| Tipo | Ordinária |
|---|---|
| Número / Ano | 13 |
| Date | 1953-03-26 |
| native_id | 2886 |
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V CÂMARA MUNICIPAL DE GARÇA « ESTADO DE SiO PAULO 9 CÂMARA MUNICIPAL DE GARÇA 13® Sessão Ordinaria, realizada em 26 de Março de 1.953 PRESIDENTE:- Felioio Botino e Pedro Afonso de Oliveira SECRETARIO:- Plínio Gen'',a e Jose Porfirio. í. ● % t A hora regiilamentar feita a chamada dos srs. vereadores, veri ficou-se a presença dos seguintes:- Antonio Cruz, Dacio Alves Natel, Delfim Augusto - Faria, Domingos Edusrdo Bez, FeScio Botino, Joao ^arora, Jose Caio de Gois Artigas, - Jose Porfirio, Manoel Galdino de Carvalho, Miguel Mônico, Plínio Genta e Manoel Fer - nandes Barbeiro, num total de doze (12) vereadores.= ==============■ = 0 sr. Presidente,havendo numero legal, declarou aberta a Ses - t sao.* s s s 9 0 sr. Presidente convidou o sr. Secretario a dar conta do EXPE t DIENTE NÃO SUJEITO A VOTAÇÃO.= = * 0 sr. Secretario deu conta do seguin‘^e:- = = = = = = = = = = * Telegrama do sr. Ministro da Educaçao, sobre aTmento de vagas_ na Faculdade de Direito de Bauru.= = Telegrama da Presidência da República, sobre aumento de vagas. na Faculdade de Direito de Bauru,® * Convite da Prefeitura Municipal de Getulina, para festividades da data da creagao daouele município. Oficio do sr. Delegpdo Regional de Policia de Marilia, sobre o re-^uerimento do sr. Joao Terora.= = 4' Ofício da Cam'.ra Municipal de Mirassol, encaminhando copia do renuerimento n. 9/53.* * Oficio da Gamara Mxmicipal de Ribeirão Preto, sobre o requeri¬ mento n. 33.= = Ofício da câmara Municipal de Ribeirão Preto, encaminhando copia do discurso do vereador übyrajara Roxo.® = Circular da Gamara Municipal de Palmital, agradecendo comunica gao,® = Circular da Câmara Municipal de Monte Aprazível, comunicando - composição de sua Mesa.® * S Ofício do sr. Prefeito Municipal, encaminhando cópia da lei * n. 261.= = Ofício do sr. Prefeito Municipal de Garça, encaminhando copia - da lei n. 260.® » t Oficio do sr. Prefeito Municipal de Garça, encaminhando copia - % M ^ ●●● do expediente relativo a distribuição de feijão a populagao.» = = = = = = = -- = »® = J V. 'w CÂMARA MUNICIPAL DE GARÇA ESTADO DE SAO PAULO t f -flS^- '/u / £. Ofício do sr. Prefeito Municipal , eacam copia da lei n. 259.» » 0 sr. Presidente convidou o sr. Secreta a dar conta do EZPE BIENTE SUJEITO A VOTAÇÃO.= = S 0 sr. Secretario encaminhou a Presidência a ata da 12^ Sessão « I Ordinária, realizada em 19 de março de 1,953,= ========== 0 sr. Presidente submeteu-a a discussão.- = 0 sr. Antonio Cruz, solicitou retificação da ata, para constar a sua saudaçao aos srs. Delfim Augusto Faria, pelo seu retomo a Câmara, e pela posse do sr. Manoel Fernandes Barbeiro.= = t tt B S 0 sr. Presidente deferiu o pedido de retificação, formoalado ps lo sr. Antonio Cruz.== 0 sr. Presidente sutaaeteu a votação a áta cora a retificação , tendo a Casa a aprovado.= = 0 sr. Presidente declarou aprovada a ata da 12S Sessão Ordinᬠria, realizada em 19 de março de 1.953.= = 0 sr. Presidente convidou o sr. Secretario a dar conta da mata ria constante do Expediente.= = s s 0 sr. Secretario deu conta do seguintes- = ® B B Telegrama do sr. Salvlano Pereira de Andrade, solicitando seis (6) meses de licença.» = 0 sr. Presidente submeteu a votaçao, tendo a Casa o aprovado - por unanimidade.= = 0 sr. Presidente declarou concedida a licença, e declarou que_ estando presente o suplente Imediato, sr. Jose Gonçalves, convidava os srs. Dacio Al ves Natel, Domingos Eduardo Bez e Jose Porfírio, para conduzi-lo a Sala das Sessões,= 0 sr, Jose Gonçalves deu entrada no recinto e tomou posse sob_ o Gonçiromisso prestado anteriormente.» = = Indicaçao do sr, Jose Porfírio ao sr. Prefeito Municipal sobre a creaçao de uma Sociedade Amigos de Garça.» = B S S C sr, Presidente msndou encaminha-la ao sr. Prefeito Municipal. Indicaçao do sr. Jose Porfirio ao sr. Prefeito Municipal, sobre í», a instituição da festa do café.» = = 0 sr. Presidente mandou encarainha-la ao sr. Prefeito Mtmlcipal. Indicaçao do sr. Jose Porfírio, ao sr. Prefeito Municipal, so - bre a instituição do brazao do município.= 0 sr. Presidente mandou encaminha-la ao sr. Prefeito Municipal. Hequerimento do sr. Manoel Fernandes Barbeiro, solicitando in - formaçoes ao sr. Prefeito Municipal, sobre as publicações oficiais da Prefeitiira e Cãmara Municipal.==^ B 0 sr. Presidente submeteu a discussão e era seguida a votaçao , tendo sido aprovado por unanimidade.» = *w CÂMARA MUNICIPAL DE GARÇA t I ESTADO OE SAO PAULO t -fl8, 54- 0 sr. Presidente declarou aprovado o req Requerimento do sr. Maneei Fernandes solicitando que se oficie a Cia. Paulista de Estrada de Ferro sobre a mudança'op local de descarga de merdadorias no armazém da Estaçao local.= ==«==*==== 0 sr. Presidente submeteu a discussão/e seguida a votaçao , ito.= 1 = SS tendo a Casa o aprovado por unanimidade. > t 0 sr. Presidente declarou aprovado o requerimento.® ' = “ “ ® = 0 sr. Pedro Afonso de Oliveira deu entrada no recinto.* = = * = 0 sr. Pedro Afonso de Oliveira assumiu a Presidência.