| Tipo | Lei |
|---|---|
| Número / Ano | 265 / 2010 |
| Date | 2010-10-21 |
| Ementa | Dispõe sobre o Plano Municipal de Educação de Turiuba. |
| native_id | 1282 |
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PREFEITURA MUNICIPAL DE TURIÚBA Estado de São Paulo CNPJ: 45.724.952:0001-96 E Ae Rua Joaquim Pedro Marques, nº 466 - Centro - CEP 15280-000 - Turiúba - SP SERTURAO: Hs Sie: www turiuba sp gov br * E-mail: turi ubaDturivba sp.gov br - Fone/Fax (18) 2596-1263 LEI Nº 265/2010. “Dispõe sobre o Plano Municipal de Educação de Turiuba” Silvânia Maria dos Santos Munhoz, Prefeita Municipal de Turiuba, Comarca de Buritama, Estado de São Paulo, usando das atribuições que lhe são conferidas por Lei: Faz Saber que a Câmara Municipal de Turiuba. aprovou e cia sanciona e promulga a seguinte Lei: Artigo 1º - Fica aprovado o Plano Municipal de Educação de Turiuba, o constante do cademo em anexo, e que fica fazendo parte integrante da presente Lei. Artigo 2º - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. Turiuba, ani de outubro de 2010. au Santos Munhoz -Prefeita Municipal Publicada por afixação em lugar público e de costume. registrada nesta secretaria na data supra c encaminhada cópia ao Cartório Local. ANTONIO ATAYDES SANTIAGO -Secretário- Prefeitura Municipal de Turiúba Câmara Municipal de Turiúba Diretoria Municipal de Educação PLANO MUNICIPAL DIE EDUCAÇÃO »= TURIÚBA DEGÊNIO 2010 / 2019 MUNICÍPIO DE TURIÚBA - SP Administração 2009 - 2012 Silvânia Maria dos Santos Munhoz Prefeita Municipal João Correia de Souza Filho Vice-Prefeito Municipal Maria Aparecida dos Santos Santiago Diretora Municipal de Educação Câmara Municipal de Turiúba Gentil Batista de Carvalho - Presidente André Alves Mantelato José Renato de Falqui Cássia Renata dos Santos Maria Cristina Garcia Ceiso Antonio de Oliveira Pedro Mantelato Neto Edevan Leandro de Alcantara Silvia Regina Miranda Trindade Nogueira Equipe Técnica co Plano Municipal de Educação Aparecida Militão de Castilho Araújo Maria Aparecida dos Santos Santiago Cassia Renata dos Santos Marina Olívia Antonio Dinameres Aparecida Vieira Sebastiana das Dores Vasconvelos Silvia Regina Miranda Trindade Nogueira Alexandre Periotto Gestores Consultoria e Assessoria Pública LTDA SUMÁRIO 2. 5- - Economia. 211.1 - Rede Estadual de Ensino. 2.112- Rede Municipal de Ensino... lil - QUALIDADE DE ENSINO.............. 17 3,1 - indice de Desenvolvimento da E ão do Estado de São Paulo — + TA 31! - Metas de Qualidade... A np = .Y 312- Resultados do DESP em 7 Turúba . EA irrf PS 18 32 Indice de Desenvolvimento da Educação Básica - DES Fire 18 32 - Resutados do IDEB em Turiúba é pps pero 20 3.3 - Exame Naciona! de Ensino Mácio - ENEM... 2 3.3.1 - Resultados do ENEM em Turiúba...... a TOP Pd az |V - NÍVEIS DE ENSINO. « 24 A - EDUCAÇÃO BÁSICA, . Rá 41- EDUCAÇÃO INFANTIL. 2 4144 - + lagnósico é Diretrizes 25 e112- PreEscola — Emo tag esp —. 28 412-Otjetivos e Metas ; ese pica psqra aço 28 42 - ENSINO FUNDAMENTAL... pusruta a : 32 424 - Diagnóstico e Diretrizes. E e aa ——— ana — 32 42.2 - Objeivose Metas. Is ES * " um BE 4.3- ENSINO MÉDIO... 431- - Diagnóstico é Diret iz 432 - Objetivos e Metas 41 B- EDUCAÇÃO SUPERIOR = SA seda ateste AM 241- - Diagnóstico e Diretrizes... EsESLI= ne e EE 44 442-Obsetivose Metas RR o 4 V- MODALIDADES DE ENSINO . 5:1- EDUCAÇÃO ESPECIAL... 5 1.º - Diagnóstico e Diretrizes. 5.1.2 - Objetivos e Motas... 52 - EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS. 521- ee ssnetrarms 5.2.2- Objetivos e Metas... 5.3 - EDUCAÇÃO TERNO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL... 5.31 - Diagnósico e Drretrzes.. silo 53.2 - Objetivos e Metas. no 8 VI - MAGISTÉRIO DA EDUCAÇÃO BÁSICA... cj 62 8 1- Formação Inicial e Continuada dos Profissionais do Magistério. 62 5.1.1 - Diagnóstico e Diretrizes... 62 6.1.2 - Obictivos e Metas... 65 “7a- - Eragnóstico e Diretrizes. 65 741 - Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Ecucação Básica e de Valorização 87 dos Profissionais da Educação (FUNDES) 742- Pis Salar rosa! Nacona Dara cs Profssiona do Maputo Púbico a 72 Educação Básica ... = 71.3 - Conselhos municipais da Educação - . composição e atuação. 7.1,3.1 - Conselho Municipal de Educação de Turiúba - CME.. 71.32 - Conselho Municipal de Acompanhamento e Controle Social do Fundo 'de e) Desenvolvimento dos Profissionais da Educação Básica - FUNDEB.......... 7433- ucnno anta aà ER - CAS E 76 Vil - ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO DO PLANO. 1 - INTRODUÇÃO A construção da Plano Municipal de Educação de Turiúda (PME), realizada no periodo de dezembro de 2009 a abril de 2010, representa um grande avanço ne história das politicas públicas do setor educacional no municipio. Pela primeira vez, poder público municipal, sociedade civil, profissionais da educação e pais de alunos se reuniram em torno da elaboração de um plano participativo pela melhoria da qualidade do ensino, Este piano, construído em consonância com a Constituição Federal (CF) - art. 214 - € o Piano Naciona! de Educação (PNE) - Lei nº 10,172, de 09 de janeiro de 2001 — marca um Povo tempo no planejamento da educação, por se tratar de um plano de Estado e não somente um plano de governo. Sua elaboração, realizada de forma participativa, seguida va aprovação pelos poderes executivo = legislativo, transformando-a em lei municipal, ipo confere o poder de ultrapassar diferentes gestões. Bo adotar essa metodologia de planejamento conjunto, o Município busca superar uma prática ainda bastante comum a muitos governos: a descontinuidade das políticas públicas que acabam por interromper importantes práticas de gestão que deveriam ser pensadas a longo: prazo. Essa visão fragmentada de planejamento é uma das responsáveis pelo histórico atraso da educação brasileira, que só agora começa a se reverter de maneira a pensar num planejamento continuado, que possa ser constantemente avaliado e aprimorado em face de seu desenvolvimento e das novas necessidades sociais, sempre garantindo sua identidade e autonomia. Construído em sintonia com o PNE, esse novo modelo trata de todo o conjunto da educação em Turiúba, expressando uma política educacional para todos os niveis e modalidades de ensino - de Educação Infantil à Educação Superior, contemplando 2 de Jovens e Adultos, a Especial, a Profissional e Tecnológica e a Educação a Distância - tengo como principais objetivos: a elevação giobal do nível de escolaridade da população; a melhoria da qualidade de ensino em todos os níveis; a redução das desigualdades sociais no acesso e permanência, com sucesso, na educação pública; e à democratização da gestão do ensino público, nos estabelecimentos oficiais, obedecendo aos princípios da participação dos profissionais da educação na elaboração de projeto serlagógica da escola e a participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes. Para garantir tais compromissos, o poder público municipal e a Equipe Técnica responsável pela elaboração do PME abriram o debate para toda a comunidade escolar, tc maneira que se tornassem, de fato, parte na construção dessa idéia e a incorporasse como vaior social, Essa mudança de atitude na forma de governar reforça ainda mais a garantia legal do piano, à medida que permite uma intervenção direta da sociedade na E) efetivação das ações aqui propostas, acompanhando a sua execução, propondo ajustes & fiscalizando o cumprimento pelo poder público, Essa intervenção deverá se car especialmente através da Comissão de Acompanhamento e Avaliação do piano, onde estarão representados todos os segmentos envolvidos cum 4 educação - professores e funcionários das escolas, pais de alunos, conselhos da educação, sociedade civil, Câmara e Prefeitura Municipal, Juntos, terão a missão de construir um novo modeio de ecucação em Turniba for mais avanços que a educação tenha obtido nos últimos tempos, em termos de melhoria da qualidade, sabe-se que ainda há muito por fazer. Assim sendo, 20 considerar a limitação dos recursos e a extensa gama de ações a serem executadas, este plano fo: estruturado de maneira a atender as ações prioritárias apresentadas pela comunidade escoiar, com ênfase na Educação Infantil e no Ensino Fundamental - que atualmente são os níveis de atuação do Município, de acordo com o regime de colaboração previsto no Art. 211 da Constituição Federal. Essas prioridades estão diretamente ligadas aos objetivos propostos para este plano e se firmam nas seguintes diretrizes: estabelecer como foco a aprendizagem, alfabetizar as crianças até, no máximo, os oito anos de idade; acompanhar cada aluno da rede individualmente; combater a repetência, por estudos de recuperação ou progressão parcial; combater a evasão; fortalecer a Inclusão educacional das pessoas com deficiência; promover 3 educação infantil; Instituir programa ce formação e implantar plano de carreira, cargos e salários para os profissionais da educação; valorizar o mérito ac trabalhador da educação; promover a gestão participativa na rede de ensino; tomentar c apoiar os conselhos escolares. Erfim, é um conjunto de ações que o Município assume diante da compreensão de suas responsabilidades, oferecendo uma escola que proporcione a formação integral de seus alunos, em todas as dimensões: educacional, intelectual, cultura! e social, construindo sua autonomia e permitindo-os assumir uma postura crítica e criativa frente ac munde contemporâneo 2.1 - Histórico Por volta de 1886, chegaram à região o Canitão Vicente Gonçalves dos Santos, sua esposa Sabina Izolina da Glória, seus filhos e alguns empregados que trabalhavam em suas terras. Vindos da cidade Ponte Nova, em Mines Gerais, desbravando as matas, vieram se instalar às margens do Ribeirão Santa Bárbara, um dos malores afluentes do Rio Tietê, local onde se batizou de Ribeirão Ponte Nova, em nomenagem à sua terra nataí. Com o objetivo de fixar definitivamente a presença do homem na região, o Capitão Vicente Gonçalves dos Santos, experiente homem da terra, trouxe consigo, em seus carros de bois, utensílios rurais, plantas, sementes e animais, a fim de explorar as boas perspectivas de produção que a região apresentava. Logo se iniciarem no local algumas alividades agropecuárias, principaimente com a criação de bovinos e suínos, Já na década de 1890, consolidada a ocupação e o uso incontestado das terras, Vicente Goncalves foi a Jaboticabal, sede da Comarca, para registrar 2 posse da fazenda. Em 26 de maio de 1926, os moradores da região reuniram-se aos pés do cruzeiro erquido, após a reza de um terço, fundando ali o povoado de Vila Gonçalves, em nomenagem ao desbravador. Em 1944, a Vila Gonçalves - com terras dos Distritos de Buritama e Macaubal, no Município de Monte Aprazível - foi elevada à categoria de Distrito de Paz, com o nome de Turitba, através do Decreto-Le! Estadua! nº 14.334, de 30 de novembro de 1944, 4 origem do nome Turiúba se remete à palavra tupi-guarani “turi”, que significa: a fogueira, a tocha. Daí a expressão utilizada por alguns habitantes: “Turiúba cidade facho de luz”, Porém, também se entende que a palavra Turiúba veio de “turiúva” (bot. Licania Teriuva), uma planta que produz cachos com frutos dourados. O topônimo refere-se às palmeiras existentes na região, como as que deram nome aos vizinhos municipios de Macauba! e Buritama e que produzem frutos amerelos. Em 1948, a Lei nº 233, de 24 de dezembro, que fixou q quadro territorial para vigorar em 1949-1953, transferiu Turiúba do Município de Monte Aprazível para o Municipio de Buritama, quando este foi elevado a Município. Dez anos depois, em 18 de fevereiro de 1959, Turiúba conquista sua emancipação bolitico-administrativa, através de Lei Estadual nº 5.285, elevando-se à categoria de 8 Município, desmembrando de Buritama, constituído de 2 Distritos: Turiúba e Lourdes, Sua instalação ocorreu no dia 01 de janeiro de 1960. Em nova divisão territorial promovida pela Lei Nº 7,664, em 30 de dezembro de 1991, Lourdes emancipa-se, deixando de ser distrito do Municipio de Turiúba. O adjetivo pátrio que designa quem nasce ou reside em Turiúba é: turiubense (cu turiudano). A Goieria de Prefeitos do Municipio de Turiúba é assim constituída: * Período 1960 a 1963: Octaviano Cardoso; * Periodo 1964 a 1968; Tarley Rossi Vilella; * Periodo 1969 a 1972: Rosalvo Francisco de Souza; r Periodo 1973 & 1976: Antonio Vicente dos Sentos; * Periodo 1977 a 1982: Aperecido Cardoso; * Periodo 1983 é 1988: Osvaldo Pereira Bonfim; - Periodo 1989 a 1992: Aparecido Cardoso; * Período 1993 a 1996: Gilberto Ferreira Caires; 2 Periodo 1997 a 2000: Clewis Henri Munhoz; * Periodo 2001 a 2004: Aparecido Cardoso: * Periodo 2005 = 2008: Siivânis Maria dos Santos Munhoz; “Período 2009 a 2012: Silvânia Marta dos Santos Munhoz; 2.2 - Localização, aspectos físicos e geográficos O Municipio de Turiúba integra as regiões Administrativa e de Governo de Araçatuba & pertence à Comarca ce Buritama. Com uma área territorial de 153,09 quilômetros quadrados, apresenta limites territoriais com seis municípios, sendo, ao Norte: Nova Luzitênia, Moncões e Gastão Vidigal; ao Suk: Buritama e Planalto; ao Leste; Macaubal; aq Deste: Lourdes. Distante 550 Km da capital paulista e 822 km da capital federal Brasilia, suas covrácnadas geográficas são: 2005701" Latitude Sul e 50006'29" tongituda Oeste, com elevação de 444 metros acima do nivel do mar, Pelo municipio passa & Redovia Dr. Octaviano Cardoso Filho (SP 461) que, na direção Norte, se liga à SP 310 - Rodovia Feliciano Salles da Cunha e, na direção sul, se liga 3 SP 300 - Rodovia Merechei Rondon, y As principais opções de transporte aéreo de passageiros são através do Aeroporto Estadual de Araçatuba (68 km), Aeroporto Estadual de São José do Rio Preto (108 km). Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos (560 km), Aeroporto Internacional de Congonhas, em São Paulo (550 km) e o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (456 kr). Com clima quente, inverno seco e temperatura média de 319C, Turlúba pertence à Unigade Hidrográfica de Gerenciamento de Recursos Hídricos co Baixo Tietê. As terras do município são banhadas pelos córregos: Santa Bérbara, Ponte Nova, Ribeirão Mato Grosso, Cascavel, Capivara, Bugio e Paimeirinha. Mapa Ssográfico da Re ião de Turiúba Fonte: DER-SP = 2010, 2.3 - População e condições de vida De acordo com a última estimativa da população, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, relativa 3 1º de julho de 2009, entre a população brasileira, composta por 191.480.630 habitantes e 5.565 municipies, Turiúba conta com uma população de 2.040 habitantes c apresenta as seguintes estatísticas: * Grau de Urbanização (1BG£/2009): 82,79% “” Taxa geométrico de crescimento anual da população, entre 2000 a 2009 (IBGE/2009): 0,42% Densidade Demográfica (IBGE/2009): 12,87 habitantes por quilômetro quadredo Pspuiação com Menos de 15 Anos (SEADE/2009): 15,84% População com 60 Anos e Mais (SEADE/2009): 19,24% * Razão de Sexos (IBGE/2009): 102,67 homens para cada 100 mulheres * Quantidade de Eleitores (TRE-SP: mar./2010): 1.575 sy “R < tg Eleitorado Feminino; 779 Eleitoraco Masculino: 796 Quantdade de locais para votação: 1 Quantidade de seções: & Mr um = O indice de Desenvolvimento Humano Municinal (IDHM) registrado para o municipio de Turiúba, no ano 2000, foi de 0,800. Este é considerado um médio grau de desenvolvimento humano, abaixo da média dos municípios do Estado, que é de 0,814. O IDHM é elaborado pelo Programa cas Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Dara identificar o grau de desenvolvimento das copulações é leva em consideração as seguintes variáveis: Longevidade (esperança de vida ao nascer), Educação (número médio dos anos de estudo e taxa de analfabetismo) e Renda (renda familiar per capita). O IDHM calcula-se entre zero (G) e um (1), sendo que os valores mais altos indicam niveis superiores de desenvolvimento humare. O Índice Paulista de Responsabilidade Soca! (IPRS) - ciaborado pela SEADE (Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados) - é um indicador que permite mensurar o grau de desenvolvimento humano de todos os municípios paulistas. Em sua última edição, puslicada em 2006, Turiúba foi classificada no Grupo 3, como sendo um município com baixo nívei de riqueza, mas com bons niveis de escolaridade e longevidade. Segundo o ISGE/SEADE, o PIB (Produto Interno Bruto) per capita no ano de 20€7 foi dr R$ 15.724,61, ou seja, 69,4% da média do Estado de São Paulo, que era de RS 22.667,25. 2.4 - Habitação e Infra-Estrutura Turiuba oferece boas condições de infra-estrutura e ce habitação para sua população, contando, etuzimente, com cerca de 600 domicilios paruculares permanentes. Desse tota!, 93% apresentam, no minimo, c espaço considerado suficiente para a execução das funções básicas em uma moradia, com pelo menos 4 cômodos, sendo um deles banheiro ou sanitário, Acima de 96% dos domícilios apresentam infra-estrutura interna urbana adequada, dispondo de ligações às redes públicas de água e energia elétrica, Praticamente 100% dos domicílios dispõem de coleta de lixo, coleta e tratamento de esgota, tratamento de água e pavimentação asfáttica. 2.5 - Economia A economia do município tem sua base no setor de serviços e na agropecuária, em especla!, disponibilizando mão-de-obra para as usinas de açúcar 2 álcool da região. ti Dados do Ministério do Trabalho, analisados pela Fundação SEADE, mostram que, no ans de 2008, o setor de serviços foi responsável! por mais de 66% dos vínculos empregatícios formais no municipio, seguido da agropecuária, com 21%. O município registrou, no ano de 2007, um PIB de 30,62 milhões de reais. Esse foi 9 total dos bens e servicos produzidos na localidade, o que equivale à parceia de 0,003% do PIB estadual. 2.6 - Agricultura Dados censitários da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, dispontailizados pelo projeto LUPA 2007/2008, mostram que na municipio de Turiúba existem 361 imóveis rurais que, juntas, somam 15.435,60 hectares. Do total Ge propriedades rurais do municipio, 45% (163) têm até 29 hectares (ha) cada e ocupam 10% da área rura! do município. A maior distribuição está nas propriedades entre 20 e iO00ha, que somam 47% da quantidade total (170) e equivalem a 50% da área rural de Turiúba, Outros /% das propriedades (27) têm entre 100 e 200ha, & ocupam 31% da área rura!. No município há apenas 1 propriedade com área superior 3 1.000ha. são, ao todo, 1.379ha que equivalem a 9% da área rural total. Basicamente, as terras rurais de Tunúba são destinadas a duas culturas principais: 2 braquiéria, que ocupa 8.189ha, e a cana-de-açúcar, presente em 128 propricdades e que ocupa 4,753ha de terras. As demais áreas de cultura, que equivalem a cerca de 1.000ha, são ocupadas por: seringueira, colonião, milho, amendoim, grames, soja, Ducha, manga, café, eucalipto, aifafa, caju, abóbvra (ou jerimum) e viveiro de seringueira. A pecuária bovina tem crande Cestaque na economia agricola de Turiúba, já que 50% des propriedades se dedicam à bovinocultura mista, de corte ou de leite, criando cerca de 15.300 cabeças, A avicultura de corte também é bastante explorada por 3 criadores, com 22.000 cabecas/ano, 33 a avicultura ornamental é praticada em 65 propriedades, com 3.400 cabeças. Há, também, outros segmentos de menor porte, como: ovinocultura, suinocultura, ecuinocultura, e asininos e muares. É por conta de toda essa atividade pecuária que 60% das terras cultiváveis em Turiúba são ocupadas por pastagens. 2.7 - Cultura A cultura e as tradições são muito prestigiadas peia população de Turiúba, que conta com diversos eventos e datas comemorativas durante todo o aro. Seja através da Prefeitura ou das entidades do municipio, grandes e tradisienais eventos são realizados, contando sempre com o apoio e a participação de tada a comunidade. 