| Tipo | Ordinária |
|---|---|
| Número / Ano | 31 |
| Date | 1993-09-20 |
| native_id | 1487 |
status: extracted · method: native · backend: pypdfium2 · confidence: 1.00 · pages: 15
' í . 77 Câmara Municipal de Garça Estado de São Paulo GAMARA MUNICIPAL DE GARCA C í .c i SECRETÁRIOS: ANTONIQ EZEQUIEL TURCE HERRERA K Ci:; 1-1 AOS vinte dias do mês de setembro, de mil novecentos e noventa e três, no Plenário da Câmara Municipal de Gsirça, com inicio às vinte horas e trinta minutos, sob a presidência do Sr. Luiz Kunita, Presidente, e secretariada pelos Senhores Antonio Ezequiel Turce Herrera, IQ Secretário e Celso Antonio, 2Q Secretário, realizou-se a 31§ SessSo Ordinária de mil novecentos e noventa e três. Feita a chamada iniciai dos senhores Vereadores, constatou-se £ts seguintes presenças: Ademar José Salvador. Antonio Ezequiel Turce Herrera, Celso Antonio, Cornélio Cezar Kemp Marcondes, Gilberto Garcia, JoSo Serapião, Joaquim Sérgio Pereira, Luiz Carlos de Oliveira Quine, Luiz Kunita, Manoel Frederico Abido Galdino de Carvalho, Maria Luiza Santos Silva Pelegrine, Nivaldo Aparecido Couto, Olívio Turato, Valdemar Zimiani, Washington Pereira de Araújo, Helena Garcia Müller e Francisco Assis de Souza, totalizando 17 Edis presentes à Sessão. Havendo número legal para o início dos trabalhos, o Sr. Presidente, em nome de DEUS, declarou aberta a Sessão e, na sequência, o Sr. Presidente colocou em votação as Atas da 2?a Sessão Ordinária, e lê Sessão Extraordinária de caráter solene, realizadas nos dias 23 e 27 de agosto, respectivamente, sendo as mesmas aprovadas por xmanimidade de votos. Em seguida, os Senhores Secretários passaram a ler os Expedientes da Sessão. EXPEDIENTE DO PREFEITO MUNICIPAL: Projetos de Lei números: 68/93 - alterando os artigos 3Q, 89 e 53 da Lei n9 2.627/93; 69/93 - concedendo reajuste de 73,58% peira os servidores municipais, a partir de 01 de setembro de 1.993, elevando a referência do cargo de Oficial de Gabinete da '09' para '12' e abrindo um crédito suplementar no valor de CR#104.677.602,88. deliberação. Ofício encaminhcindo cópia das leis números 2.863/93 a 2.866/93. Ofícios em atenção aos Requerimentos de números 536/93 a 541/93 Maria Uiiza Santos Silva Pelegrine. Ofícios em atenção aos Requerimentos números 544/93, 551/93 e 552/93 - Cornélio Cezar Kemp Marcondes. Oficio em atenção ao Requerimento n9 534/93 - Olívio Turato. EXPEDIENTE DOS SENHORES VEREADORES: Projeto de Lei n9 70/93, da Mesa da Câma.'a Municipal, concedendo reajuste de 73,58% nos vencimentos dos servidores da Secretaria da Câmara Munlclp>ai, a partir de 01 de setembro de 1.993. Projeto considerado objeto de deliberação. Requerimentos números: 599/93 - Francisco Assis de Souza, solicitando informações do sr. Prefeito sobre o funcionamento do IML em Garça; 600/93 - Luiz Kunita, com voto de pesar pelo falecimento da Senhora Liliane Souza Gonzaga Sabatini; 601/93 - Olívio Turato, solicitando ao Ministro da Previdência Social que reconsidere a sua disposição de deixar a chefia de tal Ambos os projetos foram considerados objeto de 1 78 ' 5 - Câmara Municipal de Garça Estado de São Paulo Ministério; 602/93 Campinas que, a escolha de ,1uízes classistas para a JCJ do Trabalho a ser instalada em Garça, recaia sobre pessoas residentes nesta cidade; 603/93 - Luiz Kunita, com voto de ongratulaçOes aos Professores, Diretora, funcionários e alunos da EEPSG Professor João Crisóstomo; 604/93 - Helena Garcia Müller, solicitando informações do Sr. Prefeito sobre a possibilidade de se criar xan Cadastro de Doadores de Órgãos; 605/93 - Comélio Cezar Kemp Marcondes, com voto de pesar pelo falecimento do Sr. Manoel Pereira Aguiar; 606/93 - Comélio Cezar Kemp Marcondes, com voto de pesar pelo falecimento do Sr. João José Salustiano; 607/93 - Comélio Cezar Kemp Marcondes, com voto de pesar pelo falecimento do Sr. Mario Benedito Francisco; 608/93 - Manoel Frederico Abido Galdino de Carvalho, solicitando ao Ministro da Fazenda que repasse o (X)FISS diretamente aos Municípios; 609/93 informações do Sr. Prefeito sobre o Plano Comunitário de Pavimentação; 610/93 - Comélio Cezar Kemp Marcondes, solicitando informações do Sr. Prefeito quanto a colaboração da Prefeitura para com as Polícias Civil e Militar, em nosso Município; 611/93 solicitando informações do Sr. festividades em comemoração à Semana da Criança; 612/93 - Comélio Cezar Kemp Marcondes, com voto de congratulações à EEPSG Prof. João Crisóstomo; 613/93 - Comélio Cezar Kemp Marcondes, com voto de congratulações ao Sr. Carlos Estevan Aldo Martins; 614/93 - Comélio Cezar Kemp Marcondes, com voto de congratulações aos governos de israel, Estados unidos da América e à Organização para a Libertação da Palestina. Na discussão do Requerimento nQ 599/93, ocupou a Tribuna o Vereador Francisco Assis de Souza e disse: "0 presente Requerimento solicita ao Sr. Prefeito que agilize os trabalhos, visando a instalação e funcionamento do IML em Garça. 0 IML Já foi criado mas, não está em funcionamento por falta de médico e auxiliar legistas. Quando ocorre uma morte súbita em nossa cidade e, precisa de necrópsia, temos que aguardar o médico legista de Gália, acarretando muitas horas de espera para a liberação dos corpos. São vários os problemas advindos dessa falta de médico legista. 0 IML de Garça tem que ser instalado o quanto antes. Precisamos de 2 médicos legistas e de uma geladeira para a sala de necrópsia. Por isso é que estou pedindo a agilização dos trâmites legais, para essa instalação”. Colocado em votação foi o mesmo aprovado por unanimidade de votos. Na discussão do Requerimento n9 609/93, ocuparam a Tribuna os Vereadores: CORNELIO CEZAR KEMP MARCONDES: “Senhor Presidente, nobres Vereadores, público presente; 0 objetivo do presente Requerimento é esclarecer ou, pelo menos tentar esclarecer algxunas dúvidas que, não apenas eu, não apenas outros companheiros Vereadores mas, prlncipalmente vários cidadãos garcenses têm hoje em suas mentes, relacionadas ao Plano de Pavimentação Comunitário, anxmciado pela atual Administração. Por que isso? Porque os disque-disquea Já sao muitos na cidade. Cada pessoa fala uma coisa. Uns dizem que a prestação dá para ser paga tranquilamente, pode ser amortizada até por quem ganha um único salário mínimo. Outros Já alegam que