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materia nº 88/2022

Tipo Projeto de Lei Ordinária
Número / Ano 88 / 2022
Date 2022-06-24
EmentaDispõe sobre incentivo ao cultivo da citronela e da crotalária como método natural de combate ao mosquito Aedes aegypti, e dá outras providências.
native_id18082

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status: extracted · method: native · backend: pypdfium2 · confidence: 1.00 · pages: 18

cÂvnRA MUNTcTPAL DE MococA
PODER LEGISLANVO
PROJETO DE LEI N. O8.Ü 12022
IrJtuNtsIpfli. "DrsPôE soBRE INcENTrvo Ao
CULTIVO DA "CITRONELA" E DA
"cRorAúRrA", coMo tuÉrooo
NATURAL DE COMBATE
NATURAL AO MOSQUITO AEDES
AEGYPTT E oÁ ourRAS pnovroÊNcrAS."
O Prefeito Municipal de Mococa no uso de suas atribuiçÕes
legais, faz saber que a Câmara Municipal de Mococa aprovou
e, sanciono e promulgo a seguinte Lei.
Art. 1' lnstitui no Município de Mococa a campanha de incentivo ao cultivo
da citronela "cymbopogon" e da Crotalária "Crota!ária breviflora", como
método natural de combate ao mosquito aedes aegypti, transmissor da
dengue, mediante divulgação sobre os benefícios do cultivo e a
manipulação da planta nas residências, comércios, indústrias e em
terrenos baldios.
Parágrafo único. A mobilização da campanha de que trata o caput deste
artigo ficará a cargo da Secretaria Municipal de Saúde, e tem por objetivo a
distribuição de sementes e mudas das plantas "citronela" e da crotalárias
breviflora, concomitantemente as ações, visitas e mutirÕes de combate à
dengue.
Atl. 20 Fica a cargo do Poder Municipal a distribuição de sementes e ou
mudas à população, assim como o plantio de mudas de "citronela" e de
1
PR GOLO
lAt'6 \Dü /22
DATA
Edifício "Dra. Esther de Figueiredo Ferraz"
Praça Marechal Deodoro, 26 - Centro - CEP: 13.730-047 - Mococa/SP
Telefone (í 9) 3656-0002 - www.mococa.sp.leg.br
cÂvnRA MUNTcTPAL DE MococA
PODER LEGISLATIVO
"crotalárias" nas margens dos rios, riachos, praças, canteiros de avenidas e
demais áreas públicas.
Art. 50. Esta Lei poderá ser regulamentada no que couber pelo Poder
Executivo Municipal.
Art. 60. As despesas decorrentes desta lei correrão por conta de dotaçÕes
orçamentárias vigentes, suplementas se necessário.
Art. 30. Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
PIenário Venerando Ribeiro da Silva, 23 de junho de 2023.
t
Divino Boch
(Republicanos)
2
Edifício "Dra. Esther de Figueiredo Ferraz"
Praça Marechal Deodoro, 26 - Centro - CEP: 13.730-047 - Mococa/SP
Telefone (19) 3656-0002 - www.mococa.sp.leg.br
j
cÂvnRA MUNTcTPAL DE MococA
JUSTIFIGATIVA
O referido projeto visa à prevenção e o combate
às diversas doenças transmitidas pelo mosquito aedes aegypti através do
incentivo ao cultivo de mudas da planta Citronela (Cymbopogon
Winterianus) e das sementes da Crotalária (Crotalaria Juncea). Através do
incentivo ao cultivo destas plantas e ações de visitas e mutirões de
combate nas residências, comércios, indústrias e demais áreas públicas,
estendendo às escolas, por meio de campanhas educativas, distribuindo a
planta e sementes aos moradores, conscientizando sobre a nova forma de
prevenir e combater o mosquito que transmite a dengue, a Febre
Chikungunya e aZica, através do controle biologico.
