| Tipo | Lei |
|---|---|
| Número / Ano | 6466 / 2024 |
| Date | 2024-08-06 |
| Ementa | Aprova o Plano Municipal de Atenção à Primeira Infância – PMPI. |
| native_id | 9530 |
status: extracted · method: ocr · backend: tesseract · confidence: 0.87 · pages: 108
E CAMARA MUNICIPAL DE VOLTA REDONDA é Divisão de Documentação e Arquivo LEI Nº Câmara Municipal de Volta Redonda Estado do Rio de Janeiro LEI MUNICIPAL Nº6.466 Projeto de Lei capeado pela Mensagem nº 029/2024 de autoria do Prefeito Municipal Antonio Francisco Neto Aprova o Plano Municipal de Atenção à Primeira Infância — PMPI. O PREFEITO DO MUNICÍPIO DE VOLTA REDONDA Faço saber que a Câmara Municipal aprova e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1º Fica aprovado o Plano Municipal de Atenção à Primeira Infância — PMPI, em anexo, com o objetivo de fazer cumprir as políticas formuladas através da Lei Federal nº 13.257/2016. Art. 2º O Município, através de Comissão Intersetorial e do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente — CMDCA realizará o monitoramento e as avaliações quanto a implementação do Plano Municipal de Atenção à Primeira Infância — PMPI. Art. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Volta Redonda, 06 de agosto de 2024, Prefeito Municipal DEx/pd. PREFEITURA MUNICIPAL DE VOLTA REDONDA GABINETE DE ESTRATÉGIA GOVERNAMENTAL CONSELHO MUNICIPAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE COMISSÃO INTERSETORIAL PARA ELABORAÇÃO DO PMPI TARA NUNICIPAL DE VOLTA REDONDA É r: de Documentação e Arquivo à PLANO MUNICIPAL DE ATENÇÃO À PRIMEIRA INFÂNCIA PMPI LO ASPECTOS GERAIS DO MUNICIPIO 2.0 - APRESENTAÇÃO DO PLANO MUNICIPAL DE ATENÇÃO 4 PR 3.0 - INTRODUÇÃO 40 DIAGNÓSTICO 54): DIRETRIZES DO PLANO 5.0 - DESENVOLVIMENTO 7.0 - CONSULTA PÚBLICA 8.0 - EIXOS ESTRATÉGICOS 8.1 - INTERSEFORIALIDADE - GUSTEN TABILIDADE E CULTURA ECA SOCIAL - EDUCAÇÃO 9.0 - CONSIDERAÇÕES FINAIS ELO - FICHA TECNICA 11.0 - BIBLIOGRAFIA a ca a a a a q a A Cp Página 2 de 107 MEIRA INFÂNCIA -PLANO MUNICIPAL DE ATENÇÃO À PRIMEIRA INFÂNCIA DE VOLTA REDONDA i- ASPECTOS GERAIS DO MUNICÍPIO 11 - Identificação: O Município de Volta Redonda, também conhecido como “Cidade do Aço”, situa-se na microrregião Vale do Paraíba, dentro da mesorregião Sul Fluminense e da regional política: Médio- paraíba, no Estado do Rio de Janeiro. No ano de 1926 Volta Redonda teve o seu estabelecimento definitivo como oitavo distrito de Barra Mansa. Foi criado através da Lei nº 21185 de 17 de Julho de 1954, data em que conquistou a sua emancipação. 1.2 - Breve evolução histórica Esta região começou a ser efetivamente povoada em 1766, em razão da concessão de uma sesmaria a José Alberto Monteiro, que procurou desenvolver a área, Outras fazendas surgiram depois e, em função do declínio do ciclo do ouro em Minas Gerais, colonos mineiros vieram para a exploração agrária dessas terras, e, no decorrer do século XIX, o café desponta como principal produto. A exaustão dos solos mais férteis, as técnicas de produção agrícola e o processo de abolição da escravatura provocaram o declínio da cafeicultura e o êxodo rural, tendo a cultura do café cedido lugar à pecuária de corte extensiva, evoluindo posteriormente para a produção leiteira. No final da década de 30, teve início o desenvolvimento industrial do município, com a implantação de setores ligados às indústrias alimentares. O grande marco da expansão industrial no Brasil, deflagrado no pós-guerra, foi representado pela instalação, na década de 40, da primeira usina da Companhia Siderúrgica Nacional na cidade. Sua emancipação foi conquistada em 1954, por meio da Lei 2.185 de 17 de julho daquele ano, com instalação em 6 de fevereiro de 1955. 2 - APRESENTAÇÃO DO PLANO MUNICIPAL DE ATENÇÃO A PRIMEIRA INFÂNCIA Em 2022, se deu o início da construção desse Plano através da criação da Comissão Intersetorial para Elaboração do Plano Municipal de Atenção à Primeira Infância, pelo Conselho Municipal dos Direito da Criança e do Adolescente (CMDCA), regulamentada através do Decreto Municipal nº 16864/2021, o qual define os conteúdos prioritários e os órgãos e serviços públicos municipais, responsáveis técnicos e pelo apoio logístico. A criação desta comissão no município foi motivada por ações internacionais de análises, estudos e pesquisas, donde detectou-se a necessidade de um olhar cuidadoso e contextualizado para a realidade atual em que nascem, crescem e vem se desenvolvendo as crianças no período de O (zero) a 6 (seis) anos de idade em todo o mundo e, sobretudo no países em desenvolvimento. A atenção integral à criança na primeira.i importância política e econômica em todo o mundo. sm Página 3 de 107 úde — CMS, Conselho Municipal de Educação — CME, Conselho Municipal de Assistência Social - CMAS, Conselho Municipal de Segurança Alimentar — COMSEA e, na área governamental, através das secretarias municipais, Secretaria Municipal de Saúde — SMS, Secretaria Municipal de Ação Comunitária — SMAC, Secretaria Municipal de Educação — SME Secretaria Municipal de Esportes e Lazer -SMEL, Secretaria Municipal de Cultura — SMC, Gabinete de Estratégia Governamental - GEGOV, Secretaria Municipal de Meio Ambiente - SMMA e Câmara Municipal de Volta Redonda — CMVR. Cada representante contribuiu na elaboração deste plano, dentro de suas habilidades e competências. Com isso, observamos o comprometimento verdadeiro e da gestão do Prefeito Antonio Francisco Neto com a causa das crianças. No início, houve uma convocação dos diferentes participantes para a crucial missão de começar uma conversa que levasse à criação deste Plano. A criação de uma equipe formada por representantes governamentais e não governamentais tem como objetivo principal, fomentar debates, permitir conhecer a realidade social, econômica e cultural que afeta as crianças na primeira infância e suas famílias, e a partir de então, orientar ações e impulsionar políticas públicas de atenção aos direitos da criança, relacionadas principalmente à proteção da primeira infância na cidade de Volta Redonda. Entre os anos de 2022 e 2023, foi um período intenso e produtivo ao longo dos eses, e todas as atividades realizadas durante esse tempo foram registradas em atas. No meço as reuniões foram de discussões acerca do Marco Legal para a Primeira infância — inº 13.257 e da Política Pública pela Primeira Infância no Estado do Rio de Janeiro — Lei 9503. Foi frisada a importância do Programa Criança Feliz - PCF - lançado pelo nicípio em paralelo à instituição desta comissão. O início da execução do PCF adquiriu nde importância como espaço para a coleta de dados relacionados ao diagnóstico de ndimentos efetivamente realizados às familias no município. Foram expostas diversas es, programas e atividades voltadas para a Primeira Infância realizados pelas cretarias Municipais e Instituições, através da apresentação de diagnósticos setoriais de atendimento. Foi discutido o registro do crescente aumento de crianças com deficiência, o que foi necessário o recolhimento de dados das instituições APADEF! - Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Físicos de Volta Redonda, APADA - Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Auditivos de Volta Redonda e APADEM - Associação de Pais de Autistas e Deficientes Mentais de Volta Redonda que foram de importante ajuda para a elaboração do Plano. Um outro ponto observado também foi a questão da saúde mental das familias, no pós-pandemia, um ponto importante e que foi levado em consideração na construção desse Plano. No decorrer do processo, conforme cada Secretaria, Conselheiros ou Instituições apresentavam suas metas, todos os demais iam construindo coletivamente um diálogo, interagindo, sugerindo e acrescentando contribuições, foi um trabalho de construção compartilhada. Neste processo compartilhado, as próprias crianças também foram envolvidas. E ainda, foi realizada uma Consulta Pública, visando ouvir a opinião da população. Esta consulta se deu de forma virtual, juntamente com a atuação dos profissionais dos equipamentos públicos, os quais foram responsáveis pela mobilização direta junto às famílias com crianças na primeira infância e também toda a população em geral, Página 4 de 107 contabilizando um total de 609 respostas de municipes que puderam contribuir de forma efetiva neste processo. Dessa forma, é importante considerar que a elaboração deste Plano foi possível a partir de uma trajetória de construção coletiva. Construção esta, cujo envolvimento de Mestres acadêmicos, Gestores das políticas públicas, Técnicos qualificados, Profissionais que lidam diretamente com as crianças e suas famílias no município, bem como toda a população e as próprias crianças na primeira infância viabilizou a ocorrência do processo democrático para a criação de um documento técnico-político que visa modificar efetivamente a realidade, possibilitando uma transformação nos aspectos econômicos, sociais, culturais e gerar um novo contexto de vida para o crescimento e o desenvolvimento de nossas crianças voltarredondenses. 3 - INTRODUÇÃO Quando falamos dos primeiros anos de vida, estamos falando de um período único na vida do ser humano. É exatamente o momento em que ocorrem os marcos do desenvolvimento. E para que esta fase ocorra de modo satisfatório e saudável é essencial que os pais e/ou responsáveis, professores, ou seja, todos os que lidam de modo direto ou indireto com crianças, estejam conscientes do importante papel que desempenham em seu desenvolvimento. Destacamos aqui os três eixos fundamentais para este desenvolvimento: o cognitivo, o afetivo e o motor. Sendo imprescindível dizer que o papel da família é crucial nos anos iniciais, ou seja, a criança que está inserida num ambiente saudável, seguro, onde recebe estímulos saudáveis, terá mais facilidade para enfrentar os desafios e se adaptar a situações diferentes, terá mais facilidade na aquisição de novos conhecimentos e principalmente será mais autoconfiante e mais preparada para a vida adulta, pois foram observadas as janelas de oportunidade, ou seja, é exposta a estímulos e experiências que favorecem seu aprendizado. Estudiosos do desenvolvimento têm feito suas contribuições sobre os marcos do desenvolvimento. Conforme (fig 1) a criança recebe o estímulo, integra pensamento, sentimento e ação, ou seja, ocorrem mudanças em seu desenvolvimento de acordo com os estímulos oferecidos. oe err rever rem À CÂMARA MUNICIPAL DE VOLTA REDONDA RE cut de Documentação e Arquivo Ei Página 5 de 107 ES ser que Pensa 2 o Rd AFETIVIDADE os Sente INTELIGÊNCIA 0) MOVIMENTO Pensa eai Age AA PESSOA (EU) Integra o pensar, sentir e agir No primeiro ano de vida é a emoção que promove a interação da criança com o meio. A afetividade toma-se fundamental na orientação das reações do bebê, promovendo sua relação com o mundo ao redor e as pessoas. Este estágio é marcado por dois momentos:impulsivo (do nascimento aos seis meses), onde estão presentes os movimentos descoordenados e emocional (seis a doze meses), onde o bebê começa a demonstrar diferentes expressões e inicia a exploração de seu meio. Até o terceiro ano de vida muitas mudanças ocorrem, como a exploração sensório- motora do mundo, quando predominam as relações cognitivas e realiza um grande desenvolvimento da função simbólica e da linguagem. À medida que adquire a consciência corporal, a criança passa a se reconhecer como um ser distinto. Já a partir dos três aos seis anos, ocorre o processo de individualização, a criança começa a se voltar para a diferenciação entre o eu e o outro, iniciando sua construção da personalidade. Por este motivo, é fundamental que todos os envolvidos na formação de uma criança conheçam estas etapas para que não se perca as janelas de oportunidade, ou seja, os períodos em que o aprendizado de determinadas habilidades e competências acontecem de maneira mais facilitada. Segundo Vigotski (1991), a apropriação e o desenvolvimento da fala é o que caracteriza o ser humano em sua gênese social, e também o que promove o desenvolvimento do pensamento e da consciência humana. Quando conhecemos estas informações tão relevantes, podemos estimular estas aquisições no momento certo. Segundo Wallon (1941-1995), os estágios do desenvolvimento são: impulsivo- emocional — O a 1 ano; sensório-motor e projetivo — 1 a 3 anos; personalismo — 3 a 6 Página 6 de 107 anos; categorial — 6 a 11 anos; puberdade e adolescência — 11 anos em diante. Deste modo destacamos novamente que ao promovermos os estímulos no ambiente familiar na fase inicial, estas etapas ocorrem de modo equilibrado, favorecendo a formação global da criança. O movimento para Wallon é, portanto, duplo: mental e afetivo. A afetividade, nesta perspectiva, não é apenas uma das dimensões da pessoa: ela é também uma fase do desenvolvimento, a mais arcaica. (Dantas, 1992: p.90). Em seus estudos sobre o desenvolvimento, Henry Wallon deixou claro que há estreita ligação existente entre os conjuntos funcionais (afetivo, motor e cognitivo) e a integração i ica entre o orgânico e o social. Onde ele diz: É contra a natureza tratar a criança fragmentariamente. Em cada idade, ela constitui um conjunto indissociável e original. Na sucessão de suas idades, ela é um único e mesmo ser em curso de metamorfoses. Feita de contrastes e de conflitos, a sua unidade será poriso ainda mais suscetivel de desenvolvimento e de novidade. (WALLON, 2007,p.198). Com estas considerações observamos ser fundamental que todos aqueles que articipam na formação da criança, seja a família, os educadores, os profissionais de modo eral, precisam estar atentos às fases do desenvolvimento para que estas ocorram em equilibrio físico, mental, emocional e social. A ideia de participação da criança nas questões que afetam a sua vida está baseada na mudança de concepção sobre a infância - de tempo de espera para ciclo de vida com valor em si mesmo; de período preparatório para vivência da infância com plenitude; de conjunto de nãos (in-fante, in-capaz, in-experiente...) para criança ativa, capaz, construtora do seu conhecimento, criadora de linguagens para expressar-se, com habilidades para resolver problemas que a afetam, de acordo com o Guia para elaboração do Plano Municipal da Primeira Infância 2020 by Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal. A iniciativa de ouvir as crianças no processo de construção deste Plano, abrindo espaço para a sua participação política e social, partiu do conceito de cidadania da pessoa a partir do nascimento - as crianças são cidadãs e, portanto, membros ativos da polis ou da civitas, isto é, da cidade ou da vida coletiva. A participação infantil quebra ideias superadas de que só o adulto tem direito à palavra e que só ele decide, enquanto a criança é submissa, não tem voz e só lhe resta ouvir e aceitar como verdade o que lhe ensinam. (Guia para elaboração do plano municipal para a primeira infância - Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, 2020). Desta forma, foi realizada uma atividade lúdica com uma média de 45 (quarenta e cinco) crianças em 04 (quatro) CRAS - Centro de Referência da Assistência Social, no município de Volta Redonda, com o objetivo de conhecer o olhar da criança acerca de sua comunidade e levar a criança a descrever a comunidade onde vive. Nesta atividade, os pequenos participantes foram convidados a interagir com fantoches e refletir sobre o que consideram ser um problema na comunidade. Seus apontamentos foram registrados, todos os comentários levantados coletivamente ou individualmente e, em seguida, os pequenos debatedores fizeram um cartaz (desenho coletivo - Fig.2), onde registraram o que foi comentado pelo grupo e também como seria a comunidade ideal (conforme apresentado abaixo): Página 7 de 107 es . % Página 8 de 107 : “pur. Pudemos concluir com este trabalho que, conforme Corsaro (2011): as crianças são agentes sociais, ativos e criativos, que produzem suas próprias e exclusivas culturas infantis, enquanto, simultaneamente, contribuem para a produção das sociedades adultas. Por outro lado, percebemos que, assim como afetam a produção social, a criança também é afetada pela dinâmica social que a rodeia. Quanto a associação entre o desenvolvimento motor e as áreas cognitivas e afetiva do comportamento humano: O desenvolvimento motor está relacionado às áreas cognitiva e afetiva do comportamento humano, sendo influenciado por muitos fatores. Dentre eles, destacam- se os aspectos ambientais, biológicos, familiar entre outros. Esse desenvolvimento é a contínua alteração da motricidade, ao longo do ciclo da vida, proporcionada pela alteração entre as necessidades da tarefa, a biologia do indivíduo e as condições do ambiente. (David L. Gallahue, 1981) A primeira infância é um período de grande relevância no desenvolvimento humano, pois é nesse momento que são estabelecidas as bases para o aprendizado, o desenvolvimento social e emocional, bem como a formação de valores e hábitos, sendo importante garantir que as crianças tenham acesso à educação, saúde, alimentação adequada, brincadeiras e atividades lúdicas. Esta estruturação do Plano Municipal para à Primeira Infância apresenta informações cruciais sobre a situação das crianças, baseadas em dados coletados de fontes oficiais, incluindo: Assistência Social - o Cadastro Único para Programas Sociais - Cadúnico. Educação - a fonte utilizada foi o Plano Municipal de Educação (2015-2024), Orientação, Diretrizes Nacionais Curriculares da Educação Infantil (2012), dentre outras fontes de pesquisa. Saúde - Cobertura da Atenção Básica [Internet]. 