não, que a prestação poderá ser inviável, inclusive na noite de hoje Luiz Kunita, solicitando ao Presidente do TRTComélio Cezar Kemp Marcondes, solicitando Comélio Cezar Kemp marcondes. Prefeito sobre a realização de 2 79 Câmara Municipal de Garça Estado de Sâo Paulo contamos, aqui naa nossas galerias, com as presenças de algims cidadSos de dois bairros que poderão ser beneficiados pelo Plano de Pavimentação e que têm muitas dúvidas, inclusive, confidenciram a este Veredor. com receito até de aisainar uma coisa, sem saber o que estão assinando, não apuseram suas assinaturas, não assinaram o termo de adesão do referido Plano de i>avimentaçâo Comunitário. Então, estamos querendo saber do Sr. Prefeito, qual o praso previsto para o início das obras de pavimentação. Vale lembrar que fui autor de uma Emenda que, infelizmente não obteve aprovação nesta Casa, que estipulava um prazo para o inicio e término dessas obras. É uma coisa errada, o pessoal ser instado a pagar uma coisa, antes de ser iniciada a obra, é uma coisa rara de se ver. Como pagar uma coisa que não está se vendo? Sempre as Administrações anteriores, quando efetuavam esse tipo de lançamento, executava primeiramente a obra e, depois, efetuavam o lançamento. Então, é mais uma coisa inédita que a atual Administração vem trazendo para Garça. Vai primeiro cobrar, sem o povo saber se um dia vai receber esse asfalto. Não tem segur^ança nenhuma de que vai receber essa pavimentação. Esse é o primeiro quesito. 0 segando é, quais os bairros e suas respectivas ruas a serem beneficiadas pois, nós estamos querendo saber aqui quais os bairros que serão contemplados com esse Plano de Pavimentação e, quais as ruas de cada bairro, que o Prefeito envie para a Câmara, um relatório completo. Qual a empresa que ficará responsável pela execução da referida obra? Uma vez que, ao que nos consta, hoje seria efetuada a abertura das propostas e, não sei qual a empresa ou empresas que venceram o respectivo certame licitatório. Então, nós estamos querendo saber qual a empresa ou empresas que vão ficar responsáveis por essa obra. Qual o preço, item número quatro, do m2, cobrado pela mesma empresa e seu respectivo prazo de reembolso por parte do Executivo pois, nós sabemos que, ao que consta, o Município vai primeiro pagar diretamente à empresa que, não vai esperar 24 meses para receber. Então, os mutuários vão pagar para o Município durante 24 meses mas, num prazo inferior a este, o Município ficará responsável pelo pagamento à empresa. Então, nós estamos querendo saber qual é esse prazo que há entre o Município e a empresa. E, o mais importante de tudo, é qual o preço por m2, cobrado por essa empresa, para que, de uma vez por todas, a gente possa esclarecer se o preço, realmente, está acima do poder aquisitivo da população de Garça, pois nós sabemos que a crise é generalizada em todo o País e, o desemprego existe também em Garça, infelizmente. Muitas das pessoas que residem nesses bairros da periferia, que serão beneficiados, tenho conhecimento de que nem emprego possuem, nenhum vínculo empregatício possuem, muitas delas estão desempregadas, outras têm um subemprego, ou seja, não têm registro em carteira, não ganham um salário mínimo vigente no País. Então, se a prestação ficar entre dois ou três milhões antigos, dois ou três mil cruzeiros reais, atuais, para quem não garantido na carteira, eu acredito que realmente fica inviável assumir qualquer compromisso nesse sentido. Então, por isso é que nós estamos querendo saber, que o Sr. Prefeito envie por escrito a esta Casa, qual o preço do m2 a ser cobrado, para que eentSo possamos calcular qual o real tem nem lun salário mínimo 3 ' I 80 Câmara Municipal de Garça Estado de Sâo Paulo valor da prestação. Uma coisa que vem. também, causando preocupação a vários moradores é com relação à adesão, porque se um determinado número de moradores, que nos consta ser de 50%, aderir, os outros 50%, mesmo sendo contrários a esse Plano, automaticamente são obrigados a terem seus nomes lançados, inclusive na divida ativa do Mxmicípio, caso não consigam cumprir com o compromiso da prestação mensal, correndo até o risco de, no final do referido Plano, perder a sua própria casa, sua única casa. Então, este é outro fantasma que assombra vários cidadãos de Garça que nos procuraram, que procuraram outros Vereadores". Em aparte, disse o Vereador Celso Antonio: "Eu só queria informar a Vossa Excelência que quem venceu a concorrência foi a empresa Ituaixa, que fez um preço mais baixo que o Sr. Walter Barreto pois, este estava pedindo CR#369,00 o m2 e a Ituana, CR#335,00 e, se o pessoal quiser saber, é só procurar o presidente da Associação de Bairro, pois eles estiveram na reunião ho,1e e, sabem de tudo". Prosseguindo, disse o Vereador Cornélio Cezar Kemp Marcondes: "Se, realmente, o pessoal está aqui na noite de hoje, é porque não lhe agradou o que o Presidente da Associação de Bairro lhe passou, inclusive já ouvi muitas reclamaçSes com relação a um certo Presidente de Associação de bairro, que foi acusado pelos moradores de estar mais fazendo a política do Prefeito do que a p>olítica do próprio bairro que ele preside. Isso foi um fato que nós já dissemos aqui da Tribuna, que o Sr. Prefeito está tentando manip^ilar, como está manipulando, não digo todas, mas vana ou outra Associação de Bairro, para executar esse Plano sem consentimento, sem explicar mais detalhadamente a vários mutuários da nossa cidade. Se o nobre Vereador tem alguma dúvida, estão aqui alguns representantes de bairros que eu convido para uma reunião, tão logo seja possível na noite de hoje, nesta Casa, p>ara que o nobre Vereador, que conhece muito bem tudo que acontece na Prefeitura, possa esclarecer a esses mutuários, algumas dúvidas que eles tém, inclusive, em relação à própria Associação de Bairro". Em aparte, disse o Vereador Celso Antonio: "Não é que eu conheça tudo que acontece dentro da prefeitura, mas é porque eu procuro me informar das coisas que acontecem. Se Vossa Excelência não faz isso eu não tenho culpa". Prossegiindo, disse o Vereador que ocupava a Tribuna: "Então eu gostaria que Vossa Excelência informasse quanto o Prefeito deu de remédio e cesta básica à p>opulação de Garça, nesses nove meses, jà que Vossa Excelência se intitula o