Sabe-se que a Citronela é bastante conhecida
pelos seus efeitos repelentes, principalmente contra mosquitos e
borrachudos. A ação de apenas uma planta pode atingir uma área de até
50 m2 (cinquenta metros quadrados), além de ser reconhecida e utilizada
em muitos lugares do mundo como repelente eco!ógico de moscas,
mosquitos e pernilongos transmissores da febre amarela, malária e
dengue. (httgs:l/bityli.com/CRG U kq)
Por sua vez, a Crotalária atrai as libélulas, que são
predadoras naturais do Aedes aegypti, o que pode contribuir para a
diminuição da proliferação do mosquito. As referidas plantas não causam
danos à saúde por serem um repelente ecológico e não existem registros
de ocorrências de reaçÕes alérgicas. (https:llbityli.coml&arwpj)
Saliento que, o uso desses métodos não dispensa
os cuidados de cada morador com o seu ambiente doméstico e do governo
3
Edifício "Dra. Esther de Figueiredo Ferraz"
Praça Marechal Deodoro, 26 - Centro - CEP: 13.730-047 - Mococa/SP
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PODER LEGISLANVO
E cÂvnRA MUNIcTPAL DE MococA
PODER LEGISLATIVO
com os espaços públicos, mas, é uma ajuda importante e ambientalmente
adequada.
Desta forma, considerando o interesse público, a
relevância da presente proposição e os custos reduzidos para a sua
implantação, conto com o acolhimento e aprovação do mesmo, nos termos
em que se apresenta.
Pelo exposto, tendo em vista a relevância do
assunto, espero contar com o apoio dos nobres pares na aprovação da
presente proposição.
Plenário Venerando Ribeiro da Silva, 23 de junho de 2023
Profess n Divino Boch
(Republicanos)
4
Edifício "Dra. Esther de Figueiredo Ferraz"
Praça Marechal Deodoro, 26 - Centro - CEP: 13.730-047 - Mococa/SP
Telefone (1 9) 3656-0002 - www.mococa.sp.leg.br
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O USO DA CITRONELA NO CONTROLE DA DENGUE: REVISÃO
THE USE OF THE CITRONELLA IN THE CONTROL OF DENGUE: REVIEW
Taciana da Mata Daflonl
Cristina Moll Huther2
Ana Carolina Barbosa do Canto3
Caíssa Machado Perucci Pereira dos Santosa
Luiza Ferreira de Carvalhos
Carlos Rodrigues Pereira6
RESUMO
Há uma constante preocupação do Ministério da Saúde em relação à epidemia de
dengue no Brasil causada pelo vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. Este
inseto é o principal vetor de doenças como também a zika, e chikungunya. Em busca
de novas maneiras de prevenção, existem inúmeros estudos para que se diminua o
uso de produtos químicos e para que repelentes naturais ganhem mais visibilidade,
pois estes são mais seguros para o ser humano e o meio ambiente. Logo, neste
trabalho será apresentado uma revisão sobre o uso de óleos essenciais da citronela
no combate à dengue como forma de repelente na proteção contra os mosquitos.
Palavras-chave : Aedes aegypti. Cymbopogon na rd u s. Repelentes natu rais.
ABSTRACT
There is a constant concern of the N/inistry of Health regarding the epidemic of dengue
in Brazil caused by the virus transmitted by the mosquito Aedes Aegypti. This insect is
the main vector of diseases, like zika and chikungunya. ln search of new forms of
prevention, there are numerous studies to reduce the use of chemicals and to make
natural repellents gain greater visibility, because they are safer for humans and the
environment. Therefore, in this work, it will be presented a review on the use of
lDiscente no Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Biossistemas da Universidade Federal
Fluminense (UFF). Niterói. Rio de Janeiro. Brasil. E-mail:taciana-mata@hotmail.com
2Pós-doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Biossistemas da Universidade
Federal Fluminense (UFF). Niterói. Rio de Janeiro. Brasil. E-mail: cristinahuther@yahoo.com.br 3Graduanda em Engenharia Agrícola e Ambiental na
Rio de Janeiro. Brasil. E-mail: anacanto@id,uff.br
aDiscente no Programa de Pós-Graduação em Enget
Universidade Federal Fluminense (UFF). Niterói.
