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materia nº 940/2023

Tipo Correspondência do Poder Executivo Municipal
Número / Ano 940 / 2023
Date 2023-10-26
EmentaAnexo Ofício nº 704/2023 - Requerimento nº 784 - 30ª Sessão
native_id110155

Autoria

Tramitação (latest 2)

DateStatusTurnoTexto
2023-12-06 Concluído (a) — Processo arquivado
2023-11-07 Encaminhado — Resposta ao Requerimento

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RELATÓRIO TÉCNICO
166 386-205
SDE
26 de maio de 2022
PREVENÇÃO E CONTROLE DOS PROCESSOS EROSIVOS
NA BACIA HIDROGRÁFICA DO CÓRREGO DA 
CASCATA, GARÇA, SP
Relatório Final
CLIENTE
Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo – SDE
Programa de Apoio Tecnológico aos Municípios – PATEM
Prefeitura Municipal de Garça
UNIDADE RESPONSÁVEL
Área de Cidades, Infraestrutura e Meio Ambiente – CIMA
Seção de Planejamento Territorial, Recursos Hídricos,
Saneamento e Florestas – SPRSF
Relatório Técnico nº 166 386-205 - i/xv
RESUMO
No âmbito do Programa de Apoio Tecnológico aos Municípios – PATEM, este 
Relatório Final foi elaborado pela Seção de Planejamento Territorial, Recursos Hídricos, 
Saneamento e Florestas – SPRSF, da Área de Cidades, Infraestrutura e Meio Ambiente –
CIMA, para prevenção e controle dos processos erosivos, revitalização e conservação 
dos recursos hídricos na bacia hidrográfica do Córrego da Cascata no município de 
Garça.
No presente trabalho a bacia do córrego da Cascata foi estudada e subdividida em 
compartimentos para seleção das áreas suscetíveis, potenciais e de capacidade à 
produção de sedimentos. Para isto, foram levantados os dados disponíveis da bacia em 
estudo, associados aos levantamentos de campo, com relação ao meio físico (Geologia, 
Pedologia e Geomorfologia), uso e ocupação do solo, declividade, pluviometria, 
vegetação e densidade de drenagem. Como resultado, foi verificado que o compartimento 
III é o mais crítico, associado às áreas de pastagem sem conservação do solo, com 
concentrações de erosões paralelas e perpendiculares à curva de nível. A partir destes 
estudos, foram indicadas medidas de prevenção, controle dos processos erosivos e 
diretrizes de recomposição da vegetação, na bacia do córrego da Cascata.
A erosão hídrica e o assoreamento estão entre os principais problemas que afetam 
a cabeceira do córrego da Cascata, devido ao carreamento de sedimentos para os cursos 
d’água que, com a sua deposição, provocam o assoreamento dos córregos, afluentes e 
pequenos reservatórios das fazendas, além de comprometer a quantidade e qualidade 
dessas águas, e consequentemente, impactando a captação de água para o 
abastecimento da cidade.
PALAVRAS-CHAVE: Erosão; Recursos Hídricos Revitalização de bacia hidrográfica, 
Garça.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - ii/xv
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................. 1
2 OBJETIVOS..................................................................................................................... 2
2.1 Objetivos Específicos ................................................................................................ 3
3 JUSTIFICATIVA............................................................................................................... 3
4 CONSIDERAÇÕES GERAIS DO MUNICÍPIO................................................................. 4
5. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS........................................................................ 6
6. ESTUDOS E ANÁLISES REALIZADOS VISANDO SUBSIDIAR AS 
DIRETRIZES DE CONTROLE DE PROCESSOS EROSIVOS E DE VEGETAÇÃO 
DA BACIA DO CÓRREGO DA CASCATA, GARÇA - SP.................................................. 9
6.1 Compartimentos hidrográficos................................................................................. 11
6.2 Geologia.................................................................................................................. 13
6.3 Geomorfologia......................................................................................................... 20
6.4 Declividade.............................................................................................................. 28
6.5 Pedologia ................................................................................................................ 33
6.6 Uso e ocupação do solo da bacia ........................................................................... 52
6.6.1 Mapa de Uso e Ocupação do Solo .................................................................. 55
6.6.2 Análise do uso e ocupação do solo na Bacia de drenagem da captação 
de água do córrego da Cascata ................................................................... 74
6.6.2.1 Cobertura Vegetal natural ........................................................................... 75
6.6.2.2 Floresta Estacional Semidecidual ............................................................... 79
6.6.2.3 Formação pioneira com influência fluvial (várzea) ...................................... 80
6.7 Climatologia e Pluviometria..................................................................................... 82
6.7.1 Pluviometria – Distribuição Espacial ................................................................ 83
6.7.2 Pluviometria – Distribuição Temporal............................................................... 87
6.7.3 Pluviometria – Estudo estatístico ..................................................................... 89
6.8 Caracterização dos Imóveis Rurais......................................................................... 97
6.9 Sobrevoô de Drone ............................................................................................... 100
6.9.1 Uso de Drone na Bacia hidrográfica do Córrego da Cascata no Estudo 
do Meio Físico ............................................................................................ 101
6.10 Suscetibilidade à Erosão da Bacia ...................................................................... 106
6.11 Potencialidade das Terras à Produção de Sedimentos da Bacia........................ 111
6.11.1 Baixa e Média Potencialidade à Produção de Sedimentos .......................... 116
6.11.2 Alta Potencialidade à Produção de Sedimentos .......................................... 117
6.11.3 Muito Alta Potencialidade à Produção de Sedimentos................................. 118
Relatório Técnico nº 166 386-205 - iii/xv
6.12 Densidade de Drenagem da Bacia...................................................................... 120
6.13 Capacidade das Terras à Produção de Sedimentos da Bacia ............................ 126
7. CONSIDERAÇÕES GERAIS PARA O CONTROLE CORRETIVO DE 
PROCESSOS EROSIVOS LINEARES EM ÁREA URBANA E RURAL ........................ 131
7.1 Controle de processos erosivos urbanos .............................................................. 132
7.1.1 Medidas estruturais........................................................................................ 134
7.1.2 Medidas não estruturais................................................................................. 139
7.2 Controle de processo erosivo linear na área rural................................................. 141
7.2.1 Prática de caráter Edáfico.............................................................................. 146
7.2.2 Práticas de caráter Vegetativo ....................................................................... 147
7.2.2.1 Culturas em Faixas ................................................................................... 148
7.2.2.2 Alternância de Capinas ............................................................................. 148
7.2.2.3 Adubação Verde ....................................................................................... 149
7.2.2.4 Rotação de Culturas ................................................................................. 149
7.2.2.5 Plantio em Nível........................................................................................ 150
7.2.2.6 Faixa de Vegetação Permanente.............................................................. 150
7.2.2.7 Plantio Direto............................................................................................. 151
7.2.3 Práticas de caráter Mecânico......................................................................... 152
7.3 Bioengenharia de Solos na prevenção e correção de processos erosivos ........... 157
7.3.1 Técnicas de revegetação na bioengenharia de solos .................................... 159
7.3.2 Uso de paliçadas no controle de processos erosivos .................................... 162
8 INDICAÇÕES DE TÉCNICAS PARA MITIGAÇÃO DE PROCESSOS
EROSIVOS NA BACIA EM ESTUDO ............................................................................. 168
8.1 Processos Erosivos Paralelos à Curva de Nível ................................................... 169
8.2 Processos Erosivos Perpendiculares à Curva de Nível ........................................ 176
8.3 Processo Erosivo do Tipo Ravina Profunda.......................................................... 185
9 DIRETRIZES DE RECOMPOSIÇÃO DA VEGETAÇÂO NA BACIA EM 
ESTUDO.......................................................................................................................... 191
9.1. Situações ambientais observadas nas APPs da bacia......................................... 194
9.2. Alternativas de ações de recuperação das APP .................................................. 201
Chave A: Delimitação da APP ............................................................................ 202
Chave B: Diagnóstico dos fatores de degradação da APP................................. 206
Chave C: Escolha do método de restauração da APP ....................................... 209
Chave D: Ações para o plantio (total, adensamento, enriquecimento) ............... 213
9.3. Recomendações quanto às ações de recomposição da vegetação..................... 216
Relatório Técnico nº 166 386-205 - iv/xv
10 CONSIDERAÇÕES FINAIS E RECOMENDAÇÕES ................................................. 218
EQUIPE TÉCNICA.......................................................................................................... 223
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................................... 225
APÊNDICE A Fichas de Campo .................................................................................... 235
APÊNDICE B Lista 1: Espécies Arbóreas Regionais Recomendadas para Plantio 
– Floresta Estacional Semidecidual................................................................................. 345
APÊNDICE C Lista 2: Espécies arbóreas regionais recomendadas para plantio –
Floresta Paludosa............................................................................................................ 364
APÊNDICE D Lista 3: Espécies arbóreas regionais recomendadas para plantio –
Mata ciliar (Região central do estado de São Paulo)....................................................... 368
APÊNDICE E Lista 4: Espécies arbóreas regionais recomendadas para plantio –
Floresta Estacional Decidual / Solo raso (Região central do estado de São Paulo......... 383
Relatório Técnico nº 166 386-205 - v/xv
ÍNDICE DE FIGURAS
Figura 1 - Localização da bacia de estudo no município de Garça no Estado de São 
Paulo. ..................................................................................................................................5
Figura 2 - Fluxograma dos procedimentos metodológicos adotados para controle de 
processos erosivos da bacia do córrego da Cascata, Garça – SP......................................8
Figura 3 - Mapa dos pontos levantados em campo, subdivididos por compartimento 
hidrográfico........................................................................................................................10
Figura 4 – Compartimentos hidrográficos definidos para a bacia de drenagem da 
captação de água do Córrego da Cascata, Garça, SP......................................................12
Figura 5 – Mapa geológico da área de estudo..................................................................14
Figura 6 – Vista do local de ocorrência de arenitos e conglomerados, com cimento 
carbonático da Formação Marília (Coordenadas UTM: 641.268 / 7.546.016, 22K, WGS 
84). ....................................................................................................................................16
Figura 7 – Vista do local de ocorrência de arenitos finos/muito finos com cimento 
carbonático da Formação Marília (Ponto GA-04. Coordenadas UTM: 641.120 / 7.545.904, 
22K, WGS 84. Elevação ~ 620 metros).............................................................................16
Figura 8 – Vista do local de ocorrência de arenitos e arenitos conglomeráticos com 
cimento carbonático da Formação Marília (Ponto GA-05. Coordenadas UTM: 641.268 / 
7.546.016, 22K, WGS 84. Elevação ~ 600 metros)...........................................................17
Figura 9 – Vista do local de ocorrência de arenitos e conglomerados, com cimento 
carbonático da Formação Marília (Ponto GA-33. Coordenadas UTM: 641.263 / 7.543.884, 
22K, WGS 84. Elevação ~ 614 metros).............................................................................17
Figura 10 – Vista do local de ocorrência de bancos de arenitos finos, com delgados níveis 
lamíticos intercalados, da Formação Vale do Rio do Peixe. (Ponto GA-48. Coordenadas 
UTM: 642.302 / 7.546.571, 22K, WGS 84. Elevação ~ 486 metros). ................................18
Figura 11 – Vista do local de ocorrência de arenitos da Formação Vale do Rio do Peixe 
(Ponto GA-82. Coordenadas UTM: 641.985 / 7.545.506, 22K, WGS 84. Elevação ~ 484 
metros). .............................................................................................................................18
Figura 12 – Vista do local de ocorrência de arenitos da Formação Vale do Rio do Peixe 
(Ponto GA-81. Coordenadas UTM: 641.921 / 7.545.604, 22K, WGS 84. Elevação ~ 490 
metros). .............................................................................................................................19
Figura 13 – Vista do local de relevo plano (tabuleiros) sustentado por arenitos da 
Formação Marília (Ponto GA-01. Coordenadas UTM: 639.519 / 7.544.175, 22K, WGS 84).
..........................................................................................................................................21
Figura 14 – Níveis rebaixados formados por morrotes, com formas onduladas (Ponto GA￾05 Coordenadas UTM: 641.268 / 7.546.016 22K, WGS 84). ............................................22
Figura 15 – Carreamento de solo, em condições comparáveis, é menor na encosta 
côncava e maior na convexa. ............................................................................................24
Figura 16 – Mapa Geomorfológico da área de estudo......................................................25
Relatório Técnico nº 166 386-205 - vi/xv
Figura 17 – Local de ocorrência de formas de relevo de planície aluvial do córrego da 
Cascata, terrenos baixos sujeitos periodicamente a inundações e deposito de sedimentos.
..........................................................................................................................................26
Figura 18 – Local de ocorrência de formas de relevo colinoso. Topo de Colinas amplas 
sustentado por arenitos carbonáticos da Formação Marília. (Coordenadas UTM 
570.766/7.528.967, 22K, WGS 84)....................................................................................27
Figura 19 – Local de ocorrência de formas de relevo morrotes, vertentes com perfis 
retilíneos, sustentado por arenitos carbonáticos da Formação Marília..............................27
Figura 20 – Mapa de declividade da bacia hidrográfica da captação de água do Córrego 
da Cascata. .......................................................................................................................30
Figura 21 - Distribuição das classes de declividade por compartimento hidrográfico.......33
Figura 22 – Bloco-diagrama ilustrando a influência do relevo na idade dos solos............34
Figura 23 – Mapa de reconhecimento pedológico da bacia hidrográfica da captação de 
água do Córrego da Cascata.............................................................................................36
Figura 24 - Distribuição das associações pedológicas por compartimento hidrográfico...38
Figura 25 – Vista do local de ocorrência Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico textura 
arenosa/média A moderado (Ponto GA-22. Coordenadas UTM: 642.558 / 7.541.612, 22K, 
WGS 84)............................................................................................................................40
Figura 26 – Vista do local de ocorrência Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico textura 
arenosa/média Amoderado (Ponto GA-34. Coordenadas UTM: 640.633 / 7.543.633, 22K, 
WGS 84)............................................................................................................................40
Figura 27 – Vista do local de ocorrência Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico textura 
arenosa/média A moderado (Ponto GA-43. Coordenadas UTM: 644.132 / 7.544.463, 22K, 
WGS 84)............................................................................................................................41
Figura 28 – Vista do local de ocorrência Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico textura 
arenosa/média A moderado (Ponto GA-45. Coordenadas UTM: 639.927 / 7.544.890, 22K, 
WGS 84)............................................................................................................................41
Figura 29 – Vista do local de ocorrência de Neossolo Litólico textura arenosa A 
moderado, inserido na associação PVA2 (Ponto GA-56. Coordenadas UTM: 641.144 / 
7.545.210, 22K, WGS 84)..................................................................................................42
Figura 30 – Vista do local de ocorrência erosão de grande porte (Ravina profunda), 
desenvolvida em Latossolo argissólico, induzidas por elevadas concentrações de águas 
superficiais, sem dissipação de energia (Ponto GA-02. Coordenadas UTM: 639.857 / 
7.544.224, 22K ..................................................................................................................43
Figura 31 – Vista do local de ocorrência de Latossolos Vermelho-Amarelos/Vermelhos 
argissólicos textura média A moderado (Ponto GA-19. Coordenadas UTM: 642.127 / 
7.540.715, 22K, WGS 84)..................................................................................................44
Figura 32 – Vista do local de ocorrência de Latossolos Vermelho-Amarelos/Vermelhos 
argissólicos textura média A moderado (Ponto GA-28. Coordenadas UTM: 644.710 / 
7.542.773, 22K, WGS 84)..................................................................................................44
Figura 33 – Vista do local de ocorrência de Latossolos Vermelho-Amarelos/Vermelhos 
argissólicos textura média A moderado (Ponto GA-38. Coordenadas UTM: 639.969 / 
7.541.330, 22K, WGS 84)..................................................................................................45
Relatório Técnico nº 166 386-205 - vii/xv
Figura 34 – Vista do local de ocorrência de Latossolos Vermelho-Amarelos/Vermelhos 
argissólicos textura média A moderado (Ponto GA-41. Coordenadas UTM: 644.110 / 
7.544.079, 22K, WGS 84)..................................................................................................45
Figura 35 – Vista do local de ocorrência de Latossolos Vermelho-Amarelos/Vermelhos 
argissólicos textura média A moderado (Ponto GA-60. Coordenadas UTM: 639.834 / 
7.540.787, 22K, WGS 84)..................................................................................................46
Figura 36 – Vista do local de ocorrência de Latossolos Vermelho-Amarelos/Vermelhos 
argissólicos textura média A moderado (Ponto GA-63. Coordenadas UTM: 643.719 / 
7.540.452, 22K, WGS 84)..................................................................................................46
Figura 37 – Vista do local de ocorrência Neossolo Litólico, relevo forte 
ondulado/ondulado, substrato arenitos carbonáticos da Formação Marília (Ponto GA-07. 
Coordenadas UTM: 641.670 / 7.546.253, 22K, WGS 84). ................................................48
Figura 38 – Vista do local de ocorrência Neossolo Litólico, relevo ondulado, substrato 
arenitos carbonáticos da Formação Marília (Ponto GA-09. Coordenadas UTM: 642.279 / 
7.546.520, 22K, WGS 84)..................................................................................................48
Figura 39 – Vista do local de ocorrência Neossolo Litólico, relevo ondulado, substrato 
arenitos carbonáticos da Formação Marília (Ponto GA-47. Coordenadas UTM: 641.411 / 
7.546.152, 22K, WGS 84)..................................................................................................49
Figura 40 – Vista do local de ocorrência Neossolo Litólico, relevo ondulado, substrato 
arenitos carbonáticos da Formação Marília (Ponto GA-49. Coordenadas UTM: 642.279 / 
7.546.345, 22K, WGS 84)..................................................................................................49
Figura 41 – Vista do local de ocorrência Neossolo Litólico, relevo ondulado, substrato 
arenitos carbonáticos da Formação Marília (Ponto GA-52. Coordenadas UTM: 642.429 / 
7.545.704, 22K, WGS 84)..................................................................................................50
Figura 42 – Vista do local de ocorrência Neossolo Flúvico/Gleissolo Háplico e depósitos 
de assoreamento, relevo plano de várzea. Córrego da Cascata (Ponto GA-48. 
Coordenadas UTM: 642.310 / 7.546.609, 22K, WGS 84). ................................................51
Figura 43 – Vista do local de ocorrência Neossolo Flúvico/Gleissolo Háplico e depósitos 
de assoreamento, relevo plano de várzea. Córrego da Cascata (Ponto GA-48. 
Coordenadas UTM: 642.310 / 7.546.609, 22K, WGS 84). ................................................51
Figura 44 – Mapa de uso e ocupação do solo da bacia hidrográfica da captação de água 
do Córrego da Cascata......................................................................................................56
Figura 45 - Distribuição das porcentagens de área para cada categoria de uso e 
ocupação do solo, por compartimento hidrográfico. ..........................................................58
Figura 46 – Área em pousio (Coordenadas UTM 22S(WGS 84): 641.374/7.543.936, foto 
tirada em 26/10/2021). ......................................................................................................59
Figura 47 – Mesmo local. Cultura perene - plantio de café (Coordenadas UTM 22S (WGS 
84): 641.374/7.543.936, foto de 23/02/2022).....................................................................59
Figura 48 – Formação florestal presente na escarpa, situada nas vertentes e área de 
pastagem (em primeiro plano), com potencial de desenvolver processos erosivos. 
(Coordenadas UTM 22S(WGS 84): 641.374/7.543.936)...................................................60
Figura 49 – Área de mata nas escarpas e mata ciliar ao longo da drenagem 
(Coordenadas UTM 22S(WGS 84): 644.635/7.542.549)...................................................61
Relatório Técnico nº 166 386-205 - viii/xv
Figura 50 – Área de pastagem em relevo de declividade acentuada com retirada da mata 
e introdução de pastagem induziu processo de erosão laminar e linear. (Coordenadas 
UTM 22S(WGS 84): 641.374/7.543.936). .........................................................................61
Figura 51 – Área de reflorestamento com a espécie eucalipto em propriedades agrícolas 
(Ponto GA-31. Coordenadas UTM 22S(WGS 84): 640.509/7.542.431). ...........................62
Figura 52 – Área de reflorestamento com a espécie eucalipto (Ponto GA-24. 
Coordenadas UTM 22S(WGS 84): 645.119/7.540.705). ...................................................62
Figura 53 – Área de reflorestamento com a espécie guanandi na Fazenda Esmeralda 
(Ponto GA-56, Coordenadas UTM 22S(WGS 84): 641.144/7.545.210). ...........................63
Figura 54 – Área de reflorestamento com a espécie Mogno Africano (Ponto GA-42, 
Coordenadas UTM 22S(WGS 84): 643.957/7.543.958). ...................................................63
Figura 55 – Plantio de café localizado na Estância Santa Isabel (Ponto GA-18. 
Coordenadas UTM 22S(WGS 84): 641.545/7.540.440). ...................................................64
Figura 56 – Plantio de café recente (Ponto GA-20. Coordenadas UTM 22S(WGS 84): 
642.775/7.540.347). ..........................................................................................................64
Figura 57 – Plantio de laranja (Ponto GA-24. Coordenadas UTM 22S(WGS 84): 
645.119/7.540.705). ..........................................................................................................65
Figura 58 – Área com a espécie seringueira (Coordenadas UTM 22S(WGS 84): 
644.398/7.542.750). ..........................................................................................................65
Figura 59 – Área com plantio de cultura temporária (mandioca). (Ponto GA-23. 
Coordenadas UTM 22S(WGS 84): 643.968/7 540.463). ...................................................66
Figura 60 – Área com plantio de cultura temporária (milho) (Ponto GA-92. Coordenadas 
UTM 22S(WGS 84): 644.154/7 542.938). .........................................................................66
Figura 61 – Área com plantio de cultura temporária (amendoim). (Ponto GA-94. 
Coordenadas UTM 22S(WGS 84): 642.105/7 542.167). ...................................................67
Figura 62 – Área de pastagem com conservação do solo (curvas de nível). (Ponto GA-26. 
Coordenadas UTM 22S(WGS 84): 644.845/7.542.370). ...................................................68
Figura 63 – Área de pastagem com conservação do solo (curvas de nível). (Ponto GA-72. 
Coordenadas UTM 22S(WGS 84): 642.945/7.543.845). ...................................................68
Figura 64 – Área de pastagem sem conservação do solo (Ponto GA-05. Coordenadas 
UTM 22S(WGS 84): 641.268/7.546.016). .........................................................................69
Figura 65 – Área de pastagem sem conservação do solo com formação de erosões na 
encosta, pelo pisoteio do gado. (Ponto GA-05. Coordenadas UTM 22S(WGS 84): 
641.268/7.546.016). ..........................................................................................................69
Figura 66 – Área urbana consolidada. (Ponto GA-13. Coordenadas UTM 22S(WGS 84): 
640.516/7.542.103). ..........................................................................................................70
Figura 67 - Área urbana em consolidação (Periurbana) (Ponto GA-15. Coordenadas UTM 
22S(WGS 84): 642.665/7.541.727). ..................................................................................70
Figura 68 - Sedes de propriedades rurais e chácaras no entorno da área urbana. (Ponto 
GA-21. Coordenadas UTM 22S(WGS 84): 642.274/7.541.105)........................................71
Relatório Técnico nº 166 386-205 - ix/xv
Figura 69 – Área de várzeas. Áreas com predomínio de vegetação herbácea, podendo 
conter arbustos ou árvores esparsas (Ponto GA-49, Coordenadas UTM 22S(WGS 84): 
642.279/7.546.345). ..........................................................................................................71
Figura 70 – Área com solo exposto, intenso processo de erosão laminar e linear e 
consequentemente o transporte de sedimentos para drenagens. (Ponto GA-34. 
Coordenadas UTM 22S(WGS 84): 640 633/7.543.633). ...................................................72
Figura 71 - Área com solo exposto, intenso processo de erosão laminar e linear e 
consequentemente o transporte de sedimentos para drenagens. (Ponto GA-36 
Coordenadas UTM 22S(WGS 84): 639.905/7.543.334). ...................................................72
Figura 72 – Barramento na cabeceira do córrego da cascata. Fazenda Esmeralda (Ponto 
GA-55. Coordenadas UTM 22S(WGS 84): 640.975/7.544.913)........................................73
Figura 73 – Barramento na cabeceira do córrego da cascata. Fazenda do Gilzepe (Ponto 
GA-32. Coordenadas UTM 22S(WGS 84): 641.251/7.543.256)........................................73
Figura 74 – Fragmentos de vegetação natural no município de Garça – SP, por classe de 
superfície em hectares. .....................................................................................................76
Figura 75 – Vegetação natural existente no município de Garça. ....................................77
Figura 76 – Vegetação natural existente na bacia hidrográfica do córrego da Cascata, no 
município de Garça. ..........................................................................................................78
Figura 77 – Vista aérea de fragmento de floresta estacional semidecidual com dossel 
heterogêneo e aberto. .......................................................................................................80
Figura 78 – Vista aérea de fragmento de floresta estacional semidecidual com dossel 
heterogêneo e fechado......................................................................................................80
Figura 79 – Vista aérea de área de várzea em contato com cultivo de café. ...................81
Figura 80 – Vista aérea de área de várzea com alto grau de antropização......................81
Figura 81 - Isolinhas de precipitação média anual para o município de Garça.................84
Figura 82 - Isolinhas de precipitação máxima diária para um período de retorno de 25 
anos...................................................................................................................................85
Figura 83 - Isolinhas de precipitação máxima diária para um período de retorno de 50 
anos...................................................................................................................................86
Figura 84 - Isolinhas de precipitação máxima diária para um período de retorno de 100 
anos...................................................................................................................................87
Figura 85 - Gráfico das precipitações máximas diárias anuais por ano hidrológico. ........91
Figura 86 - Ajuste da série histórica do posto D6-092 à distribuição probabilística de 
Gumbel..............................................................................................................................92
Figura 87 - Curvas I-D-F obtidas da série histórica do posto D6-092, para durações de até 
60 min................................................................................................................................94
Figura 88 - Comparação das intensidades pluviométricas para o município de Garça (Tr = 
100 anos) obtidas por diversos métodos...........................................................................94
Figura 89 – Distribuição média anual das chuvas mensais em Garça. ............................95
Figura 90 – Número de dias de chuva mensais em Garça...............................................96
Figura 91 – Porcentagem acumulada sobre o total precipitado no ano em Garça. ..........96
Relatório Técnico nº 166 386-205 - x/xv
Figura 92 – Total precipitado em cada ano da série histórica. .........................................97
Figura 93 – Propriedades e posses rurais, e informações cadastradas no Sistema 
Nacional de Cadastro Ambiental Rural – SICAR, localizadas na bacia hidrográfica do 
córrego da Cascata, no município de Garça. ....................................................................99
Figura 94 - Drone utilizado nos levantamentos de campo..............................................100
Figura 95 – Representação do plano de voo usado no levantamento aerofotogramétrico. 
As linhas em verde correspondem ao percurso feito pelo drone.....................................101
Figura 96 – Imagem de 07/10/2021................................................................................102
Figura 97 – Imagem de 10/02/2022................................................................................102
Figura 98 – Mapeamento de nascentes. ........................................................................102
Figura 99 – Mapeamento de nascentes. ........................................................................102
Figura 100 – Depósitos de assoreamento. .....................................................................103
Figura 101 – Depósitos de assoreamento. .....................................................................103
Figura 102 – Ausência de mata ciliar no rio, próximo à captação de água B1. ..............103
Figura 103 – Idem, vista para montante. ........................................................................103
Figura 104 – Mapeamento de processos erosivos em área de pastagem. ....................103
Figura 105 – Mapeamento de processos erosivos em área de pastagem. ....................103
Figura 106 – Mapeamento de processos erosivos, pisoteio de gado. ............................104
Figura 107 – Idem foto anterior.......................................................................................104
Figura 108 – Mapeamento de uso e ocupação do solo (Reflorestamento de eucalipto).104
Figura 109 – Mapeamento de uso e ocupação do solo (Reflorestamento de eucalipto, 
café, mogno africano e pastagem). .................................................................................104
Figura 110 – Mapeamento de uso e ocupação do solo (Detalhe do plantio de mogno 
africano)...........................................................................................................................104
Figura 111 – Mapeamento de uso e ocupação do solo (Detalhe do plantio de café). ....104
Figura 112 – Mapeamento de uso e ocupação do solo (Pastagem com curvas de nível).
........................................................................................................................................105
Figura 113 – Mapeamento de uso e ocupação do solo (Pastagem com curvas de nível).
........................................................................................................................................105
Figura 114 – Mapeamento de uso e ocupação do solo (Cultura temporária, amendoim).
........................................................................................................................................105
Figura 115 – Mapeamento de uso e ocupação do solo (Área de mata). ........................105
Figura 116 – Mapeamento da geologia (Arenitos da Formação Marília). .......................105
Figura 117 – Mapeamento da geologia (Arenitos da Formação Marília). .......................105
Figura 118 – Mapeamento das feições geomorfológicas (Relevo escapado).................106
Figura 119 – Mapeamento das feições geomorfológicas (Relevo de morrotes alongados).
........................................................................................................................................106
Figura 120 - Mapa das classes de suscetibilidade à erosão da bacia hidrográfica da 
captação de água do Córrego da Cascata. .....................................................................108
Relatório Técnico nº 166 386-205 - xi/xv
Figura 121 - Distribuição das classes de suscetibilidade à erosão por compartimento 
hidrográfico, na bacia. .....................................................................................................110
Figura 122 - Mapa das Classes de potencialidade das terras a produção de sedimentos 
da bacia hidrográfica da capitação de água do Córrego da Cascata. .............................113
Figura 123 - Distribuição das classes de potencialidade das terras à produção de 
sedimentos por compartimento hidrográfico....................................................................115
Figura 124 - Classe de baixa a média potencialidade à produção de sedimentos. Área 
urbana consolidada em relevo plano (GA-01. Coordenadas: 639.519/7.544.175)..........117
Figura 125 - Classe de alta potencialidade à produção de sedimentos. Cultura temporária 
(amendoim) em solos com gradiente textural abrúptico (Argissolos abrúpticos) em áreas 
de alta suscetibilidade (GA-95. Coordenadas: 642.156/7.542.851). ...............................118
Figura 126 - Classe de muito alta potencialidade à produção de sedimentos. Área de 
pastagem sem práticas conservacionistas em cabeceira de drenagem com Argissolos 
abrúpticos pouco profundos em declives acentuados (Ponto GA-76. Coordenadas: 
641.559/7.546.168). ........................................................................................................119
Figura 127 - Classe de muito alta Potencialidade à Produção de Sedimentos. Área de 
solo exposto em Argissolos abrúpticos. (Ponto GA-36. Coordenadas: 639.905/7.543.334).
........................................................................................................................................120
Figura 128 – Mapa das Classes de densidade de drenagem da bacia em estudo, 
subdivididos por compartimentos hidrográficos...............................................................124
Figura 129 – Distribuição das classes de densidade de drenagem dos compartimentos 
hidrográficos da bacia em estudo....................................................................................125
Figura 130 - Mapa das classes de capacidade das terras a produção de sedimentos da 
bacia hidrográfica da captação de água do Córrego da Cascata ....................................127
Figura 131 - Distribuição das classes de capacidade à produção de sedimentos por 
compartimento hidrográfico. ............................................................................................130
Figura 132 - Processo erosivo desencadeado pelo lançamento das águas pluviais da 
rede de microdrenagem diretamente na cabeceira de drenagem, sem a presença de 
obras de dissipadores de energia....................................................................................133
Figura 133 – Conjunto de medidas corretivas da erosão urbana. ..................................135
Figura 134- Restauração da área afetada pelo processo erosivo. .................................136
Figura 135 - Recuperação da área afetada pelo processo erosivo. ...............................136
Figura 136- Recuperação da área afetada pelo processo erosivo. ................................137
Figura 137 – Cultura perene (café) recém-plantada com pouca cobertura do solo. (Ponto 
GA-104. Coordenadas UTM: 640.413 / 7.542.827, 22K, WGS 84) .................................144
Figura 138 – Área agrícola cultivada com espécies de ciclo curto (amendoim), com plantio 
em nível. (Ponto GA-95. Coordenadas UTM: 642.156 / 7.542.851, 22K, WGS 84). .......145
Figura 139 – Práticas de controle da erosão. .................................................................146
Figura 140 – Tipos de terraços quanto à construção......................................................153
Figura 141 – Tipos de terraços quanto à largura............................................................153
Figura 142 – Tipos de terraços quanto à função. ...........................................................154
Relatório Técnico nº 166 386-205 - xii/xv
Figura 143 – Bacias de retenção na lateral da estrada vicinal. (Ponto GA-21. 
Coordenadas UTM: 642.274 / 7.541.105, 22K, WGS 84) ...............................................155
Figura 144 – Bacias de retenção em área de pastagem. (Ponto GA-72. Coordenadas 
UTM: 642.945 / 7.543.845, 22K, WGS 84)......................................................................156
Figura 145 - Cordão em contorno vegetado com capim vetiver em área de encosta.....161
Figura 146 – Barreiras vivas com capim vetiver em área de encosta.............................161
Figura 147 - (A) encaixe canaleta no leito da voçoroca e amarrio dos bambus; (B) Detalhe 
do encaixe dos bambus no talude lateral; (C) construção de paliçada utilizando pneus 
usados; (D) colocação de sacos de ráfia.........................................................................163
Figura 148 - Paliçada de bambu na contenção da erosão em sulco. .............................165
Figura 149 – Etapas de construção de paliçadas. A foto a) Representação de uma 
barreira revestida com sacos de ráfia para retenção de sedimentos, e a foto b) 
Representação de uma das barreiras com paliçadas de bambú e sacos de ráfia servindo 
de escora.........................................................................................................................166
Figura 150 - Demonstração do material fino retido nas barreiras de bambu. .................166
Figura 151 – Paliçadas de bambu e barramento com retentores de sedimentos, fotos de 
antes (A) e depois (B). ......................................................................................................167
Figura 152 – Exemplo de implantação de feixes de vegetação. Foto (a) Feixes recém￾plantados e (b) Feixes após 6 meses..............................................................................168
Figura 153 – Vista das feições erosivas paralelas às curvas de nível, na forma de trilhas, 
próximo ao Ponto GA-07 (coordenadas UTM: 641.670 / 7.546.253, 22K, WGS 84).......169
Figura 154 – Vista de outro local das feições erosivas paralelas às curvas de nível, na 
forma de trilhas, próximo ao Ponto GA-07 (coordenadas UTM: 641.670 / 7.546.253, 22K, 
WGS 84)..........................................................................................................................170
Figura 155 – Vista de outro local das feições erosivas paralelas às curvas de nível, na 
forma de trilhas, próximo ao Ponto GA-07 (coordenadas UTM: 641.670 / 7.546.253, 22K, 
WGS 84)..........................................................................................................................170
Figura 156 – Feições erosivas paralelas às curvas de nível, na forma de trilhas, em área 
de pastagem (Foto tirada com drone, em 07/10/21)........................................................171
Figura 157 – Feições erosivas paralelas às curvas de nível, na forma de trilhas, em área 
de pastagem (Foto tirada com drone, em 07/10/21)........................................................171
Figura 158 - Esquema típico do padrão das feições erosivas paralelas à curva de nível.
........................................................................................................................................172
Figura 159 - Representação esquemática de contenção com paliçada, das feições 
erosivas paralelas à curva de nível. ................................................................................173
Figura 160 – Retentor de solo ou solo-retentor de tecido de juta. ..................................174
Figura 161 – Sacarias de café........................................................................................174
Figura 162 - Representação esquemática de contenção com solo ensacado, das feições 
erosivas paralelas à curva de nível. ................................................................................175
Figura 163 - Representação esquemática de contenção com barreiras vivas ou feixes 
vegetativos, das feições erosivas paralelas à curva de nível. .........................................176
Relatório Técnico nº 166 386-205 - xiii/xv
Figura 164 – Vista de uma feição erosiva perpendicular às curvas de nível, decorrente da 
deficiência do sistema de drenagem da estrada vicinal situada à montante (coordenadas 
UTM: 641.670 / 7.546.253, 22K, WGS 84)......................................................................177
Figura 165 – Vista do mesmo com feições erosivas perpendiculares às curvas de nível, 
próximo ao Ponto GA-07 (coordenadas UTM: 641.670 / 7.546.253, 22K, WGS 84).......178
Figura 166 – Vista do mesmo ponto com feições erosivas perpendiculares às curvas de 
nível, (coordenadas UTM: 641.670 / 7.546.253, 22K, WGS 84)......................................178
Figura 167 – Vista das feições erosivas perpendiculares às curvas de nível, com algumas 
trilhas na borda, paralelas à curva de nível (coordenadas UTM: 641.670 / 7.546.253, 22K, 
WGS 84)..........................................................................................................................179
Figura 168 - Esquema típico do padrão das feições erosivas perpendiculares às curvas 
de níveis. .........................................................................................................................180
Figura 169 - Representação esquemática de contenção das feições erosivas 
perpendiculares às curvas de níveis com paliçada. ........................................................181
Figura 170 - Representação esquemática de contenção das feições erosivas 
perpendiculares à curva de nível com solo ensacado. ....................................................182
Figura 171 - Representação esquemática de contenção das feições erosivas 
perpendiculares à curva de nível com feixes vegetativos................................................183
Figura 172 – Vista da cabeceira da feição erosiva decorrente do lançamento concentrado 
de aguas pluviais por meio de galaria de tubos de concreto...........................................185
Figura 173 – Vista da cabeceira e da lateral da feição erosiva. Notar no fundo da erosão, 
parte da tubulação destruída...........................................................................................186
Figura 174 – Vista a jusante da cabeceira da erosão. Notar o dissipador de energia da 
galeria existente totalmente destruído.............................................................................186
Figura 175 – Vista da porção intermediária e final da feição. Observar o estreitamento da 
erosão a jusante da sua cabeceira..................................................................................187
Figura 176 – Vista da evolução do processo erosivo. A Foto (a) indica a situação 
observada em outubro/2021 e a Foto (b) a situação em fevereiro/2022. ........................188
Figura 177 – Solução de Estabilização em Escada Hidráulica.......................................189
Figura 178 – Solução de Estabilização em Tubo de Queda...........................................190
Relatório Técnico nº 166 386-205 - xiv/xv
ÌNDICE DE QUADROS
Quadro 1 - Área (km2
) e em porcentagem (%) dos Compartimentos Hidrográficos. ........13
Quadro 2 - Relacionamento geral entre as pedoformas côncavas e convexas e os 
aspectos ligados à erosão.................................................................................................24
Quadro 3 – Sistemas de relevo da bacia hidrográfica do córrego da Cascata até o ponto 
de captação.......................................................................................................................26
Quadro 4 – Classes de declividade na bacia hidrográfica da captação de água do 
Córrego da Cascata. .........................................................................................................31
Quadro 5 -– Classes de declividade e suas potencialidades quanto à erosão linear. ......31
Quadro 6 – Área ocupada pelas classes de declividade, subdivididas em compartimentos 
hidrográficos, na bacia hidrográfica da captação de água do Córrego da Cascata...........32
Quadro 7 - Relação entre as Classes de Fragilidade e os tipos de Solos. .......................34
Quadro 8 – Área ocupada pelas associações pedológicas, subdivididas em 
compartimentos hidrográficos, na bacia hidrográfica da captação de água do Córrego da 
Cascata. ............................................................................................................................37
Quadro 9 – Identificação dos problemas de erosão em relação ao tipo de uso do solo...54
Quadro 10 - Grupos e categorias de uso e ocupação do solo da bacia de drenagem da 
captação de água do córrego da Cascata e suas respectivas áreas. ...............................57
Quadro 11 – Área de ocorrência para cada categoria de uso e ocupação do solo por 
compartimento hidrográfico, na bacia hidrográfica da captação de águas do Córrego da 
Cascata. ............................................................................................................................57
Quadro 12 - Postos pluviométricos operados pelo DAEE utilizados na construção das 
isoietas. .............................................................................................................................83
Quadro 13 - Postos pluviométricos operados pelo DAEE no município de Garça............88
Quadro 14 - Precipitações máximas diárias ajustadas em cada distribuição probabilística.
..........................................................................................................................................92
Quadro 15 – Desagregação temporal da precipitação para confecção das curvas 
Intensidade-Duração-Frequência para o posto D6-092.....................................................93
Quadro 16 - Propriedades rurais cadastradas na área de interesse do projeto................98
Quadro 17 - Classes de suscetibilidade à erosão da bacia. ...........................................107
Quadro 18 - Área (em km2 e %) ocupada pelas classes de suscetibilidade à erosão que 
predominam na bacia. .....................................................................................................107
Quadro 19 – Área ocupada pelas classes de suscetibilidade à erosão, subdivididas em 
compartimentos hidrográficos, na bacia. .........................................................................109
Relatório Técnico nº 166 386-205 - xv/xv
Quadro 20 - Classes de potencialidades das terras à produção de sedimentos da bacia 
hidrográfica da capitação de água do Córrego da Cascata.............................................112
Quadro 21 - Área (em km2 e %) ocupada pelas classes de potencialidade à produção de 
sedimentos que predominam na bacia............................................................................114
Quadro 22 – Área ocupada pelas classes de suscetibilidade à erosão, subdivididas em 
compartimentos hidrográficos, na bacia hidrográfica da captação de água do Córrego da 
Cascata. ..........................................................................................................................114
Quadro 23 – Classes de densidade de drenagem dos compartimentos hidrográficos da 
bacia em estudo. .............................................................................................................123
Quadro 24 – Densidade de drenagem dos compartimentos hidrográficos da bacia 
hidrográfica em estudo. ...................................................................................................125
Quadro 25 – Classes de Capacidade das Terras à Produção de Sedimento da bacia 
hidrográfica de captação de água do Córrego da Cascata .............................................126
Quadro 26 - Área (em km2
e %) ocupada pelas classes de capacidade das terras à 
produção de sedimentos que predominam na bacia.......................................................129
Quadro 27 – Área ocupada pelas classes de capacidade das terras à produção de 
sedimentos na bacia, subdivididas em compartimentos hidrográficos. ...........................129
Quadro 28 - Tipos de terraços recomendados em função da declividade do terreno.....154
Quadro 29 - Recomendação de nutrientes para algumas leguminosas florestais para o 
estado do Rio de Janeiro.................................................................................................162
Quadro 30 – Espécies arbóreas para plantio em clima quente e frio.Erro! Indicador não 
definido.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 1/388
1 INTRODUÇÃO
Em atendimento à solicitação da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do 
Estado de São Paulo – SDE, no âmbito do Programa de Apoio Tecnológico aos 
Municípios – Patem, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo – IPT, 
por meio da Seção de Planejamento Territorial, Recursos Hídricos, Saneamento e 
Florestas – SPRSF, Unidade de Negócios Cidades, Infraestrutura e Meio Ambiente –
CIMA desenvolveu estudos referentes ao diagnóstico dos processos erosivos na bacia de 
abastecimento do município do córrego da Cascata para apresentar diretrizes para 
revitalização e preservação dos recursos hídricos.
A cabeceira da bacia hidrográfica do córrego da Cascata apresenta graves 
problemas referentes aos recursos hídricos, sendo grande parte deles decorrente das
características do meio físico e do uso e ocupação do solo, tanto na área rural como na 
área urbana, da falta de práticas de conservação do solo, da falta de infraestrutura 
urbana, entre outros. Como consequência das intervenções antrópicas sem planejamento 
adequado no passado, o desenvolvimento de processos erosivos laminares e lineares é 
intensificado ou acelerado, principalmente nas áreas de expansão urbana e nos terrenos 
menos favoráveis à ocupação, configurando um quadro crítico quanto à degradação de 
áreas. Tal situação provoca a produção de grande quantidade de sedimentos que 
contribuem para o assoreamento de cursos principais de água e, consequentemente, 
implica na alteração da quantidade e qualidade dessas águas captadas para o 
abastecimento da cidade. 
Nesse sentido foi elaborado um Relatório Parcial (N
o 164 635-205) entregue em 
dezembro de 2021. A caracterização física descrita neste relatório deu o suporte 
necessário para a compreensão da dinâmica do meio físico, permitindo selecionar os 
tipos de solos mais suscetíveis a processos erosivos, fundamental para identificar as 
áreas potenciais à produção de sedimentos, além de ser de extrema importância para o 
monitoramento do assoreamento das principais drenagens da bacia hidrográfica.
Os produtos apresentados neste Relatório Final subsidiarão o planejamento do uso 
e ocupação do solo na bacia com as diretrizes de prevenção e controle dos processos 
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 2/388
erosivos, bem como contribuirão para a avaliação da influência desses processos na 
dinâmica do curso d’água, com foco na preservação do solo e dos recursos hídricos.
A partir do mapa de áreas potenciais à produção de sedimentos foram realizadas 
análises em cada um dos compartimentos hidrográficos e sua hierarquização, em termos 
de criticidade, a partir da soma das classes Muito Alta e Alta capacidade de produção de 
sedimentos e, consequentemente, do transporte de sedimentos. A partir disso foi possível 
indicar e priorizar as medidas preventivas e corretivas nos compartimentos da bacia com 
maior criticidade, visando melhorar a gestão dos recursos hídricos (aumento da 
quantidade e da qualidade das águas) e a revitalizar a bacia de drenagem do córrego da 
Cascata até a estação de captação de água, denominada de B1, com sua consequente 
preservação.
Neste Relatório Final, serão apresentados a caracterização do meio físico, da 
vegetação, do clima e a hierarquização dos compartimentos hidrográficos em relação à
sua criticidade aos processos erosivos, com a apresentação dos mapas de 
potencialidade e de capacidade das terras à produção de sedimentos e as diretrizes 
fundamentais para recomposição da vegetação nativa e recuperação de áreas 
degradadas.
2 OBJETIVOS
Este Relatório Final tem como finalidade dar continuidade ao Relatório Parcial (No 
164 635-205), entregue em dezembro 2021, e apresentar os resultados finais das 
atividades desenvolvidas pela equipe técnica do IPT, no período de janeiro a abril de 
2022, referentes ao diagnóstico dos processos erosivos e áreas degradadas na cabeceira 
do córrego da Cascata que abastece parte do município de Garça, SP. Tais objetivos 
foram alcançados com o subsídio de dados básicos, de caráter geológico, 
geomorfológico, pedológico, uso e ocupação do solo, levantamentos dos processos de 
erosão urbana, erosão rural em campo e voos com drone nas áreas de interesse, que 
compuseram as bases técnicas deste trabalho que subsidiou a elaboração do mapa de 
potencialidade e capacidade à produção de sedimentos, além de técnicas de 
bioengenharia de solos ou Engenharia Natural de revitalização da bacia. 
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 3/388
Foram elaborados o mapa de potencialidade das terras à produção de sedimentos 
com relação aos processos erosivos, definição da hierarquização dos compartimentos 
hidrográficos em relação à sua criticidade e diretrizes fundamentais para recuperação de 
áreas degradadas, revitalização e preservação da cabeceira do córrego da Cascata para 
melhorar a quantidade e qualidade das águas para o abastecimento da cidade.
2.1 Objetivos Específicos
Os produtos gerados neste trabalho têm a finalidade de subsidiar e priorizar os 
estudos de planejamento a serem realizados pelo município, para adoção de medidas 
preventivas e corretivas quanto aos processos erosivos, para a melhoria da quantidade e 
qualidade das águas, minimizando os impactos ambientais futuros nos recursos hídricos, 
principalmente, na captação das águas para abastecimento público. Para isto, as 
seguintes etapas foram realizadas para subsidiar o Relatório Final:
 Reconhecimento geológico, geomorfológico e pedológico da bacia até o ponto 
de captação;
 Mapa de declividade da bacia até o ponto de captação;
 Mapa dos compartimentos hidrográficos da bacia;
 Mapa de reconhecimento pedológico da bacia até o ponto de captação;
 Mapa de uso e ocupação do solo da bacia até o ponto de captação;
 Fotos aéreas em áreas específicas por meio de voo de drone na bacia até o 
ponto de captação;
 Mapa de suscetibilidade à erosão da bacia até o ponto de captação;
 Mapa de potencialidade e de capacidade à produção de sedimentos;
 Caracterização climática do município;
 Técnicas de bioengenharia de solos e/ou Engenharia Natural;
 Diretrizes de recomposição da vegetação
3 JUSTIFICATIVA
Este trabalho aborda um quadro amplo da erosão pluvial acelerada, que se 
desencadeia na cabeceira do córrego da Cascata, na forma de processos erosão laminar
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 4/388
e erosão linear (sulcos/ravinas e boçorocas). A ocorrência destes fenômenos mostra-se 
sempre marcada por graves perdas econômicas e sociais. Tal fato se deve à expansão da 
ocupação em determinadas áreas onde critérios técnicos não são considerados, de 
maneira a evitar ou minimizar estes processos, principalmente, a questão do meio físico 
(pedologia, geomorfologia, geologia) e as questões pluviométricas. O relevo, pedologia, 
substrato geológico, que domina no município favorece a ocorrência de processos 
gravitacionais relacionados ao escoamento de águas pluviais na encosta e fundos de 
vale. 
4 CONSIDERAÇÕES GERAIS DO MUNICÍPIO
O município de Garça está localizado na região Oeste do Estado de São Paulo. 
Sua população é de 43 115 pessoas (IBGE, 2010) e sua projeção para 2021 é de 44 429 
(https://cidades.ibge.gov.br/brasil/sp/garca/panorama consulta em 16/11/2021) e a área 
da unidade territorial é de 555,807 km², tendo, portanto, uma densidade demográfica de 
77,60 hab/km². Distante 400 km da capital, tem como municípios limítrofes ao norte Álvaro 
de Carvalho e Pirajuí; ao sul limita-se com os municípios de Gália, Alvinlândia e Lupércio; 
ao leste limita-se com os municípios de Gália e Presidente Alves e a oeste limita-se com o 
município de Vera Cruz.
O município de Garça é integrante da Unidade de Gerenciamento de Recursos 
Hídricos do Médio Paranapanema (UGRHI – 17), do Aguapeí (UGRHI - 20) e do Peixe 
(UGRHI 21), onde a área urbana está inserida nas UGRHIs 20/21. Especificamente, a 
área de estudo (Bacia de drenagem da captação de água do córrego da Cascata)
pertence à UGRHI 21. A Figura 1 - Localização da bacia de estudo no município de 
Garça no Estado de São Paulo.ilustra a localização da bacia de estudo no município de 
Garça, Estado de São Paulo.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 5/388
Figura 1 - Localização da bacia de estudo no município de Garça no Estado de São Paulo.
Fonte: Elaborado pelos autores.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 6/388
5. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
Como orientação metodológica principal, os trabalhos foram direcionados para o 
entendimento da dinâmica e das inter-relações entre os diferentes aspectos fisiográficos 
atuantes nos processos erosivos e de assoreamento.
Considerando-se as condições de contorno e os objetivos definidos para o 
presente trabalho, procurou-se aproveitar ao máximo os dados e as informações 
cartográficas no formato digital já disponível.
A arquitetura de um Sistema de Informação Geográfica – SIG foi empregada para 
abrigar as informações cartográficas, imagens e dados alfanuméricos constituintes desta 
base de dados. Na elaboração dos mapas de suscetibilidade à erosão, de potencialidade
e de capacidade das terras à produção de sedimentos foram utilizadas ferramentas de 
análise e modelagem providas pelo SIG, utilizando-se o software ArGis versão 10.6.
Para isto foi realizada a caracterização da área de estudo, por meio de pesquisas 
referentes à hidrografia, ao substrato geológico, os sistemas de relevo, as coberturas 
pedológicas e ao uso ocupação do solo e à vegetação, permitindo uma análise integrada 
dos fenômenos erosivos.
Do cruzamento destas informações foram determinadas as áreas de maior ou 
menor suscetibilidade aos processos erosivos e as áreas de potencial e de capacidade à 
produção de sedimentos em toda a bacia hidrográfica em análise.
A partir dos mapas de áreas potenciais e de capacidade à produção de sedimentos 
foram feitas as análises em cada um dos compartimentos hidrográficos e sua 
hierarquização, em termos de criticidade, para indicação e priorização das medidas 
preventivas e corretivas nos compartimentos com maior criticidade.
Desse modo, foram desenvolvidas as seguintes atividades para a elaboração deste
Relatório Final:
 Levantamento de dados anteriores, definição da área de estudo e elaboração da 
base cartográfica digital;
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 7/388
 Sistematização e cartografia em base digital dos dados do meio físico 
(declividade, geomorfologia, geologia, pedologia) e demais dados ambientais 
relevantes para a caracterização de diferentes compartimentos hidrográficos 
(uso e ocupação do solo, vegetação e outros) atuantes na dinâmica dos 
processos de erosão e assoreamento da bacia hidrográfica em análise;
 Trabalhos de campo para a caracterização detalhada da área de estudo 
(geologia, pedologia, geomorfologia, uso e ocupação do solo, vegetação e fotos 
aéreas com drone);
 Elaboração dos mapas de suscetibilidade à erosão, potencialidade e capacidade 
das terras à produção de sedimentos do município, utilizando como base o 
entendimento da dinâmica destes processos, as ferramentas de análise, 
modelagem e de cruzamento dos mapas temáticos elaborados em SIG;
 Hierarquização dos compartimentos hidrográficos, de acordo com a criticidade
das terras à produção de sedimentos;
 Indicações de técnicas para mitigação de processos erosivos encontrados na 
bacia em estudo;
 Diretrizes de recomposição da vegetação na bacia em estudo;
O fluxograma da Figura 2 mostra os procedimentos metodológicos adotados para 
controle de processos erosivos na bacia do córrego da Cascata, em Garça – SP. 
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 8/388
Figura 2 - Fluxograma dos procedimentos metodológicos adotados para controle de processos erosivos 
da bacia do córrego da Cascata, Garça – SP.
Fonte: Elaborado pelos autores.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 9/388
6. ESTUDOS E ANÁLISES REALIZADOS VISANDO SUBSIDIAR AS 
DIRETRIZES DE CONTROLE DE PROCESSOS EROSIVOS E DE 
VEGETAÇÃO DA BACIA DO CÓRREGO DA CASCATA, GARÇA - SP
A seguir será apresentado um resumo da caracterização ambiental da bacia 
hidrográfica em estudo (geologia, geomorfologia, declividade, pedologia, suscetibilidade e 
uso e ocupação do solo), já apresentada no Relatório Parcial (n
o
164.635-205), com 
novos ajustes nos mapas e nas tabelas, devido aos novos trabalhos de campo, e também 
apresentados os demais estudos não contemplados no Relatório Parcial, que subsidiarão 
as diretrizes de controle de processos erosivos e de vegetação da bacia do Córrego da 
Cascata, em Garça – SP, visando assim melhorar a quantidade e qualidade das águas 
para o abastecimento da cidade.
As atividades de campo e de escritório desenvolvidas pela equipe técnica do IPT, 
neste Relatório Final, foram realizadas no período de janeiro a abril de 2022. A Figura 3
apresenta o mapa dos pontos levantados em campo, subdivididos por compartimento 
hidrográfico. A descrição destes pontos, contendo as informações do meio físico 
(geologia, geomorfologia, declividade, pedologia, uso e ocupação do solo, etc) e 
documentação fotográfica, encontram-se no Volume 2, APÊNDICE A, deste relatório.
Os estudos para a caracterização ambiental da bacia hidrográfica em estudo, no 
município de Garça, SP foram realizados com base na compilação de dados existentes na 
bibliografia. A caracterização do substrato rochoso e do relevo foi feita com base na 
compilação de mapas geológicos e geomorfológicos existentes e as informações 
pedológicas foram obtidas de mapas pedológicos e do levantamento de reconhecimento 
dos solos em campo, com tradagens manual e perfis de estradas e erosões. A 
classificação taxonômica do solo foi feita de acordo com o Novo Sistema Brasileiro de 
Classificação de Solos, recomendado pela EMBRAPA (2018).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 10/388
Figura 3 - Mapa dos pontos levantados em campo, subdivididos por compartimento hidrográfico.
Fonte: Elaborado pelos autores.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 11/388
6.1 Compartimentos hidrográficos
A bacia de drenagem da captação de água do Córrego da Cascata sofre com a 
ocorrência de processos erosivos, desse modo é necessário conhecer a influência do 
fator uso do solo na elaboração de cartas que indiquem áreas com maior suscetibilidade a
processos erosivos e também correlacionar com a densidade de drenagem (índice 
morfométrico) dos compartimentos hidrográficos.
A densidade de drenagem dos compartimentos hidrográficos é importante para 
hierarquização desses compartimentos com relação à capacidade de produção de 
sedimentos, trabalho este que será apresentado neste Relatório Final.
O levantamento cartográfico e a delimitação dos compartimentos hidrográficos da 
bacia de drenagem do Córrego da Cascata foi elaborado utilizando-se o software ArGis 
versão 10.6, a partir das folhas topográficas 1:50.000 (IBGE, 1973).
Os compartimentos hidrográficos, embora pertencentes à mesma bacia de 
drenagem, possuem cada um, característica e especificidades diferenciadas que 
necessitam de tratamento e análise também distintos, para que se possam identificar as 
áreas de intervenção prioritárias e quais os mecanismos de ação necessários para a 
melhoria da qualidade ambiental natural e humana. O Quadro 1 apresenta a área em km2
e em porcentagem desses compartimentos.
Foram utilizados os limites dos compartimentos hidrográficos na bacia de 
drenagem do Córrego da Cascata, considerando os divisores indicados na topografia dos 
terrenos. De acordo com Coelho Netto & Avelar (1996), a linha divisória da bacia deve 
cortar paralelamente o eixo das curvas que contornam o topo das elevações e seguem 
encosta abaixo pelo eixo das convexidades do terreno, vistas em planta por meio das 
curvas de nível que mais se aproximam das cotas inferiores.
Foram definidos quatro compartimentos hidrográficos apresentados na Figura 4.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 12/388
Figura 4 – Compartimentos hidrográficos definidos para a bacia de drenagem da captação de 
água do Córrego da Cascata, Garça, SP.
Fonte: Elaborado pelos autores.
Ponto de captação 
de água (SAAE)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 13/388
Quadro 1 - Área (km2
) e em porcentagem (%) dos Compartimentos Hidrográficos.
Compartimentos Hidrográficos Área (Km2
) Área (%)
Compartimento I (Cabeceira Margem Esquerda) 10,49 33,71
Compartimento II (Cabeceira Margem Direita) 5,84 18,77
Compartimento III (Jusante Margem Esquerda) 5,41 17,39
Compartimento IV (Jusante Margem Direita) 9,37 30,12
Total 31,12 100
Fonte: Elaborado pelos autores.
6.2 Geologia
O substrato geológico condiciona fortemente os processos erosivos em decorrência 
da alteração das rochas e principalmente, das formações de solos arenosos, altamente 
suscetíveis à erosão. As características litológicas do substrato rochoso, associadas à 
intensidade do intemperismo e à natureza da alteração e grau de fraturamento, 
condicionam a suscetibilidade do material à erosão (INFANTI Jr.; FORNASSARI, 1998). A 
litologia controla a erosão, ao condicionar diretamente o tipo de solo e o relevo. A 
erodibilidade tende a ser maior no solo não coesivo constituído por silte ou areia fina ou 
nos solos argilosos de comportamento geotécnico desprezível (LAL, 1990).
Do ponto de vista geológico, de acordo com FERNANDES (1998) e PERROTTA et 
al. (2005), a área de estudo está inserida na Bacia Bauru, onde o Grupo está 
representado na área pelas formações Vale do Rio do Peixe e Marília (Figura 5).
