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materia nº 3/2019

Tipo Projeto de Lei Executivo
Número / Ano 3 / 2019
Date 2019-05-30
EmentaDispõe sobre a política municipal de turismo, e dá outras providências.
native_id979

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DateResultadoSimNãoAbst.
2019-08-07T17:06:51.899680-03:00 Aprovado 8 0 0

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São José do Barreiro, 27 de maio de 2019. 
OF.GP. n.°46/2019 
Senhor Presidente, 
Respeitosamente, venho à presença de Vossa Excelência, 
para encaminhar a essa Egrégia Casa Legislativa, visando apreciação, 
discussão e votação em Regime "Urgente/Urgentíssimo" do Projeto de Lei, abaixo 
discriminado: 
PROJETO DE LEI NÚMERO 03. DE 7 DE MAIO DE 2019. 
DISPÕE SOBRE A POLITICA MUNICIPAL DE TURISMO E DÁ 
OUTRAS PROVIDÊNCIAS. 
PROJETO DE LEI NUMERO 04, DE 7 DE MAIO DE 2019. 
DISPÕE SOBRE A REESTRUTURAÇÃO DO CONSELHO MUNICIPAL 
DE TURISMO - COMTUR, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. 
PROJETO DE LEI NÚMERO 05, DE 20 DE MAIO DE 2019. 
AUTORIZA O EXECUTIVO MUNICIPAL A CELEBRAR CONVÊNIO NA 
FORMA QUE MENCIONA. 
Contamos com a costumeira at ção no pronto atendimento, 
agradecidos, apresentamos nesta oportunidade, vo s de elevada estim e distinta 
consideração. 
Alexan5h 4 Si4ueir4 E 
7refeito Municipal 
Exmo. Senhor 
Ver. Luis Eduardo Santos Ribeiro 
DD. Presidente da Câmara Municipal de CÂMARA 
São José do Barreiro - SP 1 PR01OCSLO N 
5. J. do Barreiro 
PROJETO DE LEI n.° 03, de 7 de maio de 2019. 
"DISPÕE SOBRE A POLÍTICA MUNICIPAL DE TURISMO, 
E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS". 
CAPITULO 1- DISPOSIÇÕES PRELIMINARES 
Art. 1°. A presente lei estabelece normas que regem a Política Municipal de Turismo da 
Estância Turística de São José do Barreiro, definindo objetivos e atribuições do Poder 
Executivo Municipal através da Secretaria Municipal de Turismo, assim como do Conselho 
Municipal de Turismo (COMTUR) e demais atores do setor de turismo na elaboração, no 
planejamento e na gestão de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento da Estância Turística 
de São José do Barreiro. 
Art. 2°. O Poder Executivo Municipal através da Secretaria Municipal de Turismo e em 
parceria com o COMTUR ficarão diretamente responsáveis pela elaboração, planejamento e 
gestãodaspolíticaspúblicasmunicipaisde fomento aoturismo. 
CAPITULO II 
DA POLÍTICA MUNICIPAL DE TURISMO 
Seção 1 Das Diretrizes 
Art. 3°. A Política Municipal de Turismo da Estância Turística de São José do Barreiro deverá 
observar as seguintes diretrizes no planejamento e execução de suas ações: 
1 - A prática do turismo como forma de promover a valorização c preservação do patrimônio 
natural, histórico e cultural do Município; 
II - A valorização da população local, assim como de suas tradições e cultura, como destinatários 
finais do desenvolvimentoturístico do Município; 
III - Tratamento isonômico aos diversos poios de desenvolvimento turístico nas diversas regiões 
do Município, respeitadas as singularidades e as diferentes vocações de cadapolo. 
Seção II Dos Objetivos 
Art.4°. A Política Municipal de Turismo tem por objetivos: 
1 - Contribuir para a elevação do bem estar geral da população, observados os princípios da 
sustentabilidade ambiental, cultural, econômica e social para o desenvolvimento da atividade 
turística, promovendo a inclusão social mediante multiplicação das oportunidades de trabalho, 
emprego erendano Município; 
II - Aumentar os fluxos turísticos, a taxa de permanência e o gasto médio dos turistas no 
Município, promovendo e divulgando os produtos da Estância Turística de São José do Barreiro 
nos mercados regional, nacional e internacional; 
III - Estimular a criação, a consolidação e a difusão de novos produtos turísticos, diversificando 
os fluxos entre os polos de desenvolvimento, beneficiando, especialmente, as regiões de 
menor nível de desenvolvimento, afim de estimular o crescimento ordenado e asustentabilidade da 
atividadeturístieado Município; 
IV - Promover a educação para o turismo com a finalidade de desenvolver a compreensão da 
atividade turística com vistas ao reconhecimento, à valorização, àpreservação e àrestauração dos 
bens patrimoniais naturais, históricos e culturais do Município; 
V - Estimular o aproveitamento turístico de forma sustentável dos recursos naturais, históricos e 
culturais que integram o patrimônio turísticomunicipal, comoenvolvimentoeaefetivaparticipação 
da comunidade nos benefícios advindos do turismo; 
VI - Fomentar a criação e a implantação de equipamentos destinados à atividade turística com 
capacidade de retenção e prolongamento da permanência dos turistas no Município; 
VII - Fomentar a prática de turismo sustentável nas áreas naturais e assegurar a proteção dos 
recursos naturais e a sua preservação nas áreas turísticas, promovendo a atividade como 
ri' 
visitantes, às áreaspúblicas derecreação e lazer; 
VIII - Preservar a identidade cultural das comunidades e populações tradicionais eventualmente 
afetadas pela atividade turística, de forma a despertar o respeito e o entendimento dos visitantes 
pelos valores, costumes, tradições e crenças dapopulação local; 
IX - Realizar e incentivar ações preventivas a fim de combater as práticas consideradas 
abusivas ou quaisquer outras que atentem contra a dignidade humana; 
X - Elaborar e atualizar regularmente o Inventário Municipal de Oferta Turística, bem como 
programar a produção, a sistematização e o intercâmbio de dados estatísticos e informações 
relativas às atividades turísticas por meio de pesquisas específicas, a fim de embasar o 
planejamento turístico do Município; 
XI - Desenvolver, ordenar e estimular o comércio da produção local, artesanal e industrial, dos 
produtos típicos do Município; 
XII - Promover a integração do setor privado, a fim de fortalecê-lo como agente complementar de 
desenvolvimento dainfraestruturae dos serviços necessários para o incremento do turismo. 
§1°.-. As pesquisas elaboradas deverão ser amplamente divulgadas e apresentadas para os 
munícipes, de um modo geral, e para o setor de turismo, de forma específica, pelos meios de 
divulgação adequados, além de restarem disponíveisj unto à Secretaria Municipal de Turismo e ao 
COMTUR para consulta de todo e qualquer interessado. 
§2°. Quando se tratar de Unidades de Conservação e/ou Áreas de Proteção Ambiental, o turismo 
será desenvolvido em consonância com os seus objetivos de criação, respeitado o disposto nos 
respectivospianosdemanejo de cadaunidade. 
CAPÍTULO III 
DAS ATRIBUIÇÕES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA MUNICIPAL 
K 
Art. 50, O Poder Executivo Municipal, através da Secretaria Municipal de Turismo, será o 
responsável primeiro pela implantação e desenvolvimento das políticas públicas contempladas 
napresenteLei. 
Art. 6°. O Poder Executivo Municipal deverá propiciar apoio técnico e financeiro no sentido 
de consolidar o turismo como instrumento de desenvolvimento econômico e social do 
Município, observadas as diretrizes e os objetivos listados pelos arts. 30 e 40, supra.. 
Art. 7°. O Poder Executivo Municipal, através da Secretaria de Turismo e em parceria com o 
COMTUR, d e v e rã elaborar o Plano Diretor de Turismo do Município, com o objetivo de definir 
áreas estratégicas, p rogram as e ações que viabilizem o desenvolvimento sustentável da atividade 
turística Município. 
Parágrafo Único. Na hipótese do Município já dispor de um Plano Diretor de Turismo, o 
mesmo passará a fazer parte integrante do presente diploma sob a forma de anexo, cabendo ao 
Poder Executivo Municipal, através da Secretaria de Turismo e em parceria com o COMTUR, 
garantir a atualização e a revisão sistemática das diretrizes e metas do plano, a fim de se manterem 
atualizadas as políticas públicas de gestão e desenvolvimento turístico. 
Art. 8°. São atribuições da Secretaria Municipal de Turismo, no tocante ao desenvolvimento 
turístico: 
1 - Auxiliar o Chefe do Poder Executivo Municipal, garantindo o desenvolvimento turístico em 
todas as perspectivas mencionadas na presenteLei; 
II - Articular e colaborar com todos os setores da Administração Pública que tenham 
interferência direta e indireta no turismo do Município, como também monitorar as políticas e 
programas que se relacionem com a atividade turística municipal; 
III - Estimular o desenvolvimento e a produção de material informativo, tanto para os 
visitantes quanto para a comunidade, promovendo a permanente educação e sensibilização dos 
munícipes e visitantes em relação à organização da atividade turística noMunicípio; 
IV - Trabalhar em conjunto com empresas locais, terceiro setor, instituições de ensino públicas 
e privadas além dos demais órgãos da Administração Pública, Federal e Estadual, Direta e 
f 1 
V - Estimular e viabilizar projetos de mobilidade e acessibilidade que garantam o acesso de 
munícipes e visitantes com necessidades especiais aos locais de interesse turístico, observados o 
contexto e as limitações por ventura impostas pelas particularidades de uso do patrimônio 
histórico e natural do Município; 
VI - Fomentar o desenvolvimento da infraestrutura turística do Município; 
VII - Promover oregistro, apreservação, amanutenção e arestauração dos bens naturais, culturais 
e históricos, de cunho material e imaterial, doMunicípio; 
VIII - Acatar as deliberações do COMTUR, nos termos da presente lei e de acordo com a lei 
que dispõe sobre as atribuições e as competências do Conselho Municipal de Turismo. 
Art. 91. O Executivo Municipal através da Secretaria Municipal de Turismo e em parceria 
com o COMTUR deverá criar, apoiar e incentivar técnica e financeiramente as iniciativas, 
planos e projetos que visem a formação e o aperfeiçoamento da mão-de-obra para o setor de 
turismo do Município. 
CAPÍTULO IV 
DO CONSELHO MUNICIPAL DE TURISMO E DO PLANO DIRETOR DE TURISMO 
Art. 10. O Conselho Municipal de Turismo COMTUR, órgão colegiado, ligado diretamente 
ao gabinete do Chefe do Executivo Municipal e voltado ao assessoramento da municipalidade, 
em questões atinentes ao desenvolvimento da Estância Turística de São José do Barreiro, 
instituído por lei própria como órgão máximo de deliberação na esfera da Política Municipal 
de Turismo, ficará responsável pela implementação do Plano Diretor de Turismo, destinado a 
definir áreas estratégicas, programas e ações que viabilizem o desenvolvimento turístico do 
Município. 
§10 O Plano Diretor de Turismo deverá ser revisto e atualizado periodicamente por iniciativa 
do próprio COMTUR e em parceria com a Secretaria Municipal de Turismo. 
e 
§2° As diretrizes e os objetivos propostos pela Política Municipal de Turismo deverão ser 
contemplados na elaboração do Plano Municipal de Turismo. 
CAPÍTULO VII 
DAS DISPOSIÇÕESGER4JS 
Art. 11. As ações propostas pelo Plano Diretor de Turismo, cujo texto completo passa afazer 
parte integrante do presente diploma sob a forma do Anexo 1, batizarão as medidas concretas que 
deverão ser adotadas para o desenvolvimento do turismo sustentável no Município ao amparo 
da presente Política Municipal de Turismo. 
Art. 12,,4ÇÇiie a em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em 
em especial a 1,,<ei Municipal n.° 10 de 26 de agosto de 2016. 
José do Barreiro. Oj de Xnaio de 2019. 
JUSTIFICATIVA 
Senhor Presidente, 
Senhores Vereadores: 
Visa o presente Projeto de Lei "DISPÕE SOBRE A POLÍTICA MUNICIPAL DE 
TURISMO, E DA OUTRAS PROVIDENCIAS". 
A presente propositura nada mais é que a atualização da política municipal de turismo, 
que está agora de acordo com a realidade de nosso município. 
De se notar que com a edição desta lei, estaremos dotando o município de formas mais 
adequadas de explorar o turismo, principalmente o turismo sustentável com a proteção do 
meio ambiente que é hoje, a principal preocupação dos órgãos de governo. 
Nosso turismo é voltado para a ecologia, em razão das belezas naturais de nossa cidade. 
Esta é a nossa intenção, fomentar o turismo local, mas com proteção ao meio ambiente, 
explorando o turismo de forma sustentável. 
Pelo exp/
oprójeto
econtando com o ostumein 
unanime de lei em ques ão. 
São J9'sé do Barreiro, 07 demaio fr 2019. 
apoio desta Casa de Leis, espera a aprovação 
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO 
ESCOLA DE COMUNICAÇÕES E ARTES 
Departamento de Relações Públicas, Propaganda e Turismo 
Lei ri 
PREFEITURA DE SÃO JOSÉ DO BARREIRO 
Plano Diretor de Desenvolvimento Turístico do 
Município de São José do Barreiro 
São Paulo 
2016 
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO 
ESCOLA DE COMUNICAÇÕES E ARTES 
Departamento de Relações Públicas, Propaganda e Turismo 
PREFEITURA DE SÃO JOSÉ DO BARREIRO 
Plano Diretor de Desenvolvimento Turístico do 
Município de São José do Barreiro 
Trabalho realizado por meio de convênio entre o 
Curso de Turismo da ECA-USP e a Prefeitura de 
São José do Barreiro, no âmbito da disciplina: 
Planejamento e Organização do Turismo de 
agosto/2015 ajulho/2016. 
Equipe: Alunos do Curso de Turismo da Escola de 
Comunicações e Artes da Universidade de São 
Paulo - ECA/USP. Turmas 2012/2013. 
Coordenação: Profa. Dra. Clarissa M. R. 
Gagliardi. 
São Paulo 
2016 
Sumário 
INTRODUÇÃO .11 
PARTE 1- DIAGNÓSTICO .14 
1. ASPECTOS SOCLOECONÔMICOS .................................................................................................. 14 
1.1. Análise Demográfica ou Análise Social ....................................................................................... 14 
1,2. Infraestrutura ............................................................................................................................... 22 
1.2.1. Saneamento Básico.............................................................................................................. 22 
1.2.2. Transporte ............................................................................................................................ 27 
1.2.3. Telecomunicações ................................................................................................................ 42 
1.3. Segurança Pública ....................................................................................................................... 46 
1.3.1 Dados estatísticos de segurança pública no Vale do Paraíba Histórico ................................... 46 
1.3.2. Dados estatísticos de segurança pública em São José do Barreiro ......................................... 48 
1.3.3 Medidas adotadas .................................................................................................................. 49 
2. ASPECTOS SOCIOAMBIENTAIS.................................................................................................... 49 
2.1. Ecossistemas Principais ............................................................................................................... 49 
2.2. Áreas Protegidas, Áreas de Preservação e Unidades de Conservação de uso Direto e Indireto...... 52 
2.2.1. Unidades de Conservação ..................................................................................................... 52 
2.2.2. Reservas Particulares do Patrimônio Natural - RPPNs ......................................................... 61 
2.3. Uso e Ocupação do Solo .............................................................................................................. 63 
2.4. A Bacia Hidrográfica .............................................................................. ..................................... 69 
2.4.1. Bacia do Rio Paraíba Do Sul ................................................................................................ 70 
2.4.2. Sub-Baciado Rio Sesmaria ................................................................................................... 71 
2.4.3. Propostas para o Aproveitamento Sustentável das Águas ...................................................... 72 
3. GESTÃO DO TURISMO - CAPACITAÇÃO INSTITUCIONAL MUNICIPAL ................................ 74 
3.1.COMTUR ................................................................................................................................... 75 
3.2. Receitas ....................................................................................................................................... 77 
3.3. Gestão do Parque Nacional da Serra da Bocaina .......................................................................... 83 
3.4. Articulação entre o Setor Empresarial e os Gestores Públicos do Turismo ................................... 85 
3.5. Capacitação Do Setor Privado: As Associações ........................................................................... 86 
3.6. ARCCO....................................................................................................................................... 86 
3.7. Fazendas Históricas Paulistas ...................................................................................................... 88 
3.8. BARRE IROTUR ......................................................................................................................... 89 
3.9. RPPNs - Reservas Particulares do Patrimônio Natural ................................................................. 89 
4. PATRIMÔNIO, PRODUTOS TURÍSTICOS, ATRATIVOS NATURAIS E QUALIDADE DA 
OFERTATÉCNICA .............................................................................................................................. 90 
4.1 - Atrativos Turísticos ..................................................................................................................... 90 
4.1.1. Atrativos Culturais ............................................................................................................... 91 
4.1.2. Atrativos Naturais .............................................................................................................. 105 
4.2. Equipamentos Turísticos ............................................................................................................ 110 
4.2. 1. Oferta de Alimentos e Bebidas .110 
4.2.2. Equipamentos Turísticos ....................................................................................................114 
4.2.3. Oferta de Meios de Hospedagem ........................................................................................115 
4.3. Inserção de São José do Barreiro em Roteiros Turísticos ...........................................................123 
4.4. Considerações sobre Patrimônio, Produtos Turísticos, Atrativos Naturais e Qualidade de Oferta 
Técnica............................................................................................................................................126 
S. CAPACITAÇÃO DO TURISMO DA CIDADE DE SÃO JOSÉ DO BARREIRO ...........................128 
5.1. Levantamento das faculdades e escolas na Região do Vale Histórico .........................................129 
5.1.1. Instituições de Ensino em Cruzeiro que oferecem cursos das Áreas de Empreendedorismo e 
Turismo.......................................................................................................................................129 
5.1.2. Instituições de Ensino em Resende que oferecem cursos das Áreas de Empreendedorismo e 
Turismo.......................................................................................................................................130 
5.1.3. Sobre o Levantamento das faculdades e escolas na Região do Vale Histórico .....................131 
5.2. Programas .................................................................................................................................131 
5.3. Pesquisa realizada em campo .....................................................................................................132 
5.3.1. Resultados da Pesquisa.......................................................................................................132 
6. ESTUDO DE DEMANDA DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO BARREIRO ................................135 
6.1. Método de Pesquisa ................................ 135 
6.2. Análise dos dados levantados ....................................................................................................137 
6.2.1. Análise de gênero e estado civil dos turistas .......................................................................138 
6.2.2. Análise da escolaridade e da renda dos turistas ...................................................................138 
6.2.3. Análise da cidade, região e estado de origem dos turistas....................................................139 
6.2.4. Análise do principal meio de transporte utilizado pelos turistas ..........................................140 
6.2.5. Análise do Tempo de permanência do turista em São José do Barreiro ............................... 141 
6.2.6. Avaliação dos meios de hospedagem por turistas hospedados ............................................. 141 
6.2.7. Análise: Como os turistas ficaram sabendo São José do Barreiro ........................................ 142 
6.2.8. Análise: Turistas de primeira viagem ou que já visitaram a cidade anteriormente ............... 143 
6.2.9. Análise da Imagem de São José do Barreiro à turistas de primeira viagem antes de chegarem à 
cidade.......................................................................................................................................... 143 
6.2.10. Análise das Expectativas dos turistas de primeira viagem depois de chegarem à cidade .... 144 
6.2.11. Críticas apontadas pelos turistas com expectativas não atendidas ...................................... 144 
6.2.12. Com quem os turistas viajam à São José do Barreiro ........................................................ 145 
6.2.13. Motivação de viagem dos turistas à São José do Barreiro................................................. 145 
6.2.14. Análise da Divulgação de São José do Barreiro aos turistas x apoio da prefeitura aos 
estabelecimentos.......................................................................................................................... 146 
6.2.15. Atrativos com maior visitação dos turistas ........................................................................ 147 
6.2.16 Motivo pelo qual os turistas escolheram São José do Barreiro............................................ 148 
6.2.17. Intenção de retomo à São José do Barreiro por turistas de primeira viagem à cidade ......... 149 
6.2.18. Percepção de alterações na estrutura turística pelos turistas que já visitaram a cidade 
anteriormente............................................................................................................................... 149 
6.2J9. Avaliação da cidade de São José do Barreiro por turistas (em número de respostas 
apresentadas) ............................................................................................................................... 150 
6.2.20. Hábitos de consumo dos turistas em São José do Barreiro (em %) ....................................151 
6.2.21. Gasto total dos turistas durante a viagem à São José do Barreiro (em %) ..........................152 
6.3. Análise de perfis de turistas ....................................................................................................... 152 
6.3.1. Perfil 1 - Gastos de R$ 801 até R$1200 (ou mais) ............................................................... 153 
6.3.2. Perfil 2- Gastos de R$501 a R$800 .................................................................................... 156 
6.3.3. Perfil 3 - Até R$500 ...........................................................................................................159 
6.3.4. Perfil Z ............................................................................................................................... 162 
6.4. Estudos Complementares ........................................................................................................... 163 
6.4.1. Perfil do turista do Estado de São Paulo .............................................................................. 163 
6.4.2 Perfil do Turista Nacional Brasileiro .................................................................................... 164 
6.4.3. Perfil do turista Backpacker................................................................................................ 164 
6.4.4. Perfil do turista de aventura e ecoturismo do Brasil ............................................................ 165 
7. ANÁLISE SWOT............................................................................................................................. 166 
7.1. Forças........................................................................................................................................ 169 
7.2. Fraquezas .................................................................................................................................. 171 
8.1.2. Concorrência Entre Produtos - Parque .................................................. 186 
& 1.3. Concorrência dos Meios de Hospedagem de São José Do Barreiro ....... 188 
8.2. Tendências de Mercado ............................................................................... 192 
8.2.1. Ecoturismo ................................... 192 
8.2.2. Economia Colaborativa ................................ 194 
8.2.3. Tecnologia ............................................... 
8.3. Contexto Político e Econômico ........................ 199 
9 OBJETIVOS .................................................................................................................................... 202 
9.1. Objetivo Geral ........................................................................................................................... 202 
9.2. Objetivos Específicos ................................................................................................................ 202 
PARTEII ............................................................................................................................................. 204 
10 . PLANO DE AÇÃO ........................................................................................................................ 204 
10.1. Sensibilização da comunidade para o Turismo ......................................................................... 205 
10.2. Melhoria da Comunicação Interna e Externa .......................................................................... 211 
10.3. Qualificação de Recursos Humanos ......................................................................................... 215 
10.4. Qualificação da gestão pública para o turismo e fortalecimento institucional ........................... 224 
10,5. Fomrntação do Produto Turístico ............................................................................................. 229 
10.6. Melhoria das condições de vida no campo .236 
10.7. Coleta, sistematização e análise de dados ................................................................................ 240 
12 . CONSIDERAÇÕES FINAIS .......................................................................................................... 243 
13 . APÊNDICES .................................................................................................................................. 245 
Apêndice 1 - Questionário de demanda aplicado com turistas em São José do Barreiro .................... 245 
Apêndice 2 - Questionário de demanda aplicado com estabelecimentos em São José do Barreiro ..... 249 
Apêndice 3 - Questionário de capacitação aplicado com estabelecimentos em São José do Barreiro .251 
Apêndice 4—Questionário 1 para elaboração da matriz de atrativos culturais ................................... 252 
Apêndice 5 - Questionário II para elaboração da matriz de atrativos culturais .................................. 253 
Apêndice 6— Questionário para elaboração da matriz de atrativos para alimentação ......................... 254 
Apêndice 7—Questionário para elaboração da matriz de atrativos naturais ....................................... 255 
Apêndice 8 - Questionário para elaboração da matriz de equipamentos turísticos ............................. 256 
Apêndice 9—Validação pública 1 - Ata da Audiência Pública .......................................................... 257 
Apêndice 10 - Validação pública II - Fotos das Oficinas e da Audiência Públicas ........................... 269 
14. ANEXOS ....................................................................................................................................... 276 
Anexo 1 - Lei Complementar n° 1.261, de 29 de abril de 2015 ......................................................... 276 
Anexo 2 - Questionário aplicado no portal da cidade de São José do Barreiro ................................... 284 
REFERÊNCIAS ................................................................................................................................... 285 
LISTA DE FIGURAS 
Figura 1: Pirâmide Etária comparativa: São José do Barreiro x Estado de São Paulo............................... 14 
Figura2: Mapa IPRS 2014 ..................................................................................................................... 17 
Figura 3: IPRS Vale do Paraíba e Litoral Norte x Vale Histórico ............................................................ 18 
Figura 4: IPRS São José do Barreiro x Vale Histórico ............................................................................ 19 
Figura 5: IPRS Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte ............................................... 19 
Figura 6: Imagem de satélite - Rotas entre o Aeroclube de Resende e São José do Barreiro ................... 28 
Figura 7: Imagem de satélite - Comparativo entre as rotas a partir do aeroclube de Resende .................. 29 
Figura 8: Dimensão do trecho sob concessão da BR- I 16 com destaque para o município de São José do 
Barreiro.................................................................................................................................................. 31 
Figura 9: Acesso a São José do Barreiro a partir da cidade de São Paulo................................................. 32 
Figura 10: Principais Parques Nacionais no entorno................................................................................ 38 
Figura 11: Disponibilidade das Operadoras de Telefonia Móvel em São José do Barreiro (Agosto de 2014 
aMaio de2ols) ...................................................................................................................................... 42 
Figura 12: Índice de cobertura vegetal nativa nos municípios do Vale do Paraíba em 2008/2009 ............ 50 
Figura 13: Unidades de Conservação e outras categorias de áreas protegidas da Região do Vale do 
Paraíba................................................................................................................................................... 51 
Figura 14: Atrativos do Parque Nacional Serra da Bocaina ..................................................................... 54 
Figura 15: Zoneamento do Parque Nacional Serra da Bocaina ................................................................ 56 
Figura 16: Organograma da Prefeitura de São José do Barreiro............................................................... 75 
Figura 17: Localização da Oferta de Alimentos e Bebidas Dispostos do Barreiro .................................. 113 
Figura 18: Localização da Oferta de Alimentos e Bebidas de Formoso ................................................. 113 
Figura 19: Localização da Oferta de Alimentos e Bebidas Dispostos da Bocaina .................................. 114 
Figura 20: Localização da Oferta dos Meios de Hospedagem de São José do Barreiro .......................... 122 
Figura 21: Análise SWOT Fonte: Universidade Federal do Mato Grosso, 2011.................................... 166 
Figura 22: Municípios do Vale do Paraíba Fluminense ......................................................................... 184 
Figura 23: Veja cinco motivos para utilizar os serviços baseados na SharingEconomy .......................... 195 
Figura 24- Oficina Participativa realizada em 22 de outubro de 2015, na sede de São José do Barreiro 269 
Figura 25 - Oficina Participativa realizada em 23 de outubro de 2015, no bairro Formoso .................... 269 
Figura 26 - Audiência Pública realizada em 23 de maio de 2016........................................................... 270 
Figura 27- Audiência Pública realizada em 23 de maio de 2016............................................................ 270 
Figura 28 - Dinâmica realizada em Audiência Pública, em 23 de maio de 2016.................................... 271 
Figura 29- Dinâmica realizada em Audiência Pública, em 23 de maio de 2016.................................... 271 
Figura 30- Dinâmica realizada em Audiência Pública, em 23 de maio de 2016..................................... 272 
Figura 31- Dinâmica realizada em Audiência Pública, em 23 de maio de 2016..................................... 272 
Figura 32- Dinâmica realizada em Audiência Pública, em 23 de maio de 2016..................................... 273 
Figura 33- Dinâmica realizada em Audiência Pública, em 23 de maio de 2016..................................... 273 
LISTA DE QUADROS 
Quadro 1: Resultados dolPVS2olo ........................ ............................................................................... 20 
Quadro 2: Metas do Plano Municipal de Saneamento Básico (2010).......................................................23 
Quadro 3: Obras previstas para 2015 pelo Governo do Estado de São Paulo ...........................................36 
Quadro 4: Taxa de conexão de Voz - São José do Barreiro (Agosto de 2014 a Julho de 2015) ... ............ 43 
Quadro 5: Taxa de desconexão de voz - São José do Barreiro (Agosto de 2014 a Julho de 2015) ...........43 
Quadro 6: Taxa de conexão de dados 2G em São José do Barreiro (agosto de 2014 ajulho de 2015) ......44 
Quadro 7: Desconexão de dados 20 em São José do Barreiro (agosto de 2014 a julho de 2015) .............45 
Quadro 8: Taxa de conexão de dados 3G em São José do Barreiro (agosto de 2014 ajulho de 2015) ......45 
Quadro 9: Taxa de desconexão de dados 30 em São José do Barreiro (agosto de 2014 ajulho de 2015).46 
Quadro 10: Principais ações no Parque Nacional Serrada Bocaina e áreas de interesse...........................56 
Quadro 11: Histórico de repasses dos recursos do DÁDE. ...................................................................... 80 
LISTA DE TABELAS 
Tabela 1: Descrição dos principais acessos rodoviários ao município de São José do Barreiro ................ 30 
Tabela 2: Descrição dos pedágios no percurso São Paulo (SP) - São José do Barreiro (SP) .................... 33 
- Tabela 3: Descrição dos pedágios no percurso Rio de Janeiro (RI) - São José do Barreiro (SP) .............. 33 
Tabela 4: Condições Gerais da Rodovia BR- 116..................................................................................... 34 
Tabela 5: Condições Gerais da Rodovias SP-068 e SP-221 ..................................................................... 35 
Tabela 6: Inflaestrutura de Serviços da BR-1 16 ...................................................................................... 35 
Tabela 7: Volume Médio Diário por Rodovia ......................................................................................... 37 
Tabela 8: Municípios distantes até 100 km do Parque Nacional da Sena da Bocaina .............................. 39 
Tabela 9: Municípios entre 101 e 200 km de distância do Parque Nacional da Sena da Bocaina ............. 40 
Tabela 10: Divisão das UPAs em relação a sua área................................................................................ 65 
Tabela 11: Ocupação do solo nas UPAs .................................................................................................. 65 
Tabela12: Exploração Vegetal ............................................................................................................... 66 
Tabela 13: Exploração animal no município ........................................................................................... 66 
Tabela 14: Quantias destinadas, por setores de atuação ........................................................................... 77 
Tabela 15: Repasses ao Município - Governo Federal............................................................................. 79 
Tabela 16: Descrição das Potencialidades ............................................................................................... 93 
Tabela 17: Matriz Qualitativa de Atrativos Turísticos Culturais .............................................................. 94 
Tabela 18: Legenda da Matriz Quantitativa dos Atrativos Culturais ........................................................ 99 
Tabela 19: Matriz Quantitativa dos Atrativos Culturais ......................................................................... 100 
Tabela 20: Manifestações Culturais de São José do Barreiro ................................................................. 103 
Tabela 21: Calendário Mês a Mês dos Eventos de São José do Barreiro................................................ 105 
Tabela 22: Matriz dos Atrativos Naturais .............................................................................................. 107 
Tabela 23: Oferta de Alimentos e Bebidas ............................................................................................ 110 
Tabela 24: Equipamentos Turísticos ..................................................................................................... 114 
Tabela 25: Principais produtos oferecidos pela MW Trekking .............................................................. 115 
Tabela 26: Legenda para os critérios de Avaliação para a Matriz Quantitativa dos Meios de Hospedagem 
...................................................................................................................... 116 
Tabela 27: Critérios de Avaliação para a Matriz Quantitativa dos Meios de Hospedagem ..................... 117 
Tabela 28: Matriz Qualitativa dos Meios de Hospedagem..................................................................... 118 
Tabela 29: Matriz Quantitativa dos Meios de Hospedagem ................................................................... 121 
Tabela 30: Roteiros nos quais a cidade de São José do Barreiro está incluída........................................ 125 
Tabela 31: Matriz SWOT - Ambiente interno - São José do Barreiro ................................................... 167 
Tabela 32: Matriz SWOT - Ambiente externo - São José do Barreiro ................................................... 168 
Tabela 33: Distância entre os concorrentes e seus principais emissores . ................................................ 188 
Tabela 34: Ocorrência de meios de hospedagem por localização........................................................... 191 
LISTA DE GRÁFICOS 
Gráfico 1: Produtividade policial em 2015 no Estado de São Paulo ........................................................ 47 
Gráfico 2: Produtividade policial nos municípios do Vale Histórico ....................................................... 47 
Gráfico 3: Ocorrências policias nos municípios próximos a São José do Barreiro ................................... 48 
Gráfico 4: Atrativos visitados pelos Turistas ......................................................................................... 127 
Gráfico 5: Tempo de funcionamento dos estabelecimentos ................................................................... 132 
Gráfico 6: Tipo de administração dos estabelecimentos ........................................................................ 132 
Gráfico 7: Atendimento Bilíngue .......................................................................................................... 133 
Gráfico 8: Escolaridade dos funcionários .............................................................................................. 133 
Gráfico 9: Número de pessoas empregadas ........................................................................................... 134 
Gráfico 10: Cidade de origem dos funcionários .................................................................................... 134 
Gráfico 11: Análise da idade dos turistas .............................................................................................. 137 
Gráfico 12: Gênero dos turistas------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 138 
Gráfico 13: Estado civil dos turistas...................................................................................................... 138 
Gráfico 14: Escolaridade dos turistas .................................................................................................... 138 
Gráfico 15: Renda dos turistas .............................................................................................................. 139 
Gráfico 16: Estado de origem dos turistas --------------------------------------------------------------------------------------------- 139 
Gráfico 17: Cidade de origem dos turistas--------------------------------------------------------------------------------------------- 139 
Gráfico 19: Principal meio de transporte utilizado pelos turistas ----------------------------------------------------------- 140 
Gráfico 18: Região de origem dos turistas............................................................................................. 140 
Gráfico 20: Tempo de permanência do turista em São José do Barreiro ................................................ 141 
Gráfico 21: Avaliação dos meios de hospedagem por turistas hospedados ............................................ 141 
Gráfico 22: Como os turistas ficaram São José do Barreiro ------------------------------------------------------------------- 142 
Gráfico 23: Meios alternativos-------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 142 
Gráfico24: Internet .............................................................................................................................. 142 
Gráfico 25: Número de visitas .............................................................................................................. 143 
Gráfico 26: Visita dos turistas à cidade ------------------------------------------------------------------------------------------------- 143 
Gráfico 27: Imagem de São José do Barreiro aos turistas de primeira viagem antes de chegarem à cidade 
....................................................................................................................... 143 
Gráfico 28: Expectativas dos turistas de primeira viagem depois de chegarem à cidade ------------------------ 144 
Gráfico 29: Críticas apontadas pelos turistas com expectativas não atendidas ....................................... 144 
Gráfico 30: Com quem os turistas viajam à São José do Barreiro .......................................................... 145 
Gráfico 31: Detalhamento do "Outros- - ------------------------------------------------------------------------------------------------- 145 
Gráfico 32: Motivação de viagem dos turistas à São José do Barreiro ................................................... 145 
Gráfico 33: Apoio da prefeitura aos estabelecimentos ........................................................................... 146 
Gráfico 34: Divulgação de São José do Barreiro aos turistas ................................................................. 146 
Gráfico 35: Atrativos com maior visitação dos turistas ......................................................................... 147 
Gráfico 36: Detalhamento do "Outros" ................................................................................................. 148 
Gráfico 37: Considerou outro destino? .................................................................................................. 148 
Gráfico 38: Motivo pelo qual os turistas escolheram São José do Barreiro ............................................ 148 
Gráfico 39: Intenção de retomo à São José do Barreiro por turistas de primeira viagem à cidade .......... 149 
Gráfico 40: Percepção de alterações na estrutura turística pelos turistas que já visitaram a cidade 
anteriormente....................................................................................................................................... 149 
Gráfico 41: Percepção positiva ou negativa........................................................................................... 149 
Gráfico 42: Avaliação da cidade de São José do Barreiro por turistas (em número de respostas 
apresentadas) ........................................................................................................................................ 150 
Gráfico 43: Hábitos de consumo dos turistas em São José do Barreiro (em %)...................................... 151 
Gráfico 44: Gasto total dos turistas durante a viagem à São José do Barreiro (em %) ............................ 152 
Gráfico 45: Idade dos turistas do perfil de gastos 1 ............................................................................... 153 
Gráfico 46: Escolaridade dos turistas do perfil de gastos 1 .................................................................... 153 
Gráfico 47: Renda dos turistas do perfil de gastos 1 .............................................................................. 154 
Gráfico 48: Origem dos turistas do perfil de gastos 1 ---------------------------------------------------------------------------- 154 
Gráfico 49: Tempo de permanência dos turistas do perfil de gastos 1 .................................................... 155 
Gráfico 50: Hospedagem utilizada pelos turistas do perfil de gastos 1 ................................................... 155 
Gráfico 51: Idade dos turistas do perfil de gastos 2 ............................................................................... 156 
Gráfico 52: Escolaridade dos turistas do perfil de gastos 2 .................................................................... 156 
Gráfico 53: Renda dos turistas do perfil de gastos 2 .............................................................................. 157 
Gráfico 54: Origem dos turistas do perfil de gastos 2 ............................................................................ 157 
Gráfico 55: Tempo de permanência dos turistas do perfil de gastos 2 .................................................... 158 
Gráfico 56: Hospedagem utilizada pelos turistas do perfil de gastos 2 ................................................... 158 
Gráfico 57: Idade dos turistas do perfil de gastos 3 ............................................................................... 159 
Gráfico 58: Escolaridade dos turistas do perfil de gastos 3 .................................................................... 159 
Gráfico 59: Renda dos turistas do perfil de gastos 3 .............................................................................. 160 
Gráfico 60: Origem dos turistas do perfil de gastos 3 ............................................................................ 160 
Gráfico 61: Tempo de permanência dos turistas do perfil de gastos 3. ................................................... 161 
Gráfico 62: Hospedagem utilizada pelos turistas do perfil de gastos 3 ................................................... 161 
Gráfico 63: Origem dos turistas do perfil Z ........................................................................................... 162 
Gráfico 64: Gasto total dos turistas do perfil Z ...................................................................................... 162 
Gráfico 65: Hábitos de consumo do perfil Z ......................................................................................... 163 
INTRODUÇÃO 
O presente estudo é resultado da parceria firmada entre a Prefeitura do 
Município de São José do Barreiro e a Universidade de São Paulo, por meio do Curso 
de Turismo da Escola de Comunicações e Artes iniciada em agosto de 2015, com 
término previsto para dezembro de 2016. 
No período de agosto de 2015 a junho de 2016 os alunos dos 6° e 7° períodos 
desenvolveram o Plano Diretor de Desenvolvimento Turístico do Município de São 
José do Barreiro (PDDTM), no âmbito das disciplinas Planejamento e Organização do 
Turismo, 1 e II, sob orientação da Pro?. Dra. Clarissa M. R. Glagliardi e colaboração 
da Prof. D. Karina Toledo Solha. 
O método de trabalho consistiu na coleta de dados referente ao município 
através de fontes secundárias, visita técnica', oficinas realizadas com membros do 
empresariado turístico local e moradores 2
, audiência e consulta pública 3 .A equipe 
realizou também uma pesquisa de demanda, aplicada entre os meses de outubro de 
2015 e fevereiro de 2016, a fim de estimar a quantidade e identificar o perfil do turista 
que o município recebe. O conteúdo foi sistematizado e analisado à luz das teorias de 
Planejamento Turístico e consubstanciado neste documento. 
Este trabalho insere-se no conjunto de investigações desenvolvidas pelo 
CETES - Centro de Estudos sobre Turismo e Desenvolvimento Social -, cujo objeto de 
estudo atual é o Vale Histórico, com o objetivo de ampliar o conhecimento acerca 
dessa região e subsidiar os gestores e a comunidade na elaboração e implementação de 
políticas de turismo. 
Tal aprofundamento no conhecimento da realidade local e interação com a 
comunidade pretendem também dar suporte a eventuais propostas de intervenção de 
'Duas foram as visitas realizadas com toda a equipe: de 22 a 25 de outubro de 2015 e de 21 a 22 de maio 
de 2016. Alguns alunos também tiveram condições de realizar visitas autônomas individuais durante o 
período de realização do PDDTM. 
2 Foram realizadas duas oficinas, sendo a primeira no dia 22 de outubro de 2015 no Auditório do Espaço 
Guri e a segunda no dia 23 de outubro de 2015 na Associação de Moradores do bairro do Formoso. 
A audiência pública foi realizada dia 23 de maio de 2016 e teve o objetivo de publicizar o trabalho da 
equipe e submeter o plano de ação à análise e discussão da comunidade Na ocasião, foram discutidas as 
diretrizes estratégicas para o desenvolvimento do turismo local e foi decidido coletivamente que uma 
versão preliminar do PDDTM ficaria em consulta pública por cerca de IS dias para que a comunidade 
pudesse analisar o documento e encaminhar sugestões. As contribuições enviadas pela população foram 
incorporadas ao texto e podem ser conferidas ao longo do PDDTM. 
11 
modo mais assertivo e capaz de gerar mobilização para o desenvolvimento da 
atividade turística em escala local e regional. 
Vale ressaltar que, com a anuência do atual Prefeito, este PDDTM foi 
desenvolvido após a contratação da Consultoria Tié Sangue, que também elaborou um 
Plano Diretor de Desenvolvimento Turístico, concluído ao final de 2015. Deste modo, 
cabe à municipalidade definir se os documentos têm caráter complementar e de que 
forma dará prosseguimento às ações de desenvolvimento turístico. 
Este Plano está estruturado em duas partes, sendo a primeira a caracterização e 
o diagnóstico do município, realizados a partir de pesquisa documental, aplicação e 
análise de questionários para o estudo da demanda, trabalhos de campo, entrevistas e 
oficinas colaborativas com diferentes segmentos da comunidade. A segunda parte 
consubstancia a conclusão do diagnóstico, que subsidiou a elaboração de Diretrizes 
Estratégicas para o desenvolvimento local e o respectivo Plano de Ação. A partir da 
discussão ocorrida na audiência pública realizada, foram apontados eixos prioritários 
que servirão de base para a seleção dos temas dos projetos que serão desenvolvidos 
pela equipe de agosto a dezembro de 2016 e que poderão auxiliar o município a 
operacionalizar o PDDTM. O cronograma a seguir evidencia as etapas do trabalho. 
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PARTE 1- DIAGNÓSTICO 
1. ASPECTOS SOCIOECONÔMICOS 
O objetivo deste capítulo é analisar o ambiente socioeconômico em que São José 
do Barreiro se encontra atualmente. Serão analisados neste capítulo, fatores como dados 
demográficos, infraestrutura (saneamento, transporte, telecomunicações), segurança 
pública, enaltecendo a importância do desenvolvimento de cada fator para que a 
atividade turística possa se consolidar. 
1.1. Análise Demográfica ou Análise Social 
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (2010), o 
município de São José do Barreiro é composto por uma população residente de 4.070 
habitantes, dos quais 74% compõem a área urbana e 26% a área rural. Em relação aos 
grupos etários, a cidade caracteriza-se por possuir uma população melhor distribuída em 
relação à média estadual, conforme apresenta a pirâmide etária comparativa na Figura 1. 
São José do Barreiro Estado de São Paulo 
MASnE 100 ANOS 
ÂANO 
W A 34 AMO￾Ef5.A$ANOS 
BOAS4ANOS 
AJ ANO S 
0 A 14 ANOS 
A ANO 
ANO￾50A1AN￾4' A 4- ANft￾40 A 44 ANOS 
A 34 ANOS 
A 2. ANO 
20A?4ANOS 
1&A -ANO3. 
11A 1 4 ANO 
ANOS 
A44C)S 
HOMENS MULHERES HOMENS MULHERES 
Figura 1: Pirâmide Etária comparativa: São José do Barreiro x Estado de São Paulo 
Fonte: IBGE, 2010. 
Percebe-se também que o grupo etário com maior frequência, encontra-se entre 
10 e 14 anos, enquanto o grupo etário que varia entre 30 e 34 anos é menos frequente 
comparando com a média do Estado. Esta última faixa corresponde à parcela 
14 
significativa da população economicamente ativa, evidenciando a necessidade de 
preocupar-se com a permanência dessas pessoas na localidade, visando o Turismo como 
uma alternativa de empregabil idade. 
No âmbito da educação, o município conta com duas creches municipais, que 
recebe crianças de O a 4 anos, dez escolas de ensino fundamental, que atende crianças 
entre 5 e 14 anos, ambas sob responsabilidade municipal; conta ainda com uma escola 
estadual, que atende alunos de ensino médio, entre 15 e 18 anos. Segundo a Fundação 
SEADE, o total de docentes em 2012 era 72, sendo 8 para o ensino pré-escolar, 49 para 
o ensino fundamental e 15 para o ensino médio. 
O município alcançou 100% no atendimento a crianças com idade pré-escolar, 
segundo Fundação Seade (2012). Porém, apenas 65% dos jovens com idade entre 15 e 
19 anos frequentaram o ensino médio de acordo com dados do IBGE (2010). Para o 
Turismo, estes jovens podem representar uma importante força de trabalho, desde que 
tenham a requerida qualificação técnica. 
Em relação ao trabalho, em 2012 a cidade contava com 1964 indivíduos 
economicamente ativos, ou seja, 63% da população (IBGE, 2012). Destes indivíduos, 
61% eram do sexo masculino e 39% do sexo feminino. Já em relação aos não 
economicamente ativos, o total encontrado equivaleu a 1461 indivíduos, sendo 35% do 
sexo masculino e 65% do sexo feminino. 
Existe uma aparente tendência a respeito da distribuição das mulheres como 
grupo com maior frequência de indivíduos não economicamente ativos. O que pode 
oportunizar a possibilidade de ocupação destas mulheres em postos de trabalho no setor 
de turismo da região. 
A atividade de alojamento e alimentação pode apresentar melhor capacidade de 
absorção de mão-de-obra, uma vez que a cidade conta com 3,7% dos economicamente 
ativos trabalhando nesta área; em números absolutos são apenas 73 indivíduos, sendo 26 
homens e 67 mulheres. Outras atividades do setor de turismo podem vir a ser 
desenvolvidas no município, alargando a quantidade de postos de trabalho. Atualmente, 
dentre as atividades de trabalho mais frequentes, a agricultura/pecuária/ produção e 
pesca possuem 548 indivíduos atuando na área, o que corresponde a 27% dos 
economicamente ativos. 
15 
Com vistas à análise da dinâmica socioeconômica e das condições sociais do 
município foi utilizado o Índice Paulista de Responsabilidade Social (IPRS), que desde 
2001 é utilizado como instrumento de planejamento e desenvolvimento para o Estado 
de São Paulo. O Índice tem como base os preceitos do Índice de Desenvolvimento 
Humano (IDH), que é utilizado pela Organização das Nações Unidas (ONU) para 
avaliar os dados que compõe a dinâmica social e econômica dos países. 
O IPRS é realizado pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados 
(Seade). É urna iniciativa da Comissão de Assuntos Municipais para identificar 
problemas sociais nos municípios paulistas através da análise de três dimensões: 
riqueza, longevidade e escolaridade 4 . E à partir daí, realizar um planejamento para o 
desenvolvimento do Estado. 
Após o levantamento e cruzamento dos dados, os municípios são categorizados 
em cinco grupos, sendo o grupo 1 representante dos municípios com melhores índices e 
o grupo 5 dos piores índices. A Figura 2 apresenta o mapa com a categorização dos 
municípios do Estado de acordo com os dados do IPRS 2012 (avaliado a cada dois anos 
desde 2008), e os critérios de classificação dos municípios. 
4Na dimensão "Riqueza" avalia-se os dados de consumo anual de energia elétrica residencial e comercial, 
rendimento médio do emprego formal e valor adicionado per capita. Os dados são obtidos junto à 
Fundação Seade, Secretaria da Fazenda, Secretaria de Estado de Energia e Ministério do Trabalho. No 
âmbito da "Longevidade", são avaliadas as taxas de mortalidade infantil, perinatal, entre 15 e 39 anos e 
entre 60 e 69 anos. Para a dimensão "Escolaridade", os dados são coletados pelo Ministério da Educação 
por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) e apresentam 
a taxa de atendimento de 4 a 5 anos e a média da proporção de alunos da rede pública que atingiram o 
nível adequado nas provas de Língua Portuguesa e Matemática no 5° e 9° ano do ensino fundamental 
(Seade, 2014). 
16 
Grupo 3 
Ro.c-:: baoa 
IrCICadofes SO( 
Gupo 
irnemp3ro 
Figura 2: Mapa IPRS 2014 
Fonte: Fundação Seade, 2014 
A Figura 2 evidencia que as Regiões Metropolitanas de São Paulo e Campinas e 
a Região Norte do Vale do Paraíba possuem alto desempenho nos critérios de riqueza e 
indicadores sociais bons. Porém, é sensível à desigualdade no conjunto dos municípios 
que formam o Vale do Paraíba. 
Os municípios limítrofes ao Estado do Rio de Janeiro possuem níveis baixos de 
riqueza e indicadores sociais. O município de São José do Barreiro localiza-se ainda na 
área dos municípios de riqueza e indicadores sociais insatisfatórios, correspondendo à 
categoria do Grupo 5. 
Por ser uma região com variáveis similares, optou-se por analisar os dados de 
São José do Barreiro em conjunto com alguns dos municípios que compõem a região 
turística do Vale Histórico (Arapeí, Areias, Bananal e Silveiras) 5 . Podemos comparar a 
média da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte (RMVPLN) com a 
média do Vale Histórico nas três dimensões de análise. A Figura 3 representa esta 
comparação. 
Circuito Turístico implementado pelo SEBRAE por meio do projeto "Rotas de São Paulo". O circuito é 
composto pelos municípios de Arapeí, Areias, Bananal, Queluz, Silveiras e São José do Barreiro. 
17 
Riqueza 
50 
35 
30 - 
25 1 
20 
15 
10 
- Média do Vaie do 
Paraíba e Litoral 
Norte 
- Média do Vaie 
Nislónco 
Figura 3: IPRS Vale do Paraíba e Litoral Norte x Vale Histórico 
Fonte: Fundação Seade, 2014 
Conforme explicitado, os valores do Vale Histórico em todos os níveis estão 
abaixo da média da RMVPLN, principalmente na dimensão da riqueza, em que a renda 
média do emprego formal é de R$ 1.190,60 enquanto a média da RMVPLN é de R$ 
2.164,00. Apesar deste valor menor, é importante ressaltar que o custo de vida local é 
baixo, de acordo com relatos de residentes do município e experiência em campo. Muito 
embora, a possibilidade de receber melhores salários em cidades vizinhas, como 
Resende, tem incentivado o êxodo de parte da mão de obra local. 
O indicador de longevidade da RMVPLN teve aumento contínuo desde 2008, 
enquanto do Vale Histórico houve relativa queda no indicador em 2010, recuperando-se 
no ano de 2012. Destaca-se, para o município de São José do Barreiro, a diminuição do 
óbito de pessoas entre 60 e 69 anos de 18,1 para 10,1 pessoas por mil habitantes entre 
2010 e 2012, enquanto em nível da Região Metropolitana houve uma diminuição pouco 
significativa. 
Na dimensão da escolaridade, o Vale Histórico acompanhou o crescimento do 
indicador, assim como a RMVPLN. Destaca-se a melhoria da taxa de atendimento 
escolar de crianças de 4 a 5 anos, que alcançou 100% em Areias, Arapeí, São José do 
Barreiro e Silveiras. Entretanto, em São José do Barreiro e Areias, o percentual de 
alunos com atraso escolar no ensino médio aumentou, enquanto que em Silveiras, 
Arapeí e Bananal este percentual diminuiu consideravelmente. 
18 
2008 2010 2012 
Riqueza Longevidade Escolaridade 
—Média Vale 
Ilislõnco 
—São José do 
Saaeiro 
Figura 4: IPRS São José do Barreiro x Vale Histórico 
Fonte: Fundação Seade. 2014. 
É possível observar que os indicadores do município aproximam-se dos 
indicadores da região do Vale Histórico, seja aumentando ou diminuindo. Exceto pelo 
item escolaridade no ano de 2008, os outros itens estão na média da região ou abaixo. 
Após análise, é possível concluir que os municípios que compõem a região do 
Vale Histórico possuem características socioeconômicas semelhantes, inserindo-sena 
porção da RMVPLN com indicadores sociais mais baixos, conforme ilustra a Figura 5. 
wo2 
Figura 5: LPRS Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte 
Fonte: Fundação Seade, 2014. 
19 
Em auxílio ao IPRS foi criado o Índice Paulista de Vulnerabilidade Social 
(TPVS) que tem por objetivo analisar as condições de vida da população dos municípios 
paulistas, tanto nas áreas urbanas como rurais, utilizando-se da análise geográfica para 
identificar as zonas de maior vulnerabilidade social no Estado. 
Os dados para compor este sistema de indicadores dizem respeito a dois 
principais pressupostos: as múltiplas dimensões da pobreza (renda, escolaridade e ciclo 
de vida familiar), e as dimensões geográficas (segregação espacial como padrão de 
desigualdade social). Partindo do segundo pressuposto, os resultados do Índice são 
ferramentas para um planejamento territorial focado nas áreas socialmente vulneráveis. 
A partir da compilação e cruzamento dos dados (feitos a cada 10 anos), as áreas 
dos municípios são categorizadas de acordo com os critérios do Quadro 1, que também 
evidencia os resultados obtidos no IPVS de 2010. 
Quadro 1: Resultados do IPVS 20106 
GRUPO DESCRIÇÃO 
Grupo 1: baixíssima vulnerabilidade População: 2,5 milhões de pessoas 
Rendimento médio dos domicílios: ES 8.459 
Idade média dos responsáveis pelo domicílio: 48 anos 
Responsáveis pelo domicílio com menos de 30 anos: 
12,6% 
Mulheres jovens responsáveis pelo domicílio: 14,0% 
Crianças de 0 aS anos no total da população: 5,9% 
Grupo 2: vulnerabilidade muito baixa População: 16,3 milhões de pessoas 
Rendimento médio dos domicílios: ES 2.964 
Idade média dos responsáveis pelo domicílio: 50 anos 
Responsáveis pelo domicilio com menos de 30 anos: 
9,6% 
Mulheres jovens responsáveis pelo domicílio: 8,8% 
Crianças deü aS anos no total da população: 6,3% 
Grupo 3: vulnerabilidade baixa População: 7,3 milhões de pessoas 
Rendimento médio dos domicílios; ES 2.133 
Idade média dos responsáveis pelo domicílio: 42 anos 
Responsáveis pelo domicílio com menos de 30 anos: 
6 Em negrito destacam-se os grupos em que São José do Barreiro está inserido 
20 
21,0% 
Mulheres jovens responsáveis pelo domicílio: 22,4% 
Crianças de O aS anos no total da população: 9,0% 
Grupo 4: vulnerabilidade média População: 7,8 milhões de pessoas 
Rendimento médio dos domicílios: R$ 1.627 
Idade média dos responsáveis pelo domicílio: 47 anos 
Responsáveis pelo domicílio com menos de 30 anos: 
12,1% 
Mulheres jovens responsáveis pelo domicílio: 9,7% 
Crianças de O as anos no total da população: 8,4% 
GrupoS: vulnerabilidade alta (setores censitários População: 4,5 milhões de pessoas 
urbanos) Rendimento médio dos domicílios: R$ 1.401 
Idade média dos responsáveis pelo domicilio: 42 
anos 
Responsáveis pelo domicilio com menos de 30 anos: Incluindo São Jose do Barreiro 
20,3% 
Mulheres jovens responsáveis pelo domicílio: 20,6% 
Crianças de O aS anos no total da população: 10,5% 
Grupo 6: vulnerabilidade muito alta (aglomerados População: 1,8 milhão de pessoas 
subnormais urbanos) Rendimento médio dos domicílios: R$ 1.201 
Idade média dos responsáveis pelo domicílio: 40 anos 
Responsáveis pelo domicílio com menos de 30 anos: 
22,6% 
Mulheres jovens responsáveis pelo domicílio: 22,7% 
Crianças de O aS anos no total da população: 11,3% 
Grupo 7: vulnerabilidade alta (rurais) População: 400 mil pessoas 
Rendimento médio dos domicílios: R$ 1.054 
Idade média dos responsáveis pelo domicilio: 48 
Incluindo São José do Barreiro 
anos 
Responsáveis pelo domicilio(menos de 30 anos): 
13,1% 
Mulheres jovens responsáveis pelo domicilio: 13,7% 
Crianças de O a 5 anos no total da população: 9,2% 
Crianças de O aS anos no total da população: 6,3% 
Fonte: Fundação Seade, 2010. 
Em geral, 40% dos municípios do Estado de São Paulo compõe o Grupo 2, com 
vulnerabilidade muito baixa, apresentando bons níveis de rendimento domiciliar médio 
(R$ 2.964). Entretanto, o município de São José do Barreiro caracteriza-se por possuir 
21 
grupos de vulnerabilidade média (urbanos) e alta (rurais). Todos os municípios da 
região do Vale Histórico também se encontram nestes níveis de vulnerabilidade. 
O respectivo resultado torna-se preocupante, pois a atividade econômica mais 
frequente dentre as áreas de trabalho no município está relacionada às atividades rurais. 
O município conta com 261 unidades produtoras agrícolas, sendo 61 associadas ao 
Sindicato Rural (23,3%) e conforme já descrito, 548 indivíduos se ocupam das áreas de 
agriculturaipecuária/produção florestal/pesca o que representa mais que um quarto dos 
economicamente ativos. 
Observa-se que esta vulnerabilidade alta para os grupos rurais, ao contrário de 
significar um problema, pode representar uma oportunidade de desenvolvimento desta 
comunidade por meio do Turismo Rural e do Agroturismo. 
De acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Social e Saúde 7
, o município 
possui 400 beneficiários do Programa do governo federal Bolsa Família, o que 
representa cerca de 10% dos residentes. Além disso, o município conta com um Centro 
de Referência da Assistência Social (CRAS), que oferece atendimento psicológico, 
assistência social e cursos diversos de capacitação para a população, porém, é baixa a 
adesão. Em levantamento junto ao CRAS, foram identificados três cursos oferecidos 
com um total de 55 pessoas matriculadas (situação em outubro de 2015). 
Apesar de possuir baixo nível de analfabetismo, o analfabetismo funcional é alto 
e não 6 medido por nenhum órgão, o que dificulta as iniciativas de capacitação 
profissional, pois devido ao baixo nível de formação, as propostas de capacitaçâo 
avançam com dificuldade, dado o desequilíbrio entre o conteúdo oferecido e a baixa 
capacidade de compreensão por parte do aluno 8 . 
1.2. Infraestrutura 
1.2.1. Saneamento Básico 
1.2.1.1. Água e esgoto 
Informações obtidas em entrevista realizada com a Secretária de Desenvolvimento Social e Saúde no dia 
23 de outubro de 2015 
Informações obtidas em oficina realizada com alguns agentes comunitários e moradores locais no bairro 
de Formoso, no dia 24 de outubro de 2015. 
22 
O Plano Municipal Integrado de Saneamento Básico de São José do Barreiro (20 10) foi 
elaborado com foco na universalização dos quatro serviços de saneamento básico tendo 
como metas estabelecidas: 
. Universalização do acesso aos serviços prestados, o que implica em ampliação e 
máxima cobertura dos sistemas; 
o Sustentabilidade ambiental da prestação dos serviços, que implica, dentre outras 
coisas, o uso racional dos recursos hídricos (redução das perdas) e proteção dos 
recursos hídricos; 
• Qualidade, regularidade e eficiência da prestação dos serviços, que inclui 
qualidade da água distribuída e dos esgotos tratados; regularidade da oferta de 
água e coleta e disposição adequada dos resíduos sólidos; segurança, eficiência e 
continuidade operacional das instalações relacionadas aos serviços; a eficiência 
no atendimento às ocorrências e reclamações; a eficácia das ações emergenciais, 
preventivas e corretivas. 
• As proposições e a programação de investimentos para o alcance das metas 
estabelecidas foram divididas em caráter emergencial, curto (2011-2014), médio 
(2015-2018) e longo prazo (2019-2040). Essas ações estão descritas no Quadro 
2. 
Quadro 2: Metas do Plano Municipal de Saneamento Básico (20 10) 
SÃO JOSE DO BAIiAEJRO 
Tipo da 
~~0 impIantaço t.ocaftciae tntervenç6ee kweetlmentos 
Emergca Até 2010 - - - 100% 52% 
Curto Prazo De 2011 
a 2014 
Sotia 
Caaee + Hdrámetio 144.560.00 
100% 
7.800.00 
48.40% 
Redes de Distrtbuiço 7.81390 
LaçÕes de Áqua 48542.31 
B.aivm 
Fomoso 
Cavalete + Htdr&netro 32.500,00 
__________ ETA 80000.00 
\41a San?.. a 
dos 
Pescadores 
Adutora de Água &ula 53.080.00 
cloro e flúor 10.000.00 
ReservatõOo Apoiado 35.000.00 
Cavalete + Hidretso 
Médio Prazo De 2015 
a2018 Sede Redes de Dsslflbtsço 6.591.90 100% UgaesdeAgua 44.100.53 
Longo Prazo De 2016 
a2018 Sedè Redes de Distrtbulço 12.212.90 100% 25% LigaçõesdeAgua 125.004.38 
Total 801.005.92 
Fonte: Plano Municipal de Saneamento Básico Integrado, 2007. 
23 
As visitas técnicas e entrevista realizada junto ao Departamento de Agricultura e 
Meio Ambiente confirmaram que as medidas de longo prazo não foram concluídas, 
tampouco as medidas de médio prazo tiveram início. 
1.2.1.2 Abastecimento de Água 
No município de São José do Barreiro, o serviço de abastecimento de água é 
realizado pela Prefeitura Municipal, com equipe e instalações próprias. Ressalta-se que 
consta o atendimento de 100% da população da área urbana, o que corresponde a 70% 
da população do município. O município não possui cadastro digitalizado do sistema de 
abastecimento de água e a Prefeitura conta com três funcionários para atender aos 
sistemas de abastecimento de água e coleta de esgoto 9 . 
De acordo com dados técnicos municipais, as localidades de Vila Santana, 
Bairro Máximo e Bairro da Onça não possuem serviço de abastecimento de água. 
Nestes locais são adotadas soluções individualizadas, como captação em 
minas/nascentes, sem tratamento da água. Além disso, São José do Barreiro possui dois 
sistemas produtores de água: Sede e Bairro Formoso. Nesses casos, há um morador 
encarregado de realizar essa função, o qual é instruído e monitorado pela operadora dos 
serviços públicos. 
O principal sistema de abastecimento de água é a captação superficial 10na 
Cachoeira da Usina, onde a água é tratada e distribuída em uma rede de 9 quilômetros 
de extensão. Além do sistema principal de abastecimento, há, em São José do Barreiro, 
um sistema isolado de captação, o qual ocorre no Bairro Formoso. Neste sistema, há a 
captação superficial no Córrego Cachoeira. 
Não há no município o controle sobre o consumo ou descargas de rede, e não há 
controle das perdas físicas do sistema. Ressalta-se que o local onde está instalada a 
Estação de Tratamento de Água é de difícil acesso a caminhões. 
Em consulta pública, foi levantado que o serviço é descontínuo e sem fiscalização permanente. 
]o Segundodefinição do Ministério da Saúde Glossário Saneamento e Meio Ambiente, Captação é um 
conjunto de equipamentos e instalações utilizado para a retirada de água do manancial. Compreende a 
primeira unidade do sistema de abastecimento, que se classifica em: superficial, subterrânea, poço 
profundo e poço raso Captação Superficial, por sua vez é a captação de água de diferentes cursos d'água, 
como rio, córrego, ribeirão, lago, lagoa, açude, represa etc., que têm o espelho d'água na superficie do 
terreno. 
Ti 
De acordo com o Plano Municipal de Saneamento (2010), em função da 
sazonalidade, durante o verão a demanda é alta e a distribuição toma-se insuficiente, 
enquanto no inverno, a pressão elevada faz com que as tubulações fiquem danificadas, 
pois estas possuem diâmetro inferior ao necessário, o que ocasiona distribuição 
ineficiente e falta d'água em alguns bairros. 
1.2.1.3 Sistema de Esgoto Sanitário 
Os serviços de coleta e tratamento de esgotos sanitários são realizados pela 
prefeitura municipal, com equipe e instalações próprias. De acordo com dados de 
técnicos municipais, as localidades Bairro Formoso e Bairro Máximo não possuem rede 
coletora, lançando seus esgotos em fossas ou in natura nos corpos d'água. 
O sistema de esgotamento sanitário do município de São José do Barreiro tem 
extensão aproximada de 9.000 m e atende 1.150 ligações. Estes dados dizem respeito 
somente à região urbana, destacando-se que o município possui uma área total de 570 
km', sendo a maioria na área rural. 
O sistema de tratamento de esgoto do município é composto por duas estações: 
ETE Centro e ETE Fortunato Lobão, porém, estão desativadas devido à inadequação do 
projeto e dificuldades operacionais. Consequentemente, o esgoto é lançado nos corpos 
d'água sem tratamento prévio. 
O Bairro Formoso conta com rede coletora de esgotos com extensão de 
3.500m,contemplando um total de 250 ligações domiciliares. O esgoto é lançado iii 
natura no Ribeirão Formoso. 
1.2.1.4.Limpeza Urbana e Manejo dos Resíduos Sólidos 
A manutenção das áreas verdes, realizada através dos serviços de corte de 
gramíneas e de poda de árvores, também se restringe apenas ao perímetro urbano. 
A varrição de passeios e vias é realizada manualmente dentro do perímetro 
urbano por funcionários municipais, já que, nestes locais, não há movimentação de 
veículos e pedestres suficiente para gerar quantidades de detritos que justifiquem 
varrição mecanizada. 
25 
A varrição manual é executada com periodicidade variável em função das 
características dos locais atendidos, por cinco varredores, que se alternam nas funções 
de varrer, juntar os detritos, de recolhê-los e trocar os sacos plásticos depois de cheios. 
A manutenção das bocas-de-lobo distribuídas pelas vias públicas inseridas no 
perímetro urbano é realizada através da limpeza, desobstrução e recolhimento dos 
detritos formados, quase sempre, de terra e areia trazidas pelas águas das chuvas. 
A coleta de resíduos oriundos das atividades descritas é realizada por veículo e 
funcionários da Prefeitura Municipal que os conduz para o transporte a aterro em 
Cachoeira Paulista, juntamente com resíduos sólidos domiciliares, visto que o aterro 
existente no município foi desativado em 2007. 