2022 e Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica - SISAB, 2022. A implantação desse plano é uma investida no futuro, pois as crianças de hoje serão os adultos de amanhã, com a capacidade de contribuir para a sociedade de forma consciente e positiva. Portanto, é crucial garantir o desenvolvimento saudável e integral das crianças, pois cuidar e educar as crianças é a estratégia comprovadamente mais eficaz para promover o desenvolvimento da pessoa, da sociedade e do país Além disso, o Plano de Atenção à Primeira Infância visa contribuir para a erradicação da pobreza e desigualdade social, já que visa a garantia do direito à educação, à saúde, ao lazer e demais direitos a todas as crianças, independentemente de sua condição econômica ou social, tornando assim possível construir uma sociedade mais justa e igualitária. Página 9 de 107 RUCIPAL DE VOLTA REDONDA Documentação e Arquivo & DO e Searansintos SMAS 4.1 SMAS - SECRETÁRIA MUNICIPAL DA ASSISTÊNCIA SOCIAL O Cadastro tíruco para Programas Sociars e um instrumento de coleta de CADASTR$S dados e mformações que objetiva cem ss identificar todas as famílias de baixa renda existentes no país para fins de vw “ Inclusão em programas de assistência sociale redistribuição de renda CADASTROS LACAN IATAS é DADOS SOBRE O TOTAL DAS FAMÍLIAS INCLUSAS NO CADASTRO : Cadúnico Total do Município Sa.006 Stuos 30,006 SEBO ENT) à Página 10 de 107 ZA NUNICIPAL DE VOLTA REDONDA é o CADASTRE : Grau máximo de instrução do Responsável LEGADO A Familiar DADOS TOTAIS DAS FAMÍLIAS INCLUSAS NO CADASTRO ÚNICO NO MUNICÍPIO: om 2163 Q 2022 2023 1731 ER] 16575 11870 o E Sentunsttução Fundamental Ioeoemo etr Página 11 de 107 Pasta o Sa a aa a a a a ca A MUNICIPAL DE VOLTA REDONDA CADASTRS . +, * Renda DADOS SOBRE O TOTAL DAS FAMÍLIAS INCLUSAS NO CADASTRO :& 2022 O 2.02: 25,000 22245 20,090 Obs: :5.000 Familias Pobres Renda Per Capita até R$210,00 19,000 Familias Extremamente Pobres º Renda Per Capita até R$105,00 soon 1215 1694 o RR: FAMILIAS POBRES FAMILIAS EXTREMAMENTE POBRES ? A ; j 4 ; á 4 - Página 12 de 107 RA MUNICIPAL DE VOLTA REDONDA à isntação e Arquivo & acer PERFIL ECONÔMICO CADASTROS [0 E UTC DADOS SOBRE AS FAMÍLIAS INCLUSAS NO CADASTRO COM CRIANCAS NA PRIMEIRA INFÂNCIA (0 À 6 ANOS) : Bolsa Família io050 2022 2023 , Beneficiário 6130.......... 8182 8.050 0L00 S.050 Página 13 de 107 LO LS da cerne eme —orommemes ICIPAL DE VOLTA REDONDA entação e Amuivo CADASTRS . QUANTITATIVO DE FAMÍLIAS CADASTRADAS dans a á (Famílias em situação de Pobreza) DADOS SOBRE AS FAMÍLIAS INCLUSAS NO CADASTRO COM CRIANÇAS NA PRIMEIRA INFÂNCIA (0 A 6 ANOS) 2023 - 736 O =». Lantatioo (Famílias em situação de extrema Pobreza) DADOS SOBRE AS FAMÍLIAS INCLUSAS NO CADASTRO COM CRIANÇAS NA PRIMEIRA INFÂNCIA (0 A 6 ANOS) na 2023 7772 Y 2022 625? Coe . QUANTITATIVO DE FAMÍLIAS CADASTRADAS - Página 14 de 107 aa ca a aa q a A a Ee PERFIL SOCIAL CADASTRS : PCD LUA ITA é DADOS SOBRE AS CRIANÇAS NA PRIMEIRA INFÂNCIA (0 A 6 ANOS) INCLUSAS NO CADASTRO Crianças PCD 2022 2023 Página 15 de 107 PAL DE VOLTA REDONDA É cão e Arquivo é CADASTRE 2 =: PCD- Deficiência menta! ou intelectual LCAnistHo 4 DADOS SOBRE AS FAMÍLIAS INCLUSAS NO CADASTRO COM CRIANÇAS NA PRIMEIRA INFÂNCIA (0 À 6 ANOS) 2022 0. = 64 O: CADASTRS [4 EU ne! DADOS SOBRE AS FAMÍLIAS INCLUSAS NO CADASTRO COM CRIANÇAS NA PRIMEIRA INFÂNCIA (0 A 6 ANOS) : PCD - Transtorno ou doença mental Página 16 de 107 E DE VOLTA REDONDA | moatação € e Arquivo é nd ipa CADASTRS ACANINTA Sd DADOS SOBRE AS FAMÍLIAS INCLUSAS NO CADASTRO COM CRIANCAS NA PRIMEIRA INFÂNCIA (0 A 6 ANOS) : Escolaridade ATÉ O ANO 2022 2023 Creche... 1491.........., 2385 Pré-Escola........ 968 .......... 1524 Alfabetização .. 171 622 Ensino Fu........ 114 118 TOTAL: 2744 4649 Página 17 de 107 a a cp AL DE VOLTA REDONDA É imontação e Arquivo à rampas separa si 8. 24 oem táriae sec ces : SEXO Legaus DADOS SOBRE AS CRIANÇAS NA PRIMEIRA INFÂNCIA (O A 6 ANOS) INCLUSAS NO CADASTRO Í 5586 5319 | MR ato BS KID] . “o, 2003 CADASTRE Aga iaCãOS : Core Raça DANOS SORRE AS FAMILIAS NCLUCAS NO ADASTRO COM CAANCAS Na PRMPIRA INFÂNCIA (04 5 ANOS mu Branca Preta Amareia Pardo indgena 4 4 Página 18 de 107 a a a semear remar eme merrrrerema EDONDA É > Arquivo í Pt SMAS “ir. o “e Cras PAN primeira infância dh SUAS Acosto verDE MÊS DA PRIMEIRA INFÂNCIA oO. ei MOVA WIETÓMA PARA A PRUGIIA te 2 Ef) Li vastos sntoR ContTRGA UMA A secretaria municipal de ação comunitária conta com uma estrutura para atender crianças de O à 6 anos. Programa Primeira infância no SUAS/Criança Feliz visa, orientar e acompanhar familias que estejam na fase do primeira infância. Vinculado aos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS). É constituido por meia de das pilares: trabalho intersetorial e visitas domiciliares, avonça coma rede de apoio à familia e de estimulo oo desenvolvimento imfantil, elegendo as vínculos familiares e comunitários e o brincar que desenvalve habilidades intelectuois, emocionais, sociais e cognitivas, Página 19 de 107 o a a a a a A cp ces NRRIICIDAL DE VALTAREDORÔN-, de "Do umentaçã so € Arquivo é 4 : isa | 2- DIAGNÓSTICO SAÚDE SMS Mapa do Municipio de Volta Redonda Destas Ga Mani pe cem Catralos de Saida (Peretácioas «Divisão por Terrtortos) prio + 4,2- A GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera a gravidez na adolescência como uma gestação de alto risco devido a repercussões sobre a mãe e ao RN, além de acarretar problemas sociais e biológicos. A gravidez na adolescência pode levar a consequências emocionais, sociais e econômicas para a saúde da mãe e seu filho e ocorre no extremo inferior da vida reprodutiva que é dos 10 aos 19 anos de idade. NÚMERO DE NASCIDOS VIVOS DE MÃES ADOLESCENTES 2021 MÃES MENORES DE 15 ANOS MÃES DE 15 A 19 TOTAL | ANOS - CT coast = Página 20 de 107 Di ie pião gi e o dm TOTAL DE NASCIDOS VIVOS NARIÁVEL | NO Té e ue ecararara. > DISTRIBUIÇÃO DE NÚMERO DE PARTOS SEGUNDO IDADE MATERNA DISTRIBUIÇÃO DE VÚMERO DE£ PARTOS CIPAL DE VOLTA RECONDA é ode Documantação e Ar E! — SEGUNDO TJPO DE PARTO VARIÁVEL Ins No VARIÁVEL 1º UBS Rústico UBS 249 USSF Belmonte UBSF Conforto DISTRITO SANITÁRIO 1 UBSF Eucaliptal BSF Jd Selma: “UBSF Padre sosimo! - UBS* Ponte ita — UBSF São Carlos UBSF São Lucas UBSF Siderlandia UBS Jasdim Paraiba ... 89 Monte Castelo — VBSF Água Limpa 1 UBS Água timpa It UBSF Id Belvedere — MBsF Roma! DISTRITO SANITÁRIO 2 UBSF Roma li UBSF São Geraldo UBSF São João UBSF Siderópolis Página 21 de 107 UBSF Vila Rita litadentes Quivo é dba 1 DE VOLTA REDONDA é montação e Arquivo É rim e o e sm UBSF Açude 1 o MBSF Aude À o, UBSE Belo Horizonte : UBSF Coqueiros : UBSF JD Cidade do Aço DISTRITO SANITÁRIO 3 Q | UBSF Mariana Tones UBS! Retito UBSF Retiro 1 UBSF Verde Vate UBSF Vila Mury UBSF Vila Brasília E | UBS Carteiras f UBS Candelaria : | UBS Dem Bosce — UBS Sac Lust 2 | UBSF Vila Rica Três Poços Re: | VEBSE Três Poços FOR DISTRITO SANITARIO , UBSF Nova Primavera 4 a 1 + UBSF Santa Rita Zarur UBSE Sante Agostinho UBSF Vila Americana - UBS Sac Sebastiao i UBSF Volta Grande Municipio de Volta Redonda É 4 k à = 1 k à E á na uu [o Página 22 de 107 É mms CH ALO DE VOLTA REDONDA asa TOTAL DE GESTANTE < 19 ANOS NO MUNICÍPIO EM 2022 : 113 GESTANTES 4.2-b Vigilância de óbitos maternos fetais e infantis A melhoria das condições de saúde e de nutrição da criança é uma obrigação primordia! e, também, uma tarefa para a qual existem soluções ao nosso alcance, A vida de dezenas de milhares de meninos e meninas pode ser salva, todos os dias, porque as causas dessas mortes são facilmente evitáveis. (ONU - Conferência Mundial de Cúpula sobre a Criança, 1990). O Índice de Mortalidade Infantil no primeiro ano de vida é considerado mundialmente um indicador de qualidade de vida e desenvolvimento da população. A estratégia de Volta Redonda foi unificar os Comitês “existentes”, ou seja, realizar a unificação do Comitê Municipal de Prevenção e Controle da Mortalidade Materna com o Comitê Municipal de Controle da Mortalidade Infantil e Fetal transformando em Comitê de Vigilância do Óbito Materno, Infantil e Fetal. O objetivo principal é a redução da mortalidade materna, fetal e infantil, dando assistência na implantação de políticas de atenção à saúde da mulher e da criança. Outro objetivo é avaliar as circunstâncias de ocorrência de tais óbitos e propor medidas para a melhoria da qualidade da assistência à saúde para sua redução. Outro fator diretamente relacionado à saúde da criança refere-se à amamentação. O alerntamento materno é um fator crucial para o crescimento e desenvolvimento adequado do bebê, sendo uma das ações mais eficientes na redução da mortalidade infantil e no fortalecimento do vínculo entre mãe e filho. É fundamental que sejam asseguradas à gestante e ao bebê, as condições favoráveis de amamentação, em consonância com a recomendação internacional de que o aleitamento materno seja exclusivo até os seis meses de idade e que, daí em diante, seja feita a introdução alimentar de forma gradual, mantendo o leite materno de forma complementar até os dois anos de idade. ÓBITO MATERNO ÓBITO FETAL i ÓBITO INFANTIL demmge mas IWIVESHIGADO | DCORRIDO | INVESTIGADO | OCORRIDO INVESTIGADO | OCORRIDO i ' io ro Í 2a 2020 o “ = ' - Ê i . 2021 a : Ro : er eu Página 23 de 107 A MUNICIPAL DE VOLTA REDONDA É nte Documentação e Arquivo É as E dee IM i ei Í ÓBITO MATERNO ÓBITO FETAL ÓBITO INFANTIL ; T T 1 DCDARIDO | EMÁVEL OCORRIDO EVITÁVEL OCORRIDO EVITÁVTI 2019 Í i 2020 | | . | mz “ : : « mma ! i k TOTAL 1º - pes ; ” k + H ÓBITO MATERNO f ÓeiTo FETAL d ÓBITO INFANTIL | TT T — a "1 i OCORRIDO ! €8 COMD 19 | OCORBDO ca cova | OCORRIDO <ECOMD 19 Í ! pre | 2019 > | : : , a 2020 i 3 Ê 2021 | T " -v. ' TOTAL | ; a ; by A E t * 1 ,. o: we É : CRIANÇAS NTE 9 AROS, NÚMERO DE CRIANÇAS DE 00 A 06 ANOS UBS Jardim Paraiba UBS Monte Castelo UBSF Roma! UESE Roma ii OISTBTO SANITÁRIO 7 UBSF Sidarapolis VBS VilsRica Tiradentes TOTAL Página 24 de 107 DE VOLTA REDONDA É o e Arquivo “CONSOLIDADO MENORES DE 6 ANOS-- DISTRITO SANITÁRIO lt UNIDADE QUANTIDADE DE CRIANÇAS pla E io TOTAL DE CRIANÇAS DE 00 A 06 ANOS: IDENTIFICADAS NO SUS DO MUNICÍPIO - 4.975 4.2-D NÚMERO DE CRIANÇAS DE 00 A 06 ANOS, BENEFICIADAS NO PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA A pobreza é considerada não como um estado, mas como um fenômeno constituido por múltiplas dimensões objetivas e subjetivas, entrelaçadas às categorias sociais de classe, gênero, raçatetnia e geração, que envolvem diferentes mecanismos, visíveis e invisíveis, gerativos de mudanças ao longo do tempo. O debate sobre pobreza chama atenção para os diferentes fatores que incidem sobre as condições de vida. A renda monetária, apesar das dificuldades para mensuração e geração de consenso que defina “linhas de pobreza”, é considerada um dado relevante, sobretudo nas economias modernas, além de ser um dos principais mecanismos de acesso a bens e serviços que podem afetar as condições de vida. Página 25 de 107 " t à 1 : À 1 - O Programa Bolsa Familia é um programa de âmbito federal! de transferência direta e indireta de renda que integra beneficios de assistência social, saúde, educação e emprego, destinado às famílias em situação de pobreza e de extrema pobreza, Além disso, o Programa oferece ferramentas para a emancipação socioeconômica da família em situação de vulnerabilidade social. O objetivo das condicionalidades do Programa é garantir a oferta das ações básicas e potencializar a melhoria da qualidade de vida das famílias e contribuir para a sua inclusão social. A parur de 2023, o Governo Federal incluiu o Benefício Primeira infância como parte dos beneficios ofertados, conforme texto do Decreto nº 11.566 de 16 de Junho de 2023 que regulamenta a Medida Provisória nº 1.164, de 2 de março de 2023, para disciplinar a gestão dos benefícios financeiros do Programa Bolsa Família: “Seçêc ll Dos bereficos linanceros Ar pb Constuuem bengfiios tmanceiros do Programa Bo'sa Fama, destenados à ações de transferência de cenda com cordicionaidades, nos termos do dispasto n9 5 1º doar. 7 da Merida Pre, e utadios na seguinte ordem: 1 Benatco de Renda ve Cidadania destinado às lamas deseticanas do Programa Bolsa Farmita, pago por integrante que as COmponhats, ng valor de R$ 162.00 cento é quarenta € dois reais) H- Benefi mplermentar - destmado as farm do ragut seja diferença entro este vaior e o refenda suja soma di se de 4 ot a R$ 60.00 (serscer soma. to pela HH - Beseficau Presta Infancia - destinado as famihas beneiidaras que possurewm, em sua compos.ção, crianças com idade entre zero & sete anos incompletos. pago por miegrante que se enquadre nessa situação, no valor do R$ DG (Cento € conquenta res!s), WW Benetigo Variavo! tar no va'at Je R$ 50,00 tenguenta reais), pago por integrante da farta cencticára que se enquacee em quaisquer das seguintes situações: aig bjeria com idade entre sete anos e scze anos incompletos: 01. c) adolescentes com idade entre daze anos € dezoito aros ncompetos: e V- Benebc.o Estaordanáro ce Trarisção - destinado às * bencticos de que tratam os masos fa tv, retecentes ap més de junho d montame corespundente recebo na referência ao nes de mao de thferenço entre 2 vaite da referência du mrês de cio, descon teioar vas. é 6 se referência do mês de junha, observado » dspos oma dos valores dos 23 sejanferios ac 23, vetculado pela Ss exentuars parceias 5". 47 Os benehicos tnaoceros previstos no caput poserão ser pa farias Beneticanas e O seu valor told seru arredondado Jo nur cunslativamente gs mero medistanante superior 82 Para fans mira ; Compnate d e ÓUTa Caras tratar v. públs imIagos. por me o se adoção de nomenclaturas 2 de «gia Página 26 de 107 Página 27 de 107 ago'€ WEn'gE acre asve %0Z'89 sestz oge'te 0c90c€ Mm S — [o Ee) co q Fo] = o E] a NICIPAL DE VOLTA REDONDA e Arquivo : Remo t€ %OOL 59% WOL'P9T FRIA cs WRI'66 Página 29 de 107 3 - DIAGNÓSTICO EDUCAÇÃO E FONMAS | CAMPO DE soa 6 5043 coRs Clilht-as frcura tata PENSAMIeIO 1 o: tMacimação of Ê o campo Ot pxrtntncias TRAÇ Nomenclatura atual dos Campos de Experiência e / Diagnóstico . Esquema f n Pedagógico da Wa É da Educação Educação Infantil/VR Página 30 de 107 ESCOLAS MUNICIPAIS ENSINO FUNDAMENTAL CM MCALANTO CM MAHATMA GANDHI CM AMOR PERFEITO CM. MARIA CLARA MACHADO CM AYRTON SENHA CM. NORBERTO REDUTINO DE SÁ CM ELIA BERTALZO DE ALBUQUERQUE E UMA CM NOSSO ESPAÇO CM. GOTINHAS DE AMOR CM RAIOZINHO DE SOL CM. JOSE FERREIRA DOS SANTOS CM. TEMPO DE CRIANÇA - 12 crecHesmunicirais TO qUCNOLDStA o Ot que cRiENCIAS amBANTE À Cam? Página 31 de 107 a a CENTROS MUNICIPAIS DE EDUCAÇÃO INFANTIL 101 Unidades Escolares +5€ seniadas prituran Lo r UNHDADES TURMAS =. Alunos Atendidos ARMA, LAR IRMÁ ZILÁ EM. ESP. PROF3 DAVSE MANSUR DA COSTA LIMA LAR ESCOLA RECANTO DAS CRIANÇAS E SITIO ESCOLA MUNICIPAL ESPAÇO DE INTEGRAÇÃO LAR MARIA IZABEL GALVÃO | DO AUTISTA THEREZA AGUIAR CHICARINO DE sos. i CARVALHO EM. ESP. DR. HILTON ROCHA 05 CRECHES CONVENIADAS |. 03 ESCOLAS ESPECIALIZADAS COLÉGIO GETÚLIO VARGAS COLÉGIO JOÃO xxttt COLÉGIO JOSÉ BOTELHO DE ATHAYDE COLÉGIO PROF. DELCE HORTA COLÉGIO PROFS. THEMIS DE ALMEIDA VIEIRA 0 COLÉGIOS MUNICIPAIS 55 ESCOLAS MUNICIPAIS FEVRE ENSINO FUNDAMENTAL Página 32 de 107 mentação e Arquivo 4 maaseno sm coreearwren 4- DIAGNÓSTICO MEIO AMBIENTE Sabemos que um tema que tem estado em foco é a sobrevivência da humanidade, visto que as condições climáticas (aumento da temperatura e aceleração do degelo das calotas polares e geleiras) tem levado o mundo a se preocupar. Outros fatores como a emissão de gases poluentes e destruição da camada de ozônio, efeito estufa, poluição e acúmulo de lixo, extinção de espécies da flora e da fauna, desequilíbrio na cadeia da vida, todos esses problemas podem comprometer a vida de nossas crianças. Por este motivo, voltar o olhar para a criança é fundamental, principalmente nos aspectos que dizem respeito à educação ambiental e a conscientização de sua responsabilidade social, na tentativa de minimizar os impactos destas condições atuais desfavoráveis em sua qualidade de vida. Ao falarmos de integração homem e natureza, é necessário definirmos alguns termos e considerados fundamentais. O termo sustentabilidade representa o equilíbrio encontrado na exploração dos recursos naturais e a preservação do meio ambiente. A Lei da Política Nacional do Meio Ambiente, em seu art. 3º, |, conceituou meio ambiente como o conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas. Deste modo, reafirmamos que é direito e necessidade da criança conviver de modo harmonioso em espaços de natureza, o que irá promover o bem estar físico, mental e emocional. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente é a responsável por coordenar e implantar as políticas públicas municipais voltadas para o meio ambiente e sustentabilidade. Cabe ainda a esta Secretaria exercer o controle, o monitoramento e a avaliação dos recursos naturais do Município, bem como promover a educação ambiental. 0 Muitas são as ações de nossa responsabilidade, destacaremos duas: a elaboração e execução de projetos ambientais e a produção e doação de mudas de espécies arbóreas. Procuramos dentro de nossas competências, promover atividades de educação ambiental para todas as faixas etárias. Sendo estas desenvolvidas por uma equipe multidisciplinar. No que diz respeito às atividades voltadas para a primeira infância, procuramos desenvolver temas apropriados para este público. São utilizados vídeos, músicas, atividades de desenho e colagem com materiais coletados no ambiente, plantio de mudas, entre outras atividades desenvolvidas de modo coletivo. Página 33 de 107 As rodas de conversa e visitas exploratórias se dão sempre com a equipe gestora do programa de educação ambiental no bioma da Mata Atlântica - Parque Natural Municipal Santa Cecília do Ingá, com intuito de promover a conscientização ambiental. São atendidas no programa as crianças da Rede Municipal de Ensino da região, também aquelas que fazem parte dos atendimentos realizados pelos CRAS - Centros de Referência de Assistência Social. Recebemos as crianças das Escolas Particulares, de todos os segmentos do ensino. O Programa de Educação Ambiental, envolve ações que ensinam as crianças sobre preservação da fauna e da flora, temas como coleta seletiva, descarte consciente do óleo de cozinha, consumo consciente com foco no desperdício de água, de energia e também temas como sustentabilidade e consumismo. Além de trabalharmos a integração da população às áreas verdes da cidade. PALDE VOLTA REDONDA | tImentação e Arquivo É i ELS. Lél 4.4-a Atividades desenvolvidas para Primeira Infância VA LHE, AA ERA * Visitas guiadas a áreas verdes no Parque do Ingá; * Em uma das visitas, inicialmente foi realizada a exploração e a coleta livre de materiais da natureza para a realização da atividade proposta. (fig.1) Esta atividade tem como objetivo a integração da criança com a natureza. Atividade realizada após explorar o ambiente e coletar material para a execução da tarefa individual. (fig.2) Realizada após assistir um vídeo ensinando a plantar sementes de: cebolinha, salsa e coentro. (fig.3) Também são realizadas visitas aos Centros de Referência de Assistência Social com intuito de levar temas como o descarte consciente do óleo de cozinha como fizemos no mês em tela no CRAS Vila Rica/Tiradentes. Abaixo a amostragem referente aos meses de maio e junho de 2022. Apenas crianças da primeira infância atendidas pela equipe de educação ambiental da SMMA no Parque Natural Municipal Santa Cecília do Ingá. (fig.4) E outros atendimentos foram realizados nos Centros de Referência da cidade. A SMMA tem como objetivo continuar promovendo ações de educação ambiental para conscientizar as crianças, desde a tenra idade, da necessidade de cuidar do Meio Ambiente. Promovendo atividades que visem integrar homem/natureza, no sentido de manter as matas, conhecer as espécies, reflorestar, quando necessário, e acima de tudo preservar a fauna e a flora para as gerações futuras. Página 34 de 107 a a a a a a a a ERAS Tric banir Escuta Maca Castéges testuto A” REDONDA É ção e Arquivo à neo na: Atendimentos restezados nos meses de roar o junho ce 2022 Data Pitemuços de ct tios ARCO » ars : tetar, 59 «terços da 55 E infância ateratida. Página 35 de 107 (Fig.4) 5 - DIRETRIZES DO PLANO PE VOLTA REDONDA É iai! met ação e Arquivo É Para a garantia das condições de articulação intersetorial dos programas, projetos e ações no atendimento integral à primeira infância, a comissão intersetorial para a elaboração do plano, para fins de organização das pesquisas, estudos e análises, estabeleceu cinco eixos estratégicos do PMPI/Volta Redonda 1. JUSTIÇA - Fortalecer o expresso compromisso do Estado brasileiro de proteger integralmente todas as crianças e suas famílias, [l. EDUCAÇÃO - Garantir a todas as crianças na primeira infância educação, cuidados e estímulos, incluindo o direito ao Brincar, os quais contribuem para o seu desenvolvimento de forma integral; IH. ASSISTÊNCIA SOCIAL - Garantir a proteção à convivência familiar e comunitária, combatendo toda a forma de violência que leva a institucionalização de crianças na primeira infância retirando delas a condição protetiva do convívio afetivo familiar e a segurança, apoiando às famílias em suas funções protetivas, de socialização e de desenvolvimento das capacidades humanas, sem quaisquer formas de culpabilização na primeira infância; Iv. SAÚDE - Garantir o direito à vida, à saúde e à boa nutrição na primeira infância, promovendo a assistência e o diagnóstico precoce, a segurança alimentar e nutricional e a redução da mortalidade materna e infantil até os seis anos de idade; V. SUSTENTABILIDADE E MEIO-AMBIENTE - Promover o crescimento econômico sustentável e a garantia de uma vida digna com vistas a erradicação da pobreza e da fome. Que possibilite o acesso ao direito à moradia, bem como o acesso à água, à terra e à energia para todos, com atenção especial às famílias com crianças na primeira infância. Apoiado em evidências científicas! que demonstram a importância do desenvolvimento integral na primeira infância: para a vida toda e para toda a sociedade e a longo prazo, o PMPI/Volta Redonda baseia-se na consolidação recente do conceito de que é nessa etapa da vida que se deve intervir para assegurar oportunidades iguais a meninas, meninos e as suas famílias e, com isso, aumentar as possibilidades de ruptura do ciclo de pobreza das famílias em situação de vulnerabilidade?. Outra motivação para a elaboração deste Plano vem da conexão com o recente estabelecimento de uma política nacional para a Primeira Infância, como um investimento pedagógico, social, em saúde 'materno-infantil, econômico e educacional, que considera as crianças como sujeitos de direitos e cidadãs em processo de desenvolvimento. ! “Desde 2000, o rápido aumento de publicações sobre o tema do desenvolvimento na primeira infância ultrapassou a tendência geral das publicações sobre ciências da saúde. (...) O número de paises com politicas multisetoriais nacionais sobre c desenvolvimento na primeira infância aumentou de sete, em 2000, para 68, em 20141 - Apoiando o Desenvolvimento na Primeira Infância: da ciência à difusão em * grande escala. Sumário Executivo da Lancet, pág. 3, disponível em < bity -xco- summary-pr.pdf> (consulta em 18/10/2018). 2 Entende-se por vulnerabilidade a junção de duas situações: a exposição a contingências e tensões e a dificuldade para lidar com elas. A vulnerabilidade social está relacionada à dimensão material da existência - condições precárias de vida, privação ou ausência de renda e precário ou nulo acesso aos serviços públicos. A vulnerabilidade relacional decorre de experiências vivenciadas de violência, conflito, isolamento, confinamento, abandono, apartação, desvalorização, exploração, preconceito e discriminação. É comum que as situações de vulnerabilidade social e relacional sejam concomitantes. Página 36 de 107 i ; | Que Arquivo * IX U] DE VOLTAR EnÇÃ peace separa, UTagÉ-Saúde e Desenvolvimento Infantil Julius B. Richmond FAMRI em Harvard T.H., concluiu que: na primeira infância, os ambientes em que a criança vive, aprende e a qualidade de suas relações com adultos têm alto impacto em seu desenvolvimento cognitivo, emocional e social. (SHONKOFF, 2016). Dessarte, os estudos para a elaboração do Plano Municipal de Atenção à Primeira Infância tiveram como base, evidências científicas; argumentos pedagógicos e jurídicos construídos, no Brasil, nas últimas três décadas, especialmente a partir da Constituição Cidadã de 1988, que promoveram a evolução da legislação sobre Primeira Infância. Na qual foi possível observar que somente em 2006, com a criação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação - FUNDEB, foi instituído o financiamento à educação infantil; em 2016, foi sancionado o Marco Legal da Primeira Infância. E em 2020, pela primeira vez na história, a infancia foi referida e incluída em Anexos de treze Leis dos Planos Plurianuais dos entes federados brasileiros, para vigorar de 2021 a 2023. 6 - DESENVOLVIMENTO De acordo com o Marco Legal da Primeira Infância, um componente de prioridadsk absoluta na faixa etária de O a 6 anos seria o estabelecimento de políticas, planos, Iprogramas e serviços para a primeira infância que atendam às especificidades dessa faixa petária, visando a garantir seu desenvolvimento integral (art. 3º). Poderíamos iniciar dizendo a máxima de que as crianças são o futuro, no entanto, é ecessário apontarmos que sem os cuidados que garantem a qualidade necessária ao seu om desenvolvimento, não é possível acreditar na garantia do futuro. No que tange às responsabilidades dos setores da administração pública educação, saúde, a assistência social, cultura, meio ambiente), do setor judiciário Promotorias, Conselhos tutelares e etc) e do Legislativo que cuida de tornar legal as demandas para a garantia dos direitos dos cidadãos e os movimentos e entidades da sociedade civil organizada, estes precisam garantir às crianças equidade social, justiça e segurança. Para tanto, se faz necessário o investimento em políticas que proporcionem seu desenvolvimento enquanto sujeitos, cidadãos com o direito de viver a infância, um momento único em toda a trajetória de vida para se tornar um ser ativo e criativo, no qual são estabelecidas as bases primordiais dos aspectos cognitivos, afetivos e sociais. Quando citamos as bases do desenvolvimento integral, é preciso lembrar que somos seres que sofrem a influência do meio, mesmo antes de nascer, fatores maternos e externos já podem influenciar a saúde do bebê. E quando as condições necessárias não estão presentes, 0 que pode ocorrer são atrasos significativos, visto que corpo e psique estão intimamente relacionados, influenciando-se mutuamente. Por este motivo, o ambiente no qual a criança está inserida é fundamental. Se é desfavorável, os riscos para um desenvolvimento harmonioso se fazem presentes, podendo tornar a criança vulnerável aos problemas físicos, sociais, emocionais e cognitivos durante toda a vida. Contrapondo- se a isso, se o ambiente promove o crescimento e o desenvolvimento saudável, dando a importância devida à fatores como: a amamentação e os cuidados parentais estabelecidos por meio das relações no contexto familiar e cultural, políticas públicas adequadas que Página 37 de 107 garantem a vaga na escola, o acompanhamento pertinente ao crescimento e o atendimento pediátrico na unidade de saúde, a proteção social, o acompanhamento familiar e o fortalecimento através dos programas e serviços da assistência social, bem como e não menos importante, a manutenção de espaços e projetos de lazer, cultura e meio-ambiente que possibilitem à criança o direito ao brincar e ao convívio social e comunitário seguro e harmonioso, esta criança crescerá se sentindo preparada, com autonomia para todas as outras relações sociais, principalmente para o processo de aprendizagem no início da vida escolar. Portanto, ao analisarmos a realidade de nossas crianças no município, entendemos que apesar dos esforços demandados ao atendimento em todas as esferas, muito há que se fazer no sentido de promover melhores condições às famílias. E, não somente quanto à responsabilidade e a função essencial de cuidar e educar, um exercício fundamental de todos, como também à oferta das condições necessárias para que seja possível o seu exercicio e demandas de políticas públicas voltadas especificamente à primeira infância. Entendemos que o acesso de todos à moradia digna, com especial atenção para rupos em situação de vulnerabilidade; o direito ao brincar em parques infantis, o acesso à eche e à escola, à saúde, à convivência social e o desenvolvimento de uma conexão O consumismo, em geral, pode ser comparado a um vírus que se alastra na sociedade a cada nova ideia de marketing que incentiva o consumo como solução de todos os problemas. A pior notícia é que ele também atinge a primeira infância. Primeiro pela E] postura dos pais, parentes e amigos, e depois pela própria criança que é incentivada a consumir sem limites. Mas a boa notícia é que, seguindo a analogia do virus, para o qual existe um remédio ou vacina, para o consumismo também há um remédio: a EDUCAÇÃO. E melhor ainda, quando aplicada desde a infância, a educação protege o jovem, o adulto e o idoso também. Fato é que ninguém nasce consumista, a pessoa se torna consumista por uma série de situações, influências e condições. O consumismo é, sem dúvida nenhuma, uma das características marcantes da contemporaneidade e as crianças sofrem, cada vez mais «Si cedo, com as graves conseguências desse vírus: o consumismo. Obesidade infantil, adultização e erotização precoces, estresse familiar, competiç entre pares, incorporação de valores materialistas, consumo precoce de tabaco e álcooIN banalização da agressividade, aumento nos indices de doenças crônicas não transmissíveis na infância, diminuição de brincadeiras livres e criativas, insustentabilidade ambiental e violência são alguns dos impactos sociais negativos associados à publicidade Página 38 de 107 o em Ê ESTA Especificamente no Brasil, a , publicidade feita na TV e na internet são as principais ferramentas do mercado para a persuasão do público infantil, que cada vez mais cedo é chamado a participar, opinar e intervir no consumo de toda a família. infantil. As crianças brasileiras estão entre as que mais assistem à televisão no mundo. Segundo dados do Painel Nacional de Televisão, do Ibope Media, divulgado em 2015, a média de horas que as crianças passam na frente das telas aumentou de 4h43 em 2004 para 5h35 minutos em 2014. Deste modo, acreditamos que com uma educação libertadora e de qualidade, podemos intervir nesse mundo ligado ao consumo, e dar às nossas crianças a possibilidade de se defender da obrigação consumista imposta a ela desde muito cedo. A pesquisa ainda constatou que mal-estar físico, sentimento de frustração devido ao desejo de compra e/ou à indisponibilidade do produto, conflitos familiares associados ao desejo consumista, prejuízo financeiro e situações de preconceito associado a padrões estéticos estão entre os possíveis danos causados pela influência da publicidade direcionada à criança. Objetivos 1. Incluir, por meio de legislação ou de norma do Conselho Nacional de Educação, nos currículos e nas propostas pedagógicas das escolas, como conteúdo transversal, junto com a educação ambiental, o tema do consumo responsável e consciente. 2. Sensibilizar os educadores de estabelecimentos privados e do setor público de educação infantil para a questão do consumismo na infância e a sustentabilidade do planeta, associando esses temas com a publicidade direcionada a crianças. 3. Promover a reflexão, com os educadores, sobre os valores e hábitos da sociedade de consumo e de seus próprios hábitos de consumo. 4. Criar oportunidades, nos estabelecimentos privados e equipamentos públicos de educação infantil, para que os educadores abordem as mídias de forma crítica com as famílias, desvendando o seu poder de influência sobre as crianças, visando à formação de atitudes críticas frente à publicidade de produtos de consumo. 5. Educar as crianças para o uso crítico das mídias já a partir dos últimos anos da educação infantil. 6. Promover a proibição ou limitação de venda de produtos alimentícios não saudáveis e bebidas açucaradas dentro das cantinas escolares. 7. Garantir a aplicação da legislação existente que proíbe a publicidade direcionada a crianças. 