nharia de Biossistemas da Universidade Federal
Fluminense (UFF). Niterói. Rio de Janeíro. Brasil. E-mail: caissaperucci2@qmail.com
sAluna de iniciação científica no Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Biossistemas da
Universidade Federal Fluminense (UFF). Niterói. Rio de Janeiro. Brasil. E-mail: luizafc@id.uff.br
oDocente no Departamento de Engenharia Agrícola e Meio Ambiente do Programa de Pós-Graduação
em Engenharia de Biossistemas da Universídade Federal Fluminense (UFF). Niterói. Rio de Janeiro.
Brasil. E-mail: crpereira
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O uso da citronela no controle da dengue: revisão
citronella essential oils in the fight against dengue as a form of mosquito protection
repellent.
Key words: Aedes egypti. Cymbopogon nardus. Natural repellents.
TNTRODUçÃO
Problemas ambientais como o aquecimento global, poluição, desmatamênto e
queimadas vem influenciândo não só o clima, mas também a proliferação e
distribuição de muitos insetos, que em sua maioria sáo portadores de doenças como
por exemplo a dengue, transmitida pelo mosquito Aedes aegyptil. Segundo os
mêsmos autores, doenças provocadas por insetos como malária, dengue e febre
amarela já causaram a morte de milhares de pessoas no mundo todo, de acordo com
estimativas, de 50 a 100 milhões de infecções ocorrem anualmente.
No decorrer dos anos, a dengue se tornou um grande problema de saúde
pública e esse fato deve-se principalmente ao aumento populacional. Uma vez que as
cidades crescem de forma desordenada, acarretando vários problemas como: falhas
na infraestrutura, ausência de saneamento básico, falta de coleta de lixo adequada e
água potável, são geradas condições desfavoráveis que propiciam a reproduçâo dos
mosquitos.
Esses mosquitos causam desconforto aos seres vivos, logo o método mais
utilizado para evitar os problemas causados por insetos é a prevençáo, evitando o
acúmulo de água em possíveis locais de reprodução, como embalagens vazias,
pneus, pratos de planta, mas também o uso de repelentes, que reduz as chances de
propagação de doenças transmitidas por tais vetorês.
Acredita-se que há uma maior concentração dê focos do mosquito Aedes
aegypti em países de clima tropical, visto que o clima quente e úmido torna favorável
à sua proliferação2. Dessa forma, uma das medidas de controle vetorial no ambiente
doméstico e em ambientes abertos (praia, florestas e pântanos) é o uso de
formulaçôes repelentes de insetos que podem conter agentes ativos sintéticos e
naturais3.
Repelentes comerciais que contêm ingredientes baseados em plantas
ganharam crêscentê popularidade entre os consumidores, pois estes são comumente
percebidos como "seguros" em comparação com repelentes sintéticosa.
Apesar da escolha da formulação ideal depender de uma série de fatores: tipo
de repelente ativo (natural ou sintetico), formas farmacêuticas (spray, loção, creme,
gel), ação de incubaçâo (curto prazo), ambiente de exposiçáo e o usuário (adulto,
mulheres grávidas, crianças, recém-nascidos)3, os óleos essenciais, como o óleo da
citronela, vem ganhando destaque para a composição de repelentes.
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Daflon T M, Huther CM, Canto ANCB, Santos CVIPP, Carvalho LF, Pereira CR
Os óleos essenciais são considerados fitoquÍmicos mais seguros devido à
longa história de uso para consumo humano, fragrâncias e remédios por milhares de
anoss. Portanto, é importante ressaltar a relevância dos estudos referentes ao uso de
óleos essenciais de plantas, como a citronela, no combate às doenças transmitidas
por mosquitos.
