativos de gestão na operação
e manutenção dos serviços de saneamento, no sentido de prevenir ocorrências
indesejadas, através do controle e monitoramento das condições físicas das instalações
e dos equipamentos, visando minimizar ocorrência de sinistros e interrupções na
prestação dos serviços.
Em caso de ocorrências atípicas que extrapolam a capacidade de atendimento
local, os órgãos operadores deverão dispor de todas as estruturas de apoio (mão de
obra, materiais e equipamentos), de manutenção estratégica, das áreas de gestão
operacional, de controle de qualidade, de suporte como comunicação, suprimentos e
tecnologias de informação, dentre outras. A disponibilidade de tais estruturas
possibilitará que os serviços de saneamento não tenham a segurança e a continuidade
operacional comprometida ou paralisada.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
435
6.1 Avaliação das vulnerabilidades dos sistemas
A identificação das vulnerabilidades dos sistemas foi realizada analisando as
unidades consideradas essenciais para o funcionamento dos sistemas e verificadas as
hipóteses de situações emergenciais com potencial para causar impacto negativo aos
usuários e meio ambiente.
Na definição destas condições emergenciais considerou-se que estão fora da
matriz de riscos os eventos que não geram impacto direto de dano ambiental, aos
consumidores, que sejam de baixa complexidade e de solução rápida através da
estrutura de manutenção de cada sistema.
6.1.1 Sistema de Abastecimento de Água
Manancial – Pequenas alterações na capacidade de fornecimento de água para
captação e que não resulte em alteração de vazão e risco de situação de
emergência;
Adutoras de água bruta e tratada – Rompimentos reparados em intervalo de
tempo suficiente para não gerar problemas de desabastecimento (máximo 8 –
12 horas);
Elevatórias de água bruta e tratada – Paralisação de conjunto de bombeamento
onde é acionado o conjunto de reserva e/ou pequenas manutenções que não
geram paralisação do funcionamento da elevatória;
Rede de distribuição – Reparos de rede nos tempos < 12 horas e que tenham
impacto setorial sem ser considerado um desabastecimento;
Estação de tratamento de água – Pane nos equipamentos bem como eventos de
vandalismo e incêndio que não impactam em paralisação de funcionamento da
ETA.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
436
6.1.2 Sistema de Esgotamento Sanitário
Rede de coleta de esgoto – Reparos de rede nos tempos < 12 horas;
Elevatórias de esgoto bruto – Paralisação de conjunto de bombeamento onde é
acionado o conjunto de reserva e/ou pequenas manutenções que não geram
paralisação do funcionamento da elevatória e extravasamento para meio
ambiente;
Estação de tratamento de esgoto – Pane nos equipamentos bem como eventos
de vandalismo e incêndio que não impactam em paralisação de funcionamento
da ETE e extravasamentos.
6.1.3 Sistema de Resíduos Sólidos
Coleta de resíduos sólidos urbanos - Atrasos ou interrupções pontuais na coleta
por problemas mecânicos, paralização dos funcionários ou congestionamentos
no trânsito, com retomada da operação em até 12 horas;
Destinação final em aterros sanitários - Falhas pontuais na infraestrutura
(drenagem de chorume ou biogás), restrições legais temporárias ou obstruções
de acesso, resolvidas com reparos emergenciais, ajustes normativos ou
alternativas logísticas provisórias.
6.1.4 Sistema de Drenagem Urbana
Rede de drenagem/ mista - Problemas de manutenção, ocasionando obstruções;
Canais de micro e macrodrenagem - Assoreamento e resíduos acumulados nos
canais.
6.2 Categorização dos riscos/vulnerabilidades
6.2.1 Definições dos critérios de vulnerabilidade
A análise de riscos/vulnerabilidades permite a identificação, avaliação e
gerenciamento dos riscos que possam comprometer todo o sistema operacional. Para
cada risco/vulnerabilidade identificado, define-se: a probabilidade de ocorrência dos
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
437
eventos, os possíveis danos potenciais em caso de acontecimentos, possíveis ações
preventivas e contingências, bem como a identificação de responsáveis por ação.
Para a classificação das vulnerabilidades foi utilizada como referência a
metodologia da ABNT NBR ISO 14001/ 2015.
Para atribuição de pesos e pontuação das gravidades, após a identificação e
classificação, executou-se uma análise qualitativa e quantitativa. A análise qualitativa
dos riscos/vulnerabilidades foi realizada por meio da classificação escalar da
probabilidade e do impacto, conforme a graduação apresentada no Quadro 148 e
Quadro 149.
Quadro 148 – Matriz de determinação da probabilidade.
Probabilidade Valor Descrição
Muito Baixa 1 Rara. Ocorre somente em circunstâncias excepcionais.
Baixa 2 Improvável. Pode ocorre em algum momento.
Média 3 Possível. Deve ocorrer em algum momento.
Alta 4 Provável. Vai ocorrer na maioria das circunstâncias.
Muito Alta 5 Quase certa. Ocorre em quase todas as circunstâncias.
Fonte: Autoria Própria (2024).
Quadro 149 – Matriz de determinação do impacto/consequência.
Impacto/ Consequência Valor Geral
Muito Baixo 1 Consequências são tratadas com operações de rotina.
Baixo 2 Consequências não ameaçam a eficácia e eficiência do
processo.
Médio 3 Consequências ameaçam levemente a eficácia e/ou eficiência
do processo.
Alto 4 Consequências ameaçam significativamente a eficácia e/ou
eficiência do processo.
Muito Alto 5 Consequências ameaçam o fortemente o processo e a
organização.
Fonte: Autoria Própria (2024).
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
438
3.2.1.1. Definições dos critérios de gravidade
A definição dos critérios de gravidade foi realizada pela avaliação qualitativa do
risco/vulnerabilidade de acordo com sua probabilidade de ocorrência, bem como seu
impacto potencial de acordo com os dados apresentados nas matrizes apresentadas
acima.
O Quadro 150 apresenta a Matriz Probabilidade x Impacto, instrumento
responsável pela definição da classificação do nível de risco/vulnerabilidade.
Quadro 150 – Matriz de risco- Classificação do risco.
Matriz de vulnerabilidade (P x 1) para a determinação dos patamares de graduação dos riscos (grau
de ameaça)
Probabilidade Impacto
1 2 3 4 5
1 1 2 3 4 5
2 2 4 6 8 10
3 3 6 9 12 15
4 4 8 12 16 20
5 5 10 15 20 25
Classificação Código Pontuação
Não significativos (NS) Abaixo de 15
Significativos (S) Igual ou maior do que 15
Fonte: Autoria Própria (2024).
Cálculo do Risco:
R = P x I
R: Risco;
P: Probabilidade;
I: Impacto.
O produto da probabilidade pelo impacto de cada risco deve se enquadrar em
uma região da matriz probabilidade x impacto (Quadro 150).
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
439
Caso o risco/vulnerabilidade se enquadre na região verde, seu nível de risco é
entendido como baixo, logo se admite a aceitação ou adoção de medidas preventivas.
Se estiver na região amarela, entende-se como médio e devem ser adotadas medidas
de controle e monitoramento e se estiver na região vermelha, entende-se como nível
de risco/vulnerabilidade alto e deverá ser realizado o plano de emergência e
contingência.
Quadro 151 – Classificação do risco.
Classificação do risco
Risco baixo Risco Tolerável: sem necessidade de plano de ação além dos
procedimentos já estabelecidos na companhia
Risco médio Monitoramento e Gestão: o evento necessita acompanhamento e
comunicação constante com área operacional e de gestão.
Risco alto Risco Significativo: Deverá ser elaborado Plano de Ação para
implementação do controle
Fonte: Autoria Própria (2024).
3.2.1.2. Critérios de priorização dos riscos/vulnerabilidades
Como critério de priorização e direcionamento das ações mitigadoras, as
vulnerabilidades são priorizadas conforme seu grau de risco, sempre do mais alto para
o mais baixo. Nos casos de riscos classificados como médio e alto, deve-se adotar
obrigatoriamente as medidas preventivas previstas.