Observações de campo revelaram que a Formação Vale do Rio do Peixe aflora em cotas 
mais baixas (inferiores a 510 metros) e a Formação Marília em cotas mais elevadas 
(superiores a 590 metros).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 14/388
Figura 5 – Mapa geológico da área de estudo.
Fonte: Adaptado de Perrotta et al. (2005).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 15/388
De acordo com trabalhos anteriores (IPT, 1981a, ALMEIDA et al. 1980, SOARES et 
al. 1980, SUGUIO, 1973, COIMBRA, 1976, entre outros), Formação Vale do Rio do Peixe 
é correlacionada a Formação Adamantina, proposta por Soares et al. (1980), sendo 
caracterizada por bancos de arenitos de granulação fina a muito fina, cor rósea a 
castanho, com estratificação cruzada, e espessura variando entre 2 m a 20 m, em que 
são observadas intercalações de bancos de lamitos, siltitos e arenitos. É comum a 
ocorrência de seixos de argilito da própria unidade, com cimento e nódulo carbonáticos 
como feições secundárias. Referências históricas sobre seus sedimentos podem ser 
verificadas nas notas de Campos (1905), Florence (1907), Baker (1923) e Washburne 
(1930).
A Formação Marília, no estado de São Paulo, ocorre na parte leste do Planalto 
Ocidental Paulista, estendendo-se para oeste, nos espigões entre os principais rios 
(SOARES et al., 1980). Possui espessura máxima registrada preservada em superfície de 
160 a 180 m (SOARES et al., 1980; FERNANDES; COIMBRA, 1996) na cidade de Marília 
(SP) e 233 m em subsuperfície na cidade de Lupércio (SP) (PAULA e SILVA, et al. 2003).
A Formação Marília diferencia-se das demais formações do grupo sobretudo pelo 
seu agente cimentante e pelo ambiente de sedimentação: possui abundância de 
carbonato de cálcio, o que lhe confere maior resistência aos processos erosivos quando 
comparada às demais formações do grupo, e foi depositado por leques aluviais.
Essas características propiciaram a formação de calcretes (representados por 
nódulos carbonáticos que aparecem dispersos nos sedimentos ou concentrados em 
níveis), que por sua vez estão associados a arenitos conglomeráticos e raras camadas de 
lamitos (BARCELOS, 1984). Além da abundância de carbonato de cálcio, há ainda dois 
indicativos de clima semiárido para a Formação Marília: presença de argilas do grupo 
atapulgita e sepiolita (SUGUIO, 1973; SUGUIO e BARCELOS, 1978) e de restos 
fossilizados de carófitas (PETRI, 1955 apud BARCELOS, 1984)
A seguir, as Figura 6, Figura 7, Figura 8 e Figura 9 ilustram os locais de 
ocorrência da Formação Marília e as Figura 10, Figura 11 e Figura 12 ilustram a 
ocorrência da Formação Vale do Rio do Peixe, na bacia de drenagem da captação de 
água do Córrego da Cascata, município de Garça, SP.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 16/388
Figura 6 – Vista do local de ocorrência de arenitos e conglomerados, com cimento carbonático 
da Formação Marília (Coordenadas UTM: 641.268 / 7.546.016, 22K, WGS 84).
Fonte: Arquivo IPT.
Figura 7 – Vista do local de ocorrência de arenitos finos/muito finos com cimento carbonático 
da Formação Marília (Ponto GA-04. Coordenadas UTM: 641.120 / 7.545.904, 22K, WGS 84. 
Elevação ~ 620 metros).
Fonte: Arquivo IPT.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 17/388
Figura 8 – Vista do local de ocorrência de arenitos e arenitos conglomeráticos com cimento 
carbonático da Formação Marília (Ponto GA-05. Coordenadas UTM: 641.268 / 7.546.016, 22K, 
WGS 84. Elevação ~ 600 metros).
Fonte: Arquivo IPT.
Figura 9 – Vista do local de ocorrência de arenitos e conglomerados, com cimento carbonático 
da Formação Marília (Ponto GA-33. Coordenadas UTM: 641.263 / 7.543.884, 22K, WGS 84. 
Elevação ~ 614 metros).
Fonte: Arquivo IPT.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 18/388
Figura 10 – Vista do local de ocorrência de bancos de arenitos finos, com delgados níveis 
lamíticos intercalados, da Formação Vale do Rio do Peixe. (Ponto GA-48. Coordenadas UTM: 
642.302 / 7.546.571, 22K, WGS 84. Elevação ~ 486 metros).
Fonte: Arquivo IPT.
Figura 11 – Vista do local de ocorrência de arenitos da Formação Vale do Rio do Peixe (Ponto 
GA-82. Coordenadas UTM: 641.985 / 7.545.506, 22K, WGS 84. Elevação ~ 484 metros).
Fonte: Arquivo IPT.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 19/388
Figura 12 – Vista do local de ocorrência de arenitos da Formação Vale do Rio do Peixe (Ponto 
GA-81. Coordenadas UTM: 641.921 / 7.545.604, 22K, WGS 84. Elevação ~ 490 metros).
Fonte: Arquivo IPT.
O substrato geológico condiciona, portanto, fortemente os processos erosivos, uma 
vez que determina a natureza, estrutura e a textura dos solos, formados a partir da 
alteração das rochas, bem como a posição e comportamento da água subterrânea, 
condicionando também o desenvolvimento das formas de relevo.
Diante do exposto, na área de estudo há o domínio de formações geológicas de 
natureza sedimentar arenosa que associada à ação dos processos intempéricos forma 
solos de textura arenosa/média, com gradiente textural abrúptico (Argissolos), que 
tendem a ser mais suscetíveis a processos de erosão acelerada. Os critérios adotados 
para o estabelecimento dos potenciais erosivos para cada camada tomaram como base o 
grau de coesão das rochas. Para rochas com elevada coesão assumiu-se baixo potencial 
erosivo.
As rochas sedimentares, por apresentarem menor grau de coesão entre os 
minerais, apresentaram índices variando de Médio a Muito Alto. Tal intervalo ocorre 
devido à presença ou não de cimentação carbonática e de argilas. Rochas sedimentares 
maduras, sem tais preenchimentos, foram classificadas como sendo de Médio potencial à 
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 20/388
erosão. Enquanto rochas com menor maturidade textural, com conteúdo elevado de 
materiais facilmente transportáveis (silte, argila e carbonato) tanto em sua matriz como 
em estratos, receberam o índice de potencial erosivo Muito Alto. 
Sedimentos inconsolidados, em decorrência do grau de coesão entre os grãos ser 
muito pequeno ou inexistente, acarretando maior facilidade de serem transportados, 
foram classificados como de potencial erosivo Muito Alto.
No Grupo Bauru, a Formação Vale do Rio do Peixe e a Formação Marília 
apresentam potencial erosivo Muito Alto/Alto pela presença de grande quantidade de 
areia nessas formações. Tais feições de imaturidade textural possuem elevado grau de 
susceptibilidade aos processos intempéricos. As características do Grupo Bauru são 
condicionadas fortemente por processos erosivos dos tipos laminar e linear, e raras são 
as manifestações de escorregamentos e quedas de blocos em locais de afloramentos de 
rochas sedimentares mais resistentes, associados a escarpas da Cuesta basáltica ou de 
planaltos interiores, como o de Marília, ou, ainda, em cortes de estradas.
6.3 Geomorfologia
Geomorfologicamente, de acordo com Ross e Moroz (1997) a área de estudo está 
inserida no Planalto Residual de Marília, sendo uma sub-unidade do Planalto Ocidental 
Paulista localizado na morfoestrutura da Bacia Sedimentar do Paraná. Suas formas de 
relevo foram moldadas sobre os arenitos e conglomerados da Formação Marília, do 
Grupo Bauru (Cretáceo Superior). 
De acordo com Araújo Filho e Ab’Saber (1969), o Planalto constitui-se como um 
fragmento representativo dos altiplanos centro ocidentais do território paulista, colocado 
além do reverso imediato da cuesta arenito-basáltica regional (Serra de Botucatu e suas 
ramificações).
Seu tipo de relevo predominante é o tabuliforme, típico de centro de bacias 
sedimentares. Caracteriza-se por camadas sedimentares horizontais, ou sub-horizontais, 
que correspondem a chapadas, chapadões e tabuleiros que lembram a presença de 
mesa, uma extensão de mesa ou tabuleiros mantidos por camadas basálticas ou 
sedimentos mais resistentes (CASSETI, 2001, Figura 13).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 21/388
Figura 13 – Vista do local de relevo plano (tabuleiros) sustentado por arenitos da Formação 
Marília (Ponto GA-01. Coordenadas UTM: 639.519 / 7.544.175, 22K, WGS 84).
Fonte: Arquivo IPT.
Desta maneira, o planalto é uma área de dispersão de drenagem. Os córregos que 
nascem nas cabeceiras dos espigões fluem pelas mais diversas direções, recortando em 
alguns casos a malha urbana e desaguando nas escarpas até alcançarem os rios maiores 
que drenam a região ao entorno do município, sendo os principais, dentre estes, o Rio do 
Peixe e Aguapeí (IPT,1981b e IPT, 2012).
No seu nível rebaixado, há vales intraescarpas com desníveis que chegam a 100 
metros em relação à ruptura de declive. Estes vales são formados por colinas médias e 
morrotes, com formas onduladas (Figura 14).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 22/388
Figura 14 – Níveis rebaixados formados por morrotes, com formas onduladas (Ponto GA-05 
Coordenadas UTM: 641.268 / 7.546.016 22K, WGS 84).
Fonte: Arquivo IPT.
As formas de relevo apresentam relações diretas com o desencadeamento dos 
processos erosivos, tanto regional quanto local, diferenciando-se quanto ao 
comportamento de cada um dos compartimentos do relevo ante os processos erosivos. 
As características do relevo, tais como declividade, forma e comprimento do declive são 
os maiores potencializadoras de fenômenos erosivos, uma vez que as rampas são 
relativamente longas e inclinadas e são frequentes as áreas de cabeceiras de drenagem e 
linhas preferenciais de concentração de fluxo d’água.
A importância da influência do relevo na dinâmica ambiental de uma região pode 
ser mostrada por meio da relação entre forma erosiva e geometria das encostas, a qual 
serve de subsídio à detecção de áreas mais propícias aos processos de ravinamento, 
sulcos e boçorocamentos (OLIVEIRA; MEIS, 1985). As vertentes naturais são, em geral, 
os pontos de lançamento final das águas pluviais, aumentando consideravelmente a 
vazão. Esse fato, quando associado a períodos chuvosos e, por conseguinte flutuação no 
nível freático confere ao processo erosivo uma dinâmica acelerada (ROBAINA et al., 
1995). A erosão, quanto ao relevo, tem influência do comprimento e da declividade das 
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 23/388
vertentes: as declividades mais acentuadas são mais propicias no desenvolvimento desse 
processo na medida em que aumenta o escoamento superficial. Outro aspecto 
importantes da forma de relevo, que pode aumentar a velocidade e facilitar ou não a 
concentração dos fluxos do escoamento das águas pluviais, é a forma da encosta, 
podendo ser convexa ou côncava. As formas convexas podem favorecer o escoamento 
difuso, enquanto, formas côncavas e com declividade acentuada favorecem o 
escoamento superficial concentrado.
A influência da geomorfologia no desenvolvimento de erosões lineares concentra￾se em encostas convexas (OKA-FIORI; SOARES 1976, VIEIRA, 1978, REZENDE, 1985) 
(Figura 15). Formas de relevo côncavas (embaciados) e declivosas favorecem o 
escoamento superficial concentrado. Formas convexas são dispersoras de fluxos e 
podem favorecer mais o escoamento difuso. Vertentes longas são mais favoráveis à 
erosão porque podem aumentar a energia da enxurrada. No Quadro 2 são apresentadas 
algumas propriedades da forma de encostas côncavas e convexas ligadas aos aspectos 
da erosão.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 24/388
Figura 15 – Carreamento de solo, em condições comparáveis, é menor na encosta côncava e 
maior na convexa.
Fonte: Modificado de REZENDE (1985).
Quadro 2 - Relacionamento geral entre as pedoformas côncavas e convexas e os aspectos 
ligados à erosão.
CÔNCAVA CONVEXA
Convergência das águas Divergências das águas
Erosão mais localizada; tendência à 
formação de sulcos e boçorocas Erosão mais uniforme e laminar
Espessura do “solum” tende a ser desigual Espessura do “solum” tende a ser uniforme
Erosão e deposição Erosão
Sementes e nutrientes se acumulam nas 
partes mais baixas Sementes e nutrientes retirados do sistema
Instabilidade maior é pela ausência de 
cobertura vegetal densa nas áreas de 
concentração d’água
Instabilidade maior é pela concentração d’ água
Fonte: REZENDE (1985).
A Zona do Planalto de Marília é um destaque na área de estudo, pois foi formado 
basicamente por erosão diferencial que, segundo IPT (1981b), faz destacarem-se os 
maciços rochosos de arenitos da Formação Marília de forte cimentação carbonática. Suas 
áreas elevadas apresentam relevos do tipo COLINAS AMPLAS (212) e restritamente 
MORROTES ALONGADOS E ESPIGÕES (234), como mostra a Figura 16. O Quadro 3
apresenta as principais formas e sistemas de relevo e suas características de acordo com 
IPT (1981b). As Figura 17, Figura 18, Figura 19 ilustram as principais formas de relevo 
da área de estudo.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 25/388
Figura 16 – Mapa Geomorfológico da área de estudo.
Fonte: Adaptado de IPT (1981b).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 26/388
Quadro 3 – Sistemas de relevo da bacia hidrográfica do córrego da Cascata até o ponto de captação.
Forma de 
Relevo
Sistema 
de Relevo Classificação Descrição
Relevo de 
Agradação –
Continentais
Planícies 
Aluviais 111
Terrenos baixos e mais ou menos planos, junto às 
margens do córrego da Cascata, sujeitos a depósitos 
de sedimentos, potencial à erosão laminar e linear 
baixo (Figura 17).
Relevo 
Colinoso
Colinas 
Amplas 212
Este sistema de relevo é predominante na área de 
estudo onde ocorrem interflúvios com áreas 
superiores a 4 km2
, topos extensos e aplainados, 
vertentes com perfis retilíneos a convexos. Drenagem 
de baixa densidade, padrão subdendrítico, vales 
abertos, planícies aluviais interiores restritas, presença 
eventual de lagoas perenes ou intermitentes, potencial 
à erosão laminar e linear Média (Figura 18).
Relevo de 
Morrotes
Morrotes 
alongados 
e espigões
234
Predominam interflúvios sem orientação preferencial, 
topos angulosos achatados, vertentes ravinadas com 
perfis retilíneos. Drenagem de média a alta densidade, 
padrão dendrítico, vales fechados e potencial à erosão 
laminar e linear Alta/Muito Alto (Figura 19).
Fonte: Elaborado pelos autores.
Figura 17 – Local de ocorrência de formas de relevo de planície aluvial do córrego da Cascata, 
terrenos baixos sujeitos periodicamente a inundações e deposito de sedimentos.
Fonte: Arquivo IPT
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 27/388
Figura 18 – Local de ocorrência de formas de relevo colinoso. Topo de Colinas amplas 
sustentado por arenitos carbonáticos da Formação Marília. (Coordenadas UTM 
570.766/7.528.967, 22K, WGS 84).
Fonte: Arquivo IPT
Figura 19 – Local de ocorrência de formas de relevo morrotes, vertentes com perfis retilíneos, 
sustentado por arenitos carbonáticos da Formação Marília.
Fonte: Arquivo IPT
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 28/388
A geomorfologia da área apresenta basicamente três tipos de formas de relevo:
planícies aluviais, relevo colinoso e relevo de morrotes. O Planalto Ocidental ocupa 
praticamente 50 % do estado de São Paulo e é representado por relevos de colinas 
amplas e baixas, com topos aplainados ou amplos, altitudes entre 300 m e 600 m e 
declividades inferiores a 20 %. Predominam formas de dissecação média a alta, com 
vales entalhados e com densidade de drenagem média a alta, apresentando um nível de 
fragilidade potencial médio/alto. Esse grande compartimento apresenta condições 
apropriadas ao lento escoamento superficial e à infiltração da água. Nos setores mais 
suaves, a erosão tende a ser, portanto, menos intensa ante o condicionante relevo. As 
áreas com relevo mais movimentado (colinas médias e morrotes alongados e espigões) 
são as maiores potencializadoras de erosão laminar, sulcos, ravinas e boçorocas ou 
voçorocas, uma vez que as rampas são relativamente longas e inclinadas, e são 
frequentes as áreas de cabeceiras de drenagem e linhas preferencias de concentração do 
fluxo d'água. Assim, relevos planos e contínuos tendem a apresentar solos profundos e 
fortemente intemperizados, dando-se o oposto em relevos movimentados. A declividade 
influencia na velocidade e volume do escoamento das águas pluviais propiciando os 
processos erosivos e movimentos de massas e consequentemente a produção de 
sedimentos.
6.4 Declividade
O estudo do relevo foi direcionado para atender os objetivos do trabalho, ou seja, 
definir áreas de suscetibilidade à erosão por meio do cruzamento das informações 
pedológicas e a declividade. Constituiu-se no reconhecimento das formas e dos 
elementos de interesse para o entendimento da dinâmica superficial da paisagem. A 
declividade das encostas é o principal fator do relevo condicionante da erosão. Sua 
variação determina formas e feições da paisagem, ditando também potencialidades de 
uso e restrição ao aproveitamento das terras.
A cada classe de declive cabem características particulares quanto ao escoamento 
das águas superficiais e, também, aos procedimentos específicos quanto a usos, manejos 
e práticas conservacionistas. Logo, para um planejamento adequado do uso do solo para 
fins de selecionar áreas potenciais à produção de sedimentos, torna-se necessário o 
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 29/388
estudo detalhado do relevo, do ponto de vista da declividade das vertentes. Assim, terras 
planas (0 a 3%), nas quais o deflúvio é lento ou muito lento, serão selecionadas como de 
baixa suscetibilidade aos processos erosivos e deslizamentos, mas não necessariamente 
baixa produção de sedimentos (exceto em áreas planas situadas em topos de morros 
com áreas de solo exposto, por apresentarem características próprias quanto ao 
escoamento), e as terras muito inclinadas (>75%), que proporcionam deflúvio muito 
rápido, indicando alta a muito alta suscetibilidade aos processos erosivos e 
deslizamentos.
O mapa das Classes de Declividade foi elaborado a partir de base topográfica 
(IBGE, 1973), na escala 1:50.000 e com curvas de nível equidistantes de 
20 m, digitalizada utilizando-se o software ARCGIS 10.6. A partir disso, foi obtido o Mapa 
das Classes de Declividade, separadas nas seguintes classes: A (0 a 3%), B (3 a 10%), C
(10 a 20%), D (20 a 45%) E (45 a 75%) e F (> 75%). A Figura 20 apresenta o mapa de 
declividade, subdividido em compartimentos hidrográficos, da bacia hidrográfica de
captação de água do Córrego da Cascata.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 30/388
Figura 20 – Mapa de declividade da bacia hidrográfica da captação de água do Córrego da 
Cascata.
Fonte: Elaborado pelos autores.
Capitação de água 
(SAAE)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 31/388
O Quadro 4 apresenta a área correspondente a cada classe de declividade na 
Bacia Hidrográfica da captação de água do Córrego da Cascata.
Quadro 4 – Classes de declividade na bacia hidrográfica da captação de 
água do Córrego da Cascata.
Classes de 
Declividade
Área 
(km2
)
Área 
(%)
0-3% (A) 5,68 18,49
3% - 10% (B) 13,63 44,36
10% - 20% (C) 7,29 23,72
20% - 45% (D) 3,66 11,90
45% - 75% (E) 0,47 1,52
>75% (F) 0,00 0,00
Total 30,72 100,00
Fonte: Elaborado pelos autores.
O Quadro 5 apresenta as classes de declividade que foram definidas na bacia e 
seu potencial quanto a erosão.
Quadro 5 -– Classes de declividade e suas potencialidades quanto à erosão linear.
Classes de 
declividade (%) Descrição Potencial 
de Erosão
0 a 3
Áreas planas ou quase planas, onde o escoamento superficial (deflúvio) 
é lento ou muito lento. A erosão hídrica não é significativa, exceto em 
vertentes muito longas e com solos altamente suscetíveis à erosão 
(Argissolos abrúpticos).
Baixo
3 a 10
Engloba terrenos inclinados em relevo geralmente ondulado. O 
escoamento superficial (deflúvio) é médio ou rápido para a grande 
maioria dos solos.
Médio
10 a 20
Engloba terrenos inclinados em relevo geralmente forte ondulado. O 
escoamento superficial (deflúvio) é rápido para a grande maioria dos 
solos.
Médio/Alto
20 a 45 Constitui terrenos semelhantes à classe anterior, porém mais inclinados, 
onde o escoamento superficial é mais rápido na maior parte dos solos.
Alto/Muito 
Alto
Maior 45
Corresponde às áreas fortemente inclinadas, íngremes, cujo 
escoamento superficial é muito rápido na maior parte dos solos. Solos 
rasos, geralmente em associação com exposições rochosas.
Muito 
Alto/Alto
Fonte: Elaborado pelos autores.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 32/388
O relevo, assim, tende a ser mais suscetível à erosão quanto maior a declividade e 
maior a convergência de fluxo de escoamento, ou seja, um relevo com declives maior que 
45% é mais propenso à erosões do que um relevo com baixo declive. Assim, um relevo 
de 0 a 3% tem suscetibilidade à erosão baixa.
O Quadro 6 e a Figura 21 apresentam a área ocupada pelas classes de 
declividade da bacia hidrográfica da captação de água do Córrego da Cascata, 
distribuídas por compartimento hidrográfico.
Quadro 6 – Área ocupada pelas classes de declividade, subdivididas em compartimentos 
hidrográficos, na bacia hidrográfica da captação de água do Córrego da Cascata.
Classes de 
Declividade
Compart. I Compart. II Compart. III Compart. IV
Área 
(km2
)
Área 
(%)
Área 
(km2
)
Área 
(%)
Área 
(km2
)
Área 
(%)
Área 
(km2
)
Área 
(%)
0-3% 1,96 21,20 2,16 20,82 0,99 17,14 0,57 10,72
3% - 10% 4,63 49,97 5,04 48,67 1,92 33,39 2,03 38,09
10% - 20% 2,05 22,17 2,14 20,66 1,66 28,78 1,44 26,93
20% - 45% 0,47 5,04 0,79 7,65 1,15 19,98 1,25 23,37
45% - 75% 0,15 1,63 0,23 2,21 0,04 0,70 0,05 0,89
>75% 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Total 9,26 100,00 10,37 100,00 5,75 100,00 5,34 100,00
Fonte: Elaborado pelos autores.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 33/388
Figura 21 - Distribuição das classes de declividade por compartimento hidrográfico.
Fonte: Elaborado pelos autores.
Diante do exposto observa-se que os compartimentos III e IV apresentam cerca de 
50% da área da bacia com classes de declividades superiores a 10%, ou seja, esses 
compartimentos apresentam maiores suscetibilidades à ocorrência de processos erosivos 
em comparação aos compartimentos I e II, que registraram cerca de 70% com classes de 
declividade menores que 10%.
6.5 Pedologia
A taxa de erodibilidade do solo está relacionada com a geologia do terreno, a 
declividade, a amplitude das vertentes e a geomorfologia das áreas, que são fatores 
predisponentes do referido processo, tendo a chuva como agente deflagrador.
Os efeitos da erosão não são iguais em todos os solos, pois, dependem das suas 
propriedades físicas, químicas e biológicas (BERTONI; LOMBARDI NETO 1990; GUERRA; 
CUNHA, 2007) porque, juntamente com outros fatores, determinam a maior ou menor 
suscetibilidade a erosão. Para Salomão (1994 e 1999), o solo por influenciar e sofrer a ação 
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 34/388
dos processos erosivos, conferindo maior ou menor resistência, constitui o principal fator 
natural relacionado à erosão. Resende et al. 2005 apresentam na Figura 22 bloco-diagrama 
ilustrando a influência do relevo na idade dos solos (taxa de pedogênese-erosão).
Figura 22 – Bloco-diagrama ilustrando a influência do relevo na idade dos solos.
Fonte: Modificado de RESENDE et al. (2005).
Baseado em Ross (1994), no que diz respeito aos solos, quanto às suas 
potencialidades a ocorrência de erosão laminar, linear e deslizamentos levou-se em 
conta a textura, estrutura, plasticidade, grau de coesão das partículas e 
profundidade/espessura dos horizontes superficiais e subsuperficiais. Tais 
características do solo estão ligadas a diversos fatores como relevo, litologia, clima, 
pedogênese e suas características físicas e químicas.
ROSS (1994) utiliza como critérios o escoamento superficial difuso ou concentrado 
das águas pluviais para classificar a fragilidade de cada solo, apresentado no Quadro 7.
Quadro 7 - Relação entre as Classes de Fragilidade e os tipos de Solos.
Classe de Fragilidade Tipos de Solos
Muito Baixa
Latossolo Roxo, Latossolo Vermelho escuto e 
Vermelho-Amarelo textura argilosa.
Baixa
Latossolo Amarelo e Vermelho-Amarelo textura 
média argilosa.
Média
Latossolo Vermelho-Amarelo, Terra roxa, Terra 
Bruna, Argissolos Vermelho-Amarelo textura 
média/argilosa.
Forte Argissolos Vermelho-Amarelo textura 
média/arenosa, Cambissolos.
Muito Forte Podzolizados com cascalho, Litólicos e Areias 
Quartzosas.
Fonte: ROSS (1994).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 35/388
A Bacia estudada é carente de um mapeamento pedológico atualizado, em escala 
que permita a obtenção de informações para descrição e análise detalhadas dos 
processos erosivos atuantes na área.
A bacia de drenagem em análise está no domínio das rochas arenosas do Grupo 
Bauru, especificamente a Formação Marília, apresentando poucas variedades de solos, 
havendo grandes extensões de solos com gradiente textural, classificados como 
Argissolos abrúpticos ou não.
A análise inicial das cartas geológicas, geomorfológicas, pedológicas, complementadas 
por interpretação de fotografias aéreas e com o mapa de declividade, conduziram a uma 
síntese inicial das relações solo-substrato-relevo e deduções preliminares dos principais tipos 
de solos da bacia de drenagem em análise. Em seguida, foram realizados trabalhos de 
campo, por meio de reconhecimento de perfis de solos expostos ao longo das estradas 
vicinais, taludes, erosões, e de sondagens manuais a trado, para melhor descrição e 
classificação dos solos ali presentes. Esse levantamento foi utilizado para subsidiar a 
elaboração do mapa de suscetibilidade à erosão da bacia hidrográfica da captação de água 
do Córrego da Cascata, que relaciona o tipo de solo com a declividade.
A integração e interpretação dos dados coletados em campo permitiram a 
classificação dos solos conforme o novo Sistema Brasileiro de Classificação de Solos, 
definida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - EMBRAPA (2018). A Figura 
23 apresenta o Mapa de Reconhecimento Pedológico da bacia hidrográfica da captação 
de água do Córrego da Cascata. 
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 36/388
Figura 23 – Mapa de reconhecimento pedológico da bacia hidrográfica da captação de água 
do Córrego da Cascata.
Fonte: Elaborado pelos autores e modificado de ROSSI (2017).
Capitação de água 
(SAAE)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 37/388
Observa-se na Figura 23 que a bacia hidrográfica da captação de água do Córrego 
da Cascata, é constituída predominantemente por quatro grandes grupos de solos: 
Latossolos Vermelho-Amarelos/Vermelhos argissólicos (LVA1), Argissolos Vermelho￾Amarelos abrúpticos ou não (PVA1 + PVA2), Neossolos Litólicos (RL1) e Neossolos 
Flúvicos/Gleissolos Háplicos/Cambissolos Háplicos (RY1)
O Quadro 8 e a Figura 24 apresentam a área ocupada pelas associações 
pedológicas da bacia hidrográfica da captação de água do Córrego da Cascata, 
distribuídas por compartimento hidrográfico.
Quadro 8 – Área ocupada pelas associações pedológicas, subdivididas em compartimentos 
hidrográficos, na bacia hidrográfica da captação de água do Córrego da Cascata.
Tipos 
de 
Solos
Compart. I Compart. II Compart. III Compart. IV
Área 
(km2
)
Área 
(%) Área 
(km2
)
Área 
(%) Área 
(km2
)
Área 
(%) Área 
(km2
)
Área 
(%)
PVA-1 3,18 25,32 4,39 41,80 1,33 18,59 1,56 28,90
PVA-2 0,00 0,00 0,30 2,87 0,80 11,15 0,00 0,00
LVA-1 8,57 68,28 4,53 43,20 1,31 18,30 1,20 22,15
RL-1 0,74 5,90 1,17 11,14 3,38 47,23 2,42 44,64
RY-1 0,06 0,50 0,10 0,98 0,34 4,73 0,23 4,31
Total 12,55 100,00 10,49 100,00 7,15 100,00 5,41 100,00
Fonte: Elaborado pelos autores.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 38/388
Figura 24 - Distribuição das associações pedológicas por compartimento hidrográfico.
Fonte: Elaborado pelos autores.
Com relação a distribuição das associações pedológicas nos compartimentos 
hidrográficos, observa-se na Figura 24 que cerca de 75% da área dos compartimentos III 
e IV predominam as associações de Neossolos Litólicos e Argissolos Vermelho-Amarelos 
abrúpticos, altamente suscetíveis a erosões, ao passo que nos compartimentos 
hidrográficos I e II predominam a associação de Latossolos Vermelho-Amarelos, menos 
suscetíveis que os Argissolos abrúpticos. Observa-se também que o compartimento II 
apresentou cerca de 45% da sua área com a ocorrência de Argissolos, tornando-o 
altamente suscetíveis a ocorrência de processos erosivos.
Os Argissolos Vermelho-Amarelos abruptos e Neossolos Litólicos (Unidades PVA1,
PVA2 e RL1), de ampla distribuição na bacia e de ocorrência em relevos ondulado e forte 
ondulado, são extremamente suscetíveis aos processos erosivos lineares (sulcos, ravinas 
boçorocas ou voçorocas), tornando o manejo dessas áreas um grande desafio aos 
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 39/388
técnicos, agricultores e planejadores urbanos. Certamente, torna-se premente não apenas 
a utilização de práticas conservacionistas isoladas nessas áreas, mas também ações 
mais amplas e direcionadas ao manejo integrado dos solos em microbacias hidrográficas, 
visando ao desenvolvimento sustentável da região.
Os Argissolos, segundo definição da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária 
(EMBRAPA, 2018) são constituídos por argila de baixa ou alta atividade conjugada com 
caráter alítico ou saturação por base baixa, estando o horizonte B textural (Bt) 
imediatamente abaixo dos horizontes A ou E. Esses solos são caracterizados como de 
profundidade variável, de forte a imperfeitamente drenados, cores avermelhadas ou 
amareladas, raramente brunada ou cinzenta.
Os tipos de solos encontrados têm como características intrínsecas um alto 
potencial de erodibilidade e sendo assim, é necessário que a ocupação em áreas de sua 
ocorrência seja realizada de forma a prevenir a geração de processos erosivos, tendo-se 
o cuidado de evitar a exposição dos terrenos e a concentração das águas superficiais.
Porém, esses solos expostos e as áreas agrícolas sem um devido manejo 
conservacionista se tornam grandes fontes potenciais de sedimentos para as drenagens, 
provocando o assoreamento das mesmas. As Figura 25 a Figura 29 ilustram as 
associações pedológicas encontradas com seus respectivos locais de ocorrência.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 40/388
Figura 25 – Vista do local de ocorrência Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico textura 
arenosa/média A moderado (Ponto GA-22. Coordenadas UTM: 642.558 / 7.541.612, 22K, WGS 
84).
Fonte: Arquivo IPT
Figura 26 – Vista do local de ocorrência Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico textura 
arenosa/média Amoderado (Ponto GA-34. Coordenadas UTM: 640.633 / 7.543.633, 22K, WGS 
84).
Fonte: Arquivo IPT
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 41/388
Figura 27 – Vista do local de ocorrência Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico textura 
arenosa/média A moderado (Ponto GA-43. Coordenadas UTM: 644.132 / 7.544.463, 22K, WGS 
84).
Fonte: Arquivo IPT
Figura 28 – Vista do local de ocorrência Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico textura 
arenosa/média A moderado (Ponto GA-45. Coordenadas UTM: 639.927 / 7.544.890, 22K, WGS 
84).
Fonte: Arquivo IPT
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 42/388
Figura 29 – Vista do local de ocorrência de Neossolo Litólico textura arenosa A moderado, 
inserido na associação PVA2 (Ponto GA-56. Coordenadas UTM: 641.144 / 7.545.210, 22K, 
WGS 84).
Fonte: Arquivo IPT
O grupo dos Latossolos argissólicos predomina nos compartimentos I e II, e estão 
distribuídos nas áreas mais planas da bacia, principalmente nos topos, relevo suave 
ondulado e estão representados neste mapa pela associação pedológica LVA1, 
predominando LATOSSOLO VERMELHO-AMARELO ou VERMELHO ambos argissólicos 
Distróficos A moderado textura média, álico ou não álico, fase relevo suave 
ondulado/plano.
Conforme os pontos analisados, observou-se um incremento de argila do horizonte 
A para o horizonte B, embora não satisfazendo os limites para classificá-los como 
Argissolos (Podzólícos na classificação antiga). Sendo assim, foram classificados como 
Latossolos Vermelho-Amarelos/Vermelhos “argissólicos”, textura média/média (15 a 34% 
de argila), A moderado. Os Latossolos, independente da cor, são solos minerais, em 
avançado estágio de intemperização, muito evoluídos, bem drenados e profundos, 
virtualmente destituídos de minerais primários ou secundários menos resistentes ao 
intemperismo, e que têm capacidade de troca de cátions baixa. O horizonte B apresenta 
cores que variam entre os matizes 2,5YR e 10R, dependendo da natureza, forma e 
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 43/388
quantidade dos constituintes (normalmente dos óxidos e hidróxidos de ferro e alumínio). 
Os materiais de origem desses “Latossolos Vermelho-Amarelos/Vermelhos argissólicos” 
na área são principalmente os arenitos da Formação Marília.
Os Latossolos são solos relativamente menos erodíveis que os Argissolos, mas 
podem sofrer erosões de grande porte, desde que induzidas por elevadas concentrações 
de águas superficiais, sem dissipação de energia, até atingir o lençol freático, 
desencadeando as boçorocas ou ravinas profundas, quando não atingem o lençol 
freático, como pode ser observado na Figura 30. As Figura 31 a Figura 36 ilustram os 
locais de ocorrência dessa associação.
Figura 30 – Vista do local de ocorrência erosão de grande porte (ravina profunda), 
desenvolvida em Latossolo argissólico, induzidas por elevadas concentrações de águas 
superficiais, sem dissipação de energia (Ponto GA-02. Coordenadas UTM: 639.857 / 
7.544.224, 22K
Fonte: Arquivo IPT
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 44/388
Figura 31 – Vista do local de ocorrência de Latossolos Vermelho-Amarelos/Vermelhos 
argissólicos textura média A moderado (Ponto GA-19. Coordenadas UTM: 642.127 / 7.540.715, 
22K, WGS 84).
Fonte: Arquivo IPT
Figura 32 – Vista do local de ocorrência de Latossolos Vermelho-Amarelos/Vermelhos 
argissólicos textura média A moderado (Ponto GA-28. Coordenadas UTM: 644.710 / 7.542.773, 
22K, WGS 84).
Fonte: Arquivo IPT
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 45/388
Figura 33 – Vista do local de ocorrência de Latossolos Vermelho-Amarelos/Vermelhos 
argissólicos textura média A moderado (Ponto GA-38. Coordenadas UTM: 639.969 / 7.541.330, 
22K, WGS 84).
Fonte: Arquivo IPT
Figura 34 – Vista do local de ocorrência de Latossolos Vermelho-Amarelos/Vermelhos 
argissólicos textura média A moderado (Ponto GA-41. Coordenadas UTM: 644.110 / 7.544.079, 
22K, WGS 84).
Fonte: Arquivo IPT
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 46/388
Figura 35 – Vista do local de ocorrência de Latossolos Vermelho-Amarelos/Vermelhos 
argissólicos textura média A moderado (Ponto GA-60. Coordenadas UTM: 639.834 / 7.540.787, 
22K, WGS 84).
Fonte: Arquivo IPT
Figura 36 – Vista do local de ocorrência de Latossolos Vermelho-Amarelos/Vermelhos 
argissólicos textura média A moderado (Ponto GA-63. Coordenadas UTM: 643.719 / 7.540.452, 
22K, WGS 84).
Fonte: Arquivo IPT
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 47/388
Outra associação pedológica cartografada refere-se aos Neossolos Litólicos, (RL1), 
ocorrendo nas declividades mais acentuadas, relevo forte ondulado, ocupando cerca de 
21% da área da bacia. Essa associação é composta por NEOSSOLO 
LITÓLICO/REGOLÍTICO Psamítico típico Eutrófico e/ou Distrófico textura arenosa ou 
média relevo ondulado e montanhoso + ARGISSOLO VERMELHO-AMARELO Eutrófico 
e/ou Distrófico abrúptico textura arenosa/média relevo forte ondulado e ondulado ambos 
A moderado + Afloramento de rocha, relevo escarpado e montanhoso, todos fase 
substrato Grupo Bauru (arenitos da Formação Marília).
De acordo com EMPRAPA (2018), os Neossolos Litólicos são solos com contato 
lítico ou lítico fragmentário dentro de 50 cm a partir da superfície, apresentando 
horizonte A ou hístico assente diretamente sobre a rocha ou sobre um horizonte C ou Cr 
ou sobre material com 90% (por volume) ou mais de sua massa constituída por 
fragmentos grosseiros (por exemplo, cascalheira de quartzo) com diâmetro maior que 2 
mm (cascalhos, calhaus e matacões). Admitem um horizonte B em início de formação, 
cuja espessura não satisfaz a nenhum tipo de horizonte B diagnóstico. Da Figura 37 a
Figura 41 ilustram-se os locais de ocorrência dessa associação.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 48/388
Figura 37 – Vista do local de ocorrência Neossolo Litólico, relevo forte ondulado/ondulado, 
substrato arenitos carbonáticos da Formação Marília (Ponto GA-07. Coordenadas UTM: 
641.670 / 7.546.253, 22K, WGS 84).
Fonte: Arquivo IPT
Figura 38 – Vista do local de ocorrência Neossolo Litólico, relevo ondulado, substrato arenitos 
carbonáticos da Formação Marília (Ponto GA-09. Coordenadas UTM: 642.279 / 7.546.520, 
22K, WGS 84).
Fonte: Arquivo IPT
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 49/388
Figura 39 – Vista do local de ocorrência Neossolo Litólico, relevo ondulado, substrato arenitos 
carbonáticos da Formação Marília (Ponto GA-47. Coordenadas UTM: 641.411 / 7.546.152, 
22K, WGS 84).
Fonte: Arquivo IPT
Figura 40 – Vista do local de ocorrência Neossolo Litólico, relevo ondulado, substrato arenitos 
carbonáticos da Formação Marília (Ponto GA-49. Coordenadas UTM: 642.279 / 7.546.345, 
22K, WGS 84).
Fonte: Arquivo IPT
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 50/388
Figura 41 – Vista do local de ocorrência Neossolo Litólico, relevo ondulado, substrato arenitos 
carbonáticos da Formação Marília (Ponto GA-52. Coordenadas UTM: 642.429 / 7.545.704, 
22K, WGS 84).
Fonte: Arquivo IPT
Outra associação de solos que foi cartografada na bacia está associada a planície 
aluvial do Córrego da Cascata. Caracterizam-se por apresentar solos com pouco 
desenvolvimento morfopedológico, de idade recente, provenientes de sedimentos 
quaternários, sendo constantemente influenciados pela flutuação do nível do lençol freático e 
eventuais inundações (EMBRAPA, 2018). De acordo com o mapa de solos (Figura 23), a 
associação RY1 é composta por associação complexa de NEOSSOLO FLÚVICO e 
GLEISSOLO HÁPLICO ambos Eutróficos/Distróficos Ta ou Tb, A moderado textura 
Indiscriminada + CAMBISSOLO Indiscriminado substrato sedimentos fluviais + Depósitos de 
assoreamento, todos em relevo plano de várzea. As Figura 42 e Figura 43 ilustram os locais 
de ocorrência dessa associação.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 51/388
Figura 42 – Vista do local de ocorrência Neossolo Flúvico/Gleissolo Háplico e depósitos de 
assoreamento, relevo plano de várzea. Córrego da Cascata (Ponto GA-48. Coordenadas UTM: 
642.310 / 7.546.609, 22K, WGS 84).
Fonte: Arquivo IPT
Figura 43 – Vista do local de ocorrência Neossolo Flúvico/Gleissolo Háplico e depósitos de 
assoreamento, relevo plano de várzea. Córrego da Cascata (Ponto GA-48. Coordenadas UTM: 
642.310 / 7.546.609, 22K, WGS 84).
Fonte: Arquivo IPT
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 52/388
 6.6 Uso e ocupação do solo da bacia
De acordo com Ross (2005), o conhecimento das potencialidades da superfície terrestre 
para sustentar os diferentes usos do solo é imprescindível para garantir o controle de 
fenômenos geodinâmicos indesejáveis, como os processos erosivos e de assoreamento. 
Esses processos podem ser naturais ou induzidos pela ocupação do território. Dessa forma, o 
conhecimento das características do meio físico é imprescindível para subsidiar estudos 
ambientais e procedimentos técnicos de minimização da degradação ambiental.
O uso e ocupação do solo é outro fator importante na indução dos processos 
erosivos. O desmatamento e as diferentes formas de uso e ocupação favorecem para que 
o solo passe de uma condição natural e protegida pela cobertura vegetal, para uma nova 
condição, de exposição à erosão e à degradação. O manejo das terras e os sistemas de 
cultivo, bem como a ocupação urbana, rodovias e ferrovias são fatores determinantes e 
decisivos para o surgimento de processos erosivos. Quando se aplicam preparos e 
cultivos intensos pode-se provocar um distúrbio maior na estrutura do solo, aparecendo a 
desagregação e/ou compactação das partículas, o que facilita sobremaneira a ação 
erosiva das águas de chuvas.
Na bacia do córrego da Cascata, praticamente a vegetação original foi retirada para 
ceder lugar ao plantio de pastagens, café, mandioca e reflorestamento. Com a retirada da 
mata há favorecimento da ação do impacto da gota de chuva sobre o solo, que promove 
um incremento no volume e escoamento superficial da água, em detrimento da infiltração, 
propiciando o desencadeamento de processos erosivos. Além das consequências da 
expansão agrícola e do fato que, na bacia do córrego da Cascata, alguns agricultores não 
executam as práticas de conservação do solo, principalmente, em áreas de pastagens, 
tem-se como consequência o aparecimento de trilheiros (trilhas formadas pelo pisoteio do 
gado), que favorecem a concentração de fluxos hídricos superficiais, e que são potenciais 
a desencadear processos erosivos.
Na área de influência da captação de abastecimento da B1, no córrego da Cascata, 
ponto de intenso assoreamento que compromete a retirada das águas para 
abastecimento e, para evitar tal comprometimento a montante tem uma liberação para 
exploração da areia depositada. 
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 53/388
Outro ponto observado foi que o agricultor, às vezes, não dispõe de terras férteis em 
planícies ou em fundos de vales, restando o desmatamento e a ocupação das encostas 
íngremes para uso na agricultura, contribuindo assim com o desencadeamento de erosões.
As diferentes técnicas de manejo podem provocar significativas alterações nas 
propriedades físicas e químicas dos solos, o que pode torná-los mais suscetíveis à erosão, 
dependendo da técnica aplicada (BRADY, 1989). Solos sem cobertura ou com cobertura rala 
ou descontínua tornam-se mais vulneráveis aos processos erosivos, a começar pela exposição 
de partes consideráveis aos impactos da chuva. A fase mais aguda instala-se no momento 
imediatamente posterior à remoção da cobertura natural. Sem a proteção da vegetação, o solo 
fica exposto ao impacto direto das chuvas, dos ventos e do sol. A parte superficial do solo sofre 
rápida degradação e fica exposto à desagregação e arraste das partículas.
A ação antrópica, na ocupação do solo sem planejamento apresenta consequências 
danosas e muitas vezes trágicas ao meio ambiente, principalmente pelo uso de técnicas 
inadequadas e por uma total desconsideração de processos interdependentes, que são 
responsáveis pelo equilíbrio desse meio físico. Assim sendo, Rodrigues (1982) enumera 
algumas destas formas inadequadas de utilização dos terrenos:
 Queimadas: os solos, com esta prática, segundo Braun (1961) perdem parcela 
significativa de matéria orgânica e têm suas características químicas e estrutura 
alteradas, tornando-os mais suscetíveis aos processos erosivos;
 Criação de gado e abertura de valos: os animais com seu pisoteio constante 
geram trilhas perpendiculares às encostas, facilitando a formação de canais que 
concentram o escoamento das águas pluviais. Os valos demarcadores de divisa 
também colaboram com a concentração do fluxo d’água;
 Exploração mineral: essa atividade ao ser realizada sem técnicas adequadas, por 
meio da garimpagem que é executada por intensa retirada de material, provoca o 
aparecimento de erosões nas depressões que se formam;
 Desmatamento: introdução de lavoura expondo o solo nas épocas de intensas 
chuvas, mais favoráveis ao plantio, sem cobertura vegetal, e assim, totalmente sem 
proteção, ajuda na deflagração de processos erosivos;
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 54/388
 Instalação de núcleos urbanos: pavimentação (diminuição da infiltração e 
aumento do escoamento superficial da água), e a falta de obras de drenagens ou 
obras inadequadas nos sítios urbanos, aceleram os fenômenos erosivos.
Os diferentes tipos de cobertura vegetal podem oferecer maior ou menor proteção ao 
solo e, assim, consequentemente, interferir na intensidade do processo erosivo. O Quadro 9
foi elaborado a partir de dados de Bertoni et al. (1972), Bertoni e Lombardi Neto (1990).
Quadro 9 – Identificação dos problemas de erosão em relação ao tipo de uso do solo.
Tipo de Uso Grau de 
Proteção Identificação dos Problemas de erosão
Mata Alta São áreas que podem desenvolver processo de erosão localizada, o 
solo tem uma boa cobertura vegetal.
Área Urbanizada Alta
Área totalmente impermeabilizada que contribui com aumento do 
volume de águas pluviais que são geralmente lançadas em áreas sem 
proteção onde induz a formação de grandes processos erosivos 
lineares.
Área de expansão 
urbana Baixa
São áreas que desenvolve problemas sérios de erosão pela abertura de 
loteamentos, sem infraestrutura urbana e sem obras emergenciais na 
execução dos loteamentos para conter o transporte de sedimentos para 
as drenagens.
Chácaras e Sede de 
Fazenda Média
Áreas que desenvolve erosão localizada por ter áreas 
impermeabilizadas das edificações e concentração do escoamento 
superficial.
Reflorestamento Média
Excessiva movimentação do solo na ocasião do plantio, forma errada 
do plantio em nível no período chuvoso, topografia acentuada, solos 
arenosos altamente suscetíveis á processos erosivos.
Pastagem Média
As pastagens extensivas, os problemas de erosão estão vinculados ao 
manejo do pasto, cuja baixa cobertura vegetal favorece a erosão e 
possibilita a sua degradação precoce, e principalmente quando não são 
aplicados praticas conservacionista.
Cultura Perene 
(café e laranja) Média
Cultura perene que ocorre processo erosivo acelerado em função de 
cultivo mecanizado, alterando a estrutura do solo, reduzindo a taxa de 
infiltração e causando déficit hídrico no período seco.
Cultura Perene 
(seringueira) Média
Excessiva movimentação do solo na ocasião do plantio, forma errada 
do plantio em nível no período chuvoso, topografia acentuada, solos 
arenosos altamente suscetíveis ás processos erosivos. Com a 
vegetação adulta realiza uma boa proteção do solo.
Cultura Temporária 
(mandioca, 
amendoim e milho)
Baixa
A cultura da temporária também tem contribuído para a aceleração das 
perdas de solo por erosão, em função de algumas características da 
planta e de seu cultivo, tais como: crescimento inicial lento, amplo 
espaçamento entre plantas na fase inicial, movimentação do solo no 
plantio e na colheita (ALBUQUERQUE et al., 2012).
Campo 
antrópico/Vegetação 
de Várzea
Baixa
Vegetação localizada ao longo de rios, em área de planície aluvial, 
sujeita a inundações na época de chuvas. Áreas potenciais para o 
transporte e deposição de sedimentos, podendo ocorrer processos 
erosivos.
Fonte: Elaborado pelos autores, adaptado de Bertoni et al. (1972), Bertoni e Lombardi Neto (1990).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 55/388
De acordo com dados experimentais obtidos no Instituto Agronômico de Campinas 
(entre as décadas de 1960 e 1970), “enquanto um terreno recoberto de mata perde 
apenas cerca de quatro quilos de terra por hectare, e por ano, um terreno semelhante, 
recoberto de pastagem, perde cerca de 700 kg e outro, recoberto de algodão, perde cerca 
de 32.000 kg na mesma área e no mesmo período. Vale dizer, de acordo com tais 
velocidades de desgaste, que um mesmo terreno, quando cultivado com algodão, 
perderia em apenas 60 anos os 15 cm que constituem em média a camada viva de seu 
solo superficial; quando revestido de pastagem levaria 2.500 anos para sofrer o mesmo 
desgaste e, finalmente, quando recoberto de mata virgem somente em cerca de 400.000 
anos perderia a referida espessura da camada (VICTOR et al., 2005).
6.6.1 Mapa de Uso e Ocupação do Solo
Para a bacia hidrográfica do córrego da Cascata, foram estabelecidas as 
categorias e classes de uso e ocupação do solo conforme proposto por Almeida e Freitas 
(1996) que consideram que as intervenções antrópicas, quando não levam em conta os 
aspectos do meio físico, desencadeiam ou aceleram a ocorrência de processos do meio 
físico. Nesse caso, as formas de uso foram definidas quanto à possibilidade de 
desencadearem ou acelerarem a ocorrência de processos erosivos. 
O procedimento foi executado utilizando a base de mapas em ambiente SIG, do 
software ArcGis, as informações do Google Earth Pro, os resultados dos levantamentos 
de campo de uso e ocupação do solo. Deste modo, foi elaborada uma legenda com doze 
(12) categorias de uso e ocupação, as quais convergiram para quatro grupos maiores em 
função do porte da vegetação. A Figura 44 apresenta o mapa de reconhecimento de uso 
e ocupação do solo, subdivididas em compartimentos hidrográficos e o Quadro 10
apresenta os grupos abrangentes de cada categoria de uso e ocupação do solo e suas 
respectivas áreas da bacia de drenagem da captação de água do córrego da Cascata, 
município de Garça, SP.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 56/388
Figura 44 – Mapa de uso e ocupação do solo da bacia hidrográfica da captação de água do 
Córrego da Cascata.
Fonte: Elaborado pelos autores.
Capitação de água 
(SAAE)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 57/388
Quadro 10 - Grupos e categorias de uso e ocupação do solo da bacia de drenagem da 
captação de água do córrego da Cascata e suas respectivas áreas.
Grupos Categorias de Uso e Ocupação Área
Km2 %
Vegetação de porte alto 
a médio
Vegetação Nativa de porte arbóreo 5,1357 16,50
Reflorestamento 2,4552 7,89
Vegetação de porte 
médio a baixo
Cultura Perene 4,64 14,92
Cultura Temporária 2,52 8,11
Vegetação de porte 
baixo a rasteiro
Pastagem com conservação 3,26 10,46
Pastagem sem conservação 6,98 22,42
Outros usos naturais e 
antrópicos
Área urbana consolidada 1,9992 6,42
Área urbana em consolidação 1,4062 4,52
Chácaras 0,7993 2,57
Solo exposto/Pousio 1,3524 4,35
Campo Antrópico/várzea 0,5217 1,68
Espelho d’água 0,0522 0,17
Total 31,124 100,00
Fonte: Elaborado pelos autores.
O Quadro 11 e a Figura 45 apresentam as porcentagens (%) e área (km2
) de
ocorrência para cada categoria de uso e ocupação do solo por compartimento 
hidrográfico, na bacia hidrográfica da captação de águas do Córrego da Cascata.
Quadro 11 – Área de ocorrência para cada categoria de uso e ocupação do solo por compartimento 
hidrográfico, na bacia hidrográfica da captação de águas do Córrego da Cascata.
Classes de Uso e Ocupação
Compart. I Compart. II Compart. III Compart. IV
Área 
(km2
)
Área 
(%)
Área 
(km2
)
Área 
(%)
Área 
(km2
)
Área 
(%)
Área 
(km2
)
Área 
(%)
Vegetação Nativa de porte 
arbóreo 1,20 12,83 1,67 15,96 1,01 17,34 1,25 23,00
Reflorestamento 0,11 1,22 0,73 6,95 1,02 17,51 0,59 10,86
Cultura Perene 1,43 15,26 2,06 19,67 0,76 13,08 0,39 7,13
Cultura Temporária 0,94 10,07 1,58 15,06 0,00 0,00 0,00 0,00
Pastagem com conservação 0,85 9,10 0,40 3,85 1,47 25,12 0,53 9,80
Pastagem sem conservação 0,70 7,45 3,32 31,61 0,54 9,26 2,42 44,72
Área urbana consolidada 1,83 19,53 0,13 1,26 0,04 0,62 0,00 0,00
Área urbana em consolidação 0,88 9,38 0,00 0,00 0,53 9,02 0,00 0,00
Chácaras 0,40 4,29 0,33 3,18 0,06 1,08 0,00 0,00
Solo exposto/Pousio 0,75 8,00 0,16 1,56 0,24 4,09 0,20 3,71
Campo Antrópico/várzea 0,26 2,74 0,06 0,58 0,16 2,76 0,04 0,78
Espelho d’água 0,01 0,13 0,03 0,31 0,01 0,12 0,00 0,00
Total 9,37 100,00 10,49 100,00 5,84 100,00 5,41 100,00
Fonte: Elaborado pelos autores.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 58/388
Figura 45 - Distribuição das porcentagens de área para cada categoria de uso e ocupação do 
solo, por compartimento hidrográfico.
Fonte: Elaborado pelos autores.
Analisando a Figura 45, observa-se que o compartimento hidrográfico III apresenta 
maior porcentagem de pastagem sem práticas conservacionistas e consequentemente é o 
compartimento que mais se observou o desenvolvimento de processos erosivos.
A caracterização do uso e ocupação do solo da bacia contribui para a elaboração do 
mapa de potencialidade das terras à produção de sedimentos e o entendimento da 
distribuição espacial das principais atividades e usos; e compreensão das inter-relações entre 
as formas de ocupação e a intensidade dos processos de degradação do meio físico, em 
especial dos recursos hídricos, tais como, desmatamentos, erosões e assoreamento.
Entre a época da tomada das imagens e o levantamento de campo podem ter 
ocorrido mudanças nas categorias de Uso e Ocupação, principalmente em relação às 
áreas de solo exposto ou preparadas para plantio, como ilustram as Figura 46 e Figura 
47, onde antes era solo exposto/pousio, atualmente é cultura perene (café).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 59/388
Figura 46 – Área em pousio (Coordenadas UTM 22S(WGS 84): 641.374/7.543.936, foto tirada 
em 26/10/2021).
Fonte: Arquivo IPT.
Figura 47 – Mesmo local. Cultura perene - plantio de café (Coordenadas UTM 22S (WGS 84): 
641.374/7.543.936, foto de 23/02/2022).
Fonte: Arquivo IPT.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 60/388
Da Figura 48 a Figura 73 ilustram-se os locais de ocorrência das classes de uso e 
ocupação definidas para a bacia em estudo.
Figura 48 – Formação florestal presente na escarpa, situada nas vertentes e área de pastagem 
(em primeiro plano), com potencial de desenvolver processos erosivos. (Coordenadas UTM 
22S(WGS 84): 641.374/7.543.936).
Fonte: Arquivo IPT.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 61/388
Figura 49 – Área de mata nas escarpas e mata ciliar ao longo da drenagem (Coordenadas 
UTM 22S(WGS 84): 644.635/7.542.549).
Fonte: Arquivo IPT.
Figura 50 – Área de pastagem em relevo de declividade acentuada com retirada da mata e 
introdução de pastagem induziu processo de erosão laminar e linear. (Coordenadas UTM 
22S(WGS 84): 641.374/7.543.936).
Fonte: Arquivo IPT.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 62/388
Figura 51 – Área de reflorestamento com eucalipto em propriedades agrícolas 
(Ponto GA-31. Coordenadas UTM 22S(WGS 84): 640.509/7.542.431).
Fonte: Arquivo IPT.
Figura 52 – Área de reflorestamento com eucalipto (Ponto GA-24. Coordenadas 
UTM 22S(WGS 84): 645.119/7.540.705).
Fonte: Arquivo IPT.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 63/388
Figura 53 – Área de reflorestamento com guanandi na Fazenda Esmeralda (Ponto GA-56, 
Coordenadas UTM 22S(WGS 84): 641.144/7.545.210).
Fonte: Arquivo IPT.
Figura 54 – Área de reflorestamento com mogno africano (Ponto GA-42, Coordenadas UTM 
22S(WGS 84): 643.957/7.543.958).
Fonte: Arquivo IPT.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 64/388
Figura 55 – Plantio de café localizado na Estância Santa Isabel (Ponto GA-18. Coordenadas 
UTM 22S(WGS 84): 641.545/7.540.440).
Fonte: Arquivo IPT.
Figura 56 – Plantio de café recente (Ponto GA-20. Coordenadas UTM 22S(WGS 84): 642.775/7.540.347).
Fonte: Arquivo IPT.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 65/388
Figura 57 – Plantio de laranja (Ponto GA-24. Coordenadas UTM 22S(WGS 84): 
645.119/7.540.705).
Fonte: Arquivo IPT.
Figura 58 – Área com plantio de seringueira (Coordenadas UTM 22S(WGS 84): 
644.398/7.542.750).
Fonte: Arquivo IPT.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 66/388
Figura 59 – Área com plantio de cultura temporária (mandioca). (Ponto GA-23. Coordenadas 
UTM 22S(WGS 84): 643.968/7 540.463).
Fonte: Arquivo IPT.
Figura 60 – Área com plantio de cultura temporária (milho) (Ponto GA-92. Coordenadas UTM 
22S(WGS 84): 644.154/7 542.938).
Fonte: Arquivo IPT.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 67/388
Figura 61 – Área com plantio de cultura temporária (amendoim). (Ponto GA-94. Coordenadas 
UTM 22S(WGS 84): 642.105/7 542.167).
Fonte: Arquivo IPT.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 68/388
Figura 62 – Área de pastagem com conservação do solo (curvas de nível). (Ponto 
GA-26. Coordenadas UTM 22S(WGS 84): 644.845/7.542.370).
Fonte: Arquivo IPT.
Figura 63 – Área de pastagem com conservação do solo (curvas de nível). (Ponto GA-72. 
Coordenadas UTM 22S(WGS 84): 642.945/7.543.845).
Fonte: Arquivo IPT.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 69/388
Figura 64 – Área de pastagem sem conservação do solo (Ponto GA-05. Coordenadas UTM 
22S(WGS 84): 641.268/7.546.016).
Fonte: Arquivo IPT.
Figura 65 – Área de pastagem sem conservação do solo com formação de erosões 
na encosta, pelo pisoteio do gado. (Ponto GA-05. Coordenadas UTM 22S(WGS 84): 
641.268/7.546.016).