Assim, a partir de uma revisáo da literatura, o objetivo deste estudo foi destacar
o uso de óleos essenciais da citronela no combatê à dengue como forma de repelente
na proteção contra os mosquitos, disseminando assim a importância de seu uso como
açáo complementar na prevenção de doenças transmitidas pelo mosquito Áedes
aegypti.
METODOLOGIA
Este estudo constitui-se de uma revisão da literatura especializada, no qual
realizou-se uma consulta por artigos científicos selecionados através de uma busca
no banco de dados do Science Direct e ScieELO, e por uma verificação de dados de
Boletins Epidemiológicos publicados pelo Ministério da Saúde Brasileira. As palavras￾chave utilizadas na busca foram "citronela", "dengue" e"Aedes aegyptf'e "repelentes
naturais".
Os critérios de inclusão para o estudo foram: artigos relacionados ao uso da
citronela e seus compostos como forma de repelente natural, e estudos sobre a
eficiência das variadas formas de repelente sobre o vetor da Dengue, o mosquito
Aedes aegypti. Em seguida, com a temática estabelecida, foram identificados os
atores que podem influenciar no processo de tomadas de decisões.
RESULTADOS
Dengue
Nos últimos 5 anos, a humanidade testemunhou epidemias de doenças
causadas por arbovírus como a dengue, chikungunya, febre amarela e vírus de zika,
sem precedentes que resultam de três fatores do mundo moderno: urbanização,
modernização e mobilidade internaciona14.
As doenças inÍecciosas transmitidas por mosquitos, como Dengue,
Chikungunya e Zika, causaram a morte humana em massa com a expansão
transnacional alimentada pela globalizaçâo econômica6.
Ainda segundo o mesmo autor, mapear a distribuição do Áedes aegypti pelo
globo, seria uma forma de facilitaro controle deste vetor, logo foi feito um estudo para
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mapear a distribuição global do mosquito, com base em dados multidisciplinares
(meteorológicos, ambientais e sociais) e registros abrangentes de ocorrências de
espécies e com a ajuda de três modelos de aprendizagem de máquinas baseados nos
conjuntos de dados de alta dimensão.
Há evidências de que a abundância de mosquitos reprodutivos está
intimamente relacionada com o verdugo da vegetação e a umidade relativao,T'8. Além
disso, a cobertura de vegetação pode proteger os habitats do mosquito da luz solar
direta e a umidade relativa reflita o teor de umidade necessário para a sobrevivência
do mosquito6'e. Logo, a simulação da distribuição dos vetores da doença comprova
que as áreas de maior abrangência do Áedes aegypti estão localizadas nas zonas
tropicais do globo, principalmente no Brasil.
F ural-Ma lobalda simulada do vetor Aedes
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Fonte6
De acordo com o Boletim Epidemiológico10, fornecido pelo Ministério da Saúde,
já foram registrados em 2019, 229.064 casos prováveis de dengue no Brasil até a
semana epidemiologica (SE) 11 (3011212018 a 1610312019), com uma incidência de
109,9 casos/100 mil habitantes. No mesmo período de 2018, foram registrados 62.904
casos prováveis. A região Sudeste, registrou o maior número de A região Sudeste
apresentou o maior número de casos prováveis (149.804 casos; 65,4 %) em relação
ao total do país, seguida das regiões Centro-Oeste (40.336 casos; 17,6 o/o), Norte
(15.183 casos; 6,6 %), Nordeste (17 .137 casos; 7 ,5 %) e Sul (6.604 casos; 2,9 %).
Assim, há uma grande preocupação com a saúde da população, pois em 2019,
até a SE 1 1, foram confirmados 173 casos de dengue grave e 2.052 casos de dengue
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Daflon T M, Huther CM, Canto ANCB, Santos CMPP, Carvalho LF, Pereira CR
com sinais de alarme; 464 casos permanecem em investigação. Até o momento, foram
confirmados 62 óbitos e 1 18 estão em investigação, o que justifica a constante
preocupação e propaganda de prevenção à dengue no Brasil.