sabe tudo”. Novamente em aparte, disse o Vereador Celso Antonio: "Não é esse o assunto em questão". Prossegiiu o Vereador Cornélio Cezar Kemp Marcondes: "Realmente, nós estamos vendo aqui duas alas, uma qxie defende o Prefeito, não importando se é contra o povo e, outra que tenta fazer com que a população seja beneficiada". Aparteando, disse a Vereadora Maria Luiza Santos Silva Pelegrine: "Acho que a nossa preocupação, aqui, de todos,de modo geral, é que a pavimentação é m direito da comunidade e, é lun dever do Município proporcionar essa pavimentação, mas de forma acessível, de forma que não penalize, de forma que não vá sacrificar ainda mais, os nossos garcenses já tão sacrificados. Eu acho que o pessoal, hoje, mal está fazendo para comprar uma cesta básica e, esse Plano de Pavimentação, de comunitário não tem nada, pois está vindo penalizar e 4 ' í: 81 Câmara Municipal de Garça Estado de Sâo Paulo Inclusive, .iá fui procurada por alguns moradores da Av. Paineiras, que é imia Av. bastante larga e o pessoal está realmente preocupado em não poder pagar as prestações. Isso, realmente, é uma preocupação e eu acho que, da mesma forma que, alguns Vereadores estão informados do que acontece na prefeitura, deveriam também se informar do que acontece na realidade dos garcenses e, muitos garcenses estão* procurando, querendo resolver seus problemas". Prosseguiu o Vereador que ocupava a Tribuna: "Tem o nosso total apoio o aparte muito bem efetuado pela Vereadora Maria Luiza Santos Silva Pelegrine que, infelizmente, não tem seu exemplo seguido pelos demais, pela maioria, para não dizer pela xmanimidade desta Casa. Nós temos que procurar buscar o que o povo relamente necessita, não o que o Pr-efeito quer que se faça, porque o Prefeito não tem preocupação com o asfalto, ele tem asfalto em frente da casa dele, aliás, não sei se ele sabe o que é construir uma casa, a dificuldade que todo imindo tem em pagar um aluguel. Eu senti na pele o que é pagar um aluguel, o que é construir uma casa, não é vana mansão, mas eu sei a dificuldade que é, eu sei a dificuldade de se pagar um aluguel. Então, fica aqui a nossa preocupação. Nós não estamos preocupados com quem ganhou a concorrência ou ficar lá na hora que vai abrir as propostas. Eu não quero saber qual a empresa que ganhou, quero saber que a empresa que ganhe, faça um asfalto que o povo realmente tenha condições de pagar, isso é o que importa, pelo menos para mim como Vereador e, acredito, também para outros companheiros. Agora, tem Vereador preocupado em saber qual foi a empresa que ganhou. Não sei qual o interesse em saber qual é a empresa que ganhou. Eu quero saber é qual o preço que a empresa vai cobrar qual a qualidade do serviço que ela vai executar". Em aparte, disse o Vereador Celso Antonio: "Vossa Excelência fes essa pergunta no seu Requerimento. Por isso é que eu respondi. Obrigado". Prosseguiu o Vereador Cornélio Cezar Kemp Marcondes: "Vossa Excelência, como já demonstrou, está muito bem informado em relação ao que interessa ao Prefeito, não em relação ao que interessa à população de Garça. Infelizmente, conforme foi muito bem dito pela galeria, tem Veredor que joga no time do Prefeito, não joga no time do povo. Eu também poderia jogar no time do Prefeito, desde que ele também jogasse em favor do povo- Basta o Prefeito procurar olhar mais com atenção as coisas que, realmente interessam à população que, sem dúvida nenhuma, estaremos aqui para elogiá-lo da Tribuna. Só que, infelizmente, não estamos vendo nada em favor do povo, estamos vendo em favor de uma elite, de imia classe dominante, de uma meia dúzia de pessoas, que mandaram no passado, em Garça. Esta é a política que o Prefeito está conduzindo. Pavimentação, pelo preço que está sendo dito e, pelo que consta, talvez, da realidade e pela polêmica aqui criada, é uma pavimentação para a elite, para a classe 'A'. Por que ele não enviou, também, no projeto um item que favorecesse à pessoa que tem um carro velho? Será que uma pessoa que tem um fusquinha ano 1969 ou 1970, não poderá ter oa benefícios que outros terão?" Em aparte, disse o Vereador Celso Antonio: "Eu só queria fazê-lo ver que esse asfalto é em atendimento aos pedidos trazidos ao Sr. Prefeito pelas AssociaçCes de Bairro. 0 Prefeito acatou o que oa E^esidentes das Associações trouxeraai. 5 ’ p 82 Câmara Municipal de Garça Estado de São Paulo Todavia, se o pessoal nao está contente, tem que falar é com o presidente de sua Associação. Eu acredito que seja assim". Prosseguiu o Vereador Cornélio Cezar Kemp Marcondes: "0 aparte de Vossa Excelência até que foi lúcido mas, fica a nossa pergunta: Quem foi que criou as AssociaçSes de Bairros, nâo foi o Sr. Prefeito? Então Sr. Presidente e demais membros desta Casa, realmente fica aqui a nossa preocupação, porque eu sei o quanto é difícil a pessoa assumir xim compromisso e depois, na segunda, terceira ou quarta parcelas, esta prestação virar uma bola de neve e a pessoa não ter mais condições de pagar. Então, fica aqui a nossa única preocupação neste momento que é esta, esclarecer o que realmente tem de nebuloso em relação a esse assunto. Se a Associação foi constituída mas, existem nesta noite alguns membros desses bairros que não concordam com o que a Associação estipulou, nada mais justo que nós vereadores que, fomos eleitos por eles pois, fomos nós Vereadores que fomos eleitos, não foi a Associação de Bairro, para defender o povo na Câmara de Garça. Nós temos responsabilidade também. Para nós seria muito cômodo, agora, cruzarmos os braços e mandar essas pessoas, esses cidadãos que nos procuram, retornar às suas casas e se entenderem com as Associações de Bairros. Isso seria muito Cômodo. Então, para que serve o Vereador? Para que serve o Prefeito? Nós estamos aqui é para lutar, justamente no atendimento das coisas prioritárias da nossa população, especialmente aquela mais carente, porque quem tem dinheiro não precisa de ajuda. Essa é a nossa preocupação. Por isso, é que convido todos os Vereadores dessa Casa para, tão logo tenhamos condições, dentro do Regimento Interno, reunirmos com as pessoas que aqui estão presentes, para que possam ouvir da boca dessas pessoas, as dúvidas, as preocupações de cada uma delas, em relação a esse Plano Comunitário. E, fica também mais uma vez, o nosso protesto, porque o Executivo, porque o Prefeito não está p*rticip>ando diretamente com recursos nesse Plano Comunitário de Melhoramentos. 