PROJETO DE LEI Nº 100/2022
“Dispõe sobre a denominação do
espaço público municipal Auditório
Municipal situado no Parque da
Cidade João Orlandi Pagliusi e dá
outras providências.”
(PREÂMBULO USUAL)
Artigo 1º – Fica denominado “Auditório Municipal Jorge
Fruchi”, o espaço público municipal situado no Parque da Cidade João
Orlandi Pagliusi.
Artigo 2º – Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Prefeitura Municipal da Estância de Socorro, 29 de setembro de
2022.
Josué Ricardo Lopes - Prefeito Municipal
JUSTIFICATIVA
Senhor Presidente
Nesta oportunidade, encaminho o presente Projeto de Lei, que
“Dispõe sobre a denominação do espaço público municipal Auditório
Municipal situado no Parque da Cidade João Orlandi Pagliusi e dá outras
providências.”
O senhor Jorge Fruchi nasceu no dia 13/08/33, data que
considerava ser de sorte, como a vida dele demonstrou ser.
Filho do marceneiro Séptimo Fruchi e da dona de casa Rosa
Bertelli Fruchi, teve como irmãos Laura, Antônio (Nico), Walter, Armando
e Arlete.
De família simples, contava que não passavam necessidades,
mas que tiveram que trabalhar desde novos. Aprendeu o ofício com o pai,
mas não se interessou em seguir na profissão, como seu irmão Walter.
Cursou até o quarto ano do primário e logo cedo já trabalhava
vendendo doces no Cine Voga, com o sr. Zico, que tinha loja na rua 13 de
maio, que depois mudou-se para SP e montava barraca nas festas de agosto,
onde Jorge auxiliava nas vendas. Cursou Senai.
Foi balconista na loja “O município”, onde conheceu, namorou
e casou-se com Nely Carvalho Craveiro, professora, em 04/07/54.
De maio de 1955 a outubro de 1961 teve 5 filhos: Rosa Claudia,
Raquel Helena, Rivail Jorge, Railde Inês e Rafael Glauco. Em maio de 1973
nasceu Regina Máris. Em 1982 receberam a guarda de Márcio e Robson.
Montou uma pequena revendedora de fogões na R. José
Bonifácio.
Associou-se a Amadeu da Col (Mina) e montaram uma loja de
eletrodomésticos na Rua 13 de maio.
Trouxe a loteria esportiva para Socorro cujas apostas eram feitas
na própria loja e levadas de madrugada para S. Paulo.
Trouxe com Mina a antena retransmissora de tv que ficava no
morro da Bela Vista sujeita a interromper as transmissões quando chovia, e
tinha que subir até lá para “ajeitar a antena” e ouvir a reclamação dos
telespectadores das novelas da época, quando S. Pedro não colaborava.
Criativo e trabalhador, bolava carros alegóricos elaborados no
Carnaval, que concorriam com os da família Conti e outros.
Associou-se a outros socorrenses para a construção do “prédio
dos 40”e, tomando gosto, passou a construção e venda de vários imóveis na
cidade.
Fez parte da diretoria do Clube XV, foi presidente do Rotary e
do Lions Clube, provedor da Sta. Casa.
Construiu a Casa Fruchi que ficava ao lado da Casa Irmo, com
filial em Águas de Lindóia onde comercializava eletrodomésticos.
Trouxe as primeiras máquinas de tricô da Lanofix que, com D.
Gladys Vitta Araujo que ministrava as aulas, propagou a venda e distribuição
delas para a região, ampliando para outras marcas como Elgin.
Sempre visionário, inovador, criativo e arrojado, criou o
Santarrosa, cujo nome homenageava sua mãe.
Trouxe para Socorro o Boticário, insistindo com os
responsáveis pela franquia que o empreendimento daria certo, contrariando
os franqueadores que não apostavam em abrir lojas em cidades pequenas.
Assim como seu pai, tinha “dedo verde” e gostava de plantar,
encantando-se flores e plantas exóticas. Sempre quis conhecer o lavandário
de Cunha para poder fazer um igual em Socorro.
Foi candidato a prefeito, vice-prefeito e sempre se interessou
pela política da região.
Do segundo casamento teve os filhos Heloise e Jorge.
Na Prefeitura Municipal da Estância de Socorro exerceu os
seguintes cargos:
- de 01-01-1993 a 21-09-1995 - Diretor do Departamento de
Paisagismo e Urbanismo;
- de 01-01-2005 a 01-09-2012 - Vice-Prefeito;
- de 08-10-2012 a 05-09-2013 - Diretor do Departamento dos
Direitos da Pessoa com Deficiência ou Mobilidade Reduzida;
- de 06-09-2013 a 30-04-2014 - Secretário de Serviços;
- de 02-05-2014 a 04-01-2021 - Diretor do Departamento de
Indústria e Comércio.
Por tal razão, entendendo tratar-se de projeto de lei revestido de
relevantes motivos, é que faço seu encaminhamento à apreciação dessa
Nobre Casa Legislativa, para análise e aprovação.