Fonte: Arquivo IPT.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 70/388
Figura 66 – Área urbana consolidada. (Ponto GA-13. Coordenadas UTM 22S(WGS 84): 
640.516/7.542.103).
Fonte: Arquivo IPT.
Figura 67 - Área urbana em consolidação (Periurbana) (Ponto GA-15. Coordenadas 
UTM 22S(WGS 84): 642.665/7.541.727).
Fonte: Arquivo IPT
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 71/388
Figura 68 - Sedes de propriedades rurais e chácaras no entorno da área urbana. (Ponto 
GA-21. Coordenadas UTM 22S(WGS 84): 642.274/7.541.105).
Fonte: Arquivo IPT
Figura 69 – Área de várzeas, com predomínio de vegetação herbácea, podendo conter 
arbustos ou árvores esparsas (Ponto GA-49, Coordenadas UTM 22S(WGS 84): 
642.279/7.546.345).
Fonte: Arquivo IPT.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 72/388
Figura 70 – Área com solo exposto, intenso processo de erosão laminar e linear e 
consequentemente o transporte de sedimentos para drenagens. (Ponto GA-34. Coordenadas 
UTM 22S(WGS 84): 640 633/7.543.633).
Fonte: Arquivo IPT.
Figura 71 - Área com solo exposto, intenso processo de erosão laminar e linear e 
consequentemente o transporte de sedimentos para drenagens. (Ponto GA-36 Coordenadas 
UTM 22S(WGS 84): 639.905/7.543.334).
Fonte: Arquivo IPT.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 73/388
Figura 72 – Barramento na cabeceira do córrego da cascata. Fazenda Esmeralda (Ponto 
GA-55. Coordenadas UTM 22S(WGS 84): 640.975/7.544.913)
Fonte: Arquivo IPT.
Figura 73 – Barramento na cabeceira do córrego da cascata. Fazenda do Gilzepe (Ponto GA-32. 
Coordenadas UTM 22S(WGS 84): 641.251/7.543.256)
Fonte: Arquivo IPT
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 74/388
6.6.2 Análise do uso e ocupação do solo na Bacia de drenagem da captação de 
água do córrego da Cascata
A partir da análise do mapa de uso e ocupação do solo elaborado para a Bacia de 
drenagem da captação de água do córrego da Cascata, observa-se que a categoria de 
uso significativamente predominante é de áreas de pastagem com conservação (curvas 
de nível), representando cerca de 22 % da área da bacia. As porções de pastagens com 
conservação do solo estão disseminadas por toda a Bacia; bem como as áreas de cultivo 
perene, temporário e reflorestamento, que representam cerca de 15 %, 8 % e 8%
respectivamente.
Espacialmente as áreas ocupadas por pastagem sem conservação estão 
concentradas na porção oeste (margem esquerda do córrego da Cascata) e parte da 
cabeceira da Bacia, ocupando cerca de 11 % da área.
Destacamos a cobertura vegetal natural (Mata e Mata Ciliar) distribuída em toda a 
bacia hidrográfica ao longo das drenagens e nas escarpas, ocupando cerca de 17 % da 
área da bacia. Ocorre também, em todas as drenagens, vegetação várzea/campo 
antrópico, que representa cerca de 4 % da área da bacia.
A categoria de uso urbano é representativa na cabeceira da bacia do córrego da 
Cascata, constituindo 6% da sua área, e corresponde essencialmente à área urbanizada, 
já consolidada. A classe de área urbana em consolidação ocupa cerca de 5 % da área da 
bacia. Ocorre também distribuída na bacia área com chácaras e sede de propriedades 
rurais ocupando cerca de 3 % da área da bacia.
A partir da análise do uso do solo preliminar na Bacia de drenagem da captação de 
água do Córrego da Cascata, nota-se a necessidade de ações voltadas à prevenção ou 
redução de processos de degradação ambiental. Essas ações passam pela recuperação 
de áreas já degradadas e adoção de práticas conservacionistas, principalmente aquelas 
voltadas às pastagens, que recobrem a maior parte da Bacia; e de recomposição da 
cobertura vegetal natural na área, tais como as matas ciliares e proteção das escarpas. E 
nas áreas urbanas é importante considerar as recomendações e restrições da legislação 
pertinente e dos instrumentos de planejamento.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 75/388
É importante destacar que a erosão em áreas rurais que ocorrem na Bacia e o 
transporte de sedimentos e deposição nas drenagens, estão associados principalmente à 
atividade agropecuária, por não considerar critérios técnicos inerentes ao meio físico; 
ausência de práticas conservacionistas no plantio de determinadas culturas e em área de 
pastagem. Outro aspecto importante é que esses processos podem ser desencadeados 
pelas estradas vicinais, que não apresentam práticas eficazes de disciplinamento do 
escoamento das águas pluviais, e sofrem desvios constantes quando atingidas por 
processos erosivos ou quando não recebem a manutenção necessária no sistema de 
drenagem executado. Foram observadas pequenas áreas com solo exposto associado 
aos usos que geram exposição e movimentação de terra em áreas rurais e urbanas, tais 
como desmatamentos, parcelamentos do solo para a implantação de conjuntos 
habitacionais e loteamentos, estradas vicinais de terra, e ainda áreas sem uso específico. 
Nessas áreas, podem ocorrer processos erosivos, transporte de sedimentos e, 
consequentemente, o assoreamento das drenagens.
6.6.2.1 Cobertura Vegetal natural
As formações de vegetação existentes no município de Garça estão inseridas no 
domínio do bioma da Mata Atlântica, mais especificamente na região fitoecológica da 
Floresta Estacional Semidecidual (IBGE, 2012). De maneira geral, no município são 
encontrados remanescentes florestais de vegetação natural dispersos na paisagem, ora 
preservados ora pressionados pela ocupação antrópica. 
De acordo com interpretação de fotos digitais obtidas de voos com drone 
(efetuados no período de 2017 a 2019), o município possui 11.994 ha de vegetação nativa 
remanescente (INSTITUTO FLORESTAL, 2020), correspondendo a 21,6% de sua 
superfície, distribuídos em 646 fragmentos, sendo que a grande maioria (74%) são 
fragmentos menores que 10 ha (Figura 74), associados às margens dos cursos d’água, o 
que demonstra o elevado grau de fragmentação da paisagem local. 
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 76/388
Figura 74 – Fragmentos de vegetação natural no município de Garça – SP, por classe de 
superfície em hectares.
Fonte: Elaborado pelos autores.
Vale ressaltar a importância da presença de fragmentos remanescentes 
conectados por faixas de vegetação, formando corredores de ligação, o que permite que 
esses fragmentos possam ser definidos como locais de fluxo gênico de espécies animais 
e vegetais, proporcionando a manutenção da biodiversidade local. Além disso, pequenos 
fragmentos estão sujeitos a sofrerem maior influência do efeito de borda, gerando 
alterações na estrutura e na dinâmica do fragmento.
As Figura 75 e Figura 76 mostram a distribuição e localização das diferentes classes de 
vegetação natural encontradas no município de Garça e na bacia do estudo, detalhadas a seguir.
478; 74%
56; 9%
53; 8% 27; 4%
21; 3%
11; 2%
Nº de fragmentos por classe de superfície
< 10 10 - 20 20 - 50 50 - 100 100 - 200 > 200
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 77/388
Figura 75 – Vegetação natural existente no município de Garça.
Fonte: Elaborado pelos autores com dados de INSTITUTO FLORESTAL (2020).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 78/388
Figura 76 – Vegetação natural existente na bacia hidrográfica do córrego da Cascata, no município de 
Garça.
Fonte: Elaborado pelos autores com dados de INSTITUTO FLORESTAL (2020).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 79/388
6.6.2.2 Floresta Estacional Semidecidual
No estado de São Paulo, a Mata Atlântica que ocupa as escarpas de maciços 
cristalinos e se estende até o planalto, dá lugar, a partir deste, a uma formação florestal 
mais seca, denominada Floresta Estacional Semidecidual.
O conceito ecológico da vegetação da Floresta Estacional Semidecidual está 
condicionado pela dupla estacionalidade climática, que nessa região é caracterizada por 
apresentar época de intensas chuvas de verão, seguida por estiagens acentuadas. Esta 
estacionalidade age como fator limitante na diminuição da presença de lianas, epífitas e 
fetos arborescentes, característicos da Floresta Atlântica (Floresta Ombrófila Densa), e 
determina a semideciduidade da folhagem da cobertura florestal, visto que a porcentagem 
das árvores caducifólias, que perdem as folhas durante o período seco, no conjunto 
florestal e não das espécies individualmente, situa-se entre 20 e 50% (IBGE, 2012).
Entende-se por vegetação secundária ou em regeneração, aquela resultante dos 
processos naturais de sucessão, após supressão total ou parcial da vegetação primária 
por ações antrópicas ou causas naturais.
A vegetação, embora secundária, pode contribuir para a conservação de espécies 
da fauna e flora e dos recursos naturais, principalmente se os fragmentos forem 
interligados, pois estas manchas de vegetação podem formar corredores genéticos, o que 
permite a sucessão ecológica e o desenvolvimento normal das espécies.
Esta fisionomia encontra-se distribuída por todo município, apresentando 
fragmentos relativamente reduzidos, com alta descaracterização da composição e 
estrutura florística original da mata nativa, pois nas bordas desses fragmentos, o grau de 
alteração é maior devido às atividades antrópicas exercidas no entorno (Figura 77 e
Figura 78).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 80/388
Figura 77 – Vista aérea de fragmento de floresta 
estacional semidecidual com dossel heterogêneo e 
aberto. 
Figura 78 – Vista aérea de fragmento de floresta 
estacional semidecidual com dossel heterogêneo e 
fechado. 
Fonte: Arquivo IPT (07/10/2021). Fonte: Arquivo IPT (07/10/2021).
6.6.2.3 Formação pioneira com influência fluvial (várzea)
Várzeas são áreas periodicamente inundadas pelo transbordamento lateral dos rios 
e lagos (calha principal do rio e remansos de reservatórios), o que promove grande 
interação entre os ecossistemas aquáticos e terrestres, conferindo a essa formação 
vegetal uma riqueza de biodiversidade, de diversidade de uso de recursos naturais e de 
produtividade. Os solos das várzeas são férteis em virtude da renovação periódica dos 
nutrientes, decorrente dos pulsos de inundações, por meio dos quais as partículas 
orgânicas e os minerais transportados pelos rios são depositados nos solos dessas áreas.
Esse tipo de vegetação apresenta um caráter hidrófilo (adaptada a viver em 
ambiente de elevado grau de umidade), constituindo comunidades aluviais (vegetação 
com influência flúvio-pluvial). As condições hidrológicas e as relações entre os rios e suas 
áreas alagadas determinam as bases ecológicas para o funcionamento dos sistemas 
alagados, enquanto as ocorrências de pulsos, provenientes dos ciclos hidrológicos 
(precipitação e nível da água) são consideradas básicas para a manutenção de seus 
mecanismos de funcionamento.
Com relação à vegetação que ocupa essas áreas, o termo “macrófitas aquáticas” é 
utilizado na denominação genérica de plantas cujas características evolutivas incluem o 
retorno ao ambiente aquático, abrangendo desde macroalgas até angiospermas, que 
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 81/388
habitam desde brejos até ambientes verdadeiramente aquáticos. Nas porções periféricas 
aos alagados e bem drenadas, dominam comunidades graminóides, e tal tipologia pode 
ser classificada como campos úmidos de várzeas, constituídos por diversas populações 
vegetais, compostas por formações praticamente homogêneas de espécies herbáceas. 
Nas áreas mais enxutas surgem algumas árvores pioneiras, conferindo uma fisionomia 
mais florestal às áreas de várzeas. Trata-se de uma vegetação de primeira ocupação de 
caráter edáfico (relativo ao solo).
Tanto as macrófitas quanto a vegetação terrestre influenciam significativamente os 
ambientes aquáticos, fornecendo alimentos (frutos, folhas e sementes) e abrigo, 
principalmente para os peixes e mamíferos aquáticos, sendo que estes, em troca, 
realizam a dispersão de sementes, contribuindo para a regeneração da vegetação da 
várzea.
Esta fisionomia encontra-se distribuída por todo município e correspondem às 
comunidades vegetais que se desenvolvem pincipalmente sobre planícies aluviais ou 
margens de lagoas, características de campos de inundação, brejos e várzeas, com alta 
descaracterização da composição e estrutura florística, dado o alto grau de alteração 
devido às atividades antrópicas exercidas no entorno (Figura 79 e Figura 80).
Figura 79 – Vista aérea de área de várzea em 
contato com cultivo de café. 
Figura 80 – Vista aérea de área de várzea com alto 
grau de antropização.
Fonte: Arquivo IPT (07/10/2021). Fonte: Arquivo IPT (07/10/2021).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 82/388
6.7 Climatologia e Pluviometria
Nos estudos de erosão, os impactos climáticos mais importantes referem-se ao 
modo e intensidade de precipitação das chuvas. Entretanto, os dados pluviométricos 
disponíveis mostraram-se insuficientes para subdividir a bacia em estudo quanto a este 
fator, de modo que, sob este aspecto, esta foi considerada homogênea, podendo-se 
considerar que o capítulo clima serve para situar a área de estudo em termos regionais.
Este tópico foi desenvolvido procurando-se apresentar a caracterização climática 
do município de Garça, com ênfase para a dinâmica das chuvas.
Assim como o clima exerce influência sobre as atividades humanas, sabe-se que 
ações antrópicas inadequadas provocam alterações nas condições climáticas, interferindo 
no ciclo hidrológico e na disponibilidade de água superficial, por meio do desmatamento 
em grandes extensões, das queimadas, da urbanização e industrialização, do 
desencadeamento de processos erosivos e assoreamento dos corpos d’água.
A distribuição das chuvas no estado de São Paulo está, portanto, associada ao 
domínio das massas tropicais (continentais e marítimas) e polares, com correntes de sul e 
leste; à disposição do relevo e à proximidade ou não do mar. Devido a essas 
características, conforme MONTEIRO (1973) e SANT’ANNA NETO (1995), cerca de 70 % 
das chuvas no estado de São Paulo são originadas dos sistemas extratropicais, através 
da frente Polar Atlântica.
No estado de São Paulo, pode ser sintetizado nos seguintes aspectos: de um modo 
global, os totais pluviométricos anuais caracterizam um verão chuvoso (outubro a março) 
e inverno mais seco (abril a setembro), na maior parte do estado e também no município 
de Garça.
De acordo com SETZER (1966), na classificação climática proposta por Köppen, 
tendo como base a temperatura e precipitação, o clima regional no qual o município de 
Garça está inserido é do tipo Cwa, subtropical com inverno seco e temperaturas 
superiores a 220C no mês mais quente.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 83/388
6.7.1 Pluviometria – Distribuição Espacial
Para a análise pluviométrica na região do estado de São Paulo onde está inserido 
o município de Garça, foram construídos diversos mapas de isoietas, que consistem no 
traçado de isolinhas de igual precipitação, definidas para um determinado período, a partir 
dos dados de chuva, possuindo várias utilizações, como, por exemplo, em projetos de 
regionalização de vazões, outorga de uso de água e balanço hídrico.
As isoietas foram definidas utilizando-se os dados de chuva das estações 
pluviométricas operadas pelo DAEE e as linhas de igual precipitação foram traçadas com 
a utilização das ferramentas do módulo Spatial Analyst do software ArcMap, da ESRI.
Procurou-se, neste estudo, utilizar o maior número possível de estações, de forma 
a conseguir uma boa cobertura espacial dos dados e também garantir uma maior 
confiabilidade dos resultados das análises subsequentes. Os postos que foram utilizados 
são apresentados no Quadro 12.
Quadro 12 - Postos pluviométricos operados pelo DAEE utilizados na construção das isoietas.
Município Prefixo Nome Altitude Lat / Long Extensão da 
S. Histórica
Vera Cruz D6-017 Vera Cruz 
(CPEF) 630 m 22º13’S / 49º49’O 1940-1970
Garça D6-018 Garça 680 m 22º12’S / 49º39’O 1939-2020
Gália D6-019 Gália 560 m 22º18’23”S / 49º31’50”O 1941-2020
Duartina D6-020 Duartina 520 m 22º25’S / 49º25’O 1939-1998
Presidente Alves D6-059 Presidente Alves 580 m 22º06’S / 49º26’O 1945-1999
Gália D6-084 Fazenda 
Recreio 600 m 22º25’S / 49º40’O 1952-1998
Pirajuí D6-086 S. Francisco da 
Corredeira 550 m 22º03’S / 49º37’O 1944-2020
Garça D6-092 Mundo Novo 660 m 22º19’S / 49º46’O 1971-2017
Álvaro de 
Carvalho D6-093 Álvaro de 
Carvalho 580 m 22º05’S / 49º43’O 1972-2017
Ocauçu D6-094 Ocauçu 540 m 22º26’S / 49º55’O 1972-2018
Marília D6-098 Dirceu 440 m 22º08’S / 49º55’O 1973-2020
Garça D6-099 Faz. São José 640 m 22º11’S / 49º35’O 1973-2000
Fonte: Adaptado de DAEE 2021.
A Figura 81 apresenta as isoietas de precipitação média anual, onde é possível 
observar que a distribuição das chuvas no município não é homogênea, sendo menor a 
pluviosidade da porção noroeste e maior na porção sul. Na porção urbana do município 
os índices pluviométricos são intermediários.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 84/388
Figura 81 - Isolinhas de precipitação média anual para o município de Garça.
Fonte: Elaborado pelos autores.
Nas Figura 82 a Figura 84, a seguir, são apresentadas as isoietas para chuva de 
24 h, que podem ser utilizadas em projetos de micro (período de retorno de 25 anos) e 
macrodrenagem (períodos de retorno de 50 e 100 anos).
As isolinhas de precipitação máxima diária permitem observar que as alturas 
pluviométricas aumentam de nordeste para sudoeste. A área urbana apresenta-se como 
uma situação intermediária também para a precipitação máxima diária provável.
"
"
" "
"
"
"
"
D6-093
D6-098
D6-099
D6-092 D6-019
D6-017
D6-018
49°52'W 49°44'W 49°36'W 49°28'W
22°8'S
22°16'S
22°24'S
Datum: SIRGAS 2000
0 5 10
km
±
Legenda:
" Postos Pluviométricos
Área Urbanizada (CATI, 2016) 
Municípios Vizinhos
Garça
Precipitação Média Anual (mm)
< 1200
1200 - 1250
1250 - 1300
1300 - 1350
1350 - 1400
1400 -1450
1450 -1500
1500 - 1550
> 1550
Localização:
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 85/388
Figura 82 - Isolinhas de precipitação máxima diária para um período de retorno de 25 anos.
Fonte: Elaborado pelos autores.
"
"
" "
"
"
"
"
D6-093
D6-098
D6-099
D6-092 D6-019
D6-017
D6-018
49°52'W 49°44'W 49°36'W 49°28'W
22°8'S
22°16'S
22°24'S
Datum: SIRGAS 2000
0 5 10
km
±
Legenda:
" Postos Pluviométricos
Área Urbanizada (CATI, 2016) 
Municípios Vizinhos
Garça
Prec. Máx. Diária (mm) (Tr = 25 anos)
125 - 150
150 - 175
175 - 200
200 - 225
225 - 250
Localização:
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 86/388
Figura 83 - Isolinhas de precipitação máxima diária para um período de retorno de 50 anos.
Fonte: Elaborado pelos autores.
"
"
" "
"
"
"
"
D6-093
D6-098
D6-099
D6-092 D6-019
D6-017
D6-018
49°52'W 49°44'W 49°36'W 49°28'W
22°8'S
22°16'S
22°24'S
Datum: SIRGAS 2000
0 5 10
km
±
Legenda:
" Postos Pluviométricos
Área Urbanizada (CATI, 2016) 
Municípios Vizinhos
Garça
Prec. Máx. Diária (mm) (Tr = 50 anos)
135 - 150
150 - 180
180 - 21
210 - 240
240 - 270
Localização:
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 87/388
Figura 84 - Isolinhas de precipitação máxima diária para um período de retorno de 100 anos.
Fonte: Elaborado pelos autores.
6.7.2 Pluviometria – Distribuição Temporal
No município de Garça existem dois postos pluviométricos que são (ou foram) 
operados pelo DAEE com série história igual ou superior a 20 anos, que são os 
apresentados no Quadro 13.
"
"
" "
"
"
"
"
D6-093
D6-098
D6-099
D6-092 D6-019
D6-017
D6-018
49°52'W 49°44'W 49°36'W 49°28'W
22°8'S
22°16'S
22°24'S
Datum: SIRGAS 2000
0 5 10
km
±
Legenda:
" Postos Pluviométricos
Área Urbanizada (CATI, 2016) 
Municípios Vizinhos
Garça
Prec. Máx. Diária (mm) (Tr = 100 anos)
150 - 160
160 - 200
200 - 240
240 - 280
280 - 320
Localização:
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 88/388
Quadro 13 - Postos pluviométricos operados pelo DAEE no município de Garça.
Município Prefixo Nome Altitude Lat / Long Extensão da Série 
Histórica
Garça D6-092 Mundo Novo 660 m 22º19’S / 49º46’O 1971-2017
Garça D6-099 Faz. São José 640 m 22º11’S / 49º35’O 1973-2000
Fonte: Elaborado pelos autores.
Destes postos, o mais representativo e o que foi utilizado para realização da 
análise da pluviometria local é o posto D6-092, pelo fato de que este posto contém dados
mais recentes de pluviometria.
Para a realização da distribuição temporal das precipitações, idealmente se deve 
utilizar dados de postos pluviográficos e na ausência destes, o que é o caso, utilizar 
equações de chuva locais ou de municípios vizinhos.
As equações de chuva podem ser obtidas por meio da utilização do software Plúvio 
2.1 (2006), desenvolvido pelo Grupo de Pesquisa em Recursos Hídricos (GPRH) da 
Universidade Federal de Viçosa-MG (UFV). Este software consiste em um modelo que 
permite a interpolação e espacialização dos dados de chuvas intensas encontradas na 
literatura, tornando possível a geração de equações de chuvas intensas para qualquer 
coordenada (latitude e longitude) de diversos estados do Brasil.
A equação que relaciona a intensidade, duração e frequência da precipitação que o 
software mencionado considera é similar à fórmula geral proposta por Villela e Mattos 
(1975):
𝑖 =
k × 𝑇𝑟
a
(𝑡 + b)
c
Onde:
i: intensidade média da precipitação intensa (mm/h);
t: duração da chuva (min);
Tr: período de retorno (anos);
K,a,b,c: parâmetros empíricos que dependem da localidade do estudo, obtidos pelo 
software.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 89/388
Segundo o software, os parâmetros para o município de Garça são:
K = 577,565
a = 0,148
b = 5,027
c = 0,611
A equação para chuvas intensas na região fica, portanto:
𝑖 =
577,565 × 𝑇𝑟
0,148
(𝑡 + 5,027)
0,611
Além disso, existe um estudo para chuvas intensas do estado de São Paulo, 
publicado pelo DAEE (2018), que apresenta coeficientes de equações de chuva para 
diversas cidades de São Paulo.
Para dimensionamentos hidráulicos, recomenda-se utilizar as equações de chuva 
mais próximas do local a ser estudado, ou, na falta desta informação, utilizar a maior 
intensidade pluviométrica.
Para o município de Garça, pode ser utilizada a equação de chuva abaixo:
Equação de chuva de Garça:
𝑖 = 44,54(t + 30)
−0,8987 + 2,92(𝑡 +10)
−0,6051 [−0,4866 − 0,9132 ln ln (
𝑇𝑟
𝑇𝑟 −1
)]
i em mm/min, para 10 ≤ t < 1440 min
6.7.3 Pluviometria – Estudo estatístico
Dados hidrológicos são variáveis aleatórias, pois apresentam variações sazonais 
que podem vir a ser irregulares e isto possibilita a ocorrência de extremos.
Assim, sempre se associam as variáveis hidrológicas a uma probabilidade de 
ocorrência, o que permite se valer da teoria estatística para avaliar fenômenos 
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 90/388
hidrológicos com determinada magnitude para determinado período de retorno, ou 
recorrência.
O período de recorrência pode ser definido como sendo o intervalo médio de anos 
para um dado evento hidrológico ser igualado ou superado.
Assim, foi realizada uma previsão de valores, associada ao risco da ocorrência do 
fenômeno hidrológico, utilizando-se a distribuição de probabilidade de Gumbel, cujos 
parâmetros α e β são determinados pelas equações abaixo:
𝛼 = 𝜇 − 0,45𝜎
𝛽 = 6
0,5 ×
𝜎
𝜋
Onde:
µ: valor médio da série de máxima precipitação diária anual (mm);
σ: desvio padrão da série de máxima precipitação diária anual (mm).
De acordo com Subramanya (2008), a distribuição de Gumbel, introduzida em 
1941, pode ser adotada utilizando a formulação simplificada abaixo:
𝑋𝑇 = 𝑋𝑚 + 𝐾 . 𝜎
Onde: 
XT: valor extremo para um determinado período de retorno;
Xm: valor médio da amostra;
σ: desvio padrão da amostra;
K: fator de frequência, determinado por:
𝐾 =
𝑌𝑇 − 𝑌𝑛
𝑆𝑛
Onde:
K: fator de frequência;
Yn: média reduzida (valor calculado em função do tamanho da amostra n);
Sn: desvio padrão reduzido (valor calculado em função do tamanho da amostra n).
YT: variável reduzida, definida por: YT = − ln [ln (
Tr
Tr−1
)]
Tr
: período de retorno (em anos);
Nota: quando n → ∞, considera-se Yn = 0,577 e Sn = 1,2825.
Para o município de Garça, o primeiro passo para a análise foi determinar as 
precipitações máximas diárias para cada ano hidrológico, classificando-as em ordem 
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 91/388
decrescente; calcular a probabilidade de ocorrência de cada fenômeno; e ajustar as 
probabilidades às distribuições de probabilidade escolhidas.
Para análise histórico-estatística da pluviometria regional, foram utilizados 
prioritariamente os dados do posto D6-092, pois o posto continua em operação 
atualmente. Os dados da análise estatística deste posto foram comparados 
posteriormente aos resultados obtidos da aplicação das demais equações de chuva.
A Figura 85 indica os valores máximos de precipitação diária para cada ano 
hidrológico (período compreendido entre o início da estação chuvosa de um ano e o 
seguinte para a região). O ano hidrológico inicia-se em outubro e encerra-se em setembro 
do ano seguinte. A linha vermelha indica a tendência histórica para a média das 
precipitações máximas diárias.
Figura 85 - Gráfico das precipitações máximas diárias anuais por ano hidrológico.
Fonte: Elaborado pelos autores.
A Figura 86 apresenta o ajuste estatístico dos pontos da série histórica com os 
valores previstos pela distribuição de probabilidade de Gumbel.
0
50
100
150
200
250
300
1970 1974 1978 1982 1986 1990 1994 1998 2002 2006 2010 2014 2018 Precipitação máxima diária (mm)
Ano Hidrológico
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 92/388
Figura 86 - Ajuste da série histórica do posto D6-092 à distribuição probabilística de Gumbel.
Fonte: Elaborado pelos autores.
No Quadro 14, são apresentados os valores de precipitação para 10, 20, 25, 30, 
50 e 100 anos de período de retorno, ajustados pela distribuição de Gumbel.
Quadro 14 - Precipitações máximas diárias ajustadas em cada distribuição probabilística.
Distribuição Tr – Período de Retorno (em anos)
10 20 25 30 50 100
Gumbel 171,6 mm 195,5 mm 203,2 mm 209,3 mm 226,6 mm 249,8 mm
Fonte: Elaborado pelos autores.
Aos valores obtidos pela análise estatística, aplicou-se o fator de 1,14 (CETESB, 
1986) para transformar a precipitação máxima diária em precipitação máxima de 24 h.
Nas chuvas de 24 h, entretanto, quase sempre a duração da precipitação a ser 
considerada em projetos hidráulicos é menor, por se localizarem, de forma geral, em sub￾bacias de pequeno porte, caso em que se deve valer de critérios de desagregação da 
chuva (CETESB, 1986) para obtenção da precipitação de projeto.
Estes critérios, denominados coeficientes de correção, relacionam as alturas 
pluviométricas totais para diferentes durações de eventos de precipitação e são 
apresentados no Quadro 15.
0
50
100
150
200
250
300
1 10 100
Precipitação máxima diária (mm)
Período de Retorno (anos)
Série Hist. Dist. Gumbel
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 93/388
Também no Quadro 15, é mostrado o cálculo para obtenção das curvas 
Intensidade-Duração-Frequência para os períodos de retorno de 50 anos e 100 anos. 
Para os demais valores de período de retorno, o cálculo é similar.
Quadro 15 – Desagregação temporal da precipitação para confecção das curvas Intensidade-Duração￾Frequência para o posto D6-092
Relação entre 
alturas 
pluviométricas
Coeficiente de 
correção
(CETESB, 1986)
Altura pluviométrica (mm) Intens. Pluviométrica (mm/h)
Tr = 50 anos Tr = 100 anos Tr = 50 anos Tr = 100 anos
05 min / 30 min 0,34 23,9 26,4 287,3 316,8
10 min / 30 min 0,54 38,0 41,9 228,2 251,6
15 min / 30 min 0,70 49,3 54,4 197,2 217,4
20 min / 30 min 0,81 57,0 62,9 171,1 188,7
25 min / 30 min 0,91 64,1 70,7 153,8 169,6
30 min / 1 hora 0,74 70,4 77,6 140,8 155,3
01 h / 24 horas 0,42 95,2 104,9 95,2 104,9
06 h / 24 horas 0,72 163,1 179,9 27,2 30,0
08 h / 24 horas 0,78 176,7 194,9 22,1 24,4
10 h / 24 horas 0,82 185,8 204,9 18,6 20,5
12 h / 24 horas 0,85 192,6 212,4 16,0 17,7
24 horas 1,00 226,6 249,8 9,4 10,4
Fonte: Elaborado pelos autores.
Ao se relacionarem os valores Tr – período de retorno (anos), intensidade 
pluviométrica (mm/h) e duração da precipitação (min), em um gráfico, foram obtidas as 
curvas Intensidade-Duração-Frequência (curvas I-D-F), para a região de interesse, 
apresentadas na Figura 87.
Quando se consideram bacias pequenas (da ordem de 2 km²), as intensidades 
pluviométricas relativas a chuvas de projeto de curta duração (inferior a 60 min) são mais 
relevantes para análises hidrológicas.
Na Figura 88 foi realizada uma comparação entre as curvas I-D-F (para Tr = 100 anos) 
obtidas a partir dos dados dos postos pluviométricos do DAEE do município de Garça, da 
equação de chuva obtida pelo software Plúvio e das equações de apresentadas no estudo do 
DAEE (2018). 
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 94/388
Figura 87 - Curvas I-D-F obtidas da série histórica do posto D6-092, para durações de até 60 min.
Fonte: Elaborado pelos autores.
Figura 88 - Comparação das intensidades pluviométricas para o município de Garça (Tr = 100 anos) 
obtidas por diversos métodos.
Fonte: Elaborado pelos autores.
Do gráfico da Figura 88, destaca-se que as intensidades pluviométricas para 
chuvas de curta duração (até 60 min) são maiores para o estudo estatístico apresentado 
0
20
40
60
80
100
120
140
160
180
200
220
240
260
280
300
320
340
0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 Intensidade Pluviométrica (mm/h)
Duração da Precipitação (min)
10 anos
20 anos
25 anos
30 anos
50 anos
100 anos
0,0
50,0
100,0
150,0
200,0
250,0
300,0
350,0
5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 Intensidade Pluviométrica (mm/h) Tr = 100 anos
Duração da Chuva de Projeto (min)
Estudo Estatístico Posto D6-092 (S.H. 46 anos) Software Plúvio (GPRH; UFV, 2006)
Equação para o município de Garça (DAEE, 2018)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 95/388
por este Relatório Técnico, recomendando-se, a favor da segurança, a sua utilização para 
projetos da cidade de Garça.
Pela série histórica, pôde-se observar que em cada ano hidrológico, concentram a 
maior parte da precipitação anual os meses compreendidos entre, inclusive, outubro e 
março, correspondentes a cerca de 75 % do total precipitado, em média.
A quantidade de dias de chuva também é maior nestes meses, onde, em média, 
são registrados 63 dias de chuva aproximadamente (os meses de outubro a março 
totalizam aproximadamente 180 dias, o que significa uma média de eventos pluviosos em 
cerca de 35 % dos dias deste período).
Para efeito de comparação, nos demais meses do ano (período compreendido 
entre, inclusive, abril e setembro), em um período de também aproximadamente 180 dias, 
ocorrem precipitações em 27 dias, em média.
Os gráficos apresentados nas Figura 89 a Figura 92 resumem a análise realizada 
na série histórica.
Figura 89 – Distribuição média anual das chuvas mensais em Garça.
Fonte: Elaborado pelos autores.
0,0%
2,0%
4,0%
6,0%
8,0%
10,0%
12,0%
14,0%
16,0%
18,0%
20,0%
0
100
200
300
400
500
600
700
800
900
J F M A M J J A S O N D Porcentagem da precipitação sobre o total anual médio Total precipitado no mês (mm)
Mês
Porcentagem sobre o total anual médio Máximo Observado Médio Mínimo observado
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 96/388
Figura 90 – Número de dias de chuva mensais em Garça.
Fonte: Elaborado pelos autores.
Figura 91 – Porcentagem acumulada sobre o total precipitado no ano em Garça.
Fonte: Elaborado pelos autores.
0
5
10
15
20
25
J F M A M J J A S O N D Dias de chuva no mês
Mês
Máximo
Médio
Mínimo
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
J F M A M J J A S O N D Porcentagem acumulada sobre o total precipitado no ano
Mês
Máximo
Médio
Mínimo
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 97/388
Figura 92 – Total precipitado em cada ano da série histórica.
Fonte: Elaborado pelos autores.
6.8 Caracterização dos Imóveis Rurais 
O Cadastro Ambiental Rural – CAR é um registro público eletrônico de âmbito 
nacional, obrigatório para todos os imóveis rurais, com a finalidade de integrar as 
informações ambientais das propriedades e posses rurais referentes às Áreas de 
Preservação Permanente - APP, de uso restrito, de Reserva Legal, de remanescentes de 
florestas e demais formas de vegetação nativa, e das áreas consolidadas, compondo 
base de dados para controle, monitoramento, planejamento ambiental e econômico e 
combate ao desmatamento.
Por meio de consulta ao Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural – SICAR é 
possível conhecer as propriedades rurais cadastradas na área de interesse do projeto –
Bacia Hidrográfica do Córrego da Cascata, que totalizou 53 propriedades e posses rurais, 
sendo a maioria composta por propriedades de até 4 módulos fiscais, que para o 
município de Garça representa até 56 hectares (Quadro 16).
0
500
1.000
1.500
2.000
2.500 1970 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 1979 1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021 Total precipitado no ano (mm)
Ano
Prec. Amal (mm) Média Prec. Anual (mm) Máx Prec. Anual (mm) Mín Prec. Anual (mm)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 98/388
Quadro 16 - Propriedades rurais cadastradas na área de estudo.
Módulo fiscal*
Quantidade de 
propriedades / posse rural
até 4 30
4 a 15 17
superior a 15 6
TOTAL 53
(*) para Garça, 1 módulo fiscal = 16 hectares.
Fonte: Elaborado pelos autores com informações do SICAR (2021).
A Figura 93 apresenta a localização e distribuição das propriedades e posses 
rurais cadastradas no SICAR e localizadas na bacia do córrego Cascata. Destaca-se que 
uma pequena parte da área de estudo (porção oeste) deve pertencer à zona urbana do 
município e poucas são as áreas que não possuem cadastro de propriedade rural no 
SICAR. Também vale ressaltar que boa parte da vegetação nativa (remanescentes 
florestais) da área de estudo está inserida em áreas cadastradas como Reserva Legal ou 
APP no SICAR.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 99/388
Figura 93 – Propriedades e posses rurais, e informações cadastradas no Sistema Nacional de Cadastro 
Ambiental Rural – SICAR, localizadas na bacia hidrográfica do córrego da Cascata, no município de Garça.
Fonte: Elaborado pelos autores com informações do SICAR (2021).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 100/388
6.9 Sobrevoô de Drone
Visando obter informações gerais da área de estudo, abrangendo os processos 
erosivos e seus entornos, a geologia, geomorfologia, uso e ocupação, vegetação, 
drenagens foi realizado, na bacia hidrográfica do Córrego da Cascata, sobrevoos com
drone de pequeno porte com quatro hélices, uma câmera fotográfica convencional RGB 
de 16 MP e sistema de orientação por GPS (Figura 94), devidamente cadastrado na 
Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e homologado na Agência Nacional de 
Telecomunicações (Anatel).
Figura 94 - Drone utilizado nos levantamentos de campo.
Fonte: Arquivo IPT.
Inicialmente foi realizado um planejamento visando definir as principais variáveis 
relacionadas ao voo, sendo elas: (i) local de decolagem e pouso; (ii) altura mínima de voo 
para a garantia de uma operação segurança; (iii) altura de voo – maior ou igual à altura 
mínima de segurança – compatível com a resolução espacial desejada; e (iv) tempo de 
voo número de baterias necessárias para cobrir o alvo por inteiro. 
Com as variáveis acima definidas, traçou-se o plano de voo para a realização das 
atividades de aerofotogrametria (Figura 95). Nesse plano foi definido o percurso que seria 
percorrido pelo drone e os valores de sobreposição frontal e lateral entre as imagens.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 101/388
Figura 95 – Representação do plano de voo usado no levantamento aerofotogramétrico. As linhas em verde 
correspondem ao percurso feito pelo drone.
Fonte: Elaborado pelos autores.
6.9.1 Uso de Drone na Bacia hidrográfica do Córrego da Cascata no Estudo do 
Meio Físico 
O Drone foi utilizado nos levantamentos do meio físico da bacia com a missão de 
levantar dados (geologia, geomorfologia, uso e ocupação, drenagens, vegetação, 
processos erosivos, edificações, etc) em locais de difícil acesso e apresentar uma visão 
aérea da bacia e seu estado de conservação. A seguir será apresentado algumas figuras 
com as imagens produzidas pelo drone e suas considerações. Uma das vantagens do uso 
do drone em mapeamento de processos erosivos, é que podemos observar o avanço 
desses processos no decorrer do tempo, com pode ser visto nas Figura 96 a Figura 97, 
onde mostram a evolução da erosão entre 07/10/2021 e 10/02/2022.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 102/388
Figura 96 – Imagem de 07/10/2021.
Fonte: Foto tirada com drone pelos autores.
Figura 97 – Imagem de 10/02/2022.
Fonte: Foto tirada com drone pelos autores.
Essa ferramenta também foi utilizada nesse estudo no mapeamento de nascentes
(Figura 98Figura 99), manchas de assoreamento ao longo das drenagens (Figura 100 e
Figura 101), mapeamento de mata ciliar ao longo da drenagem (Figura 102 e Figura 103), 
mapeamento de processos erosivos (Figura 104 a
Figura 107), definição das classes de uso e ocupação na bacia, (Figura 108 a
Figura 115), mapeamento da geologia (Figura 116 e Figura 117), mapeamento da 
geomorfologia (Figura 118 e Figura 119).
Figura 98 – Mapeamento de nascentes.
Fonte: Foto tirada com drone em 07/10/2021.
Figura 99 – Mapeamento de nascentes.
Fonte: Foto tirada com drone em 10/02/2022.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 103/388
Figura 100 – Depósitos de assoreamento.
Fonte: Foto tirada com drone em 10/02/2022.
Figura 101 – Depósitos de assoreamento.
Fonte: Foto tirada com drone em 10/02/2022.
Figura 102 – Ausência de mata ciliar no rio, próximo 
à captação de água B1.
Fonte: Foto tirada com drone em 07/10/2021.
Figura 103 – Idem, vista para montante.
Fonte: Foto tirada com drone em 07/10/2021.
Figura 104 – Mapeamento de processos erosivos 
em área de pastagem.
Fonte: Foto tirada com drone em 07/10/2021.
Figura 105 – Mapeamento de processos erosivos 
em área de pastagem.
Fonte: Foto tirada com drone em 07/10/2021.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 104/388
Figura 106 – Mapeamento de processos erosivos, 
pisoteio de gado.
Fonte: Foto tirada com drone em 07/10/2021.
Figura 107 – Idem foto anterior.
Fonte: Foto tirada com drone em 07/10/2021.
Figura 108 – Mapeamento de uso e ocupação do 
solo (Reflorestamento de eucalipto).
Fonte: Foto tirada com drone em 24/02/2022.
Figura 109 – Mapeamento de uso e ocupação do 
solo (Reflorestamento de eucalipto, café, mogno 
africano e pastagem).
Fonte: Foto tirada com drone em 24/02/2022.
Figura 110 – Mapeamento de uso e ocupação do 
solo (Detalhe do plantio de mogno africano).
Fonte: Foto tirada com drone em 24/02/2022.
Figura 111 – Mapeamento de uso e ocupação do 
solo (Detalhe do plantio de café).
Fonte: Foto tirada com drone em 24/02/2022.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 105/388
Figura 112 – Mapeamento de uso e ocupação do 
solo (Pastagem com curvas de nível).
Fonte: Foto tirada com drone em 07/10/2021.
Figura 113 – Mapeamento de uso e ocupação do 
solo (Pastagem com curvas de nível).
Fonte: Foto tirada com drone em 10/02/2022.
Figura 114 – Mapeamento de uso e ocupação do 
solo (Cultura temporária, amendoim).
Fonte: Foto tirada com drone em 07/10/2021.
Figura 115 – Mapeamento de uso e ocupação do 
solo (Área de mata).
Fonte: Foto tirada com drone em 10/02/2022.
Figura 116 – Mapeamento da geologia (Arenitos da 
Formação Marília).
Fonte: Foto tirada com drone em 07/10/2021.
Figura 117 – Mapeamento da geologia (Arenitos da 
Formação Marília).
Fonte: Foto tirada com drone em 10/02/2022.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 106/388
Figura 118 – Mapeamento das feições 
geomorfológicas (Relevo escapado).
Fonte: Foto tirada com drone em 07/10/2021.
Figura 119 – Mapeamento das feições 
geomorfológicas (Relevo de morrotes alongados).
Fonte: Foto tirada com drone em 10/02/2022.
Diante do exposto podemos fazer uso do drone na interpretação do meio físico com 
uma abordagem multidisciplinar. 
6.10 Suscetibilidade à Erosão da Bacia
No trabalho para a definição da suscetibilidade à erosão da bacia de drenagem da 
captação de água do Córrego da Cascata foi utilizado o método da morfopedologia que é 
a relação entre o substrato rochoso, os solos e o relevo, definidos por Castro e Salomão 
(2000). De acordo com esses autores, a abordagem morfopedológica vem sendo 
pensada, testada e aprimorada há algum tempo, onde foi significativa a releitura de um 
trabalho publicado por Ab’Saber (1969), adaptado a uma pesquisa sobre comportamento 
de compartimentos morfopedológicos face à erosão linear (sulcos/ravinas e voçorocas) 
em áreas urbanas e rurais por Salomão (1994) e ampliada por Castro e Salomão (2000), 
estes últimos na busca de um caminho para compreender quais são os indicadores 
diagnósticos e prognósticos do meio físico da bacia de interesse.
A metodologia utilizada descrita em IPT/DAEE (1997) baseia-se na ponderação em 
ambiente SIG dos Rasters morfopedólogico (geologia, geomorfologia e pedologia) e o de 
declividade para caracterizar as áreas com maior ou menor suscetibilidade ao surgimento 
de processos erosivos. Os tipos de solos mais suscetíveis foram definidos a partir de 
dados de campo e, desse modo, a ponderação segue o indicado no Quadro 17 que
apresenta as correlações utilizadas entre as classes de solos e a declividade, resultando 
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 107/388
nas classes de suscetibilidade à erosão (Convenção: B – Baixa; M – Média; A – Alta; MA
– Muito Alta).
Quadro 17 - Classes de suscetibilidade à erosão da bacia.
Associação
de
Solos
Classes de Declividade
A
(0 a 3%)
B
(3 a 10%)
C
(10 a 20%)
D
(20 a 45%)
E
(45 a 75%)
F
>75%
PVA-2 M A MA MA MA MA
LVA-1 M M A A MA MA
RL-1 M A A MA MA MA
RY-1 B B B B B B
Fonte: Elaborado pelos autores.
O Quadro 18 apresenta a área (em km2
e %) ocupada pelas classes de 
suscetibilidade à erosão da bacia de drenagem da captação de água do Córrego da 
Cascata.
Quadro 18 - Área (em km2
e %) ocupada pelas classes de suscetibilidade à erosão que 
predominam na bacia.
Classes de Suscetibilidade 
à produção de sedimentos
Área 
(km2
)
Área 
(%)
Baixa 0,74 2,41
Média 4,74 15,43
Alta 14,19 46,19
Muito Alta 11,05 35,97
Total 30,71 100,00
Fonte: Elaborado pelos autores.
O mapa das classes de suscetibilidade à erosão da bacia de drenagem da 
captação de água do Córrego da Cascata, subdividido em compartimentos hidrográficos,
é apresentado na Figura 120.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 108/388
Figura 120 - Mapa das classes de suscetibilidade à erosão da bacia hidrográfica da captação de água do 
Córrego da Cascata.
Fonte: Elaborado pelos autores.
Capitação de água 
(SAAE)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 109/388
Observa-se, no Quadro 19, que as Classes Alta e Muito Alta de suscetibilidade a 
erosão ocupam cerca de 82 % da área da bacia. São áreas onde predominam Argissolos 
Vermelho-Amarelos abrúpticos textura arenosa/média arenosa em declividades superiores à 
6 % (PVA-1 + PVA-2). São terras intensamente cultiváveis (culturas temporárias, culturas 
perenes, pastagens, reflorestamentos e outros usos), mas com problemas complexos de 
conservação, sujeitas a riscos de erosão, quando não manejadas adequadamente, com 
práticas conservacionistas (plantio direto, terraceamento, plantio em nível, rotação de culturas 
e outras práticas), pois apresenta alta/muito alta suscetibilidade à erosão.
Por meio da compartimentação hidrográfica já realizada na bacia foi possível 
separar os locais mais suscetíveis à erosão. Deste modo, o Quadro 15 e a Figura 121
apresentam a área ocupada pelas classes de suscetibilidade à erosão da bacia 
hidrográfica da captação de água do Córrego da Cascata, distribuídas por compartimento 
hidrográfico.
Quadro 19 – Área ocupada pelas classes de suscetibilidade à erosão, subdivididas em 
compartimentos hidrográficos, na bacia.
Classes de 
Suscetibilidade 
à produção de 
sedimentos
Compartimento I Compartimento II Compartimento III Compartimento IV
Área 
(km2
)
Área 
(%)
Área 
(km2
)
Área 
(%)
Área 
(km2
)
Área 
(%)
Área 
(km2
)
Área 
(%)
Baixa 0,06 0,65 0,11 1,02 0,34 5,92 0,23 4,38
Média 1,80 19,40 1,94 18,74 0,63 10,92 0,37 6,91
Alta 5,13 55,19 5,17 49,86 1,88 32,68 2,02 37,93
Muito Alta 2,30 24,75 3,15 30,39 2,90 50,48 2,70 50,78
Total 9,29 100,00 10,37 100,00 5,75 100,00 5,31 100,00
Fonte: Elaborado pelos autores.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 110/388
Figura 121 - Distribuição das classes de suscetibilidade à erosão por compartimento hidrográfico, na bacia.
Fonte: Elaborado pelos autores.
Para hierarquização dos compartimentos quanto à suscetibilidade à erosão foram 
realizados cálculos adotando pesos de 1, 2, 3 e 4, para as classes baixa, média, alta e 
muito alta, respectivamente, por meio da relação entre os totais de área de cada classe e 
o peso correspondente. A partir desta ponderação, os compartimentos, quanto à 
suscetibilidade à erosão, em ordem crescente de criticidade são I < II < III < IV. Deste 
modo conclui-se que o compartimento de maior suscetibilidade é o IV. Quando observado 
estes dados da Figura 121 e do Quadro 19 sem o cálculo da ponderação, observa-se 
que compartimento hidrográfico III e IV apresentam porcentagens semelhantes de terras, 
principalmente, com classe Muito Alta de suscetibilidade, ocupando cerca de 50% e 51%, 
respectivamente. Também foi observado que as terras dos compartimentos I e II se 
assemelharam, concentrando suas terras em Classe Alta de suscetibilidade, com 55% e 
50%, respectivamente.
De acordo com os resultados gerados no cruzamento matricial das classes de 
declividade e solos, que culminou no mapa de suscetibilidade (Figura 120), pode-se notar 
que grande parte dos compartimentos hidrográficos foram classificados como sendo de 
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 111/388
Muito Alta suscetibilidade à erosão. Essa classe coincide com áreas com declividades 
acima de 20%, em solos considerados muito suscetíveis à erosão (Argissolos abrúpticos).
6.11 Potencialidade das Terras à Produção de Sedimentos da Bacia
A produção de sedimentos da área de drenagem de uma bacia hidrográfica é 
dependente da erosão, do escoamento das águas pluviais (que promove o carreamento 
dos sedimentos) e das características de transporte desses sedimentos nos cursos 
d’água. Por sua vez, os principais fatores que afetam a produção de sedimentos na área 
de drenagem são: precipitação (quantidade, intensidade e frequência); tipo de solo e 
formação geológica; cobertura (vegetação, afloramento rochoso, solo exposto, etc.) e uso 
do solo (práticas de cultivo, exploração de florestas, atividades agroindustriais, etc.); 
topografia; natureza da rede de drenagem (densidade, forma, conformação dos canais, 
etc.); características granulométricas e mineralógicas dos sedimentos; e características 
hidráulicas dos canais (CARVALHO, 2008).
Devido ao escopo deste estudo contemplar os aspectos do meio físico, a 
Potencialidade das Terras à produção de sedimentos foi determinada por meio da 
integração entre as Classes de suscetibilidade à erosão e o Uso e Ocupação do Solo da 
bacia. Assim, as áreas da bacia que apresentam as maiores quantidades de Terras 
potenciais e de capacidade à produção de sedimentos deverão ser objeto de 
mapeamentos de maior detalhe, a fim de subsidiar os estudos de planejamento e 
viabilidade de projetos de práticas conservacionistas, minimizando os impactos 
ambientais futuros. Trata-se, portanto, de uma abordagem multicritério, que leva em 
consideração as características naturais do meio físico e a realidade atual de uso e 
ocupação do território. 
A metodologia utilizada descrita em IPT/DAEE (2005) foi executada em uma 
abordagem multicritério, utilizando a base de mapas em ambiente SIG, do software 
ArcGis, dados de uso e ocupação do solo, coletados em campo e o mapa de 
suscetibilidade à erosão da bacia, produzido anteriormente, no item 6.10, a partir de base 
topográfica (IBGE, 1973), na escala 1:50.000 e com curvas de nível equidistantes de 20 
m. Esta integração segue o indicado no Quadro 20 onde foram definidas quatro classes 
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 112/388
de potencialidade à produção de sedimentos: B - Baixa, M - Média, A - Alta e MA - Muita 
Alta.
Quadro 20 - Classes de potencialidades das terras à produção de sedimentos da bacia 
hidrográfica da capitação de água do Córrego da Cascata.
Classes de Uso e Ocupação Classes de Suscetibilidade
Muito Alta Alta Média Baixa
Vegetação Nativa de porte arbóreo M M B B
Reflorestamento A A M M
Cultura Perene A A M M
Cultura Temporária MA A A M
Pastagem com conservação MA A A M
Pastagem sem conservação A A M M
Área urbana consolidada M B B B
Área urbana em consolidação MA A A M
Chácaras A A M M
Solo exposto/Pousio MA MA A A
Campo Antrópico/várzea B B B B
Espelho d’água B B B B
Fonte: Elaborado pelos autores.
O mapa das classes de potencialidade à produção de sedimentos, da bacia de 
drenagem da captação de água do Córrego da Cascata, subdividido em compartimentos 
hidrográficos, é apresentado na Figura 122.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 113/388
Figura 122 - Mapa das Classes de potencialidade das terras a produção de sedimentos da 
bacia hidrográfica da capitação de água do Córrego da Cascata.
Fonte: Elaborado pelos autores.
Capitação de água (SAAE)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 114/388
O Quadro 21 apresenta a área (em km2
e %) ocupada pelas classes de 
potencialidade das terras à produção de sedimentos da bacia de drenagem da captação 
de água do Córrego da Cascata.
Quadro 21 - Área (em km2 e %) ocupada pelas classes de potencialidade à produção de 
sedimentos que predominam na bacia.
Classes de potencialidade 
à produção de 
sedimentos
Área 
(km2
)
Área 
(%)
Baixa 7,12 8,77
Média 14,92 18,39
Alta 55,38 68,24
Muito Alta 3,73 4,59
Total 81,15 100,00
Fonte: Elaborado pelos autores.
O Quadro 22 e a Figura 123 apresentam a área ocupada pelas classes de 
potencialidade das terras à produção de sedimentos da bacia hidrográfica da captação de 
água do Córrego da Cascata, distribuídas por compartimento hidrográfico.
Quadro 22 – Área ocupada pelas classes de suscetibilidade à erosão, subdivididas em 
compartimentos hidrográficos, na bacia hidrográfica da captação de água do Córrego da Cascata.
Classes de 
Potencialidade 
à produção de 
sedimentos
Compartimento I Compartimento II Compartimento III Compartimento IV
Área 
(km2
)
Área 
(%)
Área 
(km2
)
Área 
(%)
Área 
(km2
)
Área 
(%)
Área 
(km2
)
Área 
(%)
Baixa 2,99 12,57 0,82 4,60 2,81 13,00 0,51 2,81
Média 3,90 16,42 4,12 23,19 1,61 7,46 5,29 29,33
Alta 15,87 66,78 11,83 66,53 15,91 73,74 11,77 65,28
Muito Alta 1,00 4,23 1,01 5,67 1,25 5,80 0,46 2,58
Total 23,77 100,00 17,78 100,00 21,58 100,00 18,03 100,00
Fonte: Elaborado pelos autores.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 115/388
Figura 123 - Distribuição das classes de potencialidade das terras à produção de sedimentos por 
compartimento hidrográfico.
 
Fonte: Elaborado pelos autores.
Para hierarquização dos compartimentos quanto à potencialidade das terras a
produção de sedimentos foram realizados cálculos adotando pesos de 1, 2, 3 e 4, para as 
classes baixa, média, alta e muito alta, respectivamente, por meio da relação entre os 
totais de área de cada classe e o peso correspondente. A partir desta ponderação, os 
compartimentos, quanto à potencialidade das terras a produção de sedimentos, em ordem 
crescente de criticidade são I < IV < III < II. Deste modo conclui-se que o compartimento 
de maior potencialidade é o II. Entretanto, quando observado estes dados da Figura 123
e do Quadro 22 sem o cálculo da ponderação, observa-se que compartimento hidrográfico 
III apresenta maior porcentagem de terras com classe Alta de potencialidade, ocupando
cerca de 74 %, enquanto os demais compartimentos apresentam 67% (Compart. I), 66% 
(Compart. II), 65% (Compart. IV).
O percentual aproximado para as áreas com Alto e Muito Alto potencial à produção 
de sedimentos está em torno de 71% para o Compartimento I, 72% para o compartimento 
II, 80% para o Compartimento III e 68% para o Compartimento IV. Essas classes
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 116/388
coincidem com áreas principalmente ocupadas por pastagens sem práticas 
conservacionistas em bordas da bacia, em classes média, alta e muito alta declividades 
em solos considerados muito suscetíveis à erosão (Argissolos abrúpticos), localizadas 
próximo às nascentes, nas bordas da bacia, o que gera uma preocupação ainda maior.
As características detalhadas de cada classe de potencialidade das terras à produção 
de sedimentos e as recomendações para conservação do solo serão apresentadas a seguir.
6.11.1 Baixa e Média Potencialidade à Produção de Sedimentos
Refere-se às terras de baixa e média suscetibilidade à erosão, cultivadas em 
regime de sequeiro com culturas perenes, cobertura vegetal, reflorestamento, pastagens 
com conservação do solo, área urbana consolidada e outros usos; apesar do baixo 
potencial de risco à erosão e produção de sedimentos, pode oferecer sérias restrições à 
ocupação urbana, principalmente em relação a setores da classe baixa em áreas de 
várzeas; as áreas de declividade 0 % a 3 %, em topos mais amplos, são as que 
apresentam melhor aptidão para a ocupação urbana e rural, não exigindo restrições ou 
especificações, sendo necessárias apenas práticas de controle de erosão na concepção 
de projetos de novos loteamentos e procedimentos adequados de implantação e 
conservação do solo. As terras com Baixa e Média potencialidade estão distribuídas por 
toda bacia, predominando nos compartimentos hidrográficos IV e I, conforme mostra a
Figura 124.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 117/388
Figura 124 - Classe de baixa a média potencialidade à produção de sedimentos. Área urbana 
consolidada em relevo plano (GA-01. Coordenadas: 639.519/7.544.175).
Fonte: Arquivo IPT.
6.11.2 Alta Potencialidade à Produção de Sedimentos
Essa classe está relacionada com as áreas que apresentam desde muito alta até 
alta suscetibilidade natural aos processos erosivos, sendo cultivadas com culturas 
temporárias, pastagens sem práticas de conservação, área urbana em consolidação e 
outros usos. As terras com alta potencialidade estão distribuídas por toda bacia, 
predominando no compartimento hidrográfico III, conforme mostra a Figura 125.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 118/388
Figura 125 - Classe de alta potencialidade à produção de sedimentos. Cultura temporária (amendoim) 
em solos com gradiente textural abrúptico (Argissolos abrúpticos) em áreas de alta suscetibilidade (GA￾95. Coordenadas: 642.156/7.542.851).
Fonte: Arquivo IPT.
A ocupação urbana é o principal fator determinante das situações de alto potencial 
de erosão em bairros em consolidação (com infraestrutura parcialmente instalada), áreas 
parceladas ou com solo exposto. Nas áreas localizadas em terrenos de alta 
suscetibilidade, a potencialidade do local passa a ser alta a muito alta, e mesmo aquelas 
localizadas em setores de classes de suscetibilidades mais baixas, podem condicionar 
novos processos erosivos. A falta ou deficiência de infraestrutura urbana, nas fases de 
concepção e implantação desses locais, são as maiores causadoras da erosão.
6.11.3 Muito Alta Potencialidade à Produção de Sedimentos
São terras com muito alta potencialidade à produção de sedimentos em função de 
seu uso atual (solo exposto, implantação de loteamentos, pastagens sem práticas 
conservacionistas culturas temporárias em declividades > 20 %, área urbana não 
consolidada e outros usos). Está distribuída principalmente nas áreas mais íngrimes 
(declividade superior a 20 %), nas cabeceiras das drenagens. Mesmo essas áreas e as 
de baixa declividade, sem um uso e manejo adequados, podem representar porções com 
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 119/388
alta e muito alta potencialidade à produção de sedimentos, principalmente naquelas onde 
há exposição de solos com gradiente textural abrúpticos (Argissolos abrúpticos). As
Figura 126 e Figura 127 ilustram essa classe.
Figura 126 - Classe de muito alta potencialidade à produção de sedimentos. Área de pastagem sem 
práticas conservacionistas em cabeceira de drenagem com Argissolos abrúpticos pouco profundos em 
declives acentuados (Ponto GA-76. Coordenadas: 641.559/7.546.168).
