RELATÓRIO TÉCNICO
166 386-205
SDE
26 de maio de 2022
PREVENÇÃO E CONTROLE DOS PROCESSOS EROSIVOS
NA BACIA HIDROGRÁFICA DO CÓRREGO DA
CASCATA, GARÇA, SP
Relatório Final
CLIENTE
Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo – SDE
Programa de Apoio Tecnológico aos Municípios – PATEM
Prefeitura Municipal de Garça
UNIDADE RESPONSÁVEL
Área de Cidades, Infraestrutura e Meio Ambiente – CIMA
Seção de Planejamento Territorial, Recursos Hídricos,
Saneamento e Florestas – SPRSF
Relatório Técnico nº 166 386-205 - i/xv
RESUMO
No âmbito do Programa de Apoio Tecnológico aos Municípios – PATEM, este
Relatório Final foi elaborado pela Seção de Planejamento Territorial, Recursos Hídricos,
Saneamento e Florestas – SPRSF, da Área de Cidades, Infraestrutura e Meio Ambiente –
CIMA, para prevenção e controle dos processos erosivos, revitalização e conservação
dos recursos hídricos na bacia hidrográfica do Córrego da Cascata no município de
Garça.
No presente trabalho a bacia do córrego da Cascata foi estudada e subdividida em
compartimentos para seleção das áreas suscetíveis, potenciais e de capacidade à
produção de sedimentos. Para isto, foram levantados os dados disponíveis da bacia em
estudo, associados aos levantamentos de campo, com relação ao meio físico (Geologia,
Pedologia e Geomorfologia), uso e ocupação do solo, declividade, pluviometria,
vegetação e densidade de drenagem. Como resultado, foi verificado que o compartimento
III é o mais crítico, associado às áreas de pastagem sem conservação do solo, com
concentrações de erosões paralelas e perpendiculares à curva de nível. A partir destes
estudos, foram indicadas medidas de prevenção, controle dos processos erosivos e
diretrizes de recomposição da vegetação, na bacia do córrego da Cascata.
A erosão hídrica e o assoreamento estão entre os principais problemas que afetam
a cabeceira do córrego da Cascata, devido ao carreamento de sedimentos para os cursos
d’água que, com a sua deposição, provocam o assoreamento dos córregos, afluentes e
pequenos reservatórios das fazendas, além de comprometer a quantidade e qualidade
dessas águas, e consequentemente, impactando a captação de água para o
abastecimento da cidade.
PALAVRAS-CHAVE: Erosão; Recursos Hídricos Revitalização de bacia hidrográfica,
Garça.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - ii/xv
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................. 1
2 OBJETIVOS..................................................................................................................... 2
2.1 Objetivos Específicos ................................................................................................ 3
3 JUSTIFICATIVA............................................................................................................... 3
4 CONSIDERAÇÕES GERAIS DO MUNICÍPIO................................................................. 4
5. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS........................................................................ 6
6. ESTUDOS E ANÁLISES REALIZADOS VISANDO SUBSIDIAR AS
DIRETRIZES DE CONTROLE DE PROCESSOS EROSIVOS E DE VEGETAÇÃO
DA BACIA DO CÓRREGO DA CASCATA, GARÇA - SP.................................................. 9
6.1 Compartimentos hidrográficos................................................................................. 11
6.2 Geologia.................................................................................................................. 13
6.3 Geomorfologia......................................................................................................... 20
6.4 Declividade.............................................................................................................. 28
6.5 Pedologia ................................................................................................................ 33
6.6 Uso e ocupação do solo da bacia ........................................................................... 52
6.6.1 Mapa de Uso e Ocupação do Solo .................................................................. 55
6.6.2 Análise do uso e ocupação do solo na Bacia de drenagem da captação
de água do córrego da Cascata ................................................................... 74
6.6.2.1 Cobertura Vegetal natural ........................................................................... 75
6.6.2.2 Floresta Estacional Semidecidual ............................................................... 79
6.6.2.3 Formação pioneira com influência fluvial (várzea) ...................................... 80
6.7 Climatologia e Pluviometria..................................................................................... 82
6.7.1 Pluviometria – Distribuição Espacial ................................................................ 83
6.7.2 Pluviometria – Distribuição Temporal............................................................... 87
6.7.3 Pluviometria – Estudo estatístico ..................................................................... 89
6.8 Caracterização dos Imóveis Rurais......................................................................... 97
6.9 Sobrevoô de Drone ............................................................................................... 100
6.9.1 Uso de Drone na Bacia hidrográfica do Córrego da Cascata no Estudo
do Meio Físico ............................................................................................ 101
6.10 Suscetibilidade à Erosão da Bacia ...................................................................... 106
6.11 Potencialidade das Terras à Produção de Sedimentos da Bacia........................ 111
6.11.1 Baixa e Média Potencialidade à Produção de Sedimentos .......................... 116
6.11.2 Alta Potencialidade à Produção de Sedimentos .......................................... 117
6.11.3 Muito Alta Potencialidade à Produção de Sedimentos................................. 118
Relatório Técnico nº 166 386-205 - iii/xv
6.12 Densidade de Drenagem da Bacia...................................................................... 120
6.13 Capacidade das Terras à Produção de Sedimentos da Bacia ............................ 126
7. CONSIDERAÇÕES GERAIS PARA O CONTROLE CORRETIVO DE
PROCESSOS EROSIVOS LINEARES EM ÁREA URBANA E RURAL ........................ 131
7.1 Controle de processos erosivos urbanos .............................................................. 132
7.1.1 Medidas estruturais........................................................................................ 134
7.1.2 Medidas não estruturais................................................................................. 139
7.2 Controle de processo erosivo linear na área rural................................................. 141
7.2.1 Prática de caráter Edáfico.............................................................................. 146
7.2.2 Práticas de caráter Vegetativo ....................................................................... 147
7.2.2.1 Culturas em Faixas ................................................................................... 148
7.2.2.2 Alternância de Capinas ............................................................................. 148
7.2.2.3 Adubação Verde ....................................................................................... 149
7.2.2.4 Rotação de Culturas ................................................................................. 149
7.2.2.5 Plantio em Nível........................................................................................ 150
7.2.2.6 Faixa de Vegetação Permanente.............................................................. 150
7.2.2.7 Plantio Direto............................................................................................. 151
7.2.3 Práticas de caráter Mecânico......................................................................... 152
7.3 Bioengenharia de Solos na prevenção e correção de processos erosivos ........... 157
7.3.1 Técnicas de revegetação na bioengenharia de solos .................................... 159
7.3.2 Uso de paliçadas no controle de processos erosivos .................................... 162
8 INDICAÇÕES DE TÉCNICAS PARA MITIGAÇÃO DE PROCESSOS
EROSIVOS NA BACIA EM ESTUDO ............................................................................. 168
8.1 Processos Erosivos Paralelos à Curva de Nível ................................................... 169
8.2 Processos Erosivos Perpendiculares à Curva de Nível ........................................ 176
8.3 Processo Erosivo do Tipo Ravina Profunda.......................................................... 185
9 DIRETRIZES DE RECOMPOSIÇÃO DA VEGETAÇÂO NA BACIA EM
ESTUDO.......................................................................................................................... 191
9.1. Situações ambientais observadas nas APPs da bacia......................................... 194
9.2. Alternativas de ações de recuperação das APP .................................................. 201
Chave A: Delimitação da APP ............................................................................ 202
Chave B: Diagnóstico dos fatores de degradação da APP................................. 206
Chave C: Escolha do método de restauração da APP ....................................... 209
Chave D: Ações para o plantio (total, adensamento, enriquecimento) ............... 213
9.3. Recomendações quanto às ações de recomposição da vegetação..................... 216
Relatório Técnico nº 166 386-205 - iv/xv
10 CONSIDERAÇÕES FINAIS E RECOMENDAÇÕES ................................................. 218
EQUIPE TÉCNICA.......................................................................................................... 223
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................................... 225
APÊNDICE A Fichas de Campo .................................................................................... 235
APÊNDICE B Lista 1: Espécies Arbóreas Regionais Recomendadas para Plantio
– Floresta Estacional Semidecidual................................................................................. 345
APÊNDICE C Lista 2: Espécies arbóreas regionais recomendadas para plantio –
Floresta Paludosa............................................................................................................ 364
APÊNDICE D Lista 3: Espécies arbóreas regionais recomendadas para plantio –
Mata ciliar (Região central do estado de São Paulo)....................................................... 368
APÊNDICE E Lista 4: Espécies arbóreas regionais recomendadas para plantio –
Floresta Estacional Decidual / Solo raso (Região central do estado de São Paulo......... 383
Relatório Técnico nº 166 386-205 - v/xv
ÍNDICE DE FIGURAS
Figura 1 - Localização da bacia de estudo no município de Garça no Estado de São
Paulo. ..................................................................................................................................5
Figura 2 - Fluxograma dos procedimentos metodológicos adotados para controle de
processos erosivos da bacia do córrego da Cascata, Garça – SP......................................8
Figura 3 - Mapa dos pontos levantados em campo, subdivididos por compartimento
hidrográfico........................................................................................................................10
Figura 4 – Compartimentos hidrográficos definidos para a bacia de drenagem da
captação de água do Córrego da Cascata, Garça, SP......................................................12
Figura 5 – Mapa geológico da área de estudo..................................................................14
Figura 6 – Vista do local de ocorrência de arenitos e conglomerados, com cimento
carbonático da Formação Marília (Coordenadas UTM: 641.268 / 7.546.016, 22K, WGS
84). ....................................................................................................................................16
Figura 7 – Vista do local de ocorrência de arenitos finos/muito finos com cimento
carbonático da Formação Marília (Ponto GA-04. Coordenadas UTM: 641.120 / 7.545.904,
22K, WGS 84. Elevação ~ 620 metros).............................................................................16
Figura 8 – Vista do local de ocorrência de arenitos e arenitos conglomeráticos com
cimento carbonático da Formação Marília (Ponto GA-05. Coordenadas UTM: 641.268 /
7.546.016, 22K, WGS 84. Elevação ~ 600 metros)...........................................................17
Figura 9 – Vista do local de ocorrência de arenitos e conglomerados, com cimento
carbonático da Formação Marília (Ponto GA-33. Coordenadas UTM: 641.263 / 7.543.884,
22K, WGS 84. Elevação ~ 614 metros).............................................................................17
Figura 10 – Vista do local de ocorrência de bancos de arenitos finos, com delgados níveis
lamíticos intercalados, da Formação Vale do Rio do Peixe. (Ponto GA-48. Coordenadas
UTM: 642.302 / 7.546.571, 22K, WGS 84. Elevação ~ 486 metros). ................................18
Figura 11 – Vista do local de ocorrência de arenitos da Formação Vale do Rio do Peixe
(Ponto GA-82. Coordenadas UTM: 641.985 / 7.545.506, 22K, WGS 84. Elevação ~ 484
metros). .............................................................................................................................18
Figura 12 – Vista do local de ocorrência de arenitos da Formação Vale do Rio do Peixe
(Ponto GA-81. Coordenadas UTM: 641.921 / 7.545.604, 22K, WGS 84. Elevação ~ 490
metros). .............................................................................................................................19
Figura 13 – Vista do local de relevo plano (tabuleiros) sustentado por arenitos da
Formação Marília (Ponto GA-01. Coordenadas UTM: 639.519 / 7.544.175, 22K, WGS 84).
..........................................................................................................................................21
Figura 14 – Níveis rebaixados formados por morrotes, com formas onduladas (Ponto GA05 Coordenadas UTM: 641.268 / 7.546.016 22K, WGS 84). ............................................22
Figura 15 – Carreamento de solo, em condições comparáveis, é menor na encosta
côncava e maior na convexa. ............................................................................................24
Figura 16 – Mapa Geomorfológico da área de estudo......................................................25
Relatório Técnico nº 166 386-205 - vi/xv
Figura 17 – Local de ocorrência de formas de relevo de planície aluvial do córrego da
Cascata, terrenos baixos sujeitos periodicamente a inundações e deposito de sedimentos.
..........................................................................................................................................26
Figura 18 – Local de ocorrência de formas de relevo colinoso. Topo de Colinas amplas
sustentado por arenitos carbonáticos da Formação Marília. (Coordenadas UTM
570.766/7.528.967, 22K, WGS 84)....................................................................................27
Figura 19 – Local de ocorrência de formas de relevo morrotes, vertentes com perfis
retilíneos, sustentado por arenitos carbonáticos da Formação Marília..............................27
Figura 20 – Mapa de declividade da bacia hidrográfica da captação de água do Córrego
da Cascata. .......................................................................................................................30
Figura 21 - Distribuição das classes de declividade por compartimento hidrográfico.......33
Figura 22 – Bloco-diagrama ilustrando a influência do relevo na idade dos solos............34
Figura 23 – Mapa de reconhecimento pedológico da bacia hidrográfica da captação de
água do Córrego da Cascata.............................................................................................36
Figura 24 - Distribuição das associações pedológicas por compartimento hidrográfico...38
Figura 25 – Vista do local de ocorrência Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico textura
arenosa/média A moderado (Ponto GA-22. Coordenadas UTM: 642.558 / 7.541.612, 22K,
WGS 84)............................................................................................................................40
Figura 26 – Vista do local de ocorrência Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico textura
arenosa/média Amoderado (Ponto GA-34. Coordenadas UTM: 640.633 / 7.543.633, 22K,
WGS 84)............................................................................................................................40
Figura 27 – Vista do local de ocorrência Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico textura
arenosa/média A moderado (Ponto GA-43. Coordenadas UTM: 644.132 / 7.544.463, 22K,
WGS 84)............................................................................................................................41
Figura 28 – Vista do local de ocorrência Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico textura
arenosa/média A moderado (Ponto GA-45. Coordenadas UTM: 639.927 / 7.544.890, 22K,
WGS 84)............................................................................................................................41
Figura 29 – Vista do local de ocorrência de Neossolo Litólico textura arenosa A
moderado, inserido na associação PVA2 (Ponto GA-56. Coordenadas UTM: 641.144 /
7.545.210, 22K, WGS 84)..................................................................................................42
Figura 30 – Vista do local de ocorrência erosão de grande porte (Ravina profunda),
desenvolvida em Latossolo argissólico, induzidas por elevadas concentrações de águas
superficiais, sem dissipação de energia (Ponto GA-02. Coordenadas UTM: 639.857 /
7.544.224, 22K ..................................................................................................................43
Figura 31 – Vista do local de ocorrência de Latossolos Vermelho-Amarelos/Vermelhos
argissólicos textura média A moderado (Ponto GA-19. Coordenadas UTM: 642.127 /
7.540.715, 22K, WGS 84)..................................................................................................44
Figura 32 – Vista do local de ocorrência de Latossolos Vermelho-Amarelos/Vermelhos
argissólicos textura média A moderado (Ponto GA-28. Coordenadas UTM: 644.710 /
7.542.773, 22K, WGS 84)..................................................................................................44
Figura 33 – Vista do local de ocorrência de Latossolos Vermelho-Amarelos/Vermelhos
argissólicos textura média A moderado (Ponto GA-38. Coordenadas UTM: 639.969 /
7.541.330, 22K, WGS 84)..................................................................................................45
Relatório Técnico nº 166 386-205 - vii/xv
Figura 34 – Vista do local de ocorrência de Latossolos Vermelho-Amarelos/Vermelhos
argissólicos textura média A moderado (Ponto GA-41. Coordenadas UTM: 644.110 /
7.544.079, 22K, WGS 84)..................................................................................................45
Figura 35 – Vista do local de ocorrência de Latossolos Vermelho-Amarelos/Vermelhos
argissólicos textura média A moderado (Ponto GA-60. Coordenadas UTM: 639.834 /
7.540.787, 22K, WGS 84)..................................................................................................46
Figura 36 – Vista do local de ocorrência de Latossolos Vermelho-Amarelos/Vermelhos
argissólicos textura média A moderado (Ponto GA-63. Coordenadas UTM: 643.719 /
7.540.452, 22K, WGS 84)..................................................................................................46
Figura 37 – Vista do local de ocorrência Neossolo Litólico, relevo forte
ondulado/ondulado, substrato arenitos carbonáticos da Formação Marília (Ponto GA-07.
Coordenadas UTM: 641.670 / 7.546.253, 22K, WGS 84). ................................................48
Figura 38 – Vista do local de ocorrência Neossolo Litólico, relevo ondulado, substrato
arenitos carbonáticos da Formação Marília (Ponto GA-09. Coordenadas UTM: 642.279 /
7.546.520, 22K, WGS 84)..................................................................................................48
Figura 39 – Vista do local de ocorrência Neossolo Litólico, relevo ondulado, substrato
arenitos carbonáticos da Formação Marília (Ponto GA-47. Coordenadas UTM: 641.411 /
7.546.152, 22K, WGS 84)..................................................................................................49
Figura 40 – Vista do local de ocorrência Neossolo Litólico, relevo ondulado, substrato
arenitos carbonáticos da Formação Marília (Ponto GA-49. Coordenadas UTM: 642.279 /
7.546.345, 22K, WGS 84)..................................................................................................49
Figura 41 – Vista do local de ocorrência Neossolo Litólico, relevo ondulado, substrato
arenitos carbonáticos da Formação Marília (Ponto GA-52. Coordenadas UTM: 642.429 /
7.545.704, 22K, WGS 84)..................................................................................................50
Figura 42 – Vista do local de ocorrência Neossolo Flúvico/Gleissolo Háplico e depósitos
de assoreamento, relevo plano de várzea. Córrego da Cascata (Ponto GA-48.
Coordenadas UTM: 642.310 / 7.546.609, 22K, WGS 84). ................................................51
Figura 43 – Vista do local de ocorrência Neossolo Flúvico/Gleissolo Háplico e depósitos
de assoreamento, relevo plano de várzea. Córrego da Cascata (Ponto GA-48.
Coordenadas UTM: 642.310 / 7.546.609, 22K, WGS 84). ................................................51
Figura 44 – Mapa de uso e ocupação do solo da bacia hidrográfica da captação de água
do Córrego da Cascata......................................................................................................56
Figura 45 - Distribuição das porcentagens de área para cada categoria de uso e
ocupação do solo, por compartimento hidrográfico. ..........................................................58
Figura 46 – Área em pousio (Coordenadas UTM 22S(WGS 84): 641.374/7.543.936, foto
tirada em 26/10/2021). ......................................................................................................59
Figura 47 – Mesmo local. Cultura perene - plantio de café (Coordenadas UTM 22S (WGS
84): 641.374/7.543.936, foto de 23/02/2022).....................................................................59
Figura 48 – Formação florestal presente na escarpa, situada nas vertentes e área de
pastagem (em primeiro plano), com potencial de desenvolver processos erosivos.
(Coordenadas UTM 22S(WGS 84): 641.374/7.543.936)...................................................60
Figura 49 – Área de mata nas escarpas e mata ciliar ao longo da drenagem
(Coordenadas UTM 22S(WGS 84): 644.635/7.542.549)...................................................61
Relatório Técnico nº 166 386-205 - viii/xv
Figura 50 – Área de pastagem em relevo de declividade acentuada com retirada da mata
e introdução de pastagem induziu processo de erosão laminar e linear. (Coordenadas
UTM 22S(WGS 84): 641.374/7.543.936). .........................................................................61
Figura 51 – Área de reflorestamento com a espécie eucalipto em propriedades agrícolas
(Ponto GA-31. Coordenadas UTM 22S(WGS 84): 640.509/7.542.431). ...........................62
Figura 52 – Área de reflorestamento com a espécie eucalipto (Ponto GA-24.
Coordenadas UTM 22S(WGS 84): 645.119/7.540.705). ...................................................62
Figura 53 – Área de reflorestamento com a espécie guanandi na Fazenda Esmeralda
(Ponto GA-56, Coordenadas UTM 22S(WGS 84): 641.144/7.545.210). ...........................63
Figura 54 – Área de reflorestamento com a espécie Mogno Africano (Ponto GA-42,
Coordenadas UTM 22S(WGS 84): 643.957/7.543.958). ...................................................63
Figura 55 – Plantio de café localizado na Estância Santa Isabel (Ponto GA-18.
Coordenadas UTM 22S(WGS 84): 641.545/7.540.440). ...................................................64
Figura 56 – Plantio de café recente (Ponto GA-20. Coordenadas UTM 22S(WGS 84):
642.775/7.540.347). ..........................................................................................................64
Figura 57 – Plantio de laranja (Ponto GA-24. Coordenadas UTM 22S(WGS 84):
645.119/7.540.705). ..........................................................................................................65
Figura 58 – Área com a espécie seringueira (Coordenadas UTM 22S(WGS 84):
644.398/7.542.750). ..........................................................................................................65
Figura 59 – Área com plantio de cultura temporária (mandioca). (Ponto GA-23.
Coordenadas UTM 22S(WGS 84): 643.968/7 540.463). ...................................................66
Figura 60 – Área com plantio de cultura temporária (milho) (Ponto GA-92. Coordenadas
UTM 22S(WGS 84): 644.154/7 542.938). .........................................................................66
Figura 61 – Área com plantio de cultura temporária (amendoim). (Ponto GA-94.
Coordenadas UTM 22S(WGS 84): 642.105/7 542.167). ...................................................67
Figura 62 – Área de pastagem com conservação do solo (curvas de nível). (Ponto GA-26.
Coordenadas UTM 22S(WGS 84): 644.845/7.542.370). ...................................................68
Figura 63 – Área de pastagem com conservação do solo (curvas de nível). (Ponto GA-72.
Coordenadas UTM 22S(WGS 84): 642.945/7.543.845). ...................................................68
Figura 64 – Área de pastagem sem conservação do solo (Ponto GA-05. Coordenadas
UTM 22S(WGS 84): 641.268/7.546.016). .........................................................................69
Figura 65 – Área de pastagem sem conservação do solo com formação de erosões na
encosta, pelo pisoteio do gado. (Ponto GA-05. Coordenadas UTM 22S(WGS 84):
641.268/7.546.016). ..........................................................................................................69
Figura 66 – Área urbana consolidada. (Ponto GA-13. Coordenadas UTM 22S(WGS 84):
640.516/7.542.103). ..........................................................................................................70
Figura 67 - Área urbana em consolidação (Periurbana) (Ponto GA-15. Coordenadas UTM
22S(WGS 84): 642.665/7.541.727). ..................................................................................70
Figura 68 - Sedes de propriedades rurais e chácaras no entorno da área urbana. (Ponto
GA-21. Coordenadas UTM 22S(WGS 84): 642.274/7.541.105)........................................71
Relatório Técnico nº 166 386-205 - ix/xv
Figura 69 – Área de várzeas. Áreas com predomínio de vegetação herbácea, podendo
conter arbustos ou árvores esparsas (Ponto GA-49, Coordenadas UTM 22S(WGS 84):
642.279/7.546.345). ..........................................................................................................71
Figura 70 – Área com solo exposto, intenso processo de erosão laminar e linear e
consequentemente o transporte de sedimentos para drenagens. (Ponto GA-34.
Coordenadas UTM 22S(WGS 84): 640 633/7.543.633). ...................................................72
Figura 71 - Área com solo exposto, intenso processo de erosão laminar e linear e
consequentemente o transporte de sedimentos para drenagens. (Ponto GA-36
Coordenadas UTM 22S(WGS 84): 639.905/7.543.334). ...................................................72
Figura 72 – Barramento na cabeceira do córrego da cascata. Fazenda Esmeralda (Ponto
GA-55. Coordenadas UTM 22S(WGS 84): 640.975/7.544.913)........................................73
Figura 73 – Barramento na cabeceira do córrego da cascata. Fazenda do Gilzepe (Ponto
GA-32. Coordenadas UTM 22S(WGS 84): 641.251/7.543.256)........................................73
Figura 74 – Fragmentos de vegetação natural no município de Garça – SP, por classe de
superfície em hectares. .....................................................................................................76
Figura 75 – Vegetação natural existente no município de Garça. ....................................77
Figura 76 – Vegetação natural existente na bacia hidrográfica do córrego da Cascata, no
município de Garça. ..........................................................................................................78
Figura 77 – Vista aérea de fragmento de floresta estacional semidecidual com dossel
heterogêneo e aberto. .......................................................................................................80
Figura 78 – Vista aérea de fragmento de floresta estacional semidecidual com dossel
heterogêneo e fechado......................................................................................................80
Figura 79 – Vista aérea de área de várzea em contato com cultivo de café. ...................81
Figura 80 – Vista aérea de área de várzea com alto grau de antropização......................81
Figura 81 - Isolinhas de precipitação média anual para o município de Garça.................84
Figura 82 - Isolinhas de precipitação máxima diária para um período de retorno de 25
anos...................................................................................................................................85
Figura 83 - Isolinhas de precipitação máxima diária para um período de retorno de 50
anos...................................................................................................................................86
Figura 84 - Isolinhas de precipitação máxima diária para um período de retorno de 100
anos...................................................................................................................................87
Figura 85 - Gráfico das precipitações máximas diárias anuais por ano hidrológico. ........91
Figura 86 - Ajuste da série histórica do posto D6-092 à distribuição probabilística de
Gumbel..............................................................................................................................92
Figura 87 - Curvas I-D-F obtidas da série histórica do posto D6-092, para durações de até
60 min................................................................................................................................94
Figura 88 - Comparação das intensidades pluviométricas para o município de Garça (Tr =
100 anos) obtidas por diversos métodos...........................................................................94
Figura 89 – Distribuição média anual das chuvas mensais em Garça. ............................95
Figura 90 – Número de dias de chuva mensais em Garça...............................................96
Figura 91 – Porcentagem acumulada sobre o total precipitado no ano em Garça. ..........96
Relatório Técnico nº 166 386-205 - x/xv
Figura 92 – Total precipitado em cada ano da série histórica. .........................................97
Figura 93 – Propriedades e posses rurais, e informações cadastradas no Sistema
Nacional de Cadastro Ambiental Rural – SICAR, localizadas na bacia hidrográfica do
córrego da Cascata, no município de Garça. ....................................................................99
Figura 94 - Drone utilizado nos levantamentos de campo..............................................100
Figura 95 – Representação do plano de voo usado no levantamento aerofotogramétrico.
As linhas em verde correspondem ao percurso feito pelo drone.....................................101
Figura 96 – Imagem de 07/10/2021................................................................................102
Figura 97 – Imagem de 10/02/2022................................................................................102
Figura 98 – Mapeamento de nascentes. ........................................................................102
Figura 99 – Mapeamento de nascentes. ........................................................................102
Figura 100 – Depósitos de assoreamento. .....................................................................103
Figura 101 – Depósitos de assoreamento. .....................................................................103
Figura 102 – Ausência de mata ciliar no rio, próximo à captação de água B1. ..............103
Figura 103 – Idem, vista para montante. ........................................................................103
Figura 104 – Mapeamento de processos erosivos em área de pastagem. ....................103
Figura 105 – Mapeamento de processos erosivos em área de pastagem. ....................103
Figura 106 – Mapeamento de processos erosivos, pisoteio de gado. ............................104
Figura 107 – Idem foto anterior.......................................................................................104
Figura 108 – Mapeamento de uso e ocupação do solo (Reflorestamento de eucalipto).104
Figura 109 – Mapeamento de uso e ocupação do solo (Reflorestamento de eucalipto,
café, mogno africano e pastagem). .................................................................................104
Figura 110 – Mapeamento de uso e ocupação do solo (Detalhe do plantio de mogno
africano)...........................................................................................................................104
Figura 111 – Mapeamento de uso e ocupação do solo (Detalhe do plantio de café). ....104
Figura 112 – Mapeamento de uso e ocupação do solo (Pastagem com curvas de nível).
........................................................................................................................................105
Figura 113 – Mapeamento de uso e ocupação do solo (Pastagem com curvas de nível).
........................................................................................................................................105
Figura 114 – Mapeamento de uso e ocupação do solo (Cultura temporária, amendoim).
........................................................................................................................................105
Figura 115 – Mapeamento de uso e ocupação do solo (Área de mata). ........................105
Figura 116 – Mapeamento da geologia (Arenitos da Formação Marília). .......................105
Figura 117 – Mapeamento da geologia (Arenitos da Formação Marília). .......................105
Figura 118 – Mapeamento das feições geomorfológicas (Relevo escapado).................106
Figura 119 – Mapeamento das feições geomorfológicas (Relevo de morrotes alongados).
........................................................................................................................................106
Figura 120 - Mapa das classes de suscetibilidade à erosão da bacia hidrográfica da
captação de água do Córrego da Cascata. .....................................................................108
Relatório Técnico nº 166 386-205 - xi/xv
Figura 121 - Distribuição das classes de suscetibilidade à erosão por compartimento
hidrográfico, na bacia. .....................................................................................................110
Figura 122 - Mapa das Classes de potencialidade das terras a produção de sedimentos
da bacia hidrográfica da capitação de água do Córrego da Cascata. .............................113
Figura 123 - Distribuição das classes de potencialidade das terras à produção de
sedimentos por compartimento hidrográfico....................................................................115
Figura 124 - Classe de baixa a média potencialidade à produção de sedimentos. Área
urbana consolidada em relevo plano (GA-01. Coordenadas: 639.519/7.544.175)..........117
Figura 125 - Classe de alta potencialidade à produção de sedimentos. Cultura temporária
(amendoim) em solos com gradiente textural abrúptico (Argissolos abrúpticos) em áreas
de alta suscetibilidade (GA-95. Coordenadas: 642.156/7.542.851). ...............................118
Figura 126 - Classe de muito alta potencialidade à produção de sedimentos. Área de
pastagem sem práticas conservacionistas em cabeceira de drenagem com Argissolos
abrúpticos pouco profundos em declives acentuados (Ponto GA-76. Coordenadas:
641.559/7.546.168). ........................................................................................................119
Figura 127 - Classe de muito alta Potencialidade à Produção de Sedimentos. Área de
solo exposto em Argissolos abrúpticos. (Ponto GA-36. Coordenadas: 639.905/7.543.334).
........................................................................................................................................120
Figura 128 – Mapa das Classes de densidade de drenagem da bacia em estudo,
subdivididos por compartimentos hidrográficos...............................................................124
Figura 129 – Distribuição das classes de densidade de drenagem dos compartimentos
hidrográficos da bacia em estudo....................................................................................125
Figura 130 - Mapa das classes de capacidade das terras a produção de sedimentos da
bacia hidrográfica da captação de água do Córrego da Cascata ....................................127
Figura 131 - Distribuição das classes de capacidade à produção de sedimentos por
compartimento hidrográfico. ............................................................................................130
Figura 132 - Processo erosivo desencadeado pelo lançamento das águas pluviais da
rede de microdrenagem diretamente na cabeceira de drenagem, sem a presença de
obras de dissipadores de energia....................................................................................133
Figura 133 – Conjunto de medidas corretivas da erosão urbana. ..................................135
Figura 134- Restauração da área afetada pelo processo erosivo. .................................136
Figura 135 - Recuperação da área afetada pelo processo erosivo. ...............................136
Figura 136- Recuperação da área afetada pelo processo erosivo. ................................137
Figura 137 – Cultura perene (café) recém-plantada com pouca cobertura do solo. (Ponto
GA-104. Coordenadas UTM: 640.413 / 7.542.827, 22K, WGS 84) .................................144
Figura 138 – Área agrícola cultivada com espécies de ciclo curto (amendoim), com plantio
em nível. (Ponto GA-95. Coordenadas UTM: 642.156 / 7.542.851, 22K, WGS 84). .......145
Figura 139 – Práticas de controle da erosão. .................................................................146
Figura 140 – Tipos de terraços quanto à construção......................................................153
Figura 141 – Tipos de terraços quanto à largura............................................................153
Figura 142 – Tipos de terraços quanto à função. ...........................................................154
Relatório Técnico nº 166 386-205 - xii/xv
Figura 143 – Bacias de retenção na lateral da estrada vicinal. (Ponto GA-21.
Coordenadas UTM: 642.274 / 7.541.105, 22K, WGS 84) ...............................................155
Figura 144 – Bacias de retenção em área de pastagem. (Ponto GA-72. Coordenadas
UTM: 642.945 / 7.543.845, 22K, WGS 84)......................................................................156
Figura 145 - Cordão em contorno vegetado com capim vetiver em área de encosta.....161
Figura 146 – Barreiras vivas com capim vetiver em área de encosta.............................161
Figura 147 - (A) encaixe canaleta no leito da voçoroca e amarrio dos bambus; (B) Detalhe
do encaixe dos bambus no talude lateral; (C) construção de paliçada utilizando pneus
usados; (D) colocação de sacos de ráfia.........................................................................163
Figura 148 - Paliçada de bambu na contenção da erosão em sulco. .............................165
Figura 149 – Etapas de construção de paliçadas. A foto a) Representação de uma
barreira revestida com sacos de ráfia para retenção de sedimentos, e a foto b)
Representação de uma das barreiras com paliçadas de bambú e sacos de ráfia servindo
de escora.........................................................................................................................166
Figura 150 - Demonstração do material fino retido nas barreiras de bambu. .................166
Figura 151 – Paliçadas de bambu e barramento com retentores de sedimentos, fotos de
antes (A) e depois (B). ......................................................................................................167
Figura 152 – Exemplo de implantação de feixes de vegetação. Foto (a) Feixes recémplantados e (b) Feixes após 6 meses..............................................................................168
Figura 153 – Vista das feições erosivas paralelas às curvas de nível, na forma de trilhas,
próximo ao Ponto GA-07 (coordenadas UTM: 641.670 / 7.546.253, 22K, WGS 84).......169
Figura 154 – Vista de outro local das feições erosivas paralelas às curvas de nível, na
forma de trilhas, próximo ao Ponto GA-07 (coordenadas UTM: 641.670 / 7.546.253, 22K,
WGS 84)..........................................................................................................................170
Figura 155 – Vista de outro local das feições erosivas paralelas às curvas de nível, na
forma de trilhas, próximo ao Ponto GA-07 (coordenadas UTM: 641.670 / 7.546.253, 22K,
WGS 84)..........................................................................................................................170
Figura 156 – Feições erosivas paralelas às curvas de nível, na forma de trilhas, em área
de pastagem (Foto tirada com drone, em 07/10/21)........................................................171
Figura 157 – Feições erosivas paralelas às curvas de nível, na forma de trilhas, em área
de pastagem (Foto tirada com drone, em 07/10/21)........................................................171
Figura 158 - Esquema típico do padrão das feições erosivas paralelas à curva de nível.
........................................................................................................................................172
Figura 159 - Representação esquemática de contenção com paliçada, das feições
erosivas paralelas à curva de nível. ................................................................................173
Figura 160 – Retentor de solo ou solo-retentor de tecido de juta. ..................................174
Figura 161 – Sacarias de café........................................................................................174
Figura 162 - Representação esquemática de contenção com solo ensacado, das feições
erosivas paralelas à curva de nível. ................................................................................175
Figura 163 - Representação esquemática de contenção com barreiras vivas ou feixes
vegetativos, das feições erosivas paralelas à curva de nível. .........................................176
Relatório Técnico nº 166 386-205 - xiii/xv
Figura 164 – Vista de uma feição erosiva perpendicular às curvas de nível, decorrente da
deficiência do sistema de drenagem da estrada vicinal situada à montante (coordenadas
UTM: 641.670 / 7.546.253, 22K, WGS 84)......................................................................177
Figura 165 – Vista do mesmo com feições erosivas perpendiculares às curvas de nível,
próximo ao Ponto GA-07 (coordenadas UTM: 641.670 / 7.546.253, 22K, WGS 84).......178
Figura 166 – Vista do mesmo ponto com feições erosivas perpendiculares às curvas de
nível, (coordenadas UTM: 641.670 / 7.546.253, 22K, WGS 84)......................................178
Figura 167 – Vista das feições erosivas perpendiculares às curvas de nível, com algumas
trilhas na borda, paralelas à curva de nível (coordenadas UTM: 641.670 / 7.546.253, 22K,
WGS 84)..........................................................................................................................179
Figura 168 - Esquema típico do padrão das feições erosivas perpendiculares às curvas
de níveis. .........................................................................................................................180
Figura 169 - Representação esquemática de contenção das feições erosivas
perpendiculares às curvas de níveis com paliçada. ........................................................181
Figura 170 - Representação esquemática de contenção das feições erosivas
perpendiculares à curva de nível com solo ensacado. ....................................................182
Figura 171 - Representação esquemática de contenção das feições erosivas
perpendiculares à curva de nível com feixes vegetativos................................................183
Figura 172 – Vista da cabeceira da feição erosiva decorrente do lançamento concentrado
de aguas pluviais por meio de galaria de tubos de concreto...........................................185
Figura 173 – Vista da cabeceira e da lateral da feição erosiva. Notar no fundo da erosão,
parte da tubulação destruída...........................................................................................186
Figura 174 – Vista a jusante da cabeceira da erosão. Notar o dissipador de energia da
galeria existente totalmente destruído.............................................................................186
Figura 175 – Vista da porção intermediária e final da feição. Observar o estreitamento da
erosão a jusante da sua cabeceira..................................................................................187
Figura 176 – Vista da evolução do processo erosivo. A Foto (a) indica a situação
observada em outubro/2021 e a Foto (b) a situação em fevereiro/2022. ........................188
Figura 177 – Solução de Estabilização em Escada Hidráulica.......................................189
Figura 178 – Solução de Estabilização em Tubo de Queda...........................................190
Relatório Técnico nº 166 386-205 - xiv/xv
ÌNDICE DE QUADROS
Quadro 1 - Área (km2
) e em porcentagem (%) dos Compartimentos Hidrográficos. ........13
Quadro 2 - Relacionamento geral entre as pedoformas côncavas e convexas e os
aspectos ligados à erosão.................................................................................................24
Quadro 3 – Sistemas de relevo da bacia hidrográfica do córrego da Cascata até o ponto
de captação.......................................................................................................................26
Quadro 4 – Classes de declividade na bacia hidrográfica da captação de água do
Córrego da Cascata. .........................................................................................................31
Quadro 5 -– Classes de declividade e suas potencialidades quanto à erosão linear. ......31
Quadro 6 – Área ocupada pelas classes de declividade, subdivididas em compartimentos
hidrográficos, na bacia hidrográfica da captação de água do Córrego da Cascata...........32
Quadro 7 - Relação entre as Classes de Fragilidade e os tipos de Solos. .......................34
Quadro 8 – Área ocupada pelas associações pedológicas, subdivididas em
compartimentos hidrográficos, na bacia hidrográfica da captação de água do Córrego da
Cascata. ............................................................................................................................37
Quadro 9 – Identificação dos problemas de erosão em relação ao tipo de uso do solo...54
Quadro 10 - Grupos e categorias de uso e ocupação do solo da bacia de drenagem da
captação de água do córrego da Cascata e suas respectivas áreas. ...............................57
Quadro 11 – Área de ocorrência para cada categoria de uso e ocupação do solo por
compartimento hidrográfico, na bacia hidrográfica da captação de águas do Córrego da
Cascata. ............................................................................................................................57
Quadro 12 - Postos pluviométricos operados pelo DAEE utilizados na construção das
isoietas. .............................................................................................................................83
Quadro 13 - Postos pluviométricos operados pelo DAEE no município de Garça............88
Quadro 14 - Precipitações máximas diárias ajustadas em cada distribuição probabilística.
..........................................................................................................................................92
Quadro 15 – Desagregação temporal da precipitação para confecção das curvas
Intensidade-Duração-Frequência para o posto D6-092.....................................................93
Quadro 16 - Propriedades rurais cadastradas na área de interesse do projeto................98
Quadro 17 - Classes de suscetibilidade à erosão da bacia. ...........................................107
Quadro 18 - Área (em km2 e %) ocupada pelas classes de suscetibilidade à erosão que
predominam na bacia. .....................................................................................................107
Quadro 19 – Área ocupada pelas classes de suscetibilidade à erosão, subdivididas em
compartimentos hidrográficos, na bacia. .........................................................................109
Relatório Técnico nº 166 386-205 - xv/xv
Quadro 20 - Classes de potencialidades das terras à produção de sedimentos da bacia
hidrográfica da capitação de água do Córrego da Cascata.............................................112
Quadro 21 - Área (em km2 e %) ocupada pelas classes de potencialidade à produção de
sedimentos que predominam na bacia............................................................................114
Quadro 22 – Área ocupada pelas classes de suscetibilidade à erosão, subdivididas em
compartimentos hidrográficos, na bacia hidrográfica da captação de água do Córrego da
Cascata. ..........................................................................................................................114
Quadro 23 – Classes de densidade de drenagem dos compartimentos hidrográficos da
bacia em estudo. .............................................................................................................123
Quadro 24 – Densidade de drenagem dos compartimentos hidrográficos da bacia
hidrográfica em estudo. ...................................................................................................125
Quadro 25 – Classes de Capacidade das Terras à Produção de Sedimento da bacia
hidrográfica de captação de água do Córrego da Cascata .............................................126
Quadro 26 - Área (em km2
e %) ocupada pelas classes de capacidade das terras à
produção de sedimentos que predominam na bacia.......................................................129
Quadro 27 – Área ocupada pelas classes de capacidade das terras à produção de
sedimentos na bacia, subdivididas em compartimentos hidrográficos. ...........................129
Quadro 28 - Tipos de terraços recomendados em função da declividade do terreno.....154
Quadro 29 - Recomendação de nutrientes para algumas leguminosas florestais para o
estado do Rio de Janeiro.................................................................................................162
Quadro 30 – Espécies arbóreas para plantio em clima quente e frio.Erro! Indicador não
definido.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 1/388
1 INTRODUÇÃO
Em atendimento à solicitação da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do
Estado de São Paulo – SDE, no âmbito do Programa de Apoio Tecnológico aos
Municípios – Patem, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo – IPT,
por meio da Seção de Planejamento Territorial, Recursos Hídricos, Saneamento e
Florestas – SPRSF, Unidade de Negócios Cidades, Infraestrutura e Meio Ambiente –
CIMA desenvolveu estudos referentes ao diagnóstico dos processos erosivos na bacia de
abastecimento do município do córrego da Cascata para apresentar diretrizes para
revitalização e preservação dos recursos hídricos.
A cabeceira da bacia hidrográfica do córrego da Cascata apresenta graves
problemas referentes aos recursos hídricos, sendo grande parte deles decorrente das
características do meio físico e do uso e ocupação do solo, tanto na área rural como na
área urbana, da falta de práticas de conservação do solo, da falta de infraestrutura
urbana, entre outros. Como consequência das intervenções antrópicas sem planejamento
adequado no passado, o desenvolvimento de processos erosivos laminares e lineares é
intensificado ou acelerado, principalmente nas áreas de expansão urbana e nos terrenos
menos favoráveis à ocupação, configurando um quadro crítico quanto à degradação de
áreas. Tal situação provoca a produção de grande quantidade de sedimentos que
contribuem para o assoreamento de cursos principais de água e, consequentemente,
implica na alteração da quantidade e qualidade dessas águas captadas para o
abastecimento da cidade.
Nesse sentido foi elaborado um Relatório Parcial (N
o 164 635-205) entregue em
dezembro de 2021. A caracterização física descrita neste relatório deu o suporte
necessário para a compreensão da dinâmica do meio físico, permitindo selecionar os
tipos de solos mais suscetíveis a processos erosivos, fundamental para identificar as
áreas potenciais à produção de sedimentos, além de ser de extrema importância para o
monitoramento do assoreamento das principais drenagens da bacia hidrográfica.
Os produtos apresentados neste Relatório Final subsidiarão o planejamento do uso
e ocupação do solo na bacia com as diretrizes de prevenção e controle dos processos
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 2/388
erosivos, bem como contribuirão para a avaliação da influência desses processos na
dinâmica do curso d’água, com foco na preservação do solo e dos recursos hídricos.
A partir do mapa de áreas potenciais à produção de sedimentos foram realizadas
análises em cada um dos compartimentos hidrográficos e sua hierarquização, em termos
de criticidade, a partir da soma das classes Muito Alta e Alta capacidade de produção de
sedimentos e, consequentemente, do transporte de sedimentos. A partir disso foi possível
indicar e priorizar as medidas preventivas e corretivas nos compartimentos da bacia com
maior criticidade, visando melhorar a gestão dos recursos hídricos (aumento da
quantidade e da qualidade das águas) e a revitalizar a bacia de drenagem do córrego da
Cascata até a estação de captação de água, denominada de B1, com sua consequente
preservação.
Neste Relatório Final, serão apresentados a caracterização do meio físico, da
vegetação, do clima e a hierarquização dos compartimentos hidrográficos em relação à
sua criticidade aos processos erosivos, com a apresentação dos mapas de
potencialidade e de capacidade das terras à produção de sedimentos e as diretrizes
fundamentais para recomposição da vegetação nativa e recuperação de áreas
degradadas.
2 OBJETIVOS
Este Relatório Final tem como finalidade dar continuidade ao Relatório Parcial (No
164 635-205), entregue em dezembro 2021, e apresentar os resultados finais das
atividades desenvolvidas pela equipe técnica do IPT, no período de janeiro a abril de
2022, referentes ao diagnóstico dos processos erosivos e áreas degradadas na cabeceira
do córrego da Cascata que abastece parte do município de Garça, SP. Tais objetivos
foram alcançados com o subsídio de dados básicos, de caráter geológico,
geomorfológico, pedológico, uso e ocupação do solo, levantamentos dos processos de
erosão urbana, erosão rural em campo e voos com drone nas áreas de interesse, que
compuseram as bases técnicas deste trabalho que subsidiou a elaboração do mapa de
potencialidade e capacidade à produção de sedimentos, além de técnicas de
bioengenharia de solos ou Engenharia Natural de revitalização da bacia.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 3/388
Foram elaborados o mapa de potencialidade das terras à produção de sedimentos
com relação aos processos erosivos, definição da hierarquização dos compartimentos
hidrográficos em relação à sua criticidade e diretrizes fundamentais para recuperação de
áreas degradadas, revitalização e preservação da cabeceira do córrego da Cascata para
melhorar a quantidade e qualidade das águas para o abastecimento da cidade.
2.1 Objetivos Específicos
Os produtos gerados neste trabalho têm a finalidade de subsidiar e priorizar os
estudos de planejamento a serem realizados pelo município, para adoção de medidas
preventivas e corretivas quanto aos processos erosivos, para a melhoria da quantidade e
qualidade das águas, minimizando os impactos ambientais futuros nos recursos hídricos,
principalmente, na captação das águas para abastecimento público. Para isto, as
seguintes etapas foram realizadas para subsidiar o Relatório Final:
Reconhecimento geológico, geomorfológico e pedológico da bacia até o ponto
de captação;
Mapa de declividade da bacia até o ponto de captação;
Mapa dos compartimentos hidrográficos da bacia;
Mapa de reconhecimento pedológico da bacia até o ponto de captação;
Mapa de uso e ocupação do solo da bacia até o ponto de captação;
Fotos aéreas em áreas específicas por meio de voo de drone na bacia até o
ponto de captação;
Mapa de suscetibilidade à erosão da bacia até o ponto de captação;
Mapa de potencialidade e de capacidade à produção de sedimentos;
Caracterização climática do município;
Técnicas de bioengenharia de solos e/ou Engenharia Natural;
Diretrizes de recomposição da vegetação
3 JUSTIFICATIVA
Este trabalho aborda um quadro amplo da erosão pluvial acelerada, que se
desencadeia na cabeceira do córrego da Cascata, na forma de processos erosão laminar
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 4/388
e erosão linear (sulcos/ravinas e boçorocas). A ocorrência destes fenômenos mostra-se
sempre marcada por graves perdas econômicas e sociais. Tal fato se deve à expansão da
ocupação em determinadas áreas onde critérios técnicos não são considerados, de
maneira a evitar ou minimizar estes processos, principalmente, a questão do meio físico
(pedologia, geomorfologia, geologia) e as questões pluviométricas. O relevo, pedologia,
substrato geológico, que domina no município favorece a ocorrência de processos
gravitacionais relacionados ao escoamento de águas pluviais na encosta e fundos de
vale.
4 CONSIDERAÇÕES GERAIS DO MUNICÍPIO
O município de Garça está localizado na região Oeste do Estado de São Paulo.
Sua população é de 43 115 pessoas (IBGE, 2010) e sua projeção para 2021 é de 44 429
(https://cidades.ibge.gov.br/brasil/sp/garca/panorama consulta em 16/11/2021) e a área
da unidade territorial é de 555,807 km², tendo, portanto, uma densidade demográfica de
77,60 hab/km². Distante 400 km da capital, tem como municípios limítrofes ao norte Álvaro
de Carvalho e Pirajuí; ao sul limita-se com os municípios de Gália, Alvinlândia e Lupércio;
ao leste limita-se com os municípios de Gália e Presidente Alves e a oeste limita-se com o
município de Vera Cruz.
O município de Garça é integrante da Unidade de Gerenciamento de Recursos
Hídricos do Médio Paranapanema (UGRHI – 17), do Aguapeí (UGRHI - 20) e do Peixe
(UGRHI 21), onde a área urbana está inserida nas UGRHIs 20/21. Especificamente, a
área de estudo (Bacia de drenagem da captação de água do córrego da Cascata)
pertence à UGRHI 21. A Figura 1 - Localização da bacia de estudo no município de
Garça no Estado de São Paulo.ilustra a localização da bacia de estudo no município de
Garça, Estado de São Paulo.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 5/388
Figura 1 - Localização da bacia de estudo no município de Garça no Estado de São Paulo.
Fonte: Elaborado pelos autores.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 6/388
5. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
Como orientação metodológica principal, os trabalhos foram direcionados para o
entendimento da dinâmica e das inter-relações entre os diferentes aspectos fisiográficos
atuantes nos processos erosivos e de assoreamento.
Considerando-se as condições de contorno e os objetivos definidos para o
presente trabalho, procurou-se aproveitar ao máximo os dados e as informações
cartográficas no formato digital já disponível.
A arquitetura de um Sistema de Informação Geográfica – SIG foi empregada para
abrigar as informações cartográficas, imagens e dados alfanuméricos constituintes desta
base de dados. Na elaboração dos mapas de suscetibilidade à erosão, de potencialidade
e de capacidade das terras à produção de sedimentos foram utilizadas ferramentas de
análise e modelagem providas pelo SIG, utilizando-se o software ArGis versão 10.6.
Para isto foi realizada a caracterização da área de estudo, por meio de pesquisas
referentes à hidrografia, ao substrato geológico, os sistemas de relevo, as coberturas
pedológicas e ao uso ocupação do solo e à vegetação, permitindo uma análise integrada
dos fenômenos erosivos.
Do cruzamento destas informações foram determinadas as áreas de maior ou
menor suscetibilidade aos processos erosivos e as áreas de potencial e de capacidade à
produção de sedimentos em toda a bacia hidrográfica em análise.
A partir dos mapas de áreas potenciais e de capacidade à produção de sedimentos
foram feitas as análises em cada um dos compartimentos hidrográficos e sua
hierarquização, em termos de criticidade, para indicação e priorização das medidas
preventivas e corretivas nos compartimentos com maior criticidade.
Desse modo, foram desenvolvidas as seguintes atividades para a elaboração deste
Relatório Final:
Levantamento de dados anteriores, definição da área de estudo e elaboração da
base cartográfica digital;
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 7/388
Sistematização e cartografia em base digital dos dados do meio físico
(declividade, geomorfologia, geologia, pedologia) e demais dados ambientais
relevantes para a caracterização de diferentes compartimentos hidrográficos
(uso e ocupação do solo, vegetação e outros) atuantes na dinâmica dos
processos de erosão e assoreamento da bacia hidrográfica em análise;
Trabalhos de campo para a caracterização detalhada da área de estudo
(geologia, pedologia, geomorfologia, uso e ocupação do solo, vegetação e fotos
aéreas com drone);
Elaboração dos mapas de suscetibilidade à erosão, potencialidade e capacidade
das terras à produção de sedimentos do município, utilizando como base o
entendimento da dinâmica destes processos, as ferramentas de análise,
modelagem e de cruzamento dos mapas temáticos elaborados em SIG;
Hierarquização dos compartimentos hidrográficos, de acordo com a criticidade
das terras à produção de sedimentos;
Indicações de técnicas para mitigação de processos erosivos encontrados na
bacia em estudo;
Diretrizes de recomposição da vegetação na bacia em estudo;
O fluxograma da Figura 2 mostra os procedimentos metodológicos adotados para
controle de processos erosivos na bacia do córrego da Cascata, em Garça – SP.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 8/388
Figura 2 - Fluxograma dos procedimentos metodológicos adotados para controle de processos erosivos
da bacia do córrego da Cascata, Garça – SP.
Fonte: Elaborado pelos autores.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 9/388
6. ESTUDOS E ANÁLISES REALIZADOS VISANDO SUBSIDIAR AS
DIRETRIZES DE CONTROLE DE PROCESSOS EROSIVOS E DE
VEGETAÇÃO DA BACIA DO CÓRREGO DA CASCATA, GARÇA - SP
A seguir será apresentado um resumo da caracterização ambiental da bacia
hidrográfica em estudo (geologia, geomorfologia, declividade, pedologia, suscetibilidade e
uso e ocupação do solo), já apresentada no Relatório Parcial (n
o
164.635-205), com
novos ajustes nos mapas e nas tabelas, devido aos novos trabalhos de campo, e também
apresentados os demais estudos não contemplados no Relatório Parcial, que subsidiarão
as diretrizes de controle de processos erosivos e de vegetação da bacia do Córrego da
Cascata, em Garça – SP, visando assim melhorar a quantidade e qualidade das águas
para o abastecimento da cidade.
As atividades de campo e de escritório desenvolvidas pela equipe técnica do IPT,
neste Relatório Final, foram realizadas no período de janeiro a abril de 2022. A Figura 3
apresenta o mapa dos pontos levantados em campo, subdivididos por compartimento
hidrográfico. A descrição destes pontos, contendo as informações do meio físico
(geologia, geomorfologia, declividade, pedologia, uso e ocupação do solo, etc) e
documentação fotográfica, encontram-se no Volume 2, APÊNDICE A, deste relatório.
Os estudos para a caracterização ambiental da bacia hidrográfica em estudo, no
município de Garça, SP foram realizados com base na compilação de dados existentes na
bibliografia. A caracterização do substrato rochoso e do relevo foi feita com base na
compilação de mapas geológicos e geomorfológicos existentes e as informações
pedológicas foram obtidas de mapas pedológicos e do levantamento de reconhecimento
dos solos em campo, com tradagens manual e perfis de estradas e erosões. A
classificação taxonômica do solo foi feita de acordo com o Novo Sistema Brasileiro de
Classificação de Solos, recomendado pela EMBRAPA (2018).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 10/388
Figura 3 - Mapa dos pontos levantados em campo, subdivididos por compartimento hidrográfico.
Fonte: Elaborado pelos autores.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 11/388
6.1 Compartimentos hidrográficos
A bacia de drenagem da captação de água do Córrego da Cascata sofre com a
ocorrência de processos erosivos, desse modo é necessário conhecer a influência do
fator uso do solo na elaboração de cartas que indiquem áreas com maior suscetibilidade a
processos erosivos e também correlacionar com a densidade de drenagem (índice
morfométrico) dos compartimentos hidrográficos.
A densidade de drenagem dos compartimentos hidrográficos é importante para
hierarquização desses compartimentos com relação à capacidade de produção de
sedimentos, trabalho este que será apresentado neste Relatório Final.
O levantamento cartográfico e a delimitação dos compartimentos hidrográficos da
bacia de drenagem do Córrego da Cascata foi elaborado utilizando-se o software ArGis
versão 10.6, a partir das folhas topográficas 1:50.000 (IBGE, 1973).
Os compartimentos hidrográficos, embora pertencentes à mesma bacia de
drenagem, possuem cada um, característica e especificidades diferenciadas que
necessitam de tratamento e análise também distintos, para que se possam identificar as
áreas de intervenção prioritárias e quais os mecanismos de ação necessários para a
melhoria da qualidade ambiental natural e humana. O Quadro 1 apresenta a área em km2
e em porcentagem desses compartimentos.
Foram utilizados os limites dos compartimentos hidrográficos na bacia de
drenagem do Córrego da Cascata, considerando os divisores indicados na topografia dos
terrenos. De acordo com Coelho Netto & Avelar (1996), a linha divisória da bacia deve
cortar paralelamente o eixo das curvas que contornam o topo das elevações e seguem
encosta abaixo pelo eixo das convexidades do terreno, vistas em planta por meio das
curvas de nível que mais se aproximam das cotas inferiores.
Foram definidos quatro compartimentos hidrográficos apresentados na Figura 4.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 12/388
Figura 4 – Compartimentos hidrográficos definidos para a bacia de drenagem da captação de
água do Córrego da Cascata, Garça, SP.
Fonte: Elaborado pelos autores.
Ponto de captação
de água (SAAE)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 13/388
Quadro 1 - Área (km2
) e em porcentagem (%) dos Compartimentos Hidrográficos.
Compartimentos Hidrográficos Área (Km2
) Área (%)
Compartimento I (Cabeceira Margem Esquerda) 10,49 33,71
Compartimento II (Cabeceira Margem Direita) 5,84 18,77
Compartimento III (Jusante Margem Esquerda) 5,41 17,39
Compartimento IV (Jusante Margem Direita) 9,37 30,12
Total 31,12 100
Fonte: Elaborado pelos autores.
6.2 Geologia
O substrato geológico condiciona fortemente os processos erosivos em decorrência
da alteração das rochas e principalmente, das formações de solos arenosos, altamente
suscetíveis à erosão. As características litológicas do substrato rochoso, associadas à
intensidade do intemperismo e à natureza da alteração e grau de fraturamento,
condicionam a suscetibilidade do material à erosão (INFANTI Jr.; FORNASSARI, 1998). A
litologia controla a erosão, ao condicionar diretamente o tipo de solo e o relevo. A
erodibilidade tende a ser maior no solo não coesivo constituído por silte ou areia fina ou
nos solos argilosos de comportamento geotécnico desprezível (LAL, 1990).
Do ponto de vista geológico, de acordo com FERNANDES (1998) e PERROTTA et
al. (2005), a área de estudo está inserida na Bacia Bauru, onde o Grupo está
representado na área pelas formações Vale do Rio do Peixe e Marília (Figura 5).
Observações de campo revelaram que a Formação Vale do Rio do Peixe aflora em cotas
mais baixas (inferiores a 510 metros) e a Formação Marília em cotas mais elevadas
(superiores a 590 metros).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 14/388
Figura 5 – Mapa geológico da área de estudo.
