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PROJETO DE LEI N.º 181/2024
“Denomina logradouro como Travessa
Maria Aparecida Nicoletti de Moraes.”
(Preâmbulo Usual)
Art. 1. ° - Fica denominada “Travessa Maria Aparecida
Nicoletti de Moraes” via localizada Bairro Lavras do Meio, com
aproximadamente 157,70 metros, com início: -22.56687504385707, -
46.50445344094317 e fim: -22.56707707622539, -46.50325966565199,
conforme anexo.
Art. 2. ° - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação,
revogadas as disposições em contrário.
Câmara Municipal da Estância de Socorro, 13 de novembro de 2024.
Aírton Benedito Domingues de Souza
Vereador – MDB
JUSTIFICATIVA: Encaminho para apreciação dos nobres
pares o presente projeto de lei, que tem por finalidade denominar a “Travessa
Maria Aparecida Nicoletti de Moraes”, localizada no Bairro Lavras do Meio.
O Departamento de Urbanismo da Prefeitura Municipal informou a esta Casa
que não há óbice do ponto de vista cadastral para referida denominação.
HISTÓRICO
Maria Aparecida Nicoletti de Moraes nasceu no coração de Socorro,
no recanto simples e cheio de vida do Bairro da Varginha, em 1º de agosto
de 1935. Ali, onde as manhãs traziam cheiro de terra e canto de pássaros, ela
fincou suas raízes. O destino era uniu a Nicanor Gomes de Moraes, e juntos
semearam uma família de sete filhos: Catarina, Leonídio, Tereza, Maria de
Lourdes, João Aparecido, Padre Vitório e Antônia. Como tronco firme e
nutriente, ela cresceu e sustentou todos com o amor de uma verdadeira
matriarca, oferecendo sombra em tempos difíceis e raízes profundas que
unem a família em cada desafio e conquista.
Maria foi uma mulher de fé inabalável e alma guerreira. Suas mãos
calejadas narravam histórias de trabalho duro na roça, de linhas e pontos
costurados com paciência e de incontáveis dias dedicados ao lar. A cada
nascer do sol, sua força renovava-se para provar, cuidar e proteger. Não
apenas mãe, Maria também foi avó cuidadora, estendendo seu abraço
generoso e criando alguns de seus netos, tal como só quem transporta amor
sabe multiplicar e espalhar ao seu redor, preenchendo a vida de todos com
afeto e proteção.
Em cada canto de sua casa havia um pedaço de seu carinho. Portas
abertas, coração maior ainda, ela acolhia os que chegavam com um sorriso e
olhos que refletiam empatia. Maria Aparecida era mais que uma mulher; era
um porto seguro, um exemplo de cuidado que se manteve até o último dia de
sua vida, deixando um legado de amor, acolhimento e força que continua a
iluminar os caminhos de todos que tiveram a honra de conhecer-la e sentir o
calor de seu abraço, tornando-se para sempre uma luz guia nos corações e
nas memórias daqueles que ela acolheu com seu amor, deixando marcas de
ternura que jamais se apagarão.
Partiu em 1º de abril de 2020, aos 85 anos. Seu legado, entretanto,
permanece vivo nas histórias, no amor cultivado e nas lembranças de uma
mulher cuja presença foi e sempre será simultânea de acolhimento e força.
ANEXO
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