Fonte: Arquivo IPT.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 120/388
Figura 127 - Classe de muito alta Potencialidade à Produção de Sedimentos. Área de solo exposto em 
Argissolos abrúpticos. (Ponto GA-36. Coordenadas: 639.905/7.543.334).
Fonte: Arquivo IPT.
6.12 Densidade de Drenagem da Bacia
A bacia hidrográfica tem sido uma unidade territorial amplamente trabalhada por 
pesquisadores das ciências naturais e da terra por ser uma unidade de fácil delimitação, e 
também por ser possível avaliar vários elementos de seu conjunto. Como um sistema 
aberto, a troca de energia e matéria se traduz em propulsora da dinâmica da bacia, por 
meio das interrelações existentes entre seus diversos elementos, destacando a 
interferência nos processos de erosão do solo e na capacidade de infiltração (SOUZA e 
RODRIGUES, 2012). Nesse estudo analisa-se a influência da morfometria (densidade de 
drenagem) na questão dos processos erosivos, como também, a deposição ao longo das 
drenagens.
Também foram feitas algumas modificações, devido a alguns compartimentos 
apresentarem áreas muito grandes, que dificultariam e até mesmo impediriam o alcance 
dos objetivos propostos pelo atual estudo. Com a finalidade de padronizar os tamanhos e
a extensão dos compartimentos hidrográficos realizou-se uma nova delimitação, onde se 
utilizaram as bacias dos afluentes de quarta ordem, ou ordem superior, que deságuam 
diretamente no rio principal, conforme metodologia de hierarquia fluvial de Strahler (1952, 
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 121/388
apud CHRISTOFOLETTI, 1980), segundo a qual, os menores canais, sem tributários, são 
considerados como de primeira ordem, os canais de segunda ordem surgem da 
confluência de dois canais de primeira ordem, os canais de terceira ordem surgem da 
confluência de dois canais de segunda ordem, e assim sucessivamente. A compreensão 
da dinâmica dos processos morfométrico, além de contribuir para fundamentar o 
diagnóstico da erosão, do transporte e deposição dos sedimentos provenientes das 
erosões.
Para caracterização dos compartimentos hidrográficos, o parâmetro morfométrico 
calculado foi a densidade de drenagem. Os cálculos foram executados no software ArcGis
e Excel (pacote Microsoft Office).
Tal índice foi relacionado aos processos de transporte de sedimentos nos 
compartimentos hidrográficos, de modo qualitativo, quantitativo ou cartográfico. Antes de 
expor tais análises e relações, é necessário explicar, de forma geral e sintética, a 
mecânica do transporte de sedimentos nos cursos d’água.
Os rios carregam três tipos diferentes de carga: dissolvida, em suspensão e do 
leito. Nesse caso específico de estudo, há interesse em se tratar apenas das duas 
últimas, pois estas podem se relacionar aos processos de assoreamento. A carga em 
suspensão compreende os detritos de granulometria reduzida (silte e argila, por exemplo) 
e conservam-se suspensas devido ao fluxo turbulento, sendo então carregadas quase na 
mesma velocidade da água. Sua deposição tende a ocorrer caso a turbulência atinja um 
limite crítico, fato que ocorre em águas calmas e lagos. No caso da carga do leito, são 
representadas por sedimentos de ordem granulométrica mais elevada (areias e 
cascalhos, por exemplo) e seu movimento é feito por meio de saltação, deslizamento ou 
rolamento. Seu deslocamento ocorre quando a velocidade do fluxo no fundo do rio atinge 
um valor crítico que supera as forças de resistência a que a partícula está submetida 
(CHRISTOFOLETTI, 1981). Por fim, a velocidade do fluxo d’água e o diâmetro da 
partícula são fatores fundamentais para se definir se determinada partícula será 
transportada ou depositada. Na situação de deposição pode estar relacionada ao 
processo de assoreamento do canal. 
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 122/388
A área é um elemento básico para calcular outras características físicas, como a 
densidade de drenagem, por exemplo. Segundo Collischonn e Dornelles (2013, p. 23) “é 
um dado fundamental para definir a potencialidade hídrica de uma bacia, uma vez que [...] 
é a região de captação da água da chuva”. Ou seja, se a chuva é um dos principais 
fatores que influem na erosão, quanto mais elevada a área da bacia, mantendo-se outras 
características similares, maior o potencial de ocorrência dos processos erosivos. Dessa 
forma, quanto maior o volume de sedimentos arrastado pela erosão em dada bacia 
hidrográfica, maior é a carga sedimentar que o mesmo recebe, criando maior 
possibilidade de ocorrência de assoreamento no seu curso, obviamente em função de 
outras características como velocidade do curso d’água e sua competência.
Quando se utiliza uma relação entre um parâmetro morfométrico qualquer pela 
área da sub-bacia considerada, diz-se que este parâmetro é padronizado.
A densidade de drenagem compreende a relação entre o comprimento total dos 
cursos d’água (incluindo os intermitentes) e a área da bacia. Segundo Barbosa Júnior 
(s/d, p. 16) esses índices encontram-se entre 0,5 km/km² e 3,5 km/km², no qual o nível 
inferior indica bacias hidrográficas com baixo potencial de escoamento superficial, ou 
seja, regiões com baixa pluviosidade ou elevada permeabilidade e vice-versa.
Essa informação também é atestada na literatura, por Clubb et. al. (2016) e Moeini 
et. al. (2015), que correlacionam a densidade de drenagem com a probabilidade de 
variação das taxas de erosão, enquanto Hiruma e Ponçano (1994) identificaram fatores 
geomorfopedológicos vinculados à densidade de drenagens, concluindo que solos 
argissólicos apresentam valores anômalos superiores de densidade de drenagem. 
Ressalta-se que regiões de grande densidade de drenagem possuem elevada 
concentração de fluxo de águas superficiais (runoff), responsáveis pela desagregação e 
transporte das partículas de solo.
Como já destacado, o índice morfométrico (densidade de drenagem) é interessante 
por suas relações com a erosão e o transporte de sedimentos nos cursos d’água. Dessa 
forma, foi levantado este índice na bacia em estudo, que auxiliará no monitoramento, 
análise e gestão territorial na questão dos processos erosivos e o transporte de 
sedimentos.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 123/388
A partir dos valores de densidade de drenagem encontrados, estes foram agrupados 
em quatro classes distintas, de acordo com os quartis estatísticos, apresentados no
Quadro 23.
Quadro 23 – Classes de densidade de drenagem dos compartimentos hidrográficos da bacia em estudo.
Classe Valores de Dd
Baixa densidade 0,19591 – 0,86035 km/km²
Média densidade 0,86035 - 1,52478 km/km²
Alta densidade 1,52478 – 2,18922 km/km²
Muito alta densidade 2,18922 – 2,85365 km/km²
O mapa das classes de densidade de drenagem da bacia de drenagem da 
captação de água do Córrego da Cascata, subdividido em compartimentos hidrográficos,
é apresentado na Figura 128 e os valores de densidade são apresentados no Quadro 24
e na Figura 129.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 124/388
Figura 128 – Mapa das Classes de densidade de drenagem da bacia em estudo, subdivididos por 
compartimentos hidrográficos.
Fonte: Elaborado pelos autores.
Capitação de água (SAAE)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 125/388
Quadro 24 – Densidade de drenagem dos compartimentos hidrográficos da bacia hidrográfica em estudo.
Classes de 
Densidade 
de Drenagem
Compart. I Compart. II Compart. III Compart. IV
Área 
(km/km2
)
Área 
(%)
Área 
(km/km2
)
Área 
(%)
Área 
(km/km2
)
Área 
(%)
Área 
(km/km2
)
Área 
(%)
Baixa 1,4412 15,39 1,0534 10,05 1,0812 18,52 0,1579 2,92
Média 3,1105 33,21 4,9524 47,25 1,4022 24,02 2,8597 52,86
Alta 3,6118 38,57 3,7829 36,09 1,6790 28,77 1,8947 35,02
Muito Alta 1,2017 12,83 0,6925 6,61 1,6746 28,69 0,4977 9,20
Total 9,3652 100,00 10,4811 100,00 5,8370 100,00 5,4100 100,00
Figura 129 – Distribuição das classes de densidade de drenagem dos compartimentos hidrográficos da 
bacia em estudo.
Fonte: Elaborado pelos autores.
De acordo com Wand & Jones, (1995) a densidade de drenagem é um dos 
principais parâmetros na análise de dissecação do relevo. A espacialização da densidade 
de drenagem delimita o grau de intensidade da erodibilidade da rocha/solo, indicando a 
susceptibilidade do terreno frente aos processos erosivos. A relação entre densidade de 
drenagem e permeabilidade é inversamente proporcional; quanto maior a densidade de 
drenagem, maior é a impermeabilidade do terreno. Consequentemente, maiores são o 
escoamento superficial e as erosões laminar e linear (Horton, 1945). Desta forma, há 
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 126/388
maior transporte de sedimento, ocasionando a perda do solo e da sua fertilidade, e 
ocasionando o assoreamento e contaminação dos corpos hídricos superficiais. Nesse 
sentido, analisando a Figura 129, observamos que o compartimento hidrográfico III 
apresenta maiores porcentagens das classes de alta e muito alta densidade de 
drenagem, consequentemente maior capacidade à produção de sedimentos.
6.13 Capacidade das Terras à Produção de Sedimentos da Bacia
A metodologia utilizada para a elaboração do mapa de capacidade das terras à 
produção de sedimentos da Bacia em estudo é descrita em IPT (2017) e em Falcetta et al. 
(2017), esta considera o parâmetro morfométrico de densidade de drenagem, visando a 
diferenciação das classes de potencialidade à produção de sedimentos, que culminará no 
mapa de capacidade e, consequentemente, na hierarquização qualitativa de bacias. 
Deste modo, a capacidade de produção de sedimentos é estimada combinando-se as 
classes de potencialidade das terras à produção de sedimento (Quadro 20) com as 
classes de densidade de drenagem (Quadro 23), conforme a matriz apresentada no 
Quadro 25 (Convenção: B – Baixa; M – Média; A – Alta; MA – Muito Alta).
Quadro 25 – Classes de Capacidade das Terras à Produção de Sedimento da bacia hidrográfica de 
captação de água do Córrego da Cascata
Potencialidade das 
Terras à produção 
de sedimento
Classes de Densidade de Drenagem
Baixa densidade Média 
densidade
Alta 
densidade
Muito alta 
densidade
Baixa B B M M
Média B M M A
Alta B M A MA
Muito Alta M A MA MA
Fonte: Elaborado pelos autores.
A Figura 130 apresenta o Mapa das classes de capacidade das terras a produção 
de sedimentos da bacia hidrográfica da captação de água do Córrego da Cascata
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 127/388
Figura 130 - Mapa das classes de capacidade das terras a produção de sedimentos da bacia hidrográfica 
da captação de água do Córrego da Cascata
Fonte: Elaborado pelos autores.
Capitação de água (SAAE)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 128/388
As características das classes de capacidade de produção de sedimentos da bacia 
hidrográfica da captação de água do Córrego da Cascata são descritas a seguir:
 Baixa (B): Compartimentos hidrográficos com baixa densidade de drenagem 
(entre 0,19591 – 0,86035 km/km²), combinadas às regiões de Baixa, Média e 
Alta potencialidade das terras à produção de sedimento. Também ocorre em 
regiões de média densidade de drenagem em áreas de baixa potencialidade à 
produção de sedimento. 
 Média (M): Compartimentos hidrográficos onde há média e alta densidade de 
drenagem (entre 0,86035 - 1,52478 km/km²). Também ocorrendo por meio das 
combinações entre baixa densidade de drenagem e Muito Alta potencialidade à 
produção de sedimentos; e entre Muito Alta densidade de drenagem combinada 
a baixa potencialidade à produção de sedimentos.
 Alta (A): Compartimentos hidrográficos em que há combinação entre Média 
Densidade de drenagem com Baixa Potencialidade à produção de sedimentos; 
Alta densidade de drenagem (entre 1,52478 – 2,18922 km/km²) com Alta 
Potencialidade e Muito Alta Densidade de drenagem (entre 2,18922 – 2,85365 
km/km²) com média potencialidade à produção de sedimentos.
 Muito Alta (MA): Compartimentos hidrográficos que apresentam Muito Alta 
densidade de drenagem (entre 2,18922 – 2,85365 km/km²) combinadas a 
regiões de Alta e Muito Alta potencialidade à produção de sedimentos. Também 
ocorre na combinação entre Alta densidade de drenagem com Muito Alta 
Potencialidade das à produção de sedimentos.
O Quadro 26 apresenta a área (em km2
e %) ocupada pelas classes de 
capacidade das terras à produção de sedimentos da bacia de drenagem da captação de 
água do Córrego da Cascata.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 129/388
Quadro 26 - Área (em km2
e %) ocupada pelas classes de capacidade das terras à produção de 
sedimentos que predominam na bacia.
Classes de capacidade à 
produção de sedimentos
Área 
(km2
)
Área 
(%)
Baixa 4,65 15,15
Média 14,36 46,75
Alta 8,27 26,91
Muito Alta 3,44 11,18
Total 30,72 100,00
Fonte: Elaborado pelos autores.
O Quadro 27 e a Figura 131 apresentam a área ocupada pelas classes de 
capacidade das terras à produção de sedimentos na bacia hidrográfica da captação de 
água do Córrego da Cascata, distribuídas por compartimento hidrográfico.
Quadro 27 – Área ocupada pelas classes de capacidade das terras à produção de sedimentos na bacia, 
subdivididas em compartimentos hidrográficos.
Classes de 
Capacidade à 
produção de 
sedimentos
Compartimento I Compartimento II Compartimento III Compartimento IV
Área 
(km2
)
Área 
(%)
Área 
(km2
)
Área 
(%)
Área 
(km2
)
Área 
(%)
Área 
(km2
)
Área 
(%)
Baixa 2,31 24,87 1,09 10,48 1,09 19,03 0,16 3,10
Média 3,40 36,64 5,66 54,63 1,83 31,86 3,47 65,15
Alta 2,55 27,47 3,02 29,14 1,46 25,49 1,23 23,15
Muito Alta 1,02 11,03 0,60 5,75 1,36 23,62 0,46 8,60
Total 9,29 100,00 10,37 100,00 5,75 100,00 5,32 100,00
Fonte: Elaborado pelos autores.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 130/388
Figura 131 - Distribuição das classes de capacidade à produção de sedimentos por compartimento 
hidrográfico.
Fonte: Elaborado pelos autores.
Para hierarquização dos compartimentos quanto à capacidade das terras à 
produção de sedimentos foram realizados cálculos adotando pesos de 1, 2, 3 e 4, para as 
classes baixa, média, alta e muito alta, respectivamente, por meio da relação entre os 
totais de área de cada classe e o peso correspondente. A partir desta ponderação, os 
compartimentos, quanto à capacidade das terras à produção de sedimentos, em ordem 
crescente de criticidade são I < IV < IV < III. Deste modo conclui-se que o compartimento 
de maior capacidade à produção de sedimentos é o III.
Sem o cálculo da ponderação, analisando os dados da Figura 131 e do Quadro 
27, observa-se que os compartimentos hidrográficos II e IV apresentam uma distribuição 
parecida, predominando suas terras na classe Média de capacidade das terras à produção 
de sedimentos, de 55% e 65%, respectivamente. O compartimento I tem suas terras 
também predominando na classe média (37%), porém as classes Alta (27%) e Baixa 
(25%) apresentam uma distribuição similar. Já o compartimento III apresenta uma 
distribuição uniforme entre todas as classes. Essas classes coincidem com áreas 
principalmente ocupadas por pastagens sem práticas conservacionistas em bordas da 
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 131/388
bacia, em classes média, alta e muito alta declividades em solos considerados muito 
suscetíveis à erosão (Argissolos abrúpticos), localizadas próximo às nascentes, nas 
bordas da bacia, o que gera uma preocupação ainda maior.
Assim, foi observado que o Compartimento III é o mais crítico, associado às áreas 
de pastagem sem conservação do solo, com concentrações de erosões paralelas e 
perpendiculares à curva de nível. A partir destes estudos serão indicadas, nos capítulos 
seguintes, medidas de prevenção e controle dos processos erosivos, principalmente no 
Compartimento III, e diretrizes de recomposição da vegetação nativa, na bacia do córrego 
da Cascata. Com isso, espera-se utilizar esta hierarquização como instrumento de gestão 
para o município.
7. CONSIDERAÇÕES GERAIS PARA O CONTROLE CORRETIVO DE 
PROCESSOS EROSIVOS LINEARES EM ÁREA URBANA E RURAL
Estudos de controle da erosão exigem a caracterização dos fatores e mecanismos 
relacionados às causas do desenvolvimento dos processos erosivos. O controle corretivo 
das erosões consiste na execução de um conjunto de obras, cuja finalidade primordial é 
evitar ou diminuir a energia do fluxo das águas pluviais sobre os terrenos desprotegidos 
tanto na área urbana quanto na área rural. 
A primeira etapa para o controle de erosões consiste na contenção da água pluvial 
que atinge a área por meio do escoamento superficial, por meio da implantação a 
montante à voçoroca de canais divergentes e ou de terraços em desnível para a 
condução da água interceptada até outros escoadouros naturais ou artificiais, onde a 
energia da enxurrada é dissipada (MACHADO et al., 2006b). Algumas alternativas para 
construção destas estruturas são o concreto armado ou alvenaria, gabiões, barragem de 
pedra, barragem de arame, barragem de tocos de árvores ou de bambus, canais 
escavados no solo com proteção vegetal ou tubulações de concreto ou aço (MARTINS & 
BAHIA, 1998).
Os itens a seguir descrevem algumas considerações e medidas para o controle de 
processos erosivos lineares tanto em áreas urbanas como em áreas rurais.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 132/388
7.1 Controle de processos erosivos urbanos
É importante considerar que não há uma técnica universal de controle da erosão, 
uma vez que os processos erosivos respondem aos tipos de solo, as condições da 
geomorfologia, da geologia e do clima, ao tipo de cultura plantada e ao planejamento das 
cidades.
A urbanização, uma das formas de uso do solo que mais acarretam alterações 
ambientais, impõe estruturas pouco permeáveis, influindo na diminuição da infiltração, 
com consequente concentração e aumento da velocidade das águas superficiais.
Na avaliação dos processos erosivos urbanos na bacia hidrográfica da capitação 
de água do Córrego da Cascata, cabem destacar como as principais causas do seu 
desencadeamento e evolução, além da região apresentar um solo arenoso extremamente 
suscetível à erosão, os fatores descritos a seguir.
O primeiro fator é o lançamento das águas pluviais no sistema de microdrenagem 
diretamente na cabeceira de drenagem, sem a presença de obras de dissipadores de 
energia. Além do aporte das águas vindas da rede de drenagem, deve-se considerar a 
grande quantidade de águas pluviais superficiais lançadas no mesmo local, oriundas da 
área urbana, que não apresenta bueiros e bocas de lobo para captar essas águas para o 
sistema de drenagem e a deficiência de captação do sistema de microdrenagem das 
águas pluviais. A Figura 132 ilustra essa situação.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 133/388
Figura 132 - Processo erosivo desencadeado pelo lançamento das águas pluviais da rede de 
microdrenagem diretamente na cabeceira de drenagem, sem a presença de obras de dissipadores de 
energia.
Fonte: Arquivo IPT (2021).
Como segundo fator, devem-se considerar os problemas relativos ao 
subdimensionamento das tubulações das águas pluviais oriundas da área urbana. É 
necessário levar em conta, durante o planejamento das obras de microdrenagem, o 
regime pluviométrico da região, destacando-se que, no período chuvoso, as vazões 
máximas decorrentes das fortes precipitações, são acrescidas pela intensa 
impermeabilização da área urbana. O último fator, mas não menos importante, é a falta de 
manutenção das obras.
Dessa forma, justifica-se a necessidade de se conhecer as características 
específicas de cada erosão, especialmente aquelas relacionadas à dinâmica de formação 
e desenvolvimento dos processos erosivos, objetivando a concepção dos projetos de 
controle, as quais serão abordadas. O escoamento da água superficial provocado pela 
ação antrópica é o principal fator externo que contribui para a formação desses processos 
erosivos, principalmente quando não há preocupação, na abertura de novos loteamentos
e conjuntos habitacionais, com práticas adequadas para minimizar esses processos.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 134/388
Além do papel desempenhado pela ação antrópica, as bacias onde ocorrem as 
erosões apresentam características naturais muito suscetíveis, que se tornam acentuadas 
em decorrência dos elementos do meio físico (solo arenoso, rocha friável, e lençol freático 
raso). Daí a importância de estudar a erosão para seu controle, levando-se em conta uma 
análise de toda a bacia de contribuição, como também, o futuro de expansão de 
ocupação.
Nas erosões onde ocorre a presença de surgências d´água provenientes do lençol 
freático (boçorocas), ocorrem o desenvolvimento acelerado das suas bordas, por meio da 
ação de “piping”. Em decorrência desse fenômeno, um dos maiores impactos, além da 
degradação do solo, é a grande quantidade de sedimentos transportados, provocando o 
assoreamento dos cursos d’água a jusante, comprometendo a qualidade e a quantidade 
da água.
7.1.1 Medidas estruturais
O desencadeamento e evolução dos processos erosivos nas áreas urbanas estão 
basicamente relacionados à expansão urbana descontrolada, a partir da execução de 
loteamentos, conjuntos habitacionais ou outros empreendimentos em locais não 
apropriados do ponto de vista geotécnico. De modo geral, essa condição é agravada pela 
deficiência ou inexistência de um sistema de drenagem superficial capaz de captar, 
conduzir e lançar adequadamente as águas pluviais e servidas. Outro aspecto importante, 
que contribui para esse agravamento, são os traçados inadequados do sistema viário, 
muitas vezes prejudicados pela falta de pavimentação, guias e sarjetas.
A concepção de medidas estruturais para estabilização/recuperação de um 
determinado processo erosivo passa, necessariamente, pelo perfeito conhecimento dos 
fatores e mecanismos relacionados às causas do seu desenvolvimento, das 
características do meio físico e das especificidades da erosão e sua dinâmica.
Embora existam processos erosivos com características semelhantes relacionadas 
com as características do meio físico e com os agentes desencadeadores, as 
especificidades de cada processo e sua dinâmica de evolução sempre deverão ser 
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 135/388
levadas em consideração, o que dificulta a generalização de soluções para a sua
estabilização/recuperação.
É importante destacar, que a geometria dos processos erosivos pode sofrer 
modificações após curtos períodos de chuvas, exigindo flexibilidade nos projetos de 
estabilização/recuperação. Durante a fase de execução das obras, adequações no 
projeto, frequentemente, são necessárias.
De modo geral, respeitando-se as premissas anteriormente fixadas, a elaboração 
de projetos para a estabilização ou recuperação de processos erosivos urbanos requer 
um conjunto de medidas principais, conforme ilustra a Figura 133.
Figura 133 – Conjunto de medidas corretivas da erosão urbana.
Medidas Corretivas da Erosão Urbana
Disciplinamento
das águas
superficiais
Disciplinamento
das águas
subterrâneas
Estabilização
dos taludes
Implantação e
conservação
das obras
Fonte: Arquivo IPT.
Na concepção do projeto, deve-se ter como preocupação básica a diminuição 
gradual da energia das águas captadas e a sua condução de forma controlada. De modo 
geral, as intervenções realizadas nos processos erosivos visam restaurar, recuperar ou 
estabilizar a área afetada.
Restaurar a área afetada corresponde a um conjunto de medidas que permite 
restabelecer as condições geométricas originais do terreno anteriores à ocorrência da 
erosão conforme pode ver visto de forma esquemática na Figura 134.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 136/388
Figura 134- Restauração da área afetada pelo processo erosivo.
Fonte: Arquivo IPT.
Recuperação corresponde a um conjunto de medidas que permite configurar outra 
geometria de modo que a área afetada possa ser utilizada para um determinado fim, 
conforme indicado esquematicamente na Figura 135.
Figura 135 - Recuperação da área afetada pelo processo erosivo.
Fonte: Arquivo IPT.
Por outro lado, estabilizar o processo erosivo corresponde a um conjunto de 
medidas que visa, somente, impedir sua evolução. Neste caso, a feição erosiva fará parte 
da paisagem, podendo ser totalmente vegetada ou implementados parques lineares no 
seu interior ou outros dispositivos de lazer. A Figura 136 indica, de forma esquemática, o 
processo de estabilização de uma erosão.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 137/388
Figura 136- Recuperação da área afetada pelo processo erosivo.
Fonte: Arquivo IPT.
Ressalta-se que, na maioria dos casos, “restaurar” uma área afetada é mais 
oneroso que recuperar essa área, que por sua vez, é mais onerosa que estabilizá-la. 
Para a alternativa de estabilização de processo erosivo, é necessário um conjunto 
de medidas que consistem em disciplinar as águas superficiais e subterrâneas, e 
estabilizar os taludes laterais. As águas pluviais e servidas, provenientes da bacia de 
contribuição, devem ser captadas e conduzidas desde a cabeceira do processo erosivo 
até um local adequado para descarga, onde a energia possa ser dissipada. A concepção 
do projeto deve-se ter como preocupação básica a diminuição gradual da energia das 
águas captadas, e a sua condução controlada, dentro ou fora da erosão (IPT, 1986). As 
estruturas indicadas para o disciplinamento das águas superficiais das erosões são:
 Canal ou galeria: objetiva captar e conduzir as águas pluviais e servidas até um 
local apropriado para descarga. Para essa estrutura devem ser respeitadas as 
velocidades máxima e mínima admissíveis de escoamento para evitar desgastes 
das estruturas e/ou seu assoreamento. Recomenda-se apoiar a estrutura do 
sistema de condução em terreno natural estável ou em berço de brita ou 
concreto;
 Canaletas e valetas vegetadas: correspondem às estruturas de desvio e de 
captação nas laterais do processo erosivo, assegurando a condução das águas 
até pontos de lançamentos (descidas d’água);
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 138/388
 Descidas d’água: têm como objetivo conduzir as águas captadas por outros 
dispositivos de drenagem, pelos taludes de corte, e promover a quebra de 
energia do fluxo d’água. Recomenda-se que seja incorporado à descida d’água 
o dissipador de energia contínuo, na forma de degraus ao longo de todo o 
talude;
 Dissipador de energia: são dispositivos destinados a dissipar energia do fluxo 
d’água, reduzindo a velocidade do escoamento por meio de estruturas 
localizadas.
A ação das águas subterrâneas é uma das principais causas do desenvolvimento 
lateral e remontante dos processos erosivos do tipo boçoroca. Ao atingir o lençol freático, 
os mecanismos de evolução do processo são intensificados em função do surgimento de
gradiente piezométrico que, ao emergir no pé do talude, remove as partículas sólidas, 
estabelecendo o processo de erosão regressiva (entubamento ou piping). Ocorre também 
a liquefação do material arenoso, gerando uma diminuição da coesão do solo e 
consequente solapamento do talude (IPT, 1986). O tratamento convencional é feito com a 
aplicação de drenos enterrados, visando à drenagem das águas subsuperficiais para 
impedir a remoção do solo pelo piping. Os principais tipos de drenos recomendados são:
 Trincheira Drenante: tem como objetivo drenar as águas de subsuperfície 
provenientes da base dos taludes laterais do processo erosivo e conduzi-las até 
a base do canal de drenagem. Para garantir a eficácia das trincheiras, evitando 
a sua colmatação, é fundamental a utilização de manta de geotêxtil em todo o 
contorno da mesma;
 Dreno de Talvegue: tem por finalidade rebaixar o lençol freático na região do 
canal de drenagem, evitando-se assim a formação de pressões neutras na base 
do canal. As mesmas considerações prescritas para as trincheiras drenantes 
quanto à colmatação devem ser consideradas para o dreno de talvegue.
Por fim, as medidas para a estabilização dos taludes dos processos erosivos 
contemplam, de modo geral, retaludamentos, proteção vegetal dos taludes contra a ação 
erosiva promovida pelas águas de escoamento superficial ou lançamento concentrado. 
Em função das características dos solos existentes na área de estudo e quando ocorrer 
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 139/388
inclinações elevadas dos taludes de corte, recomenda-se a utilização de biomantas para 
promover sua proteção superficial vegetal.
 Retaludamento: consiste em suavizar a inclinação do talude para que este seja 
estável. Para isto são previstas áreas de corte e aterro. A análise de estabilidade 
do talude deve apresentar coeficientes de segurança compatíveis aos 
mencionados na Norma ABNT/NBR 11682 (2009);
 Biomantas: são esteiras constituídas de fibras vegetais desidratadas que são 
entrelaçadas por meio de costuras de fios, látex natural, colas ou ainda grelhas 
de polipropileno. Protegem o solo da erosão superficial, retendo a umidade por 
mais tempo, proporcionando assim condições mais adequadas de germinação e 
desenvolvimento das espécies vegetais semeadas, além de fornecer nutrientes, 
pois são degradáveis e servem de fonte de matéria orgânica para o solo.
Outro aspecto de fundamental importância diz respeito ao acompanhamento do 
desempenho da solução empregada, nos anos seguintes à sua execução, uma vez que, a 
maioria das obras, por melhor concebida, requer medidas corretivas complementares 
após as estações chuvosas subsequentes (CARVALHO et al. 2006).
7.1.2 Medidas não estruturais
As medidas não estruturais devem ser planejadas e executadas de forma contínua, 
visando a prevenção de acidentes nas áreas de risco e a minimização das suas 
consequências, enquanto não são executadas intervenções emergenciais ou definitivas 
(adaptado de Ministério das Cidades/Cities Alliance, 2006).
Entre as principais medidas, destacam-se:
 Vistorias periódicas e sistemáticas nas áreas de risco por técnicos especializados, 
para observação de possíveis evoluções dos processos erosivos, para registro de 
novos processos e tomada de ações junto à população quando novas situações de 
risco foram observadas;
 As equipes responsáveis pelo monitoramento de cada área devem ser compostas, 
de preferência, sempre pelos mesmos profissionais, para que estes adquiram 
maior conhecimento sobre a área e possam ter condições para avaliar o grau de 
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 140/388
evolução dos processos;
 Orientação aos moradores visando inibir intervenções que possam produzir novas 
situações de risco, tais como, construção de novas moradias em locais 
inadequados, lançamento de lixo, entulho ou água servida no interior da erosão;
 Sinalizar e isolar o entorno do processo erosivo de modo a garantir que animais e 
pessoas, principalmente crianças, não circulem junto à crista dos taludes e no 
interior das erosões;
 Disponibilização de um plantão de atendimento público e outros canais 
permanentes de comunicação com os moradores das áreas de risco para 
apresentação de demandas de manutenção, solicitação de vistorias e informação 
sobre “problemas que podem causar risco”; e
 Instituir núcleos comunitários, constituídos por moradores das áreas de risco, 
voluntários e lideranças populares, informados e capacitados, de modo que 
possam envolver a população nas ações de prevenção, monitoramento e 
fiscalização das áreas de risco.
Em paralelo, medidas preventivas para evitar a ocorrência de novos processos 
erosivos em áreas urbanas passam pela necessidade do desenvolvimento de soluções 
normativas em relação à legislação do parcelamento do solo urbano e ao código de 
obras, conforme as características do meio físico encontrado.
Um instrumento que apresenta as características do meio físico, apontando as 
limitações e potencialidades dos terrenos para a ocupação urbana ante os processos 
erosivos, é denominado Carta de Risco ou Carta Geotécnica. As orientações da Carta 
Geotécnica podem ser utilizadas no Plano Diretor, na lei do parcelamento do solo urbano, 
com orientações para a administração municipal na determinação das diretrizes dos 
projetos de loteamento em áreas de grande suscetibilidade aos processos erosivos, no 
código de obras, com o desenvolvimento de soluções normativas de obras de controle de 
erosões e diretrizes do sistema viário, entre outras. Pode auxiliar também na 
determinação do zoneamento de uso do solo, na delimitação do perímetro urbano e no 
direcionamento do vetor preferencial de expansão urbana.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 141/388
A carta geotécnica pode orientar também a Prefeitura na escolha e seleção de 
áreas para instalação de futuros conjuntos habitacionais ou loteamentos populares de 
caráter social, que são, atualmente, potencializadores de processos erosivos, por serem 
executados geralmente em terrenos de menores custos, situados em áreas mais 
problemáticas sob o ponto de vista geotécnico.
Todo projeto de contenção de erosão linear deve considerar suas especificidades, 
apesar de existirem erosões cujos processos e mecanismos erosivos são comuns, o que 
dificulta a generalização de soluções padrões para um determinado conjunto de 
boçorocas.
7.2 Controle de processo erosivo linear na área rural
O objetivo básico deste item é justamente apresentar a utilização de práticas 
conservacionistas, como passo inicial de um projeto maior: redefinir a forma de relação 
entre as sociedades rurais e a natureza, conduzindo a uma exploração racional dos 
recursos naturais e evitando a degradação dos mesmos. Diversas técnicas são 
apresentadas neste item de modo brevemente descritivo, não tendo os autores o objetivo 
ensinar passo a passo a execução das mesmas, pois que demandaria extenso trabalho 
de pesquisa e compilação de dados com adequada análise de custos e quantificação de 
materiais necessários. Pretende-se, dessa forma, contribuir quanto à apresentação de 
alternativas passíveis de uso no controle de erosão e contenção de áreas instáveis, sendo 
necessário realizar o aprofundamento quanto às técnicas mencionadas e busca de auxílio 
profissional qualificado no que diz respeito à correta seleção e emprego das mesmas. O 
emprego dos métodos e técnicas apresentados destina-se prioritária, mas não 
exclusivamente, às áreas rurais, podendo ser adaptados para uso em área urbana, 
guardadas respectivas especificidades.
As técnicas aqui abordadas são de fácil execução, não exigindo grandes recursos 
financeiros para seu emprego nas respectivas propriedades rurais.
A erosão nas áreas rurais é causada pelas recentes mudanças no uso e ocupação 
das terras. A substituição da cobertura florestal por cultivos, pastagens e silvicultura de 
monocultura tem se intensificado de ano para ano. A energia de impacto das gotas de 
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 142/388
chuva diretamente sobre o solo desprotegido e a velocidade de escoamento superficial 
são fatores determinantes para desencadear a erosão hídrica e dependem 
fundamentalmente do tipo de cultura existente no solo. As estradas vicinais são também 
grande indutor em desencadear a erosão pelo manejo inadequado do escoamento dessas 
águas ou escoamento proveniente das áreas adjacentes cultivadas que são direcionadas 
para as estradas causando problemas nos taludes e no sistema viário e também é o 
caminho mais rápido para transportar os sedimentos para o sistema de drenagem da 
bacia, ocasionando o assoreamento.
O modelo de ocupação e a forma de uso da terra têm sido um processo 
desordenado em todo o país, com a retirada da vegetação para a prática de cultivos, não 
levando em conta áreas sensíveis à degradação ambiental. Este processo é acelerado 
pelo homem com a intensificação das técnicas de manejo rural, com o intuito de aumentar 
a produtividade. Tal fato tem mudado severamente a paisagem rural, marcada por intensa 
degradação ambiental. Não é diferente na bacia hidrográfica do córrego da Cascata, que 
também sentiu os reflexos desta ocupação.
Na avaliação dos processos erosivos rurais na bacia hidrográfica do córrego da 
Cascata, cabe destacar como as principais causas do seu desencadeamento e evolução, 
além da região apresentar um solo arenoso, extremamente suscetível à erosão. No 
Domínio de rochas arenosas do Grupo Bauru, estão ligados à atividade antrópica, com o 
uso inadequado também contribui para a formação de processos erosivos. É preciso 
atenção especial às áreas com solo exposto ou mesmo entre um plantio e outro, em que 
o solo fica sem vegetação e neste curto período de tempo o processo erosivo é intenso, 
pois ocorre a perda de solo e principalmente de nutrientes. Atenção especial deve ser 
dada também, às áreas inclinadas onde a erosão pode ser acelerada.
O controle da erosão nas áreas rurais destaca-se fundamentalmente com a 
utilização de práticas agrícolas de conservação do solo, adoção de medidas contra a 
erosão associada a estradas e o fornecimento de subsídios visando ao planejamento da 
ocupação agrícola. Dada a características de suscetibilidade erosiva, produção de 
sedimentos e hierarquização dos compartimentos hidrográficos, produtos desse estudo, é 
necessária a recomendação para que os proprietários executem práticas de conservação 
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 143/388
do solo, para diminuir o aporte de águas pluviais para os talvegues degradados, bem 
como, outras medidas integradas de controle de erosão, principalmente nas estradas 
vicinais. A conservação do solo é uma das principais medidas que um agricultor deve se 
atentar para evitar a erosão de sua propriedade.
A ocorrência de erosão pode provocar poluição e assoreamento dos mananciais. 
Além disso, a erosão pode causar prejuízos diretos na produção, devido ao desgaste do 
solo e ao arraste dos insumos agrícolas. O uso e manejo inadequados do solo reduzem 
também a cobertura vegetal e a infiltração da água no solo, fazendo com que ocorra 
escorrimento superficial causando a erosão.
A adoção de práticas de conservação do solo visa diminuir ou minimizar os efeitos 
erosivos, conciliando a exploração econômica com a preservação dos recursos naturais 
solo e água. É importante ressaltar que essas práticas não eliminam a necessidade de 
adubação, já que as perdas de nutrientes não cessam completamente, ocorrendo também 
por meio dos produtos agrícolas ou animais.
Para sistemas de pastagens, boas práticas de manejo, como plantio de 
leguminosas em consórcio com gramíneas, rotação de pastos e o não uso do fogo, são 
benéficas para o controle da erosão. O uso de leguminosas, quando em consórcio, além 
de melhorar a qualidade da forragem para o gado, fornece nitrogênio à gramínea, 
melhorando seu desenvolvimento vegetativo. A rotação do pasto permite seu corte mais 
homogêneo, facilitando uma rebrota uniforme da gramínea e uma melhor cobertura do 
solo. Quando essa prática é adotada em conjunto com o não uso do fogo, seus benefícios 
são maiores por reduzir as perdas de nutrientes pela erosão (EMBRAPA, 2003).
Nas áreas de pastagens, na época de reforma ou implantação, é aconselhável 
construir terraços, para disciplinar o escoamento da água de chuva, cujo 
dimensionamento deve ser orientado por técnico experiente (WADT, 2003).
Para culturas perenes e agroflorestais, normalmente os maiores problemas de 
erosão ocorrem nos primeiros anos de implantação quando as espécies arbustivas ou 
arbóreas se apresentam pouco desenvolvidas e assim produzem uma cobertura do solo 
insuficiente, como pode ser observado na Figura 137. Nesse caso, as técnicas mais 
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 144/388
recomendadas são o cultivo em nível, a construção de terraços e o plantio de 
leguminosas, como adubos verdes, intercaladas com as espécies comerciais.
Figura 137 – Cultura perene (café) recém-plantada com pouca cobertura do solo. (Ponto GA-104. 
Coordenadas UTM: 640.413 / 7.542.827, 22K, WGS 84)
Fonte: Arquivo IPT.
No caso de áreas agrícolas cultivadas com espécies de ciclo curto (culturas 
temporárias) que exigem constante preparo do solo, as práticas conservacionistas mais 
recomendadas são o plantio direto na palha, plantio em nível e a construção de terraços 
(Figura 138).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 145/388
Figura 138 – Área agrícola cultivada com espécies de ciclo curto (amendoim), com plantio em nível. 
(Ponto GA-95. Coordenadas UTM: 642.156 / 7.542.851, 22K, WGS 84).
Fonte: Arquivo IPT.
Segundo Bertoni & Lombardi (1990) todas as técnicas utilizadas para aumentar a 
resistência do solo ou diminuir as forças do processo erosivo denominam se práticas 
conservacionistas. As práticas conservacionistas podem ser divididas em: edáficas, 
vegetativas e mecânicas, conforme se utilizem modificações nos sistemas de cultivo, na 
vegetação, ou se recorra à construção de estruturas de terra para a contenção do 
escoamento superficial, respectivamente. Cada uma dessas práticas resolve apenas 
parcialmente o problema e, para que a solução seja realmente eficiente, elas devem ser 
aplicadas simultaneamente (Figura 139).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 146/388
Figura 139 – Práticas de controle da erosão.
Fonte: EMBRAPA (2003).
A disseminação, aplicação e fomento de práticas de conservação do solo junto aos 
proprietários rurais proporcionam a redução do assoreamento nos cursos d’água e 
melhoria na capacidade de infiltração da água no solo. Essas práticas consistem em 
modificar o sistema de cultivo, a fim de ter controle da área que sofreu erosão, fazendo 
com que mantenha ou até aumente a fertilidade do solo. 
As técnicas conservacionistas mais utilizadas são adubação mineral, plantio em 
nível, adubação orgânica, pastagem, reflorestamento, adubação verde, sistemas de 
culturas, calagem, controle de queimadas, cobertura morta, rotação de cultura, cordões 
de vegetação permanente, cultivo mínimo e plantio direto. A escolha dos métodos 
adequados leva em conta aspectos ambientais e socioeconômicos de cada propriedade 
(BERTONI & LOMBARDI, 1990). A seguir um breve comentário das práticas 
conservacionistas mencionadas.
7.2.1 Prática de caráter Edáfico
As práticas de caráter edáfico são aquelas que, com modificações no sistema de 
cultivo, além do controle da erosão, mantêm-se ou melhoram a fertilidade e as condições 
morfológicas do solo na fase de plantio e condução da lavoura, possibilitando um 
crescimento rápido e sadio das plantas que promovem uma maior cobertura e proteção 
do solo contra a chuva/erosão.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 147/388
As práticas de caráter edáfico tratam das práticas mecânicas de controle do 
escoamento superficial e consequentemente dos processos erosivos na bacia de 
contribuição. As águas superficiais pluviais são interceptadas por estruturas que visam à 
retenção e infiltração dessas águas, diminuindo o aporte de águas pluviais nas cabeceiras 
de drenagem.
Em função das características dos terrenos da área propõe-se a implantação de 
terraços em nível, que se constitui numa das práticas mecânicas de controle dos 
processos erosivos, onde as parcelas do terreno estão dispostas adequadamente em 
relação ao declive da área da bacia. Estas práticas têm a finalidade de parcelar o terreno 
conforme o comprimento de rampa da vertente, possibilitando a redução da velocidade do 
escoamento superficial. Parte da água se infiltra no solo e aquela água que fica retida no 
interior do canal se evapora. São práticas que facilitam o escoamento até um ponto 
estável do leito de drenagem natural.
Os terraços são constituídos de um canal e um camalhão ou dique levantado com 
terra removida do canal. O terraceamento corresponde ao conjunto de terraços de uma 
determinada vertente, nos quais seus espaçamento e características são determinados 
por algumas variáveis, que devem ser equacionadas pela Secretária de Agricultura. A 
adoção desta técnica de controle deve ser realizada um estudo criterioso das 
características locais de clima, solo e relevo, avaliando-se os sistemas de cultivo 
adotados e tipos de culturas favoráveis a tais condições (EMBRAPA, 2003). 
Somente a cobertura do solo e as práticas edáficas de conservação do solo não 
são suficientes para o completo controle da erosão do solo. Há necessidade de fazer uso 
práticas mecânicas de conservação do solo que minimizem o escorrimento superficial.
7.2.2 Práticas de caráter Vegetativo
Práticas de caráter vegetativo são aquelas que se valem da vegetação para 
proteger o solo contra a ação direta da precipitação, minimizando o processo erosivo. A 
manutenção de cobertura adequada no solo é um dos princípios básicos para a sua 
conservação.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 148/388
Práticas vegetativas correspondem aos benefícios da vegetação que promove uma 
proteção direta do solo, amenizando o impacto das gotas de chuva pela interceptação, 
dispersão, evaporação, aumento do atrito e diminuição da velocidade do escoamento 
superficial. A vegetação atua ainda fornecendo matéria orgânica e nutrientes, 
incorporando carbono e favorecendo a atividade biológica do solo.
As práticas de caráter vegetativo compreendem a adoção de culturas em faixas, 
alternância de capinas, adubação verde, rotação de culturas, plantio em nível, faixa de 
vegetação e o plantio direto que tem se mostrado muito eficiente no controle da erosão 
laminar.
7.2.2.1 Culturas em Faixas
Culturas em faixas correspondem à disposição da prática agrícola no terreno. Pode 
ser de largura variável e com alternância de culturas (plantas que oferecem pouca 
proteção ao solo com outras de crescimento denso). Trata-se de uma prática complexa, 
pois, necessita da combinação com outras, tais como plantio em contorno, rotação de 
culturas e terraços.
Como prática de controle da erosão laminar é bastante eficiente; principalmente no 
emprego de culturas anuais. Deve ser orientada no sentido das curvas de nível do 
terreno, alternando a disposição das culturas mais densas (milho, milheto, sorgo), com 
culturas menos densas (amendoim, algodão, feijão, mandioca).
7.2.2.2 Alternância de Capinas
A alternância de épocas em que se realizam capinas em faixas paralelas, 
principalmente durante o período chuvoso, constitui prática sem custo adicional ao 
produtor e exerce papel importante na redução das perdas por erosão, tanto em culturas 
anuais com perenes. Pode ser aplicada também para o lançamento de herbicidas nas 
culturas, como substituição à capina.
Consiste em fazer as capinas sempre alternando uma ou duas faixas e depois de 
algum tempo voltar a capiná-las. A capina deve sempre ser iniciada do ponto mais alto da 
vertente em direção a jusante.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 149/388
7.2.2.3 Adubação Verde
A técnica da adubação verde consiste no cultivo de plantas enriquecedoras do 
sistema de produção, que conferem aumento de produtividade de até 50% e melhoria 
significativa no padrão comercial do produto orgânico.
Para realização desta prática utiliza-se as leguminosas para a fixação biológica de 
nitrogênio e as gramíneas para fixação de carbono e melhoria da estrutura física do solo.
A adubação verde é uma prática agrícola milenar que se destaca como uma 
alternativa na busca pela sustentabilidade dos solos agrícolas com a adição de matéria 
orgânica no solo que, a longo e médio prazo poderá trazer benefícios ao solo, os quais 
estão relacionados ao uso de diferentes espécies de plantas, de preferência, as 
leguminosas: Crotalaria juncea e C. spectabilis, Mucuna nivea - mucuna-cinza, Mucuna 
aterrina - mucuna-preta, Dolichos lablab - lab-lab, Canavalia ensiformis - feijão-de-porco, 
Cajanus cajan - feijão-guandu. A adubação verde possui caráter multifuncional, uma vez 
que associa aspectos da conservação do solo e manutenção da fertilidade (SOLERA, 
2018). Além disso, a prática da adubação verde consiste no cultivo e no corte de plantas, 
independente do estágio vegetativo, com ou sem a incorporação da fitomassa.
Como controle da erosão, essas plantas, quando vivas, servem para a proteção do 
solo contra a ação direta da chuva. Depois de enterradas melhoram as condições físicas 
do solo, devido ao aumento da matéria orgânica, favorecendo do crescimento de novas 
espécies. As espécies mais utilizadas são as leguminosas, pois além de matéria orgânica, 
incorporam também o nitrogênio ao solo.
7.2.2.4 Rotação de Culturas
Rotação de culturas corresponde ao sistema de alternar diferentes culturas em um 
mesmo terreno, numa sequência de acordo com um plano definido. Para o controle da 
erosão, recomenda-se que a rotação seja realizada em faixas em nível. Pode ser 
praticada entre culturas anuais ou utilizando-se de outras culturas de ciclos mais longos 
como cana de açúcar, mandioca e até mesmo pastagens.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 150/388
7.2.2.5 Plantio em Nível
O cultivo em nível ou em contorno consiste em dispor, além de todas as operações 
de cultivo e preparo do solo, as linhas de semeadura ou plantio no sentido transversal à 
pendente do terreno, por meio do uso de curvas de nível e linhas em contorno. Para as 
linhas em contorno, o ideal é que elas estejam sempre no mesmo nível, acompanhando 
as curvas de nível ou, quando não for possível, que estejam próximas delas, porém, 
sempre transversais ao sentido da declividade. Essas curvas funcionam como obstáculos 
à enxurrada, diminuindo sua velocidade. Desta forma, ajudam a reter os elementos 
solúveis e facilitam a infiltração da água no solo.
Por meio dessa prática, as fileiras de plantas, bem como os sulcos de semeadura 
ou do preparo do solo, são obstáculos para o livre percurso da enxurrada, amenizando os 
processos erosivos. Não obstante, as curvas de nível, além de ser um obstáculo ao 
movimento de água, também proporcionam a sua infiltração no solo. A declividade 
máxima do solo recomendada para essa prática é de até 3%. O cultivo em nível pode 
reduzir em mais de 50% as perdas de solo pela erosão, porém, essa prática, 
isoladamente, não controla todos os processos erosivos, sendo necessário associá-la 
com outras práticas conservacionistas que serão vistas adiante (EMBRAPA, 2003).
Cada prática, aplicada isoladamente, previne apenas de maneira parcial o 
problema. Para uma prevenção adequada da erosão, faz-se necessária a adoção 
simultânea de um conjunto de práticas, pois nenhuma prática isolada obedece aos três 
princípios de controle de erosão (redução do impacto do efeito da gota de chuva; redução 
do escoamento superficial e melhoria das condições de infiltração de água no solo).
7.2.2.6 Faixa de Vegetação Permanente
São faixas ou cordões de vegetação permanente, com fileiras de plantas perenes e 
de crescimento denso, dispostas com determinado espaçamento horizontal e sempre em 
nível.
A eficácia desta prática diminui a energia da enxurrada e favorece a deposição dos 
sedimentos que estão sendo transportados. A vantagem é a facilidade de execução em 
relação aos terraços; porém, como inconveniente, a área destinada às culturas anuais fica 
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 151/388
reduzida. Este tipo de prática é bastante utilizado no controle da erosão eólica, como 
barraventos das sedes de fazendas, utilizando-se principalmente espécies de eucalipto.
7.2.2.7 Plantio Direto
Atualmente, o plantio direto é a forma de manejo dominante nas áreas agrícolas 
brasileiras, ficando, os demais, restritos às culturas que não se adaptam a esse tipo de 
plantio. Pode-se considerar que o plantio direto revolucionou a agricultura, uma vez que 
os problemas decorrentes da erosão foram amenizados, com redução nos custos de 
produção.
O plantio direto (SPD) é um sistema muito adequado para o controle da erosão 
superficial, em razão da manutenção dos restos vegetais na superfície e da mínima 
movimentação do solo. Sistemas de culturas em rotação, cobertura permanente do solo 
por plantas vivas ou mortas e mobilização mínima do solo são os principais componentes 
do SPD (FRANCHINI et al., 2009). Assim, o SPD é reconhecidamente uma das melhores 
alternativas para promover boas condições físicas, químicas e biológicas do solo.
Atualmente, o plantio direto está bem consolidado nas áreas agrícolas brasileiras, 
embora ainda existam alguns aspectos que desafiam a pesquisa na busca de solução 
para tornar o sistema cada vez mais eficiente. Algumas vantagens do plantio direto são:
 Controle de erosão;
 Mais matéria orgânica disponível no solo;
 Melhor estrutura do terreno;
 Diminuição da compactação;
 Melhora das características físicas e químicas do solo;
 Menor perda de água da terra;
 Conservação da umidade do solo;
 Regulação da temperatura do solo;
 Manutenção do equilíbrio na temperatura do solo com a palha e restos de materiais;
 Maior atividade biológica;
 Aumento na vida útil das máquinas agrícolas e economia de combustível;
 Redução dos custos e produção;
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 152/388
 Semeadura das culturas em época adequada;
 Menor assoreamento de rios, lagos e barragens;
 Maior produtividade das culturas;
 Diminuição na contaminação dos cursos de água.
Assim, várias são as vantagens do sistema de plantio direto, tanto para o solo 
como para o ambiente. As desvantagens a serem destacadas são a exigência de 
semeadoras especiais, impossibilidade de implantação em áreas com elevada infestação 
de plantas invasoras e possível aumento de pragas e doenças.
A implantação do sistema plantio direto exige certos cuidados por parte do 
agricultor, a fim de evitar problemas futuros na lavoura. O ideal é que seja feito de forma 
gradual, primeiramente nas melhores áreas da propriedade, expandindo para as demais 
com o passar do tempo (EMBRAPA, 2003).
7.2.3 Práticas de caráter Mecânico
As práticas de caráter mecânico são aquelas que utilizam estruturas artificiais, 
visando a interceptação e/ou condução do escoamento superficial. Esta interceptação 
pode ser feita por meio de terraços, canais escoadouros ou divergentes, bacias de 
captação (retenção) de águas pluviais, barragens, entre outras, onde será armazenada 
até sua infiltração, evaporação ou, ainda, ser utilizada por animais. O terraceamento de 
terras agrícolas é uma das práticas de controle da erosão hídrica mais difundidas entre os 
agricultores. A principal função do terraçeamento é diminuir o comprimento dos lançantes 
e promover a infiltração da água. 
Os terraços podem ser classificados quanto à função que exercem, à largura da 
base ou faixa de terra movimentada, ao processo de construção, à forma do perfil do 
terreno e ao alinhamento (EMBRAPA, 2003). 
Os terraços quanto à sua função podem ser locados em nível, em desnível ou 
misto. Os terraços em nível possuem as extremidades bloqueadas e têm a função de 
acumular e infiltrar a água, e são recomendados para áreas com boa permeabilidade e 
declividade de até 12%. Os terraços em desnível apresentam pequeno gradiente ao longo 
de seu comprimento e conduzem a água para as laterais, sendo mais adequados, para 
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 153/388
áreas com menor permeabilidade e/ou declividades superiores a 12%. Os terraços mistos 
englobam os dois tipos anteriores, ou seja, são projetados em pequeno desnível e com 
capacidade de acumulação de água que ao ser excedido, escoa pelas laterais (PRUSKI 
et aI., 2006). Este último tipo de terraço procura somar as vantagens dos outros dois, mas 
agrega também as desvantagens de ambos.
As Figura 140 a Figura 142 ilustram os principais tipos de terraços. Sempre que 
houver possibilidade (condições técnicas), é preferível optar por terraços de base larga.
Figura 140 – Tipos de terraços quanto à construção.
Fonte: EMBRAPA (2003).
Figura 141 – Tipos de terraços quanto à largura.
Fonte: EMBRAPA (2003).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 154/388
Figura 142 – Tipos de terraços quanto à função.
Fonte: EMBRAPA (2003).
As práticas de terraceamento, curvas de nível e barragens de contenção quando 
utilizadas em associação são bastante eficientes, pois evitam a erosão e perdas de 
nutrientes, além de ter papel fundamental na recarga do lençol freático, pois ajuda na 
infiltração da água no solo (BERTOLINI, et al., 1989).
Desta forma, deve-se proceder a uma análise criteriosa dos vários tipos de terraços 
existentes e verificar qual o que mais se adequa às condições locais antes do início da 
construção (MANUAL OPERATIVO DA SRH-CE, 1999).
Na escolha da forma de secção transversal do terraço, o relevo é o fator de maior 
importância a ser considerado (BERTOLINI et al., 1989). No Quadro 28, a seguir, 
relacionam-se as classes de declive mais recomendadas para cada tipo de terraço.
Quadro 28 - Tipos de terraços recomendados em função da declividade do terreno.
Declividade (%) Tipo de Terraço 
Recomendado
2 - 8 Base Larga
8 – 12 Base Média
12 – 18 Base Estreita
18 - 50 Em patamar
Fonte: Adaptado de Bertolini et al. (1989).
Um dos métodos mais eficientes de contenção de enxurradas (escoamento 
superficial) são as bacias de infiltração, também conhecidas como bacias de contenção, 
bacias de retenção, “barraginhas” ou bolsões. As “barraginhas” são pequenos 
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 155/388
reservatórios que possuem a forma de bacia, construídos nos terrenos, ou seja, é uma 
área escavada que tem como principal função a contenção das enxurradas, por meio da 
coleta da água que escoa em excesso em propriedades rurais ou estradas vicinais e a 
recarga de água subterrânea (EMATER, 2005). As Figura 143 e Figura 144 ilustram 
bacias de retenção que ocorrem na área. 
Figura 143 – Bacias de retenção na lateral da estrada vicinal. (Ponto GA-21. Coordenadas UTM: 
642.274 / 7.541.105, 22K, WGS 84)
Fonte: Arquivo IPT.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 156/388
Figura 144 – Bacias de retenção em área de pastagem. (Ponto GA-72. Coordenadas UTM: 642.945 / 
7.543.845, 22K, WGS 84)
Fonte: Arquivo IPT.
O sistema de bacias de contenção traz diversos benefícios, como por exemplo, a 
diminuição da erosão do solo, evitando a perda de nutrientes, promove a recarga do 
lençol freático o que aumenta o nível de água no interior do solo, contribuindo para a 
conservação de nascentes e de mananciais de água. Além disso, as barraginhas ao 
reterem as enxurradas, possuem em seu interior sedimentos e outros elementos (terra, 
adubo, pesticidas) que são carreados, protegendo as baixadas e corpos d’água do 
assoreamento e contaminação (EMATER, 2005).
Contudo para a efetiva estabilização dos processos erosivos torna-se fundamental 
o restabelecimento da cobertura vegetal sobre o solo (POMPÉIA, 2005), que é 
contemplada por meio de outras ações complementares, tais como a bioengenharia e o 
uso de espécies nativas e exóticas.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 157/388
7.3 Bioengenharia de Solos na prevenção e correção de processos 
erosivos
Inúmeras são as medidas de prevenção e correção desenvolvidas e utilizadas na 
recuperação dos processos erosivos. Em áreas propensas a erosões, a busca de práticas 
que utilizem técnicas de natureza mecânica, física e edáfica que aumente a infiltração do 
excesso do fluxo hídrico e contribua para retenção da água por meio do uso adequado do 
solo, são fundamentais para diminuir o potencial erosivo da chuva (NARDIN et al., 2010).
Vale ressaltar que um plano de controle da erosão não deve ser abordado de forma 
isolada, mas como um conjunto de medidas para a estabilização de toda a área afetada. 
Segundo BERTONI & LOMBARDI NETO (2010) o controle é realizado com os seguintes 
objetivos: 
 Intercepção da enxurrada acima da área de erosões, com terraços; 
 Retenção da enxurrada na área de drenagem, por meio de práticas de cultivo, 
de vegetação e estruturas especificas;
 Eliminação dos sulcos e ravinas, com acertos do terreno executados com 
equipamentos de movimentação de terra; 
 Revegetação da área; 
 Construção de estruturas para deter a velocidade da água ou até mesmo 
armazená-las; 
 Completa exclusão do gado; e
 Controle da sedimentação dos sulcos e ravinas ativas.
Além das medidas de engenharia convencionais para controle de processos 
erosivos, pode-se adotar as técnicas de bioengenharia de solos associadas ou não às 
técnicas convencionais.
As técnicas de bioengenharia de solos/engenharia natural empregam o uso da 
vegetação e materiais inertes que possam estar disponíveis na região, como alternativa 
mais natural para recuperar solos degradados a curto e médio prazo. Muitas são as 
técnicas inseridas nessa tecnologia onde cada técnica possui uma função específica com 
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 158/388
aptidão para controlar processos erosivos, especialmente quando se refere à forma de 
uso do material.
