CÂMARA MUNICIPAL DE CARAMBEÍ
GABINETE DO VEREADOR PAULO SÉRGIO VALENGA
SUBSTITUTIVO
PROJETO DE LEI 0 5 /2 0 2 4
PROTOCOLO GERAL 158/2024 024
11/04/2024 - Horário; 17; 50
DISPÕE SOBRE A DENOMINAÇÃO
ALTERAÇÃO DE VIA PÚBLICA.
Autores: Vereador Paulo Sérgio Valenga e
Vereador llson Hegler Pedroso de Oliveira
A CÂMARA MUNICIPAL DE CARAMBEÍ, ESTADO DO PARANÁ, APROVOU
E EU, PREFEITA DO MUNICÍPIO SANCIONO A SEGUINTE
LEI
Art. 1® - Fica estabelecido que o trecho entre o Trevo Carambeí até o final do
Bairro Campinho Pequeno e o encontro com a Estrada Olivir Pedroso de Oliveira,
passa a se chamar Rua Albert Willem Dijkinga.
Art. 2° - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Carambeí, 11 de abril de 2024.
Rua da Prata, 99-F one (42) 3231-1668 CEP 84.145-000 - Carambeí-Paraná
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JUSTIFICATIVA AO PROJETO DE LEI
Essa alteração tem por objetivo, facilitar a acessibilidade da região e o
entendimento das ruas locais.
Trecho que irá compreender a Rua Albert Willem Dijkinga, fornecido pela
Secretaria Municipal de Planejamento e Urbanismo:
A rua compreende somente o trecho até o Campinho Pequeno.
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Estrada Olivir Pedroso de Oliveira, fornecido pela Secretaria Municipal de
Planejamento:
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A Estrada Olivir Pedroso de Oliveira compreende somente a partir da região
que faz parte da Zona Rural.
Justificativa ao nome da rua:
0 nome foi escolhido como forma de homenagear o senhor Albert Willem
Dijkinga, pelo seu histórico e contribuição para o nosso município.
Para recuperarmos a trajetória da Granja Econômica Avícola (GEAL) é preciso
que voltemos nossos olhares para março de 1954, quando a Família Dijkinga,
composta por Pieter, sua esposa, Trientje, e seus quatro filhos, Albert Willem. que
trouxe sua noiva Johanna Kluin, Luuckje, Wilhelmina e Willem, deixou a cidade de
Bafio, na província de Groningen, norte da Holanda, e embarcou, no navio cargueiro
Altair, rumo ao Brasil. É importante ressaltar que à época a Europa ainda sofria com
os traumas da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). E as famílias que imigravam
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buscavam, ©xatamant©, fugir d© uma situação d© depressão econômica vivida pelo
continente em busca de um recomeço que proporcionasse vida melhor para todos.
Os Dijkinga chegaram em abril e se instalaram, em um primeiro momento na
Colônia de Castrolanda, hoje um bairro da cidade de Castro, no Estado do Paraná,
local que, segundo historiadores, recebeu as primeiras famílias holandesas em
meados de 1950. Lá, permaneceram até o final do inverno, desempenhando,
precariamente, atividades avícolas, já que a falta de energia elétrica tornava os
serviços ainda mais difíceis. Entre os poucos pertences trazidos na viagem veio uma
incubadora, equipamento, à época, extremamente moderno. Para tanto, a energia
elétrica constante se fazia necessária para movimentar, ininterruptamente, a
incubadora.
Johanna Dijkinga, esposa de Albert Willem, conta que ainda na Holanda,
durante as reuniões entre os possíveis imigrantes, surgiu a ideia de trabalhar com
avicultura no Brasil, visto que sabiam que este ramo não era muito presente no país
à época. Então, na Holanda, compraram uma incubadora e trouxeram-na junto para o
Brasil. Chegando em Castro compraram ovos dos colonos da região e começaram a
incubá-los. No entanto, as coisas não deram muito certo, logo no nascimento das
primeiras aves, devido a uma falha no sistema de aquecimento, o aviário pegou fogo.