Ainda não foram desenvolvidas vacinas para prevenir à dengue, com isso, o
controle do vetor é o único meio de controlar a doença, através da eliminação dos
criadouros dos mosquitos, o uso de inseticidas e larvicidas2.
Assim, o Ministério da Saúde vem buscando novas medidas e em abril de
2019, informou que três cidades brasileiras fariam parte da etapa final do método
"Wolbachia" para o combate ao mosquito Aedes aegypti, antes da sua incorporação
ao Sistema Único de Saúde (SUS), sendo elas: Campo Grande (MS), Belo Horizonte
(BH) e Petrolina (PE). Essa nova fase do projeto World Mosquito Program Brasil
(WMPBrasil) da Fiocruz em parceria com o Ministério da Saúde. Nesse mesma
informação, o Ministro da Saúde ainda reforçou que a estratégia de combate ao
mosquito Áedes continua sendo responsabilidade de todos, sendo "essa é uma
estratégia complementar, Governo e população precisam continuar fazendo sua
parte".
Repelentes naturais
Existem formas alternativas de controle dos vetores, o uso de plantas
medicinais como forma de proteção aos mosquitos é um método utilizado a bastante
tempo, onde a planta era incinerada para que houvesse a liberação de substâncias
que provocam o afastamento dos insetosl'11'12.
Com o decorrer dos anos, há uma grande preocupação com a saúde humana
e o meio ambiente com o uso de produtos químicos sintéticos no controle e combate
de insetos, logo há uma procura maior por alternativas eficientes e mais seguras,
como é o caso dos produtos feitos à base de substâncias naturais que provocam o
mesmo efeito ou até melhor do que os sintéticos13, 14.
Assim, com o passar dos anos a população têm buscado cada vez mais
produtos de origem natural, como por exemplo, plantas medicinais, aromáticas e
condimentares, assim evitando utilizar produtos sintéticos1s. lsso se deve
provavelmente ao fato do produto natural apresentar um menor impacto ao meio
ambiente, ser mais acessível financeiramente e a busca pelo não contato com
produtos qu ímicos1.
Os produtos naturais são os que têm a repelência mais eficiente e segura,
protegendo os animais, seres humanos e meio ambiente, apresentando menor
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O Ministério da Saúde busca realizar o combate ao mosquito, no entanto, nem
o uso do o inseticida Malathion que é utilizado para eliminar a fase adulta do mosquito,
por meio da nebulização "carro fumacê" está conseguindo ter uma boa eficácia, além
de que também, de acordo com o Ministério Público de São Paulo, esse método não
estava sendo realizado em alguns municípios devido ao desabastecimento
momentâneo do inseticida.
O uso da citronela no controle da dengue: revisão
custo16, 17. Várias plantas e produtos, especialmente os derivados de óleos essenciais,
são fortemente fontes naturais de repelente de insetos11,18, 1e.
O óleo essencial é composto por hidrocarbonetos (sesquiterpenos e terpenos)
ê compostos oxigenados (aldeídos, ésteres, éteres, álcoois, lactonas, cetonas, éteres
de fenol e fenóis)13,20. Estes compostos são mais atrativos, tem um custo relativamente
baixo, favorecendo o desenvolvimento de inseticidas botânicos21.
Há estudos sobre a eficiência de produtos botânicos e vários compostos de
plantas que comprovam que algumas substâncias encontradas em vegetais possuem
toxinas que em sua maioria repelem os mosquitos22.
Nas décadas de 30 e 40 o Brasil foi grande produtor e exportador de insêticidas
botânicos, as principais substâncias são piretro, rotenona e nicotina, que apresentam
mais segurança e menos lmpacto ambiental no uso agrÍcola23.