6.3 Plano de ações de Emergências e Contingências
De forma a evitar e/ou minimizar a ocorrência de eventos emergenciais
indesejáveis e os impactos ocasionados por estes, neste capítulo serão definidas ações
e procedimentos mitigadores necessários para uma rápida tomada de decisão, tendo
por referência os cenários acidentais elencados.
Vale ressaltar que as ações de contingência devem ser revisadas frequentemente
pois as variáveis e os recursos envolvidos podem sofrer alterações.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
440
6.3.1 Sistema de Abastecimento de Água
Os eventos de emergências relacionados com o sistema de abastecimento de
água do município de Armação dos Búzios, suas causas e as respectivas ações para
enfrentamento estão apresentadas no quadro a seguir.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
441
Quadro 152 - Ações de emergência e contingência - SAA.
Evento Causa Medida de Detecção Potenciais
afetados
Classificação do
Risco Ações Mitigadoras
Falta d’água
parcial ou
localizada
Ações de vandalismo
Inspeções regulares
nas instalações e
monitoramento por
denúncias
Comunidade
local Risco baixo
1. Comunicação imediata à
Concessionária e à polícia, pelo
ator que constatou o ocorrido;
2. Execução, pela Concessionária,
do reparo das instalações
danificadas com urgência;
3. Implementação do rodízio de
abastecimento, pela
Concessionária, se necessário.
Interrupção temporária no
fornecimento de energia
elétrica nas instalações de
produção de água
Monitoramento do
fornecimento de
energia e alarmes
nas instalações
Comunidade
local Risco médio
1. Comunicação imediata, pelo
ator que constatou o ocorrido,
para a Concessionária,
Prefeitura e população;
2. Verificação e adequação do
plano de ação às características
da ocorrência, por parte da
Concessionária;
3. Controle da água disponível nos
reservatórios, pela
Concessionária;
4. Implementação do rodízio de
abastecimento, pela
Concessionária, se necessário.
Interrupção do
fornecimento de energia
elétrica na distribuição
Alarmes automáticos
e inspeção visual
Comunidade
local Risco médio 1. Comunicação imediata, pelo
ator que constatou o ocorrido,
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
442
Evento Causa Medida de Detecção Potenciais
afetados
Classificação do
Risco Ações Mitigadoras
para a Concessionária,
Prefeitura e população;
2. Acionamento do gerador
alternativo de energia, pela
Concessionária;
3. Verificação e adequação do
plano de ação às características
da ocorrência, por parte da
Concessionária;
4. Controle da água disponível nos
reservatórios, pela
Concessionária;
5. Implementação do rodízio de
abastecimento, pela
Concessionária, se necessário.
Danos em estruturas e
equipamentos
Inspeções regulares
e monitoramento
visual
Comunidade
local Risco médio
1. Comunicação imediata, pelo
ator que constatou o ocorrido,
para a Concessionária,
Prefeitura e população;
2. Verificação e adequação do
plano de ação às características
da ocorrência, por parte da
Concessionária;
3. Controle da água disponível nos
reservatórios, pela
Concessionária;
4. Implementação do rodízio de
abastecimento, pela
Concessionária, se necessário.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
443
Evento Causa Medida de Detecção Potenciais
afetados
Classificação do
Risco Ações Mitigadoras
Falta d’água
generalizada
Danos graves em
estruturas e equipamentos
Inspeções regulares
e monitoramento
visual
Comunidade
local Risco baixo
1. Comunicação imediata, pelo
ator que constatou o ocorrido,
para a Concessionária,
Prefeitura e população;
2. Verificação e adequação do
plano de ação às características
da ocorrência, por parte da
Concessionária;
3. Verificação e adequação do
plano de ação às características
da ocorrência, por parte
Concessionária;
4. Controle da água disponível nos
reservatórios, pela
Concessionária;
5. Implementação do rodízio de
abastecimento, pela
Concessionária, se necessário.
Qualidade inadequada da
água dos mananciais
Análises periódicas
da qualidade da água
Comunidade
local Risco baixo
1. Comunicação imediata, pelo
ator que constatou o ocorrido,
para a Concessionária,
Prefeitura e população;
2. Sinalização e isolamento da
área, pela Concessionária;
3. Limpeza e descontaminação das
áreas e/ou imóveis afetados,
pela Concessionária;
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
444
Evento Causa Medida de Detecção Potenciais
afetados
Classificação do
Risco Ações Mitigadoras
4. Implementar o Plano de Ação de
Emergência (PAE), pela
Concessionária;
5. Controle da água disponível nos
reservatórios, pela
Concessionária;
6. Implementação do rodízio de
abastecimento, pela
Concessionária, se necessário.
Vazamento de cloro nas
instalações e rede de
tratamento de água
Alarmes de detecção
de vazamento
Comunidade
local Risco baixo
1. Comunicação imediata, pelo
ator que constatou o ocorrido,
para a Concessionária,
Prefeitura e população;
2. Verificação e adequação do
plano de ação às
características da ocorrência,
por parte da Concessionária;
3. Controle da água disponível
nos reservatórios, pela
Concessionária;
4. Implementação do rodízio de
abastecimento, pela
Concessionária, se necessário.
Interrupção prolongada no
fornecimento de energia
elétrica nas instalações de
produção de água
Comunicação com a
operadora de
energia e alarmes
automáticos
Comunidade
local Risco médio
1. Reparo das instalações
danificadas com urgência, pela
operadora de energia elétrica.
Fonte: Autoria Própria (2024).
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
445
6.3.2 Sistema de Esgotamento Sanitário
Os eventos de emergências relacionados com o sistema de esgotamento
sanitário no município de Armação dos Búzios, suas causas e as respectivas ações para
enfrentamento estão apresentadas no quadro a seguir.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
446
Quadro 153 - Ações de emergência e contingência - SES.
Evento Causa Medida de detecção Potenciais afetados Classificação do
Risco Ações mitigadoras
Rompimento de
tubulações
Vandalismo
Monitoramento
contínuo das
tubulações de esgoto
Comunidade local e
Meio Ambiente
Risco baixo 1. Comunicação imediata, pelo
ator que constatou o ocorrido,
para a Concessionária,
Prefeitura e população;
2. Reparo nas instalações
danificadas, pela
Concessionária.
Rompimento de travessias,
linhas de recalque,
interceptores, coletores
tronco e emissários
Risco médio
Retorno de esgotos
em imóveis
Obstruções em coletores
de esgoto
Inspeções regulares
dos coletores
Comunidade local e
Meio Ambiente Risco médio
1. Comunicação à vigilância
sanitária, pelo ator que
constatou o ocorrido;
2. Reparo nas instalações
danificadas, pela
Concessionária.
Paralisação da ETE
de forma acidental
ou emergencial
Interrupção no
fornecimento de energia
elétrica nas instalações de
bombeamento Monitoramento do
CCO e alertas
Comunidade local e
Meio Ambiente
Risco médio
1. Comunicação pelo ator que
constatou o ocorrido, à
operadora de energia elétrica,
à Prefeitura, à Polícia e à
Concessionária;
2. Reparo nas instalações
danificadas, pela
Concessionária.
Danificação de
equipamentos e/ou
estruturas
Risco baixo
Extravasamento
das EEE’s
Danificação de
equipamentos e/ou
estruturas
Monitoramento de
fluxo e níveis de
esgoto
Comunidade local e
Meio Ambiente
Risco baixo
1. Comunicação pelo ator que
constatou o ocorrido, à
operadora de energia elétrica,
à Prefeitura, à Polícia e à
Concessionária;
Interrupção no
fornecimento de energia Risco médio
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
447
Evento Causa Medida de detecção Potenciais afetados Classificação do
Risco Ações mitigadoras
elétrica nas instalações de
bombeamento
2. Instalação de equipamentos
reserva, pela Concessionária;
3. Reparo nas instalações
danificadas, pela
Concessionária.
Fonte: Autoria Própria (2024).