8. Incluir a perspectiva da proteção contra o consumismo na infância nos programas de promoção da parentalidade existentes em todos os setores que desenvolvem ações Página 39 de 107 direcionadas às crianças. DE VOLTA REDONC. mentação e Arquivo É rena rnesêsmeça 6.2 - À CRIANÇA E O DIREITO DE BRINCAR , Por que brincar é importante? Várias pesquisas têm demonstrado que brincar reúne todas as condições necessárias para que o desenvolvimento infantil se processe de maneira harmoniosa. A oferta permanente de desafios e interações facilita a formação de vínculos positivos com os adultos, que irão influenciar sua vida futura. Mudanças profundas nos ambientes urbanos em que as crianças estão crescendo podem provocar um impacto importante sobre a sua oportunidade de brincar. Além disso, o papel crescente das comunicações eletrônicas e as crescentes demandas educacionais estão afetando negativamente e de forma significativa o direito de brincar, principalmente na primeira infância. As crianças que vivem em situações vulneráveis ficam muito mais expostas às situações de risco, o que também as impedem de participar e de desfrutar dos direitos ao brincar, ao lazer, ao descanso, à cultura, às artes e à convivência com seus pares, pois participam ativamente das ações da comunidade no seu entorno. O que dizem as leis? uma atividade indispensável para o desenvolvimento integral da criança, auxiliando-a el suas habilidades motora, social, emocional e cognitiva. A legistação brasileira reconhece explicitamente o direito de brincar, tanto na Constituição Federal (1988), artigo 227, quanto no Estatuto da Criança e do Adolescente — ECA (1990), artigos 4º e 16, mas essa mesma legislação ainda não consegue oferecer as condições para que esse direito seja exercido plenamente por todas as crianças. Outros direitos e princípios do ECA guardam direta relação com o brincar, dentre os quais destacamos, o direito ao lazer (art. 4º), o direito à liberdade e à participação (art. 16), peculiar condição de pessoa em desenvolvimento (art. 71). A importância do brincar já foi reconhecida, também, em diversos documentos legais internacionais e nacionais, dos quais destacamos a Convenção dos Direitos da Criança —- CDC, no Ar. 31. No Brasil existem várias organizações que defendem o direito de brincar, entre elas a IPA Brasil, que compõe a Rede Nacional Primeira Infância ao lado de outras congêneres. Em agosto de 2023, a Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 2861/23, de autoria da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), tendo como relatora a Talíria Petrone (Psol- RJ), que visa promover o direito da criança ao brincar e fortalecer a parentalidade positiva. A proposta, agora está a caminho do Senado e marca um avanço significativo na garantia dos direitos das crianças no Brasil. O texto estabelece que a União, os Estados, Distrito Federal e os Municípios deverão desenvolver ações específicas no âmbito das políticas de Página 40 de 107 assistência social, educação, cultura, saúde e segurança pública para assegurar o direito da criança a brincar. O projeto destaca a importância de garantir que as crianças tenham o direito de: Brincar livremente PAL DE VOLTA REDORUA ntação e Arquivo k nais Relacionar-se com a natureza Viver em seus territórios originários Receber estimulos parentais lúdicos adequados Ele também reconhece o dever do Estado, da família e da sociedade de promover a parentalidade positiva no direito de brincar. Isso envolve: Apoio Emocional Estrutura Desenvolvimento Cognitivo Autonomia Manutenção da Vida Direito de brincar: desafios e propostas Embora existam leis e regulamentos sólidos que protejam o direito da criança de brincar no Brasil, ainda enfrentamos desafios. Muitas crianças, especialmente (mas não somente) aquelas de comunidades em situação de vulnerabilidade, podem enfrentar barreiras para o pleno exercício desse direito. Para superar esses desafios, é crucial: => Promover a conscientização sobre a importância do brincar na formação das crianças. => Garantir que todas as crianças tenham acesso a espaços de lazer seguros e bem cuidados. = Promover parcerias entre escolas, famílias e comunidades para apoiar o direito de brincar das crianças. => Juntos, como sociedade, precisamos garantir que todas as crianças desfrutem desse direito vital à infância. 6.3 - OS OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO DO MILÊNIO E AS CRIANÇAS - O que são os ODS e o que eles têm a ver com as crianças? Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável ODS - são um apelo global à ação para acabar com a pobreza, proteger o meio ambiente e o clima e garantir que as pessoas, Página 41 de 107 em todos os lugares, possam desfrutar de prosperidade. Com isso, em 2015, os 193 países que compõem a Organização das Nações Unidas - ONU (incluindo o Brasil) se comprometeram a implementar um plano de ação globai que inclui medidas como eliminar a pobreza extrema e à fome, promover a paz, dar uma educação de qualidade a todas as pessoas, incluindo meninas e meninos e proteger o planeta e promover sociedades pacíficas e inclusivas até 2030. Essa ambiciosa agenda é formada pelos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável! (ODS), cada um com suas metas próprias, que devem ser colocados em prática até 2030. “CAMARA UNIÇIPAL DE VOLTA REDON..m 4 e Arquivo É informações que valem ser divulgadas e A meta que trata especificamente dos primeiros : (Educação de Qualidade) e afirma que é preciso “garantir que todos os meninos e meninas tenham acesso a um desenvolvimento de qualidade na primeira infância, cuidados e educação pré-escolar, de modo que eles estejam prontos para O ensino primário”. e Mesmo se alguns ODS não mencionam diretamente crianças menores de 6 anos, O Unicef reitera que todos são relevantes para O desenvolvimento e o futuro delas, especialmente para proteger seus direitos. A agência da ONU afirma que os oDS "são uma oportunidade histórica para melhorar os direitos e o bem-estar de cada criança, especialmente as mais desfavorecidas" e deixa claro que sem oportunidades justas para as meninas e meninos não há desenvolvimento sustentável. informação sem complicação e Vale lembrar que os ODS foram baseados nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), que vigoraram até 2015 e trouxeram progressos importantes, especialmente no que diz respeito à infância, como mais crianças na escola e redução drástica da mortalidade infantil, incluindo queda do número de mortes por malária e tuberculose. São 17 objetivos e 169 metas a serem atingidos até 2030 que preveem ações mundiais nas áreas de importância crucial para a humanidade: « Pessoas * Planeta e Prosperidade « Paz o Parcerias Como parte da iniciativa, o relatório Countdown to 2030 - disponível em inglês e elaborado numa parceria entre Banco Mundial, Organização Mundial da Saúde - OMS - e o Fundo das Nações Unidas para a infância - UNICEF - avalia a evolução de 138 países em relação a essas metas, com uma seção dedicada à primeira infância. Segundo o relatório, no Brasil, embora a porcentagem de crianças em risco de baixo desenvolvimento Página 42 de 107 tenha diminuído, ainda existem problemas como a taxa de aleitamento materno exclusivo, que é baixa. Chama a atenção, também, a falta de informações fornecidas pelo país sobre alguns indicadores, como disciplina violenta e pobreza infantil. Abaixo, compartilhamos o quadro universal dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, os quais estaremos agregando nas Metas propostas no último capítulo deste Plano, quando trataremos dos Eixos Estratégicos e as Metas Propostas. ERRADICAÇÃO DAPOBREZA PARCERIAS 17 cessiiens , nt “ 4 THE GLOBA GOALS sor remo reemeemes — mempeen PAL DE VOLTA REDON..a q umentação e Arquivo À AMUNICE 7 - CONSULTA PÚBLICA á “Dra 5) A Consulta Pública do Plano Municipal da Primeirá Infância foi realizade! Sor meio da ramenta Formulários do Google. Tal ferramenta foi escolhida tendo em vistã o princípio da mocracia digital, por meio da qual a população consegue participar de forma ativa e ampla da construção do Plano Municipal da Primeira Infância. A consulta pública ocorreu no período de 01 de Novembro a 15 de Novembro de 2023 e contou com a participação de 609 pessoas. Para realização da pesquisa, a Comissão Intersetorial para a Elaboração do Plano Municipal de Atenção a Primeira Infância —- PMPI estabeleceu como metodologia a composição de uma equipe de trabalho, formada por representantes dos eixos Assistência, Justiça, Educação, Saúde, Sustentabilidade e Cultura, que se reuniram e construíram o questionário, tendo como ponto de referência a pesquisa desenvolvida e realizada em Recife. O questionário foi divulgado no site oficial e nas redes sociais da Prefeitura de Volta Redonda, assim como nas redes sociais do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente — CMDCA. Para ampliação do acesso a consulta, a Comissão Intersetorial para a Elaboração do Plano Municipal de Atenção a Primeira Infância articulou a divulgação nos equipamentos públicos tais Página 43 de 107 como os Centros de Referência em Assistência Social — CRAS, Postos de Saúde e unidades escolares. A consulta foi composta por 21 (vinte e uma) questões sendo 2 (duas) questões abertas e 19 (dezenove) questões fechadas. 7.14. PERFIL DOS PARTICIPANTES Segundo a análise da pesquisa no que tange a raça/etnia, os participantes se autodeclaram: 41,1% branca; 35,3% parda; 21,3% preta; 2,3% amarela e 0% indígena. “% Preta O sarna Amareia 0 arca € intigera Sobre a motivação em participar da consulta, 60,3% são responsáveis por crianças com menos de 6 (seis) anos, enquanto 27,3% acham importante participar das decisões de políticas públicas de Volta Redonda. DAVA ED! TODAS TI Quando questionados se existe criança de O (zero) a 3 (três) anos sob sua responsabilidade ou convívio que não frequenta creche, 36,6% respondem que não sendo que destes 34,6% frequentam creche gratuita e 2% frequentam creche paga. Enquanto 25,8% respondem que sim, existe criança de O a 3 anos sob sua responsabilidade ou convívio que não frequenta creche. Em relação ao porquê a(as) criança(as) de O (zero) a 3 (três) sob sua responsabilidade ou convívio não frequenta(m) creche, 12,5% responderam que a criança é muito pequena e preferem esperar crescer para ir a creche; 10,7% estão na fila de espera para uma vaga; 6,1% não encontrou vaga e 3% não conseguem levar a criança até a creche. Questionados se existe criança de 4 (quatro) a 5 (cinco) anos sob sua responsabilidade ou convívio que não frequenta a pré-escola, 38,3% respondem que não sendo que destes 35,3% frequentam pré-escola gratuita e 3% frequentam pré-escola paga. Enquanto 5,7% respondem que sim, existe criança de 4 a 5 anos sob sua responsabilidade ou convívio que não frequenta pré-escola. escrevam INICIPAL DE VOLTA REDONcr é Em relação à renda, 26,8% dos participantes informaram que a renda familiar está entre 1 e 2 salários mínimos, 24% até 1 salário mínimo, enquanto 6,9% não possuem nenhuma renda. 16,6% está entre 2 e 3 salários mínimos; 12,3% entre 3 e 4 salários mínimos; 7,9% mais que 5 salários mínimos e 4,9% entre 4 e 5 salários mínimos. 7.2. PRINCIPAIS RESULTADOS OBTIDOS PELA CONSULTA PÚBLICA 7.2.a Políticas Públicas 96,4% são favoráveis a estimular políticas que promovam o atendimento à população com mais necessidades sociais e econômicas, enquanto 3,6% são contrários. 63,5% consideram que o Governo Federal, Estadual e Municipal, as empresas, os Página 45 de 107 movimentos sociais, redes, fóruns e conselhos, as Organizações da Sociedade Civil (OSC) e organizações de pessoas que moram na cidade (Sociedade Civil) podem contribuir com ações para a Primeira Infância. Ainda sobre quem pode contribuir para as ações para Primeira Infância, 53,2% responderam que o Governo Federal, Estadual e Municipal, 23,8% Empresas; 23,2% Movimentos sociais, redes, fóruns e conselhos; 18,4% Organizações da Sociedade Civil (OSC); 18,7% Organizações de pessoas que moram na cidade (Sociedade Civil) e 6,2% Outros grupos. 7.2.b Equipamentos Públicos Quais equipamentos públicos são utilizados ou já foram utilizados por crianças de O ) (zero) a 6 (seis) anos de responsabilidade e/ou convívio dos participantes: 82,4% Zoológico Municipal de Volta Redonda 81,1% Posto de Saúde 67,7% Hospital 47,8% Pré-escola 29,2% Equipamentos da Assistência Social (CRAS, CREAS, dentre outros) 15,8% Parque Aquático de Volta Redonda 8,7% Memorial Zumbi dos Palmares 7,8% Biblioteca Municipal Raul de Leoni 7.2.c Investimentos em Equipamentos Públicos Quais dos equipamentos públicos destinados às crianças os participantes consideram como prioridade para receber investimentos: 90,8% Creche 84,6% Pré-escola 85,4% Posto de Saúde 84,2% Hospital 69,5% Maternidade 58,6% Áreas de lazer como praças Página 46 de 107 E AMUNICIPAL DE VOLTA REDONDA é entação e Arquivo É eps 55,2% Equipamentos culturais (Biblioteca, teatro, dentre outros) 57,6% Áreas de lazer como parques 0,8% Outros: Acompanhamento multidisciplinar, atendimento ampliado e adaptação para crianças autistas. 0,4 % Outros: Prática esportiva; Esporte. 0,4 % Outros: Serviços de uma equipe interdisciplinar como psicóloga, fonoaudióloga e psicopedagoga; Atendimento psicológico e psicopedagógico em toda a Rede Municipal de Ensino; Assistência judicial. 0,2% Outros: Centro de prevenção a saúde infantil; 0,2 % Outros: Centros culturais com atividades recreativas e culturais; 0,2 % Outros: Brinquedotecas e biblioteca especializada para a Primeira Infância; 0,2 % Outros: Zoológico; 0,2 % Outros: Dentista; 0,2 % Outros: Escolas e Creches em tempo integral; 0,2 % Outros: Natação gratuita; 0,2 % Outros: Melhora do asfalto da ciclovia da Beira Rio; 0,2 % Outros: Todas as opções, mas principalmente creches e pré-escolas; 0,2 % Outros: Locomoção. 7.2.d Serviços Públicos Quais serviços públicos são utilizados ou já foram utilizados por crianças de O (zero) a 6 (seis) anos de responsabilidade e/ou convívio dos participantes: 97,4% Vacinação 41,1% Acompanhamento da saúde da família 25% Serviços da Assistência Social (CRAS, CREAS, dentre outros) 16,7% Atividade esportiva 10,8% Primeira Infância no SUAS (Sistema Único da Assistência Social) 7,6% Acompanhamento psicológico 6,2% Acompanhamento nutricional Página 47 de 107 7.2.e Investimentos em Serviços Públicos Quais dos serviços públicos destinados às crianças os participantes consideram como prioridade para receber investimentos: 78,5% Vacinação 76,4% Acompanhamento da saúde da família 73,4% Acompanhamento psicológico 59,3% Atividade esportiva 56% Acompanhamento nutricional 55,3% Serviços da Assistência Social (CRAS, CREAS, dentre outros) E) . 49,6% Primeira Infância no SUAS (Sistema Único da Assistência Social) Educação 83,1% Criar novas vagas em creches e pré-escolas 66,2% Investir em livros e brinquedos para as creches e pré-escolas 57,3% Formar adultos que atuam com crianças para brincar e estimular a criatividade Saúde 71,9% Acompanhar o desenvolvimento dos bebês e crianças 69,3% Acompanhar mulheres durante a gravidez para realizar consultas de pré- E] natal 63,2% Acompanhar mulheres após o parto (100 primeiros dias) 61,4% Visitar as casas de famílias com gestantes e crianças para orientar sobre os cuidados 59,6% Incentivar o aleitamento materno 30,5% Incentivar o parto natural e humanizado Assistência Social 68,5% Promover diálogos com cuidadores de crianças sobre os danos da violência infantil 59,8% Fazer campanhas de conscientização sobre a importância da infância no desenvolvimento das pessoas 52,7% Fazer palestras sobre a importância do cuidado e vínculo entre adultos e Página 48 de 107 IPAL DE VOLTA REDONDA É PUC quivo i cassa crianças Infraestrutura - 71,4% Adequar ruas, calçadas e praças para O lazer das crianças com e sem deficiência 58,8% Criar espaços de convivência para crianças que não estão nas creches 49,3% Ampliar a rede de abastecimento de água e de esgoto Capacitação dos Profissionais 78,2% Preparar os profissionais de saúde e educação para lidarem com o desenvolvimento das crianças 8- EIXOS ESTRATÉGICOS O Plano Municipal de Atenção à Primeira Infância de Volta Redonda tem um período de execução de 10 anos, com previsão de sua efetiva implantação até Dezembro de 2033. Durante este periodo, o plano será monitorado e avaliado pela Comissão Intersetorial para a Elaboração do Plano Municipal de Atenção à Primeira Infância, criada pela Resolução do CMDCA nº 008/2021. A comissão deverá se reunir a cada dois anos para revisar o plano nas seguintes datas: JUN/2026, JUN/2028, JUN/2030, JUN/2032, e a revisão final em DEZ/2033, conforme prevê o artigo 4º, letra "f' da Resolução supra. Página 49 de 107 políticas públicas e diretrizes federais, permitindo que cada gestor municipal proponha revisões ao Chefe do Executivo por meio da Comissão, como previsto no artigo 4º, letra “e” da Resolução supracitada. Durante as revisões, devem ser observadas as metas do PMIA (Plano Municipal da Infância e Adolescência) e do OCA (Orçamento da Criança e do Adolescente), garantindo a integração e coerência entre seus objetivos e execução, Abaixo estão as metas estabelecidas pela Comissão de Elaboração do Plano Municipal de Atenção à Primeira Infância, resultado de um trabalho minucioso e participativo entre o Poder Público e a Sociedade Civil, visando garantir a democracia por meio do diálogo. As metas estão organizadas por Eixos Estratégicos, a saber: JUSTIÇA, SAÚDE, SUSTENTABILIDADE e CULTURA, ASSISTÊNCIA SOCIAL E EDUCAÇÃO. E todos os eixos estão relacionados a um Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS - ONU). 