Ofício GAPRE nº 149/2026 Armação dos Búzios, 12 de março de 2026.
Senhor Presidente,
Passo às mãos de Vossa Excelência, para a indispensável apreciação dessa
Egrégia Casa Legislativa, em Regime de Urgência, a Mensagem nº 12/2026 e respectivo
Projeto de Lei anexo, que “Institui o Plano Municipal de Cultura de Armação dos Búzios
para o decênio 2025-2035".
Certo da atenção de V.Exa. e demais Pares, valho-me da oportunidade para
renovar a V. Exa. e seus dignos Pares, minhas demonstrações de apreço e consideração.
Atenciosamente,
ALEXANDRE DE OLIVEIRA MARTINS
Prefeito
À
Sua Excelência o Senhor
Vereador VICTOR DE ALMEIDA DOS SANTOS
Presidente da Câmara Municipal de Armação dos Búzios
ARMAÇÃO DOS BÚZIOS – RJ
\Val
PREFEITURA DA CIDADE DE ARMAÇÃO DOS BÚZIOS
GABINETE DO PREFEITO
ALEXANDRE DE
OLIVEIRA
MARTINS:00359903762
Assinado de forma digital por
ALEXANDRE DE OLIVEIRA
MARTINS:00359903762
Dados: 2026.03.12 16:03:38 -03'00'
1
MENSAGEM Nº 12/2026
Armação dos Búzios, 12 de março de 2026.
EXCELENTÍSSIMO SENHOR PRESIDENTE,
EXCELENTÍSSIMOS SENHORES VEREADORES,
Tenho a honra de submeter à elevada apreciação dessa Egrégia Câmara Municipal o
incluso Projeto de Lei que “Institui o Plano Municipal de Cultura de Armação dos Búzios para
o decênio 2025-2035", conforme consta nos autos do Processo Administrativo nº 14215/2025.
Esta propositura tem por objetivo instituir o Plano Municipal de Cultura (PMC)
como instrumento de planejamento estratégico das políticas culturais do município, integrado ao
Sistema Nacional de Cultura (SNC) e ao Sistema Municipal de Cultura (SMC), visando à
promoção, ao fomento e à democratização do acesso à cultura em Búzios.
O Plano Municipal de Cultura tem como fundamento a Constituição Federal (art.
215 e subsequentes), a Lei Orgânica Municipal, e as diretrizes do Plano Nacional de Cultura,
buscando garantir o direito à cultura como elemento essencial da cidadania, valorizar a
diversidade cultural de Búzios, reconhecendo suas tradições locais, indígenas, afro-brasileiras e
contemporânea, fortalecer a economia criativa, incentivando artistas, produtores e espaços
culturais, promover a gestão democrática, com participação social por meio de conselhos e
conferências.
Em razão da relevância da matéria, encaminho o presente Projeto de Lei a essa Casa
Legislativa, na expectativa de sua aprovação.
Solicito, ainda, que o PROJETO DE LEI seja apreciado em REGIME DE
URGÊNCIA, nos termos do art. 55, da Lei Orgânica Municipal, dada a necessidade de
implementação imediata das políticas culturais no Município.
Atenciosamente,
ALEXANDRE DE OLIVEIRA MARTINS
Prefeito
À
Sua Excelência o Senhor
Vereador VICTOR DE ALMEIDA DOS SANTOS
Presidente da Câmara Municipal de Armação dos Búzios
Armação dos Búzios – RJ
\Val
PREFEITURA DA CIDADE DE ARMAÇÃO DOS BÚZIOS
GABINETE DO PREFEITO
ALEXANDRE DE OLIVEIRA
MARTINS:00359903762
Assinado de forma digital por ALEXANDRE
DE OLIVEIRA MARTINS:00359903762
Dados: 2026.03.12 16:05:11 -03'00'
PREFEITURA DA CIDADE DE ARMAÇÃO DOS BÚZIOS
GABINETE DO PREFEITO
PROJETO DE LEI Nº / 2026
Institui o Plano Municipal de
Cultura de Armação dos Búzios
para o Decênio 2025-2035.
A CÂMARA MUNICIPAL DE ARMAÇÃO DOS BUZIOS, resolve:
Art. 1º Fica instituído o PLANO MUNICIPAL DE CULTURA DE ARMAÇÃO
DOS BÚZIOS - PMC, conforme disposto no Anexo I desta Lei, como instrumento de
planejamento e gestão das políticas culturais do Município até 2035.
Art. 2 O Plano Municipal de Cultura (PMC) é um instrumento de planejamento
estratégico que organiza, regula e norteia a execução da Política Municipal de Cultura na
perspectiva do Sistema Municipal de Cultura – SMC, e deverá ser renovado a cada 10 (dez)
anos.
Art. 3º Os objetivos do Plano Municipal de Cultura (PMC) são:
I - garantir o acesso à cultura, promovendo a democratização dos bens e serviços
culturais;
II - preservar e valorizar o patrimônio cultural material e imaterial de Búzios;
III - fomentar a produção artística local, com apoio a artistas, grupos culturais e
criadores independentes;
IV- integrar cultura e turismo, potencializando a economia criativa;
V - promover a diversidade cultural, com ênfase nas manifestações tradicionais,
indígenas, afro-brasileiras e contemporâneas;
VI - fortalecer o Sistema Municipal de Cultura, em articulação com os sistemas
estadual e nacional;
VII- ampliar os recursos financeiros para a cultura, assegurando dotação
orçamentária adequada;
VIII - estimular a participação social por meio de conselhos, conferências e fóruns de
cultura.
Art. 4º A execução do Plano Municipal de Cultura (PMC) e o cumprimento de suas
metas serão objeto de monitoramento contínuo e avaliações periódicas, no máximo a cada 2
(dois) anos, pelas seguintes instâncias:
I - Conselho Municipal de Política Cultural – CMPC;
II - Conferência Municipal de Cultura.
§ 1º Compete, ainda, às instâncias referidas no caput:
I - divulgar, por meios impressos e/ou eletrônicos, os resultados do monitoramento e
das avaliações;
II - analisar e propor políticas públicas ao Poder Executivo Municipal, para assegurar
a implementação das estratégias e o cumprimento das metas;
ALEXANDRE
DE OLIVEIRA
MARTINS:003
59903762
Assinado de forma digital
por ALEXANDRE DE
OLIVEIRA
MARTINS:00359903762
Dados: 2026.03.12 16:06:19
-03'00'
§ 2º A revisão do Plano Municipal de Cultura (PMC) será realizada a cada 2 (dois)
anos, durante o período de sua vigência, com o objetivo de avaliar o progresso no
cumprimento das estratégias e diretrizes estabelecidas, o que não comprometerá a continuidade
das ações e execuções já em andamento.
Art. 5º A implementação do Plano Municipal de Cultura de Armação dos Búzios
(PMC-BÚZIOS) será coordenada pela Secretaria Municipal de Cultura e Patrimônio Histórico,
órgão gestor do Sistema Municipal de Cultura, em conformidade com as deliberações da
Conferência Municipal de Cultura (CMC) e do Conselho Municipal de Política Cultural
(CMPC), devendo contemplar os seguintes elementos:
I - história local e contexto cultural de Armação dos Búzios;
II - diagnóstico do desenvolvimento cultural;
III - diretrizes e estratégias;
IV - objetivos gerais e específicos;
V - estratégias, metas e ações;
VI - prazos de execução, resultados e impactos esperados;
VII - recursos materiais, humanos e financeiros disponíveis e necessários;
VIII - mecanismos e fontes de financiamento;
IX - indicadores de monitoramento e avaliação.
Art. 6º As Conferências Municipais de Cultura serão o principal instrumento para
avaliação e atualização do Plano Municipal de Cultura (PMC) e serão realizadas a cada 2
(dois) anos com esse fim.
Art. 7º O Município atuará em regime de colaboração com a União e o Estado do Rio
de Janeiro, visando o alcance das metas e a implementação das estratégias e diretrizes do Plano
Municipal de Cultura (PMC).
§ 1º Caberá aos gestores públicos municipais a adoção das medidas governamentais
necessárias ao alcance das diretrizes e estratégias previstas no Plano Municipal de Cultura
(PMC), inclusive a articulação com os demais entes federados, a fim de materializar o regime
de colaboração e promover o desenvolvimento da cultura buziana.
§ 2º O fortalecimento do regime de colaboração entre o Estado e o Município incluirá
a instituição de instâncias permanentes de negociação, cooperação e pactuação.
Art. 8º O Plano Plurianual – PPA, e os orçamentos anuais do Município serão
formulados de maneira a assegurar a consignação de dotações orçamentárias compatíveis para
o cumprimento das diretrizes e estratégias do Plano Municipal de Cultura (PMC), a fim de
viabilizar sua plena execução.
Art. 9º O Poder Executivo encaminhará à Câmara Municipal, até o final do 1º
(primeiro) Trimestre do 9.º (nono) ano de vigência deste Plano, o projeto de lei que instituirá o
novo Plano Municipal de Cultura, com validade para os 10 (dez) anos subsequentes.
Art. 10 Esta Lei entra em vigor na data da sua publicação, revogando-se as
disposições em contrário.
Armação dos Búzios, de de 2026.
ALEXANDRE DE OLIVEIRA MARTINS
Prefeito
* Com Anexo único ALEXANDRE DE OLIVEIRA
MARTINS:00359903762
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ALEXANDRE DE OLIVEIRA
MARTINS:00359903762
Dados: 2026.03.12 16:06:42 -03'00'
ANEXO ÚNICO
da Lei nº 2026
PLANO MUNICIPAL DE CULTURA DE ARMAÇÃO DOS BÚZIOS
HISTÓRIA LOCAL E CONTEXTO CULTURAL DE ARMAÇÃO DOS BÚZIOS
A história local de Armação dos Búzios pode ser compreendida como resultado de um
processo contínuo e entrelaçado de relações sociais marcadas por dinâmicas de poder, vínculos
de pertencimento e disputas simbólicas que se projetam sobre os territórios e que atravessam
distintas temporalidades. Retomando a perspectiva de Norbert Elias segundo a qual a
sociedade se define por processos de interdependência entre indivíduos e grupos, delimitar o
espaço cultural que hoje corresponde ao território administrativo municipal de Armação dos
Búzios, implica reconhecer momentos pelos quais diferentes coletividades, por meio de suas
práticas sociais e representações, organizaram o mundo social e produziram sentidos sobre o
lugar.
Assim, os territórios de Búzios revelam a complexidade resultante de encontros e
vestígios de matrizes diversas — sambaquieiros, indígenas, afrodescendentes, luso-brasileiras
e migrantes de diferentes regiões do Brasil e de diversas nacionalidades – com destaque aos
argentinos –, cujas interações históricas deram origem a um campo sociocultural marcado pela
heterogeneidade de suas expressões. Estas populações conformaram usos do espaço,
transmitiram saberes e elaboraram memórias, compondo um tecido identitário em tensão e que
se mantém em constante reconfiguração. É nesse sentido que podemos observar a identidade
cultural local, não como essencialismos, aquela natureza fixa e uniforme – que muitas vezes se
insiste em afirmar – mas como um processo em permanente construção, enraizado na
experiência, nas práticas sociais cotidianas e nas memórias que orientam os habitantes do
tempo presente à paisagem e ao passado.
Destarte, sob o ponto de vista da narrativa histórica, compreendemos que durante
milênios a península de Búzios foi espaço de estadia e deslocamento de grupos humanos que
mantinham relações simbióticas com o mar, com as restingas e com as formações rochosas;
registros arqueológicos indicam a presença de sambaquieiros há mais de 4.000 anos. Seriam
testemunhos de ocupações humanas que se configura como um dos patrimônios significativos
do município. Segundo o IPHAN, estão presentes especialmente em Geribá e Tucuns,
apontando à presença de pescadores-coletores que transformaram estes ambientes em espaços
de moradia e de ritualizações. São carapaças de moluscos, ossos de pequenos animais,
instrumentos de pedra, adornos corporais e de sepultamentos que indicam práticas de
subsistência, elaboração de crenças e modos de vida relativamente estáveis. Apesar de parte
desses sambaquis ter sido destruída por loteamentos, ainda persistem evidências cujas
potencialidades arqueológicas permanecem inexploradas (Werneck, 2004). A contínua
presença desses marcos na paisagem física e simbólica buziana conecta o presente à
ancestralidade do território, evocando um tempo de longuíssima duração sobre a presença
humana, suas formas de habitação e a adaptação ao ambiente marinho.