17 As principais comemorações e atividades que constam no calendário de eventos de Turiúba são: Julho Setembro Outubro Novemôdro Dezembro Festa dos Santos Reis Carnaval Dia das Mães Festa Junina Aniversário do Municipio Campeonato de Futsal Corrida de Pedestres Festa do Peão Diz dos Pais Semana do Idoso Festz do Padroeiro Dia das Cranças Festividades em proi ao Hospital do Câncer de Barretos Fonneiia de Nata! e Reveliton E E Consórcio de oa da terceira idade Projeto Cultural ada mer Campeonato de Futebol infantil e adulto Campeonato de atletismo 2.8 - Religião A religião está muito presente em todos os lugares e a todo o momento entre a população de Turiúba. Assim como na maioria dos municipios brasileiros, cujas fundações foram marcadas pelo simbois da Igreja Católica, com o levantamento do cruzeiro na praça, ainda hoje o catolicismo é a religião predominante em Turiúba. O santo padroeiro do municipio é São Vicente de Paula, cuja peróquia de mesmo nome pertence à Diocese de São José do Ria Preto. Outras entidades relig-osas também estão presentes em Turiúba, as evangélicas: Igreja Congregação Cristã no Brasil, Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério de Belém, Pentecostal Deus é Amor, Pentecostal Unção Divina e Internacional da Graça de Deus. Estatísticas sobre a área de saúde, segundo a Fundação SEADE (referente a 2008): Taxa de Natalidade (por mil habitantes): 6,11 Mulheres em idade fértil, de 10 a 49 anos (SUS/2009); 526 Proporção da população feminina em idade fértil (SUS/2009): 51,8% Mães adolescentes (com menos de 18 anos): 0,00% Mães que Liveram 7 e mais consultes de pré-natal: 91,67% Partos Cesáreos: 50,00% Y estações Pré termo (menos de 37 semanas): 9,09% * Nasúmentos de Baixo Peso (menos de 2,5kg): 9,09% “ Taxa de Mortalidade Infantil - Por mil nascidos vivos (2008): 0,00 4 4 GS 44 « Em 2009, o Sistema Unico de Saúde (SUS) identificou a seguinte pirâmido etária da população residente em Turiúba: Pirâmide Etária da população de Turiúba, 2009 2.10 - Integração Regional! Como forma de promover a integração regional e a economia administrativa, compartilhando experiêngas e fortalecendo sua representação politica, 14 municipios se uniram na formação da FRIM - Frente Regional de Integração dos Municípios: Floreal, Gastão Vidigal. General Salgado. Guzsiêndia, Lourdes, Macaubal, Magda, Monções, Nhandeara, Nova Castilho, Nova Luzitênia, Santo Antônio do Aracanguã, São João de Iracema e Turiúba, Em virtude das semelhanças entre os municípios, seja no perfil sócio-econômico e cultural, no quantidade populacional ou nas caracteristicas geográficas, ventre tantas outras, as experiências locais são compartilhadas c, em muitos casos, têm se tornado alternativas regionais. 4 Representados por seus prefeitos, juntos, esses municípios promovem eventos, reaiizam projetos e reivindicam ações governamentais que sejam de interesse comum e que beneficiem toda a região. Dentre os projetos realizados peios municípios integrantes da FRIM, se destacam: *” Projeto “Cuida bem de mim”; que trata da geração de renda através do Fundo Social; cursos de materiais recicléveis; padara artesana! municipal; renda e costura na confecção de tapetes, bordados, pedrarias, teares e bolsas; e campanha do agesalho, * Em educação c cultura; elaboração de calendário escolar em conjunto, com espaços para atividades pedagógicas & culturais; concurso de poesias entre alunos do Ticio 1; capactação para c trabalho com alunos especiais; capacitação de professores e funcionários, em rodízio, com os municípios sedes do evento e *” Nos esportes. realização do Pró-Atietrsmo: futsal, dama, xadrez, tênis de mesa, atletismo e bola queimada, além de diversos campeonatos de futebol. *” No departamento de obras e serviços públicos: parceria para realização de obras, aquisição de equipamentos e busca por recursos junto ao governo estadual, 2.11 - Educação Atualmente não há uma estaústica atualizada a respeito do nivel de alfabetização ca população des municípios brasileros. O último dado oficial é o Censo do IBGE, divulgado no ano de 2001. De acordo com essa pesquisa, o municipio de Turiúba apresentava: “ Taxa ce Analfabetismo da População de 15 anos e mais: 11,13% ” Média de anos de estudos da população de 15 a 64 anos: 6,47 *” População de 25 anos e mais, com menos de 8 anos de estudo; 74,84% ” Ponulação de 18 a 24 anos com Ensino Médio completo: 59,83% Desde então, vérias políticas de educacionais foram implementadas no país, melhorando consideravelmente esse cerário. Em termos de Brasil, de acordo com a PNAD 2008 (Pesquisa Naconal por Amostra de Domiciios), realizada pelo IBGE, a taxa de anaifabeusmo da população com 15 anos e mais foi reduzida de 13,6% no ano 2000, para 10% em 2008. 2,13,1 - Rede Estadual de Ensino Em Turiúba, 3 rede estadual de ensino conta com uma unidade escolar, a EE Octeviano Cardoso, subordinada à Diretoria Regional de Ensino de Birigui. Fundada em 1944, com a denominação Escola Mista de Vila Gonçalves, em 1945 passa à se chamar Escola Mista de Turiúba. Em 01 de março de 1951 ocorre a instalação Go 15 Grupo Escaler de Turiúba, através do Decreto nº 22/02, publicado em 23 de fevereiro de 1951. Em 1972 se transforma em GESC e GE Integrado de Turiúba, autorizado pela Res. SE nº 3, de 28 de janeiro e Res. SE de 02 de fevereiro de 1972. Com a pubiicação, em 24 de janeiro de 1975, da Res. SE nº 21, passa a denominar Escola Estadual de 1º e 2º Sraus ce Turiúba. Em 1980, com a Lei nº 2.495, de 29 de outubro, passa a Escola Estadual ce 1º e 2º Graus “Octaviano Cardoso”. Finalmente, com a publicação co Parecer CEE nº 67/95, de 21 de março de 1996, recebe a atual denominação: Escola Estadual “Octaviano Cardoso”, LEstadual de Ensino em Turiúba EE Octaviano Cardoso Rus Cacrão Venta Gonçalves. nº 731 Ensiro médo e Feegim meras — Educação de Jovens e Adultos (EIA; Fome: Foucacanso - INEP, MEC - 2008 2.11.2 - Rede Municipai de Ensino A Diretoria Municipal de Educação de Turiúba (DME) é o órgão responsável por administrar os setores da alimentação escolar, do transporte escolar e três UEs que oferecem 2 Ecucação Infantil (crecne e pre-escoia) é os Anos Iniciais do E. Fundamental. Atualmente, = DME não dispõe de estrutura física própre de funcionamento, estando Situada no prédio da EE Octeviano Carcoso, que fora cedido parcialmente ao municipio no ano de 1958, por ocasião do convênio de municipalização do ensino, quando assumiu e oferta Ge todo o Cicio 1 do Ensino Fundamental, Rede Municipal de fosino em A) ES p racho Municipal Fes donçalnão o Santos | Creche | ERG ARC IRUPRSRE ss a EMEI “Comecinho de vida” 2é-Escola | t Fuz scaquem das Neves, nº 555 - fone (1H) 3695 1294 “EMEF Prof”. Sebastiana Álvares Correia | anos inicia do Ensino Fundamenta! Eus Taplão Vrente Gonçalves, == 731 - Fome (15] 2696 1388 X 15 Em 1995, a primeira pré-escola municipal construida em Turúba recebe a denominação Escola Municipal de Educação Infantil “Comecinho de vida”, por meio da Lei nº 037/95, de 19 de dezembro daquele ano. Em 05 de fevereiro de 1996, a Porcaria 008/96 autoria seu funcionamento nos níveis Jardim 1, Jardim 11 e Pré-Escola, A primeira cscela municipal de ensino fundamental, a EMEF de Turiúba, foi criada pelo Parecer CEE nº 319/98 e Decreto nº 43.072/98. Em 17 de fevereiro de 2009, através ca Lei nº 223/2005, a escola passa a ser denominada EMEE Professora Sebastiana Álvares Fonte: DME de Turaibs — 2009 “Funcionários municipais que prestam sorviço na EMEF € na EF Otaviano Cardoso Tii - QUALIDADE DE ENSINO 3.1 - Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo — IDESP O IDESP é um indicador que avalia a qualidade das escolas estaduais paulistas e permite estabelecer metas anuais para O aprimoramento da cualidade da educação no Estado de São Pau'o. Implantado em 2007, o incice avalia o ensino nas 4” e 8” séries do Ensino Funcamental, em escolas com cido de oito anos, e estudantes co 3º ano do Ensino médio, Para es unidades que já implantaram o regime de nove anos ro Ensino Fundamental, o exame é destinado aos matriculados nos 5“ e 9º anos. O indice é obtido através da multiplicação de dois indicadores que se compiementam na avaliação da qualidade da escole: O indicador de desempenho, que avalia o quanto os atunos aprenderam; e o Ingicador de fluxo, que avalia quanto tempo os atunos levam para aprender: ” O Indicador de Desempenho é medido pelos resultados da Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (SARESP), que é um exame de proficiência aplicado ao final de cada ano letivo, geralmente, no mês de novembro. A avaliação se dê em todas as áreas curriculares, alternando ano a ano a periodicidade delas. À partir de 2008, anualmente são avaliadas as disciplinas Lingua Portuguesa < Matemática e, anual e alternadamente, as areas Ciências da Natureza (Ciências, Físca, Química e Biologia) e Ciências Humanas (História e Geografia). * O Indicador de Fluxo - ou fluxo escolar - é medido pela taxa média de aprovação em cada etapa da escolarização - séries iniciais e séries finais do Ensino Fundamental! (EF) e Ensno Médio (EM), coletadas peio Censo Escolar. 2.1.1 - Metas de Qualidade Coma instrumento de melhoria da qualidade da educação, a Secretaria de Estado da Educação propôs metas de longo prazo « metas anuais especificas para cada escola, com o objetivo de garantir que todas eles atinjam as metas de longo prazo, Com as metas de longo prazo, pretende-se que as escolas paulistas atinjam índices comparáveis aos dos paises da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (CCDE), que são os mais bem colocados do mundo em termos de qualidade da educação. As metas estipuladas pelo Estado, até o ano de 2030 são: 7 para o ado de sê a 4º séric; 6 para o ciclo de 5? a 82 série; e 5 para o Ensino Médio. Considerando 2 distância que cada escola se encontra das metas de longo grazo, fot estabelecida uma meta anual própria para cada uma, em cada ciclo. As metas anuais 18 servem como um guia da trajetória que as escolas devem seguir, com o objetivo de alcançar a meta de longo prazo. Em 2009, o conjunto das escolas paulistas apresentou um IDESP global de 2,79, superando a meta de 2,58 e o desempenho anterior, que era 2,55. No Ciclo T, a meta do IDESP para 2009 era 3,35, e c resultado alcançado foi 3,85. No Ciclp II, a meta era 2,63 € o resultado atingido foi 2,83. No Ensino Médio, o resultado de 1,97 esteve abaixo da meta esperada de 2,00 3.1.2 - Resultados do IDESP em Turiúba Em Turiúba, os alunos 82 série do Ensino Fundamental e da 3º série do Ensino Médio da EE Octaviano Cardoso participaram do IDESP em 2009. Nos quadros a seguir, estão representados os comparativos de desempenho da escola em relação ao Estado de São Paulo e à Diretoria de Ensino e, em seguida, a evolução da escola em relação ao seu indice anterior e suas metas para a próxima avaliação. IDESP 2009, quadro comparativo Estado de São Paulo Fonte: IDESP 2009, Secretaria da Educação do Estado de São Paulo na = É | 316 3,56 327 | 3,67 30 Série EM. 230 2,18 240 2,29 fonte- DESP 2005, Secrataria ca Foucação do Estado se São Paulo Na 83 série do EF, a EE Octaviano Cardoso odteve o IDESP de 3,56, tendo superado seu índice anterior (3,16) e sua meta para 2009, que era de 3,27. Com esse índice, obteve desempenho superior à média do Estado e da Diretoria de Ensino de Birigui. Na 3º série do EM, com o IDESP 2009 de 2,18, 2 EE Octaviano Cardoso obteve desempenho Inferior ao seu indice anterior (2,30), não alcançando sua meta para 0 ano, 19 que era de 2,40. Com isso, seu IDESP fica acima da média do Estado e abaixo da média da Diretoria de Ensino. 3.2 - Índice de Desenvolvimento da Educação Básica - IDEB O IDEB, criado em 2007 pelo INEP (Instituto Nacional de Estudos e de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), é O principal indicador que mede à qualicade da educação básca em escolas públicas e privadas de toco o Brasil. Mais do que isso, é um importante condutor de políticas públicas em prol da qualidade da educação, tanto no âmbito nacional, como nos Estados, Municípios e escolas. Em sua última edição, em 2007, o IDEB foi calculado em 48.497 escolas, 5.553 Municipios e 27 unidades da Federação Através do IDEB se faz o acompanhamento das metas de qualidade da educação básica nacional, definidas pelo PDE - Plano de Desenvolvimento da Educação. Essas metas marcam a evolução individual dos Estados, Municipios e escolas, que deverão melhorar seus Indices e contribuir, em conjunto, para que o Brasil chegue ao IDEB de 6, em 2022, ano do bicentenário da Independência, atingindo o patamar educacional que têm hoje a média dos países da OCDE. Isso significa evoluir da média nacional 3,5, registrada em 2005, para um IDEB igual a 6,0, no ano de 2021, na primeira fase do Ensino Fundamental. A segunda fase do Ensmno Fundamental deve passar do IDEB 3,5 em 2005 para a meta 5,5 em 2021. No Ensino Médio, que obteve IDEB 3,4 em 2005, a meta é chegar em 2021 205 5,2. Medido de zero a dez, o IDEB é comparáve! nacionalmente e expressa em valores os resultados mais importantes da educação: aprendizagem e fiuxo. A combinação de ambos tem também o merito de equilibrar as duas dimensões: se um sistema de ensino retiver seus alunos para obter resultados de melhor qualidade no SAEB ou Prove Brasil, O fator fluxo será alterado, indicando a necessidade de melhoria do sistema. Se, ao contrário, w sistema apressar a aprovação do aluno sem qualidade, o resultado das avaliações indicará igualmente a necessidade de melhoria do sistema. O indice é calculado com base na taxa de rendimento (aprovação e evasão) medido anualmente pelo Censo Escolar e no desempenho dos alunos nos exames bienais do INEP: “ SAEB (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica), realizado desde 1990, é um exame de proficiência em Matemitca e em Lingua Portuguesa (leitura), aplicado por amostragem a alunos de 43 e 82 séries (ou 5º e 9º anos) do Ensino Fundamental = da 3º série do Ensino Médio de escolas públicas e privadas, 20 localizadas em área urbana ou rural, permitindo apenas mensurar o desempenha nacional, por região e por Estado. ” Prova Brasil: criada em 2005, ela fomece um diagnóstico detalhado do ensino público brasileiro, pois permite a obtenção de dados por escolas e municípios. É uma prova universal, aplicada a todos os estudantes de 42 e 83 séries (ou 5º « 9º anos) do Ensino Fundamenta!, de todas as escolas públicas urbanas do Bras'l com mais de 20 alunos por turma, atrevés de lestes de Lingua Portuguesa e Matemática. Desde 2007, as duas avaliações passaram a ser feitas em conjunto, já que a metodologia de ambas é a mesma. Porém, uma não implica na extinção Ca outra, já que são complementares. Peiz metodologia utiizada, nenhum aluno faz as duas avaliações. Quanto acs resultados, para o ensino fundamental, o IDEB é calculado por etapa, ou seja, Anos Iniciais e Ancs Finais. Para o Ensino Médio, 0 IDEB só pode ser calculado para unicade da Federação, Região e Brasil, não sendo calculado por escola. Os resultados das escolas da rede estaduai de São Paulo relativos ao ano de 2005 foram exctuidos da divulgação porque a participação das alunos não foi universal naquele ano. 3.2.1 - Resultados do IDEB em Turiúba Turiúba participa do IDEB através da EMEF, nos anos Inicials do Fundamental, e da EE, nos enos finais do Fundamental e do Ensino Médio, tendo obtido os seguintes desempenhos no último índice: IDEB 2009 nos Anos Iniciais do EF: Ê de metas da escola e comparativo : 3 5 S,7I5SA 4,5/5915,315,5 5,5 | ã 5,3:6.5 Fonte: Prova Brasa c Censo Escolar, INEP, MET Com o IDES de 5,7 em 2008, a EMEF superou tanto a sua própria meta - que era ce <,8 - como também ficou acima da média das escolas estaduais de São Paulo, que to! 5,4 De acordo com as projeções co MEC, a meta da EMEF para o ano de 2021 é de 5,5. 2 38 4,0/4,3/3,5 e: Prov Srasil € Censo Escalor, INES, MEC Est: 2009 o municipio superou tanto seu próprio desempenho anterior (4,3), quanto o Cesempenho teste ano da mécia das demais escolas da rede estadual, que também fo ds 4,3, Corn Índice de 5,4, a escola tem a missão de atingir a mata projetada de 5,5 om 20)! v 6,8 no ano de 2021. 3.3 - Exame Nacional de Ensino Médio - ENEM Reaizado pele Ministério da Educação (MEC) por meio do INEP, o objetivo inicial do ENEM, criado em 1398, era avaliar o desempenho dos estudantes brasileiros ac fim: de escolandade vésica. Com z experiência adquirida nas primeiras edições do exame, observou-se então a necessidade dec uma articulação mais direta com os conteúdos ministrados no ensino médio, e também a possibilidade de comparação das notas de um ane para outro Em sua Última edição, em 2009, o exame passou por uma profunda reformulação, visando democratizar as oportunidades de acesso as vagas federais de ensino superior, possibiiltar a comparação 20 longo do tempc, a mobilidade acadêmica e, principalmente, induzir à reestruturação dos curriculos do ensino mécio. O navo Enem continuaré a servir como referência para a auto-avaliação sobre o ensina médio, a qualidade do ensino nas escolas, e sua nota continuará a ser critério de seleção de balsas de estudo no Programa Universidade gara Todos (ProUni), mas também traz algumas novidades no seu uso: ” Promover a certificação de jovens e aduitos no ensino médio - como uma oportunidade para cidadãos sem diploma nesse nível de ensino, desde que na Gata de realização da prova tenham 18 anos, no mínimo. *” Medir o desempenho acadêmico dos estudantes ingressantes nas instituções de ensino supenicr; 22 ” Adotar O exame como ferramenta de seleção, de maneira integral ou parcial, para pleitear uma vaga nas instituições de ensino superior, públicas e privadas. Assim, como nas edições anteriores, o ENEM manterá a característica de ser um exame voluntário, destinado principalmente 205 concluintes do ensino médio e aos que terminaram esse nível de ensino nos anos anteriores, os chamados egressos, além daqueles que pretendem uma certificação. O objetivo é aplicar quatro grupos de provas diferentes em cada processo seletivo, além d= redação. O novo exame será composto por nerguntas objetivas em quatro áreas do conhecimento: linguagens, códigos e suas tecnologias (incluindo redação); ciências humenas e suas tecnologias: ciências da natureza e suas tecnologias e matemáticas e suas tecnologias. Cada grupo de testes será composto por 45 itens de múltipla escolha, aplicados em dois dias. Nos resultados das médias das escolas, quatro notas são divulgadas: 1) as médias das duas provas (objetiva e redação); if) us médias das duas provas corrigidas por participação; lil) as médias das provas objetivas; iv) as médias das provas objetivas corrigidas por participação, O motivo de se divulgar as médias por escola fazendo-se a inclusão ou exclusão da nota de redação deve-se ao fato de o ENEM ser procurado por muitos estudantes como parte do processo seletivo para acesso aos cursos de nivel superior, esses estudantes, cientes de que muitas instituições utilizam-se apenas da nota na prova objetiva, não realizam ou realizam parcialmente a redação. Pelo mesmo motivo, foram excluídos do cálculo da média das escolas na nota de redação os casos em que a redação foi entregue em branco. É importante destacar que as médias do Enem por escola, assim como tado resultado de avaliações realizadas em um único momento, refletem uma média de desempenho dos alunos cujo conhecimento adquirido depende não só da qualidade da escola em que estuda, como também ge seu histórico escolar, familiar e da comunidade onde estã nserido, centre outras variáveis. 3.3.1 - Resultados do ENEM em Turiúba Em 2005 e EE Octaviano Cardoso participou do ENEM 2009 com 7 dos 20 alunos matriculados no Ensino Médio Regular VERIFICAEJA Pela metodologia adotada pelo INEP, não são divulgados os resultados vas escolas em que menos de 10 alunos 23 participam da prova, já que essa quantidade torna & nota média desses estudantes pouco representativa na média de notas do conjunta de estudantes da escoia. Sendo assim, está apresentado, a seguir, o último resultado obtido pela escola, no ENEM 25. w= EJA, dos 28 aluncs matriculados, apenas OS partionaram da prova e não tiveram indico divulgado No Ensino Regular, a EE Octaviano Cardoso participou com 15, do total de 20 alunos concluintes matriculados. As médias da escola, em comparação com as médias do Estado e do Brasil, apenas para o Ensino Médio reguiar, foram: Com a participação de 75% dos alunos do 3º ano do Ensino Médio Regular, a EE Octaviano Cardoso obteve desempenho superior és médias nacionais, em todas as parciais. Quando comparado ao Estado de São Paulo, a escola tem desempenho inferior às médias estacuals, tanto na prova objetiva como na média total (objetiva + redação). Seu desempenho somente se apresenta superior às médias estaduais quando se faz a correção de participação, isso é, uma estimativa caso todos os alunos matriculados ilvessem participado da prova. 