PROJETO DE LEI N.º 183/2024
“Denomina logradouro como Travessa
José Celestino Carlevatto.”
(Preâmbulo Usual)
Art. 1. ° Fica denominada “Travessa José Celestino
Carlevatto” via localizada no Bairro Pedra Branca, com aproximadamente
588,51 metros, com início: -22.71174676265599, -46.59339022738876 e
fim: -22.71604943847904, -46.59043846572335, conforme anexo.
Art. 2. ° Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação,
revogadas as disposições em contrário.
Câmara Municipal da Estância de Socorro, 13 de novembro de 2024.
Aírton Benedito Domingues de Souza
Vereador – MDB
JUSTIFICATIVA: Encaminho para apreciação dos nobres
pares o presente projeto de lei, que tem por finalidade denominar a “Travessa
José Celestino Carlevatto”, localizada no Bairro Pedra Branca. O
Departamento de Urbanismo da Prefeitura Municipal informou a esta Casa
que não há óbice do ponto de vista cadastral para referida denominação.
HISTÓRICO
José Celestino Carlevatto nasceu em Campinas, São Paulo, em 27 de
maio de 1897, filho de Domingos Carlevatto e Thereza Genaro Carlevatto.
Desde cedo, trilhou caminhos que refletiram as raízes de sua terra e o
trabalho árduo no campo. O destino o levou à cidade de Socorro, onde, no
dia 2 de fevereiro de 1917, uniu sua vida à de Joanna Vido em um
matrimônio que foi abençoado com a chegada de seis filhos: Irineu, Thereza,
Domingos, Paulino, Serafina e Luzia, cada um trazendo sua própria luz e
continuando o legado de valores e ensinamentos que José e Joanna
compartilharam ao longo da vida.
José era lavrador no Bairro da Pedra Branca, um lugar onde sua
conexão com a terra ia além do cultivo; era uma expressão de sua dedicação,
persistência e respeito pela natureza. Os dias no campo eram de suor e
trabalho, mas também de risos compartilhados com a família, de
ensinamentos passados de pai para filho e de uma vida guiada pelos valores
simples e sólidos de humildade, respeito e amor ao próximo, refletindo a
essência de um homem que encontrou grandeza nas pequenas coisas da vida.
A jornada ao lado de Joanna foi marcada pelo amor e pela construção
de uma família acercada em princípios que espelhavam a força da união e a
sabedoria dos que conhecem as estações do tempo. Mas a vida, com seu ciclo
significativo, trouxe uma perda. No dia 17 de novembro de 1965, José
despediu-se de sua amada Joanna, uma dor que ele carregou em silêncio,
alimentando a memória dos momentos vívidos juntos e encontrando força
nas lembranças que aqueciam seu coração em meio à saudade e ao silêncio
das ausências, transformando cada memória em um motivo para seguir em
frente e honrar o amor que viveram.
Oito anos depois, no dia 17 de maio de 1974, José Celestino Carlevatto
também fez sua última colheita no Bairro da Pedra Branca, onde tantas vezes
plantara suas esperanças. Deixou um legado de trabalho, honra e amor pela
família. Sua vida permanece viva nas histórias contadas pelos filhos e na
terra que, por tantas décadas, foi seu lar e testemunho de sua dedicação. José
é lembrado como um exemplo de força e simplicidade, alguém cuja
existência trouxe raízes profundas, não apenas ao solo que cultivou, mas
também ao coração de quem teve o privilégio de conhecê-lo e aprender com
sua sabedoria, dedicação e generosidade. Deixou marcas profundas que
ecoam nas histórias e nos valores enviados de geração em geração,
perpetuando seu legado de honra, simplicidade e amor.
ANEXO