Este empreendimento localiza-se na Estrada Municipal de Fiúta, a aproximadamente 
4 km da malha urbana da cidade e é, na realidade, de propriedade da Prefeitura 
Municipal de Cachoeira Paulista, que terceirizou sua operação, a partir do final de 
setembro de 2009, para VSA - Vale Soluções Ambientais, de acordo com o Plano 
Municipal de Saneamento Básico de São José do Barreiro. 
1.2.1.5.Avaliação dos Serviços 
Conforme consta no Plano Municipal Integrado de Saneamento Básico (2010), a 
coleta dos resíduos sólidos é realizada três vezes por semana, totalizando 70 
toneladas/mês, ao custo de R$ 70,00 por tonelada. Já em relação aos resíduos 
hospitalares a coleta ocorre uma vez por semana, com recolhimento mensal de 67 kg, a 
um custo de R$ 5,00kg/mês. 
Os técnicos locais visam adquirir um sugador para otimizar a varrição , no entanto, 
o alto custo inviabiliza esta alternativa. Uma importante demanda municipal é a 
aquisição de guindaste e caçambas, inexistentes entre os equipamentos públicos." 
Há projeto de coleta seletiva no município, no entanto ainda é inviável devido a falta 
de recursos humanos, de equipamentos e programa de comunicação e orientação à 
população 12 . 
Além desses itens, foi informado, em consulta pública ao Plano Diretor, que há a necessidade de 
instalação de containers em outros pontos do município, urna vez que eles ficam concentrados na praça 
principal. 
"Em consulta pública, foi reportado ao grupo que, corno modelo alternativo à coleta seletiva, as escolas 
públicas do município estão incentivando crianças a incinerar o lixo produzido. Além disso, também foi 
reportado que, na ausência dos serviços de coleta seletiva realizado pela prefeitura, a população rural 
RÉ 
O município não possui aterro próprio e nem pretende implantá-lo. Há somente a 
proposta de se realizar um transbordo regional, com prensa municipal, para otimizar o 
sistema. Estes transbordos consistem em pontos de destinação intermediários dos 
resíduos coletados no município, criados em função da considerável distância entre a 
área de coleta e o aterro sanitário, em Cachoeira Paulista. 
1.2.1.6. Infraestrutura de Saúde 
O município possui duas unidades de Pronto Socorro da Família (PSF), sendo 
uma no bairro do Formoso e outra na sede do município. Os PSFs oferecem 
atendimento 24 horas para emergências, contando com cinco médicos concursados que 
se revezam em plantões. 
O município oferece os soros epidemiológicos necessários para o atendimento 
emergencial de pessoas picadas por cobras peçonhentas, muito presente na região, 
mesmo no perímetro urbano, e, em casos mais graves, conduz para o posto avançado de 
atendimento de Cruzeiro 13. Para o tratamento de casos e doenças específicas que 
demandem médicos e/ou equipamentos especializados, os pacientes são encaminhados 
através de transporte fornecido pela prefeitura, a municípios próximos, como Cruzeiro e 
Lorena' 4 . 
Recentemente foi inaugurada no município uma Unidade Básica de Saúde que 
realiza atendimentos básicos em pediatria, ginecologia, clínica geral, enfermagem e 
odontologia. 
1.2.2. Transporte 
De acordo com Arruda (2013), no Vale do Paraíba os municípios localizados 
mais próximos da rodovia Presidente Dutra conheceram um intenso surto de 
industrialização a partir das décadas de 1960 e 1970. 
Por sua vez, os municípios localizados nas encostas da Mata Atlântica, como 
São José do Barreiro, permaneceram vinculados ao setor primário da economia, 
registrando êxodo rural e empobrecimento de sua população, o quea priori resultou em 
organizou-se para buscar soluções para realizar o serviço, porém não houve apoio do poder público para 
tomar o projeto eficaz. 
"Informações obtidas por meio de consulta pública. 
14 Informações obtidas em entrevista com a Secretaria de Saúde e Desenvolvimento Social realizada no 
dia 23 de outubro de 2015. 
miá 
um processo de estagnação do desenvolvimento econômico da cidade (ARRUDA, 
2013). 
1.2.2.1 Modal Aéreo 
O terminal aeroportuário mais próximo do município de São José do Barreiro é o 
Aeroclube de Resende que dista aproximadamente 76 km da cidade. Trata-se de um 
aeroporto para aeronaves de pequeno e médio porte que operou voos comerciais pela 
empresa Azul Linhas Aéreas Brasileiras para Juiz de Fora (Minas Gerais) e Campinas 
(São Paulo) até outubro de 2013. 
Após o desembarque na cidade de Resende, o trajeto para São José do Barreiro é 
feito exclusivamente por via rodoviária através da Rodovia Presidente Dutra (BR-1 16) e 
posteriormente pela Rodovia dos Tropeiros, conforme ilustra a Figura 5. 
Figura 6: Imagem de satélite - Rotas entre o Aeroclube de Resende e São José do Barreiro 
Fonte: Elaborado pelos autores a partir do software Google Maps, 2015. 
O acesso à São José do Barreiro por meio do modal aéreo encontra também 
concorrência quando analisadas comparativamente às distâncias a serem percorridas a 
partir da cidade de Resende (RJ) para o Parque Nacional do Itatiaia (PNI) e para o 
Parque Nacional da Serra da Bocaina (PNSB). 
28 
O trajeto do Aerocluhe de Resende para o Parque Nacional da Serra da Bocaina 
dista aproximadamente 100 quilômetros, com tempo médio de percurso de cerca de 
duas horas, dadas as condições não pavimentadas da SP-221, via que dá acesso ao 
PNSB. Por outro lado, o trajeto do Aeroclube de Resende para o Parque Nacional 
Itatiaia dista aproximadamente 37 quilômetros do PNI com tempo médio de percurso de 
aproximadamente uma hora, de acordo com a Figura 7. 
- 
Figura 7: Imagem de satélite - Comparativo entre as rotas a partir do aeroclube de Resende 
Fonte: Elaborado pelos autores a partir do software Google Maps, 2015. 
Para quem utiliza o aeroclube de Resende é mais fácil o acesso para o Parque 
Nacional do ltatiaia, uma vez que para São José do Barreiro é necessário empregar o 
dobro de tempo no trajeto após o desembarque no aeroclube. 
Ainda assim, fica claro que não há maneira de acessar a cidade de São José do 
Barreiro exclusivamente por via aérea na modalidade comercial, sendo necessária a 
utilização do transporte rodoviário. 
1.2.2.2. Modal Rodoviário 
1.2.2.2.1 Acesso ao município 
O principal modal para acessar o município e deslocar-se internamente é o 
modal rodoviário. O trajeto entre a cidade de São Paulo e São José do Barreiro tem 
aproximadamente 260 quilômetros e o trajeto entre a cidade do Rio de Janeiro e São 
29 
José do Barreiro tem aproximadamente 235 quilômetros. A Tabela 1 apresenta as 
principais rodovias de acesso ao município e ao Parque Nacional da Serra da Bocaina: 
Tabela 1: Descrição dos principais acessos rodoviários ao município de São José do Barreiro 
Rodovia. Denominação Situação 
BR- l 16 Rodovia Presidente Dutra Operada pela iniciativa privada (Concessionária da 
Rodovia Presidente Dutra 5/A) 
SP-W Rodovia dos Tropeiros Sob gestão pública (DER SP) 
SP-22 i Rodovia Francisca Mendes Ribeiro 
(Estrada da Bocaina) 
Sob gestão pública (DER SP) 
RJ-157 Rodovia Engenheiro Alexandre 
Drable 
Sob gestão pública (DER SP) 
Fonte: Departamento de Estradas de Rodagem, 2014. 
A Rodovia Presidente Dutra (BR-1 16) interliga todo o litoral leste do país desde 
o Ceará ao Rio Grande do Sul. Na região metropolitana do Vale do Paraíba Paulista dá 
acesso aos municípios de Taubaté, São José dos Campos, Caçapava e 
Pindamonhangaba. 
Destaca-se que o trecho entre a cidade de São Paulo e a cidade do Rio de Janeiro 
de aproximadamente 402 quilômetros da BR-116 (Figura 8) está sob administração da 
empresa Concessionária da Rodovia Presidente Dutra S/A desde o ano de 1995, 
compreendendo a principal via de acesso terrestre ao município de São José do Barreiro. 
EI: ~_ 
*ndIm.nto 24 horas 
Vei, OD)Ø US.bI 
- - 
RtQ de 
Figura 8: Dimensão do trecho sob concessão da BR-1 16 com destaque para o município de São José do 
Barreiro 
Fonte: CCR Nova Dutra, adaptação própria, 2015. 
A partir da via Dutra, o acesso a São José do Barreiro é feito pela Rodovia SP￾068, conhecida como Rodovia dos Tropeiros. O percurso com mais de 140 quilômetros 
de extensão correspondeu no século XIX ao mais importante acesso entre Rio de 
Janeiro e São Paulo e atualmente a estrada é o principal acesso para as cidades de 
Silveiras, Bananal, São José do Barreiro e Areais. Para se chegar ao Parque Nacional da 
Serra da Bocaina o acesso principal é feito pela Rodovia Estadual Francisca Mendes 
Ribeiro (SP-221), conhecida como Estrada da Bocaina. 
Partindo da cidade de São Paulo são aproximadamente 220 km pela Rodovia 
Presidente Dutra (BR-116), em direção ao Rio de Janeiro, seguidos de 40 km pela 
Rodovia dos Tropeiros (SP-068) a partir da cidade de Silveiras (percurso mais 
demorado) ou a partir da cidade de Queluz por meio da saída 8 em direção à SP￾068/Areias. 
31 
A Figura 9 evidencia o eixo da BR-1 16 à esquerda e a extensão da SP-068 que percorre 
a cidade de Silveiras, Areias, São José do Barreiro, Arapeí, Bananal até Pouso Seco, na 
divisa com o Rio de Janeiro. 
Figura 9: Acesso a São José do Barreiro a partir da cidade de São Paulo 
Fonte: WebRotas— DER SP, 2015. 
A partir da cidade do Rio de Janeiro, o acesso mais ágil a São José do Barreiro é 
pela Rodovia Presidente Dutra (BR-1 16) até o município de Barra Mansa através da 
saída 273 para acessar a RJ-1 57 ou Rodovia Engenheiro Alexandre Drable, com direção 
à cidade de Bananal, em um percurso de aproximadamente 135 quilômetros, seguidos 
de cerca de 75 quilômetros pela Rodovia Engenheiro Alexandre Drable ou RJ-1 57(no 
Estado de São Paulo denomina-se SP-064 ou Rodovia Álvares Brasil Filho) e pela 
Rodovia dos Tropeiros ou SP-068. 
Os pedágios nos percursos são mencionados nas Tabelas 2 e 3. 
32 
Tabela 2: Descrição dos pedágios no percurso São Paulo (SP) - São José do Barreiro (SP) 
ENDEREÇO 1CM PREÇO 
Aruja, SP - Rodovia Pres. Dutra(BR.l 16) 204 R$ 3,10 
Guararerna, SP - Rodovia Pres. Dutra (BR-1 16) 180 R$ 3,10 
lacarei, SP - Rodovia Pres. Dutra (BR-1 16) 165 R$ 5,60 
Pindamonhangaba, SP - Rodovia Pres. Dutra (BR-1 16) 88 R$ 12,70 
Total por trecho R$ 24,50 
Fonte: Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (2015). 
Comparativamente, o trajeto do Rio de Janeiro é 10% menor em distância, e, 
apesar disso, é aproximadamente 3,7% mais caro quando comparado ao percurso a 
partir da cidade de São Paulo, conforme mostra a Tabela 3. 
Tabela 3: Descrição dos pedágios no percurso Rio de Janeiro (Ri) - São José do Barreiro (SP) 
ENDEREÇO ÏCM PREÇO 
Seropédica, Ri - Rodovia Pres. Dutra(BR- 116) 207 R$ 12,70 
ltatiaia, RJ - Rodovia Pres. Dutra (BR-1 16) 318 R$ 12,70 
Total por trecho L R$ 25,40 
Fonte: Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (2015). 
O acesso ao município também pode ser realizado por meio de linhas regulares 
de ônibus. Existem opções diretas e com conexão em Guaratinguetá.A opção direta 
compreende o trecho entre São Paulo (saindo do Terminal Rodoviário Tietê) e Bananal 
(passando por São José do Barreiro) e é feito pela empresa Pássaro Marron. O valor da 
passagem é de R$ 71,09 e existe somente um horário de ida e de volta por semana, 
sendo a ida aos sábados e volta aos domingos. 
Já a opção com conexão pode ser realizada também pela viação Pássaro Marron, 
saindo do Terminal Rodoviário Tietê em São Paulo com destino a Guaratinguetá 
(R$43,33), com 14 opções de horário de saída durante o dia. Ao chegar no Terminal 
Rodoviário de Guaratinguetá existe uma linha de ônibus da Empresa Metropolitana de 
Transportes Urbanos (EMTU) operada pela Pássaro Marron que custa R$ 26,75 e tem 
três opções diárias de saída. Sendo assim, o total da viagem de ida com conexão é de R$ 
70,08 IS 
IS Informações retiradas do website oficial da EMTU: 
httwl/www.erntu.sn.aov.br/sistenias/linha/rcsultado imn.htrn?numlinha2l72l. Acesso em 14 mar. 2016. 
33 
As empresas "Cidade do Aço" e "Viação Sampaio" tem linhas regulares para 
Resende, tendo como ponto de partida a cidade do Rio de Janeiro. Pela empresa 
"Cidade do Aço" a passagem do trajeto do Rio de Janeiro até Resende na categoria 
convencional está em R$ 36,34, enquanto pela empresa "Viação Sampaio" o valor da 
passagem é de em R$ 36,55. A partir de Resende, a Viação Penedo realiza três saídas 
diárias para São José do Barreiro 16. 
1.2.2.2.2 Infraestrutura das Rodovias 
De acordo com os dados da Confederação Nacional do Transporte de Rodovias 
(2014), foram levantadas as características referentes ao estado geral, ao pavimento, 
sinalização e geometria, tanto no trecho do estado de São Paulo como no trecho do 
estado do Rio de Janeiro da BR-116. 
Tabela 4: Condições Gerais da Rodovia BR-1 16 
RODOVIA EXT. TOTAL (KM) ESTADO GERAL PAVIMENTO SINALIZAÇÃO 
BR— 116 (RJ) 348 Bom Bom Bom 
BR— 116 (SP) 518 Bom Ótimo Ótimo 
Fonte: Pesquisa Confederação Nacional do Transporte de Rodovias, 2014. 
Observa-se que a totalidade do percurso pela BR-116 é feita em pista 
pavimentada, duplicada com acostamentos pavimentados. ATabela 5 apresenta a 
avaliação da infraestrutura das rodovias estaduais SP-068 e SP-221 resultante das 
observações feitas por meio de visita de campo a São José do Barreiro entre os dias 22 a 
25 de outubro de 2015. 
IS Informações obtidas em: 
Acesso em 14 mar. 
2016 
34 
Tabela 5: Condições Gerais da Rodovias SP-068 e SP-221 
Fonte: Observações advindas de visita de campo, 2015. 
As observações em campo permitiram ainda constatar que a rodovia SP-068 
encontra-se pavimentada com pista simples, com longos trechos sem acostamento e 
com sinalização deficiente especialmente dentro do perímetro urbano do município de 
Areias. A rodovia SP-221 apresenta pavimentação com alternância entre trechos de 
asfalto e cascalho e boa sinalização ao longo da via, com limite de velocidade de 40 
km/b. A qualidade da pavimentação da SP-221 toma-se precária após o portão de 
entrada do Parque Nacional da Sena da Bocaina. 
No que diz respeito à infraestrutura rodoviária, a BR-1 16 encontra-se, no trecho 
de São Paulo, com a média de uma borracharia a cada 14,3 km; uma oficina mecânica a 
cada 18,5 km; um posto de abastecimento a cada 14 km e um restaurante/lanchonete a 
cada 13,2 km. 
No trecho do Rio de Janeiro encontra-se em média, uma borracharia a cada 15,2 
km; uma oficina mecânica a cada 20,7 km; um posto de abastecimento a cada 14,5 km e 
um restaurante/lanchonete a cada 13,3 km. Tais características foram avaliadas como 
positivas do ponto de vista do turismo uma vez que fornecem conforto e segurança ao 
viajante. 
Tabela 6: Infraestrutura de Serviços da BR-1 16 
Restaitrante/ - Oficina Fost& de 
R000wA Borracha ria 
Mecânica (ir Abastecimento Lanchonete 
(a° de> ocorrência) (no de 
de ocorrência) (n° de ocorrnci$) 
ocorrência) 
BR - 116 36 28 37 39 
(Trecho SP) 
BR - 116 22 17 - 26 
(Trecho Ri) 
Fonte: Pesquisa Confederação Nacional do Transporte de Rodovias. 2014 
35 
Ainda sobre a temática da infraestrutura, de acordo com o Departamento de 
Estradas de Rodagem (DER), órgão vinculado à Secretaria de Logística e Transportes, 
existe um projeto de obras de recuperação e restauração voltado a obras estruturais de 
recuperação de 13 trechos de rodovias do Estado de São Paulo, dentre esses trechos 
estão inclusas extensões da rodovia SP-068 (SETCESP, 2014), descritas conforme o 
Quadro 3. Essas obras tiveram início em setembro de 2015. 
Quadro 3: Obras previstas para 2015 pelo Governo do Estado de São Paulo 
NOME TRECHO DESCRIÇÃO EXTENSÃO INVESTIMENTO 
Projeto Cachoeira Paulista Restauração da pista e 44,4 km R$ 70 milhões 
1 - Silveiras pavimentação dos (Entre 1cm 203 e o 
Areias acostamentos km 247,4) 
Projeto São José do Restauração da pista da 8,7 km ES 16, 6 milhões 
2 Barreiro SP-068 (Entre o km 268,3 e 
o km 277) 
Projeto Arapei— Bananal Restauração da pista e 15,5 km ES 29,8 milhões 
3 pavimentação dos (Entre o km 297 e o 
acostamentos km 312,5) 
Projeto Bananal Restauração da pista e 20,6 km (Entre o krn R$ 38,6 milhões 
4 pavimentação dos 315,4 e o km 336) 
acostamentos 
Fonte: Departamento de Estradas de Rodagem, 2014. 
1.2.2.2.3 Estatística 
Observa-se que um parâmetro importante no estudo do tráfego é o volume, e por 
meio dos dados fornecidos pelo Departamento de Estradas de Rodagem de São Paulo, 
foi possível acessar a quantidade média de veículos, de passeio e comerciais que passam 
em seções respectivas das rodovias de interesse em um dia, de acordo com a Tabela 7. 
KI 
Tabela 7: Volume Médio Diário por Rodovia 
RODOVIA TRECHO PASSEIO COMERCIAL 1 TOTAL 
SP —068 Silveiras - SP 058 (Areias) 146 53 199 
SP— 068 
- -----__-J 
SP-068 
SP —068 
Areias - SP 221 (São J. do Barreiro) 
------- ------- _____ 
SP 221 (SI do Barreiro) - SP 
247(Bananal) 
SP 247 (Bananal) - Pouso Seco (DIV RJ) 
780 
-- -- 
111 891 
_____- 
800 
404 
705 95 
348 56 
SP —064 SP 068 (Bananal) - Div.RJ (Bana Mansa) 
SP 068 (São J. do Barreiro) - Parque Nac 
Da Bocaina 
1425 234 1659 
SP —221 68 O 68 
Fonte: Departamento de Estradas de Rodagem, 2014. 
A partir da análise dos dados, é possível observar que o trecho entre Silveiras e 
Areias possui o menor fluxo diário, provavelmente, tal característica deve-se ao fato de 
que por possuir acesso direto com a BR-1 16, esse seja um trecho principalmente para 
residentes da cidade de Silveiras. 
Do município de Areias para São José do Barreiro, o fluxo diário aumenta em 
mais de quatro vezes, com 891 veículos no trajeto, o que fornece destaque para a 
importância do acesso da BR-1 16 a partir da cidade de Queluz. 
Do trecho entre São José do Barreiro e Bananal, observa-se que em média, dos 
891 veículos que passam por São José do Barreiro, 800 seguem viagem e 91 
permanecem em São José do Barreiro. Além disso, observa-se um fluxo significativo de 
veículos que seguem para Pouso Seco em direção à divisa do estado com o Rio de 
Janeiro. 
Em média, 1659 utilizam o acesso para o estado do Rio de Janeiro pela SP-064 
diariamente. Entretanto, esse número absoluto não é capaz de indicar um fluxo turístico, 
uma vez que nesse volume de tráfego podem estar inseridos os residentes do Vale 
Histórico que viajam em direção às cidades do Rio de Janeiro. 
37 
Analisando apenas as médias diárias, o indicativo mais representativo da 
existência de um fluxo de turismo em São José do Barreiro é o dado acerca da SP-221 
que dá acesso ao Parque Nacional da Serra da Bocaina. Como no Parque o número de 
estabelecimentos de hospedagem é restrito, o volume de 68 veículos diários pode 
sinalizar que já existem turistas que visitam o parque. 
1.2.2.2.4 Mapeamento das cidades próximas ao Parque Nacional da Serra da 
Bocaina - São José do Barreiro, SP 
Dado o potencial de São José do Barreiro, sobretudo em função do PNSB, para o 
desenvolvimento do ecoturismo e do turismo de aventura, considerou-se os principais 
parques nacionais próximos à São José do Barreiro como possíveis concorrentes. 
Na região sudeste do Brasil destacam-se o Parque Nacional da Serra da Canastra 
e o Parque Nacional da Serra do Cipó, no estado de Minas Gerais; o Parque Nacional da 
Serra dos Órgãos e o Parque Nacional da Tijuca, no estado do Rio de Janeiro; o Parque 
Nacional de Itatiaia na divisa entre os estados do Rio e de Minas e o Parque Nacional do 
Caparaó no Espírito Santo, dispostos na Figura 10. 
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1 
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tal Suo Jose 
dos campos $ 
—: 
Figura 10: Principais Parques Nacionais no entorno 
Fonte: Elaboração própria no software Google Maps, 2015. 
38 
Considerou-se válido o levantamento das principais cidades no entorno de São 
José do Barreiro e as respectivas distâncias absolutas, mantendo como referencial o 
Parque Nacional da Serra da Bocaina. 
A escolha das prioridades em mercados geográficos é uma das bases do 
posicionamento competitivo e a principal variável é a distância entre o 
mercado emissor e o destino. Os vizinhos são os principais mercados 
emissores. Quanto mais curta a distância, maior a probabilidade de atração de 
turistas. A distância menor resulta em custos menores, em menor tempo na 
viagem, em comodidade no deslocamento e no conhecimento sobre os 
atrativos. (PETROCCHT, 2009, p. 183) 
Para tanto, foram calculadas as distâncias parciais entre os 853 municípios do 
estado de Minas Gerais, os 645 municípios do estado de São Paulo e os 92 municípios 
do estado do Rio de Janeiro e o Parque Nacional da Serra da Bocaina. Foi utilizado o 
software Googlc Maps, disponível online para os referidos cálculos de distância. 
Após a verificação das distâncias, os municípios dos três estados foram 
categorizados da seguinte forma: cidades com até 100 km de distância e cidades entre 
101 e 200 km de distância, conforme Tabela 8. 
Tabela 8: Municípios distantes até 100 km do Parque Nacional da Serra da Bocaina 
Município Estado Distância aproximada em 1Cm até o FNSB - São José Do Barreiro, SP 
São José do Barreiro SP 27 
Areias - SP 49 
Arapei SP 56 
Queluz SP 69 
Bananal SP - 74 
Silveiras SP 75 
Lavrinhas SP 80 
Cruzeiro SP 87 
Itatiaia Ri 87 
Cachoeira Paulista SP 97 
Barra Mansa RJ 100 
Fonte: Google Maps, 2015. 
39 
Entre as cidades com até 100 km de distância do Parque Nacional da Serra da 
Bocaina, nove são paulistas e pertencem à Região Metropolitana do Vale do Paraíba; 
além de Itatiaia e Barra Mansa, no Estado do Rio de Janeiro. 
Foram identificadas 65 cidades com distância entre 101 e 200 km do Parque 
Nacional da Serra da Bocaina, dentre as quais 16 delas no estado de São Paulo, 20 no 
Estado do Rio de Janeiro e 29 no estado de Minas Gerais, conforme a Tabela 9. 
Tabela 9: Municípios entre 101 e 200 km de distância do Parque Nacional da Sena da Bocaina 
Município Estado 
Distância aproximada 
em Km até o PNSB - 
SJB 
Município Estado 
Dist&neia aproximada 
em Kin até o PNSR - 
SJB 
Canas SP 102 Dom Viçoso MG 167 
Resende RJ 102 
Eng. Paulo de 
Frontin RJ 169 
Lorena SP 110 Seropédica RI 169 
Volta Redonda Ri 115 Carmo de Minas MC 170 
Rio Claro Ri 117 
118 
Marmelópolis MC -170 
Porto Real Ri 
Santa Rita de 
Jacutinga MC 170 
Itamonte MC 119 Caxambu MC 171 
Quatis Ri 121 Lagoinha SP 172 
Passa Quatro MC 124 Paracambi Ri 173 
Piquete SP 125 
Soledade de 
Minas MC 173 
Guaratinguetá 
Aparecida 
SP 
SP 
126 Angra dos Reis Ri 175 
127 Baependi MC 175 
Pinheiral Ri 129 Japeri Ri 176 
Potim SP 131 
136 
Itajubá MC 177 
Roseira SP Liberdade MC 177 
Piraí J_Ri 136 Valença Ri 178 
Pouso Alto MC 137 Vassouras TU 179 
Itanhandu j MC 139 Caçapava SP 184 
São Sebastião do Rio 
Verde 
- 
MC 
MC 
140 
144 
Queimados RI 186 
Bocaina de Minas Piranguinho MC 188 
Passa-Vinte MG 148 Piranguçu MC 189 
Delfim Moreira MC 150 Nova Iguaçu Ri 193 
Pindamonhangaba SP 155 Bom Jardim de MC 194 
Minas 
Alagoa MG 158 
Santo Antonio 
do Pinhal SP 195 
Virgínia MG 158 
Olímpio 
Noronha MG 195 
Mangaratiba RJ 160 Rio das Flores RJ 196 
São Lourenço MG 160 Carvalhos MG 196 
Mendes RJ 161 Seritinga MG 196 
Barra doPiraí RJ 162 
Campos do 
Jordão SP 197 
Tremembé SP 165 Itaguaí Ri 197 
Taubaté SP 166 Maria da Fé MG 198 
Wenceslau Braz MG 166 
Redenção da 
Serra SP 199 
Cunha SP 167 Belford Roxo RI 200 
Conceição do 
Rio Verde MG 200 
Fonte: Google Maps, 2015. 
Entre as cidades com 101 e 200 km de distância destaca-se a proximidade de 
algumas do estado de Minas Gerais, que podem representar demanda potencial para o 
município de São José do Barreiro como Itamonte, Passa Quatro e Pouso Alto. Além 
das cidades de Canas e Lorena, em São Paulo e Resende e Volta Redonda, no Rio de 
Janeiro. 
Identificou-se ainda 123 cidades com distância entre 201 e 300 km do PNSB, 
dentre as quais 29 no estado de São Paulo, 22 cidades no Estado do Rio de Janeiro e 72 
no estado de Minas Gerais. 
É importante verificar também que a divisão administrativa dos municípios da 
Região Metropolitana do Vale do Paraíba não é substancialmente eficiente para conferir 
identidade à região, uma vez que cidades como Paraibuna, Igaratá, Caraguatatuba e 
Ubatuba estão distantes mais de 240 1cm de São José do Barreiro, além de possuírem 
características históricas e turísticas diferentes daquelas do Vale Histórico. 
41 
1.2.3. Telecomunicações 
Para análise das telecomunicações foram utilizados dados da Agência Nacional 
de Telecomunicações (Matei), que regulamenta este serviço no Brasil. Os dados 
obtidos se referem à telefonia móvel. 
A Figura 11 representa a disponibilidade das operadoras no município". Em 
geral, elas possuem um alcance de mais de 98%, conforme o patamar estabelecido. 
Exceto caso muito específico que ocorreu em dezembro de 2014 com a operadora Tim, 
no restante dos meses o alcance atingiu níveis satisfatórios. 
A Anatel avalia mensalmente, desde 2005, a qualidade do alcance de sinal para 
ligações de voz em conexão de dados 20, 30 e atualmente 40. Nesta análise não é 
possível identificar as áreas do município em que há disponibilidade de sinal de 
telefonia. No entanto, foi verificado em visita 18às pousadas no caminho do PNSB que 
não há telefonia móvel, o que sugere que em determinadas áreas rurais tampouco exista 
sinal de telefonia móvel. 
si 
FATÂMA 
CLARO 
VIVO 
1 e e 
e e e e 
t 1 1 
Figura 11: Disponibilidade das Operadoras de Telefonia Móvel em São José do Barreiro (Agosto de 2014 
a Maio de 2015) 
Fonte: Anatel, 2015 
A taxa de disponibilidade é medida pela disponibilidade possível no mês (100%) menos o somatório 
das durações de interrupções e quantidade de ERBs afetadas sobre o número de ERBs do município x 720 
minutos. 
Visitas realizadas no dia 24 de outubro de 2015. 
LPÀ 
1.2.3.1 Taxa de conexão e desconexão de voz 
A avaliação procura identificar as taxas de conexão e desconexão para ligações 
de voz e dados 26, 36 e 4619. São José do Barreiro está acima do patamar em todas as 
operadoras e todos os meses entre agosto de 2014 e julho de 2015. Exceto caso 
específico com a operadora Tim no mês de julho de 2015 que atingiu 91.37%, conforme 
Quadro 4. 
Quadro 4: Taxa de conexão de Voz - São José do Barreiro (Agosto de 2014 a Julho de 2015) 
Prestadora AGO￾2014 
SET￾2014 
OU T￾2014 
NOV￾2014 
DEZ￾2014 
flJ. 
2015 
EEV￾2015 
MAR￾2015 
ARR￾2015 
MAL￾2015 
1 
JUN￾2015 
JUL￾2015 
CLARO 1000 9998 9994 99.97 9974 9994 9996 9995 9996 9993 99.95 99.96 
01 100.0 100.0 100.0 100,0 100.0 100.0 100.0 100.0 100.0 100.0 100.0 100.0 
fIM 99.78 99.83 99.83 9984 99.85 99.71 99.85 99.86 99.92 99.87 99.9 91.37 
VIVO 99.78 99.75 99.78 99.75 99.72 99.71 99.77 99.78 99.8 99.78 99.81 99.78 
Fonte: Matei, 2015 
Quanto à taxa de desconexão de voz 20, a operadora Vivo apresenta as maiores 
taxas em relação às outras operadoras. 
Quadro 5: Taxa de desconexão de voz- São José do Barreiro (Agosto de 2014 a Julho de 2015) 
Prestadora AGO￾2014 
SET￾2014 
OUT￾2014 
NOV￾2014 
DEZ￾2014 
JAN￾2015 
FEV￾2015 
MAR￾2015 
'ABR￾2015 
MAl￾2015 
JUN￾2015 
J1JL￾2015 
CLARO 042 0,33 046 1,04 0.61 0.43 0.56 0,41 0.41 0.53 0,45 0,56 
01 0.66 0.68 0.75 0.67 0.65 0.67 
fIM 
0.55 0.71 0.56 0.31 0.8 0.64 
0,44 0.56 0.57 0.69 0.63 0.58 0.53 0.59 GÁS 0.4 0.44 0.35 
VIVO 0.84 0.9 0.84 1.01 0.89 1 1.08 0.84 0.93 0.87 0,84 0.84 0.93 
Fonte: Anatei, 2015 
19Para a análise da taxa de conexão de voz, calcula-se o total de chamadas completadas divido pelo total 
de tentativas, e tem-se como a referência para o patamar valores maiores ou iguais a 95%. 
20 Total de chamadas interrompidas dividido pelo total de chamadas. Os valores, para estarem 
satisfatórios devem ser menores ou iguais a 2%. Neste caso, quanto menor o número, mais satisfatória 
será a taxa de desconexão de voz. 
FR 
A partir destes dados, é possível verificar que a telefonia móvel utilizada para 
ligações de voz possui níveis satisfatórios. Em visita técnica, foi possível verificar que 
no ambiente urbano a disponibilidade de sinal para telefonia móvel é satisfatória. 
Porém, na área rural, especialmente na região da Serra da Bocaina, verificou-se que não 
havia nenhuma disponibilidade de sinal. Segundo o Sindicato Rura1 21 , os proprietários 
instalam antenas que ampliam o sinal de telefonia móvel em suas propriedades 22 . 
1.2.3.2 Taxa de conexão e desconexão de dados 
Outra variável a ser analisada, essencialmente na era dos smartphones, é a 
conexão de dados móveis disponível no município. Para isso, também foram calculadas 
as taxas de conexão e desconexão de dados móveis, divididos em 2G e 3G. A cidade 
ainda não dispõe de conexão 4G por nenhuma operadora até o momento 23 . 
O Quadro 6 representa a taxa de conexão de dados 2G no município de agosto 
de 2014 ajulho de 2015. A operadora Vivo mostrou menor desempenho até fevereiro de 
2015, quando não tinha atingido o patamar de 98%. 
Quadro 6: Taxa de conexão de dados 20cm São José do Barreiro (agosto de 2014 ajulho de 2015) 
Prtstadóra 
AGO- 1 
2014 
5Ff￾2014 
OUT￾2014 
NOV￾2014 
DEZ￾2014.1 
JAN- FEV￾1 2015 
MAR 
2085 
AUR￾2015 
MAl- 1 
2015 
JUN￾2015 
JtJL￾2015 
CLARO 99.98 99.99 99,99 99.98 99,95 9997 99.96 99.97 99.97 99,9 99.95 99.68 
0! 99.99 100.0 100.0 99.99 100.0 99.99 98.17 99.99 99.99 99.9Ç 99.63 99.81 
FIM - - - - - 
- 94.0 99.2 99.3- 99.43 99.25 98.OÇ 
VIVO 96.5 96.15 95.85 95.43 93.8 95.22 96.01 99.1 99.2899.23 99.12 99.21 
Fonte: Anatel, 2015 
O Quadro 7 mostra a taxa de desconexão de dados 2G, que também aponta 
níveis satisfatórios, pois não aproxima-se do valor de referência 24. 
21 Informações obtidas em entrevista realizada com funcionária do Sindicato Rural em 23 de outubro de 
2015. 
22 Foi identificado por meio de consulta pública que em algumas áreas a telefonia móvel é inexistente é 
utilizada telefonia fixa em rede estendida, 
23 Para calcular a taxa de conexão de dados, soma-se o total de conexões e divide-se pelo total de 
tentativas; para apresentar nível satisfatório de conexão, os valores devem ser iguais ou maiores que 98%. 
Já a desconexão é o total de conexões interrompidas dividido pelo total de conexões, e o valor de 
referência é de 5%, portanto a taxa deve estar abaixo deste valor para ser considerado satisfatório. 
24Para calcular a taxa de conexão de dados, soma-se o total de conexões e divide-se pelo total de 
tentativas; para apresentar nível satisfatório de conexão, os valores devem ser iguais ou maiores que 98%. 
Já a desconexão é o total de conexões interrompidas dividido pelo total de conexões, e o valor de 
referência é de 5%, portanto a taxa deve estar abaixo deste valor para ser considerado satisfatório 
Quadro 7: Desconexão de dados 20 em São José do Barreiro (agosto de 2014 ajulho de 2015) 
Prestadora AGO- SET- 01 T- NOV- DEZ- JAN- FEV- MAR- ÀBR- MA1- MUN- JUL￾2014 2014 2014 2014 2014 2015 2015 2015 2015 2015 2015 2015 
CLARO 047 0.47 0.59 0,54 0,56 0.71 0,55 0,54 0.57 0.61 0.6 0.46 
01 1.15 0.67 1,17 2.72 0.79 1.64 1.26 1.95 1.69 1.63 1.12 1.69 
TIM 0.47 0.62 0,54 0.68 0.89 0.82 0.89 0.7 0.68 0.64 0.76 038 
vivo 0.62 0.82 0.8 1.1 1.76 0.96 1.55 1.0 1.44 1.16 1.32 1.36 
Fonte: Anatel, 2015 
As conexões mais utilizadas atualmente para uso de internet móvel são 3G e 4G, 
pois a conexão 2G já está defasada para tal uso, visto que apresenta lentidão no tráfego 
de dados. Entretanto, das três tecnologias possíveis, a 2G é a única servida por todas as 
operadoras de telefonia móvel no município. 
A tecnologia 3G é oferecida somente por duas operadoras no município, a Claro 
e a Vivo, sendo que a segunda começou as operações em dezembro de 2014, como 
apresenta o quadro a seguir. Apesar de serem as únicas, apresentam taxas satisfatórias, 
exceto caso específico com a operadora Claro em julho de 2015, que apresentou 
94,1%conforme Quadro S. 
Quadro 8: Taxa de conexão de dados 3G em São José do Barreiro (agosto de 2014 ajulho de 2015) 
Prestadora 
AGO￾2014 
SFT￾2014 
OUT 
2014 
r NOV￾2014 
DEZ￾2014 
MW￾2015 
EEV￾2015 
'MAR￾2015 
"Ã1Ít￾2015 
MAl￾2015 
Jfl 
2015 
JIJI - 
2015 
CLARO 9976 998 9976 9977 9941 9973 9961 995 99,19 94.11 
TIM 
- - 
- W99,58 99.66 99.67 99.3 99,55 99.35 
Fonte: Anatel, 2015 
Já em relação à desconexão de dados 3G, na maioria dos casos, a taxa é em 
média 1%. Em comparação à desconexão de voz, essas taxas são razoáveis, porém em 
nenhuma das vezes foi ultrapassado o valor de referência de 2%. 
45 
Quadro 9: Taxa de desconexão de dados 3G em São José do Barreiro (agosto de 2014 ajulho de 2015) 
Prestadora AGO￾2014 
- SEI￾2014 
ÕIJT￾2014 
NOV￾2014 
DEZ￾2014 
JAN- 1, 
2015 
FEV￾2015 
MAR￾2015 
ABR￾2015 
MAl￾2015 
1 JUN￾2015 
MIL￾2015 
CLARO 30 1.03 0.8707 08 101 068 064 0.75 065 10 0.7 
01 
FIM 
VIVO - - - 
- 0.9 0-83 2,0 1.0 1, 1( 0.75 0.81 1.09 
Fonte: Anatel, 2015 
Os trabalhos de campo possibilitaram verificar que a conexão de dados 3G no 
ambiente urbano é satisfatória. E, apesar dos dados levantados pela Anatel mostrarem 
que somente as operadoras Claro e Vivo operam este serviço no município, usuários das 
outras operadoras (Tim e Oi), puderam acessar os dados 3G. Porém, assim como as 
ligações de voz, a conexão de dados 3G no ambiente rural visitado esteve indisponível. 
1.3. Segurança Pública 
1.3.1 Dados estatísticos de segurança pública no Vale do Paraíba Histórico 
As ações de segurança pública do município de São José do Barreiro são 
administradas pelo Gabinete de Gestão Estratégica de Segurança Pública do Vale 
(Gamesp), localizado em São José dos Campos. Este órgão é responsável por 
estabelecer ações de policiamento e prevenção de crimes nas 39 cidades que fazem 
parte da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte. 
A Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte é a quinta sub-região 
com menos inquéritos policiais registrados no ano de 2015 no Estado de São Paulo. O 
Gráfico 1 apresenta a quantidade de inquéritos policiais registrados nas onze sub￾regiões do Estado, de acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado 
de São Paulo 25. 
25As ocorrências envolvem porte, tráfico e apreensão de entorpecentes, porte ilegal de arma, número de 
armas de fogo apreendidas, número de flagrantes lavrados, número de infratores apreendidos em 
flagrante, número de infratores apreendidos por mandado, número de pessoas presas em flagrantes, 
número de pessoas presas por mandado, número de prisões efetuadas e número de veículos recuperados. 
Gráfico 1: Produtividade policial em 2015 no Estado de São Paulo 
Produtividade Policial em 2015 
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Sub regto 
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Fonte: Secretaria de Estado de Segurança Pública, 2015. 
O Gráfico 2 utiliza os dados da Secretaria de Segurança do Estado de São Paulo 
para comparar a produtividade policial nos municípios vizinhos de São José do Barreiro 
no ano de 2015. A natureza das ocorrências seguem as mesmas que as apresentadas no 
quadro de produtividade policial em 2015. 
Gráfico 2: Produtividade policial nos municípios do Vale Histórico 
Produtividade Policial nos municípios do Vate 
Histórico 
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Murikpio 
• Siivsrao if' .... • • Queiuz São Jose do Barreiro 
Fonte: Secretaria de Estado de Segurança Pública, 2015. 
47 
Observa-se que o município com maior número de ocorrências policiais é 
Queluz, com um total de 264 registros. Arapeí e Areias são os dois municípios com 
menor número de ocorrências: 34 e 40, respectivamente. São José do Barreiro registrou 
54 casos, enquanto Silveiras e Bananal registraram 96 e 101 casos, respectivamente. 
Conforme Gráfico 3, no que diz respeito ao número de roubos, furtos, 
homicídios dolosos e roubos e furtos de veículo em 2015, Queluz é o município que 
possui maior número de ocorrências, com um total de 122. O segundo município com a 
maior quantidade de registros policiais é Silveiras, com 54. Bananal, São José do 
Barreiro, Arapeí e Areias são os que menos têm registros, com um total de 43, 23, 18 e 
7 ocorrências, respectivamente. 
Gráfico 3: Ocorrências policias nos municípios próximos a São José do Barreiro 
Ocorrências Policiais em 2015 
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Hs. Roubo V&CukS 
a a • tar,ra ffiSilveiras • Ouu 
SU,;Uê rio Barreiro 
Fonte: Secretaria de Estado de Segurança Pública, 2015. 
1.3.2. Dados estatísticos de segurança pública em São José do Barreiro 
O município de São José do Barreiro apresenta baixo índice de violência, se 
comparado aos municípios do Vale do Paraíba e Litoral Norte. Houve uma queda de 
31% no número de registros de ocorrências policiais no município entre 2013 e 2015. 
Entre os anos de 2011 e 2015, percebe-se que há pouca variância nas ocorrências 
policiais das naturezas de homicídio, roubo e furto de veículos. A maior variação foi de 
furtos que, entre esses anos, caiu 30%, segundo Secretaria de Segurança Pública (2015). 
EI;] 
1.3.3 Medidas adotadas 
O município de São José do Barreiro faz parte do projeto do Sistema 
Metropolitano de Videomonitoramento, criado pela Secretaria de Segurança Pública do 
Estado de São Paulo. Este projeto abrange as 39 cidades da sub-região Vale do Paraíba 
e Litoral Norte, 9 cidades da Baixada Santista e 7 cidades de Jundiaí. 
O sistema de videomonitoramento utiliza a tecnologia Detecta e conta com um 
total de 2.629 câmeras integradas, formando um cinturão eletrônico, com a função de 
reconhecimento de veículos, registro de furtos e identificação facial. No caso do Vale 
do Paraíba e Litoral Norte, o controle das 613 câmeras é feito no Copom (Centro de 
Operações da Polícia Militar) de São José dos Campos. 
2. ASPECTOS SOCIOAMBIENTAIS 
Ao propor um Plano de Desenvolvimento do Turismo, é extremamente 
relevante que haja uma análise da interação das pessoas (população local e visitantes) 
com o ambiente em que se encontram, visto que toda e qualquer ação gera um impacto 
no meio ambiente. Medir e monitorar tais impactos permite propor atividades tendo 
como base a solução de problemas socíoambientais e o turismo sustentável. 
Nesse contexto, o presente estudo pretende abordar os ecossistemas locais, a 
existência de Unidades de Conservação, o uso do solo e a salvaguarda de recursos 
hídricos de São José de Barreiro. 
2.1. Ecossistemas Principais 
Os principais ecossistemas encontrados em São José do Barreiro são 
semelhantes àqueles observados em diversas regiões do estado de São Paulo, pois na 
região predominam as vegetações do domínio Mata Atlântica, com destaque para 
Floresta Ombrófila Densa, Floresta Ombrófila Mista e Campos de Altitude. 
A Floresta Ombrófila Densa, também conhecida como Floresta Atlântica, pode 
ser encontrada nos paredões de cânions. A Floresta Ombrófila Mista, também 
denominada de floresta com araucária, é caracterizada pela presença do pinheiro 
Imo 
brasileiro. Já a vegetação de altitude ocorre no topo de serras e de cadeias montanhosas 
em alturas variadas. 
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Figura 12: Índice de cobertura vegetal nativa nos municípios do Vale do Paraíba em 2008/2009 
Na Figura 12 podemos observar que São José do Barreiro possuía em 2009 entre 
40% e 50% de cobertura vegetal nativa, porém isso não se repete em grande parte do 
Vale do Paraíba, tendo em vista que a região foi muito desmatada. No mesmo período, 
algumas cidades como Jacareí. Taubaté e Tremembé não apresentavam mais do que 
10% de sua vegetação nativa. Esse fator se deu por diversos motivos, dentre eles a 
urbanização ocorrida nessas cidades aliada à falta de conscientização sobre a proteção 
ambiental, aspecto muito comum e que fez com que a Mata Atlântica sofresse 
diretamente as consequências do desmatamento. 
Após anos de descuido, governantes e instituições preocupadas com a questão, 
se uniram para selecionar áreas que pudessem ser utilizadas para proteger a fauna e a 
flora locais, denominadas Unidades de Conservação (UC). A Serra da Bocaina, com 
parte do seu território em São José do Barreiro, foi foco de atenção, se tomando 
Unidade de Conservação com a criação do Parque Nacional Serra da Bocaina (PNSB) 
em 1971. 
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Figura 13: Unidades de Conservação e outras categorias de áreas protegidas da Região do Vale do 
Paraíba 
Na Figura 13 podemos observar de forma clara como a região do Vale do 
Paraíba foi contemplada com diversas políticas de proteção ambiental. Atualmente o 
território conta com Áreas de Preservação, Parques Nacionais, Parques Estaduais e 
Reservas de Proteção do Patrimônio Natural (RPPN). O Parque Nacional da Serra da 
Bocaina (destacado na imagem) foi importante nessas delimitações, pois ele abriga 
muito da natureza intocada, e será tratado com mais propriedade adiante. 
51 
2.2. Áreas Protegidas, Áreas de Preservação e Unidades de Conservação de uso 
Direto e Indireto 
2.2.1. Unidades de Conservação 
De acordo com definições adotadas pelos principais órgãos comprometidos com 
a preservação ambiental, como o Ministério do Meio Ambiente, Instituto Chico Mendes 
de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a ONG brasileira ~-Brasil, as 
Unidades de Conservação (UC) são áreas instituídas pelo Poder Público para a 
preservação da flora, fauna, solo, paisagem e todos os processos ecológicos pertinentes 
aos ecossistemas naturais. Além disso, algumas UCs também preservam o patrimônio 
histórico-cultural, as práticas e modo de vida das populações das regiões em que estão 
inseridas. Existem diversos tipos de categorias e modalidades de Unidades de 
Conservação, como os parques nacionais/estaduais/municipais, estações ecológicas, 
reservas extrativistas, Áreas de Proteção Ambiental (APA), entre outros. 
O município de São José do Barreiro abriga o Parque Nacional da Serra da 
Bocaina, uma Unidade de Conservação criada através do Decreto número 68.172, de 4 
de fevereiro de 1971. Sua criação, no entanto, sugere outro propósito: a intenção de que 
o parque fosse o escudo protetor da região em seu entorno contra possíveis acidentes 
nas usinas nucleares de Angra 1 e II. A ideia, que surgiu no começo da década de 1970, 
era delimitar um denso escudo protetor formado por vegetação nativa, nas escarpas da 
Serra do Mar, e foi com essa finalidade que as autoridades do governo militar 
resolveram demarcar o parque. Hoje, porém, passados quase 30 anos, essa unidade de 
conservação constitui-se na mais rica amostra preservada de Mata Atlântica no país. 
Informações aqui contidas foram obtidas através do Plano de Manejo do PNSB 
(especialmente os Encanes 1 e 5), aprovado pela Portaria TBAMA n° 112 em 2002, 
tratando-se do único documento oficial existente à respeito da Unidade de Conservação. 
As informações relativas à data de criação, aos municípios de abrangência e sua 
ocupação e ao histórico de ações podem ser encontradas no Encane 1. Já os aspectos 
turísticos do Parque, controle e dificuldades relacionados à visitação estão no Encane 5. 
Informações sobre a criação do parque como zona de amortecimento para as Usinas 
Nucleares, no entanto, não foram encontradas em documentos oficiais, constando 
somente em declarações de plataformas como o Clube dos Aventureiros e na memória 
coletiva dos habitantes. 
52 
O PNSB, criado inicialmente com área de 134.000 ha, foi ampliado 
posteriormente pelo Decreto Federal n° 70.694, de 08 de junho de 1972, passando a 
uma área atual de 104.000 ha. O parque integra a Reserva da Biosfera da Mata 
Atlântica, do Corredor Ecológico da Serra do Mar e é a segunda maior Unidade de 
Conservação da Mata Atlântica do país (perdendo somente para o Parque Estadual Serra 
do Mar). Além disso, pelo fato de estar inserido na Mata Atlântica, o PNSB é objeto de 
intervenções governamentais, tanto no âmbito nacional, quanto no estadual e municipal, 
no que tange à conservação do seu meio ambiente e ao patrimônio natural, histórico e 
cultural. 
O Parque abrange os municípios de Angra dos Reis, Parati, Areias, Cunha, São 
José do Barreiro e Ubatuba. A maior parte da Unidade de Conservação está concentrada 
no município de Parati (40,3%), seguido de Angra dos Reis (21,6%), São José do 
Barreiro (18,3%), Ubatuba (12,7%), Cunha (4,5%) e o município que abriga a menor 
porção do Parque é Areias (2,4%). Suas duas formações principais de vegetação são a 
Floresta Ombrófila Densa (Alto Montaria, Montaria e Submontana) e Campos de 
Altitude. 
Um dos desafios para a gestão do PNSB é a existência de sobreposição,de cerca 
de 3.250 hectares, com o Parque Estadual da Serra do Mar, localizado na região do 
Núcleo Picinguaba, em Ubatuba-SP com 47.500 hectares. 
Embora existam inúmeros acessos clandestinos, segundo Francisco Livino, 
Chefe do PNSB26 , as áreas focais trabalhadas para o uso público são a Estrada Paraty￾Cunha (e Pedra da Macela), Trindade (praias) e Caminho de Mambucaba - "Trilha do 
Ouro" (São José do Barreiro e Angra). A única estrutura de controle de acessos está 
localizada em São José do Barreiro estando as demais em fase final de articulação e 
suas edificações previstas para 2016/2017. 
Existem 156 espécies de mamíferos concentradas na região da Mata Atlântica, 
das quais 40 espécies estão dentro do Parque Nacional da Serra da Bocaina. Algumas 
delas estão ameaçadas de extinção e são constantemente procuradas por caçadores, 
como os primatas Sagui-da-serra-escuro e o Mono-carvoeiro (ou muriqui-do-sul), este 
último encontrado somente nos domínios da Mata Atlântica. A presença de espécies 
como a Onça-pintada também enfatiza a importância da proteção das áreas da mata, 
tanto dentro como no entorno do Parque. 
26 Informação concedida através de contato por e-mail com o chefe do Parque Nacional Serra da Bocaina. 
53 
Alguns dos atrativos do Parque Nacional da Serra da Sotaina 
Os atrativos do PNSB podem ser divididos em duas categorias: a Serra e o 
Litoral. A Serra, também chamada de 'parte alta" é a região em que os visitantes podem 
desfrutar de cachoeiras, picos e mirantes, enquanto a parte Litoral ("parte baixa") abriga 
praias como a Praia do Meio, da Caixa D'Aço e uma piscina natural. 
O PNSB constitui-se como um importante atrativo turístico para São José do 
Barreiro pelo fato de ser porta de entrada para o Vale do Paraíba, dar início à Trilha do 
Ouro e acesso à região Serrana, além de concentrar a maior parte dos seus atrativos 
turísticos: Cachoeiras de Santo Isidro, dos Mochuleiros, das Posses, do Veado, Poço das 
Marrecas, a Toca da Onça, Mirantes Alto da Jararaca, Pico do Gavião e do Vale do 
Mambucaba. 
A Trilha do Ouro liga os municípios de São José do Barreiro e Mambucaba, na 
Rodovia Rio-Santos. Possui 75km de extensão e seu percurso é feito normalmente em 3 
dias. Durante o percurso da trilha é possível desfrutar da vista oferecida pelo Pico Tira 
do Chapéu (o mais alto do Parque com 2,088m), além da Cachoeira Santo Isidro, das 
Posses e do Veado, ideais para tomar banho, e a Cachoeira dos Mochileiros, que apesar 
de não ser recomendável para banho, é um ótimo ponto de parada para descansar e 
aproveitar a vista privilegiada da região. 
Figura 14: Atrativos do Parque Nacional Serra da Bocaina 
Fonte: BRASIL. Ministério Público Federal. ICMBIO. Audiência Pública: Parque Nacional da 
Serra da Bocaina - Estrada Paraty-Cunha. Rio de Janeiro, RJ, 2013. 
54 
A ocupação humana na Zona de Amortecimento 27 e dentro dos limites do PNSB 
é um tópico polêmico, principalmente devido ao fato da ocupação humana ocorrer nas 
áreas denominadas Zona Intangível e Zona Primitiva que, de acordo com a SNUC (Lei 
9985, de 18/07/2000), não comportam nenhuma ação de ocupação do espaço ou 
extrativismo. Existem quatro aldeias indígenas no Parque, das quais três encontram-se 
na Zona de Amortecimento: os grupos Parati-Mirim (APA Cairuçu), Guarani do Bracuí 
(Angra dos Reis) e Boa Vista do Pró-Mirim (Ubatuba). Já a Reserva Indígena Guarani￾Araponga, em Paraty, está situada no interior do Parque. 
Segundo moradores, atualmente existem aproximadamente três famílias 
morando dentro dos limites da UC e a relação dos gestores com os proprietários destas 
residências é difícil, com conflitos que se estendem ao longo dos anos sem nenhuma 
perspectiva de solução. De um lado a gestão do PNSB vem tentando desocupar por 
completo a UC desde sua criação, de outro tais famílias sentem-se lesadas por terem de 
sair de suas casas, receosas de não receberem o amparo necessário para recomeçar a sua 
rotina em outro lugar. Os residentes do Parque, no entanto, possuem boa relação com os 
visitantes, e aproveitam o fluxo turístico para alugar quartos e complementar a renda da 
família28 . 
27 Termo referente à área ao redor de uma UC destinada a filtrar os impactos externos sobre a área 
preservada. 
28 Informação coletada em Oficina Participativa para elaboração de diagnóstico do Plano de 
Desenvolvimento do Turismo, realizada no município de São José do Barreiro no dia 22110/2015. 
Figura 15: Zoneamento do Parque Nacional Serra da Bocaina 
Fonte: Parque Nacional da Serra da Bocaina - Relatório de Monitoria - Etapa 1 - Área Estratégica Interna 
Caminhos do Ouro 
O Quadro 10 apresenta as principais ações e áreas de interesse no PNSB. Nele é 
possível perceber que ao longo dos anos ocorreram diversas tentativas de 
desapropriação dentro dos limites do Parque, fator que influencia em seus contornos 
geográficos. Apesar de terem sido delimitados no Decreto que cria a UC, tais 
demarcações são imprecisas, desconhecidas ou ignoradas pela população do local, fato 
agravado pela ausência de determinação das fronteiras físicas do próprio Parque. 
Quadro 10: Principais ações no Parque Nacional Serra da Bocaina e áreas de interesse 
1971 Institui-se, pelo Decreto Federal 68.172, o Parque Nacional da Bocaina, com 
uma área de 134.000 ha, englobando as terras do Horto Florestal de 
Mambucaba e o Núcleo Colonial Senador Vergueiro, além de terras devolutas 
nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro e algumas propriedades 
56 
particulares. Embora fosse proibida a permanência de pessoas e residências 
das mesmas dentro dos limites do PNSB, não houve nenhuma medida por 
parte do Poder Público para verificar a existência de populações, fato este que 
gerou diversos conflitos fundiários e sociais que perduram até hoje. 
1972 Logo após a criação do Parque, começam a surgir divergências quanto a sua 
abrangência territorial, provenientes principalmente de grupos econômicos 
influentes ligados aos interesses especulativos de terras. Com o Decreto 
68.172/71 são estabelecidos novos limites territoriais ao PNSB, excluindo 
parte dos Campos da Bocaina no município de Bananal, e incluindo nova área 
costeira e marinha de Trindade (praias do Caixa de Aço e do Meio, Ilha do 
Tesouro, Ilha da Trindade) e o costilo rochoso do Camburi, na divisa dos 
Estados do Rio de Janeiro e de São Paulo. 
1972 A região do PNSB é declarada zona prioritária para reforma agrária; 
pretendia-se facilitar a sua efetiva implantação, entretanto caduca o prazo sem 
ser implementada nenhuma ação de desapropriação (DF70.986). 
1974 A região do PNSB é decretada de interesse social (DF73.699) em mais uma 
tentativa para que novas ações de desapropriação ocorram, mas o prazo 
estipulado expira. 
1976/ Levantamento Cadastral dos Ocupantes do PNSB é realizado, sendo 
1977 avaliadas 422 ocupações; na ocasião, são adquiridas fazendas nos municípios 
de São José do Barreiro, Angra dos Reis eParaty, perfazendo um total de 
25.655 ha. 
1977 É criado o Parque Estadual da Serra do Mar (SP) com 315.390,69 ha 
(DE10251-SP), sob a administração do IF/DRPE-SP. Dois de seus núcleos 
estão contidos no PNSB - Núcleo Picinguaba (Ubatuba) com 85.026,48 ha 
(10%da área adquirida) e Núcleo Cunha/lndaiá, com 9.058,06 ha (100% da 
área adquirida) e um núcleo parcialmente na zona de amortecimento -Núcleo 
Santa Virgínia, com 13.385,83 ha (100% adquiridos). 
1977 É reeditado o DF73.699/74 com ampliação de prazo para 5 anos (DF8O.1 13) 
para que ocorram as desapropriações; o prazo expira novamente sem que o 
57 
processo seja concluído, situação que continua sem solução até os dias de 
hoje. 
1982 Medidas de proteção e recuperação da Bacia Hidrográfica do Paraíba do Sul 
são estabelecidas (DF87.561), assegurando tutela especial para parte da região 
do PNSB e seu entorno, ao declarar APA's e/ou unidades de conservação 
ecológica as áreas de proteção de mananciais, encostas e cumes. 
1983 É criada a Área de Proteção Ambiental de Silveiras com 42.700 ha 
(DE20.957 e LEI4. 100/84) sob a administração da CPLA/SMA/SP 
(Coordenadoria de Planejamento Ambiental/Secretaria do Meio Ambiente/São 
Paulo); esta área pertence à zona de amortecimento do PNSB. 
1983 É criada a Área de Proteção Ambiental Federal de Cairuçu (Paraty) com 
33.800ha (DF89.242) que se sobrepõe ao PNSB, à Estação Ecológica Federal 
dos Tamoios e Área Estadual de Lazer de Parati-Mirim; a APA de Cairuçu 
sofre impactos com a pesca predatória, extração de palmito, caça ilegal, 
aterros de espelho d'água e de manguezais, invasões e ocupações irregulares, 
além de desmatamento causado pela BR 101 e cultivo de banana; esta APA é 
considerada estratégica para a conservação da biodiversidade, pois constitui 
um corredor ecológico entre as matas da Reserva Ecológica Estadual de 
Juatinga, o PNSB e o Parque Estadual da Serra do Mar (SP). 
1983/84 É realizado o primeiro mapeamento fundiário na área de sobreposição do 
PNSB com o Parque Estadual da Serra do Mar (SP) pelo Grupo da Terra 
SUDELPAISP. 
1990/93 Novo mapeamento fundiário é realizado na área de sobreposição do PNSB 
com o Parque Estadual da Serra do Mar (SP) pela Equipe Norte da DRPE￾IF/SP (Instituto Florestal de São Paulo). 
1992 Região de Mata Atlântica é reconhecida como Reserva da Biosfera pela 
Unesco e inclui toda a área do PNSB. 
1996 A atualização do cadastramento e do mapeamento da área de sobreposição do 
PNSB com o Parque Estadual da Serra do Mar (SP) passa a ser 
responsabilidade do Instituto de Terras do Estado de São 
Paulo. 
2000 É instituído o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza￾SNUC (LF9.985). 
2010 É criado o Conselho Consultivo do Parque Nacional da Serra da Bocaina￾PNSB, através da Portaria ICMBio n° 103/2010, e modificado através 
da Portaria n°200/2015, definindo a composição por setores representativos do 
Poder Público e da Sociedade Civil. 
2015 O quantitativo de vagas e a relação das instituições representativas de cada 
setor para o Conselho Consultivo do PNSB foram homologados pela 
Coordenação Regional 8 do TCMBio, no dia 06 de novembro de 2015, 
totalizando 28 instituições-membro. 29 Após a posse, os conselheiros 
aprovaram a modificação do Regimento Interno do Conselho Consultivo do 
Parque Nacional da Serra da Bocaina￾Outro fator de dificuldade para a gestão do Parque é a visitação pública, que 
desde a sua criação não é regulamentada. No entanto, devido aos diversos atrativos 
naturais existentes no local, o Parque é cada vez mais procurado por turistas. Essa falta 
de controle da entrada e saída dos limites do PNSB se dá principalmente pela escassez 
de mão-de-obra, infraestrutura básica e fiscalização. 
As únicas informações disponibilizadas para consulta sobre visitação ate o 
momento são correspondentes a levantamentos feitos pela agência MW Trekking em 
pontos específicos, como a Trilha e o Caminho do Ouro, e não no Parque como um 
todo. Essas pesquisas apontam que o período de maior visitação de turistas se concentra 
nos meses de dezembro, janeiro e julho, assim como em feriados prolongados, como o 
Carnaval e a Páscoa. A maioria dos visitantes acampa em barracas ou utilizam os 
serviços de hospedagem nas pousadas ao longo da trilha, porém é um público bastante 
variado. 
29 A listagem detalhada das instituições-membro do Conselho Consultivo do PNSB podem ser 
encontradas em: 
http://www.icmbio.gov.br/parnaserradabocainalimagesfstories/Homologa%C3%A7%C3%A3o Conselho 
_ConsultivoPNSBj'Jov20 1 5.pdf. 
59 
Posteriormente, em visita ao Parque em 24 de outubro 2015, verificou-se que é 
feito um controle meramente quantitativo, sem detalhar o perfil dos visitantes. Essas 
informações são transmitidas para a base da ICMBio em São José do Barreiro, porém 
não foi divulgada a forma como esses dados são utilizados. 
A atividade esportiva off-road realizada por jipeiros e motoqueiros também é 
comum no Parque. A trilha preferencial dos jipeiros é a Estrada da Graúna, enquanto os 
motociclistas utilizam as trilhas mais extensas e difíceis. Costumam ir para Cachoeira 
dos Veados, localizada próxima à Trilha do Ouro. 
O uso intensivo das trilhas para caminhadas gera diversos impactos no PNSB, 
tem como consequência a formação e decomposição de serrapilheira, liberação de 
nutrientes e alteração da fauna que ocorre na região. A prática de off-road é igualmente 
(ou mais) nociva, pois intensifica e acelera o processo de erosão em determinados 
locais, afugentado os animais, além do risco de atropelamentos. 
De acordo com a Lei n° 9.985/2000, cada unidade de conservação do grupo de 
Proteção Integral deve possuir um Conselho Consultivo. Baseado na mesma lei, na 
visão do ICMBio, o Conselho Consultivo deve ser: 
um fórum democrático de diálogo, valorização, participação e controle 
social, debate e gestão da Unidade de Conservação, incluída a sua zona de 
amortecimento e território de influência, para tratar de questões ambientais, sociais, 
econômicas e culturais que tenham relação com a Unidade de Conservação." (lCMBio) 
Dentre os objetivos do Conselho Consultivo do PNSB, definidos baseados na 
Lei n° 9.985, de 18 de julho de 2000, no Decreto n°4340/2002 e na Instrução Normativa 
do ICMBio n° 9 de dezembro de 2014, estão: atuar pela conservação da biodiversidade; 
assessorar o Parque Nacional da Serra da Bocaina em ações de gestão de alcance 
regional; identificar os problemas e conflitos e propor formas para sua gestão; participar 
de revisões do Plano de Manejo do Parque Nacional da Serra da Bocaina; manifestar-se 
acerca de Projetos de Concessão de Serviços; identificar as potencialidades da Unidade 
de Conservação e propor iniciativas que as fortaleçam. 
Em 2016, representantes da Diretoria Municipal de Turismo e Meio Ambiente, 
do Parque Nacional da Serra da Bocaina, e das associações Bocaina Viva e Roteiros 
Caminhos da Corte, formaram, dentro do Conselho Consultivo do Parque, um Grupo de 
Trabalho para o Turismo (GT). 
Mi 
Em reunião realizada no mês de junho de 2016, na Sede do PNSB - com 
participação de representantes da Bocaina Viva, Roteiros Caminhos da Corte, Diretoria 
Municipal de Turismo e Meio Ambiente e da administração do PNSB -, o GT discutiu 
acerca de diversos pontos negativos que o Parque enfrenta hoje e traçou os objetivos do 
grupo, a saber: 1 - Cobrar do DER (Departamento de Estradas de Rodagem) 
providências para resolver os problemas de erosão da SP 221; II - Realizar 
replanejamento da visitação do Parque em São José do Barreiro; III - Implementar 
Ponto de Informação e Controle (PIC) com utilização de trabalho voluntário. 30 
2.2.2. Reservas Particulares do Patrimônio Natural - RPPNs 
As Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) foram criadas em 1990, 
por meio do Decreto n° 98.914, com o objetivo de promover a conservação da natureza 
por meio de áreas protegidas de proprietários particulares. Além de aumentar o número 
de territórios preservados no país, as Reservas são uma maneira de possibilitar a 
participação da iniciativa privada no esforço de conservação da natureza (ICMBio, 
2012). 
