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sessao nº 26

Tipo Ordinária
Número / Ano 26
Date 1979-09-03
native_id2035

Documents (1)

ata #

status: extracted · method: native · backend: pypdfium2 · confidence: 1.00 · pages: 10

Sâmara JVluaLcLpai de <g.arça
Ç^lado de (São 'paulo
OniARA- tirCJNICTPAL DE GAEÇA 26§ SBSSAO ORDINiíRIAr REALIZADA EM 03 D5 SgTEIffiRO DS~ 1979. PRESIDENTES; LUtZ BOTTINO JÚ^loR
JOAO THJZZI
SBCRET/RIOS; CARLOS ROBERTO DE OLIVEIRA
LUIZ GONZAGA CONESSA
e
e
ad iioc"
No horário regimentalm:;nte determinado, feita a chama
da doa Senhores Vereadores, constatou-se a presença dos seguintes:
Boanerges do Prado Vianna, Carlos Roberto de Oliveira, João Alexan dre Colombani, João Truzzi, José Carlos de Oliveira Lima, Luiz Bot
tino Junior, Luiz Carlos Bclline, Luiz Gonzaga Conessa, Luiz Yamau
chi, Valdemar Zimiani, e Pedro Krusicki, totalizando onze dos Srs.
Vereadores. ------ - -
Havendo número legal, 0 Sr. Presidente, em nome de
declarou aberta a presente Sessão Ordinária. ^ ^	 Incontinenti, o Sr<, Presidente submeteu a discussão -
a Ata da 25ê Sessão Ordinária, realizada -
DEUS,
dos Senhores Vereadores- 27 de agosto de 1979. Ilão havendo solicitação -de p^avras, rada a discussão, passou-se à votação da Ata-em questão, tendo sido aprovada por unanimidade de votos. 0 Sr. Presidente de a Ata da 25ê Sessão Or
ence ’
em
a
mesma
clarou aprovada, por unanimidade de votos,
dinária. 0 Sr. Presidente, em prosseguimento aos trabalhos,con
vidou 0 Sr . Secretário a proceder a leitura do EXPEDIENTE RECEBIDO
DO SENHOR PREFEITO 0
Projeto Sr. MUNICIPAL. Secretário de lei nQ deu35/79, contadispondo do seguinte; sobre
_ 	
	
abertura
um crédito especial, no montante de Cr® 85.100,00, destinado ao
gamento de duas áreas de to-vranós desapropriadas, -
0 Sr, Presidente consultou a Casa. se considerava obo^
to de deliberação o Projeto de lei ns 35/79, Üúo Pelo Sr, Secretá favorável do Plenário, encaminhou—o as
de
pa
no. ante a manifastaçao
Comissões Permanentes, projeto de lei ns 36/79, solicitando abertura de montante de Cr® 90.000,00, a fim de subven￾0»
um
crédito suplementar, no
cionar o Garça Futebol Clube. -~ 0 Sr. Presidente consultou a Casa se considerava obj_e to de deliberação o Projeto da lei nS 36/79, lido pelo Sr, Secretá
no, e , ante a manifestação favorável do Plenário, encaminhou-o as
Comissões Permanentes. Ofício nS 417/79, encaminhando cépias das leis nss, -
1760/79 6 1761/79. - -
Ofício nS 424/79. encaminhando uma cépia da lei nS. -
1762/79. Expediente Recebido do Executivo rosseguimento aos trabalhos.
Finda a leitura do
con
leitura do EXPEDIENTE RECEBIDO Municipal,'O Sr. Presidentej um p
vidou o Sr. Secretário a proceder a
DE DIVBROS.
Gamara JVluaLcLpai de <â-0-rça
Çnòlado de São 'Paulo
0 Sr, Secretário deu co:ita do seguinte:
Ofício da Câmara Municipal de são Bernardo do Campo ,
em atenção ao Requerimento ns 130/79. -
Ofício do Deputado Estadual Robson Marinho, em aten -
ção ao Requerimento ns 130/79. 						 			