® ® = = == 0 sr. Secretario continuando no Expediente deu conta do seguin- A tes- = ts t Indicaçao do sr. Domingos Eduardo Bez, ao sr. Prefeito Munici - pal, sobre reforma das instalações de luz e força da povoaçao de Jafa.= ====== = 0 sr. Presidente mandou encaminha-la ao sr. Prefeito Municipal. Indicação do sr. Domingos Eduardo Bez, ao sr. Prefeito Munici - pal, sobre construção de linha prra iluminação particular no prolongamento da rua Eume t 0 sr. Presidente mandou encaminha-la ao sr. Prefeito Municipal. Indicação do sr. José Porfírio, sobre sarjeteamento do bairro f Vila Williams.® ® s « 0 sr. Presidente mandou encaminha-la ao sr. Prefeito Municipal. 0 sr. Presidente deu a palavra aos srs. vereadores.* = s = = = 0 sr. Dacio Alves Natél, cora a palavra, levou ao conhecimento - da Casa que o sr. Serafim Martim distribuio ne cidade ura boletim sobre os resultados - da eleição realizada na Capital do Bstrdo, no qual da uma demonstração de traiçao ao - seu próprio partido P.S.D., pois nesse boletim, sua senhoria demonstra a derrota dos - partidos coligados e do próprio Governo, fazendo estanç»ar a sua fotografia sorridente^ e sarcástica e que, era necessário que todos os peirtidos coligados conhecessem esse bo letim, principalmente o P.S.D., e que também a Cãmara deveria te-lo em seus anais, e_ encaminhou a Mesa um requerimento nesse sentido. ® = * * « ® = 0 sr. Presidente sulaneteu a discussão. ® 0 vereador Delfim Augusto Faria solicitou urgência para discus- $ » S£ & s: S S JK ●í» » sao* 0 sr. Presidente submeteu a votação o requerimento de lurgencie. tendo a Casa o aprovado por unanimidade. * 0 sr. Presidente submeteu a discussão em regimem de urgência o_ requerimento do sr, Dacio Alves Katel. ® 0 sr. Delfim Augusto Faria, com a palavra, inlclalraente, disse_ que como preliminar era preciso saber que treis sao os poderes. Judiciário, o Executi vo e o Legislativo, e que o requerimento fugia a órbita de qualquer desses poderes, e_ por êsse motivo a Cãmara jamais podería, dêle tomar conhecimento. ====»==** ®= 0 sr. Domingos Eduardo Bez, em aparte, disse que nao via no Bo4 á * i f CÂMARA MUNICIPAL DE GARÇA ESTADO DE SÃO PAULO t letlm qualquer inconstltuclonalidade, nem tao pouco ofensa pessoíl a quem quer que fofi se. “ t 0 sr. Dacio Alves Natél, em aparte, diçse que o sr. Serafim Ma£ tins, demonstrava ja ter mudado de Partido, traindo o seu pró] mocratico, do qual é Presidente,* =“==="======== io Partido, o Social 0 sr. Delfim Augusto Feria, respondendo ao aparte do sr. DÓclo^ Alves Natel, disse que ao lado de sua excelência estava um vereador eleito por xun Par tido, e hoje era outro, ocupando brilhantemente um lugar na bancada social progressista, continuando disse que nao olhava o requerimento sobre o aspecto mencionado pelo ve reador Domingos Eduardo Bez, olhava-o somente pelo fato da Gamara não poder tomar con hecimento de um assunto extranho as suas atribuições. Disse que era um direito que assistia ao sr. Serafim >íartlns, como a qualquer outra pessoa. Fez, mais, sentir à Ca sa que o sr. Adhemar de Barros, Presidente do Partido Social Progressista, apòs a sua_ eleição para o Governo de Sao Paulo, fez grandes canç)anhas eleitorais e continua fazen e, 0 sr. Dacio Alves Natel, em aparte, disse que o boletim era um_ ato de traiçao aos partidos coligados. = * 0 sr. Delfim Augusto Faria, respondendo ao aparte, disse que a_ derrota era dos partidos coligados, e a eles cabe bater no peito mea culca. Finalizan do sugeriu ao sr. Dacio Alves Natel a retirada do requerimento. «: = = = =*== = ***= 0 sr. Jose Porfirio, cora a palavra, inicialmente focalizou o a£ pecto do panorama politlco nacional, a açao dos políticos e a realização dos responsá veis pelos governos, e cora referencia ao requerimento em discussão, disse que e um di reito que assiste ao sr. Serafim Martins, mas, todo direito e limitado, e deve ir ató^ ^ A ^ «k O ponto onde esta o direito alheio. Falou sobre a miséria, a falta de generos, o que - motivou a seu vêr, a derrota do sr. Cardoso. * B B 3 V S 0 sr. Domingos Eduardo Bez, em aparte, disse que o sr. Presiden te da Republica, num banquete que lhe foi oferecido recenteraente declarou que o resul tado das eleições de Sao Paulo era o prelúdio de uma revolução branca no Brasil. « * * 0 sr. Jose Porfirio, continuando, disse que estava de acordo - com a declaraçao do sr. Presidente da República, e quanto ao requerimento reconhecia - que 0 mesmo nao vinha ferir a Augusta Gamara, e o que acontecia nada mais era, do que_ ura elemento tirando vantagem de uma situação em seu próprio benefício. ======== 0 sr. Delfim Augusto Faria, em aparte, disse que o ciilpado da - situaçao era que se encontra o Brasil e unicamente o Governo Federal, que nao vem agin do como e preciso. = = == = = = = = = = = = = == == == = = = = = = = = = = = = = = »'■ 0 sr. Jose Porfirio, demonstrou-se de acordo com o sr. Delfim - Augusto Faria. * B S 3 0 sr. Joao Tarora, em aparte, responde ao sr. Delfim Augusto Ffi ria, que a culpa nao era somente do Governo Federal, pois o Presidente da Republica - nao e absoluto, tendo, também, culpa da situaçao, o proprio Congresso. ======== 0 sr. Manoel Fernandes Barbeiro, em aparte, frizou que jamais o V Congresso se negou a aprovaçao dos projetos e mensagens do sr., Presidente da Republica. ●k CÂMARA