| Tipo | Ordinária |
|---|---|
| Número / Ano | 50 |
| Date | 2022-08-16 |
| native_id | 135 |
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Câmara Municipal de Quatis Estado do Rio de Janeiro Ata 2.595 Aos nove dias do mês de agosto do ano de dois mil e vinte e dois, às dezenove horas e cinco minutos, reuniu-se ordinariamente na Câmara Municipal de Quatis, sob a presidência do vereador Willian de Carvalho Rosário, e, constatado quórum regimental, com a presença dos vereadores Alex Miller Alves d'Elias, André Gomes Martins, Carlos Alberto Lopes Reygio, Francisco Antônio de Paula Franco, José Jadenilso da Silva, Luiz Fernando do Nascimento Faria, Maria Rosa dos Santos Elias e Nilde Hipólito Filho instalou- se a quadragésima oitava ordinária da Segunda Sessão Legislativa - Oitava Legislatura. O presidente dispensou a leitura das atas dos dias catorze de julho e dois de agosto, em razão dos vereadores possuírem cópia, colocando-as em votação sendo aprovadas por unanimidade; informou que a ata do dia quatro de agosto e será apreciada na próxima ordinária e solicitou ao primeiro secretário a leitura do expediente, poder executivo: ofício nº 338/2022-GP, do prefeito municipal, encaminha o decreto nº 3.133/2022 para ciência e informa que as publicações estão disponíveis no site oficial da Prefeitura Municipal de Quatis; ofício nº 340/2022-GP, do prefeito municipal, encaminha o decreto nº 3.134/2022 para ciência e informa que as publicações estão disponíveis no site oficial da Prefeitura Municipal de Quatis; poder legislativo: O presidente solicitou a leitura do requerimento nº 031/2022, autoria vereador Nilde Hipólito Filho: requerimento n.º 031/2022, requer ao executivo informações e plano de ação com data para reajuste salarial dos agentes de saúde, garantidos na Emenda Constitucional nº 120, art. 198 parágrafo 9º (o vencimento dos agentes comunitários de saúde e dos agentes de combates às endemias não será inferior a 2 (dois) salários mínimos, repassados pela União aos municípios, aos Estados e ao Distrito Federal). Colocado em votação o requerimento nº 031/2022 foi aprovado por unanimidade. O presidente solicitou a leitura da moção nº 052/2022, autoria vereador André Comes Martins: moção nº 052/2022, requer que seja concedida a moção de congratulação ao senhor Luiz Eduardo Pontes Fernandes. Na ausência de discussão colocou-se em votação quando a moção nº 052/2022 foi aprovada por unanimidade. Em seguida passou a fase de indicações verbais, solicitando que os vereadores interessados se manifestassem: o vereador Luiz Fernando do Nascimento Faria fez uma indicação ao executivo municipal e| Praça Doutor Teixeira Brandão, 32, Centro. CEP 27.410-190 Quatis - RJ. Câmara Municipal de Quatis Estado do Rio de Janeiro secretaria competente: manutenção da rede de esgoto na Rua Cinco ao lado da casa número duzentos e vinte e nove, bairro Nossa Senhora do Rosário. Neste momento, o presidente fez advertência ao munícipe informando que necessitava de silêncio para condução dos trabalhos e após aparte acalorado suspendeu a sessão por cinco minutos. Retomada a sessão, o presidente deu continuidade a fase de indicações verbais e informou posterior encaminhamento da indicação apresentada ao executivo municipal. Dando continuidade, o presidente convidou a vereadora Maria Rosa dos Santos Elias para utilizar a tribuna, da qual a fala segue transcrita: “Senhor presidente, nobres colegas vereadores, boa noite! Boa noite a todos! Faço uso dessa tribuna para reforçar o que já está prevista na lei com referência ao papel do vereador, que é fiscalizar e legislar. E além disso também tem a possibilidade de assessorar o poder executivo em diversas situações na execução das ações em que o maior interessado e também o nosso patrão aquele que nos remunera desta, nesta função que exercemos, ou seja, o povo quatiense. Quando cito as ações inerentes ao vereador destaco a fiscalização. No dia onze de julho desse ano fizemos o requerimento nº 23/2022 requerendo ao prefeito informações quanto aos contratos de locação que nossa prefeitura tem celebrado no corrente ano e nos anos anteriores, fora pedido os seguintes, as seguintes informações: primeiro - o endereço do imóvel alugado; segundo - O nome do proprietário; terceiro - período de vigência início e término do contrato; quarto - valor mensal; quinto -— a finalidade a que se deist, destina. Esse requerimento foi assinado por mim e pelos pares Francisco Antônio, José Jadeénilso e Nilde Hipólito. Vale salientar que o prazo de resposta está prescrito no artigo quarenta e cinco, inciso Primeiro da Lei Orgânica Municipal. O requerimento foi feito em onze de julho, a resposta que nos foi enviado foi no dia quatro do oito. Após recebimento e análise, verificamos que a prefeitura possui somente cinco imóveis alugados, ou seja, um número muito inferior ao que temos conhecimento. Como a informação foi somente desses cinco imóveis, fica a pergunta: os demais imóveis utilizados pela prefeitura estão em regime de comodato? Essa dúvida persiste. Gostaria de enaltecer que as informações dirigidas aos quatro vereadores, não condiz com a realidade. Será necessário após a resposta deste requerimento entrar com pedido de instara, instauração de comissão parlamentar de inquérito e desta forma chegarmos de fato aos valores que são Pagos mensalmente? Ou ter que acionar o Ministério Público alegando que informações estão sendo negada aos vereadores por motivo desconhecido. Praça Doutor Teixeira Brandão, 32, Centro. CEP 27.410-190 Quatis - Rj. Câmara Municipal de Quatis Estado do Rio de Janeiro Transparência e probidade devem estar sempre a frente das ações municipais, sendo isto observados tanto pela parte do executivo quanto do legislativo. Senhor presidente, que as ações sejam mais claras, mais transparentes e que possamos de fato e de direito obtermos as informações de maneira correta. Não estamos satisfeitos com a resposta e medidas precisam ser tomadas com relação a isso. Finalizando, senhor presidente, acho que entenderam muito bem nosso requerimento a resposta teve objetivo de afrontar os vereadores de oposição. Muito obrigada, senhor presidente!”. Em seguida convidou o vereador Nilde Hipólito Filho para utilizar a tribuna, da qual a fala segue na íntegra: “Boa noite a todos, boa noite nobres vereadores, seu presidente, pessoal da plateia aí. É, fala pra vocês assim que semana passada falou que tem novo, novo secretário de saúde né. Aí eu fiquei pensando depois assim vão ver né se ele vai conseguir fazer alguma coisa pra nossa cidade, que nossa cidade ta sofrendo aí muito por causa de falta de saúde. E às vezes alguns vereador reclama fala que a gente ta falando demais. E outra coisa também fico contente vereador Maninho líder do governo, né. Eu achava que num podia ser ele não. Tinha que ser o Carlos Alberto aqui que ta, foi candidato do lado do prefeito, mas isso aí o prefeito que escolhe. Será por ca de que hein? É, então, falando em saúde hoje teve uma matéria na, na TV Rio Sul que eu sempre to batendo aqui já tem mais de mês é sobre o salário do agente de saúde. E não tive resposta até hoje né que eu fiz um ofício, o governo pouco se lixou. Ele não pouco se lixou por mim não, ele pouco se lixou pelos agentes de saúde, pro funcionário. Porque eu acho assim, eu já trabalhei em obra, trabalhei em fazenda, a gente que trabalha é forçado né, trabalha nas rua a gente quer um salário trazer uma dignidade pra dentro da casa da gente. Ainda mais hoje em dia pelas coisas ta tão caro, que cê vai no mercado, cê vai comprar uma coisa, cê pô cê tem hora que cê não consegue levar pra casa. E até hoje a gente não teve resposta do governo. Porque que não teve resposta do governo? Porque pouco ta se lixando pros agentes de saúde. Só que tem que agora apareceu na televisão agora. Porque o requerimento que eu tava aqui ia ser rejeitado, teve um vereador que falou assim: ah tem gente que põe requerimento, requerimento não ofício e tira. Eu tirei porque tava errado. Muito obrigado aí o, o advogado aqui da Câmara, venhor presidente pela atenção que cê me deu e ter avisado antes. Mas tem vereador que não tem consciência sobre isso. Aí eu falo pra você como que a gente fica na nossa cidade desse jeito? Sendo que a gente tem o executivo, a equipe dele la Praça Doutor Teixeira Brandão, 32, Centro. CEP 27.410-190 Quatis - RJ, Câmara Municipal de Quatis Estado do Rio de Janeiro num ta nem aí pras pessoas que ta dentro dessa cidade que trabalha. Eu acho que né, as pessoas tem que é pensar, analisar se ta certo né a gente vem, a gente vem batendo aqui muito em saúde né. A gente não tinha nada contra a secretária Claudia aqui né, a gente faz o papel o que o município fala pra gente aqui e a gente vem aqui trazer pra ele pra levar uma resposta pra ele, mas ta difícil. Aí o que que acontece? Passando-se de saúde, vamo lá nos alugueis: é muito descarado, né. A gente tem informação dessa cidade o tanto de aluguel que tem nessa cidade, aluguel fechado, se entendeu, que num tá usando, a gente tem na nossa cidade, aqui perto da minha casa mesmo aqui onde foi o DPO aqui parado, olha que bagunça que ta la. Beleza foi o guarda municipal, já teve várias coisas la, tudo bem o guarda municipal precisa dum lugar maior alugaram pra cima ali, que é uma casa alugada também, que eu num sei quem que é dono também acho que num apareceu aí. E aquilo jogado la. E a gente quer saber os valores dos alugueis que todo mundo que tem aluguel em Quatis tem direi, que tem casa pra alugar eles têm o direito de alugar, né. A gente não tem nada ver com o dono do aluguel, só que tem que tem que ter transparência. Cadê a transparência do governo? Cadê o respeito? Não é por mim não ô senhor presidente só vou tocar o seu nome aqui, é pros vereadores. Essa resposta que deram do requerimento é pa sociedade e pra vocês vereadores. Eu quero ver um vereador defender aqui e depois eu vou falar na palavra livre, se entendeu, que é uma indignação danada que eu fala pra você o vereador chegar aqui fazer o requerimento e pedir pro executivo, o executivo não responder. Mas Oo porquê? Nós sabemos aí que tem coisa, aluguel grande, né. Não foi mencionado. Ali fala do, do, do seu Afrânio ali, é um terreno do seu Afrânio se eu não me engano é la nonde que é o, a reciclagem la. Ué, mas quem ta recebendo se o homem já faleceu? Será que ta no inventário? Será que é um parente? Né, nós não temos resposta. É falta de consideração pela essa casa, pela popua, pela População de Quatis e quem ta nos ouvindo aqui pela redes sociais aí depois fala que eu falo muito. O meu papel aqui é fiscalizar, meu papel aqui é cobrar, meu papel aqui falar pra quem quiser ouvir aqui de vereador quem quiser e quem não quiser. Eu vou falar e ta errado. A Rosa falou certinho aqui ó, será que nós vão ter que ir la no Ministério Público? Qual órgão que a gente vai ter que procurar? C& já pensou? Aí não pode falar mais aí é porque teve a pandemia não deu tempo de olhar la, fazer, olhar o requerimento nosso la, que a pandemia não deixou. Isso aí foi, falou até a data aqui quando foi é. Será que o Praça Doutor Teixeira Brandão, 32, Centro. CEP 27.410-190 Quatis - RJ. Câmara Municipal de Quatis Estado do Rio de Janeiro pessoal la não ta com tempo de fazer isso? O prefeito assinou, será que ele não leu só viu aquilo? Vão ver qual que é a resposta de alguém que vai defender ele aqui, qual que é a resposta que ele vai da pra gente ué. Porque ele assinou ali ó, cinco aluguel. Aqui em Quatis só tem cinco aluguel? É brincadeira! É botar a população tem hora que tem que vir aqui protestar aqui botar nariz de palhaço, que ta fazendo a gente de palhaço aqui ó. Tem que vir aqui na câmara ver o que ta acontecendo, que ta uma vergonha! É só isso só, seu presidente o resto eu falo na palavra livre.”. Na ausência de mais vereadores inscritos para tribuna, passou a ordem do dia quando o vereador André Gomes Martins assumiu a presidência: projeto de lei nº 018/2022, autoria vereador Willian de Carvalho Rosário, que “institui a Semana Municipal do Brincar em Quatis”, com parecer conjunto nº 030/2022 exarado pelas Comissões de Justiça, Constituição e Redação e de Educação, Saúde, Lazer e Assistência Social, com emenda modificativa e voto favorável para deliberação em plenário. Após leituras do parecer e da redação final, abriu-se para discussão quando os vereadores Nilde Hipólito Filho e Carlos Alberto Lopes Reygio parabenizaram o autor e discorreram sobre a relevância da proposição para as crianças. O autor, vereador Willian de Carvalho Rosário, explicou o processo de surgimento da proposição após procura de servidora efetiva da educação e relatou a importância do incentivo do brincar para crianças, assim como da prática intergeracional, a fim de desenvolver habilidades e inteligências diversas; finalizou solicitando o voto dos colegas vereadores e vereadora. Finalizada a discussão, o presidente colocou em votação nominal sendo o projeto de lei nº 018/2022 foi aprovado por unanimidade. Neste momento o vereador Willian de Carvalho Rosário reassumiu a presidência e na ausência de vereadores inscritos para explicações pessoais, declarou a palavra livre na qual as falas dos vereadores seguem resumidamente: o vereador Alex Miller Alves d'Elias saudou a todos. Se posicionou quanto a transparência do executivo, em resposta às falas de alguns vereadores na casa, questionou quantos requerimentos receberam resposta, qual foi a apuração e pediu a apresentação em plenário. Elencou as ações de valorização do servidor: reajuste de dezesseis por cento, repasse dos agentes sendo estudado pelo executivo, revisão do estatuto em tramitação na casa atendendo a um TAC com prazo de dois mil e dezenove. Sobre o requerimento referente aos alugueis, lembrou que no ano anterior fez requerimento pedindo alugueis de todas as secretarias, ao contrário deste que deixa aberto a interpretação e sugeriu que a oposição Praça Doutor Teixeira Brandão, 32, Centro. CEP 27.410-190 Quatis - RJ. Câmara Municipal de Quatis Estado do Rio de Janeiro refizesse o requerimento, que com certeza seria respondido. O vereador Luiz Fernando do Nascimento Faria saudou a todos os presentes e aos que acompanhavam remotamente. Agradeceu a oportunidade de iniciar mais uma trajetória na sua caminhada política, conforme fala dos colegas vereadores, assumindo o papel de líder do governo e pediu ao presidente a colocação do ofício do executivo contendo sua indicação na próxima sessão. Explicou que independentemente da posição adotada no período eleitoral atualmente tem a oportunidade de construir com a atual gestão, com a qual continuará tentando ajudar a casa e a cidade, se colocando a disposição para construção conjunta. Em atenção ao requerimento colocado muito bem na fala da vereadora Rosa relatou que faltou inserir na ementa que se tratava de todos os alugueis e que também solicitava os relativos ao mandato anterior a fim de ficar bem entendido pelo executivo e se dispôs a contribuir no que for necessário enquanto liderança do governo. Destacou a importância de os vereadores estarem atentos ao apresentarem as solicitações ressaltando a necessidade de que as conversas ocorram de forma mais aberta e produtiva. O vereador José Jadenilso da Silva saudou o presidente e demais pares. Ao presidente informou que responderia os companheiros e perguntou se ele (presidente) sendo o primeiro a receber a resposta dos requerimentos estava disponibilizando cópia nas pastas dos vereadores. E sobre isto colocou que havia transparência e a resposta era aberta a interpretação de cada vereador. Em resposta ao vereador Luiz Fernando sobre atenção à formalização do documento, concordou com a colocação, mas destacou que pediram os alugueis existentes na prefeitura. Mas por falta de boa-fé o gestor usou de leviandade e respondeu como quis, o que não considerou errado, mas causador das rusgas na casa legislativa além de demonstrar que as coisas não andavam como deveria. Deu ciência da realização de reunião com o vereador Francisco na presente data quando externou a vontade de endossar para o Ministério Público, porém o referido vereador sugeriu a apresentação de novo requerimento interpretando o requisitado para o executivo. Ao líder do governo expôs respeito a posição, mas destacou a necessidade de atenção as palavras utilizadas a fim de que não soasse agressivo e falta de esclarecimento. Ainda sobre o requerimento informou o protocolamento contendo so nome de todas as secretarias. O vereador Nilde Hipólito Filho saudou o presidente e demais vereadores. Falou sobre o desentendimento com o governo por conta da próxima mesa e outras situações como jeito de tratamento e fala que causaram Praça Doutor Teixeira Brandão, 32, Centro. CEP 27.410-190 Quatis - RJ. Câmara Municipal de Quatis Estado do Rio de Janeiro desacordo dele e do vereador Jadenilso. Conforme acontecia na sessão quando o vereador Alex defende o irmão e o vereador Luiz Fernando atua como líder do governo, a quem parabenizou. Afirmou que principalmente o prefeito tinha que ter ciência ao assinar um documento, e que o objetivo de ter enviado deste jeito era pra causar discussão na casa. Questionou novos gastos de recursos com novo requerimento a ser enviado, se estariam errados pela falta de uma vírgula, se as pessoas com curso superior e até o prefeito não sabiam interpretar, porque não acontecia o entendimento que a casa tem quanto a necessidade de esclarecimento no executivo. Sobre a resposta enviada pelo prefeito achou um desrespeito com os vereadores e consequentemente com a população. Lembrou fala do prefeito na época da campanha afirmando que acabaria com os alugueis o que não aconteceu e até acha que aumento o número. A vereadora Maria Rosa dos Santos Elias observou que as indicações feitas por eles dificilmente são atendidas e exemplificou com a realizada a respeito da biquinha pedindo poda da árvore e troca do banco, o que demonstra falta de interesse pela cidade já que tem três meses da proposição. O vereador Francisco Antônio de Paula Franco saudou [o) presidente e demais vereadores. Com relação ao requerimento fez leitura da parte “informações quanto aos contratos de alugueis” dizendo que estava no plural e só um quadrúpede não entenderia, pois até um analfabeto saberia O significado. Sobre a posição do vereador maninho defendendo o executivo como assessor falou que deveria fazê-lo porque estava sendo muito bem pago para a função que envergonhava a casa. Relatou a educação da vereadora Rosa em colocar que tinha o objetivo de afrontar e afirmou que a resposta foi uma afronta e se não houvesse quadrúpede na prefeitura teriam resposta, correta e poderiam defender o executivo em razão de buchicho na cidade quanto aos altos valores de alugueis. Explicou que não faz indicação porque não é atendido em nada e até vereadores da mesa estão insatisfeitos, conforme relatos recebidos. Em resposta ao vereador Alex informou que fazem O que quiser com os requerimentos e que o prefeito é obrigado a respondê-los de qualquer maneira, até mesmo na marra. Colocou a dificuldade de seguirem um caminho sem confronto considerando todos os acontecimentos; falou do prazer pela reunião realizada onde colocaram ao presidente as insatisfações, mas ponderou que continuariam fazendo seu papel. Quanto ao alerta do vereador Alex reconheceu a validade para observarem os requerimentos realizados e explicou que enquanto grupo de oposição assinam conjuntamente mesmo que não seja de interesse de todos. Praça Doutor Teixeira Brandão, 32, Centro. CEP 27.410-190 Quatis - RJ. | Câmara Municipal de Quatis Estado do Rio de Janeiro Finalizou afirmando a continuidade do trabalho de fiscalização em compromisso com a municipalidade. O vereador Carlos Alberto Lopes Reygio complementou a fala a respeito do projeto de lei considerando a experiência na pasta de secretário de cultura e esporte quando percebeu os benefícios proporcionados pelas atividades recreativas ocorrerem nos bairros. Enalteceu a banda “Os Kamikazzes”, comandada pelo Max e composta de munícipes, pelo reestabelecimento das apresentações no encontro internacional de motociclistas em Penedo, representando a cultura do município. O vereador André Gomes Martins parabenizou o presidente pelo projeto e os demais vereadores. Falou sobre a estreia do atleta do município, Marlon - Jacaré, que estreou e foi campeão do MMA profissional, para o qual fará moção na quinta-feira juntamente com os outros. Externou preocupação com o fato de o atleta ter representado o município de Passa Vinte-MG, o que demonstra falha do município no investimento de atletas com potencial; falou sobre as dificuldades do dia a dia dos atletas e parabenizou aqueles do município. O vereador Nilde Hipólito Filho informou que era rápido e parabenizou os atletas relatando ter assistido as lutas e não saber que representavam Passa Vinte. Agradeceu e parabenizou o grupo Os Kamikazzes (Max, Claudinho e etc) pelo retorno mesmo sem apoio da cultura, e ao vereador Casoba pela ajuda ao grupo. O vereador José Jadenilso da Silva agradeceu à cessão da palavra e registrou seu voto favorável à moção ao senhor Pontes Fernandes, pois não estava no momento da votação. O vereador Luiz Fernando do Nascimento Faria explicou que falaria pela citação do seu nome, mas não se tratava de defesa. Perguntou o que significava respeito pontuado na fala do vereador vJadenilso e na dele, quando destacou a necessidade de prestar muita atenção no que é falado, como diz a palavra de Deus “a palavra que cada um de vocês falar pra mim não voltará vazia”; novamente reafirmou o respeito que tem com os pares que assim como ele estavam na casa de passagem e que somente Deus sabia aqueles que estarão em dois mil e vinte e cinco, e trabalhava para isso. Sobre a afirmação pela segunda vez, quando o vereador Francisco fala de preço e ser bem pago; vereador ao qual relatou respeito, apreço e carinho fora da casa - e não medo - desde a época da amizade e trabalho com seu falecido pai; falou que ao colocar a questão de preço o vereador dovoria prestar atenção (pelo desagrado e ofensa conforme fala do vereador Jadenilso) e vigiar a fala porque depois teria que provar. O vereador Francisco Antônio de Paula Franco respondeu ao vereador Maninho que se quisesse a amizade dele seria do plenário pra Praça Doutor Teixeira Brandão, 32, Centro. CEP 27.410-190 Quatis - RJ. Câmara Municipal de Quatis Estado do Rio de Janeiro fora, conforme falado, e reafirmou a fala de que o vereador estava sendo muito bem pago podendo não ser com dinheiro,| mas com privilégios, cargos e outras coisas que não tinham conhecimento. O presidente informou que não ficaria no debate para conclusão, mas foi interrompido pelo vereador Luiz Fernando do Nascimento Faria falando que o vereador Francisco deveria fazer o mesmo: analisar suas atitudes e conceitos, pois poderia ser professor dando bons conselhos e fazer uma política com boa construção para os resultados aparecerem. Afirmou que não entraria em discussão com o vereador, pois estava na casa para discutir os assuntos e interesses da população. O presidente, vereador Willian de Carvalho Rosário, ressaltou o convite do executivo para a reunião na quinta-feira, dia onze, às dezoito horas, com o secretário de saúde senhor Lucas Santos da Silva, conforme repassado aos vereadores pelo ofício nº 342/2022-GP. A seguir finalizou agradecendo aos vereadores e comissão pela votação do projeto, e de todas e todos pela presença convidando para a próxima sessão no dia onze de agosto. Sem mais declarou a sessão encerrada e eu, Greiziéle Maria da Silva Alfredo, oficial de ata desta Casa Legislativa, lavrei a presente Ata que será assinada pelo presidente e secretários na forma do artigo duzentos e vinte e um, parágrafo treze do Regimento Interno. Willian de Carvalho Rosário Presidente Carlos Alberto Lopes Reygio Luiz Fernando do Nascimento Faria Primeiro secretário Segundo secretário Praça Doutor Teixeira Brandão, 32, Centro. CEP 27.410-190 Quatis - RJ. CÂMARA MUNICIPAL DE QUATIS Estado do Rio de Janeiro SÚMULA Nº 050/2022 50º ORDINÁRIA - 2º SESSÃO LEGISLATIVA - 8º LEGISLATURA REALIZADA EM 16 DE AGOSTO DE 2022 HORÁRIO - 19h PODER EXECUTIVO RESUMO DO EXPEDIENTE PODER LEGISLATIVO PROJETO DE LEI Nº 022/2022 VER. CARLOS ALBERTO LOPES REYGIO CUJA EMENTA: “DENOMINA A QUADRA DE ESPORTE LOCALIZADA NA RUA ALEXANDRE POLASTRI AO LADO DA ESCOLA VICTORIA, EM QUADRA ESPORTIVA ALCINDO JOSÉ VIEIRA CANIL”. PROJETO DE LEI Nº 024/2022 VERS. JOSÉ JADENILSO DA SILVA E ANDRÉ | GOMES MARTINS CUJA EMENTA: “NOMEIA O LOGRADOURO LOCALIZADO NO LOTEAMENTO TERRAS NOBRES”. REQUERIMENTO Nº 029/2022 VERS. JOSE JADENILSO DA SILVA, MARIA ROSA DOS SANTOS ELIAS, FRANCISCO ANTÔNIO DE PAULA FRANCO, NILDE HIPÓLITO FILHO CUJA EMENTA: “REQUER AO EXECUTIVO MUNICIPAL RELATÓRIO DO GASTO DE COMBUSTÍVEL DE CADA SECRETARIA, ATÉ O PRESENTE MOMENTO COM A RESPECTIVA PLANILHA DE CUSTO”. DIVERSOS OFÍCIO Nº 10/2022 SETOR DE CONTABILIDADE ENCAMINHA OS BALANCETES DO MÊS DE JULHO DE 2022. ORDEM DO DIA qeccraEanIRIsaaa anna Raça EXMO. SR. PREFEITO MUNICIPAL EMENTA: “DISPÕE SOBRE A REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO - PMSB DO MUNICÍPIO DE QUATIS, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS". a PROJETO DE LEI Nº 017/2022 pgrotdAd «) Câmara Municipal de Quatis "7 Estado do Rio de Janeiro PROJETO DE LEI Nº 022/2022 DENOMINA A QUADRA DE ESPORTE LOCALIZADA NA RUA ALEXANDRE POLASTRI AO LADO DA ESCOLA VICTORIA EM QUADRA ESPORTIVA ALCINDO JOSÉ VIEIRA CANIL A Câmara Municipal de Quatis, no Estado do Rio de Janeiro, APROVA e o Prefeito Municipal sanciona a seguinte Lei: Art. 1º. A quadra de esportes ao lado da escola Victoria, localizada no Bairro Jardim Polastri;mais exatamente na Rua Alcindo José Vieira Canil, passa a denominar-se Quadra Esportiva Alcindo José Vieira Canil Art. 2º. Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação. Justificativa: Alcindo José Vieira Canil, nascido em 24 de março de 1963, assim chamava um menino tranquilo e que adorava futebol, seu nome em homenagem ao avô materno. Filho de família tradicional de Quatis, “Família Canil” — muito conhecida na região por ter tidos jogadores muito habilidosos, de muita técnica, ele crescia com seus pais Antônio Alves Canil e Leny da Silva Vieira Canil, e seus irmãos Luciana, Laércio e Daniela. Desde pequeno seu interesse sempre foi a bola, ao lado de seu irmão mais novo, Laércio conhecido como “Renato” em homenagem ao avô paterno, que mais tarde vejo a se profissionalizar no futebol, sempre jogavam peladas no campinho do Senhor João Mello. Alcindo, já na adolescência participou de vários campeonatos amadores na região pelo Quatis e pelo Porto Real, sendo inclusive campeão pelo Quatis, e considerado sempre um grande cabeça de área, onde ganhou vários Química no Colégio Pedro Braille, logo começou sua jornada de trabalho no serviço de água de Quatis, antigo SAAE, depois formou em Administração de Empresas, onde veio a trabalhar no Banco antigo Unibanco e Posteriormente Bamerindus, mais tarde veio trabalhar na Indústria Química de Resende, antiga IQR, passou pela Sandoz, Biochimico em Itatiaia, e em seguida retornou a Sandoz já com o nome de Clariant. Nesse período formou em Ciências Contábeis e mais tarde veio a aposentar, porém, continuou a trabalhar, sempre disposto, foi chamado pela Epson ficando por mais 2 anos. Trabalhou também um curto período na área contábil da Prefeitura de Quatis. Morador do Bairro Jardim Polastri a aproximadamente a 36 anos, onde foi um bom vizinho, amigo e companheiro dos moradores do bairro, e onde fincou suas raízes. Teve dois filhos, Bruna, de 36 anos, hoje formada em medicina, casada por ironia do destino com um jogador de futebol profissional, mora na Bolívia e mãe de Kauã e Alessia e, Gabriel, o mais novo, hoje com 25 anos, que encontra-se em estudos na França. Com os filhos encaminhados, gos tava de sua vidinha de amigos, botecos, bares, festas e adorava cozinhar, era um bom cozinheiro. Era uma pessoa de um coração muito grande, estava sempre disposto PRAÇA DR. TEIXEIRA BRANDÃO, 32, CENTRO, QUATIS/RJ - CEP 27.410-190 Câmara Municipal de Quatis Estado do Rio de Janeiro a ajudar, um grande amigo, um bom pai, um bom irmão e um bom filho.. Como Amante do esporte ajudou a organizar um jogo beneficente do master do Flamengo. Alcindo Faleceu em 08 de maio de 2021, com 58 anos, vítima da Covid-19. Câmara Municipal de Quatis, 09 de Agosto de 2022. Acc ” Carlos Alberto Lopes Reygio Vereador PRAÇA DR. TEIXEIRA BRANDÃO, 32, CENTRO, QUATIS/R]J - CEP 27.410-190 n pEIOI OE PRDTOCOHO Câmara Municipal de Quatis PrecQQU TIOZ Estado do Rio de Janeiro Bomb PROJETO DE LEI Nº024/2022 EMENTA: NOMEIA O LOGRADOURO LOCALIZADO NO LOTEAMENTO TERRAS NOBRES. A Câmara Municipal de Quatis, no Estado do Rio de Janeiro, APROVA e o Prefeito Municipal, no uso de suas atribuições legais, sanciona a presente LEI: Art. 1º Nomeia o logradouro do Loteamento Terras Nobres. Art. 2º O logradouro denominado na “Rua Sem Nome” localizado no loteamento Terras Nobres, no Município de Quatis-RJ, passa a denominar-se “Rua Silvio da Cunha Pedroso”. Art. 3º As placas de sinalização obedecerão às orientações fornecidas pelo Órgão Municipal competente. Parágrafo Único - O Poder Executivo Municipal oficiará os Órgão Públicos competentes como a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e o serviço Registral de Imóveis para a alteração na determinação do logradouro, bem como procederá às modificações necessárias nos cadastros municipais. Art. 4º Está Lei entrará em vigor na data de sua publicação. Justificativa: Senhor Silvio nasceu em São Joaquim, onde viveu até seus 29 anos de idade. Em 1966 mudou-se para Quatis com sua família, onde viveu e estabeleceu-se até último dia da sua vida. Homem de pouco estudo, mas de muita coragem, encarou diversos desafios na vida, foi caminhoneiro, enfrentando adversidades de toda ordem, ora transportava cargas especiais ora cargas inflamáveis, o que aumentava ainda mais sua responsabilidade. Essa profissão exigente, afastava-o do convívio da família por várias semanas, no entanto, isso lhe proporcionou inúmeros conhecimentos e muitas amizades, especialmente no Município de Quatis. Tornou-se conhecido e sempre solicitado por seus préstimos serviços, o que fazia com todo esmero, conquistando, assim, o respeito e consideração das pessoas do Município. Aposêntou-se, mas não ficou inerte. Com um espírito empreendedor, no auge dos seus 60 anos PRAÇA DR. TEIXEIRA BRANDÃO, 32, CENTRO, QUATIS/RJ — CEP: 27.410-190 SETOR DE PROTOCOLO E: Q3 Câmara Municipal de Quatis Estado do Rio de Janeiro de vida, encarou novo desafio e pôs-se a realizar um loteamento de interesse social, intitulado Alto do Paraíso. Dessa forma, proporcionou a várias famílias a possibilidade da aquisição de seu próprio pedaço de terra e a realização do sonho da casa própria, contribuindo para o crescimento do nosso Município. Esse foi seu último trabalho nesta existência. Esperando que a presente propositura seja acolhida pelos Nobres Edis que compõem esta Casa Legislativa, subscrevo-me enviando a V. Exa. os meus protestos de elevada estima e distinta consideração. Câmara Municipal de Quatis/RJ, 10 de agosto de 2022. ES MARTINS ANDRÉ Vereador PRAÇA DR. TEIXEIRA BRANDÃO, 32, CENTRO, QUATIS/RJ — CEP: 27.410-190 Câmara Municipal de Quatis Estado do Rio de Janeiro REQUERIMENTO Nº 029/2022 REQUER AO EXECUTIVO MUNICIPAL RELATÓRIO DO GASTO DE COMBUSTÍVEL DE CADA SECRETARIA, ATÉ O PRESENTE MOMENTO. COM A RESPECTIVA PLANILHA DE CUSTO. Senhor Presidente, Requeiro na forma regimental, e após ouvido o Plenário, que seja oficiado ao Chefe do Executivo Municipal, Sr. Aluísio Max Alves D'Elias para que providencie junto ao órgão competente, no prazo de 15 (quinze) dias, conforme art. 45, 8 1º, da Lei Orgânica Municipal, relatório do gasto de Combustível de cada Secretaria, até o presente momento. Com a respectiva planilha de custo. Justificativa: É atribuição do Vereador, na forma do art. 9º do Regimento Interno da Câmara Municipal: “o Poder Legislativo Municipal é exercido pela Câmara Municipal que, precipuamente, tem função legislativa, fiscalizatória, autorizadora, julgadora, deliberativa, de controle, de assessoramento, investigativa e administrativa”. Portanto, o Requerimento está em total consonância com a função do Vereador que é a de exercer a fiscalização contábil, financeira, orçamentária com acompanhamento das atividades financeiras do Município. Câmara Municipal de Quatis,09 de agosto de 2022. Câmara Municipal de Quatis ) Não consta solicitação idêntica Atendido pelo Recebemos ) Já solicitado toda pf Ofício nº Funcionário A | Câmara Municipal de Quatis i Estado do Rio de Janeiro Es MARIA R OS SANTOS ELIAS Vereador FRANCISCO ANTÔNIO DE PAULA FRANCO Vereador em NILDE HIPÓLITO FILHO Vereador Câmara Municipal de Quatis Recebemos ) Não consta solicitação idêntica ) Já solicitado Atendido pelo Ofício nº Lote. min Funcionário Câmara Municipal de Quatis SETOR DE PROTOCURO Estado do Rio de Janeiro : — one Quatis, 09 de Agosto de 2022 OFÍCIO Nº 10/2022 Do: Setor de Contabilidade Para Srta. Thais de Oliveira Dionízio Secretaria Executiva Senhorita, Segue junto ao presente os Balancetes de Julho de 2022, para assinaturas do senhor presidente Willian de Carvalho Rosário, e para que posteriormente seja enviado uma via a Prefeitura. 