PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO N.º
02/2026
EMENTA:
“CONCEDE TÍTULO DE CIDADÃO JARDINOPOLENSE AO
DOUTOR JOÃO BAPTISTA CILLI FILHO, PELOS RELEVANTES
SERVIÇOS PRESTADOS AO POVO E AO MUNICÍPIO DE
JARDINÓPOLIS.”
SENHOR PRESIDENTE
SENHORES VEREADORES
Apresento à consideração da Casa o seguinte:
Artigo 1º. Fica concedido o Título de Cidadão Jardinopolense ao
Doutor João Baptista Cilli Filho, pelos relevantes serviços prestados ao povo e ao município de
Jardinópolis/SP.
Artigo 2º. Este Decreto Legislativo entrará em vigor na data de sua
publicação, revogadas as disposições em contrário.
Jardinópolis, 08 de maio de 2026.
(assinado eletrônicamente) (assinado eletrônicamente)
Jose Eurípedes Ferreira Luiz Fernando Riul - Xotô
Vereador – Câmara Municipal de Jardinópolis/SP Vereador – Câmara Municipal de Jardinópolis/SP
(assinado eletrônicamente) (assinado eletrônicamente)
Jose Eduardo Gomes Júnior - Fofo Luiz Gustavo de Sousa – Gustavo Sabá
Vereador – Câmara Municipal de Jardinópolis/SP Vereador – Câmara Municipal de Jardinópolis/SP
(assinado eletrônicamente)
Murilo Ronaldo Menegueti
Vereador – Câmara Municipal de Jardinópolis/SP
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J U S T I F I C A T I V A
O Doutor João Baptista Cilli Filho, filho de Bayja Maffud Cilli e
João Baptista Cilli, nasceu no dia 04/02/1973 na cidade de Guaxupé/MG e passou sua infância e
adolescência em Arceburgo/MG.
Carinhoso e empático, ainda criança escrevia cartinhas para sua mãe,
seu pai e sua irmã! Era seu lado escritor começando a florescer ainda na infância!
Cresceu. Adolescente, já estava engajado na política social e nas
artes. Foi estudar em São Paulo.
Se tornou Juiz do Trabalho na Capital do Estado e veio morar em
Jardinópolis no ano 2002. Casou-se com Alessandra Aparecida de Miranda e teve dois filhos, João
Luiz de Miranda Cilli e Pedro Luiz de Miranda Cilli.
A primeira coisa que ele fez após seu casamento foi transferir o seu
título de eleitor para Jardinópolis, mostrando o quanto ele queria fazer parte dessa cidade.
A partir daí juntamente com sua esposa o homenageado se envolveu
ativamente em vários projetos em nosso município, dentre os quais destacamos: Coletivo Usina
de Ideias, Projeto Astronomia para Todos, CPI – Cursinho Popular de Ideias, a 1ª Semana Cultural
Neco Rosseto, 1a
. Semana do Livro, Leitura e Biblioteca, o 1º Grito Cidadão, Movimento Usina
Cidadã, Ocupa Biblioteca, Amigos das Bibliotecas de Jardinópolis, Jovens Artistas de
Jardinópolis, Aldravia uma via, Noite dos Livros e das Rosas, Café com Ideias e tantos outros.
Jardinópolis ganhou um cidadão estimável!
Escreveu uma trilogia, 3 livros infantis e toda a arrecadação foi
doada para APAE (para o centro de reabilitação). O primeiro evento para venda do livro foi na
livraria Paraler em Ribeirão Preto; APAE, Rotary Club de Jardinópolis e a Editora Coruja o
convidaram para o lançamento da Coleção Roquito com 3 livros infantis e ilustrações de
Semíramis Paterno, cuja renda da coleção será doada para a APAE de Jardinópolis.
Como decifrá-lo hoje? Tornou-se um homem generoso, excelente
pai e marido. Como filho, cuidou de seus pais com todo amor. Escritor de livros, poemas e letras
de música. Continua apoiando causas sociais e culturais. Ele faz a diferença na vida de muitas
pessoas; às vezes, elas nem percebem, mas “Dione” é assim: “minerim quietim”.
Jardinópolis ficará mais valiosa com esse cidadão que luta pelas
causas das minorias.
Assim, conto com o apoio de todos os Pares desta Casa de Leis para
que aprovem a presente matéria.
Jardinópolis, 08 de maio de 2026.
