I N D I C A Ç Ã O
Assunto: Sugerindo ao prefeito a denominação de via, logradouro ou próprio público
com o nome do Sr. Adão Nunes Dornelles – “Adãozinho”.
Indico ao Exmo. Sr. Prefeito, nos termos do art. 152 do
Regimento Interno, para que seja estudada a possibilidade de denominar uma via,
logradouro ou próprio público com o nome do saudoso Sr. Adão Nunes Dornelles,
conhecido nacionalmente como Adãozinho, figura de grande relevância histórica para o
futebol brasileiro e cidadão que escolheu o município de Garça para viver os últimos anos
de sua vida.
Começou a carreira em 1938, no Diário Oficial FC, um
clube de várzea porto-alegrense, já extinto. Foi para o Internacional em 1943, descoberto
por Abelard Jacques Noronha, e foi atuar na equipe de aspirantes. Em 1944, já era titular
do famoso “Rolo Compressor” colorado. Neste mesmo ano, foi descrito por Ary Barroso
como um atacante “satânico”.
Adãozinho era preguiçoso e às vezes tinha de ser buscado
em casa para treinar, porque se recusava a sair da cama. Pelo Internacional, disputou 30
Grenais, vencendo 19, empatando 7 e perdendo 4, marcando 16 gols em clássicos.
Foi convocado para a Copa do Mundo de 1950. Pela
Seleção Brasileira, disputou 3 partidas: 2 oficiais (Brasil 1 a 1 com o Uruguai em 4 de
abril de 1947 e Brasil 2 a 4 também contra o Uruguai em 11 de abril de 1948 – válidas
pela Copa Rio Branco) e uma não-oficial (Brasil 4 a 3 na Seleção Paulista de Novos em
11 de junho de 1950 como amistoso).
Em 1951, transferiu-se para o Flamengo, onde jogou até
1953, marcando 49 gols em 104 jogos disputados pelo clube carioca.
O saudoso Adão Nunes Dornelles, o Adãozinho, nascido
em Porto Alegre em 2 de abril de 1923, foi um grande destaque no Sport Club
Internacional nos anos 40 e 50. Ele morreu aos 67 anos, em 8 de agosto de 1991, no
município paulista de Garça, mesmo local que revelou o lateral Roberto Carlos, o goleiro
Waldir Peres e o jornalista corintiano José Nello Marques, além do querido Zancopé
Simões.
É o décimo maior artilheiro do Inter, ao lado de Leandro
Damião, com 108 gols marcados.
Adãozinho, que fez parte da Seleção Brasileira vice-campeã
mundial em 1950, defendeu ainda o Flamengo e o XV de Jaú (SP).
Pela Seleção Brasileira, segundo o livro "Seleção Brasileira
- 90 anos", de Antonio Carlos Napoleão e Roberto Assaf, fez três jogos entre 1947 e 1950,
com uma vitória, um empate e uma derrota.
O Almanaque do Flamengo, de Roberto Assaf e Clóvis
Martins, informa que o atleta vestiu o manto rubro-negro em 96 ocasiões, com 53 vitórias,
24 empates, 19 derrotas e 45 gols marcados.
Deixou esposa Manoela de Brito Dornelles e filhos Carlos,
Ângela, Airton, Hamilton e Nilton, este nascido em Garça.
Diante da importância de sua trajetória esportiva e da sua
ligação com o município, essa homenagem representa reconhecimento e preservação da
memória de um cidadão que contribuiu significativamente para a história do esporte
nacional.
Sala das Sessões, assinado e datado eletronicamente.
LUIZINHO BARBEIRO
Vereador – PRD