| Tipo | Extraordinária |
|---|---|
| Número / Ano | 4 |
| Date | 1955-04-23 |
| native_id | 4839 |
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CÂMARA MUNICIPAL DE GARÇ ESTADO OE SAO PAULO CÍMARA MraiCIFAL DE GARÇA ( 4a» Sessão Extraordinária, realizada em 23 de abril de 1.955 PRESIIENTE:- Clovis Dantas Ramalho SBCRETJÍRIO j - Plinio Genta \ A hora regulamentar, feita a chamada dos srs» vereadores, verificou-se a presença dos seguintes»- Clovis Dantas Ramalho, Plínio Genta, Antonio Cruz, Dacio Al ves Natel. Delfim Augusto de Faria, Felício ^otino, Jose Caio de Coes Artigas, José Po£ fírio, t‘faria Jose ^ieira, Pedro Afonso de Oliveira, Anselmo Pereira de Arau.5o tal dè onze (ll) vereadores» ------------------------ , num to0 sr, Presidente, havendo número legal, convidou o sr. Secretario a dar conta do Expediente Kao ^.1eÍto a ^otação. - -- -- -- -- -- - -- -- -- -- -- 0 sr. Secretário declarou que de nada constava. ---------- — 0 sr» Presidente convidou o sr» Secretario a óar conta do Expediente - Sujeito a Votação. 0 sr. Secretario declarou que de nada constava, ---------- - 0 sr, Presidente deu a palavra aos srs. vereadores no Expediente e de clarou encerrado o Expedient«| conv’dando o sr» Secretario a proceder a chamada dos -- srs» vereadores p«Ba a Ordem do Dia. - -- -- - -- -- -- -- -- -- -- -- 0 sr. Secretario <'ez a chamada para a Ordem do I^ia, verificaraiopresença dos mesmos vereadores que responderam a nrimeira chamada» ------- Dando início a Ordem do Oia, o sr, Prr-sidente submeteu a discussão o - projeto de lei 12/55, que declarava de utilidade publica o Garça Tenis Clube»- - - - -- 0 sr. Delfim Au.msto de Faria, cora a palavra, disse que, o que se pre tendia com o nrojeto em Plenário, era nis Clube» Julgava desnecessário dizer a Casa os requisit-os legais daquela entidade paser considerada de utilidade publica» Teceu vários comentários a rf'speito dn utilidadeque aquele clube presta a sociedade garcense. Referiu-se as vezes que a sede social do Garça Tenis Clube esteve a disposicçao de diversas classes sociais, para qualquer espé cie de solenidades, quer políticas, quer religiosas ou beneficientes. Disse que aquelaentidade nao era de classe e muito menos de casta e que lá se congregavam ricos e po--- bres, brancos e nardos, intelectuais e semi-nlfabetizados. Disse que lá se reunem os fta mens de bem da cidade e por isso mesmo tem o seu Conselho de ^indicancia para selecio nar aqueles que para alí devam ingressar e aqueles que cujo pedido de ingresso deva ser rejeitado. Por todas essas razoes, julgava de -fustiça que forse declarado de utilidadepublica 0 Garça Tenis Giube, ------------------------------ se que se declarasse de utilidade publica o Garça Tg -i 0 sr. Pedro Afonso de Oliveira, com a palavra, referiu-se a outro projeto. 0 sr, Presidente advertiu o sr, Pedro Afonso de Oliveira, dizendo-lheque o que estava em discussão era o projeto de lei do sr. Delfim Augusto de Faria que - CÂMARA MUNICIPAL DE GARÇ ESTADO DE SAO PAULD % / declaríiva de utilidade publica o Garça Tenis Clube e nao o^p^jeto que dispõe de um auxílio de 200 '-il cruzeiros aquele mesmo clube. - -- -- -- -- -- -- -- - - 0 sr. Pedro Afonso de Oliveira, agradeceu o esclarecimento presta do pela Pr^^sidencia e disse que na oportunidade falaria a respeito do outro projeto. Quanto ao proleto em discussão, declarava-se favorável, para que o Garça Tenis Clu be fosse considerado de utilidade pública. ------------------- - 0 sr. Antonio Crua, com a palavra, solicitou ao sr. Delfim Augusto de Faria que o esclarecesse a respeito do significado de utilidade pública, para — que pudesse votar sem duvidas.