0 Prefeito alega que não tem recursos para a cesta básica, alega que não tem recurso para remédios, alega que não tem recursos para uma série de coisas mas, para comprar terreno, para comprar a garagem lá do Frigus, ele achou dinheiro. Para hoje mandar um Projeto de 11 bilhões de cruzeiros antigos, para tratar de recapemamento e pavimentação, ele achou dinheiro na dotação orçamentária do Monicípio. E, por que ele não joga uma parte desse dinheiro no Plano Comunitário, para que reduza o valor das prestações? É isso que, realmente, nós estranhamos, ele envia projetos a toque de caixa, inclusive com acessores seus que fizeram parte das Administrações anteriores, que cosp>em no prato que comem, ficam querendo xirgéncia da Câmara em votar projeto que o Prefeito manda em cima da hora para a Casa. Nós não estamos aqui para dizer amém para ele não, nós estamos aqui para dizer amém cordeirinhos do prefeito. Nós devemos satisfação a quem nos elegeu, ao povo que nos colocou aqui dentro e, em face disse, até o último dia do nosso mandato, vamos lutar em favor disso, seja para magoar, para ferir interesses particulares de quem for. nós não temos medo de nada. Então fica o nosso protesto, inclusive tem aqui presente um Presidente de uma Associação, a quem faço o convite para que também participe dessa remjáao' sim, mas para o povo e não para ele, pois não somos 6 " r 83 Câmara Municipal de Garça Estado de São Paulo dentro de mais alguns instantes, para que possamos esclarecer e, ficamos aqui no aguardo que o Sr. Prefeito responda de forma objetiva esse Requerimento, informando qual o preço real do m2 a ser pago pelos moradores, para que possamos mostrar, andar com esse documento no bolso, nSo apenas eu mas, todos os Vereadores, para quando formos questionados nas ruas, mostrarmos o valor do m2. Vossa Excelência concorda ou não concorda, esse é outro problema que cada um por si tem que resolver e, para isso, teoricamente foi criada a Associação mas, nós estamos vendo que pelo menos algumas delas não estão funcionando, pois elas estão atuando em defesa de uma minoria da própria Associação e, não do conjunto. Por isso é que não houve imanimidade e estão aqui presentes alguns moradores reclamando do preço do asfalto, que é uma coisa que ainda vai dar muito o que falar na cidade. Muito obrigao Sr. Presidente, Senhores Vereadores". HELENA GARCIA MÜLLER: "Senhor E¥esidente, Senhores Vereadores: Eu concordo que haja a defesa daqueles que querem e daqueles que não querem, porque na democracia a coisa funciona desta maneira. É impossível que haja a adesão de 100% de \ana sociedade a luoa idéia mas, nós votamos ima lei aqui e a mesma foi aprovada, onde no seu artigo 35 reza que no interesse dos beneficiados, havendo a adesão de pelo menos 50% dos proprietários dos imóveis lindeiros, a Prefeitura poderá receber o valor da contribuição de melhoria, antecipadamente. Então, isso foi votado por esta Casa. Não há o que se contestar agora, se era para ter sido contestado, deveria deveria tê-lo feito na época. Agora, quanto ao preço, eu endosso as palavras do Vereador Celso Antonio qx;e realmente foi uma construtora que ganhou e deu o preço de CR#335,00 o m2 e houve xuna outra com o preço maior que foi de CR#390,00 o m2. S claro que, aquelas pessoas que não quiserem aderir não podem ser obrigadas a aderir, devem procurar os canais competentes, realmente. Eu não discordo que sejam procurados os Vereadores para tirarem essas dúvidas mas, eu não vejo o porque não procurar as Associações de Bairro. As Associações de Bairro foram montadas, foram eleitas, posso até dizer, com editais publicados em jornal, com o pessoal podendo participar de uma reunião prévia, podendo apresentar chapas. Se o bairro elegeu aqueles componentes, eles têm o direito de representar o bairro sim. Então, não se pode contestar o trabalho dessas pessoas. Outra coisa, é que em janeiro de 1.993, ainda não tínhamos começado os trabalhos camarários e alguns moradores do Bairro José Ribeiro mandaram lan Requerimento ao Prefeito, pedindo pavimentação asfáltica. Eles não estão nem querendo esperar por esse processo todo do asfalto ir sendo feito aos poucos, eles querem entrar logo com isso, querem pagar. Outra coisa é que não me lembro, em épocas anteriores, ocorreram até situações de ler um jornal respeito de asfalto em alguns bairros e, ocorreu o seguinte, se a maioria aderia, passava-se o asfalto e cobrava-se o asfalto, se a maioria não aderia, não passava-se o asfalto. Foi o que aconteceu ali na Vila Cascata. Não passou asfalto lá porque a maioria dos proprietários, que são de terrenos, não aceitou e, portanto não foi feito o processo de asfalto lá. Então, eu acho que a coisa tem que ficar clara e que a gente não pode criar uma polêmica aqui dentro, porque existem pessoas que querem o asfalto e se dispCem ò-j&sssC 7 V., 84 Câmara Municipal de Garça Estado de São Paulo pelo asfalto. Aqueles que nao querem devem procurar os canais competentes e, sem medo algum dizerem que não querem e porque. Algumas dessas pessoas podem até estar incluídas no artigo 42 dessa mesma lei que nós votamos aqui, daqueles seis itens de não possuir outro imóvel, não possuir automóvel, 70m2 de construção. Então, eu acho que cada caso tem que ser resolvido em particular, dependendo da situação. É isso que eu tinha a dizer e. muito obrigado''. ANTONIO EZEQUIEL TURCE HERRERA: Presidente, Senhores Vereadores, público presente e ouvintes da Rádio Centro Oeste: Apenas ocupamos esse espaço na Tribuna para reforçar o que foi dito pela Veredora Helena assembléias nos bairros para que a população ficasse sabendo do que estava acontecendo. Não é o Prefeito que foi atraz, foram as Associações que foram atraz do Prefeito. Então, eu não sei o porque estão atacando o prefeito. Eu não sei o que está acontecendo. Foram as Associações, inclusive o Sr. Álvaro, Presidente da Associação do Jardim Paineiras, aliás, dos Eucaliptos, o Sr. ailton e Sr. Edson do Jardim Paineiras, eles vão ter o maior carinho em explicar para vocês o que está acontecendo. Também, tem outro detalhe, as p>essoas de menor poder aquitivo não vão pagar em 24 