Fonte: Adaptado de Perrotta et al. (2005).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 15/388
De acordo com trabalhos anteriores (IPT, 1981a, ALMEIDA et al. 1980, SOARES et
al. 1980, SUGUIO, 1973, COIMBRA, 1976, entre outros), Formação Vale do Rio do Peixe
é correlacionada a Formação Adamantina, proposta por Soares et al. (1980), sendo
caracterizada por bancos de arenitos de granulação fina a muito fina, cor rósea a
castanho, com estratificação cruzada, e espessura variando entre 2 m a 20 m, em que
são observadas intercalações de bancos de lamitos, siltitos e arenitos. É comum a
ocorrência de seixos de argilito da própria unidade, com cimento e nódulo carbonáticos
como feições secundárias. Referências históricas sobre seus sedimentos podem ser
verificadas nas notas de Campos (1905), Florence (1907), Baker (1923) e Washburne
(1930).
A Formação Marília, no estado de São Paulo, ocorre na parte leste do Planalto
Ocidental Paulista, estendendo-se para oeste, nos espigões entre os principais rios
(SOARES et al., 1980). Possui espessura máxima registrada preservada em superfície de
160 a 180 m (SOARES et al., 1980; FERNANDES; COIMBRA, 1996) na cidade de Marília
(SP) e 233 m em subsuperfície na cidade de Lupércio (SP) (PAULA e SILVA, et al. 2003).
A Formação Marília diferencia-se das demais formações do grupo sobretudo pelo
seu agente cimentante e pelo ambiente de sedimentação: possui abundância de
carbonato de cálcio, o que lhe confere maior resistência aos processos erosivos quando
comparada às demais formações do grupo, e foi depositado por leques aluviais.
Essas características propiciaram a formação de calcretes (representados por
nódulos carbonáticos que aparecem dispersos nos sedimentos ou concentrados em
níveis), que por sua vez estão associados a arenitos conglomeráticos e raras camadas de
lamitos (BARCELOS, 1984). Além da abundância de carbonato de cálcio, há ainda dois
indicativos de clima semiárido para a Formação Marília: presença de argilas do grupo
atapulgita e sepiolita (SUGUIO, 1973; SUGUIO e BARCELOS, 1978) e de restos
fossilizados de carófitas (PETRI, 1955 apud BARCELOS, 1984)
A seguir, as Figura 6, Figura 7, Figura 8 e Figura 9 ilustram os locais de
ocorrência da Formação Marília e as Figura 10, Figura 11 e Figura 12 ilustram a
ocorrência da Formação Vale do Rio do Peixe, na bacia de drenagem da captação de
água do Córrego da Cascata, município de Garça, SP.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 16/388
Figura 6 – Vista do local de ocorrência de arenitos e conglomerados, com cimento carbonático
da Formação Marília (Coordenadas UTM: 641.268 / 7.546.016, 22K, WGS 84).
Fonte: Arquivo IPT.
Figura 7 – Vista do local de ocorrência de arenitos finos/muito finos com cimento carbonático
da Formação Marília (Ponto GA-04. Coordenadas UTM: 641.120 / 7.545.904, 22K, WGS 84.
Elevação ~ 620 metros).
Fonte: Arquivo IPT.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 17/388
Figura 8 – Vista do local de ocorrência de arenitos e arenitos conglomeráticos com cimento
carbonático da Formação Marília (Ponto GA-05. Coordenadas UTM: 641.268 / 7.546.016, 22K,
WGS 84. Elevação ~ 600 metros).
Fonte: Arquivo IPT.
Figura 9 – Vista do local de ocorrência de arenitos e conglomerados, com cimento carbonático
da Formação Marília (Ponto GA-33. Coordenadas UTM: 641.263 / 7.543.884, 22K, WGS 84.
Elevação ~ 614 metros).
Fonte: Arquivo IPT.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 18/388
Figura 10 – Vista do local de ocorrência de bancos de arenitos finos, com delgados níveis
lamíticos intercalados, da Formação Vale do Rio do Peixe. (Ponto GA-48. Coordenadas UTM:
642.302 / 7.546.571, 22K, WGS 84. Elevação ~ 486 metros).
Fonte: Arquivo IPT.
Figura 11 – Vista do local de ocorrência de arenitos da Formação Vale do Rio do Peixe (Ponto
GA-82. Coordenadas UTM: 641.985 / 7.545.506, 22K, WGS 84. Elevação ~ 484 metros).
Fonte: Arquivo IPT.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 19/388
Figura 12 – Vista do local de ocorrência de arenitos da Formação Vale do Rio do Peixe (Ponto
GA-81. Coordenadas UTM: 641.921 / 7.545.604, 22K, WGS 84. Elevação ~ 490 metros).
Fonte: Arquivo IPT.
O substrato geológico condiciona, portanto, fortemente os processos erosivos, uma
vez que determina a natureza, estrutura e a textura dos solos, formados a partir da
alteração das rochas, bem como a posição e comportamento da água subterrânea,
condicionando também o desenvolvimento das formas de relevo.
Diante do exposto, na área de estudo há o domínio de formações geológicas de
natureza sedimentar arenosa que associada à ação dos processos intempéricos forma
solos de textura arenosa/média, com gradiente textural abrúptico (Argissolos), que
tendem a ser mais suscetíveis a processos de erosão acelerada. Os critérios adotados
para o estabelecimento dos potenciais erosivos para cada camada tomaram como base o
grau de coesão das rochas. Para rochas com elevada coesão assumiu-se baixo potencial
erosivo.
As rochas sedimentares, por apresentarem menor grau de coesão entre os
minerais, apresentaram índices variando de Médio a Muito Alto. Tal intervalo ocorre
devido à presença ou não de cimentação carbonática e de argilas. Rochas sedimentares
maduras, sem tais preenchimentos, foram classificadas como sendo de Médio potencial à
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 20/388
erosão. Enquanto rochas com menor maturidade textural, com conteúdo elevado de
materiais facilmente transportáveis (silte, argila e carbonato) tanto em sua matriz como
em estratos, receberam o índice de potencial erosivo Muito Alto.
Sedimentos inconsolidados, em decorrência do grau de coesão entre os grãos ser
muito pequeno ou inexistente, acarretando maior facilidade de serem transportados,
foram classificados como de potencial erosivo Muito Alto.
No Grupo Bauru, a Formação Vale do Rio do Peixe e a Formação Marília
apresentam potencial erosivo Muito Alto/Alto pela presença de grande quantidade de
areia nessas formações. Tais feições de imaturidade textural possuem elevado grau de
susceptibilidade aos processos intempéricos. As características do Grupo Bauru são
condicionadas fortemente por processos erosivos dos tipos laminar e linear, e raras são
as manifestações de escorregamentos e quedas de blocos em locais de afloramentos de
rochas sedimentares mais resistentes, associados a escarpas da Cuesta basáltica ou de
planaltos interiores, como o de Marília, ou, ainda, em cortes de estradas.
6.3 Geomorfologia
Geomorfologicamente, de acordo com Ross e Moroz (1997) a área de estudo está
inserida no Planalto Residual de Marília, sendo uma sub-unidade do Planalto Ocidental
Paulista localizado na morfoestrutura da Bacia Sedimentar do Paraná. Suas formas de
relevo foram moldadas sobre os arenitos e conglomerados da Formação Marília, do
Grupo Bauru (Cretáceo Superior).
De acordo com Araújo Filho e Ab’Saber (1969), o Planalto constitui-se como um
fragmento representativo dos altiplanos centro ocidentais do território paulista, colocado
além do reverso imediato da cuesta arenito-basáltica regional (Serra de Botucatu e suas
ramificações).
Seu tipo de relevo predominante é o tabuliforme, típico de centro de bacias
sedimentares. Caracteriza-se por camadas sedimentares horizontais, ou sub-horizontais,
que correspondem a chapadas, chapadões e tabuleiros que lembram a presença de
mesa, uma extensão de mesa ou tabuleiros mantidos por camadas basálticas ou
sedimentos mais resistentes (CASSETI, 2001, Figura 13).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 21/388
Figura 13 – Vista do local de relevo plano (tabuleiros) sustentado por arenitos da Formação
Marília (Ponto GA-01. Coordenadas UTM: 639.519 / 7.544.175, 22K, WGS 84).
Fonte: Arquivo IPT.
Desta maneira, o planalto é uma área de dispersão de drenagem. Os córregos que
nascem nas cabeceiras dos espigões fluem pelas mais diversas direções, recortando em
alguns casos a malha urbana e desaguando nas escarpas até alcançarem os rios maiores
que drenam a região ao entorno do município, sendo os principais, dentre estes, o Rio do
Peixe e Aguapeí (IPT,1981b e IPT, 2012).
No seu nível rebaixado, há vales intraescarpas com desníveis que chegam a 100
metros em relação à ruptura de declive. Estes vales são formados por colinas médias e
morrotes, com formas onduladas (Figura 14).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 22/388
Figura 14 – Níveis rebaixados formados por morrotes, com formas onduladas (Ponto GA-05
Coordenadas UTM: 641.268 / 7.546.016 22K, WGS 84).
Fonte: Arquivo IPT.
As formas de relevo apresentam relações diretas com o desencadeamento dos
processos erosivos, tanto regional quanto local, diferenciando-se quanto ao
comportamento de cada um dos compartimentos do relevo ante os processos erosivos.
As características do relevo, tais como declividade, forma e comprimento do declive são
os maiores potencializadoras de fenômenos erosivos, uma vez que as rampas são
relativamente longas e inclinadas e são frequentes as áreas de cabeceiras de drenagem e
linhas preferenciais de concentração de fluxo d’água.
A importância da influência do relevo na dinâmica ambiental de uma região pode
ser mostrada por meio da relação entre forma erosiva e geometria das encostas, a qual
serve de subsídio à detecção de áreas mais propícias aos processos de ravinamento,
sulcos e boçorocamentos (OLIVEIRA; MEIS, 1985). As vertentes naturais são, em geral,
os pontos de lançamento final das águas pluviais, aumentando consideravelmente a
vazão. Esse fato, quando associado a períodos chuvosos e, por conseguinte flutuação no
nível freático confere ao processo erosivo uma dinâmica acelerada (ROBAINA et al.,
1995). A erosão, quanto ao relevo, tem influência do comprimento e da declividade das
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 23/388
vertentes: as declividades mais acentuadas são mais propicias no desenvolvimento desse
processo na medida em que aumenta o escoamento superficial. Outro aspecto
importantes da forma de relevo, que pode aumentar a velocidade e facilitar ou não a
concentração dos fluxos do escoamento das águas pluviais, é a forma da encosta,
podendo ser convexa ou côncava. As formas convexas podem favorecer o escoamento
difuso, enquanto, formas côncavas e com declividade acentuada favorecem o
escoamento superficial concentrado.
A influência da geomorfologia no desenvolvimento de erosões lineares concentrase em encostas convexas (OKA-FIORI; SOARES 1976, VIEIRA, 1978, REZENDE, 1985)
(Figura 15). Formas de relevo côncavas (embaciados) e declivosas favorecem o
escoamento superficial concentrado. Formas convexas são dispersoras de fluxos e
podem favorecer mais o escoamento difuso. Vertentes longas são mais favoráveis à
erosão porque podem aumentar a energia da enxurrada. No Quadro 2 são apresentadas
algumas propriedades da forma de encostas côncavas e convexas ligadas aos aspectos
da erosão.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 24/388
Figura 15 – Carreamento de solo, em condições comparáveis, é menor na encosta côncava e
maior na convexa.
Fonte: Modificado de REZENDE (1985).
Quadro 2 - Relacionamento geral entre as pedoformas côncavas e convexas e os aspectos
ligados à erosão.
CÔNCAVA CONVEXA
Convergência das águas Divergências das águas
Erosão mais localizada; tendência à
formação de sulcos e boçorocas Erosão mais uniforme e laminar
Espessura do “solum” tende a ser desigual Espessura do “solum” tende a ser uniforme
Erosão e deposição Erosão
Sementes e nutrientes se acumulam nas
partes mais baixas Sementes e nutrientes retirados do sistema
Instabilidade maior é pela ausência de
cobertura vegetal densa nas áreas de
concentração d’água
Instabilidade maior é pela concentração d’ água
Fonte: REZENDE (1985).
A Zona do Planalto de Marília é um destaque na área de estudo, pois foi formado
basicamente por erosão diferencial que, segundo IPT (1981b), faz destacarem-se os
maciços rochosos de arenitos da Formação Marília de forte cimentação carbonática. Suas
áreas elevadas apresentam relevos do tipo COLINAS AMPLAS (212) e restritamente
MORROTES ALONGADOS E ESPIGÕES (234), como mostra a Figura 16. O Quadro 3
apresenta as principais formas e sistemas de relevo e suas características de acordo com
IPT (1981b). As Figura 17, Figura 18, Figura 19 ilustram as principais formas de relevo
da área de estudo.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 25/388
Figura 16 – Mapa Geomorfológico da área de estudo.
Fonte: Adaptado de IPT (1981b).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 26/388
Quadro 3 – Sistemas de relevo da bacia hidrográfica do córrego da Cascata até o ponto de captação.
Forma de
Relevo
Sistema
de Relevo Classificação Descrição
Relevo de
Agradação –
Continentais
Planícies
Aluviais 111
Terrenos baixos e mais ou menos planos, junto às
margens do córrego da Cascata, sujeitos a depósitos
de sedimentos, potencial à erosão laminar e linear
baixo (Figura 17).
Relevo
Colinoso
Colinas
Amplas 212
Este sistema de relevo é predominante na área de
estudo onde ocorrem interflúvios com áreas
superiores a 4 km2
, topos extensos e aplainados,
vertentes com perfis retilíneos a convexos. Drenagem
de baixa densidade, padrão subdendrítico, vales
abertos, planícies aluviais interiores restritas, presença
eventual de lagoas perenes ou intermitentes, potencial
à erosão laminar e linear Média (Figura 18).
Relevo de
Morrotes
Morrotes
alongados
e espigões
234
Predominam interflúvios sem orientação preferencial,
topos angulosos achatados, vertentes ravinadas com
perfis retilíneos. Drenagem de média a alta densidade,
padrão dendrítico, vales fechados e potencial à erosão
laminar e linear Alta/Muito Alto (Figura 19).
Fonte: Elaborado pelos autores.
Figura 17 – Local de ocorrência de formas de relevo de planície aluvial do córrego da Cascata,
terrenos baixos sujeitos periodicamente a inundações e deposito de sedimentos.
Fonte: Arquivo IPT
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 27/388
Figura 18 – Local de ocorrência de formas de relevo colinoso. Topo de Colinas amplas
sustentado por arenitos carbonáticos da Formação Marília. (Coordenadas UTM
570.766/7.528.967, 22K, WGS 84).
Fonte: Arquivo IPT
Figura 19 – Local de ocorrência de formas de relevo morrotes, vertentes com perfis retilíneos,
sustentado por arenitos carbonáticos da Formação Marília.
Fonte: Arquivo IPT
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 28/388
A geomorfologia da área apresenta basicamente três tipos de formas de relevo:
planícies aluviais, relevo colinoso e relevo de morrotes. O Planalto Ocidental ocupa
praticamente 50 % do estado de São Paulo e é representado por relevos de colinas
amplas e baixas, com topos aplainados ou amplos, altitudes entre 300 m e 600 m e
declividades inferiores a 20 %. Predominam formas de dissecação média a alta, com
vales entalhados e com densidade de drenagem média a alta, apresentando um nível de
fragilidade potencial médio/alto. Esse grande compartimento apresenta condições
apropriadas ao lento escoamento superficial e à infiltração da água. Nos setores mais
suaves, a erosão tende a ser, portanto, menos intensa ante o condicionante relevo. As
áreas com relevo mais movimentado (colinas médias e morrotes alongados e espigões)
são as maiores potencializadoras de erosão laminar, sulcos, ravinas e boçorocas ou
voçorocas, uma vez que as rampas são relativamente longas e inclinadas, e são
frequentes as áreas de cabeceiras de drenagem e linhas preferencias de concentração do
fluxo d'água. Assim, relevos planos e contínuos tendem a apresentar solos profundos e
fortemente intemperizados, dando-se o oposto em relevos movimentados. A declividade
influencia na velocidade e volume do escoamento das águas pluviais propiciando os
processos erosivos e movimentos de massas e consequentemente a produção de
sedimentos.
6.4 Declividade
O estudo do relevo foi direcionado para atender os objetivos do trabalho, ou seja,
definir áreas de suscetibilidade à erosão por meio do cruzamento das informações
pedológicas e a declividade. Constituiu-se no reconhecimento das formas e dos
elementos de interesse para o entendimento da dinâmica superficial da paisagem. A
declividade das encostas é o principal fator do relevo condicionante da erosão. Sua
variação determina formas e feições da paisagem, ditando também potencialidades de
uso e restrição ao aproveitamento das terras.
A cada classe de declive cabem características particulares quanto ao escoamento
das águas superficiais e, também, aos procedimentos específicos quanto a usos, manejos
e práticas conservacionistas. Logo, para um planejamento adequado do uso do solo para
fins de selecionar áreas potenciais à produção de sedimentos, torna-se necessário o
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 29/388
estudo detalhado do relevo, do ponto de vista da declividade das vertentes. Assim, terras
planas (0 a 3%), nas quais o deflúvio é lento ou muito lento, serão selecionadas como de
baixa suscetibilidade aos processos erosivos e deslizamentos, mas não necessariamente
baixa produção de sedimentos (exceto em áreas planas situadas em topos de morros
com áreas de solo exposto, por apresentarem características próprias quanto ao
escoamento), e as terras muito inclinadas (>75%), que proporcionam deflúvio muito
rápido, indicando alta a muito alta suscetibilidade aos processos erosivos e
deslizamentos.
O mapa das Classes de Declividade foi elaborado a partir de base topográfica
(IBGE, 1973), na escala 1:50.000 e com curvas de nível equidistantes de
20 m, digitalizada utilizando-se o software ARCGIS 10.6. A partir disso, foi obtido o Mapa
das Classes de Declividade, separadas nas seguintes classes: A (0 a 3%), B (3 a 10%), C
(10 a 20%), D (20 a 45%) E (45 a 75%) e F (> 75%). A Figura 20 apresenta o mapa de
declividade, subdividido em compartimentos hidrográficos, da bacia hidrográfica de
captação de água do Córrego da Cascata.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 30/388
Figura 20 – Mapa de declividade da bacia hidrográfica da captação de água do Córrego da
Cascata.
Fonte: Elaborado pelos autores.
Capitação de água
(SAAE)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 31/388
O Quadro 4 apresenta a área correspondente a cada classe de declividade na
Bacia Hidrográfica da captação de água do Córrego da Cascata.
Quadro 4 – Classes de declividade na bacia hidrográfica da captação de
água do Córrego da Cascata.
Classes de
Declividade
Área
(km2
)
Área
(%)
0-3% (A) 5,68 18,49
3% - 10% (B) 13,63 44,36
10% - 20% (C) 7,29 23,72
20% - 45% (D) 3,66 11,90
45% - 75% (E) 0,47 1,52
>75% (F) 0,00 0,00
Total 30,72 100,00
Fonte: Elaborado pelos autores.
O Quadro 5 apresenta as classes de declividade que foram definidas na bacia e
seu potencial quanto a erosão.
Quadro 5 -– Classes de declividade e suas potencialidades quanto à erosão linear.
Classes de
declividade (%) Descrição Potencial
de Erosão
0 a 3
Áreas planas ou quase planas, onde o escoamento superficial (deflúvio)
é lento ou muito lento. A erosão hídrica não é significativa, exceto em
vertentes muito longas e com solos altamente suscetíveis à erosão
(Argissolos abrúpticos).
Baixo
3 a 10
Engloba terrenos inclinados em relevo geralmente ondulado. O
escoamento superficial (deflúvio) é médio ou rápido para a grande
maioria dos solos.
Médio
10 a 20
Engloba terrenos inclinados em relevo geralmente forte ondulado. O
escoamento superficial (deflúvio) é rápido para a grande maioria dos
solos.
Médio/Alto
20 a 45 Constitui terrenos semelhantes à classe anterior, porém mais inclinados,
onde o escoamento superficial é mais rápido na maior parte dos solos.
Alto/Muito
Alto
Maior 45
Corresponde às áreas fortemente inclinadas, íngremes, cujo
escoamento superficial é muito rápido na maior parte dos solos. Solos
rasos, geralmente em associação com exposições rochosas.
Muito
Alto/Alto
Fonte: Elaborado pelos autores.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 32/388
O relevo, assim, tende a ser mais suscetível à erosão quanto maior a declividade e
maior a convergência de fluxo de escoamento, ou seja, um relevo com declives maior que
45% é mais propenso à erosões do que um relevo com baixo declive. Assim, um relevo
de 0 a 3% tem suscetibilidade à erosão baixa.
O Quadro 6 e a Figura 21 apresentam a área ocupada pelas classes de
declividade da bacia hidrográfica da captação de água do Córrego da Cascata,
distribuídas por compartimento hidrográfico.
Quadro 6 – Área ocupada pelas classes de declividade, subdivididas em compartimentos
hidrográficos, na bacia hidrográfica da captação de água do Córrego da Cascata.
Classes de
Declividade
Compart. I Compart. II Compart. III Compart. IV
Área
(km2
)
Área
(%)
Área
(km2
)
Área
(%)
Área
(km2
)
Área
(%)
Área
(km2
)
Área
(%)
0-3% 1,96 21,20 2,16 20,82 0,99 17,14 0,57 10,72
3% - 10% 4,63 49,97 5,04 48,67 1,92 33,39 2,03 38,09
10% - 20% 2,05 22,17 2,14 20,66 1,66 28,78 1,44 26,93
20% - 45% 0,47 5,04 0,79 7,65 1,15 19,98 1,25 23,37
45% - 75% 0,15 1,63 0,23 2,21 0,04 0,70 0,05 0,89
>75% 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Total 9,26 100,00 10,37 100,00 5,75 100,00 5,34 100,00
Fonte: Elaborado pelos autores.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 33/388
Figura 21 - Distribuição das classes de declividade por compartimento hidrográfico.
Fonte: Elaborado pelos autores.
Diante do exposto observa-se que os compartimentos III e IV apresentam cerca de
50% da área da bacia com classes de declividades superiores a 10%, ou seja, esses
compartimentos apresentam maiores suscetibilidades à ocorrência de processos erosivos
em comparação aos compartimentos I e II, que registraram cerca de 70% com classes de
declividade menores que 10%.
6.5 Pedologia
A taxa de erodibilidade do solo está relacionada com a geologia do terreno, a
declividade, a amplitude das vertentes e a geomorfologia das áreas, que são fatores
predisponentes do referido processo, tendo a chuva como agente deflagrador.
Os efeitos da erosão não são iguais em todos os solos, pois, dependem das suas
propriedades físicas, químicas e biológicas (BERTONI; LOMBARDI NETO 1990; GUERRA;
CUNHA, 2007) porque, juntamente com outros fatores, determinam a maior ou menor
suscetibilidade a erosão. Para Salomão (1994 e 1999), o solo por influenciar e sofrer a ação
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 34/388
dos processos erosivos, conferindo maior ou menor resistência, constitui o principal fator
natural relacionado à erosão. Resende et al. 2005 apresentam na Figura 22 bloco-diagrama
ilustrando a influência do relevo na idade dos solos (taxa de pedogênese-erosão).
Figura 22 – Bloco-diagrama ilustrando a influência do relevo na idade dos solos.
Fonte: Modificado de RESENDE et al. (2005).
Baseado em Ross (1994), no que diz respeito aos solos, quanto às suas
potencialidades a ocorrência de erosão laminar, linear e deslizamentos levou-se em
conta a textura, estrutura, plasticidade, grau de coesão das partículas e
profundidade/espessura dos horizontes superficiais e subsuperficiais. Tais
características do solo estão ligadas a diversos fatores como relevo, litologia, clima,
pedogênese e suas características físicas e químicas.
ROSS (1994) utiliza como critérios o escoamento superficial difuso ou concentrado
das águas pluviais para classificar a fragilidade de cada solo, apresentado no Quadro 7.
Quadro 7 - Relação entre as Classes de Fragilidade e os tipos de Solos.
Classe de Fragilidade Tipos de Solos
Muito Baixa
Latossolo Roxo, Latossolo Vermelho escuto e
Vermelho-Amarelo textura argilosa.
Baixa
Latossolo Amarelo e Vermelho-Amarelo textura
média argilosa.
Média
Latossolo Vermelho-Amarelo, Terra roxa, Terra
Bruna, Argissolos Vermelho-Amarelo textura
média/argilosa.
Forte Argissolos Vermelho-Amarelo textura
média/arenosa, Cambissolos.
Muito Forte Podzolizados com cascalho, Litólicos e Areias
Quartzosas.
Fonte: ROSS (1994).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 35/388
A Bacia estudada é carente de um mapeamento pedológico atualizado, em escala
que permita a obtenção de informações para descrição e análise detalhadas dos
processos erosivos atuantes na área.
A bacia de drenagem em análise está no domínio das rochas arenosas do Grupo
Bauru, especificamente a Formação Marília, apresentando poucas variedades de solos,
havendo grandes extensões de solos com gradiente textural, classificados como
Argissolos abrúpticos ou não.
A análise inicial das cartas geológicas, geomorfológicas, pedológicas, complementadas
por interpretação de fotografias aéreas e com o mapa de declividade, conduziram a uma
síntese inicial das relações solo-substrato-relevo e deduções preliminares dos principais tipos
de solos da bacia de drenagem em análise. Em seguida, foram realizados trabalhos de
campo, por meio de reconhecimento de perfis de solos expostos ao longo das estradas
vicinais, taludes, erosões, e de sondagens manuais a trado, para melhor descrição e
classificação dos solos ali presentes. Esse levantamento foi utilizado para subsidiar a
elaboração do mapa de suscetibilidade à erosão da bacia hidrográfica da captação de água
do Córrego da Cascata, que relaciona o tipo de solo com a declividade.
A integração e interpretação dos dados coletados em campo permitiram a
classificação dos solos conforme o novo Sistema Brasileiro de Classificação de Solos,
definida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - EMBRAPA (2018). A Figura
23 apresenta o Mapa de Reconhecimento Pedológico da bacia hidrográfica da captação
de água do Córrego da Cascata.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 36/388
Figura 23 – Mapa de reconhecimento pedológico da bacia hidrográfica da captação de água
do Córrego da Cascata.
Fonte: Elaborado pelos autores e modificado de ROSSI (2017).
Capitação de água
(SAAE)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 37/388
Observa-se na Figura 23 que a bacia hidrográfica da captação de água do Córrego
da Cascata, é constituída predominantemente por quatro grandes grupos de solos:
Latossolos Vermelho-Amarelos/Vermelhos argissólicos (LVA1), Argissolos VermelhoAmarelos abrúpticos ou não (PVA1 + PVA2), Neossolos Litólicos (RL1) e Neossolos
Flúvicos/Gleissolos Háplicos/Cambissolos Háplicos (RY1)
O Quadro 8 e a Figura 24 apresentam a área ocupada pelas associações
pedológicas da bacia hidrográfica da captação de água do Córrego da Cascata,
distribuídas por compartimento hidrográfico.
Quadro 8 – Área ocupada pelas associações pedológicas, subdivididas em compartimentos
hidrográficos, na bacia hidrográfica da captação de água do Córrego da Cascata.
Tipos
de
Solos
Compart. I Compart. II Compart. III Compart. IV
Área
(km2
)
Área
(%) Área
(km2
)
Área
(%) Área
(km2
)
Área
(%) Área
(km2
)
Área
(%)
PVA-1 3,18 25,32 4,39 41,80 1,33 18,59 1,56 28,90
PVA-2 0,00 0,00 0,30 2,87 0,80 11,15 0,00 0,00
LVA-1 8,57 68,28 4,53 43,20 1,31 18,30 1,20 22,15
RL-1 0,74 5,90 1,17 11,14 3,38 47,23 2,42 44,64
RY-1 0,06 0,50 0,10 0,98 0,34 4,73 0,23 4,31
Total 12,55 100,00 10,49 100,00 7,15 100,00 5,41 100,00
Fonte: Elaborado pelos autores.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 38/388
Figura 24 - Distribuição das associações pedológicas por compartimento hidrográfico.
Fonte: Elaborado pelos autores.
Com relação a distribuição das associações pedológicas nos compartimentos
hidrográficos, observa-se na Figura 24 que cerca de 75% da área dos compartimentos III
e IV predominam as associações de Neossolos Litólicos e Argissolos Vermelho-Amarelos
abrúpticos, altamente suscetíveis a erosões, ao passo que nos compartimentos
hidrográficos I e II predominam a associação de Latossolos Vermelho-Amarelos, menos
suscetíveis que os Argissolos abrúpticos. Observa-se também que o compartimento II
apresentou cerca de 45% da sua área com a ocorrência de Argissolos, tornando-o
altamente suscetíveis a ocorrência de processos erosivos.
Os Argissolos Vermelho-Amarelos abruptos e Neossolos Litólicos (Unidades PVA1,
PVA2 e RL1), de ampla distribuição na bacia e de ocorrência em relevos ondulado e forte
ondulado, são extremamente suscetíveis aos processos erosivos lineares (sulcos, ravinas
boçorocas ou voçorocas), tornando o manejo dessas áreas um grande desafio aos
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 39/388
técnicos, agricultores e planejadores urbanos. Certamente, torna-se premente não apenas
a utilização de práticas conservacionistas isoladas nessas áreas, mas também ações
mais amplas e direcionadas ao manejo integrado dos solos em microbacias hidrográficas,
visando ao desenvolvimento sustentável da região.
Os Argissolos, segundo definição da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
(EMBRAPA, 2018) são constituídos por argila de baixa ou alta atividade conjugada com
caráter alítico ou saturação por base baixa, estando o horizonte B textural (Bt)
imediatamente abaixo dos horizontes A ou E. Esses solos são caracterizados como de
profundidade variável, de forte a imperfeitamente drenados, cores avermelhadas ou
amareladas, raramente brunada ou cinzenta.
Os tipos de solos encontrados têm como características intrínsecas um alto
potencial de erodibilidade e sendo assim, é necessário que a ocupação em áreas de sua
ocorrência seja realizada de forma a prevenir a geração de processos erosivos, tendo-se
o cuidado de evitar a exposição dos terrenos e a concentração das águas superficiais.
Porém, esses solos expostos e as áreas agrícolas sem um devido manejo
conservacionista se tornam grandes fontes potenciais de sedimentos para as drenagens,
provocando o assoreamento das mesmas. As Figura 25 a Figura 29 ilustram as
associações pedológicas encontradas com seus respectivos locais de ocorrência.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 40/388
Figura 25 – Vista do local de ocorrência Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico textura
arenosa/média A moderado (Ponto GA-22. Coordenadas UTM: 642.558 / 7.541.612, 22K, WGS
84).
Fonte: Arquivo IPT
Figura 26 – Vista do local de ocorrência Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico textura
arenosa/média Amoderado (Ponto GA-34. Coordenadas UTM: 640.633 / 7.543.633, 22K, WGS
84).
Fonte: Arquivo IPT
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 41/388
Figura 27 – Vista do local de ocorrência Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico textura
arenosa/média A moderado (Ponto GA-43. Coordenadas UTM: 644.132 / 7.544.463, 22K, WGS
84).
Fonte: Arquivo IPT
Figura 28 – Vista do local de ocorrência Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico textura
arenosa/média A moderado (Ponto GA-45. Coordenadas UTM: 639.927 / 7.544.890, 22K, WGS
84).
Fonte: Arquivo IPT
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 42/388
Figura 29 – Vista do local de ocorrência de Neossolo Litólico textura arenosa A moderado,
inserido na associação PVA2 (Ponto GA-56. Coordenadas UTM: 641.144 / 7.545.210, 22K,
WGS 84).
Fonte: Arquivo IPT
O grupo dos Latossolos argissólicos predomina nos compartimentos I e II, e estão
distribuídos nas áreas mais planas da bacia, principalmente nos topos, relevo suave
ondulado e estão representados neste mapa pela associação pedológica LVA1,
predominando LATOSSOLO VERMELHO-AMARELO ou VERMELHO ambos argissólicos
Distróficos A moderado textura média, álico ou não álico, fase relevo suave
ondulado/plano.
Conforme os pontos analisados, observou-se um incremento de argila do horizonte
A para o horizonte B, embora não satisfazendo os limites para classificá-los como
Argissolos (Podzólícos na classificação antiga). Sendo assim, foram classificados como
Latossolos Vermelho-Amarelos/Vermelhos “argissólicos”, textura média/média (15 a 34%
de argila), A moderado. Os Latossolos, independente da cor, são solos minerais, em
avançado estágio de intemperização, muito evoluídos, bem drenados e profundos,
virtualmente destituídos de minerais primários ou secundários menos resistentes ao
intemperismo, e que têm capacidade de troca de cátions baixa. O horizonte B apresenta
cores que variam entre os matizes 2,5YR e 10R, dependendo da natureza, forma e
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 43/388
quantidade dos constituintes (normalmente dos óxidos e hidróxidos de ferro e alumínio).
Os materiais de origem desses “Latossolos Vermelho-Amarelos/Vermelhos argissólicos”
na área são principalmente os arenitos da Formação Marília.
Os Latossolos são solos relativamente menos erodíveis que os Argissolos, mas
podem sofrer erosões de grande porte, desde que induzidas por elevadas concentrações
de águas superficiais, sem dissipação de energia, até atingir o lençol freático,
desencadeando as boçorocas ou ravinas profundas, quando não atingem o lençol
freático, como pode ser observado na Figura 30. As Figura 31 a Figura 36 ilustram os
locais de ocorrência dessa associação.
Figura 30 – Vista do local de ocorrência erosão de grande porte (ravina profunda),
desenvolvida em Latossolo argissólico, induzidas por elevadas concentrações de águas
superficiais, sem dissipação de energia (Ponto GA-02. Coordenadas UTM: 639.857 /
7.544.224, 22K
Fonte: Arquivo IPT
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 44/388
Figura 31 – Vista do local de ocorrência de Latossolos Vermelho-Amarelos/Vermelhos
argissólicos textura média A moderado (Ponto GA-19. Coordenadas UTM: 642.127 / 7.540.715,
22K, WGS 84).
Fonte: Arquivo IPT
Figura 32 – Vista do local de ocorrência de Latossolos Vermelho-Amarelos/Vermelhos
argissólicos textura média A moderado (Ponto GA-28. Coordenadas UTM: 644.710 / 7.542.773,
22K, WGS 84).
Fonte: Arquivo IPT
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 45/388
Figura 33 – Vista do local de ocorrência de Latossolos Vermelho-Amarelos/Vermelhos
argissólicos textura média A moderado (Ponto GA-38. Coordenadas UTM: 639.969 / 7.541.330,
22K, WGS 84).
Fonte: Arquivo IPT
Figura 34 – Vista do local de ocorrência de Latossolos Vermelho-Amarelos/Vermelhos
argissólicos textura média A moderado (Ponto GA-41. Coordenadas UTM: 644.110 / 7.544.079,
22K, WGS 84).
Fonte: Arquivo IPT
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 46/388
Figura 35 – Vista do local de ocorrência de Latossolos Vermelho-Amarelos/Vermelhos
argissólicos textura média A moderado (Ponto GA-60. Coordenadas UTM: 639.834 / 7.540.787,
22K, WGS 84).
Fonte: Arquivo IPT
Figura 36 – Vista do local de ocorrência de Latossolos Vermelho-Amarelos/Vermelhos
argissólicos textura média A moderado (Ponto GA-63. Coordenadas UTM: 643.719 / 7.540.452,
22K, WGS 84).
Fonte: Arquivo IPT
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 47/388
Outra associação pedológica cartografada refere-se aos Neossolos Litólicos, (RL1),
ocorrendo nas declividades mais acentuadas, relevo forte ondulado, ocupando cerca de
21% da área da bacia. Essa associação é composta por NEOSSOLO
LITÓLICO/REGOLÍTICO Psamítico típico Eutrófico e/ou Distrófico textura arenosa ou
média relevo ondulado e montanhoso + ARGISSOLO VERMELHO-AMARELO Eutrófico
e/ou Distrófico abrúptico textura arenosa/média relevo forte ondulado e ondulado ambos
A moderado + Afloramento de rocha, relevo escarpado e montanhoso, todos fase
substrato Grupo Bauru (arenitos da Formação Marília).
De acordo com EMPRAPA (2018), os Neossolos Litólicos são solos com contato
lítico ou lítico fragmentário dentro de 50 cm a partir da superfície, apresentando
horizonte A ou hístico assente diretamente sobre a rocha ou sobre um horizonte C ou Cr
ou sobre material com 90% (por volume) ou mais de sua massa constituída por
fragmentos grosseiros (por exemplo, cascalheira de quartzo) com diâmetro maior que 2
mm (cascalhos, calhaus e matacões). Admitem um horizonte B em início de formação,
cuja espessura não satisfaz a nenhum tipo de horizonte B diagnóstico. Da Figura 37 a
Figura 41 ilustram-se os locais de ocorrência dessa associação.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 48/388
Figura 37 – Vista do local de ocorrência Neossolo Litólico, relevo forte ondulado/ondulado,
substrato arenitos carbonáticos da Formação Marília (Ponto GA-07. Coordenadas UTM:
641.670 / 7.546.253, 22K, WGS 84).
Fonte: Arquivo IPT
Figura 38 – Vista do local de ocorrência Neossolo Litólico, relevo ondulado, substrato arenitos
carbonáticos da Formação Marília (Ponto GA-09. Coordenadas UTM: 642.279 / 7.546.520,
22K, WGS 84).
Fonte: Arquivo IPT
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 49/388
Figura 39 – Vista do local de ocorrência Neossolo Litólico, relevo ondulado, substrato arenitos
carbonáticos da Formação Marília (Ponto GA-47. Coordenadas UTM: 641.411 / 7.546.152,
22K, WGS 84).
Fonte: Arquivo IPT
Figura 40 – Vista do local de ocorrência Neossolo Litólico, relevo ondulado, substrato arenitos
carbonáticos da Formação Marília (Ponto GA-49. Coordenadas UTM: 642.279 / 7.546.345,
22K, WGS 84).
Fonte: Arquivo IPT
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 50/388
Figura 41 – Vista do local de ocorrência Neossolo Litólico, relevo ondulado, substrato arenitos
carbonáticos da Formação Marília (Ponto GA-52. Coordenadas UTM: 642.429 / 7.545.704,
22K, WGS 84).
Fonte: Arquivo IPT
Outra associação de solos que foi cartografada na bacia está associada a planície
aluvial do Córrego da Cascata. Caracterizam-se por apresentar solos com pouco
desenvolvimento morfopedológico, de idade recente, provenientes de sedimentos
quaternários, sendo constantemente influenciados pela flutuação do nível do lençol freático e
eventuais inundações (EMBRAPA, 2018). De acordo com o mapa de solos (Figura 23), a
associação RY1 é composta por associação complexa de NEOSSOLO FLÚVICO e
GLEISSOLO HÁPLICO ambos Eutróficos/Distróficos Ta ou Tb, A moderado textura
Indiscriminada + CAMBISSOLO Indiscriminado substrato sedimentos fluviais + Depósitos de
assoreamento, todos em relevo plano de várzea. As Figura 42 e Figura 43 ilustram os locais
de ocorrência dessa associação.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 51/388
Figura 42 – Vista do local de ocorrência Neossolo Flúvico/Gleissolo Háplico e depósitos de
assoreamento, relevo plano de várzea. Córrego da Cascata (Ponto GA-48. Coordenadas UTM:
642.310 / 7.546.609, 22K, WGS 84).
Fonte: Arquivo IPT
Figura 43 – Vista do local de ocorrência Neossolo Flúvico/Gleissolo Háplico e depósitos de
assoreamento, relevo plano de várzea. Córrego da Cascata (Ponto GA-48. Coordenadas UTM:
642.310 / 7.546.609, 22K, WGS 84).
Fonte: Arquivo IPT
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 52/388
6.6 Uso e ocupação do solo da bacia
De acordo com Ross (2005), o conhecimento das potencialidades da superfície terrestre
para sustentar os diferentes usos do solo é imprescindível para garantir o controle de
fenômenos geodinâmicos indesejáveis, como os processos erosivos e de assoreamento.
Esses processos podem ser naturais ou induzidos pela ocupação do território. Dessa forma, o
conhecimento das características do meio físico é imprescindível para subsidiar estudos
ambientais e procedimentos técnicos de minimização da degradação ambiental.
O uso e ocupação do solo é outro fator importante na indução dos processos
erosivos. O desmatamento e as diferentes formas de uso e ocupação favorecem para que
o solo passe de uma condição natural e protegida pela cobertura vegetal, para uma nova
condição, de exposição à erosão e à degradação. O manejo das terras e os sistemas de
cultivo, bem como a ocupação urbana, rodovias e ferrovias são fatores determinantes e
decisivos para o surgimento de processos erosivos. Quando se aplicam preparos e
cultivos intensos pode-se provocar um distúrbio maior na estrutura do solo, aparecendo a
desagregação e/ou compactação das partículas, o que facilita sobremaneira a ação
erosiva das águas de chuvas.
Na bacia do córrego da Cascata, praticamente a vegetação original foi retirada para
ceder lugar ao plantio de pastagens, café, mandioca e reflorestamento. Com a retirada da
mata há favorecimento da ação do impacto da gota de chuva sobre o solo, que promove
um incremento no volume e escoamento superficial da água, em detrimento da infiltração,
propiciando o desencadeamento de processos erosivos. Além das consequências da
expansão agrícola e do fato que, na bacia do córrego da Cascata, alguns agricultores não
executam as práticas de conservação do solo, principalmente, em áreas de pastagens,
tem-se como consequência o aparecimento de trilheiros (trilhas formadas pelo pisoteio do
gado), que favorecem a concentração de fluxos hídricos superficiais, e que são potenciais
a desencadear processos erosivos.
Na área de influência da captação de abastecimento da B1, no córrego da Cascata,
ponto de intenso assoreamento que compromete a retirada das águas para
abastecimento e, para evitar tal comprometimento a montante tem uma liberação para
exploração da areia depositada.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 53/388
Outro ponto observado foi que o agricultor, às vezes, não dispõe de terras férteis em
planícies ou em fundos de vales, restando o desmatamento e a ocupação das encostas
íngremes para uso na agricultura, contribuindo assim com o desencadeamento de erosões.
As diferentes técnicas de manejo podem provocar significativas alterações nas
propriedades físicas e químicas dos solos, o que pode torná-los mais suscetíveis à erosão,
dependendo da técnica aplicada (BRADY, 1989). Solos sem cobertura ou com cobertura rala
ou descontínua tornam-se mais vulneráveis aos processos erosivos, a começar pela exposição
de partes consideráveis aos impactos da chuva. A fase mais aguda instala-se no momento
imediatamente posterior à remoção da cobertura natural. Sem a proteção da vegetação, o solo
fica exposto ao impacto direto das chuvas, dos ventos e do sol. A parte superficial do solo sofre
rápida degradação e fica exposto à desagregação e arraste das partículas.
A ação antrópica, na ocupação do solo sem planejamento apresenta consequências
danosas e muitas vezes trágicas ao meio ambiente, principalmente pelo uso de técnicas
inadequadas e por uma total desconsideração de processos interdependentes, que são
responsáveis pelo equilíbrio desse meio físico. Assim sendo, Rodrigues (1982) enumera
algumas destas formas inadequadas de utilização dos terrenos:
Queimadas: os solos, com esta prática, segundo Braun (1961) perdem parcela
significativa de matéria orgânica e têm suas características químicas e estrutura
alteradas, tornando-os mais suscetíveis aos processos erosivos;
Criação de gado e abertura de valos: os animais com seu pisoteio constante
geram trilhas perpendiculares às encostas, facilitando a formação de canais que
concentram o escoamento das águas pluviais. Os valos demarcadores de divisa
também colaboram com a concentração do fluxo d’água;
Exploração mineral: essa atividade ao ser realizada sem técnicas adequadas, por
meio da garimpagem que é executada por intensa retirada de material, provoca o
aparecimento de erosões nas depressões que se formam;
Desmatamento: introdução de lavoura expondo o solo nas épocas de intensas
chuvas, mais favoráveis ao plantio, sem cobertura vegetal, e assim, totalmente sem
proteção, ajuda na deflagração de processos erosivos;
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 54/388
Instalação de núcleos urbanos: pavimentação (diminuição da infiltração e
aumento do escoamento superficial da água), e a falta de obras de drenagens ou
obras inadequadas nos sítios urbanos, aceleram os fenômenos erosivos.
Os diferentes tipos de cobertura vegetal podem oferecer maior ou menor proteção ao
solo e, assim, consequentemente, interferir na intensidade do processo erosivo. O Quadro 9
foi elaborado a partir de dados de Bertoni et al. (1972), Bertoni e Lombardi Neto (1990).
Quadro 9 – Identificação dos problemas de erosão em relação ao tipo de uso do solo.
Tipo de Uso Grau de
Proteção Identificação dos Problemas de erosão
Mata Alta São áreas que podem desenvolver processo de erosão localizada, o
solo tem uma boa cobertura vegetal.
Área Urbanizada Alta
Área totalmente impermeabilizada que contribui com aumento do
volume de águas pluviais que são geralmente lançadas em áreas sem
proteção onde induz a formação de grandes processos erosivos
lineares.
Área de expansão
urbana Baixa
São áreas que desenvolve problemas sérios de erosão pela abertura de
loteamentos, sem infraestrutura urbana e sem obras emergenciais na
execução dos loteamentos para conter o transporte de sedimentos para
as drenagens.
Chácaras e Sede de
Fazenda Média
Áreas que desenvolve erosão localizada por ter áreas
impermeabilizadas das edificações e concentração do escoamento
superficial.
Reflorestamento Média
Excessiva movimentação do solo na ocasião do plantio, forma errada
do plantio em nível no período chuvoso, topografia acentuada, solos
arenosos altamente suscetíveis á processos erosivos.
Pastagem Média
As pastagens extensivas, os problemas de erosão estão vinculados ao
manejo do pasto, cuja baixa cobertura vegetal favorece a erosão e
possibilita a sua degradação precoce, e principalmente quando não são
aplicados praticas conservacionista.
Cultura Perene
(café e laranja) Média
Cultura perene que ocorre processo erosivo acelerado em função de
cultivo mecanizado, alterando a estrutura do solo, reduzindo a taxa de
infiltração e causando déficit hídrico no período seco.
Cultura Perene
(seringueira) Média
Excessiva movimentação do solo na ocasião do plantio, forma errada
do plantio em nível no período chuvoso, topografia acentuada, solos
arenosos altamente suscetíveis ás processos erosivos. Com a
vegetação adulta realiza uma boa proteção do solo.
Cultura Temporária
(mandioca,
amendoim e milho)
Baixa
A cultura da temporária também tem contribuído para a aceleração das
perdas de solo por erosão, em função de algumas características da
planta e de seu cultivo, tais como: crescimento inicial lento, amplo
espaçamento entre plantas na fase inicial, movimentação do solo no
plantio e na colheita (ALBUQUERQUE et al., 2012).
Campo
antrópico/Vegetação
de Várzea
Baixa
Vegetação localizada ao longo de rios, em área de planície aluvial,
sujeita a inundações na época de chuvas. Áreas potenciais para o
transporte e deposição de sedimentos, podendo ocorrer processos
erosivos.
Fonte: Elaborado pelos autores, adaptado de Bertoni et al. (1972), Bertoni e Lombardi Neto (1990).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 55/388
De acordo com dados experimentais obtidos no Instituto Agronômico de Campinas
(entre as décadas de 1960 e 1970), “enquanto um terreno recoberto de mata perde
apenas cerca de quatro quilos de terra por hectare, e por ano, um terreno semelhante,
recoberto de pastagem, perde cerca de 700 kg e outro, recoberto de algodão, perde cerca
de 32.000 kg na mesma área e no mesmo período. Vale dizer, de acordo com tais
velocidades de desgaste, que um mesmo terreno, quando cultivado com algodão,
perderia em apenas 60 anos os 15 cm que constituem em média a camada viva de seu
solo superficial; quando revestido de pastagem levaria 2.500 anos para sofrer o mesmo
desgaste e, finalmente, quando recoberto de mata virgem somente em cerca de 400.000
anos perderia a referida espessura da camada (VICTOR et al., 2005).
6.6.1 Mapa de Uso e Ocupação do Solo
Para a bacia hidrográfica do córrego da Cascata, foram estabelecidas as
categorias e classes de uso e ocupação do solo conforme proposto por Almeida e Freitas
(1996) que consideram que as intervenções antrópicas, quando não levam em conta os
aspectos do meio físico, desencadeiam ou aceleram a ocorrência de processos do meio
físico. Nesse caso, as formas de uso foram definidas quanto à possibilidade de
desencadearem ou acelerarem a ocorrência de processos erosivos.
O procedimento foi executado utilizando a base de mapas em ambiente SIG, do
software ArcGis, as informações do Google Earth Pro, os resultados dos levantamentos
de campo de uso e ocupação do solo. Deste modo, foi elaborada uma legenda com doze
(12) categorias de uso e ocupação, as quais convergiram para quatro grupos maiores em
função do porte da vegetação. A Figura 44 apresenta o mapa de reconhecimento de uso
e ocupação do solo, subdivididas em compartimentos hidrográficos e o Quadro 10
apresenta os grupos abrangentes de cada categoria de uso e ocupação do solo e suas
respectivas áreas da bacia de drenagem da captação de água do córrego da Cascata,
município de Garça, SP.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 56/388
Figura 44 – Mapa de uso e ocupação do solo da bacia hidrográfica da captação de água do
Córrego da Cascata.
Fonte: Elaborado pelos autores.
Capitação de água
(SAAE)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 57/388
Quadro 10 - Grupos e categorias de uso e ocupação do solo da bacia de drenagem da
captação de água do córrego da Cascata e suas respectivas áreas.
Grupos Categorias de Uso e Ocupação Área
Km2 %
Vegetação de porte alto
a médio
Vegetação Nativa de porte arbóreo 5,1357 16,50
Reflorestamento 2,4552 7,89
Vegetação de porte
médio a baixo
Cultura Perene 4,64 14,92
Cultura Temporária 2,52 8,11
Vegetação de porte
baixo a rasteiro
Pastagem com conservação 3,26 10,46
Pastagem sem conservação 6,98 22,42
Outros usos naturais e
antrópicos
Área urbana consolidada 1,9992 6,42
Área urbana em consolidação 1,4062 4,52
Chácaras 0,7993 2,57
Solo exposto/Pousio 1,3524 4,35
Campo Antrópico/várzea 0,5217 1,68
Espelho d’água 0,0522 0,17
Total 31,124 100,00
Fonte: Elaborado pelos autores.
O Quadro 11 e a Figura 45 apresentam as porcentagens (%) e área (km2
) de
ocorrência para cada categoria de uso e ocupação do solo por compartimento
hidrográfico, na bacia hidrográfica da captação de águas do Córrego da Cascata.
Quadro 11 – Área de ocorrência para cada categoria de uso e ocupação do solo por compartimento
hidrográfico, na bacia hidrográfica da captação de águas do Córrego da Cascata.
Classes de Uso e Ocupação
Compart. I Compart. II Compart. III Compart. IV
Área
(km2
)
Área
(%)
Área
(km2
)
Área
(%)
Área
(km2
)
Área
(%)
Área
(km2
)
Área
(%)
Vegetação Nativa de porte
arbóreo 1,20 12,83 1,67 15,96 1,01 17,34 1,25 23,00
Reflorestamento 0,11 1,22 0,73 6,95 1,02 17,51 0,59 10,86
Cultura Perene 1,43 15,26 2,06 19,67 0,76 13,08 0,39 7,13
Cultura Temporária 0,94 10,07 1,58 15,06 0,00 0,00 0,00 0,00
Pastagem com conservação 0,85 9,10 0,40 3,85 1,47 25,12 0,53 9,80
Pastagem sem conservação 0,70 7,45 3,32 31,61 0,54 9,26 2,42 44,72
Área urbana consolidada 1,83 19,53 0,13 1,26 0,04 0,62 0,00 0,00
Área urbana em consolidação 0,88 9,38 0,00 0,00 0,53 9,02 0,00 0,00
Chácaras 0,40 4,29 0,33 3,18 0,06 1,08 0,00 0,00
Solo exposto/Pousio 0,75 8,00 0,16 1,56 0,24 4,09 0,20 3,71
Campo Antrópico/várzea 0,26 2,74 0,06 0,58 0,16 2,76 0,04 0,78
Espelho d’água 0,01 0,13 0,03 0,31 0,01 0,12 0,00 0,00
Total 9,37 100,00 10,49 100,00 5,84 100,00 5,41 100,00
Fonte: Elaborado pelos autores.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 58/388
Figura 45 - Distribuição das porcentagens de área para cada categoria de uso e ocupação do
solo, por compartimento hidrográfico.
Fonte: Elaborado pelos autores.
Analisando a Figura 45, observa-se que o compartimento hidrográfico III apresenta
maior porcentagem de pastagem sem práticas conservacionistas e consequentemente é o
compartimento que mais se observou o desenvolvimento de processos erosivos.
A caracterização do uso e ocupação do solo da bacia contribui para a elaboração do
mapa de potencialidade das terras à produção de sedimentos e o entendimento da
distribuição espacial das principais atividades e usos; e compreensão das inter-relações entre
as formas de ocupação e a intensidade dos processos de degradação do meio físico, em
especial dos recursos hídricos, tais como, desmatamentos, erosões e assoreamento.
Entre a época da tomada das imagens e o levantamento de campo podem ter
ocorrido mudanças nas categorias de Uso e Ocupação, principalmente em relação às
áreas de solo exposto ou preparadas para plantio, como ilustram as Figura 46 e Figura
47, onde antes era solo exposto/pousio, atualmente é cultura perene (café).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 59/388
Figura 46 – Área em pousio (Coordenadas UTM 22S(WGS 84): 641.374/7.543.936, foto tirada
em 26/10/2021).
Fonte: Arquivo IPT.
Figura 47 – Mesmo local. Cultura perene - plantio de café (Coordenadas UTM 22S (WGS 84):
641.374/7.543.936, foto de 23/02/2022).
Fonte: Arquivo IPT.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 60/388
Da Figura 48 a Figura 73 ilustram-se os locais de ocorrência das classes de uso e
ocupação definidas para a bacia em estudo.
Figura 48 – Formação florestal presente na escarpa, situada nas vertentes e área de pastagem
(em primeiro plano), com potencial de desenvolver processos erosivos. (Coordenadas UTM
22S(WGS 84): 641.374/7.543.936).
Fonte: Arquivo IPT.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 61/388
Figura 49 – Área de mata nas escarpas e mata ciliar ao longo da drenagem (Coordenadas
UTM 22S(WGS 84): 644.635/7.542.549).
Fonte: Arquivo IPT.
Figura 50 – Área de pastagem em relevo de declividade acentuada com retirada da mata e
introdução de pastagem induziu processo de erosão laminar e linear. (Coordenadas UTM
22S(WGS 84): 641.374/7.543.936).
Fonte: Arquivo IPT.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 62/388
Figura 51 – Área de reflorestamento com eucalipto em propriedades agrícolas
(Ponto GA-31. Coordenadas UTM 22S(WGS 84): 640.509/7.542.431).
Fonte: Arquivo IPT.
Figura 52 – Área de reflorestamento com eucalipto (Ponto GA-24. Coordenadas
UTM 22S(WGS 84): 645.119/7.540.705).
Fonte: Arquivo IPT.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 63/388
Figura 53 – Área de reflorestamento com guanandi na Fazenda Esmeralda (Ponto GA-56,
Coordenadas UTM 22S(WGS 84): 641.144/7.545.210).
Fonte: Arquivo IPT.
Figura 54 – Área de reflorestamento com mogno africano (Ponto GA-42, Coordenadas UTM
22S(WGS 84): 643.957/7.543.958).
Fonte: Arquivo IPT.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 64/388
Figura 55 – Plantio de café localizado na Estância Santa Isabel (Ponto GA-18. Coordenadas
UTM 22S(WGS 84): 641.545/7.540.440).
Fonte: Arquivo IPT.
Figura 56 – Plantio de café recente (Ponto GA-20. Coordenadas UTM 22S(WGS 84): 642.775/7.540.347).
Fonte: Arquivo IPT.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 65/388
Figura 57 – Plantio de laranja (Ponto GA-24. Coordenadas UTM 22S(WGS 84):
645.119/7.540.705).
Fonte: Arquivo IPT.
Figura 58 – Área com plantio de seringueira (Coordenadas UTM 22S(WGS 84):
644.398/7.542.750).
Fonte: Arquivo IPT.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 66/388
Figura 59 – Área com plantio de cultura temporária (mandioca). (Ponto GA-23. Coordenadas
UTM 22S(WGS 84): 643.968/7 540.463).
Fonte: Arquivo IPT.
Figura 60 – Área com plantio de cultura temporária (milho) (Ponto GA-92. Coordenadas UTM
22S(WGS 84): 644.154/7 542.938).
Fonte: Arquivo IPT.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 67/388
Figura 61 – Área com plantio de cultura temporária (amendoim). (Ponto GA-94. Coordenadas
UTM 22S(WGS 84): 642.105/7 542.167).
Fonte: Arquivo IPT.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 68/388
Figura 62 – Área de pastagem com conservação do solo (curvas de nível). (Ponto
GA-26. Coordenadas UTM 22S(WGS 84): 644.845/7.542.370).
Fonte: Arquivo IPT.
Figura 63 – Área de pastagem com conservação do solo (curvas de nível). (Ponto GA-72.
Coordenadas UTM 22S(WGS 84): 642.945/7.543.845).
Fonte: Arquivo IPT.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 69/388
Figura 64 – Área de pastagem sem conservação do solo (Ponto GA-05. Coordenadas UTM
22S(WGS 84): 641.268/7.546.016).
Fonte: Arquivo IPT.
Figura 65 – Área de pastagem sem conservação do solo com formação de erosões
na encosta, pelo pisoteio do gado. (Ponto GA-05. Coordenadas UTM 22S(WGS 84):
641.268/7.546.016).
Fonte: Arquivo IPT.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 70/388
Figura 66 – Área urbana consolidada. (Ponto GA-13. Coordenadas UTM 22S(WGS 84):
640.516/7.542.103).
Fonte: Arquivo IPT.
Figura 67 - Área urbana em consolidação (Periurbana) (Ponto GA-15. Coordenadas
UTM 22S(WGS 84): 642.665/7.541.727).
