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norma nº 2534/2007

Tipo Lei Ordinária
Número / Ano 2534 / 2007
Date 2007-06-28
Ementa“Dispõe sobre as Diretrizes Orçamentárias para a elaboração da Lei Orçamentária de 2008 e dá outras providências”.
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=LEI Nº 2.534, DE 28 DE JUNHO DE 2007=
“Dispõe sobre as Diretrizes Orçamentárias para a elaboração da Lei Orçamentária de 2008 
e dá outras providências”.
GILBERTO CÉSAR BARBETI, Prefeito Municipal de Morro Agudo, Estado de 
São Paulo, no uso de suas atribuições legais, faz público que a Câmara 
Municipal aprovou e ele sanciona e promulga a seguinte lei:
ARTIGO 1º - O orçamento do município de Morro Agudo para o 
exercício de 2008 será elaborado e executado observando as diretrizes, objetivos, 
prioridades e metas estabelecidas na Constituição Federal, Constituição Estadual no que 
couber, na Lei Federal nº 4.320/64, na Lei de Responsabilidade Fiscal, na Lei Orgânica do 
Município, e as recentes Portarias editadas pelo Governo Federal.
ARTIGO 2º - O orçamento para o exercício financeiro de 2008, abrangerá os 
Poderes Legislativo, Executivo e Autarquias, e será estruturado em conformidade com a 
Estrutura Organizacional da Prefeitura.
ARTIGO 3º - A Lei Orçamentária para 2008 evidenciará as Receitas e 
Despesas de cada uma das unidades executoras, especificando aquelas vinculadas a 
fundos, aos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social, desdobradas as despesas por 
função, sub-função, programa, projeto, atividade ou operações especiais e, quanto a sua 
natureza, por categoria econômica, grupo de natureza de despesa, modalidade de 
aplicação e elemento tudo em conformidade com as Portarias SOF/STN em vigor, a qual 
deverão estar anexados os seguintes:
I - Demonstrativos dos programas e metas;
II - Demonstrativos das unidades executoras e programa governamental;
III - Demonstrativos de Metas e Riscos Fiscais.
ARTIGO 4º - A proposta orçamentária para 2008, será elaborada de forma 
padronizada de conformidade com as orientações do Tribunal de Contas do Estado de São 
Paulo, no que couber, para a padronização das informações conforme projeto Audesp.
I - DAS DIRETRIZES GERAIS
ARTIGO 5º - Os Orçamentos para o exercício de 2008, obedecerão entre 
outros, ao princípio da transparência e do equilíbrio entre receitas e despesas em cada 
fonte.
ARTIGO 6º - Os estudos para a definição dos orçamentos da Receita para 
2008, deverão observar os efeitos da alteração da legislação tributária, incentivos fiscais 
autorizados, a inflação no período, o crescimento econômico, a ampliação da base de
cálculo dos tributos e a sua evolução nos últimos três exercícios (Artigo 12 LRF).
PARÁGRAFO ÚNICO - Até 30 dias antes do encaminhamento da Proposta 
Orçamentária ao Poder Legislativo, o Poder Executivo Municipal colocará à disposição da 
Câmara Municipal, os estudos e as estimativas de receitas para o exercício subseqüente, 
inclusive da RCL, e as respectivas memórias de cálculo (Artigo 12, § 3º LRF).
ARTIGO 7º - Na execução do orçamento, verificado que o comportamento da 
receita poderá afetar o cumprimento das metas de resultados primário e nominal, os 
Poderes Legislativo e Executivo, de forma proporcional às suas dotações e observada a 
fonte de recursos adotarão o mecanismo da limitação de empenhos e movimentação 
financeira nos montantes necessários (Artigo 9º LRF).
PARÁGRAFO ÚNICO - Na avaliação do cumprimento das metas bimestrais de 
arrecadação para a implementação ou não do mecanismo da limitação de empenho e 
movimentação financeira, será considerado ainda o resultado financeiro apurado no 
Balanço Patrimonial do exercício anterior.
ARTIGO 8º - A proposta orçamentária para o exercício de 2008, destinará 
recursos para a Reserva de Contingência não inferior a 0,5% das Receitas Correntes 
Líquidas previstas para o mesmo exercício.