parcelas, vão pagar em 24 mais doze, ou a combinar. Eu acho que pode ser negociado, eles podem recorrer a Associação, vão conversar, vão dialogar. Então, está se criando uma polêmica em cima de um negócio que foi pedido pelo povo, pelas Associações doa Bairros, inclusive, a cobrança antecipada das parcelas foi votada por esta Casa e, todo mxmdo votou favorável, inclusive o Vereador Cornélio. Eu não sei porque está criando essa polêmica, gente! Eu não estou falando em nome do prefeito, estou falando em meu nome. Isso é xm negócio particular meu. Eu acho que vocês deveríam procurar a Associação de Bairro, vão procurar o prefeito, vamos conversar, vamos dialogar, para chegarmos a um consenso. Inclusive, para vocês terem uma idéia, a construtora de Garça, perdeu a concorrência, a Ituana que venceu, pois deu um preço bem mais em conta, CR#335,00 o m2. É isso que eu tinha a dizer e, muito obrigado". MARIA LUIZA SANTOS SILVA PELEGRINE: "Boa noite Sr. íh-eaidente. Senhores Vereadores, público presente e ouvintes da Rádio Centro Oeste: Eu gostaria de agradecer o aparte do Vereador herrera, bastante educado e, gostaria apenas de esclarecer alguns pontos. Quando aqui se diz da Tribuna que deve procurar as Associações de Bairros, e que tal projeto foi aprovado por esta Casa, eu gostaria de esclarecer o seguinte: reaimente o projeto foi aprovado por esta Casa mas, quando nasceu essa idéia do Plano comunitário, não era bem isso que os moradores tinham em mente, mesmo porque eu participei de quando nascexí essa idéia, em que o pessoal queria um Plano Comunitário no sentido real da palavra, que eles participassem da execução da obra. Eles participariam da confecção dos bloquetes, eles participar-iam da colocação desses bloquetes, para baratear o custo. A coisa evoluiu de tal forma, o prefeito de uma certa fortoâ conduziu as coisas da forma que ele queria e chegou-se ao ponto que chegou. Segundo, procurar a Associação de Bairro é muito relativo, porque não se pode dizer que um presidente de Associação de Bairro repre^nta^ Bairro, se ele foi eleito por 30 ou 40 pessoas. Eu acho que ^ Sr. e, também dizer que foram feitas To 8 « 85 Câmara Municipal de Garça Estado de Sâo Paulo pessoais nâo podem representar 200 ou 300. Isso é muito relativo também. E, essas pessoas que tem nos procurado, já cainsairam de procurar as presidências das Associações de Bairros, eles estão relutaintes, eles fincaram pé, eles fecharam questão com o Prefeito e estão virando as costas para esses moradores. Então, se esses moradores, hoje procuram os Vereadores, é porque estão cansados de procurar os presidentes de Associações de Bairros, que fecharam questão com o Prefeito. Então, isso tudo é muito relativo. Eu acho que é uma questão para nós repensairmos. 0 meu voto reaimente foi favorável mas nós podemos voltar atraz e repensar o que foi feito, já que nós pensavamos que o Presidente representava o Bairro e, na verdade não estava representando, porque houve dissidência, houve discórdias, então, esses presidentes não estavam representando, com certeza, por unanimidade, o Bairro". Em aparte, disse o Vereador Comélio Cezar Kemp Marcondes: "Agradeço o aparte da nobre Veredora e, apenas para lembrar que o Plano de Pavimentação, no atual exercício foi nascido desta Casa, foi objeto de Indicação dos Veredores, já que o prefeito não tomava iniciativa nenhuma, como não está tomando em outras áreas do Município. 0 que está acontecendo de bom para a cidade, são os Vereadores que estão provocando. Agora, gostaria de deixar bem claro, também respondendo a uma colocação que foi feita na Tribuna de que este Vereador votou favorável ao Plano, porque esse estava com o aval da Associação de Bairro. Então, teoricamente, de maneira democrática, para não dizer que nós somos contra tudo, nós aprovamos isso. Vale ressaltar que não foram aprovadas várias Emendas de autoria nossa e de outros Vereadores que teneficiavam as pessoas de mais baixa renda que, os Vereadores que são ligados ao prefeito, não têm coragem de assumir a posição de defender o povo, votaram contra essas Emendas mas, eles se esquecem que, daqui a três anos vamos ter outras eleições e, o povo, eles acham que o povo tem memória curta, mas é engano deles. Para complementar, mais uma incoerência do Sr. Prefeito, em uma resposta enviada a esta Casa, onde ele diz em resposta ao Requerimento do Vereador Jaime Sebastião Afonso o Sr. prefeito diz o seguinte, eu vou ler o que ele respondeu para esta Casa: 'Em atenção ao contido no expediente em referência, informamos que nós já temos um Piano de Pavimentação com guias, sarjetas e galerias, definido como prioritário para este ano. Tudo, porém, depende ainda da aceitação doa custos a serem cobrados, como também, das liberações dos recursos que já solicitamos em prol das áreas mais carentes, onde a população não tem como arcar com tais despesaa". Ora, o Sr. Prefeito, em IQ lugar, ele está reconhecendo que tudo dependería da aceitação dos custos, nós estamos vendo aqui que não aconteceu, não existiu a aceitação dos custos. Numa democracia, não é justo que 50% resolva por 100%, inclusive, se não me falha a memória, foi o Vereador Gilberto Garcia autor de uma Emenda que aumentava esse índice para 51% ou 60% de adesOes, o que, infelizmente não aconteceu. Em segundo lugar, o Sr. Prefeito diz, 'como também da liberação de recursos que já solicitamos em prol das áreas mais carentes, onde a população não tem como arcar com tais despesas". Ora, o Sr. Prefeito tem conhecimento que muitos mutuários nâo estão de acordo. Gostaria que a companheira que está na Tribuna respondesse se está de acordo com o que o Sr. Prefei;^ 9 ' 9 86 Câmara Municipal de Garça Estado de São Paulo responde e com o que os defensores nesta Casa afirmaram há poucos minutos da Tribuna". Prosseguiu a Vereadora Maria Luiza Santos Silva Pelegrine: "Eu agradeço bastante o Vereador Cornéllo e, realmente, é mais um contrasenso de nosso Prefeito. Realmente o nosso Prefeito, ele nSo sabe em que pé ele coloca o barco, se ele está de acordo com o povo garcense ou se ele etá de acordo com os seus próprios interesses. EntSo, de repente ele concorda que temos pessoas que vão, realmente precisar de ajuda e subsídios e, de repente, ele está penalizando essa mesma população. Realmente não dá para entender. Outro ponto que tem que ser esclarecido é que cada bairro é lUD bairro, cada realidade é uma realidade. 