Fonte: Arquivo IPT
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 71/388
Figura 68 - Sedes de propriedades rurais e chácaras no entorno da área urbana. (Ponto
GA-21. Coordenadas UTM 22S(WGS 84): 642.274/7.541.105).
Fonte: Arquivo IPT
Figura 69 – Área de várzeas, com predomínio de vegetação herbácea, podendo conter
arbustos ou árvores esparsas (Ponto GA-49, Coordenadas UTM 22S(WGS 84):
642.279/7.546.345).
Fonte: Arquivo IPT.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 72/388
Figura 70 – Área com solo exposto, intenso processo de erosão laminar e linear e
consequentemente o transporte de sedimentos para drenagens. (Ponto GA-34. Coordenadas
UTM 22S(WGS 84): 640 633/7.543.633).
Fonte: Arquivo IPT.
Figura 71 - Área com solo exposto, intenso processo de erosão laminar e linear e
consequentemente o transporte de sedimentos para drenagens. (Ponto GA-36 Coordenadas
UTM 22S(WGS 84): 639.905/7.543.334).
Fonte: Arquivo IPT.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 73/388
Figura 72 – Barramento na cabeceira do córrego da cascata. Fazenda Esmeralda (Ponto
GA-55. Coordenadas UTM 22S(WGS 84): 640.975/7.544.913)
Fonte: Arquivo IPT.
Figura 73 – Barramento na cabeceira do córrego da cascata. Fazenda do Gilzepe (Ponto GA-32.
Coordenadas UTM 22S(WGS 84): 641.251/7.543.256)
Fonte: Arquivo IPT
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 74/388
6.6.2 Análise do uso e ocupação do solo na Bacia de drenagem da captação de
água do córrego da Cascata
A partir da análise do mapa de uso e ocupação do solo elaborado para a Bacia de
drenagem da captação de água do córrego da Cascata, observa-se que a categoria de
uso significativamente predominante é de áreas de pastagem com conservação (curvas
de nível), representando cerca de 22 % da área da bacia. As porções de pastagens com
conservação do solo estão disseminadas por toda a Bacia; bem como as áreas de cultivo
perene, temporário e reflorestamento, que representam cerca de 15 %, 8 % e 8%
respectivamente.
Espacialmente as áreas ocupadas por pastagem sem conservação estão
concentradas na porção oeste (margem esquerda do córrego da Cascata) e parte da
cabeceira da Bacia, ocupando cerca de 11 % da área.
Destacamos a cobertura vegetal natural (Mata e Mata Ciliar) distribuída em toda a
bacia hidrográfica ao longo das drenagens e nas escarpas, ocupando cerca de 17 % da
área da bacia. Ocorre também, em todas as drenagens, vegetação várzea/campo
antrópico, que representa cerca de 4 % da área da bacia.
A categoria de uso urbano é representativa na cabeceira da bacia do córrego da
Cascata, constituindo 6% da sua área, e corresponde essencialmente à área urbanizada,
já consolidada. A classe de área urbana em consolidação ocupa cerca de 5 % da área da
bacia. Ocorre também distribuída na bacia área com chácaras e sede de propriedades
rurais ocupando cerca de 3 % da área da bacia.
A partir da análise do uso do solo preliminar na Bacia de drenagem da captação de
água do Córrego da Cascata, nota-se a necessidade de ações voltadas à prevenção ou
redução de processos de degradação ambiental. Essas ações passam pela recuperação
de áreas já degradadas e adoção de práticas conservacionistas, principalmente aquelas
voltadas às pastagens, que recobrem a maior parte da Bacia; e de recomposição da
cobertura vegetal natural na área, tais como as matas ciliares e proteção das escarpas. E
nas áreas urbanas é importante considerar as recomendações e restrições da legislação
pertinente e dos instrumentos de planejamento.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 75/388
É importante destacar que a erosão em áreas rurais que ocorrem na Bacia e o
transporte de sedimentos e deposição nas drenagens, estão associados principalmente à
atividade agropecuária, por não considerar critérios técnicos inerentes ao meio físico;
ausência de práticas conservacionistas no plantio de determinadas culturas e em área de
pastagem. Outro aspecto importante é que esses processos podem ser desencadeados
pelas estradas vicinais, que não apresentam práticas eficazes de disciplinamento do
escoamento das águas pluviais, e sofrem desvios constantes quando atingidas por
processos erosivos ou quando não recebem a manutenção necessária no sistema de
drenagem executado. Foram observadas pequenas áreas com solo exposto associado
aos usos que geram exposição e movimentação de terra em áreas rurais e urbanas, tais
como desmatamentos, parcelamentos do solo para a implantação de conjuntos
habitacionais e loteamentos, estradas vicinais de terra, e ainda áreas sem uso específico.
Nessas áreas, podem ocorrer processos erosivos, transporte de sedimentos e,
consequentemente, o assoreamento das drenagens.
6.6.2.1 Cobertura Vegetal natural
As formações de vegetação existentes no município de Garça estão inseridas no
domínio do bioma da Mata Atlântica, mais especificamente na região fitoecológica da
Floresta Estacional Semidecidual (IBGE, 2012). De maneira geral, no município são
encontrados remanescentes florestais de vegetação natural dispersos na paisagem, ora
preservados ora pressionados pela ocupação antrópica.
De acordo com interpretação de fotos digitais obtidas de voos com drone
(efetuados no período de 2017 a 2019), o município possui 11.994 ha de vegetação nativa
remanescente (INSTITUTO FLORESTAL, 2020), correspondendo a 21,6% de sua
superfície, distribuídos em 646 fragmentos, sendo que a grande maioria (74%) são
fragmentos menores que 10 ha (Figura 74), associados às margens dos cursos d’água, o
que demonstra o elevado grau de fragmentação da paisagem local.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 76/388
Figura 74 – Fragmentos de vegetação natural no município de Garça – SP, por classe de
superfície em hectares.
Fonte: Elaborado pelos autores.
Vale ressaltar a importância da presença de fragmentos remanescentes
conectados por faixas de vegetação, formando corredores de ligação, o que permite que
esses fragmentos possam ser definidos como locais de fluxo gênico de espécies animais
e vegetais, proporcionando a manutenção da biodiversidade local. Além disso, pequenos
fragmentos estão sujeitos a sofrerem maior influência do efeito de borda, gerando
alterações na estrutura e na dinâmica do fragmento.
As Figura 75 e Figura 76 mostram a distribuição e localização das diferentes classes de
vegetação natural encontradas no município de Garça e na bacia do estudo, detalhadas a seguir.
478; 74%
56; 9%
53; 8% 27; 4%
21; 3%
11; 2%
Nº de fragmentos por classe de superfície
< 10 10 - 20 20 - 50 50 - 100 100 - 200 > 200
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 77/388
Figura 75 – Vegetação natural existente no município de Garça.
Fonte: Elaborado pelos autores com dados de INSTITUTO FLORESTAL (2020).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 78/388
Figura 76 – Vegetação natural existente na bacia hidrográfica do córrego da Cascata, no município de
Garça.
Fonte: Elaborado pelos autores com dados de INSTITUTO FLORESTAL (2020).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 79/388
6.6.2.2 Floresta Estacional Semidecidual
No estado de São Paulo, a Mata Atlântica que ocupa as escarpas de maciços
cristalinos e se estende até o planalto, dá lugar, a partir deste, a uma formação florestal
mais seca, denominada Floresta Estacional Semidecidual.
O conceito ecológico da vegetação da Floresta Estacional Semidecidual está
condicionado pela dupla estacionalidade climática, que nessa região é caracterizada por
apresentar época de intensas chuvas de verão, seguida por estiagens acentuadas. Esta
estacionalidade age como fator limitante na diminuição da presença de lianas, epífitas e
fetos arborescentes, característicos da Floresta Atlântica (Floresta Ombrófila Densa), e
determina a semideciduidade da folhagem da cobertura florestal, visto que a porcentagem
das árvores caducifólias, que perdem as folhas durante o período seco, no conjunto
florestal e não das espécies individualmente, situa-se entre 20 e 50% (IBGE, 2012).
Entende-se por vegetação secundária ou em regeneração, aquela resultante dos
processos naturais de sucessão, após supressão total ou parcial da vegetação primária
por ações antrópicas ou causas naturais.
A vegetação, embora secundária, pode contribuir para a conservação de espécies
da fauna e flora e dos recursos naturais, principalmente se os fragmentos forem
interligados, pois estas manchas de vegetação podem formar corredores genéticos, o que
permite a sucessão ecológica e o desenvolvimento normal das espécies.
Esta fisionomia encontra-se distribuída por todo município, apresentando
fragmentos relativamente reduzidos, com alta descaracterização da composição e
estrutura florística original da mata nativa, pois nas bordas desses fragmentos, o grau de
alteração é maior devido às atividades antrópicas exercidas no entorno (Figura 77 e
Figura 78).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 80/388
Figura 77 – Vista aérea de fragmento de floresta
estacional semidecidual com dossel heterogêneo e
aberto.
Figura 78 – Vista aérea de fragmento de floresta
estacional semidecidual com dossel heterogêneo e
fechado.
Fonte: Arquivo IPT (07/10/2021). Fonte: Arquivo IPT (07/10/2021).
6.6.2.3 Formação pioneira com influência fluvial (várzea)
Várzeas são áreas periodicamente inundadas pelo transbordamento lateral dos rios
e lagos (calha principal do rio e remansos de reservatórios), o que promove grande
interação entre os ecossistemas aquáticos e terrestres, conferindo a essa formação
vegetal uma riqueza de biodiversidade, de diversidade de uso de recursos naturais e de
produtividade. Os solos das várzeas são férteis em virtude da renovação periódica dos
nutrientes, decorrente dos pulsos de inundações, por meio dos quais as partículas
orgânicas e os minerais transportados pelos rios são depositados nos solos dessas áreas.
Esse tipo de vegetação apresenta um caráter hidrófilo (adaptada a viver em
ambiente de elevado grau de umidade), constituindo comunidades aluviais (vegetação
com influência flúvio-pluvial). As condições hidrológicas e as relações entre os rios e suas
áreas alagadas determinam as bases ecológicas para o funcionamento dos sistemas
alagados, enquanto as ocorrências de pulsos, provenientes dos ciclos hidrológicos
(precipitação e nível da água) são consideradas básicas para a manutenção de seus
mecanismos de funcionamento.
Com relação à vegetação que ocupa essas áreas, o termo “macrófitas aquáticas” é
utilizado na denominação genérica de plantas cujas características evolutivas incluem o
retorno ao ambiente aquático, abrangendo desde macroalgas até angiospermas, que
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 81/388
habitam desde brejos até ambientes verdadeiramente aquáticos. Nas porções periféricas
aos alagados e bem drenadas, dominam comunidades graminóides, e tal tipologia pode
ser classificada como campos úmidos de várzeas, constituídos por diversas populações
vegetais, compostas por formações praticamente homogêneas de espécies herbáceas.
Nas áreas mais enxutas surgem algumas árvores pioneiras, conferindo uma fisionomia
mais florestal às áreas de várzeas. Trata-se de uma vegetação de primeira ocupação de
caráter edáfico (relativo ao solo).
Tanto as macrófitas quanto a vegetação terrestre influenciam significativamente os
ambientes aquáticos, fornecendo alimentos (frutos, folhas e sementes) e abrigo,
principalmente para os peixes e mamíferos aquáticos, sendo que estes, em troca,
realizam a dispersão de sementes, contribuindo para a regeneração da vegetação da
várzea.
Esta fisionomia encontra-se distribuída por todo município e correspondem às
comunidades vegetais que se desenvolvem pincipalmente sobre planícies aluviais ou
margens de lagoas, características de campos de inundação, brejos e várzeas, com alta
descaracterização da composição e estrutura florística, dado o alto grau de alteração
devido às atividades antrópicas exercidas no entorno (Figura 79 e Figura 80).
Figura 79 – Vista aérea de área de várzea em
contato com cultivo de café.
Figura 80 – Vista aérea de área de várzea com alto
grau de antropização.
Fonte: Arquivo IPT (07/10/2021). Fonte: Arquivo IPT (07/10/2021).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 82/388
6.7 Climatologia e Pluviometria
Nos estudos de erosão, os impactos climáticos mais importantes referem-se ao
modo e intensidade de precipitação das chuvas. Entretanto, os dados pluviométricos
disponíveis mostraram-se insuficientes para subdividir a bacia em estudo quanto a este
fator, de modo que, sob este aspecto, esta foi considerada homogênea, podendo-se
considerar que o capítulo clima serve para situar a área de estudo em termos regionais.
Este tópico foi desenvolvido procurando-se apresentar a caracterização climática
do município de Garça, com ênfase para a dinâmica das chuvas.
Assim como o clima exerce influência sobre as atividades humanas, sabe-se que
ações antrópicas inadequadas provocam alterações nas condições climáticas, interferindo
no ciclo hidrológico e na disponibilidade de água superficial, por meio do desmatamento
em grandes extensões, das queimadas, da urbanização e industrialização, do
desencadeamento de processos erosivos e assoreamento dos corpos d’água.
A distribuição das chuvas no estado de São Paulo está, portanto, associada ao
domínio das massas tropicais (continentais e marítimas) e polares, com correntes de sul e
leste; à disposição do relevo e à proximidade ou não do mar. Devido a essas
características, conforme MONTEIRO (1973) e SANT’ANNA NETO (1995), cerca de 70 %
das chuvas no estado de São Paulo são originadas dos sistemas extratropicais, através
da frente Polar Atlântica.
No estado de São Paulo, pode ser sintetizado nos seguintes aspectos: de um modo
global, os totais pluviométricos anuais caracterizam um verão chuvoso (outubro a março)
e inverno mais seco (abril a setembro), na maior parte do estado e também no município
de Garça.
De acordo com SETZER (1966), na classificação climática proposta por Köppen,
tendo como base a temperatura e precipitação, o clima regional no qual o município de
Garça está inserido é do tipo Cwa, subtropical com inverno seco e temperaturas
superiores a 220C no mês mais quente.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 83/388
6.7.1 Pluviometria – Distribuição Espacial
Para a análise pluviométrica na região do estado de São Paulo onde está inserido
o município de Garça, foram construídos diversos mapas de isoietas, que consistem no
traçado de isolinhas de igual precipitação, definidas para um determinado período, a partir
dos dados de chuva, possuindo várias utilizações, como, por exemplo, em projetos de
regionalização de vazões, outorga de uso de água e balanço hídrico.
As isoietas foram definidas utilizando-se os dados de chuva das estações
pluviométricas operadas pelo DAEE e as linhas de igual precipitação foram traçadas com
a utilização das ferramentas do módulo Spatial Analyst do software ArcMap, da ESRI.
Procurou-se, neste estudo, utilizar o maior número possível de estações, de forma
a conseguir uma boa cobertura espacial dos dados e também garantir uma maior
confiabilidade dos resultados das análises subsequentes. Os postos que foram utilizados
são apresentados no Quadro 12.
Quadro 12 - Postos pluviométricos operados pelo DAEE utilizados na construção das isoietas.
Município Prefixo Nome Altitude Lat / Long Extensão da
S. Histórica
Vera Cruz D6-017 Vera Cruz
(CPEF) 630 m 22º13’S / 49º49’O 1940-1970
Garça D6-018 Garça 680 m 22º12’S / 49º39’O 1939-2020
Gália D6-019 Gália 560 m 22º18’23”S / 49º31’50”O 1941-2020
Duartina D6-020 Duartina 520 m 22º25’S / 49º25’O 1939-1998
Presidente Alves D6-059 Presidente Alves 580 m 22º06’S / 49º26’O 1945-1999
Gália D6-084 Fazenda
Recreio 600 m 22º25’S / 49º40’O 1952-1998
Pirajuí D6-086 S. Francisco da
Corredeira 550 m 22º03’S / 49º37’O 1944-2020
Garça D6-092 Mundo Novo 660 m 22º19’S / 49º46’O 1971-2017
Álvaro de
Carvalho D6-093 Álvaro de
Carvalho 580 m 22º05’S / 49º43’O 1972-2017
Ocauçu D6-094 Ocauçu 540 m 22º26’S / 49º55’O 1972-2018
Marília D6-098 Dirceu 440 m 22º08’S / 49º55’O 1973-2020
Garça D6-099 Faz. São José 640 m 22º11’S / 49º35’O 1973-2000
Fonte: Adaptado de DAEE 2021.
A Figura 81 apresenta as isoietas de precipitação média anual, onde é possível
observar que a distribuição das chuvas no município não é homogênea, sendo menor a
pluviosidade da porção noroeste e maior na porção sul. Na porção urbana do município
os índices pluviométricos são intermediários.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 84/388
Figura 81 - Isolinhas de precipitação média anual para o município de Garça.
Fonte: Elaborado pelos autores.
Nas Figura 82 a Figura 84, a seguir, são apresentadas as isoietas para chuva de
24 h, que podem ser utilizadas em projetos de micro (período de retorno de 25 anos) e
macrodrenagem (períodos de retorno de 50 e 100 anos).
As isolinhas de precipitação máxima diária permitem observar que as alturas
pluviométricas aumentam de nordeste para sudoeste. A área urbana apresenta-se como
uma situação intermediária também para a precipitação máxima diária provável.
"
"
" "
"
"
"
"
D6-093
D6-098
D6-099
D6-092 D6-019
D6-017
D6-018
49°52'W 49°44'W 49°36'W 49°28'W
22°8'S
22°16'S
22°24'S
Datum: SIRGAS 2000
0 5 10
km
±
Legenda:
" Postos Pluviométricos
Área Urbanizada (CATI, 2016)
Municípios Vizinhos
Garça
Precipitação Média Anual (mm)
< 1200
1200 - 1250
1250 - 1300
1300 - 1350
1350 - 1400
1400 -1450
1450 -1500
1500 - 1550
> 1550
Localização:
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 85/388
Figura 82 - Isolinhas de precipitação máxima diária para um período de retorno de 25 anos.
Fonte: Elaborado pelos autores.
"
"
" "
"
"
"
"
D6-093
D6-098
D6-099
D6-092 D6-019
D6-017
D6-018
49°52'W 49°44'W 49°36'W 49°28'W
22°8'S
22°16'S
22°24'S
Datum: SIRGAS 2000
0 5 10
km
±
Legenda:
" Postos Pluviométricos
Área Urbanizada (CATI, 2016)
Municípios Vizinhos
Garça
Prec. Máx. Diária (mm) (Tr = 25 anos)
125 - 150
150 - 175
175 - 200
200 - 225
225 - 250
Localização:
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 86/388
Figura 83 - Isolinhas de precipitação máxima diária para um período de retorno de 50 anos.
Fonte: Elaborado pelos autores.
"
"
" "
"
"
"
"
D6-093
D6-098
D6-099
D6-092 D6-019
D6-017
D6-018
49°52'W 49°44'W 49°36'W 49°28'W
22°8'S
22°16'S
22°24'S
Datum: SIRGAS 2000
0 5 10
km
±
Legenda:
" Postos Pluviométricos
Área Urbanizada (CATI, 2016)
Municípios Vizinhos
Garça
Prec. Máx. Diária (mm) (Tr = 50 anos)
135 - 150
150 - 180
180 - 21
210 - 240
240 - 270
Localização:
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 87/388
Figura 84 - Isolinhas de precipitação máxima diária para um período de retorno de 100 anos.
Fonte: Elaborado pelos autores.
6.7.2 Pluviometria – Distribuição Temporal
No município de Garça existem dois postos pluviométricos que são (ou foram)
operados pelo DAEE com série história igual ou superior a 20 anos, que são os
apresentados no Quadro 13.
"
"
" "
"
"
"
"
D6-093
D6-098
D6-099
D6-092 D6-019
D6-017
D6-018
49°52'W 49°44'W 49°36'W 49°28'W
22°8'S
22°16'S
22°24'S
Datum: SIRGAS 2000
0 5 10
km
±
Legenda:
" Postos Pluviométricos
Área Urbanizada (CATI, 2016)
Municípios Vizinhos
Garça
Prec. Máx. Diária (mm) (Tr = 100 anos)
150 - 160
160 - 200
200 - 240
240 - 280
280 - 320
Localização:
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 88/388
Quadro 13 - Postos pluviométricos operados pelo DAEE no município de Garça.
Município Prefixo Nome Altitude Lat / Long Extensão da Série
Histórica
Garça D6-092 Mundo Novo 660 m 22º19’S / 49º46’O 1971-2017
Garça D6-099 Faz. São José 640 m 22º11’S / 49º35’O 1973-2000
Fonte: Elaborado pelos autores.
Destes postos, o mais representativo e o que foi utilizado para realização da
análise da pluviometria local é o posto D6-092, pelo fato de que este posto contém dados
mais recentes de pluviometria.
Para a realização da distribuição temporal das precipitações, idealmente se deve
utilizar dados de postos pluviográficos e na ausência destes, o que é o caso, utilizar
equações de chuva locais ou de municípios vizinhos.
As equações de chuva podem ser obtidas por meio da utilização do software Plúvio
2.1 (2006), desenvolvido pelo Grupo de Pesquisa em Recursos Hídricos (GPRH) da
Universidade Federal de Viçosa-MG (UFV). Este software consiste em um modelo que
permite a interpolação e espacialização dos dados de chuvas intensas encontradas na
literatura, tornando possível a geração de equações de chuvas intensas para qualquer
coordenada (latitude e longitude) de diversos estados do Brasil.
A equação que relaciona a intensidade, duração e frequência da precipitação que o
software mencionado considera é similar à fórmula geral proposta por Villela e Mattos
(1975):
𝑖 =
k × 𝑇𝑟
a
(𝑡 + b)
c
Onde:
i: intensidade média da precipitação intensa (mm/h);
t: duração da chuva (min);
Tr: período de retorno (anos);
K,a,b,c: parâmetros empíricos que dependem da localidade do estudo, obtidos pelo
software.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 89/388
Segundo o software, os parâmetros para o município de Garça são:
K = 577,565
a = 0,148
b = 5,027
c = 0,611
A equação para chuvas intensas na região fica, portanto:
𝑖 =
577,565 × 𝑇𝑟
0,148
(𝑡 + 5,027)
0,611
Além disso, existe um estudo para chuvas intensas do estado de São Paulo,
publicado pelo DAEE (2018), que apresenta coeficientes de equações de chuva para
diversas cidades de São Paulo.
Para dimensionamentos hidráulicos, recomenda-se utilizar as equações de chuva
mais próximas do local a ser estudado, ou, na falta desta informação, utilizar a maior
intensidade pluviométrica.
Para o município de Garça, pode ser utilizada a equação de chuva abaixo:
Equação de chuva de Garça:
𝑖 = 44,54(t + 30)
−0,8987 + 2,92(𝑡 +10)
−0,6051 [−0,4866 − 0,9132 ln ln (
𝑇𝑟
𝑇𝑟 −1
)]
i em mm/min, para 10 ≤ t < 1440 min
6.7.3 Pluviometria – Estudo estatístico
Dados hidrológicos são variáveis aleatórias, pois apresentam variações sazonais
que podem vir a ser irregulares e isto possibilita a ocorrência de extremos.
Assim, sempre se associam as variáveis hidrológicas a uma probabilidade de
ocorrência, o que permite se valer da teoria estatística para avaliar fenômenos
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 90/388
hidrológicos com determinada magnitude para determinado período de retorno, ou
recorrência.
O período de recorrência pode ser definido como sendo o intervalo médio de anos
para um dado evento hidrológico ser igualado ou superado.
Assim, foi realizada uma previsão de valores, associada ao risco da ocorrência do
fenômeno hidrológico, utilizando-se a distribuição de probabilidade de Gumbel, cujos
parâmetros α e β são determinados pelas equações abaixo:
𝛼 = 𝜇 − 0,45𝜎
𝛽 = 6
0,5 ×
𝜎
𝜋
Onde:
µ: valor médio da série de máxima precipitação diária anual (mm);
σ: desvio padrão da série de máxima precipitação diária anual (mm).
De acordo com Subramanya (2008), a distribuição de Gumbel, introduzida em
1941, pode ser adotada utilizando a formulação simplificada abaixo:
𝑋𝑇 = 𝑋𝑚 + 𝐾 . 𝜎
Onde:
XT: valor extremo para um determinado período de retorno;
Xm: valor médio da amostra;
σ: desvio padrão da amostra;
K: fator de frequência, determinado por:
𝐾 =
𝑌𝑇 − 𝑌𝑛
𝑆𝑛
Onde:
K: fator de frequência;
Yn: média reduzida (valor calculado em função do tamanho da amostra n);
Sn: desvio padrão reduzido (valor calculado em função do tamanho da amostra n).
YT: variável reduzida, definida por: YT = − ln [ln (
Tr
Tr−1
)]
Tr
: período de retorno (em anos);
Nota: quando n → ∞, considera-se Yn = 0,577 e Sn = 1,2825.
Para o município de Garça, o primeiro passo para a análise foi determinar as
precipitações máximas diárias para cada ano hidrológico, classificando-as em ordem
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 91/388
decrescente; calcular a probabilidade de ocorrência de cada fenômeno; e ajustar as
probabilidades às distribuições de probabilidade escolhidas.
Para análise histórico-estatística da pluviometria regional, foram utilizados
prioritariamente os dados do posto D6-092, pois o posto continua em operação
atualmente. Os dados da análise estatística deste posto foram comparados
posteriormente aos resultados obtidos da aplicação das demais equações de chuva.
A Figura 85 indica os valores máximos de precipitação diária para cada ano
hidrológico (período compreendido entre o início da estação chuvosa de um ano e o
seguinte para a região). O ano hidrológico inicia-se em outubro e encerra-se em setembro
do ano seguinte. A linha vermelha indica a tendência histórica para a média das
precipitações máximas diárias.
Figura 85 - Gráfico das precipitações máximas diárias anuais por ano hidrológico.
Fonte: Elaborado pelos autores.
A Figura 86 apresenta o ajuste estatístico dos pontos da série histórica com os
valores previstos pela distribuição de probabilidade de Gumbel.
0
50
100
150
200
250
300
1970 1974 1978 1982 1986 1990 1994 1998 2002 2006 2010 2014 2018 Precipitação máxima diária (mm)
Ano Hidrológico
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 92/388
Figura 86 - Ajuste da série histórica do posto D6-092 à distribuição probabilística de Gumbel.
Fonte: Elaborado pelos autores.
No Quadro 14, são apresentados os valores de precipitação para 10, 20, 25, 30,
50 e 100 anos de período de retorno, ajustados pela distribuição de Gumbel.
Quadro 14 - Precipitações máximas diárias ajustadas em cada distribuição probabilística.
Distribuição Tr – Período de Retorno (em anos)
10 20 25 30 50 100
Gumbel 171,6 mm 195,5 mm 203,2 mm 209,3 mm 226,6 mm 249,8 mm
Fonte: Elaborado pelos autores.
Aos valores obtidos pela análise estatística, aplicou-se o fator de 1,14 (CETESB,
1986) para transformar a precipitação máxima diária em precipitação máxima de 24 h.
Nas chuvas de 24 h, entretanto, quase sempre a duração da precipitação a ser
considerada em projetos hidráulicos é menor, por se localizarem, de forma geral, em subbacias de pequeno porte, caso em que se deve valer de critérios de desagregação da
chuva (CETESB, 1986) para obtenção da precipitação de projeto.
Estes critérios, denominados coeficientes de correção, relacionam as alturas
pluviométricas totais para diferentes durações de eventos de precipitação e são
apresentados no Quadro 15.
0
50
100
150
200
250
300
1 10 100
Precipitação máxima diária (mm)
Período de Retorno (anos)
Série Hist. Dist. Gumbel
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 93/388
Também no Quadro 15, é mostrado o cálculo para obtenção das curvas
Intensidade-Duração-Frequência para os períodos de retorno de 50 anos e 100 anos.
Para os demais valores de período de retorno, o cálculo é similar.
Quadro 15 – Desagregação temporal da precipitação para confecção das curvas Intensidade-DuraçãoFrequência para o posto D6-092
Relação entre
alturas
pluviométricas
Coeficiente de
correção
(CETESB, 1986)
Altura pluviométrica (mm) Intens. Pluviométrica (mm/h)
Tr = 50 anos Tr = 100 anos Tr = 50 anos Tr = 100 anos
05 min / 30 min 0,34 23,9 26,4 287,3 316,8
10 min / 30 min 0,54 38,0 41,9 228,2 251,6
15 min / 30 min 0,70 49,3 54,4 197,2 217,4
20 min / 30 min 0,81 57,0 62,9 171,1 188,7
25 min / 30 min 0,91 64,1 70,7 153,8 169,6
30 min / 1 hora 0,74 70,4 77,6 140,8 155,3
01 h / 24 horas 0,42 95,2 104,9 95,2 104,9
06 h / 24 horas 0,72 163,1 179,9 27,2 30,0
08 h / 24 horas 0,78 176,7 194,9 22,1 24,4
10 h / 24 horas 0,82 185,8 204,9 18,6 20,5
12 h / 24 horas 0,85 192,6 212,4 16,0 17,7
24 horas 1,00 226,6 249,8 9,4 10,4
Fonte: Elaborado pelos autores.
Ao se relacionarem os valores Tr – período de retorno (anos), intensidade
pluviométrica (mm/h) e duração da precipitação (min), em um gráfico, foram obtidas as
curvas Intensidade-Duração-Frequência (curvas I-D-F), para a região de interesse,
apresentadas na Figura 87.
Quando se consideram bacias pequenas (da ordem de 2 km²), as intensidades
pluviométricas relativas a chuvas de projeto de curta duração (inferior a 60 min) são mais
relevantes para análises hidrológicas.
Na Figura 88 foi realizada uma comparação entre as curvas I-D-F (para Tr = 100 anos)
obtidas a partir dos dados dos postos pluviométricos do DAEE do município de Garça, da
equação de chuva obtida pelo software Plúvio e das equações de apresentadas no estudo do
DAEE (2018).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 94/388
Figura 87 - Curvas I-D-F obtidas da série histórica do posto D6-092, para durações de até 60 min.
Fonte: Elaborado pelos autores.
Figura 88 - Comparação das intensidades pluviométricas para o município de Garça (Tr = 100 anos)
obtidas por diversos métodos.
Fonte: Elaborado pelos autores.
Do gráfico da Figura 88, destaca-se que as intensidades pluviométricas para
chuvas de curta duração (até 60 min) são maiores para o estudo estatístico apresentado
0
20
40
60
80
100
120
140
160
180
200
220
240
260
280
300
320
340
0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 Intensidade Pluviométrica (mm/h)
Duração da Precipitação (min)
10 anos
20 anos
25 anos
30 anos
50 anos
100 anos
0,0
50,0
100,0
150,0
200,0
250,0
300,0
350,0
5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 Intensidade Pluviométrica (mm/h) Tr = 100 anos
Duração da Chuva de Projeto (min)
Estudo Estatístico Posto D6-092 (S.H. 46 anos) Software Plúvio (GPRH; UFV, 2006)
Equação para o município de Garça (DAEE, 2018)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 95/388
por este Relatório Técnico, recomendando-se, a favor da segurança, a sua utilização para
projetos da cidade de Garça.
Pela série histórica, pôde-se observar que em cada ano hidrológico, concentram a
maior parte da precipitação anual os meses compreendidos entre, inclusive, outubro e
março, correspondentes a cerca de 75 % do total precipitado, em média.
A quantidade de dias de chuva também é maior nestes meses, onde, em média,
são registrados 63 dias de chuva aproximadamente (os meses de outubro a março
totalizam aproximadamente 180 dias, o que significa uma média de eventos pluviosos em
cerca de 35 % dos dias deste período).
Para efeito de comparação, nos demais meses do ano (período compreendido
entre, inclusive, abril e setembro), em um período de também aproximadamente 180 dias,
ocorrem precipitações em 27 dias, em média.
Os gráficos apresentados nas Figura 89 a Figura 92 resumem a análise realizada
na série histórica.
Figura 89 – Distribuição média anual das chuvas mensais em Garça.
Fonte: Elaborado pelos autores.
0,0%
2,0%
4,0%
6,0%
8,0%
10,0%
12,0%
14,0%
16,0%
18,0%
20,0%
0
100
200
300
400
500
600
700
800
900
J F M A M J J A S O N D Porcentagem da precipitação sobre o total anual médio Total precipitado no mês (mm)
Mês
Porcentagem sobre o total anual médio Máximo Observado Médio Mínimo observado
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 96/388
Figura 90 – Número de dias de chuva mensais em Garça.
Fonte: Elaborado pelos autores.
Figura 91 – Porcentagem acumulada sobre o total precipitado no ano em Garça.
Fonte: Elaborado pelos autores.
0
5
10
15
20
25
J F M A M J J A S O N D Dias de chuva no mês
Mês
Máximo
Médio
Mínimo
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
80%
90%
100%
J F M A M J J A S O N D Porcentagem acumulada sobre o total precipitado no ano
Mês
Máximo
Médio
Mínimo
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 97/388
Figura 92 – Total precipitado em cada ano da série histórica.
Fonte: Elaborado pelos autores.
6.8 Caracterização dos Imóveis Rurais
O Cadastro Ambiental Rural – CAR é um registro público eletrônico de âmbito
nacional, obrigatório para todos os imóveis rurais, com a finalidade de integrar as
informações ambientais das propriedades e posses rurais referentes às Áreas de
Preservação Permanente - APP, de uso restrito, de Reserva Legal, de remanescentes de
florestas e demais formas de vegetação nativa, e das áreas consolidadas, compondo
base de dados para controle, monitoramento, planejamento ambiental e econômico e
combate ao desmatamento.
Por meio de consulta ao Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural – SICAR é
possível conhecer as propriedades rurais cadastradas na área de interesse do projeto –
Bacia Hidrográfica do Córrego da Cascata, que totalizou 53 propriedades e posses rurais,
sendo a maioria composta por propriedades de até 4 módulos fiscais, que para o
município de Garça representa até 56 hectares (Quadro 16).
0
500
1.000
1.500
2.000
2.500 1970 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 1979 1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021 Total precipitado no ano (mm)
Ano
Prec. Amal (mm) Média Prec. Anual (mm) Máx Prec. Anual (mm) Mín Prec. Anual (mm)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 98/388
Quadro 16 - Propriedades rurais cadastradas na área de estudo.
Módulo fiscal*
Quantidade de
propriedades / posse rural
até 4 30
4 a 15 17
superior a 15 6
TOTAL 53
(*) para Garça, 1 módulo fiscal = 16 hectares.
Fonte: Elaborado pelos autores com informações do SICAR (2021).
A Figura 93 apresenta a localização e distribuição das propriedades e posses
rurais cadastradas no SICAR e localizadas na bacia do córrego Cascata. Destaca-se que
uma pequena parte da área de estudo (porção oeste) deve pertencer à zona urbana do
município e poucas são as áreas que não possuem cadastro de propriedade rural no
SICAR. Também vale ressaltar que boa parte da vegetação nativa (remanescentes
florestais) da área de estudo está inserida em áreas cadastradas como Reserva Legal ou
APP no SICAR.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 99/388
Figura 93 – Propriedades e posses rurais, e informações cadastradas no Sistema Nacional de Cadastro
Ambiental Rural – SICAR, localizadas na bacia hidrográfica do córrego da Cascata, no município de Garça.
Fonte: Elaborado pelos autores com informações do SICAR (2021).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 100/388
6.9 Sobrevoô de Drone
Visando obter informações gerais da área de estudo, abrangendo os processos
erosivos e seus entornos, a geologia, geomorfologia, uso e ocupação, vegetação,
drenagens foi realizado, na bacia hidrográfica do Córrego da Cascata, sobrevoos com
drone de pequeno porte com quatro hélices, uma câmera fotográfica convencional RGB
de 16 MP e sistema de orientação por GPS (Figura 94), devidamente cadastrado na
Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e homologado na Agência Nacional de
Telecomunicações (Anatel).
Figura 94 - Drone utilizado nos levantamentos de campo.
Fonte: Arquivo IPT.
Inicialmente foi realizado um planejamento visando definir as principais variáveis
relacionadas ao voo, sendo elas: (i) local de decolagem e pouso; (ii) altura mínima de voo
para a garantia de uma operação segurança; (iii) altura de voo – maior ou igual à altura
mínima de segurança – compatível com a resolução espacial desejada; e (iv) tempo de
voo número de baterias necessárias para cobrir o alvo por inteiro.
Com as variáveis acima definidas, traçou-se o plano de voo para a realização das
atividades de aerofotogrametria (Figura 95). Nesse plano foi definido o percurso que seria
percorrido pelo drone e os valores de sobreposição frontal e lateral entre as imagens.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 101/388
Figura 95 – Representação do plano de voo usado no levantamento aerofotogramétrico. As linhas em verde
correspondem ao percurso feito pelo drone.
Fonte: Elaborado pelos autores.
6.9.1 Uso de Drone na Bacia hidrográfica do Córrego da Cascata no Estudo do
Meio Físico
O Drone foi utilizado nos levantamentos do meio físico da bacia com a missão de
levantar dados (geologia, geomorfologia, uso e ocupação, drenagens, vegetação,
processos erosivos, edificações, etc) em locais de difícil acesso e apresentar uma visão
aérea da bacia e seu estado de conservação. A seguir será apresentado algumas figuras
com as imagens produzidas pelo drone e suas considerações. Uma das vantagens do uso
do drone em mapeamento de processos erosivos, é que podemos observar o avanço
desses processos no decorrer do tempo, com pode ser visto nas Figura 96 a Figura 97,
onde mostram a evolução da erosão entre 07/10/2021 e 10/02/2022.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 102/388
Figura 96 – Imagem de 07/10/2021.
Fonte: Foto tirada com drone pelos autores.
Figura 97 – Imagem de 10/02/2022.
Fonte: Foto tirada com drone pelos autores.
Essa ferramenta também foi utilizada nesse estudo no mapeamento de nascentes
(Figura 98Figura 99), manchas de assoreamento ao longo das drenagens (Figura 100 e
Figura 101), mapeamento de mata ciliar ao longo da drenagem (Figura 102 e Figura 103),
mapeamento de processos erosivos (Figura 104 a
Figura 107), definição das classes de uso e ocupação na bacia, (Figura 108 a
Figura 115), mapeamento da geologia (Figura 116 e Figura 117), mapeamento da
geomorfologia (Figura 118 e Figura 119).
Figura 98 – Mapeamento de nascentes.
Fonte: Foto tirada com drone em 07/10/2021.
Figura 99 – Mapeamento de nascentes.
Fonte: Foto tirada com drone em 10/02/2022.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 103/388
Figura 100 – Depósitos de assoreamento.
Fonte: Foto tirada com drone em 10/02/2022.
Figura 101 – Depósitos de assoreamento.
Fonte: Foto tirada com drone em 10/02/2022.
Figura 102 – Ausência de mata ciliar no rio, próximo
à captação de água B1.
Fonte: Foto tirada com drone em 07/10/2021.
Figura 103 – Idem, vista para montante.
Fonte: Foto tirada com drone em 07/10/2021.
Figura 104 – Mapeamento de processos erosivos
em área de pastagem.
Fonte: Foto tirada com drone em 07/10/2021.
Figura 105 – Mapeamento de processos erosivos
em área de pastagem.
Fonte: Foto tirada com drone em 07/10/2021.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 104/388
Figura 106 – Mapeamento de processos erosivos,
pisoteio de gado.
Fonte: Foto tirada com drone em 07/10/2021.
Figura 107 – Idem foto anterior.
Fonte: Foto tirada com drone em 07/10/2021.
Figura 108 – Mapeamento de uso e ocupação do
solo (Reflorestamento de eucalipto).
Fonte: Foto tirada com drone em 24/02/2022.
Figura 109 – Mapeamento de uso e ocupação do
solo (Reflorestamento de eucalipto, café, mogno
africano e pastagem).
Fonte: Foto tirada com drone em 24/02/2022.
Figura 110 – Mapeamento de uso e ocupação do
solo (Detalhe do plantio de mogno africano).
Fonte: Foto tirada com drone em 24/02/2022.
Figura 111 – Mapeamento de uso e ocupação do
solo (Detalhe do plantio de café).
Fonte: Foto tirada com drone em 24/02/2022.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 105/388
Figura 112 – Mapeamento de uso e ocupação do
solo (Pastagem com curvas de nível).
Fonte: Foto tirada com drone em 07/10/2021.
Figura 113 – Mapeamento de uso e ocupação do
solo (Pastagem com curvas de nível).
Fonte: Foto tirada com drone em 10/02/2022.
Figura 114 – Mapeamento de uso e ocupação do
solo (Cultura temporária, amendoim).
Fonte: Foto tirada com drone em 07/10/2021.
Figura 115 – Mapeamento de uso e ocupação do
solo (Área de mata).
Fonte: Foto tirada com drone em 10/02/2022.
Figura 116 – Mapeamento da geologia (Arenitos da
Formação Marília).
Fonte: Foto tirada com drone em 07/10/2021.
Figura 117 – Mapeamento da geologia (Arenitos da
Formação Marília).
Fonte: Foto tirada com drone em 10/02/2022.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 106/388
Figura 118 – Mapeamento das feições
geomorfológicas (Relevo escapado).
Fonte: Foto tirada com drone em 07/10/2021.
Figura 119 – Mapeamento das feições
geomorfológicas (Relevo de morrotes alongados).
Fonte: Foto tirada com drone em 10/02/2022.
Diante do exposto podemos fazer uso do drone na interpretação do meio físico com
uma abordagem multidisciplinar.
6.10 Suscetibilidade à Erosão da Bacia
No trabalho para a definição da suscetibilidade à erosão da bacia de drenagem da
captação de água do Córrego da Cascata foi utilizado o método da morfopedologia que é
a relação entre o substrato rochoso, os solos e o relevo, definidos por Castro e Salomão
(2000). De acordo com esses autores, a abordagem morfopedológica vem sendo
pensada, testada e aprimorada há algum tempo, onde foi significativa a releitura de um
trabalho publicado por Ab’Saber (1969), adaptado a uma pesquisa sobre comportamento
de compartimentos morfopedológicos face à erosão linear (sulcos/ravinas e voçorocas)
em áreas urbanas e rurais por Salomão (1994) e ampliada por Castro e Salomão (2000),
estes últimos na busca de um caminho para compreender quais são os indicadores
diagnósticos e prognósticos do meio físico da bacia de interesse.
A metodologia utilizada descrita em IPT/DAEE (1997) baseia-se na ponderação em
ambiente SIG dos Rasters morfopedólogico (geologia, geomorfologia e pedologia) e o de
declividade para caracterizar as áreas com maior ou menor suscetibilidade ao surgimento
de processos erosivos. Os tipos de solos mais suscetíveis foram definidos a partir de
dados de campo e, desse modo, a ponderação segue o indicado no Quadro 17 que
apresenta as correlações utilizadas entre as classes de solos e a declividade, resultando
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 107/388
nas classes de suscetibilidade à erosão (Convenção: B – Baixa; M – Média; A – Alta; MA
– Muito Alta).
Quadro 17 - Classes de suscetibilidade à erosão da bacia.
Associação
de
Solos
Classes de Declividade
A
(0 a 3%)
B
(3 a 10%)
C
(10 a 20%)
D
(20 a 45%)
E
(45 a 75%)
F
>75%
PVA-2 M A MA MA MA MA
LVA-1 M M A A MA MA
RL-1 M A A MA MA MA
RY-1 B B B B B B
Fonte: Elaborado pelos autores.
O Quadro 18 apresenta a área (em km2
e %) ocupada pelas classes de
suscetibilidade à erosão da bacia de drenagem da captação de água do Córrego da
Cascata.
Quadro 18 - Área (em km2
e %) ocupada pelas classes de suscetibilidade à erosão que
predominam na bacia.
Classes de Suscetibilidade
à produção de sedimentos
Área
(km2
)
Área
(%)
Baixa 0,74 2,41
Média 4,74 15,43
Alta 14,19 46,19
Muito Alta 11,05 35,97
Total 30,71 100,00
Fonte: Elaborado pelos autores.
O mapa das classes de suscetibilidade à erosão da bacia de drenagem da
captação de água do Córrego da Cascata, subdividido em compartimentos hidrográficos,
é apresentado na Figura 120.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 108/388
Figura 120 - Mapa das classes de suscetibilidade à erosão da bacia hidrográfica da captação de água do
Córrego da Cascata.
Fonte: Elaborado pelos autores.
Capitação de água
(SAAE)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 109/388
Observa-se, no Quadro 19, que as Classes Alta e Muito Alta de suscetibilidade a
erosão ocupam cerca de 82 % da área da bacia. São áreas onde predominam Argissolos
Vermelho-Amarelos abrúpticos textura arenosa/média arenosa em declividades superiores à
6 % (PVA-1 + PVA-2). São terras intensamente cultiváveis (culturas temporárias, culturas
perenes, pastagens, reflorestamentos e outros usos), mas com problemas complexos de
conservação, sujeitas a riscos de erosão, quando não manejadas adequadamente, com
práticas conservacionistas (plantio direto, terraceamento, plantio em nível, rotação de culturas
e outras práticas), pois apresenta alta/muito alta suscetibilidade à erosão.
Por meio da compartimentação hidrográfica já realizada na bacia foi possível
separar os locais mais suscetíveis à erosão. Deste modo, o Quadro 15 e a Figura 121
apresentam a área ocupada pelas classes de suscetibilidade à erosão da bacia
hidrográfica da captação de água do Córrego da Cascata, distribuídas por compartimento
hidrográfico.
Quadro 19 – Área ocupada pelas classes de suscetibilidade à erosão, subdivididas em
compartimentos hidrográficos, na bacia.
Classes de
Suscetibilidade
à produção de
sedimentos
Compartimento I Compartimento II Compartimento III Compartimento IV
Área
(km2
)
Área
(%)
Área
(km2
)
Área
(%)
Área
(km2
)
Área
(%)
Área
(km2
)
Área
(%)
Baixa 0,06 0,65 0,11 1,02 0,34 5,92 0,23 4,38
Média 1,80 19,40 1,94 18,74 0,63 10,92 0,37 6,91
Alta 5,13 55,19 5,17 49,86 1,88 32,68 2,02 37,93
Muito Alta 2,30 24,75 3,15 30,39 2,90 50,48 2,70 50,78
Total 9,29 100,00 10,37 100,00 5,75 100,00 5,31 100,00
Fonte: Elaborado pelos autores.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 110/388
Figura 121 - Distribuição das classes de suscetibilidade à erosão por compartimento hidrográfico, na bacia.
Fonte: Elaborado pelos autores.
Para hierarquização dos compartimentos quanto à suscetibilidade à erosão foram
realizados cálculos adotando pesos de 1, 2, 3 e 4, para as classes baixa, média, alta e
muito alta, respectivamente, por meio da relação entre os totais de área de cada classe e
o peso correspondente. A partir desta ponderação, os compartimentos, quanto à
suscetibilidade à erosão, em ordem crescente de criticidade são I < II < III < IV. Deste
modo conclui-se que o compartimento de maior suscetibilidade é o IV. Quando observado
estes dados da Figura 121 e do Quadro 19 sem o cálculo da ponderação, observa-se
que compartimento hidrográfico III e IV apresentam porcentagens semelhantes de terras,
principalmente, com classe Muito Alta de suscetibilidade, ocupando cerca de 50% e 51%,
respectivamente. Também foi observado que as terras dos compartimentos I e II se
assemelharam, concentrando suas terras em Classe Alta de suscetibilidade, com 55% e
50%, respectivamente.
De acordo com os resultados gerados no cruzamento matricial das classes de
declividade e solos, que culminou no mapa de suscetibilidade (Figura 120), pode-se notar
que grande parte dos compartimentos hidrográficos foram classificados como sendo de
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 111/388
Muito Alta suscetibilidade à erosão. Essa classe coincide com áreas com declividades
acima de 20%, em solos considerados muito suscetíveis à erosão (Argissolos abrúpticos).
6.11 Potencialidade das Terras à Produção de Sedimentos da Bacia
A produção de sedimentos da área de drenagem de uma bacia hidrográfica é
dependente da erosão, do escoamento das águas pluviais (que promove o carreamento
dos sedimentos) e das características de transporte desses sedimentos nos cursos
d’água. Por sua vez, os principais fatores que afetam a produção de sedimentos na área
de drenagem são: precipitação (quantidade, intensidade e frequência); tipo de solo e
formação geológica; cobertura (vegetação, afloramento rochoso, solo exposto, etc.) e uso
do solo (práticas de cultivo, exploração de florestas, atividades agroindustriais, etc.);
topografia; natureza da rede de drenagem (densidade, forma, conformação dos canais,
etc.); características granulométricas e mineralógicas dos sedimentos; e características
hidráulicas dos canais (CARVALHO, 2008).
Devido ao escopo deste estudo contemplar os aspectos do meio físico, a
Potencialidade das Terras à produção de sedimentos foi determinada por meio da
integração entre as Classes de suscetibilidade à erosão e o Uso e Ocupação do Solo da
bacia. Assim, as áreas da bacia que apresentam as maiores quantidades de Terras
potenciais e de capacidade à produção de sedimentos deverão ser objeto de
mapeamentos de maior detalhe, a fim de subsidiar os estudos de planejamento e
viabilidade de projetos de práticas conservacionistas, minimizando os impactos
ambientais futuros. Trata-se, portanto, de uma abordagem multicritério, que leva em
consideração as características naturais do meio físico e a realidade atual de uso e
ocupação do território.
A metodologia utilizada descrita em IPT/DAEE (2005) foi executada em uma
abordagem multicritério, utilizando a base de mapas em ambiente SIG, do software
ArcGis, dados de uso e ocupação do solo, coletados em campo e o mapa de
suscetibilidade à erosão da bacia, produzido anteriormente, no item 6.10, a partir de base
topográfica (IBGE, 1973), na escala 1:50.000 e com curvas de nível equidistantes de 20
m. Esta integração segue o indicado no Quadro 20 onde foram definidas quatro classes
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 112/388
de potencialidade à produção de sedimentos: B - Baixa, M - Média, A - Alta e MA - Muita
Alta.
Quadro 20 - Classes de potencialidades das terras à produção de sedimentos da bacia
hidrográfica da capitação de água do Córrego da Cascata.
Classes de Uso e Ocupação Classes de Suscetibilidade
Muito Alta Alta Média Baixa
Vegetação Nativa de porte arbóreo M M B B
Reflorestamento A A M M
Cultura Perene A A M M
Cultura Temporária MA A A M
Pastagem com conservação MA A A M
Pastagem sem conservação A A M M
Área urbana consolidada M B B B
Área urbana em consolidação MA A A M
Chácaras A A M M
Solo exposto/Pousio MA MA A A
Campo Antrópico/várzea B B B B
Espelho d’água B B B B
Fonte: Elaborado pelos autores.
O mapa das classes de potencialidade à produção de sedimentos, da bacia de
drenagem da captação de água do Córrego da Cascata, subdividido em compartimentos
hidrográficos, é apresentado na Figura 122.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 113/388
Figura 122 - Mapa das Classes de potencialidade das terras a produção de sedimentos da
bacia hidrográfica da capitação de água do Córrego da Cascata.
Fonte: Elaborado pelos autores.
Capitação de água (SAAE)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 114/388
O Quadro 21 apresenta a área (em km2
e %) ocupada pelas classes de
potencialidade das terras à produção de sedimentos da bacia de drenagem da captação
de água do Córrego da Cascata.
Quadro 21 - Área (em km2 e %) ocupada pelas classes de potencialidade à produção de
sedimentos que predominam na bacia.
Classes de potencialidade
à produção de
sedimentos
Área
(km2
)
Área
(%)
Baixa 7,12 8,77
Média 14,92 18,39
Alta 55,38 68,24
Muito Alta 3,73 4,59
Total 81,15 100,00
Fonte: Elaborado pelos autores.
O Quadro 22 e a Figura 123 apresentam a área ocupada pelas classes de
potencialidade das terras à produção de sedimentos da bacia hidrográfica da captação de
água do Córrego da Cascata, distribuídas por compartimento hidrográfico.
Quadro 22 – Área ocupada pelas classes de suscetibilidade à erosão, subdivididas em
compartimentos hidrográficos, na bacia hidrográfica da captação de água do Córrego da Cascata.
Classes de
Potencialidade
à produção de
sedimentos
Compartimento I Compartimento II Compartimento III Compartimento IV
Área
(km2
)
Área
(%)
Área
(km2
)
Área
(%)
Área
(km2
)
Área
(%)
Área
(km2
)
Área
(%)
Baixa 2,99 12,57 0,82 4,60 2,81 13,00 0,51 2,81
Média 3,90 16,42 4,12 23,19 1,61 7,46 5,29 29,33
Alta 15,87 66,78 11,83 66,53 15,91 73,74 11,77 65,28
Muito Alta 1,00 4,23 1,01 5,67 1,25 5,80 0,46 2,58
Total 23,77 100,00 17,78 100,00 21,58 100,00 18,03 100,00
Fonte: Elaborado pelos autores.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 115/388
Figura 123 - Distribuição das classes de potencialidade das terras à produção de sedimentos por
compartimento hidrográfico.
Fonte: Elaborado pelos autores.
Para hierarquização dos compartimentos quanto à potencialidade das terras a
produção de sedimentos foram realizados cálculos adotando pesos de 1, 2, 3 e 4, para as
classes baixa, média, alta e muito alta, respectivamente, por meio da relação entre os
totais de área de cada classe e o peso correspondente. A partir desta ponderação, os
compartimentos, quanto à potencialidade das terras a produção de sedimentos, em ordem
crescente de criticidade são I < IV < III < II. Deste modo conclui-se que o compartimento
de maior potencialidade é o II. Entretanto, quando observado estes dados da Figura 123
e do Quadro 22 sem o cálculo da ponderação, observa-se que compartimento hidrográfico
III apresenta maior porcentagem de terras com classe Alta de potencialidade, ocupando
cerca de 74 %, enquanto os demais compartimentos apresentam 67% (Compart. I), 66%
(Compart. II), 65% (Compart. IV).
O percentual aproximado para as áreas com Alto e Muito Alto potencial à produção
de sedimentos está em torno de 71% para o Compartimento I, 72% para o compartimento
II, 80% para o Compartimento III e 68% para o Compartimento IV. Essas classes
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 116/388
coincidem com áreas principalmente ocupadas por pastagens sem práticas
conservacionistas em bordas da bacia, em classes média, alta e muito alta declividades
em solos considerados muito suscetíveis à erosão (Argissolos abrúpticos), localizadas
próximo às nascentes, nas bordas da bacia, o que gera uma preocupação ainda maior.
As características detalhadas de cada classe de potencialidade das terras à produção
de sedimentos e as recomendações para conservação do solo serão apresentadas a seguir.
6.11.1 Baixa e Média Potencialidade à Produção de Sedimentos
Refere-se às terras de baixa e média suscetibilidade à erosão, cultivadas em
regime de sequeiro com culturas perenes, cobertura vegetal, reflorestamento, pastagens
com conservação do solo, área urbana consolidada e outros usos; apesar do baixo
potencial de risco à erosão e produção de sedimentos, pode oferecer sérias restrições à
ocupação urbana, principalmente em relação a setores da classe baixa em áreas de
várzeas; as áreas de declividade 0 % a 3 %, em topos mais amplos, são as que
apresentam melhor aptidão para a ocupação urbana e rural, não exigindo restrições ou
especificações, sendo necessárias apenas práticas de controle de erosão na concepção
de projetos de novos loteamentos e procedimentos adequados de implantação e
conservação do solo. As terras com Baixa e Média potencialidade estão distribuídas por
toda bacia, predominando nos compartimentos hidrográficos IV e I, conforme mostra a
Figura 124.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 117/388
Figura 124 - Classe de baixa a média potencialidade à produção de sedimentos. Área urbana
consolidada em relevo plano (GA-01. Coordenadas: 639.519/7.544.175).
Fonte: Arquivo IPT.
6.11.2 Alta Potencialidade à Produção de Sedimentos
Essa classe está relacionada com as áreas que apresentam desde muito alta até
alta suscetibilidade natural aos processos erosivos, sendo cultivadas com culturas
temporárias, pastagens sem práticas de conservação, área urbana em consolidação e
outros usos. As terras com alta potencialidade estão distribuídas por toda bacia,
predominando no compartimento hidrográfico III, conforme mostra a Figura 125.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 118/388
Figura 125 - Classe de alta potencialidade à produção de sedimentos. Cultura temporária (amendoim)
em solos com gradiente textural abrúptico (Argissolos abrúpticos) em áreas de alta suscetibilidade (GA95. Coordenadas: 642.156/7.542.851).
Fonte: Arquivo IPT.
A ocupação urbana é o principal fator determinante das situações de alto potencial
de erosão em bairros em consolidação (com infraestrutura parcialmente instalada), áreas
parceladas ou com solo exposto. Nas áreas localizadas em terrenos de alta
suscetibilidade, a potencialidade do local passa a ser alta a muito alta, e mesmo aquelas
localizadas em setores de classes de suscetibilidades mais baixas, podem condicionar
novos processos erosivos. A falta ou deficiência de infraestrutura urbana, nas fases de
concepção e implantação desses locais, são as maiores causadoras da erosão.
6.11.3 Muito Alta Potencialidade à Produção de Sedimentos
São terras com muito alta potencialidade à produção de sedimentos em função de
seu uso atual (solo exposto, implantação de loteamentos, pastagens sem práticas
conservacionistas culturas temporárias em declividades > 20 %, área urbana não
consolidada e outros usos). Está distribuída principalmente nas áreas mais íngrimes
(declividade superior a 20 %), nas cabeceiras das drenagens. Mesmo essas áreas e as
de baixa declividade, sem um uso e manejo adequados, podem representar porções com
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 119/388
alta e muito alta potencialidade à produção de sedimentos, principalmente naquelas onde
há exposição de solos com gradiente textural abrúpticos (Argissolos abrúpticos). As
Figura 126 e Figura 127 ilustram essa classe.
Figura 126 - Classe de muito alta potencialidade à produção de sedimentos. Área de pastagem sem
práticas conservacionistas em cabeceira de drenagem com Argissolos abrúpticos pouco profundos em
declives acentuados (Ponto GA-76. Coordenadas: 641.559/7.546.168).
Fonte: Arquivo IPT.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 120/388
Figura 127 - Classe de muito alta Potencialidade à Produção de Sedimentos. Área de solo exposto em
Argissolos abrúpticos. (Ponto GA-36. Coordenadas: 639.905/7.543.334).
Fonte: Arquivo IPT.
