SECRETARIA LEGISLATIVA
I N D I C A Ç Ã O
Assunto: Sugerindo ao prefeito estudar a possibilidade de colocar em uma via,
logradouro ou próprio público o nome do Sr. Gentil Lopes.
Indico ao Exmo. Sr. Prefeito, nos termos do art. 152 do
Regimento Interno, para que estude a possibilidade de colocar em uma via, logradouro
ou próprio público o nome do Sr. Gentil Lopes.
Sala das Sessões, assinado e datado eletronicamente.
MARCELO MIRANDA
Vereador – MDB
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Bibliografia - Gentil Lopes
Em 6 de abril de 1937, nascia em Boa Esperança do Sul, São
Paulo, um menino franzino, mas de uma esperteza ímpar. Filho de Otília Lopes e Ângelo Lopes,
vivia uma vida simples, compartilhando o pouco que tinha com seus irmãos. Mudou-se com sua
família, ainda menino, para a cidade de São Paulo, onde viveu sua adolescência. Por ser um
menino peralta, com pensamentos e ideais que, para a época, causavam estranheza, seus pais o
levaram para um "convento", onde futuramente se tornaria um religioso. Sua tendência à
filosofia espírita o levou a ser convidado a se retirar, pois seus pensamentos e sua personalidade
crítica e questionadora destoavam dos conceitos rigorosos e tradicionais da religião católica da
época. De volta ao seio familiar, enfrentando dissabores por contrariar o direcionamento dos
pais e pela escassez financeira, concluiu sua jornada escolar.
Surge, então, o momento de se apresentar ao Serviço Militar,
que concluiu com louvor. Trabalhou em outras empresas, entre os "bicos" que fazia para
complementar a renda. Mas a carreira militar, por ser mais rentável na época, foi sua opção.
Entre os percalços da vida profissional e familiar, encontrou uma mocinha linda, que trouxe
nova esperança à sua vida.
Martha, filha de Conceição Soares e Augusto Soares, também
vinha de origem humilde, compondo uma família de sete irmãos. Por coincidências da vida,
havia se mudado com sua família para São Paulo, indo morar na mesma rua em que seu futuro
esposo residia. Depois de muita "paquera", resolveram se casar.
Martha viveu sua infância e parte da adolescência na cidade de
Vera Cruz, cidade vizinha ao município de Garça. Por conhecer o clima e a tranquilidade da
cidade interiorana, em determinado momento, após dificuldades financeiras e ao perigo que já
se despontava na “cidade grande”, como se citava na época, resolveram voltar ao interior, em
busca de qualidade de vida para a família. Nesse momento, já tinham três filhas.
O destino, que já estava traçado, iria se cumprir. Vieram morar
na cidade de Garça, onde a missão desse casal já estava escrita. Em pouco tempo, a família
cresceu e, de três, passaram a ter onze filhos. Dona Martha se dedicava à família e aos afazeres
do lar. O Sr. Gentil se tornara Escrivão de Polícia. Profissional exemplar, conhecido por seu
bom humor e cordialidade, desempenhava sua função com responsabilidade e respeito ao
próximo, não medindo esforços para auxiliar.
Em 1987, uma perda irreparável abalou a família. Sua esposa,
Martha, veio a falecer. Foram momentos dolorosos, mas o Sr. Gentil seguiu firme, conduzindo
seus 11 filhos, noras, genros e netos, que agora faziam com que a família ficasse ainda maior.
Após um longo período de luto (que nunca deixou de existir), voltou a trabalhar na antiga
CIRETRAN de Garça entre 1993 e 1996. Quem não se lembra da paciência do Sr. Gentil ao
realizar o exame prático com os alunos candidatos à obtenção da carteira de motorista? Seu
otimismo cativante brotava no coração de quem o conhecia e convivia com ele, trazendo a
esperança de que tudo iria melhorar. Com a frase “... tudo passa, companheiro...”, seguia com
sua filosofia de vida e sua fé.
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No dia 22 de fevereiro de 2025, aos 87 anos, retornou à Pátria
Espiritual. Deixa como legado seu exemplo de vida.