| Tipo | Ordinária |
|---|---|
| Número / Ano | 52 |
| Date | 2022-08-23 |
| native_id | 138 |
status: extracted · method: ocr · backend: tesseract · confidence: 0.82 · pages: 180
Câmara Municipal de Quatis Estado do Rio de Janeiro Ata 2.597 Aos dezesseis dias do mês de agosto do ano de dois mil e vinte e dois, às dezenove horas e cinco minutos, reuniu-se ordinariamente na Câmara Municipal de Quatis, sob a presidência do vereador Willian de Carvalho Rosário, e, constatado quórum regimental, com a presença dos vereadores Alex Miller Alves d'Elias, André Gomes Martins, Carlos Alberto Lopes Reygio, Francisco Antônio de Paula Franco, José Jadenilso da Silva, Luiz Fernando do Nascimento Faria, Maria Rosa dos Santos Elias e Nilde Hipólito Filho instalou- se a quinquagésima ordinária da Segunda Sessão Legislativa - Qitava Legislatura. O presidente dispensou a leitura da ata do dia nove de agosto, em razão dos vereadores possuírem cópia, colocando-a em votação sendo aprovada por unanimidade; informou que a ata do dia onze de agosto e será apreciada na próxima ordinária e solicitou ao primeiro secretário a leitura do expediente, poder executivo: sem matéria; poder legislativo: projeto de lei nº 022/2022, autoria vereador Carlos Alberto Lopes Reygio, “denomina a quadra de esporte localizada na Rua Alexandre Polastri, ao lado da Escola Victoria, em quadra esportiva Alcindo José Vieira Canil”; projeto de lei nº 024/2022, autoria vereadores José Jadenilso da Silva e André Gomes Martins, “nomeia o logradouro localizado no Loteamento Terras Nobres”. O presidente solicitou a leitura do requerimento nº 029/2022, autoria vereadores José Jadenilso da Silva, Maria Rosa dos Santos Elias, Francisco Antônio de Paula Franco e Nilde Hipólito Filho: requerimento n.º 029/2022, requer ao executivo municipal relatório do gasto de combustível de cada secretaria, até o presente momento com a respectiva planilha de custo. Colocado em votação o requerimento nº 029/2022 foi aprovado por unanimidade. Em seguida passou a fase de indicações verbais, solicitando que os vereadores interessados se manifestassem: o vereador Carlos Alberto Lopes Reygio fez uma indicação ao executivo municipal: poda de árvores na Rua Vinte e três, bairro Bondarovsky. O presidente informou posterior encaminhamento da indicação apresentada ao executivo municipal e solicitou a continuidade do expediente: ofício nº 10/2022, do Setor de Contabilidade, encaminha os balancetes do mês de julho de 2022. Em seguida encerrou o expediente e na ausência de vereador inscrito para utilizar a tribuna, passou a ordem do dia: projeto de lei nº 017/2022, autoria executivo municipal, Praça Doutor Teixeira Brandão, 32, Centro. CEP 27.410-190 Quatis - RJ. Câmara Municipal de Quatis Estado do Rio de Janeiro que “dispõe sobre a revisão do Plano Municipal de Saneamento Básico - PMSB do município de Quatis, e dá outras providências”, com parecer conjunto nº 022/2022 exarado pelas Comissões de Justiça, Constituição e Redação; de Defesa do Meio Ambiente; e de Obras e Serviços Públicos, com voto favorável para deliberação em plenário. Após leituras do parecer e do projeto de lei, abriu-se para discussão quando o vereador José Jadenilso da Silva iniciou a fala, mas logo foi interrompido com pedido de desculpas do presidente explicando que havia se adiantado, e solicitou ao primeiro secretário a leitura dos anexos do projeto de lei em questão. O primeiro secretário solicitou dispensa da leitura justificando que todos os vereadores possuíam cópia e também estava disponível no Sistema de Apoio ao Processo Legislativo-SAPL. O presidente falou que as matérias da sessão ficavam disponíveis no site da câmara com vinte e quatro horas de antecedência e aqueles que tivessem dificuldades de acessar a internet poderiam vir ao Núcleo de Inclusão Digital para impressão; colocada em votação, a. dispensa da leitura dos anexos foi aprovada. Aberta a discussão, o vereador José Jadenilso da Silva falou sobre o tempo do projeto na casa, trinta dias de acordo com a confirmação do presidente, colocando que estaria mais confortável para a votação se tivesse vista da matéria por conta da sua extensão. Destacou a questão de as emendas serem feita através de decreto pelo prefeito sem passar pela casa, sobre a qual gostaria de conversar com o procurador; além do parágrafo terceiro que fala do encaminhamento da revisão do referido plano, do qual não encaminhou o anterior (em vigência) para a câmara. Quanto aos possíveis questionamentos dos colegas relativos ao tempo da matéria na casa explicou que devido à grande extensão ficará mais confortável após conversa com procurador para retirada de dúvidas. O presidente corrigiu sua confirmação informando que a data de entrada da matéria foi cinco de maio. O vereador Nilde Hipólito Filho falou que após leitura do extenso projeto tinha dúvidas sobre a existência de pegadinha na proposta tais como a privatização e a população deveria ter ciência do projeto. Perguntou ao vereador Luiz Fernando se tinha garantia da não existência da privatização da água no projeto. O vereador Luiz Fernando do Nascimento Faria em atenção à fala do vereador Jadenilso relembrou o ocorrido com projeto no ano anterior expondo que independente do tompo de tramitação na casa nada desobriga os vereadores a aceitar o pedido de vista a fim de fazerem tudo com segurança e tranquilidade. Ao vereador Nilde afirmou que no projeto não Praça Doutor Teixeira Brandão, 32, Centro. CEP 27.410-190 Quatis - RU. Câmara Municipal de Quatis Estado do Rio de Janeiro é tratado de privatização e se colocou à disposição para conversar com todos os vereadores para que o projeto fique alinhado e todos votem confortavelmente. O vereador Alex Miller Alves d'Elias concordou com a validade do pedido de vista declarando-se favorável e lembrou que é fruto de um Termo de Ajuste do Conduta e nenhum vereador estaria assinando uma pegadinha. Destacou o convite feito aos vereadores para participarem da discussão do projeto juntamente com o tempo em tramitação na casa e questionou se daria tempo para análise em dois dias, considerando a extensão da matéria. O vereador Francisco Antônio de Paula Franco pediu que o nome não constasse nas comissões na próxima vez em razão da alteração no Regimento Interno que o desobriga a participar de comissão, sendo o pedido acatado pelo presidente. O vereador José Jadenilso da Silva concordou com a fala do vereador Alex, mas explicou que o pedido se faz de acordo com as ponderações que quer fazer ao procurador a fim de que possa até mesmo votar favorável, colocando que se ocorrer a votação na presente data votará contra, quanto ao .tempo ser hábil para resolver colocou que caberia a ele levando em conta o tempo do projeto na casa. Finalizada a discussão, o presidente colocou o pedido de vista ao projeto de lei nº 017/2022 em votação sendo aprovado por unanimidade. Na ausência de vereadores inscritos para explicações pessoais, o presidente declarou a palavra livre na qual as falas dos vereadores seguem resumidamente: o vereador Alex Miller Alves d'Elias agradeceu ao presidente. O vereador Luiz Fernando do Nascimento Faria saudou novamente, especialmente aos presentes no plenário e espectadores da rede social. Agradeceu aos moradores que recepcionaram o Projeto “Gabinete Itinerante” no bairro Centro, sobre o qual fez breve resumo explicativo, quando pode conversar com munícipes de diversos bairros. Sobre a ação afirmou que foi uma das melhores conforme relatório de avaliação ocorrido posteriormente e colocou a importância do trabalho feito através do bom diálogo. O vereador José Jadenilso da Silva agradeceu a presença de todos na galeria do plenário. Ao vereador Fernando questionou qual advogado participou da reunião com os vereadores. O vereador Nilde Hipólito Filho saudou o presidente, demais vereadores e à todos presentes na galeria. Colocou ao vereador Fernando a dúvida referente ao artigo quinto, do qual gostaria de mais esclarecimentos, falando da dificuldade de entendimento por não ser advogados. A vereadora Maria Rosa dos Santos Elias agradeceu ao presidente. O vereador Francisco Antônio de Paula Franco saudou o presidente e demais vereadores. Falou ao vereador Praça Doutor Teixeira Brandão, 32, Centro. CEP 27.410-190 Quatis - RJ. Câmara Municipal de Quatis Estado do Rio de Janeiro José Jadenilso que os dois dias se tornariam quatro para os esclarecimentos necessários (acrescentando sexta e segunda) porque a próxima sessão será somente na terça-feira. Informou que comparecerá se as pessoas do executivo vierem para esclarecimentos. O vereador Carlos Alberto Lopes Reygio saudou a todos novamente e salientou a importância do projeto de lei que revisa um plano após muito tempo além de atender um Termo de Ajuste de Conduta. Ressaltou os diversos problemas da cidade relacionados ao tema assim como a necessidade de realizar uma análise tranquila. Agradeceu ao executivo pela execução da belíssima obra em Falcão, quadra poliesportiva, que beneficiará toda a população. (o) presidente registrou a saída do vereador André em razão de compromisso comunicado à mesa e passou a palavra ao vereador Alex Miller Alves d'Elias, que informou a reunião da comissão no dia seguinte as nove e meia para tratar do estatuto e convidou todos os vereadores a participar. Parabenizou a funcionária Thamires pela passagem do aniversário. O presidente, vereador Willian de Carvalho Rosário, saudou a todas e todos, os presentes no plenário e os espectadores da internet. Parabenizou a funcionária Thamires, a qual teceu elogios. Sobre o presente dia falou que era o início de mais uma festa da democracia, com duração de quarenta e cinco dias, onde as pessoas dedicarão energia para modificar realidades. A seguir finalizou agradecendo a todas e todos pela presença convidando para a próxima sessão no dia dezoito de agosto. Sem mais declarou a sessão encerrada e eu, Greiziéle Maria da Silva Alfredo, oficial de ata desta Casa Legislativa, lavrei a presente Ata que será assinada pelo presidente e secretários na forma do artigo duzentos e vinte e um, parágrafo treze do Regimento Interno. Willian de Carvalho Rosário Presidente Carlos Alberto Lopes Reygio Luiz Fernando do Nascimento Faria Primeiro secretário Segundo secretário Praça Doutor Teixeira Brandão, 32, Cent CEP 27.410-190 Quatis - RJ. CÂMARA MUNICIPAL DE QUATIS Estado do Rio de Janeiro SÚMULA Nº 052/2022 52º ORDINÁRIA - 2º SESSÃO LEGISLATIVA - 8º LEGISLATURA REALIZADA EM 23 DE AGOSTO DE 2022 HORÁRIO — 19h RESUMO DO EXPEDIENTE PODER EXECUTIVO OFÍCIO Nº 361/2022 - GP EXMO. SR. PREFEITO MUNICIPAL ENCAMINHA RESPOSTA AO REQUERIMENTO Nº029/2022 DE AUTORIA DOS NOBRES VEREADORES JOSÉ JADENILSO DA SILVA, MARIA ROSA DOS SANTOS ELIAS, FRANCISCO ANTÔNIO DE PAULA FRANCO, PODER LEGISLATIVO REQUERIMENTO Nº034/2022 NILDE HIPÓLITO FILHO. VER. ANDRÉ GOMES MARTINS CUJA EMENTA: “REQUER AO PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE QUATIS A RETIRADA DO PROJETO DE LEI Nº015/2022". DIVERSOS ORDEM DO DIA EMENDA Nº006 AO PROJETO DE LEI Nº013/2022 VERS. MARIA ROSA DOS SANTOS ELIAS, JOSÉ JADENILSO DA SILVA, FRANCISCO ANTÔNIO DE PAULA FRANCO E NILDE HIPÓLITO FILHO. CUJA EMENTA: “EMENDA SUPRESSIVA E ADITIVA AQ PROJETO DE LEI Nº 013/2022”. PROJETO DE LEI Nº 013/2022 EXMO. SR. PREFEITO MUNICIPAL . EMENTA: INSTITUI O PROGRAMA ÁGUAS QUE BROTAM NO ÂMBITO DO MUNICÍPIO DE QUATIS, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. PROJETO DE LEI Nº017/2022 EXMO. SR. PREFEITO MUNICIPAL EMENTA: “DISPÕE SOBRE A REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO - PMSB DO MUNICÍPIO DE QUATIS, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS". PREFEITURA DE QUATIS ESTADO DO RIO DE JANEIRO GABINETE DO PREFEITO OFÍCIO N.º 361/2022 - GP Quatis-RJ, 19 de agosto de 2022. Exmo. Sr. . WILLIAN DE CARVALHO ROSÁRIO Presidente da Câmara Municipal de Quatis Senhor Presidente, Cumprimentando-o cordialmente a V. Ex.?, sirvo-me do presente para encaminhar em anexo a resposta da Secretaria Municipal de Administração referente aa REQUERIMENTO Nº 029/2022 de autoria dos nobres Vereadores: José Jadenilso da Silva, Maria Rosa dos Santos Elias, Nilde Hipólito Filho e Francisco Antônio de Paula Franco. Sem mais para o momento, reitero votos de elevada estima e consideração. Respeitosamente, Centro Administrativo 25 de Novembro Rua: Profº Ana Ferreira de Oliveira, nº47, Bondarowsky, Quatis — RJ CEP: 27.410-270 E-mail: gabinete quatis.rj.gov.br aj) Câmara Municipal de Quatis Estado do Rio de Janeiro à REQUERIMENTO Nº 034/2022 “REQUER AO PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE QUATIS A RETIRADA DO PROJETO DE LEI Nº015/2022.” Senhor Presidente, Requeiro, na forma regimental, a retirada do projeto de lei nº 015/2022, cuja ementa “Cria o Programa de Incentivo ao Esporte e Lazer e dá outras providências”, conforme art. 285 81º e art. 330 inciso XVIII, do Regimento Interno. Câmara Municipal de Quatis, 11 de agosto de 2022. A É GOMES MARTINS Vereador Câmara Municipal de Quatis ] ) Não consta solicitação idêntica Atendido pelo Recebemos ! ) Já solicitado | Em, AA pod pa | . e fo O eee [o ERR pr | às, A... [ER er min | | Wc miõs | [A DP rvonem E A Funcionário | +) Câmara Municipal de Quatis Estado do Rio de Janeiro EMA COMISSÃO DE JUSTIÇA, CONSTITUIÇÃO E REDAÇÃO (CJCR) E COMISSÃO DE DEFESA DO MEIO AMBIENTE (CDMA) (PARECER CONJUNTO) EMENDA Nº 006/2022 PROJETO DE LEI Nº 013/2022 AUTORES: VEREADORA MARIA ROSA DOS SANTOS ELIAS, VEREADOR FRANCISCO ANTONIO DE PAULA FRANCO, VEREADOR JOSÉ JADENILSO DA SILVA E VEREADOR NILDE HIPOLITO FILHO RELATOR DA CJCR: VEREADOR LUIZ FERNANDO DO NASCIMENTO FARIA RELATOR DA CDMA: VEREADOR CARLOS ALBERTO LOPES REYGIO PARECER Nº: 027/2022 “EMENDA SUPRESSIVA E ADITIVA AO PROJETO DE LEI Nº 013/2022”. I- RELATÓRIO O Projeto de Lei nº. 013, de 05 de abril de 2022, de iniciativa do Prefeito Municipal de Quatis, qual a presente emenda 006 visa modificar, tem por escopo instituir o programa Águas que Brotam no âmbito do deste município para estimulo e promoção da restauração ecológica das nascentes d'água existentes no território de Quatis. Frisa-se tratar de programa de adesão, qual nenhum produtor rural está obrigado a participar, mas tão somente aqueles que sejam pioneiros na percepção da importância da - preservação das riquezas naturais de nosso Município. A presente emenda aditiva e supressiva visa aumentar os custos do Município com o - programa, além de desvirtuar seu objeto principal que é a proteção das nascentes d'água. E o sucinto relatório. Passo a análise. IL— MÉRITO De pronto, conforme observado no relatório, a presente emenda abarca aumento de despesas para a administração pública no que tange ao aditivo do inciso VIII no art. 3º do Projeto Lei 013/2022, já que prevê “apoio financeiro”. PRAÇA DR. TEIXEIRA BRANDÃO, 32 - CEP 27.370-330-CENTRO - 7, Câmara Municipal de Quatis Estado do Rio de Janeiro Neste tocante, apesar do Projeto Lei não tratar de tema de exclusiva autoria do Chefe do Executivo Municipal, o vício de admissibilidade se caracteriza na forma do art. 65-A, da Lei Orgânica do Município, qual é claro em afirmar que “Nenhuma Lei que crie ou aumente despesa pública será sancionada sem que dela conste a indicação dos recursos disponíveis, próprios para atender aos novos encargos.” Neste sentido, a emenda 006/2022 encontra-se viciada, já que não prevê de onde sairão as despesas geradas com a pretensa proposta. Ademais, a própria geração de novas despesas não programadas, enseja a uma legislação de vigor futuro, já que depende de previsão orçamentária. E neste quesito, a presente emenda não propôs modificação do art. 8º do Projeto Lei nº 013/2022, qual, por ter vigor desde sua publicação, é incompatível com a emenda proposta. Ainda que a presente proposta estivesse livre de vícios, o parecer seria contrario a mesma, já que ao propor a supressão do Parágrafo Único do art. 4º do Projeto Lei 013/2022, a emenda supressiva, retira do Programa ÁGUAS QUE BROTAM todo seu caráter de preservação ambiental, permitindo, de forma não condizente com o objeto principal do Projeto Lei, que ocorram interferências de degradação nas nascentes d'água. Reforça-se que o Programa ÁGUAS QUE BROTAM previsto no projeto Lei 013/2022 tem caráter não obrigatório, mas sim, de adesão daqueles produtores rurais que desejem ser pioneiros na proteção do meio ambiente. VI - CONCLUSÃO Em face ao exposto, por unanimidade os membros das Comissões de Justiça, Constituição e Redação, após uma ampla análise de todos os pontos da Emenda nº 006 ao Projeto de Lei nº 013/2022, concluem pela sua inadmissibilidade. E por dois votos e uma abstenção por não comparecimento a reunião da Comissão de Defesa do Meio Ambiente, os dois membros presentes, após uma ampla análise de todos os pontos da Emenda nº 006 ao Projeto de Lei nº 013/2022, concluem pela sua inadmissibilidade. Sendo encaminhado ao plenário para deliberação opinamos pela sua REJEIÇÃO. É o VOTO. Câmara Municipal de Quatis/RJ, 12 de julho de 2022. ANDRÉ G ma Comissão deJustiça, Constituição e Redação. Presidente a PRAÇA DR. TEIXEIRA BRANDÃO, 32 - CEP 27.370-330-CENTRO - QUATIS-RJ. Câmara Municipal de Quatis Estado do Rio de Janeiro LUIZ FERNANDO IMENTO FARIA ALEX MILK VES D'ELIAS Memb; elator embro LUIZ FERNANDO CIMENTO FARIA Comissão de Defesa do Meio Ambiente. Presidente CARLOS ALBERTO LOPES REYGIO FRANCISCO DE PAULA FRANCO Membro/Relator Membro PRAÇA DR. TEIXEIRA BRANDÃO, 32 - CEP 27.370-330-CENTRO - QUATIS-RJ. Câmara Municipal de Quatis Prec OO6 Bag — Estado do Rio de Janeiro EMENDA Nº 006 AO PROJETO DE LEI Nº 013/2022 “EMENDA SUPRESSIVA E ADITIVA AO PROJETO DE LEI Nº 013/2022” Art. 1º. Fica incluído no Art. 3º do Projeto de Lei nº 013/2022, a seguinte redação: | “prt. 3º as VIII — Fornecimento de material necessário para o isolamento da nascente; visando apoio financeiro ao proprietário , sendo o material verificado pelo responsável e proprietário quando da demarcação da área, o auxiliando para que cumpre o que prescreve o Inciso VI do Art. 5º. da presente lei. ” Art. 2º. Fica suprimido o Parágrafo Único do Art. 4º. Justificativa: Sendo aprovado o projeto citado, revogará a Lei Municipal 921/2016, dando ao produtor uma flexibilidade maior. Neste município por iniciativa do Governo de Estado, através da EMATER, com escritório local, foi implantado em anos anteriores projetos de proteção de nascentes, sendo denominado de RIO RURAL, onde vários proprietários de terra tiverem apoio, inclusive financeiro, para que pudessem dar sua contribuição para a proteção de diversas nascentes. Este projeto possui nos arquivos da EMATER Quatis, os nomes dos proprietários e locais onde hoje se encontram várias nascentes protegidas. O projeto de lei do Executivo tem na sua iniciativa os mesmos propósitos que foram e vendo sendo aplicados pelo Projeto do Rio Rural. Há a necessidade premente de proteção dessas áreas e certamente as ações a serem observadas pelo PL precisam ser elencadas com a iniciativa do Poder Executivo Municipal. Certamente para aderir a esse programa o proprietário fará as devidas ações contidas no projeto, mas não ficou bem explicado que para a proteção dessas haverá a necessidade de que sejam disponibilizados materiais para o isolamento e melhoria da proteção. Face a isso entendo que o Poder Público deverá ter em seu projeto de lei, especificadamente no Art. 3º, incluir mais um inciso, onde será de sua responsabilidade o fornecimento dos materiais, tais como mourões de cerca, arame e pregos para o cercamento das áreas. Haja vista que para a adesão ao projeto, os proprietários devem ser estimulados e tendo esse apoio em material certamente aumentará a adesão ao referido programa. E ainda justifico a retirada do Parágrafo Único do Art. 4º, visando dar ao proprietário a flexibilidade de fazer uso da água que seja necessária à sua subsistência, desta forma não retirando essa prerrogativa tão importante e tão premente, se for o caso. PRAÇA DR. TEIXEIRA BRANDÃO, 32, CENTRO, QUATIS/R] - CEP 27.410-190 SETOR DEP A Ei Ui Câmara Municipal de Quatis Estado do Rio de Janeiro Face ao exposto, encaminho uma emenda ao Projeto de Lei nº 013/2022, versando sobre a inclusão no Art.3º do Inciso VIII, dando ao proprietário que aderir ao programa, o apoio financeiro em material para que o mesmo faça as devidas proteções . Não se esquecendo que será somente a cessão dos materiais, sendo a mão de obra de responsabilidade do proprietário e também a supressão do 8 Único visando a utilização da água necessária para sua subsistência. Câmara Municipal de Quatis, 23 de Maio de 2022. ; MARIA a SANTOS ELIAS Vereadora FRANCISCO ANTONIO DE PAULA FRANCO Vereador - NILDE HIPOLITO FILHO Vereador PRAÇA DR. TEIXEIRA BRANDÃO, 32, CENTRO, QUATIS/R] - CEP 27.410-190 Câmara Municipal de Quatis Estado do Rio de Janeiro COMISSÃO DE JUSTIÇA, CONSTITUIÇÃO E REDAÇÃO (CJCR) E COMISSÃO DE DEFESA DO MEIO AMBIENTE (CDMA) (PARECER CONJUNTO) MENSAGEM Nº 005/2022 PROJETO DE LEI Nº 013/2022 AUTOR: EXECUTIVO MUNICIPAL DE QUATIS LATOR DA CJCR: VEREADOR LUIZ FERNANDO DO NASCIMENTO FARIA RE h RELATOR DA CDMA: CARLOS ALBERTO LOPES REYGIO RELALUVRK MANILA LADO DOS PARECER Nº: 020/2022 EMENTA: “INSTITUI O PROGRAMA ÁGUAS QUE BROTAM NO ÂMBITO DO MUNICÍPIO DE QUATIS E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS”. I- RELATÓRIO O Projeto de Lei nº. 013, de 05 de abril de 2022, de iniciativa do Prefeito Municipal de Quatis, tem por escopo instituir o programa Águas que Brotam no âmbito do deste município para estimulo e promoção da restauração ecológica das nascentes d'água existentes no território de Quatis. E o sucinto relatório. Passo a análise. Il - MÉRITO II.1. Da Competência e Iniciativa O projeto versa sobre matéria de competência do Município em face do interesse local, encontrando amparo no artigo 30, inciso I da Constituição da República e no artigo 6º, incisos 1, X e XXVII, da Lei Orgânica Municipal. VA PRAÇA DR. TEIXEIRA BRANDÃO, 32 - CEP 27.370-330-CENTRO - QUATIS-RJ. no Nai EN ) Câmara Municipal de Quatis Estado do Rio de Janeiro Trata-se de proposição de projeto de lei ordinária do Chefe do Poder Executivo Municipal, conforme dispõe o art. 61, da Constituição Federal de 1988; art. 63, da Lei Orgânica do Município de Quatis; e inciso IV, parágrafo único, do art. 303 do Regimento Interno da Câmara Municipal de Quatis. Portanto, não há qualquer violação à Constituição Federal, ou à Lei Orgânica Municipal, ou ao Regimento Interno desta Casa quanto' à iniciativa do Projeto de Lei ser proposto pelo Prefeito do Município. Ressalta-se que o presente Projeto de Lei não conflita com a competência privativa da União Federal (artigo 22 da CFRB/88), ou com a Competência Concorrente entre a União Federal, Estados e Distrito Federal (artigo 24 da CRFB/88) e está respaldada no art. 23, inciso VI, da Constituição Federal, no que tange a proteger o meio ambiente em qualquer de suas formas. Acrescenta o art. 24, da Constituição Federal, em seu inciso VI que o município possui competência concorrente para legislar sobre conservação da natureza e dos recursos naturais. Ademais, a Constituição Federal no art. 225, $ 1º, VI, incube ao Poder Público promover a educação ambiental para preservação do meio ambiente. Não o bastante, o Projeto de Lei tem base na Lei Federal 12.651/2012, especificamente no inciso IV, do parágrafo único do art. 1-A, qual afirma que é responsabilidade comum do município a criação de políticas para estabelecer normas gerais sobre proteção da vegetação nativa, tendo como objetivo o desenvolvimento sustentável. Quanto a Lei Orgânica do Município de Quatis, seu art. 163, $ 2º, inciso VIII, alínea “a” impõe a administração pública que garanta a todo cidadão o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, por meio de estimulo e promoção a restauração ecológica das nascentes d'água degradadas. Feitas estas considerações sobre a competência e iniciativa, OPINA, pela regularidade formal do projeto, pois se encontra legalmente apto para tramitação nesta Casa de Leis. II.2. Da Técnica Legislativa Adequada Adentrando na análise da proposição legislativa propriamente, observa-se que o projeto encontra-se em conformidade com a técnica legislativa, estando de acordo com a legislação Federal aplicável. PRAÇA DR. TEIXEIRA BRANDÃO, 32 - CEP 27.370-330-CENTRO - QUATIS-RJ. Ea É a Câmara Municipal de Quatis Estado do Rio de Janeiro Com efeito, por força do art. 59, parágrafo único, da Constituição da República Federativa do Brasil 1988 — CRFB/88 cabe à Lei Complementar dispor sobre a elaboração, redação, alteração e consolidação das leis. Assim, o Projeto de Lei em questão, ressalvado o erro material que abaixo identificamos, está em consonância com a LC nº. 95/1998. Consta na Ementa do presente Projeto de Lei, erro material referente à palavra “AGUA” com acento craseado, qual deve ser modificado para “ÁGUA” com acento agudo, qual por força do princípio da economicidade e efetividade poderá ser corrigido na forma do $ 1º, do art. 394, do RI desta Casa Legislativa. Por fim, observa-se que a proposição legislativa em comento encontra-se de acordo com a supracitada Lei Complementar, visto que está redigido em termos claros, objetivos e concisos, em língua nacional e ortografia oficial, estando devidamente subscrito por seu autor, além de trazer o assunto sucintamente registrado em ementa. II - EMENDA No intuito de fomentar e dar maior suporte aos integrantes do programa “Águas que Brotam” e para efetivação e qualidade na proteção das nascentes d'água no território do Município de Quatis, é apresentada a presente emenda modificativa para alterar o inciso V, no art. 3º, do Projeto Lei nº 013/2022, com a seguinte redação: “Art. 3º... V — Assistência ao proprietário durante os 2 (dois) primeiros anos de monitoramento diante de qualquer acontecimento que possa causar danos à nascente ou a área delimitada, incentivando as capacitações no que tange suas obrigações junto ao programa.” Ademais, em face do Ofício nº 312/2022 — GP, de 12 de julho de 2022, apresenta-se a emenda modificativa no intuito de alterar o texto original do ANEXO I, deste Projeto de Lei, constante em fls. 07, para que passe a abarcar a redação trazida em fls. 14 do presente processo legislativo. VI- CONCLUSÃO | Em face ao exposto, por unanimidade os membros das Comissões de Justiça, Constituição e Redação, após uma ampla análise de todos os pontos do projeto, aliado as citadas Emendas Modificativas, manifestam pelo Parecer Favorável ao presente Projeto de Lei nº 013/2022, pela PRAÇA DR. TEIXEIRA BRANDÃO, 32 - CEP 27.370-330-CENTRO - QUATIS-RJ. VA q AN Câmara Municipal de Quatis Estado do Rio de Janeiro sua legalidade, estando apto à deliberação em,plénário; E por dois votos e uma abstenção por não comparecimento a reunião da Comissão" de Defesa do Meio Ambiente, os dois membros presentes, após uma ampla análise de todos os pontos do projeto, aliado a presente Emenda Modificativa, manifestam pelo Parecer Favorável 'ao presente Projeto de Lei nº 013/2022, pela sua legalidade, estando apto à deliberação em plenário. Sendo assim, propostas as Emendas Modificativas acima citadas, opinamos pelo ENCAMINHAMENTO ao Plenário e sua posterior DELIBERAÇÃO e APROVAÇÃO. Câmara Muni de Quatis/RJ, 15 de julho de 2022. Comissão de Ji tiça, Constituição e Redação. Presidente É o VOTO. LUIZ FERNANDO ASCIMENTO FARIA ALEX as D'ELIAS Membro/Relator Membro LUIZ FERNANDO) ASCIMENTO FARIA Comissão de Defesa do Meio Ambiente. Presidente l va CARLOS axniss RES REYGIO FRANCISCO DE PAULA FRANCO Membro/Relator Membro PRAÇA DR. TEIXEIRA BRANDÃO, 32 - CEP 27.370-330-CENTRO - QUATIS-R]J. Câmara Municipal de Quatis Estado do Rio de Janeiro Redação Final ref. ao Projeto de lei nº 013/2022. LEINS OO DE DE 2022. “INSTITUI O PROGRAMA ÁGUAS QUE BROTAM NO ÂMBITO DO MUNICÍPIO DE QUATIS E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS”. A Câmara Municipal de Quatis, no Estado do Rio de Janeiro APROVA e o Prefeito Municipal, no uso de suas atribuições legais, sanciona a presente Lei. Art. 1º, Fica instituído, no âmbito do Município de Quatis, o programa “Águas que Brotam”. Art. 2º. O Programa “Águas que Brotam” tem como objetivo proteger e recuperar as nascentes presentes no Município de Quatis, tendo como base a Lei Federal 12.651/2012, bem como o previsto no artigo 163, 5 2º, VIII, “a” da Lei Orgânica Municipal. Parágrafo único — A preservação de nascentes, delimitada por área de preservação permanente, ocorrerá através de elaboração de relatório técnico que justifique a distância estabelecida para implantação de reflorestamento. « Art. 3º, Caberá a Secretaria Municipal de Sustentabilidade e Ambiente: | - Determinar a área a ser delimitada, recuperada e reflorestada através de fiscalização in loco e elaboração de relatório técnico. Il - Definição das espécies indicadas para o local, alocação ideal das mesmas, e técnica de plantio adequada. Hll - Delimitação da área de implantação IV - Fornecimento de mudas e plantio. PRAÇA DR. TEIXEIRA BRANDÃO, 32 - CEP 27.410-190 - CENTRO - QUATIS - RJ Câmara Municipal de Quatis Estado do Rio de Janeiro V - Assistência ao proprietário durante os 2 (dois) primeiros anos de monitoramento diante de qualquer acontecimento que possa causar danos à nascente ou a área delimitada, incentivando as capacitações no que tange suas obrigações junto ao programa. VI - Criação de cadastro municipal de nascentes através do formulário de adesão ao projeto a ser preenchido pelo proprietário. (Anexo |) VII - Fornecimento de placa de identificação da nascente com as seguintes informações (Anexo H): a) Nome do projeto. b) Lei de aprovação do projeto. c) Número de inscrição da nascente. d) O nome da nascente a ser escolhido pelo proprietário. d) O nome da pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado, responsável pela nascente; e) Logomarca da Prefeitura Municipal de Quatis e da Secretaria Municipal de Sustentabilidade e Ambiente; f) Telefones para denúncias de crimes ambientais; £g) Coordenadas da nascente. Art. 4º, Fica sob responsabilidade do proprietário: !- Manutenção da área, promovendo, dentre outras, as seguintes ações: a) Construção de aceiros, precedendo ao período de seca, em áreas com risco de incêndios; b) Prevenção contra erosões, precedendo o período das chuvas, em áreas com o solo suscetível a esse evento; c) Limpeza periódica para retirada de resíduos sólidos; d) Vigilância para prevenir ações de degradação ambiental, encaminhando as denúncias ao órgão competente. Parágrafo único - A utilização das águas na nascente será permitida em um raio superior a Área de Preservação Permanente. PRAÇA DR. TEIXEIRA BRANDÃO, 32 - CEP 27.410-190 - CENTRO - QUATIS - RJ Câmara Municipal de Quatis Estado do Rio de Janeiro Art. 5º. É proibido, sem prejuízo de outras vedações legais, nas áreas relativas às nascentes abrangidas por este programa: | - escoamento direto de águas pluviais para as nascentes; H - lançamento de efluentes; HI - edificação; IV - retirada de árvores; V - plantio de espécies exóticas; VI - acesso e criação de animais. Art. 6º. As pessoas físicas e jurídicas que aderirem ao programa receberão do Poder Executivo o Certificado de Participação Sustentável, elaborado pela Secretaria Municipal de Sustentabilidade e Ambiente, nos moldes do Anexo Ill desta lei. Art. 7º. As despesas decorrentes desta lei correrãoà conta das dotações orçamentárias próprias. Art. 8º. Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogada a Lei Municipal de 921/2016. Câmara Municipal de Quatis, 17 de agosto de 2022. WILLIAN DE CARVALHO ROSÁRIO Presidente PRAÇA DR. TEIXEIRA BRANDÃO, 32 - CEP 27.410-190 - CENTRO - QUATIS - RJ Câmara Municipal de Quatis Estado do Rio de Janeiro ANDRÉ GOMES MARTINS ALEX MILLER ALVES D'ELIAS 1º Vice-Presidente 2º Vice-Presidente CARLOS ALBERTO LOPES REYGIO LUIZ FERNANDO DO NASCIMENTO FARIA 1º Secretário 2º Secretário PRAÇA DR. TEIXEIRA BRANDÃO, 32 - CEP 27.410-190 - CENTRO - QUATIS - RJ PREFEITURA DE QUATIS ESTADO DO RIO DE JANEIRO SECRETARIA MUNICIPAL DE SUSTENTABILIDADE E AMBIENTE ANEXO Ida Leinº /2022 FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO “ÁGUAS QUE BROTAM” Nome: RG: : CPF: End. Correspondência: Bairro: Nome da Propriedade: End. Propriedade: Área da Propriedade”: *Informação será utilizada como critério de classificação Telefone: ( ) E-mail: Nome de identificação da Nascente: Localização da Nascente: O que te motiva a ser voluntário do programa? ( ) Declaro que solicito fornecimento do material para a delimitação da área (|) Autorizo a Prefeitura Municipal de Quatis a fazer uso das informações presentes nesse formulário no cadastro municipal de nascentes. Documentos necessário: ( ) Cópia da Identificação do Proprietário e Comprovante de Residência ( ) Cópia Identificação da Propriedade (CAR - Cadastral Ambiental Rural) Quatis, de de20 . Assinatura Rua Ana Ferreira de Oliveira, nº47, Bondarowsky, Quatis/RJ - CEP: 27.410-270 E-mail: meioambienteQquatis.rj.gov.br JINIIGWV 1 JAVA IAVINILSNS Ja IVdDINNIN VTIV LIDAS Nem SILVNO Ja vantigaddd Qu TOR DE PROTOCOLO . 62L6-95866 (bz) no gL62-EsEE (pg) :SIBJUSIQUIE SOUL ADUNUDG CcOC OP XXXXXXXX 9P XXX 9N 197 oju99seu ep sepeuspioos ajua>seu ejod jonesuodsas op auoN 9JU9)seN ep auoN 9Ju92seN ep oe51)DsuU] op oJunN Pá jedpiunia ojtasaud ajusIquiy a spepijigejua)sns ap jedpiuniA eueyasas seita,P SSAIy XeIN oIsiniy sado? eJtaxia] auijoJey pla Ueants já DO, META Vi Proc, de Sjus9seN ejod jonesuodsau 'XXXXXXXXXXX OBÍuOsU] ep OJSUINN O JOS “ZZOZ PP XXXXXXXX PP XXX oN 197 ejod opinysu! 