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GP 528/2024 Em26 de agostode 2024.
Senhor Presidente,
Cumprimentando-o, cordialmente, sirvome do presente para encaminhar oSUBSTITUTIVO TOTAL ao
Projeto de Lei de minha autoria– GP 346/2024 - CMP
2224/2024que “INSTITUI A POLÍTICA MUNICIPAL DO MEIO
AMBIENTE E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS”, para apreciação de
Vossa Excelência e de Seus Ilustres Pares.
Solicito que a apreciação da matéria se
dê em regime de urgência especial, nos termos do Art. 61, § 4º da
Lei Orgânica Municipal – LOM.
Na oportunidade, reitero protestos de
elevada estima e consideração.
RUBENS BOMTEMPO
Prefeito
Exmo. Sr.
VEREADOR JÚNIOR CORUJA
DD. Presidente da Câmara Municipal
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JUSTIFICATIVA
Prezado Senhor,
Encaminho o projeto de Lei quetem o
objetivo de “Institui a Política Municipal do Meio Ambiente e dá outras
providências”.
Em primeiro lugar, cumpre esclarecer que
a criação deste Códex é mais que um simples emaranhado de
dispositivos legais, é uma realidade almejada para dar andamento e
sustentabilidade aos preceitos tão desejados e esperados pela nossa
Constituição Federal: “O Meio Ambiente”.
O Código Ambiental constitui-se, na
verdade, de parâmetros indicadores e necessários de modo a
aperfeiçoar o tratamento, respeito e legalidade na abordagem com o
nosso bem maior, bem natural, habitat de que tanto necessitamos
para sobrevivência inteligente.
A proteção ao meio ambiente equilibrado é
um anseio antigo, passando por gerações e povos, consagrado em
vários dispositivos ao redor do planeta, com o fito de, desde outrora,
melhorar a qualidade de vida dos habitantes que aqui residem.
Nessa seara, o presente Código já vinha se
manifestando ao longo dos anos como futuro pilar na concretização de
normas para disciplinar um tratamento adequado ao meio ambiente,
com deveres e responsabilidades a serem seguidas.
Por via de consequência, passados todos
esses anos e com a obrigação de se avançar, impunha-se elaborar um
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novo ordenamento, um Códex Ambiental, atento aos reclamos da
municipalidade e dos objetivos contidos na Constituição Federal, com
o escopo de atingir e enfrentar os pontos hábeis a assegurar melhor
relação de convivência com o que temos de mais importante: A
inclusão de hábitos saudáveis com o ambiente.
Por longos anos veio se aperfeiçoando,
seguindo as diretrizes dos dispositivos emanados em diversas
legislações, com o objetivo de cumprir e fazer cumprir, numa leitura
com as mais diversas peculiaridades a alcançar o objetivo proposto no
cuidado ao meio ambiente.
Importante mencionar o caráter
democrático-participativo deste instrumento legal, com opiniões dos
diferentes setores, seja da comunidade, seja de entidades importantes
para o desenvolvimento do Município, através das manifestações da
sociedade civil, que tiveram a oportunidade de serem ouvidas, sendo
essencial instrumento de prestação soberana, todos com fito de
implantar um mecanismo de expressão para proteção do nosso
habitat.
O novo Código Ambiental em sua “Política
Ambiental”, expressa seus princípios, objetivos, instrumentos e
conceitos gerais, estes especificados no glossário anexo, incidente em
todas as formas de prestação.
Cada um desses tópicos representa
aspectos relevantes ao desenvolvimento e aplicabilidade do
instrumento legal.
Nessa linha, o Código elenca as
atribuições do SISMUMA, dentre elas, controle do meio ambiente e
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uso adequado dos recursos ambientais do Município, com os órgãos
integrantes do sistema (Estrutura – Órgão Executivo – Órgão
Colegiado), trazendo também aspectos do Zoneamento Ambiental,
Espaços Territoriais e Áreas de Preservação.
Pois bem, um conjunto de normas
pensadas para proteção, quando adequado, à conservação de
elementos vitais a vida.
Estamos diante do novel Código
Ambiental, obra do labor e necessidade de pessoas que compuseram a
comissão ao longo dos anos, com a perspectiva de disciplinar o trato
desse bem irrefutável e de todos, o Meio Ambiente.
Por derradeiro, é de se exaltar a
participação do Conselho Municipal de Meio Ambiente e da Câmara
de Vereadores no processo de confecção e viabilidade na formulação
deste Código, elemento ímpar para o crescimento de nossa Cidade.
Assim, pela sua importância, conto com o
apoio dos Ilustres Vereadores para a aprovação desta Lei em regime
de urgência especial, nos termos do Art. 61, § 4º da Lei Orgânica
Municipal – LOM.No ensejo, renovo a Vossa Excelência e a seus
Ilustres Pares, protestos de estima e consideração.
RUBENS BOMTEMPO
Prefeito
Exmo. Sr.
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VEREADOR JÚNIOR CORUJA
DD. Presidente da Câmara Municipal
PROJETO DE LEI
“INSTITUI A POLÍTICA MUNICIPAL
DO MEIO AMBIENTE E DÁ OUTRAS
PROVIDÊNCIAS”
TÍTULO I
DA POLÍTICA AMBIENTAL
CAPÍTULO I
DOS PRINCÍPIOS
Art. 1º. Esta lei, com fundamento nos incisos VI e VII do art. 23, no
inciso I do art. 30 e no art. 225 da Constituição Federal, no artigo
261, § 1º da Constituição do Estado do Rio de Janeiro e no art.
190, § 1º da Lei Orgânica do Município de Petrópolis, estabelece,
no âmbito do Município de Petrópolis, a Política Municipal do Meio
Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação,
constitui o Sistema Municipal do Meio Ambiente (SISMUMA) e
institui o Cadastro Ambiental.
Art. 2º. Esta lei, fundamentada no interesse local, também regula a
ação do Poder Público Municipal e sua relação com os cidadãos e
instituições públicas e privadas, na preservação, conservação,
controle, defesa e recuperação do meio ambiente ecologicamente
equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à melhoria de
vida buscando o uso sustentável dos recursos ambientais.
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Art. 3º. A Política Municipal de Meio Ambiente é orientada pelos
seguintes princípios:
I – promoção do desenvolvimento integral do ser humano;
II – direito de todos ao meio ambiente ecologicamente equilibrado e
a obrigação de defendê-lo e preservá-lo para o presente e futuras
gerações;
III – uso adequado dos recursos ambientais;
IV – proteção de áreas ameaçadas de degradação;
V – função social e ambiental da propriedade;
VI – integração e complementaridade entre as atividades urbanas e
rurais a fim de promover a compatibilidade entre o
desenvolvimento socioeconômico do Município e a sustentabilidade
ambiental;
VII – obrigação de reparação e/ou recuperação do dano causado ao
meio ambiente, independente da aplicação de sanções
administrativas ou penais;
VIII – garantia da prestação de informações relativas ao meio
ambiente;
IX – indenização pelos danos causados ao meio ambiente, seja por
pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado;
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X – promoção da saúde ambiental;
XI – preservação da biodiversidade em todas as suas formas;
XII – prevenção e mitigação de riscos ao meio ambiente, provocados
pelas emergências climáticas;
XIII – conscientização e educação ambiental contínua em todos os
níveis de ensino, inclusive junto às comunidades em seu entorno,
objetivando capacita-la para participação ativa na defesa do meio
ambiente, especialmente na adaptação as mudanças climáticas;
XIV – incentivo e garantia da participação da sociedade na gestão
ambiental;
XV – pela multidisciplinaridade no trato das questões ambientais;
XVI – pela visão sistêmica, na execução da política municipal do
meio ambiente;
XVII – pela Ecoeficiência;
XVIII –pelo planejamento ambiental;
XIX – pela continuidade, no tempo e no espaço, das ações básicas
de gestão ambiental;
XX – pelo combate as mudanças climáticas e a mitigação das suas
consequências e a promoção da adaptação das populações locais
aos seus efeitos;
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XXI – promover o comércio de crédito de carbono e regulamentar a
exploração da biodiversidade e outros instrumentos congêneres de
mitigação das emissões de gases de efeito estufa, nos termos da lei
federal 14.590/2023.
Art. 4°. Este código tem como um dos seus princípios norteadores
o combate ao aquecimento global fomentando ações cidadãs
individuais e coletivas e também outras ações de prevenção,
mitigação e adaptabilidade as consequências locais provocadas
pelos efeitos do aquecimento global, através de ações de educação
ambiental e aplicando os instrumentos legais existentes.
CAPÍTULO II
DOS OBJETIVOS
Art. 5º. São objetivos da Política Municipal de Meio Ambiente:
I – executar e fazer cumprir, no âmbito municipal, as políticas
nacionais e estaduais relacionadas à proteção do meio ambiente;
II – formular, executar e fazer cumprir as normas municipais de
proteção ao meio ambiente;
III – exercer a gestão dos recursos ambientais no âmbito de suas
atribuições;
IV – promover a articulação e a integração de programas e ações de
órgãos e entidades da administração pública nas diversas esferas,
bem como favorecer consórcios e outros instrumentos de
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cooperação técnica, científica e financeira direcionadas à proteção
e à gestão ambiental;
V – identificar e caracterizar os ecossistemas do Município,
definindo as funções específicas de seus componentes, as
fragilidades, as ameaças, os riscos e os usos compatíveis através
do zoneamento ambiental;
VI – compatibilizar o desenvolvimento econômico e social com a
preservação ambiental, a qualidade de vida e o uso racional dos
recursos naturais;
VII – controlar a produção, extração, comercialização, transporte e
o emprego de materiais, bens e serviços, métodos e técnicas que
gerem risco para a vida ou comprometam a qualidade de vida e o
meio ambiente, por possuírem potencial poluidor ou degradante;
VIII – estimular o uso de tecnologias disponíveis e alternativas para
manejo, preservação e conservação do meio ambiente, visando
reduzir o uso e a degradação dos recursos naturais;
IX – promover a redução, o reaproveitamento, a reciclagem e o
reuso dos resíduos gerados pelo consumo nos processos
produtivos e construtivos;
X – promover e orientar a educação ambiental em todos os níveis
de ensino e a conscientização pública para a proteção do meio
ambiente e a mitigação dos impactos das mudanças climáticas;
XI – desenvolver programas de pesquisa, capacitação técnica,
cooperação, revisão e aperfeiçoamento da legislação pertinente;
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XII – contribuir para o desenvolvimento do ecoturismo e do turismo
sustentável, observando os princípios e demais objetivos;
XIII – atuar na prevenção da ocorrência de desastres naturais que
causem prejuízo à vida e ao patrimônio;
XIV– proteger e recuperar processos ecológicos essenciais para a
reprodução e manutenção da biodiversidade;
XV - contribuir com a mitigação dos efeitos adversos provocados
pelas mudanças climáticas;
XVI - pela integração das ações nas áreas de saneamento
ambiental, saúde pública, recursos hídricos, desenvolvimento local
e ação social;
XVII - pela preferência nas compras e aquisições de produtos
compatíveis com os princípios desta Lei;
XVIII - pela adoção, pelas atividades de qualquer natureza, dos
meios e sistemas de segurança contra acidentes que acarrete risco
à saúde pública ou ao meio ambiente;
XIX - pela criação de serviços permanentes de segurança e
prevenção de acidentes danosos ao meio ambiente;
XX - pela instituição de programas de incentivo à recuperação de
vegetação nas margens dos mananciais e nas áreas de preservação
permanente;
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XXI – inserir em todos planos da cidade de Petrópolis capítulos
sobre como tornar a cidade mais resiliente, implementando a sua
capacidade de resistir, absorver, adaptar-se e recuperar-se dos
efeitos dos desastres ambientais de maneira tempestiva e eficiente
através da preservação e restauração de suas estruturas básicas e
funções essenciais.
CAPÍTULO III
DOS INSTRUMENTOS
Art. 6º. São instrumentos da Política Municipal de Meio Ambiente:
I – os espaços territoriais especialmente protegidos;
II – o estabelecimento de parâmetros e padrões de qualidade
ambiental;
III – estudos, análises e avaliações ambientais;
IV – o licenciamento ambiental;
V – o monitoramento ambiental;
VI – o sistema municipal de informações através de Software de
Informações Geográficas locais e cadastros ambientais;
VII – o fundo municipal de conservação ambiental;
VIII – a educação e conscientização ambiental;
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IX – os benefícios e incentivos para conservação e preservação dos
recursos ambientais, a ser regulamentado;
X – a fiscalização ambiental;
XI – o Conselho Municipal de Meio Ambiente – COMDEMA;
XII – as medidas compensatórias;
XIII – recomendar ações destinadas a articular e integrar os
aspectos ambientais e o desenvolvimento do planejamento do
Município, através de planos, programas, projetos e ações
desenvolvidos pelos órgãos municipais, compatibilizando-os com as
normas vigentes;
XIV – produzir subsídios para a implementação de ações e
permanente revisão e reformulação da Política Municipal de Meio
Ambiente, através de um plano de ação ambiental integrado, para
execução, no mínimo, a cada 5 (cinco) anos;
XV - pelo zoneamento ambiental;
XVI – a gestão de um banco de áreas para reflorestamento e
regeneração da fauna e da flora.
CAPÍTULO IV
DOS CONCEITOS GERAIS
Art. 7º. Os conceitos gerais que regerão esta lei constam do
glossário, em anexo.
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TÍTULO II
DO SISTEMA MUNICIPAL DE MEIO AMBIENTE – SISMUMA
CAPÍTULO I
DA ESTRUTURA
Art. 8º. O Sistema Municipal de Meio Ambiente - SISMUMA é o
conjunto de ações individuais ou integradas dos órgãos e entidades
públicas e privadas que de forma direta ou indireta são
responsáveis pela recuperação, conservação, preservação, defesa,
controle do meio ambiente e uso adequado dos recursos
ambientais do Município, consoante o disposto nesta Lei.
Art. 9º. Integram o Sistema Municipal de Meio Ambiente:
I – A Secretaria de Meio Ambiente, órgão responsável pela
coordenação, controle, fiscalização, prevenção e execução da
política ambiental, ou órgão que, posteriormente, vier a lhe suceder
nas mesmas funções disponibilizando recursos estruturais,
operacionais, financeiros, tecnológicos e técnicos: Podendo ampliar
a participação de outras secretarias, visto que se trata de
planejamento e tomada de decisão, cujas ações, enquanto órgãos
locais, interferirão no desenvolvimento socioeconômico e
ambiental, integrado e sustentável, através de estudos e pesquisas,
com vistas à preservação e conservação dos recursos ambientais
presentes, e nos padrões de apropriação e utilização destes
recursos.
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II – O Conselho Municipal de Meio Ambiente – COMDEMA, órgão
colegiado autônomo de caráter consultivo, deliberativo e normativo
da política ambiental;
III – O Fundo Municipal de Conservação Ambiental;
IV – O Grupamento de Proteção Ambiental da Guarda Civil –
GPA/GC;
V– A Companhia Municipal de Desenvolvimento de Petrópolis –
COMDEP;
Art. 10. Os órgãos e entidades que compõem o SISMUMA atuarão
de forma harmônica e integrada, sob a coordenação da Secretaria
de Meio Ambiente, ou órgão que, posteriormente, vier a lhe suceder
nas mesmas funções, observada a competência do Conselho
Municipal de Meio Ambiente – COMDEMA.
CAPÍTULO II
DO ÓRGÃO EXECUTIVO
Art. 11. A Secretaria de Meio Ambiente, ou órgão que,
posteriormente, vier a lhe suceder nas mesmas funções, é a
responsável pela coordenação, controle e execução da Política
Municipal de Meio Ambiente, com as atribuições e competências
definidas nesta Lei, sem prejuízo das atribuições previstas em
outras normas Municipais, cabendo-lhe, ainda:
I – propor normas técnicas relativas aos estabelecimentos ou
atividades efetiva ou potencialmente poluidoras ou degradadoras;
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II – fiscalizar o cumprimento das disposições desta Lei, seus
regulamentos e demais normas dela decorrentes;
III – valorar o dano visando responsabilizar o agente poluidor ou
degradador, exigindo a reparação e/ou medidas compensatórias;
IV – aplicar as penalidades decorrentes das infrações às normas
ambientais municipais;
V – coordenar as ações dos órgãos integrantes do executivo
municipal com vistas ao controle da qualidade ambiental;
VI – a participação no planejamento e na elaboração das políticas
públicas ambientais;
VII – elaborar o plano de ação de meio ambiente e a respectiva
proposta orçamentária do COMDEMA, submetendo-as previamente
ao seu plenário;
VIII – coordenar as ações dos órgãos integrantes do poder executivo
com vistas à proteção ao meio ambiente;
IX – controlar, monitorar e avaliar o uso adequado dos recursos
naturais do Município;
X – controlar e monitorar atividades produtivas e de serviços
quando potencial ou efetivamente poluidoras ou degradadoras do
meio ambiente;
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XI – manifestar mediante estudos e pareceres técnicos sobre
questões de interesse ambiental para a população do Município;
XII – implementar as diretrizes da política ambiental municipal;
XIII – promover a educação ambiental;
XIV – buscar cooperação com órgãos e instituições federais,
estaduais, municipais e entidades da sociedade civil, para a
execução coordenada das ações ambientais e obtenção de
financiamentos para a implantação de programas e projetos
relativos à preservação, conservação e recuperação dos recursos
ambientais;
XV – gerir o fundo municipal de conservação ambiental nos
aspectos técnicos, administrativos e financeiros, segundo as
diretrizes fixadas, de forma compartilhada, com o COMDEMA,
conforme art. 191, §2º da Lei Orgânica Municipal;
XVI – apoiar as ações das organizações da sociedade civil que
tenham a questão ambiental entre seus objetivos;
XVII – propor a criação e gestão das unidades de conservação
municipais e parques urbanos, implementando os planos de
manejo e respectivos planos diretores;
XVIII – conceder o licenciamento ambiental para a localização,
instalação, operação e ampliação das obras e atividades
consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras ou
degradadoras do meio ambiente de impacto local, conforme
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definido por norma do Conselho Estadual de Meio Ambiente, na
forma da Lei Complementar nº 140/2011;
XIX – desenvolver o zoneamento ambiental contando com a
participação dos órgãos, secretarias afins e entidades ambientais
com atuação no Município;
XX – atuar na recuperação de áreas e recursos ambientais
poluídos ou degradados;
XXI – fornecer apoio técnico, administrativo e consultivo ao
COMDEMA;
XXII – elaborar projetos ambientais;
XXIII – executar outras atividades correlatas;
XXIV - regularização fundiária urbana ambiental;
XXV - implementar sistemas informatizados de controle ambiental,
entre os quais aqueles decorrentes do licenciamento ambiental, da
gestão florestal e das autuações ambientais das atividades de sua
competência;
XXVI - implantar o Sistema Municipal de Unidades de Conservação
da Natureza - SMUC e administrar as Unidades de Conservação
Municipais;
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XXVII – implementar elaborar e executar projetos de Educação
Ambiental.