(assinado eletrônicamente) (assinado eletrônicamente)
Jose Eurípedes Ferreira Luiz Fernando Riul - Xotô
Vereador – Câmara Municipal de Jardinópolis/SP Vereador – Câmara Municipal de Jardinópolis/SP
(assinado eletrônicamente) (assinado eletrônicamente)
Jose Eduardo Gomes Júnior - Fofo Luiz Gustavo de Sousa – Gustavo Sabá
Vereador – Câmara Municipal de Jardinópolis/SP Vereador – Câmara Municipal de Jardinópolis/SP
(assinado eletrônicamente)
Murilo Ronaldo Menegueti
Vereador – Câmara Municipal de Jardinópolis/SP
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DADOS PARA HOMENAGEM – TÕTULO DE CIDADÃO
Joao Baptista Cilli Filho
Nasceu dia 04/02/1973 na cidade de Guaxupé/MG e passou sua infância e adolescência
em Arceburgo/MG.
Pais: Bayja Maffud Cilli e João Baptista Cilli
Era Juiz do trabalho em São Paulo e veio morar em Jardinópolis 2002, casou-se com
Alessandra Aparecida de Miranda e teve dois filhos João Luiz de Miranda Cilli e Pedro Luiz
de Miranda Cilli.
Tanto queria fazer parte dessa cidade e desta nossa história que logo já transferiu o seu
título de eleitor para Jardinópolis.
Escreveu uma trilogia, 3 livros infantis e toda a arrecadação foi doada para APAE (para o
centro de reabilitação)
O primeiro evento para venda do livro foi na livraria Paraler em Ribeirão Preto
APAE e o Rotary Club de Jardinópolis e a Editora Coruja convidam para o lançamento da
Coleção Roquito com 3 livros infantis de João Cilli e ilustrações de de Semíramis Paterno
neste fim de semana!!! Toda a renda da coleção será doada para a APAE de Jardinópolis
Sobre Jo„o Baptista Cilli Filho
Na inf‚ncia e adolescencia (por sua irm„ Ana Maffud Cilli)
Dione, assim o chamo desde sempre, È um irm„o muito carinhoso e emp·tico. CrianÁa,
escrevia cartinhas para mam„e e papai, e atÈ para mim. Era o lado escritor florescendo.
Ficava horas no quintal, brincando. Cresceu. Adolescente, j· estava engajado na polÌtica
social e nas artes. Foi estudar em S„o Paulo, mas nunca se desligou da cidade mineira em
que cresceu e nem de seus amigos de l·. Apoiava os carnavais, contribuindo com os
desfiles e as gincanas. Como decifr·-lo hoje? Tornou-se um homem generoso, excelente
pai e um marido companheiro. Como filho, cuidou de seus pais com todo amor. Escritor
de livros, poemas e letras de m˙sica. Continua apoiando causas sociais e culturais. Pra
que mais? Ele faz a diferenÁa na vida de muitas pessoas; ‡s vezes, elas nem percebem,
mas Dione é assim: “minerim quietim”. Jardinópolis ficará mais valiosa com esse cidadão
que luta pelas causas das minorias. Assim È Dione.
J. Cilli - a irmandade construÌda e a magistratura, Rodrigo Adelio Abrah„o Linares,
amigo e colega de trabalho h· mais de 30 anos.
Conheci o J„o no inÌcio dos anos 90, na Faculdade de Direito da USP, onde estud·vamos.