Circular da Fundação "Prefeito Paria Lima", encaminhan
do um exemplar do "Orçamento-Programa a Nível Municipal". - - - -
Ofício da Câmara Municipal de Marília, encaminhando -
uma cópia do Requerimento nS 9*298, que diz respeito sobre a viabi
lidade da adoção de Auto-Trens. - - —
Ofício da câmara Municipal de Marília, encaminhando -
uma cópia do Requerimento ns 9.297, que diz respeito a eletrifica
ção do trecho ferroviário Bauru-Panorama, --- ------ —
Terminada a leitura do Expediente Recebido de Diver -
soe, o Sr. Presidente, em prosseguimento aos trabalhos, convidou o
Sr, Secretário a proceder a leitura do EXPEDIENTE APRESENTADO
LOS SENHORES VEREADORES.
PE
0 Sr, Secretário deu conta do seguinte: - - -
Requerimento nS 143/79, de autoria do Vereador
Carlos de Oliveira Lima, apoiando a proposta de emenda á. Constitui
ção ne 29/79, de iniciativa do deputado federal Airton Saadoval, -
en￾J osé
Urgência contida - 0 Sr, Presidente determinou o
caminhamento do -Requerimento nS 143/79 à Ordem do Dia, - - -
Requerimento ne 144/79, de autoria do Vereador
Carlos de Oliveira Lima, inserindo em Ata voto de boas vindas
brasileiros que estão voltando do exílio. ----------
Urgência contida - 0 Sr, Presidente determinou o enca
minhamento do Requerimento nS 144/79 ^ Ordem do Dia, - - -
Requerimento nS 145/79, de autoria do Vereador Truzzi, inserindo em Ata voto de congratulações ao sr, Aurélio Au gusto Villa, pela disposição demonstrada cm assegurar a vinda
supermercado do SE3I, - “
José
aos
Joao
do
Urgência contida - 0 Sr. Presidente determinou o enca
minhamento do Requerimento nS 145/79 à Ordem do Dia. - - - ●
Requerimento nS 146/79, de autoria do Vereador Bottino Junior, inserindo em Ata voto de congratulações e aplausos
Dr, Oswaldo Sergamaschi Filho, Digníssimo Diretor Regional
Sesi de Marília, pela instalação do supermercado om Garça. -
Urgência contida - 0 Sr. Presidente determinou o enca
minhamento do Requerimento n2 146/79 ^ Ordem do Dia. - - ●■ Indicação nS 121/79, de autoria do Vereador José Car los de Oliveira Lima, sugerindo melhor conservação da estrada que
demanda ao município de Lupércio. - -
Indicação ne 122/79, de autoria do Vereador-João Truz zi, sugerindo fiscalização mais rigorosa na rua Cel. Joaquim Piza, da rua Antenor Lara Campos até a saida para Alvaro^de Carvalho,
fim de evitar o excesso de velocidade dos veículos. - - - -
Indicação nQ 123/79, de autoria do Vereador João Truz zi, sugerindo se inclua no orçamento geral do Município, para o -
próximo exercício, uma dotação destinada a pavimentação da avenida
Luiz
do ao
a
Sâmara JVluaLcLp-aí, de <^arça
^élado de São 'paulo
da Saudade.
Indicação n2 124/79, de autoria do Vereador João Ale
xandre Colombani, sugerindo se dê prosseguimento aos serviços com
plementares na Rua 3, da Vila Salgueiro. 		 		 		
