| Tipo | Projeto de Lei Ordinária |
|---|---|
| Número / Ano | 91 / 2008 |
| Date | 2008-11-12 |
| Ementa | Concede Título de Cidadão Horário de Carambeí ao Senhor Hans Peeten. |
| native_id | 1741 |
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CAMARA MUNICIPAL DE CARAMBEI Rua da Prata, 99 - Fone (042) 3231.1668 CEP 84145-000 - Carambel - Parana C.N.P.J. 01.613.766/0001-04 e-mail:camaraearambei@br10.com.br CAMAtr JICtFAL PROJETO DE LET No 091/2008 Protocolado sob n°_ Eat jjjj_jsç Concede TItulo de Cidaddo Hozwrário de Carambel ao Senhor Hans Peeten. A CAMARA MUNICIPAL DE CARE4MBEJ, Estado do Parana, aprova: Art. 1° Fica concedido o TItulo de CidadAo Honorário de Carambel ao Senhor HANS PEE TEN. Art. 2° A honraria serä outorgada ao homenageado em SessAo Solene da Câmara Municipal, de conformidade corn as disposiçOes legais e regimentals pertinentes. Art. 3° Esta Lei entra em vigor na data de sua publicacao. 1 JUSTIFICATTVA A presente iniciativa tern por escopo prestar justa homenagem ao Senhor Hans Peeten, o qua], sem düvida, e merecedor de tat honraria face aos P relevantes serviços prestados a comunidade local, o que se faz pelo breve relato sobre a vida do homenageado, em Iilstôrico e curriculo anexo, o que faz pane integrante desta Proposiçäo. Ressaltado o rnérito do homenageado, solicitamos aos demais Nobres Pares o apoio para a aprovaçäo da matéria pelo Soberano Plenãrio. SALA DAS SESSØES. cm 12 de novembro de 2.008. UNLfAV0TAcAQ COMISSAO DE JUSTIA E REDAçA0 PARECER AO PROJETO DE LEI No 91/2008 Enienta: Concede TItulo de Cidaddo Honorário de Carambel ao Senhor Hans Peeten. Autor: Vereador ARY HARMS 0 Vereador ARY HARMS submete a apreciacào desta Colenda Cfimara, Proj eto de Lei epigrafado que "Concede TItulo de Cidaddo Honorário de Carambel ao Senhor Hans Peeten ". Confonne se infrre da justificativa que acompanha a Proposiçao em análise, o Autor assinala, em sintese, que "a presente iniciativa tern por escopo prestarfusta homenagern ao Senhor Hans Peeten, o qua], sem dñvida, e merecedor de tal honraria face aos relevantes serviços prestados a cornunidade local, o que se faz pelo breve relato sobre a vida do hornenage ado, em historico e currIculo anexo, o que faz pate integrante desta Proposiçâo ". Ademais, cumpre destacar que o art. 7 0da Lei Orgánica do Muniefpio dispoe que compete ao Municipio legislar sobre assuntos de Mteresse local. Por sua vez, o inciso XV, do art. 14, do mesmo diploma legal, menciona que cabe a Cámara, corn sanção do Prefeito, dispor sobre as matérias de competéncia do MunicIpio e, especiahnente, conceder titulo de cidadao honorário, qualquer outra honraria on homenagem a pessoas que reconhecidarnente tenham prestado serviço ao Municfpio. Corn estes fhndamentos, a ProposiçAo em exarne está revestida dos critérios exigidos no tocante a constitucionalidade e legalidade, manifestando-se, esta COMISSAO DE JUSTIA E REDAcAO, pela adniissihilidade do Projeto de Lei n° 9 1/2008, reservando-se o direito de opinar sobre o mérito por ocasido de sua deliberaçdo • pelo Soberano Plenário. SALA DAS COMJSSO$, em 13 de novembro de 2.008. Vereador Membro Vereador 1NACIOT)' VAZ FWH O C 4roQnoa PROJETO 91 TIT CAMARA MUNICIPAL PROJETO 1W LEI N° o Secretarla Protocolado sob Em J.2_J_LJ_J—- Concede TItulo de Cidadao Honorário de -- Carambel ao Senhor Hans Peeten. • A CA MA RA MUNICIPAL DE CA RA MBEl , Estado do Parana', aprova: Art. 1°Fica concedido o TItulo de Cidadäo Honorário de Carambel ao Senhor HANS PEE TEN. Art. 2° A honraria será outorgada ao hornenageado em Sessäo Solene da Cãrnara Municipal, de conforniidade corn as disposiçOes legais e regimentais pertinentes. Art. 3° Esta Lei entra em vigor na data de sua publicaçäo. JUSTIFICATIVA A presente iniciativa tern por escopo prestar justa homenagem ao Senhor Hans Peeten, o qua], sem dtivida, é merecedor de tal honraria face aos relevantes serviços prestados a comunidade local, o que se faz pelo breve relato sobre a vida do homenageado, em histórico e currIculo anexo, o que faz pane integrante desta Proposiçao. Ressaltado o rnérito do homenageado, solicitamos aos demais Nobres Pares o apoio para a aprovação da rnatéria pelo Soberano