24 IV - NÍVEIS DE ENSINO A - EDUCAÇÃO BÁSICA A educação brasileira é regulamentada pela Constituição Federal em conjunto com a LDB, ue fixa suas diretrizes e bases. Quanto à educação pública, o Art, 211 da CF e a LDB determinam que os entes federados - Municipios, Estados, Distrito Federal e União organizem seus sistemas de ensino em regime de colaboração, de acordo com as seguintes prioridades: “Educação Infantil: Municípios; *” Ensino Fundamental; Estados, Municípios e Distrito Federal; Ensino Médio: Estados e Distrito Federal; * Educação Superior e Profissional: União, Estados e Distrito Federal, 4 O Censo Escolar, ou Educacenso, realizado anualmente pelo INEP, é o mais relevante e abrangente levantamento estatístico sobre a educação básica brasileira. Seus dados constituem a mais completa fonte de informações utilizada pelo MEC para a formulação de politicas e para o desenho de programas, bem como para a definição de critérios para à repasse de recursos a escolas, estados e municipios. Também alimenta o cálculo ce indicadores como o IDEB, que serve de referência para as metas do PDE. Os números do Censo Escolar 2009 mostram que a Educação Básica no Brasi! chegou a 52.580.452 alunos matriculados no ana, com uma redução de 1,2% em relação a 2008, Em um total de 197.468 estabelecimentos de ensino básico, 45.270,710 estão em escolas públicas (86,1%) e 7.309.742 estudam em escolas da rede privada (13,9%). As redes municipais contam com a maior parte dos alunos, respondendo por 24.315.309 matrículas: 45,2% de toda a Educação Básica. 53.232.868 -652.416 52.580.452 6.719.261 6.762.631 43.370 0,6 1.751.736 1.896.363 144,627 83 4.867,525 4.866.268 -101.257 -2,0 32.086.700 31.705.528 -381.172 -1,2 8.356.100 8.337.160 -28.940 -3 795.459 861.114 65.655 8,3 319.924 252.687 -67.237 -21,0 4.945.424 4.661.332 -284,092 -57 3.295.240 3.094.524 -200.716 -6,1 1.650.184 1.566.808 -83.376 5,4 mta: MEC/Inep/i 4.1 - EDUCAÇÃO INFANTIL 2s 4.1.1 - Diagnóstico e Diretrizes A Educação Infantil, primeira etapa da educação básica, é definida pela Constituição Federal como um dever do Estado € um direito a todas as crianças de até 5 anos de idade, com a finalidade de proporcionar desenvolvimento integral em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade. Legalmente, a criança não estã obrigada a frequentar uma Instituição de Educação Infantil, mas sempre que sua família deseje ou necessite, 9 Poder Público tem o dever de atendê-la. Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9394/96), compete aos municipios a oferta da Educação Infantil em creches ou entidades equivalentes - para crianças de até três anos de idade - e em pré-escolas - pera crianças de quatro a cinco anos de idade, Foi com o surgimento dessa lei em 1996 que se evidenciou a importância da Educação Infantil, ao considerá-ia como a primeira etapa da Educação Básica. A partir daí, o trabalho pedagógico ganhou reconhecimento e dimensão no sistema educacional, no sentido de atender as especificidades das crianças dessa faixa etária. Vele ressaltar que, inicialmente, a LDB cefinia a Educação Infantil na faixa etéria de O a 6 anos, porém, em 2006, com a implantação do Ensino Fundamental de 9 anos (Lei 11.274/06), fez-se necessária uma emenda constitucional definindo a pré-escola até os 5 anos de idade (CF, Art. 208, inciso 1), O atendimento a crianças nessa faixa etária em estabelecimentos específicos de Educação Infantil tem sido ampliado em todo o mundo, tanto pela necessidade da família em contar com uma instituição que cuide de suas crianças pequenas, tendo em vista b constante aumento da participação da mulher no mercado de trabalho, quanto pelos inúmeros estudos que evidenciam a importância da inserção de metodologias que estimulem o processo de desenvolvimento da criança. Se a inteligência se forma a partir do nascimento e se há "janelas de oportunidade" na infâênci: quando um determinado estímulo ou experiência exerce maior influência sobre a inteligência do que em qualquer oura época da vida, descuidar desse período significa desperdiçar um imenso potencial humano, Ao contrário, atendê-la com profissionais especializados capazes de fazer a mediação entre o que a criança já conhece e o que pode conhecer significa investir no desenvolvimento humano de forma inusitada. Hoje se sabe que hã periodos cruciais no desenvolvimento, durante os quais o ambiente pode influenciar a maneira como o cérebro é ativado para exercer funções em áreas como a matemática, a linguagem, a música, Se essas oportunidades forem perdidas, será muito mais difícil obter os mesmos resultados mais tarde. (PNE, 2001) Aos poucos, esse novo olhar sobre as crianças vem se modificando. As políticas públicas plementades nos últimos aros têm ampliado sua atenção para além das ações da z6 assistência social, que se destinavam apenas aos cuidados físicos, de saúde e de alimentação, e voltadas apenas para crianças advindas de familias pobres e cujas mães trabalhavam fora de casa, Na construção dessa nova concepção, as políticas educacionais vêm dando cada vez mais importância às particularidades dessa fase do desenvolvimento da criança, conduzindo a estruturação da Educação infantil em torre de dois princípios básicos, que são ao mesmo tempo complementares e indissociáveis: educar e cuidar. A Educação Infantil [...] estabelece es bases da personalidade humana, da inteligência, da vida emocional, da socialização. As primeiras experiências da vida são as que marcam mais profundamente a pessoa. Quando positivas, tendem a reforçar, ao longo da vida, as atitudes de autoconfiança, de cooperação, solidariedade, responsabilidade, As ciências que se debruçaram sobre a criança nos últimos cinquenta anos, investigando como se processa o seu desenvolvimento, coincidem em afirmar a importância cos primeiros anos de vida para o desenvolvimento e aprendizagem postericres, E têm oferecido grande suporte para a educação formular seus propósitos e atuação a partir do nascimento. A pedagogia mesma vem acumulando considerávei experiência e reflexão sobre sua prática nesse campo e definindo os procedimentos mais adequados para oferecer, às crianças, interessantes, dcesafiantes e enriquecedoras oportunidades de desenvolvimento e aprendizagem. A educação infantil inaugura a educação da pessoa. (PNE, 2001) A educação da criança se dá na família, na escola, na comunidade, enfim, em todas às espaços onde esté presente, a todo o momento, É dever constitucional da familia, de Estado e da sociedade assegurar a toda criança, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, av respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão (CF, Art. 227). Porém, ao se levar em conta as condições limitantes de grande parte das famílias - com altos indices de pobreza, baixe escolarização dos pais e a desestruturação familiar - o que se vê é que a maior parte desse ânus tem recaído sobre o Estado que, a princípio, deveria ter uma função apenas complementar à da família. À escola, nesse sentido, precisa desempenhar um importante papel de articulação com a familia, orientando-a quanto aos processos de educação, valores e expectativas, de tal maneira que a educação familiar e a escolar se complementem e se enriqueçam mutuamente, produzindo aprendizagens coerentes, mais amplas e profundas. O diagnóstico realizado para subsidiar a elaboração deste plano - obtido a partir dos dados oficiais e das reuniões com os segmentos da educação - demonstra que as Unidades Escolares (UEs) de Turiúba têm desenvolvido importantes ações no intuito de aprofundar as relações entre a escola e a comunidade. Sob o ponto de vista dos pais, esse esforço tem servido como incentivo para que participem mais ativamente da vida 2? escolar de seus filhos, 20 passo que consideram cue o Municipio tem executado com gualidade sua política educacional. 4.1.1.1 - Creche Em 2009, o crescimento de 8,3% das matrículas nas creches de todo o Brasil deve ser destacado por significar a amphação das oportunidades educacionais e a efetiva inclusãv de populações antes não atendidas pelo sistema educacional, que assim podem ampliar seu nívei de escolarização. Ao todo, foram registradas no pais 1.896 353 matriculas sendo que 65,6% estão sob a responsabilidade das redes municipais de ensino. A rede privada responde a 17,6% do total de matriculas e as creches conveniadas 16,3%. Comparação de Matrículas na Creche - 2008 e 2009 ESA TRE “| Diferença e Variação y sis Matrículas: Percentual: “Região sp) Es Pre netrarid ER air pro tidrenia Brasil 1.751.736 1.896.363 144.627 83 Fonte: MEC/Inep/Deed - Ediscacenso 2009 he Municipal Denevenuta Goncalves dos Santos é a responsável pelo atendimento das crianças de O à 3 anos de idade. Analisando a evolução das matriculas da creche nos últimos 5 anos, conforme gráfico a seguir, verifica-se certa estabilidade de matriculas na creche, no periodo de 2005 a 2005. Apenas no ano de 2006 foi registrado em gumento de 30% em relação a 2005, porém, esse patamar não se manteve, voltando &os niveis antenores ja 2 partir de 2007 Creche: evolução de matriculas iniciais na rede municipal de educação de Turiúba EU es 80 | 52 51 E) Rae ! em Municipal 304 — Linear 20 10 4 0- — z003 2008 2007 2008 2008 Fonte: ÍMEP, MEC — 2 4.1.1.2 - Pré-Escola 28 A oferta da pré-escola no pais é bastante municipalizada, com a rede municipai respondendo por 75,3% do atendimento. Esse índice se manteve nos últimos dois anos (2007 e 2008), enquanto à rede privada respondeu por 23,2% em 2009. Em todo o país, de 2008 para 2009, as matrículas na pré-escola foram reduzidas em 2,0%, enquanto no Estado de São Paulo a redução ficou em 11,66%. Essas reduções podem ser consequência da ampliação do ensino de 9 anos, onde as crianças de 6 anos, antes matriculadas na pré-escola, agora estão no Ensino Fundamental. Comparação de Matrículas na Pré-Escola — 2008 e 2009, 4.967.525 4.866.268 -101.257 -2,0 Sãe 1:236,392 1.092.183 -144,209 “11,66 Fon Eduicacenso 2009. A Pré-Escola em Turiúba é oferecida pela EMEI “Comecinho de Vida” que, com a implantação de Ensino Fundamenta! de 9 anos, oassou a atender crianças de 4 e 5 anos. Observando o periodo de 2005 a 2009, conforme o gráfico que se segue, a Pré-Escola vem apresentando um declínio no número de matriculas. Essa tendência se explica em neto pela matricuia de alunos com 6 anos no Ensino Fundamental e em parte pela fiutuação populacional no município, especialmente das familias de trabalhadores das usinas da região. Pré-Escola: evolução de matrículas iniciais na rede municipal de educação de TURIÚBA | 80 76 74 | mms Municipal! '—— Linear 1 2005 2006 2007 2008 . 2009 Fonte: INEP, MEC - 2009 4.1.2 - Objetivos e Meias 29 Considerando o grande desafio de universalizar a educação, o Plano Nacional de Educação determina que haja um esforço de cooperação entre os entes federados - Municipio, Estado e União - no sentido de ampliar o atendimento em todos os níveis e mocalidaces Gde ensino. Isso signífica = ampliação do número de vagas cferecidas, facilitando o acesso a todos os que necessitem. Em se tratando de Educação Infantil, as metas de matriculas estão relacionadas à demanda manifesta, e não à demanda potencial, definida pelo número de crianças na faixa ctária, pois a educação infantil não é obrigatória, mas um direito da criança. Assim, o PNE dispõe que haja a ampliação da oferta de vagas nas creches e pré-escolas do Municipio, a fim de que, até o ano de 2011, sejam alcançadas as metas de atendimento Ge 50% das crianças de O & 3 anos de idade e de 80% das de 4 e 5 anos. Na creche, conforme a tabeia a seguir, Turiúba ja abngiu a meta de matriculas para o ano de 2011, que é de 50% da população de O a 3 anos, segundo o PNE. O número de matriculas em 2009 foi de 51 para uma população de O a 3 anos de idade estimada em 80, 0 que totaliza 63,75% o número de crianças matriculadas nessa faixa etária. Também na pré-escola Turiúba já atingiu a meta de matriculas para O ano de 2011, que é de 80% da população de 4 e 5 anos de idade, segundo o PNE. O número de matrículas em 2009 foi 40 para uma população de 4 & 5 anos de idade estimada em 46, segundo o Centro de Saúde de Turiúba, o que representa 87% do total. Fonte INP, 2009 - secretaria de Ssude de [urnba, 2010 A partir Ge uma visão conjunta a respeito da educação que se tem hoje e a que se deseja am Turiúba, resultado da participação direta dos pais de alunos, professores e funcionários das UEs e motoristas do transporte escolar nas reuniões de pianejamento Geste PME, foram traçadas ações prioritárias a serem executadas pelo Município no decorrer da vigência deste piano decenal. 30 Dentro do período de vigência do Plano Municipal de Educação de Turiúba, que se estende de 2010 a 2019, foram considerados três tempos para a execução das açães, onforme o quadro: ="2018" 2019 & partir dessas definições, o Poder Executivo municipal e, posteriormente, o Poder Legisiativo - fundamentados na legislação vigente e na disponibilidade orçamentária e operaciona! do Municipio — estabeleceram as metas, ou seja, os prazos para a realização de cada uma das ações, as quais se descrevem a seguir: ta ns Trabalho pedagógico e recursos utilizados incentivar & participação dos professores na eiaboração do projeto político-pedagógico das UEs que oferecem Educação Infantil Inserir a Educação Ambiental como tema transversal no currículo das U£s municipais de Educação Infantil Ampliar o programa de assistência aos alunos com dificuldade na aprendizagem, dentro da sala de aula Oferecer o suporte necessário à preparação do material didático pelos professores, evitando que se adote sistema de ensino apostilado Aquisição regular de recursos pedagógicos adequados aos alunos da Educação Infantil: brinquedos, jogos, CDs, DVDs Enfraestrutura física, recursos técnicos e tecnológicos Construção da nova EMEI e creche, com previsão de: a) Adecuação do prédio às normas de acessibilidade para sessoas com necessidades especiais b) Biblioteca com espaço reservado para o acervo bibliográfico e espaço dedicado à leitura c) Espaço para atividades com livros para as crianças pequenas da creche d) Laboratório de informática disponível para as crianças da pré- escola e) Parque infantil com brinquedos apropriados à idade das crianças fj Área de lazer e recreação arborizada e que ofereca condições de segurança às crianças Até que a nova creche e EMEI não estejam em funcionamento, são ações que precisem ser realizadas: cp ice ET cp rata 3054 MP mz E MP arts 2954 LP E E LP ET E aj Reforma adequada cas lousas das salas de aula da EMEI b) Realizar serviço que possa resolver a problema com morcegos no interior da creche 3, Aquisição de 1 sistema de som para os eventos da creche e EMEI E in E NR A ES O E ns [oe] Aquisição de computadores e impressoras para uso dos professores na creche e EMEI Aquisição de mesas de computador para à EMEI Aquisição de 1 projetor (data-show) para a creche e EMEI Aquisição de câmera/filmadora digital para a creche e EMEI Aquisição de 4 toca-CDs para a creche « EMEI Aquisição de aparelhos de DVD para a creche e EMEIL - Aquisição de aparelhos de TV para a creche e EMEI 1, Aquisição de 1 máquina lava-jato para a limpeza da creche Aquisição de 2 carrinhos apropriados para transporte da alimentação escolar da cozinha piloto para a creche, EMEI e EMEF Relacionamento da escola com os pais de alunos e a comunidade Oferecer palestras de orientação aos pais e à comunidade em temas como: saúde, hábitos de higiene, hábitos alimentares, violência, sexualidade, drogas, trânsito, entre outras Organizar eventos pera a comunidade escolar, principalmente em datas especiais, como: dia das mães, dia dos pais, festas juninas, entre outras. Nas oportunidades em que os alunos realizarem apresentações na escola, sejam culturais ou esportivas. convidar os pais a assistirem a atuação de seus filhos Promoção de eventos periódicos, visando a integração entre os profissionais de todas as unidades escolares da Rede Municipal de Ensino xXx xXx xx xXx x xx x x x x CP MP LP gue ET x sua 2014 ams 2037 31 32 4.2 - ENSINO FUNDAMENTAL 4.2.1 - Diagnóstico e Diretrizes O Ensinc Fundamental obrigatório e gratuito é reconhecido pela Constituição Feceral (Art. 208) coms um direito público subjetivo, isto é, que dá a qualquer cidadãc o poder de exigir seu direito de acesso, importando responsabilidade à autondade competente gue não oferecê-lo ou oferecer de forma irregular. O objetivo de um maior número de anos de ensino obrigatório € assegurar a todas as crianças um tempo mais longo de convívio escolar, maiores oportunidades de aprencer &, com isso, uma aprendizagem mars ampla. E evidente que a mealor aprendizagem não depende do aumento do tempo de permanência na escola, mas sim do empreço mais eficaz de tempo. No entanto, a associação de ambos deve contribuir significativamente para que-os educandos aprendam mais. Seu ingresso no Ensino Fundamental obrigatório não pode constituir-se em medida meramente administrativa, O culdado na sequência do processo de desenvolvimento e aprendizagem das crianças de seis anos de idade implica o conhecimento e o atenção às suas características etárias, soclais e psicológicas. As orientações pedagógicas, por sua vez, estarão atentas a essas caracierísticos para que as crianças sejam respeitadas como sujeitos do aprendizado. (SEB, MEC) O PNE estabelece que a criança tenha assegurado o seu ingresso e permanência na escola até a conclusão desse ensino. Essa prioridade inclui o necessário esforço dos sistemas de ensino para que tocas obtenham z formação mínima para o exercico da cidadania e para o usufruto do patrimônio cultural da sociedade moderna. O objetivo do Ensino Fundamental, disciplinado peia LDB, é a formação básica do cidadão, devendo se dar mediante: * o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo; “ a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade; * q desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de conhecimentos = habilidades e a formação de atitudes e valores; * q fortalecimento dos vínculos de familia, dos laços de solidariedade humana e de tolerância reciproca em que se assenta a vida social. De acordo com a Constituição, a oferta deste nívei de ensino compete a0s Estados e Municipios, que deverão organizáio em regime de colaboração, vferecendo-o obrigatoriamente a todas as crianças a partir dos $ anos de idade - completos ou a completar até o inicio do ano letivo - e a todos aqueies que não tiveram acesso em idade Sropna 3a Vale destacar que essa oferta aos 6 anos de idade é recente, Surgiu em 2006, após a aprovação da Lei nº 11.274, que instituiu o Ensino Fundamental obrigatório com duração de 9 anos, devendo ser implementado pelas escolas até o ano de 2010, Até então, tinha duração de 8 anos e erz oferecido a partir dos 7 aros ce idade. A adesão de Estados e municípios a0 Ensino Fundamentai de 9 anos vem evoluindo ano 2 ano, como pode ser observado nos dados de matrículas co Censo dos últimos anca anos. Nesse nível de ensino, em 2005, foram registradas 24,2% das matrículas; em 2005 essa proporção aumentou para 32%; em 2007, para 44,3%; em 2008 atingiu 51,83%, chegando, em 2005, ao total de 59% das matriculas. No Estado de São Paulo, em 2009, as matriculas no Ensino de 9 anos representaram 34,93% do total, o que significa um 2umento de 60,07% em relação a 2008. 18.710.596 59,01% 2.116.132 34,93% A distribuição da matrícula bem reflete 2 proposição da LDB quanto à responsabilidade compartilhada por Estados e municípios na oferta de ensino fundamental, porém, os municípios vêm se especializando e ampliando a responsabilidade pela oferta dessa etapa de ensino, assim, os estados estão diminuindo a oferta desta etapa, mantendo, portanto, as tendências de municipalização do Ensino Fundamental, especialmente dos anos miciais. Em Turiúba, a oferta neste nível também é compartilhada e tem seguido a mesma tendência, Desde 1998 o Município assumiu as séries iniciais do Ensino Fundamental - da 13 à 42 sério - ofertadas pela EMEF Professora Sebastiana Álvares Correia, ficando o Estado responsável pela oferta da 53 à 8º série na EE Octaviano Cardoso. Conforme o gráfico a seguir, entre 2005 e 2009, verifica-se certa tendência de alta nas matrículas dos anos iniciais no Ensino Fundamental. Em 2009 foram registrados mais 09 alunos na EMEF em reiação a 2008, em aumento de 8,57%. 