PARÁGAFO ÚNICO - Os recursos da Reserva de Contingência serão 
destinados ao atendimento de passivos contingentes e outras riscos e eventos fiscais 
imprevistos, obtenção de resultado primário positivo se for o caso, e poderão ser 
utilizados para abertura de créditos adicionais suplementares (Artigo 5º, III, “b” da LRF).
ARTIGO 9º - Os investimentos com duração superior a 12 (doze) meses só 
constarão na Lei Orçamentária Anual se contemplados no Plano Plurianual (Artigo 5º, § 5º 
da LRF).
ARTIGO 10 - O Chefe do Poder Executivo Municipal estabelecerá até 30 
(trinta) dias após a publicação da Lei Orçamentária Anual, a programação financeira das 
receitas e despesas e o cronograma de execução mensal para as suas unidades (Artigo 8º 
- LRF).
ARTIGO 11 - A renúncia de receita estimada para o exercício financeiro de 
2008, constante do Demonstrativo VII desta Lei, não será considerada para efeito de 
cálculo do orçamento da receita (Artigo 14-I-LRF).
ARTIGO 12 - Para efeito do disposto no Artigo 16, § 3º da LRF, são 
consideradas despesas irrelevantes, aquelas decorrentes da criação, expansão ou 
aperfeiçoamento da ação governamental que acarrete aumento da despesa, cujo 
montante no exercício financeiro de 2008, em cada evento, não exceda a 0,5%, da RCL 
prevista (Artigo 16, § 3º - LRF).
ARTIGO 13 - As obras em andamento e a conservação do patrimônio público 
terão prioridade sobre projetos novos na alocação de recursos orçamentários, salvo 
projetos programados com recursos de transferências voluntárias e aplicações de crédito 
(Artigo 45 da LRF).
ARTIGO 14 - Despesas de competência de outros entes da 
Federação só serão assumidas pela administração municipal quando firmadas por 
convênios, acordos ou ajustes e previstos recursos na Lei Orçamentária (Artigo 62 da 
LRF).
ARTIGO 15 - O Poder Legislativo, de conformidade com a E.C. nº 
25/00, e a Autarquias encaminharão ao Poder Executivo, suas propostas parciais até o dia 
30 de agosto.
ARTIGO 16 - A transposição, o remanejamento ou a transferência de 
recursos dentro de uma mesma categoria de programação, poderá ser feita por Decreto 
do Prefeito Municipal ou Presidente da Câmara Municipal no âmbito de seus respectivos 
Poderes (Artigo 167 - I da CF).
ARTIGO 17 - O Poder Executivo é autorizado a:
I - Abrir Créditos Adicionais Suplementares até o limite de 10% (Dez 
por cento) do orçamento das despesas, nos termos da legislação vigente.
II - Realizar operações de crédito por antecipação da receita, nos 
termos da legislação em vigor.
III – Realizar operações de crédito, nos termos da legislação em 
vigor.
PARÁGRAFO ÚNICO - Os créditos destinados a suprir insuficiência 
nas dotações relativas a pessoal, inativos e pensionistas, dívida pública, débitos 
constantes e precatórios judiciais e despesas à conta de recursos vinculados, observarão o 
limite de 30% (trinta por cento) do orçamento da despesa.
ARTIGO 18 - Durante a execução orçamentária de 2008, o Executivo 
Municipal, autorizado por Lei, poderá incluir novos projetos, atividades ou operações 
especiais no orçamento, na forma de crédito especial, desde que se enquadre nas 
prioridades para o exercício de 2008 (Artigo 167, I da CF).
ARTIGO 19 - O Município implantará no próximo exercício, programa visando o 
controle de custos e avaliações de resultados (Artigo 4º, I, “e” da LRF).
II - DAS PRIORIDADES E METAS
ARTIGO 20 - As prioridades e metas da Administração Municipal para o 
exercício financeiro de 2008, são aquelas definidas e demonstradas no ANEXO V desta Lei 
(Artigo 165, § 2º da CF).
§ 1º - Os recursos estimados na Lei Orçamentária para 2008 serão 
destinadas, preferencialmente, para as prioridades e metas estabelecidas no ANEXO V 
desta Lei, não se constituindo, todavia, em limite à programação das despesas.