Mas a amizade nasceu quando trabalhamos na 40™ Junta de ConciliaÁ„o e Julgamento
(JCJ) de S„o Paulo, por volta de 1994. Nesse local, um grupo de servidores incluiu-me
no almoÁo conjunto, na divers„o e no sofrimento, como sÛi ocorrer numa turma de
amigos. Esse grupo era composto pelo J„o, pela Regininha e pelo Celso. Como exemplo
de divers„o, a criaÁ„o de listas de notificaÁ„o com denominaÁıes engraÁadas, para ajudar
os balconistas a localizar os autos fÌsicos. Isso era importante no atendimento dos
advogados e na tentativa de organizar o caos das imensas pilhas de volumes, que n„o
cabiam nos armários. Por exemplo, era lida em voz alta a pilha chamada “armageddon”
ou “conduzindo miss Daisi” (nome da diretora da secretaria), para alertar quem estivesse
procurando o volume, mas que provocava risos atÈ nos advogados que esperavam no
balc„o. Na realidade, a par da divers„o moment‚nea, o ambiente era tenso, dado que, em
diversas situaÁıes, o volume n„o estava na pilha e n„o era encontrado ou demorava a ser
localizado. Isso provocava a ira do advogado que o aguardava ou daqueles que
compunham as enormes filas no balc„o. Mas o grupo fazia um mutir„o para ajudar o
balconista e acalmar os advogados impacientes. De todo modo, foi um perÌodo de saldo
positivo, de muito aprendizado, em grande parte, graÁas ao J„o. Era impressionante a sua
admiraÁ„o pela sua cidade natal, Arceburgo-MG, da qual sabia o hino e a histÛria da
fundaÁ„o. Eu pouco sabia da minha cidade de nascimento e inf‚ncia. TambÈm not·vel a
sua defesa e conhecimento do Direito do Trabalho, desde aquela Època. Por fim, passei
de atendente de balc„o a assistente de juiz, desta feita na 6™ JCJ de S„o Paulo-SP, por
intermÈdio dele. Ora, essa nova funÁ„o foi importantÌssima na minha formaÁ„o jurÌdica
de magistrado. ApÛs, o Cilli esteve no meu casamento, no ano de 1998, e foi aprovado na
Magistratura do Trabalho. Talvez, essa aprovaÁ„o tenha ocorrido meses ou anos antes – a
lembranÁa tambÈm envelhece com o correr do tempo. Depois disso, nos vimos poucas
vezes, em concursos da magistratura, quando eu tentava a aprovaÁ„o e ele, juiz, cuidava
das salas de prova. Posteriormente, voltamos a conviver, quando fui aprovado na
magistratura do trabalho e direcionado a Ribeir„o Preto-SP, no inÌcio de 2008. Nessa
Època, fui acolhido pelo J„o e pela sua mulher Alessandra, que me cederam gentilmente
um quarto de sua casa, em JardinÛpolis-SP, onde me instalei nas primeiras semanas de
trabalho e em diversas outras oportunidades, inclusive com minha companheira e meus
dois filhos. ApÛs, fui morar em Ribeir„o Preto-SP, onde permaneci atÈ 2012. Nesses anos,
nossas famÌlias se tornaram amigas e os filhos cresceram juntos. Hoje, embora eu tenha
me transferido para S„o JosÈ dos Campos-SP, ainda nos visitamos, comunicamo-nos com
frequÍncia e dividimos dores e sucessos. Por todos esses motivos e circunst‚ncias, n„o
diria que sou suspeito ou tendencioso para palavrear sobre o Cilli. … um irm„o, daquele
que fugiu do destino sanguÌneo, mas foi escolhido ou construÌdo por uma relaÁ„o de
respeito m˙tuo, afeiÁ„o e gratid„o. Ora, nada mais agrad·vel do que defender e elogiar
quem È fruto de admiraÁ„o e bons sentimentos! A verdade merece testemunho do tipo
comprometido. E, ainda que eu fosse a neutralidade em pessoa, teria que admitir um fato:
o J„o sempre foi Ûtimo servidor p˙blico, o mais republicano que conheci. Isso pode ser
repetido na sua vida de Magistrado, especialmente nas suas aÁıes di·rias, no trato da coisa
p˙blica, no relacionamento com os servidores, advogados, colegas, boleiros etc. Ademais,
È de notÛrio conhecimento a sua luta pela justiÁa social, pela centralidade do trabalho,
pela proteÁ„o do empregado, sem significar injustiÁa no caso concreto! E, como cidad„o
jardinopolense, o J„o tem destaque ainda mais fundamental ao ampliar o horizonte de
conhecimento das pessoas, na evidente colaboraÁ„o nos eventos culturais da cidade, na
atuaÁ„o junto ‡ Biblioteca Municipal, ao longo de anos, para ficar nos limites do meu
conhecimento a respeito. Em suma, nada mais justo do que essa homenagem que
ultrapassa o juiz e o cidad„o Jo„o Batista Cilli Filho, alcanÁando o ser humano exemplar
no solidarismo e na amizade, t„o em desuso nesses tempos extremistas neoliberais. DaÌ a
grande valia dessa celebraÁ„o, uma das mais sinceras e justas do meu conhecimento!
AbraÁo meu velho amigo! S„o JosÈ dos Campos, 25 de outubro, de 2025.
Companheiro de jornadas, homem que admiro, meu marido, pai dos meus filhos e
meu amor, por Alessandra Aparecida de Miranda Cilli
Dione, meu companheiro de jornada e de vida h· 23 anos. Pai, parceiro, amigo e cidad„o
presente. Ele È um presente. … um privilÈgio ter a sua companhia nessa jornada da vida.