Indicação nS 125/79, de autoria do Vereador João Ale
xandre Colombani, sugerindo se determine uma ação saneadora contra
mendigos, andarilhos e elementos desocupados que infestam a cidade
de Garça. - —
Indicação nS 126/79, de autoria do Vereador João Ale
xandre Colombani, sugerindo uma melhor fiscalização nas Praças da
cidade de Garça. -
0-Sr. Presidente informou a Casa que cápias das Indi
cações, de nss. 121/79, 122/79, 123/79, 124/79, 125/79 e 126/79, -
apresentadas na presente Sessão, serão encaminhadas à Chefia do -
Executivo Municipal, nos termos regimentais. --------- 	
Terminada a leitura do Expediente Apresentado Pelos -
Senhores Vereadores e nao havendo oradores inscritos no PBCCJENO EX
PBDIENTB, o Sr. Presidente, em prosseguimento aos trabalhos, conce
deu a palavra aos Senhores Edis no GRANDE EXPEDIENTE. - - - -
0 Vereador Boanerges do Prado Vianna pronunciou o _
Sr. Presidente . Colenda Câmara. 0 Exercício da
se
guinte discurso:
democracia é provavelmente uma tarefa árdua, difícil e que requer -
constante reforço, a cotidiana vontade de buscar o aprimoramento -
das instituições -e de trabalhar por ela, mesmo com o risco de cer
tos sacrifícios que aqueles menos voltados para o espírito pdbli￾não logram compreender. B provavelmente o traço mais difícil de
se arrostar na vida publica é a coragem, a coragem, de se tomar de￾a coragem de se fazer pronunciamentos, a coragem de se ar¬
co
cisoes,
riscar consequências que, muitas vezes, podem levsir o homem públi
co até ao despero, até ao desânimo e até, ãs vezes, ao arrependí -
mento da dedicaçao que votou a essa mesma causa pública. 0 homem -
erre muito. B errou bastante o ex-presidente Getú
Mas público, talvez, lio Vargas, quando governou esta País ditatorialmente 15 anos.
não se pode negar ao extinto presidente Vargas a coragem moral do verdadeiro homem político. Arthur Bernardes, também, teve a sua -
grande parcela de responsabilidade no desta República^ Washington Luiz, Júlio Prestes c tantas outras fi guras paulistas c brasileiras que arrostaram com consequências de atos assumidos, porque tomaram atitudes corajosas. B provavelmente
o que falta no político, principalmente o político pós 1964, é
coragem moral de assumir consequências, E não falo propriamente da
política municipal, que essa sofre dos mesmos problemas da política maior, Mas e a maior que influencia a municipal. B, também, a rccí
até certo ponto, é verdadeira, porque existe necessidade, --
desenvolvimento histórico
a
proca, dentro do oróprio município, de nos termos condiçoes de demonstrar
para assumir coragem para assumir atitudes. Ora, realmen￾teve atos de coragem, ás vezes até uma cora.gem-irritante, da -
parte de Carlos Lacerda, que a revolução acabou por cassar. Cora -
gem do presidente Juscelino Kubitschek, que sempre procurou preser também, enfrotou problemas. E, às vezes, até, -
coragem
te,
var a liberdade e.
Gâmara JVluaLclpai de ç§-arça
.Ç6iado de óão 'paulo
elementos que, sendo corajosos, erram. Aplicaram mal sua coragfe»^-
porque raciocinaram com deficiência, mas que não foram medrosos. -
Então, esse medo que a gente observa na política, talvez, seja,pro
vavelmente, um dos piores defeitos no exercício de um mandato, por
que a função didática, a função educativa, que o exercício de um -
mandato se desmoraliza, se esoboroa, se desintegra a medida que o~
líder, que o homem político se acovarda diante da necessidade
tomar atitudes."- 	 			 	 	 	 	 	
de
0 Vereador Joao Alexandre Colombani, em aparte:
acho que vem a propósito, dentro da linha de raciocínio que V. Ex
celência está desenvolvendo, o fato de que só após o presdente Ei
gueiredo ter a coragem de, digamos, "ressuscitar" o presidente Ju
scelino Kubitschek é que so viu uma torrente de hcmonagens segui. -
rem os passos, numa ccrvardia sem precedentes na. história deste -
País, como um tributo a uma figura, realmente, extraordinária". —
Eu
0 Vereador Boanerges do Prado Vianna, continuando*- -
