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materia nº 1/2025

Tipo Projeto de Lei Ordinária
Número / Ano 1 / 2025
Date 2025-01-28
EmentaDá denominação de "ESTAÇÃO CULTURAL MARIA LUCINDA BENTO" ao anexo da Estação Ferroviária que especifica e dá outras providências.
native_id1665

Autoria

Tramitação (latest 9)

DateStatusTurnoTexto
2025-03-07 Proposição transformada em lei por promulgação — —
2025-02-20 Aguardando promulgação da lei — —
2025-02-17 Proposição aprovada — Proposição inclusa na Ordem do Dia da Sessão Ordinária de 17/02
2025-02-17 Pareceres favoráveis das Comissões Permanentes — —
2025-02-03 Proposição lida em Plenário — —
2025-02-03 Aguardando leitura da Proposição em Plenário — —
2025-01-31 Aguardando emissão de parecer das comissões permanentes — —
2025-01-28 Proposição Protocolada — —
2025-01-28 Aguarda Protocolo — —

Votações

DateResultadoSimNãoAbst.
2025-02-20T11:39:56.364388-03:00 Aprovada por quórum qualificado 13 0 0

Documents (1)

texto original #

status: extracted · method: native · backend: pypdfium2 · confidence: 1.00 · pages: 5

RAS Á 4 .0°2,5 
Câmara Municipal de Américo Brasiliense 
MENSAGEM 
Aos Nobres Pares, 
Tenho a honra de submeter à elevada apreciação dessa Colenda Câmara o incluso 
Projeto de Lei que denomina de "ESTAÇÃO CULTURAL MARIA LUCINDA 
BENTO" o anexo da Estação Ferroviária, localizado na Rua Toledo Pizza, contíguo à 
Praça Pedro de Toledo, no município de Américo Brasiliense. 
JUSTIFICATIVA 
A matéria em questão insere-se no âmbito do poder de iniciativa legislativa 
parlamentar, conforme disposto no art. 13, inciso XIV, da LOMAB, em conformidade com 
reiterados pareceres exarados em projetos de lei de natureza semelhante. 
O perfil da homenageada, conforme demonstrado em seu currículo anexo, alinha-se 
perfeitamente à homenagem proposta, constituindo-se em um justo reconhecimento 
póstumo. 
Para atender às exigências formais, segue junto à proposição o currículo de vida da 
homenageada. 
Na expectativa de que a presente proposição seja acolhida pelos Nobres Edis que 
compõem essa Augusta Casa de Leis, envio meus protestos de estima e consideração. 
Sala de Sessões "Dr. Elias Leme da Costa", 29 de janeiro de 2025. 
Rua Manoel Borba, 298 - Centro - CEP 14820-003 - Américo Brasiliense - SP 
www.arnericobrasiliense.spleg.br- Fone: (16) 3392-3444 
Câmara Municipal de Américo Brasiliense 
PROJETO DE LEI N°001 /2025 
Autor: Vereador Diego Viveiros 
Dá denominação de "ESTAÇÃO 
CULTURAL MARIA LUCINDA BENTO" 
ao anexo da Estação Ferroviária que 
especifica e dá outras providências. 
Art. 1° Fica denominado "ESTAÇÃO CULTURAL MARIA LUCINDA BENTO" o 
anexo da Estação Ferroviária, localizado na rua Toledo Pina contíguo à Praça Pedro de 
Toledo, no município de Américo Brasiliense. 
Art. 2° As despesas com a execução desta Lei onerarão verbas próprias do 
orçamento vigente. 
Art. 3° Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
Art. 4° Revogam-se as disposições em contrário. 
Sala de Sessões "Dr. Elias Leme da Costa", 29 de janeiro de 2025. 
Rua Manoel Borba, 298 - Centro - CEP 14820-003 - Américo Brasiliense - SP 
www.americobrasiliense.sp.leg.br- Fone: (16) 3392-3444 
MARIA LUCINDA BENTO
A trajetória de Lucinda
Maria Lucinda Bento foi artesã, artista plástica, professora, coordenadora da Oficina de
Tecelagem Sinhá Prado e presidente da UNIAART (União dos Artistas e Artesãos de Américo
Brasiliense).
Pela Oficina de Tecelagem Sinhá Prado representou Américo Brasiliense em eventos 
nacionais, “Revelando São Paulo”, “FACIRA”, “Mostra de Arte e Artesanato do SESC” e eventos 
internacionais, “L’ Artigiano in Fiera” em Milão, Itália. Ensinou a milenar arte da tecelagem 
com fibras naturais e lã para mais de 100 alunos, ajudando a melhorar a economia familiar e 
promovendo as habilidades artísticas e manuais.
O processo de criação dos tapetes kilins da oficina começa na fazenda, da tosquia das ovelhas. 
