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materia nº 163/2023

Tipo Projeto de Lei
Número / Ano 163 / 2023
Date 2023-10-26
EmentaDenomina o ESF Rio do Peixe – Sueli Alves de Oliveira
native_id1540

Autoria

Tramitação (latest 11)

DateStatusTurnoTexto
2023-12-05 Proposição transformada em lei por promulgação
2023-11-07 Aguardando promulgação da lei
2023-11-06 Aguardando assinatura do autógrafo
2023-11-06 Proposição aprovada em 2º turno S
2023-11-06 Proposição aprovada em 1º turno P
2023-11-06 Proposição inclusa na ordem do dia
2023-11-01 Aguardando a inclusão na ordem do dia
2023-11-01 Aguardando emissão de parecer
2023-11-01 Parecer da Procuradoria Jurídica
2023-11-01 Aguardando emissão de parecer
2023-10-31 Encaminhada à Presidência

Votações

DateResultadoSimNãoAbst.
2023-11-06T21:29:32.972889-03:00 Aprovado por unanimidade 8 0 0

Documents (1)

texto original #

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PROJETO DE LEI Nº 163/2023
“Denomina o ESF Rio do Peixe –
Sueli Alves de Oliveira”.
(PREÂMBULO USUAL)
Artigo 1º – Fica denominado “ESF Rio do Peixe – Sueli Alves 
de Oliveira”, o Estratégia Saúde da Família (ESF), localizado no Bairro do 
Rio do Peixe, nesta cidade de Socorro/SP.
Artigo 2º – Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, 
revogadas as disposições em contrário.
Prefeitura Municipal da Estância de Socorro, 26 de outubro de 
2023
Josué Ricardo Lopes - Prefeito Municipal
JUSTIFICATIVA
Senhor Presidente,
Nesta oportunidade, encaminho o presente Projeto de Lei, que 
dispõe sobre a denominação do prédio público municipal do ESF Rio do 
Peixe e dá outras providências.
Sueli Alves de Oliveira nasceu em 20 de fevereiro de 1962, em 
Socorro, São Paulo. A filha mais nova de Tereza dos Santos Oliveira e José 
Alves Pereira, teve 4 irmãos, com os quais viveu sua infância e adolescência, 
no centro da cidade, sempre nos arredores da Rua José Raimundo de Souza.
Em um lar católico, a vida foi simples, mas contada de uma 
forma leve e alegre, com muitos amigos, vizinhos e familiares por perto. 
Desde pequena, demonstrava uma personalidade que combinava fortaleza, 
coragem e autenticidade; era possível reconhecer instantaneamente seus 
sentimentos ou preocupações, pois era transparente e verdadeira consigo e 
com os outros. 
Sueli não media esforços para ajudar a quem ela soubesse que 
necessitava, poucos sabem o quanto ela fez, mesmo quando não tinha 
recursos agregava pessoas facilmente em torno de um objetivo. As suas 
verdades eram tão intensas, que, mesmo diante de possíveis incômodos, 
nunca deixou de dizer o que pensava ou de seguir seu coração, continuava a 
caminhar dizendo que não suportava injustiças... 
Desse jeitinho, ela cresceu, apaixonou-se, namorou por algum 
tempo e escolheu casar-se aos 18 anos de idade, quando soube que esperava 
sua primeira filha, Aline. O parto não foi tão simples, mas a data que Aline 
veio ao mundo, 25 de dezembro de 1980, o Natal, trouxe todas as bênçãos
necessárias para a vida da mãe e da filha que nascia naquele momento. E 
foram as duas por sete anos juntas, em uma cumplicidade e amor, construídos 
com muita conversa franca, brincadeiras de crianças e mútuo aprendizado, 
até que, em 28 de outubro de 1987, dia de São Judas Tadeu (ela sempre 
acrescentava) nasceu seu segundo filho, Renan, de uma gravidez muito 
desejada e planejada.
Desde o primeiro dia em que descobriu que estava grávida, ela 
dizia a todos que seria um menino. Sueli preparou cada detalhe para a 
chegada de Renan, escolheu o quarto do bebê, suas roupinhas e dizia, dias 
antes dele nascer, que já sentia seu perfume pela casa. Tudo era assim com a 
Sueli: vívido, colorido e profundo, tanto para os momentos bons quanto para 
aqueles não tão bons.
Quando em tempos de dificuldades, como na morte de seu pai e 
de suas irmãs, Iolanda e Olinda, teve que se reinventar muitas vezes, 
principalmente, para ajudar sua mãe, por quem fazia de tudo em cuidados e 
carinho. E foi assim que ela se sustentou emocionalmente para seguir os 
percalços da vida, ajudando e sendo ajudada por sua mãe, filhos e inúmeros 
amigos.
Depois do divórcio, aos 38 anos, Sueli retomou o trabalho e a 
jovialidade, participando ainda mais dos acontecimentos de sua amada 
cidade. Era evidente seu dom para o comércio, vendas e atendimento ao 
público, por isso foi funcionária de algumas lojas de roupa (teve a sua própria 
loja nos anos 90, a Marchetti Modas) e malharias de Socorro, arriscou-se 
com sucesso no ramo de móveis e decoração e farmacêutico.
Mas, foi como servidora pública contratada em dois governos 
municipais que ela se realizou de fato. Estar perto da população mais 
vulnerável sempre foi sua motivação; nas áreas da assistência social e da 
saúde, principalmente, se realizou ao viabilizar muitas possibilidades de 
melhoria de vida à população socorrense. De forma carismática, Sueli fazia 
mais que um serviço, criava vínculos e amizade; já conhecia a muitos, mas 
pôde nos últimos anos de sua vida se realizar na alegria dos outros, ao 
trabalhar na Prefeitura de Socorro. 
A vocação não era política, mas sim social! Tentou, sem 
sucesso, por duas vezes a candidatura à vereadora da cidade, mas foi na linha 
de frente do atendimento à população que encontrou sua satisfação 
profissional. Na vida pessoal, mesmo com formação escolar somente no 
ensino fundamenta, Sueli era amante dos livros, das histórias místicas e de 
tudo que pudesse levá-la ao autoconhecimento e para mais perto do Sagrado, 
sendo devota de São Judas Tadeu e, também, de Santa Terezinha do Menino 
Jesus – A Santa das Rosas. Nos momentos de crise, não era incomum receber 
uma rosa de Sueli, que procurava acolher assim amigos e família nas suas 
aflições. 
Era intuitiva, dona de um sorriso inconfundível, adorava os 
animais (gatos foram seus favoritos nos últimos 3 anos de sua vida), tomar 
açaí na Praça da Matriz, uma boa música e carnavais, estar com amigos ou 
fazer mais amizades, dançar livremente, viajar, mas sempre voltar para o seu 
cantinho, em Socorro. Realizou o sonho da casa própria, de ser mãe, de amar 
e ser amada, mas não deu tempo de viver o sonho de conhecer a Espanha. 
Sueli partiu fisicamente em 28 de abril de 2021, deixando a 
todos de coração eternamente saudoso e pleno de gratidão por compartilhar 
sua existência conosco. Com ela, foram também sua mãe e seu irmão, Jovino, 
confiando ao seu irmão mais velho, Braz, a importante missão de continuar 
a ser feliz aqui, com os descendentes dessa história da família Alves de 
Oliveira.
Por tal razão, entendendo tratar-se de projeto de lei revestido de 
relevantes motivos, é que faço seu encaminhamento à apreciação dessa 
Nobre Casa Legislativa, para análise e aprovação.

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