Dessa forma, as técnicas de bioengenharia de solos, sob o ponto de vista 
ecológico, são vistas como uma alternativa que pode contribuir com a solução de 
problemas em áreas que sofrem processos erosivos naturais ou decorrentes da remoção 
da cobertura vegetal protetora, quando aparecem outras formas de uso e ocupação do 
solo (agricultura, pastagens, ocupação urbana, entre outros usos). Essa tecnologia tem 
como premissa minimizar o grau de artificialidade em suas intervenções (FERNANDES; 
FREITAS, 2011), privilegiando a vegetação como material estrutural (sistema radicular), 
além de utilizar materiais inertes naturais como pedras e madeira, este último, irá criar 
condições para que a vegetação se reestabeleça na área degradada por meio de sua 
decomposição (MOSCATELLI et al., 2009). 
A bioengenharia de solos é uma associação de alternativas, envolvendo elementos 
biologicamente ativos em obras de estabilização de solo e de sedimentos, em conjunto 
com elementos inertes, tais como: concreto, madeira, ligas metálicas, polímeros e mantas 
confeccionadas com fibras vegetais, conhecidas por biotêxteis (RIBEIRO et al., 2010). Em
decorrência de seu baixo custo, requerimento técnico relativamente simples para 
instalação e manutenção, adequação paisagística e ambiental, a bioengenharia de solos 
tem encontrado largo campo de aplicação (PEREIRA & COELHO, 2006), dentre eles, o 
controle de processos erosivos. Como alternativas utilizadas para auxiliar no controle de 
erosões podem ser utilizadas biomantas, hidrossemeadura, paliçadas, espécies vegetais 
que contribuam para a estabilização do processo erosivo, como o capim Vetiver; 
estilozante e crotalária (tipos de leguminosas); capim Andropogon, dentre outros 
(PEREIRA, 2006a). 
Essa técnica pode ter uma boa eficácia com relação a prevenção e correção de 
processos erosivos, visto que utiliza materiais naturais de baixo custo, que com o tempo
ocorre a degradabilidade desses materiais e sua incorporação ao ambiente, propiciando o 
crescimento e estabelecimento da vegetação, além do uso da mão de obra local. As 
técnicas inseridas na bioengenharia de solos também podem ser adaptadas e utilizadas 
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 159/388
para recuperar boçorocas, a exemplo das paliçadas e até mesmo combinadas com a 
engenharia tradicional para solução do problema (BIULCHI, 2012; SOLERA; 2018).
7.3.1 Técnicas de revegetação na bioengenharia de solos
No estabelecimento da cobertura vegetal, por meio de práticas de revegetação, as 
biomantas são constituídas por material confeccionado industrialmente a partir de fibra 
vegetal, palha agrícola, fibra de coco e fibra sintética, que são costuradas de modo a 
formar uma trama resistente, protegida por redes de polipropileno ou juta. A principal 
vantagem das biomantas está na facilidade e rapidez de sua aplicação, protegendo o solo 
imediatamente à sua aplicação, permitindo que a vegetação se estabeleça (DEFLOR, 
2005).
Outro tipo de plantio indicado para revegetação é a hidrossemeadura utilizada no 
controle e estabilização de erosões. A hidrossemeadura consiste na aplicação de massa 
pastosa composta de sementes, fertilizantes, compostos orgânicos, adesivos líquidos 
apropriados, aglutinantes e corretivos de solo utilizando a água como veículo (BASSO, 
2008). Esta técnica é utilizada principalmente onde a mecanização é de difícil acesso pelo 
relevo acidentado e também apresenta como principais vantagens o uso de gramíneas e 
leguminosas, que em determinados casos apresentam efeito corretivo do solo, fácil 
transporte, permite aplicação em grandes áreas em tempo reduzido, e rápido 
crescimento, proporcionando proteção contra o desenvolvimento de processos erosivos, 
além de um grande número de espécies que ocorrem em várias regiões do Brasil e de 
relativa facilidade na obtenção de sementes.
Em relação à revegetação, estudos mostram que as leguminosas dos gêneros: 
Mimosa, Acacia, Albizia e Enterolobium, têm apresentado sucesso na revegetação de 
áreas degradadas na região sudeste (FRANCO et aI., 1993). Em várias outras regiões do 
país e do exterior, os resultados encontrados têm sido muito satisfatórios com esses 
gêneros, como em Mato Grosso do Sul, Pará, Maranhão, e no Peru (RESENDE et aI., 
2005). 
Especificamente em revegetação de boçorocas, experimento realizado por 
MACHADO et aI. (2005) na região do Médio Vale do rio Paraíba do Sul, cidade de 
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 160/388
Pinheiral-RJ, mostrou que dentre as 11 espécies testadas, cinco apresentaram os 
melhores resultados: (acácia australiana) Acacia mangium, (roseira) Mimosa arfemisiana, 
(sabiá) Mimosa caesalpiniifolia, (guachapele) Pseudosamanea guachapele e 
(angustíssima) Acacia angustissima. Cabe destacar que, algumas espécies se 
sobressaem melhor em determinados ambientes que em outros, cuja escolha das 
espécies dependerá das condições do clima e solo da região (FRANCO et aI.,1992).
Com a revegetação no interior e no entorno da erosão, espera-se que a 
intervenção de controle possa vir a atuar de forma mais permanente na redução do 
escoamento superficial e retenção do solo. Com as leguminosas de crescimento rápido 
ocorre a adição de matéria orgânica na área, por meio da deposição de folhas e galhos 
senescentes (processo de envelhecimento), favorecendo a melhoria das condições 
físicas, químicas e biológicas do substrato, e possibilitando que espécies de árvores mais 
exigentes em sombra, fertilidade do solo, umidade etc., de outros locais, colonizem o 
local, caso exista fontes de propágulos e agentes dispersores (CAMPELLO, 1998), e com 
isso, o retorno da fauna e flora local, e a melhoria da paisagem.
Uma técnica interessante para controle de processos erosivos são as barreiras 
vivas, semelhantes aos cordões de vegetação, para reter sedimentos transportados pela 
água em áreas erodidas, formando fileiras de plantas perenes e de crescimento denso, 
são implantadas em linhas contínuas, formando um efetivo obstáculo, sendo dispostas em 
contorno ou seguindo a orientação das curvas de nível.
Na revegetação, cabe destacar o uso do capim vetiver (Vetiveria zizanioides 54L.) 
Nash), também conhecido como capim-de-cheiro, grama-cheirosa, grama-das-índias. 
Esta espécie que tem se mostrado promissora, podendo ter uma longevidade de séculos.
Trata-se de uma gramínea perene, de incidência nos mais variados climas, sobretudo 
tropical e subtropical, sendo a espécie mais indicada para recuperação de áreas 
degradadas, pois apresenta as seguintes características: ser perene; formação de cerca 
viva densa; sistema radicular profundo (podendo chegar a três metros de profundidade); 
praticamente estéril não se disseminando como invasora, pois só se reproduz por meio de 
mudas, facilitando assim sua recomendação para qualquer sítio ecológico; por ser pouco 
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 161/388
atacada pelo gado; resistente a doenças; e adaptada às mais diversas condições de solo 
e clima (PEREIRA, 2006b).
O capim vetiver pode ser usado como barreira viva formando um terraço natural 
atrás das cortinas do capim, evitando a degradação do solo, quebrando a intensidade do 
fluxo descendente das águas pluviais (Figura 145 e Figura 146). O capim vetiver pode ser 
utilizado em várias situações, tais como: controle de erosão e sedimentos; proteção de 
margens de cursos d’água; e em taludes de aterro, mostrou-se eficiente e apresentaram 
baixos custos. Por se tratar de uma espécie não invasora, cujas características permitem 
a recomendação pelo Banco Mundial e pelos órgãos ambientais em todo o mundo, o 
capim vetiver pode ter seu uso nas técnicas de bioengenharia no controle de erosão do 
solo (PEREIRA, 2006b).
Figura 145 - Cordão em contorno vegetado com 
capim vetiver em área de encosta.
Figura 146 – Barreiras vivas com capim 
vetiver em área de encosta.
Fonte: MACHADO et al. (2006b). Fonte: DEFLOR (2005).
Especificamente em áreas de pastagem, dentre as atividades necessárias, antes 
da implantação das técnicas de controle da erosão, pode-se destacar o isolamento de 
animais com cercamento da área e a construção de aceiros contra queimadas, primeiras 
atividades a serem realizadas para que se possa proteger a cobertura vegetal existente e 
que futuramente será implantada por meio da revegetação. Nesse mesmo sentido deve 
se iniciar os trabalhos de controle de formigas cortadeiras que são fatores de degradação 
ambiental no estabelecimento das mudas arbóreas que serão plantadas na área. 
(EMBRAPA, 2003)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 162/388
O passo seguinte é a análise química e textural do solo da área para o 
conhecimento de sua fertilidade e textura. Essas informações serão úteis na 
determinação da necessidade de aplicação de nutrientes na forma de fertilizantes para as 
espécies florestais a serem implantadas, e no dimensionamento de práticas de controle 
da erosão.
Após a obtenção do resultado da análise, é ideal que a sua interpretação seja 
realizada por profissionais da área de ciências agrárias. No Quadro 29, encontra-se uma 
referência de adubação de espécies florestais de acordo com a análise de solo (FREIRE 
& ALMEIDA, 1988).
Quadro 29 - Recomendação de nutrientes para algumas leguminosas florestais para o estado do 
Rio de Janeiro.
Teor de P no 
solo (mg dm-3
)
Dose de P2O5 
(kg/ha)
Teor de K no solo 
(mg dm-3
)
Dose de K2O 
(kg/ha)
0 - 10 30 0 – 45 30
> 10 0 > 45 0
Fonte: MACHADO et al. (2006b)
7.3.2 Uso de paliçadas no controle de processos erosivos 
Dentre as diversas alternativas de estabilização do solo, a bioengenharia de solos 
dispõe ainda do uso de paliçadas, que consiste em quebrar a força da enxurrada e reter 
os sedimentos principalmente dentro da erosão, e devem ser construídas com materiais 
de baixo custo e facilmente disponíveis, como madeira, bambu e pneus, podendo ser 
complementado com sacos de ráfia (MACHADO et al., 2006b). A opção pela utilização de 
materiais construtivos a base de fibras vegetais (sacarias de café ou sacos de juta), em 
substituição a rafia, apresenta a vantagem de ser mais bem incorporada ao ambiente 
devido a sua biodegradabilidade (SOLERA, 2018).
As paliçadas são um tipo de prática física que utiliza estruturas artificiais para 
redução do escoamento da água, interceptando-a e fazendo com que não atinjam energia 
suficiente para ocasionar perda de solo acima dos limites toleráveis (PRUSKI et al., 2006). 
O uso dessas práticas é de extrema importância, uma vez que nem sempre as práticas 
edáficas e vegetativas por si só são suficientes para o controle da erosão, principalmente 
onde ocorrem chuvas de grande intensidade (MACHADO, 2007).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 163/388
Para uma boa eficiência destas estruturas, deve-se escolher local que apresente 
terrenos firmes e estáveis para que venha suportar a força que será exercida nas 
paliçadas por meio da enxurrada. Em seguida, deve-se fazer canaletas tanto nas paredes 
laterais quanto no leito da erosão, de maneira que a paliçada fique bem encaixada sem 
deixar brechas para a passagem da água e sedimentos.
Para a montagem da paliçada, deve-se antes fincar estacas a cada metro de 
distância, onde a madeira ou bambus serão empilhados e amarrados com arame. No 
caso de paliçadas de pneus, esses devem ser vestidos nas estacas, e posteriormente, 
enchidos com terra. Finalmente, colocar os sacos de ráfia abertos e amarrados nos 
bambus ou pneus cobrindo toda paliçada. Em relação à distância e altura das paliçadas, 
Machado et aI. (2005) obtiveram bons resultados utilizando espaçamento de 5 m entre 
uma paliçada e outra e com altura de 1 a 1,20 m. As Figura 147 e Figura 148
exemplificam a instalação das paliçadas que se constituem de uma estrutura de estacas 
paralelas instaladas transversalmente no interior de feições erosivas. Ressalta-se que, a 
utilização das paliçadas deve considerar o tipo de fundação do terreno, ou seja, ser 
possível sua cravação.
Figura 147 - (A) encaixe canaleta no leito da voçoroca e amarrio dos bambus; (B) Detalhe do encaixe dos 
bambus no talude lateral; (C) construção de paliçada utilizando pneus usados; (D) colocação de sacos de 
ráfia.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 164/388
Fonte: MACHADO et al. (2006b).
A B
C D
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 165/388
Figura 148 - Paliçada de bambu na contenção da erosão em sulco.
Fonte: MACHADO et al. (2006b).
De acordo com Silva, et al. (2009), os materiais utilizados na construção das 
paliçadas foram estacas de bambu, para formar um tipo de “parede horizontal”, com 
sacos de ráfia vazios e abertos na parte dianteira da barreira, funcionando como uma 
“cortina” retentora de sedimento (Figura 149) e sacos preenchidos como solo ou outro 
material, para escorar a base da paliçada, evitando o rompimento, (Figura 150 e Figura
151).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 166/388
Figura 149 – Etapas de construção de paliçadas. A foto a) Representação de uma barreira revestida com 
sacos de ráfia para retenção de sedimentos, e a foto b) Representação de uma das barreiras com paliçadas 
de bambú e sacos de ráfia servindo de escora.
Fonte: Silva et al. (2009).
Figura 150 - Demonstração do material fino retido nas barreiras de bambu.
Fonte: Silva et al. (2009).
a) b)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 167/388
Figura 151 – Paliçadas de bambu e barramento com retentores de sedimentos, fotos de antes (A) e depois (B).
Fonte: MATHIAS (2016).
A montante da paliçada e no engastamento nas ombreiras podem ser aplicados 
geotêxteis filtrantes ou retentores de sedimentos do pé da paliçada até o topo, e 
amarradas na paliçada, evitando assim a carreamento de sedimentos e a passagem de 
água pelas ombreiras e na interface da paliçada com o solo (COUTO et al., 2010).
Outra técnica interessante são os feixes vegetativos ou feixes vivos, estes são
utilizados como ramos longos e amarrados, de fácil propagação, posicionados e fixados 
por estacas de madeira; instalados em trincheiras rasas e cobertas com solo (Figura 
152). Estes feixes vegetativos também são semelhantes à paliçada viva, principalmente 
usada para plantas, como bambus, formando touceiras e arbustos, que retém o 
carreamento de sedimentos.
A B
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 168/388
Figura 152 – Exemplo de implantação de feixes de vegetação. Foto (a) Feixes recém-plantados e (b) 
Feixes após 6 meses.
Fonte: Verdum et al. (2016)
Segundo Verdum et al. (2016), as paliçadas, os feixes de vegetação e as barreiras 
vegetativas (caso do uso do capim vetiver) são algumas das alternativas mais utilizadas 
contra os efeitos da erosão hídrica de fluxo concentrado, com a função de impedir o 
aprofundamento de sulcos, estabilizar o perfil longitudinal da erosão e, simultaneamente, 
contribuir para a retenção de sedimentos, iniciando o processo de deposição do solo, 
preenchimento da feição erosiva e a gradativa colonização de espécies vegetais do setor 
em tratamento.
8 INDICAÇÕES DE TÉCNICAS PARA MITIGAÇÃO DE PROCESSOS
EROSIVOS NA BACIA EM ESTUDO
As indicações neste referido estudo têm por finalidade apresentar algumas das
práticas possíveis de implantação para mitigar os processos erosivos na bacia em estudo.
Em um primeiro momento, para que a recuperação da área afetada seja efetiva, é 
necessário, o isolamento para a implantação de ações com o propósito de auxiliar na 
recuperação do solo e da pastagem, entre outras práticas.
a) b)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 169/388
Com a área recuperada, a mesma poderá ter novamente seu uso, por exemplo,
para o pastejo, desde que se mantenha o manejo animal, bem como, deverá ser realizada 
a ressemeadura e adubações periódicas da pastagem garantindo sua manutenção com a 
densidade de cobertura, que irá garantir suporte ao gado e ao solo contra a erosão.
Durante os levantamentos de campo foram identificados três tipos predominantes
de processos erosivos com relação a sua morfologia e dimensão, descritos a seguir.
8.1 Processos Erosivos Paralelos à Curva de Nível
Esse tipo de processo erosivo geralmente ocorre em encostas associadas à área 
de pastagem, que se desenvolvem paralelamente as curvas de nível, onde ocorre o 
pisoteio do gado com mais frequência. As Figura 153 e Figura 157 apresentam a 
ocorrência destes processos na área da bacia em estudo. Normalmente esses processos 
são caracterizados como de pequena magnitude, estreito e de pequena profundidade.
Figura 153 – Vista das feições erosivas paralelas às curvas de nível, na forma de trilhas, próximo ao Ponto 
GA-07 (coordenadas UTM: 641.670 / 7.546.253, 22K, WGS 84).
Fonte: Arquivo IPT (2021).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 170/388
Figura 154 – Vista de outro local das feições erosivas paralelas às curvas de nível, na forma de trilhas, 
próximo ao Ponto GA-07 (coordenadas UTM: 641.670 / 7.546.253, 22K, WGS 84).
Fonte: Arquivo IPT (2021).
Figura 155 – Vista de outro local das feições erosivas paralelas às curvas de nível, na forma de trilhas, 
próximo ao Ponto GA-07 (coordenadas UTM: 641.670 / 7.546.253, 22K, WGS 84).
Fonte: Arquivo IPT (2021).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 171/388
Figura 156 – Feições erosivas paralelas às curvas de nível, na forma de trilhas, em área de pastagem (Foto 
tirada com drone, em 07/10/21).
Fonte: Arquivo IPT (2021).
Figura 157 – Feições erosivas paralelas às curvas de nível, na forma de trilhas, em área de pastagem (Foto 
tirada com drone, em 07/10/21).
Fonte: Arquivo IPT (2021).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 172/388
A Figura 158 representa, esquematicamente, o padrão das feições erosivas 
paralelas à curva de nível encontrada na área da bacia em estudo.
Figura 158 - Esquema típico do padrão das feições erosivas paralelas à curva de nível.
Fonte: Elaborados pelos autores.
Para estabilização desse tipo de processo erosivo, é possível utilizar algumas 
técnicas que serão descritas a seguir.
Para a área de estudo, as paliçadas podem ser utilizadas em erosões com 
espessura de solo suficiente para sua cravação. As paliçadas devem ser colocadas nas 
quebras de declividade, dentro da erosão, quantas forem necessárias para estabilização 
do processo erosivo. A montante adiciona-se uma camada de solo fértil de no mínimo 30 
cm de espessura, com um mix de sementes, de plantas de crescimento rápido, de modo a 
reter os sedimentos carreados advindos de montante, pode-se ainda ser aplicada uma 
manta de geotextil filtrante, na interface entre a paliçada e o solo, o que reterá ainda mais 
os sedimentos. Deste modo a altura mínima aceitável da paliçada é de 40 cm o que 
possibilitará o crescimento das plantas e irá impedir o carreamento de sedimentos. A 
Figura 159 mostra o esquema deste tipo de contenção com paliçada.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 173/388
Figura 159 - Representação esquemática de contenção com paliçada, das feições erosivas paralelas à 
curva de nível.
Fonte: Elaborados pelos autores.
Outra técnica que pode ser utilizada é o solo-ensacado que consiste em uma 
estrutura de formato cilíndrico alongado, podendo ser confeccionado com tecido de juta 
ou tela/tecido de sisal natural (Figura 160), ou na forma de sacos, podendo utilizar o 
reuso de sacarias de café, que tem na juta a principal matéria prima (Figura 161). A 
costura desses sacos e o fechamento são realizados utilizando-se fio de sisal.
Essa técnica possui a função de reter uma mistura de solo-substrato/sementes em 
sua porção interna, de forma que o solo permaneça confinado e propicie a germinação e 
desenvolvimento das sementes com o objetivo de restabelecer a cobertura vegetal
(SOLERA, 2018).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 174/388
Figura 160 – Retentor de solo ou solo-retentor de 
tecido de juta. Figura 161 – Sacarias de café.
Fonte: acervo IPT (2014). Fonte: acervo IPT (2014).
Em sua parte interna, coloca-se uma mistura de sementes de ciclo curto com solo￾substrato. As sementes devem possuir sistema radicular com estrutura profunda para 
favorecer a estabilização do solo a curto e médio prazo, e permitir o desenvolvimento das 
sementes. Os retentores de solo-sementes ensacado podem ser de diferentes 
comprimentos e circunferência de acordo com o material construtivo disponível na região 
e da área a ser tratada.
Para a área de estudo, recomenda-se que esta aplicação seja realizada em locais 
onde a camada de solo seja pouco espessa, impossibilitando a cravação de paliçadas. As 
barreiras de sacos devem ser colocadas nas quebras de declividade, dentro da erosão, 
quantas forem necessárias para estabilização do processo erosivo. Para sua fixação, é 
necessário endentar o terreno, ou seja, realizar pequenos cortes, de forma que os sacos 
fiquem encaixados um no outro, podendo variar sua geometria, de acordo com a área de 
aplicação. A montante da barreira de sacos adiciona-se uma camada de solo fértil de no 
mínimo 30 cm de espessura, com um mix de sementes, de plantas de crescimento rápido, 
de modo a impedir o carreamento de sedimentos advindos de montante. Deste modo a
altura mínima aceitável da barreira é de 40 cm o que possibilitará o crescimento das 
plantas e irá impedir o carreamento de sedimentos. A Figura 162 mostra o esquema 
deste tipo de contenção com solo ensacado.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 175/388
Figura 162 - Representação esquemática de contenção com solo ensacado, das feições erosivas paralelas 
à curva de nível.
Fonte: Elaborados pelos autores.
Outras técnicas que podem ser utilizadas são as barreiras vivas e os feixes 
vegetativos. As barreiras vivas são semelhantes aos cordões de vegetação, formando 
fileiras de plantas perenes e de crescimento denso, são implantadas em linhas contínuas, 
formando um efetivo obstáculo, sendo dispostas em contorno ou seguindo a orientação 
das curvas de nível. Os feixes vegetativos ou feixes vivos são utilizados como ramos 
longos e amarrados, de fácil propagação, posicionados e fixados por estacas de madeira; 
instalados em trincheiras rasas e cobertas com solo fértil.
A Figura 163 representa, esquematicamente, a concepção sugerida para 
contenção e mitigação, por meio de barreiras vivas ou feixes vegetativos, das feições 
erosivas paralelas à curva de nível.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 176/388
Figura 163 - Representação esquemática de contenção com barreiras vivas ou feixes vegetativos, das 
feições erosivas paralelas à curva de nível.
Fonte: Elaborado pelos autores.
Outra solução a ser considerara é a colocação de solo-substrato com sementes de 
uma única espécie ou mesmo um mix de espécies de leguminosas que possam ser 
consorciadas com gramíneas nas trilhas formadas pelo pisoteio do gado. Esta técnica 
pode ser mais bem-sucedida utilizando-se espécies de gramíneas que se ramificam,
aumentando a retenção de sedimentos carreados. Junto a isto é possível utilizar uma 
manobra de rastelar estas plantas, depois de crescidas, com poucos centímetros de 
altura, formando uma camada de plantas mortas, o que auxiliará ainda mais a fixação de 
sedimentos carreados. É possível utilizar também biomantas para evitar o carreamento de
material, pois este não se encontra confinado.
8.2 Processos Erosivos Perpendiculares à Curva de Nível
Esse tipo de processo erosivo é classificado como do tipo ravina e ocorre na bacia 
de estudo principalmente em área de pastagem. Geralmente se desenvolvem em 
encostas onde o escoamento das águas superficiais se concentra em linhas de 
drenagem, induzidas pelo mau uso do solo (abertura de estradas, carreadores, pisoteio 
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 177/388
de gado, etc). As Figura 164 a Figura 167 apresentam a ocorrência destes processos na 
área da bacia em estudo.
É, recomendável o monitoramento e a mitigação, assim que possível, destes 
processos, pois podem evoluir consideravelmente em eventos de chuvas intensas.
Figura 164 – Vista de uma feição erosiva perpendicular às curvas de nível, decorrente da deficiência do 
sistema de drenagem da estrada vicinal situada à montante (coordenadas UTM: 641.670 / 7.546.253, 22K, 
WGS 84).
Fonte: Arquivo IPT (2021).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 178/388
Figura 165 – Vista do mesmo com feições erosivas perpendiculares às curvas de nível, próximo ao Ponto 
GA-07 (coordenadas UTM: 641.670 / 7.546.253, 22K, WGS 84).
Fonte: Arquivo IPT (2021).
Figura 166 – Vista do mesmo ponto com feições erosivas perpendiculares às curvas de nível, (coordenadas 
UTM: 641.670 / 7.546.253, 22K, WGS 84).
Fonte: Arquivo IPT (2021).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 179/388
Figura 167 – Vista das feições erosivas perpendiculares às curvas de nível, com algumas trilhas na borda, 
paralelas à curva de nível (coordenadas UTM: 641.670 / 7.546.253, 22K, WGS 84).
Fonte: Arquivo IPT (2021).
A Figura 168 representa, esquematicamente, o padrão das feições erosivas 
perpendiculares às curvas de níveis encontradas na área da bacia em estudo.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 180/388
Figura 168 - Esquema típico do padrão das feições erosivas perpendiculares às curvas de níveis.
Fonte: Elaborados pelos autores.
Para estabilização desse tipo de processo erosivo, é possível utilizar algumas 
técnicas que serão descritas a seguir.
Para a área de estudo, as paliçadas podem ser utilizadas em erosões com 
espessura de solo suficiente para sua cravação. As paliçadas devem ser colocadas nas 
quebras de declividade, dentro da erosão, quantas forem necessárias para estabilização 
do processo erosivo. A montante adiciona-se uma camada de solo fértil de no mínimo 30 
cm de espessura, com um mix de sementes, de plantas de crescimento rápido, de modo a 
reter os sedimentos carreados advindos de montante, pode-se ainda ser aplicada uma 
manta de geotextil filtrante, na interface entre a paliçada e o solo, o que reterá ainda mais 
os sedimentos. Deste modo a altura mínima aceitável da paliçada é de 40 cm o que 
possibilitará o crescimento das plantas e irá impedir o carreamento de sedimentos. A 
Figura 169 mostra o esquema deste tipo de contenção com paliçada.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 181/388
Figura 169 - Representação esquemática de contenção das feições erosivas perpendiculares às curvas de 
níveis com paliçada.
Fonte: Elaborados pelos autores.
Outra técnica que pode ser utilizada é o solo-ensacado, aplicado em locais onde a 
camada de solo seja pouco espessa, impossibilitando a cravação de paliçadas. As 
barreiras de sacos devem ser colocadas nas quebras de declividade, dentro da erosão, 
quantas forem necessárias para estabilização do processo erosivo. Para sua fixação, é 
necessário endentar o terreno, ou seja, realizar pequenos cortes, de forma que os sacos 
fiquem encaixados um no outro, podendo variar sua geometria, de acordo com a área de 
aplicação. A montante da barreira de sacos adiciona-se uma camada de solo fértil de no 
mínimo 30 cm de espessura, com um mix de sementes, de plantas de crescimento rápido, 
de modo a impedir o carreamento de sedimentos advindos de montante. Deste modo a
altura mínima aceitável da barreira é de 40 cm o que possibilitará o crescimento das 
plantas e irá impedir o carreamento de sedimentos. A Figura 170 mostra o esquema 
deste tipo de contenção com solo ensacado.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 182/388
Figura 170 - Representação esquemática de contenção das feições erosivas perpendiculares à curva de 
nível com solo ensacado.
Fonte: Elaborados pelos autores.
Outras técnicas que podem ser utilizadas são os feixes vegetativos ou feixes vivos,
utilizados como ramos longos e amarrados, de fácil propagação, posicionados e fixados 
por estacas de madeira; instalados em trincheiras rasas e cobertas com solo (Figura 
171). Estes feixes vegetativos também são chamados de paliçada viva, principalmente 
usadas para plantas, como bambus que, dependendo da espécie, formam touceiras e se 
alastram, crescendo tanto na vertical quanto na horizontal, impedindo o carreamento de 
sedimentos. Essa técnica pode ser aplicada também no fundo das erosões.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 183/388
Figura 171 - Representação esquemática de contenção das feições erosivas perpendiculares à curva de 
nível com feixes vegetativos.
Fonte: Elaborados pelos autores.
Além do uso tradicional de cercas de arame para impedir o acesso do gado à 
feição erosiva, outra técnica que pode ser utilizada são os cordões de vegetação 
permanente, também chamados de “franjas” ou “cercas vivas”. As espécies selecionadas 
para compor os cordões devem apresentar ciclo longo, grande densidade de raízes, 
crescimento rápido da parte aérea, desenvolvimento denso junto ao solo, não possuírem 
comportamento invasor e não serem hospedeiras de pragas ou doenças. As espécies 
como capim elefante, cana de açúcar ou feijão guandu, que podem quebrar a velocidade 
de escoamento superficial e favorecer a infiltração de água, principalmente se aplicada 
em pequenas áreas. Dependendo das espécies a serem utilizadas, elas podem servir 
como forrageiras (ex. capim elefante, cana de açúcar) ou banco de proteína (feijão 
guandu).
O uso de plantas com baixa palatabilidade para espécies ruminantes pode ser um 
aliado à necessidade de isolamento da área compondo cercas vivas. Sabe-se que a 
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 184/388
presença de compostos secundários responsáveis pela repulsão de possíveis 
predadores, como taninos condensados, pode gerar baixa palatabilidade e digestibilidade 
de suas folhas, caule e raízes, além de aderir um efeito adstringente em suas partes 
(Tontini et al., 2021).
Alguns estudos foram realizados em locais de pastoreio sem a defesa das mudas, 
plantas menos palatáveis ou menos preferíveis ao gado obtiveram maior crescimento. A 
jurema-preta (Mimosa tenuiflora) apresenta acúleos, alto teor de tanino e baixa 
digestibilidade (Dias; Souto; Franco, 2007). Dias e Souto em 2008 realizaram um 
experimento que confirmou a baixa aceitabilidade da Mimosa tenuiflora ao gado durante a 
pastagem. O maricá (Mimosa bumicronata) também é opção, por ser uma planta pioneira, 
arbustiva de rápido crescimento e de fácil propagação e apresenta alto teor de tanino 
(Carvalho, 2004).
A maniçoba (Manihot pseudoglaziovii) e o feijão-bravo (Capparis fexuosa) 
apresentam alto teor de adstringência por conta das elevadas quantidades de tanino e 
lignina. São plantas que, caso ingeridas em grandes quantidades, não apresentam 
problemas nutricionais ou digestivos para os animais (Cruz et al., 2007).
Há registro da implementação do sansão-do-campo (Mimosa caesalpiniaefolia) 
como cerca viva em substituição à cerca de arame para contenção bovina (Rodrigheri, H. 
R., 2001), porém é uma espécie altamente predada pelos ruminantes (Barrios et al, 2004). 
Se aliado ao uso de métodos de manutenção, há uma redução no mordiscamento das 
mudas plantadas. Um dos meios capazes de repelir o interesse do gado é a aplicação das 
fezes bovinas frescas ao redor das mudas, essa técnica aparenta produzir uma barreira 
química e o odor repele os animais, diminuindo o pisoteamento da área. É feita três
aplicações no período de aproximadamente dois meses (FILHO et al., 2008).
Dias, Souto e Franco (2008) utilizaram o extrato de fezes frescas diluídas para 
borrifar em mudas com o intuito de protegê-las dos animais, além do odor, a 
palatabilidade é afetada a partir da aplicação da solução. Utilizou-se o extrato de 1kg de 
fezes para 1L de água.
Como visto a escolha de espécies para áreas com pasto requer conhecimentos
quanto às características das espécies arbóreas, destacando: facilidade de 
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 185/388
estabelecimento; não perderem suas folhas; crescimento rápido; raízes profundas; 
capacidade de fixar nitrogênio (leguminosas florestais) e outros nutrientes à pastagem; 
capacidade de rebrota; ser pouco palatável ao gado e não serem tóxicas.
8.3 Processo Erosivo do Tipo Ravina Profunda
Na área da bacia de estudo também foi observada a existência de ravina profunda, ou 
seja, não atingindo o lençol freático para classifica-la como boçoroca. Esse processo está 
associado ao rompimento de tubos da rede de drenagem, situada à jusante do bairro Cascata, 
próximo ao ponto GA-02 (Coordenadas UTM: 639.857 / 7.544.224, 22K, WGS 84). As Figura 
172 a Figura 176 mostram esta feição erosiva.
Figura 172 – Vista da cabeceira da feição erosiva decorrente do lançamento concentrado de aguas pluviais 
por meio de galaria de tubos de concreto.
Fonte: Arquivo IPT (outubro/2021).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 186/388
Figura 173 – Vista da cabeceira e da lateral da feição erosiva. Notar no fundo da erosão, parte da tubulação 
destruída.
Fonte: Arquivo IPT (outubro/2021).
Figura 174 – Vista a jusante da cabeceira da erosão. Notar o dissipador de energia da galeria existente 
totalmente destruído.
Fonte: Arquivo IPT (outubro/2021).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 187/388
Figura 175 – Vista da porção intermediária e final da feição. Observar o estreitamento da erosão a jusante 
da sua cabeceira.
Fonte: Arquivo IPT (outubro/2021).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 188/388
Figura 176 – Vista da evolução do processo erosivo. A Foto (a) indica a situação observada em 
outubro/2021 e a Foto (b) a situação em fevereiro/2022.
a)
b)
Fonte: Fotos tiradas com drone, pelos autores.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 189/388
Durante os trabalhos de campo verificou-se que o processo erosivo em questão é 
do tipo ravina profunda e se encontrava em processo de desenvolvimento acelerado na 
região da sua cabeceira em função do lançamento concentrado de águas pluviais 
proveniente do Bairro Cascata por meio de galeria de tubos de concreto.
Na porção intermediaria e final do processo erosivo, a ravina apresentava-se mais 
rasa e não foram observados desenvolvimentos recentes significativos.
Para a estabilização do processo em questão, na região da sua cabeceira, 
respeitando as características geológico-geotécnicas locais, pode-se indicar duas 
alternativas de soluções de engenharia conforme apresentadas, de forma esquemática, 
nas Figura 177 e Figura 178.
A primeira alternativa de solução (Figura 177) consiste na execução de uma 
escada hidráulica de concreto ou de gabião argamassado sobre uma base de rachão 
constituída de blocos de rocha com diâmetro igual ou superior a 0,50 m, de modo que as 
águas possam perder energia nos degraus da escada e serem lançadas, com velocidades 
reduzidas, no interior da camada de rachão junto à base da erosão.
Figura 177 – Solução de Estabilização em Escada Hidráulica.
Fonte: Elaborado pelos autores.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 190/388
A segunda alternativa (Figura 178) passa pela execução de um tubo de queda em 
concreto armado com lajes internas, de modo que as águas pluviais percam sua energia 
dentro do tubo e sejam lançadas com velocidades reduzidas sobre uma camada de 
rachão (blocos de rocha com diâmetro igual ou superior a 0,50 m) junto a base do 
processo erosivo.
Figura 178 – Solução de Estabilização em Tubo de Queda.
Fonte: Elaborado pelos autores.
Para a implantação das alternativas propostas para estabilização da cabeceira do 
processo erosivo ou outras soluções que a Prefeitura possa adotar, é fundamental a 
realização de estudos hidrológicos e hidráulicos visando determinar a vazão de projeto, as 
velocidades das águas e o dimensionamento das estruturas hidráulicas.
Destaca-se que o processo erosivo na região da sua cabeceira vem apresentando, 
ao longo do tempo, evoluções significativas, razão pela qual, durante a fase de 
implantação das obras, adequações de projeto poderão ser necessárias. É fundamental 
que as obras preconizadas para a estabilização do processo erosivo sejam realizadas no 
período de estiagem e que sua execução seja feita por empresa especializada e seu 
acompanhamento realizado por profissional experiente da área de geotecnia. 
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 191/388
Ressalta-se que, caso as medidas preconizadas para estabilização do processo 
erosivo, na região da sua cabeceira, não sejam executadas, implicará na continuidade do 
seu desenvolvimento, gerando riscos ao meio urbano, perdas econômicas e impactos 
ambientais nos recursos hídricos decorrentes do transporte e deposição de sedimentos.
Para a estabilização das porções intermediária e final do processo erosivo em 
questão, levando-se em conta as suas características geológico-geotécnicas, pode-se 
adotar as técnicas já mencionadas no item 8.1 e 8.2.
Sendo assim, podem ser adotadas paliçadas de madeira ou bambu combinadas 
com barramentos de sacarias (estrutura adicional) para conter os sedimentos carreados e
quebrar a energia do escoamento das águas. Essas barreiras tem a função de impedir o 
aprofundamento de sulcos erosivos ao mesmo tempo em que contribuem para a retenção 
de sedimentos dando início ao processo de deposição do solo, preenchimento da feição 
erosiva e a progressiva colonização da vegetação no interior da erosão.
As paliçadas devem ser instaladas transversalmente a ravina, sendo devidamente 
encaixadas nos taludes laterais. No tardoz de cada paliçada, pode se colocar mantas de 
geotêxtil ou empilhar sacos de ráfias ou de juta preenchidos com solo visando impedir ou 
dificultar o carreamento de solo para jusante. O número de paliçadas a ser instalada 
transversalmente ao longo do processo erosivo deverá ser dimensionado de acordo com 
sua extensão e seu perfil longitudinal.
9 DIRETRIZES DE RECOMPOSIÇÃO DA VEGETAÇÂO NA BACIA EM 
ESTUDO
As funções ambientais das Áreas de Preservação Permanente (APP) da bacia do 
córrego da Cascata são estabelecidas pelo Art. 3º da Lei Federal nº 12.651/2012 
(BRASIL, 2012): “Área de Preservação Permanente - APP: área protegida, coberta ou não 
por vegetação nativa, com a função ambiental de preservar os recursos hídricos, a 
paisagem, a estabilidade geológica e a biodiversidade, facilitar o fluxo gênico de fauna e 
flora, proteger o solo e assegurar o bem-estar das populações humanas” (inciso II, 
Art. 3º).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 192/388
A Lei Federal nº 12.651/2012 (BRASIL, 2012) estabelece que a vegetação situada 
em APP, deve ser mantida sem supressão ou outros tipos de alteração ou modificação 
ambiental, e ser protegida pelo proprietário da área. Isso porque, independentemente da 
categoria, as APPs são locais cuja fragilidade leva a impactos negativos, caso ocorra 
alteração antrópica de qualquer de seus componentes físicos e/ou biológicos. 
Segundo a legislação, só é possível intervir em APP em casos específicos. A 
Resolução Conama nº 369/06 em seu artigo 2º define que cabe ao órgão ambiental 
competente autorizar a intervenção ou supressão de vegetação em APP nos seguintes 
casos: utilidade pública; interesse social; e intervenção ou supressão de vegetação 
eventual e de baixo impacto ambiental. 
“O artigo 11º considera intervenção ou supressão de vegetação eventual e de 
baixo impacto ambiental, em APP:
I - abertura de pequenas vias de acesso interno e suas pontes e pontilhões, 
quando necessárias à travessia de um curso de água, ou à retirada de produtos oriundos 
das atividades de manejo agroflorestal sustentável praticado na pequena propriedade ou 
posse rural familiar; 
II - implantação de instalações necessárias à captação e condução de água e 
efluentes tratados, desde que comprovada a outorga do direito de uso da água, quando 
couber; 
III - implantação de corredor de acesso de pessoas e animais para obtenção de 
água; 
IV - implantação de trilhas para desenvolvimento de ecoturismo; 
V - construção de rampa de lançamento de barcos e pequeno ancoradouro; 
VI - construção de moradia de agricultores familiares, remanescentes de 
comunidades quilombolas e outras populações extrativistas e tradicionais em áreas rurais 
da região amazônica ou do Pantanal, onde o abastecimento de água se de pelo esforço 
próprio dos moradores; 
VII - construção e manutenção de cercas de divisa de propriedades; 
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 193/388
VIII - pesquisa científica, desde que não interfira com as condições ecológicas da 
área, nem enseje qualquer tipo de exploração econômica direta, respeitados outros 
requisitos previstos na legislação aplicável; 
IX - coleta de produtos não madeireiros para fins de subsistência e produção de 
mudas, como sementes, castanhas e frutos, desde que eventual e respeitada a legislação 
específica a respeito do acesso a recursos genéticos; 
X - plantio de espécies nativas produtoras de frutos, sementes, castanhas e outros 
produtos vegetais em áreas alteradas, plantados junto ou de modo misto; 
XI - outras ações ou atividades similares, reconhecidas como eventual e de baixo 
impacto ambiental pelo conselho estadual de meio ambiente”.
Em todos os casos, incluindo os reconhecidos pelo CONAMA, a intervenção ou 
supressão eventual e de baixo impacto ambiental de vegetação em APP não poderá 
comprometer as funções ambientais destes espaços e, não pode, em qualquer caso, 
exceder ao percentual de 5% (cinco por cento) da APP impactada localizada na posse ou 
propriedade.
Com relação à obrigatoriedade de recompor a vegetação na APP, o Código 
Florestal preconiza que caso não seja constatada ocupação antrópica pré-existente a 22 
de julho de 2008 na APP, deve-se garantir a conservação da faixa mínima prevista 
originalmente e recompor a vegetação em caso de existir áreas degradadas em APP. Em 
caso de comprovação de uso consolidado da APP, é permitida a continuidade das 
atividades, desde que se tenha a adoção de boas práticas de conservação de solo e 
água, uma vez que se trata de áreas com diversas fragilidades ambientais, demandando 
manejos diferenciados às áreas produtivas fora das APP.
Para efeito de recomposição de algumas categorias de APP em áreas 
consideradas consolidadas, a Lei 12.651/2012 estabelece regras transitórias, indicando 
as dimensões mínimas a serem recompostas com vistas a garantir a oferta de serviços 
ecossistêmicos a elas associados. A aplicação de tais regras leva em consideração o 
tamanho da propriedade em módulos fiscais e às características associadas às APPs (ex: 
largura do curso d'água; área da superfície do espelho d'água).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 194/388
Isto posto, considerando que na bacia do córrego da Cascata existirão diferentes 
situações em que será constatada a necessidade de recomposição da vegetação da APP, 
este item terá uma abordagem mais direcionada à restauração ecológica das áreas 
ripárias da área de estudo. No entanto, as diretrizes apresentadas poderão ser aplicadas 
a outras áreas da bacia, complementando com as ações expostas nos itens 7 e 8, 
referentes ao controle corretivo de processos erosivos lineares em áreas urbanas e rurais, 
e às indicações de técnicas para mitigação de processos erosivos na bacia em estudo. 
9.1. Situações ambientais observadas nas APPs da bacia 
O reconhecimento das situações ambientais comumente encontradas na área de 
estudo permite recomendar ações mais apropriadas e efetivas a serem aplicadas na 
recuperação das áreas objeto de recomposição da vegetação. A seguir estão detalhadas 
as principais situações ambientais observadas na bacia hidrográfica do córrego da 
Cascata, considerando o uso e ocupação do solo atual, os fatores de degradação, a 
caracterização das fitofisionomias, o estado de conservação dos remanescentes florestais 
e a expressão da regeneração natural, a análise ecológica da paisagem, a delimitação da 
APP, as características dos cursos d’água e de suas margens, as características da 
planície de inundação e do tipo de solo.
A identificação das APPs e a sua caracterização em relação à ocupação existente 
foi feita a partir dos critérios de delimitação constantes do Artigo 4º da Lei Federal nº 
12.651/2012 (BRASIL, 2012). É importante salientar que a Lei Federal nº 14.285, de 29 
de dezembro de 2021 estabeleceu que os limites das áreas de preservação permanente 
marginais de qualquer curso d'água natural em área urbana serão determinados nos 
planos diretores e nas leis municipais de uso do solo, ouvidos os conselhos estaduais e 
municipais de meio ambiente.
A delimitação das APPs na área de estudo foi realizada com base em funções 
matemáticas disponíveis em softwares de Sistema de Informação Geográfica (SIG) e em 
visitas de campo. Pelas características da área, apenas as APPs de curso d’água e de 
nascentes foram analisadas.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 195/388
No caso de cursos d’água, a faixa de proteção estabelecida pela legislação varia 
de acordo com a largura do rio, ribeirão ou córrego, conforme Art. 4º inciso I da Lei 
Federal nº 12.651/2012 (BRASIL, 2012). A APP de cursos d’água e nascentes são 
definidas como “as áreas no entorno das nascentes e dos olhos d’água perenes, qualquer 
que seja sua situação topográfica” e “as faixas marginais de qualquer curso d’água 
natural, perene e intermitente, excluídos os efêmeros, desde a borda da calha do leito 
regular” (inciso IV e I do Art. 4° da Lei Federal nº 12.651/2012), sendo o leito regular “a 
calha por onde correm regularmente as águas do curso d’água durante o ano” (inciso XIX 
do Art. 2° da Lei Federal nº 12.651/2012). 
A avaliação da largura média foi verificada por meio de técnicas indiretas (em 
escritório) e confirmada em campo. Para a definição da faixa de extensão da APP foi 
padronizado que a malha hidrográfica da bacia de estudo apresenta uma largura média 
do canal de drenagem inferior a 10 m, o que define uma APP de 30 m de extensão.
Para as APPs das nascentes e dos olhos d’água perenes, foram mapeados os 
pontos de origem de cada drenagem na área de estudo constante do mapeamento 
topográfico elaborado pelo IBGE (1973) na escala 1:50.000. Alguns pontos foram 
checados in loco utilizando-se GPS. A faixa de proteção foi cartografada por meio da 
ferramenta Buffer do ArcGIS 10.6, sendo 50 m ao redor das nascentes, conforme 
estabelece o inciso IV do Art. 4 da Lei Federal nº 12.651/2012 (BRASIL, 2012).
Para reconhecer a ocupação predominante na APP, por meio da ferramenta Clip 
do ArcGIS 10.6, foi realizado um cruzamento da informação obtida no “Mapa de Uso e 
Ocupação do Solo” da bacia hidrográfica do córrego da Cascata com a malha estimada 
da APP (Figura 179 – Delimitação estimada e ocupação atual da APP de cursos d’água 
da bacia do córrego da Cascata, Garça – SP.Figura 179). Algumas classes de uso e 
ocupação do solo foram agrupadas para melhor caracterização das situações ambientais 
observadas quanto às diretrizes de recomposição da vegetação.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 196/388
Figura 179 – Delimitação estimada e ocupação atual da APP de cursos d’água da bacia do córrego da 
Cascata, Garça – SP.
Fonte: Elaborado pelos autores.
A APP estimada da área de estudo encontra-se ocupada predominantemente por 
alguma classe de cobertura vegetal, tanto nativa quanto exótica, desempenhando as 
principais funções ambientais, como a preservação dos recursos hídricos, da paisagem, 
da estabilidade geológica, bem como a proteção do solo. O Quadro 30 apresenta a 
relação das áreas ocupadas por cada classe de uso e ocupação do solo. Ressalta-se que 
mais de 40% da APP possui vegetação de porte arbóreo, constituindo a mata ciliar em 
diferentes estados de conservação (Figura 180 a Figura 183). Com o intuito de propiciar 
a melhoria da qualidade ambiental da APP, deve-se estimular a restauração ecológica por 
meio de ações de condução da regeneração natural e enriquecimento da vegetação 
nativa, com plantios de espécies nativas apropriadas as condições edáficas e climáticas.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 197/388
Quadro 30 - Área estimada do uso e ocupação do solo atual em APP, na 
bacia do córrego da Cascata, Garça – SP.
Classe de uso e ocupação do solo Área em APP
(ha) %
Vegetação de porte arbóreo (mata) 122,54 42,50
Pastagem 62,74 21,76
Várzea 54,31 18,84
Agricultura 23,53 8,16
Área urbana 9,28 3,22
Reflorestamento 7,34 2,55
Chácaras 4,27 1,48
Espelho d'água 2,70 0,94
Solo exposto 1,61 0,56
Total 288,32 100
No trabalho de campo realizado nos dias 23 e 24 de fevereiro de 2022 foram 
visitados vários pontos na bacia do córrego da Cascata com o intuito de reconhecer as 
principais situações ambientais encontradas na área de estudo, onde procurou percorrer 
tanto grandes propriedades rurais quanto pequenos lotes. Considerando a malha 
hidrográfica e a distribuição das drenagens entre os compartimentos hidrográficos, foi 
possível percorrer todas as microbacias, mantendo a representatividade entre os quatro 
compartimentos hidrográficos.
Figura 180 – Vista geral de trecho do córrego Água 
da Prata. Notar a ocorrência de mata ciliar com 
fisionomia florestal fechada, em expressivo estado 
de conservação.
Figura 181 - Vista geral de trecho do córrego Água 
da Prata. Notar a ocorrência de mata ciliar com 
fisionomia florestal aberta, representando estágio 
inicial da sucessão ecológica.
Fonte: acervo IPT (2022). Fonte: acervo IPT (2022).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 198/388
Figura 182 - Vista geral de canal do córrego da 
Cascata, com mata ciliar pouco expressiva e 
processos erosivos no entorno.
Figura 183– Vista geral de entorno de açude com 
predomínio de vegetação arbórea, com fisionomia 
florestal em diferentes estágios sucessionais. Notar 
em primeiro plano estágio inicial e, na porção central 
da fotografia, formação florestal com dossel fechado, 
caract
Fonte: acervo IPT (2022). Fonte: acervo IPT (2022).
A segunda classe de uso e ocupação mais frequente encontrada na APP é a 
pastagem, com ou sem práticas conservacionistas de proteção do solo (Figura 184 e 
Figura 185), representando, aproximadamente, 22% da APP da bacia do córrego da 
Cascata. Poucos foram os locais onde se observou o cercamento da APP, para impedir o 
acesso do gado ao curso d’água. Vale ressaltar que mesmo com o isolamento do gado, 
nem sempre se observa a regeneração expressiva da vegetação natural na APP, o que 
demonstra a necessidade de ações ativas para estimular e propiciar a restauração 
ecológica e formação da mata ciliar (Figura 185).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 199/388
Figura 184 - Vista geral de curso d’água com 
ausência de mata ciliar, em área de pastagem sem 
práticas de conservação do solo. Notar ocorrência 
significativa de processos erosivos no entorno.
Figura 185 – Vista em detalhe do córrego da 
Cascata em área de pastagem, com cercamento da 
APP para impedir acesso do gado. Notar a baixa 
expressão da regeneração natural e pequena 
diversidade da comunidade vegetal na área interior 
do cercamento. O maciço arbóreo
Fonte: acervo IPT (2022). Fonte: acervo IPT (2022).
Também significativa (18%) é a ocorrência na APP de vegetação de várzea, que 
dada a sua função ambiental de preservar os recursos hídricos e a biodiversidade é de 
suma importância a conservação deste ambiente. Na área de estudo predominam 
situações com indício de interferência antrópica (assoreamento) e presença de vegetação 
exótica (taboa e lírio-do-brejo), descaracterizadas dos campos úmidos naturais (Figura 
186 e Figura 187). Configuram-se grandes áreas na paisagem da bacia de estudo e as 
condições em que se encontram requerem ações específicas para favorecer a 
restauração ecológica, pelo menos nas áreas legalmente protegidas, como a APP. 
No entanto, a delimitação da APP em áreas com presença de planície de 
inundação expressiva e de vegetação com influência fluvial não é uma ação simples, visto 
que em muitos casos, o banco de assoreamento impede a visualização do leito regular do 
canal de drenagem, não formando um canal de drenagem propriamente dito.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 200/388
Figura 186 – Vista geral do córrego da Cascata, 
próximo à estação de captação de água da SAEE. 
Notar a ocorrência de várzea com expressiva 
ocorrência de assoreamento e baixa diversidade 
vegetal.
Figura 187 - Vista geral em detalhe do córrego da 
Cascata, próximo à estação de captação de água da 
SAEE. Notar a ausência de mata ciliar e 
desestabilização da margem direita.
Fonte: acervo IPT (2022). Fonte: acervo IPT (2022).
Em muitas áreas vistoriadas foram observados processos erosivos ativos que 
podem estar alimentando significativamente o transporte de sedimentos para as linhas de 
drenagem situadas a jusante. Dentre os principais fatores de degradação observados na 
APP foram: pisoteio por animais nas margens e no leito do curso d’água (Figura 188 e
Figura 189); assoreamento do canal (Figura 190) e interferência na dinâmica hídrica, 
causando alagamento das áreas marginais (Figura 191); descarga irregular de enxurrada 
(Figura 192) e presença de solo exposto, sem cobertura vegetal (Figura 193).
Figura 188 – Presença de gado na margem do 
curso d’água. Notar ausência de cerca delimitando 
a APP e presença de sulcos erosivos expressivos.
Figura 189 - Vista em detalhe de curso d’água (em 
destaque), com significativa ocorrência de pisoteio 
por animais nas margens e no leito.
Fonte: acervo IPT (2022). Fonte: acervo IPT (2022).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 201/388
Figura 190 – Vista geral de curso d’água com 
ausência de mata ciliar e presença de bancos de 
assoreamento no leito do canal.
Figura 191- Vista em detalhe de planície de 
inundação de curso d’água com presença de solo 
exposto em banco de sedimentos e acúmulo de 
água.
Fonte: acervo IPT (2022). Fonte: acervo IPT (2022).
Figura 192 – Vista em detalhe de sulco erosivo 
formado pela descarga de águas fluviais, gerando 
significativo transporte de sedimentos para a 
drenagem situada a jusante.
Figura 193 - Vista geral de curso d’água com 
ausência de mata ciliar e presença de solo exposto 
nas margens e área do entorno.
Fonte: acervo IPT (2022). Fonte: acervo IPT (2022).
9.2. Alternativas de ações de recuperação das APP
Uma forma de se fazer associação entre as situações observadas na bacia, 
principalmente nas APPs, e as ações de recuperação é por meio de um modelo 
semelhante a chaves dicotômicas usadas em taxonomia (chave de identificação). Para 
esse caso em particular, cada item avaliado oferece duas (ou mais) alternativas e a 
escolha de uma das alternativas determina a etapa seguinte, até que se chegue à ação 
final de diagnóstico ou de recuperação da APP.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 202/388
Assim foi verificada a necessidade de elaboração de quatro chaves de tomada de 
decisão, referentes às principais etapas que compõe um projeto de restauração de APP. Para 
efetividade do diagnóstico, bem como da escolha das ações de recuperação, essas chaves 
devem seguir a sequência de aplicação, conforme esquema apresentado na Figura 194.
Figura 194 – Sequência de aplicação das chaves de tomada de decisão.
Fonte: Elaborado pelos autores.
As situações diagnosticadas e ações de restauração não foram descritas em 
detalhes, uma vez que isso será realizado nos projetos particulares, que poderão ser 
elaborados utilizando-se as chaves como ferramenta principal para tomada de decisão.
Vale ressaltar que situações muito específicas ou particulares ocorrentes na área de 
estudo e que não foram vistoriadas podem não ter sido incluídas na chave, o que não 
impede dessa ser constantemente revisada, adaptada e atualizada, conforme se observe 
novas situações ambientais. 
 Chave A: Delimitação da APP
Consiste nas ações de orientação para delimitação das APPs observadas na área 
de estudo, conforme interpretação do Código Florestal (Lei Federal n° 12.651/2012, 
alterada pela Lei Federal n° 12.727/2012).
1a – Drenagem permanente 2
 2a – drenagem encaixada A1
 2b – margem não definida 3
 3a – Planície de inundação natural 4
 4a – planície de inundação natural na cabeceira da drenagem A2
 4b – planície de inundação natural ao longo da drenagem A3
 3b – banco de assoreamento 5
 5a – canal de drenagem visível A3
 5b – canal de drenagem não visível ou difuso A4
1b – Drenagem intermitente 6
 6a – drenagem encaixada A1
 6b – margem não definida A5
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 203/388
Ação Justificativa / Observações
A1
Delimitar a APP a 
partir da margem 
definida
Conforme definido no Código Florestal, a APP deverá ser delimitada a partir do 
leito regular, que neste caso é bem definido, conforme a foto abaixo.
A2
Delimitar a APP a 
partir da borda da 
área com solo 
saturado
Em uma planície de inundação natural, o solo está saturado na maior parte do 
ano, principalmente em períodos chuvosos, quando é mais provável a 
visualização da formação de olhos d’água (afloramento natural do lençol 
freático, mesmo que intermitente). Neste caso, para se proteger todas as 
nascentes e olhos d’água que podem ser formados nestas planícies, aconselha￾se a contabilização da APP a partir do espaço permanentemente saturado do 
terreno, conforme a figura abaixo.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 204/388
Ação Justificativa / Observações
A3
Delimitar a APP a 
partir da borda do 
canal de 
drenagem onde 
há a 
concentração do 
fluxo de 
escoamento
Em uma planície de inundação natural, o solo está saturado na maior parte do 
ano, principalmente em períodos chuvosos, quando é mais provável a formação 
de um canal de drenagem que concentra o fluxo. No caso de banco de 
assoreamento, o canal já está modificado, e o leito regular passa a ser o canal 
de drenagem visível, incluindo assim o banco de assoreamento na APP 
delimitada. Em certas situações o próprio morador local pode dar informações 
precisas do local de concentração do escoamento, caso ele não esteja visível 
na época da visita de campo. As fotos abaixo ilustram essa situação.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 205/388
Ação Justificativa / Observações
A4
Delimitar a APP a 
partir do meio do 
banco de 
assoreamento
Em casos onde o banco de assoreamento impede a visualização do leito regular 
do canal de drenagem, a delimitação da APP deverá ser feita a partir do meio 
do banco de assoreamento, já que nesses casos é bem provável que a água 
flua entre a vegetação existente no banco de assoreamento, não formando um 
canal de drenagem propriamente dito. Sugere-se que a delimitação seja feita 
em época chuvosa, pois o fluxo de água pode facilitar a interpretação desses 
casos. A foto abaixo ilustra essa situação.
A5
Delimitar a APP a 
partir da menor 
cota (seção 
topográfica 
transversal)
Em drenagem intermitente com margem não definida, a topografia indica o local 
por onde a água corre em épocas chuvosas, correspondente à menor cota da 
seção topográfica transversal. A foto abaixo ilustra essa situação.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 206/388
 Chave B: Diagnóstico dos fatores de degradação da APP
Os fatores de degradação dizem respeito a toda atividade, antrópica ou natural, 
que resulte em impactos negativos nos fragmentos florestais e nas áreas a serem 
restauradas. As ações sugeridas nessa chave são referentes à adoção de medidas que 
impeçam ou reduzam as chances de um dado fator de degradação voltar a danificar a 
APP, possibilitando o restabelecimento dos processos naturais de recuperação.
1a – Risco de propagação de fogo na APP 2
 2a – alto (APP não circundada por aceiro. APP adjacente à: área de queima de cana-de￾açúcar, área com risco de limpeza de área de cultura com uso de fogo e estradas) F1
 2b – baixo (limite da APP com: área alagada ou córrego, área totalmente no interior da 
propriedade com baixo risco de propagação de fogo, sem atividade agrícola, ex.: deck 
de piscina de pedra; área com aceiro já existente). 