- -------------------------- ♦♦ 0 sr. Delfim Augusto de Faria, explicando ao sr. "ntonio Cruz, dig se que a dúvida do seu colega residia no seguinte oonto:* se, declarado de utilidade pública o Garça Tenis Clube, este passaria a pertencer aos munícipes. Disse que nao era esse o caso e que a sociedade continuaria sendo sempre uma entidade particulare pertenceria sempre aos seus associados. Esclareceu que, pelos serviços jpjestadosa coletividade, e, a Camara e o Município, reconhecendo que os serviços prestados - são úteis ao público, tal entidade stria declarada de utilidade pública. Disse que á uma entidade declarada de utilidade pública, não se obriga ao pagamento dos tribu tos constitucionais. Finalmente, disse, que esse galardao que se dava pela declaraçao de utilidade pública, outra coisa não seria, se nao, o reconhecimento dos seirvl ços prestados a coletividade.- - 0 sr. Antonio Cruz, agradecendo a exolicaçao do sr. Delfim ^gusto de Faria, mostrou-se tambera favoravel ao projeto em Plenário. Disse que melhor es— i. clarecido a respeito, poderia votar tranouilamente. ---------------- Nao havendo mais oradores, o sr, Presidente submeteu a votaçao o projeto, tendo a Casa o aprovado por unanimidade. -------------- --- C sr..Presidente, dando continuidade a Ordem do ^ia, submeteu a — discussão o proleto de lei 13/55 e convidou o sr. Secretário a proóeder a leitura - (3o m^sDio* ^ — ^ — ^ — — — — — — — — “ — V* . Secretário leu o projeto 13/55, sobre auxílio de 200 mil crjj 0 sr zeiros ao Garça Tenis Clube. 0 sr, Pedro Afonso de Oliveira, com a palavra, apresentou uma emeü da ao rirojeto, reduzindo a^lOO mil cruzeiros o auxílio ao Garça Tenis Clube. Justifi cou que nao era porque o Qnrça Tenis Clube nao merecesse, mas sim poroue a Canara - havia votado ha pouco outra subvenção, Para que nao acontecesse como disse o sr. — Delfim Augusto da Faria, que as pedras '●omeçariam a rolar e para que nao parecesseridiculo a Casa, achava melhor que se desse cera mil cruzeiros ao Garça Tenis Clubee noutra oportunidade se de-se mais. Apresentava aquela emenda ^orque havia outro - projeto a ser discutido qx» solicitava a mesma quantia. Disse que, aprovada a sua £ menda, reduzindo para lO'^ mil cruzeiros o auxílio, sentiria-se a vontade o vereador que desejasse apresentar uma emenda nas mesmas condições ao proleto de 200 mil cru zeiros ao Grêmio Teatral Leopoldo Froes. --------------------- 0 sr. Presidente submeteu a discussão o projeto com a emenda apreV .* sentada. CÂMARA MUNICIPAL DE GARÇA ESTADO DE SÂO PAULO 'n / ^ //i^ . 0 sr. Delfim ^ugusto de Faria, com a '^alavra, Pedro Afonso de Oliveira podería ser aceita, se p-municipio se encontrasse em dificulda des financeiras. Entretanto, (disse) isso nao acontecia. Disse que, tendo sido votado - um auxilio de lOO mil cruzeiros ao Garça Esporte Clube, e, ninguém ousaria compa-ar o benefício que o futebol presta a cidade, com o benefício — prestado com a construção de piscina. - -- -- -- -- - - - - - - -- - - - - -- 0 sr. Pedro Afonso de Oliveira, em aparte, disse que, sendo o futebolum esporte popular, poderá ser mais útil a colétividade, - - - - - - - - - - - - - - - 0 sr. Delfim Augusto de Faria, disse que atualmente o futebol é uma — profissão. Fez comparações do futebol do passado com o profissionalismo do pnesente.Dig se que o futebol e um esporte para diversão do povo, mas que não trazia os benefícios— que t^^aria uma piscina. Falou