Parágrafo único: A organização interna do órgão ambiental
municipal será formalizada mediante portaria expedida por seu
Presidente;
CAPÍTULO III
DO ÓRGÃO COLEGIADO
Art. 12. O Conselho Municipal de Meio Ambiente – COMDEMA é
um órgão colegiado, de composição paritária entre o Poder Público
e a Sociedade Civil, de caráter permanente, deliberativo para
assessoramento ao Poder Executivo Municipal e deliberativo no
âmbito de sua competência.
Art. 13. As atribuições do COMDEMA estão previstas na Lei
Municipal nº 6.362, de 2 de junho de 2006 e em suas alterações
posteriores.
Art. 14. Os atos, decisões, deliberações, normativos ou não,
exarados pelo COMDEMA são de domínio público e deverão ser
divulgados pela Imprensa Oficial do Município.
SEÇÃO I
DAS ENTIDADES NÃO GOVERNAMENTAIS
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Art. 15. As entidades não governamentais para atuação na Política
Municipal de Meio Ambiente deverão estar legalmente constituídas
há pelo menos 2 (dois) anos e ter entre seus objetivos constitutivos
a defesa do meio ambiente.
SEÇÃO II
DOS ÓRGÃOS MUNICIPAIS
Art. 16. A Administração Pública Municipal, direta e indireta, que
desenvolva atividades que interfiram, mesmo que indiretamente,
sobre área ambiental, responde pelos danos que eventualmente
causar, inclusive, solidariamente, na sua esfera de competência.
TÍTULO III
DOS INSTRUMENTOS DA POLÍTICA MUNICIPAL DE MEIO
AMBIENTE
CAPÍTULO I
NORMAS GERAIS
Art. 17. Os instrumentos da Política Municipal de Meio Ambiente,
elencados no Título I, Capítulo III, desta Lei, devem ser
regulamentados em normas próprias.
Art. 18. Cabe ao Município a implementação dos instrumentos da
Política Municipal de Meio Ambiente para a perfeita consecução
dos objetivos definidos nesta Lei.
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CAPÍTULO II
DO ZONEAMENTO AMBIENTAL
Art. 19. O zoneamento ambiental consiste na definição, incluído o
mapeamento, das áreas do território do Município que deverão ter
as atividades reguladas de forma a garantir a biodiversidade, a
conservação do patrimônio ambiental e o desenvolvimento
sustentável, em observância à legislação e normas vigentes.
Parágrafo único. O Município deverá buscar a compatibilização de
seus zoneamentos, quer sejam urbanísticos, sociais, econômicos e
ambientais, com aqueles existentes nas esferas estadual e federal,
a fim de alinhar os procedimentos com os órgãos competentes
daquelas esferas.
Art. 20. O Zoneamento Ambiental deverá contemplar os seguintes
quesitos:
I – a divisão territorial em bacias hidrográficas;
II – as áreas regulamentadas através das diversas categorias de
manejo;
III – as áreas protegidas por instrumentos legais diversos devido à
existência de remanescentes de Mata Atlântica e ambientes
associados e de suscetibilidade do meio a riscos relevantes;
IV – as áreas de proteção da paisagem com características
excepcionais de qualidade e fragilidade visual;
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V – as áreas em estágio significativo de degradação, onde é exercida
a proteção temporária e desenvolvidas ações visando à recuperação
induzida ou natural do ambiente, com o objetivo de integrá-las às
áreas especialmente protegidas;
VI – as demais áreas do Município submetidas a normas próprias
de uso e ocupação do solo;
VII – a capacidade de suporte dos ecossistemas, bem como o grau
de saturação das zonas urbanas, indicando limites de absorção
dos impactos provocados pela instalação de atividades produtivas e
de obras de infraestrutura;
VIII – o desenho da malha viária existente e a projetada desde que
licenciada;
IX – as áreas de suscetibilidade, perigo e as cartas geotécnicas
existentes.
CAPÍTULO III
DOS ESPAÇOS TERRITORIAIS ESPECIALMENTE PROTEGIDOS
Art. 21. São espaços territoriais especialmente protegidos, sujeitos
a regime jurídico especial, cabendo ao Município sua delimitação e
incentivo a sua criação e proteção, através de ato jurídico próprio,
quando não definidos em lei:
I – as áreas de preservação permanente;
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II – as unidades de conservação;
III – a paisagem natural, os visuais notáveis, as áreas verdes do
Município;
IV – reservas municipais urbanas;
V – reservas legais;
VI – reservas florestais;
VII – as áreas de uso restrito.
VII – Reserva Particular do Patrimônio Natural – RPPN
SEÇÃO I
DAS ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE
Art. 22. Consideram-se áreas de preservação permanente – APP,
em zonas rurais e urbanas, pelo efeito desta lei, as florestas e
demais formas de vegetação natural, situadas:
I – nas faixas marginais de qualquer curso d’água natural perene e
intermitente, excluídos os efêmeros, desde a borda da calha do
leito regular, em largura mínima de:
a) de 30 (trinta) metros para os cursos d’água de menos de 10 (dez)
metros de largura;
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b) de 50 (cinquenta) metros para os cursos d’água que tenham de
10 (dez) a 50 (cinquenta) metros de largura;
c) e em área urbano de acordo com a lei 14.285/2021 em seu
parágrafo 10° em seus incisos 1, 2 e 3.
II – as áreas no entorno de nascentes, olhos d´água perenes,
qualquer que seja a sua situação topográfica, no raio mínimo de 50
metros;
III – em topos de morros, montes, montanhas e serras, com altura
mínima de 50 (cinquenta) metros e declividade maior que 25º (vinte
e cinco graus) na linha de maior declive, correspondendo às áreas
delimitadas a partir da curva de nível correspondente a 2/3 (dois
terços) da altura mínima da elevação em relação à base;
IV – as áreas cobertas por vegetação primária ou em estágio médio
ou avançado de regeneração secundária da Mata Atlântica;
V – em altitude superior a 1.500 (mil e quinhentos) metros,
qualquer que seja a vegetação;
VI – em áreas que abriguem exemplares ameaçados de extinção,
raros, vulneráveis ou endêmicos da fauna e flora local;
VII – nas encostas ou partes destas, com declividade (igual ou)
superior a 45º (quarenta e cinco graus), equivalente a 100% (cem
por cento) na linha de maior declive.
§ 1º No caso de lagoas, lagos ou reservatórios d’água artificiais, em
área rural, serão utilizados os parâmetros constantes na legislação
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federal. Não será exigida APP no entorno de reservatórios artificiais
que não decorram de barramento ou represamento de cursos
d’água naturais.;
§ 2º O Município, no prazo de 180 dias a contar da publicação
desta Lei, disponibilizará, no site da Prefeitura, mapa com a
demarcação das Áreas de Preservação Permanente (APP) de topo de
morros, conforme previsto no caput deste artigo na escala de
1/25.000 (um por vinte e cinco mil).
Art. 23. Para efeitos desta lei, entende-se por:
I – Área de Preservação Permanente – APP: área protegida, coberta
ou não por vegetação nativa, com a função ambiental de preservar
os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica e a
biodiversidade, facilitar o fluxo gênico de fauna e flora, proteger o
solo e assegurar o bem-estar das populações humanas;
II – Reserva Legal: área localizada no interior de uma propriedade
ou posse rural, com a função de assegurar o uso econômico de
modo sustentável dos recursos naturais do imóvel rural, auxiliar a
conservação e a reabilitação dos processos ecológicos e promover a
conservação da biodiversidade, bem como o abrigo e a proteção de
fauna silvestre e da flora nativa;
III – Interesse social:
a) as atividades imprescindíveis à proteção da integridade da
vegetação nativa, tais como prevenção, combate e controle do fogo,
controle da erosão, erradicação de invasoras e proteção de plantios
com espécies nativas;
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b) a exploração agroflorestal sustentável praticada na pequena
propriedade ou posse rural familiar ou por povos e comunidades
tradicionais, desde que não descaracterize a cobertura vegetal
existente e não prejudique a função ambiental da área;
c) a implantação de infraestrutura pública destinada a esportes,
lazer e atividades educacionais e culturais ao ar livre em áreas
urbanas e rurais consolidadas, observadas as condições
estabelecidas neste Código;
d) outras atividades similares devidamente caracterizadas e
motivadas em procedimento administrativo próprio, quando
inexistir alternativa técnica e vocacional à atividade proposta,
definidas em ato do Chefe do Poder Executivo municipal;
IV – atividades eventuais ou de baixo impacto ambiental:
a) abertura de pequenas vias de acesso interno e suas pontes e
pontilhões, quando necessárias à travessia de um curso d’água, ao
acesso de pessoas e animais para a obtenção de água ou à retirada
de produtos oriundos das atividades de manejo agroflorestal
sustentável;
b) implantação de instalações necessárias à captação e condução
de água e efluentes tratados, desde que comprovada a outorga do
direito de uso da água, quando couber;
c) implantação de trilhas para o desenvolvimento do ecoturismo;
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d) construção de rampa de lançamento de barcos e pequeno
ancoradouro;
e) construção de moradia de agricultores familiares, remanescentes
de comunidades quilombolas e outras populações extrativistas e
tradicionais em áreas rurais, onde o abastecimento de água se dê
pelo esforço próprio dos moradores;
f) construção e manutenção de cercas na propriedade;
g) pesquisa científica relativa a recursos ambientais, respeitados
outros requisitos previstos na legislação aplicável;
h) coleta de produtos não madeireiros para fins de subsistência e
produção de mudas, como sementes, castanhas e frutos,
respeitada a legislação específica de acesso a recursos genéticos;
i) plantio de espécies nativas produtoras de frutos, sementes,
castanhas e outros produtos vegetais, desde que não implique
supressão da vegetação existente nem prejudique a função
ambiental da área;
j) exploração agroflorestal e manejo florestal sustentável,
comunitário e familiar, incluindo a extração de produtos florestais
não madeireiros, desde que não descaracterizem a cobertura
vegetal nativa existente nem prejudiquem a função ambiental da
área;
k) outras ações ou atividades similares, reconhecidas como
eventuais e de baixo impacto ambiental em ato do Conselho
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Municipal de Meio Ambiente – COMDEMA e da Secretaria de Meio
Ambiente.
Art. 24. São também consideradas áreas de preservação
permanente aquelas assim definidas nas legislações estadual e
federal pertinentes.
Art. 25. A vegetação situada em APP – Área de Proteção
Permanente deverá ser mantida à suas próprias expensas, pelo
proprietário, possuidor ou ocupante a qualquer título da área,
pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado.
SEÇÃO II
DO SISTEMA MUNICIPAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO DA
NATUREZA
Art. 26. Fica instituído o Sistema Municipal de Unidades de
Conservação da Natureza – SMUC que abrange as unidades de
conservação públicas e privadas, que possuam área no território do
Município de Petrópolis, de acordo com os Sistemas Nacional e
Estadual de Unidades de Conservação da Natureza.
Parágrafo único. O Município terá o compromisso de participar
ativamente no Conselho Consultivo do Mosaico da Mata Atlântica
Central Fluminense, buscando estreita articulação com este, na
gestão das Unidades de Conservação da Natureza, de âmbito
municipal.
Art. 27. Cabe ao Poder Público Municipal:
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I – gerir o Sistema Municipal de Unidades de Conservação da
Natureza – SMUC, incluindo as unidades já criadas e aquelas a
serem criadas;
II – propor unidades de conservação da natureza de âmbito
municipal, sejam elas públicas ou privadas;
III – elaborar os planos de manejo e regulamentos visando à
adequada gestão das unidades de conservação públicas
municipais;
IV – dotar-se de equipe técnica para a gestão das unidades de
conservação acima mencionadas;
V – garantir o perfeito funcionamento do Sistema Municipal de
Unidades de Conservação da Natureza – SMUC.
Parágrafo único. Caberá à Secretaria de Meio Ambiente, ou órgão
que, posteriormente, vier a lhe suceder nas mesmas funções, a
gestão do Sistema Municipal de Unidades de Conservação da
Natureza – SMUC e das unidades de conservação da natureza de
âmbito municipal.
Art. 28. As unidades de conservação da natureza de âmbito
municipal serão criadas por lei.
Parágrafo único. A Secretaria de Meio Ambiente, ou órgão que,
posteriormente, vier a lhe suceder nas mesmas funções, proporá e
o COMDEMA referendará a indicação de Unidades de Conservação
da Natureza Municipais.
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Art. 29. Alteração adversa, redução da área ou extinção de
unidades de conservação somente poderá ser feita mediante Lei
Municipal específica, desde que previamente referendada pelo
COMDEMA.
Art. 30. O Município, por solicitação do proprietário, poderá criar
Reservas Particulares do Patrimônio Natural – RPPN, consideradas
como unidades de conservação de proteção integral.
Parágrafo único. A criação de RPPN será regulamentada por ato do
Poder Executivo.
SEÇÃO III
DA PAISAGEM NATURAL, DOS VISUAIS NOTÁVEIS, DAS ÁREAS
VERDES E DOS PARÂMETROS PARA SUA PRESERVAÇÃO
Art. 31. Para identificação e reconhecimento da paisagem natural e
dos visuais notáveis do Município deverão ser analisados e
considerados, no mínimo, os seguintes elementos representativos:
I – a caracterização dos elementos geográficos observando os
aspectos geológicos, morfológicos, pedológicos, bióticos e os efeitos
da ação antrópica;
II – a caracterização dos elementos construídos;
III – a localização geográfica dos elementos naturais e sua inserção
no Município;
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IV – a caracterização do uso e da ocupação do solo no entorno
imediato dos elementos naturais;
V – o potencial de acessibilidade e visibilidade de cada um dos
elementos naturais em relação aos eixos de circulação viária, às
áreas de grande concentração e/ou circulação de pessoas e demais
áreas públicas;
VI – o levantamento da configuração da linha de coroamento das
diferentes áreas do Município;
VII – a presença dos elementos naturais e dos visuais notáveis na
memória coletiva dos moradores e visitantes;
VIII – a presença de elementos naturais, construídos e dos visuais
notáveis em documentos históricos, produção cultural,
manifestações folclóricas e populares;
IX – a referência simbólica dos elementos naturais, construídos e
dos visuais notáveis na construção da imagem do Município.
Art. 32. Deverão ser observadas as seguintes diretrizes, visando
estabelecer procedimentos para as Áreas Verdes:
I – arborização de logradouros públicos, comportando programas
de plantio, manutenção e monitoramento;
II – criação de programas para a conservação, implantação,
recuperação, manutenção e monitoramento das áreas verdes
públicas;
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III – desenvolvimento de programas visando à criação de novas
áreas verdes no Município;
IV – incentivo à criação e conservação das áreas verdes
particulares, previstas em lei municipal;
V - elaboração de parcerias com organizações da sociedade civil
para criar um cadastro de banco de áreas privadas para
reflorestamento.
Art. 33. A criação e reestruturação das áreas verdes públicas são
de competência do Poder Executivo, ouvidos os órgãos da
administração pública municipal, direta e indireta.
Art. 34. Considerando as diretrizes definidas nesta lei, fica
estabelecido:
I – o prazo de 90 dias, por meio de norma regulamentar, para
definição de critérios de identificação e reconhecimento da
paisagem natural e os visuais notáveis do Município;
II – o prazo de 02 anos, prorrogável uma única vez por igual
período, para a elaboração de um plano de levantamento e estudos
específicos da paisagem natural e os visuais notáveis do Município.
SEÇÃO IV
DAS ÁREAS DE USO RESTRITO
Art. 35. Consideram-se áreas de uso restrito, em zonas rurais e
urbanas, pelo efeito desta lei:
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I – áreas florestadas com inclinação entre 25º (vinte e cinco graus)
e 45º (quarenta e cinco graus);
II – as áreas de risco.
Art. 36. Em áreas florestadas de inclinação entre 25º (vinte e cinco
graus) e 45º (quarenta e cinco graus), fica proibido o corte raso da
vegetação, excetuadas as hipóteses de utilidade pública e interesse
social.
§ 1º Serão permitidos o manejo florestal sustentável e o exercício
de práticas de sistemas agroflorestais.
§ 2º O Município realizará estudos visando determinar a
declividade adequada à implantação de projetos construtivos.
§ 3º Para o corte raso estabelecido no caput deste artigo, deverá o
ato ser avaliado pelo órgão ambiental competente.
Art. 37. As áreas de risco e perigo definidas por estudo ou plano
municipal deverão ser geridas conforme sua classificação, sendo
consideradas como não edificáveis aquelas de classe alta e muito
alta, ficando permitidas intervenções necessárias à sua
recuperação ambiental e para eliminação ou redução de risco.
§ 1º O Município deverá identificar, determinar, divulgar e mapear
as áreas de risco em todo o seu território, levando em consideração
o plano municipal de redução de riscos – PMRR, com o apoio do
núcleo gestor de dados de georreferenciamento da secretaria de
planejamento e orçamento;
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§ 2º O Município deverá buscar formas de desocupar as áreas de
risco efetuando a sua recuperação.
CAPÍTULO IV
DOS PADRÕES DE EMISSÃO E DA QUALIDADE AMBIENTAL
Art. 38. Os padrões de qualidade ambiental são os valores de
concentração máxima tolerável no ambiente para cada poluente, de
modo a resguardar a saúde humana, a fauna, a flora, as atividades
econômicas, o interesse público e o meio ambiente em geral.
Parágrafo único. Os padrões de qualidade ambiental incluirão,
entre outros, a qualidade do ar, das águas, do solo, a emissão de
ruídos, biodiversidade, qualidade das águas dos rios, destinação de
resíduos, moradia urbana e transporte público.
Art. 39. Os padrões e parâmetros de emissão e de qualidade
ambiental são aqueles estabelecidos pelos Poderes Públicos
Estaduais e Federais.
§ 1º A legislação municipal pode adotar padrões mais restritivos ou
acrescentar padrões não fixados pelos Órgãos Estaduais e
Federais.