0 Jardim Paulista é uma realidade, o pessoal realmente tem condiçSes de arcar, o Bairro José Ribeiro, eu participei de algumas reuniSes lá, eu sei que o pessoal tem condições de arcar, eles realmente estão pedindo que aconteça a pavimentação agora. 0 Jardim dos Eucaliptos e o Jardim Paineiras são outra realidade. Então, nós não podemos comparar bairro com bairro. Não podemos comparar a Vila Cavalcante com a Vila Williams, que são realidades diferentes. Então, eu acho que isso também tem que ser analisado". Em aparte, disse a Vereadora Helena Garcia Müller: "Concordo inteiramente com o que a nobre Veredora acaba de falar, cada bairro tem uma realidade, tanto que o Jardim dos Eucaliptos está programado para uma segunda fase do asfalto. E, não é todo o Paineiras que vai ser asfaltado Já de início". Prosseguiu a Vereadora que ocupava a Tribuna: "Eu agradeço o aparte que só vem endossar as minhas palavras. Eu acho que tem que ser repensado. 0 que foi aprovado aqui, foi aprovado de uma oerta forma sobre pressão e, de vima certa forma também, nós estávamos no intuito de que os Presidentes que aqui estavam, realmente estavam representando os interesses do bairro e, hoje, pudemos comprovar que não era bem isso. Já que muitos moradores nos procuraram, mostrando-se bastante preocupados com o que estava acontecendo. Era isso que eu tinha a dizer e, muito obrigada Sr. Presidente, Senhores Vereadores". Colocado em votação, foi o mesmo aprovado por unanimidade de votos. Na discussão do Requerimento nQ 610/93, ocupou a Tribuna o Vereador Cornélio Cezar Kemp Marcondes que disse: "0 presente Requerimento indaga do Sr. Prefeito o que a atual Administração tem feito no sentido de auxiliar as Polícias Civil e Militar de nossa cidade. Isso foi objeto de lana cobrança efetuada aos Vereadores na edição da última quarta feira do Jornal 'Folha de Garça', que disse em manchete que a 'insegurança faz a sua primeira vítima' e, no seu último parágrafo cobra: 'e a Câmara Municipal? Eleita pelo povo, até agora preferiu não se pronunciar a respeito deste assunto: a criminalidade ascendente em Garça. Será que os nobres Edis estão com medo de ferir os altos escalões das Policias Civil e Militar, por causa de ligações políticas, visto que com isso, passariam outra imagem da cidade, que procuraram mostrar em recente homenagem prestada a um figurão da Polícia civil?"' Estamos de total acordo com o que expressou o Jornal, só lamentamos que ele tenha cobrado apenas da Câmara Municipal. Cadê a cobrança em cima do Executivo? Quem tem o dinheiro do povo é ele. Temos conhecimento de que as Administrações anteriores sempre prestaram sua colaboração. Fica aqui uma sugestão ^'ana que se forme uma comi ,e 10 ' 5 87 Câmara Municipal de Garça Estado de São Paulo Vereadores para realizar uma reunião com o sr. Delegado de Polícia e com o Sr. Comandante da 4â Cia. de Polícia, para colocarmos a limpo, o que realmente está acontecendo em nossa cidade". Colocado em votação, foi o mesmo aprovado por unanimidade de votos. Os demais Requerimentos apresentados na Sessão, foram aprovados por unanimidade de votos, sem discussão. Indicações números: 43493 - Olívio Turato, propondo a reforma dos pórticos metálicos na parte central da cidade; 435/93 Olívio Turato, propondo operação tapa-buracos na Rua 7 de Setembro; 436/93 - Francisco Assis de Souza, propondo formação de vuna equipe para arrecadar remédios junto às famílias garcenses, para serem distribuídos às famílias carentes; 437/93 - Nivaldo Aparecido Couto, propondo colocação de pedras no trecho em aclive da estrada que demanda ao Bairro Itiratupã, altura da propriedade do Sr. Vicente de Paula Gonçalves; 438/93 - Antonio Ezequiel Turce Herrera, propondo construção de uma sede para a Comissão Central de Esportes - CCE. Referidas Indicações foram encaminhadas ao Sr. Prefeito nos termos regimentais. Esgotado o tempo destinado ao E:q>ediente, passouse ao Intervalo Regimental. Reaberta a Sessão e feita a segunda chamada dos Senhores Vereadores, constatou-se a presença dos 17 Edis componentes da Casa. havendo número legal para a sequência dos trabalhos, passou-se à Ordem do Dia. ITEM I Projeto de Lei nQ 64/93, do Sr. Prefeito Municipal, solicitando autorização para a alienação de imóvel pertencente à Prefeitura Municipal, localizado na Vila José Ribeiro. 0 Vereador Comélio Cezar Kemp Marcondes, pela ordem, requereu a suspensão doa trabalhos por cinco minutos, sendo o seu pedido aprovado por unanimidade de votos. Reaberta a Sessão, o Vereador Cornélio Requereu o adiamento da discussão por duas Sessões Ordinárias, ocorrendo empate na votação, momento em que o Sr. Presidente decidiu pelo prosseguimento da discussão do Projeto. Ocuparam a Tribuna os Vereadores; CORNÉLIO CEZAR KEMP MARCONDES: "Lamentavelmente a minha proposta de adiamento não foi aceita, mas agradeço o apoio dos que votaram favoravelmente ao pedido, cujo objetivo era conseguir mais prazo para que os Vereadores pudessem estudar melhor o projeto. A Prefeitura Municipal deveria passar a se chamar 'Imobiliária José Alcides Faneco‘ pois, até o momento, o que temos visto foi só transação imobiliária. Temos um comerciainte, não um Prefeito. Existe uma política imobiliária, não uma política voltada para o povo. Por isso é que sou contrário á aprovação desse projeto. Eu não consigo entender essa política. Esse projeto não me convenceu. Por isso. sou contrário". ADEMAR JOSE SALVADOR: "0 Sr. Prefeito está solicitando autorização para alienar luna área de 1600m2 e adquirir uma outra de 2500m2, ao lado da oficina dos veículos municipais. Visa o mesmo instalar' ali uma fábrica de bloquetes, visando concentrar num mesmo local, grande parte de seus serviços. Isso, representa economia para o erário mimicipal. Por isso, peço aos meus companheiros que aprovem este projeto". LUIZ KUNITA: "Ocupo esta Tribuna para justificar o porque votei pela continuação da discussão e, votação desse projeto de lei. Referido projeto foi considerado objeto de deliberação portanto, faz quinze dias que o mesmo encontra-se nesta Casa. 0 Vereador Cornélio Cezar Kemp Marcondes, autor do pedido de adiamento, faz parje_jia na Sessão de 06/09/93, 