Projeto de Lei nº 111/2022
“Denomina Auditório Benedito Gilmar Pinto.”
(Preâmbulo Usual)
Art. 1º. Fica denominado o “Auditório Benedito Gilmar Pinto”, o auditório
localizado no Centro Administrativo Professor Imir Baladi, sito a Avenida
José Maria de Faria, 71 Salto, Socorro/SP.
Art. 2º. Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação.
Câmara Municipal Estância de Socorro, 08 de novembro de 2022.
LAURO APARECIDO DE TOLEDO
Vereador – PTB
JUSTIFICATIVA
Venho encaminhar para apreciação dos nobres pares o presente
projeto de lei, que tem por finalidade denomina o auditório localizado no
Centro Administrativo Professor Imir Baladi e assim prestar uma justa
homenagem ao Senhor Benedito Gilmar Pinto.
Benedito Gilmar Pinto, nascido na cidade de Socorro/SP no dia
18/09/1956, filho de Therezinha Antônia Pinto. Foi casado com lolanda
Bernardete Sartori Pinto com quem teve um filho, Aislan Pinto, e faleceu na
data de 19 de julho 2020.
Estudou na escola E.E. Narciso Pieroni desde o primário até
Ensino Médio e logo após o término dos estudos frequentou a Escola do
Comércio, antigo mercadão, que hoje é o Centro Cultural da cidade, onde
cursou e se formou em Técnico em Contabilidade.
Seu primeiro emprego foi aos 20 anos, no Banco Itaú e após 02
(dois) anos trabalhando no banco foi convidado pelo Prefeito na época o Sr.
Antônio Augusto Ferraz Tassara para ingressar no quadro de funcionários da
Prefeitura na data de 01 de maio de 1979 para trabalhar no setor de
contabilidade como Contador.
Foi por quase 40 (quarenta) anos servidor público municipal
exercendo a função e prestando serviços para o município de Socorro/SP, e
com o passar desses anos todos, trabalhando na mesma empresa, se
aposentou como funcionário público Municipal, mas continuou exercendo a
sua profissão com muita dignidade até seu falecimento na data de 19 de julho
de 2020.
Gilmar, desde pequeno, sempre gostou de participar de eventos
que fizesse bem para ele e para o próximo, como:
Participou da Fanfarra da Escola Narciso Pieroni por vários anos,
enquanto foi aluno e também logo após o término dos estudos, ganhando
vários campeonatos pela escola, Gilmar era um dos corneteiros e nunca
faltava aos ensaios.
Fez parte por muitos anos da diretoria do Clube da Associação
Atlética Socorrense, como Diretor Executivo, Legislativo e demais cargos;
Fez parte também, por muitos anos, da diretoria da Corporação Musical
Santa Cecília como Presidente, Tesoureiro, etc.
Gilmar quando pequeno, ajudava o seu tio o Sr. Benedito
(conhecido como ‘Ditinho fogueteiro’) na fabricação e montagem dos fogos
de artifícios para soltarem nas diversas festas da cidade e região, de onde
veio um de seus passatempos, mas o seu maior hobby com certeza foi o
TREM “Maria Fumaça” e desde pequeno sempre frequentou a estação de
trem da cidade (antiga rodoviária próximo ao Supermercado Kuroda) e ali
ficava por horas vendo os trens chegarem e partirem e observava os
funcionários da estação manobrando os trens para embarcar os passageiros e
também os trens de carga. Foi ali que conheceu um amigo, que estava por lá
todos os dias e tinha o mesmo gosto, o Sr. Eduardo Peretto.
Uma passagem interessante desta história foi sobre o dia 15 de
agosto onde todos esperavam o Trem com a chegada dos Romeiros, que
vinham para a Tradicional Festa de Agosto, era um trem muito grande, com
duas locomotivas e muitos vagões. Nos demais dias, eles gostavam de
"ajudar" os funcionários a fazerem as manobras necessárias, para que a
composição de trens ficasse pronta para o retorno e por segurança eles iam
no vagão que era de uso do correio.
A mãe de Gilmar mandou confeccionar um macacão, igual aos dos
funcionários da estação, com as iniciais CM (Companhia Mogiana). Essa
paixão por trens, Gilmar levou por toda sua vida com seu amigo Eduardo,
mesmo após já adultos, cada um chegou a comprar réplicas (miniaturas) dos
trens e construíram maquetes para reviverem o passado.
A despedida da locomotiva Mogiana foi no dia 16 de setembro de
1966, dia em que Gilmar não pode ir ver a despedida.
Gilmar sempre foi um homem alegre, divertido, teimoso,
companheiro, trabalhador, amigo e que gostava de participar de tudo e
mesmo depois que descobriu que tinha problemas de saúde que com o passar
dos tempos foram se agravando, ele nunca deixou de trabalhar e fazer o que
gostava por conta dos seus problemas, pois para ele os problemas não eram
motivos para se abater e nem para deixar de viver e com esse propósito e
espirito viveu até o seu último dia de vida com muita garra, determinação e
fé.