§ 2º Nas hipóteses do § 1º, o COMDEMA deve referendar o projeto
de lei, previamente a sua aprovação, mediante parecer técnico
consubstanciado, elaborado por profissional habilitado e
encaminhado pela Secretaria de Meio Ambiente, ou órgão que,
posteriormente, vier a lhe suceder nas mesmas funções.
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§ 3º Os padrões de qualidade ambiental deverão ser expressos,
qualitativa e quantitativamente, indicando as concentrações
máximas suportáveis de poluentes em determinados ambientes,
devendo ser respeitados os indicadores ambientais de condições de
autodepuração do corpo receptor.
CAPÍTULO V
DOS ESTUDOS, ANÁLISES E AVALIAÇÃO DE IMPACTOS
AMBIENTAIS
Art. 40. Considera-se impacto ambiental qualquer alteração das
propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente,
causada por qualquer forma de matéria ou energia, resultante das
atividades humanas que, direta ou indiretamente, afetem:
I – a saúde, a segurança e o bem-estar das populações em geral;
II – as atividades sociais e econômicas;
III – a biota;
IV – as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente;
V – a qualidade e quantidade dos recursos ambientais;
VI – os costumes, a cultura e as formas de sobrevivência da
população.
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Art. 41. O Município de Petrópolis, através da Secretaria de Meio
Ambiente, ou órgão que, posteriormente, vier a lhe suceder nas
mesmas funções, poderá exigir, quando entender cabível, a
elaboração de estudos, análises e avaliações ambientais dos
empreendimentos e atividades considerados efetiva ou
potencialmente poluidores, bem como daqueles capazes, sob
qualquer forma, de causar degradação ambiental, a serem
implantados ou já implantados em seu território.
Parágrafo único. Todos os empreendimentos e atividades
licenciados por órgão estadual ou federal que tenham exigência de
EIA/RIMA, e que tenham impacto no Município, deverão protocolar
cópia do licenciamento na Secretaria de Meio Ambiente, ou órgão
que, posteriormente, vier a lhe suceder nas mesmas funções.
CAPÍTULO VI
DO LICENCIAMENTO AMBIENTAL
Art. 42. Os empreendimentos e atividades considerados efetiva ou
potencialmente poluidores ou capazes de causar qualquer impacto
ao meio ambiente em âmbito local, conforme definido por norma do
Conselho Estadual do Meio Ambiente, deverão requerer junto à
Secretaria Municipal de Meio Ambiente, ou órgão que,
posteriormente, vier a lhe suceder nas mesmas funções, as
licenças ambientais pertinentes.
§ 1º A renovação de alvará de atividade sujeita ao licenciamento
ambiental não poderá ser concedida sem a apresentação do
documento autorizativo ambiental.
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§ 2º As licenças ou quaisquer outros instrumentos ambientais
expedidos não eximem o empreendedor da obrigação de obter
outras licenças legalmente exigíveis.
Art. 43. O início de qualquer empreendimento e/ou atividade
sujeita ao licenciamento ambiental neste Município deverá ser
precedido, obrigatoriamente, do documento autorizativo pertinente
emitido pela Secretaria de Meio Ambiente, ou órgão que,
posteriormente, vier a lhe suceder nas mesmas funções.
Parágrafo único. A não observância do exposto acima implicará nas
sanções e penalidades, administrativas ou judiciais, previstas em
lei.
Art. 44. São vedadas a instalação e a ampliação de atividades que
não atendam às normas, critérios, diretrizes e padrões
estabelecidos por esta Lei.
Art. 45. A Secretaria de Meio Ambiente, ou órgão que,
posteriormente, vier a lhe suceder nas mesmas funções, poderá
propor instrumentos regulatórios e normativos a fim de estabelecer
procedimentos para o licenciamento ambiental municipal,
conforme as normas federais e estaduais vigentes.
Parágrafo único. Empreendimentos e/ou quaisquer atividades que
necessitam de supressão de vegetação nativa de Mata Atlântica,
que sejam licenciados pelo município deverão apresentar relatório
técnico de impacto da fauna e flora.
Art. 46. Os documentos autorizativos ambientais municipais
deverão ser requeridos de acordo com as determinações legais.
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§ 1º A autorização ambiental para supressão de vegetação somente
será concedida após a emissão da licença de instalação, nos casos
de empreendimentos sujeitos ao licenciamento ambiental.
Art. 47. A renovação de licenças ambientais deverá ser requerida
pelo menos 120 (cento e vinte) dias antes do vencimento da
vigente.
Parágrafo único. Qualquer alteração na atividade e/ou
empreendimento, que implique em modificação da licença
concedida, deverá ser submetida pelo interessado à nova análise
pela Secretaria de Meio Ambiente, ou órgão que, posteriormente,
vier a lhe suceder nas mesmas funções.
Art. 48. A revogação de uma licença ambiental, independentemente
do prazo de validade, ocorrerá sempre que:
I – a atividade colocar em risco a saúde ou a segurança da
população, para além daquele normalmente considerado quando
do licenciamento;
II – a continuidade da operação comprometer recursos ambientais;
III – ocorrer descumprimento às condicionantes do licenciamento
ou às normas legais;
IV – a atividade for responsável pela prática de maus tratos ou
crueldades contra os animais;
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V – não forem respeitadas as atividades, o uso e/ou o projeto
inicialmente aprovado para a obtenção da licença.
CAPÍTULO VII
DO MONITORAMENTO AMBIENTAL
Art. 49. O Poder Público, através da Secretaria de Meio Ambiente,
ou órgão que, posteriormente, vier a lhe suceder nas mesmas
funções, será responsável pelo levantamento de dados, relatórios
e/ou outros documentos de monitoramento ambiental, obtidos
diretamente ou repassados pelos órgãos detentores dessas
informações.
Art. 50. O monitoramento ambiental consiste no acompanhamento
da qualidade e disponibilidade dos recursos ambientais com o
objetivo de:
I – aferir o atendimento aos padrões de qualidade ambiental e aos
padrões de emissão;
II – controlar o uso e a exploração de recursos ambientais;
III – avaliar os efeitos de planos, políticas e programas de gestão
ambiental e de desenvolvimento econômico e social;
IV – acompanhar o estágio populacional de espécies da flora e
fauna, especialmente aquelas raras, endêmicas e ameaçadas de
extinção;
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V – subsidiar medidas preventivas e ações emergenciais em casos
de acidentes ou episódios críticos de poluição;
VI – monitorar e avaliar a recuperação de ecossistemas e/ou áreas
degradadas;
Vll – monitorar a qualidade dos cursos d’agua dentro das bacias e
microbacias dentro do território do município, para que voltem ao
padrão exigido pela legislação.
Art. 51. O Município de Petrópolis deverá estabelecer sistemática
de coleta e análise integrada dos dados de monitoramento do corpo
receptor oriundos de todas as atividades licenciadas com
lançamento de efluentes em corpos d’água, visando acompanhar a
qualidade ambiental dos recursos hídricos do Município para fins
de tomada de decisões no licenciamento e na fiscalização, bem
como na proposição das ações pertinentes aos recursos hídricos.
Art. 52. Os usuários de recursos hídricos, para fins de lançamento
de efluentes tratados, poderão ser instados a monitorar
periodicamente, de forma concomitante, o efluente e o corpo
receptor a montante e a jusante do ponto de lançamento, conforme
estabelecido em regulamento.
Parágrafo único. A Secretaria de Meio Ambiente, ou órgão que,
posteriormente, vier a lhe suceder nas mesmas funções, poderá, a
qualquer momento, monitorar, através de seus técnicos, o
cumprimento das condicionantes do(s) documento(s) autorizativo(s)
ambiental(is).
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CAPÍTULO VIII
DO SISTEMA MUNICIPAL DE INFORMAÇÕES E CADASTRO
AMBIENTAL – SIMCA
Art. 53. O Sistema Municipal de Informações e Cadastro Ambiental
e seu respectivo banco de dados serão organizados, mantidos e
atualizados, sob responsabilidade da Secretaria de Meio Ambiente,
ou órgão que, posteriormente, vier a lhe suceder nas mesmas
funções, para utilização pelo Poder Público e pela sociedade.
Parágrafo único. O SIMCA e o Cadastro Ambiental serão
regulamentados por ato do Poder Executivo.
Art. 54. São objetivos do SIMCA:
I – coletar, sistematizar e manter atualizados dados e informações
de origem multidisciplinar de interesse ambiental, para uso do
Poder Público e da sociedade;
II – coligir de forma ordenada, sistêmica e interativa os registros e
as informações dos órgãos, entidades e empresas de interesse para
o SISMUMA;
III – atuar como instrumento regulador dos registros necessários às
diversas necessidades do SISMUMA;
IV – articular-se com os demais sistemas de dados e informações.
Art. 55. O SIMCA será organizado e administrado pela Secretaria
de Meio Ambiente, ou órgão que, posteriormente, vier a lhe suceder
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nas mesmas funções, e de acordo com a política municipal de
segurança de informações.
Art. 56. O SIMCA conterá unidades específicas para:
I – registro de entidades da sociedade civil com ação no Município,
que incluam, entre seus objetivos, a ação ambiental;
II – cadastro de pessoas físicas autônomas, órgãos e entidades
jurídicas, inclusive de caráter privado, com sede no Município ou
não, com ação na preservação, conservação, defesa, melhoria,
recuperação e controle do meio ambiente;
III – registro de empresas e empreendimentos de repercussão no
Município que comporte risco efetivo ou potencial para o meio
ambiente;
IV – cadastro de pessoas físicas ou jurídicas que se dediquem à
prestação de serviços de consultoria sobre questões ambientais,
bem como à elaboração de projetos e execução de obras na área
ambiental;
V – cadastro de pessoas físicas ou jurídicas que cometeram
infrações às normas ambientais incluindo as penalidades a elas
aplicadas;
VI – organização e atualização de dados e informações de
relevância para os objetivos do SISMUMA;
VII – outras informações de caráter permanente ou temporário.
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Parágrafo único. A Secretaria de Meio Ambiente, ou órgão que,
posteriormente, vier a lhe suceder nas mesmas funções, fornecerá
os dados, através de certidões ou relatório, e proporcionará
consulta às informações de que dispõe, observados os direitos
individuais, o sigilo industrial e a política municipal de segurança
de informações.
CAPÍTULO IX
DO FUNDO MUNICIPAL DE CONSERVAÇÃO AMBIENTAL
Art. 57. O Fundo Municipal de Conservação Ambiental, criado pelo
artigo 191 da lei orgânica de Petrópolis e regulamentada pela lei
8.130 de 2021, destina-se à implementação de programas e
projetos de recuperação e proteção ambiental, vedada sua
utilização para o pagamento de pessoal da administração pública
direta e indireta, ou de despesas de custeio diversas de sua
finalidade.
Art. 58. Os recursos de qualquer natureza destinados ao Fundo
Municipal de Conservação Ambiental deverão ser exclusivamente
aplicados nos programas e projetos da Secretaria de Meio
Ambiente, ou órgão que, posteriormente, vier a lhe suceder nas
mesmas funções, conforme dispõe a legislação pertinente.
Art. 59. A gestão do Fundo Municipal de Conservação Ambiental se
dará conforme previsto no art. 191 da Lei Orgânica Municipal.
CAPÍTULO X
DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL
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Art. 60. A educação ambiental tem como principal função
contribuir para a formação de cidadãos conscientes, aptos a
decidirem e atuarem na realidade socioambiental de um modo
comprometido com a vida em todas as suas formas e com o bemestar da sociedade local e global.
Art. 61. O Poder Público Municipal deverá:
I – promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino
formal e não formal;
II – inserir a educação ambiental na sua condição de
transversalidade contemplando o ideal de uma nova organização de
conhecimentos por meio de práticas interdisciplinares;
III – trabalhar o conceito crítico da educação ambiental para que
esta não corra o risco de se tornar um tema neutro e despolitizado,
aplicando sua importância e responsabilidade nas ações coletivas
que visem o bem-estar comum;
IV – introduzir e/ou resgatar valores de vida preconizados pela
educação ambiental, que possam facilitar maior entendimento da
complexidade ambiental e contribuir para mudanças de
comportamento individual e coletivo nas relações socioambientais
locais;
V – incentivar a ampla participação das escolas, das universidades
e das organizações não governamentais, de empresas públicas e
privadas na formulação e execução de programas, projetos e
atividades vinculadas à Educação Ambiental formal e não formal;
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VI – incentivar a ampla participação na Agenda 2030 e
implementação das suas 17 ODSs;
VII – promover ações coordenadas de Educação Ambiental,
envolvendo todas as secretarias e órgãos de governo;
VIII – fomentar parcerias com a sociedade civil com o intuito de
ampliara as ações de educação ambiental nas comunidades do
nosso município.
Art. 62. O Centro de Educação Ambiental - previsto no Decreto nº
471, de 15 de maio de 2007 - visa colaborar para a formulação e
implementação de políticas públicas que ampliem a consciência
ambiental, o desenvolvimento sustentável e a resiliência das
comunidades frente aos desastres socioambientais. Suas ações
estão centradas nos objetivos a saber:
I - promover permanentemente atividades de educação ambiental,
com especial ênfase nas consequências das mudanças climáticas,
por meio das diferentes estratégias e formas de linguagem;
II - manter um programa permanente de visitação escolar, capaz de
atender nas dependências de sua sede, as especificidades
educacionais dos diversos níveis da educação básica;
III - atuar junto as comunidades, sobretudo as mais vulneráveis
aos eventos climáticos extremos, para promover educação
ambiental de base comunitária e reduzir os efeitos do racismo
ambiental;
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IV - elaborar e executar um amplo Programa de Formação Básica
em Meio Ambiente direcionado a todos os servidores municipais da
administração direta e indireta;
V - propor, integrar e coordenar programas interdisciplinares e
transversais para potencializar práticas e políticas públicas que
contribuam para sustentabilidade em todas as instâncias do
município;
VI - estabelecer parcerias com universidades, centros de ensino
superior e instituições de pesquisa para desenvolver programas de
formação inicial e continuada de docentes;
VII - criar oportunidades para desenvolvimento de trabalhos
científicos que visem aprimorar a educação ambiental e as técnicas
de proteção socioambiental, tornando-as mais adequadas ao
município de Petrópolis;
VIII - organizar eventos para compartilhar, divulgar e valorizar
práticas de educação ambiental.
Art. 63. São princípios básicos da educação ambiental:
I – o enfoque humanista, holístico, democrático e participativo;
II – a concepção do meio ambiente em sua totalidade, considerando
a interdependência entre o meio natural, o socioeconômico e o
cultural, sob o enfoque da sustentabilidade;
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III – o pluralismo de ideias e concepções pedagógicas, na
perspectiva da inter, multi e transdisciplinaridade;
IV – a vinculação entre a ética, a educação, o trabalho e as práticas
sociais;
V – a garantia de continuidade e permanência do processo
educativo;
VI – a permanente avaliação crítica do processo educativo;
VII – a abordagem articulada das questões ambientais locais,
regionais, nacionais e globais;
VIII – o reconhecimento e o respeito à pluralidade e à diversidade
individual;
IX – a educação ambiental como objeto da atuação direta tanto da
prática pedagógica, bem como das relações familiares,
comunitárias e dos movimentos sociais.
Art. 64. No que concerne à Educação Ambiental aplicar-se-á
subsidiariamente a este Código e as leis municipais vigentes, assim
como as demais legislações especificas sobre o tema.
TÍTULO IV
DA IMPLEMENTAÇÃO DA POLÍTICA MUNICIPAL DE MEIO
AMBIENTE
CAPÍTULO I
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DO PATRIMÔNIO AMBIENTAL
Art. 65. É dever do Poder Público Municipal e de toda a população
proteger todas as formas de vida, sendo vedadas, na forma da Lei,
as práticas que coloquem em risco sua função ecológica e
promovam a extinção de espécies ou submetam os animais à
crueldade.
Parágrafo único. Ficam proibidas as intervenções no ambiente que
comprometam o equilíbrio ecológico e ameacem a sobrevivência
das espécies da fauna e da flora nativas, especialmente daquelas
em risco de extinção, raras e endêmicas.
Art. 66. O Município deverá identificar e caracterizar os
ecossistemas locais, suas fragilidades, ameaças e riscos, de modo a
garantir a preservação da biodiversidade do patrimônio natural.
SEÇÃO I
DA FLORA
Art. 67. As florestas e demais formas de vegetação nativa, bem
como a arborização pública e as áreas verdes municipais,
reconhecidas como de utilidade às terras que revestem e à
população, sejam de domínio público ou privado, são consideradas
de interesse comum a todos os habitantes do Município, das atuais
e futuras gerações, e patrimônio ambiental de Petrópolis.
Parágrafo único. Deverá ser respeitada a função social da
propriedade, de acordo com a legislação pertinente.
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Art. 68. O Município incentivará e buscará formas de promover a
preservação, conservação e recuperação da flora nativa em todo o
seu território.
§ 1º O Município, através da Secretaria de Meio Ambiente, ou órgão
que, posteriormente, vier a lhe suceder nas mesmas funções,
elaborará um programa municipal de incentivo à recuperação da
vegetação nativa e à restauração ecossistêmica, quando couber.
§ 2º O Município buscará formas, através de estudos e pesquisas,
de controlar a introdução de espécies exóticas que possam causar
danos ao ecossistema local e estimulará a sua substituição por
espécies nativas.
Art. 69. O Município buscará formas de promover o levantamento,
a conservação e a preservação das espécies raras, endêmicas e das
ameaçadas de extinção da flora nativa de Petrópolis, buscando
também a preservação de seu habitat.
Art. 70. O Município, através da Secretaria de Meio Ambiente, ou
órgão que, posteriormente, vier a lhe suceder nas mesmas funções,
incentivará e proverá, quando possível, o reflorestamento com
espécies nativas e a implantação de sistemas agroflorestais em
áreas desflorestadas.
Art. 71. Qualquer árvore ou associação de espécies vegetais poderá
ser declarada imune ao corte ou à supressão, mediante ato do
Poder Público, devidamente embasado em parecer técnico, em
razão de sua raridade, localização, beleza, condição de porta
sementes, interesse histórico, cultural, científico, paisagístico ou se
estiver ameaçada ou em risco de extinção.
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Art. 72. É vedado o corte ou poda de qualquer árvore, bem como a
supressão de vegetação sem a devida autorização da Secretaria de
Meio Ambiente ou do órgão ambiental competente, quando for o
caso.