MUNICIPAL DE GARÇA ESTADO DE SAO PAULO A l -fls. 56- 0 sr. Jose Porfirlo, solicitando a Kesa lhe assegurasse a_ palavra^ focalizou a questão do custo de vida, e fez sentir qxw somente em vesperas ● de eleigoes e que foi aparecer feijão a Cr$ 3,50 o quilo e aiToz a Cr$ 8,50 e pao a - Cr$' 6,50 na Capital, e que o povo compreendeu então o verdadhiro sentimento da reali¬ dade» Falou sobre as negociatas, havidas no comercio desses gêneros. ========= 0 sr. Delfim Augusto Faria, em aparte, afirmou que o ciü.pado é a alta administragao da Nagao, que se descura de tudo» =-======-==-=--= 0 sr. Jose Porfirio, contestando o rador, disse que o Brasil - nao precisa de boletins, nem de cofaps ou comaps, e que todos esses orgaos sao come - deiras. = 0 sr. Delfim Augusto Faria, em aparte, disse que nao temos go¬ verno. 0 sr. Jose Porfirio, continuando, disse que não é só o Presi - dente da Republica o culpado da situaçao» * 0 sr. Delfim Axigusto Faria, em aparte, disse que o Presidente,. da Republica e o unico responsável, = * 0 sr. Jose Porfirio, disse da carta do sr» Odilon Braga, suge rindo ao Presidente da Republica a renuncia do seu mandato, ó um absurdo e uma falta_ de respeito ao Chefe da Nagao» ===-=========-==-========-== 0 sr» Delfim Augusto de Faria, em aparte, disse que a carta á_ um otimo remédio para a situagao do Brasil» = 0 sr. Jose Porfirio, finalizando o seu discurso, Justificou - * M seu voto contrario ao requerimento, pelo motivo de que a Casa nao deveria tonar conhe cimento do assunto. = 0 sr» Delfim Augusto Faria, em aparte, disse que ninguém pode,, inçiedir que qualquer cidadao faga boletins como este, e nem negar esse direito a quem 0 sr» Jose Caio de Gois Artigas, com a palavra, de início dis se que queria focalizar um ponto da questão em que o vereador Dr» Delfim Augusto de - Faria da União Democrática Nacional declarou que a Câmara nao devia tomar conhecimen to do assunto, e que, realmente assim seria, se fosse considerar a letra fria do Regi mento Interno, porem, muitas vezes a Casa se tem pautado fora desse principio, cujos_ precedentes nxunerosos positivam o alegado, e por outro lado julgava ser da algada da_ câmara, visto que o requerimento era do interesse público, tratando-se de questão como a do boletim, e atribuigao da Gamara tomar conhecimento de todo assunto por dizer res peito de interesse coletivo. Disse mais que, olhando a questão pelo lado político, - era franco em afirmar que o sr» Serafim Martins jamais deverá ser Prefeito de Garga,e que votava a favor do requerimento do sr» oácio Alves Natel, tal como foi apresentado» 0 sr» Antonio Ci^iz, com a palavra, depois de falar sobre o re querimento e apoia-lo, interrogou o vereador Delfim Augusto Faria, sobre sua intengao quando se referiu ao vereador que estava ao lado do sr. Dacio Alves Natel, o qual mu dou de Partido» = *= = = «*« = » = = = = * = = == = = = = = = = = = = = = = - = = » 0 sr. Dáoio Alves Natel, em aparte, esclareceu que o sr. Anto- CÂMARA MUNICIPAL ESTADO OE SÃO PAULO DE GARÇA,0V l * \J -fiss_52- aVa de traidor. = = sse ao sr. Antonio nio Cruz, havia julgado que o sr. Delfim Augusto Faria, o insi: 0 sr. Delfim Augusto Faria, em aparte, Cruz, que nao teve intengao de ofende-lo, pelo contrário, di^se que sua excelência, - passara de um partido para outro, ocupando brilhantemente a ícada do Partido Social Progressista. = 0 sr. Antonio Cruz, disse que julgou que sua excelência havia_ pretendido insinxxar algo menos digno, e julgava-se quites com o Partido Trabalhista - Brasileiro, e mais que os votos que obteve na sua eleigão foram pessoais. = = = ==« 0 sr. Delfim Augusto Faria, em aparte, disse que sua excelen - cia nao poderia provar o que afirmava, e somente pela devolução da sua cadeira ao Pax tido Trabalhista Brasileiro estaria quites com êsse Partido. = = == = = = = = = = = 0 sr. Antonio Cruz, reafirmou as sxias palavras, e disse que tava pronto para discutir e provar o que alegava. = = = = = = = = = == = == = = = = « * 4 0 sr. Delfim Augusto Faria, em aparte, disse que nao pretendia discutir esse assunto. = = 0 sr. Antonio Cruz, continuando, disse que quando tomou posse_ prometeu nao discutir assuntos políticos e nem tão pouco cuidar de casos que não dissesem respeito aos interesses da mxmicipalidade, porem'via-se na contingência de en - trar no assunto para demonstrEir que nao era um traidor. = = = = = = = = = = = = = = = 0 sr. Delfim Augusto Fsiria, em aparte, disse que não o havia - t chamado de traidor. S3 0 sr. Antonio Cruz, continuando, disse que quando tomou posse_ estava quites com o Partido Trabalhista Brasileiro. = = = = = = = = == = = = = = = = 0 sr. Delfim Augusto Faria, disse que nao devia era ter treificado com a cadeira pertencente ao Partido Trabalhista Brasileiro. ========== 0 sr. Antonio Cruz, continuando, disse que deputados da União_ Democrática Naciona^ como, Osny Silveira e outros, também passaram para o Partido So cial Progressista e nao foram traidores e nem deixaram suas cadeiras na Assembléia. = 0 sr. Delfim Augusto Faria, disse que esses elementos sao con siderados como judas no seio da União Democrática Nacional. ============= 0 sr. Domingos Eduardo Bez, disse que o sr. Osny Silveira está y cooperando