"Eu agradeço o aparte de V. Bxcia. que, na linha de racicínio que￾V. Excia, sempre apresenta, colabora bastante e á brilhante, de fa
to. Existem atitudes de coragem que, ás vezes, são -atos de sacrifí
cios som sentido. Mas existem atitudes de coragem que, no momento￾ccrto tomado, desempenham as sua.s funções, ás vozes, neste Plená -
rio, e já ocorreu muitas vezes, nós conflagamos com opiniões diver
sas. Mas o fato de ao errar ou do so votar contrária ao companhei￾ro nosso nao implica em dizer que esse companheiro esteja falhan -
do por falta de coragem. Ele pode ter um ponto do vista contrário￾nosso e há do ser respeitado por isso. 0 que se procura criti -
car aqui e a perolação que se faz á o de se desenvolver a capacida de da coragem no homem pdblico. Então, o que se observa, por exem
plo, i que nos podemos, diante do fato anistia, assumir diversas -
. Mas é estranho que homens que ocupem posições de governo
ao
posiçoos digam que o presidente da Câmara de Porto Alegre está sendo ousado,
irreverente, atrevido, ao
neficiados pola anistia. Nós podemos, pessoalmente, nao nos congra
tular com os vereadores porque voltaram aos seus cargos. Porque po
demos não gostar que esses vereadores exerçam essas cargos. Pode_ -
mos achar que eles tenham sido, por muitas vezes, apressivos em -
excesso. Podemos achar que eles tenham sido violentos demais nas -
críticas. Podemos achar que eles tenham sido incitadores da rovol￾ta popular, mas nós temos que convir que, quando so fez a anistia, automaticamente se deu a cies o direito de retornar àqueles luga -
res que eles antes ocuparam. Então, não pode um homem que ocupa um cargo do ministro, ou cidadão quo ocupa um cargo do secretário da￾aegurança publica, dizer que o ato puramente cumpridor da lei o de
mocrático do presidente da Câmara de reorapossar aqueles que haviam
sido cassados seja um ato do arevimonto. Isso é um da falta- de análise do que á uma anistia, se anistia ó o perdão, é o esque￾honens jamais pegaram em armas para atirar contra -
roempossar dois vereadores, que foram b_e
cimento, o os qualquer pessoa. Apenas divulgaram opiniões. Apenas assumiram ati tudes políticas. Elos tem direito de retornar. Então, provavelmen￾te, os que pronunciam contra esse retorno estao tomados de medo. -
Sâmara JVluaLcLpai de <^arça
^rélado dc São 'Paulo
Kêâo de nada dizer e com isso desagradar o Poder Central. Mas, fe
lizmente, não é esse o ponto de vista da Presidência da Repdblica￾e que tem procurado dar aberturas. Bntao, existem consequências na
tomada de posição na área federal. Existem consequências na tomada
de posição na área estadual e existem consequências na tomada de -
posição na área municipal» Mas nds precisamos ter o mínimo de cora
gem para assumir essas psoições, por mais desagradáveis que sejam,
B elas são sempre desagradáveis, porque ocorre que, no momento
que nás fazemos uma crítica, aquela crítica cala de uma forma táo￾profunda no espírito do criticado que, ele, às vozes, por muitos -
anos até, do amargor daquela crítica que lhe fez e se esquece, às￾vezes até, os elogios que foram tecidos. B de crtica em crítica, -
porque ninguém é perfeito e nós préprios sabemos que, também, so -
mos sujeitos a ela, de crticas em críticas vê-se que o homem pdbli
CO acaba no esquecimento e no ostracismo, porque foi altivo e por
que assumiram posições e porque não se omitiram,
sa, se que ela existe, é 6 de que o povo
que, realmente, analise as atitudes tomadas-com coragem e as deci sões assumidas. B devo dizer, a propósito, que, quanto à área muni
cipal, já tive a oportunidade de criticar, e por várias vezes,
presidência da Câmara Municipal de Garça. Porque entendi, nas crí
ticas que fazia, que elas procedentes, que elas eram válidas. Mas,
na mesma forma que fiz aquelas
desde que a entenda oportuno criticar , no exercício deste mandato,
farei as críticas. Mas, da mesma forma que fiz aquelas críticas, -
elogiar a Presidência da Câmara, por uma ati
em
A línica recompen￾não tem a má memória e -
a
críticas e que voltarei a fazer.