6.12 Densidade de Drenagem da Bacia
A bacia hidrográfica tem sido uma unidade territorial amplamente trabalhada por
pesquisadores das ciências naturais e da terra por ser uma unidade de fácil delimitação, e
também por ser possível avaliar vários elementos de seu conjunto. Como um sistema
aberto, a troca de energia e matéria se traduz em propulsora da dinâmica da bacia, por
meio das interrelações existentes entre seus diversos elementos, destacando a
interferência nos processos de erosão do solo e na capacidade de infiltração (SOUZA e
RODRIGUES, 2012). Nesse estudo analisa-se a influência da morfometria (densidade de
drenagem) na questão dos processos erosivos, como também, a deposição ao longo das
drenagens.
Também foram feitas algumas modificações, devido a alguns compartimentos
apresentarem áreas muito grandes, que dificultariam e até mesmo impediriam o alcance
dos objetivos propostos pelo atual estudo. Com a finalidade de padronizar os tamanhos e
a extensão dos compartimentos hidrográficos realizou-se uma nova delimitação, onde se
utilizaram as bacias dos afluentes de quarta ordem, ou ordem superior, que deságuam
diretamente no rio principal, conforme metodologia de hierarquia fluvial de Strahler (1952,
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 121/388
apud CHRISTOFOLETTI, 1980), segundo a qual, os menores canais, sem tributários, são
considerados como de primeira ordem, os canais de segunda ordem surgem da
confluência de dois canais de primeira ordem, os canais de terceira ordem surgem da
confluência de dois canais de segunda ordem, e assim sucessivamente. A compreensão
da dinâmica dos processos morfométrico, além de contribuir para fundamentar o
diagnóstico da erosão, do transporte e deposição dos sedimentos provenientes das
erosões.
Para caracterização dos compartimentos hidrográficos, o parâmetro morfométrico
calculado foi a densidade de drenagem. Os cálculos foram executados no software ArcGis
e Excel (pacote Microsoft Office).
Tal índice foi relacionado aos processos de transporte de sedimentos nos
compartimentos hidrográficos, de modo qualitativo, quantitativo ou cartográfico. Antes de
expor tais análises e relações, é necessário explicar, de forma geral e sintética, a
mecânica do transporte de sedimentos nos cursos d’água.
Os rios carregam três tipos diferentes de carga: dissolvida, em suspensão e do
leito. Nesse caso específico de estudo, há interesse em se tratar apenas das duas
últimas, pois estas podem se relacionar aos processos de assoreamento. A carga em
suspensão compreende os detritos de granulometria reduzida (silte e argila, por exemplo)
e conservam-se suspensas devido ao fluxo turbulento, sendo então carregadas quase na
mesma velocidade da água. Sua deposição tende a ocorrer caso a turbulência atinja um
limite crítico, fato que ocorre em águas calmas e lagos. No caso da carga do leito, são
representadas por sedimentos de ordem granulométrica mais elevada (areias e
cascalhos, por exemplo) e seu movimento é feito por meio de saltação, deslizamento ou
rolamento. Seu deslocamento ocorre quando a velocidade do fluxo no fundo do rio atinge
um valor crítico que supera as forças de resistência a que a partícula está submetida
(CHRISTOFOLETTI, 1981). Por fim, a velocidade do fluxo d’água e o diâmetro da
partícula são fatores fundamentais para se definir se determinada partícula será
transportada ou depositada. Na situação de deposição pode estar relacionada ao
processo de assoreamento do canal.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 122/388
A área é um elemento básico para calcular outras características físicas, como a
densidade de drenagem, por exemplo. Segundo Collischonn e Dornelles (2013, p. 23) “é
um dado fundamental para definir a potencialidade hídrica de uma bacia, uma vez que [...]
é a região de captação da água da chuva”. Ou seja, se a chuva é um dos principais
fatores que influem na erosão, quanto mais elevada a área da bacia, mantendo-se outras
características similares, maior o potencial de ocorrência dos processos erosivos. Dessa
forma, quanto maior o volume de sedimentos arrastado pela erosão em dada bacia
hidrográfica, maior é a carga sedimentar que o mesmo recebe, criando maior
possibilidade de ocorrência de assoreamento no seu curso, obviamente em função de
outras características como velocidade do curso d’água e sua competência.
Quando se utiliza uma relação entre um parâmetro morfométrico qualquer pela
área da sub-bacia considerada, diz-se que este parâmetro é padronizado.
A densidade de drenagem compreende a relação entre o comprimento total dos
cursos d’água (incluindo os intermitentes) e a área da bacia. Segundo Barbosa Júnior
(s/d, p. 16) esses índices encontram-se entre 0,5 km/km² e 3,5 km/km², no qual o nível
inferior indica bacias hidrográficas com baixo potencial de escoamento superficial, ou
seja, regiões com baixa pluviosidade ou elevada permeabilidade e vice-versa.
Essa informação também é atestada na literatura, por Clubb et. al. (2016) e Moeini
et. al. (2015), que correlacionam a densidade de drenagem com a probabilidade de
variação das taxas de erosão, enquanto Hiruma e Ponçano (1994) identificaram fatores
geomorfopedológicos vinculados à densidade de drenagens, concluindo que solos
argissólicos apresentam valores anômalos superiores de densidade de drenagem.
Ressalta-se que regiões de grande densidade de drenagem possuem elevada
concentração de fluxo de águas superficiais (runoff), responsáveis pela desagregação e
transporte das partículas de solo.
Como já destacado, o índice morfométrico (densidade de drenagem) é interessante
por suas relações com a erosão e o transporte de sedimentos nos cursos d’água. Dessa
forma, foi levantado este índice na bacia em estudo, que auxiliará no monitoramento,
análise e gestão territorial na questão dos processos erosivos e o transporte de
sedimentos.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 123/388
A partir dos valores de densidade de drenagem encontrados, estes foram agrupados
em quatro classes distintas, de acordo com os quartis estatísticos, apresentados no
Quadro 23.
Quadro 23 – Classes de densidade de drenagem dos compartimentos hidrográficos da bacia em estudo.
Classe Valores de Dd
Baixa densidade 0,19591 – 0,86035 km/km²
Média densidade 0,86035 - 1,52478 km/km²
Alta densidade 1,52478 – 2,18922 km/km²
Muito alta densidade 2,18922 – 2,85365 km/km²
O mapa das classes de densidade de drenagem da bacia de drenagem da
captação de água do Córrego da Cascata, subdividido em compartimentos hidrográficos,
é apresentado na Figura 128 e os valores de densidade são apresentados no Quadro 24
e na Figura 129.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 124/388
Figura 128 – Mapa das Classes de densidade de drenagem da bacia em estudo, subdivididos por
compartimentos hidrográficos.
Fonte: Elaborado pelos autores.
Capitação de água (SAAE)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 125/388
Quadro 24 – Densidade de drenagem dos compartimentos hidrográficos da bacia hidrográfica em estudo.
Classes de
Densidade
de Drenagem
Compart. I Compart. II Compart. III Compart. IV
Área
(km/km2
)
Área
(%)
Área
(km/km2
)
Área
(%)
Área
(km/km2
)
Área
(%)
Área
(km/km2
)
Área
(%)
Baixa 1,4412 15,39 1,0534 10,05 1,0812 18,52 0,1579 2,92
Média 3,1105 33,21 4,9524 47,25 1,4022 24,02 2,8597 52,86
Alta 3,6118 38,57 3,7829 36,09 1,6790 28,77 1,8947 35,02
Muito Alta 1,2017 12,83 0,6925 6,61 1,6746 28,69 0,4977 9,20
Total 9,3652 100,00 10,4811 100,00 5,8370 100,00 5,4100 100,00
Figura 129 – Distribuição das classes de densidade de drenagem dos compartimentos hidrográficos da
bacia em estudo.
Fonte: Elaborado pelos autores.
De acordo com Wand & Jones, (1995) a densidade de drenagem é um dos
principais parâmetros na análise de dissecação do relevo. A espacialização da densidade
de drenagem delimita o grau de intensidade da erodibilidade da rocha/solo, indicando a
susceptibilidade do terreno frente aos processos erosivos. A relação entre densidade de
drenagem e permeabilidade é inversamente proporcional; quanto maior a densidade de
drenagem, maior é a impermeabilidade do terreno. Consequentemente, maiores são o
escoamento superficial e as erosões laminar e linear (Horton, 1945). Desta forma, há
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 126/388
maior transporte de sedimento, ocasionando a perda do solo e da sua fertilidade, e
ocasionando o assoreamento e contaminação dos corpos hídricos superficiais. Nesse
sentido, analisando a Figura 129, observamos que o compartimento hidrográfico III
apresenta maiores porcentagens das classes de alta e muito alta densidade de
drenagem, consequentemente maior capacidade à produção de sedimentos.
6.13 Capacidade das Terras à Produção de Sedimentos da Bacia
A metodologia utilizada para a elaboração do mapa de capacidade das terras à
produção de sedimentos da Bacia em estudo é descrita em IPT (2017) e em Falcetta et al.
(2017), esta considera o parâmetro morfométrico de densidade de drenagem, visando a
diferenciação das classes de potencialidade à produção de sedimentos, que culminará no
mapa de capacidade e, consequentemente, na hierarquização qualitativa de bacias.
Deste modo, a capacidade de produção de sedimentos é estimada combinando-se as
classes de potencialidade das terras à produção de sedimento (Quadro 20) com as
classes de densidade de drenagem (Quadro 23), conforme a matriz apresentada no
Quadro 25 (Convenção: B – Baixa; M – Média; A – Alta; MA – Muito Alta).
Quadro 25 – Classes de Capacidade das Terras à Produção de Sedimento da bacia hidrográfica de
captação de água do Córrego da Cascata
Potencialidade das
Terras à produção
de sedimento
Classes de Densidade de Drenagem
Baixa densidade Média
densidade
Alta
densidade
Muito alta
densidade
Baixa B B M M
Média B M M A
Alta B M A MA
Muito Alta M A MA MA
Fonte: Elaborado pelos autores.
A Figura 130 apresenta o Mapa das classes de capacidade das terras a produção
de sedimentos da bacia hidrográfica da captação de água do Córrego da Cascata
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 127/388
Figura 130 - Mapa das classes de capacidade das terras a produção de sedimentos da bacia hidrográfica
da captação de água do Córrego da Cascata
Fonte: Elaborado pelos autores.
Capitação de água (SAAE)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 128/388
As características das classes de capacidade de produção de sedimentos da bacia
hidrográfica da captação de água do Córrego da Cascata são descritas a seguir:
Baixa (B): Compartimentos hidrográficos com baixa densidade de drenagem
(entre 0,19591 – 0,86035 km/km²), combinadas às regiões de Baixa, Média e
Alta potencialidade das terras à produção de sedimento. Também ocorre em
regiões de média densidade de drenagem em áreas de baixa potencialidade à
produção de sedimento.
Média (M): Compartimentos hidrográficos onde há média e alta densidade de
drenagem (entre 0,86035 - 1,52478 km/km²). Também ocorrendo por meio das
combinações entre baixa densidade de drenagem e Muito Alta potencialidade à
produção de sedimentos; e entre Muito Alta densidade de drenagem combinada
a baixa potencialidade à produção de sedimentos.
Alta (A): Compartimentos hidrográficos em que há combinação entre Média
Densidade de drenagem com Baixa Potencialidade à produção de sedimentos;
Alta densidade de drenagem (entre 1,52478 – 2,18922 km/km²) com Alta
Potencialidade e Muito Alta Densidade de drenagem (entre 2,18922 – 2,85365
km/km²) com média potencialidade à produção de sedimentos.
Muito Alta (MA): Compartimentos hidrográficos que apresentam Muito Alta
densidade de drenagem (entre 2,18922 – 2,85365 km/km²) combinadas a
regiões de Alta e Muito Alta potencialidade à produção de sedimentos. Também
ocorre na combinação entre Alta densidade de drenagem com Muito Alta
Potencialidade das à produção de sedimentos.
O Quadro 26 apresenta a área (em km2
e %) ocupada pelas classes de
capacidade das terras à produção de sedimentos da bacia de drenagem da captação de
água do Córrego da Cascata.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 129/388
Quadro 26 - Área (em km2
e %) ocupada pelas classes de capacidade das terras à produção de
sedimentos que predominam na bacia.
Classes de capacidade à
produção de sedimentos
Área
(km2
)
Área
(%)
Baixa 4,65 15,15
Média 14,36 46,75
Alta 8,27 26,91
Muito Alta 3,44 11,18
Total 30,72 100,00
Fonte: Elaborado pelos autores.
O Quadro 27 e a Figura 131 apresentam a área ocupada pelas classes de
capacidade das terras à produção de sedimentos na bacia hidrográfica da captação de
água do Córrego da Cascata, distribuídas por compartimento hidrográfico.
Quadro 27 – Área ocupada pelas classes de capacidade das terras à produção de sedimentos na bacia,
subdivididas em compartimentos hidrográficos.
Classes de
Capacidade à
produção de
sedimentos
Compartimento I Compartimento II Compartimento III Compartimento IV
Área
(km2
)
Área
(%)
Área
(km2
)
Área
(%)
Área
(km2
)
Área
(%)
Área
(km2
)
Área
(%)
Baixa 2,31 24,87 1,09 10,48 1,09 19,03 0,16 3,10
Média 3,40 36,64 5,66 54,63 1,83 31,86 3,47 65,15
Alta 2,55 27,47 3,02 29,14 1,46 25,49 1,23 23,15
Muito Alta 1,02 11,03 0,60 5,75 1,36 23,62 0,46 8,60
Total 9,29 100,00 10,37 100,00 5,75 100,00 5,32 100,00
Fonte: Elaborado pelos autores.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 130/388
Figura 131 - Distribuição das classes de capacidade à produção de sedimentos por compartimento
hidrográfico.
Fonte: Elaborado pelos autores.
Para hierarquização dos compartimentos quanto à capacidade das terras à
produção de sedimentos foram realizados cálculos adotando pesos de 1, 2, 3 e 4, para as
classes baixa, média, alta e muito alta, respectivamente, por meio da relação entre os
totais de área de cada classe e o peso correspondente. A partir desta ponderação, os
compartimentos, quanto à capacidade das terras à produção de sedimentos, em ordem
crescente de criticidade são I < IV < IV < III. Deste modo conclui-se que o compartimento
de maior capacidade à produção de sedimentos é o III.
Sem o cálculo da ponderação, analisando os dados da Figura 131 e do Quadro
27, observa-se que os compartimentos hidrográficos II e IV apresentam uma distribuição
parecida, predominando suas terras na classe Média de capacidade das terras à produção
de sedimentos, de 55% e 65%, respectivamente. O compartimento I tem suas terras
também predominando na classe média (37%), porém as classes Alta (27%) e Baixa
(25%) apresentam uma distribuição similar. Já o compartimento III apresenta uma
distribuição uniforme entre todas as classes. Essas classes coincidem com áreas
principalmente ocupadas por pastagens sem práticas conservacionistas em bordas da
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 131/388
bacia, em classes média, alta e muito alta declividades em solos considerados muito
suscetíveis à erosão (Argissolos abrúpticos), localizadas próximo às nascentes, nas
bordas da bacia, o que gera uma preocupação ainda maior.
Assim, foi observado que o Compartimento III é o mais crítico, associado às áreas
de pastagem sem conservação do solo, com concentrações de erosões paralelas e
perpendiculares à curva de nível. A partir destes estudos serão indicadas, nos capítulos
seguintes, medidas de prevenção e controle dos processos erosivos, principalmente no
Compartimento III, e diretrizes de recomposição da vegetação nativa, na bacia do córrego
da Cascata. Com isso, espera-se utilizar esta hierarquização como instrumento de gestão
para o município.
7. CONSIDERAÇÕES GERAIS PARA O CONTROLE CORRETIVO DE
PROCESSOS EROSIVOS LINEARES EM ÁREA URBANA E RURAL
Estudos de controle da erosão exigem a caracterização dos fatores e mecanismos
relacionados às causas do desenvolvimento dos processos erosivos. O controle corretivo
das erosões consiste na execução de um conjunto de obras, cuja finalidade primordial é
evitar ou diminuir a energia do fluxo das águas pluviais sobre os terrenos desprotegidos
tanto na área urbana quanto na área rural.
A primeira etapa para o controle de erosões consiste na contenção da água pluvial
que atinge a área por meio do escoamento superficial, por meio da implantação a
montante à voçoroca de canais divergentes e ou de terraços em desnível para a
condução da água interceptada até outros escoadouros naturais ou artificiais, onde a
energia da enxurrada é dissipada (MACHADO et al., 2006b). Algumas alternativas para
construção destas estruturas são o concreto armado ou alvenaria, gabiões, barragem de
pedra, barragem de arame, barragem de tocos de árvores ou de bambus, canais
escavados no solo com proteção vegetal ou tubulações de concreto ou aço (MARTINS &
BAHIA, 1998).
Os itens a seguir descrevem algumas considerações e medidas para o controle de
processos erosivos lineares tanto em áreas urbanas como em áreas rurais.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 132/388
7.1 Controle de processos erosivos urbanos
É importante considerar que não há uma técnica universal de controle da erosão,
uma vez que os processos erosivos respondem aos tipos de solo, as condições da
geomorfologia, da geologia e do clima, ao tipo de cultura plantada e ao planejamento das
cidades.
A urbanização, uma das formas de uso do solo que mais acarretam alterações
ambientais, impõe estruturas pouco permeáveis, influindo na diminuição da infiltração,
com consequente concentração e aumento da velocidade das águas superficiais.
Na avaliação dos processos erosivos urbanos na bacia hidrográfica da capitação
de água do Córrego da Cascata, cabem destacar como as principais causas do seu
desencadeamento e evolução, além da região apresentar um solo arenoso extremamente
suscetível à erosão, os fatores descritos a seguir.
O primeiro fator é o lançamento das águas pluviais no sistema de microdrenagem
diretamente na cabeceira de drenagem, sem a presença de obras de dissipadores de
energia. Além do aporte das águas vindas da rede de drenagem, deve-se considerar a
grande quantidade de águas pluviais superficiais lançadas no mesmo local, oriundas da
área urbana, que não apresenta bueiros e bocas de lobo para captar essas águas para o
sistema de drenagem e a deficiência de captação do sistema de microdrenagem das
águas pluviais. A Figura 132 ilustra essa situação.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 133/388
Figura 132 - Processo erosivo desencadeado pelo lançamento das águas pluviais da rede de
microdrenagem diretamente na cabeceira de drenagem, sem a presença de obras de dissipadores de
energia.
Fonte: Arquivo IPT (2021).
Como segundo fator, devem-se considerar os problemas relativos ao
subdimensionamento das tubulações das águas pluviais oriundas da área urbana. É
necessário levar em conta, durante o planejamento das obras de microdrenagem, o
regime pluviométrico da região, destacando-se que, no período chuvoso, as vazões
máximas decorrentes das fortes precipitações, são acrescidas pela intensa
impermeabilização da área urbana. O último fator, mas não menos importante, é a falta de
manutenção das obras.
Dessa forma, justifica-se a necessidade de se conhecer as características
específicas de cada erosão, especialmente aquelas relacionadas à dinâmica de formação
e desenvolvimento dos processos erosivos, objetivando a concepção dos projetos de
controle, as quais serão abordadas. O escoamento da água superficial provocado pela
ação antrópica é o principal fator externo que contribui para a formação desses processos
erosivos, principalmente quando não há preocupação, na abertura de novos loteamentos
e conjuntos habitacionais, com práticas adequadas para minimizar esses processos.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 134/388
Além do papel desempenhado pela ação antrópica, as bacias onde ocorrem as
erosões apresentam características naturais muito suscetíveis, que se tornam acentuadas
em decorrência dos elementos do meio físico (solo arenoso, rocha friável, e lençol freático
raso). Daí a importância de estudar a erosão para seu controle, levando-se em conta uma
análise de toda a bacia de contribuição, como também, o futuro de expansão de
ocupação.
Nas erosões onde ocorre a presença de surgências d´água provenientes do lençol
freático (boçorocas), ocorrem o desenvolvimento acelerado das suas bordas, por meio da
ação de “piping”. Em decorrência desse fenômeno, um dos maiores impactos, além da
degradação do solo, é a grande quantidade de sedimentos transportados, provocando o
assoreamento dos cursos d’água a jusante, comprometendo a qualidade e a quantidade
da água.
7.1.1 Medidas estruturais
O desencadeamento e evolução dos processos erosivos nas áreas urbanas estão
basicamente relacionados à expansão urbana descontrolada, a partir da execução de
loteamentos, conjuntos habitacionais ou outros empreendimentos em locais não
apropriados do ponto de vista geotécnico. De modo geral, essa condição é agravada pela
deficiência ou inexistência de um sistema de drenagem superficial capaz de captar,
conduzir e lançar adequadamente as águas pluviais e servidas. Outro aspecto importante,
que contribui para esse agravamento, são os traçados inadequados do sistema viário,
muitas vezes prejudicados pela falta de pavimentação, guias e sarjetas.
A concepção de medidas estruturais para estabilização/recuperação de um
determinado processo erosivo passa, necessariamente, pelo perfeito conhecimento dos
fatores e mecanismos relacionados às causas do seu desenvolvimento, das
características do meio físico e das especificidades da erosão e sua dinâmica.
Embora existam processos erosivos com características semelhantes relacionadas
com as características do meio físico e com os agentes desencadeadores, as
especificidades de cada processo e sua dinâmica de evolução sempre deverão ser
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 135/388
levadas em consideração, o que dificulta a generalização de soluções para a sua
estabilização/recuperação.
É importante destacar, que a geometria dos processos erosivos pode sofrer
modificações após curtos períodos de chuvas, exigindo flexibilidade nos projetos de
estabilização/recuperação. Durante a fase de execução das obras, adequações no
projeto, frequentemente, são necessárias.
De modo geral, respeitando-se as premissas anteriormente fixadas, a elaboração
de projetos para a estabilização ou recuperação de processos erosivos urbanos requer
um conjunto de medidas principais, conforme ilustra a Figura 133.
Figura 133 – Conjunto de medidas corretivas da erosão urbana.
Medidas Corretivas da Erosão Urbana
Disciplinamento
das águas
superficiais
Disciplinamento
das águas
subterrâneas
Estabilização
dos taludes
Implantação e
conservação
das obras
Fonte: Arquivo IPT.
Na concepção do projeto, deve-se ter como preocupação básica a diminuição
gradual da energia das águas captadas e a sua condução de forma controlada. De modo
geral, as intervenções realizadas nos processos erosivos visam restaurar, recuperar ou
estabilizar a área afetada.
Restaurar a área afetada corresponde a um conjunto de medidas que permite
restabelecer as condições geométricas originais do terreno anteriores à ocorrência da
erosão conforme pode ver visto de forma esquemática na Figura 134.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 136/388
Figura 134- Restauração da área afetada pelo processo erosivo.
Fonte: Arquivo IPT.
Recuperação corresponde a um conjunto de medidas que permite configurar outra
geometria de modo que a área afetada possa ser utilizada para um determinado fim,
conforme indicado esquematicamente na Figura 135.
Figura 135 - Recuperação da área afetada pelo processo erosivo.
Fonte: Arquivo IPT.
Por outro lado, estabilizar o processo erosivo corresponde a um conjunto de
medidas que visa, somente, impedir sua evolução. Neste caso, a feição erosiva fará parte
da paisagem, podendo ser totalmente vegetada ou implementados parques lineares no
seu interior ou outros dispositivos de lazer. A Figura 136 indica, de forma esquemática, o
processo de estabilização de uma erosão.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 137/388
Figura 136- Recuperação da área afetada pelo processo erosivo.
Fonte: Arquivo IPT.
Ressalta-se que, na maioria dos casos, “restaurar” uma área afetada é mais
oneroso que recuperar essa área, que por sua vez, é mais onerosa que estabilizá-la.
Para a alternativa de estabilização de processo erosivo, é necessário um conjunto
de medidas que consistem em disciplinar as águas superficiais e subterrâneas, e
estabilizar os taludes laterais. As águas pluviais e servidas, provenientes da bacia de
contribuição, devem ser captadas e conduzidas desde a cabeceira do processo erosivo
até um local adequado para descarga, onde a energia possa ser dissipada. A concepção
do projeto deve-se ter como preocupação básica a diminuição gradual da energia das
águas captadas, e a sua condução controlada, dentro ou fora da erosão (IPT, 1986). As
estruturas indicadas para o disciplinamento das águas superficiais das erosões são:
Canal ou galeria: objetiva captar e conduzir as águas pluviais e servidas até um
local apropriado para descarga. Para essa estrutura devem ser respeitadas as
velocidades máxima e mínima admissíveis de escoamento para evitar desgastes
das estruturas e/ou seu assoreamento. Recomenda-se apoiar a estrutura do
sistema de condução em terreno natural estável ou em berço de brita ou
concreto;
Canaletas e valetas vegetadas: correspondem às estruturas de desvio e de
captação nas laterais do processo erosivo, assegurando a condução das águas
até pontos de lançamentos (descidas d’água);
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 138/388
Descidas d’água: têm como objetivo conduzir as águas captadas por outros
dispositivos de drenagem, pelos taludes de corte, e promover a quebra de
energia do fluxo d’água. Recomenda-se que seja incorporado à descida d’água
o dissipador de energia contínuo, na forma de degraus ao longo de todo o
talude;
Dissipador de energia: são dispositivos destinados a dissipar energia do fluxo
d’água, reduzindo a velocidade do escoamento por meio de estruturas
localizadas.
A ação das águas subterrâneas é uma das principais causas do desenvolvimento
lateral e remontante dos processos erosivos do tipo boçoroca. Ao atingir o lençol freático,
os mecanismos de evolução do processo são intensificados em função do surgimento de
gradiente piezométrico que, ao emergir no pé do talude, remove as partículas sólidas,
estabelecendo o processo de erosão regressiva (entubamento ou piping). Ocorre também
a liquefação do material arenoso, gerando uma diminuição da coesão do solo e
consequente solapamento do talude (IPT, 1986). O tratamento convencional é feito com a
aplicação de drenos enterrados, visando à drenagem das águas subsuperficiais para
impedir a remoção do solo pelo piping. Os principais tipos de drenos recomendados são:
Trincheira Drenante: tem como objetivo drenar as águas de subsuperfície
provenientes da base dos taludes laterais do processo erosivo e conduzi-las até
a base do canal de drenagem. Para garantir a eficácia das trincheiras, evitando
a sua colmatação, é fundamental a utilização de manta de geotêxtil em todo o
contorno da mesma;
Dreno de Talvegue: tem por finalidade rebaixar o lençol freático na região do
canal de drenagem, evitando-se assim a formação de pressões neutras na base
do canal. As mesmas considerações prescritas para as trincheiras drenantes
quanto à colmatação devem ser consideradas para o dreno de talvegue.
Por fim, as medidas para a estabilização dos taludes dos processos erosivos
contemplam, de modo geral, retaludamentos, proteção vegetal dos taludes contra a ação
erosiva promovida pelas águas de escoamento superficial ou lançamento concentrado.
Em função das características dos solos existentes na área de estudo e quando ocorrer
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 139/388
inclinações elevadas dos taludes de corte, recomenda-se a utilização de biomantas para
promover sua proteção superficial vegetal.
Retaludamento: consiste em suavizar a inclinação do talude para que este seja
estável. Para isto são previstas áreas de corte e aterro. A análise de estabilidade
do talude deve apresentar coeficientes de segurança compatíveis aos
mencionados na Norma ABNT/NBR 11682 (2009);
Biomantas: são esteiras constituídas de fibras vegetais desidratadas que são
entrelaçadas por meio de costuras de fios, látex natural, colas ou ainda grelhas
de polipropileno. Protegem o solo da erosão superficial, retendo a umidade por
mais tempo, proporcionando assim condições mais adequadas de germinação e
desenvolvimento das espécies vegetais semeadas, além de fornecer nutrientes,
pois são degradáveis e servem de fonte de matéria orgânica para o solo.
Outro aspecto de fundamental importância diz respeito ao acompanhamento do
desempenho da solução empregada, nos anos seguintes à sua execução, uma vez que, a
maioria das obras, por melhor concebida, requer medidas corretivas complementares
após as estações chuvosas subsequentes (CARVALHO et al. 2006).
7.1.2 Medidas não estruturais
As medidas não estruturais devem ser planejadas e executadas de forma contínua,
visando a prevenção de acidentes nas áreas de risco e a minimização das suas
consequências, enquanto não são executadas intervenções emergenciais ou definitivas
(adaptado de Ministério das Cidades/Cities Alliance, 2006).
Entre as principais medidas, destacam-se:
Vistorias periódicas e sistemáticas nas áreas de risco por técnicos especializados,
para observação de possíveis evoluções dos processos erosivos, para registro de
novos processos e tomada de ações junto à população quando novas situações de
risco foram observadas;
As equipes responsáveis pelo monitoramento de cada área devem ser compostas,
de preferência, sempre pelos mesmos profissionais, para que estes adquiram
maior conhecimento sobre a área e possam ter condições para avaliar o grau de
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 140/388
evolução dos processos;
Orientação aos moradores visando inibir intervenções que possam produzir novas
situações de risco, tais como, construção de novas moradias em locais
inadequados, lançamento de lixo, entulho ou água servida no interior da erosão;
Sinalizar e isolar o entorno do processo erosivo de modo a garantir que animais e
pessoas, principalmente crianças, não circulem junto à crista dos taludes e no
interior das erosões;
Disponibilização de um plantão de atendimento público e outros canais
permanentes de comunicação com os moradores das áreas de risco para
apresentação de demandas de manutenção, solicitação de vistorias e informação
sobre “problemas que podem causar risco”; e
Instituir núcleos comunitários, constituídos por moradores das áreas de risco,
voluntários e lideranças populares, informados e capacitados, de modo que
possam envolver a população nas ações de prevenção, monitoramento e
fiscalização das áreas de risco.
Em paralelo, medidas preventivas para evitar a ocorrência de novos processos
erosivos em áreas urbanas passam pela necessidade do desenvolvimento de soluções
normativas em relação à legislação do parcelamento do solo urbano e ao código de
obras, conforme as características do meio físico encontrado.
Um instrumento que apresenta as características do meio físico, apontando as
limitações e potencialidades dos terrenos para a ocupação urbana ante os processos
erosivos, é denominado Carta de Risco ou Carta Geotécnica. As orientações da Carta
Geotécnica podem ser utilizadas no Plano Diretor, na lei do parcelamento do solo urbano,
com orientações para a administração municipal na determinação das diretrizes dos
projetos de loteamento em áreas de grande suscetibilidade aos processos erosivos, no
código de obras, com o desenvolvimento de soluções normativas de obras de controle de
erosões e diretrizes do sistema viário, entre outras. Pode auxiliar também na
determinação do zoneamento de uso do solo, na delimitação do perímetro urbano e no
direcionamento do vetor preferencial de expansão urbana.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 141/388
A carta geotécnica pode orientar também a Prefeitura na escolha e seleção de
áreas para instalação de futuros conjuntos habitacionais ou loteamentos populares de
caráter social, que são, atualmente, potencializadores de processos erosivos, por serem
executados geralmente em terrenos de menores custos, situados em áreas mais
problemáticas sob o ponto de vista geotécnico.
Todo projeto de contenção de erosão linear deve considerar suas especificidades,
apesar de existirem erosões cujos processos e mecanismos erosivos são comuns, o que
dificulta a generalização de soluções padrões para um determinado conjunto de
boçorocas.
7.2 Controle de processo erosivo linear na área rural
O objetivo básico deste item é justamente apresentar a utilização de práticas
conservacionistas, como passo inicial de um projeto maior: redefinir a forma de relação
entre as sociedades rurais e a natureza, conduzindo a uma exploração racional dos
recursos naturais e evitando a degradação dos mesmos. Diversas técnicas são
apresentadas neste item de modo brevemente descritivo, não tendo os autores o objetivo
ensinar passo a passo a execução das mesmas, pois que demandaria extenso trabalho
de pesquisa e compilação de dados com adequada análise de custos e quantificação de
materiais necessários. Pretende-se, dessa forma, contribuir quanto à apresentação de
alternativas passíveis de uso no controle de erosão e contenção de áreas instáveis, sendo
necessário realizar o aprofundamento quanto às técnicas mencionadas e busca de auxílio
profissional qualificado no que diz respeito à correta seleção e emprego das mesmas. O
emprego dos métodos e técnicas apresentados destina-se prioritária, mas não
exclusivamente, às áreas rurais, podendo ser adaptados para uso em área urbana,
guardadas respectivas especificidades.
As técnicas aqui abordadas são de fácil execução, não exigindo grandes recursos
financeiros para seu emprego nas respectivas propriedades rurais.
A erosão nas áreas rurais é causada pelas recentes mudanças no uso e ocupação
das terras. A substituição da cobertura florestal por cultivos, pastagens e silvicultura de
monocultura tem se intensificado de ano para ano. A energia de impacto das gotas de
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 142/388
chuva diretamente sobre o solo desprotegido e a velocidade de escoamento superficial
são fatores determinantes para desencadear a erosão hídrica e dependem
fundamentalmente do tipo de cultura existente no solo. As estradas vicinais são também
grande indutor em desencadear a erosão pelo manejo inadequado do escoamento dessas
águas ou escoamento proveniente das áreas adjacentes cultivadas que são direcionadas
para as estradas causando problemas nos taludes e no sistema viário e também é o
caminho mais rápido para transportar os sedimentos para o sistema de drenagem da
bacia, ocasionando o assoreamento.
O modelo de ocupação e a forma de uso da terra têm sido um processo
desordenado em todo o país, com a retirada da vegetação para a prática de cultivos, não
levando em conta áreas sensíveis à degradação ambiental. Este processo é acelerado
pelo homem com a intensificação das técnicas de manejo rural, com o intuito de aumentar
a produtividade. Tal fato tem mudado severamente a paisagem rural, marcada por intensa
degradação ambiental. Não é diferente na bacia hidrográfica do córrego da Cascata, que
também sentiu os reflexos desta ocupação.
Na avaliação dos processos erosivos rurais na bacia hidrográfica do córrego da
Cascata, cabe destacar como as principais causas do seu desencadeamento e evolução,
além da região apresentar um solo arenoso, extremamente suscetível à erosão. No
Domínio de rochas arenosas do Grupo Bauru, estão ligados à atividade antrópica, com o
uso inadequado também contribui para a formação de processos erosivos. É preciso
atenção especial às áreas com solo exposto ou mesmo entre um plantio e outro, em que
o solo fica sem vegetação e neste curto período de tempo o processo erosivo é intenso,
pois ocorre a perda de solo e principalmente de nutrientes. Atenção especial deve ser
dada também, às áreas inclinadas onde a erosão pode ser acelerada.
O controle da erosão nas áreas rurais destaca-se fundamentalmente com a
utilização de práticas agrícolas de conservação do solo, adoção de medidas contra a
erosão associada a estradas e o fornecimento de subsídios visando ao planejamento da
ocupação agrícola. Dada a características de suscetibilidade erosiva, produção de
sedimentos e hierarquização dos compartimentos hidrográficos, produtos desse estudo, é
necessária a recomendação para que os proprietários executem práticas de conservação
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 143/388
do solo, para diminuir o aporte de águas pluviais para os talvegues degradados, bem
como, outras medidas integradas de controle de erosão, principalmente nas estradas
vicinais. A conservação do solo é uma das principais medidas que um agricultor deve se
atentar para evitar a erosão de sua propriedade.
A ocorrência de erosão pode provocar poluição e assoreamento dos mananciais.
Além disso, a erosão pode causar prejuízos diretos na produção, devido ao desgaste do
solo e ao arraste dos insumos agrícolas. O uso e manejo inadequados do solo reduzem
também a cobertura vegetal e a infiltração da água no solo, fazendo com que ocorra
escorrimento superficial causando a erosão.
A adoção de práticas de conservação do solo visa diminuir ou minimizar os efeitos
erosivos, conciliando a exploração econômica com a preservação dos recursos naturais
solo e água. É importante ressaltar que essas práticas não eliminam a necessidade de
adubação, já que as perdas de nutrientes não cessam completamente, ocorrendo também
por meio dos produtos agrícolas ou animais.
Para sistemas de pastagens, boas práticas de manejo, como plantio de
leguminosas em consórcio com gramíneas, rotação de pastos e o não uso do fogo, são
benéficas para o controle da erosão. O uso de leguminosas, quando em consórcio, além
de melhorar a qualidade da forragem para o gado, fornece nitrogênio à gramínea,
melhorando seu desenvolvimento vegetativo. A rotação do pasto permite seu corte mais
homogêneo, facilitando uma rebrota uniforme da gramínea e uma melhor cobertura do
solo. Quando essa prática é adotada em conjunto com o não uso do fogo, seus benefícios
são maiores por reduzir as perdas de nutrientes pela erosão (EMBRAPA, 2003).
Nas áreas de pastagens, na época de reforma ou implantação, é aconselhável
construir terraços, para disciplinar o escoamento da água de chuva, cujo
dimensionamento deve ser orientado por técnico experiente (WADT, 2003).
Para culturas perenes e agroflorestais, normalmente os maiores problemas de
erosão ocorrem nos primeiros anos de implantação quando as espécies arbustivas ou
arbóreas se apresentam pouco desenvolvidas e assim produzem uma cobertura do solo
insuficiente, como pode ser observado na Figura 137. Nesse caso, as técnicas mais
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 144/388
recomendadas são o cultivo em nível, a construção de terraços e o plantio de
leguminosas, como adubos verdes, intercaladas com as espécies comerciais.
Figura 137 – Cultura perene (café) recém-plantada com pouca cobertura do solo. (Ponto GA-104.
Coordenadas UTM: 640.413 / 7.542.827, 22K, WGS 84)
Fonte: Arquivo IPT.
No caso de áreas agrícolas cultivadas com espécies de ciclo curto (culturas
temporárias) que exigem constante preparo do solo, as práticas conservacionistas mais
recomendadas são o plantio direto na palha, plantio em nível e a construção de terraços
(Figura 138).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 145/388
Figura 138 – Área agrícola cultivada com espécies de ciclo curto (amendoim), com plantio em nível.
(Ponto GA-95. Coordenadas UTM: 642.156 / 7.542.851, 22K, WGS 84).
Fonte: Arquivo IPT.
Segundo Bertoni & Lombardi (1990) todas as técnicas utilizadas para aumentar a
resistência do solo ou diminuir as forças do processo erosivo denominam se práticas
conservacionistas. As práticas conservacionistas podem ser divididas em: edáficas,
vegetativas e mecânicas, conforme se utilizem modificações nos sistemas de cultivo, na
vegetação, ou se recorra à construção de estruturas de terra para a contenção do
escoamento superficial, respectivamente. Cada uma dessas práticas resolve apenas
parcialmente o problema e, para que a solução seja realmente eficiente, elas devem ser
aplicadas simultaneamente (Figura 139).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 146/388
Figura 139 – Práticas de controle da erosão.
Fonte: EMBRAPA (2003).
A disseminação, aplicação e fomento de práticas de conservação do solo junto aos
proprietários rurais proporcionam a redução do assoreamento nos cursos d’água e
melhoria na capacidade de infiltração da água no solo. Essas práticas consistem em
modificar o sistema de cultivo, a fim de ter controle da área que sofreu erosão, fazendo
com que mantenha ou até aumente a fertilidade do solo.
As técnicas conservacionistas mais utilizadas são adubação mineral, plantio em
nível, adubação orgânica, pastagem, reflorestamento, adubação verde, sistemas de
culturas, calagem, controle de queimadas, cobertura morta, rotação de cultura, cordões
de vegetação permanente, cultivo mínimo e plantio direto. A escolha dos métodos
adequados leva em conta aspectos ambientais e socioeconômicos de cada propriedade
(BERTONI & LOMBARDI, 1990). A seguir um breve comentário das práticas
conservacionistas mencionadas.
7.2.1 Prática de caráter Edáfico
As práticas de caráter edáfico são aquelas que, com modificações no sistema de
cultivo, além do controle da erosão, mantêm-se ou melhoram a fertilidade e as condições
morfológicas do solo na fase de plantio e condução da lavoura, possibilitando um
crescimento rápido e sadio das plantas que promovem uma maior cobertura e proteção
do solo contra a chuva/erosão.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 147/388
As práticas de caráter edáfico tratam das práticas mecânicas de controle do
escoamento superficial e consequentemente dos processos erosivos na bacia de
contribuição. As águas superficiais pluviais são interceptadas por estruturas que visam à
retenção e infiltração dessas águas, diminuindo o aporte de águas pluviais nas cabeceiras
de drenagem.
Em função das características dos terrenos da área propõe-se a implantação de
terraços em nível, que se constitui numa das práticas mecânicas de controle dos
processos erosivos, onde as parcelas do terreno estão dispostas adequadamente em
relação ao declive da área da bacia. Estas práticas têm a finalidade de parcelar o terreno
conforme o comprimento de rampa da vertente, possibilitando a redução da velocidade do
escoamento superficial. Parte da água se infiltra no solo e aquela água que fica retida no
interior do canal se evapora. São práticas que facilitam o escoamento até um ponto
estável do leito de drenagem natural.
Os terraços são constituídos de um canal e um camalhão ou dique levantado com
terra removida do canal. O terraceamento corresponde ao conjunto de terraços de uma
determinada vertente, nos quais seus espaçamento e características são determinados
por algumas variáveis, que devem ser equacionadas pela Secretária de Agricultura. A
adoção desta técnica de controle deve ser realizada um estudo criterioso das
características locais de clima, solo e relevo, avaliando-se os sistemas de cultivo
adotados e tipos de culturas favoráveis a tais condições (EMBRAPA, 2003).
Somente a cobertura do solo e as práticas edáficas de conservação do solo não
são suficientes para o completo controle da erosão do solo. Há necessidade de fazer uso
práticas mecânicas de conservação do solo que minimizem o escorrimento superficial.
7.2.2 Práticas de caráter Vegetativo
Práticas de caráter vegetativo são aquelas que se valem da vegetação para
proteger o solo contra a ação direta da precipitação, minimizando o processo erosivo. A
manutenção de cobertura adequada no solo é um dos princípios básicos para a sua
conservação.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 148/388
Práticas vegetativas correspondem aos benefícios da vegetação que promove uma
proteção direta do solo, amenizando o impacto das gotas de chuva pela interceptação,
dispersão, evaporação, aumento do atrito e diminuição da velocidade do escoamento
superficial. A vegetação atua ainda fornecendo matéria orgânica e nutrientes,
incorporando carbono e favorecendo a atividade biológica do solo.
As práticas de caráter vegetativo compreendem a adoção de culturas em faixas,
alternância de capinas, adubação verde, rotação de culturas, plantio em nível, faixa de
vegetação e o plantio direto que tem se mostrado muito eficiente no controle da erosão
laminar.
7.2.2.1 Culturas em Faixas
Culturas em faixas correspondem à disposição da prática agrícola no terreno. Pode
ser de largura variável e com alternância de culturas (plantas que oferecem pouca
proteção ao solo com outras de crescimento denso). Trata-se de uma prática complexa,
pois, necessita da combinação com outras, tais como plantio em contorno, rotação de
culturas e terraços.
Como prática de controle da erosão laminar é bastante eficiente; principalmente no
emprego de culturas anuais. Deve ser orientada no sentido das curvas de nível do
terreno, alternando a disposição das culturas mais densas (milho, milheto, sorgo), com
culturas menos densas (amendoim, algodão, feijão, mandioca).
7.2.2.2 Alternância de Capinas
A alternância de épocas em que se realizam capinas em faixas paralelas,
principalmente durante o período chuvoso, constitui prática sem custo adicional ao
produtor e exerce papel importante na redução das perdas por erosão, tanto em culturas
anuais com perenes. Pode ser aplicada também para o lançamento de herbicidas nas
culturas, como substituição à capina.
Consiste em fazer as capinas sempre alternando uma ou duas faixas e depois de
algum tempo voltar a capiná-las. A capina deve sempre ser iniciada do ponto mais alto da
vertente em direção a jusante.
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7.2.2.3 Adubação Verde
A técnica da adubação verde consiste no cultivo de plantas enriquecedoras do
sistema de produção, que conferem aumento de produtividade de até 50% e melhoria
significativa no padrão comercial do produto orgânico.
Para realização desta prática utiliza-se as leguminosas para a fixação biológica de
nitrogênio e as gramíneas para fixação de carbono e melhoria da estrutura física do solo.
A adubação verde é uma prática agrícola milenar que se destaca como uma
alternativa na busca pela sustentabilidade dos solos agrícolas com a adição de matéria
orgânica no solo que, a longo e médio prazo poderá trazer benefícios ao solo, os quais
estão relacionados ao uso de diferentes espécies de plantas, de preferência, as
leguminosas: Crotalaria juncea e C. spectabilis, Mucuna nivea - mucuna-cinza, Mucuna
aterrina - mucuna-preta, Dolichos lablab - lab-lab, Canavalia ensiformis - feijão-de-porco,
Cajanus cajan - feijão-guandu. A adubação verde possui caráter multifuncional, uma vez
que associa aspectos da conservação do solo e manutenção da fertilidade (SOLERA,
2018). Além disso, a prática da adubação verde consiste no cultivo e no corte de plantas,
independente do estágio vegetativo, com ou sem a incorporação da fitomassa.
Como controle da erosão, essas plantas, quando vivas, servem para a proteção do
solo contra a ação direta da chuva. Depois de enterradas melhoram as condições físicas
do solo, devido ao aumento da matéria orgânica, favorecendo do crescimento de novas
espécies. As espécies mais utilizadas são as leguminosas, pois além de matéria orgânica,
incorporam também o nitrogênio ao solo.
7.2.2.4 Rotação de Culturas
Rotação de culturas corresponde ao sistema de alternar diferentes culturas em um
mesmo terreno, numa sequência de acordo com um plano definido. Para o controle da
erosão, recomenda-se que a rotação seja realizada em faixas em nível. Pode ser
praticada entre culturas anuais ou utilizando-se de outras culturas de ciclos mais longos
como cana de açúcar, mandioca e até mesmo pastagens.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 150/388
7.2.2.5 Plantio em Nível
O cultivo em nível ou em contorno consiste em dispor, além de todas as operações
de cultivo e preparo do solo, as linhas de semeadura ou plantio no sentido transversal à
pendente do terreno, por meio do uso de curvas de nível e linhas em contorno. Para as
linhas em contorno, o ideal é que elas estejam sempre no mesmo nível, acompanhando
as curvas de nível ou, quando não for possível, que estejam próximas delas, porém,
sempre transversais ao sentido da declividade. Essas curvas funcionam como obstáculos
à enxurrada, diminuindo sua velocidade. Desta forma, ajudam a reter os elementos
solúveis e facilitam a infiltração da água no solo.
Por meio dessa prática, as fileiras de plantas, bem como os sulcos de semeadura
ou do preparo do solo, são obstáculos para o livre percurso da enxurrada, amenizando os
processos erosivos. Não obstante, as curvas de nível, além de ser um obstáculo ao
movimento de água, também proporcionam a sua infiltração no solo. A declividade
máxima do solo recomendada para essa prática é de até 3%. O cultivo em nível pode
reduzir em mais de 50% as perdas de solo pela erosão, porém, essa prática,
isoladamente, não controla todos os processos erosivos, sendo necessário associá-la
com outras práticas conservacionistas que serão vistas adiante (EMBRAPA, 2003).
Cada prática, aplicada isoladamente, previne apenas de maneira parcial o
problema. Para uma prevenção adequada da erosão, faz-se necessária a adoção
simultânea de um conjunto de práticas, pois nenhuma prática isolada obedece aos três
princípios de controle de erosão (redução do impacto do efeito da gota de chuva; redução
do escoamento superficial e melhoria das condições de infiltração de água no solo).
7.2.2.6 Faixa de Vegetação Permanente
São faixas ou cordões de vegetação permanente, com fileiras de plantas perenes e
de crescimento denso, dispostas com determinado espaçamento horizontal e sempre em
nível.
A eficácia desta prática diminui a energia da enxurrada e favorece a deposição dos
sedimentos que estão sendo transportados. A vantagem é a facilidade de execução em
relação aos terraços; porém, como inconveniente, a área destinada às culturas anuais fica
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reduzida. Este tipo de prática é bastante utilizado no controle da erosão eólica, como
barraventos das sedes de fazendas, utilizando-se principalmente espécies de eucalipto.
7.2.2.7 Plantio Direto
Atualmente, o plantio direto é a forma de manejo dominante nas áreas agrícolas
brasileiras, ficando, os demais, restritos às culturas que não se adaptam a esse tipo de
plantio. Pode-se considerar que o plantio direto revolucionou a agricultura, uma vez que
os problemas decorrentes da erosão foram amenizados, com redução nos custos de
produção.
O plantio direto (SPD) é um sistema muito adequado para o controle da erosão
superficial, em razão da manutenção dos restos vegetais na superfície e da mínima
movimentação do solo. Sistemas de culturas em rotação, cobertura permanente do solo
por plantas vivas ou mortas e mobilização mínima do solo são os principais componentes
do SPD (FRANCHINI et al., 2009). Assim, o SPD é reconhecidamente uma das melhores
alternativas para promover boas condições físicas, químicas e biológicas do solo.
Atualmente, o plantio direto está bem consolidado nas áreas agrícolas brasileiras,
embora ainda existam alguns aspectos que desafiam a pesquisa na busca de solução
para tornar o sistema cada vez mais eficiente. Algumas vantagens do plantio direto são:
Controle de erosão;
Mais matéria orgânica disponível no solo;
Melhor estrutura do terreno;
Diminuição da compactação;
Melhora das características físicas e químicas do solo;
Menor perda de água da terra;
Conservação da umidade do solo;
Regulação da temperatura do solo;
Manutenção do equilíbrio na temperatura do solo com a palha e restos de materiais;
Maior atividade biológica;
Aumento na vida útil das máquinas agrícolas e economia de combustível;
Redução dos custos e produção;
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 152/388
Semeadura das culturas em época adequada;
Menor assoreamento de rios, lagos e barragens;
Maior produtividade das culturas;
Diminuição na contaminação dos cursos de água.
Assim, várias são as vantagens do sistema de plantio direto, tanto para o solo
como para o ambiente. As desvantagens a serem destacadas são a exigência de
semeadoras especiais, impossibilidade de implantação em áreas com elevada infestação
de plantas invasoras e possível aumento de pragas e doenças.
A implantação do sistema plantio direto exige certos cuidados por parte do
agricultor, a fim de evitar problemas futuros na lavoura. O ideal é que seja feito de forma
gradual, primeiramente nas melhores áreas da propriedade, expandindo para as demais
com o passar do tempo (EMBRAPA, 2003).
7.2.3 Práticas de caráter Mecânico
As práticas de caráter mecânico são aquelas que utilizam estruturas artificiais,
visando a interceptação e/ou condução do escoamento superficial. Esta interceptação
pode ser feita por meio de terraços, canais escoadouros ou divergentes, bacias de
captação (retenção) de águas pluviais, barragens, entre outras, onde será armazenada
até sua infiltração, evaporação ou, ainda, ser utilizada por animais. O terraceamento de
terras agrícolas é uma das práticas de controle da erosão hídrica mais difundidas entre os
agricultores. A principal função do terraçeamento é diminuir o comprimento dos lançantes
e promover a infiltração da água.
Os terraços podem ser classificados quanto à função que exercem, à largura da
base ou faixa de terra movimentada, ao processo de construção, à forma do perfil do
terreno e ao alinhamento (EMBRAPA, 2003).
Os terraços quanto à sua função podem ser locados em nível, em desnível ou
misto. Os terraços em nível possuem as extremidades bloqueadas e têm a função de
acumular e infiltrar a água, e são recomendados para áreas com boa permeabilidade e
declividade de até 12%. Os terraços em desnível apresentam pequeno gradiente ao longo
de seu comprimento e conduzem a água para as laterais, sendo mais adequados, para
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 153/388
áreas com menor permeabilidade e/ou declividades superiores a 12%. Os terraços mistos
englobam os dois tipos anteriores, ou seja, são projetados em pequeno desnível e com
capacidade de acumulação de água que ao ser excedido, escoa pelas laterais (PRUSKI
et aI., 2006). Este último tipo de terraço procura somar as vantagens dos outros dois, mas
agrega também as desvantagens de ambos.
As Figura 140 a Figura 142 ilustram os principais tipos de terraços. Sempre que
houver possibilidade (condições técnicas), é preferível optar por terraços de base larga.
Figura 140 – Tipos de terraços quanto à construção.
Fonte: EMBRAPA (2003).
Figura 141 – Tipos de terraços quanto à largura.
Fonte: EMBRAPA (2003).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 154/388
Figura 142 – Tipos de terraços quanto à função.
Fonte: EMBRAPA (2003).
As práticas de terraceamento, curvas de nível e barragens de contenção quando
utilizadas em associação são bastante eficientes, pois evitam a erosão e perdas de
nutrientes, além de ter papel fundamental na recarga do lençol freático, pois ajuda na
infiltração da água no solo (BERTOLINI, et al., 1989).
Desta forma, deve-se proceder a uma análise criteriosa dos vários tipos de terraços
existentes e verificar qual o que mais se adequa às condições locais antes do início da
construção (MANUAL OPERATIVO DA SRH-CE, 1999).
Na escolha da forma de secção transversal do terraço, o relevo é o fator de maior
importância a ser considerado (BERTOLINI et al., 1989). No Quadro 28, a seguir,
relacionam-se as classes de declive mais recomendadas para cada tipo de terraço.
Quadro 28 - Tipos de terraços recomendados em função da declividade do terreno.
Declividade (%) Tipo de Terraço
Recomendado
2 - 8 Base Larga
8 – 12 Base Média
12 – 18 Base Estreita
18 - 50 Em patamar
Fonte: Adaptado de Bertolini et al. (1989).
Um dos métodos mais eficientes de contenção de enxurradas (escoamento
superficial) são as bacias de infiltração, também conhecidas como bacias de contenção,
bacias de retenção, “barraginhas” ou bolsões. As “barraginhas” são pequenos
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 155/388
reservatórios que possuem a forma de bacia, construídos nos terrenos, ou seja, é uma
área escavada que tem como principal função a contenção das enxurradas, por meio da
coleta da água que escoa em excesso em propriedades rurais ou estradas vicinais e a
recarga de água subterrânea (EMATER, 2005). As Figura 143 e Figura 144 ilustram
bacias de retenção que ocorrem na área.
Figura 143 – Bacias de retenção na lateral da estrada vicinal. (Ponto GA-21. Coordenadas UTM:
642.274 / 7.541.105, 22K, WGS 84)
Fonte: Arquivo IPT.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 156/388
Figura 144 – Bacias de retenção em área de pastagem. (Ponto GA-72. Coordenadas UTM: 642.945 /
7.543.845, 22K, WGS 84)
Fonte: Arquivo IPT.
O sistema de bacias de contenção traz diversos benefícios, como por exemplo, a
diminuição da erosão do solo, evitando a perda de nutrientes, promove a recarga do
lençol freático o que aumenta o nível de água no interior do solo, contribuindo para a
conservação de nascentes e de mananciais de água. Além disso, as barraginhas ao
reterem as enxurradas, possuem em seu interior sedimentos e outros elementos (terra,
adubo, pesticidas) que são carreados, protegendo as baixadas e corpos d’água do
assoreamento e contaminação (EMATER, 2005).
Contudo para a efetiva estabilização dos processos erosivos torna-se fundamental
o restabelecimento da cobertura vegetal sobre o solo (POMPÉIA, 2005), que é
contemplada por meio de outras ações complementares, tais como a bioengenharia e o
uso de espécies nativas e exóticas.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 157/388
7.3 Bioengenharia de Solos na prevenção e correção de processos
erosivos
Inúmeras são as medidas de prevenção e correção desenvolvidas e utilizadas na
recuperação dos processos erosivos. Em áreas propensas a erosões, a busca de práticas
que utilizem técnicas de natureza mecânica, física e edáfica que aumente a infiltração do
excesso do fluxo hídrico e contribua para retenção da água por meio do uso adequado do
solo, são fundamentais para diminuir o potencial erosivo da chuva (NARDIN et al., 2010).
Vale ressaltar que um plano de controle da erosão não deve ser abordado de forma
isolada, mas como um conjunto de medidas para a estabilização de toda a área afetada.
Segundo BERTONI & LOMBARDI NETO (2010) o controle é realizado com os seguintes
objetivos:
Intercepção da enxurrada acima da área de erosões, com terraços;
Retenção da enxurrada na área de drenagem, por meio de práticas de cultivo,
de vegetação e estruturas especificas;
Eliminação dos sulcos e ravinas, com acertos do terreno executados com
equipamentos de movimentação de terra;
Revegetação da área;
Construção de estruturas para deter a velocidade da água ou até mesmo
armazená-las;
Completa exclusão do gado; e
Controle da sedimentação dos sulcos e ravinas ativas.
Além das medidas de engenharia convencionais para controle de processos
erosivos, pode-se adotar as técnicas de bioengenharia de solos associadas ou não às
técnicas convencionais.
As técnicas de bioengenharia de solos/engenharia natural empregam o uso da
vegetação e materiais inertes que possam estar disponíveis na região, como alternativa
mais natural para recuperar solos degradados a curto e médio prazo. Muitas são as
técnicas inseridas nessa tecnologia onde cada técnica possui uma função específica com
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 158/388
aptidão para controlar processos erosivos, especialmente quando se refere à forma de
uso do material.
Dessa forma, as técnicas de bioengenharia de solos, sob o ponto de vista
ecológico, são vistas como uma alternativa que pode contribuir com a solução de
problemas em áreas que sofrem processos erosivos naturais ou decorrentes da remoção
da cobertura vegetal protetora, quando aparecem outras formas de uso e ocupação do
solo (agricultura, pastagens, ocupação urbana, entre outros usos). Essa tecnologia tem
como premissa minimizar o grau de artificialidade em suas intervenções (FERNANDES;
FREITAS, 2011), privilegiando a vegetação como material estrutural (sistema radicular),
além de utilizar materiais inertes naturais como pedras e madeira, este último, irá criar
condições para que a vegetação se reestabeleça na área degradada por meio de sua
decomposição (MOSCATELLI et al., 2009).