'wejoJg enh senby eweJBolg oe nuspe enb eouguos “ejueIquiy e Spepiiqejusisns sp jedpIunA eueja.ss ep soneme 'spent sp jediiuniy eangisjola y DP T3AVINILSNS OVÍVdDILIVd da OQVDIIILSIS JUNIIGWV 3 aaVamiaviNILSAS 30 IVADINNIA VIVIDAS N Câmara Municipal de Quatis Estado do Rio de Janeiro COMISSÃO DE JUSTIÇA, CONSTITUIÇÃO E REDAÇÃO (CJCR) COMISSÃO DE DEFESA DO MEIO AMBIENTE (CDMA) COMISÃO DE OBRAS E SERVIÇOS PÚBLICOS (COSP) (PARECER CONJUNTO) MENSAGEM Nº 008/2022 PROJETO DE LEI Nº 017/2022 AUTOR: PREFEITO MUNICIPAL DE QUATIS RELATOR: ALEX MILLER ALVES D'ELIAS PARECER Nº: 022/2022 EMENTA: “DISPÕE SOBRE A REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO - PMSB DO MUNICÍPIO DE QUATIS E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS”. I- RELATÓRIO O Projeto de Lei nº. 017, de 05 de Maio de 2022, de iniciativa do Prefeito Municipal de Quatis, tem por escopo revisar o Plano Municipal de Saneamento Básico no âmbito do deste município, em conformidade com a Lei Federal nº 11.445/07 e as alterações trazidas pelo Novo Marco legal do Saneamento Básico (Lei Federal nº 14.026/20), a fim de garantir a população a; melhoria do quadro social e ambiental, por meio de medidas fundamentais de estruturação, implementação e funcionamento dos serviços públicos de abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, manejo dos resíduos sólidos urbanos e manejo das águas pluviais urbanas; Além de atender ao Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) celebrado entre o Município e o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. É o sucinto relatório. Passo a análise. ni, À >. PRAÇA DR. TEIXEIRA BRANDÃO, 32 - CEP 27.370-330-CENTRO - QUATIS-RJ. Câmara Municipal de Quatis Estado do Rio de Janeiro II - MÉRITO II.1. Da Competência e Iniciativa O projeto versa sobre matéria de competência do Município em face do interesse local, encontrando amparo no artigo 30, inciso I da Constituição da República e no artigo 6º, incisos I, Ie VI, alínea “b”, da Lei Orgânica Municipal. Trata-se de proposição de projeto de lei ordinária do Chefe do Poder Executivo Municipal, conforme dispõe o art. 61, da Constituição Federal de 1988, o art. 63, da Lei Orgânica do Município de Quatis e inciso IV, parágrafo único, do art. 303 do Regimento Interno da Câmara Municipal de Quatis. Portanto, não há qualquer violação à Constituição Federal, ou à Lei Orgânica Municipal, ou ao Regimento Interno desta Casa quanto à iniciativa do Projeto de Lei ser proposto pelo Prefeito do Município. Ressalta-se que o presente Projeto de Lei não conflita com a competência privativa da União Federal (artigo 22 da CFRB/88), ou com a Competência Concorrente entre a União Federal, Estados e Distrito Federal (artigo 24 da CRFB/88) e está respaldada no art. 23, inciso IX, da Constituição Federal, e no art. 7º, inciso VII, da LOM que preveem a competência do Município para promover programas de saneamento básico. Quanto ao tema, saneamento básico, também já se manifestou o STF na ADI 1.842 no seguinte sentido: “entendo que a autonomia municipal não deva ser encarada apenas pelo viés da álea administrativa, mas também política, cujo escopo é propiciar que o poder e a organização locais possam encampar estratégias próprias de solução de suas necessidades. De rigor, assim, que se encarregue o Município das decisões sobre os interesses locais e, por corolário, dos serviços públicos de interesse local, sem os quais não é possível assegurar o mínimo bem-estar IN, S> social, o desenvolvimento local em suas diversas acepções. ” es E S Não o bastante, o Projeto de Lei tem base na a Lei Federal nº 11.445/07 e as alterações trazidas pelo Novo Marco legal do Saneamento Básico (Lei Federal nº 14.0 PRAÇA DR. TEIXEIRA BRANDÃO, 32 - CEP 27.370-330-CENTRO - QUATIS-RI. Câmara Municipal de Quatis Estado do Rio de Janeiro Insta observar que a Lei Orgânica do Município de Quatis, em seus artigos 186-V, 186-W, 186-X, 186-Y e 186-Z, apresenta princípios, diretrizes, programação e diversas outras políticas que devem ser adotadas pertinentes ao tema e quais estão abarcados no presente Projeto Lei e seu Anexo Único. Feitas estas considerações sobre a competência e iniciativa, OPINA, salvo melhor juízo, pela regularidade formal do projeto, pois se encontra legalmente apto para tramitação nesta Casa de Leis. II.2. Da Técnica Legislativa Adequada Adentrando na análise da proposição legislativa propriamente, observa-se que o projeto encontra-se em conformidade com a técnica legislativa, estando de acordo com a legislação Federal aplicável. Com efeito, por força do art. 59, parágrafo único, da Constituição da República Federativa do Brasil 1988 — CRFB/88 cabe à Lei Complementar dispor sobre a elaboração, redação, alteração e consolidação das leis. | ' Assim, o Projeto de Lei em questão está em consonância com a LC nº. 95/1998. Por fim, observa-se que a proposição legislativa em comento encontra-se de acordo com a supracitada Lei Complementar, visto que está redigido em termos claros, objetivos e concisos, em língua nacional e ortografia oficial, estando devidamente subscrito por seu autor, além de trazer o assunto sucintamente registrado em ementa. III - CONCLUSÃO Em face ao exposto, após uma ampla análise de todos os pontos do projeto pelos membros das comissões, CONCLUO: Manifestam os membros das Comissões de Justiça, Constituição Redação, e da Comissão de Obras e Serviços Públicos, pelo Parecer Favorável ao preseft Projeto de Lei nº 017/2022, pela sua legalidade, estando apto à deliberação em plenário; E pyr dois votos e uma abstenção por não comparecimento a reunião da Comissão de Defesa do Meio” Ambiente, os dois membros presentes, manifestam pelo Parecer Favorável ao presente Projeto de Lei nº 017/2022, pela sua legalidade, estando apto à deliberação em plenário. Sendo assim, quanto ao projeto, os Membros das Comissões ora presentes DECIDEM pelo A, ENCAMINHAMENTO ao Plenário e sua posterior DELIBERAÇÃO e APROVAÇÃO. ES Too À PRAÇA DR. TEIXEIRA BRANDÃO, 32 - CEP 27.370-330-CENTRO - QUATIS-RJ. Câmara Municipal de Quatis Estado do Rio de Janeiro É o VOTO. Câmara Municipal de Quatis/RJ, 24 de Junho de 2022. ANDR$& GOMES MARTINS Comissão de Justiça, Constituição e Redação. Presidente LUIZ aan IMENTO FARIA ALEX a ALVES D'ELIAS . Membro Membro/Relator LUIZ FERNANDO IMENTO FARIA Comissão de Defesa do Meio Ambiente. Presidente ad CARLOS ALBERTO LOPES REYGIO FRANCISCO DE PAULA FRANCO Membro Membro LUIZ FERNANDO SCIMENTO FARIA Comissão de Obras e Serviços Públicos. Presidente Pad ALEX unas D'ELIAS ANDRÉ GÓMES MARTINS Membro/Relator Membro PRAÇA DR. TEIXEIRA BRANDÃO, 32 - CEP 27.370-330-CENTRO - QUATIS-RJ. SETOR DE PROTSCOLO E PREFEITURA MUNICIPAL DE QUATIS Estado do Rio de Janeiro Gabinete do Prefeito PROJETO DE LEI Nº DE DE 2022. EMENTA: “DISPÕE SOBRE A REVISÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO - PMSB DO MUNICÍPIO DE QUATIS E DA OUTRAS PROVIDÊNCIAS”. A Câmara Municipal de Quatis, no Estado do Rio de Janeiro APROVA e o Prefeito Municipal, no uso de suas atribuições legais, em conformidade com os princípios e as diretrizes da Lei Federal nº 11.445/2007 e 14.026/2020, do Decreto Federal nº 7.217/2010, sanciona a presente Lei. Art. 1º. Fica aprovado a revisão do Plano Municipal de Saneamento Básico - PMSB de Quatis, que tem por objetivo promover a universalização dos serviços públicos municipais de saneamento básico no Município, mediante o estabelecimento de metas e ações programadas que deverão ser executadas em um horizonte de 13 (treze) anos, conforme documento inserido no Anexo Único desta Lei. Art. 2º. Para efeitos desta Lei considera-se saneamento básico as estruturas e serviços dos seguintes sistemas: | - abastecimento de água potável; Il - esgotamento sanitário; e HI - drenagem urbana e manejo de águas pluviais. Art. 3º. 0 Plano Municipal de Saneamento Básico, como instrumento da Política Municipal de Saneamento, tem como diretrizes respeitadas às competências da União e do Estado, melhorar a qualidade da sanidade pública, manter o meio ambiente equilibrado em busca do desenvolvimento sustentável, além de fornecer elementos ao poder público e a coletividade para defesa, conservação e recuperação da qualidade e salubridade ambiental, cabendo a todos o direito de exigir a adoção de medidas neste sentido. Art. 4º, Constitui objetivo geral do Plano Municipal de Saneamento Básico o estabelecimento de ações para universalização do saneamento básico, através da ampliação progressiva do acesso a todos os usuários do Município de Quatis. $ 1º - Para o alcance do objetivo geral, são objetivos específicos do Plano de Saneamento: Rua: Profº. Ana Ferreira de Oliveira, nº47, Bondarowsky, Quatis/RJ - CEP: 27.410-270 E-mail: gabinete quatis.rj.gov.br P) SETOR DE PaSTSCmO Proc. 008 PREFEITURA MUNICIPAL DE QUATIS Estado do Rio de Janeiro Gabinete do Prefeito | - garantir as condições de qualidade dos serviços existentes buscando sua melhoria e ampliação; Il - implementar os serviços ora existentes; HI - criar instrumentos para regulação, fiscalização e monitoramento e gestão dos serviços; IV - estimular a conscientização ambiental da população; e V - atingir condição de sustentabilidade técnica, econômica, social e ambiental aos serviços de saneamento básico. 8 2º - Os demais objetivos, metas e ações encontram-se especificados no ANEXO UNICO desta LEI. Art. 5º. O PMSB de Quatis deverá ser revisado, obrigatoriamente, a cada 10 (dez) anos ou em prazo inferior a este, se julgar necessário. $ 1º A proposta de Revisão do Plano Municipal de Saneamento Básico deverá ser elaborada em articulação com os prestadores dos serviços correlatos e estar compatível com as diretrizes, metas e objetivos: | - das Políticas Municipais, Estaduais de Saneamento Básico, de Saúde e de Meio Ambiente; | - do Plano Municipal e Estadual de Saneamento e de Recursos Hídricos. $ 2º A revisão do Plano Municipal de Saneamento Básico de Quatis deverá seguir as diretrizes dos planos das bacias hidrográficas em que o Município estiver inserido. 8 3º O Poder Executivo Municipal deverá encaminhar a proposta de revisão do Plano Municipal de Saneamento Básico à Câmara de Vereadores, devendo constar as alterações, a atualização e a consolidação do Plano de Saneamento anteriormente vigente. Art. 6º. Os programas, projetos e outras ações do Plano Municipal de Saneamento Básico deverão ser regulamentados por Decretos do Poder Executivo, na medida em que forem criados. Art. 7º. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, revogando-se especialmente a Lei Municipal nº 879/2015. Rua: Profº. Ana Ferreira de Oliveira, nº47, Bondarowsky, Quatis/RJ - CEP: 27.410-270 E-mail: gabinete quatis.rj.gov.br do PA PREFEITURA DE ANEXO ÚNICO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BASICO |. ng uatis is/RJ - 2022 Secretaria Municipal de Infraestrutura - SMI SETOR DE PROTOCOLO EL: Proc: ELABORADO POR: BÁRBARA FONTES SILVA BEATRIZ HELENA PACHECO ALVES CARLOS ALESSANDRO OLIVEIRA DE JESUS HELOANE PEDROZO SILVA WILLKER FIGUEIREDO DA LUZ JÚNIOR EQUIPE DE APOIO: CAROLINA LACERDA DA CRUZ IRENE SOUZA CONCEIÇÃO LYVIA DE SOUZA SILVA ANASTACIO LUIZ CARLOS DE FREITAS PEDRO PAULO PEIXOTO DA SILVA JUNIOR RENAN RODRIGUES DA SILVA COORDENADORA DE-SANEAMENTO BÁSICO RAYLLA LETICIA AVELAR FERREIRA DEsreel Wesley da Conti SECRETÁRIO MUNICIPAL DE INFRAESTRUTURA: ALUÍSIO MAX ALVES/D'ELIAS TEXTOS REVISADOS A PARTIR DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO DE 2014 ELABORADO PELA VALLENGE ENGENHARIA SETOR DE PROTOCOLO A: Proc: — Lo APRESENTAÇÃO Este trabalho tem como objetivo a revisão do Plano Municipal de Saneamento Básico de 2014, elaborado pela empresa Vallenge Consultoria, Projetos e Obras Ltda em parceria com a Associação Pró-Gestão das Águas da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul (AGEVAP) de forma que este retrate melhor a realidade do município nas modalidades: água, esgoto e drenagem urbana. Todo o trabalho de revisão e coleta de informações foi realizado por equipe técnica formada pelos servidores públicos municipais, incluindo Engenheiros, Técnicos, Operadores, Auxiliares e Estagiários. Os trabalhos foram desenvolvidos mediante ao esforço conjunto dessa Administração com os Conselhos Municipais. A elaboração da revisão foi dividida em etapas e organizada conforme apresentado: Etapa 1 — Definição da Equipe e cronograma de trabalho; Etapa 2 — Coleta de dados para elaboração dos diagnósticos; Etapa 3 — Diagnósticos setoriais, Etapa 4 — Estudo populacional e de demandas; Etapa 5 — Proposições para o futuro: universalização do saneamento; Etapa 6 — Elaboração da versão final do PMSB e Consulta e Audiência Pública; Esse relatório faz parte da Etapa 6 e apresenta a versão final do PMSB para os serviços de abastecimento de água, esgotamento sanitário, e, drenagem e manejo de águas pluviais urbanas do Município de Quatis, localizado no Estado do Rio de Janeiro. SETOR DE 0 Hu Proc: 008/2022 LISTA DE FIGURAS Figura 1 — Localização dos bairros do Município de Quatis ...........sismeseeserereserermnnta 15 Figura 2 — Área de Mata Atlântica no município de Quatis (2018) ..............essssseeeeen 16 Figura 3 — Áreas especiais de preservação ambiental ..............ssssesesessessemtereerereeeerenos 17 Figura 4 - Demarcação de faixa marginal de proteção — INEA ................. isa 19 Figura 5 — Cemitério Municipal de Quatis ...........seeeseseserenerecrrererenreenaeeareeranareeraacanaetas 20 Figura 6 — Cemitério de Falcão Figura 7 — Cemitério de Falcão Figura/8 = Cemitério de São Joaquim: «.ssacsremesevserocepseopanncanaocenes exvro unensaneraeereva cosas ervenaaaagiase 21 Figura:9 = Gemitério de São Joaquim: ,.ssesasasosecsecusaneo vio cncrasgatnssora va vapor cones pvar vn aiaaos ves o aas pune 21 Figura 10 — Cemitério de São Joaquim Figura 11 — Cemitério de São Joaquim ............. si iseeternerseeneaeeaeeeeaeeaeeeneeeceraranenanaas 21 Figuraii2= PostolRortáll cao coacaoonaoonaoo pera trono nono a DR ea Ronan Ena spoan sas na gun oa pondo apa pur nara aa 2a Figura 13 — Posto Pilotos ........ ses eiranecereeriereraraare ese eaaraea ee rr ana neaeararre nana ranma care re araras 22 Figura 14 —- Cooperativa Agropecuária de Quatis ..........esemerenmereerennreeneeaseseneraneaceanas 23 Figura 15 — METAN de Quatis Ind. e Comércio LTDA.............ieeesierereeeeeeeeaereseess 23 Figura 16 — Usifer - Usinagem e Ferramentaria ............ieeeeneeeniereraeeaererraserenaras 24 Figura 17 — Fabrica de Ração Pilotos Figura 18 — Capuri Mineração S.A... icrereeeeereiaeireaneneeseninenareeaieeerereareeeteas 25 Figura 19 — Hospital São Lucas... creeeeereeeeeireeeaerererearaaeneneeerentereneresa 25 Figura 20 — Arranjo Institucional dos Serviços de Saneamento Básico no Município de [O [5 [= | 4[: POP PRO RR 29 Figura 21 — Estrutura esquemática da Rede de Abastecimento de Água do Município de QUAIS aaa RA OS 40 Figura 22 — Córrego Lava-pés Figura 23 — Córrego do Surdo Figura 24 — Captação no Rio Paraíba do Sul................ irei ereeeerirraeransareas 42 Figura 25 — ETA Bondarovsky Módulo Inaugurado em 2015... 44 Figura 26 — ETA Bondarovsky Módulo Antigo .............seteeneseasianeaeeseerenranaaaenaeraneareartas 45 SETOR DE PROTOCOLO es Prec: QE] —— or. Figura 27 — Tanques de Armazenamento dos Insumos de Tratamento ..........reseenes 45 Figura 28 — Reservatórios próximo da ETA Bondarovsky .............. sc sesereseereracerei 47 Figura 29 — Reservatórios próximo da ETA Bondarovsky .................. serenas 47 Figura 30 — Reservatórios cilíndricos inaugurados em 2015 ................ iene 48 Figura 31 — Reservatório no Loteamento Bela Vista ..................... it ssseresereerereneseerereneresenos 49 Figura 32 — Cadastro da rede de distribuição de água ................. iss seereeerracarereareseerannos 51 Figura 33 — Representação Esquemática do Sistema de Abastecimento de Água em Falcão Pavussas er cngipras fdva ones av aos pegos Vea pao SA SUA pea Vade date var va po seat 0 ORA Ja nana ea as ERES A FAUSTO SC cada cai 52 Figura 34 — Representação Esquemática do Sistema de Abastecimento de Água em Ribeirão de São Joaquim... isenta seanenerenareraneenerereneeererennecencararreceneeseeanerenaneenanaa 54 Figura 35 — Representação Esquemática da Rede de Esgotamento .............meeeeeeas 56 Figura 36 — Esquema geral de uma Estação de Tratamento por Lodo Ativado..................... 59 Figura 37 — Estação de Tratamento de Esgoto ETE Barrinha... 60 Figura 38 — Estação de Tratamento de Esgoto ETE Barrinha .................ss 60 Figura 39 — Tanques de Tratamentos da ETE Barrinha ...........sseeeesesesearris 60 Figura 40 — Tanques de Tratamentos da ETE Barrinha ...........seerrceerernas 60 Figura 41 — Tanque de Aeração da ETE Barrinha .......... eee 61 Figura 42 — Cabine Acústica e Compressor Figura 43 — Cabine Acústica e Compressor Figura 44 — Saída do Esgoto Tratado ............ e ereeeerererereneeerreerererererteanis 62 Figura 45 — Esquema ilustrativo de uma fossa séptica simples .............iiseeeetenas 64 Figura 46 — Evolução da população projetada ...........ieeeeereeeeseeeemenereenaeaiersreeateas 72 Figura 47 — Articulação das sub-bacias da área urbana na sede do Município de Quatis... 84 Figura 48 — Resposta à Questão: Você já visitou a ETA e sabe como é feito o tratamento de AQUA aescorasosasminaansesmimanirasarecanana anamaçaaniis ca ssveas ESTAR ER id die cav go sereno vara ava ve enta vossa noso aRa 145 Figura 49 — Resposta à Questão: Você é afetado pela falta d'água? ...........eaeaeas 145 Figura 50 — Resposta à Questão: Você sabe para onde vai o esgoto coletado em sua nasidância? ,aansuasnaasaansisiidacadedis dadtidi dera depara aa ESATREA CIP CT CISNE IO ERESA UTEIS EENTANENIA CAMERA 146 = *& SETOR DE PROTGCOLO EL: Proc.: OOR — Porta LISTA DE TABELA Tabela 1: Locais potencialmente poluidores no município de Quatis/RJ.........ceeeeesees 26 Tabela 2: Tipos de ligações, consumo mínimo e valor cobrado .....cssessseessesesseaseocersesesocerms 30 Tabela 3: Custos referentes a prestação dos serviços de Água e Esgoto Tabela 4: Comparativo de custos com a receita anual para os serviços de saneamento...... 32 Tabela 5: Custos com os serviços relacionados à Drenagem Urbana... 3s Tabela 6: Dados de volume da ETA Bondarovsky ............cieseetereneerecereneneeeneeneeeereceranas 46 Tabela 7: Principais características da unidade de reservação..............emeneneeeantarereeneo 48 Tabela 8: Rede de distribuição de água..............teneaeeareraneeereseeererereceeeerarareeerareereneso 50 Tabela 9: Dados da Rede Coletora de Esgotamento Sanitário .................cesseserareneeos 56 Tabela 10: Elevatórias de Esgotamento Sanitário................ceraeseeereneerereraseseererererentos 57 Tabela 11: Especificações das Bombas das Elevatórias de Esgotamento Sanitário............. 58 Tabela 12: RELATÓRIO DE ENSAIO: 85155/2019-1.0 .................... si ieseerereceseerenaerenema 63 Tabela 13: Dados da Rede Coletora de Esgotamento Sanitário na Zona Rural................... 64 Tabela 14: Pontos de áreas de risco no Distrito Sede e nos demais distritos do Município de Quatis Tabela 15: Taxas de crescimento aritmético e geométrico. ............ceseenemeseseeneseareearenmas 71 Tabela 16: Variáveis e parâmetros adotados............tetenereneerentereerertareerareeneniaerasennantos 73 Tabela 17: Metas do SAA do Município de Quatis................ccceeereesecereraserecrrerarereneneeeanas 75 Tabela 18: Projeção da demanda de água na sede do Município de Quatis — 2022 a 2033.76 Tabela 19: Projeção da demanda de água no distrito de Falcão — 2022 a 2033 Tabela 20: Projeção da demanda de água no distrito de Ribeirão de São Joaquim — 2022 a DOGS eirerrvemeresevanso que va os siioa PURE TEEETA SET HCSNNEE VOS EUTUVAA) FS ENAUS VIAS sore nona par emanaas o eva vs uniram 78 Tabela 21: Metas do SES do Município de Quatis ..............csesseeemssrenseerersrrersererecersareseensrnes 79 Tabela 22: Projeção da demanda de esgoto na sede do Município de Quatis — 2022 a 2033 ECN EETURE STAN PNTUA VER CO TESES EN vA ANE nac pH ee ta one a 00 dna a pb 0020 onda CASADA FEREAE PUT CURRAIS FORCE REAN AVE 8o Tabela 23: Projeção da demanda de esgoto no distrito de Falcão — 2022 a 2033. ............... 81 Tabela 24: Projeção da demanda de esgoto no distrito de Ribeirão de São Joaquim — 2022 a IVA Va Fisica Proc: O ledddo Tabela 25: Informações gerais das sub-bacias do Município de Quatis. cexerseossistastias asas os 83 Tabela 26: Quantidade de unidades de microdrenagem para o Município de Quatis........... 85 Tabela 27: Projeção da demanda de microdrenagem na sede do Município de Quatis — 2022 Tabela 28: Projeção da demanda de microdrenagem no distrito de Falcão — 2022 a 2033 .87 Tabela 29: Projeção da demanda de microdrenagem no distrito de Ribeirão de São Joaquim = 2022 q 2083.ccrsererereoranvavearo pesa res iadaSTASEIFASE ETR ANA ANNA sara siena sete anova aves 0h dias da dies 88 Tabela 30: Investimentos para a universalização do SAA no distrito sede — Cenário 1B... 101 caca 102 Tabela 34: Investimentos para a universalização do SAA no distrito Ribeirão de São Joaquim — Cenário 1B Tabela 35: Custos de manutenção do SAA no distrito Ribeirão de São Joaquim — Cenário 1B Tabela 39: Custos de manutenção do SES no distrito Falcão — Cenário 1B....................... 110 Tabela 40: Investimentos para a universalização do SES no distrito Ribeirão de São Joaquim — Cenário 1B Tabela 42: Objetivos, metas e ações para a institucionalização do saneamento básico no MUNICÍPIO ...ccseseessescereseserseoserorsaraseoraneserooraveso soa or ana sra car edos prada ata asa ban DA SA As dana SS SA sas O sopas inss sd 114 Tabela 43: Objetivos, metas e ações para atuação de emergência em saneamento básico O MUNICIPIO ..ssc acesasssesararosareerarercamasereaienersecassa so siuseecavnteiavo vas verocoraomerroson avo vsne rs emese voe 116 Tabela 44: Objetivos, metas e ações para o SAA no município... 118 Tabela 45: Objetivos, metas e ações para o SES no município ...................ss 122 Tabela 46: Objetivos, metas e ações para o SDU no município... 125 Tabela 47: Estudo de Viabilidade Econômica e Financeira... 132 SETOR DE As ROTECNO Tabela 48: Riscos potenciais — abastecimento de água potável ............mumsemeseseemaremease 134 Tabela 49: Ações de controle operacional e manutenção — abastecimento de água potável Tabela 50: Identificação, Classificação, Ações preventivas e Contingências da ETE — Barrinha .....ii..scescesceeessererernerorerereavasesoerennsassuvan rasa sonata soa taa sanar anta ia craan dades cons Ra Uta cas na en assa nanda Tabela 51: Modelo do Questionário Aplicado à População ...............cseesemesemeseneerereens 151 LISTA DE ABREVIAÇÕES, SIGLAS E SÍMBOLOS AAB: Adutora de Água Bruta AAT: Área de Transbordo e Triagem ABNT: Associação Brasileira de Normas Técnicas AGENERSA: Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico AGEVAP: Associação Pró Gestão das Águas da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul ANA: Agência Nacional das Águas ANVISA: Agência Nacional de Vigilância Sanitária APAPE: Associação de Pais e Amigos de Pessoas Especiais APEDEMA: Assembleia Permanente das Entidades de Defesa do Meio Ambiente ART: Anotação de Responsabilidade Técnica BR-116: Rodovia Presidente Eurico Gaspar Dutra C1: Classe Econômica CBH: Comitê de Bacia Hidrográfica CDHU/SP: Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo CEDAE: Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Estado do Rio de Janeiro CEIVAP: Comitê de Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul CERHI: Conselho Estadual de Recursos Hídricos CETESB: Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental CEDD: Conselho Federal Gestor do Fundo de Defesa dos Direitos Difusos CNIR: Cadastro Nacional de Imóveis Rurais CONAMA: Conselho Nacional do Meio Ambiente CONFEA/CREA: Conselho Federal de Engenharia e Agronomia/ Conselho Regional de Engenharia e Agronomia COPPE/UFRJ: Coordenação de Programas de Pós-graduação em Engenharia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro CPRM: Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais CTH/IPTU: Competição Tributária Horizontal / Imposto Predial e Territorial Urbano DBO: Demanda Bioquímica de Oxigênio DEFOFO: Tubos de Ferro Fundido com Junta Elástica DERY/RUJ: Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Rio de Janeiro DRM/RJ: Departamento de Recursos Minerais do Estado do Rio de Janeiro EEAB: Estação Elevatória de Água Bruta EEAT: Estação Elevatória de Água Tratada EEE: Estação Elevatória de Esgoto SETOR DE PROTGCOLO A: — Bank ETA: Estação de Tratamento de Água ETE: Estação de Tratamento de Esgoto EVEF: Estudo de Viabilidade Econômica e Financeira FDDD: Fundo de Defesa de Direitos Difusos FEAM: Fundação Estadual do Meio Ambiente de Minas Gerais FECAM: Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano FEEMA: Fundação Estadual Engenharia Meio Ambiente do Estado do Rio de Janeiro FGTS: Fundo de Garantia do Tempo de Serviço FIRJAN: Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro FOFO: Ferro Fundido FUNASA: Fundação Nacional de Saúde FUNDRHI: Fundo Estadual de Recursos Hídricos do Estado do Rio de Janeiro GEPAC: Grupo Executivo do Programa de Aceleração do Crescimento IBGE: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ICGDU: Indicador Composto de Gestão dos Serviços de Drenagem Urbana ICMS: Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços IDH: Índice de Desenvolvimento Humano IFDM: Índice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal INCRA: Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária INEA: Instituto Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro IPT/CEMPRE: Instituto de Pesquisas Tecnológicas e Compromisso Empresarial para Reciclagem IPTU: Imposto Predial e Territorial Urbano LBO: Affermage ou Lease Build Operate LVE: Extensão das vias na área urbana com infraestrutura de microdrenagem, em km MDS: Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome NBR: Norma Brasileira OD: Oxigênio Dissolvido OGU: Orçamento Geral da União OMS: Organização Mundial de Saúde ONGs: Organizações não governamentais ONU: Organização das Nações Unidas PAC: Programa de Aceleração do Crescimento PCH: Pequena Central Hidrelétrica PIB: Produto Interno Bruto PLANASA: Plano Nacional de Saneamento PMSB: Plano Municipal de Saneamento Básico pum DE PROTOCOLO PNUD: Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento PPP: Parceiras Público-Privadas PVC: Policloreto de Vinila Rcc: Resíduos da Construção Civil RSSS: Resíduos Sólidos de Serviços de Saúde RsU: Resíduos Sólidos Urbanos SAA: Sistema de Abastecimento de Água SABESP: Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo SDU: Sistema de Drenagem Urbana SEA: Secretaria de Estado do Ambiente do Rio de Janeiro SEGRHI: Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos do Rio de Janeiro SEIS: Sistema Estadual de Informações sobre Saneamento do Rio de Janeiro SELIC: Sistema Especial de Liquidação e de Custódia SES: Sistema de Esgotamento Sanitário SIG: Sistema de Informações Geográficas SNIS: Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento TMI: Taxas de Mortalidade Infantil UTC: Usina de Triagem e Compostagem VA: Valores adicionados SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO... reeerteriieraeeee eternas rtertiteemereeres 13 2. CARACTERIZAÇÃO MUNICIPAL.........ssieeee eres 14 2.1. TERRITÓRIO ADMINISTRATIVO ... 15 22. CLIMAE RELEVO... atracar resinas 16 [Rc NA V/ =| = 7 (O) (o PD 16 24. GEOLOGIA E GEOMORFOLOGIA. ..........iimeeeterieeemeerereiemeemererirtmas 2.5. HIDROGIOLOGIA E HIDROLOGIA..... 3. POTENCIALIDADES E FRAGILIDADES 4. DIAGNÓSTICOS E AVALIAÇÃO DA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO... 27 4.14. HISTÓRICO DA GESTÃO DO SERVIÇO DE SANEAMENTO... 27 4.2. ARRANJO INSTITUCIONAL... 4.3. ARRANJO ORÇAMENTÁRIO E FINANCEIRO 4.4. ARRANJO LEGAL... 5. DIAGNÓSTICOS DE INFRAESTRUTURA EXISTENTE 5.1. SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA... 39 5.2. SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO... 55 5.3. SISTEMA DE DRENAGEM URBANA E MANEJO DE ÁGUAS PLUVIAIS .............. 65 6. DEMANDA DE SERVIÇOS... 6.1. ESTUDO POPULACIONAL.......... isa 6.2. ESTUDO DE DEMANDAS .........immaiimaa aiii 72 6.3. INDICADORES DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS 7. PROPOSIÇÕES PARA O SISTEMA... 7.1. CENÁRIOS PARA UNIVERSALIZAÇÃO.......... iii 99 7.2. METAS E AÇÕES PARA O SETOR DE SANEAMENTO... 113 7.3. SUSTENTABILIDADE ECONÔMICA E FINANCEIRA PARA A PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS.........iiimeeeeeiimeea eee iieeeateriientas «129 8. PLANO DE CONTINGÊNCIA E EMERGÊNCIA 133 9. CONTROLE SOCIAL ............imeseiiaeee aeee 140 10. REFERÊNCIAS... aeee 149 SETOR bE PROTOCOLO 1. INTRODUÇÃO Saneamento básico é um conjunto de serviços fundamentais que impacta a saúde, meio ambiente, educação e economia, contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico de uma cidade. Estes serviços abrangem o abastecimento de água, esgotamento sanitário, manejos de resíduos sólidos e drenagem e manejo das águas pluviais urbanas. O saneamento básico é um direito de todos garantido pela Constituição Federal e instituído pela Lei nº. 11.445/2007. A Lei nº. 14.026/2020 atualizou e sancionou o Novo Marco Legal de Saneamento Básico, sendo então a lei mais recente que aborda tal assunto. Nela ficou definida que a Agência Nacional de Águas (ANA) tem agora competência, dentro do setor, de editar normas de referência para os padrões de qualidade, regular as tarifas dos serviços, controlar as perdas de água, entre outras funções. Outro ponto em destaque com este Marco é que agora os serviços públicos deste setor, quando não prestados por entidade que integre a administração do titular, dependerão de contrato de concessão e licitação para a realização das atividades. Segundo dados do Sistema Nacional de Saneamento Básico — SNIS, em 2019, cerca de 16% da população brasileira não tinha acesso a água potável, quase 100 milhões de brasileiros não tinham também acesso a coleta de esgoto e foram registradas cerca de 273 mil internações por doenças de veiculação hídrica. A preocupação com a qualidade dos serviços de saneamento afeta todos os municípios brasileiros, por isso, a necessidade de mecanismos para aumentar a consciência e promover a mudança de hábitos e de comportamentos. Cada vez mais a população, juntamente com o Poder Público, tem sido chamada a participar de ações que visam à melhoria deste setor (CNM, 2014). Com isso, por ser uma exigência legal, toda cidade deve elaborar seu Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB), que consiste em um instrumento estratégico de Planejamento e de gestão participativa, visando o desenvolvimento sustentável, a fim de atender a demanda da população, abrangendo todas as localidades do município (urbanas, rurais, adensadas e dispersas). Através deste planejamento, o governo local consegue diagnosticar a situação atual de uma cidade, suas reais necessidades e como serão resolvidos os problemas apresentados. O seu não cumprimento pode acarretar inúmeros prejuízos, tanto do ponto de vista dos gestores públicos como e, especialmente, para a população e o meio ambiente. q 7 Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 13 R SETOR DE PROTOCOLO Fls, Proc: Uma boa gestão do saneamento básico municipal impacta diretamente na melhoria da qualidade de vida dos munícipes, na redução da incidência de doenças de veiculação hídrica e, consequentemente, na queda da mortalidade infantil. Outros pontos impactados positivamente com os serviços são: diminuição dos custos com saúde, melhorias na educação, favorecimento da expansão do turismo, a valorização dos imóveis, e do ponto de vista ambiental, impacta diretamente a qualidade dos recursos hídricos e sua preservação. Sendo assim, o presente documento teve como objetivo, revisar o Plano Municipal de Saneamento Básico da cidade de Quatis do ano de 2014, atualizar seus dados sobre a presente realidade do município, estipular suas metas, objetivos e prazos, a fim de universalizar os serviços de saneamento básico prestados. Vale lembrar que o mesmo deve ser revisado e atualizado entre um período de tempo de 4 em 4 anos. Este PMSB abrange as atividades de abastecimento público de água, coleta e tratamento de esgoto e drenagem urbana. Destaca-se que este plano não contempla os resíduos sólidos, uma vez que os mesmos possuem um plano municipal voltado especialmente para eles. q 3 Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 14 SETOR DE PROTSCOLO E: 92 Prec: Cor la 02% — Ponto 2. CARACTERIZAÇÃO MUNICIPAL 2.1. TERRITÓRIO ADMINISTRATIVO O Município de Quatis possui área territorial de 284,826 km? e está localizado na região do Médio Paraíba no Estado do Rio de Janeiro. Localiza-se nas coordenadas: Latitude Sul 22º24'26"S e Longitude Oeste 44º15'29"W. Sua altitude em relação ao nível do mar é de 415 m. Subdivide-se nos distritos sede, Falcão e Ribeirão de São Joaquim. O distrito sede se subdivide em bairros: Barrinha, Pilotos, Mirandópolis, Jardim Polastri, Bondarovsky, Centro, Santa Bárbara, Jardim Independência, Santo Antônio, São Benedito, Nossa Senhora do Rosário, Boa Vista, Alto Paraíso e Água Espalhada (Figura 1). Figura 1 — Localização dos bairros do Município de Quatis Fonte: Plano Diretor Participativo, Estratégico e Sustentável do Município de Quatis, 2020. O Município de Quatis é acessado pela Rodovia Presidente Eurico Gaspar Dutra, BR-116, e pela Rodovia RJ-159, que segue até o Bairro Centro. Em relação à distância aos grandes centros urbanos, encontra-se a 145 km da cidade do Rio de Janeiro e 250 km da cidade de São Paulo. A Os municípios limítrofes são: Barra Mansa, Porto Real, Resende, Valença e Passa- Vinte/MG. 3 Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ RA 15 Fis Proc: — enite 2.2. CLIMA E RELEVO O clima tem como caracterização tropical de altitude, com variação de temperatura de 17ºC a 35ºC com altura pluviométrica de média anual de 1.600 mm. As características climáticas mostram que temperaturas elevadas no município têm como decorrência gerar um maior consumo de água, mas ao mesmo tempo favorecem a implantação de processos anaeróbios de tratamento de esgotos. Outro ponto importante está no regime de chuvas, muito concentrado no verão, com intensidades elevadas, em curto espaço de tempo, ocasionando um escoamento superficial significativo. O padrão de relevo encontrado é o de Planícies de Inundação (várzeas), Terraços Fluviais, Rampas de Alúvio-Colúvio, Rampas de Colúvio/Depósitos de Tálus, Tabuleiros, Tabuleiros Dissecados, Colinas, Morros Baixos, Morrotes, Morros Altos, Cristais Isoladas e Serras Baixas, sendo bem estruturado e estável, propício à ocupação urbana. Cabe ressaltar que o município se encontra no Vale do Rio Paraíba do Sul, o que retrata em boa parte de sua extensão a característica de relevo Mar de Morros. O relevo ondulado, também, favorece a sua distribuição de água. 2.3. VEGETAÇÃO O Município de Quatis apresenta um rico bioma, com 11,05 % da vegetação original da Mata Atlântica, conforme dados do “Aqui tem mata?” (Figura 2). Figura 2 — Área de Mata Atlântica no município de Quatis (2018) s õ Fonte: “Aqui tem mata?”, 2018. Q 4 Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 16 ARTS dica itad E o NEMO Hu: Proc: A vegetação se apoia e se desenvolve a partir do clima e relevo já apresentado. O município possui um mosaico de Unidades de Conservação, sendo: Área de Proteção Ambiental Carapiá (3509 ha); o Refúgio da Vida Silvestre (42 ha); e dois Parques; Parque Natural Municipal Horto dos Quatis (24,224 ha), localizado no 1º Distrito e Parque Natural Municipal Ribeirão de São Joaquim localizado no 2º Distrito do Município (19,36 ha), conforme apresentado na Figura 3. Figura 3 — Áreas especiais de preservação ambiental Piano Diretor WEZ ANEXO IV fare una ES ÁREAS ESPECIAIS DE PRESERVAÇÃO asi tà AMBIENTAL DETALHE e k * % DETALHE h DISTRITO DE FALCAO 7 sf ooo Ne Na Fonte: Secretaria Municipal de Sustentabilidade e Ambiente e Secretaria Municipal de Infraestrutura, 2020. 2.4. GEOLOGIA E GEOMORFOLOGIA Representado por mar de morros, tem como formação geológica rochas ortoderivadas, rochas paraderivadas, diques de diabásio, falhas, fraturas e dobras. Em seu compartimento geomorfológico Quatis apresenta a Bacia de Resende, a Depressão Interplanáltica com Alinhamentos Serranos do Médio Vale do Rio Paraíba do Sul e a Planície do Rio Paraíba do Sul. Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ rá 3 Eita arg é st PAULO 2.5. HIDROGEOLOGIA E HIDROLOGIA Há ocorrências de domínios hidrogeológicos Metassedimentos/Metavulcânicas e Cristalino. As unidades hidrogeológicas apresentadas são: Depósitos Colúvio-Aluvionares; Granito Serra da Concórdia, Suíte Serra das Araras; Itatiaia; Varginha-Guaxupé, unidade paragnáissica migmatítica superior; Quirino; Paraíba do Sul, unidade terrígena com intercalações carbonáticas; Granito Xistos, localmente migmatíticos; Morro Redondo; Juiz de Fora, unidade tonalítica; Granito Quebra Cangalha, Suíte Serra das Araras: Suíte Pouso Alto; Pedra Selada. Rica em corpos hídricos, com significativa representatividade para a Bacia Hidrográfica do Médio Paraíba do Sul, o município possui quatro Microbacias, sendo: Microbacia do Ribeirão da Figueira, localizada predominantemente no município de Quatis, cerca de 17 km da sede do município e uma parcela no município de Resende; Microbacia do Ribeirão das Lajes, localizada predominantemente no município de Resende e uma parcela no município de Quatis; Microbacia do Ribeirão do Patriarca, localizada predominantemente no município de Quatis, a cerca de 2 km da sede do município e uma pequena parcela encontra-se no município de Valença e Microbacia do Rio Turvo e Rio das Pedras que estão interligadas devido à união das suas águas continuando apenas com o nome de Rio Turvo, no seu trecho final. A área do Rio Turvo e do Rio das Pedras estão localizadas predominantemente no município de Barra Mansa e parcelas nos municípios de Barra do Piraí e Quatis, que abriga a nascente do Rio das Pedras. O curso d'água com maior disponibilidade hídrica no município é o Rio Paraíba do Sul, sendo que os seus principais afluentes são: Rio Jaguari, Rio Buquira, Rio Paraibuna, Rio Piabanha, Rio Pomba e o Rio Muriaé, além de apresentar os cursos d'água do Córrego Lava-Pés e o Córrego do Surdo, como os principais mananciais superficiais do município. Os atos de autorização de uso dos recursos hídricos no Estado do Rio de Janeiro denominado outorga (concessão e cancelamento), emissão de reserva de disponibilidade hídrica para fins de aproveitamentos hidrelétricos e sua consequente conversão em outorga de direito de uso de recursos hídricos, bem como perfuração e tamponamento de poços tubulares e demais usos são da competência do INEA. Por se localizar entre os maiores pólos industriais e populacionais do país com importância de âmbito nacional a outorga da bacia hidrográfica do Rio Paraíba do Sul é administrada pela ANA e sua finalidade é para abastecimento público e esgotamento sanitário e seus efeitos legais sob 35 anos. As outorgas dos corpos hídricos do Córrego Lavapés e do Córrego do Surdo que também são utilizados para o abastecimento público estão em andamento. Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ BP 18 As faixas de terras localizadas às margens do Rio Paraíba do Sul, assim como às margens dos lagos, lagoas e reservatórios d'água, são consideradas “Faixa Marginal de Proteção” (FMP) que tem como objetivo a proteção, defesa, conservação e operação de sistemas fluviais e lacustres (Figura 3). Figura 4 - Demarcação de faixa marginal de proteção — INEA /, Fonte: Lei sobre o Parcelamento e o Zoneamento de Uso e Ocupação do Solo do perímetro urbano da sede e dos distritos do Município de Quatis, 2019, ?) Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 19 Go 3. POTENCIALIDADES E FRAGILIDADES Atualmente é possível apontar as seguintes potencialidades: e Áreas urbanas definidas e consolidadas. Expansão ao longo dos principais eixos viários, ocorrendo em áreas favoráveis; e Possibilidade de expansão urbana em terrenos favoráveis, evitando os frágeis, sejam esses perante a inundação, sejam com declividades acentuadas; e Disponibilidade hídrica adequada perante a atual demanda e mesmo para suprir eventual expansão urbana inesperada; e Existência de um serviço já operando e que conta com uma oferta de água potável adequada, podendo acompanhar futuras expansões. Em relação às fragilidades, destacam-se as fontes potenciais de poluição que podem afetar os corpos hídricos superficiais e os subterrâneos, tais como: e Cemitérios: há um no distrito sede (Figura 5), localizado no bairro Bondarovsky, nas coordenadas 22º24'50.2” S 44º15'32.0" O, um no distrito de Falcão (Figuras 6 e 7), situado nas coordenadas 22º17'3” S 44º15'27” O e dois no distrito de Ribeirão de São Joaquim (Figuras 8 e 9) presente nas coordenadas 22º18'5” S 441110"0, (Figuras 10 e 11) nas coordenadas 22º18'15” S 44º11'14” O. Os mesmos não possuem um sistema de drenagem adequado e o necrochorume pode percolar ou ser lixiviado do solo contaminando para o lençol freático. Figura 5 — Cemitério Municipal de Quatis aa Fonte: Secretaria Municipal de Infraestrutura, 2021. Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 20 Figuras 6 e 7 - Cemitério de Falcão Dc Fonte: Secretaria Municipal de Infraestrutura, 2021, Figuras 8 e 9 - Cemitério de São Joaquim Fonte: Secretaria Municipal de Infraestrutura, 2021. Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 21 paca o o sa LX pa R DE PRO cs so 4! Fls Proc e Postos e sistemas de armazenamento de combustível: os vazamentos de derivados de petróleo e outros combustíveis podem causar contaminação de corpos d'água subterrâneos e superficiais. Posto Portal (Auto Posto Comercial de Quatis LTDA M.E.) CNPJ: 05352796000165 Endereço: Roberto Silveira, 180, Barrinha — Quatis/RJ Atividade: Comércio Varejista de Combustível Coordenadas: 22º24'52.8" S 44º16'24.8" O Figura 12 —- Posto Portal Fonte: Secretaria Municipal de Infraestrutura, 2021, Posto Pilotos LTDA. CNPJ: 05977968000196 Endereço: Euclides Alves Guimarães Cotia, s/n, Centro — Quatis/RJ Atividade: Comércio Varejista de Combustível Coordenadas: 22º24'37.2" S 44º15'50.4" O Figura 13 — Posto Pilotos Fonte: Secretaria Municipal de Infraestrutura, 2021, & Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 22 SETOR Ao se PROTOCOLO e Indústrias: Cooperativa Agropecuária de Quatis CNPJ: 28681831000195 Endereço: Rua Vereador Victor Marcondes Sampaio, 60 Santo Antônio — Quatis/RJ Atividade: Preparação de leite Coordenadas: 22º24'31.0" S 44º15'28.1” O Figura 14 - Cooperativa Agropecuária de Quatis Fonte: Secretaria Municipal de Infraestrutura, 2021, METAN de Quatis Ind. e Comércio LTDA. CNPJ: 05418715000182 Endereço: Estrada Quatis — Floriano (RJ 159), 2001, Quatis/RJ Atividade: Fabricação de Produtos de Trefilação Coordenadas: 22º25'44.1" S 44º17'01.5" O Figura 15 - METAN de Quatis Ind. e Comércio LTDA. Fonte: Secretaria Municipal de Infraestrutura, 2021, 8) 4 Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 23 SETOR DE PROTOCOLO FL: Usifer - Usinagem e Ferramentaria CNPJ: 07708728000111 Endereço: Rua Guilhermina Alves Lacerda, 148, Pilotos — Quatis/RJ Atividade: Serviços de usinagem e torneamento Coordenadas: 22º24'23.7" S 44º15'54.3" O Figura 16 — Usifer — Usinagem e Ferramentaria Fonte: Secretaria Municipal de Infraestrutura, 2021, Fábrica de Ração Pilotos CNPJ: 03922073000129 Endereço: Av. Euclides Alves Guimarães Cotia, 915 Jardim Polastri - Quatis/RJ Atividade: Fabricação de alimentos para animais Coordenadas: 22º24'48.6"S 44º1615.2"0 Figura 17 - Fábrica de Ração Pilotos Fonte: Secretaria Municipal de Infraestrutura, 2021, 4 Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 24 e Minerações: Capuri Mineração S.A. CNPJ: 02286869000170 Endereço: Estrada dos Bagres, s/n Quatis/RJ Atividade: Extração de areia, cascalho e outros Coordenadas: 22º27'19.3" S 44º1714.4" 0 Figura 18 - Capuri Mineração S.A. Fonte: Secretaria Municipal de Infraestrutura, 2021, e Local com existência de sistema de saneamento potencialmente contaminante. Hospital São Lucas CNPJ: 29445632/0001-40 Endereço: Avelino Batista Soares, 297, Centro — Quatis/RJ A Coordenadas: 22º24'44.2" S 44º15'35.2" O Figura 19 — Hospital São Lucas Fonte: Secretaria Municipal de Infraestrutura, 2021. Q Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 25 SETOR DE PROTOCOLO H: 3 Tabela 1: Locais potencialmente poluidores no município de Quatis/RJ. Cemitério Municipal de . Atividades funerárias 22º24'50.2" S 44º15'32.0" W Quatis J Cemitério de Falcão Atividades funerárias 22173"S 441527 W Cemitério de São Joaquim Atividades funerárias 2218'5" S 441110" W — Cemitério de São Joaquim Atividades funerárias Lo 221815" Ss 4411114" W Posto Portal Com. Combustível 22º24'52.8"S 44º16'24.8" W — —1[— Posto Pilotos Ltda. Com. Combustível 22º24'37.2"S 44º15'50.4" W —+ [ Cooperativa Agropecuária de Quatis Preparação de Leite 22º24'31.0"S =. — 44º15'28.1" W METAN de Quatis Ind. e Comércio LTDA. Trefilação 22º2544,1"S Esc) 44º17'01.5" W jm — — o) Usifer - Usinagem e Serviços de usinagem 22º24'23.7'S 4415543" W Ferramentaria e torneamento E . . 1 Ro Capuri Mineração Extração de areia 22º2719.3"S 4417144" W a mm Fabricação de Rações Fábrica de Ração Pilotos Balanceadas e de 22º24'48.6"S 44º1615.2" W | Alimentos Preparados Naa Hospital São Lucas Atendimento hospitalar 22º24'44,2"S 44º15'35.2" W pod Tais procedimentos visam preservar os aquíferos locais, bem como o monitoramento da qualidade das águas subterrâneas com base em resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) e nos padrões de potabilidade. Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 26 > a BE PROTSCO!E Proc: COS LINDA mm Bio 4. DIAGNÓSTICOS E AVALIAÇÃO DA PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS 4.1. HISTÓRICO DA GESTÃO DO SERVIÇO DE SANEAMENTO NO MUNICÍPIO A gestão do Saneamento Básico no município de Quatis passou por diversas fases ao longo de sua história. O território que hoje abriga o município de Quatis pertencia inicialmente ao município de Resende e as primeiras informações que se tem de fazendas e construções na região datam da primeira metade do século XIX. A maioria das propriedades eram de características rurais, com poucas casas de comércio e residência no povoado. O abastecimento de água não era feito de forma coletiva, algumas residências possuíam poços artesianos, entretanto os demais residentes buscavam água em nascentes locais, que tem importância e apelo cultural até hoje no município, como é o caso da Biquinha. As instalações sanitárias eram básicas e ficavam localizadas nos fundos das casas, os despejos eram recolhidos em barris e despejados em rios e valas. A partir de 1848 o povoado de Quatis foi desmembrado de Resende e anexado a Barra Mansa, que ao ser emancipado em 1857 transformou Quatis em seu 5º distrito. Com a construção da estação ferroviária em Quatis em 1897 o distrito passou por um importante crescimento econômico e populacional, levando a uma necessidade em se pensar em melhorias na questão sanitária, que até então pouco havia se modificado. No período compreendido até a metade do século XX, não havia um órgão gestor de saneamento no distrito, as condições sanitárias ainda eram bastante básicas e a administração ficava por conta do município de Barra Mansa. Com a construção do hospital, surgimento de novos bairros e o distrito se tornando parte da rota comercial houve um novo crescimento populacional e o surgimento de redes de abastecimento de água coletivo e esgotamento sanitário. A partir da década de 1970 a gestão do saneamento básico do Município de Barra Mansa passou a ser realizada por uma autarquia, o Sistema Autônomo de Água e Esgoto (SAAE). O SAAE também passou a ser responsável pela gestão dos sistemas de saneamento nos distritos, o que incluía Quatis. A sede administrativa do SAAE em Quatis estava localizada onde hoje é a Secretaria Municipal de Infraestrutura. O SAAE era o responsável pela gestão do abastecimento de água e esgotamento sanitário do distrito, não havendo propriamente uma gestão da parte de drenagem de águas pluviais. Com a emancipação do município em 1991, a gestão do saneamento passou a ser de responsabilidade da Administração Pública Municipal. Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ Q 27 3 Entre os anos de 1997 e 2003 a gestão do abastecimento de água no município passou para as mãos de uma empresa terceirizada contratada. Que cuidava da manutenção das redes de distribuição de água, do tratamento e da emissão e gestão tributária do setor. Em 2003 a gestão do setor voltou às mãos da Administração Pública através do Departamento de Água e Esgoto, que atualmente é a Divisão de Tratamento de Água e Esgoto da Coordenadoria de Saneamento Básico, que faz parte da Secretaria Municipal de Infraestrutura. O Município de Quatis no Estado do Rio de Janeiro continua com os serviços de saneamento sendo operados pelo próprio município, não tendo aderido à Companhia Estadual de Águas e Esgotos (CEDAE). Os serviços de drenagem de águas pluviais, abastecimento de água e esgotamento sanitário estão vinculados à Secretaria Municipal de Infraestrutura, já o serviço de coleta e gerenciamento de Resíduos Sólidos está vinculado à Secretaria Municipal de Meio Ambiente. 4.2. ARRANJO INSTITUCIONAL Os serviços de saneamento básico da qual se refere este plano estão inseridos nas atribuições da Secretaria Municipal de Infraestrutura. As atividades de planejamento e desenvolvimento de projetos ligados a melhoria da infraestrutura existente são de responsabilidade do Departamento de Urbanismo, dentro da Coordenadoria de Urbanismo, que engloba também os serviços de limpeza urbana e manutenção de vias públicas no Departamento de Obras e Serviços Públicos. A manutenção dos serviços de tratamento de água e esgoto, bem como a responsabilidade pelas redes distribuição de água tratada e coleta de esgoto sanitário ficam a cargo da Divisão de Tratamento de Água e Esgoto, bem como a realização de novas ligações de águas e esgoto, que fazem parte da Coordenadoria de Saneamento Básico. Não existe um setor responsável propriamente pelas atividades de fiscalização de ligações clandestinas de água ou para verificar se o esgoto está sendo recolhido de forma adequado. Há, no entanto, a fiscalização de Urbanismo que pode notificar casos de irregularidade no imóvel e a fiscalização de Meio Ambiente, de responsabilidade da Secretaria Municipal de Sustentabilidade e Ambiente que pode vir a notificar irregularidades ambientais. A Secretaria Municipal de Sustentabilidade e Ambiente também é a responsável pelas atividades de licenciamento ambiental, necessárias para regulação junto ao órgão 2 Plano Municipal de Saneamento Básico - Quatis/RJ 28 ee 3 SETOR DE FROVCOLO Es ambiental competente para a realização de obras que possam gerar impactos ambientais, quanto na regulação das atividades vinculadas ao tratamento de água e esgoto. As atividades de cobrança não estão dentro das atribuições da Secretaria de Infraestrutura, ficando estas a cargo da Secretaria de Finanças, dentro do Departamento de Tributos. O Departamento de Tributos é o responsável pelo cadastro de todas as ligações de água e esgoto no sistema e cobrança pelos serviços. Embora façam parte da Secretaria de Infraestrutura, os funcionários responsáveis pelas leituras de hidrômetros respondem ao Departamento de Tributos, por ser lá o setor responsável pela emissão das contas. As atividades de regulação e fiscalização da prestação dos serviços ficam também a cargo da Secretaria de Infraestrutura, não existindo dentro de um setor em específico, mas fazendo parte das atribuições tanto da Divisão de Tratamento de Água e Esgoto quanto do Departamento de Obras e Serviços Públicos. São esses os setores responsáveis pela realização dos serviços de reparos das redes quando há reclamações referentes a vazamentos na rede de distribuição de água, entupimento ou extravasamentos de esgoto ou mesmo reclamações de falta d'água. O arranjo institucional dos serviços de saneamento fica dividido basicamente em três secretarias, sendo a prestação de serviço dentro da Secretaria de Infraestrutura, parte da fiscalização e licenciamento ambiental dentro da Secretaria de Sustentabilidade e Ambiente e os serviços de cobrança na Secretaria de Finanças, como pode ser observado no Organograma abaixo. Figura 20 — Arranjo Institucional dos Serviços de Saneamento Básico no Município de Quatis. SECRETARIA MUNICIPAL DE FINANÇAS DEPARTAMENTO DE TRIBUTOS SECRETARIA MUNICIPAL DE SUSTENTABILIDADE E AMBIENTE SECRETARIA MUNICIPAL DE INFRAESTUTURA DEPARTAMENTO DE LICENCIAMENTO, FISCALIZAÇÃO E [CONTROLE DO AMBIENTE! COORDENADORIA DE COORDENADORIA DE SANEAMENTO URBANISMO DIVISÃO DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL DIVISÃO DE TRATAMENTO) DE ÁGUA E ESGOTO ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO Fonte: Câmara Municipal de Quatis, 2021. A 4 DEPARTAMENTO DE OBRAS E SERVIÇOS PÚBLICOS DEPARTAMENTO DE URBANISMO Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 29 a DE PRÚTSCOLO als O arranjo institucional passou por modificações recentes com a Reforma Administrativa, Lei Complementar nº 20/2021, aprovada na 67º sessão ordinária da Câmara Municipal de Quatis no dia 26 de outubro de 2021, e sancionada pelo Prefeito em 05 de novembro de 2021. A Secretaria Municipal de Obras, Urbanismo e Serviços Públicos, SMOUSP, passou a se chamar Secretaria Municipal de Infraestrutura, SMI. Além disso, foi criada a Divisão de Tratamento de Água e Esgoto, em substituição ao Departamento de Água e Esgoto. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente, SMMA, passou a ser denominada Secretaria Municipal de Sustentabilidade e Ambiente, SMSA, dentro dela o Departamento de Licenciamento, Fiscalização e Controle do Meio Ambiente que está ligado aos trabalhos de Saneamento passou a ser chamado Departamento de Licenciamento, Fiscalização e Controle do Ambiente sendo integrado a ele a Divisão de Licenciamento Ambiental. 4.3. ARRANJO ORÇAMENTÁRIO E FINANCEIRO O arranjo orçamentário e financeiro é apresentado a seguir, para os serviços de abastecimento de água, esgotamento sanitário e drenagem urbana. 4.3.1. Abastecimento de água e esgotamento sanitário Os serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário são cobrados de acordo com a tabela 2 abaixo: Tabela 2: Tipos de ligações, consumo mínimo e valor cobrado Residencial 6,30 Comercial 10 | 1276 Pena d'água Residencial/Pública 10 9,53 Pena d'água Comercial/Industrial 10 - 19,06 A prefeitura realiza a cobrança do serviço de abastecimento de água e esgotamento 1 sanitário, sendo que 88% das ligações são hidrometradas (SNIS, 2019). O custo total com Os serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário, consta na tabela 3 à seguir. Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 2) 30 SLIUA DL Pau de cuil ti 3 Proc. 2. — Beco Tabela 3: Custos referentes a prestação dos serviços de Água e Esgoto Funcionários (ETA e ETE) R$ 380.000,00 Leituristas R$ 80.000,00 Encargos sob salários R$ 50.000,00 Impressão das contas R$ 8.700,00 R$ 518.700,00 Hipoclorito de Sódio Classe 8.0 R$ 101.700,00 Sulfato de Alumínio Ferroso R$ 135.450,00 Cal Hidratada R$ 2.019,00 R$ 239.169,00 Bomba do Rio Paraíba do Sul R$ 318.019,32 Bomba do Córrego Lava-pés R$ 81.416,48 Bomba do Córrego do Surdo R$ 9.168,72 Poço Artesiano R$ 36.000,00 R$ 76.071,48 R$ 35.000,00 Elevatórias R$ 34.158,30 R$ 589.834,30 Captação de Recursos Hídricos R$ 91.915,83 Análise Laboratoriais R$ 109.408,00 Hidrojateamento R$ 56.615,04 Caminhão Pipa R$ 166.590,72 Tubos e Conexões R$ 93.029,86 Manutenção das Bombas R$ 200.000,00 R$ 717.559,45 ai R$ 2.065.262,75 Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ P SETOR DE PROFSCOLO FL: A receita operacional direta total resultante da aplicação de tarifas ou taxas para a prestação dos serviços foi igual a R$ 635.031,56 (seiscentos e trinta e cinco mil e trinta e um reais e cinquenta e seis centavos) no ano de 2018 (SNIS) e R$ 635.876,96 (seiscentos e trinta e cinco mil, oitocentos e setenta e seis reais e noventa e seis centavos) no ano de 2019 (SNIS). Tabela 4: Comparativo de custos com a receita anual para os serviços de saneamento ENERGIA ELÉTRICA R$ 635.876,96* | -R$ 1.429.385,79 “Estimativa de receita baseada no ano de 2019 Os custos com os serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário são maiores que a receita total, gerando um déficit anual de R$ 1.429.385,79 (um milhão, quatrocentos e vinte e nove mil e trezentos e oitenta e cinco reais e setenta e nove centavos). Tal déficit se deve principalmente à inadimplência, por parte da população, nos pagamentos das tarifas de água e esgoto. Dentro da dotação orçamentária da Secretaria de Infraestrutura existe a fixação das Despesas para a Manutenção dos Sistemas de Água e Esgoto, com programa próprio para este fim. No entanto, devido à vinculação das atividades da secretaria as despesas por vezes são destinadas a outros propósitos e o programa fica comprometido. 4.3.2. Drenagem Urbana e Manejo de águas pluviais Não há receita ou cobrança específica para os serviços de drenagem de águas pluviais, no entanto há despesas vinculadas como as referentes à execução de pavimentação, devido a execução de meio fio, sarjetas e bocas de lobos, dispositivos de microdrenagem. Já os custos de manutenção das unidades de microdrenagem são normalmente alocados à limpeza pública, responsável inclusive pela desobstrução de bocas-de-lobo. A Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 32 Tabela 5: Custos com os serviços relacionados à Drenagem Urbana R$ 300.000,00 Funcionários (Varrição) Encargos sob salários R$ 20.000,00 In Subtotal R$ 320.000,00 R 2.528.000,00 aa meo $ Contrato de Limpeza Urbana ia | Obras de pavimentação R$ 800.000,00 Obras de drenagem R$ 200.000,00 Subtotal R$ 3.528.000,00 R$ 3.858.000,00 Não existe propriamente um departamento responsável pela drenagem urbana, mas está associada ao Departamento de Urbanismo, que cuida da parte de planejamento urbano, e alguns serviços, como os de limpeza urbana, estão vinculados ao Departamento de Obras e Serviços Públicos, ambos integrados à Secretaria de Infraestrutura. 4.4. ARRANJO LEGAL Neste tópico são tratadas as principais leis que têm incidência sobre o tema do saneamento, nas esferas federal, estadual e municipal. Muitas normas que estão sendo apresentadas disciplinam, de forma direta, a questão do saneamento básico; mas, outras, dizem respeito a temas relacionados com os quais o Plano Municipal deve guardar intrínseca relação. 4.4.1. Regime Jurídico Nacional a A elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) é uma imposição legal inserida na Lei nº 11.445/2007, que estabelece as diretrizes nacionais para o Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ s3 SETOR DE PROTSTULO saneamento básico, onde prevê que o ente titular da prestação dos serviços deve elaborar tal instrumento. A lei mais recente que aborda sobre o assunto no ambito nacional é o Novo Marco Legal do Saneamento Básico (lei nº14.206/2020), onde se complementa com a lei nº11.445/2007. A lei nº14.206/2020 prevê a universalização do saneamento básico no país até dezembro de 2033 e altera a Lei nº 9.984, de 17 de julho de 2000, onde passa a atribuir à Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) a competência para editar normas de referência sobre o serviço de saneamento no país, como por exemplo: padrões de qualidade e eficiência na Prestação, na manutenção e na operação dos sistemas de saneamento básico; regulação tarifária dos serviços públicos de saneamento básico, redução progressiva e controle da perda de água e reuso dos efluentes sanitários tratados, em conformidade com as normas ambientais e de saúde pública, visando promover a Prestação adequada, o uso racional de recursos naturais, o equilíbrio econômico-financeiro e a universalização do acesso ao saneamento básico. De acordo com o Novo Marco Legal do Saneamento Básico, o município, no âmbito de sua competência para prover e regulamentar o serviço de saneamento básico pode estabelecer o modo como se dará a prestação, podendo ser feita de forma direta, pela própria administração pública municipal, ou indireta, através da abertura de licitação, podendo concorrer à vaga prestadores públicos e privados. A lei 14.206/2020 também determina que os contratos deverão conter cláusulas essenciais, como: não interrupção dos serviços, redução de perdas na distribuição de água tratada; qualidade na prestação dos serviços; melhoria nos processos de tratamento e reuso e aproveitamento de águas de chuva. Sendo assim, o PMSB de Quatis deve estar alinhado com os planos de saneamento dos demais entes da federação, no caso, as normas estabelecidas pela ANA e promover a regulamentação, implantação e execução deste serviço, conforme determina o artigo 30 da Constituição Federal de 1988. O PMSB engloba diversas áreas que estão direta ou indiretamente ligadas com a questão do saneamento, como Por exemplo: meio ambiente, saúde, política urbana, habitação, recursos hídricos dentre outras. A ANA, conforme o novo marco legal do saneamento, contribuirá para a articulação entre o Plano Nacional de Saneamento Básico, o Plano Nacional de Resíduos Sólidos e o Plano Nacional de Recursos Hídricos. Neste caso, o PMSB de Quatis não abrangerá a parte de resíduos sólidos, uma vez que o município possui um plano específico para este assunto. pod Oart. 2º da Leinº 11.445/2007 fixa os princípios fundamentais da política nacional de 2 3 Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 34 saneamento básico e determina expressamente, no inciso VI, que haja: SETOR R PROTOCOLO : Há Proc: 0OY 202). — Ronrto, [...] “articulação com as políticas de desenvolvimento urbano e regional, de habitação, de combate à pobreza e de sua erradicação, de proteção ambiental, de promoção da saúde e outras de relevante interesse social voltadas para a melhoria da qualidade de vida, para as quais o saneamento básico seja fator determinante”. O inciso Ill do art. 2º da lei 11.445/2007 determina que os serviços públicos de saneamento básico sejam realizados de forma adequada à saúde pública e à proteção do meio ambiente, ou seja, o PMSB também deve estar articulado com a Política Nacional de Meio Ambiente (Lei nº6.938/1981), respeitando os critérios nele estabelecidos. O PMSB também deve ser compatível com os planos de bacia hidrográfica, respeitando toda legislação pertinente à gestão das águas, conforme as diretrizes da Política Nacional de Recursos Hídricos Lei nº 9.433/1997. A legislação referente aos recursos hídricos tem relação direta nas formas de controle sobre a captação e uso da água para abastecimento, assim como na disposição final dos esgotos, sem esquecer a necessidade de observância da interação do município com as bacias hidrográficas, no caso, o município se encontra localizado na região hidrográfica do Médio Paraíba do Sul e deve estar de acordo com o plano de recursos hídricos desta região. O PMSB deve atender às diretrizes dos planos de recursos hídricos da esfera nacional e estadual, como por exemplo: Práticas adequadas de proteção de mananciais e bacias hidrográficas (recuperação e preservação das matas ciliares), busca de integração e convergência das políticas setoriais de recursos hídricos e saneamento básico no município, identificação dos usuários das águas no setor, de forma a conhecer as demandas, a época destas demandas, o perfil do usuário, tecnologias utilizadas, dentre outras características. 4.4.2. Legislação Estadual No estado do Rio de Janeiro, onde se situa o município em questão, o saneamento, no que se refere ao abastecimento público de água e coleta e tratamento do esgoto, está inserido expressamente na Política Estadual de Recursos Hídricos (3,239/1999). O Instituto Estadual do Ambiente (INEA) é o órgão gestor e executor dos recursos hídricos no estado do Rio de Janeiro e está inserido na estrutura da Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (SEAS), órgão de primeiro nível hierárquico da administração estadual, tendo como missão formular e coordenar a política estadual de proteção e 8 Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 2 35 conservação do meio ambiente e de gerenciamento dos recursos hídricos, visando o desenvolvimento sustentável do Estado do Rio de Janeiro. As superintendências regionais do INEA atuam nas dez regiões hidrográficas do estado, próximas aos Comitês de Bacia, que atuam diretamente na elaboração dos Planos de Saneamento atendendo à própria Lei nº 11.445/2007, ao mesmo tempo em que possibilita a integração das infraestruturas e serviços de saneamento com a gestão eficiente dos recursos hídricos, cumprindo os princípios fundamentais e as diretrizes nacionais traçadas para o setor. Muito embora o instrumento da cobrança pelo uso dos recursos hídricos não esteja mencionado de forma clara nas normas que tratam de saneamento, temos que a legislação federal Lei 9.433/1997, obriga que o serviço de disposição ou diluição de esgotos e outros resíduos deve obter outorga de uso da água. A mesma determinação encontra-se expressamente inserida no artigo 22, da Lei Estadual nº 3.239/1999, onde estabelece o enquadramento de corpos d'água como um de seus instrumentos, (inc. IV do art. 5), prevendo ainda que os enquadramentos dos corpos de água, nas respectivas classes de uso, serão feitos, na forma da lei, pelos (CBH's) e homologados pelo Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CERHI), após avaliação técnica pelo órgão competente do poder executivo, art. 17. 4.4.3. Legislação Municipal Na elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB), além da observância obrigatória de toda a legislação federal e estadual pertinente, deve-se obediência às diretrizes constantes do Plano Diretor do município, àquilo que dispõe a Lei Orgânica do município e, ainda, à legislação municipal que trate de questões: ambientais, urbanísticas e de saneamento básico eventualmente existentes no Município de Quatis. Ainda no tocante às leis municipais é necessário citar os seguintes instrumentos: Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO); Plano Plurianual (PPA) e Lei Orçamentária Anual (LOA) do município, conforme determina a Lei Nacional de Saneamento, Lei nº 11.445/2007, que preceitua: Ar. 19. A prestação de serviços públicos de saneamento básico observará o plano que poderá ser específico para cada serviço, o qual abrangerá, no mínimo: Il - programas, projetos e ações necessárias para atingir os objetivos e as metas, de modo compatível com os respectivos planos ) Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 36 E! SETOR t PROTSCOLO Hs Prac.: COF /20.29 plurianuais e com outros planos governamentais correlatos, identificando possíveis fontes de financiamento. Isso porque a Constituição do Estado do Rio de Janeiro, alinhada com a Constituição Federal, no art. 211, proíbe o início do projeto ou programa que não esteja contemplado em tais instrumentos. PLANO DIRETOR O Plano Diretor é definido no Estatuto das Cidades, Lei Federal nº 10.257/2001, como instrumento básico para orientar a política de desenvolvimento e de ordenamento da expansão urbana do município. Sendo assim, é indispensável que o PMSB observe e esteja integrado com o Plano Diretor do município, uma vez que o saneamento possui papel estruturante da infraestrutura no desenvolvimento urbano do município, atuando na definição dos vetores de crescimento e na proposta de zoneamento. O Município de Quatis possui o Plano Diretor, Participativo, Estratégico e Sustentável aprovado na Lei Complementar nº 03, de 19 de dezembro de 2008 e que passa por revisão periódica a cada 4 anos. O saneamento básico é tratado dentro do Plano Diretor como um dos seus princípios, em seu art. 5º, bem como, em seu art. 8º, insere o saneamento nas diretrizes da política urbana; podendo-se identificar, ainda, uma abordagem específica da matéria, nos artigos 59 a 67. O tema sobre drenagem urbana ainda é pouco tratado nas legislações de qualquer nível de governo, o que dificulta a implementação de um sistema efetivo e com aparato legal, porém, no Plano Diretor do município, verificam-se algumas abordagens ao que se refere ao assunto. No capítulo XIl, seção | e Il do Plano Diretor do Município institui a Política de Saneamento e Política de Drenagem Urbana, respectivamente, tendo como objetivos: assegurar a qualidade e a regularidade no abastecimento de água para consumo humano e outros fins, capaz de atender as demandas geradas em seu território; reduzir as perdas físicas na rede de abastecimento do Município; ampliar as redes de coleta de esgotamento sanitário, destinando-o para tratamento apropriado nas estações atuais; viabilizar a implantação de sistemas de captação, abastecimento de água e esgotamento sanitário no Município e seus distritos não atendidos pelos atuais; equacionar a drenagem e a absorção de águas pluviais combinando elementos naturais e construídos; assegurar o equilíbrio entre absorção, retenção e escoamento de águas pluviais; interromper o processo de Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ ST impermeabilização dos solos; conscientizar a população quanto à importância do escoamento das águas pluviais, dentre outros. LEI ORGÂNICA A Lei Orgânica do Município de Quatis, de 1993 e com a última revisão em 2020, não enfrenta a questão de saneamento de forma específica. Aborda o tema apenas em artigos esparsos, como por exemplo, no artigo 131, que determina ao município promover programas de saneamento básico, visando ampliar a responsabilidade local pela prestação de serviços de saneamento básico, atender as áreas de baixa renda com soluções adequadas para o abastecimento de água e esgoto sanitário e executar programas de educação sanitária e melhorar o nível de participação das comunidades na solução de seus problemas de saneamento. A saúde da população está intimamente ligada ao acesso a serviços de saneamento básico de qualidade, pois, isso tem importância fundamental no quadro epidemiológico do município. A implantação do serviço adequado na área de saneamento básico tem efeito imediato na redução das enfermidades assegurando assim, saúde e qualidade de vida para os munícipes. A lei orgânica do município aborda a utilização do plano diretor como instrumento básico para a política de desenvolvimento e de expansão urbana, o que consequentemente engloba o saneamento básico, uma vez que visa proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas. Cabe também ao município registrar, acompanhar e fiscalizar as concessões de direitos de pesquisa e exploração de recursos hídricos e minerais em seu território. Por fim, vale destacar os artigos 182, 185 e 186 que dispõe sobre a fiscalização em exploração de recursos hídricos e minerais; obriga a implantação de programas de conservação das águas subterrâneas; e obriga a aferição da qualidade das águas e sua divulgação. Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 38 do Seiya y Envsstuil Proc: COZIDO. 5. DIAGNÓSTICO DA INFRAESTRUTURA EXISTENTE Para o levantamento da infraestrutura de saneamento existente no Município de Quatis foram realizadas coletas de dados no período compreendido entre o final de 2018 e ínicio de 2020, com visitas às unidades que compõem os sistemas, coleta de informações nos setores internos da Administração e com os responsáveis pelos respectivos sistemas, tanto no distrito sede quanto nos demais distritos. 5. 1. SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA O Município de Quatis possui, além do SAA do Distrito Sede, outros SAA existentes nos Distritos e Subdistritos Rurais, sendo cada sistema descrito a seguir. 5.1.1. Distrito Sede O Sistema de Abastecimento de Água (SAA) do Distrito Sede do Município de Quatis conta com uma Estação de Tratamento de Água convencional, a ETA Bondarovsky, em que a água bruta captada passa pelas etapas de floculação, coagulação, decantação, filtração e desinfecção, até ser enviada aos reservatórios e distribuída através da Rede de Distribuição do Município. O controle da qualidade da água tratada é feito seguindo os parâmetros estabelecidos na Portaria GM/MS nº 888, de 4 de maio de 2021 que atualizou a Portaria de Consolidação nº5 de 2017, Anexo XX. Assim, são feitas análises diárias a cada 2h dos parâmetros pH, Turbidez, Cor e Cloro, após a filtração e ao final da desinfecção, e semanalmente por uma empresa terceirizada contrata são feitas as análises dos parâmetros Coliformes Totais e E. Coli, além de pH, turbidez, cor e cloro, tanto na ETA ao final da desinfecção quanto em diversos pontos da Rede de Distribuição. O Distrito Sede contava até recentemente com um sistema alternativo de abastecimento, o Poço Artesiano no bairro Santo Antônio, integrado à Rede de Distribuição, MH a água que era captada no poço não recebia o tratamento convencional, mas passava por desinfecção com o uso de Cloro Estabilizado em Barra, mas tal sistema está desativada e o reservatório do local recebe água direto da ETA. A figura abaixo mostra a representação esquemática do SAA do Distrito Sede conforme descrito anteriormente. 4 Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ Q 39 ——————————————eeeeeeeeeeeeeeeeeeteeeeee ra/smeND — O9ISPg Quewesues ep jediolun ouela RA “ELOZ 'eueyusbua eBuojea :sjuo4 HE- QN =O LVW ORE atamas - OINOLNY OIS OHHIVS ON=IXa3 WWoo! GIAd 20404 SIL E 050d «UU OEZ =A wu 00€ ums 0S1-00L VA sas VAI OG OvElass S118=D Ure sNOZ=xeuo DAd 20403 sa Pd sp ao) ON =D LVW E so pts Sr0L =D OlsioINNIN imaendi / Nike doeefoçiiro N lvaa sd NX PBS = uw 0007 sHenp ap oidiuniy op enby ap ojuswios)segy ap apoy ep eoneuanbso esnyngsa — 8 Sad VAVI ODIHHOOD SN EZ=0 Ure sNor=xewo Ma NS 04 valviava Or Lz esnbig Ss MANANCIAL A população do Distrito sede é abastecida por três mananciais superficiais, sendo eles o Rio Paraíba do Sul, Córrego Lava-pés e o Córrego do Surdo, pertencentes à Bacia Hidrográfica do Médio Paraíba do Sul. Até o ano de 2019 ainda contava com um manacial subterrâneo, um poço artesiano desativado a pouco tempo. Os mananciais superficiais não encontram-se identificados nem devidamente protegidos. Também não existe perimetro de proteção sanitária e não são feitas inspeções para averiguar potenciais fontes poluidoras. Em relação à qualidade dos corpos d'água não há o controle e monitoramento de cianobacterias, contudo, os mananciais não apresentam sinais de eutrofização, como pode ser observados nas Figuras 22 e 23 abaixo. Figura 22 — Córrego Lava-pés Fonte: Secretaria Municipal de Infraestrutura, 2021, Figura 23 — Córrego do Surdo Fonte: Secretaria Municipal de Infraestrutura, 2021, Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 9) 41 SETOR DE PROTÓCULO A: CAPTAÇÃO A captação no Rio Paraíba do Sul é realizada a fio d'água sem barragem de nível, nas coordenadas geográficas: 22º24'53” S e 44º16'31" O, a 380m de altura em relação ao nível do mar. A captação também conhecer como Captação Jardim Julieta possui uma estação elevatória de água bruta (EEAB), responsável pelo recalque da água captada no Rio Paraíba do Sul até a ETA Bondarovsky, através de uma linha adutora. O sistema conta com duas bombas de 55 kW/ 75 CV cada que operam alternadamente, com capacidade nominal de 166 m?/h ou 46 L/s, porém, a vazão captada é de 30 L/s e operando diariamente por 24 horas. Figura 24 - Captação no Rio Paraíba do Sul Fonte: Secretaria Municipal de Infraestrutura, 2021, A captação no Córrego do Surdo é conhecida como Captação do Lava-pés por estar localizada na região do Lava-pés no Bairro Bondarovsky, a captação é realizada a fio d'água com barragem de nível, nas coordenadas geográficas: 22º24'59,3" S e 44º15'23,40" O, A 399 m de altura em relação ao nível do mar. A água captada é recalcada por uma EEAB através de uma linha adutora até a ETA Bondarovsky. O sistema conta com duas bombas de 22 kW/30 CV cada que operam alternadamente com capacidade nominal de 72 m'/h ou 20 L/s, porém a vazão captada é de 10 L/s. A captação não opera diariamente, sendo acionada apenas para complementar a vazão da captação do Rio Paraiba do Sul. Plano Municipal de Saneamento Básico - Quatis/RJ 8 42 SETOR DE PROTOCOLO A captação no Córrego Lava-pés é chamada de Captação do Ribeirão dos Limas, por ser na área que antes pertencia à Família Lima muito conhecida na cidade, é realizada a fio d'água com barragem de nível, nas coordenadas geográficas: 22º24'34,90" S e 44º15'18,70" O, a 402m de altura em relação ao nível do mar. A capacidade nominal é de 25 L/s, porém seu volume captado é de 15 L/s. A captação opera por 24 horas. O recalque da água captada é feito por uma EEAB até a ETA Bondarovsky por meio de uma linha adutora. O sistema conta com duas bombas de 25 kKW/30 CV cada que operam alternadamente, com capacidade nominal é de 25 L/s, porém vem operando com 15 L/s. A água das três captações superficiais é conduzida através de bombeamento até a Estação de Tratamento de Água (ETA) Bondarovsky ou ETA Lourenço de Souza, A captação subterrânea do poço artesiado está localizada no Bairro Santo Antônio, no momento ela se encontra desativada, mas o reservatório que recebia a água do poço recebe atualmente a água da ETA e distribui para os bairros mais altos que antes eram abastecidos pela captação subterrânea. O sistema conta com uma bomba de 11 CV com capacidade nominal de vazão entre 6 e 14 mn. A captação do Rio Paraíba do Sul possui outorga nº 00000.068369/2015-12 concedida pela Agência Nacional de Águas (ANA) com validade até de 2050. As captações do Ribeirão do Lima e do Córrego Lava-pés ainda não possuem outorgas, no entanto já foram gerados os enquadramentos para a abertura do processo de requerimento da Outorga de Direito de Uso de Recursos Hídricos - Captação Superficial perante ao Instituto Estadual do Ambiente (INEA), aguardando o recolhimento de toda a documentação. ADUÇÃO ÁGUA BRUTA O Município conta com três linhas de adução de água bruta. Uma adutora conduz por recalque, em tubulação de DEFOFO com 100 mm de diâmetro e extensão de 1.300 m, as águas captadas no Córrego Lava-pés até a ETA Bondarowsky. A segunda adutora conduz as águas captadas no Córrego do Surdo, por recalque, em tubulação DEFOFO, com 100 mm de diâmetro e extensão de 700 m, até a ETA Bondarowsky. A terceira adutora conduz as águas captadas no Rio Paraíba do Sul, por recalque, em tubulação de PVC, com 250 mm de diâmetro e extensão de 2.000 m, até a ETA Bondarowsky. ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ÁGUA A O Município de Quatis possui uma ETA instalada e operando. A ETA Bondarovsky ou ETA Lourenço de Souza, é responsável pelo tratamento das águas captadas nos Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 8 43 Seiór DE PRO Fls Proc. mananciais superficiais e situa-se nas coordenadas geográficas: Latitude 22º24'56,80" S e Longitude 44º15'38,80” O, a 427 metros de altitude. ETA Bondarovsky é do tipo convencional, isso significa que a água captada passa por floculador, decantador, filtro e tanque de desinfecção. A Estação conta com dois módulos, o módulo da ETA mais novo foi inaugurado em 2015 e pode ser observado na Figura 25, ele trata um volume médio aproximado de 45 L/s, com capacidade de 60 L/s. Figura 25 —- ETA Bondarovsky Módulo Inaugurado em 2015 OR Fonte: Secretaria Municipal de Infraestrutura, 2015, O módulo da ETA nova ainda conta com três leitos de secagem que auxiliam na lavagem dos filtros e decantadores. A lavagem dos filtros é realizada duas vezes por dia e a dos decantadores uma vez por semana ou mais, dependendo das condições da água bruta captada. O lodo gerado das lavagens e acumulado nos leitos de secagem são recolhidos por uma empresa terceirizada que se encarrega do destino final. Essa empresa possui licença ambiental e a cada retirada do lodo é feito um manifesto ambiental junto ao INEA. O módulo da ETA mais antigo, que pode ser observado na Figura 26, trata um volume aproximado de 15 L/s, com capacidade de 30 L/s. No entanto, este módulo não opera todos os dias, apenas quando necessário para suprir o consumo da população e necessita de reforma, pois apresenta problemas estruturais, foi realizada uma pequena reforma em 2019 e atualmente está sendo elaborado um projeto de melhoria. Plano Municipal de Saneamento Básico - Quatis/RJ E] 44 Cas SETOR DE PROTOCOLO EE: Proc —— pombo Fonte: Secretaria Municipal de Infraestrutura, 2021, O acesso à ETA Bondarovsky se dá pela rua General Humberto Alencar Castelo Branco, que se encontra pavimentada e em boas condições. A Estação se encontra toda cercada, com placa de identificação e operadores trabalhando no local diariamente por 24h. Os produtos químicos são armazenados em tanques externos (Figura 27) e levados por tubulação até a casa de química onde é feita a dosagem para o sistema de tratamento. Figura 27 — Tanques de Armazenamento dos Insumos de Tratamento Fonte: Secretaria Municipal de Infraestrutura, 2021. Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 45 Seiva UE A US PROTGCOLO Proc: DO, — — Gadés A casa de química passou por reforma recente como forma de cumprimento das exigências do INEA com a construção do dique de contenção, no entanto necessita de manutenção dos tanques e dosadoras e apresenta acúmulo de produtos nas tubulações. Além disso, a proximidade da casa de química com a sala dos operadores causa condições de trabalho inadequadas, com excesso de ruído proveniente das bombas dosadoras e contato direto com produtos químicos. A ETA possui laboratório próprio para o controle da qualidade dá água tratada segundo os parâmetros estabelecidos na Portaria GM/MS nº 888, de 4 de maio de 2021 que atualizou a Portaria de Consolidação nº5 de 2017, Anexo XX. O laboratório possui turbidiímetro, pHmetro, colorímetro, destilador, Jar-Test, vidrarias e reagentes necessários para as analises diárias a cada 2h dos parâmetros pH, Turbidez, Cor e Cloro, após a filtração e ao final da desinfecção da água tratada e de pH, Turbidez, Cor da água bruta. O laboratório não possui infraestrutura para a realização das análises bacteriológicas e microbiológicas necessárias para atendimento da Portaria, por este motivo as mesmas são realizadas por uma empresa terceirizada, que analisa os parâmetros Coliformes Totais e E. Coli, além de pH, Turbidez, Cor e Cloro, tanto na ETA ao final da desinfecção quanto em diversos pontos da Rede de Distribuição. A ETA conta com medidor de vazão fixo na casa de bombas, que registra o volume instantâneo, médio e acumulado de água tratada. Além disso, a Coordenadoria de Saneamento Urbano possui medidor de vazão portátil utilizado para verificar as vazões em outros pontos da rede de captação e distribuição de água potável. Abaixo na Tabela 6 são apresentados os dados referentes ao ano de 2018 do SNIS. Tabela 6: Dados de volume da ETA Bondarovsky Tratado em ETA (s) 1.766.020,00 4.838,41 56,00 Tratado por simples desinfecção 98.000,00 268,49 3,11 Tratado e Importado 0,00 0,00 0,00 Produzido 1.864.140,00 5.107,23 59,11 Consumido 1.377.500,00 3.773,97 4368 | Faturado 1.377.500,00 3.773,97 43,68 Micromedido 1.059.610,00 2.903,04 33,60 Lo no mam Nota: *Valores calculados considerando que os sistemas de abastecimento do município operam pelo período de 24 horas. Fonte: SNIS, 2018. ? Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 46 a 4 SETOR DE PROTSCOLE H.: Proc: ADUÇÃO DE ÁGUA TRATADA O Município de Quatis conta com uma linha adutora de água tratada, que conduz por recalque a água da ETA até os reservatórios. O recalque é feito por uma Estação Elevatória de Água Tratada (EEAT), localizada na ETA Bondarovsky, nas coordenadas geográficas: Latitude 22º24'56,80” S e Longitude 44º15'38,80" W, a altitude de 427 metros acima do nível do mar. O sistema conta com duas bombas com vazão de operação de 180 mº/h ou L/s por 24 horas. RESERVATÓRIOS O Município conta com quatro unidades para reservação de água tratada próximas à ETA no bairro Bondarovsky. Os reservatórios mais antigos podem ser observados nas Figuras 28 e 29, sendo o quadrado o principal. Os dois reservatórios cilíndricos da Figura 30 são as unidades mais recentes e foram inaugurados com o módulo novo da ETA Bondarovsky em 2015. Figuras 28 e 29 — Reservatórios próximo da ETA Bondarovsky Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 47 Fonte: Secretaria Municipal de Infraestrutura, 2021. Figura 30 — Reservatórios cilíndricos inaugurados em 2015 Os reservatórios próximos da ETA Bondarovsky distribuem para as demais unidades, sendo uma unidade no bairro Santo Antônio, duas no bairro Nossa Senhora do Rosário, três no loteamento Céu Azul, no bairro Jardim Independência. As principais características destas unidades são apresentadas na Tabela 7. Retangular Bondarovsky 22º25'00” | Tabela 7: Principais características da unidade de reservação 441543" Cilíndrico Bondarovsky 23º2500” 451543” Cilíndrico Bondarovsky 22º25'00” 441543" Cilíndrico Bondarovsky 23º25'00” 451543" Cilíndrico Céu Azul 22º2418.3" 44º15'07.7" Cilíndrico Céu Azul E 22º2418.3" 44º15'07.7" Cilíndrico Céu Azul 22º2418.3" 44º15'07.7" Cilíndrico N.S. do Rosário 22º2413.7" 44º1519.1" Cilíndrico N. S. do Rosário 22º2413.7" 44º1519,1" Existe ainda uma unidade de reservação Vista e uma unidade no loteamento Monte Carlo, no bairro Barrinha, no entanto ainda não 4 Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ no loteamento São José, no bairro Boa 48 SEjúR DE PROTSCRLO Flo: estão recebendo água do sistema de distribuição. As condições de conservação são boas, os reservatórios possuem tampas de inspeção, tubo extravasor, tubo de descarga no fundo, para-raios, sinalização e iluminação noturna. Contudo, os reservatórios não têm guarda- corpos na escada externa e na laje, onde estão o tubo de ventilação, o medidor de nível e o macromedidor na saída dos reservatórios. Não são realizadas limpezas e desinfecções. Normalmente não ocorrem extravasamentos. No geral, os reservatórios atendem à demanda de água diária da população, no entanto, em tempos de maior consumo os bairros mais altos sofrem com falta d'água devido a distribuição ser feita por gravidade e os reservatórios do Bondarovsky, que recebem àgua direto da ETA e distribuem para os demais, estarem em ponto mais baixo que alguns bairros. A fim de sanar tal problema a Secretaria Municipal de Infraestrutura iniciou as obras de ampliação da rede com a construção de um novo reservatório, como pode ser observado na Figura 31 com capacidade de 1000 mº no loteamento Bela Vista, no bairro Bondarovsky localizado em maior altitude, nas coordenadas geográficas: Latitude 22º25'33” S e Longitude 44º15"38” O para que a distribuição se dê de maneira mais eficiente. Figura 31 — Reservatório no Loteamento Bela Vista Fonte: Secretaria Municipal de Infraestrutura, 2021. 7 Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ A 49 SETOR DE PROTOCOLO His DISTRIBUIÇÃO A população urbana do Distrito Sede é, em sua totalidade, atendida com a rede de abastecimento e distribuição de água potável cuja gestão é feita pela Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura. Existem pontos críticos de abastecimento, principalmente nos bairros localizados em maiores altitudes devido a falta de pressão. A rede de distribuição é em sua maioria de DEFOFO e PVC, com diâmetro variando entre 100 e 150 mm. O primeiro cadastro encontrado da rede, feito em papel poliéster, é datado de 1985 e contabiliza uma extensão de tubulação de mais ou menos 22.443,00 m. Entre os anos de 2013 e 2015 a rede passou por ampliação, projeto executado pela empresa CAENGE, com a inauguração da nova ETA e a construção de dois novos reservatórios próximos à estação. Recentemente a rede passou por extensão para atender aos novos loteamentos Céu Azul, São José e Monte Carlo e atualmente passa por mais uma ampliação com a construção de um novo reservatório no bairro Bela Vista visando atender a demanda dos bairros em maiores altitudes. A empresa CONEN Engenharia e Projetos elaborou em 2010 a tabela 8 e o mapa da rede de distribuição da Figura 33 com base no cadastro de 1985. A Secretaria Municipal de Infraestrutura está fazendo o levantamento da rede de distribuição com suas modificações, no entanto a falta de informações atualizadas e de cadastros mais recentes dificultam o trabalho, não tendo sido possível realizar a atualização do mapa para ser publicado junto ao Plano de Saneamento. Tabela 8: Rede de distribuição de água PVC 25 2.405,00 PVC 32 181 PVC 40 527 PVC [60 5.106,00 | PVC Rígido PBA Classe 15 [85 6.945,00 EEE [Ra 00 285 PVC Rígido PBA Classe 15 | 110 1.405,00 PVC Rígido PBA Classe 15 | 160 1.702,00 Não informado Não informado 3.887,00 Fonte: Elaborado a partir de CONEN Engenharia e Projetos, 2010. Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ ?) 50 Cas SETOR DE PROTOCOLO Fonte: CONEN Engenharia e Projetos, 2010. º De forma geral, o Município de Quatis espera a conclusão da elaboração do PMSB para que tenha condições de ampliar e sistematizar o serviço prestado, inclusive para desenvolver a gestão como um todo. 5.1.2. Distrito de Falcão O distrito de Falcão conta com um sistema de abastecimento alternativo, sem o tratamento convencional do Distrito Sede. As nascentes usadas para o sistema de abastecimento estão cercadas, sem o acesso de animais, e a água captada passa por uma espécie de filtração, com a presença de uma tela na barragem, e por cloração, com a utilização de Cloro Estabilizado em Barra em um flutuador, colocado dentro do reservatório. Á 3 Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 51 SETOR DE PROTOCOLO Fl: Proc: — Prnáfs>.. Figura 33 - Representação Esquemática do Sistema de Abastecimento de Água em Falcão NASCENTE NA ESTRADA FEIJÃO CRU CONCRETO pvc v=1m Vz5 m> Q=15L/s FALÇÃO NASCENTE FAZENDA BOA VISTA CONCRETO Pvc / E e s v=5 m* q= NO V=tm Fonte: Vallenge Engenharia, 2013 — Adaptado por Secretaria de Infraestrutura, 2021. MANANCIAL E CAPTAÇÃO A população do Distrito de Falcão é abastecida por dois mananciais superficiais, duas nascentes sem denominação, uma localizada na Estrada Feijão Cru e outra na Fazenda Boa Vista de Rodolpho de Paiva Felippe, mais conhecido como Rodolphinho, que compõem dois sistemas de distribuição distintos. As nascentes encontram-se cercadas, mas sem a devida identificação. Contudo, não existe perimetro de proteção sanitária e não são feitas inspeções para averiguar potenciais fontes poluidoras. Também não é feito o controle e monitoramento de cianobacterias, no entanto, os mananciais não apresentam sinais de eutrofização. Nascente do Feijão Cru: Pequena barragem na nascente, a água captada é enviada pra uma caixa de concreto de 1.000 L, segue para uma caixa d'água 5.000 L, onde é feita a cloração, em seguida distribuída para a população. Nascente da Fazenda Boa Vista: Pequena barragem na nascente, a água captada segue por tubulação para uma caixa d' água de 1.000 L, onde é feita a cloração, é enviada para uma caixa d'água de 5.000 L e em seguida distribuída para população. DISTRIBUIÇÃO O Distrito de Falcão conta com duas redes de distribuição, uma saída da captação da Estrada Feijão cru e a outra da captação da fazenda Boa Vista. Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ $) 52 co O SETOR DE PROTOCOLO A rede da captação do Feijão Cru abastece o centro e a parte baixa de Falcão, da entrada da Rua da Palha até a última casa antes da ponte do Rio da Paca. A rede da captação da Fazenda Boa Vista abastece antes da entrada da Rua da Palha e todo o bairro da Palha, toda parte alta. 5.1.2.1. Comunidade de Joaquim Leite A localidade de Joaquim Leite conta com um sistema de abastecimento alternativo, sem o tratamento convencional do Distrito Sede. Da mesma forma que nos outros distritos a nascente usada no sistema de abastecimento está cercada, sem o acesso de animais, e a água captada passa por uma espécie de filtração, com a presença de uma tela na barragem, e por cloração, com a utilização de Cloro Estabilizado em Barra em um flutuador, colocado dentro do reservatório. A captação antiga da localidade ficava dentro de um brejo e não recebia qualquer tipo de tratamento, essa água ainda chega até o quintal de algumas casas e é usada para serviços de limpeza gerais que não necessitam de padrão de potabilidade. A captação atual fica 400 m acima da antiga, possui uma barragem, devidamente cercada, a água captada é enviada para uma caixa de 1.000 L, onde é feita a cloração, em seguida enviada para o reservatório de 5.000 L de onde é distribuída para a população, abastecendo todas as residências do vilarejo. 5.1.3. Distrito de Ribeirão de São Joaquim O distrito de Ribeirão de São Joaquim conta com um sistema de abastecimento alternativo, sem o tratamento convencional do Distrito Sede. As nascentes que abastecem o distrito estão cercadas, sem o acesso de animais, além disso, a água captada passa por uma espécie de filtração, pois na barragem há a presença de uma tela que impede a passagem de partículas grandes, galhos e folhas que possam existir próximos às nascentes. A água captada passa por cloração, com a utilização de Cloro Estabilizado em Barra em um E os flutuador, colocado dentro do reservatório. ba) Plano Municipal de Saneamento Básico - Quatis/RJ Rs Proc. Figura 34 — Representação Esquemática do Sistema de Abastecimento de Água em Ribeirão de São Joaquim NASCENTE FAZENDA CAMBOTA pvc v= 15 mt o 1% z 5 NASCENTE FAZENDA CHIQUEIRÃO CONCRETO CONCRETO q À z õ É) < E NASCENTE CARRIJO CONCRETO FPRERR Dsago Q= NO V=2m? Fonte: Vallenge Engenharia, 2013 — Adaptado por Secretaria de Infraestrutura, 2021. MANANCIAL E CAPTAÇÃO Nascente da Fazenda Cambota: Pequena barragem na nascente, a água captada passa por uma caixa de concreto de 1.000 L, segue até o reservatório com 3 (três) caixas d'água de 5.000 L cada, que por bombeamento é enviada para o reservatório de distribuição de 20.000 L, em que é feita a cloração. Nascente do Chiqueirão: Pequena barragem na nascente, a água captada é enviada para uma caixa de concreto de 1.000 L, de onde é enviada para o reservatório de distribuição de 20.000 L, em que é feita a cloração. Nascente do Carrijo: nascente subterrânea, a água captada é enviada para uma caixa de 2.000 L e segue para o reservatório de distribuição Santa Cruz de 4.000 L. DISTRIBUIÇÃO O reservatório de distribuição de 12.000 L abastece a parte alta do vilarejo, e quando necessário tem um tubo que leva o excedente ao reservatório de Santa Cruz. É o principal reservatório que é distribuído leva até o cemitério de cima. O sistema de reservatórios da Fazenda Cambota é recente não sendo acionado diariamente, apenas quando necessário para suprir a demanda do vilarejo. O reservatório Santa Cruz distribui para centro e parte baixa, tem uma ligação que vai até o cemitério de baixo. Quando necessário, a água do reservatório Santa Cruz é Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 8) SETUR Do pm edtuto À Q é SETOR DE PRGTSCOLO EL: Proc: bombeada para o reservatório Ana Gonçalves de 75.000 L, que fica próximo, no topo do morro, e distribui para a parte baixa. 5.1.3.1. Comunidade Quilombola de Santana A Comunidade Quilombola de Santana conta com um sistema de abastecimento alternativo, sem o tratamento convencional do Distrito Sede. As nascentes que abastecem a comunidade se encontram próximas ao centro, dentro da mata, a água captada passa por uma espécie de filtração, com a presença de uma tela que impede a passagem de partículas e por cloração, com a utilização de Cloro Estabilizado em Barra em um flutuador, colocado dentro do reservatório. Nascente Fazenda Santana: de propriedade do senhor Lúcio Corbolan. Há uma pequena barragem na nascente, a água captada passa por uma tela e segue por tubulação para um reservatório de 5.000 L, onde é feita a cloração. Existe ainda outra nascente, mais antiga, que fica acima do reservatório de 5.000 L, a água captada passa por uma tela que faz a vez de um filtro e é enviada direto para este reservatório, onde é feita a cloração. Do reservatório de 5.000 L a água é bombeada para o reservatório de distribuição de 10.000 L e para uma caixa de concreto de 4.000 L. A captação abastece a escola e o vilarejo Santana de Cima. As partes de Santana do Meio e Santana de Baixo, não recebem água dessa captação, as poucas casas são abastecidas diretamente de nascentes ou poços, 5. 2. SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO As principais propriedades do SES do Município de Quatis, sede e distritos, incluindo as unidades que o compõe são descritas a seguir. 5.2.1. Distrito Sede O SES da sede do Município de Quatis é representado da seguinte forma g esquemática: Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 55 Figura 35 — Representação Esquemática da Rede de Esgotamento ESGOTO TRONCOCOLETOR DOMÉSTICO (REDE MISTA) ESGOTO - º ETE INDUSTRIALÊ = 6 Dae CORPO VALAS DE INFILTRAÇÃO RECEPTOR Fonte: Secretaria Municipal de Infraestrutura REDE COLETORA Na tabela 9 estão disponíveis alguns dados da Rede Coletora do Município. Tabela 9: Dados da Rede Coletora de Esgotamento Sanitário População Total 14.165 habitantes (IBGE) População Urbana | 13.269 habitantes (Estimado) Extensão da rede de esgoto (urbana) 4 24,88 km Quantidade de economia ativa de esgoto (sede) 3.792 Quantidade de ligações totais de esgotos (sede) 3.883 | Coleta de esgoto (zona urbana) [ 60% Volume de esgoto coletado (zona urbana) / ano 155,12. 1000 mº / ano Ú MATERIAIS DIÂMETRO NOMINAL (MM) Tubos PVC 150 a 200 | Tubo PVC Corrugado Dupla Parede 150 a 300 Luva de Correr PVC 150 (1: hã a Luva de Correr PVC DEFOFO (NBR 1069) 200 a 300 ——+ Poços de Visitas em concreto - Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 5 ) 56 EE Elevatória ELEVATÓRIAS SETOR DE PROTOCOLO E: mes O SES do Município sede é composto por 14 estações elevatórias, sendo 13 operantes. As elevatórias dispõem de bombas submersíveis, painéis elétricos de controle e um sistema de gradeamento onde ficam retidos materiais sólidos. Esses materiais são retirados manualmente. Sendo assim, todo esgoto coletado na rede é transportado até a Estação de Tratamento de Esgoto através de um sistema de tronco coletor que funciona de forma interligada. A remoção de resíduos pós estações elevatórias é feita através de duas peneiras estáticas de limpeza manual, com espaçamento de 5 mm contidas no interior da estação de tratamento. Com as peneiras todas as partículas acima de 5mm serão retidas nas telas. A retirada dos resíduos é feita manualmente, de forma regular. Tabela 10: Elevatórias de Esgotamento Endereço Sanitário Long. Lat. 01 044 16 29.717 S 22 24 53.582 02 — Ria Isaac Marcondes Sampaio, Nº 08 (BARRINHA) (ETE) L Avenida Roberto Silveira, Nº 233 (BARRINHA) O 44 16 25.436 S 22 24 49.400 03 Avenida Roberto Silveira, Sem numero (BARRINHA) ma O 44 16 23.129 S 22 24 49.227 04 E Rua Alfredo Dias De Oliveira, Nº 15 (MIRANDÓPOLIS) O 44 16 18.041 1 1 S 22 24 45.561 + 05 1 Rua Salvador Barbosa Lima, Nº 316 (MIRANDÓPOLIS) 0 44 16 11.683 S 22 24 37.370 06 Rua Major José Izidro, Nº 182 (CENTRO) ls 044 1548.431 S 22 24 29.525 07 | Rua Coronel Alfredo Soares Oliveira (CENTRO) — O 44 15 20.011 S 22 24 33.069 Rua Alfem Ferreira De Oliveira, Nº 05 (SÃO BENEDITO) O 44 15 34.977 pm Essa] S 2224 20.715 + “| Rua Genésio Leite, Nº95 (NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO) O 44 15 27.571 — S 2224 12.453 Rua A Albino Cunha Pedroso Nº210 (ALTO PARAÍSO) O 44 15 16.319 S 22 24 4.044 | Rua José Idelfonso Pereira, Nº 86 (SANTA BARBARA) O 44 15 33.191 S 22 24 27.601 Rua Amélia De Carvalho, Nº 100 (JARDIM POLASTRI) O 44 15 56.982 S 2224 52.848 Rua 23, Nº 87 (BONDAROVSKY) na O 44 15 29.504 S 22 25 10.024 [ Avenida 201, Nº 190 (BONDAROVSKY) Inativa Inativa Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ » 57 Tabela 11: Especificações das Bombas das Elevatórias de Esgotamento Sanitário Quantidade 4 Fabricante Diâmetro do recalque SPV 76,20 mm 76,20 mm 76,20 mm 76,20 mm 1 WILO 152,40 mm 50 mm 50 mm Diâmetro do rotor Sentido Comprimento do cabo 115 mm 120 mm 179 mm 179 mm 127 mm 127 mm Horário 10m + Horário 10m Horário Horário Horário Horário Horário 10m Peso 29 Kg 48,5 Kg 27 Kg Fabricante do motor Modelo do motor Weg Trifásic o de indução gaiola de esquilo Weg Trifásico de indução gaiola de esquilo Weg 10m 38 Kg — 10m 246 Kg 10m Weg Weg SCHINEIDER SCHINEIDER Trifásico de indução gaiola de esquilo Trifásico de indução gaiola de esquilo Trifásico de indução gaiola de esquilo | Trifásico de indução gaiola de esquilo Trifásico de indução gaiola de esquilo Potência do motor 2,75 kw/3,8 cv 3,2 Kw/ 4,3 cv Tensão do motor 220 V/380 V/440 V 220 V/380 V/440 V 0,82 Kw/ 1,1 CV 220 V/380 V/440 V 2,6 Kw/ 3,5 CV 11,8 Kw/ 16 cv 2,25 Kw 220 V/380 V/440 V 220 V/380 V/440 V 220 V 3,37 kw 220 V/380 V/440 V Rotação do motor 3400 |, RPM 3450 RPM 1730 RPM 1730 RPM 1710 RPM Corrente nominal do motor 11,5 A/ 67A/ 5,8A 13,5 4/8,0 Aj6,7 A 4,5 A/2,6 A/23 A 11A/6,5 A/5,5A 43 A/ 25 A/21,5 A mem 14 A/7,9A/6,9 A Temperatura de trabalho do motor 40ºC 40ºC 40ºC 40ºC 40ºC Grau de Proteção do motor Frequência | do motor Classe de isolamento do motor Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ SETOR DE PROTSCOLO H: 6 Proc: Pode TRATAMENTO O município de Quatis possui uma ETE instalada e momentaneamente inoperante. A mesma passa por etapas de reformas e manutenções (externas e internas) cujos processos operacionais podem ser solicitados junto a Secretaria Municipal de Infraestrutura do município. Quando em funcionamento, a ETE segue o padrão de funcionamento descrito abaixo; Figura 36 - Esquema geral de uma Estação de Tratamento por Lodo Ativado Tanque de Decantador Medição de Aeração Secundário d Grade Desarenador vcdo CS EI | , + fase fase Corpo sólida sólida | Receptor dá Recirculação de é Lodo fase sólida Fonte: Secretaria Municipal de Infraestrutura, 2021 Todo o esgoto coletado é transportado através do tronco coletor até a Estação de Tratamento de Esgoto da Barrinha (ETE — BARRINHA), localizada na Rua Isaac Marcondes Sampaio, nº 8, Bairro Pilotos. A Estação se encontra toda cercada, com placa de identificação e operadores Presentes diariamente por 24h, mesmo estando momentaneamente inoperante. Os mesmos realizam tarefas de rotina que independem do funcionamento da ETE. A ETE — BARRINHA é composta por caixa de areia ou desanerador, caixa de entrada do esgoto bruto, peneiras de retenção de materiais sólidos, tanques de aeração (reatores biológicos) com Mídias Plásticas de Enchimento, decantadores secundários, tanque de excesso de lodo, sala de máquinas (compressores) e sala dos operadores. O tratamento é biológico (lodo ativado) do tipo secundário, em que todo esgoto bruto que chega é distribuído em igual quantidade nos tanques de aeração. Nesses tanques, a mM matéria orgânica é colocada em contato com oxigênio fornecido pelos compressores que somados aos microorganismos ali presentes, provocam a sua decomposição. Nos decantadores a matéria sólida no lodo é reduzida, separando o esgoto tratado dos resíduos originados. O lodo depositado no fundo do decantador secundário é recirculado ao tanque Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 2) 59 SETOR BE PROTOCOLO Fl: OB Proc: de aeração a fim de aumentar a concentraçãode microrganismos para estabilizar a matéria orgânica. O sobrenadante do decantador (efluente tratado) é então descartado para o corpo receptor. Figuras 37 e 38 — Estação de Tratamento de Esgoto ETE Barrinha de BARRINH Tratamento Fonte: Secretaria Municipal de Infraestrutura Figuras 39 e 40 - Tanques de Tratamentos da ETE Barrinha Fonte: Secretaria Municipal de Infraestrutura & Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 60 3 pa PaDTSCULO PL: Figura 41 — Tanque de Aeração da ETE Barrinha Fonte: Secretaria Municipal de Infraestrutura Figuras 42 e 43 - Cabine Acústica e Compressor Fonte: Secretaria Municipal de Infraestrutura CORPO RECEPTOR 3 Após o tratamento, o esgoto é lançado no Rio Paraíba do Sul (corpo receptor) de acordo com a Resolução nº 1292, de 19 de novembro de 2015 (Documento nº 00000.068369/2015-12) que outorga o direito de uso desse recurso hídrico. AV De acordo com o novo projeto inaugurado em 2015, a Estação tem a capacidade de tratamento de 24 I/s. Em operação, a ETE chegou a tratar cerca de 60% do esgoto sanitário de toda população urbana. Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 61 3 Todo o volume de entrada e saída do efluente é medido através das Calhas de Parshall existentes tanto na caixa de entrada do esgoto bruto quanto na caixa de saída do esgoto tratado. Figura 44 — Saída do Esgoto Tratado Fonte: Secretaria Municipal de Infraestrutura RESOLUÇÃO Nº 430, DE 13 DE MAIO DE 2011 “Dispõe sobre as condições e padrões de lançamento de efluentes(...)” e pHentre5eg; * temperatura: inferior a 40ºC, * materiais sedimentáveis: deverão estar virtualmente ausentes; * DBO: eficiência de remoção mínima de 60% de DBO; * substâncias solúveis em hexano (óleos e graxas) até 100 mg/L; e ausência de materiais flutuantes. PARÂMETROS DO TRATAMENTO A ETE não possui laboratório próprio. Estando em funcionamento, as análises são E: realizadas por uma empresa terceirizada devidamente credenciada. Abaixo segue o relatório de ensaio realizado em 2019, que serve como exemplo dos parâmetros analisados: Plano Municipal de Saneamento Básico - Quatis/RJ 8) 62 —————————— St SETOR DE PaoiéCoio Fi: Tabela 12: RELATÓRIO DE ENSAIO: 85155/2019-1.0 977204 Efluente Referência Hidroquímica: Referência do cliente: Dados adicionais: Data de Coleta: Data do Recebimento: 10/09/2019 Temperatura de campo (ºC) Fornecido pelo cliente): Temperatura de recebimento (ºC) Coletor 09/09/2019 Tipo de Coleta: Simples <5 Tipo de Amostra: Efluente Oxigênio dissolvido (mg/L) Fornecido pelo cliente); Legislação ou Norma: *NT-202.R-10+DZ-215.R-04 Início dos Ensaios: 10/09/2019 Vide mg/L <1 1 -— Legislação ou norma Cliente DBO - 5 dias Óleos e Graxas Totais J - A Ph NA. 802 |NA| Ento50e — RR | ) Sólidos em Suspensão ; | Vide Totais mg/L 7,5 0,8 = Legislação 4 o | ou norma E Vide Sólidos Sedimentáveis mg/L 0,2 0,1 | Legislação -— | ounorma | Substâncias TES que reagem com o azul | mg/L <0,1 0,1 2 -—— de metileno DBO: SMWW 5210 B MBAS: SMWW 5540 C Óleos e Graxas: SMWW 5520 D pH: SMWW 4500-h B Sólidos Sedimentáveis: SMWW 2540 F Sólidos Suspensos Totais: SMWW 2540 D Fonte: Laboratório Oceanus — Hidroquímica (REG. INEA: UN0O15590/55.11.10 / REG.INEA: UN016133/55.11.10) Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 8 63 TD D[D]D—>—>——>——— ÃO Rum "ENOTSCOLO Proc.:OOS due O TRATAMENTO NA ZONA RURAL Na tabela 13 abaixo estão disponíveis as informações da rede coletora de esgoto nos distritos localizados na Zona Rural do Município de Quatis. Tabela 13: Dados da Rede Coletora de Esgotamento Sanitário na Zona Rural População Rural 896 habitantes (estimado) Joaquim Leite Coleta, sem tratamento L se] São Joaquim Coleta e tratamento primário Falcão Coleta parcialmente, tratamento primário Santana Coleta parcialmente, tratamento primário De um modo geral, o tratamento do esgotamento sanitário na zona rural do município é feito através do sistema de fossas sépticas. De acordo com os dados levantados, esse sistema atende de maneira razoável algumas localidades, porém em outras há a necessidade de uma manutenção de caráter emergencial. Figura 45 - Esquema ilustrativo de uma fossa séptica simples Enixa de hispação Fosua Septica vs Fonte: Secretaria Municipal de Infraestrutura Gg 7 J Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 64 SETOR DE PROTECOLO Bl: Foi realizada recentemente pele Secretária de Infraestrutura a construção de 800m de rede coletora no distrito de Falcão. Essa obra teve como fator primordial a construção do tronco coletor onde não existia e, reposição de alguns pontos da rede perdidos com as cheias do Rio da Paca. Inicialmente o projeto previa a construção de uma nova fossa séptica, no entanto devido à falta de verba foi realizada apenas uma revitalização da fossa existente. Existe um Convênio com a FUNASA que contempla a construção de uma Estação de Tratamento de Esgoto em Falcão, precisando que a Secretaria de Infraestrutura apresente um projeto e toda a documentação até dezembro de 2022. Na Comunidade Quilombola de Santana as fossas existentes foram construídas pela FUNASA e necessitam urgentemente de manutenção ou de substituição por novas fossas. Essas obras são essenciais para manutenção e melhoria contínua no atendimento dessas localidades. 5. 3. SISTEMA DE DRENAGEM URBANA E MANEJO DE ÁGUAS PLUVIAIS O sistema de drenagem urbana e manejo de águas pluviais, no Município de Quatis, é composto por estruturas de macrodrenagem, formadas pelos elementos naturais de relevo e hidrológicos e por estruturas de microdrenagem, que são intervenções na infraestrutura com o acréscimo de elementos. 5.3.1. Macrodrenagem O Município de Quatis encontra-se em uma região de relevo plano junto ao Rio Paraíba do Sul, mas ondulado em outras porções da sua área formado basicamente por colinas de pequena a média amplitude, intermediadas por vales planos, por onde escoam os rios. Os núcleos urbanos do município se desenvolveram nas áreas de vales mais planos e menos encaixados, tornando-os mais suscetíveis a inundações periódicas em caso de habitações muito próximas aos cursos d'água. A drenagem natural é composta pelos cursos d'água: Ribeirão dos Quatis, Córregos Lava-pés e do Surdo e outros menores sem denominações. Existem alguns trechos de cursos hídricos canalizados dentro do Município, mas não existem cadastros nem detalhes de suas estruturas que sejam possíveis de avaliar suas capacidades hidráulicas. As canalizações são em seção fechada e aberta, em forma circular Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ Q 65 SETOR DE PROTECOLO FL: e revestidas em concreto. Não existem reservatórios de detenção ou retenção construídos no município. As águas drenadas são lançadas em cursos d'água na área urbana do município, sendo a Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Infraestrutura, a responsável pela operação e manutenção da macrodrenagem. O município apresenta problemas de erosão ocasionados pelo escoamento das águas pluviais e de assoreamento dos canais e da rede de drenagem na área urbana. Houve casos de inundações e alagamentos no município devido à insuficiência no sistema de macrodrenagem e pontos de estrangulamento na rede hídrica. No início de 2020 a enchente do Ribeirão dos Quatis levou parte do tronco coletor de esgoto, tais enchentes são recorrentes no período do verão e já causaram diversos danos em anos anteriores em toda a margem do Ribeirão dos Quatis. 5.3.2. Microdrenagem O sistema de microdrenagem na área urbana do Município de Quatis conta com sarjetas e sarjetões em algumas ruas, sendo estas as principais estruturas hidráulicas responsáveis pela coleta e destino das águas superficiais provenientes das chuvas. Devido à falta de cadastro não se tem definido para quais galerias são conduzidas as águas pluviais coletadas e nem detalhes sobre a quantidade ou localização de caixas de descargas, bocas-de-lobo, poços de visita, existentes nas áreas urbanas da sede e dos distritos. Além disso, em virtude dessa falta de cadastro, não é possível saber quais as áreas são efetivamente atendidas, mesmo que haja alguns dispositivos de drenagem não se sabe ao certo qual a extensão de galerias, suas dimensões, declividades e condições operacionais. As sarjetas e sarjetões encontradas na área urbana do município têm sua seção moldada in loco, em formato padrão em concreto, apresentam conservação adequada, mas o município não tem informação quanto à extensão das mesmas, nem possui programa de manutenção. Da mesma forma, a maioria das bocas de lobo está em bom estado de conservação, o que ajuda o funcionamento do sistema de microdrenagem. Algumas ruas não possuem qualquer dispositivo de drenagem e na maioria o sistema de drenagem é unitário, juntamente com o de esgotamento sanitário, tendo apenas nos loteamentos mais recentes rede de separador absoluto. Em terrenos mais altos e com maior declividade no perímetro urbano, existe basicamente a drenagem superficial. Assim, o escoamento superficial direto proveniente das áreas urbanas altas se encaminha Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 5) 66 —D——— nn] Prec.: Oog( det” car naturalmente para as baixas, aumentando o volume das águas pluviais. O fato contribui para o aparecimento de poças d'água e de pequenas inundações na malha viária, o que favorece sua deterioração, além de comprometer a qualidade de vida da população local. Além disso, existem relatos de situações de ligação clandestina de esgoto na rede de drenagem de águas pluviais, obstrução do sistema de drenagem por resíduos sólidos e deficiências em função de estruturas de microdrenagem subdimensionadas e com manutenção insuficiente. 