sou obrigado, hoje, a
tude de coragem que tomou contra um importante órgão noticioso
cidade, que foi a Sociedade Rádio Clube de Garçr, A administraçao- tenho na mais alta conta e que aprimorou, de uma^
da
da emissora, que
forma técnica, o alcance dessa emissora e que melhorou a sua progra
ção e deu, enfim, um alento muito grande ao setor da rááio-difusao em nossa cidade e -que tem sido, tantas vezes, elogiado aqui, por -
mim, em cada ve?; que tive a oportunidade de me manifestar sobre ^
, nesta oportunidade, segundo o meu ponto de^vis
a
emissora, merece ta, crítica sobro a não divulgação do quo ocorreu na 24§ Sessão Or nária, realizada no dia 20 de agôsto dltimo. Porque a emissora t^ ve uma opinião e essa opinião eu respeito, como respeito a opinião de cada elemento desta Casa. Mas o que eu entendo, passível de crí
tica, é a omissão das ocorrências importantes dentro dest)= Cpsa no noticioso formulado e veiculado no dia seguinte o da realização da
Sessão. Porque a imprensa escrita e aquela impropriamente chamada de falada, que não é propriamente imprensa, mas que é um noticioso de alta importância, não pode omitir e a obrigação é informar,
houve -a Sessão e se houve fatos, eles precisam ser noticiados,é
prexiso que a informação seja dada. B, eu acredito que o órgão no ticioso possa a deva ter opinião. Possa e deva criticar até os ve readores. Mas não se pode e não se deve omitir aquilo que ocorreu. 0 Vereador José Carlos de Oliveira Lima,em aparte:”Bu
Bxcia. a respeito da imprensa, -
mas os fa.tos tora que ser￾B é -
B,-
se
gostar'ia de me solidarizar com V. pois que concordo que ela tenha opinião narrado iraparcialmente» Xsso e código de etica da improns a.
Sâmara JVluaLcLpai de .ê-O-rça
€^íado de óão 'Paulo
honestidade profissional e pessoal, também'', - -- - - - - - - - -
0 Vereador Boanerges do Prado Vianna, continuando: -
“ Bxatamente. Agradeço o aparte de V. Bxcia, que, segundo entendi,
é absolutamente no mesmo sentido da minha exposição. B devo dizer￾que todos aqueles elogios que eu tenho feito à emissora nao os re
tiro, acho que todos sao válidos. Mas, penso, também, que, sob
risco de desagradar o importante órgão noticioso, acredito que
Casa deve, toda ela, ter o seu andamento normalmente desenvolvido￾e informado, Bntendo que possa até ser menos simpático para os cr
gãos de imprensa, mas que eles informem aquilo que, realmente, es
tá acontecendo. B, de fato, ocorreram fatos dentro desta Cosa que￾mereceram notícias e, no entanto, foram omitidos. Neste ponto
Presidência da Casa, ao expedir o ofício, alertando h. Radio sobre￾a necessidade de informar, é passível dos maiores elogios de nossa
parte, porque entendo que uma votação feita no calor da emoção, -
quando nós nos radicalizamos dentro das posições, não deve, de for
ma alguma, fazer com que aquilo que nos emociona altere a natureza
da conduta profissional, da mesma forma que nós, no exercício
nosso mandato, devemos nos ater, nos prender, àquelas considera
ções que visem, sempre, o bem da comunidade e não àqueles que sao
nossos interesses imediatos e pessoais. Porque, na medida quo nos
0
a
a
do
antipatizarmos pessoalmente e começarmos a orientar as nossas vota
çoes, mais com a emoção do que com o raciocínio, nós estaremos per dendo a nossa qualificação de representantes da função pública que,
a duras penas, temos conqusistado c, mais, a duras penas, ainda ,
temos procurado manter dentro desta Casa.» B responsabilida.de igual
têm, também, os órgãos de imprensa que, na verdadeira democracia -
são chamados até de constituintes do 42 Poder. Pe forma que das -
críticas que fiz, anteriormento, à Presidência, -ficando, todas
elas válidas nos pontos dc vista que expendi e que entendi verda -
deiros. Mas fica, aqui, também, ressavaldo 0 elogio que faço, por que a presidência da Casa não se omitiu na oportunidade en que ora