O uso da RPPN é definido conforme os desejos do proprietário e possibilita a 
visitação turística, a pesquisa científica, os programas de educação ecológica entre 
outros. Elas fazem parte do Sistema Nacional de Unidade de Conservação (SNUC), 
sendo consideradas legalmente unidades de conservação de uso sustentável. No entanto, 
durante sua aprovação na Câmara, o inciso que previa o uso sustentável foi vetado e as 
RPPNs passaram a ser unidades de proteção integral. No momento, a Federação de 
Reservas Ecológicas do Estado de São Paulo tenta modificar legalmente essa condição 
das RPPNs. 3 ' 
No município de São José do Barreiro existem duas RPPNs reconhecidas 
legalmente: a Pousada Campos da Bocaina e a Fazenda Catadupa. Além delas, a 
Fazenda São Francisco entrou com pedido para tomar-se uma Reserva, e seu processo 
ainda está em andamento. 
A Pousada Campos da Bocaina tomou-se uma Reserva em 28 de dezembro de 
2010, por meio da Resolução estadual SMA n° 125, e sua área considerada como uma 
30 Informação obtida através de publicação da Prefeitura de São José do Barreiro em sua página no 
Facebook, 
31 Informação obtida na Roda de Conversa sobre RPPNs realizada em São José do Barreiro, no dia 
24/10/20 15. 
61 
RPPN é de aproximadamente 3,8 hectares. A motivação para a criação da Reserva foi a 
preservação e proteção do Bioma e de espécies endêmicas. A Pousada não recebe visitas 
guiadas de estudantes e não possui parceria com nenhuma universidade. Embora 
apresente potencial, sobretudo por sua localização próxima ao PNSB, a pousada não 
oferece atividades ligadas a ecoturismo ou educação ambiental. 
A Fazenda Catadupa está voltada principalmente para a pesquisa científica e o 
ecoturismo. Sua área de RPPN tem 38,18 hectares e as atividades desenvolvidas pelos 
proprietários buscam o resgate e a valorização histórica, cultural e arquitetõnica da 
região do Vale do Paraíba, assim como evidenciado na própria plataforma de 
informação da fazenda: 
"[... disseminação de práticas em educação ambiental associadas a 
reconstituição do ecossistema florestal da propriedade integrando um 
processo de regeneração das áreas degradadas resultantes da histórica e 
intensa atividade desarmônica do plantio do café e produção de carvão na 
região do Vale Histórico Paulista." (Vale Hoteis) 
Na área de educação ambiental, a Fazenda Catadupa transmite conhecimentos 
relacionados a maneiras alternativas de tratamento de água e esgoto, como a bacia de 
evapotranspiração (BET), mecanismo de tratamento de esgoto ecológico, e o círculo de 
bananeira, utilizado para tratar a água da residência (pia, tanque e chuveiro), chamada 
também de "água cinza". A Fazenda é uma Unidade Demonstrativa do Projeto 
Sesmaria32 , que tem como objetivo a recuperação e adequação da sub-bacia hidrográfica 
do Rio Sesmaria, sendo realizado pela ONG Crescente Fértil. 
Em parceria com a Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da 
Universidade de São Paulo, foi construída uma estação meteorológica para uma 
pesquisa33que tem como objetivo o levantamento das edificações da região dentro do 
âmbito climático projetados até o final do século XXI e criar diretrizes de políticas 
públicas para contenção de danos. 
Além da ONG Crescente Fértil e EACH, existe uma parceria com o Colégio 
Giordano Bruno, onde são oferecidas atividades de estudos do meio para os alunos do 
colégio. 
32Projeto de Recuperação Ambiental da Sub-Bacia do Rio Sesmaria - Diagnóstico fisico e socioambiental 
e implantação de Unidades Demonstrativas 
33Projeto FAPESP coordenado pela pesquisadora e professora doutora Silvia Helena Zanirato, intitulado 
"Patrimônio Cultural do Vaie Histórico Paulista: análise da vulnerabilidade às mudanças climáticas" 
62 
A Fazenda Catadupa também promove palestras sobre a história local, trilhas 
pela Serra do Formoso, visita de pequenos grupos em sua área de RPPN e à residência 
em processo de restauração, consultoria e serviços de alimentação e hospedagem, sendo 
assim um espaço de disseminação de conhecimento no âmbito ecológico e histórico, 
constituindo o maior potencial turístico dentre as três RPPNs da cidade devido à suas 
atividades já realizadas. 
A Fazenda São Francisco tem uma área de 220 hectares, dos quais 12 são de 
Mata Atlântica remanescente, transformados em RPPN. O pedido de criação de RPPN 
ainda está em andamento, devido principalmente aos entraves burocráticos. A 
motivação principal para a sua criação foi o desejo de contribuir para as futuras 
gerações através da reconstituição de áreas degradas pela monocultura cafeeira e pela 
exploração do carvão. Como motivações secundárias estão o incentivo à pesquisa 
científica da avifauna local, a inserção da área protegida em programas de Educação 
Ambiental, bem como sua inclusão no Mosaico Bocaina. 
A Fazenda São Francisco recebe apoio financeiro da SOS Atlântica, instituição 
que possibilitou a inclusão da propriedade no processo de criação de RPPN, através de 
um edital público. A Fazenda realiza visitas guiadas para estudantes, e trabalha em 
média com dois grupos por mês, além de receber de 26 a 30 turistas mensalmente. 
Também possui parceria com a Universidade estadual de Campinas (Unicamp) e 
Universidade de São Carlos no projeto "Fazendas Históricas Paulistas: espaço 
privilegiado de pesquisa, educação e turismo", e com a Universidade de São Paulo 
(USP) no projeto "Patrimônio cultural do Vale Histórico Paulista: análise da 
vulnerabilidade às mudanças climáticas". 34 
2.3. Uso e Ocupação do Solo 
O uso do solo no município de São José do Barreiro é marcado historicamente 
pelo período cafeeiro no Brasil, nos fins do século XVIII, além de ser o local onde se 
construíram as primeiras fazendas de café paulistas. O cultivo do café no Vale do 
Paraíba obteve urna rápida ascensão, e em 1836 as fazendas do Vale já eram 
responsáveis por dois terços da produção paulista de café. O café continuou a ser a 
principal cultura do Vale do Paraíba até quase a metade do século XX, embora já tivesse 
' Informações obtidas com proprietários da Fazenda em entrevista realizada no dia 23/10/2015. 
63 
começado a perder sua força em meados de 1886. Em 1889 sua produtividade já se 
encontrava muito inferior se comparada às outras regiôes da Província de São Paulo. 
O sucesso do empreendimento, portanto, não durou muito no Vale, possuindo 
um ciclo de aproximadamente 50 anos que deixou profundo desgaste no solo. De modo 
a facilitar a fiscalização da produtividade dos escravos, os fazendeiros optaram pelo 
plantio do café em longas linhas retas, desrespeitando as curvas de nível do Vale, o que 
resultou na retirada da camada de húmus do local. A ausência de uma ação de 
recuperação do solo fez com que, ano após ano, a eficiência do plantio de café no Vale 
do Paraíba fosse comprometida. Concomitantemente, ocorria a ascensão de urna nova 
oportunidade de exploração, a do ouro, que garantia maior geração de recursos 
financeiros. Dessa forma, aos poucos a produção do café foi se tornando insustentável, 
com baixo retorno financeiro e outras fontes alternativas de subsistência, corno plantio 
de outros grãos e criação de gado leiteiro, foram se estabelecendo no Vale. 
Atualmente, o município conta com urna área total de 57.100,00 hectares, sendo 
99% de área rural (cerca de 57.050,00 hectares) e menos de 1% de área urbana (cerca de 
50,00 hectares). Entretanto, a divisão da população não acompanha essa desigualdade, 
visto que da população total de 4.077 habitantes, apenas 26% estão na área rural, 
ficando a área urbana com a maior parcela de habitantes, com 74%, de acordo com o 
censo demográfico de 2010 realizado pelo IBGE. 
A área rural abriga atualmente 261 Unidades de Produção Agropecuária (UPA) 35 
e a maior parte dessas unidades possui área de 10 a 200 hectares 36
, grupo este que 
representa 197 unidades de produção c perfaz 51,14% da área total das UPAs conforme 
Tabela 10. 
Informação obtida em entrevista com a Secretaria da Agricultura e Meio Ambiente, realizada no dia 
23/10/2015. 
36 levantamento censitário mais recente divulgado sobre o tema é datado de 2008, no qual registra-se 
251 UPA's, cuja área total corresponde a 42% do território rural (cerca de 23.932,50 hectares). 
Tabela lO: Divisão das UPAs em relação a sua área 
Estrutura Fundiária 
Extrato t\. UPAS N. Área (tia) 
Área das UPAS com 0.10 tia 2 080 1,60 0,01 
Área das UPAS com 1,20 tia 2 0,80 2,80 0,01 
Área das UPAS com 2,50 tia li 4,38 42,80 0,18 
Área das UPAS com 5,10 tia 16 6.37 119,40 0,50 
Área das UPAS com 10,20 tia 35 13.94 547,90 2,29 
Área das UPAS com 20,50 ha 71 28,29 2.370,30 9,90 
Área das LIPAS com 50,100 ha 52 20,72 3.860,70 16,13 
Área das UPAS com 100,200 tia 39 15,54 5.462,50 22,82 
Área das UPAS com 200,500 tia 16 6,37 4.558,20 19,05 
Área das UPAS com 500,1.000 tia 5 1,99 3.026,60 12,65 
Área das UPAS com 1.0002.000 tia 1 0,40 1.035,70 4,33 
Área das UPAS com 2.000,5.000 tia 1 0,40 2.904,00 12,13 
TOTAL 251 100,00 23.932,50 100,00 
Fonte: LUPA - CATI/SAA {2008j 
Ainda em relação às Unidades de Produção Agropecuárias, percebe-se que o 
principal tipo de ocupação do solo se dá pela pastagem, representando 66,34% da área, 
seguida pela vegetação natural, com 30.47%, de acordo com os dados da Tabela 11. 
Tabela 11: Ocupação do solo nas UPAs 
Descrição n.cde UPAS Área (tia) 
Área total de UPAS 251 23.932,50 i00,00 
cultura Perene 94 48,50 0,20 
Reflorestamento 18 251,4 1.05 
Vegetação Natural 230 7.293,30 30,47 
Área Complementar 83 89,80 0,38 
Cultura Temporária 130 304,80 1,27 
Pastagens 250 15.875,70 66,34 
Vegetação de Brejo e Várzea 38 69,00 0,29 
Fonte: LUPA - CATI/SAA 20091 
Em relação à cobertura vegetal, na Tabela 12 observa-se que mais de 66% da 
área é destinada a vegetações ligadas à criação de gado (braquiária, gramíneas para 
pastagem, capim gordura, gramas, etc., constituem a alimentação de bois e vacas). 
65 
Tabela 12: Exploração Vegetal 
OnXO Cur-ras Ama TCa Mal a.9WAS 
• Br32Uana 6.528,00 215 
• Ouh'as ~new para paatem 6.742.20 167 
• Cfl ofTJra 1.700.40 92 
• Gramas 326.30 13 
C Caprn Ner i ou caprn eelafl 270,50 109 
F rzu4e 244.50 16 
1' Ca,a de 6~ i75,90 93 
T M1110 111,20 75 
P Porriar derastrA 26,50 67 
P Baiana 21,20 31 
T Fação '9,00 34 
F Pinta 6,90 5 
C Cinm larRO-a 3,00 1 
P Jabuxaba 0,50 1 
'1' Pairvo 0,10 1 
T l4J1alna6tiCa 0,10 1 
Fa: ,,UP.4 - cArI'SAA 
GflOS:4Q P1aeoe-4 ts- Penes-(T)Tefar1a 
No que se refere à exploração animal (Tabela13), nota-se que a criação de gado 
de corte ou leiteira é a mais praticada, totalizando mais de 12 mil cabeças. 
Tabela 13: Exploração animal no município 
Eip4oraçào Animal Quantidade Unidade n. UPAS 
Bovinocultura mista 5.724,00 cabeças 124 
Bovinocultura de coite 3.758,00 cabeças 78 
Bcwinocultura de leile 3.063,00 cabeças 85 
Avic.ultura de cote 1.4690O cabeças/ano 32 
Equtnocultura 835,00 cabeças 186 
Avicuifura para ovos 735,00 cabeças 14 
Suinocultura 426,00 cabeças 33 
Oinocultura 168,00 cabeças 6 
Avicultura ornamentaL decorat wa'exótica 156,00 cabeças 4 
Asininos e muares 144,00 cabeças 61 
Bubalinocuitura 54,00 cabeças :3 
Caprinocultura 4400 cabeças 4 
Apicultura 8,00 colméias 1 
Ponte: LUPA - OATI/SAA (2008) 
Todas essas tabelas demonstram o predomínio da atividade pecuária na área 
rural, com destaque para a criação de gado leiteiro e de corte, tendo a agricultura como 
segundo plano. Em relação à produção agrícola, há plantação de eucalipto e cana-de￾açúcar, além de grãos - como milho e feijão -, e de fruta, como banana, porém todos 
em quantidades bem reduzidas. 
Além disso, de acordo com o Censo Agropecuário mais recente do IBGE de 
2006, outra grande porção do território do município é composta por áreas naturais de 
preservação, com 9.271 hectares, representando mais de 16%, considerando matas e/ou 
florestas naturais destinadas à preservação permanente e em sistema agroflorestal. 
Sendo assim, observa-se que a principal fonte de renda dos produtores rurais é 
oriunda da criação de gado, mas que a agricultura também possui representatividade, 
chegando a somar 3,6% da área total do município que é utilizada para exploração 
vegetal (Tabela 12). Nesse sentido, o turismo rural e/ou o agroturismo surgem como 
uma possibilidade de diversificação e incremento das receitas. 
Como visto anteriormente, o município possui 261 unidades de produção 
agropecuária, dentre as quais há várias fazendas históricas remanescentes do período 
cafeeiro que são passíveis de utilização turística, além das diversas fazendas que com 
pequenas adaptações - de acesso, por exemplo - podem receber visitação turística. Além 
disso, de acordo com o último censo demográfico realizado pelo IBGE (2014), dentre a 
área de estabelecimentos agropecuários há 449 hectares de terras inapropriadas para a 
agricultura ou pecuária (pântanos, areias, pedreiras, etc); 17 hectares de terras 
degradadas tanto através de processos de erosão quanto de desertificação e salinização e 
42 hectares de pastagens degradadas. Vemos, portanto, a existência de 508 hectares sem 
uso específico, e que podem indicar a possibilidade de recuperação - naqueles em que 
houve processos de desgaste - e uma análise de viabilidade para uso turístico (como 
instalação de equipamentos turísticos, centro de convenções, ações de educação 
ambiental, etc.). Vale destacar que o município não possui um planejamento sistemático 
do uso do solo, o que não permite controle e monitoramento efetivos. 
Outro fator que precisa ser observado com cuidado é o possível surgimento de 
conflitos relacionados ao uso do solo entre as propriedades rurais, advindo do processo 
do Cadastro Ambiental Rural (CAR). Trata-se do registro eletrônico dos imóveis rurais 
com área menor ou igual a quatro Módulos Fiscais Municipais, de forma a integrar o 
banco de dados sobre as áreas d.e preservação permanente, reserva legal, entre outras. 
Durante o CAR os proprietários fazem, com auxílio de um agrônomo, a delimitação do 
seu terreno. Nesse processo, podem surgir sobreposições de limites dos terrenos e é 
importante que estas sejam verificadas e resolvidas a fim de evitar futuros conflitos. 
67 
Por outro lado, o município já possui algumas avaliações e diagnósticos 
relacionados ao turismo rural, O Plano Municipal de Desenvolvimento Rural 
Sustentável (2010-13) aborda o Turismo Rural como uma possibilidade viável de 
diversificação da atividade agropecuária, além de realizar uma breve análise das forças, 
fraquezas, oportunidades e ameaças (análise "FOFA") e propor estratégias para o 
desenvolvimento rural sustentável. 
No ano de 2015 algumas diretrizes deste plano foram operaeionalizadas, a 
exemplo do "Projeto São José do Barreiro com Você", cujo objetivo, de acordo com a 
Prefeitura do município, é fixar o produtor rural no campo, incrementando sua renda e, 
ao mesmo tempo, incentivando o Agroturismo. A prefeitura identificou 21 propriedades 
com condições de receber o turista que queira adquirir seu produto in loco e produziu 
um folheto com as coordenadas geográficas de cada produtor, de modo a facilitar o 
acesso do turista interessado, que recebe o material de divulgação no Portal de entrada à 
cidade, em período de férias e eventos. Vemos, portanto, que este projeto é um avanço 
para conectar produtor e turista, apesar de propiciar somente o contato comercial entre 
eles, e não unia vivência rural, onde os turistas podem ver e/ou participar do processo de 
confecção do produto que irá consumir, que melhor se caracterizaria como 
Agroturismo. 
O projeto foi implementado recentemente e está em sua segunda fase, na qual há 
21 propriedades rurais inscritas e mapeadas. Até o final de 2015 estava prevista a 
inclusão de mais 30 proprietários, e a produção de novo material gráfico, mais completo 
e atualizado. No entanto, até maio de 2016 não obtivemos nenhum posicionamento 
oficial. 
Mediante entrevistas realizadas em campo e informações obtidas em consulta 
pública percebe-se que o projeto ainda não está produzindo resultados palpáveis e significantes 
em relação ao aumento da demanda e procura pelos produtos rurais in loco. 
Concomitantemente, não há um acompanhamento formal dos resultados. Foram 
realizadas aLgumas visitas aos participantes onde verificou se houve ou não aumento de 
visitantes e vendas, de modo informal, sem dados sistematizados e sem definição clara 
sobre a forma como se pretende monitorar e avaliar o projeto. 
Outro ponto que também não recebeu acompanhamento e supervisão por parte 
da prefeitura foi a colocação das placas sinalizadoras nas propriedades participantes. 
Uma das críticas feitas pelos participantes do projeto é a falta de investimento na 
infraestrutura de acesso à esses produtores, pois as estradas rurais encontram-se bastante 
precárias e impedem e/ou inibem seu uso, principalmente por carros que não sejam off 
road (4X4), o que explica o pequeno aumento pós implementação do projeto. 
Outra ação resultante do Plano Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável 
é o Projeto de Bananicultura, que também está em fase de implementação. Até o 
momento, há pouca adesão, com apenas 6 produtores, porém já existe uma análise 
FOFA de todos os participantes, assim como do projeto como um todo. 
A ideia é produzir bananas de qualidade, prezando por um consumo sem 
desperdícios, sendo comercializado em embalagens menores e individuais. Além da sua 
simples degustação, a folha da bananeira pode ser utilizada na confecção de cestos e 
outros objetos; e a casca da banana pode ser usada como adubo e na recuperação do 
solo. A venda da fruta às escolas da região, permite a complementação da merenda 
escolar. Nesse sentido, trata-se de um projeto sustentável devido ao baixo custo 
financeiro com o transporte (áreas próximas), baixa emissão de gás carbônico oriundo 
dos veículos, bem como a criação de unia "rede de beneficiamento" local, na qual a 
comunidade se torna a principal agente. 
Apesar dessas iniciativas no âmbito rural, há urna dificuldade de localizar os 
dados sobre os produtores rurais de São José do Barreiro, tais corno tamanho da 
propriedade; produto; nível de escolaridade do produtor, entre outras referências 
necessárias para se conhecer melhor o perfil desses agentes. Sendo assim, em função da 
carência de dados, de pesquisas que não são acessíveis e da própria geografia do local - 
com estradas de dificil acesso, etc. -, não é possível construir um diagnóstico preciso 
sobre o perfil dos produtores rurais locais. 
Identifica-se, portanto, a necessidade de se realizar uma pesquisa pormenorizada 
sobre as propriedades rurais do município, voltada especificamente para o turismo, para 
se preencher essa lacuna. 
2.4. A Bacia Hidrográfica 
São José do Barreiro é um dos municípios integrantes da Bacia do rio Paraíba do 
Sul. O principal rio do município é o Rio Barreiro, sua fonte de abastecimento e ao 
mesmo tempo, destino do esgoto não tratado da cidade. No entanto, não existe registro 
de estudos sobre o nível de poluição ou de conservação do rio. 
Ressalta-se a extrema importância do controle de poluentes despejados, pois o 
Rio Barreiro desemboca no rio Paraíba do Sul, responsável, por sua vez, pelo 
69 
abastecimento de outras regiões. A falta de monitoramento da situação das águas reflete 
no maior custo de tratamento para tornar a água passível de consumo. 
Outro rio de grande relevância para o município de São José do Barreiro é o rio 
Formoso, onde também é despejado o esgoto iii natura, no bairro de Formoso. Do 
encontro entre o Rio Formoso e o Rio Feio, nasce o Rio Sesmaria, cuja sub-bacia 
integra a Bacia do rio Paraíba do Sul. O documento utilizado como referência para o 
levantamento das condições dessa rede hídrica foi realizado pela ONG Crescente Fértil, 
mas percebe-se que ainda faltam estudos mais precisos do rio Formoso, bem como o seu 
monitoramento. 
2.4.1. Bacia do Rio Paraíba Do Sul 
O Rio Paraíba do Sul localiza-se na região Sudeste e abrange áreas dos estados 
de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Com uma área de drenagem de mais de 
55.000 Km2abastece cerca de 14 milhões de pessoas que vivem em uma das regiões 
mais desenvolvidas do país (CEIVAP. 2007). A consequência dessa expansão 
demográfica e do intenso e diversificado processo de desenvolvimento apresenta-se na 
pressão do desmatamento e da poluição hídrica de ordem doméstica, agropecuária e 
industrial. 
Apesar dos comitês de gestão da bacia hidrográfica, o problema da divisão dos 
rios entre os domínios estadual e federal persiste. A Constituição de 1988ao mesmo 
tempo em que propicia autonomia aos comitês, por meio da Lei n ° . 9.433/97, a Lei das 
Águas, mantém o domínio hídrico de estados e da União sobre os rios que pertencem à 
mesma bacia. Comisso, torna-se possível a criação de regras diferenciadas que acabam 
gerando conflitos, desestimulando a participação daqueles que já estão sujeitos às regras 
definidas pelo comitê do rio principal. 
O Rio Paraíba do Sul recebe atualmente o esgoto da maioria dos municípios 
pelos quais passa. Um estudo recente desenvolvido pela Universidade de Taubaté 
(UNITAU) 37revelou que o rio possui um alto nível de poluentes, que apresentam riscos 
de danos genéticos e de câncer em organismos aquáticos e humanos. A pesquisa 
abrangeu a coleta e a análise de amostras de água, no período de três anos, nos 
O estudo faz parte da tese de Doutorado da pesquisadora Agnes Barbério, "Efeitos citotóxicos e 
genotóxicos no meristema radicular de Allium cepa exposta á água do Rio Paraíba do Sul - estado de São 
Paulo - regiões de Tremembé e Aparecida". 
Outra contribuição da pesquisadora está no artigo "Potencial mutagênico dos poluentes na água do rio 
Paraíba do Sul em Tremembé, SP, Brasil, utilizando o teste Allium cepa". 
70 
municípios de Tremembé e Aparecida, que são as áreas mais poluídas do trecho 
paulista. Os resultados apontaram a presença de substâncias que são tóxicas às células, 
como metais pesados (principalmente alumínio e ferro), inseticidas e herbicidas, 
substâncias danosas ao ecossistema. Seu efeito principal é a perda de diversidade 
biológica no rio. No homem, por meio da Magnificação trófica 38, pode causar 
patologias, chegando a casos de câncer. 
O problema é o reflexo de várias agressões, sobretudo do esgoto lançado no rio, 
cuja água também é usada para consumo. De acordo com a Agência Nacional de Águas 
(ANA), o tratamento de efluentes domésticos na área do Paraíba do Sul limita-se a 
apenas 15% do total (54,5 milhões de m3 /ano). Ou seja, 309,3 milhões de m3/ano de 
esgoto são despejados sem tratamento. Para tomar a água potável, a estação do Guandu 
gasta até 318 toneladas de produtos químicos por dia 39 . Guandu abastece 10 milhões de 
pessoas na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. 
Outros impactos também são decorrentes da criação das usinas. De acordo com 
o Plano de Ação Nacional para a Conservação das Espécies Aquáticas Ameaçadas de 
Extinção da Bacia do Rio Paraíba do Sul (PAN Paraíba do Sul), que começou a vigorar 
em dezembro de 2010 e tem dez anos de vigência, a barragem do Funil é um dos pontos 
críticos. A área do entorno sofre com a degradação. Houve a diminuição drástica ou 
mesmo o desaparecimento de peixes próximos ao barramento. Este trabalho é 
coordenado por dois centros de pesquisa do ICMBio - Centro Nacional de Pesquisa e 
Conservação de Peixes Continentais (Cepta) e Centro Nacional de Pesquisa e 
Conservação de Répteis e Anfíbios (RAN). 
2.4.2. Sub-Baciado Rio Sesmaria 
A sub-bacia hidrográfica do rio Sesmaria conta com 149km 2, pertence à bacia do 
Médio Paraíba do Sul e seu território está localizado nos municípios de São José do 
Barreiro (621cm2), no estado de São Paulo e Resende (87km 2), no estado do Rio de 
Janeiro. É cortada pela rodovia dos Tropeiros (SP 068), antiga Rio-São Paulo, no trecho 
que liga o município de Arapeí - SP a São José do Barreiro. Nas margens da rodovia, no 
km 276, encontra-se o bairro do Formoso. 
Magnificação Trófica (ou Biomagnificação) é um fenômeno que ocorre quando há acúmulo 
progressivo de substâncias de um nível trófico para outro ao longo da teia alimentar. Assim, os 
çredadores de topo têm maiores concentrações dessas substâncias do que suas presas. 
9os números são da Associação de Empregados de Nível Universitário (ASEAC) da Cedae. 
71 
O rio Sesmaria, formado pelo Rio Formoso e Rio Feio, tem suas nascentes 
principais no alto da Serra da Bocaina, a 1.600 metros acima do nível do mar, e chega a 
Resende numa altitude de 400m, após um percurso de 48km. Da montanha ao vale suas 
águas conhecem florestas, campos, capoeiras, pequenas produções rurais, grandes 
propriedades, pastagens e trechos urbanos, estes últimos no distrito de Formoso, em São 
José do Barreiro, e na cidade de Resende. Como tantos outros rios brasileiros, nasce 
cristalino e potável, mas conclui seu curso com altos índices de poluição, causada 
principalmente por esgoto doméstico e sedimentos em suspensão. 
Em maio de 2013, um oleoduto operado pela Transpetro foi rompido, 
resultando, segundo a empresa, no derramamento de 49 mil litros de óleo diesel, 
contaminando o rio Formoso e, consequentemente, o rio Sesmaria. O evento ocorreu em 
função de uma tentativa de furto de óleo na estação de bombeamento localizada no 
distrito de Formoso, município de São José do Barreiro. O combustível impregnou o 
solo mais próximo ao local do vazamento e seguiu pelo rio, por onde atingiu o próprio 
rio Paraíba, obrigando o fechamento de diversas Estações de Tratamento de Água 
(ETA) de cidades com captação a jusante de Resende. 
2.4.3. Propostas para o Aproveitamento Sustentável das Águas 
Para o estudo da situação atual das águas no município de São José do Barreiro, 
foram consultados os seguintes planos: 
• Plano de Recursos Hídricos da Bacia do Rio Paraína do Sul - CEIVAP 
• Plano Integrado de Recursos Hídricos da Bacia do Rio Paraíba do Sul e 
Planos de ação de recursos hídricos das bacias afluentes - AGEVAP 
• Relatório Final do Projeto Sesmaria - Crescente Fértil 
• Plano Municipal Integrado de Saneamento Básico de São José do 
Barreiro - Governo do Estado de São Paulo (de 2010 e de 2014) 
• Plano Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável - Prefeitura 
Municipal de São José do Barreiro 
As informações sobre o município de São José do Barreiro são bastante 
imprecisas e incompletas nos planos de Recursos Hídricos da Bacia do Rio Paraíba do 
Sul realizados pela CEIVAP (Comitê de Integração da Bacia Hidrográfica do rio 
72 
Paraíba do Sul) e AGEVAP (Associação Pró-Gestão das Águas da Bacia Hidrográfica 
do Rio Paraíba do Sul) pois seus dados foram retirados do Plano Municipal Integrado de 
Saneamento Básico de São José do Barreiro, que apesar de ter sido realizado pelo 
Governo do Estado de São Paulo, tampouco traz dados realmente precisos. 
O Plano Municipal Integrado de Saneamento Básico foi elaborado tendo como 
objetivo básico a universalização dos serviços de saneamento básico, ou seja, 
possibilitar a toda sua população acesso aos sistemas de abastecimento de água, 
esgotamento sanitário, limpeza urbana e manejo dos resíduos sólidos urbanos, bem 
como aos serviços de drenagem e manejo das águas pluviais urbanas. Apontava, ao fim 
do documento de 2010, uma série de propostas e estratégias (através de ações) para 
atingir as metas e objetivos sugeridos. Entre elas, o desejo da melhoria do atendimento 
dos sistemas de abastecimento de água e de esgotamento sanitário já praticados através 
da minimização de ocorrências prejudiciais aos serviços, a seus usuários e ao meio 
ambiente. 
À vista da inexistência de cadastros técnicos do sistema de drenagem e manejo 
de águas pluviais urbanas, a proposta deste Plano de Saneamento Básico tinha como 
foco a criação desta base, necessária para se elaborar um plano de obras e intervenções 
que atendesse tal base e permitisse estimar os recursos financeiros necessários à sua 
efetiva implementação. 
O Plano propunha as seguintes soluções: Monitoramento da qualidade da água; 
Estudos e Projetos de setorização; Programa de redução de perdas; Monitoramento da 
qualidade dos esgotos; Programa de detecção de lançamento irregular na rede coletora; 
Programa de limpeza das redes coletoras, entre outras. 
Com relação ao sistema de gestão de água e esgotos já mencionados, se fazia 
necessária a implementação de Base de dados de indicadores, para que fosse possível 
estruturar os seguintes programas: Programa de uso racional da água; Programa de 
eficiência energética e Programa de educação ambiental. 
Em 2014 este Plano foi atualizado, e durante o Trabalho de Campo no 
município, foi possível verificar no novo documento que boa parte das ações propostas 
ainda são as mesmas. O que sugere que as metas anteriores não foram alcançadas ou 
que o documento permaneceu inalterado. 
Quanto ao Plano Municipal de Desenvolvimento Rural e Sustentável constam 
algumas Diretrizes (prioridades, indicadores, estratégias, instituições envolvidas) das 
quais destacam-se as que se aproximam o Turismo, como: 
73 
• Promover atividades (palestras, cursos, workshop, feiras, exposições, visitas 
técnicas, visitas de orientação) para a sensibilização dos produtores rurais da 
importância da implantação de projetos de microbacias hidrográficas; 
• Promover o desenvolvimento de técnica de sistemas agroflorestais ou 
agrosilvipastoris, a fim de diversificar o uso de determinada área da 
propriedade; 
• Implantar na rede de ensino municipal atividades de educação ambiental 
regular, seja esta de forma transversal ou através da comemoração de datas 
ligadas a conservação e preservação do meio ambiente; 
Apoiar pesquisas de universidades, faculdades ou colégios técnicos para a 
realização de projetos de manejo de fauna; 
Nenhuma das diretrizes, propostas no final do documento referente à 
preservação da bacia hidrográfica, foram de fato colocadas em prática 40 . Embora 
tenham caráter mais prático quando comparadas ao Plano Municipal Integrado de 
Saneamento Básico. Entende-se que esses planos não possuem a mesma finalidade, mas 
tendo como critério o manejo das águas, é de suma importância que as ações 
envolvendo a população, principalmente através da educação ambiental, caminhem 
simultaneamente aos estudos e pesquisas propostos pelo Plano Municipal Integrado de 
Saneamento Básico. 
3. GESTÃO DO TURISMO - CAPACITAÇÃO INSTITUCIONAL MUNICIPAL 
Uma das forças para o desenvolvimento e consolidação da atividade turística 
está no setor público, sobretudo em suas políticas voltadas ao seu desenvolvimento 
ordenado. Este capítulo pretende analisar a Capacitação Institucional do município, a 
fim de verificar de que forma se dá a atual Gestão do Turismo. 
A Estância Turística de São José do Barreiro se divide atualmente em cinco 
secretarias, seis departamentos e uma diretoria como pode ser observado no 
40 informação confirmada em entrevista realizada com o prefeito durante Trabalho de Campo realizado 
em 23 de outubro de 2015. 
74 
,- 
1 Preleflo 
We-Preferto 1 
Secretaria De 
Educação 
1 1 1 
a Procnoçoe 
1 DesnvoLv &xia 
Departamento de J Tjan~ da 1 
artarneko e 
1 Estradas RuraiS 
Secretaria De 
Saúde 
Screiana De 1 1 Secretaria de 
Turismo e Cultural 1 obras 
Transporte da 
organograma a seguir (Figura 16). O planejamento e a administração da atividade 
turística estão alocados na Secretaria de Turismo e Cultura. 
Não obstante esta seja a organização estrutural do turismo no sistema público 
municipal, funcionalmente as atividades ligadas ao turismo na cidade são coordenadas e 
planejadas majoritariamente pelo prefeito José Milton de Magalhães e pela 
representante da Associação Roteiros Caminhos da Corte (ARCCO) Caro! Lucchini. 
uma vez que o cargo de Secretário Municipal de Turismo não está sendo ocupado e o 
Conselho Municipal de Turismo encontra-se inativo. 
AgricuturaeMe r.:.lJento dr :1r-ez t 
rvço':. 
Figura 16: Organograma da Prefeitura de São José do Barreiro 
3.1. CØMTUR 
Apesar de ter sido solicitado formalmente o estatuto do COMTUR à prefeitura 
municipal, teve-se acesso somente às atas das reuniões realizadas no período de abril de 
2006 e fevereiro de 2007. Segundo os documentos apresentados, foram discutidos nas 
reuniões assuntos como a elaboração de um Plano Diretor de Turismo para São José do 
Barreiro, a utilização de verbas do DADE, ações do consórcio do Vale Histórico, além 
de uma reformulação na organização e no estatuto do COMTUR, dentre outros assuntos 
pontuais sobre a atividade turística no município. 
75 
A criação do Plano Diretor estava em pauta uma vez que é apontado como 
requisito na Lei Complementar N° 1.261, de 29 de abril de 2015 que estabelece 
condições e requisitos para a classificação de Estâncias e de Municípios de Interesse 
Turístico. No entanto, não há informações quanto à sua execução. 
No ano de 2006, a gestão municipal havia destinado a verba do DADE para um 
projeto de reforma no Terminal Rodoviário do bairro de Formoso. Em reunião realizada 
no dia 14 de agosto do mesmo ano, a questão da reforma foi questionada por parte dos 
membros do COMTUR, e se os recursos do DADE não seriam melhor empregados em 
outros locais, como por exemplo o recinto de exposições, Fazenda Pau D'Alho, Poço da 
Água Santa e a Represa do Funil, sugeridos pelos presentes no encontro. Em discussões 
posteriores, o Poço da Água Santa e o centro de exposições foram citados novamente 
como possíveis destinações para os recursos do DADE de 2007. 
As ATAs mencionam a participação da BarreirTur em ações pontuais, como a 
apresentação dos serviços turísticos no site de São Jose do Barreiro, na época em 
desenvolvimento. Contudo, assim como o COMTUR, a associação está inoperante. 
Os atores locais apoiam a reativação do COMTIJR, porém sentem-se 
dependentes de ações do poder público para tal. Novamente em entrevista com agentes 
do empresariado local, foi citado que a prefeitura municipal informou que a reativação 
do COMTUR seria possível somente no último ano da atual gestão, 2016, porém não 
existem evidencias de que esta questão tenha sido encaminhada. 
Assim como o COMTUR, não existem informações sobre a composição do 
Fundo Municipal de Turismo (FUMTUR), entidade que tem por objetivo captar e 
gerenciar os recursos que financiam atividades de desenvolvimento do turismo no 
município. 
São José do Barreiro teve seu primeiro Plano Diretor de Turismo entregue em 
2015, pela Tié Sangue Incentivos Consultoria em Turismo, selecionada para elaborá-lo 
mediante licitação realizada em 2014. Contudo, não há registros a respeito da análise do 
desempenho da gestão municipal e da capacitação do setor privado da cidade para atuar 
no turismo, de modo que busca-se aqui, avançar no estudo de tais aspectos. 
76 
3.2. Receitas 
A Lei 030, de 10 de dezembro de 2014, promulgada pelá Prefeitura Municipal 
de São José do Barreiro, aprovou o Orçamento Geral para o exercício de 2015 e nele 
consta a destinação de R$ 492.360,00 para o setor do Turismo a título de despesa, ou 
seja, valores a serem gastos com a estrutura administrativa. 
O município de São José do Barreiro trabalha a partir de recursos municipais, 
estaduais e federais para a gestão e organização das ações nos diversos setores da 
economia. De acordo com a Lei Orçamentária Anual (LOA) N.° 34, de 23 de dezembro 
de 2011, a receita total estimada para o ano de 2012 era de R$ 15.440.000,00. Deste 
montante, o valor destinado diretamente à atividade turística era de R$ 936.000,00, o 
que representa 6%, segundo a divisão por subfunções de governo, demonstrada na 
Tabela 14: 
Tabela 14: Quantias destinadas, por setores de atuação 
Receita total estimada (em reais R$) 15.440.000,00 
Ação Legislativa 560.000,00 
Planejamento e Orçamento 1.551.000,00 
Administração Financeira 710.000,00 
Assistência à Criança e ao Adolescente 77.700,00 
Assistência Comunitária 437.800,00 
Atenção Básica 3.114.000 
Vigilância Sanitária 30.000,00 
Vigilância Epidemiológica 10.000,00 
Ensino Fundamental 4.136.000,00 
Ensino Médio 71.000,00 
77 
Educação Infantil 749.000,00 
Difusão Cultural 7.000,00 
Infraestrutura Urbana 162.000,00 
Serviços Urbanos 935,000,00 
Saneamento Básico Urbano 153.000,00 
Preservação e Conservação Ambiental 323.000,00 
Extensão Rural 93.000,00 
Turismo 936.000,00 
Transporte Rodoviário 592.500,00 
Desporto Comunitário 68.000,00 
Lazer 314.000,00 
Outros Encargos Especiais 260.000,00 
Reserva de Contingência 150.000,00 
['Receita total estimada 15.440.000,00 
Destinado ao setor de Cultura, Esportes, Turismo e Lazer 1.325.000,00 
Setor de Agricultura e Meio Ambiente 416.000,00 
Setor de Serviços Urbanos 1.097.000,00 
Serviços de Estradas de Rodagem 592.500,00 
Diretoria Municipal de Educação 4.956.000,00 
W. 
Diretoria Municipal de Saúde e Saneamento 3.307.000,00 
Fonte: Lei Orçamentária Anual - LOA! 2012 Portal da cidade. Acesso em 28/03/2016 
O Portal da Transparência do Governo Federal registra os repasses feitos ao 
município por diversos ministérios, em consequência de convênios firmados e liberados 
em uma só parcela no período de 30/12/1997 a 06/01/2014. A soma desses repasses 
perfaz a importância de R$ 2.955.821,77, dos quais R$ 817,250,00 são oriundos do 
Ministério do Turismo, empenhados conforme demonstrativo na Tabela 15: 
Tabela 15: Repasses ao Município - Governo Federal 
EVENTO EPASSE (em reais) Data da 
Libera çao 
Construção De Praça 40.000,00 25/10/2007 
Tradicional Festa Natalina 55.000,00 19/12/2007 
148° Festival De Verão 50.000.00 20/12/2007 
Festa Do Padroeiro De São José Do Barreiro 100.000,00 25/07/2008 
Sinalização Turística 97.500,00 10/10/2008 
Festa De Fim De Ano - Dezembro de 2008 150.000,00 12/02/2009 
Reforma e Ampliação Praça Cel. Cunha Lera 97.500,00 25/05/2009 
Tradicional Festa De Inverno 120.000,00 08109/2009 
Apoio A Projetos De lnfraestrutura Turística 107.250,00 21/0312012 
817.250,00 
Fonte: Documento disponibilizado pela preteitura de Sao Jose do barreiro; 
Portal da Transparência do Governo Federal. Acesso em 01/11/2015 
A Estância também recebe recursos oriundos do Fundo de Melhoria dos 
Municípios Turísticos, administrado pelo Departamento de Apoio ao Desenvolvimento 
das Estâncias do Estado de São Paulo - DADE. Esse fundo objetiva incrementar a 
atividade turística nas Estâncias e municípios de interesse turístico no estado de São 
79 
Paulo através da transferência de recursos legais, visando ao desenvolvimento de 
programas de urbanização, melhoria e preservação ambiental e melhoria de qualidade 
de desenvolvimento municipal dessas localidades. Pela legislação vigente, o estado de 
São Paulo se compromete a repassar anualmente às estâncias um montante nunca 
inferior a 11% do total de arrecadação dos impostos municipais dessas Estâncias no 
exercício imediatamente anterior. 
Para receber o recurso, é necessário apresentar um projeto sujeito à avaliação de 
um conselho gestor composto por três prefeituras, responsável também por definir os 
valores. A Secretaria de Turismo do Estado determina como será utilizada a verba. 
O quadro a seguir (Quadro 11) foi elaborado a partir de dados obtidos de três 
fontes distintas: o website da Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo, que 
informa os repasses feitos pelo DADE às Estâncias Turísticas do Estado, com último 
acesso feito em 08/04/2016; o memorando CV n° 57/2015, da Gestão Municipal de 
Convênios, órgão da Prefeitura Municipal de São José do Barreiro em 08/11/2015 e o 
relatório de Transferências Voluntárias, acessado em 05/04/2015, feitas à prefeitura por 
órgãos federais e estaduais, dentre as quais destacam-se aquelas que indicam repasses 
estaduais para o setor do turismo. Como pode ser visto, no período de 2004 a 2015, o 
município recebeu a importância de R$ 5.987.484,29, distribuídos conforme o Quadro 
11: 
Quadro 11: Histórico de repasses dos recursos do DADE. 
Ano Obra Previsto Liberado 
rução e conclusão do Centro de 1nform A 3820399 
com 261,80 rn2 e Projeto Guri 
2004 1 'Fase das Obras de Calçamento e Drenagem do Acesso e 130.000,00 169.448,14 
Entorno da Igreja São Francisco 
17 Calçamento do acesso e entorno da Rodoviária Municipal e 11678246 
Pavilhão de Apresentações Artísticas - 1,999sn 2 
2007 Construção de calçamento do acesso e entorno da Igreja São 506.332,00 508.347,11 
Francisco - Vila Nova 
2007 Construção do Pavilhão de Apresentações Artísticas, 447.327,68 450.786,56 
Culturais e Folclóricas 
2008 Calçamento da Estrada Vereador José Guimarães Rodrigues 542.250,00 325.350 00 
até Balneário Agua Santa - 6.500 1112 
2009 Construção do Portal de Entrada da Cidade 148 063,00 148.063 00 
2009 Conclusão do Prédio onde está instalado o Centro de 49.621,23 49.621,23 
Informações Turísticas - 2 Fase 
2009 Construção do Corredor Cultural e Casa do Artesão 480.429,43 480.429,43 
2009 Infraestrutura da Av. Virgilio Pereira e ruas de acesso a 497.596,98 497.596,98 
pontos turísticos 
Sinal. Elementos Seg. e Const. Mirantes SP 221 - P Fase 1.968.271,90 1.153.145.57 2013 
Realização do Plano Diretor de Turismo 79.500,00 79.500,00 2013 
Elaboração de Projetos Executivos para alavancar o 145000,00 145.000,00 
2014 Turismo em São José do Barreiro 
Cidade Copa - Evento para Capacitação de Demanda e 175.000 00 175.000,00 
2014 Divulgação da Estancia 
Construção de Mirantes na SP 221 144.034 15 144.034,15 
2014 
Revitalização e Adequação do Portal como Centro de Apoio 147.801,30 147.801,30 
2014 ao Turista 
Calçamento de Pontos Críticos Em Estradas Turísticas 1.557403,27 466.251,14 
2015 
-- TOTAL 
. 5.987.484,29 5.439.197,00 
Fonte: Documento disponibilizado pela prefeitura de São José do Barreiro. 
Portal do DADE. Acesso em 01/11/2015 
Existem três valores, frutos de repasses feitos pelo Ministério, que não estão 
inclusos sob nenhuma rubrica, na tabela disponibilizada pelo Portal da Transparência do 
Governo Federal. 
- 2008 - Tradicional Festa de Fim de Ano - R$ 157.500,00 
- 2009 - Tradicional Festa de Inverno - R$ 126.000,00 
- 2009 - Reforma do Pavilhão de apresentações Artísticas, Culturais e Folclóricas 
R$ 109.099,89 
Conforme informado no website do DADE, em 2011 foram feitos dois repasses ao 
município (R$ 192.180,75 e R$ 198.578,34) que não constam nos dados apresentados 
pela Prefeitura. Não foram encontrados registros sobre as execuções propriamente ditas. 
A Lei Complementar n° 1.261, de 29 de abril de 2015 (LC 1261/15), criou novas 
regras para a transformação e manutenção de municípios do Estado de São Paulo como 
Estâncias Turísticas. Para isso, deverão: ter Conselho Municipal de Turismo, serviço 
médico emergencial, meios de hospedagem, serviços de alimentação, de transporte, de 
segurança, de informação e receptivos turísticos; Plano Diretor de Turismo, expressivos 
atrativos turísticos com acessos adequados e infraestrutura básica capaz de atender às 
populações fixas e flutuantes no que se refere ao abastecimento de água potável e à 
coleta de resíduos sólidos. Outros fatores serão considerados pelo projeto revisional, tais 
como a existência de Lei Municipal de micro e pequenas empresas; condições de 
acessibilidade para portadores de deficiências e cursos de capacitação em turismo 
receptivo. 
Será realizada uma classificação segundo a matriz de avaliação prevista na LC 
1261/15 e a cada três anos, um projeto revisional que poderá implicar até mesmo no 
- rebaixamento de uma Estância para a categoria de Município de Interesse Turístico, o 
que pode significar uma sensível redução dos recursos que atualmente podem ser 
utilizados por São José do Barreiro. 
A gestão municipal é bastante dependente dos repasses federais e estaduais para 
executar projetos de turismo, ainda que desde 2009 os repasses do Ministério do 
Turismo estejam suspensos. 
A partir dos dados coletados em Visita Técnica e de entrevista realizada com o 
atual prefeito 41 , constata-se que o município recebeu repasses para obras que ainda não 
foram concluídas, como a Central de Informações Turísticas, que não foi construída e 
41 Entrevista realizada com o Prefeito José Milton em 23 de outubro 2015, no gabinete da prefeitura de 
São José do Barreiro. 
o 
consequentemente não está em operação. Também não existe qualquer tipo de recepção 
aos visitantes no Portal da Cidade, embora conste na relação de repasses, recursos 
destinados a esta atividade. 
Quanto às estradas cuja construção está indicada na relação de obras custeadas 
com recursos do DADE, algumas obras foram bem-sucedidas, como a da estrada que 
leva ao Parque Nacional da Sena da Bocaina. Todavia é necessário requalificar as 
estradas que dão acesso aos atrativos localizados em áreas rurais, aspecto dos mais 
problemáticos, de acordo com informações obtidas durante a consulta pública. 
3.3. Gestão do Parque Nacional da Serra da Bocaina 
O Parque Nacional da Serra da Bocaina, como Unidade de Conservação, é 
administrado pelo ICMBIO, juntamente com um conselho consultivo, conforme 
previsto na Lei n° 9.985/2000, que institui o Sistema Nacional de Unidades de 
Conservação, o SNUC. 
Segundo o Art. 29 da referida lei, 
"Cada unidade de conservação do grupo de Proteção Integral disporá de um 
Conselho Consultivo, presidido pelo órgão responsável por sua administração 
e constituído por representantes de órgãos públicos, de organizações da 
sociedade civil, por proprietários de terras localizadas em Refúgio de Vida 
Silvestre ou Monumento Natural, quando for o caso, e, [..j, das populações 
tradicionais residentes, conforme se dispuser em regulamento e no ato de 
criação da unidade" (Capítulo IV). 
Segundo a ICMBio, o Conselho Consultivo de uma unidade de conservação 
federal tem a função de ser um fórum democrático para diálogo, valorização, 
participação, debate e gestão da Unidade de Conservação. O Conselho Consultivo do 
Parque Nacional da Serra da Bocaina-PNSB foi criado em 2010, pela Portaria TCMBio 
n° 103/2010, e revisto pela Portaria n'200/2015, definindo sua composição por 
representantes de órgãos públicos, instituições de ensino e pesquisa, usuários do 
território (sejam do setor de turismo, agrossivil pastoril, ou moradores) e organizações 
não governamentais e colegiados. 
Representantes das Prefeituras de São Jose do Barreiro (SP), Ubatuba (SP), 
Cunha (SP), Areias (SP), Angra dos Reis (Ri) e Paraty (Ri) compõem o conselho, bem 
como membros de outras entidades, tal qual a Universidade de São Paulo - USP e o 
Instituto Butantã, Sindicato de Trabalhadores Rurais de São José do Barreiro, 
Associações Bocaina Viva e Pró Bocaina. Cada associação, órgão, ou entidade elege 2 
representantes, um titular e um suplente, para um mandato de 2 anos, com possibilidade 
de renovação pelo mesmo período. Vale destacar que a BarreiroTur, enquanto ativa, 
integrava o Conselho Consultivo do PNSB. 
Atualmente a Associação Roteiros Caminhos da Corte - ARCCO possui cadeira 
no conselho. O município de São José do Barreiro tem relevante representação no 
conselho, mostrando potencial para ações e projetos que beneficiem também os 
interesses de sua população e empresariado local. 
Recentemente foi divulgada na página oficial da Prefeitura de São José do 
Barreiro na rede social Facebook a composição de um novo Grupo de Trabalho (GT) 
para o Turismo SP 221, criado dentro do Conselho Consultivo do Parque Nacional da 
Serra da Bocaina. Segundo a publicação, foram discutidos os seguintes pontos em prol 
de melhorias na Gestão do PNSB, em reunião realizada em 20 de junho de 2016, na 
sede do Parque em São José do Barreiro, Vale Histórico, SP: 
"Revisão do Plano de Manejo do Parque; Preservação dos atrativos naturais; 
Controle de acesso ao Parque; Capacitação/sensibilização de pessoas locais 
para apoiarem na proteção do Parque; Mirantes ao longo da estrada SP 221; 
Destinação correta do lixo gerado pelos visitantes e moradores de entorno do 
Parque; Sinalização de trilhas e do limite do Parque; e ainda, a possibilidade 
de instalar ao longo da Estrada, sinalização com alertas de CUIDADO COM 
O CICLISTA" (Prefeitura Municipal de São José do Barreiro, Junho de 
2016) 
Além dos tópicos discutidos, foram apresentados nesta publicação alguns 
objetivos traçados nessa reunião: 
"1 - Cobrar do DER providências para resolver os problemas de erosão da SP 
221. 
11 - Realizar replanejamento da visitação do Parque em São José do Barreiro. 
III - Implementar Ponto de informação e Controle (PIC) com utilização de 
trabalho voluntário." 
Entre os presentes, estavam representantes da Associação Bocaina Viva, 
Associação Roteiros Caminhos da Corte; Turismo e Meio Ambiente da Prefeitura 
Municipal de São José do Barreiro; Francisco Livino e Maristela Resendes - PARNA 
Serra da Bocaina. 
Está previsto no Art. 100 do Regimento Interno do Conselho Consultivo do 
Parque Nacional da Serra da Bocaina que um Grupo de Trabalho (GT) "é a instância de 
apoio ao Conselho para discutir temas específicos, de caráter normalmente mais 
localizado, para subsidiar as decisões e proposições do Conselho, com caráter 
temporário." (Capítulo IV, Seção IV). 
3.4. Articulação entre o Setor Empresarial e os Gestores Públicos do Turismo 
A articulação entre os gestores públicos e os empresários não ocorre de forma 
contínua e estável. As ações relacionadas ao Turismo na cidade, como pode ser 
observado, estão comprometidas diante de uma estrutura pouco institucionalizada e 
desarticulada, que ainda sofre com a falta de representatividade por não dispor de um 
Conselho de Turismo atuante e que estabeleça diálogo entre os atores públicos, privados 
e a sociedade civil. Ou seja, as tomadas de decisões não são pactuadas com os 
representantes do setor. 
A partir de dados obtidos em entrevistas com os gestores privados e com a 
população durante Oficina Participativa realizada no dia 22 de outubro de 2015, pode-se 
concluir que diversos empresários reconhecem e são favoráveis à atuação da prefeitura 
no desenvolvimento do turismo local, devido às diversas ações realizadas no período, 
entre elas a criação do mapa turístico do município, maior divulgação da cidade e 
melhoria de acesso. 
Por outro lado, outros empresários se ressentem de que o planejamento do 
turismo na cidade e as tomadas de decisão estão muito centralizadas no setor público, 
sem a devida participação do setor privado e da população. 
Também foi observado um grande descontentamento do setor privado do distrito 
de Formoso em relação ao governo municipal. Os empresários e sua população se 
ressentem das poucas ações direcionadas ao distrito. 
Desse modo, foi possível analisar que o setor público precisa agir com maior 
rapidez e transparência, compartilhando suas decisões de forma que todos os envolvidos 
no turismo local participem dos processos de planejamento, organização e decisão das 
ações de desenvolvimento turístico municipal. Com relação ao setor privado, foi 
percebida a necessidade de maior integração do empresariado, maior associativismo e 
um espaço para compartilhar opiniões e discutir ações práticas. 
3.5. Capacitação Do Setor Privado: As Associações 
Para melhorar o desenvolvimento e divulgação de seus empreendimentos e do 
turismo local, empresários tem se associado em busca de atingirem objetivos 
comuns.Algumas dessas associações de caráter regional, como veremos a seguir, 
contam com representantes de São José do Barreiro, caso da Associação Roteiros 
Caminhos da Corte (ARCCO) e das Fazendas Históricas Paulistas. Também foi criada 
neste período a Associação Turística e Comercial de São José do Barreiro 
(BarreiroTuR), entidade com foco no desenvolvimento do turismo do município. 
3.6. ARCCO 
A Associação Roteiros Caminhos da Corte (ARCCO) originou-se em reunião 
realizada em janeiro de 2009, no Sindicato Rural de São José do Barreiro. Os 
associados defendem que a qualidade do turismo, mais que a quantidade, contribui para 
o processo de desenvolvimento sustentável do Vale Histórico. 
A ARCCO enxerga o Turismo como um negócio coletivo, para divulgar e 
comercializar o Vale Histórico. Ela é composta por diversos empreendimentos do setor: 
atrativos turísticos, meios de hospedagem, alimentação, agência de turismo receptivo, 
artesanato e comércio diferenciado. 
São 25 os associados atuais da ARCCO, representantes dos 8 municípios do 
Vale Histórico: Arapeí, Areias, Bananal, Cunha, Paraty, Queluz, São José do Barreiro e 
Silveiras. 
São José do Barreiro é o município com maior quantidade de representantes 
entre os municípios da Associação, com 5 participantes: Fazenda da Barra, Fazenda São 
Francisco, Rancho Restaurante, Sala Verde Sertões da Bocaina e Terra Linda Atelier. 
92 
Por conta da ausência de um COMTUR no município e um órgão regional 
representante do setor turístico, a ARCCO tornou-se o representante local em 
discussões sobre o turismo com o Governo Estadual. A Associação é a responsável pelo 
Vale Histórico junto à Secretaria de Turismo Estadual no que diz respeito ao Plano de 
Regionalização do Turismo. 
Este aspecto é positivo para a ARCCO e seus associados, por ter uma maior 
representação e defender diretamente seus interesses. Por outro lado, não é 
representante de todo o trade local e se restringe a entidades privadas. Para os 
integrantes, a entidade dá suporte para a captação de recursos de editais públicos para a 
realização de projetos socioculturais. 
A ARCCO possui um wehsite 42que contém informações institucionais, histórico 
da associação, conteúdo breve sobre os municípios que abrange e alguns de seus 
principais atrativos, além de espaço dedicado à divulgação de seus associados. Dentro 
do portal existe um acesso para o site interativo, que possui um layout diferente, mais 
próximo de tendências atuais da web, e com maior usabilidade. 
No entanto, o portal institucional não possui informações completamente 
atualizadas. Exemplo disso, especificamente de São Jose do Barreiro, é o Clube dos 
200, que se encontra inoperante e ainda consta no site como opção de hospedagem e 
atrativo para visitação. 
As informações referentes às atividades da ARCCO remetem muito ao que foi 
trabalhado e concretizado no seu início e pouco sobre a continuidade dos projetos e 
novas realizações. Apesar do design adequado ao mercado, o conteúdo não está 
suficientemente trabalhado para uma divulgação eficaz dos associados e do Vale 
Histórico. 
Entretanto, uma das melhorias previstas para abri! de 2016 é abrir um espaço de 
e-convnerce dentro da página, que possibilitará uma melhor administração do conteúdo 
dos estabelecimentos por parte dos proprietários, os maiores interessados em tal 
divulgação. A ARCCO também participa de eventos de turismo como a WTM (W(Yrld 
Travei Market Fair). ABÃV e AVIESP, promovendo seus associados em stands da 
41 Caminhos da Corte: www.caniiiiliosdacorte.conihr. 
Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo, além de elaborar Jblders impressos para 
os estabelecimentos que a integram. 
Em caráter regional, a ARCCO possui papel importante na manutenção da 
identidade do Vale l-Iistórico, mesmo que não seja de todo representativa pelo seu 
pequeno número de associados, se comparado à quantidade de empreendimentos 
turísticos na região. Também cumpre função relevante como membro do Conselho 
Consultivo do Parque Nacional da Serra da Bocaina e atua como representante do Vale 
perante o Governo do Estado, exemplificado pela participação de representantes da 
entidade em reunião com o governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, na 
cidade de Queluz para a criação da Estrada Turística que liga os municípios do Circuito 
Vale Histórico (Ârapeí, Areias, Bananei, Queluz, São José do Barreiro e Silveiras). 
Particularmente no município de São José do Barreiro, a associação não 
participa das decisões do poder público e é evidente a falta de articulação entre a 
ARCCO e a prefeitura da cidade. 
3.7. Fazendas Históricas Paulistas 
A Associação Fazendas Históricas Paulistas reúne imóveis rurais que datam dos 
séculos XVIII ao início do século XX com relevante patrimônio cultural, abertas ao 
turismo pedagógico, locação para eventos e hospedagem. 
A associação, com fundação em 2007, tem como missão preservar e divulgar o 
patrimônio cultural rural paulista. As fazendas associadas são do ciclo do açúcar (século 
XVIII), cicio da colonização mineira (início do século XIX) e ciclo do café (segunda 
metade do século XIX a 1929) com patrimônio cultural, histórico e natural de relevante 
importância para Estado de São Paulo. 
As propriedades rurais do grupo fazem parte do roteiro turístico oficial do 
Governo do Estado de São Paulo, são reconhecidas pelo Internationai Council of 
Museunis (ICOM) UNESCO e tombadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e 
Artístico Nacional ([P1-lAN) e pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, 
Arqueológico, Artístico e Turístico (CONDEPHAAT). Foram objeto de estudo das mais 
importantes universidades do Brasil. 
São 17 fazendas associadas, abertas para visitação, sendo que algumas oferecem 
hospedagem. Elas estão divididas em núcleos regionais, com a Fazenda São Francisco 
como representante de São José do Barreiro no núcleo do Vale Histórico. 
3.8. BARBEIROTUR 
A Associação Turística e Comercial de São José do Barreiro (BarreiroTUR) foi 
fundada em 17 de abril de 2007, com objetivo de planejar, incentivar e orientar a 
implantação do Turismo e comércio em geral na cidade, de forma responsável com a 
sociedade e o meio ambiente.Nasceu da percepção dos empresários do setor turístico do 
município sobre a necessidade de formar um fórum para melhor articulação e 
desenvolvimento deste mercado. 
A iniciativa contou com mais de 30 associados em seu início, no entanto, por 
falta de cooperação entre os empresários e suspeitas de beneficiamentos particulares por 
meio da BarreiroTUR, a associação não é mais atuante e conta somente 4 participantes 
regulares. 
3.9. RPPNs - Reservas Particulares do Patrimônio Natural 
As RPPNs se constituem basicamente em uma das categorias de Unidade de 
Conservação que tem como objetivo proteger uma propriedade privada por lei, sendo 
administrada por particulares interessados na conservação ambiental. Apesar do número 
pequeno de RPPNs dentro da cidade de São José do Barreiro (atualmente 2 RPPNs 
oficiais) elas podem ser consideradas uma ótima alternativa ao produtor rural que possui 
algum atrativo natural dentro de sua propriedade, sendo garantida a proteção por lei 
deste atrativo. 
01 
4. PATRIMÔNIO, PRODUTOS TURÍSTICOS, ATRATIVOS NATURAIS E 
QUALIDADE DA OFERTA TÉCNICA 
Neste item, busca-se caracterizar o que a cidade de São José do Barreiro oferece 
em termos de recursos culturais e naturais e suas condições para o uso turístico. 
A oferta turística local será qualificada em função de seu potencial turístico a 
partir de matrizes de avaliação qualitativas e quantitativas, estruturadas para analisar 
suas potencialidades e subsidiar intervenções para sua melhor utilização para o turismo. 
Para caracterizar os atrativos, foram coletados dados através de pesquisas de 
campo, complementados por dados documentais e bibliográficos, reunindo informações 
a respeito de sua singularidade, localização e facilidade de acesso, infraestrutura, nível 
de visitação, condições de conservação e características físicas e estrutura de apoio - 
necessários ao estabelecimento e ao desenvolvimento da atividade turística. 
As informações coletadas em campo e em pesquisa de gabinete fundamentaram 
o processo de hierarquização dos atrativos, tendo como referência teórica a tese de 
doutorado de Marcelo Vilela de Almeida, defendida em 2006, cujo principal objetivo 
foi identificar as possibilidades de uma factível e confiável avaliação do potencial 
turístico de localidades receptoras. O autor fez o levantamento de métodos de diversos 
autores que já se propuseram a avaliar uma localidade e propôs uma matriz de avaliação 
do potencial turístico, aplicando-a nos municípios de Guaratinguetá e Cunha, 
localizados no Vale do Paraíba, no Estado de São Paulo. 
Os atrativos são classificados em culturais e naturais, enquanto a oferta turística 
inclui meios de hospedagem, restaurantes, agências de viagem e qualquer equipamento 
u serviço que dê suporte, de alguma maneira, para a atividade turística no município. 
4.1. Atrativos Turísticos 
Segundo o Ministério do Turismo (2007: 27), um atrativo turístico é composto 
por 
"locais, objetos, equipamentos, pessoas, fenômenos, eventos ou manifestações 
capazes de motivar o deslocamento de pessoas para conhecê-los. Os atrativos 
turísticos podem ser naturais; culturais; atividades econômicas; eventos 
programados e realizações técnicas, científicas e artísticas." 
Em São José do Barreiro foram observados dois perfis de oferta. Na categoria de 
atrativos turísticos naturais, evidenciam-se aspectos relacionados à proximidade da 
cidade e o Parque Nacional da Sena da Bocaina, a qual é seu portão de entrada. Já nos 
aspectos culturais, trata-se, principalmente, do legado do período cafeeiro da cidade. 
Merecem destaque também as atividades econômicas, como a produção agropastoril das 
pequenas propriedades rurais. 
4.1.1. Atrativos Culturais 
No município de São José do Barreiro, assim como nos demais municípios do 
Vale do Paraíba, estão localizadas diversas fazendas remanescentes do período cafeeiro 
no Brasil, com casarões de arquitetura do período colonial e outras estruturas físicas 
utilizadas para a produção cafeeira. 
Encontra-se em território barreirense a Fazenda do Pau D'Alho que, segundo 
Winter (2004), é merecedora de destaque "por expressar uma organização espacial 
inteiramente determinada pela monocultura cafeeira". Construída entre 1817 e 1819, e 
tendo sua sede tombada em 1968 pelo Enstituto do Patrimônio Histórico e Artístico 
Nacional (IPHAN), a fazenda: 
"é excepcional por sua racionalidade de planejamento e sabedoria na aplicação 
de diferentes influências técnicas e agenciamentos espaciais, especialmente no 
aproveitamento dos recursos do terreno para a implantação do conjunto, das 
quais vale salientar a roda d'água e bateria de pilões" (IPHAN, 1968). 
Em nível estadual, regulamentado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio 
Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (CONDEPHAAT), São José do Barreiro 
conta com dois bens tombados: o Cemitério Velho e a própria sede da Fazenda Pau 
D'Alho. 
O Cemitério Velho, também conhecido por Cemitério dos Escravos, apresenta 
grande relevância histórica. Além de abrigar sepultamentos de diversas figuras 
importantes para a história da cidade, o local também foi palco de batalhas durante a 
Revolução Constitucionalista de 1932. Contudo, atualmente encontra-se abandonado, 
em estado de ruínas. Assim como a Fazenda Pau D'Alho, o Cemitério Velho possui um 
enorme potencial de atratividade turística, porém, não conta com nenhum tipo de 
estrutura ou organização que viabilize a visitação turística. 
Além destes dois patrimônios tombados em nível estadual e nacional, São José 
do Barreiro conta ainda com diversas fazendas remanescentes do período da 
monocultura cafeeira que foram adaptadas e configuram-se hoje como oferta de 
91 
hospedagem e, por oferecer atividades como trilhas, cavalgadas e visitas guiadas, 
caracterizam-se também como atrativos turísticos. 
4.1.1.1. Matriz Qualitativa de Atrativos Turísticos Culturais 
A matriz qualitativa dos atrativos turísticos culturais foi constituída com o 
objetivo de contextualizar e hierarquizar os atrativos já consolidados, avaliando o grau 
de potencialidade turística do município de São José do Barreiro a partir dos seguintes 
critérios: 
a. Caracterização: item no qual é descrito do que é constituído o atrativo, seu 
histórico e sua função; 
b. Localização e acesso: item no qual consta o endereço do atrativo e como se 
dá o acesso a ele; 
e. Condições de conservação e características fisicas: item no qual são descritas 
as condições físicas do local em relação à sua conservação e condições de 
limpeza; 
d. Visitação: item no qual consta o horário de funcionamento do atrativo (caso 
se aplique), o valor cobrado para a entrada na atração (caso se aplique) e o fluxo 
de visitantes; 
e. Atividades turísticas: item no qual são citadas quais atividades turísticas são 
oferecidas no local. 