§ 1º Quando do corte, poda ou supressão de vegetação deverão
ainda ser considerados a biodiversidade e a conservação da flora e
da fauna, suas necessidades ecológicas e os ecossistemas já
estabelecidos.
§ 2º O Poder Executivo regulamentará a autorização mencionada
no caput deste artigo, que terá validade máxima de 365 (trezentos
e sessenta e cinco dias) dias, podendo ser renovada a critério por
igual período pela Administração Pública.
Art. 73. Ressalvados os casos de urgência e emergência, para a
autorização de corte de árvores ou supressão de vegetação deverá
ser exigida medida compensatória das pessoas físicas ou jurídicas,
inclusive da Administração direta ou indireta federal, estadual e
municipal através de Termo de Compromisso Ambiental.
§ 1º A autorização de poda, corte ou supressão de vegetação deverá
ser precedida de levantamento para identificação da existência de
abrigo e ninhos de animais.
§ 2º Caso seja identificado abrigo ou ninho de animais, em período
reprodutivo, não será autorizado o corte, poda ou supressão de
vegetação, salvo risco à vida humana, integridade física ou
patrimonial, mediante laudo técnico emitido pelo órgão municipal
ambiental com as respectivas condicionantes.
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§ 3º As medidas compensatórias serão, prioritariamente,
implementadas através do plantio e monitoramento de mudas de
espécies nativas, a ser executado pelo solicitante, em local
apresentado por este e aprovado pela Secretaria de Meio Ambiente,
ou órgão que, posteriormente, vier a lhe suceder nas mesmas
funções.
Art. 74. No caso de supressão de vegetação nativa secundária, em
estágio médio ou avançado de regeneração, o Município aplicará os
parágrafos 1 e 2 do artigo 31 da lei 11.428/2006 (lei da Mata
Atlântica) exigirá, cumulativamente:
I – a recuperação de uma área com espécies nativas, como medida
compensatória, devendo destinar área três vezes maior à extensão
da área desmatada, com as mesmas características ecológicas:
a) em local o mais próximo ao da intervenção, realizada na mesma
microbacia hidrográfica;
b) ou na mesma bacia hidrográfica.
II – a manutenção dos termos da medida compensatória, de que
trata o inciso I, deverá prosseguir até a estabilização do sistema
natural implantado, visando que o mesmo não sofra regressão no
seu desenvolvimento.
§ 1º O Município deverá criar um banco de áreas, mediante
decreto, quando o termo da medida compensatória estabelecer o
reflorestamento dentro do território municipal, no prazo de até 2
(dois) anos contados da vigência desta Lei.
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§ 2º Enquanto o Poder Executivo não criar o banco de áreas,
indicado no parágrafo anterior, poderá celebrar convênio com
Órgãos Estaduais e/ou Federais e organizações da sociedade civil
que já possuam banco com áreas no território do Município de
Petrópolis.
§ 3º Após o cumprimento do § 2º deste artigo, o Município emitirá
certificado e/ou parecer de conclusão do cumprimento da medida
compensatória.
SEÇÃO II
DA FAUNA
Art. 75. O Município incentivará e buscará formas de identificar,
avaliar e controlar situações que provoquem impacto ambiental ou
situações de risco ao ambiente e à saúde pública, que provoquem
alterações no habitat das diversas espécies da fauna, o
desequilíbrio dessas populações e/ou permitam a entrada ou
dispersão de espécies e/ou agentes que afetem as populações
inseridas nos ecossistemas locais.
Parágrafo único. A fim de atender ao disposto no caput, devem ser
incluídos a avaliação, a prevenção, o monitoramento e o controle
dos fatores que levam ao comprometimento da saúde e do meio
ambiente pelo envolvimento de espécies, de animais domésticos,
domesticados, silvestres ou exóticos.
Art. 76. O Município, dentro das suas prerrogativas legais, poderá
valer-se de cooperação institucional com outros Órgãos Federativos
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– ou entidades credenciadas– para destino das espécies da fauna
silvestre apreendidas dentro dos limites municipais.
Art. 77. Fica proibida a introdução, dispersão e/ou soltura de
espécies exóticas na região, sempre que ameacem os ecossistemas,
habitats ou espécies locais e regionais.
§ 1º A introdução, dispersão e/ou soltura de que trata o caput do
artigo só será permitida mediante licença do órgão ambiental
competente, embasada em parecer técnico oficial favorável, além de
respectivo estudo ambiental, se for o caso.
§ 2º Os animais, seus produtos e subprodutos, quando
provenientes de apreensão, serão destinados conforme determina a
legislação em vigor.
Art. 78. Ficam vedados os atos de abuso e maus tratos contra
animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou
exóticos.
Art. 79. O Município, com o objetivo de controlar e monitorar a
fauna doméstica evitando, assim, que a mesma cause danos ao
meio ambiente, deverá desenvolver programas de controle
populacional, de posse, propriedade e guarda de fauna doméstica
ou domesticada.
§ 1º O Poder Público Municipal poderá celebrar convênios e
parcerias com Municípios, organizações não governamentais,
universidades, estabelecimentos veterinários, empresas públicas
ou privadas e entidades de classe, para a consecução dos objetivos
descritos neste artigo.
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§ 2º Todos os estabelecimentos de criação e venda de animais
deverão ter um veterinário responsável e que atue no Município de
Petrópolis, bem como deverão obter licenças para implantação e
operação.
§ 3º Todos os cães, gatos, equídeos, e caprinos, só poderão ser
vendidos ou doados já com microchipagem feita e, no caso
específico de animais silvestres, além da microchipagem, com o
devido registro no órgão competente, ficando o infrator sujeito às
sanções previstas na legislação.
§ 4º O processo de microchipagem de que trata o § 3º será
regulamentado por ato normativo do Poder Executivo.
§ 5º Os estabelecimentos que exponham e/ou comercializem
animais exóticos deverão manter a vista do público informações
sobre o criadouro de origem dos animais.
§ 6º Todos os dados referentes aos animais microchipados, e de
seus respectivos responsáveis, deverão ser inseridos no SIMCA.
Art. 80. Fica proibida a comercialização de artigos de vestuário,
ainda que importados, confeccionados com couro animal, criados
exclusivamente para a extração e utilização de pele, no âmbito do
Município de Petrópolis.
Parágrafo único. Não serão alcançados pelo disposto neste artigo os
produtos confeccionados com peles oriundas da produção pecuária
em geral.
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Art. 81. As áreas públicas só poderão ser utilizadas para a
exploração de trabalho animal, quando a devidamente autorizado
pelo órgão competente e em conformidade com o decreto 702 de 29
de março de 2019 e as leis 7410 de 11 de maio de 2016 e lei 7809
de 05 de julho de 2019.
Parágrafo único. A autorização prevista no caput do artigo só
poderá ser emitida para atividades regularizadas e fiscalizadas pelo
órgão competente.
Art. 82. Fica considerado como animal comunitário aquele que,
apesar de não ter proprietário definido e único, estabeleceu com
membros da população do local onde vive vínculos de afeto,
dependência e manutenção.
Art. 83. O animal comunitário deverá ser mantido no local onde se
encontra, sob os cuidados do órgão municipal para este fim
apontado e cujas atribuições estão relacionadas a seguir:
I – prestar atendimento médico veterinário gratuito;
II – realizar esterilização gratuita;
III – proceder à identificação por microchipagem, inserindo os
dados no SIMCA, renovando este cadastro anualmente.
Art. 84. Serão responsáveis-tratadores dos animais comunitários
aqueles membros da comunidade, cadastrados no SIMCA, que com
estes animais tenham estabelecido vínculos de afeto e dependência
recíproca e que para tal fim se disponham voluntariamente a:
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I – garantir a alimentação do animal comunitário cadastrado;
II – garantir que o animal comunitário não sofra maus-tratos;
Parágrafo único. O descumprimento de quaisquer dos incisos deste
artigo acarretará no cancelamento do cadastro do animal e na
possibilidade do órgão responsável municipal recolher o animal da
rua e encaminhá-lo para adoção.
Art. 85. Caberá à Secretaria de Meio Ambiente ou ao órgão que lhe
suceder determinar o órgão que procederá à implementação das
disposições expressas nos artigos 86, 87 e 88 desta Lei.
CAPÍTULO II
DA ÁGUA
Art. 86. A água é um recurso natural essencial à vida em todas as
suas formas, bem de domínio público, de disponibilidade limitada,
dotada de valor social, ecológico e econômico que, em situações de
escassez, deverá ter como uso prioritário o consumo humano e a
dessedentação de animais, sendo sua gestão definida através das
Políticas Nacional e Estadual de Gestão de Recursos Hídricos.
Art. 87. O Município, dentro dos limites de sua competência, no
que concerne a conservação, o controle e a proteção da água, sem
prejuízo ao disposto nas demais legislações, tem por objetivo:
I – assegurar, à atual e às futuras gerações, a necessária
disponibilidade de água em padrões de qualidade adequados aos
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respectivos usos, recuperando a qualidade ambiental dos rios e
mananciais.
II – proteger a saúde, o bem-estar e a qualidade de vida da
população;
III – buscar a recuperação e proteção dos ecossistemas aquáticos, a
conservação da biodiversidade dos mesmos, com especial atenção
para as áreas de nascentes, mananciais e outras relevantes para a
manutenção dos ciclos biológicos;
IV – a melhoria da qualidade da água reduzindo a poluição dos
corpos hídricos.
Art. 88. O Município, através de parceria com órgãos e instituições
competentes, buscará formas de efetivar o monitoramento e o
controle sobre a qualidade da água nas captações e nascentes de
fontes alternativas.
Art. 89. O Município deverá promover o levantamento e o
respectivo mapeamento dos mananciais, nascentes e olhos d’água,
utilizados para captação e abastecimento público, existentes em
seu território.
§ 1º O Município poderá realizar o disposto no caput deste artigo
em parceria com instituições públicas, órgãos públicos e/ou com a
iniciativa privada.
§ 2º O levantamento e o mapeamento, tratados no caput, deverão
ser realizados no prazo de até 02 (dois) anos a contar da vigência
desta Lei.
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SEÇÃO I
DOS RECURSOS HÍDRICOS
Art. 90. A gestão de recursos hídricos tem como objetivo principal a
melhoria das condições de qualidade e quantidade da água
superficial e subterrânea dos corpos hídricos existentes no
Município.
Art. 91. A gestão de recursos hídricos tem como fundamento a
descentralização, com a participação do Poder Público, dos
usuários e da sociedade civil.
Parágrafo único. O Município utilizará como unidade de gestão
ambiental e gestão dos recursos hídricos, as bacias e microbacias
hidrográficas.
Art. 92. Considera-se, para os efeitos desta Lei, os seres vivos dos
corpos d’água naturais e os ecossistemas diretamente
influenciados por estes, como parte integrante dos corpos hídricos.
Art. 93. Respeitado o disposto nos Sistemas Federal e Estadual de
Recursos Hídricos, para proteção das águas superficiais e
subterrâneas devem ser observadas as seguintes diretrizes:
I – a proteção dos recursos hídricos das ações e intervenções que
possam comprometer seu uso sustentável;
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II – a implementação de programas e projetos visando à melhoria
gradativa e irreversível da qualidade dos recursos hídricos hoje
degradados;
III – a articulação continuada destinada a compartilhar
informações e compatibilizar procedimentos de análise e decisão,
entre os órgãos ambientais, os comitês de bacia hidrográfica e os
órgãos gestores de recursos hídricos;
IV – a compatibilização da ação humana, em qualquer de suas
manifestações, com a dinâmica do ciclo hidrológico no Município;
V – a garantia de que a água possa ser controlada e utilizada, em
padrões de qualidade e quantidade satisfatórias;
VI – controlar os processos erosivos que resultem no transporte de
sólidos, no assoreamento dos corpos d’água e da rede pública de
drenagem;
VII – em parceria com os organismos de gestão de recursos
hídricos, compatibilizar e controlar os usos efetivos e potenciais da
água, permitindo seu uso múltiplo.
Art. 94. O Município atuará na gestão dos recursos hídricos na
Região Hidrográfica IV – Piabanha e na Região Hidrográfica V –
Baía de Guanabara, participando efetivamente do Comitê da Bacia
Hidrográfica do Rio Piabanha e das Sub-bacias Hidrográficas dos
Rios Paquequer e Preto (Comitê Piabanha), buscando a articulação
com o Comitê da Região Hidrográfica da Baía de Guanabara e dos
Sistemas Lagunares de Maricá e Jacarepaguá, ou qualquer outro
que vier a sucedê-los ou modifica-los.
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Parágrafo único. O Município buscará a articulação e participação
no Comitê de Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do
Sul – CEIVAP.
Art. 95. As atividades/empreendimentos sujeitos ao licenciamento
ambiental devem prever o reuso de água, através da implantação
de sistemas que permitam a reutilização da mesma para usos
diversos, para que possam obter suas licenças.
Art. 96. As atividades/empreendimentos sujeitos ao licenciamento
ambiental deverão prever e executar sistema de captação e
aproveitamento de água da chuva, visando o uso consciente dos
recursos naturais e a sustentabilidade, para que possam obter
suas licenças.
Parágrafo único. O Poder Executivo regulamentará a disposição
estabelecida no caput deste artigo no prazo de 180 (cento e oitenta)
dias a contar do vigor desta Lei.
Art. 97. As atividades e empreendimentos que armazenem ou
utilizem substâncias capazes de causar riscos aos recursos
hídricos, devem ser dotadas de dispositivos compatíveis com as
normas de segurança e prevenção de acidentes.
Art. 98. É defesa a diluição de efluentes de uma fonte poluidora
para fins de atendimento a padrões de lançamento final em corpos
d’água, salvo, em casos excepcionais, atestados previamente pelo
órgão licenciador competente.
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Art. 99. A utilização de organismos vivos de qualquer natureza na
despoluição de corpos de águas naturais necessita de autorização
do órgão ambiental competente e depende de prévio estudo de
viabilidade técnica e ambiental.
SEÇÃO II
DAS ÁGUAS SUBTERRÂNEAS
Art. 100. Os poços e demais perfurações de terreno, que atinjam os
lençóis freáticos e artesianos, devem ter a autorização dos órgãos
licenciadores competentes.
Art. 101. Os empreendimentos que demandem licenciamento
ambiental e que impliquem na utilização de águas subterrâneas
nos termos pertinentes ao ciclo hidrológico natural, devem obter
junto ao órgão competente a autorização de uso, antes da etapa de
licença de instalação, para implantação de:
I – Loteamentos;
II - Grupamentos;
III – outros tipos de fracionamento do solo;
IV – Projetos de irrigação;
V – Indústrias e outros empreendimentos e suas atividades.
Art. 102. É proibida a disposição de resíduos de qualquer natureza
em poços e perfurações ativas ou abandonadas, mesmo secas.
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Art. 103. A vulnerabilidade dos aquíferos deve ser prioritariamente
considerada na escolha da melhor alternativa de localização de
atividade/empreendimento de qualquer natureza.
CAPÍTULO III
DOS RESÍDUOS SÓLIDOS
Art. 104. O Poder Público Municipal deverá promover a
responsabilidade compartilhada de resíduos sólidos, na forma da
lei federal 12.305/2010, com vistas à prevenção e ao controle da
poluição, à proteção e à recuperação da qualidade do meio
ambiente, bem como a promoção da saúde pública, assegurando o
uso adequado dos recursos ambientais.
Art. 105. O Município, na qualidade de gestor, deverá adequar e
ampliar o sistema de coleta, tratamento e destinação dos resíduos
sólidos.
Art. 106. As seguintes diretrizes da Gestão de Resíduos Sólidos
deverão ser seguidas pelos órgãos da Administração Pública Direta
e Indireta, pela iniciativa privada e pelos cidadãos:
I – a promoção de padrões sustentáveis de produção e consumo;
II – a prevenção da poluição e da degradação ambiental mediante o
uso e a adoção de práticas que promovam a redução ou a
eliminação de resíduos, de qualquer natureza, na fonte geradora;
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III – a minimização dos resíduos por meio de incentivos às práticas
ambientalmente adequadas de reutilização, reciclagem, redução e
recuperação;
IV – a coleta, transporte, armazenamento, tratamento e disposição
final, ambientalmente adequados dos resíduos sólidos;
V – o incentivo à adoção, consolidação, ampliação dos mercados e
agregação de valor aos produtos reciclados;
VI – a melhoria das condições socioeconômicas da população e de
suas organizações que trabalhem com o aproveitamento de
resíduos sólidos;
VII – o estímulo à coleta seletiva através de parcerias com outras
instituições e a iniciativa privada;
VIII – a promoção de campanhas educativas periódicas e o acesso
da população às informações relativas à produção e consumo
conscientes, bem como à manipulação, acondicionamento,
armazenamento, coleta, transporte, reutilização, reciclagem,
tratamento e à disposição final dos resíduos;
IX – a responsabilização dos geradores pelo gerenciamento dos
seus resíduos;
X – o desenvolvimento de projetos e programas de gerenciamento
integrado de resíduos;
XI – a implantação e a implementação de sistema de reutilização e
reciclagem dos resíduos da construção civil;
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XII – o incentivo à aplicação de política visando a logística reversa.
Art. 107. A recuperação ambiental e/ou remediação de áreas
degradadas e/ou contaminadas pela disposição de resíduos sólidos
deve ser feita pelo agente causador, em conformidade com as
exigências estabelecidas pelo órgão ambiental competente.
Art. 108. A fim de promover a recuperação e/ou remediação das
áreas aludidas no artigo anterior, o Município poderá realizar seu
levantamento e mapeamento, assim como classificar o seu
potencial de risco em relação à ocorrência de desastres ambientais
ou riscos à saúde pública, podendo ainda se valer de acordos de
cooperação entre entes federados e/ou com instituições públicas
ou privadas.
TÍTULO V
DA GESTÃO E DO CONTROLE AMBIENTAL
Art. 109. A gestão e o controle ambiental serão determinados nos
termos desta Lei e demais legislações pertinentes.
Art. 110. Para a gestão ambiental deverão ser utilizados
preferencialmente, como referência, os requisitos da norma ABNT
NBR ISO 14001 – Sistemas de Gestão Ambiental – Requisitos com
orientações para uso, ou norma que a substituir.
Parágrafo único. Aos empreendimentos que comprovadamente
implementarem e mantiverem um sistema de gestão ambiental
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eficiente, o Município poderá oferecer benefício fiscal, a ser previsto
em lei específica.
CAPÍTULO I
DA QUALIDADE AMBIENTAL E DO CONTROLE DA POLUIÇÃO
Art. 111. O controle da qualidade ambiental será determinado nos
termos desta Lei e demais legislações pertinentes.