11 ' 1 ●« 88 Câmara Municipal de Garça Estado de Sâo Paulo Comisscto de Constituição, Justiça e Redação, e foi quem exarou o primeiro parecer, inclusive favorável. A partir do momento em que o Projeto é considerado objeto de deliberação em Plenário, o mesmo fica à disposição doa Vereadores na Secretaria”. Em aparte, disse o Vereador Cornélio Cezar kemp Marcondes: "Apenas para justificar, eu ainda não assinei o parecer, e o será com voto contrário à apresentação do mesmo". Prosseguiu o Vereador Luiz Kunita: "Concordo com Vossa Excelência, é laa direito seu. Apenas estou justificando o porque devemos discutir esse projeto hoje. 0 Projeto ficou na Casa, Vossa Excelência faz parte da Comissão de Constituição, Justiça e Redação, teve o tempo necessário. Então, não vejo o porque adiarmos essa discussão. A Emurg irá fabricar bloquetes naquele local e, com isso, vai gerar mais empregos. Portanto, não podemos amarrar este projeto nesta Casa, porque a responsabilidade será totalmente nossa. Concentrar os serviços naquele local, representará menos custos para a Administrção". Em aparte, disse o Vereador Celso Ântonio: "Apenas para colaborar, quero dizer que o poço artesiano lá existente está jorrando 12000 litros de água por hora e, essa água será usada na fabricação dos bloquetes". Finalizou o Vereador Luiz Kunita: "Eu queria apenas dar essas explicações. Não quero criar mais polêmica com o projeto e nem fazer demagogia. 0 projeto tem seu embasamento normal, vem de encontro com os interesses da população e deve ser aprovado". MARIA LUIZA SANTOS SILVA PELEGRINE: 'Votarei contrário ao projeto. Infelizmente o Prefeito se resiane apenas em agenciar negócios. Ele compra e vende terrenos. Estamos perdendo com essa troca. Eu acho que, se realmente é de interesse da população a aquisição do terreno em questão, deveria desapropriá-lo e não vender esse terreno na Vila José Ribeiro. A todo momento o nosso Prefeito está se contradizendo. Será que há necesidade de tudo isso? As prioridades dos palanques foram esquecidas. Sou contrária a esse projeto, porque sou favorável à população de Garça". VALDEMÁR ZIMIANI: "Ocupo a Tri'ouna para justificar meu voto. Respeito a opinião de todos mas, acho que se o terreno que a Prefeitura está querendo alienar está numa área nobre, não vejo o porque não ser o mesmo alienado e com o produto dessa alienação, fazer a aquisição de outro em uma área menos nobre, dada a sua finalidade. Todos conhecem os transtornos que causa lun terreno baldio ao lado de sua casa. 0 terreno que será vendido possibilitará a construção de casa no local, melhorando o visual da cidade, bem como sua arrecadação de imposto, além dos benefícios relacionados aqui. Vou votar de acordo com a minha consciência". Colocado em votação nominal, foi referido projeto aprovado por maioria de votos. ITEM II - Projeto de Lei n5 66/93, do Sr. E^refeito Municipal, solicitando a abertura de crédito suplementar no valor de CR#2.000.000,00. Colocado em votação, foi o mesmo aprovado por unanimidade de votos, sem discussão. ITEM III 67/93, do sr. Prefeito Municipal, dispondo sobre abertura de crédito suplementar no valor de CR#11.100.000,00. 0 Vereador Cornélio Cezar Kemp Marcondes, pela ordem, requereu a suspensão dos trabalhos por 10 minutos, sendo o seu pedido aprovado por unanimidade de votos. Reaberta a Sessão, ocuparam a Tribuna os Vereadores: CORNÉLIO CEZAR KEMP MARCONDES: "A reunião ocorrida há poucos minutos serviu j-ara aflorar mais dúvidas do Projeto de Lei nQ 12 ' ^ 89 Câmara Municipal de Garça Estado de Sâo Paulo <jue para esclarecer ca cidadSos aqui presentea, sobre o Piano de Pavimentação Comunitária. 0 Sr. Prefeito está pedindo um crédito de CR#10.000.000,00 para pavimentação, guias e sarjetas, inclusive recapeamento. Aqui nSo está claro se essa pavimentação será com bloquetes ou asfalto. Por que ele não destina uma parte dessse dinheiro para o Plano Comunitário de Pavimentação? Kuitos que aqui estão, não têm emprego, como vão poder assumir prestações dessas melhorias? Realmente, não dá para pagar aluguel, comida e mais uma prestação do asfalto". Em aparte, disse o Vereador Celso Antonio: "Caso a pessoa esteja pagando asfalto, é porque a casa é dele, logo, não está pagando aluguel". Prosseguiu o Vereador Cornélio Cezar Kemp Marcondes: "Mas deverá o mesmo estar pagando a prestação da casa, caso more em algian núcleo habitacional. A pavimentação será mais lana preocupação para ele. Por isso é que proponho uma participação efetiva do E-xecutivo. Para manifestar que estamos aqui para tentar o melhor para a cidade, é qvie vou votar favorável ao projeto, fica aqui o nosso protesto, porque o Sr. Prefeito não está vendo com mais carinho essa parcela mais carente da nosso população. Alguns Vereadores que dão sustentação ao prefeito disseram a esses moradores que os mesmos podiam ficar tranquilos que eles não vão perder suas casas. Gostaria que estes assinassem uma declaração assegurando aos meamos que suas casas não serão tomadas. Assim, terão o meu total apoio". LUIZ KUNITA; "Eu me sinto na responsabilidade de melhor explicar o projeto, do que fazer demagogia em cima do mesmo. Devemos saber o que estamos fazendo aqui, para não descobrirmos amanhã que hoje brincamos de votar e votamos errado. Toda a Administração pública é regida pela peça orçamentária e, o administrador não pode sair dela. 0 orçamento em exercício nessa Administração foi feito pelo ex-prefeito, no exercício passado. Quando falta dinheiro em alguma rubrica orçamentária, 0 Prefeito é obrigado a pedir suplementação dessa verba. A peça orçmentária em execução projetou \.m crescimento da inflação de 20% ao mês e, nós vimos, neste mês, uma inflação acima de 30%. Por isso, esse Projeto de Lei nada mais trata do que uma suplementação da verba consignada no orçamento. Por lei, o recapeamento asfáltico é feito de graça, não custa nada aos beneficiados. Inclusive o Vereador Cornélio Cezar kemp Marcondes e outros Vereadores, foram autores de Indicações, solicitando o recapeamento asfáltico de diversos trechos das vias públicas. São essas as explicações que queria dar, para que o povo que nos houve não confunda esse projeto com as duas leis que já foram aprovadas, a respeito do Plano Comunitário de Melhoramentos. Devemos é esclarecer ao povo