Atualmente existem quatro tipos de produtos botânicos usados para o controle
de insetos, ganhando destaque os óleos essenciais, neem, rotenona e piretro junto
com outros três (Ryania, nicotinae Sabadilla)21. Ademais, o mesmo autor informa que
as substâncias botânicas mais conhecidas presentes nos óleos essenciais nas plantas
aromáticas são as biopesticidas voláteis e azadiractina.
Também já é relatado na literatura que em muitos países que comprovam que
alguns óleos essenciais, além de repelir os insetos, possuem ação inseticida, ou seja,
causam a morte do inseto pelo contato direto ou pelas vias respiratórias do inseto23.
Há vários tipos de repelentes para serem comercializados em forma de geis,
difusores e velas2a'25. No entanto, é fundamental ter cuidado ao usar repelentes, pois
os óleos essenciais podem causar irritação na pele, assim é aconselhávêl sempre
realiz testes antes, passando o produto sobre uma pequena parte da pele antes do
uso sobre o corpo todo13' 26.
Uso da Citronela
As plantas mais conhecidas usadas como repelentes, pertencem as famílias
Myrtaceae, Lauraceae, Rutaceae, Lamiaceae, Asteraceae, Apiaceae, Cupressaceae,
Poaceae, Zingeberaceae e Piperaceae 12, 13.
Dentre a fam ília Poaceae sê destaca a citronela (Cymbopogon nardusL.
Rendle), que é nativa da índia e Sri Lanka, cultivada nas regiões tropicais e
subtropicais, podendo ser cultivada na maioria dos solos, pois ela resistente ao ataque
de pragas ê mudanças climáticas 27, 28, 2e, 30.
O gênero constitui oitenta e cinco espécies, sendo os princípios ativos de maior
importância os citronelal, citronelol, geraniol, eugenol e limonenol3'1s' 24, 2s, 31. Eles
estáo presentes em grandes concentrações no óleo essencial, no qual possui ação
repelente, fazendo com que afaste os mosquitos e devido à toxicidade relativamente
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baixa, estes produtos naturais sáo usados cada vez mais pelas indústrias
farmacêuticas para a elaboração de diversos produtosl3, 30, 32, 33.
Nesse aspecto, as plantas do gênero Cymbopogon têm sido muito utilizadas
em todo o mundo como forma de repelentes medicinais, e a sua utilização é muito
praticada na cultura popular para estes fins15, 18.
Estudos sobre a atividade dos óleos essenciais com efeitos repelentes em
insetos, mostram a importância dos componentes das plantas Cymbopogon ssp,
Ocimum spp., Eucaliptus spp, no entanto ainda há uma variedade de plantas que tem
ação inseticida que precisam ser exploradas, no controle de pragas3a.
O óleo de citronela ou o composto de citronelal ainda é o repêlente natural mais
confiável e mais utilizado no mundo no combate a mosquitos transmissores de
malária, dengue e febre amarela, sendo usado na superfÍcie da pele ou através de
bombeamento no ar livre21. Devido ao estudo realizado com citronela em 38 amostras,
descobriu-se que a citronela foi à planta que apresentou maior eficiência com os
mosquitos, tendo duração de duas horas de repelência11.
O óleo essencial de Citronela apresenta os seguintes constituintes: citronel,
citronelol, geraniol, citral, a-pineno e limoneno com atividade repelente de insetos
comparável ao DEET.
DISCUSSAO
O combate à propagação do Áedes Aegypti é fundamental, principalmente
relacionado as formas de controle da reproduçâo da espécie, entretanto, o uso de
repelentes pelos seres humanos, se tomou uma ferramenta que contribui na
prevenção de doenças causadas por esse inseto. Contudo, a busca de produtos mais
naturais tem aumentando nos últimos anos, pela sociedade, em busca de produtos
oriundos de produção sustentáveis, além de ecologicamente corretos e com isso a
bsuca por repelentes produzidos a partir de produtos botânicos têm se destacado.
Dessa forma, os óleos essenciais vêm sendo muito utilizados para a produção
de repelentes contra mosquitos, demonstrando uma ampla eficácia. No entanto, os
repelentes podem possuir tanto formulações sintéticas quanto conter compostos
derivados de óleos essenciais de plantas.