Art. 112. Sujeitam-se ao disposto nesta e nas demais legislações
pertinentes, todas as atividades, empreendimentos, processos,
operações, dispositivos móveis ou imóveis, que, direta ou
indiretamente, causem ou possam causar danos ao meio ambiente.
Art. 113. É proibido o lançamento ou a liberação nas águas, no ar
ou no solo, de quaisquer tipos de resíduos, matéria ou energia,
quando ultrapassados os limites de tolerância estabelecidos pelas
normas e legislação vigentes.
Art. 114. Todas as fontes de emissão de resíduos poluentes
existentes no Município deverão se adequar ao disposto nesta Lei,
nos prazos estabelecidos pela Secretaria de Meio Ambiente ou
órgão que, posteriormente, vier a lhe suceder nas mesmas funções.
Art. 115. As fontes de emissão de resíduos poluentes deverão, a
critério técnico fundamentado da Secretaria de Meio Ambiente ou
órgão que, posteriormente, vier a lhe suceder nas mesmas funções,
apresentar relatórios periódicos de medição, dos quais deverão
constar os resultados dos diversos parâmetros ambientais, da
manutenção dos equipamentos, bem como a representatividade
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destes parâmetros em relação aos níveis de produção, em
periodicidade fixada pela Secretaria de Meio Ambiente ou órgão
que, posteriormente, vier a lhe suceder nas mesmas funções, em
razão da especificidade das fontes de emissão.
Art. 116. Nos estudos e avaliações para monitoramento de
efluentes líquidos, emissões para atmosfera e descarte de resíduos
sólidos e semissólidos deverão ser utilizadas metodologias de coleta
e análise estabelecidas pela ABNT e/ou pelos órgãos ambientais
competentes.
Parágrafo único. Só terão validade as coletas e análises realizadas
por laboratórios devidamente acreditados pelo INMETRO e/ou
pelos órgãos ambientais competentes.
Art. 117. O Poder Executivo, através da Secretaria de Meio
Ambiente ou órgão que, posteriormente, vier a lhe suceder nas
mesmas funções, tem o dever de determinar medidas de
emergência a fim de evitar episódios críticos de poluição ou
degradação do meio ambiente ou impedir sua continuidade, em
casos de grave ou iminente risco para a saúde pública e ao meio
ambiente, observada a legislação vigente.
Parágrafo único. Em caso de episódio crítico e durante o período
em que esse estiver em curso poderá ser determinada a redução ou
paralisação de quaisquer atividades nas áreas abrangidas pela
ocorrência, sem prejuízo da aplicação das penalidades cabíveis.
Art. 118. As pessoas físicas ou jurídicas, inclusive as empresas e
entidades públicas da administração indireta, cujas atividades
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sejam potencial ou efetivamente poluidoras ou degradadoras, ficam
obrigadas ao cadastro no SIMCA.
Art. 119. O Poder Público poderá criar postos ou centros de
recolhimento para a destinação, ambientalmente adequada, de
embalagens vazias e de sobras de agrotóxicos e produtos afins.
Art. 120. O Poder Público deverá promover campanhas educativas
sobre o uso adequado dos agrotóxicos e sobre a disposição correta
das sobras e de suas embalagens.
SEÇÃO I
DOS EFLUENTES
Art. 121. A deposição no ambiente de efluentes de qualquer fonte
poluidora, bem como seu descarte sem tratamento adequado ou
em desacordo com as condições e padrões exigidos, equivale à
transgressão desta Lei e das demais legislações que regem a
matéria.
Art. 122. É obrigatória, em toda edificação que não possua sistema
autossuficiente de destinação e tratamento de seus efluentes, a
ligação do esgotamento sanitário pelo órgão competente à rede
pública para coleta e tratamento deste.
§ 1º Quando não houver rede pública para coleta de esgoto, deverá
ser feito o tratamento, conforme legislação pertinente, para
posterior lançamento na rede de drenagem de águas pluviais. § 2º
O Poder Público Municipal, através de seus órgãos competentes,
deverá promover a disseminação de tecnologias apropriadas às
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condições locais, quanto aos aspectos de disposição de efluentes e
ao saneamento ambiental, devendo também criar estímulos para a
implantação das tecnologias, ficando estas sujeitas à aprovação do
órgão ambiental competente.
Art. 123. As determinações desta Lei, no que se refere ao
tratamento e disposição de efluentes devem ser observadas na
elaboração e aprovação dos projetos de construção ou reforma de
edificações, bem como pelas edificações já consolidadas, quando da
instalação de novas atividades ou renovação de licenças.
Art. 124. As edificações já consolidadas, nos moldes do artigo
anterior, que não sofrerem alterações, deverão adequar-se a um
sistema de tratamento e disposição de efluentes que atenda aos
parâmetros da legislação em vigor.
Parágrafo único. As edificações, citadas no caput deste artigo, terão
prazo de até 2 (dois) anos, a contar do vigor deste Código, para se
adequar aos termos desta lei.
SEÇÃO II
DA EXPLORAÇÃO DE RECURSOS MINERAIS
Art. 125. A extração mineral de saibro, areia, argila, terra vegetal e
rochas de qualquer natureza é regulada pela União, devendo, no
que couber, haver pronunciamento prévio da autoridade
municipal.
SEÇÃO III
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DO AR
Art. 126. A atmosfera é um recurso ambiental indispensável à vida
e às atividades humanas, sendo sua conservação uma obrigação de
todos, sob a gerência do Estado em consonância com o Município e
em nome da sociedade.
Art. 127. É proibido o emprego do fogo nas florestas e demais tipos
de vegetação com exceção dos casos já previstos em legislação
específica.
Art. 128. É proibida a queima ao ar livre de resíduos sólidos ou
líquidos ou de qualquer outro material que gere poluição
atmosférica, somente sendo permitido o tratamento térmico de
resíduos, a instalação e o funcionamento de incineradores, quando
expressamente autorizado pelo órgão ambiental competente.
Art. 129. Na implementação da política municipal de controle da
poluição atmosférica deverão ser observadas as seguintes
diretrizes:
I – exigência da adoção das melhores tecnologias de processo
industrial e de controle de emissão de resíduos, de forma a
assegurar a eliminação e/ou a redução progressiva dos níveis de
poluição;
II – adoção de sistemas de monitoramento periódico das fontes por
parte das empresas responsáveis, sem prejuízo das atribuições de
fiscalização;
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III – implementação de uma rede de monitoramento da qualidade
do ar, de forma a manter um sistema adequado de informações;
IV – seleção de áreas propícias à dispersão atmosférica para a
implantação de fontes de emissão, quando do processo de
licenciamento, a fim de evitar danos ao meio ambiente.
SEÇÃO IV
DO SOLO
Art. 130. Os solos e seus elementos constituintes, em todo o
território do Município, são bens comuns a toda a população,
essenciais à manutenção da vida e ao bem-estar, devendo ser
protegido dos processos de degradação e da contaminação.
§ 1º É dever do Poder Público incentivar e coordenar a geração e
difusão de tecnologias apropriadas ao uso, à conservação e
recuperação do solo.
§ 2º O Poder Público Municipal, visando ao controle da degradação
dos solos, buscará, por meios próprios ou através de parcerias,
formas de promover sua conservação e recuperação.
Art. 131. A proteção do solo no Município, sem prejuízo ao disposto
nas demais legislações, visa a:
I – garantir o uso racional do solo e o manejo ambiental através dos
instrumentos de gestão competentes, observadas as diretrizes
ambientais contidas no Plano Diretor e demais instrumentos e
normas de gestão municipal;
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II – priorizar o controle da erosão, a contenção de encostas e o
reflorestamento com espécies nativas das áreas degradadas e das
áreas de preservação permanente;
III – garantir o aproveitamento adequado das águas em todas as
suas formas, bem como evitar o assoreamento dos cursos d’água e
o desmatamento, devendo ser priorizado, nas áreas degradadas, o
plantio de espécies nativas;
IV – garantir a utilização do solo cultivável, através de adequado
planejamento, desenvolvimento, fomento e disseminação de
tecnologias e manejos adequados ao ambiente e aos ecossistemas;
V – priorizar a utilização de métodos naturais de cultivo como a
agroecologia, agricultura orgânica entre outros.
Art. 132. Com o objetivo de compatibilizar o desenvolvimento
socioeconômico com a qualidade ambiental, deverá o Poder Público
promover a gestão agroambiental das propriedades e atividades
produtivas já existentes ou que vierem a se instalar no Município.
Art. 133. Em se tratando das áreas cujo solo seja utilizado com fins
de exploração econômica, deverá o Poder Público promover, através
dos órgãos da administração direta, indireta e conveniados, a
gestão agroambiental das propriedades e atividades produtivas já
existentes ou que vierem a se instalar, com vistas a compatibilizar
o desenvolvimento socioeconômico com a qualidade ambiental.
Parágrafo único. Para atender ao disposto no caput deste artigo, o
Poder Público deverá:
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I – utilizar as microbacias como parâmetro para o planejamento
sustentável dos recursos naturais e dos sistemas produtivos em
seu entorno;
II – promover o ordenamento das atividades produtivas com vistas
à melhoria do saneamento ambiental, o manejo adequado dos
resíduos, dos efluentes, das substâncias tóxicas, das descargas
pluviais, dos processos e práticas degradantes;
III – estimular o uso de tecnologias de produção animal e/ou
vegetal que evitem a degradação ou contaminação dos
ecossistemas e restabeleçam ou ampliem a diversidade biológica.
Art. 134. Para atender ao disposto nos artigos anteriores, o Poder
Público Municipal poderá valer-se de convênios, parcerias e
acordos de cooperação técnica com instituições, associações,
organizações públicas ou privadas, garantindo o direito à
participação das comunidades envolvidas.
Art. 135. O solo rural deve ter seu uso e manejo adequados, que
consiste na adoção de um conjunto de práticas e procedimentos
visando à conservação, melhoramento e recuperação deste,
atendendo às funções socioeconômica e cultural da propriedade e à
manutenção das funções ecológicas, respeitando a sua aptidão de
uso e ocupação.
Art. 136. É proibido depositar, dispor, descarregar, enterrar,
infiltrar ou acumular no solo, resíduos líquidos, sólidos ou gasosos
que causem degradação da qualidade ambiental.
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Parágrafo único. O solo somente poderá ser utilizado para destino
final de resíduos, de qualquer natureza, quando devidamente
autorizado pelos órgãos municipais competentes e em
conformidade com as respectivas legislações, ficando vedada a
simples descarga ou depósito, seja em propriedade pública ou
privada.
SEÇÃO V
DO CONTROLE DA EMISSÃO DE RUÍDOS
Art. 137. O controle da emissão de ruídos no Município, sem
prejuízo ao disposto nas demais legislações, visa a garantir o
sossego e bem-estar público, evitando sua perturbação por
emissões excessivas ou incômodas de sons de qualquer natureza
ou que contrariem os níveis máximos fixados ou regulamentados
em instrumento jurídico específico.
Art. 138. Fica proibida a utilização ou funcionamento de qualquer
instrumento ou equipamento, fixo ou móvel, que produza,
reproduza ou amplifique o som, no período diurno ou noturno, de
modo que crie ruído além dos limites previstos em legislação
específica.
CAPÍTULO II
DAS ATIVIDADES PERIGOSAS
Art. 139. São consideradas atividades perigosas, para os efeitos
desta Lei, aquelas que envolvam produtos ou substâncias, efetiva
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ou potencialmente, nocivas à população, aos bens e ao meio
ambiente, assim definidas e classificadas pelos órgãos
competentes.
Art. 140. É dever do Poder Público, respeitadas suas esferas de
competência, controlar e fiscalizar a produção, a estocagem, o
transporte, a comercialização e a utilização de substâncias ou
produtos perigosos, bem como as técnicas, os métodos e as
instalações que comportem risco efetivo ou potencial para a
qualidade de vida e do meio ambiente.
§ 1º O Município atuará em caráter suplementar e em obediência
às normas regulamentadoras.
§ 2º No caso de acidentes e emergências ambientais decorrentes de
atividades nocivas ou perigosas, deverá o Município comunicar,
imediatamente, a ocorrência ao Corpo de Bombeiros e aos demais
órgãos pertinentes.
Art. 141. As operações de transporte, manuseio e armazenagem de
substâncias e cargas perigosas no território do Município serão
reguladas pelas normas pertinentes, obedecidas as respectivas
competências.
Art. 142. Os veículos, as embalagens e os procedimentos de
transporte de substâncias e cargas perigosas devem seguir as
normas pertinentes e a legislação em vigor e encontrar-se dentro
dos padrões e normas exigidas quanto à segurança, conservação,
manutenção e sinalização.
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Art. 143. Quaisquer tipos de veículos transportando carga perigosa
no Município deverão portar a licença ou autorização outorgada
pela autoridade competente, bem como da via que deve
acompanhar o produto ou substância até o destino final e com o
respectivo prazo de validade para o tempo de viagem.
TÍTULO VI
DA FISCALIZAÇÃO AMBIENTAL
CAPÍTULO I
DO PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO
Art. 144. O poder de polícia administrativa ambiental no
cumprimento das disposições desta Lei e das normas dela
decorrentes será exercido pela Secretaria de Meio Ambiente, ou
órgão que, posteriormente, vier a lhe suceder nas mesmas funções.
Parágrafo único. O Grupamento de Proteção Ambiental da Guarda
Civil Municipal (GPA/GC), sempre que esteja sob a supervisão da
Secretaria de Meio Ambiente, ou órgão que, posteriormente, vier a
lhe suceder nas mesmas funções, atuará como auxiliar da
fiscalização na execução da política de controle e proteção
ambiental na prevenção e repressão às ameaças e danos ao meio
ambiente.
Art. 145. Os agentes de fiscalização, investidos e designados pelo
Poder Público Municipal para exercer a fiscalização ambiental, no
exercício de suas atribuições, terão livre acesso a todas as
dependências, sejam elas públicas ou privadas, durante o horário
normal de funcionamento das mesmas ou a qualquer horário e dia
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da semana caso seja necessário, observando o disposto no artigo
5º, inciso XI da Constituição Federal de 1988.
§ 1º Qualquer tipo de veículo, transitando no território do
Município, que esteja transportando produto e/ou subproduto da
flora e fauna, bem como objetos, equipamentos, utensílios,
ferramentas ou qualquer outro tipo de material que possa destruir,
danificar e/ou subtrair elementos do ecossistema local deverá ser
conduzido pelos agentes da fiscalização ambiental municipal ao
órgão competente.
§ 2º No exercício das respectivas funções, os agentes incumbidos
da fiscalização ambiental municipal ficam obrigados a identificarse previamente.
§ 3º Aquele que embaraçar, dificultar ou impedir o agente
incumbido de realizar a inspeção ou fiscalização ambiental será
passível de multa, sem prejuízo das sanções penais, cíveis e
administrativas cabíveis.
§ 4º Os agentes da fiscalização ambiental municipal, no exercício
de suas funções, têm a obrigação de fazer cumprir as leis e
regulamentos ambientais, expedindo intimações, autos de
constatação, autos de infração e demais atos administrativos,
propondo penalidades referentes à prevenção e repressão de tudo
quanto possa comprometer o ambiente em todo o território
municipal.
§ 5º Mediante solicitação da Secretaria de Meio Ambiente, ou órgão
que, posteriormente, vier a lhe suceder nas mesmas funções, tanto
o agente público investido e designado para exercer a fiscalização
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quanto o destacamento do Grupamento de Proteção Ambiental da
Guarda Civil Municipal – GPA/GC, poderá ser acompanhado por
força policial, no exercício da ação fiscalizadora.
Art. 146. Os agentes de fiscalização e proteção ambiental serão
investidos mediante concurso público, podendo outros fiscais
concursados serem designados pelo Poder Público Municipal para
esta função, a eles competindo:
I – exercer atividade orientadora visando à adoção de atitude
ambiental positiva;
II – efetuar visitas e vistorias;
III – verificar a ocorrência da infração;
IV – lavrar o auto correspondente fornecendo cópia ao autuado;
V – elaborar relatório de vistoria.
Art. 147. A fiscalização e a aplicação de penalidades de que tratam
este Código dar-se-ão por meio de:
I – auto de constatação;
II – auto de notificação/advertência/intimação;
III – auto de apreensão;
IV – auto de infração;
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V – auto de embargo;
VI – auto de interdição;
VII – auto de demolição.
Art. 148. Para imposição e gradação da penalidade, a autoridade
competente observará:
I – a maior ou menor gravidade do dano ao meio ambiente;
II – as circunstâncias atenuantes e as agravantes;
III – os antecedentes do infrator.
IV – a situação econômica do infrator, no caso de multa.
Art. 149. São consideradas circunstâncias atenuantes:
I – a comunicação prévia, imediata e espontânea do infrator às
autoridades competentes em relação a perigo iminente de
degradação e/ou a dano ambiental causado;
II – a adoção imediata e espontânea de medidas cabíveis de
reparação e/ou mitigação dos danos causados, em conformidade
com normas, critérios e especificações determinadas pela
Secretaria de Meio Ambiente, ou órgão que, posteriormente, vier a
lhe suceder nas mesmas funções;
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III – a colaboração com os agentes e técnicos encarregados da
fiscalização e do controle ambiental.
Art. 150. São consideradas circunstâncias agravantes:
I – ser o infrator reincidente;
II – ter cometido a infração para obter vantagem pecuniária;
III – coagir outrem para a execução material da infração;
IV – ter a infração consequência grave ao meio ambiente e/ou à
saúde pública;
V – deixar o infrator de tomar as providências ao seu alcance,
quando tiver conhecimento do ato lesivo ou potencialmente lesivo
ao meio ambiente;
VI – a infração atingir áreas sob proteção legal;
VII – ter o infrator agido à noite, aos sábados, domingos ou
feriados.