Resultado; todas as aves morreram. E a família teve que recomeçar do zero.
Em 23 de setembro do mesmo ano (1954), a família decidiu mudar-se para
outra colônia, a de Carambeí, hoje cidade de Carambeí, também no Paraná, que
recebeu as primeiras famílias holandesas em 1911, de acordo com historiadores. Ali,
os Dijkinga residiram por três anos, em uma casa cedida generosamente por André
Los, que também viera da Holanda, anos antes. Dispondo de energia num pequeno
espaço, começaram, então, a desenvolver as atividades avícolas. Instalaram a
incubadora e construíram três pequenos aviários, nos quais, inicialmente, nasciam
300 pintos por semana.
Decorrido esse tempo, com a aquisição de uma propriedade rural, a família
começou, de novo, a fazer a mudança: os aviários foram desmontados e os animais,
transportados. Mas, a partir dessa propriedade, resolveu explorar a atividade avícola
em escala comercial, compatível, é claro, com a disponibilidade dos demais itens
necessários ao empreendimento.
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Para os padrões da época, como praticamente tudo era mais simples, os
Dijkinga puseram em prática conhecimentos adquiridos pela vivência, apostando
apenas numa coisa; o sucesso do empreendimento. Assim, decorrida mais de uma
década de trabalho árduo e incansável, em 3 de fevereiro de 1965, era feito o registro
na Comarca de Curitiba (PR) da empresa P, Dijkinga & Filhos Ltda., tendo à frente
Pieter e o filho Albert Willem, ambos visionários e persistentes, além de um
funcionário. Albert Willem tinha outras habilidades, como fazer cálculos com rapidez
e desenhar projetos, era muito caprichoso. Além disso, como não poderia de deixar
de ser, a vivência diária dos desafios proporcionou muito conhecimento. Com isso
estavam sempre improvisando e colocando a criatividade em prática. Além da
atividade empreendedora, a avicultura, também trabalharam na instalação de energia
elétrica em vários locais de Carambeí.
Como acentuamos acima, improviso e criatividade faziam parte do dia a dia de
todos. Albert Willem contava, quando ainda vivo (faleceu em 2017, aos 70 anos), que
no início das atividades, em um dos aviários, foram colocadas as galinhas da linhagem
“Lehorns”, que eram inquietas, assustadiças e ao menor ruído fugiam, debatendo-se
pelas paredes, principalmente, e mais ainda quando os trens passavam pelas
imediações e apitavam. Nessas horas, as aves, literalmente, entravam em pânico. Era
preciso encontrar uma solução para o caso. Caberia a alguém propor uma negociação
com os responsáveis pela locomotiva.
Costumeiramente, havia uma parada para o abastecimento de lenha e água.
Lá se foi ele (Albert Willem) e propôs; uma bandeja de ovos frescos em troca de
atenuar do apito da locomotiva no local próximo aos aviários. E a conversa deu
resultado. Ao invés de um apito longo e estridente, os maquinistas passaram a emitir
pequenas notas próximo da passagem. Houve dali em diante apenas um pequeno
impasse, porém fácil de ser resolvido. Vez ou outra, uma composição freava em frente
à granja e da máquina saltava um risonho condutor, dizendo que os ovos já haviam
acabado.
É importante salientar que mesmo com Pieter e Albert Willem à frente dos
negócios, todos os demais integrantes da família participavam de alguma forma do
desenvolvimento e do crescimento da empresa.
E a união de toda a família era fundamental, uma vez que, no início, as
dificuldades econômicas e sociais eram grandes, pois estavam em processo de
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adaptação ao novo país. As principais dificuldades encontradas foram a falta de
infraestrutura e a nova língua que era “falada” apenas por gestos. Porém, gradual e
lentamente, os progressos começaram a ser sentidos, o que era então festejado
diante do conhecimento de cada novo vocabulário e de seu significado estranho,
incorporado ao novo idioma.