1º jogo: Enviar para a Prefeitura. 2º jogo: Abrir processo e arquivar na secretaria. 3º jogo: Enviar para a Contabilidade. Atenciosamente, Carlos Renato Silva Canil Chefe do Setor de Contabilidade CRC/RJ 102870/0-2- Mat. 04.004-21 Recebi em 09/03 ;00N PRAÇA DR. TEIXEIRA BRANDÃO, 32 - CEP 27.370-330 — CENTRO — QUATIS - RJ Câmara Municipal de Quatis Estado do Rio de Janeiro COMISSÃO DE JUSTIÇA, CONSTITUIÇÃO E REDAÇÃO (CJCR) COMISSÃO DE DEFESA DO MEIO AMBIENTE (CDMA) COMISÃO DE OBRAS E SERVIÇOS PÚBLICOS (COSP) (PARECER CONJUNTO) MENSAGEM Nº 008/2022 PROJETO DE LEI Nº 017/2022 AUTOR: PREFEITO MUNICIPAL DE QUATIS RELATOR: ALEX MILLER ALVES D'ELIAS PARECER Nº: 022/2022 EMENTA: “DISPÕE SOBRE A REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO - PMSB DO MUNICÍPIO DE QUATIS E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS”. I- RELATÓRIO É O Projeto de Lei nº. 017, de 05 de Maio de 2022, de iniciativa do Prefeito Municipal de Quatis, tem por escopo revisar o Plano Municipal de Saneamento Básico no âmbito do deste município, em conformidade com a Lei Federal nº 11.445/07 e as alterações trazidas pelo Novo Marco legal do Saneamento Básico (Lei Federal nº 14.026/20), a fim de garantir a população a) melhoria do quadro social e ambiental, por meio de medidas fundamentais de estruturação, |, implementação e funcionamento dos serviços públicos de abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, manejo dos resíduos sólidos urbanos e manejo das águas pluviais urbanas; Além de atender ao Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) celebrado entre o Município e o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. É o sucinto relatório. E - As y Passo a análise. AN SN PRAÇA DR. TEIXEIRA BRANDÃO, 32 - CEP 27.370-330-CENTRO - QUATIS-RJ. E hey; há câmara Municipal de Quatis Estado do Rio de Janeiro IL - MÉRITO IL.1. Da Competência e Iniciativa O projeto versa sobre matéria de competência do Município em face do interesse local, encontrando amparo no artigo 30, inciso 1 da Constituição da República e no artigo 6º, incisos 1, Il e VI, alínea “b”, da Lei Orgânica Municipal. Trata-se de proposição de projeto de lei ordinária do Chefe do Poder Executivo Municipal, conforme dispõe o art. 61, da Constituição Federal de 1988, o art. 63, da Lei Orgânica do Município de Quatis e inciso IV, parágrafo único, do art. 303 do Regimento Interno da Câmara Municipal de Quatis. Portanto, não há qualquer violação à Constituição Federal, ou à Lei Orgânica Municipal, ou ao Regimento Interno desta Casa quanto à iniciativa do Projeto de Lei ser proposto pelo Prefeito do Município. Ressalta-se que o presente Projeto de Lei não conflita com a competência privativa da União Federal (artigo 22 da CFRB/88), ou com a Competência Concorrente entre a União Federal, Estados e Distrito Federal (artigo 24 da CRFB/88) e está respaldada no art. 23, inciso IX, da Constituição Federal, e no art. 7º, inciso VII, da LOM que preveem a competência do Município para promover programas de saneamento básico. Quanto ao tema, saneamento básico, também já se manifestou o STF na ADI 1.842 no seguinte sentido: “entendo que a autonomia municipal não deva ser encarada apenas pelo viés da álea administrativa, mas também política, cujo escopo é propiciar que o poder e a organização locais possam encampar estratégias próprias de solução de suas necessidades. De rigor, assim, que se encarregue o Município das decisões sobre os interesses locais e, por corolário, dos serviços públicos de interesse local, sem os quais não é possível assegurar o mínimo bem-estar social, o desenvolvimento local em suas diversas acepções. ” Não o bastante, o Projeto de Lei tem base na a Lei Federal nº 11.445/07 e as alterações trazidas pelo Novo Marco legal do Saneamento Básico (Lei Federal nº 14.0 1] D[][][]][WwWwW[Ww>—w>—>———— > PRAÇA DR. TEIXEIRA BRANDÃO, 32 - CEP 27.370-330-CENTRO - QUATIS-RJ. vid Câmara Municipal de Quatis Estado do Rio de Janeiro Insta observar que a Lei Orgânica do Município de Quatis, em seus artigos 186-V, 186-W, 186-X, 186-Y e 186-Z, apresenta princípios, diretrizes, programação e diversas outras políticas que devem ser adotadas pertinentes ao tema e quais estão abarcados no presente Projeto Lei e seu Anexo Único. Feitas estas considerações sobre a competência e iniciativa, OPINA, salvo melhor juízo, pela regularidade formal do projeto, pois se encontra legalmente apto para tramitação nesta Casa de Leis. II.2. Da Técnica Legislativa Adequada Adentrando na análise da proposição legislativa propriamente, observa-se que o projeto encontra-se em conformidade com a técnica legislativa, estando de acordo com a legislação Federal aplicável. Com efeito, por força do art. 59, parágrafo único, da Constituição da República Federativa do Brasil 1988 — CRFB/88 cabe à Lei Complementar dispor sobre a elaboração, redação, alteração e consolidação das leis. | Assim, o Projeto de Lei em questão está em consonância com a LC nº. 95/1998. Por fim, observa-se que a proposição legislativa em comento encontra-se de acordo com a supracitada Lei Complementar, visto que está redigido em termos claros, objetivos e concisos, em língua nacional e ortografia oficial, estando devidamente subscrito por seu autor, além de trazer o assunto sucintamente registrado em ementa. Em face ao exposto, após uma ampla análise de todos os pontos do projeto pelos membros das comissões, CONCLUO: Manifestam os membros das Comissões de Justiça, Constituição Redação, e da Comissão de Obras e Serviços Públicos, pelo Parecer Favorável ao preseht Projeto de Lei nº 017/2022, pela sua legalidade, estando apto à deliberação em plenário; E pr dois votos e uma abstenção por não comparecimento a reunião da Comissão de Defesa do Meio Ambiente, os dois membros presentes, manifestam pelo Parecer Favorável ao presente Projeto de Lei nº 017/2022, pela sua legalidade, estando apto à deliberação em plenário. II - CONCLUSÃO Sendo assim, quanto ao projeto, os Membros das Comissões ora presentes DECIDEM pelo A ENCAMINHAMENTO ao Plenário e sua posterior DELIBERAÇÃO e APROVAÇÃO. K N y PRAÇA DR. TEIXEIRA BRANDÃO, 32 - CEP 27.370-330-CENTRO - QUATIS-RJ. Câmara Municipal de Quatis Estado do Rio de Janeiro Câmara Municipal de Quatis/RJ, 24 de Junho de 2022. ANDR$& GOMES MARTINS Comissão de Justiça, Constituição e Redação. Presidente LUIZ cena ro FARIA ALEX adÉ ALVES D'ELIAS . Membro/Relator Membro LUIZ FERNANDO IMENTO FARIA Comissão de Defesa do Meio Ambiente. Presidente Ari uu CARLOS ALBERTO LOPES REYGIO FRANCISCO DE PAULA FRANCO Membro Membro LUIZ FERNANDO SCIMENTO FARIA Comissão de Obras e Serviços Públicos. Presidente dl ALEX e A D'ELIAS ANDRÉ póMES MARTINS Membro/Relator Membro PRAÇA DR. TEIXEIRA BRANDÃO, 32 - CEP 27.370-330-CENTRO - QUATIS-RJ. SETOR DE PROTOCOLO He proc: JH 120020 PREFEITURA MUNICIPAL DE QUATIS “Pb — Estado do Rio de Janeiro Gabinete do Prefeito MENSAGEM DE N.º 008 DE 05 DE MAIO DE 2022 Ao Excelentíssimo Senhor: Presidente da Câmara Municipal de Quatis WILLIAN DE CARVALHO ROSÁRIO Nesta Exmo. Senhor Presidente, Tenho a honra de dirigir-me a V. Exa. e a seus insignes Pares para submeter à consideração dessa Colenda Câmara o incluso Projeto de Lei, cuja Ementa: “DISPÕE SOBRE A REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO - PMSB DO MUNICÍPIO DE QUATIS, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS”. Atualmente, as iniciativas para garantir o Saneamento Básico para a população são medidas fundamentais para a melhoria do quadro social e ambiental. Sendo assim, a Lei Federal nº 11.445/2007, alterada pela Lei Federal nº 14.026, de 15 de julho de 2020, para aprimorar as condições estruturais do saneamento básico no País, foi criada com o objetivo de estabelecer diretrizes nacionais e considerar o saneamento básico como conjunto de serviços públicos, infraestruturas e instalações operacionais de abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, limpeza urbana, manejo de resíduos sólidos e das águas pluviais urbanas. O Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) é um instrumento primário exigido pela Lei 11.445/2007, sendo a responsabilidade de elaboração dos municípios. Ademais, o Plano Municipal de Saneamento Básico é um dos grandes responsáveis por estruturar a implementação e funcionamento dos quatro serviços mencionados, que colaboram para a melhoria de índices sociais e econômicos do Município, evitando a escassez de água, a proliferação de doenças, os problemas de ocupação e utilização do solo, os acidentes ambientais e a poluição do meio ambiente. Desta forma, foi realizada a revisão do Plano Municipal de Saneamento Básico de 2015 com base no Plano originalmente elaborado pela empresa Vallenge Consultoria, Projetos e Obras Ltda em parceria com a Associação Pró-Gestão das Águas da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul (AGEVAP) de forma a melhor retratar a realidade do Município de Quatis nas modalidades: água, esgoto e drenagem urbana, atualizando as informações lá contidas para uma real adequação ao tempo presente. Todo o trabalho de revisão e coleta de informações foi realizado por equipe técnica formada pelos servidores públicos municipais, incluindo Engenheiros, Técnicos, Operadores, Auxiliares e Estagiários. Os trabalhos foram desenvolvidos mediante ao esforço conjunto dessa Administração com os Conselhos Municipais. Rua: Profº. Ana Ferreira de Oliveira, nº47, Bondarowsky, Quatis/RJ - CEP: 27.410-270 , E-mail: gabinete quatis.rj.gov.br PREFEITURA MUNICIPAL DE QUATIS Proc: Estado do Rio de Janeiro Gabinete do Prefeito A elaboração da revisão foi dividida em etapas e organizada conforme apresentado: Etapa 1 — Definição da Equipe e cronograma de trabalho; Etapa 2 — Coleta de dados para elaboração dos diagnósticos; Etapa 3 — Diagnósticos setoriais; Etapa 4 — Estudo populacional e de demandas; Etapa 5 — Proposições para o futuro: universalização do saneamento; Etapa 6 — Elaboração da versão final do PMSB e Consulta e Audiência Pública; O Plano Municipal de Saneamento Básico do Município de Quatis-RJ, instituído pela Lei Municipal nº 879, de 27 de abril de 2015, foi reformulado seguindo a Lei Federal nº 11.445 de 2007 e sua alteração. A revisão do Plano Municipal de Saneamento Básico de Quatis-RJ contempla um horizonte de 13 (treze) anos, apresenta uma análise setorial atualizada e integrada de cada componente dos serviços oferecidos em toda zona urbana do município, bem como reavalia as diretrizes, metas, estratégias e programas de investimento para cada segmento. Outrossim, vale frisar que como a empreitada para a atualização do PMSB já se encontra atrasada, visto que deveria ter ocorrido no ano de 2019; bem como por haver um Termo de Ajustamento de Conduta firmado entre o Município de Quatis e o MPRJ, no início do ano de 2020, para a conclusão dos trabalhos e envio do Projeto de Lei à CMQ até antes de meados de junho do citado ano; entendemos que a presente minuta de Projeto de Lei deve seguir à Câmara Municipal o quanto antes, com o escopo de atender a política pública de saneamento básico e o TAC celebrado junto ao ilustre parquet. Portanto, justifico a necessidade de encaminhamento da presente minuta de Projeto de Lei à Câmara Municipal de Quatis, para apreciação e votação, visto que o referido instrumento de Revisão do Plano Municipal de Saneamento Básico, além de cumprir o Termo de Ajustamento de Conduta celebrado referente ao IC nº: 081/2010, atua primordialmente como uma ferramenta essencial na estratégia de gestão, sendo que a revisão deste plano propõe orientar o Poder Executivo de Quatis e os prestadores de serviços sobre a execução de atividades voltadas aos serviços de saneamento básico, bem como auxiliar no acompanhamento, regulação e fiscalização dos mesmos, visando à universalização do acesso e garantindo a sua qualidade perante aos usuários. Assim, se faz a presente mensagem, para na forma regimental, do artigo 63 da Lei Orgânica Municipal c/c o inciso IV do parágrafo único do artigo 303 do Regimento Interno desta Casa Legislativa, solicitar a apreciação do incluso PROJETO DE LEI. Rua: Profº. Ana Ferreira de Oliveira, nº47, Bondarowsky, Quatis/RJ - CEP: 27.410-270 E-mail: gabinete quatis.rj.gov.br SETOR DE PROTOCOLO A: =) PREFEITURA MUNICIPAL DE QUATIS Estado do Rio de Janeiro Gabinete do Prefeito Diante dos fatos mencionados, e fundamentação legal apresentada, submeto a V. Ex?. e a essa Egrégia Casa Legislativa o presente Projeto de Lei, para que oportunamente, seja apreciado e votado, reafirmando a todos os Edis protestos de elevada estima e profundo respeito. Respeitosamente, Prefeitura Municipal de ALUÍSIO MAX ALVES D'ELIAS Prefeito Municipal Rua: Profº. Ana Ferreira de Oliveira, nº47, Bondarowsky, Quatis/RJ - CEP: 27.410-270 E-mail: gabineteOquatis.rj.gov.br SETOR DE PROTSCOLO Hs PREFEITURA MUNICIPAL DE QUATIS Estado do Rio de Janeiro Gabinete do Prefeito PROJETO DE LEI Nº DE DE 2022. EMENTA: “DISPÕE SOBRE A REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO - PMSB DO MUNICÍPIO DE QUATIS E DA OUTRAS PROVIDÊNCIAS”. A Câmara Municipal de Quatis, no Estado do Rio de Janeiro APROVA e o Prefeito Municipal, no uso de suas atribuições legais, em conformidade com os princípios e as diretrizes da Lei Federal nº 11.445/2007 e 14.026/2020, do Decreto Federal nº 7.217/2010, sanciona a presente Lei. Art. 1º. Fica aprovado a revisão do Plano Municipal de Saneamento Básico - PMSB de Quatis, que tem por objetivo promover a universalização dos serviços públicos municipais de saneamento básico no Município, mediante o estabelecimento de metas e ações programadas que deverão ser executadas em um horizonte de 13 (treze) anos, conforme documento inserido no Anexo Único desta Lei. Art. 2º. Para efeitos desta Lei considera-se saneamento básico as estruturas e serviços dos seguintes sistemas: | - abastecimento de água potável; Il - esgotamento sanitário; e HI - drenagem urbana e manejo de águas pluviais. Art. 3º.0 Plano Municipal de Saneamento Básico, como instrumento da Política Municipal de Saneamento, tem como diretrizes respeitadas às competências da União e do Estado, melhorar a qualidade da sanidade pública, manter o meio ambiente equilibrado em busca do desenvolvimento sustentável, além de fornecer elementos ao poder público e a coletividade para defesa, conservação e recuperação da qualidade e salubridade ambiental, cabendo a todos o direito de exigir a adoção de medidas neste sentido. Art. 4º. Constitui objetivo geral do Plano Municipal de Saneamento Básico o estabelecimento de ações para universalização do saneamento básico, através da ampliação progressiva do acesso a todos os usuários do Município de Quatis. g 1º - Para o alcance do objetivo geral, são objetivos especificos do Plano de Saneamento: Rua: Profº. Ana Ferreira de Oliveira, nº47, Bondarowsky, Quatis/RJ - CEP: 27.410-270 E-mail: gabinete(Oquatis.r).gov.br (5) SETOR DE PROTO ft: O Estado do Rio de Janeiro Gabinete do Prefeito | - garantir as condições de qualidade dos serviços existentes buscando sua melhoria e ampliação; Il - implementar os serviços ora existentes; Il - criar instrumentos para regulação, fiscalização e monitoramento e gestão dos serviços; IV - estimular a conscientização ambiental da população; e V - atingir condição de sustentabilidade técnica, econômica, social e ambiental aos serviços de saneamento básico. 2º - Os demais objetivos, metas e ações encontram-se especificados no ANEXO UNICO desta LEI. Art. 5º. O PMSB de Quatis deverá ser revisado, obrigatoriamente, a cada 10 (dez) anos ou em prazo inferior a este, se julgar necessário. $ 1º A proposta de Revisão do Plano Municipal de Saneamento Básico deverá ser elaborada em articulação com os prestadores dos serviços correlatos e estar compatível com as diretrizes, metas e objetivos: | - das Políticas Municipais, Estaduais de Saneamento Básico, de Saúde e de Meio Ambiente; H - do Plano Municipal e Estadual de Saneamento e de Recursos Hídricos. $ 2º A revisão do Plano Municipal de Saneamento Básico de Quatis deverá seguir as diretrizes dos planos das bacias hidrográficas em que o Município estiver inserido. $ 3º O Poder Executivo Municipal deverá encaminhar a proposta de revisão do Plano Municipal de Saneamento Básico à Câmara de Vereadores, devendo constar as alterações, a atualização e a consolidação do Plano de Saneamento anteriormente vigente. Art. 6º. Os programas, projetos e outras ações do Plano Municipal de Saneamento Básico deverão ser regulamentados por Decretos do Poder Executivo, na medida em que forem criados. Art. 7º. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, revogando-se especialmente a Lei Municipal nº 879/2015. Prefeitura Municipal de Qu aio de 2022. Rua: Profº. Ana Ferreira de Oliveira, nº47, Bondarowsky, Quatis/RJ - CEP: 27.410-270 E-mail: gabinete quatis.r).gov.br eo Prec: 008 PREFEITURA MUNICIPAL DE QUATIS a Dn PREFEITURA DE ANEXO ÚNICO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO Quatis/RJ - 2022 Secretaria Municipal de Infraestrutura - SMI SETOR DE PROTSCOIO Hs à Proc: ELABORADO POR: BÁRBARA FONTES SILVA BEATRIZ HELENA PACHECO ALVES CARLOS ALESSANDRO OLIVEIRA DE JESUS HELOANE PEDROZO SILVA WILLKER FIGUEIREDO DA LUZ JÚNIOR EQUIPE DE APOIO: CAROLINA LACERDA DA CRUZ IRENE SOUZA CONCEIÇÃO LYVIA DE SOUZA SILVA ANASTACIO LUIZ CARLOS DE FREITAS PEDRO PAULO PEIXOTO DA SILVA JUNIOR RENAN RODRIGUES DA SILVA COORDENADORA DE-SANEAMENTO BÁSICO RAYLLA LETICIA AVELAR FERREIRA Esrael Wesley da Conta SECRETÁRIO MUNICIPAL DE INFRAESTRUTURA: TEXTOS REVISADOS A PARTIR DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO DE 2014 ELABORADO PELA VALLENGE ENGENHARIA SETOR DE PROTGCOLO Hs Proc: , —— Som. APRESENTAÇÃO Este trabalho tem como objetivo a revisão do Plano Municipal de Saneamento Básico de 2014, elaborado pela empresa Vallenge Consultoria, Projetos e Obras Ltda em parceria com a Associação Pró-Gestão das Águas da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul (AGEVAP) de forma que este retrate melhor a realidade do município nas modalidades: água, esgoto e drenagem urbana. Todo o trabalho de revisão e coleta de informações foi realizado por equipe técnica formada pelos servidores públicos municipais, incluindo Engenheiros, Técnicos, Operadores, Auxiliares e Estagiários. Os trabalhos foram desenvolvidos mediante ao esforço conjunto dessa Administração com os Conselhos Municipais. A elaboração da revisão foi dividida em etapas e organizada conforme apresentado: Etapa 1 — Definição da Equipe e cronograma de trabalho; Etapa 2 — Coleta de dados para elaboração dos diagnósticos; Etapa 3 — Diagnósticos setoriais; Etapa 4 — Estudo populacional e de demandas; Etapa 5 — Proposições para o futuro: universalização do saneamento; Etapa 6 — Elaboração da versão final do PMSB e Consulta e Audiência Pública; Esse relatório faz parte da Etapa 6 e apresenta a versão final do PMSB para os serviços de abastecimento de água, esgotamento sanitário, e, drenagem e manejo de águas pluviais urbanas do Município de Quatis, localizado no Estado do Rio de Janeiro. SETOR DE PROTOCOLO Hu Ny Proc: 008 /20,22 — Bodê. LISTA DE FIGURAS Figura 1 — Localização dos bairros do Município de Quatis ..........seenmessesseseseresesseneares 15 Figura 2 — Área de Mata Atlântica no município de Quatis (2018) .................. ss 16 Figura 3 — Áreas especiais de preservação ambiental ..............ceeeesesermeseeseeseeerersensees 17 Figura 4 - Demarcação de faixa marginal de proteção — INEA ............... asse 19 Figura 5 — Cemitério Municipal de Quatis ..............cccesersseersererererareererere areas renesneaererararios 20 Figura 6 — Cemitério de Falcão Figura7 = Cemitério ds: Falcão: casuussceveisaceaansacoranessnvavscarierserassuener puras veremeremetpesvenirevenes 21 Figura 8 — Cemitério de São Joaquim .......eretenarererererererarereereneeneaceraceerereenenenanarennes 21 Figura:9:-—= Gomitério de' São Joaquim acusazasssssssejasesassneaesmrancaçppree man casa spnuaaia rea ascasaanss 21 Figura 10 — Cemitério de São Joaquim ... Figura =Comitórionde:São: Joaquim... ceras iorenaceniravacsoraasazinnsesceeneima resmas ten gaceçuça 21 Figura 12 — Posto Portal ......... ii iteteeaeeeeeeeeererererererare rare ererarere rea namrerarraneneananenaranesaeraess 22 FIQUIa 19: POSO RIOOS sapuanasas a 22 Figura 14 —- Cooperativa Agropecuária de Quatis ..............eseeseneernseaneeenanenerieenaaaças 23 Figura 15 — METAN de Quatis Ind. e Comércio LTDA. ................cssssseerseimeeererrrreras 23 Figura 16 — Usifer — Usinagem e Ferramentaria .........eeeeererereeeerereenereriraranersecrenererios 24 Figura 17 — Fabrica de Ração Pilotos FIG TO CUBA MINGTAÇÕO BA parssos perante IMTU a 25 Figura19=Hospital-São LUCAS ..ssmasasssuentascamnceoçraven semssrso pisa ires sei aua quencasaesasastagaszaads 25 Figura 20 — Arranjo Institucional dos Serviços de Saneamento Básico no Município de RPE ssa q TS RSS 29 Figura 22 — Córrego Lava-pés Figura 23 — Córrego do Surdo Figura 24 — Captação no Rio Paraíba do Sul...............eereneeseerrerenrmeasneseeesreraesaarerera 42 Figura 25 — ETA Bondarovsky Módulo Inaugurado em 2015... 44 Figura 26 — ETA Bondarovsky Módulo Antigo .............e eeeeneaeeeereneacenerenseraneeeraseneraneas 45 SETGR DE PROTOCOLO EL: Figura 27 — Tanques de Armazenamento dos Insumos de Tratamento ..........stmsemunsenes 45 Figura 28 — Reservatórios próximo da ETA Bondarovsky .........eeaesrereeeereseraserasatanaso 47 Figura 29 — Reservatórios próximo da ETA Bondarovsky .............seeemeeesseeeenensanis 47 Figura 30 — Reservatórios cilíndricos inaugurados em 2015... 48 Figura 31 — Reservatório no Loteamento Bela Vista ................cccsiterereeeseereeeseseeerersesreasemo 49 Figura 32 — Cadastro da rede de distribuição de água ...........sseeseeenereseeeeeesererenenarentos 51 Figura 33 — Representação Esquemática do Sistema de Abastecimento de Água em Falcão REDE DA O TOS E TE O LTS EESC ESET ESTILO RPE ET EEE SEP 52 Figura 34 — Representação Esquemática do Sistema de Abastecimento de Água em Ribeirão de São Joaquim.......... ceras eeseeracererarreranraraeraraeraeaererena nes renenareesnenerrenassntasas 54 Figura 35 — Representação Esquemática da Rede de Esgotamento ..........enencimestnas 56 Figura 36 — Esquema geral de uma Estação de Tratamento por Lodo Ativado... 59 Figura 37 — Estação de Tratamento de Esgoto ETE Barrinha................iesesseteimas 60 Figura 38 — Estação de Tratamento de Esgoto ETE Barrinha ...............eeesesmsemeeeias 60 Figura 39 — Tanques de Tratamentos da ETE Barrinha ............eeeeeeeeseeseeeerieas 60 Figura 40 — Tanques de Tratamentos da ETE Barrinha ...........essemnsereeeasererieenseneras 60 Figura 41 — Tanque de Aeração da ETE Barrinha .............seeeeeereerrererererenis 61 Figura 42 — Cabine Acústica e Compressor ..........eeeereeeneseerereerereeeessenereeseeeseseeaeaarentas 61 Figura 43 — Cabine Acústica e Compressor ....... FIguPA:MA — Saida dó ESgÕLO TRATADO cssaascsasagua saias an inn asa 62 Figura 45 — Esquema ilustrativo de uma fossa séptica simples .............iseieiseess 64 Figura 46 — Evolução da população projetada ..............ccieeeeeeerereerrereererareniseraanaenias 72 Figura 47 — Articulação das sub-bacias da área urbana na sede do Município de Quatis... 84 Figura 48 — Resposta à Questão: Você já visitou a ETA e sabe como é feito o tratamento de QUIS nando ct id e E dae 145 Figura 49 — Resposta à Questão: Você é afetado pela falta d'água? ..........smemenmeees 145 Figura 50 — Resposta à Questão: Você sabe para onde vai o esgoto coletado em sua POSIGONCIAR arpuanerneeraprcecis praia arenas Ta DTR UT ace asda 146 e A SETOR DE PROTOCOLO EL: Proc.: OOR — Boris LISTA DE TABELA Tabela 1: Locais potencialmente poluidores no município de Exit, zesaasenosenorson sas enna 26 Tabela 2: Tipos de ligações, consumo mínimo e valor cobrado ..............enmenmeneesseamesseem 30 Tabela 3: Custos referentes a prestação dos serviços de Água e Esgoto Tabela 4: Comparativo de custos com a receita anual para os serviços de saneamento... 32 Tabela 5: Custos com os serviços relacionados à Drenagem Urbana ...........ssesemesmecene 33 Tabela 6: Dados de volume da ETA Bondarovsky Tabela 7: Principais características da unidade de reservação ........erererenemenmenmeneasaaeneanes 48 Tabela 8: Rede de distribuição de água... eearananeeerererenereresaeeeareraraneneseaneararaso 50 Tabela 9: Dados da Rede Coletora de Esgotamento Sanitário ................uessesesesseseseseemeneso 56 Tabela 10: Elevatórias de Esgotamento Sanitário..................seneeeeseeeeerereraseeeeeaenenanennos 57 Tabela 11: Especificações das Bombas das Elevatórias de Esgotamento Sanitário............ 58 Tabela 12: RELATÓRIO DE ENSAIO: 85155/2019-1.0 ................e eee serenerenerareseeeseeereraraa 63 Tabela 13: Dados da Rede Coletora de Esgotamento Sanitário na Zona Rural................... 64 Tabela 14: Pontos de áreas de risco no Distrito Sede e nos demais distritos do Município de Quatis Tabela 15: Taxas de crescimento aritmético e geométrico. ........cemeeneseseerseneraaresrerasanmas 71 Tabela 16: Variáveis e parâmetros adotados...........eaenenereeseerereeeeeeerareseraceeaenensseeracenetaos t3 Tabela 17: Metas do SAA do Município de Quatis.............ceueeemeseeereererereraenereeracenasenerantas 718 Tabela 18: Projeção da demanda de água na sede do Município de Quatis — 2022 a 2033. 76 Tabela 19: Projeção da demanda de água no distrito de Falcão — 2022 a 2033................... 77 Tabela 20: Projeção da demanda de água no distrito de Ribeirão de São Joaquim — 2022 a 20 Ve 6 RR RR RR OR DO O 78 Tabela 21: Metas do SES do Município de Quatis ..........mmemeereserrereeseeseerereerererenerererereias 79 Tabela 22: Projeção da demanda de esgoto na sede do Município de Quatis — 2022 a 2033 Tabela 23: Projeção da demanda de esgoto no distrito de Falcão — 2022 a 2033 Tabela 24: Projeção da demanda de esgoto no distrito de Ribeirão de São Joaquim — 2022 a Tabela 25: Informações gerais das sub-bacias do Município de QuiGÊS er xrenereparearearsmensenndi 83 Tabela 26: Quantidade de unidades de microdrenagem para o Município de Quatis Tabela 27: Projeção da demanda de microdrenagem na sede do Município de Quatis — 2022 Tabela 28: Projeção da demanda de microdrenagem no distrito de Falcão — 2022 a 2033 .87 Tabela 29: Projeção da demanda de microdrenagem no distrito de Ribeirão de São Joaquim — 2022 à 2033.......cneriereenerereerecerenacerenecerece rear anaa nana ne nas araras asas create cena tata paca rara a rara casar as ananarara 88 Tabela 30: Investimentos para a universalização do SAA no distrito sede — Cenário 1B... 101 Tabela 31: Custos de manutenção do SAA no distrito sede — Cenário 1B........mn 102 Tabela 32: Investimentos para a universalização do SAA no distrito Falcão — Cenário 1B 103 Tabela 33: Custos de manutenção do SAA no distrito Falcão — Cenário 1B................. 104 Tabela 34: Investimentos para a universalização do SAA no distrito Ribeirão de São Joaquim — Cenário 1B Tabela 35: Custos de manutenção do SAA no distrito Ribeirão de São Joaquim — Cenário 1B Tabela 37: Custos de manutenção do SES no distrito sede — Cenário 1B.......................... 108 Tabela 38: Investimentos para a universalização do SES no distrito Falcão - Cenário 1B 109 Tabela 39: Custos de manutenção do SES no distrito Falcão — Cenário 1B... Tabela 40: Investimentos para a universalização do SES no distrito Ribeirão de São Joaquim — Cenário 1B.............eseeeeeeeeeeesererenerererrerrearararererasecarerenna rasa casaes caraca senasacarasenenaros 111 Tabela 41: Custos de manutenção do SES no distrito Ribeirão de São Joaquim — Cenário 1B Tabela 42: Objetivos, metas e ações para a institucionalização do saneamento básico no MUNICÍPIO .....c.cesssesssesescssesesesussesasasascasestsrasiricsa db aasas sito piu esant spas ansansa snaa isa sas anda ss snsc s an ss s abas 114 Tabela 43: Objetivos, metas e ações para atuação de emergência em saneamento básico no município ....cereesseeoererrereresensacenoe th vesasseraas aa sa od bao isiarin an ando vote ata n ana d esa a aan ra nah ossos biasa tás 116 Tabela 44: Objetivos, metas e ações para o SAA no município ..................eeseesrerareeess 118 Tabela 45: Objetivos, metas e ações para o SES no município .................. sesta 122 Tabela 46: Objetivos, metas e ações para o SDU no município... 