F2
1b – Risco de trânsito de animais na APP 3
 3a – alto (risco de pisoteio das mudas por animais na APP; risco de herbivoria na APP; 
vestígios de trânsito de animais na APP) 4
 4a – acesso de animais na APP sem controle do proprietário F3
 4b – acesso de animais na APP com controle do proprietário F4
 3b – baixo (ausência de vestígio de trânsito de animais na APP e no entorno) F5
1c – Escoamento superficial de águas na APP 5
 5a – concentrado F6
 5b – difuso F7
1d – Alterações nas margens do curso d’água 6
 6a – causada por ação antrópica F8
 6b – natural F9
1e – Uso agrícola na APP 7
 7a – perene e semi-perene F10
 7b – anual F11
 7c - silvicultura 8
 8a – baixa ou nula regeneração natural no sub-bosque F12
 8b – moderada regeneração natural do sub-bosque, em terreno plano ou suave ondulado F13
 8c - moderada regeneração natural do sub-bosque, em terreno acidentado F14
 8d – elevada regeneração natural do sub-bosque F14
1f – Presença de gramíneas invasoras 9
 9a – alta incidência de gramíneas invasoras F15
 9b – moderada ou baixa incidência de gramíneas invasoras F16
Ação Justificativa / Observações
F1 Implantar aceiro
Com o intuito de reduzir risco de propagação de fogo:
- conscientização dos proprietários rurais, bem como da população do 
entorno;
- implantar aceiro de 6 metros conforme recomendação para proteção de 
Áreas de Preservação Permanente (IBAMA, 2016).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 207/388
Ação Justificativa / Observações
F2
Não implantar aceiro 
ou mantê-lo limpo, 
se já houver aceiro
Não há necessidade de implantar aceiro, pois o risco de propagação de 
fogo é baixo. No caso de aceiro já existente, a ação deve ser de mantê-lo 
limpo para reduzir os riscos de propagação de fogo.
F3 Cercar a APP
Para proteger a APP da ação de animais deve-se retirá-los e instalar 
cercas para isolar a APP. Pelo Código Florestal é permitido o acesso de 
pessoas e animais às APPs, para obtenção de água (dessedentação), 
desde que não exija a supressão e não comprometa a regeneração e a 
manutenção em longo prazo da vegetação nativa. Nesse caso, deve ser 
planejado em local específico para este fim.
F4
Cercar a APP ou 
isolar os animais em 
local apropriado
No caso de o proprietário ter controle sobre o acesso de animais na APP, 
escolhe-se a ação mais conveniente para o proprietário: cercar a APP ou 
isolar os animais em local apropriado. Pelo Código Florestal é permitido o 
acesso de pessoas e animais às APPs, para obtenção de água 
(dessedentação), desde que não exija a supressão e não comprometa a 
regeneração e a manutenção em longo prazo da vegetação nativa. Nesse 
caso, deve ser planejado em local específico para este fim.
F5 Não cercar a APP Não é necessário cercar a APP, pois o risco de acesso de animais na APP 
é baixo. 
F6
Adoção de práticas 
conservacionistas do 
solo na área do 
entorno para evitar 
escoamento 
superficial 
concentrado
Adotar práticas conservacionistas do solo para controlar o escoamento 
superficial concentrado na APP, de forma a reduzir os processos erosivos, 
o acúmulo de sedimentos e o arraste de sementes e plântulas.
Adoção de técnicas de drenagem de águas pluviais, dando preferência 
para as valas vegetadas, podendo também utilizar técnicas convencionais, 
como canaletas, escada hidráulica e galerias.
F7
Adoção de práticas 
conservacionistas do 
solo na área do 
entorno para evitar 
escoamento 
superficial difuso
Adotar práticas conservacionistas do solo para controlar o escoamento 
superfici’al difuso na APP, de forma a reduzir os processos erosivos, o 
acúmulo de sedimentos e o arraste de sementes e plântulas. Recomenda￾se adoção de:
- leiras, murundus, camalhão, terraço ao longo da divisa da APP;
- bacias de retenção/infiltração nos pontos topográficos de menor cota. 
Essa técnica contribui para a recarga do lençol freático, melhorando a 
qualidade das águas, aumentando a vazão nos canais de drenagem e, 
eventualmente, poderá promover a revitalização de nascentes.
F8
Adoção de ações 
corretivas e 
campanhas 
educativas
As interferências antrópicas deverão ser analisadas e diagnosticadas por 
profissionais especializados. As ações corretivas deverão ser projetadas 
em função do diagnóstico realizado, visando atuar diretamente na causa 
dos problemas.
F9
Monitoramento e 
adoção de ações 
corretivas, se 
necessário
As alterações naturais deverão ser analisadas e diagnosticadas por 
profissionais especializados. As ações corretivas deverão ser projetadas 
em função do diagnóstico realizado, visando atuar diretamente na causa 
dos problemas.
F10
Após colheita, 
remoção dos 
indivíduos cultivados, 
com destoca, para 
plantio das mudas de 
espécies nativas.
O plantio de espécies nativas em APP requer que o uso agrícola perene e 
semi-perene seja eliminado da área. No município de Garça este uso 
agrícola é representado principalmente pelo cultivo de café. A destoca 
nesses casos é necessária para evitar a rebrota vigorosa. No caso do 
cultivo da cana-de-açúcar, pode-se deixar no solo a palhada como 
cobertura morta para promover a proteção do solo, a ciclagem de 
nutrientes e evitar a disposição inadequada da palhada (descarte em 
cursos d’água, por exemplo). Após a retirada da cultura perene ou semi￾perene, pode-se optar por plantar espécies de adubação verde para 
melhorar as condições físicas e químicas do solo. Antes do plantio das 
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 208/388
Ação Justificativa / Observações
espécies nativas, a adubação verde deve ser cortada e incorporada ao 
solo.
F11
Após colheita, 
interrupção do uso 
agrícola e plantio, 
deixar restos 
culturais no solo 
como cobertura 
morta.
O plantio de espécies nativas em APP requer que o uso agrícola seja 
eliminado da área. Deixar os restos culturais no solo como cobertura morta 
promove a proteção do solo, e promove a ciclagem de nutrientes, além de 
evitar a disposição inadequada dos restos culturais (descarte em cursos 
d’água, por exemplo).
F12
Colheita tradicional 
da madeira para 
plantio das mudas de 
espécies nativas nas 
entrelinhas; deixar 
restos culturais no 
solo como cobertura 
morta e controlar a 
rebrota com manejo 
adequado de 
herbicida
Como o sub-bosque encontra-se desprovido ou com inexpressiva 
regeneração de espécies nativas, a colheita da madeira pode ser feita de 
maneira tradicional. Deixar os restos culturais no solo como cobertura 
morta promove a proteção do solo e a ciclagem de nutrientes, além de 
evitar a disposição inadequada dos restos culturais (descarte em cursos 
d’água, por exemplo). Plantar nas entrelinhas dos tocos das árvores 
promove o aproveitamento do espaço. Deixar os tocos das árvores no 
campo para decomposição natural faz com que se evitem gastos com 
destoca, além de promover a gradual ciclagem de nutrientes. Caso os 
tocos rebrotem, pode-se controlar a rebrota por meio do uso adequado de 
herbicida (realizado por profissional especializado).
F13 Colheita de impacto 
reduzido
Como o sub-bosque apresenta considerável regeneração natural e o relevo 
plano / suave ondulado permite que se evite que os troncos das árvores 
cortadas rolem morro abaixo durante a colheita, recomenda-se que seja 
realizada a colheita de impacto reduzido, com o corte e queda direcionada 
de árvores presentes em duas linhas consecutivas de plantio, de forma a 
concentrar o impacto da queda em metade da área onde se observa a 
regeneração natural do sub-bosque, conforme esquema abaixo:
Fonte: BRANCALION, GANDOLFI E RODRIGUES (2015)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 209/388
Ação Justificativa / Observações
F14 Morte em pé das 
árvores cultivadas
Em áreas onde se observa elevada regeneração natural (sub-bosque 
densamente povoado por espécies nativas) ou considerável expressão da 
regeneração em terrenos acidentados, onde a colheita de madeira 
resultaria em danos expressivos na comunidade regenerante e prejudicaria 
o aproveitamento nas ações posteriores de restauração, recomenda-se a 
morte das árvores em pé preferencialmente por meio de anelamento, sem 
que haja o seu corte. Nessa situação, as árvores morrem aos poucos e 
saem do sistema à medida que os troncos apodrecem e caem, causando 
mudanças graduais nos regimes de luz do sub-bosque.
F15
Manejo das 
gramíneas 
invasoras, com uso 
de herbicida (se 
necessário), 
deixando-se os 
restos vegetais no 
solo como cobertura 
morta
O manejo pode ser feito de acordo com os recursos disponíveis na 
propriedade, sendo que o corte dessa vegetação pode ser feito por meio de 
roçada manual ou semi-mecanizada e capina química. A roçada antes da 
capina será necessária caso a gramínea esteja alta.
Quando a incidência de gramíneas for muito agressiva, pode-se fazer a 
aplicação do herbicida diretamente na área. Para o controle de gramíneas 
recomenda-se o uso de herbicida à base de glyphosate, que é de baixa 
toxicidade e rápida degradação no solo (RODRIGUES; BRANCALION; 
ISERNHAGEN, 2010).
Se a APP for pequena e houver mão de obra disponível, pode-se optar 
pela capina manual deixando a palhada no solo como cobertura morta. 
Esse procedimento deve-se repetir até que as mudas de espécies nativas 
atinjam altura suficiente para sombrear a área e controlar o crescimento 
das gramíneas. 
Após o corte dessa vegetação, a manutenção da área também pode ser 
realizada por meio do uso de adubação verde para competir com as 
gramíneas até que as mudas atinjam altura para sombrear a área e 
controlar o crescimento das gramíneas. A partir desse momento, 
recomenda-se o corte da adubação verde e sua incorporação ao solo.
F16
Manejo das 
gramíneas 
invasoras, deixando￾se os restos vegetais 
no solo como 
cobertura morta
O manejo pode ser feito de acordo com os recursos disponíveis na 
propriedade, sendo que o corte dessa vegetação pode ser feito por meio de 
roçada manual ou semi-mecanizada. A roçada antes da capina será 
necessária caso a gramínea esteja alta.
Se a APP for pequena e houver mão de obra disponível, pode-se optar 
pela capina manual deixando a palhada no solo como cobertura morta. 
Esse procedimento deve-se repetir até que as mudas de espécies nativas 
atinjam altura suficiente para sombrear a área e controlar o crescimento 
das gramíneas. 
Após o corte dessa vegetação, a manutenção da área também pode ser 
realizada por meio do uso de adubação verde para competir com as 
gramíneas até que as mudas atinjam altura para sombrear a área e 
controlar o crescimento das gramíneas. A partir desse momento, 
recomenda-se o corte da adubação verde e sua incorporação ao solo.
 Chave C: Escolha do método de restauração da APP
Consiste na escolha da prática associada ao favorecimento da reocupação da área 
degradada pela vegetação nativa, seja pela condução da regeneração natural, seja pelas 
diversas formas de implantação de espécies nativas na área. Também estão inseridas 
nessa chave as ações de restauração para recuperar parte da estrutura, funcionamento 
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 210/388
e/ou composição de fragmentos florestais (matas ciliares) que foram submetidos a fatores 
de degradação, visando ampliar o potencial de conservação da biodiversidade e de 
contribuição desses fragmentos para a restauração de áreas degradadas presentes no 
entorno.
1a – Presença de mata ciliar 2
 2a – Mata ciliar conservada R1
 2b – Mata ciliar com necessidade de recuperação 3
 3a – Lianas em desequilíbrio R2
 3b – Gramíneas invasoras na borda e/ou interior R3
 3c – Dossel descontínuo R4
 3d – Estratificação florestal inexpressiva R5
 3e – Sub-bosque inexpressivo R6
 3f – Baixa diversidade biológica (flora) R5
1b – Ausência de mata ciliar 4
 4a – Nula ou baixa expressão da regeneração natural R7
 4b – Moderada expressão da regeneração natural R8
 4c – Elevada expressão da regeneração natural 5
 5a – Comunidade dos regenerantes composta por poucas espécies R8
 5b - Comunidade dos regenerantes composta por muitas espécies R9
Ação Justificativa / Observações
R1
Proteção da área e 
correção dos fatores 
de degradação
Fragmentos ou trechos de fragmentos pouco afetados por ações de 
degradação. Nesta situação, basta mantê-los isolados dos fatores de 
degradação para que sejam mantidos a estrutura e o funcionamento do 
ecossistema. 
R2
Manejo das lianas em 
desequilíbrio, 
deixando-se os restos 
vegetais no solo como 
cobertura morta
O manejo das lianas em desequilíbrio envolve ações como o corte de 
espécies mais agressivas e o monitoramento de seu desenvolvimento para 
indicar novas ações de controle. O uso dos resíduos vegetais como 
cobertura morta na APP visa promover a ciclagem de nutrientes.
Esse controle normalmente é realizado pelo corte da base dos indivíduos 
adultos das trepadeiras em desequilíbrio com foice ou facão, podendo ser 
também necessária a aplicação de herbicidas dessecantes nas superfícies 
de corte para evitar a rebrota ou nos brotos que surgirem após o corte, 
impedindo que essas trepadeiras voltem a ocupar o dossel e 
restabelecendo a sucessão secundária (BRANCALION; GANDOLFI; 
RODRIGUES, 2015).
Recomenda-se que o manejo das lianas aconteça no último mês da 
estação seca, que normalmente ocorre no mês de agosto, reduzindo a 
proliferação das lianas, visto que no início da estação chuvosa as lianas 
retomam o crescimento e a renovação de folhas (INSTITUTO DE 
BOTÂNICA, 2015).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 211/388
Ação Justificativa / Observações
R3
Manejo das gramíneas 
invasoras, deixando￾se os restos vegetais 
no solo como 
cobertura morta
O manejo pode ser feito de acordo com os recursos disponíveis na 
propriedade, sendo que o corte dessa vegetação pode ser feito por meio de 
roçada manual ou semi-mecanizada e capina química (vide detalhamento 
na ação F1 - Chave B). A roçada antes da capina será necessária caso a 
gramínea esteja alta e, caso a incidência de gramíneas ocorra de forma 
muito agressiva, pode-se fazer a aplicação do herbicida diretamente na 
área (a ser realizada por profissional especializado). Para o controle de 
gramíneas recomenda-se o uso de herbicida à base de glyphosate, que é 
de baixa toxicidade e rápida degradação no solo (RODRIGUES; 
BRANCALION; ISERNHAGEN, 2010).
Se a APP for pequena e houver mão de obra disponível, pode-se optar 
pela capina manual deixando a palhada no solo como cobertura morta. 
Esse procedimento deve-se repetir até que as mudas de espécies nativas 
atinjam altura suficiente para sombrear a área e controlar o crescimento 
das gramíneas. 
R4 Plantio de 
adensamento
Quando se observa uma fisionomia florestal aberta, com descontinuidade 
do dossel e trechos de clareiras no interior no fragmento florestal, tornam￾se necessárias aplicar ações que visem à ocupação desses espaços 
vazios. Nessas situações, recomenda-se o adensamento, que consiste no 
plantio de mudas de espécies nativas regionais do grupo de 
preenchimento, conforme a relação de espécies apresentadas nas listas 
(Apêndices B, C, D e E). 
Para esse plantio sugere-se utilizar espaçamento 2 x 2 m entre as mudas 
de espécies arbóreas de rápido crescimento e boa cobertura, visando 
garantir o rápido recobrimento do solo e, tanto as mudas quanto os 
indivíduos regenerantes, devem receber os mesmos tratamentos de 
manutenção (coroamento, controle de formigas, adubação, irrigação e 
replantio) aplicados no plantio total. 
R5 Plantio de 
enriquecimento
Esse método consiste em reintroduzir no fragmento florestal, espécies que 
foram extintas localmente devido à degradação ou ao processo 
sucessional, visto que a baixa diversidade é fator que limita a 
sustentabilidade da sucessão ecológica local. Recomenda-se aplicar o 
plantio de enriquecimento, por meio da introdução de espécies dos 
estágios finais de sucessão (secundárias iniciais, tardias e climáceas), 
especialmente as espécies de maior interação com a fauna. 
Para este plantio de enriquecimento sugere-se utilizar o espaçamento de 6 
x 6 m entre as mudas de espécies arbóreas e, tanto as mudas quanto os 
indivíduos regenerantes, devem receber os mesmos tratamentos de 
manutenção (coroamento, controle de formigas, adubação, irrigação e 
replantio) aplicados no plantio total. As espécies sugeridas para o plantio 
de enriquecimento são aquelas pertencentes ao grupo de diversidade, 
conforme a relação de espécies apresentadas nas listas (Apêndices B, C, 
D e E).
R6
Plantio de 
adensamento e 
enriquecimento
Quando se observar um fragmento florestal com predomínio apenas do 
estrato superior e ausência de sub-bosque expressivo (bosque), tornam-se 
necessárias aplicar ações que visem à construção de um sub-bosque 
diverso, composto tanto por espécies que sucederão aquelas do dossel, 
quanto por espécies ombrófilas que ocuparão permanentemente o sub￾bosque. Para essas situações, recomenda-se o plantio de espécies nativas 
do grupo de preenchimento (adensamento) e do grupo de diversidade 
(enriquecimento) em meio à vegetação regenerante do sub-bosque (vide 
detalhamento nas ações R4 e R5).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 212/388
Ação Justificativa / Observações
R7 Plantio total com alta 
diversidade
Para o plantio em área total serão utilizadas as recomendações 
apresentadas no Pacto pela Restauração da Mata Atlântica (RODRIGUES; 
BRANCALION; ISERNHAGEN, 2010), que sugere o plantio de alta 
diversidade com combinações das espécies em módulos ou grupos de 
plantio, visando à implantação das espécies dos estágios finais de 
sucessão (secundárias e clímax) conjuntamente com as espécies dos 
estágios iniciais de sucessão (pioneiras e secundárias iniciais). 
Para a combinação das espécies de diferentes comportamentos (pioneiras, 
secundárias e/ou climácicas) ou de diferentes grupos ecológicos, 
recomenda-se o plantio em linhas alternadas e as espécies nativas 
regionais são divididas em dois grupos funcionais: grupo de preenchimento 
e grupo de diversidade.
O grupo de preenchimento é constituído por espécies com rápido 
crescimento e boa cobertura de copa (densa e frondosa), o que 
proporciona o rápido recobrimento da área plantada e o sombreando do 
solo, criando um ambiente favorável ao desenvolvimento das espécies do 
grupo de diversidade, ao mesmo tempo desfavorecendo o desenvolvimento 
das espécies competidoras (gramíneas e lianas agressivas). A maioria das 
espécies desse grupo é pioneira, podendo incluir também algumas 
secundárias iniciais, e por isso este grupo pode ser referido como grupo 
das Pioneiras.
No grupo de diversidade estão incluídas as demais espécies, que não 
possuem rápido crescimento, nem boa cobertura copa, mas são 
fundamentais para garantir a perpetuação da sucessão ecológica da área 
plantada. Esse grupo se assemelha ao grupo referido em alguns projetos 
como grupo das Não Pioneiras, que engloba as espécies secundárias 
tardias e clímax, porém o da diversidade também pode incluir espécies 
pioneiras.
Com relação ao método de plantio, as espécies serão distribuídas 
alternadamente nas linhas de plantio, sendo uma muda do grupo de 
preenchimento intercalada com outra muda do grupo de diversidade, 
conforme o esquema abaixo. Recomenda-se que o plantio apresente 
espaçamento de 1,5 x 1,5 m, caso a área apresente expressiva incidência 
de gramíneas invasoras, visto que o rápido recobrimento do solo por meio 
do fechamento do dossel favorece a competição com essa vegetação. Nos 
demais casos, pode-se utilizar espaçamento 3 X 2 m, o que permite o 
trânsito inicial de trator nas entrelinhas, favorecendo a mecanização de 
algumas atividades de manutenção.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 213/388
Ação Justificativa / Observações
R8
Favorecimento da 
regeneração natural e 
adensamento
Quando a distribuição espacial e/ou a densidade dos regenerantes de 
espécies nativas não são satisfatórias para que a regeneração natural 
resulte na formação de uma fisionomia florestal (dentro de um período 
razoável e sem intervenção humana), tornam-se necessárias não só 
medidas de favorecimento dos regenerantes, como também ações que 
visem à ocupação dos espaços vazios. Para essas situações, recomenda￾se o adensamento, que consiste no plantio de mudas de espécies nativas 
regionais do grupo de preenchimento com menor espaçamento (vide 
detalhamento na ação R4).
O favorecimento da regeneração natural consiste no controle de gramíneas 
no entorno dos regenerantes ou em área total, controle de cipós 
competidores e de árvores exóticas invasoras e, eventualmente, na 
adubação de cobertura e controle de formigas cortadeiras.
R9
Favorecimento da 
regeneração natural e 
enriquecimento
Quando a estratificação florestal for inexpressiva e/ou a comunidade de 
flora apresentar baixa diversidade biológica, tornam-se necessárias não só 
medidas de favorecimento dos regenerantes, como também ações que 
visem ao aumento da biodiversidade, introduzindo espécies e grupos 
funcionais que teriam poucas chances de chegar à área por dispersão, 
para que, então, se atinja diversidade de espécies e de grupos funcionais 
compatível com os ecossistemas de referência.
Para essas situações, recomenda-se o enriquecimento, que consiste no 
plantio (com maior espaçamento) de mudas de espécies nativas regionais 
do grupo de diversidade em meio à comunidade regenerante, 
principalmente visando contemplar espécies dos estágios finais de 
sucessão (secundárias iniciais, tardias e climáceas), especialmente as 
espécies de maior interação com a fauna (vide detalhamento na ação R5).
O favorecimento da regeneração natural consiste no controle de gramíneas 
no entorno dos regenerantes ou em área total, controle de cipós 
competidores e de árvores exóticas invasoras e, eventualmente, na 
adubação de cobertura e controle de formigas cortadeiras.
 Chave D: Ações para o plantio (total, adensamento, 
enriquecimento)
Consiste em orientações das ações que serão efetuadas no momento do plantio 
das mudas, independentemente do método de restauração implantado, e que são 
condicionais para o sucesso do processo de restauração. Serão observadas situações 
referentes ao tipo e estado de conservação do solo observado na área, bem como outros 
aspectos que interferem no desenvolvimento do plantio.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 214/388
1a – Solo conservado (sem alteração nos horizontes e sem indícios de compactação) 2
 2a – Solo não-hidromórfico P1
 2b – Solo hidromórfico 3
 3a - Nível d’água aflorante P2
 3b - Nível d’água não aflorante P3
1b – Solo degradado 4
 4a – Solo compactado (sem alteração nos horizontes) P4
 4b – Solo desprovido de camada superficial 5
 5a – Ocorrência de horizonte B P1
 5b – Horizonte C P4
 5c – Predomínio de horizonte R P5
6a – Presença de formigueiros (formigas cortadeiras) na APP e no entorno 7
 7a – Baixa incidência de formigueiros P6
 7b – Alta incidência de formigueiros P7
6b – Ausência de formigueiros (formigas cortadeiras) na APP e no entorno P8
Ação Justificativa / Observações
P1
Abertura de covas, 
calagem e adubação / 
Plantio de espécies 
nativas ocorrentes na 
região (Lista 1 –
Apêndice B)
A presença de solo conservado e não-hidromórfico na APP permite a 
escolha de espécies nativas adaptadas aos tipos de solo encontrado na 
região. Da mesma forma, a presença de solo degradado pela retirada da 
camada superficial do solo (horizonte A) permite o plantio de espécies 
adaptadas à região, desde que realizada a adubação para suprir a 
deficiência de nutrientes causada pela remoção da camada superficial do 
solo. Dessa forma, a Lista A foi elaborada a partir de informações 
secundárias que indicam a ocorrência dessas espécies na região do 
município de Garça.
P2
Plantio em montículo 
(cova invertida) / 
Espécies tolerantes a 
ambientes 
permanentemente 
alagados (Lista 2 –
Apêndice C)
A presença de solo conservado e hidromórfico com nível de água aflorante 
na APP requer a escolha de espécies nativas que sejam tolerantes a 
ambientes permanentemente alagados. Dessa forma, a Lista B foi 
elaborada a partir de informações secundárias que indicam a ocorrência 
dessas espécies na região do município de Garça.
Para o plantio dessas espécies recomendam-se covas abertas 
manualmente, instaladas em cima de pequenas porções de solo argiloso
(“murunduns”) com dimensões 0,4m x 0,4m x 0,4m. Este procedimento 
evita que os torrões que envolvem as mudas se dissolvam imediatamente 
no ambiente encharcado e ocorra o apodrecimento das raízes. Este 
método, também chamado por alguns autores como “plantio em 
montículos” ou “covas invertidas”, tem demonstrado maiores porcentagens 
de sobrevivência das mudas, pois possibilita que o colo da planta não fique 
em contato direto com a água, bem como sua raiz (SZTUTMAN & 
RODRIGUES, 2002; MARCONATO, 2010; ZAMITH, 2007). O solo a ser 
usado para fazer o montículo deve ser previamente adubado e corrigido o 
pH por meio de calagem, se necessário.
Recomenda-se plantio em época seca/estiagem.
P3
Abertura de covas, 
calagem e adubação / 
Espécies tolerantes a 
ambientes 
temporariamente 
A presença de solo conservado e hidromórfico com nível de água não 
aflorante na APP requer a escolha de espécies nativas que sejam 
tolerantes a ambientes temporariamente alagados. Dessa forma, a Lista C 
foi elaborada a partir de informações secundárias que indicam a ocorrência 
dessas espécies na região do município de Garça.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 215/388
Ação Justificativa / Observações
alagados (Lista 3 –
Apêndice D)
Recomenda-se plantio em época seca/estiagem.
P4
Preparo do solo 
(escarificar), abertura 
das covas, calagem e 
adubação / Plantio de 
espécies nativas 
ocorrentes na região 
(Lista 1 –
Apêndice B)
A presença de solo degradado pela compactação, porém sem alteração 
nos horizontes do solo permite o plantio de espécies nativas adaptadas aos 
tipos de solo encontrado na região, desde que o solo seja descompactado 
(escarificado) e adubado, com correção de pH por meio de calagem. Dessa 
forma, a Lista A foi elaborada a partir de informações secundárias que 
indicam a ocorrência dessas espécies na região do município de Garça.
P5
Recompor a camada 
superficial do solo, 
abertura das covas, 
calagem e adubação / 
Plantio de espécies 
adaptadas a solos 
rasos (Lista 4 –
Apêndice E)
A presença de solo degradado pela remoção da camada superficial na APP 
limita a escolha de espécies nativas às adaptadas a solos rasos. Nessas 
condições recomenda-se a recomposição da camada superficial do solo, 
com correção de pH (por meio de calagem) e a adubação para suprir a 
deficiência de nutrientes causada pela remoção dessas camadas. Dessa 
forma, a Lista D foi elaborada a partir de informações secundárias que 
indicam a ocorrência dessas espécies na região do município de Garça. 
Nessas áreas, recomenda-se executar sistema de drenagem superficial 
visando o escoamento adequado das águas pluviais.
P6
Plantio das mudas 
sem o controle 
químico e avaliar o 
ataque às mudas 
plantadas
Não se observando significativa quantidade de formigas cortadeiras na 
área a ser restaurada, não será necessário realizar o controle químico das 
formigas antes do plantio. No entanto, por precaução, recomenda-se o 
plantio de adubação verde, visto que a implantação de algumas espécies 
da adubação verde, além de promover a melhoria das condições físicas, 
químicas e biológicas do solo (PADOVAN; SILVA, 2014), atua no controle 
de formigas cortadeiras (BUENO et al., 2007).
Após o plantio, caso seja observado forte impacto das formigas nas mudas 
plantadas (mais de 5% das mudas fortemente predadas ou mortas após o 
plantio), recomenda-se realizar o controle químico das formigas 
cortadeiras, por meio de iscas formicidas (à base de Sulfluramida ou 
Fipronil) a cada 15 dias nos dois primeiros meses. Após esse período 
inicial, recomenda-se realizar o repasse no controle às formigas cortadeiras 
a cada dois meses, até completar o primeiro ano após plantio. O controle 
químico das formigas cortadeiras deve ser aplicado adequadamente por 
recomendação de profissional especializado.
P7 Controle químico das 
formigas cortadeiras
Controle químico das formigas cortadeiras, por meio de iscas formicidas (à 
base de Sulfluramida ou Fipronil), a ser aplicado adequadamente por 
recomendação de profissional especializado.
Após o plantio, caso seja observado forte impacto das formigas nas mudas 
plantadas (mais de 5% das mudas fortemente predadas ou mortas após o 
plantio), recomenda-se realizar o controle químico das formigas 
cortadeiras, por meio de iscas a cada 15 dias nos dois primeiros meses. 
Após esse período inicial, recomenda-se realizar o repasse no controle às 
formigas cortadeiras a cada dois meses, até completar o primeiro ano após 
plantio.
P8
Não realizar ações de 
combate às formigas 
cortadeiras.
Nessa situação, espera-se que não haja ataque de formigas cortadeiras às 
mudas plantadas. Porém, deve-se avaliar essa situação após o plantio e 
considerar a aplicação de ações de manutenção, se necessário.
Dessa forma, caso seja observado forte impacto das formigas nas mudas 
plantadas (mais de 5% das mudas fortemente predadas ou mortas após o 
plantio), recomenda-se realizar o controle químico das formigas 
cortadeiras, por meio de iscas formicidas a cada 15 dias nos dois primeiros 
meses. Após esse período inicial, recomenda-se realizar o repasse no 
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 216/388
Ação Justificativa / Observações
controle às formigas cortadeiras a cada dois meses, até completar o 
primeiro ano após plantio. Caso necessário, o controle químico das 
formigas cortadeiras deve ser aplicado adequadamente por recomendação 
de profissional especializado.
9.3. Recomendações quanto às ações de recomposição da vegetação
Devido às particularidades das características ambientais observadas na área de 
estudo destinadas à recuperação ambiental, serão apresentadas recomendações gerais 
quanto às ações de conservação, manejo e restauração ecológica destas áreas, que 
deverão estar contempladas e descritas detalhadamente em projetos específicos, 
principalmente para as áreas localizadas em APP.
 Recomenda-se que os projetos de restauração ecológica das APP levem em 
consideração as ações recomendadas neste Relatório Técnico, principalmente 
aquelas detalhadas nas Chaves de Tomada de Decisão, e que abordem, 
minimamente, a descrição dos seguintes itens: Diagnóstico ambiental da área a ser 
recuperada; Atividades prévias para eliminar os fatores de degradação 
identificados na área a ser recuperada; Atividades de preparo do solo; Atividades 
de condução da regeneração natural e de plantio; Atividades de manutenção da 
restauração; Atividades de monitoramento e avaliação do projeto; e, Cronograma 
de execução;
 Recomenda-se que a correção, adequação e manutenção das práticas 
conservacionistas do solo ou a estabilização pontual das margens dos cursos 
d’água sejam analisadas por profissionais especializados, os quais deverão indicar 
soluções de engenharia convencional ou natural, em função da análise das causas 
dos problemas, as quais podem ser de origem natural ou antrópica;
 Recomenda-se que o uso de herbicidas para manejo das gramíneas invasoras e 
controle populacional das lianas (trepadeiras), bem como o controle das formigas 
por meio de iscas formicidas, sejam realizados somente quando estritamente 
necessário e aplicados por profissionais especializados;
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 217/388
 Recomenda-se que o plantio das mudas de espécies arbóreas aconteça na época 
chuvosa, com intensidades moderadas de chuvas. Para o município de Garça, o 
período recomendado seria de outubro a março, evitando-se os meses de 
dezembro e janeiro (alta pluviosidade), e em épocas de estiagem que 
necessitariam de hidrogel ou irrigação no momento do plantio. Vale ressaltar que 
em áreas com solo permanentemente encharcado recomenda-se o plantio de 
mudas na época seca, de abril a agosto; 
 Para aumentar as chances de sucesso do projeto de restauração ecológica das 
APPs e otimizar as ações de manutenção do plantio, recomenda-se que a altura 
das mudas seja superior a 60 centímetros;
 Recomenda-se a utilização dos Apêndices B, C, D e E para auxiliar na escolha 
das espécies a serem plantadas. Estes anexos apresentam a relação das espécies 
presentes nas formações naturais regionais indicadas para plantio, onde as 
espécies foram classificadas segundo os grupos de plantio (preenchimento e 
diversidade):
o Vale ressaltar que para as situações de ocorrência de solo raso – conforme 
diagnosticado na Chave C – recomendou-se o plantio de espécies arbóreas 
nativas com ocorrência em Floresta Estacional Decidual (Apêndice E), visto 
que a ocorrência dessa formação vegetal parece estar condicionada pelo 
solo raso (litólico), com elevada acidez, baixa capacidade de retenção 
hídrica do solo na estação seca, que atuam como fatores edáficos seletivos 
para ocorrência de espécies. As espécies observadas nessa condição 
apresentam adaptações fisiológicas e/ou morfológicas, capacitando-as para 
resistirem à deficiência hídrica estacional como armazenamento de água em 
partes da planta, deciduidade (queda das folhas no período seco), órgãos 
para absorção da umidade atmosférica ou de chuvas e outras 
(RODRIGUES, 1999).
 Recomenda-se que o monitoramento do projeto de restauração ecológica da APP, 
para a comprovação do restabelecimento da condição não degradada do 
ecossistema, ocorra periodicamente até que essa condição tenha sido atingida. 
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 218/388
Com relação à frequência e periodicidade das avaliações, recomenda-se que na 
fase de implantação do plantio (1 a 12 meses), sejam realizadas seis avaliações, 
sendo as três primeiras mensais (um, dois e três meses) e as demais trimestrais 
(seis, nove e 12 meses). Já na fase de pós-implantação (1 a 3 anos do plantio), as 
avaliações podem ocorrer semestralmente, representando duas avaliações por 
ano. E para a fase seguinte (após 3 anos de plantio), a periodicidade da avaliação 
poderá ser bianual ou dependendo da necessidade.
10 CONSIDERAÇÕES FINAIS E RECOMENDAÇÕES
Este Relatório Final apresenta os resultados das atividades desenvolvidas pela 
equipe técnica do IPT, referentes ao diagnóstico dos processos erosivos e áreas 
degradadas, na bacia hidrográfica do córrego Cascata onde ocorre a captação de água 
que abastece parte da área urbana de Garça, SP. Nesse sentido foram levantados dados 
básicos, de caráter geológico, geomorfológico, pedológico, uso e ocupação do solo, clima
e vegetação, e levantamentos dos processos de erosão urbana e rural em campo, e fotos 
aéreas obtidas por meio de sobrevoo com drone nas áreas de interesse, que 
compuseram as bases técnicas deste trabalho.
A caracterização física descrita deu o suporte necessário para a compreensão da 
dinâmica do meio físico, permitindo selecionar os tipos de solos mais suscetíveis a 
processos erosivos, fundamental para identificar as áreas potenciais à produção de 
sedimentos, além de ser de extrema importância para o monitoramento do assoreamento 
das principais drenagens da bacia hidrográfica.
Esses produtos subsidiarão o planejamento do uso e ocupação do solo na bacia 
com as diretrizes de prevenção e controle dos processos erosivos, bem como contribuirão 
para a avaliação da influência desses processos na dinâmica do curso d’água, com foco 
na preservação do solo e dos recursos hídricos.
Os processos erosivos e os sedimentos gerados na bacia hidrográfica do córrego 
Cascata têm contribuído para um quadro atual bastante crítico e principalmente para a 
captação de água, executada pelo SAAE. Os principais problemas resultam diretamente 
dos processos erosivos desencadeados com a expansão urbana, na abertura de novos 
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 219/388
loteamentos e empreendimentos, com lançamento de aguas pluviais na cabeceira de 
drenagem, como visto anteriormente, onde desencadeou uma erosão de grande porte 
(Compartimento I). Outra situação encontrada na bacia (principalmente nos 
compartimentos III e IV) pode ser observada em área de pastagem, onde as práticas 
conservacionistas não foram respeitadas, muito menos implantadas, uma vez que as 
características do meio físico (solos, relevo e rochas) são favoráveis à ocorrência desses 
processos, onde predominam solos com gradiente textural abrúpticos (Argissolos 
abrúpticos) em declives acentuados, com desenvolvimento de processos erosivos mais 
intensos.
As áreas suscetíveis à erosão funcionam como fonte de sedimentos que, 
transportados pelas águas da chuva (escoamento superficial), têm como destino final os 
leitos de córregos e rios, causando o fenômeno de assoreamento, o qual, por sua vez, 
reduz a seção das calhas de drenagens, intensificando os processos de inundação. Os 
processos de assoreamento das drenagens e desmatamento das matas ciliares são 
comuns na área da bacia.
Diante disso, sugere-se que a aprovação de novos loteamentos e 
empreendimentos na bacia, esteja vinculada à implementação de instrumentos de 
planejamento urbano, que contemplem, de forma eficiente, as diretrizes técnicas e os 
aspectos legais para o controle dos processos erosivos e das áreas suscetíveis a 
erosões. A partir disso será possível indicar e priorizar as medidas preventivas e 
corretivas nos compartimentos da bacia com maior criticidade, visando melhorar a gestão 
dos recursos hídricos (aumento da quantidade e da qualidade das águas) e revitalizar a 
bacia de drenagem do córrego da Cascata até a estação de captação de água, 
denominada de B1, com sua consequente preservação.
Nas áreas onde predomina uso rural, é importante a utilização adequada de 
práticas de conservação do solo, a adoção de medidas contra a erosão associada a 
estradas e as áreas de pastagens, com a elaboração de mapas de capacidade de uso 
das terras voltados ao planejamento da ocupação agrícola.
Com relação às questões estruturais e não estruturais da drenagem natural, 
somadas àquelas agravadas pelo intenso desmatamento e o processo de ocupação de 
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 220/388
áreas frágeis e impróprias nos compartimentos hidrográficos, demandam a realização de 
estudos e projetos específicos para a recuperação dessas áreas. Quanto às ações de 
caráter preventivo, é necessária a manutenção das drenagens com a recuperação da 
mata ciliar ao longo das mesmas e nas cabeceiras, e estimular o aumento da infiltração 
nos terrenos para reduzir a velocidade de escoamento superficial das águas e a redução 
da deposição de material sólido nos fundos de vale e o isolamento do gado.
Posteriormente foi realizada a caracterização climática e a hierarquização dos 
compartimentos hidrográficos em relação à sua criticidade aos processos erosivos, com a 
elaboração dos mapas de potencialidade e capacidade das terras à produção de 
sedimentos e as diretrizes fundamentais para recomposição da vegetação nativa e 
recuperação de áreas degradadas.
Com vistas à melhoria da qualidade das águas, torna-se imprescindível as ações 
de proteção e controle de cargas poluidoras difusas, decorrentes, principalmente, de 
resíduos sólidos, agrotóxicos e as oriundas de processos erosivos nas áreas urbanas e 
rurais. Considera-se fundamental cessar o lançamento de esgotos, águas pluviais e 
servidas nos corpos d’água da bacia em estudo.
Recomenda-se a continuidade e aprofundamento de planos e projetos específicos, 
visando o controle desses processos erosivos para, na sequência, viabilizar iniciativas de 
implantação de medidas estruturais e não estruturais para o controle dos mesmos. 
Diante das situações observadas nos compartimentos hidrográficos, recomenda-se 
a implantação de um Programa de Recuperação dessas áreas, que possa promover o 
seu desenvolvimento na Bacia, aliado à manutenção da qualidade de vida e preservação 
dos mananciais. 
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 221/388
Ressalta-se a importância das recomendações aqui apresentadas e que sua 
eficácia depende da integração e cooperação entre os responsáveis e demais envolvidos 
na adoção de ações de proteção e recuperação das áreas afetadas.
Estabelecido este diagnóstico dos compartimentos hidrográficos em relação aos 
processos erosivos, cabe aos diversos órgãos do Poder Público, em especial aqueles que 
tratam da gestão territorial e urbana, promoverem uma ação coordenada, visando 
racionalizar a utilização dos recursos disponíveis, a fim de obter o máximo de resultados 
positivos na solução destes problemas, incluindo medidas como as que se seguem:
 Executar medidas para prevenir o aumento da produção de sedimentos nos 
compartimentos hidrográficos mais críticos;
 Realizar levantamentos dos segmentos de córregos e represas afetados ou 
ameaçados por processos de assoreamento;
 Manter atualizados os levantamentos das áreas potenciais aos processos 
erosivos e escorregamentos;
 Estabelecer diretrizes e implementação de pontos de monitoramento de 
depósitos de assoreamento nos compartimentos hidrográficos;
 Realizar mapeamento detalhado das áreas de riscos em relação a processos 
erosivos em encostas ocupadas;
 Mapear as áreas ocupadas ao longo das drenagens quanto ao solapamento de 
margens;
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 222/388
 Identificar e caracterizar as áreas e edificações sujeitas a processos de 
inundação/enchente e assoreamento;
 Orientar os moradores visando inibir intervenções que possam produzir novas 
situações de risco, tais como, construção de novas moradias em locais 
inadequados, lançamento de lixo, entulho ou água servida no interior da 
erosão;
 Sinalizar e isolar o entorno do processo erosivo de modo a garantir que animais 
e pessoas, principalmente crianças, não circulem junto à crista dos taludes e no 
interior das erosões;
 Aplicar as práticas de conservação do solo e recuperação de áreas degradadas 
por processos erosivos do tipo ravina profunda, com soluções de engenharia 
convencional, associadas ou não as técnicas de bioengenharia de solos;
 Propor vistorias periódicas e sistemáticas nas áreas de risco, por técnicos 
especializados, para observação de possíveis evoluções dos processos do tipo 
ravina profunda. Ressalta-se que, no caso das medidas recomendadas para 
estabilização da erosão do tipo ravina profunda detectada no Compartimento I 
não serem executadas, esse processo tente a evoluir e atingir a infraestrutura 
urbana existente a montante.
 Empregar soluções de bioengenharia de solos nos processos erosivos de 
menor magnitude identificados na bacia (processos erosivos paralelos à curva 
de nível e perpendiculares à curva de nível), principalmente em áreas de 
pastagens;
 Propiciar a melhoria da qualidade ambiental das Áreas de Preservação 
Permanente, estimulando a restauração ecológica por meio de ações de 
condução da regeneração natural e enriquecimento da vegetação nativa, com 
plantios de espécies nativas apropriadas às condições edáficas e climáticas, 
seguindo as orientações expostas nas Chaves de Tomada de Decisão.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 223/388
Cabe destacar a importância desse estudo para o município, norteando o 
planejamento e investimentos nos compartimentos hidrográficos que foram hierarquizados 
os mais problemáticos em relação aos processos erosivos, assoreamento e revegetação.
EQUIPE TÉCNICA
Cidades Infraestrutura e Meio Ambiente – CIMA
Seção de Planejamento Territorial, Recursos Hídricos, Saneamento e Florestas –
SPRSF
Zeno Hellmeister Jr. – Geólogo, Msc. – Gerente do Projeto
Airton Marambaia Santa– Técnico em Geologia
Cláudio Luiz Ridente Gomes – Tecnólogo Civil, Msc.
Filipe Antonio Marques Falcetta – Engenheiro Civil, Dr.
Gabrielle Naomi Imai Aldeia – Bióloga 
Gerson Salviano Almeida Filho – Tecnólogo Civil, Msc.
Jozias da Cruz – Técnico Ambiental
Juliana Thais Oliveira de Carvalho – Técnica em Construção Civil
Maria Lucia Solera – Bióloga, Dra.
Mariana Hortelani Carneseca Longo – Bióloga, Msc.
Lucas Stefano Rissatto - Eng. Hídrico
Priscila Taminato Hirata - Geólogo, Msc.
Seção de Investigações, Riscos e Gerenciamento Ambiental
Caio Pompeu Cavalhieri - Engenheiro Ambiental, Msc. 
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 224/388
Laboratório de Bioenergia e Eficiência Energética - LBE
Ana Paula de Souza Silva – Engenheira Florestal, Msc. 
Apoio Administrativo
Rosangela Aparecida Carelli Correia - Secretária
Maria Castro da Silva – Técnica Administrativa
São Paulo, 26 de maio de 2022.
CIDADES INFRAESTRUTURA E MEIO AMBIENTE
Seção de Planejamento, Recursos Hídricos,
Saneamento e Florestas
Assinado Digitalmente
 _______________________________
Geól. Me. Zeno Hellmeister Jr.
Gerente do Projeto
CREASP Nº 0600947987 – RE 7655
CIDADES INFRAESTRUTURA E MEIO AMBIENTE
Seção de Planejamento, Recursos Hídricos,
Saneamento e Florestas
Assinado Digitalmente
______________________________________
Enga. Ma. Sofia Julia Alves Macedo Campos
Gerente Técnica
CREASP Nº 05060946440 – RE 8450
CIDADES INFRAESTRUTURA E MEIO AMBIENTE
Assinado Digitalmente
_________________________________
Geól. Me. Fabrício Araujo Mirandola
Diretor Técnico
CREASP Nº 5062055808 – RE 8658
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 225/388
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1939. 228 p.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 235/388
APÊNDICE A
FICHAS DE CAMPO
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 236/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Próximo à área urbana 639.519 7.544.175
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-01 07/10/2021 9:00
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Latossolo Vermelho-Amarelo argissólico A moderado textura média
Situação: Topo
Relevo Local: Plano 
Declividade: 2%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem e área urbana consolidada
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Latossolo Vermelho argissólico associado
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 237/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Próximo à área urbana (Cabeceira da 
erosão) 639.857 7.544.224
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-02 07/10/2021 9:20
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Latossolo Vermelho-Amarelo argissólico A moderado textura média
Situação: Topo/terço superior
Relevo Local: Plano/suave ondulado
Declividade: 6%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem e cultura de café
Processos Erosivos: Laminar, sulcos e ravinas
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Latossolo Vermelho argissólico associado
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 238/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA À jusante da cabeceira da erosão 639.936 7.544.245
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-03 07/10/2021 9:40
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo A moderado textura arenosa/média
Situação: Terço superior/meia encosta
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 6%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem e cultura de café
Processos Erosivos: Laminar, sulcos e ravinas
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Latossolo Vermelho-Amarelo argissólico associado. A erosão fica mais rasa e 
mais estreita. Arenitos muito alterados na base (saprolito)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 239/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Estrada de acesso à capitação de água 641.120 7.545.904
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-04 07/10/2021 9:50
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Neossolo Litólico, A moderado, substrato arenitos carbonático
Situação: Meia encosta
Relevo Local: Ondulado
Declividade: 15%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar, sulcos e ravinas
Pedregosidade: Afloramento de rocha (arenitos carbonático)
Rochosidade: Afloramento de rocha
Drenagem: Moderada a fraca
Observações: Cambissolos Háplicos associados
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 240/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Estrada de acesso à capitação de água 641.268 7.546.016
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-05 07/10/2021 10:10
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Neossolo Litólico, A moderado, substrato arenitos carbonático
Situação: Meia encosta
Relevo Local: Ondulado
Declividade: 20%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar, sulcos e ravinas
Pedregosidade: Afloramento de rocha (arenitos carbonático)
Rochosidade: Afloramento de rocha
Drenagem: Moderada a fraca
Observações: Cambissolos Háplicos associados
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 241/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Estrada de acesso à capitação de água 641.440 7.546.161
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-06 07/10/2021 10:30
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Neossolo Litólico, A moderado, substrato arenitos carbonático
Situação: Meia encosta
Relevo Local: Ondulado
Declividade: 20%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar, sulcos e ravinas
Pedregosidade: Afloramento de rocha (arenitos carbonático)
Rochosidade: Afloramento de rocha
Drenagem: Moderada a fraca
Observações: Cambissolos Háplicos associados
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 242/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Estrada de acesso à capitação de água 641.670 7.546.253
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-07 07/10/2021 10:40
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Neossolo Litólico, A moderado, substrato arenitos carbonático
Situação: Meia encosta/terço inferior
Relevo Local: Ondulado
Declividade: 25%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar, sulcos e ravinas
Pedregosidade: Afloramento de rocha (arenitos carbonático)
Rochosidade: Afloramento de rocha
Drenagem: Moderada a fraca
Observações: Cambissolos Háplicos e Argissolos abrúpticos pouco profundo associados
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 243/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Estrada de acesso à capitação de água 642.091 7.546.342
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-08 07/10/2021 11:00
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Neossolo Litólico, A moderado, substrato arenitos carbonático
Situação: Terço inferior
Relevo Local: Ondulado
Declividade: 25%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar, sulcos e ravinas
Pedregosidade: Afloramento de rocha (arenitos carbonático)
Rochosidade: Afloramento de rocha
Drenagem: Moderada a fraca
Observações: Cambissolos Háplicos e Argissolos abrúpticos pouco profundo associados
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 244/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Estrada de acesso à capitação de água 642.279 7.546.520
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-09 07/10/2021 11:30
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Neossolo Litólico, A moderado, substrato arenitos carbonático
Situação: Terço inferior
Relevo Local: Ondulado
Declividade: 25%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar, sulcos e ravinas
Pedregosidade: Afloramento de rocha (arenitos carbonático)
Rochosidade: Afloramento de rocha
Drenagem: Moderada a fraca
Observações: Próximo à capitação de água. Cambissolos Háplicos e Argissolos abrúpticos 
pouco profundo associados
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 245/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Sítio Água da Prata 644.037 7.542.119
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-10 07/10/2021 14:00
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura 
arenosa/média
Situação: Meia encosta
Relevo Local: Ondulado
Declividade: 15%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem e cultura de café
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Segundo o proprietário (Sr. Sérgio) não tem erosão na propriedade, boa 
conservação das cabeceiras de drenagem
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 246/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Estrada de acesso à capitação de água
(margem direita) 644.090 7.544.772
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-11 07/10/2021 14:30
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura 
arenosa/média
Situação: Meia encosta
Relevo Local: Ondulado
Declividade: 15%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem 
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações:
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 247/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Entrada da Fazenda Paineira 644.018 7.545.290
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-12 07/10/2021 15:30
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura 
arenosa/média
Situação: Topo
Relevo Local: Plano
Declividade: 2%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem 
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações:
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 248/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Próximo à barragem rompida, cabeceira 
do Córrego da Cascata 640.516 7.542.103
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-13 25/10/2021 8:30
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura 
arenosa/média
Situação: Terço superior/meia encosta
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 7%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Campo antrópico/área urbana consolidada
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Reflorestamento margem esquerda
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 249/388
DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA 640.942 7.541.800
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-14 25/10/2021 8:50
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura 
arenosa/média
Situação: Terço superior/meia encosta
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 7%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem 
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Tubulação de esgoto com vazamento
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 250/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Rua Angelo Rossato 640.665 7.541.727
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-15 25/10/2021 9:00
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura 
arenosa/média
Situação: Terço superior/meia encosta
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 6%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Área urbana em consolidação 
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Erosão no talude do aterro
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 251/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Estrada de terra paralela a linha do trem 640.605 7.541.007
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-16 25/10/2021 10:15
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Latossolo Vermelho-Amarelo argissólico A moderado textura média
Situação: Topo
Relevo Local: Plano/Suave ondulado
Declividade: 3%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem 
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Próximo à área urbana em consolidação
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 252/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Sítio Terra Mãe 641.239 7.540.970
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-17 25/10/2021 11:00
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura 
arenosa/média
Situação: Terço superior/meia encosta
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 10%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem 
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações:
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 253/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Estância Santa Isabel 641.545 7.540.440
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-18 25/10/2021 11:45
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura 
arenosa/média
Situação: Terço superior/meia encosta
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 10%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Cultura de café 
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações:
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 254/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Depois da Estância Santa Isabel, 
estradinha de terra 642.127 7.540.715
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-19 25/10/2021 13:30
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Latossolo Vermelho-Amarelo argissólico A moderado textura média
Situação: Topo
Relevo Local: Plano/Suave ondulado
Declividade: 3%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Cultura de café e chácaras 
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Bacias de retenção de águas pluviais na lateral da estrada
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 255/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Estrada de terra paralela à linha de trem 642.775 7.540.347
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-20 25/10/2021 2:15
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Latossolo Vermelho-Amarelo argissólico A moderado textura média
Situação: Terço superior
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 6%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Cultura de café novo 
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Chácaras do outro lado da estrada de terra
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 256/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Depois do Pesqueiro do Godinho. Sítio 
Água do Ouro I e II 642.274 7.541.105
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-21 25/10/2021 2:45
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Latossolo Vermelho-Amarelo argissólico A moderado textura média
Situação: Terço superior/Topo
Relevo Local: Suave ondulado/plano
Declividade: 5%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Cultura de mandioca, pastagem 
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Bacias de retenção de águas pluviais na lateral da estrada
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 257/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Próximo ao Córrego do Ouro 642.558 7.541.612
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-22 25/10/2021 15:20
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura 
arenosa/média
Situação: Terço superior/meia encosta
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 10%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Cultura de café e pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Perfil corte de estrada. Solo espesso 
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 258/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Estrada de terra em direção a Torre da 
EMBRATEL 643.968 7.540.463
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-23 25/10/2021 16:10
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Latossolo Vermelho-Amarelo argissólico A moderado textura média
Situação: Terço superior/Topo
Relevo Local: Suave ondulado/plano
Declividade: 5%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Cultura de mandioca e reflorestamento
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Próximo à linha de trem
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 259/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Próximo à Torre da EMBRATEL 645.119 7.540.705
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-24 25/10/2021 16:50
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Latossolo Vermelho-Amarelo argissólico A moderado textura média
Situação: Terço superior
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 7%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Reflorestamento e cultura de laranja
Processos Erosivos: Laminar e sulcos
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Latossolo Vermelho argissólico associado
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 260/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Estrada de terra, depois da Torre da 
EMBRATEL 645.205 7.542.062
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-25 25/10/2021 17:40
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Latossolo Vermelho-Amarelo argissólico A moderado textura média
Situação: Terço superior/Topo
Relevo Local: Suave ondulado/plano
Declividade: 3%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem e cultura de laranja
Processos Erosivos: Laminar 
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Latossolo Vermelho argissólico associado
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 261/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA 644.845 7.542.370
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-26 26/10/2021 8:15
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Latossolo Vermelho-Amarelo argissólico A moderado textura média
Situação: Terço superior
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 6%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem com curvas de nível
Processos Erosivos: Laminar 
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Latossolo Vermelho argissólico associado
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 262/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Entrada do Sítio São Luiz 644.635 7.542.548
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-27 26/10/2021 8:40
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Latossolo Vermelho-Amarelo argissólico A moderado textura média
Situação: Terço superior
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 6%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem com curvas de nível
Processos Erosivos: Laminar 
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Latossolo Vermelho argissólico associado. Proprietário Rafael José Ubeda
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 263/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Sítio São Luiz 644.710 7.542.773
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-28 26/10/2021 9:00
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Latossolo Vermelho-Amarelo argissólico A moderado textura média
Situação: Topo
Relevo Local: Plano
Declividade: 2%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem com curvas de nível
Processos Erosivos: Laminar 
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Latossolo Vermelho argissólico associado. Proprietário Rafael José Ubeda
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 264/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Sítio Nossa Senhora Aparecida 643.782 7.542.150
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-29 26/10/2021 9:30
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura 
arenosa/média
Situação: Meia encosta
Relevo Local: Ondulado
Declividade: 15%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar, sulcos
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Área de APP esta cercada. Proprietário Amarildo
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 265/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Sítio Nossa Senhora Aparecida 643.365 7.542.185
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-30 26/10/2021 9:50
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico pouco profundo A moderado 
textura arenosa/média
Situação: Terço inferior
Relevo Local: Ondulado
Declividade: 25%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar, sulcos
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Proprietário Amarildo. Neossolo Litólico associado
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 266/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Depois do Condomínio 640.509 7.542.431
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-31 26/10/2021 10:20
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura 
arenosa/média
Situação: Meia encosta/Terço inferior
Relevo Local: Suave ondulado/Ondulado
Declividade: 15%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Cultura de café (irrigado)
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações:
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 267/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Fazenda do Gilzepe, próximo à barragem 641.251 7.543.256
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-32 26/10/2021 10:45
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura 
arenosa/média
Situação: Meia encosta/Terço inferior
Relevo Local: Suave ondulado/Ondulado
Declividade: 15%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Cultura de café (irrigado) e pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Alex é o encarregado da Fazenda
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 268/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Fazenda do Gilzepe 641.236 7.543.884
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-33 26/10/2021 11:15
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Neossolo Litólico A moderado, substrato arenitos carbonático
Situação: Terço inferior
Relevo Local: Suave ondulado/Ondulado
Declividade: 25%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Afloramento de rocha (arenitos carbonático)
Rochosidade: Afloramento de rocha (arenitos carbonático)
Drenagem: Moderada
Observações: Próximo à escarpa. Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico pouco profundo 
associado
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 269/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Rodeando o cafezal 640.633 7.543.633
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-34 26/10/2021 11:35
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura 
arenosa/média
Situação: Meia encosta/Terço superior
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 9%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Solo exposto e cultura de café
Processos Erosivos: Laminar, sulcos
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações:
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 270/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Cabeceira de drenagem 640.285 7.534.043
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-35 26/10/2021 12:00
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura 
arenosa/média
Situação: Meia encosta/Terço superior
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 9%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar, sulcos
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações:
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 271/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Próximo ao muro do condomínio 639.905 7.543.334
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-36 26/10/2021 14:30
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Latossolo Vermelho-Amarelo argissólico A moderado textura média
Situação: Terço superior/Topo
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 4%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Solo exposto e Pastagem
Processos Erosivos: Laminar, sulcos
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações:
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 272/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Entrada Fazenda Esmeralda 640.023 7.540.963
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-37 26/10/2021 15:30
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Latossolo Vermelho-Amarelo argissólico A moderado textura média
Situação: Terço superior/Topo
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 4%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Guanandi (fabricação de móveis)
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações:
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 273/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Torre de comunicação 639.969 7.541.330
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-38 27/10/2021 8:00
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Latossolo Vermelho-Amarelo argissólico A moderado textura média
Situação: Topo
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 2%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Área urbana
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações:
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 274/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Próximo à torre da Embratel 645.375 7.540.543
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-39 27/10/2021 8:40
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Latossolo Vermelho-Amarelo argissólico A moderado textura média
Situação: Topo
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 2%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Reflorestamento
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações:
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 275/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Entrada para Fazenda Santa Adélia 645.375 7.540.543
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-40 27/10/2021 9:15
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Latossolo Vermelho-Amarelo argissólico A moderado textura média
Situação: Topo
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 2%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Reflorestamento
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Latossolo Vermelho argissólico associado
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 276/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Limite da bacia 644.110 7.544.079
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-41 27/10/2021 9:45
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Latossolo Vermelho-Amarelo argissólico A moderado textura média
Situação: Topo
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 2%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Área em pousio
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Latossolo Vermelho argissólico associado
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 277/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Fazenda Ouro Fino 643.957 7.543.958
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-42 27/10/2021 10:15
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Latossolo Vermelho-Amarelo argissólico A moderado textura média
Situação: Terço superior
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 6%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Latossolo Vermelho argissólico associado
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 278/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Próximo ao divisor da bacia 644.132 7.544.463
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-43 27/10/2021 10:40
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura 
arenosa/média
Situação: Meia encosta/Terço superior
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 9%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Reflorestamento
Processos Erosivos: Laminar, sulcos
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações:
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 279/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Próximo à porteira da Fazenda Paineira 644.023 7.545.273
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-44 27/10/2021 11:00
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura 
arenosa/média
Situação: Meia encosta
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 10%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Reflorestamento
Processos Erosivos: Laminar, sulcos
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações:
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 280/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Estrada para capitação de água (B1) 639.927 7.544.890
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-45 27/10/2021 11:20
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura 
arenosa/média
Situação: Meia encosta
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 10%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Guanandi
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações:
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 281/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Estrada para capitação de água (B1) 640.848 7.545.677
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-46 27/10/2021 11:35
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura 
arenosa/média
Situação: Meia encosta
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 12%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Guanandi
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações:
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 282/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Estrada para capitação de água (B1) 641.411 7.546.152
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-47 27/10/2021 11:50
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Neossolo Litólico, A moderado, substrato arenitos carbonáticos
Situação: Meia encosta/terço inferior
Relevo Local: Ondulado
Declividade: 20%
Litologia/Material de Origem: arenitos carbonáticos
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar, sulcos e ravinas
Pedregosidade: Afloramento rochoso
Rochosidade: Afloramento rochoso
Drenagem: Fraca
Observações:
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 283/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Próximo à capitação de água (B1) 642.310 7.546.609
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-48 27/10/2021 12:15
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Neossolo Litólico, A moderado, substrato arenitos carbonáticos
Situação: Terço inferior
Relevo Local: Ondulado
Declividade: 20%
Litologia/Material de Origem: arenitos carbonáticos
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Afloramento rochoso
Rochosidade: Afloramento rochoso
Drenagem: Fraca
Observações: Próximo ao contato com a Formação Vale do Rio do Peixe
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 284/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Depois da capitação de água (B1) 642.279 7.546.345
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-49 27/10/2021 13:30
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Neossolo Litólico, A moderado, substrato arenitos carbonáticos
Situação: Terço inferior
Relevo Local: Ondulado
Declividade: 20%
Litologia/Material de Origem: Arenitos carbonáticos
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Afloramento rochoso
Rochosidade: Afloramento rochoso
Drenagem: Fraca
Observações:
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 285/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Depois da capitação de água (B1) 642.472 7.546.279
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-50 27/10/2021 14:00
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Neossolo Litólico, A moderado, substrato arenitos carbonáticos
Situação: Terço inferior/meia encosta
Relevo Local: Ondulado
Declividade: 20%
Litologia/Material de Origem: Arenitos carbonáticos
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Mata
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Afloramento rochoso
Rochosidade: Afloramento rochoso
Drenagem: Fraca/moderada
Observações: Cambissolos Háplicos associados
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 286/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Depois da capitação de água (B1), 
margem direita 642.696 7.545.999
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-51 27/10/2021 14:30
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Neossolo Litólico, A moderado, substrato arenitos carbonáticos
Situação: Terço inferior/meia encosta
Relevo Local: Ondulado
Declividade: 20%
Litologia/Material de Origem: Arenitos carbonáticos
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Mata e pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Afloramento rochoso
Rochosidade: Afloramento rochoso
Drenagem: Fraca/moderada
Observações: Cambissolos Háplicos associados
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 287/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Depois da capitação de água (B1), 
margem direita 642.429 7.545.704
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-52 27/10/2021 14:50
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Neossolo Litólico, A moderado, substrato arenitos carbonáticos
Situação: Terço inferior/meia encosta
Relevo Local: Ondulado
Declividade: 20%
Litologia/Material de Origem: Arenitos carbonáticos
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Afloramento rochoso
Rochosidade: Afloramento rochoso
Drenagem: Fraca/moderada
Observações: Cambissolos Háplicos associados
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 288/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Sitio Nossa Senhora Aparecida 642.330 7.545.498
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-53 27/10/2021 15:15
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Neossolo Litólico, A moderado, substrato arenitos carbonáticos
Situação: Terço inferior/meia encosta
Relevo Local: Ondulado
Declividade: 20%
Litologia/Material de Origem: Arenitos carbonáticos
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem e cultura de café
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Afloramento rochoso
Rochosidade: Afloramento rochoso
Drenagem: Fraca/moderada
Observações: Encarregado Sr. Adão Raimundo. Final da estradinha de terra
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 289/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Fazenda Esmeralda (Sede) 640.927 7.544.544
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-54 27/10/2021 15:30
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Latossolo Vermelho-Amarelo argissólico A moderado textura média
Situação: Terço superior/Topo
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 5%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Latossolo Vermelho argissólico associado. Proprietário Sr. Willian e o gerente Sr. 