A bioengenharia de solos é uma associação de alternativas, envolvendo elementos
biologicamente ativos em obras de estabilização de solo e de sedimentos, em conjunto
com elementos inertes, tais como: concreto, madeira, ligas metálicas, polímeros e mantas
confeccionadas com fibras vegetais, conhecidas por biotêxteis (RIBEIRO et al., 2010). Em
decorrência de seu baixo custo, requerimento técnico relativamente simples para
instalação e manutenção, adequação paisagística e ambiental, a bioengenharia de solos
tem encontrado largo campo de aplicação (PEREIRA & COELHO, 2006), dentre eles, o
controle de processos erosivos. Como alternativas utilizadas para auxiliar no controle de
erosões podem ser utilizadas biomantas, hidrossemeadura, paliçadas, espécies vegetais
que contribuam para a estabilização do processo erosivo, como o capim Vetiver;
estilozante e crotalária (tipos de leguminosas); capim Andropogon, dentre outros
(PEREIRA, 2006a).
Essa técnica pode ter uma boa eficácia com relação a prevenção e correção de
processos erosivos, visto que utiliza materiais naturais de baixo custo, que com o tempo
ocorre a degradabilidade desses materiais e sua incorporação ao ambiente, propiciando o
crescimento e estabelecimento da vegetação, além do uso da mão de obra local. As
técnicas inseridas na bioengenharia de solos também podem ser adaptadas e utilizadas
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 159/388
para recuperar boçorocas, a exemplo das paliçadas e até mesmo combinadas com a
engenharia tradicional para solução do problema (BIULCHI, 2012; SOLERA; 2018).
7.3.1 Técnicas de revegetação na bioengenharia de solos
No estabelecimento da cobertura vegetal, por meio de práticas de revegetação, as
biomantas são constituídas por material confeccionado industrialmente a partir de fibra
vegetal, palha agrícola, fibra de coco e fibra sintética, que são costuradas de modo a
formar uma trama resistente, protegida por redes de polipropileno ou juta. A principal
vantagem das biomantas está na facilidade e rapidez de sua aplicação, protegendo o solo
imediatamente à sua aplicação, permitindo que a vegetação se estabeleça (DEFLOR,
2005).
Outro tipo de plantio indicado para revegetação é a hidrossemeadura utilizada no
controle e estabilização de erosões. A hidrossemeadura consiste na aplicação de massa
pastosa composta de sementes, fertilizantes, compostos orgânicos, adesivos líquidos
apropriados, aglutinantes e corretivos de solo utilizando a água como veículo (BASSO,
2008). Esta técnica é utilizada principalmente onde a mecanização é de difícil acesso pelo
relevo acidentado e também apresenta como principais vantagens o uso de gramíneas e
leguminosas, que em determinados casos apresentam efeito corretivo do solo, fácil
transporte, permite aplicação em grandes áreas em tempo reduzido, e rápido
crescimento, proporcionando proteção contra o desenvolvimento de processos erosivos,
além de um grande número de espécies que ocorrem em várias regiões do Brasil e de
relativa facilidade na obtenção de sementes.
Em relação à revegetação, estudos mostram que as leguminosas dos gêneros:
Mimosa, Acacia, Albizia e Enterolobium, têm apresentado sucesso na revegetação de
áreas degradadas na região sudeste (FRANCO et aI., 1993). Em várias outras regiões do
país e do exterior, os resultados encontrados têm sido muito satisfatórios com esses
gêneros, como em Mato Grosso do Sul, Pará, Maranhão, e no Peru (RESENDE et aI.,
2005).
Especificamente em revegetação de boçorocas, experimento realizado por
MACHADO et aI. (2005) na região do Médio Vale do rio Paraíba do Sul, cidade de
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 160/388
Pinheiral-RJ, mostrou que dentre as 11 espécies testadas, cinco apresentaram os
melhores resultados: (acácia australiana) Acacia mangium, (roseira) Mimosa arfemisiana,
(sabiá) Mimosa caesalpiniifolia, (guachapele) Pseudosamanea guachapele e
(angustíssima) Acacia angustissima. Cabe destacar que, algumas espécies se
sobressaem melhor em determinados ambientes que em outros, cuja escolha das
espécies dependerá das condições do clima e solo da região (FRANCO et aI.,1992).
Com a revegetação no interior e no entorno da erosão, espera-se que a
intervenção de controle possa vir a atuar de forma mais permanente na redução do
escoamento superficial e retenção do solo. Com as leguminosas de crescimento rápido
ocorre a adição de matéria orgânica na área, por meio da deposição de folhas e galhos
senescentes (processo de envelhecimento), favorecendo a melhoria das condições
físicas, químicas e biológicas do substrato, e possibilitando que espécies de árvores mais
exigentes em sombra, fertilidade do solo, umidade etc., de outros locais, colonizem o
local, caso exista fontes de propágulos e agentes dispersores (CAMPELLO, 1998), e com
isso, o retorno da fauna e flora local, e a melhoria da paisagem.
Uma técnica interessante para controle de processos erosivos são as barreiras
vivas, semelhantes aos cordões de vegetação, para reter sedimentos transportados pela
água em áreas erodidas, formando fileiras de plantas perenes e de crescimento denso,
são implantadas em linhas contínuas, formando um efetivo obstáculo, sendo dispostas em
contorno ou seguindo a orientação das curvas de nível.
Na revegetação, cabe destacar o uso do capim vetiver (Vetiveria zizanioides 54L.)
Nash), também conhecido como capim-de-cheiro, grama-cheirosa, grama-das-índias.
Esta espécie que tem se mostrado promissora, podendo ter uma longevidade de séculos.
Trata-se de uma gramínea perene, de incidência nos mais variados climas, sobretudo
tropical e subtropical, sendo a espécie mais indicada para recuperação de áreas
degradadas, pois apresenta as seguintes características: ser perene; formação de cerca
viva densa; sistema radicular profundo (podendo chegar a três metros de profundidade);
praticamente estéril não se disseminando como invasora, pois só se reproduz por meio de
mudas, facilitando assim sua recomendação para qualquer sítio ecológico; por ser pouco
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 161/388
atacada pelo gado; resistente a doenças; e adaptada às mais diversas condições de solo
e clima (PEREIRA, 2006b).
O capim vetiver pode ser usado como barreira viva formando um terraço natural
atrás das cortinas do capim, evitando a degradação do solo, quebrando a intensidade do
fluxo descendente das águas pluviais (Figura 145 e Figura 146). O capim vetiver pode ser
utilizado em várias situações, tais como: controle de erosão e sedimentos; proteção de
margens de cursos d’água; e em taludes de aterro, mostrou-se eficiente e apresentaram
baixos custos. Por se tratar de uma espécie não invasora, cujas características permitem
a recomendação pelo Banco Mundial e pelos órgãos ambientais em todo o mundo, o
capim vetiver pode ter seu uso nas técnicas de bioengenharia no controle de erosão do
solo (PEREIRA, 2006b).
Figura 145 - Cordão em contorno vegetado com
capim vetiver em área de encosta.
Figura 146 – Barreiras vivas com capim
vetiver em área de encosta.
Fonte: MACHADO et al. (2006b). Fonte: DEFLOR (2005).
Especificamente em áreas de pastagem, dentre as atividades necessárias, antes
da implantação das técnicas de controle da erosão, pode-se destacar o isolamento de
animais com cercamento da área e a construção de aceiros contra queimadas, primeiras
atividades a serem realizadas para que se possa proteger a cobertura vegetal existente e
que futuramente será implantada por meio da revegetação. Nesse mesmo sentido deve
se iniciar os trabalhos de controle de formigas cortadeiras que são fatores de degradação
ambiental no estabelecimento das mudas arbóreas que serão plantadas na área.
(EMBRAPA, 2003)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 162/388
O passo seguinte é a análise química e textural do solo da área para o
conhecimento de sua fertilidade e textura. Essas informações serão úteis na
determinação da necessidade de aplicação de nutrientes na forma de fertilizantes para as
espécies florestais a serem implantadas, e no dimensionamento de práticas de controle
da erosão.
Após a obtenção do resultado da análise, é ideal que a sua interpretação seja
realizada por profissionais da área de ciências agrárias. No Quadro 29, encontra-se uma
referência de adubação de espécies florestais de acordo com a análise de solo (FREIRE
& ALMEIDA, 1988).
Quadro 29 - Recomendação de nutrientes para algumas leguminosas florestais para o estado do
Rio de Janeiro.
Teor de P no
solo (mg dm-3
)
Dose de P2O5
(kg/ha)
Teor de K no solo
(mg dm-3
)
Dose de K2O
(kg/ha)
0 - 10 30 0 – 45 30
> 10 0 > 45 0
Fonte: MACHADO et al. (2006b)
7.3.2 Uso de paliçadas no controle de processos erosivos
Dentre as diversas alternativas de estabilização do solo, a bioengenharia de solos
dispõe ainda do uso de paliçadas, que consiste em quebrar a força da enxurrada e reter
os sedimentos principalmente dentro da erosão, e devem ser construídas com materiais
de baixo custo e facilmente disponíveis, como madeira, bambu e pneus, podendo ser
complementado com sacos de ráfia (MACHADO et al., 2006b). A opção pela utilização de
materiais construtivos a base de fibras vegetais (sacarias de café ou sacos de juta), em
substituição a rafia, apresenta a vantagem de ser mais bem incorporada ao ambiente
devido a sua biodegradabilidade (SOLERA, 2018).
As paliçadas são um tipo de prática física que utiliza estruturas artificiais para
redução do escoamento da água, interceptando-a e fazendo com que não atinjam energia
suficiente para ocasionar perda de solo acima dos limites toleráveis (PRUSKI et al., 2006).
O uso dessas práticas é de extrema importância, uma vez que nem sempre as práticas
edáficas e vegetativas por si só são suficientes para o controle da erosão, principalmente
onde ocorrem chuvas de grande intensidade (MACHADO, 2007).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 163/388
Para uma boa eficiência destas estruturas, deve-se escolher local que apresente
terrenos firmes e estáveis para que venha suportar a força que será exercida nas
paliçadas por meio da enxurrada. Em seguida, deve-se fazer canaletas tanto nas paredes
laterais quanto no leito da erosão, de maneira que a paliçada fique bem encaixada sem
deixar brechas para a passagem da água e sedimentos.
Para a montagem da paliçada, deve-se antes fincar estacas a cada metro de
distância, onde a madeira ou bambus serão empilhados e amarrados com arame. No
caso de paliçadas de pneus, esses devem ser vestidos nas estacas, e posteriormente,
enchidos com terra. Finalmente, colocar os sacos de ráfia abertos e amarrados nos
bambus ou pneus cobrindo toda paliçada. Em relação à distância e altura das paliçadas,
Machado et aI. (2005) obtiveram bons resultados utilizando espaçamento de 5 m entre
uma paliçada e outra e com altura de 1 a 1,20 m. As Figura 147 e Figura 148
exemplificam a instalação das paliçadas que se constituem de uma estrutura de estacas
paralelas instaladas transversalmente no interior de feições erosivas. Ressalta-se que, a
utilização das paliçadas deve considerar o tipo de fundação do terreno, ou seja, ser
possível sua cravação.
Figura 147 - (A) encaixe canaleta no leito da voçoroca e amarrio dos bambus; (B) Detalhe do encaixe dos
bambus no talude lateral; (C) construção de paliçada utilizando pneus usados; (D) colocação de sacos de
ráfia.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 164/388
Fonte: MACHADO et al. (2006b).
A B
C D
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 165/388
Figura 148 - Paliçada de bambu na contenção da erosão em sulco.
Fonte: MACHADO et al. (2006b).
De acordo com Silva, et al. (2009), os materiais utilizados na construção das
paliçadas foram estacas de bambu, para formar um tipo de “parede horizontal”, com
sacos de ráfia vazios e abertos na parte dianteira da barreira, funcionando como uma
“cortina” retentora de sedimento (Figura 149) e sacos preenchidos como solo ou outro
material, para escorar a base da paliçada, evitando o rompimento, (Figura 150 e Figura
151).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 166/388
Figura 149 – Etapas de construção de paliçadas. A foto a) Representação de uma barreira revestida com
sacos de ráfia para retenção de sedimentos, e a foto b) Representação de uma das barreiras com paliçadas
de bambú e sacos de ráfia servindo de escora.
Fonte: Silva et al. (2009).
Figura 150 - Demonstração do material fino retido nas barreiras de bambu.
Fonte: Silva et al. (2009).
a) b)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 167/388
Figura 151 – Paliçadas de bambu e barramento com retentores de sedimentos, fotos de antes (A) e depois (B).
Fonte: MATHIAS (2016).
A montante da paliçada e no engastamento nas ombreiras podem ser aplicados
geotêxteis filtrantes ou retentores de sedimentos do pé da paliçada até o topo, e
amarradas na paliçada, evitando assim a carreamento de sedimentos e a passagem de
água pelas ombreiras e na interface da paliçada com o solo (COUTO et al., 2010).
Outra técnica interessante são os feixes vegetativos ou feixes vivos, estes são
utilizados como ramos longos e amarrados, de fácil propagação, posicionados e fixados
por estacas de madeira; instalados em trincheiras rasas e cobertas com solo (Figura
152). Estes feixes vegetativos também são semelhantes à paliçada viva, principalmente
usada para plantas, como bambus, formando touceiras e arbustos, que retém o
carreamento de sedimentos.
A B
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 168/388
Figura 152 – Exemplo de implantação de feixes de vegetação. Foto (a) Feixes recém-plantados e (b)
Feixes após 6 meses.
Fonte: Verdum et al. (2016)
Segundo Verdum et al. (2016), as paliçadas, os feixes de vegetação e as barreiras
vegetativas (caso do uso do capim vetiver) são algumas das alternativas mais utilizadas
contra os efeitos da erosão hídrica de fluxo concentrado, com a função de impedir o
aprofundamento de sulcos, estabilizar o perfil longitudinal da erosão e, simultaneamente,
contribuir para a retenção de sedimentos, iniciando o processo de deposição do solo,
preenchimento da feição erosiva e a gradativa colonização de espécies vegetais do setor
em tratamento.
8 INDICAÇÕES DE TÉCNICAS PARA MITIGAÇÃO DE PROCESSOS
EROSIVOS NA BACIA EM ESTUDO
As indicações neste referido estudo têm por finalidade apresentar algumas das
práticas possíveis de implantação para mitigar os processos erosivos na bacia em estudo.
Em um primeiro momento, para que a recuperação da área afetada seja efetiva, é
necessário, o isolamento para a implantação de ações com o propósito de auxiliar na
recuperação do solo e da pastagem, entre outras práticas.
a) b)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 169/388
Com a área recuperada, a mesma poderá ter novamente seu uso, por exemplo,
para o pastejo, desde que se mantenha o manejo animal, bem como, deverá ser realizada
a ressemeadura e adubações periódicas da pastagem garantindo sua manutenção com a
densidade de cobertura, que irá garantir suporte ao gado e ao solo contra a erosão.
Durante os levantamentos de campo foram identificados três tipos predominantes
de processos erosivos com relação a sua morfologia e dimensão, descritos a seguir.
8.1 Processos Erosivos Paralelos à Curva de Nível
Esse tipo de processo erosivo geralmente ocorre em encostas associadas à área
de pastagem, que se desenvolvem paralelamente as curvas de nível, onde ocorre o
pisoteio do gado com mais frequência. As Figura 153 e Figura 157 apresentam a
ocorrência destes processos na área da bacia em estudo. Normalmente esses processos
são caracterizados como de pequena magnitude, estreito e de pequena profundidade.
Figura 153 – Vista das feições erosivas paralelas às curvas de nível, na forma de trilhas, próximo ao Ponto
GA-07 (coordenadas UTM: 641.670 / 7.546.253, 22K, WGS 84).
Fonte: Arquivo IPT (2021).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 170/388
Figura 154 – Vista de outro local das feições erosivas paralelas às curvas de nível, na forma de trilhas,
próximo ao Ponto GA-07 (coordenadas UTM: 641.670 / 7.546.253, 22K, WGS 84).
Fonte: Arquivo IPT (2021).
Figura 155 – Vista de outro local das feições erosivas paralelas às curvas de nível, na forma de trilhas,
próximo ao Ponto GA-07 (coordenadas UTM: 641.670 / 7.546.253, 22K, WGS 84).
Fonte: Arquivo IPT (2021).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 171/388
Figura 156 – Feições erosivas paralelas às curvas de nível, na forma de trilhas, em área de pastagem (Foto
tirada com drone, em 07/10/21).
Fonte: Arquivo IPT (2021).
Figura 157 – Feições erosivas paralelas às curvas de nível, na forma de trilhas, em área de pastagem (Foto
tirada com drone, em 07/10/21).
Fonte: Arquivo IPT (2021).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 172/388
A Figura 158 representa, esquematicamente, o padrão das feições erosivas
paralelas à curva de nível encontrada na área da bacia em estudo.
Figura 158 - Esquema típico do padrão das feições erosivas paralelas à curva de nível.
Fonte: Elaborados pelos autores.
Para estabilização desse tipo de processo erosivo, é possível utilizar algumas
técnicas que serão descritas a seguir.
Para a área de estudo, as paliçadas podem ser utilizadas em erosões com
espessura de solo suficiente para sua cravação. As paliçadas devem ser colocadas nas
quebras de declividade, dentro da erosão, quantas forem necessárias para estabilização
do processo erosivo. A montante adiciona-se uma camada de solo fértil de no mínimo 30
cm de espessura, com um mix de sementes, de plantas de crescimento rápido, de modo a
reter os sedimentos carreados advindos de montante, pode-se ainda ser aplicada uma
manta de geotextil filtrante, na interface entre a paliçada e o solo, o que reterá ainda mais
os sedimentos. Deste modo a altura mínima aceitável da paliçada é de 40 cm o que
possibilitará o crescimento das plantas e irá impedir o carreamento de sedimentos. A
Figura 159 mostra o esquema deste tipo de contenção com paliçada.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 173/388
Figura 159 - Representação esquemática de contenção com paliçada, das feições erosivas paralelas à
curva de nível.
Fonte: Elaborados pelos autores.
Outra técnica que pode ser utilizada é o solo-ensacado que consiste em uma
estrutura de formato cilíndrico alongado, podendo ser confeccionado com tecido de juta
ou tela/tecido de sisal natural (Figura 160), ou na forma de sacos, podendo utilizar o
reuso de sacarias de café, que tem na juta a principal matéria prima (Figura 161). A
costura desses sacos e o fechamento são realizados utilizando-se fio de sisal.
Essa técnica possui a função de reter uma mistura de solo-substrato/sementes em
sua porção interna, de forma que o solo permaneça confinado e propicie a germinação e
desenvolvimento das sementes com o objetivo de restabelecer a cobertura vegetal
(SOLERA, 2018).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 174/388
Figura 160 – Retentor de solo ou solo-retentor de
tecido de juta. Figura 161 – Sacarias de café.
Fonte: acervo IPT (2014). Fonte: acervo IPT (2014).
Em sua parte interna, coloca-se uma mistura de sementes de ciclo curto com solosubstrato. As sementes devem possuir sistema radicular com estrutura profunda para
favorecer a estabilização do solo a curto e médio prazo, e permitir o desenvolvimento das
sementes. Os retentores de solo-sementes ensacado podem ser de diferentes
comprimentos e circunferência de acordo com o material construtivo disponível na região
e da área a ser tratada.
Para a área de estudo, recomenda-se que esta aplicação seja realizada em locais
onde a camada de solo seja pouco espessa, impossibilitando a cravação de paliçadas. As
barreiras de sacos devem ser colocadas nas quebras de declividade, dentro da erosão,
quantas forem necessárias para estabilização do processo erosivo. Para sua fixação, é
necessário endentar o terreno, ou seja, realizar pequenos cortes, de forma que os sacos
fiquem encaixados um no outro, podendo variar sua geometria, de acordo com a área de
aplicação. A montante da barreira de sacos adiciona-se uma camada de solo fértil de no
mínimo 30 cm de espessura, com um mix de sementes, de plantas de crescimento rápido,
de modo a impedir o carreamento de sedimentos advindos de montante. Deste modo a
altura mínima aceitável da barreira é de 40 cm o que possibilitará o crescimento das
plantas e irá impedir o carreamento de sedimentos. A Figura 162 mostra o esquema
deste tipo de contenção com solo ensacado.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 175/388
Figura 162 - Representação esquemática de contenção com solo ensacado, das feições erosivas paralelas
à curva de nível.
Fonte: Elaborados pelos autores.
Outras técnicas que podem ser utilizadas são as barreiras vivas e os feixes
vegetativos. As barreiras vivas são semelhantes aos cordões de vegetação, formando
fileiras de plantas perenes e de crescimento denso, são implantadas em linhas contínuas,
formando um efetivo obstáculo, sendo dispostas em contorno ou seguindo a orientação
das curvas de nível. Os feixes vegetativos ou feixes vivos são utilizados como ramos
longos e amarrados, de fácil propagação, posicionados e fixados por estacas de madeira;
instalados em trincheiras rasas e cobertas com solo fértil.
A Figura 163 representa, esquematicamente, a concepção sugerida para
contenção e mitigação, por meio de barreiras vivas ou feixes vegetativos, das feições
erosivas paralelas à curva de nível.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 176/388
Figura 163 - Representação esquemática de contenção com barreiras vivas ou feixes vegetativos, das
feições erosivas paralelas à curva de nível.
Fonte: Elaborado pelos autores.
Outra solução a ser considerara é a colocação de solo-substrato com sementes de
uma única espécie ou mesmo um mix de espécies de leguminosas que possam ser
consorciadas com gramíneas nas trilhas formadas pelo pisoteio do gado. Esta técnica
pode ser mais bem-sucedida utilizando-se espécies de gramíneas que se ramificam,
aumentando a retenção de sedimentos carreados. Junto a isto é possível utilizar uma
manobra de rastelar estas plantas, depois de crescidas, com poucos centímetros de
altura, formando uma camada de plantas mortas, o que auxiliará ainda mais a fixação de
sedimentos carreados. É possível utilizar também biomantas para evitar o carreamento de
material, pois este não se encontra confinado.
8.2 Processos Erosivos Perpendiculares à Curva de Nível
Esse tipo de processo erosivo é classificado como do tipo ravina e ocorre na bacia
de estudo principalmente em área de pastagem. Geralmente se desenvolvem em
encostas onde o escoamento das águas superficiais se concentra em linhas de
drenagem, induzidas pelo mau uso do solo (abertura de estradas, carreadores, pisoteio
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 177/388
de gado, etc). As Figura 164 a Figura 167 apresentam a ocorrência destes processos na
área da bacia em estudo.
É, recomendável o monitoramento e a mitigação, assim que possível, destes
processos, pois podem evoluir consideravelmente em eventos de chuvas intensas.
Figura 164 – Vista de uma feição erosiva perpendicular às curvas de nível, decorrente da deficiência do
sistema de drenagem da estrada vicinal situada à montante (coordenadas UTM: 641.670 / 7.546.253, 22K,
WGS 84).
Fonte: Arquivo IPT (2021).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 178/388
Figura 165 – Vista do mesmo com feições erosivas perpendiculares às curvas de nível, próximo ao Ponto
GA-07 (coordenadas UTM: 641.670 / 7.546.253, 22K, WGS 84).
Fonte: Arquivo IPT (2021).
Figura 166 – Vista do mesmo ponto com feições erosivas perpendiculares às curvas de nível, (coordenadas
UTM: 641.670 / 7.546.253, 22K, WGS 84).
Fonte: Arquivo IPT (2021).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 179/388
Figura 167 – Vista das feições erosivas perpendiculares às curvas de nível, com algumas trilhas na borda,
paralelas à curva de nível (coordenadas UTM: 641.670 / 7.546.253, 22K, WGS 84).
Fonte: Arquivo IPT (2021).
A Figura 168 representa, esquematicamente, o padrão das feições erosivas
perpendiculares às curvas de níveis encontradas na área da bacia em estudo.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 180/388
Figura 168 - Esquema típico do padrão das feições erosivas perpendiculares às curvas de níveis.
Fonte: Elaborados pelos autores.
Para estabilização desse tipo de processo erosivo, é possível utilizar algumas
técnicas que serão descritas a seguir.
Para a área de estudo, as paliçadas podem ser utilizadas em erosões com
espessura de solo suficiente para sua cravação. As paliçadas devem ser colocadas nas
quebras de declividade, dentro da erosão, quantas forem necessárias para estabilização
do processo erosivo. A montante adiciona-se uma camada de solo fértil de no mínimo 30
cm de espessura, com um mix de sementes, de plantas de crescimento rápido, de modo a
reter os sedimentos carreados advindos de montante, pode-se ainda ser aplicada uma
manta de geotextil filtrante, na interface entre a paliçada e o solo, o que reterá ainda mais
os sedimentos. Deste modo a altura mínima aceitável da paliçada é de 40 cm o que
possibilitará o crescimento das plantas e irá impedir o carreamento de sedimentos. A
Figura 169 mostra o esquema deste tipo de contenção com paliçada.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 181/388
Figura 169 - Representação esquemática de contenção das feições erosivas perpendiculares às curvas de
níveis com paliçada.
Fonte: Elaborados pelos autores.
Outra técnica que pode ser utilizada é o solo-ensacado, aplicado em locais onde a
camada de solo seja pouco espessa, impossibilitando a cravação de paliçadas. As
barreiras de sacos devem ser colocadas nas quebras de declividade, dentro da erosão,
quantas forem necessárias para estabilização do processo erosivo. Para sua fixação, é
necessário endentar o terreno, ou seja, realizar pequenos cortes, de forma que os sacos
fiquem encaixados um no outro, podendo variar sua geometria, de acordo com a área de
aplicação. A montante da barreira de sacos adiciona-se uma camada de solo fértil de no
mínimo 30 cm de espessura, com um mix de sementes, de plantas de crescimento rápido,
de modo a impedir o carreamento de sedimentos advindos de montante. Deste modo a
altura mínima aceitável da barreira é de 40 cm o que possibilitará o crescimento das
plantas e irá impedir o carreamento de sedimentos. A Figura 170 mostra o esquema
deste tipo de contenção com solo ensacado.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 182/388
Figura 170 - Representação esquemática de contenção das feições erosivas perpendiculares à curva de
nível com solo ensacado.
Fonte: Elaborados pelos autores.
Outras técnicas que podem ser utilizadas são os feixes vegetativos ou feixes vivos,
utilizados como ramos longos e amarrados, de fácil propagação, posicionados e fixados
por estacas de madeira; instalados em trincheiras rasas e cobertas com solo (Figura
171). Estes feixes vegetativos também são chamados de paliçada viva, principalmente
usadas para plantas, como bambus que, dependendo da espécie, formam touceiras e se
alastram, crescendo tanto na vertical quanto na horizontal, impedindo o carreamento de
sedimentos. Essa técnica pode ser aplicada também no fundo das erosões.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 183/388
Figura 171 - Representação esquemática de contenção das feições erosivas perpendiculares à curva de
nível com feixes vegetativos.
Fonte: Elaborados pelos autores.
Além do uso tradicional de cercas de arame para impedir o acesso do gado à
feição erosiva, outra técnica que pode ser utilizada são os cordões de vegetação
permanente, também chamados de “franjas” ou “cercas vivas”. As espécies selecionadas
para compor os cordões devem apresentar ciclo longo, grande densidade de raízes,
crescimento rápido da parte aérea, desenvolvimento denso junto ao solo, não possuírem
comportamento invasor e não serem hospedeiras de pragas ou doenças. As espécies
como capim elefante, cana de açúcar ou feijão guandu, que podem quebrar a velocidade
de escoamento superficial e favorecer a infiltração de água, principalmente se aplicada
em pequenas áreas. Dependendo das espécies a serem utilizadas, elas podem servir
como forrageiras (ex. capim elefante, cana de açúcar) ou banco de proteína (feijão
guandu).
O uso de plantas com baixa palatabilidade para espécies ruminantes pode ser um
aliado à necessidade de isolamento da área compondo cercas vivas. Sabe-se que a
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 184/388
presença de compostos secundários responsáveis pela repulsão de possíveis
predadores, como taninos condensados, pode gerar baixa palatabilidade e digestibilidade
de suas folhas, caule e raízes, além de aderir um efeito adstringente em suas partes
(Tontini et al., 2021).
Alguns estudos foram realizados em locais de pastoreio sem a defesa das mudas,
plantas menos palatáveis ou menos preferíveis ao gado obtiveram maior crescimento. A
jurema-preta (Mimosa tenuiflora) apresenta acúleos, alto teor de tanino e baixa
digestibilidade (Dias; Souto; Franco, 2007). Dias e Souto em 2008 realizaram um
experimento que confirmou a baixa aceitabilidade da Mimosa tenuiflora ao gado durante a
pastagem. O maricá (Mimosa bumicronata) também é opção, por ser uma planta pioneira,
arbustiva de rápido crescimento e de fácil propagação e apresenta alto teor de tanino
(Carvalho, 2004).
A maniçoba (Manihot pseudoglaziovii) e o feijão-bravo (Capparis fexuosa)
apresentam alto teor de adstringência por conta das elevadas quantidades de tanino e
lignina. São plantas que, caso ingeridas em grandes quantidades, não apresentam
problemas nutricionais ou digestivos para os animais (Cruz et al., 2007).
Há registro da implementação do sansão-do-campo (Mimosa caesalpiniaefolia)
como cerca viva em substituição à cerca de arame para contenção bovina (Rodrigheri, H.
R., 2001), porém é uma espécie altamente predada pelos ruminantes (Barrios et al, 2004).
Se aliado ao uso de métodos de manutenção, há uma redução no mordiscamento das
mudas plantadas. Um dos meios capazes de repelir o interesse do gado é a aplicação das
fezes bovinas frescas ao redor das mudas, essa técnica aparenta produzir uma barreira
química e o odor repele os animais, diminuindo o pisoteamento da área. É feita três
aplicações no período de aproximadamente dois meses (FILHO et al., 2008).
Dias, Souto e Franco (2008) utilizaram o extrato de fezes frescas diluídas para
borrifar em mudas com o intuito de protegê-las dos animais, além do odor, a
palatabilidade é afetada a partir da aplicação da solução. Utilizou-se o extrato de 1kg de
fezes para 1L de água.
Como visto a escolha de espécies para áreas com pasto requer conhecimentos
quanto às características das espécies arbóreas, destacando: facilidade de
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 185/388
estabelecimento; não perderem suas folhas; crescimento rápido; raízes profundas;
capacidade de fixar nitrogênio (leguminosas florestais) e outros nutrientes à pastagem;
capacidade de rebrota; ser pouco palatável ao gado e não serem tóxicas.
8.3 Processo Erosivo do Tipo Ravina Profunda
Na área da bacia de estudo também foi observada a existência de ravina profunda, ou
seja, não atingindo o lençol freático para classifica-la como boçoroca. Esse processo está
associado ao rompimento de tubos da rede de drenagem, situada à jusante do bairro Cascata,
próximo ao ponto GA-02 (Coordenadas UTM: 639.857 / 7.544.224, 22K, WGS 84). As Figura
172 a Figura 176 mostram esta feição erosiva.
Figura 172 – Vista da cabeceira da feição erosiva decorrente do lançamento concentrado de aguas pluviais
por meio de galaria de tubos de concreto.
Fonte: Arquivo IPT (outubro/2021).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 186/388
Figura 173 – Vista da cabeceira e da lateral da feição erosiva. Notar no fundo da erosão, parte da tubulação
destruída.
Fonte: Arquivo IPT (outubro/2021).
Figura 174 – Vista a jusante da cabeceira da erosão. Notar o dissipador de energia da galeria existente
totalmente destruído.
Fonte: Arquivo IPT (outubro/2021).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 187/388
Figura 175 – Vista da porção intermediária e final da feição. Observar o estreitamento da erosão a jusante
da sua cabeceira.
Fonte: Arquivo IPT (outubro/2021).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 188/388
Figura 176 – Vista da evolução do processo erosivo. A Foto (a) indica a situação observada em
outubro/2021 e a Foto (b) a situação em fevereiro/2022.
a)
b)
Fonte: Fotos tiradas com drone, pelos autores.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 189/388
Durante os trabalhos de campo verificou-se que o processo erosivo em questão é
do tipo ravina profunda e se encontrava em processo de desenvolvimento acelerado na
região da sua cabeceira em função do lançamento concentrado de águas pluviais
proveniente do Bairro Cascata por meio de galeria de tubos de concreto.
Na porção intermediaria e final do processo erosivo, a ravina apresentava-se mais
rasa e não foram observados desenvolvimentos recentes significativos.
Para a estabilização do processo em questão, na região da sua cabeceira,
respeitando as características geológico-geotécnicas locais, pode-se indicar duas
alternativas de soluções de engenharia conforme apresentadas, de forma esquemática,
nas Figura 177 e Figura 178.
A primeira alternativa de solução (Figura 177) consiste na execução de uma
escada hidráulica de concreto ou de gabião argamassado sobre uma base de rachão
constituída de blocos de rocha com diâmetro igual ou superior a 0,50 m, de modo que as
águas possam perder energia nos degraus da escada e serem lançadas, com velocidades
reduzidas, no interior da camada de rachão junto à base da erosão.
Figura 177 – Solução de Estabilização em Escada Hidráulica.
Fonte: Elaborado pelos autores.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 190/388
A segunda alternativa (Figura 178) passa pela execução de um tubo de queda em
concreto armado com lajes internas, de modo que as águas pluviais percam sua energia
dentro do tubo e sejam lançadas com velocidades reduzidas sobre uma camada de
rachão (blocos de rocha com diâmetro igual ou superior a 0,50 m) junto a base do
processo erosivo.
Figura 178 – Solução de Estabilização em Tubo de Queda.
Fonte: Elaborado pelos autores.
Para a implantação das alternativas propostas para estabilização da cabeceira do
processo erosivo ou outras soluções que a Prefeitura possa adotar, é fundamental a
realização de estudos hidrológicos e hidráulicos visando determinar a vazão de projeto, as
velocidades das águas e o dimensionamento das estruturas hidráulicas.
Destaca-se que o processo erosivo na região da sua cabeceira vem apresentando,
ao longo do tempo, evoluções significativas, razão pela qual, durante a fase de
implantação das obras, adequações de projeto poderão ser necessárias. É fundamental
que as obras preconizadas para a estabilização do processo erosivo sejam realizadas no
período de estiagem e que sua execução seja feita por empresa especializada e seu
acompanhamento realizado por profissional experiente da área de geotecnia.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 191/388
Ressalta-se que, caso as medidas preconizadas para estabilização do processo
erosivo, na região da sua cabeceira, não sejam executadas, implicará na continuidade do
seu desenvolvimento, gerando riscos ao meio urbano, perdas econômicas e impactos
ambientais nos recursos hídricos decorrentes do transporte e deposição de sedimentos.
Para a estabilização das porções intermediária e final do processo erosivo em
questão, levando-se em conta as suas características geológico-geotécnicas, pode-se
adotar as técnicas já mencionadas no item 8.1 e 8.2.
Sendo assim, podem ser adotadas paliçadas de madeira ou bambu combinadas
com barramentos de sacarias (estrutura adicional) para conter os sedimentos carreados e
quebrar a energia do escoamento das águas. Essas barreiras tem a função de impedir o
aprofundamento de sulcos erosivos ao mesmo tempo em que contribuem para a retenção
de sedimentos dando início ao processo de deposição do solo, preenchimento da feição
erosiva e a progressiva colonização da vegetação no interior da erosão.
As paliçadas devem ser instaladas transversalmente a ravina, sendo devidamente
encaixadas nos taludes laterais. No tardoz de cada paliçada, pode se colocar mantas de
geotêxtil ou empilhar sacos de ráfias ou de juta preenchidos com solo visando impedir ou
dificultar o carreamento de solo para jusante. O número de paliçadas a ser instalada
transversalmente ao longo do processo erosivo deverá ser dimensionado de acordo com
sua extensão e seu perfil longitudinal.
9 DIRETRIZES DE RECOMPOSIÇÃO DA VEGETAÇÂO NA BACIA EM
ESTUDO
As funções ambientais das Áreas de Preservação Permanente (APP) da bacia do
córrego da Cascata são estabelecidas pelo Art. 3º da Lei Federal nº 12.651/2012
(BRASIL, 2012): “Área de Preservação Permanente - APP: área protegida, coberta ou não
por vegetação nativa, com a função ambiental de preservar os recursos hídricos, a
paisagem, a estabilidade geológica e a biodiversidade, facilitar o fluxo gênico de fauna e
flora, proteger o solo e assegurar o bem-estar das populações humanas” (inciso II,
Art. 3º).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 192/388
A Lei Federal nº 12.651/2012 (BRASIL, 2012) estabelece que a vegetação situada
em APP, deve ser mantida sem supressão ou outros tipos de alteração ou modificação
ambiental, e ser protegida pelo proprietário da área. Isso porque, independentemente da
categoria, as APPs são locais cuja fragilidade leva a impactos negativos, caso ocorra
alteração antrópica de qualquer de seus componentes físicos e/ou biológicos.
Segundo a legislação, só é possível intervir em APP em casos específicos. A
Resolução Conama nº 369/06 em seu artigo 2º define que cabe ao órgão ambiental
competente autorizar a intervenção ou supressão de vegetação em APP nos seguintes
casos: utilidade pública; interesse social; e intervenção ou supressão de vegetação
eventual e de baixo impacto ambiental.
“O artigo 11º considera intervenção ou supressão de vegetação eventual e de
baixo impacto ambiental, em APP:
I - abertura de pequenas vias de acesso interno e suas pontes e pontilhões,
quando necessárias à travessia de um curso de água, ou à retirada de produtos oriundos
das atividades de manejo agroflorestal sustentável praticado na pequena propriedade ou
posse rural familiar;
II - implantação de instalações necessárias à captação e condução de água e
efluentes tratados, desde que comprovada a outorga do direito de uso da água, quando
couber;
III - implantação de corredor de acesso de pessoas e animais para obtenção de
água;
IV - implantação de trilhas para desenvolvimento de ecoturismo;
V - construção de rampa de lançamento de barcos e pequeno ancoradouro;
VI - construção de moradia de agricultores familiares, remanescentes de
comunidades quilombolas e outras populações extrativistas e tradicionais em áreas rurais
da região amazônica ou do Pantanal, onde o abastecimento de água se de pelo esforço
próprio dos moradores;
VII - construção e manutenção de cercas de divisa de propriedades;
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 193/388
VIII - pesquisa científica, desde que não interfira com as condições ecológicas da
área, nem enseje qualquer tipo de exploração econômica direta, respeitados outros
requisitos previstos na legislação aplicável;
IX - coleta de produtos não madeireiros para fins de subsistência e produção de
mudas, como sementes, castanhas e frutos, desde que eventual e respeitada a legislação
específica a respeito do acesso a recursos genéticos;
X - plantio de espécies nativas produtoras de frutos, sementes, castanhas e outros
produtos vegetais em áreas alteradas, plantados junto ou de modo misto;
XI - outras ações ou atividades similares, reconhecidas como eventual e de baixo
impacto ambiental pelo conselho estadual de meio ambiente”.
Em todos os casos, incluindo os reconhecidos pelo CONAMA, a intervenção ou
supressão eventual e de baixo impacto ambiental de vegetação em APP não poderá
comprometer as funções ambientais destes espaços e, não pode, em qualquer caso,
exceder ao percentual de 5% (cinco por cento) da APP impactada localizada na posse ou
propriedade.
Com relação à obrigatoriedade de recompor a vegetação na APP, o Código
Florestal preconiza que caso não seja constatada ocupação antrópica pré-existente a 22
de julho de 2008 na APP, deve-se garantir a conservação da faixa mínima prevista
originalmente e recompor a vegetação em caso de existir áreas degradadas em APP. Em
caso de comprovação de uso consolidado da APP, é permitida a continuidade das
atividades, desde que se tenha a adoção de boas práticas de conservação de solo e
água, uma vez que se trata de áreas com diversas fragilidades ambientais, demandando
manejos diferenciados às áreas produtivas fora das APP.
Para efeito de recomposição de algumas categorias de APP em áreas
consideradas consolidadas, a Lei 12.651/2012 estabelece regras transitórias, indicando
as dimensões mínimas a serem recompostas com vistas a garantir a oferta de serviços
ecossistêmicos a elas associados. A aplicação de tais regras leva em consideração o
tamanho da propriedade em módulos fiscais e às características associadas às APPs (ex:
largura do curso d'água; área da superfície do espelho d'água).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 194/388
Isto posto, considerando que na bacia do córrego da Cascata existirão diferentes
situações em que será constatada a necessidade de recomposição da vegetação da APP,
este item terá uma abordagem mais direcionada à restauração ecológica das áreas
ripárias da área de estudo. No entanto, as diretrizes apresentadas poderão ser aplicadas
a outras áreas da bacia, complementando com as ações expostas nos itens 7 e 8,
referentes ao controle corretivo de processos erosivos lineares em áreas urbanas e rurais,
e às indicações de técnicas para mitigação de processos erosivos na bacia em estudo.
9.1. Situações ambientais observadas nas APPs da bacia
O reconhecimento das situações ambientais comumente encontradas na área de
estudo permite recomendar ações mais apropriadas e efetivas a serem aplicadas na
recuperação das áreas objeto de recomposição da vegetação. A seguir estão detalhadas
as principais situações ambientais observadas na bacia hidrográfica do córrego da
Cascata, considerando o uso e ocupação do solo atual, os fatores de degradação, a
caracterização das fitofisionomias, o estado de conservação dos remanescentes florestais
e a expressão da regeneração natural, a análise ecológica da paisagem, a delimitação da
APP, as características dos cursos d’água e de suas margens, as características da
planície de inundação e do tipo de solo.
A identificação das APPs e a sua caracterização em relação à ocupação existente
foi feita a partir dos critérios de delimitação constantes do Artigo 4º da Lei Federal nº
12.651/2012 (BRASIL, 2012). É importante salientar que a Lei Federal nº 14.285, de 29
de dezembro de 2021 estabeleceu que os limites das áreas de preservação permanente
marginais de qualquer curso d'água natural em área urbana serão determinados nos
planos diretores e nas leis municipais de uso do solo, ouvidos os conselhos estaduais e
municipais de meio ambiente.
A delimitação das APPs na área de estudo foi realizada com base em funções
matemáticas disponíveis em softwares de Sistema de Informação Geográfica (SIG) e em
visitas de campo. Pelas características da área, apenas as APPs de curso d’água e de
nascentes foram analisadas.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 195/388
No caso de cursos d’água, a faixa de proteção estabelecida pela legislação varia
de acordo com a largura do rio, ribeirão ou córrego, conforme Art. 4º inciso I da Lei
Federal nº 12.651/2012 (BRASIL, 2012). A APP de cursos d’água e nascentes são
definidas como “as áreas no entorno das nascentes e dos olhos d’água perenes, qualquer
que seja sua situação topográfica” e “as faixas marginais de qualquer curso d’água
natural, perene e intermitente, excluídos os efêmeros, desde a borda da calha do leito
regular” (inciso IV e I do Art. 4° da Lei Federal nº 12.651/2012), sendo o leito regular “a
calha por onde correm regularmente as águas do curso d’água durante o ano” (inciso XIX
do Art. 2° da Lei Federal nº 12.651/2012).
A avaliação da largura média foi verificada por meio de técnicas indiretas (em
escritório) e confirmada em campo. Para a definição da faixa de extensão da APP foi
padronizado que a malha hidrográfica da bacia de estudo apresenta uma largura média
do canal de drenagem inferior a 10 m, o que define uma APP de 30 m de extensão.
Para as APPs das nascentes e dos olhos d’água perenes, foram mapeados os
pontos de origem de cada drenagem na área de estudo constante do mapeamento
topográfico elaborado pelo IBGE (1973) na escala 1:50.000. Alguns pontos foram
checados in loco utilizando-se GPS. A faixa de proteção foi cartografada por meio da
ferramenta Buffer do ArcGIS 10.6, sendo 50 m ao redor das nascentes, conforme
estabelece o inciso IV do Art. 4 da Lei Federal nº 12.651/2012 (BRASIL, 2012).
Para reconhecer a ocupação predominante na APP, por meio da ferramenta Clip
do ArcGIS 10.6, foi realizado um cruzamento da informação obtida no “Mapa de Uso e
Ocupação do Solo” da bacia hidrográfica do córrego da Cascata com a malha estimada
da APP (Figura 179 – Delimitação estimada e ocupação atual da APP de cursos d’água
da bacia do córrego da Cascata, Garça – SP.Figura 179). Algumas classes de uso e
ocupação do solo foram agrupadas para melhor caracterização das situações ambientais
observadas quanto às diretrizes de recomposição da vegetação.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 196/388
Figura 179 – Delimitação estimada e ocupação atual da APP de cursos d’água da bacia do córrego da
Cascata, Garça – SP.
Fonte: Elaborado pelos autores.
A APP estimada da área de estudo encontra-se ocupada predominantemente por
alguma classe de cobertura vegetal, tanto nativa quanto exótica, desempenhando as
principais funções ambientais, como a preservação dos recursos hídricos, da paisagem,
da estabilidade geológica, bem como a proteção do solo. O Quadro 30 apresenta a
relação das áreas ocupadas por cada classe de uso e ocupação do solo. Ressalta-se que
mais de 40% da APP possui vegetação de porte arbóreo, constituindo a mata ciliar em
diferentes estados de conservação (Figura 180 a Figura 183). Com o intuito de propiciar
a melhoria da qualidade ambiental da APP, deve-se estimular a restauração ecológica por
meio de ações de condução da regeneração natural e enriquecimento da vegetação
nativa, com plantios de espécies nativas apropriadas as condições edáficas e climáticas.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 197/388
Quadro 30 - Área estimada do uso e ocupação do solo atual em APP, na
bacia do córrego da Cascata, Garça – SP.
Classe de uso e ocupação do solo Área em APP
(ha) %
Vegetação de porte arbóreo (mata) 122,54 42,50
Pastagem 62,74 21,76
Várzea 54,31 18,84
Agricultura 23,53 8,16
Área urbana 9,28 3,22
Reflorestamento 7,34 2,55
Chácaras 4,27 1,48
Espelho d'água 2,70 0,94
Solo exposto 1,61 0,56
Total 288,32 100
No trabalho de campo realizado nos dias 23 e 24 de fevereiro de 2022 foram
visitados vários pontos na bacia do córrego da Cascata com o intuito de reconhecer as
principais situações ambientais encontradas na área de estudo, onde procurou percorrer
tanto grandes propriedades rurais quanto pequenos lotes. Considerando a malha
hidrográfica e a distribuição das drenagens entre os compartimentos hidrográficos, foi
possível percorrer todas as microbacias, mantendo a representatividade entre os quatro
compartimentos hidrográficos.
Figura 180 – Vista geral de trecho do córrego Água
da Prata. Notar a ocorrência de mata ciliar com
fisionomia florestal fechada, em expressivo estado
de conservação.
Figura 181 - Vista geral de trecho do córrego Água
da Prata. Notar a ocorrência de mata ciliar com
fisionomia florestal aberta, representando estágio
inicial da sucessão ecológica.
Fonte: acervo IPT (2022). Fonte: acervo IPT (2022).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 198/388
Figura 182 - Vista geral de canal do córrego da
Cascata, com mata ciliar pouco expressiva e
processos erosivos no entorno.
Figura 183– Vista geral de entorno de açude com
predomínio de vegetação arbórea, com fisionomia
florestal em diferentes estágios sucessionais. Notar
em primeiro plano estágio inicial e, na porção central
da fotografia, formação florestal com dossel fechado,
caract
Fonte: acervo IPT (2022). Fonte: acervo IPT (2022).
A segunda classe de uso e ocupação mais frequente encontrada na APP é a
pastagem, com ou sem práticas conservacionistas de proteção do solo (Figura 184 e
Figura 185), representando, aproximadamente, 22% da APP da bacia do córrego da
Cascata. Poucos foram os locais onde se observou o cercamento da APP, para impedir o
acesso do gado ao curso d’água. Vale ressaltar que mesmo com o isolamento do gado,
nem sempre se observa a regeneração expressiva da vegetação natural na APP, o que
demonstra a necessidade de ações ativas para estimular e propiciar a restauração
ecológica e formação da mata ciliar (Figura 185).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 199/388
Figura 184 - Vista geral de curso d’água com
ausência de mata ciliar, em área de pastagem sem
práticas de conservação do solo. Notar ocorrência
significativa de processos erosivos no entorno.
Figura 185 – Vista em detalhe do córrego da
Cascata em área de pastagem, com cercamento da
APP para impedir acesso do gado. Notar a baixa
expressão da regeneração natural e pequena
diversidade da comunidade vegetal na área interior
do cercamento. O maciço arbóreo
Fonte: acervo IPT (2022). Fonte: acervo IPT (2022).
Também significativa (18%) é a ocorrência na APP de vegetação de várzea, que
dada a sua função ambiental de preservar os recursos hídricos e a biodiversidade é de
suma importância a conservação deste ambiente. Na área de estudo predominam
situações com indício de interferência antrópica (assoreamento) e presença de vegetação
exótica (taboa e lírio-do-brejo), descaracterizadas dos campos úmidos naturais (Figura
186 e Figura 187). Configuram-se grandes áreas na paisagem da bacia de estudo e as
condições em que se encontram requerem ações específicas para favorecer a
restauração ecológica, pelo menos nas áreas legalmente protegidas, como a APP.
No entanto, a delimitação da APP em áreas com presença de planície de
inundação expressiva e de vegetação com influência fluvial não é uma ação simples, visto
que em muitos casos, o banco de assoreamento impede a visualização do leito regular do
canal de drenagem, não formando um canal de drenagem propriamente dito.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 200/388
Figura 186 – Vista geral do córrego da Cascata,
próximo à estação de captação de água da SAEE.
Notar a ocorrência de várzea com expressiva
ocorrência de assoreamento e baixa diversidade
vegetal.
Figura 187 - Vista geral em detalhe do córrego da
Cascata, próximo à estação de captação de água da
SAEE. Notar a ausência de mata ciliar e
desestabilização da margem direita.
Fonte: acervo IPT (2022). Fonte: acervo IPT (2022).
Em muitas áreas vistoriadas foram observados processos erosivos ativos que
podem estar alimentando significativamente o transporte de sedimentos para as linhas de
drenagem situadas a jusante. Dentre os principais fatores de degradação observados na
APP foram: pisoteio por animais nas margens e no leito do curso d’água (Figura 188 e
Figura 189); assoreamento do canal (Figura 190) e interferência na dinâmica hídrica,
causando alagamento das áreas marginais (Figura 191); descarga irregular de enxurrada
(Figura 192) e presença de solo exposto, sem cobertura vegetal (Figura 193).
Figura 188 – Presença de gado na margem do
curso d’água. Notar ausência de cerca delimitando
a APP e presença de sulcos erosivos expressivos.
Figura 189 - Vista em detalhe de curso d’água (em
destaque), com significativa ocorrência de pisoteio
por animais nas margens e no leito.
Fonte: acervo IPT (2022). Fonte: acervo IPT (2022).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 201/388
Figura 190 – Vista geral de curso d’água com
ausência de mata ciliar e presença de bancos de
assoreamento no leito do canal.
Figura 191- Vista em detalhe de planície de
inundação de curso d’água com presença de solo
exposto em banco de sedimentos e acúmulo de
água.
Fonte: acervo IPT (2022). Fonte: acervo IPT (2022).
Figura 192 – Vista em detalhe de sulco erosivo
formado pela descarga de águas fluviais, gerando
significativo transporte de sedimentos para a
drenagem situada a jusante.
Figura 193 - Vista geral de curso d’água com
ausência de mata ciliar e presença de solo exposto
nas margens e área do entorno.
Fonte: acervo IPT (2022). Fonte: acervo IPT (2022).
9.2. Alternativas de ações de recuperação das APP
Uma forma de se fazer associação entre as situações observadas na bacia,
principalmente nas APPs, e as ações de recuperação é por meio de um modelo
semelhante a chaves dicotômicas usadas em taxonomia (chave de identificação). Para
esse caso em particular, cada item avaliado oferece duas (ou mais) alternativas e a
escolha de uma das alternativas determina a etapa seguinte, até que se chegue à ação
final de diagnóstico ou de recuperação da APP.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 202/388
Assim foi verificada a necessidade de elaboração de quatro chaves de tomada de
decisão, referentes às principais etapas que compõe um projeto de restauração de APP. Para
efetividade do diagnóstico, bem como da escolha das ações de recuperação, essas chaves
devem seguir a sequência de aplicação, conforme esquema apresentado na Figura 194.
Figura 194 – Sequência de aplicação das chaves de tomada de decisão.
Fonte: Elaborado pelos autores.
As situações diagnosticadas e ações de restauração não foram descritas em
detalhes, uma vez que isso será realizado nos projetos particulares, que poderão ser
elaborados utilizando-se as chaves como ferramenta principal para tomada de decisão.
Vale ressaltar que situações muito específicas ou particulares ocorrentes na área de
estudo e que não foram vistoriadas podem não ter sido incluídas na chave, o que não
impede dessa ser constantemente revisada, adaptada e atualizada, conforme se observe
novas situações ambientais.
Chave A: Delimitação da APP
Consiste nas ações de orientação para delimitação das APPs observadas na área
de estudo, conforme interpretação do Código Florestal (Lei Federal n° 12.651/2012,
alterada pela Lei Federal n° 12.727/2012).
1a – Drenagem permanente 2
2a – drenagem encaixada A1
2b – margem não definida 3
3a – Planície de inundação natural 4
4a – planície de inundação natural na cabeceira da drenagem A2
4b – planície de inundação natural ao longo da drenagem A3
3b – banco de assoreamento 5
5a – canal de drenagem visível A3
5b – canal de drenagem não visível ou difuso A4
1b – Drenagem intermitente 6
6a – drenagem encaixada A1
6b – margem não definida A5
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 203/388
Ação Justificativa / Observações
A1
Delimitar a APP a
partir da margem
definida
Conforme definido no Código Florestal, a APP deverá ser delimitada a partir do
leito regular, que neste caso é bem definido, conforme a foto abaixo.
A2
Delimitar a APP a
partir da borda da
área com solo
saturado
Em uma planície de inundação natural, o solo está saturado na maior parte do
ano, principalmente em períodos chuvosos, quando é mais provável a
visualização da formação de olhos d’água (afloramento natural do lençol
freático, mesmo que intermitente). Neste caso, para se proteger todas as
nascentes e olhos d’água que podem ser formados nestas planícies, aconselhase a contabilização da APP a partir do espaço permanentemente saturado do
terreno, conforme a figura abaixo.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 204/388
Ação Justificativa / Observações
A3
Delimitar a APP a
partir da borda do
canal de
drenagem onde
há a
concentração do
fluxo de
escoamento
Em uma planície de inundação natural, o solo está saturado na maior parte do
ano, principalmente em períodos chuvosos, quando é mais provável a formação
de um canal de drenagem que concentra o fluxo. No caso de banco de
assoreamento, o canal já está modificado, e o leito regular passa a ser o canal
de drenagem visível, incluindo assim o banco de assoreamento na APP
delimitada. Em certas situações o próprio morador local pode dar informações
precisas do local de concentração do escoamento, caso ele não esteja visível
na época da visita de campo. As fotos abaixo ilustram essa situação.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 205/388
Ação Justificativa / Observações
A4
Delimitar a APP a
partir do meio do
banco de
assoreamento
Em casos onde o banco de assoreamento impede a visualização do leito regular
do canal de drenagem, a delimitação da APP deverá ser feita a partir do meio
do banco de assoreamento, já que nesses casos é bem provável que a água
flua entre a vegetação existente no banco de assoreamento, não formando um
canal de drenagem propriamente dito. Sugere-se que a delimitação seja feita
em época chuvosa, pois o fluxo de água pode facilitar a interpretação desses
casos. A foto abaixo ilustra essa situação.
A5
Delimitar a APP a
partir da menor
cota (seção
topográfica
transversal)
Em drenagem intermitente com margem não definida, a topografia indica o local
por onde a água corre em épocas chuvosas, correspondente à menor cota da
seção topográfica transversal. A foto abaixo ilustra essa situação.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 206/388
Chave B: Diagnóstico dos fatores de degradação da APP
Os fatores de degradação dizem respeito a toda atividade, antrópica ou natural,
que resulte em impactos negativos nos fragmentos florestais e nas áreas a serem
restauradas. As ações sugeridas nessa chave são referentes à adoção de medidas que
impeçam ou reduzam as chances de um dado fator de degradação voltar a danificar a
APP, possibilitando o restabelecimento dos processos naturais de recuperação.
1a – Risco de propagação de fogo na APP 2
2a – alto (APP não circundada por aceiro. APP adjacente à: área de queima de cana-deaçúcar, área com risco de limpeza de área de cultura com uso de fogo e estradas) F1
2b – baixo (limite da APP com: área alagada ou córrego, área totalmente no interior da
propriedade com baixo risco de propagação de fogo, sem atividade agrícola, ex.: deck
de piscina de pedra; área com aceiro já existente).
F2
1b – Risco de trânsito de animais na APP 3
3a – alto (risco de pisoteio das mudas por animais na APP; risco de herbivoria na APP;
vestígios de trânsito de animais na APP) 4
4a – acesso de animais na APP sem controle do proprietário F3
4b – acesso de animais na APP com controle do proprietário F4
3b – baixo (ausência de vestígio de trânsito de animais na APP e no entorno) F5
1c – Escoamento superficial de águas na APP 5
5a – concentrado F6
5b – difuso F7
1d – Alterações nas margens do curso d’água 6
6a – causada por ação antrópica F8
6b – natural F9
1e – Uso agrícola na APP 7
7a – perene e semi-perene F10
7b – anual F11
7c - silvicultura 8
8a – baixa ou nula regeneração natural no sub-bosque F12
8b – moderada regeneração natural do sub-bosque, em terreno plano ou suave ondulado F13
8c - moderada regeneração natural do sub-bosque, em terreno acidentado F14
8d – elevada regeneração natural do sub-bosque F14
1f – Presença de gramíneas invasoras 9
9a – alta incidência de gramíneas invasoras F15
9b – moderada ou baixa incidência de gramíneas invasoras F16
Ação Justificativa / Observações
F1 Implantar aceiro
Com o intuito de reduzir risco de propagação de fogo:
- conscientização dos proprietários rurais, bem como da população do
entorno;
- implantar aceiro de 6 metros conforme recomendação para proteção de
Áreas de Preservação Permanente (IBAMA, 2016).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 207/388
Ação Justificativa / Observações
F2
Não implantar aceiro
ou mantê-lo limpo,
se já houver aceiro
Não há necessidade de implantar aceiro, pois o risco de propagação de
fogo é baixo. No caso de aceiro já existente, a ação deve ser de mantê-lo
limpo para reduzir os riscos de propagação de fogo.
