| Tipo | Extraordinária |
|---|---|
| Número / Ano | 2 |
| Date | 1965-03-04 |
| native_id | 4683 |
status: extracted · method: native · backend: pypdfium2 · confidence: 1.00 · pages: 3
êà/itata. JHunlehpai (U (^at^xt ôitada (Lt Sàó- ^pmdo- ^ 25 lA MUNICIPAL DE GARÇA Sessão Sxtraordina^ria IDCNTC SiCKETiÍRIOS 5 = SESSÃO EXTRAORDINA^hlA E PEUíANENTE j realizada em ij de março de 1 965 Br. Joao MiguGl Chaves Leobino R. da Costa e Danilo ?agã. ● ^ t À hora previamente determinada, feita a chamada dos severificnu-se a presença dos seguintes j- Carlos A. Danilo Paga, Dirceu Lopes Garrido, Flãvio Freire Leal,- nhores vereadores C. Junqueira 1 j j Joao Miguel Chaves, Jathyr Mafud tro, Manoel Galdino de Carvalho, Mario Nunes Miranda nandes Barbeiro, Jose R. Montouro Leobino R. da Costa Luiz A. 3. Ca_s Veríssi 10 Fer - num total de doze (12) vereadores. j ? ? ? 0 Pr sidente da Camara havendo numero lecal, declarouaberto a presente sessão c proferiu as se uintes polavross- "A cãmara com proíundo pesar recebe 0 corpo inerte daquele que foi 0 Prefei to de Garça por duas vezes. Almejava recebe-lo risonho e feliz paralevar desta Casa 0 *’TÍtulo de Cidadão Honorofio de Garça". Troçar 0 perfil do Dr, Jurondir Ublrojaro de Castro Guimarães e algo quase im possível entretanto, bosta focalizo-lo como político fiel a suas tradições partidárias, corio çiédico no exercício do explendoroso oa - cerdocio indispens'o’vcl ao soerguirmento do Pátrio; como cidadão in - vestido nos princípios do fraternidade que deve nortear aqueles a quem 0 grande arquiteto do universo incumbiu dc missões csçccioisnesta terra. A Presidência do Comoro e suo Meso, presta sua homena gem ao Dr. Jurondir Ubirajoro de Cfestro Gui-iarãcs» porem nossa palavra constituc Icnitivo àqueles aiqucm na vida lhe foi caro c, cspecialmcntc 0 sua cxmo. esposa dama cujas trodiço s exor - nara uma geração". - “ Nao nos ouve, O Sr. Prcsid.ntc deu a palovro 00 vereador Dr, Carlos A. C, Junqueira, paro falar cm nome da Camara . - ●● - 0 Dr. Carlos A, C. Junqueira, usou da palavra, c a sç_ Secretário que dess.. conta outros po ra que fiz ssem - guir 0 sr. Pr.esidcntc dctirmincu ao sr. dc um requerimento do Dr, Jathyr Mafud c corstar cm Ata 0 inteiro teor do requerimento. 0 sr, Pr sidente deferiu 0 r.. qu rimento .e determinou que contasse cm Ata 0 discurso do Dr, Carlos A. C. Juqn.ira : que tem o seguinte teor VAL 0 JUNQUEIRA T stemunhei, como todos, 0 que foi a dc compunção qu^sc poderia dizer dc t rnura, com que assistiu ao lento apagar do vida admirável do Dr, V ORAÇÃO 00 VER^^.ADOR DR, CARLOS ALCEU DE CAE atraosfc"’ra - esta cidade - Jurondir Ubiraja- &ântaza JHiuiíelpaL de ôitíulíX de. Sãõ- ''paidei. a UbiJ^ara dc Castro Guimorcí.s, No mom nto cm que penetro nostievosdo drr conh.cido, tol como ocontccc com o ostro solor, o radiação dc suo luz 3c torna ‘'.ois vigoroso., inflomondo-nos o Icmbronço, provocando cm todo;' cxccssão, nítidas rccordoçõ s dc umo vido cxcmpla.r, dedicado in tcgral-icntc ao bem do proximo. No nosso século, o Dr, Jurondyr foi o que se poderio dc.no minar um autentico humanista, humanista, esclorcça-se, não no sentido - qu. 0 polavro tinha no renascimento, isto c'’, dc homera voltado para os - estudos humanos, do homcmquc obondonova o misticismo rcligosos da Idade M dio poro se integrar no reinado do natureza e no observação dc seus - semelhantes. Não foi nesse sentido o extinto um humanista. Ele o foi, - X nos,j sem todavia, no sentido dc que nada do que cro grande no ho-mem escapava a - suo ternura, a suo percepção c ote’’ mesmo a sua participação. 