Muitos séculos mais tarde, povos do tronco Tupi, em especial os Tupinambá,
presenciariam as margens das lagoas, enseadas e restingas da península, desenvolvendo modos
de vida sustentados pela pesca costeira, coleta de mariscos e por sistemas de organização
social baseados em alianças e rituais. Na Ponta dos Búzios, em particular, práticas de pesca
ALEXANDRE DE
OLIVEIRA
MARTINS:00359903
762
Assinado de forma digital por
ALEXANDRE DE OLIVEIRA
MARTINS:00359903762
Dados: 2026.03.12 16:07:16
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artesanal e manejo dos recursos marinhos eram exercidas, estabelecendo uma tradição
marítima que se projetaria em tempos posteriores. Presume-se, por exemplo, que certas
técnicas, como o uso de redes de cerco em águas rasas e o reconhecimento de pesqueiros a
partir de formações rochosas, guardam semelhança com práticas tradicionais indígenas.
Ademais, a presença indígena permanece visível também na toponímia local — palavras
como Geribá e Tucuns derivam de línguas tupi e registram aspectos da geografia locais, como
“jeribá” (tipo de palmeira), “tucum” (palmeira espinhenta). Esses nomes são marcas da forma
indígena de nomear o mundo que permanece na linguagem cotidiana dos moradores e nos
mapas urbanos atuais. Ainda que hoje não existam grupos indígenas no município, pouco mais
de uma centena de indivíduo se autodeclararam no censo do IBGE de 2022, e sua presença
ressoa nos biotipos, na memória e nos costumes caiçaras. Esta invisibilidade contemporânea,
portanto, deve ser compreendida à luz de um processo histórico de apagamento, assimilação
forçada e pelos deslocamentos. Pesquisas arqueológicas, etno-históricas e linguísticas
possivelmente permitiriam integrá-los de forma mais adequada à história local.
A chegada dos europeus, a partir do século XVI, inscreveu o território em um novo
ciclo de transformações, marcado pelo confronto entre distintas racionalidades de ocupação.
Exploradores franceses, atraídos pela possibilidade de comércio do pau-brasil e pela aliança
com os Tupinambá, estabeleceram feitorias informais na costa regional, o que provocou a
reação da Coroa portuguesa, interessada em consolidar o domínio. Esses embates deram
origem a conflitos armados, expedições militares e estratégias de catequese promovidas por
ordens religiosas como os jesuítas, que atuaram no esforço de conversão e na reorganização
dos grupos indígenas, muitas vezes deslocando-os para aldeamentos forçados ou impondo-lhes
novas formas de trabalho e conduta.
A península buziana, estratégica por sua geografia de enseadas abrigadas, passou a ser
integrada ao circuito colonial do Atlântico Sul, sendo submetida a essa lógica da economia de
extração. O encontro colonial, longe de ser um simples processo de imposição, configurou um
campo de tensão e negociação, onde formas de resistência, adaptação e recriação cultural
moldaram as dinâmicas locais e produziram novos arranjos identitários que, mesmo em
condições adversas, alimentaram continuidades histórica da presença indígena, a inserção de
europeus e afrodescendente escravizados na região.
Foi assim que no transcurso do século XVIII a armação baleeira foi ativada,
representando um marco local fundamental que se inscreveu na toponímia e na memória
histórica do lugar – bem como pelas edificações mais antigas ainda presentes, sobretudo a
Igreja de Sant’Anna. Implantada como parte do sistema colonial português de concessão de
exploração da pesca da baleia, a armação foi operada por contratadores como Brás de Pinha e
João Pereira da Silva, que organizavam a captura, o processamento e a comercialização do
óleo além de outros subprodutos então essenciais para a iluminação e construção.
Instaladas em locais estratégicos, as estruturas da armação envolviam mirantes, locais
de derretimento de gordura, depósitos e acomodações para trabalhadores —indígenas, libertos
e escravizados —, que compunham a base produtiva dessa atividade extrativa. Embora tenha
entrado em declínio com a crise do monopólio e o avanço de outras fontes energéticas, a
armação deixou marcas profundas na paisagem, na organização do espaço e na própria
identidade cultural local, simbolizando o início de uma transição entre o modo de vida mais
sazonal e a formação da vila de pescadores.
Búzios, desse modo, reconfigura-se enquanto modo de existência que compreendemos
hoje como de base caiçara. A vida passa a girar em torno da pesca artesanal, da agricultura de
subsistência e das práticas devocionais, como a Festa de Sant’Ana, em que o sagrado e o
profano comunitário se entrelaçam. O território, então, se organiza segundo uma lógica de
ALEXANDRE
DE OLIVEIRA
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digital por ALEXANDRE
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Dados: 2026.03.12
16:07:44 -03'00'
vizinhança, parentesco e partilha. Os saberes da pesca, da agricultura, da construção de canoas
e do preparo dos alimentos são transmitidos oralmente, reafirmando-se como forma de
transmissão do conhecimento e reprodução da vida.
A população residente habitava majoritariamente casas simples, feitas de pau-a-pique
ou adobe, com cercas de bambu para delimitar quintais onde se cultivavam frutas, hortaliças,
ervas medicinais e trepadeiras como a ervilha e a fava. Os arredores das moradias abrigavam
roças de milho, feijão, guando e banana, enquanto a mandioca se destinava principalmente à
produção de farinha nas chamadas “casas de farinha”, geridas quase sempre de modo
comunitário ou familiar (Werneck, 2004)
Essa vida material coexistia com uma intensa religiosidade popular, centrada na
devoção à padroeira Sant’Anna. Mesmo com a intermitência da presença sacerdotal e o
isolamento físico em relação à sede paroquial de Cabo Frio, mantinham-se práticas a festa de
santos populares, os folguedos de Reis-de-Boi e as promessas pagas à santa por pescadores
salvos de tempestades. Muitos desses eventos mesclavam elementos católicos com tradições
afro-brasileiras e indígenas, reforçando um imaginário simbólico diverso e compartilhado por
camadas da população.
A presença marcante de comunidades afrodescendentes evidencia que a história buziana
também é história da diáspora africana, de resistência e de criação. No século XIX essa
presença foi intensificada uma vez que a costa buziana serviu como ponto de desembarque
clandestino de cativos trazidos da África, muitas vezes burlando a vigilância do sistema
colonial e os tratados internacionais que visavam coibir o tráfico atlântico. A geografia da
península favorecia a prática do tráfico ilegal, especialmente após 1850, ano da promulgação
da lei que proibia a importação de africanos. Contudo, o regime de escravidão persistia e as
fazendas da região eram mantidas à custa do trabalho escravo, marcado por castigos severos e
tentativas constantes de fuga.
Após a abolição, em 1888, famílias negras libertas ou remanescentes de quilombos
reorganizaram suas vidas em áreas como a Rasa e Baía Formosa, onde construíram formas de
sociabilidade marcadas pela solidariedade e pela oralidade. Ao longo do século XX, essas
comunidades enfrentaram uma nova onda de violência: a do apagamento histórico promovido,
sobretudo, pela turistificação, bem como pela reconfiguração fundiária, que deslocou
populações negras para outros espaços. Mesmo diante desse processo, mantiveram-se práticas
culturais resistentes — entre as quais, a construção de instrumentos, cestaria, a culinária, os
saberes da terra e do mar.
A luta afrodescendente em Búzios hoje se expressa em frentes diversas: nos laudos de
reconhecimento quilombola, nas ações por regularização fundiária, nas reivindicações por
memória pública e na presença crescente de sua arte. Em contraste com o discurso turístico
dominante — que consagra figuras estrangeiras como fundadoras da modernidade buziana —,
as comunidades negras locais reivindicam uma narrativa em que sejam reconhecidas como
protagonistas centrais da formação histórica, econômica e simbólica do Município.
As primeiras décadas do século XX, Búzios seguia enquanto comunidade marcada por
práticas tradicionais de subsistência. Nesse novo contexto, destaca-se a chegada do empresário
alemão Eugene Honold que desenvolveu atividades ligadas à agricultura e à instalação de
estruturas produtivas, desempenhando papel central na transformação fundiária e produtiva da
região ao longo das décadas de 1910-30. Adquiriu grandes propriedades no então distrito
cabofriense, como Campos Novos, Rasa, Ferradura e Fazendinha, em que implantou uma
extensa monocultura de banana, estruturada com galpões, silos e cais de pedra para exportação
via cabotagem. Idealizou um modelo agroexportador, construiu uma fábrica de farinha de
banana e mariola, mas não foi adiante, seja por um suposto incêndio que lamberia todo bananal
ALEXANDRE
DE OLIVEIRA
MARTINS:003
59903762
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ALEXANDRE DE OLIVEIRA
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Dados: 2026.03.12 16:08:04
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ou mesmo na mudança já vislumbrada acerca do território. Inegável é que a presença de
Honold representou mais um passo de inserção de Búzios em redes econômicas mais amplas,
reforçando também a figura de um estrangeiro empreendedor como agente de mediações
culturais e transformações no modo de vida local.
Paralelamente a esse movimento, registra-se também que a partir da década de 1920
congregações metodistas oriundas de Cabo Frio e do interior fluminense passaram a realizar
cultos, encontros e visitas missionárias nas casas de moradores buzianos. A pregação
protestante encontrou eco em setores da população que valorizavam a sobriedade, o trabalho
disciplinado e a leitura da Bíblia, dando origem a pequenos núcleos evangélicos que
coexistiram com a tradição católica. Essa presença introduziu outros repertórios morais e
educativos na vida local, contribuindo para diversificar o campo simbólico do território e
abrindo caminho para a formação de comunidades evangélicas que mais tarde
desempenhariam papel relevante em diversos bairros.
A presença dos primeiros veranistas em Armação dos Búzios, ainda nas décadas
anteriores à fama internacional provocada pelas visitas de Brigitte Bardot, já introduzia
transformações perceptíveis no espaço social e na configuração urbana do então 3º distrito. A
partir da década de 1940-50, famílias da burguesia carioca e paulistana começaram a construir
casas de veraneio, sobretudo em Manguinhos e na Armação, atraídas pelo isolamento, pela
paisagem preservada e pelo apelo de uma vida simples à beira-mar. Era a chegada de grandes
empresários e diplomatas, acompanhados por outros estrangeiros e brasileiros de elite
econômica e cultural, inaugurando um estilo de ocupação marcado por vínculos com o lugar,
mas também por um padrão de moradia e lazer distinto da cultura caiçara tradicional. Essas
residências transformavam-se em pontos de encontro e hospitalidade, o que favorecia mais
uma reorganização das relações espaciais, sociais e econômicas do vilarejo.
A fundação da Companhia Industrial Odeon por Dinah e Gina Honold, filhas do
empresário Eugene Honold, instituiria, assim, um novo marco no processo de ocupação
fundiária da ponta dos Búzios. A empresa acumulou vastas glebas, aguardando o momento
oportuno para loteamentos e empreendimentos imobiliários voltados a esse mercado de
segunda residência. Nos anos seguintes, parte dessas terras foi loteada de maneira seletiva,
com a criação de residenciais exclusivos, voltado para jovens operadores do mercado
financeiro e artistas; e outro segmento mais popular (Werneck, 2004) (Werneck, 2004)
A partir da década de 1960, com a amplificação da presença de artistas, intelectuais,
estrangeiros e representantes das classes altas urbanas, o antigo vilarejo pesqueiro passou a ser
reinterpretado como refúgio natural e estético, uma espécie de enclave paradisíaco onde o
“rústico” se tornava objeto de desejo e valorização mercadológica (Xavier, 2006). A visita de
Brigitte Bardot operaria como catalisadora simbólica desse processo: sua imagem internacional
projetou Búzios para além do circuito local e contribuiu para inscrevê-lo no imaginário
turístico global como sinônimo de beleza, simplicidade e sofisticação, ancorado na imposição
paulatina de uma “vocação turística natural” construída discursivamente e materialmente.
A cidade, nesse contexto, passou a ser gerida como uma marca — “Saint-Tropez
brasileira”, “paraíso cosmopolita”, “cidade dos amores” — com imagens cuidadosamente
construídas pela publicidade e internalizadas pela própria população, muitas vezes em
detrimento de suas práticas originárias (Xavier, 2006). A cultura local, evocada seletivamente
como elemento decorativo, passou a ser moldada à expectativa dos visitantes, enquanto a vida
dos moradores históricos foi progressivamente deslocada das cenas centrais para os bastidores,
operando novas formas de tensionamentos. Um bom exemplo dessa transformação é aquilo
que ficou conhecido como “estilo buziano”, uma releitura das antigas casas caiçaras na qual
supostamente se preserva traços de simplicidade, dos telhados baixos, das madeiras aparentes e
das cores mais terrosas, mas comporta uma estrutura que pouco tem a ver com a vida caiçara.
ALEXANDRE DE
OLIVEIRA
MARTINS:003599
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OLIVEIRA
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Dados: 2026.03.12
16:08:22 -03'00'
Esse estilo tornar-se-ia marca identitária da cidade e foi incorporado à legislação urbanística do
município como referência estética obrigatória.