F3 Cercar a APP
Para proteger a APP da ação de animais deve-se retirá-los e instalar
cercas para isolar a APP. Pelo Código Florestal é permitido o acesso de
pessoas e animais às APPs, para obtenção de água (dessedentação),
desde que não exija a supressão e não comprometa a regeneração e a
manutenção em longo prazo da vegetação nativa. Nesse caso, deve ser
planejado em local específico para este fim.
F4
Cercar a APP ou
isolar os animais em
local apropriado
No caso de o proprietário ter controle sobre o acesso de animais na APP,
escolhe-se a ação mais conveniente para o proprietário: cercar a APP ou
isolar os animais em local apropriado. Pelo Código Florestal é permitido o
acesso de pessoas e animais às APPs, para obtenção de água
(dessedentação), desde que não exija a supressão e não comprometa a
regeneração e a manutenção em longo prazo da vegetação nativa. Nesse
caso, deve ser planejado em local específico para este fim.
F5 Não cercar a APP Não é necessário cercar a APP, pois o risco de acesso de animais na APP
é baixo.
F6
Adoção de práticas
conservacionistas do
solo na área do
entorno para evitar
escoamento
superficial
concentrado
Adotar práticas conservacionistas do solo para controlar o escoamento
superficial concentrado na APP, de forma a reduzir os processos erosivos,
o acúmulo de sedimentos e o arraste de sementes e plântulas.
Adoção de técnicas de drenagem de águas pluviais, dando preferência
para as valas vegetadas, podendo também utilizar técnicas convencionais,
como canaletas, escada hidráulica e galerias.
F7
Adoção de práticas
conservacionistas do
solo na área do
entorno para evitar
escoamento
superficial difuso
Adotar práticas conservacionistas do solo para controlar o escoamento
superfici’al difuso na APP, de forma a reduzir os processos erosivos, o
acúmulo de sedimentos e o arraste de sementes e plântulas. Recomendase adoção de:
- leiras, murundus, camalhão, terraço ao longo da divisa da APP;
- bacias de retenção/infiltração nos pontos topográficos de menor cota.
Essa técnica contribui para a recarga do lençol freático, melhorando a
qualidade das águas, aumentando a vazão nos canais de drenagem e,
eventualmente, poderá promover a revitalização de nascentes.
F8
Adoção de ações
corretivas e
campanhas
educativas
As interferências antrópicas deverão ser analisadas e diagnosticadas por
profissionais especializados. As ações corretivas deverão ser projetadas
em função do diagnóstico realizado, visando atuar diretamente na causa
dos problemas.
F9
Monitoramento e
adoção de ações
corretivas, se
necessário
As alterações naturais deverão ser analisadas e diagnosticadas por
profissionais especializados. As ações corretivas deverão ser projetadas
em função do diagnóstico realizado, visando atuar diretamente na causa
dos problemas.
F10
Após colheita,
remoção dos
indivíduos cultivados,
com destoca, para
plantio das mudas de
espécies nativas.
O plantio de espécies nativas em APP requer que o uso agrícola perene e
semi-perene seja eliminado da área. No município de Garça este uso
agrícola é representado principalmente pelo cultivo de café. A destoca
nesses casos é necessária para evitar a rebrota vigorosa. No caso do
cultivo da cana-de-açúcar, pode-se deixar no solo a palhada como
cobertura morta para promover a proteção do solo, a ciclagem de
nutrientes e evitar a disposição inadequada da palhada (descarte em
cursos d’água, por exemplo). Após a retirada da cultura perene ou semiperene, pode-se optar por plantar espécies de adubação verde para
melhorar as condições físicas e químicas do solo. Antes do plantio das
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 208/388
Ação Justificativa / Observações
espécies nativas, a adubação verde deve ser cortada e incorporada ao
solo.
F11
Após colheita,
interrupção do uso
agrícola e plantio,
deixar restos
culturais no solo
como cobertura
morta.
O plantio de espécies nativas em APP requer que o uso agrícola seja
eliminado da área. Deixar os restos culturais no solo como cobertura morta
promove a proteção do solo, e promove a ciclagem de nutrientes, além de
evitar a disposição inadequada dos restos culturais (descarte em cursos
d’água, por exemplo).
F12
Colheita tradicional
da madeira para
plantio das mudas de
espécies nativas nas
entrelinhas; deixar
restos culturais no
solo como cobertura
morta e controlar a
rebrota com manejo
adequado de
herbicida
Como o sub-bosque encontra-se desprovido ou com inexpressiva
regeneração de espécies nativas, a colheita da madeira pode ser feita de
maneira tradicional. Deixar os restos culturais no solo como cobertura
morta promove a proteção do solo e a ciclagem de nutrientes, além de
evitar a disposição inadequada dos restos culturais (descarte em cursos
d’água, por exemplo). Plantar nas entrelinhas dos tocos das árvores
promove o aproveitamento do espaço. Deixar os tocos das árvores no
campo para decomposição natural faz com que se evitem gastos com
destoca, além de promover a gradual ciclagem de nutrientes. Caso os
tocos rebrotem, pode-se controlar a rebrota por meio do uso adequado de
herbicida (realizado por profissional especializado).
F13 Colheita de impacto
reduzido
Como o sub-bosque apresenta considerável regeneração natural e o relevo
plano / suave ondulado permite que se evite que os troncos das árvores
cortadas rolem morro abaixo durante a colheita, recomenda-se que seja
realizada a colheita de impacto reduzido, com o corte e queda direcionada
de árvores presentes em duas linhas consecutivas de plantio, de forma a
concentrar o impacto da queda em metade da área onde se observa a
regeneração natural do sub-bosque, conforme esquema abaixo:
Fonte: BRANCALION, GANDOLFI E RODRIGUES (2015)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 209/388
Ação Justificativa / Observações
F14 Morte em pé das
árvores cultivadas
Em áreas onde se observa elevada regeneração natural (sub-bosque
densamente povoado por espécies nativas) ou considerável expressão da
regeneração em terrenos acidentados, onde a colheita de madeira
resultaria em danos expressivos na comunidade regenerante e prejudicaria
o aproveitamento nas ações posteriores de restauração, recomenda-se a
morte das árvores em pé preferencialmente por meio de anelamento, sem
que haja o seu corte. Nessa situação, as árvores morrem aos poucos e
saem do sistema à medida que os troncos apodrecem e caem, causando
mudanças graduais nos regimes de luz do sub-bosque.
F15
Manejo das
gramíneas
invasoras, com uso
de herbicida (se
necessário),
deixando-se os
restos vegetais no
solo como cobertura
morta
O manejo pode ser feito de acordo com os recursos disponíveis na
propriedade, sendo que o corte dessa vegetação pode ser feito por meio de
roçada manual ou semi-mecanizada e capina química. A roçada antes da
capina será necessária caso a gramínea esteja alta.
Quando a incidência de gramíneas for muito agressiva, pode-se fazer a
aplicação do herbicida diretamente na área. Para o controle de gramíneas
recomenda-se o uso de herbicida à base de glyphosate, que é de baixa
toxicidade e rápida degradação no solo (RODRIGUES; BRANCALION;
ISERNHAGEN, 2010).
Se a APP for pequena e houver mão de obra disponível, pode-se optar
pela capina manual deixando a palhada no solo como cobertura morta.
Esse procedimento deve-se repetir até que as mudas de espécies nativas
atinjam altura suficiente para sombrear a área e controlar o crescimento
das gramíneas.
Após o corte dessa vegetação, a manutenção da área também pode ser
realizada por meio do uso de adubação verde para competir com as
gramíneas até que as mudas atinjam altura para sombrear a área e
controlar o crescimento das gramíneas. A partir desse momento,
recomenda-se o corte da adubação verde e sua incorporação ao solo.
F16
Manejo das
gramíneas
invasoras, deixandose os restos vegetais
no solo como
cobertura morta
O manejo pode ser feito de acordo com os recursos disponíveis na
propriedade, sendo que o corte dessa vegetação pode ser feito por meio de
roçada manual ou semi-mecanizada. A roçada antes da capina será
necessária caso a gramínea esteja alta.
Se a APP for pequena e houver mão de obra disponível, pode-se optar
pela capina manual deixando a palhada no solo como cobertura morta.
Esse procedimento deve-se repetir até que as mudas de espécies nativas
atinjam altura suficiente para sombrear a área e controlar o crescimento
das gramíneas.
Após o corte dessa vegetação, a manutenção da área também pode ser
realizada por meio do uso de adubação verde para competir com as
gramíneas até que as mudas atinjam altura para sombrear a área e
controlar o crescimento das gramíneas. A partir desse momento,
recomenda-se o corte da adubação verde e sua incorporação ao solo.
Chave C: Escolha do método de restauração da APP
Consiste na escolha da prática associada ao favorecimento da reocupação da área
degradada pela vegetação nativa, seja pela condução da regeneração natural, seja pelas
diversas formas de implantação de espécies nativas na área. Também estão inseridas
nessa chave as ações de restauração para recuperar parte da estrutura, funcionamento
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 210/388
e/ou composição de fragmentos florestais (matas ciliares) que foram submetidos a fatores
de degradação, visando ampliar o potencial de conservação da biodiversidade e de
contribuição desses fragmentos para a restauração de áreas degradadas presentes no
entorno.
1a – Presença de mata ciliar 2
2a – Mata ciliar conservada R1
2b – Mata ciliar com necessidade de recuperação 3
3a – Lianas em desequilíbrio R2
3b – Gramíneas invasoras na borda e/ou interior R3
3c – Dossel descontínuo R4
3d – Estratificação florestal inexpressiva R5
3e – Sub-bosque inexpressivo R6
3f – Baixa diversidade biológica (flora) R5
1b – Ausência de mata ciliar 4
4a – Nula ou baixa expressão da regeneração natural R7
4b – Moderada expressão da regeneração natural R8
4c – Elevada expressão da regeneração natural 5
5a – Comunidade dos regenerantes composta por poucas espécies R8
5b - Comunidade dos regenerantes composta por muitas espécies R9
Ação Justificativa / Observações
R1
Proteção da área e
correção dos fatores
de degradação
Fragmentos ou trechos de fragmentos pouco afetados por ações de
degradação. Nesta situação, basta mantê-los isolados dos fatores de
degradação para que sejam mantidos a estrutura e o funcionamento do
ecossistema.
R2
Manejo das lianas em
desequilíbrio,
deixando-se os restos
vegetais no solo como
cobertura morta
O manejo das lianas em desequilíbrio envolve ações como o corte de
espécies mais agressivas e o monitoramento de seu desenvolvimento para
indicar novas ações de controle. O uso dos resíduos vegetais como
cobertura morta na APP visa promover a ciclagem de nutrientes.
Esse controle normalmente é realizado pelo corte da base dos indivíduos
adultos das trepadeiras em desequilíbrio com foice ou facão, podendo ser
também necessária a aplicação de herbicidas dessecantes nas superfícies
de corte para evitar a rebrota ou nos brotos que surgirem após o corte,
impedindo que essas trepadeiras voltem a ocupar o dossel e
restabelecendo a sucessão secundária (BRANCALION; GANDOLFI;
RODRIGUES, 2015).
Recomenda-se que o manejo das lianas aconteça no último mês da
estação seca, que normalmente ocorre no mês de agosto, reduzindo a
proliferação das lianas, visto que no início da estação chuvosa as lianas
retomam o crescimento e a renovação de folhas (INSTITUTO DE
BOTÂNICA, 2015).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 211/388
Ação Justificativa / Observações
R3
Manejo das gramíneas
invasoras, deixandose os restos vegetais
no solo como
cobertura morta
O manejo pode ser feito de acordo com os recursos disponíveis na
propriedade, sendo que o corte dessa vegetação pode ser feito por meio de
roçada manual ou semi-mecanizada e capina química (vide detalhamento
na ação F1 - Chave B). A roçada antes da capina será necessária caso a
gramínea esteja alta e, caso a incidência de gramíneas ocorra de forma
muito agressiva, pode-se fazer a aplicação do herbicida diretamente na
área (a ser realizada por profissional especializado). Para o controle de
gramíneas recomenda-se o uso de herbicida à base de glyphosate, que é
de baixa toxicidade e rápida degradação no solo (RODRIGUES;
BRANCALION; ISERNHAGEN, 2010).
Se a APP for pequena e houver mão de obra disponível, pode-se optar
pela capina manual deixando a palhada no solo como cobertura morta.
Esse procedimento deve-se repetir até que as mudas de espécies nativas
atinjam altura suficiente para sombrear a área e controlar o crescimento
das gramíneas.
R4 Plantio de
adensamento
Quando se observa uma fisionomia florestal aberta, com descontinuidade
do dossel e trechos de clareiras no interior no fragmento florestal, tornamse necessárias aplicar ações que visem à ocupação desses espaços
vazios. Nessas situações, recomenda-se o adensamento, que consiste no
plantio de mudas de espécies nativas regionais do grupo de
preenchimento, conforme a relação de espécies apresentadas nas listas
(Apêndices B, C, D e E).
Para esse plantio sugere-se utilizar espaçamento 2 x 2 m entre as mudas
de espécies arbóreas de rápido crescimento e boa cobertura, visando
garantir o rápido recobrimento do solo e, tanto as mudas quanto os
indivíduos regenerantes, devem receber os mesmos tratamentos de
manutenção (coroamento, controle de formigas, adubação, irrigação e
replantio) aplicados no plantio total.
R5 Plantio de
enriquecimento
Esse método consiste em reintroduzir no fragmento florestal, espécies que
foram extintas localmente devido à degradação ou ao processo
sucessional, visto que a baixa diversidade é fator que limita a
sustentabilidade da sucessão ecológica local. Recomenda-se aplicar o
plantio de enriquecimento, por meio da introdução de espécies dos
estágios finais de sucessão (secundárias iniciais, tardias e climáceas),
especialmente as espécies de maior interação com a fauna.
Para este plantio de enriquecimento sugere-se utilizar o espaçamento de 6
x 6 m entre as mudas de espécies arbóreas e, tanto as mudas quanto os
indivíduos regenerantes, devem receber os mesmos tratamentos de
manutenção (coroamento, controle de formigas, adubação, irrigação e
replantio) aplicados no plantio total. As espécies sugeridas para o plantio
de enriquecimento são aquelas pertencentes ao grupo de diversidade,
conforme a relação de espécies apresentadas nas listas (Apêndices B, C,
D e E).
R6
Plantio de
adensamento e
enriquecimento
Quando se observar um fragmento florestal com predomínio apenas do
estrato superior e ausência de sub-bosque expressivo (bosque), tornam-se
necessárias aplicar ações que visem à construção de um sub-bosque
diverso, composto tanto por espécies que sucederão aquelas do dossel,
quanto por espécies ombrófilas que ocuparão permanentemente o subbosque. Para essas situações, recomenda-se o plantio de espécies nativas
do grupo de preenchimento (adensamento) e do grupo de diversidade
(enriquecimento) em meio à vegetação regenerante do sub-bosque (vide
detalhamento nas ações R4 e R5).
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 212/388
Ação Justificativa / Observações
R7 Plantio total com alta
diversidade
Para o plantio em área total serão utilizadas as recomendações
apresentadas no Pacto pela Restauração da Mata Atlântica (RODRIGUES;
BRANCALION; ISERNHAGEN, 2010), que sugere o plantio de alta
diversidade com combinações das espécies em módulos ou grupos de
plantio, visando à implantação das espécies dos estágios finais de
sucessão (secundárias e clímax) conjuntamente com as espécies dos
estágios iniciais de sucessão (pioneiras e secundárias iniciais).
Para a combinação das espécies de diferentes comportamentos (pioneiras,
secundárias e/ou climácicas) ou de diferentes grupos ecológicos,
recomenda-se o plantio em linhas alternadas e as espécies nativas
regionais são divididas em dois grupos funcionais: grupo de preenchimento
e grupo de diversidade.
O grupo de preenchimento é constituído por espécies com rápido
crescimento e boa cobertura de copa (densa e frondosa), o que
proporciona o rápido recobrimento da área plantada e o sombreando do
solo, criando um ambiente favorável ao desenvolvimento das espécies do
grupo de diversidade, ao mesmo tempo desfavorecendo o desenvolvimento
das espécies competidoras (gramíneas e lianas agressivas). A maioria das
espécies desse grupo é pioneira, podendo incluir também algumas
secundárias iniciais, e por isso este grupo pode ser referido como grupo
das Pioneiras.
No grupo de diversidade estão incluídas as demais espécies, que não
possuem rápido crescimento, nem boa cobertura copa, mas são
fundamentais para garantir a perpetuação da sucessão ecológica da área
plantada. Esse grupo se assemelha ao grupo referido em alguns projetos
como grupo das Não Pioneiras, que engloba as espécies secundárias
tardias e clímax, porém o da diversidade também pode incluir espécies
pioneiras.
Com relação ao método de plantio, as espécies serão distribuídas
alternadamente nas linhas de plantio, sendo uma muda do grupo de
preenchimento intercalada com outra muda do grupo de diversidade,
conforme o esquema abaixo. Recomenda-se que o plantio apresente
espaçamento de 1,5 x 1,5 m, caso a área apresente expressiva incidência
de gramíneas invasoras, visto que o rápido recobrimento do solo por meio
do fechamento do dossel favorece a competição com essa vegetação. Nos
demais casos, pode-se utilizar espaçamento 3 X 2 m, o que permite o
trânsito inicial de trator nas entrelinhas, favorecendo a mecanização de
algumas atividades de manutenção.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 213/388
Ação Justificativa / Observações
R8
Favorecimento da
regeneração natural e
adensamento
Quando a distribuição espacial e/ou a densidade dos regenerantes de
espécies nativas não são satisfatórias para que a regeneração natural
resulte na formação de uma fisionomia florestal (dentro de um período
razoável e sem intervenção humana), tornam-se necessárias não só
medidas de favorecimento dos regenerantes, como também ações que
visem à ocupação dos espaços vazios. Para essas situações, recomendase o adensamento, que consiste no plantio de mudas de espécies nativas
regionais do grupo de preenchimento com menor espaçamento (vide
detalhamento na ação R4).
O favorecimento da regeneração natural consiste no controle de gramíneas
no entorno dos regenerantes ou em área total, controle de cipós
competidores e de árvores exóticas invasoras e, eventualmente, na
adubação de cobertura e controle de formigas cortadeiras.
R9
Favorecimento da
regeneração natural e
enriquecimento
Quando a estratificação florestal for inexpressiva e/ou a comunidade de
flora apresentar baixa diversidade biológica, tornam-se necessárias não só
medidas de favorecimento dos regenerantes, como também ações que
visem ao aumento da biodiversidade, introduzindo espécies e grupos
funcionais que teriam poucas chances de chegar à área por dispersão,
para que, então, se atinja diversidade de espécies e de grupos funcionais
compatível com os ecossistemas de referência.
Para essas situações, recomenda-se o enriquecimento, que consiste no
plantio (com maior espaçamento) de mudas de espécies nativas regionais
do grupo de diversidade em meio à comunidade regenerante,
principalmente visando contemplar espécies dos estágios finais de
sucessão (secundárias iniciais, tardias e climáceas), especialmente as
espécies de maior interação com a fauna (vide detalhamento na ação R5).
O favorecimento da regeneração natural consiste no controle de gramíneas
no entorno dos regenerantes ou em área total, controle de cipós
competidores e de árvores exóticas invasoras e, eventualmente, na
adubação de cobertura e controle de formigas cortadeiras.
Chave D: Ações para o plantio (total, adensamento,
enriquecimento)
Consiste em orientações das ações que serão efetuadas no momento do plantio
das mudas, independentemente do método de restauração implantado, e que são
condicionais para o sucesso do processo de restauração. Serão observadas situações
referentes ao tipo e estado de conservação do solo observado na área, bem como outros
aspectos que interferem no desenvolvimento do plantio.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 214/388
1a – Solo conservado (sem alteração nos horizontes e sem indícios de compactação) 2
2a – Solo não-hidromórfico P1
2b – Solo hidromórfico 3
3a - Nível d’água aflorante P2
3b - Nível d’água não aflorante P3
1b – Solo degradado 4
4a – Solo compactado (sem alteração nos horizontes) P4
4b – Solo desprovido de camada superficial 5
5a – Ocorrência de horizonte B P1
5b – Horizonte C P4
5c – Predomínio de horizonte R P5
6a – Presença de formigueiros (formigas cortadeiras) na APP e no entorno 7
7a – Baixa incidência de formigueiros P6
7b – Alta incidência de formigueiros P7
6b – Ausência de formigueiros (formigas cortadeiras) na APP e no entorno P8
Ação Justificativa / Observações
P1
Abertura de covas,
calagem e adubação /
Plantio de espécies
nativas ocorrentes na
região (Lista 1 –
Apêndice B)
A presença de solo conservado e não-hidromórfico na APP permite a
escolha de espécies nativas adaptadas aos tipos de solo encontrado na
região. Da mesma forma, a presença de solo degradado pela retirada da
camada superficial do solo (horizonte A) permite o plantio de espécies
adaptadas à região, desde que realizada a adubação para suprir a
deficiência de nutrientes causada pela remoção da camada superficial do
solo. Dessa forma, a Lista A foi elaborada a partir de informações
secundárias que indicam a ocorrência dessas espécies na região do
município de Garça.
P2
Plantio em montículo
(cova invertida) /
Espécies tolerantes a
ambientes
permanentemente
alagados (Lista 2 –
Apêndice C)
A presença de solo conservado e hidromórfico com nível de água aflorante
na APP requer a escolha de espécies nativas que sejam tolerantes a
ambientes permanentemente alagados. Dessa forma, a Lista B foi
elaborada a partir de informações secundárias que indicam a ocorrência
dessas espécies na região do município de Garça.
Para o plantio dessas espécies recomendam-se covas abertas
manualmente, instaladas em cima de pequenas porções de solo argiloso
(“murunduns”) com dimensões 0,4m x 0,4m x 0,4m. Este procedimento
evita que os torrões que envolvem as mudas se dissolvam imediatamente
no ambiente encharcado e ocorra o apodrecimento das raízes. Este
método, também chamado por alguns autores como “plantio em
montículos” ou “covas invertidas”, tem demonstrado maiores porcentagens
de sobrevivência das mudas, pois possibilita que o colo da planta não fique
em contato direto com a água, bem como sua raiz (SZTUTMAN &
RODRIGUES, 2002; MARCONATO, 2010; ZAMITH, 2007). O solo a ser
usado para fazer o montículo deve ser previamente adubado e corrigido o
pH por meio de calagem, se necessário.
Recomenda-se plantio em época seca/estiagem.
P3
Abertura de covas,
calagem e adubação /
Espécies tolerantes a
ambientes
temporariamente
A presença de solo conservado e hidromórfico com nível de água não
aflorante na APP requer a escolha de espécies nativas que sejam
tolerantes a ambientes temporariamente alagados. Dessa forma, a Lista C
foi elaborada a partir de informações secundárias que indicam a ocorrência
dessas espécies na região do município de Garça.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 215/388
Ação Justificativa / Observações
alagados (Lista 3 –
Apêndice D)
Recomenda-se plantio em época seca/estiagem.
P4
Preparo do solo
(escarificar), abertura
das covas, calagem e
adubação / Plantio de
espécies nativas
ocorrentes na região
(Lista 1 –
Apêndice B)
A presença de solo degradado pela compactação, porém sem alteração
nos horizontes do solo permite o plantio de espécies nativas adaptadas aos
tipos de solo encontrado na região, desde que o solo seja descompactado
(escarificado) e adubado, com correção de pH por meio de calagem. Dessa
forma, a Lista A foi elaborada a partir de informações secundárias que
indicam a ocorrência dessas espécies na região do município de Garça.
P5
Recompor a camada
superficial do solo,
abertura das covas,
calagem e adubação /
Plantio de espécies
adaptadas a solos
rasos (Lista 4 –
Apêndice E)
A presença de solo degradado pela remoção da camada superficial na APP
limita a escolha de espécies nativas às adaptadas a solos rasos. Nessas
condições recomenda-se a recomposição da camada superficial do solo,
com correção de pH (por meio de calagem) e a adubação para suprir a
deficiência de nutrientes causada pela remoção dessas camadas. Dessa
forma, a Lista D foi elaborada a partir de informações secundárias que
indicam a ocorrência dessas espécies na região do município de Garça.
Nessas áreas, recomenda-se executar sistema de drenagem superficial
visando o escoamento adequado das águas pluviais.
P6
Plantio das mudas
sem o controle
químico e avaliar o
ataque às mudas
plantadas
Não se observando significativa quantidade de formigas cortadeiras na
área a ser restaurada, não será necessário realizar o controle químico das
formigas antes do plantio. No entanto, por precaução, recomenda-se o
plantio de adubação verde, visto que a implantação de algumas espécies
da adubação verde, além de promover a melhoria das condições físicas,
químicas e biológicas do solo (PADOVAN; SILVA, 2014), atua no controle
de formigas cortadeiras (BUENO et al., 2007).
Após o plantio, caso seja observado forte impacto das formigas nas mudas
plantadas (mais de 5% das mudas fortemente predadas ou mortas após o
plantio), recomenda-se realizar o controle químico das formigas
cortadeiras, por meio de iscas formicidas (à base de Sulfluramida ou
Fipronil) a cada 15 dias nos dois primeiros meses. Após esse período
inicial, recomenda-se realizar o repasse no controle às formigas cortadeiras
a cada dois meses, até completar o primeiro ano após plantio. O controle
químico das formigas cortadeiras deve ser aplicado adequadamente por
recomendação de profissional especializado.
P7 Controle químico das
formigas cortadeiras
Controle químico das formigas cortadeiras, por meio de iscas formicidas (à
base de Sulfluramida ou Fipronil), a ser aplicado adequadamente por
recomendação de profissional especializado.
Após o plantio, caso seja observado forte impacto das formigas nas mudas
plantadas (mais de 5% das mudas fortemente predadas ou mortas após o
plantio), recomenda-se realizar o controle químico das formigas
cortadeiras, por meio de iscas a cada 15 dias nos dois primeiros meses.
Após esse período inicial, recomenda-se realizar o repasse no controle às
formigas cortadeiras a cada dois meses, até completar o primeiro ano após
plantio.
P8
Não realizar ações de
combate às formigas
cortadeiras.
Nessa situação, espera-se que não haja ataque de formigas cortadeiras às
mudas plantadas. Porém, deve-se avaliar essa situação após o plantio e
considerar a aplicação de ações de manutenção, se necessário.
Dessa forma, caso seja observado forte impacto das formigas nas mudas
plantadas (mais de 5% das mudas fortemente predadas ou mortas após o
plantio), recomenda-se realizar o controle químico das formigas
cortadeiras, por meio de iscas formicidas a cada 15 dias nos dois primeiros
meses. Após esse período inicial, recomenda-se realizar o repasse no
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 216/388
Ação Justificativa / Observações
controle às formigas cortadeiras a cada dois meses, até completar o
primeiro ano após plantio. Caso necessário, o controle químico das
formigas cortadeiras deve ser aplicado adequadamente por recomendação
de profissional especializado.
9.3. Recomendações quanto às ações de recomposição da vegetação
Devido às particularidades das características ambientais observadas na área de
estudo destinadas à recuperação ambiental, serão apresentadas recomendações gerais
quanto às ações de conservação, manejo e restauração ecológica destas áreas, que
deverão estar contempladas e descritas detalhadamente em projetos específicos,
principalmente para as áreas localizadas em APP.
Recomenda-se que os projetos de restauração ecológica das APP levem em
consideração as ações recomendadas neste Relatório Técnico, principalmente
aquelas detalhadas nas Chaves de Tomada de Decisão, e que abordem,
minimamente, a descrição dos seguintes itens: Diagnóstico ambiental da área a ser
recuperada; Atividades prévias para eliminar os fatores de degradação
identificados na área a ser recuperada; Atividades de preparo do solo; Atividades
de condução da regeneração natural e de plantio; Atividades de manutenção da
restauração; Atividades de monitoramento e avaliação do projeto; e, Cronograma
de execução;
Recomenda-se que a correção, adequação e manutenção das práticas
conservacionistas do solo ou a estabilização pontual das margens dos cursos
d’água sejam analisadas por profissionais especializados, os quais deverão indicar
soluções de engenharia convencional ou natural, em função da análise das causas
dos problemas, as quais podem ser de origem natural ou antrópica;
Recomenda-se que o uso de herbicidas para manejo das gramíneas invasoras e
controle populacional das lianas (trepadeiras), bem como o controle das formigas
por meio de iscas formicidas, sejam realizados somente quando estritamente
necessário e aplicados por profissionais especializados;
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 217/388
Recomenda-se que o plantio das mudas de espécies arbóreas aconteça na época
chuvosa, com intensidades moderadas de chuvas. Para o município de Garça, o
período recomendado seria de outubro a março, evitando-se os meses de
dezembro e janeiro (alta pluviosidade), e em épocas de estiagem que
necessitariam de hidrogel ou irrigação no momento do plantio. Vale ressaltar que
em áreas com solo permanentemente encharcado recomenda-se o plantio de
mudas na época seca, de abril a agosto;
Para aumentar as chances de sucesso do projeto de restauração ecológica das
APPs e otimizar as ações de manutenção do plantio, recomenda-se que a altura
das mudas seja superior a 60 centímetros;
Recomenda-se a utilização dos Apêndices B, C, D e E para auxiliar na escolha
das espécies a serem plantadas. Estes anexos apresentam a relação das espécies
presentes nas formações naturais regionais indicadas para plantio, onde as
espécies foram classificadas segundo os grupos de plantio (preenchimento e
diversidade):
o Vale ressaltar que para as situações de ocorrência de solo raso – conforme
diagnosticado na Chave C – recomendou-se o plantio de espécies arbóreas
nativas com ocorrência em Floresta Estacional Decidual (Apêndice E), visto
que a ocorrência dessa formação vegetal parece estar condicionada pelo
solo raso (litólico), com elevada acidez, baixa capacidade de retenção
hídrica do solo na estação seca, que atuam como fatores edáficos seletivos
para ocorrência de espécies. As espécies observadas nessa condição
apresentam adaptações fisiológicas e/ou morfológicas, capacitando-as para
resistirem à deficiência hídrica estacional como armazenamento de água em
partes da planta, deciduidade (queda das folhas no período seco), órgãos
para absorção da umidade atmosférica ou de chuvas e outras
(RODRIGUES, 1999).
Recomenda-se que o monitoramento do projeto de restauração ecológica da APP,
para a comprovação do restabelecimento da condição não degradada do
ecossistema, ocorra periodicamente até que essa condição tenha sido atingida.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 218/388
Com relação à frequência e periodicidade das avaliações, recomenda-se que na
fase de implantação do plantio (1 a 12 meses), sejam realizadas seis avaliações,
sendo as três primeiras mensais (um, dois e três meses) e as demais trimestrais
(seis, nove e 12 meses). Já na fase de pós-implantação (1 a 3 anos do plantio), as
avaliações podem ocorrer semestralmente, representando duas avaliações por
ano. E para a fase seguinte (após 3 anos de plantio), a periodicidade da avaliação
poderá ser bianual ou dependendo da necessidade.
10 CONSIDERAÇÕES FINAIS E RECOMENDAÇÕES
Este Relatório Final apresenta os resultados das atividades desenvolvidas pela
equipe técnica do IPT, referentes ao diagnóstico dos processos erosivos e áreas
degradadas, na bacia hidrográfica do córrego Cascata onde ocorre a captação de água
que abastece parte da área urbana de Garça, SP. Nesse sentido foram levantados dados
básicos, de caráter geológico, geomorfológico, pedológico, uso e ocupação do solo, clima
e vegetação, e levantamentos dos processos de erosão urbana e rural em campo, e fotos
aéreas obtidas por meio de sobrevoo com drone nas áreas de interesse, que
compuseram as bases técnicas deste trabalho.
A caracterização física descrita deu o suporte necessário para a compreensão da
dinâmica do meio físico, permitindo selecionar os tipos de solos mais suscetíveis a
processos erosivos, fundamental para identificar as áreas potenciais à produção de
sedimentos, além de ser de extrema importância para o monitoramento do assoreamento
das principais drenagens da bacia hidrográfica.
Esses produtos subsidiarão o planejamento do uso e ocupação do solo na bacia
com as diretrizes de prevenção e controle dos processos erosivos, bem como contribuirão
para a avaliação da influência desses processos na dinâmica do curso d’água, com foco
na preservação do solo e dos recursos hídricos.
Os processos erosivos e os sedimentos gerados na bacia hidrográfica do córrego
Cascata têm contribuído para um quadro atual bastante crítico e principalmente para a
captação de água, executada pelo SAAE. Os principais problemas resultam diretamente
dos processos erosivos desencadeados com a expansão urbana, na abertura de novos
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 219/388
loteamentos e empreendimentos, com lançamento de aguas pluviais na cabeceira de
drenagem, como visto anteriormente, onde desencadeou uma erosão de grande porte
(Compartimento I). Outra situação encontrada na bacia (principalmente nos
compartimentos III e IV) pode ser observada em área de pastagem, onde as práticas
conservacionistas não foram respeitadas, muito menos implantadas, uma vez que as
características do meio físico (solos, relevo e rochas) são favoráveis à ocorrência desses
processos, onde predominam solos com gradiente textural abrúpticos (Argissolos
abrúpticos) em declives acentuados, com desenvolvimento de processos erosivos mais
intensos.
As áreas suscetíveis à erosão funcionam como fonte de sedimentos que,
transportados pelas águas da chuva (escoamento superficial), têm como destino final os
leitos de córregos e rios, causando o fenômeno de assoreamento, o qual, por sua vez,
reduz a seção das calhas de drenagens, intensificando os processos de inundação. Os
processos de assoreamento das drenagens e desmatamento das matas ciliares são
comuns na área da bacia.
Diante disso, sugere-se que a aprovação de novos loteamentos e
empreendimentos na bacia, esteja vinculada à implementação de instrumentos de
planejamento urbano, que contemplem, de forma eficiente, as diretrizes técnicas e os
aspectos legais para o controle dos processos erosivos e das áreas suscetíveis a
erosões. A partir disso será possível indicar e priorizar as medidas preventivas e
corretivas nos compartimentos da bacia com maior criticidade, visando melhorar a gestão
dos recursos hídricos (aumento da quantidade e da qualidade das águas) e revitalizar a
bacia de drenagem do córrego da Cascata até a estação de captação de água,
denominada de B1, com sua consequente preservação.
Nas áreas onde predomina uso rural, é importante a utilização adequada de
práticas de conservação do solo, a adoção de medidas contra a erosão associada a
estradas e as áreas de pastagens, com a elaboração de mapas de capacidade de uso
das terras voltados ao planejamento da ocupação agrícola.
Com relação às questões estruturais e não estruturais da drenagem natural,
somadas àquelas agravadas pelo intenso desmatamento e o processo de ocupação de
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 220/388
áreas frágeis e impróprias nos compartimentos hidrográficos, demandam a realização de
estudos e projetos específicos para a recuperação dessas áreas. Quanto às ações de
caráter preventivo, é necessária a manutenção das drenagens com a recuperação da
mata ciliar ao longo das mesmas e nas cabeceiras, e estimular o aumento da infiltração
nos terrenos para reduzir a velocidade de escoamento superficial das águas e a redução
da deposição de material sólido nos fundos de vale e o isolamento do gado.
Posteriormente foi realizada a caracterização climática e a hierarquização dos
compartimentos hidrográficos em relação à sua criticidade aos processos erosivos, com a
elaboração dos mapas de potencialidade e capacidade das terras à produção de
sedimentos e as diretrizes fundamentais para recomposição da vegetação nativa e
recuperação de áreas degradadas.
Com vistas à melhoria da qualidade das águas, torna-se imprescindível as ações
de proteção e controle de cargas poluidoras difusas, decorrentes, principalmente, de
resíduos sólidos, agrotóxicos e as oriundas de processos erosivos nas áreas urbanas e
rurais. Considera-se fundamental cessar o lançamento de esgotos, águas pluviais e
servidas nos corpos d’água da bacia em estudo.
Recomenda-se a continuidade e aprofundamento de planos e projetos específicos,
visando o controle desses processos erosivos para, na sequência, viabilizar iniciativas de
implantação de medidas estruturais e não estruturais para o controle dos mesmos.
Diante das situações observadas nos compartimentos hidrográficos, recomenda-se
a implantação de um Programa de Recuperação dessas áreas, que possa promover o
seu desenvolvimento na Bacia, aliado à manutenção da qualidade de vida e preservação
dos mananciais.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 221/388
Ressalta-se a importância das recomendações aqui apresentadas e que sua
eficácia depende da integração e cooperação entre os responsáveis e demais envolvidos
na adoção de ações de proteção e recuperação das áreas afetadas.
Estabelecido este diagnóstico dos compartimentos hidrográficos em relação aos
processos erosivos, cabe aos diversos órgãos do Poder Público, em especial aqueles que
tratam da gestão territorial e urbana, promoverem uma ação coordenada, visando
racionalizar a utilização dos recursos disponíveis, a fim de obter o máximo de resultados
positivos na solução destes problemas, incluindo medidas como as que se seguem:
Executar medidas para prevenir o aumento da produção de sedimentos nos
compartimentos hidrográficos mais críticos;
Realizar levantamentos dos segmentos de córregos e represas afetados ou
ameaçados por processos de assoreamento;
Manter atualizados os levantamentos das áreas potenciais aos processos
erosivos e escorregamentos;
Estabelecer diretrizes e implementação de pontos de monitoramento de
depósitos de assoreamento nos compartimentos hidrográficos;
Realizar mapeamento detalhado das áreas de riscos em relação a processos
erosivos em encostas ocupadas;
Mapear as áreas ocupadas ao longo das drenagens quanto ao solapamento de
margens;
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 222/388
Identificar e caracterizar as áreas e edificações sujeitas a processos de
inundação/enchente e assoreamento;
Orientar os moradores visando inibir intervenções que possam produzir novas
situações de risco, tais como, construção de novas moradias em locais
inadequados, lançamento de lixo, entulho ou água servida no interior da
erosão;
Sinalizar e isolar o entorno do processo erosivo de modo a garantir que animais
e pessoas, principalmente crianças, não circulem junto à crista dos taludes e no
interior das erosões;
Aplicar as práticas de conservação do solo e recuperação de áreas degradadas
por processos erosivos do tipo ravina profunda, com soluções de engenharia
convencional, associadas ou não as técnicas de bioengenharia de solos;
Propor vistorias periódicas e sistemáticas nas áreas de risco, por técnicos
especializados, para observação de possíveis evoluções dos processos do tipo
ravina profunda. Ressalta-se que, no caso das medidas recomendadas para
estabilização da erosão do tipo ravina profunda detectada no Compartimento I
não serem executadas, esse processo tente a evoluir e atingir a infraestrutura
urbana existente a montante.
Empregar soluções de bioengenharia de solos nos processos erosivos de
menor magnitude identificados na bacia (processos erosivos paralelos à curva
de nível e perpendiculares à curva de nível), principalmente em áreas de
pastagens;
Propiciar a melhoria da qualidade ambiental das Áreas de Preservação
Permanente, estimulando a restauração ecológica por meio de ações de
condução da regeneração natural e enriquecimento da vegetação nativa, com
plantios de espécies nativas apropriadas às condições edáficas e climáticas,
seguindo as orientações expostas nas Chaves de Tomada de Decisão.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 223/388
Cabe destacar a importância desse estudo para o município, norteando o
planejamento e investimentos nos compartimentos hidrográficos que foram hierarquizados
os mais problemáticos em relação aos processos erosivos, assoreamento e revegetação.
EQUIPE TÉCNICA
Cidades Infraestrutura e Meio Ambiente – CIMA
Seção de Planejamento Territorial, Recursos Hídricos, Saneamento e Florestas –
SPRSF
Zeno Hellmeister Jr. – Geólogo, Msc. – Gerente do Projeto
Airton Marambaia Santa– Técnico em Geologia
Cláudio Luiz Ridente Gomes – Tecnólogo Civil, Msc.
Filipe Antonio Marques Falcetta – Engenheiro Civil, Dr.
Gabrielle Naomi Imai Aldeia – Bióloga
Gerson Salviano Almeida Filho – Tecnólogo Civil, Msc.
Jozias da Cruz – Técnico Ambiental
Juliana Thais Oliveira de Carvalho – Técnica em Construção Civil
Maria Lucia Solera – Bióloga, Dra.
Mariana Hortelani Carneseca Longo – Bióloga, Msc.
Lucas Stefano Rissatto - Eng. Hídrico
Priscila Taminato Hirata - Geólogo, Msc.
Seção de Investigações, Riscos e Gerenciamento Ambiental
Caio Pompeu Cavalhieri - Engenheiro Ambiental, Msc.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 224/388
Laboratório de Bioenergia e Eficiência Energética - LBE
Ana Paula de Souza Silva – Engenheira Florestal, Msc.
Apoio Administrativo
Rosangela Aparecida Carelli Correia - Secretária
Maria Castro da Silva – Técnica Administrativa
São Paulo, 26 de maio de 2022.
CIDADES INFRAESTRUTURA E MEIO AMBIENTE
Seção de Planejamento, Recursos Hídricos,
Saneamento e Florestas
Assinado Digitalmente
_______________________________
Geól. Me. Zeno Hellmeister Jr.
Gerente do Projeto
CREASP Nº 0600947987 – RE 7655
CIDADES INFRAESTRUTURA E MEIO AMBIENTE
Seção de Planejamento, Recursos Hídricos,
Saneamento e Florestas
Assinado Digitalmente
______________________________________
Enga. Ma. Sofia Julia Alves Macedo Campos
Gerente Técnica
CREASP Nº 05060946440 – RE 8450
CIDADES INFRAESTRUTURA E MEIO AMBIENTE
Assinado Digitalmente
_________________________________
Geól. Me. Fabrício Araujo Mirandola
Diretor Técnico
CREASP Nº 5062055808 – RE 8658
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 225/388
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FICHAS DE CAMPO
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MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Próximo à área urbana 639.519 7.544.175
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-01 07/10/2021 9:00
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Latossolo Vermelho-Amarelo argissólico A moderado textura média
Situação: Topo
Relevo Local: Plano
Declividade: 2%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem e área urbana consolidada
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Latossolo Vermelho argissólico associado
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 237/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Próximo à área urbana (Cabeceira da
erosão) 639.857 7.544.224
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-02 07/10/2021 9:20
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Latossolo Vermelho-Amarelo argissólico A moderado textura média
Situação: Topo/terço superior
Relevo Local: Plano/suave ondulado
Declividade: 6%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem e cultura de café
Processos Erosivos: Laminar, sulcos e ravinas
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Latossolo Vermelho argissólico associado
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 238/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA À jusante da cabeceira da erosão 639.936 7.544.245
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-03 07/10/2021 9:40
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo A moderado textura arenosa/média
Situação: Terço superior/meia encosta
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 6%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem e cultura de café
Processos Erosivos: Laminar, sulcos e ravinas
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Latossolo Vermelho-Amarelo argissólico associado. A erosão fica mais rasa e
mais estreita. Arenitos muito alterados na base (saprolito)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 239/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Estrada de acesso à capitação de água 641.120 7.545.904
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-04 07/10/2021 9:50
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Neossolo Litólico, A moderado, substrato arenitos carbonático
Situação: Meia encosta
Relevo Local: Ondulado
Declividade: 15%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar, sulcos e ravinas
Pedregosidade: Afloramento de rocha (arenitos carbonático)
Rochosidade: Afloramento de rocha
Drenagem: Moderada a fraca
Observações: Cambissolos Háplicos associados
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 240/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Estrada de acesso à capitação de água 641.268 7.546.016
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-05 07/10/2021 10:10
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Neossolo Litólico, A moderado, substrato arenitos carbonático
Situação: Meia encosta
Relevo Local: Ondulado
Declividade: 20%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar, sulcos e ravinas
Pedregosidade: Afloramento de rocha (arenitos carbonático)
Rochosidade: Afloramento de rocha
Drenagem: Moderada a fraca
Observações: Cambissolos Háplicos associados
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 241/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Estrada de acesso à capitação de água 641.440 7.546.161
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-06 07/10/2021 10:30
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Neossolo Litólico, A moderado, substrato arenitos carbonático
Situação: Meia encosta
Relevo Local: Ondulado
Declividade: 20%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar, sulcos e ravinas
Pedregosidade: Afloramento de rocha (arenitos carbonático)
Rochosidade: Afloramento de rocha
Drenagem: Moderada a fraca
Observações: Cambissolos Háplicos associados
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 242/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Estrada de acesso à capitação de água 641.670 7.546.253
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-07 07/10/2021 10:40
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Neossolo Litólico, A moderado, substrato arenitos carbonático
Situação: Meia encosta/terço inferior
Relevo Local: Ondulado
Declividade: 25%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar, sulcos e ravinas
Pedregosidade: Afloramento de rocha (arenitos carbonático)
Rochosidade: Afloramento de rocha
Drenagem: Moderada a fraca
Observações: Cambissolos Háplicos e Argissolos abrúpticos pouco profundo associados
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 243/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Estrada de acesso à capitação de água 642.091 7.546.342
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-08 07/10/2021 11:00
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Neossolo Litólico, A moderado, substrato arenitos carbonático
Situação: Terço inferior
Relevo Local: Ondulado
Declividade: 25%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar, sulcos e ravinas
Pedregosidade: Afloramento de rocha (arenitos carbonático)
Rochosidade: Afloramento de rocha
Drenagem: Moderada a fraca
Observações: Cambissolos Háplicos e Argissolos abrúpticos pouco profundo associados
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 244/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Estrada de acesso à capitação de água 642.279 7.546.520
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-09 07/10/2021 11:30
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Neossolo Litólico, A moderado, substrato arenitos carbonático
Situação: Terço inferior
Relevo Local: Ondulado
Declividade: 25%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar, sulcos e ravinas
Pedregosidade: Afloramento de rocha (arenitos carbonático)
Rochosidade: Afloramento de rocha
Drenagem: Moderada a fraca
Observações: Próximo à capitação de água. Cambissolos Háplicos e Argissolos abrúpticos
pouco profundo associados
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 245/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Sítio Água da Prata 644.037 7.542.119
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-10 07/10/2021 14:00
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura
arenosa/média
Situação: Meia encosta
Relevo Local: Ondulado
Declividade: 15%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem e cultura de café
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Segundo o proprietário (Sr. Sérgio) não tem erosão na propriedade, boa
conservação das cabeceiras de drenagem
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 246/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Estrada de acesso à capitação de água
(margem direita) 644.090 7.544.772
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-11 07/10/2021 14:30
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura
arenosa/média
Situação: Meia encosta
Relevo Local: Ondulado
Declividade: 15%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações:
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 247/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Entrada da Fazenda Paineira 644.018 7.545.290
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-12 07/10/2021 15:30
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura
arenosa/média
Situação: Topo
Relevo Local: Plano
Declividade: 2%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações:
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 248/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Próximo à barragem rompida, cabeceira
do Córrego da Cascata 640.516 7.542.103
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-13 25/10/2021 8:30
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura
arenosa/média
Situação: Terço superior/meia encosta
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 7%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Campo antrópico/área urbana consolidada
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Reflorestamento margem esquerda
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 249/388
DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA 640.942 7.541.800
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-14 25/10/2021 8:50
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura
arenosa/média
Situação: Terço superior/meia encosta
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 7%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Tubulação de esgoto com vazamento
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 250/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Rua Angelo Rossato 640.665 7.541.727
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-15 25/10/2021 9:00
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura
arenosa/média
Situação: Terço superior/meia encosta
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 6%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Área urbana em consolidação
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Erosão no talude do aterro
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 251/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Estrada de terra paralela a linha do trem 640.605 7.541.007
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-16 25/10/2021 10:15
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Latossolo Vermelho-Amarelo argissólico A moderado textura média
Situação: Topo
Relevo Local: Plano/Suave ondulado
Declividade: 3%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Próximo à área urbana em consolidação
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 252/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Sítio Terra Mãe 641.239 7.540.970
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-17 25/10/2021 11:00
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura
arenosa/média
Situação: Terço superior/meia encosta
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 10%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações:
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 253/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Estância Santa Isabel 641.545 7.540.440
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-18 25/10/2021 11:45
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura
arenosa/média
Situação: Terço superior/meia encosta
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 10%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Cultura de café
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações:
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 254/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Depois da Estância Santa Isabel,
estradinha de terra 642.127 7.540.715
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-19 25/10/2021 13:30
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Latossolo Vermelho-Amarelo argissólico A moderado textura média
Situação: Topo
Relevo Local: Plano/Suave ondulado
Declividade: 3%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Cultura de café e chácaras
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Bacias de retenção de águas pluviais na lateral da estrada
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 255/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Estrada de terra paralela à linha de trem 642.775 7.540.347
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-20 25/10/2021 2:15
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Latossolo Vermelho-Amarelo argissólico A moderado textura média
Situação: Terço superior
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 6%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Cultura de café novo
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Chácaras do outro lado da estrada de terra
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 256/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Depois do Pesqueiro do Godinho. Sítio
Água do Ouro I e II 642.274 7.541.105
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-21 25/10/2021 2:45
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Latossolo Vermelho-Amarelo argissólico A moderado textura média
Situação: Terço superior/Topo
Relevo Local: Suave ondulado/plano
Declividade: 5%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Cultura de mandioca, pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Bacias de retenção de águas pluviais na lateral da estrada
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 257/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Próximo ao Córrego do Ouro 642.558 7.541.612
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-22 25/10/2021 15:20
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura
arenosa/média
Situação: Terço superior/meia encosta
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 10%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Cultura de café e pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Perfil corte de estrada. Solo espesso
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 258/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Estrada de terra em direção a Torre da
EMBRATEL 643.968 7.540.463
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-23 25/10/2021 16:10
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Latossolo Vermelho-Amarelo argissólico A moderado textura média
Situação: Terço superior/Topo
Relevo Local: Suave ondulado/plano
Declividade: 5%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Cultura de mandioca e reflorestamento
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Próximo à linha de trem
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 259/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Próximo à Torre da EMBRATEL 645.119 7.540.705
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-24 25/10/2021 16:50
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Latossolo Vermelho-Amarelo argissólico A moderado textura média
Situação: Terço superior
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 7%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Reflorestamento e cultura de laranja
Processos Erosivos: Laminar e sulcos
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Latossolo Vermelho argissólico associado
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 260/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Estrada de terra, depois da Torre da
EMBRATEL 645.205 7.542.062
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-25 25/10/2021 17:40
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Latossolo Vermelho-Amarelo argissólico A moderado textura média
Situação: Terço superior/Topo
Relevo Local: Suave ondulado/plano
Declividade: 3%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem e cultura de laranja
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Latossolo Vermelho argissólico associado
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 261/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA 644.845 7.542.370
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-26 26/10/2021 8:15
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Latossolo Vermelho-Amarelo argissólico A moderado textura média
Situação: Terço superior
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 6%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem com curvas de nível
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Latossolo Vermelho argissólico associado
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 262/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Entrada do Sítio São Luiz 644.635 7.542.548
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-27 26/10/2021 8:40
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Latossolo Vermelho-Amarelo argissólico A moderado textura média
Situação: Terço superior
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 6%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem com curvas de nível
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Latossolo Vermelho argissólico associado. Proprietário Rafael José Ubeda
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 263/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Sítio São Luiz 644.710 7.542.773
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-28 26/10/2021 9:00
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Latossolo Vermelho-Amarelo argissólico A moderado textura média
Situação: Topo
Relevo Local: Plano
Declividade: 2%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem com curvas de nível
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Latossolo Vermelho argissólico associado. Proprietário Rafael José Ubeda
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 264/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Sítio Nossa Senhora Aparecida 643.782 7.542.150
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-29 26/10/2021 9:30
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura
arenosa/média
Situação: Meia encosta
Relevo Local: Ondulado
Declividade: 15%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar, sulcos
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Área de APP esta cercada. Proprietário Amarildo
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 265/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Sítio Nossa Senhora Aparecida 643.365 7.542.185
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-30 26/10/2021 9:50
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico pouco profundo A moderado
textura arenosa/média
Situação: Terço inferior
Relevo Local: Ondulado
Declividade: 25%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar, sulcos
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Proprietário Amarildo. Neossolo Litólico associado
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 266/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Depois do Condomínio 640.509 7.542.431
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-31 26/10/2021 10:20
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura
arenosa/média
Situação: Meia encosta/Terço inferior
Relevo Local: Suave ondulado/Ondulado
Declividade: 15%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Cultura de café (irrigado)
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações:
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 267/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Fazenda do Gilzepe, próximo à barragem 641.251 7.543.256
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-32 26/10/2021 10:45
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura
arenosa/média
Situação: Meia encosta/Terço inferior
Relevo Local: Suave ondulado/Ondulado
Declividade: 15%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Cultura de café (irrigado) e pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Alex é o encarregado da Fazenda
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 268/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Fazenda do Gilzepe 641.236 7.543.884
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-33 26/10/2021 11:15
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Neossolo Litólico A moderado, substrato arenitos carbonático
Situação: Terço inferior
Relevo Local: Suave ondulado/Ondulado
Declividade: 25%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Afloramento de rocha (arenitos carbonático)
Rochosidade: Afloramento de rocha (arenitos carbonático)
Drenagem: Moderada
Observações: Próximo à escarpa. Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico pouco profundo
associado
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 269/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Rodeando o cafezal 640.633 7.543.633
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-34 26/10/2021 11:35
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura
arenosa/média
Situação: Meia encosta/Terço superior
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 9%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Solo exposto e cultura de café
Processos Erosivos: Laminar, sulcos
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações:
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 270/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Cabeceira de drenagem 640.285 7.534.043
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-35 26/10/2021 12:00
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura
arenosa/média
Situação: Meia encosta/Terço superior
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 9%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar, sulcos
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações:
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 271/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Próximo ao muro do condomínio 639.905 7.543.334
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-36 26/10/2021 14:30
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Latossolo Vermelho-Amarelo argissólico A moderado textura média
Situação: Terço superior/Topo
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 4%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Solo exposto e Pastagem
Processos Erosivos: Laminar, sulcos
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações:
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 272/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Entrada Fazenda Esmeralda 640.023 7.540.963
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-37 26/10/2021 15:30
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Latossolo Vermelho-Amarelo argissólico A moderado textura média
Situação: Terço superior/Topo
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 4%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Guanandi (fabricação de móveis)
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações:
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 273/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Torre de comunicação 639.969 7.541.330
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-38 27/10/2021 8:00
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Latossolo Vermelho-Amarelo argissólico A moderado textura média
Situação: Topo
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 2%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Área urbana
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações:
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 274/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Próximo à torre da Embratel 645.375 7.540.543
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-39 27/10/2021 8:40
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Latossolo Vermelho-Amarelo argissólico A moderado textura média
Situação: Topo
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 2%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Reflorestamento
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações:
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 275/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Entrada para Fazenda Santa Adélia 645.375 7.540.543
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-40 27/10/2021 9:15
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Latossolo Vermelho-Amarelo argissólico A moderado textura média
Situação: Topo
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 2%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Reflorestamento
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Latossolo Vermelho argissólico associado
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 276/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Limite da bacia 644.110 7.544.079
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-41 27/10/2021 9:45
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Latossolo Vermelho-Amarelo argissólico A moderado textura média
Situação: Topo
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 2%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Área em pousio
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Latossolo Vermelho argissólico associado
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 277/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Fazenda Ouro Fino 643.957 7.543.958
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-42 27/10/2021 10:15
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Latossolo Vermelho-Amarelo argissólico A moderado textura média
Situação: Terço superior
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 6%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Latossolo Vermelho argissólico associado
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 278/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Próximo ao divisor da bacia 644.132 7.544.463
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-43 27/10/2021 10:40
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura
arenosa/média
Situação: Meia encosta/Terço superior
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 9%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Reflorestamento
Processos Erosivos: Laminar, sulcos
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações:
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 279/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Próximo à porteira da Fazenda Paineira 644.023 7.545.273
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-44 27/10/2021 11:00
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura
arenosa/média
Situação: Meia encosta
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 10%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Reflorestamento
Processos Erosivos: Laminar, sulcos
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações:
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 280/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Estrada para capitação de água (B1) 639.927 7.544.890
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-45 27/10/2021 11:20
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura
arenosa/média
Situação: Meia encosta
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 10%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Guanandi
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações:
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 281/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Estrada para capitação de água (B1) 640.848 7.545.677
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-46 27/10/2021 11:35
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura
arenosa/média
Situação: Meia encosta
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 12%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Guanandi
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações:
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 282/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Estrada para capitação de água (B1) 641.411 7.546.152
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-47 27/10/2021 11:50
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Neossolo Litólico, A moderado, substrato arenitos carbonáticos
Situação: Meia encosta/terço inferior
Relevo Local: Ondulado
Declividade: 20%
Litologia/Material de Origem: arenitos carbonáticos
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar, sulcos e ravinas
Pedregosidade: Afloramento rochoso
Rochosidade: Afloramento rochoso
Drenagem: Fraca
Observações:
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 283/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Próximo à capitação de água (B1) 642.310 7.546.609
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-48 27/10/2021 12:15
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Neossolo Litólico, A moderado, substrato arenitos carbonáticos
Situação: Terço inferior
Relevo Local: Ondulado
Declividade: 20%
Litologia/Material de Origem: arenitos carbonáticos
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Afloramento rochoso
Rochosidade: Afloramento rochoso
Drenagem: Fraca
Observações: Próximo ao contato com a Formação Vale do Rio do Peixe
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 284/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Depois da capitação de água (B1) 642.279 7.546.345
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-49 27/10/2021 13:30
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Neossolo Litólico, A moderado, substrato arenitos carbonáticos
Situação: Terço inferior
Relevo Local: Ondulado
Declividade: 20%
Litologia/Material de Origem: Arenitos carbonáticos
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Afloramento rochoso
Rochosidade: Afloramento rochoso
Drenagem: Fraca
Observações:
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 285/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Depois da capitação de água (B1) 642.472 7.546.279
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-50 27/10/2021 14:00
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Neossolo Litólico, A moderado, substrato arenitos carbonáticos
Situação: Terço inferior/meia encosta
Relevo Local: Ondulado
Declividade: 20%
Litologia/Material de Origem: Arenitos carbonáticos
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Mata
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Afloramento rochoso
Rochosidade: Afloramento rochoso
Drenagem: Fraca/moderada
Observações: Cambissolos Háplicos associados
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 286/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Depois da capitação de água (B1),
margem direita 642.696 7.545.999
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-51 27/10/2021 14:30
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Neossolo Litólico, A moderado, substrato arenitos carbonáticos
Situação: Terço inferior/meia encosta
Relevo Local: Ondulado
Declividade: 20%
Litologia/Material de Origem: Arenitos carbonáticos
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Mata e pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Afloramento rochoso
Rochosidade: Afloramento rochoso
Drenagem: Fraca/moderada
Observações: Cambissolos Háplicos associados
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 287/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Depois da capitação de água (B1),
margem direita 642.429 7.545.704
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-52 27/10/2021 14:50
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Neossolo Litólico, A moderado, substrato arenitos carbonáticos
Situação: Terço inferior/meia encosta
Relevo Local: Ondulado
Declividade: 20%
Litologia/Material de Origem: Arenitos carbonáticos
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Afloramento rochoso
Rochosidade: Afloramento rochoso
Drenagem: Fraca/moderada
Observações: Cambissolos Háplicos associados
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 288/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Sitio Nossa Senhora Aparecida 642.330 7.545.498
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-53 27/10/2021 15:15
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Neossolo Litólico, A moderado, substrato arenitos carbonáticos
Situação: Terço inferior/meia encosta
Relevo Local: Ondulado
Declividade: 20%
Litologia/Material de Origem: Arenitos carbonáticos
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem e cultura de café
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Afloramento rochoso
Rochosidade: Afloramento rochoso
Drenagem: Fraca/moderada
Observações: Encarregado Sr. Adão Raimundo. Final da estradinha de terra
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 289/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Fazenda Esmeralda (Sede) 640.927 7.544.544
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-54 27/10/2021 15:30
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Latossolo Vermelho-Amarelo argissólico A moderado textura média
Situação: Terço superior/Topo
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 5%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Latossolo Vermelho argissólico associado. Proprietário Sr. Willian e o gerente Sr.