para o bem de Sao Paulo, ao lado do Partido Social Progressista. ===== 0 sr. Antonio Cruz, finalizando disse que estava que estava s^ tisfeito com a e^qjlicaçao do sr. Delfim Augusto Faria. =============== ♦ 0 sr. Domingos Eduardo Bez, com a palavra, disse que tinha a - considerar que se a própria Constituição assegura a liberdade de pensamento a todo o_ cidadao brasileiro, nao podia a cãmara criticar o sr. Serafim Martins ou qualquer ou tra pessoa por distribuir um boletim como este. Falou mais que seus pares muito tem - trabalhado pelo munioipio, e sempre se entendem e que desta vez estava havendo discor dãncia de pontos de vista. = = = == = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = === 0 sr. Jose Porfirio, era aparte, disse que nao eram sémente os_ vereadores do Partido Social Progressista que trabalhavam pelo município. = = = = = = 0 sr. Domingos Eduardo Bez, disse que nao pretendeu dizer tal_ t t IM&à CÂMARA MUNICIPAL DE GARÇA ESTADO OE SÂO PAULO V -fls. 58- coisa, e focalizou o aparte do sr. Delfim Augusto Faria, contrai Antonio Cruz, o_ qual se sentiu humilhado, = ís 0 sr. Delfim Augusto Faria, era aparte,/ disse que o sr, Domin - gos Eduardo Bez, parecia advogado do diabo, e que o fato da muâanga de bancada é uraa_ questão moral, = ai 0 sr. Domingos Eduardo Bez, contestou o aparteante, sobre o seu aparte, com referência a sua pessoa, * S S s 0 sr. Delfim Augusto Faria, em aparte, disse que o assunto já_ é tinha sido encerrado pelo sr, Aatonio Cruz. = ê 0 sr. Domingos Ed’Jardo Bez, continuando, disse que todavia era seu dever, como companheiro de bancada do sr, Antonio Cruz, falar sobre o assunto, e_ finalizando justificou seu voto contrario ao requerimento pelo motivo de que a Gamara nao deveria tomar conhecimento do boletim, = = = »sss = a = = = = = ® = s * = * a= 0 sr, Dacio Alves Natel, em aparte, disse que o boletim era uma traigao aos partidos coligados. = 0 sr, Joao Tarora, com a palavra, disse que analizando o reque rlmento, o boletim e as discussões surgidas em Plenário, discordava por completo do_ requerimento, pois, tomar conhecimento do assunto era dar muita Inçortancia ao sr. rafim Martins e ao boletim de candidatoira, e ficaria ate mesmo feio para a Gamara in serir era seus anais xana pega como o boletim, e finalizando justificou seu voto contra rio ao requerimento, * í » 4 0 sr, Presidente deu por encerrada a discussão. - * 0 sr, Presidente submeteu a votagão o requerimento, tendo sido rejeitado por maioria. = 0 sr. Presidente declarou rejeitado o requerimento do sr, Da - cio Alves Natel. = 0 sr. Dacio Alves Natel, com a palavra, falou sobre a indica - çao que encaminhou ao sr. Prefeito Municipal, sugerindo a cassagao da llcenga de fxmcionamento d'um parque de diversões, na qual nao consta o nome do sr. Pedro Menocchi^ nao o tendo citado na sua justlficagao a Indicagao, e apezar dessa sua discregão, o - sr, Pedro Menocchi escreveu à redagao de a qual o tratou de indiviáuo e com cerrada critica, num positivo desrespeito não a pessa de Dacio Alves Natel, mas sim ao vereador representante de uma parcela do povo de_ Garga. Fez sentir a Casa que a atitude do sr. Pedro Menocchi, nao se justifica, pois, apezar de estar o sr. Delegado de Policia titular em exercício, o 1^ suplente pratica abertamente o policiamento, onde e visto no campo de futebol, e em outros lugares, Policia ", num assinte a populagao local. Falou sobre um fato * ir Comarca de Garga II ● ♦ uma carta aberta, na. ■*-* com a plaqueta de ocorrido no campo da Vila Williams, quando, como Presidente da Comissão Municipal de_ Esportes, pediu ao Comandante do Destacamento que destacasse policiais para os portÔit es do caaç)o, obtendo como resposta ao seu pedido, que se dirigisse ao sr. Pedro Me - justificando mais encaminhou à Mesa um requerimento solicitando informago- , Delegado de Policia, sobre o exercício do 1^ Suplente, e para se enviar co - pia dêsse requerimento ao sr. Secretario da Seguranga Publica, Delegado Hegional, Prg nocchi, e, , ● es ao sr * CÂMARA MUNICIPAL DE GARÇA,Q/^t|M) ESTADO DE SAO PAULO )íl/\\ Wi y ,# I -fls. 59- feito Municipal e ao Presidente do Diretório do Partido Social progressista. = 0 sr. Presidente sutaneteu a discussão es 0 sr. Jose Porfirio solicitou urgência p ^ requerimento. = ®= ara discussão e votaçao. 0 sr. Presidente submeteu a votagao o requerimento de urgência, 4> tendo a Casa o aprovado por unanimidade. = 0 sr. Presidente decleirou que continuava em regimen de urgencia o requerimento do sr. Dacio Alves Natel. **=====» **= = = *= == ««=* 0 sr. Jose Porfirio depois de Justificar o seu voto favoravel ao requerimento, perguntou ao sr. Dacio Alves Hetel, se sua excelência sabia quem au torizou a pratica de Jogos no parque de diversões. ® = =* = = = = = = = = -= = ■» 0 sr. Dacio Alves Natel, em aparte, respondeu ao sr. Jose Por firio que ignorava, apenas via que era obrigagao da policia proibir a Jogatina. = == 0 sr. Jose Porfirio, insistiu novamente na sua pergunta. = == 0 sr. Dacio Alves Natel, em aparte, reafirmou que nao sabia.