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
448
6.3.3 Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos
Os eventos de emergências relacionados com os serviços de limpeza urbana e
manejo de resíduos sólidos de Armação dos Búzios, suas causas e as respectivas ações
para enfrentamento estão apresentadas no quadro a seguir.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
449
Quadro 154 - Ações de emergência e contingência – Resíduos Sólidos.
Evento Causa Medida de detecção Potenciais afetados Classificação do
Risco Ação
Paralização do serviço
de varrição
Paralização dos
funcionários
Monitoramento da
presença de lixo em
áreas críticas
Comunidade e Meio
Ambiente
Risco médio
1. Realizar a limpeza dos locais
críticos (perto de escolas,
hospitais, unidades de
saúde), por empresa
terceirizada;
2. Acionar os funcionários da
Secretaria Municipal de
Serviços Públicos, para
efetuarem a limpeza dos
pontos mais críticos e
centrais da cidade;
3. Contratação, pela Prefeitura
Municipal, de empresa para
prestar o serviço;
4. Comunicação à população.
Ausência de recursos
financeiros Risco médio
Interrupção dos
serviços de coleta
Paralização dos
funcionários
Inspeção de frota de
caminhões e
monitoramento da
presença de lixo.
Comunidade e Meio
Ambiente
Risco médio
1. Realizar a limpeza dos locais
críticos (perto de escolas,
hospitais, unidades de
saúde), por empresa
terceirizada;
2. Contratação, pela Prefeitura
Municipal, de empresa para
prestar o serviço;
3. Comunicação à população.
Problemas técnicos
nos caminhões Risco médio
Impossibilidade de
dispor os resíduos Risco médio
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
450
Evento Causa Medida de detecção Potenciais afetados Classificação do
Risco Ação
Impedimento da
disposição final no
aterro sanitário
Ausência de
infraestrutura do
aterro
Monitoramento de
capacidade do aterro,
e de possíveis
bloqueios no acesso
Comunidade e Meio
Ambiente
Risco médio
1. Dispor os resíduos em
aterro alternativo;
2. Acionamento, pela
Prefeitura Municipal, dos
caminhões da contratada
para transporte dos
resíduos para aterro
alternativo;
3. Atualização dos
responsáveis sobre
regulamentações e normas
vigentes.
Restrições legais Risco médio
Obstrução do acesso
à instalação Risco médio
Paralisação da Coleta
de Resíduos de
Serviços de Saúde
Greve de
funcionários da
empresa
Monitoramento das
áreas críticas e coleta
de resíduos
Comunidade e Meio
Ambiente Risco médio
1. Celebrar contrato
emergencial com empresas
especializadas na coleta de
resíduos de saúde.
Fonte: Autoria Própria (2024).
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
451
6.3.4 Drenagem Urbana e Manejo de Águas Pluviais
Os eventos de emergências relacionados com a drenagem urbana e o manejo de
águas pluviais de Armação dos Búzios, suas causas e as respectivas ações para
enfrentamento estão apresentadas no quadro a seguir.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
452
Quadro 155 - Ações de emergência e contingência – Drenagem Urbana.
Evento Causa Medida de
detecção Potenciais afetados Classificação
do Risco Ação
Alagamentos
Subdimensionamento
da rede existente Análise de fluxo
de drenagem e
avaliação de
capacidade da
rede
Comunidade Local
Risco médio 1. Ativar equipes de limpeza de emergência para
desobstrução, pela Defesa Civil;
2. Estudo e verificação do sistema de drenagem
existente para correção dos problemas;
3. Comunicação à população, pela Prefeitura
Municipal, sobre rotas alternativas e medidas
de segurança.
Obstrução da rede de
drenagem Risco médio
Ocupações
irregulares Risco médio
Colapso da
Rede de
Drenagem
Falta de manutenção
Inspeção visual
e
monitoramento
das condições
das bocas de
lobo,
Comunidade Local
Risco médio 1. Isolar áreas afetadas e interromper o tráfego
nas proximidades, pela Prefeitura Municipal;
2. Comunicação, pela Secretaria de
Comunicação, à população sobre rotas
alternativas e medidas de segurança.
Sobrecarga do
sistema Risco médio
Fonte: Autoria Própria (2024).
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
453
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
454
7 MECANISMOS E PROCEDIMENTOS PARA A AVALIAÇÃO
Conforme estabelecido pela Lei n° 11.445/2007, no processo de elaboração do
Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) é essencial o estabelecimento de metas,
indicadores de desempenho e mecanismos de aferição de resultados, que devem ser
observados na execução dos serviços prestados. Assim, torna-se fundamental a
definição dos parâmetros que assegurem a prestação de serviços com qualidade e
regularidade, elementos essenciais para a preservação da saúde pública. Além disso,
também é de suma importância o estabelecimento dos mecanismos e procedimentos
de controle social.
Os indicadores de desempenho são medidas quantitativas ou qualitativas
utilizadas para avaliar o progresso, a eficiência e a eficácia de uma organização,
processo, projeto ou atividade em relação aos seus objetivos e metas. Eles fornecem
uma maneira objetiva de medir o desempenho e identificar áreas que precisam de
melhorias.
No contexto da elaboração de um PMSB, o monitoramento e a avaliação
desempenham papéis cruciais na garantia da eficácia, eficiência e sustentabilidade das
intervenções propostas. Este relatório apresenta uma análise abrangente do processo
de monitoramento e avaliação, considerando as projeções realizadas e as ações
propostas no Produto 3.
Este documento contextualiza os mecanismos e procedimentos destinados a
fomentar o processo participativo, incluindo ações de educação ambiental,
comunicação e controle social. Para avaliar de forma sistemática a eficiência, eficácia e
efetividade das ações planejadas, são apresentados os instrumentos de avaliação e
monitoramento do Plano Municipal de Saneamento Básico, através da definição de
indicadores e da concepção de um sistema municipal de informações do saneamento
básico.
Ressalta-se que a Lei nº 11.445/2007, em seu Capítulo IV, que trata do
Planejamento, no Artigo 19, inciso V, parágrafo 4º, reforça a necessidade de revisão
periódica do PMSB, com um prazo máximo de 10 anos entre cada revisão. Dessa forma,
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
455
pretende-se garantir que o planejamento do saneamento básico se mantenha atualizado
e alinhado com as necessidades da população e as mudanças do setor, assegurando a
continuidade e a qualidade dos serviços.
7.1 AVALIAÇÃO SISTEMÁTICA DOS OBJETIVOS E METAS PÓS REVISÃO
Para o monitoramento efetivo do PMSB, é necessário estabelecer alguns
mecanismos para acompanhar os resultados das ações implementadas pelos
prestadores de serviço do município.
A avaliação dos objetivos e metas é de suma importância nesse processo,
considerando que ambos estão diretamente ligados com a eficiência das ações
propostas para a melhoria dos serviços de saneamento básico no município. Os
benefícios deste acompanhamento estão apresentados na Figura 94.
Figura 94 - Benefícios da análise dos objetivos e metas.
Fonte: Autoria Própria (2024).
Neste processo avaliativo, a preparação para a coleta dos dados é uma etapa
crucial, na qual devem ser considerados os meios utilizados para as atualizações
cadastrais, manutenções no banco de dados, cronograma de atualização e coleta etc.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
456
Além disso, os relatórios periódicos devem ser elaborados de forma que as análises
realizadas e os resultados dos indicadores sejam atualizados.
Para manuseio e arquivamento dos dados, podem ser empregados softwares de
planilha, como o próprio Microsoft Excel, bem como sistemas de informações
geográficas que permitem a elaboração de um banco de dados geográficos, como os
softwares QGIS ou ArcGIS.
Outro mecanismo viável neste processo é a execução de pesquisas de avaliação,
com a formulação de perguntas sobre a implantação, execução e os impactos dos
programas no município para a comunidade. Essa ferramenta permite coletar
informações sobre o funcionamento e os efeitos dos programas.
Por fim, é essencial a verificação do cumprimento das metas traçadas. Esta
verificação pode ocorrer por meio de planilhas ou formulários, que podem ser
preenchidos anualmente com a devida identificação quanto ao cumprimento da meta.