Henrique. Área de APP cercada
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 290/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Dentro da Fazenda Esmeralda. Próximo à
represa
640.975 7.544.913
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-55 27/10/2021 16:00
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Neossolo Litólico, A moderado, substrato arenitos carbonáticos
Situação: Terço inferior
Relevo Local: Ondulado
Declividade: 20%
Litologia/Material de Origem: Arenitos carbonáticos
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Afloramento rochoso
Rochosidade: Afloramento rochoso
Drenagem: Fraca/moderada
Observações: Sr. Mello acompanhou a equipe
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 291/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Dentro da Fazenda Esmeralda 641.144 7.545.210
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-56 27/10/2021 16:40
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Neossolo Litólico, A moderado, substrato arenitos carbonáticos
Situação: Terço inferior
Relevo Local: Ondulado
Declividade: 25%
Litologia/Material de Origem: Arenitos carbonáticos
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Afloramento rochoso
Rochosidade: Afloramento rochoso
Drenagem: Fraca/moderada
Observações: Sr. Mello acompanhou a equipe
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 292/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Dentro da Fazenda Esmeralda 641.343 7.545.311
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-57 27/10/2021 17:20
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura
arenosa/média
Situação: Meia encosta
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 12%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Guanandi e pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Sr. Mello acompanhou a equipe
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 293/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Área Urbana em Consolidação 640.049 7.541.207
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-58 28/10/2021 8:00
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Latossolo Vermelho-Amarelo argissólico A moderado textura média
Situação: Terço superior/Topo
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 5%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Área urbana em consolidação
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Latossolo Vermelho argissólico A moderado textura média associado
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 294/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA “Piscinão” e Área Urbana em
Consolidação 640.162 7.540.741
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-59 28/10/2021 8:20
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Latossolo Vermelho-Amarelo argissólico A moderado textura média
Situação: Terço superior/Topo
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 5%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Área urbana em consolidação
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Latossolo Vermelho argissólico A moderado textura média associado
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 295/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Próximo à FATEC e a Linha de trem
(Divisor da bacia) 639.834 7.540.787
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-60 28/10/2021 8:35
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Latossolo Vermelho-Amarelo argissólico A moderado textura média
Situação: Terço superior/Topo
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 5%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Latossolo Vermelho argissólico A moderado textura média associado
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 296/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Rua Garça com Rua Sabiá 640.376 7.540.506
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-61 28/10/2021 9:00
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Latossolo Vermelho-Amarelo argissólico A moderado textura média
Situação: Topo
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 3%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Área urbana em consolidação
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Latossolo Vermelho argissólico A moderado textura média associado
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 297/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Estrada de terra em direção à torre da
Embratel 640.610 7.540.874
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-62 28/10/2021 9:20
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Latossolo Vermelho-Amarelo argissólico A moderado textura média
Situação: Topo/terço superior
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 3%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Latossolo Vermelho argissólico A moderado textura média associado
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 298/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Estrada de terra em direção à torre da
Embratel 643.719 7.540.452
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-63 28/10/2021 9:35
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Latossolo Vermelho-Amarelo argissólico A moderado textura média
Situação: Topo/terço superior
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 3%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Reflorestamento
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Latossolo Vermelho argissólico A moderado textura média associado
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 299/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Próximo à torre da Embratel 644.588 7.541.282
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-64 28/10/2021 10:00
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Neossolo Litólico, A moderado, substrato arenitos carbonáticos
Situação: Terço inferior
Relevo Local: Ondulado
Declividade: 20%
Litologia/Material de Origem: Arenitos carbonáticos
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Reflorestamento e cultura de laranja
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Moderada
Observações: Cambissolos Háplicos associados. Muita areia na estradinha
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 300/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL - COORDENADAS
GARÇA Próximo à torre da Embratel 644.951 7.540.950
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-65 28/10/2021 10:30
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Latossolo Vermelho-Amarelo argissólico A moderado textura média
Situação: Terço superior
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 6%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Reflorestamento
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Latossolo Vermelho argissólico A moderado textura média associado
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 301/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Próximo á entrada da Fazenda Paraíso 644.541 7.543.507
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-66 28/10/2021 11:10
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Latossolo Vermelho-Amarelo argissólico A moderado textura média
Situação: Topo/Terço superior
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 3%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Latossolo Vermelho argissólico A moderado textura média associado
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 302/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL - COORDENADAS
GARÇA Próximo à torre da Embratel 645.410 7.541.562
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-67 28/10/2021 12:00
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Latossolo Vermelho-Amarelo argissólico A moderado textura média
Situação: Terço superior
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 6%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Reflorestamento
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Latossolo Vermelho argissólico A moderado textura média associado
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 303/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Sítio São José da Boa Vista 644.445 7.541.836
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-68 28/10/2021 13:30
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura
arenosa/média
Situação: Terço superior
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 6%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Sr. José Batista (“Pernilongo”) arrenda o sítio
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 304/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Sítio São José da Boa Vista 644.383 7.541.759
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-69 28/10/2021 14:00
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura
arenosa/média
Situação: Meia encosta
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 6%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Sr. José Batista (“Pernilongo”) arrenda o sítio
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 305/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Sítio São José da Boa Vista 644.295 7.541.739
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-70 28/10/2021 14:40
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Neossolo Litólico, A moderado, substrato arenitos carbonáticos muito
alterados
Situação: Terço inferior
Relevo Local: Ondulado
Declividade: 20%
Litologia/Material de Origem: Arenitos carbonáticos
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Moderada
Observações: Sr. José Batista (“Pernilongo”) arrenda o sítio. Argissolos abrúpticos pouco
profundo associado
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 306/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Fazenda Bom Jardim 643.133 7.543.954
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-71 28/10/2021 15:10
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura
arenosa/média
Situação: Meia encosta
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 6%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Sr. Jorge Proprietário (Fone: (14) 98114-7359)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 307/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Fazenda Bom Jardim 642.945 7.543.845
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-72 28/10/2021 15:40
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura
arenosa/média
Situação: Terço superior/Topo
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 3%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações:
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 308/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Fazenda Bom Jardim 642.311 7.543.978
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-73 28/10/2021 16:10
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Neossolo Litólico, A moderado, substrato arenitos carbonáticos
Situação: Terço inferior
Relevo Local: Ondulado
Declividade: 30%
Litologia/Material de Origem: Arenitos carbonáticos
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Afloramento rochoso
Rochosidade: Afloramento rochoso
Drenagem: fraca/Moderada
Observações:
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 309/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Fazenda Bom Jardim. Próximo à casa 643.190 7.543.884
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-74 28/10/2021 16:50
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura
arenosa/média
Situação: Terço superior
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 6%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações:
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 310/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Fazenda Bom Jardim. Próximo à porteira 643.721 7.543.809
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson GA-75 28/10/2021 17:30
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura
arenosa/média
Situação: Terço superior
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 6%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações:
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 311/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Estrada para capitação de água (B1) 641.559 7.546.168
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson e Cláudio Ridente GA-76 09/02/2022 8:00
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura
arenosa/média
Situação: Terço superior/meia encosta
Relevo Local: Ondulado
Declividade: 15%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Vale do Rio do Peixe
Unidade Geológica: Formação Vale do Rio do Peixe
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar, sulcos e ravinas
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Afloramento na base
Drenagem: Acentuada/moderada
Observações: A encosta (margem esquerda) apresenta muitos processos erosivos. Neossolos
Litólicos associados. Elevação ~ 521 m. Próximo ao contato com a Formação Marília
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 312/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Próximo à planície aluvial 641.693 7.546.122
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson e Cláudio Ridente GA-77 09/02/2022 8:30
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Neossolo Litólico A proeminente, substrato arenitos finos/muito finos,
avermelhados com manchas amarronzada, muito alterados
Situação: Terço inferior
Relevo Local: Plano
Declividade: 2%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Vale do Rio do Peixe
Unidade Geológica: Formação Vale do Rio do Peixe
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: A drenagem encontra-se assoreada. Contato com a planície aluvial, NA~30 cm.
Elevação ~ 496 m
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 313/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Subindo a encosta da margem direita 641.799 7.546.075
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson e Cláudio Ridente GA-78 09/02/2022 9:00
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Neossolo Litólico A moderado, substrato arenitos finos/muito finos,
avermelhados com manchas amarronzada, muito alterados
Situação: Meia encosta
Relevo Local: Ondulado
Declividade: 12%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Vale do Rio do Peixe
Unidade Geológica: Formação Vale do Rio do Peixe
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada/moderada
Observações: Elevação ~ 497m
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 314/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Furo de trado no topo do morrote 641.660 7.545.826
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson e Cláudio Ridente GA-79 09/02/2022 9:30
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Neossolo Litólico A moderado, substrato arenitos finos/muito finos,
avermelhados com manchas amarronzada, muito alterados
Situação: Topo
Relevo Local: Ondulado
Declividade: 2%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Vale do Rio do Peixe
Unidade Geológica: Formação Vale do Rio do Peixe
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada/moderada
Observações: Elevação 567 metros. Próximo ao contato com a Formação Marília
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 315/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Fundo da erosão 641.639 7.545.604
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson e Cláudio Ridente GA-80 09/02/2022 10:30
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Neossolo Litólico A moderado, substrato arenitos finos/muito finos,
amarronzado/bege, com manchas avermelhadas, muito alterados
Situação: Terço inferior
Relevo Local: Ondulado
Declividade: 12%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Vale do Rio do Peixe
Unidade Geológica: Formação Vale do Rio do Peixe
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Afloramento de rocha no leito da drenagem
Rochosidade: Afloramento de rocha no leito da drenagem
Drenagem: Moderada/fraca
Observações: Elevação ~533 metros. Próximo ao contato com a Formação Marília
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 316/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Leito da drenagem 641.921 7.545.604
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson e Cláudio Ridente GA-81 09/02/2022 11:20
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Neossolo Litólico A moderado, substrato arenitos finos/muito finos,
cinza claro com manchas amarronzadas, muito alterados
Situação: Terço inferior
Relevo Local: Ondulado
Declividade: 12%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Vale do Rio do Peixe
Unidade Geológica: Formação Vale do Rio do Peixe
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Afloramento de rocha no leito da drenagem
Rochosidade: Afloramento de rocha no leito da drenagem
Drenagem: Moderada/fraca
Observações: Elevação ~491 metros. Próximo ao contato com a Formação Marília.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 317/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Leito da drenagem 641.985 7.545.506
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson e Cláudio Ridente GA-82 09/02/2022 12:00
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Neossolo Litólico A moderado, substrato arenitos finos/muito finos,
amarronzados/bege com manchas avermelhadas, muito alterados
Situação: Terço inferior
Relevo Local: Ondulado
Declividade: 12%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Vale do Rio do Peixe
Unidade Geológica: Formação Vale do Rio do Peixe
Uso do Solo: Mata
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Afloramento de rocha no leito da drenagem
Rochosidade: Afloramento de rocha no leito da drenagem
Drenagem: Moderada/fraca
Observações: Elevação ~484 metros.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 318/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Próximo á antiga barragem que estourou 640.512 7.542.243
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson e Cláudio Ridente GA-83 09/02/2022 15:30
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura
arenosa/média
Situação: Meia encosta
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 6%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Elevação ~631 metros. Área degradada, afloramento de arenitos finos
avermelhados com manchas acinzentadas na base
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 319/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Próximo ao muro do condomínio 640.287 7.543.160
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson e Cláudio Ridente GA-84 09/02/2022 16:50
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura
arenosa/média
Situação: Terço superior
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 6%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Elevação ~656 metros.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 320/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Terreno vazio no Condomínio Portal do
Lago 639.955 7.542.080
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson e Cláudio Ridente GA-85 10/02/2022 8:00
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Latossolo Vermelho-Amarelo argissólico A moderado textura média
Situação: Terço superior
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 6%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Área Urbana
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Elevação ~636 metros.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 321/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Terreno vazio, área urbana 639.301 7.542.247
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson e Cláudio Ridente GA-86 10/02/2022 8:30
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Latossolo Vermelho-Amarelo argissólico A moderado textura média
Situação: Topo
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 2%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Área Urbana
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Elevação ~669 metros.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 322/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Área de lazer 639.661 7.542.554
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson e Cláudio Ridente GA-87 10/02/2022 9:00
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura
arenosa/média
Situação: Terço inferior
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 6%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Área Urbana
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Elevação ~639 metros. Área antiga erosão recuperada
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 323/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Entrada do condomínio Gran Villaggia 639.718 7.542.601
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson e Cláudio Ridente GA-88 10/02/2022 9:20
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura
arenosa/média
Situação: Terço superior
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 6%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Mata
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Elevação ~641 metros.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 324/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Entrada Pesqueiro Codonho 642.427 7.540.866
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson e Cláudio Ridente GA-89 10/02/2022 9:40
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura
arenosa/média
Situação: Terço superior
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 6%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem e café
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Elevação ~658 metros.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 325/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Antiga área de cultivo de mandioca 643.832 7.540.520
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson e Cláudio Ridente GA-90 10/02/2022 10:10
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura
arenosa/média
Situação: Terço superior
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 6%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pousio/mandioca
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Elevação ~660 metros.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 326/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Vizinho da Fazenda Paraíso 644.046 7.543.081
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson e Cláudio Ridente GA-91 10/02/2022 10:30
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura
arenosa/média
Situação: Meia encosta
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 10%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Seringa
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Elevação ~654 metros.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 327/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Próximo à porteira 644.154 7.542.938
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson e Cláudio Ridente GA-92 10/02/2022 10:50
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura
arenosa/média
Situação: Meia encosta
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 10%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Milho e pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Elevação ~643 metros.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 328/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Fazenda Paraiso 644.068 7.543.286
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson e Cláudio Ridente GA-93 10/02/2022 11:30
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura
arenosa/média
Situação: Terço superior
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 6%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem e milho
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Elevação ~660 metros.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 329/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Fazenda Marcella 642.105 7.542167
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson e Cláudio Ridente GA-94 10/02/2022 14:00
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura
arenosa/média
Situação: Meia encosta
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 10%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Amendoim
Processos Erosivos: Laminar, sulcos
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Elevação ~648 metros. Sr. José é o gerente
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 330/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Fazenda Marcella 642.156 7.542.851
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson e Cláudio Ridente GA-95 10/02/2022 14:40
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura
arenosa/média
Situação: Terço inferior/meia encosta
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 15%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem e amendoim
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Elevação ~610 metros. Neossolos Litólicos associados, substrato arenitos da
Formação Marília
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 331/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Fazenda Marcella. Próximo à escarpa 642.169 7.542.923
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson e Cláudio Ridente GA-96 10/02/2022 15:00
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura
arenosa/média
Situação: Terço inferior
Relevo Local: Escarpado
Declividade: > 45%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos carbonático da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem e mata
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Afloramento rochoso
Rochosidade: Afloramento rochoso
Drenagem: Moderada
Observações: Elevação ~598 metros
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 332/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Próximo à porteira, Fazenda Bom Jardim 643.831 7.543.877
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson e Cláudio Ridente GA-97 10/02/2022 16:00
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura
arenosa/média
Situação: Terço superior
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 6%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Milho e Mogno Africano
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Elevação ~ 650 metros. Próximo ao GA-42. Próximo à Fazenda Bom Jardim.
Latossolos argissólicos associados
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 333/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Área em pousio (antigo reflorestamento
de pinheiros) 644.028 7.544.329
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Gerson e Cláudio Ridente GA-98 10/02/2022 17:00
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura
arenosa/média
Situação: Meia encosta
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 10%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Área em pousio (antigo reflorestamento de pinheiros)
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Elevação ~649 metros. Próximo ao ponto GA-43. Elevação 629 metros
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 334/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Dentro da Fazenda Esmeralda 640.987 7.544.449
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Mariana, Lucinha e Ana Paula GA-99 23/02/2022 8:00
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura
arenosa/média
Situação: Meia encosta
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 12%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Mata e pastagem com curva de nível
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Área de APP está cercada. Erosões no caminho até a drenagem
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 335/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Dentro da Fazenda Esmeralda 641.100 7.544.060
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Mariana, Lucinha e Ana Paula GA-100 23/02/2022 8:40
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Neossolo Litólico A moderado substrato arenitos finos
Situação: Terço inferior
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 15%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar, sulcos
Pedregosidade: Afloramento no leito da drenagem
Rochosidade: Afloramento no leito da drenagem
Drenagem: Moderada
Observações: Depósitos de assoreamento na drenagem. Muitas erosões no caminho.
Localmente ocorre horizonte A espesso e orgânico (preto)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 336/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Estrada de terra em direção a
B1(captação de água) 641.200 7.545.900
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Mariana, Lucinha e Ana Paula GA-101 23/02/2022 9:15
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Neossolo Litólico A moderado substrato arenitos finos
Situação: Meia encosta
Relevo Local: Ondulado
Declividade: 20%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar, sulcos
Pedregosidade: Afloramento em área de pastagem
Rochosidade: Afloramento em área de pastagem
Drenagem: Moderada
Observações: Próximo aos pontos GA-04 e 05. Elevação ~600 metros
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 337/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Sitio Nossa Senhora Aparecida 642.330 7.545.498
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Mariana, Lucinha e Ana Paula GA-102 23/02/2022 10:00
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Neossolo Litólico, A moderado, substrato arenitos carbonáticos
Situação: Terço inferior/meia encosta
Relevo Local: Ondulado
Declividade: 20%
Litologia/Material de Origem: Arenitos finos
Unidade Geológica: Formação Vale do Rio do Peixe
Uso do Solo: Eucaliptos e mata
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Fraca/moderada
Observações: Encarregado Sr. Adão Raimundo e o Sr. Helder é o filho do dono. Final da
estradinha de terra. Elevação ~515 metros. Próximo ao ponto GA-53. Argissolos abrúpticos
associados.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 338/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Área da prefeitura. Mata municipal 639.535 7.543.514
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Mariana, Lucinha e Ana Paula GA-103 23/02/2022 11:00
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Latossolo Vermelho-Amarelo Argissólico A moderado textura média
Situação: Terço superior/Topo
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 5%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Mata
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Próximo ao ponto GA-01. Elevação ~ 679 metros
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 339/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Área preparada para plantio de café 640.413 7.542.827
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Mariana, Lucinha e Ana Paula GA-104 23/02/2022 11:20
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura
arenosa/média
Situação: Meia encosta/terço superior
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 10%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Cultivo de café (início de plantio)
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Elevação ~ 642 metros. Latossolos argissólicos associados, mais no topo.
Próximo aos pontos GA-36 e 84
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 340/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Chácaras 641.002 7.541.757
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Mariana, Lucinha e Ana Paula GA-105 23/02/2022 11:50
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura
arenosa/média
Situação: Meia encosta/terço superior
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 12%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Chácaras e pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Elevação ~ 637 metros
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 341/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Estrada Municipal de terra, em direção à
Torre da Embratel 640.642 7.540.770
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Mariana, Lucinha e Ana Paula GA-106 23/02/2022 14:00
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura
arenosa/média
Situação: Terço inferior
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 12%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Elevação ~ 662 metros. Próximo aos pontos GA-16 e GA-62. Passagem da
drenagem por baixo da estrada, depósitos de assoreamento
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 342/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Estradinha das chácaras 641.697 7.540.433
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Mariana, Lucinha e Ana Paula GA-107 23/02/2022 15:30
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura
arenosa/média
Situação: Terço inferior
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 12%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Mata e pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Elevação ~ 659 metros. Área alagada, não observou a passagem da drenagem
para o outro lado. Depósitos de assoreamento
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 343/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA Estrada Municipal de terra, próximo à
Torre da Embratel 643.346 7.540.395
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Mariana, Lucinha e Ana Paula GA-108 23/02/2022 16:40
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Argissolo Vermelho-Amarelo abrúptico A moderado textura
arenosa/média
Situação: Terço superior
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 10%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Café e pastagem com curava de nível
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Ausente
Rochosidade: Ausente
Drenagem: Acentuada
Observações: Elevação ~ 675 metros. Próximo ao ponte GA-26, Estância São José
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 344/388
Relatório Técnico nº 166.386-205 DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DO PERFIL
MUNICÍPIO LOCAL COORDENADAS
GARÇA 643.073 7.544.234
EQUIPE: IDENTIFICAÇÃO DO PONTO DATA: HORA
Zeno, Mariana, Lucinha e Ana Paula GA-109 24/02/2022 9:00
Horizonte Profundidade (cm) Cor Textura (% de argila) Consistência Molhada
Não amostrado
Classificação Pedológica: Neossolo Litólico A moderado, substrato arenitos finos amarelados
Situação: Terço inferior
Relevo Local: Suave ondulado
Declividade: 15%
Litologia/Material de Origem: Alteração de arenitos da Formação Marília
Unidade Geológica: Formação Marília
Uso do Solo: Pastagem
Processos Erosivos: Laminar
Pedregosidade: Afloramento no leito da drenagem
Rochosidade: Afloramento no leito da drenagem
Drenagem: Moderada/acentuada
Observações: Elevação ~ 598 metros. Organossolos Háplicos associados
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 345/388
APÊNDICE B
LISTA 1: ESPÉCIES ARBÓREAS REGIONAIS RECOMENDADAS PARA
PLANTIO – FLORESTA ESTACIONAL SEMIDECIDUAL
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 346/388
Espécies arbóreas regionais recomendadas para o plantio.
Legenda: GS - grupo sucessional: P – pioneira, NP – não pioneira; GP – grupo de plantio: P – preenchimento, D –
diversidade; SD – síndrome de dispersão: Anemo – anemocórica, Auto – autocórica, Zoo – zoocórica; CA – categoria de
ameça de extinção: EX – presumivelmente extinta, EN – em perigo, VU – vulnerável, QA – quase ameaçada; Refs. – Dados
secundários – referências bibliográficas citadas ao fim da tabela).
ID Família Espécie Autor Nome popular GS GP SD CA Refs.
1 Anacardiaceae Astronium graveolens Jacq. guaritá NP D Anemo A, B, C
2 Anacardiaceae Lithraea molleoides (Vell.) Engl. aroeira-brava P P Zoo B
3 Anacardiaceae Schinus terebinthifolius Raddi aroeira-pimenteira P P Zoo B
4 Anacardiaceae Tapirira guianensis Aubl. peito de pomba NP P Zoo B, C
5 Anacardiaceae Tapirira obtusa (Benth.) J.D. Mitchell pau-pombo NP P Zoo B
6 Annonaceae Annona cacans Warm. araticum P D Zoo A, B, C
7 Annonaceae Duguetia lanceolata A. St.-Hill. pindaíba NP D Zoo A, B, C
8 Annonaceae Guatteria australis A. St.-Hil. pindaúva-preta NP D Zoo B
9 Annonaceae Rollinia sericea (R. E. Fries) R. E. fries araticum-alvadio P D Zoo B
10 Annonaceae Rollinia sylvatica (A.St.-Hill.) Mart. cortiça-amarela P D Zoo B, D
11 Annonaceae Xylopia brasiliensis Spreng. pau-de-mastro NP D Zoo A, B, C
12 Apocynaceae Aspidosperma australe Müll. Arg. NP D Anemo B
13 Apocynaceae Aspidosperma cylindrocarpon Müll. Arg. peroba-poca NP D Anemo B, C
14 Apocynaceae Aspidosperma olivaceum Müll. Arg. guatambu NP D Anemo B
15 Apocynaceae Aspidosperma parvifolium A. DC. guatambu-oliva NP D Anemo B
(Continua)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 347/388
(Continuação)
ID Família Espécie Autor Nome popular GS GP SD CA Refs.
16 Apocynaceae Aspidosperma polyneuron Müll. Arg. peroba-rosa NP D Anemo QA A, B, D
17 Apocynaceae Aspidosperma ramiflorum Müll. Arg. guatambu NP D Anemo B, C
18 Apocynaceae Aspidosperma riedelii Müll. Arg. NP D Anemo EN B
19 Apocynaceae Aspidosperma subincanum Mart. guatambu-vermelho NP D Anemo B, C
20 Apocynaceae Aspidosperma tomentosum Mart. peroba-do-campo NP D Anemo QA A, B
21 Apocynaceae Rauvolfia selowii Müll. Arg. casca-d'anta NP P Zoo B
22 Apocynaceae Tabernaemontana hystrix Steud. leiteiro P P Zoo A, B, D
23 Aquifoliaceae Ilex cerasifolia Reissek congonha NP D Zoo A, B
24 Aquifoliaceae Ilex paraguariensis A. St.-Hill. erva-mate NP D Zoo B
25 Araliaceae Dendropanax cuneatum (D.C.) Decne & Planch. maria-mole P D Zoo B
26 Araliaceae Schefflera calva (Cham.) Decne. & Planch. mandioqueiro P D Zoo B
27 Araliaceae Schefflera morototonii (Aubl.) Maguire, Steyerm.
& Frodin mandiocão P D Zoo A, B
28 Araliaceae Sciadodendron excelsum Griseb. carobão P D Zoo B
29 Arecaceae Bactris setosa Mart. palmeira-coco-de-natal NP D Zoo B
30 Arecaceae Euterpe edulis Mart. palmito-juçara NP D Zoo VU B
31 Arecaceae Syagrus oleracea Becc. guariroba NP D Zoo B
32 Arecaceae Syagrus romanzoffiana (Cham.) Glassman jerivá NP D Zoo A, B, D
33 Asteraceae Gochnatia polymorpha (Less.) Cabrera cambará P D Anemo A, B, D
34 Asteraceae Piptocarpha axilaris (Less.) Baker vassourão-branco P D Anemo B
35 Asteraceae Vernonia discolor (Spreng.) Less. vassourão-preto P D Anemo B
36 Asteraceae Vernonia polyanthes Less. cambará-guaçu P D Anemo B, D
(Continua)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 348/388
(Continuação)
ID Família Espécie Autor Nome popular GS GP SD CA Refs.
37 Bignoniaceae Handroanthus albus (Cham.) Mattos ipê-da-serra NP D Anemo B
38 Bignoniaceae Handroanthus chrysotrichus (Mart. ex DC.) Mattos ipê-amarelo-da-mata NP D Anemo B, D
39 Bignoniaceae Handroanthus impetiginosus (Mart. ex DC.) Mattos ipê-roxo NP D Anemo B
40 Bignoniaceae Handroanthus umbellatus (Sond.) Mattos ipê-amarelo-do-brejo NP D Anemo B
41 Bignoniaceae Handroanthus vellosoi (Toledo) Mattos ipê-amarelo NP D Anemo A, B
42 Bignoniaceae Jacaranda macrantha Cham. carobão P D Anemo B
43 Bignoniaceae Jacaranda micrantha Cham. caroba-miúda P D Anemo B
44 Bignoniaceae Jacaranda puberula Cham. carobinha P D Anemo B
45 Bignoniaceae Zeyheria tuberculosa (Vell.) Bureu ex Verlot ipê-felpudo NP D Anemo A, B, C
46 Boraginaceae Cordia ecalyculata Vell. café-de-bugre NP D Zoo QA B
47 Boraginaceae Cordia sellowiana Cham. chá-de-bugre P D Zoo A, B, D
48 Boraginaceae Cordia superba Cham. babosa-branca P P Zoo B
49 Boraginaceae Cordia trichotoma (Vell.) Arrab. Ex Steud. louro-pardo NP D Anemo B
50 Boraginaceae Patagonula americana L. guaiuvira NP D Anemo A, B
51 Burseraceae Protium heptaphyllum (Aubl.) March. almecegueira NP P Zoo B
52 Burseraceae Protium spruceanum Engl. almecegueira-do-brejo NP D Zoo B
53 Cannabaceae Celtis ehrenbergiana (Klotzsch) Liebm. esporão-de-galo NP P zoo B, C
54 Cannabaceae Celtis iguanae (Jacq.) Sarg. grão-de-galo P D Zoo A, B
55 Cannabaceae Trema micrantha (L.) Blume crindiúva P P Zoo A, B, D
56 Caricaceae Jacaratia spinosa (Aubl.) A. DC. jaracatiá NP P Zoo A, B
57 Caricaceae Vasconcellea quercifolia A. St.-Hil. mamoeiro-do-campo NP D Zoo B
(Continua)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 349/388
(Continuação)
ID Família Espécie Autor Nome popular GS GP SD CA Refs.
58 Celastraceae Maytenus aquifolia Mart. espinheira-santa NP D Zoo B
59 Celastraceae Maytenus robusta Reissek cafezinho NP D Zoo B
60 Chrysobalanaceae Hirtella hebeclada Moric. Ex DC. macucurana NP D Zoo B
61 Clethraceae Clethra scabra Pers. guaperô P D Anemo B, C
62 Clusiaceae Calophyllum brasiliense Cambess. guanandi NP D Zoo QA B
63 Clusiaceae Garcinia gardneriana (Planch. & Triana) D.
Zappi bacupari NP D Zoo A, B
64 Combretaceae Terminalia brasiliensis (Cambess. Ex A. St.-Hil.)
Eichler capitão-do-campo P D Anemo A, B
65 Combretaceae Terminalia triflora (Griseb.) Lillo capitãozinho NP D Anemo B
66 Connaraceae Connarus regnellii Schellenb. camboatã-da-serra NP D Zoo B
67 Cunoniaceae Lamanonia ternata Vell. guaperê NP D Anemo A, B
68 Ebenaceae Diospyros inconstans Jacq. marmelinho NP D Zoo B
69 Elaeocarpaceae Sloanea monosperma Vell. sapopema NP D Zoo A, B, C
70 Erythroxylaceae Erythroxylum argentinum O. E. Schultz mercúrio-branco NP D Zoo B
71 Erythroxylaceae Erythroxylum deciduum A. St.-Hill. fruta-de-pomba NP D Zoo B
72 Euphorbiaceae Actinostemon concolor (Spreng.) Müll. Arg. laranjeira-do-mato NP D Auto A, B, C
73 Euphorbiaceae Alchornea glandulosa Poepp. & Endl. tapiá P P Zoo B, D
74 Euphorbiaceae Alchornea sidifolia Müll. Arg. tapiá-guaçu P P Zoo D
75 Euphorbiaceae Alchornea triplinervia (Spreng.) Müll. Arg. pau-jangada P P Zoo A, B, C
76 Euphorbiaceae Aparisthmium cordatum (A. Juss.) Bail. pasu-taquara NP P Auto A, B, C
77 Euphorbiaceae Croton floribundus Spreng. capixingui P P Auto A, B, C,
D
(Continua)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 350/388
(Continuação)
ID Família Espécie Autor Nome popular GS GP SD CA Refs.
78 Euphorbiaceae Croton piptocalix Müll. Arg. caixeta P P Auto B
79 Euphorbiaceae Croton urucurana Baill. sangra-d'água P P Auto B
80 Euphorbiaceae Gymnanthes klotzschiana Müll. Arg. P D Auto A
81 Euphorbiaceae Hyeronima alchorneoides Allemão aracurana-da-serra NP D Zoo B
82 Euphorbiaceae Mabea fustilifera Mart. canudo-de-pito P D Auto A, B, C
83 Euphorbiaceae Maprounea guianensis Aubl. bonifácio NP P Zoo B
84 Euphorbiaceae Margaritaria nobilis L. f. figueirinha NP D Zoo B
85 Euphorbiaceae Micrandra eleta Müll. Arg. leiteiro-branco P D Auto B
86 Euphorbiaceae Pachystroma longifolium (Nees) I.M. Johnst. espinheira-santa NP D Auto A, B, C
87 Euphorbiaceae Pera glabrata (Schott) Poepp. ex Baill. tamanqueira P D Zoo A, B, C
88 Euphorbiaceae Sapium glandulatum (Vell.) Pax pau-de-leite P D Zoo B
89 Euphorbiaceae Savia dyctiocarpa Müll. Arg. guaraiuva NP D auto A, B
90 Euphorbiaceae Sebastiania brasiliensis Spreng. branquilho P D auto B
91 Euphorbiaceae Sebastiania commersoniana (Baill.) L.B. Smith & R.J.
Downs branquinho P D auto B
92 Fabaceae
Caesalpinioideae Apuleia leiocarpa (Vogel) J. F. Macbr. grápia NP D Auto EN B
93 Fabaceae
Caesalpinioideae Bauhinia forficata Link unha-de-vaca P P Auto A, B, D
94 Fabaceae
Caesalpinioideae Bauhinia longifolia (Bong.) Steud. pata-de-vaca P D Auto QA B
95 Fabaceae
Caesalpinioideae Cassia ferruginea (Schrad.) Schrad. Ex DC. cássia-fistula NP D Auto B
96 Fabaceae
Caesalpinioideae Cassia leptophylla Vogel falso-barbatimão NP D Auto B
(Continua)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 351/388
(Continuação)
ID Família Espécie Autor Nome popular GS GP SD CA Refs.
97 Fabaceae
Caesalpinioideae Copaifera langsdorffii Desf. copaíba NP D Zoo QA A, B, C
98 Fabaceae
Caesalpinioideae Hymenaea courbaril L. jatobá NP D Zoo QA A, B, C
99 Fabaceae
Caesalpinioideae Peltophorum dubium (Spreng.) Taub. canafístula P P Auto QA B, D
100 Fabaceae
Caesalpinioideae Pterogyne nitens Tul. amendoim-do-campo NP D Anemo B
101 Fabaceae
Caesalpinioideae Schizolobium parahyba (Vell.) Blake guapuruvu P D Auto B
102 Fabaceae
Caesalpinioideae Senna macranthera (Collad.) H.S. Irwin &
Barneby fedegoso P P Auto B
103 Fabaceae
Caesalpinioideae Senna multijuga (Rich.) H. S. Irwin &
Barneby aleluia P P Zoo B
104 Fabaceae
Caesalpinioideae Senna spectabilis (DC.) H. S. Irwin &
Barneby cássia-do-nordeste NP D Auto B
105 Fabaceae
Caesalpinioideae Tachigali multijuga Benth. ingá-bravo NP D Auto B
106 Fabaceae
Faboideae Acosmium subelegans (Mohlenbr.) Yakolev maendoim-falso NP D Anemo B
107 Fabaceae
Faboideae Andira anthelmia (Vell.) J. F. Macbr. amgelim-amargoso NP D Zoo B
108 Fabaceae
Faboideae Andira fraxinifolia Benth. jacarandá-do-mato NP D Zoo B
109 Fabaceae
Faboideae Andira inermis (Sw.) Kunth angelim-liso NP D Zoo B
110 Fabaceae
Faboideae Centrolobium tomentosum Guillemin ex Benth. araribá NP D Anemo A, B
111 Fabaceae
Faboideae Cyclolobium vecchii A. Samp. ex Hoehne louveira NP D Auto B
(Continua)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 352/388
(Continuação)
ID Família Espécie Autor Nome popular GS GP SD CA Refs.
112 Fabaceae
Faboideae Dalbergia brasiliensis Vogel caroba-brava NP D Anemo B
113 Fabaceae
Faboideae Dalbergia frutescens (Vell.) Britt. dalbergia NP D Anemo A, B, C
114 Fabaceae
Faboideae Dalbergia villosa (Benth.) Benth NP D Anemo C
115 Fabaceae
Faboideae
Erythrina crista-galli L. corticeira-do-banhado P D Auto B
116 Fabaceae
Faboideae Erythrina falcata Benth. mulungu NP D Auto B
117 Fabaceae
Faboideae Erythrina verna Vell. suinã NP D Auto QA B
118 Fabaceae
Faboideae Holocalyx balansae Micheli alecrim-de-campinas NP D Auto B
119 Fabaceae
Faboideae Lonchocarpus campestris Mart. ex Benth. embirinha NP D Auto B
120 Fabaceae
Faboideae Lonchocarpus guilleminianus (Tul.) Malme embira-de-sapo NP D Auto B
121 Fabaceae
Faboideae Lonchocarpus muehlbergianus Hassl. embira-de-sapo NP D Auto B, D
122 Fabaceae
Faboideae Lonchocarpus subglaucescens Mart. ex Benth. timbó NP D Auto B
123 Fabaceae
Faboideae Luetzelburgia auriculata (Allemão) Ducke guaiçara NP D Anemo B
124 Fabaceae
Faboideae Machaerium aculeatum Raddi jacarandá-bico-depato P D Anemo B
125 Fabaceae
Faboideae Machaerium brasiliense Vogel pau-sangue NP D Anemo B
126 Fabaceae
Faboideae Machaerium hirtum (Vell.) Stellfeld barreiro NP D Anemo B
(Continua)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 353/388
(Continuação)
ID Família Espécie Autor Nome popular GS GP SD CA Refs.
127 Fabaceae
Faboideae Machaerium nyctitans (Vell.) Benth. bico-de-pato NP D Anemo B, D
128 Fabaceae
Faboideae Machaerium paraguariense Hassl. cateretê NP D Anemo B
129 Fabaceae
Faboideae Machaerium scleroxylon Tul. caviúna NP D Anemo B
130 Fabaceae
Faboideae Machaerium stipitatum (DC.) Vogel sapuva NP D Anemo A, B
131 Fabaceae
Faboideae Machaerium vestitum Vogel jacarandá-branco NP D Anemo A, B
132 Fabaceae
Faboideae Machaerium villosum Vogel jacarandá-paulista NP D Anemo QA B
133 Fabaceae
Faboideae Myrocarpus frondosus Allemão óleo-pardo NP D Anemo QA B
134 Fabaceae
Faboideae Myroxylon peruiferum L. f. cabreúva NP D Anemo VU B
135 Fabaceae
Faboideae Ormosia arborea (Vell.) Harms olho-de-cabra NP D Zoo B
136 Fabaceae
Faboideae Platycyamus regnellii Benth. pau-pereira NP D Auto B
137 Fabaceae
Faboideae Platypodium elegans Vogel faveiro NP D Anemo B
138 Fabaceae
Faboideae Poecilanthe parviflora Benth. coração-de-negro NP P Auto B
139 Fabaceae
Faboideae Pterocarpus rohrii Vahl aldrago NP D Anemo B
140 Fabaceae
Faboideae Pterodon pubescens Benth. sucupira NP D Anemo B
141 Fabaceae
Faboideae Sweetia fruticosa Spreng. sucupira-amarela NP D Anemo B
(Continua)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 354/388
(Continuação)
ID Família Espécie Autor Nome popular GS GP SD CA Refs.
142 Fabaceae
Faboideae Zollernia ilicifolia Vogel zolernia NP D Zoo A, B
143 Fabaceae
Mimosoideae Acacia polyphylla DC. monjoleiro P P Auto A, B
144 Fabaceae
Mimosoideae Albizia polycephala (Benth.) Killip. angico-branco NP P Auto B
145 Fabaceae
Mimosoideae Anadenanthera macrocarpa Benth. angico-vermelho NP D Auto B
146 Fabaceae
Mimosoideae Enterolobium contortisiliquum (Vell.) Morong tamboril P P Auto B
147 Fabaceae
Mimosoideae Inga edulis Mart. ingá-de-metro NP P Zoo B
148 Fabaceae
Mimosoideae Inga laurina (Sw.) Willd. ingá-mirim NP P Zoo B
149 Fabaceae
Mimosoideae Inga marginata Willd. ingá-feijão NP P Zoo B
150 Fabaceae
Mimosoideae Inga sessilis (Vell.) Mart. Ex Benth. ingá-ferradura P P Zoo B
151 Fabaceae
Mimosoideae Inga vera Willd. ingá-do-brejo P P Zoo A, B
152 Fabaceae
Mimosoideae Mimosa bimucronata (DC.) O. Kuntze maricá P P Auto B
153 Fabaceae
Mimosoideae Parapiptadenia rigida (Benth.) Brenan angico-da-mata NP D Auto B
154 Fabaceae
Mimosoideae Piptadenia gonoacantha (Mart.) J. F. Macbr. pau-jacaré P D Auto A, B, C
155 Fabaceae
Mimosoideae Pithecellobium incurale (Vell.) Benth. chico-pires NP D Auto B
156 Fabaceae
Mimosoideae Styphnodendron adstringens (Mart.) Coville barbatimão NP D Auto B
157 Lacistemataceae Lacistema hasslerianum Chodat espeteiro-do-campo NP D zoo B
(Continua)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 355/388
(Continuação)
ID Família Espécie Autor Nome popular GS GP SD CA Refs.
158 Lauraceae Aniba firmula (Ness & Mart.) Mez canela-de-cheiro NP D zoo B
159 Lauraceae Cryptocarya aschersoniana Mez canela-batalha NP P Zoo B, C
160 Lauraceae Cryptocarya moschata Nees batalheira NP D Zoo A, B
161 Lauraceae Endlicheria paniculata (Spreng.) J.F. Macbr. canela-frade NP D Zoo A, B
162 Lauraceae Nectandra grandiflora Nees canela-fedida NP D zoo B, D
163 Lauraceae Nectandra lanceolata Nees canela-amarela NP D Zoo B
164 Lauraceae Nectandra megapotamica (Spreng.) Mez canela-louro NP D Zoo B
165 Lauraceae Nectandra oppositifolia Ness canela-amarela P D Zoo B
166 Lauraceae Ocotea acutifolia (Nees) Mez canela-preta P D Zoo A
167 Lauraceae Ocotea catharinensis Mez canela-coqueiro NP D Zoo A, B
168 Lauraceae Ocotea corymbosa (Meisn.) Mez canela-do-cerrado NP D Zoo B, C
169 Lauraceae Ocotea diospyrifolia (Meisn.) Mez canela-louro NP D Zoo A, B
170 Lauraceae Ocotea elegans Mez canela-sassafrás-docampo
NP D Zoo B
171 Lauraceae Ocotea minarum (Nees) Mez canela-vassoura NP D Zoo B
172 Lauraceae Ocotea odorifera (Vell.) Rohwer canela-sassafrás-docampo
NP D Zoo A, B
173 Lauraceae Ocotea puberula (Rich.) Ness canela-guaicá NP P Zoo B
174 Lauraceae Ocotea pulchella (Ness) Mez canela-preta NP D Zoo A, B
175 Lauraceae Ocotea spixiana (Nees) Mez canelão NP P Zoo A
176 Lauraceae Ocotea velutina (Nees) Rohwer canelão NP D Zoo B, C
177 Lauraceae Persea pyrifolia Nees abacateiro-do-mato NP D Zoo B
(Continua)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 356/388
(Continuação)
ID Família Espécie Autor Nome popular GS GP SD CA Refs.
178 Lecythidaceae Cariniana estrellensis (Raddi) Kuntze jequitibá-branco NP D Anemo QA A, B
179 Lecythidaceae Cariniana legallis (Mart.) Kuntze jequitibá-rosa NP D Anemo QA B
180 Loganiaceae Strychnos pseudoquina A. St.-Hill. quina NP D Zoo B
181 Lythraceae Lafoensia glyptocarpa Koehne mirindiba-rosa NP D Anemo B
182 Lythraceae Lafoensia pacari A. St.-Hill. dedaleiro NP D Anemo B, C
183 Magnoliaceae Talauma ovata A. St.-Hill. pinha-do-brejo NP D Zoo A, B
184 Malvaceae Bastardiopsis densiflora (Hook. & Arn.) Hassl. algodoeiro P D Auto B
185 Malvaceae Ceiba speciosa (A. St.-Hil.) Ravenna paineira NP P Anemo B, D
186 Malvaceae Eriotheca candolleana (K. Schum.) A. Robyns embiruçu NP D Anemo B
187 Malvaceae Guazuma ulmifolia Lam. mutamba P P Zoo A, B
188 Malvaceae Heliocarpus popayanensis Kunth pau-jangada P P Anemo B
189 Malvaceae Luehea divaricata Mart. & Zucc. açoita-cavalo NP P Anemo B, D
190 Malvaceae Luehea grandiflora Mart. & Zucc. açoita-cavalo NP P Anemo B
191 Malvaceae Pseudobombax grandiflorum (Cav.) A. Robyns embiruçu-da-mata NP D Anemo B
192 Melastomataceae Miconia cinnamomifolia (DC.) Naudin jacatirão NP D Zoo A, B
193 Meliaceae Cabralea canjerana (Vell.) Mart. canjerana NP D Zoo A, B, C
194 Meliaceae Cedrella fissilis Vell. cedro NP D Anemo QA A, B
195 Meliaceae Guarea guidonia (L.) Sleumer marinheiro NP D Zoo QA B
196 Meliaceae Guarea kunthiana A. Juss. canjambo NP D Zoo QA B
197 Meliaceae Guarea macrophylla Vahl café-bravo NP D Zoo QA B
198 Meliaceae Trichilia casaretti C. DC. catiguá NP D Zoo B
(Continua)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 357/388
(Continuação)
ID Família Espécie Autor Nome popular GS GP SD CA Refs.
199 Meliaceae Trichilia catigua A. Juss. catiguá NP D zoo A, B, C
200 Meliaceae Trichilia clausseni C. DC. quebra-machado NP D Zoo A, B
201 Meliaceae Trichilia elegans A. Juss. catiguazinho NP D Zoo B, D
202 Meliaceae Trichilia hirta L. catiguá-arco-depeneira NP D Zoo QA B
203 Meliaceae Trichilia pallida Sw. baga-de-morcego NP D Zoo A, B
204 Meliaceae Trichilia silvatica C. DC. café-do-mato NP D Zoo B
205 Monimiaceae Mollinedia widgrenii A. DC. NP D Zoo A
206 Moraceae Brosimun gaudichaudii Trecul maminha-cadela NP D Zoo QA B
207 Moraceae Ficus citrifolia Mill. figueira NP D Zoo A, B
208 Moraceae Ficus enormis (Mart. ex Miq.) Miq. figueira-da-pedra P D Zoo B
209 Moraceae Ficus glabra Vell. figueira NP P Zoo B
210 Moraceae Ficus guaranitica Chodat ex Chodat &
Vischer. figueira-branca NP P Zoo B
211 Moraceae Ficus insipida Willd. figueira-do-brejo P P Zoo B
212 Moraceae Ficus organensis (Miq.) Miq. figueira NP D Zoo B
213 Moraceae Maclura tinctoria (L.) D. Don ex Steud. taiuva NP D Zoo B
214 Moraceae Sorocea bonplandii (Baill.) W.C.Burger et al. cincho NP D Zoo A, B
215 Myrtaceae Calycorectes acutatus (Miq.) Toledo araçá-da-serra NP D Zoo B
216 Myrtaceae Calyptranthes clusiifolia (Miq.) O. Berg araçarana NP D Zoo B, C
217 Myrtaceae Calyptranthes concinna DC. guamirim-facho NP D Zoo B
218 Myrtaceae Campomanesia guazumaefolia (Cambess.) O. Berg sete-capotes NP D Zoo B, C
(Continua)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 358/388
(Continuação)
ID Família Espécie Autor Nome popular GS GP SD CA Refs.
219 Myrtaceae Campomanesia neriiflora (O. Berg) Nied. guabiroba-branca NP D Zoo B
220 Myrtaceae Campomanesia xanthocarpa O. Berg guabiroba NP D Zoo B, C
221 Myrtaceae Eugenia brasiliensis Lam. grumixama NP D Zoo VU B
222 Myrtaceae Eugenia florida DC. pitanga-preta NP D Zoo B
223 Myrtaceae Eugenia glazioviana Kiaersk. guamirim NP D Zoo B
224 Myrtaceae Eugenia involucrata DC. cereja-do-rio-grande NP D Zoo B
225 Myrtaceae Eugenia ligustrina (Sw.) Willd. eugenia NP D Zoo A, B
226 Myrtaceae Eugenia myrcianthes Nied. pêssego-do-mato NP D Zoo B
227 Myrtaceae Eugenia pluriflora DC. eugenia NP D Zoo A, B
228 Myrtaceae Eugenia pyriformis Cambess. uvaia NP D Zoo A, B
229 Myrtaceae Eugenia speciosa Cambess. laranjinha-do-mato NP D Zoo B
230 Myrtaceae Eugenia sulcata Spring murta NP D Zoo B
231 Myrtaceae Eugenia uniflora L. pitanga NP D Zoo B
232 Myrtaceae Gomidesia affinis (Cambess.) D. Legrand batinga NP D Zoo A, B
233 Myrtaceae Myrcia multiflora (Lam.) DC. cambuí NP D Zoo B
234 Myrtaceae Myrcia rostrata DC. guamirim-de-folha-fina NP D Zoo B
235 Myrtaceae Myrcia tomentosa (Aubl.) DC. goiaba-brava NP D Zoo B, D
236 Myrtaceae Myrcianthes pungens (O. Berg) D. Legrand guabiju NP D Zoo B
237 Myrtaceae Myrciaria tenella (DC.) O. Berg cambuí NP D Zoo B
238 Myrtaceae Plinia rivularis (Cambess.) Rotman cambucá-peixoto NP P Zoo B
239 Myrtaceae Psidium rufum Mart. ex DC. aracá-cagão NP D Zoo B
(Continua)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 359/388
(Continuação)
ID Família Espécie Autor Nome popular GS GP SD CA Refs.
240 Nyctaginaceae Bougainvillea glabra Choisy primavera-arbórea P P Anemo B
241 Nyctaginaceae Guapira noxia (Netto) Lundell guapira NP D Zoo B
242 Nyctaginaceae Guapira opposita (Vell.) Reitz flor-de-pérola NP D Zoo A, B, C,
D
243 Nyctaginaceae Pisonia ambigua Heimerl maria-faceira NP D Zoo B
244 Ochnaceae Ouratea castanaefolia (DC.) Engl. folha-de-castanha NP D Zoo B
245 Ochnaceae Ouratea spectabilis (Mart.) Engl. folha-de-serra NP D Zoo B
246 Opiliaceae Agonandra brasiliensis Benth. & Hook. F. tinge-cuia NP D Zoo A, B
247 Opiliaceae Agonandra excelsa Griseb. agonandra NP D Zoo B, C
248 Phyllanthaceae Savia dictyocarpa Müll.Arg. guaraiuva NP D Auto A, C
249 Phytolacaceae Gallesia integrifolia (Spreng.) Harms pau-d'álho NP P Anemo B
250 Phytolacaceae Phytolacca dioica L. cebolão P P Auto B
251 Phytolacaceae Seguieria langsdorffii Moq. agulheiro P D Anemo A, B
252 Polygonaceae Coccoloba mollis Casar. folha-de-bolo NP D Zoo B
253 Polygonaceae Ruprechtia laxiflora Meisn. marmeleiro NP D Anemo B
254 Primulaceae Myrsine coriacea (Sw.) R.Br. ex Roem. &
Schult. capororoca P D Zoo B, C
255 Primulaceae Myrsine gardneriana A. DC. P D Zoo B
256 Primulaceae Myrsine guianensis (Aubl.) Kuntze capororoca-branca P D Zoo A, B
257 Primulaceae Myrsine umbellata Mart. capororoca NP D Zoo B, C
258 Proteaceae Roupala brasiliensis Klotzsch carvalho-brasileiro NP D Anemo A, B
259 Rhamnaceae Colubrina glandulosa Perkins sobrasil NP D Zoo B
260 Rhamnaceae Rhamnidium elaeocarpum Reissek saguaraji-amarelo NP P Zoo A, B
(Continua)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 360/388
(Continuação)
ID Família Espécie Autor Nome popular GS GP SD CA Refs.
261 Rosaceae Prunus myrtifolia (L.) Urban pessegueiro-bravo NP D Zoo A, B, C
262 Rubiaceae Alibertia edulis (L. C. Rich.) A. C. Rich.
ex DC. goiaba-preta NP P Zoo B
263 Rubiaceae Alseis floribunda Schoot quina-de-são-paulo NP D Auto B
264 Rubiaceae Cordiera sessilis (Vell.) Kuntze marmelo-do-campo NP D Zoo B
265 Rubiaceae Coussarea hydrangeifolia (Benth.) Müll. Arg. falsa-quina NP D Zoo B
266 Rubiaceae Coutarea hexandra (Jacq.) K. Schum. quina NP D Anemo A, B
267 Rubiaceae Genipa americana L. jenipapo NP D Zoo B
268 Rubiaceae Guettarda viburnoides Cham. & Schltdl. veludo NP D Zoo B
269 Rubiaceae Ixora brevifolia Benth. íxora-arbórea NP D Zoo C
270 Rubiaceae Psychotria carthagenensis Jacq. erva-de-gralha NP D Zoo B
271 Rubiaceae Rudgea jasminoides (Cham.) Müll. Arg. rudgea NP D Zoo A, B, C
272 Rutaceae Balfourodendron riedellianum (Engl.) Engl. pau-marfim NP D Anemo QA B
273 Rutaceae Esenbeckia febrifuga (A. St.-Hil.) A. Juss. mamoninha NP D Auto A, B
274 Rutaceae Esenbeckia grandifolia Mart. guaxupita NP D Auto A, B, C
275 Rutaceae Esenbeckia leiocarpa Engl. guarantã NP D Auto A, B, C
276 Rutaceae Galipea jasminiflora (A. St.-Hil.) Engl. grumixara NP D Auto A, B, C
277 Rutaceae Helietta appiculata Benth. canela-de-veado NP D Anemo B
278 Rutaceae Metrodorea nigra A. St.-Hill. chupa-ferro NP D Auto A, B, C
279 Rutaceae Metrodorea stipularis Mart. chupa-ferro NP D Auto B
280 Rutaceae Pilocarpus pennatifolius Lem. jaborandi NP D Auto B
281 Rutaceae Zanthoxylum caribaeum Lam. mamica-fedorenta NP D Zoo B
(Continua)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 361/388
(Continuação)
ID Família Espécie Autor Nome popular GS GP SD CA Refs.
282 Rutaceae Zanthoxylum fagara (L.) Sarg. tembetari NP D Zoo B
283 Rutaceae Zanthoxylum monogynum A. St.-Hil. juvá NP D Zoo B
284 Rutaceae Zanthoxylum rhoifolium Lam. mamica-de-porca NP D Zoo A, B
285 Rutaceae Zanthoxylum riedelianum Engl. mamica-de-porca NP D Zoo B
286 Salicaceae Casearia decandra Jacq. cafezeiro-do-mato NP D Zoo B
287 Salicaceae Casearia gossypiosperma Briq. pau-de-espeto P D Zoo A, B, C
288 Salicaceae Casearia obliqua Spreng. caseária NP D Zoo A, B
289 Salicaceae Casearia sylvestris Sw. guaçatonga P D Zoo A, B
290 Salicaceae Prockia crucis P.Browne ex L. cuiteleiro NP D Zoo A
291 Sapindaceae Allophylus edulis (A.St.-Hil.) Radlk. chal-chal P D Zoo B, D
292 Sapindaceae Allophylus petiolulatus Radlk. chal-chal NP D Zoo B
293 Sapindaceae Cupania oblongifolia Mart. pau-magro NP D Zoo B
294 Sapindaceae Cupania racemosa (Vell.) Radlk. caguantã NP D Zoo B
295 Sapindaceae Cupania vernalis Cambess. camboatã NP D Zoo A, B, D
296 Sapindaceae Diatenopterix sorbifolia Radlk. correeiro P D Anemo A, B
297 Sapindaceae Matayba elaeagnoides Radlk. camboatã NP D Zoo A, B, C,
D
298 Sapotaceae Chrysophyllum gonocarpum (Mart. & Eichl.) Engl. caxeta-amarela NP D Zoo A, B, C
299 Sapotaceae Chrysophyllum marginatum (Hook. & Arn.) Radlk. aguaí NP D Zoo QA B
300 Sapotaceae Pouteria torta (Mart.) Radlk. abiu NP D Zoo B
301 Simaroubaceae Picrasma crenata (Vell.) Engl. pau-amargo NP D Zoo EX B
302 Siparunaceae Siparuna guianensis Aubl. siparuna NP D Zoo A, B, C
(Continua)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 362/388
(Continuação)
ID Família Espécie Autor Nome popular GS GP SD CA Refs.
303 Solanaceae Acnistus arborescens (L.) Schltdl. marianeira P P Zoo B
304 Solanaceae Solanum granuloso-leprosum Dunal joá P D Zoo B
305 Solanaceae Solanum pseudoquina A. St.-Hil. quina-de-são-paulo P D Zoo A, B
306 Styracaceae Styrax camporum Pohl benjoeiro NP D Zoo B
307 Styracaceae Styrax ferrugineus Nees & Mart. limoeiro-do-mato NP D Zoo B
308 Styracaceae Styrax pohlii A. DC. benjoeiro NP D Zoo B
309 Theaceae Ternstroemia brasiliensis Cambess. bajuruvoca NP D Zoo B
310 Urticaceae Cecropia glazioui Snethl. embaúba-vermelha P D Zoo B
311 Urticaceae Cecropia hololeuca Miq. embaúba P D Zoo QA A, B, D
312 Urticaceae Cecropia pachystachya Trec. embaúba-branca P D Zoo B
313 Urticaceae Coussapoa micracarpa (Schott) Rizzini figueira NP D Zoo B
314 Verbenaceae Aloysia virgata (Ruiz & Pav.) Juss. cambará-de-lixa P D Anemo B, D
315 Verbenaceae Citharexylum myrianthum Cham. pau-viola P P Zoo B
316 Verbenaceae Vitex megapotamica (Spreng.) Moldenke tarumã NP D Zoo B
317 Verbenaceae Vitex polygama Cham. tarumã NP D Zoo B
318 Vochysiaceae Callisthene fasciculata Mart. carvão-branco NP D Anemo B
319 Vochysiaceae Callisthene minor Mart. pau-pilão NP D Anemo B
320 Vochysiaceae Qualea jundiahy Warm. pau-terra NP D Anemo A, B
321 Vochysiaceae Qualea multiflora Mart. pau-de-tucano NP D Anemo A, B
322 Vochysiaceae Vochysia bifalcata Warm. pau-de-vinho NP D Anemo B
(Continua)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 363/388
(Continuação)
ID Família Espécie Autor Nome popular GS GP SD CA Refs.