devido 0 seu pronunciamento". --------- - —
Nao mais havendo oradores inscritos no Grande Bxpe -
diente, 0 Sr. Presidente, em prosseguimento aos trabalhos, deferiu 0 Vereador Carlos Roberto de Oliveira. - -
a palavra, pela ordem, d
0 Bdil Carlos Roberto de Oliveira, pela ordem, reoue￾dispensa do-Intervalo Regimental. - - - - 	 	 	
0 Sr, Presidente consultou a Casa sobre o Requerimen
to verbal formul"do pelo Bdil Carlos Roberto de Oliveira, e, ante￾a manifestação favorável do Plenário, por maioria, convidou o Sr,
Secretário a proceder a chamada dos Senhores Vereadores para a OR- constatou-SG a presença dos seguin
Carlos Roberto de Oliveira., Joao -
reu a
DEM DO DIA. Procedida a chamada,
tas: Boanerges do Prado Vianna,
Alexandre Colombani, João Truzzi, José Carlos de Oliveira Lima, -
Luiz Bottino Junior, Luiz Carlos Belline, Luiz Gonzaga Conessa, -
Luiz Yamauchi, Valdemar Zimiani e Pedro Krusicki, tot^lizrndo onze
- 11 - dos Senhores Bdis, -------------------
rinvendo número legal, para a sequência dos trabalhos ,
o Sr, Presidente submeteu a discussão dos Senhores Vereadores, a
Sâmara JVluriLcLp-ai de <§arça
Adiado de ôão 'paulo
urgência contida no Requerimento n° 143/79, de autoria do Vereador José Carlos de Oliveira Lima, apoiando a proposta de emenda à Cons tituição n2 29/79» de iniciativa do deputado federal Airton Sando￾val, Nao havendo solicitação de palavras, encerrada a discussão, -
passou-se à votação da urgência requerida, tendo a mesma sido apro
vada por unanimidade de votos. Em discussão 0 mérito do Requerimen
to, - 	
Nao havendo solicitação de palavras, encerrada a dis￾cussao, passou-se a votaçao do Requerimento nfi 143/79, tendo 0 mes
mo sido aprovado por unanimidade de votos. 0 Sr, Presidente decla¬
rou aprovado, por unanimidade de votos, o Requerimento n2 143/79,- Entra em discussão a urgência contida no Requerimento
n2 144/79, de autoria do Vereador José Carlos de Oliveira Lima, in
serindo em Ata voto de boas vindas aos brasileiros que estão vol -
tando do exílio, Não havendo solicitação de palavras, encerrada a
discussão, passou-se à votação da urgência requerida, tendo a mes
ma sido aprovada por unanimidade de votos. Em discussão o mérito -
do Requerimento, --------------------- _ _
Nao havendo solicitaç-ao de palavras, encerrada a dis
cussão, passou-se à votação do Requerimento nS 144/79, tendo 0 mes
mo sido aprovado por maioria de votos, 0 Sr, Presidente declarou -
aprovado, por maioria, 0 Requerimento nS 144/79. - - - --- - - - -
Entra em discussão a urgência contida no Requerimento
nS 145/79, de autoria do Vereador João Truzzi, inserindo sm Ata v_o
to de congratulações e aplausos ao ar. Aurélio Augusto Villa, pela
disposição demonstrada em assegurar a vinda do supermercado do -
SESI. Nao havendo solicitação de palavras, encerrada a discussão ,
passou-se à votação da urgência requerinda, tendo a mesma sido
aprovada por unanimidade de do votos. Em discussão o mérito do
querimento. ----------------------- 	
Re
Nao havendo solicitaç-ao de palavras, encerrada a dis
cussão, passou-se à votação do Requerimento nS 145/79, tendo o me^
mo sido aprovado por unanimidade de votos. 0 -Sr, Presidente decla
rou aprovado, por unanimidade de votos, 0 Requerimento ns 145/79.-
Bntra em discussão a urgência contida no Requerimento
n2 146/79, de autoria do Vereador Luiz Bottino●Junior, inserindo -
em Ata voto de congratulações e aplausos ao Dr, Oswaldo Sergamas -
chi, DP. Diretor Regional do SESI dc Marília, pela instalação
supermercado em Garça. Não havendo solicitação de palavras, encer
rada a discussão, passou-se h. votação da urgência requerida, tendo
a mesma sido aprovada por unanimidade de votos. Em discussão o mé￾do
rito do Requerimento.