e aos Senhores Vereadores, não confundí-los". Em aparte, disse o Vereador Cornélio Cezar kemp Marcondes: "0 atual Prefeito não pode alegar ignorância em relação ao atual orçamento, porque participou de forma direta da elaboração do mesmo como Prefeito eleito". Prosseguiu o Vereador Luiz Kunita: "0 que nós devemos é dar explicações a esse povo, não confundi-lo. Vossa Excelência votou favorável ao projeto, inclusive, por isso, não vamos ficar com demagogia política aqui. Se o prefeito acompanhou a elaboração da peça orçamentária, isso é problema dele, eu tenho que me ater ao projeto em discussão, não podemos tum^tyá»— 13 ' 4 90 Câmara Municipal de Garça Estado de Sâo Paulo lo com duas leis qxie já foram aprovadas e que nada tèm a ver com esse projeto. Deixemos a demagogia de lado. Quanto à quetâo da perda da casa, isso é balera, pois existe uma lei federal que proíbe a perda do 'Bem de Família", como é o caso da residência. EntSo, ninguém vai tomar a residência de ninguém. Gostaria que algum doa senhores me indicasse um nome de algum pobre dessa cidade que perdeu sua casa porque nSo pagou o asfalto. NSo é hora de demagogia". Colocado em votação, foi o mesmo aprovado por unanimidade de votos. Esgotada a pauta da Ordem do Dia, o sr. presidente concedeu a palavra aos Senhores Vereadores, em ExplicaçSo Pessoal. Ocuparam a Tribuna os Vereadores: CORKELIO CEZAR KEMP MARCONDES: "Conforme já é de conhecimento público, tivemos em audiência com o sr. Secretário da habitação na última quarta feira, cuja finalidade era assinar o convênio para a construção das 60 casas populcires no Distrito de Jafa. Infelizmente, mais uma vez, o Sr. Prefeito Não compareceu no horário previsto e, a Marcondes, protelaram em mais duas horas e trinta minutos, ou seja, até às 18 horas, a referida assinatura, aiguardando a tão esperada chegada do Sr. Prefeito Municipal. Mesmo com o não comparecimento dele, os Vreadores que lá compareceram, assim como o Dejutado, deixaram a expressa autorização ao Secretário da Habitação para que o prefeito, assim que chegasse, efetuasse a assinatura daquele convênio. Além deste Vereador, compareceram Valdemar Zimiani, Maria Luiza Santos Silva Pelegrine, Francisco Assis de Souza e o Presidente do PMDB local, Sr. Mauro Mattos. A caravana solicitou do Secretário de Energia a retirada da rede de alta tensão do Jardim Morada do Sol, para ali construir casas populares, tudo isso independente da presença do Sr. prefeito. A nossa parte estamos procurando fazer sem nenhxmia demagogia, ao contrário de algims Vereadores que se preocupam mais em defender o Prefeito que seus eleitores. Na Secretaria da Agricultura tivemos a notícia de que foi destinada para Garça uma verba de CR#1.200.000,00 para a cobertura do local onde funciona a feira livre. Agora cumpre ao Sr. Prefeito assinar o convênio com essa Secretaria do Estado. Gostaria de manifestar o meu apoio, o meu desagravo, a minha solidriedade à equipe esportiva da Rádio Centro Oeste, pelos lamentáveis incidentes ocorridos no final de uma partida de futebol, no último final de semana. Não importa quem, todos deverão lutar pela classificação do nosso clube". WASHINGTON PEREIRA DE ARAÚJO: "Apresentei nesta noite uma Indicação ao Sr. Prefeito, solicitando a construção de um mini terminal rodoviário no Distrito de Jafa, o que ajudaria em muito, principalmente ao pessoal da zona rural, qxiando se dirige ao Distrito e à cidade de Garça. Dizem que as casas populares são feitas para pobres. Eu tive a cxxriosidade de confrontar os valores de algumas prestaçSes e constatei que xima prestação de CR#503,00 foi para CR#1.511,00; xama de CR#1.779,00, foi para CR#3.613,00; xana prestação de CR#2.996,00, foi para 6.014,00 e assim por diante. Tudo isso é pago pelas casas do conjxmto Morada do Sol, que foram feitas sem estrutura alguma e, nem a desapropriação do terreno ainda não foi paga. 0 jornal Folha de Garça estampou matéria dizendo que 'Prefeito não aparece mas Deputado e Vereadores assinam convênio". Isso me chamou a atenção, porque Deputadí5^ comitiva de Vereadores e o Deputado Júlio 14 ■ # 91 Câmara Municipal de Garça Estado de São Paulo Vereador não assinara convênio, assinam apenas a carta de intenção. Só o Prefeito pode assinar o convênio. Eu acho que as pessoas devem fazer sua política sem denegrir os outros. Isso aqui é um circo. Chegaram sábado lá em Jafa e distribuíram esse jornal em todas as casas. Se essas casas vão para Jafa, tem que agradecer a José Panza Neto e aos 17 Veredores que aqui estiveram até o final de 1992. Eu fui eleito para ser Vereador em Garça e em Jafa e, esta, não tem dono. Os 17 Vereadores representam Jafa. 0 nobre companheiro de Jafa não deveria ter assinado a carta de intenção, porque inicialmente eram 92 cass, caiu para oitenta e agora só 60. Para Garça traz-se 300 casas e Jafa, mais uma vez é desprezada, ingnorada. Mas, Vossa Senhoria pode ter certeza que não vão conseguir jogarmos um contra o outro. Parabéns nobre companheiro". LUIZ KUNITA: "Não poderia deixar de ocupar a Tribuna para falar a respeito do tão propalado assunto das casas populares e, até render os meus aplausos ao Deputdo Júlio Marcaondes de Moura, aos Vereadores que estiveram presentea na audiência em São Paulo. Quero esclarecer que, quem realmente dá casa popular é o Município. Este dá o terreno, dá toda a infraestrutura, de graça. 0 governo do Estado somente controi as casas e por elas recebe. 0 Município não recebe nada disso. Nao estou para defender esse ou aquele, estou aqui para defender o povo. Temos que acabar com essa politicagem. Temos que acabar com a política do 'é dando que se recebe'. 0 Prefeito José Alcides Faneco recebeu a prefeitura devendo CR#27.000.000,00, por desapropriação. Outra coisa, é o absurdo praticado pelo Governo do Estado para com os professores. Os nossos mestres estão recebendo um salário de forme. Onde estão as promessas do então candidato Fleury? Sempre vou gritar contra a demagogia política. Temos qije^i^ar por Garça e, nosso povo, vou elogiar ^ei^re e, havendo mais oradores em Exí>licaçãà^ Pessoal, o Sr. Presidente, em nome de DEUS, vinte de setemb o que for bom para o 0 que não for bom, vou criticar". Não declarou encerrada a Sessão,\da qual foi lavrada esta Ata. Garça, de mil novecentos noventa e trés.