Os óleos essenciais são produtos aromáticos que na maioria das vezes são
produzidos por células secretoras ou grupo de células, sendo encontradas nas folhas
e talos das plantasl6. A extração é feita a partir das folhas frescas ou mesmo
dessecadas para a fabricação de repelentes contra mosquitos.27.
Os inseticidas botânicos provocam repelência nos insetos, impossibilitando a
oviposição e a alimentação, além da alteração no desenvolvimento, deficiência,
infertilidade e mortalidade dos mesmos2. Assim, repelentes são substâncias que agem
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O uso da citronela no controle da de ue: revrsao
localmente ou à distância, impossibilitando um inseto dê ter contato com a pele
humana ou com animal, formando uma barreira de vapor que afasta os insetos que
êntram em contato com a superfície13'35.
Devido à volatilidade dos óleos essenciais é necessária a formulação de
ingredientes ativos para aumentar a fixação do repelente na pele, como por exemplo,
formulações com base em cremes misturadas de polímeros ou microcápsulas, para
que a liberação ocorra de forma mais lental3.
A junção de outros produtos naturais, misturados aos óleos essenciais, pode
aumentar o tempo de eÍiciência da repelência contra os mosquitos, assim obtendo
atividades ainda maiores do que as encontradas para o DEET, conhecido como o
repelente de mosquitos mais eficaz13.
Assim, o desenvolvimento de formulações baseadas em sistemas de liberaçáo
prolongada para óleo essencial de citronela é justificado. Entre as formulações
clássicas mais utilizadas, as bombas e as loções de bomba sâo usadas. Entre as
novas formulações lançadas no mercado, destacam-se formulações
nanoêstruturadas obtidas por produtos farmacêuticos de nanotecnologia3.
Além do desenvolvimento de novas tecnologias aliadas à utilização dos
compostos biotivos produzidos pelas plantas, a concomitantemente também outras
iniciativas que buscam controlar a reprodução Aedes aegypti, dentre elas o controle
biológico, com o uso do mosquito hansgênico. Em conjunto com as ações e
ferramentas disponíveis, o uso de mosquitos transgênicos contribui na redução do
número de casos das doenças veiculadas por esses vetores36,37, o que é primordial,
tendo em vista o número de enfermidades ocasionadas por essa espécie38.
coNstDERAÇOES FTNATS
Portanto, cabe aos órgãos públicos realizarem campanhas para incentivar
causar uma mobilização social para o uso de repelentes a base de produtos naturais,
além de proporcionar de forma gratuitâ repelentes nos mêsês de maior infestação,
diminuindo gastos com saúde pública, ademais, aplicando de forma eficaz medidas
profiláticas.
Segundo um estudo realizado no Paquistão, chegou-se à conclusão que
apenas a atuação do setor público é insuficiente, o mais efetivo seria uma colaboração
entre o setor público e privado para eliminar a dengue3e. Assim, o setor privado
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A vantagem dos produtos que contêm este óleo essencial está relacionada à
baixa toxicidade, no entanto, devido à evaporaçáo rápida, eles aprêsentam duração
curta do tempo de ação que requer múltiplas aplicações. Atualmente, a
nanotecnologia farmacêutica contribuiu para aumentar a duração do tempo de açâo
repelente com citronela com o desenvolvimento de um óleo de citronela com
nanoemu lsãoa.
Daflon T M, Huther ClV, Canto ANCB, Santos CMPP, Carvalho LF, Pereira CR
forneceria os fundos necessários para programas de conscientização a serem
realizados para aumentar o conhecimento do público sobre estratégias de gestão de
doenças.
Outra solução seria a distribuição de mudas de citronelas para serem cultivadas
em casa e em locais públicos, como praças e canteiros, pois estas liberam substâncias
voláteis que provocam o afastamento dos insetos, logo reduzindo gastos com o uso
de fumacês, que também fazem mal à saúde da populaçáo já que possuem uma
grande quantidade de elementos tóxicos.