Ao longo desse percurso mais recente, a presença de estrangeiros, em especial
argentinos, tornou-se um outro vetor marcante. A afinidade de muitos visitantes argentinos
com o lugar levou à instalação progressiva de famílias inteiras que passaram a adquirir
terrenos, abrir pequenos comércios, atuar na hotelaria, nas artes e integrar o cotidiano da
cidade como moradores permanentes. Migrantes vindos não apenas da Argentina, mas também
do Uruguai, Chile, da Europa, Ásia e América do Norte, contribuíram para diversificar o
campo cultural local, introduzindo novas formas de sociabilidade, gastronomia, práticas
linguísticas e circuitos artísticos.
Como esperado a partir dessas intensas transformações, Armação dos Búzios também
atraiu um contingente expressivo de trabalhadores vindos de diversas partes do interior do
estado do Rio de Janeiro e também do Nordeste brasileiro. Essa maioria de homens jovens
compuseram a base da força de trabalho empregada nas obras de casas de veraneio, pousadas,
calçamentos e demais estruturas exigidas pelo crescimento urbano acelerado. Essas populações
tiveram papel determinante na conformação da paisagem construída buziana, ainda que
raramente sejam reconhecidas nas narrativas da cidade, que privilegiam a presença de
estrangeiros e veranistas. Essa camada de trabalhadores permanece como fundamento invisível
da materialidade que sustenta a cidade turística.
O processo de emancipação político-administrativa consumado em 1995, representou
um marco institucional, mas também um passo profundamente simbólico na constituição e
projeção de uma identidade cultural própria. Ao romper o vínculo com Cabo Frio, Búzios
conquistou a possibilidade de inscrever-se autonomamente no mapa político do Estado do Rio
de Janeiro, afirmar suas narrativas, memórias e projetos que até então permaneciam
subsumidos à lógica de um município maior. Essa conquista, fruto de mobilizações locais,
plebiscito popular e articulações políticas, abriu espaço para o fortalecimento de um
sentimento de pertencimento coletivo nos símbolos criados para a cidade, nas datas cívicas, na
possibilidade de formação de novas consciências históricas, das identidades e na preocupação
crescente na preservação ambiental.
Ressalta-se que desde os anos de 1990, o movimento ambientalista em Armação dos
Búzios passou a desempenhar papel importante na reorganização territorial do Município.
Naquele contexto de fortalecimento da consciência ecológica – reforçada pela ECO-92 – a
pauta ambiental deixaria de ser tratada como questão periférica e passou a integrar, de forma
estruturante, os debates sobre o futuro da cidade, articulando-se mesmo às lutas por
emancipação política. A valorização dos ecossistemas locais — restingas, lagoas, costões
rochosos, mata atlântica remanescente e formações raras como o chamado “mangue de pedra”
— converteu-se também em elementos da identidade buziana, agregando antigos sentidos de
afeto e de sobrevivência ao espaço, os novos elementos de consciência ambiental. Anos mais
tarde, incrementando ainda mais essas preocupações, foi criado o Parque Estadual da Costa do
Sol, abrangendo áreas de Búzios e de outros municípios da Região dos Lagos,
institucionalizando uma moldura legal para a conservação ambiental e com possibilidades de
conectar a cidade a um projeto regional de proteção da biodiversidade. Desse modo, a pauta
ecológica – antes mais restrita a denúncias – passou a orientar a formulação das políticas
públicas do novo município, com forte presença no Plano Diretor de Búzios e na Lei de Uso e
Ocupação do Solo. Essas normas expressam um pacto social em torno do reconhecimento da
paisagem natural de Búzios como parte constituinte de sua cultura e de sua história.
A limitação das construções a, no máximo, 2 (dois) pavimentos em Búzios foi instituída
pela Lei Complementar nº 2/1999, que estabelecia normas gerais de Uso e Ocupação do Solo
no município, como forma de preservar a paisagem natural, evitar a verticalização e manter o
ALEXANDRE DE
OLIVEIRA
MARTINS:0035990
3762
Assinado de forma digital por
ALEXANDRE DE OLIVEIRA
MARTINS:00359903762
Dados: 2026.03.12 16:08:42
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padrão arquitetônico harmonizado com o entorno. Essa diretriz urbanística consolidou-se como
marca identitária do Município, contribuindo para a valorização do estilo local e para o
ordenamento urbano voltado à sustentabilidade e à baixa densidade. Atualmente, a
regulamentação está consolidada na Lei Complementar nº 27/2010, que mantém esses
princípios fundamentais para o desenvolvimento equilibrado do Município.
Por tudo exposto, o Município de Búzios vem gradualmente se reconhecendo como
sujeito de sua própria história, tomando a palavra para recontar origens, evidenciar conflitos e
acampar reconciliações. A formação cultural pós-emancipação, ainda que atravessada por
tensões entre mercado turístico e a preservação, possibilitou uma inflexão importante: a de
pensar o desenvolvimento não apenas em termos de infraestrutura e renda, mas também como
direito à memória, à diversidade cultural, a preservação ambiental e à imaginação coletiva.
A identidade cultural de Armação dos Búzios, portanto, pode ser pensada como
processo, uma trama de interdependências entre povos originários, colonos, africanos, caiçaras
e migrantes. Trata-se de identidades que muitas vezes se veem em disputa, atravessada pela
tensão entre o desejo de pertencimento e, muitas vezes, as pressões da mercantilização. As
festas, as comidas, os modos de falar, os saberes da terra e do mar são formas de existência que
resistem à homogeneização e que carregam, ainda hoje, os traços de uma história feita muitas
vezes de violência, mas sobretudo de solidariedade e criação.
RELATÓRIO DE ANÁLISE E DIAGNÓSTICO DO DESENVOLVIMENTO CULTURAL
Panorama geral
O objetivo deste relatório é analisar os dados presentes no mapeamento cultural,
identificar as principais áreas artísticas e culturais presentes na cidade, e fornecer um
diagnóstico cultural que possa auxiliar no planejamento e desenvolvimento de políticas
públicas para a cultura local.
Antes de apresentar os dados e o diagnóstico elaborados, é fundamental contextualizar o
processo de coleta das informações aqui analisadas. O mapeamento teve início por meio de um
formulário do Google Forms, desenvolvido pelo Conselho Municipal de Política Cultural e
aprimorado ao longo de um extenso período antes de sua abertura ao público. Diversas
contribuições foram feitas por conselheiros da sociedade civil, com apoio da gestão, durante
eventos culturais realizados na cidade, buscando incentivar os agentes culturais a realizarem o
cadastro. Apesar dos esforços, houve significativa resistência, principalmente pela falta de
compreensão sobre a importância do mapeamento como instrumento para a construção de
diagnósticos e, sobretudo, como parâmetro para a formulação de políticas culturais. Havia a
intenção de realizar uma campanha mais ampla, alcançando bairros mais afastados e utilizando
mecanismos de divulgação como carro de som. Contudo, essa estratégia não pôde ser
concretizada, limitando-se a ações pontuais em eventos. Durante o ano de 2025, constatou-se
que o formulário apresentava erros que impediram o cadastro de algumas pessoas. Outro ponto
relevante foi a existência de um cadastro no site da Secretaria Municipal de Cultura e
Patrimônio Histórico, que poderia servir como ferramenta complementar de mapeamento, mas
que nunca funcionou plenamente. Diante de todos esses entraves, os dados apresentados a
seguir representam mais do que números: traduzem também a ausência de informações que
não puderam ser registradas.
Distribuição de Artistas por Linguagem
LINGUAGEM ARTÍSTICA NÚMERO DE
REGISTROS
Arquitetura 1
Artes cênicas (Dança, Circo e Teatro) 39
ALEXANDRE DE
OLIVEIRA
MARTINS:003599
03762
Assinado de forma digital
por ALEXANDRE DE
OLIVEIRA
MARTINS:00359903762
Dados: 2026.03.12 16:09:15
-03'00'
Artes visuais 60
Artesanato 66
Artista/ agente cultural LGBTQIAPNA+ 7
Audiovisual (Cinema, Audiovisual, Expositores, Games, Rádio, TV) 38
Cultura alimentar 7
Cultura popular 19
Cultura tradicional (Quilombolas, Pescadores, Indígenas, Caiçaras,
Marisqueiras, Matriz Africana, Cesteiros)
29
Cultura urbana 1
Gestor cultural 1
Literatura 21
Música 98
Patrimônio histórico e cultural 10
Dados consultados em 05/06/2025
Perfil dos Agentes Culturais
a) Identidade e Diversidade
• Gênero: Predomínio de pessoas cisgênero (205), com baixa representação de não
binárias/trans (4) e 13 sem resposta.
• Raça: Brancos (116) são maioria, seguidos por pardos (52) e negros (33). Indígenas (5)
e amarelos (2) têm menor representação.
• Nacionalidade: Brasileiros (205) são a maioria, mas há presença significativa de
argentinos (40), refletindo o perfil turístico da cidade.
Apesar da diversidade, minorias (LGBTQIAPN+, indígenas, imigrantes) estão subrepresentadas, indicando a necessidade de ações afirmativas para inclusão cultural.
b) Perfil socioeconômico e educacional
• Escolaridade: 63 têm ensino superior completo, e 34 possuem pós-graduação, indicando
uma base educacional sólida.
• Renda: Muitos artistas não vivem exclusivamente da arte (dados sugerem dependência
de outras fontes), com apenas 18 registrados com DRT (formalização profissional).
• Empreendedorismo: 90 possuem MEI, mostrando uma tendência à economia criativa,
mas ainda pouco estruturada.
Diagnóstico: Há potencial para profissionalização, mas falta suporte para sustentabilidade
financeira e formalização.
Linguagens Artísticas Predominantes
Segmentos Mais Representados
• Música (98), Artesanato (66), Artes Visuais (60), e Artes Cênicas (39) são os destaques.
• Cultura Tradicional (29) (pescadores, quilombolas, matriz africana) e Cultura Popular
(19) também têm relevância.
Oportunidade: Segmentos como música e artesanato já são consolidados e podem ser
alavancados como atrativos turísticos e econômicos.
Segmentos Sub-representados
• Arquitetura (1), Cultura Urbana (1), Gestão Cultural (1) e áreas acadêmicas (como
patrimônio histórico) têm poucos registros.
Desafio: Falta de diversificação em áreas técnicas e de preservação patrimonial, o que
limita a pluralidade cultural.
Território e Acesso
• Bairros: Manguinhos (39), Rasa (33), e Geribá (18) são os mais representados.
• Tempo de Residência: A maioria não é nativa (194), o que pode influenciar na
desconexão com tradições locais.
É necessário equilibrar políticas entre áreas centrais e periféricas, além de valorizar a
ALEXANDRE DE
OLIVEIRA
MARTINS:00359
903762
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DE OLIVEIRA
MARTINS:00359903762
Dados: 2026.03.12
16:09:37 -03'00'
cultura dos nativos.
Sustentabilidade e Organização Coletiva
• Trabalho Individual: Muitos artistas atuam de forma independente, sem vínculo a
coletivos.
• Renda Artística: Poucos recebem salários mínimos pela arte, e a maioria complementa a
renda com outras atividades.
Desafio: Fragilidade na economia criativa, com pouca estrutura para profissionalização e
acesso a editais.
Recomendações para Políticas Públicas
1. Fomento à Economia Criativa
o Criar editais específicos para música, artesanato e cultura tradicional, com
critérios que priorizem minorias e periferia.
o Oferecer cursos de empreendedorismo cultural e captação de recursos (ex.: como
formalizar DRT, acessar leis de incentivo).
2. Inclusão e Diversidade
o Mapear e incentivar coletivos LGBTQIAPN+, indígenas e de imigrantes para
ampliar representação.
o Desenvolver projetos em bairros periféricos, como oficinas de arte e cultura nas
escolas locais.
3. Valorização do Patrimônio e Segmentos Técnicos
o Parcerias com universidades para projetos em arquitetura, patrimônio histórico e
gestão cultural.
o Incluir quilombolas, pescadores e mestres da cultura tradicional em programas de
transmissão de saberes.
4. Estruturação de Redes
o Plataforma digital para divulgação de artistas, com busca por linguagem artística
e território.
o Feiras culturais itinerantes para conectar artistas de diferentes bairros.
5. Acessibilidade
o Garantir que eventos culturais tenham intérpretes de LIBRAS e infraestrutura
para PCDs.
Considerações Finais
Búzios possui uma cena cultural vibrante, mas desigual. Como pontos fortes apresenta
grande diversidade de linguagens (música, artesanato) e alto nível educacional. Como pontos
críticos apresenta fragilidade financeira dos artistas, sub-representação de minorias e
segmentos técnicos.
