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materia nº 88/2024

Tipo Projeto de Lei
Número / Ano 88 / 2024
Date 2024-06-05
EmentaDenomina logradouro público como Travessa João Saragiotto.
native_id2266

Autoria

Tramitação (latest 12)

DateStatusTurnoTexto
2024-07-22 Proposição transformada em lei por promulgação
2024-07-22 Publicado
2024-07-16 Aguardando promulgação da lei
2024-07-16 Aguardando assinatura do autógrafo
2024-07-15 Proposição aprovada em 2º turno S
2024-07-01 Proposição aprovada em 1º turno P
2024-06-28 Proposição inclusa na ordem do dia
2024-06-24 Aguardando a inclusão na ordem do dia
2024-06-24 Aguardando emissão de parecer
2024-06-17 Encaminhada às Comissões Permanentes Encaminhada às Comissões Permanentes.
2024-06-17 Para leitura no Expediente Para leitura no Expediente.
2024-06-14 Encaminhada à Presidência Encaminhada à Presidência.

Votações

DateResultadoSimNãoAbst.
2024-07-15T21:20:18.149103-03:00 Aprovado por unanimidade 8 0 0
2024-07-01T20:59:30.277426-03:00 Aprovado por unanimidade 8 0 0

Documents (1)

texto original #

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PROJETO DE LEI n.º 88/2024
“Denomina logradouro público como Travessa 
João Saragiotto.”
(Preâmbulo Usual)
Art. 1.° - Fica denominada “Travessa João Saragiotto” via 
localizada no Bairro Ribeirão do Meio, com aproximadamente 74,96 metros, 
com início nos 550 metros da Rua José Saragiotto, lado direito, sentido 
centro-bairro, início: -22.612174408202808, -46.52465203617414 e fim: -
22.612194216390535, -46.52546742762497, conforme Anexo.
Art. 2.° - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, 
revogadas as disposições em contrário.
Câmara Municipal da Estância de Socorro, 05 de junho de 2024
Airton Benedito Domingues de Souza 
Vereador – MDB
JUSTIFICATIVA: 
Encaminho para apreciação dos nobres pares o presente projeto de lei, que 
tem por finalidade denominar a “Travessa João Saragiotto”, localizada no 
Bairro Ribeirão do Meio. O Departamento de Urbanismo da Prefeitura 
Municipal informou a esta Casa que não há óbice do ponto de vista cadastral 
para referida denominação.
 
HISTÓRICO
JOÃO SARAGIOTTO nasceu em Socorro, aos 3 de março de 
1930, filho de José Saragiotto e de Maria Lugli. Cresceu num tempo muito 
difícil para a cidade, quando a crise do café trouxe muitas dificuldades para 
os moradores de Socorro. Assim, sua infância difícil fez seguir a vida de
boiadeiro, cuidando de tropas e de boiadas, onde adquiriu o gosto por 
animais e pela “lida” tão comum no interior do país, a que chamava de sertão.
Aos 18 anos, resolveu partir para a cidade grande, instalando-se 
em Utinga, onde trabalhou em empresas como a Swift e a Firestone. De 
boiadeiro, tornou-se operário num momento em que o país passava por 
transformações grandes e urbanizava-se rapidamente.
Tornou-se comerciante por um tempo e também atuou como 
caminhoneiro.
Neste momento, não estava mais sozinho e tinha se casado com 
Jovenil Fernandes Saragiotto, sua querida companheira de vida, em Santo 
André. Deste casamento, nasceram os filhos Régia, Claudio, Maria de 
Fátima, Ângela, Maria Clara, Isabel e Francisco, estes três últimos, 
infelizmente, falecidos com pouca idade.
Em 1988, depois de vencer muitas batalhas distante de sua terra 
natal e de construir muitos amigos onde residiu, resolveu voltar para sua 
querida Socorro, voltando a residir na Rua Gregorina de Faria Alexandroni, 
onde iniciou sua história de vida. As lembranças do início permitiram que 
voltasse a trabalhar na “lida”, tornando-se um trabalhador rural nos moldes 
de seu passado. Era comum vê-lo em sua charrete e tratando seus animais 
com carinho e dedicação. Foram mais 30 anos de vida em Socorro, sempre 
no mesmo lugar e com as mesmas atitudes, ganhando respeito de todos e
tornando-se um exemplo de perseverança e trabalho.
Os dias foram passando e o tempo cobrou seu preço quando 
João Saragiotto foi acometido pelo mal de Alzheimer. Em pouco tempo, sua 
saúde debilitou-se e, em 3 de setembro de 2018, seu corpo não resistiu, 
falecendo por complicações respiratórias advindas do Alzheimer. Hoje, seu 
corpo repousa em paz no Cemitério Municipal de Socorro, mas suas 
lembranças estão vivas na memória de todos que o conheceram.
ANEXO I
ANEXO II



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