A partir da esquematização destas informações, foi possível realizar a análise da 
potencialidade de cada atrativo, destacando aqueles mais estruturados e/ou com 
condições para atrair demanda através de uma hierarquização, representada na matriz 
por cores. Os atrativos em cor verde simbolizam um produto consolidado, os atrativos 
em cor aiul simbolizam uma potencialidade realizada, os atrativos emrosa simbolizam 
uma potencialidade parcialmente realizada e os atrativos em cor vermelha simbolizam 
uma potencialidade fracamente realizada, conforme Tabela 16: 
92 
Tabela 16: Descrição das Potencialidades 
Tipos de Potencialidades Características 
É um atrativo já consolidado no mercado, conhecido por grande 
Produto Consolidado parte dos visitantes e estruturado para recebê-los. 
É um atrativo que já atrai turistas, porém não está completamente 
formatado. Peca em algumas questões referentes à infraestrutura 
Potencialidade realizada e/ou não possui uma organização/divulgação para receber 
visitantes. 
É um atrativo com grande potencial, porém pouco divulgado. 
Potencialidade parcialmente Necessita melhorias na infraestrutura e na organização do processo 
realizada de visitação. 
Potencialidade fracamente Atrativo sem infraestrutura ou sem visitaçerta. Possui 
realizada potencial porem pouco explorado 
1-onte: adaptado cic 11.LLL'JKINI FILHO, I99, p. 34. 
É importante ressaltar que esta mesma caracterização de cores e hierarquia será 
utilizada para analisar os atrativos naturais do município, independente dos seus 
critérios individuais, para que haja um panorama geral dos seus atrativos e o estado 
atual de sua oferta. 
Tabela 17: Matriz Qualitativa de Atrativos Turísticos Culturais 
Atrativo Caracterização Localização e acesso 
Fazenda São Francisco 
Fazenda do ciclo do café mais antiga 
da região (1813). Há 18 anos funciona 
como pousada. Conta com acervo 
artístico, mobilia francesa, sala de 
memórias, produtos artesanais de 
interesse turístico. Oferece diversas 
atividades também a não hóspedes, 
das quais as cavalgadas possuem 
maior atratividade. 
Endereço: Estrada da Fazenda São Francisco, Km 6. 
A estrada de terra encontra-se em condições 
aceitáveis de conservação, porém o acesso á fazenda 
é dificultado em dias de chuva. 
Endereço: Estr. Vereador Aurélio Coimbra Teixeira, si 
n°. Estrada de terra que apresenta condições ruins 
que representam um impeditivo ao acesso à fazenda 
em dias de chuva 
Pousada Fazenda da Barra 
°onte: 
http:/Iwww.fazendadabarra com brl 
A Fazenda da Barra foi construída em 
1851, nas encostas da Serra da 
Bocaina, pelo Tenente Francisco 
Alvares de Magalhães, para a 
produção de café. Além do casarão, a 
propriedade conta com ruínas da tulha, 
senzala e tanques de lavagem de 
café.Atualmente funciona como 
pousada e oferece atividades a não 
hóspedes, como visitas guiadas, day 
use e cavalgadas. 
Centro de São José do Barreiro 
Praça Coronel Cunha Lara 
Praça central da cidade, no qual se 
encontram a maioria das opções de 
alimentação da cidade e maior fluxo de 
pessoas. 
Centro do distrito de Formoso 
Praça Antônio Prado Junior 
Iti 
Também conhecida como 'Praça de 
Formoso", a Praça Antônio Prado 
Júnior é palco da tradicional "Feira da 
Roça de Formoso, que acontece no 
primeiro domingo do mês. 
Ocali 
bancos 
api 
con 
ma 
adi 
Endereço: Rua Tenente Magalhães, 109. É possível 
Câmara Municipal ser observada no percurso normalmente feito para a 
saída da cidade e conta com placa de identificação, 
contudo não há informações de que oferecem visitas 
guiadas E preciso que o visitante pergunte sobre. 
Construção da década de 1870 , foi 
aAr: 
Posteriormente. funcionou como • 
est prefeitura e câmara municipal e - 
1 
atualmente, exerce apenas esta última conser
função. lin 
- 
U 
ores. 
Fonte: Google Maps, 2016 
Endereço: Praça Coronel Cunha Lara, 54. Apresenta 
Casa do Artesão localização central, o que facilita sua visibilidade 
Imóvel localizado na praça central da 
cid ade e cedido pela prefeitura p ara .. 
que os moradores da cidade possam 
expor seus produtos artesanais para a Estr venda. Não há um produto tipico 
específico à venda. mas sim uma
de bebidas, 
i. conser 
si~ variedade produtos como 
geleias, mel, bolsas, camisetas, 
crochês. esculturas em madeira, "• - 
ante: rquivo pessoa de Je erson 
tábuas, bancos e quadros. 
Ferreira 
A Igreja Matriz de São José foi 
onte Google Maps, 20 
Endereço: Praça Coronel Cunha Lara. Apresenta 
Igreja Matriz de São José construída pelo Cel. João Ferreira de localização central, o que facilita sua visibilidade. 
Souza, fundador de São José do 
Barreiro. Em seu interior encontra-se - A partE uma imagem de N. Sra. de Soledade 
feita em madeira , de tamanho natural. conruç 'ft . se vinda de Portugal. trazida para a com 
1 It cidade através da Trilha do Oro desde 
o Porto de Mambucaba no litoral Conserv 
- 
' fluminense. No local, encontram-se os , "_______ igreja 
; 
aspect o 
Souza e sua esposa D. Maria Rosa de 
ante: Mauro J. R. Silva. Jesus, e do Cônego Benedito Gomes 
França (Sr. Vigário). Fonte: Google Maps 2016 
Endereço Estrada do Barão, km 3,5, Bairro do 
Formoso C acesso se dá por meio de estrada de 
terra em boas condições. 
A fazenda foi construída na década de 
1830 pela Família Magalhães, uma das 7' "' 
Fazenda Catadupa famílias mais importantes da região. A , '., .' o ca 
propriedade conta com um m sobrado 
" 
''» .' 4 consi 
colonial, que encontra-se em processo .. , - 
' prejudk de restauração, e encontra-se em ' 
anos e processo final de certificação como fechadc Reserva Particular do Patrimônio atua Natural pelo órgão credenciador federal •. 
ICMBIO. O casai de proprietários "' - 4' pro 
restai recebe grupos de estudantes para 
' ' r ode visitas guiadas e procuram, através da ., ; V oto dos autores. difusão da história da fazenda, o 
resgate da cultura do Vale Histórico 
aliado à preservação ambiental. . 
-onte' oog aps, 
Endereço Rua Coronel João Ferreira, 32. A antiga 
estação da cidade encontra-se um pouco afastada da 
Antiga Estação Ferroviária praça central e portanto, necessita de melhor 
sinalizacão cara cue tenha visibilidade como atrativo 
Fazenda Pau D'Alho 
Casarão 
Trata-se de uma construção residencial 
que apresenta grande relevância 
histórica para a cidade de São José do 
Barreiro. Há relatos de que em sua 
passagem pela cidade, Marechal 
Deodoro almoçou no casarão. Os 
moradores recebem interessados e 
apresentam a construção a eles, de 
maneira informal. Além disso, é de 
responsabilidade deles a limpeza e 
manutenção do imóvel. 
Endereço: Praça Coronel Cunha Lara, 1. Não há 
nenhum tipo de placa indicativa. Trata-se de um 
casarão residencial na praça central. A coi 
apres 
cond 
conserw 
partE 
mobiliári 
ao longo 
os mc 
restarar 
uso coti 
mor 
- 
A associação entre artesãs de croché 
começou há mais de 10 anos. No 
início, produziam bolsas e chaveiros. 
Atualmente produzem bichos de croché 
para decoração. Os produtos das 20 
artesãs são voltados quase que 
totalmente para a venda a diversas 
partes do pais, onlirie e através de 
contatos feitos em feiras. São poucas 
as vendas feitas diretamente aos 
turistas. 
A loja vende artigos de decoração, 
presentes e flores. Os produtos são 
comprados em outras cidades e 
revendidos na loja. Grande parte do 
movimento se dá pelos barreirenses, 
interessados por cosméticos vendidos 
pela proprietária. 
A Fazenda Pau D'Alho foi construída 
no final dos anos 1820 pelo Coronel 
João Ferreira de Souza e, com cerca 
de 36 hectares e 302 escravos, 
apresentou grande relevância na 
produção cafeelra do Vale do Paraíba. 
Após a morte do coronel, a propriedade 
foi herdada por sua filha. Maria Ferreira 
Ayrosa, e seu genro. José Bedeu 
Antônio Ayrosa. A partir da década de 
1940. a fazenda teve destaque nas 
discussões a respeito de valorização 
do patrimônio rural e, em 1968, teve 
sua sede tombada pelo IPHAN 
(Instituto do Patrimônio Histórico e 
Artístico Nacional). Sua construção 
apresenta especificidades quanto a sua 
organização espacial, que aproveitou a 
topografia do terreno em função da 
monocultura cafeeira. O uso turístico 
da propriedade foi alvo de diversas 
Endereço: Rodovia dos Tropeiros, 144 - Bairro de 
Formoso. Localizada a 200m da Praça Antônio Prado 
Júnior, à beira da Rodovia dos Tropeiros, sentido 
Resende. 
Não há nenhi.m tipo de placa indicativa na fachada do 
imóvel. 
Endereço: Praça Coronel Cunha Lara, 4. Localizada 
atrás da lgrea Matriz de São José, no percurso feito 
por quem chega à cidade.Conta com um letreiro com 
o nome da loja. 
Endereço: Rodovia dos Tropeiros, 16385. Localizada 
a cerca do 2km do portal da cidade, à beira da 
Rodovia dos Tropeiros, a fazenda apresenta fácil 
acesso e há placas de identificação nos dois sentidos 
da rodovia. A curta estrada que dá acesso à porteira 
da fazenda é de paralelepípedo e não há local para 
estacionamento. 
Terra Linda Atelier 
FR 
Sil Presentes & Flores 
..MfL j Tir 1, 
Foto dos autores. 
Ambient 
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cuidado, 
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limpeza 
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portas 
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sofreu 
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longo c 
e atualr 
Cemitério Velho 
Cine Teatro São José 
Fonte: l-lalley Pacheco 
O antigo cemitério da cidade recebeu 
seu primeiro sepultamento em 1841. 
Nele encontram-se os túmulos de 
figuras importantes da cidade, como 
seu fundador João Ferreira de Souza, 
e outros coronéis da época cafeeira. 
Em 1949, em comemoração ao 
primeiro centenário de São José do 
Barreiro, foi criado um monumento em 
homenagem aos escravos no 
cemitério. Na ocasião, três ossadas de 
escravos encontradas na Fazenda Pau 
D'Alho foram enterradas e o cemitério 
passou a ser conhecido também como 
"Cemitério dos Escravos". Além disso, 
o cemitério foi palco de batalha durante 
a Revolução Constitucionalista de 
1932. Apesar de ter sido tombado pelo 
Conselho de Defesa do Património 
Histórico. Arqueológico, Artístico e 
Turístico (CONDEPHAAT) em 1989, o 
cemitério encontra-se abandonado, em 
rui nas. 
Construcão de 1928, que sediou 
diversos eventos e espetáculos na 
cidade. 
O acesso a pé se dá através de uma escadaria de 
pedra bruta que também possui atratividade pela sua 
história e que conta com um chafariz desativado. A 
escadaria localiza-se à Av. Fortunato Lobão, ao lado 
do Mini Mercado Pais & Filhos. O acesso com veiculo 
é muito estreito e não há local para estacionamento. 
No portão do cemitério, há um cadeado danificado 
que não o mantém fechado. 
Endereço: Praça Prefeito José de Marins Freire. 
Próxima à saída da cidade que leva ao distrito de 
Formoso, Em sua fachada, conta com a identificação 
bastante danificada de "Cine Theatro São José". 
Hotel Fazenda Clube Dos 200 
Fonte: Halley Pacheco de Oliveira 
O Hotel Fazenda Clube dos 200 teve 
seu casarão histórico inaugurado na 
data de 1928. Ele conta com 
características dos casarões coloniais 
da época, mas diferencia das demais 
construções em razão da forte 
influência espanhola marcante em toda 
sua estrutura. 
O projeto atendeu aos pedidos e 
planos do então presidente Washington 
Luis e seus 199 sócios mais influentes 
na sociedade Brasileira da época. 
Endereço: Rcdovia dos Tropeiros. Km 277 - Bairro de 
Formoso. 
Fonte: Elaboração própria. 2016. 
4.1.1.2. Matriz Quantitativa de Atrativos Turísticos Culturais 
Além da matriz qualitativa, foi construída uma matriz quantitativa dos atrativos 
culturais materiais, na qual foram estabelecidos parâmetros a cada uma das variáveis 
selecionadas, de forma que fiquem explícitos os pontos fracos e fortes de cada atrativo, 
facilitando a visualização das melhorias necessárias a cada um deles. 
Baseadas em Almeida (2006 apud MAGALHÃES, 2001), as categorias e suas 
respectivas variáveis consideradas para a avaliação dos atrativos culturais materiais de 
São José do Barreiro foram: 
1) Visitação 
a. Quantidade de visitantes; 
b. Custo; 
c. Sazonalidade. 
2) Infraestrutura 
a. Existência e qualidade de locais para estacionar; 
b. Existência e qualidade de sanitários e bebedouros; 
c. Existência e qualidade de estabelecimentos para alimentação. 
3) Estado geral de conservação 
a. Condições de limpeza; 
b. Condições de manutenção. 
4) Acesso ao local 
a. Sinalização; 
b. Condições das vias até o local. 
5) Acessibilidade e legibilidade 
a. Qualidade das informações aos visitantes; 
b. Adequação aos portadores de necessidades especiais. 
Foram utilizadas cores para a melhor visualização da existência e da qualidade 
das variáveis elencadas acima, de forma que a corcinza simboliza a pontuação 0, a cor 
laranja simboliza a pontuação 1, a cor üaarcia simboliza a pontuação 2 e a cor 
azulsimboliza a pontuação 3, conforme legenda a seguir: 
Tabela 18: Legenda da Matriz Quantitativa dos Atrativos Culturais 
Pontuação 
Categorias Variáveis 
3 2 1 O 
Quantidade de Adequada Media Excessiva Inexistente visitantes ao mês 
Visitaçao Custo Gratuito ou Acessível Adequado Caro Excedente 
Sazonalidade i 
Durante todo o Por temporada Esporádica Inexistente 
ano 
Local para . Próprio Na rua, em local Na rua, em local Inexistente estacionar apropriado inadequado 
Infraestrutura Sanitários e
bebedouros Adequado Inadequado Precário Inexistente 
Estabelecimentos Adequado Inadequado Precário Inexistente para alimentação 
Limpeza Adequada Inadequada Precária Inexistente 
Estado geral de 
Manutenção Adequada Inadequada Inexistente 
conservação 
.. 
Precária 
Sinalização Abundante Espersas Irrisória Inexistente 
Acesso ao local -- 
Condições das vias Adequadas Parcialmente Muito danificadas Inacessíveis 
ate o local danificadas 
Informações ao Eficiente Insuficiente Inadequada Inexistente 
visitante 
Acessibilidade e 
legibilidade egi 
Adequação aos Poucas 
.. Poucas adequaçoes 
portadores de Totalmente adequaçoes (em (em mau estado de Inexistente 
necessidades adequadas bom estado de conservação) especiais conservação) 
Fonte: Elaboração própria, 2016. 
Constituiu-se, assim, um panorama para avaliação da estrutura dos atrativos 
turísticos localizados em território barreirense, esquematizados a partir das matrizes a 
seguir. 
Vale ressaltar que os campos em branco indicam locais onde não foi possível a 
visita técnica, de modo que foram parcialmente avaliados, tendo por base fontes 
documentais ou de informantes dos estabelecimentos. 
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4.1.1.3. Manifestações Culturais 
O patrimônio cultural brasileiro é composto de bens de natureza material e 
imaterial, incluindo os modos de criar, fazer e viver dos grupos formadores da sociedade 
brasileira. Segundo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), 
"os bens culturais de natureza imaterial dizem respeito àquelas práticas e 
domínios da vida social que se manifestam em saberes, ofícios e modos de 
fazer; celebrações; formas de expressão cênicas, plásticas, musicais ou 
lúdicas e nos lugares, tais como mercados, feiras ou santuários que abrigam 
práticas culturais coletivas." 
Tendo sua origem no cotidiano das comunidades e sendo vinculadas ao seu 
território e às suas condições materiais de existência, as manifestações culturais são 
transmitidas de geração em geração e constantemente recriadas e apropriadas por 
indivíduos e grupos sociais como elementos importantes de sua identidade. 
Entretanto, atualmente, é difícil encontrar locais em que a originalidade dessas 
manifestações ainda se mantenha, principalmente devido à rapidez com que o mundo 
tem se desenvolvido. 
"Num mundo de crescentes interações globais, a revitalização de culturas 
tradicionais e populares assegura a sobrevivência da diversidade de culturas 
por dentro de cada comunidade, contribuindo para o alcance de um mundo 
plural (UNESCO - Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência 
e Cultura)." 
Essa difusão de informações por crenças, valores, normas, símbolos, datas, 
eventos, cantos, músicas, danças, roupas, leis, tradições e hábitos nativos, formam uma 
aura que distingue povos e comunidades, criando algo forte, poderoso, de grande 
atração e interesse cultural, motivando o conhecimento e justificando o deslocamento 
humano. 
A lista de manifestações culturais a seguir contempla as manifestações que 
acontecem na cidade, com seus respectivos nomes, local, época de ocorrência e 
descrição (os campos em branco evidenciam a falta de informação sobre o evento): 
102 
Tabela 20: Manifestações Culturais de São José do Barreiro 
Nome Onde Época(s) de Descrição . 
Ocorre Ocorrência 
Estação Verão Praça Semana de Natal Evento que acontece durante as festas de final de ano, 
Coronel e Reveillon - indo desde o natal até alguns dias após a virada de ano. 
Cunha Lara entre final de Nos dias de sua realização, há shows de uma banda ao 
dezembro e início vivo e o estilo musical apresentado costuma ser bastante 
de janeiro variado ao decorrer dos dias, para agradar os diversos 
tipos de público. 
Pré-Carnaval Praça Ocorre no Banda que realiza shows ao vivo na praça. 
Coronel segunda sábado 
Cunha Lara de janeiro 
Feirinha da Bairro do Todo primeiro Feira que acontece todo primeiro domingo de cada mês 
Roça de Formoso domingo do mês no bairro de Formoso, onde sempre há diversos 
Formoso produtos artesanais e caseiros e dois conjuntos musicais 
locais, um que toca no período da manhã e outro no 
período da noite. 
Carnaval de Praça Carnaval O carnaval começa com as matinês durante a tarde e à 
Rua Coronel noite há desfiles de blocos no centro histórico da cidade 
Cunha Lara e um palco é montado na praça da matriz onde, ao longo 
e ruas ao dos cinco dias de festa, bandas e DJs marcam presença. 
redores 
Aniversário da Praça Comemorado no Comemorado no final de semana mais próximo da data 
Cidade Coronel final de semana do aniversário da cidade, o evento conta com atrações 
Cunha Lara mais próximo do gratuitas como shows e corridas rústicas (pedestres). 
aniversário da 
cidade 
Semana Santa Praça Semana Santa Extensa programação religiosa, incluindo a tradicional 
Coronel Encenação da Paixão de Cristo (na sexta-feira), com 
Cunha Lara vários cenários montados na praça, feita porjovens 
e Igreja barreirenses. Normalmente há também música ao vivo 
Matriz no coreto. 
Festas Juninas Praça Junho - As típicas festas juninas ocorrem tanto no centro de São 
Coronel normalmente no José do Barreiro, na Praça da Matriz, quanto no centro 
Cunha Lara feriado de Corpus de Formoso. Em ambas, diversas bandas, blocos e 
e Praça Christi demais manifestações entretém os convidados, com 
Antônio direito à barracas com comidas típicas de festas juninas 
Prado e iguarias. 1-lá, ainda, a confecção dos tradicionais 
Júnior tapetes de Corpus Christi e programação religiosa. 
Festa de Praça Quarto domingo Programação religiosa, jogos de futebol, bandas e 
Sant'Ana Antônio de julho (são 4 orquestras, corridas, leilão de gado, dança, barracas 
Prado dias de festa, típicas, etc. 
Júnior finalizando no 
domingo) 
103 
Festival de Praça Terceiro domingo Programação religiosa, jogos de futebol, bandas e 
São José Coronel de julho (são 4 orquestras, corridas, leilão de gado, dança, barracas 
Cunha Lara dias de festa, típicas, etc. 
finalizando no 
domingo) 
Trilha da Locais Setembro - A Trilha da Independência aconteceu somente em 2012 
Independência variados feriado de e 2013, sem continuidade. No primeiro ano, sob a tutela 
independência do da ARCCO, ela se configurou efetivamente em um 
Brasil evento cultural na Fazenda São Francisco, onde foi 
oferecido um jantar com cardápio de época, 
descaracterizando o formato que carrega no nome: 
trilha. No ano seguinte contou apenas eventos 
acontecendo nos empreendimentos associados, com 
fluxo baixo de visitantes, à exceção do Café Colonial da 
Fazenda dos Coqueiros, em Bananal. 43 
Torneio Locais Setembro O torneio acontece nas fazendas inscritas, onde os 
Leiteiro e variados (normalmente no jurados vão para fazer a ordenha e avaliar cada fazenda. 
Festa do Leite feriado do dia 7 O Concurso de Derivados do Leite que integra o evento 
de setembro) acontece no Pavilhão de Eventos Municipal, o Curso de 
Processamento Artesanal do Leite no Sindicato Rural. 
Além disso há a Exposição e Venda de Gado Jovem 
com Melhoramento Genético no Recinto de Exposições. 
Festival de - Outubro Os participantes fazem inscrição e, em horário 
Música determinado, sobem ao palco e apresentam suas 
composições ao público e aos jurados, que no final 
elegem os vencedores. 
Folia de Reis - Novembro, A cidade possui duas Folias de Reis: o grupo "Sertão da 
Dezembro e Onça", que faz sua jornada entre os dias 24 de 
Janeiro dezembro e 6 de janeiro e o grupo "Divino Espírito 
Santo", que faz sua saída no final de novembro e 
continua em jornada até as vésperas da Festa de Reis, 
que tem acontecido no último ou penúltimo sábado de 
janeiro Os organizadores da Folia de São José do 
Barreiro tem tradição, alguns praticam há mais de 46 
anos. 
Fonte: Elaboração própria, 2(116. 
Há, também, durante o ano, outros eventos como encontros de mountain bike e 
campeonatos de voo livre, porém ainda sem tradição consolidada, realizados em datas 
diferentes a cada ano e com pouco planejamento e divulgação. Há alguns anos, 
aconteciam os Festivais do Vale Histórico, responsáveis por agregar o Vale como um 
todo, como o Festival Gastronômico do Vale Histórico e o Festival de Inverno do Vale 
Histórico, porém deixaram de ocorrer há algum tempo. 
Informações obtidas por meio de consulta públic& 
104 
Na Tabela 21, as manifestações listadas acima foram distribuídas em um 
calendário mensal, o que permite a observação da sazonalidade dos eventos da cidade. 
A tabela evidencia que em apenas alguns meses não há nenhuma solenidade, com 
exceção dos meses de julho e setembro, em que ocorre a grande maioria dos eventos, 
bem como maior movimentação e da Feirinha da Roça de Formoso (abril, maio, agosto 
e novembro) 
Tabela 21: Calendário Mês a Mês dos Eventos de São José do Barreiro 
Janeiro Maio Setembro 
- Pré-Carnaval - Feirinha da Roça de Formoso* - Torneio Leiteiro e Festa do 
- Estação Verão Leite 
- Feirinha da Roça de - Feirinha da Roça de Formoso* 
Formoso* 
Fevereiro Junho Outubro 
- Carnaval de Rua - Festas Juninas - Festival de Música 
- Feirinha da Roça de - Arraiá de São José - Feirinha da Roça de Formoso* 
Formoso* - Feirinha da Roça de Formoso* 
Março Julho Novembro 
- Aniversário da Cidade - Festa de Sant'Ana (padroeira de - Feirinha da Roça de Formoso* 
- Semana Santa Formoso) 
- Feirinha da Roça de - Festival de São José (padroeiro da 
Formoso* cidade) 
- Feirinha da Roça de F ormoso* 
Abril Agosto Dezembro 
- Feirinha da Roça de - Feirinha da Roça de Formoso* - Folia de Reis 
Formoso* - Estação Verão 
- Feirinha da Roça de Formoso* 
*todo primeiro domingo de cada mês 
Fonte: Agenda do site da prefeitura. Elaborado pelos autores, 2016. 
4.1.2. Atrativos Naturais 
De acordo com o Ministério do Turismo (2007), é considerado um atrativo 
natural todo e qualquer "elemento da natureza que, ao ser utilizado para fins turísticos, 
passam a atrair fluxos turísticos". 
Somente o Parque Nacional da Serra da Bocaina, que tem sua entrada oficial 
localizada em São José do Barreiro, conta sozinho com mais de 104 mil hectares 
devegetação nativa nas escarpas da Serra do Mar, caracterizada pela flora e fauna típicas 
da Mata Atlântica, com muitas espécies em risco de extinção. Cerca de 40% deste vasto 
105 
território de preservação estão distribuídos entre os municípios de Areias, Cunha, São 
José do Barreiro e Ubatuba. 
4.1.2.1. Matriz Qualitativa de Atrativos Naturais 
Para a contextualização e hierarquização dos atrativos naturais, buscou-se avaliar 
de modo crítico o grau de suas potencialidades conforme os critérios a seguir: 
a. Descrição: contemplando as raízes históricas e características gerais; 
b. Acesso: descrevendo as alternativas do turista para acessar o atrativo no 
momento da visitação; 
c. Distância do centro urbano: dando enfoque para a possibilidade de o turista 
utilizar as bases de apoio para a visitação de tal atrativo; 
d. Estrutura de apoio: fazendo referência às condições da infraestrutura 
implantada no local, como sinalização, existência de sanitários, áreas para 
camping, estalagens e/ou pousadas. 
Os critérios propostos por Almeida (2006), e também de acordo com o 
Ministério do Turismo (2007), foram adaptados para a realidade do município de São 
José do Barreiro e subsidiaram a análise dos atrativos naturais. Cada critério também se 
distingue por cores, de acordo com a Tabela 16 (Descrição das Potencialidades), para 
melhor visualização da qualidade e conservação destes atrativos. 
A Tabela 22 (Matriz de atrativos naturais)apresenta a matriz dos principais 
atrativos naturais identificados e visitados em São José do Barreiro. As lacunas em 
branco referem-se aos atrativos não visitados pessoalmente pelos autores, mas com 
informações coletadas através de pesquisas e da ajuda de terceiros. 
Entre os atrativos avaliados, foram estabelecidas quatro categorias de 
potencialidades turísticas, tais como: e:;iadas, atrativos que já possuem fluxo de 
visitação, muito embora a infraestrutura não atenda da melhor maneira os visitantes e 
atrativos com grande potencial mas que, no entanto, não 
possuem lógica organizada no processo de visitação. 
Outras duas categorias levantadas não foram identificadas na cidade, são elas: 
potencialidade fracamente realizada, pelo fato de ter a visitação aberta a todos os 
públicos sem restrições, mesmo que seja pouquíssimo explorado e produtos 
106 
consolidados, diante da falta de estruturação e preparação dos atrativos em questão, 
mesmo que estes recebam grande número de turistas. 
Tabela 22: Matriz dos Atrativos Naturais 
Atrativo Descrição Acesso 
Distância 
do centro 
urbano 
Estrutura 
de Apoio 
A única entrada 
oficial para o parque 
No início da estrada, no centro de Com 104 mil se dá em São José do São José do Barreiro, há uma placa hectares, o PNSB é Barreiro, pela 
que indica o caminho para o 
uma das maiores Rodovia Francisca 
áreas protegidas da M. Ribeiro que se parque. já na portaria, após o 
Mata Atlântica do inicia na praça da trecho esburacado da estrada de 
país. Localiza-se Igreja Matriz. A terra, há uma área para 
em trecho da Serra estrada de cascalho estacionamento onde os veículos 
do Mar, na divisa com porções 
devem ser deixados. No entanto, 
sabe-se que os visitantes preferem entre os estados do asfaltadas, cheia de não utilizá-lo devido às más Rio de Janeiro e curvas e grande condições deste pequeno trecho. 
Parque São Paulo. incidência de neblina Ali, há também um banheiro 
Nacional da Por se estender está bem conservada simples e uma torneira com água 
Serrada desde altitudes e com ótimas Cerca de potável. No momento da entrada, 
Bocaina superiores a condições de 29 km os turistas são orientados a não 
(PNSB) 2.000m, na região sinalização de realizarem nenhuma alimentação 
serrana, até o nível trânsito. No durante o percurso, a fim de 
do mar, no litoral, o quilômetro 29, há a conservar os atrativos, a fauna e a 
Parque apresenta portaria do parque e flora. Há também um mural com 
paisagens um trecho de estrada algumas informações sobre trilhas, algumas 
diversificadas e de terra, de difícil e suas coordenadas, mas 
grande riqueza de acesso para carros de nenhum mapa ou folder é 
fauna e flora, passeio. Todavia, distribuído. Dentro do parque não 
incluindo espécies sabe-se que existem existe mais nenhum banheiro ou 
endêmicas e inúmeras trilhas e bebedouro e as pousadas que 
ameaçadas de acessos não oficiais existem dentro de seu perímetro 
extinção, que levam aos ficam a dias de caminhada. 
atrativos dentro do 
parque. 
A travessia da Serra O percurso pela 
da Bocaina liga São trilha ouro deve ser 
José do Barreiro à realizado a pé, Alguns espaços são indicados para 
Angra dos Reis, no começando na camping selvagem, no entanto não 
Rio de Janeiro. Este entrada do PNSB, na há nenhum tipo de estrutura pronta. 
Caminho da 
era o antigo Rodovia Francisca Existem poucas placas, indicando 
Manibucada caminho de M. Ribeiro. Na maior Cerca de apenas cachoeiras, não há 
(Trilha do Mambucaba, um parte do tempo, o 
29km informação sobre distância 
Ouro) dos descaminhos turista deve seguir percorrida, nem banheiros ou 
do ouro pela estrada, mas bebedouros além dos existentes na 
contrabandeado. existem alguns portaria do PNSB. 
que liga o Vale do trechos e atalhos em 
Paraíba ao litoral mata fechada. 
107 
fluminense. 
É um trekking 
clássico e 
moderado para 
turistas com 
experiência e tem 
cerca 73 km de 
extensão. - 
Situada 5km adentro 
O local costuma ser do PNSB, que deverá d 
ponto de camping ser percorrido a pé, o 
acesso oficial ocorre Cachoeira selvagem durante a Cerca de 
das Posses travessia da Trilha 
pela Rodovia 
34 km 
do Ouro (5 horas de Franc isca M. 
caminhada) Ribeiro, em boas 
condições até mesmo 
para bicicletas e 
carros de passeio. 
Situada dentro do 
PNSB, tendo entrada 
na Rodovia Francisca 
M. Ribeiro, o 
caminho deve ser Existe apenas uma placa no desvio Com uma queda de percorrido da trilha do ouro para a descida da aproximadamente obrigatoriamente a cachoeira. Não há banheiros ou 
Cachoeira 50 metros de altura, pé pela estrada de Cerca de água potável. No caminho para a 
do Santo forma um poço terra que faz parte da 30.5 krn piscina natural, há corrimãos feitos Isidro com fundo arenoso, 
trilha do ouro. A com galhos de árvore para apoio 
excelente para chegada é feita pelo durante a descida íngreme de 
banho. topo da cachoeira, degraus altos. 
através de pedras e 
galhos, o que exige 
atenção na descida 
até o poço. 
Este atrativo conta com uma placa É uma pequena indicando a entrada e uma 
Cachoeirão cachoeira com duas Estrada do Formoso pequena clareira onde alguns 
do Formoso quedas que formam de terra e cascalho 
- carros estacionam, mas não há 
piscinas naturais em boas condições local adequado para 
ótimas para banho estacionamento 
O pico do Tira 
Chapéu, com O desvio para este 
2.088m de altitude, atrativo se encontra 
Pico do Tira está entre os dez antes da entrada do - 
chapéu pontos mais altos PNSB, na Rodovia 
do Estado de São Franc isca M. 
Paulo, com vista Ribeiro. 
para o Vale do 
IM 
Paraíba, Vale do 
Mambucaba e 
Paraitinga. 
Uma série de 
quedas pequenas Acesso pela Rodovia com direito a 
Cachoeira . 
piscina natural de 
Franc isca M. Cerca de 
do Paredão Ribeiro, próximo ao 31 km - 
em meio a quilometro 27. araucárias e outras 
espécies de árvores. 
Balneário natural, 
ponto predileto Este atrativo fica na 
Poço da para banhos de sol Estrada Vereador Cerca de 
Água Santa sobre as pedras e José Guimarães 
1.5 km nado nas águas Rodrigues, na parte 
cristalinas do Rio mais bem conservada 
Barreiro. da estrada. 
O acesso é realizado 
pela Estrada 
Vereador José 
Guimarães 
Rodrigues, de terra e 
cascalhos. Carros de 
passeio podem Durante o percurso existem cerca Pequena cachoeira 
encontrar certa de três placas indicando a direção, 
Cachoeira com duas quedas, dificuldade em Cerca de sem nenhum tipo de informação de 
da Usina formando um lago pontos repletos de 
3,6 km distância, não há banheiros nem 
natural. buracos. Ao chegar à água potável disponível a não ser 
entrada, o acesso só os existentes na Pousada Dona 
pode ser feito a pé. Esmeralda. Lá é possível almoçar, 
Também é possível desde quepreviamente agendado. 
chegar por trilha, a 
partir da Pousada 
Dona Esmeralda. 
A Cachoeira da Não há nenhum tipo de 
Mata, que fica um infraestrutura oferecida aos 
pouco mais isolada visitantes. No desvio da estrada 
Cachoeira da cidade, é Cerca de 
para a entrada da pequena trilha 
da Mata 
formada por uma Estrada do Formoso 25,5 km 
final que leva para a cachoeira, há 
grande queda uma placa sinalizando o atrativo. 
d'agua, formando Não existem banheiros, pousos, 
um poço ótimo para locais para alimentação ou água 
banho. potável disponível no local. 
Fonte: Elaboração própria, 2015. 
109 
4.2. Equipamentos Turísticos 
4.2.1. Oferta de Alimentos e Bebidas 
Foi identificada em São José do Barreiro uma oferta gastronômica composta por 
22 estabelecimentos, entre restaurantes, lanchonetes, bares e padarias. 
Os estabelecimentos foram organizados na tabela abaixo (Tabela 23) de acordo 
com sua localização, entre as três centralidades da cidade que contam com o maior fluxo 
turístico, sendo elas: "Barreiro" (região central do município), Distrito de Formoso e 
Serra da Bocaina. A maioria dos estabelecimentos encontra-se na região central da 
cidade, mais precisamente na Praça Coronel Cunha Lara. 
Assim como em Barreiro, os estabelecimentos de alimentação de Formoso 
possuem o morador barreirense como seu público-alvo. Consequentemente, são os 
próprios moradores, os fregueses que frequentam em maior número. Na Serra da 
Bocaina, as opções são restritas aos restaurantes das pousadas, que requerem 
agendamento prévio. 
A oferta de alimentos e bebidas foi sistematizada na Tabela 23, na qual constam 
nome do estabelecimento, endereço, tipos de alimentos servidos, horário de 
funcionamento, capacidade (em número de assentos), número de funcionários fixos, 
funcionários extras e preço médio do produto vendido. 
Tabela 23: Oferta de Alimentos e Bebidas 
Número de 
Horário de Capseidade Funcionários, Preço 
Nome Endereço Tipo Funcionamento médio assentos) Jkos Extras 
Almoço self￾Restaurante João service por Dom à Dom: 11h R$ 13,45 
Colher de Antônio quilo, pratos a la às 15h 2 0 1 4 (500g) 
B Pau A' irosa carte, pizzas e 
petiscos. 
r Almoço self￾r service por 
e quilo, opções a Seg à Sex: 
Rancho São Praça Ia carte, pizzas, Seg à Qui: OSh às R$ 29,90 
r Jose do Coronel petiscos, drinks, 23h 110 5 15 Sab, Dom e 
o Barreiro Cunha pastéis, Sex à Dom: OSh Feriado: R$ 
Lara, 61 panquecas. às 02h 39,90 Música ao vivo 
e palestras para 
grupos. 1 
110 
Rod. dos Pesqueiro 
do Tropeiros Porções Sáb e Dom: 13h 80 3 O R$ 25,00 
(2km do às 22h Carlinhos centro) 
Praça Salgados, 
Befs Bar Coronel lanches, cafés e Dom à Dom: 40 4 O Cunha 04h30 às 22h 
Lara,42 pães 
Rua Salgados Salgados 
Jocas Bar Osorio industrializados, Dom à Dom: 08h 19 1 O Elma Chips: 
Lara, 54 doces caseiros e à OOh P5 3,00 bebidas 
Praça Seg à Sex: 07h às Saco de Mavic Coronel 1811 Biscoito 
Biscoitos & Cunha Café e biscoitos Sáb e Dom: 08h 27 4 1 (500g): 
Café Lara, 47 às 20h R$ 10,00 
Rua 
Coronel Açaí, sucos, pão 
Açaí & Cia João de queijo e DomA Dom: 13h 
Antônio às 20h - - - - 
Airosa, sorvetes 
810 1 
Praça Lanches, Café, 
Empório Coronel Salgados, Dom à Dom - 09 2 4 Salgados: 
Café Cunha Panquecas, às 20h 50 R$ 4,00 
Lara, SOA Tortas e Pizzas 
- Centro 
Seg à Qua: Av. Lanches, 19h30 àOlh 
Bar do Nen Fortunato Sorvetes, Açaí, Quiàsáb: 19h30 40 3 1 Hamburguer 
Lobão, 50 MilkShake e até o último : R$ 5,00 
- Loja 1 Drinks cliente 
Lanchonete 
Av. 
Vilgilio Lanches na Ter à Dom: 20h 
3 3 
Hamburguer 
Beira Rio Pereira, chapa até o último 60 R$ 4,50 
cliente 98 
Praça Mini pastel: 
Coronel R$ 0,50 
Cantinho do de Cunha Pastéis, Mini Quià Dom: 18h Pastel 
Pastel Lara - Av. pizzas, Salgados até o último 16 3 O Médio: R$ 
(Trailer) Fortunato e Porções cliente 3,00 Pastel 
Lobão, 43 Grande: 
(Endereço 6,00 
antigo) 
111 
Estrada 
Municipal Sujeita ao Fazenda Fazenda Mediante número de R$ 50,00 são São Culinária caseira agendamento hóspedes da 3 3 
por pessoa Francisco Francisco, casa sede 
Km 
Praça Salgados. Refeição: 
António Famoso pelas Dom à Dom - R$ 12,00 Bar da Zilda Prado coxinhas. OSh à 00h 40 2 O Salgados: 
Júnior Porções à noite R$ 2,50 
Lanchonete Praça 
F Delícias da Antônio Salgados e Dom à Dom - 12 3 2 Salgados: 
Prado Torresmo 09h à OOh ES 3,00 
o Terra Júnior 
r 
m 
o Praça 
Bar São Antônio Salgados e 
O 4 Jorge Prado Doces - - 
1 - 
Júnior 
Estr. 
Pousada Vereador Almoço: R$ 
Fazenda da Aurélio Comida caseira - - 2 4 40,00 por Coimbra Barra Teixeira, pessoa 
s/ ri' _____ 
Rodovia 
S Restaurante Francisca 
M. Almoço (Requer R$ 25,00 
e 
e Pousada Ribeiro, Comida caseira agendamento) 32 1 1 
por pessoa 
r 
Lageado km 23,5 
r (5P221) ______ 
a Rodovia 
Restaurante Francisca Almoço e Jantar cl e Pousada M. Comida caseira. (Requer 20 - - 
R$ 32,00 
a Recanto da Ribeiro, agendamento) por pessoa 
Floresta km 23,8 
B (SP 221) 
o Restaurante 
C Rodovia gourmet - Finais de semana Jantar: de Pirilampo Francisca risotos, trutas, e feriados: 8h30 R$ 40,00 à Bistrô M. massas e alguns às 11h30 / 18h às 3 1 ES 75,00 
• (Pousada Ribeiro, pratos 21h (Jantar 20 (prato para 
• Encanto da km 7,5 vegetarianos - requer duas Bocaina) (SP 22 1) somente com agendamento). pessoas) 
reservas 
Fonte: elaboração própria, 2015. 
Os mapas a seguir são referentes às localizações dos estabelecimentos que 
oferecem alimentos e bebidasno município de São José de Barreiro, considerando os 
recortes das centralidades de Barreiro, Formoso e Serra da Bocaina. 
112 
Figura 17: Localização da Oferta de Alimentos e Bebidas Dispostos do Barreiro 
Fonte: elaboração própria. 2015. 
Figura 18: Localização da Oferta de Alimentos e Bebidas de Formoso 
Fonte: elaboração própria. 2() 15. 
113 
Figura 19: Localização da Oferta de Alimentos e Bebidas Dispostos da Bocaina 
Fonte: elaboração própria. 2015. 
4.2.2. Equipamentos Turísticos 
Existe apenas uma agência de turismo na cidade, a MW Trekking, inaugurada 
em 1993 e especializada em ecoturismo receptivo na Serra da Bocaina. Não existem, no 
município, locadoras de carro ou outro equipamento turístico. 
Tabela 24: Equipamentos Turísticos 
Nome Localização Especificidade Serviços oferecidos 
A agência oferece diversas opções 
Rua Siqueira Reis, São de caminhadas e atividades dentro 
MW Trekking José do Barreiro - SP, Agência de turismo do PNSB, algumas com apenas um 
12830-000 dia de duração, outras com diversos 
dias e hospedagem já inclusa. 
Fonte: elaboração própria, 2015. 
Todos os produtos da agência MW Trekking têm como principal atração o 
Parque Nacional da Serra da Bocaina e em sua maioria são pacotes fechados, com todas 
as atividades, hospedagem e refeições já inclusas, como se pode ver na Tabela 25. 
114 
Tabela 25: Principais produtos oferecidos pela MW Trekking 
Duração Grau de 
Passeio (dias) Valor (R$) Dificuldade Descrição 
Hospedagem, seguro viagem e todas as refeições inclusas. 
Primeiro dia livre, segundo dia com caminhada de 16 km ao 
Pico da Bacia (ida e volta) e caminhada de 10 km à 
Caminhada ao Cachoeira de Santo Izidro, no Parque Nacional da Serra da 
Pico da Bacia .3 579 Médio Bocaina. 
Hospedagem, seguro viagem e todas as refeições inclusas. 
Primeiro dia livre, segundo dia com caminhada de 10 krn à 
Fim de Semana Cachoeira de Santo Izidro e terceiro dia com Trilha da Mata 
na Montanha 3 579 Baixo Encantada (10 km) e banho nas Cascastas da Bocaina. 
Hospedagem, seguro viagem e todas as refeições inclusas. 
Primeiro dia livre, segundo dia com caminhada de 22 km até 
Caminhada a Cachoeira das Posses e Cachoeira de Santo Izidro e 
Cachoeira das terceiro dia com Trilha da Mata Encantada (10 km) e banho 
Posses 3 579 Médio nas Cascastas da Bocaina. 
Hospedagem, seguro viagem e todas as refeições inclusas. 
Primeiro dia livre, segundo dia com caminhada de 12 km ao 
Caminhada Alto do Mirante do Príncipe (1900 metros de altitude) e 
Mirante do terceiro dia com caminhada de 10 km à Cachoeira de Santo 
Príncipe 3 579 Médio Izidro, no Parque Nacional da Serra da Bocaina. 
Hospedagem, seguro viagem e todas as refeições inclusas. 
Primeiro dia livre e segundo e terceiro dias com pedalada de 
15 km pelo planalto da Sena da Bocaina (Cachoeira da 
Mountain Bike na Caroba, Cachoeira de Santo lzidro, Cascata da Onça e 
Bocaina 3 579 Médio Cachoeira do Paredão). 
Seguro viagem, refeições, transporte do litoral à São José do 
Barreiro e pernoites em casa de colono inclusos. As casas de 
colono são de pau a pique e bastante simples, sem 
Trilha do Ouro eletricidade. O banheiro é coletivo e há serpentina para 
Clássica 3 549 1 Alto esquentar a água 
Fonte: site da Agência MW Trekking, <http://www.mwtrekking.com.br!> Acesso em 12 de novembro de 
2015. 
4.2.3. Oferta de Meios de Hospedagem 
Verificou-se que existem 29 meios de hospedagem na cidade, dos quais dois 
deles encontravam-se desativados no período do levantamento de dados (2015): o Hotel 
Clube dos 200, importante não só como equipamento turístico, mas também como 
atrativo devido à sua relevância histórica, e a Pousada da Colina. 
4.2.3.1 Matriz Qualitativa de Meios de Hospedagem 
Os critérios utilizados para avaliação dos meios de hospedagem foram: 
a. Categoria: descreve a tipologia do meio de hospedagem (se pousada, hotel, 
camping, etc); 
115 
b. Número de UH's (unidades habitacionais): descreve a quantidade de quartos 
da propriedade; 
c. Preço. informa o valor da diária, para urna pessoa, com as refeições inclusas 
descritas individualmente; 
d. Taxa média de ocupação mensal (%): descreve a ocupação de cada meio de 
hospedagem; 
e. Localização: endereço do meio de hospedagem; 
É Tecnologia informática para venda e divulgação: descreve se há canal 
online disponível para reservas e informações do meio de hospedagem 
indicado; 
g. Condições de conservação e características fisicas: descreve as condições 
físicas do local em relação à sua conservação e infraestrutura; 
h. Permanência média do turista (dias): descreve o tempo de permanência dos 
turistas no meio de hospedagem. 
4.2.3.2 Matriz Quantitativa de Meios de Hospedagem 
Para a análise quantitativa dos meios de hospedagem, foi utilizado um critério de 
pontuação de O a 5, estabelecido conforme a Tabela 26, tendo como baseAlmeida 
(2006): 
Tabela 26: Legenda para os critérios de Avaliação para a Matriz Quantitativa dos Meios de Hospedagem 
Pontuação Critério 
Totalmente inadequada 
3. 
4 
Ali 
Fonte: elaboração 
Inadequada 
Regular 
Adequada 
I'otalrnenteacequada 
2015. 
116 
Tabela 27: Critérios de Avaliação para a Matriz Quantitativa dos Meios de Hospedagem 
Pontuação 
Categorias Variáveis 
4 3 2 1 
Possibilidade 
de Adequada Insuficiente Precária insignificante inexistente 
reserva 
online 
Tecnologia Pente em pelo Possui site Possui site Possui apenas Aparece nsstenk 
informática menos 3 canais próprio e está próprio e site próprio apenas por 
para diferentes sendo presente em está presente vias indiretas. 
comunicação 
Informações que pelo menos em mais um sem possuir 
• disponíveis obrioatorlamente um canal canal site próprio 
venda • online um deles e o site renomado 
próprio C Outro C (Booking ou 
um canal renomado TripAdvisor) 
(Booking e 
TripA dvisor) 
Totalmente Sinalização Totalmente Adequada Regular Inadequada 
e condições Adequada Inadequada 
da via 
No local! o Meio do Distante Muito distante 
Localização Distancia extremamente caminho dos 
principais pontos prOXifl1() entre 
de principais 
interesse pontos de 
interesse 
Aberto durante Oferece café Oferece Faz refeições Não serve 
todo o dia da manhã e apenas café apenas se nenhuma 
jantar da manhã solicitado pelo refeição e/ou 
hóspede/visita disponibiliza a 
Restaurante ifle cozinha para o 
hóspede fazer 
sua própria 
refeição 
1'otahncnte \ (leq uaJo i egu lar Inadequado Totalmente 
Condições Estacionamento Adequado Inadequado 
de 
Muito bem Bem Antiga Antiga e Conservação Desgastada 
e 
, conservadas! conservadas / porém bem pouco 
características Áreas comuns limpas limpas conservadas conservada / fisicas / limpas limpa 
Existe e é completa Existe e o Existe o Existe porém é Existe, porém 
número de básico insignificante não está ativa Área de lazer 
opçoes e 
razoável 
Funcionário sabe Funcionário Funcionário Funcionário Funcionário 
Serviços falar sobre o meio sabe falar sabe falar sabe falar sabe apenas o 
adicionais de hospedagem, sobre o meio sobre o meio praticamente básico sobre o 
Capacidade de ãè 1aobre os principais de de tudo sobre o meio de 
informar o ativos da cidade hospedagem e hospedagem meio de hospedagem 
visitante e inclusive sobre a sobre os e alguma hospedagem 
história do local principais coisa sobre 
atrativos da os atrativos 
cidade 
117 
Fonte: elaboração própria, 2015. 
A maior parte das informações presentes na Tabela 28 foram obtidas por meio 
de entrevistas com os proprietários dos respectivos meios de hospedagem, durante os 
trabalhos de campo realizados em maio e outubro de 2015. Os espaços em branco 
referem-se ao desconhecimento da informação por parte da pessoa entrevistada ou a 
locais não visitados. 
Tabela 28: Matriz Qualitativa dos Meios de Hospedagem 
Taxa niedia Condições de Tecnologia Pernianencia 
Nome Categoria UH s Preço de 
- Localização niformca para fti ecaservaçi lo e média do (R$)" ocupaçao . venda e dwulgaça -o 
características rlstieas turista (dias) mensal (%) i tís cas 
Fazenda Pousada 2 10000 20 Estrada dos Blog e e-mail Possui 2 
Lagoa da (com café Tropeiros, km 274 estacionamento, 
Saudade da manha) - São Jose do restaurante, pescaria. 
Barreiro, 5P sauna, trilhas e 
mirante. 
Fazenda Pousada 3 7500 50 Próximo á cidade E-mail Apousada conta to 
Laranja Cravo com um lago e um 
-Pousada pequeno 
Casa do Lago estacionamento. 
Fazenda São Pousada 6 350,00 lO Estrada da Fazenda Site, e-mail e Possui 2 
Francisco (com São Francisco, 1cm Facebook estacionamento, 
pensão 6 - São José do restaurante, 
completa e Barreiro, SP cavalgada, cachoeira 
atividades) trilhas vôlei, 
futebol, trekking, 
sinuca, pingue￾pongue e pescaria, 
Hotel Porto Pousada 35 130,00 - Rodovia dos Site, e-mail e Possui 
da Bocaina (com café Tropeiros, km 260 TripAdvisor estacionamento, 
da manhã) - São José do restaurante e área de 
- Barreiro, SP lazer com spa, 
piscina,pingue￾pongue, baralho, 
vôlei, futebol de 
areia, sauna, sala de 
ginástica, quadra de 
tênis, passeio de 
barco, remo e pesca. 
Pousada Pousada 9 80,00 60 Rodovia Francisca Site e e-mail Possui 2 
Barreirinha (com café Mendes Ribeiro, estacionamento e 
da manhã) SP 221 - São José área de lazer com 
do Barreiro, 5P piscina, salão de 
jogos, alambique, 
aviário, viveiro e 
pomar. 
Pousada Pousada 9 200,00 25,4 Rodovia Francisca Site, e-mail e Possui 2 
Campos da (com Mandes Ribeiro, TripAdvisor estacionamento e 
118 
Bocaina pensão SP 221, cm 24,5 restaurante. 
completa) São José do 
Barreiro, SP 
Pousada Pousada 5 55,00 55 Rodovia dos Inexistente Possui 7 
Chamego 'Iropeiros, km 274 estacionamento, 
São José do piscina, sauna e 
Barreiro, SP cavalgada. 
Pousada Pousada 8 120 - Bairro do Formoso E-mail - 
Chaparral 
Pousada da Pousada - - - - E-mail, Facebook e Possui 
Marcia blog estacionamento. 
Pousada da Pousada - - - Dentro do PNSB E-mail - 
Onça 
Pousada do Pousada 6 160 (com 45,2 Rua Mariana Sue, e-mail e Possui 2 
Lobo café da Rebelo Lobão, n' Facebook estacionamento. 
manhã) l3- São José do 
Barreiro, SP 
Pousada Dona Pousada 9 (fora Suites: 18 Site, e-mail, Booking e 2 
Esmeralda espaço 90.00 Faeebook Possui 
para (com café estacionamento, 
campi da manhã) Estrada Vereador restaurante, sala de 
ng) José Guimarães TV, salão de jogos, 
Rodrigues, km 3,6 playground, 
Camping: - José Pedro, São churrasqueira, 
25,00 José do Barreiro, piscinas, quadra de 
SP vôlei de areia, horta 
e atividades noturnas 
de lazer como bingo. 
Pousada Dona Pousada 6 60.00 - Dentro da cidade Mochilciros.com Pousada não possui 2 
Maria estacionamento nem 
área de lazer. 
Pousada Pousada 3 210.00 60 Rodovia Francisca Site, e-mail, Possui 2 
Encanto da (com café Mandes Ribeiro, TripAdvisor e estacionamento, 
'". Bocaina da manhã) SP 221, km 7 - São Facebook trilha e restaurante. 
José do Barreiro, 
SP 
Pousada e Pousada 2 - 20 Bairro do Máximo E-mail - 
Restaurante 
Rancho Pôr 
do Sol 
Pousada e Pousada 17 100,00 30 Av, Fortunato Facebook Não possui 2 
Restaurante (com café lobão, 240 - São estacionamento. 
Regis da manhã) José do Barreiro, Conta com 
SP restaurante e com 
uma piscina. 
Pousada Pousada 23 60,00 5 Av, Fortunato E-mail e Facebook Possui 2 
Estância Real Lohão, 58 - São estacionamento, 
Jose do Barreiro, restaurante e área de 
SP lazer com piscina, 
churrasqueira, 
playground, salão 
para reuniões e lago 
119 
de pesca. 
Pousada Pousada li 150,00 1 Rodovia Francisca Blog Possui 
Fazenda (com Mendes Ribeiro, estacionamento, 
Conde D'eu pensão SP 221,1cm 25- restaurante, lago, 
completa) São José do - sauna, área verde, 
Barreiro, SP yoga e capoeira. 
Pousada Pousada 9 190,00 20 Estrada Vereador Site, e-mail e Possui 2 
Fazenda da (com Aurélio Coimbra, TripAdvisor estacionamento. 
Bana pensão siri - São José do restaurante um 
completa) Barreiro, SP moinho antigo, 
piscina e cavalgada. 
Pousada Pousada 5 - - Próximo à cidade E-mail - 7 
Fazenda da 
Grama 
Pousada Pousada 9 80.00 12 Rodovia dos Site, e-mail e Possui 2 
Fazenda São Tropeiros, 266 - TripAdvisor estacionamento, 
\. Benedito São José do restaurante, piscina, 
Barreiro, SP ping-pong, 
churrasqueira, pomar 
e alambique. 
Pousada Pousada 7 40,00 27,8 Praça Antônio Site, e-mail e Possui 2 
Formoso (com café Prado Júnior, s/n - Facebook estacionamento e 
da manha) Formoso, São José restaurante. 
do Barreiro, SP 
Pousada Pousada 4 60.00 16,7 Rua Reinaldo E-mail e Faeebook Pousada simples, 2 
Guimarães Maria Souto, n' 50 sem esú'utura de 
- São José do lazer e sem 
Barreiro, SP restaurante. Quartos 
são espaçosos. 
Pousada Pousada 4 145,00 15 Rodovia Francisca TripAdvisor, Facebook A pousada está em 4 
Legenda (com Mendes Ribeiro, e blog uma casa histórica e 
pensão SP 221, km 23,5 - não possui área de 
completa) São José do lazer. 
Barreiro, SP 
Pousada Pousada 9 110,00 - Rodovia Francisca Stte, e-mail, Facebook Possui 2 
Recanto da (com café Mendes Ribeiro, e TripAdvisor estacionamento, 
Bocaina da manhã) SP 221 - São José piscina e restaurante. 
do Barreiro, SP 
Pousada Pousada 9 317,00 - Rodovia Francisca Site e e-mail Possui restaurante e 
Refúgio Mendes Ribeiro, estacionamento. 
Ecológico SP 221,km 260- 
Vale dos São José do 
Veados Barreiro, SP 
Pousada Pousada 6 367,00 20 Rodovia Francisca Site, e-mail e Possui 2 
Ventos da (com Mendes Ribeiro, TripAdvisor estacionamento, 
Bocaina pensão SP 221, km 21 - restaurante, sauna, 
completa) São José do sala de bilhar e DVD 
Barreiro, SP e rampa de voo livre. 
Fonte: elaboração própria, 2015 
120 
Tabela 29: Matriz Quantitativa dos Meios de hospedagem 
Tecnologia informática para Localização Condições de conservação e Serviços adicionais 
comunicação e venda caracteristicas fisicas 
___________ ___________ ___________ _______________ _________ 
Subtotal Meios 
Meios de Hospedagem Restaurante Distância de Hospedagem 
Possibilidade Informações SInalização e dos Áreas Hotel tem Capacidade 
de reserva disponiveis condições principais Estacionamento Fachada área de do informar o 
anime online da via pontos de 
comuns 
lazer visitante 
interesse 
Camping Canto da Cigarra __________ 
Fazenda Lagoa da Saudade _______ 
Fazenda Laranja Cravo ou ________________________________________ 
Pousada Casa do Lago 1 2 3 - 3 2 4 2 22 
Fazenda São Francisco 4 - 3 3 4 4 4 35 
Hotel Porto da Bocaina - - 1 5 4 4 
ir __ 
o » 
Pousada Barreirinha 26 
Pousada Campos da ____________________________________________________ 
Bocaina 5 2 
sadaChago : :_________________________ :: 
 1 
Pousada Chaparral 
Pausada daColina 
PousadadaMarcia 
Pousada da Onça 
Pousada do Lobo 4 
li 
_._. 
4 29 
Pousada Dona Esmeralda -- 4 i 4 39 
Pousada Dona Maria 1 16 
Pousada Encanto da 
Bocaina 4 4 4 33 
Pousada e Restaurante 
Rancho Pôr do Sol - 
Pousada e Restaurante 
1 
Pousada Estância Real : Pousada Fazenda Conde 
Deu 4 4 4 26 
Pousada FazendadaBarra 4 __ 2 _4 
1 
24 
Pousada Fazenda da 
Grama 
Pousada Fazenda São 
Benedito 4 ____________ 4 4 5 5 38 
:::::::::::. 
Pousada Lageado 4 4 4 5 27 
Pousada Recanto da 
Floresta ocaina 4 _ 4 2 4 4 _ 31 
Pousada Vale dos Veados 
_ 
Pousada ::vd1tto5m 
Total 1 451 40! 631 80 1 411 62 1 64! 1 461 931 534 
Fonte: elaboração própria. 2015. 
121 
Fazendo um balanço com as informações obtidas, nota-se que a média de preço 
dos hotéis próximos à Serra da Bocaina é a maior (R$ 197,37), seguido dos hotéis em 
outras localidades (R$ 123) e dos hotéis localizados dentro da cidade (R$ 70,00). 
Já em relação ao número de unidades habitacionais, a categoria outros (que 
inclui os hotéis em Formoso e mais afastados da cidade) possui o maior número (65 
quartos), seguido dos hotéis próximos à Serra da Bocaina (60 quartos) e dos hotéis no 
centro da cidade (56 quartos). 
Através do mapa abaixo pode-se visualizar a distribuição dos meios de 
hospedagem no centro da cidade (pontos vermelhos) e na Serra da Bocaina e seu 
entorno (pontos ). Os pontos azuis referem-se aos hotéis classificados como 
outras localidades. 44 
Figura 20: Localização da Oferta dos Meios de Hospedagem de São José do Barreiro 
Fonte: elaboração própria, 2015 
44 Foram mapeados 21 de um total de 29 meios de hospedagem. 
122 
4.3. Inserção de São José do Barreiro em Roteiros Turísticos 
A cidade de São José do Barreiro está inserida em quatro roteiros regionais, 
sendo três deles formatados pela Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo: 
Circuito Vale Histórico, Circuito Caminhos da Liberdade e Rota Franciscana, e um 
formatado pela iniciativa privada: Caminho Velho do Instituto Estrada. Todos eles 
possuem enfoque nas tradições culturais e históricas, além de incentivarem o contato 
com a natureza das regiões que abrangem. 
A formatação do Circuito Vale Histórico foi feita em uma parceria entre o 
SEBRAE-SP e Secretaria do Turismo do Estado de São Paulo em 2007 e fez parte de 
um programa de desenvolvimento regional do turismo na região formatado pelo 
Escritório Regional de Guaratinguetá do SEBRAE-SP. Este circuito contou com 
sinalização indicativa dos atrativos no destino e com um catálogo que foi distribuído 
entre os empresários e as secretarias de turismo dos municípios que dele fizeram parte. 
Atualmente o SEBRAE-SP cessou sua atuação na região do Vale Histórico e informou 
que divulgação e comercialização do circuito não aconteceram, pois seriam as etapas 
finais deste projeto 45 . Atualmente o Circuito Vale Histórico conta apenas com páginas 
on-line que disponibilizam informações básicas dos destinos e seus atrativos nos portais 
dos projetos Descubra SP e Roda SP, da Secretaria do Turismo do Estado de São Paulo. 
A Rota Franciscana foi formatada por iniciativa da Secretaria do Turismo do 
Estado de São Paulo e contou basicamente com sinalização no destino, contudo os 
marcos indicativos instalados foram inadequados, duraram cerca de três meses e não 
foram reformados. Além disso, houve a confecção e distribuição de folhetos da rota nos 
estabelecimentos turísticos. Empresários informaram, portanto, que o número de 
folhetos foi ínfimo quando comparado à demanda que possuem e que não houve sua 
reposição. 
O Circuito Caminhos da Liberdade, também formatado por iniciativa do Estado, 
não contou com folhetos nem mesmo com consulta aos empreendimentos nele 
inseridos. 
Informações obtidas em contato por e-mail com a Consultora de Projetos Erika Miguel de Jesus do 
Escritório Regional de Guaratinguetá do SEBRAE-SP. 
123 
Nota-se, portanto, que os circuitos organizados pela Secretaria de Turismo do 
Estado de São Paulo apresentam fragilidades e são pautados apenas pela sistematização 
das informações e na divulgação dos destinos por eles englobados, de forma a 
disponibilizá-las através de portais na internet e materiais impressos, distribuídos 
localmente e em eventos. Os circuitos carecem de um trabalho mais aprofundado de 
discússão das propostas com atores locais, bem como de melhor adequação, 
qualificação e capacitação do destino para tal. Por outro lado, vale ressaltar que a função 
de divulgação é a única que, de fato, é cumprida pela organização de roteiros pelo 
Estado. Não há articulação entre os atores do turismo de cada destino envolvido, 
tornando pouco efetiva a consolidação dos circuitos como produtos turísticos. 
Em contrapartida, o Instituto Estrada Real, criado em 1999, já se configura como 
um produto turístico, que conta com mais de 1.630 quilômetros de extensão, passando 
por Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo e tem grande responsabilidade na 
divulgação do destino nacional e internacionalmente, não obstante o trecho que inclui o 
Vale Histórico não seja o mais praticado. 
Agindo em menor escala e há menos tempo, a Associação Roteiros Caminhos da 
Corte (ARCCO) é formada por proprietários de atrativos turísticos, meios de 
hospedagem, alimentação, agência de turismo receptivo e artesanato e comércio 
diferenciado do Vale Histórico que procuram desenvolver a atividade turística na região, 
de forma a incrementar os resultados de seus empreendimentos e cumprem importante 
papel na divulgação da região. É importante ressaltar que os membros da ARCCO 
oferecem produtos esparsos, sem que consigam a formatação que o nome indica: 
roteiros. 
As ações feitas por estas organizações privadas são restritas a seus membros, de 
forma que, ao montar um roteiro personalizado no portal do Instituto Estrada Real, só é 
oferecida uma opção de hospedagem na Sena da Bocaina, pois há uma única pousada 
no parque associada ao Instituto. 
124 
Tabela 30: Roteiros nos quais a cidade de São José do Barreiro está incluída 
Nome Municípios participantes : :;H:Descnçãa..: 7:: 77 
Criado em parceria com o 
SEBRAE-SP, circuito faz 
O roteiro engloba os 
parte do Projeto Turismo 
em São Paulo, do 
municípios do Vale 
Governo do Estado em Histórico e conta com parceria com a Embratur. 
Arapei, Areias, Bananal, grande diversidade de No site do projeto ha uma Circuito Vale - . Queluz, São Jose do atrativos para o página do roteiro onde Histórico 
Barreiro e Silveiras ecoturismo, turismo são disponibilizadas rural, de aventura e 
esportes radicais, alem apenas infbrmaçoes 
do turismo religioso e básicas de cada cidade, 
como um pouco de sua histórico-cultural. 
historia e os nomes de 
seus principais atrativos 
turísticos. 
Circuito faz parte do O projeto Rota da 
Bananal, Cruzeiro, Cunha, Liberdade e coordenado Projeto Turismo em São 
Paulo, do Governo do Guaratingueta, Ilhabela, pela UNESCO em nível Estado em parceria com a 
Lorena, mundial. Esta rota Embratur. No site do 
Circuito 
Pindamonhangaba, 
- 
mapeia os passos dos projeto há uma pagina do 
Piquete, Redenção da 
Caminhos da 
escravos africanos no roteiro onde são 
Liberdade Serra, São Jose do Estado de São Paulo, di apenas 
Barreiro, São Luiz do 
. São 
explorando a historia da , informações basicas de 
Paraitrnga, Sao Sebastiao, região do Vale do cada cidade, como um 
Taubate, Tremembe, Paraíba e resgatando a . pouco de sua historia e os influência nfluencia da cultura nomes de seus principais negra na região. atrativos turísticos. 
A Rota Franciscana faz O site da Rota 
Rota do Conhecimento: parte do Programa Franciscana, vinculado ao 
Guaratinguetá, Canas, Caminha São Paulo e Projeto Caminha São 
Lorena, Cachoeira tem como principal Paulo é razoavelmente 
Paulista, Silveiras, Areias, objetivo buscar a bem estruturado, 
Rota São José do Barreiro, redescoberta de 31 disponibiliza dicas para 
Franciscana Arapeí e Bananal. Demais cidades da Sena da as pessoas que farão as 
(Rota do rotas: Aparecida, Campos Mantiqueira e do Vale caminhadas e 
Conhecimento) do Jordão, Cruzeiro, do Paraíba, informações básicas a 
Cunha Guararema, proporcionando um respeito de cada cidade 
Lagoinha, Lavrinhas, resgate e maior contato do roteiro. Foram 
Monteiro Lobato, com a natureza, com a distribuídos folhetos da 
Paraibuna, religiosidade, com as rota nos estabelecimentos 
Pindamonhangaba, heranças culturais e turísticos. 