Homem sensÌvel, humano, s·bio e inteligente. Meu poeta, escritor, aldravianista,
compositor, fazedor de cultura e pensador preferido.
Sempre sonhadora, desde pequena eu me imaginava casando com um prÌncipe, mas a
vida foi muito mais generosa comigo, me presenteando com essa parceria humana,
valiosa, am·vel e muito querida. Eu o admiro tanto que me emociono quando falo sobre
ele. N„o h· tÌtulo de cidad„o mais merecido.
A primeira coisa que ele fez quando nos unimos foi transferir o seu tÌtulo de eleitor para
JardinÛpolis, mostrando o quanto ele queria fazer parte dessa cidade. E desde ent„o, s„o
tantos projetos juntos: Coletivo Usina de Ideias, Projeto Astronomia para Todos, CPI
– Cursinho Popular de Ideias, a 1™ Semana Cultural Neco Rosseto, 1a
. Semana do
Livro, Leitura e Biblioteca, o 1º Grito Cidad„o, Movimento Usina Cidad„, Ocupa
Biblioteca, Amigos das Bibliotecas de JardinÛpolis, Jovens Artistas de JardinÛpolis,
Aldravia uma via, Noite dos Livros e das Rosas, CafÈ com Ideias e tantos outros.
JardinÛpolis ganha um cidad„o estim·vel. Que alegria!
Sei que sou suspeita para falar, mas preciso confessar que se amo tanto a nossa cidade,
JardinÛpolis, se sei e estudei tantas coisas importantes e maravilhosas sobre nossa terra,
È porque ele me provocou, incentivou, apresentou e me fez conhecÍ-la ainda mais. Ele
me ensinou verdadeiramente a valorizar a minha terra com toda a poesia e histÛrias que
ela possui.
SÛ tenho a agradecer a sorte de tÍ-lo ao lado.
João Baptista Cilli Filho
Alguns Projetos e Algumas Contribuições
- Astronomia para Todos: Trouxe o projeto (de Ricardo Cavalini de Batatais) duas vezes,
com palestras e observações do céu noturno. É uma iniciativa voluntária focada em
democratizar o acesso à observação astronômica. O projeto realiza observações com
telescópios gigantes em praças, escolas ou áreas públicas e encanta o público.
- Literatura Infantojuvenil: Escreveu 3 livros infantis: "Os Sonhos de Roquito", "As Dúvidas
de Roquito" e "As Viagens de Roquito". Doou toda a arrecadação para o Centro de
Reabilitação APAE, doou livros dessa coleção para a rede escolar da cidade e para as
bibliotecas municipais. Um dos livros – As viagens de Roquito, conta a história de um
menino que viaja nas férias (de Arcebeurgo para Jardinópolis). E assim, nesse trajeto
fantástico ele conta curiosidades das cidades que o menino vai passando, sempre
aproveitando para valorizar as cidades, tais como: Mococa, Cajuru, Altinópolis, Batatais,
Brodowski e Jardinópolis. Claro que pensou nesse trajeto também para poder falar dos
grandes artistas da região: Iara Nicola (Arceburgo), Bruno Giorgi (Mococa), Bassano
Vaccarini (Altinópolis), Portinari (Brodowski) e Neco Rosseto (em Jardinópolis), a arte
sempre presente.
- Semana Cultural Neco Rosseto: Junto com voluntários, tornou realidade uma lei que não
saia do papel, realizando a 1ª Semana Cultural Neco Rosseto. Em 2020, na pandemia,
também tornou possível a realização Popular da Semana Cultural Neco Rosseto, na
pandemia. Eventos virtuais ao vivo com interpretações em libras, ficando responsável pela
programação, curadoria e transmissões. Sempre atento pensando no que o momento triste
exigia.
- 1º Grito Cidadão de Jardinópolis: Realizou com o coletivo Unisa de Ideias o 1º Grito
Cidadão, um evento cultural que uniu arte, música e cidadania, abordando temas como
igualdade social, democratização da cultura, dos livros e a valorização das atividades
esportivas. Que teve a participação especial da tradicional Bateria da escola de Samba
Unidos da Liberdade de Batatais.
- Professor no Cursinho Popular de Ideias (CPI): Contribuiu para a educação popular na
cidade dando aula no cursinho popular.
- Palestras e bate papos em Escolas: Sempre que chamado, vai às escolas falar nas feiras
de profissões ou sobre poesia, livros infantis, cidadania e justiça.