= 0 sr, José Porfirio, continuando disse que apezar, de ser favoravel ao requerimento, perguntou ao aparteante para que dava direito o alvara expe -e € t » dido pela Prefeitura Municipal. = * 0 sr. Dacio Alves Natel, em apeirte, respondeu que dava direi- 9 to unicamente para diversões e habilidades. = 0 sr. Jose Porfirio, continuando disse que diante das pala - / S A vras do sr. Dacio Alves Natel, derrogava-se qualquer insinuagao a pessoa do sr. Pe - dro Menocchi, = 0 sr. Dacio Alves Natel, em aparte, disse que Justamente nao_ fizera insinuagao alguma na sua indicagão , e que nem tão pouco o vereador Joao Tar^ ra no seu requerimento pedindo fiscalizagao policial no parque de diversões, = / 0 sr. Jose Porfirio, disse que era o que tinha a dizer, Justi S R S ficando o seu voto a favor do requerimento, = **==» = = ■= = »= = = =«=* = 0 sr. Feliclo Botino assumiu a Presidência. == = = = = = 0 sr, Joao Tarora, com a palavra, inicialmente falou sobre seu requerimento e leu a resposta do sr, Pedro Menocchi. Fez sentir a Casa os moti - vos que o levaram a apresentar o requerimento, e mais ainda que conforme ouviram os_ srs. vereadores, apenas pediu melhor fiscalizagao policial e nao houve acusagao alga ma a quem quer que fosse, e que quanto aos Japonezes de fato recebeu a queixa. = = = 0 sr, Jose Porfirio, em aparte, disse que o requerimento foi_ r oportuno. = 0 sr. Joao Tarora, concluiu Justificando seu voto favoravel - 1 ao requerimento. = 0 sr. Delfim Augusto Faria, disse que se houve pratica de Jogos ilicitos e de se conhecer os motivos da falta de policiamento, e e preciso que - se investigue o fato, pois, questões como essa sao mais que do interesse publico, e_ também nao se deve culpar alguém sem as necessárias provas. Disse mais que jogos ili "K cítos sençjre houve, mesmo depois da proibição principalmente no governo do sr. Adheraar 0 CÂMARA MUNICIPAL DE GARÇA ESTADO DE SAO PAULO ●fls^_60- . de Barros. Fez sentir a Casa que estava perfeitamente de acordo vçom o requerimento, p2 rém discordava apenas da parte para se dar conhecimento ao Pre^í lente do Partido Soci al Progressista, e sugeria a retirada desse topico do requer 4 mtOe » = = disse que estava de «k p ^ acordo com o requerimento e o caso era ate mesmo de abertura de inquérito para apurar^ 0 sr, Pedro Afonso de Oliveira, em ap: « > responsabilidades. - s «s 0 sr. Dado Alves Natel, pela ordem, encaminhou a Mesa uma emenda supressiva ao texto " para se dar conhecimento ao Presidente do P.S.P, " e uma_ aditiva a letra " c ""quem autorizou a prática de jogos no parque de diversões ", * == 0 sr. Presidente declarou que continuava em discussão o requeri * e S, mento com a emenda. 0 sr. Pedro Afonso de Oliveira reassumiu a Presidência. = = == 0 sr. Presidente deu por encearrada a discussão e submeteu a yo tagao as emendas apresentadas, juntamente com o requerimento, tendo sido aprovado por_ unanimidade. * 0 sr, Presidente declarou aprovado o requerimento com emenda e mandou encaminha-lo a Comissão de Redaçao. = = 0 sr. Presidente deu por encerrado o Expediente. =>* = = = = = 0 sr, Prc'sidente convidou o sr. Secretário a proceder a chamat da para a ORDEM DO DIA. = sr S S B BB Osr. Secretario fez a chamada, verifjcando-se a presença dos^ seguintes:- Antonio Cruz, Dácio Alves Natel, Delfim Augusto Feria, Domingos Eduardo - Bez, Felicio Botino, Joao Tarora, Jose Caio de Gois Artigas, Josá Porfirio, Manoel Gal dino de Carvalho, Miguel Kônico, Pedro Afonso de Oliveira, Plinio Genta, Manoel Fernan des Barbeiro e Jose Gonçalves. * ss B 0 sr, Presidente sulsneteu em primeira discussão e em seguida - em votagao, artigo por artigo, tendo sido aprovado por unanimidade o projeto de lei - n. 71/52 (setenta e un ) do vei^eador Josá Caio de Gois Artigas, instituindo o"Dia do - Município = 4' e s s 0 sr. Presidente declei*ou aprovado em primeira discussão e votâ r çao o projeto de lei n. 71/52 (setenta e un). = = = = === = = = = = = = == = = = = = 0 sr. Presidente submeteu em primeira discussão e era seguida a votaçao, sirtlgo por artigo, tendo sido aprovado por unanimidade, o projeto de lei n. - 7/53.(sete) da Comissão de Justiça, sobre a concessão de xmi auxilio de Cr^ 10,000,00 - (dez mil cruzeiros) para socorrer os flagelados do nordeste. = = = == = - = = = =*= = 0 sr, Presidente declarou aprovado em primeira discussão e votaçao o projeto de lei n, 7/53 (sete). = 0 sr. Presidente submeteu em primeira discussão o projeto de - lei n. 4/53 (quatro) do sr. Prefeito Municipal, dispondo sobre a abertura de um credi to especial de Cr$ 1.116,000,00 (hum milhão cento e dezeseis mil cruzeiros) e um credi to suplementar de Cr$ 109.941>60 (cento e nove mil novecentos e q^larenta e um cruzeiros sessenta centavos), destinados a ocorrer as despesas com o pagamento dos servldores_ t ’ e t j., A. CÂMARA MUNICIPAL DE GARÇ í ESTADO DE SAO PAULO do quadro " Pessoal Fixo 0 sr. Delfim Augusto Faria, solicito' 0 sr. Presidente submeteu a votajao fim Augusto Faria, tendo a Casa o aprovado. * Mscussao global. = = ® requerimento do sr. Dei 0 sr. Delfim Augusto Faria, com a palavra, inicialmente disse que discordava do projeto em discussão visto que os recursos apontados no § único do_ 4 > artigo 3®, nao poderiam absolutamente ser ençregados na questão e que a autorizagao - para as operagoes de credito constituía ate mesmo um perigo para a própria administra çao. Falou