Piquete, Redenção da arquitetônicas, 
125 
Serra, Roseira, Santa 
Branca, Santo Antonio do 
Pinhal, São Bento do 
Sapucaí, São Francisco 
Xavier, São Luiz do 
Paraitinga, São Paulo, 
Silveiras, Taubaté, 
Tremembé. 
homenageando o santo 
brasileiro Frei Galvão. 
A Estrada Real conta com 
um site em Português e 
em Inglês muito bem 
organizado que 
disponibiliza diversas 
informações a respeito 
dos roteiros e das cidades 
neles inseridas. É 
Roteiro que refaz ° possível encontrar em 
caminho do ouro ria detalhes os caminhos a 
época colonial, desde serem percorridos, com 
Ouro Preto a Paraty. informações se as 
Estrada Real Tem como foco o estradas são de terra ou 
(Caminho 38 municípios entre Ouro patrimônio, a história do asfaltadas, por exemplo. 
Velho) Preto e Paraty estado e ajuda a No site há também a 
revitalizar pequenos possibilidade de criação 
vilarejos espalhados pela de novos roteiros. Nos 
região. caminhos principais de 
cada caminho há totens 
que ajudam na 
localização dos turistas. 
Eles estão sempre 
presentes onde há pontos 
de bifurcação ou em 
locais que geram dúvidas 
ao viajante sobre a 
continuação da trilha. 
Fonte: elaboração própria, 2015. 
4.4. Considerações sobre Patrimônio, Produtos Turísticos, Atrativos Naturais e 
Qualidade de Oferta Técnica 
Verificou-se que a maioria dos atrativos de São José do Barreiro necessita de 
alguns reparos em sua infruestrutura ou em algum outro item considerado importante no 
presente documento, necessários ao pleno estabelecimento da atividade turística. 
Conforme o Gráfico 4, baseado na Pesquisa de Demanda realizada pela equipe 
da ECA USP, o Parque Nacional da Serra da Bocaina é um dos principais atrativos na 
atração de turistas a São José do Barreiro. O despreparo para receber visitação nos 
126 
atrativos turísticos naturais da cidade, destaca-se na análise da matriz qualitativa, 
abrangendo desde a infraestrutura, a informação ao visitante e as condições para acesso. 
Gráfico 4: Atrativos visitados pelos Turistas 
Parque Nacional da Serra da Bocaina 
Igreja Matriz 
Outros 
Escadaria/Cemitério dos Escravos 
Fazenda da Barra 
Trilha do Ouro (PNSB) 
Fazenda São Benedita 
Hotel Fazenda e Restaurante Clube dos 200 
Casa de Pedra 
Pico do Tira Chapéu (PNSB) 
Igreja de SantAna 
Câmara Municipal 
Cachoeira das Posses (PNSB) 
Fazenda São Francisco 
Ainda não visitou nenhum atrativo 
Cachoeira do Veado (PNSB) 
Fazenda Catadupa 
Estação Ferroviária 
Pedra do Frade (PNSB) 
Terralinda Atelier 
Cine Teatro São José 
0% 15% 30% 46% 60% 
Fonte: elaboração própria, 2016. 
Todavia, como observado ao longo do estudo, existe um fluxo turístico relevante 
de um nicho de mercado que busca este tipo de experiência junto à natureza, 
independente da oferta de um produto consolidado e formatado conforme as lógicas de 
mercado. 
Outro segmento de turismo que se nota na cidade é o turismo cultural, 
impulsionado pelas fazendas históricas ligadas ao período de cultivo do café na região, e 
que pouco a pouco vem se adaptando ao turismo rural. 
É importante também ressaltar que há, em território barreirense, imóveis que se 
configuram como patrimônio, tendo exemplares tombados estadual e nacionalmente, 
mas que não possuem estrutura e tampouco são utilizados para visitação turística. 
O fato de que os atrativos que se configuram como "potencialidades fracamente 
realizadas", de acordo com a análise, é contraditório ao observar que são os que mais se 
destacariam caso o critério padrão de avaliação de atrativos,aquele que leva em conta a 
atratividade turística, fosse predominante na matriz qualitativa, pois são os que possuem 
127 
maior grau de atratividade, demonstrando assim a grande potencialidade que o 
município apresenta no segmento histórico-cultural. 
A atividade artesanal não possui nenhum produto típico da cidade que seja 
conhecido e difundido, porém os animais em croché produzidos pelo Atelier Terra 
Linda possuem um grande potencial para tomar-se um produto turístico da região, dada 
sua especificidade, rede de produção e difusão. 
Em campo, foi possível perceber que nos últimos anos o perfil das manifestações 
culturais e do público das festas de São José do Barreiro tem mudado. São poucas as 
festas que possuem caráter histórico e/ou religioso fortes, como a Folia de Reis. A 
maioria possui caráter festivo, tendo como principal atração conjuntos musicais que 
tocam, na maioria das vezes, na Praça da Matriz, o que, inclusive, tem gerado queixas 
de moradores e empreendedores, incomodados com os ruídos e o perfil das atividades 
que destoam dos aspectos culturais que se pretende caracterizar como parte da 
identidade local.. Nesse contexto, os eventos que geram mais demanda de turistas para a 
cidade são o Carnaval, as Festas de Final de Ano e a Festa de São José. 
O número de meios de hospedagem é relativamente alto, porém, em sua maioria, 
são locais com infraestrutura simples e serviços limitados, o que acaba limitando 
também o perfil de turista da cidade. A oferta de alimentação no centro do município e 
no distrito de Formoso é caracterizada por estabelecimentos simples e utilizados, em sua 
maioria, pelos moradores locais, porém servem de apoio aos turistas durante sua estadia 
ou passagem pela cidade. 
É de suma importância a participação da cidade em circuitos turísticos como 
forma de impulsionar e dar visibilidade e divulgação ao destino, sendo necessário o 
incremento de roteiros e maior articulação entre os envolvidos para que eles possam ir 
além da simples divulgação de atrativos e se configurem efetivamente como produto 
turístico. 
S. CAPACITAÇAO DO TURISMO DA CIDADE DE SÃO JOSE DO BARREIRO 
O intuito deste capítulo é apresentar um levantamento de instituições de ensino 
próximas ao município São José do Barreiro por este não possuir estabelecimentos de 
ensino técnico ou superior. 
128 
As cidades de Cruzeiro - SP e Resende - RJ, próximas ao município, contam 
com instituições onde são oferecidos cursos que podem ajudar no desenvolvimento 
turístico local. 
Para facilitar o acesso ao ensino superior ausente em território barreirense, a 
prefeitura realizou convênios com instituições de ensino de Cruzeiro e Lorena - SP, 
oferecendo transporte gratuito aos estudantes que necessitam se locomover à estas duas 
cidades e também à Resende. São oferecidos 2 micro-ônibus para o transporte dos 
beneficiados pelo convênio. 
A seguir, uma relação de instituições e seus respectivos cursos que podem 
contribuir para uma melhor gestão, bem como para o crescimento da atividade turística 
no município. Os dados são de outubro de 2015. 
5.1. Levantamento das faculdades e escolas na Região do Vale Histórico 
5.1.1. Instituições de Ensino em Cruzeiro que oferecem cursos das Áreas de 
Empreendedorismo e Turismo 
5.1.1.1. ETEC - Escola Técnica de Cruzeiro 
Curso oferecido: 
Curso Técnico de Administração 
O curso tem como foco colocar o aluno no mercado de trabalho com habilidades 
para trabalhar em instituições públicas, privadas ou terceirizadas, capacitando-o para a 
tomada de decisões. São oferecidas 40 vagas no período noturno. 
5.1.1.2. FATEC - Faculdade de Tecnologia de Cruzeiro - Prof. Waldomiro May 
Cursos oferecidos: 
Curso Superior de Tecnologia em Gestão Empresarial 
Capacita o profissional a gerir sua própria empresa, trabalhar no setor público ou 
em entidades particulares. Possui 80 vagas e é oferecido em duas modalidades: 
Presencial e EAD (Ensino a distância), o que facilita o acesso ao aluno das cidades mais 
distantes do Vale do Paraíba, como São José do Barreiro. 
Curso Superior de Tecnologia em Eventos 
129 
Capacita o estudante a gerir e promover eventos de diferentes portes e em 
espaços como hotéis, empresas de eventos e instituições. São disponibilizadas 40 vagas. 
5.1.1.3. FACIC (Faculdade de Ciências Humanas de Cruzeiro) 
Cursos oferecidos: 
Administração 
O curso tem como objetivo formar gestores de recursos que promovam o 
crescimento e a sustentabilidade de empresas. São oferecidas 100 vagas no período 
noturno. 
Ciências Contábeis 
O profissional tem a capacidade de atuar como gestor, administrando contas de 
indivíduos e organizações, aumentando a sobrevida de empresas. São disponibilizadas 
100 vagas no período noturno. 
5.1.2. Instituições de Ensino em Resende que oferecem cursos das Áreas de 
Empreendedorismo e Turismo 
5.1.2.1. Faculdade Dom Bosco Resende - RJ 
Cursos oferecidos: 
Administração 
Capacita o profissional a gerir sua própria empresa, trabalhar no setor público ou 
em entidades particulares. São oferecidas 150 vagas no período noturno. 
Ciências Contábeis 
O profissional tem a capacidade de atuar como gestor, administrando as contas 
de indivíduos e organizações, aumentando a sobrevida de empresas. São oferecidas 100 
vagas no período noturno. 
5.1.2.2.CEDERJ (Centro de Educação Superior a Distância do Estado do Rio de 
Janeiro) 
Cursos oferecidos: 
130 
Licenciatura em Turismo (UFRR,J) 
O curso forma profissionais aptos a lecionar na Educação Superior ou em outras 
áreas nas quais seja necessário conhecimento do fenômeno turístico. Além disso, o 
profissional também terá capacidade de planejar e avaliar programas e projetos 
educacionais e trabalhar em áreas que compõem o trade turístico. São oferecidas 529 
vagas. 
5.1.3. Sobre o Levantamento das faculdades e escolas na Região do Vale Histórico 
A região do Vale Histórico possui nas cidades próximas de Resende e Cruzeiro, 
diversas instituições de ensino superior com cursos que podem dar suporte à capacitação 
da população para o Turismo. Como exemplo, os cursos na área de administração e 
gestão na FACIC, FATEC e na Faculdade Dom Bosco auxiliam na criação de 
empreendedores, podendo contribuir com o aumento da longevidade do 
empreendimentos da região, além do curso de Licenciatura em Turismo, que pode 
eventualmente suprir a demanda local. 
Apenas 7% (aproximadamente 280 pessoas) da população de São José do 
Barreiro possui diploma ou estão cursando ensino superior. Isto pode estar relacionadoà 
evasão de jovens da cidade, que saem em busca de melhores oportunidades de emprego 
e estudo fora dali. 
A divulgação de cursos e vestibulares se dá através de folders em locais 
públicos. Porém, este modelo de campanha muitas vezes passa despercebido por grande 
parte da população 46 . 
5.2. Programas 
5.2.1. Sindicato Rural de São José do Barreiro 
O Sindicato Rural da cidade de São José do Barreiro, associado ao SENAR 
(Serviço Nacional de Aprendizado Rural), oferece cursos gratuitos de capacitação, como 
alfabetização, jardinagem, manejo de plantações e de animais. 
O curso de alfabetização tem como objetivo instruir a população da cidade, com 
foco em adultos iletrados. É oferecido aos munícipes gratuitamente e as aulas ocorrem 
46 Dados obtidos através de trabalho de campo realizado nos dias 22,23,24 e 25 de outubro de 2015. 
131 
no próprio Sindicato Rural, tendo sua divulgação através da própria população. O curso 
conta com 22 vagas e tem duração de 9 meses. 
5.3. Pesquisa realizada em campo 
Para obter informações mais específicas a respeito da qualificação profissional 
para o Turismo nos equipamentos e serviços de São José do Barreiro, foi utilizado um 
roteiro de questões aplicadas aos comerciantes e empresários. 
Foram entrevistados representantes de 30 estabelecimentos sendo eles da área de 
hospedagem, alimentação, agência de viagem e mercados. 47 
5.3.1. Resultados da Pesquisa 
Gráfico 6: Tipo de administração dos Gráfico 5: Tempo de funcionamento dos 
estabelecimentos estabelecimentos 
• FAMÍLiAR 
• PREFEITLR￾SOCIEDADE 
• '5 ANOS 
• 5-10 ANOS 
• 10 ANOS 
Fonte: elaboração própria, 2015. 
A partir dos resultados sistematizados em gráficos, observa-se que 92% dos 
estabelecimentos entrevistados são de administração familiar e 68% dos 
estabelecimentos funcionam há mais de 10 anos. 
47Muitos estabelecimentos comerciais estavam fechados na data da pesquisa e/ou sem disponibilidade do 
representante para responder as questões. 
132 
Gráfico 7: Atendimento Bilíngue 
• SIM 
• NÃO 
Fonte: elaboração própria, 2015. 
O Gráfico 7 indica que 70% dos estabelecimentos não conseguem atender 
adequadamente turistas estrangeiros. Já os 30% que conseguem, o fazem com auxílio de 
terceiros, que possuem conhecimento de um segundo idioma. Nenhum estabelecimento 
conta com treinamento básico de idiomas para seu funcionário ou considera como pré￾requisito outro idioma além do português. 
Gráfico 8: Escolaridade dos funcionários 
• E. MÉDIO 
• E. FUNDAMENTAL 
• E. SUPERIOR 
• E.TECNICO 
Fonte: elaboração própria. 2015. 
Conforme o Gráfico 8,53,8% dos funcionários dos estabelecimentos 
entrevistados possuem formação somente até o ensino médio, o que evidencia a 
descontinuidade no estudo, seja para um curso técnico ou ensino superior. 
133 
Gráfico 9: \úmero de pessoas empregadas 
•i A2 
• 3A4 
• 5 OU MAIS 
Fonte: elaboração própria, 2015. 
O Gráfico 9 apresenta que 41,7% dos estabelecimentos entrevistados possuem de 
3 a 4 funcionários, 37,5% possuem 1 ou 2 funcionários e 20,8% possuem 5 ou mais. 
Apesar da maioria dos estabelecimentos possuir mais de 3 funcionários, grande parte 
destes são familiares trabalhando no negócio. 
Gráfico 10: Cidade de origem dos funcionários 
• SJB 
• RESENDE 
* AREIAS 
• CRUZEIRO 
• BANANAL 
• ARAPEI 
Fonte: elaboração própria, 2015. 
Dos estabelecimentos entrevistados, 69.7% dos funcionários são de São José do 
Barreiro, o que pode indicar uma preferência por contratação de moradores da própria 
cidade. 
134 
6. ESTUDO DE DEMANDA DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO BARREIRO 
Segundo Mathieson e Wall (1982 apud OMT, 2001, p53), demanda turística, é "o 
número total de pessoas que viajam ou desejam viajar para desfrutar das comodidades 
turísticas e dos serviços em lugares diferentes daquele de trabalho e de residência 
habitual". 
A demanda turística não corresponde somente ao turista que de fato realiza 
viagens, mas também ao que tem perfil e grande potencial para visitar determinado 
destino, porém ainda não o fez. O primeiro tipo de turista se insere no grupo de 
demanda turística real e o segundo, no grupo de demanda turística potencial. Assim, a 
demanda é parte integrante de um sistema onde diversas variáveis estão conectadas e, 
para entendê-la, é importante analisar e estudar suas características, complexidade e os 
fatores que a influenciam, de modo a traçar seu perfil e subsidiar planos e metas para 
qualificar seu entendimento e melhor estruturar o destino. 
Segundo o termo de referência para elaboração dos Planos de Desenvolvimento 
Integrados do Turismo Sustentável 48 , "A análise da demanda é necessária para, 
reconhecendo o perfil do turista que visita o destino, sinalizar a formatação da oferta 
turística 'lato sensu', de acordo com suas expectativas e necessidades". 
Para identificar o perfil de turistas de São José do Barreiro e o Parque da Sena 
da Bocaina, foi necessário utilizar diferentes variáveis como: quem visita; de onde vêm; 
como utilizam a infraestrutura local; o que os motiva; qual imagem têm do Vale e 
hábitos de consumo, para orientar um plano de ações que minimize fraquezas e ameaças 
e otimize forças e oportunidades. 
6.1. Método de Pesquisa 
O método de pesquisa utilizado para o estudo da demanda turística de São José 
do Barreiro envolveu a aplicação de questionários (Anexos 1 e 2) e realização de 
entrevistas com representantes de estabelecimentos 41 locais e turistas em visita à cidade. 
O termo de referência para elaboração de Planos Integrados de Desenvolvimento Integrados do 
Turismo Sustentável foi elaborado pelo Banco do Nordeste, visando servir de base para a criação de 
Planos de Turismo de forma sustentável e foi uma das referências para este trabalho. 
49Por estabelecimentos, entende-se: meios de hospedagem, alimentos e bebidas e comércios como 
farmácias, lojas de artesanato e souvenires. 
135 
Os representantes dos estabelecimentos foram convidados a responder perguntas sobre 
sua demanda através da plataforma Google (Formulários Google) e também 
presencialrnente,por meio de visitas técnicas. No total, foram aplicados trinta e nove 
questionários, oito através da Plataforma Google e trinta e um de forma presencial, 
durante pesquisa de campo realizada nos dias 22,23,24 e 25 de outubro de 2015. 
O questionário direcionado aos turistas teve aplicação presencial, durante o 
mesmo período (outubro/2015) e também ao longo dos meses de novembro de 2015 a 
fevereiro de 2016, através dos próprios estabelecimentos de São José do Barreiro 50, 
visando diversificar a amostra e distribuí-Ia no tempo, totalizando 75 questionários 
respondidos. 
Entre os meses de novembro de 2015 à fevereiro de 2016 , foram entrevistados 
representantes de estabelecimentos e turistas em visita ao centro da cidade, ao Bairro do 
Formoso e no acesso ao Parque Nacional da Serra da Bocaina 
Além dos dois questionários elaborados para este estudo de demanda, foram 
consultados o Plano Diretor de Turismo realizado pela Tié Incentivos Consultoria em 
Turismo 51 e dados coletados por funcionários da Prefeitura de São José do Barreiro no 
portal que dá acesso à cidade a partir do estado de São Pauto 52. 
Através dos dados consultados, foi possível obter maior base para conhecimento 
da demanda local e para comparação de resultados, apresentando diferentes tipos de 
turistas conforme os dias de aplicação dos questionários, tomando a pesquisa mais 
aprofundada e diversificada. 
50 Os questionários foram enviados através dos Correios para estabelecimentos locais, para que seus 
representantes entrevistassem os turistas que visitavam a cidade. Ao fim do período de aplicação, foram 
enviados de volta à São Paulo para a tabulação juntamente comes aplicados presencialmente. 
SI Os dados coletados pela consultoria abrangeram apenas no perímetro urbano da cidade, como a Praça 
da Matriz e o Centro, os bairros Vila Mariana, Formoso, Balneário Agua Santa e Vila Santana, durante os 
períodos de 14 a 22 de novembro de 2014, 30 de dezembro de 2014 e 03 de janeiro de 2015,20 e 21 de 
janeiro de 2015 e 18 e 19 de julho de 2015, datas que coincidem com feriados nacionais e festas locais, 
totalizando 60 questionários aplicados à turistas. 
52 Os questionários aplicados no portal da cidade por funcionários da prefeitura foram baseados nos 
feriados de 02 a 04 de abril de 2015, 18 21 de abril de 2015,01 a 03 de maio de 2015,04 a 07 de junho 
de 2015,05 a 07 de setembro de 2015 e 31 de outubro a 02 de novembro de 2015, aplicados através de 
questionário pré elaborado (Anexo 3) aos turistas adentrando a cidade por carro, totalizando 5.386 
pessoas entrevistadas. 
136 
6.2. Análise dos dados levantados 
Ao analisar os dados levantados através da pesquisa de demanda, identificou-se 
que a presença de turistas na cidade é maior em feriados e aos finais de semana. 
Foi possível verificar também que o perfil do turista da cidade é bastante 
variado, há aqueles que são atraídos pela gama de atrativos naturais oferecidos dentro do 
Parque Nacional da Serra da Bocaina, aqueles que a visitam atraídos pela história local e 
aqueles que estão somente de passagem e não chegam a se hospedar na cidade, mais 
comuns em feriados e datas específicas. Os gráficos abaixo se referem à pesquisa 
realizada neste estudo. 
Gráfico 11: Análise da idade dos turistas 
• até 19 anos 
•20 a29 anos 
• 38 a 39 anos 
• 40 a 49 anos 
• 50 a 59 anos 
• 60 anos ou 
mais 
Fonte: elaboração própria, 2016. 
Conforme o Gráfico 11, os dados indicam que 36% dos turistas que visitam o município 
têm entre 30 e 39 anos, seguido pela faixa entre 50 e 59 anos que representa 24% dos 
entrevistados. Ou seja, cerca de 75% dos respondentes estão na faixa etária entre 30 e 59 
anos. Segundo valores obtidos pela Consultoria Tié Sangue, não há tanta relevância do 
público entre 30-39 anos (apenas 10% dos respondentes), o que pode ser explicado pelo 
fato do questionário aplicado pela Consultoria não ter contemplado as regiões da Serra 
da Bocaina, que atrai turistas do segmento de turismo de aventura e ecoturismo, além do 
perfil de casais mais jovens que procuram a hospedagem da Serra. 
137 
6.2.1. Análise de gênero e estado civil dos turistas 
Gráfico 13: Estado civil dos turistas 
Gráfico 12: Gênero dos turistas 
• Feminino 
À' Masculino 
Solteiro 
Casado 
Divorciado 
Fonte: elaboração própria, 2016. 
Podemos observar que a maioria dos turistas entrevistados que frequentam a 
cidade (62%) são homens, enquanto apenas 38% são mulheres, além disso, a maioria 
das pessoas entrevistadas é casada (68%), seguidos pelos solteiros (25%) e divorciados 
(7%). 
6.2.2. Análise da escolaridade e da renda dos turistas 
Gráfico 14: Escolaridade dos turistas 
• Ensino fundamental incompleto 
• Ensino íundarnental completo 
• Ensino médio incompleto 
• Ensino médio completo 
• Ensina superior incompleto 
• Ensino superior completo 
Fonte: elaboração própria, 2016. 
Na análise do quesito escolaridade, o estudo evidencia que 66% dos turistas 
pesquisados possuem ensino superior completo. Embora a pesquisa realizada pelos 
consultores da Tié Sangue tenham identificado que 53% dos turistas por eles 
pesquisados possuem ensino médio completo, cerca de 30% são mais graduados, o que 
reforça o peso do público com escolaridade mais alta na cidade. 
138 
SÃO PAULO 
RIO DE JANEIRO 
GUARATNGUETA 
VOLTA REDONDA 
RESENDE 
SÃO JOSÉ DOS CAMPOS 
CRUZEIRO 
NITEROI 
NOVA IGUACU 
SALVADOR 
ANGRA DOS REIS 
TAUBATË 
PORTO ALEGRE 
FRANCA 
BARRA MANSA 
LORENA 
ELUMEtAL 
JAGUAR1UNA 
SILVEIRAS 
0% 15% 23% 30% 
. RJ 
SP 
BA 
sc 
•RS 
Gráfico 15: Rendados turistas 
* De R$ 851 a R$ 2.000 
* De R$ 2.001 a R$ 4.000 
• De R 4.001 a R$ 7.000 
• De R$ 7.001 a R 10.000 
• Mais de R$ 10.000 
Fonte: elaboração própria, 2016. 
No que se refere à renda, observa-se que mais de 75% dos respondentes tem 
renda superior à R$ 4.000, tendo aproximadamente um terço deste percentual (24,3%) 
com mais de R$ 10.000 por mês. Neste aspecto, há enorme discrepância entre os dados 
apresentados neste estudo e aqueles obtidos pela Consultoria Tié Sangue, que 
evidenciou um perfil de público de renda mais baixa, em tomo de 2 a 3 salários 
mínimos53 . 
6.2.3. Análise da cidade, região e estado de origem dos turistas 
Gráfico 16: Cidade de origem dos turistas Gráfico 17: Estado de origem dos turistas 
Fonte: elaboração própria, 2016. 
Ao caracterizar suas faixas de resposta através de salários mínimos, o resultado da análise do estudo é 
impreciso, uma vez que o valor é atualizado ano a ano e pode variar de um estado para outro. Além disso, 
as categorias "estudante" e "aposentado", que juntas somam lis de todo percentual, não indicam se há 
renda e qual seu valor. 
139 
Gráfico 18: Região de origem dos turistas 
• Vale do Paraíba (SP) 
• Vale do Paraíba (RJ) 
• São Paulo Capital) 
Rio de Janeiro 
(Capital) 
• Outras Cidades em SP 
• Outras Cidades em RJ 
• Outros estados 
brasileiros 
Fonte: elaboração própria, 2016. 
O principal polo emissor de turistas com destino à São José do Barreiro é São 
Paulo, seguido pelo estado do Rio de Janeiro. Nestes estados, as cidades com maior 
emissão de turistas são suas capitais, São Paulo e Rio de Janeiro, com 28% e 21%, 
respectivamente. Além disso, há grande destaque para as cidades da região do próprio 
Vale do Paraíba. 
6.2.4. Análise do principal meio de transporte utilizado pelos turistas 
Gráfico 19: Principal meio de transporte utilizado pelos turistas 
• Carro 
• &viào 
• Motocicleta 
Outros 
Fonte: elaboração própria, 2016. 
Por principal meio de transporte utilizado, entende-se o meio de transporte que o 
turista passou mais tempo para chegar ao destino, tendo destaque para a utilização de 
carro, com 90,5% das respostas. 
140 
6.2.5. Análise do Tempo de permanência do turista em São José do Barreiro 
Gráfico 20: Tempo de permanência do turista em São José do Barreiro 
• Menos de 24h 
• 1 a 3dias 
• 
Z 6 ou mais dias 
Fonte: elaboração própria. 2016. 
As informações de tempo de permanência na cidade evidenciam que os turistas 
tendem a ficar em torno de 1 a 3 dias na cidade, 59,5% do total de pesquisados, seguidos 
por aqueles que ficam menos de 24h (23%), reforçando as informações fornecidas por 
funcionários de estabelecimentos visitados no trabalho de campo realizado em outubro 
de 2015, de que muitos turistas vêm à cidade apenas aos finais de semana e muitas 
vezes não pernoitam. 
6.2.6. Avaliação dos meios de hospedagem por turistas hospedados 
Gráfico 21: Avaliação dos meios de hospedagem por turistas hospedados 
80% 
60% 
40% 
20% 
0% 
- ótimo 
- Muito Bom 
Bom 
Regular 
- Péssimo 
Atendimento Estrutura risica Limpeza Localizaçào 
Fonte: elaboração própria, 2016. 
141 
Foram avaliados 12 estabelecimentos 54 do ramo de hospedagem em quatro 
critérios: atendimento, estrutura física, limpeza e localização. O atendimento é o quesito 
com melhores avaliações, apresentando 69% de respostas como "ótimo". Em seguida, 
destaca-se a localização dos meios de hospedagem, com a categoria "bom" com menor 
escala de voto, não apresentando nenhuma opinião com "regular" ou "péssimo". Em 
terceiro lugar. está a "estrutura física" das hospedagens, com as categorias "muito bom" 
e "bom" somando 62% das respostas. Em quarto lugar, está a limpeza dos 
estabelecimentos, com grande destaque para a categoria "ótimo", porém com o maior 
índice de "regular" entre os quatro quesitos. 
6.2.7. Análise: Como os turistas ficaram sabendo São José do Barreiro 
Gráfico 22: Como os turistas ficaram São José do Barreiro 
íb Amigos 'parentes que já visitaram anterlormenle 
li Amigos 'parentes que residem/ 
já residiram na cidade 
$ internet 
Televisão 
• Outros 
Fonte: elaboração própria, 2016. 
Gráfico 23: Internet 
• Trip Advisor 
• Viaje Na Viagem 
Macanip e outros 
Sues de camping 
• Airbnb 
• Booking Com 
No sabe não 
lembra qual sitC 
• Facebook 
• Google 
Gráfico 24: Meios alternativos 
• Panfleto 
• Guia Quatro Rodas 
• Trabalho 
• Não Lembra 
• Grupo De Trekking Em 
Volta Redonda 
Rodovia Dos Tropeiros 
Fonte: elaboração própria, 2016 
4Pousada Encanto da Bocaina, Pousada Campos da Bocaina, Pousada Lageado, Pousada Guimarães, 
Pousada Dona Esmeralda, Hotel Porto da Bocaina, Pousada Dona Maria, Pousada do Formoso, Casa do 
Lago, Pousada do Lobo, Estância Real e Fazenda São Benedito 
142 
Cerca de 65% dos visitantes conheceram São José do Barreiro por meio de 
amigos e parentes que já visitaram ou residiram/residem na cidade. Além destes, 22% 
das pessoas "descobriram" o destino por meio da internet usando como principal 
ferramenta o Google. A Rodovia dos Tropeiros foi o principal instrumento de 
conhecimento dos turistas que marcaram a opção outros, que representa 10% do total. 
6.2.8. Análise: Turistas de primeira viagem ou que já visitaram a cidade 
anteriormente 
Gráfico 25: Visita dos turistas à cidade Gráfico 26: Número de visitas 
• Sim 
• Não 
• 1 vez 
• 2 a 4 vezes 
Mais de 4 
Vezes 
Fonte: elaboração própria, 2016 
Segundo o Gráfico 25, mais da metade dos entrevistados (55%), já esteve na 
cidade anteriormente, sendo que 50% deste número já esteve em São José do Barreiro 
mais do que quatro vezes. Independente da razão, a maioria dos turistas que visitam a 
cidade, acaba voltando pelo menos uma vez. 
6.2.9. Análise da Imagem de São José do Barreiro à turistas de primeira viagem 
antes de chegarem à cidade 
Gráfico 27: Imagem de São José do Barreiro aos turistas de primeira viagem antes de chegarem à cidade 
• Produros Típicos 
• Hospitalidade 
• Paisagens 
bonitas 
• História 
• Natureza 
• Tranquilidade 
143 
Fonte: elaboração própria, 2016 
A maior busca dos turistas é por tranquilidade e natureza (63,1%), seguido por 
história, paisagens bonitas e hospitalidade, com 10,5% cada. 
6.2.10. Análise das Expectativas dos turistas de primeira viagem depois de 
chegarem à cidade 
Gráfico 28: Expectativas dos turistas de primeira viagem depois de chegarem à cidade 
• Expectativas 
superadas 
Expectativas 
atendidas 
• Expectativas 
parcialmente 
atendidas 
• Expectativas 
não atendidas 
Fonte: elaboração própria, 2016. 
Observa-se que a maioria dos respondentes (52,2%) tiveram suas expectativas 
atendidas, seguidos por aqueles com suas expectativas superadas, 30,4%. 
6.2.11. Críticas apontadas pelos turistas com expectativas não atendidas 
Gráfico 29: Críticas apontadas pelos turistas com expectativas não atendidas 
Faltam restaurantes 
• 
,.. 
Esperavam acesso aos casarões coloniais 
Esperavam mais produtos típicos 
0.5 1 
Fonte: elaboração própria, 2016 
Três turistas ao responderem os questionários, apontaram críticas em relação às 
suas expectativas sobre São José do Barreiro, são elas: falta de restaurantes, falta de 
acesso aos casarões coloniais e poucas opções de produtos típicos. Esta análise (apesar 
144 
de apresentar baixo número de respostas) junto com a análise das expectativas dos 
turistas de primeira viagem depois de chegarem à cidade demonstram o potencial atual 
que existe na cidade e também quais pontos precisam ser melhorados. 
6.2.12. Com quem os turistas viajam à São José do Barreiro 
Gráfico 30: Com quem os turistas viajam à São José do Barreiro 
* Família 
j#Amigos 
Parceiroa 
) 
Fonte: elaboração própria, 2016. 
Segundo o estudo, 37,5% dos turistas viajam com sua família, seguidos por 
viagem com amigos (29,2%), com seus parceiros (as) (23,6%) e, em último lugar, 
sozinhos (as), com 9,7%. 
6.2.13. Motivação de viagem dos turistas à São José do Barreiro 
Gráfico 32: Motivação de viagem dos turistas à São Gráfico 31: Detalhamento do "Outros' 
José do Barreiro 
• Lazer 3% 
• Trabalho 
Outro 
2% 
0% 
Fonte: elaboração própria. 2016. 
0 
Destrc Pet 
Fi en, 
145 
A maior motivação dos turistas é predominantemente por lazer, com 89% das 
respostas, seguida de trabalho, com 7%, e outros com 4%. Este último inclui descanso, 
destino Pet Friendly e visita familiar, com a mesma porcentagem. Nenhum dos turistas 
entrevistados utilizou os serviços de uma agência de receptivo para realizar a viagem à 
cidade. 
6.2.14. Análise da Divulgação de São José do Barreiro aos turistas x apoio da 
prefeitura aos estabelecimentos 
Gráfico 34: Divulgação de São José do Gráfico 33: Apoio da prefeitura aos 
Barreiro aos turistas estabelecimentos 
• Ouç3o 
• Manutenção 
• Pro3eo São José do Barreiro com 
vocé 
• Refcrn,s de esra das e rodo,as 
Fonte: elaboração própria, 2016. 
O gráfico evidencia que 70% dos turistas não notaram ação de divulgação da 
cidade ao procurar pelo destino, enquanto apenas 30% disseram ter notado. O Gráfico 
33 representa as respostas dadas pelos representantes dos estabelecimentos pesquisados, 
enquanto o Gráfico 32 indica respostas de visitantes. Segundo os funcionários 
entrevistados, 50% acreditam que o maior auxílio da prefeitura seja colaboração com a 
divulgação dos estabelecimentos, embora não corresponda às expectativas dos turistas. 
146 
Parque Nacional da Serra da Bocaina 
Igreja Matriz 
Outros 
EscadarialCemitério dos Escravos -2 
Fazenda da Barra -20% 
Trilha do Ouro (PNSB) 18% 
Fazenda São Benedito —17% 
Hotel Fazenda e Restaurante Clube dos 200 - 
Casa de Pedra J 1E% 
Pico do Tira Chapéu (PNSB) 
Igreja de Sant'Ana 13% 
Câmara Municipal 13% 
Cachoeira das Posses (PNSB) —11% 
Fazenda São Francisco 10% 
Ainda não visitou nenhum atrativo —10% 
Cachoeira do Veado (PNSB) 8% 
Fazenda Catadupa —8% 
Estação Ferroviária 8% 
Pedra do Frade PNSB) 7% 
Terralinda Atelier - 7% 
Cine Teatro São José 
0% 15% 
58% 
30% 45% 30% 
6.2.15. Atrativos com maior visitação dos turistas 
Gráfico 35: Atrativos com maior visitação dos turistas 
Fonte: elaboração própria, 2016. 
Nota-se que mais da metade dos entrevistados, 58%, visitou o Parque Nacional 
Serra da Bocaina, e 48% dos turistas visitou a Igreja Matriz, que localiza-se no centro da 
cidade. Observa-se uma relação com os dados obtidos no Gráfico 27 (Imagem de São 
José do Barreiro aos turistas de primeira viagem antes de chegarem à cidade), pois nos 
lugares mais visitados é possível encontrar tanto tranquilidade quanto natureza e 
história, tópicos que os visitantes de São José do Barreiro esperavam encontrar ao visitar 
a cidade. 
147 
8% 
8% 
5% 8% 10% 
Gráfico 36: Detalhamento do "Outros" 
Represa do Funil 
Formoso 
Templo Budista 
Casa do Artesão 
Reserva Natural da Pedra Redonda 
Rampa de Voo Livre 
Cachoeira da rviata 
Rancho 
Pico da Bacia 
Cachoeira da Usina 
Cachoeira Paredão 
Cachoeirão 
Bananal 
Fonte: elaboração própria. 2016. 
Dos entrevistados, 28% selecionaram a opção "outros" na pergunta sobre 
atrativos visitados, os quais citaram a Reserva Natural da Pedra Redonda e o 
Cachoeirão, aderentes ao segmento de ecoturismo, reforçando o Parque Nacional da 
Serra da Bocaina como principal atrativo. 
6.2.16 Motivo pelo qual os turistas escolheram São José do Barreiro 
Gráfico 38: Motivo pelo qual os turistas escolheram São José do 
Barreiro 
Natureza 
Amigos 
PSNB 1% 
FamIIa 
Tranquilidade . 
Culinana caseira 
Historia -. 
PetFnendly 
Bananal 
Localização —2% 
Rodovia dos Tropeiros 
Atrativos Turísticos —2% 
Carnaval 
Cachoeiras 
0% 5% 10% 15% 20% 
Gráfico 37: Considerou outro destino? 
• No 
• Visconde de 
Maua 
• Petropohs 
• Itamonte 
Fonte: elaboração própria, 2016. 
Grande parte dos motivos de escolha pela cidade está relacionada à visita de 
familiares e amigos ou à busca de natureza e tranquilidade. Podemos notar que tais 
pontos são importantes na tomada de decisão, totalizando 46% da escolha dos visitantes. 
148 
A cidade também foi considerada primeira opção para 72% dos entrevistados, sendo 
Visconde de Mauá como segunda opção de 14% deles. 
6.2.17. Intenção de retorno à São José do Sarreiro por turistas de primeira viagem 
à cidade 
Gráfico 39: Intenção de retorno à São José do Barreiro por turistas de primeira 
viagem à cidade 
Sin 
Fonte: elaboração própria, 2016. 
Unanimemente, 100% dos turistas que estão na cidade pela primeira vez 
pretende retornar no futuro, resultado muito expressivo, demonstrando o potencial da 
cidade em transmitir uma boa imagem a ponto de reter os turistas. 
6.2.18. Percepção de alterações na estrutura turística pelos turistas que já 
visitaram a cidade anteriormente 
Gráfico 40: Percepção de alterações na estrutura turística Gráfico 41: Percepção positiva ou negativa 
pelos turistas que já visitaram a cidade anteriormente 
Nc 
• Positiva 
• Negativa 
Fonte: elaboração própria, 2016. 
149 
38 
- ótimo 
Muito Bom 
Bom 
Regular 
- Péssimo 
O 2) 30 40 
A maioria dos entrevistados, 60,5%, não notou diferença na estrutura turística da 
cidade desde sua última visita. Já 40% deles, não só notaram diferença, como também 
afirmaram que a mesma foi positiva (em 90% dos casos). 
6.2.19. Avaliação da cidade de São José do Barreiro por turistas (em número de 
respostas apresentadas) 
Gráfico 42: Avaliação da cidade de São José do Barreiro por turistas (em 
número de respostas apresentadas) 
Hospedagem 
Transporte 
Dwutgaco 
Hospitalidade 
Atrativos 
mi. turística 
Fonte: elaboração própria, 2016. 
Os visitantes avaliaram o município de São José do Barreiro em seis aspectos, 
considerados de grande importância para o turismo: hospedagem, transporte, 
divulgação, hospitalidade, atrativos turísticos e infraestrutura turística da cidade. A 
hospedagem foi considerada ótima por 57% dos entrevistados. Diferentemente da 
hospedagem, o transporte mostrou resultados mais próximos e indica uma discrepância 
de opinião dos visitantes. A divulgação da cidade foi o único aspecto no qual o resultado 
foi majoritariamente negativo, considerado regular por 33% dos turistas. No quesito 
hospitalidade, a opinião dos pesquisados foi positiva, sendo considerado ótimo por 67% 
deles. Os atrativos foram bem avaliados, enquanto a infraestrutura ainda deixa a desejar. 
150 
6.2.20. Hábitos de consumo dos turistas em São José do Barreiro (em %) 
Gráfico 43: Hábitos de consumo dos turistas em São José do 
Barreiro (em %) 
80% 
40% 
20% 
0% 
Hospedagem Transporte Alimentação Atrativos Compras 
Nulo R$ 1-100 = R 101-200 RS 201-400 M Mais de R$ 400 
Fonte: elaboração própria, 2016. 
Nesta pesquisa é possível mapear com maior precisão onde os turistas gastam na 
cidade. Para a análise, foram divididos 5 serviços: hospedagem, transporte, alimentação, 
atrativos e compras. Na hospedagem (valor referente a uma diária), a maior parte, 33%, 
gastou de R$ 101 a 200, no transporte 36% gastaram entre R$ 1 a 100. Já na 
alimentação, tivemos um maior equilíbrio, com 35% gastando até R$ 100 e 33% 
gastando de R$ 201 a 400. Já em atrativos, por possuir muitos bens livres, 65% 
afirmaram não ter tido nenhum gasto para visitação. Por último, as compras durante a 
viagem mostraram que a maioria não gastou nada (39%), mas que 35% e 24% gastaram 
entre R$ 1 a 100 e R$ 101 a 200, respectivamente. 
Os elementos turísticos primários de um país, que constituem sua oferta original, são "benslivres" e, 
mais particularmente, no que concerne ao patrimônio turístico, são atrativos que provêm quer da natureza 
quer dos legados histórico-culturais. Se são considerados oferta econômica oubens econômicos, é apenas 
porque os turistas estão dispostos a dispender tempo e dinheiro parachegar até eles. (BEM, 2002) 
151 
6.2.21. Gasto total dos turistas durante a viagem à São José do Barreiro (em %) 
Gráfico 44: Gasto total dos turistas durante a viagem à São 
José do Barreiro (em %) 
60% 
-:0% 
20% 
0% 
Hospadagern Transporte -hrnentaco Atrativos Compras 
Nulo 
R$ 1.100 
R$ 101-200 
R$ 201-400 
- Mais de R$ 400 
Fonte: elaboração própria, 2016. 
O gráfico de gastos totais teve um resultado equilibrado entre as opções: a maior 
faixa ficou entre R$ 501 a 800, com 27% do total de turistas, seguidos de R$ 801 a 1200 
reais, com 20% do total e com 19% que não tiveram gastos. Independente da diferença 
socioeconômica de visitantes é importante considerar os diferentes perfis no processo do 
planejamento turístico de São José do Barreiro. 
6.3. Análise de perfis de turistas 
Através do cruzamento de dados obtidos na pesquisa, foram traçados 3 perfis 
de acordo com o gasto total estimado informado pelos turistas, O Perfil 1 se refere 
aqueles que gastaram de R$ 801 à R$1200 ou mais de R$ 1200, o Perfil 2 de R$501 a 
R$ 800 e o Perfil 3 de R$l até R$ 500 (não foram considerados os que não responderam 
ou afirmaram não ter tido gasto nenhum na viagem). 
Durante o trabalho de campo (nas oficinas e entrevistas), constatou-se que uma 
parte da população tem uma imagem negativa dos turistas que ficam menos de 24h na 
cidade, por acreditar que não movimentam a economia local. Portanto, um quarto perfil 
foi traçado, denominado Perfil Z, referindo-se apenas aos turistas que afirmaram 
permanecer menos de 24h em São José do Barreiro. O delimitador nesse caso, 
diferentemente dos três outros perfis, foi o tempo de permanência e não o gasto. 
152 
6.3.1. Perfil 1 - Gastos de RS 801 até RS1200 (ou mais) 
6.3.1.1 Idade 
Gráfico 45: Idade dos turistas do perfil de gastos 1 
• até 19 anos 
• 20a29 anos 
• 30 a 39 anos 
• 40 a 49 anos 
• 50 a 59 anos 
Fonte: elaboração própria, 2016. 
Apesar de o gráfico ser razoavelmente bem distribuído, a maioria dos 
entrevistados desse perfil tem idade entre 20 e 29 anos (35%). Este número fica ainda 
mais expressivo quando comparamos a percentagem que essa faixa de idade representa 
no universo total de questionários (14%). 
6.3.1.2 Escolaridade 
Gráfico 46: Escolaridade dos turistas do perfil de gastos 1 
• Ensino Méco Completo 
• Ensino Superior Incompleto 
• Ensino Superior completo 
Fonte: elaboração própria, 2016. 
O nível de escolaridade para esse perfil é bem alto, se somarmos Completo e 
Incompleto, temos 82% dos entrevistados no Ensino Superior. 
153 
6.3.1.3 Renda 
Gráfico 47: Renda dos turistas do perfil de gastos 1 
• Não Respondeu 
• De R$ 4.001 a R$ 7.000 
• De R57.001 a R$ 10.000 
• Mais de R$ 10,000 
Fonte: elaboração própria, 2016. 
Nesse perfil, todos os entrevistados afirmam ter renda familiar maior que 
R$4000 mensais e 35% afirmou ter renda de mais de R$10 000 mensais. 
6.3.1.4 Origem 
Gráfico 48: Origem dos turistas do perfil de gastos 1 
• Vale do Paraíba (SP) 
• São Paulo (Capital) 
• Rio de Janeiro (Capital) 
• Outras Cidades em RJ 
Fonte: elaboração própria, 2016. 
A maioria dos turistas deste perfil vem de São Paulo - Capital (35%) e Rio de Janeiro - 
Capital (29%). 
154 
6.3.1.5 Tempo de Permanência 
Gráfico 49: Tempo de permanência dos turistas do perfil de gastos 1 
• 1 a 3 dias 
• 4 a 5 dias 
• 6 ou mais dias 
Fonte: elaboração própria. 2016. 
A maioria dos visitantes (7 1%) fica de 1 a 3 dias, nenhum dos entrevistados 
nesse perfil de gasto ficou menos de 24h. 
6.3.1.6 Hospedagem 
Gráfico 50: Hospedagem utilizada pelos turistas do perfil de gastos 1 
• Hotel/Pousada 
• Camping 
• Casa de parentes/amigos 
• Casa alugada 
Fonte: elaboração própria. 2016. 
71% dos entrevistados se hospedou em Hotel/Pousada. 
155 
6.3.2. Perfil 2 - Gastos de RS50I a RS800 
6.3.2.1 Idade 
Gráfico 51: Idade dos turistas do perfil de gastos 2 
• Não Respondeu 
* 20a29 anos 
• 30 a 39 anos 
• 40 a 49 anos 
• 50a59 anos 
Fonte: elaboração própria. 2016. 
A maioria dos entrevistados desse perfil tem entre 30 e 39 anos (35%) e entre 40 
e 49 anos (25%). 
6.3.2.2 Escolaridade 
Gráfico 52: Escolaridade dos turistas do perfil de gastos 2 
• Ensino médio completo 
• Ensino superior incompleto 
• Ensino superior completo 
Fonte: elaboração própria. 2016. 
Aqui também há um alto nível de escolaridade. Temos 80% no Ensino Superior 
(somando completo e incompleto). 
156 
6.3.2.3 Renda 
Gráfico 53: Renda dos turistas do perfil de gastos 2 
• Não respondeu 
• De R$ 851 a R$ 2.000 
• De R$ 2.001 a R$ 4.000 
• De R$ 4.001 a R$ 7.000 
De R$ 7.001 a R$ 10.000 
• Mais de RS 10.000 
Fonte: elaboração própria. 2016. 
A maior parte (50%) tem renda entre R$4.001 e R$7.000 reais mensais. 
6.3.2.4 Origem 
Gráfico 54: Origem dos turistas do perfil de gastos 2 
• Vale do Paraíba (SP) 
• Vale do Paraíba (Ri) 
• São Paulo (Capital) 
• Rio de Janeiro (Capital) 
• Outras Cidades em SP 
• Outras Cidades em RJ 
Fonte: elaboração própria, 2016. 
32% dos entrevistados nessa faixa de gasto são de São Paulo Capital e 26% da 
parte paulista do Vale do Paraíba. 
157 
6.3.2.5 Tempo de Permanência 
Gráfico 55: Tempo de permanência dos turistas do perfil de gastos 2 
• Ia 3 dias 
• 4 a 5 dias 
• 6 ou mais dias 
Fonte: elaboração própria. 2016. 
A grande maioria (85%) ficou de 1 a 3 dias. Nenhum dos entrevistados nesse 
perfil de gasto permaneceu menos de 24 horas. 
6.3.2.6 Hospedagem 
Gráfico 56: Hospedagem utilizada pelos turistas do perfil de gastos 2 
• HoteLlPousada 
• Casa de parentesiamigos 
Fonte: elaboração própria. 2016. 
Quase todos (95%) os entrevistados dessa faixa se hospedaram em Hotel! 
Pousada. 
158 
6.3.3. Perfil 3 - Até R$500 
6.3.3.1 Idade 
Gráfico 57: Idade dos turistas do perfil de gastos 3 
• até 19 anos 
• 20 a 29 anos 
• sO a 39 anos 
• 40 a 49 anos 
• Soa 59 anos 
• 60 anos ou mais 
Fonte: elaboração própria, 2016. 
Nessa faixa de gasto, quase metade dos entrevistados, (48%) tinham entre 30 e 
39 anos. 
6.3.3.2 Escolaridade 
Gráfico 58: Escolaridade dos turistas do perfil de gastos 3 
• Ensino fundamental incompleto 
Ensino médio incompleta 
• Ensino médio completo 
• Ensino superior incompleto 
• Ensino superior completo 
Fonte: elaboração própria. 2016. 
Neste perfil de gasto, o nível de escolaridade é mais diversificado. Nos dois 
primeiros perfis, todos os entrevistados tinham no mínimo Ensino Médio completo. 
Neste perfil aparecem pessoas com Ensino Médio Incompleto e Ensino Fundamental, 
mesmo que em pequenas percentagens. A proporção de pessoas com Ensino Superior 
159 
Completo foi menor para o Perfil 3 com 65%, se compararmos com os Perfis 1 e 2 
(aproximadamente 75%). 
6.3.3.3 Renda 
Gráfico 59: Renda dos turistas do perfil de gastos 3 
• De R$ 851 a R$ 2.000 
• De R$ 2.001 a R$ 4000 
• De R$ 4.001 a R$ 7 000 
• De R$ 7.001 a R$ 10.000 
• Mais de R$ 10.000 
Fonte: elaboração própria, 2016. 
No perfil de gasto 3, as duas primeiras faixas de renda que vão até R$4.000, 
juntas somam 39% no gráfico, enquanto no Perfil 2 elas são pouco expressivas (somam 
10%), e no Perfil 1 elas não aparecem. 
6.3.3.4 Origem 
Gráfico 60: Origem dos turistas do perfil de gastos 3 
• Vale do Paraíba (SP) 
• Vale do Paraíba (RJ) 
São Paulo (Capital) 
• Rio de Janeiro (Capital) 
• Outros estados brasileiros 
Fonte: elaboração própria, 2016. 
160 
Nesse perfil, o Vale do Paraíba (somando o lado paulista e o fluminense) é a 
origem de 46%, quase metade dos visitantes. 
6.3.3.5. Tempo de Permanência 
Gráfico 61: Tempo de permanência dos turistas do perfil de gastos 3 
• Menos de 24h 
• Ia 3 dias 
• 4 a 5 dias 
• 6 ou mais dias 
Fonte: elaboração própria, 2016. 
Nesse perfil de gasto, 43% ficaram menos de 24h na cidade, e 39% ficaram de 1 
a 3 dias. 
6.3.3.6 Hospedagem 
Gráfico 62: Hospedagem utilizada pelos turistas do perfil de gastos 3 
• Não vai se hospedar 
• Notei/Pousada 
• Casa de parentes/amigos 
Fonte: elaboração própria, 2016. 
A maior parte dos entrevistados (43%) responderam que não pretendiam se 
hospedar (a mesma proporção de pessoas que fica menos de 24h). 30% afirmaram se 
hospedar em Hotel/Pousada. 
161 
6.3.4. Perfil Z 
O Perfil Z refere-se aqueles visitantes que ficaram menos de 24h na cidade. 
Os parâmetros escolhidos têm como objetivo desmistificar a percepção negativa que os 
moradores têm desse tipo de visitante, e identificar oportunidades. 
6.3.4.1. Origem 
Gráfico 63: Origem dos turistas do perfil Z 
• Vate do Paraíba (SP) 
• Vate do Paraíba (RJ) 
• Rio de Janeiro (Capital) 
Fonte: elaboração própria. 2016. 
Nesse perfil 94% eram do próprio Vale do Paraíba. Alguns deles (em torno de 
11%) quando questionados sobre o motivo da escolha da cidade, responderam que 
estavam visitando outras cidades na Rodovia dos Tropeiros. Percebe-se que o perfil de 
visitante mais adepto a circular na região tem menos potencial de consumo. 
6.3.4.2. Gasto Total 
Gráfico 64: Gasto total dos turistas do perfil Z 
• Não tiveram gastos i Não quiseram responder 
• até RS 200 
• deRS2Ol aR$500 
Fonte: elaboração própria, 2016. 
162 
Apesar de parte da população acreditar que esse perfil de visitante não 
movimenta a economia da cidade e realmente 41% dos entrevistados afirmar não ter 
gastos ou não querer responder, vale destacar que, a maioria (47%) tem gastos de até 
R$200 e 12% afirmaram ter gastos de R$200 a R$500 reais na viagem. 
6.3.4.3. Hábitos de consumo 
Gráfico 65: Hábitos de consumo do perfil Z 
15% 
Transporte Alimentação Atrativos Compras 
R$i-iOO = R$ 101-200 
Fonte: elaboração própria, 2016. 
Entre aqueles que ficaram menos de 24 horas na cidade, mas tiveram algum tipo 
de gasto, 40% afirmaram gastar com transporte e 80% com alimentação. Nenhum 
afirmou gastar com passeios ou compras. Estes dados podem subsidiar ações que visem 
ampliar gasto e permanência desse visitante. 
6.4. Estudos Complementares 
6.4.1. Perfil do turista do Estado de São Paulo 
De acordo com o Estudo de Turismo do Estado de São Paulo 2011-2012, 
realizado através da parceria entre a Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo, a 
Empresa Paulista de Turismo e Eventos (CPETUR) e a Fundação para o 
Desenvolvimento das Artes e Comunicação (Fundac), o perfil do turista que visita o 
estado é composto em sua maioria por homens paulistas com idade entre 35 e 50 anos, 
com ensino superior completo e com renda familiar média de R$ 5.650,00. 
163 
A principal motivação da viagem é visitar família e amigos (35,5%), seguido por 
lazer (28,6%). Os viajantes de lazer têm como fim primário da viagem destinos de sol e 
praia (26,6%), já natureza e ecoturismo - segmento importante para a cidade de São José 
do Barreiro devido ao Parque Nacional da Serra da Bocaina - encontra-se na quarta 
posição, com 9,4% da preferência do turista. 
Quanto ao meio de transporte, o carro próprio ou alugado e o ônibus de linha são 
os mais utilizados com 37,9% e 27% dos turistas, respectivamente. Já na hospedagem, o 
meio mais comum entre os viajantes é a casa de amigos e parentes (50,5%), seguido por 
hotéis e pousadas (3 1,8%). Os gastos médios diários por pessoa giram em tomo de 
R$132,70 e gastos médios totais em torno de 11$954,90. 
6.4.2 Perfil do Turista Nacional Brasileiro 
O Estudo da Demanda Turística Internacional, elaborado numa parceria do 
Ministério do Turismo com a FIPE (Fundação Instituto de Pesquisa Econômicas) é 
desenvolvido a partir de dados coletados nos principais portões de entrada de turistas do 
Brasil. Dentre os turistas que viajavam à lazer em 2013, 19% tinham como principal 
motivação "Natureza, ecoturismo ou aventura" (a segunda opção mais escolhida, depois 
de "Sol e Praia" com 65,9%). Além disso, 71,7% dos entrevistados não utilizaram 
agência de viagem e 37% tinha como principal fonte de informação a Internet. 
6.4.3. Perfil do turista Backpacker 
Outro fator importante é a demanda de turistas backpackers. Eles costumam ser 
jovens, econômicos e independentes. A ideia do viajante mochileiro tem uma relação 
muito próxima com a ideia de liberdade. No Estudo de Demanda Receptiva 
Internacional do Segmento de Turismo Backpacker (2005) foi verificado que os 
principais pontos de entrada são Rio de Janeiro (44,3%) e São Paulo (22,5%). Entre os 
aspectos melhor avaliados durante a visita, figuravam cachoeiras e diversidade natural. 
Na questão sobre "Locais do Brasil que gostaria de ter visitado, mas não 
visitou", 41,4% gostariam de ter ido à Floresta Amazônica e 18,4% citaram o Pantanal 
Mato-grossense. Os motivos de não visitarem estes locais incluíam falta de tempo e/ou 
dinheiro e distância. Nota-se que ambos são destinos de natureza. 
iL.i 
Dentre os entrevistados, 45% eram adeptos da prática de esportes de aventura e, 
assim como aparece no Estudo do MTur, também entre os Backpackers, a grande 
maioria dos viajantes (92,2%), afirmou que a viagem foi planejada por conta própria 
Percebe-se por esses dados uma demanda potencial por destinos de natureza, o 
que pode reforçar São José do Barreiro como destino deste público, favorecido por sua 
localização privilegiada entre os dois principais pontos de entrada do país (São Paulo e 
Rio de Janeiro) e com um atrativo natural relevante para o segmento, o Parque Nacional 
da Serra da Bocaina. 
6.4.4. Perfil do turista de aventura e ecoturismo do Brasil 
Baseado no "Perfil do turista de aventura e do eeoturista no Brasil", estudo 
realizado pela Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de 
Aventura (ABETA) e pelo Ministério de Turismo publicado em 2010, podemos analisar 
o turista que constitui de um dos principais segmentos do município de São José do 
Barreiro, o turismo de aventura. A amostra foi composta por pessoas entre 18 e 59 anos 
que viajaram dentro do país nos últimos 12 meses, que pagaram ou pagariam por 
alguma atividade/ interação com a natureza e eram residentes das capitais dos principais 
estados emissores: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. A 
pesquisa foi dividida em duas partes, a qualitativa e a quantitativa. 
A pesquisa qualitativa teve como amostra 45 pessoas, sendo sua maioria homens 
com idade entre 18 e 39 anos, ensino superior completo, solteiros e morando com a 
família ou sozinhos. Já a quantitativa contou com 904 entrevistados, onde a maior parte 
possuía entre 18 e 29 anos, ensino superior incompleto, solteiros e da classe social B. A 
maioria da amostra quantitativa acha melhor viajar para a região Nordeste (32%) e para 
região Sudeste (25%), além de viajar de carro (59%) e em média o faz 5 vezes ao ano. 
165 
7. ANÁLISE SWOT 
A Matriz SWOT, abreviação de forças (sírenghts), fraquezas (weaknesses), 
oportunidades (opportunities) e ameaças (threats), é realizada a partir da análise de 
fatores internos (forças e fraquezas) e externos (oportunidades e ameaças). A princípio, 
esta matriz foi utilizada em ambientes empresariais, porém, por ser bastante abrangente, 
hoje é também utilizada para a análise de destinos turísticos, tomando-se essencial a 
qualquer planejamento estratégico de sucesso. Por esse motivo, o cruzamento de 
variáveis do eixo horizontal (pontos fortes e pontos fracos) e do eixo vertical 
(oportunidades e ameaças), demonstrada na Figura 21, toma mais fácil visualizar eixos 
estratégicos para o planejamento turístico. 
1 O(app 
SO (maxi.max» 
Tirar o máximo partido dos pontos 
fortes para aproveitar ao mxrno 
as oportunidades detectadas. 
T(threats) - Ameaças 
ST (maxminI) 
Tirar o máximo partido dos 
pontos tortos para minimizar OS 
efeitos das ameaças detectadas. 
WO (mini.maxi) 
Oeserwolver as estrategas que 
minlrnIem os efeitos negativos 
dos pontos fracos e que em 
simuItâneaprovetem as 
oportunidades emergentes. 
WT (mini-mini) 
As estrategias a desenvolver 
devem minimiar ou ultrapassar 
os pontos fracas e, tanto quanto 
possível, fazer face às ameaças. 
Figura 21: Análise SWOT 
Fonte: Universidade Federal do Mato Grosso, 2011. 
As Tabelas 31 e 32 apresentam a matriz SWOT elaborada pela equipe da ECA 
USP. Primeiramente, são apontados pontos de análise interna (forças e fraquezas) e, 
logo após, pontos de análise externa (oportunidades e ameaças). Além disso, após as 
duas tabelas representando a matriz, são apresentadas explicações de cada tópico da 
SWOT. 
166 
Fabela 31: Matriz SWOT - Ambiente interno - São Jose do Barreiro 
Baixo çtuàto de vida 91 - An*lfabcliaaao funcional compromete ações de ospacitaçdo 
2 - Atzndiancnto cmer9cnciul na rock pública de saúdo cm acidentes com 2 - Pouca ofeata de transporte regular 
anunais pcçonhicnlos Precariedade dai estiadas rurais 
3 Atcndunc*lo escolar cm 100* ia pa crianças na escota pública 4.Épocas de grande fluxo ocasionam probicina de abastecimento do água 
4- Scttsirança 5 - Baixa qualiriadc de sinal do IciufaSlia na àca rural 
5 Fácil acciso rodoviário 6 - t'o ulaç6o n2o se sente resporixavel pulo bom público 
6 .Crraç3o de Rl'PN'r para pnulcgcr a niprio*a o formar aio crrncdi,r dogjc. 7- lisoponáncia das citações de O-atamento de cs8otopor faltado ixdc de coleta 
l. São José doBamm como ponto dc passagem para oPue Nacional daSerra 
da Bocaina 
para o Parque Nacri,nal da Serra da liocaina 
7- Bciccas nílurais que tornam o cenário privilegiado 
llnicioivasparcrsspukionai_o turismo 3- Atividades ilegais geram insegurança dentro do Parque Nacional da Sena da 
stoçaina 9- Acsso ~pai ao Parque Nacional da Serra da lloealna 
- - Controlo insuficicntc das '.i-r ita, no Pnrqiic Nacional da Serra da Bocaina 
III - srIIoicipcs cr,rn » octadc de se capacitar 
1 - Dcnastc do solo c tx'uco ioscitimcnto dificulta atividadas agropastons 
II - Convénio catre a prefeitura c faõoldadcs do cidades vizinhas 
i2- Aw4aicin de estudos dctalhadoc e politicas do pm(rcjto à rock hidnca 
12 (iferta divct»,lrcada dc cursos de sapacitnçào para associados o sindicato 
rural 13- Aunencia riu Planejamento sastoanalico do uno do solo 
13- Traequàüdadc. axmoulcra buoblica o hospitalidade da cidade como 14- l'oueo conliccimeoto sobro o perfil do produtor nual 
moinvaçiio turfatica - 1 i - Baixo nível de sindicalização do produtor nual 
14 - l'c»slizaçào cilratdgicu catre dois potra s-mir,orc» de lunsnso 16 - Coolruninaào da tudo hidrioa c&rolo cai função da precariedade dc» sistema 
lii aancatncnto 15 - Maioria -dos i*itniitca pretende retornar à cidade 
16- Grande quantidade rIu tonstas 'isitam a cidade oularmeutc - 17- Evanio dcjos cmi foonadon da cidade 
IS - Pouca oportunidade dc emprego local 
17- Etõecia de pesquisa de demanda no penal de coitada da cidade pulo 
19- Predomínio do trabalho informal o sa?Ottal catado de S&ça Paulo 
IS - Prz duspc.siç3o ao associalivocmo colos o cniprc.aria»Jo 20- Baixa qual»lieaçáo tccn,ca dos trabalhadores do actorti, turismo 
19- Melhoria do acesso ao Parque Nacional da Surra da Bocaina 21 - Falta de espionou dos prufirsionaii do turismo para a ccsnurncaçao cxaoma 
20 - lartoessu do ompresorindo cm desenvolver o turismo au cidade 22 - Falta de dassitgaçto da cidade 
23- Ausducia de unaesn Lurislica consolidada da cidade 
21 - Parque Nacional da Scrrra dii ltocaana nu pcefmetro dc S' 
Bm-reiro possua recursos presn 24- Utiticação predominante do mcios dc hospedagem não funnaia ,ados e pcomite uso público 
22 - Eçi-túncia de l'atcimõnro Nacional tombado pelo IPIIAN 25 - Faltada periodicidadc, sistematização ooefiabitidadc das pesquisas de 
26 - Inatividade doCOMTUR (Consilho Municipal dc Turismo) 
27- Tomadas de- dceudo centralizadas pci» prefeito 
28- Difaculdado do articulação mire os lrf-s actores» público, privado o sociedade 
29- Falta de rcoumtatividadc do »anpresariado local cm ações de 
descnvolvitncnto regional 
30- Pcipulaçdo desmotivada dcs ido à doacsrntiiiuidadc e à falta de protags-niiiluo 
ais açõca 
3 1 - Escassos c baixa qualificação lúcuicn do quadro adounistrativo 
32- Faltado indicadores para avaliar políticas públicas 
- lnscrçto de Sdo 3cm do Barreiro cm roteiros liirísticsss não consolidados 
34- Pouco aprovcitauiwnlo turístico do Pacquc Nacional da Soror da Bocaina c 
atrativos histdiico-culturaia 
.55. lsaaficdaiia riu infracainitrua dentro do Parque Nacional da Serra da llsscaa»a 
no estorno ianc-dist 
16- Pouca diversidade de oferta do aliwcetøs e bcbidaa, cspceillcatncntc de 
aaatro.ionnia regional 
37- Concentração do Receptivo Iunstieo formal no Parque Nacional da Scrta da 
tlsseatua 
38 - Imagem redoma da cidade aiS»» contempla a diversidado de atrativos 
39- Pouca oferta dc transporte regulara partir dos principais polos emissores 
00 - Falta de pbmojan»cnlo o avaliação do impacto das festas e eventos públicos 
41 - Falta dc cnvoLvimcalo e descaso com a memória c o palriw6nlr» associado a 
suacnois rio interesse, sobustiado dos jovens, cai relação as» l»nisrno aos evctitrn a 
l»isl*ia e cultura local 
12 * Acciaibilidadc aos atrativos c cpipiailcntoa turísticos é precária 
Fonte: elaborado pelos autores a partir de informações obtidas em levantamentos de dados secundários, 
visitas técnicas e oficinas colaborativas, 2015. 