- Saneamento Básico: Foi o primeiro cidadão a se debruçar no relatório/diagnóstico técnico
(de mais de 300 páginas) dos sistemas de água, esgoto, manejo dos resíduos sólidos e
drenagem urbana de saneamento básico da cidade e por isso convidado pela Câmara
Municipal para dialogar/palestrar sobre Plano Municipal de Saneamento Básico da cidade
e relatório de diagnóstico com a comunidade.
- Coletivo Usina de Ideias: coletivo que nasceu de um sentimento de que era preciso
mobilização, uma reação cidadã, somente viável com a união de pessoas de boa vontade.
Um coletivo de pessoas independentes que se reuniram para pensar a cidade e propor
soluções com o compromisso de qualidade de informação e com o objetivo de promover
a arte, cultura e cidadania. Juntos promoveram cultura, arte e educação em Jardinópolis
com vários projetos. Um deles foi o Estuda Jardinópolis.
- Café com Ideias - Jardinópolis/SP: projeto coletivo com debates livres e democráticos
sobre temas importantes para a sociedade. Um Convite ao pensar junto, sem buscar
consenso e respeitando as diferenças.
- Projeto JARTEnópolis: projeto com o objetivo de apresentar, divulgar e apoiar artes e
artistas com ligações com Jardinópolis. Promoção da arte e cultura da cidade.
- Noite dos Livros e das Rosas: um movimento coletivo de iniciativa popular de incentivo à
leitura, com o objetivo de contribuir com a democratização do acesso ao livro. Foram
muitas edições antes da Noite dos Livros e das Rosas ser incluída em lei municipal. Hoje é
um evento cultural/artístico vinculado á Semana do Livro, Leitura e Biblioteca da cidade.
- Biblioteca Municipal João Baptista Berardo: com Coletivo Amigos das Bibliotecas de
Jardinópolis, solicitaram a reforma da biblioteca municipal, através do orçamento
participativo, visando melhorar o espaço para a comunidade, com a contribuição da
arquiteta Mariana Gasparini.
- Sala de Leitura Amauri Vieira Barbosa: Se mobilizou junto com o grupo Amigos das
Bibliotecas para montar e tornar viva a Sala de Leitura Amauri Vieira Barbosa, que teve sua
abertura em 04 de maio de 2019, com cerca de 3.500 obras, em um espaço que promove a
leitura e a cultura na cidade, em homenagem a Amauri Vieira Barbosa, juiz do trabalho de
Cajuru e amigo irmão de João, falecido em 2019, que doou seu acervo pessoal de livros
para a Sala de Leitura.
- Ocupa Biblioteca: projeto focado na ocupação desses pontos de cultura para torná-los
vivos, visando promover a democratização do acesso à leitura e à cultura. Ocupações feitas
com muita consciência, arte, educação e cultura.
Contribuição para a Comunidade
João Baptista Cilli Filho Está sempre contribuindo para aproximar a comunidade na arte,
ciência, literatura, poesia, educação, saúde pública, orientando a conhecer e estudar a
cidade, criando sentimento de pertencimento para cidadãos participativos. Sua dedicação
e compromisso em promover a cultura, a educação e a cidadania são presentes em
Jardinópolis. Cidadão atento dialoga com temas importantes, incentivando a participação
cidadã e as boas reflexões sem nunca se esquecer do papel importante da arte na
sociedade. Sua contribuição será lembrada sempre
João Cilli: cidadão de Jardinópolis, alma sempre em movimento
João Baptista Cilli Filho, tal qual a poesia que escreve, não cabe em estrofe única.
Saiu a escrever histórias menino, de pé descalço, nadando nas corredeiras de Arceburgo,
em Minas Gerais, onde nasceu e cresceu, rodeado de artes, bichos, plantas e liberdade.
Seus pais trabalhavam com um pouco de tudo, sempre rodeados pelas artes, na
música e no cinema. Com disposição para a vida e exemplo, viram os sete filhos
formados, seguindo seus caminhos.
JUSTIÇA sempre veio em maiúsculo, na vontade de mudar o que não comporta,
deixar mais igual, menos doloroso. João começou nos movimentos culturais na
juventude, porque já alí se inquietava e acreditava na possibilidade do construir junto.
Por isso escolheu o Direito, caminho em que pudesse fazer algo para o social, e se tornou
Juiz do Trabalho aos 26 anos, sem nunca deixar de estudar, escutar e se inquietar.