sobre a majorajao dos vencimentos dos servidores municipais, fazendo ver -● que o aumento foi de 30^, e quem sofriam as consequências eram os proprios contribuin tes, criticando o aumento da receita orçada para 1.953 que foi e e um absurdo, disse_ mais que na situação atual o atimento para os funcionários ainda e Insuficiente para - fazer fece ao custo da vida, porem, o município nao está em condições de faze-lo. Pr^ curou convencer a Casa que nao deveria dar tanta liberdade ao Executivo, como a consunico do artigo 3®, e se a Casa de fato pretendesse aprovíir o projeto que_ apresentasse outro recurso, ou que nas épocas oportunas o Prefeito se dirigisse à Caroara pedindo autorlzaçao, mas nunca podería autoriza-lo a lançar maos de excessos de_ arrecadaçao de taxas e inpostos, pois assim desde logo e Gamara ja previa maior arretante do 1 ● * cadaçao do que a prevista em orçamento. = ss s 0 sr. Jose Caio de Gois Artigas, em aparte, disse que ja exi£ te impostos arrecadados com excesso, e mais ainda o Prefeito nao abusava da confiança que a Gamara lhe dispensa. = == = = = = *= == = = * = == = = **=== = = =*= = 0 sr. Delfim Augusto Faria, disse que absolutamente nao esta va duvidando da honrabilidade do Prefeito, estava apenas velando pela legalidade da - questão, e mais ainda que, como o Prefeito soube propor a majoraçao, também deveria - saber propor melhores recxirsos, para a cobertura dos creditod, = *= 4* 0 sr. Jose Caio de Gois Artigas, em aparte, disse que os re - cursos apontados sao legais. * 0 sr. Delfim Augusto Faria manifestou-se favoravel ao projeto e contrario ao 2 unico do artigo 3®« * 0 sr. t-fenoel Fernandes Barbeiro, com a palavra, encaminhou a_ Mesa uma emenda ao § unico do artigo 3®, oferecendo como recursos a anulaçao parcial da verba 8-31-3 - Material de Consumo - item III - Aquisição de paralelepipedos e ou tros , em Cr$ 620.095,40, e discutindo o projeto fez suas as palavras do sr. Delfim - Augusto Faria, e enumerou todos os funcionários ocupantes dos cargos na Prefeitura nicipal. Falou sobre o funcionário Francisco Jorge Mlrala, e disse mais que da rela - çao que conseguiu nao consta o nome desse funcionário, parecendo estar em disponibiH ■Í-. J 0 sr. Jose Caio de Gois Artigas, interrogou o orador como te ve conhecimentos de fatos relacionados com os funcionários municipais. = 0 sr. Manoel Fernandes Barbeiro, respondendo ao aparte, disse que obteve as infoimaçoes na Prefeitura Municipal, e continuando disse que era preci so saber como está o Prefeito Municipal pagando os funcionários se nao ha verba vota38 S= . * Jf/s^ * CÂMARA MUNICIPAL DE GARÇA: ESTADO D£ Sio PAULO 3$ -fls» 62- da pela Camara, ben como, com que recursos e porque motivo es a o ar. Francisco - Jorge Mirala em disponibilidade. = =! = = 0 sr. Delfim Augusto Faria, disse q' essa questão deveria ser objeto de um pedido de informações ao sr. Prefeito Munidipal. “ * 0 sr, lianoel Fernandes Barbeiro, agrãaeceu ao aparte do sr. - Delfim Augusto Faria e formulou o requerimento. 0 sr, Presidente indeferiu o requerimento, declarando que os^ requerimentos so sao admitidos durante a hora do Expediente, 0 sr. VIanoel Fernandes Barbeiro, contimiando disse que sua - emenda possibilitaria a aprovaçao do projeto e novamente fez sentir a Casa a irregulâ ridade no pagamento dos vencimentos dos servidores municipais. = == == == = = === 0 sr. Delfim Augusto Faria, em aparte, disse que de acordo - com o artigo 76 da Lei Orgânica dos Municípios, nenhuma despesa será ordenada sem as_ competentes verbas votadas pela Câmara, = s s 0 sr. Felicio Botino assumiu a Presidência. ■ ® « 0 sr. Pedro Afonso de Oliveira, em aparte, disse que justa - mente sao as verbas que o Prefito pede. 0 sr. Manoel Fernandes Barbeiro, disse que os funcionários e£ tao recebendo os seus vencimentos normalmente, segundo foi informado. = = = = = == = 0 sr, Jose Caio de Gois Artigas, em aparte, disse que o Pre - feito sob sua responsabilidade pode mandar pagar qualquer despesa, desde que responda pela evicçao do seu ato, e, que o Prefeito Rafael Paes de Barros, moral e financeiramente esta capacitado para responder por aquilo que faz, = = == = = = = = = = = = == 0 sr. Manoel Fernandes Barbeiro, concluiu pedindo a aprovaçao de sua emenda, condicionando a ela o seu voto. = 0 sr, Pedro Afonso de Oliveira, com a palavra, procedeu a lei tura do texto do § unico do artigo 3®, do projeto, e demonstrou que as normas finan - ceiras - decreto n. 2.416, no seu artigo 11, prevê os mesmos recursos para cobertura_ de créditos, e, fez sentir a Casa que a proposição deveria ser aprovada tal como foi_ SSB 0 sr. Manoel Fernandes Barbeiro, disse que o sr, Pedro Afonso de Oliveira estava na obrigaçao de defender o projeto. = = = = = = = = = = ====== 0 sr. Delfim Augusto Faria, em aparte, disse que contudo o au mento de vencimentos foi lun absurdo, numa base de 60^ sobre o aumento da receita. *= = 0 sr. José Caio de Gois Artigas, com a palavra, defendeu o - projeto de lei era discussão e leu a exposição de motivos do sr. Prefeito Municipal, - fazendo sentir a Casa que o assunto nao era de aumento de vencimentos dos servldores_ municipais, mas sim votar verbas para uma reestrturaçao aprovada em 1.952, e que