ESTADO DO RIO DE JANEIRO ,
PREFEITURA MUNICIPAL DE MACAÉ
GABINETE DO PREFEITO
MENSAGEM Nº 0!3 /2026
Macaé, 3 a de maio de 2026.
EXMO. SR. PRESIDENTE,
Ao encaminhar o presente Projeto de Lei e submetê-lo à apreciação dos Senhores
Edis, tenho a grata satisfação de estar contribuindo para homenagear uma pessoa de
reconhecida relevância social no município.
O Sr. Joventino de Souza, eternamente conhecido como Nhô Manduca, nasceu na
cidade de Campos dos Goytacazes, no Estado do Rio de Janeiro. Foi ali que deu seus
primeiros passos na vida e onde aprendeu valores que jamais o abandonariam, como a
simplicidade no viver, a honestidade no agir e o profundo respeito pelas pessoas. Valores
que não apenas orientaram sua caminhada, mas que marcaram todos aqueles que tiveram o
privilégio de conhecê-lo. Em determinado momento de sua vida, escolheu Macaé como seu
lar definitivo. Aqui chegou com coragem, esperança e o desejo sincero de trabalhar e
servir. Inicialmente, residiu na Barra, depois mudou-se para o Centro da cidade e, por fim,
escolheu sua querida Aroeira como o lugar para viver até o fim de seus dias. Contudo, toda
Macaé era sua paixão, pois aqui construiu não apenas uma casa, mas um verdadeiro ponto
de afeto, acolhimento e histórias compartilhadas.
Em Macaé, Joventino foi contratado para atuar como radialista, em uma época em
que o rádio era a maior ponte de ligação entre as pessoas. Naquele tempo, a voz que saía
do rádio não era apenas informação, mas companhia, orientação e confiança. E foi assim
que a voz firme, clara e inconfundível de Nhô Manduca passou a fazer parte da vida do
povo macaense.
Ele entrou para a história como radialista na Rádio Jornal de Macaé - AM 820,
emissora que marcou gerações e teve papel fundamental no desenvolvimento social e
cultural do município. Sua voz anunciava notícias, músicas, comunicados e mensagens que
uniam a cidade inteira em um mesmo sentimento de pertencimento. Mas Nhô Manduca
não se limitou aos estúdios da rádio. Visionário, foi pioneiro na comunicação por meio dos
carros de propaganda com sistema de som em Macaé. Com esses veículos, percorreu ruas,
bairros, distritos, áreas rurais e a região serrana, levando anúncios aos comerciantes locais
com uma locução carregada de credibilidade, respeito e proximidade. Sua voz tornou-se
sinônimo de confiança e referência para o comércio da cidade.
Mais do que anúncios comerciais, esses carros de som cumpriram uma função
social de enorme importância. Por meio deles, Nhô Manduca anunciava falecimentos,
comunicados oficiais e informações de interesse coletivo. Em tempos em que muitos não
tinham acesso rápido a outros meios de comunicação, era sua voz que chegava primeiro,
levando notícias que uniam, alertavam e confortavam.
Com seu jeito simples, humano e direto, Joventino nunca usou sua voz apenas para
informar. Usou-a para defender o povo. Cobrava das autoridades públicas melhorias para a
população, especialmente para os mais humildes, tornando-se uma verdadeira ponte entre
a comunidade e o poder público. Falava por aqueles que muitas vezes não tinham voz.
Esse compromisso com Macaé o levou a colocar seu nome à disposição dos eleitores do
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município. E o resultado foi histórico: seu apelido, Nhô Manduca, recebeu uma votação tão
expressiva que, à época, seria suficiente para se eleger ao cargo que concorria. No entanto,
por questões formais, como os votos foram registrados em seu apelido e não em seu nome
civil, Joventino de Souza, a Justiça Eleitoral acabou por anulá-los. Ainda assim, aquele
episódio revelou algo maior do que qualquer mandato: o amor, o respeito e a confiança do
povo de Macaé.
Sua voz ecoou da década de 1960 até os anos 2000, atravessando gerações. Era
conhecida, reconhecida e aguardada, especialmente nos distritos rurais e na região serrana,
onde Nhô Manduca era mais do que um comunicador - era parte da família. No dia 09 de
fevereiro de 2011, após lutar bravamente contra um câncer agressivo, Joventino de Souza
partiu. Deixando saudade e silêncio onde antes havia voz, mas deixou, acima de tudo, um
legado eterno, sua esposa, 10 filhos, 20 netos, 19 bisnetos e incontáveis amigos e
admiradores, que até hoje carregam sua memória com carinho, orgulho e gratidão.
A história de Joventino de Souza, o eterno Nhô Manduca, confunde-se com a
própria história de Macaé. Seu legado vai muito além do rádio e dos carros de som. Ele
ajudou a formar consciências, fortaleceu o comércio local, integrou comunidades e
ensinou, com o exemplo, que servir ao próximo é a maior forma de grandeza.
Diante da relevância dos serviços prestados à nossa cidade, do reconhecimento
popular dos macaenses e da importância de se preservar a história das personalidades que
construíram essa cidade, entendemos ser conveniente e oportuno que o Parque Municipal
da Ajuda, no bairro da Ajuda, passe a ser, desde já, denominado como “Parque Municipal
Joventino de Souza (Nhô Manduca)”.
Por esses motivos, acredita-se que a proposta será bem recebida por essa Emérita
Casa e contará com o apoio de Vossas Excelências para a aprovação unânime dos Nobres
Representantes dessa Augusta Casa Legislativa.
Com meus protestos de elevada estima e consideração, subscrevo-me.
WELBERTH PORTO DE REZENDE
PREFEITO
AO MD PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE MACAÉ/RJ
VEREADOR ALAN MANSUR PEREIRA
PALÁCIO NATÁLIO SALVADOR ANTUNES
ROD. CHRISTINO JOSÉ DA SILVA JÚNIOR, KM 3,5
VIRGEM SANTA - MACAÉ — RJ
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GABINETE DO PREFEITO
PROJETO DE LEI Nº 0 19 /2026
Dispõe sobre a denominação do Parque
Municipal Joventino de Souza (Nhô
Manduca).
O PREFEITO DO MUNICÍPIO DE MACAÉ, faço saber que a Câmara
Municipal aprovou e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º Fica denominado “Parque Municipal Joventino de Souza (Nhô Manduca)”,
o parque localizado no bairro Ajuda neste município.
Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data da sua publicação, revogadas as disposições
em contrário.
GABINETE DO PREFEITO, em !7% de maio de 2026.
WELBERTH PORTO DE REZENDE
PREFEITO