Nos quadros a seguir são apresentados exemplos de planilhas para o monitoramento
das metas do PMSB de Armação dos Búzios.
Quadro 156 - Cumprimento de metas no Sistema de Abastecimento de Água.
Período Metas A meta foi alcançada?
Sim Não
2024
Atingir o índice de 97,6% de atendimento
Atingir o índice de 21,95% de perdas
Atingir o índice de 99,4% de hidrometração
2029 em diante
Atingir o índice de 100% de atendimento
Atingir o índice de 21,95% de perdas
Atingir o índice de 100% de hidrometração
Fonte: Autoria Própria (2024).
Quadro 157 - Cumprimento de metas no Sistema de Esgotamento Sanitário.
Período Metas A meta foi alcançada?
Sim Não
2025 Atingir o índice de 90% de atendimento
Atingir 100% de esgoto coletado e tratado
2029 em diante Atingir o índice de 90% de atendimento
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
457
Período Metas A meta foi alcançada?
Sim Não
Atingir 100% de esgoto coletado e tratado
Fonte: Autoria Própria (2024).
Quadro 158 - Cumprimento de metas para a Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos.
Período Metas A meta foi alcançada?
Sim Não
2024
Atingir 99,8% da população atendida com coleta
de RSU
Atingir 1,7% de massa de resíduos secos
recuperados
Atingir 1,7% de massa de resíduos orgânicos
recuperados
Atingir 3,4% de massa de resíduos recicláveis
recuperados
Atingir 5% de redução da emissão de GEE
Atingir 0% de cobertura dos serviços de gestão
de resíduos
Atingir 0% ampliação da área atendida com
serviços de poda, capina, roçagem e limpeza de
bocas de lobo
2029
Atingir 100% da população atendida com coleta
de RSU
Atingir 8,1% de massa de resíduos secos
recuperados
Atingir 6,1% de massa de resíduos orgânicos
recuperados
Atingir 14,2% de massa de resíduos recicláveis
recuperados
Atingir 5% de redução da emissão de GEE
Atingir 100% de cobertura dos serviços de
gestão de resíduos
Atingir 100% ampliação da área atendida com
serviços de poda, capina, roçagem e limpeza de
bocas de lobo
2038
Atingir 100% da população atendida com coleta
de RSU
Atingir 22,6% de massa de resíduos secos
recuperados
Atingir 15,9% de massa de resíduos orgânicos
recuperados
Atingir 38,5% de massa de resíduos recicláveis
recuperados
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
458
Período Metas A meta foi alcançada?
Sim Não
Atingir 5% de redução da emissão de GEE
Atingir 100% de cobertura dos serviços de
gestão de resíduos
Atingir 100% ampliação da área atendida com
serviços de poda, capina, roçagem e limpeza de
bocas de lobo
2044
Atingir 100% da população atendida com coleta
de RSU
Atingir 25,8% de massa de resíduos secos
recuperados
Atingir 18,1% de massa de resíduos orgânicos
recuperados
Atingir 43,9% de massa de resíduos recicláveis
recuperados
Atingir 5% de redução da emissão de GEE
Atingir 100% de cobertura dos serviços de
gestão de resíduos
Atingir 100% ampliação da área atendida com
serviços de poda, capina, roçagem e limpeza de
bocas de lobo
Fonte: Autoria Própria (2024).
Quadro 159 - Cumprimento de metas para a Drenagem e Manejo de Águas Pluviais Urbanas.
Período Metas A meta foi alcançada?
Sim Não
2024
Atingir 95% de domicílios não sujeitos ao risco de
inundações na área urbana
Atingir 0% das redes de drenagem inspecionadas
Atingir 0% das bocas-de-lobo inspecionadas
Atingir 0% dos poços de visita inspecionados
Atingir 0% dos cursos hídricos urbanos
inspecionados
Atingir 0% da rede de drenagem cadastrada.
2033
Atingir 97,3% de domicílios não sujeitos ao risco
de inundações na área urbana
Atingir 100% das redes de drenagem
inspecionadas
Atingir100% das bocas-de-lobo inspecionadas
Atingir 100% dos poços de visita inspecionados
Atingir 100% dos cursos hídricos urbanos
inspecionados
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
459
Período Metas A meta foi alcançada?
Sim Não
Atingir 100% da rede de drenagem cadastrada.
2040 em
diante
Atingir 100% de domicílios não sujeitos ao risco
de inundações na área urbana
Atingir 100% das redes de drenagem
inspecionadas
Atingir100% das bocas-de-lobo inspecionadas
Atingir 100% dos poços de visita inspecionados
Atingir 100% dos cursos hídricos urbanos
inspecionados
Atingir 100% da rede de drenagem cadastrada.
Fonte: Autoria Própria (2024).
7.2 INDICADORES DE DESEMPENHO
Lemos (2009) afirma haver um consenso de que todo monitoramento e avaliação
baseiam-se em indicadores que auxiliam nas tomadas de decisão, permitindo um melhor
desempenho, a formulação de um orçamento mais racional e uma prestação de contas
mais clara e objetiva.
Costa e Castanhar (2003, p. 987) indicam que:
“O grande desafio para a disseminação da prática da avaliação de projetos no
setor público é, sem dúvida, encontrar formas práticas de mensurar o
desempenho e fornecer ao responsável pela gestão dos programas sociais, bem
como para os demais atores envolvidos, informações úteis para a avaliação
sobre os efeitos de tais programas, necessidade de correções, ou mesmo da
inviabilidade do programa.”
O termo “Indicador” vem da palavra latina “indicare” que significa anunciar, apontar
ou indicar (VON SCHIRNDING, 1998 apud ARIS, 2015). Dentre os usos dos indicadores,
pode-se destacar:
• Assinalar problemáticas;
• Identificar tendências;
• Priorizar;
• Formular e implantar políticas;
• Avaliar avanços.
Dessa forma, para garantir o atendimento dos padrões de qualidade exigidos na
prestação dos serviços, relacionados à implantação, ampliação, operação e manutenção
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
460
dos sistemas, bem como determinados pela legislação vigente, foram estabelecidos
indicadores de desempenho associados à disponibilidade, qualidade e sustentabilidade
dos serviços prestados, sendo estes indicadores associados a um sistema de
mensuração de desempenho.
A utilização de indicadores de desempenho é imprescindível para que se avalie a
qualidade dos serviços de saneamento, uma vez que assim se exige constante
monitoramento, permitindo o aprimoramento e o acompanhamento da execução de
metas definidas em contratos de concessão, identificação e disseminação das melhores
práticas. O uso de indicadores é relevante ainda como mecanismo de incentivo ao
aperfeiçoamento e a racionalização das atividades de fiscalização, facilitando a geração
de diagnósticos anuais que fiquem à disposição do poder concedente e de instituições
fiscalizadoras, podendo servir, inclusive, como base para a formulação de políticas
públicas do setor.
O resultado do desempenho está diretamente relacionado com a remuneração dos
serviços, havendo no contrato dispositivos para resguardar a obrigação da prestadora
de serviço quanto ao cumprimento das metas esperadas. Assim, os indicadores de
desempenho funcionam como um incentivo para que a prestadora de serviço seja
eficiente, uma vez que melhores indicadores implicam em uma melhor remuneração
pela operação quando vinculados aos mecanismos de reajustes e revisões tarifárias,
conforme previsto no contrato. Por fim, a mensuração de indicadores permite avaliar a
evolução no tempo de cada aspecto, bem como possibilita a comparação do
desempenho da prestadora de serviço com outras organizações do setor.
Ressalta-se que os indicadores que serão propostos foram selecionados a partir
de pesquisas de mercado em que foi possível verificar aqueles que vêm sendo adotados
em projetos de saneamento no país, baseando-se, sobretudo, em editais de licitações
do setor e indicadores que constam no Sistema Nacional de Informações sobre
Saneamento (SNIS).
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
461
Os indicadores de saneamento básico se constituem em importante referência das
condições ambientais e da qualidade de vida da população. Para o presente Plano
Municipal de Saneamento Básico (PMSB), definiram-se alguns indicadores de evolução.