moti vou, consequentemente, por ter sido votada depois do orçamento que todas as verbas - destinadas aos cargos que mudaram de denominagao fossem extintas. Contestou a afirma ção do sr. Delfim Augusto Faria, de que o amento foi de 60^, afirmando que em absolu to nao era certo. = = = = = = =*= = = = = = ®** = = ®*®“= = ®‘=®*-®**'® I . ● 0 sr. Delfim Augusto Faria, em aparte, disse que nao afirmara que houve majoração de 60^, mas sim de 30^ sobre o orçamento, ============ -í CÂMARA MUNICIPAL DE GARÇA ESTADO OB SÃO PAULO ii « V -fls. 6> 0 sr, José Caio de Gois Artigas, contim que o sr. Delfim Augusto Faria estava errado ao afirmar essa/p^centagem de aumento , ido fez sentir a Casa_ bem como a questão dos recursos, e, pediu aos seus pares a ^pròvaçao do projeto tal - como esta redigido. = S CS s s ■ = B 0 sr. João Tarora, em aparte, disse que o Prefeito precisava de verbas votadas pela Gamara para a regularizagao dos pagamentos. = = = = = == = = = = 0 sr. Pedro Afonso de Oliveira, reassxzmiu a Presidência. * * 0 sr. Joao Tarora, com a palavra, discordou da emenda oferecida pelo vereador 'lanoel Fernandes Barbeiro, alegando que não se pode tirar qualquer quan tia da verba destinada aos serviços de sarjeteamento, visto que a Cãmara deve ofere - « ^ 4 cer meios ao Prefeito para combater a erozão, e sua excelência com os recursos por - certo promovera o serviço da mesma forma com que acabou com o buracao Focalizando a discussão do sr. Jose Caio de Gois Artigas, concordou com o seu ponto de vista,_ e concluindo Justificou seu voto favorável ao projeto. = = * = » = » = = = = = = =*= 0 sr. Delfim Axigusto Faria, demonstrou-se contrário a emenda - oferecida pelo seu conçianheiro de bancada e sugeriu a sua retira<ía. = = = == = = = = 0 sr. Presidente deu por encerrada a discussão. ======== 0 sr. Manoel Fernandes Barbeiro, requereu a retirada da emenda. 0 sr. Presidente deferiu o requerimento do sr. Manoel Fernandes f Barbeiro. = 0 sr. Presidente sulsneteu a votaçao o artigo 1®, do projeto de_ lei n« V53 (quatro), tendo a Casa o aprovado por unanimidade. = = = = = = = = = = = = 0 sr. Presidente submeteu a votaçao o artigo 2®, tendo sido a - provado por unanimidade. = B B B SS 0 sr. Presidente sutmeteu a votação o artigo 3®, com as letras_ , tendo a Casa o aprovado por unanimidade. =============== 0 sr. Presidente submeteu a votação o § único do artigo 3®, ten it a e " b do a Casa o aprovado por maioria. S B B a X ● 0 sr. Presidente submeteu a votação o artigo 4®, tendo a Casa o aprovado por unanlmida-.e. a 0 sr. Presidente declarou aprovado o projeto de lei n. 4/53 (quatro), em primeira discussão e votaçao. = = = = = = = = = = = = = = = = = == = == 0 sr. Presidente sulsDeteu em primeira discussão o projeto de rs solução n. 1 (um), do sr. Dacio Alves Natel, dispondo sobre a elevação dos subsídios_ do Prefeito para CrÇ 144»000,00 (cento e qTiarenta e quatro mil cruzeiros) e a repre - sentaçao para Cr$ 30.000,00 (trinta e seis mil cruzeiros). = = = = = = = == = = ““= 0 sr. Domingos Eduardo Bez, com a palavra, iniclalmente oomba - teu o projeto em discussão dizendo que a Cãmara deveria considerar que o sr. Rafael - Paes de Barros nao necessita do aumento, pois, sua excelencia e um homem de posse e - exerce o cargo apenas por amor ao município. Disse que nao se deveria onerar as ver - bas orçamentarias, mormente nesta epoca em que tudo esta por se fazer, citando dentro principais empreendimentos, mlctório público, matadouro, esgotos, calçamento etc._ $ ’ os ●tt t CÂMARA MUNICIPAL DE GARÇ ESTAOO DE SÃO PAULO aa A H -flg.. .64- Finalizando Justificou o seu voto contrario ao projeto. * 0 sr. Delíim Augusto Faria, coa a pa3^ rra, inicialmente disse_ que nâo discutia o projeto sobre o aspecto ventilado pelo láb-e vereador'Domingos Edii ardo Bez, discutia-o pelo aspecto da sua legalidade, da sua ihconstitucionalidade. Fez sentir a Casa que o fato do sr. Rafael Paes de Barros ^r um homem rico não Impoz^ ta na aprovação ou rejeição do projeto, pois, nem por Cr$ 20.000,00 exerceria o cargo de Prefeito, que demanda a ocupaçao de todo o teaço do cidadão, para poder obter os - resultados administrativos almejados. Falou sobre a inconstitucionalidade do proJeto_ e fez sentir a Casa que segundo a carta magna da republica, os subsídios devem ser fi xados no periodo anterior a legislatura, conforme preceitua os artigos 47 e 86 da Constituição Brasileira, e finalitando pediu à Casa pela rejeição do projeto, afim de evitar um erro, bem como uma ação popular interposta em juizo, para anular o ato da - câmara. * = * V « s o s s s s s o s 0 sr. José Caio de Gois Artigas, com a palavra, inicialmente - defendeu o projeto bem como o parecer da Comissão de Justiça, na sua defesa citou o - caso das imionidades parlamenteires, que e extensiva aos deputados e senadores, nao o - sendo aos vereadores. =*======»»===***======*=====»=■= s 0 sr. Delfim Augusto Faria, em aparte, disse que a imunidade - parlamentar efetivamente so deve ser extensiva aos deputados e senadores, visto que,_ O caso e diferente, pois, os deputados e senadores sao invioláveis em todo o territó rio nacional, afim de terem a liberdade necessária para o exercício do mandato.