34 Ensino Fundamental - Anos Iniciais (1º à 4º série): evolução de matriculas na rede municipal de educação em Turiúba 120 CC Mo 1 114 108 104 109 4 - 100 80 so EEB Municipal E — Linear 40 REPASSA E Es. SS 20 - | 2005 2006 2007 Fonte; INEP, MEC — 2005 2009 Nos anos finais houve uma tendência de alta nas matrículas no período de 2005 a 2008, interrompida com uma brusca queda em 2009. Cruzando os dados das matrículas com as estatisticas populacionais, esta etapa de ensino está praticamente universalizada, assim, É Dreciso observar a influência de fatores demográficos nessa variação, como citado anteriormente. Ensino Fundamental - Anos Finais (5º à 8º série): evolução de matrículas iniciais na rede estadual de educação em Turiúba 140 - +26 128 120 : 113 10 mem Estadual — Linear i 2005 2008 2007 2008 2009 | Fonte: INEP, MEC - 2009, 4,2.2 - Objetivos e Metas As metas referentes aos anos iniciais do Ensino Fundamental (1a à 42 série) são resultado da participação direta da comunidade escolar durante as reuniões do PME, com 35 o aval da poder público municipal em garantir o cumprimento das metas no período de 2010 a 2019: a Es ns mom a mn Trabalho pedagógico e recursos utilizados Incentivar a participação dos professores na elaboração do projeto político-pedagógico das UEs que oferecem o Ensino Fundamental Implantação da Lei 10.639/03 no curriculo do Ensino Fundamental do município, acerca da História e Cultura Afro-Brasileira Inserir a Educação Ambiental como tema transversal no currículo das UEs municipais de Ensino Fundamenta! Ampliar o programa de assistência aos alunos com dificuldade na aprendizagem, dentro da sala de aula Oferecer O suporte necessário à preparação do material didático pelos professores, evitando que se adote sistema de ensino apostilado Aquisição regular de recursos pedagógicos em quantidade suficiente às unidades escolares: brinquedos, jogos, CDs, DVDs Infraestrutura física, recursos técnicos e tecnológicos Ampliação da sala da biblioteca existente no prédio estadual, com espaço suficiente para o acervo bibliográfico e espaço reservado para leitura Aquisição de armários para 0 professor nas salas de aula da EMEF Aquisição de cêmera/filmadora digital para a EMEF Aquisição de 1 impressora pare 2 biblioteca da EMEF Aquisição de 3 sistema de som para os eventos da EMEF Aquisição de mesa de pebolin e de tênis de mesa para a EMEF Relacionamento da escola com os pais de alunos e a comunidade Oferecer palestras de orientação aos pais e à comunidade em temas como: saúde, habitos de higiene, hábitos alimentares, violência, sexualidade, drogas, trânsito, entre outras Organizar eventos para a comunidade escolar, principalmente em Gatas especiais, como: dia das mães, dia dos pais, festas juninas, entre outras Nas oportunidades em que os alunos realizarem apresentações na esccia, sejam cuiturais ou esportivas, convidar os pais a assistirem a atuação de seus filhos Promeção de eventos periódicos, visando a integração entre os profissionais de todas as unidades escolares da Rede Municipal de Ensino cp 2019.e ES CP a010€ ESTO xx x x x E Mp Jo12a acta MP seta Tosa MP amiza EO LP apita ESTO LP Ee Jusw LP ese 13 As metas dos anos finais do Ensino Fundamental (5º ao 9º ano) - E que se seguem — foram extraídas do Plano Nacienal de Educação, em virtude de o Estado de São Paulo ainda não ter aprovado o seu plano decenal e, consequentemente, não ter estabelecido 36 suas metas de atendimento. As metas do PNE foram planejadas para serem executadas no periodo de 2001 a 2011, e referem-se aos padrões mínimos de funcionamento, à qualidade do ensino, às medidas pedagógicas, à jornada escolar, ao sistema de avaliação e supervisão, à gestão democrática e à implementação de programas suplementares de alimentação escolar, livro didático e transporte escolar: Metas do Ensino Fundamental, segundo o PNE, periodo de 2001 a 2011 1. Universalizar o atendimento de toda 3 chentelz do ensino fundamenta!, garantindo 3 4 o acesso € a permanência de todas as crianças na escola, estabelecendo em regiões em que se demonstrar necessário programas específicos, com a colaboração da União, dos Estados e dos Municípios. Ampliar para nove anos a duração do ensino fundamental obrigatório com início aos seis anos de idade, a medida que for sendo universalizado o atendimento na faixa de 7 a 14 anos. Regularizar O fluxo escolar reduzindo em 50% as taxas de repetência e evasão, por meio de programas de aceleração da aprendizagem e de recuperação paralela so longo do curso, garantindo efetiva aprendizagem. Elaborar padrões mínimos nacionais de infra-estrutura para o ensino fundamental, compatíveis com o tamanho dos estabelecimentos e com as realidades regionais, incluindo: a) espaço, iluminação, insolação, ventilação, água potável, rede elétrica, segurança e temperatura ambiente; b) instalações sanitárias e para higiene; €) espaços para esporte, recreação, biblioteca e serviço de merenda escolar, 4) adaptação dos edificos escolares para o atendimento dos alunos portadores de necessidades educacionais especiais; e* atualização e ampliação do acervo des bibliotecas; 3 mobiliário, equipamentos e materiais pedagócicos; 9) telefone € serviço de reprodução de textos; h) informática e equipamento multimídia para o ensino. Somente autorizar a construção é funcionamento de escolas que atendam aos requisitos de infra-estrutura definidos. . Estabelecer, em todos os sistemas de ensino e com O apoio da União e da comunidade escolar, programas para equipar todas as escolas, gradualmente, com os equipamentos discriminados nos itens de “e” a "h”. 8, Assegurar que todas as escolas tenjam formulado seus projetos pedagógicos, com 9: oaservância das Diretrizes Curriculares para o ensino fundamental e dos Parâmetros Curriculares Nacionais. Promover à participação da comunidade na gestão das escolas, universalizando a Instituição de conselhos escolares ou órgãos equivalentes. 10. integrar recursos co Poder Público Sestinados à política social, em ações ii conjuntas da União, das Estados e Municipios, para garantir entre outras metas, a Renda Minima Associada a Ações Sócio-educativas para as familias com carência econômica comprovada. Manter e consolidar o programa ce avaliação do livro didático criado peio Ministério de Educação, estabelecendo entre seus critérios a adequada abordagem das questões de gênero e etnia e & eliminação de textos discriminatórios ou que reproduzam estereótipos acerca do papel da mulher, do negro e do índio. 37 12. Elevar de quatro para cinco o número de livros didáticos oferecidos aos alunos das quatro séries iniciais do ensino fundamental, de forma a cobrir as áreas que compõem as Diretrizes Curriculares do ensino fundamental e os Parêmetros Curriculares Nacionais. 13. Ampliar progressivamente a oferta de livros didáticos a todos os alunos das séries finais do ensino fundamental, com prioridade para as regiões nas quais o acesso dos alunos ao material escrito seja particularmente deficiente. 14. Prover de literatura, textos científicos, obras básicas de referência e livros didáticopedagógicos de apoio ao professor as escolas do ensino fundamental. 15. Transformar progressivamente as escolas unidocentes em escolas de mais de um professor, levando em consideração as realidades e as necessidades pedagógicas e de aprendizagem dos alunos. 16. Associar as classes isoladas unigocentes remanescentes a escolas de, pelo menos, quatro séries completas. 17. Prover de transporte escolar as zonas rurais, quando necessário, com colaboração financeira da União, Estados e Municípios, de forma a garantir a escolarização dos alunos e o acesso à escola por parte do professor. 18. Garantir, com a colaboração da União, Estados e Municipios, o provimento da alimentação escolar e o equilibrio necessário garantindo os níveis calóricos- protéicos por faixa etária. 19. Assegurar que a carga horária semanal dos cursos diumos compreenda, pelo menos, 20 horas semanais de efetivo trabalho escolar. 20. Eliminar a existência, nas escolas, de mais de dois tumos diurnos e um tumo noturno, sem prejuizo do atendimento da demanda, 21. &mpliar, progressivamente a jornada escolar visando expandir a escola de tempo integral, que abrania um pericco de pelo menos sete horas diárias, com previsão se professcres e funcionários em número suficiente. Z2. Prover, nes escolas ce tempo integral, preferencialmente para as crianças das familias de menor renda, ne minimo duas refeições, apoio às tarefas escolares, a prática de esportes e atividades artísticas, nos moldes do Programa de Renda Minima Associado a Ações Sócio-educativas. 23. Estabelecer a reorganização curricular dos cursos noturnos, de forma a adequa- las às características da chentela e promover à eliminação gredual da necessidade ce sua oferta. 24, Articuiar as atuais funções de supervisão e inspeção no sistema de avaliação 25. Prever formas mais flexíveis de organização escolar para a zona rural, bem como a adequada formação profissional dos professores, considerando a especificidade do alunado e as exigências do meio. 26. Assegurar a elevação progressiva do rível de desempenho dos alunos mediante 3 implantação, em todos os sistemas de ensino, de um programa de monitoramento que utilize os indicadores do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica e dos sistemas de avaliação dos Estados e Municípios que venham a ser desenvolvidas, 27. Estimular os Municipios a proceder um mapeamento, por meio de censa educaciona!, das crianças fora da escola, por bairro ou distrito de residência e/ou locais de trabalho dos pais, visando localizar 3 Semanda e universalizar a oferta de ensino obrigatório. 28. A educação ambiental, tratada como tema transversal, será desenvolvida como uma prática educativa Integrada, contínua e permanente em conformidade com a 38 Lei nº 9.795/98. 29. Apoiar e incentivar as organizações estudantis, como espaço de participação e exercicio da cidadania. 30. Observar as metas estabelecidas nos capítulos referentes à educação a distência, formação de professores, educação indígena, educação especial e financiamento e gestão, ne medida em que estão relacionadas às previstas neste capítulo, 39 4.3 - ENSINO MÉDIO 4.3.1 - Diagnóstico e Diretrizes As importantes conquistas obtidas na educação básica e os avanços alcançados com a expansão dos diversos níveis de ensino no Brasil, ainda não foram suficientes para um quadro de clevada desigualdade educacional e uma situação precária em relação & permanência e a aprendizagem dos estudantes. Em se tratando de Ensino Médio, atualmente, mais de 50% dos jovens de 15 a 17 anos não estão matriculados nesta etapa da educação básica e milhões de jovens - com mais de 15 anos - e adultos não concluíram o ensino médio, configurando uma grande dívica da sociedade com esta popuiação. Números como esses fundamentam ainda mais a urgência de uma reformulação no Ensino Médio brasileiro. Nesse sentido, o Governo Federal! tem agido em diferentes frentes na elaboração de um nova curriculo e modelo pedagógico e em ações que visam à reestruturação e expansão do Ensino Médio no Brasil, O que permitirá à oferta de uma educação atrativa e de qualidade a todos que demandem. A LDB, ao localizar que o Ensino Médio é a etapa final da Educação Básica (Art. 35), define esta etapa como a conclusão de um periodo de escolarização de caráter geral. Trata-se de reconhecé-io como parte de uma etapa da escolarização que tem por êmalidade o cesenvolvimento do individuo, assegurando-lhe a formação comum incispensável para o exercicio da cidadania, fornecendo-lhe os meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores (Art. 22). Nessa visão, um dos principais desafios da educação consiste no estabelecimento do significado dessa etapa: uma mera passagem para O ensino superior ou inserção na vida econômico-produtiva? Os documentos originados dos estudos para a reformulação mustram uma concepção inovadora do Ensino Médio, com 2 formação integral do estudante estruturada na ciência, cultura e trabalho. Estabelece um significado mais amplo e reconhece na integração & educação profissional técnica uma importante política pública, mas que precisa ser complementada com a mudança curricular do ensino médio “cramicional” não profissionalizante. Mostra, ainda, alguns dos desafios da universalização nessa etapa para que ela seja de qualidade para todos, vu seja, aponta para à necessidade de uma política que atenda à diversidade e aos anseios da juventude e da população aduita que volta à escola, A definição e implementação de uma política para o Ensino Médio deverá se dar, por um lado, à luz do conjunto ce diretrizes, propostas e ações já encaminhadas pela sociedade ay e pelo Estado brasileiro, por outro lado, deve estar sustentada, também, em uma definição mais precisa de identidade, orientada pela compreensão de que o Ensino Médio configura-se em etapa final da educação básica com algumas atribuições especificas já previstas na LDB: [- a consolidação e o aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no ensino fundamenta!, possibilitando o prosseguimento de estudos; H- a preparação básica para o trabalho e a cidadania do educando, pare continuar aprendendo, de modo a ser capaz de se adaptar com flexibilidade a novas condições de ocupação ou aperfeiçoamento posteriores; HI- q aprimoramento do educando como pessoa humana, incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico; IV- a compreensão des fundamentos cientifico-tecnológicos dos processos produtivos, relacionando a teoria com a prática, no ensino de cada disciplina (LDB, Art. 35). Por fim, a remodelação dos sistemas de avaliação - SAEB e ENEM, entre outros — essenciais para o acompanhamento dos resultados do Ensino Médio € correção de seus Equrvocos, constituem Importantes mecanismos para promaver a eficiência e = igualdade do ensino oferecido em todas as regiões do Pais. Em 2002, um totel de 8.337.150 estudantes foi matriculado nas escolas de Ensino Médie em todo o pais. Só o Estado de São Paulo abriga 20,99% da total desses estudantes. -28.940 -0,3 4972 0,003 Em 2005, no Ensino Médio, a rede estadual continua a ser 3 grande responsável peiz cferta (85,99%). As demais matriculas distribuem-se entre as escolas privadas (11,7%), as municipais (1,3%) e as da rede federal de ensino (1,1%), Em Turiúba, o Ensino Médio é ministrado peia EE Octaviano Cardoso. Na análise comparativa ce seu atendimento nos últimos 5 anos, conforme o gráfico 3 seguir, se verifica seguidas oscilações nas matriculas, que representam tendência linear de queda na comparação co primeiro 30 último periodo analisado. 41 Ensino Médio: evolução de matrículas iniciais na rede estadual de educação em Turiúb E e— 2005 2006 2007 2008 2008 Fora: INEP, MEC - 2009. 4.3.2 - Objetivos e Metas Dara efeito dos objetivos e metas do Ensino Médio - cuja oferta é de competência estadual (CF. Art. 205) - foram adotadas aquelas constantes do Plano Nacional de Educação, com ações estabelecidas para serem executadas no prazo de 2001 a 2011 tendo em vista que 2 Estado de São Paulo anda não instituiu o seu PEE: Metas do Ensino Médio, segundo o PNE, no período de 2001 a 2011 Formular e implementar, progressivamente, uma política de gestão da imfra- estrutura fisica na educação básica pública, que assegure: 3) o reordenamento da rede de escolas públicas que contemple 3 ocupação raciona! dos estabriecimentos de ensino estaduais e municipais, com o obsetivo, entre outros, de facilitar a delimitação de instalações físicas próprias sara o ensino médio separadas, pelo menos, das quatro primeiras séries do ensino fundamental e da educação infantil; D) = expansão gradual do número de escolas públicas de ensino médio de acordo com às necessidades de Infra-estrutura identificada ao longo do processo de revrdenamento de rede física atual; c) o atendimento da totalidade dos egressos do ensino fundamental e a inclusão dos alunos com defasagem de idade e dos que possuem necessidades egucacionais especiais de aprendizagem; d) o oferecimento de vagas que correspondam a 100% da demarda de ensino médio, em cecorrência da universalização e regularização do fluxo de alunos no ensino fundamental Implantar e consolidar a nova concepção curricular elaborada pelo Conselho Nacional de Educação. 3. Meihorar o aprovexamento dos aiunos do ensino médio, de forma a atingir níveis satisfatórios de desempenho definidos e avaliados pelo Sistema Nacionai de Avaliação Ca Educação Básica (SAEB), pelo Exame Nacional do Ensino Mécio (ENEM) c pelos sistemas de avaliação que venham a ser implantados nos 2 “a ? +. “a Estados. - Reduzir, em 5% ac ano, à repetência = é evasão, de forma a diminuir para quatro enos € tempo médico para conciusão deste nivai. - Assegurar que todos os professores de ensino médio possuam dipioma de nive! cupero:, oferecendo, indusive, cporturistades de Tormação nesse nível ce ensino àqueles que não = possuerr. Eiabarar nacrãas mínimas nacionais de infraestrutura pare o ensiro méd, compativeis com as realidades regionais. incundo: a) espaço, iluminação, ventiação & insolação dos prédios escolares; b) instziações sanitárias e condiçãos ca-= 2 mantxenção da higiene em tados cs egificios escolares; Ci Espa7o para esporte e racreação, €* espaço para 3 dibhoteca =) adaptação dos egficios escoares para c atendimento dos alunos portadores de rECESSiGages egucanianas escectak: 7 mestaiação para laboratosos ge Fé! o cj intormanoa e esucamento multimídia para o ensino; =) atuantação e amplação ds acervo das imbiotecas incluindo material miiiográfico de apoio ao professor e acs 21uras; + eculsamento dicáxco negaçácics Se spoto ao trabalho em sais de aula; 3: telefone e ceproditor de teuto: nas aurunsar q funcionamentu de novas escolas fora dos padrões de “a” a “g”. adaptar as escolas existentes. de forma a atender aos padrões minimus estadelecigos. Assegurar que codes as escolas esteiar; equipadas, pelo menos, com biblioteca, telefone e reprodutor de textos assegurar que a tetuidage das escolas disponmam da equipamento de Liformática para modernização da sdminiscação e para apoio à meiharia do entro e da aprendizaçer,. ádniar medidas pese & vriversatização progressiva das redes de comunicação, Nara melhoria do ensino e ca agrendizegem Adorar medicas para a un'versaização srogressiva de todos os padrões minimos Gurante = Séceca incentivanco = criação de instalações próprias para esse nivel Ee enseno Trar mecanismos, come corseidos ou equivalentes, pare incenmvar a Dertirpação da comunidade na Sastão. manutenção e melhoria das condições de funcionamento das estos Assegurar à cutnomi des asicias, tato nc que da respeito 20 projeta geGagóuiio como em temos de gerência de recursos minimos paro à manutenção do coudiams escoar !=. Aodtar medidas para ampliar z ofeta ciuma a manter 2 oferta notuma, scene para garantir 2 ztendimesto cos alunos que trabalhar, Duceder 2 uma revisão da orgznsação cicanoo-padações £ administrativa dc ensmo coturno, de fone 2 adsçué-io 2< necessidades dv 2luno-trabalhador, sem crejuizo da quaildede co ensiro. Estabeiscer programa emergencia! porz formação de professores, especalmente nas êreas de Ciências e Matemática. - Agoler = incentivar =5 organizações estudantis, como espaço de participação e exeroca da cidadania. as 19, A educação ambiental, tratada como tema transversal, será desenvolvida como uma prática educativa integrada, continua e permanente em conformidade com a Lei nº 8.795/99. 20. Observar, no que diz respeito ao ensino médio, as metas estabelecidas nos capitulos referentes a formação de professores, financiamento e gestão e ensino a distância. 