CAPÍTULO II
DAS PENALIDADES
Art. 151. Observado o disposto no artigo 147, os responsáveis pela
infração ficam sujeitos às seguintes penalidades, que poderão ser
aplicadas independentemente:
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I – advertência por escrito em que o infrator será intimado para
fazer cessar a irregularidade sob pena de imposição de outras
sanções;
II – multa simples, diária ou cumulativa, em UFPE (Unidade Fiscal
de Petrópolis) ou outra que venha sucedê-la;
III – apreensão de produtos, subprodutos, instrumentos,
apetrechos e equipamentos de qualquer natureza utilizados na
infração;
IV – embargo ou interdição temporária de atividade até correção da
irregularidade;
V – cassação de licenças e/ou autorizações, alvarás e a
consequente interdição definitiva do estabelecimento autuado, a
serem efetuadas pelos órgãos competentes do Poder Executivo
Municipal, em cumprimento a parecer técnico homologado pelo
titular da Secretaria de Meio Ambiente, ou órgão que,
posteriormente, vier a lhe suceder nas mesmas funções;
VI – perda ou restrição de incentivos e benefícios fiscais concedidos
pelo Município;
VII – reparação, reposição ou reconstituição do ambiente
danificado, de acordo com suas características e com as
especificações definidas pela Secretaria de Meio Ambiente, ou
órgão que, posteriormente, vier a lhe suceder nas mesmas funções;
VIII – demolição de edificações que comprometam a qualidade
ambiental.
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§ 1º Quando o infrator praticar, simultaneamente, duas ou mais
infrações, ser-lhe-ão aplicadas cumulativamente às penas
cominadas.
§ 2º A aplicação das penalidades previstas nesta Lei não exonera o
infrator da reparação do dano, das cominações administrativas,
civis e penais cabíveis.
Art. 152. As penalidades poderão incidir sobre:
I – o autor material;
II – o proprietário ou possuidor a qualquer título;
III – o mandante;
IV – o fiel depositário;
V – quem, de qualquer modo, concorra à prática ou dela se
beneficie.
CAPÍTULO III
DAS INFRAÇÕES ADMINISTRATIVAS EM ESPÉCIE E DAS
PENALIDADES
SEÇÃO I
DAS SANÇÕES APLICÁVEIS ÀS INFRAÇÕES CONTRA A FAUNA
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Art. 153. Perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna
silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão,
licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo
com a obtida.
Pena - Multa de 5 UFPE, por unidade com acréscimo por exemplar
excedente de:
I – 30 UFPE, por unidade de espécie constante da lista oficial de
fauna brasileira ameaçada de extinção e do Anexo II da CITES; e
II – 50 UFPE, por unidade de espécie constante da lista oficial de
fauna brasileira ameaçada de extinção e do Anexo I do Comércio
Internacional das Espécies da Flora E Fauna Selvagens em Perigo
de Extinção – CITES.
§ 1º Em caso de óbito do animal, aumenta-se em dobro o cálculo
da multa.
§ 2º Incorre nas mesmas multas quem:
I – impede a procriação da fauna, sem licença, autorização ou em
desacordo com a obtida;
II – modifica, danifica ou destrói ninho, abrigo ou criadouro
natural; ou
III – vende, expõe à venda, exporta ou adquire, guarda, tem
cativeiro ou depósito, utiliza ou transporta ovos, larvas ou
espécimes da fauna silvestre, nativa ou em rota migratória, bem
como produtos e objetos dela oriundos, provenientes de criadouros
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não autorizados ou sem a devida permissão, licença ou autorização
do órgão ambiental competente.
§ 3º São espécimes da fauna silvestre todos aqueles pertencentes
às espécies nativas, migratórias e quaisquer outras, aquáticas ou
terrestres, que tenham todo ou parte de seu ciclo de vida,
ocorrendo dentro dos limites do território brasileiro ou em águas
jurisdicionais brasileiras.
§ 4º No caso de guarda doméstica de espécime silvestre não
considerada ameaçada de extinção, pode a autoridade competente,
considerando as circunstâncias, deixar de aplicar a multa, mas
aplicar advertência.
§ 5º No caso de guarda de espécime silvestre, poderá o órgão
ambiental competente deixar de aplicar as sanções previstas nesta
Lei, quando o agente entregá-lo espontaneamente.
§ 6º O órgão competente, a que se refere o § 5º, deverá emitir
documento de recebimento ao agente que fazia a guarda, sendo
que os animais serão microchipados e os respectivos dados
lançados no SIMCA.
§ 7º Nos casos do animal ser encontrado em cativeiro ou guarda
doméstica, ele será apreendido pela autoridade competente.
§ 8º Incorre em multa em dobro no disposto deste artigo, quem
pratica caça profissional no Município, sem prejuízo da aplicação
do disposto no § 1º.
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Art. 154. Introduzir espécime animal no Município, sem parecer
técnico oficial favorável e licença expedida pela autoridade
competente:
Pena - Multa de 20 UFPE, com acréscimo por exemplar excedente
da autorização:
I – 02 UFPE, por unidade;
II – 30 UFPE, por unidade de espécie constante da lista oficial de
fauna brasileira ameaçada de extinção e do Anexo II da CITES;
III – 50 UFPE, por unidade de espécie constante da lista oficial de
fauna brasileira ameaçada de extinção e do Anexo I da CITES;
IV – 02 UFPE por unidade de espécie exótica, podendo aumentar
em dobro em caso de impacto significativo ao meio ambiente.
Art. 155. Ficam vedados:
I – a presença de animais domésticos em áreas que coloquem em
risco a integridade e a sobrevivência de espécies silvestres;
II – o fornecimento de alimento às espécies silvestres em vias e
logradouros públicos.
Parágrafo único. O desrespeito a quaisquer dos incisos deste artigo
acarreta em multa de 5 UFPE a 100 UFPE, para pessoas físicas, e
10 UFPE a 200 UFPE, para pessoas jurídicas.
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Art. 156. Coletar material zoológico para fins científicos sem
licença especial expedida pela autoridade competente:
Pena - Multa de 2 UFPE, com acréscimos por exemplar excedente
de:
I – 5 UFPE, por unidade;
II – 30 UFPE, por unidade de espécie constante da lista oficial de
fauna brasileira ameaçada de extinção e do Anexo II da CITES.
III – 50 UFPE, por unidade de espécie constante da lista oficial de
fauna brasileira ameaçada de extinção e do Anexo I da CITES;
Parágrafo único - Incorre nas mesmas multas:
I – quem utilizar, para fins comerciais ou esportivos, as licenças
especiais a que se refere este artigo; e
II – a instituição científica, oficial ou oficializada, que deixar de dar
ciência a Secretaria de Meio, ou órgão que, posteriormente, vier a
lhe suceder nas mesmas funções, das atividades dos cientistas
licenciados no ano anterior.
Art. 157. Praticar caça profissional no Município:
Pena - Multa de 50 UFPE com acréscimo por exemplar excedente
de:
I – 50 UFPE, por unidade;
II – 500 UFPE, por unidade de espécie constante da lista oficial de
fauna brasileira ameaçada de extinção e do anexo II da CITES.
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III – 1000 UFPE, por unidade de espécie constante da lista oficial
de fauna brasileira ameaçada de extinção e do Anexo I da CITES;
Art. 158. Fica proibida a exposição ao público em geral de
materiais, utensílios, artefatos e equipamentos destinados à
captura, caça, apanha e/ou aprisionamento de animais silvestres.
Pena – Multa de 3 UFPE, com acréscimo de 1 UFPE, por exemplar
excedente.
Art. 159. Exibir imagens de pássaros presos em gaiolas ou
similares em letreiros, faixa, outdoor, ou qualquer outro meio de
propaganda em espaços públicos, pintura em veículos, muros ou
fachada de imóvel, de sob pena de retirada da propaganda e
aplicação de multa, salvo em casos de cunho educativo realizado
por instituições devidamente reconhecidas de proteção ambiental e
educacionais que tenham como finalidade a promoção de
campanhas contra a apreensão de animais e de caráter de
preservação e proteção a fauna:
Pena – Multa de 3 UFPE, com acréscimo de 1 UFPE, por peça
publicitária excedente.
Art. 160. Praticar ato de abuso, maus tratos, ferir ou mutilar
animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou
exóticos:
Pena - Multa de 5 UFPE a 20 UFPE, com acréscimo por exemplar
excedente;
I – 20 UFPE, por unidade;
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II – 50 UFPE, por unidade de espécie constante da lista oficial de
fauna brasileira ameaçada de extinção e do Anexo II da CITES; e
III – 100 UFPE, por unidade de espécie constante da lista oficial de
fauna brasileira ameaçada de extinção e do Anexo I da CITES.
§ 1º Incorre nas mesmas multas quem realiza experiência dolorosa
ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou
científicos, quando existirem recursos alternativos.
§ 2º Em caso de óbito, o cálculo da multa neste artigo será aplicado
em dobro.
Art. 161. Provocar, pela emissão de efluentes ou carreamento de
materiais, ou substâncias tóxicas, o perecimento de espécimes da
fauna aquática existentes em rios, lagos, açudes ou lagoas:
Pena - Multa de 50 UFPE a 10.000 UFPE.
SEÇÃO II
DAS SANÇÕES APLICÁVEIS CONTRA A FLORA
Art. 162. Destruir ou danificar floresta considerada de preservação
permanente, mesmo que em formação, ou utilizá-los com
infringência das normas de proteção:
Pena - Multa de 15 UFPE a 500 UFPE, por hectare ou fração.
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Art. 163. Cortar árvores em floresta considerada de preservação
permanente, sem permissão da autoridade competente:
Pena - Multa de 15 UFPE a 50 UFPE, por hectare ou fração, ou 5
UFPE, por metro cúbico.
Art. 164. Causar dano direto ou indireto às Unidades de
Conservação:
Pena - Multa de 2 UFPE a 500 UFPE.
Art. 165. Provocar incêndio em mata ou floresta:
Pena - Multa de 15 UFPE, por hectare ou fração queimada.
Art. 166. Fabricar, vender, armazenar, transportar ou soltar balões
que possam provocar incêndios nas florestas e demais formas de
vegetação, em áreas urbanas ou qualquer tipo de assentamento
humano:
Pena - Multa de 10 UFPE a 100 UFPE, por unidade.
Art. 167. Extrair de florestas de domínio público ou consideradas
de preservação permanente, sem prévia autorização, pedra, areia,
cal ou qualquer espécie de minerais:
Pena - Multa simples de 15 UFPE, por hectare ou fração.
Art. 168. Cortar ou transformar em carvão madeira de lei, assim
classificada em ato do Poder Público, para fins industriais,
energéticos ou para qualquer outra exploração, econômica ou não,
em desacordo com as determinações legais:
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Pena - Multa de 5 UFPE, por metro cúbico.
Art. 169. Receber ou adquirir, para fins comerciais ou industriais,
madeira, lenha, carvão e outros produtos de origem vegetal, sem
exigir a exibição de licença do vendedor, outorgada pela autoridade
competente, e sem munir-se da via que deverá acompanhar o
produto até o final beneficiamento:
Pena - Multa Simples de 1 UFPE a 5 UFPE, por unidade, estéreo,
quilo, mdc ou metro cúbico.
Parágrafo único. Incorre nas mesmas multas, quem vende, expõe à
venda, tem em depósito, transporta ou guarda madeira, lenha,
carvão e outros produtos de origem vegetal, sem licença válida para
todo o tempo da viagem ou do armazenamento, outorgada pela
autoridade competente.
Art. 170. Impedir ou dificultar a regeneração natural de florestas
ou demais formas de vegetação:
Pena - Multa de 30 UFPE, por hectare ou fração.
Art. 171. Destruir, danificar, lesar ou maltratar, por qualquer
modo ou meio, plantas de ornamentação de logradouros públicos:
Pena - Multa de 5 UFPE, por exemplar.
Art. 172. Coletar, transportar, ou comercializar plantas
ornamentais nativas silvestres, sema devida autorização da
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Secretaria de Meio Ambiente, ou órgão que, posteriormente, vier a
lhe suceder nas mesmas funções:
Pena - Multa de 1 UFPE a 5 UFPE por unidade.
Art. 173. Comercializar motosserra ou utilizá-la em floresta ou
demais formas de vegetação, sem licença ou registro da autoridade
ambiental competente:
Pena - Multa simples de 5 UFPE, por unidade comercializada.
Art. 174. Ingressar em Unidades de Conservação Municipais,
conduzindo substâncias ou Instrumentos próprios para caça ou
para exploração de produtos ou subprodutos florestais, sem
licença da autoridade competente:
Pena - Multa de até 10 UFPE.
Art. 175. Destruir ou danificar florestas nativas ou plantadas,
objeto de especial preservação: Pena - Multa de até 15 UFPE, por
hectare ou fração.
Art. 176. Explorar área de reserva legal, florestas e formação
sucessoras de origem nativa, tanto de domínio público, quanto de
domínio privado, sem aprovação prévia do órgão ambiental
competente, bem como da adoção de técnicas de condução,
exploração, manejo e reposição florestal:
Pena - Multa de 1 UFPE a 3 UFPE, por hectare ou fração, ou por
unidade, estéreo, quilo, mdc ou metro cúbico.
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Art. 177. Desmatar, área de reserva legal ou fragmentos de
vegetação nativa mesmo que em área urbana, sem autorização da
Secretaria de Meio Ambiente, ou órgão que, posteriormente, vier a
lhe suceder nas mesmas funções:
Pena - Multa de até 15 UFPE, por hectare ou fração.
Art. 178. Fazer uso de fogo em área agropastoril sem autorização
da Secretaria de Meio Ambiente, ou órgão, que posteriormente, vier
a lhe suceder nas mesmas funções, ou em desacordo com a obtida:
Pena - Multa de 10 UFPE, por hectare ou fração.
SEÇÃO III
DAS SANÇÕES APLICÁVEIS À POLUIÇÃO E A OUTRAS
INFRAÇÕES AMBIENTAIS
Art. 179. Causar poluição de qualquer natureza em níveis tais que
resultem ou possam resultar em danos à saúde humana, ou que
provoquem a mortandade de animais ou a destruição significativa
da flora:
Pena - Multa de 10 UFPE a 50.000 UFPE.
§ 1º Incorre nas mesmas multas quem:
I – tornar uma área, urbana ou rural, imprópria para ocupação
humana;
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II – causar poluição atmosférica que provoque a retirada, ainda que
momentânea, dos habitantes das áreas afetadas, ou que cause
danos diretos à saúde da população;
III – causar poluição hídrica que torne necessária a interrupção do
abastecimento público de água de uma comunidade;
IV– promover capina química com produtos que comprometa a
saúde humana ou ambiental;
V – lançar resíduos sólidos, líquidos ou gasosos, ou detritos, óleos
ou substâncias oleosas em desacordo com as exigências
estabelecidas em leis ou regulamentos;
VI – deixar de adotar, quando assim o exigir a Secretaria de Meio
Ambiente, ou órgão que, posteriormente, vier a lhe suceder nas
mesmas funções, medidas de precaução em caso de risco de dano
ambiental grave ou irreversível.
§ 2º As multas e demais penalidades de que trata este artigo serão
aplicadas após laudo técnico elaborado da Secretaria de Meio
Ambiente, ou órgão que, posteriormente, vier a lhe suceder nas
mesmas funções, identificando a dimensão do dano decorrente da
infração.
Art. 180. Os responsáveis por acidentes ou incidentes que
envolvam mediato e imediato potencial risco aos recursos hídricos
ficam obrigados a comunicar esses eventos, tão logo deles tenham
conhecimento:
I –ao órgão ambiental competente;
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II – ao órgão encarregado do abastecimento público de água,
quando em área de captação de água passível de
comprometimento;
III – aos órgãos municipais de saúde visando resguardar o bemestar da população.
Parágrafo único. O não cumprimento deste artigo acarretará desde
advertência até aplicação de multa de 10 UFPE a 100 UFPE, sem o
prejuízo de demais sanções administrativas.
Art. 181. Produzir, processar, embalar, importar, exportar,
comercializar, fornecer, transportar, armazenar, guardar, ter em
depósito ou usar produto ou substância tóxica, perigosa ou nociva
à saúde humana ou ao meio ambiente, em desacordo com as
exigências estabelecidas em leis ou em seus regulamentos:
Pena - Multa de 50 UFPE a 10.000,00 UFPE.
§ 1º Incorre nas mesmas penas, quem abandona os produtos ou
substâncias referidas no caput, ou utiliza em desacordo com as
normas de segurança.
§ 2º Se o produto ou a substância for nuclear ou radioativa, a
multa é aumentada ao quíntuplo.
Art. 182. Fica vedado o fracionamento e a reembalagem de
agrotóxicos e substâncias afins, com o objetivo de comercialização
ou uso doméstico, assim como a reutilização de suas embalagens.
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Parágrafo único – A violação do disposto no caput deste artigo
acarretará em multa de 40 (quarenta) UFPE a 400 (quatrocentas)
UFPE, para pessoa física, e 100 (cem) UFPE a 2000 (duas mil)
UFPE, para pessoa jurídica, além da apreensão do material
irregular.
Art. 183. Iniciar obras, atividades ou serviços em qualquer parte do
território Municipal, sem licença ou autorização da Secretaria de
Meio Ambiente, ou órgão que, posteriormente, vier a lhe suceder
nas mesmas funções, ou contrariando as normas legais e
regulamentos pertinentes:
Pena - Multa de 50 UFPE a 10.000 UFPE.
Art. 184. Disseminar doença ou praga ou espécies que possam
causar danos à agricultura, à pecuária, à fauna, à flora ou aos
ecossistemas:
Pena - Multa de 50 UFPE a 20.000 UFPE.
Art. 185. Alterar ou promover a conversão de qualquer item em
veículos ou motores novos ou usados, que provoque alterações nos
limites e exigências ambientais previstas em lei:
Pena - Multa de 5 UFPE a 100 UFPE, por veículo, e correção da
irregularidade.
Art. 186. O uso de fogos de artifício fica restrito às normas
previstas em lei específica, sendo permanentemente vedados em
áreas de amortecimento e áreas de preservação.
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Parágrafo único. A violação do disposto no caput deste artigo
acarretará em multa de 5 (cinco) UFPE a 50 (cinquenta) UFPE,
para pessoa física, e 10 (dez) UFPE a 200 (duzentas) UFPE, para
pessoa jurídica.
Art. 187. Causar, por poluição da água, do ar ou do solo, incômodo
ou danos materiais a terceiros:
Pena - Multa de 4 UFPE a 500 UFPE, se o infrator for pessoa física,
e de 8 UFPE a 20.000 UFPE, se o infrator for pessoa jurídica.
Art. 188. Poluir o ar por emissão proveniente de fonte fixa ou
móvel:
Pena - Multa de 10 UFPE a 1000 UFPE.
Art. 189. Poluir o ar por queima de restos vegetais, lixos ou de
material de qualquer natureza ao ar livre:
Pena - Multa de 5 UFPE a 100 UFPE.
Art. 190. Poluir o ar por lançamento de resíduos gasosos ou de
material particulado proveniente de fontes fixas ou móveis:
Pena - Multa de 10 UFPE a 5000 UFPE.