8.2.a- JUSTIÇA L ALE VOA REL. e Convivência familiar e comunitária às crianças vítimas de viólação de direitos (acolhimento) O Sistema de Justiça e a Primeira Infância e À priorização da convivência familiar, onde o ESTADO deve oportunizar dando apoio a família natural junto a qual a criança deve permanecer, garantido o acompanhamento sistemático da rede de assistência, através do CRAS e CREAS, evitando que a criança vá parar em acolhimento familiar ou institucional; Em caso de acolhimento institucional ou familiar deve ser obrigatório, também, o suporte do Estado e da família da criança acolhida, de forma que possa ser reintegrada o mais rápido passível para família de origem, a fim de evitar a institucionalização da criança; e Registro Civil como direito da criança Ampliar as informações aos pais sobre a importância de registrar os filhos após o nascimento, como forma de garantia de direito aos mesmos, visto que é um dever do Estado, que incumbe seus pais ou responsáveis de promovê-lo em até 15 dias após o nascimento, de preferência logo que a criança nasce na própria maternidade, o registro do Recém-Nascido; Registro Civil que se assegura à pessoa a garantia de identidade, mediante o Página 50 de 107 estabelecimento do seu vínculo familiar, assim como seu vínculo em relação ao stado, possibilitando que possa exercer sua cidadania; DE VOLTA REDONDA * Garantia de direitos à Primeira Infância STS. Para fortalecer o expresso compromisso brasileirsT dE” proteger integramente as crianças e adolescentes, conforme o Art 227 da constituição: É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, a profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária; Que o Ministério Público, a Defensoria e o Poder Judiciário definam expressamente, em seus planos de ação, que a proteção à primeira infância é prioridade absoluta; 1. Priorização da convivência familiar, onde o Estado deve oportunizar dando apoio à família ODS Objetivo 1. Acabar com a pobreza em natur junto ual crian ve at ju aq a ça de todas as suas formas, em todos os lugares permanecer, garantindo o acompanhamento sistemático da rede de assistência através do CRAS e CREAS, evitando que a criança vá parar em acolhimento familiar ou institucional. Em caso de acolhimento institucional ou familiar deve-se também obrigatório o suporte do Estado à família de origem da criança acolhida, de forma que possa ser reintegrado o aa . . . Prazo Res ável lvi o mais rápido possível, a fim de evitar a ponsave Envolvidos institucionalização da criança. 1.1 Garantir a aplicabilidade dos recursos do | 2025 GEGOV SEPLAG Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do CONSELHO Adolescente (FINAD) nas ações dos planos, TUTELAR previsto no 82º do Art 260 do Estatuto da CMDCA Criança e do Adolescente (ECA). Página 51 de 107 1.2 Desenvolver trabalhos de parceria com as equipes profissionais de toda rede, propriamente as das unidades básicas de saúde e policlínicas, promovendo a proteção em rede em torno de gestantes, estimulando os apoios familiares e comunitários, especialmente a participação do pai, prevenindo a separação e estimulando a —alta proteção. 2025 SMS SMAS SME CONSELHO TUTELAR 1.3 Assegurar a ampliação de recursos financeiros para promoção de parcerias com bancos de leite, de modo a garantir a alimentação com leite materno aos bebês que chegam aos SAF (Serviço de Acolhimento Familiar) e SAI (Sistema de Acolhimento Institucional), em caso de impossibilidade de amamentação. Contudo, realizando uma grande divulgação estimulando as pessoas aptas a doarem leite materno, considerando que o aleitamento materno é direito precípuo da criança na primeira infância. 2025 1.4 Ampliar a divulgação da forma protegida de entregar a criança para adoção por meio do Sistema de Justiça, disseminando informações quanto aos procedimentos para a entrega voluntária de crianças para a adoção, de forma a reduzir o preconceito contra mães que optam por essa medida, favorecendo a forma preventiva de proteção a criança na primeira infância e evitando assim a violação dos seus direitos. 2025 SMS SECOM CONSELHO TUTELAR CMDCA SMAS SECOM SMS CONSELHO TUTELAR CMDCA Página 52 de 107 1.5 Divulgação e capacitação de programas | 2028 l de SAF (Sindrome Alcoólica Fetal), inclusive | t com disponibilização aos familiares aptos a serem inseridos nos programas, um subsídio ! í | . | financeiro mensal que possa suprir as | necessidades da criança acolhida; SMS ] 1.6 Capacitações de forma semestral aos| 2028 profissionais do SAI (Sistema de Acolhimento Institucional) a fim de instruí-los e capacitá-los na priorização da convivência familiar, mesmo estando em Sistema de Acolhimento institucional, de forma que promova o fortalecimento de vínculos; FBG 1.7 Assegurar estratégias de garantia do direito à convivência familiar e comunitária na metodologia dos serviços de acolhimento, tais como manutenção de vínculo com a família de origem (quando não houver impeditivo), preparação para colocação em adoção, participação na vida comunitária do território em que esteja o serviço de acolhimento, entre outras; SEPLAG CMDCA CONSELHO TUTELAR CONSELHO TUTELAR 1.8 Implantar e programar os serviços de | 2028 acolhimento que atendam mulheres grávidas ou crianças e famílias em situação de vulnerabilidade social, prevenindo a separação, de forma a contribuir com a proteção da família, a construção/reconstrução dos vínculos de afeto e familiares, a reinserção social e a vida autônoma; SMS Página 53 de 107 CONSELHO TUTELAR mal SMAS comunitária de 100% das crianças ainda em FBG 1.9 Garantir o direito à convivência familiar e | 2028 SAF (Serviço de Acolhimento Familiar) e SAI (Serviço de Acolhimento Institucional) 1.10 Apoio sistemático da Assistência com | 2033 SMAS CMDCA programas de rendas para famílias CONSELHO TUTELAR consideradas de aito índice de vulnerabilidade: auxílio moradia, auxilio creche, auxilio alimentação, entre outros. 2. Promoção de campanhas a fim de enfrentamento a violência contra crianças. ODS Objetivo 10. Reduzir a desigualdade dentro dos países e entre eles Objetivo 5. Aicançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas atenção às crianças e Responsável Envolvidos 1. Ampliar a divulgação de informações da SECOM . me SMDH rede de apoio no que tange ao auxílio jurídico, GEGOV garantindo a publicização destes serviços. 2.2 Fortalecer as redes locais institucionais 2025 SMS 'SMAS | (públicas) e informais (sociedade civil) de | SMDH suas famílias, garantindo: a proteção e a Página 54 de 107 colocando salvo de todas as formas de | SME violência, a qualidade de atendimento, CoMbDIM acompanhamento e tratamento aos autores da violência doméstica, ratificação a CMS importância da notificação e monitoramento dos casos de violência; a articulação eficiente CME entre a Rede de Proteção e de atendimento CMAS voltado às crianças vítimas de violências e sua família; a promoção de ambientes seguros de qualidade de vida que asseguram todo e qualquer direito da criança na primeira infância. 2.3 Estimular e acompanhar a utilização do | 2025 GEGOV CONSELHO Sistema de Informação para Infância e TUTELAR Adolescência (SIPIA) criado em 1997, com base no ECA, onde o SIPIA visa gerar EPD informações a partir dos Conselhos Tutelares CMDCA para subsidiar a adoção de decisões governamentais sobre políticas para crianças, garantindo-lhe o acesso à cidadania. A 24 Regulamentação de Centro de|2025 SMS CONSELHO Atendimento Integrado a Criança e TUTELAR Adolescente — CATI-CA vítima de violência, a fim de que a mesma possa ter todo o cuidado CMDCA e acompanhamento de forma sistemática GEGOV onde englobaria agente de saúde, assistente social, psicólogo, educadora entre outros profissionais. | Página 55 de 107 2.5 Capacitar, por meio de oficinas e rodas de conversa, as forças de segurança (Guarda Municipal e as polícias Civil e Militar) sobre os tipos e a gravidade das violências contra crianças e as formas de enfrentá-las. 2.6 Promover formações continuadas e capacitações aos profissionais de saúde, SMAS SMEL educação e assistência social, bem como demais agentes; | SME fes 2.7 Promover a inclusão nas políticas públicas | 2028 SMS ações que visem garantir os direitos da SMAS criança, desde a atenção pré-natal e de atividades junto aos pais e responsáveis a fim de promover a informação, a reflexão, o debate e a orientação sobre alternativas ao uso de castigo físico ou tratamento cruel ou degradante no processo educativo; ONSE TUTELAR 2.8 Promover formação orientada para o tema | 2028 SMS da violência na primeira infância para SME CMDCA profissionais do Programa Saúde da Família e de Educação Infantil contra crianças e as formas de enfrentá-las; | 2.9 Implementar a Lei Nº 13.431 de 2017| 2028 GEGOV SMS (Escuta Protegida) para a qual pode ser ari x CMDCA necessário promover a formação dos operadores de Direitos; CONSELHO TUTELAR Página 56 de 107 2.10 Elaborar material educativo para prevenção contra abuso sexual infantil para os pais e responsáveis lerem para e com os seus fihos de O a 6 anos e para os cuidadores, onde terão a finalidade de aprenderem sobre seus corpos, os cuidados, o papel da família, que pode ajudar e como proteger; 2028 SMAS SME ds À E , GEGOV SECOM SME 2.11 Criar equipamentos com espaços | 2033 GEGOV SMS SMAS intersetoriais locais para a articulação de | ações e elaboração de plano de atuação SME conjunta focado nas famílias em situação de violência, com a participação de profissionais SMDH de saúde, assistência, educação e órgãos de promoção, proteção e defesa dos direitos da criança; | 2.12 Integrar a rede de atendimento do Setor | 2033 | SMS CONSELHO Saúde com Setor Jurídico (promotorias TUTELAR públicas, delegacias especializadas, varas de justiças e universidades que prestam serviços CMDCA de advocacia); + 2.143 Fortalecer programas sociais de geração | 2033 SMAS CONSELHO de renda para famílias vítimas de violência TUTELAR social, CMDCA SMDET SMDH 2.14 Estimular à participação infantil nas | 2033 SME SMAS decisões e nos espaços da comunidade por meio de consulta às crianças até 06 (seis) SMS anos de idade; Página 57 de 107 215 Promover campanhas de | 2033 conscientização e sensibilização por parte do Ministério de Justiça e das secretarias de segurança municipais e estaduais que evidenciem a importância da construção de zonas seguras a fim de que as crianças tenham sua integridade fisica preservada e deixem de ser vitimas de violências, seja em âmbitos escolares ou centros urbanos, sendo em sua grande maioria, pobres, negras e de periferia, o que evidencia a maior vulnerabilidade social e econômica desse grupo por motivos de raça/cor/etnia; - SMDH CONSELHO TUTELAR SMAS SEMOP CMDCA mermo 216 Fomentar as redes comunitárias de proteção às crianças de O a 6 anos procurando envolver os serviços de proteção existentes no território e as pessoas da comunidade; 2033 217 Ampliar o controle social em relação à educação de crianças negras, indígenas, quilombolas e dos povos e das comunidades tradicionais para o fortalecimento de identidade étnica e combate a todas as formas de violência; 2033 SME SMDH SMDH CMDCA CONSELHO TUTELAR 2.18 Adotar medidas adequadas para a criação e garantia de um ambiente educacional livre do racismo e da violência étnico racial. 2033 SME CMDCA SMDH CONSELHO TUTELAR Página 58 de 107 3. Fortalecer o expresso compromisso brasileiro de proteger integralmente as crianças, conforme o Art. 227 da Constituição Federal: É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária. Que o Ministério Público, a Defensoria e o Poder Judiciário definam expressamente, em seus planos de ação que a proteção à primeira infância é prioridade absoluta. 3.1 Sensibilizar os órgãos judiciários para que promovam internamente a qualificação de promotores, defensores públicos, delegados e juízes da infância e da juventude sobre a escuta de crianças, a fim de que estas sejam respeitadas na sua singularidade, privacidade e condição de sujeitos, capazes de manifestarem seus sentimentos e suas percepções por meio de diferentes linguagens, próprias da idade. ODS Objetivo 3. Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades ; Objetivo 4. Assegurar a educação inclusiva e equitativa e de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos Prazo Responsável Envolvidos 2025 GEGOV CMDCA CONSELHO TUTELAR 3.2 Estabelecer parcerias com instituições de ensino superior, visando à introdução, no currículo dos cursos ofertados, sobretudo os cursos de Direito, sobre infância, desenvolvimento infantil, escuta de crianças, entre outras. 2025 SME CMDCA CONSE LHO TUTELA Página 59 de 107 3.3 Estimular a implementação e/ou | 2025 SMAS FBG ampliação de programas de acolhimento familiar de crianças afastadas do convívio familiar, ii DEJVOLTA REDONDA é moriação e Arquivo & x conforme preceitua o Art. 34 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o Marco Legal. 3.4 Promover educação continuada em | 2028 SMDH SMAS direitos dos diferentes atores do SEMOP Sistema de Garantia de Direitos boNsELHO (magistrados, promotores de justiça, PUTELAR defensores públicos, delegados, CMDCA policiais civis e militares, conselheiros de direitos e conselheiros tutelares, gestores de órgãos e serviços de atendimento a crianças no território) sobre os diversos temas dos direitos da criança, basicamente presentes no Estatuto da Criança e do Adolescente — ECA, e que poderam ser selecionados por ordem de prioridade conforme sua maior incidência e maior gravidade; Página 60 de 107 4. Ampliar as informações aos pais sobre a importância de registrar os filhos após o nascimento, como forma de garantia de direito aos mesmos, visto que é um dever do ESTADO, que incube seus pais ou responsáveis de promovê-lo em até 15 dias após o nascimento, de preferência logo que a criança nasce na própria maternidade o registro do Recém-Nascido; Registro Civil que se assegura à pessoa a garantia de identidade, mediante o estabelecimento do seu vínculo familiar, assim como seu vínculo em relação ao Estado, possibilitando que possa exercer sua cidadania; 41 Criar uma parceria junto aos hospitais e aos cartórios civis para que logo ao nascimento da criança os próprios hospitais acionem o profissional do cartório civil para que a criança já seja registrada no próprio hospital antes da alta hospitalar; ODS: Objetivo 16. Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento | sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis 16.9 Até 2030, fornecer identidade legal para todos, incluindo o registro de nascimento Responsável Envolvidos 2025 | SMS CMDCA CONSELHO TUTELAR CMS eee reason — DE VOLTAREDON ntação e Arqui mise taça Página 61 de 107 4.2 Criar um núcleo de cartório civil no | 2025 SMS | |CMDCA hospital que tenha grande fluxo de CONSELHO nascimento de crianças a fim de evitar TUTELAR uma morosidade dos genitores nos CMS registros, considerando que muitos deixam de registrar os filhos naquele errors . . . . à DE VOLTA REDONUA é momento devido a condições financeiras entação e Arquivo à e naesorene mare como, por exemplo, arcar com passagens para deslocamento ao cartório; 4.3 Criar procedimentos para esclarecer | 2025 as mães a diferença entre DNV (Declaração de Nascido Vivo), fornecida pela maternidade e o Registo e a Certidão de Nascimento, realizados no cartório; L 4.4 Criar meios para simplificar os | 2025 SMS CMDCA procedimentos de reconhecimentos da CONSELHO TUTELAR paternidade; CMS 4.5 Garantir o registro civil obrigatório, nas | 2025 SMS ICMDCA maternidades e nos estabelecimentos CONSELHO TUTELAR CMS afins, para os recém-nascidos SMDH pertencentes a famílias, povos e CMDH comunidades tradicionais em situação de COMUPIR itinerância; 46 Promover permanentemente, 2025 SMS GEGOV campanhas informativas e de SECOM sensibilização social, ganhando espaço no CMDCA maior número possível de veículos locais de comunicação social: rádios, alto- falantes, jomais institucionais, faixas, Página 62 de 107 folhetos e outros meios; 1E VOLTA REDONUA É emtação e Arquivo é repete rancionomm i 4.7 Organizar nas escolas ações que | 2028 SME CME estimulem o registro de nascimento e forneça orientações às famílias (palestras CMDCA aos responsáveis, gincanas e trabalhos com alunos, com participação dos responsáveis); 4.8 Inserir orientações aos pais sobre | 2028 SMS CMS registro civil nos materiais informativos das secretarias de saúde, nas campanhas CMDCA de vacinação e nas visitas domiciliares (no Programa Saúde da Familia). 4.9 Organizar mutirões para registro civil 2033 SMAS | CMDCA SMS em locais de maior incidência de SMDH subregistro ou difícil acesso, em articulação com associações de bairros, de classe, sindicatos, igrejas e clubes de serviços, promovendo o deslocamento dos serviços cartoriais. Página 63 de 107 8.2.b - Saúde Seguindo a lógica do Plano Nacional pela Primeira Infância, conceituamos saúde como um fenômeno construído social e historicamente, resultante de determinantes sociais que geram acesso ou barreiras a uma vida digna e decente que, para além do paradigma médico assistencial, é o entendimento da vida como riqueza social e que é desenvolvida no cotidiano das pessoas e nas suas relações, sendo assim, após levantamento e análise de dados e indicadores de saúde das gestantes e crianças em nosso município viemos propor: 1. Reduzir percentual de mortalidade materna e infantil por causas evitáveis. ODS Objetivo 3. Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades Prazo Responsável Envolvidos 1.1 Priorizar atendimento às gestantes e crianças em situação de vulnerabilidade (Marco Legal da Primeira Infância - Lei nº 13.257/16 — art. 14,82º) É 1.2 Garantir atualização periódica dos protocolos de atendimento clínico para pré-natal e puericuitura com matriciamento e capacitação de toda equipe a fim de ofertar atendimento atualizado e qualificado à população. 