A implementação de políticas baseadas em fomento, profissionalização e inclusão
territorial pode transformar a cultura local em um eixo estratégico de desenvolvimento
sustentável, alinhando tradição, turismo e inovação.
DIRETRIZES GERAIS
O Plano Municipal de Cultura de Armação dos Búzios está fundamentado em seis eixos
estratégicos que orientarão todas as ações culturais no município. Em primeiro lugar, busca-se
fortalecer a gestão cultural pública através da criação de estruturas permanentes e mecanismos
de governança. Paralelamente, trabalha-se para democratizar o acesso à cultura em todo o
território municipal, garantindo que todas as comunidades, inclusive as periféricas, tenham
oportunidades de participação e fruição cultural.
Outro pilar fundamental é a preservação e valorização do patrimônio material e
imaterial, que inclui tanto os bens históricos quanto as manifestações culturais tradicionais. O
ALEXANDRE DE
OLIVEIRA
MARTINS:00359903
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Dados: 2026.03.12 16:09:58
-03'00'
plano também prioriza a promoção ativa da diversidade cultural, com políticas específicas para
grupos historicamente marginalizados. No âmbito econômico, pretende-se desenvolver a
economia criativa como vetor de geração de renda e empregos. Por fim, mas não menos
importante, o plano incorpora o uso de tecnologias e linguagens digitais como ferramentas
essenciais para a produção e difusão cultural contemporânea.
PRIORIDADES ESTRATÉGICAS
Para operacionalizar essas diretrizes, o plano estabelece ações prioritárias que
receberão atenção imediata. A institucionalização do Sistema Municipal de Cultura aparece
como primeira medida, criando estruturas administrativas estáveis para a gestão cultural. Junto
a isso, planeja-se ampliar e qualificar os equipamentos culturais existentes, além de mapear e
cadastrar todos os agentes culturais atuantes no município.
A capacitação técnica tanto para gestores públicos quanto para artistas e produtores
locais é outra frente de trabalho essencial. O fomento às cadeias produtivas da cultura será
desenvolvido através de programas específicos, enquanto a digitalização de acervos e
processos administrativos modernizará a gestão cultural. Estas prioridades foram selecionadas
por seu potencial de impacto imediato e capacidade de alavancar outras iniciativas.
OBJETIVOS GERAIS
O plano estabelece metas abrangentes que guiarão sua implementação ao longo dos
próximos anos. O principal objetivo é consolidar a cultura como política pública permanente,
com dotação garantida dentro do orçamento municipal. Busca-se universalizar o acesso às
atividades culturais, eliminando barreiras geográficas, econômicas e sociais.
A preservação da memória e identidade cultural local recebe atenção especial, com
ações que visam documentar, proteger e difundir o patrimônio cultural buziano. Outro objetivo
central é a profissionalização dos agentes culturais, oferecendo ferramentas para que possam
desenvolver seu trabalho com qualidade e sustentabilidade. Por fim, pretende-se criar sinergias
entre cultura, turismo e desenvolvimento econômico, potencializando os benefícios sociais da
atividade cultural.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Para atingir essas metas gerais, o plano detalha objetivos concretos em cada área de
atuação. No eixo institucional, destacam-se a regulamentação do Fundo Municipal e a
implantação de um Sistema de Informações Culturais integrado.
Na área de democratização cultural, planeja-se a construção de duas novas
bibliotecas em bairros periféricos, a realização de quatro oficinas anuais de capacitação e a
garantia de acessibilidade universal em todos os eventos culturais promovidos pelo poder
público.
Quanto ao patrimônio, estabeleceu-se como meta inventariar cinquenta bens culturais
no primeiro ano de implementação, criar o Museu das Identidades Culturais e implementar três
roteiros turístico-culturais que conectem os principais pontos de interesse histórico e cultural
do município.
RECURSOS DISPONÍVEIS PARA A EXECUÇÃO DO PLANO
a) Recursos Materiais
• Infraestrutura existente dos equipamentos da Secretaria Municipal de Cultura, como
biblioteca municipal, escola de artes Zanine, entre outros.
• Recursos tecnológicos, como plataformas digitais para divulgação e acesso à cultura.
ALEXANDRE
DE OLIVEIRA
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-03'00'
b) Recursos Humanos
• Servidores públicos da Secretaria Municipal de Cultura.
• Profissionais contratados por meio de editais e processos seletivos (arte-educadores,
gestores culturais, técnicos de patrimônio).
• Conselheiros e membros do Conselho Municipal de Política Cultural (CMPC).
• Agentes culturais e artistas locais que atuam em parceria com o município.
• Voluntários e coletivos culturais que promovem eventos e ações comunitárias.
• Parcerias com universidades e instituições de ensino para capacitação e pesquisa.
c) Recursos Financeiros
• Orçamento da Secretaria Municipal de Cultura dentro da Lei Orçamentária Anual
(LOA) e do Plano Plurianual (PPA).
• Recursos provenientes do Fundo Municipal de Cultura, caso regulamentado.
• Parcerias público-privadas (PPP) e patrocínios de empresas do setor cultural.
• Editais e chamadas públicas para fomento de projetos culturais.
MECANISMOS E FONTES DE FINANCIAMENTO
a) Fontes Municipais
• Orçamento da Secretaria Municipal de Cultura – Garantia de percentual fixo no
orçamento municipal.
• Parcerias com outras secretarias municipais, como Educação, Turismo e
Desenvolvimento Econômico, para ações conjuntas.
• Fundo Municipal de Cultura (FMC) – Instrumento para financiamento de projetos
culturais, se regulamentado.
b) Fontes Estaduais e Federais
• Fundo Estadual de Cultura do Rio de Janeiro – Apoio a municípios na execução de
políticas culturais.
• Leis de incentivo à cultura, como a Lei Paulo Gustavo e a Política Nacional Aldir
Blanc.
• Fundo Nacional de Cultura (FNC) – Principal instrumento de financiamento federal
para ações culturais.
c) Outras Fontes
• Editais e programas de financiamento da iniciativa privada.
• Captação via Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).
• Patrocínio e apoio de empresas privadas e instituições interessadas na cultura local.
• Doações de pessoas físicas e jurídicas por meio de incentivos fiscais.
• Projetos de economia criativa que gerem receita própria e sustentabilidade para o setor
cultural.
A tabela a seguir organiza as ESTRATÉGIAS, METAS e AÇÕES, incluindo
PRAZOS DE EXECUÇÃO, RESULTADOS ESPERADOS, IMPACTOS E INDICADORES DE
MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO.
EIXO 1 – INSTITUCIONALIZAÇÃO, MARCOS LEGAIS E SISTEMA MUNICIPAL DE CULTURA
META 1.1 – FORTALECER INSTITUIÇÕES PÚBLICAS DE GESTÃO À CULTURA
Ações propostas
Tempo de Implementação
Referências
Curto prazo: 0 a 3 anos
Médio prazo: 3 a 7 anos
Longo prazo: 7 a 10 anos
Possíveis
parceiros
Resultados
esperados
Forma de avaliação
dos resultados
1.1.1. Analisar a viabilidade/
necessidade de criação ou não
de uma Fundação de direito
Curto prazo (0-3 anos) OAB, Min.
da Cultura
Melhor gestão dos
recursos culturais
Relatórios técnicos
e consulta pública
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DE OLIVEIRA
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ALEXANDRE DE OLIVEIRA
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-03'00'
público com estrutura para
gerir o fundo de cultura e
equipamentos culturais em
Armação dos Búzios.
1.1.2. Garantir a realização de
concurso público para
provimento do corpo funcional
da Secretaria de Cultura e
Patrimônio Histórico e
Patrimônio Histórico com
cargos técnicos.
Médio prazo (3-7 anos)
Instituiçõe
s
educaciona
is
Profissionais
qualificados
atuando na gestão
cultural
Concursos
realizados e
ocupação dos
cargos
1.1.3. Criar um Setor de
Políticas Culturais dentro da
Secretaria de Cultura e
Patrimônio Histórico que tenha
funções exclusivas para a
Fundação, conferências
municipais, Planos Municipais,
assessoria aos conselhos de
cultura, editais e captação de
recursos.
Curto prazo (0-3 anos)
Min. da
Cultura,
universida
des
Melhor
coordenação das
ações culturais e
captação de
recursos
Relatórios de
atuação do setor e
resultados dos
editais
1.1.4. Garantir e tornar público
e atualizado o organograma da
Secretaria de Cultura e
Patrimônio Histórico e
Patrimônio histórico no site da
secretaria e no portal da
transparência.
Curto prazo (0-3 anos) Imprensa
oficial
Maior
transparência e
acesso à
informação
Regularidade das
atualizações
META 1.2 – MAPEAR, CADASTRAR E DISPONIBILIZAR INDICADORES CULTURAIS E PATRIMONIAIS DE
ARMAÇÃO DOS BÚZIOS
Ações propostas
Tempo de Implementação
Referências
Curto prazo: 0 a 3 anos
Médio prazo: 3 a 7 anos
Longo prazo: 7 a 10 anos
Possíveis
parceiros
Resultados
esperados
Forma de avaliação
dos resultados
1.2.1. Criar o Sistema
Municipal de Informação e
Indicadores Culturais
Curto prazo (0-3 anos)
Universida
des,
INEPAC
Centralização e
acesso facilitado a
dados culturais
Estatísticas de uso
e pesquisa de
satisfação.
1.2.2. Mapear os equipamentos
culturais públicos e privados Curto prazo (0-3 anos) INEPAC,
IPHAN
Identificação de
espaços para uso
cultural
Relatório de
mapeamento
publicado
1.2.3. Mapear, monitorar,
avaliar e acompanhar os
projetos e produções culturais
realizados em espaços públicos
dentro do Município, assim
como diagnosticar os impactos
culturais, sociais, ambientais, e
econômicos em curto, médio e
longo prazo
Médio prazo (3-7 anos)
ONGs,
Min. da
Cultura
Melhor
acompanhamento
do impacto
cultural.
Relatórios de
impacto
periódicos.
1.2.4. Mapear e diagnosticar
estruturalmente espaços
públicos inativos e
subutilizados da união, estado e
munícipio, tornando-os espaços
de apresentações culturais e
patrimoniais
Curto prazo (0-3 anos) INEPAC
Revitalização de
espaços para
atividades
culturais
Número de espaços
recuperados
1.2.5. Criar um calendário de
cadastro cíclico e permanente
para mapeamento dos agentes
culturais, presencialmente na
secretaria municipal de cultura
e patrimônio histórico, e de
forma itinerante nos bairros e
eventos culturais do Município.
Curto prazo (0-3 anos) Associaçõe
s culturais
Dados atualizados
sobre os agentes
culturais do
Município
Adesão ao cadastro
e atualizações
regulares
META 1.3 – CRIAR INTERFACE COM OUTRAS SECRETARIAS MUNICIPAIS E ÓRGÃOS DOS GOVERNOS
MUNICIPAL, ESTADUAL E FEDERAL
Ações propostas
Tempo de Implementação
Referências
Curto prazo: 0 a 3 anos
Possíveis
parceiros
Resultados
esperados
Forma de avaliação
dos resultados
ALEXANDRE DE
OLIVEIRA
MARTINS:00359
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Assinado de forma
digital por ALEXANDRE
DE OLIVEIRA
MARTINS:00359903762
Dados: 2026.03.12
16:10:56 -03'00'
Médio prazo: 3 a 7 anos
Longo prazo: 7 a 10 anos
1.3.1. Instituir parceria com a
Escola do legislativo,
universidades e outras
instituições para cursos de
capacitação de novos agentes,
produtores culturais e
conselheiros, com inclusão e
acessibilidade (programa de
formação).
Curto prazo (0-3 anos)
Escolas do
Legislativo
,
universida
des, ONGs
Maior
qualificação dos
agentes culturais
Relatórios de
participação e
avaliação dos
participantes
1.3.2. Consolidar um espaço
para ser a sede do Conselho
Municipal de Cultura
devidamente equipado, e que
possa se estender como sede
aos demais Conselhos
Municipais, na medida que se
torna necessário articular
políticas públicas
Curto prazo (0-3 anos) Min. da
Cultura
Sede funcional e
equipada para o
conselho.
Relatório de
infraestrutura e uso
do espaço.
1.3.3. Promover Audiências
Públicas anuais com a presença
dos gestores municipais,
vereadores, assessores
parlamentares municipais e a
classe cultural local, para
discriminar e analisar as
necessidades dos segmentos da
cultura, atualizando e fortalecer
o vínculo entre o poder
executivo e legislativo com a
sociedade civil organizada.
Curto prazo (0-3 anos)
Câmara
Municipal,
Sec. de
Cultura
Fortalecimento do
diálogo entre
poder público e
sociedade
Registro de
audiências e
impacto das
deliberações
1.3.4. Incentivar a participação
da Comissão de Turismo e
Cultura da Casa Legislativa de
Armação dos Búzios nas
deliberações e evolução do
setor cultural municipal.