167 
Tabela 32: Matriz SWOT - Ambiente externo - São José do Barreiro 
1-Criação do roteiro de atrolurisino coo turismo rural mano alternativa pare 1 - Auaàscia de estiada asfaltada atIro São José do Baireiro cResciode 
o descn' olvimento Ci..OiIOifltCO 
--Mau uso dos espaços 1siihlicin pode ~prometer a qualidade dos ali ativos 
2 - Crise econômica pode fascirecer as isgaçito dc destinos mais próximos e 3- Crise counómica pode aMara dinãnsieado meseacki de tarátim 
mais acoaivcis financeiramente 
-- 4 - Falta de piesers ação do meio anibicicto e o descuidi, com inc águas põe cio 
3 - Plano Municipal de Deseiivohimesito Rural e Sustentável (PM!)RS) oomo risco os atxatisos turislueciu naturais 
possibilidade de doscnvolvimcnto turístico cou do fortalecimento da cultura 5-A expansão urbana de Rcocndc pode ser uma anicaça para o Vale Ibstonco agropasiciril 
impactara dmãnica atual de São José do Barreiro 
4 - (AR (Cadaste unhccntal Rural) como opsetiinidadc pari SiutCHSOtIr - 6 - Impacto & crise eaonoiniscci no sutssdioa para a fonuaçio superior 
inlismcccçãcc iot,re o produtor rural 
5. Exploração itirislica das RPPN's 7-Outros destinos oferecem produto turístico similar, mas com melhor 
sdeaeslnitura turística 
6 . flís eocíficar a visita do turista que vem ccelusisamcntc ai l'arquc 
Nacional da Sena daItc,ecmíiia 8 - Risco da perder verba do DUM.- por deitar de cumprir requisitos 
------ -- ---- estabelecidos na lei Complementar 1 2sit201 5 das Fstãncias Tuosiscus 
7. Qicaliticar mcclsir ei 1oduto Lurislico Piusiur Nacional da Sena da Rocaín Éleiçécs municipais 2016 
8 - Extensão da FlE( na jdadc - lO - Falta do iransparcncia na gestão pública 
9- Pn».rmidadu de ii itucçOcn de ensino superior 
II - Riscodoimpactoatsega*ivusemfuiiçãodaausênciadccontrotcda 
Si - 
- 
l0-'sL r c-obeilUXa derItinternei ei-citação do Parque Nacional da Sena da Bocaina ciou cm fimção da 
li - Diversidade dc atratis co turísticos permite atender perfis diferenciados d faemlitnoo do acesso a outroS atrativos naturais 
12- .-mbicnic instável e desunião da comunidade pode reduzir o credibilidade 
12- Aprcweitar melhor a inserção do município cio roteiros já rxisieiitcs c legitimidade de futuros projetos 
13- Aumentar a estadia e o gasto médio doe excursionistas 13- Falta de ptilíticm públicas pura o produtor nuat se manter no casnpo 
14- Eleições municipais 2016 14-Presença de micarntin atrai tipo iiiskscjado de- turista, cm detrimento do 
realização de festas populares 
15. b.cs a Lei das estikietas e o PlanoDircior de Turinino Municipal conto 
motivadores para a qualificação do turismo local 15. Tratainetito de esgoto 
16- A .\RCC() cmiii peissis cl aniculadisia do bade cai escala regional e 
como interlocutora tio gos cmi estadual 
17- Rodovia calrc São José do Itairciro e Rcsendc pode melhorar 
circulação o acento entre as cidades 
IS - Aperfeiçoamento das icciu,loriias de iiilmnaçiio cinco nosos canais de 
comunicação c dhulgciç6o cIo produto tiirisiico local 
19. Rodovia dos tropciroi como potencial para criação de circuitos regionais 
20- Aproveitar o bmw ticiw do ..tclicr Terra tincLa para dcscirvcls ei 
trabtilhos artesanais dcc earacirriciieas regionais 
21- Aunicalo da demanda por destinou sustcmstâ'ccin co por experidiseiaa 
22 - Peispectivu de niada,içci de publico alvo ,ode foitalceer a amitoesuma da 
população local e valorizar suo cultura 
23 -Processos de estruturação de poxiutou podem se tomar s-isdncias 
imøortantcs para os visitantes e subsidiar sua qualificação 
Fonte: elaboração própriaa partir de informações obtidas em levantamentos de dados secundários, visitas 
técnicas e oficinas colaborativas, 2015. 
168 
7.1. Forças 
1 - Baixo custo de vida: Em geral, o custo de vida é baixo no município, se comparado 
a outros municípios do Vale do Paraíba, desde moradia à alimentação; 
2 - Atendimento emcrgencial na rede pública de saúde em acidentes com animais 
peçonhentos: Segundo a Secretaria Municipal de Saúde e Desenvolvimento Social, o 
pronto socorro local é capaz de atender emergências relacionadas a acidentes com 
animais peçonhentos comuns na fauna local; 
3 - Atendimento escolar em 100% para crianças na escola pública: São José do 
Barreiro alcançou recentemente este patamar e nem todos os municípios atendem por 
completo as crianças em idade escolar; 
4 - Segurança: A região do Vale Histórico possui baixíssimos índices de violência e 
ocorrências policiais, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Estado.; 
5 - Fácil acesso rodoviário: A cidade está relativamente próxima à Rodovia Presidente 
Dutra (BR 116), o que facilita o acesso de visitantes com veículo próprio; 
6 - Criação de RPPN's para proteger a represa e formar uni corredor ecológico 
para o Parque Nacional da Serra da Bocaina: O corredor ecológico possibilitaria o 
trânsito dos animais entre a represa e o Parque Nacional da Serra da Bocaina, 
diminuindo o isolamento das espécies; 
7 - Belezas naturais que tornam o cenário privilegiado: Diversidade da Mata 
Atlântica pouco desgastada pelo uso humano; 
8 - Iniciativas para impulsionar o turismo: Um dos projetos já existentes que visa 
impulsionar o Turismo é o "São José do Barreiro com você"; 
9 - Acesso principal ao Parque Nacional da Serra da Bocaina: O principal acesso ao 
Parque através do município facilita a captação dos turistas; 
10 - Munícipes com vontade de se capacitar: As vagas dos cursos de capacitação 
oferecidos pelo Sindicato Rural de São José do Barreiro são preenchidas e boa parte dos 
matriculados terminam a formação; 
169 
11 - Convênio entre a prefeitura e faculdades de cidades vizinhas: A prefeitura de 
São José do Barreiro oferece veículos para transporte de jovens que cursam o ensino 
superior em cidades vizinhas. Atualmente as cidades atendidas são Cruzeiro (SP) e 
Resende (RJ); 
12 - Oferta diversificada de cursos de capacitação para associados ao sindicato 
rural: O Sindicato Rural de São José do Barreiro oferece cursos de capacitação para a 
população da cidade. Os cursos oferecidos são relacionados ao manejo da terra, pecuária 
e alfabetização; 
13 - Tranquilidade, atmosfera bucólica e hospitalidade da cidade como motivação 
turística: Os três aspectos que mais atraem turistas para visitar São José do Barreiro são 
relacionados às características da cidade, que preserva sua atmosfera bucólica ao longo 
dos anos e acaba se tornando tranquila e hospitaleira; 
14 - Localização estratégica entre dois polos emissores de turismo: São José do 
Barreiro encontra-se a poucos quilômetros da divisa dos estados de São Paulo e Rio de 
Janeiro, tornando estes destinos seus maiores emissores de turistas, vindos 
principalmente de suas capitais, São Paulo e Rio de Janeiro, respectivamente; 
15 - Maioria dos visitantes pretende retornar à cidade: Entre os turistas 
entrevistados, 100% daqueles que estavam na cidade pela primeira vez afirmaram ter 
intenção de realizar mais uma visita futuramente; 
16 - Grande quantidade de turistas visita a cidade regularmente: Esta grande 
quantidade de turistas que viaja à cidade regularmente explica-se pelas pessoas que 
visitam familiares e/ou amigos na cidade e até mesmo, em função de segunda 
residência; 
17 - Existência de pesquisa de demanda no portal de entrada da cidade pelo estado 
de São Paulo: A prefeitura da cidade realiza pesquisas de demanda turística durante os 
principais feriados ao longo do ano, no portal de entrada pelo estado de São Paulo da 
cidade. Esta pesquisa ajuda a quantificar os turistas, além de permitir à cidade entendê￾los melhor, podendo aprimorar os serviços prestados; 
18 - Pré-disposição ao associativismo entre o empresariado: Devido à proximidade 
entre o empresariado e às tentativas de formação de associações, e/ou de ações 
170 
conjuntas em favor do turismo, foi possível afirmar que eles apresentam pré-disposição 
ao associativismo; 
19 - Melhoria do acesso ao Parque Nacional da Serra da Bocaina: A estrada que liga 
o Parque Nacional da Serra da Bocaina à cidade foi, recentemente, pavimentada. 
20 - Interesse do empresariado em desenvolver o turismo na cidade: Facilidade e 
suporte de empresários para promover e criar recursos para o desenvolvimento turístico; 
21 - Parque Nacional da Serra da Bocaina no perímetro de São José do Barreiro 
possui recursos preservados e permite uso público: O Parque Nacional da Serra da 
Bocaina apresenta grande atratividade turística pois, além de ter uma grande área de 
floresta tropical preservada, conta com um plano de manejo que permite sua visitação; 
22 - Existência de Patrimônio Nacional tombado pelo IPRAN: A Fazenda Pau 
D'Alho é tombada pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) 
e sua construção é reconhecida por historiadores por ter sido a primeira a aproveitar as 
características do terreno para otimizar a produção de café. A fazenda encontra-se 
fechada, embora apresente grande potencial para o desenvolvimento de um produto 
turístico. 
7.2. Fraquezas 
1 - Analfabetismo funcional compromete ações de capacitação: Apesar de possuir 
alto índice de alfabetização, percebe-se alto índice de analfabetismo funcional; 
2 - Pouca oferta de transporte regular: O transporte público é precário na região. 
Com poucas ofertas entre as cidades do entorno e dentro do próprio município; 
3 - Precariedade das estradas rurais: Alguns atrativos possuem acesso precário, por 
isso, nem todos os tipos de veículos conseguem chegar até eles; além de que em épocas 
de chuva alguns atrativos ficam inacessíveis 
4 - Épocas de grande fluxo ocasionam problema de abastecimento de água: Devido 
à precariedade no abastecimento de água, o município não atende um número de 
pessoas muito elevado; 
171 
5 - Baixa qualidade de sinal de telefonia na área rural: A disponibilidade de 
telefonia e Internet no ambiente rural é precária; 
6 - População não se sente responsável pelo bem público: Ausência de apropriação 
do patrimônio histórico e cultural. 
7 - Inoperância das estações de tratamento de esgoto por falta de rede de coleta: 
São José do Barreiro não possui ligação adequada entre a estação de tratamento de 
esgoto e as moradias; 
8 - São José do Barreiro como ponto de passagem para o Parque Nacional da Serra 
da Bocaina: Devido à entrada principal do Parque Nacional da Serra da Bocaina estar 
em São José do Barreiro, grande parte dos visitantes passam pelo município a caminho 
do parque, sem se utilizar dos estabelecimentos comerciais da cidade. Precisa-se 
desenvolver estratégias para aproveitar e estender a estadia desses turistas; 
9 - Atividades ilegais geram insegurança dentro do Parque Nacional da Serra da 
Bocaina: Presença de palmiteiros que agem com violência às tentativas de segurança e 
controle advindas dos guardas do parque, o que pode ameaçar a experiência dos turistas 
e, principalmente, a preservação da fauna e da flora do parque; 
10 - Controle insuficiente das visitas ao Parque Nacional da Serra da Bocaina: 
Existe somente um controle quantitativo de visitantes. A ausência de um controle 
qualitativo impede maior detalhamento do perfil dos visitantes; 
11 - Desgaste do solo e pouco investimento dificultam atividades agropastoris: O 
solo, ainda não totalmente recuperado do desgaste histórico (cafeicultura), necessita da 
recomposição de seus nutrientes visando o desenvolvimento de atividades agropastoris; 
12 - Ausência de estudos detalhados e políticas de proteção à rede hídrica: Não há 
estudos nem monitoramento da condição dos rios que nascem e atravessam o município, 
impedindo o controle e a fiscalização do uso e poluição das águas; 
13 - Ausência de planejamento sistemático do uso do solo: O município não possui 
um Plano de Uso do Solo, o que prejudica controle e monitoramento efetivos sobre sua 
condição e seu melhor aproveitamento; 
172 
14 - Pouco conhecimento sobre o perfil do produtor rural: Não existe nenhum 
estudo ou dados sobre quantidade e dimensão das propriedades rurais de São José do 
Barreiro, ou como são utilizadas, que equipamentos/infraestrutura possuem, etc. Essa 
lacuna dificulta tanto o conhecimento do perfil do produtor rural do município, quanto 
sua proposta de aproveitamento turístico, entre outras atividades e ações; 
15 - Baixo nível de sindicalização do produtor rural: Ter poucos produtores rurais 
associados ao Sindicato Rural dificulta a sistematização, priorização e atendimento das 
suas reais necessidades; 
16 - Contaminação da rede hídrica e do solo em função da precariedade do sistema 
de saneamento: O esgoto é despejado in natura nos rios que atravessam o município, 
sendo a principal causa da contaminação da rede hídrica e do solo; 
17 - Evasão de jovens formados da cidade: Muitos jovens realizam o ensino superior 
em cidades vizinhas e optam por residir nelas, já que não há muitas oportunidades de 
emprego para formados em ensino superior na cidade; 
18- Pouca oportunidade de emprego local: Muitos dos munícipes buscam 
oportunidades de emprego fora de São José do Barreiro; 
19 - Predomínio do trabalho informal e sazonal: Boa parte dos que procuram 
emprego na cidade optam por trabalhos em regimes informais ou sazonais; 
20 - Baixa qualificação técnica dos trabalhadores do setor de turismo: Dos que tem 
o turismo como fonte de renda principal, poucos possuem cursos profissionalizantes na 
área de turismo. Boa parte obtém seus conhecimentos por meio da experiência; 
21 - Falta de expertise dos profissionais do turismo para a comunicação externa: 
Atualmente, boa parte da reputação e relevância de alguns estabelecimentos comerciais 
está baseada na sua identidade visual na internet e presença na web. Os 
estabelecimentos ligados ao turismo na cidade contam com pouca ou nenhuma 
divulgação deste tipo; 
22 - Falta de divulgação da cidade: Grande parte dos turistas entrevistados disse não 
ter notado divulgação da cidade por parte da prefeitura. Além disso, na internet, há 
poucas informações sobre os atrativos e equipamentos locais e também dificuldade de 
contato quando há informações; 
173 
23 - Ausência de imagem turística consolidada da cidade: A cidade em si não possui 
força suficiente para criar uma imagem turística que atraia turistas para sua visitação. 
Muitos turistas viajam em busca do Vale Histórico, como um destino regional, ou até 
mesmo o Parque Nacional da Serra da Bocaina; 
24 - Utilização predominante de meios de hospedagem não formais: Por receber 
grande número de turistas com segunda residência, ou que viajam para visitar famílias 
e/ou amigos, os meios de hospedagem extra hoteleiros (aqueles que não são hotéis ou 
pousadas), recebem grande número de turistas, podendo prejudicar a ocupação nos 
equipamentos hoteleiros; 
25 - Falta de periodicidade, sistematização e confiabilidade das pesquisas de 
demanda realizadas: As pesquisas aplicadas no portal da cidade aos feriados, não 
ocorrem em datas determinadas e em todos os feriados ao longo do ano, além disso, as 
alternativas de respostas elaboradas para as perguntas não permitem à pessoa que está 
tabulando os dados, ter respostas significativas, pois deixam abertura para mais de uma 
interpretação, tirando um pouco da confiabilidade dos resultados; 
26 - Inatividade do COMTUR (Conselho Municipal de Turismo): Mesmo 
formalmente constituído, o COMTUR há tempos não se reúne para qualquer tipo de 
deliberação; 
27 - Tomadas de decisão centralizadas pelo prefeito: Apesar da existência de uma 
Secretaria de Turismo, todas as funções da alçada do secretário são exercidas pelo 
prefeito; 
28 - Dificuldade de articulação entre os três setores: público, privado e sociedade 
civil: Esta dificuldade pode ser ligada, principalmente, à inoperância do COMTUR, o 
órgão idealizado para reunir as representações de uma comunidade em torno de 
interesses turísticos; 
29 - Falta de representatividade do empresariado local em ações de 
desenvolvimento regional: Atualmente a cidade de São José do Barreiro conta com 4 
associados da ARCCO (Associação Roteiros Caminhos da Corte), quantidade ainda 
pouco expressiva diante do número de empreendimentos turísticos que existem na 
cidade; 
174 
30 - População desmotivada devido à descontinuidade e à falta de protagonismo 
nas ações: Falta de participação da comunidade em discussões sobre a utilização dos 
recursos para o Turismo, além de falta de liderança dentro da própria comunidade. 
Como exemplo, pode ser citada a ausência de fóruns de participação e a dissolução da 
BarreiroTUR. Por último, aponta-se falta de visão empreendedora por grande parte da 
população; 
31 - Escassez e baixa qualificação técnica do quadro administrativo: Há poucos 
funcionários no quadro administrativo municipal e, entre os presentes, não há grande 
conhecimento para questões como o desenvolvimento do Turismo; 
32 - Falta de indicadores para avaliar políticas públicas: Não há transparência 
suficiente nas inforniações divulgadas pela prefeitura. Faltam informações sobre 
projetos em andamento ou concluídos e a descriminação de seus gastos; 
33 - Inserção de São José do Barreiro em roteiros turísticos não consolidados: A 
cidade está inserida nos roteiros "Circuito Vale Histórico", "Circuito Caminhos da 
Liberdade", " Rota Franciscana", "Estrada Real" e "Roteiro Caminhos da Corte", que 
não são consolidados como produtos turísticos; 
34 - Pouco aproveitamento turístico do Parque Nacional da Serra da Bocaina e 
atrativos histórico-culturais: Os atrativos possuem potencial turístico, porém 
subutilizados e/ou indisponíveis para visitação; 
35 - Insuficiência de infraestrutura dentro do Parque Nacional da Serra da 
Bocaina e no entorno imediato: Para atrair maior número de turistas é preciso uma 
infraestrutura de quiosques de informação, lanchonetes e estacionamento adequado; 
36 - Pouca diversidade de oferta de alimentos e bebidas, especificamente de 
gastronomia regional: A restrita opção de alimentação é uma dificuldade para o turista, 
criando um aspecto negativo para a cidade. Além disso, não há uma culinária típica 
regional que possa agregar valor à experiência do turista; 
37 - Concentração do Receptivo Turístico formal no Parque Nacional da Serra da 
Bocaina: Não há formalidade nas atividades de receptivo. A única agência receptiva 
identificada até o início de 2016 que atua no Parque Nacional da Serra da Bocaina era a 
MW Trekking, porém esta não possui atividades regulares e o espaço físico da agência 
175 
encontrava-se fechado, por falta de funcionários, quando em visita à cidade. 
Atualmente foi identificada também a Bocaina Experience; 
38 - Imagem externa da cidade não contempla a diversidade de atrativos: A 
imagem transmitida externamente contempla apenas o Parque Nacional da Serra da 
Bocaina, no entanto, há também outras tipologias de atrativos, como histórico-culturais, 
que poderiam ser melhor explorados; 
39 - Pouca oferta de transporte regular a partir dos principais poios emissores: 
Apesar da localização estratégica entre São Paulo e Rio de Janeiro, a oferta de 
transporte regular entre estes dois polos emissores e a cidade de São José do Barreiro é 
insuficiente. A linha direta entre São Paulo e São José do Barreiro acontece apenas uma 
- vez por semana. Nos demais dias é preciso tomar dois ônibus para chegar à cidade, 
fazendo conexão em Guaratinguetá. Não há ônibus diretos entre Rio de Janeiro e São 
José do Barreiro, sendo necessária conexão na cidade de Resende; 
40 - Falta de planejamento e avaliação do impacto das festas e eventos públicos: Os 
impactos negativos e o pouco envolvimento da população local em relação à seleção, 
organização e realização das festas são evidentes. O tema carece de avaliações para 
entender quais eventos realmente beneficiam a cidade, em termos de lucro, em relação 
aos gastos com manutenção e investimento em infraestrutura; 
41 - Falta de envolvimento e descaso com a memória e o patrimônio associado à 
ausência de interesse, sobretudo dos jovens, em relação ao turismo, aos eventos, à 
história e à cultura local: A importância histórica da região não é um tema central 
entre as ações do trade e no planejamento turístico do município; 
42 - Acessibilidade aos atrativos e equipamentos turísticos é precária: Não há 
adaptação para a acessibilidade de pessoas com necessidades especiais nos atrativos e 
equipamentos turísticos. 
7.3. Oportunidades 
1 - Criação de roteiro de agroturismo e/ou turismo rural como alternativa para o 
desenvolvimento econômico: Como São José do Barreiro tem um baixo índice de 
176 
desenvolvimento social nas áreas rurais, o turismo no espaço rural pode se apresentar 
como alternativa para a economia local; 
2 - Crise econômica pode favorecer a visitação de destinos mais próximos e mais 
acessíveis financeiramente: São José do Barreiro pode ser um destino alterativo para as 
pessoas que buscam gastar menos com suas viagens devido à crise econômica; 
3 - Plano Municipal de Desenvolvimento Rural e Sustentável (PMDRS) como 
possibilidade de desenvolvimento turístico e/ou de fortalecimento da cultura 
agropastoril: As diretrizes do PMDRS voltadas para o desenvolvimento de atividades 
agropastoris pode auxiliar em propostas turística; 
4 - CAR (Cadastro Ambiental Rural) como oportunidade para sistematizar 
informações sobre o produtor rural: Aproveitar as informações colhidas durante o 
Cadastro Ambiental Rural (como tamanho dos terrenos, informações ambientais, etc.) 
como base de dados sobre as propriedades e produtores rurais, como fonte sobre o perfil 
dos produtores de São José do Barreiro; 
5 - Exploração turística das RPPN's: Alternativa de desenvolver produto turístico pela 
iniciativa privada, independente de projetos do governo municipal, além de promover 
associativismo entre os proprietários. Possuem verba oriunda de repasse do Governo 
Federal, constituído em Lei; 
6 - Diversificar a visita do turista que vem exclusivamente ao Parque Nacional da 
Serra da Bocaina: Desenvolver estratégias de divulgação de atrativos e atividades para 
otimizar e diversificar a visita desses turistas, de modo a estender sua estadia e o melhor 
aproveitamento do município (ao invés de apenas ter uma experiência no Parque 
Nacional da Serra da Bocaina); 
7 - Qualificar melhor o produto turístico Parque Nacional da Serra da Bocaina: 
Investir em melhor qualificação dos condutores e guias, definir as rotas (trilhas dentro 
do parque), além de oferecer infraestrutura (restaurante, banheiro, lixeira) para melhor 
atender o turista; 
8 - Extensão da ETEC na cidade: A ETBC de Cruzeiro possui uma extensão na 
cidade, que pode contribuir para a capacitação da população local; 
177 
9 - Proximidade de instituições de ensino superior: São José do Barreiro fica 
localizado próximo à Lorena, Resende e Cruzeiro, onde existem várias instituições de 
ensino superior, o que pode facilitar o acesso da população; 
10- Maior cobertura de telefonia e internet: Avanços na tecnologia na área de 
comunicação possibilitam novos meios de capacitação (Ensino à distância - EAD) e 
oportunidades de emprego (Mídias Sociais); 
11 - Diversidade de atrativos turísticos permite atender perfis diferenciados de 
turistas: A diversidade de atrativos, tanto históricos quanto naturais, faz da cidade um 
destino de fácil visitação e que desperta interesse em diversos perfis de turistas, de 
estudantes a historiadores, nacionais ou estrangeiros; 
12 - Aproveitar melhor a inserção do município em roteiros já existentes: O Vale 
do Paraíba e o Parque Nacional da Serra da Bocaina estão inseridos em uma localização 
estratégica, que conta com diversos roteiros turísticos já estabelecidos e atraem turistas 
há anos, como por exemplo, a Estrada Real; 
13 - Aumentar a estadia e o gasto médio dos excursionistas: Grande parte dos 
turistas que viaja à São José do Barreiro, se hospeda por em tomo de 2 a 3 noites na 
cidade. Por outro lado, há grande destaque para aqueles que passam menos de 24h, 
tendo gasto médio menor do que aqueles que pernoitam, além de concentrá-lo em ramos 
restritos de estabelecimentos, como os de alimentação. Na medida em que forem 
exploradas novas atividades do setor de turismo, pode-se ampliar a estadia média dos 
visitantes; 
14 - Eleições municipais 2016: Na medida em que os candidatos à prefeitura do ano de 
2016 abordarem o desenvolvimento do turismo na cidade e região com mais 
compromisso, podem vir a estabelecer uma nova agenda e um pacto de 
desenvolvimento com os atores locais, por tratar-se de atividade reconhecida pela 
comunidade como de grande relevância para a economia local; 
15 - Nova Lei das estâncias e o Plano Diretor de Turismo Municipal como 
motivadores para a qualificação do turismo local: A Lei Complementar N° 1.261 de 
29 de Abril de 2015 apresenta novos requisitos para a manutenção do título de Estância 
Turística, o que pode motivar ações no setor; 
178 
16 - A ARCCO como possível articuladora do trade em escala regional e como 
interlocutora do governo estadual: Apesar de ter poucos associados, a ARCCO já 
promove certo nível de associativismo e a expansão de suas atividades pode abranger 
maior número de empresários e impulsionar suas atividades. Já participa de reuniões 
com representantes do governo estadual pra discutir a situação do Vale Histórico; 
17 - Rodovia entre São José do Barreiro e Resende pode melhorar a circulação e o 
acesso entre as cidades: A possível estruturação da rodovia que liga São José do 
Barreiro a Resende pode melhorar a comunicação entre as cidades e consequentemente 
aumentar o fluxo de turistas entre elas; 
18 - Aperfeiçoamento das tecnologias de informação como novos canais de 
comunicação e divulgação do produto turístico local: Nota-se um déficit de conteúdo 
nas plataformas digitais geridas tanto pela prefeitura como pela ARCCO, o que abre 
margem para um novo investimento, para divulgar mais e melhor o produto turístico da 
região; 
19 - Rodovia dos Tropeiros como potencial para criação de circuitos regionais: A 
Rodovia dos Tropeiros passa por diversas cidades históricas com potencial para atrair 
um maior número de turistas. Com a criação de circuitos regionais, o turismo será 
estimulado, beneficiando todas as cidades que eventualmente o integrem; 
20 - Aproveitar o knowhow do Atelier Terra Linda para desenvolver trabalhos 
artesanais de características regionais: O Atelier Terra Linda possui umknowhowque 
poderia ser utilizado para a articulação de moradores de São José do Barreiro e de outras 
cidades do Vale Histórico para o desenvolvimento de um artesanato típico regional; 
21 - Aumento da demanda por destinos sustentáveis e por experiências: A procura 
por sustentabilidade nas viagens e por experiências mais autênticas é um 
comportamento cada vez mais frequente nos turistas. São José do Barreiro possui 
diversos aspectos, como propriedades rurais e o próprio Parque Nacional da Serra da 
Bocaina que se configuram como oportunidades para o desenvolvimento de produtos 
turísticos que atendam a esta crescente demanda; 
22 - Perspectiva de mudança de público alvo pode fortalecer a autoestima da 
população local e valorizar sua cultura: Atualmente o público que frequenta a cidade 
é, em sua maioria, de excursionistas que ficam apenas um dia e pessoas que vêm para as 
179 
festas, o que é visto negativamente por parte da população. Porém, caso o turismo seja 
desenvolvido focando os segmentos histórico-cultural e o ecoturismo, a cidade acabará 
atraindo outro perfil de turista, o que fortalecerá a autoestima da população e estimulará 
aqueles que trabalham com o turismo na cidade 
23 - Processos de estruturação de produtos podem se tornar vivências importantes 
para os visitantes e subsidiar sua qualificação: A restauração da Fazenda Catadupa, a 
formação das RPPN's e a produção agrícola poderiam ser desenvolvidos como produtos 
turísticos cujos processos de restauração, composição e produção, respectivamente, 
seriam seus principais atrativos. Este aproveitamento turístico seria uma fonte de receita 
alternativa, inclusive, para subsidiá-los. 
7.4. Ameaças 
1 - Ausência de estrada asfaltada entre São José do Barreiro e Resende: Os dois 
municípios são limítrofes e Resende pode ser uma via de acesso alternativo ao 
município para quem vem do Rio de Janeiro; 
2 - Mau uso dos espaços públicos pode comprometer a qualidade dos atrativos: A 
intensidade do uso dos espaços públicos (em especial a praça central) para alguns 
eventos i pode comprometer a qualidade do espaço; 
3 - Crise econômica pode afetar a dinâmica do mercado de turismo: Com a 
recessão, as pessoas tendem a viajar menos, o que pode atingir a demanda por São José 
do Barreiro; 
4 - Falta de preservação do meio ambiente e o descuido com as águas põe em risco 
os atrativos turísticos naturais: Sem o devido controle quanto à preservação do meio 
ambiente e da rede hídrica do município, os atrativos naturais ficam sujeitos à 
degradação e consequentemente à perda de atratividade; 
5 - A expansão urbana de Resende pode ser uma ameaça para o Vale Histórico e 
impactar a dinâmica atual de São José do Barreiro: Com o avanço do polo industrial 
de Resende e a pavimentação da estrada de acesso entre os municípios, o fluxo turístico 
pode aumentar desordenadamente e impactar a dinâmica atual da cidade; 
6 - Impacto da crise econômica nos subsídios para a formação superior: Corte de 
programas de financiamento estudantil e a necessidade do jovem trabalhar são fatores 
que dificultam o acesso ao ensino superior e pode aprofundar a precariedade deste nível 
de formação na cidade; 
7 - Outros destinos oferecem produto turístico similar, mas com melhor 
infraestrutura turística: Outros destinos que oferecem atrativos histórico-culturais e 
naturais, porém com infraestrutura melhor estabelecida e também de fácil acesso, 
atraem turistas por já estarem assentados como destinos turísticos. Alguns deles são: 
Petrópolis, Visconde de Mauá, Itatiaia e o Vale do Paraíba Fluminense; 
8 - Risco de perder verba do DADE por deixar de cumprir requisitos estabelecidos 
na Lei Complementar 1.261/2015 das Estâncias Turísticas: Caso a cidade não atenda 
as exigências necessárias para a manutenção da condição de Estância Turística, pode 
perder o título e ser reclassificado como Município de Interesse Turístico, o que reduzirá 
sensivelmente seus recursos; 
9 - Eleições municipais 2016: Existe a possibilidade de uma nova gestão não dar 
continuidade aos projetos de desenvolvimento do Turismo; 
10 - Falta de transparência na gestão pública: Além de implicar na falta de 
credibilidade do poder público, tem causado descontentamento por parte da população e 
do empresariado, o que desestimula investimentos no setor e desmobiliza os atores 
locais; 
11 - Risco de impactos negativos em função da ausência de controle da visitação do 
Parque Nacional da Serra da Bocaina e/ou em função da facilitação do acesso a 
outros atrativos naturais: A ausência de um controle efetivo de entradas e saídas de 
visitantes do Parque Nacional da Serra da Bocaina, não só pela portaria principal mas 
também pelos outros meios de acesso - ilegais - põe em risco a preservação do Parque; 
12 - Ambiente instável e desunião da comunidade pode reduzir a credibilidade e a 
legitimidade de futuros projetos: Existe a necessidade de um associativismo mais 
estruturado entre a comunidade local em prol do desenvolvimento do turismo local e 
regional; 
"ti 
13 - Falta de políticas públicas para o produtor rural se manter no campo: Para 
evitar a evasão dos moradores da área rural de São José do Barreiro, é importante 
investir em políticas públicas e dar suporte para o desenvolvimento de atividades 
agropastoris; 
14 - Presença de micaretas atrai tipo indesejado de turista, em detrimento da 
realização de festas populares: As micaretas, que geralmente acontecem aos feriados, 
atraem, segundo boa parte dos moradores, turistas que vão para a cidade apenas para 
usufruir da festa, sem deixar nada em troca pois não pernoitam e nem consomem na 
cidade. Além disso, muitas vezes as festas populares tradicionais não são privilegiadas 
pela gestão do município, enquanto que as micaretas são cada vez mais frequentes. 
15 - Tratamento de esgoto: O despejo in natura do esgoto no Rio Barreiro é um fator 
prejudicial aos moradores e à imagem do município. Além de poder causar problemas 
de saúde aos consumidores daquela água, o esgoto despejado acaba com a 
biodiversidade do rio e produz odores desagradáveis. 
182 
8. ANÁLISE EXTERNA 
Este item apresenta um estudo mais amplo a respeito do contexto atual, sendo 
mais um aporte para a elaboração das ações. "As análises de mercado e a análise SWOT 
são os primeiros passos na formulação do planejamento do turismo" (PETROCCHI, 
2009,p. 113). 
"O turismo sofre influências de numerosas variáveis e é importante reconhecer 
os fatores de maior relevância e rastrear as tendências que afetam essa atividade" 
(PETROCCHI, 2009, p. 113). Tal estudo compreende a análise externa, que precisa ser 
atualizada com certa periodicidade, de forma que acompanhe as dinâmicas do mercado, 
visto que este está sempre em processo de mudanças. 
Essa análise deve ser feita periodicamente ou quando for detectada alguma 
mudança significativa no meio externo. Assim, o destino estará 
permanentemente monitorando o meio e detectando as mudanças ambientais 
que afetam o negócio do turismo. Tal postura representa atitude estratégica 
em direção à sobrevivência econômica das empresas do destino. 
(PETROCCI-lI, 2009, p. 117) 
Ainda segundo o autor, conhecer o meio externo possibilita o destino a adaptar￾se às oportunidades e pressões externas. Ter conhecimento do ambiente em que São 
José do Barreiro está inserido, orienta a inserção do município no mercado. 
8.1. Análise da Concorrência 
8.1.1. Concorrência Entre Destinos 
O Vale do Paraíba fluminense é composto pelos municípios de Barra do Piraí, 
Barra Mansa, ltatiaia, Pinheiral, Piraí, Porto Real, Quatis, Resende, Rio Claro, Rio das 
Flores, Valença, Volta Redonda, Areal, Comendador Levy Gasparian, Engenheiro Paulo 
de Frontin, Mendes, Miguel Pereira, Paraíba do Sul, Paty de Alferes, Sapucaia, Três 
Rios e Vassouras. O mapa a seguir ilustra a posição geográfica que cada município 
ocupa no estado do Rio de Janeiro. 
183 
REGIÃO DO VALE DO PARAÍBA 
f4UNlCPiOS 
R Médio Pxalba C Centro-Sul Flumrnense 
Bua do PaÍ Areal 
crnendador evy GdsparWn 
ltaNia Engenberro Paulo de Frontin 
Mendes 
pifai Miguel Pereira 
Porto Real Paba da Sul 
Quaus Paty do Al(eres 
Resende sarucaia 
Rio Claro Tr*rs Rios 
Vassouras 
Valnça 
Volte, R.'dondè 
Figura 22: Municípios do Vale do Paraíba Fluminense 
O turismo no Vale do Paraíba fluminense é caracterizado, majoritariamente, 
pela visitação às fazendas históricas imperiais, datadas do século XIX, época do café, 
contemporâneas àquelas situadas na porção paulista do Vale. 
As fazendas imperiais são responsáveis pela hospedagem e prestação de 
serviço aos visitantes, o que de certa forma, colabora para tornar o turismo uma 
atividade pouco representativa na geração de renda das cidades, pois ficam concentradas 
nos proprietários das fazendas. A prestação dos serviços nessas fazendas é feita, em 
grande escala, pela população negra e de baixo grau de escolaridade que reside na 
região56 . 
Localizado a 117 quilômetros de distância da cidade do Rio de Janeiro, 
Vassouras, conhecida como "Princesinha do Café" por ter sido uma das maiores 
produções no Vale do Paraíba no século xix, é um município que se destaca no Vale do 
Paraíba fluminense devido ao valor histórico cultural que possui. Essa distância 
representa, aproximadamente, metade da distância a ser percorrida entre a capital do Rio 
de Janeiro e São José do Barreiro. 
A arquitetura da cidade é composta por casarios construídos na época do café e 
de praças públicas que remetem ao século XIX, tornando a cidade um museu a céu 
56Fonte: SILVEIRA, Adalgiso Silva. Turismo nas Fazendas Imperiais do Vale do Paraíba 
Fluminense. 2007. 165 f. Tese (Doutorado) - Curso de Turismo, Universidade de São Paulo, São Paulo, 
2007. 
im 
aberto, O município possui 16 monumentos e espaços públicos reconhecidos pelo 
IPHAN como patrimônio histórico nacional. Embora as construções de São José do 
Barreiro também remetam à época do café, o município possui somente um monumento 
reconhecido pelo IPHAN, a Fazenda Pau d'Alho, atualmente sem uso turístico. 
As fazendas históricas de Vassouras são abertas à visitação e compõem o 
principal produto turístico do município. A agência de turismo receptivo Bom Tempo 
oferece pacotes de visitação a 7 fazendas históricas, além de visita ao museu Casa de 
Hera. A cidade faz parte de pacotes de outras 6 agências de turismo emissivo do Rio de 
Janeiro, que também oferecem como principal atração a visita às fazendas históricas, 
palacetes e casarões da cidade. 
As festas populares realizadas são organizadas para resgatar o patrimônio 
imaterial no município, principalmente no que diz respeito à identidade dos moradores 
do Vale. O Festival do Vale do Café, realizado desde 2003, reúne música, história e 
natureza e é consolidado como o maior evento festivo do município. Além do festival, a 
Folia de Reis também é uma importante festa de Vassouras, capaz de atrair turistas para 
a região por sua tradição. 
Se compararmos o turismo de São José do Barreiro com o de São Luiz do 
Paraitinga, observa-se três características semelhantes: a localização no Vale do Paraíba, 
o marcante período do cultivo do café e a presença de áreas de preservação ambiental. 
As duas cidades exploram o segmento de turismo histórico-cultural e ecoturismo, 
contudo, pode-se notar que os seus atrativos se diferenciam pelo nível de consolidação 
dos produtos luizenses como produtos turísticos. Enquanto em São José do Barreiro há 
apenas uma agência de turismo receptivo, focada em atividades de ecoturismo, a cidade 
de São Luiz do Paraitinga conta com uma oferta maior de receptivo com agências que 
oferecem passeios histórico-culturais e naturais para diferentes perfis de demanda. 
Destaca-se também a atuação da agencia Gouté, que tem seu foco em vivências 
gastronômicas no mundo inteiro. Em São Luiz do Paraitinga, a agência opera o roteiro 
"Vida no Campo", com hospedagem, experiências gastronômicas e workshops 
relacionados ao bem-estar (na Fazenda Catuçaba e atividades no Parque Estadual da 
Serra do Mar). 
185 
São Luiz do Paraitinga é famosa também por festas tradicionais organizadas 
pela população local, mas que apresentam grande atratividade turística. Uma delas é o 
carnaval de marchinhas que traz mais de 100 mil turistas à cidade e altera toda sua 
dinâmica. Há diversas excursões partindo de São Paulo e de cidades do Vale do Paraíba 
e até mesmo pacotes com hospedagem que garantem aos foliões despreocupação para 
aproveitar a festa. 
8.1.2. Concorrência Entre Produtos - Parque 
No segmento de Turismo de Aventura e Ecoturismo na região sudeste do 
Brasil, considerando a proximidade geográfica com o Parque Nacional Serra da 
Bocaina, destacam-se os Parques Nacionais da Serra da Canastra e o da Serra do Cipó, 
no estado de Minas Gerais; o da Serra dos órgãos e o da Tijuca, no estado do Rio de 
Janeiro; o de Itatiaia na divisa entre os estados do Rio e de Minas e o do Caparaó no 
Espírito Santo. 
Um dos principais concorrentes seria o Parque Nacional de Itatiaia (PNI), cujo 
maior diferencial em relação ao PNSB é o acesso facilitado pela Rodovia Presidente 
Dutra (BR 116) pelo município de Itatiaia, a 180 1cm do Rio de Janeiro e 260 km de São 
Paulo. A entrada para o Parque dista apenas 5 km da BR 116, enquanto para acessar o 
PNSB percorrem-se 60 km. 
Em relação aos atrativos, dentro do PNI encontra-se o Pico das Agulhas 
Negras, quinto ponto mais alto do Brasil, com 2.791,55 metros acima do nível do mar e 
conta com uma estrutura adequada para pesquisadores e visitantes, além de possuir boa 
avaliação dos visitantes, segundo pesquisa realizada pela Besser Consultoria para o 
SEBRAE/RJ 57 . A menor nota registrada foi 07 (de 01 a 10), sendo que os que atribuíram 
menor nota destacaram como ruins os valores do ingresso, da alimentação e 
hospedagem no interior do parque, além de outros itens. 
O Parque Nacional da Serra da Canastra (PNSC) pode apresentar-se como 
concorrente ao PNSB devido à distância da cidade de São Paulo, com uma diferença de 
cerca de 100 km. Considerando as dimensões do país, tal distância pode não ser fator de 
decisão, caso o fator exclusivo de escolha de um destino se baseie mais em seus 
51A pesquisa foi realizada entre 14 e 18 de agosto de 2013 em um extenso trabalho de campo realizado 
pela consultoria Bresser. Foram aplicados questionários para 410 turistas, 156 moradores e 79 empresas 
do entorno. 
186 
atrativos e infraestrutura do que na distância. O PNSC pode diferenciar-se do PNSB não 
apenas pelos atrativos internos, mas também de seu entorno, já que no caso da região 
dos cânions de Minas Gerais, pode-se agregar diversos atrativos vizinhos ao parque 
durante a viagem. 
Os outros parques mostram-se de baixa relevância em relação à concorrência 
com o PNSB devido à sua localização e características, porém devem ser considerados 
alguns aspectos. Em relação aos Parques Nacionais da Tijuca (PNT) e o da Serra dos 
Órgãos (PNSO), ambos localizam-se no Estado do Rio de Janeiro, com localização bem 
próxima da cidade do Rio de Janeiro, um dos principais centros emissores de turistas 
para o Vale do Paraíba, ou no caso do PNT, dentro do município. 
O grande diferencial do PNSB em relação aos possíveis concorrentes é o misto 
de paisagens, passando de picos de 2.000 metros acima do nível do mar, ao litoral, no 
município de Paraty, RJ. Entretanto, sua maior fragilidade diz respeito à precária 
infraestrutura e prestação de serviço aos visitantes, bem como o controle insuficiente da 
visitação. 
Com relação aos produtos comercializados por agências de turismo receptivo, 
em São José do Barreiro existe apenas uma agência que oferece roteiros como a Trilha 
do Ouro e outros circuitos menores dentro do PNSB. No município de Paraty, onde se 
encontra outro acesso formal ao PNSB, foram encontradas 6 agências de turismo 
receptivo que possuem em sua variedade de roteiros a visitação à parte litorânea do 
PNSB, porém, sem referências à Trilha do Ouro. Já no município de Itatiaia foram 
- encontrados 5 guias de turismo cadastrados no Cadastur 58 . 
Foram destacados no estudo de demanda três destinos que os visitantes 
consideraram visitar em detrimento de São José de Barreiro. Com maior destaque 
(140/o), Visconde de Mauá, distrito do município de Resende (Rio de Janeiro) próximo 
ao Parque Nacional de ltatiaia, é distante 30 km (em estrada asfaltada) da Rodovia 
Presidente Dutra entre os municípios de Resende e Ttatiaia, conforme tabela a seguir 
(Tabela 33). 
`Informação obtida no website do Cadastur, disponível 
em<hnp:/Iwww.cadastur.turisrno.govbr/cadastur!index.action>. Acesso em 28 de mar. 206. 
187 
Tabela 33: Distância entre os concorrentes e seus principais emissores 
Cidade! Fator de Itamonte Visconde de Petrúpoli si: São José do 
Análise Maná Barreiro 
Distância aproximada 280 km 304 km 450 km 277 km 
de São Paulo 
Distância aproximada 238 km 204 km 69 km 240 km 
do Rio de Janeiro 
Fonte: eiaboraçao própria, 2U 16. 
Pode-se dizer que para a variável distância, São José do Barreiro tem uma 
vantagem entre Petrópolis e Visconde de Mauá devido à sua proximidade da cidade de 
São Paulo, no entanto, está em desvantagem em relação aos destinos concorrentes no 
que se refere à distância da cidade do Rio de Janeiro. 
Outros fatores que, assim como a distância, também podem influenciar o fluxo 
turístico no processo de escolha de um produto são: o poder de compra dos turistas dos 
pólos emissores, a oferta de transportes, vias de acesso, infraestrutura, níveis culturais e 
informação nas mídias sociais, por exemplo. 
8.1.3. Concorrência dos Meios de Hospedagem de São José Do Barreiro 
Os meios de hospedagem de São José do Barreiro podem ser divididos em três 
grandes grupos, de acordo com sua localização: os próximos e/ou inseridos da Sena da 
Bocaina, os que estão localizados dentro da cidade, englobando aqueles que ficam em 
outros bairros (como Formoso e Máximo) e aqueles que ficam próximos à cidade. 
Os hotéis do centro, por exemplo, possuem estrutura simples, geralmente sem 
área de lazer e sem um restaurante aberto durante todo o dia e, por isso, os hóspedes 
desses locais são aqueles que buscam apenas um lugar mais simples para pernoitar 
As pousadas e hotéis localizados na Serra da Bocaina ou próximos à ela 
oferecem contato com a natureza e alguma estrutura de lazer e de alimentação. Os 
hóspedes desses meios de hospedagem costumam frequentar a Sena da Bocaina e 
usufruir das estruturas do hotel nos períodos da manhã e da noite. A cidade oferece 
também hospedagens como a Fazenda São Francisco e a Pousada Dona Esmeralda, que 
acabam sendo o atrativo por si só: seus hóspedes dificilmente saem do local para outras 
atividades, pois dentro das propriedades eles possuem diversas opções de lazer e 
entretenimento, além de alimentação disponível durante todo o dia. 
Considerando que atualmente um meio de reserva dos hotéis é via internet, a 
presença em plataformas como o Booking e TripAdvisor mostra-se importante. Nota-se 
que São José do Barreiro pouco divulga seus meios de hospedagem nesses tipos de 
canais de reserva, vendas ou como referência para avaliar a oferta. No Booking 
encontra-se apenas a Pousada e Restaurante Rancho Pôr do S01 59e no TripAdvisor, 13 
meios de hospedagem (4 pousadas e 9 hotéis). O site da Prefeitura 6°oferece ao visitante 
15 ofertas de hospedagem, já com o site (quando existente) e contato do local. 
Um critério importante para a escolha do meio de hospedagem em São José do 
Barreiro é sua localização, considerando apenas aqueles presentes nas plataformas 
Booking, TripAdvisor e no site oficial da cidade. 
O destino Itamonte (MG) oferece 23 acomodações através do TripAdvisor, 5 
pelo Booking e no Portal da cidade 61são encontrados 6 meios de hospedagem. No site 
da Prefeitura, não há essa informação. Nesse destino os atrativos mais divulgados online 
são naturais, como cachoeiras, escaladas e montanhismo, trilhas e uma via de acesso ao 
Parque Nacional do Itatiaia e Parque Nacional Serra do Papagaio. Na cidade existe 
maior opção de hospedagem próxima dos atrativos naturais e a maioria oferece café da 
manhã, aparentando ter uma boa infraestrutura e diversas opções de lazer (pesca, 
piscina, sauna, eventos, equitação, trilhas, etc). Alguns são PetFriendly e a grande 
maioria mostra uma quantidade de informações online satisfatória, bem como 
possibilidade de reserva online. Os hotéis em categoria luxo e os mais centrais ocorrem 
em menor quantidade, sendo esses últimos com infraestrutura bem simples e pouca 
informação online. 
59lnformaçso obtida no website da Booking.com . Disponível em: <pj Acesso em Março de 
2016. 
60lnforrnação obtida no website oficial do município. Disponível em: <htt.pj//ww ...sapjsLsedobarreirosp,go ..brí>. 
Acesso em Março de 2016. 
61 lnformação obtida no website ltamonte.net . Disponível em: <httv://www.itamontc.netlportal/>. Acesso em Março 
de 2016. 
A cidade Visconde de Mauá (RJ) oferece informações online de seus atrativos 
naturais, incluindo o Parque Nacional de Itatiaia. No portal Turístico Oficia1 62existem 
51 tipos de meios de hospedagem indicados, podendo ser buscado por filtros de faixa de 
preço e palavras chaves como piscina, Wi-Fi, café da manhã, entre outros. O portal 
Oficial de Visconde de Mauá63também exibe 51 meios de hospedagem, contudo apesar 
da quantidade apresentada ser a mesma, nem todos os meios de hospedagem 
apresentado pelo portal Turístico Oficial constam no portai Oficial de Visconde de 
Mauá e vice e versa. O site Booking.com mostra um total de 24 meios de hospedagem, 
enquanto a TripAdvisor oferece 92 meios de hospedagem. Essa diferença se deve ao 
fato de muitos equipamentos localizados ao longo das estradas de acesso serem 
consideradas, e portanto apresentadas como, pertencentes ao distrito. 
Em Visconde de Mauá, o setor hoteleiro é voltado para viagens de casal, bem 
como para descanso em meio a natureza. Os meios que estão próximos aos atrativos 
naturais possuem boa infraestrutura, podendo ser atrativos próprios se a busca é relaxar 
a um preço mais acessível. 
Alguns desses meios de hospedagem oferecem diferentes categorias de leito de 
apartamento até elegantes e românticos chalés de luxo. Não possuem uma infraestrutura 
de lazer completa, mas uma atmosfera de SPA Zen. Por terem esse aspecto, segundo 
alguns depoimentos nos próprios sites e na TripAdvisor, as pessoas realmente vão para 
relaxar e aproveitar o ambiente com o parceiro. 
Muitos também oferecem serviços terceirizados como e equitação, 
quadriciclos, jccp, etc além da própria experiência de vida na roça (ordenha, horto, 
preparo de pães). Outro aspecto que chama a atenção são os hotéis centrais, que 
fornecem boa infraestrutura, muitos localizados em centros vizinhos como Maromba e 
Maringá, distintos daqueles encontrados no centro de Ttamonte e São José do Barreiro, 
muitas vezes utilizado para um pernoite. Em linhas gerais, o setor hoteleiro de Visconde 
de Mauá apresenta bastante informação online, alguns sites bilingues e uma aba para 
informações sobre a cidade e o Turismo. 
62lnforrnaçâo obtida no wcbsite de Visconde de Mama. Disponível em: <hflp!/yisiteviscondcdernaua.com.br/ondc￾fica' >. Acesso em Março de 2016. 
63lnformação obtida no website de Visconde de Mauá. Pousada Pedra da Gavea. Disponível em: 
Acesso em Maço de 2016. 
190 
A cidade de Petrópolis apresenta 57 propriedades no Booking.com . No 
TripAdvisor, e no site oficial da cidade estão relacionadas todas as 102 propriedades, 
divididas por localização. 
A cidade conta com o Grande Hotel Petrópolis, situado num edificio histórico, 
localizado no coração da cidade. Os hotéis e pousadas localizados em meio à natureza 
possuem, em sua maioria, uma pequena estrutura de lazer, geralmente com piscina e 
salão de jogos e, pela dinâmica da cidade, sabe-se que os hóspedes desses locais 
visitam, além de atrativos naturais, seus pontos turísticos histórico-culturais. Petrópolis, 
por possuir infraestrutura voltada para o turismo histórico-cultural já consolidado em 
relação à São José do Barreiro, se apresenta como um destino potencialmente 
concorrente. 
A Tabela 34 comparativa a seguir aponta a quantidade de meios de 
hospedagem de acordo com a sua localização. 1) Mais próximos dos atrativos naturais e 
Parques, 2) do centro da cidade, 3) próximo a atrativos naturais, porém oferecem 
diversas opções de lazer, não sendo necessário sair da hospedagem. Ressaltamos que as 
informações coletadas tinham como base os sites de pesquisa e reserva de hotéis 
mencionados. 
Tabela 34: Ocorrência de meios de hospedagem por localização. 
Visconde (te São José do 
Cidade! Localização Itamonte Petrópolis 
Maná Barreiro 
Em meio à natureza 15 44 75 19 
(infraestrutnra mediana.) 
Região central da cidade 5 11 26 6 
Em DJCIO à natureza 2 19 1 4 
tiníraestrutu ra completa. 
Fonte: Elaboração própria, 2016. 
Ao se comparar os meios de hospedagem de São José do Barreiro com os de 
outras cidades analisadas, é possível notar que eles possuem alguns pontos em comum. 
191 
Por exemplo, todas as cidades têm a maioria de seus meios de hospedagem em meio a 
natureza e, por isso, é possível que parte dos turistas que vão à Itamonte, Visconde de 
Mauá e Petrópolis possam também passar a visitar São José do Barreiro. 
Entretanto, uma desvantagem nítida é a questão da presença dos meios de 
hospedagem na internet. É difícil encontrar informações sobre os atrativos e opções de 
hospedagem em São José do Barreiro na Internet, e a grande maioria dos hotéis e/ou 
pousadas não disponibilizam reserva online, sendo que seus concorrentes estão 
presentes nesse meio, com boa qualidade de informação, facilitando a pesquisa e a 
possível decisão de compra do consumidor. 
8.2. Tendências de Mercado 
São José do Barreiro é um município com grande potencial turístico e para que 
cresça ainda mais é necessário estar atento ao que acontece fora de seus limites 
geográficos, especialmente às tendências do mercado turístico atual, que podem 
influenciar direta ou indiretamente seu desenvolvimento e que revelam mudanças 
significativas nos hábitos de consumo do turista . Lidar com este ambiente em constante 
mudança, pode ajudar o município a maximizar sua visitação e consolidar seus produtos 
turísticos. 
8.2.1. Ecoturismo 
O ecoturismo, que teve um crescimento notável no final dos anos 1980 e início 
dos anos 1990, foi introduzido no Brasil seguindo a tendência internacional que se 
evidenciava. Em 1989 foram autorizados pela Embratur os primeiros cursos de guia 
desse tipo de turismo. Porém foi com a Rio 92 que o termo ecoturismo ganhou maior 
visibilidade e conquistou de vez o brasileiro, impulsionando o avanço desse setor até os 
dias de hoje. Além disso, o ecoturismo é o segmento turístico que mais cresce no 
mundo, com taxas entre 15% e 25% ao ano, segundo a Organização Mundial do 
Turismo (OMT). 
Apontado como o primeiro dentre 140 países no ranking de belezas naturais do 
Fórum Econômico Mundial, o Brasil oferece inúmeras opções de lazer em cenários 
naturais que contemplam as cinco regiões do país, privilegiadas por sua variedade de 
biomas. Um levantamento do Ministério do Turismo (MTur) com turistas estrangeiros 
revela que metade dos 46,8% de visitantes internacionais que vêm ao Brasil por motivo 
192 
de lazer está em busca de atividades junto à natureza. A pesquisa foi feita em parceria 
com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), em 2012. 
É evidente que o país possui muita força para desencadear ainda mais o 
crescimento do ecoturismo. São José do Barreiro aparece nesse cenário como um agente 
que pode se destacar e ganhar seu espaço. O município conta, além dos atrativos 
culturais, com uma parcela do Parque Nacional da Serra da Bocaina presente em seu 
território. Além disso, a existência de fazendas históricas pode estimular o 
desenvolvimento do Turismo Rura1 64na região. Investir em técnicas e estratégias para o 
setor pode colocar a cidade entre os principais destinos de ecoturismo do Brasil. 
No que tange ao comportamento destes turistas, foi realizada uma pesquisa pela 
Ipsos - uma empresa de pesquisa independente - em nome da Tripadvisor, sobre as 
tendências para o mercado em 2016. Foram entrevistados 34.026 viajantes do mundo 
todo. A pesquisa atentou-se às necessidades e aos comportamentos de três gerações: a 
geração atual, a geração x e a geração de babyboomers. Os resultados apontam que 
viajantes de todas as idades pretendem gastar mais em viagens, sendo os motivos 
principais para o aumento nos gastos: "minha família e eu merecemos" (49%), "vou a 
algum lugar que sempre quis conhecer" (40%) e "estou planejando viagens mais longas" 
(35%). Por outro lado, 35% dos entrevistados afirmaram que vão gastar menos devido à 
mudança em sua situação financeira, e 25% pretende visitar destinos mais baratos. Outra 
tendência é a de que os viajantes estão buscando novas experiências, os fatores "ir a 
algum lugar onde nunca fui" (74%), "poder conhecer algo novo na viagem" (67 1/0) e 
"fazer algo novo" (63%) são mencionados entre os cinco principais influenciadores ao 
planejar uma viagem. 
Embora o estudo seja de âmbito mundial, notam-se algumas tendências que o 
município de São José do Barreiro pode considerar. Uma delas refere-se ao fato de as 
pessoas estarem propensas a gastar menos em uma conjuntura de crise econômica, 
escolhendo assim destinos mais baratos e próximos, mas que ao mesmo tempo 
proporcionem uma experiência diferente. A pesquisa realizada pela Tripadvisor 
corroborou a ideia de que os viajantes estão cada vez mais preocupados em buscar 
coisas novas e capazes de agregar um valor adicional à viagem. Elementos existentes 
em São José do Barreiro, como as fazendas de café que carregam traços e memórias de 
uma época importante na história do estado de São Paulo, além do Parque Nacional 
64 Segundo o Ministério do Turismo, Turismo Rural é o termo utilizado para fazer referência às atividades 
turísticas realizadas no meio rural. 
193 
Sena da Bocaina com natureza preservada, e a tranquilidade que somente uma cidade 
do interior pode oferecer, são exemplos desses diferenciais. 
Outra tendência refere-se aos serviços personalizados oferecidos por empreendimentos 
que se preocupam com os gostos e interesses pessoais dos turistas e clientes, agregando 
mais experiência em suas viagens, no lugar da venda de padrões produzidos em série. 
Oferecer serviços personalizados se torna importante porque a falta de tempo dos 
viajantes transforma suas viagens em um elevado investimento emocional que não pode 
ser facilmente substituído. Portanto, os fornecedores de serviços e apoio aos turistas 
precisam estar preparados para atender as expectativas cada vez mais altas de seus 
consumidores, surpreendendo-os com produtos diferenciados e inovadores. 
8.2.2. Economia Colaborativa 
A Economia Colaborativa foi inserida na vida de consumidores com o impulso 
da internet. Trata-se de um fenômeno criado por indivíduos que procuravam diminuir 
custos e gerar lucro, contribuindo também para a vivência de uma nova experiência. 
Funciona porque cria uma economia favorável para quem quer compartilhar bens pouco 
utilizados e por fundir-se com o desejo do consumidor de querer ser sustentável, 
globalizado e aventureiro. Canos, alimentos, serviços, motos, moradia, informação, 
tecnologia, entre outros bens, podem ser compartilhados. Uma reinvenção de antigos 
comportamentos comerciais, atividades que movem a sociedade, a partir de tecnologias 
baseadas em informação e mídias sociais. 
Outra forma de definir a Economia Colaborativa é dizer que o acesso se tomou 
mais relevante do que a posse propriamente dita. Soma das dimensões que fazem o 
conceito cada vez mais atrativo e relaciona-se à evolução ampla da sociedade, 
contempla o aspectoSocial, desejo de viver em comunidade e abordagem mais altruísta, 
avanço para a Sustentabilidade, com destaque para o aumento da densidade 
populacional e geração de resíduos; Econômico, focado em monetização do estoque em 
excesso ou ocioso, aumento da flexibilidade financeira, preferência por acesso ao invés 
de aquisição, e abundância de capital de risco; e Tecnológico, beneficiado pelas redes 
ii 
sociais, dispositivos e plataformas móveis, além de sistemas de pagamento. A Figura 
2365 ilustra o conceito: 
Figura 23: Veja cinco motivos para utilizar os serviços baseados na SharingEconomy. 
Arte: Edgar Maciel e Thiago MorenoiEstadão Conteúdo 
65 Informação obtida no artigo publicado pelo jornal Estado de São Paulo. Economia Colaborativa. 
Disponível em: <hnp:L!www.estadao.çpJDr/infograf1cos/economia-colaborativa,economia, 196320>. 
Acesso em abril de 2016. 
195 
Nessa perspectiva, São José do Barreiro tem condições de inserir-se na rede de 
economia colaborativa buscando um caminho para o crescimento da oferta de trabalho, 
principalmente aos jovens, o rendimento familiar e a atração de recursos para o 
município, fortalecendo sua atuação como protagonistas de empreendimentos, não num 
formato de competição predatória, mas sim associada à qualidade e preço justo do 
produto ou serviço ofertado. 
Um estudo realizado pela UniTau66aponta que a inserção da Economia 
Colaborativa tem como objetivo apoiar a parcela marginalizada da sociedade que busca 
alternativas à geração de renda. Em São José do Barreiro, uma potencialidade está no 
incentivo à agricultura familiar, através da cooperação entre pequenos agricultores, com 
uma cadeia produtiva eficiente e distribuição do produto até o cliente final de forma 
direta. Além de facilitar o acesso à informação de serviços públicos de fomento à 
agricultura através do Sindicato Rural, incentivando não só o crescimento agropastoril, 
como também o exercício da cidadania. 
A cooperação, em oposição à concorrência, entre os municípios da 
microrregião do Vale Histórico pode ser uma alternativa de transformação social por 
meio de políticas públicas, geração de trabalho e renda a partir da articulação entre os 
empreendimentos solidários. O desenvolvimento regional envolve questões culturais e 
de valores locais que, com o passar do tempo, se consolidam e ajudam a forjar uma 
identidade de comunidade regional. 
Contudo, é importante maximizar o uso de novas tecnologias, além de 
possibilitar a articulação de empreendimentos de baixo custo capazes de contribuir para 
o processo de desenvolvimento do município. 
8.2.3. Tecnologia 
O advento da tecnologia tornou o consumidor muito mais conectado, seja 
através de computadores, celulares ou tablets. Segundo a Pesquisa Brasileira de Mídia 
(PBM 2015), praticamente a metade dos brasileiros, 48%, usa internet. Esse percentual 
aumenta de acordo com a escolaridade, no nível Médio de Ensino 70% utilizam a 
66Fonte: CONCEIÇÃO, Alan Alves Brito; CARNIELLO, Monica Franchi; SANTOS, Moacir José dos; 
VIEIRA, Edson Trajano. Economia Solidária: alternativas para o desenvolvimento em São José do 
Barreiro/SP. DRI - Desenvolvimento Regional em debate (ISSNe 2237-9029) v. 5, n. 2, p. 188-206, 
jul./dez. 2015. 
196 
7-' 
internet, e no nível Superior esse número sobe para 88%. O percentual de pessoas que a 
utilizam todos os dias cresceu de 26% na PBM 2014 para 37% na PBM 2015. 
Com a expansão da rede e a popularização das mídias sociais e de aplicativos, a 
Internet deixou de ser apenas uma fonte de informação, para ser também canal de venda 
para muitas empresas, espaço de compartilhamento de experiências de consumidores 
(sejam elas boas ou ruins), e ambiente de economia colaborativa. Dessa forma, o uso 
adequado dessas novas tecnologias toma-se imprescindível tanto para a divulgação dos 
destinos em si, quanto para os empreendedores da área turística. 
Existem várias formas de se estar presente no mundo digital: sites 
institucionais, redes sociais, aplicativos, plataformas de economia colaborativa, agências 
de viagem, entre outros. Para exemplificar o alcance que as mídias digitais podem ter, 
há o caso do TripAdvisor, site onde viajantes podem opinar e postar fotos sobre destinos 
e produtos turísticos (além de ter a opção de fazer reservas online), que teve em 2015, 
350 milhões de visitantes por mês. 
Como constatado na pesquisa da PBM, a maioria dos viajantes hoje em dia faz 
reserva de hotel pela internet, além de ser mais fácil também para o viajante obter dados 
sobre os meios de hospedagem como disponibilidade na data desejada, endereço, preço, 
e sobre as facilidades que o hotel possui. Essa é uma das razões para que os hotéis e 
pousadas da cidade, por exemplo, criem perfis em sites de reserva de hospedagem, 
como o Booking.com, Hotel Urbano, Trivago, Decolar.com , entre outros. 
Por isso plataformas como o Tripadvisor são ferramentas que podem e devem 
ser exploradas pelos estabelecimentos como um meio de relacionamento com seus 
consumidores reais e potenciais, aproximando-os dos produtos e serviços oferecidos e 
experiências proporcionadas, de forma a otimizar e maximizar o interesse por São José 
do Barreiro e a possibilitar a concretização efetiva da viagem. 
Um estudo realizado pela Oxford Economics em 2015, intitulado "The Global 
Economic Contribution of Tripadvisor", no qual foram analisados dados de mais de 100 
países, o site é responsável por influenciar 10% de todos os gastos de viagens globais. O 
estudo também revela uma relação importante: o aumento na quantidade de avaliações, 
fotos e relatos de experiências sobre um determinado destino aumenta o número de 
'PIA 
turistas que decidem escolhê-lo para sua próxima viagem, ou seja, quanto mais 
informações se têm sobre o destino, mais confiante o turista se sente para escolhê-lo. 
Sendo assim, ressalta-se a importância de hotéis, pousadas e, principalmente, o 
destino São José do Barreiro, manterem sempre seus sites e blogs atualizados, 
organizando as informações disponíveis e inserirem-se nas plataformas de reservas e 
vendas online, a fim de tornar-se mais atrativo e atualizado no mercado, além de 
turisticamente competitivo. De acordo com o estudo da Oxford Economics, foi através 
deste site (TripAdvisor) que destinos e empresas do setor de turismo antes 
desconhecidas puderam competir com destinos e empresas já consagrados, além de ter 
proporcionado a ampliação da permanência dos turistas nos destinos, visto a 
disponibilização de informação sobre diversos atrativos turísticos. 
Nesse sentido, plataformas de compartilhamento de informação sobre viagens, 
como o Tripadvisor, devem ser também alvo de atenção para os destinos que desejam se 
manter competitivos, alimentando com as informações sobre o produto/serviço 
oferecido e monitorando constantemente as críticas e comentários recebidos, de forma a 
esclarecer e conquistar o consumidor. 
Em complemento ao comércio virtual, o Mobile Commerce (m-coznmerce) é um 
fenômeno que tem se destacado nos Estados Unidos e Canadá, com o Brasil liderando 
seu uso na América Latina. Com o surgimento das redes 3G, smartphones e outros 
dispositivos portáteis de tecnologia avançada, é cada vez mais popular o uso de 
dispositivos móveis para compras na web. O número de pessoas que estão substituindo 
as tradicionais compras online pela alternativa móvel vem aumentando sensivelmente, 
como mostra o Relatório Conversion do E-commerce Brasileiro 2016, no qual apresenta 
o aumento de 32% no uso de dispositivos móveis para acesso a sites de comércio 
eletrônico no Brasil entre os anos de 2013 e 2015. 