1.3 Garantir mínimo de seis consultas pré-natal para as gestantes com acesso a todos os testes, exames complementares bem como imunizações necessárias neste | período. 2025 | SMS 2025 |SMS 2025 [sus SMS SMAS SME Página 64 de 107 1.4 Manter Comitê de ativo no município o investigação de morte materna e infantil a fim de nortear melhorias na qualidade da assistência bem como falhas possíveis no processo. 2006 | SMS SMAS GEGOV SMDH 1.5 Garantir assistência adequada nas do evitando que a gestante passe por maternidades à hora parto, constrangimentos e/ou abalo emocional. 2025 | SMS SMAS SMDH mei ris. CAE, Nica 1.4 Criar grupos de preparação e apoio psicológico para gestantes e pais com vistas à maternidade e paternidade responsáveis com temas diversos como cuidados na gestação, direitos e deveres, cuidados com o recém-nascido. 2028 | SMS SMAS SMDH SME 1.5 Reduzir a prevalência da sífilis congênita, apoiando e esclarecendo os casais sobre a detecção e tratamento da gestante e seu companheiro. 2028 | SMS SMAS 1.6 Ofertar apoio psicológico para as de acompanhamento técnico com foco de gestantes que necessitem nas deprimidas e/ou vitimas violência e dependentes químicas. 2028 |SMS SMAS SMDH Página 65 de 107 1.7 Ofertar apoio nutricional para as| 2028 | SMS SMAS gestantes que necessitem de acompanhamento técnico com foco na desnutrição e obesidade com comorbidades associadas como Hipertensão e Diabetes. 1.8 Garantir imunização necessária às | 2028 SMS SMAS puérperas e aos recém-nascidos bem como realizar ações que incentivem e orientem as famílias da importância da imunização e da atenção ao| calendário vacinal mantendo todas as vacinas em dia. 1.9 Alcançar 95% de cobertura vacinal | 2033 | sms SMAS para crianças de até 5 anos. SME Página 66 de 107 2. Aumentar % de atendimento das famílias na atenção básica, bem como por equipes multiprofissionais garantindo assistência e diagnóstico precoce e detecção de abusos elou violência. 2.1 Capacitar equipes de saúde com vistas a preparar os profissionais para o desenvolvimento de várias políticas públicas com temas como alerta para risco de violência contra crianças, incentivo à matrícula na creche e aleitamento materno, cuidados contra obesidade e imunização. ODS Objetivo 3. Assegurar uma vida saudável e promover o idades bem-estar para todos, em todas as Responsável Envolvidos SMAS Pd 2.2 Garantir a realização de teste de | 2025 SMS SMAS triagem neonatal: teste do pezinho, teste SME da orelhinha, teste do olhinho e teste do coraçãozinho. 2.3 Criar rodas de terapia comunitária | 2025 SMS SMAS com focos em gestantes e parceiros (as) para fortalecimento da parentalidade Rm 2.4 Definir padrões mínimos de SMS SMAS qualidade para os serviços públicos 2028 SMDH destinados à população na primeira SME infância com avaliação periódica e intersetorial dos mesmos. Página 67 de 107 2.5 Implementar a articulação da equipe | 2028 de referência com o serviço de saúde onde ocorrerá o parto, envolvendo ambas as equipes no pré-natal e cuidado no puerpério, com realização de alta conjunta já com agendamento da primeira consulta de puericultura e de puerpério, minimizando riscos de mortalidade neonatal. os | SMS mação e Acqul t SMAS 2.6 Ampliar o atendimento para crianças | 2028 SMS SMAS neurodivergentes com oferta de SON ar SMDH profissionais especialistas como fonoaudiólogo, neuropediatra, psicólogo, SME musicoterapia, arteterapeuta, terapeutas SMC ocupacionais e outros SMPD GEGO VSMA 2.7 Capacitar profissionais, | 2028 SMS SMAS principalmente saúde e educação, para SMDH [o] diagnóstico precoce e . . SME encaminhamento de crianças com ae un SMC possíveis deficiências, bem como . . SMPD encaminhamento adequado e mais : SMA breve possível GEGO V Página 68 de 107 3. Garantir Segurança Alimentar e Nutricional ODS Objetivo 2. Acabar com a fome, -— SAN, bem como melhorar o estado alcançar a segurança alimentar e melhoria nutricional das gestantes e crianças. da nutrição e promover a agricultura sustentável Prazo Responsável Envolvidos 3.1 Criar uma coordenadoria de SAN | 2025 SMS SMAS (Segurança Alimentar e Nutricional) SME j transversal às secretarias a fim de garantir às crianças Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA) com criação de projetos, fortalecimento das ações já existentes, bem como garantir ampla divulgação dos mesmos. 3.2 Garantir a qualidade dos alimentos e | 2025 | SMS GEGOV preparações ofertados nas cantinas das SME CONSELHO escolas do município através de fiscalização | MUNICIPAL DE um ALIMENTAÇÃO periódica e grupos ESCOLAR - CAE interdisciplinares para proposições. 3.3 Ofertar lanches balanceados para | 2025 Em SMAS SME crianças na primeira infância, evitando alimentos ultraprocessados em programas de atividade física municipal. | Página 69 de 107 — 3.4 Garantir a elaboração de cardápios | 2025 conforme a resolução nº 06 de 08/05/2019 FNDE Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação - e orientar alunos e comunidade escolar para redução de consumo de produtos ultraprocessados. SMS SME SMAS I 3.5 Aumentar cobertura do SISVAN|2025 (Sistema de Vigilância Alimentar e| Nutricional) com coleta de recordatório alimentar das gestantes e crianças. 3.6 Retomar IUBAM -— Iniciativa Unidade | 2025 Amiga da Amamentação com vistas ao incentivo ao aleitamento materno com apoio às gestantes, lactantes e familiares no pós-parto. SMS SMAS 3.7 Ampliar a capacidade do Banco de | 2028 Leite Municipal a fim de atender também aos recém- nascidos que não estejam internados. SMS SECOM 3.8 Normatizar EAN (Educação Alimentar | 2028 e Nutricional) dentro dos equipamentos de SAN (Segurança Alimentar e Nutricional) e Instituições que forneçam refeições ou que de alguma forma tenham nos seus objetivos apoiar a pessoas em vulnerabilidade alimentar. SMAS SMS SME 4 Página 70 de 107 59 intensificar as ações de| 2028 SMS GEGOV educação alimentar e nutricional, SMAS principalmente. com foco na introdução alimentar. r | 3.40 Criar meios de divulgação e 2028 SMS SME sensibilização de pais e De . SMAS responsáveis por crianças sobre a prevenção de acidentes desde o SEMOP início da gestação. o GM STMU Página 71 de 107 4. Auxiliar no cumprimento de direitos. ODS Objetivo 3. Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades Prazo Responsável Envolvidos 4.1 Divulgação através do PSE — Programa 2024 SMS GEGOV . : A SME Saúde na Escola sobre os riscos da SAF — CMPD Sindrome Alcoólica Fetal, através de palestras, , o COMUDA rodas de conversas, vídeos explicativos, folders, cartilhas e materiais educativos em geral 4.2 Criar campanhas para conscientização, 2024 SMS SECOM sobre a SAF — Síndrome Aicoólica Fetal, nas mídias e canais da Prefeitura de Volta Redonda e em outros meios de divulgação públicos, bem eee n AL DE VOLTA REDONLA & ntação e Arquivo 4 na erre serasa e E como outdoors e afins | 4.3 Garantir às crianças o direito ao registro civil 2025 SMS GEGO mantendo um pólo para o registro dos recém- V nascidos dentro da maternidade municipal de SMDH referência HSJB ni 44 Assegurar o direito à presença dej 2025 SMS SMDH acompanhante durante o trabalho de parto, no CONSELHO parto e pós-parto, conforme a Lei TUTELAR Nº11.108/2005 e ao Alojamento Conjunto em HSJB toda a rede de saúde do município | Página 72 de 107 4.5 Garantir imunização necessária às puérperas e aos recém- nascidos, bem como realizar ações que incentivem e orientem as famílias da importância da imunização e da atenção ao calendário vacinal mantendo todas as vacinas em dia. 2028 SMS SMAS E 4.6 Garantir a realização de teste de triagem neonatal. teste do pezinho, teste da orelhinha, teste do olhinho e teste do coraçãozinho. L 2028 SMS SMAS 47 Planejar, implementar e fortalecer programas intersetoriais de saúde integral e educação especializada dirigidos às crianças com deficiência ou com transtornos globais do desenvolvimento, dos quais participem a família e a comunidade, informando, apoiando e orientando aos responsáveis legais sobre as implicações médicas, psicológicas, legais e o tratamento adeguado que necessitam as crianças com dificuldades de desenvolvimento, tão logo sejam detectadas. 2028 SME E) VOLTA REDON: SMS SMAS ertação e Arquivo arrenc: 48 Alcançar 95% de cobertura vacinal para 2028 SMS SME crianças de até 5 anos. SMAS o | SECOM 4.9 Fortalecer a Atenção Básica nos cuidados com a 2028 SMS SMAS puérpera. Página 73 de 107 ODS Objetivo 3. Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades 5. Estruturar ações nos diferentes âmbitos de atenção à criança que foquem na prevenção de acidentes na primeira infância. Prazo Responsável Envolvidos 5.1 Garantir, monitorar e supervisionar a 2025 SMS SME correta e » , q CONSELHO obrigatória notificação de internação por rigatória notificaç internação p TUTELAR causa externa de crianças de zero a seis anos para que possam ser identificadas as OQincipais causas dessa morbidade e de seus agentes causadores, servindo de base para a tomada de decisões em políticas-públicas. L 2025 SEMOP SMEL 5.2 Monitorar o cumprimento de normas SME | de segurança para piscinas residenciais, de sus clubes, de escolas e de outras áreas públicas e privadas. — a | q ao — poz8 GEGOV SMS 5.3 Desenvolver campanhas educativas SME Ou orientem e sensibilizem os pais e no . p SEPLAG responsáveis por crianças sobre a prevenção por P ç prevens SECOM de acidentes desde o início da gestação, . COMPDEC empregando, para isso, diversos meios, como campanhas pela televisão, folhetos, check lists de segurança, cartazes e reuniões em centros de saúde, nos estabelecimentos de educação infantil e nas escolas. . L 1 Página 74 de 107 | 0208 |SMS |SMAS - 5.4 Reforçar a temática da prevenção de acidentes na qualificação e sensibilização das equipes de atenção básica e equipes de saúde da família para um olhar atento principalmente durante as visitas domiciliares quanto a riscos iminentes para acidentes. 5.5 Promover, como determina a Lei nº 13.722/2018, cursos de Re suporte básico de vida para profissionais de creches, escolas, E É e fsuive - CRAS estejam aptos a prover o cuidado adequado em casos de ss, / acidentes até que a criança seja atendida no serviço de saúde A adequado. 028 E SMAS 5.6 Efetivar a educação de trânsito de acordo com o Código de Am EME Qpnsito Brasileiro, de forma constante e não pontual, na edu- 028 STMU |SEMOP ação infantil e nos cursos de formação inicial e continuada dos GM | otessores, 5.7 Estimular a construção e a manutenção dos espaços de ozs SMEL EPLAG | lazer segundo as normas de segurança. SMI SMMA Ê Lo 5.8 Implementar o monitoramento para os , . Ra no pozs FBG GEGOV serviços de acolhimento institucional com capacitação SEPLAG gr aos profissionais envolvidos, adaptação dos espaços SMI ísicos e adoção de práticas e cuidados de acordo com o desenvolvimento psicomotor das crianças. Tal medida visa a diminuir os riscos de acidentes, respeitando a necessidade exploratória da criança para um crescimento integral. 5.9 Promover a adoção de normas de seguran- ça em todos os 2028 SEMOP | CMDCA espaços públicos e privados nos quais as crianças vivem e naqueles que elas frequentam. Página 75 de 107 - Sustentabilidade e Cultura Quando falamos de integração homem e natureza, é necessário definirmos alguns termos considerados fundamentais. O termo sustentabilidade, representa o equilíbrio encontrado na exploração dos recursos naturais e a preservação do meio ambiente. A Lei da Política Nacional do Meio Ambiente, em seu art. 3º, |, conceituou meio ambiente como o conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas. Deste modo, entendemos que é direito e necessidade de a criança conviver de modo harmonioso em espaços de natureza, o que irá promover o bem estar físico, mental e emocional. Após levantamento e análise de dados e indicadores de nosso município sobre a importância do espaço, da cidade, do meio ambiente, das diferentes infâncias e dos impactos ambientais sobre a saúde e a qualidade de vida de todos, especialmente de crianças em processo de desenvolvimento viemos propor: 1. Garantir às crianças o direito de acesso a espaços lúdicos que proporcionem o bem-estar, o brincar ao ar ODS 11.7 Até 2030, proporcionar o livre e a socialização fo nt17 lei Nº . am alização (conforme o art17 da lei N acesso universal a espaços públicos 13.257/16). seguros, inclusivos, acessíveis e verdes, particularmente para as mulheres e crianças, pessoas idosas e pessoas com deficiência Prazo Responsável Envolvidos 1.1 Promover um programa de lazer na rua para | 2024 SMEL SMAS SMC famílias, restringindo o acesso de veículos . Na STMU motorizados no local nos finais de semana, em todo território da cidade (com um cronograma previamente SEMOP divulgado), garantindo assim a integração familiar e oportunizando um momento de socialização a criança; Página 76 de 107 1.2 Implementar ações de esporte e lazer com foco na | 2025 SMEL SMAS Primeira Infância como natação, dança, atividades e lúdicas e outros, otimizando os equipamentos SMC existentes no território (ginásios, quadras, praças, etc) | H.3 Ampliar a oferta de espaços lúdicos e acessíveis | 2028 SMAS |SMPD em áreas externas como (postos de saúde, creches, SMC escolas, centros de cultura, bibliotecas e Centros de Referência em Assistência Social - CRAS; ODS Objetivo 11. Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis. 2. Promover o contato e interação com a natureza, propiciando o aprendizado, considerando que nos Objetivo 17. Fortalecer os meios de espaços da cidade há possibilidades de implementação e revitalizar a aprendizagens formais e informais. parceria global para (o) desenvolvimento sustentável Prazo Responsável Envolvidos 2.1 Regualificar e revitalizar espaços urbanos ociosos próximos as residências e Centros de Referência em as . . SMA Assistência Social — CRAS consolidando-os como S praças arborizadas e sombreadas, garantindo o SMPD contato da criança com espaços verdes. 2.2 Criar hortas comunitárias nos bairros 2025 SMMA SMI SMAS a ma) Página 77 de 107 2.3 Promover doações de mudas nos bairros 2025 SMMA SMAS 24 Criar jardins sensoriais nos bairros em 2025 SMMA SMAS SMPD espaços ociosos Página 78 de 107 3. Garantir a presença das várias infâncias nas políticas públicas, ! percebendo as condições diferenciadas de noção de infância em seus grupos de pertencimento, com o objetivo de | assegurar o cumprimento de estratégias para capacitação de profissionais que de atendimento modo direto promovendo assim sua garantia básica lidam com oO primeira infância, de atendimento em todos os setores. 3.1 instituições de educação infantil e nos Promover continuamente nas espaços de atendimento desse público, oficinas, debates e rodas de conversa, com a participação da comunidade, sobre a diversidade étnico-racial e a ODS Objetivo 11. Tomar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis Responsável Envolvidos 2025 sexualidade infantil, em relação às crianças trans; 3.2 Fomentar a aquisição de literatura | 2025 infantil, jogos, brinquedos, entre outros materiais que apresentem a diversidade SMAS étnico-racial e a sexualidade infantil SMC para as unidades e equipamentos que atendam o público da primeira infância; SMS 3.3 Viabilizar palestras e debates com a | 2025 SMDH SME participação da comunidade sobre as EMA diversidades religiosas das crianças, SMS com foco no respeito. Página 79 de 107 * QREFEI. 4. Garantir o acesso cultural a todas as crianças, desde a sua concepção até os 06 (seis) anos de idade. 4.1 Realização de oficinas de preparação, contemplando a entrega de livros para que pais e responsáveis do estimulo e promoção da leitura, em compreendam a importância parceria com escritores, contadores de história e professores de música. Os grupos serão capacitados através dos CRAS, facilitando o acesso. Pais e/ou responsáveis serão preparados para utilizar a Literacia Familiar de forma a obterem resultados positivos na formação das crianças durante a primeira infância; 4.2 Promover o acesso das crianças ao patrimônio cultural material e imaterial do município, em especial as crianças em vulnerabilidade socioeconômica através de visitas guiadas e preparadas para a primeira infância com envolvimento das famílias/responsáveis. ODS Objetivo 11. Tornar as cidades e os. assentamentos humanos inclusivos, seguros, ' resilientes e sustentáveis. Objetivo 4. Assegurar a educação inclusiva e de oportunidades de aprendizagem ao longo da vida equitativa e qualidade, e promover para todos. Prazo Responsável Envolvidos 2025 SMC SME SMAS 2025 SMC SMDET SMAS Página 80 de 107 4.3 Criar projeto de contação de histórias para a primeira infância que possibilita a interação entre contador, família e criança, reforçando vínculos, fortalecendo e incentivando o pensamento crítico, a cidadania,a imaginação e o interesse pela leitura, sendo realizado nos equipamentos e espaços públicos 2025 SMC SMAS 4.4 Construir um espaço comunitário nos bairros para realização de atividades socioculturais; 2028 4.5 Fomentar ações culturais de articulação intersetorial; 2028 4.6 Destinar um recurso financeiro para promoção de eventos acessíveis às comunidades, especialmente as em condições de vulnerabilidade socioeconômica. 