Curto prazo (0-3 anos) Câmara
Municipal
Maior articulação
institucional
Relatórios de
reuniões e ações
realizadas
1.3.5. Criar e manter parceria
com Secretaria Municipal de
Educação no uso dos
equipamentos disponíveis e
com objetivo de mapear
fazedores de cultura nos bairros
e comunidades através de
programas de formação.
Curto prazo (0-3 anos)
Sec. de
Educação,
associaçõe
s de bairro
Identificação de
agentes culturais
locais
Relatórios de
mapeamento e
número de
participantes
1.3.6. Criar e implementar
circuitos turístico-culturais de
âmbito regional, promovendo a
inclusão da pessoa com
deficiência vinculados à
existência de patrimônio
material, imaterial e natural
Médio prazo (3-7 anos)
Min. do
Turismo,
Sec. Do
Turismo,
associaçõe
s locais
Ampliação do
turismo cultural
acessível
Estatísticas de
visitantes e
impacto econômico
1.3.7. Incentivar e auxiliar as
entidades que desenvolvem e
articulam atividades culturais
em suas comunidades,
possuidoras dos requisitos, de
acordo com a Política Nacional
Cultura Viva, a serem
reconhecidas e certificadas pelo
Ministério da Cultura como
Pontos de Cultura, bem como
apoiar os pontos de cultura já
existentes no Município.
Curto prazo (0-3 anos)
Min. da
Cultura,
associaçõe
s
comunitári
as
Reconhecimento
oficial e
fortalecimento
cultural
Número de
entidades
certificadas
META 1.4 – FORTALECIMENTO, CRIAÇÃO, INOVAÇÃO E REVISÃO DE LEGISLAÇÕES LIGADAS AO SETOR
CULTURAL
Ações propostas
Tempo de Implementação
Referências
Curto prazo: 0 a 3 anos
Possíveis
parceiros
Resultados
esperados
Forma de avaliação
dos resultados
ALEXANDRE DE OLIVEIRA
MARTINS:00359903762
Assinado de forma digital
por ALEXANDRE DE
OLIVEIRA
MARTINS:00359903762
Dados: 2026.03.12 16:11:15
-03'00'
Médio prazo: 3 a 7 anos
Longo prazo: 7 a 10 anos
1.4.1. Aprovar o Projeto de Lei
do Patrimônio histórico,
cultural e tombamento.
Curto prazo (0-3 anos)
Câmara
Municipal,
OAB, Min.
da Cultura
Preservação e
proteção do
patrimônio
cultural
Publicação da lei e
acompanhamento
de tombamentos
realizados
1.4.2. Avaliar, revisar e adequar
a minuta de Lei Municipal de
Incentivo à Cultura de Armação
dos Búzios, visando a sua
instauração no Município.
Curto prazo (0-3 anos)
Conselhos
de Cultura
e
Patrimônio
Implementação de
mecanismos para
fomentar a cultura
local.
Aprovação e
eficácia da lei por
número de projetos
contemplados.
1.4.3. Regulamentar e manter o
Fundo Municipal de Cultura. Curto prazo (0-3 anos) Min. da
Cultura
Garantia de
recursos estáveis
para ações
culturais
Volume de
recursos alocados e
projetos
financiados
1.4.4. Criar a Lei do Sistema
Municipal de Cultura de
Armação dos Búzios,
garantindo-se a participação da
sociedade civil, através dos
conselhos de políticas culturais
e patrimônio histórico e
cultural, em sua elaboração
Médio prazo (3-7 anos)
Conselhos
de Cultura,
OAB,
IPHAN,
INEPAC
Estruturação do
Sistema
Municipal de
Cultura
Aprovação da lei e
relatórios de
funcionamento do
sistema
1.4.5. Garantir o uso do espaço
público para artista de rua no
Município de acordo com a Lei
1267/2016, incluindo os
espaços onde a lei não está
sendo aplicada e fomentar a
arte de rua e urbana local,
permitindo o acesso para os
artistas itinerantes que assim o
comprovem.
Curto prazo (0-3 anos)
Câmara
Municipal,
associaçõe
s artísticas
Câmara
Municipal,
associações
artísticas
Número de eventos
realizados e
feedback dos
artistas
1.4.6. Regulamentar, instituir e
manter a lei da Búzios Film
Commission, criando um
espaço administrativo
adequado, com corpo funcional
técnico, visando inserir a
cidade de Armação dos Búzios
na rede nacional e internacional
de política de atração de
investimentos e estímulo do
mercado local em apoio às
produções Audiovisuais
brasileiras, do Mercosul e
internacionais.
Médio prazo (3-7 anos)
Empresas
audiovisua
is, Min. do
Turismo e
Min. da
Cultura
Maior visibilidade
de Búzios como
destino cultural e
fomento à
economia local
Acompanhamento
de produções
realizadas no
Município
META 1.5 – AMPLIAR O ORÇAMENTO DESTINADO À GESTÃO CULTURAL
Ações propostas
Tempo de Implementação
Referências
Curto prazo: 0 a 3 anos
Médio prazo: 3 a 7 anos
Longo prazo: 7 a 10 anos
Possíveis
parceiros
Resultados
esperados
Forma de avaliação
dos resultados
1.5.1. Estabelecer o percentual
mínimo orçamentário de 3%
(três por cento) da lei do
orçamento anual (loa)
destinado à Secretaria
Municipal de Cultura e
Patrimônio Histórico.
Curto prazo (0-3 anos) Câmara
Municipal
Garantia de
recursos para
ações culturais
Percentual
alcançado na LOA
e impacto nas
atividades culturais
1.5.2. Destinar as taxas
considerados em programas da
Lei de Incentivo Municipal à
Cultura, Búzios Film
Commission (Cash Rebate),
TPA, entre outras, para o Fundo
Municipal de Cultura e as suas
setoriais.
Curto prazo (0-3 anos)
Min. da
Cultura,
Sec. de
Finanças
Maior
arrecadação para
o Fundo
Municipal de
Cultura
Relatórios
financeiros do
Fundo e projetos
financiados
EIXO 2 – DEMOCRATIZAÇÃO DO ACESSO À CULTURA E PARTICIPAÇÃO SOCIAL
META 2.1 – CRIAÇÃO DE PROGRAMAS DE CAPACITAÇÃO E FORMAÇÃO ALEXANDRE
DE OLIVEIRA
MARTINS:003
59903762
Assinado de forma digital
por ALEXANDRE DE
OLIVEIRA
MARTINS:00359903762
Dados: 2026.03.12 16:11:33
-03'00'
Ações propostas
Tempo de Implementação
Referências
Curto prazo: 0 a 3 anos
Médio prazo: 3 a 7 anos
Longo prazo: 7 a 10 anos
Possíveis
parceiros
Resultados
esperados
Forma de avaliação
dos resultados
2.1.1. Criar curso anual de
capacitação de conselheiros
municipais .
Curto prazo (0-3 anos)
Universida
des,
escolas do
legislativo
Conselheiros
preparados para
suas funções
Participação nos
cursos e avaliações
dos participantes
2.1.2. Criar oficina anual de
formação continuada aos
gestores e servidores
municipais visando a gestão
participativa.
Curto prazo (0-3 anos)
Sec. de
Educação,
universida
des
Gestão cultural
mais eficiente
Frequência e
desempenho dos
participantes
2.1.3. Formação Técnica
continuada para todos os
setores culturais.
Médio prazo (3-7 anos)
Instituiçõe
s técnicas e
culturais
Qualificação dos
agentes culturais
Certificados
emitidos e
feedback dos
envolvidos
2.1.4 Implementar a escola de
políticas culturais, com vistas a
capacitação de novos
produtores e agentes culturais.
Médio prazo (3-7 anos)
Min. da
Cultura,
universida
des
Formação
contínua de
produtores e
agentes culturais
Relatórios de
atividades e
avaliação dos
alunos
META 2.2 – FORTALECER INSTRUMENTOS DE PARTICIPAÇÃO PERMANENTE
Ações propostas
Tempo de Implementação
Referências
Curto prazo: 0 a 3 anos
Médio prazo: 3 a 7 anos
Longo prazo: 7 a 10 anos
Possíveis
parceiros
Resultados
esperados
Forma de avaliação
dos resultados
2.2.1. Realização de encontro
anual com a participação de
todos os Conselhos Municipais.
Curto prazo (0-3 anos) Conselhos
Municipais
Fortalecimento do
diálogo
interconselhos
Relatórios de
encontros e
participação
2.2.2. Criação de um calendário
anual cultural, com a
participação efetiva do
Conselho Municipal de Política
Cultural e do Conselho
Municipal do Patrimônio
Histórico Cultural.
Curto prazo (0-3 anos)
Sec. de
Cultura,
conselhos
municipais
Melhor
organização e
divulgação da
cultura local
Publicação e
adesão ao
calendário.
2.2.3. Criação de parceria com
as Associações de Bairro que
tenham como objeto em seu
Estatuto incentivar a cultura.
Curto prazo (0-3 anos)
Associaçõe
s
comunitári
as
Maior
engajamento
cultural nos
bairros
Parcerias firmadas
e projetos
realizados
2.2.4. Disponibilizar
informações das atividades
artísticas e culturais, cursos e
oficinas realizados
continuamente na cidade pelo
poder público e iniciativa
privada, para estímulo e
fomento de agendas culturais.
Curto prazo (0-3 anos)
Sec. de
Comunicaç
ão, ONGs
culturais
Maior
transparência e
divulgação
cultural
Estatísticas de
acesso às
informações
2.2.5. Incentivar e fomentar a
participação das comunidades
migrantes presentes na cultura
buziana, como grandes vetores
no entendimento sociocultural
da Cidade.
Curto prazo (0-3 anos)
Associaçõe
s de
imigrantes,
ONGs
Inclusão das
comunidades no
cenário cultural
Número de
participantes em
eventos culturais
2.2.6. Criar Calendário Cultural
anual, com participação efetiva
das Escolas em todos os níveis
de aprendizagem, promovendo
o intercâmbio entre elas.
Curto prazo (0-3 anos)
Sec. de
Educação,
escolas
públicas e
privadas
Maior integração
educacional e
cultural
Impacto em
eventos culturais
escolares
2.2.7. Garantia da participação
prévia da sociedade civil/
segmento/ Conselho Municipal
de Cultura, incluindo
representante do conselho
municipal da PCD, para
discussão dos editais e
chamamentos públicos antes de
suas publicações.
Curto prazo (0-3 anos)
Conselhos
de Cultura,
associaçõe
s culturais
Transparência e
inclusão nos
processos
culturais
Relatórios/ atas de
discussões e
participação
ALEXANDRE DE OLIVEIRA
MARTINS:00359903762
Assinado de forma digital
por ALEXANDRE DE
OLIVEIRA
MARTINS:00359903762
Dados: 2026.03.12 16:11:52
-03'00'
META 2.3 – MELHORAR E AMPLIAR AS FERRAMENTAS DE COMUNICAÇÃO E TRANSPARÊNCIA
Ações propostas
Tempo de Implementação
Referências
Curto prazo: 0 a 3 anos
Médio prazo: 3 a 7 anos
Longo prazo: 7 a 10 anos
Possíveis
parceiros
Resultados
esperados
Forma de avaliação
dos resultados
2.3.1. Manter atualizado o
portal da transparência
mensalmente: decretos, editais,
atas.
Curto prazo (0-3 anos)
Sec. de
Comunicaç
ão
Maior
transparência das
ações culturais
Regularidade das
atualizações no
portal
2.3.2. Estruturar parceria e
diálogo transparente da
Prefeitura, Conselho, Fórum de
Cultura e sociedade civil
Curto prazo (0-3 anos)
Conselhos
de Cultura
e
Patrimônio
Melhor
articulação entre
as partes
Avaliações
regulares de
reuniões e
resultados
META 2.4 – ADEQUAR, MODERNIZAR E AMPLIAR EQUIPAMENTOS CULTURAIS PÚBLICOS
Ações propostas
Tempo de Implementação
Referências
Curto prazo: 0 a 3 anos
Médio prazo: 3 a 7 anos
Longo prazo: 7 a 10 anos
Possíveis
parceiros
Resultados
esperados
Forma de avaliação
dos resultados
2.4.1. Construção de um centro
cultural, com acessibilidade,
com espaço de apresentação
multiuso e com equipamentos
apropriados para receber:
teatro, espetáculo musical
teatral, música, residência de
companhias artísticas, cinema,
dança, circo, artes plásticas e
oficinas culturais.
Longo prazo (7-10 anos)
Min. do
Turismo,
iniciativa
privada
Espaço de
referência para
cultura local.