Art. 191. Poluir o solo por lançamento de resíduos sólidos ou
líquidos:
Pena - Multa de 10 UFPE a 5000 UFPE.
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Art. 192. Poluir, por qualquer forma ou meio, o solo ou corpos
hídricos dificultando ou impedindo, ainda que temporariamente, o
seu uso por terceiros:
Pena - Multa de 10 UFPE a 10.000 UFPE.
Art. 193. Causar degradação ambiental que provoque erosão,
deslizamento, desmoronamento ou modificação nas condições
hidrográficas ou superficiais:
Pena - Multa de 10 UFPE a 10.000 UFPE.
Art. 194. Dispor, guardar ou ter em depósito, ou transportar
resíduos sólidos em desconformidade com a regulamentação
pertinente:
Pena - Multa de 10 UFPE a 10.000 UFPE.
Art. 195. Poluir a água ou o solo por vazamento de óleo ou outros
hidrocarbonetos:
Pena - Multa de 10 UFPE a 100.000 UFPE.
Art. 196. Descumprir qualquer preceito estabelecido em leis
municipais de uso, gozo, promoção, proteção e recuperação do
meio ambiente, para as quais não haja cominação específica:
Pena - Multa de 1 UFPE a 50 UFPE.
Art. 197. Quando as infrações previstas nesta Seção resultarem ou
puderem resultar em danos à saúde humana, provocarem
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mortandade de animais ou destruição significativa da flora, as
multas poderão alcançar 100.000 UFPE.
SEÇÃO IV
DAS SANÇÕES APLICÁVEIS ÀS INFRAÇÕES ADMINISTRATIVAS
CONTRA A ADMINISTRAÇÃO AMBIENTAL
Art. 198. Deixar, o comerciante de apresentar, quando
regularmente notificado, declaração de estoque e valores oriundos
de comércio de animais silvestres:
Pena - Multa de 2 UFPE, por unidade em atraso.
Art. 199. Deixar de apresentar à Secretaria de Meio Ambiente, ou
órgão que, posteriormente, vier a lhe suceder nas mesmas funções,
as inovações concernentes aos dados fornecidos para o registro de
agrotóxicos, seus componentes e afins:
Pena - Multa de 50 UFPE a 1000 UFPE, por produto.
Art. 200. Deixar de constar de propaganda comercial de
agrotóxicos, seus componentes e afins em qualquer meio de
comunicação, clara advertência sobre os riscos do produto à saúde
humana, aos animais e ao meio ambiente ou desatender os demais
preceitos da legislação vigente:
Pena - Multa de até 50 UFPE.
Art. 201. Deixar, sem justa causa, de cumprir as regulares
intimações do órgão ambiental municipal, nos termos desta lei:
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Pena - Multa de 5 UFPE a 80 UFPE.
Art. 202. Descumprir, sem justo motivo, cronograma e termos
ajustados com órgãos ambientais:
Pena - Multa de 4 UFPE a 400 UFPE.
Art. 203. Danificar, culposa ou dolosamente, equipamento da
Secretaria de Meio Ambiente, ou órgão que, posteriormente, vier a
lhe suceder nas mesmas funções:
Pena - Multa de 5 UFPE a 300 UFPE, sem prejuízo da obrigação de
indenizar os danos causados, nos termos da lei.
Art. 204. Desrespeitar, desacatar ou impedir a ação de agente
fiscalizador, técnicos ou analistas da Secretaria de Meio Ambiente,
ou órgão que, posteriormente, vier a lhe suceder nas mesmas
funções:
Pena - Multa de 10 UFPE 100 UFPE.
Art. 205. Impedir ou, de qualquer modo, dificultar a ação de
fiscalização da Secretaria de Meio Ambiente, ou órgão que,
posteriormente, vier a lhe suceder nas mesmas funções:
Pena - Multa de 3 UFPE a 150 UFPE.
Art. 206. Deixar de prestar ao órgão ambiental municipal
informações exigidas pela legislação pertinente ou prestar
informações falsas, distorcidas, incompletas ou modificar relevante
dado técnico solicitado:
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Pena - Multa de 30 UFPE a 1000 UFPE.
SEÇÃO V
DAS INFRAÇÕES RELATIVAS AO LICENCIAMENTO AMBIENTAL
Art. 207. Dar início à instalação de qualquer atividade ou testar
qualquer equipamento sem possuir licença de instalação, quando
esta for exigível.
Pena - Multa de 50 UFPE a 500 UFPE se o infrator for pessoa
física, e de 50 UFPE a 5.000 UFPE se o infrator for pessoa jurídica.
Art. 208. Instalar atividade ou testar qualquer equipamento em
desacordo com as condições ou restrições estabelecidas na
respectiva licença de instalação:
Pena - Multa de 50 UFPE a 800 UFPE, sendo o infrator pessoa
física ou pessoa jurídica.
Art. 209. Dar início ou prosseguir na operação de qualquer
atividade, sem possuir licença de operação, quando esta for
exigível.
Pena - Multa de 50 UFPE a 900 UFPE se o infrator for pessoa
física, e de 50 UFPE a 10.000 UFPE se o infrator for pessoa
jurídica.
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Art. 210. Operar atividade licenciada em desacordo com as
condições ou restrições estabelecidas na respectiva licença de
operação:
Pena - Multa de 50 UFPE a 1.000 UFPE, se o infrator for pessoa
física, e de 50 UFPE a 5.000 UFPE, se o infrator for pessoa
jurídica.
CAPÍTULO IV
DOS RECURSOS
Art. 211. O autuado poderá apresentar defesa no prazo de 20
(vinte) dias úteis conforme a legislação, contado a partir da data da
ciência do auto.
§ 1º O recurso deverá ser protocolado no Protocolo Geral do
Município dentro do prazo estipulado para defesa, e só será
conhecido se dele constar:
I – a qualificação do impugnado;
II – os motivos de fato e de direito em que se fundamentar;
III – os meios de provas que o impugnado pretenda produzir;
IV – cópia do respectivo auto;
V – procuração, por instrumento público ou particular, se o
recurso for interposto por terceiro.
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§ 2º O autuado poderá requerer prazo de até dez dias para a
juntada do instrumento a que se refere o inciso V.
§ 3º A defesa não será conhecida quando apresentada:
I - fora do prazo;
II - por quem não seja legitimado;
III - ausentes as informações e/ou documentos descritos nos
incisos I, IV e V.
Art. 212. O recurso terá efeito suspensivo relativamente ao
pagamento das multas e, quanto às demais infrações, apenas
devolutivo.
Parágrafo único. Se houver pedido do recorrente, poderá a
autoridade que o recurso estiver subordinado conferir efeito
suspensivo, nas hipóteses em que a execução imediata da
penalidade possa acarretar dano irreparável, devendo fundamentar
a decisão
Art. 213. Fica vedado reunir em uma só petição, recurso referente
a mais de uma ação fiscal e/ou sanção, excetuando-se as que
versem sobre o mesmo assunto e/ou alcancem o mesmo infrator.
Art. 214. Não havendo interposição de recurso ou sendo o mesmo
indeferido serão aplicadas as penalidades cabíveis.
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TÍTULO VII
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS
Art. 215. As sanções previstas na presente lei não excluem as
penalidades estabelecidas em outras normas municipais,
ressalvado quando se tratar de mais de uma imputação sobre o
mesmo fato.
Parágrafo único. Sem prejuízo das penalidades impostas em cada
caso, o não cumprimento das disposições desta Lei implica
necessariamente na negativa de concessão das licenças ambientais
e/ou suas renovações.
Art. 216. O Poder Público Municipal estabelecerá, por instrumento
jurídico próprio, os padrões de utilização dos recursos ambientais,
quando necessário, cuja inobservância caracterizará degradação
ambiental, sujeitando o(s) infrator(es) às penalidades previstas
nesta lei, bem como à exigência de adoção de medidas necessárias
à recuperação da área degradada.
Art. 217. Deverão ser previstos na dotação orçamentária da
Secretaria de Meio Ambiente, ou órgão que, posteriormente, vier a
lhe suceder nas mesmas funções, e dos demais órgãos
relacionados, os recursos financeiros necessários à implementação
desta lei.
Parágrafo único. Sem prejuízo dos recursos financeiros definidos
em lei, devem ser revestidos para fundo municipal de conservação
ambiental, no mínimo, vinte por cento do total de valores
arrecadados com o pagamento das multas ambientais, que serão
aplicados, especificamente, em:
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I- modernização da estrutura da Secretaria de Meio Ambiente ou
órgão que, posteriormente, vier a lhe suceder nas mesmas funções;
II- aquisição de equipamentos, material permanente e material de
consumo;
III- manutenção de equipamentos e outros serviços que forem
necessários ao desenvolvimento do trabalho;
IV- educação ambiental;
V- capacitação e formação dos agentes lotados na Secretaria.
Art. 218. Qualquer pessoa, física ou jurídica, de direito público ou
privado, é parte legítima para denunciar à Secretaria de Meio
Ambiente, ou órgão que, posteriormente, vier a lhe suceder nas
mesmas funções, qualquer ato lesivo ao meio ambiente, solicitando
as providências cabíveis.
Art. 219. Os órgãos municipais da administração pública, direta ou
indireta, que tenham conhecimento de atos que caracterizem o
descumprimento desta Lei, ficam obrigados a comunica-los aos
órgãos municipais e às demais esferas de competência.
Art. 220. As atividades e empreendimentos em funcionamento no
território do Município, que não estejam devidamente licenciados,
deverão, no prazo de seis meses, não prorrogáveis, submeter à
aprovação da Secretaria de Meio Ambiente, ou órgão que,
posteriormente, vier a lhe suceder nas mesmas funções, a
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adequação dessas atividades e empreendimentos às normas e
determinações estabelecidas nesta Lei.
Art. 221. As especificações para a aquisição de bens, contratação
de serviços e obras por parte dos órgãos e entidades da
administração pública municipal, autárquica e fundacional,
deverão, de preferência e sempre que possível, conter critérios de
sustentabilidade ambiental, considerando os processos de extração
ou fabricação, utilização e descarte dos produtos e matériasprimas.
§ 1º Para o cumprimento do disposto no caput desse artigo, o
instrumento convocatório deverá formular as exigências de
natureza ambiental de forma a não frustrar a competitividade.
§ 2º As licitações, que utilizem como critério de julgamento o tipo
‘melhor técnica’ ou ‘técnica e preço’, deverão ter estabelecidos em
seu edital os critérios, objetivos de sustentabilidade ambiental para
avaliação e classificação das propostas.
Art. 222. Para os efeitos desta lei equiparam-se à pessoa jurídica,
pessoas físicas caracterizadas como empresa individual,
organizações sociais e não governamentais, sociedades de fato,
grupos consorciais, assim como os entes considerados
despersonalizados.
Art. 223. O Poder Executivo Municipal regulamentará esta Lei
naquilo que for necessário.
Art. 224. Esta Lei entra em vigor um ano após a data de sua
publicação, ficando revogadas as disposições em contrário.
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Mando, portanto, a todos a quem o
conhecimento da presente Lei competir, que a executem e a façam
executar, fiel e inteiramente como nela se contém.
Gabinete do Prefeito de Petrópolis, em .......
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ANEXO ÚNICO
GLOSSÁRIO AMBIENTAL
Advertência: é a intimação do infrator para fazer cessar a
irregularidade sob pena de imposição de outras sanções.
Antropização: é a transformação que exerce o ser humano tanto
sobre o meio ambiente, como sobre o biótopo ou a biomassa.
Apreensão: ato material decorrente do poder de polícia e que
consiste no privilégio do poder público de assenhorear-se de objeto
ou de produto da fauna ou da flora silvestre.
Aquífero: unidade geológica (rochas porosas, rochas fraturadas,
materiais inconsolidados) suficientemente permeáveis para
permitir a circulação, armazenamento e extração de água
subterrânea, através de técnicas convencionais. Os aquíferos
possuem uma grande capacidade de armazenamento de água, mas
transmitem essa água de forma lenta.
Áreas de Preservação Permanente (APP): área protegida, coberta ou
não por vegetação nativa, com a função ambiental de preservar os
recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica, a
biodiversidade, o fluxo gênico de fauna e flora, proteger o solo e
assegurar o bem-estar das populações humanas.
Áreas Verdes: conjunto de áreas de propriedade pública ou
privada, situadas em zona urbana, reconhecidas e delimitadas
conforme legislação municipal com a finalidade de implantar ou
preservar arborização ou ajardinamento.
Auto de constatação: registra a irregularidade constatada no ato da
fiscalização, atestando o descumprimento preterido ou iminente da
norma ambiental e adverte o infrator das sanções administrativas
cabíveis.
Auto de infração: registra o descumprimento de norma ambiental e
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consigna a sanção pecuniária cabível.
Auto: instrumento de assentamento que registra, mediante termo
circunstanciado, os fatos que interessam ao exercício do poder de
polícia.
Autorização Ambiental (AA): ato administrativo emitido com ou sem
prazo de validade, mediante o qual o órgão ambiental estabelece
as condições para implantação ou realização de empreendimentos,
atividades, pesquisas e serviços bem como para execução de obras
emergenciais de interesse público, tais como: Autorização para
licenciamento de empreendimento ou atividade de significativo
impacto ambiental que afete Unidade de Conservação Municipal ou
sua zona de amortecimento, cujo licenciamento ambiental esteja
sendo realizado em âmbito Estadual ou Federal.
Autorização para movimentação de resíduos: autoriza o
encaminhamento de resíduos industriais para locais de
reprocessamento, armazenamento, tratamento ou disposição final
dentro dos limites do município de Petrópolis.
Bacia de Drenagem: área de um sistema de escoamento de águas
superficiais, originadas de nascentes e/ou de chuva, ocupada por
um rio e seus tributários e limitada pela cumeada que divide
topograficamente esta área de outra(s) bacia(s) de drenagem
vizinhas(s).
Base de morro: a cota mais baixa da bacia de drenagem limítrofe
(adjacente) ao morro objeto de determinação de APP.
Certidão Ambiental (CA): ato administrativo mediante o qual o
órgão ambiental certifica a sua anuência, concordância ou
aprovação quanto a procedimentos específicos, tais como: Baixa de
Responsabilidade Técnica pela gestão ambiental de atividade ou
empreendimento; Regularidade ambiental de atividades e
empreendimentos que se instalaram sem licença ambiental, em
data anterior à entrada desta Lei, a ser emitida após o
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cumprimento das obrigações oriundas de sanção administrativa
aplicada ou daquelas fixadas em Termo de Compromisso
Ambiental, não dispensando a necessidade do licenciamento
ambiental aplicável, quando for o caso, Inexigibilidade de
licenciamento para empreendimento ou atividade de impacto local
cujo potencial poluidor seja considerado como insignificante, e o
porte do empreendimento seja classificado como mínimo ou
pequeno, com base na classificação de atividades poluidoras
definida pelo órgão estadual competente.
Ciclo Hidrológico Natural (ou Ciclo da água): é o movimento
contínuo da água presente nos oceanos, continentes (superfície,
solo e rocha) e na atmosfera.
Cobertura Vegetal: são tipos ou formas de vegetação de origem
natural ou plantada que recobrem uma determinada área ou
terreno. A cobertura vegetal, além de embelezar a paisagem, possui
uma grande importância para o solo. Aumenta a infiltração da
água no solo, principalmente quando se tem chuva fina e
prolongada. Protege a parte superficial do solo do impacto direto
das gotas de chuva, evitando a erosão. A cobertura vegetal atua na
contenção mecânica do solo, devido ao sistema formado pelas
raízes das plantas, principalmente as de grande porte.
Compensação Ambiental: é um instrumento de política pública
que, intervindo junto aos agentes econômicos, proporciona a
incorporação dos custos sociais e ambientais da degradação gerada
por determinados empreendimentos, em seus custos globais.
Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA): é o órgão
consultivo e deliberativo do Sistema Nacional do Meio Ambiente
(SISNAMA), instituído pela Lei 6.938, de 31.08.1981, com a
finalidade de assessorar, estudar e propor ao Conselho de Governo
diretrizes de políticas governamentais para o meio ambiente e os
recursos naturais e deliberar, no âmbito de sua competência, sobre
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normas e padrões compatíveis com o meio ambiente
ecologicamente equilibrado e essencial à sadia qualidade de vida.
Conservação: uso sustentável dos recursos naturais, tendo em
vista a sua utilização sem colocar em risco a manutenção dos
ecossistemas existentes, garantindo-se a biodiversidade.
Corpo d’água: denominação genérica para qualquer manancial
hídrico, curso d’água, trecho de rio, reservatório artificial ou
natural, lago, lagoa ou aquífero subterrâneo.
Degradação ou impacto ambiental: alteração adversa das
características do meio ambiente.
Demolição: destruição forçada de obra incompatível com a norma
ambiental e afetem as condições estéticas e sanitárias do meio
ambiente.
Documento de Averbação: ato administrativo mediante o qual o
órgão ambiental altera dados constantes de Licença ou Autorização
Ambiental.
Ecossistemas: conjunto integrado de fatores físicos e bióticos que
caracterizam um determinado lugar, estendendo-se por um
determinado espaço de dimensões variáveis. É uma totalidade
integrada, sistêmica e aberta, que envolve fatores abióticos e
bióticos, com respeito à sua composição, estrutura e função.
Ecoeficiência: Pode ser obtida através da união entre o
fornecimento de bens e serviços sustentáveis a preços competitivos
que satisfaçam as necessidades humanas, e assim, promove a
redução dos impactos ambientais e de consumo de recursos
naturais. No âmbito da poluição ambiental, um [sistema]
ecoeficiente é aquele que consegue produzir mais e melhor, com
menores recursos e menores resíduos.
Educação ambiental não formal: são ações e práticas educativas
voltadas à sensibilização da coletividade sobre as questões
ambientais e à sua organização e participação na defesa da
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qualidade do meio ambiente.
Efluentes: são os despejos líquidos e/ou gasosos provenientes de
diversas atividades ou processos e cujo lançamento é considerado
fonte poluidora, de contaminação e degradação ao meio ambiente,
podendo acarretar danos à saúde e ao bem-estar das populações.
Efluente doméstico: ou esgoto sanitário são os dejetos provenientes
das diversas modalidades do uso da água em qualquer edificação
que tenha banheiro, cozinha, lavanderia etc.