0 Vereador Luiz Bottino Junior pronunciou o seguinte￾discursos Sr. Presidente. Nobres Vereadores, Todos aqueles que -
acompanharam os trabalhos desta Casa, iniciados polo então Prosi -
donte José Carlos de Oliveira, Lima, para que 0 supermercado Sesi -
pudesse ser instalado em nossa cidade, sabem de que foi uma jorna
da difícil e sabem, também, da importância que esse assunto, que -
essa conquista, tem para os moradores de nossa cidade, principal -
mente, àqueles de menor poder aquisitivo, S preciso que se faça.
um relato de tudo a,quilo que ocorreu. Apos 0 primeiro pedido do
Sámara jVla.aLcLp-aí. de ^arça
e<Slado de São 'Paulo
Presidente Jose Csrlos de Oliveira Lima, pedido esse que não houve
possibilidade de ser atendio, porque, na ocasiao, o supermercado -
Sesi nao estava procedendo novas instalações. O assunto ficou era -
baixa ate que, depois, uma Comissão de Vereadores esteve em Mar_í -
lia para saber a posição exata do assunto. Aí, então, começaram os
trabalhos desta Casa. 0 Sr, Oswaldo Sergamaschi-e nós entendemos -
que seja ele, ao lado de um outro cidadão, o Sr. Villa, os dois- -
maiores responsáveis pela vinda do supermercado Sesi para Garça. 0
Sr. Villa-porque desativou sua inddstria e está procendo nela uma￾reforma, que vai ficar em mais de meio milhão da cruzeiros, para -
que 0 prédio pudesse receber a instalação do supermercado. B o Sr.
Oswaldo Sergamaschi, que é delegado Regional do Sesi em Marília, -
porque ele, sim,- foi quem batalhou pela vinda do Sesi em Garça.Nós
nos recordamos que, quando estivemos em Marília, foi nos solicita￾dodois ofícios: uma da Presidência da Câmara e outro ofício do -
Sr. prefeito Municipal. Ofícios esses que seriam endereçados ao -
Sesi de Marília, que juntados a um ofício do delegado do Sesi,
riam encaminhados à alta direção do Sesi, em são Paulo, para que -
fosse iniciado o processo de instalaçao do supermercado. A presi. -
dência da Casa encaminhou o ofício ao Sesi dc Marília e contactou￾se
o Sr, Prefeito Municipal para que o mesme, da mesma forma, procedes
se, enviando um ofício para o Sesi de Marília. Bntretanto, todos -
aqueles que acompanharam as lides camarárias e os atos e falas,
principalmente as falas do Sr. Prefeito Municipal, devem se lem -
brar daquela memorável entrevista concedida no programa "Operação￾Notícia" da Rádio Clube de Garça, em que S. -Bxcia, dizia que que o
Sesi não viria,- jamais, para Garça. B que aqueles senhores e aque
las senhoras, que costumam fazer suas compras em Marília, deveriam
continuar para Marília, fazendo o seu turismo, porque para Garça o
Sesi não viria mais, porque, segundo suas palavras, ainda, o dele
gado do Sesi estava apenas interessado em saber qual era o valor -
dos aluguéis pagos na cidade de Garça. Muito bem. Aquela entrevis
ta foi uma resposta ao pedido que fizorámos no dia anterior, para￾cue 0 Sr, Prefeito encaminhasse um ofício h Marília. Nós, ontao, -
conctamos o delegado do Sesi e o colocamos a par da situí^çao e di_s
só poderia ser iniciado apenas com
que ele já tinha em mãos, da Presidência da Câmara, B,aqui,
inclusive, recordar as palavras do Vereador Boanerges do Pra
o
semos a ele que o processo
ofício,
cabe,
do Vianna ditas há pouco sobre um outro assunto, mas sobre a. cora
gem das pessoas. B esse Sr. Oswaldo demonstrou coragem ao contrai
riar as palavras, inclusive, do Sr. Prefoito o no telefone nos di
zia: pode ficar tranquilo que o Sesi será instalado em Garça. Nos￾vamos mostrar, a quem não quer o Sesi, quo-elo virá-para Garça. B
0 Sesi veio, porque o contrato, entre o Sr, Villa, que também é um
grande vitorioso nessa luta, já está assinado com o Sesi. B a r^ -