Taxa de ocupação,
eventos realizados.
2.4.2. Construção de duas
novas bibliotecas na área
continental de Armação dos
Búzios, sendo uma no bairro de
José Gonçalves e outra na
Rasa, criação de pontos de
leitura nos bairros de Cem
Braças e Baía Formosa, além
da implementação de uma
biblioteca itinerante para
atender a diversas comunidades
da região.
Médio prazo (3-7 anos)
Sec. de
Educação,
ONGs
Acesso à leitura e
à cultura
Número de
usuários e
empréstimos
2.4.3. Construção de um novo
Cine Teatro Municipal na área
peninsular.
Longo prazo (7-10 anos)
Min. da
Cultura,
produtores
culturais
Aumento da
oferta de eventos
culturais
Programação
cultural e público
atendido
2.4.4. Criação e manutenção de
uma sala de teatro devidamente
equipada que abranja o
desenvolvimento de múltiplas
linguagens (artes visuais,
música, dança, teatro e artes
integradas) em cada escola.
Médio prazo (3-7 anos)
Secretaria
de
Educação,
Min. da
Cultura,
empresas
do setor
cultura
Promoção da
cultura nas
escolas e
formação de
jovens em artes
Número de salas
implementadas e
atividades
realizadas
2.4.5. Criação da Escola livre
de artes e culturas (Artes
Cênicas, Dança, Cenografia,
Moda, Design, teatro musical,
artesanato, música, audiovisual,
entre outras), integrando alunos
da Escola pública e sociedade
civil.
Médio prazo (3-7 anos)
Sec. de
Educação,
universida
des, ONGs
culturais
Formação artística
ampla e inclusiva,
abrangendo várias
linguagens
culturais
Relatórios de
matrícula,
frequência e
impacto nas
comunidades
atendidas
2.4.6. Assegurar a implantação
e salvaguarda da Casa do
Artesão como um equipamento
da Secretaria Municipal de
Cultura e Patrimônio Histórico,
garantindo sua estrutura
funcional, equipe técnica e
administrativa e projetos, bem
Curto prazo (0-3 anos)
Associaçõe
s de
artesãos,
Min. da
Economia
Criativa,
Secretaria
de Estado
Espaço para
valorização e
comercialização
de produtos
artesanais locais
Acompanhamento
das vendas,
exposições e
satisfação dos
artesãos
ALEXANDRE DE
OLIVEIRA
MARTINS:003599
03762
Assinado de forma digital
por ALEXANDRE DE
OLIVEIRA
MARTINS:00359903762
Dados: 2026.03.12 16:12:11
-03'00'
como fortalecendo a Casa
como um ambiente de
comercialização.
de Turismo
2.4.7. Assegurar a manutenção
e as atividades de todos os
equipamentos culturais
públicos mapeados e
diagnosticados e incentivar a
atividade de equipamentos
culturais privados mapeados e
diagnosticados através de
editais públicos e leis de
incentivo.
Curto prazo (0-3 anos)
Proprietári
os de
equipamen
tos
culturais
privados
Melhoria na
infraestrutura e
ampliação de
ofertas culturais
Relatórios de
manutenção e
aumento de
atividades culturais
realizadas
META 2.5 – GARANTIA DA ACESSIBILIDADE
Ações propostas
Tempo de Implementação
Referências
Curto prazo: 0 a 3 anos
Médio prazo: 3 a 7 anos
Longo prazo: 7 a 10 anos
Possíveis
parceiros
Resultados
esperados
Forma de avaliação
dos resultados
2.5.1. Garantir a
acessibilidade em todas as
ações culturais que constam
neste plano municipal de
cultura de forma que atenda as
demandas da comunidade PCD.
Curto prazo (0-3 anos)
Conselhos
de PCD,
Sec. de
Assistência
Social,
ONGs de
acessibilid
ade
Inclusão plena de
pessoas com
deficiência nas
atividades
culturais
Relatórios de
acessibilidade em
eventos e pesquisas
de satisfação da
comunidade PCD
EIXO 3 – IDENTIDADE, PATRIMÔNIO E MEMÓRIA
META 3.1. PRESERVAR, PROTEGER E DIFUNDIR O PATRIMÔNIO CULTURAL, ARQUITETÔNICO, HISTÓRICO,
PAISAGÍSTICO, ARQUEOLÓGICO E GEOLÓGICO DE BÚZIOS, EXPRESSO NOS BENS MATERIAIS E IMATERIAIS
CONSTITUINTES DA MEMÓRIA E DA IDENTIDADE BUZIANA, E SUA INSERÇÃO NO TERRITÓRIO
Ações propostas
Tempo de Implementação
Referências
Curto prazo: 0 a 3 anos
Médio prazo: 3 a 7 anos
Longo prazo: 7 a 10 anos
Possíveis
parceiros
Resultados
esperados
Forma de avaliação
dos resultados
3.1.1. Inventariar o patrimônio
cultural e natural de Búzios,
através de participação popular
(conselhos municipais,
consultas públicas), do
protagonismo da Secretaria
Municipal de Cultura e
Patrimônio Histórico, da
parceria com os órgãos
estaduais e federais de
Patrimônio (INEPAC e
IPHAN) e com universidades.
Curto prazo (0-3 anos)
INEPAC,
IPHAN,
universida
des
Mapeamento
abrangente do
patrimônio
material e
imaterial
Publicação do
inventário e adesão
da comunidade
3.1.2. Promover a proteção, a
preservação e a valorização do
Patrimônio material e imaterial
de Búzios, através do
tombamento e de outros
instrumentos previstos na
legislação pertinente, como a
Lei de Uso e Ocupação do
Solo.
Curto prazo (0-3 anos) OAB,
IPHAN
Maior proteção do
patrimônio
cultural e
histórico
Número de bens
tombados e
restaurados
3.1.3. Criar Centro de Memória
reunindo acervo digital e
acervo físico de imagem, som e
narrativas sobre Búzios, em
local e programa arquitetônico
com a participação de consulta
pública.
Curto prazo (0-3 anos)
Min. da
Cultura,
IPHAN
Preservação da
história local e
acesso à pesquisa.
Taxa de consulta
ao acervo e
feedback da
comunidade
3.1.4. Criação de espaços de
memória territoriais. Médio prazo (3-7 anos)
Associaçõe
s
comunitári
as, ONGs
Resgate das
identidades locais
em suas regiões
específicas
Relatórios de
implantação e
impacto local
3.1.5. Criação de um Programa
de Educação Patrimonial em Curto prazo (0-3 anos) Sec. de
Educação,
Sensibilização dos
alunos para a
Número de
participantes e
ALEXANDRE DE
OLIVEIRA
MARTINS:00359
903762
Assinado de forma digital
por ALEXANDRE DE
OLIVEIRA
MARTINS:00359903762
Dados: 2026.03.12
16:12:32 -03'00'
parceria com a Secretaria de
Educação e comunidades
locais.
IPHAN,
escolas
importância do
patrimônio
impacto nas
escolas
3.1.6. Criação de um Museu
das Identidades Culturais de
Armação dos Búzios, com
destaque às comunidades
tradicionais.
Longo prazo (7-10 anos)
Min. da
Cultura,
ONGs de
preservaçã
o,
associaçõe
s
relacionad
as às
comunidad
es
tradicionai
s
Resgate e
valorização das
tradições culturais
buzianas
Número de
visitantes e
participação da
comunidade
tradicional
3.1.7. Criar um programa de
valorização da história oral Médio prazo (3-7 anos)
Universida
des,
associaçõe
s culturais
Registro e
preservação de
histórias e
memórias locais
Quantidade de
registros coletados
e divulgados
3.1.8. Criar Centro de Pesquisa
Ambiental, Cultural e
Patrimonial na casa da AzedaAzedinha, em sintonia com os
propósitos de criação do Parque
Estadual da Costa do Sol e da
Área de Proteção Ambiental
municipal, onde ela se insere,
criando uma cogestão entre o
Município e o Estado.
Médio prazo (3-7 anos)
INEA, Sec.
de Meio
Ambiente
Valorização
integrada da
cultura e meio
ambiente
Relatórios de
pesquisa e projetos
desenvolvidos
3.1.9. Criar um programa das
expressões bioculturais, de
modo que englobe a cultura
alimentar das comunidades
tradicionais do Município,
relacionadas aos alimentos
provenientes da terra e da
pesca, os quais se utilize os
recursos naturais renováveis e
respeite o ecossistema local.
Médio prazo (3-7 anos)
Sec. de
Turismo,
associaçõe
s locais
Promoção de
práticas
sustentáveis e
tradicionais
Número de
projetos realizados
e impacto nas
comunidades
3.1.10. Criar um programa de
inventário participativo dos
bens culturais quilombolas da
Região dos Lagos, em parceria
com os Municípios, Estado e
União, assim como de todos os
povos da cultura tradicional
buziana.
Curto prazo (0-3 anos)
INEPAC,
IPHAN,
associaçõe
s
quilombola
s e
relacionad
as a
demais
comunidad
es
tradicionai
s
Preservação da
memória cultural
quilombola e de
outros povos
tradicionais
Número de bens
inventariados
3.1.11. Obrigatoriedade de
execução do hino municipal em
cerimônias oficiais e eventos
solenes nos espaços públicos.
Curto prazo (0-3 anos) Sec. de
Educação
Valorização da
identidade local
em eventos
solenes
Presença do hino
em cerimônias e
eventos
3.1.12. Divulgar
permanentemente o patrimônio
cultural, arquitetônico,
histórico, paisagístico,
arqueológico e geológico de
Búzios, com o objetivo de
ampliar o leque de opções
turísticas, para além do turismo
de sol e praia, com roteiros
turístico-culturais.
Curto prazo (0-3 anos)
Sec. de
Turismo,
ONGs
culturais
Diversificação das
atrações turísticas
e valorização do
patrimônio
Estatísticas de
visitas e adesão a
roteiros culturais
3.1.13. Incluir o patrimônio
cultural, arquitetônico,
histórico, paisagístico,
Curto prazo (0-3 anos)
Sec. de
Educação,
escolas
Formação cidadã
e valorização do
patrimônio
Monitoramento de
atividades
curriculares e
ALEXANDRE DE
OLIVEIRA
MARTINS:00359
903762
Assinado de forma
digital por ALEXANDRE
DE OLIVEIRA
MARTINS:00359903762
Dados: 2026.03.12
16:12:51 -03'00'
arqueológico e geológico de
Búzios no currículo da rede
municipal de ensino público
públicas e
privadas
cultural impacto
pedagógico
3.1.14. Realizar de eventos
extracurriculares que ressaltem
a história das comunidades
tradicionais e a integração com
as comunidades de imigrantes.
Curto prazo (0-3 anos)
Associaçõe
s
comunitári
as, escolas
Fortalecimento da
identidade
cultural e
integração
comunitária
Número de eventos
realizados e
público
participante
3.1.15. Estabelecer parcerias
com outros municípios da
região, para implementar
roteiros turístico-culturais, que
não se restringem aos limites
político-administrativos de
Búzios, a exemplo do circuito
Geoparque Costões e Lagunas,
que abrange 16 (dezesseis)
municípios do Estado do Rio de
Janeiro.
Médio prazo (3-7 anos)
Prefeituras
de
municípios
vizinhos,
Sec. de
Turismo
Promoção do
turismo regional
com enfoque
cultural
Participação em
roteiros e impacto
econômico
3.1.16. Preservar a ambiência
dos núcleos originais de
Búzios, conforme previsto no
Plano Diretor municipal para a
Zona de Uso Tradicional, que
abrange a área do Centro
Histórico de Búzios – Praia do
Canto, Rua das Pedras, Praça
Santos Dumont e ruas de
acesso, Orla Bardot, Igreja de
Sant’Anna e entorno, Praça
Eugene Honnold e Praia dos
Ossos.
Médio prazo (3-7 anos)
Pref.
Municipal,
Sec. de
Urbanismo
Proteção do
centro histórico e
valorização da
arquitetura
tradicional
Relatórios de
conservação e
aprovação da
comunidade
3.1.17. Preservar a ambiência
dos espaços públicos de uso
comum da população,
mantendo as características
peculiares de cada unidade de
paisagem, como prescreve o
Plano Diretor do município,
evitando soluções que
descaracterizem sua identidade
e os vínculos das comunidades
com o território.
Médio prazo (3-7 anos)
Sec. de
Meio
Ambiente,
associaçõe
s locais
Respeito à
identidade
paisagística e aos
vínculos culturais.
Monitoramento da
preservação das
áreas.
3.1.18. Realizar programas
culturais destinados a valorizar
as raízes culturais de Búzios e
sua vocação cosmopolita na
produção do espaço construído.