44 B - EDUCAÇÃO SUPERIOR 4.4 - ENSINO SUPERIOR 4.4.1 - Diagnóstico e Diretrizes Diversos dados scentam que o níve! de escolaridade confere poder econômico: individuos que frequentam os bancos escolares mais tempo detêm maior renda e beneficios diferenciados na socedade. A promoção de justiça social exige reverter a situação em que grupos sociais são excluidos de escoies secundárias, ficando alijados dos exames de ingresso em Instituições de Ensino Superior (IES) públicas. A poíítica de inclusão de populações de diferentes origens e condições sociais é um direito humano e bem público social, devendo ser garantida pelo Estado e legitimada por processos de avaliação de mérito, considerando diferenças culturais e regionais, dentre outras. A partir da LDB e de suas regulamentações posteriores, a educação superior no Brasil passou por mudanças significativas, com substancial crescimento do múmero de instituições, cursos, vagas e matrículas. O processo de diversificação e de diferenciação, então instaurado, permitiu a explosão da exparsão por meio da privatização: em 12 anos. as matrículas presenciais em Instituições de Ensino Superior públicas cresceram 75% e, em privadas, 275,2%, em especial pelo aumento de instituições não- universitárias (faculdades isoladas e integradas e centros universitários) no interior do pais. O aumento de vagas preponderantemente no setor privado, porém, não contribui para que estudantes provenientes de camadas mais pobres da população frequentem a educação superior e alcancem bom desempenho nessa etapa de formação. Além disso, é fundamental garantir a quelidade do ensino: a inclusão na educação sugerior deve ser feita como incremento, não como perda de qualidade. Se considerados os critérios de democratização do conhecimento, equidade e justiça social, carece de quelidade um sistema educativo que marginaliza partes da população por não oferecer uma formação de cidadãos preparados para enfrentar os desafios do mundo contemporâneo, incluindo a inserção étca e responsável no mundo do trabalho, exigindo 2 elaboração de políticas de avaliação que possam assegurá-la e promovê-la. Do mesme moco, a qualidade da educação superior está vinculada à pertinência e responsabilidade das instituições com o desenvolvimento sustentável da sotiedade, manifesto em sua capacidade de responder às necessidades de formação de pessoas e de produção de conhecimentos para a resolução de problemas no contexto em que está 4% inserida. No caso brasileiro, o compromisso social das IES pode ser consubstanciado, entre outras demandas, em sua capacidade Ge contribuir para: o) uma agenda de pesquisa cientifica, tecnológica, humanística e artística voltada ao atendimento de demandas locais e regionais; (ii) a formação de bases cognitivas e de aprendizagem nos níveis de ensino precedentes, proporcionando aos estudantes valores cidadãos e capacidade para utilizar, cesenvolver e transferir conhecimentos em benefício da sociedade, Neste sentido, a educação superior tem clara responsabilidade com a produção de conhecimento e com a formação de professores para O sistema educativo, com vistas à educação de qualidade para todos e para toda & vida. Na tantativa de reverter o cenário de desigualdades da educação no Brasil, em especial da educação superior, nes últimos anos vêm sendo implementadas políticas de expansão e reestruturação com destaque para: ” ampliação de vagas: foram criadas 13 noves universidades federais em diversos estados e implementado o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação € Expansão das Universidades Federais/REUNI. Com isso, de 113 mil vagas presenciais oferecidas em 2003 por Universidades Federais de todo o Brastl, a expectativa é de que, em 2010, sem oferecidas até 280 mil vagas; ” interiorização: desde 2003, foram criados 104 novos campi que, em conjunto com 9s 151 jé existentes, representam à presença das universidades federais em 235 municípios brasileiros, além daqueles que foram atingidos por programas ce educação a distância. ” fortalecimento da educação tecnológica: trinta e oito Centros Federais de Educação Tecnológica (CEFETS) em reestruturação, para tornarem-se Institutos Federais de Educação de Ciência e Tecnologia (IFETs). Os IFETs, na etaboração do seu Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), devem se aproximar de entidades de trabalhadores e empresários locais de medo a contribuir com cooperativas e empresas para os arranjos produtivos locais, ” ampliação do financiamento aos estudantes via novas políticas de financiamento: foi criado o Projeto Universidade para Todos (PROUNI) e reeditado o Fundo de Financiamento ao Estudante de Ensino Superior (FIES); compromisso com a formação de professores de educação básica: fo! implementado c “Plano Nacional de Formação do Professor da Rede Pública”, que objetiva ampliar a oferta de vagas em cursos de Licenciatura, sobretudo nas áreas ab de maior demanda (física, quimica, biologia, sociologia, filosofia, espanhol! e mgiês). *” estímulo à modalidade a distância: a oferta de cursos a distância predomina na esfera privada, no entanto, a criação da Universidade Aberta do Brasil (UAB), por meio de parceria entre instituições formadoras e sistemas de ensino (estadual e municipal), tem gerado & expansão da educação superior pública via ensino a distância em diferentes regiões e municipios do pais “fomento às políticas e programas de inclusão e de ações afirmativas - o Brasil é o principal pais da América Latina e Caribe a enfrentar o tema da inclusão com Iniciativas concretas para que estudantes de baixa renda possam frequentar e avançar nos estudos em nivel superior. Neste sentido, destaca-se a política de cotas, adotada por 55 universidades públicas em todo o país, e legislação reforente à adequação da infra-estrutura física das IES para inclusão de pessoas com deficiência. Esse conjunto de ações, sem dúvida, foi muito significativo para o crescimento de instituições e matrículas do setor público federal, ampliando o acesso aos jovens de 16 a 24 anos, no Ensino Superior, de 15% em 2006 para 24% em 2009, As metas do PNE estsbelecem a Inclusão de, pelo menos, 30% cessa faixa etária, até O final da vigência do plano. E diante deste contexto que destacamos três eixos que merecem especial atenção das políticas públicas no Brasil, tendo em vista a transformação quantitativa e qualitativa da educação superior: 1 - democratização de acesso e flexibilização de modelos de formação; 2 - elevação da qualidade e avaliação; 3 - compromisso social e inovação. De acordo com o Censo da Educação Superior, elaborado pelo MEC, havia no Brasil, em 2008, um total de 2.252 IES. Desse total, 30% pertencem à rede privada e 10% à rede pública, dividida entre federais (4,1%), estaduais (3,6%) e municipais (2,7%). Em 2008, o número de matrículas na educação superior presencial foi 5.080.056, gistribuldos em 24,719 cursos. Na educação a distância (EAD), o número de matriculas no país chegou a 727.961, distribuídas em 647 cursos. € município de Turiúba não dispõe de uma instituição de Ensino Superior, com isso, seus estudantes frequentam instituições existentes na região, principalmente em Votuporanga, Araçatuba e Birigui, ou até mesmo em outras regiões do Estado ou do pais. Az 4,4.2 - Objetivos e Metas As metas e objetivos fixados para o Ensino Superior em Turiúba levam em consideração 3 realidade do cenário municipal e regional, sobretudo, considerando as perspectivas ce oferta e cemanda por este nível de ensino. São ações que o município se propõe a desenvolver, com O objetivo de fecilitar e ampliar o acesso à graduação de seus jovens e adultos, em todo período de vigência deste PME: Metas do Ensino Superior em Turiúba, no período de 2010 a 2018 l. Firmar parcerias com as instituições de Ensino Superior privadas, da região, objetivando 3 concessão ce bolsas de estudo e outros incentivos aos estudantes do muniáipio. 2. Oferecer incentivo financeiro, através de bolsas de estudo, parciais ou integrais, aos estudantes do municipio que comprovem não ter condições financeiras para custear os estudos e que venham a se matricular em Instituições de Ensino Superior da região, condicionando este beneficio a critérios de frequência e aproveitamento escolar. 3 Subsidiar o transporte escolar aos estudantes do município que venham a se matrrcular em Instituições de Ensino Superior da região, condicionando este beneficio a critérios de frequência e aproveitamento escolar. 4. Estimular a adoção, pelas instituições públicas e privadas, de programas de assistência estuCanti!, tais como boisa-trabalho ou outros destinados a apoiar os estudantes carentes que demonsirem bom desempenho acadêmico. 5. Firmar parcerias com as instituições públicas regionais de Ensino Superior, garantindo maior possibilidade de acesso aos estudantes do municipio em instituições públicas e gratuitas, 6. Firmar parceria com os governos estadual e/ou federa! para a oferta de bolsa de estudos « estágios aos estudantes do município através de programas como o Escola da Família, dentre outros. 48 V - MODALIDADES DE ENSINO &.1 - EDUCAÇÃO ESPECIAL 5.1.4 —- Diagnóstico e Diretrizes Pensar no oferecimento de oportunidades educacionais a pessoas com necessidades educacionais especlals é ter em vista os princíplos de respeito às diferenças e à civersidade de expressões de valorização do ser humano como singularidade e como pessoas de direitas, assim coma e principio da equidade, É necessário ter em mente que à construção de uma escola para a diversidade supõe, desde mudanças estrulurais e fisicas, relativas à acessibilidade dos alunos aos seus espaços, até mudanças de comportamentos, atitudes e posturas diante da diversidade humana. A Educação Especial, dever constitucional do Estado (CF. Art. 208, II), foi consagrada na LDB (Cap. V, art. 58 a 60) comp modalidade de educação escolar a ser garantida, desde a Egucação Infantil até a Superior, passando por todas as etapas da Educação Básica e pela Educação Profissional. Deve ser oferecida às pessoas com necessidades educacionais especiais no campo da aprendizagem, originadas por deficiência fisica, sensorial, mentai ou múltipla, como também de características como altas habilidades, superdotação ou taientos. Segundo q Plano Nacional de Educação: Quanto mais cedo se der a intervenção educacional, mais eficaz ela se tornará no decorrer dos anos, produzindo efeitos mais profundos sobre o desenvolvimento das crianças. Por isso, à atendimento deve começar precocemente, inciusive como forma preventiva, Na hipótese de não ser possivel o atendimento durante a educação infantil, há que se detectarem as deficiências, como as visuais e auditivas, que podem dificultar & aprendizagem éscolar, quando a criança ingressa no ensino fundamental. Uma política expicita e vigorosa de acesso à educação, Ge responsabilicade ca União, dos Estados e Distrito Federal e dos Municípios, é uma condição para que às pessoas especiais sejam assegurados seus direitos à educação. Tal politica abrange: o âmbito social, do reconhecimento das crianças, jovens e adultos especiais como cidadãos e de seu direito de estarem integrados na sociedade 0 mails plenamente possível: e o âmbito educacional, tanto nos aspectos administrativos (adequação do espaco escolar, de seus equipamentos e materiais pedagógicos), quanto na qualificação dos professores e demais profissionais envolvidos. O ambiente escolar como um todo deve ser sensibilizado para uma perfeita integração. Propõe-se uma escoia integradora, inclusiva, aberta à diversidade dos alunos, no que a participação da comunidade é fator essencial, Bs principais metas constantes no PNE sobre a Educação Especial tratam da expansão do atendimento é dos padrões a serem assegurados, bem como de medidas pedagógicas, formação Inicial e continuada das docentes, padrões minimos de funcionamente, sistema de supervisão, avaliação e articulação com vcutras políticas públicas e programas «2 suplementares, prevendo generalizar o atendimento aos alunos com necessidades educacionais especiais na Educação Infantil e no Ensino Fundamental até o final dz “Década da Educação”. No Brasil, em 2009, o Censo Escolar registrou a matrícula de 639.718 alunos com deficiência, que corresponde a 1,2% da matrícula total da educação básica. Desse total, 252.687 estão matriculados em 5.590 estabelecimentos exclusivamente especializados ou em classes especiais e correspondem a 39,5% da matrícula total. Os demais 387.031 alunos estudam em classes comuns do ensino regular e da educação de jovens e adultos, 2 que evidencia os resultados positivos da política de inclusão de alunos com deficiência no ensino regular. O atendimento na Educação Especial oferecido em escolas que possuem classes especiais e em escolas exclusivamente especializadas é feito com maior participação das escolas privadas, perfazendo 163.556 matrículas (64,7%). Evolução da matricula na Educação Especial, por tipo de atendimento — 2003 a 2009 150000 - 190090 | qua - -— | O 2003 7 2008 2005 | 2005 | 2007 | 2008 2009 — Escolas exclusivas e 358896 371383 378074 J75458 348670 3109246 252687 | ajunos incidos no ensino 145141 495370 262243 325136 306136 | 375775 | 387031 il regular “ome: MEC/inap/Deed - Educacenso 2009. a ss o r A EE Octaviano Cardoso não possui Sala de Recursos para complementação do atendimento realizado nas classes do ensino comum a alunos que apresentem necessidades educacdonais especiais, tendo atendico 1 aluno nos Anos Finais do EF, no ano de 2009. Já na EMEF, nos Anos Iniciais do EF, foram matriculados 7 alunos, de acordo com o Educacenso 2009. 5.1.2 - Objetivos e Metas Os objetivos e metas expostos para a Ecucação Especial forem bassados no PNE. Dentre eles, há compromissos que são de iniciativa ca União e outros aos quais ela tem o dever de colaborar. Estas ações foram estabelecidas para serem executadas até 2011. Metas da Educação Especial, segundo o PNE, período de 2001 a 2011 Organcar, no Município e em parcers com as àreas de saúde c assistência, programas Cesinados a ampliar a oferta da estimulação precoce (interação educativa adequada) para as crianças com necessidades educacionais especiais, em instituições especializadas ou regulares de educação infantil, especialmente creches. Z. Generalizar, como parte dos programas de formação em serviço, a oferta de cursos sobre o atendimento básico a educandos especiais, para os professores em exercicio na educação infantil e no ensino fundamenta!, utilizando Inclusive = TV Escola e outros programas de educação a distância. 3. Garanêr a coneralização da aplicação de testes de acindade visual e auditivs em todas as instituições ce educação infantil e do ensmo fundamental, em garcena com a área de saúde, de forma à detectar problemas e oferecer apoio adequado às criancas especais. Redimensionar conforme as necessicades da clientela, incrementando, se necessário, as classes especiais, salas de recursos e outras alternativas pedagógicas recomendadas, de forma a favorecer e apoiar a integração dos educandos com necessidades educacionais especiais em classes comuns, fornecendo-'hes o apoio adiciona! de que precisam. S. Gencralizar o atendimento dos alunos com necessidades ecucacionais especiais na educação infamtil e no ensino fundamental, inclusive através de consórcios entre Munsciípios, quando necessário, provendo, nestes casos, o transporte escolar. &, Impiantar em cada unidade da Federação, em parceria com as áreas de saúde, assistência social, trabalho e com as organizações da sociedade civil, pelo menos um centro especializado, destinado ac atendimento de pessoas com severa dificuldade de desenvolvimento. « Ampliar O número desses centros, de sorte que as diferentes regiões de cada Estado contem com seus serviços. 8. Tomar disponíveis livros sigáticos falados, em braile e em caracteres ampliados, para todos os aiunos cegos e para os de visão sub-normal do ensino fundamental. 9. Estabelecer em parceria com as áreas de assistência social e cultura e com organizações não-governamentais, redes municipais ou intermunicipais para tornar disponíveis aos alunos cegos e aos de visão sub-normal livros de literatura falados, em Braiie e em caracteres ampliados. 10 Estabelecer programas vara equipar zs escolas de educação básica e as de educação superior que atendam educandos surdos e 20s de visão sub-normal, com apareihos de amplificação sonora e cutros equipamentos que facilitem a aprendizagem, atendendo-se, prioritariamente, as classes especiais e salas de recursos. 11, Implantar e generalizar o ensino da Lingua Brasileira de Sinais para os alunos surdos e, sempre que possível, para seus familiares e para o pessoal da unidade escolar, mediante um programa de formação de monitores, em parceria com organizações não-governamenta:s. ne bz bo) E 12, Em coerência com as metas da educação infantil e do ensino fundamental: a) estabelecer os padrães mínimos de infra-estrutura das escolas para o recebimento dos alunos especiais; b) à partir da vigência dos novos padrões, somente autorizar a construção de prédios escolares, públicos ou privados, em conformidade aos já definidos requisitos de infra-estrutura para atendimento cos alunos especiais; <) adaptar os prédios escolares existentes, segundo aqueles padrões. 13. Definir, em conjunto com as entidades da área, indicadores básicos de qualidade para C funcionamento de instituições de educação especial, públicas e privadas, c generalizar, progressivamente, sua observância. i<. Ampliar o fornecimento e uso de equipamentos de informática como apoio à aprendizagem do educando com necessidades educacionais especiais, inclusive através de parceria com organizações da sociedade civil voltadas para esse tipo de atendimento. 15. Assegurar transporte escolar com as adaptações necessárias aos alunos que apresentem dificuldade de locomoção. 16 aAssogurar a inclusão, no projeto pedagógico das unidades escolares, do atendimento às necessidades educacionais especiais de seus alunos, definindo os recursos disponiveis e oferecendo formação em serviço aos professores em exercicio, 17. Articular as ações de educação especial e estabelecer mecanismos de cooperação com a política de educação para o trabalho. em parceria com organizações governamentais e não-governamentais, para c desenvolvimento de programas de muaitficação profissonai cara alunos especiais, promovendo sua colocação no mercaco de trataiho. Definir condições para 2 terminalidade para os educardos que não puderem atingir níveis ulteriores de ensino. 12 Estabelecer cooperação com as áreas de saúde, previdência € assistência social para tornar disponíveis órteses e próteses para todos os educandos com deficiências, assim como atendimento especializado de saúde, quando for o casc. 19. incluir nos currículos de formação de professores, nes níveis média e superior, conteúdos e disciplinas especificas para a capacitação ao atendimento dos alunos especiais. 20. Incluir ou ampliar, especialmente nes universidades públicas, habilitação especifica, em niveis de graduação e pós-graduação, para formar pessoal especializado em educação especial, garantindo pelo menos um curso desse Lipo em cada unidade ca Federação, 21. Introduzir conteúdos disciplinares referontes aos educandos com necessidades educacionais especiais nos cursos que formam profissionais em áreas reievantes nara o atendimento dessas necessidades, como Medicina, Enfermagem e Arquitetura, entre outras. Z2. Incentivar a realização ce estudos e pesquisas, especialmente pelas Instituições de ensino superior, sobre as diversas áreas relacionadas Bos aluncs que apresentam necessidades educacionais especiais para a aprendizagem. 23. Aumentar os recursos destinados é educação especial, a fim de atingir o minimo equivalente 2 5% dos recursos vinculados à manutenção e desenvolvimento do ensino, contando, para tanto, com as parcerias com as áreas de saúde, assistência social, trabalho e previdência, nas ações referidas nas metas nº 6,9, 11, 14,17 e 18 Ze Organgar e pôr em funcionamento em todos os sistemas de ensino um setor 52 responsável pela educação especial, bem como pela administração dos recursos orçamentários específicos para o atendimento dessa modalidade, que possa atuar em parceria com os setores de saúde, assistência social, trabalho e previdência e com as organizações da sociedade ovil 25. Estabelecer um sistema ce informações completas e ficedignas sobre 2 população a ser atendida pela educação especial, a serem coletadas pelo censo educacional e pelos censos populacionais. 26. Implantar gradativamente programas de atendimento aos alunos com altas habilidades nas áreas artistica, intelectual ou psicomotora. 