Henrique. Área de APP cercada
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 290/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Dentro da Fazenda Esmeralda. Próximo à 
represa
640.975 7.544.913
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-55 27/10/2021 16:00
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Neossolo Litólico, A moderado, substrato arenitos carbonáticos
Situação: Terço inferior
Relevo Local: Ondulado
Declividade: 20%
Litologia/Material de Origem: Arenitos carbonáticos
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem 
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Afloramento rochoso
Rochosidade: Afloramento rochoso
Drenagem: Fraca/moderada
Observações: Sr. Mello acompanhou a equipe
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 291/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Dentro da Fazenda Esmeralda 641.144 7.545.210
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-56 27/10/2021 16:40
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Neossolo Litólico, A moderado, substrato arenitos carbonáticos
Situação: Terço inferior
Relevo Local: Ondulado
Declividade: 25%
Litologia/Material de Origem: Arenitos carbonáticos
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem 
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Afloramento rochoso
Rochosidade: Afloramento rochoso
Drenagem: Fraca/moderada
Observações: Sr. Mello acompanhou a equipe
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 292/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Dentro da Fazenda Esmeralda 641.343 7.545.311
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-57 27/10/2021 17:20
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura 
arenosa/média
Situação: Meia encosta
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 12%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Guanandi e pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Sr. Mello acompanhou a equipe
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 293/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Área Urbana em Consolidação 640.049 7.541.207
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-58 28/10/2021 8:00
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Latossolo Vermelho-Amarelo argissólico A moderado textura média
Situação: Terço superior/Topo
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 5%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Área urbana em consolidação
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Latossolo Vermelho argissólico A moderado textura média associado
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 294/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA “Piscinão” e Área Urbana em 
Consolidação 640.162 7.540.741
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-59 28/10/2021 8:20
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Latossolo Vermelho-Amarelo argissólico A moderado textura média
Situação: Terço superior/Topo
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 5%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Área urbana em consolidação
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Latossolo Vermelho argissólico A moderado textura média associado
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 295/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Próximo à FATEC e a Linha de trem 
(Divisor da bacia) 639.834 7.540.787
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-60 28/10/2021 8:35
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Latossolo Vermelho-Amarelo argissólico A moderado textura média
Situação: Terço superior/Topo
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 5%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Latossolo Vermelho argissólico A moderado textura média associado
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 296/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Rua Garça com Rua Sabiá 640.376 7.540.506
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-61 28/10/2021 9:00
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Latossolo Vermelho-Amarelo argissólico A moderado textura média
Situação: Topo
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 3%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Área urbana em consolidação
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Latossolo Vermelho argissólico A moderado textura média associado
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 297/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Estrada de terra em direção à torre da 
Embratel 640.610 7.540.874
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-62 28/10/2021 9:20
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Latossolo Vermelho-Amarelo argissólico A moderado textura média
Situação: Topo/terço superior
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 3%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Latossolo Vermelho argissólico A moderado textura média associado
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 298/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Estrada de terra em direção à torre da 
Embratel 643.719 7.540.452
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-63 28/10/2021 9:35
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Latossolo Vermelho-Amarelo argissólico A moderado textura média
Situação: Topo/terço superior
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 3%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Reflorestamento
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Latossolo Vermelho argissólico A moderado textura média associado
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 299/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Próximo à torre da Embratel 644.588 7.541.282
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-64 28/10/2021 10:00
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Neossolo Litólico, A moderado, substrato arenitos carbonáticos
Situação: Terço inferior
Relevo Local: Ondulado
Declividade: 20%
Litologia/Material de Origem: Arenitos carbonáticos
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Reflorestamento e cultura de laranja
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Moderada
Observações: Cambissolos Háplicos associados. Muita areia na estradinha
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 300/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL - COORDENADAS
GARÇA Próximo à torre da Embratel 644.951 7.540.950
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-65 28/10/2021 10:30
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Latossolo Vermelho-Amarelo argissólico A moderado textura média
Situação: Terço superior
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 6%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Reflorestamento
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Latossolo Vermelho argissólico A moderado textura média associado
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 301/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Próximo á entrada da Fazenda Paraíso 644.541 7.543.507
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-66 28/10/2021 11:10
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Latossolo Vermelho-Amarelo argissólico A moderado textura média
Situação: Topo/Terço superior
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 3%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Latossolo Vermelho argissólico A moderado textura média associado
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 302/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL - COORDENADAS
GARÇA Próximo à torre da Embratel 645.410 7.541.562
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-67 28/10/2021 12:00
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Latossolo Vermelho-Amarelo argissólico A moderado textura média
Situação: Terço superior
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 6%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Reflorestamento
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Latossolo Vermelho argissólico A moderado textura média associado
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 303/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Sítio São José da Boa Vista 644.445 7.541.836
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-68 28/10/2021 13:30
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura 
arenosa/média
Situação: Terço superior
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 6%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Sr. José Batista (“Pernilongo”) arrenda o sítio
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 304/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Sítio São José da Boa Vista 644.383 7.541.759
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-69 28/10/2021 14:00
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura 
arenosa/média
Situação: Meia encosta
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 6%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Sr. José Batista (“Pernilongo”) arrenda o sítio
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 305/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Sítio São José da Boa Vista 644.295 7.541.739
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-70 28/10/2021 14:40
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Neossolo Litólico, A moderado, substrato arenitos carbonáticos muito 
alterados
Situação: Terço inferior
Relevo Local: Ondulado
Declividade: 20%
Litologia/Material de Origem: Arenitos carbonáticos
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Moderada
Observações: Sr. José Batista (“Pernilongo”) arrenda o sítio. Argissolos abrúpticos pouco 
profundo associado
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 306/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Fazenda Bom Jardim 643.133 7.543.954
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-71 28/10/2021 15:10
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura 
arenosa/média
Situação: Meia encosta
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 6%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Sr. Jorge Proprietário (Fone: (14) 98114-7359)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 307/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Fazenda Bom Jardim 642.945 7.543.845
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-72 28/10/2021 15:40
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura 
arenosa/média
Situação: Terço superior/Topo
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 3%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações:
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 308/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Fazenda Bom Jardim 642.311 7.543.978
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-73 28/10/2021 16:10
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Neossolo Litólico, A moderado, substrato arenitos carbonáticos
Situação: Terço inferior
Relevo Local: Ondulado
Declividade: 30%
Litologia/Material de Origem: Arenitos carbonáticos
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Afloramento rochoso
Rochosidade: Afloramento rochoso
Drenagem: fraca/Moderada
Observações:
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 309/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Fazenda Bom Jardim. Próximo à casa 643.190 7.543.884
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-74 28/10/2021 16:50
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura 
arenosa/média
Situação: Terço superior
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 6%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações:
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 310/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Fazenda Bom Jardim. Próximo à porteira 643.721 7.543.809
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-75 28/10/2021 17:30
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura 
arenosa/média
Situação: Terço superior
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 6%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações:
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 311/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Estrada para capitação de água (B1) 641.559 7.546.168
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson e Cláudio Ridente GA-76 09/02/2022 8:00
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura 
arenosa/média
Situação: Terço superior/meia encosta
Relevo Local: Ondulado
Declividade: 15%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Vale do Rio do Peixe
Unidade Geológica: Formação Vale do Rio do Peixe
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar, sulcos e ravinas
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Afloramento na base
Drenagem: Acentuada/moderada
Observações: A encosta (margem esquerda) apresenta muitos processos erosivos. Neossolos 
Litólicos associados. Elevação ~ 521 m. Próximo ao contato com a Formação Marília
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 312/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Próximo à planície aluvial 641.693 7.546.122
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson e Cláudio Ridente GA-77 09/02/2022 8:30
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Neossolo Litólico A proeminente, substrato arenitos finos/muito finos, 
avermelhados com manchas amarronzada, muito alterados
Situação: Terço inferior
Relevo Local: Plano
Declividade: 2%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Vale do Rio do Peixe
Unidade Geológica: Formação Vale do Rio do Peixe
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: A drenagem encontra-se assoreada. Contato com a planície aluvial, NA~30 cm. 
Elevação ~ 496 m
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 313/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Subindo a encosta da margem direita 641.799 7.546.075
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson e Cláudio Ridente GA-78 09/02/2022 9:00
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Neossolo Litólico A moderado, substrato arenitos finos/muito finos, 
avermelhados com manchas amarronzada, muito alterados
Situação: Meia encosta
Relevo Local: Ondulado
Declividade: 12%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Vale do Rio do Peixe
Unidade Geológica: Formação Vale do Rio do Peixe
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada/moderada
Observações: Elevação ~ 497m
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 314/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Furo de trado no topo do morrote 641.660 7.545.826
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson e Cláudio Ridente GA-79 09/02/2022 9:30
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Neossolo Litólico A moderado, substrato arenitos finos/muito finos, 
avermelhados com manchas amarronzada, muito alterados
Situação: Topo
Relevo Local: Ondulado
Declividade: 2%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Vale do Rio do Peixe
Unidade Geológica: Formação Vale do Rio do Peixe
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada/moderada
Observações: Elevação 567 metros. Próximo ao contato com a Formação Marília
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 315/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Fundo da erosão 641.639 7.545.604
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson e Cláudio Ridente GA-80 09/02/2022 10:30
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Neossolo Litólico A moderado, substrato arenitos finos/muito finos, 
amarronzado/bege, com manchas avermelhadas, muito alterados
Situação: Terço inferior
Relevo Local: Ondulado
Declividade: 12%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Vale do Rio do Peixe
Unidade Geológica: Formação Vale do Rio do Peixe
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Afloramento de rocha no leito da drenagem
Rochosidade: Afloramento de rocha no leito da drenagem
Drenagem: Moderada/fraca
Observações: Elevação ~533 metros. Próximo ao contato com a Formação Marília
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 316/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Leito da drenagem 641.921 7.545.604
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson e Cláudio Ridente GA-81 09/02/2022 11:20
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Neossolo Litólico A moderado, substrato arenitos finos/muito finos, 
cinza claro com manchas amarronzadas, muito alterados
Situação: Terço inferior
Relevo Local: Ondulado
Declividade: 12%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Vale do Rio do Peixe
Unidade Geológica: Formação Vale do Rio do Peixe
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Afloramento de rocha no leito da drenagem
Rochosidade: Afloramento de rocha no leito da drenagem
Drenagem: Moderada/fraca
Observações: Elevação ~491 metros. Próximo ao contato com a Formação Marília.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 317/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Leito da drenagem 641.985 7.545.506
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson e Cláudio Ridente GA-82 09/02/2022 12:00
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Neossolo Litólico A moderado, substrato arenitos finos/muito finos, 
amarronzados/bege com manchas avermelhadas, muito alterados
Situação: Terço inferior
Relevo Local: Ondulado
Declividade: 12%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Vale do Rio do Peixe
Unidade Geológica: Formação Vale do Rio do Peixe
Uso do Solo: Mata
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Afloramento de rocha no leito da drenagem
Rochosidade: Afloramento de rocha no leito da drenagem
Drenagem: Moderada/fraca
Observações: Elevação ~484 metros.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 318/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Próximo á antiga barragem que estourou 640.512 7.542.243
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson e Cláudio Ridente GA-83 09/02/2022 15:30
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura 
arenosa/média
Situação: Meia encosta
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 6%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Elevação ~631 metros. Área degradada, afloramento de arenitos finos 
avermelhados com manchas acinzentadas na base
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 319/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Próximo ao muro do condomínio 640.287 7.543.160
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson e Cláudio Ridente GA-84 09/02/2022 16:50
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura 
arenosa/média
Situação: Terço superior
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 6%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Elevação ~656 metros.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 320/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Terreno vazio no Condomínio Portal do 
Lago 639.955 7.542.080
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson e Cláudio Ridente GA-85 10/02/2022 8:00
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Latossolo Vermelho-Amarelo argissólico A moderado textura média
Situação: Terço superior
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 6%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Área Urbana
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Elevação ~636 metros.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 321/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Terreno vazio, área urbana 639.301 7.542.247
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson e Cláudio Ridente GA-86 10/02/2022 8:30
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Latossolo Vermelho-Amarelo argissólico A moderado textura média
Situação: Topo
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 2%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Área Urbana
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Elevação ~669 metros.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 322/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Área de lazer 639.661 7.542.554
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson e Cláudio Ridente GA-87 10/02/2022 9:00
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura 
arenosa/média
Situação: Terço inferior
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 6%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Área Urbana
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Elevação ~639 metros. Área antiga erosão recuperada
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 323/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Entrada do condomínio Gran Villaggia 639.718 7.542.601
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson e Cláudio Ridente GA-88 10/02/2022 9:20
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura 
arenosa/média
Situação: Terço superior
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 6%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Mata
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Elevação ~641 metros.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 324/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Entrada Pesqueiro Codonho 642.427 7.540.866
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson e Cláudio Ridente GA-89 10/02/2022 9:40
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura 
arenosa/média
Situação: Terço superior
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 6%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem e café
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Elevação ~658 metros.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 325/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Antiga área de cultivo de mandioca 643.832 7.540.520
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson e Cláudio Ridente GA-90 10/02/2022 10:10
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura 
arenosa/média
Situação: Terço superior
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 6%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pousio/mandioca
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Elevação ~660 metros.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 326/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Vizinho da Fazenda Paraíso 644.046 7.543.081
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson e Cláudio Ridente GA-91 10/02/2022 10:30
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura 
arenosa/média
Situação: Meia encosta
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 10%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Seringa
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Elevação ~654 metros.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 327/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Próximo à porteira 644.154 7.542.938
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson e Cláudio Ridente GA-92 10/02/2022 10:50
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura 
arenosa/média
Situação: Meia encosta
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 10%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Milho e pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Elevação ~643 metros.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 328/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Fazenda Paraiso 644.068 7.543.286
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson e Cláudio Ridente GA-93 10/02/2022 11:30
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura 
arenosa/média
Situação: Terço superior
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 6%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem e milho
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Elevação ~660 metros.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 329/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Fazenda Marcella 642.105 7.542167
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson e Cláudio Ridente GA-94 10/02/2022 14:00
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura 
arenosa/média
Situação: Meia encosta
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 10%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Amendoim
Processos Erosivos: Laminar, sulcos
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Elevação ~648 metros. Sr. José é o gerente
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 330/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Fazenda Marcella 642.156 7.542.851
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson e Cláudio Ridente GA-95 10/02/2022 14:40
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura 
arenosa/média
Situação: Terço inferior/meia encosta
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 15%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem e amendoim
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Elevação ~610 metros. Neossolos Litólicos associados, substrato arenitos da 
Formação Marília
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 331/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Fazenda Marcella. Próximo à escarpa 642.169 7.542.923
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson e Cláudio Ridente GA-96 10/02/2022 15:00
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura 
arenosa/média
Situação: Terço inferior
Relevo Local: Escarpado
Declividade: > 45%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos carbonático da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem e mata
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Afloramento rochoso
Rochosidade: Afloramento rochoso
Drenagem: Moderada
Observações: Elevação ~598 metros
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 332/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Próximo à porteira, Fazenda Bom Jardim 643.831 7.543.877
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson e Cláudio Ridente GA-97 10/02/2022 16:00
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura 
arenosa/média
Situação: Terço superior
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 6%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Milho e Mogno Africano
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Elevação ~ 650 metros. Próximo ao GA-42. Próximo à Fazenda Bom Jardim. 
Latossolos argissólicos associados
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 333/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Área em pousio (antigo reflorestamento 
de pinheiros) 644.028 7.544.329
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson e Cláudio Ridente GA-98 10/02/2022 17:00
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura 
arenosa/média
Situação: Meia encosta
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 10%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Área em pousio (antigo reflorestamento de pinheiros)
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Elevação ~649 metros. Próximo ao ponto GA-43. Elevação 629 metros
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 334/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Dentro da Fazenda Esmeralda 640.987 7.544.449
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Mariana, Lucinha e Ana Paula GA-99 23/02/2022 8:00
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura 
arenosa/média
Situação: Meia encosta
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 12%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Mata e pastagem com curva de nível
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Área de APP está cercada. Erosões no caminho até a drenagem
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 335/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Dentro da Fazenda Esmeralda 641.100 7.544.060
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Mariana, Lucinha e Ana Paula GA-100 23/02/2022 8:40
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Neossolo Litólico A moderado substrato arenitos finos
Situação: Terço inferior
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 15%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar, sulcos
Pedregosidade: Afloramento no leito da drenagem
Rochosidade: Afloramento no leito da drenagem
Drenagem: Moderada
Observações: Depósitos de assoreamento na drenagem. Muitas erosões no caminho. 
Localmente ocorre horizonte A espesso e orgânico (preto)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 336/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Estrada de terra em direção a 
B1(captação de água) 641.200 7.545.900
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Mariana, Lucinha e Ana Paula GA-101 23/02/2022 9:15
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Neossolo Litólico A moderado substrato arenitos finos 
Situação: Meia encosta
Relevo Local: Ondulado
Declividade: 20%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar, sulcos
Pedregosidade: Afloramento em área de pastagem
Rochosidade: Afloramento em área de pastagem
Drenagem: Moderada
Observações: Próximo aos pontos GA-04 e 05. Elevação ~600 metros
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 337/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Sitio Nossa Senhora Aparecida 642.330 7.545.498
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Mariana, Lucinha e Ana Paula GA-102 23/02/2022 10:00
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Neossolo Litólico, A moderado, substrato arenitos carbonáticos
Situação: Terço inferior/meia encosta
Relevo Local: Ondulado
Declividade: 20%
Litologia/Material de Origem: Arenitos finos
Unidade Geológica: Formação Vale do Rio do Peixe
Uso do Solo: Eucaliptos e mata
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Fraca/moderada
Observações: Encarregado Sr. Adão Raimundo e o Sr. Helder é o filho do dono. Final da 
estradinha de terra. Elevação ~515 metros. Próximo ao ponto GA-53. Argissolos abrúpticos 
associados.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 338/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Área da prefeitura. Mata municipal 639.535 7.543.514
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Mariana, Lucinha e Ana Paula GA-103 23/02/2022 11:00
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Latossolo Vermelho-Amarelo Argissólico A moderado textura média
Situação: Terço superior/Topo
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 5%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Mata
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Próximo ao ponto GA-01. Elevação ~ 679 metros
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 339/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Área preparada para plantio de café 640.413 7.542.827
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Mariana, Lucinha e Ana Paula GA-104 23/02/2022 11:20
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura 
arenosa/média
Situação: Meia encosta/terço superior
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 10%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Cultivo de café (início de plantio)
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Elevação ~ 642 metros. Latossolos argissólicos associados, mais no topo. 
Próximo aos pontos GA-36 e 84
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 340/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Chácaras 641.002 7.541.757
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Mariana, Lucinha e Ana Paula GA-105 23/02/2022 11:50
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura 
arenosa/média
Situação: Meia encosta/terço superior
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 12%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Chácaras e pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Elevação ~ 637 metros
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 341/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Estrada Municipal de terra, em direção à 
Torre da Embratel 640.642 7.540.770
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Mariana, Lucinha e Ana Paula GA-106 23/02/2022 14:00
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura 
arenosa/média
Situação: Terço inferior
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 12%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Elevação ~ 662 metros. Próximo aos pontos GA-16 e GA-62. Passagem da 
drenagem por baixo da estrada, depósitos de assoreamento
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 342/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Estradinha das chácaras 641.697 7.540.433
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Mariana, Lucinha e Ana Paula GA-107 23/02/2022 15:30
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura 
arenosa/média
Situação: Terço inferior
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 12%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Mata e pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Elevação ~ 659 metros. Área alagada, não observou a passagem da drenagem 
para o outro lado. Depósitos de assoreamento
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 343/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Estrada Municipal de terra, próximo à 
Torre da Embratel 643.346 7.540.395
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Mariana, Lucinha e Ana Paula GA-108 23/02/2022 16:40
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura 
arenosa/média
Situação: Terço superior
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 10%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Café e pastagem com curava de nível
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Elevação ~ 675 metros. Próximo ao ponte GA-26, Estância São José
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 344/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA 643.073 7.544.234
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Mariana, Lucinha e Ana Paula GA-109 24/02/2022 9:00
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Neossolo Litólico A moderado, substrato arenitos finos amarelados
Situação: Terço inferior
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 15%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Afloramento no leito da drenagem
Rochosidade: Afloramento no leito da drenagem
Drenagem: Moderada/acentuada
Observações: Elevação ~ 598 metros. Organossolos Háplicos associados
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 345/388
APÊNDICE B
LISTA 1: ESPÉCIES ARBÓREAS REGIONAIS RECOMENDADAS PARA 
PLANTIO – FLORESTA ESTACIONAL SEMIDECIDUAL
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 346/388
Espécies arbóreas regionais recomendadas para o plantio.
Legenda: GS - grupo sucessional: P – pioneira, NP – não pioneira; GP – grupo de plantio: P – preenchimento, D –
diversidade; SD – síndrome de dispersão: Anemo – anemocórica, Auto – autocórica, Zoo – zoocórica; CA – categoria de 
ameça de extinção: EX – presumivelmente extinta, EN – em perigo, VU – vulnerável, QA – quase ameaçada; Refs. – Dados 
secundários – referências bibliográficas citadas ao fim da tabela).
ID Família Espécie Autor Nome popular GS GP SD CA Refs.
1 Anacardiaceae Astronium graveolens Jacq. guaritá NP D Anemo A, B, C
2 Anacardiaceae Lithraea molleoides (Vell.) Engl. aroeira-brava P P Zoo B
3 Anacardiaceae Schinus terebinthifolius Raddi aroeira-pimenteira P P Zoo B
4 Anacardiaceae Tapirira guianensis Aubl. peito de pomba NP P Zoo B, C
5 Anacardiaceae Tapirira obtusa (Benth.) J.D. Mitchell pau-pombo NP P Zoo B
6 Annonaceae Annona cacans Warm. araticum P D Zoo A, B, C
7 Annonaceae Duguetia lanceolata A. St.-Hill. pindaíba NP D Zoo A, B, C
8 Annonaceae Guatteria australis A. St.-Hil. pindaúva-preta NP D Zoo B
9 Annonaceae Rollinia sericea (R. E. Fries) R. E. fries araticum-alvadio P D Zoo B
10 Annonaceae Rollinia sylvatica (A.St.-Hill.) Mart. cortiça-amarela P D Zoo B, D
11 Annonaceae Xylopia brasiliensis Spreng. pau-de-mastro NP D Zoo A, B, C
12 Apocynaceae Aspidosperma australe Müll. Arg. NP D Anemo B
13 Apocynaceae Aspidosperma cylindrocarpon Müll. Arg. peroba-poca NP D Anemo B, C
14 Apocynaceae Aspidosperma olivaceum Müll. Arg. guatambu NP D Anemo B
15 Apocynaceae Aspidosperma parvifolium A. DC. guatambu-oliva NP D Anemo B
(Continua)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 347/388
(Continuação)
ID Família Espécie Autor Nome popular GS GP SD CA Refs.
16 Apocynaceae Aspidosperma polyneuron Müll. Arg. peroba-rosa NP D Anemo QA A, B, D
17 Apocynaceae Aspidosperma ramiflorum Müll. Arg. guatambu NP D Anemo B, C
18 Apocynaceae Aspidosperma riedelii Müll. Arg. NP D Anemo EN B
19 Apocynaceae Aspidosperma subincanum Mart. guatambu-vermelho NP D Anemo B, C
20 Apocynaceae Aspidosperma tomentosum Mart. peroba-do-campo NP D Anemo QA A, B
21 Apocynaceae Rauvolfia selowii Müll. Arg. casca-d'anta NP P Zoo B
22 Apocynaceae Tabernaemontana hystrix Steud. leiteiro P P Zoo A, B, D
23 Aquifoliaceae Ilex cerasifolia Reissek congonha NP D Zoo A, B
24 Aquifoliaceae Ilex paraguariensis A. St.-Hill. erva-mate NP D Zoo B
25 Araliaceae Dendropanax cuneatum (D.C.) Decne & Planch. maria-mole P D Zoo B
26 Araliaceae Schefflera calva (Cham.) Decne. & Planch. mandioqueiro P D Zoo B
27 Araliaceae Schefflera morototonii (Aubl.) Maguire, Steyerm. 
& Frodin mandiocão P D Zoo A, B
28 Araliaceae Sciadodendron excelsum Griseb. carobão P D Zoo B
29 Arecaceae Bactris setosa Mart. palmeira-coco-de-natal NP D Zoo B
30 Arecaceae Euterpe edulis Mart. palmito-juçara NP D Zoo VU B
31 Arecaceae Syagrus oleracea Becc. guariroba NP D Zoo B
32 Arecaceae Syagrus romanzoffiana (Cham.) Glassman jerivá NP D Zoo A, B, D
33 Asteraceae Gochnatia polymorpha (Less.) Cabrera cambará P D Anemo A, B, D
34 Asteraceae Piptocarpha axilaris (Less.) Baker vassourão-branco P D Anemo B
35 Asteraceae Vernonia discolor (Spreng.) Less. vassourão-preto P D Anemo B
36 Asteraceae Vernonia polyanthes Less. cambará-guaçu P D Anemo B, D
(Continua)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 348/388
(Continuação)
ID Família Espécie Autor Nome popular GS GP SD CA Refs.
37 Bignoniaceae Handroanthus albus (Cham.) Mattos ipê-da-serra NP D Anemo B
38 Bignoniaceae Handroanthus chrysotrichus (Mart. ex DC.) Mattos ipê-amarelo-da-mata NP D Anemo B, D
39 Bignoniaceae Handroanthus impetiginosus (Mart. ex DC.) Mattos ipê-roxo NP D Anemo B
40 Bignoniaceae Handroanthus umbellatus (Sond.) Mattos ipê-amarelo-do-brejo NP D Anemo B
41 Bignoniaceae Handroanthus vellosoi (Toledo) Mattos ipê-amarelo NP D Anemo A, B
42 Bignoniaceae Jacaranda macrantha Cham. carobão P D Anemo B
43 Bignoniaceae Jacaranda micrantha Cham. caroba-miúda P D Anemo B
44 Bignoniaceae Jacaranda puberula Cham. carobinha P D Anemo B
45 Bignoniaceae Zeyheria tuberculosa (Vell.) Bureu ex Verlot ipê-felpudo NP D Anemo A, B, C
46 Boraginaceae Cordia ecalyculata Vell. café-de-bugre NP D Zoo QA B
47 Boraginaceae Cordia sellowiana Cham. chá-de-bugre P D Zoo A, B, D
48 Boraginaceae Cordia superba Cham. babosa-branca P P Zoo B
49 Boraginaceae Cordia trichotoma (Vell.) Arrab. Ex Steud. louro-pardo NP D Anemo B
50 Boraginaceae Patagonula americana L. guaiuvira NP D Anemo A, B
51 Burseraceae Protium heptaphyllum (Aubl.) March. almecegueira NP P Zoo B
52 Burseraceae Protium spruceanum Engl. almecegueira-do-brejo NP D Zoo B
53 Cannabaceae Celtis ehrenbergiana (Klotzsch) Liebm. esporão-de-galo NP P zoo B, C
54 Cannabaceae Celtis iguanae (Jacq.) Sarg. grão-de-galo P D Zoo A, B
55 Cannabaceae Trema micrantha (L.) Blume crindiúva P P Zoo A, B, D
56 Caricaceae Jacaratia spinosa (Aubl.) A. DC. jaracatiá NP P Zoo A, B
57 Caricaceae Vasconcellea quercifolia A. St.-Hil. mamoeiro-do-campo NP D Zoo B
(Continua)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 349/388
(Continuação)
ID Família Espécie Autor Nome popular GS GP SD CA Refs.
58 Celastraceae Maytenus aquifolia Mart. espinheira-santa NP D Zoo B
59 Celastraceae Maytenus robusta Reissek cafezinho NP D Zoo B
60 Chrysobalanaceae Hirtella hebeclada Moric. Ex DC. macucurana NP D Zoo B
61 Clethraceae Clethra scabra Pers. guaperô P D Anemo B, C
62 Clusiaceae Calophyllum brasiliense Cambess. guanandi NP D Zoo QA B
63 Clusiaceae Garcinia gardneriana (Planch. & Triana) D. 
Zappi bacupari NP D Zoo A, B
64 Combretaceae Terminalia brasiliensis (Cambess. Ex A. St.-Hil.) 
Eichler capitão-do-campo P D Anemo A, B
65 Combretaceae Terminalia triflora (Griseb.) Lillo capitãozinho NP D Anemo B
66 Connaraceae Connarus regnellii Schellenb. camboatã-da-serra NP D Zoo B
67 Cunoniaceae Lamanonia ternata Vell. guaperê NP D Anemo A, B
68 Ebenaceae Diospyros inconstans Jacq. marmelinho NP D Zoo B
69 Elaeocarpaceae Sloanea monosperma Vell. sapopema NP D Zoo A, B, C
70 Erythroxylaceae Erythroxylum argentinum O. E. Schultz mercúrio-branco NP D Zoo B
71 Erythroxylaceae Erythroxylum deciduum A. St.-Hill. fruta-de-pomba NP D Zoo B
72 Euphorbiaceae Actinostemon concolor (Spreng.) Müll. Arg. laranjeira-do-mato NP D Auto A, B, C
73 Euphorbiaceae Alchornea glandulosa Poepp. & Endl. tapiá P P Zoo B, D
74 Euphorbiaceae Alchornea sidifolia Müll. Arg. tapiá-guaçu P P Zoo D
75 Euphorbiaceae Alchornea triplinervia (Spreng.) Müll. Arg. pau-jangada P P Zoo A, B, C
76 Euphorbiaceae Aparisthmium cordatum (A. Juss.) Bail. pasu-taquara NP P Auto A, B, C
77 Euphorbiaceae Croton floribundus Spreng. capixingui P P Auto A, B, C, 
D
(Continua)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 350/388
(Continuação)
ID Família Espécie Autor Nome popular GS GP SD CA Refs.
78 Euphorbiaceae Croton piptocalix Müll. Arg. caixeta P P Auto B
79 Euphorbiaceae Croton urucurana Baill. sangra-d'água P P Auto B
80 Euphorbiaceae Gymnanthes klotzschiana Müll. Arg. P D Auto A
81 Euphorbiaceae Hyeronima alchorneoides Allemão aracurana-da-serra NP D Zoo B
82 Euphorbiaceae Mabea fustilifera Mart. canudo-de-pito P D Auto A, B, C
83 Euphorbiaceae Maprounea guianensis Aubl. bonifácio NP P Zoo B
84 Euphorbiaceae Margaritaria nobilis L. f. figueirinha NP D Zoo B
85 Euphorbiaceae Micrandra eleta Müll. Arg. leiteiro-branco P D Auto B
86 Euphorbiaceae Pachystroma longifolium (Nees) I.M. Johnst. espinheira-santa NP D Auto A, B, C
87 Euphorbiaceae Pera glabrata (Schott) Poepp. ex Baill. tamanqueira P D Zoo A, B, C
88 Euphorbiaceae Sapium glandulatum (Vell.) Pax pau-de-leite P D Zoo B
89 Euphorbiaceae Savia dyctiocarpa Müll. Arg. guaraiuva NP D auto A, B
90 Euphorbiaceae Sebastiania brasiliensis Spreng. branquilho P D auto B
91 Euphorbiaceae Sebastiania commersoniana (Baill.) L.B. Smith & R.J. 
Downs branquinho P D auto B
92 Fabaceae 
Caesalpinioideae Apuleia leiocarpa (Vogel) J. F. Macbr. grápia NP D Auto EN B
93 Fabaceae 
Caesalpinioideae Bauhinia forficata Link unha-de-vaca P P Auto A, B, D
94 Fabaceae 
Caesalpinioideae Bauhinia longifolia (Bong.) Steud. pata-de-vaca P D Auto QA B
95 Fabaceae 
Caesalpinioideae Cassia ferruginea (Schrad.) Schrad. Ex DC. cássia-fistula NP D Auto B
96 Fabaceae 
Caesalpinioideae Cassia leptophylla Vogel falso-barbatimão NP D Auto B
(Continua)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 351/388
(Continuação)
ID Família Espécie Autor Nome popular GS GP SD CA Refs.
97 Fabaceae 
Caesalpinioideae Copaifera langsdorffii Desf. copaíba NP D Zoo QA A, B, C
98 Fabaceae 
Caesalpinioideae Hymenaea courbaril L. jatobá NP D Zoo QA A, B, C
99 Fabaceae 
Caesalpinioideae Peltophorum dubium (Spreng.) Taub. canafístula P P Auto QA B, D
100 Fabaceae 
Caesalpinioideae Pterogyne nitens Tul. amendoim-do-campo NP D Anemo B
101 Fabaceae 
Caesalpinioideae Schizolobium parahyba (Vell.) Blake guapuruvu P D Auto B
102 Fabaceae 
Caesalpinioideae Senna macranthera (Collad.) H.S. Irwin & 
Barneby fedegoso P P Auto B
103 Fabaceae 
Caesalpinioideae Senna multijuga (Rich.) H. S. Irwin & 
Barneby aleluia P P Zoo B
104 Fabaceae 
Caesalpinioideae Senna spectabilis (DC.) H. S. Irwin & 
Barneby cássia-do-nordeste NP D Auto B
105 Fabaceae 
Caesalpinioideae Tachigali multijuga Benth. ingá-bravo NP D Auto B
106 Fabaceae 
Faboideae Acosmium subelegans (Mohlenbr.) Yakolev maendoim-falso NP D Anemo B
107 Fabaceae 
Faboideae Andira anthelmia (Vell.) J. F. Macbr. amgelim-amargoso NP D Zoo B
108 Fabaceae 
Faboideae Andira fraxinifolia Benth. jacarandá-do-mato NP D Zoo B
109 Fabaceae 
Faboideae Andira inermis (Sw.) Kunth angelim-liso NP D Zoo B
110 Fabaceae
Faboideae Centrolobium tomentosum Guillemin ex Benth. araribá NP D Anemo A, B
111 Fabaceae 
Faboideae Cyclolobium vecchii A. Samp. ex Hoehne louveira NP D Auto B
(Continua)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 352/388
(Continuação)
ID Família Espécie Autor Nome popular GS GP SD CA Refs.
112 Fabaceae 
Faboideae Dalbergia brasiliensis Vogel caroba-brava NP D Anemo B
113 Fabaceae 
Faboideae Dalbergia frutescens (Vell.) Britt. dalbergia NP D Anemo A, B, C
114 Fabaceae 
Faboideae Dalbergia villosa (Benth.) Benth NP D Anemo C
115 Fabaceae 
Faboideae
Erythrina crista-galli L. corticeira-do-banhado P D Auto B
116 Fabaceae 
Faboideae Erythrina falcata Benth. mulungu NP D Auto B
117 Fabaceae 
Faboideae Erythrina verna Vell. suinã NP D Auto QA B
118 Fabaceae 
Faboideae Holocalyx balansae Micheli alecrim-de-campinas NP D Auto B
119 Fabaceae 
Faboideae Lonchocarpus campestris Mart. ex Benth. embirinha NP D Auto B
120 Fabaceae 
Faboideae Lonchocarpus guilleminianus (Tul.) Malme embira-de-sapo NP D Auto B
121 Fabaceae 
Faboideae Lonchocarpus muehlbergianus Hassl. embira-de-sapo NP D Auto B, D
122 Fabaceae 
Faboideae Lonchocarpus subglaucescens Mart. ex Benth. timbó NP D Auto B
123 Fabaceae 
Faboideae Luetzelburgia auriculata (Allemão) Ducke guaiçara NP D Anemo B
124 Fabaceae 
Faboideae Machaerium aculeatum Raddi jacarandá-bico-de￾pato P D Anemo B
125 Fabaceae 
Faboideae Machaerium brasiliense Vogel pau-sangue NP D Anemo B
126 Fabaceae 
Faboideae Machaerium hirtum (Vell.) Stellfeld barreiro NP D Anemo B
(Continua)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 353/388
(Continuação)
ID Família Espécie Autor Nome popular GS GP SD CA Refs.
127 Fabaceae 
Faboideae Machaerium nyctitans (Vell.) Benth. bico-de-pato NP D Anemo B, D
128 Fabaceae 
Faboideae Machaerium paraguariense Hassl. cateretê NP D Anemo B
129 Fabaceae 
Faboideae Machaerium scleroxylon Tul. caviúna NP D Anemo B
130 Fabaceae 
Faboideae Machaerium stipitatum (DC.) Vogel sapuva NP D Anemo A, B
131 Fabaceae 
Faboideae Machaerium vestitum Vogel jacarandá-branco NP D Anemo A, B
132 Fabaceae 
Faboideae Machaerium villosum Vogel jacarandá-paulista NP D Anemo QA B
133 Fabaceae 
Faboideae Myrocarpus frondosus Allemão óleo-pardo NP D Anemo QA B
134 Fabaceae 
Faboideae Myroxylon peruiferum L. f. cabreúva NP D Anemo VU B
135 Fabaceae 
Faboideae Ormosia arborea (Vell.) Harms olho-de-cabra NP D Zoo B
136 Fabaceae 
Faboideae Platycyamus regnellii Benth. pau-pereira NP D Auto B
137 Fabaceae 
Faboideae Platypodium elegans Vogel faveiro NP D Anemo B
138 Fabaceae 
Faboideae Poecilanthe parviflora Benth. coração-de-negro NP P Auto B
139 Fabaceae 
Faboideae Pterocarpus rohrii Vahl aldrago NP D Anemo B
140 Fabaceae 
Faboideae Pterodon pubescens Benth. sucupira NP D Anemo B
141 Fabaceae 
Faboideae Sweetia fruticosa Spreng. sucupira-amarela NP D Anemo B
(Continua)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 354/388
(Continuação)
ID Família Espécie Autor Nome popular GS GP SD CA Refs.
142 Fabaceae 
Faboideae Zollernia ilicifolia Vogel zolernia NP D Zoo A, B
143 Fabaceae 
Mimosoideae Acacia polyphylla DC. monjoleiro P P Auto A, B
144 Fabaceae 
Mimosoideae Albizia polycephala (Benth.) Killip. angico-branco NP P Auto B
145 Fabaceae 
Mimosoideae Anadenanthera macrocarpa Benth. angico-vermelho NP D Auto B
146 Fabaceae 
Mimosoideae Enterolobium contortisiliquum (Vell.) Morong tamboril P P Auto B
147 Fabaceae 
Mimosoideae Inga edulis Mart. ingá-de-metro NP P Zoo B
148 Fabaceae 
Mimosoideae Inga laurina (Sw.) Willd. ingá-mirim NP P Zoo B
149 Fabaceae 
Mimosoideae Inga marginata Willd. ingá-feijão NP P Zoo B
150 Fabaceae 
Mimosoideae Inga sessilis (Vell.) Mart. Ex Benth. ingá-ferradura P P Zoo B
151 Fabaceae 
Mimosoideae Inga vera Willd. ingá-do-brejo P P Zoo A, B
152 Fabaceae 
Mimosoideae Mimosa bimucronata (DC.) O. Kuntze maricá P P Auto B
153 Fabaceae 
Mimosoideae Parapiptadenia rigida (Benth.) Brenan angico-da-mata NP D Auto B
154 Fabaceae 
Mimosoideae Piptadenia gonoacantha (Mart.) J. F. Macbr. pau-jacaré P D Auto A, B, C
155 Fabaceae 
Mimosoideae Pithecellobium incurale (Vell.) Benth. chico-pires NP D Auto B
156 Fabaceae 
Mimosoideae Styphnodendron adstringens (Mart.) Coville barbatimão NP D Auto B
157 Lacistemataceae Lacistema hasslerianum Chodat espeteiro-do-campo NP D zoo B
(Continua)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 355/388
(Continuação)
ID Família Espécie Autor Nome popular GS GP SD CA Refs.
158 Lauraceae Aniba firmula (Ness & Mart.) Mez canela-de-cheiro NP D zoo B
159 Lauraceae Cryptocarya aschersoniana Mez canela-batalha NP P Zoo B, C
160 Lauraceae Cryptocarya moschata Nees batalheira NP D Zoo A, B
161 Lauraceae Endlicheria paniculata (Spreng.) J.F. Macbr. canela-frade NP D Zoo A, B
162 Lauraceae Nectandra grandiflora Nees canela-fedida NP D zoo B, D
163 Lauraceae Nectandra lanceolata Nees canela-amarela NP D Zoo B
164 Lauraceae Nectandra megapotamica (Spreng.) Mez canela-louro NP D Zoo B
165 Lauraceae Nectandra oppositifolia Ness canela-amarela P D Zoo B
166 Lauraceae Ocotea acutifolia (Nees) Mez canela-preta P D Zoo A
167 Lauraceae Ocotea catharinensis Mez canela-coqueiro NP D Zoo A, B
168 Lauraceae Ocotea corymbosa (Meisn.) Mez canela-do-cerrado NP D Zoo B, C
169 Lauraceae Ocotea diospyrifolia (Meisn.) Mez canela-louro NP D Zoo A, B
170 Lauraceae Ocotea elegans Mez canela-sassafrás-do￾campo
NP D Zoo B
171 Lauraceae Ocotea minarum (Nees) Mez canela-vassoura NP D Zoo B
172 Lauraceae Ocotea odorifera (Vell.) Rohwer canela-sassafrás-do￾campo
NP D Zoo A, B
173 Lauraceae Ocotea puberula (Rich.) Ness canela-guaicá NP P Zoo B
174 Lauraceae Ocotea pulchella (Ness) Mez canela-preta NP D Zoo A, B
175 Lauraceae Ocotea spixiana (Nees) Mez canelão NP P Zoo A
176 Lauraceae Ocotea velutina (Nees) Rohwer canelão NP D Zoo B, C
177 Lauraceae Persea pyrifolia Nees abacateiro-do-mato NP D Zoo B
(Continua)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 356/388
(Continuação)
ID Família Espécie Autor Nome popular GS GP SD CA Refs.
178 Lecythidaceae Cariniana estrellensis (Raddi) Kuntze jequitibá-branco NP D Anemo QA A, B
179 Lecythidaceae Cariniana legallis (Mart.) Kuntze jequitibá-rosa NP D Anemo QA B
180 Loganiaceae Strychnos pseudoquina A. St.-Hill. quina NP D Zoo B
181 Lythraceae Lafoensia glyptocarpa Koehne mirindiba-rosa NP D Anemo B
182 Lythraceae Lafoensia pacari A. St.-Hill. dedaleiro NP D Anemo B, C
183 Magnoliaceae Talauma ovata A. St.-Hill. pinha-do-brejo NP D Zoo A, B
184 Malvaceae Bastardiopsis densiflora (Hook. & Arn.) Hassl. algodoeiro P D Auto B
185 Malvaceae Ceiba speciosa (A. St.-Hil.) Ravenna paineira NP P Anemo B, D
186 Malvaceae Eriotheca candolleana (K. Schum.) A. Robyns embiruçu NP D Anemo B
187 Malvaceae Guazuma ulmifolia Lam. mutamba P P Zoo A, B
188 Malvaceae Heliocarpus popayanensis Kunth pau-jangada P P Anemo B
189 Malvaceae Luehea divaricata Mart. & Zucc. açoita-cavalo NP P Anemo B, D
190 Malvaceae Luehea grandiflora Mart. & Zucc. açoita-cavalo NP P Anemo B
191 Malvaceae Pseudobombax grandiflorum (Cav.) A. Robyns embiruçu-da-mata NP D Anemo B
192 Melastomataceae Miconia cinnamomifolia (DC.) Naudin jacatirão NP D Zoo A, B
193 Meliaceae Cabralea canjerana (Vell.) Mart. canjerana NP D Zoo A, B, C
194 Meliaceae Cedrella fissilis Vell. cedro NP D Anemo QA A, B
195 Meliaceae Guarea guidonia (L.) Sleumer marinheiro NP D Zoo QA B
196 Meliaceae Guarea kunthiana A. Juss. canjambo NP D Zoo QA B
197 Meliaceae Guarea macrophylla Vahl café-bravo NP D Zoo QA B
198 Meliaceae Trichilia casaretti C. DC. catiguá NP D Zoo B
(Continua)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 357/388
(Continuação)
ID Família Espécie Autor Nome popular GS GP SD CA Refs.
199 Meliaceae Trichilia catigua A. Juss. catiguá NP D zoo A, B, C
200 Meliaceae Trichilia clausseni C. DC. quebra-machado NP D Zoo A, B
201 Meliaceae Trichilia elegans A. Juss. catiguazinho NP D Zoo B, D
202 Meliaceae Trichilia hirta L. catiguá-arco-de￾peneira NP D Zoo QA B
203 Meliaceae Trichilia pallida Sw. baga-de-morcego NP D Zoo A, B
204 Meliaceae Trichilia silvatica C. DC. café-do-mato NP D Zoo B
205 Monimiaceae Mollinedia widgrenii A. DC. NP D Zoo A
206 Moraceae Brosimun gaudichaudii Trecul maminha-cadela NP D Zoo QA B
207 Moraceae Ficus citrifolia Mill. figueira NP D Zoo A, B
208 Moraceae Ficus enormis (Mart. ex Miq.) Miq. figueira-da-pedra P D Zoo B
209 Moraceae Ficus glabra Vell. figueira NP P Zoo B
210 Moraceae Ficus guaranitica Chodat ex Chodat & 
Vischer. figueira-branca NP P Zoo B
211 Moraceae Ficus insipida Willd. figueira-do-brejo P P Zoo B
212 Moraceae Ficus organensis (Miq.) Miq. figueira NP D Zoo B
213 Moraceae Maclura tinctoria (L.) D. Don ex Steud. taiuva NP D Zoo B
214 Moraceae Sorocea bonplandii (Baill.) W.C.Burger et al. cincho NP D Zoo A, B
215 Myrtaceae Calycorectes acutatus (Miq.) Toledo araçá-da-serra NP D Zoo B
216 Myrtaceae Calyptranthes clusiifolia (Miq.) O. Berg araçarana NP D Zoo B, C
217 Myrtaceae Calyptranthes concinna DC. guamirim-facho NP D Zoo B
218 Myrtaceae Campomanesia guazumaefolia (Cambess.) O. Berg sete-capotes NP D Zoo B, C
(Continua)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 358/388
(Continuação)
ID Família Espécie Autor Nome popular GS GP SD CA Refs.
219 Myrtaceae Campomanesia neriiflora (O. Berg) Nied. guabiroba-branca NP D Zoo B
220 Myrtaceae Campomanesia xanthocarpa O. Berg guabiroba NP D Zoo B, C
221 Myrtaceae Eugenia brasiliensis Lam. grumixama NP D Zoo VU B
222 Myrtaceae Eugenia florida DC. pitanga-preta NP D Zoo B
223 Myrtaceae Eugenia glazioviana Kiaersk. guamirim NP D Zoo B
224 Myrtaceae Eugenia involucrata DC. cereja-do-rio-grande NP D Zoo B
225 Myrtaceae Eugenia ligustrina (Sw.) Willd. eugenia NP D Zoo A, B
226 Myrtaceae Eugenia myrcianthes Nied. pêssego-do-mato NP D Zoo B
227 Myrtaceae Eugenia pluriflora DC. eugenia NP D Zoo A, B
228 Myrtaceae Eugenia pyriformis Cambess. uvaia NP D Zoo A, B
229 Myrtaceae Eugenia speciosa Cambess. laranjinha-do-mato NP D Zoo B
230 Myrtaceae Eugenia sulcata Spring murta NP D Zoo B
231 Myrtaceae Eugenia uniflora L. pitanga NP D Zoo B
232 Myrtaceae Gomidesia affinis (Cambess.) D. Legrand batinga NP D Zoo A, B
233 Myrtaceae Myrcia multiflora (Lam.) DC. cambuí NP D Zoo B
234 Myrtaceae Myrcia rostrata DC. guamirim-de-folha-fina NP D Zoo B
235 Myrtaceae Myrcia tomentosa (Aubl.) DC. goiaba-brava NP D Zoo B, D
236 Myrtaceae Myrcianthes pungens (O. Berg) D. Legrand guabiju NP D Zoo B
237 Myrtaceae Myrciaria tenella (DC.) O. Berg cambuí NP D Zoo B
238 Myrtaceae Plinia rivularis (Cambess.) Rotman cambucá-peixoto NP P Zoo B
239 Myrtaceae Psidium rufum Mart. ex DC. aracá-cagão NP D Zoo B
(Continua)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 359/388
(Continuação)
ID Família Espécie Autor Nome popular GS GP SD CA Refs.
240 Nyctaginaceae Bougainvillea glabra Choisy primavera-arbórea P P Anemo B
241 Nyctaginaceae Guapira noxia (Netto) Lundell guapira NP D Zoo B
242 Nyctaginaceae Guapira opposita (Vell.) Reitz flor-de-pérola NP D Zoo A, B, C, 
D
243 Nyctaginaceae Pisonia ambigua Heimerl maria-faceira NP D Zoo B
244 Ochnaceae Ouratea castanaefolia (DC.) Engl. folha-de-castanha NP D Zoo B
245 Ochnaceae Ouratea spectabilis (Mart.) Engl. folha-de-serra NP D Zoo B
246 Opiliaceae Agonandra brasiliensis Benth. & Hook. F. tinge-cuia NP D Zoo A, B
247 Opiliaceae Agonandra excelsa Griseb. agonandra NP D Zoo B, C
248 Phyllanthaceae Savia dictyocarpa Müll.Arg. guaraiuva NP D Auto A, C
249 Phytolacaceae Gallesia integrifolia (Spreng.) Harms pau-d'álho NP P Anemo B
250 Phytolacaceae Phytolacca dioica L. cebolão P P Auto B
251 Phytolacaceae Seguieria langsdorffii Moq. agulheiro P D Anemo A, B
252 Polygonaceae Coccoloba mollis Casar. folha-de-bolo NP D Zoo B
253 Polygonaceae Ruprechtia laxiflora Meisn. marmeleiro NP D Anemo B
254 Primulaceae Myrsine coriacea (Sw.) R.Br. ex Roem. & 
Schult. capororoca P D Zoo B, C
255 Primulaceae Myrsine gardneriana A. DC. P D Zoo B
256 Primulaceae Myrsine guianensis (Aubl.) Kuntze capororoca-branca P D Zoo A, B
257 Primulaceae Myrsine umbellata Mart. capororoca NP D Zoo B, C
258 Proteaceae Roupala brasiliensis Klotzsch carvalho-brasileiro NP D Anemo A, B
259 Rhamnaceae Colubrina glandulosa Perkins sobrasil NP D Zoo B
260 Rhamnaceae Rhamnidium elaeocarpum Reissek saguaraji-amarelo NP P Zoo A, B
(Continua)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 360/388
(Continuação)
ID Família Espécie Autor Nome popular GS GP SD CA Refs.
261 Rosaceae Prunus myrtifolia (L.) Urban pessegueiro-bravo NP D Zoo A, B, C
262 Rubiaceae Alibertia edulis (L. C. Rich.) A. C. Rich. 
ex DC. goiaba-preta NP P Zoo B
263 Rubiaceae Alseis floribunda Schoot quina-de-são-paulo NP D Auto B
264 Rubiaceae Cordiera sessilis (Vell.) Kuntze marmelo-do-campo NP D Zoo B
265 Rubiaceae Coussarea hydrangeifolia (Benth.) Müll. Arg. falsa-quina NP D Zoo B
266 Rubiaceae Coutarea hexandra (Jacq.) K. Schum. quina NP D Anemo A, B
267 Rubiaceae Genipa americana L. jenipapo NP D Zoo B
268 Rubiaceae Guettarda viburnoides Cham. & Schltdl. veludo NP D Zoo B
269 Rubiaceae Ixora brevifolia Benth. íxora-arbórea NP D Zoo C
270 Rubiaceae Psychotria carthagenensis Jacq. erva-de-gralha NP D Zoo B
271 Rubiaceae Rudgea jasminoides (Cham.) Müll. Arg. rudgea NP D Zoo A, B, C
272 Rutaceae Balfourodendron riedellianum (Engl.) Engl. pau-marfim NP D Anemo QA B
273 Rutaceae Esenbeckia febrifuga (A. St.-Hil.) A. Juss. mamoninha NP D Auto A, B
274 Rutaceae Esenbeckia grandifolia Mart. guaxupita NP D Auto A, B, C
275 Rutaceae Esenbeckia leiocarpa Engl. guarantã NP D Auto A, B, C
276 Rutaceae Galipea jasminiflora (A. St.-Hil.) Engl. grumixara NP D Auto A, B, C
277 Rutaceae Helietta appiculata Benth. canela-de-veado NP D Anemo B
278 Rutaceae Metrodorea nigra A. St.-Hill. chupa-ferro NP D Auto A, B, C
279 Rutaceae Metrodorea stipularis Mart. chupa-ferro NP D Auto B
280 Rutaceae Pilocarpus pennatifolius Lem. jaborandi NP D Auto B
281 Rutaceae Zanthoxylum caribaeum Lam. mamica-fedorenta NP D Zoo B
(Continua)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 361/388
(Continuação)
ID Família Espécie Autor Nome popular GS GP SD CA Refs.
282 Rutaceae Zanthoxylum fagara (L.) Sarg. tembetari NP D Zoo B
283 Rutaceae Zanthoxylum monogynum A. St.-Hil. juvá NP D Zoo B
284 Rutaceae Zanthoxylum rhoifolium Lam. mamica-de-porca NP D Zoo A, B
285 Rutaceae Zanthoxylum riedelianum Engl. mamica-de-porca NP D Zoo B
286 Salicaceae Casearia decandra Jacq. cafezeiro-do-mato NP D Zoo B
287 Salicaceae Casearia gossypiosperma Briq. pau-de-espeto P D Zoo A, B, C
288 Salicaceae Casearia obliqua Spreng. caseária NP D Zoo A, B
289 Salicaceae Casearia sylvestris Sw. guaçatonga P D Zoo A, B
290 Salicaceae Prockia crucis P.Browne ex L. cuiteleiro NP D Zoo A
291 Sapindaceae Allophylus edulis (A.St.-Hil.) Radlk. chal-chal P D Zoo B, D
292 Sapindaceae Allophylus petiolulatus Radlk. chal-chal NP D Zoo B
293 Sapindaceae Cupania oblongifolia Mart. pau-magro NP D Zoo B
294 Sapindaceae Cupania racemosa (Vell.) Radlk. caguantã NP D Zoo B
295 Sapindaceae Cupania vernalis Cambess. camboatã NP D Zoo A, B, D
296 Sapindaceae Diatenopterix sorbifolia Radlk. correeiro P D Anemo A, B
297 Sapindaceae Matayba elaeagnoides Radlk. camboatã NP D Zoo A, B, C, 
D
298 Sapotaceae Chrysophyllum gonocarpum (Mart. & Eichl.) Engl. caxeta-amarela NP D Zoo A, B, C
299 Sapotaceae Chrysophyllum marginatum (Hook. & Arn.) Radlk. aguaí NP D Zoo QA B
300 Sapotaceae Pouteria torta (Mart.) Radlk. abiu NP D Zoo B
301 Simaroubaceae Picrasma crenata (Vell.) Engl. pau-amargo NP D Zoo EX B
302 Siparunaceae Siparuna guianensis Aubl. siparuna NP D Zoo A, B, C
(Continua)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 362/388
(Continuação)
ID Família Espécie Autor Nome popular GS GP SD CA Refs.