A lã é cortada, lavada, cardada, tingida e confeccionam-se os fios em rocas. Nos teares, a lã é 
trançada formando desenhos, transformando em tapetes.
Foi essa vivência orgânica e de sabedoria humana, das aulas, das exposições, nos encontros 
com outros artistas, que permitiu a Lucinda
aprender e ensinar a generosidade. No tecer o futuro junto, nasceu a idéia da UNIAART, de 
compor com outros artistas um ideal de cultura ameriliense.
Com o objetivo de fomentar e garantir aos artistas amerilienses o desenvolvimento de 
seus talentos, a UNIAART, com sede na antiga Estação de Trem, atendia crianças, jovens e 
adultos. São cursos de dança, capoeira e artes plásticas. Lugar especial, onde artesãos podiam 
apresentar e vender suas bonecas, tapetes, customização, macramê, pinturas, esculturas, etc. 
O grupo de dança de rua Blackout, por exemplo, que começou seu trabalho dentro da oficina, 
era reconhecido por sua excelência, ganhador da edição de 2010 do Mapa Cultural Paulista.
Lucinda Bento estava sempre disposta a lutar pela arte e pelos artistas amerilienses, 
acreditava que uma cidade para ter progresso precisa valorizar e incentivar as riquezas 
individuais e coletivas locais.
Natural de São Gonçalo do Sapucaí, Minas Gerais, (nascida em 26 de janeiro de 1941) chegou 
à cidade em 1984 para trabalhar no Sítio Nossa
Senhora das Graças, antiga Fazenda Paraíso. Foi braço direito na administração de D. Raquel 
e Dr. Cássio Moraes Alves. Por influência da
filha do casal, Bernadette Guimarães, começou a frequentar e apresentar seus trabalhos no 
circuito de artistas plásticos de Araraquara e região. Em 1997 fundou com Dr. Cássio, 
a Tecelagem Sinhá Prado e o Projeto Tecendo o Futuro. Em 2005 fundou a UNIAART.
De família humilde começou a trabalhar aos 9 anos, usava um banquinho para alcançar a pia 
da cozinha. Cuidou dos quatro irmãos mais novos, precisou abandonar a escola, mas 
aprendeu como educar crianças e os quitutes da cozinha mineira com D. Lalá Brandão.
Em 1959, aos 18 anos, mudou-se para São Paulo, voltou para escola, primeiro na Escola 
Primária do SESI, depois Escola de Desenho Mecânico do SESC e formou-se em Técnico em 
Contabilidade no Colégio Washington Luís na Lapa.
Em 1965 foi proibida de frequentar a padaria do bairro por seus discursos inflamados contra 
o Governo Militar, o padeiro tinha medo do seu posicionamento político. Não entrou para 
política (naquele momento), mas começou a pintar quadros e expor sua necessidade de 
liberdade. Era grande admiradora dos feitos de JK e da arquitetura de Oscar Niemeyer.
Começou a expôr seus quadros de pintura na Praça da República, Parque Trianon e galerias 
da Av. Angélica e Av. Maria Antônia. Em 1977 foi trabalhar para família de Thomas Jacob, 
com eles aprendeu Espanhol e visitou a Argentina. A paixão pelo Tango e a Milonga 
cresceram ainda mais, Lucinda sempre gostou de dançar, não perdia um Baile no Clube Homs. 
Pé de Valsa assumida, dançava como ninguém o Samba Rock e o Forró.
Em 1983 começa sua parceria com a família de D. Raquel, cria seus netos e bisnetos. Depois 
em 1984, ingressa no Movimento pelas Diretas Já e filia-se PMDB. Neste tempo podia soltar 
os gritos presos pelos anos da Ditadura. E chegou a concorrer à Câmara Municipal de 
Américo Brasiliense.
Em 1990 começou a estudar tecelagem de tapetes, visitando artesãs do
Sul de Minas, nas cidades de Campanha e Cambuquira, pertinho da sua terra natal. Em São 
Manoel/SP, busca parceria do cuidado com carneiros. E se faz professora em 1996.
por Moema Guimarães
Orgulho de ser Cidadã Ameriliense
Em o9 de novembro de 2012 recebeu o “Título de Cidadã Ameriliense”, mediante Decreto 
Legislativo de autoria da vereadora Marly Pavão.
Faleceu em 23 de novembro de 2019, deixando um relevante legado de defesa intransigente 
da cultura e da preservação histórica, como valores imprescindíveis para o progresso de 
um povo.

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