27. Assegurar a continuidade do apoio técnico e financeiro às instituições privadas sem fim lucrativo com atuação exclusiva em educação especial, que realizem atendimento de qualidade, atestado em avaliação conduzida pelo respectivo sistema de ensino. Z8. Observar, no que diz respeito a essa modalidade de ensino, as metas pertinentes estabelecidas nos capitulos referentes aos níveis de ensino, à formação de professores e ao financiamento e gestão. ER 5.2 - EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS 5.2.1 - Diagnóstico e Diretrizes A escolarização dos jovens e adultos que não tiveram acesso ou permanência no sistema formal de ensino na idade própria constitui um enorme desafio para os governos das diferentes esferas, assim como para à sociedade. Embora tenha havido progresso com relação a essa questão, O número de analfabetos é ainda excessivo no Brasil. O número de brasileiros acima de quinze anos de idade considerados analfabetos somou, segundo o PNAD 2008, 14,2 milhões de pessoas, isso representa uma taxa de analfabetismo de 10,0% em 2008, ante 10,1% em 2007. O IBGE considera alfabetizada & pessos capaz de ler e escrever pelo menos um bilhete simples no idioma que conheça. Considerando apenas os analfabetos funcionass, apesar da queda de 0,8% em relação à altima taxz divuigada, em 2007, o Brasil ainda concentra 21% de pessoas com mais de 15 anos e com menos de 4 anos de estudo completos. Esse percentual representa 30 milhões de brasileiros, Dados coma esses comprovam a necessidade de fomentar o desenvolvimento pleno dessa população por meio, dentre outros, de uma educação básica de qualidade, considerango e respeitando a diversidade das pessoes jovens e adultas e tendo, na formação dos profissionais cue atuam na EJA, um dos aspectos fundamentais para responder 3 esta realidade. Efetivar O direito à educação dos jovens e dos adultos ultrapassa a ampliação da oferta de vagas nos sistemas públicos de ensino. É necessário que o ensino seja adequado aos que ingressam na escola ou retornam a ela fora do tempo regular: que ele prime pela qualidade, valorizando e respeitando as experiências e os conhecimentos dos alunos, A Constituição Federal determina, como um dos objetivos do Plano Nacional de Educação, a integração ce ações do poder público que conduzam à erradicação do aneifabetismo (art. 214, 1). Trata-se de tarefa que exige uma ampla mobilização de recursos humanos e financeiros por parte dos governos e ca sociedade. Embora o financiamento das ações pelos poderes públicos seja decisivo na formulação c condução de estratégias para enfrenter o problema dos déficits educacionais, é Importante ressaltar que, sem uma efetiva contribuição da sociedade civil, dificilmente o analfabetismo será erradicado e, multo menos, lograr-se-á universalizar uma formação equivalente aos nove anos do Ensino Fundamental. Universidades, igrejas, sindicatos, entigades estudantis, empresas, associações de bairros, meios de comunicação de massa e organizações dz sociedade civil, em gera!, devem ser agentes dessa ampla mobilização. sa É importante o apoio dos empregadores, no sentido de considerar a necessidade de formação permanente de seus empregados. Iniciativas como essas têm aumentado à eficácia dos programas, tornando-os mais atrativos. Esse apoio pode se dar de diversas formas: 1. Organização de jornadas de trabalho compatíveis com o horário escolar; Z. Concessão de licenças para frequência em cursos de atualização; 3. Implantação de cursos de formação de jovens e acuitos no próprio iocal de trabalho. Programas oficiais, como o Brasil Alfabetizado (PBA) e o PROEJA (Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos), assim como diversas outras iniciativas pelo pais, têm ampliado a cferta e despertado o interesse de jovens, adultos e idosos em continuar sua aifabctização. O Brasil Alfabetizado, atualmente o maior programa de alfabetização de jovens e adultos em andamento no país, é realizado mediante adesão ao convênio com o MEC, que repassa verbas diretamente aos municípios, para que realizem seus programas locais. Uma des exigências do PBA é a elaboração co PPAifa (Plano Plurianual de Alfabetização), que consiste num plane plurianual em que cada Munidisio e Estado definem metas de alfabetização para o triênio 2008-2010. A meta até o final co programa é alfabetizar 3,9 milhões de jovens e acuitos. Vaio ressaitar que o PBA não substitui as obrigações constitucionais e estatutárias dos antes federadcs na cferta de ensino 'undamental e de Educação de Jovens e Adultos. Seu objetivo é se somar às ações já existentes - colaborando com a universalização do Ensinc Fundamenta! — e ampliar o atendimento nessa modalidade, que foi de 4.661.332 alunos matriculados em 2009. Nesse montante, as redes Estadual e Municipal concentram quase à totalidade das matrículas na EJA, com 56% e 40%, respectivamente, Comparação de Matrículas na Educação de Jovens e Adultos, segundo a Região Brasil a 945.424 4.661.332 -284092 -5,74% São Paulo 903.133 783.476 -119.657 -13,25% Fonte: MEC/Inep/Deed - Edicacenso 2609 Em Turiúba, 2 Educação de Jovens e Adultos é realizada pela rede estadual de ensino, através da EE Octevieno Cardoso, na modalidade Presencial, tendo matriculado 33 alunos em 2009, Na série analisada, entre 2005 e 2009, é possível verificar oscilações em 55 relação às matriculas, uma vez que lidar com a população dessa modalidade de ensino ainda é um dos grandes desafios a serem enfrentados pelos sistemas educacionais. Questões familiares e profissionais são as principais dificuldades apresentadas pelos jovens e adultos para que se interessem pela matricula e pela continuidade dos estudos nessa fase de suas vidas. EJA: evolução de matrículas iniciais na rede estadual de educação em Turiúba BEstadual | [| m Municipal | mr | Fonte: INEP, MEC - 2009 5.2.2 - Objetivos e Metas De acordo com o PNE, = affabetização de jovens e adultos é considerada ponto de partida para a erradicação do anaifabensmo, devendo ser observada como grande prioridade por parte dos governos, As metas que se seguem, imprescindíveis à construção da cidadania no Pais, requerem um esforço nacional, com resporsabdilicade partilhada entre a União, os Estados, os Municipios e a sociedade organizaca. Foram determinadas para serem executadas até o ano de 2011 Metas da EJA, segundo o PNE, periodo de 2001 a 2011 1. Estabelecer programas visando erradicar o analfabetismo até o final da década. 7. Assegurar a oferta de educação de jovens e adultos equivalente aos cinco anos iniciais do ensino fundamenta! para 50% da população de 15 anos e mais que não tenha singido este nível de escolaridade. 3. Assegurar a oferta de cursos equivalentes z0s quatro anos finais do ensine fundamentai para toda a população Ce 15 anos e mais que concluiu os cinco anos Iniciais. 4. Estabelecer programa nacional, para assegurar que as escolas públicas de ensino fundamental c médio localizadas em áreas caracterizadas por analfabeúsmo e baixa escolaridade ofereçam programas de alfabetização e de ensino e exames Dara jovens e adultos, de acordo com as diretrizes curriculares nacionais. . Estabelecer programa nacional de fornecimento, pelo Ministério da Educação, de “1 56 material didático-pedagógico, adequado à clientela, para os cursos em nível de ensino fundamenta! para jovens e adultos, de forma a incentivar a generalização das iniciativas mencionadas na meta anterior. 5. Realizar, anualmente, levantamento e avaliação de experiências em alfabetização de jovens e adultos, que constituam referência para os agentes integrados ac esforço nacional de erradicação do analfabetismo. ?. Assegurar que os sistemas estaduais de ensino, em regime de colaboração com os demais entes federativos, mantenham programas de formação de educageores de jovens e adultos, capacitados para atuar de acordo com o perfil da clientela, € habilitados para no minimo, o exercício do magistério nos anos iniciais do ensino fundamental, de forma a atender a demanda de órgãos públicos e privados envolvidos no esforço de erradicação do analfabetismo. &. Estabelecer políticas que facilitem parcérias para o aproveitamento dos espaços ociosos existentes na comunidade, bem como o efetivo aproveitamento do potencial de trabalho comunitério das entidades da sociedade civil, para a educação de jovens e adultos, &. instar Estados e Municípios a procederem um mapeamento, por meio de censo educacional, nos termos do art.5º, 41º da LDB, da população analfabeta, por bairro ou distrito cas residências e/ou locais de trabalho, visando localizar e induzir a demanda e programar a oferta de educação de jovens e adultos para essa população. 10. Reestruturar, criar e fortalecer, nas secretarias estaduais e municipais de educação, setores próprios incumbidos de promover a educação de jovens e adultos, 11. Estimular a concessão de créditos curriculares aos estudantes de educação superior e de cursos de formação de professores em nível médio que participarem de programas de educação de jovens e adultos. 12. Elaborar parâmetros nacionais de qualidade para as diversas etapas da educação de jovens e adultos, respeitando-se as especificidades da clientela e a diversidade regional. 13. Aperfeiçoar o sistema de certificação de competências para prosseguimento de estudos. 14. Expandir a oferta de programes de educação a distância na modalidade de educação de jovens e adultos, incentivando seu aproveitamento nos cursos presenciais. 15. Sempre que possivel, associar ac ensino fundamental para jovens e adultos & 16. Quadrupiicar, ao fina! da década, à capacidade de atendimento nos cursos de nível médio para jovens e adultos. 17. Imptantar, em todas as unidades prisionais e nos estabelecimentos que atendam adolescentes e jovens infratores, programas de educação de jovens e adultos de nivel fundamental e médio, assim como de formação profissional, contemplando Dara esta clientela as metas nº Se nº 14. 18. incentivar as instituições de educação superior a oferecerem cursos de extensão para prover as necessidades de educação continuada de adultos, tenham ou não formação de nível superior. 13. Estimular as universidades e organizações não-governamentais a oferecer cursos dirigidos à terceira idade. 26, Realizar em tedos os sistemas de ensino, a cada dois anos, avaliação e 21. 22. 23 Za. 25. 26. EM divulgação dos resultados dos programas de educação de jovens e adultos, como instrumento para assegurar 9 cumprimento das metas do Plano. Realizar estudos específicos com base nos dados do censo demográfico da PNAD, de censos específicos (agricols, penitenciário etc.) para verificar O grau de escolarização da população. Articular as políticas de educação de jovens e adultos com as de proteção contra a desemprego e de geração de empregos. Nas empresas públicas e privadas incentivar a criação de programas permanentes de educação de jovens e adultos para os seus trebalhadores, assim como de condições para a recepção de programas de teleducação. Articular as políticas de educação de jovens e adultos com as culturais, de sorte que sua clienteiz sejz beneficiária de ações que permitam ampliar seus horizontes culturais. Observar, no que diz respeito à educação de jovens e adultos, as metas astabelecidas para o ensino fundamentai, formação dos professores, educação a distância, financiamento e gestão, edixação tecnológica, formação protissional e educação Indigena. Incluir a Educação de Jovens e Adultos nas formas de financiamento da Educação Básica. 58 5.3 - EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA E FORMAÇÃO PROFISSIONAL 5.3.1 - Diagnóstico e Diretrizes Segundo o Piano Nacional de Educação, = realidade dos cursos profissionaizantes é muito neterocênea. Além das redes federais e estaduais de escolas técnicas, existem os programas do Ministério do Trabalho, das secretarias estaduais e munidipais do trabalho e dos sistemas nacionais de aprendizagem, assim como certo número, que se imagina muito grande, de cursos particulares de curta duração, Educação a Distância, além de treinamento em serviço de cursos técnicos oferecidos pelas empresas para seus funcionários. Por essa heterogeneidade, atualmente, não existem informações precisas a respeito da oferta de formação para o trabaiho no Brasil, uma vez que, diante da omissão do Estado com essa mocaidade, parte desse espaço foi ocupada pela rede privada, sem o acompanhamento necessário, principalmente em termos de qualidade ce ensino « estrutura física e operacional. Esse quadro retrata a negligência dos governos diante de um modelo de ensino consagrado em todo o mundo, ao passo que permitiu que a oferta de vagas em estabelecimentos públicos ficasse estagnada no pais durante anos. De 1909 a 2002, foram construídas, ao todo, 140 escolas técnicas no pais. & partir do Plano de Desenvolvimento a Educação (PDE), lançado em 2007, esse anorama vem mudando no Brasil. Ao tratar da Educação Profissional e Tecnológica, vaz, em seu bojo, três importantes ações que implicam diretamente no aumento ca cterta gratuita de cursos dessa modalidade, para a qual se projeta O incremento de aproximadamente 1.500.000 novas vagas. Trata-se da expansão da Rede Federal de Egucação Profissional, Científica e Tecnológica, do Programa Brasil Profissionalizado e do Sistema Escola Técnica Aberta do Brasil (e-Tec Brasil): “ O Programa Brasil Profissionalizado visa fortalecer as redes estaduais de educação profissional e tecnológica. A iniciativa repassa recursos do Governo Federz! para que os estados invistam em suas escolas técnicas. Cnado em 2007, o programa possibiltz 2 modernização e a expansão das redes públicas de ensino médio integradas à ecucação profissional, uma das metas do PDE. O objetivo é integrar o conhecimento do ensino médio à prática. A perspectiva inicial é atender 750 escolas e 500 municipios, matricular 800 mil alunos, capacitar 14 mil professores e construir 2,500 laboratórios, “* O e-Tec (Sistema Escola Técnica Aberta do Brasil), lançado em 2007, visa à oferta da educação profissional e tecnológica a distância. Como parte das ações do PDE, o e-Tec tem a finalidade de ampliar e democratizar O acesso a cursos so técnicos de nível médio, públicos e gratuitos, funcionando em regime de colaboração entre União, estados, Distrito Federal e municipios. Os cursos são ministrados por instituições públicas de ensino técnico de nível médio. A meta E estruturar mi! pólos e atender 200 mil alunos ate 2011. * A Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica está vivenciando uma expansão sem precedentes na história do país. De 2003 a 2010, a meta do Governo Federa! é inaugurar 214 novas unidades que, somacas às 140 existentes, totalizarão 354 unidades e deverão oferecer até 500 mil vagas em todo o Brasil. Junto com essa expansão está sendo feito um reordenamento da rede. A partir de agora, os centros faderais de educação tecnológica (Cefets), escolas agrotécnicas e escolas técnicas existentes formam os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia. São 38 institutos presentes em todos estados, oferecendo ensino médio integrado, cursos superiores de tecnologia e licenciaturas. Os institutos terão forte inserção na área de pesquisa e extensão. (Lei nº 11.592/08) Mapa da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica Fente: MEC - 2010. Pra que se tenha uma idéia co quanto representa essa expansão, no ano de 2009 foram matriculados 383.457 alunos em toda a rede pública brasileira de educação tecnológica e profissional, Já a rede privada registrou 477.657 matrículas, O total dessas matriculas (861.114) representa um aumento de 8,25% am relação ao ano de 2008, Em São Paulo, o aumento de matriculas foi de 7,54%. 60 == Brasil 861.114 65.655 8,25% São Paulo 292.511 314.574 22.063 7,54% recta: MEC/Inep/Deso, 2009. É importante considerar que a oferta de educação profissional é responsabilidade igualmente compartilhada entre o setor educacional, o Ministério do Trabalho, secretarias de trabalho, serviços sociais do comércio, da agricultura e de Indústria e os sistemas nacionais de aprendizagem. Os recursos provêm, portanto, de múltiplas fontes É necessário, também, e cada vez mais, contar com recursos das próprias empresas, as quais devem financiar a qualificação dos seus trabalhadores, como ocorre nos países desenvolvidos, A politica de Educação Profissional é, portanto, tarefa que exige a colaboração de múltipias instências do Poder Público e da socledade civil, As diretrizes para o Ensino Profissionalizante, conforme pactuadas no PNE, não podem ficar reduzidas à aprendizagem de algumas habilidades técnicas, o que não impede o oferecimento de cursos de curta duração, voltados para a adaptação do trabalhador às oportunigades do mercado de trabalho, associados à promoção de níveis crescentes ce escolarização regular. Entende-se que a Educação Profissional não pode ser concebida, anenas, come uma mogalidade de Ensino Médio, mas deve constituir educação <ortinuada, que perpassa toda a vida do trabalhador. Mais recentemente, 3 Lei nº 11.741/08 alterou os dispositivos da LDB para redimensionar, Institucionalizar e integrar as ações da educação profissional técnica de nivel médio, da educação de jovens e adultos e da educação profissional e tecnológica, fixando que esta última se integre aos diferentes níveis e modalidades de educação e às simensões do trabalho, da ciência e da tecnologia. Esses cursos poderão ser organizados por eixos tecnológicos, observadas as normas do respectivo sistema e nível de ensino, abrangendo: [ - formação inicial e continuada ou qualificação profissional; IE - educação profissionai técnica de nível médio; Li - educação profissional tecnológica de graduação e pós-graduação. Além dos seus cursos regulares, oferecerão cursos especiais, abertos à comunidade, condicionando a matrícula é capacdade de aproveitamento e não necessariamente 30 61 As metas da PNE estão voltadas para a implantação de uma nova Educação Profissional € Tecnológica no país e para a integração das iniciativas. Têm como objetivo central generalizar as oportunidades de formação para o trabalho, de treinamentos, mencionando, de forma especial, o trabalhador rural. O município de Turiúba ainda não conte com uma instituição de ensino profissionalizante. Porém, está sendo implantado em Votuporanga um campus do Instituto Federa! de São Paio, que virá a ser mais uma alternativa ce ensino gratuito aos estudantes de Turiúbe e de tode & região. Imcialmente, a unidade deverá oferecer quatro cursos: mecânica, eletroeletrônica, técnico em edificações e informática. 5.3.2 - Objetivos e Metas Ro estabelecer os objetivos e metas para o Ensino Profissional e Tecnológico em Turiúba, levou-se em consideração o que dispõe o PNE, assim como algumas ações que podem ser desenvolvidas pelo poder público iocal, tendo em vista o atual perfil municipal e regional e as perspectivas futuras sobre o direcionamento de sua economia, baseade, orincipaimente na agricultura e na agroindústria. São metas a serem executadas durante todo a decênio (2010 à 2019). Metas da Educacão Profissional em Turiúba, no periodo de 2010 a 2019 Oferecer cursos ou propcrcionar, à população, condições de cursar escolas técnicas para a formação de mão-de-obra qualificado para a indústria sucroalcooleira da região, assim como cursos nas áreas de agricultura familiar, agroindústria, pesca e aquicultura. 2. Estumular, permanentemente, o uso des estruturas públicas e privadas, não só para OS cursos reguiares, mas também para o treinamento e atualização de trabalhadores com vistas a inserilos no mercado de trabalho, com mais condições de competitividade e produtivicade, possibilitando a elevação de seus níveis educacional, técnico e de renda. 3. Articular a pferta de Educação Profissional com a Educação de Jovens e Adultos, proporcionando condições de desenvolvimento de escolaridade, objetivando a conclusão da Educação Básica, “4, Oferecer vagas para a formação de nível técnico aos alunos egressos do Ensino Médio e, também, para a população em idade produtiva e que precisa se readaptar 8s novas exigências e perspectivas do mercado de trabalho, junto às Instituições de ensino regionais. Efetivar parcerias com instituições de ensino técnico de nível regional, estadual c/ou federal para a implantação de cursos que atendam às necessidades de mercado de trabalho local e regional. pa uy VI — MAGISTÉRIO DA EDUCAÇÃO BÁSICA 6.1 - Formação Inicial e Continuada dos Profissionais do Magistério 6.1.1 — Diagnóstico e Diretrizes tim dos focos centrais do Piano Nacional de Educação, e também deste Plano Munidpal, a meihoria da qualidade do ensino, não pode ser pensada sem que se inciua na pauta de discussão a valorização do magistério. Qualquer planejamento estará fadado ao fracasso quando nele não se dá a devida atenção à valorização das pessoas que o fazem acontecer. Neste caso, é o professor, na ponta da linha estrutural do Estado, o grande responsávei por fazer acontecer tudo o que é planejado em políticas educacionais. Essa valorização só pode ser obtida por meio de uma politica global de magistério, a qual implica, simultaneamente, *” 3 formação profissional inicial; * as condições de trabalho, salário e carreira; ” a formação continuada. A simukaneidade dessas tês condições, mais do que uma conciusão 'ógica, é uma lição extraida da prática. Esforços dos sistemas de ensino e, especificamente, cas instituições formadoras em qualificar e formar professores têm se tomado pouco eficazes para produzir a melhona da qualidade do ensino por meio de formação inicial porque muitos professores se deparam com uma realidade muitas vezes desanimadora. Anc após ano, grande número de professores abandona c magistério devido 205 baixos salários e às condições de trabalho nas escolas. Formar mais e melhor os profissionais do magistério é apenas uma parte da teres. É preciso criar condições que mantenham o entusiasmo inicias, 2 profissional e de continuidade de seu processo de formação. Se, de um fado. há que se repensar a própria formação, em vista dos desafios presentes e das novas exigências no campo da educação, que exige profissionais cada vez mais qualificados e permanentemente atualizados, desce a educação infantil até a educação superior (e isso não é uma questão meramente técnica de oferta de maior número de cursos de formação inicial e de cursos de qualificação em serviço) por outro iado é fundamental manter na rede de ensino € com perspectivas de aperfeiçoamento constante os bons profissionais do magistério. Salário digno e carreira de magistério entram, oqui, como componentes essenciais. Avaliação de desempenho também tem importância, nesse contexto, (PNE, 2001) As bases nacionais da educação, definidas peia LDB, asseguram que a formação de profissionais da educação, de modo a atender acs objetivos dos diferentes níveis e modalidages de ensino e às características de cada fase do desenvolvimento do educando, terá os seguintes fundamentos, conforme o Art. 61: ! - 2 associação entre teorias e práticas, inclusive mediante a capacitação em serviço; E - aproveitamento da formação e experiências anteriores em instituições de ensino = outras atividaçes. 