5.3.3. Áreas de risco A Carta de Risco iminente a escorregamento em encosta elaborada pelo Departamento de Recursos Minerais do Estado do Rio de Janeiro (DRM/RJ) em 2012 indicou 12 pontos de risco iminente em oficina técnica, 11 setores de risco iminente a escorregamento em encosta e 3 setores de risco não iminente no Município de Quatis. No entanto, algumas informações apontadas diferem da realidade do município no que diz respeito aos nomes de ruas e bairros. Além disso, devido à época em que foram catalogadas tais informações precisaram ser atualizadas para verificar se as áreas indicadas continuam as mesmas ou tiveram alteração. Para tanto, a Coordenadoria de Defesa Civil do Município com o apoio técnico de Geólogos do DRM/RJ, realizou visitas aos locais mencionados na Carta em Julho de 2021. De acordo com o DRM/RJ as áreas com maior concentração de setores de risco iminente estão distribuídas pelos morrotes ondulados da porção do centro-leste do município, com destaque no distrito de Ribeirão de São Joaquim e o bairro Nossa Senhora do Rosário onde se localizam a maior concentração de moradias em risco. No distrito de Ribeirão de São Joaquim predominam encostas em forma de anfiteatro com processos erosivos avançados, voçorocas e com casas posicionadas perigosamente na base da encosta, na Rua José Antunes de Moura, erroneamente indicada na Carta como Rua Albino Pedroso da Cunha, que fica localizada na realidade no bairro Alto Paraíso e não apresenta as características mencionadas. A densidade populacional nessa localidade é alta e as moradias são de baixo padrão construtivo, o que aumenta consideravelmente o grau de risco. O bairro Nossa Senhora do Rosário apresenta alta densidade populacional com g residências expostas ao risco iminente. As ruas mapeadas e indicadas quanto a alto grau de risco são: a Rua Francisco Borges de Carvalho, a Rua 05 e a Travessa B do Recanto dos Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ fi) 67 Ipês, porém o bairro todo requer cuidado e um maior detalhamento e acompanhamento por parte da Defesa Civil local. Os setores de risco estão representados, acima de 85%, por taludes de corte em solo residual notoriamente com mais de 7-12m de altura e inclinação de 75-85º. O horizonte problema reincidente que se deve ter atenção. Na tabela 14 a Seguir estão discriminados os pontos de áreas de risco na sede e nos distritos levando em consideração a atualização de dados feita pelo DMR/RJ e a Coordenadoria de Defesa Civil do Município. P Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 68 SETOR DE PROTSCOLO El Proc. ————————————————eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee ra/snenD — OS!sPg Qjustwesues ap jedio!uniy ouejd “Toosmy qos seossad op jejoj ELL 9c6LZ5L SL/S/S € E ENIS Ep otoguI sopeg e LO ema SOld| bh ISPESZ 879975 8 [o € | o9sused ejned ep gsor eng goes) OL | V ESSorEIL - OUBSON escecsL 909925 Sh | á OYJeNeO Sp SeBiog oosiouelj eny| opeioyuagesson| 8 | V essonei| - ouEsSON ESTEcsL cL99/s 8 ig oujeneg ep sebiog oosueJ4 end É op esyuegesson| 2 o . oUgSOA Sv th desse] op esoyusgesson| L 7 = en RREO gLezesz BEg9/5 E v So rasanssssson| À VARASÁSIA Svs9/S LL Ee] SHo7 BJlexIS | OuIopuem eny oupeusg oesS| Gg ZePESSL L6CE8S 8 FA E BJSJOW UIpjuBIJ Sor BNY wnbeor oes| + vLecesz esvees 9, + eJNOW Sp Seunuy eso eny unbeor 0gS| € Lesgeg7 00SE8S oz (5) BIISIA SOBUILIOG OIUQ]UY ESSSALI | wnbeor oeS| Z vLheesZ 9cress E 6 b OYJeneo Sp soAay ejusprud end uinbeop oes sHenm sp oldio!uniy Op SojuysIp sieusp sou o apag oJusIq OU 09SU 9p Ses1p ap Sojuod :p| ejoqei e pi Proc. — Nos. 6. DEMANDA DE SERVIÇOS O cálculo da demanda dos serviços de saneamento depende diretamente da população a ser atendida pelos mesmos. Tendo por base as informações levantadas na fase de diagnóstico e os cálculos efetuados pela Vallenge para o Plano Municipal de Saneamento em 2013, foi possivel atualizar o cálculo de demanda de forma a confrontar a capacidade das estruturas existentes no município com as capacidades necessárias em função do número de habitantes ao longo do horizonte do plano. 6.1. ESTUDO POPULACIONAL A projeção populacional objetiva determinar as populações a atender no início, no meio, e, no fim-de-plano, Os métodos utilizados para a projeção populacional são apresentados a seguir. e Método Aritmético: pressupõe que o crescimento de uma população se faz aritmeticamente, muito semelhante a uma linha reta. Em geral, acontece nos menores municípios onde o crescimento é meramente vegetativo. * Método Geométrico: É o que ocorre principalmente na fase de uma população, onde seu crescimento é muito acelerado, acompanhando praticamente a curva exponencial. Com base nos censos demográficos do IBGE de 2000 e 2010, uma vez que não foi realizado o censo de 2020, foi calculada a taxa geométrica e aritmética de crescimento para a população total, urbana e rural do Município. As taxas de crescimento adotadas para a projeção foram avaliadas quanto às condições atuais do Município, previsões futuras; e à taxa de crescimento obtida a partir dos censos demográficos do IBGE. Os Municípios com crescimento populacional sem efeito de migração, como Quatis, normalmente apresentam crescimento linear. Assim, para conhecer a população futura no horizonte de projeto, basta adotar a taxa aritmética de crescimento que vem ocorrendo a partir dos anos anteriores. Por outro lado, os Municípios beneficiados pela facilidade de acesso, pelo grande número de atividades econômicas e demais fatores que impulsionam a economia, E: apresentam crescimento geométrico. Nesses casos, é necessário avaliar a fase em que o município está quanto ao seu crescimento, podendo ser uma fase de crescimento acentuado Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ A 70 J =D |D]D]]D]]D———>—— HA SETOR DE PROTECOLO E ou ainda em crescimento com taxas cada vez menores ano a ano, para então poder definir a taxa de crescimento adequada para o cálculo da projeção. Uma vez que as dimensões das unidades dos sistemas de saneamento e seus respectivos equipamentos dependem diretamente da população a ser atendida, efetuar a projeção populacional de forma consistente e embasadas em métodos, é fundamental para que não se incorra em custos adicionais. Logo, é uma etapa que merece atenção, pois condiciona os custos de investimentos no setor. Utilizando os modelos de projeção populacional a Vallenge Engenharia efetuou os cálculos das taxas de crescimento aritmético e geométrico da tabela 15, uma vez que não se teve outro censo demográfico pós o periodo e os dados de entrada de populações total, urbana e rural permaneceram os mesmos dos censos utilizados pela empresa, os cálculos foram mantidos. Tabela 15: Taxas de crescimento aritmético e geométrico População Total 206,30 Taxa de Crescimento aritmético (hab./ano) População Urbana 261,70 População Rural -55,40 População Total 1,0177 Taxa de Crescimento geométrico (adimensional) | População Urbana 1,0248 População Rural 0,9469 a | Fonte: Vallenge, 2013; a partir de dados do IBGE de 2000 e 2010. O método adotado pela Vallenge Engenharia foi o de crescimento geométrico que mostrou um melhor ajusto para a projeção da população no período de 2011 a 2033, considerado para o cálculo. Foi suposto também que a cada 10 anos a taxa de crescimento da população total sofreria leve redução e que a população rural seguiria a tendência de estabilidade, mas também com leve redução a cada 10 anos. Tais hipóteses vão de encontro ao modelo matemático de saturação populacional em dado espaço, o qual supões uma redução paulatina das taxas de crescimento populacional. As taxas de crescimento populacional para o Município de Quatis adotadas pela Vallenge Engenharia foram de 2% a.a. até 2023, 1,7% a.a. até 2032 e 1,5% a.a. em 2033 para a população urbana. Para a população total foi adotado uma taxa de crescimento de 1,8% a.a. até 2023, 1,7% a.a. até 2032 e 1,5% a.a. em 2033, conforme tendência apontada pelo censo demográfico do IBGE se 2010, o último, de acordo com a transição da fecundidade e o padrão reprodutivo no Brasil. A evolução da projeção da população do Município, a partir dos dados do Censo Demográfico do IBGE, é ilustrada na Figura 46. Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 5) 71 3 Figura 46 — Evolução da população projetada Dados Censo Projeção 2000 2010 2020 2033 «em População total População urbana — ssusPopulação rural Fonte: Vallenge, 2013; a partir de dados do IBGE de 2010 (Projeção). Foi considerado o horizonte de projeto equivalente a 20 anos, adotando como base o ano de 2013; e o fim de plano no ano de 2033. De acordo com a projeção, a população rural se mantém estável até 2022 e deve passar a apresentar leve declínio até 2032, acentuando- se até 2033; no fim do horizonte de plano. Com isso há um maior crescimento da população urbana, conforme a tendência observada nos intervalos entre os Censos Demográficos do IBGE. Para a estimativa das demandas pelos serviços de saneamento a projeção populacional é elemento limitador. As necessidades nas áreas urbanas do Municipio, considerando além do Distrito Sede os demais distritos Falcão e Ribeirão de São Joaquim precisam ser avaliadas separadamente e para isso foram feitas projeções individuais, utilizando os mesmos critérios e hipóteses adotados na projeção do Município como um todo. 6.2. ESTUDO DE DEMANDAS Para o estudo da demanda foi realizado o cálculo da demanda para cada um dos componentes do saneamento apresentados neste Plano, que são Abastecimento de Água, Esgotamento Sanitário e Drenagem Urbana. Na ausência de dados e informações locais sobre os sistemas de saneamento foram adotadas as fontes apresentadas na Tabela 16. q Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 2 m 3 SEIUR E Pi] 2a Boom Tabela 16: Variáveis e parâmetros adotados Total 14,562* E | = | População Urbana 13,798* Habitantes Resort : = Rural 764 ' 2 i 2000 -2010 2,48 % IBGE, 2010 Taxa de crescimento | 2011 — 2022 1,80 % 5 populacional 2023 — 2032 | 1,70 % aa em função 2032 - 2033 1,50 % 8 Total [Lo amo | a Número de domicílio Urbano 3.775 Domicílios IBGE, 2010 tá Rural L 235 | Média de habitantes por domicílio 3,2 hab./dom IBGE, 2010 Existente | 650 mê Dados de Campo Número total de economias ativas 3.938 Economias SNIS, 2019 Ligações ativas 1 3.938 Ligações SNIS, 2019 [ Total de rede de água existente 84,5 Km Vallenge, 2013! Extensão de rede por habitante E 6,4 m.rede/hab. Vallenge, 2013! | Quota per capita consumida 185 L/hab. dia Vallenge, 2013! | Índice de atendimento E 100 % SNIS, 2019 fndi d 26,62 % SNIS, 2019 No indice de prdes 351,16 Lig. Dia SNIS, 2019 Meta para o índice de perdas E 25 % Adotado Perdas na ETA | 4 % ae [ Coeficiente do dia de maior consumo 12 r (k1) ú | | fa) foente da hora de maior consumo 1,5 Adimensional Alá so Coeficiente de vazão mínima horária |. | 63) 05 Horas de funcionamento da ETA E 24 no Horas Dados de Campo Vazão de adução (Qa) 60 L/s Dados de Campo Regiões Taxa de Infitração (ti) SEE = Liskm sda Baixas Lo j É | Coeficiente de retomo (C) | 0,8 % alfa Demanda Bioquímica de Oxigênio 54 gDBO/hab. (DBO) 4 Dia ABNT NBR | Demanda Química de Oxigênio (DQO) 100 ana, 1221811002 Coeficiente de escoamento superficial | 50 % Vallenge, 2013" B Período de retorno 10 Anos TUCCI, 2007 Intensidade de chuva 163,4 mm/hora Vallenge, 2013! a | Vazão de escoamento superficial 390 L/s/na Vallenge, 2013" Quantidades de Bocas de Lobo 2 und/ha Extensão de Galerias IN 55 mm/ha + A Ta do Quantidade de Poços de Visita 1/100m de galeria Und 1 — Calculado em função da análise de imagens de satélite e das características urbanísticas do município, com auxílio de software GIS. 2 — Quota per capita consumida = Volume consumido (calculado em função do volume produzido, informação de campo) / População urbana atendida com o SAA. 3- Intensidade de chuva = k x T& / (t+ b)º, onde; Té 0 período de retorno, t duração da precipitação e k, a, b e c são 4 coeficientes. 4 - Vazão de escoamento superficial = 1,1 x 0,278 x C x ix AO? x kd, onde: C é o coeficiente de escoamento superficial i intensidade de chuva, A área da bacia de contribuição, kd coeficiente de distribuição espacial da chuva. Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 73 SETOR D PRDTSCOLO Fls Za ETRTO 6-4 2o RR Dortê, 6.2.1. Sistema de abastecimento de água As demandas do serviço de abastecimento de água potável foram calculadas, tendo como objetivo principal do sistema, fornecer água em quantidade, qualidade e regularidade para a população urbana do Município. Conforme apontado pela Vallenge Engenharia (2013) constatou-se a falta de cadastro satisfatório e de informações detalhadas do SAA, situação comum a muitos municípios brasileiros. Assim, os dados coletados precisaram ser complementados com informações do SNIS, inicialmente referentes a 2019, e mais recentemente, 2020. No entanto, estas informações referem-se aos sistemas urbanos como um todo, não os desagregando por distrito, o que é necessário para o Município de Quatis. Para os distritos notou-se uma carência de dados ainda maior, havendo a necessidade em alguns momentos da adoção de valores em função das características da sede e de povoados semelhantes ou dados de referência nacional, como a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT NBR) 12.216/1992. A ETA do Município de Quatis produz ao todo 56 Lis em 24 horas de operação, podendo chegar a 60 L/s, dados do levantamento de campo em 2020, com um índice de atendimento de 100% (SNIS, 2020). Sendo assim, calculando o volume médio diário de água produzida, tem-se 5.184 mº, o que resulta numa quota produzida de 375 L/hab. dia, considerando a população urbana atendida de 2021 na estimativa do IBGE. O Município não possui sistemas de medição para calcular o atual índice de perdas. Utilizou-se, portanto, o índice de perdas informado no SNIS, igual a 351,16 L/lig.dia. Obtêm-se assim o volume consumido, volume produzido menos índice de perdas pelas ligações ativas, igual a 3.804 mº e quota consumida de 275 L/hab. dia. Mesmo o Município vem apresentando valores adequados de quota consumida, as perdas ainda são significativas. Do volume produzido 26,62% perde-se na rede antes de chegar ao consumidor final. É a perda real no SAA, pois nem chega ao usuário final. Os valores dos índices de perdas estão diretamente associados à qualidade da infraestrutura e da gestão dos sistemas. O principal fator é a idade da rede de distribuição B (TWORT et al., 2007), de forma que o PMSB, ao propor redução de perdas, precisa considerar alguma porcentagem de substituição de tubulação. Um dos objetivos do PMSB é a prestação mais eficiente dos serviços de saneamento; logo é uma meta a redução de perdas, aqui adotada, na paulatinamente na medida em que se conheça melhor o sistema E de água. Para a projeção das demandas no horizonte de planejamento, adotaram-se metas Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 74 para o sistema de abastecimento de água, as quais se encontram apresentadas no Tabela 17. Tabela 17: Metas do SAA do Município de Quatis Atual (L/hab.dia) Meta (L/hab.dia) Quatis [re ND Ribeirão de São Joaquim | ND Nota: ND - Valores não disponíveis. Para a sede, são várias captações e uma ETA, evidenciando que foram feitas ampliações na medida das necessidades apresentadas. O PMSB em elaboração vem justamente para mudar esta situação, prevendo projeto e execução de unidades anteriormente à demanda necessária. A projeção da rede de distribuição foi calculada segundo o que foi feito pela Valenge Engenharia (2013) considerando-se uma densidade de rede de 6,4 m.rede/hab, Sendo assim, pode-se verificar déficits em algumas etapas do sistema de abastecimento de água, tais como: captação, produção, reservação e rede de distribuição, não só para atender à população atual como também, para acompanhar o crescimento populacional ao longo do horizonte de planejamento. Há, atualmente, déficit a serem atendidos nas atuais condições, bem como necessidade de prever mais investimentos para acompanhar a evolução da demanda e atendê-la. Deve-se notar que, nos parcelamentos do solo através de loteamentos, conforme determina a Lei Federal nº 6.766/1979, o loteador é responsável por fornecer a infraestrutura básica mínima, na qual está inclusa a rede para o abastecimento de água potável. Os resultados do estudo de demandas para o SAA e dos Distritos do Município de Quatis são apresentados nos Tabelas 18, 19 e 20 e resumem as configurações do atual Vai abastecimento de água. Cas Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 15 SETOR DE PROTSCRLO Eis Proc: PEISHEND — ON!SPg Quoueaues ap jediolun ouelS “euequadua aBuayep rende PP OjuSuequeAd “SINS “39g] :aquos eMeusdus aJuajjeA :epenua ap sopeg , “KP=VII EU sepsog 'ST=74 'ZT=1y :sopejope saquapyao) “OuNSUOS Joe ap soy ep a “Ip Op ogzea - ypum “ OUNSUOS SOU ap eip Op Ogzes - put) “erpauu oi oeZeA - ui) :ejon E Do 3 E A U E b E e m 5 Bis [a/=[=[=[n=jafefsto E ajajRafa ajajajeaa SEGE 8 Z0Z — sHenD Sp otdiotuny op apos eu eng op epuewiap ep oesofosq :91 ejogel IS TIHO i “ Fl: Proc. Suteuer 9p ON OP OPEIS3 OP Otpau sojen op ogóun; uia epeope — prgz epiunsuos “ont “siezo| sexnsuajoe seo se TD [D>——— PUISMEND — OaISg Quewesues sp jediruny ouely “emeyuaBua aBuanea a INS “3981 :auos emequaBua aBuaje, epenua ap sopeg, “(ZTOZ) SINS Op oonsquseig ou aquegsuos SOQNd sasopersasd sod sopesado sewansis wa 1Sapns ogtõay ejod opejuasasde opus JO/eA Op OpSuny usa opejope — ptoz (96) sepsad 2P SNPUI ZTOZ) SINS Op 0onsgueig ou ajuegsuos OPUBIBPISUOS 9 (ETOZ) SINS Op oonsouBeia ou ajueysuoo steuoiãas op sasopeisaid sod “NWSUIPUDNE SP O!pplu Bojput op ogSuny wa opejope - brOZ Qquaupuaje ap eotpuy “SINO dSIp Ogu sopeg — qN “P=VII EU Sepsog 'S'T=74'T'T=[Y Sopeope sauapyaoo HNSHOS ste Pp EI ER 9 Ep Op O82EN- pur “ounsucs soe 3 ep op rs- pu “eu pres. UI sro E pe ja E SE E EiERRESRSSSE ES Sia = E b i ] E posz 0 Z Ps a = a a da e e a E SS E SEDT é ZZOZ — OE9/E4 Sp ojustp ou enbe op epuewop ep opdofosd :6L eleger ( ( a pemm TRE —w ——D————— [Wo ez PE/SIEND — ON!SPg ojuswaues ap jediiuniy oueja “euequaBU3 aBuaje 2 SINS 208] :ajuos euequaduz aBuajea :epenuo ap sopeg, ATTOZ) SINS op oansouBera ou ajueysuos soanqnd sasopensasd 10d sopesado sewrajsis wa “Isapns ogtBay ejad opejuasasde otppu Jojen op ogáun; uia opezope — VTOZ (%) sepsad ap axpui (ZTCT) SINS op oonsouZeig ou aquezsuoa Ouauer Sp olá Op opeisa op otppu sojen op opóuny ua eperope — pTOZ eprunsuoa ejont 'ste20j seznsuajoeses se opuesapisuoo a (ZT0Z) SINS op oonsouieig ou ajuensuos sieuoiãas op SSJOpeNsaid JOd ojuaupuaje ap orpau soipui op ogSuny wa opeiope — pTOZ oquatuipuane ap soipuy “sIBAIUOdS!p OEU SOpeq — GN "MP=V13 eU Sepiog 'S1=74 'T'T=TY :Sopejope sajuanyao) “otnSUOO JOtelu ap EJOW Ep 9 ep Op OEZEA - Upui) “ownsuOS Joteum 2p esp Op Ofzea - put) 'eippu OgzeA - UM :ejoN g E EEE a EEE nha jo fez e ZZO — uunbeor ops op oputoqry ep ounsip ou enbg sp epueuap ep ogáofoig :0Z eleger ( ( SETOR DE PROTS COLO E 6.2.2. Sistema de esgotamento sanitário As demandas do serviço de esgotamento sanitário são calculadas, tendo como objetivo principal coletar, afastar e tratar os esgotos sanitários gerados nos domicílios urbanos do Município. Na coleta de dados constatou-se a falta de cadastro satisfatório e de informações mais detalhadas do Sistema de Esgotamento Sanitário, precisando complementar com informações do SNIS. Para Os distritos notou-se uma carência de dados ainda maior, havendo a necessidade da adoção de valores em função das características da sede e de povoados semelhantes ou dados de referência nacional. O Município de Quatis não possui dados do volume de esgoto gerado. Sendo assim, a demanda do sistema de esgotamento sanitário foi calculada a partir da adoção do coeficiente de retorno 0,8, ou seja, 80% da água consumida nos domicílios retornam ao sistema na forma de esgoto. Como apresentado anteriormente, o volume de médio de água consumido, em 2021 foi de 1.388.460 mº, que resulta na geração de 1.110.768 mº de esgoto. Deste total, 60% Atual (%) Meta (%) Meta (%) Quatis (o) 2025 Falcão ND 100 ND 100 2030 Ribeirão de São Joaquim ND ND Nota: ND — Valores não disponíveis. A projeção da demanda de esgoto da sede do Município de Quatis foi realizada a ambiental e sanitária que visam reduzir o consumo de água por domicílio e habitante. Foram identificados déficits para a Universalização do Sistema de Esgotamento Sanitário no Município de Quatis, tanto na coleta quanto no tratamento. Prevalece o regime unitário, mas não há cadastro ou como avaliar qual porcentagem da rede existente é unitária ou separadora absoluta. Os resultados do estudo de demandas da sede e dos distritos do Município de Quatis são apresentados nas Tabelas 22,23e 24. Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 79 J SETOR DE PROTOCOLO FL: Proc. DDD MEISNEND — O!SBg Qjusuesues ap jediouny ouels eueysaBua 23uajea a SINS “J98] aju03 enequaBua aluajea :epemgua ap sopeg , :2)0N ssge sos oere 266 Ê voc E re To 00 [eme [Seciz [Secr [eee foro Josos — Jos tout feeoz 1 5 TE 16 O 90 [ezr e sorz |ósorz josorz Jisos Jfreis — Joor 2 fecoz | obuor s6 ee É o so E uz |rioz Luoz ses |rggs [001 teor 6 E E DE COMES jo'sorz ar fg joors feess — joor Jocoz se ce La o oo Eee [86907 |8'6907 |g'6907 esgs |soys 001 jezoz 16 EE 16 o so EZee e'seoz jzseoz jzscoz 6oss josys joo1 |szoz PPM [3 EE [3 q Co EZEE [£ss07 |rc90z |rcsoz "forro fases — Jog, [zzoz E EE E 9 00 jeze creo |crcoz jeitos [res farcs EZa “8 ee 18 º co eee S'esoz |9esoz boTs josrs |szoz or ee [22 ly I ED EZMEZA jsors les (pzor emo ze EE E o Jgiosi |rroo [rico A lezoz 06 ce La º Vesrt fetser j06/'Pt eme 9 E õ 165 jo ERAM RS] fo door cis =D] 18 P/SUEND — ONISEg Queweaues ap jedoiuny ouely Setor hos, eueisoBU3 ABuapea 2 SINS “3981 :3)u0s eueyvaBua aBua|jeA epenua ap sopeg, codes SP oluauejueAa; aNueimp sepensasgo euaisis op sesnsuajaerea sep ogSuny uia operope — ouualejen ap =o1puj “odues usa sepequena euraisis op “FonsHajpeleo se apueiapisuoa a seuyo seu sepngo sasopesou sop sagSeunoju seu aseq o) operope - oquauipuane ap aoxpuy “SIaAjuOdsIp OgU SOPeG- QN :S10N E E 5 r fes [re a ro Po Po fo or, oe re E fecz fecoz E fes Ez z tro + eo Jroc Juro Joc jo Te [ez jecoz | otuor E E fes fez fer [ro po Jo fe [ie fuer BZ joz ez ficar n ra fes E jet so fo ro Jr fre [RE Zz [sz iz Joc E es jzz 7! ro O po fue fez fre Jo 2 jozoz E E Es faz far tro O [0 fe joe foie z fez jocz fez | opow r Ir es ez jar fo Iso ro, Ze Id jo ze fez 7 aiz jizoz nm nm fes [4 = tro pro jro fe'ze EI fe'ze 7 jziz EZa na R -E [E Er 0 + ro Jric fre Te Ez jooe — Jozor E E jes O ro fee foco fo oz [sor Jroz E pro ro jr fez fez je jo fezoz E E fes O jo Jos rec Jc EI Jos Jezoz o jo Jan on jon TT |an jan E fan or Jeroz oct |oroz, DE PRÚTSCRLO Proc: QO%)20, SETOR E: EUByLBU3 SUBI 2 SINS “30g| :aquos eueuyuaBua aBuegen epenus ap sopeg, “feAjuodisIp ogu sopeg- qn :ejoN T EE 7 jecoz | o6uon z Too 290 wo zo ooo Too ro oo coz | t oo 000 oo ro Po'o joçoz o oco Jjoo ro frio fozoz fz s|sfefajafafafatef=fatafala] STaTofafafa(a Es S|s|5|3 SS 3j3/sfals sia jaisia sjsss S|SIS IRISISIRIR|S) S/s [5 [575 EEOZ E ZZOZ — uunbeor oes sp oesoqry 9P OjHSIP OU 0j06se ap epuewop ep oBSofoug :pz ejoger ( ( SETOR DÊ PROTSCOLO Q ig 6.2.3. Sistema de manejo de águas pluviais As demandas dos serviços de drenagem urbana são calculadas tendo como objetivo, combater inundações nas ruas e fundos de vale municipais e evitar o empoçamento de água que causa doenças como a dengue e outras doenças. Durante a fase de diagnóstico constatou-se que o Município não conta com um cadastro das infraestruturas existentes de macrodrenagem e microdrenagem. Desta forma, o cálculo da demanda da drenagem considerou dados da bibliografia técnica (TOMAZ, 2002) e os dados da Vallenge Engenharia. As demandas de drenagem urbana são determinadas de forma diferente dos outros serviços de saneamento, pois não dependem diretamente da população, mas sim, da forma como essa ocupa o espaço urbano, das condições climáticas e características físicas das bacias hidrográficas, onde se situa a área ocupada do município. Assim, o escoamento superficial das águas pluviais depende de vários fatores naturais e antrópicos que interagem entre si. A demanda ou o estudo de vazões procuram considerá-los todos para que sejam adequados. O cálculo da demanda para macrodrenagem e microdrenagem é apresentado a seguir. MACRODRENAGEM Pode-se observar na Figura 47 que Quatis possui quatro sub-bacias que influenciam diretamente a área urbana. A Tabela 25 sumariza as características gerais das bacias com incidência na área urbana do Município de Quatis, o tempo de concentração, a intensidade de chuva, o uso e ocupação do solo, e, a vazão máxima, conforme o caso. Tabela 25 : Informações gerais das sub-bacias do Município de Quatis úrrego Lava-pés Ribeirão dos Quatis órrego Sem denominação 01 41,31 138.87 5 95 EA) órrego do Surdo [ 6142 [1016 [| 10 [90 [1e1 4 Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 83 a SETOR DE PROTSCGLO Fl: O Proc 2/09, Figura 47 - Articulação das sub-bacias da área urbana na sede do Município de Quatis Córr. do Quatis ou Campo Alegre Córr. sem denominação FE Mancha Urbana EB sub-sacia a EB sub-sacias E sub-saciac EB sub-gacia D —— Corpos Hídricos = Limite municipal Fonte: Vallenge, 2013. MICRODRENAGEM Para o Município de Quatis foi estimado que o coeficiente de escoamento superficial seja da ordem de 50%, em função da análise do uso e ocupação do solo atual. Para o período de retorno de 10 anos, e, duração de 10 minutos, valores usuais para o dimensionamento de microdrenagem urbana, a intensidade prevista é igual a 163 mm/hora. Portanto, cada hectare contribui para uma vazão de escoamento superficial direto igual a 390 L/s, de modo que com a declividade dos terrenos do Município, é possível que seja necessário implantar ao menos 02 bocas-de-lobo e respectiva galeria, a cada 02 quadras, ou, adotar técnicas compensatórias que reduzam a necessidade de estruturas hidráulicas convencionais. Para obter esses valores, foram consideradas as normas técnicas da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU/SP, 2008) e mesmo, cálculos da capacidade média de caixas de descarga. Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ “ d A microdrenagem vem funcionando, porque ainda há boa capacidade de infiltração na área urbana, o que diminui o escoamento superficial. O Município não possui cadastro das estruturas de microdrenagem, porém conta com estruturas, como bocas de lobo e poços de visita. Desta forma, estimou-se que o Município disponha de 40% das unidades necessárias, operando de acordo com os critérios técnicos. A demanda pelas unidades como bocas-de-lobo, galerias e poços de visita foi determinada por unidade de área pela Vallenge Engenharia. Propôs-se a implantação da infraestrutura em toda a área urbana onde a ocupação se mostra consolidada. A quantidade de unidades de microdrenagem depende diretamente do relevo, daí os valores adotados. Para o relevo plano, mais bocas-de-lobo são necessárias por unidade de área, já que a velocidade de escoamento é muito baixa, tendendo ao empoçamento de água. Em virtude do relevo observado no município foram adotados os seguintes critérios. Tabela 26: Quantidade de unidades de microdrenagem para o Município de Quatis Quatis 2 undiha 55 m/ha 1 und/100m de galeria Fonte: Vallenge, 2013. O cálculo da demanda para o sistema de microdrenagem da sede e dos distritos do Município de Quatis são apresentados nos Tabelas 27, 28 e 29. Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 85 R 98 ra/sgend — o9!seg ojuswesues ap je eueyua3ua sSua]jea à 399] :aju0s eueyusgua aSua|jea ep epemua ap sopeg , :eJ0N E pos | EM ro | '8 '8 258 scr vez 20 CL £eoz E zzor — shenp ep oidiojuniy op spas eu wsBeussposou sp epueuap ep opioloia :1Z ejqer SETOR DE PROTECOLO Fl: Proc: 48 —— >> PEISNeND — OdIsEg Ojuswesues ap jedpluny ouely eueyuadua a8ua|jea 2 398] :sjuos eueyusBug a8uajeA ep epequa ap sopeg , Lo fu Tr Le'o u GL 0z'o bt GL y o = [II ejelelelele B E B 7 po po po v 7 B B B EE HI Il [o] :2J0N raistenD — ON!SPg Quetweaues ep jediojunia oueja Br eueyusSu3 aSua|p 2 39g| :9ju0J “eueyuoBu3 a8ua]jeA ep epesua ap sopeq , :2J0N ELO LO SETOR DEP E é ROTECRLO Prac.: OOBÍZO. 6.3. INDICADORES DE PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS Os indidcadores constituem um mecanismo simples e eficaz para que a população, exercendo o controle social previsto na Lei Federal nº 11.445/2007, e a administração pública municipal possam acompanhar a evolução da prestação dos serviços rumo à universalização. O SNIS, Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, possui alguns indicadores que serão usados como referência para os componentes de água e esgotamento sanitário. Já para o componente drenagem e manejo de águas pluviais urbanas, a literatura específica ainda é pobre, sendo utilizados alguns dos indicadores propostos pela Vallenge Engenharia. O município necessita de uma melhora em sua base de dados para que num fututo próximo possam ser adotados outros indicadores para o monitoramento do desempenho do plano em relação às metas propostas. Como, por exemplo, o monitoramento da população urbana por bairro que sofre com a falta d'água, através dos dados de demanda de pedidos de água com caminhão pipa e da população existente em cada bairro. A seguir são apresentados os indicadores por componente, juntamente com as metas propostas ao longo do horizonte de planejamento. 6.3.1. Abastecimento de Água Para o componente de abastecimento de água foram definidos três indicadores principais em relação à quantidade e distribuição água, índice de atendimento urbano de água, consumo médio per capita e índice de perdas na distribuição, e dois indicadores principais em relação à qualidade da água fornecida a população, incidência de análises de cloro e de coliformes totais fora do padrão. ÍNDICE DE ATENDIMENTO URBANO DE ÁGUA A. Objetivo: aferir a evolução da universalização do serviço de abastecimento de A) água no município. B. Equação para o cálculo do indicador A INoz3 = População urbana atendida com abastecimento de água x 100 [%] População urbana residente no município 0! Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 89 E QU E Proc: OS 12002044 Onde: ” - População urbana atendida com abastecimento de água, hab: população urbana atendida com abastecimento de água pelo prestador de serviços, no último dia do ano de refências. Número de pessoas efetivamente atendida com os serviços. - População urbana residente no município, hab: população urbana residente no município, utiliza-se os dados de censos ou contagens populacionais do IBGE mais recente. Inclui tanto a população atendida quanto a que não é atendida pelos serviços de abastecimento de água. GC. Metas e prazos propostos “Fonte: SNIS, 2019. CONSUMO MÉDIO PER CAPITA A. Objetivo: avaliar a demanda de consumo diário por habitante para que se possa planejar tanto questões de ampliação do sistema quanto para elaboração de projetos de socioeducação voltados ao consumo consciente. B. Equação para o cálculo do indicador IN022 = Volume de água consumido — Volume de água tratado exportado x 1000 [L/hab.dia] População total atendida com abastecimento de água 365 Onde: —- Volume de água consumido, m?: Volume anual de água consumido por todos os usuários, compreendendo o volume micromedido, o volume de consumo estimado para as ligações desprovidas de hidrômetro ou com hidrômetro parado, acrescido do volume de água tratada exportada para outro prestador de serviços. 2 — Volume de água tratada exportado, m?: Volume anual de água potável, previamente tratada, transferido para outros agentes distribuidores. - População total atendida com abastecimento de água, hab: Valor da soma das Av populações urbana e rural, sedes municipais e localidades, atendidas com abastecimento de água pelo prestador de serviços, no último dia do ano de referência. Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 90 3 SETOR DE PROTSCOLO A: Q Prec: DOE É) C. Metas e prazos propostos 265,97 250,00 200,00 175,00 150,00 *Fonte: SNIS, 2019. ÍNDICE DE PERDAS NA DISTRIBUIÇÃO A. Objetivo: aferir se o programa de redução de perdas está no caminho certo. B. Equação para o cálculo do indicador INoss = Vol. de água (produzido — tratado importado — serviço) — Vol. de água consumido x 100 [%] Volume de água (produzido — tratado importado — serviço) Onde: — Volume de água produzido, m?: Volume anual de água disponível para consumo, compreendendo a água captada pelo prestador de serviços e a água bruta importada ambas tratada(s) na(s) unidade(s) de tratamento do prestador de serviços, medido ou estimado na(s) saída(s) da(s) ETA(s) ou UTS(s). — Volume de água tratada importado, m*: Volume anual de água potável, previamente tratada em ETA(s) ou em UTS(s), recebido de outros agentes fornecedores. Deve estar computado no volume de água macromedido, quando efetivamente medido. Não deve ser computado nos volumes de água produzido, tratado em ETAs ou tratado por simples desinfecção. — Volume de água de serviço, mº: Valor da soma dos volumes anuais de água usados para atividades operacionais e especiais, acrescido do volume de água recuperado. As águas de lavagem das ETA(s) ou UTS(s) não devem ser consideradas. — Volume de água consumido, m*: Volume anual de água consumido por todos os usuários, compreendendo o volume micromedido, o volume de consumo estimado para as ligações desprovidas de hidrômetro ou com hidrômetro parado, acrescido do volume de água tratada exportado para outro prestador de serviços. À) C. Metas e prazos propostos 6,62 25% 24% 22% 20% *Fonte: SNIS, 2019. Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 91 3 INCIDÊNCIA DE ANÁLISES DE CLORO FORA DO PADRÃO A. Objetivo: aferir a qualidade da água em relação à potabilidade e consequentemente evitar a evolução de doenças de veiculação hídrica. B. Equação para o cálculo do indicador INors = Quantidade de amostras para análises de cloro residual fora do padrão x 100 [%) Quantidade de amostras analisadas para aferição de cloro residual Onde: - Quantidade de amostras analisadas para aferição de cloro residual livre com resultados fora do padrão, amostra: Quantidade total anual de amostras coletadas na(s) saída(s) da(s) unidade(s) de tratamento e no sistema de distribuição de água, reservatórios e redes, para aferição do teor de cloro residual livre na água, cujo resultado da análise ficou fora do padrão determinado pela Portaria 888/2021 do Ministério da Saúde. No caso de município atendido por mais de um sistema, as informações dos diversos sistemas devem ser somadas. - Quantidade de amostras analisadas para aferição de cloro residual livre, amostra: Quantidade total anual de amostras coletadas na(s) saída(s) da(s) unidade(s) de tratamento e no sistema de distribuição de água, reservatórios e redes, para aferição do teor de cloro residual livre na água. No caso de município atendido por mais de um sistema, as informações dos diversos sistemas devem ser somadas. C. Metas e prazos propostos *Fonte: SNIS, 2019, INCIDÊNCIA DAS ANÁLISES DE COLIFORMES TOTAIS FORA DO PADRÃO A. Objetivo: aferir a qualidade da água em relação à potabilidade e consequentemente evitar a evolução de doenças de veiculação hídrica. Plano Municipal de Saneamento Básico - Quatis/RJ 92 SETOR DE PROTOCOLO Flu: Proc. B. Equação para o cálculo do indicador INoss = i amostras para análises de coli totais for: x 100 [%] Quantidade de amostras analisadas para aferição de coliformes totais Onde: - Quantidade de amostras analisadas para aferição de coliformes totais com resultados fora do padrão, amostra: quantidade total anual de amostras coletadas na(s) saída(s) da(s) unidade(s) de tratamento e na rede de distribuição de água, para aferição do teor de coliformes totais, cujo resultado da análise ficou fora do padrão determinado pela Portaria nº 2914/2011 do Ministério da Saúde. No caso de município atendido por mais de um sistema, as informações dos diversos sistemas devem ser somadas. — Quantidade de amostras analisadas para aferição de coliformes totais, amostra: Quantidade total anual de amostras coletadas na(s) saída(s) da(s) unidade(s) de tratamento e no sistema de distribuição de água, reservatórios e redes, para aferição do teor de coliformes totais. no caso de município atendido por mais de um sistema, as informações dos diversos sistemas devem ser somadas. C. Metas e prazos propostos *Fonte: SNIS, 2019. 6.3.2. Esgotamento Sanitário Para o componente de esgotamento sanitário foram definidos três indicadores principais: índice de atendimento urbano de esgoto, índice de coleta de esgotos e índice de á) tratamento de esgotos. ÍNDICE DE ATENDIMENTO URBANO DE ESGOTO EA A. Objetivo: aferir a evolução da universalização do componente no município. Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 93 8 SETOR DE PROTECOLO Fte OQ B. Equação para o cálculo do indicador INos7 = População urbana atendida com esgotamento sanitário x 100 [%] População urbana residente no município Onde: - População urbana atendida com esgotamento sanitário, hab: Valor da população urbana beneficiada com esgotamento sanitário pelo prestador de serviços, no último dia do ano de referência. Corresponde à população urbana que é efetivamente servida com os serviços. -— População urbana residente do município, hab: População urbana residente no município. Quando da existência de dados de censos ou contagens populacionais do IBGE, essas informações são utilizadas. Inclui tanto a população beneficiada quanto a que não é beneficiada com os serviços de esgotamento sanitário, C. Metas e prazos propostos 60% 70% 80% 90% 100% *Fonte: Secretaria Municipal de Infraestrutura, 2021. ÍNDICE DE COLETA DE ESGOTOS A. Objetivo: aferir o volume de esgoto coletado. B. Equação para o cálculo do indicador INo1s = Volume de esgoto coletado x 100 [%] Volume de água consumido — volume de água tratado exportado É) Onde: — Volume de esgoto coletado, m*: Volume anual de esgoto lançado na rede coletora. Em geral é considerado como sendo de 80% a 85% do volume de água consumido na mesma economia. Não inclui volume de esgoto bruto importado. A — Volume de água consumido, m?: Volume anual de água consumido por todos os usuários, compreendendo o volume micromedido, o volume de consumo estimado Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 94 qu DE PROTSCOLO para as ligações desprovidas de hidrômetro ou com hidrômetro parado, acrescido do volume de água tratada exportado para outro prestador de serviços. — Volume de água tratado exportado, m?: Volume anual de água potável, previamente tratada, transferido para outros agentes distribuidores. C. Metas e prazos propostos 60% 70% 80% % 100% *Fonte: Secretaria Municipal de Infraestrutura, 2021. ÍNDICE DE TRATAMENTO DE ESGOTOS A. Objetivo: aferir a universalização do tratamento de esgoto e com isso melhorar a qualidade ambiental dos recursos hídricos e evitar a proliferação de doenças de veiculação hídrica. B. Equação para o cálculo do indicador Nois = Volume de esgoto tratado x 100 [%] Volume de esgoto coletado + volume de esgoto importado Onde: — Volume de esgoto tratado, mº: Volume anual de esgoto coletado na área de atuação do prestador de serviços e que foi submetido a tratamento, medido ou estimado na(s) entrada(s) da(s) ETE(s). — Volume de esgoto coletado, m*: Volume anual de esgoto lançado na rede coletora. Em geral é considerado como sendo de 80% a 85% do volume de água consumido na mesma economia. — Volume de esgoto bruto importado, mº*: Volume de esgoto bruto recebido de outro(s) agente(s). Deve ser acrescido, caso houver, a parcela do volume de esgoto coletado. C. Metas e prazos propostos AME *Fonte: Secretaria Municipal de Infraestrutura, 2021. Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 95 8 SETOR DE PR da DIscnio Proc: 6.3.3. Drenagem e Manejo de Águas Pluviais Urbanas Para o componente de drenagem e manejo de águas pluviais urbanas foram adotados três indicadores: índice de atendimento urbano de microdrenagem, índice de atendimento territorial urbano de microdrenagem e índice de pontos de alagamento devido a chuvas. O indicador da gestão do serviço, presente no Plano Municipal elaborado pela Vallenge em 2013 foi retirado devido à dificuldade de aplicação e por ser necessário levantamento de dados por corpo técnico habilitado, que encontra-se devassado na Prefeitura. ÍNDICE DE ATENDIMENTO URBANO DE MICRODRENAGEM A. Objetivo: aferir a evolução da universalização do componente no município. B. Equação para o cálculo do indicador IN100 = População urbana atendida com microdrenagem x 100 [%] População urbana do município Onde: — População urbana atendida com microdrenagem, hab: Valor da população urbana atendida com microdrenagem, mesmo drenagem superficial, pelo prestador de serviços, no último dia do ano de referência. Corresponde à população urbana que é efetivamente servida com os serviços. — População urbana do município, hab: População urbana residente no município. Quando da existência de dados de censos ou contagens populacionais do IBGE, estas informações são utilizadas. Inclui tanto a população beneficiada quanto a que não é beneficiada com os serviços de microdrenagem. C. Metas e prazos propostos ND 40% 50% 100% 100% Nota: ND - Não disponível. Fonte: Vallenge, 2013. Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 96 SETOR Di PROTSCOLO Fis ÍNDICE DE ATENDIMENTO TERRITORIAL URBANO DE MICRODRENAGEM A. Objetivo: aferir a área efetivamente atendida com microdrenagem. B. Equação para o cálculo do indicador IN101 = Área urbana com microdrenagem x 100 [%] Área urbana do município Onde: — Área urbana com microdrenagem, km?: Área urbana atendida com microdrenagem, mesmo drenagem superficial, pelo prestador de serviços, no último dia do ano de referência. — Área urbana total, km?: Área urbana total definida pelo município através do Plano Diretor, leis municipais ou decretos municipais até o último dia do ano de referência. C. Metas e prazos propostos 40%* 40% 50% 100% 100% Nota: *Estimado em função de visitas a campo. Fonte: Vallenge, 2013. ÍNDICE DE PONTOS DE ALAGAMENTO SANADOS A. Objetivo: verificar o desempenho no controle e diminuição dos pontos de alagamento no município e, com isso, melhorar a qualidade ambiental dos recursos hídricos e evitar a proliferação de doenças de veiculação hídrica. B. Equação para o cálculo do indicador Re? IN102 = Número de pontos com problemas de alagamento sanados x 100 [%] Número de pontos com problemas de alagamento Onde: — Número de pontos com problemas de alagamento sanados, unidade: Número de Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 97 2 locais que tinham problemas de alagamento devido as chuvas e que foram sanados através de obras de micro e macrodrenagem. - Número de pontos com problemas de alagamento, unidade: Número total de locais atualmente sujeitos a alagamento devido à chuvas e que necessitam de obras de micro e macrodrenagem. C. Metas e prazos propostos Nota: ND - Não disponível. Fonte: Vallenge, 2013. f A Plano Municipal de Saneamento Básico - Quatis/RJ 98 — time, 7. PREPOSIÇÕES PARA O SISTEMA 7.1. CENÁRIOS PARA A UNIVERSALIZAÇÃO DOS SERVIÇOS DE SANEAMENTO Os cenários de investimentos para que se consiga atingir a universalização dos serviços de saneamento dividem-se em dois critérios: de engenharia e de disponibilidade de recursos. Para esses casos, foram obtidos os custos necessários para alcançar a universalização. O Cenário 1, Tendencial, aquele no qual se manteriam os parâmetros atuais quanto aos elementos lineares, em relação às redes foi subdividido em A, com maior disponibilidade de recursos financeiros, e, B, com limitação de recursos. Para o caso A, a maior disponibilidade de recursos seria, por exemplo causada por arranjos regionais de prestação de serviços de saneamento. Para o Estado do Rio de Janeiro, essa possibilidade torna-se mais concreta, porque há recursos públicos de uso potencial, o Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano (FECAM). Portanto, se no caso A se supõe maior disponibilidade de recursos financeiros, tendo como maior fonte o FECAM, no caso B manteria-se a modéstia atual quanto à aplicação de recursos para o saneamento. Nesse último caso, a fonte de investimentos seria o orçamento do Município. O Cenário 2, Ideal, é aquele no qual se emprega o estado da tecnologia em engenharia sanitária. Supondo-se que ao longo do tempo as áreas urbanas do Município contariam com redes de água em anel passando pela calçada, alimentadas também por anéis principais; são as denominadas redes por anel, setorizadas, possibilitando a colocação de macromedidores para o controle das perdas por setor. Em relação ao esgotamento sanitário, admite-se rede coletora comum aos dois lados da rua, logo atendendo domicílios opostos, cobrindo todas as ruas, contando com os elementos de inspeção necessários. Evidentemente, por pressupor mais elementos lineares, ocasionará um montante maior de investimentos. O cenário ideal também se divide em A e B, igualmente com maior disponibilidade de 9) recursos, caso A e menor disponibilidade, B. O que muda neste cenário é a condição de engenharia das redes, sejam as de água, sejam as de esgotos. Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 99 3 A seguir se resume a lógica dos cenários de investimentos para que se atinja a universalização dos serviços de saneamento: Cenário 1: e Tendencial quanto à engenharia dos elementos lineares, rede de água e de esgotos, mantendo e aprimorando as condições atuais. * Subdividido em A regionalização e disponibilidade de recursos e B investimentos limitados, mantendo a tendência atual, mesmo que pouco a pouco aprimorada no horizonte de planejamento. Cenário 2: e Ideal quanto à engenharia dos elementos lineares, rede de água e de esgotos. e Também é subdividido em A, regionalização e disponibilidade de recursos e B, investimentos limitados, mantendo a tendência atual, mesmo que pouco a pouco aprimorada no horizonte de planejamento. Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 100 7.1.1. Abastecimento De Água Objetivo: universalizar o abastecimento de água conforme uma prestação de serviço eficiente. Meta: atingir 100% de atendimento até 2025. Tabela 30: Investimentos para a universalização do SAA no distrito sede — Cenário 1B Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ Eno Implantar controle de acesso ação BRs (cercamento + sinalização) nas 30.000,00 Superficial três captações 1 Ariel | Ampliar a oferta de água tratada em | j a 64.000,00 | 1.278.000,00 Tratamento 80 L/s (Projeto e implantação) - água | Projeto e implantação do sistema de E é pares 35.000,00 | 700.000,00 superficial tratamento de lodos ” | Projeto e implantação de adutoras, |. AAT . . no 52.000,00 | 511.000,00 | 511.000,00 inclusive anéis de distribuição Lo Ampliar o volume de reservação em Reservação . . 35.000,00 | 691.000,00 1000 mº (Projeto e implantação) Cadastro das unidades do SAA | 381.000,00 | 381 -000,00 | Rede de distribuição (Atendimento [— | º º 465.500,00 | 6.275.000,00] 7.315.500,00 de déficit e ampliação) Macromedição e setorização 23.000,00 | Distribuição | Tigações de água (atendimento r de déficit e ampliação) 35.000,00 | 163.000,00 | 87.000,00 E + Padronização de cavalete 130.000,00 Hidrômetros (atendimento de déficit | . 55.000,00 | 325.000,00 | 174.000,00 e ampliação) SUBTOTAL [629.500,00 4.189.500,00 | 7.404.000,00 7.596.500,00 TOTAL GERAL 19.819,500,00 Por ano no período 314.750,00 [396.500,00 [ 740.400,00 [1.519.300,00 ] -396.500,00 | 740.400,00 | 1.519.300,00 nd 101 DE PROTSCOLO f) PASRIAN [,= NR Tabela 31: Custos de manutenção do SAA no distrito sede — Cenário 1B fi tuali d Captação Reforma e atualização das 140.000,00 Superficial 1 unidades Manutençã bstituição di | AAB a a 248.000,00 | 248.000,00 trechos Manutençã bstituição de | AMT md 113.000,00 | 113.000,00 trechos Fr Reforma e atualização das || | E EEAB e EEAT 160.000,00 | 160.000,00 unidades (3 EEAB + 1 EEAT) Tratamento - . EE [o E Reforma e atualização das ua o º unidades 125.000,00 | 125.000,00 superficial Reforma e atualização das | Reservatórios . 79.000,00 | 79.000,00 unidades ÚL Rede de distribuição o 129.400,00 | 194.000,00 |7.631.600,00/4.980.000,00 (Manutenção) Ligações de água 17 Distribuição ses k 37.000,00 | 55.000,00 | 184.000,00 | 92.000,00 (Manutenção) | Hidrômetros (Manutenção) | 140.000,00 | 291.000,00 | 733.000,00 | 367.000,00 a o SUBTOTAL 306.400,00 | 700.000,00 |9.423.600,00 | 6.014.000,00 TOTAL GERAL 16.444.000,00 Por ano no período 153.200,00 233.333,33 942.360,00 1.202.800,00 Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 102 Implantar controle de acesso (cercamento + sinalização) na |10.000,00 captação Captação a st Ampliar a oferta de água | uso, captada em 1,5L/s(projeto e | 3.000,00 | 58.000,00 implantação o pI [e ) 2 do a | AAB Projeto e implantação (caso necessário em função da | 8.000,00 | 144.000,00 ampliação da captação) pliaçã p ) Ampliar a oferta de água To Tratamento -|tratada em 1,5 L/s (Projeto e | 4.000,00 | 65.000,00 água implantação) superficial |Projeto e implantação do Pe E á s 35.000,00| 700.000,00 sistema de tratamento de lodos AAT Projeto e implantação de adutoras, inclusive anéis de | 8.000,00 | 144.000,00 distribuição Reservatórios|Ampliar o volume de | reservação em 20 mº (Projeto e | 3.000,00 | 60.000,00 implantação) Cadastro das unidades do SAA |12.000,00| 12.000,00 | = Rede de distribuição , , 53.200,00 (atendimento de déficit e 4.800,00 19.00,00 ampliação) Macromedição e setorização | 23.000,00 T + Ligações de água (atendimento Distribuição o . 2.000,00 3.000,00 2.000,00 [de déficit e ampliação) Padronização de cavalete — 3.000,00 Hidrômetros (atendimento de o . 16.000,00 5.000,00 3.000,00 déficit e ampliação) SUBTOTAL 88.000,00| 1.228.800,00 | 30.000,00 63.200,00 TOTAL GERAL 1.410.000,00 Por ano no período 44.000,00 409.600,33 3.000,00 12.800,00 sa Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 103 RR) “o “un q SC or :( Tabela 33: Custos de manutenção do SAA no distrito Falcão — Cenário 1B Ref atualização d Captação eforma e atualização das 3.000,00 Superficial [unidades AAB Manutenção e substituição — T 21.000,00 de trechos L En Tratamento - [ água Reforma e atualização das 4.000,00 superficial |unidades AAT Manutenção e substituição 38.000,00 | 38.000,00 de trechos Lo a Reservatórios [Reforma e atualização das , 3.000,00 unidades E =] e om Iê alo Rede de distribuição 1,400,00 2.100,00 | 81.600,00 | 53.900,00 (Manutenção) + A çõoa da dgua 1.000,00 1.000,00 3.000,00 | 2.000 | Distribuição |(Manutenção) a o “o níos Hidrômetros (Manutenção) 1.000,00 4.000,00 | 12.000,00 | 6.000,00 Lo k SUBTOTAL | 3.400,00 7.100,00 | 165.600,00 | 99.900 (00 | TOTAL GERAL 276.000,00 Por ano no período 1.700,00 2.366,67 16.560,00 19.980,00 E | Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ & 2 104 R Tabela 34: Investimentos para a universalização do SAA no distrito Ribeirão de São Joaquim - Cenário 1B Implantar controle de acesso (cercamento+ sinalização) nas | 20.000,00 Captação três captações | Superficial Ampliar a oferta de água "| captada em 2 L/s (projeto e 5.000,00 | 87.000,00 implantação) | E o Projeto e implantação (caso AAB necessária em função da 8.000,00 | 144.000,00 ampliação da captação | | ampliag ptação) l Ampliar a oferta de água tratada em 2 L/s (Projeto e 5.000,00 | 98.000,00 Tratamento - implantação) água Projeto e implantação do | superficial sistema de tratamento de 35.000,00 | 700.000,00 lodos + a E = ui Projeto e implantação de AAT adutoras, inclusive anéis de 8.000,00 | 144.000,00 distribuição mM | Cadastro das unidades do SAA| 18.000,00 18.000,00 | Rede de distribuição (atendimento de déficit, 6.200,00 | 26.000,00 | 68.800,00 ampliação e substituição) Macromedição e setorização “| 23.000,00 Re PRE Ligações de água (atendimento| IE Distribuição de déficit, ampliação e 2.000,00 | 4.000,00 | 2.000,00 substituição) o Padronização de cavalete |. E 3.000,00 | b | - - Em Hidrômetros (atendimento de | déficittampliação e 21.000,00 | 7.000,00 4.000,00 L substituição) 1.243.200,0 | SUBTOTAL 109.000,00 0 40.000,00 | 84.800,00 TOTAL GERAL 1.477.000,00 Por ano no período 54.500,00 310.800,00 4.000,00 5.653,33 Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 105 A SEIUR NE PASTICOIO Tabela 35: Custos de manutenção do SAA no distrito Ribeirão de São Joaquim — Cenário 1B tuali Captação Reforma e atualização das 3.000,00 Superficial unidades Manutenção bstituição de pus lanutenç e o stituição 21.000,00 rechos — + Lo Tratamento) o | E | Reforma e atualização das - água . 5.000,00 unidades superficial | Manutenção e substituição de AAT 38.000,00 38.000,00 trechos L mm a Reforma e atualização das Reservação| . 3.000,00 unidades Rede de distribuição 1.800,00 2.700,00 104.200,00 68.300,00 (Manutenção) Diinbição rca do água Maniandoi! 2.000,00 | 400000 | 200000 | r Hidrômetros (Manutenção) | 1.000,00 5.000,00 IE 16.000,00 8.000,00 | SUBTOTAL 2.800,00 | 9.700,00 “| 194.200,00 r 116.300,00 TOTAL GERAL 323.000,00 Por ano no período 1.400,00 2.425,00 19.420,00 7.753,33 > Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 106 + 7.1.2. Esgotamento Sanitário SETOR DE PROTOCOLO HM Proc Objetivo: universalizar o esgotamento sanitário conforme uma prestação de serviço eficiente. Meta: atingir 100% de coleta e afastamento de esgotos até 2030 e tratamento de esgotos em 2035, empregando técnicas que mais se adequam ao Município. Tabela 36: Investimentos para a universalização do SES no distrito sede — Cenário 1B Rede de esgoto (atendimento de déficit Rede coletora eampliação) Ligações de esgoto (atendimento dedéficit e ampliação) Coletor Projeto e implantação de Tronco e coletor troncoe/ou Intercep. interceptores Projeto e Implantação de 5 EEE EEE Linha de Projeto e implantação de recalque linhas derecalque Universalizar o atendimento de esgototratado (projeto e implantação) e reformada ETE existente SUBTOTAL TOTAL GERAL Por ano no período 615.000,00 | 6.145.000,00 46.200,00 | 923.000,00 375.000,00 | 3.750.000,00 14.641.000,00 510.000,00 6.145.000,00 3.750.000,00 195.000,00 | 3.890.000,00 52.366.200,00 190.500,00 1.127.800,00 2.242.800,00 381.000,00 | 4.511.200,00 | 22.428.000,00 25.046.000,00 1.669.733,33 Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 107 Ss 4 Rede coletora Ligações de esgoto (Manutenção) Coletor Tronco e Intercep. Manutenção e substituição de trechos Reforma e atualização das unidades Linha de Reforma e atualização das recalque unidades TOTAL GERAL Por ano no período 9.140.00 55.000,00 61.666,67 .120.00 75.000,00 SUBTOTAL 110.000,00 | 185.000,00 | 5.080.000,00 0,00 508.000,00 140.000,00 615.000,00 190.000,00 75.000,00 3.765.000,00 753.000,00 Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ ?) JF 108 A SETOR DE FSSTSCOLO FM Tabela 38: Investimentos para a universalização do SES no distrito Falcão - Cenário 1B Ee ve Cadastro das unidades do SES 12.000,00 | 12.000,00 Rede de esgoto (atendimento de 44.900,00 | 172.000,00 | 427.100,00 déficit e Rede |ampliação) coletora [Ligações de esgoto (atendimenti 60.000,00 | 40.000,00 | 10.000,00 de déficit e ampliação) Coletor 15.400,00 | 154.000,00 | 154.000,00 Projeto e implantação de coleto! Tronco e . tronco e/ou interceptores Intercep. 9.300,00 | 185.000,00 Projeto e Implantação de uma EEE EEE Linha de |Projeto e implantação de linhas de 75.000,00 | 750.000,00 | 750.000,00 recalque |Recalque Universalizar o atendimento d ETE | lesgoto tratado (projeto 11.000,00 | 210.000,00 implantação) e reforma da ETE existente SUBTOTAL 12.000,00 | 227.600,00] 1.511.000,00] 1.341.100,00 TOTAL 3.091.700,00 GERAL Por ano no período 6.000,00 75.866,67 151.100,00 268.200,00 a rá Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 109 A Ceitém dio di ba LL) Tabela 39: Custos de manutenção do SES no distrito Falcão - Cenário 1B o | 615.000,00 | 615.000,00 Intercep. Reforma e atualização das 37.000,00 unidades Linha de |Reforma e atualização das 75.000,00 | 75.000,00 recalque [unidades SUBTOTAL 690.000,00 | 727.000,00 Coletor Manutenção e substituição de trechos Tronco e TOTAL 1.417.000,00 GERAL Por ano no período 0,00 0,00 69.000,00 145.400,00 Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 110 Q Tabela 40: Investimentos para a universalização do SES no distrito Ribeirão de São Joaquim - Cenário 1B fi ) Cadastro das unidades do SES 18.000,00 Rede de esgoto (atendimento del Rede Idéficite coletora |ampliação) 57.400,00 | 223.000,00 | 547.600,00 Ligações de esgoto (atendimento de déficit e ampliação) 78.000,00 | 43.000,00 9.000,00 Coletor |Projeto e implantação de coleto 16.000,00 Tronco e |tronco 154.000,00 | 154.000,00 Intercep. [e/ou interceptores EEE Projeto e Implantação de 5 EEE 9.300,00 | 185.000,00 Linha de |Projeto e implantação de linhas de 75.000,00 | 750.000,00 | 750.000,00 recalque |Recalque Universalzar o atendimento de ETE | lesgoto tratado (projeto e implantação) e reformada ETE 14.000,00 | 272.000,00 existente SUBTOTAL 18.000,00 | 267.700,00 | 1.627.000,00 |1.460.600,00 TOTAL 3.373.300,00 GERAL oco Por ano no perído 9.000,00 89.233,33 162.700,00 292.120,00 Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 111 4 Tabela 41: Custos de manutenção do SES no distrito Ribeirão de São Joaquim — Cenário 1B E À Coletor 615.000,00] 615.000,00 Tronco e |Manutenção de trechos | Reforma e atualização das 37.000,00 pa RR Linha de |Reforma e atualização das 75.000,00 75.000,00 SUBTOTAL 0,00 0,00 690.000,00 | 727.000,00 TOTAL GERAL 1.417.000,00 Por ano no período 0,00 0,00 69.000,00 145.400,00 Intercep. Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 112 3 7.2. METAS E AÇÕES PARA O SETOR DE SANEAMENTO Dentro das diretrizes de saneamento eficiente para todos, são necessárias ações de domínio do Poder Público Municipal para a efetiva implantação do PMSB. Neste item, apresentam-se os objetivos, as metas e respectivas ações para que efetivamente existam condições de aplicação de todas as proposições apresentadas no PMSB. No item anterior foram previstos investimentos físicos em unidades desses sistemas. Inicialmente colocam-se os objetivos de competência municipal, seguidos pelas ações, objetivos, metas e ações para cada um dos Sistemas de Saneamento. Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 113 8 raisgenp — O9!Seg ojueueaues ap jedoluny ouela 6 RE E “ms op eqried o1y op eBJojno ep ogdusjnuew esed sesedsop op ogdexiJ — p 025y “313 8 Va ep ogdusnuew eJed sesodsap ep ogõexis — € 025y “ojoBse e enbe op ejue) ap Jojea o Jesnfeoy — z 025y “ODISE OjuSwBSUeS ap jediolun opunq o Jmysuj — | 0gdy osIseg queuesues BLUEJUSWILÂIO EININUJSO JEJNULIOJSY — € CON ERSEE ap jediojuniy “queuweaues sp ep ond e |S2ÍiMOS sop opóeissid ep seiopeoipui ap opóepyosuoo — g o2óy 8 SongegsIuIupe “SID WS opeiode oo!seq ojusueaues sp ea -sootpunf eLSISIS OP Operua19jo 1096 |ediotuntu ousepeo Jejuejduy] — 7 025y 'soAgeuuou 'quewesues op| ... sojuswngsu! | opdeuLojui 9 ouauefouejd ap jedioiunu euejsis o umysuy - | 025y| HE So seprosuos ODISEg Ojuawpaues a a op ojuswefouejd op sojoui o euwajsis Jejuejdu] - Z BN “ojusuwejedop oe elwouojne opuep “sewejsis sop opóusjnueu o opdesado 'ogdejnqui 'ogjseb ep sesojes so opueogun “ojobsg é endy ep ojuswejsedog o Jeimnysa3 — z 025y “jedioiunuu opdejsiDo| ep opóeijene o esipuy — | 0góy sejougjaduos e odlseg Ojusweaues op eomjod Jejopowy - oIdiajunu OU ODISEQ Ojusweaues op ogdezijeuolonyysu! e esed sogõe o sejouw 'SOANaÍdO :Zp ejoqei SLL raisnenD — OdIseg ojusweaues ep jedpIuny ouela SOSINIOS Sop sagôeuuojui “JOIA LS I9] E SULOJUOD “SOpeIsaId sodin es sop epepyenh ep sopep sop ogôebjnip ap SouwsluLosu J9AOAu9sad - 9 0gdy eIquieo Jo) Dis quodsp “soJedes ap oduie] opuinpoui 'sodives ajensepeo | ºP OBÍBISSId E soAneje! seJopeotpui sp ojunfuoo o Juyag — g ceóy BueIsIs “SID 8p Osn “euequn webeus!p o eojqnd O JeJOUjous ezedui] Sp SOdnos sop souensn sop oJsepeo sezijeny — p cedy sanorDesp “ougjUES Ojuatuejobsa ap SOâInIos o ende Son pueinam ep ojususjsege ap sewejsis sop onsepeo Jezieny — € 025 se Jopusje ep “ODISPQ OjuSuIeSUES Sp SOdINOS Sop sougnsnsoe ojunf ogdejsges ep sesinbsed e eibojopojeu 19njonusseg — z 025y “souBNSN 9p OJSepeo oe SIS O Jeossy — | ogdy OpôBuuOJu! 9p BUI9JSIS OU BLOYjow 9 ouENSN uy e 'og]sob ap [DX [ X | X |seuouenosep ogdezIUISpou e opdejuejduy] seJopejsdo opuinjou! “odIseq ojuaupaues ep SOdINos so UIO9 SOPIAjOAUS opdensiuupe ep sodluoa) e seJojsob sop epenuguoo euuo! ojuawesues epedyjeno |ap ojos O eied soueuny sosindai1 ap oedeoyijeny — | eoW OjusuesueS Op SOSINAS SOp OBÍEZIBIS!] SP SIBUOISSJOIA — € 02dy “SeUGBISuIO EJLd SOLUPUOIDUN] S SO|NIHDA OP OjuSLUSUJOS eied eniojoid ep segodsuem ep oueld Jejogela — 7 ogdy “eIDUPBIOLUS Op SOSINIOS US ogôenje eJed esngiejoJd ep souguojouny Jeuis1) a Jegjoedes — 9 08dy “OUISIJepuea ep oseo us eiIjod E OBÍPIIUNWOS Sp Ouelq JeJogelg — g ogdy jpouobIowo Re penca EEE ESSE ojueupusje e o eJed sesbes “Ojusuesues sp eInjnusoeJui eu soJedas op seJgo ep jeuabius x x x X epopóiugop |opôejeguoo esed sojuauipevod sopesedeid Jexiog — py ogóy e siejusbieuie sodinas “jejusiquie ajojuoo x x x x soe opdusje | 9p sogBIo soe opdeIIuNuiOS Sp solau sopesedeid Jexiad — € ogdy esusfisuo segáinysu! 'ogdejndod E opóBountos sp ouela JeJoqeia — z 08óy x x ojusuipuaje “sepepiliqesuodsas a sagõe opuiuop x x esed esejoq ep opóy eJed opeyjejsp ouelg ep ogdejogeja — | ogóy sojusuedinbo SieIDUSbISUIS cacos epoldoiuntu |sosjnes ap ousmweuorne eied opseiedoly - z een o Jejoq “BjueInDas ap opápIado eJed sejuswela) x x e Seroso! op sequiogojou ep ojunfuoo Junbpy — z ogdy EN oldiotunul OU ODISPQ OjuatuBaues us LIDUgBISUIS Sp ogôenje esed sogõe o sejouw 'SOAN9ÍJO :£p ejogei ra/snenD — oD!seg Ojuetwesues ap jedpiuni oueld (288 E y s ra/snenD — oo!seg quewesues ap jediojun oueld “jerouebiouwa ojueuipusje o eJed sejbas ap oBóluyjsp 8 sipousbisus SOSINos soe opôusje e esed siebe| SOjeuu JS AouIOJA “jerousbiowa ojusuipusje esed sojuswedinha ep oidjotunuu o Jejog “SIBIUBUBUI Sp Sjoguoo O eJed sodupIy sosinoei ap Jojseb oeBig o Jeuonenba - g ogdy “ende ep ojuswjos]sege ou olzipos ep ouejd Je1ogeia - p ogôy “eouyg]o eibisus ap epebuojoJd ee; op oseo ou Jopesob odniB op ogdeziquodsig - € og5y “SOLOJBAIOSO) sou enbe ap epepiiqiuodsip ap sjoguos sp sows|uedsu Judd - z 025y “BUG BISUIS WO ende op ojusuis|sege eJed oomjjadsa OuUe|d JSAjOAUSSA - | ogóy sipIU9bISWIS SOOdENIIS WS Ojuauipaues ep seusjs|]s op sieuojdejdo seibas ap opÍIuyag - € ejoW gLL Pa/snenD — odIseg ojuawesues ap jedijuny oueia 3 "jueindes JOjeu! UJOO é opiznps: oduis] us sodines sop opdezies e opueyigissod SIS op oteu Jod segóepuuojui JezIpquodsia - p oedy “JBIDJOLUOD ONSEpeo O Jezipene o Jonoy - € 025y “ende ep ojuswajsege ap segáeuiojui ep euejsIs op opdezgene e Jeuornedsu! e JeJoguoy — z ogóy “OpelouS19)911096 Ojuauweedeu e oojuos] ojsepes sp ogdezienge o ogduejnuew esed ojueuspsood J999/9qeIsa — | o2dy SoJsepeo so JeJoqe|a — “SOJPIIILUOP SIBUWBI sou e opSInquisIp ep epa! eu sojuswezea ap esinbsad “siansiA oEU SOjuswezeA 9p sesinbsad eJed sojuawedinbe Juinbpy - g o2y “BlouUg|duipeu! epe enbe ap SiBIDJOUIOD 9 seoisty sepiod sep oeônpoy “oIdiotuNIA OP OBSINquisIp Sp apa ep sejuesBejui jengjod ende ep seJopiwnsuoo sepepiun se sepo) JegswolpiH - p o2óy x “enbe op OjuSuIIS]SEL OU [BI 19LU0D EpJSd E Sjequioo Jejuawa|duu] - € og5y “SOJUSUIEZEA SP OuOSsUOD Sp OduiS] O JIzNpoy - Z 02dy “SISAISIA SOJU9LEZPA OpuBul! e opueoyjuopi 'ende ep seoisy sepisd se Jznpoy — Sojusuezea ep oBÍduod a ajoguos “ownsuos op ogÍInuuia - L 2oWN EM = na EBESR oidiajuntu Ou YYS O eJsed sogõe 9 sejou! 'SOAHSÍGO :yp ejoge L “GL ra/snenD — ooIseg ouewesues ap jedoIuny ouela GE “sieIUBUEUI SOU & OpSPIdeo ap euiajsis ou SeUIXOJOUBIO & SELISJAEgOUEID SP OjusueJojuou Jejuejdu] - 9 0g5y “sesuguajqns sende ep ojuswejel esed opóosjuisop esed ojofoJd Je1ogel3 - 7 ogdy “sesnyp seBieo sp sjoguoo op opdejusts|duu ep sgneye ende,p sosnd sop opáinjod ep ogônpai ep eomjod Jsosjeqeisa - 9 025y “ogôpjndod ep ojusuinajsege esed jonggod enbde ep Jejem es opueopui “Sejusoseu sep ojustupdJo e opÍdezieuis Jemajg - GS oedy “sieIoueueu sop osn 8 opdeoyjuapi e weguued enb sowsiuLosu! J9AjOAuSsed — p 0góy “WsBeuaip op seozea ap ajojuoo “SosUBLISIqns 8 siepoyedns oe opejege “seopinod sebieo ep seiopeisb esjusujpiusjod sm sojuswlpussidus sepuelb op sonpise! sp queue o opôriab pin é ep ejoJjuoo oe sepeyjon seo!jqnd seoyjod ep opdejuejduy] — g ogôy HEM pas son “OBÍBAISSSId op SeeJp sep jejusiquie ogósjoJd o sezuenõon BAjS!o E SeLIPSSSIU sagÂuenejui e sepipeu Jejuejdu] — z 025y ep Seuejsis so aigos sopnise ep ojustuinonusseg — Sosupiiagns 8 sieioiodnS siejueueu sop ajoguoo » opÍsjod - Z ejoW : E , É “SOjLySIp sou ogóejdeo esed sepezygn oes enb sejusoseu se eJed e epas eu sedene7 ap oBeuoo op e eum op ogutegiy op osdeldeo ep sepepiun sep siejuaiquie sejuso!] sep opôusigo - z ogdy “oZ| "He ou 466L/€€H'6 197 E Jopusje esed ebiojno ep emwejsIs Jmyysu| - | ogóy e OjuswejdU9DI] 2 eBu e ee "epejeu ende op SougIensso! sop ezeduu| o eagusasid ogôuejnuew ep euesbold Jesoqeig - € o2óy “epejeu ende ap soug]enesa! sou opdeuane ep euejsis op opÍpjuejdu! eied sopnjso JeJogeia - z 08dy 'epejes) enbe op OBÍBAISSO! Sp eujsIs op ogÍezijenje 9 euuojos esed sojefoid e sopnjse Jesogela - | ogóy x E. o epejeu o eynag enbe op opÍPAISSa! ap euisjsis op opdeziu1spou e opôeijduiy - Z BJSN oidiotunuu 08 no eJopeJedo e -enbe ep opepienb SeuISJX9 SOJUO] | ep ojustueiojuouw O BIed jeuoje1oge| esnngse e senbapy - 9 025y ap sosinoas ipod esed “sojusuea]o| Jod epenjajo jongjod songnoexo e |enbe ep eweisis op ogóeidue e esed setou Juyog - GS opôy sos!seq sojafod , - LOS FIOS) “sieipaid segõebBi| sep ogóeziuoJped esed opnisa - p ogdy “epou eu ogdipouwoJeuw ep ogdejuejdiu! esed sopnysa - g 085y “SOUIQ 8 SOJISIQ BIRA ODISEq OJefoid - Z 02ôy “SOJSIA S Spas eu opôinquistp ep ope! ep ogóeidue esed ogódeouoo ep opnisa - | ogdy EESDE BININHSSeIuI Sp 9 OBÍINQLISIP Op eusojsis op opÍBzIUIapoW 9 opÍei|duiy e esed sojafoig 9 sopnjsa -| EJSN | OZL ra/spenp — Oo!seg Quewesues ap jediun oueja GE E A Lol ra/sgenD — oo!seg quewesues ap jediolun oueja ap opônpoid ep ouEjUES 9joJjuoo op ogôenyis e Jeyueduooy “enbe ep epepienb ep ojusuweisoguouw o eied oug]ejoge o Jemnysa — 7 ogdy “oidiojunuy ou ogdejndod e eprooulo; ende ap apepijenb op sogatugsed so J2Bjnaig - 9 025y “eueuny epnes e esed wejuaseidos ende ep ojusuos]sege op seageuge sogónios se o sewsjsis so enb soos sop opôeiene op euwajsIs Joosjoqeisa - g osóy “epnes E 09SU Op segõenyis us 'soupssedsu sopepino sop ojjadse: e soueNSN SOP OBÍBjUSLO Sp BLIS]SIS JSAjOnUSsad - + 025y “Boljqnd eynsuoo e ossede Jezipquodsig - g 0góy “SeJopItINSUOD SO SOJtafns Og]sa anb e souep sidAjssod so BIgOS Pjioje 9 apnes e 09su Wasneo anb siejoueueu! US SOPBIjUSA sews|goid e sejualojo! sogdeuojui Jejuaseldy — z ogdy “epnes e 09su op ogôenys US SOLPSSS9U SOPepIND SO egos SOuENSN JejusuO - | ogdy epepijiqejod ap saouped sop a enbde ap apepijen ZzL ra/sgent — o9Iseg ojuewesues ap jediojuni oueld (A 5 “enuagoo ep opdelldue no ojobsa ap eJojajoo espa: ep ogôejuejdu! esed ojsfoid — € oedy “ojuewejes opuinou! 'SaS Op eInjagoo ap ojusune o opdeijdue eJed sojofoia — Z 029y “oupjues ojueuejobsa ap setssis sop [2106 ogôdeduos — | ogdy einusgos ep ovseiidue e esed sojafoJd ap opóeiogela sodinios sop epugyo ep º eingjegos ep ogõeidue opu ogjotuop ep opdebi ep opóezieosy e Jezipoy — p c2dy “oduis] WS SOSINOS SOp ogÍezijee: e opueyjigissod 'segôeunoju! e JAouIoId |ep euajsIS op oliau 10d segôewioju! Jezitquodsia — € ogy WeSIA oupuUES “oupjues ojusuejobso ojusuejobso | sp eusjsIs Op operusisjoLosb ojusuwesdeuw o Jez|eoy — z 02dy ep ogjsob “ouegues ojusuejobso ep Sodinias Sop 091499] ousepeo ap ogãezijene a ogdusjnueu esed ojustulpsooJd sesogeja — | o2dy eu seuouyjou sy 091499] oJSepeo op ogóeiogeia - | BJSW oldiatunu OU SIS O eJed sagõe a sejou 'SOANaÍdO :Sp BjoqeL EL A dad te Suit ari EZL ra/syeno — oo!seg ojusweeues ap jedoIun oueld BB 'sopeJab sejuango o ojusweje! ap sepepiun sep opeibojui ojusueio]uoui ep epol Jdojegeisa — | 02dy sejuanjjo ap ojuawejue] EgÍusjnueui o OjusuBIONUOW “S313 sep ogóeuojne ep euwejsis ep opôejuejdul op ojslod — y ogóy 's3 13 sep jeuojoessdo euoyjeu ap sojofoia — € 085y “ogÍezuOposop eJed seibojousa] ap OJU9LIAJOAUSSOP 9 SSJOpo Sneiu ap ogónpai ap opnysa — Z 025y oldiotuntu oe no esopeJado e seus]xo sojuos ep sosinoas nped esed SOAgnosxe e soo!seq sojafoJd uOD Jejuog “sopejeu sejuangs sop osnas op apepitqeia — | og5y sipuojoLIado seoyjou! esed sojafoJd ap opdesoqeia — Z BW “OAJ9jOD OBU NO JeIjottOop ojuauwejes ap opdeisdo e opônosxe “ojafoJd eJed seuou 1999j9ge]s3 — 9 oedy “sojjotuop no sepejos! segibes pred ougjues ojusuejobso ap Seageuls]|e segânios ep opnisa — G 08óy 'sojusuueao| Jod epenjalo sojobse ep eusjsis op opôeijdwe e eJed seuuou Juysa — py ogdy ad vel ra/sHenD — ooIseg ojueuesues ap jediojuniy oueid . s Proc. “SBLOJBAS]I O 313 SP Sonpisa! sogno a sopoj ep OUNsap o aIgos ojusueJo]Iuou Sp BUIS]SIS JSd9j9qeIsa — Z 02dy segôejejsul sep sepunuo suabejueasop se uoz|ujuu anb sousiueISt | ua! OjUSUWBJOJIUON — Z 89 ES op ogieus E tezusiquiy oy NUON — Z SN ejusweuejuoud -Sopezypuo]ne seuajsIs sop “ouguues ojuswejobsa ap eujsIs ou SaJopo ep ojusueJojguou! ep euejsis Jesejegeisa — | ogóy BSIA SOjuen|jo | opezijemguso oolugus|o jeuoreJsdo ejouoo ap ogdejejsuj — € ogôy sop sjojuoo “ojusuedue| op seoiped so uioo opodBsap us Jengso enb 313 e Jenbepy — z o2dy ra/suenD - odIseg ojuawesues ep jediouni oueld "sopIjos sonpisa! a ougjues ojuswejobsa ejueujediouud 'ojuauweoues ap SOÍINOS SIBUOP SO ui? sagõe JeJbejui o euegun wsbeuslp op SOdINISS SOB OSSO op opdezijesionun e JenouioJd eosnq ewesboJd O 'siepueueus sop opôealssaJd e e sojuauuipas ep opônpold ep sjoguoo o 'ogdepunu! op Pg og o sojuod sp oJsides ap eibojopojoui e onsepeo JeJogela - € 08dy páueindas e 'ouegun 'euequn wsbeusap op segópunojui olau op spepuqnjes |ºP euejsIs op opdezyenje e JeuolNedsu! e Je1ojuoN - Z opôy e opuesia 'steian|d “uobeuosp enbeopofeueu [ep eujsis op opeoueisjonosb sopep ep osueq wo ap sodinas sop ooeiboneo ojusueedeu 9 OD!U99) ONSepeo Jezijeoy - | ogdy seuequn sieianjd sende op usbeua)p op BUI9]SIS OP 9/0JJUOD 3 091U99] OJSepeo o seJogela - | ejoW OjusueuapJo op e ojusuwelousJsb op soidiouud so wsjdusjuoo enb sieBa] soagIsods!p segóinquie JuySd - | 085y sietan|d senbe op ofaueuu o sed seoáinquye wood jediounu oebio op opóejuejduw] - € ejoW “seo nBIpiy seigo seno e sipueo 'seissonei) esed sebiogno op ogduaido - z opóy “sojustue eq 8 segôezijeueo sep siejusiquie seôus9!] sep oBdUsIgo - | 02dy |EJUSIquIy OjusweidUs917 8 EBIOJNO - Z BW EEE “eJueinhas Joreu tod e opiznpa: oduia] us SodiAss sop ogôezies e opueyiIgissod “SID Sp olou Jod segóeuuojui Jezipquodsia - y oeóy “souequN SONHO oididtuntu ou NAS O eJed sogõe a sejou 'SOANaÍao :9+ ejogeL ra/sneno — od!seg ojuaweaues ap jedpIunA ouelad e eagejo! edueigoo e eied opnyso ap ogdeJogela - z opdy “euequn weBeus!p op Joje!!p ouejd JeJogeia - | 02dy puequn jeianjd waBeusip ap euajsis O eJed Sozujald - € WoW “WSDeusIpos!uu ep eolbojopiy o edjneipiy opóeoguon - z opóy “SeISSSABI] OP BOIDOJOJPIy 9 BONEIpIy OBÓBIyuDA - | 0BÓy sieuojoLI;ado seuoyjou! eied sojoloid ep opÍeiogela - Zz en oldjojunuu oe no esopessdo B Seujo)xo sojuoy ep sosinoau Jiped esed SOAgNIaxXO 8 SONISEQ sojafosd Woo Jejuos “SBAN]S|09 OBU NO SSJBIIILIOP Sopepiun ap opôriado e opônosxe 'ojofod esed seuou Jsdsjegeisa - 9 0pdy 'euegin uobeusip ep seuojesusduiod e sesopebiitu segônios ep opmysa - g 0edy “sojusuwesJo] Jod epeneje euequn wsbeusip ep ogdeidwe e eJed seuuou suga - p 0góy “eInHSgoo ep ogdeidue uoo Webeusipos!uu ep ogóejuejdu! esed ojolog - € opóy “WobeusJpoou ep eingsgoo ap ojuaune 9 ogóeidue esed sojafoia - z 08dy “euequn wsbeus)p op seusjsis sop |esob ogidsauog - | ogdy eingisgos sojaloid op opÍeIogelg - | vam A ra/snend — ooIsgg ojueweeues ep jedioiun oueld ET EJSENTE) ojusupusje o eJed -stençjod sebo: op ogdlujop |ogu e sieaggod sum esed 'sieanid sende ep ojuewejtsade e sipiouobJouwa o opÍuB]a! ep BuS]sIS Jejuejdu! e ojefosd JeJogelg - € 08óy SOdIN OS SOL ogôuaje e eJed steba| “usbeusip sojeu JenouoId ep euejsis ojed sopeziyn sou sou ojusuesJossesop “jetousbisuto e ezodtu] ep opdeziee: esed ouejd ep ogdeiogeia - 7 02dy ojusupusje 7 esed sojuswedinba “siejoueueu Sp SeaJp WO 8 SOU Op SU9BIJeu US Jeito ep oidiountu o J2j0g *ogo| sp sed0g — € 0edy “SBJISIA SP SOSOd — Z 08ÔV “opjelies 9 ejolies — | 02Ôdy euegun jeanjd usBeualp ap sepepiun ep ogieziuoJped 9 SeuoN — p BW seoânujsgosep e ezeduu!| e eJed ouejd JeJogeia - 7 089y| ZEZ *SODLPIY SOXejduoo sop eSILBUIPOJPIy LISDejSpouw eJed opnjso Jezijeoy - 9 089y “wsbeusip ep seoljnepiy sesnnuso ap ogôessdo e ogôniexo “ogôezigeosy “ojefod O eJRd SODIUI9] SOUPIUO JIUSG - G 0g5y “weBeusIpoJeui! 8 OJ]U Sp BUIS]SIS OU SJusueusd ELOJSIA 9 opduejnueu! us epezijprodso esmnuso sejuejdu] - p 0g5y “seuequn siian(d senbe sep ofeueu op BAguanaId O BANSLIOD OpÍUSjnueui ap ouejd JeJoge|g - € 085y oIdjountu oe no eJopessdo e seujs]xa sajuos ep sosinoas Jpad esed SOA]NISXO 9 SODISEQ sojafoJd u1od Jejuos) szL ra/sgend — oo!seg oqquewesues ap jedioIunA oueld “ojueuwebaoose jerusbisuo ep soosu ep opgdeoipeus esed sojefoJd Jejusws|du] — g 02dy ojusupusje o eJed seibeu op opdluyop “S0osu ap opdPoIpeJio eJed sojefoJd ap opôeiogeja a sisjpuabioua e ojusuebeloose ep oosu ep sesie Jeedey — p cgdy SodiAas sor ogSuse e eJed sieda] SOISLU JOAOUIOIA Ierousbisuto SAID ESSJ9Q E UJS epejnome euos Ojueupusje ep 'Sejusyous emuoo eueje ep erejsis Jejuejdu] — z 025y eJed sojuswedinba ap oidiotunuu o Jejog ogdepunu! ap 09su oyje ap sepeyuop sesie seu segôepunu! ep ogdeziwiului e opuesia 'sojofod Jexogelga — | cgdy se95epunu! ap ajoJguos 2 ogÍUBASIA — Z BW ee “uobeusip op epa! eu ojusupodse ep ogzea ep Sjojuoo e ojusuesojuow sp euejsIs Jesogeig — € 08)y 7.3. SUSTENTABILIDADE ECONÔMICA E FINANCEIRA PARA A PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS A Lei Federal nº 11.445/2007 determina que seja elaborado no PMSB, o estudo de sustentabilidade econômico-financeira para cada um dos componentes: abastecimento de água, esgotamento sanitário, drenagem e manejo de águas pluviais urbanas, limpeza pública e manejo de resíduos sólidos urbanos. A finalidade é dar suporte à decisão de qual alternativa técnica e institucional, operadora, o município deve escolher a partir de todo o cotejamento de investimentos e de custos. O objetivo é calcular qual seria a condição de equilíbrio ou sustentabilidade econômico-financeira de cada componente, utilizando como base a mesma estrutura de geração de custo e receita, para obter o gasto médio por componente. Tal valor indica qual o aporte necessário de recursos monetários para cobrir os investimentos e os custos de manutenção para cada componente, neste Plano de Saneamento, especificamente, abastecimento de água, esgotamento sanitário e drenagem urbana. Os gastos para a prestação de serviços de água, esgotos e drenagem são divididos em duas categorias: investimentos, para universalizar ou continuar a atender a expansão da população, logo aumentando o volume dos serviços e também a receita da prestadora; e manutenção, custos com o objetivo de manter os serviços operando continuamente no mesmo nível. São classificados como investimentos: e Ampliação e reforma de unidades, pois visam aumentar a oferta de serviços. Um exemplo ocorre nas ETAs, onde o emprego de novos equipamentos aumenta a capacidade de produção, porém sem alterar as construções existentes como os decantadores. e Projetos e implantação de novas unidades, como o tratamento de lodos. e Cadastro das unidades do SAA, incluindo a rede de distribuição, pois esse conhecimento melhora a operação e reduz perdas, entre outros, trazendo benefícios futuros. e Implantação de setorização, incluindo macromedição de distritos de abastecimento, também trazendo benefícios futuros. Quanto à manutenção, se enquadra: a substituição de redes de distribuição mais antigas, com vistas a reduzir as perdas de água que também significam perdas de receita para a operadora, troca de trechos de adutora de água tratada, manutenção de trechos, entre outros. Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 129 Para qualquer município, há como referência para o cálculo da sustentabilidade econômico-financeira dos serviços de saneamento, incluindo os casos de concessão e prestação de serviços por operadores que não são da administração direta, o que diz a Lei nº 11.445/2007 em seu art. 29, 8 1º, inciso VI — “remuneração adequada do capital investido pelos prestadores dos serviços”. Assim, quando o serviço é prestado por terceiros e não diretamente pelo município, mesmo sendo este o poder concedente, a lei prevê remuneração pelo serviço prestado de forma a garantir o equilíbrio econômico-financeiro. A receita obtida pelo prestador ou concessionária de serviços de saneamento origina-se da cobrança diretamente da população através de tarifa módica e bem estruturada, ao menos para o abastecimento de água e esgotamento sanitário. Para a drenagem urbana, a definição de tarifas pela prestação deste tipo de serviço é ainda está no começo no país, não sendo adotada pelo Município de Quatis. O modelo de Estudo de Viabilidade Econômica e Financeira (EVEF) aqui utilizado calcula o valor médio gasto por domicílio e por habitante pelo serviço prestado para dar equilíbrio econômico-financeiro ao mesmo, considerando os investimentos e os custos de manutenção. O cálculo foi efetuado por componente de saneamento básico e, para efeito de comparação, também foi apresentada a renda média por domicílio, mostrando o quanto o custo médio pela prestação de serviço impacta a renda média domiciliar. Foram feitos cálculos também para mostrar a porcentagem correspondente da prestação dos serviços perante a receita média municipal no horizonte adotado. Estes valores ajudam a balizar os custos da prestação de serviços dentro do âmbito de um PMSB, mas é um primeiro trabalho de sustentabilidade econômica aos quais outros estudos se seguiriam para aprofundar a questão. Não foram considerados os custos de exploração dos serviços. O objetivo das simulações de sustentabilidade econômica apresentadas é oferecer uma análise inicial de sensibilidade aos tomadores de decisão. Maior detalhamento e aprofundamento de custos de investimentos seriam obtidos nos planos diretores de empreendimentos e obras, e projetos básicos de cada sistema, fases seguintes a este PMSB. Nestes instrumentos posteriores, o gestor público obterá com maior precisão e detalhamento, o dimensionamento e o custo mais detalhado das alternativas propostas neste plano de saneamento, de forma que uma nova simulação da sustentabilidade seria efetuada. Para garantir a remuneração adequada dos serviços, não há ainda uma regra definida, mas se considera que a taxa de desconto atrelada a Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (SELIC) refletiria a expectativa média de remuneração do capital de uma operadora, acrescida da taxa de risco e a liquidez de cada tipo de serviço prestado. Desta forma, foi montado um fluxo descontado de valores monetários, mas adotando uma Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 130 J SLIVA Did nota tita Fls taxa de 11% ao ano, uma vez que a taxa SELIC atual é de 10,75%. Há duas situações consideradas na análise de equilíbrio dos sistemas de saneamento básico e seu uso: e Municípios autônomos que não decidiram a assinatura de contrato de programa com à CEDAE e buscam meios de expandir os serviços por meio de concessões ou mantê-los na forma em que estão. O EVEF apoia a tomada de decisão para estabelecer a forma de prestação de serviços, inclusive para a delegação de serviços como prevê a Lei Federal nº 8.987/2005. e Municípios que tenham lei autorizativa aprovada com alguma concessionária ou que já estejam com contrato de programa assinado com a CEDAE, cujo instrumento é conhecido como Plano de Metas. Quando o município já tem a lei autorizativa com qualquer concessionária ou contrato de programa assinado com a CEDAE, a concessão já estaria alicerçada na aprovação pelas partes envolvidas como a Câmara Municipal, a Prefeitura e a própria concessionária. Este estudo apoiaria uma revisão do contrato, caso necessária. Em ambos os casos, é provável que haja ajustes posteriores entre a operadora e a prefeitura pertinentes no plano de investimentos e que impactariam o resultado econômico do projeto. Nos municípios que negociariam um contrato de programa com a CEDAE, este estudo oferece a informação e a análise que apoiam a prefeitura sobre a dimensão da proposta apresentada pela concessionária estadual e das possibilidades em relação à operação dos sistemas. Para os casos em que o município já possui contrato de programa assinado ou com a lei autorizativa aprovada, tomando como base a proposta feita pela operadora, pretende-se apresentar apenas a situação em que o sistema entra em equilíbrio econômico-financeiro, cabendo ao município eventualmente tomar a iniciativa de repactuação contratual. Os investimentos previstos para Quatis, estão apresentados na Tabela 47. O prazo considerado é igual ao horizonte de planejamento, 20 anos. Os investimentos em expansão urbana atendida por loteamentos seriam a encargo dos empreendedores imobiliários e não para a prefeitura ou concessionária, conforme determina a Lei nº 6.766/1979. Portanto, não foram considerados neste EVEF. Para Quatis, há necessidade de empréstimos ou outros aportes de capitais para ampliar a oferta de serviços, bem como mantê-los, situação muito diferente de municípios da mesma região. Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 431 Tabela 47: Estudo de Viabilidade Econômica e Financeira Descrição Taxa Selic Anual 11,00% R$ 8.511.031,12 R$ 19.150.521,13 R$ 12.327.511,52 Custo do Sistema de Água Custo do Sistema de Esgoto Custo do Sistema de Drenagem Custo de Destinação Final Residuos - Hipotese | Subtotal | R$ 39.989.063,77 Leer eres Manutenção e Operação | R$ 24.119.150,82 R$ 64.108.214,59 Custo Total dos Sistemas PESAR Pp RAM População Urbana 14.826 Custo X População R$ 4.324,09 Economias Custo X Economia R$ 12.718,91 Ligações 5.143 Custo X Ligações R$ 12.465,57 É IES E 6 Emprestimo (carencia de 12 Meses - Taxa de 6,50% a.a) R$ 4.074.556,66 Pagamento Emprestimo (R$ 4.711.138,38) Fonte: Vallenge, 2013. O valor de R$ 4.711.138,38 (quatro milhões, setecentos e onze mil, cento e trinta e oito reais e trinta e oito centavos) é referente ao pagamento de empréstimos, significam as fontes externas de recursos monetários necessários para alcançar a universalização, ou seja, empréstimos ou fontes de programas governamentais como o PAC. Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 132 E 3 Fls 8. PLANO DE CONTINGÊNCIA E EMERGÊNCIA As ações de contingência e emergência possuem finalidade preventiva e corretiva, tendo como objetivo evitar possíveis acidentes, utilizando métodos de segurança a fim de evitar o comprometimento ou a paralisação do sistema de saneamento básico, aumentando o nível de segurança quanto ao atendimento da população. Na operação e manutenção dos serviços de saneamento básico são utilizadas formas locais e corporativas, no sentido de prevenir ocorrências indesejáveis por meio do controle e monitoramento das condições físicas das instalações e equipamentos, visando minimizar ocorrências de interrupções na prestação contínua dos serviços de saneamento. As ações de caráter preventivo, mas ligadas à contingência, possuem a finalidade de evitar acidentes que possam comprometer a qualidade dos serviços prestados e a segurança do ambiente de trabalho, garantindo também a segurança dos trabalhadores. Já em casos de ocorrências atípicas que possam vir a interromper os serviços de saneamento básico, situação mais relacionada a casos de emergência, os responsáveis pela operação devem dispor de todas as estruturas de apoio como mão de obra especializada, material e equipamento para a recuperação dos serviços no menor prazo possível. Portanto, enquanto o plano de contingência aborda ações programadas de interrupção dos serviços, o de emergência lida com situações de parada não programada. As ações preventivas servem para minimizar os riscos de acidentes, além de orientar os setores responsáveis a controlar e solucionar os impactos causados por alguma situação crítica não esperada. Na Tabela 48 são apresentadas ações de emergência e contingência a serem adotadas pelos prestadores dos serviços de abastecimento de água, esgotamento sanitário e, drenagem e manejo de águas pluviais urbanas. Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 133 PEL ra/sgeno — os!seg ojuswesues ap jedioIuniy oueid 'enDe ep ojusulos]sege ou olzipol op ouejd Jejoqei3 “enbue] Seguuiúeo Sp EjoJ Sp Ojuatuedo|sad “IAID esaJeq 'sepepuojne 'segáinynsu! “ogdejndod e ogdeoluntuos “uwebenso op Ssoponsd us sierueueu sou ende op epugoyodg e “Ojuatulds|seqe ap olzipo! ep opejustus|duu] “opôeideo ep eieq eU Seo!xo) serueIsgns ap “BIUQUIODO Ep Seonsuejpelco OjuSuBLIBSP OLHO? Sejuspioe Jod opdeulejuoo se ogódnuajui ep ogje op oueld op opienbepe o eolpouad opdBoguoA “stejoueueiu sop ende ep epenbapeu! spepieno e “epueusp ep Sjojuoo BJed SODUPIy SOSINIAI Sp 0g]S9b e u10d ogdy “jongjod ende ep jepusbisuis ojueuosjsege esed edid-ogyuúeo ep oóinies ep ogdejseid e Jesnbossy “SIBIDUBUBUI OP SBOJIO SSOZEA 'eD0S ep opens e 'enDe op ojusuos]sege ou olzipos ep ouejd Jesoqeia “SOUOJBAJSSAI LUO joAtuods!p ende ep ejoguos “sepeoiguep seyul sep osedoy “epejeg “OIZIpOJ Op ogÍBJUejdLy| "SOLQJeAISsoL ui jonuodsIp ende ep sjoguos enbe op seJojnpe seuyu! 8 seps! op ojusulduoy e “sepeogiuep sogôejejsu! sep oJedoy “ousIjepuea ap oseo us eoyjod E opdedlunwos ep ouela Jesoqeia “OUISIJepuea ep sogôy + “OdNOS ap opÍejseJd ejod joaesuodsas e é JeyHy eloljodg e ogdeotunuios -eIBISUS Sp OAgBUJS]|e JOpeJob JeuoIoy “"OBOINQUISIP OP SSJ0Jos sou no y|3 ep segôejeysu! seu eouojo eifioua -poja]e eibisus ap olojo1axa us eJopeJsdo e ogóeoluntos ap ojusuosuios ou epebuojoid ogsdnugu, e “ejruq ende ap oeônpe ep ojusuejuagaue LOS SeImnuysa ap soiode ap ojuauedejps “TAIO ESSJ9Q 9 Sepepuojne se ogóeo!untos “OJOS Op OBÍBJUSLIAOUI “SEJSODUD OP Oju9ueZISSd e 19 esaJsq e sepepuojne 'segôimysu! 'ogdejndod e ogdedunwos “seinynujso e sodjugIsuiona|e sojusuedinhe ap ogdesgiuep “sojusuedinba sop oJedey uo? enbe ap sogáejdeo sep ogdepuny e CEEE E o Fa -Sejuapioe JejIS Op OI9UU OUIO9 BSB ep ojuatuejos! 9 [290] op ogdenoeag joAgjod enbe ap ojusuldo]sege — sieousjod sodsIy :gp ejoqei sop eupIOduIS] eiueigoo esed sepessoJeju! seed se woo opeioBaN “SOLBSSOD9U SOIPISQNS 9 Sejtodo! sep opjeogjuend o oupjue) ojnojpo “epueuope JUQO9 BJRd SOUESSSI9U SOJUSWHS9AUI 9 SOJSNI SOP OBdEZ]BUIS]SIS “SoJopeJob ap osn 'elbisuo op eye; esed seiugbBuguoo ep a eAlosas ojuswedinba -enbue) seouuleo ap ejoJy ep epepiquodsig -epueuwop JoIeu Sp See1e se ojuau!pusje º seigoueiu ep oueld “PAIO BSSISQ e sepepuojne 'segóinysui “opdejndod e opdeoluntwos sp ouejd Jesogel3 “SOJUSAS SOU SOPIAOAUS SOBBIO SSjuSISyp SOp oBdeINIIy "enbe ep JBI|IoILUOP OBÍBAISSSI O OUINSUOI OP SJOUOD eJed ogsendod e eusly “ousa LuOp |Bedso oBSINquISIP Ep 9 SoLUNSUOS SOP OJSIBSH “ejuemny ogjejndod ep oxnge op oonsneiso oxstboy IgeL ra/sneno — oo!seg ojuawesues ap jediiuniy oueld “PuBIOdUIS] Epueusp eJed OuBJuUe) OLUSIUBISN ogôelado op eibojengsa e "ogdeoIUNtIOS Sp OUBId + “epuBuISp BP OJUSLUBJO]IUOIN mac ra/suen — oo!seg ojuswesues ep jedioluny oueld “PIU9BIN UIOD BpedgIULp Bel ep oJeda! Jejnoexa “SOSINISSSOp OBdB]SoJd ejad joagsuodsal e JEdUNtUOS “PAJOse. sojuswedinbo Jejeysu] SOdIAJOs sop ogôejsaJd ejod joagsuodsas e Jeduntwos “SOSINIOS sop ogôejseJd ejad jaagsuodsa. e Jedunmos “BiBioUO ep onjeuis)e Jopeiab seuony “poLj2je eibisuo ap ojlo1xa us eJOpeJsdo E opáeItunuoS -sepeomuepsegõejejsu! sep osedoy OSIAIOS Sp ogÍdejseud ejod jangsuodsa: E 9 JeJIN BIIjOd E ogSealunuios -ogôeNYIS E JIDLIOO BJRd SOLESSSI9U sojuswedinbo sono 9 eseoseu ap osn o eJed opejoedeo e opeutau jeossed ep ojuaweuoloy “segãejejsu! sep oJedoy “epejes ende ep no eInJq ende ap sesojnpe sep ojusuiduoM -seumnuso no sodjugIsuogajo sojuawedinba ap ogdesgiuea “Va eu edugjo eiBisua ap Ojusu!dSUJO) OU EUPIOdUIS] OBSdNUS]u| “ouIsIjepuea op sogôy -ende op ojusuweje)] Sp Segãejejsu! seu oJOj9 Sp OjuswezeA «es ra/syeno — oo!seg ojusweeues ap jedio!uniy oueld ejusiquie Olou op soBBIO U1OD OjunÍuod ue siejuaiquie Soosu ap ogjsas) “soo!tuynb sojnpoJd sono ap soseo sou opõe ep oueld “OJO/9 Op OjJU9LBZEA OP SOSe9 SOU OpÕE Gp oueld “OIpugou! ep soseo sou segõe ap ouela "segdue]nueu! Sep 09u9]sIy Op ejuaueuad ousibox “313 eu e seuojensja ap eoipoued ezedum o 'SO9HO SIC! 8 SeJOjojoo ui eIIpoued ezedum] o “sooguo sojuswedinba ws eanyipeid opdusjnuey o “PAQUSASId OBdUSjnueA O ap opdeueibols “segôejejsu! o sojuawedinbo ap onsepeo “SOLIOJ2AJSSOI SOP BIIpOLSd OBÍI9JuIsap o ezeduu| op opdeuesbola -apeJ eu opepuendo! o oessosd “S9J0J9S SOe Sepeyuledus Sogzea “SPAJesoL sojuswedinDa ap sjojuos “eINBJOdUIS] 8 OBÍBIGIA 'OBSU9] “GJuSO “eiBioUS Op ounsuoo a sepeyjeges sesoH “equebia opdejsido| auuojuoo epinquisip ende ep epepieno “ejuejuoue eiDeq ep OUBjUES 9jOJUOD O Sieioueueu! sou epepijeno “epejen ende ap euoIena|o ep Ojuauupaquiog Op 8 V 13 ep sjojuoo ap sojuod siediouud Sop eIougISIp E OjuswueJojuOINy -ogdejdeo ep ojuatueaquiog Op BIouBIsIp E OjueuweJoguo “v13 ep epies o epenue 'ogõejdeo eu opdipou ep opôezijpoy “seJopinjod sepepiage esjuoo eojesbolpiy eeg eu Jejnões oedezijeosi 4 -seuenNpISa! ende op seBieosop sep o eueuny sepepiage op sjoguoo “sopeziyn sooluynb sojnpoud ap ousideu :jeriuedns ogóedeo ap ejoeq eu ojos op sosn soe segóeyum “Qjueweuojouny ap oueIp OduS] “OjuswexIega! ep SISAlu :SoSUpS]qNS slejoueueuy ap ebieos! sp seeJe sep ejojuos “SeLS]SIS SOU sejuepioe ep ogjusnsig "oBÍUs]nueu epogjses “Jopinquisp BLS]SIS OP OjUSUBIOjUON “sojuawedinba sop ejoguo) e -segãejejsu! Sep ajoguos “sIEIUBUBUU SOP SJOUOS joAggod ende ap ojuawsjsege — opduenueu! a jeuolopJado ajosguos ep segdy :6p ejoqei e s010 PERRT A tiui so pedi ra/sueno — oo!seg ojusweaues sp jedio!uniy oueid “BOIUI9) og5edsu! ewn ep opdezijesJ 8 j2d0] Op oBóipieju| “sesijpue sede e sopuduno ogu saguped o Jejope “ogôeJedo ep ouejd o Jejopy eAgaLioo opdusjnueiy INS e Jedtuntioo 8 NWvs 'sosequog ep odiog o JeuolDe “pSueindas ap ouejd Jesn sepa: sep ezedui!] 8 BASLOS OBdUS]nueiy -seigoueu! e ogôesado ap ouejd un Jejopy “195 HgN e uoo opiode ap BUOJSIA JezIjesy ejusnijs op ojusweJojjuou! e opôeiado ap ouejd un Jejopy opdusnueu ap ouejd Jejnosx3 “euoje ui BAguSAdId ogdusnueu ep edinbo Jjuew 9 SeJojunxe Jezitquodsip “soipugou! P ejequios esed seJopessdo seua! | “opdejndod 8 seJopeJesdo so esed ouojuoosep opuesneo 3/3 eu seJopo op opôeiss “eINnujso E OpusjouioJdLuod ojuswejel) ep epepiun eu seinpewey/seJnssiA jejusique ogáinjod opuesneo oquewejes) ep seguped sop ojusuwuduno oeN SeJopeise SOU ZO SP HOLPP opuesneo seJosseiduios sou eye 343 ep epepiun eun us oipugou; ala eu eos eiBiSUS Sp OjustuosuJo; op epeJed enbe e ojos op opóinjod opuesneo sopa! Sep ojuouuezZen, “ByuLuBg — 3/3 ep sewuebuguos e seagusasJd segôy 'ogdealIssejo 'ogdeouNuap] :0g ejegeL Pa/spenD — od!seg ojuewesues ap jedituniy ouela (= -soteJ-esed SOAgIsods!p Jejejsu| (sores) eomgjo HAS Jeuoy eBieosep eun Jod epibuge Jos 313 V “PAjueAsId ogdusjnue “seJopeJodo Sop BUOJSIA “ojusuespelb op TAS sejue ojnuq ojobso ep ojuatuesenexa | Jeuole o spelb ep ezedum “oBSUS]nueui ap ouejd sejopy (Lv9) sengenstuiuwpe sepipou Jejopy “Ha -epezyenge ewusbietus ep Bjs! E JSjuei “313 ep soodeipouy seu (oyjeges e INS “NAVS 'sotequog seBmia ap odiog Jeuooy -sopenbepe S,da SP OBÍezIIN ep ejueprv) ejuapros Je.jos Jopessdo -páueinhes ep ojusueuje! | “PIP US OXI| OP ejojoo JejueiW -sojusyuosad e sonoou “HAS Jeuony sebnin “oujegeu ep |eo0| ou ezedtuim sieulue SONNO “SOJes ap opSeIojjoIA “PAqUSAdId opduUsnueW -eueje we ejougjibia op edinba JejueW AS “sofutapuoosa -seJopeJsdo soe soosu opuesneo Jesne 8 (06L) JUN BINHO ap sojuod sisassod seua 313 ep ouSIepuea no ogseau] “jedjtuniA epJeno Jeuony -sopenbope A E oBÍBUILun| 9 OJU9LUBIJSO JOJUeIN sipuojpejado “epezijenge etougbiouia 9 SeAgauOS Segõe “opo| ou ep BIIUQI9]S) EJSI| E Jojueui o -soniBojoig sejuabe sojussaid sous|ueB1o-0 JUL OBÍBAISSUOD SP OPEJSS LIOQ LIS SOJA jod SURBEA e s9p SBSBUILIBJUOO so Jeoyjusp! 'ogóesado 9 S Ida Jejueiy 'sejusbe soe opóisodxe e ep ouejd wn Jejopy e ojuenb sesopeisado so JeulsJ | SETOR DE PRUIS UAU AU! o proc OQXIZO2) recreio Emir 9. CONTROLE SOCIAL O Novo Marco Legal do Saneamento Lei nº 14.026, de 15 de julho de 2020, define controle social como o conjunto de mecanismos e procedimentos que garantem à sociedade informações, representações técnicas e participação nos processos de formulação de políticas, de planejamento e de avaliação relacionados com os serviços públicos de saneamento básico. Frente à pandemia da Covid-19, que limitou as atividades presenciais, não foi possível a realização das oficinas com a participação efetiva da população para a elaboração do PMSB. Contudo, para que não se deixasse de realizar a etapa do controle social, essencial para o prosseguimento dos trabalhos, foi realizada uma Consulta Pública no formato de questionário para que se pudesse obter informações acerca do conhecimento da população em relação aos setores de água, esgoto e drenenagem urbana. 9.1. CONSULTA PÚBLICA PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO A Consulta Pública foi realizada através de um questionário aplicado online por meio da plataforma de Formulários do Google Forms. O questionário também foi entregue às Agentes de Saúde do munícipio para que estas realizassem a pesquisa durante as visitas aos munícipes, solicitando uma amostra de no mínimo duas casas por rua visitada. Na Tabela 51 está apresentado o modelo de questionário aplicado durante a Consulta Pública. Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 140 Tabela 51: Modelo do Questionário Aplicado à População Nome; Idade: Endereço: Bairro: Quant. Moradores: CONHECIMENTO DA POPULAÇÃO SOBRE SANEAMENTO Este Questionário é parte integrante do Controle Social da Revisão do Plano Municipal de Saneamento Básico. Sua participação é de extrema importância para que a Gestão de Saneamento nos setores Água, Esgoto e Drenagem Urbana, seja feita de maneira eficiente e possamos trabalhar juntos rumo à universalização do saneamento. Os dados serão usados para estudo e estatísticas e seu nome não será divulgado. QUESTÕES MUNICIPAIS 1. Você sabe o que é saneamento básico? ( Jsim ( ) Não 2. Sabe para que serve um Plano Municipal de Saneamento Básico? ( )sim ( )Não ÁGUA 1. Qual a fonte de água que abastece a sua residência? ( )Rede pública ( JPoço ( ) Rio/Nascente ( ( ) Outros Não sei 2. Sabe de onde a água do município é captada para utilização no abastecimento público? ( J Sim Se sim quais? ( ) Não 2. Você já visitou a Estação de Tratamento de Água (ETA) e sabe como é feito o tratamento de água no Município? ( ) Já visitei e sei como é feito o tratamento ( ) Não visitei, mas sei como é feito o tratamento ( ) Não visitei e não sei como é feito o tratamento. 3. A água que chega à sua residência é de boa qualidade? ( ) sim ( ) Regular ( ) Não Se Não, quais problemas apresenta? ( J Cor ( ) Gosto ( J Sujeira ( J Outros Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 141 4. Você é afetado pela falta d'água? ( ) sim ( ) Não ( ) Asvezes Se Sim ou Às vezes, com que frequência? ( ) Uma ou duas vezes por semana ( J Aos finais de semana ( J No verão, entre dezembro e março. () Outros 5. Você sabe como é feito o tratamento e distribuição de água na zona rural do Município? ( ) sim ( ) Não Se Não, escreva suas principais dúvidas. ESGOTO 1. Em sua residência possui rede de esgoto? ( ) sim ( ) Não ( ) Não sei informar 2. Você sabe para onde vai o esgoto coletado em sua residência? ( J Rede Coletora ( J Fossa séptica ( J Vala/a céu aberto Córregofrios Não sei informar 3. Você sabe dizer se em Quatis existe uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE)? as ne ( ) Existe e está em funcionamento ( ) Existe, mas não está em funcionamento ( ) Não existe ( ) Não sei informar Se Sim, você considera o tratamento eficaz? ( sim 4. Existem pontos de vazamento de () Não esgoto próximo à sua residência? ( Jsim () Não 5. Na sua rua você sente mau cheiro de esgoto? ( )sim ( ) Não DRENAGEM URBANA 1. Você saberia dizer em que consiste a drenagem urbana? ( Jsim ( ) Não Se Não, escreva suas principais dúvidas. — 0 —0110 2. Durante uma chuva você sofre com inundações, enchentes ou acúmulo de água próximo a sua residência? ( ) sim, sempre. ( ) sim, às vezes, ( ) não. Y Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 142 80 prac: OB HO j A 3. Durante uma chuva você observa inundações, enchentes ou acúmulo de água em outros lugares do município? ( ) sim, sempre. ( ) sim, às vezes. ( ) não. 4. Você observa bueiros, bocas de lobo e sarjetas entupidas, próximo a sua casa? ( J Sim, sempre. ( J Sim, às vezes. ( ) não. 5. Como você enxerga a existência de áreas verdes no município? ( J Satisfatória, bem conservadas. | Satisfatória, porém mal conservadas. Insuficiente. 6. Como você enxerga a conservação dos córregos e canais municipais? ( J Satisfatória, bem conservadas. ( ) Satisfatória, porém mal conservadas. ( ) Insuficiente. Qual seria, em sua opinião, o maior problema em relação ao abastecimento de água, esgotamento sanitário e drenagem urbana? DD 1 Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ Dê sugestões no que pode ser melhorado nos sistemas de saneamento: ea a mm [WD 143 4 MiUR voo cout Eus Toc: O Questionário Online esteve disponível entre os dias 04 e 18 de outubro de 2021. Com ampla divulgação nas Redes Sociais da Prefeitura Municipal de Quatis, foi criada uma página dedicada à consulta no Portal Oficial da mesma e gravado um vídeo com o intuito de explicar a importância Foram obtidas 117 respostas ao todo, dentre estes, 99 responderam informando o bairro em que residiam, sendo possível atingir moradores dos bairros Bondarovsky, Pilotos, Santo Antônio, Centro, Mirandópolis, Jardim Independência, Santa Bárbara, Barrinha, Nossa Senhora do Rosário, Jardim Polastri, Loteamento Céu Azul, São Benedito, Água Espalhada, Alto Paraíso e Distrito de Falcão. Nas perguntas gerais, das 117 pessoas, 116 responderam sobre saber o que é Saneamento Básico, sendo 115 pessoas responderam que sim e apenas 1 pessoa que não. Em relação ao Plano de Saneamento Básico as 117 pessoas responderam, sendo que 23,1% não sabem para que serve o mesmo. As demais perguntas e resultados obtidos estão divididos pelos setores a seguir. ÁGUA Quando questionados a respeito da procedência da água que abastece suas residências, das 117 respostas obtidas, 88% alegaram que recebem água da Rede Pública, 4,3% de poço, 1,7% de rio ou nascente e 3,4% alegaram não saber de onde vem água que chega à sua residência e 2,7% disseram receber água de rede pública e de poço próprio, uma vez que a rede pública não consegue sozinha suprir suas necessidades. Em relação ao conhecimento sobre onde vem a água captada para a utilização no abastecimento, 68,4% das 117 respostas disseram saber. No entanto, quando questionados quais seriam as captações, das 76 respostas a maioria tinha conhecimento apenas da Captação do Rio Paraíba do Sul, tendo sido pouco citadas a Captação do Ribeirão dos Limas, no Córrego Lavapés, e a Captação do Lavapés, no Córrego dos Surdos. Alguns ainda citaram o Ribeirão dos Quatis, que corta grande parte do perímetro urbano do município, mas nunca foi usado para abastecimento público, outros ainda citaram o Poço Artesiano, que se encontra desativado. Conforme ilustrado no Gráfico da Figura 48 abaixo apenas 44,4% das 117 pessoas que responderam ao questionário já visitaram e sabem como é feito o tratamento de água, A maioria nunca visitou, outros confundem a Estação de Tratamento de Água com a Estação de Tratamento de Esgoto, achando que a que está localizada às margens do Rio Paraíba do Sulé a ETA e não a ETE. Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 144 o 8 O Figura 48 - Resposta à Questão: Você já visitou a ETA e sabe como é feito o tratamento de água? O Já visitei e sei como é feito o tratamento O Não visitei mas sei como é feito o tratamento % Não visitei e não sei como é feito o tratamento Fonte: Consulta Pública Online do PMSB, 2021. Quanto a qualidade da água que abastece às residências, das 115 respostas obtidas para este item, 65,2% alegaram ser de boa qualidade, 30,4% alegaram ser regular e apenas 4,3% não ser de boa qualidade. Aos que alegaram que a água não chega com boa qualidade quando questionados em relação aos principais problemas que apresenta, foram obtidas 29 respostas, 44,8% alegaram que o principal problema é a cor, 20,7% citaram sujeira e 13,8% gosto, as demais respostas citavam cheiro forte de cloro, outras gosto de cloro e de sulfato, alguns ainda citavam gosto de barro e presença de gorduras, graxas e óleos. Um dos principais problemas enfrentados no abastecimento de água está relacionado à distribuição e a falta d'água. Conforme mostra o gráfico da Figura 49 abaixo, das 115 pessoas que responderam à questão sobre ser afetado pela falta d'água 47,8% disseram que não são afetados, ou seja, mais da metade relatam que já enfrentaram o problema, nem que seja de maneira esporádica. Figura 49 — Resposta à Questão: Você é afetado pela falta d'água? O sim. é Não O Às vezes B Fonte: Consulta Pública Online do PMSB, 2021. Plano Municipal de Saneamento Básico - Quatis/RJ 145 D) Quando questionados sobre a frequência com que sofrem com a falta d'água, das 58 pessoas que responderam 46,6% relataram sofrerem mais durante o verão, entre os meses de dezembro e março. Foram obtidos diversos outros relatos e cenários em que ocorre falta d'água, alguns disseram que sofrem quando há manutenção na rede, outros disseram que aos finais de semana, alguns relataram que sofrem com a falta d'água apenas quando há rompimento de tubulações ou problemas nas bombas. Tiveram ainda os que relataram que a água só cai em determinado horário, uns no período da tarde, outros na manhã, outros apenas durante a madrugada. A maioria dos que responderam não sabem como é feito o tratamento nem distribuição de água na Zona Rural, senda esta também uma das principais dúvidas e questionamentos. Outra dúvida recorrente foi em relação a como é feita a distribuição de água no Distrito Sede e porque alguns bairros são mais atingidos do que outras com a falta d'água. ESGOTO Em relação ao esgotamento sanitário, das 117 pessoas que responderam ao questionário 94,9% informaram que em sua residência possui rede de esgoto, sendo que apenas 1 pessoa disse que não e 5 não souberam informar. Quando questionados em relação se sabem qual o destino do esgoto coletado, as respostas obtidas foram bem variadas conforme ilustra o Gráfico da Figura 50. Figura 50 — Resposta à Questão: Você sabe para onde vai o esgoto coletado em sua residência? O Rede Coletora O Fossa Séptica db Vala/A cêu aberto O Córregorrios O Não sei informar Fonte: Consulta Pública Online do PMSB, 2021. & 2 Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 146 » Pode-se observar que 38,5% declaram que O esgoto vai para a rede coletora, 32,5% não souberam informar e 23,9% alegam que O destino é córregos e rios, 1 pessoa respondeu que O destino é vala a céu aberto e 5 fossa séptica, no entanto suas porcentagens não são apresentadas no gráfico. Quando perguntados sobre a existência de uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) 24,8% responderam não saber, 29,9% disseram que existe e está funcionando, 44,4% alegaram que existe e não está funcionando e apenas 1 pessoa respondeu que não existe. Isso demonstra que mais da metade dos que responderam não tem noção da situação real do esgotamento no município. Aos que responderam sim para a existência da ETE foi perguntado se consideram o tratamento de esgoto eficaz e das 72 respostas obtidas 54,2% responderam não. Os munícipes ainda foram questionados sobre a existência de pontos de vazamentos de esgoto próximos à sua residência e se sentem mau cheiro de esgoto, sendo que a maioria respondeu que não para ambas as perguntas. Os principais questionamentos em relação ao esgotamento são em relação ao funcionamento da coleta e do tratamento de esgoto e sobre a situação dos corpos hídricos receptores. DRENAGEM URBANA A drenagem urbana causa muitos questionamentos e dúvidas, uma vez que muitos não têm noção sobre o que de fato é a drenagem, no que consiste e faz parte do sistema. Alguns associam ao descarte inadequado de resíduos, enxergam até a relação com o entupimento de bueiros e os alagamentos e inundações, mas de forma bem superficial e rasa. Das 115 respostas sobre se sabem o que é drenagem, 63,5% alegaram que sim e 36,5% que não, dentre os que disseram não saber o que é drenagem houve questionamento se existe no município, as pessoas alegaram que nunca ouviu falar e que a primeira vez que ouviram foi no questionário e até pessoas pedindo vídeos nas redes sociais sobre esclarecimento do tópico. Em virtude de que já se esperava a falta de conhecimento em relação à drenagem urbana as demais perguntas do questionário dentro deste tópico foram relacionadas aos elementos de drenagem até para que o munícipe pudesse associar conseguir ter uma noção melhor sobre esse pilar do saneamento tão importante e negligenciado. Quando perguntados sobre inundações, enchentes ou acúmulo de água de chuva, 63,2% informaram não observar os mesmos próximos à sua residência, mas em relação a outros lugares do município 46,2% alegaram que sim. Em relação à existência de bueiros, Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 147 rr] & Gees SETOR DJ PASTACOLO E: A boca de lobos e sarjetas entupidas 35% alegaram que não observam, 35,9% que observam sempre e 29,1% observam às vezes. Sobre a existência de áreas verdes 45,7% as consideram satisfatórias, porém mal conservadas, 37,9% consideram insuficientes e apenas 16,4% as consideram satisfatórias e bem conservadas. Quanto à conservação de córregos e canais do município 56,4% alegaram insuficiente, 35% satisfatória, porém mal conservadas e apenas 8,5% alegaram ser satisfatória e bem conservadas. Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 148 8 dc ité 10. REFERÊNCIAS AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS (ANA). FUNDAÇÃO COPPETEC. Plano de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica do Rio Paraiba do Sul. Rio de Janeiro: ANA/COPPE-UFRJ, 2006. AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS (ANA). FUNDAÇÃO COPPETEC. Projeto Gestão dos Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul, RJ. Sinopse da Bacia do Rio Paraíba do Sul. Rio de Janeiro: ANA/COPPE-UFRJ, 2001. 62p. AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS (ANA). Atlas Brasil - Abastecimento Urbano de Água. Disponível em: <http://atlas.ana.gov.br/Atlas/forms/Home.aspx> AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS (ANA). Região Hidrográfica Atlântico Sudeste. Disponível em: <http://www2.ana.gov.br/Paginas/portais/bacias/ AtlanticoSudeste.aspx> ALVES, L.R. & CARVALHO, M. (organizadores) Cidades. Identidade e Gestão. Ed. Saraiva. 2.009. ATLAS DO DESENVOLVIMENTO HUMANO | NO BRASIL. Perfil Municipal. Disponível em: <http:/Awww.atlasbrasil.org.br/2013/pt'perfilquatis rj> BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil 03/constituicao/constituicao.htm> BRASIL. Decreto nº 49.947-A, de 21 de janeiro de 1961. Regulamenta, sob denominação de Código Nacional de Saúde, a Lei na 2.312, de 3 de setembro de 1954. Disponível | em: <http://www2.camara.gov.br/legin/fed/decret/1960-1969/ decreto-49974-a-21-janeiro-1961- 333333- publicacaooriginal-1-pe.html> BRASIL. Decreto nº 88.351, de 01 de junho de 1983. Regulamenta a Lei nº 6.938 de 31 de agosto de 1981 e a Lei nº 6.902 de 27 de abril de 1981, que dispõem, respectivamente, sobre a Política Nacional do Meio Ambiente e sobre a criação de Estações Ecológicas e Áreas de Proteção Ambiental, e dá outras providências. Disponível em: <http://www2.camara.gov.br/legin/fed/decret/1980-1987/decreto-88351-1-junho-1983- 438446-norma-pe.html> BRASIL. Lei nº 11.445/2007 5 de janeiro de 2007. Estabelece as diretrizes nacionais para o saneamento básico. Disponível em: <www.planalto.gov.br/ccivil 03/ ato2007- 2010/2007/lei/l11445.htm> BRASIL. Lei nº 9.433, de 8 janeiro de 1997. Institui a Política Nacional de Recursos Hídricos e cria o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. Disponível em: <http://Awww.planalto.gov.br/ccivil 03/LEIS/19433.htm>. Acesso em: 07 nov. 2011. BERNARDES, Ricardo Silveira; SCÁRDUA, Martha Paiva; CAMPANA, Néstor Aldo. Guia para a Elaboração de Planos Municipais de Saneamento. Brasília: Ministério das Cidades/ Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 149 Proc: —— Bom Gs Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental e Ministério da Saúde/ Fundação Nacional da Saúde, 2006. BORJA, Patrícia Campos (Consultora). Elaboração de Plano de Saneamento Básico: pressupostos, princípios, aspectos metodológicos e legais. Brasília: Ministério das Cidades/Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental/ Programa de Modernização do Setor de Saneamento — PMSS, 2008. BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado, 1988. BRASIL. Decreto nº 7.217, de 21 de junho de 2010. Regulamenta a Lei nº 11.445/07. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 22 jun. 2010. BRASIL. Fundação Nacional de Saúde. Manual de saneamento. 4. ed. rev. — Brasília: Fundação Nacional de Saúde, 2006. BRASIL. Lei Federal nº 11.445, de 05 de janeiro de 2007. Estabelece diretrizes nacionais para o saneamento básico. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 08 jan. 2007. BRASIL. Lei Federal nº 8.987, de 13 de fevereiro de 1995. Dispõem sobre o regime de concessão e permissão da prestação de serviços públicos previsto no artigo 175 da Constituição Federal. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 14 fev. 1995. BRASIL. Lei Federal nº 9.433, de 08 de janeiro de 1997. Institui a Política Nacional de Recursos Hídricos, cria o Sistema Nacional de Recursos Hídricos. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 09 jan. 1997. BRASIL. Decreto nº 7.404, de 23 de dezembro de 2010. Regulamenta a Lei nº 12.305/2010, cria o Comitê Interministerial da Política Nacional de Resíduos Sólidos e o Comitê Orientador para a Implantação dos Sistemas de Logística Reversa, e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 23 dez. 2010. BRASIL. Lei nº 12.305, de 02 de agosto de 2010. Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos; altera a Lei nº 9605, de 12 de fevereiro de 1998: e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 03 ago. 2010. BRASIL. Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993. Institui normas para licitações e contratos da Administração Pública e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 22 jun. 1993. CANHOLI, A. P. Drenagem Urbana e Controle de Enchentes. São Paulo: Oficina de Textos, 2005. CASSILHA, G.A. & CASSILHA, S.A. Planejamento Urbano e Meio Ambiente IESDE Brasil S.A., Curitiba, 2.009. GIANSANTE, A. E. Desenvolvimento de indicadores sobre técnicas empregadas em saneamento ambiental. A In: 24º Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental. Belo Horizonte, 2007. COMPANHIA DE PESQUISA DE RECURSOS MINERAIS (CPRM). Mapa de Domínios e Subdomínios Hidrogeológicos do Brasil, 2005. FUNDAÇÃO COORDENAÇÃO DE PROJETOS, PESQUISAS E ESTUDOS TECNOLÓGICOS (COPPETEC). Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 150 3 1 ]]]]]]]]>——————————————————— Plano de Recursos Hídricos da Bacia do Rio Paraíba do Sul — Resumo. PSR-012-R1. Rio de Janeiro: CEIVAP/ AGEVAP, dez. 2007a. FUNDAÇÃO COORDENAÇÃO DE PROJETOS, PESQUISAS E ESTUDOS TECNOLÓGICOS (COPPETEC). Plano de Recursos Hídricos da Bacia do Rio Paraíba do Sul. Caderno de Ações Área de Atuação do COMPE — Anexo 5. Rio de Janeiro: CEIVAP/ AGEVAP, dez. 2007b. GALVÃO JUNIOR, A. C.; SAMPAIO, C. C. A Informação no Contexto dos Planos de Saneamento Básico. Fortaleza: Expressão Gráfica Editora, 2010. GIANSANTE, A.E. Determinação de Vazões Máximas por Métodos Sintéticos, São Paulo, Universidade Presbiteriana Mackenzie, 2008. GIANSANTE, A. E. Viabilidade Econômica, Técnica e Ambiental em Empreendimentos de Engenharia. Revista Ponto. São Paulo: Universidade Mackenzie, 2002. GIANSANTE, A. E; CHAGAS, A. F. Desenvolvimento de indicadores sobre técnicas empregadas em saneamento ambiental — |. Unidades não Lineares. In: XIII Simpósio Luso- Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental. Belém, 2008. GIANSANTE, A. E.; CHAGAS, A. F. Desenvolvimento de indicadores sobre técnicas empregadas em saneamento ambiental — Il. Unidades não Lineares. In: 25º Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental. Recife, 2009. INSTITUTO BRASILEIRO DE AUDITORIA DE OBRAS PÚBLICAS (IBRAOP). Projeto Básico. Florianópolis: IBRAOP, 2007. Disponível em: < http:/Anww.ibraop.org.br/site/media/encontro, catarinense/Piovesan, IBRAOP.pdf> INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA (IBGE). Censo Demográfico 2010. Disponível em: <http://www.ibge.gov.br> INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Cidades. Disponível em: <http://www.ibge.gov.br/cidadesat/topwindow.htm? 1> INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Pesquisa Nacional de Saneamento Básico -— 2008. Rio de Janeiro: IBGE, 2010. Disponível em: <http:/www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/condicaodevida/pnsb2008 /PNSB, 2008.pdf> MACHADO JR., A. M. Direito Municipal - Vol. 1 Lei Orgânica dos Municípios. São Paulo: Tipografia Fonseca Ltda., 1984. NUVOLARI, A (coord.) Esgoto sanitário: coleta transporte, tratamento e reuso agrícola. 1º ed. São Paulo: Edgard Blucher, 2003. MINISTÉRIO DAS CIDADES. Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental. Diretrizes para a Definição da Política e Elaboração de Planos Municipais e Regionais de Saneamento Básico. Versão 25/05/2009. Brasília — DF, 2009. Plano Municipal de Saneamento Básico — Quatis/RJ 151 R& SD
