PROJETO DE LEI N.º 61/2024
“Denomina logradouro público como Estrada
Municipal José Martins Sobrinho.”
(Preâmbulo Usual)
Art. 1. ° - Fica denominada “Estrada Municipal José Martins
Sobrinho” via localizada no Bairro dos Martins, com aproximadamente 4,1
quilômetros, com a seguinte localização: início -22.711241080411863, -
46.49205081477322 e fim: -22.692596610400592, -46.471294336080724,
conforme anexo.
Art. 2. ° - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação,
revogadas as disposições em contrário.
Câmara Municipal da Estância de Socorro, 16 de abril de 2024.
Airton Benedito Domingues de Souza
Vereador – MDB
JUSTIFICATIVA: Encaminho para apreciação dos nobres
pares o presente projeto de lei, que tem por finalidade denominar a “Estrada
Municipal José Martins Sobrinho”, localizada no Bairro dos Martins. O
Departamento de Urbanismo da Prefeitura Municipal informou a esta Casa
que não há óbice do ponto de vista cadastral para referida denominação.
HISTÓRICO:
José Martins Sobrinho residia na casa que fica aos fundos da Igreja do
Bairro dos Martins, próximo ao Sítio Apocalypse. Por volta dos anos 1906 –
1907, após o falecimento de sua primeira esposa e cuidando de seu
primogênito (João Batista) recém-nascido, José estabeleceu residência
naquele referido local e, até onde se tem registros, foi um dos primeiros
moradores daquela região, onde deixou sua vasta descendência e uma
memória viva e lembrada até os dias atuais. Em 9 de janeiro de 1909, casouse em Socorro com a segunda esposa, Maria das Dores de Oliveira, com
quem teve quatro filhos (José, Honorato, Laura e Carmélia). Naquele tempo,
José era proprietário de terras, agricultor, tropeiro e comerciante. Benedicta
Gomes Apocalypse, filha do terceiro casamento de José, contava histórias a
seus netos sobre como ele frequentemente ia até Bragança Paulista com sua
tropa comercializar produtos de suas propriedades. Além de movimentar as
atividades econômicas locais, empregar pessoas e influenciar o contexto
social da época, José foi um cidadão prestativo e ativo na sociedade, sendo
inclusive “inspector de quarteirão” responsável pela localidade. Em 22 de
abril de 1936, tendo novamente a infelicidade de ficar viúvo, casou-se com
sua última esposa, Secundina Gomes, com quem teve mais três filhas
(Benedicta, Matilde e Lourdes). José foi uma pessoa que gerou impacto
social, era estimado por muitos, sendo uma figura presente como padrinho
em quase todos os casamentos de seus conhecidos e, é claro, tantas outras
vidas e famílias foram geradas por sua prole. Teve um total de oito filhos,
com muitos descendentes, por isso é considerado o “povoador” daquela
região. Mesmo nos dias de hoje, uma fração dominante de seus familiares
habitam aquele bairro.
ANEXO