forma já se iniciou. Os empreiteiros já estão trabalhando para
adaptação do Sesi, Portando, nada mais justo, Sr, Presidente o
Srs, Vereadores, que os dois Requerimentos, hoje apresentados nes
ta Casa , de congratulações, porque as Câmarr’s Municipais fazem só moções de aplausos c congratulações, mas acontece que, ãs vezes, -
a
Sâmara JVluaLclpaJ de ^arça
Ç^lado de São ^aulo
elas são necessárias, 0 Sr, Oswaldo merece as congratulações desta
Casa, porque ele, com a sua coragem, com ó seu trabalho,
inclusive lutando contra a correnteza,
merar as dificuldades que houveram para que isso fosse realizado,—
conseguiu trazer para Garça uma grande conquista, para todos aque
les que dependem de comprar, talvez, um pouquinho mais barato os -
víveres para a sua cesta mensal. Portanto, conclamo aos srs, Verea
dores que g)rovem este Requerimento, porque é da maior importância￾que este senhor, que e, realmonte, o responsável pela vinda do
Sesi p/ Garça. E mais ninguém. Ele merece. Ele merece essas congra tulaçÕes da Câmara Municipal de Garça". __!T
Nao mais havendo solicitação de palavras, encerrada a
discussão, passou-se à votação do Requerimento n2 146/79. 0 Sr.Pr_e
sidente declarou aprovado, por unanimidade de votos, 0 Requerimen
to ns 146/79. ------------------------- —
conseguiu,
e nao e preciso, aqui, enu￾Nada mais havendo na pauta da Ordem do Dia, o Sr, Pre
sidente,em prosseguimento aos trabalhos, concedeu a palavra aos -
Srs. Vereadores em EXPLICAÇÃO PESSOAL. 	 		 		 		
0 Vereador José Carlos de Oliveira Lima pronunciou o
seguinte discurso: "Sr, Presidente, Srs. Vereadores. 0 Requerimen
to hoje aprovado por esta Casa, dando boas vindas aos brasileiros￾que foram exilados e aue, atualmente, voltam, não deixa de ser uma
prova de coerência deste legislativo, pois que, meses atrás, esta￾mesma Edilidade aprovou, por unanimidade, um Requerimento, de minha
autoria, em solidariedade, em apoio, ao Projeto de Anistia, que - -
era pleiteada pela Nação Brasileira, Portanto, nada -mais justo que
fossem aprovadas as consequências de uma anistia requerida por t£ da a Nação o que esta Casa se solidarizou c aprovou, também. Por -
tanto, só estranho que a bancada da ARENA, com sou voto contrário,
venha a marcar uma posição não muito coerente com a posição ant_e -
rior. E, também, alegra-me, porque vem provar uma das coisas, ou -
um dos fatos, que todo o Povo sabe, que as conquistas democráticas
são, realmente, conquistas do povo e não a benesse 0 não a condes
cendência do Governo, pois, -o Governo gostaria de se perpetuar no Poder, para imprimir, como quiser, suas orientações, E, geralmente,
orientações vindas de fora, ditadas pelas multinacionais ou por -
paisés estrangeiros, não por brasileiros, não pelas discussões de
idéias, de idéias de todas as matizes, de todo ospecto de debates￾que poderia haver dentro desta Nação, B eu acho que esses brasilei ros, militantes da política., que foram exilados, vão trazer, tam‘ —
bém, grande contribuição na ventilação de novas idéias, para a d_e
mocratização do País, De modo que as palavras que eu tinha a dizer
é esta, de agradecimento a esta Câmara, que, mais uma vez, so mos
trou coerente o democrática nas suas resoluçoes", - - - - - - - --
Nao mais havendo oradores inscritos em Explicação Pe^
soai Q nada mais havendo, 0 Sr, Presidente, em nome de Deus, decla
rou encerrada a presente Sessão Ordinária, ------------
, Secretário, -
redigi a presente Ata, fiz datilogrrfar e a subscrevei,juntamente￾Eu,
Sdtnara JVlunLcLp-ai de ^-arça
^^iado de óão "Paulo 48
junta^nente com o Sr. Presidente.
f
TÍRIO
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