Estes indicadores têm como finalidade medir a eficiência, a eficácia e a efetividade,
ao longo do tempo, das ações e medidas propostas neste PMSB. Serão abordados os
indicadores para:
• Indicadores de Desempenho Operacional (água, esgoto, resíduos e
drenagem); e
• Indicadores de Qualidade no Atendimento ao Usuário.
Os próximos itens dedicam-se a abordar esses temas de maneira mais detalhada.
7.2.1 Fonte para Coleta de Dados
Os dados para cálculo dos indicadores podem ser obtidos de maneira interna ou
externa. Os dados são ditos internos quando gerados e controlados diretamente pela
Concessionária, como o número de amostras em conformidade com os padrões
vigentes, por exemplo. Já os externos são aqueles que devem ser obtidos junto a
terceiros, como no caso do número de economias totais na localidade da Concessão
que é levantado pela Prefeitura.
Para a obtenção dos dados internos recorre-se a:
• Verificações via inspeção em campo;
• Registros da prestadora do serviço;
• Cadastro comercial da prestadora de serviço;
• Relatórios Operacionais;
• Análises físico-químicas, bacteriológica, microbiológica em laboratório e em
campo;
• Registro das auditorias ambientais realizadas; e
• Registro das reclamações pelo Sistema de Call Center.
Já os dados externos serão obtidos a partir de consulta a fontes externas, como:
• Agência Nacional de Águas (ANA);
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
462
• Agências Estaduais de Meio Ambiente;
• Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – Censo demográfico
ou Pesquisa Nacional de Domicílios (PNAD);
• Prefeitura Municipal;
• Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS).
7.2.2 Meta dos Indicadores de Desempenho
O resultado de um indicador por si só não tem qualquer significado, devendo
sempre ser comparado com algum valor de referência ou meta. A definição de metas
deve estar atrelada tanto às boas práticas observadas no mercado de saneamento como
também devem estar em conformidade com os valores considerados como alcançáveis
pelo Órgão Regulador, além de estarem alinhadas às condições contratuais
consideradas no projeto.
As fontes consultadas para a definição dos valores de referência e metas foram:
• Legislação em vigor;
• Histórico dos Indicadores do Sistema Nacional de Informações (SNIS);
• Boas práticas nacionais e internacionais ajustadas à realidade das
condições operacionais local e da prestadora de serviço;
• Normas técnicas relacionadas aos indicadores apresentados nesse
relatório;
• Associação Internacional da Água (IWA), atendendo à realidade da
Prestadora;
Os critérios adotados para o estabelecimento das metas aqui contempladas,
foram:
• Ajustadas à realidade: Deve ser levado em consideração que as metas
definidas têm de ser estipuladas de modo a se tornarem alcançáveis pela
Concessionária. Para isso, é necessário o conhecimento da legislação em
vigor e das práticas verificadas no mercado.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
463
• Otimistas, porém, realistas: As metas devem ser otimistas e desafiadoras,
porém devem também evitar uma eventual perda de motivação por parte
da Concessionária. Portanto, não se devem adotar metas
consideravelmente ambiciosas ou até inalcançáveis, mas sim buscar-se
atender às condicionantes que caracterizam o serviço prestado.
• Graduais: É razoável que se defina um período de amadurecimento dos
sistemas em questão. Desse modo, procura-se estabelecer metas graduais
para os anos iniciais da concessão até que se alcance a maturidade do
sistema, ponto a partir do qual as metas passam a ser constantes.
• Informação confiável e disponível: É indispensável que haja confiabilidade
e disponibilidade da informação que servirá como base para a definição das
metas dos indicadores de desempenho. O Sistema Nacional de Informações
sobre Saneamento (SNIS) apresenta-se como uma ferramenta relevante
para avaliar a realidade de prestadores de serviços de saneamento dos
diferentes estados e/ou municípios brasileiros e, portanto, traduz-se como
uma fonte confiável e disponível de informações a serem consideradas para
a definição de metas.
• Benchmarking: As metas/valores de referência definidos a partir de
comparação com outras realidades têm como vantagem a robustez dos
resultados e eventual correção e adaptação daqueles ao ambiente
operacional da Concessão.
• Experiência: Abordagem alternativa na ausência de informação confiável
que possa servir de base ao estabelecimento das metas. Trata-se de um
método qualitativo que se baseia na experiência e conhecimento de um
especialista no assunto. Vale ressaltar que o caráter subjetivo e enviesado
de uma opinião, pode resultar num distanciamento da realidade.
É importante ressaltar que a Concessionária deve emitir relatórios a partir do início
da sua atuação, realizando a mensuração dos indicadores aqui apresentados de forma a
compreender a universalização dos serviços de saneamento.
No que se refere ao esgoto, principalmente, o projeto inicia-se com níveis mais
baixos de atendimento até que se atinja a maturidade operacional e se tenha um nível
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
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464
de atendimento constante até o final da vigência do contrato. Isso se reflete diretamente
nas metas estabelecidas para os indicadores de universalização de água e esgoto e,
indiretamente, em todos aqueles que tendem a apresentar progresso conforme
investimentos são realizados e a operação é ampliada.
Há ainda indicadores que terão valores de referência fixos, os quais independem
do tempo de operação. Esse é o caso dos indicadores de qualidade, cujas metas serão
iguais ao longo da vigência do contrato.
Ressalta-se ainda que as metas a seguir apresentadas serão aferidas para a
operação do município como um todo. A Concessionária deverá manter controle
permanente dos indicadores, ainda que a emissão do relatório de controle venha a ser
anual.
7.2.3 Atribuição de Responsabilidades
O processo de avaliação é composto por 3 (três) entidades e abrange a medição,
o acompanhamento e a aferição dos indicadores, conforme listado a seguir:
i. Prestador do Serviço: Responsável por realizar as medições dos
indicadores, elaborar os relatórios de indicadores e fornecer as informações
necessárias à entidade reguladora e fiscalizadora e, eventualmente, ao
verificador independente que for contratado por esta.
ii. Entidade Reguladora e Fiscalizadora: Responsável pelo acompanhamento
do desempenho do prestador de serviço, devendo requerer e receber
informações adicionais do prestador de serviço sempre que verificada a sua
necessidade.
iii. Verificador Independente: Entidade independente e com profissionais
especializados responsáveis pela verificação do relatório de indicadores e
pelas averiguações em campo necessárias para aferição dos resultados
medidos. Trata-se de uma entidade não vinculada ao prestador de serviço
e nem ao poder concedente que deverá realizar a verificação do processo
e da acuidade do levantamento dos dados a serem fornecidos pelo
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465
prestador de serviço, validando o desempenho alcançado em determinado
período de maneira independente.
7.2.4 Indicadores selecionados
As variáveis que compõem os indicadores definidos para o Sistema de
Abastecimento de Água, Sistema de Esgotamento Sanitário, Limpeza Urbana e Manejo
de Resíduos Sólidos e Drenagem Urbana e Manejo de Águas Pluviais, estão
apresentadas no Quadro 160 a seguir.
Quadro 160 - Variáveis para compor os indicadores de desempenho.