O relatório recentemente divulgado pela Conversion, uma das principais 
agências digitais do Brasil, traz uma série de dados e informações que ajudam a 
compreender o fenômeno de vendas online atualmente. Para tanto, foram analisadas 
mais de cem milhões de pageviews de sites de comércio eletrônico no Brasil, cujo 
resultado mostra o Turismo como a categoria de maior volume de vendas (com 
15,03%), superior ao da categoria "Eletrodomésticos" (14,02%) e "Informática" 
(11,90%). A projeção feita pela agência indica que em 2016 o faturamento advindo das 
vendas online representará R$ 69,76 bilhões - ou seja, um aumento de 25% em 
comparação com o ano anterior -, dos quais R$ 10,48 bilhões serão de vendas 
relacionadas a viagens. 
Ainda de acordo com a agência Conversion, em uma projeção para o ano de 
2016, pela primeira vez em seu histórico o acesso via celular (55%) será maior que o via 
desktop (45%). Porém, devido aos sites ainda não estarem satisfatoriamente compatíveis 
com os dispositivos móveis, o consumidor continua optando por finalizar a compra pelo 
computador (74% contra 26%). Outra informação importante apontada pela pesquisa 
refere-se às principais mídias utilizadas para o e-commerce, na qual a Busca Orgânica - 
em que apresenta os resultados naturais dos mecanismos de busca, não incluindo os 
diques pagos (pay per click), e que é otimizado pelo Search Engine Optimization - 
representa 34,64% do faturamento (ou seja, R$ 24,16 bilhões) entre as mídias de e￾commerce, seguido pelos Links Patrocinados - resultados de busca pagos - que 
representam 26,58% do faturamento (R$16,45 bilhões). 
Outra forma de aumentar a divulgação dos atrativos, dos meios de hospedagem, 
restaurantes e lojas da cidade é através de perfis em mídias sociais, como o Facebook, 
Twitter, Instagram, entre outros. Aonde não só poderão explicar mais sobre o que têm a 
oferecer como também obter um Jèedback dos turistas que já estiveram lá, para que 
assim, levando em consideração o que foi dito, possa se fazer investimentos e/ou 
mudanças necessárias em seus negócios, com a finalidade de melhor atender os turistas. 
No entanto, para que as redes sociais possam ter um resultado positivo nos 
negócios, é necessário que os perfis sejam checados e atualizados diariamente, e haja 
sempre contato entre o turista e quem oferece o serviço. Entende-se que um grande 
empecilho na inserção de São José do Barreiro no universo virtual é a cobertura 
territorial e a qualidade da conexão da internet. A manutenção diária das redes sociais e 
o contato com os turistas dependem atualmente da existência dessa comunicação virtual. 
8.3. Contexto Político e Econômico 
A instabilidade política aliada ao desaquecimento da economia, que traz consigo 
o aumento da inflação, alta do dólar, além da crise hídrica e de energia, leva à redução 
dos gastos no exterior e à restrição do consumo de produtos e serviços de segunda 
necessidade, como as viagens. 
199 
Segundo a ABEOC - Associação Brasileira de Empresas de Eventos, uma das 
preocupações do Mercado turístico brasileiro em relação 'a atual conjuntura econômica 
do país, é a perda de renda da "nova Classe W. 
Há cerca de dois anos, este novo grupo de pessoas era público alvo de vendas e 
marketing, por passar a ter poder aquisitivo suficiente para ingressar ao mercado de 
consumo de massa. Consequentemente, o grupo passou a viajar com mais frequência. A 
matéria de 2014 divulgada pela ABEOC diz que 108,5 milhões de brasileiros ocupavam 
a Classe Média e tinham renda mensal entre "R$ 320 e R$ 1.120, de acordo com 
pesquisa do Serasa Experian e Instituto Data Popular". 
Tendo em vista a realidade do Vale Histórico num modo geral, pode-se 
considerar que, ao mesmo tempo em que a crise diminui a possibilidade de atrair turistas 
vindos de outros estados, por decorrência da diminuição das compras de passagem aérea 
e/ou pacotes de viagem pela Classe C, há também uma oportunidade de aumentar o 
fluxo turístico entre os po1os emissores mais robustos e próximos do destino, como as 
capitais Rio de Janeiro e São Paulo, devido à oferta de atividades turísticas de baixo 
custo na cidade em relação ao que a Classe Média vinha consumindo, o que pode 
significar uma alternativa para o mercado de turismo regional. 
As pesquisas sobre tendências do Turismo têm apontado cada vez mais para a 
experiência e a praticidade do viajante. Segundo dados da TripBarometer, pesquisa 
realizada em nível global pela TripAdvisor 2016 (apud PANROTAS, 2016), 69% dos 
viajantes procuram uma experiência nova, ao passo que 47% afirmam ter visitado 
determinado destino por causa da cultura e do povo daquele país. A pesquisa indica 
também uma inclinação dos turistas a aumentarem seus gastos em viagem. 
Em relação às acomodações, o TripBarometer indicou que "63% dos viajantes 
afirmaram que o ar-condicionado é essencial na hora de decidir onde se hospedar", 
enquanto 46% diz que descarta uma opção de hospedagem quando esta não oferece 
WiPi. 
Tais indicadores reforçam a ideia de que as cidades do Vale Histórico precisam 
de mais investimentos em acessos, tanto através das plataformas digitais, quanto 
fisicamente, com melhoria das rodovias e na oferta de transporte, uma vez que a região 
tem potencial para oferecer uma experiência distinta ao turista, mas não possui grandes 
facilitadores para a chegada até ele. 
São José do Barreiro é um destino que, em tempos de crise econômica e alta do 
dólar, pode ser alternativa para viajantes locais e regionais pela sua atratividade e custo 
rZE 
relativamente baixo em comparação a outras localidades fora e dentro da região sudeste 
do Brasil, mas ainda pode enfrentar barreiras por conta de suas limitações no campo das 
comunicações. O Ministério do Turismo, em uma reportagem divulgada em outubro de 
2015, revela que de acordo com suas pesquisas mensais, 77% dos indivíduos que 
pretendem viajar o farão dentro do país. Entre indivíduos de até 35 anos, 49,5% optarão 
por usar o veículo particular como meio de transporte, nas demais faixas etárias essaa 
porcentagem é de 30%. Apenas 14% optarão pelo ônibus. Pelo menos 30% dos 
entrevistados viajarão pela região sudeste. 
São José do Barreiro, como uma cidade com o turismo em desenvolvimento, 
pode utilizar este cenário ao seu favor, aumentando sua visibilidade e seu fluxo turístico, 
dependendo, porém, de políticas que facilitem e incentivem a atividade turística. 
201 
9. OBJETIVOS 
A partir da avaliação dos atrativos, da análise dos pontos fortes e fracos de São 
José do Barreiro, da análise do mercado e da concorrência, foram definidos os objetivos 
do PDDTM, bem como as diretrizes estratégicas para atingi-los. 
Contudo, é fundamental que todos os integrantes da rede de serviços relacionados ao 
Turismo adotem os objetivos e procurem contribuir para atingi-los. "Cada componente 
da rede tem uma parcela de contribuição a dar, formando-se um processo de 
convergência de ações, uma sequência de esforço em direção aos objetivos comuns". 
(PETROCCHI, 2009, p. 123). Diante dessa premissa, a partir das análises da equipe da 
ECA IJSP e da discussão dos caminhos para o desenvolvimento turístico local ocorrida 
na audiência pública, foram definidos objetivos geral e específicos, de modo a buscar 
sinergia de ações por parte dos diferentes atores locais em um sentido comum. 
9.1. Objetivo Geral 
Consolidar iniciativas de desenvolvimento turístico em São José do Barreiro, por meio 
de uma articulação entre sociedade civil, poder público e iniciativa privada. 
9.2. Objetivos Específicos 
• ampliar a permanência média dos visitantes atuais e sua satisfação com a prestação 
de serviços, otimizando o aproveitamento da oferta existente; 
• conquistar novos mercados a partir da cooperação regional; 
• ampliar a circulação dos fluxos turísticos pelo território; 
• qualificar o sistema de turismo local, seus produtos e serviços turísticos 
• mobilizar e melhorar a comunicação entre os diferentes atores locais 
• constituir uma identidade turística que corresponda às aspirações da população e ao 
perfil de público que se deseja atrair 
202 
Para atingir tais objetivos, foram identificadas sete diretrizes estratégicas, que 
consubstanciam as dimensões prioritárias para o município focar suas ações, são elas: 
• Sensibilização da comunidade para o turismo; 
• Melhoria da comunicação interna e externa; 
• Qualificação de Recursos Humanos; 
• Qualificação da gestão pública para o turismo e fortalecimento 
institucional; 
• Formatação do Produto Turístico; 
• Melhoria das condições de vida no campo; 
• Coleta, sistematização e análise de dados. 
203 
PARTE II 
10. PLANO DE AÇÃO 
Plano de Ação é o conjunto das ações que visam operacionalizar as diretrizes 
consideradas estratégicas não só para o desenvolvimento turístico, mas também para 
garantir benefícios para a população local. 
O Plano de Ação foi desenvolvido e estruturado a partir das análises dos 
aspectos internos67 , externos e conforme metodologia mencionada no capítulo 7 Análise 
SWOT, a partir do cruzamento entre Forças x Oportunidades, Forças x Ameaças, 
Fraquezas x Oportunidades e Fraquezas x Ameaças, foram identificadas áreas 
importantes de intervenção para corrigir, desenvolver, reestruturar ou diferenciar a 
oferta local. 
A partir do panorama oferecido por esta matriz, foi dimensionado e priorizado 
um conjunto de ações discutidas em oficinas participativas e validadas pela comunidade 
local por meio de audiência (apêndice 9) e de consulta 68públicas. 
As recomendações e sugestões enviadas pela população de São José do Barreiro 
foram consideradas e incorporadas ao PDDTM - Plano Diretor de Desenvolvimento 
Turístico de São José do Barreiro. Vale ressaltar que, embora o conjunto de ações a 
seguir ofereça um panorama razoável de intervenções desejáveis a curto, médio e longo 
prazos, é fundamental que se elaborem projetos executivos contemplando sua 
viabilidade econômico-financeira, recursos necessários, horizonte de implementação, 
gestão e avaliação, entre outros aspectos que garantam seu sucesso 69 . 
67 Diagnóstico realizado em duas etapas: a primeira, à distância, e a segunda, em oficinas participativas 
realizadas em 22 e 23 de outubro de 2015, na sede de São José do Barreiro e no bairro Formoso. 
Uma versão preliminar do Plano Diretor de Turismo para São José do Barreiro foi disponibilizada em 
via digital, de 02 a 16 de junho, para que os interessados pudessem propor sugestões e/ou indicar 
correções. As contribuições recebidas foram incorporadas ao longo do trabalho, especialmente no Plano 
de Ação. 
69 No âmbito da parceria com a ECA USP, de agosto a dezembro de 2016 serão elaborados apenas os 
projetos considerados prioritários pelo município no conjunto do Plano de Ação aqui apresentado. 
10.1. Sensibilização da comunidade para o Turismo 
A diretriz de sensibilização da comunidade para o turismo visa tomar a 
comunidade e os setores público e privado sensíveis aos benefícios que o turismo pode 
trazer ao município. A sensibilização busca fazer com que a comunidade se torne 
multiplicadora do conhecimento, da valorização e da divulgação dos atrativos da região, 
condições importantes para seu fortalecimento. 
Segundo Hanai e Espíndola (2011), a sensibilização da comunidade para o 
turismo é fundamental para implementar planos e projetos turísticos, para que a 
comunidade, por consciência própria possa "optar pelo tipo de turismo desejável, 
definindo os rumos e o direcionamento dos procedimentos para o desenvolvimento da 
sociedade local." (HANAI e ESPINDOLA, 2011, p. 9). Além disso, cria envolvimento 
ativo da população viabilizando o alcance de objetivos em comum para o 
desenvolvimento local. 
De acordo com o diagnóstico, além de identificar a falta de pertencimento da 
população ao seu território, também foi identificada grande fragmentação dos atores 
locais, o que pode dificultar a implementação e gestão de projetos futuros deforma 
cooperada. Assim sendo, com esta diretriz, objetiva-se tomar a população mais sensível 
à valorização do patrimônio regional e ao aprimoramento de serviços e atendimentos 
prestados aos turistas. 
Desse modo, propõem ações voltadas aos grupos sociais com capacidade de 
tronarem-se multiplicadores do processo de sensibilização, que são os jovens e o 
empresariado de São José do Barreiro. 
205 
Ação Sensibilizar o Empresariado para o Turismo 
Medidas • Realizar benchmarking com empreendedores de outros 
municípios do Vale do Paraíba 
• Desenvolver palestras e workshops voltados à sensibilização 
do empresariado para o turismo; 
• Realizar visitas técnicas a municípios com produtos 
semelhantes e mais consolidados 
Objetivos • Sensibilizar o setor a respeito da influência do turismo no 
município. 
• Estimular a colaboração entre os empresários locais 
Justificativa Não obstante as tentativas de associativismo já existentes, percebe￾se ainda grande fragmentação dos empresários, o que evidencia a 
necessidade de ações que os façam repactuar o desenvolvimento 
local a partir do turismo e de forma coletiva. 
Público alvo Empresários do turismo 
Possíveis Secretaria Municipal de Turismo e Cultura de São José do Barreiro, 
Parceiros na empresariado de São José do Barreiro, associações locais e regionais 
execução relacionadas ao setor 
Resultados Maior sensibilização e cooperação do empresariado para a atividade 
esperados turística, qualificando a prestação de serviços e fortalecendo o 
segmento. 
Estimativa de Trata-se de uma ação de caráter contínuo que pode ser 
prazo implementada e avaliada em um prazo considerado curto, de cerca 
de dois anos. 
Ação Qualificar a prestação de informação oferecida pelos profissionais 
que trabalham no Portal e com o Turismo Receptivo 
Medidas • Realizar oficinas sobre Hospitalidade; 
• Visitar atrativos de São José do Barreiro com vistas a 
aprimorar sua apresentação ao turista; 
• Criar uma rede colaborativa para compartilhar 
conhecimentos obtidos 
Objetivos • Tornar estes profissionais hospitaleiros em seu dia a dia de 
trabalho e no contato com os visitantes; 
• Capacitar os profissionais para receber, orientar e dar 
assistência aos turistas em hotéis, agências de turismo, 
restaurantes e eventos; 
• Prestar um serviço receptivo de qualidade que proporcione 
ao turista acolhimento e uma o encaminhe para uma 
experiência autêntica; 
• Ampliar o conhecimento dos agentes receptivos sobre sua 
própria cidade e seu entorno. 
Justificativa Em pesquisa de demanda, os turistas avaliaram bem a hospitalidade 
local, porém, esta precisa ser mais profissional quando tratar-se de 
informação turística. Segundo levantado em audiência pública, 
muitos dos profissionais atuantes no Portal (que funciona como 
Central de Informação Turística) estão despreparados para oferecer 
informações sobre a cidade e a região, assim como alguns 
condutores, que por vezes tem um conhecimento restrito à sua área 
de trabalho (como o PNSB, por exemplo). 
Público alvo Profissionais que trabalham no Portal (agentes de informação 
turística) e com o Turismo Receptivo (monitores, guias, agências de 
receptivo etc.) 
Possíveis SEBRAE; Secretaria de Turismo e Cultura de São José do Barreiro; 
parceiros na COMTUR; Agências de Receptivo, Conselho Gestor do PNSB 
207 
execução 
Resultados Profissionais do sistema receptivo mais aptos a prestar informações 
esperados de qualidade. 
Estimativa de Trata-se de uma ação de caráter contínuo que pode ser 
prazo implementada em um prazo considerado curto, cerca de dois anos, 
mas que deve ser avaliada no médio e longo prazos. 
MÃOU 
Ação Tornar os jovens multiplicadores do conhecimento e da valorização 
do patrimônio. 
Medidas • Incorporar conceitos de patrimônio, memória e cultura no 
Ensino Médio da Escola Estadual Miguel Pereira. 
• Realizar atividades de "estudo do meio" para que os jovens 
conheçam o patrimônio local como parte do currículo 
escolar. 
• Estimular os alunos da rede pública a elaborar, por meio de 
oficinas, de material de divulgação do seu bairro, cidade ou 
região como jornais, fotografias, vídeos etc. 
Objetivos • Levar os estudantes do ensino médio a adquirir maior 
conhecimento de seu patrimônio cultural; 
• Compartilhar o conhecimento adquirido com um público 
mais amplo 
Justificativa Diante da evasão dos jovens identificada no diagnóstico, da pouca 
sensação de pertencimento com relação ao território e da 
necessidade de sensibilização da comunidade para se apropriar de 
seu patrimônio, faz-se necessária uma ação que insira o jovem no 
processo de valorização cultural e, consequentemente, de 
desenvolvimento do turismo. 
Público alvo , Estudantes do Ensino Médio da Escola Estadual Miguel Pereira. 
Possíveis Secretaria Municipal de Educação, Empresariado local (pousadas e parceiros na 
execução fazendas históricas, lojas de artesanato etc.) para viabilização de 
visita técnica, instituições de ensino da região (para viabilizar 
conhecimento técnico sobre produção de material de comunicação) 
Resultados População capaz de se perceber como parte da cultura local e capaz 
esperados de apropriar-se do seu património; jovens conscientes da 
importância da conservação do patrimônio existente e das 
MIR 
possibilidades de atuarem profissionalmente no turismo a partir dos 
seus suportes culturais. 
Estimativa de ,. Embora a implementação da ação seja relativamente simples e 
prazo 
possa ser iniciada em um curto prazo (cerca de 2 anos), estima-se 
que sua consolidação e a verificação dos resultados ocorra a longo 
prazo 
210 
10.2. Melhoria da Comunicação Interna e Externa 
Durante o trabalho desenvolvido em campo e de todo o processo de 
levantamento de dados, pôde-se perceber falta de articulação entre o setor público, o 
empresariado local e outros agentes da sociedade civil, sobretudo no que diz respeito a 
projetos e ações para o desenvolvimento do turismo no município. Paralelamente, nota￾se que a imagem de São José do Barreiro, enquanto destino turístico, ainda não está bem 
definida, nem consolidada, tendo uma demanda muito concentrada no Parque Nacional 
da Serra da Bocaina sem, no entanto, integrar-se aos demais atrativos da cidade. 
Com base nessa percepção, a diretriz de comunicação visa orientar a 
identificação, de forma conjunta e participativa, de aspectos c culturais de São José do 
Barreiro que possam constituir uma identidade local com a finalidade de difundi-Ia no 
mercado turístico. Além de sugerir ferramentas que facilitem a articulação dos agentes 
internos para o desenvolvimento de ações de promoção turística e qualificação das 
informações fornecidas na localidade. 
Em 1898, o pesquisador ST Elmo Lewis criou um conceito para explicar o 
comportamento do consumidor, chamado de modelo AlDA, cuja sigla significa 
Atenção, Interesse, Desejo e Ação. A partir desse modelo é possível traçar um plano de 
comunicação para atrair a atenção de um determinado público. Adaptando o modelo à 
realidade do mercado turístico, podemos dividir as etapas da seguinte forma (exemplo 
genérico): informar sobre a existência do destino; fazer compreender/ posicionar o 
destino; despertar o desejo da visita; induzir à compra do(s) produto(s) turístico(s); e 
repetir a visita e recomendar a terceiros. 
Assim, a mesma lógica empregada no modelo AlDA pode ser utilizada para 
atrair atenção do público interno, principalmente daqueles que não estão envolvidos 
diretamente com o turismo. 
Em audiência pública realizada na cidade, foram discutidas as ações de 
comunicação com o público presente e as questões que envolvem a comunicação interna 
no município foram priorizadas em relação às de divulgação do destino. Dessa forma.a 
ordem de apresentação das ações a seguir reproduz o resultado obtido na audiência 
pública., tendo por referência 3 públicos alvo sugeridos por Petrocchi (2009): interno 
(residentes de São José do Barreiro), mercado final (visitantes) e mercado intermediário 
(empresas de turismo e imprensa). 
211 
Ação Estruturar um plano de comunicação interna do município. 
Medidas • Estabelecer práticas de difusão das informações e discussões 
coletivas a respeito das ações no setor de turismo no âmbito do 
COMTUR, entre fóruns setoriais do empresariado e associações 
locais e entre os diferentes setores da administração pública. 
• Divulgar regularmente e de forma horizontal, os resultados das 
ações e também de projetos discutidos pelo COMTUR, ARCCO 
e demais grupos, através de informes periódicos como 
newsletter virtual ou impresso. 
• Criar parâmetros para a qualificação dos canais virtuais de 
comunicação e seus conteúdos da prefeitura e indiretamente 
para os prestadores de serviço privados 
Objetivos • Aumentar o envolvimento da comunidade no desenvolvimento 
do turismo, promover a articulação entre diferentes grupos e 
capilarizar a informação a respeito das ações relacionadas ao 
desenvolvimento do turismo local e regional. 
Justificativa Diante do diagnóstico da centralização das informações e tomadas de 
decisão, do desconhecimento de certas iniciativas por parte de boa parte 
dos setores que integram a atividade turística local e da pouca difusão 
das informações que chegam ao turista, é fundamental rever a forma 
com as informações circulam dentro e fora do município, bem como 
seu aporte para a tomada de decisão para o desenvolvimento turístico 
local de forma mais participativa. 
Público alvo Público interno do município (setores do poder público, da iniciativa 
privada e sociedade civil) e externo (visitantes) 
Possíveis COMTUR, ARCCO, Prefeitura Municipal, empresariado e 
parceiros na comunidade. 
execução 
Resultados Espera-se maior envolvimento e confiança da população para com a 
esperados atividade turística, melhor articulação entre setor público e privado, 
otimização de ações em prol do turismo e mais eficiência na 
comunicação interna e externa. 
Estimativa de Dados os diferentes públicos e níveis de comunicação a serem 
prazo trabalhados, estima-se que esta seja uma ação de médio prazo, sendo 
necessários de 3 a 5 anos para que as ações apresentem os resultados 
esperados 
212 
r 
Ação Elaborar uma campanha de Marketing para promover São José do 
Barreiro e seus produtos turísticos, não só como um destino de turismo 
de natureza (PNSB), mas também como um destino histórico-cultural. 
Medidas • Realizar reunião com empresariado local e demais interessados 
para definir o formato da campanha, em quais veículos as peças 
publicitárias serão divulgadas, qual o foco da promoção, de que 
forma e em quais polos emissores será realizada a divulgação; 
• Promover encontros com os diferentes setores do turismo para 
identificar aspectos culturais locais capazes de orientar a criação 
de uma identidade local com vistas a difundir a cidade no 
mercado turístico 
• Elaborar artes, slogans e seleção de imagens para serem 
utilizados na divulgação; 
• Rever as informações turísticas fornecidas em materiais como 
folhetos, guias impressos e páginas de internet para que estas 
estejam sempre atualizadas e atendam as expectativas dos 
turistas, além de definir os melhores materiais e canais de 
comunicação com o público externo; 
• Levantar possíveis fornecedores para veiculação das peças; 
• Definir público-alvo 
• Criar peças distintas para diferentes públicos: visitantes em 
potencial, imprensa e agências de viagem e operadoras de 
turismo. 
• Realizar divulgações pontuais, como em feiras de turismo, ou 
visitas em agências ou revistas de turismo. 
Objetivos • Divulgar a imagem de São José do Barreiro para o público 
externo, de forma a aumentar seu desejo de conhecê-lo. 
Justificativa São José do Barreiro ainda não é um destino consolidado, e tem seu 
potencial pouco explorado. Nesse caso, a campanha de marketing é 
importante para fazer com que o público externo conheça o município e 
tenha mais informações sobre seus atrativos, despertando o interesse 
em visitá-lo. 
Público alvo Turistas em potencial, dos principais polos emissores, público 
interessado em viagens com acesso frequente à internet, imprensa e 
empresas de turismo que possam operar o destino. 
Possíveis COMTUR, ARCCO, empresariado local, Prefeitura Municipal, 
parceiros na dcsenvolvedores das peças publicitárias, imprensa e empresas de 
execução turismo. 
Resultados Espera-se tornar São José do Barreiro uma cidade conhecida não só 
esperados como porta de entrada do Parque Nacional da Serra da Bocaina, mas 
também por sua oferta de turismo histórico cultural, aumentando sua 
abrangência na mídia e despertando interesse em públicos diferenciados 
213 
Estimativa de Médio (de dois a cinco anos). 
prazo 
Ação Redefinir e qualificar as informações turísticas fornecidas para os 
visitantes 
Medidas • Promoção de reunião aberta para o público, a fim de debater as 
informações turísticas fornecidas em materiais como folhetos, 
guias impressos e páginas de internet para que estas estejam 
sempre atualizadas e atendam as expectativas dos turistas, além 
de discutir quais os melhores materiais para se utilizar, e onde 
distribuí-los; 
• Readequação do material impresso e das informações online de 
acordo com o que foi discutido na reunião aberta; 
• Distribuição do material conforme debatido e treinar os 
colaboradores que ficarão responsáveis por entregar as 
informações, se estes forem recrutados. 
Objetivos • Garantir, de forma participativa, que todos os envolvidos na 
atividade turística repensem o formato e o conteúdo das 
informações turísticas disponíveis na cidade, de forma a atender 
as expectativas dos visitantes, e dos residentes de São José do 
Barreiro. 
Justificativa A ação sugere uma requalificação no conteúdo, e na forma que são 
transmitidas as informações ao visitante, pois foi apontado em 
audiência pública que é necessário um melhor tratamento das 
informações turísticas fornecidas na cidade 
Público alvo Empresariado local, residentes e visitantes de São José do Barreiro, 
bem como turistas em potencial. 
Possíveis COMTUR, empresariado local, Prefeitura Municipal, desenvolvedores 
parceiros na dos materiais e comunidade. 
execução 
Resultados Espera-se facilitar a visitação na cidade e melhorar a experiência dos 
esperados turistas, além de satisfazer os interesses do empresariado (pela 
informação de seus produtos divulgada) e dos residentes interessados. 
Estimativa de Curto (até dois anos) 
prazo 
214 
10.3. Qualificação de Recursos Humanos 
A competitividade de um destino está diretamente ligada aos ativos intangíveis; 
para Petrocchi (2009), o termo pode ser definido como qualificação de pessoas, 
inteligência empresarial, curva de aprendizado, que leva ao uso de novas tecnologias e 
outros fatores relacionados à cultura organizacional. 
Assim, o empresariado e o apoio da gestão pública são fundamentais para o 
triunfo de um destino turístico, pois a percepção de qualidade do turista é diretamente 
proporcional à qualidade da infraestrutura local e ao desempenho do indivíduo ao 
oferecer um serviço turístico. 
Portanto, oferecer meios para a capacitação dos envolvidos no trade turístico 
local é imprescindível para o sucesso de um destino turístico, proporcionando o acesso 
ao conhecimento e a conscientização da população para o turismo. 
As ações propostas se baseiam no diagnóstico já produzido, acrescidas as 
discussões realizadas em audiência pública, quando as ações a seguir foram 
apresentadas para o debate. Embora as ações tenham sido validadas e priorizadas, 
conforme a ordem a seguir, pelo público presente na audiência, dada sua interface com 
programas de sensibilização e/ou comuncação, algumas ações foram alocadas em outras 
diretrizes e mantidas aqui apenas aquelas afeitas exclusivamente a um programa de 
qualificação de recursos humanos. 
215 
Ação Criar um centro de profissionalização do turismo na Fazenda Pau 
D'alho em parceria com instituições de ensino da região 
Medidas • Criar um polo educacional voltado para o turismo em São 
José do Barreiro, por meio de parcerias com instituições de 
ensino alocadas na Fazenda Pau D'Alho. 
Objetivos • Melhorar a prestação de serviços e ao mesmo tempo dar um 
uso à Fazenda Pau D'Alho, qualificando a oferta técnica 
existente; 
Constituição de um polo de formação em turismo no Vale 
Histórico valendo-se da sua localização geográfica 
privilegiada no vale histórico, o que a torna mais acessível às 
populações das cidades vizinhas. 
Justificativa Além da região carecer de formação específica em turismo e os 
trabalhadores atuais do setor evidenciarem necessidade de atualização 
para o mercado, a fazenda Pau D'Alho está atualmente fechada à 
visitação pública e praticamente abandonada. A criação desse centro 
de profissionalização, além de colaborar para a qualificação 
profissional na região, viria a contribuir para a conservação material 
do conjunto arquitetônico dando-lhe um novo uso, amenizando os 
efeitos da deterioração que o atual estado de abandono favorece. 
Público Alvo População do Vale Histórico e entorno com interesse em atuação no 
mercado turístico regional. 
Possíveis Instituições de ensino, IPHAN, SENAC, Instituições de Ensino 
parceiros na Superior da região do Vale do Paraíba, Secretaria Municipal de 
execução Educação, Prefeituras das cidades vizinhas. 
Resultados Equipe técnica do sistema de turismo regional qualificada e 
esperados amenização do processo de deterioração no qual a construção 
216 
histórica se encontra. 
Estimativa Estima-se que a concertação entre os diferentes agentes envolvidos 
de prazo nesta ação e o início das atividades ocorra no longo prazo, entre 5 e 
10 anos. 
217 
Ação Aprimorar a qualificação dos funcionários públicos do município para 
o turismo 
Medidas • Qualificar os funcionários públicos, fomentando sua 
participação em eventos, simpósios, workshops e congressos 
ligados ao turismo, como forma de treinamento. 
Objetivos • Fortalecer a relação da gestão pública com a população e o 
trade e a articulação entre as instituições públicas, resultando 
na melhoria da prestação de serviço e do nível de informação 
e conhecimento a respeito do turismo no município. 
Justificativa Diante do diagnóstico de pouca qualificação técnica para o turismo 
do quadro de funcionários municipais e da centralização da gestão na 
figura do prefeito, é necessário que se invista na qualificação do 
corpo técnico para torna-lo capaz de também responder às questões 
relativas ao turismo. 
Público Alvo Funcionários da Secretaria de Turismo e de secretarias municipais 
com interface com a atividade turística. 
Possíveis Secretaria de Turismo, Demais secretarias municipais, SENAR, 
parceiros na SENAC e COMTUR. 
execução 
Resultados Equipe técnica qualificada para atuar na gestão pública da atividade 
esperados turística e melhor atender ao turista. 
Estimativa Estima-se que entre as organização das medidas e seus primeiros 
de prazo resultados sejam necessários de 2 a 5 anos, caracterizando uma ação 
de médio prazo. 
218 
Ação Capacitar os recursos humanos do setor de turismo para atender 
públicos diferenciados e sensibilizar os gestores de atrativos e 
equipamentos a respeito da necessidade de adequação dos seus 
espaços físicos para atender a esta demanda 
Medidas • Treinar os profissionais do turismo e gestores para atender e 
auxiliar os turistas com necessidades especiais 
• Esclarecer gestores privados a respeito das adequações físicas 
necessária, de acordo com as normas da ABNT NBR 9050 
(2004) relativas à acessibilidade 
Objetivos • Capacitar funcionários dos atrativos e equipamentos turísticos 
públicos e privados para melhor atender os turistas com 
necessidades especiais 
Justificativa Os profissionais de turismo e gestores não possuem nenhuma 
capacitação que os habilite a atender e auxiliar os turistas com 
necessidades especiais, o que pode limitar a visitação deste público. 
Atualmente, o número de equipamentos turísticos com condições para 
receber turistas de mobilidade reduzida no município é restrito e estar 
preparado para recebê-los representa também um diferencial para São 
José do Barreiro 
Público Alvo Profissionais e gestores do turismo no município 
Possíveis 
Prefeitura, SEBRAE, Ministério do Turismo e ONGs como Mais 
parceiros na 
Diferença s7° 
execução 
70 A ONG "Mais Diferenças" tem como foco de atuação Educação e Cultura Inclusivas. Trabalham 
através da articulação e da parceria com os setores público, privado e terceiro setor para construir, 
articular, promover e implementar práticas e políticas inclusivas, com os diversos setores da sociedade, 
para garantir os direitos humanos, prioritariamente das pessoas com deficiência. 
219 
Resultados 
Melhor atendimento aos turistas com necessidades especiais. 
esperados 
Estimativa Estima-se que sejam necessários cerca de 2 anos (curto prazo) para 
de prazo que o município consiga capacitar o publico alvo e cerca de 5 anos ou 
mais para que os gestores privados adequem seus espaços físicos. 
220 
Ação Capacitar a população interessada para atuar corno monitores de 
turismo, aproveitando os conhecimentos que têm da região, do Parque 
Nacional Serra da Bocaina e dos demais atrativos naturais do 
município 
Medidas • Identificar público interessado em atuar como monitor de 
turismo em São José do Barreiro 
• Identificar agentes de capacitação na área 
• Selecionar conjunto de atrativos que serão foco do processo 
• Elencar recursos necessários para a qualificação (transporte, 
recursos didáticos e humanos, espaço físico etc) 
Objetivos . Criar oportunidades de emprego no município por meio do 
turismo e estimular e sentimento de pertencimento da 
população em relação ao patrimônio natural da cidade 
Justificativa É necessário criar ações para conter o êxodo da população jovem, de 
São José do Barreiro por falta de oportunidades, constatado durante o 
diagnóstico, 
Público Alvo Jovens que terminaram o ensino médio, na faixa etária de 17 a 25 
anos que desejam atuar no turismo da região. 
Possíveis Abeta, SEBRAE, Empresários Locais, Agentes de viagem locais, 
parceiros na Guias / Condutores que já atuam no PNSB. 
execução 
Resultados Disponibilidade de condutores locais com conhecimentos da região e 
esperados diminuição do êxodo dos jovens 
Estimativa Estima-se que sejam necessários de 2 a 5 anos para que a ação 
de prazo apresente resultados iniciais, caracterizando médio prazo. 
221 
Ação Apresentar e capacitar o trade turístico para o uso da tecnologia 
através de cursos semipresenciais e/ou à distância 
Medidas • Promover cursos para qualificar as informações disponíveis na 
web e os canais virtuais de comunicação; 
• Criar parâmetros para adequação dos sites e outras 
plataformas digitais para orientarem os prestadores de serviço 
locais na promoção de seus serviços e de São José do Barreiro 
como destino 
Objetivos • Capacitar o frade a utilizar plataformas online de reservas, 
vendas e buscas (Tripadvisor; Booking.com ; Airbnb; Trivago 
etc); 
• Melhorar a competitividade do destino, aumentar o uso de 
plataformas online, garantindo o acesso à informação aos 
turistas que buscam informações através da internet. 
Justificativa Atualmente há pouca ou nenhuma presença dos serviços turísticos da 
cidade na internet. Com o e-commerce7 ' e m-commerce 72como 
tendências de mercado, a existência de uma identidade na web é uma 
necessidade para a promoção do serviço turístico. 
Público Alvo Empresários do frade turístico e população do Vale histórico 
Possíveis Instituições de ensino Superior, Instituições de ensino Técnico, 
parceiros na Prefeitura Municipal de São José do Barreiro, SEBRAE, SENAC 
execução 
Resultados Empresariado capacitado e com autônomia para criar, gerir e inovar 
E-commerce é um tipo de transação comercial feita especialmente através de um equipamento 
eletrônico 
72 M-commerce é toda e qualquer operação que envolva a transferência de propriedade ou de direitos de 
utilização de bens e serviços, que é iniciado e / ou concluído com a utilização de dispositivos móveis 
222 
esperados na promoção virtual de serviços turísticos e de São José do Barreiro 
como destino. 
Estimativa Estima-se que sejam necessários de 2 a 5 anos para que o público 
de prazo alvo esteja capacitado e que os canais comecem a ser qualificados, 
caracterizando uma ação de médio prazo 
223 
10.4. Qualificação da gestão pública para o turismo e fortalecimento institucional 
As ações propostas nessa diretriz têm por objetivo geral fortalecer e/ou 
reestruturar práticas da gestão pública e foram discutidas e validadas em audiência 
pública. 
A gestão pública tem um papel essencial no planejamento do turismo em nível 
local, já que é o poder público que orienta o crescimento da atividade turística e 
coordena os atores locais em direção de um objetivo comum. De acordo com Colin 
Michaei Hall "a indústria do turismo deve ser sensível às necessidades da comunidade 
local e precisa, a longo prazo, ser aceita por ela se quiser manter uma sustentabilidade 
econômica por longo período de tempo" (Hall, 2004: 226). Dessa forma, é importante os 
gestores públicos coordenarem um planejamento contínuo e colaborativo entre as 
diferentes partes interessadas no turismo em nível local Além do caráter estratégico de 
um planejamento turístico de base local, Petrocchi também lembra que construir 
alianças estratégicas entre destinos também possibilita o desenvolvimento cooperativo. 
Essas alianças unem as áreas empresariais do turismo, lideranças políticas e gestores dos 
órgãos administrativos visando ações compartilhadas que beneficiem a todos, criando 
um intercâmbio de informações, experiências e projetos com a finalidade de construir 
estratégias e estruturar ofertas turísticas para serem mais fortes perante o mercado de 
turismo. (PETROCC1-II, 2009). 
Além dessas referências, considerou-se para as ações aqui apresentadas, 
principalmente, a manifestação unânime dos presentes na referida audiência pública a 
respeito da importância da reativação do COMTUR e da Secretaria de Turismo, a 
criação de um Conselho Municipal de Meio Ambiente, além da transparência nas ações 
encaminhadas pela Câmara dos Vereadores e pela prefeitura de modo geral. Outras 
ações também foram propostas e seguem apresentadas a seguir, na ordem em que os 
presentes na audiência julgaram prioritárias. Contudo, a clara necessidade de legitimar 
os fóruns consultivos e deliberativos coletivos aponta para a necessidade de 
reestruturação do sistema de gestão da atividade turística no município em chave mais 
participativa. 
224 
Ação Reativar o sistema público de gestão do turismo: COMTUR e 
Secretaria Municipal de Turismo 
Medidas • Recuperar o estatuto de criação do Conselho Municipal de 
Turismo e atualizá-lo diante das demandas atuais dos atores 
locais por maior participação e transparência na gestão do 
turismo em nível local 
• Dar caráter sistemático aos encontros e definir coletivamente 
as pautas de interesse público na agenda do planejamento 
turístico local 
• Caracterizar o caráter paritário do Conselho e garantir que os 
diferentes segmentos envolvidos com a atividade estejam 
representados 
Objetivos • Garantir decisões de consenso entre o poder público, 
empresariado e sociedade civil organizada nos 
encaminhamentos sobre a política de turismo local 
• Coordenar a tesouraria e os valores empenhados 
Justificativa • A cidade não apresenta um COMTUR ativo e arrisca perder o 
seu título de Estância, de acordo com os parâmetros 
estabelecidos pela nova Lei de Categorização de Estâncias 
Turísticas; 
• O Planejamento do turismo na cidade carece de fórum 
participativo; 
• O COMTUR pode garantir a continuidade de projetos 
independentemente de mudanças na gestão pública; 
• A inoperância da Secretaria Municipal de Turismo dificulta o 
controle de repasses financeiros ao turismo, sua transparência 
e interlocução com a sociedade civil e o frade. 
Público-Alvo Empresariado ligado ao turismo, população local, setor público. 
Possíveis Representantes do setor privado, público e da sociedade civil 
parceiros na organizada; representantes de rádios locais e de mídias para a 
execução mobilização social. 
225 
Resultados COMTUR atuante, paritário e capaz de gerir a política de turismo 
esperados local minimizando os problemas característicos da descontinuidade 
administrativa. 
Estimativa de Estima-se que o prazo para reativação do COMTUR seja 
prazo relativamente curto (até 2 anos). Contudo, a mobilização dos 
diferentes agentes do desenvolvimento turístico local para a 
manutenção deste espaço político pode exigir ações de médio e longo 
prazos. 
226 
Ação Assegurar o uso adequado dos recursos naturais 
Medidas • Criar um manual de boas práticas para exposição nos atrativos 
e divulgação na cidade; 
• Monitorar periodicamente os principais pontos ecoturísticos 
com vistas a minimizar ações de impacto ambiental 
• Qualificar e treinar os profissionais do turismo, garantindo 
que o uso dos recursos seja feito tendo em vista sua 
sustentabilidade 
Objetivos • Reforçar a importância da preservação dos recursos naturais 
para o município e para a Serra da Bocaina. 
• Instruir os visitantes a preservar os recursos naturais, 
principalmente aqueles que constituem atrativos turísticos. 
• Conscientizar os profissionais do turismo sobre a importância 
da preservação para a continuidade da atividade turística na 
região. 
Justificativa As deficiências no saneamento básico diagnosticada no município e a 
falta de conscientização de diversos atores podem colocar em risco os 
recursos naturais e consequentemente o ecoturismo. 
Público-Alvo Visitantes, agentes do receptivo turísticos da cidade, empresários, 
gestores públicos e privados. 
Possíveis Profissionais do. turismo e do meio ambiente, gestores de 
parceiros na equipamentos e atrativos, tanto do setor privado quanto público; 
execução Conselho gestor do PNSB, e destinos próximos com referência em 
projetos de preservação. 
Resultados População, visitantes, gestores e funcionários de atrativos e 
esperados equipamentos turísticos mais conscientes e recursos naturais mais 
protegidos 
Estimativa de Embora algumas medidas possam ser implementadas em um prazo 
prazo considerado curto (até 2 anos), outras podem demandar mais tempo, 
além do monitoramento constante dos recursos e das medidas 
implementadas. 
227 
Ação Privilegiar a cultura popular nas ações de fomento e na 
disponibilização de espaços públicos para realização de eventos, 
coibindo o avanço de eventos culturais exógenos. 
Medidas • Mapear as festas populares mais tradicionais da cidade e da 
região 
• Criar calendário dos eventos populares, determinando espaços 
e responsáveis pela organização das festividades. 
• Coordenação das atividades pelo COMTUR 
• Limitar o número de eventos exógenos, através de diálogo 
com o setor público e com a sociedade civil, tendo em vista o 
fortalecimento da identidade cultural local para o turismo e os 
impactos gerados. 
Objetivos • Fortalecer a identidade cultural local. 
Justificativa Há um número crescente de eventos exógenos e de grande escala 
(shows, carnaval) que contrariam o desenvolvimento do turismo 
sustentável e a construção de uma identidade associada à cultura 
local. Eventos com caráter cultural e histórico tem deixado de ocorrer 
por falta de incentivos do setor público e pela desmobilização da 
população. 
Público-Alvo População interessada de São José do Barreiro, lideranças de 
movimentos culturais e representantes da gestão pública. 
Possíveis Poder público, empresariado, líderes de grupos culturais e 
parceiros na manifestações populares, população interessada, prefeituras das 
execução cidades do Vale Histórico. 
Resultados Consenso na decisão a respeito dos eventos locais, privilegiando 
esperados aqueles de cunho cultural e de maior caráter popular em detrimento 
de eventos exógenos. 
Estimativa de A partir da reativação do COMTUR, pautas como esta poderão entrar 
prazo na agenda do Conselho e poderão ser implementadas em curto prazo 
(ate 2 anos), contudo, a prática de inscrição, análise, seleção e apoio 
aos eventos deverá ser uma prática planejada a médio prazo e 
monitorada permanentemente 
10.5. Formatação do Produto Turístico 
A diretriz de Formatação do Produto Turístico visa a estruturação da oferta visando 
sua plena inserção no mercado, além de sustentar ações contempladas em outras 
diretrizes73 . Segundo Petrocchi (2009), a estruturação da oferta turística deve balizar-se 
pelo macroproduto existente no destino, como, por exemplo, praia, ecoturismo ou 
eventos, integrando a ele as ofertas complementares. 
Para que o turista tenha acesso à uma oferta ampliada, porém, é necessário qualificar 
produtos complementares, a exemplo de grupos folclóricos, artesãos e artistas 
populares, que podem, inclusive, contribuir para aumentar o tempo de permanência e do 
gasto do turista. Essa organização da oferta é fundamental para que não aconteça algo 
muito comum em destinos de menor porte, como "o turista encontrar um museu ou uma 
igreja fechada no final de semana" (PETROCCHI, 2009, p. 257). 
Na audiência realizada em maio de 2016, as ações elencadas a seguir e que visam 
orientar a formatação do produto turístico, foram discutidas com a população local e 
concluiu-se que a maioria delas é fundamental para o município. 
Embora algumas das ações discutidas na audiência tenham sido associadas ao processo Formatação do 
Produto Turístico, para efeito de organização deste Plano de Ação, foram alocadas em outras diretrizes, 
como é o caso do Plano de Marketing, da proposta de novo uso da Fazenda Pau D'Alho ou ainda da 
adequação dos espaços fTsicos ao público com necessidades especiais. 
229 
Ação Sinalizar os atrativos e equipamentos turísticos da cidade 
Medidas • Identificar atrativos e equipamentos que necessitam de 
sinalização nas áreas urbana e rural e no Parque Nacional da 
Serra da Bocaina. 
• Definir pontos para instalação de sinalização para veículos 
motorizados e pedestres 
• Definir tipologia de sinalização - indicativa e/ou informativa - 
de acordo com a necessidade de cada elemento da oferta a ser 
sinalizado e tendo como referência a eficácia dos recursos 
(totens fixos e/ou interativos, placas etc.) 
Objetivo • Adequar a sinalização turística, facilitando o acesso aos 
atrativos e serviços, distribuindo melhor os fluxos turísticos no 
território. 
Justificativa Por conta da ausência de mapeamento por GPS em algumas áreas da 
cidade, a sinalização, tanto na área urbana quanto na rural, se torna o 
único meio de acessar e se informar os turistas sobre os atrativos e 
serviços turísticos. Hoje, tais sinalizações são precárias, dificultando ou 
até mesmo impossibilitando o turista de chegar em determinados 
locais. 
Público Alvo Visitantes de São José do Barreiro. 
Possíveis Setor de comunicação, turismo e transportes da prefeitura, gestores dos 
parceiros na atrativos e/ou equipamentos privados, COMTUR. 
execução 
Resultados Acesso facilitado à oferta turística local e experiência do turista que 
esperados visita São José do Barreiro satisfatória. 
Estimativa Estima-se que entre o planejamento e a execução, sejam necessários 
de prazo cerca de 3 anos de duração, caracterizando uma ação de médio prazo 
230 
r 
Ação Realizar Benchmarking em mercados semelhantes e concorrentes. 
Medidas • Identificar e selecionar destinos e/ou produtos foco da ação 
• Selecionar agentes locais de interesse para participar das visitas 
técnicas: operadores, hoteleiros, guias/monitores, empresários 
do trade 
• Realizar visitas técnicas para explorar o knowhow dos mercados 
semelhantes e concorrentes já consolidados. 
Objetivo • Qualificar o produto turístico de São José do Barreiro a partir 
do estudo de casos de sucesso com iniciativas que possam ser 
adaptadas e/ou aplicadas na cidade. 
Justificativa Através da análise interna e externa do município, percebeu-se que 
apesar da cidade possuir belezas naturais e localização privilegiada 
entre o eixo RJ-SP, outros destinos oferecem produto turístico similar e 
melhor qualidade de infraestrutura. Por sua imagem externa não 
contemplar a variedade de atrativos que possui, é importante se valer 
do estudo de destinos concorrentes para identificar um diferencial e 
buscar formas de atender à demanda de forma satisfatória 
Público Alvo Empresários, gestores e proprietários privados de equipamentos 
turísticos, além dos gestores públicos das áreas relacionadas direta e 
indiretamente ao turismo 
Possíveis Secretaria de Turismo, COMTUR, gestores de cidades próximas e 
parceiros na potenciais para benchmarking (ex. Visconde de Mauá, Petrópolis e 
execução Vale do Paraíba Fluminense). 
Resultados Produtos turísticos mais qualificados e inovação na oferta turística e na 
esperados prestação de serviços 
Estimativa Estima-se que entre o planejamento e a execução da ação sejam 
de prazo necessários de 2 a 3 anos (curto a médio prazo), com os primeiros 
resultados após este período 
231 
Ação Aprimorar o Ecoturismo no Parque Nacional da Serra da Bocaina 
(PNSB). 
Medidas • Ampliar e diversificar a oferta de atividades de ecoturismo 
praticadas dentro do Parque 
• Melhorar a infraestrutura para a prática de ecoturismo no 
Parque e no seu entorno 
• Qualificar a prestação de serviços e guias e monitores dentro 
dos limites do Parque 
• Levar de forma mais eficaz ao público alvo as informações a 
respeito das atividades de ecoturismo praticadas no PNSB 
Objetivos • Melhorar a estrutura para a prática de ecoturismo no Parque, 
facilitando a visitação autoguiada, gerando empregos e 
ampliando o receptivo e as informações sobre a Serra da 
Bocaina. 
Justificativa Identificado durante o diagnóstico e apontado como fraqueza na análise 
SWOT, São José do Barreiro pouco aproveita a visibilidade trazida 
pelo título de "portão de entrada do PNSB", além de apresentar 
insuficiência de infraestrutura dentro e no entorno do Parque. 
Público Alvo Visitantes do PNSB, operadores, guias e monitores que atuam no 
PN 58. 
Possíveis Conselho Gestor do PNSB. Diretoria Municipal de Agricultura e Meio 
parceiros na Ambiente, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade 
execução (lCMBio), , operadores, guias e monitores que atuam no PNSB, 
proprietários de estabelecimentos na região, consultores especializados 
em desenvolvimento turístico 
Resultados Parque com estrutura para receber maior fluxo turístico de forma 
esperados sustentável, colaborando com sua proteção e dando mais visibilidade 
para São José do Barreiro. 
Estimativa Estima-se que entre o planejamento, execução e primeiros resultados 
de prazo desta ação sejam necessários mais de 5 anos, caracterizando uma ação 
de longo prazo. 
232 
r 
Ação Elaborar roteiros contemplando a diversidade do local 
Medidas • Selecionar atrativos de caráter ecoturístico e histórico-culturais 
com localização estratégica para a formação de rotas, trilhas ou 
circuitos 
• Identificar parceiros para a construção coletiva de roteiros 
• Analisar infraestrutura existente e/ou necessidade de 
incremento e as condições de circulação dos visitantes pelas 
rotas identificadas 
• Elaborar roteiros experimentais 
Objetivos • Estender a permanência dos visitantes na cidade através da 
dispersão do fluxo turístico pelo território dando visibilidade à 
sua diversidade natural e cultural. 
Justificativa O estudo de demanda aponta que 23% das pessoas que visitam a cidade 
ficam menos de 24h e 59,5% permanecem entre 1 e 3 dias. Tais 
roteiros permitiriam maior deslocamento pela cidade, de forma a 
ampliar a experiência do turista que visitaria mais atrativos, 
prorrogando sua estadia. 
Público Alvo Turistas e Excursionistas 
Possíveis Secretaria de Turismo e COMTUR, gestores de atrativos, empresários 
parceiros na do trade turístico, operadores locais e/ou regionais. 
execução 
Resultados Tempo de permanência do turista ampliado, com acesso facilitado a 
esperados atrativos turísticos diversificados e enriquecimento da experiência 
turística. 
Estimativa Estima-se que o processo de planejamento e execução transcorra em 
de prazo um período de médio a longo (até 5 anos), a depender das condições 
dos recursos base para a construção dos roteiros 
233 
Ação Integrar e articular melhor os municípios do Vale Histórico. 
Medidas • Elaborar eventos, roteiros, festivais em parceria com Silveiras, 
Queluz, Areias, e Bananal 
• Estudar parceria com o Programa Roda São Paulo para 
viabilizar um transporte para circular pelos principais pontos 
turísticos das cidades do Vale Histórico aos finais de semana e 
feriados, quando o turista poderá descer em um ponto 
turístico, conhecê-lo e depois reeembarcar para dirigir-se a 
outro atrativo ("hop on- hop off'). 
Objetivos • Promoção do turismo regional em cooperação com municípios 
da Rodovia dos Tropeiros 
Justificativa Não obstante a Rodovia dos Tropeiros interligue os municípios, eles 
não compartilham produtos nem públicos, não possuem circuitos ou 
roteiros regionais bem definidos, nem propostas de visitação 
conjunta, deixando de otimizar a permanência do visitante que se 
encontra na região 
Público Alvo Visitantes do Vale Histórico 
Possíveis ARCCO, operadoras de turismo, prefeituras e empresariado do Vale 
parceiros na Histórico. 
execução 
Resultados Espera-se maior articulação entre os municípios que integram a 
esperados região do Vale Histórico, possibilitando melhor da gestão do 
receptivo. 
Estimativa de Estima-se que as ações de concentração de interesses para viabilizar 
prazo roteiros regionais, bem como seu planejamento e execução 
demandem médio prazo ou cerca de 5 anos, a depender da capacidade 
de articulação dos agentes envolvidos. 
234 
Ação Restaurar e dar vida ao Cine Teatro. 
Medidas • Diagnosticar as condições de restauro da edificação 
• Identificar parceiros, apoiadores e patrocinadores para a 
restauração 
• Estudar coletivamente possibilidades de uso público, bem como 
sua viabilidade para a manutenção da edificação. 
Objetivos • Reabilitara edificação com vistas ao seu uso público 
Justificativa O Cine Teatro foi construído na década de 1920 e recebeu diversos 
shows e eventos. Hoje encontra-se fechado e abandonado, deixando de 
agregar valor material e simbólico ao conjunto dos atrativos histórico 
culturais locais 
Público Alvo Moradores locais e turistas. 
Possíveis Gestores públicos e profissionais relacionados à cultura, empresariado, 
parceiros na eventuais patrocinadores e população interessada 
execução 
Resultados Cine Teatro reaberto ao público, ampliando as opções de lazer e 
esperados entretenimento aos moradores locais e dos turistas, dando vida à Praça 
Prefeito José de Marins Freire. 
Estimativa Longo (mais de cinco anos) 
de prazo 
235 
10.6. Melhoria das condições de vida no campo 
Ao longo do desenvolvimento do presente plano, foi analisado o contexto 
histórico e social no qual a população que reside no espaço rural está inserida, a partir 
do qual foram sugeridas algumas ações como forma de melhorar as condições de vida 
no campo através do desenvolvimento do agroturismo e do turismo rural. 
Nesta perspectiva, o turismo pode ser utilizado como uma forma de 
complementar a renda e diversificar as atividades desenvolvidas no campo através da 
visitação e da venda de produtos caseiros, do oferecimento de hospedagem alternativa 
em propriedades rurais do tipo bed and brea/çfast, entre outros. Para tanto, é importante 
a mobilização da população, a sensibilização e o treinamento dos envolvidos, bem como 
a divulgação dos produtos. 
Em dinâmica realizada durante a audiência pública em maio de 2016, uma das 
principais preocupações levantadas foi a descontinuidade dos projetos que partem do 
poder público. Além disso, acredita-se que o turismo e a atividade rural são duas 
grandes vertentes para o desenvolvimento do município, que estão interligadas e 
precisam ser inseridas em um programa comum. Ressaltou-se também a necessidade de 
um mapeamento das propriedades rurais, evidenciando o que cada uma tem a oferecer e, 
principalmente, identificando produtores com comprometimento e interesse em 
trabalhar com o turismo. Foi mencionado também o Parque Nacional Serra da Bocaina, 
que na opinião de alguns presentes na audiência, trata-se de um forte chamariz para os 
turistas. 
Acredita-se que as ações propostas podem ser realizadas, todas listadas abaixo, 
em ordem de importância definida na audiência pública. 
236 
Ação Desenvolver iniciativas que impulsionem o turismo rural visando 
manter os produtores no campo 
Medidas • Realizar o inventário das propriedades com potencial e 
disponibilidade para o agroturismo e/ou hospedagem através de 
ações de levantamento, coleta e sistematização de dados e 
características dos produtores rurais, compondo um banco de 
dados com o perfil de cada um; 
• Capacitar tecnicamente o Sindicato Rural para realizar o 
inventário e mantê-lo atualizado; 
• Buscar parcerias com Instituições de Ensino localizadas na 
região, que possam auxiliar na realização do inventário. 
Objetivos • Fomentar o turismo rural; 
• Afirmar a identidade rural do produtor; 
• Elevar a autoestima dos produtores e colaborar para a 
complementação de renda através do turismo; 
• Formar uma base de dados sobre os produtores rurais para 
subsidiar o planejamento dos segmentos de turismo em espaço 
rural; 
• Incentivar a preservação da cultura rural. 
Justificativa A escassez de estudos e dados sobre o produtor rural, dificulta um 
delineamento de seu perfil. Ao mesmo tempo, o turismo 
rural/agroturismo se configuram como uma alternativa para o 
desenvolvimento econômico. 
Possíveis Poder público (Prefeitura do município), Sindicato Rural e 
parceiros na Universidades públicas (UNITAU - Universidade de Taubaté -, 
execução FATEC São José dos Campos, USP - Universidade de São Paulo -, 
EACI-I, Unesp) 
Público alvo Produtores Rurais. 
Resultados Espera-se o maior conhecimento do produtor rural, bem como o 
esperados aumento da demanda de turistas nos segmentos - rural e agroturismo. 
Estimativa Estima-se que o planejamento e a execução do inventário rural 
de prazo demande de dois a cinco anos, caracterizando uma ação de médio 
prazo. As ações subsequentes de planejamento turístico das 
propriedades identificadas com potencial, merecem ações 
complementares de longo prazo. 
237 
Ação Reforçar a presença de São José do Barreiro no segmento de turismo 
rural e agroturismo 
Medidas • Identificar destinos de excelência/referência no segmento de 
turismo rural e agroturismo 
• Planejar ações de benchmarking nos destinos identificados; 
• Estimular a organização e a articulação do grupo de produtores 
rurais para qualificarem o produto turístico rural a partir da 
estrutura de cursos oferecidos pelo Sindicato. 
Objetivos • Qualificar o produto turístico rural e agroturístico e aumentar 
a demanda para o segmento, reafirmando a imagem de São 
José do Barreiro como destino para este mercado. 
Justificativa O baixo nível de sindicalização dos produtores e a existência de 
outros destinos oferecendo produtos similares, evidenciam a 
necessidade de o município se qualificar neste mercado, pois seu 
potencial é pouco explorado. 
Possíveis Prefeitura do município - Secretaria de Turismo, Diretoria de 
parceiros na Agricultura e Meio Ambiente, COMTUR -, Sindicato Rural, SENAR 
execução e SENAC. 
Público alvo Trade turístico e produtores rurais cujas propriedades possuem 
potencial para o turismo rural e/ou agroturismo. 
Resultados Espera-se fortalecer a imagem de São José do Barreiro no mercado de 
esperados turismo rural e agroturismo, agregando renda à população do campo. 
Estimativa Embora as etapas de planejamento e execução das ações de 
de prazo benchaínarlcing possam ser realizadas em curto prazo - até dois anos, 
o processo de sensibilização, organização dos produtores e iniciativas 
práticas para adequação de propriedades exigirá ações contínuas, 
cujos resultados tendem a aparecer apenas no longo prazo. 
Ação Identificar no Plano Municipal de Desenvolvimento Rural e 
Sustentável instrumentos para disciplinar o uso do solo e estimular 
atividades agropastoris 
Medidas • Realizar de encontros para análise conjunta do Plano, com vistas 
a identificar possibilidades de intervenção em favor do 
desenvolvimento no campo; 
• Promover fóruns técnicos para esclarecer os produtores rurais e 
demais interessados a respeito das áreas que devem ser 
protegidas por lei e/ou que devem ter uso restrito em função da 
fragilidade dos recursos e sistemas ambientais locais 
• Promover cursos, palestras e workshops com o objetivo de 
informar quem vive e trabalha na zona rural, com vistas a 
disciplinar o uso do solo e diversificar as atividades no campo. 
• Estudar as possibilidades de cultivo de alimentos orgânicos, 
podendo agregar valor ao agroturismo 
Objetivos • Conscientizar a população sobre a importância de se preservar 
o meio ambiente; 
• Colaborar para a preservação dos recursos naturais, que 
inclusive sustentam a atividade ecoturística; 
• Possibilitar o crescimento econômico através do 
desenvolvimento rural de forma sustentável. 
Justificativa A situação atual do solo e o pouco investimento na zona rural, 
dificultam a realização de atividades agropastoris, situação agravada 
pela falta de preservação dos recursos naturais, notadamente o 
descuido com as águas, colocando em risco os atrativos naturais que 
suportam boa parte do turismo praticado no município. 
Possíveis Sindicato Rural, Poder público e SENAR. 
parceiros na 
execução 
Público alvo Produtor rural. 
Resultados Espera-se conscientizar os produtores rurais sobre a importância da 
esperados preservação do solo e das formas possíveis de melhorar o 
desenvolvimento na zona rural; Aumentar as atividades agropastoris 
estimulando hábitos sustentáveis no destino 
Estimativa Embora o prazo para a realização dos encontros com o público alvo o 
de prazo e início do processo para sua sensibilização para o tema em foco 
possa ser estimado até 5 anos (curto a médio prazo), iniciativas 
práticas e primeiros resultados tendem a surgir no longo prazo. 
239 
10.7. Coleta, sistematização e análise de dados 
A Pesquisa e a sistematização de dados sobre turismo no município são 
fundamentais para orientar as ações do poder público e do mercado. Nesse sentido, um 
conjunto de propostas foram discutidas em audiência pública, de modo a definir alguns 
parâmetros para incrementar as atividades já desenvolvidas no município. Atualmente é 
realizada uma pesquisa com visitantes no portal da cidade durante os feriados, cujos 
dados produzidos mostram-se insuficientes para pautar ações de planejamento, além de 
não serem acessíveis aos agentes do mercado local, para quem também é importante 
conhecer o perfil do visitante local. A divulgação e transparência destes dados, aumenta 
a credibilidade da pesquisa e reforça o caráter colaborativo que deve permear as 
relações entre o poder público, trade e sociedade civil. 
É também importante pautar as pesquisas de demanda em bases metodológicas 
confiáveis e bem executadas, com resultados capazes de orientar ações de planejamento 
turístico a curto, médio e longo prazo. As ações apresentadas a seguir consubstanciam 
as discussões ocorridas na audiência e validadas durante o processo de consulta pública. 
240 
Ação Estruturar o Observatório de Turismo de São José do Barreiro 
Medidas • Definir equipe ou órgão responsável pela coleta, 
sistematização e divulgação de dados sobre o desempenho do 
turismo no município; estudos de tendências; perfil nos 
destinos emissores; pesquisa de demanda no município 
• Treinar a equipe responsável pelas pesquisas; 
• Reformular o questionário aplicado em feriados no portal da 
cidade, bem como revisão e adequação do banco de dados, 
garantindo que todas as variáveis sejam claras e mensuráveis; 
• Definir a periodicidade para a realização das pesquisas; 
• Manutenção de uma home page com os resultados da pesquisa 
• Publicar boletins ou newsletter com os dados sobre o 
desempenho do mercado local e a demanda; 
Objetivos • Monitorar o fluxo de turistas e o comportamento do mercado 
turístico local 
• Constituir um banco de dados com resultados de pesquisas 
periódicas sobre o turismo no município e sobre a demanda; 
• Garantir a clareza e confiabilidade dos dados obtidos; 
• Divulgar os dados obtidos, aumentando a transparência e 
subsidiando tomadas de decisão por parte do poder público e 
da iniciativa privada. 
Justificativa Os dados coletados atualmente carecem de aprimoramento 
metodológico para constituírem uma base de dados confiável e capaz 
de orientar o planejamento turístico local. Além disso, a pesquisa de 
demanda é um dos requisitos listados no 50 Artigo da Lei 
Complementar N° 1.261, DE 29 DE ABRIL DE 2015, que 
regulamenta a classificação de Estâncias e de Municípios de Interesse 
Turístico. 
Parceiros na Prefeitura Secretaria de Turismo e COMTUR - e trade 
execução 
Público alvo Poder público e trade, que poderá se pautar nos dados de pesquisa 
para suas ações de planejamento 
Resultados Constituição de um banco de informações turísticas sobre o 
esperados município a partir de dados confiáveis, obtidos por metodologia 
241 
adequada e acessíveis aos interessados. 
Estimativa Trata-se de uma ação urgente para o planejamento do turismo local, 
de prazo de modo que recomenda-se início imediato, com implementação das 
primeiras medidas em até 2 anos (curto prazo), ainda que os primeiros 
resultados dependam da produção sistemática e periódica para 
resultados no médio e no longo prazos. 
242 
12. CONSIDERAÇÕES FINAIS 
O presente trabalho é resultado de uma ampla pesquisa` acerca do município de 
São José do Barreiro, que permitiu a análise de pontos fortes e pontos fracos, ameaças e 
oportunidades, dando base à elaboração de ações que visam o desenvolvimento turístico 
do município. 
As contribuições propostas pela comunidade de São José do Barreiro 
permitiram o ajuste do trabalho à realidade local e estão incorporadas neste PDDTM, 
validado coletivamente em audiência pública. 
Ao longo da elaboração do diagnóstico e durante a audiência pôde-se perceber 
a necessidade de uma gestão mais participativa, com decisões compartilhadas entre os 
diferentes agentes do desenvolvimento turístico local, bem como mais transparente e 
com comunicação interna mais eficiente. Evidencia-se pré-disposição ao associativismo, 
o que pode facilitar um pacto entre os três setores para o desenvolvimento turístico 
local. Nesse sentido, o COMTUR foi apontado como fórum privilegiado, devendo ser 
reativado o quanto antes, tema que torna-se ainda mais relevante no contexto de um ano 
de campanhas eleitorais dos candidatos à prefeitura do município. 
Ressalta-se também a importância das articulações com os municípios vizinhos 
para que sejam empreendidas ações de desenvolvimento do turismo em escala regional, 
visto que as cidades situadas na Rodovia dos Tropeiros possuem aspectos identitários 
comuns, partilham de problemas semelhantes, como a falta de oportunidade de 
formação e trabalho para jovens, ao mesmo tempo em que possuem enorme potencial 
para os segmentos de turismo histórico-cultural e de natureza, além de terem na Rodovia 
um importante elemento de conexão física do território. 
Vale destacar que durante o ano de 2015 um outro Plano Diretor de 
Desenvolvimento Turístico foi elaborado pela Consultoria Tié Sangue, cabendo à 
municipalidade e à população definirem se os documentos têm caráter complementar e 
de que forma se dará o prosseguimento às diversas ações propostas. 
Por fim ressalta-se a importância deste documento, na medida em que 
consubstancia um Plano de Ação e define as bases para a continuidade do trabalho 
A pesquisa foi realizada através da coleta de dados por fontes secundárias, visita técnica, oficinas 
realizadas com membros do empresariado turístico local e moradores, audiência e consulta públicas. 
243 
durante o segundo semestre de 2016, período em que serão desenvolvidos projetos que 
facilitem a operacionalização das ações consideradas prioritárias, além de constituir 
subsídios importantes para a elaboração de outros projetos que auxiliem os gestores 
locais no planejamento da atividade turística, proporcionando o desenvolvimento local e 
regional, e a manutenção do título de estância turística. 