0 que ha - fs A via dc assinalado c relevante no g.ncro hu^ano^ cncontrava^^sc nele cm qualidades c quantidades conspícuas. Era, assim, um lídimo humanista. Tinha o domínio do polavi^ ccrlnhosomcntc, cultivada, in£ pirondo-se nos grandes orador s, entre eles nuyBorbosa, que aprendeu -* a adm.eror na mocidade. Político durante largo período, por duas vezes - ocupou a chefio d.sta comuna, dcsincumbindo-se no encargo com roro ha bilidade, no mois tumultuado instante da Revolução Constitucionalisto Esteve 3 frent. do Prefeitura de Garça dc 31 dc dezembro dc 1 93D o 5 ● dc maio dc 1 931 e, mais tarde, dc l6 dc junho dc 1 93^ o 3 dc novembrrdo m.smo ono, Embora lhe solicitassem, jams confiou as autori'3adcs di totorinis o relação dos patrícios inscritos, no Municinalidodc participaçao .naquele movimento patriótico, segurar-lhes a impunidade transportou paro tc no Prcf .ituro, numa atitude magnífica zinho 0 fúria c vingança Prefeito estava prèviamcnt- identificado, valia a pena rjpartir com ns outros ■oara Para mcr'’or protcgc.-los e sua residência o rol cxistnn pois se dispôs a cnfrc.ntor so dos vitoriosos. Aos amigos confessou que cn-’0- 5 ? - c P com o lGve;ntc armado - c nao as agruras da pena que lhe cum '■ pisodio verdoderro, conhecido i'ipar G por-': ntoso. Deixou vaga a Presidência de Honra da U.D.N. de pria sofrer. Vale a referencia a um muitos, co-^.o a alusão a um caráter reto, desfalcando insuportavel'Kntc o Partido qu teve o ventura c o íortuna dc- acolhc-lo GSDcricncia dc político 1 cm suas hostes. Enriqueceu a agmiaçao com sua s cxDlcndidas virtudes cívicos e morais. brindando-a adcaais, com suas Cidadão de vida cxc-iplor, figura dc trato pessoal dor, esposo omantíssimo, homem íntegro c generoso, principalicntc EStes os traços mais indeléveis encanta Gon ● 05 que se encontravam na adversidade, dc sua personalidade marcante. Não legou aos seus fortuna pessoal e s um nome digno tão valioso quanto uma legenda dc respeito c probidade. &âmaia JUmiLelpal d.e fjatça ôitado- dt riV/(i d^aido- "í^^fcssor cmcrito, não sc acanhava dc pr-par?r suas aulas, anpliando a dia suo invejável erudição, que procurava, pelos m'e’todos pedogogi COS mais 'vançados, transmitir aos alunos, nos quois vislumbrava a gc ■ ração que vira substituir a nosso. Pregou ò juventude o idea lismo dc quG sempre ostove impregnado, conduzindo os discípulos com um facho rc-- diosos que iluoinava os caminhos do desconhecido. Doí sua invarii'’'’el compreensão, e estima, pelos jovens. Me’dico por vocação, jamais recusou seus prestincB a pacientes, independentemente da condição social deles,- boa ou ma, dispensando o todos o mesmo carinho, confortando-os nos dolo rosos transes de angustia e participando, juntomente com eles. de suas dia ? ? alegrias nos instantes de felicidade. Ja sc escrvCVGU que óssistimos aos funerais dos heróis, qui crepuscolo dos deuses"? o hoiicídio de John Kenn-dy; a r.ortc do sir ^'inston Chur-- os a deolorar— u ça ao Papa João XXIII; a extinção do indo-^ado Leão Inglês chili. Hntrc os mais chcgrdDs, de Inolvidovel menoria, tca perdo de Belírio Gui^araes Brandão, Orlando Thiago dos iantos, Miguel Bruno Ferreira, auscntando-se hoje de nosso ncio um vulto de escol guxa de primeira grandeza, o Dr. Jurondir de Castro Guiroarães, - dão garcense, merce de decisão soberano deste Plenário, que. II ficido ) :;ssim, so;] os notórios e notáveis me’ri - bc homenageá-lf' e rcconheccr-lhc , cm vida, tos de plGcaro facultativo, professor e homem publico. Sua existencia, destaque-se por derradeiro obstinado e incansoVcl, que. mcrecc $cr cx reverenciada. Ao vc-lo inerte, ante o tarefa difícil qu'' foi uno Gxtr-' > ord lária trrjetorio de luta cepcinnolmcnte c'^nfdrirarri dc dar-lhe, em nome desta Casa, o adeus definitivo, os palo.vras do pensador em situação analoga a esta ? façonão deve mc — 'I minha s mos chórá“lo á-lo". - sim, tentar imit Não havendo mais solicitações de palovras o sr. G 9 j Pre siden Extraordinária cm Sessão Permanente ficando c Jurandir de Castro Guimarães, exposto em Gamara Ar te transformou a Sc-ssao 9 corpo do extinto,Dr. dente at"e* a hora dc ser removido a necrápolc local lais havendo eu. Secretário lavrei a pr.sente At'' 9 fiz -^^ti' rafp-la c a subscreví. - PRBMIEteS V 4 SECRETARIO