Variáveis Descrição Unidade de medida Fonte
AB
Reclamações sobre os
serviços atendidas em
até 48 horas
N° de reclamações
Gestor Municipal;
Concessionária;
Servidores
terceirizados
AE
Reclamações sobre os
serviços atendidas em
até 24 horas
N° de reclamações
Gestor Municipal;
Concessionária
Servidores
terceirizados
AI Ações implementadas N° de ações
implementadas Gestor Municipal
AP Ações previstas N° de ações previstas PMSB
AR Reclamações sobre os
serviços não atendidas N° de reclamações
Gestor Municipal;
Concessionária;
Servidores
terceirizados
ARE
Reclamações sobre os
serviços atendidas
após 48 horas
N° de reclamações
Gestor Municipal;
Concessionária;
Servidores
terceirizados
AT Área total do município km² IBGE
AVMM Áreas vulneráveis aos
movimentos de massa km² CPRM; Gestor
Municipal
AVE Áreas vulneráveis às
enxurradas km² CPRM; Gestor
Municipal
AVI Áreas vulneráveis às
inundações km² CPRM; Gestor
Municipal
ERD Extensão da rede de
drenagem urbana km Gestor Municipal
ERE Extensão da rede de
esgoto
km Gestor Municipal
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466
Variáveis Descrição Unidade de medida Fonte
EVP
Extensão viária
pavimentada com rede
de drenagem
km Gestor Municipal
EVT Extensão viária total km Gestor Municipal
LAM Ligações de água
micromedidas
N° de ligações
micromedidas Concessionária
LTA Ligações totais de água N° de ligações Concessionária
PEA
Total de programas e
projetos executados no
SAA
N° de programas Gestor Municipal
PED
Total de programas e
projetos executados na
DU
N° de programas Gestor Municipal
PEE
Total de programas e
projetos executados no
SES
N° de programas Gestor Municipal
PER
Total de programas e
projetos executados
nos RSU
N° de programas Gestor Municipal
PPA
Total de programas e
projetos estabelecidos
para o SAA
N° de programas PMSB
PPD
Total de programas e
projetos estabelecidos
para a DU
N° de programas PMSB
PPE
Total de programas e
projetos estabelecidos
para o SES
N° de programas PMSB
PPR
Total de programas e
projetos estabelecidos
para os RSU
N° de programas PMSB
PRAA
População rural
atendida com os
serviços do SAA
hab Gestor Municipal
PRAE
População rural
atendida com os
serviços do SES
hab Gestor Municipal
PUAA
População urbana
atendida com os
serviços do SAA
hab Gestor Municipal
PUAE
População urbana
atendida com os
serviços do SES
hab Concessionária
PT População total no
município hab IBGE
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
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467
Variáveis Descrição Unidade de medida Fonte
PTA
População total
atendida com os
serviços do SAA
hab Concessionária
PTE
População total
atendida com os
serviços do SES
hab Concessionária
PTR
População total
atendida com coleta de
RSU
hab Serviço de Coleta de
RSU
ROCR
Resíduos orgânicos
coletados e
recuperados
ton Gestor Municipal
RSCR
Resíduos secos
coletados e
recuperados
ton Serviço de Coleta de
Resíduos
RT
Total de reclamações
nos serviços de
saneamento
N° de reclamações
Gestor Público;
Concessionária
Servidores
terceirizados
RTC Resíduos totais
coletados ton Serviço de Coleta de
Resíduos
VAC Volume total de água
consumido m³ Concessionária
VAP Volume total de água
produzido m³ Concessionária
VAT Volume total de água
tratada m³ Concessionária
VEC Volume total de esgoto
coletado m³ Concessionária
VET Volume total de esgoto
tratado m³ Concessionária
Fonte: Autoria Própria (2024).
Considerando as variáveis apresentadas no quadro acima, os indicadores para as
4 vertentes do saneamento básico do município de Armação dos Búzios podem ser
calculados. Destarte, os indicadores para o Sistema de Abastecimento de Água, Sistema
de Esgotamento Sanitário, Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos e Drenagem
Urbana e Manejo e Águas Pluviais estão representados nos quadros a seguir, assim
como a consolidação das metas.
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468
Quadro 161 - Indicadores dos serviços de abastecimento de água.
Indicador Descrição Unidade Fórmula e
variáveis Fonte Meta
Consolidada
IA01
Índice de atendimento
com abastecimento de
água
%
𝑃𝑃 𝑃𝑃
𝑃𝑃 . 100 Concessionária;
SNIS 99%
IA02
Índice de atendimento
urbano com
abastecimento de água
%
𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃
𝑃𝑃 . 100 Concessionária;
Gestor público 95%
IA03
Índice de atendimento
rural com
abastecimento de água
%
𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃
𝑃𝑃 . 100 Concessionária;
Gestor público 4%
IA04 Índice de
hidrometração %
𝐿𝐿 𝐿𝐿
𝐿𝐿 . 100 Concessionária;
SNIS 100%
IA05 Índice de perdas %
𝑉𝑉 − 𝑉𝑉
𝑉𝑉 . 100 Concessionária;
SNIS 25%
IA06 Índice de execução do
PMSB no SAA %
𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃
𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃 . 100 Gestor público 100%
Fonte: Autoria Própria (2024).
Quadro 162 - Indicadores dos serviços de esgotamento sanitário.
Indicador Descrição Unidade Fórmula e
variáveis Fonte Meta
Consolidada
IE01
Índice de atendimento
com esgotamento
sanitário
%
𝑃𝑃 𝑃𝑃
𝑃𝑃 . 100 Concessionária;
SNIS 100%
IE02
Índice de atendimento
urbano com
esgotamento sanitário
%
𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃
𝑃𝑃 . 100 Concessionária;
Gestor público 90%
IE03
Índice de atendimento
rural com esgotamento
sanitário
%
𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃
𝑃𝑃 . 100 Concessionária;
Gestor público 10%
IE04 Índice de tratamento
de esgoto %
𝑉𝑉
𝑉𝑉 . 100 Concessionária 100%
IE05 Índice de esgoto
coletado %
𝑉𝑉
𝑉𝑉 . 100 Concessionária 100%
IE06 Índice de execução do
PMSB no SES %
𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃
𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃 . 100 Gestor público 100%
Fonte: Autoria Própria (2024).
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469
Quadro 163 - Indicadores dos serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos.
Indicador Descrição Unidade Fórmula e
variáveis Fonte Meta
Consolidada
IR01 Índice de atendimento
de coleta %
𝑃𝑃 𝑃𝑃
𝑃𝑃 . 100
Pérola
Transportes;
Gestor Público
100%
IR02
Índice de
aproveitamento de
resíduos orgânicos
%
𝑅𝑅 . 100 Gestor público 14%
IR03 Índice de resíduos secos
recuperados %
𝑅𝑅 . 100
Pérola
Transportes;
COOPERJAPERI
20%
IR04 Índice de execução do
PMSB nos RSU %
𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃
𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃 . 100 Gestor público 100%
Fonte: Autoria Própria (2024).
Quadro 164 - Indicadores dos serviços de drenagem urbana e manejo de águas pluviais.
Indicador Descrição Unidade Fórmula e
variáveis Fonte Meta
Consolidada
ID01 Índice de pavimentação % . 100
Gestor
Público; SNIS 80%
ID02
Índice de vulnerabilidade
aos movimentos de
massa
% . 100 CPRM; Gestor
Público 65%
ID03 Índice de vulnerabilidade
às inundações %
𝐴𝐴
. 100 CPRM; Gestor
Público 3,1%
ID04 Índice de vulnerabilidade
às enxurradas % . 100 CPRM; Gestor
Público 10%
ID05 Índice de execução do
PMSB na DU %
𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃
𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃 . 100 Gestor público 100%
Fonte: Autoria Própria (2024).
A fim de fazer uma análise geral, olhando para os 4 componentes do saneamento
básico, foram considerados os indicadores apresentados no Quadro 165, que buscam
monitorar a evolução do PMSB e a qualidade dos serviços.
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Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
470
Quadro 165 - Indicadores da qualidade dos serviços e evolução do PMSB.
Indicador Descrição Unidade Fórmula e
variáveis Fonte Meta
Consolidada
I01 Índice de progresso
das ações %
𝐴𝐴
. 100 Gestor Público 100%
I02 Índice de qualidade
ruim % . 100
Gestor Público;
Concessionária;
Pérola Transportes
5%
I03 Índice de qualidade
regular % . 100
Gestor Público;
Concessionária;
Pérola Transportes
15%
I04 Índice de qualidade
bom %
𝐴𝐴
. 100
Gestor Público;
Concessionária;
Pérola Transportes
50%
I05 Índice de qualidade
excelente % . 100
Gestor Público;
Concessionária;
Pérola Transportes
30%
Fonte: Autoria Própria (2024).