244 
13. APÊNDICES 
Apêndice 1 - Questionário de demanda aplicado com turistas em São José do Barreiro 
eco tiES? 
Questionário dê demanda a ser aplicado com turistas em São José do Barreiro mtw￾Cabeçalho 
Entrevistador. 
Data: / / 
Local de aplicação 1 nome do estabelecimento: 
Questionado 
Idade: anos 
2)Sexo: aF() b.M() 
3) Nível de escolaridade: 
a. Ensino fundamental incompleto 
d. Ensino médio completo 
4) Estado civil: a) Solteiro(a) 
5) Pvoflssào:__________________ 
b. Ensino fundamental completo e. Ensino médio incompleto 
e. Ensino superior incompleto f. Ensino superior completo 
t) Casado(a) e) Divorciado(a) ci) Viuvo(a) 
) Qual sua renda familiar mensal em salários mínimos? 
a. Até R$ 850 b. De R$ 851 a RS 2.000 e. De R$ 2001 . a R$ 4.000 
d. De R$ 4.001 e R$ 7000 e. De R$ 7.001 a R$ 10.000 Q Mais de R$ 10.000 
7) Local de residência (cidade e estado/pais): 
8) Principal meio de transporte utilizado para chegada à São José do Barreiro: 
a. Õnibus Regular b. Õnibus Fretado e. Cairo d. Avião 
e. Outro: 
9) Cite abaixo seu tempo de permanência total na cidade: 
a. Menos de 24h b. 1 a 3 dias o. 4 a 5 dias d. 6 ou mais dias 
10) Local onde está hospedado 
a. Hotel. Qual? 
b. Pousada. Qual? 
e. Camping. Qual? 
d. Casa de parentes/amigos 
e. Outro, 
11) Caso tenha respondido "hotel", "pousada' ou "camping " na questào anterior, apresente sua nota 
em relação aos quesitos abaixo: 
Não se aplica 
Nome do estabelecimento 
ótimo Muito Bom Bom Regular Péssimo 
a.Atendimento ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 
b.Estrutura física ( ) ( 1 ( ) ( ) ( ) 
cLimpeza ( 1 E ) ( ) E ) E ) 
d.Localização ( ) ( ) ( ) ( ) E ) 
12) Como ficou sabendo do destino? 
a. Amigosiparentes que já visitaram anteriormente 
b. Amigos/parentes que resideniijá residiram na cidade 
c. Internet. Em qual sue? 
d. Televisão 
e. Outro: 
13) Já visitou o destino anteriormente? 
a. Sim b. Não 
14) Se sim, quantas vezes? 
a. 1 b.2a4 c. Mais de4 d. Não seaplica 
15) Caso seja sua primeira visita á cidade, qual era sua expetativa e qual imagem tinha antes da chegada e depois de 
estar aqui? 
16) Com quem realizou esta viagem? 
a. Familia b. Amigos e. Parceiro(a) d, Sozinho(a) e. Outro: - 
17) Qual a motivação de sua viagem? 
a. Lazer b. Estudo e. Trabalho cl. Algum evento específico- Qual? 
e. Outro: 
18) Você utilizou ou irá utilizar algum serviço da agência MW Trekking ou de outra agência de turismo para realizar a 
viagem á São José do Sarreiro? 
a. Não 
b. Sim, da MW Trekking. Qual(is)? - 
e. Sim, de de outra agência. Qual(is)7 
19) Notou alguma ação por parte da Prefeitura de São José do Barreiro para divulgação da cidade? 
a. Sim b. Não 
20) Liste abaixo os atrativos visitados em sua viagem: 
a. Não se aplica 
b. Igreja Matriz de São José do Barreiro 
e. Cine Teatro São José 
cl. Estação Ferroviário 
e. Câmara Municipal 
t Escadad&Cemitédo dos Escravos 
g. Casa de Pedra 
h. Parque Nacional da Serra da Bocaina 
L Fazenda da Barra 
j. Fazenda São Francisco 
k. Hotel Fazenda e Restaurante Clube dos 200 
1 Terralinda Atelier 
m. Igreja de Sant'Ana 
n. Fazenda Catadupa 
o. Fazenda São Benedito 
p. Trilha do Ouro (Parque Nacional da Serra da Bocaina) 
q. Pedra do Frade (Parque Nacional da Serra da Bocaina) 
r. Cachoeira das Posses (Parque Nacional da Serra da Bocaina) 
s. Cachoeira do Isidoro (Parque Nacional da Serra da Bocaina) 
t. Cachoeira do Veado (Parque Nacional da Serra da Bocaina) 
u. Pico do Tira Chapéu (Parque Nacional da Serra da Bocaina) 
v. Outros: 
246 
21) Caso tenha visitado algum atrativo, apresente sua nota em relação aos quesitos abaixo: 
Não se aplica 
Nome do atrativo 1: 
Nome do atrativo 2: 
Nome do atrativo 3: 
1) Ótimo Muito Bom Bom Regular Péssimo 
a.lrifraesirutura ( ) ) ( ) ( ) ( ) 
bAcesso 
( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 
2) Ótimo Muito Bom Bom Regular Péssimo 
a.lnfraestrutura ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 
bAcesso ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 
Ótimo Muito Bom Bom Regular Péssimo 
a.lnfraestrutura ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 
b,Acesso ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 
22) Liste abaixo os atrativos que ainda pretende visitar em sua viagem: 
a. Não se aplica 1, Terralinda Atelier 
b, Igreja Matriz de São José dc. Barreiro nt. Igreja de Sant'Ana 
c. Cine Teatro São José o. Fazenda Catadupa 
d. Estação Ferroviãria o. Fazenda São Benedito 
e. Câmara Municipal p.Trilha do Ouro (Parque Nacional da Serra da Bocaina) 
E Escadaria/Cemitério dos Escravos q. Pedra do Frade (Parque Nacional da Serra da Bocamna) 
g. Casa de Pedra r.Cachoeira das Posses (Parque Nacional da Serra da Socaina) 
li. Parque Nacional da Serra da Bocaina s. Cachoeira do Isidoro (Parque Nacional da Serra da Bocaina) 
i. Fazenda da Barra 1. Cachoeira do Veado (Parque Nacional da Serra da Bocaina) 
j. Fazenda São Francisco u. Pico do Tira Chapéu (Parque Nacional da Sena da Bocaina) 
k. Hotel Fazenda e Restaurante Clube dos 200 v. Outros: 
23) Por que optou por visitar São José do Barreiro? Considerou algum outro destino semelhante ria hora da escolha? 
Qual? 
24)Caso esta seja sua primeira viagem à São José da Barreira, pretende retornar 1 cidade? 
a. Sim ci. Não e. Não é a primeira v.agem à cidade 
25)Se já esteve na cidade anteriormente, notou alguma mudança na estrutura turística do local? 
a, Sim b. Não o. Não esteve na cidade anteriormente 
26)Se sim, esta mudança foi positiva ou negativa? 
a. Positiva b. Negativa o. Não se aplica 
27)Apresente abaixo sua nota em relação aos seguintes tópicos: 
Ótimo Muito Bom Bom Regular Péssimo 
a.Hospedagem ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 
b.Tmnsporte ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 
c.Divulgaçâo ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 
d.Hospitalidade ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 
e.Atrativos ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 
Llnfraestrutura turistica ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 
247 
28) Apresente abaixo seus seguintes gastos com: 
Nulo R$ 1-100 
a. Hospedagem(Diária) ( ) ( 
b. Transporte ( 
c. Alimentação ( ) ( ) 
d. Atrativos ( ) ( ) 
e. Compras ( 
R$ 101-200 R$ 201400 Mais de 400 
( ) ( ) ( ) 
c ) Á ) ( ) 
( ) ( ) ( ) 
( ) ( ) ( ) 
29) Caso tenha visitado algum restaurante, apresente sua nota em relação aos quesitos abaixo: 
Não se aplica 
Nome do estabelecimento 1: 
Nome do estabelecimento 2: 
1) Ótimo Muito Bom Bom Regular Péssimo 
aAteridimento ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 
b.Quafldade da comida servida ( ) ( ) ( ) ( 
cLimpeza ( ) ( ) ( ) ( ) ( 
d.Localizaçâo ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 
e.Preço ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 
2) ótimo Muito Bom Bom Regular Péssimo 
a.Atendimento ( ) ( ) ( ) ( ) 
b.Qualidade da comida servida ( ) ( ) ( ) ( 
cLimpeza ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 
d.Localização ( ) ( ) ( ) ) 
e.Preço ( ) ( ) ( ) ( ) 
Apêndice 2 - Questionário de demanda aplicado com estabelecimentos em São José do 
Barreiro 
ecoa crsp 
Questionário de demanda a ser aplicado em estabelecimentos em São Jose do Barreiro nr 
Cabeçalho 
Entrevistador: 
Data: 
Local de aplicação) nome do estabelecimento: 
Questíona'río 
1) Nome completo do entrevistado: 
2) Cargo: 
3) Natureza do Estabelecimento: a. Pública b. Privada c. Mista 
4) Numero de funcionários: 
ala3 b.4a7 c.8a10 d.11a15 e. Mais delô 
5) Endereço: 
6) Telefone (com DOEi): 
7) Qual o ramo do estabelecimento onde trabalha? 
a, Hospedagem b. Alimentação c. Comércio d. Serviços 
8) Caso tenha respondido 'hospedagem" na pergunta anterior, responda: 
a. Qual o número de unidades habitacionais do estabelecimento? 
b. Qual o número de leitos? 
e. Qual a taxa media de ocupação mensal? (em %) 
d. Qual a pemanência media do turista? (em pernoites) 
e. Não se aplica 
S) Qual(is) canal(is) de venda o estabelecimento utiliza para prria divulgação? 
a. Site próprio b. Site parceiro (Bookíngcom, Expedia, Hoteis.com , etc) 
e. Telefone d. Email 
10) QualOs) mês(es) apresenta(m) maior fluxo de clientes? 
a. Janeiro d. Abril g. Julho 1. Outubro 
b. Fevereiro e. Maio h. Agosto m. Novembro 
e. Março f. Junho 1. Setembro n. Dezembro 
11) Pensando era turistas internacionais, há atendimento em outros idiomas no estabelecimento? 
a. Não b. Sim, em inglês e. Sim, em espanhol d. Outro: 
12)0 estabelecimento possui algum tipo de registro do numero de visitantes que o frequentam? 
a. Sim 
b. Não 
13) Se sim, qual(is)? 
14) Qual a idade media dos frequentadores do estabelecimento? 
a. 0-18 anos b. 19-25 anos e. 26-35 anos d,36-45 anos e. 46-55 anos f. Acima de 56 anos 
15) Qual o principal local de origem dos clientes? 
a. Vale do Paraiba b. Estado de São Paulo e. Estado do Rio de Janeiro 
d. Outros estados brasileiros e. Outros países 
16) Dentre os eventos abaixo, cite quais, em sua opinião, atraem mais turistas para a cidade: 
a. Festas de final de ano b. Rã-carnaval c. Carnaval d. Feirinha da Roça do Formoso 
e. Aniversário da Cidade f. Festival Gastrõnomíco do Vale Histórico g. Festa do Leite e da Goiaba 
h. Festas Juninas i. Festival de Inverno do Vale Histórico J Festa de SantAnna 
k. Festival de São Jose 1. Trilha da Independência m. Festival da Primavera do Vale Histórico 
n. Torneio Leiteiro o. Folia de Reis 
p. Outros:_._ , 
17) Possui alguma facilidade para pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida? 
a, Sim 
b. Não 
16) Em relação às afirmações a seguir, expresse sua opinião: 
Concordo Concordo Nem concordo Discordo Discordo 
plenamente parcialmente nem discordo parcialmente totalmente 
a. O turismo a atualmeito 
um fitar decisivo naeconornía ( ) ( ) ( } ) ( } 
de São Josã do Barróro 
li O turismo 4 um fator que, 
se desenvolvida, pode auxiliar, ( ) t } 1 ( ) ( ) 
a cidade a prosperar cada vez mais 
C. A cidade tem infra-estrutura 
para receberia -ais turistas do ( ) ( 1 1 ) 
que recebe titualrnenle 
d, o título 'Estãncia Lurístc:Ç 
deu à São Jose do Barreiro ( ) ( ) ( ) ( 1 ( ) 
maior destaque era relação as 
cidades vizinhas 
19) A prefeitura contribui de alguma forma com o estabelecimento? 
a. Não 
li Sim 
20) Se sim, de que forma? 
21) Qual a maior dificuldade enfrentada para manter o estabelecimento em funcionamento? 
250 
Apêndice 3 - Questionário de capacitação aplicado com estabelecimentos em São José 
do Barreiro 
ecoa Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo 
ESCOLA DE COMUNICAÇÕES E ARTES Departamento de Relações Públicas, Propaganda e Turismo 
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO CRP CRP0382 - Planejamento e Organização do Turismo 1 
Profa. Dra. Clarissa Maria Rosa Gaglíardi 
Entrevistador: Data: / / 
Nome do estabelecimento:_______________________________________________________________ 
Nicho de atuação: 
1. Há quanto tempo surgiu o seu 
estabelecimento comercial? 
anos 
2. Como surgiu o seu estabelecimento 
comercial? 
6. Qual é a forma de divulgar 
oportunidades de emprego em São 
José do Barreiro? 
7. Qual é a faixa etária dos 
trabalhadores? 
3. Quantos funcionários trabalham em 
seu estabelecimento? Há 
dificuldades em contratar novos 
funcionários? Quais? 
funcionários 
8. Qual é a formação dos 
trabalhadores? 
4. Há algum tipo de treinamento aos 
funcionários? 
9. Na sua opinião, qual é o principal 
problema da Estância Turística de 
São José do Barreiro em relação ao 
Turismo? 
5. Qual é a cidade de origem dos 
funcionários? 
251 
Apêndice 4 - Questionário 1 para elaboração da matriz de atrativos culturais 
(500 Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo 
ESCOLA OECOMUNICAÇÔESEARTES Departamento de Relações Públicas, Propaganda e Turismo 
UNIVERSIDADE DE sÀo PAULO CRP CRP0382 - Planejamento e Organização do Turismo 1 
Profa. Ora. Clarissa Maria Rosa Gagliardi 
Pesquisador. 
Nome do Atrativo Cultural:_______________________________________________________________ 
Nome do entrevistado: Cargo:___________________ 
1. Caracterização 
a. Histórico 
b. Função(ões) anterior(es) e atual(is) 
2. Localização & Disponibilidade 
a. Endereço (se possível, favor anotar 
ponto de referência) 
b. Horário de Funcionamento 
c. Valor cobrado para a entrada (informar 
caso seja gratuito) 
d. Como se dá o acesso - citar as 
principais vias de acesso e suas 
condições atuais 
3. Condições de conservação e 
características físicas 
E importantíssimo que seja descrito 
com a maior quantidade possível de 
detalhes as condições da estrutura 
física do atrativo quanto á: 
a. Manutenção 
b. Limpeza 
4. Visitação 
a. Quando acontece o maior fluxo de 
visitantes? (Final de semana / durante a 
semana / férias / feriados / meses / 
eventos 1 época do ano) 
b. Com quem viajam normalmente? 
(Famílias / casais / amigos / grupos de 
estudantes) 
c. Qual a quantidade aproximada de 
visitantes por dia / semana / mês ou 
ano? 
d. E oferecido algum tipo de guiamento 
durante a visita? Qual a qualidade? 
S. Atividades turísticas 
a. Quais atividades turísticas são 
oferecidas no local? (visitas guiadas / 
cavalgadas /visitas educacionais) 
b. Qual delas possui maior atratividade? 
Telefone. Emaii: 
Telefone: Email: 
Nome Cargo 
Nome. Cargo. 
252 
Apêndice 5 - Questionário II para elaboração da matriz de atrativos culturais 
(500 Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo 
ESCOLA DE CQMUMCAÇÕ€S E ARTES Departamento de Relações Públicas, Propaganda e Turismo 
UNIVERSIDADE DESÂQ PP4JLO CRP CRP0382 - Planejamento e Organização do Turismo 1 
Profa. Dra, Clarissa Maria Rosa Gagliardi 
Visitaçito 
1. Quantidade de ~antes 
a) lnmdstcnta b) Excessiva o) Média d) Adequada 
2. Custo 
a) Excedente b) Caro o) Aceasivel d) Gratuito ou Adequado 
3. Senonaridade 
a) Inexistente b) Esporádica c) Poitempoiada d) Ouranlo todo o ano 
lnfraestruwra 
1. Existõnca e qualidade de estacionamentos 
a) Inexistente b) Muito pequeno e) Pequeno cl) Tamanho ideal 
2. Existência e qualidade de sanitários e bebedouros 
a) Inexistente b) Precário c) Inadequado d) Adequado 
3. Exrsféncza e qualidade de estabelecimentos pais alimentação 
a) Inexistente b) Precário c Inadequado d) Adequado 
Estado geral de conservaçito 
1. Condições de limpeza 
a) Inexistente b) Precária e) Inadequada d) Adequada 
2. Condições do manutenção 
a) Inexistente b) Precária e) Inadequada d) Adequada 
Acesso ao local 
1. Sinalizaç.flo 
a) Inexistente b) Precária c) Inadequada 0) Adequada 
2, Condições das vias até o local; 
a) Inacessiveis b) Muito danificadas 0) Parcialmente danificadas d) Adequadas 
Acessibilidade e legibilidade 
1 Qualidade das idiormações aos visitantes 
a) Ine,oslente b) Inadequada e) Insuficiente d) Eficiente 
2. Adequação aos portadoras do necessidades especiais. 
a) Inexistente b) Poucas adequações (em mau estado de conservaçõo) 
c) Poucas adequações (em bom estado de conservação) 
0) Totalmente adequadas 
253 
Apêndice 6 - Questionário para elaboração da matriz de atrativos para alimentação 
Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo 
G Departamento de Relações Públicas, Propaganda e Turismo 
CRP CRP0382 - Planejamento e Organização do Turismo 1 
ESCOLA DE COMUNICAÇÕES E ARTES Profa. Dra. Clarissa Maria Rosa Gagliardi 
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO 
Pesquisador: Data: 
Nome do Restaurante:___________________________________________________________ 
Nome doentrevistado: Cargo: ____________ 
1. Quais as refeições servidas? 
a Café da manhã? Sim ( ) Não 
Se sim, qual? 
Buffet ( )Àlacarte 
)Outro 
b. Almoço? Sim ( ) Não 
Se sim, qual? 
)Buffet ( )À Ia carte 
)Outro 
c. Jantar Sim ( ) Não 
Se sim, qual? 
)Buffet ( )À Ia carle 
)Outro 
d. Outra refeição / Qual? 
3. Qual a especialidade do restaurante? 
("Tipo de culinária") 
4. Qual a capacidade do restaurante? 
assentos 
S. Qual o número de funcionários 
a. fixos? 
b. extras? 
2. Qual o horário de funcionamento do 6. Qual o preço médio do restaurante? 
restaurante? 
254 
Apêndice 7 - Questionário para elaboração da matriz de atrativos naturais 
Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo 
ESCOLA DE- COMUNICAÇÕES E ARTES Departamento de Relações Públicas, Propaganda e Turismo 
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO CRP CRP0382 - Planejamento e Organização do Turismo 1 
Profa. Dra. Clarissa Maria Rosa Gagliardi 
Pesquisador: - Data:. 
Nome do Atrativo Natural: 
1. Descrição (o que e. suas 
caractensticas, historia, diferencial, 
etc..). 
2. Meios de acesso (descrever como 
chegar trilha, moto, carro, mata 
fechada - e por onde). 
S. Estrutura de apoio (condições de 
infraestrutura local): 
a. Existe sinalização turÇstica? 
Sim ( ) Não 
b. Como e a qualidade da 
sinalização?_______________________ 
c. Há banheiros próximos do atrativo? 
Sim ( ) Não 
d. Há local para camping próximo ao 
atrativo? ( ) Sim ( ) Não 
e. Há pousada próxima ao atrativo? 
)Sim ( )Não 
f. Há água potável para beber próxima 
ao atrativo? ( ) Sim ( ) Não 
Comentarios: 
3. Estado do meio de acesso (observar o 
qualidade do trajeto e se as condições 
físicas de acesso oferecem segurança). 
4. Distância da entrada do parque 
(distância em km da entrada do parque). 
quilómetros. 
Nome. Cargo: TcIotnc: Emati 
Nome: Cargo: Teelane: Email: 
255 
Apêndice 8 - Questionário para elaboração da matriz de equipamentos turísticos 
Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo GCO Departamento de Relações Públicas, Propaganda e Turismo 
ESCOLA DE COMUNICAÇÕES E ARTES CRP CRP0382 - Planejamento e Organização do Turismo 1 
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO 
Profa. Dra. Clarissa Maria Rosa Gagliardi 
Pesquisador: 
Nome do Equipamento; MW Trekking 
1. Qual a data de abertura da agencia? 
2. Quantos clientesjã foram atendidos no 
total? --- clientes 
Data: / / 
9. Qual o principal meio de comunicação 
entre vocês e os clientes? (pessoalmente, 
por telefone, pela internet. outros). 
3. Quantos clientes, em ~dia, são 
atendidos por mês? 
clientes 
4. A maioria de seus clientes são 
provenientes de que 
cidade/estado/região? 
S. Vocês percebem se existe uma tendência 
em o turista voltar várias vezes à SJB ou 
não? (entender qual a frequência de volta, 
se e muito incomum isso acontecer ou não 
e de que locais são estes turistas que 
costumam voltar). 
6. Qual(is) o(s) período(s) de maior 
movimento e por que? 
7. Quais passeios/tours/similares vocês 
oferecem no Vale Histórico como um todo. 
no cidade de São José do Barreiro e no 
Pf'JSB? 
8. Quais são os pacotes/atrativos mais 
vendidos para os turistas que vem à 
região de São Jose de Barreiro? 
(descrever quais são, valores, detalhes do 
roteiro/percurso, o que esta incluso, em 
qual época do ano acontece). 
10. Além da MW Trekking, existe alguma 
outra agência que opera o PNSB? Se sim. 
qual o nome? Cidade? 
11. Quando o cliente entra em contato, o que, 
de inicio, ele geralmente procura? 
(entender qual a demanda inicial, se eles 
vem procurando por algum 
atrativo/passeio especifico). 
256 
Apêndice 9 - Validação pública 1 - Ata da Audiência Pública 
Ata da Audiência Pública 
Local: Auditório Projeto Guri 
Data: 23 de maio de 2016 
Horário: 18h30 
Pauta: 
Apresentação breve do trabalho, do estudo de demanda e dos objetivos do 
PDDTM 
Discussão sobre o Plano de Ação e indicação de ações prioritárias 
Abertura: 
A professora Clarissa Gagliardi (CG) inaugurou a audiência agradecendo a 
presença de todos e esclarecendo que trata-se de um retomo do trabalho que vem sendo 
realizado desde agosto de 2015, onde os alunos do último ano do curso de Turismo 
iniciaram um levantamento de dados do município e da região para conhecer melhor a 
realidade de São José do Barreiro. Além disso, o objetivo da audiência é apresentar 
propostas de ações para o turismo e, em conjunto com os presentes, identificar 
prioridades para dar prosseguimento à elaboração de projetos de agosto a dezembro de 
2016. Desta forma, a audiência tem como objetivo validar o plano de forma pública e 
participativa, ressaltando a importância da contribuição de todos. 
CG explicou resumidamente como está estruturado o plano: a primeira etapa do 
trabalho consiste no diagnóstico do município. Na segunda etapa, com base nas 
informações coletadas, é apresentada uma proposta de ações. 
Na primeira parte da audiência foi apresentada a trajetória do trabalho. Em 
seguida realizou-se uma oficina para discutir as ações propostas, bem como identificar 
as prioridades do município, sendo também espaço aberto a sugestões e recomendações. 
A parcela prioritária dessas ações será tema de trabalho dos alunos no segundo semestre 
257 
de 2016, considerando as condições teóricas e técnicas do corpo docente e discente para 
a elaboração dos projetos, que auxiliarão a municipalidade a implementar algumas das 
ações selecionadas. 
CG ressaltou que, para que fosse possível uma análise mais profunda do material 
proposto, uma versão preliminar do Plano Diretor de Desenvolvimento do Turismo 
poderia ser disponibilizada em uma plataforma online (Pacebook ou site da prefeitura) 
para consulta pública. CG informou ainda que há a perspectiva de trabalhar na região do 
Vale Histórico, realizando planos de turismo para os municípios do Vale para assim 
pensar em estratégias para a região como um todo. 
O participante Wilson (W) questionou quanto a validade do plano realizado pela 
Consultoria Tié Sangue e se a atual proposta é um plano diferente. CG responde que a 
parceria com São José do Barreiro com a ECA USP foi estabelecida quando o plano da 
Tié já estava em curso. Foi questionado ao prefeito quanto ao prosseguimento destes 
Planos e a resposta foi que a contratação da Consultoria não inviabilizaria nossa 
parceria. Vale ressaltar que este trabalho não está relacionado ao plano da Tié e cabe ao 
município, juntamente com seus parceiros, analisar ambos os planos e implementar as 
ações cabíveis. 
Rosana esclarece que não conseguiu comunicar a todos a respeito de seu projeto 
de Pós-doutorado junto aos empresários e que estava na praça da Matriz fazendo 
algumas filmagens e coletando dados sobre a dinâmica econômica local e 
oportunamente transformará seu material em vídeo e compartilhará com a população. 
Convida a todos a conversarem com ela para continuar sua coleta de dados após a 
audiência. 
Apresentação do trabalho: 
O aluno Raul Almeida (RA) apresentou a trajetória da pesquisa desde agosto do 
ano passado. Foram realizadas pesquisas sobre aspectos socioeconômicos, 
infraestrutura, socioambiental, gestão de recursos humanos, gestão pública, além de 
dados sobre a oferta e da demanda turística. 
258 
Os alunos estiveram em contato com a prefeitura e com gestores de 
equipamentos turísticos. Foram analisados dados de capacitação profissional em São 
José do Barreiro e foi realizada uma pesquisa de demanda, com a aplicação de 75 
questionários com visitantes que estavam hospedados ou de passagem pelo município e 
52 questionários com representantes de equipamentos de infraestrutura turística, 21 de 
meios de hospedagem, 10 de atrativos histórico-culturais, 9 em restaurantes e lO em 
atrativos naturais. A equipe também realizou uma visita técnica entre os dias 22 e 25 de 
outubro de 2015, onde ocorreram duas oficinas participativas: no Auditório Projeto Guri 
e no Formoso, além de entrevista direta com o prefeito. 
Matriz de produtos turísticos 
A aluna Gabriela Marques (GM), em seguida, apresentou a matriz de avaliação 
de potencial dos produtos turísticos, desenvolvida durante a pesquisa de gabinete junto 
aos colegas e sob supervisão de CG, afim de analisar a qualidade da oferta turística. 
Foram coletados 17 questionários de atrativos históricos e 10 de naturais, que 
após analisados, deram origem a uma matriz que evidencia os critérios utilizados para a 
avaliação da oferta. 
O resultado apontou que atualmente existem dois atrativos consolidados, que já 
recebem atenção do mercado e são conhecidos e bem estruturados. No entanto, a 
maioria foi classificada com "potencialidade realizada" ei ou "parcialmente realizada", 
que já atraem turistas e possuem conhecimento, mas com precariedade em alguns 
aspectos, como comunicação externa e estrutura básica. 
Por último estão os atrativos com "potencialidade fracamente realizada", que são 
os atrativos fechados para visitação e/ou com problemas maiores de infraestrutura. GM 
explicou que a maioria dos atrativos inseridos na última categoria são locais 
importantes, como a Fazenda Pau d'Alho, monumento tombado pelo IPHAN. O PNSB 
é indicado como um produto de potencialidade parcialmente realizada, pois apesar de 
atrair turistas cm grande quantidade e ser bem divulgado, precisa melhorar a 
infraestrutura. 
259 
O participante Paulo Cesar (PC) questionou quais seriam os atrativos 
consolidados e quais foram os critérios de avaliação. GM explicou que existem critérios 
de análise diferentes, como distância e infraestrutura básica. Como a matriz é extensa, 
optou-se por não apresentá-la na íntegra, mas que constaria na versão preliminar 
disponibilizada para consulta pública. 
Estudo de demanda: 
Em seguida, a aluna Janaína Carvalho (JC) apresentou o estudo de demanda 
realizado pelos estudantes no município. Foram aplicados 75 questionários, cujos 
resultados foram sintetizados em alguns perfis de acordo com seus gastos no destino. 
O primeiro perfil apresentado foi o de turistas que gastam de R$ 801 ou mais de 
R$ 1.200, o segundo de R$ 500 a R$ 800 e o terceiro e último são os turistas que gastam 
até R$ 500. A aluna deu detalhes do perfil de cada um desses grupos de turistas e CG 
esclareceu que o estudo de demanda foi orientado e acompanhado pelo professor de 
estatística para auxiliar na delimitação do universo de entrevistados, dando mais 
precisão ao resultado, já que devido à inexistência de uma análise histórica sobre a 
demanda turística no município ou de dados precisos sobre a quantidade de visitantes 
que a cidade recebe anualmente, não havia referências para amostragem. Além disso, 
foram consultadas pesquisas da FIPE e outras referências metodológicas para a 
elaboração de um questionário completo. 
Estabeleceu-se o universo de 300 questionários como amostra ideal, não atingida 
no período em que a equipe trabalhou no município. Ponderou-se que, de acordo com o 
porte do município, seria mais relevante conhecer o perfil dos turistas através dos 
gestores dos equipamentos de hospedagem e alimentação, com experiência no contato 
com os visitantes. As alunas responsáveis pela elaboração do questionário tentaram 
utilizar o instrumento de coleta disponível no portal, no entanto, a forma como ele é 
organizado acabou dificultando seu uso, além de sua aplicação não ser periódica, apenas 
em feriados. 
Jefferson (J) quis saber em que período a pesquisa de demanda foi realizada, e 
JC informou que além da aplicação durante a visita técnica, os questionários também 
foram deixados em meios de hospedagem e estabelecimentos de alimentação, no 
período de outubro de 2015 à fevereiro de 2016, reunidos e encaminhados à USP com a 
colaboração do Rogério, do restaurante o Rancho. Já W informou que ainda havia 
questionários em sua pousada, ao que CG informou que ainda poderiam ser 
incorporados ao estudo. 
W pergunta se existe a porcentagem para cada perfil de gasto, quanto cada um 
representou na amostra total, JC diz que não tem no momento, que seria necessário 
consultar o plano. Porém, em geral, a porcentagem entre os perfis era bem balanceada. 
CG comentou que um dos dados refutados pelo estudo de demanda é a 
percepção de que as pessoas que permanecem menos tempo em São José do Barreiro 
gastam pouco. Além do fato do turista sentir que poderia deixar mais recursos no 
destino, se houvessem outras opções de compras e/ou prestação de serviços. Informação 
reforçada pela participante Cannem (C), que disse que o turista da terceira idade acaba 
não tendo onde gastar, pois falta artesanato e este tipo de turista não visita cachoeira, 
nem a Serra da Bocaina. 
JC apresentou também a avaliação geral do destino. Os aspectos do município 
melhor avaliados pelos turistas foram a hospedagem e a hospitalidade, considerados 
ótimos pela maioria dos entrevistados. No entanto, transporte e divulgação foram 
considerados por uma porcentagem considerável como regular ou péssimo, demandando 
atenção. A infraestrutura turística também tem a melhorar, e os atrativos turísticos 
foram considerados como regular. 
JC concluiu dizendo que o estudo de demanda completo estará no PDDTM. 
Apresentação breve das diretrizes: 
A aluna Jéssica Sakaguchi (JS) explicou que uma matriz SWOT foi elaborada 
com base no diagnóstico. Foram citados somente alguns aspectos para exemplificar o 
método e os resultados sintetizados na matriz. 
Como fraquezas e ameaças foram elencadas a falta de envolvimento e estímulo 
dos jovens com o turismo no geral; o pouco aproveitamento turístico de atrativos; a 
dificuldade de articulação entre os três setores (público, privado e sociedade civil); a 
crise econômica que pode vir a impactar o mercado do turismo; a ausência de políticas 
261 
de proteção à rede hídrica e do uso do solo. Além disso, a imagem externa da cidade 
não contempla a sua diversidade de atrativos; inexiste uma periodicidade, 
sistematização e confiabilidade nas pesquisas de demanda; a inatividade do COMTUR e 
tomadas de decisão centralizadas; a desmotivação da população. 
Como forças e oportunidades foram apontadas a segurança; localização 
estratégica próxima a polos emissores importantes; cenário natural privilegiado; a pré￾disposição para a capacitação e o associativismo entre o empresariado; visitas regulares 
de turistas ao município, existência de um Patrimônio Nacional e também a 
tranquilidade, atmosfera bucólica e hospitalidade da cidade como motivação turística. 
A partir do cruzamento de forças, oportunidades, fraquezas e ameaças, chegou￾se em algumas diretrizes de desenvolvimento: Qualificação dos recursos humanos; 
Formatação do produto turístico; Melhoria da comunicação interna e externa; Coleta, 
sistematização e análise de dados; Melhoria das condições de vida no campo; 
Sensibilização da comunidade para o turismo; e Qualificação da gestão pública para o 
turismo e fortalecimento institucional. 
Em seguida, a aluna Beatriz Cassemiro (BC) explicou que os participantes 
receberiam aleatoriamente um número de 1 a 5 e seriam divididos em cinco grupos, de 
forma a trabalhar em dinâmicas para priorizar ações de determinado tema. Os grupos 
foram separados na seguinte ordem: 
o Grupo 1: Qualificação de Recursos Humanos 
• Grupo 2: Formatação do Produto Turístico; 
• Grupo 3: Coleta, sistematização e análise de dados e Melhoria das 
condições de vida no campo; 
• Grupo 4: Qualificação da gestão pública para o turismo e fortalecimento 
institucional; 
• Grupo 5: Sensibilização da comunidade para o turismo e Melhoria da 
comunicação interna e externa; 
Os alunos que participaram do levantamento das informações daquele tema 
juntaram-se aos respectivos grupos para participar das discussões. 
262 
CO ressaltou que as diretrizes foram pensadas levando em consideração tanto a 
pesquisa de gabinete quanto os dados coletados em visita técnica, mas que é 
extremamente importante levar em consideração a visão da população de São José do 
Barreiro para decidir quais são as ações de maior importância e urgência para o 
município. CG reforça que os grupos possuem meia hora para definirem e justificarem 
as três ações mais importantes, dentro de cada temática. 
Antes, JC apresentou ao participante W a porcentagem de cada perfil de gasto, 
de acordo com seu questionamento anterior. Ainda a aluna Renata Cassani (RC) 
também respondeu ao questionamento sobre a matriz de avaliação do potencial turístico, 
citando os atrativos que foram classificados em cada categoria. 
Decorridos os trinta minutos, BC solicitou que um representante de cada grupo 
fosse à frente expondo os resultados da discussão. 
Grupo 1 - Qualificação de Recursos Humanos 
O Grupo 1, representado pelo Ricardo Franciel (RF) da Rádio Mix, considera de 
extrema importância a criação de um centro profissionalizante no centro do Vale 
Histórico, devido à grande concentração de patrimônios históricos. A Fazenda Pau 
D'Alho foi estabelecida como a possível sede dos cursos profissional izantes e de 
extensão, a partir de convênios com instituições de ensino. 
RF, em nome do grupo, sugeriu também a união entre as ações qualificação do 
funcionário público para o turismo c capacitação da população para atuar como guias 
de turismo credenciados, além da abertura de espaços para concursos públicos, 
qualificação e capacitação do quadro de funcionários. 
A hospitalidade bem avaliada do município foi citada como oportunidade para 
qualificar também os funcionários dos meios de hospedagem. É preciso capacitar os 
comerciantes do município, além de captar investimentos, pois se o turista não tem onde 
gastar, ele realmente não vai deixar dinheiro na cidade. 
Com relação ao aperfeiçoamento da tecnologia no setor turístico, foi sugerido 
colocar GPS e oferecer aos interessados, condições para conhecer lugares de difícil 
acesso; Melhorar o website, tanto da prefeitura como dos equipamentos turísticos, 
mantendo as informações sempre atualizadas. RF relata o problema da acessibilidade 
263 
por meio de estradas dentro do município, em que 700 km de estrada estão em 
condições muito precárias; dá como exemplo o PNSB e gostaria de entender o que 
impede a melhoria da infraestrutura no parque, como instalação de corrimão, pontes, 
sinalização etc. 
Grupo 2 - Formatação do Produto Turístico 
Segundo a representante do grupo, Renata Cassani (RC), foi difícil definir 
prioridades, pois todas foram consideradas importantes. Uma das ações consideradas 
como prioritárias foi a campanha de marketing nos principais polos emissores (São 
Paulo e Rio de Janeiro). O grupo chegou à conclusão de que formatar e divulgar o 
destino devem ser ações concomitantes, pois esperar a consolidação dos produtos para 
depois divulgar, pode levar muito tempo. É necessário também atrair turistas para 
incentivar a formatação do produto. Complementando a ação já desenvolvida pelos 
alunos, o grupo ressaltou a importância de divulgar os atrativos mais consolidados, além 
de formatar e divulgar os novos produtos. 
Outra ação considerada como prioritária é a melhoria das condições de acesso 
aos atrativos turísticos e a sinalização dos atrativos turísticos e equipamentos de apoio. 
Foi relatado que somente no centro existem placas indicando atrativos, além da ausência 
de um mapeamento via GPS, dificultando o acesso aos atrativos. 
Antes da fala do representante do Grupo 3, CG comentou sobre acontecimentos 
atuais no mercado e sobre a importância da tecnologia, ressaltando a utilização das 
plataformas digitais para divulgar e trabalhar a imagem do negócio, pois são os novos 
market places. Sem a utilização dessas plataformas, estarão perdendo para websites 
informativos como Tripadvsor, que muitas vezes trabalham melhor o conteúdo que o 
próprio produto turístico. 
Grupo 3 - Coleta, sistematização e análise de dados e Melhoria das 
condições de vida no campo 
Terminado o comentário de CG, o representante do terceiro grupo, Paulo Cesar 
(PC), introduziu como ação prioritária a criação de um Observatório de Turismo em São 
José do Barreiro, pois é essencial a realização de pesquisas de demanda, a 
264 
sistematização dos dados, disponibilização dos resultados, assim como o treinamento 
das pessoas que vão à campo. Foi afirmado que as decisões (principalmente do poder 
público), bem como o desenvolvimento de programas e ações devem ser tomadas com 
base em dados estatísticos. 
PC, que além de proprietário de pousada, é presidente do Sindicato Rural, 
considera o turismo e a atividade rural, atividades que podem ser desenvolvidas juntas. 
Segundo PC, é importante estabelecer uma política de desenvolvimento rural e assumir 
compromisso de participar das atividades, tendo em vista que grande parte dos projetos 
é abandonada, de forma que não são finalizados. 
Todas as ações foram consideradas importantes, entretanto, os integrantes do 
grupo concordaram que é necessário primeiro elaborar um inventário das propriedades 
com disponibilidade e estrutura para a atividade turística, salientando a necessidade 
por parte do proprietário de oferecer tais serviços. PC finalizou a fala dizendo que é 
essencial realizar ações de educação ambiental junto aos produtores. 
Grupo 4 - Qualificação da gestão pública para o turismo e fortalecimento 
institucional 
O representante do grupo, Marcelo (M), mencionou a reativação do COMTUR 
como uma ação prioritária e o ponto de partida da gestão publica, além da reativação da 
Secretaria de Turismo, que atualmente encontra-se inativa. 
Outro ponto levantado por M foi a melhoria da comunicação entre o poder 
público e a sociedade. Referindo-se às questões de segurança pública, mencionou que 
existem hoje vários eventos que dependem da segurança, que deve ser reforçada para 
que os eventos ocorram da melhor forma possível e nem sempre a população e os 
empresários afetados direta e indiretamente pela realização de tais eventos são 
informados com antecedência, nem participam de seu planejamento. 
Também foi indicada como prioridade a transparência na Câmara dos 
Vereadores. A participação da população é muito pequena, sendo que os moradores não 
acompanham as sessões, desconhecem as leis que estão em vigor e ou que estão em 
discussão. 
Ainda em tempo, M também mencionou a melhoria do tratamento de esgoto, 
que atualmente é jogado in natura no rio, e enfatizou que a distribuição de água não 
alcança todo o município. 
265 
Outra ação elencada foi a melhoria da limpeza urbana, tendo em vista que a 
coleta do lixo ocorre três vezes por semana. Se o mesmo é descartado na sexta à tarde, 
fica o fim de semana inteiro na rua, exposto ao visitante. Sabe-se que é importante 
conscientizar a população sobre deixar o lixo no dia certo, ou criar uma coleta mais 
efetiva e diária. 
No âmbito cultural, é imprescindível a disponibilização de espaços para eventos 
que privilegiem a cultura local, valorizando a identidade do município. Foi sugerida a 
realização de rodas de música na praça, como MPB ou chorinho, inserindo o jovem 
nesse ambiente e em discussões quanto à identidade do município. 
Por último, M destacou o uso adequado dos recursos naturais, além de criação 
do Conselho Municipal do Meio Ambiente para fiscalização do uso adequado dos 
recursos naturais. 
Grupo 5 - Sensibilização da comunidade para o turismo e Melhoria da 
comunicação interna e externa 
A representante do grupo 5, Caroline Vieira (CV) elencou algumas prioridades 
discutidas entre o grupo. A primeira delas foi a sensibilização do empresariado em 
melhorar a infraestrutura do produto, o que resultou em uma ação mais ampla de 
Sensibilização do Empresariado para o Turismo. 
Logo em seguida citou a capacitação dos funcionários para trabalhar com 
turismo receptivo, como os que trabalham no Portal, por exemplo; além disso, o grupo 
chegou à conclusão de que a ação principal seria conscientizar a população sobre o 
patrimônio. 
No âmbito da Comunicação, é de extrema importância o estabelecimento de um 
plano de comunicação, cuja prioridade seria a comunicação interna e melhoria da 
qualidade das informações divulgadas. 
Terminadas as falas de todos os grupos, CG encaminhou a reunião para o fim, 
afirmando que uma versão preliminar do Plano seria compartilhada, preferencialmente, 
através site da prefeitura ou por meio de alguma mídia social, se fosse necessário, 
sugerindo que o material ficasse disponível para aqueles que quisessem ler e sugerir 
alterações e/ou correções. Em seguida agradeceu a presença de todos e a rede de 
contatos, já que a divulgação sobre a audiência por parte da prefeitura foi tardia. 
O participante PC pediu a palavra e dizendo que antes da reativação do 
COMTUR, é importante que na lei orgânica do município seja criado um capítulo 
exclusivamente sobre o turismo em São José do Barreiro, garantindo uma melhor gestão 
e um melhor direcionamento de recursos tanto na Secretaria como no próprio 
COMTUR. É urgente também a implementação de uma lei geral do turismo na cidade, 
além de captação de investimentos, garantindo o desenvolvimento da atividade turística. 
CG retomou a palavra informando que a versão preliminar do Plano ficaria 
disponível por 10 dias para que o documento pudesse ser concluído dentro do prazo 
estimado. Com o Plano finalizado e aprovado, o detalhamento de algumas ações será o 
foco do trabalho dos alunos durante o semestre seguinte. 
A respeito de novas visitas da equipe à cidade, CO comentou sobre a 
importância de a prefeitura dar uma contrapartida para subsidiar algum eventual retorno 
da equipe à cidade, tendo em vista que as duas viagens realizadas foram pagas pela USP 
e a universidade não dispõem de recursos para novas visitas. Uma segunda opção seria 
algum representante do COMTUR ir até a USP para participar das bancas de avaliação 
dos projetos finais, que ficarão prontos em meados de dezembro.. O financiamento de 
uma terceira viagem ficou em aberto. Além disso, aproveitou para lembrar que as 
eleições municipais podem ser uma oportunidade, dependendo de como o turismo 
entrará na pauta dos candidatos. CG abre a palavra para comentários finais. 
Sonia (5) propõe incluir no Facebook da prefeitura as próximas etapas do plano, 
conforme o andamento dos projetos, novas informações poderão ser publicada e 
disponibilizadas para a população. 
CG encerrou afirmando que no final de junho o Plano Diretor de 
Desenvolvimento do Turismo será entregue à prefeitura. Nem sempre se consegue 
realizar uma solenidade de entrega oficial do documento. Costuma-se encaminhar uma 
versão digital e impressa para o município e uma outra fica na USP, para o acervo do 
curso. A população deve decidir o que será feito com o plano no município, se será base 
para a elaboração de um projeto de lei, incorporando o plano desenvolvido pela Tié 
267 
Sangue ou ainda consubstanciado um plano de ação agregando propostas dos dois 
documentos. Caso a equipe não volte para São José do Barreiro, o projeto final será 
encaminhado pelos Correios. 
CG ressalta novamente a intenção de ampliar a presença da equipe da USP na 
região do Vale Histórico, assim como acompanhar a execução do PDDTM em São José 
do Barreiro, pois um dos maiores problemas é a inexistência de um acompanhamento 
posterior, que muitas vezes depende de verba para manter a equipe em campo. 
CG finaliza a fala agradecendo a participação e parabenizando a todos pelo 
trabalho realizado, e passando e-mail da equipe para o encaminhamento de sugestões. 
99 
Apêndice 10 - Validação pública II - Fotos das Oficinas e da Audiência Públicas 
Figura 24- Oficina Participativa realizada em 22 de outubro de 2015, na sede de São .José do Barreiro 
Figura 25 - Oficina Participativa realizada em 23 de outubro de 2015, no bairro Formoso 
269 
W M~ 1,1 I 
Figura 26 - Audiência Pública realizada cm 23 de maio de 2016. 
Figura 27-Audiência Pública realizada em 23 de maio de 2016. 
270 
Figura 28- Dinâmica realizada em Audiência l'úolica, em 23 de maio de 2016. 
Figura 29- Dinâmica realizada em Audiência Pública, em 23 de maio de 2016. 
271 
Figura 30- Dinâmica realizada em Audiência Pública, em 23 de maio de 2016. 
Figura 31- Dinâmica realizada em Audiência Pública, em 23 de maio de 2016. 
272 
Figura 32- Dinâmica realizada em Audiência Pública, em 23 de maio de 2016. 
Figura 33- Dinâmica realizada em Audiência Pública, em 23 de maio de 2016. 
273 
Apêndice 11 - Breve histórico das políticas no âmbito do turismo no Brasil 
O Brasil possui histórico recente no âmbito de políticas públicas de turismo. A 
primeira forma de regulamentação turística no Brasil se deu no ano de 1966, a partir do 
decreto-lei n. 55, de 18 de novembro do mesmo ano, data da criação da primeira versão 
da Política Nacional de Turismo (PNT), bem como o Conselho Nacional de Turismo 
(CNTur) e a Empresa Brasileira de Turismo (Embratur). Entretanto, apenas em 1971 é 
que se criou o Fundo Geral do Turismo (Fungetur), por meio do Decreto-Lei n. 
1.191/71, cujo objetivo é 
o financiamento, o apoio ou a participação financeira em planos, 
projetos, ações e empreendimentos reconhecidos pelo Ministério de Turismo 
como de interesse turístico, os quais deverão estar abrangidos nos objetivos 
da Política Nacional de Turismo, bem como consoantes com as metas 
traçadas no PNT" (CONGRESSO NACIONAL, p8). 
São objetivos do PNT "democratizar e propiciar o acesso ao turismo no país"; 
"reduzir as disparidades sociais e econômicas de ordem regional"; ampliar o fluxo e a 
permanência de turistas em território nacional, sejam brasileiros ou estrangeiros; 
promover os destinos e atrativos turísticos do Brasil; criar subsídios para novos 
empreendimentos no setor; preservar o patrimônio material e imaterial; auxiliar na 
formatação de produtos turísticos, sempre visando a regionalização; dentre outros. 
Compondo o Sistema Nacional de Turismo, há também a Empresa Brasileira de 
Turismo (Embratur), que segundo Becker (1995) "C•) a Embratur, desde sua fundação, 
até 1987, foi responsável por um notável crescimento do turismo no País, embora sob 
um olhar parcial, relacionado apenas ao incremento dos meios de hospedagem". 
Desde a sua fundação, até 1991, a Embratur atuou tanto como Legislativo 
quanto Executivo para a atividade turística. Em 1991, foi vinculada pela lei n. 8.181/91 
â Secretaria do Desenvolvimento Regional da Presidência da República. De acordo com 
Becker (1995, p. 12) as competências da Embratur eram de ordem: "(1) normativa e 
executiva; (2) fomentadora e promocional - de políticas públicas e privadas, de 
infraestruturas, de eventos e desenvolvimento de estudos para o setor, mediante 
contratos e convênios; (3) financiadora direta ou indireta de iniciativas - planos, 
programas e projetos." (apud [artigo]). Este mesmo artigo transfere à Embratur as 
funções do CNTur, que a partir daí é extinto. Dessa forma, no início de sua fundação, 
274 
seu objetivo era promover o desenvolvimento, a normalização e a regulamentação da 
atividade turística no Brasil. Entretanto, em 2003, a Embratur passou a ser responsável 
apenas pelo marketing, promoção e comercialização, deixando sua função anterior sob 
encargo da Secretaria Nacional de Políticas de Turismo. 
No ano de 1992 foi criado o Plano Nacional de Turismo (Plantur) para 
implementar a PNTurismo. O plano foi revisto em 2003, início do governo Lula, 
quando também foi criado o Ministério do Turismo. Esta versão vigorou de 2003 a 
2007, e suas metas foram incorporadas ao Plano Plurianual de Governo 2004-2007, 
elaborado pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, mostrando a 
preocupação do então governo com o alavancar da atividade turística. Dentre as metas 
estavam, 
"( ..) (1) criar condições para gerar 1,2 milhão de novos empregos e 
ocupações; (2) aumentar para 9 milhões o número de turistas estrangeiros no 
Brasil; (3) gerar 8 bilhões de dólares em divisas; (4) aumentar para 65 
milhões a chegada de passageiros nos voos domésticos; (5) ampliar a oferta 
turística brasileira, desenvolvendo, no mínimo, três produtos de qualidade em 
cada estado da Federação e Distrito Federal (BRASIL. Ministério do 
Turismo, 2003, p. 23)". 
Já o PNT seguinte, de 2007 a 2010, visava o fortalecimento do mercado interno, 
como pode ser percebido pela aprovação da Lei n. 11.771, de 17 de setembro de 2008, 
regulamentada pelo Decreto n. 7.381, de 2 de dezembro de 2010, que reitera a intenção 
de ordenar-se o setor. Para tanto, estabeleceu-se normas sobre a Política Nacional de 
Turismo e definiu-se atribuições do governo federal no "planejamento, desenvolvimento 
• estímulo ao setor turístico", trabalhando também com o "cadastramento, classificação 
• fiscalização dos prestadores de serviços turísticos" (artigo 1° do Decreto), cabendo ao 
Ministério do Turismo, criado em 2003, e não mais à Embratur, a condução da Política 
Nacional do Turismo. 
Sendo assim, pela primeira vez estabeleceu-se claramente quem é quem dentro 
da estrutura do setor de turismo, criando mecanismos para o cadastro dos prestadores de 
serviços turísticos, e possibilitando a compreensão da dimensão da oferta turística no 
País. Além disso, a lei também endossa que as metas e programas do Plano Nacional de 
Turismo sejam revistos a cada quatro anos, e que ele esteja sempre em conformidade 
com o Plano Plurianual de Governo. 
275 
14. ANEXOS 
Anexo! - Lei Complementar n° 1.261, de 29 de abril de 2015 
ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO 
LEI COMPLEMENTAR N° 1.261, DE 29 DE ABRIL DE 2015 
(Projeto de lei complementar n° 32/12, do Deputado João Caramez - PSDB, e outros) 
Estabelece condições e requisitos para a classificação de Estâncias e de Municípios de 
Interesse Turístico e dá providências correlatas 
O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: 
Faço saber que a Assembleia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei 
complementar: 
CAPÍTULO 1 
DISPOSIÇÕES GERAIS 
Artigo 1° - A classificação de Municípios Turísticos, assim considerados as Estâncias e 
os Municípios de Interesse Turístico, far-se-á por lei estadual, observadas as condições e 
atendidos os requisitos mínimos estabelecidos nesta lei complementar. 
Parágrafo único - Todas as Estâncias, independentemente da sua natureza ou vocação, 
serão classificadas por lei como Estâncias Turísticas, 
CAPÍTULO II 
DAS ESTÂNCIAS TURÍSTICAS 
Artigo 2° - São condições indispensáveis e cumulativas para a classificação de 
Município como Estância Turística: 
1 - ser destino turístico consolidado, determinante de um turismo efetivo gerador de 
deslocamentos e estadas de fluxo permanente de visitantes; 
II - possuir expressivos atrativos turísticos de uso público e caráter permanente, 
naturais, culturais ou artificiais, que identifiquem a sua vocação voltada para algum ou 
alguns dos segmentos abaixo relacionados, sintetizados no Mexo 1 desta lei 
276 
complementar: 
a) Turismo Social; 
b) Ecoturismo; 
c) Turismo Cultural; 
d) Turismo Religioso; 
e) Turismo de Estudos e de Intercâmbio; 
1) Turismo de Esportes; 
g) Turismo de Pesca; 
h) Turismo Náutico; 
i) Turismo de Aventura; 
j) Turismo de Sol e Praia; 
k) Turismo de Negócios e Eventos; 
1) Turismo Rural; 
m) Turismo de Saúde; 
III - dispor, no mínimo, dos seguintes equipamentos e serviços turísticos: meios de 
hospedagem, serviços de alimentação, serviços de informação e receptivo turísticos; 
IV - dispor de infraestrutura de apoio turístico, como acesso adequado aos atrativos, 
serviços de transporte, de comunicação, de segurança e de atendimento médico 
emergencial, bem como sinalização indicativa de atrativos turísticos adequada 
aos padrões internacionais; 
V - dispor de infraestrutura básica capaz de atender às populações fixas e flutuantes no 
que se refere a abastecimento de água potável, sistema de coleta e tratamento de 
esgotos sanitários e gestão de resíduos sólidos; 
VI - ter um plano diretor de turismo, aprovado e revisado a cada 3 (três) anos; 
VII - manter Conselho Municipal de Turismo devidamente constituído e atuante. 
§ 1° - O Conselho Municipal de Turismo, de caráter deliberativo, deve ser constituído, 
no mínimo, por representantes das organizações da sociedade civil representativas dos 
setores de hospedagem, alimentação, comércio e receptivo turístico, além de 
representantes da administração municipal nas áreas de turismo, cultura, meio ambiente 
e educação. 
§ 2° - Cada Conselho terá regimento próprio, com regras para a eleição de seu 
presidente e duração do respectivo mandato. 
Artigo 3° - Somente poderão ser classificados como Estâncias Turísticas os municípios 
com até 200.000 (duzentos mil) habitantes, observado o censo demográfico decenal do 
277 
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, salvo aqueles assim classificados 
antes da publicação desta lei complementar. 
CAPÍTULO III 
DOS MUNICÍPIOS DE INTERESSE TURÍSTICO 
Artigo 4° - São condições indispensáveis e cumulativas para a classificação de 
Município como de Interesse Turístico: 
1 - ter potencial turístico; 
II - dispor de serviço médico emergencial e, no mínimo, dos seguintes equipamentos e 
serviços turísticos: meios de hospedagem no local ou na região, serviços de alimentação 
e serviço de informação turística; 
III - dispor de infraestrutura básica capaz de atender às populações fixas e flutuantes no 
que se refere a abastecimento de água potável e coleta de resíduos sólidos; 
IV - possuir expressivos atrativos turísticos, plano diretor de turismo e Conselho 
Municipal de Turismo, nos mesmos termos previstos nos incisos II, VI e VII do artigo 
2° desta lei complementar. 
CAPÍTULO IV 
DA ELABORAÇÃO LEGISLATIVA 
SEÇÃO 1 
DOS PROJETOS DE CLASSIFICAÇÃO DE MUNICÍPIOS TURíSTICOS 
Artigo 5° - O projeto de lei que objetive a classificação de município como Estância 
Turística ou como de Interesse Turístico deverá ser apresentado por qualquer Deputado, 
devidamente instruído com os seguintes documentos: 
1 - para classificação de Estâncias: 
a) estudo da demanda turística existente nos 2 (dois) anos anteriores à apresentação do 
projeto, a ser realizado pela Prefeitura Municipal em convênio com órgão público 
estadual, federal, instituição de ensino superior ou entidade especializada; 
b) inventário, subscrito pelo Prefeito Municipal, dos atrativos turísticos do município, 
de que trata o inciso II do artigo 2 1desta lei complementar, com suas respectivas 
localizações e vias de acesso; 
278 
e) inventário dos equipamentos e serviços turísticos, de que trata o inciso III do artigo 2° 
desta lei complementar; 
d) inventário da infraestrutura de apoio turístico de que trata o inciso IV do artigo 2° 
desta lei complementar; 
e) certidões emitidas pelos órgãos oficiais competentes para efeito de comprovação dos 
requisitos estabelecidos no inciso V do artigo 2° desta lei complementar; 
1) cópia do Plano Diretor Municipal de Turismo e atas das 6 (seis) últimas reuniões do 
Conselho Municipal de Turismo, devidamente registradas em cartório; 
II - para classificação de Municípios de Interesse Turístico: 
a) estudo da demanda turística existente no ano anterior à apresentação do projeto, a ser 
realizado pela Prefeitura Municipal em convênio com órgão público estadual, federal, 
instituição de ensino superior ou entidade especializada; 
b) inventário, subscrito pelo Prefeito Municipal, dos atrativos turísticos do município, 
de que trata o inciso II do artigo 2° desta lei complementar, com suas respectivas 
localizações e vias de acesso; 
e) inventário, subscrito pelo Prefeito Municipal, dos equipamentos e serviços turísticos, 
do serviço de atendimento médico emergencial e da infraestrutura básica de que tratam 
os incisos II e III do artigo 4° desta lei complementar; 
d) cópia do Plano Diretor Municipal de Turismo e atas das 6 (seis) últimas reuniões do 
Conselho Municipal de Turismo, devidamente registradas em cartório. 
§ 10 - A Comissão da Assembleia Legislativa incumbida de apreciar os projetos de lei 
de classificação de municípios como Estância Turística ou de Interesse Turístico 
encaminhará os documentos de que trata este artigo à Secretaria de Estado competente 
para os assuntos relacionados ao turismo, para sua manifestação quanto ao cumprimento 
dos requisitos estabelecidos nesta lei complementar. 
§ 2° - Caberá à Secretaria de Estado competente para os assuntos relacionados ao 
turismo manifestar-se sobre cada projeto e, para efeito do disposto no artigo 6 0desta lei 
complementar, elaborar o ranqueamento das Estâncias e dos Municípios de Interesse 
Turístico, com base nos requisitos estabelecidos nesta lei complementar, escalonados de 
acordo com a matriz de avaliação proposta em regulamento, para efeito de 
classificação de, no máximo, 70 (setenta) Estâncias e 140 (cento e quarenta) Municípios 
de Interesse Turístico, que serão habilitados a receber recursos do Fundo de Melhoria 
dos Municípios Turísticos, previsto no artigo 146 da Constituição do Estado. 
279 
SEÇÃO II 
DO PROJETO DE LEI REVISIONAL DOS MUNICÍPIOS TURíSTICOS 
Artigo 6° - O Poder Executivo deverá encaminhar à Assembleia Legislativa, a cada 3 
(três) anos, projeto de Lei Revisional dos Municípios Turísticos, observados o 
ranqueamento das Estâncias Turísticas e dos Municípios de Interesse Turístico de que 
trata o § 2° do artigo 5° desta lei complementar e outras melhorias implementadas pelo 
município, como a Lei Municipal das Micro e Pequenas Empresas, cursos de 
capacitação profissional na área de turismo receptivo e condições de acessibilidade às 
pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. 
§ 1° - Até 3 (três) Estâncias Turísticas que obtiverem menor pontuação no 
ranqueamento trianual poderão passar a ser classificadas como Municípios de Interesse 
Turístico. 
§ 2° - Poderão ser classificados como Estância Turística os Municípios de Interesse 
Turístico melhor ranqueados que obtiverem pontuação superior à das Estâncias 
Turísticas de que trata o §1° deste artigo, com base nos critérios abaixo relacionados: 
1 - fluxo turístico permanente; 
2 - atrativos turísticos; 
3 - equipamentos e serviços turísticos. 
§ 3° - Para efeito do disposto neste artigo, os municípios classificados por lei como 
Estância Turística e de Interesse Turístico deverão encaminhar à Secretaria de Estado 
competente para os assuntos relacionados ao turismo, até o dia 30 de abril do ano de 
apresentação do projeto de Lei Revisional, a documentação de que tratam os incisos 1 e 
II do artigo 5° desta lei complementar, respectivamente. 
§ 4° - A não observância pelo município do disposto no § 3° deste artigo implicará a 
revogação da lei que dispôs sobre a sua classificação como Estância Turística ou como 
Município de Interesse Turístico, com a consequente perda da respectiva condição e dos 
auxílios, subvenções e demais beneficios dela decorrentes. 
CAPÍTULO V 
DISPOSIÇÕES FINAIS 
Artigo 7° - Os municípios classificados por lei como Estâncias Balneárias, 
T;Iø] 
Hidrominerais, Climáticas e Turísticas passam a ser classificados como Estâncias 
Turísticas, sem prejuízo da utilização da terminologia anteriormente adotada, para 
efeito de divulgação dos seus principais atrativos, produtos e peculiaridades. 
Artigo 8° - Esta lei complementar e suas disposições transitórias entram em vigor na 
data de sua publicação, ficando revogadas a Lei n° 10.426. de 8 de dezembro de 1971, a Lei n° 
1.457, de 11 de novembro de 1977, a Lei n° 1.563, de 28 de março de 1978, e o artigo 
li da Lei n°6.470, de 15 de junho de 1989. 
CAPÍTULO VI 
DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS 
Artigo 1° - A partir da publicação desta lei complementar, serão arquivados todos os 
projetos de lei ainda não deliberados pelo Plenário da Assembleia Legislativa que 
objetivem classificar municípios como Estâncias de qualquer natureza ou como de 
Interesse Turístico, 
Artigo 2° - O primeiro projeto de Lei Revisional dos Municípios Turísticos deverá ser 
apresentado em até 3 (três) anos após a publicação desta lei complementar, período em 
que os municípios classificados como Estâncias, que não atenderem aos requisitos 
estabelecidos nesta lei complementar, deverão se adequar às suas exigências, à exceção 
do previsto no inciso V do artigo 2° desta lei complementar, sob pena de perderem a 
sua condição de estância. 
§ 1° - Os municípios classificados como Estâncias que não atenderem ao requisito 
previsto no inciso V do artigo 2° desta lei complementar deverão aplicar parte dos 
recursos oriundos do Fundo de Melhoria dos Municípios Turísticos de que trata o artigo 
146 da Constituição do Estado em obras e serviços de infraestrutura básica, até que 
satisfaçam as condições estabelecidas nesta lei complementar. 
§ 2° - A comprovação do investimento previsto no § 1° deste artigo deverá ser 
encaminhada à Secretaria de Estado competente para os assuntos relacionados ao 
turismo, juntamente com a documentação de que trata o §3° do artigo 6° desta lei 
complementar, como requisito indispensável para a sua classificação como Estância 
Turística. 
Palácio dos Bandeirantes, 29 de abril de 2015. 
GERALDO ALCKMIN 
Roberto Alves de Lucena 
281 
Secretário de Turismo 
Renato VilIela 
Secretário da Fazenda 
Edson Aparecido dos Santos 
Secretário-Chefe da Casa Civil 
ANEXO 1 
SEGMENTAÇÃO DE TURISMO BASEADA NAS DEFINIÇÕES DO ÓRGÃO 
DE TURISMO NACIONAL 
a) Turismo Social: é a forma de conduzir e praticar a atividade turística promovendo a 
igualdade de oportunidades, a equidade, a solidariedade e o exercício da cidadania na 
perspectiva da inclusão; 
b) Ecoturismo: segmento da atividade turística que utiliza, de forma sustentável, o 
patrimônio natural e cultural, incentiva sua conservação e busca a formação de uma 
consciência ambientalista por meio da interpretação do ambiente, promovendo o bem￾estar das populações; 
e) Turismo Cultural: compreende as atividades turísticas relacionadas à vivência do 
conjunto de elementos significativos do patrimônio histórico e cultural e dos eventos 
culturais, valorizando e promovendo os bens materiais e imateriais da cultura; 
d) Turismo Religioso: configura-se pelas atividades turísticas decorrentes da busca 
espiritual e da prática religiosa em espaços e eventos relacionados às religiões 
institucionalizadas, independentemente da origem étnica ou do credo; 
e) Turismo de Estudos e Intercâmbio: constitui-se da movimentação turística gerada por 
atividades e programas de aprendizagem e vivências para fins de qualificação, 
ampliação de conhecimento e de desenvolvimento pessoal e profissional; 
1) Turismo de Esportes: compreende as atividades turísticas decorrentes da prática, 
envolvimento ou observação de modalidades esportivas; 
g) Turismo de Pesca: compreende as atividades turísticas decorrentes da prática da 
pesca amadora; 
h) Turismo Náutico: caracteriza-se pela utilização de embarcações náuticas com a 
finalidade da movimentação turística; 
i) Turismo de Aventura: compreende os movimentos turísticos decorrentes da prática de 
atividades de aventura de caráter recreativo e não competitivo; 
j) Turismo de Sol e Praia: constitui-se das atividades turísticas relacionadas à recreação, 
282 
entretenimento ou descanso em praias; 
k) Turismo de Negócios e Eventos: compreende o conjunto de atividades turísticas 
decorrentes dos encontros de interesse profissional, associativo, institucional, de caráter 
comercial, promocional, técnico, científico e social; 
1) Turismo Rural: é o conjunto de atividades turísticas desenvolvidas no meio rural, 
comprometido com a produção agropecuária, agregando valor a produtos e serviços, 
resgatando e promovendo o patrimônio cultural e natural da comunidade; 
m) Turismo de Saúde: constitui-se das atividades turísticas decorrentes da utilização de 
meios e serviços para fins médicos, terapêuticos e estéticos. 
Publicada na Assessoria Técnico-Legislativa, aos 29 de abril de 2015. 
283 
Anexo 2 - Questionário aplicado no portal da cidade de São José do Barreiro 
..A 
REFERÊNCIAS 
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2006. 233 p. 
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Disponível em: 
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Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, 2013. 

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