63 A formação inicial de docentes para atuar na educação básica é definida, a seguir, também pela LDB, preceituando que ela se dê em nível superior, em curso de iicenciatura, de graduação piena, em universidades e institutos superiores de educação, admitida, como formação mínima para o exercicio do magistério na educação infantil e nas quatro primeiras séries - ou cinco primeiros anos - do ensino fundamental, a oferecida em nível médio, na modalidade Normal. Pera os profissionais de educação na administração, planejamento, inspeção, supervisão e orientação educacional para a educação básica, o Art. 64 da LDB orienta que a sua formação será feita em cursos de graduação em pedagogia ou em nivel de pós- graduação, a critério da instituição de ensino, garantida, nesta formação, a base comum nacional. A formação continuada do magistério é parte indissolúvel da estratégia para a melhoria da educação, pois conduz & abertura de novos horizontes na atuação profissional, complementando e atualizando aquilo que aprendeu na formação inicial, Essa formação crec'sa ter como finalidade a reflexão sobre a prática educacional e a busca de seu aperfeiçoamento técnico, ético e político. Mas, para que esta ctapa se concretize, ela precisa ser garantida pela Diretoria da Educação, organizando todo o processo, financiando e oferecendo o suporte necessário para que os profissionais possam participar. As diretrizes para a formação dos profissiorais da educação e sua valorização são defiridas peio PNE, que estabelece que os cursos de formação devam obedecer, em quaisquer de seus níveis e modalidades, aos seguintes princípios: =) sólida formação teórica nos conteúdos específicos a serem ensinados na Educação Básica, bem como nos conteúdos especificamente pedagógicos; >) ampla formação cultural; c) atividade docente como foco formativo; q) contato com 5 realidade escolar desde o início até o final do curso, integrando a teoria à prática pedagógica; e) pesquisa como principio formativo; f) dominia das novas tecnologias de comunicação e da informação e capacidade para integrá-las à prática do magistério; 9) anélise dos temas atuais da sociedade, da cultura e da economia; h) inclusão das questões relativas à educação dos alunos com necessidades especiais & das questões de gênero e de etnia nos programas de formação; 1) trabalha coletivo interdisciplinar; 1) vivência, durante o curso, de formas de gestão democrática do ensino; k) desenvolvimento do compromisso social e político do magistério; e !) conhecimento e aplicação das diretrizes currmulares nacionais dos níveis € modaimiades ca educação básica. Como subsidio pera que Estados e Municipios possam oferecer a formação iniclal e continuada sos seus professores, o PDE, apresentado pelo MEC, através do Decreto 6.094 de 24 de abril de 2007, colocou à disposição dos entes federados, instrumentos eficazes de implementação de políticas de melhoria da qualidade da educação, sobretudo dp educação básica pública Como um de seus programas está o PAR (Plano de Ações Articuladas), Inaugurando um novo regime de colaboração, que busca concertar a atuação dos entes federados sem ferir-ines a autonomis, envolvendo primordialmente a decisão política, a ação técnica e atendimento da demanda educacional, visando à melhoria dos indicadores educaciona:s. E um compromisso fundado em 28 diretrizes que se unificam num plano de metas concretas, efelvas. que compartilha competências políticas, técnicas e financeiras para a execução de programas de manutenção e desenvolvimento da educação básica. O PAR permite uma análise compartilhada do sistema educacional em quatro dimensões: * estão educacional; Formação ce professores e Cos profissionais de serviço e apoio escolar; ” Préticas pedagógicas e avaliação, e; Infracstrutura fisica e recursos pedagógicos. “ x Dentro do eixo de formação dos professores, está a possibilidade de o municipio se articulzr com os programas do MEC, inserindo-se nas diversas ações oferecidas, tanto Dar> a formação inicia! como continuada. Há, também, outros programas de capacitação destinados z05 funcionários, em temas como: Gestão Escolar, Multimeios Didáticos, Alimentação Escolar, Meio Ambiente e Manutenção de Infraestrutura Escolar. Outra Iniciativa co Governo Federal, também: inserida no PDE, que visa ampliar a rede de formação dos professores é o Plano Nacional de Formação dos Professores da Educação Básica. resultado da ação conjunta do MEC, de instituições públicas de educação superior e das secretarias de educação dos estados e municipios. É destinado aos professores em exercicio das escolas públicas estaduais e municipais sem formação adequada à LDB, oferecendo cursos superiores públicos, gratuitos e de qualidade. A meta é formar, nos próximos cinco anos, 330 mil professores que atuam na educação básica e ainda não são graduados. O Educacenso 2007 registrou cerca de 600 mil Es professores em exercicio na educação básica pública que não possuem graduação ou atuam em áreas diferentes das licenciaturas em que se formaram. Por meio deste piano, o docente sem formação adequada poderá se graduar: nos cursos de 1º Licenciatura, com carga horária de 2.800 horas mais 400 horas de estágio para Drofessores sem graduação; de 22 Licenciatura, com carga horária de 800 a 1.200 horas Dara professores que atuam fora da área de formação; e de Formação Pedagógica, para bacharéis sem licengiatura. Para paricipar, o professor deverá se Inscrever por melo de um sistema desenvolvida melo MEC denominado Plataforma Paulo Freire, onde também terá seu currículo cagastrado € atualizado A parts da pré-inscrição dos professores e da oferta de formação pelas IES públicas, 2s secretarias estaduais e municipais de educação terão na Plataforma Freire um instrumento de planejamento estratégico capaz de adequar a oferta das IES públicas & demanda dos professores e às necessidades reais das escolas de suas redes. A partir cesse planejamento estratégico, as pré-inscrições são submetidas pelas secretarias estaduais e municipais 2s IES públicas, que procederão à inscrição dos professores nos cursos oferecidos 6.1.2 —- Objetivos e Metas Os objstivos o metas para a formação inicia! e continuada des professores e funcionários foram estabelecidos & partir das ações prioritárias identificadas pelos próprias profissionais de educação de Turiiha, em conjunto com os demais setores ca comunidade escolar e o poder público municipal. São metas a serem executadas à curto prezo (2010 e 2011), médio prazo (2032 2 2014) e longo prazo (2015 a 2019): Formação continuada cr Mp be agias ima ET - Implantação ce programa de formação continuada pera os professores da Rede Municipal de Ensino, de acordo com à área de X atuação 2. Prever a exigência de formação em nível superior, em curso de icenciatura, de graduação plena, para novos concursos realizados X peio município so 3. Prover apoio financeiro e operacional aos profissionais do magistério para participação em eventos sobre educação 4. Prover O reconhecimento da formação continuada dos professores através de gratificação determinada no Plano de Carreira do X Magistério 66 VII - FINANCIAMENTO E GESTÃO 7.1 - Diagnóstico e Diretrizes Fixar metas 3 serem cumpridas pelos municípios, através do PME, exige, além da identificação dos recursos atualmente disponiveis, a cefinição de estratégias para sua ampliação e a definição de custos. Atingir essas metas deve significar, também, rever as práticas de gestão, tornando-as mais eficientes, com a priorização de Investimentos, de acordo com as necessidades identificadas no processo de elaboração do plano. Todos os entes federados têm capacidade, regulada por leis, de cobrar tributos das pessoas fisicas e jurídicas nara atender às necessidades da população, por meio de seus serviços públicos. Os tributos, por sua vez, são géneros que englobam, pelo menos, quatro espécies: impostos, taxas, contribuições sociais e contribuições de melhoria. A educação é financiada, basicamente, por impostos. Atualmente, a educação pública municipal tem como fontes de financiamento, segundo o Am. 66 da LDB: ! - receita de Impostos próprios do Município: ” ISS, IPTU, ITBI e IRRF ” Receitas da divida ativa tributária de impostos, muitas e juros de mora e correção monetária de impostos 11 - receita de transferências constitucionais e outras transferências: * do Estado; ICMS, IPVA, IPl-Exportação * da União; FPM, ITR, IOF, Lei Kandir (LC nº 87/96) O - receita do salário-educação e de outras contribuições sociais; IV - receita de incentivos fiscais, V - outros recursos previstos em lei. aiém dos recursos provenientes dos impostos, ainda fazem parte dos recursos da MDE (Manutenção e Desenvolvimento do Ensino): Y Salário-educação: A arrecadação é feita mensalmente e tem como aliquota 2,5% sobre a folha de pagamento dos trabalhadores das empresas e das entidades vinculadas ao Regime Gerai da Previdência Social; O Art. 69 ca LDB, que regulamenta o Art. 212 da CF, dispõe que a União aplicará, anualmente, nunca menos de vinte por cento e os Estados, o Distrito Federal e os 87 Municípios, vinte e cinco por cento, ou o que consta nas respectivas Constituições ou Leis Orgânicas, da receita resultante de impostos, compreendidas as transferências constitucionais, na manutenção e desenvolvimento do ensino público. O repasse dos valores referidos ccorrerê ao órgão responsável pela educação e o atreso da liberação sujeitara e responsabilização civil e criminal das autoridades competentes. 7.1.1 - Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB) O FUNDEB é um Importante compromisso da União para o financiamento de toda a Esuração Básica brasileira. Elaborado em substituição ao FUNDEF — que vigorou de 1997 3 2006 e atendia apenas O ensino fundamental - o FUNDEB é um fundo de natureza contábil que visa atender a educação desde a creche até o ensino médio, com vigência de 14 anos — de 2007 a 2020. Inicialmente, foi instituído pela Emenda Constitucionat nº 53 e regulamentado pela Medida Provisória nº 339, posteriormente foi convertiso na Lei nº 11.494, de 20 de junho de 2007. Basicumente, o fundo destina-se à manutenção e ao desenvolvimento da educação dêsica pública e à valorização dos trabalhadores em educação, incluindo sua condigna remuneração. O objetivo é promaver a redistribuição dos recursos vinculados à educação em todo o pais, levando em consideração o desenvolvimento social e econômico das regiões, de modo que, para aqueias regiões onde o valor do investimento for inferior ao minimo especificado anuzimente pelo MEC, a União fará uma complementação do repasse O investimento é calculado de acordo com o número de alunos da educação básica, sendo computados os estudantes matriculados nos respectivos âmbitos de atuação prioritária (art. 211 da Constituição Federal). A meta do governo federal é atender 47 milhões de alunos, a partir de 2009 - terceiro ano de funcionamento do FUNDEB, A previsão de aporte da União ao Fundo era de R$ 2 bilhões em 2007, aumentando para R$ 3 bilhões em 2008 e RS 5 bilhões em 2009, A partr de 2010 a previsão é destinar 10% do montante resultante da contribuição de estados e municipios, a título de complementação. A partir de 2008, o percentual dos recursos de impostos que compõe a cesta do FUNDEB, no âmbito ce cada Estado e do Distrito Federal, atingiu a sua plenitude, correspondendo a 20% das fontes de receita constantes no Art, 3 da Lei nº 11.494/07, São elas: 1 - imposto sobre transmissão causa mortis e doação de quaisquer bens ou direitos previsto no inciso I do caput do art. 155 da Constituição Federal; bg H - Imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transportes Interestadual & intermunicipal e de comunicação previsto no inciso II do caput do art. 155 combinado com o Inciso IV do caput do art. 158 da Constituição Federal; El - imposto sobre a propriedade de veículos automotores previsto no inciso Fi do caput do art. 155 combinado com o inciso TI do caput do art. 158 da CF; IV - parcela do produto da arrecadação do imposto que a União eventualmente instituir no exercicio da competência que lhe é atribuida peio inciso | do caput do ar. 154 da CF prevista no inciso Ii do caput do art. 157 da CE; v - parcela do produto da arrecadação do imposto sobre a propriedade territorial rural, relativamente a imóveis situados nos Municípios, prevista no inciso 11 do caput do art, 158 da CF; vE - parcela do produto da arrecadação do imposto sobre renda e proventos de qualquer natureza e do imposto sobre produtos industrializados devida ao FPE e prevista na alínea a do inciso | do caput do art. 159 da CF e no Sistema Tributário Nacionai de que trata a Lei nº? 5.172, de 25 de outubro de 1966; vII - parceia do produto da arrecadação co imposto sobre renda e proventos de Qualquer natureza e do imposto sobre produtos industrializados devida ao FPM e prevista na alinea & do inciso 1 de caput do at. 159 da CF e no Sistema Tributário Nacional de que trata a Lei n0 5.172, de 25 de outubro de 1966; Wili - parceia do produto de arrecadação do imposto sobre produtos industnalizados devida gos Estados e ao Distrito Federal e prevista no Inciso II do caput do art. 159 da CF e na Lei Complementar nº 61, de 26 de dezembro de 1989; e IX - receitas da divida ativa tributária relativa aos impostos previstos neste artigo, bem como juros e muitas eventualmente incidentes. Na base de cálculo desses recursos inclui-se q montante de recursos financeiros transferidos peia União aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, conforme a Lei Complementar nº 87/96 (Lei Kandir). Além destes, os Fundos contarão tambem com a complementação de recursos da União, que deverá ser solicitada sempre que, no âmbito ce cada Estado e no Distrito Federal, o valor médio ponderado por aluno não aicançar o minimo definido nacionalmente. Para efeito da transferência dos recursos, o Poder Executivo federal publica, 20 final de cede ano: a estimativa da receita total dos Fundos, a estimativa du vaior de 69 complementação da União, a estimativa dos valores anuais por aluno no âmbito do Distrito Federal e de cada Estado e o valor anual mínimo por aluno definido nacionalmente. O vaior anual mínimo por aluno, definido nacionalmente, constitui-se em valor de referência relativo sos anos Iniciais do ensino fundamental urbano e é determinado contabiimente em função da complementação ca União, após a dedução da parceis relativa 3 programas direcionados para a melhoria da qualidade da educação básica, considerando variações regionais no custo dos insumos e as diversas modalidades de ensino. Para c exercício de 2010, os Ministérios da Educação e da Fazenda fixaram a Portaria Interministerial nº 1.227, de 28 ce dezembro ce 2009, que definiu os seguintes valores a serem distribuídos pelo FUNDEB: A distribuição dos recursos que compõem cs Fundos, no âmbito de cada Estado e do Distrito Federal, dá-se entre o governo estadual e os de seus municipios, oroporcionalmente ao número de alunos das diversas etapas e modalidades da educação básica presencia, metriculados nas respectivas redes, nos respectivos âmbitos de atuação prioritéria. São consideradas exclusivamente as matriculas presenciais efetivas, conforme os cados apurados no censo escolar mais atualizado, realizado anualmente peio INEP, considerando as ponderações aplicáveis. Também são admitidas. para efeito da distribuição dos recursos do FUNDEB, as matricuias efetivadas na educação infantil oferecida em creches para crianças de até 3 anos, em instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos e conveniadas ccm o poder público, desde que se enquadrem nas exigências do Art. 8º da Lei nº 11.494/07, Para o cálculo da distribuição dos recursos em cada município, anuaimente o MEC divulga uma Portaria que define os chamados “fatores de ponderação”. Tais fatores levam em conta as diferenças entre etapas, modalidades e tipos de estabelecimento de ensino da educação básica, sempre tomando como referência os alunos matriculados nos “anos iniciais do ensino fundamenta! urbano”, cujo fator de ponderação é "1,00" < esuivale 20 valor anual por aluno no âmbito do Estado e, respectivamente, do Municipio. 70 Através da Portaria nº 777, de 10 de agosto de 2009, o MEC divulgou os fatores de porderação a serem aplicados pelo FUNDES 2010: Fator de Ponde: ai ção do FUNDEB 2010 ER A seguir, são apresentados os dedos «ivulgados pelo MEC, a respeito das matriculas da educação municipal consideradas no FUNDEB em 2010, da estimativa da receita anual do fundo « do coeficiente de distribuição dos recursos para Turiúba: FUNDEB 2010 em Turiúba Ss + 491.342,07 | 0,0022960761 | Este coeficiente significa a participação de Turiúba no montante das receitas do FUNDEB Foste: FNDE, MEC - 2010 destinadas ao conjunto do Estado e dos municípios paulistas. O valor de R$ 491.342,07 7 corresponde a 0,0022950761% do total estimado para estas esferas, que foi de R$ 21.399.206.779,11, cujo coeficiente total é 1. Os recursos originados do Fundo devem ser utilizados no exercicio financeiro em que lhes forem creditados, em ações consideradas como de manutenção e desenvolvimento do ensino para a educação básica pública e codem ser aplicados pelos Estados e Municipios indisintamente entre etapas, modalidades e tipos ce estabelecimentos de ensino da educação básica nos seus respectivos âmbitos de atuação prioritária. Até 5% dos recursos podem ser utilizados no 1º trimestre do ano seguinte, mediante crédito adicional, Mesmo com a abertura da utilização dos recursos do FUNDEB em toda educação básica, a legisiação é bastante especifica e rigorosa quanto à maneira de empregá-los. ” O mínimo de 60% dos recursos anuais totais dos Fundos seré destinado ao pagamento da remuneração dos profissionais do magistério da educação básica em efetivo exercício na rede pública. *” O restante dos recursos, isto é, até 40%, deverá ser utilizado nas demais ações consideradas como de manutenção e cesenvolvimento do ensino para a educação básica pública, conforme o art. 70 da LDB, Para efeito desta lei, são considerados como de manutenção e desenvolvimento do ensino para 2 educação basica pública ! - remuneração e aperfeiçoamento do pessoal docente e demais profissionais da educação; E! - aquisição, manutenção, construção e conservação de instalações e equipamentos necessários ao ensino; TI! - uso e manutenção de bens e serviços vinculados ao ensino; Iv - levantamentos estatísticos, estudos e pesquisas visando precipuamente ac aprimoramento da qualidade e à expansão do ensino; V - realização de atividades-meic necessárias 20 funcionamento dos sistemas de ensino; VI - amortização e custeio de operações de crédito destinadas a atender 20 disposto nos incisos deste artigo; VIE - aquisição de material didasico-escoiar e manutenção de programas de transporte escolar. 