7.3 MECANISMOS PARA DIVULGAÇÃO DO PLANO
Neste capítulo serão descritas as estratégias e ações destinadas a disseminar as
principais informações sobre o Plano Municipal de Saneamento Básico para a
população, autoridades locais, prestadores de serviços e demais partes interessadas. A
divulgação é uma ferramenta fundamental que assegura o engajamento da população e
o apoio necessário para que a implementação do plano seja bem-sucedida.
Vale ressaltar que é fundamental que todos os agentes envolvidos neste processo
entendam a evolução dos serviços de saneamento no município e o planejamento para
as ações futuras que vão melhorar a qualidade dos serviços.
Dentre os diferentes canais que podem ser utilizados neste processo, destacamse a mídia digital, social, eletrônica e impressa, conforme apresentado na Figura 95. Essa
variedade deve ser levada em consideração, tendo em vista os diferentes hábitos e
preferências dos grupos da sociedade, garantindo um alcance eficiente e democrático.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
471
Figura 95 - Mídias de divulgação.
Fonte: Autoria Própria (2024).
Considerando os meios de divulgação apresentados, é de suma importância o
desenvolvimento de materiais informativos como folhetos, cartilhas e publicações nas
mídias por exemplo, a fim de aumentar o conhecimento sobre o plano que está em
desenvolvimento.
Além disso, a realização de eventos temáticos e campanhas de sensibilização são
fundamentais para destacar a importância do saneamento básico para a saúde pública,
o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável. Parcerias com escolas, organizações
da sociedade civil e empresas locais são cruciais para a promoção das atividades
educativas e de conscientização.
Por fim, é necessário que este processo seja realizado de forma que as informações
sejam disponibilizadas com transparência e de maneira acessível, permitindo também
que os cidadãos possam fazer perguntas, dar sugestões e reportar problemas
relacionados ao saneamento básico.
7.4 MECANISMOS DE REPRESENTATIVIDADE DA SOCIEDADE
O controle social, conforme estabelecido na Lei 11.445/2007, é um conjunto de
mecanismos e procedimentos que garantem à sociedade informações, representações
técnicas e participação nos processos de formulação de políticas, de planejamento e de
avaliação relacionados com os serviços públicos de saneamento básico.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
472
Dentre os procedimentos que garantem à sociedade o acesso às informações, é
necessária a divulgação e publicação dos planos no site oficial da prefeitura, além de ter
disponível uma versão impressa e em uma em CD para quem quiser acessá-lo.
A representatividade da sociedade pode ser garantida por diferentes mecanismos
que possuem um objetivo em comum: promover uma abordagem participativa e
inclusiva. Esses mecanismos estão esquematizados na Figura 96.
Figura 96 - Mecanismos de representatividade da sociedade.
Fonte: Autoria Própria (2024).
As consultas públicas, que podem ocorrer por meio de eventos, reuniões, e
consultas às informações, garantem que a população consiga expressar suas opiniões,
preocupações e vivências de forma objetiva e democrática. Nesse mesmo contexto, os
fóruns de discussão podem envolver diferentes representantes da sociedade,
oferecendo um espaço para o diálogo inclusivo e a troca de informações.
Os grupos de trabalho temáticos podem ser formados por diferentes
representantes, como especialistas técnicos, membros da comunidade e gestores
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
473
públicos que venham a colaborar na elaboração de propostas e soluções para as 4 áreas
do saneamento básico.
O mecanismo de divulgação e acesso às informações garante que todos os
documentos, apresentações e demais materiais estejam disponíveis e acessíveis à
comunidade, através de meios de comunicação acessíveis, como sites municipais, mídias
sociais, jornais locais, entre outros.
Por fim, as ações de mobilização podem envolver atividades de conscientização,
eventos educativos e palestras que venham a engajar e envolver a população nos
assuntos relacionados ao saneamento básico. Isso permite que a comunidade tenha
boas práticas, melhorando a qualidade de vida no município.
7.4.1 Participação Social
A participação social neste processo tem grande relevância, sendo fundamental
que a população tenha pleno conhecimento sobre as diretrizes e metas estabelecidas
na elaboração desta revisão. Para isto, é de suma importância que sejam consideradas
as diversidades existentes no município, de cunho social, territorial e cultural.
Conforme apresentado no Produto 3, foi elaborado um Programa de Educação
Ambiental para o município, que conta com a participação das secretarias municipais, a
fim de conscientizar e trazer para a população algumas ações norteadoras de boas
práticas para uma boa qualidade de vida, contemplando as 4 vertentes do saneamento
básico.
7.4.2 Educação Ambiental
A integração da educação ambiental nos programas de saneamento básico
apresenta uma abordagem que reconhece a importância da interação dinâmica entre
conhecimentos técnicos, científicos e os saberes locais. Dessa forma, o programa de
educação ambiental para o saneamento, além de ser transversal, deve considerar
conceitos prévios que permitam um diálogo de saberes entre gestores e a comunidade.
O compromisso com uma agenda educacional que envolva tanto a educação
formal quanto a informal, contemplando as dimensões ambiental, econômica, social e
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
474
educativa, é fundamental para atender de maneira integral às demandas dos 4
componentes do saneamento básico.
Este esforço coletivo não só capacita as comunidades para participarem
ativamente da gestão do saneamento em seus territórios, mas também garante que as
intervenções sejam realizadas de maneira responsável e sustentável, levando em
consideração as necessidades e as particularidades de cada comunidade.
7.5 DIRETRIZES PARA O PROCESSO DE AVALIAÇÃO ANUAL E DE REVISÃO DO
PLANO
Segundo a Fundação para o Prêmio Nacional da Qualidade (1995), um indicador
se trata de uma relação matemática que é capaz de medir, de forma numérica, atributos
de um determinado processo ou, ainda, seus resultados. A principal finalidade de um
indicador é comparar a medida obtida com as metas numéricas pré-estabelecidas.
Desta forma, é imprescindível definir quais os mecanismos e procedimentos
permitirão compreender as futuras ações a serem tomadas pelo prestador de serviço no
que concerne o saneamento básico. Em referência à legislação ambiental brasileira, o
termo “indicador” está atrelado à uma implementação, planejamento e avaliação de
ações que culminem em uma melhoria da qualidade de vida, bem-estar social, saúde
pública e condições ambientais. Ou seja, serve como uma avaliação de desempenho em
um determinado setor, levando em consideração os seus processos.
Os mecanismos e procedimentos para Avaliação Sistemática da Efetividade das
Ações Programadas englobam diversas atividades, das quais pode-se elencar um
conjunto de técnicas que visem acompanhar e aferir os objetivos e metas préestabelecidas, os indicadores, os recursos humanos, os materiais tecnológicos e
administrativos necessários para a plena execução, a avaliação, fiscalização e
monitoramento, os recursos para a divulgação e acesso à informação e a adoção de
diretrizes para o processo de refinamento.
O prestador de serviço deve-se responsabilizar pela prestação, de forma adequada
e contínua, dos serviços de saneamento básico. Outrossim, também é incumbido da
fiscalização e acompanhamento das manutenções efetuadas em componentes dos
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
475
sistemas, a fim de evitar a descontinuidade da operação. Além disso, deve viabilizar o
empreendimento em relação aos serviços prestados, ou seja, buscar tarifas médias
adequadas e despesas de operação compatíveis com a sustentabilidade dos sistemas.
Desta forma, de maneira a garantir e efetividade da prestação dos serviços, a
Concessionária deve verificar e acompanhar os avanços na eficiência dos sistemas de
água, esgoto, resíduos sólidos e drenagem, a partir da análise criteriosa dos indicadores
supracitados.
A periodicidade para avaliação do desempenho deve ser, no máximo, anual. A
Concessionária deverá elaborar um relatório técnico e conclusivo, apresentando os
valores obtidos em seus indicadores e o atendimento ou não das metas estipuladas.
Figura 97 - Diretrizes para avaliação e revisão do plano.
Fonte: Autoria Própria (2024).