status: extracted · method: ocr · backend: tesseract · confidence: 0.95 · pages: 13
Câmara Municipal de Quatis Estado do Rio de Janeiro Ata 2.599 Aos vinte e três dias do mês de agosto do ano de dois mil e vinte e dois, às dezenove horas e dez minutos, reuniu-se ordinariamente na Câmara Municipal de Quatis, sob a presidência do vereador Willian de Carvalho Rosário, e, constatado quórum regimental, com a presença dos vereadores Alex Miller Alves d'Elias, André Gomes Martins, Carlos Alberto Lopes Reygio, Francisco Antônio de Paula Franco, José Jadenilso da Silva, Luiz Fernando do Nascimento Faria, Maria Rosa dos Santos Elias e Nilde Hipólito Filho instalou- se a quinquagésima segunda ordinária da Segunda Sessão Legislativa - Oitava Legislatura. O presidente dispensou a| leitura da ata do dia dezesseis de agosto, em razão dos, vereadores possuírem cópia, colocando-a em votação sendo aprovada por unanimidade; informou que a ata do dia dezoito) de agosto será apreciada na próxima ordinária e solicitou ao! primeiro secretário a leitura do expediente, poder executivo: ofício nº 361/2022-GP, do prefeito municipal, encaminha resposta ao requerimento nº 029/2022 autoria, vereadores José Jadenilso da Silva, Maria Rosa dos Santos Elias, Francisco Antônio de Paula Franco e Nilde Hipólito Filho; poder legislativo: o presidente solicitou a leitura do requerimento nº 034/2022, autoria vereador André Gomes Martins: requerimento nº 034/2022, requer ao presidente da Câmara Municipal de Quatis a retirada do projeto de lei nº 015/2022. O presidente aprovou o requerimento nº 034/2022 de acordo com o artigo duzentos e oitenta e cinco do Regimento Interno. Passando a fase de indicações verbais, solicitou que os vereadores interessados se manifestassem: o vereador Alex Miller Alves d'Elias fez uma indicação ao chefe do executivo municipal e secretaria competente: instalação de faixa elevada em frente ao supermercado Smart. O vereador Nilde Hipólito Filho fez uma indicação ao executivo municipal: manutenção do bueiro localizado próximo a lanchonete em frente ao Brizolão. O presidente informou posterior encaminhamento das indicações apresentadas ao executivo municipal. Em seguida informou a existência do pedido de desligamento da Comissão de Defesa do Meio Ambiente apresentado durante a última sessão pelo vereador Francisco Antônio de Paula Francs e perguntou se havia interesse nal referida vaga. Na ausência de manifestação nomeou o vereador André Gomes Martins para a Comissão de Defesa do Meio Ambiente. Encerrado o expediente e na ausência de vereador 32, Centro. CEP 27.410-190 Quatis - RJ. Praça Doutor Teixeira cipal de Quatis Janeiro Câmara Muni Estado do Rio inscrito para utilizar a tribuna, o presidente passou a ordem do dia. Porém, após manifestação seguida de conferência no livro de inscrição, se desculpou encerrando o expediente e convidou o vereador Nilde Hipólito Filho para a tribuna: “Seu presidente, nobres vereadores. É, hoje a minha vinda aqui na tribuna aqui é pra acionar a atenção do prefeito mais do secretário de saúde, o novo secretário que ta aí, o| Lucas né, conheço o Lucas faz bem tempo. Mas uma coisa muito desagradável, isso também estende também pro Alex também que é o vereador nobre vereador aí, mais o Luiz Fernando que é o Maninho que é o, que é o, o líder do governo pra ter uma atenção pra essas pessoas la do Distrito de, de Falcão, o negócio ta muito feio presidente. Antes eu tava escutando os moradores falar eu não tava acreditando, né. Final de semana passada ou não sei se foi a outra teve a inauguração duma quadra, beleza, quadra né bom pro esporte, saúde e tudo. Mas só que tem que a gente sempre falamos aqui que a gente precisamos de saúde. E eu deparei com uma coisa hoje cara, que já tinha me falado pra mim e eu não acreditei. Posto de saúde fechado cara, fechado por volta de mais ou menos de dez pra nove da manhã. Aí fui fazer o serviço que eu tinha que fazer voltei la de novo aí o posto tava aberto. Aí eu fui fazer as pergunta sempre eu falo pra vocês aqui que eu num comento sobre funcionário, funcionário tem que trabalhar é isso mesmo. A gente tem que cobrar é do secretário e do prefeito, e o do as lideranças do, do governo. Por que? Gente, olha a hora, se a pessoa passa mal até hoje a ambulância não ta la não tem, não tem ambulância, isso eu fui informado la que até hoje não tem ambulância. Se pessoa precisar ferir uma pressão, o posto de saúde fechado, eu não culpo funcionário que ta la trabalhando que tem que trabalhar, mas nem isso não tem enfermeira, a enfermeira tem dia que vai, tem horário que vai, tem horário que num aparece, tem dia que não vai e nisso tinha alguém la do município de Falcão sentado, esperando atendimento, cê entendeu. Pessoas de idade esperando nove horas da manhã, aí| eu falo pra vocês: é certo isso? Será que é bom? Vamo supor se fosse um familiares de cada um de nós tivesse la sentado| esperando. Aí eu fui procurar saber: ta faltando tudo naquele| posto de saúde. A atenção do secretário, tudo bem que ta começando agora, mas o prefeito. Agora cê imagina a família da esposa do prefeito la, mora la ta acontecendo isso. Não podia ta acontecendo um negócio desses, isso eu não to falando isso pra, pra prejudicar a prefeitura, prejudicar os nobres vereadores que tão do lado do prefeito, num é pra prejudicar o prefeito nem o secretário, que o Lucas é meu Praça Doutor Brandão, 32, Centro. CEP 27.410-190 Quatis - dog Wo 2 Câmara Municipal de Quatis Estado do Rio de Janeiro amigo. Mas poxa, pelo menos ir la dá uma olhada nisso. Agora cê imagina encontrei um, um morador la, não vou citar o nome, cê entendeu, diz ele que ele que ta de segundo la, comandante la não sei se é segundo prefeito sei la o que que ele ta la não vou falar o nome dele, mas eu falei pra ele ué já que você ta assim a responsabilidade é sua, eu vou falar la na câmara la. Aí eu falei pra ele: e se a pessoa passar mal? Eu to aqui pra socorrer. Mas antes disso ele falou pra mim assim, eu, eu perguntei ele: mas como que ta a situação aí você não ta vendo. Ele falou assim: ah, mas eu não to aqui toda hora. Aí quando ele falou, você acabou de falar pra mim aí que ta pra socorrer os outros. Será que a pessoa vai esperar você chegar? Câã entendeu, eu sei que você é uma pessoa trabalhadora, nisso saiu uma pessoa de trás dum veículo la, é a pessoa falou assim: não o que ele ta falando é verdade, ta todo mundo comentando aqui em Falcão por causa da ambulância, falta de médico, falta de enfermeiro, cê entendeu. Isso gente, não é, não é eu to falando isso eu presenciei ninguém falou pra mim, eu vi la, eu fui la dentro do posto, eu perguntei, falei. Gente é tão difícil? Eu quero que vocês traz uma resposta não pra mim. Mas pra quem ta vendo aí na, na, na rede social como que vai sanar esse pobrema la, pra ajudar la Falcão, né eu não, cê entendeu. Ajudar as pessoas de lá, né, é um dristi, um Distrito bonito, o distrito tá bem limpo, isso eu não posso reclamar se oceis for la em Falcão, Falcão ta bem limpinho la entendeu, tem uma quadra nova la, mas e a saúde e as pessoas da zona rural? cê pensou: às vezes a pessoa sai de casa faltando tomar um café, pra sentar la ficar esperando. Que hora que vai ser atendido? E às vezes nem vai ser atendido. Aí num quer que a gente fala. Aí vai falar assim, o Nildinho ta falando demais. Isso é o que a gente ta vendo. Eu to aqui, graças a deus que eu to aqui pra transportar pas pessoas que tão escutando isso aqui agora o que ta acontecendo. Aí eu falo pra vocês: quantos carro alugado que tem na Prefeitura? Cara, carro novo que eu vejo aí, carro insulfilmado, saveiro insulfilmado, aqueles carro comprido insulfilmado, poxa pra fazer outro serviço. Será que não tem um carro pa, pa atender Falcão, atender São Joaquim que ta precisando? Aí você vê a gente falamo aqui: tira o insulfilm, ninguém tirou. Agora é colocaram uma película que não dá nem pro cê nem enxergar o vulto da pessoa la dentro, cê ta entendendo. Então fica difícil! Aí não tem ambulância. Nesses alugueis desses carros não podia ter la o cara da firma la que ta alugando: aqui cede um carro la pra Falcão. Que a gente tem gente la em Falcão pra dirigir o carro da, da, da, do posto de saúde. o, 32, Centro. CEP 27.410-190 Quatis - RJ. RVA Praça Doutor Teixeira Brand Câmara Municipal de Quatis Estado do Rio de Janeiro Será que é difícil. É tao difícil fazer uma logística dessa? Será que também o carro não pode ser da obra, não pode tirar da obra; ser da educação, não pode tirar da educação; não pode mudar pra, pra saúde. Será que a saúde não é importante”? Será que uma obra é importante? Será que a cultura é importante? Será que o esporte a gente acha que é importante, mas pra socorrer uma vida se a pessoa infartar como que a gente faz isso la, gente? Não é de agora não, todos vocês aqui alguns vereador já falaram sobre isso. Maninho teve esses dias do, do, do negócio itinerante dele la falaram que teve la, se entendeu. Mas num, mas cadê? É família de vocês? É família minha? Num é cara, mas só que que tem que nós somos vereadores, nós somos a família do todos pessoal de nosso município, nós tem que carregar no sangue aqui pra ajudar nossa cidade, melhoria de vida pra nossa cidade, cê entendeu. Eu sei que vocês, vocês falam que acontece, que ta acontecendo muitas coisas, mas a gente tem que direcionar, cê entendeu, a nossa saúde aqui. Vão la vocês, né sé eu não, vai vocês cada um de vocês vai la pergunta, tenta ajudar. Vereador sai daqui vai la ver pra ver que eu não to falando mentira. Da outra vez eu recebi uma lista de uma moradora de la falando todos, isso mais outras coisas, o papel deve ta ali dentro da minha gaveta ali. Que dizer do tempo que ela falou comigo já tem uns seis meses não adiantou nada, nada. Tá difícil, gente. Só isso só senhor presidente, muito obrigado! Na ausência de mais inscrições para a tribuna, o presidente passou a ordem do dia: emenda supressiva e aditiva nº 006 ao projeto de lei nº 013/2022, autoria vereadores Maria Rosa dos Santos Elias, José vJadenilso da Silva, Francisco Antônio de Paula Franco e Nilde Hipólito Filho com parecer conjunto nº 027/2022 exarado pelas Comissões de Justiça, Constituição e Redação, e de Defesa do Meio Ambiente com o voto contrário opinando pela sua rejeição. Após leitura do parecer e da emenda, o presidente abriu para discussão quando: a vereadora Maria Rosa dos Santos Elias explicou que ao pensarem na emenda pensaram apenas na situação vivenciada pelos proprietários de sítios que têm nascentes classificando como economicamente difícil; disse que a prefeitura tem muitos gastos excessivos que poderiam ser destinados a ajudar o pequeno produtor na compra de materiais necessários para cercamento da nascente; colocou a dificuldade de adesão ao projeto pelos proprietários e pediu aos vereadores para pensar sobre a votação contrária à emenda, já que posteriormente precisarão deles se quiserem continuar vereadores; ressaltou que estavam na casa para ajudar e trabalhar pelo povo e por isto apresentaram a emenda. O Praça Doutor Teixeira Brandão, 32, Centro. CEP 27.410-190 Quatis - RJ. Creis Câmara Municipal de Quatis Estado do Rio de Janeiro vereador Alex Miller Alves d'Elias em tom respeitoso se dirigiu a vereadora Rosa afirmando que ela não sabia o que falava, lembrando que os vereadores mesmo convidados não quiseram participar da reunião, e leu o artigo sétimo da lei onde consta que as despesas serão por conta orçamentária própria, além da alteração dizendo que as despesas serão pela prefeitura. Pediu cuidado com a fala ressaltando que todos os vereadores trabalham pelo povo e momento algum votaram contra ele. Perguntou se votar contrariamente ao 56 não era votar contra o povo. A vereadora Maria Rosa dos Santos Elias relatou “admiração” com a fala do vereador dizendo que deveria pensar nos pequenos produtores antes de fazer a fala, pois eles precisavam de apoio. O vereador Francisco Antônio de Paula Franco parabenizou a vereadora Rosa pelos comentários. Leu trecho do parecer que fala sobre desobrigação de adesão ao programa e questionou se o orçamento da Secretaria do Meio Ambiente não tinha dinheiro para dar rolo de arame e moirão aos que desejam preservar as nascentes. Após, questionou o motivo de não deixarem o prefeito decidir a questão da inconstitucionalidade afirmou que era em razão do vereador comprado fazer parte da blindagem do prefeito. Falou sobre o fato do presidente da Comissão de Meio Ambiente, o vereador comprado, ter sido produtor rural e estar pouco se lixando para os produtores que precisam de ajuda. Sobre a situação falou da tristeza e vergonha de estar na cadeira e não poder fazer mais. O vereador Luiz Fernando do Nascimento Faria relatou duas oficialização da casa para conversa sobre o projeto, sendo que na primeira só teve a presença da vereadora Rosa que enquanto presidente da comissão poderia ter colocado a emenda; falou sobre a ausência do vereador que fala bonito na sessão não ter participado em nenhuma reunião, quando contaram com a presença da secretária de Ambiente e trataram sobre a inconstitucionalidade da emenda proposta, a qual poderia ser discutida se houvesse a presença dos autores. Afirmou que não esqueceu da população e sabia da dificuldade do trabalhado rural, após interrupção do vereador Francisco pediu que falasse depois, e falou à população quatiense que no microfone qualquer um falava. Mas não participaram da discussão e dois que participavam da comissão preferiram sair pra tumultuar o trabalho. Quanto ao fato de estar líder do governo falou que não mudaria nada em sua função, mas não estava na casa para agradar vereador e sim para trabalhar, e se colocou à disposição para conversar. o vereador José Jadenilso da Silva concordou com a fala do vereador Alex sobre a oneração da Prefeitura Municipal no corpo do projeto, Praça Doutor teira Brandão, 32, Centro. CEP 27.410-190 Quatis - RJ. q” ds PD Câmara Municipal de Quatis Estado do Rio de Janeiro mas em atenção à fala do vereador Luiz Fernando ponderou que era voto vencido e não participava da base do governo, com muito orgulho, sendo voto vencido na comissão e não se sentia à vontade de participar das reuniões, já que a mesa tem a maioria. Sobre o pedido de empoderamento dos produtores, com moirões e arames, disse que poderia ser abarcado no projeto em razão das dificuldades enfrentadas pelos produtores. Quantos aos outros vereadores não comparecerem à reunião falou que havia algum motivo e pediu o ponderamento da fala, pois ao apontar o dedo três se voltam pra você a fim de evitar retaliação ou repercussão negativa; que os produtores rurais ficariam cientes da decisão ocorrida na casa. O vereador Nilde Hipólito Filho falou da generosidade da fala do vereador Jadenilso expondo que alguns produtores rurais acordavam duas e meia para tirar leite. Quanto à participação nas reuniões falou que não adiantava relembrando ocorrido quando participou de reunião da comissão que participava no ano anterior e era do lado do prefeito. Questionou o que os vereadores queriam que ele fizesse e que cada vereador tem sua decisão na casa. Falou à população que assistia a sessão que estava difícil trabalhar com alguns vereadores e ainda tinha a falta de palavra. Confirmou a dificuldade dos produtores rurais já mencionada pelos colegas; e citou a falta de especificação no projeto conforme fizeram com o requerimento dos alugueis; falou que faltava liderança começando pelo prefeito que tirou dois braços direitos afirmando que ainda tinha muito a acontecer na casa. O vereador Alex Miller Alves d'Elias pontuou o contido na Página vinte e um, no anexo, declaração de solicitação de fornecimento de material para delimitação da área, o que aconteceria com moirão e arame; além de considerar o tamanho da área. Pontuou que em momento algum o executivo se furtava de entrar com o recurso. O vereador André Gomes Martins em atenção às colocações dos vereadores falou sobre a oneração da prefeitura como consta no projeto. Questionou qual era o objetivo em ficar uma hora discutindo e se o produtor rural seria tão leigo em não entender o jogo feito na casa, quando tentam jogar a munícipe contra a mesa; questionou se havia tanto interesse em ajudar munícipe ou se tratava de promoção pessoal, já que não participavam das discussões fora do plenário. O presidente colocou em votação, mas o vereador Nilde Hipólito Filho solicitou a palavra afirmando que ainda estava em discussão s questionou porque não escreveram que era moirão. O presidente encerrou a discussão direcionando o seu voto e explicou que o projeto dizia que será orçado e pago pelo executivo municipal, a definição de gastos ocorrerá Praça Doutor Teixeira Brandão, 32, Centro. dec P 27.410-190 Quatis - Rj. o a Na Câmara Municipal de Quatis Estado do Rio de Janeiro pela equipe técnica da secretaria responsável no local; finalizou afirmando que os recursos serão oriundos do executivo municipal e o proprietário não gastará com o cercamento do espaço de preservação da nascente. Finalizada a discussão, o presidente colocou em votação nominal após votação favorável de dois vereadores, o vereador José Jadenilso da Silva questionou o que estavam votando. O presidente respondeu que votavam a emenda proposta e o vereador apontou que os vereadores haviam votado favoravelmente à emenda. O presidente corrigiu explicando que estavam votando o parecer da emenda. Continuando o processo de votação nominal obteve-se quatro votos contrários e mais três votos favoráveis, totalizando cinco votos sim e quatro votos não. Sendo assim, rejeitaram a emenda supressiva e aditiva nº 06/2022 ao projeto nº 013/2022. Projeto de lei nº 013/2022, autoria executivo municipal, que “institui o Programa Águas que Brotam no âmbito do município de Quatis, e dá outras providências”, com parecer conjunto nº 020/2022 exarado pelas Comissões de Justiça, Constituição e Redação, e de Defesa do Meio Ambiente com emenda modificativa e voto favorável para deliberação em plenário. Após leituras do parecer e da redação final, o presidente abriu discussão quando o vereador José Jadenilso da Silva se manifestou, mas logo o presidente solicitou a leitura dos anexos do projeto ao primeiro secretário, o qual pediu a dispensa da citada leitura em razão dos vereadores possuírem cópia e de estar disponível no Sistema de Apoio ao Processo Legislativo. Em votação, a dispensa de leitura dos anexos foi aprovada e seguiu-se com a discussão do projeto. O vereador José Jadenilso da Silva destacou o fato de a prefeitura acompanhar a nascente por dois anos questionando como aconteceria após o período já que dois anos não era nada para o crescimento de uma árvore e o que aconteceria com a troca de proprietário, caso o novo não tivesse nenhum compromisso com a questão; apontou que tinham várias deficiências e não votaria favorável. O vereador Nilde Hipólito Filho falou que dependendo da árvore levaria cinco, oito a dez anos para crescer. Finalizada a discussão, o presidente colocou em votação nominal obtendo cinco votos sim e quatro votos não; sendo aprovado o projeto de lei nº 013/2022. Projeto de lei nº 017/2022, autoria executivo municipal, que “dispõe sobre a revisão do Plano Municipal de Saneamonto Básico - PMSB do município de Quatis, e dá outras providências”, com parecer conjunto nº 022/2022 exarado pelas Comissões de Justiça, Constituição e Redação, de Defesa do Meio Ambiente, e de Obras e Serviços Públicos com o voto e tl N” Praça Doutor Teixeira Brandão, 32, Centro. CEP 27.410-190 Quatis - RJ. A Câmara Municipal de Quatis Estado do Rio de Janeiro favorável para deliberação em plenário. Após leituras do parecer e do projeto, o presidente colocou em votação, porém o primeiro secretário solicitou dispensa da leitura dos anexos contendo a mesma justificativa da matéria anterior. Colocada em votação a dispensa de leitura foi aprovada, e o presidente abriu para discussão do projeto: a vereadora Maria Rosa dos Santos Elias apresentou pedido de vista ao projeto; o presidente perguntou se gostaria de justificar já que houve a concessão de vista do projeto. A vereadora disse que não conseguiram dar conta de toda a leitura e de discutir (o) projeto com o pedido de vista do vereador José Jadenilso. Os vereadores Alex Miller Alves d'Elias e André Gomes Martins se declararam contrários ao pedido de vista; o primeiro colocou a importância de aprovação em razão do tempo da matéria na casa e do município concorrer à recursos da AGEVAP - Agência da Bacia do Vale Paraíba. O vereador José Jadenilso da Silva perguntou o que estava em discussão e o presidente informou que era o projeto, e depois o pedido de vista entraria em votação. O vereador José Jadenilso da Silva reconheceu a validade do pedido de vista da vereadora. Apresentou questionamentos quanto ao número de pessoas que participaram do projeto, devido a importância, considerando o número de habitantes segundo o último censo ressaltando a necessidade de maior divulgação junto aos munícipes - a exemplo do ocorrido durante a elaboração do Plano Diretor no governo do prefeito Alfredo. Explicou que em razão de problema não foi possível analisar o projeto durante a vigência do seu pedido de vista. O vereador Nilde Hipólito Filho apoiou o pedido de vista, assumiu seu atraso para a reunião que analisaria o projeto e apontou o texto do artigo sexto para estudo pelos vereadores. Colocou que não tinha intuito de jogar a população contra ninguém, mas esperava a realização de audiência pública para ciência da população conforme ocorrido no governo do prefeito José Laerte. A vereadora Maria Rosa dos Santos Elias informou que o pedido de vista se deu pela crença na necessidade de audiência pública em razão da participação de somente cento e dezessete Pessoas através de questionários online realizado em outubro de ano anterior. O vereador André Gomes Martins relatou a realização de duas audiências públicas em novembro e dezembro do ano anterior. O presidente informou que colocaria o pedido de vista em votação, mas o vereador Alex Miller Alves d'Elias pediu a palavra e esclareceu das qualquer vereador poderia Propor uma audiência pública e também poderia convidar pessoas a participar daquelas realizadas pelo executivo a fim de aumentar o número de participantes. O presidente Praça Doutor Teixeira Brandão, 32, Centro. CEP 27.410-190 Quatis - Rj. dogs Câmara Municipal de Quatis Estado do Rio de Janeiro colocou o pedido de vista em votação simbólica, quando cinco vereadores se levantaram rejeitando assim o pedido de vista. Prosseguindo com o processo de deliberação da matéria, o presidente perguntou se alguém gostaria de discutir o projeto e obteve retorno positivo: o vereador José Jadenilso da Silva falou sobre o indeferimento do pedido de vista e apontou a obrigação do executivo divulgar os projetos junto a população; concordando com a fala do vereador Alex Miller sobre o papel do vereador perguntou porque a mesa não propôs a realização de audiência pública; qualificou como situação injusta o que houve com vereadora Rosa; questionou o cheque em branco que o artigo sexto dá ao executivo; ressaltou a responsabilidade necessária durante a votação na casa; colocou o grande esdruxulo que o prefeito faz com a população da qual o vereador Carlos Alberto participa. O vereador Carlos Alberto Lopes Reygio questionou a citação do seu nome em razão de todos os vereadores votarem os projetos e solicitou que o vereador citasse o nome de todos os vereadores; e sugeriu a participação em comissões para as discussões. O vereador José Jadenilso da Silva solicitou a palavra em razão de ter sido citado e o presidente respondeu que não houve citação de nome e sim resposta, e que deveriam focar no projeto evitando questão pessoal. O vereador José Jadenilso da Silva informou que responderia educadamente e falou ao vereador Carlos Alberto que participava da Comissão de Defesa do Consumidor, pois havia ficado fora das principais comissões. Quanto ao projeto afirmou que não participava dele porque não votaria juntamente com os outros três, pois não dariam cheque em branco ao prefeito. O vereador Carlos Alberto Lopes Reygio falou que não entraria em discussão sendo um projeto extenso, estava há tempo na casa e precisavam votar. O vereador José Jadenilso da Silva iniciou a resposta, mas a fala foi indeferida pelo presidente. O vereador Francisco Antônio de Paula Franco demonstrou alívio em não ter participado da reunião juntamente com os pares, para a qual o líder do governo chegou atrasado; falou que o pedido da vereadora Rosa deveria passar; e quanto ao decreto falou que estavam pegando carona pra dar um cheque em branco, para o qual não votariam favorável. O presidente exemplificou com o Plano Municipal de Cultura (Lei Municipal nº 797/2012) explicando que todos os -planos municipais são seguidos de normas e padrões de caráter instrutivo; orientou quanto a responsabilidade de todos assumirem o papel enquanto vereadores e não delegarem função ao outro; sobre a possibilidade de chegada dos quinze milhões explicou que o decreto não sobressairá a lei, sendo Praça Doutor Teixeira Brandão, 32, Centro. CEP 27.410-190 Quatis - RJ. got ee ty) Câmara Municipal de Quatis Estado do Rio de Janeiro apenas outro instrumento normativo complementar. Passando a votação, o vereador José Jadenilso da Silva pediu a palavra, o que foi concedido, dizendo entender a fala do presidente, porém o artigo sexto estava muito subjetivo sendo um cheque em branco. O presidente reafirmou que no país existiam normativas: leis, decretos e portarias e que não se tratavam de cheques em branco. Finalizada a discussão, o presidente colocou em votação nominal quando se obteve cinco votos sim e quatro votos não; sendo aprovado o projeto de lei nº 017/2022. Encerrada a ordem do dia e na ausência de vereadores inscritos para explicações pessoais, o presidente declarou a palavra livre na qual as falas dos vereadores seguem resumidamente: o vereador Alex Miller Alves d'Elias falou da manutenção da Estrada Quatis - São Joaquim, lembrou a indicação feita no início do mandato, agradecendo ao governador Cláudio Castro, ao deputado estadual Valdecir da saúde e secretário Leandro que trabalharam duro para que o município fosse contemplado com o projeto “Patrulha Rural” que beneficiará o trecho da Água Espalha até o mata-burro de São Joaquim durante a primeira etapa. Quanto à conquista parabenizou o prefeito e os moradores da região. Registrou o evento da Secretaria Estadual de Turismo “Inverno Rio” a ser realizado na Praça de quinta-feira à domingo convidando toda a população. Sobre as falas da oposição falou que era saudável, mas colocou a necessidade de respeito ao trabalho de cada um e pediu que não tratassem de assuntos pessoais, como o fato de o Aluísio ser seu irmão em razão de estarem em cargos públicos, independente de parentesco. Finalizou agradecendo ao governador pelo clhar para o município. O vereador Luiz Fernando do Nascimento Faria saudou a todos novamente, citando os pares, aos presentes, especialmente aos amigos Maguinnho e Carol. Agradecimento ao prefeito e secretários municipais, senhor Mateus Ponciano pelo atendimento da indicação de revitalização e pintura da via Victor Marcondes Sampaio; e manutenção da parte asfáltica da Rua Joaquim Costa Salgueiro. Falou da felicidade pelo atendimento das indicações e ressaltou a necessidade de um trabalho através de diálogo, mas com cobrança constante, para alcançar bons resultados para o município. Disse que responde com trabalho, respeito, garra e determinação o que ocasionou sua reeleição. O vereador José Jadenilso da Silva perguntou ao vereador Luiz Fernando qual dia esteve no Distrito de Falcão e após resposta disse que provavelmente todos os presentes teriam uma pessoa doente ou usuário de medicação em casa. Expôs a resposta que deu à um senador afirmando que o maior anseio da população é a saúde e Praça Doutor Teixeira Brandão, 32, Centro. CEP 27.410-190 Quatis - RJ. dfiaes 10 E SN Câmara Municipal de Quatis Estado do Rio de Janeiro remédios nos postos. Destacou que o relato da tribuna do vereador Nilde era o mesmo trazido pela dona Vera quando utilizou a tribuna trazendo a questão da ambulância no Distrito de Falcão, quando ele juntamente com o vereador Aluísio sentaram o sarrafo na Casa. Falou que o prefeito deixava a população numa situação difícil: horário de abertura do posto, falta de ambulância, falta de atendimento médico, falta de remédio, entre outras situações, das quais tem vontade de perguntar ao prefeito; e colocou que era preciso solicitar ao governador a real demanda do município, Hipólito Filho saudou o presidente e demais vereadores saudando aos presentes no plenário, especialmente o Maguinho. Em resposta ao amigo vereador Jabuti falou que fazia parte de sua função especificar algumas coisas do projeto e debater com os colegas; que poderiam falar se estivesse errado em suas colocações; e que não participava do projeto por ter votado contra por conta do artigo sexto dá cheque em branco para o prefeito. Sobre a ambulância de Falcão falou que constava no orçamento participativo de dois mil e dez, no governo do prefeito José Laerte - ao qual relatou grande admiração. Externou espanto com o relato de morador do distrito dizendo que o prefeito frequentava a localidade; a unidade de saúde não ter responsável, abrir nove horas, não ter enfermeira e médico atender de vez em quando, além da pessoa que diz que toma conta do distrito não estar sempre lá. Sobre a reclamação do vereador Alex sobre citar o parentesco com o Aluísio pediu desculpas e se comprometeu a não tocar mais no assunto, mas sobre o pai dele disse que tinha o direito de falar pela admiração que tinha por ele. No que se refere à realização de audiência pública ressaltou que nem a Câmara (mesa e oposição) e nem o prefeito fez e o outro comandante que tivesse no município futuramente faria o que quisesse e deveriam pensar nisto. A vereadora Maria Rosa dos Santos Elias agradeceu ao presidente. O vereador Francisco Antônio de Paula Franco saudou o presidente e demais vereadoras. Aos vereadores parceiros (José Jadenilso, Nilde e Rosa) falou que não eram oposição do governo, mas sim minoria na Casa. Em resposta ao vereador Alex disse que respeitaria todo mundo, conforme ano anterior, e continuaria fazendo desde que não fosse desrespeitado. E quanto ao fato de ter sido usado como trampolim para que levassem vantagem no município pensando em interesses pessoais e vaidades falou era uma falta de respeito e por isso não respeitaria independente de quem fosse. Sobre citar vereadores da mesa respondeu aos Praça Doutor Teixeira Brand eb) e tro. CEP 27.410-190 Quatis - RJ. ao invés de ficar de sacanagem no microfone. O vereador Nilde am q Ed tp Câmara Municipal de Quatis Estado do Rio de Janeiro vereadores Carlos Alberto e André Gomes que os mencionaram mesmo em razão de serem maioria e responsáveis pela aprovação. No que se refere às discussões das matérias afirmou que continuariam fazendo no plenário, pois era o momento de dar ciência a comunidade. O vereador Carlos Alberto Lopes Reygio saudou a todos, agradecendo as presenças da secretária de sustentabilidade e ambiente e ao emBreendedor da cidade Maguinho. Pontuou que estava na casa para somar, se colocou aberto à discussão enquanto presidente e membro de comissões, colocou seu esforço para estar nas reuniões de discussão das matérias na comissão e se dispôs a conversar com qualquer vereador. Informou que a partir da presente data não responderia mais as citações de seu nome no plenário, pois estavam ocorrendo até ofensas, e continuaria tratando todos com respeito, além de procurar entender as questões através da leitura do Regimento. O vereador André Gomes Martins saudou e agradeceu a todos presentes no plenário. Falou que os vereadores continuariam votando e discutindo, e torcia pela manutenção do respeito. Em atenção a fala do vereador José Jadenilso colocou que independente de votar com o prefeito não falaria que a Situação da saúde estava boa, pois sabe das dificuldades que o município enfrenta na área e enquanto vereador faz as cobranças necessárias além de ser procurado pelos munícipes; o novo secretário precisa apresentar um plano de ação para que realmente atenda. Agradeceu a participação do Magno. Mandou recado cobrando retorno de outras demandas relativas ao Terreirão e pediu a secretaria municipal a apresentação de resposta quanto as melhorias necessárias para o local; e relatou sua indignação com a situação e voltou a falar que elogiará e sempre cobrará quando necessário. O presidente, vereador Willian de Carvalho Rosário, saudou a todas e todos, agradeceu as presenças no plenário citando o empreendedor Maguinho, a secretária municipal de sustentabilidade Carol, a ativista Carol Nascimento, assessores e espectadores das redes sociais. Sobre o vivenciado na casa atualmente classificou como a prática do exercício da democracia, que é barulhenta; explicando que nos primórdios da criação da democracia a discussão política acontecia em praça pública. Questionou como era possível escutar alguém falar em praça pública? E respondeu que se fazia mediante a consciência e respeito direcionado àquele que obtinha a fala no momento ;| destacou quo durante a discussão de ideias propostas para avanços de políticas públicas era necessário manter o silêncio para escutar inclusive ideias divergentes da minha opinião. Disse que a ditadura acontecia quando tentavam impor Praça Doutor Tei go fes ira Brandão, 32, Centro. CEP 27.410-190 Quatis - RJ. TÁ Câmara Municipal de Quatis Estado do Rio de Janeiro algo, não querem escutar, pois a sua verdade estava consolidada não sendo possível abrir os ouvidos para escutar o outro. Afirmou sua crença na democracia, no respeito ao processo de escuta às diferenças, onde concordar e/ou discordar era a beleza do processo democrático; sendo a missão da casa legislativa escutar o outro independente das diferenças pensando em avanços das políticas públicas. A seguir finalizou agradecendo a todas e todos pela presença convidando para a próxima sessão no dia vinte e cinco de agosto. Sem mais declarou a sessão encerrada e eu, Greiziéle Maria da Silva Alfredo, oficial de ata desta Casa Legislativa, lavrei a presente Ata que será assinada pelo presidente e secretários na forma do artigo duzentos e vinte e um, parágrafo treze do Regimento Interno. 19 Willian de Carvalho Rosário Presidente o ” Carlos Alberto Lope eygio Luiz Fernan, Nascimento Faria Primeiro secretário Segundo secretário Praça Doutor Teixeira Brar CEP 27.410-190 Quatis - RJ. 13