A ARTE também veio, desde sempre, em letras grandes e largas. Na música
tocada pelos pais, na lida simples da tia fazendo poesia em fogão à lenha, na infância que
continuou vibrando em suas memórias. João começou a fazer poesia nessa mesma
meninice e encontrou nas palavras sem métrica e, por vezes com rima, espaço de ser. A
escrita é, para ele, como a comida: essencial!
Entre tantas possibilidades, escolheu fincar raízes em Jardinópolis. Já havia
conhecido a cidade na década de 70, quando visitou de trem os tios que moravam por
aqui. Em 2001, passou a trabalhar como juiz em Ribeirão Preto e escolheu Jardinópolis
para morar. Se tornou mais que morador. Mal desfez as malas, foi logo mudando o
endereço do título de eleitor. Conheceu Alê, companheira de vida, de artes e de lutas,
jardinopolense de nascimento e de afeto, em 2002. Os filhos João Luiz e Pedro,
jardinopolenses na raíz, estão crescendo de pés vermelhos e bocas amarelas.
Em Jardinópolis, João Cilli é o João das artes, das propostas, do movimento e do
embate. Foi a uma Biblioteca Municipal para doar seus livros e encontrou as portas
fechadas. A bibliotecária avisou que o local estava insalubre, coberto pelo pó após uma
reforma mal sucedida. Na volta para casa, já planejou a ação. Denunciou a situação ao
Ministério Público, contagiou ajudantes na limpeza e restauro do espaço e fez nascer seu
primeiro projeto cultural em Jardinópolis, em 2014: Usina de Ideias, semente para
outras propostas que vieram depois — e continuam ecoando ainda hoje.
A Semana do Livro, com a noite bonita em que espalham rosas e livros pela
cidade; o Cursinho Popular de Ideias, convite e possibilidade à vida universitária para
adolescentes; a Sala de Leitura Amauri Vieira Barbosa dentro da Câmara Municipal; os
grupos de leitura; o Café com Ideias; a revitalização de bibliotecas escolares; a doação da
verba de sua trilogia de livros infantis para a APAE construir um prédio novo. São tantos
os feitos pela cidade que chama de sua!
Leu todas as leis municipais até encontrar uma que abrisse as portas da Cultura.
Dessa forma, tirou do papel a Semana Cultural Neco Rosseto, criada em lei e esquecida,
até então. Em 2016, realizaram a primeira edição e seguem, anualmente, compartilhando
arte em Jardinópolis, com encontros literários, musicais e teatrais para todas as idades.
João também leu o Plano Municipal de Saneamento Básico e foi chamado à
Câmara para ajudar o Legislativo a pensar propostas de melhorias. Trouxe o projeto
Astronomia para Todos, criado por Ricardo Cavallini, com telescópios espalhados em
plena via pública, para que Jardinópolis pudesse avistar estrelas e planetas talvez com o
encanto da primeira vez.
Toda a luta foi feita assim: conquistas aqui, perdas ali, embates que nunca
acabam. Sempre em movimento.
Hoje, aos 53 anos, João Cilli recebe o título de Cidadão Jardinopolense.
Homenagem que formaliza em papel uma classificação que ele ocupa há décadas, desde
que se encantou pelas ruas de gente conversando nas manhãs, pelas padarias e açougues
onde o nome ainda é tratamento principal, pela casa encantada onde seus filhos, de pés
vermelhos e bocas amarelas, inspiraram tanta poesia.
Há muito a dizer de João. Jardinópolis é um ato entre muitos da sua trajetória
poétic0-catártica. Ato que envolve todos os outros em enlace. Ato central talvez? Cenário,
morada, luta que não termina. Ele segue somando!
Para encerrar, nada melhor do que suas próprias palavras em poesia que escreveu à
cidade querida.
Jardinópolis em ão
Jardinópolis
quando
na infância
à beira de um trilho
foi me apresentada
não poderia prever
quantas estações
trilharia
sobre o seu chão
muitos anos depois
nos primeiros dias
de minha morada
pude ver do alto
um rio glorioso
de fé
em procissão
se é pequena
do nascimento
até hoje
em histórias
ganhou o espaço
forjou
entre mangueirais
a meca de portinari
deu dignidade
aos derradeiros anos
de um cavalo
que lhe serviu
ecoou canções
de compositores augustos
gestou
neco, borrachinha e jordão
massari, marcílios e joão
quem negará
que suas esquinas
são tão humanas
com os desvaneios
desses tempos
mas cheias de afeto
vontade
esperança
e ilusão
Jardinópolis
é maiúscula
o que importa
é sua gente
que alimenta
por artérias
de arte
trabalho
e amor
as batidas
de seu coração