que xima piscina prestaria beneficies a coletividade, onde ate os pro->rios velhos podfTiam usufruir de tais benefícios. — — — 0 sr. Pedro Afonso de Oliveira, em aparte, "ediu ao sr. Delfim Augusto de Faria, que infomasse se a piscina a ser const-ulda estaria a disposição de todos os garcenses ou somente dos socios do Garça Tenis Clube. Disse que, quando o cidadao nao - pode ir ao campo de fut«bol, pelo menos'atravez do radio node tomar conhecimento. - - - 0 sr. Delfim Augusto de Faria, lembrou ao sr. Pedro Afonso de Oliveira sobre o cuidado que se tem em todas as cidades na preparaçao das crianças para a nata— çao. isse que a emenda do sr. se se examinasse osprojetos. 0 sr, Pedro Afonso de Oliveira, em aparte, disse que isso somente acoij tecia com anuelas crianças que pagam. ------------------------- 0 sr. Delfim Augusto de Faria, disse que quando uma criança se torna - nadadora, o proP"io clube se interess a A ^ que a unlca maneira de fazer-se uma seleção seria abrir as portas da piscina aos seus a deptos. Falou que nao era porque o municír-^o deu 100 mil cruzeiros ao Garça E. Clube - que todas as pessoas frequentariam o estádio gratultamente e a mesma coisa aconteceriacom a piscina em questão. Finalizando, disse que seria justo dar-se 200 mil cruzeiros - colaborando assim para a coastruçao de uma piscina que estava orçada em mais de 1 milhão de cruzeiros.- ------------------------------------ em chamá-la para teeinos e competições. Disse0 sr, Jose Porfírio, com a palavra, justificou seu voto favorável proieto, endocando as palavras do sr. Delfim Augusto de Faria quando se referiu a utiü dade de uma piscina no desenvolvimento físico dos indivíduos. Dfsse que, tendo apresentado um projeto destinando 600 mil cruzeiros a construção de um parque infantil, onde - se localizaria tarabem uma piscina, via no projeto em discussão, a o-^ortunidade de dar a criança de Garça um lugar onde pudesse, cuidando do cor-^o, melhorar as conddçoes do seu A ^ es’^irito, Fez sentir a Casa, embora haja seiscentos mil cruzeiros para que o mesmo seja iniciado, justo seria que se auxiliasse a construção da piscina do Tenis. Lembrando as palavras do sr. Pedro Afonsode Oliveira com referencia ao futebol disse que concordava em dar a ambas as entidades, tudo aquilo que fosse preciso. --------------------------- — ao i* A que enquanto nao se constroe o parque infantil de Garça, -● 4 A CÂMARA MUNICIPAL DE GARÇA ESTADO DE $ÂO PAULO % 0 sr. Presidente, nao havendo solicitação d tação a emenda do sr» Pedro Afonso de Oliveira, tendo a Casa a rejeitado por maioria. 0 sr. Prsesldente submeteu a votaçao o nrojeto do sr. Oeifim Augusto de Faria, sobre auxílio de 200 mil cruzeiros ao Garça Tenis Clube. -------- ~- 0 sr, Pe--ro Afonso de Oliveira, com a palavra para encailánhar a vota çao,disse que não sendo a sua emenda aprovada pela maioria, dava também o seu voto fa vorãvel ao projeto, concedendo 200 mil cruzeiros ao Garça Tenis Clube, ------ - 0 sr, Presidente submeteu a votaçao o projeto, artigo por artigo, - tendo a Casa o aprovado por unanimidade. ---------------------- Dão havendo mais matéria era pauta, o sr. Presidente deu a palavra — lalavra, submeteu a voaos srs. vereadores para Explicação Pessoal. Nenhum dos srs, vereadores solicitando a palavra, o sr, Pri^sidente anunciou para a Ordem do ^ia da sessão extraordinária subgg quente, a discussão do orojeto de lei 14/55, e deu por encerrada a sessão, - - - - — Nada mais havendo, ep. Secretario, lavrei esta a— ta, fiz datilografa-la e a subscrevo. SECRETJ&IO