74 educacional do Município. São órgãos colegiados, vinculados à DME e com representação paritária do poder público e da sociedade civil. Cada conselho tem suas funções regidas por uma lei própria e os mandatos dos conselheiros são renavadas a cada dois anos. A seguir, são apresentados os objetivos de cara conselho: 7.1.3.1 — Conselho Municipal de Educação de Turiúba - CME O Conselho Municipal de Educação de Turiúba, criado em 19 de dezembro de 1995 peja tel nº 038/95, exerce o papel de articulador e mediador das questões educacionais da sociedade local, junta aos gestores do poder público municipal. É um órgão de ampla representatividade, com funções normativa, consultiva, mobilizadora e fiscalizadora. O CME dá suporte técnico ao sistema de ensino e pode propor medidas com relação às políticas educacionais, além de estabelecer normas para organizar a educação municipal Com o conseiho em funcionamento, & tramitação das questões relativas à educação fica mais ágil e contextualizada. Dentre suas principais atribuições estão: *” Colaborar com o Poder Público municipal na reavaliação do PME; ”* Fixar as diretrizes para elaboração de regimento, calencário e curriculo des escolas, quando houver delegação de competência de órgãos superiores; *” Opinar sobre a aplicação te recursos para à manutenção e desenvolvimento da egucação no Municipio, proveniente da União, do Estado, do Município e qutras fontes, assegurando-lhes aplicação de acordo com o Plano Municipa! de Educação; * Diagnosticar demanda, evasão e retenção nas escolas, apontando alternativas de solução; * Realizar estudos sobre q sistema de ensino do município, avaliando sua qualidade e propondo medidas que visem a sua expansão É aperfeiçoamento; *” Definir mecanismos que promovam a integração escola/comunidade é incentivar o entrosamento entre as redes de Educação Infantil, Ensino Fundamental, Educação Especial, Ensino Médio e Ensino Superior; ” Estabelecer, em conjunto com o Poder Executivo, prioridades e critérios que fundamentem a proposta orçamentária, emitir pareceres sobre o relatório semestral e anual da Diretoria Municipal da Educação, bem como acompanhar = fiscalizar a sua aplicação. Em sus composição devem estar representantes de pais, alunos, professores, associações de moradores, sindicatos, ciretoria municipal de educação, câmara de vereadores, conselho da crianca e do adolescente e demais órgãos e entidades ligados à educação municipal do setor público e privado, indicados e/ou eleitos democraticamente. 72 Não são consideradas despesas de manutenção e desenvolvimento do ensino e, portante, não são permitidas na utilização dos recursos do FUNDEB, conforme Art. 71 da LDB, aquelas realizadas com: I - pesquisa, quando não vinculada às instituições de ensino, ou, quando efetivada fora dos sistemas de ensino, que não vise, precipuamente. ao aprimoramento de sua qualidade cu à sua expansão; H - suDvenção a instituições públicas ou privadas de caráter assistencial, desportivo ou cultural; HI - formação de quadros especiais para a administração pública, sejam militares ou civis, inclusive diplomáticos; Iv - programas suplementares de aimentação, assistência médico-odontológica, farmacêutica e psicológica, e outras formas de assistência social; V - obras de infra-estrutura, ainda que realizadas para beneficiar direta ou indiretamente a rede escolar; vi - pessoal docente e demais trabalhadores da educação, quando em desvio de função ou em atividade alheia à manutenção e desenvolvimento do ensino. A Lei nº 11,494/07, que regulamenta o Fundo, prevê que sejam criados conselhos do FUNDEB no âmbito da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municipios, atuando no acompanhamento e controle social sobre a distribuição, a transferência e a aplicação desses recursos, conforme especificado 3 seguir, neste plano. A transparência da gestão dos recursos financeiros e o exercício do controle social permitem garantir a efetiva aplicação dos recursos destinados à educação. 7.1.2 - Piso Salarial Profissional Nacional para os Profissionais do Magistério Público da Educação Básica Tuto cora uma das principais ações do governo federa! no sentido de diminuir as desigualdades regionais brasiiciras, no tocante à valorização e remuneração dos profissionais dz educação básica, o Piso Salaria: Profissional Nacional for finalmente incluido na Constituição Federal em 2006, através da EC 53, e logo regulamentado pela Lei nº 11,738, de 16 de julho de 2008. O piso salariai profissionai nacional é o valor minimo zo qual poderá se fixar 0 vencimento inicial das carreiras do magistério público da educação básica, para a jornada ce. no máximo, £G horas semanais, em todas as esferas de governo no país. a A bem da verdade, o valor do piso tende a beneficiar especialmente os profissionais que atuam em regiões mais desfavorecidas do Brasil, como Norte e Nordeste, onde grande parte recebe apenas o salário minimo brasileiro ou, em alguns casos, até menos do que isso. Em todo o pais, estima-se que 55% dos profissionais do magistério recebam menos do que o piso nacional. Em sc tratando da realidade do Estado de São Paulo, como também de nossa microrregião, é comum verificar que já se pratica um piso salarial superior, mesmo para jornadas de trabalho menores, que, ceralmente, estão entre 25 e 30 horas semanais. O valor do piso salarial a ser considerado pera os profissionais do magistério público da educação básica foi fixado em R$ 950,00 mensais, para a formação em nível médio, na modalidade Normai, prevista no art. 62 da LDB. Para os casos em que a jornada do profissiona! for menor, os vercimentos iniciais deverão ser, no minimo, proporcionais zo valor do piso. São considerados profissionais do magistério público da educação básica e, portanto, se enquadram nesta let, aqueles que desempenham as atividades de docência ou as de suporte pedagógico à docência, isto é, direção ou administração, planejamento, inspeção, supervisão, orientação € coordenação educacionais, exercidas no âmbito das ungdades escolares de educação básica, em suas diversas etapas e modalidades, com a formação minima determinada pela LDB. 4 lei especifica também que o valor do piso deve ser reajustado anualmente, utilizango- 32 9 mesmo percentuel de reajuste do valor anual minimo por alurc dos anos iniciais de ensino fundamenta! urbano. Em virtude de decisão do Supremo Tribunal Federal que aiscipinou a integralização do p'so somente a partir de 2009 - e não mais em 2008 como previa a lei - o reajuste passou 2 vigorar, então, a partir de 2010, Diante dessa questão, o MEC, baseado numa recomendação da Advocacia Geral da União, sugere que O piso sefa reajustado em 7,86%, a partir de janeiro de 2010, passando a R$ 1.024,67, Para efeito da regulamentação co piso saianal em Turiúba, = Lei nº 11.738/08 determina, em seu Art. 6º, que os Estados e Municípios deveriam elaborar ou acequar seus Planos de Carreira e Remuneração do Magistério até 31 de dezembro de 2005, tendo em vista o cumprimento do piso salarial profissiona! nacional para os profissionais do magistério público da educação básica, conforme disposto no parágrafo único do art. 206 da Constituição Federa!. 7.1,3 - Conselhos municipais da Educação - atuação e composição Atuando como órgãos auxiliares e de fiscalização na gestão da Educação, os conselhos municipais são imnostantes instâncias de acompanhamento e controle social da política 7a educacional do Municipio. São órgãos colegiados, vinculados à DME e com representação paritária do poder público e da sociedade civil. Cada conselho tem suas funções regidas por uma lei própriz e os mandatos dos conselheiros são renovados a cada dois anos. À seguir, são apresentados os objetivos de cada conselho: 7.1.3.1 — Conselho Municipai de Educação de Turiúba - CME O Conselho Municipal de Educação de Turiúba, criado em 19 de dezembro de 1995 pela Le: nº 036/95, exerce o papei de articulador e mediador das questões educacionais da sociedade local, junto 20s gestores do poder público municipal. É um órgão de ampia representatividade, com funções normativa, consultiva, mobilizadora e fiscalizadora. O CME dá suporte técnico ao sistema de ensino e poce propor medidas com relação às aolitcas educacionais, além de estabelecer normas para organizar a educação municipal. tom 2 conselho em funcionamento, a tramitação das questões reiativas à educação fica mais àgi! - contextualizada. Dentrs suas principais atribuições estão: ” Colaborar com o Poger Público municipai na reavaliação do PME; ” Fixar as diretrizes para elaboração de regimento, calendário e curriculo das esvolas, quando houver delegação de competência de órgãos superiores; * Opinar sobre a aplicação de recursos para a manutenção e desenvolvimento da educação no Municipio, proveniente da União, do Estado, do Municipio e outras fontes, assegurando-lhes aplicação de acordo com o Plano Municipal de Educação; * Diagnostucar demanda, evasão « retenção nas escolas, apontando alternativas ce solução; *” Realizar estudos sobre o sistema ce ensino do municipio, avaliando sua qualidade E propondo mecidas que visem a sua expansão e aperfeiçoamento; * Definir mecanismos que promovam a integração escola/comunidade e incentivar o entrosamento entre as redes de Educação Infantil, Ensino Funcamental, Educação Especial, Ensino Médio e Ensino Superior; ” Estabelecer, em conjunto com o Poder Executivo, prioridades e critérios que fundamentem a proposta orçamentária, emitir pareceres sobre o relatório semestral e anual da Diretoria Municipal da Educação, bem como acompanhar e fiscalizar a sua aplicação. Em suz composição devem estar representantes de pais, alunos, professores, associações de moradores, sindicatos, diretoria municipal de educação, câmara de vereadores, conselho da criança e do adolescente e demais órgãos e entidades ligados à educação municipal do setor público € privado, indicados e/ou eleitos democraticamente. 75 A Portaria nº, 1629/2009, de 05 de junho de 2009, nomeou o seguinte quadro de conselheiros para o biênio 2009/2011: * Membros Natos: Presidente: Silvênia Maria dos Santos Munhoz Suplente: João Corrêa de Souza Filho Secretária: Maria Aparecida dos Santos Santiago Suplente: Aparecida M. de C. Araujo Diretor de Escola: Marina Olívia Antonio Supiente: Seluza da Silva Meirelles * Demais membros representantes de segmentos da sociedade: Titular: Leia Cristina Jacovassi Suplente: Dinameres Aparecida Vieira Titular: Elizangela Santos Cunha Suplente: Lenita Mendes da Silva Titular: Sivia Regina M. Trindade Nogueira Suplente: Adenadir Ferreira de Carvalho Titular: Elaine B. de Carvalho Silva Suplente: Marina de Fátima Ponte Martins Titular: José Renato de Falqui Suplente: Ângela Aparecida Ponte Vasconcelos Titular: Cássia Renata dos Santos Suplente: Alaide Pereira Trindade Trular: Alessandra A. Manteizto da Cunha Suplente: Fiordeci Ataide Santiago Domingues Titular: Maria Isabei dos Santos Siiva Suplente: Cátia Alessandra Canova 7.1.3.2 - Conselho Municipa! de Acompanhamento e Controle Social do Fundo de Desenvolvimento dos Profissionais da Educação Básica - FUNDEB Todo município deve ter um conselho municipal de fiscalização do Fundo da Educação Básica (FUNDEB), de acordo com a Lei nº 11.494, de 20 de junho de 2007, que requiamentou o fundo. O pêpel co conselho é acompanhar a aplicação dos recursos do FUNDEB no municipio e, ao mesmo tempo, ser o elemento de ligação entre a sociedade e os dirigentes municipais. instituído por le: municipal, o Conselho Municipal de Acompanhamento e Controle Socia! da FUNDES tem como principais competências: ” Acompenhar e controlar a repartição, transferência e aplicação dos recursos do Fundo; “ Supervisionar a realização do Censo Escolar; 76 Elaborar a proposta orçamentária do Poder Executivo municipal, especificamente sobre os dados estatísticos e financeiros que alicerçam & operacionalização do FUNDES; Exarninar os recursos contábeis e demonstrativos gerenciais referentes ao Fundo; Emitir parecer sobre as prestações de contas dos recursos do Fundo, que devem ser disponibilizadas mensalmente pelo Poder Executivo municipal Através da Portaria nº 1658/2009, de 06 de outubro de 2009, a Prefeitura Municipal de Turiúba cesignou os conselheiros para 9 biênio 2009/2011: Representantes do Poder Executivo Titular: Hélio Rubens Alves de Ciiveira Suplente: Péricies Casemiro de Trindade Titular: Flordeci Ataíde Santiago Domingues Suplente: Fabiana Maria Bonfim Gardine Representantes dos professores da educação básica pública Tituiar: Eleoenes Aparecida Batista de Souza Supiente: Marina de Fétima Ponte Maruns Representantes dos diretores das escolas básicas públicas Titular: Aparecida Militão de Castilho Araújo Suplente: Maria Aparecida das Santos Santiago básicas públicas Titular: Vanderlene Aparecida Pereira Supiente: Nadir Terezinha Grigoleto de Carvalho Representantes dos país de alunos da educação básica pública Tizuia-: Adriana Pereira da Silva Suplente: Benedito Soares de Souza Titular: Agenir Facca Suplente: Inácio Alves da Silva Representantes dos estudantes da educação básica pública Titular: Gervásio Moura Vasconcelos Netto Supiente: Ana Laurs Correa de Souza Representantes do Conselho Tutelar Titular: Fátima Aparecida Rossl Bernardes Suplente: Maria Elizabete Lombardi da Silva 7.1.3.3 - Conselho Municipal de Alimentação Escolar - CAE O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) garante, por meio da transferência de recursos Financeiros, a alimentação escolar dos alunos de toda a educação básica 7 (educação infantil, ensino fundamental, ensino médio e educação de jovens e adultos) matriculados em escolas públicas e filantrópicas. Seu objetwo é atender as necessidades rutricionais cos alunos durante sus permanência em saia Ge aula, contribuindo para o crescimento, 0 desenvolvimento, a aprendizagem < o rendimento escolar dos estugantes, bem como promover a formação de hábitos airmentares saudáveis. O repasse é feito diretamente aos estados e municipios, com base no Censo Escolar realizado no ano anterior ao do atendimento. OC programa é acompanhado e fiscalizado diretamente pela sociedade, por meio do Conselho de Alimentação Escolar, pelo FNDE, peto Tribuna! de Contas da União, pela Secretaria Federai de Controle Interno e pelo Ministério Público. A existência do CAE em cada município é condição para que o FNDE faça o repasse das verbas da alimentação escolar. O CAE existe com a finalidade de ser um órgão deliberativo, fiscalizador e de referência à administração e aplicação dos recursos certinentes à alimentação escolar, notadamente quanto aos recursos para esse fim repassados pelos governos da União e do Estago, Em Turiúba, o CAE fo: criado pela Lei Municipal nº 028, em 08 de maio de 2001. Através da Portare nº. 1509/2008, de 31 de outubro ce 2008, foram nomeados conselheiros para o biênio 2008/2010: *“* Representantes do Poder Executivo Titular: Hélio Rubens Alves de Oliveira Suplente: Altair Tibério da Cunha * Representantes do Poder Legislativo Titular; Valdemir Trevisan Suplente: Pedro Mantelato Neto “ Representantes dos Professores Tituler: Dinameres Aparecida Vieira Titular: Joana Darc de Souza Suplente: Elaine Batista de Carvalho Silva Supiente: Flordeci Ataíde Santiago Domingues “ Representantes dos Pais de Alunos Tituiar: João Francisco de Falco Suplente: Dario Cavalhero * Representantes da Sociedade Civil Titular: Vicente Sebastião dos Santos Supiente: Agenir Facca 7.2 - Objetivos e metas O estabelecimento dos objetivos e metas para a gestão < financiamento da educação em Turiúba é fruto do trabalho participativo desenvolvido em todas as etapas de construção deste PME. Os objetivos ora definidos levam em conta & necessidade de O município organizar toda a sua estrutura de gestão da educação, de maneira a estar preparada para atender à tantas exigências do setor, multas das quais retratadas no contexto deste plano. Junto às ações Gemandadas pelos setores ligados à educação local, estão especificadas também oqueies constantes no Plano Nacona! de Educação e que guardam perfeita consonância com as necessidades educacionais em Turiúba: Metas da Gestão da Educação 1. Informer a comunidade escolar (peis, professores, funcionários) sobre a existência e atuação dos conselhos escolares municipais e dos conselhos de escola, incentivando sua participação 2. Criar estrutura própria para funcionamento da secretaria de educação, dispondo de 'ocai, pessos! e equipamentos necessários 3. Preencher o cargo de secretério de educação para exercicio exclusivo na gestão da educação municipal 4. Designar coordenador pedagógico para exercício exclusivo de acomoanhamento aos alunos e professores das unidades escolares > Nomeação às funções de diretor de escolz através Se concurso público de provas € títulos 6. Nomeação às funções de coordenador pedagógico através de concurso público de provas e títulos 7. Implantar programa de formação em gestão escolar para os dirigentes das unidades escolares € o secretário de educação &. Implantar programa permanente ce capacitação profissional aos funcionários das escolas municipais 9. Oferecer, anualmente, cursos sobre transporte escolar e transporte coletivo a0s motoristas do transporte escolar 10. Scalização mensal de HTPC conjunto entre tocas as unidades escolares, visando a integração des professores da Rede Municipa! 11. Contratação de 1 inspetor de atunos para trabalhar na EMEI 12. Contratação de Z motoristas sara suprir o quagro do transporte escolar 13. Regulamentação do intervalo de descanso dos professores da creçhe +4. Regulasizar o horário de trabalho e intervalo ce descanso dos motoristas do transporte escolar 15. Regitiamentar a carga horário dos auxiliares de serviços gerais CP MP if mas mes me. mass mes e que Cesempenham trabalho de zuxiliar de monitores 16.Verficar a necessidade de pagamento de adicional de x 17, 18. 19. re insalubridade para funcionárias das escolas Implantação do plano de carreira dos profissionais do magistério Implantação de plano de carreira clestinado ao pessoal de apoio escolar Prever, ro plano de carreira do pessoal dc magistério e do pessoal de apoio escolar, avaliação de desempenho, inclusive em relação ao trabalho junto dos alunos Alimentação escolar - Prover maior presenca ca mutricionista nas escolas para acompanhar a a'imentação dos alunos Promover orientação aos alunos e pais sobre a qualidade nutricional Gos alimentos que são servidos na escola Promover maior controle sobre a qualidade dos alimentos asquirdos para = alimentação escolar Transporte escolar atribuir = um fungonáric a função de controle do portão em herénios de entrada e saida des alunos Aquisição de Z Kombis para suprir a frota de veículos para transporte escolar Realizar ações necessárias para suprir a frota de veículos e O quadro de motoristas, evitando a terceirização do serviço de transporte escolar Firmar parcoria com as usinas que utilizam as estradas rurais do município para a manutenção permanente dessas vias Nas estradas rurais por once trafegam os veículos do transporte escolar, colocar cascalho nos pontos mais críticos Realizar serviço de aceiro és margens gas estradas rurais x E EG LP E 8 so VIII - ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO DO PLANO Um piano com a importância e a complexidade do PME deve prever mecanismos de acompanhamento c avaliação que ihe céem segurança no prosseguimento das ações 2º longo do tempo e nas diversas circunstâncias em que se desenvolverá. Adaptações e medidas corretivas, conforme a realidade for mudando ou assim que novas exigências forem aparecendo, dependerão de um bom acompanhamento e de uma constante avaliação de percurso. (PNE, 2001) Assim, cera que O Plano Municipal! de Educação de Turiúda atinja seus objetivos e metas, nos prazos e nas concições em que foi pactuado, deverá ser criada a Comissão de Acompanhamento e Avaliação do PME, com as funções de acompanhar, avaliar E controlar as ações educacionais do pocer público, em todo o periodo de vigência do plano. de 2010 até o ano de 2019. Aiém da avaliação continua, esta comissão deverá realizar avaliações periódicas, ru sentido de observar os objetivos e metas alcançadas, repactuando aquelas que ainda não foram atendidas, e atualizando e incluindo novos objetivos, à medida que a realidade for mudando e novas ações se tornarem necessárias, Essa Comissão deverá se compor de membros dos poderes públicos municipais e da comunidade escolar, da seguinte forma ” Representante do Poder Executivo, preferenciaimente o (a) Secretário (a) Municipal de Educação; * Rezresentante do Poder Legislativo; ” Representantes dos conselhos: “” Conselho Municipal de Educação; * Conselho de Alimentação Escolar; * Conselho de Acompanhamento do FUNDEB *” Representantes de diretores, coordenadores, professores, funcionários, pais de alunos e alunos de caga nível e modalidade de ensino. Diante disso, fica estabelecido que o processo de reavaliação do plano será realizado 3 cada dois anos, sendo a primeira avaliação até junho de 2012, através da realização de Conferências Muniapais de Educação. Turiúba, SP, maio de 2010. << - >> Realização: Prefeitura Municipal de Turiúba Câmara Municipal de Turiúba Diretoria Municipal de Educação Assessuric: Sestore Consultoria e Assessoria Pública Ltda CNP); 10.781.246/0001-00 www gestoreconsultoria.com.br