Plenário. SALA DATS\SESSOES. em 12 de novembro de 2.008. k'zt*t.r&'1flrai raaui HANS PEETEN Urn obstinado e incansável na busca de seus objetivos Quando deixou o Brasil e voltou a morar na Holanda corn a famIlia, a partir do ano de 1992, certamente o engenheiro agrônorno Hans Peeten nao imaginava deixar para trás uma reputação to sólida e tao inatacável quanto a que construiu ao longo de 15 anos de trabaiho em solo brasileiro. Dezesseis anos de ausência parecern não contar na rnemOria de tantos que conviveram com ele na regiâo dos Campos Gerais. Hans Peeten perrnanece atual, especialrnente quando o assunto é plantio direto, uso de novas tecnologias e Fundação ABC, entidade da qual é considerado urn dos grandes mentores, alérn de seu primeiro coordenador técnico. A construção dessa respeitabilidade se inicia quando Hans chega aos Campos Gerais em 1976 para trabalhar no Departarnento de Assistência Técnica —o DAT, da Cooperativa Central de LaticInios do Parana' Ltda -CCLPL, hoje Batavia S/A. Contratado na Holanda depois de haver estagiado por trés anos nurna indóstria de rnãquinas em São Paulo, ele chega com idéias inovadoras, bons conhecimentos, muita dedicaçäo e vontade. Incansável na busca de seus objetivos, aos poucos forja urn exemplo de trabalho que ainda hoje é lernbrado corn muito respeito, gratidão e reveréncia pela antiga e nova geração de agropecuaristas das cooperativas ABC. "Urna rnáquina de energia para novas idélas" na visão de Franke Dijkstra, "urna estrela de prirneira grandeza pelo temperarnento, dedicacão, vontade e capacidade de trabaiho", segundo Nonô Pereira, "urn cara briguento, que botava a cara para bater, e puxava a orelha dos técnicos e produtores, mas graças ao seu carisma mantinha todo pessoal fiel as ABC", no entendimento do agrônorno Maury Sade, coordenador administrativo da Fundação de 1984 a 1996. Esse é o perfil que, de modo geral, persiste do agrônomo Hans Peeten tanto tempo depois de seu afastamento formal das cooperativas holandesas do Parana'. Mas nem tudo na trajetória deste hornern foram fibres. Pelo coritrário. A história registra que ele trabalhou incarisavelmente, inclusive aos sábados e domingos, e que quando co)ocava uma idéla na cabeça e achava que ira dar certo, bñgava ate o firn, corn urna persistência fora do cornurn. Essa obstinaçâo na busca de seus objetivos the rendeu aigumas encrencas corn ernpresas rnultinacionais. Suas idélas muitas vezes tarnbérn não foram aceitas pacificarnente pelos produtores. Houveram muitas discussôes e dificuldades para fazer viñgar as novas técnicas de cultivo. Empolgante ao mostrar os resultados de campo para Os produtores, entusiasta para prornover a vinda de estaglérios da 1-lolanda para o Brasil, Hans pautou grande parte de suas atividades estabelecendo "pontes" corn produtores e pesquisadores dos Estados Unidos e de institutos de pesquisa do Brasil. Inürneras foram as excurssôes que promoveu e realizou corn agricultores ao exterior e a diversas regiöes do pals, para conhecer novas tecnologias. "0 Hans foi rnuito importante pe(o conhecimento que tinha, pela Hderança corn os técnicos, pelo relacionarnento intenso. Foi nosso embaixador junto as entidades de pesquisa oficial e ISSO facilitou a nossa vida", considera Nonô Pereira, urn dos pioneiros na introdução do plantia direto na região dos Campos Gerais na década de 70. Hoje distanciado, rnas não aihelo ao processo de produçâo agrIcoCa das cooperativas ABC, Hans Peeten foge da auto-avaliação ao ser indagado sobre seu papel na definiço do perfil tecnológico da regio, preferindo dizer que valeu a pena todo esforço realizado nos anos 70 e 80, mas adverte. "Os desafios continuarn grandes, e agora depende do posicionamento da nova geraçäo. 0 importante é que as cooperativas tenharn urna assistência técnica neutra, que aplique e dernonstre resultados regionalmente. Porque estão vindo novas variedades, tecnologia diferenciada em termos de genética, e o diente rnundial está querendo transparência dos processos de produçäo. 0 consumidor näo aceita mais qualquer produto que entra no mercado, a näo ser que a tecno)ogia aplicada seja branda, e este é urn tremendo desaflo para a próxirna geraço".