Curto prazo (0-3 anos)
ONGs
culturais,
Min. da
Cultura
Reconhecimento
da diversidade
cultural local
Número de
programas
realizados e
impacto nas
comunidades
3.1.19. Preservar os elementos
arbóreos que, individualmente,
ou no seu conjunto,
representem referências
paisagísticas, históricas e
afetivas da população residente.
Médio prazo (3-7 anos)
Sec. de
Meio
Ambiente,
INEA
Preservação
ambiental e
cultural
Monitoramento dos
elementos arbóreos
protegidos Médio
prazo (3-7 anos)
3.1.20. Criar Polo de
gastronomia tradicional,
tematizando a cultura alimentar
das comunidades originárias do
município, relacionadas aos
alimentos provenientes da terra
e da pesca, mediante utilização
dos recursos naturais
renováveis em harmonia com o
meio ambiente.
Médio prazo (3-7 anos)
Sec. de
Turismo,
associaçõe
s
gastronômi
cas
Valorização da
cultura alimentar
local e geração de
renda.
Estatísticas de
visitantes e
impacto
econômico.
EIXO 4 – DIVERSIDADE CULTURAL E TRANSVERSALIDADES DE GÊNERO
META 4.1 – GARANTIR DEBATES E AÇÕES INCLUSIVAS NO MUNICÍPIO
Ações propostas
Tempo de Implementação
Referências
Curto prazo: 0 a 3 anos
Médio prazo: 3 a 7 anos
Possíveis
parceiros
Resultados
esperados
Forma de avaliação
dos resultados
ALEXANDRE DE
OLIVEIRA
MARTINS:00359
903762
Assinado de forma digital
por ALEXANDRE DE
OLIVEIRA
MARTINS:00359903762
Dados: 2026.03.12
16:13:11 -03'00'
Longo prazo: 7 a 10 anos
4.1.1. Garantir a manutenção
das Coordenadorias
LGBTQIAPN+, da Juventude e
da Promoção da Igualdade
Racial.
Curto prazo (0-3 anos)
ONGs de
direitos
humanos e
coletivos
relacionad
os
Promoção de
igualdade e
inclusão na
cultura
Relatórios de
atividades
realizadas e
impacto social
4.1.2. Promover e salvaguardar
as brincadeiras populares
tradicionais infantis e seus
desdobramentos até a
Juventude, através de projetos
para os espaços públicos e as
escolas, incluindo as PCDs.
Médio prazo (3-7 anos)
Sec. de
Educação,
associaçõe
s culturais
Resgate de
práticas culturais
tradicionais e
inclusão infantil
Eventos realizados
e adesão das
comunidades
escolares
4.1.3. Promover debates, rodas
de conversa, visando construir
pontes de diálogo para garantir
a cultura da paz, preservando as
culturas ancestrais, superando
as diferenças religiosas.
Curto prazo (0-3 anos)
ONGs
interreligiosas,
associaçõe
s culturais
Promoção da
convivência
harmônica entre
diferentes culturas
Registro de
eventos e impacto
qualitativo
4.1.4. Estimular a criação de
festivais e feiras culturais que
promovam a diversidade
cultural e transversalidade de
gênero, raça e acessibilidade na
política cultural com acesso
democrático por meio de
financiamento através de
editais, prêmios, convênios e
incentivos fiscais.
Curto prazo (0-3 anos)
Min. da
Cultura,
ONGs
culturais
Ampliação da
inclusão e
visibilidade da
diversidade
cultural
Número de
festivais realizados
e público
alcançado
4.1.5. Garantir e assegurar a
permanência da casa da
juventude, enquanto espaço
cultural, respeitando a
diversidade de gênero e raça.
Curto prazo (0-3 anos)
Associaçõe
s
relacionad
a à
juventude
Continuidade de
ações culturais
voltadas à
juventude
Monitoramento de
atividades e
frequência de
jovens no espaço
4.1.6. Criar a casa da
diversidade para garantir
espaço de acolhimento da
população LGBTQIAPN+ e a
preservação da cultura queer.
Médio prazo (3-7 anos)
ONGs
LGBTQIA
PN+, Min.
de Direitos
Humanos
Espaço de
inclusão e
fomento à cultura
queer
Relatórios de uso
do espaço e
impacto social
4.1.7. Garantir e salvaguardar
como patrimônio material e
imaterial no município, a
capoeira, a ciranda, samba de
roda, jongo, cultura urbana, reis
de bois, pesca de siri, puxada
de rede e moluscos e mariscos,
travessia a ilha do caboclo “lua
cheia, maré torrada”.
Curto prazo (0-3 anos)
Associaçõe
s culturais,
Min. da
Cultura
Associações
culturais, Min. da
Cultura
Registros de
salvaguarda e
número de eventos
realizados.
4.1.8. Garantir a restauração do
cine teatro Rasa, em parceria
com a educação, oferecendo
programação ampla que atenda
aos anseios da população e dos
segmentos culturais.
Médio prazo (3-7 anos)
Sec. de
Obras,
Min. da
Cultura
Recuperação de
equipamento
cultural
estratégico
Obras concluídas e
taxa de ocupação
do espaço
4.1.9. Incluir no calendário de
eventos do município os
eventos das comunidades
tradicionais bem como suas
práticas religiosas,
gastronômicas e artísticas, em
especial respeitar as datas
referentes as comunidades
tradicionais locais (dia do
quilombola, dia da caiçara,
ciranda, jongo, capoeira, dia do
pescador, dia da marisqueira,
lei da mulher quilombola, festa
de Iemanjá).
Curto prazo (0-3 anos)
Associaçõe
s
comunitári
as e
culturais
Valorização e
visibilidade das
comunidades
tradicionais
Inclusão no
calendário e
participação
popular nos
eventos.
4.1.10. Preservar e estimular Curto prazo (0-3 anos) IPHAN, Reconhecimento e Número de mestres
ALEXANDRE DE
OLIVEIRA
MARTINS:003599
03762
Assinado de forma digital
por ALEXANDRE DE
OLIVEIRA
MARTINS:00359903762
Dados: 2026.03.12 16:13:32
-03'00'
formas de transmissão dos
fazedores de culturas populares
e tradicionais incluindo
agricultura familiar, saberes da
pesca, da marisqueria e da casa
de farinha, através de
mecanismo de reconhecimento
formação e valorização dos
mestres populares.
associaçõe
s culturais
transmissão dos
saberes
tradicionais
reconhecidos e
apoiados
4.1.11. Garantir a parceria com
a secretaria de turismo (a nível
municipal e estadual) para a
valorização do turismo de base
comunitária nas comunidades
tradicionais.
Curto prazo (0-3 anos)
Sec. de
Turismo,
ONGs e
associaçõe
s locais
Fomento ao
turismo
sustentável e
comunitário
Estatísticas de
visitantes e
impacto econômico
4.1.12. Garantir através de
editais, concursos e premiações
que oficineiros de
/comunidades tradicionais
buzianas sejam remunerados
nas atividades culturais,
educacionais e turísticas
realizadas.
Curto prazo (0-3 anos)
Sec. de
Finanças,
associaçõe
s locais
Incentivo
financeiro e
continuidade das
práticas culturais
Número de
oficineiros
contratados e
impacto nos
projetos
META 4.2 – GARANTIR A PRESENÇA DE AÇÕES CULTURAIS EM TODO TERRITÓRIO DE ARMAÇÃO DOS
BÚZIOS
Ações propostas
Tempo de Implementação
Referências
Curto prazo: 0 a 3 anos
Médio prazo: 3 a 7 anos
Longo prazo: 7 a 10 anos
Possíveis
parceiros
Resultados
esperados
Forma de avaliação
dos resultados
4.2.1. Promover eventos/
intervenções itinerantes pelos
bairros, praças, largos, coretos
de modo que atenda todas as
faixas etárias e PCDs
Curto prazo (0-3 anos) Associaçõe
s culturais
Descentralização
das ações
culturais e
inclusão social
Número de eventos
realizados e
público atendido
4.2.2. Criar concurso de novos
talentos das artes dos diferentes
segmentos de cultura de
Búzios.
Curto prazo (0-3 anos)
Escolas,
associaçõe
s culturais
Estímulo à
produção artística
e descoberta de
novos talentos
Quantidade de
participantes e
impacto nos
segmentos
culturais
4.2.3. Promover e incentivar a
arte urbana e de interesse da
juventude (Batalhas de Rima,
cursos técnicos de DJ'S,
produção musical, arte digital,
técnicas de grafites, danças
urbanas e afins) de modo
transdisciplinar, com ênfase na
cultura Hip-hop, curso de libras
e audiovisual.
Médio prazo (3-7 anos)
ONGs
juvenis,
escolas
técnicas
Engajamento da
juventude em
práticas artísticas
urbanas
Número de eventos
e participantes nas
formações
4.2.4. Formar parceria cultural
com a secretaria de Educação,
visando incluir na grade de
ensino a identidade cultural
buziana.
Curto prazo (0-3 anos)
Sec. de
Educação,
escolas
públicas e
privadas
Formação de
cidadãos
conscientes da
cultura local
Avaliação das
práticas
pedagógicas e
impacto
educacional
4.2.5. Tornar acessível a
participação de artistas locais
simplificando os editais e
capacitando os fazedores de
cultura ao ingresso em editais.
Curto prazo (0-3 anos) Associaçõe
s culturais
Maior adesão de
artistas locais em
projetos culturais
Quantidade de
artistas
contemplados e
resultados dos
projetos
4.2.6. Fortalecer, garantir e
facilitar a inclusão de artistas e
fazedores de cultura locais para
a contratação em eventos
municipais com cachês
tabelados por categoria.
Curto prazo (0-3 anos)
Sec. de
Finanças
Valorização e
profissionalização
dos artistas locais.
Contratos firmados
e impacto
econômico na
comunidade
artística
4.2.7. Incentivar e promover a
continuidade de projetos com
mais de dez anos comprovados
de atuação na cidade e
Médio prazo (3-7 anos)
ONGs e
associaçõe
s culturais
Fomento a
iniciativas
culturais
consolidadas
Relatórios de
projetos apoiados e
impacto na
comunidade
ALEXANDRE DE
OLIVEIRA
MARTINS:003599
03762
Assinado de forma digital
por ALEXANDRE DE
OLIVEIRA
MARTINS:00359903762
Dados: 2026.03.12
16:13:51 -03'00'
relevância social através de
editais, fomento e parcerias.
EIXO 5 – ECONOMIA CRIATIVA, TRABALHO, RENDA E SUSTENTABILIDADE
META 5.1 – CRIAÇÃO DE PROGRAMAS DE FOMENTO À ARTE E CULTURA EM ARMAÇÃO DOS BÚZIOS
Ações propostas
Tempo de Implementação
Referências
Curto prazo: 0 a 3 anos
Médio prazo: 3 a 7 anos
Longo prazo: 7 a 10 anos
Possíveis
parceiros
Resultados
esperados
Forma de avaliação
dos resultados
5.1.1. Criar polo ou núcleo de
suporte aos agentes culturais
com ênfase na elaboração e
organização de projetos e
inscrição em editais.
Curto prazo (0-3 anos)
Universida
des, ONGs
culturais
Facilitação do
acesso a editais e
maior capacitação
dos agentes
culturais
Número de
projetos
submetidos e
aprovados
5.1.2. Estabelecer periodicidade
de Editais em atendimento a
todos os segmentos artísticos
culturais inseridos no Conselho
Municipal de Políticas
Culturais, como nos demais
segmentos.
Curto prazo (0-3 anos)
Sec. de
Finanças,
Min. da
Cultura
Regularidade no
apoio financeiro a
projetos culturais
Quantidade de
editais lançados e
segmentos
contemplados
5.1.3. Destinar subsídios para
projetos locais com um
programa de chamamentos
públicos regulares anuais
(mínimo 3) relacionados à
economia solidária.
Médio prazo (3-7 anos) Associaçõe
s culturais
Fortalecimento da
economia cultural
local
Número de
projetos apoiados e
impacto econômico
gerado
5.1.4. Estimular a participação
e a colaboração da pessoa física
buziana no financiamento das
ações públicas de cultura
através da criação de lei de
fomento.
Médio prazo (3-7 anos)
Câmara
Municipal,
OAB
Maior
engajamento da
comunidade no
financiamento de
ações culturais
Aprovação e
impacto da lei em
ações culturais
5.1.5. Criar o mecanismo de
incentivo fiscal municipal para
que atenda de forma
equilibrada as regiões do
município de Armação dos
Búzios em sua diversidade
cultural
Médio prazo (3-7 anos)
Sec. de
Finanças,
ONGs
locais
Atração de
investimentos
privados em
projetos culturais
Quantidade de
projetos
incentivados via
benefício fiscal
5.1.6. Instituir programas para
atender necessidades técnicas e
administrativas de
empreendedores culturais
locais, ajudando-os a se inserir
no mercado cultural, com
investimento em capacitação
nas novas tecnologias e no
mercado da cultura digital.