2028 4.7 Implantar o programa “Conta Pra Mim” da Secretaria de Alfabetização do Ministério da Educação unindo à prática de contação de história e musicalização. 2028 Página 81 de 107 5. Promover o conhecimento desde os anos iniciais sobre sustentabilidade, mudanças climáticas, consumo consciente e reutilização de recursos naturais, e o papel de cada um de nós neste processo, com objetivo de conscientizar sobre a necessidade da mudança de comportamento de todos para a preservação do planeta. 5.1 Promover ações que possam diminuir a pobreza, ofertando cursos de capacitação para os pais e responsáveis em condições de vulnerabilidade socioeconômica para ajudar na busca de soluções concretas de sobrevivência; ODS Objetivo 11. Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis Prazo Responsável Envolvidos 2025 SMDET SMAS 5.2 Ofertar oficinas às famílias da primeira infância que capacitem conhecer a maneira correta de descarte e reaproveitamento de materiais, oportunizando uma fonte de renda e o fortalecimento da capacidade de transformação de vida; 2025 Página 82 de 107 8.2.c - Assistência Social 1. Instituir um programa permanente de capacitação permanente para a primeira Infância. 1.1 Capacitar presencialmente os coordenadores de todos os equipamentos públicos sociais com vistas a prepará-los para a atuação intersetorial que possibilite a articulação da rede de atendimento nos territórios, de forma que as demandas pelas Políticas Públicas para a Primeira Infância sejam identificadas e integradas às ofertas dos projetos, programas, benefícios e ao processo de trabalho das equipes técnicas dos equipamentos supracitados. ODS Objetivo 1. Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares Objetivo 4. Assegurar a educação inclusiva e equitativa e de qualidade, e promover Prazo Responsável Envolvidos 1.2 Ampliação dos espaços direcionadas para o público de O a 06 anos nos Centros de Referência da Assistência Social, estruturados com ferramentas peculiares ao desenvolvimento motor das crianças nessa faixa etária. E, ainda que sejam elaboradas atividades com recursos 2024 SMEL 2024 SME FEVRE Página 83 de 107 técnicos e metodologias específicas para a criança na Primeira Infância com a abordagem de temáticas tais como gênero, raça e o brincar como direito reconhecido como uma atividade indispensável para o desenvolvimento integral da criança, auxiliando-a em suas habilidades motora, social, emocional e cognitiva. 1.3 Realizar cursos e palestras, bem como a| 2024 SMAS SMS criação de cartilhas orientadoras para pais, SME mães, responsáveis e cuidadores em geral, FEVRE sobre a importância e as nuances da primeira infância, no que tange aos deveres da família, da comunidade e do Estado. Ressaltamos especial atenção a importância da estimulação de uma nova mentalidade entre a comunidade, em relação à parentalidade positiva e responsiva e, sobretudo à paternidade responsável, em especial neste momento de desenvolvimento da criança - a primeira infância - gerando consequências para toda a vida. a 1.4 Reforçar o serviço de abordagem social de 2024 SMAS FBG crianças em situação de rua ou trabalho. Conselho Tutelar 1.5 Reforçar as ações de orientação sobre | 2024 SMAS SME alimentação saudável e promoção nutricional FEVRE voltadas para a primeira infância, com cursos, SMEL palestras e distribuição de cartilhas aos pais e cai COMSEA responsáveis Página 84 de 107 1.6 Efetivar o projeto COMIDA DE VERDADE | 2024 SMAS ] SMMA, criado e executado no municipio, no ano de SMS, 2023, através do Setor de Segurança Alimentar, | CMAS, oriundo da CHAMADA PÚBLICA 001/2023 - CONSE CEASA/RJ, como um projeto municipal A permanente. | 1.7 Ter atividades para as crianças nos CRAS 2024 | SMAS | SMEL no horário de contraturno escolar , o =|| 2024 SMAS SME, 1.8 Fortalecimento do Serviço Primeira Infância FEVRE no SUAS no município Conselh o Tutelar 2024 + SME "“ISMAS | 1.9 Acompanhamento familiar efetivo das crianças “sus, que não estão na escola, havendo uma real Conselh articulação entre as políticas públicas, com troca de dados, sistemas. o Tutelar 1.10 Serviços especializados, no âmbito da | 2024 SMAS SMS assistência social, para crianças especiais, notadamente o correto acolhimento em todos os equipamentos do SUAS, capacitando os servidores para tal. aa 2025 SMI SMAS 1.11 Criação de um Parque Sensorial para crianças na primeira Infância e famílias, com o SMEL objetivo de auxiliar no desenvolvimento infantil cognitivo e social, de forma a técnica e acompanhada por profissionais NOB/RH-SUAS garantindo assim, o direito à convivência familiar e comunitária conforme preconiza o Marco Legal da Primeira Infância. Página 85 de 107 1.12 Estabelecer cronograma semestral de| 2025 SMAS SME, capacitação presencial de FEVRE, coordenadores/diretores de equipamentos SMS, sociais que atendem crianças de O (zero) a 6 SMEL (seis) anos, estimulando-os a replicar o conhecimento para a equipe. 1.14 Capacitar presencialmente e uma vez por | 2025 SMAS SME, ano, em um encontro ampliado, todos os FEVRE, profissionais da Rede Municipal que atendem SMS, crianças de O (zero) a 6 (seis) anos,de forma a SMEL ) implementar a realização de um Encontro Municipal para profissionais da Primeira Infância de Volta Redonda 1.15 Criar um núcleo municipal de estudos e | 2028 SMAS SME, pesquisas para a primeira infância, que se FEVRE, aperfeiçoará na temática, para difundir o SMS, conhecimento no município de forma regular e SMEL permanentemente, propiciando subsídios teóricos, técnicos e metodológicos para a atuação dos profissionais que lidam com a e temática e o público de referência. 1.16 Implantar uma plataforma on-line para | 2028 EPD SMAS, disseminação de conhecimento e capacitação SME,SMS profissional sobre a primeira infância. Avare JNICISAL DE WALTA ELONDA Divisã . “a Documenta ão é Arquivo URI no Página 86 de 107 2. Criação da Rede Municipal da ODS Primeira Infância em Volta Redonda, com composição intersetorial e com participação de entidades representativas. países e entre eles Prazo Objetivo 1. Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares Objetivo 10. Reduzir a desigualdade dentro dos Responsável Envolvidos 2.1 Buscar informações com a Rede | 2024 SMAS GEGOV ] Nacional e Estadual da Primeira SMS Infância, a fim de estruturar a ideia. SME SMEL 2.2 Elaborar proposta de criação da 2025 SMAS GEGOV SMS SME Rede, mediante Decreto ou Lei, e SMEL instituir, formalmente, a Rede em Volta Redonda, periódico de encontros, com vistas a Rede monitoramento da execução deste com calendário o funcionalizar essa com o Plano. | avidry INICIAL DEN ATA RE LONDA Divisê * 2 Documenta do e Arquivo VEINº TrLs Página 87 de 107 3. Divulgar a Temática da Primeira infância, a — ODS fim de gerar um conhecimento coletivo. Objetivo 10. Reduzir a desigualdade dentro dos países e entre eles Objetivo 1. Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares Responsável Envolvidos 3.1 Inserir a temática da primeira infância no 2024 SECOM SMAS, ) calendário e ações do Município, mediante SMS, proposta anual da SME, SMS, SMAC, SMC e SME, outras. SMEL 3.2 Utilizar espaço nos outdoors do Município, | 2024 SECOM SMAS, permanentemente, para transmitir informações, sMs, de relevância coletiva, sobre a primeira SME, infância, a ser atualizada de tempo em tempos, SMEL sem prejuízos das ações macro nesses outdoors, Podem ser divulgadas informações sobre paternidade/maternidade responsável; 7) vacinação; a importância da estimulação . = SAMARE SUNICIPAL DE VILTA RECONDA sensorial, cognitiva e motora nessa fase da Divisê . '» Documenta ão é vida; higiene e cuidados pessoais; programas vt Me ES. N LAOS sociais, etc. AR | / 3.3 Mapear os espaços e equipamentos | 2024 SMI SMAS, públicos com grande circulação de pessoas e sMs, mais utilizados por crianças. SME, SMEL (4 E Página 88 de 107 ra ç 3.4 Estabelecer um plano de ação para adaptação dos espaços acima mapeados para uma arquitetura também voltada para o ponto de vista das crianças, o seu momento de desenvolvimento, visando seu estímulo sensorial, cognitivo, motor, bem como criar espaços específicos para grávidas, lactantes, banheiros com espaço para trocar fraldas. 2025 SMI SMAS, SMS, SME, SMEL 3.5 Criar espaço na página eletrônica oficial de Volta Redonda com informações sobre a primeira infância e ferramentas interativas para pessoas dessa idade que gerem estímulos diversos, podendo até ser usado pela rede de ensino e socioassistencial. Divisãe às 2028 o Página 89 de 107 EPD ATA REDONDA, SMAS, SMS, SME, SMEL 4. Arquitetura Pública Inclusiva à Primeira Infância. ODS Objetivo 1. Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares Objetivo 11. Tornar as cidades e os assentamentos humanos | inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis Prazo Responsável Envolvidos 0 4.1 Promover a acessibilidade nos espaços públicos| 2028 | SMI SMAS, que atenda essa faixa etária SMS, SME, SMEL 4.2 Executar o plano de ação acima, fazendo | 2033 | SMI SMAS, intervenções nos equipamentos mapeados para SMS, que sejam inclusivos, adaptados e voltados para a SME, primeira infância, bem como criando uma cultura SMEL sobre a arquitetura inclusive para as presentes e futuras obras e remem Di TUNICIPAL DE w-TA REDONDA eme do Página 90 de 107 5. Programas Sociais Específicos -ODS - Objetivo 1. Acabar com a pobreza em todas as ; suas formas, em todos os lugares, ] | Objetivo 2. Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e | promover a agricultura sustentável; ' Objetivo 11. Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, . resilientes e sustentáveis; dentre outros, em parceria com as Instituições acadêmicas do município e organizações da sociedade civil. Prazo Responsável Envolvidos 5.1 Garantir uma dotação orçamentária no | 2024 SEPLAG GEGOV, SMAS, OCA( Orçamento para Criança e SMS, SME, Adolescente) para Programas e Projetos SMEL para a Primeira Infância. E— 5.2 Criar programa de acompanhamento, | 2025 SMPD SMAS, SMS, oitiva e apoio para famílias com crianças SME, SMEL, com deficiência, TEA (Transtorno do EPD Espectro Autista)) TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade); 5.3 Fortalecer o transporte municipal gratuito e especializado de permanente por conta de alguma patologia. para crianças que necessitam acompanhamento 2025 Página 91 de 107 5.4 Criar um programa de suporte nutricional para famílias com crianças que necessitam de SMAS, COMSEA alimentação especial de alto custo, com| 2025 SMS acompanhamento nutricional, acesso a doação de leites especiais, dentre outros. 5.5 Criar um programa de doação e/ou empréstimo de berços, carrinhos de bebê, cadeirinha para carro, cadeirinha de refeição e : in : ã SMS, brinquedos, utilizando as entidades não 2028 SMAS governamentais espalhadas pelo território do SME Município e muitos das quais já possuem seus bazares beneficentes. 5.6. Implantação do Benefício Eventual de Auxílio Natalidade, conforme previsto na LOAS FMAS, . 2025 SMAS - Lei Federal de Nº 8.742 de 1993 eno GEGOV SUAS Municipal - Lei de Nº 6.158 de 2023. [CAMARA MUNICIPAL DE VOLTA REDONDA Divisão de Documentação e Arquivo LEINº Página 92 de 107 8.2.4 - Educação OD8 q Objetivo 4. Assegurar a educação | "inclusiva e equitativa. e de! - Assegurar docentes, equipe técnica miultiprofissional e: | obras em cumprimento as metas do PMEIVoRA Redonda. qualidade, e promover, oportunidades de aprendizagem. "ao o longo da vida para fodos al F Y É : Prazo Responsável Envolvidos. GEGOV 1.1 Manter em 100% a oferta da Educação Infantil de Volta | 2025 | SMA ) Redonda, na Pré-Escola, ou seja, atendimento das crianças SME de 04 (quatro) a 05 (cinco) anos e ampliar a oferta de SMAS Educação Infantil nas Creches, de forma a atender 50% (cinquenta por cento) da população de O (zero) a 03 (três) anos. l 1.2 Assegurar que nos berçários tenham docentes para o | 2025 | SME CMDCA planejamento e execução de atividades pedagógicas, ou seja, atendimento em 100% de acordo a LDB (Lei de SMA Diretriszes e Bases da Educação Nacional) art. 29. A GEGOV ) educação infantil, primeira etapa da educação básica, tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade e com a Deliberação 37 do CME/2018 — art. 16. O professor de educação infantil deverá possuir habilitação mínima, em nível médio, na modalidade Normal e será responsável direto por qualquer agrupamento fixo de crianças de O (zero) a 5 (cinco) anos de idade. Página 93 de 107 1.3 Garantir em 100% a composição da equipe técnico-| 2025 | GEGOV SME administrativo e pedagógica (diretor geral, diretor adjunto, supervisor educacional, orientador educacional) em todas as GEGOV unidades escolares de Educação Infantil, conforme aprovado no PME/Volta Redonda, na Meta 1, Estratégia 1.14: SMA —Garantir na Estrutura Administrativa e Pedagógica das idades Educacionais de educação Infantil (creche/pré- unidades ucacio educação Infa (crechefpi CMDCA escola), a constituição de uma equipe técnico- administrativo e pedagógica para assegurar e acompanhar todo o trabalho desenvolvido pelas unidades escolares, garantindo a qualidade do ensino. 1.4 Melhorar o atendimento às crianças com deficiência, contratando cuidadores para 100% das crianças PCD (Pessoa com Deficiência), para que favoreçam o SMPD desenvolvimento no cotidiano escolar, conforme já garantido no PME/Volta Redonda, Meta 1, Estratégias 1.18: Garantir que o aluno da educação Infantil com deficiência seja acompanhado, efetivamente, por profissional especializado, além do professor de sala de aula. 1.5 Assegurar, em 100% das turmas de Educação Infantil, SMA auxiliar de educação, primeiramente nas turmas de integral, GEGOV para atendimento qualitativo às crianças de 4 (quatro) meses a 5 (cinco) anos e 11 (onze) meses. CMDCA 1.6 Garantir que a avaliação na Educação Infantil ocorra de | 2025 | SME CMDCA modo a acompanhar o desenvolvimento integral de 100% . = a a CME das crianças e não com o objetivo de promoção de acesso ao Ensino Fundamental, conforme LDB (Lei de Diretriszes e Bases da Educação Nacional). CAMARA MUNICIPAL DE VOLTA REDONDA Divisão de Documentação € Arquivo Página 94 de 107 1.7 Considerar critérios para a realização de obras | 2025 SME nas unidades escolares em seus aspectos: técnico, estéticos, funcionais e compositórios, atingindo no SMI mínimo 90% das unidades, conforme já garantido no PME/Nolta Redonda, MDCA 1.8 Implementar avaliação da educação infantil, a ser realizada a cada 2 anos , com base nos parâmetros nacionais de qualidade do MEC (Ministério da Educação e Cultura), para aferir a infraestrutura física, o quadro de pessoal, as condições de gestão, os recursos pedagógicos, a situação de acessibilidade, entre outros indicadores relevantes. 1.9 Garantir material de qualidade para uso de 100% | 2025 CMDCA das crianças em atividades realizadas nas creches e . . as CME pré-escolas, como: livros de histórias, fantoches, fantasias, argila, bandinha, jogos pedagógicos (quebra-cabeças, aramados, sólidos geométricos), [CAMARA MUNICIPAL DE VO: | Divisãg de Documentação e Arquivo de acordo com a faixa etária. 1.10 Garantir medidas protetivas de controle de | 2025 acesso eficaz em 100% das entradas e saídas das unidades escolares (creche e centro), visando a tranquilidade e segurança de familias, crianças e profissionais. Manter sempre um profissional responsável (porteiro) por fiscalizar e controlar a entrada e saída das crianças, responsável pelos tumos. Página 95 de 107 - Fechar e manter fechado acesso de entrada das | 2025 SME SMOP crianças após o horário regulamentar previsto. Instalar câmeras de segurança. SMi Instalar iluminação adequada. Informar aos responsáveis que, no ato da matrícula, SMA devem ler atentamente o Termo de Compromisso, CME onde consta que a criança só será liberada mediante a presença do responsável ou alguém por ele indicado, que tenha mais de 18 (dezoito) anos. Informar aos responsáveis que, no ato da matricula, devem ler atentamente o Termo de Compromisso, onde consta que a imagem da criança só será usada em atividades escolares (murais, jornais, vídeos, projetos, cartazes, eventos da SME, outdoor da PMVR, redes sociais - Instagram da Educação Infantil - e afins mediante autorização do responsável. Manter bom diálogo com a comunidade escolar. 