§ 2º - Na elaboração da proposta orçamentária para 2008, o Poder Executivo 
poderá aumentar ou diminuir as metas físicas estabelecidas nesta Lei e identificadas no 
ANEXO V, a fim de compatibilizar a despesa orçada à receita estimada, de forma a 
preservar o equilíbrio das contas públicas.
III - DAS DISPOSIÇÕES SOBRE DESPESAS COM PESSOAL
ARTIGO 21 - O Executivo e o Legislativo Municipal, mediante lei autorizativa, 
poderão em 2008 criar cargos e funções, alterar a estrutura organizacional, corrigir ou 
aumentar a remuneração dos servidores, conceder vantagens, admitir pessoal aprovado 
em concurso público ou em caráter temporário na forma da lei, observados os limites e as 
regras da LRF (Artigo 169, § 1º, II da CF).
PARÁGRAFO ÚNICO - Os recursos para as despesas decorrentes destes atos 
deverão estar previstos na lei do orçamento para 2008.
IV - DAS DISPOSIÇÕES SOBRE ALTERAÇÃO DA LEGISLATIVA 
TRIBUTÁRIA
ARTIGO 22 - O Executivo Municipal, autorizado em lei, poderá conceder ou 
ampliar benefício fiscal de natureza tributária com vistas a estimular o crescimento 
econômico, a geração de emprego e renda, ou beneficiar contribuintes integrantes de 
classes menos favorecidas, devendo esses benefícios ser considerados nos cálculos do 
orçamento da receita a serem objeto de estudos do seu impacto orçamentário e financeiro 
no exercício em que se iniciar sua vigência e nos dois subseqüentes (Artigo 14 da LRF).
ARTIGO 23 - Os tributos lançados e não arrecadados, inscritos em dívida 
ativa, cujos custos para cobrança sejam superiores ao crédito tributário, poderão ser 
cancelados, mediante autorização em lei, não se constituindo como renúncia de receita 
(Artigo 14, § 3º, da LRF).
ARTIGO 24 - O ato que conceder ou ampliar incentivo, isenção ou benefício de 
natureza tributária ou financeira constante do Orçamento da Receita, somente entrará em 
vigor após a adoção de medidas de compensação (Artigo 14, § 2º da LRF).
V - DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
ARTIGO 25 - A concessão de auxílios e subvenções dependerá de autorização 
legislativa, através de lei específica, e beneficiará as entidades de caráter educativo, 
assistencial, recreativo, cultural, esportivo e de cooperação técnica.
ARTIGO 26 - O Executivo Municipal enviará a proposta orçamentária para a 
Câmara Municipal no prazo estabelecido na Lei Orgânica do Município, que a apreciará e a 
devolverá para sanção até o dia 15/12/07.
PARÁGRAFO ÚNICO - Se o Projeto de Lei Orçamentário Anual não for 
encaminhado à sanção até o início do exercício financeiro de 2008, fica o Executivo 
Municipal autorizado a executar a proposta orçamentária na forma original, na base de 
1/12 (um doze avos) em cada mês, até a sanção da respectiva lei orçamentária anual.
ARTIGO 27 - Os créditos especiais, abertos nos últimos quatro meses do 
exercício, poderão ser reabertos no exercício subseqüente, por ato do Chefe do Poder 
Executivo.
ARTIGO 28 - O Executivo Municipal está autorizado a assinar convênios com o 
Governo Federal e Estadual através de seus órgãos da administração direta ou indireta 
para realização de obras ou serviços de competência ou não do município.
ARTIGO 29 - Serão consideradas legais as despesas com multas e juros pelo 
eventual atraso no pagamento de compromissos assumidos motivados por insuficiência de 
tesouraria.
ARTIGO 30 - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação.
PREFEITURA MUNICIPAL DE MORRO AGUDO/SP, 28 DE JUNHO DE 2007.
GILBERTO CÉSAR BARBETI
Prefeito Municipal
Registrada em livro próprio de nº 26, do anverso da folha nº 72 ao 
verso da folha 73, em data supra.
CLEIRE DE SOUZA
Secretária Municipal de Administração e Planejamento

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