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materia nº 131/2025

Tipo Indicação
Número / Ano 131 / 2025
Date 2025-04-28
EmentaSugerindo ao prefeito que realize estudos técnicos visando à instalação de aparelhos de ar-condicionado nas escolas da rede municipal de ensino.
native_id113238

Autoria

Tramitação (latest 5)

DateStatusTurnoTexto
2025-05-13 Concluído (a) — Processo arquivado
2025-05-13 Encaminhado — Encaminhado ao Executivo
2025-05-13 Matéria lida em Plenário. — Matéria lida em Plenário
2025-04-24 Matéria incluída no expediente da sessão — Matéria incluída no expediente da 13ª Sessão Ordinária de 2025
2025-04-24 Em tramitação — Encaminhado para ciência

Documents (1)

texto original #

status: extracted · method: native · backend: pypdfium2 · confidence: 1.00 · pages: 3

SECRETARIA LEGISLATIVA 
I N D I C A Ç Ã O 
Assunto: Sugerindo ao prefeito que realize estudos técnicos visando à instalação de 
aparelhos de ar-condicionado nas escolas da rede municipal de ensino.
Indico ao Exmo. Sr. Prefeito, nos termos do art. 152 do 
Regimento Interno, para que realize estudos técnicos visando à instalação de aparelhos 
de ar-condicionado nas escolas da rede municipal de ensino.
A medida visa proporcionar melhores condições de 
conforto térmico para alunos, professores e demais servidores, especialmente em 
períodos de altas temperaturas, que têm sido cada vez mais intensas. A climatização 
adequada favorece o bem-estar e pode refletir diretamente na qualidade do aprendizado 
e no rendimento escolar.
O assunto do calor extremo que temos vivido atualmente 
foi até objeto de artigo de autoria do Dr. Dimas Ramalho é Conselheiro-Corregedor do 
Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, o qual trancrevo abaixo na íntegra: 
O calor que derrete a educação brasileira
Por Dimas Ramalho
O calor extremo não é mais uma anomalia 
passageira. Na era do aquecimento global, ele veio para ficar –
atravessando estações, invadindo cidades, transformando os hábitos e 
moldando o curso da vida cotidiana. Nas escolas brasileiras, essa nova 
realidade climática representa muito mais do que um incômodo. Trata￾se de um obstáculo direto ao aprendizado. A equação é simples: à 
medida que o termômetro sobe, o desempenho dos alunos cai.
Estudantes suando sob o uniforme, 
professores interrompendo as explicações para abrir janelas que pouco 
refrescam, ventiladores que apenas reviram o ar quente e denso –tudo 
isso compõe o retrato do cotidiano de milhares de salas de aula pelo 
SECRETARIA LEGISLATIVA 
país. Em ambientes onde o desconforto térmico prevalece, o conteúdo, 
por mais relevante que seja, não encontra espaço para se fixar, a 
irritabilidade toma o lugar do interesse.
As estatísticas confirmam esse quadro 
alarmante. Um levantamento recente feito pelo Centro de Inovação para 
a Excelência das Políticas Públicas revelou que apenas 33% das salas 
de aula das escolas públicas brasileiras são climatizadas. O dado, 
extraído do Censo Escolar organizado pelo Instituto Nacional de 
Estudos e Pesquisas Educacionais, considera climatizados os ambientes 
que contam com ar-condicionado, aquecedor ou climatizador.
O dado geral, entretanto, esconde enormes 
discrepâncias regionais. Se olharmos para o estado de São Paulo, 
centro econômico do país, a situação é ainda mais desconcertante. 
Somando as escolas estaduais e municipais, só 9% dos espaços de 
ensino são climatizados.
Mas as estatísticas não param por aí. 
Outro estudo recente, produzido pelo Instituto Alana e pelo MapBiomas, 
revelou que em um terço das capitais brasileiras ao menos metade das 
escolas –públicas e particulares– estão situadas em regiões que 
apresentaram desvios de temperatura de pelo menos 3,5ºC acima da 
média urbana.
São estabelecimentos de ensino situados 
nas chamadas "ilhas de calor", áreas urbanas densamente ocupadas, 
dominadas pelo concreto e pelo asfalto e com pouca vegetação. Nessas 
regiões, as altas temperaturas não são um fenômeno pontual, mas uma 
presença constante, transformando as escolas em ambientes hostis para 
o aprender e o ensinar. Essa realidade insalubre afeta as vidas de cerca 
de 2,5 milhões de crianças e adolescentes, em sua maioria oriundos das 
camadas mais vulneráveis da sociedade.
Diante dessa soma de fatores, a resposta 
das autoridades governamentais precisa ser rápida e eficaz. Climatizar 
as salas de aula não é uma questão de luxo, mas de dignidade. Não se 
trata apenas de proporcionar algum conforto, mas de garantir condições 
mínimas para que todos os alunos, independentemente de sua origem ou 
condição social, possam aprender.
Diversos estudos já demonstraram que o 
calor excessivo, ao prejudicar a concentração, a memória e a saúde 
física e mental dos alunos, afeta diretamente o aprendizado. Uma 
análise feita por pesquisadores do Banco Mundial utilizando dados da 
SECRETARIA LEGISLATIVA 
Prova Brasil mostrou que o aumento de dias quentes foi responsável por 
uma queda de desempenho nos exames de matemática e português.
Com o fim do período de verão, estamos 
no momento ideal para que governos de todas as esferas iniciem uma 
mobilização pela climatização das escolas. O Tribunal de Contas do 
Estado de São Paulo vem cobrando diagnósticos e planos concretos dos 
jurisdicionados. Não podemos esperar o próximo recorde de 
temperatura para começar a agir.
A adaptação climática das salas de aula é 
uma necessidade incontornável dos tempos atuais. É hora de fazermos 
da educação uma prioridade não apenas nos discursos, mas na criação 
de um ambiente propício ao aprendizado, em que a temperatura seja o 
menor dos desafios.
Sala das Sessões, assinado e datado eletronicamente.
PEDRO SANTOS
Vereador – PL

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