303 Solanaceae Acnistus arborescens (L.) Schltdl. marianeira P P Zoo B
304 Solanaceae Solanum granuloso-leprosum Dunal joá P D Zoo B
305 Solanaceae Solanum pseudoquina A. St.-Hil. quina-de-são-paulo P D Zoo A, B
306 Styracaceae Styrax camporum Pohl benjoeiro NP D Zoo B
307 Styracaceae Styrax ferrugineus Nees & Mart. limoeiro-do-mato NP D Zoo B
308 Styracaceae Styrax pohlii A. DC. benjoeiro NP D Zoo B
309 Theaceae Ternstroemia brasiliensis Cambess. bajuruvoca NP D Zoo B
310 Urticaceae Cecropia glazioui Snethl. embaúba-vermelha P D Zoo B
311 Urticaceae Cecropia hololeuca Miq. embaúba P D Zoo QA A, B, D
312 Urticaceae Cecropia pachystachya Trec. embaúba-branca P D Zoo B
313 Urticaceae Coussapoa micracarpa (Schott) Rizzini figueira NP D Zoo B
314 Verbenaceae Aloysia virgata (Ruiz & Pav.) Juss. cambará-de-lixa P D Anemo B, D
315 Verbenaceae Citharexylum myrianthum Cham. pau-viola P P Zoo B
316 Verbenaceae Vitex megapotamica (Spreng.) Moldenke tarumã NP D Zoo B
317 Verbenaceae Vitex polygama Cham. tarumã NP D Zoo B
318 Vochysiaceae Callisthene fasciculata Mart. carvão-branco NP D Anemo B
319 Vochysiaceae Callisthene minor Mart. pau-pilão NP D Anemo B
320 Vochysiaceae Qualea jundiahy Warm. pau-terra NP D Anemo A, B
321 Vochysiaceae Qualea multiflora Mart. pau-de-tucano NP D Anemo A, B
322 Vochysiaceae Vochysia bifalcata Warm. pau-de-vinho NP D Anemo B
(Continua)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 363/388
(Continuação)
ID Família Espécie Autor Nome popular GS GP SD CA Refs.
323 Vochysiaceae Vochysia magnifica Warm. pau-novo NP D Anemo B
324 Vochysiaceae Vochysia tucanorum Mart. pau-de-tucano NP D Anemo B
A) CESAR, OSWALDO. Composição florística, fitossociologia e ciclagem de nutrientes em mata mesófila semidecídua 
(Fazenda Barreiro Rico, Mun. Anhembi – SP). Tese de livre docência, Universidade Estadual de São Paulo, Rio Claro. 1988.
B) SECRETARIA DE ESTADO DO MEIO AMBIENTE – SMA. Resolução SMA nº 08 de 31 de janeiro de 2008. Fixa a orientação 
para o reflorestamento heterogêneo de áreas degradadas e dá providências correlatas. Diário Oficial do Estado de São Paulo. Seção 
I, p. 31-32. São Paulo, 01 de fevereiro de 2008.
C) FEREZ, ANA PAULA CERVI. Efeito de práticas silviculturais sobre as taxas iniciais de sequestro de carbono em plantios 
de restauração da Mata Atlântica. Dissertação de mestrado, Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” – USP, Piracicaba. 
2010.
D) DEPARTAMENTO HIDROVIÁRIO – DH. Estudos Ambientais e Elaboração de Projeto para Dragagem de Manutenção entre 
os km 74 e 89 da Rota de Navegação no Rio Tietê do Reservatório de Barra Bonita. São Paulo: Engecorps, 2012.
Relatório Técnico nº 166.386-205 - 364/388
APÊNDICE C
LISTA 2: ESPÉCIES ARBÓREAS REGIONAIS RECOMENDADAS PARA 
PLANTIO – FLORESTA PALUDOSA
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 365/388
Espécies arbóreas regionais recomendadas para o plantio: Floresta Paludosa
Legenda: GS - grupo sucessional: P – pioneira, NP – não pioneira; GP – grupo de plantio: P – preenchimento, D – diversidade; SD 
– síndrome de dispersão: Anemo – anemocórica, Auto – autocórica, Zoo – zoocórica; Refs. – Dados secundários – referências 
bibliográficas citadas ao fim da tabela).
ID Família Espécie Autor Nome vulgar GS GP SD Refs.
1 Anacardiaceae Tapirira guianenses Aubl. pau-pombo NP P Zoo A; B
2 Araliaceae Dendropanax cuneatum Decne & Planch. maria-mole P D Zoo A; B
3 Arecaceae Euterpe edulis Mart. jussara NP D Zoo A; B
4 Arecaceae Geonoma brevispatha arb. Rodr. palmeira-ouricana NP D Zoo B
5 Arecaceae Syagrus romanzoffiana (Cham.) Glass. jerivá NP D Zoo A; B
6 Asteraceae Gochnatia polymorpha (Less.) Cabr. cambará P D Anemo A
7 Bignoniaceae Handroanthus umbellatus (Sond.) Mattos ipê-amarelo-do-brejo NP D Anemo A; B
8 Bombacaceae
Pseudobombax 
grandiflorum (Cav.) A. Robyns embiruçu-da-mata NP D Anemo B
9 Burseraceae Protium spruceanum (Benth.) Engl.
almecegueira-do￾brejo NP D Zoo B
10 Caesalpiniaceae Copaifera langsdorffii Desf. copaíba NP D Zoo A; B
11 Cecropiaceae Cecropia pachystachya Trècul. embaúba P D Zoo A; B
12 Clethraceae Clethra scabra Pers. guaperô P D Anemo A
13 Clusiaceae Calophyllum brasiliense Camb. guanandi NP D Zoo A; B
14 Clusiaceae Clusia criuva Cambess. manguerana / clusia P D Zoo B
15 Euphorbiaceae Alchornea glandulosa Poepp. & Endl. tapiá P P Zoo B
16 Euphorbiaceae Alchornea triplinervia (Spr.) Muell. Arg. tapiá P P Zoo A
17 Euphorbiaceae Croton floribundus Spreng. capixingui P P Auto B
18 Euphorbiaceae Croton piptocalyx Müll. Arg. caixeta P P Auto B
19 Euphorbiaceae Croton urucurana Baill. sangra-d'água P P Auto B
20 Euphorbiaceae Hyeronima alchorneoides Fr. All. licurana NP D Zoo A
21 Euphorbiaceae Savia dictyocarpa Müll. Arg. guaraiuva NP D Auto B
(Continua)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 366/388
(Continuação)
ID Família Espécie Autor Nome vulgar GS GP SD Refs.
22 Icacinaceae Citronella gongonha (Mart.) R.A. Howard
congonha / 
congonheira NP D Zoo B
23 Lacistemataceae Lacistema hasslerianum Chodat espeteiro-do-campo NP D Zoo B
24 Lauraceae Aniba firmula Mez. canela-sassafrás NP D Zoo A
25 Lecythidaceae Cariniana estrellensis (Raddi) Kuntze jequitibá-branco NP D Anemo B
26 Magnoliaceae Talauma ovata St. Hill pinha-do-brejo NP D Zoo A; B
27 Malvaceae Luehea divaricata Mart. & Zucc açoita-cavalo NP P Anemo B
28 Melastomataceae Miconia ligustroides (DC.) Naud. jacatirão-do-brejo NP D Zoo A; B
29 Meliaceae Cedrela odorata L. cedro-do-brejo NP D Zoo B
30 Meliaceae Guarea guidonea (L.) Sleum. marinheiro, NP D Zoo A
31 Meliaceae Guarea kunthiana A. Juss. canjambo NP D Zoo B
32 Meliaceae Guarea macrophylla Vahl café-bravo NP D Zoo B
33 Meliaceae Trichilia casaretti C. DC. catiguá NP D Zoo B
34 Meliaceae Trichilia claussenii C. DC. quebra-machado NP D Zoo B
35 Meliaceae Trichilia pallida Sw. baga-de-morcego NP D Zoo B
36 Mimosaceae Inga marginata Willd. ingá-feijão NP P Zoo B
37 Moraceae Brosimum gaudichaudii Trécul mamica-de-cadela NP D Zoo A
38 Myrtaceae Calyptranthes concinna DC. guamirim-facho NP D Zoo B
39 Myrtaceae Eugenia af. speciosa Camb. laranjinha-do-mato NP D Zoo A
40 Myrtaceae Eugenia florida DC. guamirim NP D Zoo A; B
41 Myrtaceae Myrcia rostrata DC. lanceira NP D Zoo A
42 Ochnaceae Ouratea semiserrata (Mart e Nees) Engl. castanheira NP D Zoo A
43 Peraceae Pera glabrata (Schott) Poepp. ex Baill. pau-de-sapateiro P D Zoo A; B
44 Primulaceae Myrsine guianensis Aubl. capororoca P D Zoo A
45 Primulaceae Myrsine umbellata (Mart.) Mez. capororoca-branca NP D Zoo A
46 Rosaceae Prunus myrtifolia (L.) Urb. pessegueiro-bravo NP D Zoo A
47 Rubiaceae Psychotria carthaginensis Jacq. erva-de-gralha NP D Zoo B
(Continua)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 367/388
(Continuação)
ID Família Espécie Autor Nome vulgar GS GP SD Refs.
48 Salicaceae Casearia decandra Jacq. pitumba NP D Zoo A
49 Sapotaceae
Chrysophyllum 
gonocarpum
(Mart. & Eichler ex Miq.) 
Engl. caxeta-amarela NP D Zoo B
50 Styracaceae Styrax pohlii A. DC. benjoeiro NP D Zoo A; B
A) IVANAUSKAS, N.M., RODRIGUES, R.R. & NAVE, A.G. 1997. Aspectos ecológicos de um trecho de floresta de brejo em Itatinga, SP: 
florística, fitossociologia e seletividade de espécies. Revista Brasileira de Botânica, 20: 139-153.
B) TEIXEIRA, A.P. & ASSIS, M.A. 2005. Caracterização florística e fitossociológica do componente arbustivo-arbóreo de uma floresta 
paludosa no Município de Rio Claro (SP), Brasil. Revista Brasileira de Botânica 28: 467-476. 
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 368/388
APÊNDICE D
LISTA 3: ESPÉCIES ARBÓREAS REGIONAIS RECOMENDADAS PARA 
PLANTIO – MATA CILIAR (REGIÃO CENTRAL DO ESTADO DE SÃO 
PAULO)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 369/388
Espécies arbóreas regionais recomendadas para o plantio: Mata ciliar
Legenda: GS - grupo sucessional: P – pioneira, NP – não pioneira; GP – grupo de plantio: P – preenchimento, D –
diversidade; SD – síndrome de dispersão: Anemo – anemocórica, Auto – autocórica, Zoo – zoocórica; CA – categoria de 
ameça de extinção: EX – presumivelmente extinta, EN – em perigo, VU – vulnerável, QA – quase ameaçada.
Família Espécie Nome popular GS GP SD CA
Anacardiaceae Astronium graveolens Jacq. guaritá / guaritá-do-cerrado NP D ANE
Anacardiaceae Lithrea molleoides (Vell.) Engl. aroeira-brava / aroeira-do-cerrado / aroeira-branca P D ZOO
Anacardiaceae Spondias mombin L. =(Spondias lutea L.) cajazeiro / caja-pequeno / imbuzeiro / taperabá NP D ZOO
Anacardiaceae Tapirira guianensis Aubl. peito-de-pomba / peito-de-pombo / copiúva NP D ZOO
Anacardiaceae Tapirira obtusa (Benth.) J.D. Mitch. pau-pombo NP D ZOO
Annonaceae Annona cacans Warm. araticum / araticum-cagão / fruta-do-conde P D ZOO
Annonaceae Annona dolabripetala Raddi araticum / embira-branca P P ZOO
Annonaceae Annona neosericea H.Rainer [=Rollinia 
sericea (R. E. Fries) R.E. Fries] araticum-alvadio P D ZOO
Annonaceae Annona sylvatica A.St.-Hil. [=Rollinia 
sylvatica (A.St.-Hil.) Mart.] cortiça-amarela / araticum-do-mato P D ZOO
Annonaceae Duguetia lanceolata A. St.-Hil. pindaíva / pindaíba / biribá NP D ZOO
Annonaceae Guatteria australis A. St.-Hil.[=Guatteria 
nigrescens Mart.] pindaúva-preta NP D ZOO
Annonaceae Xylopia aromatica (Lam.) Mart. pimenta-de-macaco NP D ZOO
Annonaceae Xylopia brasiliensis Spreng. pau-de-mastro / pindaubuna NP D ZOO
Annonaceae Xylopia emarginata Mart. pindaíba-d'água NP D ZOO
Apocynaceae Aspidosperma cylindrocarpon Müll.Arg. peroba-poca / peroba-rosa NP D ANE
Apocynaceae Aspidosperma discolor A.DC. cabo-de-machado / pau-pereiro / quina NP D AUT
Apocynaceae Aspidosperma polyneuron Müll. Arg. peroba-rosa NP D ANE QA
Apocynaceae Aspidosperma ramiflorum Müll. Arg. guatambu / guatambu-amarelo NP D ANE
(Continua)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 370/388
(Continuação)
Família Espécie Nome popular GS GP SD CA
Apocynaceae Tabernaemontana catharinensis A.DC. jasmim / jasmim-pipoca P D ZOO
Apocynaceae Tabernaemontana hystrix Steud. 
[=Peschiera fuchsiifolia (A. DC.) Miers] 
leiteiro / jasmim-do-campo / leiteiro-vermelho / 
gancheira P D ZOO
Aquifoliaceae Ilex cerasifolia Reissek congonha NP D ZOO
Aquifoliaceae Ilex paraguariensis A. St.-Hil. erva-mate NP D ZOO
Araliaceae Dendropanax cuneatus (DC.) Decne. & 
Planch. maria-mole P D ZOO
Arecaceae Acrocomia aculeata (Jacq.) Lodd. Ex 
Mart. [=A. sclerocarpa Lodd. ex Mart.] macaúba / palmeira-macaúba NP D ZOO
Arecaceae Euterpe edulis Mart. palmito-juçara / palmiteiro / palmito-doce / jussara NP D ZOO VU
Arecaceae Syagrus oleracea (Mart.) Becc. gueirova / gueroba / gariroba / guariroba / palmeira￾guariroba NP D ZOO
Arecaceae Syagrus romanzoffiana (Cham.) 
Glassman 
jerivá / palmeira-jerivá / coco-gerivá / baba-de-boi / 
jaruvá NP D ZOO
Asteraceae Dasyphyllum brasiliense (Spreng.) 
Cabrera espinho-de-agulha / espinho-agulha p P ANE
Asteraceae 
Moquiniastrum polymorphum (Less.) 
G.Sancho [=Gochnatia polymorpha 
(Less.) Cabrera] 
candeia / cambará / cambará-branco P P ANE
Asteraceae Piptocarpha axillaris (Less.) Baker vassourão-branco P P ANE
Bignoniaceae Handroanthus heptaphyllus (Vell.) Mattos 
[=Tabebuia heptaphylla (Vell.) Toledo] 
ipê-roxo / ipê-roxo-sete-folhas / ipê-rosa / ipê-roxo￾anão / ipê-roxo-da-mata NP D ANE
Bignoniaceae Handroanthus vellosoi (Toledo) Mattos 
[=Tabebuia vellosoi Toledo] 
ipê-amarelo-casca-lisa / ipê-amarelo-liso / ipê￾amarelo-da-mata / ipê-tabaco / ipê-caroba NP D ANE
Bignoniaceae Jacaranda cuspidifolia Mart. caroba / carobão NP D ANE
Bignoniaceae Jacaranda macrantha Cham. carobão / caroba / carova / jacarandá-caroba P D ANE
Bignoniaceae 
Tabebuia insignis (Miq.) 
Sandwith=Tabebuia dura (Bureau & 
K.Schum.) Sprague & Sandwith 
ipê-branco-do-brejo / ipê-branco-do-cerrado P D ANE
Boraginaceae Cordia americana (L.) Gottschling & 
J.S.Mill. [=Patagonula americana L.] guaiuvira / guajuvira NP D ANE
(Continua)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 371/388
(Continuação)
Família Espécie Nome popular GS GP SD CA
Boraginaceae Cordia ecalyculata Vell. café-de-bugre / claraíba NP D ZOO
Boraginaceae Cordia sellowiana Cham. chá-de-bugre / louro-mole P P ZOO
Boraginaceae Cordia superba Cham. babosa-branca / baba-de-boi / cordia / grão-de-galo P P ZOO
Boraginaceae Cordia trichoclada DC. louro-tabaco P/NP D ZOO VU
Boraginaceae Cordia trichotoma (Vell.) Arráb. Ex Steud. louro-pardo / freijó NP D ANE
Burseraceae Protium heptaphyllum (Aubl.) Marchand almecega / almecegueira NP D ZOO
Burseraceae Protium spruceanum (Benth.) Engl. almecegueira-do-mato-grosso / almecegueira-do-brejo NP D ZOO
Cactaceae Pereskia aculeata Mill. azedinha / espinho-preto / ora-pro-nobis NP D ZOO
Calophyllaceae Calophyllum brasiliense Cambess. guanandi / mangue NP D ZOO
Cannabaceae Celtis fluminensis Carauta NP D ZOO
Cannabaceae Trema micrantha (L.) Blume crindiúva / pau-pólvora / candiúba / pindaúva-vermelha P P ZOO
Cardiopteridaceae Citronella paniculata (Mart.) R.A. Howard falsa-congonheira NP D ZOO
Celastraceae Cheiloclinium cognatum (Miers) A.C.Sm. saputiá / saputá / bacupari NP D ZOO
Celastraceae Maytenus aquifolia Mart. maytenus / coração-de-bugre NP D ZOO
Celastraceae Maytenus gonoclada Mart. [=Maytenus 
robusta Reissek] maytenus / cuinha / cafezinho NP D ZOO
Chloranthaceae Hedyosmum brasiliense Mart. Ex Miq. erva-de-soldado / erva-cidreira NP D ZOO
Chrysobalanaceae Hirtella hebeclada Moric. ex DC. macucurana / pau-de-lixa NP D ZOO
Chrysobalanaceae Licania hoehnei Pilg. cariperana / caraipé NP D ZOO
Combretaceae Terminalia argentea Mart. capitão-do-cerrado / capitão-do-campo / capitão P D ANE
Combretaceae 
Terminalia glabrescens Mart. 
[=Terminalia brasiliensis (Cambess. ) 
Eichler] 
cerne-amarelo / capitão-do-campo / amarelinho P D ANE
Combretaceae Terminalia triflora (Griseb.) Lillo capitãozinho / amarelinho NP D ANE
Ebenaceae Diospyros inconstans Jacq. marmelinho NP D ZOO
Elaeocarpaceae Sloanea hirsuta (Schott) Planch. ex 
Benth. [=Sloanea monosperma Vell.] ouriço / laranjeira-do-mato NP D ZOO
Euphorbiaceae Alchornea glandulosa Poepp. & Endl. tanheiro / tapiá / tapieira P P ZOO
(Continua)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 372/388
(Continuação)
Família Espécie Nome popular GS GP SD CA
Euphorbiaceae Alchornea triplinervia (Spreng.) Müll. Arg. pau-jangada / tapiá / tapieira P P ZOO
Euphorbiaceae Croton celtidifolius Baill. marmeleiro / pau-de-sangue P P AUT
Euphorbiaceae Croton floribundus Spreng. capixingui P P AUT
Euphorbiaceae Croton urucurana Baill. sangra-d'água P P AUT
Euphorbiaceae Mabea piriri Aubl.[=Mabea brasiliensis 
Müll. Arg.] canudo-de-pito / taquarirana P D AUT
Euphorbiaceae Maprounea guianensis Aubl. bonifácio NP D ZOO
Euphorbiaceae Sebastiania commersoniana (Baill.) L. B. 
Smith & Downs branquilho P D AUT
Fabaceae Albizia edwallii (Hoehne) Barneby & 
J.W.Grimes farinha-seca NP AUT
Fabaceae 
Albizia niopoides (Spruce ex Benth.) 
Burkart [=Albizia hassleri (Chodat) 
Burkart] 
farinha-seca / gurujuba P D AUT
Fabaceae Albizia polycephala (Benth.) Killip. Ex 
Record albizia / angico-branco NP D AUT
Fabaceae Andira anthelmia (Vell.) Benth. garacuí / angelim-amargoso / baga-de-morcego NP D ZOO
Fabaceae Andira fraxinifolia Benth. jacarandá-do-mato / angelim-doce NP D ZOO
Fabaceae Andira inermis (W.Wright) DC. angelim-liso NP D ZOO
Fabaceae Bauhinia forficata Link unha-de-vaca / unha-de-vaca-branca-do-brejo / pata￾de-vaca / pata-de-vaca-da-mata P P AUT
Fabaceae Cassia ferruginea (Schrad.) Schrad. Ex 
DC. 
cássia-fistula / chuva-de-ouro / cássia / chuva-de-ouro￾gigante / tapira-coina NP D AUT
Fabaceae Centrolobium tomentosum Guillemin ex 
Benth. araribá / araribá-rosa / araribá-vermelho NP D ANE
Fabaceae Copaifera langsdorffii Desf. óleo-de-copaíba / copaíba NP D ZOO QA
Fabaceae Cyclolobium brasiliense Benth. 
[=Cyclolobium vecchii A. J. Sampaio] louveira NP D AUT
(Continua)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 373/388
(Continuação)
Família Espécie Nome popular GS GP SD CA
Fabaceae 
Dahlstedtia floribunda (Vogel) M.J.Silva & 
A.M.G.Azevedo [=Lonchocarpus 
subglaucescens Mart. ex Benth.] 
timbó / embira-de-sapo NP D AUT
Fabaceae 
Dahlstedtia muehlbergiana (Hassl.) 
M.J.Silva & A.M.G.Azevedo 
[=Lonchocarpus muehlbergianus Hassl.] 
embira-de-sapo / feijão-cru / rabo-de-bugio / imbira-de￾sapo / maçaranduba NP D AUT
Fabaceae Dalbergia brasiliensis Vogel caroba-brava NP D ANE
Fabaceae Dalbergia frutescens (Vell.) Benth. dalbergia / assapuva NP D ANE
Fabaceae Dalbergia nigra (Vell.) Allemão ex Benth. jacarandá-da-bahia / caviúna P P AUT EN
Fabaceae Enterolobium contortisiliquum (Vell.) 
Morong tamboril / timburi / orelha-de-negro P P AUT
Fabaceae Erythrina falcata Benth. corticeira-da-serra / mulungu / suinã NP D AUT
Fabaceae Holocalyx balansae Micheli alecrim-de-campinas NP D AUT
Fabaceae 
Hymenaea courbaril L. var. stilbocarpa 
(Hayne) Y. T. Lee & Langenh. 
[=Hymenaea stilbocarpa Hayne] 
jatobá / jatobá-miúdo / jatobá-da-mata NP D ZOO
Fabaceae Inga laurina (Sw.) Willd. [=Inga fagifolia 
Willd. Ex Benth.] 
ingá-mirim / ingá-do-pantanal / ingá / ingá-verde / ingá￾miúdo NP P ZOO
Fabaceae Inga marginata Willd. ingá-feijão NP P ZOO
Fabaceae Inga striata Benth. ingá-banana / ingá-caixão / ingá-falcão P P ZOO
Fabaceae Inga vera subsp. affinis (DC.) T.D.Penn. 
[=Inga uruguensis Hook. & Arn.] 
ingá-quatro-quinas / ingá-do-brejo / ingá-liso / ingá / 
ingá-da-várzea / ingá-comum / ingá-açu 
P P ZOO
Fabaceae 
Leucochloron incuriale (Vell.) Barneby & 
J.W.Grimes [=Pithecellobium incuriale 
(Vell.) Benth.] 
chico-pires / angico-rajado NP D ANE
Fabaceae Machaerium acutifolium Vogel bico-de-pato / jacarandá-do-campo NP D ANE
Fabaceae 
Machaerium brasiliense Vogel 
(Machaerium triste Vogel)(Machaerium 
vestitum Vogel) 
sapuva /jacarandá-branco /pau-sangue / jacarandá￾sangue 
NP D ANE
Fabaceae Machaerium nyctitans (Vell.) Benth. bico-de-pato / jacarandá-bico-de-pato /caviúna NP D ANE
(Continua)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 374/388
(Continuação)
Família Espécie Nome popular GS GP SD CA
Fabaceae Machaerium paraguariense Hassl. cateretê / sapuvão NP D ANE
Fabaceae Machaerium stipitatum (DC.) Vogel sapuva / sapuvinha NP D ANE
Fabaceae Machaerium villosum Vogel jacarandá-paulista / jacarandá-do-mato NP D ANE
Fabaceae Myrocarpus frondosus Allemão óleo-pardo / cabreúva-parda NP D ANE
Fabaceae Myroxylon peruiferum L. f. [Myroxylon 
balsamum (L.) Harms] cabreúva / cabreúva-vermelha / bálsamo NP D ANE VU
Fabaceae Ormosia arborea (Vell.) Harms olho-de-cabra / olho-de-cabra-vermelho NP D AUT/ZOO
Fabaceae Ormosia fastigiata Tul. tento NP D AUT
Fabaceae Parapiptadenia rigida (Benth.) Brenan angico-da-mata / angico-rosa / angico-branco / angico￾amarelo NP D AUT
Fabaceae Peltophorum dubium (Spreng.) Taub. canafístula / guarucaia P D AUT
Fabaceae Piptadenia gonoacantha (Mart.) J. F. 
Macbr. pau-jacaré P D AUT
Fabaceae Platycyamus regnellii Benth. pau-pereira NP D AUT
Fabaceae Platypodium elegans Vogel jacarandá-do-campo / faveiro / amendoim-do-campo / NP D ANE
Fabaceae Poecilanthe parviflora Benth. coração-de-negro / lapacho NP D AUT
Fabaceae Pterogyne nitens Tul. amendoim-do-campo / amendoim-bravo NP D ANE
Fabaceae Schizolobium parahyba (Vell.) S.F. Blake guapuruvu P D AUT
Fabaceae Senegalia polyphylla (DC.) Britton & 
Rose (Acacia polyphylla DC.) 
monjoleiro / espinho-de-maricá / monjoleiro-branco / 
monjoleiro-vermelho / guarucaia P P AUT
Fabaceae 
Senna multijuga (Rich.) H. S. Irwin & 
Barneby [Cassia multijuga Rich.] pau-cigarra / aleluieiro / aleluia P P ZOO
Fabaceae Senna splendida (Vogel) H.S.Irwin & 
Barneby bico-de-corvo / fedegoso P P AUT
Fabaceae Sweetia fruticosa Spreng. sucupirana / sucupira-amarela NP D ANE
Fabaceae Zollernia ilicifolia (Brongn.) Vogel laranjeira-do-mato / mucitaíba / carapicica NP D AUT
Lacistemataceae Lacistema hasslerianum Chodat espeteiro-do-campo / coari NP D ZOO
Lamiaceae Aegiphila integrifolia (Jacq.) Moldenke 
(Aegiphila sellowiana Cham.) tamanqueiro / caiuia P D ZOO
(Continua)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 375/388
(Continuação)
Família Espécie Nome popular GS GP SD CA
Lamiaceae Vitex cymosa Bertero ex Spreng. tarumã-da-várzea / tachi-da-várzea NP D ZOO
Lamiaceae Vitex megapotamica (Spreng.) Moldenke tarumã / tarumã-azeitona / azeitona-do-mato NP D ZOO
Lauraceae Aiouea piauhyensis (Meisn.) Mez sassafrás NP D ZOO EX
Lauraceae Aniba heringeri Vattimo-Gil NP D ZOO CR
Lauraceae Cryptocarya aschersoniana Mez canela-batalha / canela-branca / canela-amarela / 
canela-fogo / canela-areia NP D ZOO
Lauraceae Cryptocarya moschata Nees & Mart. canela-noz-moscada-do-brasil / canela-batalha NP D ZOO
Lauraceae Endlicheria paniculata (Spreng.) J. F. 
Macbr. canela-frade NP D ZOO
Lauraceae Nectandra megapotamica (Spreng.) Mez canela-louro / canelinha / canela-preta NP D ZOO
Lauraceae Nectandra oppositifolia Ness canela-amarela P D ZOO
Lauraceae Ocotea aciphylla (Nees & Mart.) Mez ocotea NP D ZOO
Lauraceae Ocotea beulahiae J.B. Baitello canela / canela-sassafrás NP D ZOO EN
Lauraceae Ocotea corymbosa (Meisn.) Mez canela-do-cerrado / canela-corvo NP D ZOO
Lauraceae Ocotea diospyrifolia (Meisn.) Mez canela-louro NP D ZOO
Lauraceae Ocotea elegans Mez canela-sassafrás-do-campo NP D ZOO
Lauraceae Ocotea glaziovii Mez canela NP D ZOO
Lauraceae Ocotea lancifolia (Schott) Mez canela-lanosa NP D ZOO
Lauraceae Ocotea minarum (Nees & Mart.) Mez canela-vassoura NP D ZOO
Lauraceae 
Ocotea odorifera (Vell.) Rohwer [=Ocotea 
pretiosa (Nees) Mez] canela-sassafrás NP D ZOO
Lauraceae Ocotea puberula (Rich.) Nees canela-guaicá NP D ZOO
Lauraceae Ocotea pulchella (Nees & Mart.) Mez canela-preta / canela-lageana / nhumirim NP D ZOO
Lauraceae Ocotea tristis (Nees & Mart.) Mez canela-do-brejo / canelinha NP D ZOO
Lauraceae Ocotea velloziana (Meisn.) Mez canela-louro NP D ZOO
Lauraceae Ocotea velutina (Nees) Rower canelão-amarelo / canelão NP D ZOO
Lauraceae Persea major (Meisn.) L.E.Kopp abacate-do-mato / canela-maçaranduba NP D ZOO
(Continua)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 376/388
(Continuação)
Família Espécie Nome popular GS GP SD CA
Lauraceae Persea venosa Nees & Mart. canela / maçaranduba NP D ZOO
Lauraceae Persea willdenovii Kosterm. [=Persea 
pyrifolia Nees & Mart.] abacateiro-do-mato NP D ZOO
Lecythidaceae Cariniana estrellensis (Raddi) Kuntze jequitibá-branco NP D ANE
Lecythidaceae Cariniana legalis (Mart.) Kuntze jequitibá-vermelho / jequitibá-rosa NP D ANE
Loganiaceae Strychnos parvifolia A.DC. quina P D ZOO
Lythraceae Lafoensia pacari A. St.-Hil. dedaleiro NP D ANE
Malvaceae Bastardiopsis densiflora (Hook. & Arn.) 
Hassl. algodoeiro / louro-branco / jangada-brava P P AUT
Malvaceae Ceiba speciosa (A. St.-Hil.) Ravenna 
[=Chorisia speciosa A. St.-Hil.] 
paineira / paineira-rosa / paineira-branca / paineira￾vermelha NP P ANE
Malvaceae Eriotheca candolleana (K.Schum.) 
A.Robyns embiruçu-do-litoral NP D ANE
Malvaceae Heliocarpus popayanensis Kunth jangada-brava / pau-jangada / algodoeiro P P ANE
Malvaceae Luehea divaricata Mart. & Zucc. açoita-cavalo / açoita-cavalo-miúdo P/NP P ANE
Malvaceae Luehea grandiflora Mart. & Zucc. açoita-cavalo / açoita-cavalo-graúdo / mutamba-preta NP P ANE
Malvaceae Pseudobombax grandiflorum (Cav.) A. 
Robyns embiruçu-da-mata / embiruçu NP D ANE
Melastomataceae Miconia affinis DC. jacatira-branca NP D ZOO
Melastomataceae Miconia minutiflora (Bonpl.) DC. pixirica P D ZOO
Melastomataceae Miconia pusilliflora (DC.) Naudin pixirica P D ZOO
Melastomataceae Miconia stenostachya DC. pixirica NP D ZOO
Melastomataceae Miconia theizans (Bonpl.) Cogn. jacatirão / urucurana-branca P D ZOO
Meliaceae Cabralea canjerana (Vell.) Mart. canjerana / cajaranda / canjarana-do-litoral / canjarana NP D ZOO
Meliaceae Cedrela fissilis Vell. cedro / cedro-rosa / cedrinho NP D ANE
Meliaceae Guarea guidonia (L.) Sleumer marinheiro / cedrão NP D ZOO
Meliaceae Guarea kunthiana A. Juss. canjambo NP D ZOO
Meliaceae Guarea macrophylla Vahl café-bravo / guarea / marinheiro-do-brejo / peloteira NP D ZOO
(Continua)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 377/388
(Continuação)
Família Espécie Nome popular GS GP SD CA
Meliaceae Trichilia catigua A. Juss. catiguá NP D ZOO
Meliaceae Trichilia clausseni C. DC. quebra-machado / catiguá-vermelho NP D ZOO
Meliaceae Trichilia elegans A. Juss. catiguazinho NP D ZOO
Meliaceae Trichilia hirta L. catiguá-arco-de-peneira NP D ZOO VU
Meliaceae Trichilia pallida Sw. baga-de-morcego NP D ZOO
Monimiaceae Mollinedia widgrenii A.DC. corticeira / erva-santa NP D ZOO
Moraceae Ficus adhatodifolia Schott ex Spreng. figueira-vermífuga / gameleira NP D ZOO
Moraceae Ficus citrifolia Mill. figueira NP D ZOO
Moraceae Ficus eximia Schott [=Ficus glabra Vell.] figueira NP D ZOO
Moraceae Ficus guaranitica Chodat figueira-branca / figueira NP D ZOO
Moraceae Ficus lagoensis C.C.Berg & Carauta figueira / mata-pau NP D ZOO
Moraceae 
Maclura tinctoria (L.) D. Don ex Steud.
[=Chlorophora tinctoria (L.) Gaudish. ex 
Benth.] 
taiuva / taiuveira NP D ZOO
Moraceae Sorocea bonplandii (Baill.) W. C. Burger, 
Lanj. & Wess. Boer cincho NP D ZOO
Myristicaceae Virola bicuhyba (Schott ex Spreng.) 
Warb. [=Virola oleifera A. C. Smith] bicuíba / bocuva/bicuíba-cheirosa / ucuúba-vermelha NP D ZOO
Myristicaceae Virola sebifera Aubl. bicuyba-preta / ucuúba-preta P D ZOO
Myrtaceae Blepharocalyx salicifolius (Kunth.) O. 
Berg murta / murta-brasileira NP D ZOO
Myrtaceae Calyptranthes clusiifolia O. Berg araçarana NP D ZOO
Myrtaceae Campomanesia guaviroba (DC.) Kiaersk. gabiroba / guabiroba NP D ZOO
Myrtaceae Campomanesia guazumifolia (Cambess.) 
O. Berg sete-capotes / araçá-do-mato NP D ZOO
Myrtaceae Campomanesia neriiflora (O. Berg) Nied. guabiroba-branca NP D ZOO
Myrtaceae Campomanesia xanthocarpa (Mart.) O. 
Berg gabiroba-árvore / guabiroba / guabirobeira-de-árvore NP D ZOO
Myrtaceae Eugenia acutata Miq. [=Calycorectes 
acutatus (Miq.) Toledo] araçá-da-serra NP D ZOO
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 378/388
(Continua)
(Continuação)
Família Espécie Nome popular GS GP SD CA
Myrtaceae Eugenia cerasiflora Miq. guamirim / cambuizinho NP D ZOO
Myrtaceae Eugenia cuprea (O.Berg) Nied. guamirim / cambuí NP D ZOO
Myrtaceae Eugenia dodonaeifolia Cambess. eugenia NP D ZOO
Myrtaceae Eugenia florida DC. pitanga-preta NP D ZOO
Myrtaceae Eugenia involucrata DC. cereja-do-rio-grande / cereja / cerejeira NP D ZOO
Myrtaceae Eugenia pluriflora DC. eugenia NP D ZOO
Myrtaceae Eugenia prasina O.Berg araçarana / guamirim NP D ZOO
Myrtaceae Eugenia pyriformis Cambess. [=Eugenia 
uvalha Cambess.] uvaia NP D ZOO
Myrtaceae Eugenia speciosa Cambess. laranjinha-do-mato NP D ZOO
Myrtaceae Eugenia uniflora L. pitanga / pitangueira NP D ZOO
Myrtaceae Myrcia bella Cambess. myrcia NP D ZOO
Myrtaceae Myrcia guianensis (Aubl.) DC. =Myrcia 
lingua (O. Berg) Mattos guamirim NP D ZOO
Myrtaceae Myrcia hebepetala DC. [=Gomidesia 
affinis (Cambess.) Legrand] batitô-grande / batinga NP D ZOO
Myrtaceae Myrcia laruotteana Cambess. cambuí / jambinho P D ZOO
Myrtaceae Myrcia spectabilis DC. NP D ZOO
Myrtaceae Myrcia splendens (Sw.) DC. jambinho / guamirim NP D ZOO
Myrtaceae Myrciaria delicatula (DC.) O.Berg araçá-do-mato NP D ZOO
Myrtaceae Myrciaria floribunda (H.West ex Willd.) 
O.Berg NP D ZOO
Myrtaceae Pimenta pseudocaryophyllus (Gomes) 
Landrum louro-cravo / cataia NP D ZOO
Nyctaginaceae Guapira opposita (Vell.) Reitz flor-de-pérola NP D ZOO
Nyctaginaceae Pisonia ambigua Heimerl maria-faceira NP D ZOO
Olacaceae Schoepfia brasiliensis A.DC. NP D ZOO
(Continua)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 379/388
(Continuação)
Família Espécie Nome popular GS GP SD CA
Peraceae Pera glabrata (Schott) Poepp. Ex Baill. 
[=Pera obovata (Klotzsch) Baill.] tamanqueira / tabocuva P D ZOO
Phyllanthaceae Hieronyma alchorneoides Allemão aracurana-da-serra / lucurana NP D ZOO
Phyllanthaceae Richeria grandis Vahl jaqueira d'água NP D ZOO
Phyllanthaceae Savia dictyocarpa Müll. Arg. [Securinega 
guaraiuva Kuhlm.] guaraiuva NP D AUT
Phytolaccaceae Gallesia integrifolia (Spreng.) Harms 
[Gallesia gorazema (Vell.) Moq.] pau-d'alho NP D ANE
Picramniaceae Picramnia sellowii Planch. pau-amargo / cedrinho NP D ZOO
Poaceae Chusquea capituliflora Trin. NP D AUT
Poaceae Guadua chacoensis (Rojas) Londoño & 
P.M.Peterson taquaruçu / taquara NP D AUT
Poaceae Guadua paniculata Munro NP D AUT
Poaceae Guadua tagoara (Nees) Kunth taquaruçu / tagoara / taboca / takuarussú NP D AUT
Poaceae Merostachys speciosa Spreng. taquara / taquara-poca NP D AUT
Polygonaceae Coccoloba glaziovii Lindau folha-larga-da-mata / canaçu / cabaçu NP D ZOO
Polygonaceae Ruprechtia laxiflora Meisn. arco-de-peneira / marmeleiro NP D ANE
Primulaceae Myrsine balansae (Mez) Otegui 
[=Rapanea balansae Mez] P P ZOO
Primulaceae 
Myrsine coriacea (Sw.) R.Br. ex Roem. & 
Schult. [=Rapanea ferruginea (Ruiz & 
Pav.) Mez] 
capororoca / pororoca / corotéia / capororoca-ferrugem P D ZOO
Primulaceae Myrsine gardneriana A.DC. [=Rapanea 
gardneriana (A. DC.) Mez] P P ZOO
Primulaceae Myrsine umbellata Mart. [=Rapanea 
umbellata (Mart.) Mez] 
capororoca / capororoca-branca / tapororoca-açu / 
capororoca-da-folha-grande NP D ZOO
Proteaceae 
Roupala montana var. brasiliensis 
(Klotzsch) K.S.Edwards [=Roupala 
brasiliensis Klotzsch] 
carvalho-brasileiro / carvalho-rosa NP D ANE
(Continua)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 380/388
(Continuação)
Família Espécie Nome popular GS GP SD CA
Rhamnaceae Colubrina glandulosa Perkins [=Colubrina 
rufa (Vell.) Reissek] 
sobrasil / saguaraji-vermelho / saguaragi-amarelo / 
saguaragi P/NP P ZOO
Rhamnaceae Rhamnidium elaeocarpum Reissek saguaraji-amarelo / cafezinho / café-ziroro NP D ZOO
Rhamnaceae Rhamnus sphaerosperma Sw. NP D ZOO
Rosaceae Prunus myrtifolia (L.) Urb. [=Prunus 
sellowii Koehne] pessegueiro-bravo / marmelo / coração-negro NP D ZOO
Rubiaceae Amaioua guianensis Aubl. apuruizinho-do-mato / canela-de-veado / cedro-bravo NP D ZOO
Rubiaceae Amaioua intermedia Mart. Ex Schult. & 
Schult.f. marmelada / guruguva-verdadeira NP D ZOO
Rubiaceae Cordiera concolor (Cham.) Kuntze marmelada-de-cachorro P D ZOO
Rubiaceae Coussarea contracta (Walp.) Müll.Arg. pasto-de-anta NP D ZOO
Rubiaceae Coutarea hexandra (Jacq.) K. Schum. quina NP D ANE
Rubiaceae Genipa americana L. jenipapo / genipapo NP D ZOO
Rubiaceae Guettarda pohliana Müll.Arg. veludo / veludo-vermelho P D ZOO
Rubiaceae Guettarda uruguensis Cham. & Schltdl. veludo NP D ZOO
Rubiaceae Guettarda viburnoides Cham. & Schltdl. veludo NP D ZOO
Rubiaceae Palicourea rigida Kunth bate-caixa P D ZOO
Rubiaceae Randia armata (Sw.) DC. laranja-de-macaco / limão-do-mato / limão-bravo / 
espinho-de-judeu / esporão-de-galo NP D ZOO
Rubiaceae Rudgea gardenioides (Cham.) Müll. Arg. corticeira-da-mata NP D ZOO
Rubiaceae Rudgea jasminoides (Cham.) Müll. Arg. rudgea NP D ZOO
Rutaceae Balfourodendron riedelianum (Engl.) 
Engl. pau-marfim NP D ANE QA
Rutaceae Esenbeckia febrifuga (A.St.-Hil.) A. Juss. 
ex Mart. mamoninha-do-mato NP D AUT
Rutaceae Esenbeckia grandiflora Mart. guaxupita NP D AUT
Rutaceae Galipea jasminiflora (A. St.-Hil.) Engl. grumixara / guamixinga / quina-três-folhas NP D AUT
Rutaceae Metrodorea nigra A.St.Hil. chupa-ferro / caputuna-preta NP D AUT
(Continua)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 381/388
(Continuação)
Família Espécie Nome popular GS GP SD CA
Rutaceae Zanthoxylum caribaeum Lam. arruda-brava / mamica-de-porca / mamiqueira / 
mamiqueira-fedorenta NP D ZOO
Rutaceae Zanthoxylum caribaeum Lam. 
[=Zanthoxylum chiloperone (Mart.) Engl.] mamica-fedorenta / mamiqueira-fedorenta NP D ZOO
Rutaceae Zanthoxylum monogynum A. St.-Hil. 
[=Zanthoxylum pohlianum Engl.] juvá / maminha-de-porca NP D ZOO
Rutaceae Zanthoxylum rhoifolium Lam. mamica-de-cadela / mamica-de-porca / laranjeira￾brava NP D ZOO
Salicaceae Casearia decandra Jacq. cafezeiro-do-mato NP D ZOO
Salicaceae Casearia gossypiosperma Briq. espeteiro / pau-de-espeto P P ZOO
Salicaceae Casearia obliqua Spreng. caseária NP D ZOO
Salicaceae Casearia sylvestris Sw. guaçatonga / erva-de-lagarto P D ZOO
Salicaceae Prockia crucis P.Browne ex L. cuiteleiro / marmeladinha NP D ZOO
Salicaceae Salix humboldtiana Willd. chorão / salseiro P P ANE
Salicaceae Xylosma ciliatifolia (Clos) Eichler cora-de-cristo NP D ZOO
Sapindaceae Allophylus edulis (A.St.-Hil. Et al.) Hieron. 
ex Niederl. chal-chal / fruta-de-faraó / fruta-de-jacu P D ZOO
Sapindaceae Allophylus sericeus (Cambess.) Radlk. fruta-de-faraó-do-cerrado NP D ZOO
Sapindaceae Cupania oblongifolia Mart. camboatá / pau-magro / cuvatã NP D ZOO
Sapindaceae Cupania vernalis Cambess. arco-de-peneira / camboatã / camboatã-vermelho NP D ZOO
Sapindaceae Diatenopteryx sorbifolia Radlk. correeiro / corroeiro P D ANE
Sapindaceae Matayba elaeagnoides Radlk. camboatã-branco / camboatã NP D ZOO
Sapotaceae Chrysophyllum gonocarpum (Mart. & 
Eichler ex Miq.) Engl. 
caxeta-amarela / guatambu-de-sapo / guatambu￾branco / aguaí NP D ZOO
Sapotaceae Chrysophyllum marginatum (Hook. & 
Arn.) Radlk. aguaí NP D ZOO
Sapotaceae Pouteria gardneri (Mart. & Miq.) Baehni sapotinha / leiteiro-de-folha-miuda P D ZOO
Solanaceae Solanum granulosoleprosum Dunal 
(Solanum erianthum D. Don) couvetinga / gravitinga / joá P P ZOO
(Continua)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 382/388
(Continuação)
Família Espécie Nome popular GS GP SD CA
Solanaceae Solanum mauritianum Scop. fona-de-porco NP D ZOO
Solanaceae Solanum pseudoquina A. St.-Hil. quina-de-são-paulo / canema P P ZOO
Styracaceae Styrax camporum Pohl benjoeiro NP D ZOO
Styracaceae Styrax latifolius Pohl pau-de-remo / benjoeiro P D AUT
Styracaceae Styrax pohlii A. DC. benjoeiro / árvore-de-bálsamo NP D ZOO
Symplocaceae Symplocos celastrinea Mart. mate-falso / jabãozinho NP D ZOO
Symplocaceae Symplocos estrellensis Casar. canela-conserva NP D ZOO
Symplocaceae Symplocos nitens (Pohl) Benth. congonha / orelha-de-onça NP D ZOO
Symplocaceae Symplocos pubescens Klotzsch ex 
Benth. pau-de-cinza / fruta-de-jacu NP D ZOO
Thymelaeaceae Daphnopsis racemosa Griseb. embira-branca / embira-de-sapo NP D ZOO
Urticaceae Cecropia pachystachya Trécul embaúba / embaúba-branca / embaúva-branca P D ZOO
Urticaceae Pourouma guianensis Aubl. itararanga / tararana / embauburana NP D ZOO
Urticaceae Urera baccifera (L.) Gaudich. Ex Wedd. urtiga / urtigão NP D ZOO
Verbenaceae Citharexylum myrianthum Cham. pau-viola / pombeiro P D ZOO
Vochysiaceae Callisthene minor Mart. pau-de-pilão NP D ANE
Vochysiaceae Qualea multiflora Mart. pau-de-tucano NP D ANE
Vochysiaceae Qualea selloi Warm. carvoeiro / pau-terra NP D AUT
Vochysiaceae Vochysia tucanorum Mart. pau-de-tucano / cinzeiro / tucaneiro NP D ANE
A) BARBOSA, L.M.; SHIRASUNA, R.T.; DE LIMA, F.C.; ORTIZ, P.R.T. Lista de espécies indicadas para restauração ecológica 
para diversas regiões do estado de São Paulo. São Paulo: IBot/CERAD. Disponível em: 
http://www.ambiente.sp.gov.br/institutodebotanica/files/2016/01/Lista_de_especies_de_SP_CERAD-IBT-SMA_2015.pdf. Acesso 
em: 11.12.2016.
Relatório Técnico nº 166.386-205 - 383/388
APÊNDICE E
LISTA 4: ESPÉCIES ARBÓREAS REGIONAIS RECOMENDADAS PARA 
PLANTIO – FLORESTA ESTACIONAL DECIDUAL / SOLO RASO
(REGIÃO CENTRAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 384/388
Espécies arbóreas regionais recomendadas para o plantio: Floresta Estacional Decidual (solo raso)
Legenda: GS - grupo sucessional: P – pioneira, NP – não pioneira; GP – grupo de plantio: P – preenchimento, D –
diversidade; SD – síndrome de dispersão: Anemo – anemocórica, Auto – autocórica, Zoo – zoocórica; CA – categoria de 
ameça de extinção: EX – presumivelmente extinta, EN – em perigo, VU – vulnerável, QA – quase ameaçada.
Família Espécie Nome popular GS GP SD CA
Anacardiaceae Astronium graveolens Jacq. guaritá / guaritá-do-cerrado NP D ANE 
Anacardiaceae Lithrea brasiliensis Marchand aroeira / aroeira-brava / bugreiro P P ZOO 
Anacardiaceae Myracrodruon urundeuva Allemão [=Astronium 
urundeuva (Alemão) Engl.] 
aroeira-verdadeira / aroeira-vermelha / 
urundeúva NP D AUT VU 
Anacardiaceae Spondias mombin L. =(Spondias lutea L.) cajazeiro / caja-pequeno / imbuzeiro / taperabá NP D ZOO 
Apocynaceae Aspidosperma cylindrocarpon Müll.Arg. peroba-poca / peroba-rosa NP D ANE 
Apocynaceae Aspidosperma polyneuron Müll. Arg. peroba-rosa NP D ANE QA 
Araliaceae Aralia warmingiana (Marchal) J.Wen carobão / lagarto P P ZOO 
Arecaceae Attalea phalerata Mart. ex Spreng. acuri / bacuri P D ZOO EN 
Arecaceae Syagrus romanzoffiana (Cham.) Glassman jerivá / palmeira-jerivá / coco-gerivá / baba-de-boi 
/ jaruvá NP D ZOO 
Asteraceae Dasyphyllum brasiliense (Spreng.) Cabrera espinho-de-agulha / espinho-agulha p P ANE 
Asteraceae Eremanthus erythropappus (DC.) MacLeish candeia-verdadeira / candeia-de-folha-miúda P P ANE 
Bignoniaceae 
Tabebuia insignis (Miq.) Sandwith=Tabebuia 
dura (Bureau & K.Schum.) Sprague & 
Sandwith 
ipê-branco-do-brejo / ipê-branco-do-cerrado P D ANE 
Bignoniaceae Tabebuia roseoalba (Ridl.) Sandwith ipê-branco NP D ANE 
Boraginaceae Cordia americana (L.) Gottschling & J.S.Mill. 
[=Patagonula americana L.] guaiuvira / guajuvira NP D ANE 
Cactaceae Pereskia aculeata Mill. azedinha / espinho-preto / ora-pro-nobis NP D ZOO 
Cannabaceae Celtis iguanaea (Jacq.) Sarg. jameri / grão-de-galo / gumbixava P P ZOO 
Celastraceae Cheiloclinium cognatum (Miers) A.C.Sm. saputiá / saputá / bacupari NP D ZOO 
(Continua)
Relatório Técnico nº 166.386-205 - 385/388
(Contunuação)
Família Espécie Nome popular GS GP SD CA
Celastraceae Maytenus aquifolia Mart. maytenus / coração-de-bugre NP D ZOO 
Celastraceae Maytenus gonoclada Mart. [=Maytenus 
robusta Reissek] maytenus / cuinha / cafezinho NP D ZOO 
Combretaceae Terminalia triflora (Griseb.) Lillo capitãozinho / amarelinho NP D ANE 
Ebenaceae Diospyros inconstans Jacq. marmelinho NP D ZOO 
Erythroxylaceae Erythroxylum vacciniifolium Mart. fruta-de-pombo / fruta-de-juriti P D ZOO 
Euphorbiaceae Cnidoscolus oligandrus (Müll.Arg.) Pax urtiga / penão P D AUT 
Euphorbiaceae Croton salutaris Casar. caixeta P P AUT 
Fabaceae Albizia edwallii (Hoehne) Barneby & 
J.W.Grimes farinha-seca NP AUT 
Fabaceae Anadenanthera colubrina (Vell.) Brenan 
[=Piptadenia colubrina (Vell.) Benth.] angico-branco / angico-branco-da-mata / angico NP D AUT 
Fabaceae Copaifera langsdorffii Desf. óleo-de-copaíba / copaíba NP D ZOO QA 
Fabaceae Dalbergia frutescens (Vell.) Benth. dalbergia / assapuva NP D ANE 
Fabaceae Machaerium brasiliense Vogel (Machaerium 
triste Vogel)(Machaerium vestitum Vogel) 
sapuva /jacarandá-branco /pau-sangue / 
jacarandá-sangue 
NP D ANE 
Fabaceae Machaerium hirtum (Vell.) Stellfeld barreiro / jacarandá-de-espinho NP D ANE 
Fabaceae Machaerium nyctitans (Vell.) Benth. bico-de-pato / jacarandá-bico-de-pato /caviúna NP D ANE 
Fabaceae Machaerium stipitatum (DC.) Vogel sapuva / sapuvinha NP D ANE 
Fabaceae Machaerium villosum Vogel jacarandá-paulista / jacarandá-do-mato NP D ANE 
Fabaceae Myroxylon peruiferum L. f. [Myroxylon 
balsamum (L.) Harms] cabreúva / cabreúva-vermelha / bálsamo NP D ANE VU 
Fabaceae Ormosia fastigiata Tul. tento NP D AUT 
Fabaceae Parapiptadenia rigida (Benth.) Brenan angico-da-mata / angico-rosa / angico-branco / 
angico-amarelo NP D AUT 
Fabaceae Peltophorum dubium (Spreng.) Taub. canafístula / guarucaia P D AUT 
(Continua)
Relatório Técnico nº 166.386-205 - 386/388
(Contunuação)
Família Espécie Nome popular GS GP SD CA
Fabaceae Pseudopiptadenia warmingii (Benth.) 
G.P.Lewis & M.P.Lima cauvi / cambuí-vinhático / angico-cambuim NP D AUT 
Fabaceae Pterodon pubescens (Benth.) Benth. faveiro / sucupira NP D ANE 
Fabaceae Senegalia polyphylla (DC.) Britton & Rose 
(Acacia polyphylla DC.) 
monjoleiro / espinho-de-maricá / monjoleiro￾branco / monjoleiro-vermelho / guarucaia P P AUT 
Fabaceae Senna multijuga (Rich.) H. S. Irwin & Barneby 
[Cassia multijuga Rich.] pau-cigarra / aleluieiro / aleluia P P ZOO 
Fabaceae Sweetia fruticosa Spreng. sucupirana / sucupira-amarela NP D ANE 
Lamiaceae Vitex megapotamica (Spreng.) Moldenke tarumã / tarumã-azeitona / azeitona-do-mato NP D ZOO 
Lauraceae Aiouea saligna Meisn. canela-do-rio-grande / canela-anhuíba NP D ZOO 
Lauraceae Ocotea lancifolia (Schott) Mez canela-lanosa NP D ZOO 
Lythraceae Lafoensia pacari A. St.-Hil. dedaleiro NP D ANE 
Malvaceae Ceiba speciosa (A. St.-Hil.) Ravenna 
[=Chorisia speciosa A. St.-Hil.] 
paineira / paineira-rosa / paineira-branca / 
paineira-vermelha NP P ANE 
Malvaceae Luehea divaricata Mart. & Zucc. açoita-cavalo / açoita-cavalo-miúdo P/NP P ANE 
Malvaceae Pseudobombax grandiflorum (Cav.) A. 
Robyns embiruçu-da-mata / embiruçu NP D ANE 
Melastomataceae Mouriri glazioviana Cogn. moriri / muriri NP D ZOO 
Meliaceae Trichilia catigua A. Juss. catiguá NP D ZOO 
Meliaceae Trichilia elegans A. Juss. catiguazinho NP D ZOO 
Meliaceae Trichilia lepidota Mart. guarantã NP D ZOO 
Meliaceae Trichilia pallens C.DC. catiguá NP D ZOO 
Moraceae Ficus guaranitica Chodat figueira-branca / figueira NP D ZOO 
Moraceae Ficus luschnathiana (Miq.) Miq NP D ZOO 
Myrtaceae Blepharocalyx salicifolius (Kunth.) O. Berg murta / murta-brasileira NP D ZOO 
Myrtaceae Campomanesia guaviroba (DC.) Kiaersk. gabiroba / guabiroba NP D ZOO 
Myrtaceae Eugenia florida DC. pitanga-preta NP D ZOO 
Myrtaceae Eugenia pluriflora DC. eugenia NP D ZOO 
Myrtaceae Eugenia prasina O.Berg araçarana / guamirim NP D ZOO 
(Continua)
Relatório Técnico nº 166.386-205 - 387/388
(Contunuação)
Família Espécie Nome popular GS GP SD CA
Myrtaceae Eugenia uniflora L. pitanga / pitangueira NP D ZOO 
Myrtaceae Myrcianthes pungens (O. Berg) D. Legrand guabiju NP D ZOO 
Myrtaceae Myrciaria floribunda (H.West ex Willd.) O.Berg NP D ZOO 
Myrtaceae Plinia cauliflora (Mart.) Kausel NP D ZOO 
Nyctaginaceae Guapira hirsuta (Choisy) Lundell guapira / tapacirica / joão-mole NP D ZOO 
Nyctaginaceae Guapira obtusata (Jacq.) Little tapacirica / joão-mole NP D ZOO VU 
Nyctaginaceae Guapira opposita (Vell.) Reitz flor-de-pérola NP D ZOO 
Poaceae Guadua trinii (Nees) Nees ex Rupr. NP D AUT 
Poaceae Merostachys multiramea Hack. taquara NP D AUT 
Polygonaceae Ruprechtia laxiflora Meisn. arco-de-peneira / marmeleiro NP D ANE 
Rubiaceae Randia ferox (Cham. & Schltdl.) DC. limoeiro-do-mato NP D ZOO 
Rubiaceae Simira sampaioana (Standl.) Steyerm. maiate / arariba NP D ANE 
Rubiaceae Tocoyena bullata (Vell.) Mart. genipapo / bacochi P D ZOO 
Rutaceae Esenbeckia febrifuga (A.St.-Hil.) A. Juss. ex 
Mart. mamoninha-do-mato NP D AUT 
Rutaceae Metrodorea nigra A.St.Hil. chupa-ferro / caputuna-preta NP D AUT 
Rutaceae Zanthoxylum caribaeum Lam. arruda-brava / mamica-de-porca / mamiqueira / 
mamiqueira-fedorenta NP D ZOO 
Rutaceae Zanthoxylum caribaeum Lam. [=Zanthoxylum 
chiloperone (Mart.) Engl.] mamica-fedorenta / mamiqueira-fedorenta NP D ZOO 
Rutaceae Zanthoxylum fagara (L.) Sarg. [=Zanthoxylum 
hyemale A. St.-Hil.] tembetari NP D ZOO 
Rutaceae Zanthoxylum rhoifolium Lam. mamica-de-cadela / mamica-de-porca / 
laranjeira-brava NP D ZOO 
Sapindaceae Diatenopteryx sorbifolia Radlk. correeiro / corroeiro P D ANE 
Sapotaceae Chrysophyllum marginatum (Hook. & Arn.) 
Radlk. aguaí NP D ZOO 
(Continua)
Relatório Técnico nº 166.386-205 - 388/388
(Contunuação)
Família Espécie Nome popular GS GP SD CA
Sapotaceae Pouteria gardneri (Mart. & Miq.) Baehni sapotinha / leiteiro-de-folha-miuda P D ZOO 
Sapotaceae Pouteria gardneriana (A.DC.) Radlk. aguaí-guaçu / mata-olho P D ZOO 
Solanaceae Solanum crinitum Lam. jurubeba / fruta-de-lobo NP D ZOO 
A) BARBOSA, L.M.; SHIRASUNA, R.T.; DE LIMA, F.C.; ORTIZ, P.R.T. Lista de espécies indicadas para restauração ecológica 
para diversas regiões do estado de São Paulo. São Paulo: IBot/CERAD. Disponível em: 
http://www.ambiente.sp.gov.br/institutodebotanica/files/2016/01/Lista_de_especies_de_SP_CERAD-IBT-SMA_2015.pdf. Acesso 
em: 11.12.2016.

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