® * ==» 0 sr, Jose Calo de Gois Artigas, disse q\xe nesse caso os vere^ dores também deveriam ser imunes no território municipal, e continuando fez sentir a„ Casa que o artigo 34 inciso III, da Lei Organica dos Municípios nao declara que os - 0 0 A subsidios devem ser votados no período anterior a legislatxu?a em vigência. ● 0 sr. Delfim Augusto Faria, em aparte, disse que o artigo 47 - da Constituição Federal e claro, e disse que os subsídios doa deputados e senadores - sao fixados na legislatura anterior. = s s ss ss ■ B B S B 0 sr. Jose Caio de Gois Artigas, continuando disse qiie, exata mente. o artigo 47 da Constituição Federal, nao declara todavia que os subsídios do - Prefeito sao votados na legislatura anterior, e, o espírito do texto da Constltulção_ e unicamente para que os deputados e senadores nao vo"tem os seus proprios subsídios.® 0 sr. Dacio Alves Natel requereu meia hora de prorrogação da - sessão. 0 sr. Jose Caio de Gois Artigas, continuando fez sentir a Casa que a Comissão de Justiça, jamais poderia ter dado um parecer errado, pois, costinna - estudar mlnuciosamente as questões que lha são afetas, e concluindo pediu a Casa a - aprovaçao do projeto, justificando o voto favorável de siia bancada. * 0 sr. João Tarora, com a palavra, inicialmente, disse que esta va de acordo com o sr. Delfim Augusto Faria, em parte, quanto a fixaçao dos subsídios, mas, Julgava que o Prefeito deveria ter seus vencimentos aumentados, e \ima so formula poderia ser usada para resolver o assunto definitivamente sem causar males, qual fos se alimentar apenas a representação, e ofereceu uma emenda verbal nesse sentido, ele - = s a s . ● CÂMARA MUNICIPAL DE GARÇA ESTADO OE SSO PAULO b ....A)í).'. -fls. 65- vando a repressntagão para Cr$ 60.000,00. = = 0 ar. Presidente submeteu a votagão o i^puerimento do sr. Dacio Alves Natel sobre a prozTogagao da Sessão por l/Z hora, tendo unanimidade. ===-==--=-====-========“ Casa o aprovado por - 0 sr. Fellclo Botino assumiu a Presidência. = 0 sr. João Tarora, concluindo pediu a aprovagao da sua emenda.= 0 sr. Pedro Afonso de Oliveira, com a palavra falou pela aprovâ çao do projeto e contestou as alegagoes do sr. Delfim Augusto de Faria. ==»=* = = 0 sr. Delfim Augusto Faria, em aparte, disse que ninguém poderá negar a inconstitucionalidade do projetoé * S S B S S 0 sr. Pedro Afonso de Oliveira, continuando disse que o sr. Del fim Augusto Faria estava fazendo apenas oposição, e mostrando-se do contra por princí pio partidário. = 8 S 0 sr. Delfim Augusto Faria, em aparte, disse que o sr. Pedro Afonso de Oliveira, devia ser mais comedido nas suas afinnativas e devia singir-se unicamente ao assunto em questão. = = = = = = = = - = = ==* = = = = = = = = = -- 0 sr. Pedro Afonso de Oliveira, disse que a U.D.N. é mesmo as - sim, sençre quer ter razao, e concluiu pela aprovação do projeto. = = = == = = = = = 0 sr. Jose Porfirio, cora a palavra, falou sobre a questão do di reito e da lógica na interpretação do texto da Constituição Federal, disse que toda - a lei deve amoldar-se a epoca e a situaçao era de se admitir a lógica e consequente - mente a aprovaçao do projeto. = - ssssas&csssBs&sKs * 0 sr. Delfim Augusto Faria, em aparte, mostrou o texto do arti go 47 da Constituição Federal, frizando que esse dispositivo nao pode ser alterado. = 0 sr. Jose Caio de Gois Artigas, em contra aparte, disse que o_ artigo 47, diz respeito unicamente aos deputados e senadores. “ “ 0 sr. Delfim Augusto Faria, em aparte, disse que deve ser res - peitada a Constituição, aplicando-a por analogia ao caso em discussão. ======== 0 sr. Jose Porfirio, conclxxiu, justificando o seu voto favorã - 8 S 8 vel. 0 sr. Pedro Afonso de Oliveira, reassumiu a Presidência. = = == 0 sr. Presidente deu por encerrada a discussão, ======== 0 sr. Presidente submeteu a votaçao a emenda oferecida pelo sr. Joao Tarora, tendo sido rejeitada por maioria. = = = 0 sr, Presidente submeteu a votação o projeto de resolução n. - 1/53 (um), artigo por artigo, tendo sido aprovado por maioria. = = = = = = = *»=»= 0 sr. Presidente decletrou que nada mais constava da pauta. * *= 0 sr. Presidente deu a palavra para EXPLICAÇÃO PESSOAL, “ = = = 0 sr. Felicio Botino, assumiu a Presidência e convidou 0 sr. Jo se Porfirio para assumir a Secretaria, por não estar na Sala os srs. Secretários. ® ® 0 sr. Domingos Eduardo Bez, com a palavra, inlcialmente deu con ta aos srs. vereadores das suas atividades na Capital do Estado, onde cuidou da insta lação do Serviço de Sericlcultvira, e construção do prédio para o Grupo Escolar de Jefa.’ 5*. s = a> s B B S B ♦ CÂMARA MUNICIPAL DE GARÇA 4 ESTADO OE SkO PAULO é -fls. 66- Sua Excelência demonstrou rapidamente todo o trabalho para promover o andamento dos ~ processos que se achavam paralisados. = « 0 sr. Pedro Afonso de Oliveira, reassumiu a Presidência e como nenhum dos srs. vereadores solicitasse a palavra, anunciou para a Ordem do Dia da pró xima sessão a 2®.discussão e votajao dos projetos de leis ns. 4/53, 71/52, 7/53 jeto de resolução n. l/53* = e pr£ * > 0 sr. Presidente deu por encerrada a Sessão. = Nada mais havendo eu, esta ata, fiz datilografa-la e a subscrevo. = = * Secretario, lavrei t s s s s s s s B t sbcmitáric « # 2 r t t A * '● V