Outra dificuldade adicional foi em relação ao transporte das mercadorias, que
à época era realizado por linha férrea, tanto no recebimento de matérias-primas -
vindas de São Paulo- quanto na distribuição dos pintos, que inicialmente era feita em
Curitiba (PR). Exemplo dessas dificuldades era o funcionamento da incubadora à base
de gasolina, o que, em consequência, provocava baixa capacidade de alojamento,
somente 200 pintos por semana.
Para entendermos um pouco o panorama no qual estava inserido o
empreendimento é preciso fazer um recorte temporal. Alguns anos após as famílias
imigrantes chegarem no local, perceberam que era preciso juntar esforços para
poderem vencer e começaram a se reunir em cooperativas, essa necessidade foi
sentida em todos os setores, e o da comercialização de pintos não ficou de fora.
Mas todo esse cenário não foi motivo para desânimo, ao contrário, serviu para
que aumentasse ainda mais a tenacidade de todos, pois tempos depois de sua
fundação a Família Dijkinga iniciou sua própria produção e começou a buscar sua
reinserção no mercado brasileiro.
Falar um pouco mais da trajetória da GEAL a partir da década de 1970 até os
dias de hoje, com foco em investimentos, construções, parcerias, aquisições,
evolução na produção, uso de tecnologia, mercado externo, comparar as condições
de competitividade do início com as de agora, aprimoramento na gestão.
E essa batalha continuou durante as décadas de 1970, 1980 e 1990 com a
construção de aviários em cidades próximas à sede em Carambeí. Já na década de
2000, com a consolidação do mercado regional, a GEAL decidiu ousar mais, além de
continuar com a construção de aviários na região, iniciou o processo de expansão,
primeiramente para outras cidades Paraná e posteriormente para outros Estados,
além de buscar o mercado externo, o que aconteceu em 2014. As expansões para
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outros estados efetivaram-se em 2019 para Santa Catarina e em 2020 para São
Paulo.
Assim, com muito trabalho, persistência e comprometimento em atender as
necessidades dos clientes, a empresa buscou desde o início e busca
persistentemente acompanhar a evolução tecnológica e, com isso, permitira inserção
de novos processos no empreendimento para que o foco na qualidade do produto
jamais seja perdido. E essa missão da GEAL é gerida pela geração de bisnetos dos
fundadores, pois a gestão da empresa permanece familiar. “Como neto do fundador,
comecei a me envolver na empresa aos 10 anos de idade, passei pelos setores de
manutenção, planejamento e produção. Hoje, a GEAL é o meu ideal, e poder ver o
seu crescimento, passando de geração em geração, me dá muito orgulho”, diz Pieter
Dijkinga, sócio administrativo.
A GEAL, considerada a mais antiga produtora independente de pintos do país,
tem hoje 470 funcionários e, entre granjas próprias, alugadas e parceiras, chega a 25
unidades de recria e produção nos estados do Paraná e Santa Catarina, além de
fábrica de ração e incubatórios. Em 2019, a produção de pintos chegou a 41 milhões,
alojamento e recria com 695 mil fêmeas e 160 mil ovos/dia. Sua sede continua no
lugar onde nasceu, Carambeí, mas expandiu-se para outras cidades nos Estados de
Paraná, Santa Catarina e São Paulo.
LINHA DO TEMPO
-12/06/1954; primeiro nascimento de pintinhos
.- 1954 (setembro); primeiros aviários da empresa em Carambeí (PR)
- 1965 (3 de fevereiro); registro da firma P. Dijkinga & Filhos Ltda.
- Década de 1970; construções de aviários na região da matriz (Carambeí)
- Década de 1980; construções de aviários na região da matriz (Carambeí)
- Década de 1990; construções de aviários na região da matriz (Carambeí)
- Década de 2000; construções de aviários na região da matriz (Carambeí) e expansão
para outras cidades do Paraná
- 2014; início da exportação
- 2019; expansão para Santa Catarina
2020; Qxpãnsáo para Sfo Paulo
PAUllO SÉlfel^VA
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