Médio prazo (3-7 anos)
Universida
des,
startups
culturais
Inserção dos
empreendedores
no mercado
digital
Número de
participantes e
impacto nos
negócios culturais
5.1.7. Estimular a
comercialização de produtos e
serviços ofertados pelo setor da
economia criativa no
município, com investimento
em assessoria de imprensa para
fazedores de Cultura,
divulgação audiovisual e
valorização e expansão dos
canais de venda.
Médio prazo (3-7 anos)
Sec. de
Comunicaç
ão, ONGs
culturais
Ampliação da
visibilidade e
mercado para
produtos criativos
locais
Relatórios de
vendas e alcance
de campanhas
publicitárias
META 5.2 – FORTALECER O TURISMO CULTURAL NO MUNICÍPIO
Ações propostas
Tempo de Implementação
Referências
Curto prazo: 0 a 3 anos
Médio prazo: 3 a 7 anos
Longo prazo: 7 a 10 anos
Possíveis
parceiros
Resultados
esperados
Forma de avaliação
dos resultados
5.2.1. Criar um programa de
fomento ao turismo cultural. Curto prazo (0-3 anos)
Sec. de
Turismo,
associaçõe
s
comunitári
Ampliação do
turismo cultural
em Búzios
Estatísticas de
visitantes e
impacto econômico
ALEXANDRE DE OLIVEIRA
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Assinado de forma digital
por ALEXANDRE DE
OLIVEIRA
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Dados: 2026.03.12 16:14:11
-03'00'
as
5.2.2. Criar um roteiro
institucional dos Manguezais,
Restinga e Costão Rochoso do
município, considerando as
suas relações históricas, sempre
em diálogo com as
comunidades tradicionais.
Médio prazo (3-7 anos)
Sec. de
Meio
Ambiente,
associaçõe
s locais
Inclusão de
roteiros
sustentáveis e
históricos no
turismo cultural
Adesão ao roteiro e
retorno econômico
5.2.3. Parceria com a Secretaria
de Turismo para priorizar o
fomento ao turismo cultural
local de base comunitária e
ecológico em parceria com as
associações que representam os
povos tradicionais.
Curto prazo (0-3 anos)
ONGs
ambientais,
associaçõe
s
tradicionai
s
Valorização do
turismo
sustentável e
comunitário
Relatórios de
impacto em
comunidades e
meio ambiente
5.2.4. Fortalecer e fomentar a
cultura oceânica junto à
sociedade civil, as escolas
públicas e demais instituições
de ensino.
Médio prazo (3-7 anos)
Universida
des, Sec.
de
Educação
Sensibilização
ambiental e
cultural
relacionada ao
oceano
Projetos
educacionais
implementados e
eventos realizados
5.2.5. Incentivar e fomentar
projetos de hortas comunitárias
agroflorestais, estabelecendo a
harmonia entre a sociedade,
natureza e cultura alimentar
com respeito à ancestralidade.
Médio prazo (3-7 anos)
Sec. de
Meio
Ambiente,
associaçõe
s
comunitári
as
Promoção da
sustentabilidade e
segurança
alimentar
Número de hortas
implementadas e
comunidades
atendidas
META 5.3 – APOIAR O ESTABELECIMENTO DE CADEIAS PRODUTIVAS SUSTENTÁVEIS NO MUNICÍPIO
Ações propostas
Tempo de Implementação
Referências
Curto prazo: 0 a 3 anos
Médio prazo: 3 a 7 anos
Longo prazo: 7 a 10 anos
Possíveis
parceiros
Resultados
esperados
Forma de avaliação
dos resultados
5.3.1. Inserir as economias
criativa e solidária na estratégia
de desenvolvimento econômico
e social do município, tendo
como parâmetros o
empreendedorismo, o
cooperativismo, a geração de
emprego e renda.
Médio prazo (3-7 anos)
Sec. de
Desenvolvi
mento
Econômico
,
associaçõe
s culturais
Geração de
emprego e renda
para agentes
culturais
Indicadores de
geração de
emprego e
crescimento
econômico no setor
cultural
5.3.2. Oferecer capacitação
para consolidação e
fortalecimento de cooperativas
e associações, além de apoio
técnico, jurídico e outros
necessários, em parceria com a
secretaria de desenvolvimento
social.
Médio prazo (3-7 anos)
Sec. de
Desenvolvi
mento
Social,
SEBRAE
Fortalecimento do
associativismo
cultural
Número de
cooperativas
capacitadas e
impacto na
produção cultural
5.3.3. Criar um protocolo de
Sustentabilidade (ecológico e
inclusivo) para eventos
culturais realizados no
município considerando a
necessidade de apresentação de
plano de resíduos sólidos, plano
com percentual de artistas e
fornecedores locais a ser
definido.
Curto prazo (0-3 anos)
Sec. de
Meio
Ambiente,
ONGs
ambientais
Redução do
impacto ambiental
dos eventos
culturais
Auditoria
ambiental e
cumprimento do
protocolo
5.3.4. Criação de uma comissão
multidisciplinar da Secretaria
de Cultura e Patrimônio
Histórico, Secretaria de
Turismo, Secretaria de Meio
Ambiente, secretaria da mulher
e secretária de educação.
Curto prazo (0-3 anos)
Sec. de
Turismo,
Sec. de
Meio
Ambiente
Planejamento
integrado das
políticas públicas
culturai
Relatórios de
reuniões e impacto
das decisões
integradas
5.3.5. Incentivar ações voltadas
a inspirar modos de vida mais
sustentáveis/ ecológicos,
abrangendo todos os segmentos
Médio prazo (3-7 anos)
ONGs
ambientais,
instituições
culturais
Promoção de
práticas
sustentáveis e
criativas
Número de
oficinas realizadas
e produtos criados
ALEXANDRE DE
OLIVEIRA
MARTINS:00359
903762
Assinado de forma
digital por ALEXANDRE
DE OLIVEIRA
MARTINS:00359903762
Dados: 2026.03.12
16:14:36 -03'00'
culturais, incluindo oficinas e
exposições de arte, design e
moda, com materiais naturais e
não convencionais.
5.3.6. Realizar chamamentos
públicos para ocupação
contínua de praças e parques
para comercialização de
produtos artesanais e da
economia solidária.
Curto prazo (0-3 anos)
Associaçõe
s
relacionad
as à
economia
solidária
Incentivo à
comercialização
de produtos
artesanais.
Incentivo à
comercialização de
produtos
artesanais.
5.3.7. Criar um sucatário em
cada escola para
armazenamento de itens
descartados devidamente
limpos e secos para uso e
reciclagem em aulas de artes.
Médio prazo (3-7 anos)
Sec. de
Educação,
ONGs
ambientais
Sensibilização
ambiental e
prática artística
sustentável
Número de
sucatários
implementados e
atividades
realizadas
5.3.8. Criação de um galpão
cultural, com perfil sustentável
para a produção cultural.
Médio prazo (3-7 anos)
Sec. de
Obras, Sec.
de Meio
Ambiente
Espaço dedicado
à produção
cultural
sustentável
Taxa de ocupação e
impacto na
produção cultural
EIXO 6 – DIREITO ÀS ARTES E LINGUAGENS DIGITAIS
META 6.1 – FOMENTAR A INTERCULTURALIDADE E O INTERCÂMBIO DE EXPERIÊNCIAS ENTRE DIFERENTES
SEGMENTOS CULTURAIS E SUAS EXPRESSÕES
Ações propostas
Tempo de Implementação
Referências
Curto prazo: 0 a 3 anos
Médio prazo: 3 a 7 anos
Longo prazo: 7 a 10 anos
Possíveis
parceiros
Resultados
esperados
Forma de avaliação
dos resultados
6.1.1. Assegurar plenamente o
funcionamento da Escola de
Artes e Ofícios Zanine e da
Escola de Música Villa Lobos,
núcleo Tom Jobim, garantindo
a manutenção da finalidade
para a qual foram criadas,
criando núcleos em outros
bairros.
Curto prazo (0-3 anos)
Min. da
Cultura,
ONGs
culturais
Ampliação do
acesso à formação
artística nos
bairros
Número de núcleos
criados e alunos
atendidos
6.1.2. Incentivar a participação
de pais e responsáveis de PCDs
em oficinas criativas.
Curto prazo (0-3 anos)
ONGs de
acessibilid
ade, Sec.
de
Assistência
Social
Inclusão e
engajamento
familiar em
atividades
artísticas
Participação dos
responsáveis em
oficinas e feedback
qualitativo
META 6.2 – FOMENTAR PROGRAMAS SETORIAIS DE ARTES NO TERRITÓRIO DE ARMAÇÃO DOS BÚZIOS
Ações propostas
Tempo de Implementação
Referências
Curto prazo: 0 a 3 anos
Médio prazo: 3 a 7 anos
Longo prazo: 7 a 10 anos
Possíveis
parceiros
Resultados
esperados
Forma de avaliação
dos resultados
6.2.1. Criação, manutenção,
difusão e incentivo de
programas de valorização para
todos os segmentos culturais
atuantes no município de
Armação dos Búzios.
Curto prazo (0-3 anos)
Conselho
de cultura,
associaçõe
s artísticos,
sindicatos
de classe,
Fórum
Permanent
e de
Cultura,
IAB
Búzios
Fortalecimento
das diversas
expressões
culturais
Número de
programas
implementados e
segmentos
atendidos
6.2.2. Criação do Acervo
Digital Municipal de Cultura e
Patrimônio Histórico.
Curto prazo (0-3 anos)
Universida
des,
startups
Preservação e
acessibilidade aos
bens culturais
Estatísticas de
acesso e consulta
ao acervo digital
META 6.3 – FOMENTAR REDES DIGITAIS DE PRODUÇÃO DA CULTURA
Ações propostas
Tempo de Implementação
Referências
Curto prazo: 0 a 3 anos
Médio prazo: 3 a 7 anos
Longo prazo: 7 a 10 anos
Possíveis
parceiros
Resultados
esperados
Forma de avaliação
dos resultados
ALEXANDRE DE
OLIVEIRA
MARTINS:003599037
62
Assinado de forma digital por
ALEXANDRE DE OLIVEIRA
MARTINS:00359903762
Dados: 2026.03.12 16:14:55
-03'00'
6.3.1. Criação da Escola de
Audiovisual, oferecendo
formação técnica e oficinas de
cinema e arte audiovisual.
Médio prazo (3-7 anos)
Sec. de
Educação,
Min. da
Cultura,
produtores
audiovisua
is
Formação de
novos
profissionais no
setor audiovisual
Número de alunos
formados e
projetos realizados
6.3.2. Criação de uma
“Wikipedia Municipal
Buziana”.
Curto prazo (0-3 anos)
Universida
des, ONGs
locais
Divulgação e
preservação do
patrimônio
histórico e
cultural local
Quantidade de
artigos publicados
e acessos à
plataforma
6.3.3. Disponibilizar totens de
informação cultural por todo o
município oferecendo acesso
gratuito à internet.
Médio prazo (3-7 anos)
Sec. de
Tecnologia
, empresas
de
telecomuni
cações
Ampliação do
acesso à
informação
cultural e
digitalização de
serviços
Número de totens
instalados e
feedback dos
usuários
6.3.4. Desenvolver ações para
produção de conteúdos digitais,
ampliando a produção
audiovisual como linguagem
cultural de Armação dos
Búzios.
Curto prazo (0-3 anos)
Produtores
culturais,
ONGs
Estímulo à
produção de
conteúdos digitais
e fortalecimento
da economia
criativa
Quantidade de
conteúdos
produzidos e
impacto no
mercado local
6.3.5. Implementar novas
tecnologias, incluindo aquelas
relacionadas à sustentabilidade,
nos equipamentos municipais
de cultura.
Médio prazo (3-7 anos)
Sec. de
Meio
Ambiente,
empresas
de
tecnologia
Modernização e
eficiência
energética dos
equipamentos
culturais
Relatórios técnicos
e avaliação do
impacto ambiental
6.3.6. Oferecimento de internet
gratuita pela Secretaria de
Cultura e Patrimônio Histórico
e Patrimônio Histórico em
todos os eventos culturais.
Curto prazo (0-3 anos)
Empresas
de
telecomuni
cações,
Sec. de
Tecnologia
Acessibilidade
digital durante
eventos culturais
Estatísticas de
acesso e feedback
dos participantes
ALEXANDRE
DE OLIVEIRA
MARTINS:0035
9903762
Assinado de forma digital
por ALEXANDRE DE
OLIVEIRA
MARTINS:00359903762
Dados: 2026.03.12
16:15:26 -03'00'