Conforme apresentado na Figura 97, as diretrizes que vão nortear as ações
prioritárias neste processo de avaliação e revisão se dividem em:
• Monitoramento contínuo: Estabelece que a avaliação do plano deve ser
contínua, identificando as possíveis mudanças no cenário do município;
• Participação comunitária: Inclui a população como parte determinante no
processo de revisão, trazendo um feedback de todas as partes interessadas;
• Coleta e análise de dados: Inclui a coleta e recebimento de dados, controle
do cronograma, prestação de esclarecimento e o controle e busca da
qualidade das informações;
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
476
• Comitê de revisão: Considera a criação de um comitê multidisciplinar, que
supervisiona os processos de avaliação e revisão do plano;
• Ajustes e melhorias: Considera todos os ajustes estratégicos necessários,
de forma a trazer a melhoria contínua do plano de acordo com o momento
atual do município.
Ressalta-se que as metas não alcançadas devem, no passo do Diagnóstico, ser
objeto de alternativas com indicação do agente responsável pela execução e das
parcerias que precisarão ser mobilizadas, além da identificação dos impactos dessas
“novas” ações para o PMSB, em termos de prazo e de custo.
Desta forma, as ações propostas, corretivas ou não, devem se embasar por:
a. Objetivo: Estabelece a definição plena da motivação, ação a ser tomada e
os resultados esperados;
b. Tipo: A natureza da ação, se é corretiva ou não;
c. Prazo: Período necessário para a sua execução;
d. Agente: Área responsável pela execução da ação;
e. Custos: Estimativa dos custos para a execução da ação.
A efetividade de uma ação refere-se, principalmente, se os objetivos e as metas
foram alcançados no prazo, metodologia e orçamento previsto. Assim sendo, apenas
após o proposto procedimento, desde a escolha dos indicadores, coleta de dados e
mensuração dos resultados torna-se possível mensurar a efetividade.
Evidencia-se, portanto, que a análise temporal do resultado dos indicadores é
primordial no entendimento da efetividade das ações. Isto posto, pode-se concluir que
é esperado que os planos de ações concebidos pelo prestador de serviço, quando
aplicados em sua integridade, apresentarão resultados positivos – sejam no sentido de
correção, mitigação ou manutenção. A longo prazo, torna-se possível definir o quão
efetiva essas ações foram.
Com esse propósito, é essencial a criação de um banco de dados, onde todas as
informações supracitadas estarão dispostas com fácil acesso e entendimento.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
477
Por fim, ressalta-se que as revisões do Plano Municipal de Saneamento Básico
devem ocorrer sob a titularidade e coordenação do Município, conforme disposto na
Lei nº 11.445/2007 e no Marco Legal do Saneamento (Lei nº 14.026/2020), podendo
as empresas concessionárias ou prestadoras do serviço de saneamento básico cooperar
de forma instrutiva com a coleta e fornecimento de dados para a elaboração e redação
de suas revisões.
O Município poderá, por meio de processo licitatório, contratar entidade técnica
ou consultoria especializada para subsidiar o diagnóstico e a atualização do Plano. No
entanto, recomenda-se que a contratação para a execução da revisão seja da
Administração Pública, a fim de garantir a imparcialidade, a transparência, o controle
social e o respeito ao interesse público.
Às concessionárias caberá, obrigatoriamente, fornecer todos os dados, relatórios
e informações técnicas necessárias ao processo de revisão, de forma tempestiva e
completa, sempre que requisitado pelo Município, como suporte técnico.
7.6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Diante dos objetivos e metas traçados no processo de elaboração da revisão do
PMSB, é fundamental que a gestão municipal utilize determinados mecanismos e
procedimentos para garantir a eficiência e a qualidade dos serviços de saneamento
básico no município.
Para isso, foram traçados alguns procedimentos para que o monitoramento seja
realizado com eficiência, como o controle e atualização de dados, a realização de
pesquisas de satisfação com a população, o preenchimento de planilhas avaliativas
quanto o cumprimento das metas e a elaboração de relatórios periódicos.
O cálculo dos indicadores estabelecidos permite avaliar o progresso do Sistema de
Abastecimento de Água, do Sistema de Esgotamento Sanitário, de Limpeza Urbana e
Manejo de Resíduos Sólidos e de Drenagem Urbana e Manejo de Águas Pluviais, além
de mensurar a evolução do PMSB de acordo com as ações e programas estruturados.
Utiliza-se também nesse processo os diversos canais de divulgação, considerando
as mídias impressas, eletrônicas, digitais e sociais. Essa variedade de veículos da
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
478
informação é essencial, pois garante que a disseminação seja democrática e acessível
para os diversos grupos da sociedade.
Portanto, todo esse processo de monitoramento e avaliação do plano se torna a
garantia de que as soluções propostas para Armação dos Búzios serão realizadas. Esse
acompanhamento contínuo dos serviços e das condições do município permitem um
redirecionamento, caso necessário, e o planejamento para que a qualidade e
regularidade dos serviços sejam alcançadas de acordo com as metas traçadas.
Outrossim, a necessidade de ações conjuntas entre a Prefeitura Municipal de
Armação de Búzios e a concessionária responsável pelos serviços de água e esgoto é
fundamental para assegurar a adequada gestão e o atendimento às demandas da
população. A união de esforços é imprescindível para ampliar a eficiência dos sistemas
de abastecimento de água e de esgotamento sanitário, garantindo a universalização dos
serviços, a redução das perdas e a melhoria na qualidade do saneamento básico no
município. A cooperação entre os poderes públicos e a concessionária deve promover
uma gestão integrada, com planejamento estratégico, fiscalização eficiente e ações
coordenadas que atendam às necessidades reais da comunidade de forma sustentável.
Além disso, é premente a necessidade de maiores investimentos técnicos na
próxima revisão do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB). Atualmente,
existem informações conflitantes que podem levar ao subdimensionamento do cenário
de esgotamento sanitário no município. Investimentos adequados e planejados com
base em dados precisos são essenciais para ampliar a capacidade de tratamento, reduzir
riscos ambientais e de saúde pública, além de assegurar o cumprimento das metas legais
e regulatórias. A realização de estudos detalhados e investimentos estratégicos é vital
para atualizar e fortalecer a infraestrutura de saneamento, promovendo melhorias
concretas e duradouras para a população de Búzios. A concessionária Prolagos informou
que em função do crescimento populacional está realizando atualmente um macro
estudo de todo o sistema de esgotamento sanitário do município de Armação dos
Búzios, incluindo modelagem hidráulica com todos os parâmetros de consumo e dados
oficiais do último censo IBGE.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
479
Portanto, reafirma-se a importância de uma atuação conjunta e comprometida
entre o Poder Público e a setor concessionário, com enfoque na transparência, na
responsabilidade técnica e na participação social. Essa colaboração deve estar
respaldada por uma revisão técnica aprofundada, que contemple a realidade atual do
município, para que as ações futuras atendam às expectativas de crescimento
sustentável e qualidade de vida para todos os munícipes.
Plano Municipal de Saneamento Básico de Armação dos Búzios/RJ
Produto 07 - Versão Final do PMSB e do PMGIRS
480
8 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 10.004: Resíduos sólidos:
Classificação. Rio de Janeiro, 2004.
ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 12.809:2013- Resíduos de
serviços de saúde - Gerenciamento de resíduos de serviços de saúde
intraestabelecimento. Estabelece os procedimentos necessários ao gerenciamento
intraestabelecimento de resíduos de serviços de saúde os quais, por seus riscos
biológicos e químicos, exigem formas de manejo específicos, a fim de garantir condições
de higiene, segurança e proteção à saúde e ao meio ambiente. Rio de Janeiro, 2013.
ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 14.652:2019 – Implementos
rodoviários - Coletor transportador de resíduos de serviços de saúde - Requisitos de
construção e inspeção. Estabelece os requisitos mínimos de construção e de inspeção
dos coletores transportadores de resíduos de serviços de saúde. Rio de Janeiro, 2019.
ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR ISO 14001:2015: Sistema de
gestão ambiental — Requisitos com orientações para uso. Rio de Janeiro, 2015.
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Vulnerabilidade a Inundações. 2014.
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