1.11.Estabelecer parceria com a Secretaria Municipal de Saúde e Assistência Social visando a criação de equipes de multiprofissionais, garantindo assim profissionais especializados para atendimento a100% das crianças da educação infantil, ou seja, crianças de O (zero) a 5 (cinco) anos de idade; Página 96 de 107 1.12 Garantir formação continuada, capacitando | 2028 SME 100% (cem por cento) dos profissionais que ingressarem nas escolas de Educação Infantil e, sistematicamente, 100% (cem por cento) dos profissionais envolvidos no atendimento às crianças de O (zero) a 05 (cinco) anos; CMDCA 1.13 Promover formação continuada em| 2028 Atendimento Educacional Especializado para 100% dos professores da Educação Básica, visando atender os estudantes com deficiência, transtorno do especiro autista e altas habilidades/superdotação de º acordo com suas especificidades nas escolas urbanas, do campo, indígenas e de comunidades quilombolas; CMDCA SMAS SMS 1.14 Assegurar internet em 100% das unidades | 2028 escolares para desenvolvimento de atividades com as crianças, visto que vivemos em uma cultura digital; [1] 1.15 Manter o funcionamento da Educação Infantil em horário parcial, conforme fomenta as Diretrizes Curriculares Nacionais, até que seja atendida 100% (cem por cento) da demanda manifesta de creche e, a partir desta universalização, promover a ampliação gradativa da jornada até atingir o atendimento em tempo integral nesta etapa de ensino; te——— CAMARA MUNICIPAL DE VOLTA REDONDA Divisão de Documentação é Arquivo Es Va Pad Página 97 de 107 1.16 Assegurar, gradativamente, até atingir 100%, | 2033 dois docentes nas turmas de tempo integral de Educação Infantil, de acordo com o PME/Volta Redonda, Meta 6 — Estratégia 6.6: Garantir recursos humanos em qualidade suficiente para atendimento à demanda de educação em tempo integral, prioritariamente admitidos por concursos públicos. 1.17 Garantir a presença de tradutor/intérprete de Libras, guias- intérpretes para surdo-cegos para SMA GEGOV SME CMDCA FEVRE Sala de estimulação - Sala pedagógica que possibilite ao professor o Planejamento de atividades qualitativas que garantam os direitos de aprendizagem e desenvolvimento das crianças. Espaço em área externa para contato com a natureza e atividades dirigidas ao ar livre. CMDCA atender a 100% demanda de crianças com deficiência auditiva, possibilitando assim o seu acesso ao processo ensino aprendizagem; 1.18 Garantir a infraestrutura adequada em 100% 2033 SME SMI nas unidades escolares que SMO atendem a Educação Infantil: GEGOV Mobiliário de acordo com a faixa etária Go Salário SMA CMDCA [CÂMARA MUNICIPAL DE VOLTA REBO Divisão de Documentação e Arquivo 19- Assegurar formação continuada em Primeiros | 2025 SME CMDCA Socorros aos profissionais que atuam na educação infantil, conforme a Lei 13.722/2018. SMS [CAMARA MUNICIPAL DE VOLTA REBONDA| Divisão de Documentação & Arquivo Página 99 de 107 CAMARA MUNICIPAL DE VOLTA RESONDA Divisão de Documentação € Arquivo dec SÉ MO LO Todas as metas delineadas no plano convergem para um ponto crucial que requer a 9.0 - CONSIDERAÇÕES FINAIS atenção unânime de todos os envolvidos: aprimorar a qualidade da educação e dos serviços destinados à primeira infância. Este enfoque torna-se ainda mais essencial ao considerarmos que a privação do direito à educação infantil acarreta impactos de longo prazo no desenvolvimento contínuo da criança e, por consequência, na nossa sociedade como um todo. A educação infantil é singular por estar intrinsecamente ligada a uma faixa etária específica, impossibilitando sua reposição em estágios subsequentes. A ausência dessa experiência reverbera ao longo de toda a vida, deixando um déficit irreparável para aqueles que não tiveram a oportunidade de frequentá-la. Nesse contexto, é crucial também lutar pela adequação dos espaços, pela presença de profissionais capacitados conscientes de seu papel, além da organização de materiais e propostas desafiadoras para garantir um pleno desenvolvimento. As equipes das creches, das pré-escolas e dos estabelecimentos equivalentes têm um papel! preponderante na promoção de saúde mental na primeira infância e na prevenção de riscos futuros. No que diz respeito às creches, espaços educacionais por definição, mas também espaços potenciais de saúde e assistência, é urgente trabalhar em duas frentes, já assinaladas no capítulo sobre educação infantil. 1) aumentar a oferta de instituições para atender a população infantil que se encontra sem nenhum atendimento; 2) melhorar a qualidade do acolhimento das estruturas já existentes. O PMPI! destaca a importância de um olhar para a criança como ser integral, que demanda cuidados e educação integrados. É preciso que essa consideração esteja presente em cada equipe de trabalho, em cada serviço e na construção de ações intersetoriais, bem como de ações em rede, uma vez que são diversos os profissionais que se ocupam das crianças pequenas: a professora e as técnicas ou auxiliares das creches e pré-escolas, a agente comunitária de saúde, a enfermeira ou o pediatra, a assistente social que acompanha a família vulnerável etc. É indispensável! o entendimento partilhado de que cada criança é singular, a qual cresce e se desenvolve num ambiente familiar e cultural com uma história própria, inserida numa comunidade e território particulares. A singularização e a territorialização são balizas importantes no desenvolvimento das linhas de cuidados no âmbito da saúde mental, na atenção integral e integrada, uma vez que os serviços sociais e educacionais, da mesma forma que os de saúde básica, são, na maioria das vezes, aqueles que primeiro detectam os fatores e sinais de risco para a criança. Página 100 de 107 a , No cicio de vida da primeira infância, constatam-se situações que exigem atenção prioritária para a proteção social; entre elas, o Caderno de Orientações Técnicas do Serviço de Convivência para Crianças de O a 6 anosº ressalta: * Crianças com deficiência, com prioridade para as beneficiárias do BPC. * Crianças cujas famílias são beneficiárias de programas de transferência de renda. * Crianças residentes em territórios com ausência ou precariedade na oferta de serviços e oportunidades de convívio familiar e comunitário. * Crianças que vivenciam situações de fragilização de vínculos familiares. * Crianças em situação de trabalho infantil. * Crianças em situação de isolamento. * Crianças em vivência de violência e/ou negligência. * Crianças que trabalham. * Crianças em situação de abuso e/ou exploração sexual.l * Crianças em situação de acolhimento. * Crianças com medidas de proteção do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). * Crianças em situação de rua. * Crianças na condição de migrantes ou refugiadas. (CAMARA MUNICIPAL DE VOLTA REBONÇA! Divisão de Documentação € Arquivo Existem, ainda Desafios institucionais da Assistência Social a serem superados, conforme apresentados no Plano Nacional da Primeira Infância, são eles: e Financiamento A Assistência Social no Brasil não conta com um financiamento público obrigatório e vinculado para operacionalização do SUAS. A ausência de um financiamento que dê concretude às ofertas e que fortaleça o cofinanciamento entre entes dificulta sua compreensão como política de investimento público. Esse investimento nos primeiros anos de vida é crucial e estratégico; e A visibilidade da Assistência Social como política pública que promove impactos positivos em outras políticas para alcançar o público mais vulnerável e possibilitar a construção de estratégias intersetoriais para superação da pobreza, com ações focadas também na primeira infância; e A efetivação da Política Nacional de Educação Permanente do SUAS, articulada com os demais entes da Federação, e da qual a primeira infância faça parte das diretrizes e ações pedagógicas. 3 Orientações Técnicas: SUAS e Programa Criança Feliz: Atuação integrada. Brasília, 2018. Disponível em: http://www. mds.goyv. briwebarquivos/publicacao/assistencia social/Cadernos/Interacao Sua s CF.pdf>. Acesso em: 8 de junho de 2020. Página 101 de 107 E, por fim, ao tratar do direito da criança ao ambiente, são abordados três importantes subtemas relacionados, sendo estes: (a) o meio ambiente físico e cultural em que vive, (b) a cidade como lugar de vida e cidadania e (c) a sociedade sustentável, que envolve a sustentabilidade do Planeta e a educação ambiental. Ao abordarmos estes pontos estamos deixando claro que a relação das crianças com a sua cidade é o que irá possibilitar a aquisição de conhecimentos, sociais, culturais e urbanos que os capacitarão a estabelecer relações com o outro e com o seu meio, fazendo descobertas fundamentais, aprendendo a aprender e a conviver como cidadão pleno e feliz. No processo de construção deste material, trouxemos também as contribuições das crianças, sobre a visão delas do espaço em que vivem, considerado oportuno incluir, afinal: — A criança tem direito a uma vida saudável, em harmonia com a natureza, a inserir-se e viver como cidadã nas relações sociais, o que implica o direito ao espaço na cidade adequado às suas características biofísicas e de desenvolvimento, a participar da definição desses espaços e finalmente, a participar da construção de uma sociedade sustentável (Plano Nacional pela Primeira Infância, p. 9,10). CAMARA MUNICIPAL DE VOLTA REDONDA Divisão de Documentação e Arquivo Página 102 de 107 10 - Ficha Técnica do Plano Municipal de Atenção à Primeira Infância A Comissão Intersetorial para a Elaboração do Plano Municipal de Atenção à Primeira Infância está regulamentada pelo Decreto Municipal nº 16.864, de 12/22/2024. “DECRETO Nº 16.864 Regulamenta o funcionamento da Comissão Intersetorial para a Elaboração do Plano Municipal de Atenção a Primeira Infância - PMPI, e dá outras providências.” CAMARA MUNICIPAL DE VOLTA REBONDA| Divisão de Documentação e Arquivo Responsáveis Técnicos: Coordenação Titular: Luciana da Cruz Carvalho - Graduada em Serviço Social; Pós-graduação em Administração e Gerenciamento de Projetos; Pós-graduação em Terapia Sistêmica de Família, Pós-graduação em Homeopatia. Formação em Arteterapia, Jogos e Dinâmicas de Grupo. Suplente: Rosane Marques de Carvalho - Graduada Educação Física; Pós-graudação em Gerontologia; Mestrado em Ensino de Ciências da Saúde e do Meio Ambiente. Subcoordenação Lelimar Lopes de Oliveira - Graduada em Fisioterapia, Graduada em Pedagogia; Pós- graduação em Psicopedagogia; Mestrado em Ensino de Ciências da Saúde e do Meio Ambiente. Secretária Executiva: Maria Cecilia da Silva- Graduada em Matemática, Graduada em Engenharia Civil. Equipe Executiva: Eixo Saúde: Bettinne Loreto Moreira - Graduada em Enfermagem. Natália Vicente Sesto Feres Costa - Graduada em Nutrição e tecnologia de alimentos; Pós- graduação em Nutrição humana e educação na saúde para preceptores do SUS. Eixo Educação: Página 103 de 107 Silvio Herrique Vilela - Graduado em Educação Física, Graduado em Pedagogia, Pós- graduação em Metodologias Ativas; Mestrado em História social. Doutorado em Educação. Daniel Alves Ferreira Junior - Graduação em Educação Física; Mestre em Ensino em Ciências da Saúde e do Meio Ambiente. Tânia Regina Souza Rocha - Graduada em Pedagogia, Graduada em Gerontologia, Bem Estar em Educação; Pós-graduação em Psicopedagogia na Educação; Pós-graduação em Psicopedagogia Clínica- Institucional; Pós-graduação em Neuropsicopedagogia Clinica; Formação em Terapia Floral. Isis Carvalho Alves — Graduada em Licenciatura Plena em Letras (português e inglês); Pós-graduação em Organização do trabalho pedagógico: gestão escolar. | SUAMARA Muni Áurea Kely Luciana Torres Penna - Graduada em Pedagogia. * Divisão do e LEIA Eixo Justiça: ILÍGE. Ea Bruno Baptista Nicolau - Conselheiro Tutelar - Graduado em Logística Elizabete Pereira da Silva Tiago - Conselheira Tutelar Formação: Ensino Médio Completo Bianca de Almeida Costa - Conselheira Tutelar - Graduada em Sociologia Juliana Ariella Santos de Almeida - Conselheira Tutelar - Graduada em Engenharia Ambiental Ligia da Silva Penha Pereira - Conselheira Tutelar - Graduada em Serviço Social Marcia de Souza Cruz Silva - Conselheira Tutelar - Graduada em Serviço Social Angélica Gabriene Camila Alves Santos - Conselheira Tutelar - Graduada em Serviço Social Douglas José de Lima- Conselheiro Tutelar - Graduado em Serviço Social Maria Cecília da Silva- Graduada em Matemática, Graduada em Engenharia Civil. Eixo Sustentabilidade e Cultura Katya Aguiar de Souza — Graduada em Licenciatura em História. Lelimar Lopes de Oliveira - Graduada em Fisioterapia, Graduada em Pedagogia; Pós- graduação em Psicopedagogia; Mestrado em Ensino de Ciências da Saúde e do Meio Ambiente. Vanessa Naves Teixeira — Graduada em Engenharia Ambiental. Clarisse Netto Rezende — Graduada em Publicidade e Marketing; Pós-Graduação em Marketing; Mestrado em Ensino de Ciências da Saúde e do Meio Ambiente. Página 104 de 107 Re CAMARA MUNICIPAL DE VOLTA REBONDA,| Divisão de Documentação € Arquivo LEINº FLS A Guilherme da Silva Benedito - Graduado em Direito; Pós-graduação em Direito Público, Tributário e Constitucional. Eixo Assistência Social Ana Carolina de M. Coelho - Graduada em Serviço Social; Pós-graduação em Saúde Mental com ênfase na intersetorialidade. Luciana da Cruz Carvalho - Graduada em Serviço Social; Pós-graduação em Administração e Gerenciamento de Projetos; Pós-graduação em Terapia Sistêmica de Família; Pós-graduação em Homeopatia. Formação em Arteterapia, Jogos e Dinâmicas de Grupo. Oficina A comunidade que eu quero pra mim - a voz da infância (Áreas do conhecimento: Ciências Humanas, Naturais e Linguagem) . Lelimar Lopes de Oliveira - Graduada em Fisioterapia, Graduada em Pedagogia; Pós- graduação em Psicopedagogia; Mestrado em Ensino de Ciências da Saúde e do Meio Ambiente. Vanessa Naves Teixeira — Graduada em Engenharia Ambiental. Consulta Pública — Plano Municipal da Primeira Infância da Volta Redonda Katya Aguiar de Souza — Graduada em Licenciatura em História. Diagramação e Designer Gráfico Guilherme Vieira de C. Souza — Graduado em Comunicação Social com Habilitação em Publicidade e Propaganda Colaboradores: Gisele Cristina Araujo de Almeida - Graduada em Serviço Social; Pós-graduação em Planejamento e Gestão de Políticas Sociais; Pós-Graduação Elaboração de Projetos Sociais. Daniel Pereira Baltarini — Graduado em Ciências Sociais; Mestrado em Sociologia Equipe Cadastro Único Danielle Ermida Faria - Graduada em Serviço Social Função: Coordenadora Alcir de Andrade Silva Tecnologia em Processamento de Dados Função: Administrativo Página 105 de 107 (CAMARA MUNICIPAL DE VOLTA REDONDA Divisão de Documentação € Arquivo | - LEINº FLS A gliis 14 E BERNARDI, lara. LIMA, Maria José Rocha. Primeira infância: A nova agenda governamental. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 05, Ed. 09, Vol. 05, pp. 155-172. Setembro de 2020. ISSN: 2448-0959. Disponível em it q infancia. Acesso em dezembro de 2023. 8 - BIBLIOGRAFIA mioconhecimento com ly/e: BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Parâmetros nacionais de qualidade para a educação DE da Educação. Secretaria de Educação Básica — Brasília. DF v.2, . 2006. Disponível em ! Pedi vt. Acesso eiyaruivos pt E em 1 dezembro de 2023. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Indicadores da Qualidade na Educação Infantil. Brasília: MEC/SEB, 2009. Disponível em to p quis q vanútpaf, Acesso em dezembro de 2025. BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Resolução CNE/CP nº 2, de 22 de dezembro de 2017. Diário Oficial da União: seção 1, PP. sta a44, Brasília, 22 fev. 2017. Disponível em: ç ! nages/histe Acesso em dezembro de 2023. COSTA DM, MAGALHÃES R, CARDOSO MLM. Do Bolsa Família ao Auxílio Brasil: desafios e alcances a partir de uma pesquisa avaliativa baseada na teoria do programa. Cadernos de Saúde Pública 2023; 39(7):e00207922 doi: 10.1590/0102- 311XPT207922 GALLAHUE, David L. História Social da Criança e da Família. Rio de Janeiro, Zahar, 1981. LA TAILLE, Yves; DANTAS, Heloisa e OLIVEIRA, Marta Kohl de. Piaget, Vygotsky, Wallon: teorias psicogenéticas em discussão. ed., São Paulo: Summus, 1992. MAHONEY, A. A.; ALMEIDA, L. R. Afetividade e processo ensino aprendizagem: contribuições de Henri Wallon. Psicologia da Educação, São Paulo, 20, 1º sem. 2005, pp. 11-30. OLIVEIRA, Lelimar L. Afetividade e Atividades Psicomotoras na formação da criança: uma construção do processo de aprendizagem. Volta Redonda, 2019. REDE NACIONAL PRIMEIRA INFÂNCIA (Brasil). Guia para elaboração do plano municipal pela primeira infância. — 2. ed. — Rio de Janeiro Página 106 de 107 EA REDE NACIONAL PRIMEIRA INFÂNCIA. Plano Nacional Primeira infância: 2010 - 2022 | 2020 - 2030 / Rede Nacional Primeira infância (RNPI). 2º ed. (revista e atualizada). - Brasília, 2020. Disponível em: ] quntóa qa FIO/PNE Losi, Aprovado pelo CONANDA e em 1 dezembro de 2010 Acesso em dezembro de 2023. VOLTA REDONDAY/R]. Plano Municipal da Educação de Volta Redonda - 2015- 2024 - SME/PMVR. Disponível em: o) Ra Jens” cf. Acesso em h nº imail best dezembro de 2023. VOLTA REDONDA/RJ. Referencial Curricular do Município de Volta Redonda: Principios, Direitos e Cr entações - RECIVR. Disponível em capitr w. S/ANO. Acesso em dezembro de 2023. WALLON, H. A evolução psicológica da criança. Lisboa: Edições 70,1968. . Psicologia e educação da infância. Lisboa: Estampa, 1975. . As origens do pensamento na criança. São Paulo: Manole, 1986. . A evolução psicológica da criança. São Paulo: Martins Fontes, 2007. . Do ato ao pensamento: ensaio de psicologia comparada. Petrópolis: Vozes, 2008. CAMARA MUNICIPAL DE VOLTA REBONDA Divisão de Documentação é Arquivo Página 107 de 107