125 Tabela 47: Estudo de Viabilidade Econômica e Financeira SET A OR DE PROTSCOLO Proc: Tabela 48: Riscos potenciais — abastecimento de água potável............esteneeseeseneeeseensene 134 Tabela 49: Ações de controle operacional e manutenção — abastecimento de água potável CREU EEEUGS ES UTUNOUVGI UAU AR ESA CNIC ANA SONS PAO VIENA DS 00 4 OG DO NT00 0 RG 00 00070 ha de Cá CURE a 137 Tabela 50: Identificação, Classificação, Ações preventivas e Contingências da ETE — Bearinha..esiia cerrada RE SO aq ca eita rasa ter 138 Tabela 51: Modelo do Questionário Aplicado à População ..............essemereeereereneerass 151 LISTA DE ABREVIAÇÕES, SIGLAS E SÍMBOLOS AAB: Adutora de Água Bruta AAT: Área de Transbordo e Triagem ABNT: Associação Brasileira de Normas Técnicas AGENERSA: Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico AGEVAP: Associação Pró Gestão das Águas da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul ANA: Agência Nacional das Águas ANVISA: Agência Nacional de Vigilância Sanitária APAPE: Associação de Pais e Amigos de Pessoas Especiais APEDEMA: Assembleia Permanente das Entidades de Defesa do Meio Ambiente ART: Anotação de Responsabilidade Técnica BR-116: Rodovia Presidente Eurico Gaspar Dutra C1: Classe Econômica CBH: Comitê de Bacia Hidrográfica CDHU/SP: Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo CEDAE: Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Estado do Rio de Janeiro CEIVAP: Comitê de Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul CERHI: Conselho Estadual de Recursos Hídricos CETESB: Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental CEDD: Conselho Federal Gestor do Fundo de Defesa dos Direitos Difusos CNIR: Cadastro Nacional de Imóveis Rurais CONAMA: Conselho Nacional do Meio Ambiente CONFEA/CREA: Conselho Federal de Engenharia e Agronomia/ Conselho Regional de Engenharia e Agronomia COPPE/UFRJ: Coordenação de Programas de Pós-graduação em Engenharia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro CPRM: Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais CTH/IPTU: Competição Tributária Horizontal / Imposto Predial e Territorial Urbano DBO: Demanda Bioquímica de Oxigênio DEFOFO: Tubos de Ferro Fundido com Junta Elástica DER/RJ: Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Rio de Janeiro DRM/RJ: Departamento de Recursos Minerais do Estado do Rio de Janeiro EEAB: Estação Elevatória de Água Bruta EEAT: Estação Elevatória de Água Tratada EEE: Estação Elevatória de Esgoto SETOR DE PROTSCOLO FL: ETA: Estação de Tratamento de Água ETE: Estação de Tratamento de Esgoto EVEF: Estudo de Viabilidade Econômica e Financeira FDDD: Fundo de Defesa de Direitos Difusos FEAM: Fundação Estadual do Meio Ambiente de Minas Gerais FECAM: Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano FEEMA: Fundação Estadual Engenharia Meio Ambiente do Estado do Rio de Janeiro FGTS: Fundo de Garantia do Tempo de Serviço FIRJAN: Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro FOFO: Ferro Fundido FUNASA: Fundação Nacional de Saúde FUNDRHI: Fundo Estadual de Recursos Hídricos do Estado do Rio de Janeiro GEPAC: Grupo Executivo do Programa de Aceleração do Crescimento IBGE: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ICGDU: Indicador Composto de Gestão dos Serviços de Drenagem Urbana ICMS: Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços IDH: Índice de Desenvolvimento Humano IFDM: Índice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal INCRA: Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária INEA: Instituto Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro IPT/CEMPRE: Instituto de Pesquisas Tecnológicas e Compromisso Empresarial para Reciclagem IPTU: Imposto Predial e Territorial Urbano LBO: Affermage ou Lease Build Operate LVE: Extensão das vias na área urbana com infraestrutura de microdrenagem, em km MDS: Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome NBR: Norma Brasileira OD: Oxigênio Dissolvido OGU: Orçamento Geral da União OMS: Organização Mundial de Saúde ONGs: Organizações não governamentais ONU: Organização das Nações Unidas PAC: Programa de Aceleração do Crescimento PCH: Pequena Central Hidrelétrica PIB: Produto Interno Bruto PLANASA: Plano Nacional de Saneamento PMSB: Plano Municipal de Saneamento Básico SETOR DE FADTOCOLO Fl: Prac.; PNUD: Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento PPP: Parceiras Público-Privadas PVC: Policloreto de Vinila RCC: Resíduos da Construção Civil RSSS: Resíduos Sólidos de Serviços de Saúde RSU: Resíduos Sólidos Urbanos SAA: Sistema de Abastecimento de Água SABESP: Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo SDU: Sistema de Drenagem Urbana SEA: Secretaria de Estado do Ambiente do Rio de Janeiro SEGRHI: Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos do Rio de Janeiro SEIS: Sistema Estadual de Informações sobre Saneamento do Rio de Janeiro SELIC: Sistema Especial de Liquidação e de Custódia SES: Sistema de Esgotamento Sanitário SIG: Sistema de Informações Geográficas SNIS: Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento TMI: Taxas de Mortalidade Infantil UTC: Usina de Triagem e Compostagem VA: Valores adicionados EastoaL proc: 00 — Apos SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO... 13 2. CARACTERIZAÇÃO MUNICIPAL... srs 14 2.1. TERRITÓRIO ADMINISTRATIVO... PR = 22: ECLIMAE RELEVO: sussurrar assa rasas ansa aii pasaassancameniçaço 16 2.3. VEGETAÇÃO... eia 16 ZA: GEOLOGIA E GEOMORFOLOGIA sucssusssnniaesanasmsaenio pera to nim si isopor 17 2.5. HIDROGIOLOGIA E HIDROLOGIA, 218) 3. POTENCIALIDADES E FRAGILIDADES qi sanear asaçãs 20 4. DIAGNÓSTICOS E AVALIAÇÃO DA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO............mas 27 4.1. HISTÓRICO DA GESTÃO DO SERVIÇO DE SANEAMENTO... 27 4.2. ARRANJO INSTITUCIONAL; essseseacasanssnimsma pes siapasiras 4.3. ARRANJO ORÇAMENTÁRIO E FINANCEIRO EA. ARRANJO LEGAL scenes acssamrsanesssronenensa nara a DR 5. 5.1. 5.2. 5.3. SISTEMA DE DRENAGEM URBANA E MANEJO DE ÁGUAS PLUVIAIS ............... 65 6. DEMANDA DE SERVIÇOS... 61. ESTUDO POPULACIONAL; ssusssessesssaciameorerriremmsconsousereresaresroremavama mona pesunanensanas 62. ESTUDO DE:DEMANDAS ianasines exonestonseasseueras mmisarernnnaas ais oras ana asas na 6.3. INDICADORES DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS........... mms 89 7. PROPOSIÇÕES:PARA O:SISTEMA assess sense aa 99 7.1. CENÁRIOS PARA UNIVERSALIZAÇÃO............ireirrtereereeeeeseeereesremeeneeesiseeios 99 7.2. METAS E AÇÕES PARA O SETOR DE SANEAMENTO... 113 7.3. SUSTENTABILIDADE ECONÔMICA E FINANCEIRA PARA A PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS usasse ê va TA 8. PLANO DE CONTINGÊNCIA E EMERGÊNCIA... 133 9; “CONTROLE SOCIAL assistia, eratonereasancenque tir aaatievomner tampe onononereiaeseensgreveço 140 10. REFERÊNCIAS... sessions 149 sEtoR DE PROTSCOLO oo DE PROTOCOLO Proc. — Badé 1. INTRODUÇÃO Saneamento básico é um conjunto de serviços fundamentais que impacta a saúde, meio ambiente, educação e economia, contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico de uma cidade. Estes serviços abrangem o abastecimento de água, esgotamento sanitário, manejos de resíduos sólidos e drenagem e manejo das águas pluviais urbanas. O saneamento básico é um direito de todos garantido pela Constituição Federal e instituído pela Lei nº. 11.445/2007. A Lei nº. 14.026/2020 atualizou e sancionou o Novo Marco Legal de Saneamento Básico, sendo então a lei mais recente que aborda tal assunto. Nela ficou definida que a Agência Nacional de Águas (ANA) tem agora competência, dentro do setor, de editar normas de referência para os padrões de qualidade, regular as tarifas dos serviços, controlar as perdas de água, entre outras funções. Outro ponto em destaque com este Marco é que agora os Serviços públicos deste setor, quando não prestados por entidade que integre a administração do titular, dependerão de contrato de concessão e licitação para a realização das atividades. Segundo dados do Sistema Nacional de Saneamento Básico — SNIS, em 201 9, cerca de 16% da população brasileira não tinha acesso a água potável, quase 100 milhões de brasileiros não tinham também acesso a coleta de esgoto e foram registradas cerca de 273 mil internações por doenças de veiculação hídrica. A preocupação com a qualidade dos serviços de saneamento afeta todos os municípios brasileiros, por isso, a necessidade de mecanismos para aumentar a consciência e promover a mudança de hábitos e de comportamentos. Cada vez mais a população, juntamente com o Poder Público, tem sido chamada a participar de ações que visam à melhoria deste setor (CNM, 2014). Com isso, por ser uma exigência legal, toda cidade deve elaborar seu Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB), que consiste em um instrumento estratégico de planejamento e de gestão participativa, visando o desenvolvimento sustentável, a fim de atender a demanda da população, abrangendo todas as localidades do município (urbanas, rurais, adensadas e dispersas). Através deste planejamento, o governo local consegue diagnosticar a situação atual de uma cidade, suas reais necessidades e como serão resolvidos os problemas apresentados. O seu não cumprimento pode acarretar inúmeros Prejuízos, tanto do ponto de vista dos gestores públicos como e, especialmente, para a população e o meio ambiente. q FZ Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 13 J SETOR DE PROTOCOLO Fl: Proc: Uma boa gestão do saneamento básico municipal impacta diretamente na melhoria da qualidade de vida dos munícipes, na redução da incidência de doenças de veiculação hídrica e, consequentemente, na queda da mortalidade infantil. Outros pontos impactados positivamente com os serviços são: diminuição dos custos com saúde, melhorias na educação, favorecimento da expansão do turismo, a valorização dos imóveis, e do ponto de vista ambiental, impacta diretamente a qualidade dos recursos hídricos e sua preservação. Sendo assim, o presente documento teve como objetivo, revisar o Plano Municipal de Saneamento Básico da cidade de Quatis do ano de 2014, atualizar seus dados sobre a presente realidade do município, estipular suas metas, objetivos e prazos, a fim de universalizar os serviços de saneamento básico prestados. Vale lembrar que o mesmo deve ser revisado e atualizado entre um período de tempo de 4 em 4 anos. Este PMSB abrange as atividades de abastecimento público de água, coleta e tratamento de esgoto e drenagem urbana. Destaca-se que este plano não contempla os resíduos sólidos, uma vez que os mesmos possuem um plano municipal voltado especialmente para eles. q 3 Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 14 ai DE PROTOCOLO Prec: Oog/2 02% — BoA 2. CARACTERIZAÇÃO MUNICIPAL 2.1. TERRITÓRIO ADMINISTRATIVO O Município de Quatis possui área territorial de 284,826 km? e está localizado na região do Médio Paraíba no Estado do Rio de Janeiro. Localiza-se nas coordenadas: Latitude Sul 22º24'26"S e Longitude Oeste 44º15'29"W. Sua altitude em relação ao nível do mar é de 415 m. Subdivide-se nos distritos sede, Falcão e Ribeirão de São Joaquim. O distrito sede se subdivide em bairros: Barrinha, Pilotos, Mirandópolis, Jardim Polastri, Bondarovsky, Centro, Santa Bárbara, Jardim Independência, Santo Antônio, São Benedito, Nossa Senhora do Rosário, Boa Vista, Alto Paraíso e Água Espalhada (Figura 1). Figura 1 — Localização dos bairros do Município de Quatis Fonte: Plano Diretor Participativo, Estratégico e Sustentável do Município de Quatis, 2020. O Município de Quatis é acessado pela Rodovia Presidente Eurico Gaspar Dutra, BR-116, e pela Rodovia RJ-159, que segue até o Bairro Centro. Em relação à distância aos grandes centros urbanos, encontra-se a 145 km da cidade do Rio de Janeiro e 250 km da cidade de São Paulo. A Os municípios limítrofes são: Barra Mansa, Porto Real, Resende, Valença e Passa- Vinte/MG. 3 Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ A 15 Fls Proc: — nie 2.2. CLIMA E RELEVO O clima tem como caracterização tropical de altitude, com variação de temperatura de 17ºC a 35ºC com altura pluviométrica de média anual de 1.600 mm. As características climáticas mostram que temperaturas elevadas no município têm como decorrência gerar um maior consumo de água, mas ao mesmo tempo favorecem a implantação de processos anaeróbios de tratamento de esgotos. Outro ponto importante está no regime de chuvas, muito concentrado no verão, com intensidades elevadas, em curto espaço de tempo, ocasionando um escoamento superficial significativo. O padrão de relevo encontrado é o de Planícies de Inundação (várzeas), Terraços Fluviais, Rampas de Alúvio-Colúvio, Rampas de Colúvio/Depósitos de Tálus, Tabuleiros, Tabuleiros Dissecados, Colinas, Morros Baixos, Morrotes, Morros Altos, Cristais Isoladas e Serras Baixas, sendo bem estruturado e estável, propício à ocupação urbana. Cabe ressaltar que o município se encontra no Vale do Rio Paraíba do Sul, o que retrata em boa parte de sua extensão a característica de relevo Mar de Morros. O relevo ondulado, também, favorece a sua distribuição de água. 2.3. VEGETAÇÃO O Município de Quatis apresenta um rico bioma, com 11,05 % da vegetação original da Mata Atlântica, conforme dados do “Aqui tem mata?” (Figura 2). Figura 2 — Área de Mata Atlântica no município de Quatis (2018) Fonte: “Aqui tem mata?”, 2018. Q A Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 16 LIA ar + dm tala Nas Hu: Proc: A vegetação se apoia e se desenvolve a partir do clima e relevo já apresentado. O município possui um mosaico de Unidades de Conservação, sendo: Área de Proteção Ambiental Carapiá (3509 ha); o Refúgio da Vida Silvestre (42 ha); e dois Parques; Parque Natural Municipal Horto dos Quatis (24,224 ha), localizado no 1º Distrito e Parque Natural Municipal Ribeirão de São Joaquim localizado no 2º Distrito do Município (19,36 ha), conforme apresentado na Figura 3. Figura 3 — Áreas especiais de preservação ambiental ANEXO IV fire turmas ÁREAS ESPECIAIS DE PRESERVAÇÃO ASR AMBIENTAL DETALHE DISTRITO DE RIBEIRAO DE SÃO songums DETALHE DISTRITO DE FALCÃO X Ea, Fonte: Secretaria Municipal de Sustentabilidade e Ambiente e Secretaria Municipal de Infraestrutura, 2020. 2.4. GEOLOGIA E GEOMORFOLOGIA Representado por mar de morros, tem como formação geológica rochas ortoderivadas, rochas paraderivadas, diques de diabásio, falhas, fraturas e dobras. Em seu compartimento geomorfológico Quatis apresenta a Bacia de Resende, a Depressão Interplanáltica com Alinhamentos Serranos do Médio Vale do Rio Paraíba do Sul ea Planície do Rio Paraíba do Sul. 2 A Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 17 3 Fl: é 2.5. HIDROGEOLOGIA E HIDROLOGIA Há ocorrências de dominios hidrogeológicos Metassedimentos/Metavulcânicas e Cristalino. As unidades hidrogeológicas apresentadas são: Depósitos Colúvio-Aluvionares; Granito Serra da Concórdia, Suíte Serra das Araras; Itatiaia; Varginha-Guaxupé, unidade paragnáissica migmatítica superior; Quirino; Paraíba do Sul, unidade terrígena com intercalações carbonáticas; Granito Xistos, localmente migmatíticos; Morro Redondo; Juiz de Fora, unidade tonalítica; Granito Quebra Cangalha, Suíte Serra das Araras: Suíte Pouso Alto; Pedra Selada. Rica em corpos hídricos, com significativa representatividade para a Bacia Hidrográfica do Médio Paraíba do Sul, o município possui quatro Microbacias, sendo: Microbacia do Ribeirão da Figueira, localizada predominantemente no município de Quatis, cerca de 17 km da sede do município e uma parcela no município de Resende; Microbacia do Ribeirão das Lajes, localizada predominantemente no município de Resende e uma parcela no município de Quatis; Microbacia do Ribeirão do Patriarca, localizada predominantemente no município de Quatis, a cerca de 2 km da sede do município e uma pequena parcela encontra-se no município de Valença e Microbacia do Rio Turvo e Rio das Pedras que estão interligadas devido à união das suas águas continuando apenas com o nome de Rio Turvo, no seu trecho final. A área do Rio Turvo e do Rio das Pedras estão localizadas predominantemente no município de Barra Mansa e parcelas nos municípios de Barra do Piraí e Quatis, que abriga a nascente do Rio das Pedras. O curso d'água com maior disponibilidade hídrica no município é o Rio Paraíba do Sul, sendo que os seus principais afluentes são: Rio Jaguari, Rio Buquira, Rio Paraibuna, Rio Piabanha, Rio Pomba e o Rio Muriaé, além de apresentar os cursos d'água do Córrego Lava-Pés e o Córrego do Surdo, como os principais mananciais superficiais do município. Os atos de autorização de uso dos recursos hídricos no Estado do Rio de Janeiro denominado outorga (concessão e cancelamento), emissão de reserva de disponibilidade hídrica para fins de aproveitamentos hidrelétricos e sua consequente conversão em outorga de direito de uso de recursos hídricos, bem como perfuração e tamponamento de poços tubulares e demais usos são da competência do INEA. Por se localizar entre os maiores pólos industriais e populacionais do país com importância de âmbito nacional a outorga da bacia hidrográfica do Rio Paraíba do Sul é administrada pela ANA e sua finalidade é para abastecimento público e esgotamento sanitário e seus efeitos legais sob 35 anos. As outorgas dos corpos hídricos do Córrego Lavapés e do Córrego do Surdo que também são utilizados para o abastecimento público estão em andamento. Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ BP 18 AS SE PaSisiuil As faixas de terras localizadas às margens do Rio Paraíba do Sul, assim como às margens dos lagos, lagoas e reservatórios d'água, são consideradas “Faixa Marginal de Proteção" (FMP) que tem como objetivo a proteção, defesa, conservação e operação de sistemas fluviais e lacustres (Figura 3). Figura 4 - Demarcação de faixa marginal de proteção — INEA Fonte: Lei sobre o Parcelamento e o Zoneamento de Uso e Ocupação do Solo do perímetro urbano da sede e dos distritos do Município de Quatis, 2019, Go 2 Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 19 3. POTENCIALIDADES E FRAGILIDADES Atualmente é possível apontar as seguintes potencialidades: e Áreas urbanas definidas e consolidadas. Expansão ao longo dos principais eixos viários, ocorrendo em áreas favoráveis; e Possibilidade de expansão urbana em terrenos favoráveis, evitando os frágeis, sejam esses perante a inundação, sejam com declividades acentuadas; e Disponibilidade hídrica adequada perante a atual demanda e mesmo para suprir eventual expansão urbana inesperada; e Existência de um serviço já operando e que conta com uma oferta de água potável adequada, podendo acompanhar futuras expansões. Em relação às fragilidades, destacam-se as fontes potenciais de poluição que podem afetar os corpos hídricos superficiais e os subterrâneos, tais como: e Cemitérios: há um no distrito sede (Figura 5), localizado no bairro Bondarovsky, nas coordenadas 22º24'50.2" S 44º15'32.0” O, um no distrito de Falcão (Figuras 6 e 7), situado nas coordenadas 22º17'3” S 44º15'27" O e dois no distrito de Ribeirão de São Joaquim (Figuras 8 e 9) presente nas coordenadas 22º18'5” S 44º11110"0, (Figuras 10 e 11) nas coordenadas 22º18'15” S 4411/14” O. Os mesmos não possuem um sistema de drenagem adequado e o necrochorume pode percolar ou ser lixiviado do solo contaminando para o lençol freático. Figura 5 — Cemitério Municipal de Quatis > e Fonte: Secretaria Municipal de Infraestrutura, 2021. Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 20 Figuras 6 e 7 - Cemitério de Falcão Fonte: Secretaria Municipal de Infraestrutura, 2021, Figuras 8 e 9 - Cemitério de São Joaquim vs ' º Fonte: Secretaria Municipal de Infraestrutura, 2021. Figuras 10 e 11 - Cemitério de São Joaquim Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 21 SETOR Dt PROTSCOLO FL: Proc: e Postos e sistemas de armazenamento de combustível: os vazamentos de derivados de petróleo e outros combustíveis podem causar contaminação de corpos d'água subterrâneos e superficiais. Posto Portal (Auto Posto Comercial de Quatis LTDA M.E.) CNPJ: 05352796000165 Endereço: Roberto Silveira, 180, Barrinha — Quatis/RJ Atividade: Comércio Varejista de Combustível Coordenadas: 22º24'52.8" S 44º16'24.8" O Figura 12 - Posto Portal Fonte: Secretaria Municipal de Infraestrutura, 2021. Posto Pilotos LTDA. CNPJ: 05977968000196 Endereço: Euclides Alves Guimarães Cotia, s/n, Centro — Quatis/RJ Atividade: Comércio Varejista de Combustível Coordenadas: 22º24'37.2" S 44º15'50.4" O Figura 13 — Posto Pilotos Fonte: Secretaria Municipal de Infraestrutura, 2021, & Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 22 SETOR o e PROTECOLO Pesc OOEI 20. e Indústrias: Cooperativa Agropecuária de Quatis CNPJ: 28681831000195 Endereço: Rua Vereador Victor Marcondes Sampaio, 60 Santo Antônio — Quatis/RJ Atividade: Preparação de leite Coordenadas: 22º24'31.0" S 44º15'28.1" O Figura 14 - Cooperativa Agropecuária de Quatis Fonte: Secretaria Municipal de Infraestrutura, 2021, METAN de Quatis Ind. e Comércio LTDA. CNPJ: 05418715000182 Endereço: Estrada Quatis — Floriano (RJ 159), 2001, Quatis/RJ Atividade: Fabricação de Produtos de Trefilação Coordenadas: 22º25'44.1" S 44º17'01.5" O Figura 15 - METAN de Quatis Ind. e Comércio LTDA. Fonte: Secretaria Municipal de Infraestrutura, 2021. 8) Cas Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 23 SETOR DE PROTGCOLO Fl: Usifer - Usinagem e Ferramentaria CNPJ: 07708728000111 Endereço: Rua Guilhermina Alves Lacerda, 148, Pilotos — Quatis/RJ Atividade: Serviços de usinagem e torneamento Coordenadas: 22º24'23.7" S 44º15'54.3" O Figura 16 — Usifer — Usinagem e Ferramentaria Fonte: Secretaria Municipal de Infraestrutura, 2021, Fábrica de Ração Pilotos CNPJ: 03922073000129 Endereço: Av. Euclides Alves Guimarães Cotia, 915 Jardim Polastri - Quatis/RJ Atividade: Fabricação de alimentos para animais Coordenadas: 22º24'48.6'S 44º1615.2"0 Figura 17 - Fábrica de Ração Pilotos Fonte: Secretaria Municipal de Infraestrutura, 2021. 4 À E Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 24 e Minerações: Capuri Mineração S.A. CNPJ: 02286869000170 Endereço: Estrada dos Bagres, s/n Quatis/RJ Atividade: Extração de areia, cascalho e outros Coordenadas: 22º27'19.3" S 44º17114.4" O Figura 18 - Capuri Mineração S.A. R Fonte: Secretaria Municipal de Infraestrutura, 2021, e Local com existência de sistema de saneamento potencialmente contaminante. Hospital São Lucas CNPJ: 29445632/0001-40 Endereço: Avelino Batista Soares, 297, Centro — Quatis/RJ Coordenadas: 22º24'44.2" S 44º15'35.2" O Figura 19 — Hospital São Lucas Fonte: Secretaria Municipal de Infraestrutura, 2021. q Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 25 SETOR DE PROTECOLO EH: Proc: Tabela 1: Locais potencialmente poluidores no município de Quatis/RJ. Cemitério Municipal de Quatis Cemitério de Falcão Atividades funerárias Atividades funerárias 22º24'50.2" S 2217'3"S 441527 W 44º15'32.0" W Cemitério de São Joaquim pe de São Joaquim Atividades funerárias Atividades funerárias Posto Portal Com. Combustível Posto Pilotos Ltda. Com. Combustível Cooperativa Agropecuária de Quatis METAN de Quatis Ind. e Comércio LTDA. Preparação de Leite Trefilação 22185" S 221815" s 22º24'52.8"S 44º16'24.8" W 22º24'37.2" S 22º24'31.0" S 441110" W 441114" W 44º15'50.4" W 44º15'28.1" W Usifer — Usinagem e Ferramentaria Capuri Mineração e torneamento Extração de areia Fabricação de Rações Balanceadas e de Alimentos Preparados Fábrica de Ração Pilotos Hospital São Lucas Atendimento hospitalar Tais procedimentos visam preservar os aquíferos locais, 22º25'44.1"S 441701.5"W Serviços de usinagem 22º24'23.7'S 44º15'54.3º W 22º2719.3"S 22º24'48.6"S 22º24'44.2"S 44 ATI44" W 44º1615.2" W 44º15'35.2" W bem como o monitoramento da qualidade das águas subterrâneas com base em resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) e nos padrões de potabilidade. Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 26 umeemim > SETOR DE PROTOCOLO Fl: Proc: COB LINDA) Fac: 4. DIAGNÓSTICOS E AVALIAÇÃO DA PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS 4.1. HISTÓRICO DA GESTÃO DO SERVIÇO DE SANEAMENTO NO MUNICÍPIO A gestão do Saneamento Básico no município de Quatis passou por diversas fases ao longo de sua história. O território que hoje abriga o município de Quatis pertencia inicialmente ao município de Resende e as primeiras informações que se tem de fazendas e construções na região datam da primeira metade do século XIX. A maioria das propriedades eram de características rurais, com poucas casas de comércio e residência no povoado. O abastecimento de água não era feito de forma coletiva, algumas residências possuíam poços artesianos, entretanto os demais residentes buscavam água em nascentes locais, que tem importância e apelo cultural até hoje no município, como é o caso da Biquinha. As instalações sanitárias eram básicas e ficavam localizadas nos fundos das casas, os despejos eram recolhidos em barris e despejados em rios e valas. A partir de 1848 o povoado de Quatis foi desmembrado de Resende e anexado a Barra Mansa, que ao ser emancipado em 1857 transformou Quatis em seu 5º distrito. Com a construção da estação ferroviária em Quatis em 1897 o distrito passou por um importante crescimento econômico e populacional, levando a uma necessidade em se pensar em melhorias na questão sanitária, que até então pouco havia se modificado. No período compreendido até a metade do século XX, não havia um órgão gestor de saneamento no distrito, as condições sanitárias ainda eram bastante básicas e a administração ficava por conta do município de Barra Mansa. Com a construção do hospital, surgimento de novos bairros e o distrito se tornando parte da rota comercial houve um novo crescimento populacional e o surgimento de redes de abastecimento de água coletivo e esgotamento sanitário. A partir da década de 1970 a gestão do saneamento básico do Município de Barra Mansa passou a ser realizada por uma autarquia, o Sistema Autônomo de Água e Esgoto (SAAE). O SAAE também passou a ser responsável pela gestão dos sistemas de saneamento nos distritos, o que incluía Quatis. A sede administrativa do SAAE em Quatis estava localizada onde hoje é a Secretaria Municipal de Infraestrutura. O SAAE era o responsável pela gestão do abastecimento de água e esgotamento sanitário do distrito, não havendo propriamente uma gestão da parte de drenagem de águas pluviais. Com a emancipação do município em 1991, a gestão do saneamento passou a ser de responsabilidade da Administração Pública Municipal. Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ É] 27 e SETOR DE PROIS COLO Prontos Entre os anos de 1997 e 2003 a gestão do abastecimento de água no município passou para as mãos de uma empresa terceirizada contratada. Que cuidava da manutenção das redes de distribuição de água, do tratamento e da emissão e gestão tributária do setor. Em 2003 a gestão do setor voltou às mãos da Administração Pública através do Departamento de Água e Esgoto, que atualmente é a Divisão de Tratamento de Água e Esgoto da Coordenadoria de Saneamento Básico, que faz parte da Secretaria Municipal de Infraestrutura. O Município de Quatis no Estado do Rio de Janeiro continua com os serviços de saneamento sendo operados pelo próprio município, não tendo aderido à Companhia Estadual de Águas e Esgotos (CEDAE). Os serviços de drenagem de águas pluviais, abastecimento de água e esgotamento sanitário estão vinculados à Secretaria Municipal de Infraestrutura, já o serviço de coleta e gerenciamento de Resíduos Sólidos está vinculado à Secretaria Municipal de Meio Ambiente. 4.2. ARRANJO INSTITUCIONAL Os serviços de saneamento básico da qual se refere este plano estão inseridos nas atribuições da Secretaria Municipal de Infraestrutura. As atividades de planejamento e desenvolvimento de projetos ligados a melhoria da infraestrutura existente são de responsabilidade do Departamento de Urbanismo, dentro da Coordenadoria de Urbanismo, que engloba também os serviços de limpeza urbana e manutenção de vias públicas no Departamento de Obras e Serviços Públicos. A manutenção dos serviços de tratamento de água e esgoto, bem como a responsabilidade pelas redes distribuição de água tratada e coleta de esgoto sanitário ficam a cargo da Divisão de Tratamento de Água e Esgoto, bem como a realização de novas ligações de águas e esgoto, que fazem parte da Coordenadoria de Saneamento Básico. Não existe um setor responsável propriamente pelas atividades de fiscalização de ligações clandestinas de água ou para verificar se o esgoto está sendo recolhido de forma adequado. Há, no entanto, a fiscalização de Urbanismo que pode notificar casos de irregularidade no imóvel e a fiscalização de Meio Ambiente, de responsabilidade da Secretaria Municipal de Sustentabilidade e Ambiente que pode vir a notificar irregularidades ambientais. A Secretaria Municipal de Sustentabilidade e Ambiente também é a responsável 567 pelas atividades de licenciamento ambiental, necessárias para regulação junto ao órgão a 3 Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 28 iii SETOR DE FROVSCOLO fls ambiental competente para a realização de obras que possam gerar impactos ambientais, quanto na regulação das atividades vinculadas ao tratamento de água e esgoto. As atividades de cobrança não estão dentro das atribuições da Secretaria de Infraestrutura, ficando estas a cargo da Secretaria de Finanças, dentro do Departamento de Tributos. O Departamento de Tributos é o responsável pelo cadastro de todas as ligações de água e esgoto no sistema e cobrança pelos serviços. Embora façam parte da Secretaria de Infraestrutura, os funcionários responsáveis pelas leituras de hidrômetros respondem ao Departamento de Tributos, por ser lá o setor responsável pela emissão das contas. As atividades de regulação e fiscalização da prestação dos serviços ficam também a cargo da Secretaria de Infraestrutura, não existindo dentro de um setor em específico, mas fazendo parte das atribuições tanto da Divisão de Tratamento de Água e Esgoto quanto do Departamento de Obras e Serviços Públicos. São esses os setores responsáveis pela realização dos serviços de reparos das redes quando há reclamações referentes a vazamentos na rede de distribuição de água, entupimento ou extravasamentos de esgoto ou mesmo reclamações de falta d'água. O arranjo institucional dos serviços de saneamento fica dividido basicamente em três secretarias, sendo a prestação de serviço dentro da Secretaria de Infraestrutura, parte da fiscalização e licenciamento ambiental dentro da Secretaria de Sustentabilidade e Ambiente e os serviços de cobrança na Secretaria de Finanças, como pode ser observado no Organograma abaixo. Figura 20 — Arranjo Institucional dos Serviços de Saneamento Básico no Município de Quatis. SECRETARIA MUNICIPAL DE SUSTENTABILIDADE E SECRETARIA MUNICIPAL DE FINANÇAS DEPARTAMENTO DE TRIBUTOS SECRETARIA MUNICIPAL DE INFRAESTUTURA COORDENADORIA DE URBANISMO DEPARTAMENTO DE OBRAS E SERVIÇOS PÚBLICOS DEPARTAMENTO DE LICENCIAMENTO, FISCALIZAÇÃO E [CONTROLE DO AMBIENTE! COORDENADORIA DE SANEAMENTO DIVISÃO DE UCENCIAMENTO AMBIENTAL DIVISÃO DE TRATAMENTO DEÁGUA E ESGOTO ESTAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ÁGUA RATAMENTO DE ESGOTO Fonte: Câmara Municipal de Quatis, 2021, A Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 29 SETOR DE PayFSC A S9iScoLo O arranjo institucional passou por modificações recentes com a Reforma Administrativa, Lei Complementar nº 20/2021, aprovada na 67º sessão ordinária da Câmara Municipal de Quatis no dia 26 de outubro de 2021, e sancionada pelo Prefeito em 05 de novembro de 2021. A Secretaria Municipal de Obras, Urbanismo e Serviços Públicos, SMOUSP, passou a se chamar Secretaria Municipal de Infraestrutura, SMI. Além disso, foi criada a Divisão de Tratamento de Água e Esgoto, em substituição ao Departamento de Água e Esgoto. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente, SMMA, passou a ser denominada Secretaria Municipal de Sustentabilidade e Ambiente, SMSA, dentro dela o Departamento de Licenciamento, Fiscalização e Controle do Meio Ambiente que está ligado aos trabalhos de Saneamento passou a ser chamado Departamento de Licenciamento, Fiscalização e Controle do Ambiente sendo integrado a ele a Divisão de Licenciamento Ambiental. 4.3. ARRANJO ORÇAMENTÁRIO E FINANCEIRO O arranjo orçamentário e financeiro é apresentado a seguir, para os serviços de abastecimento de água, esgotamento sanitário e drenagem urbana. 4.3.1. Abastecimento de água e esgotamento sanitário Os serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário são cobrados de acordo com a tabela 2 abaixo: Tabela 2: Tipos de ligações, consumo mínimo e valor cobrado Residencial Comercial Pena d'água Residencial/Pública Pena d'água Comercial/Industrial A prefeitura realiza a cobrança do serviço de abastecimento de água e esgotamento Bj sanitário, sendo que 88% das ligações são hidrometradas (SNIS, 2019). O custo total com os serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário, consta na tabela 3 à seguir. Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ Q 30 EL: Proc.s SEIUR DE Pe UU — — Beam Tabela 3: Custos referentes a prestação dos serviços de Água e Esgoto Funcionários (ETA e ETE) R$ 380.000,00 Encargos sob salários R$ 50.000,00 Impressão das contas R$ 8.700,00 Subtotal R$ 518.700,00 Hipoclorito de Sódio Classe 8.0 R$ 101.700,00 Sulfato de Alumínio Ferroso R$ 135.450,00 Cal Hidratada R$ 2.019,00 R$ 239.169,00 R$ 36.000,00 R 76.071,48 $ R$ 34.158,30 Captação de Recursos Hídricos R$ 91.915,83 Análise Laboratoriais 109.408,00 Hidrojateamento R$ R$ 56.615,04 Caminhão Pipa R$ 166.590,72 Tubos e Conexões R$ 93.029,86 Manutenção das Bombas R$ 200.000,00 Subtotal R$ 717.559,45 R$ 2.065.262,75 Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ P SETOR DE PROTSCOLO FL: Proc.: CO A receita operacional direta total resultante da aplicação de tarifas ou taxas para a prestação dos serviços foi igual a R$ 635.031,56 (seiscentos e trinta e cinco mil e trinta e um reais e cinquenta e seis centavos) no ano de 2018 (SNIS) e R$ 635.876,96 (seiscentos e trinta e cinco mil, oitocentos e setenta e seis reais e noventa e seis centavos) no ano de 2019 (SNIS). Tabela 4: Comparativo de custos com a receita anual para os serviços de saneamento ENERGIA ELÉTRICA R$ 635.876,96* | -R$ 1.429.385,79 “Estimativa de receita baseada no ano de 2019 Os custos com os serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário são maiores que a receita total, gerando um déficit anual de R$ 1 429.385,79 (um milhão, quatrocentos e vinte e nove mil e trezentos e oitenta e cinco reais e setenta e nove centavos). Tal déficit se deve principalmente à inadimplência, por parte da população, nos pagamentos das tarifas de água e esgoto. Dentro da dotação orçamentária da Secretaria de Infraestrutura existe a fixação das Despesas para a Manutenção dos Sistemas de Água e Esgoto, com programa próprio para este fim. No entanto, devido à vinculação das atividades da secretaria as despesas por vezes são destinadas a outros Propósitos e o programa fica comprometido. 4.3.2. Drenagem Urbana e Manejo de águas pluviais Não há receita ou cobrança específica para os serviços de drenagem de águas pluviais, no entanto há despesas vinculadas como as referentes à execução de pavimentação, devido a execução de meio fio, sarjetas e bocas de lobos, dispositivos de microdrenagem. Já os custos de manutenção das unidades de microdrenagem são normalmente alocados à limpeza pública, responsável inclusive pela desobstrução de bocas-de-lobo. A Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 32 SETOR PE PROTECOLO FÊ: Proc. O Tabela 5: Custos com os serviços relacionados à Drenagem Urbana Funcionários (Varrição) R$ 300.000,00 R$ 20.000,00 Encargos sob salários Subtotal R$ 320.000,00 Contrato de Limpeza Urbana R$ 2.528.000,00 Obras de pavimentação R$ 800.000,00 Obras de drenagem R$ 200.000,00 Subtotal R$ 3.528.000,00 R$ 3.858.000,00 Não existe propriamente um departamento responsável pela drenagem urbana, mas está associada ao Departamento de Urbanismo, que cuida da parte de planejamento urbano, e alguns serviços, como os de limpeza urbana, estão vinculados ao Departamento de Obras e Serviços Públicos, ambos integrados à Secretaria de Infraestrutura. 4.4. ARRANJO LEGAL Neste tópico são tratadas as principais leis que têm incidência sobre o tema do Saneamento, nas esferas federal, estadual e municipal. Muitas normas que estão sendo apresentadas disciplinam, de forma direta, a questão do saneamento básico; mas, outras, dizem respeito a temas relacionados com os quais o Plano Municipal deve guardar intrínseca relação. 4.4.1. Regime Jurídico Nacional a A elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) é uma imposição legal inserida na Lei nº 11.445/2007, que estabelece as diretrizes nacionais para o Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ s3 SETOR DE PRÓTSCULU Fl: Proc. —— Rodo saneamento básico, onde prevê que o ente titular da prestação dos serviços deve elaborar tal instrumento. A lei mais recente que aborda sobre o assunto no âmbito nacional é o Novo Marco Legal do Saneamento Básico (lei nº14.206/2020), onde se complementa com a lei nº11.445/2007. A lei nº14.206/2020 prevê a universalização do saneamento básico no país até dezembro de 2033 e altera a Lei nº 9.984, de 17 de julho de 2000, onde passa a atribuir à Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) a competência para editar normas de referência sobre o serviço de saneamento no país, como por exemplo: padrões de qualidade e eficiência na prestação, na manutenção e na operação dos sistemas de saneamento básico; regulação tarifária dos serviços públicos de saneamento básico, redução progressiva e controle da perda de água e reuso dos efluentes sanitários tratados, em conformidade com as normas ambientais e de saúde pública, visando promover a prestação adequada, o uso racional de recursos naturais, o equilíbrio econômico-financeiro e a universalização do acesso ao saneamento básico. De acordo com o Novo Marco Legal do Saneamento Básico, o município, no âmbito de sua competência para prover e regulamentar o serviço de saneamento básico pode estabelecer o modo como se dará a prestação, podendo ser feita de forma direta, pela própria administração pública municipal, ou indireta, através da abertura de licitação, podendo concorrer à vaga prestadores públicos e privados. A lei 14.206/2020 também determina que os contratos deverão conter cláusulas essenciais, como: não interrupção dos serviços, redução de perdas na distribuição de água tratada; qualidade na prestação dos serviços; melhoria nos processos de tratamento e reuso e aproveitamento de águas de chuva. Sendo assim, o PMSB de Quatis deve estar alinhado com os planos de saneamento dos demais entes da federação, no caso, as normas estabelecidas pela ANA e promover a regulamentação, implantação e execução deste serviço, conforme determina o artigo 30 da Constituição Federal de 1988. O PMSB engloba diversas áreas que estão direta ou indiretamente ligadas com a questão do saneamento, como por exemplo: meio ambiente, saúde, política urbana, habitação, recursos hídricos dentre outras. A ANA, conforme o novo marco legal do Saneamento, contribuirá para a articulação entre o Plano Nacional de Saneamento Básico, o Plano Nacional de Resíduos Sólidos e o Plano Nacional de Recursos Hídricos. Neste caso, o PMSB de Quatis não abrangerá a parte de resíduos sólidos, uma vez que o município possui um plano específico para este assunto. po O art. 2º da Lei nº 11.445/2007 fixa os princípios fundamentais da política nacional de 3 & Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 34 saneamento básico e determina expressamente, no inciso VI, que haja: E E 7 Proc: OX 20a). Portos [...] “articulação com as políticas de desenvolvimento urbano e regional, de habitação, de combate à pobreza e de sua erradicação, de proteção ambiental, de promoção da saúde e outras de relevante interesse social voltadas para a melhoria da qualidade de vida, para as quais o saneamento básico seja fator determinante”. O inciso Ill do art. 2º da lei 11.445/2007 determina que os serviços públicos de saneamento básico sejam realizados de forma adequada à saúde pública e à proteção do meio ambiente, ou seja, o PMSB também deve estar articulado com a Política Nacional de Meio Ambiente (Lei nº6.938/1981), respeitando os critérios nele estabelecidos. O PMSB também deve ser compatível com os planos de bacia hidrográfica, respeitando toda legislação pertinente à gestão das águas, conforme as diretrizes da Política Nacional de Recursos Hídricos Lei nº 9.433/1997. A legislação referente aos recursos hídricos tem relação direta nas formas de controle sobre a captação e uso da água para abastecimento, assim como na disposição final dos esgotos, sem esquecer a necessidade de observância da interação do município com as bacias hidrográficas, no caso, o município se encontra localizado na região hidrográfica do Médio Paraíba do Sul e deve estar de acordo com o plano de recursos hídricos desta região. O PIMSB deve atender às diretrizes dos planos de recursos hídricos da esfera nacional e estadual, como por exemplo: Práticas adequadas de proteção de mananciais e bacias hidrográficas (recuperação e preservação das matas ciliares), busca de integração e convergência das políticas setoriais de recursos hídricos e saneamento básico no município, identificação dos usuários das águas no setor, de forma a conhecer as demandas, a época destas demandas, o perfil do usuário, tecnologias utilizadas, dentre outras características. 44.2. Legislação Estadual No estado do Rio de Janeiro, onde se situa o município em questão, o saneamento, no que se refere ao abastecimento público de água e coleta e tratamento do esgoto, está inserido expressamente na Política Estadual de Recursos Hídricos (3.239/1999). O Instituto Estadual do Ambiente (INEA) é o órgão gestor e executor dos recursos hídricos no estado do Rio de Janeiro e está inserido na estrutura da Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (SEAS), órgão de primeiro nível hierárquico da administração estadual, tendo como missão formular e coordenar a política estadual de proteção e 8 Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 2 35 SETOR,DE PRÓTSTULO conservação do meio ambiente e de gerenciamento dos recursos hídricos, visando o desenvolvimento sustentável do Estado do Rio de Janeiro. As superintendências regionais do INEA atuam nas dez regiões hidrográficas do estado, próximas aos Comitês de Bacia, que atuam diretamente na elaboração dos Planos de Saneamento atendendo à própria Lei nº 11.445/2007, ao mesmo tempo em que possibilita a integração das infraestruturas e serviços de saneamento com a gestão eficiente dos recursos hídricos, cumprindo os princípios fundamentais e as diretrizes nacionais traçadas para o setor. Muito embora o instrumento da cobrança pelo uso dos recursos hídricos não esteja mencionado de forma clara nas normas que tratam de saneamento, temos que a legislação federal Lei 9.433/1997, obriga que o serviço de disposição ou diluição de esgotos e outros resíduos deve obter outorga de uso da água. A mesma determinação encontra-se expressamente inserida no artigo 22, da Lei Estadual nº 3.239/1999, onde estabelece o enquadramento de corpos d'água como um de seus instrumentos, (inc. IV do art. 5)º, prevendo ainda que os enquadramentos dos corpos de água, nas respectivas classes de uso, serão feitos, na forma da lei, pelos (CBH's) e homologados pelo Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CERHI), após avaliação técnica pelo órgão competente do poder executivo, art. 17. 4.4.3. Legislação Municipal Na elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB), além da observância obrigatória de toda a legislação federal e estadual pertinente, deve-se obediência às diretrizes constantes do Plano Diretor do município, àquilo que dispõe a Lei Orgânica do município e, ainda, à legislação municipal que trate de questões: ambientais, urbanísticas e de saneamento básico eventualmente existentes no Município de Quatis. Ainda no tocante às leis municipais é necessário citar os seguintes instrumentos: Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO); Plano Plurianual (PPA) e Lei Orçamentária Anual (LOA) do município, conforme determina a Lei Nacional de Saneamento, Lei nº 11.445/2007, que preceitua: Art. 19. A prestação de serviços públicos de saneamento básico observará o plano que poderá ser específico para cada serviço, o qual abrangerá, no mínimo: Il - programas, projetos e ações necessárias para atingir os objetivos e as metas, de modo compatível com os respectivos planos ) Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 36 3 SETOR t PROTSCULA El: Proc. 202) plurianuais e com outros planos governamentais correlatos, identificando possíveis fontes de financiamento. Isso porque a Constituição do Estado do Rio de Janeiro, alinhada com a Constituição Federal, no art. 211, proíbe o início do projeto ou programa que não esteja contemplado em tais instrumentos. PLANO DIRETOR O Plano Diretor é definido no Estatuto das Cidades, Lei Federal nº 10,257/2001, como instrumento básico para orientar a política de desenvolvimento e de ordenamento da expansão urbana do município. Sendo assim, é indispensável que o PMSB observe e esteja integrado com o Plano Diretor do município, uma vez que o saneamento possui papel estruturante da infraestrutura no desenvolvimento urbano do município, atuando na definição dos vetores de crescimento e na proposta de zoneamento. O Município de Quatis possui o Plano Diretor, Participativo, Estratégico e Sustentável aprovado na Lei Complementar nº 03, de 19 de dezembro de 2008 e que passa por revisão periódica a cada 4 anos. O saneamento básico é tratado dentro do Plano Diretor como um dos seus princípios, em seu art. 5º, bem como, em seu art. 8º, insere o saneamento nas diretrizes da política urbana; podendo-se identificar, ainda, uma abordagem específica da matéria, nos artigos 59 a 67. O tema sobre drenagem urbana ainda é pouco tratado nas legislações de qualquer nível de governo, o que dificulta a implementação de um sistema efetivo e com aparato legal, porém, no Plano Diretor do município, verificam-se algumas abordagens ao que se refere ao assunto. No capítulo XIl, seção | e Il do Plano Diretor do Município institui a Política de Saneamento e Política de Drenagem Urbana, respectivamente, tendo como objetivos: assegurar a qualidade e a regularidade no abastecimento de água para consumo humano e outros fins, capaz de atender as demandas geradas em seu território; reduzir as perdas físicas na rede de abastecimento do Município; ampliar as redes de coleta de esgotamento sanitário, destinando-o para tratamento apropriado nas estações atuais; viabilizar a implantação de sistemas de captação, abastecimento de água e esgotamento sanitário no Município e seus distritos não atendidos pelos atuais; equacionar a drenagem e a absorção de águas pluviais combinando elementos naturais e construídos; assegurar o equilíbrio entre absorção, retenção e escoamento de águas pluviais; interromper o processo de Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 37 Stiyk impermeabilização dos solos; conscientizar a população quanto à importância do escoamento das águas pluviais, dentre outros. LEI ORGÂNICA A Lei Orgânica do Município de Quatis, de 1993 e com a última revisão em 2020, não enfrenta a questão de saneamento de forma específica. Aborda o tema apenas em artigos esparsos, como por exemplo, no artigo 131, que determina ao município promover programas de saneamento básico, visando ampliar a responsabilidade local pela prestação de serviços de saneamento básico, atender as áreas de baixa renda com soluções adequadas para o abastecimento de água e esgoto sanitário e executar programas de educação sanitária e melhorar o nível de participação das comunidades na solução de seus problemas de saneamento. A saúde da população está intimamente ligada ao acesso a serviços de saneamento básico de qualidade, pois, isso tem importância fundamental no quadro epidemiológico do município. A implantação do serviço adequado na área de saneamento básico tem efeito imediato na redução das enfermidades assegurando assim, saúde e qualidade de vida para os munícipes. A lei orgânica do município aborda a utilização do plano diretor como instrumento básico para a política de desenvolvimento e de expansão urbana, o que consequentemente engloba o saneamento básico, uma vez que visa proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas. Cabe também ao município registrar, acompanhar e fiscalizar as concessões de direitos de pesquisa e exploração de recursos hídricos e minerais em seu território. Por fim, vale destacar os artigos 182, 185 e 186 que dispõe sobre a fiscalização em exploração de recursos hídricos e minerais; obriga a implantação de programas de conservação das águas subterrâneas; e obriga a aferição da qualidade das águas e sua divulgação. Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 38 Pagssuuiy SR SElUK pi Fasssicil As dg 5. DIAGNÓSTICO DA INFRAESTRUTURA EXISTENTE Para o levantamento da infraestrutura de saneamento existente no Município de Quatis foram realizadas coletas de dados no período compreendido entre o final de 2018 e ínicio de 2020, com visitas às unidades que compõem os sistemas, coleta de informações nos setores internos da Administração e com os responsáveis pelos respectivos sistemas, tanto no distrito sede quanto nos demais distritos. 5. 1. SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA O Município de Quatis possui, além do SAA do Distrito Sede, outros SAA existentes nos Distritos e Subdistritos Rurais, sendo cada sistema descrito a seguir. 5.1.1. Distrito Sede O Sistema de Abastecimento de Água (SAA) do Distrito Sede do Município de Quatis conta com uma Estação de Tratamento de Água convencional, a ETA Bondarovsky, em que a água bruta captada passa pelas etapas de floculação, coagulação, decantação, filtração e desinfecção, até ser enviada aos reservatórios e distribuída através da Rede de Distribuição do Município. O controle da qualidade da água tratada é feito seguindo os parâmetros estabelecidos na Portaria GM/MS nº 888, de 4 de maio de 2021 que atualizou a Portaria de Consolidação nº5 de 2017, Anexo XX. Assim, são feitas análises diárias a cada 2h dos parâmetros pH, Turbidez, Cor e Cloro, após a filtração e ao final da desinfecção, e semanalmente por uma empresa terceirizada contrata são feitas as análises dos parâmetros Coliformes Totais e E. Coli, além de pH, turbidez, cor e cloro, tanto na ETA ao final da desinfecção quanto em diversos pontos da Rede de Distribuição. O Distrito Sede contava até recentemente com um sistema alternativo de abastecimento, o Poço Artesiano no bairro Santo Antônio, integrado à Rede de Distribuição, D, Da a água que era captada no poço não recebia o tratamento convencional, mas passava por desinfecção com o uso de Cloro Estabilizado em Barra, mas tal sistema está desativada e o reservatório do local recebe água direto da ETA. A figura abaixo mostra a representação esquemática do SAA do Distrito Sede conforme descrito anteriormente. 4 Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ bs 39 ———————eeeeeeeeeeeeeeeeeeeetee en ra/sHenD — OdIseg Quewpaues ep jedilunA ouBld o ss “ELOZ 'eueyuebus obuejjea :sjuos HE ON =O LVW — ESEC OINOLNV OLS OHHIVE ON=Ix3 Ugo! DIAL 20404 SSI =D e STE E / um DO! DOJ04 Srt =D uw0ozod SNEL=D wu t E QN=0 odod SNS1=D - a VAN OQ OvEISSIS SnE=D = A SIS VAVT D9IBROOD SAN EZ=D ur <a avaa WS 00 valvesva Ors sHenp ap oidiatuniy op enBy ap ojusuas)seqy ap epoy ep eongpuanbso einynasa - LZ eunbis SETOR PE PROTSCULU MANANCIAL A população do Distrito sede é abastecida por três mananciais superficiais, sendo eles o Rio Paraíba do Sul, Córrego Lava-pés e o Córrego do Surdo, pertencentes à Bacia Hidrográfica do Médio Paraíba do Sul. Até o ano de 2019 ainda contava com um manacial subterrâneo, um poço artesiano desativado a pouco tempo. Os mananciais superficiais não encontram-se identificados nem devidamente protegidos. Também não existe perimetro de proteção sanitária e não são feitas inspeções para averiguar potenciais fontes poluidoras. Em relação à qualidade dos corpos d'água não há o controle e monitoramento de cianobacterias, contudo, os mananciais não apresentam sinais de eutrofização, como pode ser observados nas Figuras 22 e 23 abaixo. Figura 22 — Córrego Lava-pés Ea Fonte: Secretaria Municipal de Infraestrutura, 2021, Figura 23 - Córrego do Surdo Fonte: Secretaria Municipal de Infraestrutura, 2021, 4 Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 2) 41 SETOR PE PROTOCOLO A: CAPTAÇÃO A captação no Rio Paraíba do Sul é realizada a fio d'água sem barragem de nível, nas coordenadas geográficas: 22º24'53" S e 44º16'31" O, a 380m de altura em relação ao nível do mar. A captação também conhecer como Captação Jardim Julieta possui uma estação elevatória de água bruta (EEAB), responsável pelo recalque da água captada no Rio Paraíba do Sul até a ETA Bondarovsky, através de uma linha adutora. O sistema conta com duas bombas de 55 kW/ 75 CV cada que operam alternadamente, com capacidade nominal de 166 m?/h ou 46 L/s, porém, a vazão captada é de 30 L/s e operando diariamente por 24 horas. Figura 24 — Captação no Rio Paraíba do Sul Fonte: Secretaria Municipal de Infraestrutura, 2021, A captação no Córrego do Surdo é conhecida como Captação do Lava-pés por estar localizada na região do Lava-pés no Bairro Bondarovsky, a captação é realizada a fio d'água com barragem de nível, nas coordenadas geográficas: 22º24'59,3" S e 44º15'23,40" O, A 399 m de altura em relação ao nível do mar. A água captada é recalcada por uma EEAB através de uma linha adutora até a ETA Bondarovsky. O sistema conta com duas bombas de 22 kW/30 CV cada que operam alternadamente com capacidade nominal de 72 mº/h ou 20 L/s, porém a vazão captada é de 10 Ls, À captação não opera diariamente, sendo acionada apenas para complementar a vazão da captação do Rio Paraiba do Sul. Plano Municipal de Saneamento Básico - Quatis/RJ o) 42 SETOR DE PROTOCOLO EL: A captação no Córrego Lava-pés é chamada de Captação do Ribeirão dos Limas, por ser na área que antes pertencia à Família Lima muito conhecida na cidade, é realizada a fio d'água com barragem de nível, nas coordenadas geográficas: 22º24'34,90" S e 44º15'18,70" O, a 402m de altura em relação ao nível do mar. A capacidade nominal é de 25 L/s, porém seu volume captado é de 15 L/s. A captação opera por 24 horas. O recalque da água captada é feito por uma EEAB até a ETA Bondarovsky por meio de uma linha adutora. O sistema conta com duas bombas de 25 kW/30 CV cada que operam alternadamente, com capacidade nominal é de 25 L/s, porém vem operando com 15 L/s. A água das três captações superficiais é conduzida através de bombeamento até a Estação de Tratamento de Água (ETA) Bondarovsky ou ETA Lourenço de Souza, A captação subterrânea do poço artesiado está localizada no Bairro Santo Antônio, no momento ela se encontra desativada, mas o reservatório que recebia a água do poço recebe atualmente a água da ETA e distribui para os bairros mais altos que antes eram abastecidos pela captação subterrânea. O sistema conta com uma bomba de 11 CV com capacidade nominal de vazão entre 6 e 14 mº/h. A captação do Rio Paraíba do Sul possui outorga nº 00000.068369/2015-12 concedida pela Agência Nacional de Águas (ANA) com validade até de 2050. As captações do Ribeirão do Lima e do Córrego Lava-pés ainda não possuem outorgas, no entanto já foram gerados os enquadramentos para a abertura do processo de requerimento da Outorga de Direito de Uso de Recursos Hídricos — Captação Superficial perante ao Instituto Estadual do Ambiente (INEA), aguardando o recolhimento de toda a documentação. ADUÇÃO ÁGUA BRUTA O Município conta com três linhas de adução de água bruta. Uma adutora conduz por recalque, em tubulação de DEFOFO com 100 mm de diâmetro e extensão de 1.300 m, as águas captadas no Córrego Lava-pés até a ETA Bondarowsky. A segunda adutora conduz as águas captadas no Córrego do Surdo, por recalque, em tubulação DEFOFO, com 100 mm de diâmetro e extensão de 700 m, até a ETA Bondarowsky. A terceira adutora conduz as águas captadas no Rio Paraíba do Sul, por recalque, em tubulação de PVC, com 250 mm de diâmetro e extensão de 2.000 m, até a ETA Bondarowsky. ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ÁGUA 2 O Município de Quatis possui uma ETA instalada e operando. A ETA Bondarovsky ou ETA Lourenço de Souza, é responsável pelo tratamento das águas captadas nos Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 9 43 Seióa DE PROLSCOLO Hs Proc: mananciais superficiais e situa-se nas coordenadas geográficas: Latitude 22º24'56,80" S e Longitude 44º15'38,80" O, a 427 metros de altitude. ETA Bondarovsky é do tipo convencional, isso significa que a água captada passa por floculador, decantador, filtro e tanque de desinfecção. A Estação conta com dois módulos, o módulo da ETA mais novo foi inaugurado em 2015 e pode ser observado na Figura 25, ele trata um volume médio aproximado de 45 L/s, com capacidade de 60 L/s. Figura 25 — ETA Bondarovsky Módulo Inaugurado em 2015 O módulo da ETA nova ainda conta com três leitos de secagem que auxiliam na lavagem dos filtros e decantadores. A lavagem dos filtros é realizada duas vezes por dia e a dos decantadores uma vez por semana ou mais, dependendo das condições da água bruta captada. O lodo gerado das lavagens e acumulado nos leitos de secagem são recolhidos por uma empresa terceirizada que se encarrega do destino final. Essa empresa possui licença ambiental e a cada retirada do lodo é feito um manifesto ambiental junto ao INEA. O módulo da ETA mais antigo, que pode ser observado na Figura 26, trata um volume aproximado de 15 L/s, com capacidade de 30 L/s. No entanto, este módulo não opera todos os dias, apenas quando necessário para suprir o consumo da população e necessita de reforma, pois apresenta problemas estruturais, foi realizada uma pequena reforma em 2019 e atualmente está sendo elaborado um projeto de melhoria. Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ E] 44 Cas SETOR DE PROTOCOLO E Proc: O acesso à ETA Bondarovsky se dá pela rua General Humberto Alencar Castelo Branco, que se encontra pavimentada e em boas condições. A Estação se encontra toda cercada, com placa de identificação e operadores trabalhando no local diariamente por 24h. Os produtos químicos são armazenados em tanques externos (Figura 27) e levados por tubulação até a casa de química onde é feita a dosagem para o sistema de tratamento. Figura 27 — Tanques de Armazenamento dos Insumos de Tratamento Fonte: Secretaria Municipal de Infraestrutura, 2021. Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 45 Seivá As UE PROFSCOLO Proc: — Derê A casa de química passou por reforma recente como forma de cumprimento das exigências do INEA com a construção do dique de contenção, no entanto necessita de manutenção dos tanques e dosadoras e apresenta acúmulo de produtos nas tubulações. Além disso, a proximidade da casa de química com a sala dos operadores causa condições de trabalho inadequadas, com excesso de ruído proveniente das bombas dosadoras e contato direto com produtos químicos. A ETA possui laboratório próprio para o controle da qualidade dá água tratada segundo os parâmetros estabelecidos na Portaria GM/MS nº 888, de 4 de maio de 2021 que atualizou a Portaria de Consolidação nº5 de 2017, Anexo XX. O laboratório possui turbidímetro, pHmetro, colorímetro, destilador, Jar-Test, vidrarias e reagentes necessários para as analises diárias a cada 2h dos parâmetros pH, Turbidez, Cor e Cloro, após a filtração e ao final da desinfecção da água tratada e de pH, Turbidez, Cor da água bruta. O laboratório não possui infraestrutura para a realização das análises bacteriológicas e microbiológicas necessárias para atendimento da Portaria, por este motivo as mesmas são realizadas por uma empresa terceirizada, que analisa os parâmetros Coliformes Totais e E. Coli, além de pH, Turbidez, Cor e Cloro, tanto na ETA ao final da desinfecção quanto em diversos pontos da Rede de Distribuição. A ETA conta com medidor de vazão fixo na casa de bombas, que registra o volume instantâneo, médio e acumulado de água tratada. Além disso, a Coordenadoria de Saneamento Urbano possui medidor de vazão portátil utilizado para verificar as vazões em outros pontos da rede de captação e distribuição de água potável. Abaixo na Tabela 6 são apresentados os dados referentes ao ano de 2018 do SNIS. Tabela 6: Dados de volume da ETA Bondarovsky Tratado em ETA (s) 1.766.020,00 4.838,41 | 5600 | Tratado por simples desinfecção 98.000,00 268,49 311 Tratado e Importado 0,00 0,00 Produzido 1.864.140,00 5.107,23 59,11 Consumido 1.377.500,00 3.773,97 Faturado 1.377.500,00 3.773,97 Micromedido 1.059.610,00 2.903,04 g Nota: “Valores calculados considerando que os sistemas de abastecimento do município operam pelo período de 24 horas. Fonte: SNIS, 2018. Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 46 SETOR DE PROTOCOLO Hu: Proc: ADUÇÃO DE ÁGUA TRATADA O Município de Quatis conta com uma linha adutora de água tratada, que conduz por recalque a água da ETA até os reservatórios. O recalque é feito por uma Estação Elevatória de Água Tratada (EEAT), localizada na ETA Bondarovsky, nas coordenadas geográficas: Latitude 22º24'56,80" S e Longitude 44º15'38,80" W, a altitude de 427 metros acima do nível do mar. O sistema conta com duas bombas com vazão de operação de 180 m'/h ou L/s por 24 horas. RESERVATÓRIOS O Município conta com quatro unidades para reservação de água tratada próximas à ETA no bairro Bondarovsky. Os reservatórios mais antigos podem ser observados nas Figuras 28 e 29, sendo o quadrado o principal. Os dois reservatórios cilíndricos da Figura 30 são as unidades mais recentes e foram inaugurados com o módulo novo da ETA Bondarovsky em 2015. Figuras 28 e 29 — Reservatórios próximo da ETA Bondarovsky Fonte: Secretaria Municipal Infraestrutura, 2021, p: Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 47 Fonte: Secretaria Municipal de Infraestrutura, 2021. do Os reservatórios próximos da ETA Bondarovsky distribuem para as demais unidades, sendo uma unidade no bairro Santo Antônio, duas no bairro Nossa Senhora do Rosário, três no loteamento Céu Azul, no bairro Jardim Independência. As principais características destas unidades são apresentadas na Tabela 7. Tabela 7: Principais características da unidade de reservação Bondarovsky 22º25'00" 441543" Retangular Cilíndrico Bondarovsky 23º25'00” 451543" Cilíndrico Cilíndrico Cilíndrico Bondarovsky 22º25'00” 4415/43" Bondarovsky Céu Azul Cilíndrico Céu Azul 23º25'00" 22º2418.3" 22º2418.3" Cilíndrico Cilíndrico Cilindrico N.S. do Rosário N.S. do Rosário 22º2418.3" 4515'43” 44º15'07.7" 44º15'07.7" 44º15'07.7" 22º2413.7" 22º2413.7" 44º1519.1" 44º1519,1" Existe ainda uma unidade de reservação no loteamento São José, no bairro Boa Vista e uma unidade no loteamento Monte Carlo, no bairro Barrinha, no entanto ainda não Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 48 SETOR DE PROTSCULO H: Proc: estão recebendo água do sistema de distribuição. As condições de conservação são boas, os reservatórios possuem tampas de inspeção, tubo extravasor, tubo de descarga no fundo, para-raios, sinalização e iluminação noturna. Contudo, os reservatórios não têm guarda- corpos na escada externa e na laje, onde estão o tubo de ventilação, o medidor de nível e o macromedidor na saída dos reservatórios. Não são realizadas limpezas e desinfecções. Normalmente não ocorrem extravasamentos. No geral, os reservatórios atendem à demanda de água diária da população, no entanto, em tempos de maior consumo os bairros mais altos sofrem com falta d'água devido a distribuição ser feita por gravidade e os reservatórios do Bondarovsky, que recebem água direto da ETA e distribuem para os demais, estarem em ponto mais baixo que alguns bairros. A fim de sanar tal problema a Secretaria Municipal de Infraestrutura iniciou as obras de ampliação da rede com a construção de um novo reservatório, como pode ser observado na Figura 31 com capacidade de 1000 mº no loteamento Bela Vista, no bairro Bondarovsky localizado em maior altitude, nas coordenadas geográficas: Latitude 22º25'33” S e Longitude 44º15"38” O para que a distribuição se dê de maneira mais eficiente. Figura 31 — Reservatório no Loteamento Bela Vista Fonte: Secretaria Municipal de Infraestrutura, 2021, ú Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ A 49 SETOR DE PROTSCOLO DISTRIBUIÇÃO A população urbana do Distrito Sede é, em sua totalidade, atendida com a rede de abastecimento e distribuição de água potável cuja gestão é feita pela Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura. Existem pontos críticos de abastecimento, principalmente nos bairros localizados em maiores altitudes devido a falta de pressão. A rede de distribuição é em sua maioria de DEFOFO e PVC, com diâmetro variando entre 100 e 150 mm. O primeiro cadastro encontrado da rede, feito em papel poliéster, é datado de 1985 e contabiliza uma extensão de tubulação de mais ou menos 22.443,00 m. Entre os anos de 2013 e 2015 a rede passou por ampliação, projeto executado pela empresa CAENGE, com a inauguração da nova ETA e a construção de dois novos reservatórios próximos à estação. Recentemente a rede passou por extensão para atender aos novos loteamentos Céu Azul, São José e Monte Carlo e atualmente passa por mais uma ampliação com a construção de um novo reservatório no bairro Bela Vista visando atender a demanda dos bairros em maiores altitudes. A empresa CONEN Engenharia e Projetos elaborou em 2010 a tabela 8 e o mapa da rede de distribuição da Figura 33 com base no cadastro de 1985. A Secretaria Municipal de Infraestrutura está fazendo o levantamento da rede de distribuição com suas modificações, no entanto a falta de informações atualizadas e de cadastros mais recentes dificultam o trabalho, não tendo sido possível realizar a atualização do mapa para ser publicado junto ao Plano de Saneamento. Tabela 8: Rede de distribuição de água PVC 25 2.405,00 PVC 32 (a PVC 40 527 PVC 60 5.106,00 cal [pc Rígido PBA Classe so 6.945,00 FOFO 100 285 PVC Rígido PBA Classe 15 | 110 1.405,00 s PVC Rígido PBA Classe 15 | 160 1.702,00 Não informado Não informado 3.887,00 Fonte: Elaborado a partir de CONEN Engenharia e Projetos, 2010. Ds Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ SETOR DE PROTOCOLO Fonte: CONEN Engenharia e Projetos, 2010. . De forma geral, o Município de Quatis espera a conclusão da elaboração do PMSB para que tenha condições de ampliar e sistematizar o serviço prestado, inclusive para desenvolver a gestão como um todo. 5.1.2. Distrito de Falcão O distrito de Falcão conta com um sistema de abastecimento altemativo, sem o tratamento convencional do Distrito Sede. As nascentes usadas para o sistema de abastecimento estão cercadas, sem o acesso de animais, e a água captada passa por uma espécie de filtração, com a presença de uma tela na barragem, e por cloração, com a utilização de Cloro Estabilizado em Barra em um flutuador, colocado dentro do reservatório. Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 4 4 e SETOR DE PROTOCOLO EL: Proc: — cnólso.. Figura 33 - Representação Esquemática do Sistema de Abastecimento de Água em Falcão NASCENTE NA ESTRADA FEIA! PN CONCRETO Vvetm? FALÇÃO NASCENTE FAZENDA BOA VISTA CONCRETO Pvc / BR V=im? V=5m> Fonte: Vallenge Engenharia, 2013 — Adaptado por Secretaria de Infraestrutura, 2021. MANANCIAL E CAPTAÇÃO A população do Distrito de Falcão é abastecida por dois mananciais superficiais, duas nascentes sem denominação, uma localizada na Estrada Feijão Cru e outra na Fazenda Boa Vista de Rodolpho de Paiva Felippe, mais conhecido como Rodolphinho, que compõem dois sistemas de distribuição distintos. As nascentes encontram-se cercadas, mas sem a devida identificação. Contudo, não existe perimetro de proteção sanitária e não são feitas inspeções para averiguar potenciais fontes poluidoras. Também não é feito o controle e monitoramento de cianobacterias, no entanto, os mananciais não apresentam sinais de eutrofização. Nascente do Feijão Cru: Pequena barragem na nascente, a água captada é enviada pra uma caixa de concreto de 1.000 L, segue para uma caixa d'água 5.000 L, onde é feita a cloração, em seguida distribuída para a população. Nascente da Fazenda Boa Vista: Pequena barragem na nascente, a água captada segue por tubulação para uma caixa d' água de 1.000 L, onde é feita a cloração, é enviada para uma caixa d'água de 5.000 L e em seguida distribuída para população. DISTRIBUIÇÃO O Distrito de Falcão conta com duas redes de distribuição, uma saída da captação da Estrada Feijão cru e a outra da captação da fazenda Boa Vista. Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ SS) 52 co SETOR DE PROTOCDAO EL: A rede da captação do Feijão Cru abastece o centro e a parte baixa de Falcão, da entrada da Rua da Palha até a última casa antes da ponte do Rio da Paca. A rede da captação da Fazenda Boa Vista abastece antes da entrada da Rua da Palha e todo o bairro da Palha, toda parte alta. 5.1.2.1. Comunidade de Joaquim Leite A localidade de Joaquim Leite conta com um sistema de abastecimento alternativo, sem o tratamento convencional do Distrito Sede. Da mesma forma que nos outros distritos a nascente usada no sistema de abastecimento está cercada, sem o acesso de animais, e a água captada passa por uma espécie de filtração, com a presença de uma tela na barragem, e por cloração, com a utilização de Cloro Estabilizado em Barra em um flutuador, colocado dentro do reservatório. A captação antiga da localidade ficava dentro de um brejo e não recebia qualquer tipo de tratamento, essa água ainda chega até o quintal de algumas casas e é usada para serviços de limpeza gerais que não necessitam de padrão de potabilidade. A captação atual fica 400 m acima da antiga, possui uma barragem, devidamente cercada, a água captada é enviada para uma caixa de 1.000 L, onde é feita a cloração, em seguida enviada para o reservatório de 5.000 L de onde é distribuída para a população, abastecendo todas as residências do vilarejo. 5.1.3. Distrito de Ribeirão de São Joaquim O distrito de Ribeirão de São Joaquim conta com um sistema de abastecimento alternativo, sem o tratamento convencional do Distrito Sede. As nascentes que abastecem o distrito estão cercadas, sem o acesso de animais, além disso, a água captada passa por uma espécie de filtração, pois na barragem há a presença de uma tela que impede a passagem de partículas grandes, galhos e folhas que possam existir próximos às nascentes. A água captada passa por cloração, com a utilização de Cloro Estabilizado em Barra em um & 53 3 flutuador, colocado dentro do reservatório. ba) Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ SETOR do fu esiuas E: 00 Pr Figura 34 - Representação Esquemática do Sistema de Abastecimento de Água em Ribeirão de São Joaquim NASCENTE FAZENDA CAMBOTA a= no va 15 mt NASCENTE FAZENDA CHIQUEIRÃO CONCRETO CONCRETO Gs ND ve tm? NASCENTE CARRIJO CONCRETO pe Q= ND V=2m! EE Fonte: Vallenge Engenharia, 2013 — Adaptado por Secretaria de Infraestrutura, 2021. MANANCIAL E CAPTAÇÃO Nascente da Fazenda Cambota: Pequena barragem na nascente, a água captada passa por uma caixa de concreto de 1.000 L, segue até o reservatório com 3 (três) caixas d'água de 5.000 L cada, que por bombeamento é enviada para o reservatório de distribuição de 20.000 L, em que é feita a cloração. Nascente do Chiqueirão: Pequena barragem na nascente, a água captada é enviada para uma caixa de concreto de 1.000 L, de onde é enviada para o reservatório de distribuição de 20.000 L, em que é feita a cloração. Nascente do Carrijo: nascente subterrânea, a água captada é enviada para uma caixa de 2.000 L e segue para o reservatório de distribuição Santa Cruz de 4.000 L. DISTRIBUIÇÃO O reservatório de distribuição de 12.000 L abastece a parte alta do vilarejo, e quando necessário tem um tubo que leva o excedente ao reservatório de Santa Cruz. É o principal reservatório que é distribuído leva até o cemitério de cima. O sistema de reservatórios da Fazenda Cambota é recente não sendo acionado diariamente, apenas quando necessário 5.2 para suprir a demanda do vilarejo. O reservatório Santa Cruz distribui para centro e parte baixa, tem uma ligação que vai até o cemitério de baixo. Quando necessário, a água do reservatório Santa Cruz é Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 8) 54 SETOR DE PROTSCOLO EL: Proc. bombeada para o reservatório Ana Gonçalves de 75.000 L, que fica próximo, no topo do morro, e distribui para a parte baixa. 5.1.3.1. Comunidade Quilombola de Santana A Comunidade Quilombola de Santana conta com um sistema de abastecimento alternativo, sem o tratamento convencional do Distrito Sede. As nascentes que abastecem a comunidade se encontram próximas ao centro, dentro da mata, a água captada passa por uma espécie de filtração, com a presença de uma tela que impede a passagem de partículas e por cloração, com a utilização de Cloro Estabilizado em Barra em um flutuador, colocado dentro do reservatório. Nascente Fazenda Santana: de propriedade do senhor Lúcio Corbolan. Há uma pequena barragem na nascente, a água captada passa por uma tela e segue por tubulação para um reservatório de 5.000 L, onde é feita a cloração. Existe ainda outra nascente, mais antiga, que fica acima do reservatório de 5.000 L, a água captada passa por uma tela que faz a vez de um filtro e é enviada direto para este reservatório, onde é feita a cloração. Do reservatório de 5.000 L a água é bombeada para o reservatório de distribuição de 10.000 L e para uma caixa de concreto de 4.000 L. A captação abastece a escola e o vilarejo Santana de Cima. As partes de Santana do Meio e Santana de Baixo, não recebem água dessa captação, as poucas casas são abastecidas diretamente de nascentes ou poços. 5. 2. SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO As principais propriedades do SES do Município de Quatis, sede e distritos, incluindo as unidades que o compõe são descritas a seguir. 5.2.1. Distrito Sede O SES da sede do Município de Quatis é representado da seguinte forma $ esquemática: Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 55 Figura 35 — Representação Esquemática da Rede de Esgotamento ESGOTO TRONCOCOLETOR DOMÉSTICO (REDE MISTA) po e ESGOTO cd SÁ ETE INDUSTRIAL 9... E 5 VALAS DE b) CORPO INFILTRAÇÃO RECEPTOR Fonte: Secretaria Municipal de Infraestrutura REDE COLETORA Na tabela 9 estão disponíveis alguns dados da Rede Coletora do Município. Tabela 9: Dados da Rede Coletora de Esgotamento Sanitário População Total 14.165 habitantes (IBGE) População Urbana Extensão da rede de esgoto (urbana) Quantidade de economia ativa de esgoto (sede) L 13.269 habitantes (Estimado) 24,88 km Coleta de esgoto (zona urbana) MATERIAIS Tubos PVC Luva de Correr PVC Bai Luva de Correr PVC DEFOFO (NBR 1069) L Poços de Visitas em concreto Quantidade de ligações totais de esgotos (sede) Volume de esgoto coletado (zona urbana) / ano Tubo PVC Corrugado Dupla Parede DIÂMETRO NOMINAL (MM) 60% 155,12. 1000 m? / ano 150 a 200 150 a 300 150 | 200 a 300 Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ ELEVATÓRIAS SETOR DE PROTOCOLO O SES do Município sede é composto por 14 estações elevatórias, sendo 13 operantes. As elevatórias dispõem de bombas submersíveis, painéis elétricos de controle e um sistema de gradeamento onde ficam retidos materiais sólidos. Esses materiais são retirados manualmente. Sendo assim, todo esgoto coletado na rede é transportado até a Estação de Tratamento de Esgoto através de um sistema de tronco coletor que funciona de forma interligada. A remoção de resíduos pós estações elevatórias é feita através de duas peneiras estáticas de limpeza manual, com espaçamento de 5 mm contidas no interior da estação de tratamento. Com as peneiras todas as partículas acima de 5mm serão retidas nas telas. À retirada dos resíduos é feita manualmente, de forma regular. Tabela 10: Elevatórias de Esgotamento Sanitário Elevatória 01 Endereço Rua Isaac Marcondes Sampaio, Nº 08 (BARRINHA) (ETE) Long. 0 44 16 29.717 Lat. S 22 24 53.582 Avenida Roberto Silveira, Nº 233 (BARRINHA) | O 44 16 25.436 S 22 24 49.400 Rua Salvador Barbosa Lima, Nº 316 (MIRANDÓPOLIS) ; , Avenida Roberto Silveira, Sem numero (BARRINHA) 0 44 16 23.129 | S 22 24 49,227 Rua Alfredo Dias De Oliveira, Nº 15 (MIRANDÓPOLIS) | O 44 16 18.041 |S 2224 45.561 + — O 44 16 11.683 | S 22 24 37.370 + Rua Major José Izidro, Nº 182 (CENTRO) 044 1548.431 | S 22 24 29.525 Sata sã Rua Genésio Leite, Nº95 (NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO Rua Coronel Alfredo Soares Oliveira (CENTRO) lo 44 15 20.011 | S 22 24 33.069 Rua Alfem Ferreira De Oliveira, Nº 05 (SÃO BENEDITO) | O 44 15 34.977 | S 22 24 20.715 Rua A ,Albino Cunha Pedroso Nº210 (ALTO e | 0441527.571 |S 2224 12453 044 1516.319] S22244.044 E Rua José Idelfonso Pereira, Nº 86 (SANTA BARBARA) | 044153 Rua Amélia De Carvalho, Nº 100 (JARDIM POLASTRI) Rua 23, Nº 87 (BONDAROVSKY) Avenida 201, Nº 190 (BONDAROVSKY) O 44 15 56.982 O 44 15 29.504 Inativa S2224 52.045 | S 22 25 10.024 Inativa Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ —————— » 57 SETOR DE Paorstual Tabela 11: Especificações das Bombas das Elevatórias de Esgotamento Sanitário Quantidade | 4 [| 9 | 2 [4 [| 2 [4 [4/1 Fabricante SPV SP! SPV SPV SPV m | 78 Diâmetro do | 78,20 | 6 20mm |76,20 mm | 76,20 mm | 152,40 mm recalque m Diâmetro do 4179mm | 179mm - rotor Horário Horário Horário Horário Comprimento do.cabo 10m 10m 10m 10m Peso 29 Kg 27 Kg 38 Kg 246 Kg - 107 Kg Fabricante-do! eg weg Weg Weg Weg SCHINEIDER | SCHINEIDER e motor Trifásic EE se ode | Trifásico de Liss Trifásico Modelo do | indução | indução motor gaiola | gaiola de Trifásico de indução gaiola de esquilo Trifásico de Trifásico de indução gaiola | indução gaiola de esquilo de esquilo de indução | indução gaiola de | gaiola de de esquilo : p esquilo esquilo esquilo 0,8 : 218 Potência do á 3,2 Kw/4,3 2 Kw/ | 2,6Kw/ | 11,8 Kw/ 16 motor | KW$8 | “cy 11CV | 350V Cv did Sos 220 220 220 Tensão do v/380 220 V/380 220 V/380 220 V/380 v/380 | v/380 220 V motor | yasoy| Vi40V | vaso | vaio | VIMOV V/440 V Rotação do | 3400 1730 | 4730 motor RPM | 3450 RPM | ppm RPM | 1710RPM - Corrente 11,5 A/ nominal do | 6,7 A/ motor 58A Temperatura detrabalho | 40ºC 40ºC 40ºC 40ºC 40ºC do motor 13,54/8,0 |4,5A4/2,6| 114/6,5 | 434/25 14 A/7,9A/6,9 A/6,7 A A/23A | A/5S5A A/21,5 A A Grau de Proteção do | IP68 1P68 1p68 1P68 motor Frequência | gyHz | 6oHz | 60HZ | 60Hz do motor Classe de isolamento A A A A do motor Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ o 58 SETOR DE PROTSCOLO FL: 6 Proc. TRATAMENTO O município de Quatis possui uma ETE instalada e momentaneamente inoperante. A mesma passa por etapas de reformas e manutenções (externas e internas) cujos processos operacionais podem ser solicitados junto a Secretaria Municipal de Infraestrutura do município. Quando em funcionamento, a ETE segue o padrão de funcionamento descrito abaixo; Figura 36 - Esquema geral de uma Estação de Tratamento por Lodo Ativado Tanque de Decantador Grade * Desarenador Meo de Aeração Secundário SI —x« | N y y fase fase Corpo sólida sólida Receptor + Recirculação de y Lodo fase sólida Fonte: Secretaria Municipal de Infraestrutura, 2021 Todo o esgoto coletado é transportado através do tronco coletor até a Estação de Tratamento de Esgoto da Barrinha (ETE — BARRINHA), localizada na Rua Isaac Marcondes Sampaio, nº 8, Bairro Pilotos. A Estação se encontra toda cercada, com placa de identificação e operadores presentes diariamente por 24h, mesmo estando momentaneamente inoperante. Os mesmos realizam tarefas de rotina que independem do funcionamento da ETE. A ETE — BARRINHA é composta por caixa de areia ou desanerador, caixa de entrada do esgoto bruto, peneiras de retenção de materiais sólidos, tanques de aeração (reatores biológicos) com Mídias Plásticas de Enchimento, decantadores secundários, tanque de excesso de lodo, sala de máquinas (compressores) e sala dos operadores. O tratamento é biológico (lodo ativado) do tipo secundário, em que todo esgoto bruto que chega é distribuído em igual quantidade nos tanques de aeração. Nesses tanques, a 7 matéria orgânica é colocada em contato com oxigênio fornecido pelos compressores que somados aos microorganismos ali presentes, provocam a sua decomposição. Nos decantadores a matéria sólida no lodo é reduzida, separando o esgoto tratado dos resíduos originados. O lodo depositado no fundo do decantador secundário é recirculado ao tanque Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 2) 59 de aeração a fim de aumentar a concentraçãode microrganismos para estabilizar a matéria orgânica. O sobrenadante do decantador (efluente tratado) é então descartado para o corpo receptor. Figuras 37 e 38 - Estação de Tratamento de Esgoto ETE Barrinha Fonte; Secretaria Municipal de Infraestrutura Figuras 39 e 40 — Tanques de Tratamentos da ETE Barrinha Fonte: Secretaria Municipal de Infraestrutura X Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 60 NO ————— 1111 gg PRDISTULO FL: Figura 41 - Tanque de Aeração da ETE Barrinha Fonte: Secretaria Municipal de Infraestrutura Figuras 42 e 43 - Cabine Acústica e Compressor Fonte: Secretaria Municipal de Infraestrutura CORPO RECEPTOR bi, Após o tratamento, o esgoto é lançado no Rio Paraíba do Sul (corpo receptor) de acordo com a Resolução nº 1292, de 19 de novembro de 2015 (Documento nº 00000.068369/2015-12) que outorga o direito de uso desse recurso hídrico. E: De acordo com o novo projeto inaugurado em 2015, a Estação tem a capacidade de tratamento de 24 |/s. Em operação, a ETE chegou a tratar cerca de 60% do esgoto sanitário de toda população urbana. Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 61 3 Todo o volume de entrada e saída do efluente é medido através das Calhas de Parshall existentes tanto na caixa de entrada do esgoto bruto quanto na caixa de saída do esgoto tratado. Figura 44 — Saída do Esgoto Tratado Fonte: Secretaria Municipal de Infraestrutura RESOLUÇÃO Nº 430, DE 13 DE MAIO DE 2011 “Dispõe sobre as condições e padrões de lançamento de efluentes(...)” e pHentreõeg; * temperatura: inferior a 40ºC, * materiais sedimentáveis: deverão estar virtualmente ausentes; * DBO: eficiência de remoção mínima de 60% de DBO; * substâncias solúveis em hexano (óleos e graxas) até 100 mg/L; * ausência de materiais flutuantes, PARÂMETROS DO TRATAMENTO A ETE não possui laboratório próprio. Estando em funcionamento, as análises são 4 realizadas por uma empresa terceirizada devidamente credenciada. Abaixo segue o relatório de ensaio realizado em 2019, que serve como exemplo dos parâmetros analisados: Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 8) 62 J —""—""—————— Ot FL: Proc: Tabela 12: RELATÓRIO DE ENSAIO: 85155/2019-1.0 Referência Hidroquímica: Data de Coleta: 09/09/2019 a RE ) Tipo de Coleta: | Simples | | mebmenoro | 8 | Tpedonmesro | Eme | Legislação ou Norma: *NT-202.R-10+DZ-215.R-04 Início dos Ensaios: 10/09/2019 Vide -— Legislação ou norma DBO - 5 dias mg/L <1 Óleos e Graxas Totais Entre 5,0 e 9,0 R Vide Sólidos em Suspensão ; Totais Rs — Legislação ou norma Vide Legislação ou norma Sólidos Sedimentáveis Substâncias Tensoativas que reagem com o azul | mg/L de metileno DBO: SMWW 5210 B MBAS: SMWW 5540 C Sólidos Suspensos Totais: SMWW 2540 D Fonte: Laboratório Oceanus — Hidroquímica (REG. INEA: UNO15590/55.11.10 1 REG.INEA: UN0O16133/55.11.10) Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ ? 6 4 a SETOR DE PROTE Ro CISCO O TRATAMENTO NA ZONA RURAL Na tabela 13 abaixo estão disponíveis as informações da rede coletora de esgoto nos distritos localizados na Zona Rural do Município de Quatis. Tabela 13: Dados da Rede Coletora de Esgotamento Sanitário na Zona Rural População Rural 896 habitantes (estimado) Coleta parcialmente, tratamento primário Coleta parcialmente, tratamento primário De um modo geral, o tratamento do esgotamento sanitário na zona rural do município é feito através do sistema de fossas sépticas. De acordo com os dados levantados, esse sistema atende de maneira razoável algumas localidades, porém em outras há a necessidade de uma manutenção de caráter emergencial. Figura 45 —- Esquema ilustrativo de uma fossa séptica simples Faina de dosprçãs Fogaa Suptica Fonte: Secretaria Municipal de Infraestrutura 4 2 J Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 64 SETOR DE PROTECOLO FL: Foi realizada recentemente pele Secretária de Infraestrutura a construção de 800m de rede coletora no distrito de Falcão. Essa obra teve como fator primordial a construção do tronco coletor onde não existia e, reposição de alguns pontos da rede perdidos com as cheias do Rio da Paca. Inicialmente o projeto previa a construção de uma nova fossa séptica, no entanto devido à falta de verba foi realizada apenas uma revitalização da fossa existente. Existe um Convênio com a FUNASA que contempla a construção de uma Estação de Tratamento de Esgoto em Falcão, precisando que a Secretaria de Infraestrutura apresente um projeto e toda a documentação até dezembro de 2022. Na Comunidade Quilombola de Santana as fossas existentes foram construídas pela FUNASA e necessitam urgentemente de manutenção ou de substituição por novas fossas. Essas obras são essenciais para manutenção e melhoria contínua no atendimento dessas localidades. 5. 3. SISTEMA DE DRENAGEM URBANA E MANEJO DE ÁGUAS PLUVIAIS O sistema de drenagem urbana e manejo de águas pluviais, no Município de Quatis, é composto por estruturas de macrodrenagem, formadas pelos elementos naturais de relevo e hidrológicos e por estruturas de microdrenagem, que são intervenções na infraestrutura com o acréscimo de elementos. 5.3.1. Macrodrenagem O Município de Quatis encontra-se em uma região de relevo plano junto ao Rio Paraíba do Sul, mas ondulado em outras porções da sua área formado basicamente por colinas de pequena a média amplitude, intermediadas por vales planos, por onde escoam os rios. Os núcleos urbanos do município se desenvolveram nas áreas de vales mais planos e menos encaixados, tornando-os mais suscetíveis a inundações periódicas em caso de habitações muito próximas aos cursos d'água. A drenagem natural é composta pelos cursos d'água: Ribeirão dos Quatis, Córregos Lava-pés e do Surdo e outros menores sem denominações. Existem alguns trechos de cursos hídricos canalizados dentro do Município, mas não existem cadastros nem detalhes de suas estruturas que sejam possíveis de avaliar suas capacidades hidráulicas. As canalizações são em seção fechada e aberta, em forma circular Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ Q 65 SETOR DE PROTSCOLO E e revestidas em concreto. Não existem reservatórios de detenção ou retenção construídos no município. As águas drenadas são lançadas em cursos d'água na área urbana do município, sendo a Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Infraestrutura, a responsável pela operação e manutenção da macrodrenagem. O município apresenta problemas de erosão ocasionados pelo escoamento das águas pluviais e de assoreamento dos canais e da rede de drenagem na área urbana. Houve casos de inundações e alagamentos no município devido à insuficiência no sistema de macrodrenagem e pontos de estrangulamento na rede hídrica. No início de 2020 a enchente do Ribeirão dos Quatis levou parte do tronco coletor de esgoto, tais enchentes são recorrentes no período do verão e já causaram diversos danos em anos anteriores em toda a margem do Ribeirão dos Quatis. 5.3.2. Microdrenagem O sistema de microdrenagem na área urbana do Município de Quatis conta com sarjetas e sarjetões em algumas ruas, sendo estas as principais estruturas hidráulicas responsáveis pela coleta e destino das águas superficiais provenientes das chuvas. Devido à falta de cadastro não se tem definido para quais galerias são conduzidas as águas pluviais coletadas e nem detalhes sobre a quantidade ou localização de caixas de descargas, bocas-de-lobo, poços de visita, existentes nas áreas urbanas da sede e dos distritos. Além disso, em virtude dessa falta de cadastro, não é possível saber quais as áreas são efetivamente atendidas, mesmo que haja alguns dispositivos de drenagem não se sabe ao certo qual a extensão de galerias, suas dimensões, declividades e condições operacionais. As sarjetas e sarjetões encontradas na área urbana do município têm sua seção moldada in loco, em formato padrão em concreto, apresentam conservação adequada, mas o município não tem informação quanto à extensão das mesmas, nem possui programa de manutenção. Da mesma forma, a maioria das bocas de lobo está em bom estado de conservação, o que ajuda o funcionamento do sistema de microdrenagem. Algumas ruas não possuem qualquer dispositivo de drenagem e na maioria o sistema de drenagem é unitário, juntamente com o de esgotamento sanitário, tendo apenas nos loteamentos mais recentes rede de separador absoluto. Em terrenos mais altos e com maior declividade no perímetro urbano, existe basicamente a drenagem superficial. Assim, o escoamento superficial direto proveniente das áreas urbanas altas se encaminha Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ A 66 ——.————————————————————————e TOR DT perna He ASS Pao. Proc: Oog( oe reli — naturalmente para as baixas, aumentando o volume das águas pluviais. O fato contribui para o aparecimento de poças d'água e de pequenas inundações na malha viária, o que favorece sua deterioração, além de comprometer a qualidade de vida da população local. Além disso, existem relatos de situações de ligação clandestina de esgoto na rede de drenagem de águas pluviais, obstrução do sistema de drenagem por resíduos sólidos e deficiências em função de estruturas de microdrenagem subdimensionadas e com manutenção insuficiente. 