Por fim, investimentos em p§etos de infraestrutura como saneamento básico,
coleta de lixo e tratamento de água e esgotos são necessários para que o combate à
proliferação dos mosquitos seja Íacilitado e mais eficaz.
AGRADECIMENTOS
O presente trabalho foi realizado com apoio da Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Brasil (CAPES) - Código de
Financiamento 001, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
CNPq e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro - FAPERJ.
REFERÊNClAS
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repellents against mosquitoes: A review. Fitoter. 2014 jun; 95:65-74.
DOl.org/1 0. 1 01 6/j.fitote.201 4.03.002
2. Barreto CF. Aedes aegypti- Resistência aos inseticidas químicos e as novas
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Artigo recebido em: 04/0812019
Artigo aprovado em: 27 107 12021
Artigo publicado em: 29107 12021
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RESUMO
SCHNEIDER, Barbara Clara. Crotalária é agente indireto no controle de Áedes
aegypti (Diptera: Culicidae)? 2018. 40 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Curso
Superior de Licenciatura em Ciências Biológicas), Coordenação do Curso de
Licenciatura em Ciências Biológicas, Universidade Tecnológica Federal do Paraná.
Santa Helena, 2018.
Aedes aegypti l, 1762 (Diptera: Culicidae) é uma espécie nativa do continente
africano e atualmentê possui ampla distribuição geográfica. No Brasil, essa espécie
encontrou condições favoráveis para se reproduzir, formando grandes populações.
lndivíduos adultos de A. aegypti se alimentam de néctar floral e suco de frutos, além
disso fêmeas adultas realizam o repasto sanguíneo para a maturação dos ovos. É no
repasso sanguíneo que as fêmeas são capazes de transmitir, além da dengue, outras
arboviroses, tais como chikungunya, zika e febre amarela. Segundo o conhecimento
empírico, plantas do gênero Crofala ria alraem libélulas, o principal predador natural
de A. aegypti. Portanto, o objetivo deste estudo foi verificar se Crotalaria spectabilis é
fonte alimentar para Aedes aegypti, atraindo indivíduos dessa espécie e,
consequentemente, seus predadores, em especial as libélulas. O estudo foi conduzido
em duas áreas de cultivo de C. spectabilis, com 100 m2 cada, no município de Missal,
PR. Para verificar se A. aegypti visitam flores de C. specÍabr7ls, foram realizadas
observações em 10 flores recém-abertas durante dois dias consecutivos em cada área
no período das 7 às 14 h, totalizando cinco minutos por hora em cada flor. Foram
realizadas ainda coletas ativas com o uso de (puçá), foram conduzidas durante um
dia, em cada árêa, das 8 às 15 h, no intervalo de 10 minutos por hora. Representântes
de um indivíduo de cada espécies de todos os artrópodes coletados foram
transfixados montados em alfinetes e identificados ao nível de Íamília. Para analisar a
quantidade de libélulas que forragearam as plantas de C. specÍab/ls foi realizada a
contagem visual de indivíduos em sessões de 10 minutos por hora no período das 11
às 15 h, durante três dias em cada área. No total, foram coletados '14.985 artrópodes
forrageando em C. specúab/,s (306 na área 1 e 14.679 na área 2) pertencendo à 10
ordens e 41 Íamílias distintas. Não foram observados indivíduos de A. aegypti
visitando flores de C. specÍabr7ls. Foram registradas 22 libélulas na ârea 2 forrageando
sobre a cultura avaliada. Esses resultados demostram que C. specÍabl/ls é fonte
alimentar e local de busca de presas para artrópodes. Entretanto, não foi evidenciada
relação entre o cultivo dessa planta e o controle biológico de A. aegypti.
Palavras chave: Controle biológico. Crotalaria specÍabi/is. Dengue. Libélula

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