Efluentes industriais: são os resíduos líquidos e gasosos
provenientes das atividades industriais, que, liberados no meio
ambiente sem o devido tratamento, têm gerado efeitos danosos
para toda a biodiversidade do planeta.
Efluentes agrícolas: são os resíduos decorrentes das atividades
agrícolas. Em geral são ricos em compostos ricos em nitrogênio,
fósforo e enxofre, provenientes de adubos e substâncias químicas
tais como inseticidas, fungicidas, herbicidas.
Efluentes pluviais urbanos: Sãos os resíduos carreados pela
lavagem do ambiente urbano, promovida pelas águas das chuvas.
São formados por detritos orgânicos, fuligem e hidrocarbonetos dos
combustíveis, óleos e graxas dos veículos, além de inúmeras
substâncias provenientes do desgaste dos pneus, asfalto e
construções em geral.
Efluente de depósito de resíduos sólidos: entre os vários depósitos
de resíduos sólidos, os chamados lixões produzem um efluente
(chorume) extremamente concentrado em matéria orgânica e
outras substâncias químicas e metais pesados.
Elevações Rochosas: são formas de relevo da superfície que,
normalmente, se elevam para um topo estreito em forma de cume,
originando escarpas.
Embargo: é a suspensão ou proibição da execução de obra ou
implantação de empreendimento.
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Espécies nativas: são aqueles naturais de uma determinada região.
A flora nativa interage com o ambiente durante milhares de anos e
passa por rigoroso processo de seleção natural, gerando espécies
geneticamente resistentes e adaptadas ao local. Essas espécies têm
papel fundamental para controlar o excesso de água das chuvas no
solo e evitar perda de água dos rios e oceanos. Atuam ainda na
filtração e absorção de resíduos presentes na água, evitando o
escoramento e a erosão do solo, além de fornecerem alimentação e
abrigo para agentes polinizadores.
Faixas Marginais de Proteção (FMP): são faixas de terra necessárias
à proteção, à defesa, à conservação e operação de sistemas fluviais
e lacustres.
Fauna: conjunto de animais que convivem em um determinado
espaço geográfico ou temporal. Fauna nativa: animais naturais
da região ou território onde habita.
Fauna exótica: aquela que não é originária da região onde vive, que
veio de fora. Geralmente introduzidas pelo ser humano.
Fauna doméstica: todas as espécies animais que, através de
processos tradicionais de manejo, tornaram-se domésticas,
possuindo características biológicas e comportamentais em estreita
dependência do homem.
Fiscalização: toda e qualquer ação de agente fiscal credenciado
visando ao exame e verificação do atendimento às disposições
contidas na legislação ambiental, neste regulamento e nas normas
deles decorrentes.
Floresta primária: também conhecida como floresta clímax ou
mata virgem, é a floresta intocada ou aquela em que a ação
humana não provocou significativas alterações das suas
características originais de estrutura e de espécies.
Floresta secundária: é a que resulta de um processo natural de
regeneração da vegetação, em área onde, no passado, houve corte
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raso da floresta primária. Nesses casos, quase sempre as terras
foram temporariamente usadas para agricultura ou pastagem e a
floresta ressurge espontaneamente após o abandono de tais
atividades. As florestas secundárias são classificadas de acordo
com o estágio de regeneração.
Gestão ambiental: tarefa de administrar e controlar os usos
sustentados dos recursos ambientais, naturais ou não, por
instrumentação adequada - regulamentos, normatização e
investimentos públicos, assegurando racionalmente o conjunto do
desenvolvimento produtivo social e econômico em benefício do meio
ambiente.
Infração: é o ato ou omissão contrário à legislação ambiental, a
este Código e às normas dele decorrentes.
Infrator: é a pessoa física ou jurídica cujo ato ou omissão, de
caráter material ou intelectual, provocou ou concorreu para o
descumprimento da norma ambiental.
Interdição: é a limitação, suspensão ou proibição do uso de
construção, exercício de atividade ou condução de
empreendimento.
Intermitentes: naturalmente, não apresentam escoamento
superficial durante todo o ano.
Intimação: é a ciência ao administrado da infração cometida, da
sanção imposta e das providências exigidas, consubstanciada no
próprio auto ou em edital.
Licença Ambiental: ato administrativo mediante o qual o órgão
ambiental municipal estabelece as condições, restrições e medidas
de controle ambiental que devem ser obedecidas na localização,
instalação, ampliação e operação de empreendimentos ou
atividades consideradas efetivas ou potencialmente poluidores ou
utilizadores de recursos naturais, tais como:
Licença Municipal Prévia (LMP): ato administrativo mediante o qual
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o órgão ambiental, na fase preliminar do planejamento do
empreendimento ou atividade, aprova sua localização e concepção,
atestando a viabilidade ambiental e estabelecendo os requisitos
básicos e condicionantes a serem atendidos nas próximas fases de
sua implantação.
Licença Municipal de Instalação (LMI): ato administrativo mediante
o qual o órgão ambiental autoriza a instalação do empreendimento
ou atividade de acordo com as especificações constantes dos
planos, programas e projetos aprovados, incluindo as medidas de
controle ambiental e demais condicionantes, da qual constituem
motivo determinante. A LMI pode autorizar a pré-operação, por
prazo especificado na licença, visando à obtenção de dados e
elementos de desempenho necessários para subsidiar a concessão
da Licença de Operação.
Licença Municipal de Operação (LMO): ato administrativo mediante
o qual o órgão ambiental autoriza a operação de atividade ou
empreendimento, após a verificação do efetivo cumprimento do que
consta nas licenças anteriores, com as medidas de controle
ambiental e demais condicionantes determinadas para a operação.
Licença Ambiental Municipal Simplificada (LAMS): ato
administrativo mediante o qual o órgão ambiental, em uma única
fase, atesta a viabilidade ambiental, aprova a localização e autoriza
a implantação e/ou a operação de empreendimentos ou atividades
cujo potencial poluidor, definido através de regulamentação
específica, permita a utilização desse instrumento.
Licença Municipal Prévia e de Instalação (LMPI): ato administrativo
mediante o qual o órgão ambiental, em uma única fase, atesta a
viabilidade ambiental e aprova a implantação de empreendimentos
ou atividades, estabelecendo as condições e medidas de controle
ambiental que deverão ser observadas nos casos em que a análise
de viabilidade ambiental da atividade ou empreendimento não
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depender da elaboração de EIA-RIMA nem RAS.
Licença de Municipal de Instalação e de Operação (LMIO): ato
administrativo mediante o qual o órgão ambiental aprova,
concomitantemente, a instalação e a operação de atividade ou
empreendimento, estabelecendo as condições e medidas de
controle ambiental que devem ser observadas na sua implantação
e funcionamento, nos casos de empreendimentos e atividades já
implantados que não tenham sido objeto de interdição ou embargo
durante a sua implantação.
Licença Ambiental Municipal de Recuperação (LAMR): ato
administrativo mediante o qual o órgão ambiental aprova a
remediação, recuperação, ou eliminação de passivo ambiental
existente, na medida do possível e de acordo com os padrões
técnicos exigíveis, em especial aqueles em empreendimentos ou
atividades fechados, desativados ou abandonados.
Licença Municipal de Operação e Recuperação (LMOR): ato
administrativo mediante o qual o órgão ambiental autoriza a
operação da atividade ou empreendimento concomitante à
recuperação ambiental de passivo existente em sua área, caso não
haja risco à saúde da população e dos trabalhadores.
Licenciamento Ambiental: é um procedimento administrativo pelo
qual é autorizada a localização, instalação, ampliação e operação
de empreendimentos ou atividades que empregam recursos
naturais ou que possam causar algum tipo de poluição ou
degradação ao meio ambiente.
Logística reversa: instrumento de desenvolvimento econômico e
social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e
meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos
sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo
ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final
ambientalmente adequada.
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Manejo: técnica de utilização racional e controlada de recursos
ambientais mediante a aplicação de conhecimentos científicos e
técnicos, visando atingir os objetivos de conservação da natureza.
Mata Ciliar: é a formação vegetal localizada nas margens dos rios,
córregos, lagos, represas e nascentes. É fundamental para o
equilíbrio ecológico, oferecendo proteção para as águas e o solo,
reduzindo o assoreamento e a força das águas que chegam aos
rios, lagos e represas, mantendo a qualidade da água e impedindo
a entrada de poluentes para o meio aquático.
Medida Compensatória: medidas tomadas pelos responsáveis pela
execução de um projeto, destinadas a compensar impactos
ambientais negativos, notadamente alguns custos sociais que não
podem ser evitados ou uso de recursos ambientais não renováveis.
Meio Ambiente: a interação de elementos naturais e criados,
socioeconômicos e culturais, que permite, abriga e rege a vida em
todas as suas formas.
Microchip: método moderno de identificação eletrônica de animais.
Consiste em um dispositivo, do tamanho de um grão de arroz,
introduzido embaixo da pele de animais e que, contendo uma
sequência numérica (código de barras), permite a identificação dos
mesmos. Esses códigos numéricos são introduzidos em bancos de
dados online.
Montanha: elevação do terreno com cota do topo em relação à base
superior a 300 (trezentos) metros. Morro: elevação do terreno com
cota do topo em relação à base entre 50 (cinquenta) e 300
(trezentos) metros e encostas com declividade superior a 20 (vinte)
graus, na linha de maior declividade.
Multa: é a imposição pecuniária singular, diária ou cumulativa, de
natureza objetiva a que se sujeita o administrado em decorrência
da infração cometida.
Nascentes (ou olho d’água): são manifestações superficiais de água
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armazenada em reservatórios subterrâneos, conhecidos como
aquíferos ou lençóis, e que dão origem a pequenos cursos d’água.
Estes pequenos constituem os córregos que se ajuntam para
formar riachos e ribeirões e que voltam a se juntar para formar os
rios.
Nível mais alto de curso d’água: nível alcançado por ocasião da
cheia sazonal do curso d’água perene ou intermitente.
Olho d’água: afloramento natural do lençol freático que apresenta
perenidade e dá início a um curso d’água.
Padrão de emissão: é o limite máximo estabelecido para
lançamento de poluente por fonte emissora que, ultrapassado,
poderá afetar a saúde, a segurança e o bem-estar da população,
bem como ocasionar danos à fauna, à flora, às atividades
econômicas e ao meio ambiente em geral.
Paisagem Urbana: configuração resultante da contínua e dinâmica
interação entre os elementos naturais, os elementos edificados ou
criados e o próprio homem, em uma constante relação de escala,
forma, função e movimento.
Patrimônio Genético: conjunto de informações genéticas contidas
nas plantas, nos animais e nos microrganismos, no todo ou em
suas partes (cascas, folhas, raízes, pelos, penas, peles, etc.),
estejam eles vivos ou mortos, também contido em substâncias
produzidas por eles como resinas, látex de plantas ou veneno de
animais e substâncias químicas produzidas por microrganismos;
Perenes: possuem, naturalmente, escoamento superficial durante
todo o ano.
Poder de Polícia: é a atividade da administração que, limitando ou
disciplinando direito, interesse, atividade ou empreendimento,
regula a prática de ato ou abstenção de fato, em razão de interesse
público concernente à proteção, controle ou conservação do meio
ambiente e a melhoria da qualidade de vida no Município.
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Poluição Sonora: toda emissão de som que, direta ou
indiretamente, seja ofensiva ou nociva à saúde, à segurança e ao
bem-estar público ou transgrida as disposições fixadas na norma
competente.
Poluição: a degradação da qualidade ambiental resultante de
atividades que direta ou indiretamente:
a) prejudique a saúde, a segurança e o bem-estar das populações
ou que possam vir a comprometer seus valores culturais;
b) criem condições adversas às atividades sociais e econômicas;
c) afetem desfavoravelmente a biota;
d) comprometam as condições estéticas e sanitárias do meio
ambiente;
e) alterem desfavoravelmente o patrimônio genético e cultural
(histórico, arqueológico, paleontológico, turístico, paisagístico e
artístico);
f) lancem matérias ou energia em desacordo com os padrões
ambientais estabelecidos;
g) criem condições inadequadas de uso do meio ambiente para fins
públicos, domésticos, agropecuários, industriais, comerciais,
recreativos e outros;
Poluição Rural: todos os efeitos adversos ao meio ambiente
decorrentes da prática de atividades rurais, tais como:
a) contaminação do solo, das águas, dos produtos agropecuários,
das pessoas e dos animais, devido ao uso e a manipulação
inadequada de produtos agrotóxicos e/ou fertilizantes;
b) disposição de embalagem de produtos agrotóxicos sobre o solo;
c) lavagem de recipientes, utensílios e máquinas contaminadas
com produtos agrotóxicos, com disposição das águas
contaminadas em rios, lagos ou sobre o solo em concentrações fora
dos padrões estabelecidos pela legislação;
d) disposição de resíduos orgânicos de animais sobre o solo e nas
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águas, exceto através de técnicas adequadas a serem aprovadas
pelo órgão ambiental competente, precedidas de tratamento em
instalações apropriadas.
Poluidor: pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado,
direta ou indiretamente responsável, por atividade causadora de
poluição ou degradação efetiva ou potencial. Preservação: proteção
integral do atributo natural, admitindo apenas seu uso indireto.
Proteção: procedimentos integrantes das práticas de conservação e
preservação da natureza, controlando as atividades humanas que
alteram a mesma.
Qualidade ambiental: Conjunto de propriedades e características
do ambiente, generalizada ou local, uma vez que afeta tanto o ser
humano como outros organismos desse ambiente. Refere-se a
características que dizem respeito tanto ao ambiente natural como
o ambiente construído.
Recuperação Ambiental: é uma série de atitudes visando devolver
ao ambiente suas características, a estabilidade e o equilíbrio dos
processos atuantes naquele determinado ambiente degradado.
Recursos ambientais: a atmosfera, as águas interiores, superficiais
e subterrâneas, os estuários, o solo, o subsolo, a fauna, a flora, e
os minerais.
Reincidência: é a perpetração de infração da mesma natureza ou
de natureza diversa, pelo agente anteriormente autuado por
infração ambiental. No primeiro caso trata-se de reincidência
específica e no segundo de reincidência genérica. A reincidência
observará um prazo máximo de 5 (cinco) anos entre uma
ocorrência e outra.
Restauração: visa criar condições para que uma área degradada
recupere algumas características originais, criando um ambiente
com características estruturais e funcionais próximas ao que era
antes da antropização.
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Reserva Municipal Urbana: São reservas compostas por áreas
públicas ou privadas, situadas no perímetro urbano, destinadas à
conservação da natureza, composta preferencialmente por
vegetação arbórea nativa, com a finalidade de contribuir para a
conservação ambiental municipal, sendo obrigatório ao seu
proprietário, gestor ou ocupante, a conservação e recuperação de
seus atributos ecossistêmicos e naturais, podendo, quando
privadas, serem transformadas em RPPN.
Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN): é uma categoria
de unidade de conservação criada pela vontade do proprietário, ou
seja, sem desapropriação de terra. No momento que decide criar
uma RPPN, o proprietário assume compromisso com a conservação
da natureza.
Ruídos: qualquer som que cause ou possa causar perturbações ao
sossego público ou produzir efeitos psicológicos ou fisiológicos
negativos a todos os seres vivos.
Saúde ambiental: Compreende aqueles aspectos da saúde
humana, das enfermidades, dos danos e do bem-estar que são
determinados ou influenciados por fatores do meio ambiente e que
devem levar à formulação de políticas públicas e suas
correspondentes intervenções relacionadas à interação entre a
saúde humana e os fatores do meio ambiente natural e antrópico
que a determinam, condicionam e influenciam.
Sistema Municipal Integrado de Meio Ambiente e Desenvolvimento
Sustentável (SISMUMA): é constituído pelos órgãos e entidades
municipais responsáveis pela proteção, conservação e melhoria do
meio ambiente e integra o Sistema Estadual de Meio Ambiente
(SISEMA) e o Sistema Nacional de Meio Ambiente (SISNAMA),
devendo articular-se para a efetividade das ações e melhorias
socioambientais no Município.
Som: fenômeno físico provocado pela propagação de vibrações
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mecânicas em um meio elástico, dentro da faixa de frequência de
16 Hz a 20 kHz e passível de excitar o aparelho auditivo humano.
Termo de Compromisso Ambiental – TCA: termo firmado pelo
responsável por uma atividade, onde se compromete a promover a
regularização ambiental, dentro do prazo e condições a serem
estabelecidas pelo órgão ambiental competente.
Termo de Ajustamento de Conduta - TAC: título executivo
extrajudicial, lavrado pelos órgãos públicos (Ministério Público e
Defensoria Pública), após a realização de acordo entre o órgão
fiscalizador e garantidor da preservação ambiental e o agente
responsável pelo dano ou pela iminência de causar algum prejuízo
ambiental.
Termo de Encerramento (TE): ato administrativo mediante o qual o
órgão ambiental atesta a inexistência de passivo ambiental que
represente risco ao ambiente ou à saúde da população, quando do
encerramento de determinada atividade ou após a conclusão do
procedimento de recuperação mediante LAMR, estabelecendo as
restrições de uso da área. Deve ser requerido por todos os
empreendimentos e atividades sujeitos à Licença Municipal de
Operação, por ocasião do encerramento de suas atividades.
Unidades de conservação: parcelas do território municipal,
incluindo as áreas com características ambientais relevantes de
domínio público ou privado legalmente constituídas ou
reconhecidas pelo Poder Público, com objetivos e limites definidos,
sob regime especial de administração, às quais se aplicam
garantias adequadas de proteção, tendo como embasamento a Lei
Federal. Nº 9.985 de 18/07/2000 – Sistema de Unidade de
Conservação (SNUC).
Uso Sustentável: uso de recursos naturais compatibilizado com a
conservação da natureza.
Vegetação em regeneração em estágio médio e avançado da Mata
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Atlântica: vegetação secundária resulta de processos naturais de
sucessão, após supressão total ou parcial de vegetação primária
por ações antrópicas ou causas naturais, podendo ocorrer árvores
remanescentes de vegetação primária.
Visuais Notáveis: belezas naturais ainda preservadas.
Zona de amortecimento: De acordo com o artigo 2°, inciso XVIII da
lei que institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da
Natureza – SNUC, fica definido como zona de amortecimento: o
entorno de uma unidade de conservação, onde as atividades
humanas estão sujeitas a normas e restrições específicas, com o
propósito de minimizar os impactos negativos sobre a unidade.
Zona sensível a ruídos: são as áreas situadas no entorno de
hospitais, escolas, creches, unidades de saúde, bibliotecas, asilos e
área de preservação ambiental.