5.3.3. Áreas de risco A Carta de Risco iminente a escorregamento em encosta elaborada pelo Departamento de Recursos Minerais do Estado do Rio de Janeiro (DRM/RJ) em 2012 indicou 12 pontos de risco iminente em oficina técnica, 11 setores de risco iminente a escorregamento em encosta e 3 setores de risco não iminente no Município de Quatis. No entanto, algumas informações apontadas diferem da realidade do município no que diz respeito aos nomes de ruas e bairros. Além disso, devido à época em que foram catalogadas tais informações precisaram ser atualizadas para verificar se as áreas indicadas continuam as mesmas ou tiveram alteração. Para tanto, a Coordenadoria de Defesa Civil do Município com o apoio técnico de Geólogos do DRM/RJ, realizou visitas aos locais mencionados na Carta em Julho de 2021. De acordo com o DRM/RJ as áreas com maior concentração de setores de risco iminente estão distribuídas pelos morrotes ondulados da porção do centro-leste do município, com destaque no distrito de Ribeirão de São Joaquim e o bairro Nossa Senhora do Rosário onde se localizam a maior concentração de moradias em risco. No distrito de Ribeirão de São Joaquim predominam encostas em forma de anfiteatro com processos erosivos avançados, voçorocas e com casas posicionadas perigosamente na base da encosta, na Rua José Antunes de Moura, erroneamente indicada na Carta como Rua Albino Pedroso da Cunha, que fica localizada na realidade no bairro Alto Paraíso e não apresenta as características mencionadas. A densidade populacional nessa localidade é alta e as moradias são de baixo padrão construtivo, o que aumenta consideravelmente o grau de risco. O bairro Nossa Senhora do Rosário apresenta alta densidade populacional com residências expostas ao risco iminente. As ruas mapeadas e indicadas quanto a alto grau de risco são: a Rua Francisco Borges de Carvalho, a Rua 05 e a Travessa B do Recanto dos Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ Pp 67 Ipês, porém o bairro todo requer cuidado e um maior detalhamento e acompanhamento por parte da Defesa Civil local. Os setores de risco estão representados, acima de 85%, por taludes de corte em solo residual notoriamente com mais de 7-12m de altura e inclinação de 75-85º. O horizonte de solo residual jovem preserva minerais, suscetíveis a intemperismo, e fraturas e foliação escorregamentos. Às situações de risco podem ser minimizadas como com a concepção e a construção de um sistema de captação de drenagem básico, porém, eficiente, devendo priorizar a implantação de canaletas de drenagem nas cristas e bases de taludes de corte para possibilitar o desvio do escoamento superficial e/ou água de enxurrada e, evitar assim, a lavagem dos taludes. Vale ressaltar a importância da Preservação da vegetação original, ou O replantio de encostas desmatadas. Assim, a infiltração de água no solo aumenta ea problema reincidente que se deve ter atenção. Na tabela 14 a seguir estão discriminados Os pontos de áreas de risco na sede e nos distritos levando em consideração a atualização de dados feita pelo DMR/RJ e a Coordenadoria de Defesa Civil do Município. P Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 68 ROTSCOLO SETOR | somem 9c6L SL SL254S Líspesz Pa/sNeND — ONISPG Ojuawesues ap jedituny oueld 098Wed Ejneq ep esoç eny [RIA MAS [ACTA ASIA V Bssenel] - oyjeneo ep sebiog oostaueJ4 end V Essanel] - OYjeneo ep sebiog oosjoue14 eny 9LECTSZ g essonei | OJPSOM op PIOqUaS BSsON so end OUESO Op BIOyUSS EssoN LARA ASIA ejo7 BuOXIS | OUIOpueM eny coreEsZ VLECESZ BllSIOW UIpjUBIj 9SOf Eny EIN 9p seunjuy esop eny LeseesZ bLrEEsZ BIISIA SOBUILOG OIUQUY ESSOAeI| OYJBNS Sp Sealy ejueprug eny = ESEs sHenD ap oidio!uniy Op SOJysIp siewap sou 9 9pag ojuysIq OU 09SU Op Ses1g ap sojuod :p| ejoqei “sa = Proc. BR.» 6. DEMANDA DE SERVIÇOS O cálculo da demanda dos serviços de saneamento depende diretamente da população a ser atendida pelos mesmos. Tendo por base as informações levantadas na fase de diagnóstico e os cálculos efetuados pela Vallenge para o Plano Municipal de Saneamento em 2013, foi possivel atualizar o cálculo de demanda de forma a confrontar a capacidade das estruturas existentes no município com as capacidades necessárias em função do número de habitantes ao longo do horizonte do plano. 6.1. ESTUDO POPULACIONAL A projeção populacional objetiva determinar as populações a atender no início, no meio, e, no fim-de-plano. Os métodos utilizados para a projeção populacional são apresentados a seguir. e Método Aritmético: pressupõe que o crescimento de uma população se faz aritmeticamente, muito semelhante a uma linha reta. Em geral, acontece nos menores municípios onde o crescimento é meramente vegetativo. * Método Geométrico: É o que ocorre principalmente na fase de uma população, onde seu crescimento é muito acelerado, acompanhando praticamente a curva exponencial. Com base nos censos demográficos do IBGE de 2000 e 2010, uma vez que não foi realizado o censo de 2020, foi calculada a taxa geométrica e aritmética de crescimento para a população total, urbana € rural do Município. As taxas de crescimento adotadas para a projeção foram avaliadas quanto às condições atuais do Município, previsões futuras; e à taxa de crescimento obtida a partir dos censos demográficos do IBGE. Os Municípios com crescimento populacional sem efeito de migração, como Quatis, normalmente apresentam crescimento linear. Assim, para conhecer a população futura no horizonte de projeto, basta adotar a taxa aritmética de crescimento que vem ocorrendo a partir dos anos anteriores. Por outro lado, os Municípios beneficiados pela facilidade de acesso, pelo grande número de atividades econômicas e demais fatores que impulsionam a economia, E: apresentam crescimento geométrico. Nesses casos, é necessário avaliar a fase em que o município está quanto ao seu crescimento, podendo ser uma fase de crescimento acentuado 3 Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ à 70 = D— AMA o Pai ou ainda em crescimento com taxas cada vez menores ano a ano, para então poder definir a taxa de crescimento adequada para o cálculo da projeção. Uma vez que as dimensões das unidades dos sistemas de saneamento e seus respectivos equipamentos dependem diretamente da população a ser atendida, efetuar a projeção populacional de forma consistente e embasadas em métodos, é fundamental para que não se incorra em custos adicionais. Logo, é uma etapa que merece atenção, pois condiciona os custos de investimentos no setor. Utilizando os modelos de projeção populacional a Vallenge Engenharia efetuou os cálculos das taxas de crescimento aritmético e geométrico da tabela 15, uma vez que não se teve outro censo demográfico pós o periodo e os dados de entrada de populações total, urbana e rural permaneceram os mesmos dos censos utilizados pela empresa, os cálculos foram mantidos. Tabela 15: Taxas de crescimento aritmético e geométrico ” | População Total 206,30 Taxa de Crescimento aritmético (hab./ano) População Rural [O 40 |] isa — [om — Taxa de Crescimento geométrico (adimensional) Fonte: Vallenge, 2013; a partir de dados do IBGE de 2000 e 2010. O método adotado pela Vallenge Engenharia foi o de crescimento geométrico que mostrou um melhor ajusto para a projeção da população no período de 2011 a 2033, considerado para o cálculo. Foi suposto também que a cada 10 anos a taxa de crescimento da população total sofreria leve redução e que a população rural seguiria a tendência de estabilidade, mas também com leve redução a cada 10 anos. Tais hipóteses vão de encontro ao modelo matemático de saturação populacional em dado espaço, o qual supões uma redução paulatina das taxas de crescimento populacional. As taxas de crescimento populacional para o Município de Quatis adotadas pela Vallenge Engenharia foram de 2% a.a. até 2023, 1,7% a.a. até 2032 e 1,5% a.a. em 2033 para a população urbana. Para a população total foi adotado uma taxa de crescimento de 1,8% a.a. até 2023, 1,7% a.a. até 2032 e 1,5% a.a. em 2033, conforme tendência apontada pelo censo demográfico do IBGE se 2010, o último, de acordo com a transição da fecundidade e o padrão reprodutivo no Brasil. A evolução da projeção da população do Município, a partir dos dados do Censo Demográfico do IBGE, é ilustrada na Figura 46. Plano Municipal de Saneamento Básico - Quatis/RJ B (| A 3 EL: 980 Figura 46 - Evolução da população projetada Dados Censo Projeção 2000 2010 2020 2033 mem População total População urbana — emsssPopulação rural Fonte: Vallenge, 2013; a partir de dados do IBGE de 2010 (Projeção). Foi considerado o horizonte de projeto equivalente a 20 anos, adotando como base o ano de 2013; e o fim de plano no ano de 2033. De acordo com a projeção, a população rural se mantém estável até 2022 e deve passar a apresentar leve declínio até 2032, acentuando- se até 2033; no fim do horizonte de plano. Com isso há um maior crescimento da população urbana, conforme a tendência observada nos intervalos entre os Censos Demográficos do IBGE. Para a estimativa das demandas pelos serviços de saneamento a projeção populacional é elemento limitador. As necessidades nas áreas urbanas do Municipio, considerando além do Distrito Sede os demais distritos Falcão e Ribeirão de São Joaquim precisam ser avaliadas separadamente e para isso foram feitas projeções individuais, utilizando os mesmos critérios e hipóteses adotados na projeção do Município como um todo. 6.2. ESTUDO DE DEMANDAS Para o estudo da demanda foi realizado o cálculo da demanda para cada um dos componentes do saneamento apresentados neste Plano, que são Abastecimento de Água, Esgotamento Sanitário e Drenagem Urbana. Na ausência de dados e informações locais B074 sobre os sistemas de saneamento foram adotadas as fontes apresentadas na Tabela 16. Q 3 Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 72 1 — Calculado em função da análise de im: Quota per capita consumida = Volume atendida com o SAA. 3- Intensidade de chuva = k x T& / (t+ b)£, Coeficientes. 4 - Vazão de escoamento superficial = 1,1 x 0,278 x Cxix ASS intensidade de chuva, A área da bacia de contribuição, kd coeficiente de distribulçá Tabela 16: Variáveis e População Urbana 14,562* 13,798* 2000 -2010 arâmetros adotados Habitantes SEiGR QE PAOTECULO E: Pese.s al “estimativa IBGE, 2010 | Taxa de crescimento | 2011 - 2022 - | populacional 2023 — 2032 2032 — 2033 IBGE, 2010 Adotada em função do passado Total Número de domicílio Urbano 1 Rural Domicílios IBGE, 2010 Média de habitantes por domicílio Existente Volume de reservação Necsusário 1/3 do volume do dia de maior consumo hab./dom IBGE, 2010 Dados de Campo ABNT NBR 12.217/1994 Número total de economias ativas Ligações ativas 3.938 ma Economias SNIS, 2019 3.938 Total de rede de água existente 84,5 | Extensão de rede por habitante Quota per capita consumida Índice de atendimento m.rede/hab. L/hab. dia SNIS, 2019 [Km | | Vallenge, 2013 Vallenge, 20131 Vallenge, 2013' SNIS, 2019 Índice de perdas 351,16 Meta para o índice de perdas SNIS, 2019 Adotado Perdas na ETA pop olente do dia de maior consumo k cogpnoiente da hora de maior consumo | (rop rolante de vazão mínima horária Adimensional Taxa de Infiltração (ti) Regiões Baixas Horas ABNT NBR 12.216/1992 ABNT NBR 9.649/1986 Dados de Campo Dados de Campo ABNT NBR 9.649/1986 Coeficiente de retorno (C) Demanda Bioquímica de Oxigênio DBO si gDBO/hab. Dia *| Coeficiente de escoamento superficial | | Período de retorno Quantidades de Bocas de Lobo gDQO/hab. Dia ABNT NBR 9.649/1986 ABNT NBR 12.216/1992 Vallenge, 2013" 2 | Extensão de Galerias 55 Quantidade de Poços de Visita 1/100m de galeria agens de satélite e das características urbanísticas do município, com auxílio de software GIS. 2 — consumido (calculado em função do volume produzido, informação de campo) / População urbana + onde: T é o período de retorno, t duração da precipitação e k, a, be c são x kd, onde: C é o coeficiente de escoamento superficial | ão espacial da chuva. Plano Municipal de Saneamento Básico - Quatis/RJ PMSB do Vale do Ribeira, 2010 73 SETOR DÊ PROTOCOLO Fls < fORa Procs OQ LO) ' TES 6.2.1. Sistema de abastecimento de água As demandas do serviço de abastecimento de água potável foram calculadas, tendo como objetivo principal do sistema, fornecer água em quantidade, qualidade e regularidade para a população urbana do Município. Conforme apontado pela Vallenge Engenharia (2013) constatou-se a falta de cadastro satisfatório e de informações detalhadas do SAA, situação comum a muitos municípios brasileiros. Assim, os dados coletados precisaram ser complementados com informações do SNIS, inicialmente referentes a 2019, e mais recentemente, 2020. No entanto, estas informações referem-se aos sistemas urbanos como um todo, não os desagregando por distrito, o que é necessário para o Município de Quatis. Para os distritos notou-se uma carência de dados ainda maior, havendo a necessidade em alguns momentos da adoção de valores em função das características da sede e de povoados semelhantes ou dados de referência nacional, como a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT NBR) 12.216/1992. A ETA do Município de Quatis produz ao todo 56 L/s em 24 horas de operação, podendo chegar a 60 L/s, dados do levantamento de campo em 2020, com um índice de atendimento de 100% (SNIS, 2020). Sendo assim, calculando o volume médio diário de água produzida, tem-se 5,184 mº, o que resulta numa quota produzida de 375 L/hab. dia, considerando a população urbana atendida de 2021 na estimativa do IBGE. O Município não possui sistemas de medição para calcular o atual índice de perdas. Utilizou-se, portanto, o índice de perdas informado no SNIS, igual a 351 ,16 L/lig.dia. Obtêm-se assim o volume consumido, volume produzido menos Índice de perdas pelas ligações ativas, igual a 3.804 m* e quota consumida de 275 L/hab. dia. Mesmo o Município vem apresentando valores adequados de quota consumida, as perdas ainda são significativas. Do volume produzido 26,62% perde-se na rede antes de chegar ao consumidor final. É a perda real no SAA, pois nem chega ao usuário final. Os valores dos índices de perdas estão diretamente associados à qualidade da infraestrutura e da gestão dos sistemas. O principal fator é a idade da rede de distribuição B (TWORT et al., 2007), de forma que o PMSB, ao propor redução de perdas, precisa considerar alguma porcentagem de substituição de tubulação, Um dos objetivos do PMSB é a prestação mais eficiente dos serviços de saneamento; logo é uma meta a redução de perdas, aqui adotada, na paulatinamente na medida em que se conheça melhor o sistema 6 de água. Para a projeção das demandas no horizonte de planejamento, adotaram-se metas Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 74 para o sistema de abastecimento de água, as quais se encontram apresentadas no Tabela 17. Tabela 17; Metas do SAA do Município de Quatis Nota: ND — Valores não disponíveis. Para a sede, são várias captações e uma ETA, evidenciando que foram feitas ampliações na medida das necessidades apresentadas. O PMSB em elaboração vem justamente para mudar esta situação, prevendo projeto e execução de unidades anteriormente à demanda necessária. A projeção da rede de distribuição foi calculada segundo o que foi feito pela Valenge Engenharia (2013) considerando-se uma densidade de rede de 6,4 m.rede/hab, Sendo assim, pode-se verificar déficits em algumas etapas do sistema de abastecimento de água, tais como: captação, produção, reservação e rede de distribuição, não só para atender à população atual como também, para acompanhar o crescimento populacional ao longo do horizonte de planejamento. Há, atualmente, déficit a serem atendidos nas atuais condições, bem como necessidade de prever mais investimentos para acompanhar a evolução da demanda e atendê-la. Deve-se notar que, nos parcelamentos do solo através de loteamentos, conforme determina a Lei Federal nº 6.766/1979, o loteador é responsável por fornecer a infraestrutura básica mínima, na qual está inclusa a rede para o abastecimento de água potável. Os resultados do estudo de demandas para o SAA e dos Distritos do Município de Quatis são apresentados nos Tabelas 18, 19 e 20 e resumem as configurações do atual B abastecimento de água. Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 75 poa v SETOR CCO Flo a = ” Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ Tabela 18: Projeção da demanda de água na sede do Município de Quatis — 2022 a 2033 maior consumo. maior consumo, Qundh - vazão do dia e da hora de na ETA=a%. E Coeficientes adotados: k1=1,2, ki=1,5, Perdas. * Dados de entrada: Vallenge Engenharia Fonte: IBGE, SNIS, Levantamento de água. Vallenge Engenharia. Nota: Qm - vazão média, Qmd - vazão do dia de. id : dl É 4 PUISREND — OOISPH Ouewesues ap jediung OUBIS “eMeyuaduz aBuapea e SINS '398] :ajuos enequaBua abuapea :epenua ap sopeg, TETOZ)SINS Op 0onsquBeia ou aquensuos soxqnd sa opersaid 109 sopesado seusarss sewasIs wa. “Isapns Ogrda Ejad Operuasarde orpyu sojer op ogóuny wa operope — PIOZ (%) Sepsad ap axpuy (zroz)s SINS Op Consgufeig ou ajuersuos OmueI Sp ON OP OPEIS3 OP Opa sojen op ogdun; wa epesope — — WTOE eptunsuos ejorip '51€30) sE>nsjusypeses se opuesopisuoa a [z 107) Sins op OP SosGNiBNa cu anutsuoo seo! op savopetsasd od enuaupuae ap orppuu sou op opta Otjuny tua opejope — pTOZ OWaupua pe ap axtpu “XP=V II EU SEpIoa 'ST=79'TT=[y SOpejope sajuapyo) “otumsuda Joe! ap 8104 Ep 3 Ep Op OgzEN - Upuim "ounsuCo soreui ap erp op opera. PU “erppuu ogzea - um :eson FEZ 8 TZOZ — OBOJE4 9p oniisip ou enbe op epuewep ep ogsofosg :6L ejoqei ( ( Ss DD 8z PEISNEND — ONISPg ojustueaues ap jedoiuniy oueja “PUBqUSSU3 2BUajeA 2 SINS “2081 :aquos euequaBuz aduare, :epenvo ap sopeg, (ou oueisvos sonfiqnd s3sopensaud od sopesado seua us an5oprs ogtBa ejod cpequasasde otppuu OEA Op Og3u Uia aperope - pr0Z (%) SEpiad 3p apo ELE) SNS Op oxnsouteg ou aquensuos OURO 08 OBA ap A 9 O ti IO H1OEEMtoa on | eme se opueiopisuos (2102) Ns op console ou ursos soa satopesaá 10d ouupuse sp rp cpu p og us erp mc cms sp ss “Mb=V13 eU seprog 'Sl=74 'T'T=T7 sopejope sajuangao) “OunSUDO JOIEUU ap EJOY Ep 9 EIP OP ORTEA - UpUI) 'OUINSUOZ JOfeus ap eip Op OfreA - puit) “ejpauu OgzeA - UM :ejoN ILE EPECEC CEE RO RA EECICITRR Ni a! dO Aiii LU EFE: ELOZ E ZZOZ — UInbeor oes ap op!teqny sp ounsIp ou enbe ap epueuap ep ogsofosg :0z ejogei ( ( SETOR DE PROTECO tur Flo: io 6.2.2. Sistema de esgotamento sanitário As demandas do serviço de esgotamento sanitário são calculadas, tendo como objetivo principal coletar, afastar e tratar os esgotos sanitários gerados nos domicílios urbanos do Município. Na coleta de dados constatou-se a falta de cadastro satisfatório e de informações mais detalhadas do Sistema de Esgotamento Sanitário, precisando complementar com informações do SNIS. Para os distritos notou-se uma carência de dados ainda maior, havendo a necessidade da adoção de valores em função das características da sede e de povoados semelhantes ou dados de referência nacional. O Município de Quatis não possui dados do volume de esgoto gerado. Sendo assim, a demanda do sistema de esgotamento sanitário foi calculada a partir da adoção do coeficiente de retorno 0,8, ou seja, 80% da água consumida nos domicílios retornam ao sistema na forma de esgoto. Como apresentado anteriormente, o volume de médio de água consumido, em 2021 foi de 1.388.460 mº, que resulta na geração de 1.110.768 mº de esgoto. Deste total, 60% eram coletados quando o tronco coletor se encontrava integralmente instalado e não há tratamento, pois a ETE está inoperante no momento, evidenciando a necessidade de investimentos para Universalização do serviço. Para a projeção das demandas no horizonte de Planejamento, adotaram-se metas para o Sistema de Esgotamento Sanitário apresentadas na Tabela 21. Tabela 21; Metas do SES do Município de Quatis A projeção da demanda de esgoto da sede do Município de Quatis foi realizada a(N partir de pesquisa dos dados do IBGE, SNIS e Vallenge Engenharia. As variações na demanda, observadas no decorrer do plano, são em função do crescimento populacional e a redução da cota per capita de água consumida, em função de programas de educação ambiental e sanitária que visam reduzir o consumo de água por domicílio e habitante. Foram identificados déficits para a Universalização do Sistema de Esgotamento Sanitário no Município de Quatis tanto na coleta quanto no tratamento. Prevalece O regime unitário, mas não há cadastro ou como avaliar qual Porcentagem da rede existente é unitária ou separadora absoluta. Os resultados do estudo de demandas da sede e dos distritos do Município de Quatis são apresentados nas Tabelas 22, 23 e 24, Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 79 SETOR DE PROTOCOLO FL: Proc; DD PEISNEND — DIISEg Quaweaues ap jedraiuny ousja “ueuisdua aBuapea à INS “3991 aos euequaBua aJuapen epenua ep sopeg . :ejon EIS ES dere Tiso seu [ot [uz Ez voc E POE O Sso [iot ovo Too lre E EU ES Ze To rue jtez Jow |ooczfoeic [ue Jos EX 15 E 16 º sso joi Ovo jogo ie oro EM CO jo jose jesr Jr HZ [CONT [os0iz [1565 ras E EO Bus s5 EE s o eso Juri do Jov rs E ET E joe: Jo jose loez los |rioz|ruoz jrioz Jises s Jour or rara fico E te E o so Jor oo Too zm oro COS Ze jo so Jzs jm T Joc josz Z 2691 [3 te se o 6so jr ovo Jjou rm oro 6991 Jios iv jo jose jrez Jow foco voz jseooz fesos Ex 16 E3 16 o seo jeri oso Jjoo lim EM srt om ese jo ese leer lot fes zocoz jesoz E LoL mom E E o O 60 [Hi Oro jO0 jim Em CO Le jo jose tree Joel |Io90z iso: [issoz Jaivs jogo E! a TE E õ sso [ori o00o Jjoo rs EX 189% [is ze jo ese jevz loc ljrcocicior jercoz Jres Jazs Jor EI 78 TE 18 õ EMC 000 Joo im EM 0957 [eva se jo gs |oaz peso loesoz loco lies Joss Jor Jur feogsi [7 TE der O 6s0 [zot Oo Jo zm E) Pest Jum is jo ese livz Jyez |rmoriesaor jescoz [ss [ns os jo ! suma E E E E so [ai oo Jov lis EX COM ez jo LOM A og [pio |riooi lzmy [agp o st 6 EE o o eso jeri oro Jjoo re Em (ev Jose tz jo sec Jtiz J|oz |risrijezosi jcrsei jr» [sy r vi 0 [4 E 166 so Hz tove EC voo E eso ss Jo etc losr a To te rors jovegi . sort Toro kr ES SE0Z é ZZOZ — SHEND Op oldiojuny op epas eu ojoBsa sp epueuap ep orselosg :zz ejoqei ( ( seta dai “ço ad Proc: El: ———— PEISIEND — ONISPG QuSuwESueS sp jedinuny ouejs o ondaidendeno! ahi epeAjáSO EumSTs O SEDISHaDeLED Ep OE ÍUny Li Opexope - otuatieten ap asp soci us sepenuenaeuratss cp sexiareve se opuesapisuo a Sevajo seu seprio sasopesou sop EEOZ E ZZ0Z — OB9Je op ojusIp ou ojoBsa ap epuewep ep opóoford :s7 ejoqei ( ( Projeção da demanda de esgoto no distrito de Ribeirão de São Joaquim 2022 a 2033 Tabela 24: ri DE PROTSCRO Proc: OO Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ SETOR DE PROTECQLO FL: GQ À 6.2.3. Sistema de manejo de águas pluviais As demandas dos serviços de drenagem urbana são calculadas tendo como objetivo, combater inundações nas ruas e fundos de vale municipais e evitar o empoçamento de água que causa doenças como a dengue e outras doenças. Durante a fase de diagnóstico constatou-se que o Município não conta com um cadastro das infraestruturas existentes de macrodrenagem e microdrenagem. Desta forma, o cálculo da demanda da drenagem considerou dados da bibliografia técnica (TOMAZ, 2002) e os dados da Vallenge Engenharia. As demandas de drenagem urbana são determinadas de forma diferente dos outros serviços de saneamento, pois não dependem diretamente da população, mas sim, da forma como essa ocupa o espaço urbano, das condições climáticas e características físicas das bacias hidrográficas, onde se situa a área ocupada do município. Assim, o escoamento superficial das águas pluviais depende de vários fatores naturais e antrópicos que interagem entre si. A demanda ou o estudo de vazões procuram considerá-los todos para que sejam adequados. O cálculo da demanda para macrodrenagem e microdrenagem é apresentado a seguir. MACRODRENAGEM Pode-se observar na Figura 47 que Quatis possui quatro sub-bacias que influenciam diretamente a área urbana. A Tabela 25 sumariza as características gerais das bacias com incidência na área urbana do Município de Quatis, o tempo de concentração, a intensidade de chuva, o uso e ocupação do solo, e, a vazão máxima, conforme o caso. Tabela 25 : Informações gerais das sub-bacias do Município de Quatis poórregotavepés | 0335 | Ribeirão dos Quatis | 602 | órrego do Surdo Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 83 3 SETOR SE PROTECGLO FL: Proc: Figura 47 — Articulação das sub-bacias da área urbana na sede do Município de Quatis Córr, do Quatis ou Campo Alegre Crr. vem denominação HE Mancha Urbana DD sob-sacaa EB sb-sacias EB sub-sssc ED sub-sacio —— Corpos Hídricos ——— Umite municipal Fonte: Vallenge, 2013. MICRODRENAGEM Para o Município de Quatis foi estimado que o coeficiente de escoamento superficial seja da ordem de 50%, em função da análise do uso e ocupação do solo atual. Para o período de retorno de 10 anos, e, duração de 10 minutos, valores usuais para o dimensionamento de microdrenagem urbana, a intensidade prevista é igual a 163 mm/hora. Portanto, cada hectare contribui para uma vazão de escoamento superficial direto igual a 390 L/s, de modo que com a declividade dos terrenos do Município, é possível que seja necessário implantar ao menos 02 bocas-de-lobo e respectiva galeria, a cada 02 quadras, ou, adotar técnicas compensatórias que reduzam a necessidade de estruturas hidráulicas convencionais. Para obter esses valores, foram consideradas as normas técnicas da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU/SP, 2008) e mesmo, cálculos da capacidade média de caixas de descarga. Plano Municipal de Saneamento Básico - Quatis/RJ “ À A microdrenagem vem funcionando, porque ainda há boa capacidade de infiltração na área urbana, o que diminui o escoamento superficial. O Município não possui cadastro das estruturas de microdrenagem, porém conta com estruturas, como bocas de lobo e poços de visita. Desta forma, estimou-se que o Município disponha de 40% das unidades necessárias, operando de acordo com os critérios técnicos. A demanda pelas unidades como bocas-de-lobo, galerias e poços de visita foi determinada por unidade de área pela Vallenge Engenharia. Propôs-se a implantação da infraestrutura em toda a área urbana onde a ocupação se mostra consolidada. A quantidade de unidades de microdrenagem depende diretamente do relevo, daí os valores adotados. Para o relevo plano, mais bocas-de-lobo são necessárias por unidade de área, já que a velocidade de escoamento é muito baixa, tendendo ao empoçamento de água. Em virtude do relevo observado no município foram adotados os seguintes critérios. Tabela 26: Quantidade de unidades de microdrenagem para o Município de Quatis Quatis 2 und/ha 55 milha 1 und/100m de galeria Fonte: Vallenge, 2013. O cálculo da demanda para o sistema de microdrenagem da sede e dos distritos do Município de Quatis são apresentados nos Tabelas 27, 28 e 29. Plano Municipal de Saneamento Básico - Quatis/RJ 85 R co o [=] [=] 4 [4] E) [a] ] 2 E q & E v Ko) [e] a 8|8 e = odrenagem na sede do Muni cr: | s%o] 38 Lo em) ar 26040] 216/55] [1 567 231) se 233 mo) 548) 28] | 2 28337] 227] 26489] 212] 278,63 288,19 290,99 Projeção da demanda de m 273,98 | 068] 249) Nota: * Dados de entrada da Vallenge Engenharia | 21952 259,70 14.790 15.343 15.603 | 2026] 15.869 16.138 | 2028] 16.413 | 2029] 16.692 17.821 Tabela 27 2027 | 2013] 12376) [2022 [2023] 15086 2024 [2025 g E E pa o ê £ 5) a [6] (6) Fonte: IBGE e Vallenge Engenharia Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ SETOR DE PROTECRLO Fls Proc: — daooth o Projeção da demanda de microdrenagem no distrito de Falcão — 2022 a 2033 Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ Tabela 28: Nota: * Dados de entrada da Vallenge Engenharia Fonte: IBGE e Vallenge Engenharia — irão de São Joaquim — 2022 a 2033 ag [ra 2 2 É [a fe) 8 8 1 2 E 8 E 8 E) E) o o) ES s 2 e ElE ê [=] E) E SEIT ETEIRE E g 8 e & º e Ro) Rs] E z Ê e Ti FÍSIO da demanda de mi : Projeção Tabela 29 Nota: * Dados de entrada da Vallenge Engenharia. Fonte: IBGE e Villenge Engenharia na BE PROTOCOLO Proc.: OO | BOB Porta, = em bem 6.3. INDICADORES DE PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS Os indidcadores constituem um mecanismo simples e eficaz para que a população, exercendo o controle social previsto na Lei Federal nº 11.445/2007, e a administração pública municipal possam acompanhar a evolução da prestação dos serviços rumo à universalização. O SNIS, Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, possui alguns indicadores que serão usados como referência para os componentes de água e esgotamento sanitário. Já para o componente drenagem e manejo de águas pluviais urbanas, a literatura específica ainda é pobre, sendo utilizados alguns dos indicadores propostos pela Vallenge Engenharia. O município necessita de uma melhora em sua base de dados para que num fututo próximo possam ser adotados outros indicadores para o monitoramento do desempenho do plano em relação às metas propostas. Como, por exemplo, o monitoramento da população urbana por bairro que sofre com a falta d'água, através dos dados de demanda de pedidos de água com caminhão pipa e da população existente em cada bairro. A seguir são apresentados os indicadores por componente, juntamente com as metas propostas ao longo do horizonte de planejamento. 6.3.1. Abastecimento de Água Para o componente de abastecimento de água foram definidos três indicadores principais em relação à quantidade e distribuição água, índice de atendimento urbano de água, consumo médio per capita e índice de perdas na distribuição, e dois indicadores principais em relação à qualidade da água fornecida a população, incidência de análises de cloro e de coliformes totais fora do padrão. ÍNDICE DE ATENDIMENTO URBANO DE ÁGUA A. Objetivo: aferir a evolução da universalização do serviço de abastecimento de A) água no município. B. Equação para o cálculo do indicador 5 INoz3 = População urbana atendida com abastecimento de água x 100 [%] População urbana residente no município ) Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 89 SELVA vi PáUSLUaL FL: Q PracIaDE — Bomb Onde: ii — População urbana atendida com abastecimento de água, hab: população urbana atendida com abastecimento de água pelo prestador de serviços, no último dia do ano de refências. Número de pessoas efetivamente atendida com os serviços. -— População urbana residente no município, hab: população urbana residente no município, utiliza-se os dados de censos ou contagens populacionais do IBGE mais recente. Inclui tanto a população atendida quanto a que não é atendida pelos serviços de abastecimento de água. C. Metas e prazos propostos 100% 100% 100% 100% *Fonte: SNIS, 2019. CONSUMO MÉDIO PER CAPITA A. Objetivo: avaliar a demanda de consumo diário por habitante para que se possa planejar tanto questões de ampliação do sistema quanto para elaboração de projetos de socioeducação voltados ao consumo consciente. B. Equação para o cálculo do indicador IN022 = Volume de água consumido — Volume de água tratado exportado x 1000 [L/hab.dia] População total atendida com abastecimento de água 365 Onde: — Volume de água consumido, m?: Volume anual de água consumido por todos os usuários, compreendendo o volume micromedido, o volume de consumo estimado para as ligações desprovidas de hidrômetro ou com hidrômetro parado, acrescido do volume de água tratada exportada para outro prestador de serviços. à — Volume de água tratada exportado. m?: Volume anual de água potável, proviamento tratada, transferido para outros agentes distribuidores. -— População total atendida com abastecimento de água, hab: Valor da soma das Av populações urbana e rural, sedes municipais e localidades, atendidas com abastecimento de água pelo prestador de serviços, no último dia do ano de referência. Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 90 3 SETOR DE P2OTSCOLO HE Q Proc: QOK J C. Metas e prazos propostos 265,97 250,00 200,00 175,00 150,00 *Fonte: SNIS, 2019. ÍNDICE DE PERDAS NA DISTRIBUIÇÃO A. Objetivo; aferir se o programa de redução de perdas está no caminho certo. B. Equação para o cálculo do indicador INoss = Vol. de água (produzido — tratado importado — serviço) — Vol. de água consumido x 100 [%)] Volume de água (produzido — tratado importado — serviço) Onde: -— Volume de água produzido, m*: Volume anual de água disponível para consumo, compreendendo a água captada pelo prestador de serviços e a água bruta importada ambas tratada(s) na(s) unidade(s) de tratamento do prestador de serviços, medido ou estimado na(s) saída(s) da(s) ETA(s) ou UTS(s). — Volume de água tratada importado, m*: Volume anual de água potável, previamente tratada em ETA(s) ou em UTS(s), recebido de outros agentes fornecedores. Deve estar computado no volume de água macromedido, quando efetivamente medido. Não deve ser computado nos volumes de água produzido, tratado em ETAs ou tratado por simples desinfecção. — Volume de água de serviço, m*: Valor da soma dos volumes anuais de água usados para atividades operacionais e especiais, acrescido do volume de água recuperado. As águas de lavagem das ETA(s) ou UTS(s) não devem ser consideradas. - Volume de água consumido, m?: Volume anual de água consumido por todos os usuários, compreendendo o volume micromedido, o volume de consumo estimado para as ligações desprovidas de hidrômetro ou com hidrômetro parado, acrescido do volume de água tratada exportado para outro prestador de serviços. À) C. Metas e prazos propostos po [ms | mm [mm [2% | *Fonte: SNIS, 2019. Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 91 8 INCIDÊNCIA DE ANÁLISES DE CLORO FORA DO PADRÃO A. Objetivo: aferir a qualidade da água em relação à potabilidade e consequentemente evitar a evolução de doenças de veiculação hídrica. B. E ão para o cálculo do indi r INo7s = Quantidade de amostras para análises de cloro residual fora do padrão x 100 [%] Quantidade de amostras analisadas para aferição de cloro residual Onde: Cc. Quantidade de amostras analisadas para aferição de cloro residual livre com resultados fora do padrão, amostra: Quantidade total anual de amostras coletadas na(s) saída(s) da(s) unidade(s) de tratamento e no sistema de distribuição de água, reservatórios e redes, para aferição do teor de cloro residual livre na água, cujo resultado da análise ficou fora do padrão determinado pela Portaria 888/2021 do Ministério da Saúde. No caso de município atendido por mais de um sistema, as informações dos diversos sistemas devem ser somadas. Quantidade de amostras analisadas para aferição de cloro residual livre, amostra: Quantidade total anual de amostras coletadas na(s) saída(s) da(s) unidade(s) de tratamento e no sistema de distribuição de água, reservatórios e redes, para aferição do teor de cloro residual livre na água. No caso de município atendido por mais de um sistema, as informações dos diversos sistemas devem ser somadas. Metas e prazos propostos “Fonte: SNIS, 2019. INCIDÊNCIA DAS ANÁLISES DE COLIFORMES TOTAIS FORA DO PADRÃO A. Objetivo: aferir a qualidade da água em relação à potabilidade e consequentemente evitar a evolução de doenças de veiculação hídrica. Plano Municipal de Saneamento Básico'- Quatis/RJ 92 SETOR DE PROTSCOLO Ha Proc. Fo 0:49 0 18 — Bod8. B. Equação para o cálculo do indicador INoss = Quantidade de amostras para análises de coliformes totais fora ão x 100 [%] Quantidade de amostras analisadas para aferição de coliformes totais Onde: — Quantidade de amostras analisadas para aferição de coliformes totais com resultados fora do padrão, amostra: quantidade total anual de amostras coletadas na(s) saída(s) da(s) unidade(s) de tratamento e na rede de distribuição de água, para aferição do teor de coliformes totais, cujo resultado da análise ficou fora do padrão determinado pela Portaria nº 2914/2011 do Ministério da Saúde. No caso de município atendido por mais de um sistema, as informações dos diversos sistemas devem ser somadas. — Quantidade de amostras analisadas para aferição de coliformes totais, amostra: Quantidade total anual de amostras coletadas na(s) saída(s) da(s) unidade(s) de tratamento e no sistema de distribuição de água, reservatórios e redes, para aferição do teor de coliformes totais. no caso de município atendido por mais de um sistema, as informações dos diversos sistemas devem ser somadas. C. Metas e prazos propostos 0% 0% 0% 0% *Fonte: SNIS, 2019. 6.3.2. Esgotamento Sanitário Para o componente de esgotamento sanitário foram definidos três indicadores principais: índice de atendimento urbano de esgoto, índice de coleta de esgotos e índice de tratamento de esgotos. ÍNDICE DE ATENDIMENTO URBANO DE ESGOTO EA A. Objetivo: aferir a evolução da universalização do componente no município. Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 93 R SETOR DE PROTSCOLO Fl: Proc. v) B. Equação para o cálculo do indicador INos7 = População urbana atendida com esgotamento sanitário x 100 [%] População urbana residente no município Onde: — População urbana atendida com esgotamento sanitário, hab: Valor da população urbana beneficiada com esgotamento sanitário pelo prestador de serviços, no último dia do ano de referência. Corresponde à população urbana que é efetivamente servida com os serviços. —- População urbana residente do município, hab: População urbana residente no município. Quando da existência de dados de censos ou contagens populacionais do IBGE, essas informações são utilizadas. Inclui tanto a população beneficiada quanto a que não é beneficiada com os serviços de esgotamento sanitário, C. Metas e prazos propostos *Fonte: Secretaria Municipal de Infraestrutura, 2021. ÍNDICE DE COLETA DE ESGOTOS A. Objetivo: aferir o volume de esgoto coletado. B. Equação para o cálculo do indicador INois = Volume de esgoto coletado x 100 [%] Volume de água consumido — volume de água tratado exportado Onde: Volume de esgoto coletado, m*: Volume anual de esgoto lançado na rede coletora. Em geral é considerado como sendo de 80% a 85% do volume de água consumido na mesma economia. Não inclui volume de esgoto bruto importado. Volume de água consumido, mº*: Volume anual de água consumido por todos os usuários, compreendendo o volume micromedido, o volume de consumo estimado Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 94 É) sous vi PROISCOLO Proc: para as ligações desprovidas de hidrômetro ou com hidrômetro parado, acrescido do volume de água tratada exportado para outro prestador de serviços. — Volume de água tratado exportado, m?: Volume anual de água potável, previamente tratada, transferido para outros agentes distribuidores. C. Metas e prazos propostos *Fonte: Secretaria Municipal de Infraestrutura, 2021. ÍNDICE DE TRATAMENTO DE ESGOTOS A. Objetivo: aferir a universalização do tratamento de esgoto e com isso melhorar a qualidade ambiental dos recursos hídricos e evitar a proliferação de doenças de veiculação hídrica. B. Equação para o cálculo do indicador Nois = Volume de esgoto tratado x 100 [%] Volume de esgoto coletado + volume de esgoto importado Onde: -— Volume de esgoto tratado, m*: Volume anual de esgoto coletado na área de atuação do prestador de serviços e que foi submetido a tratamento, medido ou estimado na(s) entrada(s) da(s) ETE(s). — Volume de esgoto coletado, mº: Volume anual de esgoto lançado na rede coletora. Em geral é considerado como sendo de 80% a 85% do volume de água consumido na mesma economia. — Volume de esgoto bruto importado, mº: Volume de esgoto bruto recebido de outro(s) agente(s). Deve ser acrescido, caso houver, a parcela do volume de esgoto coletado. C. Metas e prazos propostos Mg *Fonte: Secretaria Municipal de Infraestrutura, 2021. Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 95 8 SETOR DE p Eh ROFSCOLO Proc: 6.3.3. Drenagem e Manejo de Águas Pluviais Urbanas Para o componente de drenagem e manejo de águas pluviais urbanas foram adotados três indicadores: índice de atendimento urbano de microdrenagem, índice de atendimento territorial urbano de microdrenagem e índice de pontos de alagamento devido a chuvas. O indicador da gestão do serviço, presente no Plano Municipal elaborado pela Vallenge em 2013 foi retirado devido à dificuldade de aplicação e por ser necessário levantamento de dados por corpo técnico habilitado, que encontra-se devassado na Prefeitura. ÍNDICE DE ATENDIMENTO URBANO DE MICRODRENAGEM A. Objetivo: aferir a evolução da universalização do componente no município. B. Equação para o cálculo do indicador IN100 = População urbana atendida com microdrenagem x 100 [%] População urbana do município Onde: —- População urbana atendida com microdrenagem, hab: Valor da população urbana atendida com microdrenagem, mesmo drenagem superficial, pelo prestador de serviços, no último dia do ano de referência. Corresponde à população urbana que é efetivamente servida com os serviços. — População urbana do município, hab: População urbana residente no município. Quando da existência de dados de censos ou contagens populacionais do IBGE, estas informações são utilizadas. Inclui tanto a população beneficiada quanto a que não é beneficiada com os serviços de microdrenagem. C. Metas e prazos propostos ND 40% 50% 100% 100% Nota: ND - Não disponível. Fonte: Vallenge, 2013. Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 96 mn Di PROTSCOLO ÍNDICE DE ATENDIMENTO TERRITORIAL URBANO DE MICRODRENAGEM A. Objetivo: aferir a área efetivamente atendida com microdrenagem. B. Equação para o cálculo do indicador IN+01 = Área urbana com microdrenagem x 100 [%] Área urbana do município Onde: — Área urbana com microdrenagem, km?: Área urbana atendida com microdrenagem, mesmo drenagem superficial, pelo prestador de serviços, no último dia do ano de referência. - Área urbana total, km?: Área urbana total definida pelo município através do Plano Diretor, leis municipais ou decretos municipais até o último dia do ano de referência. C. Metas e prazos propostos Nota: *Estimado em função de visitas a campo. Fonte: Vallenge, 2013. ÍNDICE DE PONTOS DE ALAGAMENTO SANADOS A. Objetivo: verificar o desempenho no controle e diminuição dos pontos de alagamento no município e, com isso, melhorar a qualidade ambiental dos recursos hídricos e evitar a proliferação de doenças de veiculação hídrica, B. Equação para o cálculo do indicador IN102 = Número de pontos com problemas de alagamento sanados x 100 [%] Número de pontos com problemas de alagamento Onde: — Número de pontos com problemas de alagamento sanados, unidade: Número de Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 97 4 locais que tinham problemas de alagamento devido as chuvas e que foram sanados através de obras de micro e macrodrenagem. = Número de pontos com problemas de alagamento, unidade: Número total de locais atualmente sujeitos a alagamento devido à chuvas e que necessitam de obras de micro e macrodrenagem. CE Nota: ND - Não disponível. Fonte: Vallenge, 2013. Ã) 4 Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 98 — item +», Fl: Proc.: 7. PREPOSIÇÕES PARA O SISTEMA 7.1. CENÁRIOS PARA A UNIVERSALIZAÇÃO DOS SERVIÇOS DE SANEAMENTO Os cenários de investimentos para que se consiga atingir a universalização dos serviços de saneamento dividem-se em dois critérios: de engenharia e de disponibilidade de recursos. Para esses casos, foram obtidos os custos necessários para alcançar a universalização. O Cenário 1, Tendencial, aquele no qual se manteriam os parâmetros atuais quanto aos elementos lineares, em relação às redes foi subdividido em A, com maior disponibilidade de recursos financeiros, e, B, com limitação de recursos. Para o caso A, a maior disponibilidade de recursos seria, por exemplo causada por arranjos regionais de prestação de serviços de saneamento. Para o Estado do Rio de Janeiro, essa possibilidade torna-se mais concreta, porque há recursos públicos de uso potencial, o Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano (FECAM). Portanto, se no caso A se supõe maior disponibilidade de recursos financeiros, tendo como maior fonte o FECAM, no caso B manteria-se a modéstia atual quanto à aplicação de recursos para o saneamento, Nesse último caso, a fonte de investimentos seria o orçamento do Município. O Cenário 2, Ideal, é aquele no qual se emprega o estado da tecnologia em engenharia sanitária. Supondo-se que ao longo do tempo as áreas urbanas do Município contariam com redes de água em anel passando pela calçada, alimentadas também por anéis principais; são as denominadas redes por anel, setorizadas, possibilitando a colocação de macromedidores para o controle das perdas por setor. Em relação ao esgotamento sanitário, admite-se rede coletora comum aos dois lados da rua, logo atendendo domicílios opostos, cobrindo todas as ruas, contando com os elementos de inspeção necessários. Evidentemente, por pressupor mais elementos lineares, ocasionará um montante maior de investimentos. O cenário ideal também se divide em A e B, igualmente com maior disponibilidade de recursos, caso A e menor disponibilidade, B. O que muda neste cenário é a condição de engenharia das redes, sejam as de água, sejam as de esgotos. Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 99 q D Gas A seguir se resume a lógica dos cenários de investimentos para que se atinja a universalização dos serviços de saneamento: Cenário 1: e Tendencial quanto à engenharia dos elementos lineares, rede de água e de esgotos, mantendo e aprimorando as condições atuais. * Subdividido em A regionalização e disponibilidade de recursos e B investimentos limitados, mantendo a tendência atual, mesmo que pouco a pouco aprimorada no horizonte de planejamento. Cenário 2: * Ideal quanto à engenharia dos elementos lineares, rede de água e de esgotos. e Também é subdividido em A, regionalização e disponibilidade de recursos e B, investimentos limitados, mantendo a tendência atual, mesmo que pouco a pouco aprimorada no horizonte de planejamento. Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 100 ig BE PAOTSCOLO 7.1.1. Abastecimento De Água Objetivo: universalizar o abastecimento de água conforme uma prestação de serviço eficiente. Meta: atingir 100% de atendimento até 2025. Tabela 30: Investimentos para a universalização do SAA no distrito sede — Cenário 1B Ampliar a oferta de água tratada em ai a 64.000,00 |1.278.000,00 Tratamento 80 L/s (Projeto e implantação) -á Projeto e implant do sistema d gua rojeto e implantação istema de 35.000,00 Implantar controle de acesso = Captação . Eiscioni (cercamento + sinalização) nas 30.000,00 al A três captações 700.000,00 superficial tratamento de lodos Projeto e implantação de adutoras, AAT 52.000,00 | 511.000,00 | 511.000,00 inclusive anéis de distribuição Ampliar o volume de reservação em Reservação 35.000,00 | 691.000,00 1000 mº (Projeto e implantação) Cadastro das unidades do SAA | 381.000,00 | 381.000,00 Do Rede de distribuição (Atendimento 465.500,00 | 6.275.000,00] 7.315.500,00 de déficit e ampliação) “o | Macromedição e setorização 23.000,00 Distribuição | Ligações de água (atendimento 35.000,00 | 163.000, .000, de déficit e ampliação) o | 00000 Padronização de cavalete 130.000,00 Hidrômetros (atendimento de déficit h 55.000,00 | 325.000,00 | 174.000,00 e ampliação) SUBTOTAL 629.500,00 | 4.189.500,00 7.404.000,00 | 7.596.500,00 TOTAL GERAL 19.819,500,00 Por ano no período 314.750,00 | 1.396.500,00 | 740.400,00 » Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 101 f) atual Captação Reforma e atualização das 140.000,00 Superficial unidades Manutençã bstitui d AMB anrisnçõõo aEsubanaadO sia 248.000,00 | 248.000,00 trechos Manut bstituição d AMT cid oca 113.000,00 | 113.000,00 trechos Reforma e atualização das EEAB e EEAT 160.000,00 | 160.000,00 unidades (3 EEAB + 1 EEAT) Tratamento - ' Reforma e atualização das a unidades 125.000,00 | 125.000,00 superficial a Reforma e atualização das Reservatórios . 79.000,00 | 79.000,00 unidades Rede de distribuição 129.400,00 | 194.000,00 |7.631.600,00/4.980.000,00 (Manutenção) js ep 37.000,00 | 55.000,00 | 184.000,00 | 92.000,00 Distribuição (Manutenção) -O00, . 000, .000, 000, Hidrômetros (Manutenção) | 140.000,00 | 291.000,00 | 733.000,00 | 367.000,00 SUBTOTAL 306.400,00 | 700.000,00 |9.423.600,00 | 6.014.000,00 TOTAL GERAL 16.444.000,00 Por ano no período 153.200,00 233.333,33 942.360,00 1.202.800,00 Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 102 SETGR DE PROTSCRLO Fl: Proc: Dad Tabela 32: Investimentos para a universalização do SAA no distrito Falcão — Cenário 1B Implantar controle de acesso (cercamento + sinalização) na |10.000,00 captação Ampliar a oferta de água captada em 1,5L/s(projeto e implantação) Projeto e implantação (caso [oo 8.000,00 necessário em função da Captação Superficial 3.000,00 | 58.000,00 144.000,00 ampliação da captação) Ampliar a oferta de água Tratamento -|tratada em 1,5 L/s (Projeto e | 4.000,00 | 65.000,00 água implantação) superficial |Projeto e implantação do 4 a ] ii 35.000,00 | 700.000,00 sistema de tratamento de lodos AAT Projeto e implantação de EE adutoras, inclusive anéis de | 8.000,00 | 144.000,00 distribuição Ampliar o volume Reservatórios, de reservação em 20 mº (Projeto e | 3.000,00 implantação) Cadastro das unidades do SAA Rede de distribuição (atendimento de déficit e 4.800,00 19.00,00 ampliação) Macromedição e setorização Ligações de água (atendimento de déficit e ampliação) Padronização de cavalete 60.000,00 12.000,00| 12.000,00 L 53.200,00 J 23.000,00 Distribuição 2.000,00 3.000,00 2.000,00 3.000,00 Hidrômetros (atendimento de ii B . à 16.000,00 5.000,00 3.000,00 déficit e ampliação) SUBTOTAL TOTAL GERAL 88.000,00 | 1.228.800,00 | 30.000,00 1.410.000,00 Por ano no período 44.000,00 409.600,33 3.000,00 12.800,00 [o TN St S Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 103 3 63.200,00 ne e CO Proc: Tabela 33: Custos de manutenção do SAA no distrito Falcão — Cenário 1B Ref lizaçã Captação eforma e atualização das 8.000,00 Superficial [unidades Manutenção e substitui AAB nutençã stituição 21.000,00 de trechos Tratamento - água Reforma e atualização das s ' 4.000,00 superficial [unidades AAT Manutenção e substituição s sã 38.000,00 | 38.000,00 de trechos Reservatórios [Reforma e atualização das 300000 unidades Rede de distribuição 1.400,00 2.100,00 | 81.600,00 | 53.900,00 (Manutenção) mana Ee guia 1.000,00 | 1.000,00 | 3.000,00 | 2.000,00 Distribuição |(Manutenção) pi ae “o “o Hidrômetros (Manutenção) | 4.000,00 | 4.000,00 | 12.000,00 | 600000 SUBTOTAL 3.400,00 7.100,00 | 165.600,00 | 99.900,00 TOTAL GERAL 276.000,00 1.700,00 2.366,67 16.560,00 19.980,00 & Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 104 3 AM Proc: Tabela 34: Investimentos para a universalização do SAA no distrito Ribeirão de São Joaquim — Cenário 1B Implantar controle de acesso 20.000,00 (cercamento+ sinalização) nas Captação três captações Superficial Ampliar a oferta de água captada em 2 L/s (projeto e 5.000,00 | 87.000,00 implantação) Projeto e implantação (caso AAB necessária em função da 8.000,00 | 144.000,00 ampliação da captação) Ampliar a oferta de água tratada em 2 L/s (Projeto e 5.000,00 | 98.000,00 Tratamento - implantação) água Projeto e implantação do [es superficial sistema de tratamento de 35.000,00 | 700.000,00 lodos Projeto e implantação de AAT adutoras, inclusive anéis de | 8.000,00 | 144.000,00 distribuição Cadastro das unidades do SAA| 18.000,00 18.000,00 Rede de distribuição RR “1 (atendimento de déficit, 6.200,00 | 26.000,00 | 68.800,00 ampliação e substituição) Macromedição e setorização 2 dim Ligações de água (atendimento| de déficit, ampliação e 2.000,00 substituição) Padronização de cavalete 3.000,00 É H idrômetros (atendimento de 3.000,00 Distribuição 4.000,00 2.000,00 déficitampliação e 21.000,00 | 7.000,00 | 4.000,00 substituição) | SUBTOTAL 109.000,00 a 40.000,00 | 84.800,00 TOTAL GERAL 1.477.000,00 ug Por ano no período 54.500,00 310.800,00 4.000,00 5.653,33 Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 105 A SETUR E Proc: OO Tabela 35; Custos de manutenção do SAA no distrito Ribeirão de São Joaquim — Cenário 1B Captação Reforma e atualização das Superficial unidades Manutenção e substituição de Tratamento] - água superficial Reforma e atualização das unidades Manutenção e substituição de Reforma e atualização das iii 3.000,00 unidades Rede de distribuição 1.800,00 | 2.700,00 104.200,00 | 68.300,00 (Manutenção) Ligações de água (Manutenção) Do 2.000,00 4.000,00 2.000,00 Hidrômetros (Manutenção) 16.000,00 8.000,00 116.300,00 TOTAL GERAL 323.000,00 Distribuição Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 106 + SETOR DE PROTOCOLO E: MA Proc 7.1.2. Esgotamento Sanitário Objetivo: universalizar o esgotamento sanitário conforme uma prestação de serviço eficiente. Meta: atingir 100% de coleta e afastamento de esgotos até 2030 e tratamento de esgotos em 2035, empregando técnicas que mais se adequam ao Município. Tabela 36: Investimentos para a universalização do SES no distrito sede — Cenário 1B Rede de esgoto (atendimento de déficit eampliação) Ligações de esgoto (atendimento dedéficit e ampliação) Coletor Tronco e Projeto e implantação de coletor troncoe/ou Intercep. interceptores Projeto e Implantação de 5 46.200,00 | 923.000,00 EEE Linha de Projeto e implantação de . 375.000,00 | 3.750.000,00 | 3.750.000,00 recalque linhas derecalque Universalizar o atendimento de esgototratado (projeto e ETE implantação) e reformada 195.000,00 | 3.890.000,00 ETE existente SUBTOTAL 381.000,00 |4.511.200,00| 22.428.000,00 | 25.046.000,00 TOTAL GERAL 52.366.200,00 Por ano no período 190.500,00 1.127.800,00 2.242.800,00 1.669.733,33 Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 107 Ss SETOR DE raora( EE) REsiO Proc: Tabela 37: Custos de manutenção do SES no distrito sede - Cenário 1B Rede de esgoto (Manutenção) 000,00] 105.000,00] 4.120.000,00 2.745.000,00 Rede Ligações de esgoto paga a 40.000,0 80.000,00 270.000,00 140.000,00 coletora (Manutenção) Voa Manutenção e substituição de nui ui Tronco e 615.000,00 | 615.000,00 trechos Reforma e atualização das a 190.000,00 unidades Intercep. Linha de Reforma e atualização das ! 75.000,00 75.000,00 recalque unidades SUBTOTAL 110.000,00 | 185.000,00 | 5.080.000,00 3.765.000,00 TOTAL GERAL 9.140.000,00 Por ano no período 55.000,00 61.666,67 508.000,00 753.000,00 ?) HF Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 108 A SETOR DE FSOTSCOLO Fl JM Tabela 38: Investimentos para a universalização do SES no distrito Falcão - Cenário ampliação) Ligações de esgoto (atendimento de déficit e ampliação) Cadastro das unidades do SES 12.000,00 | 12.000,00 E Rede coletora Rede de esgoto (atendimento de) 44.900,00 | 172.000,00 | 427.100,00 déficit e 60.000,00 10.000,00 15.400,00 | 154.000,00 | 154.000,00 9.300,00 | 185.000,00 Coletor e Projeto e implantação de coleto Tronco e : tronco e/ou interceptores Intercep. [om | Projeto e Implantação de uma EEE Linha de |Projeto e implantação de linhas de 75.000,00 | 750.000,00 | 750.000,00 recalque |Recalque Universalizar o atendimento de ETE esgoto tratado (projeto e 11.000,00 | 210.000,00 implantação) e reforma da ET| existente SUBTOTAL 12.000,00 | 227.600,00 1.511.000,00/1.341.100,00] há 3.091.700,00 GERAL e Por ano no período 6.000,00 75.866,67 151.100,00 268.200,00 Q rá Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 109 8 Tabela 39: Custos de manutenção do SES no distrito Falcão - Cenário 1B Coletor Manutenção e substituição de Tronco e 615.000,00 | 615.000,00 trechos Intercep. Reforma e atualização das , 37.000,00 unidades 75.000,00 | 75.000,00 Linha de |Reforma e atualização das recalque [unidades E A TOTAL GERAL Por ano no período 0,00 0,00 69.000,00 145.400,00 1.417.000,00 Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 110 Tabela 40: Investimentos para a universalização do SES no distrito Ribeirão de São Joaquim - Cenário 1B it; ! Ligações de esgoto (atendimento Cadastro das unidades do SES 18.000,00 | 18.000,00 223.000,00 | 547.600,00 de A Rede de esgoto (atendimento de Rede Idéficite 57.400,00 coletora |ampliação) 78.000,00 | 43.000,00 9.000,00 déficit e ampliação) Coletor |Projeto e implantação de coleto: Tronco e |tronco 16.000,00 | 154.000,00 | 154.000,00 Intercep. [e/ou interceptores | ese [roi impnação de 5 EEE ES 9.300,00 | 185.000,00 Linha de |Projeto e implantação de linhas de 75.000,00 | 750.000,00 | 750.000,00 recalque |Recalque Universalzar o atendimento de ETE esgoto | tratado (projeto = implantação) e reformada ET 14.000,00 | 272.000,00 existente SUBTOTAL 18.000,00 | 267.700,00 | 1,627.000,00 sie 3.373.300,00 GERAL To Por ano no perído 1.460.600,00 9.000,00 89.233,33 162.700,00 292.120,00 Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ REI R) Tabela 41: Custos de manutenção do SES no distrito Ribeirão de São Joaquim — Cenário 1B Coletor Tronco e |Manutenção de trechos Intercep. Reforma e atualização das 37.000,00 unidades Linha de |Reforma e atualização das 75.000,00 75.000,00 recalque |unidades SUBTOTAL 690.000,00 TOTAL GERAL 1.417.000,00 Por ano no período 0,00 69.000,00 145.400,00 Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 112 3 7.2. METAS E AÇÕES PARA O SETOR DE SANEAMENTO Dentro das diretrizes de saneamento eficiente para todos, são necessárias ações de domínio do Poder Público Municipal para a efetiva implantação do PMSB. Neste item, apresentam-se os objetivos, as metas e respectivas ações para que efetivamente existam condições de aplicação de todas as proposições apresentadas no PMSB. No item anterior foram previstos investimentos físicos em unidades desses sistemas. Inicialmente colocam-se os objetivos de competência municipal, seguidos pelas ações, objetivos, metas e ações para cada um dos Sistemas de Saneamento. Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 113 3 ra/snenD — ooIseg ojuewesues ap jedipjun oueld & 3 é “NS Op equiea o1y op eBsojno ep opdusjnueuw eJed sesadsop op ogdexiJ — p 025y “313 9 V 13 ep ogdusnueu eJed sesedsap ap ogãexiy — € 02dy “ojoBse e enbe op ejuey ep Jojea o Jesnfeoy — 7 085y “OOISPH OjUSWBSUES 9P jedoIUNIA Opun. 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SUSTENTABILIDADE ECONÔMICA E FINANCEIRA PARA A PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS A Lei Federal nº 11.445/2007 determina que seja elaborado no PMSB, o estudo de sustentabilidade econômico-financeira para cada um dos componentes: abastecimento de água, esgotamento sanitário, drenagem e manejo de águas pluviais urbanas, limpeza pública e manejo de resíduos sólidos urbanos. A finalidade é dar suporte à decisão de qual alternativa técnica e institucional, operadora, O município deve escolher a partir de todo o cotejamento de investimentos e de custos. O objetivo é calcular qual seria a condição de equilíbrio ou sustentabilidade econômico-financeira de cada componente, utilizando como base a mesma estrutura de geração de custo e receita, para obter o gasto médio por componente. Tal valor indica qual o aporte necessário de recursos monetários para cobrir Os investimentos e os custos de manutenção para cada componente, neste Plano de Saneamento, especificamente, abastecimento de água, esgotamento sanitário e drenagem urbana. Os gastos para a prestação de serviços de água, esgotos e drenagem são divididos em duas categorias: investimentos, para universalizar ou continuar a atender a expansão da população, logo aumentando o volume dos serviços e também a receita da prestadora; e manutenção, custos com o objetivo de manter os serviços operando continuamente no mesmo nível. São classificados como investimentos: e Ampliação e reforma de unidades, pois visam aumentar a oferta de serviços. Um exemplo ocorre nas ETAs, onde o emprego de novos equipamentos aumenta a capacidade de produção, porém sem alterar as construções existentes como os decantadores. e Projetos e implantação de novas unidades, como o tratamento de lodos. e Cadastro das unidades do SAA, incluindo a rede de distribuição, pois esse conhecimento melhora a operação e reduz perdas, entre outros, trazendo benefícios futuros. e Implantação de setorização, incluindo macromedição de distritos de abastecimento, também trazendo benefícios futuros. Quanto à manutenção, se enquadra: a substituição de redes de distribuição mais antigas, com vistas a reduzir as perdas de água que também significam perdas de receita para a operadora, troca de trechos de adutora de água tratada, manutenção de trechos, entre outros. Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 129 Para qualquer município, há como referência para o cálculo da sustentabilidade econômico-financeira dos serviços de saneamento, incluindo os casos de concessão e prestação de serviços por operadores que não são da administração direta, o que diz a Lei nº 11.445/2007 em seu art. 29, 8 1º, inciso VI — “remuneração adequada do capital investido pelos prestadores dos serviços”. Assim, quando o serviço é prestado por terceiros e não diretamente pelo município, mesmo sendo este o poder concedente, a lei prevê remuneração pelo serviço prestado de forma a garantir o equilíbrio econômico-financeiro. A receita obtida pelo prestador ou concessionária de serviços de saneamento origina-se da cobrança diretamente da população através de tarifa módica e bem estruturada, ao menos para o abastecimento de água e esgotamento sanitário. Para a drenagem urbana, a definição de tarifas pela prestação deste tipo de serviço é ainda está no começo no país, não sendo adotada pelo Município de Quatis. O modelo de Estudo de Viabilidade Econômica e Financeira (EVEF) aqui utilizado calcula o valor médio gasto por domicílio e por habitante pelo serviço prestado para dar equilíbrio econômico-financeiro ao mesmo, considerando os investimentos e os custos de manutenção. O cálculo foi efetuado por componente de saneamento básico e, para efeito de comparação, também foi apresentada a renda média por domicílio, mostrando o quanto o custo médio pela prestação de serviço impacta a renda média domiciliar. Foram feitos cálculos também para mostrar a porcentagem correspondente da prestação dos serviços perante a receita média municipal no horizonte adotado. Estes valores ajudam a balizar os custos da prestação de serviços dentro do âmbito de um PMSB, mas é um primeiro trabalho de sustentabilidade econômica aos quais outros estudos se seguiriam para aprofundar a questão. Não foram considerados os custos de exploração dos serviços. O objetivo das simulações de sustentabilidade econômica apresentadas é oferecer uma análise inicial de sensibilidade aos tomadores de decisão. Maior detalhamento e aprofundamento de custos de investimentos seriam obtidos nos planos diretores de empreendimentos e obras, e projetos básicos de cada sistema, fases seguintes a este PMSB. Nestes instrumentos posteriores, o gestor público obterá com maior precisão e detalhamento, o dimensionamento e o custo mais detalhado das alternativas propostas neste plano de saneamento, de forma que uma nova simulação da sustentabilidade seria efetuada. Para garantir a remuneração adequada dos serviços, não há ainda uma regra definida, mas se considera que a taxa de desconto atrelada a Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (SELIC) refletiria a expectativa média de remuneração do capital de uma operadora, acrescida da taxa de risco e a liquidez de cada tipo de serviço prestado. Desta forma, foi montado um fluxo descontado de valores monetários, mas adotando uma Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 130 Gs SALIVA sro é nice tir tiras taxa de 11% ao ano, uma vez que a taxa SELIC atual é de 10,75%. Há duas situações consideradas na análise de equilíbrio dos sistemas de saneamento básico e seu uso: e Municípios autônomos que não decidiram a assinatura de contrato de programa com a CEDAE e buscam meios de expandir os serviços por meio de concessões ou mantê-los na forma em que estão. O EVEF apoia a tomada de decisão para estabelecer a forma de prestação de serviços, inclusive para a delegação de serviços como prevê a Lei Federal nº 8.987/2005. e Municípios que tenham lei autorizativa aprovada com alguma concessionária ou que já estejam com contrato de programa assinado com a CEDAE, cujo instrumento é conhecido como Plano de Metas. Quando o município já tem a lei autorizativa com qualquer concessionária ou contrato de programa assinado com a CEDAE, a concessão já estaria alicerçada na aprovação pelas partes envolvidas como a Câmara Municipal, a Prefeitura e a própria concessionária. Este estudo apoiaria uma revisão do contrato, caso necessária. Em ambos os casos, é provável que haja ajustes posteriores entre a operadora e a prefeitura pertinentes no plano de investimentos e que impactariam o resultado econômico do projeto. Nos municípios que negociariam um contrato de programa com a CEDAE, este estudo oferece a informação e a análise que apoiam a prefeitura sobre a dimensão da proposta apresentada pela concessionária estadual e das possibilidades em relação à operação dos sistemas. Para os casos em que o município já possui contrato de programa assinado ou com a lei autorizativa aprovada, tomando como base a proposta feita pela operadora, pretende-se apresentar apenas a situação em que o sistema entra em equilíbrio econômico-financeiro, cabendo ao município eventualmente tomar a iniciativa de repactuação contratual. Os investimentos previstos para Quatis, estão apresentados na Tabela 47. O prazo considerado é igual ao horizonte de planejamento, 20 anos. Os investimentos em expansão urbana atendida por loteamentos seriam a encargo dos empreendedores imobiliários e não para a prefeitura ou concessionária, conforme determina a Lei nº 6.766/1979. Portanto, não foram considerados neste EVEF. Para Quatis, há necessidade de empréstimos ou outros aportes de capitais para ampliar a oferta de serviços, bem como mantê-los, situação muito diferente de municípios da mesma região. Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 131 q RB Tabela 47: Estudo de Viabilidade Econômica e Financeira Taxa Selic Anual 11,00% Custo do Sistema de Água R$ 8.511.031,12 Custo do Sistema de Esgoto R$ 19.150.521,13 Custo do Sistema de Drenagem R$ 12.327.511,52 Custo de Destinação Final Residuos - Hipotese | R$ 0,00 Manutenção e Operação R$ 24.119.150,82 Custo Total dos Sistemas R$ 64.108.214,59 à Mi Custo X População R$ 4.324,09 Economias 5.040 Custo X Economia R$ 12.718,91 Ligações 5.143 Custo X Ligações R$ 12.465,57 er , Emprestimo (carencia de 12 Meses - Taxa de 6,50% a.a) R$ 4.074.556,66 Pagamento Emprestimo (R$ 4.711.138,38) Fonte: Vallenge, 2013. O valor de R$ 4.711.138,38 (quatro milhões, setecentos e onze mil, cento e trinta e oito reais e trinta e oito centavos) é referente ao pagamento de empréstimos, significam as fontes externas de recursos monetários necessários para alcançar a universalização, ou seja, empréstimos ou fontes de programas governamentais como o PAC. Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 132 E: 3 SETOR 57 PROTSCOLO [E 8. PLANO DE CONTINGÊNCIA E EMERGÊNCIA As ações de contingência e emergência possuem finalidade preventiva e corretiva, tendo como objetivo evitar possíveis acidentes, utilizando métodos de segurança a fim de evitar o comprometimento ou a paralisação do sistema de saneamento básico, aumentando o nível de segurança quanto ao atendimento da população. Na operação e manutenção dos serviços de saneamento básico são utilizadas formas locais e corporativas, no sentido de prevenir ocorrências indesejáveis por meio do controle e monitoramento das condições físicas das instalações e equipamentos, visando minimizar ocorrências de interrupções na prestação contínua dos serviços de saneamento. As ações de caráter preventivo, mas ligadas à contingência, possuem a finalidade de evitar acidentes que possam comprometer a qualidade dos serviços prestados e a segurança do ambiente de trabalho, garantindo também a segurança dos trabalhadores. Já em casos de ocorrências atípicas que possam vir a interromper os serviços de saneamento básico, situação mais relacionada a casos de emergência, os responsáveis pela operação devem dispor de todas as estruturas de apoio como mão de obra especializada, material e equipamento para a recuperação dos serviços no menor prazo possível. Portanto, enquanto o plano de contingência aborda ações programadas de interrupção dos serviços, o de emergência lida com situações de parada não programada. As ações preventivas servem para minimizar os riscos de acidentes, além de orientar os setores responsáveis a controlar e solucionar os impactos causados por alguma situação crítica não esperada. Na Tabela 48 são apresentadas ações de emergência e contingência a serem adotadas pelos prestadores dos serviços de abastecimento de água, esgotamento sanitário e, drenagem e manejo de águas pluviais urbanas. Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 133 3 NTE bd udeiesi ! vEL ra/syenp — oo!seg ojustuesues sp jedioiun ouely “enDe ep Ojusulos]sege ou OlzIpo! 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Sp opÍBIS]!jOJA -seJopeJedo soe Soosu opuesneo 313 ep ousgepuea no ogseau] -soo!bojoig sejusbe “0d seJopeJsdo sop ogjeuituejuos Proc: recem erraram dns 9. CONTROLE SOCIAL O Novo Marco Legal do Saneamento Lei nº 14.026, de 15 de julho de 2020, define controle social como o conjunto de mecanismos e procedimentos que garantem à sociedade informações, representações técnicas e participação nos processos de formulação de políticas, de planejamento e de avaliação relacionados com os serviços públicos de saneamento básico. Frente à pandemia da Covid-19, que limitou as atividades presenciais, não foi possível a realização das oficinas com a participação efetiva da população para a elaboração do PMSB. Contudo, para que não se deixasse de realizar a etapa do controle social, essencial para o prosseguimento dos trabalhos, foi realizada uma Consulta Pública no formato de questionário para que se pudesse obter informações acerca do conhecimento da população em relação aos setores de água, esgoto e drenenagem urbana. 9.1. CONSULTA PÚBLICA PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO A Consulta Pública foi realizada através de um questionário aplicado online por meio da plataforma de Formulários do Google Forms. O questionário também foi entregue às Agentes de Saúde do munícipio para que estas realizassem a pesquisa durante as visitas aos munícipes, solicitando uma amostra de no mínimo duas casas por rua visitada. Na Tabela 51 está apresentado o modelo de questionário aplicado durante a Consulta Pública. Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 140 Tabela 51: Modelo do Questionário Aplicado à População Nome; Idade: Endereço: Bairro: Quant. Moradores: CONHECIMENTO DA POPULAÇÃO SOBRE SANEAMENTO Este Questionário é parte integrante do Controle Social da Revisão do Plano Municipal de Saneamento Básico. Sua participação é de extrema importância para que a Gestão de Saneamento nos setores Água, Esgoto e Drenagem Urbana, seja feita de maneira eficiente e possamos trabalhar juntos rumo à universalização do saneamento. Os dados serão usados para estudo e estatísticas e seu nome não será divulgado. QUESTÕES MUNICIPAIS 1. Você sabe o que é saneamento básico? ( Jsim ( ) não 2. Sabe para que serve um Plano Municipal de Saneamento Básico? ( ) sim ( ) Não ÁGUA 1. Qual a fonte de água que abastece a sua residência? ( )JRede pública ( JPoço ( ) Rio/Nascente ( Jnão sei ( ) Outros 2. Sabe de onde a água do município é captada para utilização no abastecimento público? ( 3 sim Se sim quais? ( ) Não 2. Você já visitou a Estação de Tratamento de Água (ETA) e sabe como é feito o tratamento de água no Município? ( ) Já visitei e sei como é feito o tratamento ( J Não visitei, mas sei como é feito o tratamento ( ) Não visitei e não sei como é feito o tratamento. 3. A água que chega à sua residência é de boa qualidade? ( )sim ( ) Regular ( ) Não Se Não, quais problemas apresenta? ( Jcor ( ] Gosto ( ) Sujeira ( ) Outros Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 141 É) 7 ? 4. Você é afetado pela falta d'água? () sim ( ) Não ( ) Às vezes Se Sim ou Às vezes, com que frequência? ( J Uma ou duas vezes por semana () Aos finais de semana ( ) No verão, entre dezembro e março. () Outros 5. Você sabe como é feito o tratamento e distribuição de água na zona rural do Município? () sim ( ) não Se Não, escreva suas principais dúvidas. ESGOTO 1. Em sua residência possui rede de esgoto? () sim ( ) Não ( J Não sei informar 2. Você sabe para onde vai o esgoto coletado em sua residência? ( J Rede Coletora ( ) Fossa séptica É ) Vala/a céu aberto ( J Córregoírios ( ) Não sei informar 3. Você sabe dizer se em Quatis existe uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE)? ( ) Existe e está em funcionamento ( ) Existe, mas não está em funcionamento ( ) Não existe ( ) Não sei informar Se Sim, você considera o tratamento eficaz? ( ) sim 4. Existem pontos de vazamento de ( ) Não esgoto próximo à sua residência? ( ) Sim ( ) Não 5. Na sua rua você sente mau cheiro de esgoto? ( Jsim () Não DRENAGEM URBANA 1. Você saberia dizer em que consiste a drenagem urbana? ( Jsim ( ) Não Se Não, escreva suas principais dúvidas. ——e.(. —= 2. Durante uma chuva você sofre com inundações, enchentes ou acúmulo de água próximo a sua residência? ( ) sim, sempre. ( ) sim, às vezes, ( ) Não. Eá Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 142 4 3. Durante uma chuva você observa inundações, enchentes ou acúmulo de água em outros lugares do municipio? ( ) sim, sempre. ( ) sim, às vezes. ( ) não. 4. Você observa bueiros, bocas de lobo e sarjetas entupidas, próximo a sua casa? ( ) Sim, sempre. ( ) Sim, às vezes. ( ) Não. 5. Como você enxerga a existência de áreas verdes no município? ( J Satisfatória, bem conservadas. | Satisfatória, porém mal conservadas. Insuficiente. 6. Como você enxerga a conservação dos córregos e canais municipais? ( J Satisfatória, bem conservadas. ( ) Satisfatória, porém mal conservadas. ( J Insuficiente. Qual seria, em sua opinião, o maior problema em relação ao abastecimento de água, esgotamento sanitário e drenagem urbana? e ————————— Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ Dê sugestões no que pode ser melhorado nos sistemas de saneamento: —————w——— —————— nn mm 143 4 O Questionário Online esteve disponível entre os dias 04 e 18 de outubro de 2021. Com ampla divulgação nas Redes Sociais da Prefeitura Municipal de Quatis, foi criada uma página dedicada à consulta no Portal Oficial da mesma e gravado um vídeo com o intuito de explicar a importância Foram obtidas 117 respostas ao todo, dentre estes, 99 responderam informando o bairro em que residiam, sendo possível atingir moradores dos bairros Bondarovsky, Pilotos, Santo Antônio, Centro, Mirandópolis, Jardim Independência, Santa Bárbara, Barrinha, Nossa Senhora do Rosário, Jardim Polastri, Loteamento Céu Azul, São Benedito, Água Espalhada, Alto Paraíso e Distrito de Falcão. Nas perguntas gerais, das 117 pessoas, 116 responderam sobre saber o que é Saneamento Básico, sendo 115 pessoas responderam que sim e apenas 1 pessoa que não. Em relação ao Plano de Saneamento Básico as 117 pessoas responderam, sendo que 23,1% não sabem para que serve o mesmo. As demais perguntas e resultados obtidos estão divididos pelos setores a seguir. ÁGUA Quando questionados a respeito da procedência da água que abastece suas residências, das 117 respostas obtidas, 88% alegaram que recebem água da Rede Pública, 4,3% de poço, 1,7% de rio ou nascente e 3,4% alegaram não saber de onde vem água que chega à sua residência e 2,7% disseram receber água de rede pública e de poço próprio, uma vez que a rede pública não consegue sozinha suprir suas necessidades. Em relação ao conhecimento sobre onde vem a água captada para a utilização no abastecimento, 68,4% das 117 respostas disseram saber. No entanto, quando questionados quais seriam as captações, das 76 respostas a maioria tinha conhecimento apenas da Captação do Rio Paraíba do Sul, tendo sido pouco citadas a Captação do Ribeirão dos Limas, no Córrego Lavapés, e a Captação do Lavapés, no Córrego dos Surdos. Alguns ainda citaram o Ribeirão dos Quatis, que corta grande parte do perímetro urbano do município, mas nunca foi usado para abastecimento público, outros ainda citaram o Poço Artesiano, que se encontra desativado. Conforme ilustrado no Gráfico da Figura 48 abaixo apenas 44,4% das 117 pessoas que responderam ao questionário já visitaram e sabem como é feito o tratamento de água, A maioria nunca visitou, outros confundem a Estação de Tratamento de Água com a Estação de Tratamento de Esgoto, achando que a que está localizada às margens do Rio Paraíba do Sulé a ETA e não a ETE. Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 144 o RD dEluR VE Pau LULU Fl: Proc: ODOR. Figura 48 - Resposta à Questão: Você já visitou a ETA e sabe como é feito o tratamento de água? O Já visits) e seicomo éfeito o tratamento O Não visitei mas sei como é feito o tratamento 0 Não visitei e não sei como é feito o tratamento. Fonte: Consulta Pública Online do PMSB, 2021. Quanto a qualidade da água que abastece às residências, das 115 respostas obtidas para este item, 65,2% alegaram ser de boa qualidade, 30,4% alegaram ser regular e apenas 4,3% não ser de boa qualidade. Aos que alegaram que a água não chega com boa qualidade quando questionados em relação aos principais problemas que apresenta, foram obtidas 29 respostas, 44,8% alegaram que o principal problema é a cor, 20,7% citaram sujeira e 13,8% gosto, as demais respostas citavam cheiro forte de cloro, outras gosto de cloro e de sulfato, alguns ainda citavam gosto de barro e presença de gorduras, graxas e óleos. Um dos principais problemas enfrentados no abastecimento de água está relacionado à distribuição e a falta d'água. Conforme mostra o gráfico da Figura 49 abaixo, das 115 pessoas que responderam à questão sobre ser afetado pela falta d'água 47,8% disseram que não são afetados, ou seja, mais da metade relatam que já enfrentaram o problema, nem que seja de maneira esporádica. Figura 49 — Resposta à Questão: Você é afetado pela falta d'água? sim O não O Às vezes B Fonte: Consulta Pública Online do PMSB, 2021. 145 vi Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ Quando questionados sobre a frequência com que sofrem com a falta d'água, das 58 pessoas que responderam 46,6% relataram sofrerem mais durante o verão, entre os meses de dezembro e março. Foram obtidos diversos outros relatos e cenários em que ocorre falta d'água, alguns disseram que sofrem quando há manutenção na rede, outros disseram que aos finais de semana, alguns relataram que sofrem com a falta d'água apenas quando há rompimento de tubulações ou problemas nas bombas. Tiveram ainda os que relataram que a água só cai em determinado horário, uns no período da tarde, outros na manhã, outros apenas durante a madrugada. A maioria dos que responderam não sabem como é feito o tratamento nem distribuição de água na Zona Rural, senda esta também uma das principais dúvidas e questionamentos. Outra dúvida recorrente foi em relação a como é feita a distribuição de água no Distrito Sede e porque alguns bairros são mais atingidos do que outras com a falta d'água. ESGOTO Em relação ao esgotamento sanitário, das 117 pessoas que responderam ao questionário 94,9% informaram que em sua residência possui rede de esgoto, sendo que apenas 1 pessoa disse que não e 5 não souberam informar. Quando questionados em relação se sabem qual o destino do esgoto coletado, as respostas obtidas foram bem variadas conforme ilustra o Gráfico da Figura 50, Figura 50 - Resposta à Questão: Você sabe para onde vai o esgoto coletado em sua residência? O Rede Coletora O Fossa Séptica Vala/A céu aberto O Córregoírios O Não sei informar Fonte: Consulta Pública Online do PMSB, 2021. Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 146 » SM P Fls pes “bs isa g Fraca QB DOM) Pode-se observar que 38,5% declaram que o esgoto vai para a rede coletora, 32,5% não souberam informar e 23,9% alegam que O destino é córregos e rios, 1 pessoa respondeu que O destino é vala a céu aberto e 5 fossa séptica, no entanto suas porcentagens não são apresentadas no gráfico. Quando perguntados sobre a existência de uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) 24,8% responderam não saber, 29,9% disseram que existe e está funcionando, 44,4% alegaram que existe e não está funcionando e apenas 1 pessoa respondeu que não existe. Isso demonstra que mais da metade dos que responderam não tem noção da situação real do esgotamento no município. Aos que responderam sim para a existência da ETE foi perguntado se consideram o tratamento de esgoto eficaz e das 72 respostas obtidas 54,2% responderam não. Os munícipes ainda foram questionados sobre a existência de pontos de vazamentos de esgoto próximos à sua residência e se sentem mau cheiro de esgoto, sendo que a maioria respondeu que não para ambas as perguntas. Os principais questionamentos em relação ao esgotamento são em relação ao funcionamento da coleta e do tratamento de esgoto e sobre a situação dos corpos hídricos receptores. DRENAGEM URBANA A drenagem urbana causa muitos questionamentos e dúvidas, uma vez que muitos não têm noção sobre o que de fato é a drenagem, no que consiste e faz parte do sistema. Alguns associam ao descarte inadequado de resíduos, enxergam até a relação com O entupimento de bueiros e os alagamentos e inundações, mas de forma bem superficial e rasa. Das 115 respostas sobre se sabem o que é drenagem, 63,5% alegaram que sim e 36,5% que não, dentre os que disseram não saber o que é drenagem houve questionamento se existe no município, as pessoas alegaram que nunca ouviu falar e que a primeira vez que ouviram foi no questionário e até pessoas pedindo vídeos nas redes sociais sobre esclarecimento do tópico. Em virtude de que já se esperava a falta de conhecimento em relação à drenagem urbana as demais perguntas do questionário dentro deste tópico foram relacionadas aos elementos de drenagem até para que o munícipe pudesse associar conseguir ter uma noção melhor sobre esse pilar do saneamento tão importante e negligenciado. Quando perguntados sobre inundações, enchentes ou acúmulo de água de chuva, 63,2% informaram não observar os mesmos próximos à sua residência, mas em relação a outros lugares do município 46,2% alegaram que sim. Em relação à existência de bueiros, Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 147 SG boca de lobos e sarjetas entupidas 35% alegaram que não observam, 35,9% que observam sempre e 29,1% observam às vezes. Sobre a existência de áreas verdes 45,7% as consideram satisfatórias, porém mal conservadas, 37,9% consideram insuficientes e apenas 16,4% as consideram satisfatórias e bem conservadas. Quanto à conservação de córregos e canais do município 56,4% alegaram insuficiente, 35% satisfatória, porém mal conservadas e apenas 8,5% alegaram ser satisfatória e bem conservadas. Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 148 8 SETUR GÊ Pástetuiy 10. REFERÊNCIAS AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS (ANA). FUNDAÇÃO COPPETEC. Plano de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica do Rio Paraiba do Sul. Rio de Janeiro: ANA/COPPE-UFRJ, 2006. AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS (ANA). FUNDAÇÃO COPPETEC. Projeto Gestão dos Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul, RJ. 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Câmara Municipal de Quatis Estado do Rio de Janeiro Ata 2.597 Aos dezesseis dias do mês de agosto do ano de dois mil e vinte e dois, às dezenove horas e cinco minutos, reuniu-se ordinariamente na Câmara Municipal de Quatis, sob a presidência do vereador Willian de Carvalho Rosário, e, constatado quórum regimental, com a presença dos vereadores Alex Miller Alves d'Elias, André Gomes Martins, Carlos Alberto Lopes Reygio, Francisco Antônio de Paula Franco, José Jadenilso da Silva, Luiz Fernando do Nascimento Faria, Maria Rosa dos Santos Elias e Nilde Hipólito Filho instalou- se a quinquagésima ordinária da Segunda Sessão Legislativa - Qitava Legislatura. O presidente dispensou a leitura da ata do dia nove de agosto, em razão dos vereadores possuírem cópia, colocando-a em votação sendo aprovada por unanimidade; informou que a ata do dia onze de agosto e será apreciada na próxima ordinária e solicitou ao primeiro secretário a leitura do expediente, poder executivo: sem matéria; poder legislativo: projeto de lei nº 022/2022, autoria vereador Carlos Alberto Lopes Reygio, “denomina a quadra de esporte localizada na Rua Alexandre Polastri, ao lado da Escola Victoria, em quadra esportiva Alcindo José Vieira Canil”; projeto de lei nº 024/2022, autoria vereadores José Jadenilso da Silva e André Gomes Martins, “nomeia o logradouro localizado no Loteamento Terras Nobres”. O presidente solicitou a leitura do requerimento nº 029/2022, autoria vereadores José Jadenilso da Silva, Maria Rosa dos Santos Elias, Francisco Antônio de Paula Franco e Nilde Hipólito Filho: requerimento n.º 029/2022, requer ao executivo municipal relatório do gasto de combustível de cada secretaria, até o presente momento com a respectiva planilha de custo. Colocado em votação o requerimento nº 029/2022 foi aprovado por unanimidade. Em seguida passou a fase de indicações verbais, solicitando que os vereadores interessados se manifestassem: o vereador Carlos Alberto Lopes Reygio fez uma indicação ao executivo municipal: poda de árvores na Rua Vinte e três, bairro Bondarovsky. O presidente informou posterior encaminhamento da indicação apresentada ao executivo municipal e solicitou a continuidade do expediente: ofício nº 109/2022, do Setor de Contabilidade, encaminha os balancetes do mães de julho de 2022. Em seguida encerrou o expediente e na ausência de vereador inscrito para utilizar a tribuna, passou a ordem do dia: projeto de lei nº 017/2022, autoria executivo municipal, Praça Doutor Teixeira Brandão, 32, Centro. CEP 27.410-190 Quatis - RJ. pn” fados es de Quatis aneiro Câmara Muni Estado do Rio d (0) “rm que “dispõe sobre a revisão do Plano Municipal de Saneamento Básico - PMSB do município de Quatis, e dá cutras providências”, com parecer conjunto nº 022/2022 exarado pelas Comissões de Justiça, Constituição e Redação; de Defesa do Meio Ambiente; e de Obras e Serviços Públicos, com voto favorável para deliberação em plenário. Após leituras do parecer e do projeto de lei, abriu-se para discussão quando o vereador José Jadenilso da Silva iniciou a fala, mas logo foi interrompido com pedido de desculpas do presidente explicando que havia se adiantado, e solicitou ao primeiro secretário a leitura dos anexos do projeto de lei em questão. O primeiro secretário solicitou dispensa da leitura justificando que todos os vereadores possuíam cópia e também estava disponível no Sistema de Apoio ao Processo Legislativo-SAPL. O presidente falou que as matérias da sessão ficavam disponíveis no site da câmara com vinte e quatro horas de antecedência e aqueles que tivessem dificuldades de acessar a internet poderiam vir ao Núcleo de Inclusão Digital para impressão; colocada em votação, a dispensa da leitura dos anexos foi aprovada. Aberta a discussão, o vereador José Jadenilso da Silva falou sobre o tempo do projeto na casa, trinta dias de acordo com a confirmação do presidente, colocando que estaria mais confortável para a votação se tivesse vista da matéria por conta da sua extensão. Destacou a questão de as emendas serem feita através de decreto pelo prefeito sem passar pela casa, sobre a qual gostaria de conversar com o procurador; além do parágrafo terceiro que fala do encaminhamento da revisão do referido plano, do qual não encaminhou o anterior (em vigência) para a câmara. Quanto aos possíveis questionamentos dos colegas relativos ao tempo da matéria na casa explicou que devido à grande extensão £icará mais confortável após conversa com procurador para retirada de dúvidas. O presidente corrigiu sua confirmação informando que a data de entrada da matéria foi cinco de maio. O vereador Nilde Hipólito Filho falou que após leitura do extenso projeto tinha dúvidas sobre a existência de pegadinha na proposta tais como a privatização e a população deveria ter ciência do projeto. Perguntou ao vereador Luiz Fernando se tinha garantia da não existência da privatização da água no projeto. O vereador Luiz Fernando dc Nascimento Faria em atenção à fala do vereador Jadenilso relembrou o ocorrido com projeto no ano anterior owpondo que independente do tempo de tramitação na casa nada desobriga os vereadores a aceitar o pedido de vista a fim de fazerem tudo com segurança e tranquilidade. Ao vereador Nilde afirmou que no projeto não Praça Doutor Teixeira Brandão, 32, Centro. CEP 27.410-190 Quatis - RJ. Câmara Municipal de Quatis Estado do Rio de Janeiro é tratado de privatização e se colocou à disposição para conversar com todos os vereadores para que o projeto fique alinhado e todos votem confortavelmente. O vereador Alex Miller Alves d'Elias concordou com a validade do pedido de vista declarando-se favorável e lembrou que é fruto de um Termo de Ajuste do Conduta e nenhum vereador estaria assinando uma pegadinha. Destacou o convite feito aos vereadores para participarem da discussão do projeto juntamente com o tempo em tramitação na casa e questionou se daria tempo para análise em dois dias, considerando a extensão da matéria. O vereador Francisco Antônio de Paula Franco pediu que o nome não constasse nas comissões na próxima vez em razão da alteração no Regimento Interno que o desobriga a participar de comissão, sendo o pedido acatado pelo presidente. O vereador José Jadenilso da Silva concordou com a fala do vereador Alex, mas explicou que o pedido se faz de acordo com as ponderações que quer fazer ao procurador a fim de que possa até mesmo votar favorável, colocando que se ocorrer a votação na presente data votará contra, quanto ao .tempo ser hábil para resolver colocou que caberia a ele levando em conta o tempo do projeto na casa. Finalizada a discussão, o presidente colocou o pedido de vista ao projeto de lei nº 017/2022 em votação sendo aprovado por unanimidade. Na ausência de vereadores inscritos para explicações pessoais, o presidente declarou a palavra livre na qual as falas dos vereadores seguem resumidamente: o vereador Alex Miller Alves d'Elias agradeceu ao presidente. O vereador Luiz Fernando do Nascimento Faria saudou novamente, especialmente aos presentes no plenário e espectadores da rede social. Agradeceu aos moradores que recepcionaram o Projeto “Gabinete Itinerante” no bairro Centro, sobre o qual fez breve resumo explicativo, quando pode conversar com munícipes de diversos bairros. Sobre a ação afirmou que foi uma das melhores conforme relatório de avaliação ocorrido posteriormente e colocou a importância do trabalho feito através do bom diálogo. O vereador José Jadenilso da Silva agradeceu a presença de todos na galeria do plenário. Ao vereador Fernando questionou qual advogado participou da reunião com os vereadores. O vereador Nilde Hipólito Filho saudou o presidente, demais vereadores e à todos presentes na galeria. Colocou ao vereador Fernando a dúvida referente ao artigo quinto, do qual gostaria ds mais esclarecimentos, falando da dificuldade de entandimento por não sex advogado. A vereadora Maria Rosa dos santos Elias agradeceu ao presidente. O vereador Francisco Antônio de Paula Franco saudou o presidente e demais vereadores. Falou ao vereador Praça Doutor Teixeira Brandão, 32, Centro. CEP 27.410-190 Quatis - Ru. Câmara Municipal de Quatis Estado do Rio de Janeiro José Jadenilso que os dois dias se tornariam quatro para os esclarecimentos necessários (acrescentando sexta e segunda) porque a próxima sessão será somente na terça-feira. Informou que comparecerá se as pessoas do executivo vierem para esclarecimentos. O vereador Carlos Alberto Lopes Reygio saudou a todos novamente e salientou a importância do projeto de lei que revisa um plano após muito tempo além de atender um Termo de Ajuste de Conduta. Ressaltou os diversos problemas da cidade relacionados ao tema assim como a necessidade de realizar uma análise tranquila. Agradeceu ao executivo pela execução da belíssima obra em Falcão, quadra poliesportiva, que beneficiará toda a população. (o) presidente registrou a saída do vereador André em razão de compromisso comunicado à mesa e passou a palavra ao vereador Alex Miller Alves d'Elias, que informou a reunião da comissão no dia seguinte as nove e meia para tratar do estatuto e convidou todos os vereadores a participar. Parabenizou a funcionária Thamires pela passagem do aniversário. O presidente, vereador Willian de Carvalho Rosário, saudou a todas e todos, os presentes no plenário e os espectadores da internet. Parabenizou a funcionária Thamires, a qual teceu elogios. Sobre o presente dia falou que era o início de mais uma festa da democracia, com duração de quarenta e cinco dias, onde as pessoas dedicarão energia para modificar realidades. A seguir finalizou agradecendo a todas 8 todos pela presença convidando para a próxima sessão no dia dezoito de agosto. Sem mais declarou a sessão encerrada e eu, Greiziéle Maria da Silva Alfredo, oficial de ata desta Casa Legislativa, lavrei a presente Ata que será assinada pelo presidente e secretários na forma do artigo duzentos e vinte e um, parágrafo treze do Regimento Interno. Poda Willian de Carvalho Rosário Presidente CA ul Carlos Alberto Logés Reygio Luiz Fernando ascimento Faria Primeiro secretário Segundo secretário Praça Doutor Teixeira Brandão, 32, ro. CEP 27.410-190 Quatis - RU.