323 Vochysiaceae Vochysia magnifica Warm. pau-novo NP D Anemo B
324 Vochysiaceae Vochysia tucanorum Mart. pau-de-tucano NP D Anemo B
A) CESAR, OSWALDO. Composição florística, fitossociologia e ciclagem de nutrientes em mata mesófila semidecídua
(Fazenda Barreiro Rico, Mun. Anhembi – SP). Tese de livre docência, Universidade Estadual de São Paulo, Rio Claro. 1988.
B) SECRETARIA DE ESTADO DO MEIO AMBIENTE – SMA. Resolução SMA nº 08 de 31 de janeiro de 2008. Fixa a orientação
para o reflorestamento heterogêneo de áreas degradadas e dá providências correlatas. Diário Oficial do Estado de São Paulo. Seção
I, p. 31-32. São Paulo, 01 de fevereiro de 2008.
C) FEREZ, ANA PAULA CERVI. Efeito de práticas silviculturais sobre as taxas iniciais de sequestro de carbono em plantios
de restauração da Mata Atlântica. Dissertação de mestrado, Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” – USP, Piracicaba.
2010.
D) DEPARTAMENTO HIDROVIÁRIO – DH. Estudos Ambientais e Elaboração de Projeto para Dragagem de Manutenção entre
os km 74 e 89 da Rota de Navegação no Rio Tietê do Reservatório de Barra Bonita. São Paulo: Engecorps, 2012.
Relatório Técnico nº 166.386-205 - 364/388
APÊNDICE C
LISTA 2: ESPÉCIES ARBÓREAS REGIONAIS RECOMENDADAS PARA
PLANTIO – FLORESTA PALUDOSA
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 365/388
Espécies arbóreas regionais recomendadas para o plantio: Floresta Paludosa
Legenda: GS - grupo sucessional: P – pioneira, NP – não pioneira; GP – grupo de plantio: P – preenchimento, D – diversidade; SD
– síndrome de dispersão: Anemo – anemocórica, Auto – autocórica, Zoo – zoocórica; Refs. – Dados secundários – referências
bibliográficas citadas ao fim da tabela).
ID Família Espécie Autor Nome vulgar GS GP SD Refs.
1 Anacardiaceae Tapirira guianenses Aubl. pau-pombo NP P Zoo A; B
2 Araliaceae Dendropanax cuneatum Decne & Planch. maria-mole P D Zoo A; B
3 Arecaceae Euterpe edulis Mart. jussara NP D Zoo A; B
4 Arecaceae Geonoma brevispatha arb. Rodr. palmeira-ouricana NP D Zoo B
5 Arecaceae Syagrus romanzoffiana (Cham.) Glass. jerivá NP D Zoo A; B
6 Asteraceae Gochnatia polymorpha (Less.) Cabr. cambará P D Anemo A
7 Bignoniaceae Handroanthus umbellatus (Sond.) Mattos ipê-amarelo-do-brejo NP D Anemo A; B
8 Bombacaceae
Pseudobombax
grandiflorum (Cav.) A. Robyns embiruçu-da-mata NP D Anemo B
9 Burseraceae Protium spruceanum (Benth.) Engl.
almecegueira-dobrejo NP D Zoo B
10 Caesalpiniaceae Copaifera langsdorffii Desf. copaíba NP D Zoo A; B
11 Cecropiaceae Cecropia pachystachya Trècul. embaúba P D Zoo A; B
12 Clethraceae Clethra scabra Pers. guaperô P D Anemo A
13 Clusiaceae Calophyllum brasiliense Camb. guanandi NP D Zoo A; B
14 Clusiaceae Clusia criuva Cambess. manguerana / clusia P D Zoo B
15 Euphorbiaceae Alchornea glandulosa Poepp. & Endl. tapiá P P Zoo B
16 Euphorbiaceae Alchornea triplinervia (Spr.) Muell. Arg. tapiá P P Zoo A
17 Euphorbiaceae Croton floribundus Spreng. capixingui P P Auto B
18 Euphorbiaceae Croton piptocalyx Müll. Arg. caixeta P P Auto B
19 Euphorbiaceae Croton urucurana Baill. sangra-d'água P P Auto B
20 Euphorbiaceae Hyeronima alchorneoides Fr. All. licurana NP D Zoo A
21 Euphorbiaceae Savia dictyocarpa Müll. Arg. guaraiuva NP D Auto B
(Continua)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 366/388
(Continuação)
ID Família Espécie Autor Nome vulgar GS GP SD Refs.
22 Icacinaceae Citronella gongonha (Mart.) R.A. Howard
congonha /
congonheira NP D Zoo B
23 Lacistemataceae Lacistema hasslerianum Chodat espeteiro-do-campo NP D Zoo B
24 Lauraceae Aniba firmula Mez. canela-sassafrás NP D Zoo A
25 Lecythidaceae Cariniana estrellensis (Raddi) Kuntze jequitibá-branco NP D Anemo B
26 Magnoliaceae Talauma ovata St. Hill pinha-do-brejo NP D Zoo A; B
27 Malvaceae Luehea divaricata Mart. & Zucc açoita-cavalo NP P Anemo B
28 Melastomataceae Miconia ligustroides (DC.) Naud. jacatirão-do-brejo NP D Zoo A; B
29 Meliaceae Cedrela odorata L. cedro-do-brejo NP D Zoo B
30 Meliaceae Guarea guidonea (L.) Sleum. marinheiro, NP D Zoo A
31 Meliaceae Guarea kunthiana A. Juss. canjambo NP D Zoo B
32 Meliaceae Guarea macrophylla Vahl café-bravo NP D Zoo B
33 Meliaceae Trichilia casaretti C. DC. catiguá NP D Zoo B
34 Meliaceae Trichilia claussenii C. DC. quebra-machado NP D Zoo B
35 Meliaceae Trichilia pallida Sw. baga-de-morcego NP D Zoo B
36 Mimosaceae Inga marginata Willd. ingá-feijão NP P Zoo B
37 Moraceae Brosimum gaudichaudii Trécul mamica-de-cadela NP D Zoo A
38 Myrtaceae Calyptranthes concinna DC. guamirim-facho NP D Zoo B
39 Myrtaceae Eugenia af. speciosa Camb. laranjinha-do-mato NP D Zoo A
40 Myrtaceae Eugenia florida DC. guamirim NP D Zoo A; B
41 Myrtaceae Myrcia rostrata DC. lanceira NP D Zoo A
42 Ochnaceae Ouratea semiserrata (Mart e Nees) Engl. castanheira NP D Zoo A
43 Peraceae Pera glabrata (Schott) Poepp. ex Baill. pau-de-sapateiro P D Zoo A; B
44 Primulaceae Myrsine guianensis Aubl. capororoca P D Zoo A
45 Primulaceae Myrsine umbellata (Mart.) Mez. capororoca-branca NP D Zoo A
46 Rosaceae Prunus myrtifolia (L.) Urb. pessegueiro-bravo NP D Zoo A
47 Rubiaceae Psychotria carthaginensis Jacq. erva-de-gralha NP D Zoo B
(Continua)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 367/388
(Continuação)
ID Família Espécie Autor Nome vulgar GS GP SD Refs.
48 Salicaceae Casearia decandra Jacq. pitumba NP D Zoo A
49 Sapotaceae
Chrysophyllum
gonocarpum
(Mart. & Eichler ex Miq.)
Engl. caxeta-amarela NP D Zoo B
50 Styracaceae Styrax pohlii A. DC. benjoeiro NP D Zoo A; B
A) IVANAUSKAS, N.M., RODRIGUES, R.R. & NAVE, A.G. 1997. Aspectos ecológicos de um trecho de floresta de brejo em Itatinga, SP:
florística, fitossociologia e seletividade de espécies. Revista Brasileira de Botânica, 20: 139-153.
B) TEIXEIRA, A.P. & ASSIS, M.A. 2005. Caracterização florística e fitossociológica do componente arbustivo-arbóreo de uma floresta
paludosa no Município de Rio Claro (SP), Brasil. Revista Brasileira de Botânica 28: 467-476.
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 368/388
APÊNDICE D
LISTA 3: ESPÉCIES ARBÓREAS REGIONAIS RECOMENDADAS PARA
PLANTIO – MATA CILIAR (REGIÃO CENTRAL DO ESTADO DE SÃO
PAULO)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 369/388
Espécies arbóreas regionais recomendadas para o plantio: Mata ciliar
Legenda: GS - grupo sucessional: P – pioneira, NP – não pioneira; GP – grupo de plantio: P – preenchimento, D –
diversidade; SD – síndrome de dispersão: Anemo – anemocórica, Auto – autocórica, Zoo – zoocórica; CA – categoria de
ameça de extinção: EX – presumivelmente extinta, EN – em perigo, VU – vulnerável, QA – quase ameaçada.
Família Espécie Nome popular GS GP SD CA
Anacardiaceae Astronium graveolens Jacq. guaritá / guaritá-do-cerrado NP D ANE
Anacardiaceae Lithrea molleoides (Vell.) Engl. aroeira-brava / aroeira-do-cerrado / aroeira-branca P D ZOO
Anacardiaceae Spondias mombin L. =(Spondias lutea L.) cajazeiro / caja-pequeno / imbuzeiro / taperabá NP D ZOO
Anacardiaceae Tapirira guianensis Aubl. peito-de-pomba / peito-de-pombo / copiúva NP D ZOO
Anacardiaceae Tapirira obtusa (Benth.) J.D. Mitch. pau-pombo NP D ZOO
Annonaceae Annona cacans Warm. araticum / araticum-cagão / fruta-do-conde P D ZOO
Annonaceae Annona dolabripetala Raddi araticum / embira-branca P P ZOO
Annonaceae Annona neosericea H.Rainer [=Rollinia
sericea (R. E. Fries) R.E. Fries] araticum-alvadio P D ZOO
Annonaceae Annona sylvatica A.St.-Hil. [=Rollinia
sylvatica (A.St.-Hil.) Mart.] cortiça-amarela / araticum-do-mato P D ZOO
Annonaceae Duguetia lanceolata A. St.-Hil. pindaíva / pindaíba / biribá NP D ZOO
Annonaceae Guatteria australis A. St.-Hil.[=Guatteria
nigrescens Mart.] pindaúva-preta NP D ZOO
Annonaceae Xylopia aromatica (Lam.) Mart. pimenta-de-macaco NP D ZOO
Annonaceae Xylopia brasiliensis Spreng. pau-de-mastro / pindaubuna NP D ZOO
Annonaceae Xylopia emarginata Mart. pindaíba-d'água NP D ZOO
Apocynaceae Aspidosperma cylindrocarpon Müll.Arg. peroba-poca / peroba-rosa NP D ANE
Apocynaceae Aspidosperma discolor A.DC. cabo-de-machado / pau-pereiro / quina NP D AUT
Apocynaceae Aspidosperma polyneuron Müll. Arg. peroba-rosa NP D ANE QA
Apocynaceae Aspidosperma ramiflorum Müll. Arg. guatambu / guatambu-amarelo NP D ANE
(Continua)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 370/388
(Continuação)
Família Espécie Nome popular GS GP SD CA
Apocynaceae Tabernaemontana catharinensis A.DC. jasmim / jasmim-pipoca P D ZOO
Apocynaceae Tabernaemontana hystrix Steud.
[=Peschiera fuchsiifolia (A. DC.) Miers]
leiteiro / jasmim-do-campo / leiteiro-vermelho /
gancheira P D ZOO
Aquifoliaceae Ilex cerasifolia Reissek congonha NP D ZOO
Aquifoliaceae Ilex paraguariensis A. St.-Hil. erva-mate NP D ZOO
Araliaceae Dendropanax cuneatus (DC.) Decne. &
Planch. maria-mole P D ZOO
Arecaceae Acrocomia aculeata (Jacq.) Lodd. Ex
Mart. [=A. sclerocarpa Lodd. ex Mart.] macaúba / palmeira-macaúba NP D ZOO
Arecaceae Euterpe edulis Mart. palmito-juçara / palmiteiro / palmito-doce / jussara NP D ZOO VU
Arecaceae Syagrus oleracea (Mart.) Becc. gueirova / gueroba / gariroba / guariroba / palmeiraguariroba NP D ZOO
Arecaceae Syagrus romanzoffiana (Cham.)
Glassman
jerivá / palmeira-jerivá / coco-gerivá / baba-de-boi /
jaruvá NP D ZOO
Asteraceae Dasyphyllum brasiliense (Spreng.)
Cabrera espinho-de-agulha / espinho-agulha p P ANE
Asteraceae
Moquiniastrum polymorphum (Less.)
G.Sancho [=Gochnatia polymorpha
(Less.) Cabrera]
candeia / cambará / cambará-branco P P ANE
Asteraceae Piptocarpha axillaris (Less.) Baker vassourão-branco P P ANE
Bignoniaceae Handroanthus heptaphyllus (Vell.) Mattos
[=Tabebuia heptaphylla (Vell.) Toledo]
ipê-roxo / ipê-roxo-sete-folhas / ipê-rosa / ipê-roxoanão / ipê-roxo-da-mata NP D ANE
Bignoniaceae Handroanthus vellosoi (Toledo) Mattos
[=Tabebuia vellosoi Toledo]
ipê-amarelo-casca-lisa / ipê-amarelo-liso / ipêamarelo-da-mata / ipê-tabaco / ipê-caroba NP D ANE
Bignoniaceae Jacaranda cuspidifolia Mart. caroba / carobão NP D ANE
Bignoniaceae Jacaranda macrantha Cham. carobão / caroba / carova / jacarandá-caroba P D ANE
Bignoniaceae
Tabebuia insignis (Miq.)
Sandwith=Tabebuia dura (Bureau &
K.Schum.) Sprague & Sandwith
ipê-branco-do-brejo / ipê-branco-do-cerrado P D ANE
Boraginaceae Cordia americana (L.) Gottschling &
J.S.Mill. [=Patagonula americana L.] guaiuvira / guajuvira NP D ANE
(Continua)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 371/388
(Continuação)
Família Espécie Nome popular GS GP SD CA
Boraginaceae Cordia ecalyculata Vell. café-de-bugre / claraíba NP D ZOO
Boraginaceae Cordia sellowiana Cham. chá-de-bugre / louro-mole P P ZOO
Boraginaceae Cordia superba Cham. babosa-branca / baba-de-boi / cordia / grão-de-galo P P ZOO
Boraginaceae Cordia trichoclada DC. louro-tabaco P/NP D ZOO VU
Boraginaceae Cordia trichotoma (Vell.) Arráb. Ex Steud. louro-pardo / freijó NP D ANE
Burseraceae Protium heptaphyllum (Aubl.) Marchand almecega / almecegueira NP D ZOO
Burseraceae Protium spruceanum (Benth.) Engl. almecegueira-do-mato-grosso / almecegueira-do-brejo NP D ZOO
Cactaceae Pereskia aculeata Mill. azedinha / espinho-preto / ora-pro-nobis NP D ZOO
Calophyllaceae Calophyllum brasiliense Cambess. guanandi / mangue NP D ZOO
Cannabaceae Celtis fluminensis Carauta NP D ZOO
Cannabaceae Trema micrantha (L.) Blume crindiúva / pau-pólvora / candiúba / pindaúva-vermelha P P ZOO
Cardiopteridaceae Citronella paniculata (Mart.) R.A. Howard falsa-congonheira NP D ZOO
Celastraceae Cheiloclinium cognatum (Miers) A.C.Sm. saputiá / saputá / bacupari NP D ZOO
Celastraceae Maytenus aquifolia Mart. maytenus / coração-de-bugre NP D ZOO
Celastraceae Maytenus gonoclada Mart. [=Maytenus
robusta Reissek] maytenus / cuinha / cafezinho NP D ZOO
Chloranthaceae Hedyosmum brasiliense Mart. Ex Miq. erva-de-soldado / erva-cidreira NP D ZOO
Chrysobalanaceae Hirtella hebeclada Moric. ex DC. macucurana / pau-de-lixa NP D ZOO
Chrysobalanaceae Licania hoehnei Pilg. cariperana / caraipé NP D ZOO
Combretaceae Terminalia argentea Mart. capitão-do-cerrado / capitão-do-campo / capitão P D ANE
Combretaceae
Terminalia glabrescens Mart.
[=Terminalia brasiliensis (Cambess. )
Eichler]
cerne-amarelo / capitão-do-campo / amarelinho P D ANE
Combretaceae Terminalia triflora (Griseb.) Lillo capitãozinho / amarelinho NP D ANE
Ebenaceae Diospyros inconstans Jacq. marmelinho NP D ZOO
Elaeocarpaceae Sloanea hirsuta (Schott) Planch. ex
Benth. [=Sloanea monosperma Vell.] ouriço / laranjeira-do-mato NP D ZOO
Euphorbiaceae Alchornea glandulosa Poepp. & Endl. tanheiro / tapiá / tapieira P P ZOO
(Continua)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 372/388
(Continuação)
Família Espécie Nome popular GS GP SD CA
Euphorbiaceae Alchornea triplinervia (Spreng.) Müll. Arg. pau-jangada / tapiá / tapieira P P ZOO
Euphorbiaceae Croton celtidifolius Baill. marmeleiro / pau-de-sangue P P AUT
Euphorbiaceae Croton floribundus Spreng. capixingui P P AUT
Euphorbiaceae Croton urucurana Baill. sangra-d'água P P AUT
Euphorbiaceae Mabea piriri Aubl.[=Mabea brasiliensis
Müll. Arg.] canudo-de-pito / taquarirana P D AUT
Euphorbiaceae Maprounea guianensis Aubl. bonifácio NP D ZOO
Euphorbiaceae Sebastiania commersoniana (Baill.) L. B.
Smith & Downs branquilho P D AUT
Fabaceae Albizia edwallii (Hoehne) Barneby &
J.W.Grimes farinha-seca NP AUT
Fabaceae
Albizia niopoides (Spruce ex Benth.)
Burkart [=Albizia hassleri (Chodat)
Burkart]
farinha-seca / gurujuba P D AUT
Fabaceae Albizia polycephala (Benth.) Killip. Ex
Record albizia / angico-branco NP D AUT
Fabaceae Andira anthelmia (Vell.) Benth. garacuí / angelim-amargoso / baga-de-morcego NP D ZOO
Fabaceae Andira fraxinifolia Benth. jacarandá-do-mato / angelim-doce NP D ZOO
Fabaceae Andira inermis (W.Wright) DC. angelim-liso NP D ZOO
Fabaceae Bauhinia forficata Link unha-de-vaca / unha-de-vaca-branca-do-brejo / patade-vaca / pata-de-vaca-da-mata P P AUT
Fabaceae Cassia ferruginea (Schrad.) Schrad. Ex
DC.
cássia-fistula / chuva-de-ouro / cássia / chuva-de-ourogigante / tapira-coina NP D AUT
Fabaceae Centrolobium tomentosum Guillemin ex
Benth. araribá / araribá-rosa / araribá-vermelho NP D ANE
Fabaceae Copaifera langsdorffii Desf. óleo-de-copaíba / copaíba NP D ZOO QA
Fabaceae Cyclolobium brasiliense Benth.
[=Cyclolobium vecchii A. J. Sampaio] louveira NP D AUT
(Continua)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 373/388
(Continuação)
Família Espécie Nome popular GS GP SD CA
Fabaceae
Dahlstedtia floribunda (Vogel) M.J.Silva &
A.M.G.Azevedo [=Lonchocarpus
subglaucescens Mart. ex Benth.]
timbó / embira-de-sapo NP D AUT
Fabaceae
Dahlstedtia muehlbergiana (Hassl.)
M.J.Silva & A.M.G.Azevedo
[=Lonchocarpus muehlbergianus Hassl.]
embira-de-sapo / feijão-cru / rabo-de-bugio / imbira-desapo / maçaranduba NP D AUT
Fabaceae Dalbergia brasiliensis Vogel caroba-brava NP D ANE
Fabaceae Dalbergia frutescens (Vell.) Benth. dalbergia / assapuva NP D ANE
Fabaceae Dalbergia nigra (Vell.) Allemão ex Benth. jacarandá-da-bahia / caviúna P P AUT EN
Fabaceae Enterolobium contortisiliquum (Vell.)
Morong tamboril / timburi / orelha-de-negro P P AUT
Fabaceae Erythrina falcata Benth. corticeira-da-serra / mulungu / suinã NP D AUT
Fabaceae Holocalyx balansae Micheli alecrim-de-campinas NP D AUT
Fabaceae
Hymenaea courbaril L. var. stilbocarpa
(Hayne) Y. T. Lee & Langenh.
[=Hymenaea stilbocarpa Hayne]
jatobá / jatobá-miúdo / jatobá-da-mata NP D ZOO
Fabaceae Inga laurina (Sw.) Willd. [=Inga fagifolia
Willd. Ex Benth.]
ingá-mirim / ingá-do-pantanal / ingá / ingá-verde / ingámiúdo NP P ZOO
Fabaceae Inga marginata Willd. ingá-feijão NP P ZOO
Fabaceae Inga striata Benth. ingá-banana / ingá-caixão / ingá-falcão P P ZOO
Fabaceae Inga vera subsp. affinis (DC.) T.D.Penn.
[=Inga uruguensis Hook. & Arn.]
ingá-quatro-quinas / ingá-do-brejo / ingá-liso / ingá /
ingá-da-várzea / ingá-comum / ingá-açu
P P ZOO
Fabaceae
Leucochloron incuriale (Vell.) Barneby &
J.W.Grimes [=Pithecellobium incuriale
(Vell.) Benth.]
chico-pires / angico-rajado NP D ANE
Fabaceae Machaerium acutifolium Vogel bico-de-pato / jacarandá-do-campo NP D ANE
Fabaceae
Machaerium brasiliense Vogel
(Machaerium triste Vogel)(Machaerium
vestitum Vogel)
sapuva /jacarandá-branco /pau-sangue / jacarandásangue
NP D ANE
Fabaceae Machaerium nyctitans (Vell.) Benth. bico-de-pato / jacarandá-bico-de-pato /caviúna NP D ANE
(Continua)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 374/388
(Continuação)
Família Espécie Nome popular GS GP SD CA
Fabaceae Machaerium paraguariense Hassl. cateretê / sapuvão NP D ANE
Fabaceae Machaerium stipitatum (DC.) Vogel sapuva / sapuvinha NP D ANE
Fabaceae Machaerium villosum Vogel jacarandá-paulista / jacarandá-do-mato NP D ANE
Fabaceae Myrocarpus frondosus Allemão óleo-pardo / cabreúva-parda NP D ANE
Fabaceae Myroxylon peruiferum L. f. [Myroxylon
balsamum (L.) Harms] cabreúva / cabreúva-vermelha / bálsamo NP D ANE VU
Fabaceae Ormosia arborea (Vell.) Harms olho-de-cabra / olho-de-cabra-vermelho NP D AUT/ZOO
Fabaceae Ormosia fastigiata Tul. tento NP D AUT
Fabaceae Parapiptadenia rigida (Benth.) Brenan angico-da-mata / angico-rosa / angico-branco / angicoamarelo NP D AUT
Fabaceae Peltophorum dubium (Spreng.) Taub. canafístula / guarucaia P D AUT
Fabaceae Piptadenia gonoacantha (Mart.) J. F.
Macbr. pau-jacaré P D AUT
Fabaceae Platycyamus regnellii Benth. pau-pereira NP D AUT
Fabaceae Platypodium elegans Vogel jacarandá-do-campo / faveiro / amendoim-do-campo / NP D ANE
Fabaceae Poecilanthe parviflora Benth. coração-de-negro / lapacho NP D AUT
Fabaceae Pterogyne nitens Tul. amendoim-do-campo / amendoim-bravo NP D ANE
Fabaceae Schizolobium parahyba (Vell.) S.F. Blake guapuruvu P D AUT
Fabaceae Senegalia polyphylla (DC.) Britton &
Rose (Acacia polyphylla DC.)
monjoleiro / espinho-de-maricá / monjoleiro-branco /
monjoleiro-vermelho / guarucaia P P AUT
Fabaceae
Senna multijuga (Rich.) H. S. Irwin &
Barneby [Cassia multijuga Rich.] pau-cigarra / aleluieiro / aleluia P P ZOO
Fabaceae Senna splendida (Vogel) H.S.Irwin &
Barneby bico-de-corvo / fedegoso P P AUT
Fabaceae Sweetia fruticosa Spreng. sucupirana / sucupira-amarela NP D ANE
Fabaceae Zollernia ilicifolia (Brongn.) Vogel laranjeira-do-mato / mucitaíba / carapicica NP D AUT
Lacistemataceae Lacistema hasslerianum Chodat espeteiro-do-campo / coari NP D ZOO
Lamiaceae Aegiphila integrifolia (Jacq.) Moldenke
(Aegiphila sellowiana Cham.) tamanqueiro / caiuia P D ZOO
(Continua)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 375/388
(Continuação)
Família Espécie Nome popular GS GP SD CA
Lamiaceae Vitex cymosa Bertero ex Spreng. tarumã-da-várzea / tachi-da-várzea NP D ZOO
Lamiaceae Vitex megapotamica (Spreng.) Moldenke tarumã / tarumã-azeitona / azeitona-do-mato NP D ZOO
Lauraceae Aiouea piauhyensis (Meisn.) Mez sassafrás NP D ZOO EX
Lauraceae Aniba heringeri Vattimo-Gil NP D ZOO CR
Lauraceae Cryptocarya aschersoniana Mez canela-batalha / canela-branca / canela-amarela /
canela-fogo / canela-areia NP D ZOO
Lauraceae Cryptocarya moschata Nees & Mart. canela-noz-moscada-do-brasil / canela-batalha NP D ZOO
Lauraceae Endlicheria paniculata (Spreng.) J. F.
Macbr. canela-frade NP D ZOO
Lauraceae Nectandra megapotamica (Spreng.) Mez canela-louro / canelinha / canela-preta NP D ZOO
Lauraceae Nectandra oppositifolia Ness canela-amarela P D ZOO
Lauraceae Ocotea aciphylla (Nees & Mart.) Mez ocotea NP D ZOO
Lauraceae Ocotea beulahiae J.B. Baitello canela / canela-sassafrás NP D ZOO EN
Lauraceae Ocotea corymbosa (Meisn.) Mez canela-do-cerrado / canela-corvo NP D ZOO
Lauraceae Ocotea diospyrifolia (Meisn.) Mez canela-louro NP D ZOO
Lauraceae Ocotea elegans Mez canela-sassafrás-do-campo NP D ZOO
Lauraceae Ocotea glaziovii Mez canela NP D ZOO
Lauraceae Ocotea lancifolia (Schott) Mez canela-lanosa NP D ZOO
Lauraceae Ocotea minarum (Nees & Mart.) Mez canela-vassoura NP D ZOO
Lauraceae
Ocotea odorifera (Vell.) Rohwer [=Ocotea
pretiosa (Nees) Mez] canela-sassafrás NP D ZOO
Lauraceae Ocotea puberula (Rich.) Nees canela-guaicá NP D ZOO
Lauraceae Ocotea pulchella (Nees & Mart.) Mez canela-preta / canela-lageana / nhumirim NP D ZOO
Lauraceae Ocotea tristis (Nees & Mart.) Mez canela-do-brejo / canelinha NP D ZOO
Lauraceae Ocotea velloziana (Meisn.) Mez canela-louro NP D ZOO
Lauraceae Ocotea velutina (Nees) Rower canelão-amarelo / canelão NP D ZOO
Lauraceae Persea major (Meisn.) L.E.Kopp abacate-do-mato / canela-maçaranduba NP D ZOO
(Continua)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 376/388
(Continuação)
Família Espécie Nome popular GS GP SD CA
Lauraceae Persea venosa Nees & Mart. canela / maçaranduba NP D ZOO
Lauraceae Persea willdenovii Kosterm. [=Persea
pyrifolia Nees & Mart.] abacateiro-do-mato NP D ZOO
Lecythidaceae Cariniana estrellensis (Raddi) Kuntze jequitibá-branco NP D ANE
Lecythidaceae Cariniana legalis (Mart.) Kuntze jequitibá-vermelho / jequitibá-rosa NP D ANE
Loganiaceae Strychnos parvifolia A.DC. quina P D ZOO
Lythraceae Lafoensia pacari A. St.-Hil. dedaleiro NP D ANE
Malvaceae Bastardiopsis densiflora (Hook. & Arn.)
Hassl. algodoeiro / louro-branco / jangada-brava P P AUT
Malvaceae Ceiba speciosa (A. St.-Hil.) Ravenna
[=Chorisia speciosa A. St.-Hil.]
paineira / paineira-rosa / paineira-branca / paineiravermelha NP P ANE
Malvaceae Eriotheca candolleana (K.Schum.)
A.Robyns embiruçu-do-litoral NP D ANE
Malvaceae Heliocarpus popayanensis Kunth jangada-brava / pau-jangada / algodoeiro P P ANE
Malvaceae Luehea divaricata Mart. & Zucc. açoita-cavalo / açoita-cavalo-miúdo P/NP P ANE
Malvaceae Luehea grandiflora Mart. & Zucc. açoita-cavalo / açoita-cavalo-graúdo / mutamba-preta NP P ANE
Malvaceae Pseudobombax grandiflorum (Cav.) A.
Robyns embiruçu-da-mata / embiruçu NP D ANE
Melastomataceae Miconia affinis DC. jacatira-branca NP D ZOO
Melastomataceae Miconia minutiflora (Bonpl.) DC. pixirica P D ZOO
Melastomataceae Miconia pusilliflora (DC.) Naudin pixirica P D ZOO
Melastomataceae Miconia stenostachya DC. pixirica NP D ZOO
Melastomataceae Miconia theizans (Bonpl.) Cogn. jacatirão / urucurana-branca P D ZOO
Meliaceae Cabralea canjerana (Vell.) Mart. canjerana / cajaranda / canjarana-do-litoral / canjarana NP D ZOO
Meliaceae Cedrela fissilis Vell. cedro / cedro-rosa / cedrinho NP D ANE
Meliaceae Guarea guidonia (L.) Sleumer marinheiro / cedrão NP D ZOO
Meliaceae Guarea kunthiana A. Juss. canjambo NP D ZOO
Meliaceae Guarea macrophylla Vahl café-bravo / guarea / marinheiro-do-brejo / peloteira NP D ZOO
(Continua)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 377/388
(Continuação)
Família Espécie Nome popular GS GP SD CA
Meliaceae Trichilia catigua A. Juss. catiguá NP D ZOO
Meliaceae Trichilia clausseni C. DC. quebra-machado / catiguá-vermelho NP D ZOO
Meliaceae Trichilia elegans A. Juss. catiguazinho NP D ZOO
Meliaceae Trichilia hirta L. catiguá-arco-de-peneira NP D ZOO VU
Meliaceae Trichilia pallida Sw. baga-de-morcego NP D ZOO
Monimiaceae Mollinedia widgrenii A.DC. corticeira / erva-santa NP D ZOO
Moraceae Ficus adhatodifolia Schott ex Spreng. figueira-vermífuga / gameleira NP D ZOO
Moraceae Ficus citrifolia Mill. figueira NP D ZOO
Moraceae Ficus eximia Schott [=Ficus glabra Vell.] figueira NP D ZOO
Moraceae Ficus guaranitica Chodat figueira-branca / figueira NP D ZOO
Moraceae Ficus lagoensis C.C.Berg & Carauta figueira / mata-pau NP D ZOO
Moraceae
Maclura tinctoria (L.) D. Don ex Steud.
[=Chlorophora tinctoria (L.) Gaudish. ex
Benth.]
taiuva / taiuveira NP D ZOO
Moraceae Sorocea bonplandii (Baill.) W. C. Burger,
Lanj. & Wess. Boer cincho NP D ZOO
Myristicaceae Virola bicuhyba (Schott ex Spreng.)
Warb. [=Virola oleifera A. C. Smith] bicuíba / bocuva/bicuíba-cheirosa / ucuúba-vermelha NP D ZOO
Myristicaceae Virola sebifera Aubl. bicuyba-preta / ucuúba-preta P D ZOO
Myrtaceae Blepharocalyx salicifolius (Kunth.) O.
Berg murta / murta-brasileira NP D ZOO
Myrtaceae Calyptranthes clusiifolia O. Berg araçarana NP D ZOO
Myrtaceae Campomanesia guaviroba (DC.) Kiaersk. gabiroba / guabiroba NP D ZOO
Myrtaceae Campomanesia guazumifolia (Cambess.)
O. Berg sete-capotes / araçá-do-mato NP D ZOO
Myrtaceae Campomanesia neriiflora (O. Berg) Nied. guabiroba-branca NP D ZOO
Myrtaceae Campomanesia xanthocarpa (Mart.) O.
Berg gabiroba-árvore / guabiroba / guabirobeira-de-árvore NP D ZOO
Myrtaceae Eugenia acutata Miq. [=Calycorectes
acutatus (Miq.) Toledo] araçá-da-serra NP D ZOO
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 378/388
(Continua)
(Continuação)
Família Espécie Nome popular GS GP SD CA
Myrtaceae Eugenia cerasiflora Miq. guamirim / cambuizinho NP D ZOO
Myrtaceae Eugenia cuprea (O.Berg) Nied. guamirim / cambuí NP D ZOO
Myrtaceae Eugenia dodonaeifolia Cambess. eugenia NP D ZOO
Myrtaceae Eugenia florida DC. pitanga-preta NP D ZOO
Myrtaceae Eugenia involucrata DC. cereja-do-rio-grande / cereja / cerejeira NP D ZOO
Myrtaceae Eugenia pluriflora DC. eugenia NP D ZOO
Myrtaceae Eugenia prasina O.Berg araçarana / guamirim NP D ZOO
Myrtaceae Eugenia pyriformis Cambess. [=Eugenia
uvalha Cambess.] uvaia NP D ZOO
Myrtaceae Eugenia speciosa Cambess. laranjinha-do-mato NP D ZOO
Myrtaceae Eugenia uniflora L. pitanga / pitangueira NP D ZOO
Myrtaceae Myrcia bella Cambess. myrcia NP D ZOO
Myrtaceae Myrcia guianensis (Aubl.) DC. =Myrcia
lingua (O. Berg) Mattos guamirim NP D ZOO
Myrtaceae Myrcia hebepetala DC. [=Gomidesia
affinis (Cambess.) Legrand] batitô-grande / batinga NP D ZOO
Myrtaceae Myrcia laruotteana Cambess. cambuí / jambinho P D ZOO
Myrtaceae Myrcia spectabilis DC. NP D ZOO
Myrtaceae Myrcia splendens (Sw.) DC. jambinho / guamirim NP D ZOO
Myrtaceae Myrciaria delicatula (DC.) O.Berg araçá-do-mato NP D ZOO
Myrtaceae Myrciaria floribunda (H.West ex Willd.)
O.Berg NP D ZOO
Myrtaceae Pimenta pseudocaryophyllus (Gomes)
Landrum louro-cravo / cataia NP D ZOO
Nyctaginaceae Guapira opposita (Vell.) Reitz flor-de-pérola NP D ZOO
Nyctaginaceae Pisonia ambigua Heimerl maria-faceira NP D ZOO
Olacaceae Schoepfia brasiliensis A.DC. NP D ZOO
(Continua)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 379/388
(Continuação)
Família Espécie Nome popular GS GP SD CA
Peraceae Pera glabrata (Schott) Poepp. Ex Baill.
[=Pera obovata (Klotzsch) Baill.] tamanqueira / tabocuva P D ZOO
Phyllanthaceae Hieronyma alchorneoides Allemão aracurana-da-serra / lucurana NP D ZOO
Phyllanthaceae Richeria grandis Vahl jaqueira d'água NP D ZOO
Phyllanthaceae Savia dictyocarpa Müll. Arg. [Securinega
guaraiuva Kuhlm.] guaraiuva NP D AUT
Phytolaccaceae Gallesia integrifolia (Spreng.) Harms
[Gallesia gorazema (Vell.) Moq.] pau-d'alho NP D ANE
Picramniaceae Picramnia sellowii Planch. pau-amargo / cedrinho NP D ZOO
Poaceae Chusquea capituliflora Trin. NP D AUT
Poaceae Guadua chacoensis (Rojas) Londoño &
P.M.Peterson taquaruçu / taquara NP D AUT
Poaceae Guadua paniculata Munro NP D AUT
Poaceae Guadua tagoara (Nees) Kunth taquaruçu / tagoara / taboca / takuarussú NP D AUT
Poaceae Merostachys speciosa Spreng. taquara / taquara-poca NP D AUT
Polygonaceae Coccoloba glaziovii Lindau folha-larga-da-mata / canaçu / cabaçu NP D ZOO
Polygonaceae Ruprechtia laxiflora Meisn. arco-de-peneira / marmeleiro NP D ANE
Primulaceae Myrsine balansae (Mez) Otegui
[=Rapanea balansae Mez] P P ZOO
Primulaceae
Myrsine coriacea (Sw.) R.Br. ex Roem. &
Schult. [=Rapanea ferruginea (Ruiz &
Pav.) Mez]
capororoca / pororoca / corotéia / capororoca-ferrugem P D ZOO
Primulaceae Myrsine gardneriana A.DC. [=Rapanea
gardneriana (A. DC.) Mez] P P ZOO
Primulaceae Myrsine umbellata Mart. [=Rapanea
umbellata (Mart.) Mez]
capororoca / capororoca-branca / tapororoca-açu /
capororoca-da-folha-grande NP D ZOO
Proteaceae
Roupala montana var. brasiliensis
(Klotzsch) K.S.Edwards [=Roupala
brasiliensis Klotzsch]
carvalho-brasileiro / carvalho-rosa NP D ANE
(Continua)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 380/388
(Continuação)
Família Espécie Nome popular GS GP SD CA
Rhamnaceae Colubrina glandulosa Perkins [=Colubrina
rufa (Vell.) Reissek]
sobrasil / saguaraji-vermelho / saguaragi-amarelo /
saguaragi P/NP P ZOO
Rhamnaceae Rhamnidium elaeocarpum Reissek saguaraji-amarelo / cafezinho / café-ziroro NP D ZOO
Rhamnaceae Rhamnus sphaerosperma Sw. NP D ZOO
Rosaceae Prunus myrtifolia (L.) Urb. [=Prunus
sellowii Koehne] pessegueiro-bravo / marmelo / coração-negro NP D ZOO
Rubiaceae Amaioua guianensis Aubl. apuruizinho-do-mato / canela-de-veado / cedro-bravo NP D ZOO
Rubiaceae Amaioua intermedia Mart. Ex Schult. &
Schult.f. marmelada / guruguva-verdadeira NP D ZOO
Rubiaceae Cordiera concolor (Cham.) Kuntze marmelada-de-cachorro P D ZOO
Rubiaceae Coussarea contracta (Walp.) Müll.Arg. pasto-de-anta NP D ZOO
Rubiaceae Coutarea hexandra (Jacq.) K. Schum. quina NP D ANE
Rubiaceae Genipa americana L. jenipapo / genipapo NP D ZOO
Rubiaceae Guettarda pohliana Müll.Arg. veludo / veludo-vermelho P D ZOO
Rubiaceae Guettarda uruguensis Cham. & Schltdl. veludo NP D ZOO
Rubiaceae Guettarda viburnoides Cham. & Schltdl. veludo NP D ZOO
Rubiaceae Palicourea rigida Kunth bate-caixa P D ZOO
Rubiaceae Randia armata (Sw.) DC. laranja-de-macaco / limão-do-mato / limão-bravo /
espinho-de-judeu / esporão-de-galo NP D ZOO
Rubiaceae Rudgea gardenioides (Cham.) Müll. Arg. corticeira-da-mata NP D ZOO
Rubiaceae Rudgea jasminoides (Cham.) Müll. Arg. rudgea NP D ZOO
Rutaceae Balfourodendron riedelianum (Engl.)
Engl. pau-marfim NP D ANE QA
Rutaceae Esenbeckia febrifuga (A.St.-Hil.) A. Juss.
ex Mart. mamoninha-do-mato NP D AUT
Rutaceae Esenbeckia grandiflora Mart. guaxupita NP D AUT
Rutaceae Galipea jasminiflora (A. St.-Hil.) Engl. grumixara / guamixinga / quina-três-folhas NP D AUT
Rutaceae Metrodorea nigra A.St.Hil. chupa-ferro / caputuna-preta NP D AUT
(Continua)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 381/388
(Continuação)
Família Espécie Nome popular GS GP SD CA
Rutaceae Zanthoxylum caribaeum Lam. arruda-brava / mamica-de-porca / mamiqueira /
mamiqueira-fedorenta NP D ZOO
Rutaceae Zanthoxylum caribaeum Lam.
[=Zanthoxylum chiloperone (Mart.) Engl.] mamica-fedorenta / mamiqueira-fedorenta NP D ZOO
Rutaceae Zanthoxylum monogynum A. St.-Hil.
[=Zanthoxylum pohlianum Engl.] juvá / maminha-de-porca NP D ZOO
Rutaceae Zanthoxylum rhoifolium Lam. mamica-de-cadela / mamica-de-porca / laranjeirabrava NP D ZOO
Salicaceae Casearia decandra Jacq. cafezeiro-do-mato NP D ZOO
Salicaceae Casearia gossypiosperma Briq. espeteiro / pau-de-espeto P P ZOO
Salicaceae Casearia obliqua Spreng. caseária NP D ZOO
Salicaceae Casearia sylvestris Sw. guaçatonga / erva-de-lagarto P D ZOO
Salicaceae Prockia crucis P.Browne ex L. cuiteleiro / marmeladinha NP D ZOO
Salicaceae Salix humboldtiana Willd. chorão / salseiro P P ANE
Salicaceae Xylosma ciliatifolia (Clos) Eichler cora-de-cristo NP D ZOO
Sapindaceae Allophylus edulis (A.St.-Hil. Et al.) Hieron.
ex Niederl. chal-chal / fruta-de-faraó / fruta-de-jacu P D ZOO
Sapindaceae Allophylus sericeus (Cambess.) Radlk. fruta-de-faraó-do-cerrado NP D ZOO
Sapindaceae Cupania oblongifolia Mart. camboatá / pau-magro / cuvatã NP D ZOO
Sapindaceae Cupania vernalis Cambess. arco-de-peneira / camboatã / camboatã-vermelho NP D ZOO
Sapindaceae Diatenopteryx sorbifolia Radlk. correeiro / corroeiro P D ANE
Sapindaceae Matayba elaeagnoides Radlk. camboatã-branco / camboatã NP D ZOO
Sapotaceae Chrysophyllum gonocarpum (Mart. &
Eichler ex Miq.) Engl.
caxeta-amarela / guatambu-de-sapo / guatambubranco / aguaí NP D ZOO
Sapotaceae Chrysophyllum marginatum (Hook. &
Arn.) Radlk. aguaí NP D ZOO
Sapotaceae Pouteria gardneri (Mart. & Miq.) Baehni sapotinha / leiteiro-de-folha-miuda P D ZOO
Solanaceae Solanum granulosoleprosum Dunal
(Solanum erianthum D. Don) couvetinga / gravitinga / joá P P ZOO
(Continua)
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 382/388
(Continuação)
Família Espécie Nome popular GS GP SD CA
Solanaceae Solanum mauritianum Scop. fona-de-porco NP D ZOO
Solanaceae Solanum pseudoquina A. St.-Hil. quina-de-são-paulo / canema P P ZOO
Styracaceae Styrax camporum Pohl benjoeiro NP D ZOO
Styracaceae Styrax latifolius Pohl pau-de-remo / benjoeiro P D AUT
Styracaceae Styrax pohlii A. DC. benjoeiro / árvore-de-bálsamo NP D ZOO
Symplocaceae Symplocos celastrinea Mart. mate-falso / jabãozinho NP D ZOO
Symplocaceae Symplocos estrellensis Casar. canela-conserva NP D ZOO
Symplocaceae Symplocos nitens (Pohl) Benth. congonha / orelha-de-onça NP D ZOO
Symplocaceae Symplocos pubescens Klotzsch ex
Benth. pau-de-cinza / fruta-de-jacu NP D ZOO
Thymelaeaceae Daphnopsis racemosa Griseb. embira-branca / embira-de-sapo NP D ZOO
Urticaceae Cecropia pachystachya Trécul embaúba / embaúba-branca / embaúva-branca P D ZOO
Urticaceae Pourouma guianensis Aubl. itararanga / tararana / embauburana NP D ZOO
Urticaceae Urera baccifera (L.) Gaudich. Ex Wedd. urtiga / urtigão NP D ZOO
Verbenaceae Citharexylum myrianthum Cham. pau-viola / pombeiro P D ZOO
Vochysiaceae Callisthene minor Mart. pau-de-pilão NP D ANE
Vochysiaceae Qualea multiflora Mart. pau-de-tucano NP D ANE
Vochysiaceae Qualea selloi Warm. carvoeiro / pau-terra NP D AUT
Vochysiaceae Vochysia tucanorum Mart. pau-de-tucano / cinzeiro / tucaneiro NP D ANE
A) BARBOSA, L.M.; SHIRASUNA, R.T.; DE LIMA, F.C.; ORTIZ, P.R.T. Lista de espécies indicadas para restauração ecológica
para diversas regiões do estado de São Paulo. São Paulo: IBot/CERAD. Disponível em:
http://www.ambiente.sp.gov.br/institutodebotanica/files/2016/01/Lista_de_especies_de_SP_CERAD-IBT-SMA_2015.pdf. Acesso
em: 11.12.2016.
Relatório Técnico nº 166.386-205 - 383/388
APÊNDICE E
LISTA 4: ESPÉCIES ARBÓREAS REGIONAIS RECOMENDADAS PARA
PLANTIO – FLORESTA ESTACIONAL DECIDUAL / SOLO RASO
(REGIÃO CENTRAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
Relatório Técnico nº 166 386-205 - 384/388
Espécies arbóreas regionais recomendadas para o plantio: Floresta Estacional Decidual (solo raso)
Legenda: GS - grupo sucessional: P – pioneira, NP – não pioneira; GP – grupo de plantio: P – preenchimento, D –
diversidade; SD – síndrome de dispersão: Anemo – anemocórica, Auto – autocórica, Zoo – zoocórica; CA – categoria de
ameça de extinção: EX – presumivelmente extinta, EN – em perigo, VU – vulnerável, QA – quase ameaçada.
Família Espécie Nome popular GS GP SD CA
Anacardiaceae Astronium graveolens Jacq. guaritá / guaritá-do-cerrado NP D ANE
Anacardiaceae Lithrea brasiliensis Marchand aroeira / aroeira-brava / bugreiro P P ZOO
Anacardiaceae Myracrodruon urundeuva Allemão [=Astronium
urundeuva (Alemão) Engl.]
aroeira-verdadeira / aroeira-vermelha /
urundeúva NP D AUT VU
Anacardiaceae Spondias mombin L. =(Spondias lutea L.) cajazeiro / caja-pequeno / imbuzeiro / taperabá NP D ZOO
Apocynaceae Aspidosperma cylindrocarpon Müll.Arg. peroba-poca / peroba-rosa NP D ANE
Apocynaceae Aspidosperma polyneuron Müll. Arg. peroba-rosa NP D ANE QA
Araliaceae Aralia warmingiana (Marchal) J.Wen carobão / lagarto P P ZOO
Arecaceae Attalea phalerata Mart. ex Spreng. acuri / bacuri P D ZOO EN
Arecaceae Syagrus romanzoffiana (Cham.) Glassman jerivá / palmeira-jerivá / coco-gerivá / baba-de-boi
/ jaruvá NP D ZOO
Asteraceae Dasyphyllum brasiliense (Spreng.) Cabrera espinho-de-agulha / espinho-agulha p P ANE
Asteraceae Eremanthus erythropappus (DC.) MacLeish candeia-verdadeira / candeia-de-folha-miúda P P ANE
Bignoniaceae
Tabebuia insignis (Miq.) Sandwith=Tabebuia
dura (Bureau & K.Schum.) Sprague &
Sandwith
ipê-branco-do-brejo / ipê-branco-do-cerrado P D ANE
Bignoniaceae Tabebuia roseoalba (Ridl.) Sandwith ipê-branco NP D ANE
Boraginaceae Cordia americana (L.) Gottschling & J.S.Mill.
[=Patagonula americana L.] guaiuvira / guajuvira NP D ANE
Cactaceae Pereskia aculeata Mill. azedinha / espinho-preto / ora-pro-nobis NP D ZOO
Cannabaceae Celtis iguanaea (Jacq.) Sarg. jameri / grão-de-galo / gumbixava P P ZOO
Celastraceae Cheiloclinium cognatum (Miers) A.C.Sm. saputiá / saputá / bacupari NP D ZOO
(Continua)
Relatório Técnico nº 166.386-205 - 385/388
(Contunuação)
Família Espécie Nome popular GS GP SD CA
Celastraceae Maytenus aquifolia Mart. maytenus / coração-de-bugre NP D ZOO
Celastraceae Maytenus gonoclada Mart. [=Maytenus
robusta Reissek] maytenus / cuinha / cafezinho NP D ZOO
Combretaceae Terminalia triflora (Griseb.) Lillo capitãozinho / amarelinho NP D ANE
Ebenaceae Diospyros inconstans Jacq. marmelinho NP D ZOO
Erythroxylaceae Erythroxylum vacciniifolium Mart. fruta-de-pombo / fruta-de-juriti P D ZOO
Euphorbiaceae Cnidoscolus oligandrus (Müll.Arg.) Pax urtiga / penão P D AUT
Euphorbiaceae Croton salutaris Casar. caixeta P P AUT
Fabaceae Albizia edwallii (Hoehne) Barneby &
J.W.Grimes farinha-seca NP AUT
Fabaceae Anadenanthera colubrina (Vell.) Brenan
[=Piptadenia colubrina (Vell.) Benth.] angico-branco / angico-branco-da-mata / angico NP D AUT
Fabaceae Copaifera langsdorffii Desf. óleo-de-copaíba / copaíba NP D ZOO QA
Fabaceae Dalbergia frutescens (Vell.) Benth. dalbergia / assapuva NP D ANE
Fabaceae Machaerium brasiliense Vogel (Machaerium
triste Vogel)(Machaerium vestitum Vogel)
sapuva /jacarandá-branco /pau-sangue /
jacarandá-sangue
NP D ANE
Fabaceae Machaerium hirtum (Vell.) Stellfeld barreiro / jacarandá-de-espinho NP D ANE
Fabaceae Machaerium nyctitans (Vell.) Benth. bico-de-pato / jacarandá-bico-de-pato /caviúna NP D ANE
Fabaceae Machaerium stipitatum (DC.) Vogel sapuva / sapuvinha NP D ANE
Fabaceae Machaerium villosum Vogel jacarandá-paulista / jacarandá-do-mato NP D ANE
Fabaceae Myroxylon peruiferum L. f. [Myroxylon
balsamum (L.) Harms] cabreúva / cabreúva-vermelha / bálsamo NP D ANE VU
Fabaceae Ormosia fastigiata Tul. tento NP D AUT
Fabaceae Parapiptadenia rigida (Benth.) Brenan angico-da-mata / angico-rosa / angico-branco /
angico-amarelo NP D AUT
Fabaceae Peltophorum dubium (Spreng.) Taub. canafístula / guarucaia P D AUT
(Continua)
Relatório Técnico nº 166.386-205 - 386/388
(Contunuação)
Família Espécie Nome popular GS GP SD CA
Fabaceae Pseudopiptadenia warmingii (Benth.)
G.P.Lewis & M.P.Lima cauvi / cambuí-vinhático / angico-cambuim NP D AUT
Fabaceae Pterodon pubescens (Benth.) Benth. faveiro / sucupira NP D ANE
Fabaceae Senegalia polyphylla (DC.) Britton & Rose
(Acacia polyphylla DC.)
monjoleiro / espinho-de-maricá / monjoleirobranco / monjoleiro-vermelho / guarucaia P P AUT
Fabaceae Senna multijuga (Rich.) H. S. Irwin & Barneby
[Cassia multijuga Rich.] pau-cigarra / aleluieiro / aleluia P P ZOO
Fabaceae Sweetia fruticosa Spreng. sucupirana / sucupira-amarela NP D ANE
Lamiaceae Vitex megapotamica (Spreng.) Moldenke tarumã / tarumã-azeitona / azeitona-do-mato NP D ZOO
Lauraceae Aiouea saligna Meisn. canela-do-rio-grande / canela-anhuíba NP D ZOO
Lauraceae Ocotea lancifolia (Schott) Mez canela-lanosa NP D ZOO
Lythraceae Lafoensia pacari A. St.-Hil. dedaleiro NP D ANE
Malvaceae Ceiba speciosa (A. St.-Hil.) Ravenna
[=Chorisia speciosa A. St.-Hil.]
paineira / paineira-rosa / paineira-branca /
paineira-vermelha NP P ANE
Malvaceae Luehea divaricata Mart. & Zucc. açoita-cavalo / açoita-cavalo-miúdo P/NP P ANE
Malvaceae Pseudobombax grandiflorum (Cav.) A.
Robyns embiruçu-da-mata / embiruçu NP D ANE
Melastomataceae Mouriri glazioviana Cogn. moriri / muriri NP D ZOO
Meliaceae Trichilia catigua A. Juss. catiguá NP D ZOO
Meliaceae Trichilia elegans A. Juss. catiguazinho NP D ZOO
Meliaceae Trichilia lepidota Mart. guarantã NP D ZOO
Meliaceae Trichilia pallens C.DC. catiguá NP D ZOO
Moraceae Ficus guaranitica Chodat figueira-branca / figueira NP D ZOO
Moraceae Ficus luschnathiana (Miq.) Miq NP D ZOO
Myrtaceae Blepharocalyx salicifolius (Kunth.) O. Berg murta / murta-brasileira NP D ZOO
Myrtaceae Campomanesia guaviroba (DC.) Kiaersk. gabiroba / guabiroba NP D ZOO
Myrtaceae Eugenia florida DC. pitanga-preta NP D ZOO
Myrtaceae Eugenia pluriflora DC. eugenia NP D ZOO
Myrtaceae Eugenia prasina O.Berg araçarana / guamirim NP D ZOO
(Continua)
Relatório Técnico nº 166.386-205 - 387/388
(Contunuação)
Família Espécie Nome popular GS GP SD CA
Myrtaceae Eugenia uniflora L. pitanga / pitangueira NP D ZOO
Myrtaceae Myrcianthes pungens (O. Berg) D. Legrand guabiju NP D ZOO
Myrtaceae Myrciaria floribunda (H.West ex Willd.) O.Berg NP D ZOO
Myrtaceae Plinia cauliflora (Mart.) Kausel NP D ZOO
Nyctaginaceae Guapira hirsuta (Choisy) Lundell guapira / tapacirica / joão-mole NP D ZOO
Nyctaginaceae Guapira obtusata (Jacq.) Little tapacirica / joão-mole NP D ZOO VU
Nyctaginaceae Guapira opposita (Vell.) Reitz flor-de-pérola NP D ZOO
Poaceae Guadua trinii (Nees) Nees ex Rupr. NP D AUT
Poaceae Merostachys multiramea Hack. taquara NP D AUT
Polygonaceae Ruprechtia laxiflora Meisn. arco-de-peneira / marmeleiro NP D ANE
Rubiaceae Randia ferox (Cham. & Schltdl.) DC. limoeiro-do-mato NP D ZOO
Rubiaceae Simira sampaioana (Standl.) Steyerm. maiate / arariba NP D ANE
Rubiaceae Tocoyena bullata (Vell.) Mart. genipapo / bacochi P D ZOO
Rutaceae Esenbeckia febrifuga (A.St.-Hil.) A. Juss. ex
Mart. mamoninha-do-mato NP D AUT
Rutaceae Metrodorea nigra A.St.Hil. chupa-ferro / caputuna-preta NP D AUT
Rutaceae Zanthoxylum caribaeum Lam. arruda-brava / mamica-de-porca / mamiqueira /
mamiqueira-fedorenta NP D ZOO
Rutaceae Zanthoxylum caribaeum Lam. [=Zanthoxylum
chiloperone (Mart.) Engl.] mamica-fedorenta / mamiqueira-fedorenta NP D ZOO
Rutaceae Zanthoxylum fagara (L.) Sarg. [=Zanthoxylum
hyemale A. St.-Hil.] tembetari NP D ZOO
Rutaceae Zanthoxylum rhoifolium Lam. mamica-de-cadela / mamica-de-porca /
laranjeira-brava NP D ZOO
Sapindaceae Diatenopteryx sorbifolia Radlk. correeiro / corroeiro P D ANE
Sapotaceae Chrysophyllum marginatum (Hook. & Arn.)
Radlk. aguaí NP D ZOO
(Continua)
Relatório Técnico nº 166.386-205 - 388/388
(Contunuação)
Família Espécie Nome popular GS GP SD CA
Sapotaceae Pouteria gardneri (Mart. & Miq.) Baehni sapotinha / leiteiro-de-folha-miuda P D ZOO
Sapotaceae Pouteria gardneriana (A.DC.) Radlk. aguaí-guaçu / mata-olho P D ZOO
Solanaceae Solanum crinitum Lam. jurubeba / fruta-de-lobo NP D ZOO
A) BARBOSA, L.M.; SHIRASUNA, R.T.; DE LIMA, F.C.; ORTIZ, P.R.T. Lista de espécies indicadas para restauração ecológica
para diversas regiões do estado de São Paulo. São Paulo: IBot/CERAD. Disponível em:
http://www.ambiente.sp.gov.br/institutodebotanica/files/2016/01/Lista_de_especies_de_SP_CERAD-IBT-SMA_2015.pdf. Acesso
em: 11.12.2016.